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edição 150 | DEZEMBRO | R$ 12,00

Hora de celebrar! moda, maquiagem e ceia Ney Matogrosso em Olho Nu, de Joel Pizzini Amsterdã e outros 5 destinos para quem curte um ventinho A blogueira bem-humorada de decor e gastronomia: “Não tenho medo de errar”

ISA MAIOLINO


A gente correu pra lá, pra cá, atrás de sonhos e da rotina. Batalhamos, vibramos, mudamos e isso não quer dizer, exatamente, que tudo deu certo. Muita coisa deu, sim, mas o caminho é longo e 365 dias representam apenas um pedacinho dele. Mas fato é que com a chegada de dezembro a temporada de festas é oficilamente aberta, e a gente comemora! O editorial “last minute" mostra aqueles últimos instantes antes de entrarmos com tudo em uma festa realmente especial. Na capa, mais comemoração: as conquistas de Isabella Maiolino em São Paulo, campo-grandense que tem dado o que falar com seu blog bem humorado de gastronomia. Porque em resumo é isso, minha gente, já que a maratona não termina, só dá mesmo uma pausa, o humor é um aliado e tanto. A Isa é bem boa nisso. Outro ótimo motivo para celebrar é a estreia do documentário sobre a trajetória (de 40 anos de carreira) de Ney Matogrosso, Olho Nu. Veja a entrevista com o cantor que aos 71 anos esbanja vigor artístico. Nosso presente para você. Uma ótima leitura e boas festas! Equipe revista A Gente

DIRETORA EXECUTIVA Rosane Maia

Julia de Miranda Gabriela Ostronoff

DIRETORA COMERCIAL Elaine Atala

REVISÃO Fernanda Giglio

EDITORA DE ARTE E PROJETO GRÁFICO Marisa de Sena Nachif

FOTOGRAFIA E TRATAMENTO DE IMAGEM Lucas Possiede

EDITORA DE TEXTO E CONTEÚDO Thais Pompêo - DRT 0001030/MS

estagiáriOS Tatyane Cance (texto) e Flávio Gutierrez (imagem)

EDITOR DE MODA E BELEZA Luiz Gugliatto

ASSINATURA E DISTRIBUIÇÃO Janaina Correa

REDAÇÃO Thais Pompêo Natália Charbel

FINANCEIRO Sonia Croda

4 | DEZEMBRO 2013


ATITUDE ∆ LIFESTYLE 20 | CASA 78 | PERFIL 112

LANÇAMENTOS ∆ SHOPPING 38

TENDÊNCIA ∆ BELEZA 64 | NÉCESSAIRE 68

COMPORTAMENTO ∆ ARTIGOS 84, 114, 116, 118 | MEMÓRIA 120

GENTE ∆ ESPECIAL 16 | ACONTECEU 126

BEM-ESTAR ∆ SAÚDE 70 | NUTRIÇÃO 74 | ZEN 110

ELA | ISA MAIOLINO ∆ CAPA | 30

EDITORIAL ∆ MODA 52 | ENDEREÇOS 124

FALE COM A GENTE R. Doutor Zerbine, 37 CEP 79040-040 Chácara Cachoeira 67 3322 7400 redacao@revistaagente.com.br www.revistaagente.com.br ASSINATURA assinatura@revistaagente.com.br 67 3322 7400 ANUNCIE comercial@revistaagente.com.br BANCAS Aeroporto Itanhangá Park Letras du Café - Jd. dos Estados Letras du Café - Tamandaré Letras du Café - Ypê Letras du Café - Zahran MultiPão - Cidade Jardim Pão e Tal Shopping Campo Grande Santa Fé (Av. Mato Grosso - Loja Anita e Av. Afonso Pena - Posto Tereré)

CULTURA ∆ AGENDA 102 | DICAS 24, 26, 28

DELÍCIAS ∆ KIDS 90 | TEEN 92

PRAZER ∆ PELO MUNDO 34 | VIAGEM 104

Foto | Caio Gallucci

DEZEMBRO 2013 | 5


LEITOR Outro dia, numa sala de espera, tive a oportunidade de ler um artigo muito interessante de Elenara Bais (julho2013) sobre escolhas. Gostaria muito de ter aquele artigo. Como posso fazer? Atenciosamente, Cinthia Akiko

Cinthia, é só acessar o nosso site e procurar em ISSUE. Um "salve" pra revista Imperdível, incrível, fantástico, surpreendente o editorial de moda evidenciando o esporte tão presente nesse mês aqui no nosso estado. Qualidade de imagem incomparável, exímio zelo ao acionar o disparador da câmera. Sem contar a peculiar forma de

evidenciar a verdadeira proposta do estilo, incluindo a sutil ideia de fotografar a modelo "toda ralada", afinal o esporte tem disso mesmo. Hoje quando fui comprar a revista na Pão & Tal - geralmente é lá mesmo todo mês - me deparo com um anúncio gigante num outdoor logo em frente. Fiquei horas observando. Era o anúncio do lançamento do disco da Thamires Tannous, que máximo! Evidenciar os artistas do MS é papel nosso mesmo. Adorei conhecer o trabalho de Carli Davidson, genial - opinião de quem fotografa, ainda que seja mais por hobby do que profissionalmente. Grande abraço a toda equipe! Camila A. Maricato arquiteta e urbanista

ERRATA: Na edição de novembro conferimos o título de vice-campeão no torneio da Bélgica de 2013 ao gaúcho André Wolf. Na verdade o vice-campeonato foi do sul-mato-grossense Dudu Jacintho.

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COLABORADORES Regina Almeidinha Nossa descolada colaboradora de viagem Regina Almeidinha foi conferir o charme de Amsterdã no inverno - um destino normalmente requisitado para o verão - enfrentando temperaturas rigorosamente baixas, como ela adora!

Elis Regina Nogueira Nesta edição, Elis Regina divide com a gente as fotografias still que fez nos bastidores do show Inclassificáveis de Ney Matogrosso. A delicadeza do homem Ney e a força do artista Ney Matogrosso foram observadas e captadas pelo olhar extasiado da fotógrafa.

Fernando Henrique Hoje com mais idade do que ontem, Fernando Henrique vive entre Paris e o mundo. Formado em Relações Públicas, é habitué do mercado cultural na Europa e no Estados Unidos. Mestre em Economia e Gestão Cultural pela Sorbonne, brinca de ser feliz e assina o Pelo Mundo deste mês

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Usando a hashtag #revistaagente no seu pr贸ximo post, sua foto pode vir parar aqui.

A Gente est谩 de olho no Instagram!


MAKING OF 10 | DEZEMBRO 2013


REGIONAL ∆

Moda moda moda Entre os dias 12 e 15 de dezembro, a antiga estação ferroviária vai virar um polo de moda. Serão 8 desfiles - como Fábio Maurício e Touché Camisetas - e 25 expositores que produzem roupas e acessórios (Pam Magpali, da Mag-P, já confirmou que vem). A festa continua após os desfiles com shows de bandas superespeciais. Dá um pulo lá pra ficar por dentro!

Picolés mexicanos no cerrado A febre dos picolés coloridos e exóticos, que já tomou conta de Curitiba, Balneário Camburiú e algumas cidades do litoral brasileiro, chegou na cidade. Com inspiração no México, o “Mi Paleta” é especializado em picolés naturais, sem conservantes ou corantes e com generosos pedaços de frutas. E são lindos!

O canto doce de Thamires Thamires Tannous, que estampou as páginas d'A Gente contando sua trajetória, solta a voz no lançamento do seu primeiro disco “Canto para Aldebarã” no dia 18 de dezembro no Palácio Popular da Cultura. O show traz o trabalho autoral da jovem que assina composições em parceria com letristas como Luiz Tatit e Estrela Leminski, misturando elementos da cultura árabe com ritmos brasileiros.

Cursos para ser chef de cozinha Uma das mais importantes escolas de gastronomia da América Latina abriu sede na cidade. O IGA (Instituto Gastronômico), criado na Argentina, é uma rede de capacitação especializada em alta cozinha e cursos rápidos para chefs e cozinheiros de final de semana. A primeira turma terá início em março de 2014. Vai lá: www.facebook.com/igacg

EXTRAS Fotos | Divulgação

Bêbados Habilidosos A Blues Band mais famosa do Estado vai celebrar 19 anos de estrada com um show em grande estilo, dia 14 de dezembro no Hangar Live Music. O show fará um passeio por toda a carreira da banda, e incluirá algumas músicas inéditas do novo álbum que será lançado no primeiro trimestre de 2014.

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eXTRAS nacional ∆ Maratona de shows SP e RJ Começando a maratona musical, o festival Summer Break (dia 7 em SP e 8 no RJ), que traz Dave Matthews Band. A semana segue com a banda norte-americana Tortoise no teatro do Sesc Belenzinho em SP com quatro apresentações (de 12 a 15) mostrando seu extenso repertório do melhor rock instrumental. Nos dias 14 e 15 quem destila talento é Erykah Badu, cultuada cantora de R&B e Soul, no Sesc Santo André (SP). A apresentação faz parte do Festival Batuque.

Ópera o ano inteiro O ano de 2014 promete ser excepcional para os apreciadores de óperas e músicas de concerto. Em comemoração aos 60 anos da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) serão mais de 33 programas, quase uma centena de recitais e oito óperas, estas apresentadas no Theatro Municipal. Os espetáculos começam no mês de março e a programação segue até novembro. Há ainda as especiais programações da Sociedade de Cultura Artística e do Mozarteum, como a primeira apresentação no país da pianista Mitsuko Uchida, japonesa naturalizada britânica e referência mundial em Mozart.

A Espanha é aqui O Sesc Consolação em São Paulo recebe o festival de fotografia “PhotoEspaña” que foi criado em Madrid em 1998. São diferentes mostras que acontecem no espaço, destacando os “Autorretratos” do espanhol Alberto García-Alix, a melancolia da série “Tratado Visual” sobre o vazio da Mexicana Aglae Cortés e a coletiva com 14 fotógrafos "(Re)presentaciones". A exposição acontece até 25 de janeiro e é gratuita. Lou e Westwood: biografados Em tempos de polêmicas aqui no Brasil sobre permitir ou não as biografias, editoras gringas anunciaram o lançamento de dois livros sobre dois ícones da vanguarda mundial: Lou Reed e Viviane Westwood. O primeiro, falecido recentemente, foi um dos maiores revolucionários do rock e fundador da banda Velvet Underground. Terá sua biografia escrita por Anthony DeCurtis, crítico da Rolling Stone Brasil. A segunda é uma das mulheres mais influentes do mundo da moda, responsável por tornar o estilo punk mundialmente famoso. Viviane Westwood terá suas diversas histórias lançadas em outubro de 2014, escritas em parceria com o biógrafo e amigo Ian Kelly. Fica a dica!

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Maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande, o paulista Eduardo Martinelli descobriu o poder de transformar pessoas através da música clássica. Em pouco mais de dez anos, já tem em seu currículo inúmeras ações e projetos que fazem sucesso e cruzam fronteiras. É maestro e diretor artístico da Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues; maestro e coordenador pedagógico da Orquestra Infanto-Juvenil do GIC Viver Bem (Campo Grande-MS) e da Orquestra de Cordas da Fundação Nelito Câmara (Ivinhema-MS); além de gestor musical do Moinho Cultural de Corumbá e fundador da Orquestra Barroca de MS. Nada mal para este jovem maestro de 35 anos de idade, nascido em Intanhaém (SP) e apaixonado pelo nosso Estado. Apresentação feita, passemos a batuta ao maestro! Texto | Theresa Hilcar Fotos | Lucas Possiede e arquivo Fundação Barbosa Rodrigues

Como o senhor consegue tempo e inspiração para tantos projetos ao mesmo tempo? É um trabalho intelectual muito grande. Sem exagero nenhum, costumo trabalhar em média 16 horas por dia, compondo e criando os arranjos. Tenho que fazer organização do repertório dos grupos, material didático para cada um, porque não existe uma coisa genérica, cada grupo tem identidade própria. Cada grupo é diferente do outro. Tenho facilidade para detectar o que cada músico tem capacidade de tocar, qual tipo de música peculiar para cada grupo. É importante identificar estas diferenças e trabalhar com elas. Como o senhor começou sua carreira? Eu comecei a formar grupos quando ainda estava no bacharelado em violão clássico, em Santos, e dava aulas em Itanhaém-SP. Tinha 19 anos. Eu dava aulas no departamento de cultura do município e sentia uma necessidade enorme de ver todo mundo tocando junto. Aos poucos acabei conseguindo formar a primeira Orquestra de Câmara de Itanhaém-SP. Acho muito interessante a ideia de fazer algo grandioso a partir da capacidade e do talento de cada um, do esforço individual. Depois desta experiência nunca mais deixei o trabalho coletivo.

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Maestro Eduardo Martinelli


ESPECIAL ∆

A música que transforma

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Sua formação musical foi voltada para instrumentos de cordas (violão, violino, violoncelo). Isto exerce alguma influência na hora de compor? No começo exerceu. O violão clássico foi o principal instrumento da minha formação. Mas depois conforme fui entrando mais fundo na orquestra, isto mudou. Quando vou escrever uma composição ou fazer um arranjo, tenho que usar a habilidade e extrair a melhor qualidade de cada instrumentista. Se tiver um flautista muito bom, por exemplo, vou dar ênfase àquele instrumento. Desta forma vamos criando um arsenal de instrumentos. É importante esta habilidade de conseguir este arsenal. Por que o senhor escolheu trabalhar com jovens músicos? Na verdade, não escolhi trabalhar com jovens. Eu sempre digo que a música é mais forte que eu. Eu fiz e continuo fazendo aquilo que precisa ser feito. Quando cheguei aqui não tinha nenhum projeto para jovens instrumentistas. Hoje existem vários – e isto é ótimo! É tudo um acaso. Eu trabalho com o que a vida manda. Crianças, jovens e adultos. Eu vim para ficar dois anos em Campo Grande como professor da UFMS, mas neste meio tempo me envolvi com o projeto “Musicalizando”, e com a Fundação Barbosa Rodrigues. Que aliás, no início, seria despretensioso, apenas para ensinar música a jovens carentes. Mas com o tempo acabamos formando um grupo artístico consolidado, que já gravou um belíssimo DVD. É emocionante ver o trabalho destes jovens. Gosto tanto desta parte de produção, de descobrir talentos, que acabei deixando a universidade e passei a me dedicar exclusivamente a estes projetos. Em recente pesquisa do Ibope, a música clássica ficou em 11º lugar no ranking de preferência das chamadas “tribos musicais”. O senhor acha o índice muito baixo? Não. Estou até bem surpreso com esta porcentagem. De uns tempos para cá têm surgido várias atividades educativas, organizadas por instituições públicas e ONGs, e algumas delas voltados para orquestras. Acredito que esta pesquisa mostra o resultado destes projetos que estão conseguindo formar um novo público. Concertos de música clássica atraem público em MS? Todos os concertos estão sempre lotados. Contamos sempre com a simpatia dos meios de comunicação. Já tivemos que fazer dois concertos seguidos, sob pressão e tumulto, no mesmo dia, porque o público era imenso e no espaço não cabia todo mundo. Isto tem a ver com o processo de educação

