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Nº 2 | Maio 2013 | Distribuição Gratuita

São Paulo vai escolher o melhor petisco de boteco 3a geração do Fusca não tem nada do irmão velhinho Com cortejo mágico, Cirque du Soleil volta a encantar paulistanos

Ana Paula Padrão

A jornalista - e, agora, empresária - conta sua trajetória de coragem e muita personalidade

Cinema • Gastronomia • Cidade • Moda • Comportamento • Viagem • Automóveis


Índice LUCAS DANTAS

Capa Foto: Lucas Dantas Tratamento de imagem: Newton Medeiros Produção, cabelo e maquiagem: Tony Borba – www.tonyborba.blogspot.com tonyborba@globo.com / 96750-8669

Automóveis ele está de volta

Com o charme do passado e muito mais esportividade, VW relança o Fusca

Persona ary toledo

Comediante comemora 50 anos de carreira e diz que “onda stand up” não é novidade

Viagem

Monte Verde

Cidade do sul de Minas Gerais é ótima pedida para a temporada de frio que se aproxima

Cidade

Sinal verde

Prefeitura de São Paulo anuncia R$ 250 milhões para trocar semáforos da metrópole

Capa

Funcionária (e mulher) padrão

A jornalista Ana Paula Padrão mostra toda sua personalidade e fala da nova fase profissional

Gastronomia

Qual é o melhor petisco?

Pelo segundo ano consecutivo, Capital elegerá a melhor comidinha de boteco

Comportamento Novidades eróticas

A REVISTA AVENIDA foi à 20 edição da Erótika Fair e traz as novidades a

Cultura

Cortejo alegre

Cirque du Soleil volta a São Paulo e, de novo, traz espetáculo de tirar o fôlego

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Editorial

Paulo Manso Diretor de Redação

Há limite para tudo?

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Vivemos em uma sociedade em que todos precisam de limites. E em tempos de abundante oferta de fontes de informação gratuita e fácil, essa linha imaginária entre o correto e o que não convém faz-se ainda mais necessária. Nesta edição, a REVISTA AVENIDA traz uma entrevista descontraída com o humorista Ary Toledo, que completa 50 anos de uma brilhante carreira, baseada sempre na autoimposição de limites ao que chamamos de “politicamente correto”. Ary diz não ligar para o termo, mas admite que o humor tenha sim limites. Do alto de sua experiência, o artista esbanja lucidez ao dizer que “se não há riso, não há humor”. Uma crítica velada (ou nem tanto) aos “standapeiros”, que não demonstram muito apreço a qualquer tipo de controle sobre seu trabalho. Outra personalidade que brinda o leitor com uma aula sobre como identificar os momentos certos para determinar os limites, tanto na vida pessoal quanto na profissional, é a jornalista e empresária Ana Paula Padrão, capa desta edição. Em uma conversa franca, ela explica o motivo que a levou a pedir demissão quando ocupava cargo de relevância na Rede Globo e fala abertamente sobre o drama do aborto e o dia em que decidiu abrir mão do sonho de ser mãe. O que não parece ter limites é o alcance das surpresas que a trupe do Cirque du Soleil prepara a cada nova visita ao Brasil. A companhia de origem canadense está novamente em São Paulo e a REVISTA AVENIDA foi conferir de perto o cortejo mágico do novo espetáculo. Estas são apenas algumas das atrações desta segunda REVISTA AVENIDA. Nós, que trabalhamos todos os dias administrando limites de espaço, não conseguimos resumir aqui tudo o que de relevante há nas próximas páginas. Por isso, convidamos você para embarcar novamente conosco. Boa leitura! Missão: “Ser a referência em qualidade editorial, retorno publicitário, variedade de assuntos e profundidade jornalística para leitores e anunciantes que procuram mais do que oferecem os veículos de comunicação gratuitos em São Paulo”

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REVISTA AVENIDA é uma publicação impressa mensal editada pela Empresa Jornalística Folha Metropolitana Ltda. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.

Sede, Redação e Publicidade: Rua Ipê, 144, Jardim Guarulhos – Guarulhos – SP CEP: 07090-130 Telefone: (11) 2475-7800 CNPJ: 44.193.423/0001-40

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Moda

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Moda Os globais Flávia Alessandra e Otaviano Costa

Desfile inspira looks para o dia a dia e apresenta as tendências outono/inverno ◗ TEX TO: EDI LEN E RIB EIR O ◗ FOT OS: GUI LHE RM E KAS TNE

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Moda

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Moda

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Moda

A moda ao alcance de todos

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uem pensa que para seguir as tendências apresentadas nos renomados desfiles fashionistas é preciso investir muito, se engana. A moda está aí, para todos. Presente nas vitrines, araras e prateleiras das lojas. Basta ter inspiração e informação sobre o que é o must-have, ou seja, as peças “tem que ter” da estação. Com o intuito de mostrar para o público como é possível estar na moda apostando em peças-chaves e saber combinar as cores e acessórios, o Shopping Center Norte apresentou dois desfiles de moda masculina, feminina e infantil nos dias 24 e 25 de abril, com o tema Acesso Fashion – A Tendência é Descomplicar. “Tento sempre passar uma informação real na passarela. O público tem que ter ideia do que pode usar no dia a dia. Nas combinações das cores, acessórios e estilo”, diz a produtora de moda e responsável pela produção dos desfiles do Center Norte, Andrea Clara. Foram usadas peças de mais de 100 lojas presentes no shopping nos desfiles, como C&A, Corello, Gregory, Ellus e Colcci, entre outros. “A ideia é interpretar a moda das passarelas e ensinar como podemos seguir as tendências”, comenta a gerente de Marketing do complexo, Ana Guimoar. 18

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Na abertura do primeiro dia, os atores Flávia Alessandra e Otaviano Costa, que já levam o título de casal fashion por suas postagens constantes de looks no Instagram, desfilaram e fizeram graça para o público. “Às vezes, o que a gente vê nas passarelas fica um pouco distante, né? Eu acho interessante essa proposta de mostrar um desfile com looks mais práticos, mais próximos do consumidor”, comentou a atriz que interpreta a personagem Érica da novela global Salve Jorge. Otaviano, que também está na novela das nove como Haroldo, comentou: “Eu acho que todo dia é dia de passarela, depende do seu estado de espírito para escolher o look. Mas até mesmo naqueles dias em que você está mais para relax do que fashionista, você pode estar na moda”.

Must have da estação

Tricôs com brilho, dourados, estampas geométricas, listras, couro, franja, looks preto e branco, animal print e as cores bordô e azul royal estão entre as principais tendências deste outono/inverno. A produtora de moda Andrea Clara diz que vale investir em peças feitas em couro como jaquetas, vestidos, saias e shorts. Além disso, a calça skinny continua a marcar forte presença. “Aposte também nas camisetas com estampas e desenhos de personagens ou estilo rock’n roll”. As taxas e os spykes continuam presentes nos calçados, pulseiras e colares. “O acessório faz toda a diferença na produção. Não tenha medo de abusar”, sugere Andrea.

Stand by – segundo a expert Andrea Clara, tons flúor devem ser colocados no armário por enquanto. “Combinam mais com o verão”, diz.


Minha São Paulo Este é o espaço para você, leitor da REViSTA AVEnidA, apontar

o que há de positivo ou negativo perto da sua casa ou do trabalho. nosso email é minhasp@metronews.com.br. Sua sugestão ou reclamação sobre São Paulo pode ser publicada na nossa próxima edição. Escreva para a gente! GUiLHERME KASTnER

“A cidade é um caos: violência, sujeira, enchente, transporte caótico etc. Mas também tem muita coisa boa, como a feira noturna da Ceagesp. Às quartas, tem uma feira que começa à tarde e vai até as 22h. O pessoal vai pra lá após o trabalho para beber e petiscar pastel, coxinha, yakissoba, sushi ou pão com linguiça. É uma viagem gastronômica. Eu curto porque neste dia não preciso fazer jantar e ainda faço feira sem pegar sol. É um luxo. No inverno, é servida a famosa sopa de cebola da madrugada, que eu pretendo conhecer neste ano.”

Adriana Mina, mãe de dois adolescentes GUiLHERME KASTnER

JOÃO MACHAdO / ARQUiVO RA

“Depois de uma temporada fora da cidade, procurei morar no centro. Apartamentos relativamente baratos e a facilidade de locomoção foram alguns motivos. Foi estranho no começo. Acostumado com o carro, ficava desorientado em andar a pé ou de metrô. Quando o costume surgiu, as vantagens se evidenciaram. Estou sempre no contrafluxo e há espaço de sobra nos coletivos. Com o tempo livre, posso ler mais, pensar sobre a vida ou simplesmente não me irritar com o trânsito e a busca desesperada por vagas. O meu amor pela cidade reforçou. Dificilmente sairei de São Paulo tão cedo!”

“Sofri uma queda no Carnaval, rompi os ligamentos do joelho esquerdo e, desde então, precisei andar de bengala. Na Vila Esperança, a principal dificuldade para quem não está em plenas condições de andar são as calçadas, irregulares e cheias de buracos. Não há uma altura definida. De repente é preciso subir até dois degraus e são altos. Há trechos que são muito estreitos. Preciso esperar alguém me dar passagem para seguir meu caminho. Faltam guias rebaixadas e rampas. Nos faróis, o tempo para atravessar é muito curto. Quem não consegue andar normalmente precisa contar com a paciência dos motoristas.”

André Paduan, veterinário

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Vinícius Bacelar, jornalista


Tecnologia

diVULGAÇÃO

Proteção Com os arquivos nas nuvens w PallOma mina

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elo menos uma vez na vida, todo mundo já perdeu uma foto ou um trabalho por conta de qualquer pane no computador ou o sumiço de um pen drive. Com a vida toda dentro das máquinas, garantir que os arquivos não se perderão no tempo e no espaço passou a ser prioridade. Para isso, foram criadas as nuvens virtuais. As nuvens são servidores conectados à internet e que podem se utilizados de qualquer lugar. “Para o consumidor, essa denominação é aplicada a serviços de armazenagem de dados, que podem ser facilmente contratados e operados”, explica o especialista em tecnologia da informação Rogério Saran. O serviço serve para armazenar arquivos diversos, como músicas, fotos e vídeos. Saran conta como funcionam as nuvens. “Normalmente, são utilizadas com o auxílio de programas que precisam ser instalados no dispositivo. O aplicativo facilita a transferência de arquivos entre seu computador e os servidores que operam o serviço na nuvem”. Questionado sobre o que é melhor para armazenar as informações, o especialista em tecnologia da informação é certeiro. “A nuvem certamente é mais segura. É mais fácil perder um pendrive que perder a senha do serviço”. 22

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Outra vantagem é o back-up automático de arquivos na nuvem. Serviços como o Dropbox e Skydrive sincronizam todas as informações entre o dispositivo e a nuvem, basta gravar os documentos na pasta que eles indicam e o conteúdo é copiado.

99,9% de segurança

O especialista em tecnologia da informação Rogério Saran conta que a nuvem é tão segura quanto outros meios de armazenagem. “São seguros o suficiente, mas não são absolutamente seguros. Se você usa um serviço como esse, a preocupação com segurança é da guarda de senhas, problema comum a tantos serviços na internet”. Vale lembrar que, se o dispositivo com o qual a nuvem está sincronizado for roubado ou atacado por um hacker, as informações armazenadas remotamente também estarão expostas. “Os serviços de nuvem não te protegem dessas situações”, finaliza Saran.


Autom贸veis

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Retorno em

grande estilo Em sua terceira geração, Fusca oferece design esportivo e 200 cavalos de potência

Terceira geração do Fusca traz pegada mais esportiva

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Automóveis diVULGAÇÃO

Novo Fusca tem perfil mais esportivo que New Beetle w HEldER lima

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motorista que conheceu o Fusca de perto, até o começo dos anos 1990, quando o modelo parou de ser fabricado no Brasil, não imaginava que o carrinho popular um dia voltaria às ruas para concorrer entre os compactos Premium, segmento de veículos que têm maior valor agregado por itens de acabamento e tecnologia. A terceira geração do Fusca, lançada no Brasil pela Volkswagen em novembro de 2012, concorre diretamente com modelos que custam bem mais que o Gol, que herdou a tradição do velho Fusca, por anos o líder em vendas, principalmente na década de 1970. Nessa nova geração do Fusca, a montadora alemã repensou o projeto de design da carroceria e deixou o modelo com uma pegada mais esportiva, já que o New Beetle, a segunda geração do veículo, lançada em 1998, tinha uma área envidraçada maior, e um estilo mais próximo de um sedã. Agora o Fusca está com um perfil mais dinâmico, pronto para atrair a atenção do público que aprecia carros esportivos e pode pagar R$ 76,6 mil, na versão com câmbio manual, e R$ 80,9 mil, com transmissão automática de dupla embreagem. 26

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Modelos mais vendidos nos três primeiros meses deste ano MODELOS

Tela do rádio auxilia o motorista na hora de estacionar

UNIDADES

410 Citroën C4 Picasso

421 Novo Fusca

427 Audi A4

442 Kia Soul

60 mil

(*)

Gol

Fonte: FENABRAVE

(*) O Gol, considerado o Fusca atual, em termos de vendas, desova cerca de 20 mil unidades todo mês nas ruas.

Modelo acelera de zero a 100 km/h em 7,5 segundos

Na motorização, o Fusca também não tem nada a ver com o irmão velhinho, trazendo sob o capô dianteiro um propulsor de 2.0 litros que produz nada menos que 200 cv de potência e permite ao modelo acelerar de zero a 100 km/h em 7,5 segundos. A velocidade máxima supera os 200 km/h. Já o torque é de 28 kgfm, obtido a partir de 1.700 rpm, um nível de rotação baixo, o que significa que a força do motor fica disponível sem que o motorista precise acelerar muito. Uma tecnologia que diferencia o modelo é o sistema “ParkPilot”, que ajuda o motorista a estacionar com um mostrador visual na tela do rádio. A imagem na tela mostra uma vista de cima do carro que indica potenciais obstáculos à frente e atrás. Esse sistema trabalha junto com sensores sonoros de obstáculos, como em outros modelos mais sofisticados que estão no mercado.


Persona

“Considero meu show completo porque eu canto, faço mímica, mágica e conto piadas. Esses detalhes é que enriquecem a apresentação”

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Persona

Ary faz rir desde criança w TEXTO: PallOma mina w FOTOs: lucas danTas

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m abril, Ary Toledo veio a São Paulo para apresentar o show em que comemora seus 50 anos de carreira, o Ary Toledo a Todo Vapor. O humorista considera que este é o seu melhor espetáculo e pretende trazê-lo de volta para a Capital em agosto para uma temporada. Toledo recebeu a REViSTA AVEnidA no flat onde mora e contou quando descobriu seu talento para o ofício do riso, como escapou da prisão durante a ditadura militar e o que pensa sobre a nova geração de humoristas, a quem chama de standapeiros.

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Persona

Revista Avenida – Como foi o começo de sua carreira? Ary Toledo – Desde menino fiz muita coisa relacionada com o riso, mesmo sem saber que era humor. Quando vim para São Paulo queria ser artista. Minha mãe queria que eu fosse médico, mas preferi ser cliente. Na época, eu via os filmes do Mazzaropi e da Dercy, mas não sabia que era humor, mesmo achando engraçado. RA – Quando foi que percebeu o dom de fazer rir? AT – Ainda criança. Estava brincando na rua com meus colegas e um padre me perguntou onde era o correio. Eu expliquei. Ele agradeceu e me disse para ir à igreja, para que ele pudesse me ensinar o caminho de Deus. “O senhor não sabe nem o caminho do correio. Quer saber o caminho de Deus?”. Ele riu. Isso significa que eu já tinha a vocação desde criança para exercer o ofício do riso. RA – O que é o ofício do riso? AT – Às vezes as pessoas se iludem. Pensam que são do ramo e não são. Não é só no humor. Em qualquer profissão você vê ótimos e péssimos profissionais. As coisas têm que ser feitas por vocação e não por interesse. No meu tempo eram pouquíssimos humoristas, dava pra contar nos dedos da mão do Lula. Hoje dá pra contar nos dedos dos pés da centopeia. Em cada esquina tem um standapeiro. RA – O que pensa sobre o movimento de stand up? AT – Não há novidade. Eles dizem que a novidade é trabalhar sem cenário e maquiagem, com a roupa do corpo e 32

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“O stand up comedy não é a novidade que os jovens humoristas pensam. Os americanos copiaram a gente”

sem produção. Isso o José Vasconcelos já fazia na década de 1950. Eu, o Chico (Anysio), o Jô (Soares), o Juca (Chaves) e o Costinha já fazíamos na década de 1960. Os jovens pensam que isso é um estilo diferente e não é. Eles dão o nome de stand up comedy porque é bonito, uma termologia americana. O stand up americano tem 30 anos, o brasileiro tem 60. Os americanos copiaram da gente e os nossos jovens, agora, importam dizendo que tem raiz americana. Não é verdade. Mas não fazem por mal, fazem por desinformação. RA – Então você não aprecia o movimento? AT – Não sou contra. Tem bons standapeiros. O que tem é muita quantidade e pouca qualidade. Tem gente de valor e acho que devem surgir mais talentos. Quanto mais tiver, melhor. Se não, os nossos netos vão rir do quê? Eu só discordo deles falarem que a origem é americana.

