Camillo Vianna
Amazônia
A Cobra Grande do Rio Paracauari
Q
ualquer cidadão que se atreva a jurar pela Luz Divina que já coletou grande número de personagens silvestres de determinada região da Grande Floresta, sejam referentes à fauna ou a flora, afiançando que conseguiu amealhar representação geral e completa, estará, como toda certeza, inventando coisas ou, como se diz por aqui criando moda, tal a abundância e variedade existente, ficará mais perdido que sãocristão em dia de procissão, quando desgarrado do Santo de devoção que bem poderá ser São Bendito Achado de Curuçá, da região do Salgado, ou Amazônia Azul como é chamada agora, de onde é padroeiro desde que foi encontrado no fundo do rio por pescadores ribeirinhos ou de São Pingo do Mearim santo que dá nome à fazendola do amigo do autor, Wilson, fazedor de pontes do antigo Departamento de Estradas de Rodagem do Pará, morador de Taciateua, no município de Santa Maria, onde as equipes do Centro Rural Universitário de Treinamento e Ação Comunitária (CRUTAC), da Universidade Federal do Pará e da Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (SOPREN) atuavam, semanalmente, junto aos chamados Comandos MédicoSanitários, por mais de quatro décadas. Passando de pau prá cacete, vamos ao que interessa, ou seja, a
Em Soure, a “capital” da Grande Illha e a da Cobra Preta, cuja loca fica à margem do rio, em frente à Fazenda Bom Sossego, na confluência dos rios Paracauari e Maratacá, próximo ao Furo do Miguelão
Cobra Grande muito famosa e falada do Rio Paracauari, que é o mesmo rio de Soure como é conhecido pelos mais antigos. Antes, porém, singelo depoimento do autor destas mal batidas teclas: desde o início de suas atividades a SOPREN vem demonstrando interesse pelos viventes do monstruário silvestre do também chamado País das Pedras Verdes ou Boiúna, além de preocupação com o homem da região. Não resta a menor dúvida que a denominação de Cobra Grande vem de muito longe, e pode ser encontrada em qualquer local do ainda considerado Recanto Primoroso da Natureza, situado na linha do Equador. Qualquer morador de beira de barranco, paraná, furo, lago, lagoa ou mesmo de simples filete d'água que cresce no inverno, é capaz de garantir, com serenidade, a veracidade das histórias que envolvem a Cobra Grande de cada local. O autor que andou por sem número de cursos d'água, poças ou poções, está aí mesmo para dar seu testemunho quando se trata da Amazônia Clássica, Ribeirinha ou Verdadeira, deixando de lado a Amazônia dita Legal, que não passa de artifício político para desviar verbas que deveriam ser destinadas para a Amazônia que compõe o Norte do Brasil. Vale à pena levar ao conhecimento dos interessados,