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A revista Cooltura surgiu com uma proposta não convencional, para não dizer contra-proposta ao convencional – tudo aqui foi pensando para um público que não se encaixa em “padrões feitos”, o layout é diferente, o texto é diferente, a forma de interação e valoresnotícia também são diferentes. Não queremos mais do mesmo, mas ao mesmo tempo, reconhecemos que foi desse mesmo que partimos em busca do diferente.

Expediente Andressa Schneider

andressajornal@gmail.com Editoração Conteúdo Revisão Entrevistas

S amuel La mmel

publicasam@gmail.com Projeto Gáfico Diagramação Fotografia Ilustração

Nossas edições são temáticas, e o “objeto de estudo” da revista nº1 é Cultura de Fronteira. Estivemos em três cidades de fronteira e em três países diferentes, para sabermos como vivem/se adaptam os jovens nesses cenários híbridos e multifacetados. Também nesta edição, deram o ar da graça matérias sobre Arte Moderna, Geração Y (“oh, o nosso público alvo aí”), música, festas e skate. Apareceram personagens de desenho animado para falar sobre moda, também um miniguia de cidades e casas noturnas para quem quer conhecer a fronteira, pesquisas de opinião e entrevistas. Tudo em busca de compreender “que diabos os jovens querem da vida”. Além da versão impressa, que você tem em mãos, também temos a Cooltura online no www.wix.com/coolturar/revista – que complementa e diversifica o conteúdo deste modelo. Desejamos uma boa leitura, linear ou não, a todos!

Editora Como o texto, a imagem também é elemento de leitura, por isso projetamos essa revista para que ela seja diferente e agradável. Na diagramação buscamos agregar características da arte contemporânea, pós-moderna, diferenciada como nosso público, procurando alinhar a estética com a boa leitura. Esperamos que goste!

Diretor de arte


Informe publicitário

Unipampa está entre as quatro melhores universidades no RS, segundo IGC.

Ainda não alcançamos o primeiro lugar, mas estamos nos esforçando para chegar lá.

A Unipampa conta com 59 cursos de graduação.

Acesse: www.unipampa.edu.br


A capa é Pop! A capa da primeira edição da Cooltura traz um ícone gritante – a latinha de sopa Campbell servindo como porta-cuia. Quem “se liga” em Arte já deve ter relacionado com a Pop Art e o Andy Warhol (que de quebra, aparece na nossa contracapa tomando um chimarrão...).

Mas, por que esse elemento nesta revista? Senta, que lá vêm contexto:

A Pop Art, Arte Pop ou Popular Art surgiu em 1950 (bem antes do nosso público alvo) simultaneamente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Os artistas desse movimento buscavam inspiração na cultura de massas para criar suas obras de Arte - aproximando-se e ao mesmo tempo criticando ironicamente a vida cotidiana: materialista e consumista.

Latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinhos, bandeiras, panfletos, encartes, e outros objetos serviram de base para a criação artística naquele período. Os artistas trabalhavam com cores vivas e modificavam o formato dos objetos. Andy foi a principal figura da Pop Art, e ficou conhecido por criar obras em cima de mitos. Ele mostrava os famosos como figuras estranhas, vazias, através de uma produção mecânica e serigráfica. Ele também usou esse tipo de produção para representar a impessoalidade de objetos produzidos em massa para o consumo, como as garrafas de Coca-Cola e a lata de sopa da nossa capa. A relação de tudo isso com a Cooltura? Bem, a mistura e o hibridismo são características da Arte contemporânea - e também dos povos fronteiriços, impactados por diversas e, ao mesmo tempo, distintas culturas. Acreditamos que o primeiro movimento artístico contra a alienação, via consumismo, serviria perfeitamente para uma revista que tem como público alvo, jovens de 18 a 24 anos: uma geração completamente eclética e globalizada, que visa o coletivo, mas que, ao mesmo tempo, faz questão de ser diferente, e mais do que isso, de expor suas diferenças. 04

*mais sobre o público-alvo na matéria Geração Y


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Pé na estrada

Cuenta Contos Ruglares – ruglares, ao “pé da letra” significa malabarista, mas também era o nome usado para definir artistas de rua na Idade Média Feriadão Farroupilha e, em Uruguaiana, atraem os demais para o meio da – Angélica explicou a definição do a maioria dos jovens que estuda fora praça! grupo: voltou para a cidade – e a maioria, dessa O grupo composto por Bryan “Pessoas que viajam e contam histórias, maioria, foi para a praça tomar chimarrão Camacho (22), Anderson Camacho fazem músicas, fazem Arte”. e “jogar conversa fora” à tardinha. (24) (são irmãos), Laura Ruiz (23) (é Os Cuenta Contos estão há dois Essa frase poderia ser aplicada para namorada do Bryan), Marcela Andrade anos viajando por toda a América qualquer uma das últimas 10 gerações (22) e Lady Angel (21), posicionou-se do Sul, fazem apresentações em que passaram pela Praça Barão do Rio perto do monumento central, sacou praças, teatros ,escolas e aparições Branco, em dias de feriado/ sábados e os instrumentos e começou a tocar em festivais, dizem que “não querem domingos de sol. e cantar Cúmbia de raiz: um ritmo restringir a arte para um povo, e , sim, Porém, como em toda matéria que se musical tipicamente colombiano, foram difundi-la para todos” – Nove meses, d preste, há um destaque – entre ura cinco canções, um pouco de conversa, desses dois cult os de cuia na mão, um e muito carisma que facilmente a r i anos, foram dedicados exclusivamente restring um povo, encantou o público do local. mos a r e a r ao Brasil. País, pelo qual se declararam p s e a n u e q ap Após a apresentação (que rendeu “apaixonados” depois de conhecerem ão povo os espalhar a todos! algumas notas para o “chapéu”), m a Amazônia e o litoral nordestino. um quere grupo de jovens conversamos com o quinteto e Na “volta para a casa”, prevista ainda chama atenção. descobrimos que não era “apenas” um para este ano, pretendem chegar a Foz Carregando grupo de artistas de rua – todos cursam do Iguaçu. violões e djembês Licenciatura em Artes, na Francisco José E por que viajar todo esse tempo? A (uma espécie de de Caldas District University, conhecida resposta vem em conjunto: tambor originário como The District, que é a segunda “Apenas vivenciando a cultura e vivendo da África, que é maior universidade de Bogotá e têm de Arte será possível transmitir o tocado com a um objetivo – “ser un maestro”, ser um que realmente importa palma da mão), professor. para os alunos”. dois guris e três gurias, Apresentam-se com o nome de N

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“Pessoas que viajam, contam histórias, fazem músicas, fazem Arte”

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Boddy Art daqui

Se vier, tatua ou não? Olha, tem quem diga que “não dói” e que é tranqüilo de tatuar. É claro que tu não fica olhando, faz a arte e deu, mas sinceramente não sei se encaro.

