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Editorial

Foto capa: Guilherme Andrade

Caro leitor,

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nimada com a aproximação do início de mais uma temporada de verão, nossa 45ª edição anuncia os preparativos e novidades que Ilhabela programa para receber os turistas e veranistas que passarão pela cidade nos próximos meses.

Para os visitantes dispostos a conhecer outras faces da ilha, que vão além das praias que cercam a orla, nossa matéria de capa apresenta o Circuito do Gato, um roteiro ecoturístico completo, na paradisíaca Baía de Castelhanos, que tem trilhas, cachoeira, mirante, visita a comunidade tradicional e uma praia praticamente deserta. Navegando pelos mares de Portugal, nossa Pátria Mãe, Sérgio, Jonas e Carol, do Projeto Três no Mundo, contam mais uma etapa de sua aventura e mostram belas fotos da viagem, que segue agora para as Ilhas Canárias. Na seção Litoral em Revista, confira as últimas notícias da região, em Gastronomia conheça os melhores restaurantes da cidade e em Boas Compras veja dicas de presentes e consumo. Nossa edição traz ainda a participação do atleta de Ilhabela, Edivando de Souza Cruz, nos Jogos Panamericanos, apresenta o trabalho do Instituto Rukha, que promove o desenvolvimento humano e social em comunidades carentes, e a 14ª edição do espetáculo Dança e Movimento, promovido pelo Espaço Cultural Pés no Chão, além de uma matéria sobre Coleta Seletiva, que destaca a importância da participação da população na destinação adequada do lixo, promovendo a preservação do Meio Ambiente e a melhora da qualidade de vida. Na coluna de Saúde, José Augusto Menegatti mostra a importância da Saúde Articular e dá dicas simples para complementar seus treinos e garantir o bom funcionamento de suas articulações. Para finalizar, apresentamos uma novidade: o lançamento de nossa seção de Horóscopo, com as previsões da astróloga Célia Gozzi, que há mais de 20 anos se dedica à astrologia, já participou de diversos programas de TV e escreve para várias revista da editora Abril. Até a próxima edição!

Andréia Lima Editora


Foto:Guilherme Andrade

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Circuito do Gato

Foto: Guilherme Andrade

SumĂĄrio

Um roteiro completo de ecoturismo entre o mar e a Mata Atlântica


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Foto: Divulgação

Foto: Guilherme Andrade

Gastronomia

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Edivando no Pan

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Foto: Acervo Pés no Chão

Foto: Divulgação

Três no Mundo - Portugal

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15º Dança e Movimento

Revista Ilhabela é uma publicação da Ilha Editorial, Planejamento, Marketing e Distribuição LTDA. Rua Antenor Custódio da Silva, 197 - Ilhabela - SP Fundador: Horácio Victor Nascimento de Andrade (1945-2003) - Diretor Comercial e Diagramação: Guilherme Andrade - Editora: Andréia Lima - Jornalista Responsável: Marisol Garcia - MTB 38294 - Tratamento de Imagem: Alexandre Lima - Colaboradores: José Augusto Menegatti - Publicidade e assinaturas: (12) 3896-6337 / (11) 2858-4802 / publicidade@revistailhabela.com.br. A Revista Ilhabela é uma publicação dirigida a moradores, veranistas, empresários, turistas e freqüentadores de Ilhabela e região. Os anúncios e ofertas aqui publicados são de inteira responsabilidade dos anunciantes. A reprodução de anúncios e reportagens só poderá ser feita mediante expressa autorização da Ilha Editorial. Contatos Tel: (12) 3896-6337 / (11) 2858-4802 www.revistailhabela.com.br - e-mail: contato@revistailhabela.com.br


LitoralemRevista Tecidos para confecção e decoração e linha de

Fotos: Guilherme Andrade

cama, mesa e banho na

Ilha Tecidos

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naugurada em setembro, a Ilha Tecidos traz para a cidade uma linha completa de tecidos para diversas aplicações, como confecção de roupas e acessórios, decoração e artesanato, com cores e estampas atuais e variadas. Para o segmento de decoração, a loja tem tecidos impermeáveis Acquablock, da Karsten, ideais para forrar sofás, poltronas e almofadas de residências e embarcações, além de tecidos para cortinas, toalhas de mesa e capas em geral. Para confecção, há tecidos leves e confortáveis de diversos tons e estampas, como malha, crepe, viscose, popeline, laise, chifon, mousseline, cetim e oxford, entre outros. A linha de cama, mesa e banho, da marca Buettner, traz lençóis nos tamanhos solteiro, casal e queen size de percal e malha, além de toalhas de várias cores e modelos. Há ainda opções voltadas ao mercado de artesanato, como chita, juta, tule, TNT, feltros, étamine e tecidos estampados. Abre de terça-feira a sábado, das 9h às 18h. Avenida Ernesto de Oliveira, 212 – loja 2 (próximo ao Campo do Galera), na Água Branca. Tel. (12) 3896-5858

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SOS Limpeza oferece serviços de limpeza profissional

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riada pela empresária Luciana Dora Costa para atender a carência do mercado do litoral no segmento de terceirização de limpeza e manutenção profissionais, a SOS Limpeza traz para Ilhabela serviços customizados para residências e empresas de pequeno, médio e grande porte, com opções que vão da limpeza semanal de escritórios, lojas e casas até a limpeza pós obra, executada detalhadamente, com produtos e equipamentos profissionais para que o imóvel fique impecável para a mudança. A empresa oferece ainda serviços de jardinagem e paisagismo, limpeza de piscinas, telefonia, copa e portaria, Office boy e locação de mão de obra para diversos fins, com a vantagem de contar somente com mão de obra especializada, supervisão constante e responsabilidade integral sobre os profissionais e serviços prestados. Entre os pacotes disponíveis merece destaque a Limpeza Inteligente voltada

a escritórios e lojas de pequeno porte, com duração que varia de 50 minutos até uma hora e meia e preços extremamente acessíveis. “É a opção ideal para espaços pequenos, que não comportam a contratação de uma diarista”, conta Luciana. O pacote inclui mão de obra, equipamentos e produtos de limpeza e pode ser semanal, diário ou em dias alternados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Outro produto da empresa que tem grande procura é a limpeza pós-obra, executada de forma minuciosa, com produtos e equipamentos especiais que removem todos os resíduos deixados durante a construção, como respingos e manchas de tinta, excesso de rejunte, cimento e cola, além de pó e outras sujeiras, sem causar qualquer dano aos materiais. (12) 8151-5122 | 9606-0344 e-mail: soslimpeza2011@gmail.com

Foto: Guilherme Andrade

para residências e empresas


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34º Salão de Artes Plásticas Waldemar Belisário

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urante todo o mês de setembro a Secretaria da Cultura de Ilhabela recebeu a exposição das obras participantes do XXXIV Salão de Artes Plásticas Waldemar Belisário, que integrou a programação cultural dos 206 anos de emancipação político-administrativa da cidade. Indicado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, de São José dos Campos, o corpo de jurados foi formado por Régis Machado da Silva, Maria Clara Pereira e Sérgio Ricardo Motta da Silva, que avaliaram as 75 obras inscritas. Premiação - De acordo com o regulamento, o júri poderia deixar de conferir um ou mais prêmios se assim julgasse conveniente e ficou deliberada a seguinte premiação: Na categoria Técnica Mista, a medalha de bronze foi para a obra “Catedral”, de José Paulo de Paula e Silva; a medalha de prata para Helenira Ribeiro com a obra “Grafismo Indígena” e medalha de Ouro para a Obra “Vitro”, de Gicélia Marques. Na categoria Desenho, a medalha de prata foi para a obra Natureza Morta com Alho, de Dê Verna. Pela categoria Escultura, medalha de Bronze para a Obra “Abraço II”, de Vania; a medalha de prata para a obra “Sem Título”, de Ilza Ravanelli e a medalha de ouro para a obra

“Se eu Fosse... Eu Seria...”, de Rodolfo Puccetti. Já na categoria Instalação, a medalha de prata foi para a obra “Mar: Uma Desconstrução”, de Marisilda Gasbarro. Na Fotografia, a medalha de prata para a obra “O Vôo”, de Marcel Shumann e a medalha de ouro para a obra “Pulos no Mundo – Pico do Baepi”, de Sylvia. Na categoria Pintura, a medalha de bronze foi para a obra “Marinhas”, de Dorival Nishiyamamoto. A medalha de Prata para a Obra “O Sítio do Meu Avô”, de Elizabeth de Sá Castello Branco e Medalha de Ouro para a Obra “O Passeio”, de Marta Sadalla. Atendendo ao pedido dos próprios artistas plásticos da cidade, a Fundaci por meio da Comissão Organizadora do salão incluiu neste ano o “Prêmio Aquisição”, que foi destinado por determinação do júri às seguintes obras: “O Santo Guerreiro”, de Laís Helena; “O Passeio”, de Marta Sadalla; “Casinha Pequenina”, de Ângela Ponzio e a Obra “Grafismo Indígena”, de Helenira Ribeiro.

Fotos: Divulgação

Troféu Waldemar Belisário - Segundo os jurados, a melhor obra desta edição do Salão de Artes Plásticas, e que recebeu o Troféu Waldemar Belisário 2011 uma foi “Bicho Preguiça”, do artista plástico Dá Freiria. O artista, de Ubatuba, participou pela primeira vez do salão e sua tela retrata vila de pescadores com cenas e personagens do cotidiano caiçara.


LitoralemRevista

Prepara Cursos Profissionalizantes A escola Prepara Cursos Profissionalizantes foi fundada em 2004 e está presente em Ilhabela há mais de 4 anos, com uma história de grande sucesso na formação de mais de 800 pessoas.