RA – Os novos humoristas sofrem com a vigilância do politicamente correto. AT – Eu não dou a menor bola para o politicamente correto. Quando faço um show, penso apenas em levar o riso às pessoas. O que eu faço é conhecer o meu limite, até onde eu posso chegar. “O limite do humor é o riso”. O Jô disse isso e eu concordo em gênero, número e grau. A partir do momento em que você não provoca o riso, ultrapassou o limite. O que não tem limite é a liberdade de expressão. RA – Por que a liberdade de expressão não tem limites? AT – Você pode falar o que quiser, até uma besteira, mas vai pagar por isso. Você pode chegar no seu patrão e xingá-lo. Vai ser demitido e processado, mas o direito de falar você tem. O Voltaire (escritor francês do século XVII) tem uma frase sensacional: “não concordo com uma frase do que dizeis, mas defenderei até morte o vosso direito de dizê-lo”. A liberdade de expressão não tem limite, mas o humor tem. RA – Quais humoristas te surpreenderam nos últimos tempos? AT – O Danilo Gentili e o Marcelo Médici, mas a maioria dos artistas dessa geração não promete nada, não vejo muito futuro.


Persona

RA – O que pensa dos programas de TV? AT – Eles agradam ao povão. Temos Zorra Total e A Praça é Nossa, mas não é um tipo de humor que eu aprovo. É um humor fácil e sem graça, que não provoca riso. Os donos das emissoras acham que é bom porque dá audiência, mas às vezes é uma audiência forçada, não temos muita opção. Você acha que o macaco gosta de banana? Como ele só recebe isso, acha a fruta deliciosa. Essa banana são os programas que vemos na TV, as pessoas têm que engolir. Esse sucesso é ilusório. RA – Como você define o seu tipo de humor? AT – O meu humor será sempre crítico, de causar perplexidade nas pessoas. Não gosto de fazer humor sem graça. O Chico Anysio dizia que existem dois tipos de humor: o que faz rir e o que não faz rir. Eu discordo. Se não faz a plateia rir, não pode ser humor. RA – Durante a ditadura militar você chegou a ser preso por fazer a piada “quem não tem cão, caça com gato; quem não tem gato caça com Ato”, em referência ao Ato Institucional 5. Como foi isso? AT – O coronel que me interrogou no Dops era meu fã, tinha meu disco. Ele até ficou chateado. “Pô Ary Toledo, você aqui me dando trabalho. Sou seu fã, mas você vive lá com aqueles comunistas do Teatro de Arena...”. Ele disse que eu não precisava ficar com medo, mas, quando me prenderam, fiquei mais branco que a bunda da Elke Maravilha. Dei sorte, disseram que era só um convite, mas convite a gente pode recusar, né? Ele me deixou de castigo

“A liberdade de expressão não tem limites, mas o humor tem”

umas cinco horas e depois me soltou. RA – Quanto do folclore em torno do ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus, é sua culpa? Você realmente inventava as frases atribuídas a ele? AT – Sim (risos)! Eu fazia as piadas sob encomenda. Ele era um grande amigo. O Vicente era muito folclórico, uma pessoa abertamente simpática. Tem algumas que não são minhas, como a da Brahma. Disseram que teve um churrasco no Corinthians e ele falou: “Quero agradecer à Antarctica pelas Brahmas que mandaram pra nós”. Na época ninguém poderia imaginar que haveria uma fusão entre as duas empresas. O negócio do Sócrates também causou muito impacto na imprensa. O Flamengo pediu o jogador emprestado. Vicente disse: “Não empresto o Sócrates porque ele é um jogador invendável, intransferível e imprestável”. RA – Aí você começou a inventar? AT – Isso. Ele assumia como se fosse

verdade. A história do Napoleão, por exemplo, não existiu. Em uma excursão do Corinthians à França, o Matheus e o Sócrates foram visitar o museu. O jogador apontou a caixa onde estavam as cinzas e o presidente disse: “Porra, mas como fumava esse tal de Napoleão!”. RA – O Vicente Matheus não se irritava? AT – Não. Outra história foi a do pato, quando ele viu um bicho andando na grama e disse: “O pato é um animal interessante, que além de aquático é gramático”. Isso também nunca aconteceu. Ele chegou ao ponto de pedir. Em uma das minhas festas de aniversário o Matheus veio me dizer: “Você precisa inventar umas histórias novas. Aquelas já estão muito surradas”. RA – Você tem mais de 60 mil piadas catalogadas. Quantas delas você criou? AT – A maioria absoluta é material recolhido e lapidado. Às vezes a piada é muito longa porque a pessoa não sabe contar. Dou polimento para dar ritmo. RA – De onde surgiu a ideia de catalogar as piadas? AT – Eu ouço muito. Na primeira vez em Maio 2013 | Revista Avenida | 33


Persona

que fiz o Programa Sílvio Santos, recebia em média 2 mil piadas. As cinco melhores eram interpretadas por mim e ganhavam o que equivale a R$ 100. Com a ajuda desses telespectadores, aumentei meu repertório, que eu tenho desde criança. Eu comecei a escrever piada no meu caderno escolar. RA – Hoje você ainda anota? AT – Não, hoje eu só guardo na cabeça as que são boas. E essas 60 mil que cataloguei são as que têm nível de regular para ótimo. As piadas infames entram por um ouvido e saem pelo outro. RA – O que faz uma piada ser boa? AT – É a graça. Se você ri, a piada é boa. E piada boa dispensa explicação. A piada precisa ser interpretada. E também não existe piada velha, o que existe é gente velha que já conhece a piada.

“A música e o humor estão muito próximos. É quase uma cópula”

enriquecem a apresentação. É por isso que estou há 50 anos lotando os teatro no Brasil e no exterior.

RA – Como é a interpretação de uma piada? AT – É a expressão facial, os gestos e as vozes, isso tudo é uma interpretação. Eu uso todos estes recursos. E aí a piada agrada.

RA – Há semelhança entre o humor e a música? AT – Estão muito perto. A canção do pobre e do rico, que uso no show, é o humor dentro da música e a música dentro do humor. É uma cópula (risos). Você joga para o público e ele adora. Quando eu faço um show novo, uso músicas especialmente para isso.

RA – Você também é músico. Como descobriu este talento? AT – Quando era criança minha mãe me deu uma gaita. Na mesma hora eu toquei Oh, Susana. Dali três dias já estava tocando Jingle Bells e Asa Branca. O fato de ser músico ajudou muito no meu espetáculo. Os standapeiros, por exemplo, não cantam, nem recitam. Considero o meu show completo porque eu canto, faço mímica, mágica e conto piadas. Esses detalhes é que

RA – Nestas cinco décadas como humorista, você nunca se desligou da música? AT – Não. Gosto de fazer músicas hilárias, mas também fiz coisas sérias, como A Família, em parceria com o Chico Anysio, que ganhou terceiro lugar no festival da Record. Tenho músicas gravadas pela Nara Leão, Jair Rodrigues, Agnaldo Rayol e Tonico e Tinoco. Essas composições sérias eu fiz por encomenda, mas agradou muito.

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RA – Tem noção de quantos discos e livros já lançou? AT – Uns 40 CDs e não sei quantos livros de piada. Foram quase 100. Teve uma época em que eu fazia um por mês para vender em banca de jornal. Agora eu lancei o meu livro de frases, Os Textículos de Ary Toledo. São frases cômicas e sérias também. O livro já vendeu mais de 100 mil cópias aqui e nos outros países de língua portuguesa. RA – Qual momento você destaca nesses 50 anos de carreira? AT – Uma vez, depois de um show em Curitiba, uma mulher me procurou no camarim e agradeceu. O marido e o filho tinham morrido em um acidente dez anos antes, depois disso ela nunca mais sorriu. “Obrigada por me fazer rir”, ela disse. O episódio me comoveu demais, foi um momento muito gratificante da carreira. RA – Falando em frases, o que você acha das que são compartilhadas com fotos em redes sociais? AT – Eu acho as montagens interessantes. A maioria é sem graça, mas tem umas boas.


Viagem & Turismo

Serra da Mantiqueira divide Campos do Jord達o (SP) e Monte Verde (MG) 36

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PAULO MANSO

é refúgio para quem gosta de frio ◗ PALLOMA MINA

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uem for à região sul do Estado de Minas Gerais, não pode deixar de conhecer Monte Verde, uma estância do município de Camanducaia. As baixas temperaturas e o clima romântico são os principais atrativos do lugar, que fica a mais de 1.500 metros de altitude e é cercado pelas montanhas da Serra da Mantiqueira. Os primeiros moradores do vilarejo vieram da Letônia e foram seguidos por alemães, suíços e italianos, o que contribuiu para a que o principal estilo arquitetônico do lugar fosse europeu. A fusão entre as culturas brasileira e europeia se faz presente na culinária. Nos restaurantes e bares é possível encontrar de foundue a pratos típicos da culinária mineira, passando por pratos exóticos feitos com carne de javalis criados na região. Monte Verde agrada tanto a famílias com filhos pequenos quanto a jovens solteiros em busca do ecoturismo e casais apaixonados. A geografia local colabora para essa união de interesses, pois oferece belas paisagens para o turismo contemplativo e picos para os praticantes de montanhismo e rapel.

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Viagem & Turismo PAULO MANSO

Na foto acima, turistas pescam o próprio almoço: a tradicional truta de Monte Verde; a culinária da “irmã mineira de Campos do Jordão” é um dos pontos fortes do local, que ainda tem muito esporte de aventura (foto abaixo)

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Uma das principais peculiaridades de Monte Verde é a opção de servir trutas pescadas pelo próprio cliente. Ir à estância mineira e não comer truta é como ir a Salvador e não comer acarajé. O strudel, servido em docerias, é mais uma especialidade. A receita, trazida pelos europeus que povoaram a vila, se manteve intacta e guarda um sabor especial. Outras opções são os pratos da culinária italiana e mineira, e foundue. Para quem quer sair da rotina, são servidos lanches de fim de tarde. No roteiro gastronômico existem ainda as casas de chá e de queijo, onde é possível degustar chocolates, crepes e espetinhos de morangos cobertos com calda de chocolate.

DIVULGAÇÃO

Gastronomia é atração do vilarejo

Aventureiros não se decepcionam

Para quem quiser explorar a região com o máximo de emoção, são ofertadas diversas opções. O relevo de Monte Verde atrai amantes de mountain bike, motocross e motoqueiros que gostam de sentir o vento no rosto durante o passeio. Quer tirar o pé do chão? O Rio Jaguari é considerado um dos melhores locais do País para a prática de rafting. O percurso é de sete quilômetros. Também é possível praticar arborismo e caminhar entre as árvores, usando passarelas e cabos de segurança. Os contempladores podem ainda optar por um voo panorâmico para ter a melhor vista de Monte Verde.

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Como chegar Monte Verde está a 167 km da Capital, 165 km de Campinas e 488 km de Belo Horizonte. O acesso terrestre é pela Rodovia Fernão Dias. A partir de Camanducaia, a estrada tem trechos de terra. A distância até Monte Verde é de 30 km e a viagem dura, em média, 45 minutos. Para quem vai de ônibus, só há uma linha saindo do Terminal Rodoviário Tietê. O tempo de viagem é de duas horas até Camanducaia e mais uma hora e meia para chegar a Monte Verde.


Viagem & Turismo DIVULGAÇÃO

◗ PALLOMA MINA

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achu Picchu, sem dúvida, é o sonho de consumo de qualquer mochileiro da América do Sul. Não foi diferente com o jornalista André Rosa, 28, amante de viagens despojadas desde a adolescência. Ele compartilhou as memórias e dicas da viagem com a REVISTA AVENIDA para ajudar os aventureiros de plantão. Rosa conta que começou a se organizar para a viagem com um ano de antecedência e montou o próprio roteiro. “Sempre quis chegar a Machu Picchu. Foi a cereja do bolo. Mas não podia deixar de conhecer os desertos do Atacama, no Chile, e o do Sal, na Bolívia”. Ele embarcou só com a passagem de ida na mão e os pontos que queria visitar na cabeça. O plano era colocar o pé na estrada e ver o que encontraria pelo caminho. Foi pelas terras de Evo Morales que o jornalista começou, literalmente, sua caminhada. “Como a minha proposta sempre foi ter um intercâmbio cultural, decidi entrar no país a pé. Fui de avião até Corumbá e de lá peguei um táxi até a fronteira”. Entretanto, Rosa chegou ao limite dos países meia hora depois do fechamento do posto da Polícia Federal e não conseguiu organizar os trâmites para deixar o território brasileiro. Assim, perdeu um dia de viagem.

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Viagem & Turismo

“Uma dica importante é se atentar não apenas à documentação em si, como RG, CPF, passaporte e comprovantes de vacinação contra febre amarela. É preciso checar os horários de funcionamento de alfândegas e serviço de imigração”.

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Viagem & Turismo ARQUIVO PESSOAL

Deserto do Sal O jornalista André Rosa lembra que se hospedar na Bolívia foi muito barato. “Em média, gastei R$ 40 por dia com acomodação e refeição”. Para escolher as instalações, ele usou as indicações de outros mochileiros e os critérios: banho de água quente, café da manhã e limpeza do local. Da fronteira ao deserto, que é o principal ponto turístico da Bolívia, o jornalista optou por um trajeto de ônibus, avião, táxi e aluguel de carro. “Queria aproveitar ao máximo a viagem”, revela. “O deserto do Sal é incrível! Não tem areia, é só sal. Fui obrigado a colocar óculos de sol por conta da luz refletida nas pedras de sal, que pode até cegar”, alerta. Para explorar a região, que ainda tem gêiseres e lagoas, Rosa e outros brasileiros alugaram um carro com motorista. “É seguro, nossas bagagens ficaram lacradas em cima do carro”, explica.

Machu Picchu Depois do Deserto do Sal, Rosa foi ao Atacama, mas não foi sua parte favorita da viagem. Em seguida, ele partiu para o ponto aonde sempre quis chegar: Machu Picchu. “Fiquei em Cuzco, que é uma cidade bem agitada. Em termos de animação, se parece muito com o Rio de Janeiro”, avalia. Chegando lá, o grupo contratou um guia para mostrar o santuário e aprender mais sobre os incas. Quando chegou a Huayama Picchu, a montanha mais alta e com a melhor vista do santuário, Rosa ficou comovido. “Senti energia muito positiva. Você imagina uma coisa e chegando lá é diferente. 42

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Dicas de viagem, por André Rosa Negocie o câmbio “A moeda brasileira é bem-vinda, mas é mais vantagem cambiar em dólar. Fora do Brasil, é possível trocar o dinheiro em qualquer lugar, na farmácia, na rua e na agência de turismo. Negocie, o câmbio é sempre negociável. Às vezes, 10 centavos de diferença na unidade fazem uma diferença grande no montante”.

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Merenda na mochila “Minha principal dificuldade foi comer. Nem sempre a higiene era prioridade nos restaurantes e tive medo de passar mal. Sempre tinha um pote de Batata Pringles na mochila e comi muito. Também levei uma nécessaire com antiácido, analgésico, sal de frutas e anti-inflamatório”.

