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REPORTAGEM

retangulares e depois percebe que pode ir além das fronteiras e trabalhar com formas mais orgânicas e desafiadoras”. A impressora foi usada também no desenvolvimento de peças para a construção civil que já estão sendo comercializadas. O cobogó, elemento vazado muito comum em construções brasilienses, é um exemplo. Desenvolvidos pelo trio Renan, Leonardo e Rick, o cobogó e uma luminária — também impressa na máquina de baixo custo — foram expostos em feiras de design como a Casacor, no estande do Sebrae. Além da impressora 3D de baixo custo desenvolvida por Renan, a FAU dispõe de outra máquina de manufatura aditiva, que utiliza material semelhante ao gesso na construção dos objetos. O empecilho é o alto custo desse material: cerca de 10 quilos podem chegar a custar até 6 mil reais. Pensando nisso, alguns dos utilizadores do LDFC estão testando materiais alternativos como o açúcar. Os moldes perdem em resistência, mas os estudos e testes avançam para resolver esse aspecto. A perspectiva é que, muito em breve, as impressões já tenham uma redução drástica de preço.

Modelo de impressora 3D usada no Lab Aberto da UnB

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SERVIÇO Os estudantes de arquitetura interessados em usar a tecnologia para materializar seus projetos devem procurar o Laboratório de Fabricação Digital e Customização em Massa e conversar com o responsável no local e, em contrapartida, pede-se uma colaboração em insumos para produções futuras

Maquetes podem ser criadas em impressoras baratas

CONSTRUINDO UM SONHO Juliana Martinelli, aluna de Engenharia Elétrica da UnB, enxerga tamanho potencial no uso de impressão tridimensional que possui hoje como meta construir uma casa a partir de peças impressas. Diante da oportunidade de participar de uma competição de startups, Juliana, a idealizadora do projeto, reuniu alguns amigos com quem trabalhou na empresa júnior Enetec, e se inscreveu no evento. Estava plantada a semente do que viria a se tornar a Inova House 3D, startup com o objetivo de realizar pesquisas e desenvolver máquinas de impressão 3D capazes de transformar em realidade até casas inteiras de forma mais rápida, barata e sustentável. A empresa nasceu do desejo de Juliana de ajudar vítimas de desastres naturais, principalmente depois do terremoto que atingiu a península de Tiburón, no Haiti, em janeiro de 2010. O tremor, somado às construções precárias e de má qualidade

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Darcy Nº 21  

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