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o mês de outubro a escola passou a ser gerida por Alexandra e Luciano. Alexandra traz consigo mais de 20 anos de experiência na gestão de projetos em grandes empresas nacionais e internacionais. É formada em tecnologia da informação (informática), com especializações em gestão. Atuou também no mercado acadêmico como professora em grandes universidades e ministra cursos e palestras para empresas. Luciano também é formado em tecnologia da informação e possui mestrado na área de engenharia de software, com mais de 15 anos de experiência no mercado acadêmico, em que atua como professor e gestor, também em grandes universidades. Frequentadores da Ilha há mais de 12 anos identificaram a carência na profissionalização dos serviços oferecidos pelas empresas da região e há quase um ano decidiram fixar residência definitiva na Ilha e fazer do sonho e da crença na educação uma realidade. Ambos acreditam que a educação é o caminho não apenas para a inclusão social, mas para a evolução pessoal e social. É por meio da educação que o ser humano tem a oportunidade de enxergar novas expectativas não apenas profissionais, mas também pessoais. A filosofia da escola Prepara é contribuir para o progresso pessoal e profissional dos alunos capacitando-os para a realização de seus sonhos. De acordo com um artigo publicado em outubro pela Revista Você S.A., estudos recentes sobre a capacitação profissional mostram que a procura nas empresas por profissionais capacitados é cada vez maior e que os níveis salariais dos profissionais são diretamente proporcionais ao nível de qualificação dos mesmos. Ao contrário do que muitos pensam os estudos apontam que há sim oportunidades no mercado e o que falta é gente preparada para ocupá-las. Alexandra e Luciano falam também sobre o descompasso existente entre a formação, desde o ensino fundamental até a faculdade. Mesmo os profissionais com diploma de graduação muitas vezes não se vêem devidamente preparados para as exigências práticas do mercado de trabalho. Sem mencionar a evolução tecnológica que coloca o computador como ferramenta essencial de trabalho não apenas nos escritórios, mas também nas escolas e até mesmo em nossos lares. Não saber utilizar um computador passa, inclusive, a ser um limitante para inúmeras operações, desde a mais simples como a realização de um saque em um caixa eletrônico até a comunicação via internet com filhos e netos que estão distantes. E há ainda a enorme deficiência no conhecimento da língua inglesa, primordial para o contexto de Ilhabela que recebe anualmente turistas de todo o mundo. No contexto empresarial, Alexandra e Luciano têm como objetivo trabalhar junto aos empresários da região o conceito de que investir na capacitação de seus funcionários é investir na própria empresa e aumentar a rentabilidade de seu negócio. A escola reabre suas portas já no inicio de novembro de ‘cara nova’ e com inúmeras novidades. Confira! Rua Prefeito Mariano Procópio de Araújo Carvalho, 72 – sala 3. Tel. (12) 3896-6776. 10 - REVISTA ILHABELA


Observatório Social de Ilhabela apresenta relatório quadrimestral

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riado por um grupo de representantes da sociedade civil organizada para estimular a cidadania e a ética, o Observatório Social de Ilhabela integra a Rede de Controle Social coordenada pelo Observatório Social do Brasil, e tem o objetivo de acompanhar de forma técnica o uso dos recursos públicos no município, dando mais transparência aos processos de licitação, desde a necessidade da compra até a entrega e pagamento. Com apoio técnico do Observatório Social do Brasil, que cede a metodologia e faz a capacitação dos voluntários, para que os processos ocorram sempre de forma prática e uniforme, com a segurança de um trabalho técnico de excelente padrão e resultados eficientes, a entidade vem acompanhando processos de licitação na Prefeitura e na Câmara de Ilhabela, e no início de outubro apresentou à população os resultados do seu segundo relatório quadrimestral. Durante o encontro, que aconteceu no auditório da Câmara de Vereadores, Cristina Tubis, presidente do Observatório de Ilhabela, apresentou dados e números relativos às licitações realizadas nos meses de junho, julho e agosto, período no qual foram analisados 20 editais de licitação da Prefeitura, 15 na modalidade Pregão Presencial, duas Tomadas de Preço e três Concorrências Públicas. A análise gerou o envio de cinco ofícios à Prefeitura (ação que ocorre quando há a necessidade de informar alguma divergência ou irregularidade encontrada em um edital) e nenhum ofício foi enviado ao Órgão Fiscalizador (quando a divergência ou irregularidade não é apurada ou solucionada pela Prefeitura o Observatório deve recorrer ao Ministério Público). Outro fator importante apontado pela análise das licitações foi a redução do preço pago pela Prefeitura em relação ao valor máximo previsto no edital, observado em todos os processos acompanhados, gerando aos cofres públicos uma economia de mais de 2 milhões de reais. De acordo com o Secretário de Finanças Maurício Calil, que compareceu ao encontro para conferir a apresentação do relatório, o acompanhamento das licitações proposto pelo Observatório Social complementa uma série de ações da Prefeitura que têm o objetivo de aumentar o controle e dar mais transparência aos gastos públicos, como a implantação de um sistema de controle integrado de estoque com código de barras, que permite a administração minuciosa de tudo o que entra e sai do almoxarifado da prefeitura, aponta com antecedência as necessidades de compra e reposição e evita o desperdício, impedindo a aquisição de produtos que já existem em estoque. Também está em andamento um trabalho em parceria com todas as secretarias municipais para aprimorar os processos de compras do município. Para Cristina Tubis, a participação da sociedade civil no acompanhamento dos gastos públicos é fundamental para despertar na população a conscientização da cidadania fiscal. “O trabalho do Observatório Social só é possível com o envolvimento da sociedade, por isso, convidamos os interessados a participar, acompanhando nossas ações, contribuindo ou tornando-se voluntário”. Mais informações sobre como participar: observatorio.social.ilhabela@gmail.com (12) 3896-1609


LitoralemRevista Tradição, beleza e conforto marcam o compasso

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Móveis Monjolo

ob o comando dos proprietários Marcelo e Alessandra, a Monjolo oferece uma diversificada linha de móveis de madeira que impressiona pela durabilidade e resistência sem, com isso, perder a beleza e qualidade, que são princípios básicos no processo de fabricação das peças. Com mais de dezoito anos de experiência neste segmento, a empresa produz móveis de qualidade e design diferenciados, que atendem aos mais exigentes conceitos de decoração, em uma linha completa que inclui móveis em sucupira para piscinas, jardins e varandas e em Angelim, Freijó, Demolição e outras para móveis internos como salas e quartos , além de uma grande

variedade de objetos de decoração, com produtos nacionais e importados, como colchas, tapetes, mantas, almofadas, ombrelones, vidros, quadros e outros. A Monjolo também executa projetos e fabrica móveis sob medida, incluindo montagem e transporte para todo o território nacional. A linha completa de produtos e a encomenda de móveis planejados estão disponíveis tanto na loja em Ilhabela quanto na filial em São Paulo. Ilhabela: Praça Cel. Julião, 121 - Vila | São Paulo: Av. Prof. Vicente Rao, 1143 – Brooklin www.moveismonjolo.com.br (12) 3896-6212 | (11) 5535-2764

Foto: Divulgação

na produção dos

Foto: Divulgação

Nova coleção Liz na

Fina Pele Lingerie

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specializada em lingeries que aliam conforto, função e ajuste perfeito aos contornos femininos, a Liz investe em tecnologia de última geração para criar produtos inovadores, atentos às necessidades da mulher moderna.

É o caso da linha Oxigênio, que traz peças confeccionadas com a exclusiva super microfibra com Lycra®20, ultra leve, fresca e confortável em diversas versões, como o revolucionário Sutiã Maxi Up, que tem um bojo com mega enchimento e aumenta aproximadamente três tamanhos (cinco a seis centímetros) no volume dos seios de forma absolutamente natural ou o sutiã Super Firmador Levíssimo (67g contra os 90g dos sutiãs regulares) que sustenta seios maiores, até o tamanho 50, com a mesma performance dos demais. Outro diferencial da marca é o conceito de sutiã Personal Up – com bojos em tamanhos e espessuras diferentes. “Espessuras diferentes promovem um conforto ainda maior à mulher. Pesquisamos muito durante o Liz Fit Sense (programa de consultoria exclusiva e gratuita, que atendeu mais de 10 mil mulheres no Brasil e exterior) e descobrimos que havia outras necessidades além das que já estávamos suprindo, razão pela qual desenvolvemos mais essas especificidades, afinal não existe um único sutiã que sirva para todas as mulheres. Agora podemos dizer que desenvolvemos sutiãs quase sob medida”, explica Ligia Buonamici Costa, diretora de marketing e desenvolvimento de produto Liz. ”Por que cada mulher é única”, complementa a executiva. Em Ilhabela, estes e outros produtos da Liz estão disponíveis na Fina Pele Lingerie. Av. Princesa Isabel, 1388 – Perequê. Tel. (12) 3896-3993.

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Aguz Marine

Foto: Divulgação

alia expertise a conceitos atuais para criar inédita embarcação brasileira

O estaleiro nacional, que já nasce com mais de 30 anos de experiência construtiva, usa projeto do estúdio italiano Ferragni & Tollini Yacht Design e o que há de mais moderno e inovador em materiais e lança sua primeira lancha de série, com muitos diferenciais: a Aguz 37’ Open

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nova cabinada de 37’ destaca-se pelo design moderno, ao mesmo tempo fino e agressivo, com grandes áreas envidraçadas. “Trata-se da primeira embarcação desta categoria onde dormem, em camas e cabines fechadas, seis pessoas adultas”, diz Rogério S. Amodio, um dos proprietários da Aguz Marine. “A lancha traduz os conceitos atuais de espaço e iluminação natural, com grandes janelas laterais em todos os ambientes”, completa. Destaque para o conforto interno: os quartos são espaçosos, com armários, e o banheiro possui box (no lugar das tradicionais cortininhas). A altura da cabine é de 1,92 metros. Outro ponto forte da Aguz 37’ Open é a possibilidade de customização em itens não usuais no mercado: são quatro opções de plantas internas, variando de um até três camarotes, além de três opções de lay-out da planta externa, proporcionando total liberdade para que cada proprietário adapte o barco ao seu gosto e necessidades. O cliente pode ainda escolher a cor de sua preferência, sem custo adicional, entre todas as que constam em uma cartela com mais de mil opções, e não apenas as quatro ou seis geralmente oferecidas.

A Aguz 37’ Open é também a embarcação de sua categoria com o maior solário de proa, onde cabem até quatro pessoas deitadas, acessado por um espaçoso e seguro passadiço lateral, difícil de ser encontrado até em lanchas bem maiores. Outro diferencial: o casco da lancha, que é feito por meio do processo de infusão de resina éster-vinílica e combina resistência e baixo peso, tem cinco anos de garantia. “Com o cuidado e a experiência na produção, criamos um barco ao mesmo tempo veloz e econômico”, diz Amilton Gutierrez, também sócio do estaleiro. “Nosso acabamento é de primeira, realizado por profissionais com mais de 15 anos de experiência no ramo”, orgulha-se Gutierrez, destacando o uso de materiais como tecidos finos, fibra de carbono, toda parte de metal em inox de alta qualidade e madeiramento nobre. A Aguz 37’ Open acomoda até 14 pessoas e, para levá-las, utiliza dois motores entre 250 e 370 Hp cada. Ela vem carregada de equipamentos e acessórios encontrados geralmente apenas em barcos maiores. “É uma lancha feita por quem ama navegar e sabe o que é necessário para fazê-lo com conforto e segurança”, finaliza Amodio. Apesar de todos esses diferenciais em relação aos concorrentes hoje existentes no mercado, do luxo e da qualidade, o preço da Aguz 37’ Open e a facilidade de pagamento permitem atingir uma classe que antes não tinha acesso a este tipo de embarcação. Daí a importância de custos mais baixos de manutenção e operação, como os que a lancha proporciona. Mais informações no site: www.aguzmarine.com.br

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Fotos: Guilherme Andrade

Circuito

Um roteiro completo

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do Gato de

ecoturismo entre o mar e a Mata Atl창ntica


Trilhas, cachoeira, mirante, visita a uma comunidade tradicional e uma pequena praia deserta são algumas das surpresas que este roteiro de ecoturismo, na Baía de Castelhanos, reserva para os amantes da natureza.