A tatuagem é uma das formas de modificação corporal mais cultuadas do mundo – com uma “bio” que aponta o seu surgimento em 4000 a.c, a Arte de pigmentar permanentemente a pele passou por centenas de fases; assim como o Rock’n’Roll. Entre os diversos estilos de Arte que são escolhidos para marcar a pele, há a linha New School – com inspiração urbana e ligada ao grafite. Em que os desenhos são trabalhados em três dimensões, com perspectivas fortes e cores vibrantes.

Alguém já fez fiasco? Um monte! choro e desmaio são mais comuns do que se imagina. A pessoa fica nervosa, a experiência é nova – esses dias um menino me disse “acho que preciso pegar um ar” ficou branco e POF.

Que reação esperar na primeira tatuagem? Depende do corpo – tem gente que sente muita dor, e gente que não sente quase nada. O sangue é outra coisa que varia, já tatuei uma canela inteira sem ver uma gota. A dica é vir bem alimentado e que o dia não seja de calor extremo, porque com o nervosismo tem a possibilidade de a pressão baixar.

Anderson Felix (27), mais conhecido como Maninho, é um dos fãs do estilo, o traço sem tanta definição, para ele o aspecto de cartoon e os detalhes do mangá são os principais atrativos. Natural de Uruguaiana é um dos poucos tatuadores profissionais da cidade.

Bate-papo Já tatuou partes íntimas? De mulher sim, de homem não. Na verdade, um homem nunca veio aqui pedir isso.

Tatto mais esquisita que já fez? Escrevi Justin Bieber no braço de uma menina – o pior foi que a mãe veio dois dias antes autorizar, e queria muito que a filha fizesse. Tentamos de tudo para a moça “mudar de ideia” mas não teve jeito.

Faixa etária dos tatuados? O mais novo tinha 14 anos e o mais velho 60 e poucos, quando vem um pessoal dessa faixa etária, bem mais velho, não dá nem vontade de cobrar!

As mais pedidas? Os carros-chefe são borboleta (que dá vontade de tatuar no olho!), frases, carpa, dragão e flor.

Para saber mais sobre o Anderson, acessa a Cooltura! www.wix.com/coolturar/revista 07


Informe publicitário

A UP chama atenção dos jovens, entre as lojas de roupa em São Borja, moderninha, “antenada” – e não é só pelo estilo rocker. Na verdade, tudo lá - desde a decoração até as redes sociais, foi pensados para fazer diferença.

A loja foi inaugurada no dia 04 de maio de 2011 (não tem nem um ano ainda) - mas a ideia já “rolava” bem antes, na cabeça da Aline Paz (22) e da Babi Bouchet (20), o jovem casal de proprietárias do local. O prédio, que onde antes havia uma escola maternal, foi todo reestruturado, em uma reforma que durou mais de um ano. Enquanto isso, tudo era planejado: arquitetura, marcas, material de mídia. O investimento foi muito alto e as meninas ainda estão pagando.... Mas, acreditam que não foi em vão, pois a loja tem uma relação única com o público de São Borja. As proprietárias conhecem os clientes, interagem nas mídias sociais e criam eventos para estreitar esse vínculo. A Aline falou um pouco sobre essa relação:

“A maioria das nossas relações não é apenas vendedor e comprador, as afinidades e gostos trazem uma relação de amizade. Todos os dias as redes sociais são atualizadas, e isso nos aproxima dos clientes. Também com essa intenção criamos a festa – sentimos pelo público da loja a necessidade de ter na cidade um ambiente com musicas eletrônicas, e como a loja já tinha uma proposta especializada em rock surgiu a Make Me UP Eletrorock. As mercadorias, nós escolhemos todas, no inicio tínhamos um certo receio, medo que as pessoas não aceitassem, não valorizassem, ou simplesmente não aderissem ao diferente. Mas, pelo contrário, nossos clientes não deixam a desejar. Não olhamos novelas ou programas de TV para saber “o que é moda?” - nossas marcas são muito direcionadas, vendemos o que gostamos, mas claro que ficamos atentas para não errar.” O objetivo das meninas é que a UP se torne uma marca, e que exista em outras cidades, elas já estão trabalhando para fazer uma loja virtual. De quebra, ainda têm alguns planos para São Borja, como montar um cinema e um café com biblioteca. “Mas, isso é para o futuro – explica Aline - a loja é muito recente e administrá-la já é um grande desafio, por hora!”


A música negra americana – Jazz, Gospel e também o Blues - é considerada um dos alicerces do Rock ‘n’ Roll. Os ritmos marginalizados, lentos e com letras melancólicas que ilustravam a vida do negro na sociedade predominantemente branca das décadas de 30 e 40, foram ganhando novos arranjos e novos adeptos. Ademais, o Folk, o Country e até a música clássica foram combinadas na nova estrutura musical.

Definir o Rock como um gênero musical é praticamente impossível. Afinal, ele já nasce do hibridismo musical que absorve referências constantes das sociedades que acompanham seu movimento. A evolução do ritmo contrasta com sua progressiva divisão, que cria subgêneros ( justamente pelas características culturais das quais se apropria).

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Década de

50

A ascensão do Blues nos bares abriu margem para a inserção de novas batidas - deixando seu ritmo mais acelerado e dançante. Apesar de, já estar tocando em alguns locais, o início do Rock é datado “oficialmente” em 1954 com o lançamento da música Rock Around the Clock - do rotulado “pai do Rock ‘n’ Roll”, Bill Haley,- impulsionando assim a propagação do ritmo. Adotado, de prontidão, pela juventude subversiva da época - a rebeldia só alimentava o gosto, e a popularização pelo som marginal.

Década de

60

Gel no cabelo, jaqueta de couro e a chegada da minissaia – exemplificam a influência do Rock ‘n’ Roll na vida dos jovens. Uma década marcada pela luta a favor da liberdade sexual – que foi fortemente incorporada no ritmo. O Rockabilly conquistou as paradas das rádios: a tensão do mundo bipolarizado, a crise dos mísseis e a guerra do Vietnã foram combustíveis para a ascensão do ritmo rebelde e de suas letras de protesto.