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musical. Se você tem uma criança aprendendo um instrumento no colégio, a família vai querer assistir o concerto. E é uma coisa que pega pelo estômago. Quando você assiste ao vivo a uma orquestra, todos aqueles instrumentos, aqueles talentos no palco, não há quem não se emocione. Não seria interessante organizar concertos ao ar livre, gratuitos, como se faz nos grandes centros? Olha, vou ser bem sincero. Não há como comparar o som de um teatro com o som de um parque, um local ao ar livre. Mas isto não impede que você faça concertos nos dois locais. É claro que o concerto ao ar livre custa muito caro. É preciso equipamentos de som sofisticados e potentes para que o som seja perfeito. O bom deste tipo de apresentação é que o público é imenso. Sem contar aquelas pessoas que às vezes estão passando pelo local, mas param atraídas pelo som. É um orgulho poder dizer que a cidade da gente tem uma orquestra que faz apresentações no parque, ou na praça. O senhor acredita que um concerto de música clássica pode conseguir arregimentar o mesmo público que um show de música sertaneja ou popular? Claro que sim. Tudo depende do incentivo, se a gente tiver as mesmas condições consegue fazer as mesmas coisas. Se a gente trouxer um grande artista, por exemplo, isto vai atrair público. A indústria cultural é igual para todos os estilos. Tudo depende da mídia. Acredito que um concerto no Parque das Nações Indígenas, com o maestro João Carlos Martins, por exemplo, um nome bastante conhecido, faria o maior sucesso. O maestro João Carlos Martins gosta muito de contar piadas sobre a vaidade dos maestros. É verdade que vocês são muito vaidosos? Todo artista é. Não é fácil administrar um dom. Além disso, o maestro tem que ser terapeuta, olheiro, mandão (sem ser grosseiro), autoritário. Vaidade é uma característica. O maestro simboliza a orquestra, a música. Ele é o porta voz do grupo. Sabe qual a diferença entre Deus e um maestro? Deus não fica pensando que é maestro (risos). Alguns artigos, inclusive científicos, dizem que a música clássica pode transformar o comportamento das pessoas. O senhor acredita? Acredito não. Eu juro por Deus que é verdade. Conheço jovens que mudaram completamente suas vidas por causa da música clássica. Ela tem este poder transformador. Vejo isto todos os dias com meus alunos. ∆


Camila Vasconcellos Texto | Tatyane Cance Fotos | Lucas Possiede

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LIFESTYLE ∆ Transformar um hobby em profissão é algo que a maioria das pessoas gostaria de fazer. Pois bem, a Camila fez. Decoradora de eventos e arquiteta por formação, Camila Vasconcellos entrou no ramo das festas por brincadeira, organizando uma recepção para uma amiga aqui, outra ali, e quando viu, estava com uma empresa, planejando casamentos. Aos 28 anos, administra a correria do trabalho com a vida pessoal (pasmem, ela mesma decorou seu casamento para 700 convidados!), e ainda arruma tempo para organizar, nas horas vagas, todos os detalhes do quarto do seu primeiro filho, Antonio. Atualmente, Camila se dedica a uma nova fase na carreira: em sociedade com a amiga Mariane Costadi, criou o Bemfeitim, dedicado à assessoria, planejamento e decor de festas, como mini weddings, aniversários, jantares e festas infantis.

Profissão: Arquiteta e decoradora de eventos. Férias Inesqueciveis: África do Sul. O Que Está Lendo: No momento só livros de gravidez como: "O que esperar quando se está esperando" e "Os segredos de uma encantadora de bebês". Música Que Não Sai do Seu Playlist: Sertanejo. Um Filme: Busca Implacável. Projeto do Momento: Minha empresa Bemfeitim. Um Sabor: Chocolate. Esporte: Pilates e caminhada. Refúgio: Minha casa. Melhor de Campo Grande: Qualidade de vida.

"Eu adoro o meu trabalho, assistir à realização da criança na hora que vê o resultado, é muito bonitinho". No Bemfeitim, Camila garante: tudo é super bem feito e exclusivo. “Todas as minhas festas são personalizadas. Você nunca vai ver decorações repetidas”. Sabemos que não! DEZEMBRO 2013 | 21


Aldo

Ferreira Texto | Tatyane Cance Fotos | Lucas Possiede

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LIFESTYLE ∆ Aldo Ferreira, 38, divide seus dias entre o cargo de juiz, a vida de professor e escritor. Dedicado à vida profissional, o paulista de Jacaraí fez a vida em Campo Grande, onde mora há 20 anos. Juiz auxiliar da vice-presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Aldo ainda arruma tempo para dar aula de Direito Civil na UCDB e fazer doutorado na Universidade de Girona, na Espanha, onde passa 20 dias a cada seis meses, especializando-se em processo civil. Autor do livro Novas Linhas da Coisa Julgada, planeja: “Pretendo terminar meu doutorado e passar a escrever livros”.

Profissão: Juiz de Direito. Férias Inesquecíveis: Cancun. O Que Está Lendo: O Livro do Apóstolo João. Música Que Não Sai do Seu Playlist: I'm Yours, Jason Mraz. Um Filme: Silêncio dos Inocentes. Projeto do Momento: Escrever o próximo livro. Um Sabor: Chocolate amargo com menta. Esporte: Tênis. Refúgio: Minha fazenda. Melhor de Campo Grande: Parque das Nações Indígenas.

Mas como nem só de trabalho vive o homem, ele adquiriu um jeito meio sul-mato-grossense de passar o tempo: adora ficar na fazenda com sua família nos finais de semana, longe da correria do dia a dia. Já na cidade, seu lazer é o esporte. “Também curto correr e jogar tênis, já até participei de campeonatos internos, com juizes do Brasil inteiro, mas só por hobby”. Para as ambições futuras, ele garante: “Quero ser o melhor naquilo que faço.” DEZEMBRO 2013 | 23


Norah Jones - Little Broken Hearts 2012 Com uma carreira já consolidada, Norah Jones, que apareceu na cena com o hit bonitinho “Don’t know why”, apresenta no seu quinto disco uma proposta diferente e mais interessante em relação a seus outros trabalhos. Produzidas por Danger Mouse (o responsável por dar esse “tapa” cool no disco), as canções percorrem um caminho que foge do estereótipo “cantora de jazz”, e isso deixa tudo mais sedutor. Não chega a ser inovador, mas essa nova roupagem mostra um lado mais solto de uma artista que está aberta para novas experimentações. O uso de sintetizadores e batidas mais aceleradas vão te fazer cantar com Jones em quase todas as faixas. Sem perder a elegância natural, a moça brinca com as letras em “Happy Pills”, “Good Morning” e “She’s 22”. “Little Broken Hearts” e “Travelin’ On” fazem o ouvinte se render a essa parceria (Norah e Danger) que funcionou muito bem. Trilha indicada para quem vai pegar a estrada no final do ano.

para ouvir

Júlia de Miranda

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Danger Mouse and Daniele Luppi – Rome 2011 Uma “trilha sonora sem filme” é como muita gente define o álbum “Rome”, projeto do músico e produtor Danger Mouse (Brian Joseph Burton, seu nome real) e do compositor Daniele Luppi, que demorou cinco anos para ficar pronto. O ponto central aqui é a adoração dos músicos pela discografia do italiano Ennio Morricone (compositor de trilhas sonoras de diversos filmes Western). Daí eles decidiram fazer um disco cheio de sensações, rico em detalhes e com um instrumental épico de tirar o fôlego. O bom gosto e talento de ambos não deixam o disco ficar o tempo inteiro num clima saudosista; o álbum chama a atenção principalmente pela criatividade nas faixas. Para compor o time, Danger convidou Jack White e Norah Jones para emprestar a voz em 5 das 15 faixas do álbum: “The Rose with the Broken Neck”, “Two Against the World”, “Season’s Trees”, “Black” e “Problem Queen”. Melancolia e romance pontuam o álbum que é lindo do início ao fim. Karol Conka – Batuk Freak 2013 A menina de cabelo raspado e colorido deu o que falar em 2013. Lançou seu primeiro disco “Batuk Freak” e mostrou pro país inteiro que é possível mesclar hip hop, rap, reggaton, pop e ritmos brasileiros num resultado que não deixa ninguém parado na pista. Produzido por Nave Beatz, o disco é sofisticado e agrada a um público bem diverso. Karol tem uma voz marcante e personalidade de sobra, seja nas roupas coloridas ou nas letras das canções que recheiam o álbum. Com 12 faixas, não tem como ficar parado ao ouvir “Caxambu”, do sambista Almir Guineto, que na versão da moça virou um pancadão delicioso. “Gueto ao luxo” vem com um refrão que não vai sair da sua cabeça. “Gandaia” e “Que delícia” mostram o potencial criativo e divertido da cantora. Foi apontado pela crítica como um dos melhores lançamentos do ano. ∆


Márcio Ribas

para ler

“Nós percebemos a importância de nossa voz apenas quando somos silenciados.” Malala Yousafzai

O mais surpreendente na premiação do Nobel de Literatura deste ano não foi a escolha de Alice Munro, que é internacionalmente reconhecida por sua obra. O mais surpreendente foi a escolha de uma autora que só escreve contos. Sempre me pareceu que os contistas nunca foram unanimidade nas academias literárias. Talvez você discorde porque Machado de Assis foi um dos maiores escritores e escrevia contos e romances. O ponto está justamente aí. Para ser considerado um bom contista, para muitos, primeiro o escritor precisaria ter um grande romance escrito. Seria a prova de que ele escreve bem. É claro que não concordo com isso, muito menos depois de conhecer Munro. Em Fugitiva (Cia. das Letras, R$ 55,50), a canadense, como sempre, foca nas personagens mulheres. São extremamente bem formuladas e essa precisão faz com que suas histórias, baseadas muitas vezes na simplicidade da vida dessas mulheres, sejam muito marcantes e sempre com uma fumaça de tristeza envolvendo o enredo. O Canadá de Munro é um lugar para solidão e para testar-se os limites do amor de cada uma dessas mulheres. A segunda sugestão fica por conta de Art Spiegelman, ganhador do prêmio Pulitzer. Em Maus – A história de um sobrevivente (Cia. das Letras, R$ 47), o escritor ilustra com perfeição aquilo que, se fosse escrito, seria apenas mais um texto sobre o nazismo. Art conta como seu pai sobreviveu aos campos de concentração e a fonte desses relatos é o próprio sobrevivente. Maus é um clássico das histórias em quadrinhos

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e há muitos elementos dentro do livro para ser considerado como tal. O mais notável é a representação dos judeus como ratos (o próprio pai é colocado como um jovem destemido e um velho ranzinza e sovina), os nazistas são obviamente gatos, os poloneses aparecem como porcos e os americanos são retratados como cachorros. Com certeza, você fará muitas outras analogias e, se quiser mais informações, fique sabendo que encontrará diversos trabalhos acadêmicos e as mais variadas resenhas críticas sobre este livro que tem dois volumes, porém, para nossa felicidade, ambos estão unidos em um livro só aqui no Brasil. A terceira dica é Eu sou Malala (Cia. das Letras, R$ 34,50), escrita pela própria Malala Yousafzai (com Christina Lamb, jornalista do The Sunday Times). O livro foi lançado há pouco e em tempo oportuno. Malala é a menina que levantou a voz no Paquistão, exigindo seu direito à educação. Não foi ouvida e como consequência foi vítima de uma tentativa de assassinato. Levou um tiro na cabeça e sobreviveu. Transformou-se em um símbolo de valentia em grande parte do mundo. Neste ano, foi uma das favoritas ao Nobel da Paz e foi a ganhadora do Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, o mais importante prêmio de direitos humanos da Europa. Em seu livro, ela fala de sua infância e de sua luta pela valorização da mulher. Uma história de fé e coragem que nos inspira a agir para a construção de um mundo mais justo. São três livros com focos tão diferentes interligados por um fio de aspereza e sofrimento. Profundos e magníficos. Boa leitura! ∆


Marcelo Veloso

para ver Frances Ha (Frances Ha), de Noah Baumbach Com trilha sonora que sugestiona os filmes de Truffaut, fotografia em preto e branco, uma protagonista que parece não saber para onde ir e até uma viagem à Paris no meio da história... O novo filme de Noah Baumbach (diretor de “A Lula e a Baleia”) liga o humor do cinema independente de Nova York ao classicismo da Nouvelle Vague francesa. Aqui, Frances, uma imatura dançarina de vinte e sete anos, sem renda, com uma vida amorosa em frangalhos e uma amizade desgastada com sua melhor amiga está sendo esfolada viva pela cidade grande, mas ainda assim consegue sorrir com tudo à sua volta. Reduzida a viver como hóspede permanente, com sonhos artísticos frustrados, uma família longe e incapaz de ajudar, Frances está atada às suas agonias. No entanto, tem uma coisa que suas provações e tribulações não conseguem lhe tirar: sua idiossincrasia. Com uma espontaneidade comovente e uma invenção gestual até na menor interação, inclusive para suas revelações embaraçosas e impulsivas, Frances Ha é uma artista. E seu talento é a própria vida. Filme delicioso.

Serra Pelada - A Lenda da Montanha de Ouro, de Victor Lopes Uma das expressões usadas para definir o ato de fazer documentários é “saber garimpar estórias”. E esta, de Serra Pelada, Victor Lopes “bamburrou” (gíria do garimpo para quem acha ouro). O filme conta a estória de cem mil homens que concretizaram nas costas a profecia bíblica de que “a fé move montanhas”, transformando um morro de 150 metros de altura num lago de 150 metros de profundidade… cercado de miséria, disputas e lendas. A partir de imagens de arquivo e depoimentos de personagens que de alguma forma fizeram

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parte da corrida do ouro, que começou no fim da década de 70 e dura até os dias de hoje, o documentário mostra como foi o maior campo de garimpo do século XX e a segunda maior concentração de trabalho humano depois das pirâmides do Egito. Mais, o filme é também uma síntese contundente da história recente do país. Esta grande saga levou Lopes a filmar no sul do Pará por 11 anos. As imagens do formigueiro humano são chocantes, a estória é incrível e o discurso do filme transparece que Serra Pelada seria o paraíso na Terra. Pura ilusão.

Amor Bandido, (Mud), de Jeff Nichols O diretor e roteirista Jeff Nichols fez fama elaborando complexos dramas individuais como “Shotgun Stories” e o incrível “Take Shelter”, usando como característica as performances maravilhosas do ator Michael Shannon. Para este filme, Nichols assumiu novos desafios, movendo o ator de confiança para um papel de coadjuvante, e focando o seu drama sobre um jovem garoto otimista e sério chamado Ellis (Tye Sheridam). Os resultados são intrigantes e muitas vezes desconcertantes. É um filme de performances marcantes e de pessoas que parecem pertencer ao seu ambiente. Mais, depois de um período negro no cinema, Matthew McConaughey finalmente mostra a que veio e traz Mud, um personagem com substância. Nele, há um lugar onde o rio se abre para o mundo inteiro. E quando você chega lá, o horizonte se expande para o infinito, e tudo à frente parece incrivelmente grande e inexplorado. O filme está em um lugar onde, no limiar no delta do Mississippi, a inocência e experiência correm juntas, como sujeira e água. ∆


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CAPA ∆

Com seu jeito inesperado de publicitária prendada e comilona assumida, a blogueira de gastronomia e decoração Isabella Maiolino conquistou alguns milhares de viewers em todo o país. Principalmente depois que virou notícia no Petiscos, de Julia Petit, e parceira do Portal Terra.

Pequenos deleites Texto | Thais Pompêo Fotos | Caio Gallucci e Breno Ayres

Sabe aquela pessoa que dá vontade de ter como amiga? Essa é a Isa. Nome e sobrenome: Isabella Maiolino, campo-grandense que mora há 12 anos em SP, blogueira de gastronomia e decoração, publicitária, designer e aprendiz de cozinheira. O que faz da Isa tão querida aos olhos passivos do outro lado da tela é o seu diálogo avesso à perfeição. Isa não está muito preocupada em ser a mais descolada, a mais intelectual ou a mais bonita. Faz questão, sim, de ser gente normal, gente que acima de tudo se diverte. O que sabe a mais, ensina: flores em potes de chá, luzinhas natalinas com forminhas de tecido, chocolates decorando a árvore de Natal, e outros pequenos deleites da intimidade do lar. O que sabe de menos, dotes culinários, por exemplo, aproveita para aprender com o marido, em vídeos sem ensaios e sem cortes, que são sucesso entre os seus 120 mil viewers mensais. Para entender melhor, seu jargão na hora de encarar o fogão é encorajador: “Se eu consigo, qualquer um consegue”. Isa parece a personificação do estereótipo da mulher dos anos 50, só que às avessas. Adora cuidar dos mimos do lar, mas nunca deixou de trabalhar (inclusive hoje em dia trabalha em uma empresa de tecnologia, além do blog). À primeira vista, pode parecer meio alegre demais, mas tem uma sensibilidade e um toque de humor que fisgam a gente. Parece uma exímia dona de casa, mas não sabe cozinhar – quem cozinha é o marido dela. Mesmo.

