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Ano I - #008 - Distribuição gratuita

Memórias buarquianas Leite Derramado, quarto romance de Chico Buarque, retrata relações de poder na sociedade brasileira

Especial

Sustentabilidade Ainda há tempo de salvar o planeta

Turismo | Cultura | Moda | Beleza | Comportamento | Arquitetura | Tecnologia | Gastronomia | Vinhos


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Editorial E

m toda a minha existência, uma das coisas que aprendi a respeitar foi o cuidado que se deve ter com o que se tem de mais precioso. Considero que a terra, nossa casa mãe, seja um patrimônio de todos nós e merece este devido respeito. Oferecemos a nossa oitava edição para falar de “SUSTENTABILIDADE”, este movimento necessário que pode conscientizar a todos de que a educação vem de cada um de nós e de dentro da nossa casa. E que assim como uma corrente e em favor de uma necessidade para que as espécies continuem se perpetuar, as flores continuem a colorir e que as águas corram limpas e cristalinas pelos rios. Além disso, continuamos com nossos roteiros turísticos de inverno, com idéias interessantes de lugares para curtir um friozinho – seja ele aconchegante ou aventureiro. Depende de seu espírito, mas uma coisa é fato: esse destino talvez seja o sul e suas serras cheias de belezas naturais. E estando no sul, que tal comemorar o aniversário de Balneário Camboriú? A bela cidade chega à idade

da loba, muito bem conservada, comemorando no dia 20 de julho o seu 45º aniversário. As festas se estendem para Paraty, na FLIP, onde Chico Buarque será um dos convidados de honra e lança “Leite Derramado”. Ele - que merece ser celebrado e admirado, não só por seus belos olhos de límpido azul e algumas das mais bonitas interpretações já feitas sobre a mulher -, é com grande orgulho a nossa capa. E se Chico Buarque sabe ler a alma da mulher como ninguém, é bom não se esquecer de algo que também é parte inerente de nosso ser. Moda! Moda! Moda! Antes mesmo que o friozinho se vá, nossa antenadíssima editora de moda, Samira Campos, conferiu a última edição do São Paulo Fashion Week, e nos trouxe em primeira mão as 10 tendências de moda que farão nosso verão. Um beijo, boa leitura e fiquem com Deus! Narriman

Expediente Redação: Rua: Anita Garibaldi 79 sala 606 - Centro Executivo Miguel Daux - Florianópolis (SC) Tel. (48) 32221840

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Sumário

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Chico Buarque

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Mimos

08 Horizontes 10 Mimos 12 Lugares por onde andei 14 Beleza 16 Turismo Internacional 18 Sustentabilidade 24 Habitat 26 Entrevista 28 Capa 32 Tecnologia 34 Cultura

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Baleia Franca

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Sustentabilidade

48 Desembarque 54 Velocidade 56 Gastronomia 58 Vinhos 60 Em foco 62 Moda 72 Mais ESTAÇÃO 74 Belezas naturais 76 Estação final 78 Sexo 81 Crônica 7


Horizontes

Turismo verde

Foto: Divulgação

Acre

Margens do Rio Acre, de onde se pode ter uma visão lateral da Gameleira

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ocalizado no norte do Brasil, na fronteira com a Bolívia e o Peru, o Acre possui muitas belezas naturais, monumentos históricos, forte influência indígena e biodiversidade rica. O Estado teve seus tempos de glória na extração da borracha e da castanha. Graças ao esforço de ambientalistas como Chico Mendes, um terço de sua área é amparado pelas leis de proteção ambiental. Na capital, Rio Branco, é possível conhecer monumentos que revelam fatos marcantes da sua história e do modo de viver de sua gente. Fundado em 1882, Rio Branco é cortado pelo rio Acre, que divide a cidade em duas partes, denominadas primeiro e segundo distritos. Ambas são ligadas pela Passarela Joaquim Macedo, construída com a mais moderna tecnologia existente na área de engenharia civil. O visitante pode conhecer o folclore e se encantar com o rico artesanato acreano, os pratos típicos e doces caseiros, além das saborosas frutas regionais. Entre os pratos tradicionais, delícias como o filé de pirarucu, o pato ao tucupi, a rabada no tucupi e o tacacá. O Palácio Rio Branco (Praça Eurico Gaspar Dutra, s/n, Centro. Tel.: 68 3223-9240/9241. 3ª a 6ª, de 8h às 18h, sábado e domingo, 16h às 21h), visita obrigatória, mantém exposições que apresentam as fases históricas do povo acreano. Rumo ao interior, o Caminho da Revolução leva a Porto Acre, que foi o berço da Revolução Acreana, movi-

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mento que separou o estado da Bolívia, no começo do século XX. O Vale do Acre se destaca por reunir alguns dos mais belos cenários da Amazônia. Os turistas podem manter contato com um modelo pautado na sustentabilidade da floresta, conhecido como ‘florestania’, no qual procura-se utilizar os recursos naturais com sabedoria, sem prejudicar a floresta. Outro destaque, Xapuri, a 188 Km da capital, teve seu esplendor no apogeu da produção de borracha, época em que era controlada por famílias de comerciantes de origem sírio-libanesa. Hoje é símbolo da consciência ecológica, por ser a terra natal de Chico Mendes. Já o Parque Nacional da Serra do Divisor é acessado pelo município de Cruzeiro do Sul, a 72 km de Rio Branco. Durante os passeios de barco, o aventureiro se depara com cachoeiras e tribos indígenas, como a dos nuquinis, onde alguns visitantes costumam se hospedar. Saiba mais: Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – Av. Getúlio Vargas, 91, Praça dos Povos da Floresta, Centro. Tel.: 0800-647398/ 68 3901-3019 Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer – Av. Chico Mendes, s/n, Arena da Floresta, bairro Corrente. Tel.: 68 3901-3000/ 3901-3024


Fotos: Divulgação

À esquerda, Igrejinha de Ferro. Abaixo, fachada da Universidade Federal do Acre

À esquerda, espetáculo cultural na Gameleira. Acima, a Gameleira propriamente dita.

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Mimos

Há 12 anos, Gustavo Kuerten conquistava o mundo em Roland Garros e inscrevia seu nome no tênis mundial. Para homenagear o esporte, a Longines lança no Beiramar Shopping, em Florianópolis, os cobiçados relógios suíços que têm Andre Agassi, outro ícone do tênis, como modelo. A Longines é colecionadora de prêmios mundiais de elegância de design e inovação tecnológica, já teve Humphrey Bogart e Audrey Hepburn, na linha feminina, como embaixadores da marca e hoje é representada pelo tenista Andre Agassi.

Exclusivos A Fotoptica e a Fábrica de Óculos trazem com exclusividade ao Brasil modelos de óculos de grau e de sol da marca CK - Calvin Klein. Para as mulheres, o modelo aviador, que chega com design arrojado, combinando cor e estilo. É perfeito para compor um look único, com um visual mais clean e casual. Mais informações: www.fotoptica.com.br

Camélias Coco Chanel revolucionou a moda feminina nas primeiras décadas do século XX: ela limpou a silhueta e deixou a mulher mais à vontade no seu jeito de vestir. Sem perder o estilo e a elegância. O seu tailleur virou um clássico, como a camélia que enfeitava a lapela. Na foto, camélia da Bobstore, que pode ser encontrada nas cores verde, bordô, preta e marinho. Mais informações: www.bobstore.com.br

Mais jovem Em busca de uma linguagem mais jovem e moderna, foi lançada a JJ, a segunda marca da estilista Juliana Jabour. O mix de produtos JJ é bastante voltado para Jeanswear. Além disso, estampas divertidas e coloridas sempre estão presentes nas coleções. Os tecidos são mais leves e vão desde gaze lyocell até jeans e moletinho com elastano, sempre buscando uma linguagem jovial e diferenciada. As formas amplas são a aposta da JJ, com camisetas e regatas “over size”, por exemplo. Entre os tecidos utilizados para o inverno 2009, se destacam o moletom, a gaze mousseline e o microchiffon silk. A cartela de cores inclui tons terrosos, beterraba, preto e charuto, além do amarelo e nuances de hortência e goiaba.