Naquela década é que surgem nomes como: Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e James Brown - além de o, ainda desconhecido, Elvis Presley - fomentando a indústria cultural do novo gênero, que começa a tomar espaço nas rádios.

Naquele período surgiram nomes que são reconhecidos até hoje como “ícones do rock: Bob Dylan com letras fortemente politizadas enraizadas no folk, The Rolling Stones com energéticas performances, além de um quarteto que estremecia o mundo e dispensa apresentações: The Beatles. Na segunda metade daquela década, outras “singelas” personalidades e bandas surgiam com novas referências que foram incorporadas ao Rock: a psicodelia, apadrinhada por Pink Floyd, tinha como tema central: a subjetividade, a loucura e as alucinações. Reflexo da expressiva ligação com a história das

drogas, que naquele período do Rock estavam aliadas à invenção de uma cultura de libertação estética e moral. E que também se faz presente junto ao Rock Progressivo – de canções longas e harmonizadas - no som de bandas como The Doors e Led Zeppelin. 10


Década de

70

Para alguns fãs a década de 70 é a “Gold Age” do Rock – um período marcado por dois extremos: experimentação e amadurecimento. Novos equipamentos eletrônicos incorporados à música proporcionaram novas batidas e novos sons - é mais um elemento enriquecedor da miscigenação do Rock ‘n’ Roll. As principais características daquela época são o amadurecimento do Rock Progressivo e o aparecimento de novos subgêneros, como o Heavy Metal do Deep Purple, AC/DC, Black Sabbath e Iron Maiden. Em contrapartida, ao amadurecimento de algumas vertentes, outro “filho” da década nasce: o Punk Rock - com músicas rápidas e melodias simples, transpassava agressividade e rebeldia, em letras com cunho político e social, ou ligadas à diversão e ao sexo . “Voavam” pela Inglaterra e EUA, levantando a bandeira desse subgênero, bandas como Ramones e Sex

Década de A década de 80 é a do New

Wave, do auge do

U2 e suas letras politizadas, do aparecimento de

diversas bandas e da multiplicação das gravadoras. Além de ser a década do PopRock (a pegada eletrônica no Rock) - popularizado pela emissora MTV, que passou a valorizar clipes musicais – o visual, a imagem passaram a ser mais valorizados e as bandas se submetem às influências de bandas antigas. Exemplo disso é o Rock Alternativo, que é dividido em novos subgêneros, um deles se destaca: o Grunge do Nirvana e do Peral Jam.

Pistols.

No final dos anos 70 vertentes do Punk se misturavam com outros subgêneros do Rock, principalmente com batidas eletr��nicas, trazendo o New Wave (termo dado por radialistas que consideravam o Punk um modismo da época). Bandas como Blondie e U2, surgiam desse subgênero e mais tarde dominariam as rádios.

Década de Década de

80

90

O Rock dos anos 90 é marcado pelo “revival” de subgêneros dos anos 70 e 80 - Metal, Grunge e New Wave. O PopRock de Bom Jovi era rebatido com o Hard Rock do Guns ‘n’ Roses. É o auge do Grunge do Nirvana e Pearl Jam.

2000++

O início dessa década é marcado pelo Pop e pela música eletrônica, o que saí um pouco do contexto Rock ‘n’ Roll, revivido com a ascensão do Indie Rock do The Stokes e outros desse subgênero, como Franz Ferdinand. E ao seu lado o Hardcore de Korn e Limp Bizkit, com influências do HipHop.

Também, o Indie Rock (ou Rock independente) proveniente da Inglaterra, adquirindo forças com bandas como Oasis e The Smiths.

Na segunda metade da década, inicia-se a revolução digital, trazendo facilidade de divulgação e acesso às bandas. Fato que deu margem à criação de novas experimentações e misturas de gêneros. E como dissemos, no início, caracterizar o Rock como um gênero musical fechado é praticamente impossível. O que falar da incorporação do samba (característica sóciocultural brasileira) ao Rock - o Samba-Rock? E quem poderá dizer que não é Rock?

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fronteira- Tail Drop - 50/50 - Axle Flip - Grinds - Board Slide - Ollie - Olie-Flip - Fakie Hardflip 360º Kick Flip - FrontSide - Ollie 180º Ramp - Downhill slide – shape Drop - Smith Grind – carrinho - NoseGrind - sk8 - gaúcho - Street Style - Half Pipe - Vertical - Mini 60 – 70 – 80 – 90 – street – pista - Campeonatos - mesa – truck - amortecedores - rolamento – lixa - desporto – Califórnia – deck – Skate é uma palavra americana, que ao” pé da letra” significa patinar – mas ninguém se importa muito com a tradução. O “carrinho”, tal qual suas manobras, peças e evoluções adentrou a cultura brasileira sem aportuguesamento em meados de 1980.

Se o skate foi marginalizado e a aceitação não foi das mais fáceis, em grandes centros urbanos já acostumados com as novas manias dos adolescentes, ou já saturados de cultura inglesa por meio de outdoors, redes de fast food e publicidade, imaginem a situação nas cidades fronteiriças e de interior. Com seu incansável apego á tradição. Quem sabe se o correto fosse usar bombacha ao invés de calça larga ou ainda chapéu ao

invés de boné, aí sim, talvez a aceitação teria sido mais fácil nessas “bandas”! Tudo há seu tempo... Mais de 30 anos depois de sua estreia em solo brasileiro, o desporto começou a ganhar destaque (tímido, mas destaque) na fronteira oeste. Em 2009, Uruguaiana que contava com cerca de 450 skatistas ganhou uma rampa no parque central. Os praticantes participam de circuitos e campeonatos.

Gustavo Bandeira, de 32 anos, trabalha a 16 anos em uma loja voltada para esse público. Ele explica que devido à segmentação das “tribos” e aos poucos locais voltados para as mesmas, os lojistas acabam conhecendo a galera que anda de skate ou que faz alguma outra atividade que traz identificação com a loja – no caso dele, que também pratica o esporte e ficou mais simples ainda.

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Buiu é um dos esportistas que recebe apoio da loja em que Gustavo trabalha. Agora, além de andar de skate, ele quer divulgar o esporte por toda a região e está montando uma Videozine com mais dois companheiros. Videozine é uma mistura de fanzine - que é uma espécie de publicação despretensiosa que engloba diversos tipos de temas em padrões experimentais - +vídeo. O modelo já é um meio comum e quase que padrão de divulgação do skate fora do Brasil. A versão do Buiu vai dar destaque para os esportistas da Fronteira Oeste em campeonatos regionais, estaduais e nacionais, se o patrocínio “vir a calhar”. O objetivo é mostrar skatistas bons que vivem fora do “eixo principal”.