O blog começou em 2010, um momento em que Isa estava em crise, com a adulta que estava se tornando, e com a rotina que estava triturando seus sonhos mais lindos. Ela escreveu em seu blog: “É preciso muito esforço para se tornar o adulto que a gente sempre sonhou. De repente, me vi presa em ideias e trabalhos insossos, e neste meio tempo, descobri que olhar para o lado, em uma cidade como São Paulo, pode tanto preencher nosso vazio quanto aguçar nossa solidão”. Teve a coragem de virar o jogo. Pediu demissão e pegou o know-how adquirido em sete anos como designer da revista Capricho para criar e desenhar todo o layout do seu blog: “My King of Town SP”, que depois virou “Blog da Isa Maiolino”. Neste espaço, conseguiu dar vasão a toda criatividade e subjetividade que viviam encurraladas no dia a dia. Ganhou voz. “No princípio o conteúdo era focado em restaurantes que gostávamos de frequentar, e tinha também uma misturinha do meu life style. Hoje ele é basicamente sobre gastronomia e decoração”, explica Isa. Um ano depois do blog no ar, seu marido sugeriu: “Por que você não faz uns vídeos tentando reproduzir os pratos dos restaurantes que a gente adora frequentar, unindo à ideia de que está bem caro sair em SP? Você não cozinha... Pode ficar divertido”. Isa explica: “Quando a gente vai a resturantes, o Breno (Ayres, o marido) prova o prato, começa a falar tudo que tem na receita e anota no molesquine".

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Fizeram o primeiro vídeo, o segundo e o terceiro – polvo grelhado com batata ao murro, do restaurante Arturito. Neste, o câmera, que é o Breno, dá uns toques/broncas super espontâneos na Isa. Ela em frente à câmera, e ele, uma voz fora de cena. A edição, a trilha, o figurino, a produção de objeto e suas trapalhadas rendem boas risadas e multiplicaram por seis o número de acessos. E não é que, de tão divertido, foi parar no site Petiscos, de Julia Petit. “Esse foi o vídeo que me deixou famosa...”, brinca. Na matéria, a repórter indicava dois blogs para quem curte cozinhar e dizia, entre outras coisas, sobre o da Isa, que “o figurino era esmerado e a interpretação impagável”. Depois dessa aparição no Petiscos, o blog ganhou ótima visibilidade em SP e, nos meses seguintes, foi parar na revista Glamour, na Casa Claudia e, no início deste ano, na revista da Folha – seja para falar dos seus vídeos de receitas, seja para falar da decoração girlie do seu apê em Sampa, cenário de todas as suas produções.

E os bons ventos continuaram soprando pro lado dela: em agosto, o Terra a convidou para ser parceira, com direito a chamadas na home do portal. Depois disso, Isa viu os números de viewers crescerem ainda mais: triplicaram. Por hora, a redação do blog é composta por ela, que escreve todos os posts e cria, edita e faz toda a direção de arte dos vídeos (momento em que ela super se diverte), e pelo marido, que sempre apoiou as ideias 'malucas' da Isa – ele é responsável pelas receitas darem certo e também é o camera-man. Quando esta revista estiver nas bancas, Isa estará com uma nova série superespecial de vídeos no ar: “Acabamos de gravar com o chef Renato Carioni, do Cosí. Ele cozinha comigo quatro pratos, tentando me ensinar (risos). Eu estava bem nervosa porque me disseram que ele era super bravo... Até então quem me ensinava era apenas o meu marido...” Quem sabe a aprendiz de cozinheira não conquista a confiança e o carisma de outros chefs... Já pensou se vira moda?

Claro que a receita superespecial deste mês ficou por conta da Isa – e do Breno. A sugestão do casal é um pernil de leite, acompanhado de um folheado de mandioca com queijo coalho e manteiga de garrafa e um tarte de maçã verde. A receita é do Breno, menos o mil-folhas de mandioca, que é criação do chef Alex Atala, receita retirada do seu incrível e novíssimo livro “Redescobrindo Ingredientes Brasileiros”. Hum!

“Escolhemos a carne suína, primeiro porque muita gente opta por porco em dia de Natal. Tradição. E está em alta no mundo da gastronomia. E a mandioca, para valorizarmos o que nossa terra tem de melhor. O tarte de maçã dá um toque adocicado no prato, delicioso. Toda (ou quase toda) família tem uma receita especial de pernil – se você quiser permanecer com a sua receita, incremente nos acompanhamentos, fazendo a nossa sugestão do mil-folhas com o tarte de maçã. Combina muito!” Bom apetite e boas festas! 32 | DEZEMBRO 2013


Pernil de leitão de leite enrolado com tarte de maçã e mil-folhas de mandioca Pernil Ingredientes do Pernil (preparar um dia antes) 1 ½ kg de pernil desossado com a pele 1 cebola picada 1 copo de água

Ingredientes do tempero do pernil 3 dentes de alho sal a gosto pimenta do reino a gosto 1 pimenta dedo-de-moça ½ xícara de vinagre de vinho tinto 1 xícara de vinho branco

Modo de preparo Bata os ingredientes do tempero no liquidificador até virar um suco, jogue no pernil e deixe marinando por meia hora. Em seguida, enrole o pernil mantendo o couro para o lado de fora, amarre formando um canudo e sele na frigideira com azeite bem quente até dourar. Pegue uma assadeira, acrescente a cebola picada, o copo de água e forre com papel alumínio. Deixe assar a 230 graus por 10 minutos. Depois, baixe o fogo para 180 graus e deixe por mais uma hora. Separe o molho que restou na forma (para jogar mais tarde em cima do pernil) e deixe o pernil dormir na geladeira, para servir no dia seguinte.

Tarte de maçã (preparar na hora de servir)

Ingredientes 2 maçãs verdes grandes 4 colheres de sopa de açúcar 2 colheres de sopa de manteiga sem sal

Modo de preparo Descasque as maçãs e deixe de molho na água. Jogue o açúcar em uma panela, espere derreter e em seguida jogue a manteiga e depois as maçãs. Retire as maçãs do fogo, abafe e coloque no forno a 180 graus por 20 minutos.

Obs: A receita do mil-folhas de mandioca pode ser encontrado no livro “Redescobrindo Ingredientes Brasileiros”, do chef Alex Atala, no blog da Isa Maiolino ou na página da revista A Gente no facebook. Antes de servir, colocar o pernil para dourar e formar aquela casquinha (pururuca) em um forno com grill, sem o papel alumínio. Fatiar em espessuras de 1 cm e colocar o molho que resultou do assado no dia anterior. Se você for fazer um jantar para poucas pessoas, vale a pena montar pratos individuais, porque fica mais bonito.

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PELO MUNDO Por Fernando Henrique, especial de Paris Fotos | Divulgação

Igreja Fraumünster (Münsterhof 2 Zürich) Cabaret Voltaire (Spiegelgasse 1, 8001 Zürich)

Chez Gladines (30, Rue des cinq Diamants, 75013 - Paris) Boulangerie Au Levain d'Antan (6 rue des Abbesses, 75018)

Przegryz, Mokotowska 52, Varsóvia, Polônia (sródmiescie południowe)

Castelo de Buda (em húngaro Budai Vár - Szent Gyorgy ter – 1000); Parlamento (1055 Budapeste, Kossuth Lajos tér 1-3); Halászbástya (1014 Budapest, Halászbástya - Északi Híradástorony); Szechenyi Bath (H-1146 Budapest, Állatkerti krt. 11)

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Morning Glory 54, Holywell Lane Shoreditch London

5 motivos para preferir o frio. Especial para você que curte um “ventinho”.

nos revelou um segredo: “Sarkozy prefere sua baguette bem assada.”

“Navegar é preciso”, disse o português Fernando Pessoa. E então, preparamos algumas dicas para fugir do calor brasileiro e viver o delicioso inverno europeu. Do lado de cá, visitamos cinco capitais e selecionamos com carinho o que podemos experimentar nesta época bem fria do ano. A viagem começa com comida, sim, porque os médicos nos disseram que é importante estarmos bem alimentados.

Budapeste, na Hungria. Ir e ir. Passear no Rio Danúbio é uma maravilha. Mas, admito, visitar o Castelo de Buda vale muito a pena. Outra construção imperdível é o Parlamento: é popular, mas é um dos prédios mais antigos da Europa. Sopa Goulash é uma ótima pedida para o inverno. Anotem esse restaurante: Halászbástya. E se estiver com tempo – senão, arrume tempo, nós vos diríamos – vá aos banhos públicos: águas termais e medicinais que atraem visitantes a Budapeste desde o século II. O mais famoso, e onde fomos, é o Szechenyi Bath.

A primeira parada é Zurique, Suíça. Ano passado, foi considerada por especialistas uma das cidades mais caras do mundo. Constatamos que, realmente, os preços chamam a atenção. Aqui a dica é para ver e saborear, com o coração... Arte: visitar a igreja Fraumünster, que fica no centro histórico. Lá, os vitrais assinados pelo russo Marc Chagall e o painel do suíço Augusto Giacometti são impressionantes. Neste momento de muita emoção, outro lugar que vale conhecer é o Cabaret Voltaire, fundado em 1916. O espaço tem comidinhas suíças – tudo com muito queijo e sobremesa de chocolate – e teve saraus e exposições de artistas como Wassily Kandisnky, Guillaume Apollinaire, Max Ernst e Paul Klee. Imagina, você pode estar na mesma mesa que um dia esteve este grande time do Dadaísmo, que debandou para a França na sequência! Com o pé na estrada, seguimos viagem de trem e chegamos na cidade da gastronomia e do amor. Paramos na França. Paris, claro. Para comer bem (e aqui isso é tradição) e cuidar do bem-estar. Afinal, os responsáveis pela saúde humana disseram que precisamos nos alimentar com qualidade. Então, a alegria do momento será uma boa pausa no Chez Gladines, situado no sul de Paris. Típica comida do País Basco. A sugestão é a costeleta de vitela ao molho. C’est delicieux! Aproveitando esse momento gastronômico, outra a dica é Boulangerie Au Levain d'Antan, sob a batuta de Pascal Barillon, considerado o melhor padeiro da França. Este senhor, que já serviu o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy,

Polônia. É um país que renasceu das cinzas... Varsóvia foi tomada pelo nazismo durante a guerra; hoje é a atual capital do país, reconstruída. E além dos monumentos históricos, que são muitos, o país tem uma maneira excêntrica de descanso. É sublime e super simples. São bancos espalhados pelas ruas que tocam Fryderyk Franciszek Chopin, nome em polonês de um dos maiores artistas de todos os tempos. A cozinha é conhecida pela experiência em produzir comida para enfrentar o super inverno do leste. Sugerimos um restaurante que faz uma junção de cozinha contemporânea com cozinha local, o Przegryz. Depois de comer as gostosuras, como o tradicional Pierogi e a sopa Barszcz (creme de beterraba polonês), é pegar o trem e ir para Cracóvia. Estenda até a cidade de Oswiecim, se tiver interesse em conhecer o museu de Auschiwitz e a última construção da prisão de Birkenau – para entender o sofrimento dos prisioneiros judeus neste lugar. 
 E para acabar em ritmo de festa este roteiro, ou diria, em forma, o lugar é Village Underground, em Londres, no Morning Glory. A festa é um after (festas que começam pela manhã, às 6h30 da matina). São barrados na porta: bêbados, viciados químicos e/ou “baderneiros”. A festa oferece café da manhã, não tem álcool e a música é eletrônica, como de uma balada, só que para fazer exercícios e começar o dia bem. Depois dessa super e intensa viagem, voltamos ao verão, desta vez, quente e com o corpo preparado.

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Fotos | Lucas Possiede

TRENDY ∆

PASSION Por | Luiz Gugliatto

O verniz apareceu nos anos 30 e desde então o material brilhante e impermeável vem sendo utilizado na confecção de calçados, bolsas e cintos. Para o verão 2014, o verniz volta com tudo, passando por cores neutras e indo às mais extravagantes como o vermelho. Lembre-se que pequenas doses de vermelho fazem muita diferença para um look fatal. Bolsa Jorge Bischoff R$ 799 • Sandália My Shoes R$ 269,90 • Clutch Donnabrasil p/ Pisato R$ 349 • Pulseira Gold Skill R$ 580

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Fotos | Lucas Possiede

ESCOLHA DO MÊS ∆

SIMPLES E SOFISTICADO Por | Luiz Gugliatto

A elegância clean está em alta. O branco, o off-white e o areia se revezam na construção do visual da mulher contemporânea. Os acessórios perolados podem dar o tom certo e assim garantir glamour no momento de montar um look atual e sofisticado, ideal para celebrar o réveillon em grande estilo! Porta toalhas Armazém Fornari R$ 197,90 • Anel Gold Skill R$ 480 • Colar Theodora R$ 229 • Scarpin Jorge Bischoff R$ 229 • Sandália Capodarte R$ 299,90 • Clutch Muzazem R$ 259 • Brincos Gold Skill R$ 480 • Bracelete Gold Skill R$ 753

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Fotos | Lucas Possiede

ACHADOS DE MODA ∆

SOBERANO Por | Luiz Gugliatto

O verão chega com cores fortes e vibrantes, e o dourado reina soberano entre as tonalidades mais procuradas para comemorar as festas de final do ano. Brilho que arrebata os olhares mais exigentes em momentos de badalação. Para as mais ousadas, look total no brilho. Para as mais tranquilas, peças em cores neutras ficam incríveis se combinadas com dourado. Vaso ambar Armazém Fornari R$ 272,90 • Bolsa Victor Hugo R$ 821 • Sandália Luiza Barcelos p/ Pisato R$ 399,90 • Pulseiras ouro com diamantes Monalisa joias - Preço sob consulta

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Campanha David Webb

EM ALTA ∆

JEWELS PRINT

A temporada pede poder e atitude, e o luxo pode aparecer na estampa de joias. Para curtir o calor do verão em um cruzeiro ou resort de luxo, nada mais indicado que peças leves e tecidos nobres. Para a noite, roupas mais elegantes e, por que não, aquela joia de impacto? A estampa do momento jewels print é indicada para uma aparição poderosa! T-Shirt Forum R$ 261 • Brincos ouro branco, rubi e diamantes Lica Vincenzi Preço sob consulta • Anel H. Stern - Preço sob consulta • Biquíni Osklen R$ 247 (2 peças) • Lenço Osklen R$ 367 • Bracelete Emar Batalha - Preço sob consulta • Sandálias Indaia p/ Katy R$ 139,90 • Bolsa Kate Spade - Preço sob consulta.