Croqui, que estão tão em moda, em vez de fotos de moda.

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Fotos: Divulgação

Pioneiros do tempo


Novelas influenciam moda brasileira A moda está, literalmente, influenciada pelas novelas da Globo. Sempre antenadas com os novos desejos de comportamento e de consumo, as marcas nacionais ficam atentas às tendências da telinha. A Arezzo calçados e acessórios desenvolveu a Edição Limitada Índia, inspirada no país que habita o imaginário brasileiro desde o início da novela Caminho das Índias. A coleção aposta em bolsas e rasteiras incríveis decoradas com pedrarias, sapatilhas bordadas e de tressê de couro e belos colares com shapes étnicos que evidenciam combinações de cores típicas indianas, como laranja e pink. Já a equipe da grife BobStore desembarcou no final de maio na África do Sul, país sede da Copa de 2010, e que terá destaque na próxima novela das oito, Viver a Vida, de Manoel Carlos, na personagem de Taís Araújo, que realizou a sessão de fotos da campanha primavera 2009. Foram oito dias na savana de Kalahari, num belo cenário, fotografado por Marcelo Faustini. Foto: Marcelo Faustini

BobStore faz campanha na África: moda inspirada nas novelas globais.

Uma marca fashion

O sucesso da marca está amparado no tripé conceito, alta qualidade e design contemporâneo, além de uma forma de produção terceirizada que está na esteira de marcas internacionais de sucesso. A Arezzo é a única grande companhia brasileira que não tem fábricas. Suas coleções são produzidas na região sapateira do Vale dos Sinos (RS). A grife distingue-se no mercado brasileiro por ter uma forte identidade de marca em um cenário dominado por commodities e produtos baratos. Somado à cadeia de lojas exclusivas, esse perfil original permite à Arezzo trabalhar com sapatos de maior valor agregado, como fazem as grandes marcas estrangeiras. Pulseiras da coleção Índia

Colar da coleção Índia

Fotos: Divulgação

Bolsa da coleção Índia

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Lugares por onde andei

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Panamá possui geografia privilegiada para o turismo e comércio, pois se localiza no centro das Américas. Seu mais famoso atrativo, o Canal do Panamá, é uma das mais fantásticas obras de engenharia da humanidade e une os Oceanos Atlântico e Pacífico, em um caminho de apenas 80 km de grande importância para a economia local. Há muito a ver e fazer: de costa a costa, o Panamá abriga mais de 1,5 mil ilhas, belas praias, arquipélagos ricos em vida marinha, fauna e flora preservadas, e até duas aéreas tombadas pela Unesco: Porto Belo e Panamá Vieja. Tesouros escondidos entre a calmaria das águas do Caribe e a agitação do Pacifico. Na hora das compras, a primeira parada é a capital, a cidade do Panamá. Localizada na entrada do Oceano Pacífico, o local encanta pela arquitetura moderna, diversidade cultural, pelo ar cosmopolita e pelos patrimônios históricos preservados. A visita ao Canal do Panamá é quase obrigatória, e a partir das eclusas de Miraflores é possível conhecer de perto a engenharia do Canal, a Baía do Panamá e a Ponte das Américas. A segunda maior cidade do Panamá, localizada na porção caribenha do país, a uma hora de carro da capital, é Colon, internacionalmente conhecida pelo livre comércio e claro ponto de encontro dos amantes de compras. Tem de tudo: de eletroeletrônico a roupas e perfumes de grifes famosas. Vale a pena! Na capital,

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Por Renata Ferreira Azevedo*

recomendo o hotel boutique Bristol Panamá City, com serviço personalizado e exclusivo para os seus ilustres hóspedes. Partindo rumo à costa do Oceano Pacifico, o destaque fica por conta de Playa Blanca, distante cerca de duas horas de carro da Cidade do Panamá. Tranquilidade é a palavra de ordem da região. Merece atenção especial o recém-inaugurado resort de luxo Bristol Buenaventura Resort and SPA. Possui 126 apartamentos de luxo exclusivos, sete restaurantes, SPA completo, serviço de mordomo e muito mais. No litoral , na porção Atlântica, o Panamá é circundado por pequenas e encantadoras ilhas, cercadas pelas águas cristalinas azulturquesa do mar do Caribe. Bocas Del Toro é um dos arquipélagos mais importantes da região e abriga o Parque Nacional Marinho do Panamá. A cidade, localizada a uma hora de avião da capital, oferece ainda ao visitante a natureza intocada e a tranquilidade de quem busca total interação com a vida selvagem. Ainda no Atlântico, em meio a coqueiros e águas calmas, está o arquipélago de San Blas, formado por cerca de 400 micro ilhas. Preservado e sob tutela da nação indígena Kunas, San Blás se destaca pela cultura e pelos costumes desse povo, presentes na culinária e no artesanato, em especial os têxteis.

* Diretora da Speed System Agencia de Viagens, Turismo e Intercambio , Conselheira da ABAV MG, membro do exclusivo GRUPO A10 de Belo Horizonte , viajou a convite da Copa Airlines e The Leading Hotels Of The World. Cenários paradisíacos compõem o cenário do Panamá. Acima, uma de suas praias e abaixo um dos hotéis luxuosos da região..

Fotos: Divulgação

No coração das Américas


Fotos: Divulgação

O que voce deve saber : - Não é necessario fazer câmbio, pois o dólar americano circula normalmente;

- A Cidade do Panamá é ótimo destino para compras, já que está na zona franca; - Na Cidade do Panamá é bastante comum compartilhar táxis;

- Não é necessário visto.

Saiba mais: www.speedsystem.com.br www.lhw.com www.panamainfo.com Como chegar : www.copaair.com

Topo, o Canal do Panamá no Corte Culebra (também conhecido como o Corte Gailard) tendo ao fundo o Lago Miraflores e as Eclusas de Pedro Miguel. Meio, Rio Chagres, um lago artificial que é parte do Canal do Panamá. Deságua no Mar do Caribe. Abaixo, a Cidade do Panamá ao anoitecer. .

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Beleza

Lançamentos para ela

Zen é cheio de vida, de energia e sensualidade. Ele projeta a essência da mulher moderna, desenhando a verdade de suas realizações pessoais numa inspiração de frescor floral, aromatizado com âmbar e madeira. Mesmo possuindo um estilo simples e espiritual, o outro lado de Zen traz uma vida cheia de luz e prazer. É preciso abrir o coração à energia e à alegria de viver. A felicidade de ser uma mulher envolta em uma fragrância. Zen é forte, dinâmico e glamoroso. A revelação inesperada do encontro entre notas florais amadeiradas e âmbar. Um perfume que expressa doçura e feminilidade por meio de uma nova linguagem. As notas de topo principais usadas, como abacaxi e toranja, dão uma qualidade fresca que é combinada com a doçura transparente da Rosa Azul. O aroma desta lendária rosa, que antes só existia em estórias, agora com uma pitada cítrica. Já seu aroma frutado é mais delicado do que o das outras rosas.

Fotos: Divulgação

Simples e espiritual

Frescor: notas de abacaxi e toranja.