Baía de Castelhanos

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enário de lendas e histórias que ainda hoje são contadas pelos moradores das comunidades tradicionais que vivem por lá, a Baía de Castelhanos foi refúgio de piratas ilustres, como o corsário inglês Thomas Cavendish, abrigou comunidades de pescadores que por décadas viveram apenas da pesca e da agricultura de subsistência e guarda em seu perímetro uma das mais bonitas e preservadas regiões de Ilhabela. Além da famosa praia de Castelhanos, bastante visitada por turistas através de passeios oferecidos pelas operadoras locais, abriga também as praias do Gato, Mansa e Vermelha.

Praia de Castelhanos

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m dos destinos de turismo ecológico mais visitados de Ilhabela, a praia de Castelhanos fica na parte leste de Ilhabela, voltada para o mar aberto, em uma área ainda bastante preservada graças a distância e a relativa dificuldade de acesso. Para chegar, é preciso cruzar o Parque Estadual de Ilhabela, em uma estrada de terra de 22 quilômetros que exige veículos com tração 4x4. As atrações do passeio, oferecido por todas as operadoras da cidade e por jipeiros locais, começam no início da estrada, sinalizado por uma guarita que fica na entrada do Parque Estadual. Trata-se de uma área de preservação ambiental, o que torna o percurso uma verdadeira viagem pelas belezas e enorme variedade de cores e texturas da exuberante Mata Atlântica. Depois de cruzar a estrada e atravessar um rio, é hora de aproveitar a maior praia da ilha, que tem cerca de 2 quilômetros de extensão e opções para todos os gostos: de surf a mergulho, de banho de mar a um simples descanso à sombra das árvores.

Foto: Guilherme Andrade


Circuito do Gato

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e para a maioria dos visitantes o passeio terminha com a chegada à Praia de Castelhanos, para os ecoturistas dispostos a descobrir as outras faces de Ilhabela, a aventura está apenas começando. Apesar de pouco explorado, o potencial de Ilhabela para a prática de ecoturismo é enorme, já que há inúmeros roteiros descobertos e outros tantos a descobrir que reúnem matas preservadas com grande diversidade de fauna e flora, praias praticamente desertas ou pouco exploradas pela atividade turística, rios e cachoeiras, além de aspectos históricos e culturais guardados nas diversas comunidades tradicionais. É o caso do Circuito do Gato, uma espécie de vitrine dos atrativos naturais da ilha, que começa com a trilha para a Cachoeira do Gato, segue para Praia do Gato com paradas na Pedra do Gato e Mirante do Gato, passa por uma comunidade tradicional e termina com o retorno à Praia de Castelhanos. “Num passeio de algumas horas é possível conhecer diversos atrativos que mostram que a ilha tem cenários perfeitos para a prática do ecoturismo”, conta Marcelo “Caiçara”, responsável pela Caiçara Turismo, operadora especializada em ecoturismo e turismo de aventura que oferece passeios guiados para as principais trilhas de Ilhabela. As trilhas que compõem o circuito são de níveis leve a médio e como apenas a trilha para a cachoeira é bem sinalizada, o percurso completo requer o auxílio de um guia.

Foto: Guilherme Andrade


Foto: Guilherme Andrade

Cachoeira do Gato C om uma queda d’água de 70 metros de altura, é considerada a maior cachoeira de Ilhabela, com piscinas para banho, duchas naturais e grandes pedras que convidam o visitante a relaxar e contemplar a paisagem. Em 2009, a trilha que leva à cachoeira foi revitalizada por um projeto de ecoturismo, implantado pelo Instituto Ilhabela Sustentável através da assinatura de um termo de cooperação entre a entidade, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Prefeitura de Ilhabela. Foram realizadas intervenções como a contenção de trechos com risco de desabamento, adaptação de escadas nos trechos de difícil acesso, criação de áreas de descanso, sinalização, instalação de deck de acesso na cachoeira e construção de uma ponte suspensa contemplativa. Seguindo os conceitos de sustentabilidade e preservação, o projeto foi executado sem nenhum impacto ambiental e formatado para estimular o ecoturismo de forma responsável, envolvendo a comunidade local, oferecendo mais segurança e conforto aos visitantes e garantindo a integridade do patrimônio natural da região.


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Praia do Gato

Foto: Guilherme Andrade

ercada por pedras enormes e areias grossas, a pequena Praia do Gato tem uma paisagem singular e é uma das boas surpresas que Ilhabela reserva aos que se aventuram a caminhar por suas trilhas. Só é possível chegar a pé, já que muitas pedras submersas e o mar agitado impedem embarcações, mesmo que pequenas, de se aproximar da praia.


Pedra do Gato

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om aproximadamente 15 metros de altura, a Pedra do Gato pode ser escalada com facilidade e oferece um visual deslumbrante da praia e da Baía de Castelhanos.

Mirante do Gato

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epois de deixar a praia e passar pela comunidade tradicional da Praia do Gato, chega-se a uma enorme e imponente pedra, onde há muito anos um francês que viveu por lá instalou uma escada de alumínio, transformando-a no de Mirante do Gato. Subir a pedra requer coragem e bom preparo físico, mas ao chegar ao topo o esforço se justifica pela vista panorâmica do mar aberto, de toda a Baía e de parte da cadeia de montanhas que forma a ilha.

Fotos: Guilherme Andrade


Comunidade tradicional

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emanescentes das vilas de pescadores que se instalaram no arquipélago ao longo dos anos, as Comunidades Tradicionais guardam com sua gente aspectos importantes da cultura e da história de Ilhabela. Isolados pela distância e dificuldade de acesso, muitos deles ainda vivem como seus antepassados e encontram na pesca e na agricultura familiar sua principal fonte de sobrevivência. Em comunidades onde já há influência do turismo, alguns caiçaras se dedicam a trabalhos voltados à atividade, mas ainda mantêm seus hábitos e tradições. A visita a comunidade que vive na Praia do Gato é feita com o acompanhamento de um guia e é uma boa oportunidade de observar como vivem, nos dias atuais, os descendentes dos primeiros povos que habitaram a região.

Fotos: Guilherme Andrade


gastronomia

Saiko

é o novo restaurante japonês de Ilhabela

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Fotos: Guilherme Andrade

om mais de dez anos de experiência em culinária oriental, o sushiman Mario Monteiro começou sua carreira no Guarujá em 1998 e desde 2002 vive em Ilhabela. Depois de trabalhar por anos nos melhores restaurantes da cidade e conquistar a admiração e a confiança de muitos clientes, decidiu abrir seu próprio negócio e inaugurou, em outubro, o Saiko, especializado em comida japonesa, onde conta com o apoio da cozinheira Maiara Moreira, responsável pelos pratos quentes, e do sushiman Patrezi Ricardo. Instalado no Shopping Villa da Vila, no centro de Ilhabela, o restaurante oferece diversas especialidades da cozinha oriental, desde pratos quentes como Yakissoba, Teppanyaki e Frango Xadrez, até cortes especiais de peixe fresco como o Usuzukuri – fatias finíssimas de peixe branco ou salmão regadas com molho ponzu, a base de frutas cítricas e temperos especiais, além de Temakis, Sushis e Sashimis diversos e combinados especiais.


Além do serviço a La Carte, o Saiko também conta com Rodízio, que tem preço fixo e inclui Gohan, Missoshiro, Sunomono, Tempura de Legumes, Gyoza, Harumaki, Shimeji, Temaki, Hossomaki, Uramaki, Sashimi, Niguirisushi, Hot Roll, Yakissoba, Frango Xadrez, Teppan, Camarão Empanado e Sobremesa. O salão do restaurante, charmoso e aconchegante, tem poucas mesas. Portanto, convém fazer reserva. Abre a semana inteira (exceto terçafeira, dia de folga semanal) | Rua da Padroeira, 12 Vila. Tel. (12) 3896-5373 | 3896-5436.


Pasta del Capitano inaugura novo endereço

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o dia 28 de setembro, o Pasta del Capitano abriu as portas de sua nova casa, construída especialmente para abrigar o restaurante, que ganhou novos ambientes e ficou ainda mais charmoso e aconchegante. Há poucos metros do endereço antigo, o novo espaço tem salões internos amplos, mesas ao ar livre, cozinha aberta, voltada para o salão, espaço para música ao vivo, lareira e um bar. O projeto, executado pelo arquiteto Reinado Silva Jr, atendeu ao desejo dos proprietários de reeditar a concepção de villa italiana com uma releitura contemporânea, criando um espaço que mistura sofisticação, conforto e descontração. Respeitando o meio ambiente e as características do terreno, o projeto manteve árvores como a enorme mangueira, cujo pátio deu origem a um charmoso salão com mesas ao ar livre.

Fotos: Guilherme Andrade


gastronomia Atlântico del Capitano

A grande novidade da mudança de endereço é a criação de um bar, inspirado no famoso Atlântico, que por anos ocupou a esquina mais famosa da Vila, no centro de Ilhabela. Com bancos no balcão e ambientes que se integram ao restaurante, é o lugar ideal para passar horas na companhia dos amigos, experimentar bebidas selecionadas e drinks especiais e saborear petiscos com sabor bem italiano, como os Croquetes de Mortadela, as Tirinhas de Filé a milanesa com Geléia de Pimenta ou os Polpettine alla Scarpetta, entre outros. Aos sábados, sempre há musica ao vivo, com a apresentação do Bando Atlântico ou de artistas convidados.