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Fotos | Lucas Possiede e divulgação

Por | Luiz Gugliatto


Desfile Blue Man

HOMEM ∆

THE LOOK Enfim chegou dezembro, hora de pensar em um look para alegrar o espírito e relaxar o corpo. Mesmo quem não tem a praia como destino pensa em uma roupa mais descompromissada. Assim também acontece com o homem moderno. Para um outfit mais descolado, escolha peças como uma camisa de linho estampada, como essa da Richard's, que tem tudo a ver com a atitude necessária para um quentíssimo verão! Chapéu Panamá p/ Sunthrice R$ 270 • Camisa Richard's p/ Glamour R$ 292 • Edt Happy Clinique 100ml R$ 320 • Sunga Água de Coco R$ 149 • Óculos Polo Ralph Lauren p/ ótica Ventura R$ 1.470 • Relógio Technos p/ Shop Time R$ 639 • Havaianas Wally R$ 32,90 • Calça Colcci R$ 522 • Sapato CNS R$ 319

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Fotos | Divulgação

Por | Luiz Gugliatto


Shopping Norte Sul Plaza - 67 3313 1801 Shopping Bosque dos Ipês - 2º Piso - 67 3354 2680


ATUALIDADE ∆

Detalhes que fazem a cabeça

Texto | Thais Pompêo Foto | Lucas Possiede

Depois que a duquesa de Cambridge Kate Middleton trouxe o chapéu de volta às paradas de sucesso, o acessório tem ganhado cada vez mais espaço na cabeça das mulheres ao redor do globo. Chegou, inclusive, aqui em Campo Grande, pelas mãos da consultora de moda Suzanne Cardoso, que inaugurou a Suzanne Cloude Chapelaria no começo deste ano. Suzanne foi para Londres, Inglaterra, buscar know-how direto da fonte; depois seguiu para Santiago no Chile, para estudar mais um pouquinho. Só então resolveu trazer o universo lúdico, manual e meticuloso dos chapéus para cidade. A riqueza dos detalhes deixa o atelier tão encantador como um laboratório de fadas: penas, rendas, brilhos, véus... Tudo começa com as formas feitas de madeira de balsa (que por si só já são lindas, feitas por marceneiros especializados fora do país). Depois os chapéus seguem em suas formas para o forno, para secagem. A próxima parte é a decoração e o acabamento, que possuem uma infinidade de possibilidades de texturas, cores e formas. Para se ter uma ideia, um chapéu leva de 1 dia a 15 semanas para ser feito e pode custar de 200 a 2 mil reais no atelier da Suzanne. Origem real A chapelaria surgiu no que poderíamos chamar, literalmente, de conto de fadas: para rainhas e princesas. É mantida com todo vigor e tradição na Inglaterra, sua principal representante. É lá que se encontram os principais chapeleiros da atualidade: Stephen Jones e Philip Treacy. “A história começa com as mulheres que precisavam usar algo na cabeça como proteção. Com o tempo, e a evolução dos cortes, virou uma peça de status: quanto mais penas, mais detalhes, maior a riqueza. Depois da primeira guerra o uso dos chapéus começou a diminuir. Atualmente, ele voltou com tudo, na rua e nas

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passarelas, porque a moda é cíclica e tem valorizado tudo que é altamente artesal. E o chapéu é isso: uma peça única, um luxo acessível e atemporal”, explica Suzanne, que continua: “E que deixa toda mulher bonita, misteriosa”. Fato é que ele tem aparecido e ganhado a rua: dos blogs de street style às passarelas. Aqui em Campo Grande, as mulheres ainda são resistentes, tanto que dos 15 chapéus produzidos por mês por Suzanne, 14 vão para outras regiões do país, principalmente Curitiba e São Paulo. “Acho que logo mais as mulheres de CG vão deixar a timidez de lado, porque a moda foi feita para liberar as pessoas, para ser divertida”, diz a chapeleira dos cabelos ruivos. Que o digam as divas de hoje e de ontem: Lady Gaga, Madonna, Jackie Onnasis e Coco Chanel. E aqui cabe uma informação extra: Coco Chanel começou sua maison fazendo... chapéus! Apesar de ter simplificado a silhueta feminina no pós guerra, liberando as mulheres do espartilho, a estilista nunca abandonou o acessório de cabeça. Modernizou-os, é verdade, mas sempre apostou nos chapéus. Fica a dica do maior ícone de elegância de todos os tempos. ∆


last minute O quarto e ela. A maquiagem sobre a mesa, as roupas em cima da cama. Ela se olha no espelho. Se aproxima, se afasta, se gosta. Troca a roupa, troca o brinco, troca a cor do batom. Estรก quase na hora...


Vestido Andre Lima p/ Alameda - Clutch Bo.B么 - Colar Fabrizio Giannnone - Brincos, anel e pulseiras Carol L煤cio


Vestido Gloria Coelho p/ Alameda - Casquete Suzanne Cloude Chapelaria - Anel mão esquerda H. Stern - Brincos, anel e pulseira Camila Klein p/ Carol Lúcio - Clutch Bo.Bô - Peep toe Schutz


Blusa e saia Gloria Coelho p/ Alameda - Casquete Suzanne Cloude Chapelaria - Bracelete Forum - Corrente e pingente H. Stern - Taรงa acervo


Vestido Osklen - Brincos e anel H. Stern Bracelete Carol LĂşcio


Cropped top e saia Adriana Barra p/ Ana Rebelato - Braceletes Zhenga - Brincos Fabrizio Giannone - Sandรกlias Schutz


Vestido Thelure, braceletes, brincos e anĂŠis Fabrizio Giannone


Vestido Bo.B么 - Brincos e pulseira Carol L煤cio


Vestido Animale Brincos, colar, anel e colar usado como pulseiras H. Stern Braceletes Fabrizio Giannone Sandálias Schutz Ficha técnica / Fotos Alexis Prappas / Stylist Luiz Gugliatto Beleza Ivo Vilela / Modelo Thaysse Ricci Coordenação Thais Pompêo / Direção de cena Melissa Tamaciro / Agradecimento Mara Ceolin / Casa do Park


beleza ∆

PARTY MAKE-UP Texto | Thais Pompêo Fotos | Lucas Possiede

Os três maquiadores que mais trabalharam com A Gente este ano criaram três makes lindos e distintos para você se inspirar e arrasar nas festas de final de ano. Tem para todo mundo, seja você mais discreta ou superanimada!

O poder do esfumado | Helder Marucci O amado esfumado preto ganha um toque bronze, que ilumina o olhar. Helder contornou os olhos com delineador em gel, esfumou-os com sombra preta e finalizou com um marrom queimado no côncavo mais alto. No canto interno, pigmento cobre com cintilância. Blush natural e batom nude. Poder! Indicadíssimo para uma festa urbana. 64 | DEZEMBRO 2013


Gato, brilho e boca cereja | Lívia Tosta O olho e a boca ganham destaque sem ficar too much. No interno dos olhos, sombra pérola; na parte mais exterior, vinho; depois café – tudo muito bem esfumado. O 'gatinho' foi inspirado nas egípcias: traço fino e preciso, em cima e embaixo dos olhos. Para terminar, glitter branco no canto interno. O batom cereja mate deixa o make ainda mais feminino. Para festas na cidade!

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Elegantemente festivo | Fernando Filho Neste make, foram esfumados dois tons de sombras marrons: mate médio no côncavo e outro mais claro e mais cintilante na pálpebra móvel. Delineador preto rente aos cílios superiores, com um gatinho discreto. O delineador de glitter dourado acompanha o risco preto e dá o toque glam. Batom nude escuro para contrabalancear o brilho. Chique e discreto. Ótima pedida para o réveillon!

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HITS DE BELEZA ∆

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Amou os makes? Aqui, você descobre alguns dos segredinhos usados por Helder, Fernandinho e Lívia. Vale a pena pegar nota!

Texto | Thais Pompêo

Helder Marucci indica: 1• Sombra Pro Longwear Uninterrupted da MAC Sombra marrom que dá aquele toque no acabamento do esfumado preto. 2• Corretivo Radiant Creamy Concealer da Nars Corretivo iluminador, cobre super bem imperfeições e ilumina ao mesmo tempo. Fernando Filho adora:

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3• Base Immaculate Liquid Powder Foundation Mattifying Oil Free da Hourglass Livre de óleo e tem um efeito opaco fininho. Ótima para o verão. 4• Paleta Old Hollywood Eye da Bobbi Brown Cores base, excelentes para o dia a dia. "Estão super na moda os tons meio old”

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Lívia Tosta ama: 5• Máscara Lâncome Hypnôse Drama, da edição limitada by Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin. Efeito de volume instantâneo. A escova curva garante contato total com os cílios. Cria efeito de volume e super dimensiona os cílios. 6• Batom All Fire Up da linha Retro Matte da MAC, inspirado no best seller mundial da marca Ruby Woo. Deixa os lábios com uma cor cereja sem brilho super feminina e feroz.

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SAÚDE ∆

Uma nova era para os implantes capilares 70 | DEZEMBRO 2013


É dos carecas que elas gostam mais? A conhecida marchinha de carnaval afirma que sim, mas na vida real não sabemos se é bem assim. A verdade é que grande parte dos homens entra em crise quando começa a perceber a perda dos cabelos e não acha nada legal ser careca. Muito, mas muito pior é quando a calvície acontece em mulheres. Aí, não tem essa de charme, 100% das mulheres que perdem os cabelos (independente do motivo) detestam, afinal junto com as madeixas, perde-se grande parte da autoestima. Texto | Natália Charbel Foto | Lucas Possiede

O problema até hoje sempre foi como resolver esse estigma, visto que as primeiras técnicas de implantes capilares não tinham um bom resultado estético. Mas a realidade começa a mudar, graças à tecnologia e novos métodos que estão sendo desenvolvidos e melhor, chegando a Campo Grande. Conversamos com o Dr. Rodrigo Anache Anbar, que junto com seu irmão, Dr. Rafael Anache Anbar, da clínica Espaço da Plástica, está trazendo para a cidade o que há de mais moderno nessa área.

Como funciona a tecnologia que a clínica está trazendo para a cidade? O dispositivo NeoGraft foi projetado para auxiliar o cirurgião capilar na realização da técnica de transplante de cabelo fio a fio (implante capilar) automatizado, sem cortes lineares e sem deixar cicatriz no couro cabeludo. Qual a diferença desse método de implante para os outros que já existem? A novidade é uma ótima opção para quem deseja fazer o transplante capilar sem deixar aquela cicatriz linear nas laterais e na parte posterior da cabeça. Anos de pesquisas e modificações permitiram alcançar o objetivo desejado de forma eficiente. Como é feita a avaliação? Existe algum risco ou contraindicação para o implante? A avaliação do candidato ao transplante capilar é feita através da queixa de calvície e se existe uma área doadora suficiente para cobertura desta falha capilar. Em termos gerais, se o indivíduo é saudável, não apresenta nenhuma doença

importante e possui uma boa zona doadora, é um potencial candidato ao transplante capilar. Isso embora a avaliação médica seja primordial para investigar alterações responsáveis pela queda de cabelo e para indicar corretamente a cirurgia. O procedimento é realizado a nível ambulatorial, sem necessidade de internação. Os riscos existem, porém são baixos. Quantas sessões são necessárias? E quais os cuidados que o paciente precisa ter antes, durante e depois de feito o implante? Geralmente o transplante é realizado em uma única sessão, porém, em alguns casos de grandes transplantes, pode-se dividir o tratamento em duas etapas. Tudo é realizado com anestesia local, com o paciente acordado. Após o procedimento não é necessário a realização de curativo oclusivo. No dia seguinte à cirurgia o paciente retorna à clínica, onde há uma sala preparada para a lavagem do cabelo. É importante este primeiro retorno, para aprender a forma correta de lavar o cabelo sem prejudicar o transplante. A recuperação pós-operatória é rápida e indolor. Muitas pessoas ainda têm dúvidas com relação aos implantes capilares. Vocês acreditam que com esse novo método estará aberta uma nova ‘temporada’ para os implantes? Com certeza, sim. É uma técnica de transplante capilar minimamente invasiva e, como já falei, não deixa cicatrizes visíveis. Os pequenos pontos esbranquiçados que podem permanecer na zona doadora são praticamente imperceptíveis, o que permite ao paciente usar o cabelo bastante curto. As incisões são realizadas com instrumentos milimétricos e na profundidade correta, o que garante boa oxigenação folicular e crescimento saudável do cabelo transplantado. ∆

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PUBLIEDITORIAL ∆

PREPARE-SE PARA O VERÃO! A celulite é uma queixa muito frequente nos consultórios dermatológicos. É um dos piores inimigos de 90% das mulheres desde a pré-adolescência e é agravada com a idade pois, com o decorrer dos anos, aumentam a gordura localizada e a flacidez cutânea, além de piorar a circulação. As médicas dermatologistas, membros da sociedade brasileira de dermatologia – SBD, Michella Rezende e Laura Furlani, nos darão algumas dicas e orientações. Novas armas contra celulite e flacidez Em nossa clínica a paciente é avaliada individualmente para diagnosticarmos o grau da celulite e/ou flacidez e sua principal causa, indicando assim, a combinação mais adequada de tecnologias para o tratamento do seu corpo. A luta contra a celulite e a flacidez não é fácil, mas temos bons aliados! • Alimentação balanceada • Exercício Físico • Drenagem linfática e massagem redutora • Carboxiterapia • Ultrassom • Endermologia • Subcisão • Radiofrequência • Infravermelho

Recentemente, fizemos a aquisição de duas nova máquinas para o tratamento corporal. São aparelhos inovadores, que unem alta tecnologia e estão apresentando resultados formidáveis, quando bem indicados. Trata-se do VelaShape II, uma nova versão mais potente do VelaShape, e o Freeze, um novo aparelho de radiofrequência multipolar. Tecnologias de ponta no combate à celulite e flacidez. ∆

Resp. técnico Dra. Michela Rezende CRM 4310 MS

Rua Piratininga, 400 | www.idlms.com.br | 67 3328-6818/ 3025-6819/ 9211-6515

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As tentações da ceia! Quais são as boas escolhas das noites de festa?

Texto | Natália Charbel

74 | DEZEMBRO 2013


NUTRIÇÃO ∆

Rever parentes, juntar a família, reunir amigos – final de ano é tempo de tudo isso, e nós amamos, mas vamos falar a verdade? Depois que o Papai Noel deixa de ser a atração principal do Natal, a ceia vira a grande estrela da noite. Afinal, sem peru e panetone fica sem graça, né? Mas e aí, como fazer para manter a dieta e não perder o que foi conquistado com muito trabalho? Porque nós sabemos, não é só uma noite, tem o almoço do dia seguinte, os encontros e as mil festinhas e reuniões. Tudo regado a muita comida. Para aproveitar sem cometer a jaca do século, a receita é mais simples que qualquer prato natalino: moderação e boas escolhas. Ah, se fosse simples assim... Entre os vilões estão as carnes gordas, a farofa, saladas de maionese e os doces. Portanto, tome cuidado: Fique de olho na farofa – tudo vai depender de como ela é feita. Quando ela vem acompanhada de bacon, embutidos e ovos fritos, são super calóricas e nada saudáveis. Mas se você optar por prepará-la com damasco, ameixa, banana e castanhas, começa a melhorar. Para deixar ainda mais saudável, acrescente vegetais como cenoura, couve, tomate... Salada de maionese – aqui não tem jeito, é muita gordura. Trocar a maionese normal pela light pode ajudar um pouco, mas não resolve. Portanto se puder, evite. Mas se você ama MUITO, coma pouco, e deixe de lado o arroz e a farofa. Outra dica: aquele creme de leite que muita gente coloca (além da maionese) pode ser cortado. Cuidado dobrado, além de ser calórica, a maionese estraga fácil. Os panetones – nada tem mais a cara do Natal. Se você não abre mão, dê preferência àqueles com frutas cristalizadas. Evite os trufados, com mousse, chocolates e cobertura. Um pedaço de 80 gramas do panetone tradicional contém cerca de 270 calorias, já os trufados, podem chegar a incríveis 400 cal. A sugestão é comprar os pacotes menores, assim a tentação não fica dentro de casa. Os drinks – como se não bastasse a abundância de comida, festas são um convite aos bons drinks. E vocês sabem, álcool é super calórico. Portanto modere, alterne um copo de bebida alcoólica com um copo de água, não misture e nem beba de estômago vazio, pois o estrago, nesse caso, é gigante.