Preço sugerido 30 ml: R$ 194 Preço sugerido 50 ml: R$ 274 Preço sugerido 100 ml: R$ 386

Tecnologia e praticidade A Contém1g cria maquiagens com o objetivo de propiciar um momento que é único para a mulher, de prazer, autoconhecimento, glamour, sofisticação, beleza e alegria. Com o conceito “fábrica boutique”, o desenvolvimento do amplo mix de produtos também conta com máquinas alemãs, suíças, italianas, americanas e inglesas de última tecnologia. A marca já é referência para “make-up artists” do Brasil todo. Os maquiadores usam e indicam os produtos em seus trabalhos tanto de beleza quanto desfiles de moda ou editoriais conceituais. As maquiagens são muito elogiadas pelas editoras, seja por sua proposta inovadora, pela embalagem, cor, textura ou praticidade. Mais informações: www.contem1g.com.br

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Lançamentos para ele Fotos: Divulgação

Cuidados na hora de barbear Incorporando tecnologias descobertas pela Shiseido, este revolucionário produto adere à pele e amacia o pêlo da raiz para um barbear mais rente. Formulado com avançados ingredientes, este rico creme de barbear transforma a rotina diária em uma forma pró-ativa de cuidar da pele, todos os dias. Shaving Cream, assim como toda a linha Shiseido Men, contém Damage Defense Complex, uma combinação exclusiva de ingredientes desenvolvida pela Shiseido. Reforça a barreira protetora da pele em nível celular, melhora a retenção da hidratação e proporciona efeito revitalizante para a pele mais áspera. Previne a excessiva queratinização causada pelo barbear e promove a maturação do envelope córneo que protege as células córneas. Remove-se com água facilmente e deixa a pele com uma película hidratante protetora. Preço sugerido: R$ 104 Saiba mais: www.shiseido.com.br

Pele mais jovem e saudável A linha Shiseido Men acaba de ganhar o Deep Wrinkle Corrector, um creme de alta performance muito eficaz no combate às rugas profundas do contorno dos olhos e da testa causadas pelo envelhecimento. Sempre mais bem aceitas pelos homens que pelas mulheres, as rugas têm sido ignoradas por eles durante muito tempo. Porém, a atitude masculina está mudando rapidamente. Competitivos e ambiciosos, os homens tomaram consciência que as rugas podem denegrir a imagem de vitalidade e inteligência que querem projetar, seja em sua vida profissional ou pessoal. A pele dos homens tem tantos problemas quanto a das mulheres. O sol e outros fatores ambientais podem danificá-la. O barbear causa irritação. O excesso de oleosidade pode também ser um problema, assim como o estresse do dia a dia. Um estudo conduzido pela Shiseido revelou que a pele dos homens é mais oleosa que a das mulheres, perde hidratação facilmente, tem evidentes problemas de textura. Não é surpreendente que o mercado de cosméticos masculinos esteja crescendo. Com a introdução do potente Deep Wrinkle Corrector da Shiseido Men, a pele estará bem protegida contra os sinais de envelhecimento. Preço sugerido: R$ 250 Saiba mais: www.shiseido.com.br

Ritual romântico A L’Occitane preparou algumas surpresas para a pessoa amada e sem sair de casa. É hora de esbanjar criatividade e deixar o momento do casal ainda mais romântico. O Revigorante é um ritual ideal para criar uma atmosfera agradável, que combina com música ambiente e uma ou duas Velas Citrus Verbena (R$ 66,00, cada), que proporciona uma agradável sensação refrescante com sua fragrância. Encha a banheira e despeje três colheres de Sais Efervescentes Citrus Verbena (R$ 66,00) em água corrente. Em contato com a água, o produto forma uma espuma suave, que proporciona uma sensação de bem-estar, além de um clima de brincadeira e ousadia. Ao sair do banho, a dica é uma massagem com o Creme Corporal Citrus Verbena (R$ 161,00), que também pode transmitir um efeito gelado, se, antes de espalhado pelo corpo, o creme for deixado na geladeira por 30 minutos.

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Turismo internacional

Bélgica Foto: Divulgação

Paraíso das artes e dos ciclistas

Meca dos ciclistas: Desfrute da paisagem pedalando em estradas e ruas bem cuidadas e sinalizadas.

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ubestimada em função da maior tradição turística dos vizinhos como França e Holanda, a Bélgica é uma ótima opção de passeio, principalmente para quem gosta de chocolates, cerveja e artes plásticas. Nação com maior concentração de castelos do mundo, possui muitas igrejas e prédios do período gótico em cidades como Bruges, Bruxelas, Liège, Gent, Namur ou Antuérpia. Uma boa dica é viajar de bicicleta, o que possibilita um contato mais direto com o ambiente ao redor. Assim como a Holanda, a Bélgica é uma espécie de meca dos ciclistas, com ruas bem sinalizadas e cuidadas, motoristas respeitosos e conscientes, estacionamentos de bicicletas em toda parte. A capital Bruxelas apresenta belas construções góticas, barrocas e art noveau e 14 museus, com algumas coleções incríveis. Com apenas um milhão de habitantes, pode ser explorada a pé ou de bicicleta. O francês é a língua local, mas praticamente todo mundo fala inglês. Principal atração turística da cidade, a Grand Place, é uma espécie de museu a céu aberto, com 34 prédios medievais, renascentistas ou do século 18. Seus cafés, bares e restaurantes com mesas ao ar livre ficam repletos no verão. Não deixe de experimentar as variedades de cervejas,

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sejam brancas, geladas ou com limão. O Museu Real de Belas Artes tem uma bela coleção de telas de Jan Bruegel e ainda 32 retratos ou painéis gigantescos com cenas sacras de Rubens. Nas salas do século 20, telas do surrealista René Magritte e sua coleção doada ao morrer, em 1967. Já o Museu Real de Arte e História possui coleção de tapeçaria e esculturas do século 16. Seu espaço de exposições provisórias abriga até o fim do ano um acervo sobre móveis e peças art nouveau. Os lugarejos medievais Bruges e Gent encantam com seus canais, castelos, museus e catedrais. Cidade famosa pela lapidação de diamantes, Antuérpia é um dos maiores portos do mundo. A Bélgica guarda, ainda, tesouros como as fortalezas de Dinant e Namur – porta de entrada para as florestas das Ardenas – e o romântico vale do rio Mosa (Meuse). Já Waterloo, Ieper e Bastogne tornaram-se históricos campos de batalha. A história belga está associada à da Holanda, da qual se separou em 1830, e a tudo o que se passou em termos políticos, como a dominação espanhola, francesa ou austríaca nos Países Baixos. Desde 2003, Bruxelas é a capital oficial da União Europeia.


Fotos: Fotos:Divulgação Divulgação

Saiba mais: Belgian Tourist Office: www.visitbelgium.com

À esquerda, mural com personagens de quadrinhos, em Bruxelas. Abaixo, o Royal Palace, o La Batte Market - mercado de Liege -, e biblioteca pública de Bruxelas.

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Sustentabilidade

Foto: Divulgação

Em busca do equilíbrio

Amazônia inicia regularização fundiária, que possibilitará saber quem tem áreas preservadas.

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Brasil tem feito avanços inegáveis na área de preservação do meio ambiente. O país é líder mundial na área de energias renováveis – segundo o Pnuma, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cerca de 46% da energia consumida no país são provenientes de fontes limpas, e 90% dos carros produzidos são bicombustíveis, movidos a gasolina ou álcool. Em comparação com demais países emergentes, a legislação ambiental brasileira é considerada bem desenvolvida e chega a ser modelo para outros países em desenvolvimento. Além disso, possui sistema de monitoramento via satélite, que esse ano passou a fiscalizar não apenas a Amazônia, mas todos os biomas, incluindo cerrado e Mata Atlântica. Projeções feitas pelo Ministério do Meio Ambiente a partir do desmate medido até agora e baseado no histórico dos números nos últimos anos sugerem que o governo pode cumprir a meta de reduzir o desmatamento de 11,9 mil quilômetros quadrados (Km²) para cerca de 9 mil Km² este ano. Seria a menor taxa registrada desde o início da série histórica do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), criado em 1988. Porém, como alerta o Comitê Brasileiro do Pnuma, o Brasil ainda tem um amplo dever de casa a cumprir. Embora possua legislação ampla, a fiscalização é deficiente. O país possui a maior área de florestas do mundo – aproximadamente 460 milhões de hectares – e, ao mesmo

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tempo, a maior taxa de desmatamento do planeta. O que o torna um dos maiores emissores de gás carbono, que contribui para o aquecimento global - mais de 70% das emissões causadores do efeito estufa na atmosfera são decorrentes de desmatamentos e queimadas. O Brasil tem áreas agrícolas suficientes para produzir a comida e a energia que necessita sem precisar desmatar mais, principalmente na Amazônia. Porém, os grileiros continuam avançando em direção à floresta. A Amazônia já teve cerca de 20% de sua área desmatada. Estudos indicam que se esse índice chegar a 30%, a situação se tornará irreversível. Caso o desmatamento prossiga em torno de 0,5% ano anos, teremos apenas mais 20 anos pela frente. A Amazônia possui 42% de áreas protegidas, 6% de assentamentos, 25% de terras devolutas, o que corresponde a mais de um milhão de quilômetros quadrados. São justamente essas terras devolutas que estão mais sujeitas à grilagem e ao desmatamento. A pecuária na Amazônia já representa 33% das cabeças de gado do país – em torno de 60 milhões. Para reverter essa situação, são necessários investimentos de cerca de cinco bilhões de reais anuais. Porém, os investimentos atuais estão ainda na casa dos milhões. Até agora, o Fundo Amazônia, criado pelo governo para captar recursos públicos e privados para investir em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento na Amazônia, tem assegurados US$ 110


Foto: Divulgação

O Brasil tem áreas agrícolas suficientes para produzir a comida e a energia que necessita sem precisar desmatar mais.