O skate ocupou bastante espaço no Brasil, somos o segundo país com mais praticantes no mundo, só perdemos para os Estados Unidos. Mas, a divulgação aqui é muito fraca, apesar dos canais a cabo e da popularização dos X Games os atletas desse esporte estão muito longe de ser como os jogadores de futebol – com a vídeozine pretendo ajudar a galera daqui, que está mais longe ainda da visibilidade.” Arremata Buiu.

Questionado sobre como é o skate em Uruguaiana

“Olha, aqui a cidade é mais gaúcha. O pessoal prefere andar a cavalo do que de “carrinho.” José Elder Gonçalves Filho, 25, skatista.

Eu participava de invernadas antes de começar a andar de skate. Quando estou praticando, escuto sons relacionados – um rap, um hard rock. Mas, ainda gosto de música gaúcha, hoje, por exemplo, vou para o Piquete dos Marques acompanhar a Semana Farroupilha. Robert Willian Fernandes dos Santos, 22, skatista.

No dia em que montamos esta reportagem Camila Neyman, 22 anos, natural de Uruguaiana venceu o Circuito Amador de Street Skate Gaúcho, e o segundo lugar ficou com Isabela Lima, que também é Uruguaianense. 13


MODA Pode até não causar furor no mundo intelectual – ainda - mas é fundamental para a compreensão dos conceitos de comportamento, cultura e consumo. A moda, além de ser um fenômeno ocidental moderno, tem caráter libertário. Um signo de transformações, na mistura de cinco elementos básicos que têm como efeito, o estilo. São eles:

animados! D e s e n h o s animados também não causam furor no mundo intelectual – aliás, a única discussão de que causam é se “deveriam ficar só na infância” ou se “destroem a infância”, aquele discurso de: Saia da frente da televisão e vá brincar lá fora! E ficamos nós, adultos alienados fãs de criancices, zapeando discretamente a televisão na madrugada e sintonizando em um canal de desenho porque “não tem mais nada passando”– tá bem!. A Cooltura resolveu encontrar o estilo tão cobiçado/difamado pela sociedade, em desenhos que marcaram/destruíram a infância da maioria dos leitores. E, eis o resultado:

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“A questão da moda não faz furor no mundo intelectual . .”. Linha um, da apresentação do livro: O Império do Efêmero, de Gilles Lipovetsky.

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“ A questão da moda não faz furor no mundo intelectual .”.

Estilo esse, que resulta no diferenciamento social tão almejado pela geração y* (matéria que você encontra aqui). Apesar do discurso sociológico quase que acadêmico em que essa matéria se encontra, e da necessidade de uma fusão perfeita dos cinco elementos para se integra a esse fenômeno social tão frívolo e efêmero... Estilo, não é coisa tão difícil assim! E para provar isso, montamos uma brincadeira bem humorada com a moda, que foi do periférico ao hegemônico e remodelou uma sociedade inteira: desenhos

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Laço no cabelo

O acessório que começou nos anos 20 ( do século 20) e marcou fotos de ícones como Brigitte Bardot e Catherine Deneuve, atualmente passeia nas cabecinhas de estrelas pop como: Lady Gaga e caracteriza personagens como: Blair Waldorf.

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Sapatilha/salto com meia Outro ícone retro que voltou com força, foi aposta do Prada Cruise 2011 apareceu na passarela da Burberry e nos pés de it girls como Alexa Chung.

Vestido preto

Pele

Que fique bem claro que os casacos de pele FAKE – não são de filhotinhos de cachorro – estiveram em alta no inverno da Europa neste ano. Como na maior parte do Brasil não é frio o suficiente, lojas como a Renner e C&A adaptaram a tendência para coletes, que caíram nas graças das principais blogueiras de moda do País.

Bico fino

Depois de quase dez anos em desuso, o bico fino foi “ressuscitado” por ninguém menos que Valentino. Voltou às passarelas e adentrou o street style, aparecendo com calça skinny dobradinhas, ou ainda com jeans flare em um ar mais retro.

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O pretinho básico foi criado por Coco Chanel em 1926 e imortalizado por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo , com um modelo de Givenchi – a peça é um ícone da moda.

Popularizadas pela loja de departamentos Liberty & Co a estampa de florzinhas “vai e volta” na moda. Foi a aposta do verão 2011 de marcas como D&G, no exterior, e Salinas aqui no Brasil.

Cintura marcada

A cintura marcada continua forte no verão 2012 – no Minas Trend Preview – o maior preview de moda do País, a cintura alta veio com força total, marcadas por cintos. desde os mais fininhos, passando pelos médios básicos e até verdadeiras armaduras, além de faixas enormes de gueixa.

Botas

Ele aposta nas over the knee boots (botas acima do joelho) aquelas do filme “Uma Linda Mulher” ou das paquitas. O modelo ganhou o inverno na gringa ano passado, mas não teve muita força aqui no Brasil. 15

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O blush rosado que deixa com “ar de boneca” é praticamente unanimidade entre as mulheres e nunca caiu em desuso.

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Maquiagem

Lenço

No último desfile da Dolce&Gabbana (para 2012) Domenico e Stefano não deixaram dúvidas sobre suas apostas: lenços nos sapatos, nos pulsos, como headband, no pescoço e como cinto.

Monocromia

Neste ano grifes como Versace e Blumarine apostaram nas cores vibrantes em um único bloco, ou seja, monocromia. E as principais foram o roxo/lilás, verde ou laranja. Combinando perfeitamente com a nossa personagem, não?


“Depois dos anos 80, ser normal se tornou #chato!” Ter um blog de culinária, ser presidente do Fã Clube do Star Wars, tocar harpa, cursar fisioterapia e frequentar raves. Nesta geração o normal é expor todas as diferenças!