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“O melhor é sair da vida como de uma festa, nem sedento, nem bêbado" Aristóteles

Nossos amigos: Salada – É verão, as noites são quentes. Para refrescar a ceia e, de quebra, ajudar a dieta, aposte em saladas, sempre as melhores entradas. Além de nutricionalmente ricas, são pobres em calorias. Isso sem falar que as variações são inúmeras. Para dar um charme, acrescente lentilha, misture nozes ou amêndoas que, aliás são o próximo tópico. Oleaginosas – Cheias de proteínas, gorduras do bem, vitaminas e minerais, elas protegem o sistema cardiovascular e são super bem vindas, mas, são calóricas. Um punhadinho de 30 gramas de nozes tem mais de 200 calorias. Coma com parcimônia. Carnes magras – Essa opção faz toda a diferença. As escolhas boas: o peru, o lombo e o chester. Evite pernis, pururucas e torresmos (saia correndo desses), carnes recheadas com farofas e retire a pele das aves. Que tal fatias de peru com castanhas, farofa de legumes e uma super salada? A grande verdade é que as dicas são as mesmas de todos os dias: autocontrole e nada de exageros. Mas, muitas vezes, a voz da gula é maior que a da razão e a gente extrapola. Come demais, bebe demais e, no dia seguinte, lá vem ela, a culpa (super bem acompanhada de inchaço, indigestão e sua turma do mal). Para essas ocasiões – que devem ser exceções, e não rotina – existe a lei da compensação. Abusou hoje? Segura a boca amanhã e lance mão de sucos desintoxicantes, sopas e alimentos leves por uns dois dias (com acompanhamento nutricional, combinado?). Nada está perdido! ∆

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A GENTE EM CASA ∆

O Clássico e o Moderno

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Projetada pelo arquiteto Daniel Moura, essa casa foi pensada para uma família alegre que gosta de receber sem frescuras. Optaram por uma casa contemporânea, com grandes aberturas para integração com o paisagismo, sem perder a privacidade. O espaço gourmet completo é o local mais utilizado pelos familiares, já que o casal adora reunir ótima culinária e boa companhia. Texto | Tatyane Cance Fotos | Lucas Possiede

O clima super aconchegante é resultado de uma decoração feita pela própria proprietária – quase todos os móveis vieram do acervo pessoal de sua antiga casa. Os novos detalhes foram pensados em parceria com a designer de interiores Maria Elina. A junção do clássico com o moderno é marca do local. "O que mais me agradou ao trabalhar nesse projeto foi que a proprietária sabia muito bem o que queria e do que gostava. Ela teve o dom de modernizar seus antigos móveis sem perder a essência. Assim as coisas vão se renovando sem deixarem de ser os móveis que ela sempre teve e sempre gostou; isso é saber atualizar o que se tem", conta a designer.

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A cadeira de pássaros foi trazida da JRJ de São Paulo e dá um toque especial ao espaço gourmet. No lavabo, uma bancada de madeira com costaneira rústica, idealizada e (literalmente) feita pela proprietária – um tronco de árvore encontrado na fazenda deles, uma verdadeira obra de arte.

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A modernidade é vista nos detalhes, como no fato da casa estar ligada aos aparelhos eletrônicos. Segundo o arquiteto Daniel, algumas coisas podem ser controladas por ipads ou iphones. "As automações nas áreas sociais permitem que a família controle som, iluminação, persianas e o ar condicionado através dos seus celulares e ipads." ∆

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achados de casa ∆

adamascado e richelieu Por | Luiz Gugliatto Foto | Lucas Possiede

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Receber em casa é sempre uma delícia. E a diversão começa na hora de escolher cada detalhe que vai fazer da sua celebração um ato de carinho. Na hora de "vestir" a mesa, pense em acabamentos que vão deixar seu almoço ou jantar ainda mais charmosos. Aposte no linho adamascado, com suas estampas únicas e marcantes, e em toalhas e guardanapos bordados a mão, como o richelieu, feitos sob medida para ocasiões especiais. Um luxo! 1- Guardanapo tela Monalisa Casa R$ 45; 2- Porta guardanapo orquídea Monalisa Casa R$ 24; 3- Toalha M.Martan R$ 221,40; 4- Toalha Linho Casa Tua R$ 359; 5- Guardanapo Linho Monalisa Casa R$ 78; 6- Porta guardanapo pássaro Monalisa Casa R$ 30; 7- Guardanapo linho Armazém Fornari R$ 27,90; 8- Guardanapo tricoline Armazém Fornari R$ 12,90; 9- Porta guardanapo Armazém Fornari R$ 47,90 c/ 6 peças; 10- Guardanapo linho Casa Tua R$ 279 c/ 6 peças; 11- Porta guardanapo flor Casa Tua R$ 196 c/ 8 peças; 12- Toalha bordada Armazém Fornari R$ 189,90; 13- Guardanapo tela Monalisa Casa R$ 45; 14- Porta guardanapo oliva Monalisa Casa R$ 24; 15- Guardanapo linho Casa Tua R$ 199 c/ 6 peças; 16- Porta guardanapos metal Casa Tua R$ 84 c/ 6 peças; 17- Toalha linho Casa Tua R$ 469; 18- Guardanapo linho Monalisa Casa R$ 60; 19- Porta guardanapo metal Monalisa Casa R$ 24; 20- Toalha bordada Armazém Fornari R$ 99,90; 21Guardanapos tricoline Armazém Fornari R$ 12,90 cada; 22- Porta guardanapo cristal Armazém Fornari R$ 27,65 c/ 6 peças

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Síndrome de final de ano

“Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”. Carlos Drummond de Andrade 84 | DEZEMBRO 2013


COMPORTAMENTO ∆

Sabe aquela tristezinha... Então...

Texto | Natália Charbel

Esta síndrome (ainda) não consta na literatura médica, nem nunca li um artigo científico que aborde o tema, mas muita gente vai se identificar e conhecer várias outras pessoas que sofrem desse mesmo mal: a Síndrome do Final de Ano! Apesar de não ser oficial, a síndrome é tão comum que já foi alvo de pesquisas, como o estudo feito pela ISMA-BR (International Stress Management Association), uma associação internacional especializada em investigar o estresse. Nesta pesquisa específica, realizada com 678 pessoas, homens e mulheres entre 25 e 55 anos, foi constatado que cerca de 80% têm o nível de estresse aumentado na época das festas de fim de ano. "As causas disso passam pela sobrecarga de trabalho neste período, trânsito, solidão no período das festas e até pelos gastos adicionais com presentes e viagens", explica a presidente da ISMA-BR. Para muitos, essas datas vêm acompanhadas de angústia, tristezas, lembranças desagradáveis, culpas e a sensação de estar em dívida com algo ou alguém. Todos esses sentimentos são exatamente o oposto do que esperamos das festas, que são voltadas à comunhão, à celebração do que foi bom e à espera do que será ainda melhor, o Ano Novo.

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Mas o problema começa justamente aí: muitos acreditam que sua vida não se encaixa em nada disso e sentem-se excluídos, mesmo porque, as festividades são instituídas socialmente, praticamente como um dever, não uma escolha e (quase) todo mundo se sente obrigado a fazer parte disso. Não é incomum escutarmos histórias de brigas, discussões e surpresas desagradáveis que cercam essas datas. Os nervos ficam à flor da pele... Para completar, existe o lado financeiro, que atormenta. Todos querem oferecer o melhor, a festa mais bacana, os presentes mais desejados, é natural do ser humano querer satisfazer as pessoas amadas e ser reconhecido por isso. Mas como muitas vezes não é possível, a frustração toma conta e o que era para ser alegria, vira culpa. Além das festas, existe a questão tempo-data, esse desespero coletivo que faz a gente achar que precisa dar conta de tudo antes do fatídico dia 31. Claro que a cobrança gera angústia e dá aquela sensação horrível de “o tempo está acabando e não consegui cumprir todas as missões às quais me propus”. Isso é como uma bomba relógio prestes a explodir. É realmente assustadora a velocidade com que os anos passam, estamos sempre com a impressão de que não conseguimos terminar tudo, que ficaram sobrando questões a serem respondidas na prova da vida e tiraram nosso exame final

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antes do tempo. Some a isso o desespero de estar envelhecendo sem ter conseguido realizar milhares de sonhos. Estar sem grandes planos para o próximo ano também causa desconforto, a pessoa se enxerga “sem futuro” – principalmente quando o ano que vai ficar para trás não foi dos melhores, só de se imaginar passando por tudo de novo, bate o desespero. As razões podem variar ou ser uma mistura disso tudo, não importa. Aquela tristezinha vai tomando conta, tirando a graça das festas, das comemorações. Então, fique atento, só você pode reverter a situação*, pense em tudo de bom que lhe aconteceu e transforme o que lhe incomoda. As festas trazem lembranças ruins? Mude esse ano, vá viajar, saia para dançar, fique em casa só com quem você ama. Não se obrigue ao que lhe faz mal. Não deu para cumprir tudo? Que bom que temos um ano inteirinho pela frente. Se faltou dinheiro para comprar algum presente, entregue depois. Leve a vida com mais tranquilidade, tente ser suave e, principalmente, gentil com você. Se conheça, se respeite, se agrade... E tem mais: depois da meia-noite fica tudo no ano passado. É tempo de ser feliz!

*Se a tristeza for contínua e muito profunda, vale procurar um profissional, combinado? ∆


PUBLIEDITORIAL ∆

Caminhos abertos para o sucesso: construindo o êxito em todas as etapas da existência. “Em todo tempo de trabalho espírita, buscando a evolução como médium, como pessoa, aprendi que o amor transforma, cura e liberta. Entendo que para sermos médiuns necessitamos de nossa reforma íntima. De nada adianta desenvolvermos a mediunidade sem antes alcançarmos um novo conceito de vida. E o Espiritismo é a busca de todos nós, pois acredito que já reencarnamos espiritualizados, e a vida não é senão o tempo para nos reajustarmos, melhorarmos e nos transformarmos no equilíbrio, na evolução e no AMOR DE DEUS.” Edson de Alcântara Neste volume de autoajuda espiritual psicografado por Edson de Alcântara, Dom Hoberto é o mentor espiritual que nos conduz em uma jornada rumo à construção de nossa felicidade, esclarecendo, aconselhando, incentivando e, principalmente, acreditando em cada um de nós. Como expressa o título, as orientações práticas ministradas por Dom Hoberto não se limitam ao mundo material e nem são exclusivas da esfera espiritual, mas constroem uma ponte que nos convida a perceber a ligação mútua e contínua entre estas duas realidades. Os 38 capítulos de atraente leitura reacendem e fortalecem no leitor seu entusiasmo pela vida em seu sentido mais amplo. Ao longo de múltiplas formas, tanto materiais quanto espirituais, construímos nossa realidade e nossa felicidade no decorrer de todas as etapas da existência. BIOGRAFIA DO AUTOR: Edson de Alcântara nasceu em Dourados, Mato Grosso do Sul, em 1976, filho de Ernestina Gonçalves e Paulo Mendes de Alcântara. Iniciou-se no Espiritismo aos 13 anos de idade e durante uma década e meia participou de grupo de estudos da doutrina espírita e da prática da mediunidade. Em Campo Grande, foi um dos fundadores da Sociedade Espírita Anorran – Amor, Luz e Caridade. Sempre acreditou na linha doutrinária do universalismo, defendendo a união dos espíritas, sem discriminação de crenças. Com mais de vinte anos de prática mediúnica, sente-se motivado ao atendimento diário, atuando como intermediador entre seus mentores e todas as pessoas necessitadas de auxílio, aconselhamento, cura e libertação. ∆

1.a edição, 2013. 256 páginas. Editora: Colmeia de Sevilha. Vendas: 67 3204 1295 • Loja virtual: www.colmeiadesevilha.com.br • vendas@colmeiadesevilha.com.br

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ids Texto | Gabriela Ostronoff

Pijamas lindos da Para Dormir R$ 52 http://para-dormir.blogspot.com.br/

Kit bolo para formas divertidas daquele bolinho que toda criança ama. Contém: 4 forminhas de alumínio, 1 colher de pau. As 2 receitas - em francês e em português. Cores: Vermelho - Rosa - Azul . www.adeaurelia.com.br/pichoun/

Presentes fofíssimos para o final de ano. exclusivos, lindos para sair da mesmice!

Coroa Trança. Coroa em tecido glitter lilás com fechamento em velcro atrás. Trança em soft amarelo fixada próximo ao velcro.R$ 84

Moletom Dinossauro Verde. Casaco de moletom felpudo 100% algodão na cor verde, forrado internamente com malha na cor mescla 98% algodão e 2% poliéster. O zíper é laranja e o detalhe das “escamas” e dos olhos são 100% poliéster. As “escamas” são alaranjadas e os olhos são das cores branca e preta. R$ 148 www.apacoca.com.br

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No período das festas de final de ano, acabamos comprando nossos presentes sempre de grandes corporações. A ideia do Compro de Quem Faz é criar um movimento a favor de artesãos e artistas criativos e independentes. Por isso hoje nossas dicas são de artesãos que amam o que fazem, buscam sempre a melhor qualidade em seus produtos e possuem um design incrível e moderno que você não costuma achar em qualquer canto. Além disso, o valor sai bem mais em conta.

Poster: Game of Thrones. Impressão em papel couchè fosco 180g. Formato A3+ (33 cm x 48 cm). Moldura não inclusa R$ 30. http://www.asterisco.cc/

Relógio vintage, na Maria Frescurite, por R$41,70 http://donamariafrescurite.tanlup.com

Texto | Gabriela Ostronoff

Almofada Decorativa Étnica Urso. Almofada em cetim, com zíper invisível e capa lavável. Enchimento de fibra siliconada incluso. R$30 http://www.lojalorde.com.br

Comprando de Quem Faz! Dicas de onde encontrar peças SUPERESPECIAIS com ótimos preços. Capinha Mosaico. Capa para I phone, com estampa exclusiva! Atendendo perfeitamente o quesito de proteger seu iPhone e feita de plástico, a capa para celular é criada exatamente na medida certa para que o encaixe ocorra de maneira natural. R$ 65 http://www.chodik.com

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Regata Cropped Geométrica da A Fine Mess. Regata cavada com modelagem soltinha e curta, ideal para usar com peças de cintura alta. R$ 47


CONECTIVIDADE ∆ Depois de sete anos de desenvolvimento e muito trabalho, elas estão quase prontas. Criadas pelo artista Andy Scott, as Kelpies são duas gigantescas cabeças de cavalo erguidas sobre o canal Forth & Clyde, em Falkirk, na Escócia. As impressionantes esculturas medem cerca de 30 metros de altura e o nome vem da mitologia que se refere aos Kelpies, poderosos cavalos de força extraordinária. As esculturas também visam homenagear o importante papel que o animal representou na história escocesa local, uma vez que carroças, arados, chatas e outros veículos foram puxados pela força bruta dos equinos. Os cabeções foram modelados e construídos em aço estrutural com revestimento de aço inoxidável. Embora esteja praticamente pronta, a grandiosa obra, que permitirá o acesso de visitantes a seu interior, só estará aberta ao público provavelmente em abril de 2014. Chris Labrooy é um especialista em 3D e designer gráfico de Londres. Sua citação pessoal é de Sam Goldwyn: “Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho”. Os últimos trabalhos dele são tão intricados e reais que você quase acredita no emaranhado de carros antigos. Na verdade tudo não passa de ilusão, criada com o talento, criatividade e técnica deste artista gráfico, mestre em 3D. As "obras" são apenas virtuais, mas de uma qualidade tão absurda que certamente vai ter gente divulgando como verdadeiras.