Sabores genuínos da Itália

No restaurante, o cardápio permanece o mesmo, com receitas consagradas como o Spaguetti al Profumo di Mare, o Filetto Mare & Monte ou o Penne ai Carciofi, além de receitas lactovegetarianas. Novidades e receitas especiais, preparadas para surpreender os clientes, são anunciadas na lousa pendurada no salão. Para acompanhar o cardápio, a adega tem rótulos selecionados de diversos países e sugestões especiais servidas em jarras de 250 ml ou 1 litro. O novo Pasta del Capitano fica na Avenida Pedro Paula de Moraes, 703, no Pequeá e abre de quartafeira a domingo a partir das 19h. Tel. (12) 3896-5241 www.pastadelcapitano.com.br


Donnabella inaugura filial na Vila Madalena

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Fotos: Divulgação

ara a alegria dos inúmeros paulistanos que fizeram de Ilhabela sua segunda casa e dividem seu tempo entre as semanas agitadas da capital e a tranquilidade dos finais de semana por aqui, o Donnabella Empório e Comidaria, que há sete anos faz sucesso entre moradores e frequentadores da ilha, resolveu subir a serra e inaugurou, no final de outubro, sua filial na cidade grande. A iniciativa é a realização de um antigo projeto de Yvens von Brewer, responsável pelo Donnabella, que pensava em abrir uma filial mas não queria deixar a ilha para voltar pra São Paulo. Depois de estudar gastronomia e adquirir experiência na área de alimentos e bebidas seu filho, Marcio Von Brewer, se uniu aos amigos Adriana Honorato, Paula Fontanelli e Gabriel Freire, e decidiu encarar o desafio. O endereço escolhido foi a Rua Paulistânia, na charmosa Vila Madalena e a nova casa seguirá a mesma proposta e os mesmos padrões da matriz. “Teremos os mesmo produtos, que serão fabricados na ilha e finalizados em nossa cozinha, além de novidades no empório, com produtos de mercearia que não temos em Ilhabela”, conta Marcio. Com receitas especiais, frescas ou congeladas, de carnes, aves e frutos do mar, massas artesanais, molhos diversos, pães, antipastos, tortas, salgados, sopas, cremes e outros quitutes, o Donnabella oferece gastronomia para levar pra casa, seja para um jantar íntimo, com a família, ou para receber amigos e convidados em uma ocasião especial. A proposta é ideal para a correria do ritmo paulistano e em poucos minutos é possível servir pratos saborosos, preparados com ingredientes de qualidade, frescos e selecionados. Basta aquecer e levar à mesa! Para a sobremesa, doces, bolos, tortas, biscoitinhos e outras especialidades, inteiros, em fatias ou porções pequenas. E tanto os doces quanto os salgados podem ser feitos sob encomenda, para reuniões e eventos. Para completar, o empório traz artigos selecionados, como vinhos, queijos, massas, geléias, temperos e condimentos, azeites, conservas e outros produtos. “Estamos conhecendo o bairro e nossa nova clientela e novos produtos e serviços serão agregados aos poucos”, completa Marcio. A filial fica na Rua Paulistânia, 369 – Vila Madalena. Em Ilhabela, o Donnabella fica na Avenida Almirante Tamandaré, 729 – Itaguaçu. Tel. (12) 3896-1210.


gastronomia

Happy hour no Ventania Bar

E

m um ambiente descontraído, com a cara da ilha, o Ventania Bar tem o clima ideal para curtir o happy hour com os amigos, saborear um chopp ou cerveja gelados e experimentar petiscos especiais, como a Lula à Provençal, os Bolinhos de Bacalhau Dias ou os Rechauds de Picanha, Costelinha, Misto ou Maré (Lula e Camarão). Nos finais de semana, o palco do restaurante recebe shows de música ao vivo de artistas locais e convidados, com repertório variado e som de qualidade. Entre os ambientes, espalhados por um amplo deck de madeira, em um casarão tradicional da Vila, estão três bares, lounges e salão principal com telão, com uma bela vista do canal que liga Ilhabela a São Sebastião. Para o jantar, o cardápio tem saladas, grelhados, massas e especialidades como o Lombo de Bacalhau Dias com Camarão Rosa, temperado com açafrão, azeite, salsinha e alho, servido com tomate, pimentão amarelo e cebola e acompanhado de batatas souté. Para completar, a carta de bebidas inclui diversas marcas de cervejas nacionais e importadas, drinks e caipirinhas, destilados, vinhos e espumantes. Para os praticantes de kite surf o bar oferece ainda uma loja de equipamentos e acessórios. Abre de terça a sábado a partir das 16h e aos domingos a partir das 12:30h. Praça Coronel Julião, 74 – Vila. Tel. (12) 3896-1010.

Foto: Anna Trea

Foto: Cicero Lehmann


Esporte

Edivando de Souza Cruz representa Ilhabela no Pan

U

m dos maiores eventos esportivos do mundo, os Jogos Panamericanos chegam a sua 16ª edição, sediada pela cidade de Guadalajara, no México e, antecedendo os Jogos Olímpicos, reúne atletas de todo o mundo, gerando grande expectativa e atraindo a atenção de fãs dos mais diversos esportes. Representando Ilhabela, o atleta Edivando de Souza Cruz competiu na categoria Mountain Bike Cross Country, integrando a delegação brasileira ao lado dos mineiros Rubens Donizete e Erika Gramiselli. Em sua segunda participação no evento, conquistou este ano a sexta colocação, em uma prova de alto nível, realizada na cidade de Tapalpa, a 130 quilômetros de Guadalajara. Nos Jogos de Santo Domingo, em 2003, Edivando conquistou a medalha de Prata. Em uma disputa acirrada, que reuniu os melhores mountain bikers das Américas e onde poucos minutos fazem a diferença, a classificação foi a seguinte: 1. Hector Paez (Colômbia) - 1min31s12 2. Maximilan Plaxton (Canadá) - 1min31s29 3. Jeremiah Bishop (EUA) - 1min32s41 6. Edivando Cruz (Brasil) - 1min36s50


A seguir, confira os depoimentos de Edivando sobre cada etapa da competição: Viagem:

“Nossa viagem para o México foi no dia 10 de outubro. Chegamos em Tapalpa, local da competição de Mountian Bike, no final do dia 11, e no caminho passamos pela Vila em Guadalajara para o almoço, antes de seguir rumo às montanhas. Em Tapalpa, longe do agito da Vila, ficamos mais tranquilos e aproveitamos ao máximo para descansar e nos recuperar, pois nossa prova seria no Sábado, dia 15”.

Cicuito:

“O circuito de Tapalpa é bem técnico, a região tem muitas pedras e também tinha uma longa subida mesclando trechos na cidade, em ruas de pedra, estrada de chão e trilhas em meio a pinheiros. Todo tipo de técnica era explorado, gostei bastante da pista, mas foi um desafio enfrentar a altitude. Cada volta na pista tinha 6,2km e no total foram 6 voltas, largamos em 2060m e chegamos a 2244 no ponto mais alto do circuito”.

Preparação:

“Acredito ter realizado um dos meus melhores ciclos de treinos visando esta prova, dentro do possível, após ter me classificado na seletiva em Julho, o foco foi os Jogos e me senti muito bem fisicamente nas últimas semanas.Cheguei bem nos Jogos Panamericanos, em condições de fazer uma boa prova”.

Competição:

“Nos alinhamos com atletas de alto nível, foram mais de 20 atletas selecionados dos principais países das Américas, e creio que este foi o Pan mais disputado de todos os anos. Alinhei na segunda fila de acordo com o Ranking UCI e fiz uma largada acompanhando o grupo, no inicio já era uma subida de 10 min e no começo o pelotão andou compacto. No meio da subida, rolaram alguns ataques e perdi um pouco o contato, vinha sentindo a altitude e não consegui render no primeiro trecho de pedras, acabei perdendo tempo e só na segunda volta consegui imprimir um ritmo mais forte e comecei a buscar posições, disputei muito as posições com os outros atletas e no meio da prova a competição

começou a se definir. É preciso ter muita cabeça para competir nesta situação, na altitude o corpo tem outro comportamento e não dá para fazer ataques fortes, é preciso manter um ritmo constante. Assim fiz minha prova, andando no melhor que podia, no final o colombiano Hector Leonardo Paez levou o Ouro, Max Plaxton (CAN) a Prata e Jeremiah Bischop ( EUA) o Bronze, Jeremiah foi Ouro em 2003 em Santo Domingo, e cheguei a 3mim e 30 dele e 5 mim do primeiro. Nenhuma prova de Mountain Bike é igual, tem vários pontos importantes em cada evento, apesar de não levar uma medalha, sei que fiz o melhor na competição. Agora, como sempre, é seguir em frente, a competição também contou pontos no Ranking UCI e isso tem grande importância nesta fase de classificação para as Olimpíadas de Londres, em 2012”.

Agradecimentos:

“Agradeço ao COB e CBC e aos meus patrocinadores que têm dado todo apoio ao longo do ano. O trabalho tem que ser continuo e a participação de todas as partes é fundamental para atingirmos nossos objetivos”.


EM 2012, O FUTURO É AQUI !

D

esde a sua construção, em 1998, o Colégio São João Ilhabela criou um ambiente bonito e agradável, utilizando materiais reciclados e conservando, com sua arquitetura diferenciada, as árvores e as características do lugar, pois confia que a memória e o respeito ao meio ambiente, são os agentes transformadores e educadores do futuro. É com essa confiança e segurança que se ouve dos adultos e das crianças que “é uma delícia estudar aqui”. Com uma equipe treinada e técnica na elaboração do pensamento, envolve seus alunos no processo de aprender e resolver questões, valorizando o potencial natural de cada um, pois entendem “O SER COM SUAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS”. Atentos ao seu papel, esses educadores ajudam na construção de alunos que procuram sempre por maior conhecimento, justificando seus pontos de vista, sendo politizados, diferenciados, respeitados e preparados para o futuro.


O Colégio promove encontros da comunidade local em Festas Juninas, Saraus, Exposições, Feiras Culturais, Olimpíadas, Bazares, onde a criatividade é a tônica e, nesses eventos, todos se surpreendem com o cuidado apresentado em cada um. Disponibiliza nos seus espaços, cursos extracurriculares de Circo, Capoeira, Dança do Ventre, Violino e modalidades esportivas como Futebol, Vôlei, Basquete e Natação, onde todos convivem num ambiente harmônico e respeitoso. O Colégio São João Ilhabela está sempre de portas abertas para recebê-lo!!! Visite nosso site: www.colegiosaojoaoilhabela.com.br


MeioAmbiente

Lixo: cuide bem do seu! Problema que atinge pequenas e grandes cidades em todo o mundo, a destinação correta do lixo é um desafio que só será vencido quando nos conscientizarmos de que cada um de nós é responsável pelo lixo que produz.