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milhões do governo norueguês. A Noruega se comprometeu a doar igual valor por ano para a preservação da região amazônica, até completar US$ 1 bilhão em 2015. Também a Alemanha já anunciou doação inicial de 18 milhões de euros, o que equivale a cerca de US$ 30 milhões. Iniciativas de empresas privadas, como o titulo de capitalização Bradesco Pé Quente Amazonas Sustentável, que destina parte do valor arrecadado em projetos de conservação ambiental, também têm contribuído de modo relevante para a preservação da floresta. Se reduzir a emissão de gás carbono é um grande desafio, também pode ser uma grande oportunidade para o País. O crédito de carbono para reflorestamento pode chegar a 100 bilhões de dólares como um todo. Porém, ainda é preciso criar uma regulação nacional e internacional sobre o assunto. Também é necessário fazer a regularização fundiária na Amazônia, que possibilitará saber quem tem áreas preservadas e portanto direito aos benefícios do crédito de carbono.

A caminho da regularização O Senado aprovou, no dia 3 de junho, a Medida Provisória 458/2009, também chamada de “MP da Amazônia”, que regulariza a situação dos chamados posseiros, pessoas que por diversos motivos foram atraídas para a região amazônica nos últimos anos e até nas últimas décadas. A medida envolve uma área de 67 milhões de hectares, o equivalente ao território da França. O texto da MP prevê que áreas de até 1,5 mil hectares na região amazônica sejam transferidas sem licitação para aqueles que já estavam na terra antes de 1 de dezembro de 2004. A MP 458 determina que propriedades de até 100 hectares sejam doadas aos ocupantes e que áreas de até 400 hectares sejam vendidas por um valor simbólico. Propriedades entre 400 e 1.500 hectares serão comercializadas a preço de mercado, determinado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A MP, relatada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e aprovada pelo Senado, teve seu artigo 7º, que permitiria a transferência de terras para pessoas físicas que exercem ocupação indireta em terras da Amazônia e para empresas, vetado pelo presidente Lula. Também foi vetada parte do Artigo 8º, que perdeu o sentido em função do veto ao Artigo 7º. A intenção foi impedir a transferência de terras da União na Amazônia para empresas e pessoas que exploram indiretamente a área ou que tenham imóvel rural em outra região do país. A regularização começará pelos municípios que registraram os maiores índices de desmatamento na região. Até o final

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Foto: Divulgação

Sustentabilidade

O crédito de carbono para reflorestamento pode chegar a 100 bilhões de dólares..

do ano, a meta do governo é cadastrar os ocupantes de 90 mil imóveis, numa extensão de 21 milhões de hectares, maior que o Estado do Paraná. Isso equivale a pouco menos da terça parte do território que o governo pretende regularizar no período de três anos. A votação da Medida Provisória criou um forte embate entre ruralistas e ambientalistas no Congresso. Liderados por Kátia Abreu, os senadores ligados ao agronegócio defendiam a nova regra, alegando que ela era necessária para resolver de forma definitiva o problema das terras na Amazônia e, assim, facilitar a fiscalização contra o desmatamento. Segundo eles, cerca de um milhão de pessoas poderão ser beneficiadas. Do outro lado, representados pela senadora Marina Silva (PT-AC), os ambientalistas argumentam que a medida beneficia pessoas que se instalaram na região de forma ilegal e que contribuíram para o desmatamento. Segundo os ambientalistas, a MP ainda contém falhas e contradições que poderiam provocar uma nova onda de ocupação fundiária e desmatamento. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, chegou a chamar os ruralistas de “vigaristas”, mas depois buscou a conciliação. Ele disse que vai propor à senadora Kátia Abreu uma aliança entre o meio ambiente e o agronegócio, mas sem as facilidades acordadas com os agricultores familiares, responsáveis pela produção de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. “Não existirá aliança para o Brasil que não inclua também a grande produção. Tem que ter um tratamento diferenciado, mas isso não significa discriminação”, apontou Minc. A organização não governamental (ONG) WWF-Brasil divulgou nota dizendo que a decisão do presidente Lula “atendeu parcialmente” ao pedido de diversas organizações ambientais brasileiras de “promover a regularização fundiária com responsabilidade e garantir a proteção na Amazônia”. Entretanto, a organização criticou a flexibilização do prazo para a transferência das propriedades acima de 400 hectares de dez anos – como previa o texto original – para três anos, o que, segundo ela, deverá “estimular o mercado de venda de terras” na região.


Perfil

Fotos: Divulgação

Político em extinção

Carlos Minc

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e personalidade forte, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc assumiu há pouco mais de um ano a difícil missão de substituir Marina Lima em um dos ministérios mais desafiadores do governo. Conhecido por suas frases ferinas, enfrenta com coragem as pressões dos adversários. “Eu imagino que estou incomodando muita gente porque o desmatamento está caindo, estamos pegando boi pirata, entre outras coisas. Não vão transformar a Amazônia em carvão. Podem chiar, podem pedir minha cabeça, que eu vou continuar combatendo a impunidade”, afirmou. A despeito dos rumores de que poderia perder o cargo, o ministro afirmou em entrevista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confia no seu trabalho e que seu “pescocinho” será mantido no lugar até o final do governo. Seus desafios são grandes. Minc afirmou, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), no início de junho, que o Brasil estabeleceu como meta geral a redução em 70% o desmatamento até o ano de 2017. Esse objetivo, acrescentou o ministro, enfrentou resistência por parte de algumas autoridades públicas, mas acabou sendo aceito como meta, mesmo porque é fato científico que as queimadas são a maior contribuição do Brasil as emissões de gás carbônico, representando 75% do total das emissões brasileiras. O ministro também declarou que o plano de redução de desmatamento somente será atingido com o envolvimento dos governos estaduais, dos empresários e de cada cidadão. Ele listou medidas recentes e de futuro que estão sendo empreendidas pelo governo para efetivar esse intento, como: a redução, nos últimos 11 meses, de 45% do desmatamento da Amazônia; decisão do Conselho Monetário Nacional de cortar a concessão

Minc: “Não vão transformar a Amazônia em carvão.”

de crédito, desde 1º de julho de 2008, aos agricultores que estão irregulares com as normas ambientais; a intensificação das ações de fiscalização em acordos com a Polícia Federal, a Procuradoria da República e o Ministério da Justiça, para combate a madeireiras irregulares, entre outras. Após um passado de luta contra a ditadura militar, período em que foi torturado e exilado, Minc foi deputado estadual no Rio de Janeiro pelo Partido Verde, que fundou ao lado do companheiro de exílio Fernando Gabeira. Depois migrou para o PT e atuou como secretário estadual do Meio Ambiente no Rio. A agilidade com que concedia licenças ambientais no cargo chamou a atenção do presidente Lula, que o convidou para substituir Marina Lima, mais resistente em aprovar projetos que julgava politicamente incorretos.

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Sustentabilidade

Fotos: Divulgação

Exemplo para o mundo

População e animais voltaram a interagir com o rio após a despoluição.