Quem teve o mínimo contato com a trilogia de O Senhor dos Anéis certamente vai lembrar de Sméagol, mais tarde apelidado de Gollum. A criatura bizarra na qual o pacato ser se transformou, sempre obcecada pelo anel de ouro de Sauron, fez estrondoso sucesso nas telonas. Tanto que os fãs de carteirinha – fanáticos mesmos – podem ter uma réplica em tamanho real do pequenino. Sim, uma horripilante escultura, pra lá de real, medindo 140 cm x 60 cm x 60 cm e pesando 30 kg. Feito em fibra de vidro pelos escultores Ben Hawker e Bill Hunt da Weta Workshop e criado pelos mesmos artistas que trabalharam em O Senhor dos Anéis, o mirrado ser agachado sobre uma rocha é o primeiro de uma série de réplicas da saga. Cada um é pintado a mão e pode ser encomendado através do site (http://goo.gl/XKXHwX). Os interessados terão que desembolsar o mesmo que um anel de ouro: U$ 2.999,00 ou R$ 6.844,32 pelo câmbio oficial de hoje (fora taxas, frete etc).

SE LIGA Por Wilame Morais

O artista chinês Zheng Chunhui recentemente revelou seu último trabalho: a mais longa escultura de madeira do mundo, talhada em um único tronco de árvore medindo pouco mais de 12 metros, que demorou 4 anos para ser finalizada. A obra é baseada na famosa pintura “Along the River During the Qingming Festival”.

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EDITORA CONVIDADA ∆

No ritmo de SÃO PAULO Texto | Júlia de Miranda Fotos | Divulgação

A estilista Taiane Stief deixou sua terra natal, Campo Grande, há doze anos, em busca de seu sonho. No final dos anos 90, ainda por aqui, com 16 anos, já estava envolvida com moda, trabalhando na badalada loja da Triton. Como na época não tinha nenhuma faculdade de moda em CG e os cursos na área eram raros, decidiu mudar para São Paulo e correr atrás do que realmente a interessava. Chegando lá cursou moda no Senac, começou a trabalhar no meio e não parou mais. Taiane, além de ser superestilosa (já foi parar na revista TPM em uma seção que mostra os looks durante os 7 dias da semana das convidadas) é daquelas pessoas que amam o que fazem, e há quatro anos construiu a loja Além, sua casinha simpática no bairro de Pinheiros, num pedaço bem charmoso no meio da selva de concreto. "Eu sempre quis ter algo meu, que me conectasse com o mundo, de dentro pra fora. Trabalhar com moda para mim, não é apenas vender roupas, é muito mais do que isso. É um cuidado com os detalhes para transmitir um sentimento de bem estar”, revela. É lá, nesse espaço que mescla loja com galeria de arte, onde ela passa a maior parte do seu dia, recebendo suas clientes com chás que traz de suas viagens pelo mundo, café e doces, tudo para

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harmonizar com o ambiente que oferece também acessórios e produtos de beleza. Um espaço onde peças exclusivas, produzidas e garimpadas por ela, coexistem com o trabalho de novos artistas, todos seguindo um estilo atemporal. "Sempre me senti acolhida em São Paulo, é um lugar encantador e cosmopolita, que recebe e transmite infinitas influências humanas”. Depois de um dia de trabalho a moça costuma frequentar lugares para se inspirar e relaxar. Descolada e interessada em coisas legais, ela é a nossa editora convidada desta edição e indica locais bem interessantes para conhecer em São Paulo. As férias estão chegando e dar um pulinho em Sampa pode ser uma ótima pedida para descobrir novidades. Aproveite!


Casa de Francisca | Jardim Paulista Após meus trinta anos conheci as novas tendências da MPB. Gosto de shows pequenos e minha primeira dica de lugar é o Casa de Francisca (http://www.casadefrancisca.art.br/). No Casa de Francisca eu me sinto em outra época, é um lugar apenas para quarenta pessoas, criando uma atmosfera intimista e romântica. Um local que mistura bar, teatro e casa de show.

Divine Wine | Jardim Paulista Quando quero tomar um bom vinho e relaxar, minha segunda dica é o bar Divine Wine (http://divinewinebar.com.br/). Com ares de bar europeu, lá consigo apreciar bons rótulos de vinho e ouvir um bom jazz ao vivo.

Paróquia | Vila Madalena Minha terceira dica é o Paróquia, um boteco na Vila Madalena com música e cerveja gelada. É um lugar para ir com os amigos, se divertir, o microfone é aberto e qualquer um pode se arriscar a cantar. Quem for não pode deixar de pedir o pastelão assado de escarola. Uma das especialidades da casa.

Chou | Pinheiros Quando quero sair pra jantar, minha última dica é um dos meus restaurantes preferidos, o Chou, especializado em culinária saudável e contemporânea. Quando vou lá me sinto em casa, pois é o tipo de comida que eu mais gosto. Em um ambiente rústico, mas ao mesmo tempo moderno, os pratos são preparados com vegetais frescos, com um toque exótico. Vou até lá para me inspirar nas receitas e levar para meu dia a dia. Minha sugestão para quem gosta do sabor agridoce é o queijo chevrottin derretido na chapa com mel de engenho e uvas crimson."

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CULTURA ∆

Olhares desnudos Texto | Ana Laura Azevedo Fotos | Elis Regina Nogueira

Comandado por Joel Pizzini, o documentário “Olho nu” atravessa a carreira do artista Ney Matogrosso e reúne um rico acervo audiovisual em um formato inovador. O filme já estreou nos festivais de cinema e entra no circuito comercial a partir de março de 2014.

O personagem Ney Matogrosso é mais do que um artista: é um agente da vanguarda contra a opressão política e social, que ao longo de 40 anos de carreira se manteve transgressor e com 71 anos esbanja vigor artístico. “Olho nu” traz 101 minutos de uma história que é um dos pilares da música brasileira. O filme vai além do documentário ao remontar a ideia de um espetáculo contínuo de Ney. Deixa de lado os depoimentos clichês e se mantém detalhista e libertário como o personagem principal. Como o título sugere, a história procura transmitir sem filtros o percurso do artista e do personagem diante do espelho, refletindo sobre sua trajetória, como quem faz um autorretrato. Joel é de Dourados, Ney é de Bela Vista, o filme tem passagens na cidade e vários colaboradores são artistas regionais como Mauricio Copetti, Vania Jucá, Elis Regina. Com tanta prata da casa, A Gente não podia deixar passar em brancas nuvens a estreia do filme aqui no Estado, primeiro no Festival de Cinema de Ivinhema, e depois no Festival Cine Vídeo América do Sul, em Campo Grande. Os eventos aconteceram em novembro. Confira as entrevistas dos dois, diretor e personagem. Joel Pizzini é cineasta e documentarista. Mesmo radicado no Rio de Janeiro, o trabalho com figuras regionais do Centro Oeste é recorrente em sua obra, a exemplo do recém premiado “Elogio da Graça”. Aqui ele conta um pouco mais sobre a construção de “Olho Nu”:

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A Gente: Como é escolher um caminho dentro de uma história tão volumosa e de um personagem tão intenso? Joel: O maior desafio é o recorte, para que não realizássemos uma antologia. Havia esta cilada, pelo Ney ser praticamente uma unanimidade e o enfoque virar “chapa branca”, mitificando sua figura. Optamos por uma espécie de autorretrato em terceira pessoa, um filme com e não sobre o Ney Matogrosso. No filmensaio ele é um ator social-político que atravessa a história do país, da MPB, como um supervivente, um eterno subversivo. E como foi a participação do Ney influenciando a organização do documentário? A amizade contribui, mas houve um processo permanente de reflexão, muito aberto, em que a tensão aparece e nesta hora o afastamento contribui para não afetar a autonomia crítica. Ele acompanhou a montagem, pontuou situações que realmente tinham problemas de ritmo e apontou caminhos que só ele vislumbrava, dentro das centenas de horas de que dispúnhamos. O filme a priori era baseado no espetáculo “Inclassificáveis”, que já era uma síntese da história dele, mas acabou saindo desse âmbito... A ideia era fazer um filme estruturado a partir do show, e com o tempo percebemos a necessidade de um filme que abarcasse a paisagem originária do Ney... E decidimos então retornar com ele a Bela Vista. Só faz sentido fazer um filme onde

a música é personagem se ele tiver um ritmo interno; e sobre um personagem transgressor se ele na gramática ousar da mesma forma. Você sempre seguiu uma linha documentarista não muito linear. Retratando figuras, personagens de modo multidisciplinar. Como foi essa criação de documentário autorretrato? A chave surgiu no primeiro filme, quando o Manoel de Barros se recusou a aparecer no “Caramujo”, afirmando que sua vida não servia nem pra anedota. A partir daí tive que encontrar uma solução não-biográfica. O primeiro procedimento foi abolirmos os chamados "depoimentos", evitar um tom inquisidor… Elegemos a mãe, que tem uma aparição reveladora, uma cena do pai que achamos na pesquisa e os encontros musicais de Ney com Fagner, Toquinho, Caetano, Moreira da Silva, Nelson Gonçalves, entre outros. Seus filmes normalmente figuram nas agendas de festivais internacionais. “Olho nu” já está a caminho? O Olho Nu estreou no Festival de Brasília e já andou em muitos festivais até aqui. No DocLisboa por exemplo, o público cantarolou as canções durante toda a projeção. Em Paraty e na Mostra de São Paulo, as pessoas aplaudiram de pé durante cinco minutos deixando o Ney completamente encabulado na plateia. Agora rumo ao Festival de Havana, Cuba; FIPA em Biarritz (França) entre outros em 2014. O filme também deve entrar em cartaz no circuito comercial em março do ano que vem.

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Ney Matogrosso é cantor, dançarino, coreógrafo, iluminador e diretor. E não para por aí, ele também se maquia sozinho para seus shows e não se vê como mito, mas sabe que é importante para a música brasileira. Conversou sobre “Olho nu” conosco, divirta-se:

do Joel, que é muito apegado. Pra mim foi: vamos botar isso aqui, organizar da melhor maneira possível. Eu queria mais música, mais participação de outros artistas. Mas entendi a leitura do Joel, a minha música era o texto para esclarecer o assunto falado.

A Gente: Na sua trajetória de artista você nasceu personagem, incorporando aquela figura à frente do Secos e Molhados. Mas depois em carreira solo continuou criando um estigma dentro do palco e diz claramente no filme que tudo isso fica lá. Como funciona?

O grande público conhece o Ney cantor. Mas você sempre foi dançarino, coreógrafo, iluminador, diretor (dirigiu inclusive muito colega famoso). Como aconteceu essa multidisciplinaridade? A coisa começou comigo cuidando de mim mesmo. Dando palpite nos meus shows. Quando fui trabalhar com o Manoel Poladian eu já fazia a luz mas não assinava. Ele estava procurando um novo artista, eu indiquei o RPM e ele me disse: “Você dirigiria?” Eu disse que sim, se me dessem carta branca para usar tudo que eu quisesse. Ele topou e assim foi. Já dirigi muita gente depois disso, recentemente fiz a Ana Cañas. Pra mim é uma coisa que eu gosto. Eu sei estar dos dois lados, então isso ajuda a indicar um caminho para o artista dentro da verdade dele.

Ney: É um personagem que existe dentro do que estou cantando. Cada personagem vem em função dos repertórios. Cada um tem uma atenção estética única. Sou muito cuidadoso com o resultado de tudo. Preso pelo estético. Ouso afirmar que nunca cai do fio da navalha. Nunca ultrapassei o último limite. Nunca quis cair na caricatura, nem no vulgar. Você sempre foi um artista que fez uso do corpo e da nudez, mas conseguiu manter a vida pessoal longe da mídia. Ainda que para revelar seu histórico artístico... Qual a sensação para alguém tão reservado, ter a sua vida esmiuçada por outros olhos? Foi um exercício. Na verdade foi tudo liberado, até segredos, coisas íntimas, tudo passou pelo Joel. Você tem que confiar na pessoa. E saber que eu tinha direito de opinar me deixou mais tranquilo. Eu estou preservado porque no fundo minha vida íntima é preservada, faço questão disso. Como foi o processo pessoal de ir revendo sua trajetória e sintetizando tudo isso? Na verdade, quando se começa a mexer com isso tem que haver um distanciamento. Não me vejo como isso (de ser super estrela). Foi mais em busca de um pensamento coerente. A cada corte eu via e opinava. Sou muito objetivo, ao contrário

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Julio Maria, crítico do Estado de S. Paulo, disse sobre você: “Sem idade, dribla seus 71 anos e faz acreditar que a eternidade existe”. Este vigor todo é de alguém que ainda tem muita coisa pra falar, ou pra repetir, numa sociedade que continua cada vez mais conservadora e opressora? Eu não diria conservadora, eu diria ca-re-ta! Mas na verdade não faço mais como agressão. No começo eu fazia porque eu sabia que ia enfrentar um país machista no meio de uma ditadura militar. Eu tive a ilusão de que a esquerda me apoiaria, mas fui rejeitado pelos dois. Hoje faço porque tenho enorme prazer. Me mantém motivado o fato de ser um desafio apresentar um trabalho que seja interessante para as pessoas, inclusive pra mim que tenho que ser o primeiro a me satisfazer com o “tema”. ∆


AGENDA ∆

CAMPO GRANDE Cinema 02 a 07 de dezembro 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul Voltada para as produções audiovisuais produzidas em países da América do Sul, incluindo uma mostra indígena. O evento acontece em Campo Grande simultaneamente com o restante do país. Na sala de vídeo do Sesc Horto, das 13h às 22h. 04 de dezembro Lançamento do filme "Não Eu" Apresentação do filme do diretor sul-mato-grossense Breno Benetti. O longa conta a história de um jovem professor universitário que está em busca do autoconhecimento e aceitação num universo crível, que flerta com o cotidiano, vivendo grandes experiências. A participação especial fica por conta do ator David Cardoso. No Teatro Prosa às 20h. 05 a 30 de dezembro Cine MIS – Especial de férias: Mostra de filme nacional No mês de dezembro o MIS apresenta uma série de filmes nacionais, passeando do drama, com Olga e Meu Nome Não é Jhonny, à comédia com Se Eu Fosse Você, com Tony Ramos e Glória Pires. No Museu da Imagem e do Som. De segunda a sexta, sempre às 14h. 10 de dezembro CineSesc – Pina O filme, que é um espetáculo de dança e teatro inspirado na coreó-

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grafa alemã Pina Baush, fará parte do CineSesc deste mês. Do diretor Win Wenders, o espetáculo é estrelado por dançarinos da cidade Wuppertal e seu entorno, local de origem da coreógrafa. Na sala de vídeo do Sesc Horto às 19h30. Teatro 13 a 15 de dezembro Doidas e Santas A peça da atriz Cissa Guimarães apresenta a vida de uma psicanalista no auge da carreira, porém com a vida pessoal bem bagunçada: sua mãe em crise com sua filha adolescente, um marido acomodado e uma irmã solteirona. No Teatro Glauce Rocha. Sexta e sábado às 21h e domingo às 20h. Artes Plásticas 05 novemvro a 21 de fevereiro Salão de Arte de MS 2013 E a mostra do Salão de Arte de MS continua, com obras de artistas de diversas partes do país. No MARCO. De domingo a domingo.