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Junte-se a grupos

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No Deserto do Sal, luz do sol refletida pode cegar

2 Deserto do Atacama não foi o ponto alto da viagem 3

“Cuzco é uma cidade agitada, parecida com o Rio”

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“Em Machu Picchu, a energia é impressionante”

“Se a pessoa estiver sozinha, deve se juntar a um grupo. Assim, é possível baratear os custos, do guia ao aluguel do carro. Nos primeiros dias de viagem conheci três brasileiros e fizemos tudo juntos, a conta ficou mais barata do que se tivesse seguido por conta própria”.

Invista “Não tem dinheiro mais bem investido do que o usado em viagem. Passei 22 dias fora do Brasil e gastei R$ 3.500 com tudo. Se não tivesse ido, com certeza teria gasto com outra coisa menos interessante. Fiquei muito animado, quero fazer um mochilão por ano. Em 2014, pretendo ir à Europa”.


Cidade GUILHERME KASTNER

R$ 250 milhões para a revitalização dos semáforos ◗ GUTEMBERG TAVARES

O

s semáforos que controlam 4.800 cruzamentos da cidade de São Paulo passarão por manutenção e serão modernizados já a partir de julho. As intervenções anunciadas por Jilmar Tatto, secretário de Transportes, durante audiência pública realizada em abril, irão custar cerca de R$ 250 milhões aos cofres públicos. A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) informou que o processo de licitação para a contratação da empresa que fornecerá mão de obra e material para a mudança na gestão do sistema semafórico da cidade começa já neste mês. “Se conseguirmos implantar essa realidade conseguiremos nos aproximar do padrão das cidades mais avançadas do mundo neste quesito, como Londres”, afirma Tatto. A intenção da Prefeitura é que a modernização tenha início em julho e que o trabalho seja concluído até 2015. Conforme o secretário, “70% dos equipamentos existentes ficam inoperantes por problemas relacionados ao desgaste de componentes eletrônicos”. A ação de reparo e substituição começará por regiões com intenso fluxo de veículos e onde há o registro de maiores congestionamentos.

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Em apenas um cruzamento, na Zona Sul, houve 38 panes no semáforo

A QUANTIDADE de ocorrências com semáforos em pane tem aumentado. Em 2012 foram registrados 31.747 casos, frente aos 25.013 no ano anterior. O projeto apresentado pela Prefeitura prevê a recuperação dos componentes da rede elétrica, entre eles os controladores de tempo e a instalação de equipamentos de proteção. Também devem ser instalados no-breaks quando a região indicar esta necessidade.

Panes são mais frequentes em dias chuvosos Dados da Secretaria Municipal de Transportes mostram que, em períodos de chuva, a incidência de ocorrências de semáforos desligados aumenta. Entre janeiro e fevereiro deste ano a SMT recebeu 6.508 queixas. O tempo médio para que um semáforo em pane seja consertado é de nove horas. “No centro expandido, nos principais cruzamentos da cidade de São Paulo, nosso objetivo é ter uma operação de conserto no prazo de uma hora”, diz Jilmar Tatto. Atualmente, não há um mecanismo online que alerte a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pelos reparos, sobre problemas nos equipamentos. O aviso geralmente é feito por agentes de trânsito ou pelos próprios cidadãos. Com a implementação do projeto de revitalização, a Prefeitura pretende ter um sistema remoto das falhas. Para isso será adotada a comunicação por meio da instalação de aparelhos de General Packet Radio Service (GPRS), sistema pelo qual se transmitem dados via satélite, sem a necessidade de conexões por cabos.


Urbanismo FOTOS: NELSON KON/ DANIEL DUCCI

Modernidade A imponência dos prédios envidraçados ◗ PALLOMA MINA

H

oje a vida privada e corporativa não precisa mais acontecer entre quatro paredes. Que tal três paredes e uma folha de vidro? É esta a proposta de grande parte dos novos empreendimentos comerciais e residenciais de São Paulo e do resto do mundo. A arquiteta Juliana Galhardo conta que a fachada com mais vidro do que alvenaria é uma marca do modernismo americano. “Mas a tendência foi importada para o Brasil sem ser adaptada para o nosso jeito”, lamenta. O exemplo citado por Juliana é simples. “Um prédio de vidro comum na Faria Lima consome muito ar condicionado, nem compensa a economia de energia provocada pela iluminação natural. O vidro errado esquenta muito o ambiente”, diz, explicando que mais luz natural não é sinônimo de conta de luz mais barata. O arquiteto Marcelo Gregório conta como uma característica geográfica afeta os projetos. “Os países do hemisfério Sul recebem grande quantidade de raios solares em fachadas voltadas para o norte. Nestas condições, uma abertura sem proteções propicia um ambiente extremamente iluminado, o que causa desconforto à visão”, define o arquiteto. Por isto, não é difícil encontrar escritórios onde a luz é barrada por cortinas ou vidros especiais, ou com mesas de trabalho afastadas da fachada.

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Localizadas na Avenida Luiz Carlos Berrini, na Zona Sul, e com faces envidraçadas, as torres do Rochaverá são bem avaliadas por Gregório. “Além de um projeto arquitetônico de altíssima qualidade, o Rochavera foi certificado pelo Green Building Council com o LEED na categoria Gold pela diminuição do uso de recursos ambientais não renováveis e melhora da qualidade do ar interno do edifício”, enumera.

Uso correto do vidro auxilia a economizar energia do ar condicionado


Beleza

Presente da mamãe Para ajudar os filhos na hora das compras, a REVISTA AVENIDA selecionou algumas sugestões de presente para o Dia das Mães, dos clássicos aos mais descolados. Confira! Brincos, da Morana Acessórios

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R$ 39,00

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PREÇO SUGERIDO

R$ 49,90 48

| Revista Avenida | Maio 2013

PREÇO SUGERIDO

R$ 39,00


Beleza

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ENTRE

R$

51 e 100 R$

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R$ 69,99 PREÇO SUGERIDO

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R$ 129,90

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50

| Revista Avenida | Maio 2013

R$ 149,90


Beleza

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151

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| Revista Avenida | Maio 2013

Asics – 0800-722-7427 Atualitá – 3031-0895 Baloné – 4208-6200 Caloi – 5853-2744 Camicado - 3614-1424 Fellipe Krein - 3017-3343 Kanui - 4005-1046 L’Occitane – 0800-171-272 Memove - sac@memove.com.br Mizuno – 3003-3414 Morana – 4208-6200 Pop Up Store - 3061-2626 Rainha – 3003-3414 Secret - 4591-8610 Siberian - 3086-2109 Sol & Energia – (62) 3515-1095 Thais Gusmão - 3061-3874 Urban – 3170-4033 Youts - 2105-1200


Beleza

Limpeza é beleza w Palloma mina

E

ngana-se quem pensa que apenas tratamentos estéticos ou cremes caríssimos podem garantir a qualidade da pele. Limpar os poros para tirar a secreção das glândulas sebáceas e os resíduos de poluição é o primeiro passo para ter a pele dos sonhos. A dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Carolina Marçon conta que a limpeza é importante para manter a oxigenação adequada da pele. “Se você colocar produto em cima da sujeira da pele, não adianta nada”, revela. Apesar de a grande maioria dos sabonetes e loções para limpeza da pele serem vendidos em farmácias sem prescrição médica, Carolina revela que é importante procurar um dermatologista para saber quais são os produtos indicados. “É preciso tratar a pele de acordo com as características próprias e não há regra. Uma pele é diferente da outra e, exatamente por isso, é preciso procurar um médico”, explica. Um exemplo dado pela médica são as peles oleosas. Um produto que não seja adequado, ao invés de limpar pode provocar a produção de ainda mais óleo. Outro ponto importante é a frequência da limpeza e a dermatologista conta que o excesso é prejudicial. “O processo deve ser repetido, no máximo, duas vezes por dia, pela manhã e à noite”. 54

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“Se você colocar produto em cima da sujeira da pele, não adianta nada”


Beleza vale lembrar que os homens devem fazer a limpeza antes de se barbear, as bactérias que estão nos poros podem causar uma infecção, caso haja um corte acidental.

Sabonete líquido ou em barra? Os sabonetes líquidos para limpeza da pele são os mais receitados por Carolina por serem mais higiênicos. “Há produtos em barra muito bons no mercado, mas o sabonete fica na pia em contato com bactérias. Além disso, é adicionado mais álcool na barra, o que pode agredir a pele”,

detalha a dermatologista. Para quem pode investir em uma esteticista, a recomendação da especialista é que a limpeza de pele seja feita a cada 40 dias. “A limpeza de pele com esteticista tira cravos que não são removidos com produtos normais e deixa a pele mais vistosa”, finaliza.

VITRINE

Hidrafil Sabonete Hidratante Facial, da Stiefel

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Televisão FOTOS: ALAN NEVES

Chiquititas Prepare-se para amá-las SBT usará 35 atores mirins para o remake da novela w Palloma mina

O

SBT reuniu a imprensa para apresentar o elenco da readaptação de um de seus maiores sucessos: Chiquititas. A história, adaptada por Íris Abravanel, conta as aventuras e sonhos das meninas que vivem no orfanato Raio de Luz, lideradas por Mili. A versão original, exibida em 1997 no Brasil, foi unanimidade entre as crianças da época, teve cinco temporadas e revelou talentos como Fernanda Souza, Bruno Gagliasso e Stephany Brito. Ainda sem data definida para a estreia, a nova trama da emissora de Silvio Santos promete manter a audiência do público infantil e dos pais, conquistada com outro remake, Carrossel. Esta é a expectativa de Reynaldo Boury, diretor de dramaturgia do SBT. “A ideia é manter o sucesso de Carrossel. A trama terá duas fases, a primeira com 100 capítulos. A partir daí, novas crianças entram na novela para movimentar o orfanato”, revela. Ao longo dos 300 capítulos da nova versão de Chiquititas, 35 atores mirins serão apresentados ao público. Boury desmente a informação que circulou pela imprensa que dizia que o elenco de Carrossel será reaproveitado na segunda etapa da novela. “A ideia é usar esses atores em outro projeto”, afirma. 56

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eSCALADA para viver Mili, protagonista infantil da trama, a adolescente Giovana Grigio, 15, diz que a ficha ainda não caiu. “Quando vejo as crianças da minha escola brincando de ser a Maria Joaquina ou a valéria, do Carrossel, não penso que em breve isso pode acontecer com a Mili”.

ex-espectadora vai atuar

Manuela do Monte vai usar lembranças da primeira versão

A família de Giovana está preparando a jovem para a mudança da rotina que será causada pelo assédio. Contudo, o mais difícil até agora foi achar as emoções para viver uma órfã de 12 anos que teme nunca ser adotada por ser velha demais. “É muito difícil me preparar, a Mili não sabe nada da origem dela. A minha vida é muito diferente”, explica Giovana. Escalada para viver Carol, protetora das crianças do orfanato e protagonista adulta da novela, Manuela do Monte assistiu à primeira versão da trama na infância. “Usei as referências do meu imaginário, o que lembrava da Carolina original, e as minhas próprias experiências para compor a personagem. Sempre fui rodeada por crianças”, conta Manuela.


Capa

Ana ĂŠ corajosa. Demonstrou isso ao largar empregos para cuidar da vida pessoal e ao impor limites atĂŠ para um grande sonho 58

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Ana Paula Padrão

Coragem w TEXTo: Palloma mina w FoTos: lucas danTas

N

o canto da sala onde a presidente da produtora Touareg Conteúdo e do portal Tempo de Mulher trabalha, há uma burca amarela. A peça revela muito sobre quem a escolheu para fazer parte da decoração: o interesse pelo universo que cada mulher guarda dentro de si e uma vitalidade intensa. Ana Paula Padrão é miúda, mas quando começou a contar sua trajetória para a REVISTA AVENIDA, tornou-se gigante. O sucesso no mundo dos negócios não tomou sua feminilidade. Ela gosta dos cabelos volumosos e com ondas. Em março, aos 47 anos, ela se desligou da Rede Record para tocar os seus próprios projetos. Oito anos antes, em 2005, ela já havia demonstrado coragem ao abandonar a bancada de um dos telejornais mais importantes da Globo para trabalhar no SBT, onde teria mais tempo para cuidar da vida pessoal. Até então, Ana priorizou a carreira, como faria qualquer mulher que queria conquistar seu lugar ao sol na década de 1980. Questionada sobre a motivação para romper com grandes grupos de comunicação e investir em suas empresas, ela responde com serenidade: “Sou muito inquieta e, definitivamente, corajosa. E se não deu errado até agora, vou continuar tentando do meu jeito”, desafia. Maio 2013 | Revista Avenida | 59


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De Brasília para o mundo

Ana é filha de um casal mineiro que se estabeleceu em Brasília. Da infância, ela guarda na memória o contraste entre a terra vermelha e o céu azul, que classifica como opressor. “Como Brasília fica no Planalto, o céu é muito azul. Sabe quando você tem uma bandeja e uma tampa redonda em cima? Lá, a sensação era de que eu estava entre a bandeja e a tampa. O céu é opressivo de tão aberto”. Hoje, ela estranha quando volta para casa. “Nossa, quanto céu! Onde estão os prédios?” É o que se pergunta ao chegar na capital federal. De Brasília, Ana foi para Londres e, em seguida, para Nova Iorque. “Apesar de cosmopolitas, eram cidades seguras e tranquilas naquela época. Ainda não tinham acontecido os atendados e eu podia fazer tudo a pé”, diz, enumerando as vantagens. Cosmopolita assumida, a jornalista não gosta de cidade pequena. Mas, quando veio para São Paulo, estranhou o funcionamento da metrópole. “A minha sensação foi ‘uau! Como se anda aqui?’”. No primeiro ano na capital paulista, Ana não dirigiu. “Não tinha coragem de comprar carro porque achava que ia parar na Bahia antes de conseguir chegar em casa”, diverte-se. Ela só se entendeu com a maior cidade do País em 2002, quando se casou com o economista paulistano Walter Mundell. “Aí ficou mais fácil, ele virou meu guia”, lembra. 60

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“Quando cheguei a São Paulo, não tive coragem de andar de carro por um ano”

As mulheres fortes dos anos 80

Para explicar a forma como encarou o trabalho durante boa parte da carreira, Ana faz menção à geração a qual pertence, a de mulheres dos anos 1980. “A minha geração ouviu o tempo todo da mãe que não se podia depender de marido, que era preciso ter carreira e o próprio dinheiro. E nós fizemos isso”, diz. Para conseguir o espaço no mercado de trabalho, o modelo a ser seguido era o estabelecido pelos homens. “A gente tinha que trabalhar como os

homens, o que forjou uma geração de mulheres muito fortes e assertivas”, conta. “As jornalistas da minha época não queriam cobrir assuntos fofos. Nós queríamos os assuntos áridos, como economia e política”. Ana cobriu todos os planos econômicos que perseguiram a estabilização da moeda. Ela conta que o mais importante para as mulheres da época era o trabalho. “Queríamos entrar no mercado e sermos respeitadas. O desejo era fazer uma história como pessoas competentes. Ninguém pensava em lazer e vida pessoal. Muitas tiveram casamentos fracassados e não viram os filhos crescer”, relembra.

A jornalista padrão

Perguntada sobre os motivos que a levaram a escolher o jornalismo como profissão, ela não titubeia. “Eu queria sair de Brasília, ver o que havia fora dali. Na infância, só conheci o interior


Capa

de Minas e o Espírito Santo”. Apesar de não saber o que era o jornalismo, Ana tinha certeza de que era algo que envolvia histórias, que ela poderia conhecer e contar para os outros. O primeiro trabalho foi na Rádio Nacional de Brasília, como estagiária. “Nesse período, fazia freelas para a revista Senhor, que depois se tornaria IstoÉ. Não tinha a menor vontade de fazer televisão. Todo mundo na minha geração queria ir para o Jornal do Brasil, para a imprensa escrita”, explica. Entretanto, o diretor da revista insistiu para que ela tentasse a telinha e a levou para fazer um teste na afiliada brasiliense da extinta TV Manchete. “Eles gostaram do teste, eu precisava de emprego e me contrataram. Em menos de um ano, fui para a Globo local. Foi aí que me apaixonei por televisão”, revela. Quando apareceu o convite para ser correspondente, Ana não hesitou. “Não pensei nem uma vez para aceitar, sempre quis morar fora”. Mesmo com vontade, o primeiro ano na Inglaterra foi duro. “A cidade é muito cinzenta e sou muito solar. Não foi simples”.