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m dos rios mais poluídos do mundo está revitalizado. O Cheong Gye Cheon, localizado em Seul, na Coréia do Sul, passou por uma limpeza integral em apenas quatro anos e hoje tem cascatas, fontes, peixes e pessoas convivendo ao redor. A transformação radical envolveu, inclusive, a retirada de um viaduto construído sobre seu leito em 1958. No lugar da obra, foi criado um parque para recreação, onde hoje também são promovidas atrações culturais. O projeto integrou uma nova política de cidade sustentável. A limpeza teve custo de US$ 370 milhões. Um bom exemplo para o rio Tietê, em São Paulo, que está em processo de limpeza há mais de 16 anos e já consumiu US$ 1,5 bilhão desde o início das obras, em 1992. No entanto, a poluição continua cada vez maior. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, visitou Seul em maio, onde participou de conferência entre as 40 maiores cidades do mundo para discutir questões climáticas. O prefeito visitou o Cheong Gye Cheon, conversou com técnicos, percorreu um trecho que foi reurbanizado e conheceu o museu criado pelo governo local para mostrar a história e o projeto de despoluição do rio. O governo de Seul iniciou o que se pode chamar de renascimento do Cheong Gye Cheon em julho de 2003. O curso d’água recebeu peixes e vegetação. Foram erguidas fontes luminosas que se tornaram pontos de visitação. A temperatura em Seul, em virtude das melhorias no meio ambiente, diminuiu 3,6°C, indo de 36,3°C para 32,7°C. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas de toda a cidade, que tem mais de 10 milhões de habitantes, desde o início do século XX. No auge do de-

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senvolvimento, o leito se tornou poluído. A calha principal acabou parcialmente aterrada e agora é reaberta. Hoje, as águas que correm por lá são bombeadas do Rio Han. A idéia de restaurar o rio foi do então prefeito Lee Myung Back. Em uma só administração, ele idealizou a reforma e executou o projeto. Para explicar o que faria à comunidade, realizou mais de mil reuniões com a população. A partir das consultas frequentes, ganhou o apoio dos donos das lojas. Conquistou tanta projeção que hoje é o presidente da república.

Novo panorama As mudanças não se limitaram ao Cheong Gye Cheon. Os governantes também adotaram medidas em favor da utilização de ônibus e metrô. Para não prejudicar a circulação das pessoas, foi preciso reorganizar as rotas do trânsito e reformar o sistema de transporte público. A restauração dos 5,8 quilômetros do rio teve impacto econômico positivo para a Coréia do Sul. Segundo representantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), sediada em Paris, foi criada uma nova imagem para o país, contribuindo para sua promoção no mercado internacional e a atração do capital estrangeiro. A mudança não se limitou à despoluição do rio, mas marcou uma nova atitude. “Seul deve descartar os excessos do desenvolvimento e tornar-se ecologicamente correta, para prosperar. Pense diferente, eco-eficientemente. Não para mais carros, mas sim pelas pessoas”, disse Kim.


Fotos: Divulgação Foto: Katsuyoshi Tanaka/Acervo Instituto Estrada Real

A população passeia às margens do rio, atravessa as pedras dispostas ao longo de seu curso, e pode admirar as fontes, cascatas e plantas encontradas em toda sua extensão.

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Habitat

Foto: Divulgação

Conforto em meio ao verde

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onstruído em meio às belezas naturais do pantanal do Mato Grosso do Sul, a 236km de Campo Grande, o Refúgio Ecológico Caiman possui acomodações ao mesmo tempo rústicas e confortáveis, que possibilitam aos hóspedes um máximo de integração com a natureza. Instalado em uma fazenda de 53 mil hectares, o REC é formado por três pousadas com operações independentes. Todas apresentam o mesmo padrão de charme e sofisticação e oferecem contato direto com a fauna, flora e cultura pantaneira. As instalações são dotadas de piscina, ar-condicionado nos apartamentos, banheiros privativos com banho aquecido, sala de estar com TV e DVD, bar e restaurante. A Pousada Sede, de estilo arquitetônico espanhol, está instalada na antiga casa dos fundadores da Miranda Estância, que mantém as características originais da Sede

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de uma grande fazenda de criação de gado no Pantanal. É a maior das pousadas, com 11 apartamentos standard. A Pousada Baiazinha, localizada a 9 km da sede, possui formato de uma ave de asas abertas e estrutura construída sobre palafitas. Localiza-se à beira de uma pequena baía, em frente à ilhota da árvore-dormitório dos frangos d´água e das garças. Situada às margens de uma baía de águas claras, proporciona um ambiente mágico e acolhedor aos seus hóspedes. Possui 06 apartamentos standard. Já a Pousada Cordilheira, localizada a 13 km da sede, é construída na beira de uma vazante, com tijolos à vista e erguida sobre palafitas. A pousada lembra um pequeno castelo e tem uma torre de observação especial para ampliar a visão das cordilheiras nos arredores. Integra-se perfeitamente à natureza que a rodeia. Possui oito apartamentos, sendo seis standard e duas suítes.


Fotos: Divulgação

Serviço: Estância Caiman, S/N, Zona Rural – Miranda – MS, CEP: 79380-000. Tel.: +55 67 3242 1450. Central de Reservas: +55 11 3706-1800. www.caiman.com.br

Na página anterior, vista da Pousada Baiazinha, localizada de frente para uma baía. Ao lado, quarto em estilo rústico da mesma unidade.

Instalações integram-se à natureza de modo harmonioso. Acima, quarto e piscina da pousada sede., em estilo espanhol., e mais abaixo piscina da Baiazinha.

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Entrevista

Nasce uma estrela iley Cyrus cresceu assistindo ao seu pai — o super astro da música country e ator Billy Ray Cyrus — apresentando-se. Logo, ela mesma tomou gosto pela arte de atuar. Após ganhar experiência como figurante em projetos de televisão do pai, Miley contracenou com ele em um papel recorrente na série “Doc”. Depois foi escalada para o filme “Peixe Grande e Outras Histórias” (“Big Fish”), de Tim Burton. Quando completou 12 anos, Miley fez seu primeiro teste, para o papel-título de Hannah Montana, do Disney Channel, e foi considerada jovem demais para o personagem, mas isso não a impediu de tentar outra vez. Dois anos depois, Miley conseguiu o papel que tinha trabalhado tão arduamente para conseguir, e sua ascensão ao estrelato começou. A primeira temporada de Hannah Montana obteve os mais altos índices de audiência de uma série original do Disney Channel. O filme também alcançou o primeiro lugar entre os mais vendidos no país com o lançamento em 3-D de “Hannah Montana & Miley Cyrus Show: O Melhor dos Dois Mundos” (“Hannah Montana & Miley Cyrus: The Best of Both Worlds Concert”), da Walt Disney Pictures. No último verão norte-americano, Miley lançou o disco “Breakout”, para o qual coescreveu oito das 13 faixas. Diferentemente de seus CDs anteriores, metade dos quais foi cantado por Hannah Montana, “Breakout” é 100 por cento Miley Cyrus, e já ganhou status de platina. Recentemente, ela estrelou como uma das vozes do longa de animação “Bolt – Supercão” (“Bolt”), da Walt Disney Pictures, e atualmente está na terceira temporaEstação Aeroporto: Sobre o que é “Hannah Montana: O Filme”? Miley Cyrus: “Hannah Montana: O Filme” é basicamente sobre Miley Stewart voltando às suas raízes no Tennessee e se transformando na garota normal que ela era. Não necessariamente desistindo da Hannah Montana, mas desistindo um pouco da vida de estrela de rock e voltando a ser uma garota normal novamente. Como a trilha sonora conta a história da Hannah Montana? A trilha sonora é sobre voltar às raízes. Tem canções como “Back to Tennessee”, do meu pai (Billy Ray Cyrus), e “You’ll Always Find Your Way Back Home”, que é a nova música da Hannah Montana. Tem canções que nos levam de volta à Nashville e especialmente “Butterfly Fly Away”, que é uma música country, e a “The Climb”, que é ainda mais country.

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Compenetrada: Miley Cyrus começou a carreira ainda criança.

da de sua série de TV, “Hannah Montana”. A garota é realmente um fenômeno e por onde sua música chega ou seu programa é exibido ela consegue uma nova legião de fãs.Nesta entrevista, ela fala sobre “Hannah Montana: O filme”, e a escolha das músicas que integram a sua trilha sonora.