Show 1º de dezembro Marcelo D2 O rapper carioca encerra o MS Canta Brasil 2013 apresentando o sexto e novo álbum de trabalho "Nada Pode Me Parar", lançado em tributo

a Bezerra da Silva. A abertura do show fica por conta da banda sul-mato-grossense Chá Noise. No Parque das Nações Indígenas. A partir das 17h30. 7 de dezembro Carlo Dallanese e Gui Kikuchi Considerado por duas vezes o melhor DJ do Brasil, Carlo Dall Anese volta a Campo Grande com seu novo projeto, ao lado do músico e instrumentista "Kikuchi" - uma mistura entre música eletrônica de Carlo e a guitarra e os vocais de Kikuchi. Na Move Club. A partir das 23h. 7 de dezembro Armandinho A festa de 10 anos do 21 Music Bar terá muito reggae com participação especial do cantor gaúcho Armandinho. No 21 Bar, às 21h. 14 de dezembro Anitta e Sambô O pop de Anitta e o rock-samba do Sambô desembarcam em Campo Grande trazendo a diversidade de ritmos. O evento ainda conta com a abertura da banda sul-mato-grossense Bella Xu. No Parque do Peão, a partir das 22h.


CADERNO DE VIAGEM ∆

Amsterdã no inverno

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Para quem pensa que o charme da capital dos Países Baixos se resume a passeios de bicicleta e às suas belas tulipas, saiba que Amsterdã é também uma excelente escolha para uma viagem no inverno; os passeios a pé ficam realmente mais reduzidos pelo intenso frio, mas você terá muito mais tempo para se dedicar à parte cultural desta cidade que tem a arte como uma de suas principais características.

Texto e fotos | Regina Almeidinha

Amsterdã possui pelo menos 50 museus, destacando, na Museumplein (a praça dos museus, famosa pela inscrição “I Amsterdam” bem no centro), o Rijksmuseum , com obras de Rembrandt e Vermeer, e o fantástico Van Gogh Museum, que possui o maior acervo do mundo de pinturas e desenhos do artista.

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Amsterdã é uma festa em qualquer estação, mas para acompanhar seu ritmo você precisará de muito fôlego e uma mente aberta que possa absorver toda sua sensualidade implícita e muitas vezes explícita. Porém, mesmo que se permita aproveitar tudo o que ela tem a oferecer, deve-se saber que a cidade é acima de tudo muito romântica... A luz especial que incide sobre a capital holandesa nos diferentes períodos do ano combina perfeitamente com o panorama de cidade antiga, onde pontes ancestrais cruzam os canais que inspiram tantos casais a caminhar de mãos dadas às suas margens.

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Um roteiro para se fazer a pé, mesmo no inverno, é ir até a estação de trem e de lá seguir pela Damrak até a Dam Square, passando por museus bem pitorescos como o Museu do Sexo e o Museu da Tortura; e se quiser conhecer o famoso Red Light District, com as meninas em suas concorridas vitrines, é só dar uma desviada à esquerda entre as ruas Oudezijds Armst e Lange Niezel. Achei muito divertido e seguro, pode-se até ir com crianças.

Para compras, o endereço que reúne a maior parte das lojas de grife da cidade é a Hooftstraat, conhecida como a Oscar Freire de Amsterdã, próxima da Museumplein, e há também a excelente loja de departamentos De Bijenkorf, localizada na famosa Dam Square, em frente ao museu de cera Madame Tussaud. Ao redor desta praça você encontrará luxuosas relojoarias que possuem produtos confiáveis, como Rolex e Tag Heuer, com preços mais convidativos que na Suíça, todas tax free. Se quiser lojas diferentes, vá para o bairro de Jordaan – é a Vila Madalena de Amsterdã, com lojas, cafés e restaurantes pouco convencionais.

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Para hospedar-se, uma boa dica é o descolado Conservatorium Hotel; e se quiser um quarto com vista espetacular, escolha o Hotel Okura Amsterdam, que tem em sua cobertura um dos restaurantes mais famosos da cidade, o Ciel Bleu. No inverno só não aconselho o passeio de barco pelos canais – é muito frio para isso, quase insuportável, mas este é, com certeza, um bom motivo para retornar no verão e curtir toda a efervescência desta linda e agitada cidade da Holanda! ∆

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ZEN ∆

“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”. William Shakespeare

Muitas vezes, para não falar quase sempre, deixamos de lado os pequenos gestos, por falta de tempo, ou por acreditar que só grandes ações ou mudanças conseguem fazer diferença. E assim, a vida vai ficando sem graça, o dia a dia cansativo e sem nenhum brilho. Vivemos na eterna espera do grande dia. Da sexta-feira. Do ano novo. Do aniversário. Guardamos a felicidade para “ocasiões especiais”. E nos outros 360 dias vamos apenas vivendo, aceitando e engolindo o que a vida nos empurra. Que tal fazer diferente? Nossa proposta é: invista em pequenas ações. Não sabe por onde começar? Nós te ajudamos!

Atitudes simples podem mudar seu dia... ... e sua vida Texto | Natalia Charbel

R Acorde e escute sua música preferida: A verdade é que a gente levanta atropelado, cansado, resmungando e “sai vivendo”. Hora de mudar. Acordou? Coloque, mesmo sem vontade, uma música que você ama. A música motiva e relaxa. E mais, aquilo que ouvimos pela manhã é capaz de ditar o ritmo do resto do seu dia. Anime-se! R Diga que ama: Quantas vezes você saiu de casa pela manhã depois de só ter cumprido aquele ritual do bom dia? Um beijo automático, uma recomendação aos filhos, um te amo que sai sem verdade nenhuma. Vamos mudar isso já... Que tal deixar bilhetes ao lado da cama das crianças? Um post-it (alguém ainda usa? Eu amo) colado no espelho do banheiro. E tudo bem, vamos nos render à modernidade, uma mensagem para o celular de alguém querido por motivo nenhum. Essa demonstração de amor é gratidão, e ser grato é uma das melhores maneiras de se sentir vivo e fazer a vida melhor. R Tome café da manhã sentado: Com certeza vocês podem estar rindo e pensando, “até parece que tenho tempo”. E mesmo aqueles que se alimentam bem, muitas vezes fazem isso em pé, andando, e acabam o iogurte no carro. Pare já com isso, invista tempo em você. Acorde 20 minutos antes, sente, saboreie. Prestar atenção ao que estamos comendo é um exercício mental fantástico. Apreciar os sabores, as texturas, ou seja, focar no alimento e no momento. Relaxe, você se nutre melhor e o resultado aparece ao longo do dia. R Sorria: Parece simples, não é? Mas não é. Mesmo que você esteja cansado e até meio mal humorado, se force a sorrir. No começo você pode se sentir estranho, depois vira hábito. Não consegue? Tente lembrar de ocasiões engraçadas, de histórias inusitadas. Cumprimente o porteiro e o presidente da empresa com o mesmo sorriso, todos os dias, independente do que esteja acontecendo. Nós sabemos que, às vezes, sorrir é tão difícil quanto levantar um peso de 100 quilos, mas tente, vai valer a pena. E pode parecer clichê, mas acredite, quando você sorri para a vida, ela sorri de volta para você. ∆

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Dalai Lama

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PERFIL ∆

Valério e Symonne Parizotto comandam um dos maiores complexos odontológicos da cidade. Sérios, clássicos, sincronizados e muito queridos, eles esbajam orgulho ao falar da concretização deste sonho e da gratidão que têm por nossa Capital por tê-los acolhido, desde sua chegada ao Estado.

PARIZOTTO ODONTOLOGIA Texto | Ana Laura Azevedo Foto | Lucas Possiede

Ele, gaúcho, migrou para trabalhar numa região promissora. Traumatologista da Santa Casa até hoje, confirma com olhar afável que a carreira docente na UFMS e o consultório vieram depois. Ela, paulistana radicada em Campo Grande na infância. Odontopediatra e também professora universitária. Casados há 25 anos e campograndenses de coração. “Um casal, sócios e ótimos companheiros, porque sempre mantivemos o mesmo ideal de vida, inclusive nos negócios”, afirma ela com admiração. A dupla se conheceu no elevador da Santa Casa e casou na chamada “Capela da Santa Casa”, como agradecimento. Desde o primeiro consultório eles vêm crescendo e somando serviços. A meta sempre foi ser um centro de referência. Ambos concordam que não só a cidade, mas o Estado tem crescido, e é preciso atender essa demanda com qualidade. Desafiando as crenças dos colegas que desacreditavam no projeto, eles se mentiveram firmes. A primeira clínica foi expandida e num estágio intermediário eles ampliaram para 50% do que é o consultório hoje. Foi quando chegaram à conclusão de que estava na hora de tirar o sonho do papel por completo. Foram três anos organizando todo o projeto para o estágio em que se encontra hoje. O espaço é multidisciplinar e já possibilita o atendimento integral ao paciente. Atende todas as idades (e tem ambientes

pensados para cada uma), incorpora raio x panorâmico digital, laboratório de prótese e afins. Agrega procedimentos para economizar o tempo dos clientes – evitando a saída da clínica em busca de outros serviços. “Não queremos apenas alugar salas, procuramos pessoas que trabalhem no nível de excelência que nós trabalhamos. Os profissionais foram escolhidos por sua qualidade profissional e então convidados para trabalhar aqui,” conta Valério. “Buscamos mais que uma estrutura grandiosa: uma estrutura que abrace o cliente,” completa Symonne. A construção é um projeto do arquiteto Gil Carlos de Camillo e ganhou o prêmio nacional 'O melhor da arquietura 2013' na categoria Institucional-Saúde. Além de estrutura e tecnologia favorecendo a agilidade, todos os funcionários recebem treinamento constante e os resultados podem ser sentidos pelos corredores com todos sempre carinhosos e sorridentes, desde as secretárias até os dentistas. Todo empreendedor tem em si uma inquietude, e com o casal não foi diferente. Confirmam que estão curtindo a estabilidade e ajustando os pormenores do complexo, mas contam com brilho nos olhos que existem extensões planejadas e o terreno ao lado, que pertence a eles, já é um caminho para uma futura ampliação. Com todo o carinho dedicado ao que fazem, fica a certeza de que o cliente e a cidade saem ganhando. ∆

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ECONOMIA ∆

Texto | Marcelo Karmouche Administrador e Consultor de Investimentos

Viajar, no final das contas Na hora de planejar uma viagem ao exterior, uma das primeiras preocupações que surgem é como lidar com a compra de moedas estrangeiras (Dólar ou Euro). A variação de valor entre as moedas pode aumentar ou reduzir consideravelmente o valor da sua viagem. Por isso é importante ficar de olho na cotação para você comprar no melhor momento a moeda do país para onde deseja ir. Embora o Dólar seja referência mundial para o valor de outras moedas, prefira comprar diretamente a moeda que você irá usar. Isso pode evitar perdas extras com a conversão e cálculos desnecessários.

mente a cobrança de IOF está em 0,38%. Já para as compras no exterior realizadas com o cartão de crédito, o IOF é de 6,38%, além de você ficar exposto à variação do Dólar até a data de vencimento da sua fatura. Planeje seu orçamento para que isso não afete seu bolso e suas contas. Importante lembrar, no entanto, que a economia com o imposto reduzido é diminuída em parte pela taxa de conversão. Enquanto na compra de moeda estrangeira paga-se a cotação pelo dólar turismo, os bancos ou administradoras de cartões costumam cobrar uma taxa mais próxima à do dólar comercial na fatura.

Onde comprar o dinheiro? Para comprar Dólares ou Euros você pode ir até uma casa de câmbio ou um banco autorizado pelo Banco Central. Lembrando que eles não são obrigados a vender a moeda pela cotação que aparece nos jornais: vale a lei da oferta e demanda do momento - ou Turismo. Nas viagens é bom levar certa quantia em “cash” (dinheiro vivo), para pequenas despesas e emergências. Mas para evitar possíveis riscos, perda ou furto, existem algumas alternativas para ficar com seu dinheiro mais seguro:

Algumas dicas úteis de viagens:

 Traveler cheque Funciona como um cheque comum, que pode ser trocado por dinheiro ou usado para pagamentos em vários estabelecimentos. Cada cheque possui uma numeração, que é a garantia de reembolso em caso de furto ou perda. Guarde-os em segurança.

Juntamente com a possibilidade de conhecer novos lugares, está a necessidade de conhecer cidades diferentes das nossas, onde as coisas funcionam e são organizadas. Muitos que vão para fora pela primeira vez registram essa impressão, se deslumbrando, “mergulhando na civilização do consumismo”, e deixando de gastar com passeios, comidas locais, lugares interessantes, shows a que talvez dificilmente teriam acesso em seu país.

 Cartão pré-pago Funciona como um cartão de vale-alimentação: você compra o cartão e carrega com o valor que desejar. É aceito como um cartão de débito em quase todo tipo de estabelecimento. Se o saldo acabar, você pode recarregar pela internet. Também é possível utilizá-lo para fazer saques. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) Para a compra de moeda estrangeira (dinheiro, traveler ou cartão pré-pago) em casa de câmbio aqui no Brasil, atual-

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Pesquisar a cotação de preços do câmbio (casas de câmbio e bancos autorizados); Não levar muito dinheiro em espécie (apenas para transportes, passeios e comidas rápidas); Habilitar o cartão para uso internacional; Interessante ter várias bandeiras (Visa, Mastercard, American Express) para no caso de bloqueio, ter alternativa.

Mas no caso de compras, faça bem as contas e considere os preços dos importados no Brasil - para isso faça a sua lista de passeios e compras antes de viajar e pesquise os preços daqui e de lá. Apure a diferença em Reais entre os dois e veja se compensa o gasto, e evite continuar pagando sua viagem quando já tiver voltado. ∆


ARTIGO ∆ Texto | Elenara Baís, Personal e Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, Psicóloga, Consultora de Recursos Humanos do Instituto Vitória Humana

Natal ocidental, re-conexão e tao oriental Há o Papai Noel que se apresenta praticamente igualzinho ao do ano passado e retrasado. As demais decorações e ofertas especiais para o Natal também, com alguma ou outra novidade. Uma movimentação se instala no comércio e no dia a dia das pessoas. Parece que é tudo novo. E é tudo muito parecido. Compre, compre, compre. Você precisa presentear. Se você não comprar presentes de Natal você é um fracassado. Como seus filhos o verão? O que as pessoas vão dizer? Você precisa olhar-se no espelho e parecer um sucesso. Compre coisas e mais coisas para você também. Presenteie-se, você não pode deixar de comprar esta e esta coisa para você. As pessoas precisam saber que você é um sucesso. Coma, coma e coma. Beba, beba, beba. Tenha prazeres infinitos. Faça posts e mais posts no facebook. No final e no fundo de tudo uma sensação de vazio horrível, que dá vontade de fugir, ou talvez, comprar algo novo e realmente empolgante para distrair. Há um clima especial de fato no ar. Há a imagem singela de um menino salvador conhecido pelo nome de Jesus. Uma sensibilidade diferente se apresenta logo ao amanhecer nesses dias. Olhar a família, e uma consciência de ter um tesouro indescritível na presença dos filhos faz brotar lágrimas inusitadas e pouco prováveis em outra época do ano. É possível sentir o amor de forma mais ampla e pungente. Perceber a humanidade como carente e digna de amor e respeito. Um movimento sincero em direção à fraternidade, destes que não esperam nada em troca nem mesmo que alguém esteja vendo, simplesmente por enxergar um pouco da dor do outro e experimentar o amor. Reconhecer grandezas em quem sempre esteve tão próximo. Tempo de se abrir à generosidade, à flexibilidade, à compreensão e de ter mais tolerância às diferenças. O período que antecede as festividades de Na-

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tal é mágico mesmo. Misterioso. Uma energia de amor pode ser sentida. E neste sentir, uma fração da re-conexão pode acontecer! A re-conexão ao essencial que muda o sentido, o sabor e o significado de cada dia e de cada hora de vida. Uma alegria inexplicável e gratidão à imensidão pela graça de experimentar estar vivo, aqui e agora. Felicidade simples e indizível, íntima. É interessante observar que a alegria deste estado pode, sim, conduzir a uma genuína vontade de compartilhar, de presentear quem se quer bem, numa forma de dizer: reconheço-lhe e lhe quero bem, estou feliz e desejo que você fique feliz. E muitas compras, com significado para quem dá e para quem recebe podem ser feitas. E uma abundante festa de Natal também pode ser a porta aberta ao consumo fútil para alguém. Pelo caminho oposto, o vazio gerado pela falta de valor espiritual, conduzirá um dia à necessária busca de algo que realmente re-conecte o ser à sua essência, ainda que isto possa demorar (há muito com o que se divertir ao nosso redor!). E quando, após experimentar repetidamente o amargo gosto de vazio que há por traz da aparente doçura dos prazeres do consumo em repetidas festas de natal sem significado, em um único momento, em meio ao vazio, a luz do amor e o real significado do Natal podem surgir. Uma imagem taoísta onde uma dimensão guarda em si a semente de seu oposto numa alternância que gera equilíbrio, movimento e progressão contínuos. Olhar de criança, grande e amplo o tanto que for possível a mim neste momento pode trazer algumas respostas e inúmeras outras perguntas. Que no silêncio das respostas que não existem, saibamos ser simplesmente felizes neste Natal, que nossas festas sejam plenas de significado e de amor. ∆


ARTIGO ∆ Texto | Ariadne de Fátima Cantu da Silva, Procuradora de Justiça e Supervisora Geral da Assessoria de Comunicação do Ministério Público.