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Millenials,

Os Y, também conhecidos como Millenials, são os nascidos entre 1978 e 2003, filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers (termo referente aos nascidos logo após o termino da 2° guerra mundial). “Nativos digitais” que cresceram sob a influência direta da internet - é a primeira geração que não precisou dominar máquinas, nasceu com TV, computador e comunicação rápida entro de casa. Com 20 e poucos anos, estes jovens fazem parte de uma #revolução #silenciosa, bem diferente do estardalhaço criado nas gerações anteriores, nos anos 60 e 70 (do século 20). Eles representam novas linguagens e #comportamentos e estão localizados no “topo da pirâmide” de influencia do consumo. 18.24 14.17 25.35

Perfil multitarefa, velozes, #hedonistas,

centrados e ao mesmo tempo dispersos,

são adjetivos que definem bem essa geração. De quebra, também sobraram folgados, distraídos, superficiais e insubordinados. Tudo isso porque esses jovens tem características completamente novas. Usam #linguagem para se expressar, fazem várias coisas ao mesmo tempo, tem um modo de pensamento não linear 10.13 (é completamente normal começar em 35.45 uma coisa e terminar em outra). Não se apegam a marcas, adoram #tecnologia e #inovação – um produto pode estar na sua lista de desejos antes mesmo de ser lançado. Millenials trabalham melhor em equipe, e buscam empregos que ofereçam #f l e x i b i l i d a d e de horário e planos de carreira – #querem #reconhecimento profissional, o quanto antes, e como fidelidade (tanto a marcas quanto a empresas) não estão em sua lista de qualidades, não vêm problema algum em mudar de emprego caso apareça uma #oportunidade melhor em outro lugar.

Como #consequência a geração Y não sente a necessidade de se aprofundar ou decorar nada, quando precisam de alguma informação conseguem em poucos segundos: #conectados. Porém, em termos de carreira sempre procuram #conhecimentos técnicos e capacitação profissional.

#hiperbólica

Essa é uma #geração #realista, que não tem sonhos

utópicos. Idealizam pequenos e possíveis projetos – estão aptos a desenvolver a #auto-realização, coisa que, até hoje era apenas um conceito. 17


São Borja

Turismo

A cidade tem três opções de museu: Getúlio Vargas, João Goulart e o Museu Missioneiro. Também podem ser visitados o mausoléu do ex-presidente Getulio Vargas, os túmulos da Maria do Carmo e do Anjinho (esses dois últimos são de lendas locais). São Borja proporciona para as tardinhas um belíssimo pôr-do-sol no cais do porto, banhado pelo Rio Uruguai e, de quebra, para quem ficar até a noitinha um peixinho frito que (confirmamos) só se encontra lá. Do cais do porto pode ser vista a Ponte Internacional que liga a cidade ao município de Santo Tomé na Argentina.

Foi o primeiro dos Sete Povos das Missões, é a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul. Possui 61.834 habitantes e leva o título de: A Terra dos Presidentes, por ser o município berço de Getúlio Vargas e João Gourlat.

A cidade

não possuía muitas opções de vida noturna. Esse perfil vem se modificando desde a chegada da Unipampa (trouxe mais jovens à cidade) os destaques ficam para o Clube Comercial, que realiza a maioria dos shows, para o Bull Club, no centro da cidade, e para o #Pampastock, um O Clube Comercial festival de rock que Um dos locais mais tradicionais de São acontece anualmente. Borja, fundado em 1944, possui duas

sedes, uma social que fica no centro e outra campestre. Na sede social acontece o carnaval mais tradicional da cidade, é para lá que a maioria dos blocos vão durante a semana de folia – também é lá que acontecem a maioria dos shows que vêm para o município, recentemente sediaram o Nenhum de Nós e o Pouca Vogal. Na sede campestre, além das piscinas e áreas de lazer, fica o Iha’s Club – um espaço para festas no meio de um rio, que só abre na temporada de veraneio.

A Noite argentina

Santo Tomé é bem movimentada, além do Cassino gigantesco que sempre tem apostadores, a Navajo (casa noturna) também tem muito público – tanto do município quanto de São Borja (devido à facilidade de travessia da ponte), o ritmo dançante da Cumbia e a bebida “em conta” (na moeda local de lá, um peso equivale a aproximadamente R$0,42) são atrativos para os “vizinhos de fronteira”. 18


O Bull

É uma das casas noturnas mais tradicionais de São Borja, possui dois ambientes, o “tradicional” onde eram as primeiras festas, e o anexo, recém-inaugurado, com dois andares. A principal festa do Bull ocorre na sexta feira – os ritmos mais tocados são o sertanejo universitário e o pagode. Nas quartas-feiras o local sedia o #QuartaStock, que é um espaço para bandas de Rock locais mostrarem os seus sons. E acabam de criar a Quinta-do-pagode.

Santo Tomé/AR A cidade foi fundada duas vezes, a primeira em 1632, porém, em 1817 foi incendiada pelo General Chagas. Relançada oficialmente em 1863. Está localizada na província de Corrientes, na Argentina, e possui 22.634 habitantes.

Turismo

Conta com o Museu Regional de Pablo Argilaga, que detém um rico material histórico, possui também o Monumento a Andresito Guacurarí, a Catedral da Imaculada Conceição. Realizam alguns eventos culturais, como a Fiesta Nacional del Folklore, um Festival de Música Correntina que acontece em dezembro, e a Fiesta Patronales, no dia 8 de dezembro – onde são celebrados os patronos da cidade.

Navajo

A Navajo é a festa mais conhecida de Santo Tomé, o lugar está sempre cheio – tanto com público local quanto de são-borjenses, que cruzam a ponte internacional para ir fazer festa! A variedade de bebidas e destilados a um preço bem mais acessível (metade do preço) é um dos principais atrativos. O local é bem espaçoso, possui dois ambientes, três copas (raramente tem fila), mais um camarote. A parte mais divertida são as músicas – além das tradicionais

Cumbias e músicas eletrônicas, os DJ’s, de lá, tem adoração

pela “música brega” brasileira. Logo, é comum começar um “vem neném” do Harmonia do Samba no meio da festa eletrônica, ou ainda, É o Tchan ou os funks antiguíssimos como: A Dança da Motinha. O pessoal é bem animado, e dança bastante - bastante mesmo, faz trenzinho no meio da festa, e vai até o chão, chão, chão... 19


Rivera

Turismo

Santana do Livramento conta com várias opções ecológicas, como o Parque Internacional e o Parque Municipal Lago do Batuva, o Cerro de Palomas e o Cerro do Chapéu, além de três vin��colas: Cordilheira de Sant’Ana, Almadén e Santa Colina.

A cidade uruguaia foi fundada em 1862 e recebeu esse nome em homenagem ao militar José Fructoso Rivera. Possui 70 mil habitantes e um “idioma próprio” conhecido como Portunhol riverense – devido à fronteira com Livramento.

Noite

Em Rivera são sempre movimentadas, em todos os dias da semana. Por tratar-se de uma cidade turística, devido aos Free Shops, os restaurantes e lojas ficam abertas até tarde, o clima agradável permite que as mesas sejam colocadas nas calçadas, criando um fluxo intenso de movimento e permitindo “ver gente”.