O caminho das bancadas

Depois de trabalhar na terra da rainha, a jornalista foi ser a correspondente da Globo em Nova Iorque, onde se encontrou de vez. “Estava hiper feliz nos Estados Unidos, quando veio o convite para voltar. Chorei três dias seguidos. Mas quem diria não?”, questiona. Ana pensou que talvez não tivesse outra oportunidade tão significativa para voltar ao Brasil. “Carreira é a ad-

que garantiam a produção externa. “Precisava disso para me divertir um pouco”, conta aos risos. “Mas esse período ancorando foi muito legal, tanto que me deu visibilidade para que hoje eu tivesse duas empresas e pudesse viver delas”, analisa.

O equilíbrio

“Trabalhava tanto que só falava com meu marido por meio de bilhetes”

ministração que você faz dela. Naquele momento eu fiz um sacrifício pessoal e administrei a minha”, revela. Apesar de ter passado metade de sua trajetória ancorando telejornais, a paixão da jornalista é o trabalho nas ruas. “O mais nobre do jornalismo é a reportagem, o resto é administrar a carreira. A bancada é mais rentável, mas gosto mesmo é de gente”. Tanto é que, nos contratos com o SBT e com a Record, foram incluídas cláusulas

Em sua trajetória, a jornalista procurou condições para conciliar trabalho e vida pessoal. “Quando fui para o SBT, deixei de ser uma mulher dos anos 1980 e busquei o equilíbrio”. Naquele momento, Ana estava frágil, infeliz com a rotina noturna imposta pela apresentação do Jornal da Globo e insatisfeita por só se corresponder com o marido por bilhetes. “Eventualmente conseguíamos marcar um almoço”, lamenta. Além disso, ela tinha passado por um tratamento de dois anos com fertilizações in vitro e sofrido um aborto. No período que antecedeu a guinada, Ana aprendeu com as mulheres que entrevistou que todas estavam insatisfeitas. “‘Queria tanto voltar a fazer crochê... Precisa mesmo trabalhar 12 horas por dia?’, elas me perguntavam. Foi quando entendi que era um problema da minha geração. Nós queríamos ter vida e tínhamos investido tudo na carreira”, concluiu. Ana conta que quando foi para o SBT e teve que abrir a própria empresa para produzir os programas que eram exibidos na emissora de Sílvio Santos - a Touareg Conteúdo -, viu a possibilidade de chegar onde está hoje, tocando seus projetos e em paz com a vida pessoal. “Abri a minha primeira empresa e, tempos depois, a Maio 2013 | Revista Avenida | 61


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Não ser mãe

segunda - Tempo de Mulher -, que tem tudo a ver com o momento que vivi”.

A empresária de sucesso

Quando voltou ao Brasil, Ana foi muito procurada por mulheres, que viram nela um exemplo de carreira sólida e feminilidade. Mais tarde, ela chegou à conclusão que existia uma possibilidade de negócio no interesse pelo equilíbrio que representava. “Foi aí que comecei a fazer pesquisas com mulheres. Existia um espaço muito grande para falar com elas porque estavam mudando”, recorda. A partir desse insight, a jornalista investiu em pesquisas feitas com método e ajuda de institutos especializados. Foram anos entrevistando mulheres para descobrir o que elas querem, quais são seus hábitos de consumo e como se comunicar com elas. “Os estudos de mercado revelaram que a plataforma digital seria o que daria resultado mais rápido, e foi mesmo. O Tempo de Mulher tem 30 milhões de page views por mês, um número grande em qualquer lugar do mundo”, orgulha-se. Em abril, foi lançada a Tempo de Mulher Business, uma revista focada em executivas. “Tenho muitos projetos. Podem esperar muitas novidades da Ana empresária”. Como pesquisadora, ela afirma que faltam programas para ajudar as mulheres a desenvolverem suas carreiras, e que a oferta de condições e métodos para elas chegarem a cargos de liderança precisa ser prioridade nas organizações. “Muitas multinacionais já transformaram isso em uma meta estratégica”, conta. 62

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“A felicidade é diferente para cada um. Não faça as coisas por obrigação. Seja verdadeira e será sempre compreendida”

Especialista no comportamento da mulher da classe C, Ana destaca o poder que ela tem. “Ela é muito ocupada e precisa de produtos que facilitem sua rotina. E ela tem dinheiro para comprar. As mulheres compõem 42% da renda familiar e escolhem desde o que vai no carrinho do supermercado à compra do imóvel”. Para ela, o grande equívoco das empresas é imaginar que esta mulher inveja a classe AB. “Ela tem cultura e necessidades próprias”.

“Não tive filhos e não me sinto menor por isso. Paciência, sou uma mulher dos anos 1980 e optei pela carreira. Essa sou eu”, afirma com tranquilidade. Após duas tentativas de fertilização in vitro, Ana chegou a engravidar naturalmente. “Perdi a criança aos três meses de gestação. Abortar é muito doloroso”, diz. Depois de mais dois procedimentos, decidiu parar de tentar. “Estava criando uma infelicidade que não existia. Neste processo, a pessoa começa a adiar a vida e a felicidade por conta de uma coisa que não aconteceu”, conforma-se. Ana conta que, naquele momento, estava seguindo o deadline da natureza e que não pensou em adotar. “Para a adoção não há prazo. Posso esperar o momento ideal, se é que ele vai chegar”. Em seguida, ela se declara para o marido. “Encontrei minha alma gêmea aos 36 anos. É um homem que me ama definitivamente. A gente se diverte tanto, viaja para lugares esquisitíssimos, fica juntinho em casa à noite. A minha vida é boa, muito boa”. Para as mulheres que não quiseram ou não puderam engravidar, a jornalista e empresária tem um conselho. “Não quer ter filhos? Não tenha. A vida pode ser muito boa sem eles. Quer ter 11 filhos? Tenha, a vida pode ser muito legal com eles. Agora, não tenha ou deixe de ter porque você está sendo cobrada. A felicidade é diferente para cada um de nós. Não faça nada por obrigação, faça o que for verdade e será compreendida. A verdade sempre cola”, conclui.


Comida Di Buteco elege o melhor petisco da cidade A segunda edição paulistana do concurso Comida Di Buteco acontece até o dia 12 de maio. Dezesseis cidades participam simultaneamente do evento e, em São Paulo, são 50 os botecos participantes. Cada um deles concorre com um petisco que, obrigatoriamente, precisa ter na receita mandioca ou linguiça.

Organização quer desligar celulares dos “botequeiros”

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Gastronomia

w TEXTo: VanEssa silVa w FoTos: GuilHERmE KasTnER

O

concurso Comida Di Buteco acontece desde o ano 2000. De acordo com o gastrônomo organizador do evento, Eduardo Maya, os anos serviram para ganhar experiência e atender com qualidade à demanda de São Paulo, cidade que sedia a competição gastronômica desde o ano passado. “Foi necessária essa preparação nos outros estados e, quando chegamos em São Paulo, em 2012, tivemos uma boa aceitação e queremos repetir nesta edição”, conta Maya. O tema do concurso deste ano é “Buteco, a Verdadeira Rede Social”. De acordo com o especialista, a ideia é fazer com que as pessoas se desliguem dos aparelhos celulares e aproveitem o boteco, a rede social que permite o contato físico, papos e boas recordações. “É no boteco que nascem as amizades, os namoros e até casamentos”, conta. Dentro da iniciativa, os bares irão disponibilizar um objeto para que todos guardem os celulares. “E se tocar, quem atender paga a conta”, brinca Eduardo. Todos os botecos recebem um corpo de jurados que experimentam os tira-gostos e votam. O público também vota e representa 50% da nota final. “Uma semana depois do evento divulgamos o resultado do melhor boteco da cidade”, diz Eduardo. O vencedor de 2012 foi o Bar do Magrão, que fica no Ipiranga. Maio 2013 | Revista Avenida | 65


Gastronomia Pratos precisam ter linguiça ou mandioca

Vencedor do ano passado quer o bi Campeão do concurso no ano passado com o escondidinho de bacalhau, o Bar do Magrão traz neste ano o creme de mandioquinha, que é temperado com alho e azeite, rodela de linguiça e folha de agrião. O chef do bar Giovanni Douralles diz que o prato é novidade no cardápio da casa. “Esperamos vender uma média de 50 porções por dia”, conta. No ano passado, o prato vencedor ficou em destaque na casa e chegou a vender 90 porções por dia. “Era um prato que já tínhamos no cardápio e adaptei para o concurso, mas depois do Comida di Buteco o escondidinho ficou famoso e todo mundo queria provar”, lembra.

Destaque de cada região Zona Norte O Bar do Plínio concorre com o petisco que leva o nome de Atrevida. O prato é composto por lula recheada com bobó de camarão, mandioca e calabresa. O bar fica na rua Bernardino Fanganiello, 458, na Casa Verde e o petisco custa R$ 29.

ZN

Zona Sul O Boteco di Primeira tem o Petit Gateau frito salgado. O bolinho é recheado de linguiça defumada com requeijão, mussarela e sorvete de molho de maionese com gelatina incolor. O petisco custa R$ 8. Rua Carneiro da Cunha, 585 – Saúde.

Zona Oeste

ZS

Na Vila Pompéia, o Boteco Boella disputa o concurso com o Bolinho do Barão, feito com mandioca ralada recheada com paio. O prato custa R$ 23,90. O bar da Zona Oeste fica na rua Barão Do Bananal, 568. Vila Pompéia.

Centro No Centro, destaca-se o bar Dona Teresa. O petisco concorrente é o Bom pra Coalho, feito com bolinho de mandioca com recheio de queijo coalho servido com melaço de cana. Custa R$ 18. O bar fica na Rua Fernando de Albuquerque, 57, na Consolação.

ZO

Zona Leste

ZL

Com o petisco Surpresa de Berinjela, o Bar do Berinjela está na disputa do concurso. Situado na Zona Leste, o petisco concorrente é um bolinho de berinjela com calabresa e parmesão. R$ 18. O bar fica na Praça 20 de janeiro, 67, no Tatuapé.

C ServiçO

Concurso Comida di Buteco 2013 - De 12 abril a 12 de maio Cidades: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Campinas (SP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Ipatinga (MG), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Montes Claros (MG), Poços de Caldas (MG), Ribeirão Preto (SP), Rio Preto (SP), Salvador (BA) e Uberlândia (MG) Lista com bares participantes no www.comidadibuteco.com.br 66

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Decoração foTos: DiVUlGaÇÃo

Não é apenas na primavera que elas salvam a sua decoração

As flores e o resto ◗ PALLOMA MINA

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lores são as estrelas da primavera, certo? Errado! As flores podem ser as protagonistas da sua decoração em qualquer época do ano. Para isto, basta saber quais são as espécies que florescem na estação e coordená-las com os outros elementos do seu ambiente. Entre as mais pedidas deste outono estão begônia, tulipa e cravo. O arquiteto e consultor da Futura Tintas, Carlos Galbe, conta que não é preciso mudar as cores do ambiente para combiná-las com as estações do ano. “É preciso aproveitar as flores de cada estação. Ninguém vai pintar uma parede a cada três meses”, brinca. As flores do outono, em geral, são fáceis de combinar por terem tons sóbrios. Para não errar até o começo do inverno, aposte em amor-perfeito, begônia, calêndula, cravos, flor de mel, rosas e tulipas. A flor branca é outra dica de ouro de Galbe. “Ela é neutra e combina com tudo”. Ele diz que, na maioria dos lares brasileiros, as pessoas usam tons do bege ao branco para ambientes internos e, por isso, não é preciso ter medo de ousar. A única prática que o arquiteto condena é o exagero. “A flor, por natureza, é bonita, mas não é elegante encher a casa de flor”. Mesmo quando a sala de jantar é integrada, seja com a cozinha ou com a sala de estar, um arranjo volumoso na mesa de jantar é o suficiente.

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Especialista diz que, ao usar flores, somente o exagero não é recomendável

Azul é tendência em 2013 se combinar cores da decoração e flores no outono já era fácil, em 2013 essa tarefa ficou ainda mais simples. o arquiteto carlos Galbe explica que os tons de azul, do profundo ao berinjela, são os queridinhos da decoração nesta temporada. “As cores do momento combinam com as flores da estação, são tons próximos”, detalha o arquiteto. calêndula, begônia e todas as cores de cravos ficam bem com os tons de azul.

Decoração especial em minutos Para aqueles que não abrem mão de uma decoração caprichada em momentos especiais, mas têm pouco tempo, o conselho de Galbe é abusar de folhas secas durante o outono. “o momento é propício para o uso de folhas secas e flores em tom mel, que podem ser dispostas dentro de um vaso. Vale até colocar as folhas secas diretamente na mesa”. outra sugestão é usar pequenos limões e laranjas na decoração da cozinha. eles podem ser colocados em um vaso ou mesmo travessas. “É uma opção que combina bastante com a estação”, recomenda o arquiteto.


Comportamento

BORBOLETINHA MÁGICA, da Atlantis. O vibrador em formato de borboleta vem acoplado a dois elásticos para serem encaixados nas pernas. A mulher pode usar sozinha ou com um parceiro, para se estimular durante a relação sexual. R$

34,90

“Brinquedinhos” da 20a Erotika Fair

vão além dos acessórios conhecidos ◗ PALOMA MINA

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urante a 20ª edição da Erotika Fair foram apresentadas as inovações da indústria de produtos sensuais, um mercado que movimenta aproximadamente R$ 1 bilhão ao ano e vende 800 mil itens todo mês. Não se assuste! Ao contrário do que existe no imaginário brasileiro, bonecas infláveis, réplicas de pênis e pessoas seminuas são raridade no evento. A REVISTA AVENIDA foi à Erotika Fair e mostra agora os itens que provocaram mais frisson.

R$

15,00 a 25,00 R$

ANÉIS PENIANOS COM VIBRADOR, da Qualy Fun. O acessório serve para turbinar a relação do casal. Além de retardar a ejaculação, a vibração estimula o clitóris da parceira, o que torna o ato sexual mais prazeroso. Este tipo de anel peniano é o único vibrador dentro da lista dos cinco produtos mais vendidos montado pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual. 70

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239,00

VIBRADOR DE DUAS PONTAS, da G Vibe. A peça é feita em silicone médico, por isso não causa alergia e é 100% seguro para o corpo. O criador do produto, Jack Romanski, conta que a peça pode ser usada durante masturbação feminina ou masculina, para estimular o clitóris, os mamilos e os testículos.


Comportamento KIT CINQUENTA FORMAS DE AMAR, da Adão e Eva. Algema, venda, chicote de couro, óleo de cheiro adocicado e bolas de pompoar. Estes são alguns dos apetrechos usados por Christian Grey na triologia Cinquenta Tons de Cinza. O sucesso absoluto dos livros fez as vendas destes itens aumentarem 35% no último trimestre de 2012. R$

R$

99,90

13,90 BEBIDA AFRODISÍACA, da Yxaiio. A bebida parece um refrigerante, mas tem sabor único e cheiro de pimenta. A presença de feromônios é o que torna o líquido afrodisíaco. Eles disparam a vontade de acasalar em todos os animais da natureza. A invenção é austríaca, mas a bebida já é sucesso no Rio de Janeiro, onde os bartenders a misturam com champagne.

MASTURBADOR MASCULINO, da Willaboo. O produto tem três compartimentos de plástico conectados, que devem ser preenchidos com água quente através de um canudo. Antes da estimulação, a parte interna deve ser lubrificada. O produto vem acompanhado de um sachê de lubrificante e deve ser usado apenas uma vez.