EXPECTATIVA OU DESEJO DE ANO NOVO? O ano vai acabando outra vez, e os pensamentos que nos invadem nesta época teimam em voltar sorrateiramente no cantinho da mente... Eles vêm de mansinho, invadem a cabeça no meio de uma madrugada, e roubam o sono precioso de quem tem de acordar cedo. Ou é algo que temos de terminar, ou é algo que está terminando conosco... É sempre assim... A virada do ano, por mais insignificante que esta data possa ser no calendário burocrático, tem um peso enorme no calendário da vida. Parece que tudo que temos de fazer, deve ser feito “antes de o ano acabar”, e aos poucos vai-se entrando numa suave histeria, que vai do consumo às emoções. Quem quer comprar, pensa que tem que comprar logo senão o preço vai subir, quem quer vender, quer vender logo, senão depois vai estagnar, quem está construindo quer acabar, quem está montando quer logo inaugurar, quem está estudando quer se formar, quem está desempregado quer trabalhar, quem está trabalhando quer férias, quem está fora quer voltar, e quem está aqui quer viajar... Quem está sozinho quer namorar, quem está namorando quer casar, quem está casado quer ter filho, e quem já tem tudo, quer sempre mais... E em quase tudo, nos bombardeamos de ansiedades e expectativas que aos poucos vão corroendo nossos neurônios tranquilos, do ano que vinha lento escorrendo na preguiça dos dias... Difícil desatar todos os nós que enredamos pela vida afora, quando se coloca um “deadline” tão bruto quanto o fim do ano. Afinal, é apenas um ano, apenas um ciclo de dias, que no saldo daquilo que importa, não significa muita coisa. Aos primeiros minutos do dia 1º de janeiro seremos exatamente os mesmos. Exatamente, com os mesmos problemas, dúvidas, sucessos, e insucessos do dia 31. O que muda afinal? Onde se encaixa esse rolo compressor cronológico, que se avizinha quando o ano vai acabando? Certamente está voando nas asas de algum dragão. E como todos sabem, os dragões só existem mitologicamente e na nossa imaginação. Assim, sem querer parecer teatral, mas já sendo, este ano, vou propor uma celebração diferente. Uma celebração às coisas inacabadas, não concluídas, não seladas, não adquiridas, não alcançadas.

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Por quê? Porque todas essas coisas “por fazer”, significam DESEJO, um combustível precioso da arte do viver. Afinal, no grande palco da vida, a gente é quem escolhe se vai ser ator ou plateia. E a escolha é sempre a mesma: TODOS QUEREMOS SER ATORES. Mas nesse teatro louco da vida, queremos ser sempre os protagonistas de DESEJOS... Jamais coadjuvantes DE EXPECTATIVAS, porque não importa a sua religião, a sua crença – só temos uma vida para viver, e há uma enorme diferença entre viver e apenas existir. Você merece esse presente: VIVER! Por isso, relaxe, celebre seus desejos e suas expectativas não concluídas, e viva intensamente 2014 para alcançá-los! ∆


MEMÓRIA ∆

Texto | Edson C. Contar Jornalista/escritor

TRAGO LONGO A casa (dos filhos) da mãe Joana Uma boa casa noturna permanecer aberta por mais de dez anos não seria novidade em outro lu­gar. Campo Grande, no entanto, carrega a reputa­ção de que seus estabelecimentos não sobrevivem às quatro estações, dando vez a outras novidades que surgem na praça... Pois o Trago Longo resistiu! Tirou de letra os modismos, as alterações cambiais e a TPM da nossa cultura flutuante, passando mais de uma década lotado, alegre e amado pelos que tiveram a felicidade de frequentá-lo. Todo bar e restaurante só emplaca se tiver seu “feitiço” diferenciado, e com o Trago Longo não foi diferente: uma deliciosa casquinha de siri - feita pelas mãos mágicas da fada Joana, mãe dos proprietários, sempre presente apoiando os filhos – era o ponto alto da “entrée” nas noitadas de su­ culentos “steaks” assinados pela cozinheira Ani­ta, marcando época com os filés Osvaldo Aranha, supremo e escalopes à piamontesa, além de uma bacalhoada de se comer rezando, aos domingos. O ótimo serviço, bebidas honestas e de alta qualidade, acompanhadas de variados acepipes, tinham lá seus fiéis escudeiros nos assíduos clien­tes dos finais de tarde, que se faziam noites no pub dos Ouriveis. O Trago Longo nasceu em janeiro de 1983, num prédio simples e acanhado da Avenida Mato Grosso, próximo ao Colégio Nossa Senhora Au­ xiliadora, por iniciativa dos irmãos Durval Jr. e Gil Ouriveis, juntando-se a eles, um ano depois, o irmão Paulo Afonso, que retornara do Rio de Janeiro após vinte anos ausente da cidade. A entrada de Paulo na sociedade veio acom­panhada de novas ideias e mudanças que eram planejadas de forma a compor o pequeno estabe­lecimento, sem alterar o atendimento exemplar, capitaneado pelo grande Natálio Malaquias, um dos melhores garçons da cidade, na ativa até os dias de hoje, emprestando sua competência ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, após ter passado alguns anos zi­guezagueando pelas mesas do conhecido Indez e outros bares e restaurantes famosos da cidade, onde também deixou saudades.

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Nas madrugadas de carnaval, uma canja de galinha/com galinha – como era apresentada no cardápio – era degustada pelos foliões que deixa­vam os clubes, chegando a mais de trezentas as cumbucas servidas numa só noite. A partir de 1984, com o ambiente totalmente remodelado e decorado pela maestria do artista Salvador Dódero, a casa tomou novo impulso e passou a apresentar músicas ao vivo com artis­tas da terra e, numa medida arriscada e corajosa, começou a trazer grandes nomes da MPB. Aqui, o ponto alto e diferenciado do Trago Longo. Ali se apresentaram os famosos Tito Madi, Marisa Gata Mansa, Maria Creuza, João Só e o seresteiro Carlos Alberto, entre outros. Todas as apresentações esgotavam reservas e pós -reservas em noitadas que poucas vezes uma casa noturna ousou promover na cidade, ainda mais conside­rando-se o pequeno ambiente onde cabiam apenas vinte mesas. Tudo isso, nos tempos em que a população não alcançava a metade da atual e enfrentando con­correntes de peso como o Mr. West (inesquecíveis picanhas – alô, alô Jamil e Neuzinha!), Elite, Ge­raes, Parlamento, Spazio(Concord) e o Botequim do Jorginho. No correr da carruagem, Paulo foi adquirindo partes da sociedade com seus irmãos e, em 1987, era o único proprietário da casa até o seu fecha­mento em meados de 1993. Durval Jr. foi cuidar do seu consultório odontológico, Gil continuou no ramo imobiliário e Paulo Afonso foi brigar por dias melhores em sua banca de advocacia. Há alguns anos, Dona Joana, a madrinha e pro­tetora da casa, partiu e foi seguida por seu amado Durval, ficando os meninos do Trago Longo, mais o irmão Zeca, que mora em Cuiabá, a curtir sauda­des dos bons tempos em que unidos deram a Cam­po Grande as melhores noitadas de antigamente. “Nunca, jamais, na história desta cidade”, um bar tão pequeno, foi tão ousado, aconchegante e abusado como o velho Trago Longo. Sua bênção, mãe Joana!!! ∆


ZOOM

A FGV está presente em Campo Grande há pouco mais de um ano, através do Centro de Ensino Empresarial, oferecendo cursos de MBA, Pós-graduação e de Atualização. O que é um fato muito significativo, pois possuir um MBA da FGV é um diferencial na carreira de qualquer profissional. Assim, o triedo é uma excelente mídia para aproximar a presença da instituição no dia a dia das pessoas. Rodolfo Henrique Maggi Diretor do Centro de Ensino Empresarial Conveniado da Fundação Getulio Vargas

ANÚNCIO REVISTA A GENTE

OUTDOOR

TRIFACE

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no mercado TRIFACE

OUTDOOR

Diferentemente das mídias planejadas para nossos clientes do varejo, a Persianas Nobre é uma indústria e se destaca fortemente no segmento de Persianas e Cortinas. O TRIFACE,com excelente localização e grande formato, vem exatamente atender as estratégias que a Midia´s Publicidade tem desenvolvido para a fixação e valorização da marca Persianas Nobre, buscando garantir a expansão e oportunos resultados para nosso cliente. A ZOOM como sempre nos atendeu prontamente neste projeto, garantindo rapidez e eficiência na liberação da veiculação. Leila Atalá - Midia´s Publicidade

"A Masseria tinha um posicionamento tímido com investimentos em publicidade. Depois da ampliação do prédio e um começo cauteloso em investimentos que envolviam revistas, outdoors e mídias digitais, os proprietários viram no rápido aumento do movimento do empreendimento o retorno que uma campanha de outdoor oferece. Com isso foram ampliados os investimentos, com uma programação a longo prazo para obtenção dos melhores pontos e datas. Outdoor é uma mídia simples e direta, com alcance de massa, e se bem feita, dá um retorno excelente para quem anuncia." Adriano Straliotto Diretor do Studio Figa (www.studiofiga.com)

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GUIA DE ENDEREÇOS ∆

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ACONTECEU ∆ A Gold Skill by Solange Gimenez está de coleção nova! O lançamento da linha alto verão, que aconteceu no dia 12 de novembro, contou com um coquetel na loja. Clientes e amigas superespeciais estiveram por lá, como as blogueiras Manoela Maymone, do I Love Trends, e Viviane Feitosa, do Blog A. 1- Camila Maiolino, Rosana Maiolino, Solange Gimenez e Bruna Maiolino; 2- Monica Ridel e Solange Gimenez; 3- Vania Vanni, Denise Fonseca e Solange Gimenez; 4- Solange Gimenez e Ana Carla Linares; 5- Heloisa Almeida e Solange Gimenez; 6- Solange Gimenez e Carolina Valente; 7- Ana Muzzi e Solange Gimenez; 8- Cristina Carvalho e Solange Gimenez; 9- Manoela Maymone, Solange Gimenez e Viviane Feitosa; 10- Solange Gimenez e Ana Castro.

Fotos | Aline Romero

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ACONTECEU ∆ A Depyl Action abriu suas portas no dia 21 de novembro, no Shopping Campo Grande, trazendo para MS um novo conceito de depilação, com ceras exclusivas e naturais. A loja, comandada pelo casal Eduardo Castro Cunha e Maria Muniz Freire, possui oito salas, sendo uma exclusiva para homens, a depylman. Na inauguração, a equipe Depyl Action recepcionou os convidados e amigos. 1- Fachada; 2- Família Castro Cunha: Ana Márcia, Márcio, Eduardo e Paula; 3- Maria Tereza Bernardes, Celina Merem e Cynthia Fontoura; 4- Thais Ribeiro Modelli; 5- Vereadora Carla Stefanini e Danyelle Van Straten, fundadora da rede; 6- Maria Muniz Freire com equipe Depyl Action; 7- Interior da loja. Fotos | Lucas Possiede

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ACONTECEU ∆

Plaenge apresenta apartamento decorado do edifício Sunrise Residence. O apartamento decorado do edifício Sunrise Residence, empreendimento recém-lançado pela Plaenge, foi aberto no dia 13 de novembro, na Central de Apartamentos Decorados, com um requintado brunch que aconteceu durante todo o dia. Recepcionados pela Equipe Plaenge, os convidados - entre clientes do empreendimento, arquitetos e decoradores - conheceram em primeira mão as novidades em design de interiores apresentadas no decorado. O Edifício Sunrise está em uma das regiões mais charmosas de Campo Grande: o Carandá Bosque. Com muitos diferenciais e detalhes no acabamento que reúnem sofisticação e beleza, o decorado do Sunrise traz um layout bastante acolhedor, considerando aspectos como a comodidade, a integração de espaços e a funcionalidade. Não faltaram elogios para as inovações apresentadas em todos os ambientes. Confira os flashes! 1- O diretor regional da Plaenge Edison Holzmann ao lado dos gerentes regionais Ada Lima e Luiz Octávio Pinho; 2- Graciella Araújo e Lincoln Silva; 3- Jussara Arguello e Rafael Felix; 4- Diogo e Flávia Zandoná com Rafael Tinoco; 5- Maria Teresa Corrêa, Izabela Kassar e Denize Demirdjian; 6- Luis Eduardo Costa com a gerente regional da Plaenge Ada Lima; 7- Silvia Bochnia, Carmen Almeida e Gustavo Dantegrave; 8- Angela Lossavaro, Laila Badra, a gerente regional da Plaenge Ada Lima e Andreia Lago; 9- O gerente regional da Plaenge, Luiz Octávio Pinho, Ana Paula, Catia e Emerson Guerreiro. Fotos | Marcos Vollkopf

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ACONTECEU ∆ Uma noite repleta de descontração, glamour e convidados especiais marcou a abertura do apartamento decorado do empreendimento Liège. O casal Ary Pereira e Cirene Melo, primeiros clientes a adquirirem um apartamento do Liège, abriram oficialmente o decorado, que encantou a todos pela beleza, sofisticação e modernidade no design de interiores. A rua 15 de Novembro, região bastante valorizada no centro da cidade, foi a escolhida pela Plaenge para o edifício, que terá 28 andares e apartamentos de 104m² a 109m² de área privativa. O coquetel foi assinado pelo Buffet Lá no Jardim, com cerimonial de Patrícia Faracco, som e iluminação by Artluz, Valet Jefferson de Almeida e cobertura fotográfica de Marcos Vollkopf . Confira os clics da noite. 1- Abertura oficial do empreendimento Liège. 2- Os gerentes regionais da Plaenge Luiz Octávio Pinho, Ada Lima e o Diretor da Plaenge Édison Holzmann. 3- O casal Duacir Bergamo e Iraci. 4- Cirene Melo e Ary Pereira. 5- Marilda Bitencourt e Juci Cruz. 6- Rafaela Kasai e Guilherme Araújo Lima. 7- Luiz e Grace Barros Leite. 8-Tatiana e Dione Anache e o corretor de imóveis João Henrique Pestana. 9- O gerente regional da Plaenge Luiz Octávio Pinho com Paulo Cavalcante e Catarina Zimmermann e Patrícia Pinho. 10- Roberta, Eliane e Roberto Marques e Bárbara.

Fotos | Marcos Vollkopf

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Stefan Grol stefangrol@hotmail.com

Flor de pequi

Sua foto ou ilustração pode estar aqui! Envie para redacao@revistaagente.com.br

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Dezembro 2013  
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