WL ou W

Uma das casas noturnas mais conhecidas da região foi indicada por praticamente todos os moradores de Livramento/Rivera quando questionamos sobre “festa boa”. O ambiente, de dois andares, decorado com cortinas vermelhas e globos de discoteca, faz o ar “festa americana”. Na entrada, um anúncio avisa que os donos do estabelecimento têm o direito de escolher quem entra ou não (ops! Mas, não vimos ninguém sendo barrado). A música também faz o estilinho party in USA, com os principais lançamentos pop – muita Britney, Beyonce, Lady Gaga e, derivados. Outro item que chama a atenção são os flyers/anúncios de novas festas, a grande maioria é temática e eles são criativos e bonitinhos, a grande maioria está disponível no Face do local.

20


Santana do Livramento Noite

Na cidade é praticamente inexistente, a cena noturna fica toda para o lado de Rivera (a cidade da divisa). Mas, existem várias casas noturnas que apesar de estarem do lado “de lá” da fronteira se consideram brasileiras – um exemplo é a Iguana, situada justamente em frente à praça que separa os municípios/países.

É um dos municípios mais antigos, históricos e de maior extensão territorial do Rio Grande do Sul, foi fundada em 1823. Possui 82.513 habitantes, faz divisa seca (uma rua) com o Uruguai e tem um dos maiores índices de evasão populacional do Estado, segundo o IBGE.

Iguana

O bar Iguana fica localizado exatamente na divisa de fronteira entre Santana do Livramento e Rivera, denomina-se brasileiro, os folders e chamadas nas redes sociais ocorrem nas duas línguas (ou no portunhol). O local tem estilo de cave inglesa, ao passar pela porta é necessário descer um lance de escadas, para (aí sim) chegar à festa. A proposta é de ritmos populares, de ambos os países, como Funk e Cumbia “eletronizados”. O povo uruguaio dança bastante, é difícil encontrar alguém parado, tanto os meninos quanto as meninas, e a atmosfera do local, meio “despojada” é propícia para a brincadeira. Outro ponto positivo é que os fumantes tem área separada – uma escada que fica em um corredor com janelões, a grande maioria respeita a regra.

Turismo

É o 2º Pólo Turístico de Compras e Trânsito do Estado, existem diversas lojas Free Shops, que vendem produtos internacionais com redução ou isenção de impostos. Vestuário, utilidades, alimentos, eletrônicos e principalmente perfumaria. A cidade também conta com um Cassino. Para melhorar, tem uma gastronomia típica que inclui pancho, chivito e parrilada. 21


Paso de Los Libres A cidade Argentina da província de Corrientes, possui 43.805 habitantes, foi fundada em 1843 e recebeu o nome em homenagem aos “homens que buscavam sua liberdade através de grandes distâncias”.

Noite

A Calle Colón, uma das principais ruas do centro da cidade oferece vários pubs, barezinhos, boliches, e locais para reuniões. A cidade também conta com o Cassino Rio Uruguai, e é sede do Carnaval de Fronteira, um dos mais importantes de Corrientes. Para quem é da boehmia, existem várias opções de casas noturnas, a mais recente é a Complejo Springfield, que costuma trazer atrações nacionais da Argentina. Turismo

A cidade possui diversos prédios históricos, como o do Clube Comercial, da Prefeitura Municipal o Centro Cultural Dr. Pedro Marini. Também merecem destaque o Obelisco, o Parque Dom Pedro II e a Ponte Internacional. Além de várias opções de museu: Museu de Arte Didacta, Museu Histórico e Artístico, Museu do Piá, Museu do Crioulo e o Museu de Ciências Naturais e Exatas. Para os esportistas, ela oferece uma pista para skate e bike no Parque Dom Pedro II (parcão). 22


Turismo

Os pontos turísticos que merecem destaque são: A Ponte Internacional, que liga a cidade a Uruguaiana, o Passo Troncón e o Parque Municipal de Turismo Juan Domingo Perón. Bem como os monumentos por la Paz y la Amistad de los Pueblos, en Homenaje a los Ciento OchoValientes e em Amado Tribute Freyche para Aviador. A cidade também conta com o Museu Municipal de Paso de Los Libres, e a Casa da Cultura. Às margens do rio Uruguai oferece um belo pôr-do-sol, e pontos de pesca muito procurados pela diversidade de espécies de peixes da região.

Uruguaiana Uruguaiana é o único município brasileiro que faz fronteira com Argentina e Uruguai, foi fundada em 1843 possui 125.435 habitantes e ostenta o posto de maior porto seco da América Latina e terceiro maior do mundo.

Noite

A noite em Uruguaiana possui opções para vários públicos e em festas simultâneas. Tem barzinhos alternativos para quem gosta de Rock e música ao vivo, várias opções “tradicionais” como bailes e apresentações nativistas, além de as festas com música eletrônica e Pop. O Heineken é um barzinho alternativo que fica no centro de Uruguaiana – o local é todo pintado de verde e tem um ar bem Grunge, com mesa de sinuca e palquinho baixo. É o tipo de lugar para se ir de All Star, tomar uma cerveja e escutar música boa. A casa costuma oferecer como atrativos uma banda local e uma de fora, a cada noite. Isso nos mais variados estilos de rock – o preço também é atrativo: R$5,00 a entrada.

Conheça as bandas locais das cidades da fronteira no site da Cooltura! Acesse: www.wix.com/coolturar/revista 23


24

Vida de universitário que mora longe da sua cidade é complicada. Sempre cheio de dúvidas e dividas (existenciais ou patéticas)... Além de dar conta de dos problemas que o rodeiam, é preciso dar conta da Universidade – que, fora as aulas, provas, seminários trabalhos e leituras intermináveis, exige horas extras de ACG’s e DCG’s (Atividades complementares de graduação e Disciplinas complementares de graduação). Nada mais legal para “complementar” a brincadeira, correto?


Pois bem, desesperada por algumas das preciosas horas de DCG (Disciplina complementar de graduação) acabei ficando em São Borja nas férias de inverno de 2010 (clima super agradável de -1Cº), ia escolher aleatoriamente disciplinas com nomes “não chatos” quando me deparei com a oferta de: Sociologia do Rock. Assim mesmo, Sociologia do Rock (!?) . Haveriam os deuses do Olimpo/Rock’n’Roll iluminado a pequena São Borja do Sertanejo universitário? Duvidando, fiz a matrícula, pois, se tinha Rock no nome, não poderia ser tão ruim. E não foi! – As cadeiras foram disputadas “à tapa”: 190 alunos para 50 vagas. A versão de férias “intensiva” teve 15 aulas, de 2 a 13 de agosto de 2010 e foi ministrada por dois professores, doutores, César Beras e Sávio Azevedo.