R$

14,90

R$

ELETRIC, da Soft Love. É o vibrador líquido. Ao entrar em contato com qualquer mucosa do corpo, seja da boca ou da região pélvica, o óleo causa uma sensação de vibração e excitação. R$

14,90

249,90

VIBRADOR DESPERTADOR, da Wake Up Vibe. A ideia é simples: a mulher programa o horário em que quer acordar no relógio e introduz a ponta do produto na vagina; na hora marcada, o produto começa a vibrar e desperta a usuária.

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Cinema foTos: DiVUlGaÇÃo

Ídolo Renato Russo em estado bruto ◗ PALLOMA MINA

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e você está pensando em ir ao cinema para descobrir a história completa do líder da Legião Urbana ou para acompanhar o declínio de um gênio doente, esqueça Somos Tão Jovens. O longa de Antonio Carlos da Fontoura mostra a formação musical e pessoal de Renato Russo, o surgimento do movimento punk-rock de Brasília e os conflitos do músico, entre 1976 e 1982, de forma divertida e intensa. Encarnado pelo ator Thiago Mendonça, famoso por dar vida ao sertanejo Luciano em 2 Filhos de Francisco, Renato é apresentado como um adolescente sensível e introspectivo, que sofre com o bullying dos colegas por ser certinho demais. O isolamento piora depois de um acidente causado por uma epifisiólise, doença óssea que provoca o descolamento de fêmur e bacia. Foram meses de recuperação ouvindo música e lendo. O momento seguinte mostra como um dos maiores poetas de nossa história se tornou punk, chocando os pais que o queriam cursando a universidade e dando aulas de inglês. A nova paixão rendeu a formação do Aborto Elétrico, junto com Fê Lemos, retratado como antagonista de Renato. As cenas de briga dos dois são as mais tensas do filme, deixando para trás as abordagens dos militares da 72

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ditadura à turma de Renato, que abusava do álcool. A formação de Renato passa ainda pelas inseguranças típicas da juventude, especialmente no campo afetivo. A angústia causada pelo amor platônico por meninos e desejo por meninas foi motivo de um segundo período de isolamento e do afastamento de amigos. O frustrante é saber que a grande história de amor do filme, que teria inspirado a canção Ainda é Cedo, acontece entre Renato e um personagem fictício. As sequências musicais, com destaque para as que mostram a introdução do punk na cena brasiliense, surpreendem pela energia do elenco. De acordo com a produção do longa, o áudio das canções foi captado em cena, sem

Trama revela ser fictício o par que motivou Ainda é Cedo apoio de estúdio, contanto apenas com o talento dos atores para cantar e tocar. Também é interessante acompanhar a evolução das bandas – do Aborto Elétrico à Legião Urbana, passando por Plebe Rude e Capital Inicial – e a conexão entre o rock carioca de Herbert Vianna e do Planalto Central numa época em que as pessoas se viravam sem internet.

Cenas dos shows tiveram áudio captado sem ajuda de estúdio


Cultura Rafael Koch Rossi

Grupo canadense tem 19 shows espalhados pelo mundo

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Encantador cortejo do Cirque du Soleil não tem nada de fúnebre

◗ MAURÍCIO NUNES

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ais uma vez a cidade de São Paulo recebe a lona mágica do Cirque du Soleil para um novo espetáculo lúdico e com números de tirar o fôlego. Desta vez, somos convidados a um cortejo (Corteo, em italiano) idealizado por um palhaço que imagina o seu próprio funeral, numa atmosfera de festa cercada de amigos do circo, observados por amáveis anjos que interagem com eles. Contrastando o grande e o pequeno, o ridículo e o trágico, a magia da perfeição e o charme da imperfeição, o espetáculo evidencia a força e a fragilidade do palhaço, mas também a sua sabedoria e ternura, para ilustrar o aspecto humano de cada um de nós. O clima do espetáculo nos remete à poesia visual contida nas películas de Fellini. A música, ora lírica, ora divertida, transforma Corteo numa festa intemporal onde a ilusão brinca com a realidade. As luzes se acendem, a euforia contagia a plateia e, no palco giratório 360 graus, uma cama, um palhaço deitado nela, seus amigos ao redor e dos céus um anjo lindo, interpretada pela brasileira e ex-ginasta Camila Comim, abrem alas para o maior cortejo que seus olhos jamais sonhariam acompanhar. Como de costume, os números aéreos do Cirque inauguram o espetáculo, num balé de sedução com as antigas amantes do Palhaço Morto, que juntas em momento de sonho e imaginação, dançam em acrobacias aéreas no alto de candelabros gigantes, rodopiando acima da cama do “defunto”. Maio 2013 | Revista Avenida | 75


Cultura foTos: Rafael Koch Rossi

Corteo tem acrobacias, música, balé e humor O mestre de cerimônias é representado pela clássica figura do diretor de palco dos circos tradicionais, aqui na pele do Assobiador Fiel que, de origem militar, aprendeu as artes circenses sem nunca deixar de lado seu trato mais formal. Quando começa a assobiar clássicos, deixa transbordar toda a paixão artística que guarda dentro de si e emociona a plateia. No decorrer do cortejo, há travessuras acrobáticas numa cama, bicicletas voadoras, no melhor estilo E.T., números musicais fascinantes, incluindo uma sinfonia com copos de cristais e cumbucas tibetanas, balé aéreo e extremamente sensual com um casal no número de panos, diversos números que desafiam as leis da gravidade, como o improvável número do cego e a escada, além de muito bom humor com o número dos cavalinhos (claro, cênicos, pois no Cirque não trabalham animais), e o emocionate e divertido número da palhacinha com o balão de gás hélio, interagindo com a plateia absolutamente encantada. A gigantesca produção de Corteo envolve 136 pessoas de 25 nacionalidades diferentes. São mais de mil toneladas de estrutura para espetáculo, que foram trazidas ao Brasil em cerca de 100 contêiners. Para se ter uma ideia, só de figurino são mais de 260 peças. O resultado final é impressionante, levando o público a uma experiência artística que se torna quase indescritível. 76

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Espetáculo iniciou em 2005 e é sucesso de público

Corteo estreou em 2005 e já foi visto por mais de 6,5 milhões de pessoas ao redor do planeta

Mais de 100 milhões de pessoas já assistiram a um espetáculo do Cirque. Entre os 1.300 artistas de 50 países, atuam vários brasileiros. Quando você entra em contato com o universo do Cirque, tem a sensação de manter contato de terceiro grau com alienígenas, pois é impossível admitir que estes homens e mulheres são capazes de tais acrobacias e peripécias. Só assim para entender por que Corteo estreou em Montreal, no Canadá em 2005, e já passou por 48 cidades antes de chegar em São Paulo. Por onde foi, o show recebeu mais de 6,5 milhões de espectadores. O Palhaço Morto pode até ser a figura principal desta história, homenageado neste fantástico funeral, mas o circo, representado com a máxima excelência pelo Cirque du Soleil, está bem vivo e pulsante. Talvez assim como o protagonista de Corteo, você possa imaginar que tudo não passou de um sonho. Afinal, se você quer saber de que material são feitos os sonhos, o Cirque tem a resposta.


Cultura

“Alessandra Negrini é uma atriz visceral, que incorporou a personagem de forma magnífica”

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Cultura

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lessandra Negrini é a estrela da adaptação da obra A Propósito de Senhorita Julia, do sueco August Strindberg, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil com preços populares. A trama mistura conflitos entre classes sociais, tensão e atração física. Quem assina a adaptação do texto é José Almino e Walter Lima é o responsável pela direção. O texto original, publicado em 1888, tem como pano de fundo um rígido sistema de classes sociais. Senhorita Julia era

uma aristocrata, filha de um militar, e era atraída por doses de álcool e o jogo de sedução com o empregado do pai. Conflitos entre sexos e classes sociais permeiam e aprisionam as motivações de cada protagonista, criando um jogo de sedução e humilhação que vira um pesadelo. Alessandra define Julia como uma mulher atormentada pela busca do outro, do amor e de uma integridade que solucione a dualidade que a consome. ”Tipicamente Strindberg”, avalia a atriz, que já viveu outra personagem do autor em Os

Adaptação tupiniquim

Na versão de José almino, o cenário é o dia da vitória de lula nas eleições presidenciais de 2002, quando o sentimento de mudança imperava no Brasil. a intenção da adaptação é aproximar o conflito central do texto com a realidade sociopolítica brasileira, criando novas perspectivas de compreensão para o público. agora Julia é rica, filha de deputado, e organiza uma festa em seu quintal para celebrar. ela acaba flertando com o motorista, interpretado por eucir de sousa. “o texto oferece a possibilidade de uma leitura universal. Na suécia do autor havia visível separação de castas, aqui existem as diferentes classes sociais”, conta Walter lima, diretor do espetáculo.

Na releitura brasileira, trama se dá na primeira eleição de Lula Credores. O diretor não economiza elogios à protagonista da peça. “Alessandra Negrini é uma atriz visceral, que incorporou a personagem de forma magnífica”, avalia Lima.

Serviço “A propósito de Senhorita Júlia” Quando

sextas e sábados às 20h; domingos às 18h

Onde

Centro Cultural Banco do Brasil Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Fone

(11) 3113-3651

Quanto

de R$ 3 a RS 6

Como comprar na bilheteria do CCBB e pelo site www.ingressorapido.com.br

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Toca do Lobo

Maurício Nunes

é dramaturgo, músico, jornalista e cinéfilo, com livros sobre o tema Blog: atocadolobomau.blogspot.com E-mail: mauricio.nunes@metronews.com.br

Maratona da vida Pouco antes de meu pai morrer, ainda bem jovem, me disse olhando nos olhos para que eu tirasse o peso do mundo das costas e tentasse viver, porque a vida valia a pena. Mas este mesmo homem me ensinou a ser altruísta e, como vejo o mundo deficiente e moribundo, insisto em carregá-lo nas costas, inutilmente. A vida é bela, eu sei, mas viver não é fácil, e muitas vezes não é nada divertido. Temos contas, obrigações e para isto temos de sofrer as piores humilhações possíveis, trabalhar muito a troco de nada, na maioria das vezes como prostitutas, alugando nossos corpos em fábricas e escritórios, enquanto nossa mente vagueia livre, leve e solta por aí. Mas eu realmente acho a vida um belo presente. Talvez por isto fique indignado ao ver tantas pessoas perdendo as suas a troco de nada. Seja atropelada por um bêbado, seja subtraída por um menor delinquente protegido por leis patéticas e por intelectuais que nunca viveram a realidade, seja por qualquer outro fator pelo qual este bem tão valioso seja extirpado. Talvez meu pai esteja triste, de algum lugar deste universo. Me vendo melancólico, cabisbaixo, enquanto a vida segue. Mas, ao mesmo tempo, deve sentir orgulho ao ver que meu tempo é direcionado de uma forma ou de outra para a arte de iluminar as pessoas, onde meu pagamento é só o sorriso na face delas. Acredito que a cada reflexão, cada texto, cada peça, cada música composta, uma parte dentro de alguém atingido por esta arte é modificada. A vida de quem opta pela arte sem ter fundos para sustentar este vício (sim, a arte é um vício) não é fácil. É repleta de dor, insegurança, medo até, mas há algo dentro da gente que nos faz crer e seguir em frente nesta jornada quixotesca. Esta semana o menino Martin, de apenas oito anos, vítima da mais sórdida estupidez humana, o terrorismo, acendeu o coração daqueles que amam e lutam por um mundo melhor. O garoto expôs um cartaz, há um ano, onde pedia que as pessoas parassem de matar umas às outras e que vivessem em paz. O menino morreu no atentado de Boston, ao correr para abraçar o pai que cruzava a linha de chegada da maratona. Me admira ver religiosos imbecis cometerem tais atos ou ainda apoiarem “líderes” mais idiotas e não notarem num ato como este a presença divina. Pois é, o Deus que tanto clamam estava ali na cara de todos, na pele do menino que nasceu Martin e morreu mártir. Isto não lhe diz nada? A vida de fato é bela, mas pode ser mais bela ainda num mundo repleto de paz. Mas, para isto ocorrer, depende de mim, de você e de todos que não se importam em carregar o mundo nas costas e chacoalhar para fora dele vermes e ratos de esgoto. Porque ao invés de seguir tais líderes espirituais ou qualquer idiotice destas, não segue o amor, tal qual fez Jesus, homem que vocês tanto clamam e a quem pedem favores? Vamos celebrar a vida e não mais a morte. Plante uma árvore, adote um animal, uma criança ou se puder, adote alguém que precise de alguém. Seja padrinho do sonho de alguma pessoa. Exercite-se. Leia livros; veja bons filmes, veja filmes ruins; ouça a música que lhe faz bem; converse; explore o mundo munido apenas de uma mochila e um sorriso nos lábios. Ame alguém, encontre-a e não a perca. Se você não achou, saiba que há bilhões de pessoas e alguma também está à sua procura. Quem sabe a encontre para levá-la a um piquenique. Ir ao cinema. Fazer uma sessão pipoca em casa na madrugada. Contar suas histórias e ouvir as dela. Passear de mãos dadas pelo parque. Faça amigos, fotografe seus melhores momentos, ame sua mãe e seu pai enquanto estão do teu lado, ame seu irmão, ou sua irmã, ainda mais se for bela e fascinante como a minha. Dance acompanhado ou sozinho. Com música ou sem música. Dance de qualquer maneira, seja qual for o som do silêncio que te acompanha. Mantenha viva a sua criança. Corra a maratona da vida e não se importe com a chegada, mas sim com o percurso. Viva em paz. 82

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Cabeça Liberta

Mônica Kikuti

Blog: cabecaliberta.wordpress.com E-mail: monicakikuti@hotmail.com

O artifício da artificialidade É interessante a reação das pessoas quando você muda, drasticamente, o visual. Os que me conhecem viram-me com longas (por vezes, médias) madeixas loiras por muito tempo. Até que “me deu a louca” e eu cortei todo aquele cabelinho. Foi radical. Mas, ao mesmo tempo, foi libertador. E muitos dos que me encontram na fase “Cabeça Liberta” deixam escapar algo que eu não sabia: como gostavam do meu antigo cabelo! “Ah, mas seu cabelo era tão bonito...”, lamentam-se, com aquele ar nostálgico, parecendo vivenciar um luto que nunca existiu. Tudo bem. Às vezes até eu tenho uma saudadezinha básica das minhas loiras madeixas. Uma saudade que passa muito rápido, pois afinal minhas madeixas loiras não eram verdadeiras. Eram fruto da artificialidade. Desta que a gente vive sendo refém, com ditames ridículos que vão se infiltrando na nossa vida. E eu fiquei tanto tempo com uma tintura na cabeça, que já tinha até esquecido que o meu natural era aquele castanho bonitinho, agora um pouco matizado com um branquinho inevitável. E descobri, meio sem querer, que é muito bom enxergar a naturalidade, sem aquela crise de que é preciso transformá-la ou sacrificá-la para sentir-se mais bonito. A naturalidade, por si só, é algo bonito. Basta pensar na nossa naturalidade de agir, de se manifestar. Aquilo é nosso, é um pouco de nós. É o que nos representa, mesmo que os outros não gostem muito disto. A nossa naturalidade só começa a ser um problema quando não é natural ser o que somos ou agir como agimos. E isto é uma comprovação muito mais subjetiva do que fruto da coletividade de pré-julgamentos a que somos submetidos todos os dias. Aliás, no tempo em que estamos vivendo, a artificialidade virou artifício. Artifício de uma beleza que parece ficar obsoleta de um dia para o outro. Porque é preciso ter peitão. Ter olhos azuis. Cabelos loiros. Ah, e lisos. Claro!!! Como eu fui esquecer da chapinha e da progressiva, meu Deeeus? Também é preciso ter dentes brancos, mesmo que o sorriso, por vezes, seja amarelo. Afinal, a artificialidade que existe em algumas pessoas não há tintura, lente de contato, chapinha ou silicone que dê jeito. Talvez seja uma artificialidade adquirida. A mesma que faz com que se diga “eu te amo” para alguém, só para aclamar egos ou fazer tipo, mesmo que um dia depois, três, uma semana, ou um mês, o “eu te amo” caia por terra, assim como a máscara que estava ali. Diante do nariz. Quase caindo e sempre salva por um triz. Uma artificialidade adquirida em um mundo de emoções não verdadeiras. De sentimentos que se esvaem, de uma hora para outra, como o tempo sempre implacável. Mas, implacáveis mesmo são as consequências de um mundo de artificialidades. Um mundo em que é preciso travar uma luta com aparência, sentimentos, atitudes e falas “xing ling”, quando tudo o que é preciso é ser genuíno.