Como foi para você gravar a trilha sonora para “Hannah Montana”? Gravar a trilha sonora foi divertido porque foi bem descontraído. Eu comecei a gravar antes mesmo de ir para as filmagens e terminamos depois de atuar no filme. É mais fácil gravar a trilha uma vez que você já viu o filme, mas eu gostei de entrar no clima antes de ir para a filmagem. Foi legal ser capaz de ouvir a música e saber do que se tratava o filme mesmo antes de ter começado. O que as músicas significam para você? As músicas significam muito para mim porque “The Climb” é algo tão inspirador. Eu acho muito legal, acho que realmente descreve o filme. “Butterfly Fly Away” é provavelmente minha música preferida do álbum, porque sou eu e meu pai mais uma vez. Eu acho muito legal colocar isso no cinema.


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“Trama Internacional”: O novo filme de Owen promete muitas surpresas Abaixo: ao lado de Julia Roberts, em “Closer”

E as pessoas que já assistiram ao filme e que escutam a trilha sonora? Eu acho isso legal porque você pode ver o filme e ter também a parte visual quando estiver escutando a música. Eu acho divertido quando você associa a música à imagem, não somente porque ela te inspira ou porque você gosta dela. Então você vê diferentes cenas, aprende a relacionálas com as músicas ao longo do filme e se familiariza com elas. Como você imaginou todas as músicas do CD? Eu compus uma música da trilha. Eu não fui uma das grandes compositoras porque eu estava filmando e estava realmente muito ocupada. Mas nós escolhemos uma coleção de músicas muito boa. Eu estou muito orgulhosa disso e é divertido ouvi-la. Todas elas me lembram muito do filme, foram muito inspiradoras para mim e me fizeram trabalhar muito pelo filme, é por isso que nós escolhemos essas. Fale sobre a “Hoedown Throwdown”. “Hoedown Throwdown” é legal, porque não há dúvida de que há muitas músicas dançantes neste filme, embora não seja um musical, não estamos sempre dançando e cantando ao mesmo tempo. Esta cena é uma que realmente podemos fazer um pouco de um musical. Nós não temos necessariamente todo mundo dançando o tempo todo. Então esta é a cena que você consegue ver todo o

elenco e até mesmo alguns da equipe de apoio dançando. Nós finalmente conseguimos ter uma cena que mostra todos nós juntos em uma canção, isso aproxima mais a cidade e Miley, ela começa a se sentir mais em casa. Eu acho que é muito legal essa forma de interação com a comunidade. Você ajudou a criar as danças? Jamal Simms é meu coreógrafo, nós nos conhecemos muito bem. Houve algumas partes que nós pensamos em fazer estilo funk e hip-hop e mesmo assim manter uma base country. Nós nos divertimos criando as danças, mas ele ainda é o mestre. Ele é o criador de tudo isso. Como é ficar vendo as outras pessoas dançando? É legal, porque eu tenho todas essas crianças, em diferentes eventos, dizendo que conhecem a “Hoedown Throwdown”! É muito bom que elas possam dançar ao som dela e então, nos shows, esperamos que elas dancem também! O que há de tão especial sobre a trilha sonora de ”Hannah Montana: o Filme?” A trilha sonora é legal porque ela realmente conta a história do filme. Eu acho que é divertido entender de onde veio toda a inspiração do filme. “The Climb” é uma canção muito legal e a única maneira de obtê-la é por meio da trilha sonora, de modo que a torna realmente especial.

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Capa

buarquianas

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Memórias


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por Rodrigo Brasil

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eite Derramado, quarto romance de Chico Buarque, foi recebido com expectativa por um público que admira não apenas o músico, mas também o escritor. Após Estorvo (1991), Benjamim (1995), e Budapeste (2003), que ganhou o Prêmio Jabuti de melhor Livro de Ficção, Chico publica seu livro mais elogiado, que consagra sua maturidade como romancista. Em reminiscências que remetem a Memórias Póstumas de Brás Cuba, de Machado de Assis, o autor percorre lembranças reais e imaginárias, que incluem paisagens do Rio de Janeiro, a paixão pelo futebol, o fascínio pelas mulheres, passagens familiares. “A memória é deveras um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas”, diz um trecho. No leito de hospital, Eulálio Montenegro d’Assumpção, velho e moribundo, em meio a delírios e devaneios, relembra sua vida. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. O ponto central é seu amor possessivo pela mulata Matilde, uma mulher com “olhar em pingue-pongue” que gostava de sol e usava vestidos espalhafatosos, com quem se casa e vive uma relação corroída pelo ciúme. “Digo aos senhores que conheci o vasto mundo, vi paisagens sublimes, obras-primas, catedrais, mas ao fim e ao cabo meus olhos não têm recordação mais vívida que a de uns cavalos-marinhos nos azulejos do meu banheiro”, diz outro trecho.

Retrato do Brasil Leite Derramado mostra a decadência da elite brasileira e retrata com olhar crítico as relações de poder na sociedade. “Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinqüência”, afirma Leyla Perrone-Moise’s, na orelha do livro. A inspiração inicial para o livro veio da canção “O Velho Francisco”, de 1987, editada em 1987, de que Chico já mal se recordava até a ouvir na voz de Mônica Salmaso. Ela termina assim: “Acho que fui deputado/ Acho que tudo acabou/ Quase que/ Já não me lembro de nada/ Vida veio e me levou.”

Chico ao vivo, nas gravações do DVD ao Vivo da Biscoito Fino

A letra fala das agruras de um ex-escravo, alforriado “pela mão do imperador”. Ao reescutá-la, Chico pensou em escrever a história de um velho. Só que trocou o ex-escravo por um homem de nobre estirpe. A questão racial, porém, continuou sendo central na obra. O protagonista casa-se com uma mulata, tem um bisneto negro, e apresenta comportamento racista em diversas ocasiões. Embora seja filho do mais importante historiador brasileiro, Sergio Buarque de Holanda (1902-1982), Chico deixou claro que partiu da ficção para a pesquisa de fatos, datas e acontecimentos citados no livro, e não o contrário. “Chico cutuca e devassa com olhar cortante as mazelas da vida brasileira: a desigualdade obscena; a promiscuidade público-privada; a subserviência colonizada; o preconceito velado pela cordialidade”, aponta o cientista social Eduardo Gianetti em resenha do livro publicada na Folha de S.Paulo. A veia literária de Chico se manifesta também nas letras extensas e brilhantes de suas músicas. Apesar disso, para ele o processo de escrever um livro é com-

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pletamente distinto de escrever letras e fazer música. Na série de DVDs Chico a Série, ele conta que não consegue escrever um livro e produzir um disco ao mesmo tempo – passa um ano ou dois até que ele consiga se despir do processo de produção de escrever ou compor, até se dedicar a outro projeto. O artista escreveu várias peças de teatro, entre elas Roda Viva (1967), Calabar (1973), Gota d’Água (1975) e Ópera do Malandro (1978). Nascido no Rio de Janeiro, em 1944, Chico se destacou como cronista já nos tempos de colégio; seu primeiro livro foi publicado em 1966, trazendo os manuscritos das primeiras composições e o conto Ulisses. Em 1974, escreve a novela pecuária Fazenda modelo e, em 1979, Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças. A bordo do Rui Barbosa foi escrito em 1963 ou 1964 e publicado em 1981.

Atração na Flip Chico Buarque foi o autor mais concorrido da Festa Literária de Paraty (Flip), superando autores consagrados como Richard Dawkins e Gay Talese na venda de ingressos, que se esgotaram em uma hora. “Nunca vi nada parecido”, diz Wellington Leal, coordenador financeiro do evento há cinco edições, que já viu passarem passarem pelo evento nomes como Salman Rushdie, Will Self e Neil Gaiman. “Ele foi disparadamente o mais concorrido.” O evento será realizado de 1 a 5 de julho.