Q

uando consumimos qualquer produto, seja uma lata de refrigerante ou um eletrodoméstico novo, adquirimos também responsabilidades que, apesar de não estarem descritas nas embalagens, fazem parte do “pacote”. Depois de matar sua sede, a embalagem que sobrou continua sendo sua, já que você comprou e pagou por ela. A geladeira velha, substituída por uma novinha, mais moderna e mais bonita, mesmo que você não queira mais, também continua sendo sua. A caixa enorme que serviu para proteger sua nova aquisição, os plásticos e isopores, adesivos e afins, é tudo seu! E a responsabilidade por dar a tudo isso a destinação adequada também é.

Reduzir, Reutilizar, Reciclar

Já que é impossível viver sem gerar lixo, o conceito dos 3R’s ensina regras simples que podem colaborar para que cada um assuma a responsabilidade pelos resíduos que produz, diminuindo seu impacto no meio ambiente e na sociedade. Reduzir o consumo – Desde as compras no supermercado até a escolha de um bem durável, procure agir de forma consciente, levando para casa apenas o necessário e considerando o impacto de suas escolhas. Evite produtos com embalagens em excesso ou não recicláveis e opte por artigos de boa qualidade, que duram mais e evitam sucessivas substituições. Reutilizar – desde embalagens vazias até produtos que podem ser consertados, reutilize tudo o que for possível. Além de economizar dinheiro, matéria prima e recursos naturais, você evita que coisas que ainda têm utilidades se somem à já enorme quantidade de lixo existente no nosso planeta. Reciclar – se não deu para evitar o consumo nem reutilizar, recicle. Boa parte do lixo doméstico pode ser reciclada, diminuindo impactos, economizando recursos e gerando renda para as famílias que vivem da reciclagem e ajudam a transformar o nosso lixo em matéria prima para novos produtos. 38 - REVISTA ILHABELA

Coleta Seletiva

Separe o seu lixo

Ilhabela conta com o serviço de coleta seletiva de lixo, que recolhe e destina de forma distinta lixo orgânico, material reciclável e podas de jardins. Segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mesmo com a coleta seletiva, apenas pouco mais de 10% do lixo do município é reciclado, número que poderia aumentar consideravelmente se houvesse maior adesão da população, que precisa separar o lixo para que ele receba a destinação adequada. Na baixa temporada, são recolhidas cerca de 630 toneladas de lixo orgânico por mês e 80 toneladas de lixo reciclável, números que aumentam até quatro vezes nos períodos de alta temporada. Para se ter uma ideia dos impactos econômicos gerados pela reciclagem, dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo por dia, somando mais de 180 mil toneladas diárias no país. Deste total, cerca de 73 mil toneladas são de resíduos que poderiam ser reciclados. De acordo com o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, isso equivale à perda de nada menos que R$ 8 bilhões por ano. Em Ilhabela, o fator do gasto com a destinação do lixo é agravado pelo alto custo de exportação dos resíduos, já que desde 2004 a cidade encerrou as atividades do aterro municipal e passou a transbordar o material orgânico para um aterro particular localizado no interior do Estado de São Paulo. A medida resolveu a grave situação em que se encontrava o lixão localizado no bairro da Água Branca, que hoje está em fase de recuperação e opera apenas o transbordo do lixo, que é depositado diretamente nos conteiners onde são transportados. O local também abriga o Centro de Triagem de materiais recicláveis, mantido por uma associação que atualmente conta com 23 trabalhadores, além de receber resíduos de poda e construção civil.

Para aderir à coleta seletiva de lixo e contribuir com a preservação do meio ambiente e com a melhora da qualidade de vida em sua cidade, basta separar o lixo orgânico do reciclável e colocá-lo em sua lixeira nos dias certos da coleta (veja quadro).

Lixo reciclável: Folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, garrafas PET, recipientes de limpeza, latas de cerveja e refrigerante, canos, esquadrias, arame, todos os produtos eletroeletrônicos e seus componentes, embalagens em geral e tudo o que puder voltar a cadeia produtiva como matéria prima para novos produtos. Lixo orgânico: restos de alimentos, lixo do banheiro e tudo o que não for reciclável.

Podas: a prefeitura de Ilhabela também

recolhe podas ensacadas (folhas, grama e demais resíduos de limpeza de jardim que devem ser embalados em sacos plásticos resistentes). Podas de árvores e plantas maiores, que não puderem ser ensacadas, podem ser levadas até o aterro, mas não serão recolhidas pelo caminhão da prefeitura. Podas deixadas na calçada ou na rua geram ao proprietário do imóvel multa de R$500,00 por dia e a taxa de recolhimento em veículo público é de R$ 150,00 por viagem. Vale lembrar que a queima de podas constitui crime ambiental, com pena que prevê reclusão e multa. Denúncias podem ser feitas à Polícia Ambiental e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.


Confira os dias da coleta de lixo em seu bairro:


TrêsNoMundo

Portugal Continental: Raízes, Família e Comilança

T

enho que começar este artigo me desculpando com você, amigo Leitor. Da mesma forma que aconteceu em nossa primeira viagem, falhamos uma edição da Revista Ilhabela por problemas de comunicação. É engraçado como algumas coisas se repetem: na primeira viagem, o único trecho que não queria fazer sem um tripulante extra, a passagem do famoso Cabo de São Tomé, fomos obrigados a fazê-lo sozinhos, pois não houve condições de um tripulante chegar a tempo. Da mesma forma, nesta nova viagem, o único trecho que eu não queria fazer sem tripulantes extras, a travessia de 20 dias do Atlântico, também teve que ser feita apenas por nós, por problemas com os amigos que nos acompanhariam e a urgência de zarpar, que citei no último artigo. Agora aconteceu de novo: falhamos uma edição, como aconteceu na primeira viagem também. Torço que tudo continue acontecendo assim: repetindo detalhes daquela maravilhosa viagem, que mudou

nossas vidas e nos fez retornar mais felizes e mais sábios. Bem, Leitor, você deve estar falando: “ OK, OK, está desculpado, mas pare de enrolar e conte o que aconteceu desde os Açores logo!”. Os Açores foram uma grande e maravilhosa surpresa. Como disse no outro artigo, são imperdíveis! Fora as ilhas de Flores e Faial, que já contamos, passeamos ainda pelas ilhas do Pico, São Jorge e a Terceira. Gostamos de todas, que têm características geográficas diferentes, mas o mesmo povo acolhedor e hospitaleiro. Fizemos bons amigos em todas elas e lá vimos paisagens das mais belas de toda nossa vida! Logo chegou a hora de atravessar para Portugal continental. Estávamos ansiosos para chegar lá e rever parentes que não vemos há muitos anos. O Jonas e a Carol iriam conhecer muitos primos e um pouco

da história da família. Quando o Jonas perguntou quanto tempo levaríamos para chegar a Cascais, nossa primeira parada no continente, e eu disse que seriam cerca de sete dias, ele respondeu: “- Uma travessia curta! Que bom!”. Nossa, como mudaram as nossas referências depois dos vinte dias da travessia do Atlântico!!!


Lisboa foi uma grata surpresa para todos. Visitamos todos os pontos turísticos principais desta capital, que une o antigo e o moderno de forma graciosa. Museus, castelos, igrejas e monumentos não faltam para serem visitados e são belíssimos. Toda visita remete à história deste povo trabalhador e religioso e, consequentemente, à historia do Brasil. Ficamos vários dias para conhecê-la um pouco e muitos outros seriam necessários para conhecê-la bem.

Fotos: Divulgação

A viagem da ilha Terceira até Cascais foi muito sossegada. Durante os cinco primeiros dias o barco dava a impressão de estar parado na marina, de tão estável que navegava. Imagino que deva ser assim andar num catamarã! Chegamos muito bem e a única dificuldade foi cruzar a “estrada” de navios que existe perto da costa de Portugal. São duas “pistas” para subir e duas para descer e temos que ver bem a hora certa de atravessar. É como atravessar uma rodovia movimentada em cima de uma bicicleta. Nesse ponto, o AIS foi perfeito: nos dava exatamente a distância que os navios passariam de nós. Chegamos em Cascais, conhecemos um pouco da linda cidade e no dia seguinte subimos o Tejo para chegar a Lisboa. Inesquecível é a palavra que mais define essa velejada! Subir esse rio, de onde as caravelas portuguesas saíram para desbravar os mares, vendo os fortes, Torre de Belém, Jerônimos e Monumento aos Descobrimentos na sua margem esquerda, perto da qual estávamos, fazia parte de um sonho há muito tempo acalentado e finalmente realizado! Cá estamos nós, os “travessos”, como já nos chamam, chegando para descobrir Portugal!

Mas, após alguns dias em Lisboa, era hora de resgatar as raízes. Fomos para a Carvalheira, povoação natal de meu pai, e encontramos todos os primos e tios, que nos esperavam ansiosamente. Depois, foi a vez dos tios e primos do lado materno, que moram no Vale Grande, e também ligavam sempre para saber quando chegaríamos. Foram encontros maravilhosos: revimos e conhecemos muitos parentes e pudemos conviver bastante com eles nesses quase três


meses que ficamos em Portugal. Ah, você sabe como o português demonstra mais o seu amor e carinho, Leitor? Com comidas! Todos eles faziam coisas típicas, sempre deliciosas, para que experimentássemos e soubéssemos como nossos antepassados comiam. Muitas coisas que minha avó fazia quando eu era pequeno voltei a comer nesta terra maravilhosa! Descrever estas comidas e prazeres gastronômicos, causou algumas reclamações por parte dos leitores do nosso blog, pois diziam que mal começavam a lêlo e já ficavam com fome! Também recebi a sugestão de mudar o nome do Travessura para “Travessona”, sugestão que até cheguei a avaliar, depois de ter engordado seis quilos desde que cheguei a Portugal! Outro resgate que eu queria fazer de nossas raízes, além do amor e amizade de nossas famílias portuguesas, era o modo de vida de nossos antepassados. Eu queria que o Jonas e a Carol vissem como eles trabalhavam e as coisas mais tradicionais que faziam, num ciclo anual que nunca podia parar, pois a parada em um ano significava fome no seguinte. Portanto, fomos à colheita das batatas com os primos do Vale Grande, onde colhemos duas toneladas delas. O Jonas e a Carol disseram que vão respeitar muito mais as batatas quando elas forem colocadas à sua frente numa mesa! Também fizemos a vindima com os primos da Carvalheira, colhendo os cachos de uva na época certa. No mesmo dia, o Jonas e a Carol pisaram as uvas, cujo suco chamado “mostro”, irá fermentar para se transformar em vinho, que será bebido no próximo ano. Apanhamos frutas, nozes, castanhas, avelãs e amêndoas, comidas na hora, cujo sabor é melhor ainda! E também fomos ao agradecimento e pedido de proteção ao Ser Supremo, participando das procissões e festas religiosas que cada pequena povoação faz no tempo da colheita. Mas, além de todas essas coisas que eu queria rever e mostrar aos meus filhos, ainda aprendemos muitas coisas que eu não esperava e fiquei feliz de conhecer. Uma foi ver esse Portugal moderno, mas que sabe conviver e manter suas tradições, espero eu, por muito tempo ainda. Outra é a força de trabalho desse povo, que não sei se é geral no país, mas que vi muito forte nos dois lados da minha família portuguesa. E não um trabalho sacrificante, mas feliz e feito com carinho, apesar de ser pesado e cansativo, principalmente para as mulheres portuguesas. Estas cuidam de filhos e casas, além de trabalharem fora para ajudar no sustento da casa, sem terem empregadas 42 - REVISTA ILHABELA