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Humor

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Humor

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Roteiro

Roteiro ShowS

Programação sujeita a alterações sem aviso prévio DIvulgAção

Sandy canta Sim para São Paulo

N

o dia 17 de maio, os paulistanos poderão conferir a turnê Sim, da cantora Sandy, no palco do HSBC Brasil. Sucesso de público em Vitória e no Rio de Janeiro, o repertório apresenta grandes sucessos e músicas inéditas do segundo álbum solo da filha de Xororó. Em paralelo à turnê, Sandy finaliza seus trabalhos em estúdio para o lançamento do CD homônimo, previsto para final o de maio. Com o álbum Sim, Sandy reafirma sua fase positiva, já apresentada no final do ano passado com o lançamento digital do EP Princípios, Meios e Fins. “Saí muito feliz de ‘Manuscrito’, minha primeira turnê. Ela cumpriu seu papel e senti que estava na hora de trazer novidades, tanto pra mim quanto para o público”, afirma a cantora. Da época da dupla com o irmão Júnior, Sandy canta Não dá Para Não Pensar em Você, que ganhou novo arranjo e promete levar os fãs de longa data à loucura. Já Manuscrito, primeiro álbum solo, é relembrado com os hits Pés Cansados e Perdida e Salva.

Mais recente sucesso da cantora, a canção Aquela dos 30 também tem lugar garantido na apresentação. A homenagem da noite vai para o pai, quando Sandy interpreta Se Deus Me Ouvisse. Fecham o repertório as releituras de All Star, de Nando Reis; Águas de Março, de Tom Jobim; e Casa, de Lulu Santos. SeRvIçO Quando 17/05 às 22h Onde HSBC Brasil - Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio Ingresso a partir de R$ 50 Como comprar bilheterias do HSBC Brasil, por telefone ou internet com Ingresso Rápido. Maio 2013 | Revista Avenida | 87


Roteiro Alceu Valença – O cantor volta a São Paulo para gravar o DVD do show baseado no álbum “Vivo!”, de 1976. No repertório há hits da época, como “O Casamento da Raposa com o Rouxinol”, “Descida da Ladeira” e “Táxi Lunar”. Ingresso: de R$ 8 a R$ 32. Sesc Belenzinho - R. Pe. Adelino, 1.000 - Quarta Parada - Leste. Telefone: 2076-9700. Aceita os cartões Amex, MasterCard, Visa. Não aceita cheques. Tem área para fumantes. Tem acesso para deficiente. Tem conexão wi-fi. 500 pessoas. Estacionamento: a partir de R$ 3. Quando: 04, 05, 10 e 11/05 às 21h30.

DIvulgAção

Circo dos Sonhos – Cerca de 40 artistas se jogam no universo circense. Realizam peripécias com malabares, acrobacias, trapézio, palhaços e mágica. Ingresso: R$ 40. Quintal do Espeto - Av. dos Carinás, 520 - Indianópolis - Sul. Telefone: 5092-5118. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Tem área para fumantes. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Não tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. 600 lugares. Valet: R$ 18. Quando: 04/04, às 21h.

Steven Wilson já foi indicado ao Grammy três vezes

Steven wilson – Em sua segunda passagem pelo Brasil, músico e produtor inglês apresenta ao público o álbum The Raven That Refused To Sing (And Other Stories). Steven Wilson é fundador, vocalista e compositor da banda de rock progressivo Porcupine Tree e já recebeu três vezes indicações ao Grammy. Ingresso: de R$ 25 a R$ 230. Teatro Bradesco - Rua Turiassú, 2100, 3º piso - Pompeia – Oeste. Telefone: 36704100. Aceita os cartões American Express, Diners, Master, Visa. 1439 lugares. Quando: única apresentação em 20/04 às 21h.

wanessa – A filha de Zezé Di Camargo faz show de lançamento do DVD “DNA Tour”. No repertório, canções em inglês que são sucesso nas pistas de dança, como “Falling for U”, “Shine It On” e “Stuck on Repeat”. Ingresso: a partir de R$ 40. HSBC Brasil - R. Bragança Paulista, 1.281 - Santo Amaro - Sul. Telefone: 4003-1212. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Vende ingresso pelo telefone. 4.000 lugares. Estacionamento: R$ 30. Quando: 04/05 às 22h.

GASTRoNoMIA CoZINhA ALEMÃ

Armazém do Alemão - Serve pratos típicos individuais e executivos para duas pessoas. O mais pedido é “O Alemão Papicra Schnitzel”, filé mignon à milanesa com bolinho de batata a e molho páprica. Entre os executivos, que variam durante a semana, o destaque é o Lombo de Bacalhau, que é refogado no azeite, acompanhado de arroz branco e brócolis com alho frito. O prato com o peixe é sérvio apenas às sextas, é individual e custa R$ 35,20. Gasto médio: R$ 30 por pessoa. R. Bacaetava, 343 - Vila Gertrudes Sul. Telefone: 5041-8799. Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Não tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem conexão wi-fi. 95 lugares. Quando: de segunda a sexta das 11h30 às 15h; sábado das 11h30 às 16h.

Jucalemão - Com cinco unidades na capital, o Jucalemão serve generosas porções de comida alemã. O que sai mais em todos os restaurantes da rede é o PaprikaSchnitzel, filé de lombo grelhado acompanhado de molho de páprica, arroz e knödel, um tipo de nhoque. A porção custa R$ 55,90 e serve duas pessoas. Gasto médio: R$ 35 por pessoa. Av. Leão Machado, 100, 3º piso - Parque Continental - Oeste. Telefone: 3765-3731. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Bônus, Cheque Cardápio, SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale Ticket, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. 110 lugares. Estac.: R$4,50 por hora. Quando: de segunda a domingo das 10h às 22h.

Bar do Alemão - Serve pratos típicos da Alemanha e, para acompanhar, os clientes podem escolher uma cerveja na vasta carta da casa. O prato mais famoso, entretanto, é o filé à parmegiana. A versão mini do prato vem acompanhada de arroz, serve três pessoas e custa R$ 132. Gasto médio: de R$ 65 a R$ 70 por pessoa. Av. Juriti, 651 - Moema - Sul. Telefone: 5052-8333.Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes SodexoPass e Visa Vale. Aceita chequessob consulta. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar-condicionado. Tem acesso para deficiente. Não tem mesas ao ar livre. Possui cadeirões para bebês. 170 lugares. Quando: de terça a sexta das 12h às 15h e das 18h às 24h; sábado das 12h às 0h; domingos e feriados das 12h às 22h.

Lukullus - A casa é especializada na culinária alemã e só trabalha com buffetcom preço fechado, que custa R$ 46,70 aos fins desemana e feriados. São mais de 25 pratos, dentre os quaisse destaca os salsichões. A outra curiosidade é a panificadora prórpia que produz pães tipicamente alemães. Gasto médio: R$ 55 POR Pessoa. R. Alexandre Dumas, 1541 - Chácara Santo Antônio - Sul. Telefone: 5181-1692.Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem conexão wi-fi. Tem 90 lugares. Quando: de segunda a sexta das 11h30 às 15h; sábado e domingo das 11h30 às 17h.

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Roteiro DIvulgAção

CoZINhA ÁRABE

Baalbeck - O principal prato da casa é o carneiro, servido assado e desfiado, acompanhado de arroz e amêndoas. Às quintas, o destaque é o chichbarak, um cappelletti de carne cozido com coalhada, que serve duas pessoas e sai por R$ 34. Gasto médio: R$ 30 por pessoa. Al. Lorena, 1.330 - Jardim Paulista - Oeste. Telefone: 3088-4820. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Não aceita cheques. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Não tem ar condicionado. Tem mesas ao ar livre. 35 lugares. Quando: de segunda a sexta das 8h às 20h30; sábado das 8h às 18h. Carlinhos Restaurante - A casa serve pratos da culinária armênia desde 1971 e conta com mais de 50 pratos no cardápio. Um dos destaques da casa é uma entrada que serve duas pessoas e custa R$ 39,80. Obasturma: fatias de carne bovina curadas e fritas na manteiga com ovos. O sanduíche de kafta com pão sírio, o arais, é sucesso entre os frequentadores do restaurante. Gasto médio: R$ 45 por pessoa. R. Rio Bonito, 1641 - Brás - Leste. Telefone: 3315-9474. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Não tem mesas ao ar livre. 132 lugares. Valet: R$ 15. Quando: de segunda a sábado das 11h30 às 15h.

CoZINhA BRASILEIRA

À Mineira - O restaurante funciona em sistema de bufê, com receitas como feijão-tropeiro, carne moída com quiabo e escondidinho de carne. Um dos destaques da casa é o rodízio de petiscos, com mais de 35 opções, realizado de segunda a domingo partir das 18h e que custa R$ 24,90 por pessoa no mês de abril. Gasto médio: R$ 40. Al. Joaquim Eugênio de Lima, 697 - Jardins - Oeste. Telefone: 3283-2349. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Não tem mesas ao ar livre. Tem conexão wi-fi. 380 lugares. Valet: R$ 15. Quando: de segunda a quarta das 11h30 às 23h; de quinta a sábado das 11h30 à 0h; domingos e feriados das 11h30 às 21h. Esquina Grill do Fuad - É um restaurante com ambiente de boteco, serve pratos bem servidos e com preço justo. Entre as opções, destaca-se a picanha saralho, que serve até três pessoas por R$60, 300g do corte fatiada servida no ponto que o cliente escolher acompanhada de vinagrete e farofa. Gasto médio: R$ 30 por pessoa. R. Martim Francisco, 244 - Vila Buarque - Centro. Telefone: 3666-4493. Aceita os cartões Amex, Diners, Hipercard, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Bônus, SodexoPass, Ticket Restaurante, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Não aceita reservas. Não tem ar condicionado. Tem mesas ao ar livre. Tem acesso para deficientes. Tem rede wi-fi. 100 lugares. Quando: de segunda das 18h à 1h; de terça a domingo das 11h30 à 1h.

CARNES

Angélica Grill - O rodízio de carnes conta com 20 tipos de cortes servidos no espeto e fatiados, mas o destaque é o bufê, com 60 variedades de saladas e molhos. Os pratos mais procurados são picanha e cordeiro. Na sala de espera, há um american bar com diversos tipo de drinks. O preço do rodízio por pessoa varia entre R$ 39,90, de segunda a sexta, e R$59,90, aos sábados, domingos e feriados. Gasto médio: R$ 60 por pessoa. Av. Angélica, 430 - Santa Cecília - Centro. Telefone: 3664-0070.

Restaurante À Mineira fica nos Jardins, Zona Sul

Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale, Sodexo Pass. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Não tem mesas ao ar livre. Tem rede wi-fi. Valet: grátis. 400 lugares. Quando: de segunda a sábado das 11h30 às 23h00; domingos e feriados das 11h30 às 22h30. Búfalo Grill - O rodízio serve cerca de 20 cortes, com destaque para a picanha, fraldinha e alcatra. No bufê, há opções de salada e pratos quentes variados. O rodízio custa R$ 32,90 no jantar e R$ 49,90 no almoço. Gasto médio: R$ 65 por pessoa. Av. Ver. José Diniz, 205 - Santo Amaro - Sul. Telefone: 5521-8556.Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Cheque Cardápio, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale, Sodexo Pass.Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Valet: grátis. 380 lugares. Quando: de segunda a domingo das 12h às 23h30. La Recoleta Parrilla - As carnes servidas na casa, que não trabalha em sistema de rodízio, são trazidas da Argentina e do Uruguai. Os cortes são deiretentes dos tradicionais e seguem os padrões argentinos. O principal prato da casa é o La Recoleta, que é a parte mais nobre do corte ancho, retirado das quatro primeiras costelas, que é mais macio. A porção ‘eles’do prato custa R$ 89 e serve duas pessoas. Para as crianças, o diferencial é uma casa na árvore com monitor que fica aberta aos fins de semana e feriados. Gasto médio: entre R$ 60 e R$ 100. R. Caiubi, 155 - Perdizes - Oeste. Telefone: 2506-8007. Aceita os cartões Amex, Diners, Hipercard, MasterCard, Visa.Não aceita tíquete. Não aceita cheques. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem rede wi-fi. Valet: R$18. 170 lugares. Quando: terça a sextadas 12h às 15h30 e das 19h às 23h; sábado das 12h às 0h; domingos e feriados das 12h às 17h.

CoMIDA RÁPIDA

Applebee’s - O principal prato da casa são as costelinhas de porco servidas com molho barbecue, batata frita e espiga de milho. A maior versão da especialidade serve duas pessoas e custa R$ 44,90. Entre as sobremesas, destaca-se a torta de maçã servida em chapa quente com sorvete de creme e calda de caramelo. Gasto médio: R$ 55 por pessoa. Al. dos Arapanés, 508 - Indianópolis - Sul. Telefone: 5051-1946. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cartões com bandeira Elo. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Maio 2013 | Revista Avenida | 89


Roteiro DIvulgAção

Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem conexão wi-fi. 200 lugares. Valet: R$ 15. Quando: de domingo a quintafeira das 12h às 0h; sexta e sábado: 12h à 1h. Viena - Tradicional rede de comida rápida, almoço serve um concorrido bufê com opções variadas, com pratos quentes e saladas. Também há a opção de serviçoala carte, o destaque é o strognoff de frango. Gasto médio: R$ 40 por pessoa. Pça. Leonor Kaupa, 100, 1º piso - Bosque da Saúde - Sul. Telefone: 5073-1929. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Cheque Cardápio, Plan Vale Refeição, SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem mesas ao ar livre. Tem rede wi-fi. 68 lugares. Estacionamento: R$ 4,20 por hora. Quando: segunda a sexta das 11h30 às 15h30 e das 18h30 às 22h15; sábado das 11h30 às 22h30; domingo das 12h às 22h.

CoZINhA CoNTEMPoRÂNEA

Via Castelli - Localizado há 35 anos no bairro de Higienópolis, o Restaurante Via Castelli conserva em seu interior elementos da natureza que resistem ao tempo, como uma jaqueira centenária no salão principal para criar um ambiente rústico e acolhedor. O menu a la carte oferece de grelhados e frutos do mar. Um dos destaques é a Picanha Via Castelli, flambada ao vinho tinto com pimenta dedo de moça e acompanhada de risoto de coração de alcachofra. Gasto médio: R$ 70. Rua Martinico Prado, 341- Higienópolis – Centro. Telefone: 3662-2999. Aceita os cartões Amex, Diners, Cielo, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição. Aceita cheques. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem conexão wi-fi. 180 lugares. Estacionamento: R$ 10. Quando: de segunda a sexta-feira, das 12h às 15h30 e das 18h a 00h30; aos sábados, domingos e feriados das 11h30 à 00h30.

CoZINhA ESPANhoLA

La Alhambra - O destaque do restaurante espanhol são as paellas, que podem ser só de frutos do mar ou bacalhau, e com frutos do mar, porco e frango. Os preços da especialidade variam a partir de R$ 180 e servem bem três pessoas. Gasto médio: R$ 70. R. Prof. Macedo Soares, 11 - Vila Mariana - Sul. Telefone: 5549-5744. Aceita os cartões Visa, Mastercard. Aceita cheques. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Não tem ar condicionado. Não tem mesas ao ar livre. 60 lugares. Quando: terça a sábado das 11h40 às 15h e das 19h às 23h; domingo e feriado das 12h às 17h.