Trecho: Que fique entre nós dois, mas ultimamente ando muito agitado, com certeza estão trocando meus remédios. Não duvido que ponham arsênico na minha comida, e se o pior me acontecer, não perca por esperar, os jornais cuidarão de dar notícia. E voltará à baila o assassinato do meu pai, político importante, além de homem culto e bem-apessoado. Saiba o doutor que meu pai foi um republicano de primeira hora, íntimo de presidentes, sua morte brutal foi divulgada até em jornais da Europa, onde desfrutava imenso prestígio e intermediava comércio de café. Tinha negócios com armeiros da França, amigos graúdos em Paris, e na virada do século, ainda muito jovem, fez sociedade com empresários ingleses. Espírito prático, foi parceiro dos ingleses na Manaus Harbour, e não na aventura africana de seu pai, igualmente vítima de ciúmes e maledicências. Fique sabendo que meu avô já nasceu muito rico, não iria macular seu nome por se locupletar com

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Com a cantora e amiga Miúcha, no lançamento do CD “Miúcha com Vinícius Tom João“

dinheiro público. Mas com o fim do Império,teve de buscar asilo em Londres, onde morreu amargurado. E vocês andem devagar com essa maca, tomem tento ao me passar para a cama, e tragam travesseiros de paina para as minhas costas e bunda, porque me doem as escaras e as articulações. Se amanhã eu morrer envenenado, todos aqui hão de me ver nessa televisão que não desligam nunca. Esta pocilga será interditada pela vigilância sanitária, e voltarei para puxar seus pés, e vocês vão dormir na rua. Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da minha feliz infância, lá na raiz da serra. Você vai usar o vestido e o véu da minha mãe, e não falo assim por estar sentimental, não é por causa da morfina. Você vai dispor dos rendados, dos cristais, da baixela, das joias e do nome da minha família. Vai dar ordens aos criados, vai montar no cavalo da minha antiga mulher. E se na fazenda ainda não houver luz elétrica, providenciarei um gerador para você ver televisão. Vai ter também ar condicionado em todos os aposentos da sede, porque na baixada hoje em dia faz muito calor. Não sei se foi sempre assim, se meus antepassados suavam debaixo de tanta roupa. Minha mulher, sim, suava bastante, mas ela já era de uma nova geração e não tinha a austeridade da minha mãe. Minha mulher gostava de sol, voltava sempre afogueada das tardes no areal de Copacabana.

O que: Leite Derramado Autor: Chico Buarque Quanto: R$ 36 (200 págs.) Lançamento: Cia das Letras


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Chico Buarque, músico, dramaturgo, romancista. Carioca da gema, jogador de futebol. Chico Buarque da Mangueira.


Tecnologia

Câmera portátil

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A Kodak Zx1 é uma câmera HD que grava até a uma resolução de 720p a 60 e 30 fps (frames per second). Portátil, possui design resistente às variações climáticas e produz ótimos vídeos com muita ou pouca luz. Crie, edite e carregue facilmente seus vídeos para o YouTube com o software interno que permite gravar mais de dez horas de vídeo com o cartão SD/SDHC. Preço sugerido: US$ 149 Mais informações: www.kodak.com

Desktop compacto Para quem quer mais espaço na mesa do escritório, uma boa pedida é o desktop Dell Studio Hybrid. A CPU mede só 19 centímetros de altura por 7 de largura por 21 de profundidade. Mas tem capacidade para 160 GB e 2 GB de memória RAM. Preço: R$ 1 890 Mais informações: www.dell.com.br

Smartphone vs. notebook O ultra mobile HTCShift é maior que o smartphone e menor que o notebook, e tem uma poderosa conexão à internet: usa redes sem fio wireless ou banda larga 3G. Com 20 centímetros de largura, tem 40 GB de memória e leitor de impressão digital. Preço: R$ 2 700 Mais informações: (11) 4003-0482

Até debaixo d’água A nova filmadora Xacti VPC-WH1, da Sanyo, permite produzir vídeos em até três metros de profundidade. O modelo é equipado com sensor CMOS de 1,1 megapixels, capaz de capturar vídeos com resolução HD 720p (1.280 x 720 pixels a 30 qps) e também de tirar fotos de 2 megapixels (1.600 x 1.200 pixels). Preço: R$ 2 999 Mais informações: us.sanyo.com

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Mais potência no som do PC

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O e3300, da Edifier, possui design diferente, alta potência (50W) e robustez. Os satélites têm um diferencial: dois drivers, um para frequências médias e um tweeter, para as mais altas, o que proporciona um pouco mais de detalhamento sonoro. Preço sugerido: R$ 499 Mais informações: www.edifier.com.br

Novo Nokia O novo smartphone touchscreen Nokia N97, que começou a ser vendido em junho, tem 32 GB de memória, tela de 3,5 polegadas com inclinação sensível ao toque, teclado QWERTY embutido e uma tela principal totalmente personalizável. A câmera do Nokia N97 possui resolução de 5 megapixels, com lente Carl Zeiss de acabamento profissional. Preço: Não divulgado Mais informações: www.nokia.com.br

Walkman recheado O W705 Walkman™, novo modelo da Sony Ericsson, tem formato deslizante e compacto e um exclusivo acabamento de metal. Com uma tela grande de 2,4’’ polegadas, o W705 conta também com uma câmera fotográfica de 3.2 MP, Wi-Fi, acesso ao You Tube, Google Maps e a nova tecnologia Motion Gaming, que permite aos usuários controlar os jogos por meio de movimentos. O W705 traz a melhor experiência de áudio aliada ao que há de mais novo em conectividade e imagem. Com as tecnologias Clear stereo e Clear bass – utilizadas no fone de ouvido estéreo premium que acompanha o produto –, é possível desfrutar da mais pura qualidade do som. O aparelho inclui ainda funções como o Shake Control, controle da música com movimento do pulso, e SenseMe™, que permite escolher as músicas de acordo com o estado de espírito do usuário. O produto dispõe de um cartão de memória de 4GB, que comporta 3990 músicas. Preço: R$ 1 099

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Cultura - teatro

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Clássico revisitado

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estido de Noiva, peça de Nelson Rodrigues considerada marco inicial do moderno teatro brasileiro, que foi encenada pela primeira vez em 1943, por Ziembinski, ganha nova versão com direção de Gabriel Villela, de “Salmo 91” e “Calígula”. A montagem, uma combinação de estilos dramáticos, traz no elenco Marcello Antony, Leandra Leal, Vera Zimmermann, Luciana Carnieli, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rodrigo Fregnan, Cacá Toledo, Helô Cintra e Flávio Tolezan. Polêmica desde a época da primeira montagem, Vestido de Noiva integra, segundo o crítico Sábato Magaldi, estudioso de Nelson Rodrigues, a série de peças psicológicas do dramaturgo, com uma linguagem forte que transporta para o palco a profunda angústia presente nos textos do autor, que chocam e emocionam o público pelo modo cru e abrupto de retratar a realidade velada da classe média carioca. A protagonista Alaíde (Leandra Leal) é uma mulher que vive um triângulo amoroso com seu marido Pedro (Marcello Antony) e sua irmã Lúcia (Vera Zimmermann). Depois de uma discussão com Lúcia, Alaíde é atropelada. Desacordada, alternando entre o sonho e a realidade, ela revive passagens de sua vida: o dia de seu casamento, o suposto assassinato que cometeu contra seu marido e os planos de Pedro e Lúcia de matá-la. Essas lembranças e alucinações são conduzidas pela figura de Madame Clessi (Luciana Carnieli), uma prostituta idolatrada por Alaíde. A mente da protagonista é povoada ainda pelas figuras da mãe, dos médicos, dos jornalistas que cobrem o aci-

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dente, das prostitutas do bordel de Clessi - personagens vividos pelos outros seis atores do elenco. Estruturado em três planos intercalados que remetem a diferentes dimensões - realidade, memória e alucinação -, o texto é essencialmente freudiano, já que os planos da alucinação e da memória se passam no inconsciente da personagem. Em um constante jogo entre realidade e alucinação, questiona-se a distorção e a subjetividade da realidade, bem como as fronteiras entre o real e onírico. No que se refere aos três planos, o diretor Gabriel Villela não segue a proposta arquitetônica de Santa Rosa, cenógrafo da montagem original de Ziembinski dos anos 40. Gabriel privilegia o trabalho de ator e o texto. A passagem para cada um dos planos recai mais sobre a capacidade dos atores de contar a história do que a cenografia em si. “Os três planos estão presentes originalmente de acordo com as rubricas do autor. O palco só não está dividido em três níveis. A condução do pensamento do espectador para cada um deles se dá por meio de outros artifícios que não sejam oriundos da cenografia, principalmente por meio da interpretação e da luz”, afirma o diretor. Serviço: O que: Vestido de Noiva Onde: Teatro Vivo (Av. Chucri Zaidan, 860 – Morumbi, São Paulo. Tel.: 11 7420-1520). Quando: De 10 de maio a 5 de julho, quintas, sextas e sábados, 21h30, e domingos, 19h. Quanto: R$ 60,00 (sextas e domingos, e quintas) e R$ 70,00 (sábados).