ou faxineiras, como temos no Brasil. E as casas estão sempre muito arrumadas e limpas, sem ter o que falar! (Ficava até com vergonha quando as primas visitavam o Travessura!!! - rsrsrs!!!). E as famílias, então, são muito unidas, criando laços de amor e de carinho mútuo que são a base de apoio para quaisquer problemas que possam acontecer na vida de cada um. Também andamos muito pelo país, que apesar de pequeno em área, tem milhares de coisas para ver. Não é a toa que é um dos principais roteiros turísticos para o europeu! A cada 30 quilômetros há sempre uma cidade interessante, com igreja, museu, castelo, praia, palácio ou tudo isso junto, que vale a pena ver. Tínhamos ideia de ir de carro até a Espanha e a França, principalmente por causa da Carol, que é vidrada para conhecer alguns lugares da França. Após alguns dias em Portugal, vimos que isso causaria uma perda de tempo grande em deslocamentos e coloquei a sugestão de ficarmos apenas em Portugal. Qual não foi minha surpresa, quando a Carol concordou imediatamente com isso e disse que também preferia continuar em Portugal apenas! Isso significava que ela estava adorando nossa realidade e que deixaria o sonho de conhecer a França para outra oportunidade. Ótimo!!! Dessa forma, começamos a correr Portugal com um carro emprestado pelo primo Celestino (puxa, nunca imaginei que iria dirigir um Mercedez um dia!) e a conhecemos desde Guimarães, a cidade berço de Portugal ao norte, até Monte Gordo, praia do Algarve ao sul, já na

fronteira com Espanha. Paramos em muitos lugares, mas muitos outros ficaram por conhecer. Dizemos que sempre temos que deixar algo para conhecer nos lugares, para podermos voltar. E Portugal é um lugar que eu gostaria de voltar sempre! Difícil é responder a sempre repetida pergunta: “- E de qual lugar vocês mais gostaram?”. Simplesmente, não sabemos! Posso relacionar muitos lugares que considero imperdíveis: Lisboa, Cascais, Sintra, Óbidos, Évora, Braga, Guimarães, Fátima, praias do Algarve, Aveiro, Coimbra, Porto e muitas outras. E quanto à culinária portuguesa, não se pode ir embora sem experimentar o leitão da Bairrada, pastéis de Belém, chanfana, pastéis de Tentúgal, ovos moles de Aveiro, cozido à portuguesa, caldeirada de enguia, rojões, secretos de porco preto e sardinhas assadas, além, é claro, do sempre famoso bacalhau, feito de diversas formas, inclusive sua língua e, como chamam por aqui, suas “caras”. Recomendo, apenas, um bom regime e perder alguns quilinhos antes de vir para cá. Portanto, a segunda pergunta que mais nos fazem: “- O que mais gostaram de comer por aqui?”, também fica com a sua resposta prejudicada! Mas uma muito, muito fácil de responder é: “- O que mais gostaram em Portugal continental?”. Infelizmente, a resposta não irá lhe servir muito, amigo Leitor, pois você não poderá comprar um pacote turístico para isso, nem pegar um avião, carro e vir até aqui vivenciar essa experiência. Nem que tivesse muito tempo e se propusesse a repetir todos os nossos passos, nunca


alcançaria a intensidade do que mais gostamos, pelo simples motivo que é algo íntimo nosso. E a resposta é simples: ter convivido com os primos e tios e ver todo o carinho e amor com que fomos recebidos e cercados de cuidados sempre! Ter resgatados as raízes mais profundas do amor familiar e conhecer seu passado, que mesmo muitos milhares de quilômetros e algumas dezenas de anos não puderam apagar. Só isso já valeria toda a nossa viagem! E viver com eles momentos simples, como o acender da lareira, que a Carol tanto gostava de fazer, e muitos outros, com todos, que acenderam o lume de nossos corações. Agora estamos nos preparando para zarpar para as Canárias. Atrasamos um pouco para sair e, por causa da meteorologia, teremos que saltar a ilha da Madeira, onde pretendíamos parar. Será mais um lugar que deixaremos para conhecer numa próxima viagem e podermos voltar. Você deve imaginar que as despedidas foram difíceis e foram mesmo. Mas não foram tristes! Alguns primos iremos reencontrar em breve, nas Canárias e em Natal. Outros ficaram de nos visitar no Brasil para conhecer a nossa maravilhosa Ilhabela, depois que tanto falamos dela. Nós pretendemos voltar a Portugal sempre que possível, velejando ou de avião, pois o meio não importa para estarmos perto das pessoas queridas. Agora que resgatamos nossas raízes e vimos que os laços que nos unem extrapolam o espaço e o tempo, temos a certeza de continuarmos todos sempre ligados por esse lindo elo chamado saudade! Este artigo é dedicado a todos os primos e tios que nos receberam em Portugal e dos quais sentiremos imensas saudades. Se quiser conhecer detalhes de nosso dia a dia em Portugal e as pessoas a quem este artigo foi dedicado, acesse www.tresnomundo.blogspot.com e terá muito para ver!


Pets Exames preventivos garantem vida longa aos pets Idas ao veterinário e exames de rotina aumentam a qualidade e o tempo de vida dos animais de estimação Foto: Guilherme Andrade

A

expectativa de vida dos animais aumentou nos últimos tempos, principalmente a dos cães e gatos, que antes viviam em média sete anos e hoje chegam a completar o dobro dessa idade. Segundo a professora da Clínica Médica do curso de Medicina Veterinária da Unopar, Flávia Navas Padilhas, esse avanço se deve a evolução da medicina veterinária e a dedicação dos proprietários dos animais, que levam seus bichos para fazerem check-ups. "Um fator importante para aumentar a sobrevida dos animais de estimação é a prevenção, por isso a importância das consultas e exames periódicos. Com isso podemos diagnosticar, prevenir e tratar possíveis doenças que o animal venha a desenvolver, principalmente, ao ficar mais velho", declara Padilhas. A veterinária ressalta que o ideal é que o animal seja acompanhado desde os primeiros dias de vida. "Recomenda-se fazer um primeiro check-up para descartar verminoses e doenças infecto-contagiosas. Verminose em filhotes pode ser grave porque causa diarréia. Em animais de pequeno porte, como cães, pode até matar, pois eles se desidratam muito rápido", adverte Padilhas. Nesse caso, um exame de fezes pode ajudar em um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais rápido e eficaz. A professora afirma que a principal medida preventiva contra doenças infecto-contagiosas é a vacinação. Ela ainda faz um alerta: "Não se deve levar o animalzinho para passear antes que ele tenha tomado o primeiro ciclo de vacinas, que dura em média três meses. Depois dessa etapa, é importante lembrar da revacinação anual". Já para os cães idosos, com mais de sete anos, a veterinária ressalta que a visita ao veterinário deve incluir exame dos olhos para diagnóstico e tratamento de catarata e também da boca, onde a presença de bactérias pode iniciar muitas doenças. "Outro ponto importante é a avaliação do fígado e dos rins, já que nesta idade as doenças são mais comuns. Tudo o que a gente diagnostica no início é mais fácil de ser tratado e controlado", explica Flavia. Com o avanço da medicina veterinária, o animal não fica sem tratamento. "Se o veterinário perceber alterações nos batimentos cardíacos, ele pode pedir um ecocardiograma ou um eletrocardiograma. Se o problema for nos pulmões, pode ser feito um Raio-X. Exames de urina e sangue detectam sinais de diabetes e infecções", relata. A veterinária também comenta sobre a importância da observação do dono para a saúde do animal. "Os proprietários devem estar sempre atentos a sinais como emagrecimento progressivo, sede excessiva e alterações de comportamento. Outra dica é apalpar os animais para perceber pequenos tumores", diz Padilhas. Neste caso, a professora afirma que o melhor a fazer é procurar ajuda especializada. "Uma ultrassonografia abdominal pode indicar a presença de tumores antes que eles se tornem intratáveis", declara.


Fotos: Guilherme Andrade


BoasCompras Luminária e castiçais artesanais, na Cumpadi Venda Mineira.

Balde (R$ 15), cesto de lixo (R$ 12), limpador de taças, Wine Saver e Wine Cooler, na Limpa Ilha.

Nova coleção de Verão, na Estilo Direto.

Solar RayBan, na Consultoria Ótica Tatiane Utiaque.

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Bazar Reciclagem Rua Olímpio Leite da Silva, 149 - Perequê Tel.: (12) 3896-5052 Consultoria Ótica Tatiane Utiaque Rua Irene Barbosa, 137 - Perequê Tel. (12) 3896-6676 Esculturas de madeira e prato e vasos de madrepérola, na Espaço Casual.