CoZINhA ITALIANA

Abruzzi - Um dos pratos preferidos dos frequentadores da casa é a porção individual do tortelli de abóbora ao molho funghi sechi acompanhado de escalope ao vinho Marsalla. Gasto médio: R$ 65 por pessoa. R. Traipu, 145 - Pacaembu - Oeste. Telefone: 3822-2052. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Aceita cheques. Faz entrega em domicílio aos fins de semana. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. 80 lugares. Quando: segunda a sexta das 11h30 às 15h e das 18h às 23h; sábado, domingo e feriado das 11h às 0h. Cantina do Mário - Durante a semana a casa oferece um bufê para o almoço com massas, pizzas, saladas, carnes grelhadas e salada de frutas, por R$ 25 por pessoa. Entre os pratos a la carte o destaque é o filé a parmegiana, servido com batata frita e arroz, cujo preço é R$ 68 e a porção serve duas pessoas. Gasto médio: R$ 31 por pessoa. Pça. Min. Fagundes Almeida, 32, 1º andar - Vila Monumento - Sul. Telefone: 2063-7094. Aceita 90

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Via Castelli tem elementos da natureza no interior

os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes SodexoPass, Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Aceita cheques. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem acesso para deficientes. Possui cadeirões para bebês e fraldário. 180 lugares. Estacionamento: R$ 8 para 2 horas, na r. Paulo Bregaro, 238 - convênio. Quando: segunda a sexta das 11h às 15h e das 17h30 às 0h; sábado, domingo e feriado das 11h às 0h. Circolo Italiano - Oferece pratos da tradicional culinária italiana, uma das especialidades é o penne siciliano, servido com mussarela de búfala, berinjela e molho pomodoro em prato individual. Gasto médio: R$ 45. Av. Ipiranga, 344, 1º andar - República - Centro. Telefone: 21892900. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita tíquete Visa Vale. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem rede wi-fi. 150 lugares. Valet: R$ 20. Quando: segunda, terça, quinta e sexta: 11h às 15h30 de segunda a domingo; quarta das 19h às 23h.

CoZINhA JAPoNESA

Aizomê - Instalado em um discreto sobrado, é um restaurante japonês diferente. Não há combinado de sushi e sashimi, guioza ou yakisoba. O destaque da casa é o menu degustação, que muda todos os dias. Por R$ 180, o ciente prova sete pratos: duas entradas, sashimi, dois pratos principais, sushi e sobremesa. Gasto médio: R$ 200. Al. Fernão Cardim, 39 - Jardim Paulista – Sul. Telefone: 3251-5157. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Visa Vale. Aceita cheques. Aceita reservas. Tem ar condicionado. 46 lugares. Estacionamento: R$ 10. Quando: de segunda a sexta, das 12h às 14h30 e das 18h30 às 23; sábado 18h30 às 23h.

CoZINhA MEXICANA

Don Miguel Mexican Bar - A casa trabalaha com os principais pratos da culinária mexicana, como burrito, taco e quesadillas. A maioria dos clientes opta pelo rodízio, que inclui 70% dos pratos do cardápio e de sexta e sábado custa 49,90 por pessoa. Gasto médio: R$ 60 por pessoa. R. Itapura, 757 - Vila Gomes Cardim - Leste. Telefone: 2097-6383. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Visa Vale. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas de domingo a quinta. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem conexão wi-fi. 160 lugares. Valet: R$ 15 a R$ 20. Quando: de segunda a quinta das 12h às 15h e 18h às 0h; sexta das 12h às 15h e das 18h à 1h; sábado das 12h às 17h e das 18h à 1h; domingo das 12h às 17h e das 18h às 0h.


Roteiro DIvulgAção

hecho en Mexico - A casa é tipicamente mexicana, com bandeiras do México e fotos de luta livre do país. O diferencial da casa é o chile com carne, carne desfiada servida com feijão à moda mexicana e tortilla. Gasto médio: R$ 37 por pessoa. R. Dr. Renato Paes de Barros, 538 - Itaim Bibi - Oeste. Telefone: 3073-0833. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Sodexo Pass, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cheques. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Tem conexão wi-fi. Tem mesas ao ar livre. 140 lugares. Valet: R$ 15. Quando: de segunda a sábado das 12h às 0h.

NATURAL

Alcaparra - A casa funciona em sistema de o bufê apresenta opções veganas. Entre as receitas, há feijoada vegetariana, às quartas e sábados, e estrogonofe de shiitake com legumes com creme de soja aos sexta e domingo Preço médio: até R$ 50,00. Gasto médio: R$ 30,00. Av. Pompeia, 2.544 – Pompeia - Oeste. Telefone: 3672-7674. Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa Eletron. Aceita os tíquetes Cheque Cardápio, Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale Ticket, Vale-Refeição, Visa Vale. Aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Não aceita reservas. Não tem ar condicionado. Tem mesas ao ar livre. 80 lugares. Quando: de segunda a sexta das 11h30 às 15h30; sábado, domingo e feriado das 12h às 16h. Lótus - Oferece cozinha vegetariana de influência oriental, refletida nos pratos quentes, como o yakisoba, guioza recheado de legumes e rolhinho primavera de folhas e legumes. Os pratos são cobrados por peso. Gasto médio: R$ 30,00 por pessoa. R. Brig. Tobias, 420 - Centro. Telefone: 3229-5696. Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Cheque Cardápio, Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cheques. Não faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficientes. 200 lugares. Estacionamento: R$ 5 a 1ª hora e R$ 2 horas adicionais, no nº 360 - convênio. Quando: segunda a sábado das 11h30 às 15h.

PIZZARIA

Bráz Pizzaria - A mais premiada criação da casa é a pizza Caprese, sobre uma base de mussarela, são dispostas fatias carnudas de tomate caqui, rodelas de mussarela de búfala artesanal, folhas de manjericão gi-

TEATRo

Super Pepperoni é um dos carros-chefe da Pizza Hut

gante e pesto de azeitonas pretas. Gasto médio: R$ 70 por pessoa. R. Sergipe, 406 - Consolação - Centro. Telefone: 3214-3337. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Não caeita tíquete, Aceita cheques. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. 220 lugares. Valet: R$ 20. Quando: de domingo a quinta de 18h30 à 0h30; sexta e sábado das 18h30 à 1h30. Pizza hut - A rede internacional, presente em 88 países, criou a massa pan, bem mais grossa. No Brasil, a pizza mais vendida é a Brasileira, recheada com mussarela, requeijão, presunto e azeitona verde. Outro sucesso é a Super Pepperoni. Para quem estiver com pressa ou sozinho, uma opção é a Super Fatia da Brasileira, que custa R$ 12,90. Gasto médio: R$ 25 por pessoa. Av. dos Bandeirantes, 3335 – Planalto Paulista - Sul. Telefone: 5542-8200. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Plan Vale Refeição, Sodexo Pass, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale. Não aceita cheques. Faz entrega em domicílio. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. 150 lugares. Valet: de R$ 10 a R$ 15. Quando: de segunda a quinta das 12h às 23h; sexta a domingo e feriado das 12h às 0h.

Programação sujeita a alterações sem aviso prévio

Amigas, Pero No Mucho! – Atores dão vida a quatro amigas que se reúnem em um fim de semana. Ingresso: de R$ 40 a R$ 60. Direção: José Possi Neto. Gênero: Comédia. Teatro das Artes - Av. Rebouças, 3.970, 3º piso - Pinheiros - Oeste. Telefone: 3034-0075. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Não aceita cheques. Vende ingresso pelo telefone. Tem local para comer. 742 lugares. Estacionamento: R$ 10. Quando: sexta às 21h30; sábado às 21h; domingo às 19h. A obscena Senhora D – Uma sexagenária fica viúva e decide viver em um vão de escada, onde procura o sentido de todas coisas. Ingresso: R$ 40. Direção: Donizeti Mazonas e Rosi Campos. Gênero: Drama. Teatro Eva Herz - Av. Paulista, 2.073 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3170-4059. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Não aceita cheques. Tem acesso para deficiente. 165 lugares. Quando: quinta e sexta às 21h.

Eu Vi o Sol Brilhar em Toda a Sua Glória – Vida e obra do escritor argentino Jorge Luis Borges foram a inspiração para o texto. O monólogo aborda temas como memória e esquecimento, finitude e imortalidade, realidade e sonho. Ingresso: de R$ 3 a R$ 12. Direção: Karim da Hora. Gênero: Drama. Sesc Ipiranga - R. Bom Pastor, 822 Ipiranga - Sul. Telefone: 3340-2000. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Não aceita cheques. Tem acesso para deficiente. 30 lugares. Quando: sábado às 19h30 e 21h15. Milton Nascimento - Nada Será como Antes - O Musical - A obra do músico mineiro é a razão de ser do espetáculo, que não tem texto. O espetáculo traz sucessos como “Caçador de Mim”, “Bola de Meia, Bola de Gude” e “Faca Amolada”. Ingresso: de R$ 100 a R$ 150. Direção: Maio 2013 | Revista Avenida | 91


Roteiro DIvulgAção

Charles Möeller e Claudio Botelho. Gênero: Musical. Teatro GEO - R. Coropés, 88 - Pinheiros - Oeste. Telefone: 3728-4930. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Tem acesso para deficiente. 627 lugares. Estacionamento: R$ 25. Quando: sexta às 21h30; sábado às 18h e 21h; domingo às 18h. A Minha Primeira Vez – O espetáculo revela depoimentos de jovens internautas sobre a primeira experiência sexual de cada um. A opinião do público, coletada através de uma enquete aplicada antes da apresentação, pode ser aproveitada durante a peça. Ingresso: de R$ 30 a R$ 50. Direção: Isser Korik. Gênero: Comédia. Teatro Folha Av. Higienópolis, 618, terraço - Consolação - Centro. Telefone: 38232323. Aceita os cartões Amex, MasterCard, Visa. Não aceita cheques. Vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. 305 lugares. Estacionamento: R$10. Quando: sexta às 21h30; sábado às 20h e 22h; domingo às 20h. o Mal Dito - Um homem atormentado por sua história questiona a razão de sua vida. Ingresso: R$ 30. Direção: Fransérgio Araújo. Gênero: Drama. Espaço dos Satyros 1 - Pça. Franklin Roosevelt, 214 Consolação - Centro. Telefone: 3258-6345. Aceita os cartões MasterCard, Visa. Não aceita cheques. 50 lugares. Quando: sexta às 23h59; domingo às 21h. Quase Normal - O musical de ópera-rock mostra a vida de uma família liderada por uma mãe bipolar. Mesmo assim, eles tentam ter uma rotina normal. Ingresso: de R$ 80 a R$ 100. Direção: Tadeu Aguiar. Gê-

CINEMA

Minha Primeira Vez tem participação da plateia

nero: Musical. Faap - R. Alagoas, 903 - Higienópolis - Centro. Telefone: 3662-7233. Aceira os cartões Dinners, Master, Visa. Não aceita cheques. Tem acesso para deficiente. 500 lugares. Quando: sexta às 21h; sábado às 18h e 21h30; domingo às 17h. Vincent willem Van Gogh - São apresentados fragmentos da história do artista holandês Van Gogh depois de acordar de um pesadelo. Ingresso: grátis. Direção: Alexandre Ferreira. Gênero: Drama. Sesc São Caetano - R. Piauí, 554 - Santo Antônio - São Caetano do Sul. Telefone: 4223-8800. Não tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. 80 lugares. Quando: única apresentação em 11/5 às 20h.

Programação sujeita a alterações sem aviso prévio

Amor Pleno - Depois de um casamento fracassado com uma europeia, Neil (Ben Affleck) envolve-se com Jane (Rachel McAdams), uma amiga de infância de sua cidade natal. Diretor: Terrence Malick. Ano: 2012. País: EUA. Gênero: Drama. Distribuidora: Paris Filmes. Previsão de estreia: 31/05.

DIvulgAção

As Aventuras de Kon Tiki - A lendária história do explorador Thor Heyerdal (Pål Sverre Valheim Hagen) que teria percorrido mais de quatro mil milhas em uma balsa de madeira, no Oceano Pacífico, em 1947. A travessia foi uma tentativa de provar que o percurso entre a América do Sul e a Polinésia pode ter sido realizado no período pré-colombiano. Diretor: Joachim Rønning, Espen Sandberg. Ano: 2012. País: Reino Unido, Noruega, Dinamarca. Gênero: Aventura. Distribuidora: H2O Filmes. Previsão de estreia: 17/05. Camille outra Vez - Camille Vaillant (Noémie Lvovsky) conheceu Eric (Samir Guesmi) aos 16 anos. Ele foi o primeiro e o último homem em sua vida. Eles se apaixonaram loucamente e, ainda na adolescência, tiveram uma filha. A mãe de Camille nunca soube que seria avó, pois morreu poucas horas antes dela lhe contar. Anos depois, Eric troca Camille por uma mulher mais jovem. Às vésperas do Ano Novo, Camille, de repente, se vê novamente no passado, aos 16 anos, e reencontra seus pais, sua casa de infância, sua escola, seus amigos, seus professores e Eric. Diretor: Noémie Lvovsky. Ano: 2012. País: França. Gênero: Comédia Dramática. Distribuidora: Imovision. Previsão de estreia: 10/05. Datilografia - Em uma cidade do interior da França, os talentos em datilografia de uma jovem a levam a competir em um campeonato inter92

| Revista Avenida | Maio 2013

Amiga de infância vira novo amor, em Amor Pleno

nacional. Diretor: Régis Roinsard. Ano: 2012. País: França. Gênero: Comédia Romântica. Distribuidora: Paris Filmes. Previsão de estreia: 10/05. Doméstica - Sete adolescentes assumem a missão de registrar, por uma semana, a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque de intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar, transformando-se em um potente ensaio sobre afeto e trabalho. Diretor: Gabriel Mascaro. Ano: 2012. País: Brasil. Gênero: Documentário. Distribuidora: Vitrine Filmes. Previsão de estreia: 01/05.


Roteiro Elena - Elena viaja para Nova Iorque com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância na clandestinidade dos anos de ditadura militar e a irmã, Petra. Depois de 20 anos, Petra também se torna atriz e embarca para Nova Iorque em busca de Elena. Tem apenas pistas. Filmes caseiros, recortes de jornal, um diário e cartas. Ela acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. Agora que finalmente encontrou Elena, Petra precisa deixá-la partir. Diretor: Petra Costa. Ano: 2012. País: Brasil. Gênero: Documentário. Distribuidora: Espaço Filmes. Previsão de estreia: 10/05. Em Transe - Simon (James McAvoy), um leiloeiro de arte, une-se a uma quadrilha para roubar uma obra de arte no valor de milhões de dólares, mas, depois de sofrer uma pancada na cabeça durante o assalto, ele acorda para descobrir que não tem nenhuma lembrança de onde escondeu a pintura. Quando as ameaças físicas e tortura não produzem respostas, o líder da gangue (Vincent Cassel) contrata uma hipnoterapeuta (Rosario Dawson) para aprofundar os recessos mais sombrios da psique de Simon. Diretor: Danny Boyle. Ano: 2013. País: Reino Unido. Gênero: Drama. Distribuidora: Fox Film. Previsão de estreia: 03/05. Escape from Planet Earth - O astronauta Scorch Supernova se vê preso em uma armadilha ao responder a um pedido de socorro em um planeta alienígena. Diretor: Cal Brunker. Ano: 2013. País: EUA, Canadá. Gênero: Animação. Distribuidora: Diamond Films. Previsão de estreia: 31/05. Faroeste Caboclo - A saga de João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) desde sua infância no interior da Bahia até sua ascenção, quando vai tentar a sorte em Brasília. Ajudado por Pablo (Cesar Troncoso), um primo distante que vende drogas da Bolívia, ele vai trabalhar numa carpintaria, mas também se envolve com o tráfico. Um dia, ele conhece a bela Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo). Os dois se apaixonam, mas João mergulha numa escalada de crime e violência - até encontrar seu maior inimigo, o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), rival nos negócios e no coração de Maria Lúcia. Diretor: René Sampaio. Ano: 2013. País: Brasil. Gênero: Drama. Distribuidora: Europa Filmes. Previsão de estreia: 30/05. Ferrugem e osso - No norte da França, o lutador Ali (Matthias Schoenaerts) depara-se com a responsabilidade de cuidar do filho Sam, de cinco anos, a quem mal conhece. Sem dinheiro ou casa, ele vai para a casa da irmã Stéphanie (Marion Cottillard), uma treinadora de baleias bonita e autoconfiante. Porém, o laço entre os dois só se estreita após uma performance de baleias que termina em acidente. Diretor: Jacques Audiard. Ano: 2012. País: França e Bélgica. Gênero: Drama. Distribuidora: Sony Pictures. Previsão de estreia: 03/05. Finalmente 18 - Na noite anterior a uma importante prova na faculdade de medicina, Jeff Chang sai para celebrar seu aniversário com seus dois melhores amigos. O que era para ser uma comemoração rápida, torna-se uma noite sem precedentes. Diretor: Jon Lucas, Scott Moore. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Comédia. Distribuidora: Imagem Filmes. Previsão de estreia: 17/05. Giovanni Improtta - Giovanni Improtta (José Wilker) é um contraventor que sonha com a ascensão social. Ao saber que a lei dos cassinos está sendo negociada nos bastidores, ele resolve entrar para o ramo. Para limpar sua imagem recorre ao vereador evangélico Franklin (Thelmo Fernandes), seu velho amigo, que lhe consegue o título de cidadão