Foi assim que surgiu a ideia do Pampastock – o primeiro festival de Rock de São Borja, com o objetivo de colocar a fronteira-oeste dentro do circuito Rock’n’roll. Ideia, essa, que virou um projeto de extensão, envolvendo professores, técnicos administrativos, alunos e a comunidade São Borjense, juntamente com vários apoiadores.

proposta Senta que lá vem Aprincipal a história: disciplinadaera

O resultado foi um sucesso! Na primeira edição, em dezembro de 2010, o PampaStock contou com 52 bandas inscritas, 22 parceiros culturais, e a participação de aproximadamente 1000 pessoas, que resultou na arrecadação de 1880 kg de alimentos ( ingresso social ao festival). As oito bandas finalistas, Sangue da Pedra e Sonnets (Santa Maria), Juliette Rose (Carazinho), Os Vespas (Cachoeirinha), Desvio Padrão (Taquara), Empíricos (Porto Alegre), Monotape (São Borja) e Reino Elétron (Passo Fundo) se apresentaram juntamente com Os Replicantes e Acústicos & Valvulados, em dois dias de festival. A grande vencedora foi: Reino Elétron, que como prêmio tocou, no mês de março de 2011, no Festival El Mapa de Todos.

discutir a ligação da sociedade com o Rock and Roll abordando as transformações que o mundo passou nos últimos 60 anos – além dos aspectos históricos e curiosidades da história do Rock em São Borja. Isso, já seria diferente o suficiente para fazer jus ao título de Primeira Disciplina de Sociologia do Rock do Brasil. Mas, foi mais, além da “história” as aulas contavam com toca-discos, vídeos, palestras, roqueiros e até bandas (sabe aquele estilo de programa da MTV, “Tem uma banda na minha sala”?, pois então)... A ligação dos alunos, tanto com o Rock quanto com a disciplina – e o envolvimento dos professores e convidados foi tão intensa que foi resolvido que haveria uma continuidade. E não seria só outra edição da disciplina, seria algo maior – resolveram criar um Festival de Rock.

Foram meses de trabalho tratando desde questões óbvias como o nome do festival e o local do evento, e as mais burocráticas: autorizações, papeladas e, etc. Os acadêmicos entraram a fundo no processo, publicitários: na identidade visual, jornalistas: na produção de conteúdo para a imprensa – fora as coisas que não eram nem de uma área nem de outra, mas todo mundo acabou se envolvendo.

E não acabou, por aí, no mês que vem sairá à segunda edição do festival que já conta com 24 parceiros culturais e terá a presença das bandas Alemão Ronaldo e Cachorro Grande. O evento será realizado nos dias 09 e 10 de dezembro no Clube Comercial em São Borja. E foi assim - ou mais ou menos assim, que um “bando” de alunos, professores e pessoas legais “firmaram” o Rock’n’roll numa das cidades mais tradicionais da fronteira. 25


Fronteira de estudos Para entender melhor as relações de fronteira, nada mais válido do que conversar com o pessoal que cursa Relações Internacionais, correto? Pensando nisso, a Cooltura bateu um papo com o Rodrigo Estrada (20) e com a Débora Faria (23). Ambos estão no 3º semestre do curso, na Unipampa de Santana do Livramento – que faz fronteira com Rivera, no Uruguai. O Rodrigo veio do Rio de Janeiro, e a Débora veio de São Paulo. Abaixo seguem as impressões, opiniões e descobertas desses dois universitários que caíram de “pára-quedas” no churrasco e nos Free Shops.

Como assim caíram de “pára-quedas”? O Rodrigo e a Débora são da primeira turma do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) que seleciona os participantes através da nota do ENEM. A grande maioria da turma deles também veio de fora do estado (RS).

Mas caíram no lugar certo?

Como o modelo de fronteira é diferenciado – não tem “divisória” entre os países - a dupla fica bastante confusa para descobrir quem é brasileiro e quem é uruguaio. Débora brincou: – É complicado, e o pior, é que todo mundo anda com o mate na mão, o que dificulta mais ainda!

Quem é quem? Como o modelo de fronteira é diferenciado – não tem “divisória” entre os países - a dupla fica bastante confusa para descobrir quem é Brasileiro e quem é Uruguaio. Débora brincou: – É complicado, e o pior é que todo mundo anda com o mate na mão, o que dificulta mais ainda!

E os colegas? Pela proximidade da fronteira a dupla-cidadania se tornou muito comum em Livramento. Além disso, as famílias também se misturaram – tem gente com pai uruguaio e mãe brasileira, pais brasileiros e tios uruguaios – enfim, na sala de aula aconteceu a mesma coisa. Tem gente daqui que está lá, e gente de lá que está aqui. Apesar de não distinguir bem brasileiros de uruguaios, Rodrigo ficou impressionado com o “padrão gaúcho”: - Viemos de lugares bastante miscigenados culturalmente, aqui encontramos um padrão. Apesar de a cidade ser um ponto de encontro de outras culturas, a que prevalece é a cultura “gaudéria”. Tanto aqui no Brasil quanto nas cidades de fronteira do Uruguai ou da Argentina, é incrivelmente forte.

Muita carne, muito tarde, muito frio e muito quente! Questionados sobre as “peculiaridades” da fronteira, Rodrigo e Débora montaram uma lista de diferenças:

Débora destacou a Cumbia – o ritmo musical, o carreteiro - que para ela é risoto, e o horário tardio das festas – ela acha estranho o fato de começarem tarde, por volta das 2am. Rodrigo falou da mania de “tomar mate”, das gírias e do sotaque forte e principalmente, da mania de “colocar carne em tudo”. Como ele é vegetariano, sofreu com o costume: - Lá no Rio nós temos feijoada uma vez por semana, mas no resto dos dias, o feijão é normal. Aqui tem carne em tudo, sempre! Ambos relataram o “susto” inicial com as estações bem definidas – o inverno que é extremamente frio (que foi o que mais apavorou) e o verão absurdamente quente. 26


Hábitos emprestados Depois de três semestres na fronteira, eles já adquiriram alguns hábitos locais, como tomar chimarrão e escutar Cúmbia. A Débora se declara apaixonada pelo Pancho (uma espécie de cachorroquente com muito queijo). Dica da Débora para quem quer se aventurar nos Free Shops uruguaios: - Sexta, sábado e domingo não se faz compras! Os vendedores podem te confundir com turistas e aumentar absurdamente o preço.