Cumpadi Venda Mineira Rua Dois Coqueiros, 134 - loja 1 Tel. (12) 3896-3102 Espaço Casual Praia Fazenda Barreiros, 2024 Tel. (12) 3896-6605 Estilo Direto Rua Dois Coqueiros, 115 - lj. 2 - Perequê Tel. (12) 3896-1374 Ilha Kids Av. Princesa Isabel, 1386 - lj. 4 - Perequê Tel. (12) 3896-3522 Limpa Ilha Rua Benedito dos Anjos Sampaio, 155 (Rua do Fórum) - Barra Velha Tel.: (12) 3895-7266 / 3895-6140 Villa Rose Grelle Av. Princesa Isabel, 988 - Perequê Tel.: (12) 3896-5788 / 3896-2484


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48 - REVISTA ILHABELA


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Ateliê Cerâmica com Arte | Silvia Araújo Rua Espírito Santo, 145 - Barra Velha Rua da Padroeira , 12 - loja 6 - Vila Tel.: (12) 3896-5751 Butterfly Av. Almirante Tamandaré, 149 - Itaquanduba Tel. (12) 3896-2736 Chácara Pau-Brasil Av. Princesa Isabel, 1.788 - Perequê Tel. (12) 3896-1617

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Cultura

S

ão 8 horas da noite e o público começa a chegar, de carro, a pé ou de bicicleta no Pés no Chão. O cheiro da pizza saindo do forno de barro aguça o apetite de todo o mundo, e no balcão as pessoas se aglomeram para comprar as fatias de pizza ou os bolos e sucos naturais. O hall do teatro vai ficando cada vez mais apertado para tanta gente, e as pessoas se juntam em rodas de conversa dentro e fora do prédio. Há muitas crianças correndo de um lado pra outro, famílias inteiras com roupa de domingo, amigos que se encontram e combinam um jantar pra outra semana, adolescentes em profusão encostados em troncos lá fora, e turistas que se espantam de encontrar um lugar assim escondido no miolo da Barra Velha. Às 8 e meia, a porta do teatro se abre e a expectativa aumenta. As pessoas vão entrando e sentando nas arquibancadas.

Fotos: Acervo Pés No Chão

O 14º acabou. Bem vindo 15º Dança e Movimento! Cia Druw 2


Cia Cênica Nau de Ícarus

Conforto não é o que se espera, e sim a apresentação de mais um espetáculo do Dança e Movimento. A casa cheia mostra que o evento já ganhou seu público. A popularidade que ele atingiu este ano demonstra que a arte da dança fala com todos, toca indiscriminadamente qualquer coração, basta que se crie uma oportunidade para isso acontecer. No momento em que se avaliam os resultados alcançados pelo 14º Dança e Movimento, a conclusão a que se chega é que ele atingiu todos os seus objetivos, e superou sua expectativa de público, beneficiando quase 6.000 pessoas. O teatro do Pés no Chão esteve cheio em todas as noites da programação oficial, e a mostra paralela também foi uma excelente opção para as pessoas, que não vão até o teatro da Barra Velha. Tanto o palco montado em Borrifos, quanto em Itaquanduba e Reino receberam um bom público, que pode assistir aos trabalhos dos alunos de dança da FUNDACI e do Pés no Chão. A mostra paralela também proporcionou - através do grupo ParaladosanjoS - a alegria da criançada das escolas públicas de Ilhabela e São Sebastião nas cinco exibições do espetáculo “Paraladibom”. Essa disseminação do evento deverá ser repetida nas próximas edições. Havia duas apresentações previstas para um palco montado na Vila, mas elas foram transferidas para o Teatro do Pés no Chão, por causa do mau tempo. Estrategicamente, o Pés no Chão provou que é sempre preciso ter um plano B.

Euetheia 2


Cultura O 14º DM ocorreu entre os dias 10 de setembro e 2 de outubro de 2011, mostrando excelentes trabalhos de dança e de artes integradas. Entre os destaques desta edição, três grupos estiveram pela primeira vez no evento e foram boas surpresas: a Ribeirão Preto Cia. de Dança, a Cia. Cênica Nau de Ícaros e o Núcleo OMSTRAB. Os três espetáculos apresentados, respectivamente “Sobre Nós”, “Cidade dos Sonhos” e “Cidade” agradaram bastante ao público. Entre as companhias que já participaram do Dança e Movimento, e retornaram este ano destacaram-se: a Companhia de Danças de Diadema, a Cia Druw e o Grupo ParaladosanjoS. A Companhia de Danças de Diadema trouxe um de seus maiores e melhores espetáculos “Crendices.... quem disse?”, a Cia. Druw mostrou “Vila Tarsila”, um trabalho muito elogiado pela crítica especializada, que teve como base a pintora modernista Tarsila do Amaral. O

público adorou, e o grupo deve voltar no ano que vem com o espetáculo “Girassol”, inspirado na arte do pintor Van Gogh. Já a companhia ParaladosanjoS revelou toda a sua versatilidade artística, apresentando numa noite um lindo espetáculo infantil – “Tchu-Tchu-Tchu” – e dois dias depois um trabalho bem adulto, dirigido por Adelvane Neia. Ele foi um dos pontos altos do evento: “Euethéia – um elogio à loucura”. O espetáculo foi magistral sob todos os aspectos, com destaque para o cenário, a performance artística de Marcos Becker e o acompanhamento ao vivo de Mauro Braga no violoncelo. Em relação aos trabalhos apresentados pelos grupos locais, o palco do Dança e Movimento cumpriu a sua missão de promover a arte-social, que se desenvolve em Instituições, Fundações e Entidades. Foram apresentados trabalhos fundamentais como o que a APAE faz em Ilhabela, que

levantou a platéia e emocionou a todos, e também estendeu a programação de uma das noites, permitindo que todos aqueles que se dedicam à dança tivessem a oportunidade de subir ao palco e mostrar suas conquistas. Para os organizadores do Dança e Movimento o mais importante neste projeto é realizar um evento suficientemente generoso para acolher, respeitar e valorizar a arte da dança, seja ela protagonizada por uma grande companhia profissional, seja ela desenvolvida no âmbito amador ou ainda durante o processo de formação de alunos. O 14º Dança e Movimento foi promovido pelo Espaço Cultural Pés no Chão com apoio do ProAC - Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e da Prefeitura Municipal de Ilhabela. A participação da Prefeitura como apoiadora fortaleceu institucionalmente a iniciativa, além de viabilizar a ampliação do projeto original. Ela permitiu, entre outras coisas: a implantação da mostra paralela com palcos montados nos bairros, e a reforma necessária do palco do Pés no Chão para os espetáculos. No decorrer do evento, a equipe do Pés no Chão teve a confirmação de que seu projeto “15º Dança e Movimento” foi contemplado pela quarta vez consecutiva no EDITAL Nº 05 DO PROGRAMA DE AÇÃO CULTURAL - “CONCURSO DE APOIO A PROJETOS DE FESTIVAIS DE ARTES NO ESTADO DE SÃO PAULO”. É uma ótima notícia para toda a população de Ilhabela, que já tem garantida a próxima edição dessa brilhante mostra de dança. Pois então... bem vindo 15º Dança e Movimento!

Paraladosanjos - Paraladibom 2


Nesta edição, a astróloga Célia Gozzi lança nossa seção de Horóscopo, com previsões para cada signo, dicas e curiosidades, como nomes de figuras ilustres regidas por cada casa do zodíaco. Novembro começa favorecendo todos os contatos, pessoais, profissionais, comerciais, todos eles. Expansão, crescimento, sorte, otimismo, entusiasmo e descontração são palavras que têm sentido em todos os dias, mas um eclipse solar no dia 25 sugere calma e bom senso diante de mudanças. Até lá o ideal é dar fim a pendências antigas e não perder tempo com idealizações. É o real, o possível e o que está próximo que merece atenção.

ÁRIES - 21/3 a 20/4 Força de vontade e uma imensa determinação para realizar qualquer coisa é o grande presente deste mês. Impulsividade, determinação e intolerância a qualquer tipo de restrição acabam com o que era considerado impossível. Os nãos serão ignorados e a rotina será virada do avesso. Mas jogar pelos ares o que um pouquinho de bom senso resolveria? Bastante provável. E em qualquer área. Sem distinção. Nasceram sob o signo de Áries: Leonardo da Vinci, Van Gogh. René Descartes.

CÂNCER - 21/6 a 21/7 As definições começam a aparecer a partir do dia 6. Para dar uma mãozinha a elas flexibilidade ajuda muito. Não há nada que não possa ser resolvido num clima que é de solidariedade o tempo todo. Situações que pareciam não sair do lugar ficarão claras entre os dias 10 e 18, mas exatamente neles os ânimos poderão ficar exaltados por pouco. Retomadas ou novos inícios? Só no finalzinho de novembro. Nasceram sob o signo de Câncer: Guimaãres Rosa, Rembrandt, Nelson Mandella.

LIBRA - 23/9 a 22/10 Nada tem sido fácil de algum tempo para cá, o que independia da sua vontade. Mas neste novembro muito do que acontece depende de você. De determinação, principalmente, mas de convicção e de otimismo diante de eventuais obstáculos. Sua imensa facilidade de comunicação, exaltada agora, é um instrumento poderoso em todas as situações. Convencer os outros do que lhe é importante? Facílimo. É só testar. Nasceram sob o signo de Libra: Miguel de Cervantes, Luciano Pavarotti, Friedrich Nietzche.

TOURO - 21/4 a 20/5 Distorcer a realidade no comecinho do mês é possível, mas Vênus, regente de Touro, o planeta dos relacionamentos e que simboliza charme, graça, prazer e beleza fazendo belos aspectos no céu, atenua as dificuldades que surgirem. Decisões importantes, se deixadas para depois do dia 10, terão soluções mais rápidas. Desfazer mal-entendidos, aproximar pessoas, formar parcerias? Caminho livre para eles. Nasceram sob o signo de Touro: William Shakespeare, Robespierre, Sigmund Freud.

LEÃO - 22/7 a 22/8 O que foi iniciado entra em fase de realização concreta a partir do dia 10. Só o que é mensurável merece atenção, e se necessário for dar um passinho atrás para acertar o passo com o que saiu do ritmo não convém hesitar. Em todos os relacionamentos agir assim trará benefícios que não são registrados num primeiro olhar. Com um eclipse solar no dia 25 o melhor é dar conta de tudo antes. Bom senso e calma contam muito. Nasceram sob o signo de Leão: Carl G. Yung, Napoleão Bonaparte, Oswaldo Cruz.

ESCORPIÃO - 23/10 a 22/11 Intensidade, palavra característica do signo, está na contramão agora. É o simples, o despojado, o descontraído e o que é fácil também que têm mais chances de dar certo. Descomplicar é o que funciona. O que? Tudo, por mais estranho que pareça. Acordos, ajustes, aproximações e reaproximações e o que mais contribuir para a paz ao redor merecem ser feitos sem que haja a mínima hesitação. Funcionam. Nasceram sob o signo de Escorpião: Geraldo Alckmin, Mao Tsé- Tung, Claude Monet.

GÊMEOS - 21/5 a 20/6 A sensação de estar numa maré de sorte pode resultar em negação ao que não pode ser realizado na hora. Ou do jeito desejado. É o pensar grande e o olhar para um futuro distante que está por trás de tudo o que acontece. Que há uma mãozinha invisível para ajudar o que sai dos eixos, não há dúvida alguma, mas nem assim devem ser cogitadas decisões radicais. Depois do dia 25, menos ainda. Nasceram sob o signo de Gêmeos: Platão, Fernando Henrique Cardoso, Igor Stravinsky.