DIvulgAção

Ferrugem e Osso traz relacionamento difícil entre irmãos

honorário do Rio de Janeiro. Apesar de ser casado com Marilene (Andréa Beltrão), Giovanni mantém um caso tórrido com Patrícia, filha de um figurão. Como o pai dela não gosta do romance, Giovanni decide agradá-lo comprando um rim, já que sofre de problemas renais. Porém, o que ele não esperava era ser acusado de tráfico de órgãos e, para piorar, o promotor do caso fosse assassinado. Giovanni logo se torna o suspeito número um do crime e precisa encontrar um meio de provar sua inocência. Diretor: José Wilker. Ano: 2013. País: Brasil. Gênero: Comédia. Distribuidora: Sony Pictures. Previsão de estreia: 17/05. Juan de Los Muertos - Zumbis invadem havana. Decidido a livrar a ilha dos mortos-vivos em troca de dinheiro, Juan (Alexis Díaz de Villegas) começa a combatê-los, enquanto as autoridades locais insistem que se trata apenas de dissidentes que querem derrubar o governo. Quando o número de zumbis começa a aumentar, Juan não tem escolha a não ser lutar para sobreviver. Diretor: Alejandro Brugués. Ano: 2011. País: Espanha, Cuba. Gênero: Comédia. Distribuidora: Imovision. Previsão de estreia: 31/05. o Casamento do Ano - Casal divorciado há anos finge estar junto em casamento no qual toda a família estará presente. Diretor: Justin Zackham. Ano: 2012. País: EUA. Gênero: Comédia. Distribuidora: Imagem Filmes. Previsão de estreia: 30/05. o Massacre da Serra Elétrica 3D - A Lenda Continua - Uma jovem viaja para o Texas para receber uma herança, sem saber que um encontro com um assassino da motosserra faz parte da recompensa. Diretor: John Luessenhop. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Terror. Distribuidora: Europa Filmes. Previsão de estreia: 17/05. o Sonho de wadjda - Wadjda é uma menina de 12 anos que mora no subúrbio de Riade, capital da Arábia Saudita. Embora ela viva em uma cultura conservadora, é uma garota cheia de vida, que usa calça jeans, tênis, escuta rock’n roll e deseja apenas uma coisa: comprar uma bicicleta e disputar uma corrida com seu melhor amigo Abdallah. Mas, em uma sociedade que diz que as bicicletas são apenas para os meninos, ela enfrentará muitas dificuldades para realizar seu sonho. Diretor: Haifaa Al-Mansour. Ano: 2012. País: Arábia Saudita e Alemanha. Gênero: Drama. Distribuidora: Imovision. Previsão de estreia: 03/05. o Último Exorcismo - Parte 2 - Continuando exatamente de onde o primeiro filme parou, a adolescente Nell Sweetzer (Ashley Bell) é encontrada suja e aterrorizada na floresta, depois de escapar do ritual no Maio 2013 | Revista Avenida | 93


Roteiro qual ajudou a dar à luz um bebê demoníaco. Confusa, Nell é examinada por uma equipe médica, mas não se lembra de muita coisa dos meses anteriores, a não ser que sua família está morta. Ela se muda para uma cidadezinha chamada Davreaux, onde começa a namorar Chris e até arruma um trabalho em um hotel local. É hora de tentar recomeçar. Mas algo não está certo. Ela começa a ser perseguida pelo mesmo demônio de antes. Só que o seu objetivo é bem diferente desta vez. Diretor: Ed Gass-Donnelly. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Terror. Distribuidora: PlayArte. Previsão de estreia: 10/05. Paulo Moura – A Alma Brasileira - Reunindo vestígios filmados e gravados ao longo de 40 anos, o documentário faz um retrato da carreira musical e da personalidade do compositor, saxofonista e clarinetista Paulo Moura. Diretor: Eduardo Escorel. Ano: 2012. País: Brasil. Gênero: Documentário. Distribuidora: Espaço Filmes e VideoFilmes. Previsão de estreia: 03/05. Pra Lá do Mundo - O documentário retrata um lugar deslumbrante e mágico, um vale escondido a mil metros de altitude, na região da Chapada Diamantina. Lá, pessoas de diferentes nacionalidades buscaram refúgio, deixando grandes centros urbanos e rompem radicalmente com a sociedade de consumo. Eles transformaram o local num centro de experimentação, diversidade e conflitos ideológicos que, ao mesmo tempo, encantam e ameaçam a vida da comunidade. Diretor: Roberto Studart. Ano: 2012. País: Brasil. Gênero: Documentário. Distribuidora: Pandora Filmes. Previsão de estreia: 24/05. Reino Escondido - A adolescente Mary Katherine (Amanda Seyfried) é magicamente transportada para um universo secreto e vai precisar contar com a ajuda dos seres fantásticos que o habitam para conseguir salvar o mundo dos humanos e o reino descoberto de uma força maligna, que ameaça destruir a Terra. Diretor: Chris Wedge. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Animação. Distribuidora: Fox Film. Previsão de estreia: 17/05. Se Beber Não Case Parte III - Desta vez, não há casamento. Nem despedida de solteiro. Então, nada poderia dar errado, certo? Mas, quando o Bando de Lobos cai na estrada, tudo pode acontecer. Diretor: Todd Phillips. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Comédia. Distribuidora: Warner Bros. Previsão de estreia: 30/05. Sem Proteção - Jim Grant (Robert Redford) é um advogado especialista em direitos humanos, que acaba tendo sua verdadeira identidade - a de um ativista procurado por assassinato nos anos 1970 - descoberta pelo jornalista Ben Shepard (Shia LaBeouf). Diretor: Robert Redford. Ano: 2012. País: EUA. Gênero: Suspense. Distribuidora: Imagem Filmes. Previsão de estreia: 17/05. Silent hill: Revelation 3D - Heather Mason (Adelaide Clemens) passou a vida fugindo, ao lado do pai Harry (Sean Bean), de forças que ambos nunca compreenderam muito bem. Mas, quando seu pai desaparece misteriosamente, a jovem se depara com uma estranha e terrível realidade que guarda respostas sobre os pesadelos que a infernizam desde a infância. Não demora até que Heather descubra que não é a pessoa que imaginava ser, com a ameaça de ficar aprisionada em sofrimento eterno. Diretor: Michael J. Bassett. Ano: 2012. País: EUA, França, Canadá. Gênero: Terror. Distribuidora: PlayArte. Previsão de estreia: 31/05. Somos Tão Jovens - Cinebiografia do músico Renato Russo (Thiago Mendonça), vocalista e líder da banda Legião Urbana. A juventude de Renato, o sofrimento por conta de uma doença óssea rara, a epifisi94

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ólise, a formação da banda em Brasília, os primeiros shows e os sucessos lançados. Diretor: Antonio Carlos Fontoura. Ano: 2011. País: Brasil. Gênero: Drama. Distribuidora: Imagem Filmes e Fox Film do Brasil. Previsão de estreia: 03/05. Terapia de Risco - Emily (Rooney Mara) e Martin (Channing Tatum) formam um bem-sucedido casal de Nova Iorque cuja vida sofre um revés quando ele é preso por revelar informações privilegiadas da companhia onde trabalha. Quando está prestes a sair da cadeia, quatro anos depois, Emily é acometida por uma crise de ansiedade e é tratada pelo psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law), sob supervisão da Dra. Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones), com um novo medicamento, chamado Ablixa. Durante o tratamento, uma morte acontece e a situação sai de controle. Diretor: Steven Soderbergh. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Drama. Distribuidora: Diamond Films. Previsão de estreia: 03/05. Tese Sobre Um homicídio - Roberto (Ricardo Darín) é um advogado criminal que dá aulas em uma faculdade de Direito. Ele defende que um crime é revelado por meio dos detalhes. Entre seus alunos está Gonzalo (Alberto Amman), um arrogante jovem que o desafia com jogos retóricos. Paralelamente, a jovem que trabalhava no café em frente da faculdade é brutalmente assassinada e o criminoso deixa uma mensagem: “Morte a mulheres como ela”. Um dos primeiros a chegar na cena do crime, Roberto passa a analisar cada detalhe, assim como seu esperto aluno, e se concentra na irmã da vítima, Laura (Calu Rivero). Diretor: Hernán Goldfrid. Ano: 2013. País: Argentina, Espanha. Gênero: Suspense. Distribuidora: Califórnia Filmes. Previsão de estreia: 10/05. Uma Ladra Sem Limites - Homem bem-sucedido nos negócios tem sua identidade roubada por uma mulher aparentemente inocente. Diretor: Seth Gordon. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Comédia. Distribuidora: Universal Pictures Brasil. Previsão de estreia: 10/05. Velozes e Furiosos 6 - Desde que Dom (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) envolveram-se com um chefão do crime no Rio de Janeiro, andam fugitivos e separados pelo mundo. Enquanto isso, o agente Hobbs (Dwayne Johnson) persegue uma organização de mercenários pilotos por 12 países, cujo mentor (Luke Evans) é ajudado por uma impiedosa aliada. Para prendê-los, Hobbs, então, decide fazer um acordo com Dom (Vin Diesel) e sua equipe para que vença esse bando nas ruas de Londres e, em troca, eles poderão retornar ilesos para casa. Diretor: Justin Lin. Ano: 2013. País: EUA. Gênero: Ação. Distribuidora: Paramount Pictures Brasil. Previsão de estreia: 24/05. Vendo ou Alugo - Em uma mansão no Rio de Janeiro, bisavó, avó, mãe e filha vivem endividadas, longe do alto padrão de vida que tinham. Elas desejam vender o imóvel, mas a proximidade com a favela atrapalha a negociação. Quando a favela é pacificada, surgem possíveis compradores. Mas, quando uma das visitas é interrompida por um tiroteio, todos ficam encurralados na casa. Temendo pela vida, estas mulheres passam a revelar seus segredos. Diretor: Betse de Paula. Ano: 2012. País: Brasil. Gênero: Comédia. Distribuidora: Europa Filmes. Previsão de estreia: 10/05. o que se move - Três famílias distintas estão tendo de lidar com a chegada - ou perda - de um filho, fato que causa uma mudança muito significante em suas rotinas. Cada núcleo irá lidar com as dores e alegrias à própria maneira, mas o amor sempre irá falar mais alto por meio da figura da mãe. Diretor: Caetano Gotardo. Ano: 2011. País: Brasil. Gênero: Drama. Distribuidora: Lume Filmes. Previsão de estreia: 10/05.


Cultura

Humorista Evandro Santo traz o seu melhor em livro ◗ PALLOMA MINA

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uem acompanha a trupe do Pânico, programa televisivo da Band e radiofônico da Jovem Pan FM, já conhece as tiradas sarcásticas de Evandro Santo. Na internet, milhares de pessoas curtem e compartilham textos e vídeos com conselhos amorosos e análises de signos. Mas, se você prefere letrinhas impressas, não tem mais motivo para não ser fã do humorista.Ele acaba de lançar O Melhor do Pior, pela Matrix Editora. A obra reúne textos bem-humorados já publicados em blogs que tratam de assuntos do cotidiano. De formas originais para terminar um namoro a novas manias do pobre moderno, passando por 50 frases da insegurança feminina, o livro traz também um manual do que não fazer no sexo. Em um capítulo especial, Santo fala sobre as características de cada signo. “Sempre li de tudo e estou muito orgulhoso de lançar um livro”

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O humorista ficou conhecido nacionalmente em 2007, quando estreou na televisão com o personagem Christian Pior, no programa Pânico. Junto com Sabrina Sato, ele entrevistou famosos e anônimos, foi de Praia Grande a Ibiza, sempre tecendo comentários irônicos. Por conta do trabalho, Santo não conseguiu terminar os estudos, mas se declara um leitor assíduo. “Minha mãe me alfabetizou e era muito rígida com a escola. Se eu não tirava nota alta, meu castigo era ficar sem ler gibi. Sempre li de tudo e estou muito orgulhoso de lançar um livro”, revela Santo. Para os seguidores que preferem os textos sérios do humorista, a novidade é boa: O Melhor do Pior deve ganhar um sucessor em breve. “Já estou pensando no terceiro e no quarto títulos. O livro está vendendo bem. Ontem mesmo saí com 20 para um evento e vendi todos”, afirma Santo, que na noite de autógrafos passou três horas assinando exemplares.


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Cultura LIVRoS O drama e a superação do jogador de futebol Walter Casagrande Junior garantiram a “Casagrande e Seus Demônios” a liderança do ranking de “não ficção”. A Intrínseca domina a lista dos mais vendidos na categoria de ficção, com a triologia “50 Tons de Cinza”, “O lado bom da vida” e “A culpa é das estrelas”. Em auto-ajuda, o romance espírita “Só o Amor Consegue” mantém a liderança. A dica de presente do nicho para o Dia das Mães é “Para a Melhor Mãe do Mundo”.

Os mais vendidos FICÇÃO “Cinquenta Tons de Cinza”, Intrínseca

“Cinquenta Tons de Liberdade”, Intrínseca

2º 3º

“O Lado Bom da Vida”, Intrínseca

“Cinquenta Tons Mais Escuros”, Intrínseca

“Irresistível”, Lafonte

1º 2º

“Sonho Grande”, Sextante

“Eu Não Consigo Emagrecer - a Dieta Francesa Que Conquistou Mais de 30 Milhões de Leitores”, Best Seller

“Uma Prova do Céu - A Jornada de Um Neurocirurgião À Vida Após A Morte”, Sextante

“Subliminar - Como o Inconsciente Influencia Nossas Vidas”, Zahar

“O Método Dukan - Ilustrado - Eu Não Consigo Emagrecer”, Best Seller

“Não Se Desespere! - Provocações Filosóficas”, Vozes

“A Culpa É Das Estrelas”, Intrínseca

“O Destino do Tigre”, Arqueiro

“Assassin’s Creed - Revelações”, Record

“Uma Curva na Estrada - Às Vezes, Quando Se Busca o Amor, Primeiro É Preciso Encontrar o Perdão”, Arqueiro

10º

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NÃO FICÇÃO “Casagrande e Seus Demônios”, Editora Globo

“Juntos Para Sempre”, Arqueiro

| Revista Avenida | Maio 2013

“Manual da Etiqueta Guia Para Toda Hora”, Best Seller

“Livre - A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço”, Objetiva

10º

“O Diário de Helga - o Relato de Uma Menina Sobre a Vida Em Um Campo de Concentração”, Intrínseca

AUTO AJUDA “Só o Amor Consegue – Brochura”, Vida e Consciência

1º 2º

“Casamento Blindado - o Seu Casamento À Prova de Divórcio”, Thomas Nelson

O Monge e o Executivo - Uma História Sobre a Essência da Liderança”, Sextante

“Os Segredos da Mente Milionária Aprenda a Enriquecer Mudando seus Conceitos Sobre o Dinheiro”, Sextante

“A Mulher V”, Thomas Nelson

“Nietzsche Para Estressados - 99 Doses de Filosofia Para Despertar a Mente e Combater As Preocupações”, Sextante

“Minha Imagem”, Lumen

“Para a Melhor Mãe do Mundo”, Vergara & Riba

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10º

“Só o Amor Consegue - Encadernado”, Vida e Consciência

Fonte: Livraria Saraiva, período entre 15 e 21/04/2013


Revista AVENIDA - Nº 2 - Maio 2013  

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