Como gostamos do assunto “caí de pára-quedas” e das pendengas enfrentadas pelos não-gaúchos resolvemos procurar mais uma vítima, digo, mais uma fonte que pudesse contar sobre essa miscigenação de culturas dentro de um mesmo país. Encontramos a Clara Caroline, estudante de Serviço Social no campus de São Borja, ela já está no Rio Grande do Sul há dois anos:

Qual foi o seu primeiro “choque cultural”? Todo o comércio fecha ao meio dia, os restaurantes fecham às 14h, não ter nada aberto a partir da meia noite e comemoram a semana TODA do 20 de setembro.

Quando quer se divertir, o que você faz? Esse é um ponto muito fraco na cidade, que se resume em reuniões na casa de amigos.

Quais as diferenças mais contrastantes, na sua opinião?

Como é morar do lado da Argentina?

Diferenças.... Acredito que só o dialeto mesmo, descobrir que apostila é polígrafo, que tangerina é bergamota, acordeom é gaita (gaita pra mim é que toca com a boca - aqui é gaita de boca) e por aí vai. Mas, como já falei outras vezes, acho que “eles” estranhariam muito mais se fossem pra lá, a comida de lá tem mais tempero, mais pimenta, sem falar na variedade de frutas de lá, que ninguém aqui nem ouviu falar.

Quando eu pesquisei para minha vinda eu achei maravilhoso, que seria uma espécie de portal para fusão de culturas, o que de certa forma existe, mas esses laços poderiam e deveriam ser mais estreitos. Inclusive é um dos objetivos da Unipampa, que espero mesmo que aconteça. Tem muita coisa para amadurecer ainda, mas tudo é processo, tem muito paradigma para ser superado.

Quais hábitos de fronteira você adotou?

Qual paisagem mais te marca no RS?

Aprendi a tomar o chimarrão ou mate (até hoje não sei diferenciar um do outro, se é que tem diferença) não muito quente, CLARO.

Gosto muito da arquitetura da Serra, acho bem “casinha de boneca”. Aqui da fronteira, o que realmente marca é o pôr-do-sol do rio Uruguai, uma beleza natural tem seu valor!

A cidade de São Borja é um bom lugar para o seu curso?

Qual o seu objetivo aqui?

O meu objetivo aqui além do que me trouxe (Unipampa) é de conhecer novas culturas, sotaques e modos de vida. A cada dia um novo objetivo o mais recente é de transformação da realidade através dos campos de estágio.

Acredito que tem bastante coisa para se fazer com o meu curso, mas infelizmente os serviços não dão conta da demanda, mas é mais uma coisa a ser transformada firmando as parcerias da universidade e entes públicos. 27


FICA # DIC A sessão #ficadica foi planejada para dar dicas (genial dedução) sobre temas variados. Vale tudo: receitas, programas de edição, redes sociais, truques de jogos, atividades para dias de chuva. (também vale mandar sugestões de tema para o nosso twitter - @msgcooltura. Para a primeira edição da tag, conversamos com comunicólogos (ou quase comunicólogos) pedindo dicas sobre uma de suas áreas favoritas, o “universo cult” – entraram dicas de livros, filmes e músicas. Clássicos, desconhecidos, Best sellers, exóticos/ peculiares enfim, um leque de opções para gostos (que não se discutem!) variados.

Maicon Paim, (27) Jornalista

@evert0m, (22) formando de Publicidade e Propaganda

Livros

Livros

- Pai rico, pai pobre - Michael Maloney - Aforismos para a sabedoria de vida Arthur Schopenhauer - De onde vêm as boas ideias - Steven Jhonson - Whatchmen - a série de quadrinhos – Alan Moore - Admiravel mundo novo - Aldous Huxley

- Reparação; - Crime e Castigo; - As Benevolentes;

- Desonra; - Onde os velhos não têm vez

Filmes

- Barry Lindon; - O Poderso Chefão Parte II, - Era Uma Vez no Oeste; - O Bebê de Rosemary; - Nascido para Matar

Músicas

Filmes Músicas

- Things Have Changed; Bob Dylan - Hurricane; Dylan - November Rain; Guns - You Could Be Mine; Guns - Losing My Religion; REM

- The Goodfellas - Take it easy my brother Charles - Jorge - Clube da Luta Ben Jor - Os intocáveis - Silence - dj Tiesto - V de vingança - Eu sou egoísta - Raul Seixas - O Iluminado - Children of the sea - Black Sabbath Tempo Ruim - Matanza 28


A CA @marciasolares, (25) formanda de Jornalismo

Livros

- A menina que roubava livros; Markus Zusak - O menino do pijama listrado; John Boyne - Comer, rezar e amar; Elizabeth Gilbert - A Cidade do Sol; Khaled Hosseini - Caçador de Pipas; Khaled Hosseini

Filmes

- Madagascar - A era do gelo 1 e 2 - Rio - Efeito Borboleta - Cisne Negro

Músicas

- Outra freqüência – Engenheiros do Hawaii - (Eu) Tô tentando – Kid Abelha - Julho de 83 - Nenhum de nós - Mesmo que mude –Bidê ou Balde - Wonderwall - Oasis 29

Cooltura Já viu o novo clip da banda inglesa Duran Duran? (banda ícone do New Wave 80’s). O clipe da música “Girl Panic” recém lançado, tem as singelas participações das megamodelos Cindy Crawford, Helena Christensen, Eva Herzigova, Naomi Campbell e Yasmin Le Bon. Dá uma conferida no site da Cooltura! A S. Franchini e Carmen Seganfredo assinam a versão romanceada da ópera O Anel dos Nibelungos (Der Ring dês Nibelungen), pela editora Artes e Ofícios. O Anel dos Nibelungos é uma peça de Richard Wagner que demorou 26 anos para ser escrita (1848 a 1874). Wagner aliou várias lendas á um tratamento formal e inovador, ele buscou raízes em elementos dispersos da tradição germânica pagã. Deuses, ninfas, anões e gigantes foram transformados em 18 horas de música, dividida em 4 óperas - um anel serve como elo para unir as todas as partes. Soa familiar? J.R.R Tolkien – criador de O Senhor Dos Anéis se inspirou confessadamente no trabalho de Wagner. Entre as duas obras existem vários elementos similares – é uma dica super válida para os fãs do Lord of Rings e também serve para quem não gosta tanto da literatura “pesada” da série, é um romance bem mais leve, porém não menos prazeroso.


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