VIRGEM - 23/8 a 22/9 Sentidos em alerta o tempo todo. É isso o que o céu de agora mostra que deve existir. Chances de expansão existem desde o começo do mês e precisam ser detectadas tão logo apareçam porque depois do dia 20, Mercúrio, que simboliza a comunicação em todos os níveis e é regente de Virgem, tende a distorcê-la a toda hora. Extravios de documentos, mal-entendidos ou palavras ditas fora de hora? Tudo é possível. Nasceram sob o signo de Virgem: Juscelino Kubstscheck, Di Cavalcanti, Albert Sabin.

SAGITÁRIO - 23/11 a 21/12 Com o Sol entrando em Sagitário no dia 22, exatamente às 14h07 min., a sensação é de que chegou a sua vez. De crescer, de ousar, de arriscar, de mudar os cenários atuais. Ficar de bem com a vida é mais fácil porque há um misto de entusiasmo, otimismo e autoconfiança que parecem surgir do nada. Que é contagiante, soluciona problemas e aproxima as pessoas. Controlar excessos vai exigir um enorme esforço. E-nor-me. Nasceram sob o signo de Sagitário: Nostradamus, Clarice Lispector, Olavo Bilac.

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Horóscopo

CAPRICÓRNIO - 22/12 a 20/1 As dúvidas quanto ao fazer ou não fazer mudanças vão continuar. É que algumas mudanças mexem com seu senso de segurança, e o que é mais importante que ele? Mas há chão firme para assumir alguns riscos e seguir adiante porque os desafios estão por toda a parte. Negá-los é retroceder. E retroceder contraria o que é mais valioso para o seu signo. Com o bom senso e a cautela de sempre errar será a exceção. Nasceram sob o signo de Capricórnio: Casimiro de Abreu, Candido Portinari, Isaac Newton.

AQUÁRIO - 21/01 a 19/02 Há algo de desprogramação acontecendo desde o começo do ano exigindo flexibilidade o tempo todo. Certezas não existem, o que não tem nada de estranho já que a inquietude do signo não se entende bem com elas. Verdades absolutas? Melhor esquecê-las porque os ares mudam a todo instante e suas idéias acompanham o ritmo deles naturalmente. Driblar a ansiedade e a impulsividade? Urgência máxima. Nasceram sob o signo de Aquário: Amadeus Mozart, Julio Verne, Charles Dickens.

PEIXES- 20/2 a 20/3 Emoções e sentimentos ditam praticamente tudo o que acontece. Sensibilidade nas alturas, intuição idem e uma tendência a dar à realidade as cores preferidas podem resultar em julgamentos errados. Coincidências, acasos, sonhos, imprevistos e idéias que surgem do nada merecem ser decodificados. Através deles saídas interessantes para situações que não atam nem desatam poderão ser encontradas. Nasceram sob o signo de Peixes: Victor Hugo, Schopenhauer, Padre José de Anchieta.

Célia Zamarrenho Gozzi - geógrafa formada pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras "Sedes Sapientiae" tendo atuado como professora em diversas escolas de São Paulo. Dedica-se à astrologia deade 1987 ministrando cursos, palestras, seminários e workshops .Foi apresentadora de dois programas sobre astrologia na TV Alphaville e no Canal São Paulo, estes transmitidos pela TVA. Foi parceira da America On Line enquanto esta atuou no Brasil escrevendo horóscopos diários e semanais. Escreve para várias revistas da Editora Abril e trabalha com interpretação de mapas astrais. Contato: celiagozzi@terra.com.br


Projeto do Instituto Rukha leva transformação social a famílias de Ilhabela Criado em 2004, o Instituto Rukha nasceu com a intenção de promover o desenvolvimento humano e social em comunidades com pouco ou nenhum acesso às oportunidades de crescimento e transformação pessoal.

O

rientado pelo trabalho de um grupo de cientistas liderado pelo Dr. Yusaku Soussumi, que há anos se dedica ao estudo das causas da degradação dos valores humanos sob o ponto de vista neurocientífico e psicanalítico, o Projeto Virada iniciou sua atuação na zona sul da capital paulista, onde hoje atende 200 famílias que tiveram suas realidades transformadas através do desenvolvimento biológico, psíquico e social, gerando condições para a viabilização de projetos de vida que garantam autonomia econômica e social. Utilizando o relacionamento humano como principal ferramenta, o projeto busca o desenvolvimento das famílias atendidas através de visitas domiciliares feitas por uma equipe multidisciplinar, formada por educadores, psicólogos, agentes de saúde e outros profissionais, que após conhecer as carências, necessidades e problemas de cada núcleo, oferecem orientação e suporte, encaminhamento, quando necessário, além de acompanhamento constante. Também são realizados encontros familiares e em grupo, sempre com o objetivo de promover

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o direcionamento dos indivíduos, das famílias e da comunidade para a criação de projetos de vida capazes de transformar sua realidade social.

Projeto Virada Ilhabela

Atendendo ao convite da Prefeitura de Ilhabela, em 2009 o Instituto realizou um diagnóstico em duas áreas distintas da cidade: a comunidade tradicional do Bonete e um conjunto de bairros da face urbanizada onde foi detectada maior vulnerabilidade social. Encerrado o diagnóstico, em fevereiro de 2010 foi iniciado um projeto piloto no Bonete, adaptando a metodologia à realidade e às necessidades da comunidade. Em outubro de 2010 o projeto chegou aos outros bairros contemplados e atualmente beneficia 120 famílias, 40 no Bonete e 80 em áreas carentes da ilha. No Bonete, onde o projeto conta com uma base e a presença constante de educadores sociais, além das visitas individuais e periódicas às famílias, já foram realizadas ações de desenvolvimento comunitário, como a criação de um grupo de bordadeiras e a realização, em parceria com o Fundo Social de Ilhabela, de um

curso de panificação, que capacitou moradores da comunidade para produzir e comercializar pães artesanais. Outras propostas que buscam explorar os potenciais dos moradores e criar ações de desenvolvimento sustentável estão em andamento. Na face urbanizada da ilha, que abriga a sede local do Instituto e conta com uma equipe permanente de educadores, o projeto também já colhe frutos, disseminando conceitos importantes de cidadania, estimulando o desenvolvimento com base no diagnóstico dos potenciais de cada membro da família, mostrando a importância do fortalecimento dos vínculos afetivos e do respeito mútuo, orientando a resolução de conflitos que vão de brigas familiares a problemas como violência doméstica, álcool e drogas, e intermediando a inserção de crianças e adultos em programas públicos ou de organizações da sociedade civil que objetivem o desenvolvimento humano, social e econômico. Para conhecer melhor o Instituto, colaborar ou tornar-se um contribuinte, visite o site: www.rukha.org


Arquitetura

Colchões

Empório Doces/ Salgados

Ilhatudo Materiais / Construção

Limpeza

Portas e Janelas

Sist. de Segurança

Náutica

Tecnologia

Cursos/ Profissionalização Lingerie

Paisagismo

Dentista

Materiais / Acabamento

Tratamento de Esgoto


M

esmo tendo mais informação e mais tecnologia, estamos lidando atualmente com um aumento no número de pessoas com dores provenientes de lesões e ineficiência da biomecânica articular.

Foto: Guilherme Andrade

Saúde articular

SuaSaùde

Quais seriam as causas? Penso que uma das causas surge do sedentarismo epidêmico que se instalou nas sociedades urbanas modernas, que traz o sobrepeso e a obesidade para níveis estatísticos alarmantes no que tange a saúde pública. Outra causa importante surge dos tipos de atividades que as pessoas não sedentárias estão escolhendo como principais em seus programas de condicionamento físico. Dentre estas atividades escolhidas a maioria é cíclica. Exercícios cíclicos são aqueles em que o movimento é repetitivo e a amplitude de movimentação das articulações normalmente é baixa. Estas situações causam pontos de alta pressão praticamente sempre nas mesmas áreas, ocasionando desgaste precoce de tecidos como ossos, tendões, ligamentos, músculos, cartilagens, etc. Caminhar, correr, nadar, pedalar bicicletas ou outros aparelhos com pedais, remar, exercícios em máquinas de “musculação”, exercícios localizados são todos cíclicos. Estes tipos de exercícios não exigem que as articulações sejam movimentadas em seus ângulos máximos e nem solicitam variações constantes de ajustes articulares. Estas variações de ângulos máximos e de ajustes são importantíssimas para a saúde articular, pois as células reconstituem os tecidos seguindo o molde direcional das forças que fazemos para nos movimentar. Para garantir a eficiência deste processo, procure se alimentar e repousar adequadamente e lembre-se de turbinar os seus treinos cíclicos incluindo neles grande porcentagem de exercícios acíclicos. Para compreender melhor o que estou propondo observe crianças brincando. Se for uma criança livre de vídeo games, televisão e carteiras escolares ela será um excelente exemplo. Com certeza você ainda não viu este tipo de criança fazendo abdominais, flexões, supinos, roscas, nem correndo em esteiras ou pedalando bicicletas estacionárias. Esta criança corre salta e se pendura, ultrapassa obstáculos e escala, engatinha e rola para em seguida voltar a saltar, e se você acha que está em forma tente segui-la e imitar os movimentos que ela faz enquanto brinca. Não se convenceu? Já viu alguma criança livre com problemas articulares? Isto é raro, e só acontece como resultado de alguma patologia ou fenômeno de crescimento. Saúde e bons treinos!

*José Augusto Menegatti é Professor de educação física formado pela Universidade de São Paulo. Foi preparador físico de equipes de voleibol masculinas e femininas com passagens por seleções paulistas e Brasileiras. Durante 30 anos de trabalho com o esporte desenvolveu técnicas que trazem resultados rápidos e eficientes. Atualmente desenvolve um trabalho pessoal direcionado para a Reabilitação e Condicionamento Morfofuncional. Atende a pessoas que buscam saúde e bem estar e atletas de alto rendimento. Em 1989 fez o treinamento para a aplicação do Método Rolfing® de Integração Estrutural no Rolf Institute (Boulder- Colorado). Foi instrutor desta instituição de 2002 até 2009. É co proprietário de um Centro de Estudos em Fluência Motora em Ilhabela/ SP onde oferece grupos de estudos para Educadores e Fisioterapeutas. Para saber mais: contato@espacojera.com.br / (12) 3896-1135 58 - REVISTA ILHABELA


Revista Ilhabela 45  

Circuito do Gato: Cahoeira do Gato, Praia do Gato

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