Cultura - teatro Fotos: Divulgação

Tecnologia e boa música

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musical “Isaurinha Samba Jazz & Bossa Nova” é uma produção inédita com a renomada atriz Rosamaria Murtinho à frente de 18 atores e bailarinos. Um espetáculo que mescla teatro, dança, show e cinema. Esse grandioso musical retrata a vida e as obras da cantora e consagrada Rainha do Rádio Isaurinha Garcia, entrelaçadas a cinco décadas da Música Popular Brasileira. Com uma linguagem cênica moderna e arrojada, que se completa com equipamentos visuais e sonoros de última geração, que dão vida ao desenrolar do enredo - a gloriosa trajetória da cantora, desde sua descoberta nos programas de calouros até seu glorioso apogeu, passando pelo explosivo romance com o tecladista Walter Wanderley, um dos criadores da Bossa Nova. O musical é idealizado e produzido pelo ator Rick Garcia, neto da cantora. Seus relatos ajudaram na autoria

da peça, escrita por Júlio Fischer, também autor/colaborador das novelas “O Profeta”, “Eterna Magia”, “Desejo Proibido” e da próxima novela das 18 horas da Rede Globo. A Talk Filmes e Sala 12 Creative Studio desenvolveram o cenário virtual da peça com o qual os atores irão interagir durante a apresentação. Serviço: O que: Isaurinha Samba Jazz & Bossa Nova Onde: Teatro João Caetano (Praça Tiradentes, s/n - Centro – Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2332.9257 ). Quando: Sextas e Sábados às 20 horas e Domingos às 18 horas Quanto: R$30,00 aos Sábados e R$20,00 às Sextas e aos Domingos.

Primo Basílio versão musical

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Espetáculo “O Primo Basílio – o Musical”, baseado no romance de Eça de Queiróz, transpõe pela primeira vez a obra literária para o formato musical. Dirigido por Dan Rosseto e adaptado pela escritora carioca Francisca Braga, “O Primo Basílio” tem direção musical de Dyonisio Moreno e produção de Lígia Paula Machado. O musical tem em seu elenco onze atores, seis músicos, cantores e bailarinos que, inspirados na Bossa Nova, desfiam canções de gêneros como MPB, valsa, samba de breque e tango. Os instrumentos utilizados pelos músicos incluem piano de cauda, violões, violino, flauta transversal, sax e percussão. Com um elenco originalmente vindo do meio teatral para interpretar personagens tão intensos, o diretor Dan Rosseto centrou forças na preparação corporal e vocal durante três meses para apurar o conjunto de atores.

Serviço: O que: O Primo Basílio – Musical Onde: Teatro Brigadeiro (Av. Brigadeiro Luís Antonio, nº 884, Bela Vista, São Paulo - SP. Tel.: 11 3115-2637). Quando: Sextas e sábados 20h30, domingos 19h, até 6 de setembro. Quanto: R$ 40,00 e R$ 20,00 (aposentados, acima de 65 anos, professores da rede publica e classe artística)

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Cultura - música O inimigo

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minem detém a incrível marca de 75 milhões de discos vendidos no mundo e após uma retirada estratégica ele volta com seu novo trabalho, Relapse, disco que de cara figura no Top 100 da Billboard com três singles consecutivos. Está tudo ali, as citações às celebridades, os xingamentos, a ira de Slim Shady transformada em versos para suas músicas. Este álbum de inéditas é o primeiro em quatro anos após o sucesso arrebatador de Encore, disco que conquistou quatro Platinas e a incrível marca de 11 milhões de albuns vendidos pelo mundo. Eminem repete sua parceria de longa data com o também rapper Dr Dre e abusa do sarcasmo e do protesto em Relapse. O artista já está em estúdio finalizando a segunda parte do projeto. Relapse 2 chega na segunda metade de 2009. Imperdíveis os hits “Crack a Bottle” e “We Made You” - essa segunda tem um vídeo divertidíssimo.

O que: Relapse (Álbum) Artista: Eminem Quanto: R$ 37,90 Lançamento: Universal Music

Jeff Beck

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série de apresentações de Jeff Beck no renomado Ronnie Scott´s Club, no Soho londrino, tornou-se o evento mais disputado do ano, com um público formado por fãs e celebridades, que lotava a intimista casa de shows todas as noites. Com um repertório composto por clássicos de toda a carreira do músico, uma banda de apoio totalmente afiada e a participação especial de Joss Stone, Imogen Heap e Eric Clapton, este DVD registra pela primeira vez a experiência indescritível de uma apresentação de Jeff Beck ao vivo.

O que: Live At Ronnie Scott´s (DVD) Artista: Jeff Beck Quanto: R$ 56,90 Lançamento: ST2 Vídeo

De St. John’s Wood para o mundo

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om quase 30 anos de estrada e milhares de horas de vôo a bordo de estúdios, gravando discos e fazendo arranjos para um sem número de grandes astros, os seis membros do Roupa Nova não lançavam um disco de inéditas há 12 anos. O sexteto, que começou como Os Famks nos anos 70 e virou Roupa Nova no início dos anos 80, já possuía uma extensa discografia e uma lista interminável de sucessos. Serginho, Kiko, Nando, Feghali, Cleberson e Paulinho viajaram até o lendário estúdio Abbey Road para gravar o novo disco/DVD, com direito a releitura de alguns sucessos da banda, como “Sonho” (1985), “Lembranças” (1996), “Muito Mais” (1997) e “Correndo Perigo” (1990), que ganhou nova letra e virou “A cor do dinheiro”. São dez canções inéditas, quatro regravações e uma dos Beatles, “She’s Liaving Home”, com direito a arranjo de cordas. O primeiro single do álbum é “Reacender”, que conta com a participação da banda Ben’s Brother.Tudo está registrado neste DVD, com direção de Joana Mazzucchelli.

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O que: Roupa Nova em Londres (DVD) Artista: Roupa Nova Quanto: R$ 45,90 Lançamento: Roupa Nova Music


Cultura - música Fotos: Divulgação

Emmerson Nogueira

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ando continuidade ao projeto Versão Acústica – lançado em 2001 e que já soma mais de um milhão de cópias vendidas -, Emmerson Nogueira apresenta o quarto volume da série com releituras para grandes clássicos internacionais. No repertorio músicas como “Rocket Man” (Elton John), “Hide in Your Shell” (Supertramp), “Changes” (Black Sabbath), “Tin Man” (America) e “Shine On You Crazy Diamond” (Pink Floyd). Desta vez, porém, Emmerson deu maior destaque para a viola caipira de 10 cordas, que trouxe um tom interiorano aos arranjos de grande parte do repertório, revelando um pouco mais sua “mineirice” e, principalmente, seu fascínio pelo instrumento. “Stand By Me” (John Lennon), por exemplo, está recheada de viola do início ao fim, o que possibilitou uma nova roupagem para a música. Ao contrário dos trabalhos anteriores, em Versão Acústica vol. 4 Emmerson Nogueira gravou todos os instrumentos e vozes.

O que: Versão Acústica Vol. 4 Artista: Emmerson Nogueira Quanto: R$ 35,90 Lançamento: Sony Music

Fantasy Ride

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m seu terceiro álbum, Ciara mostra todo seu poder artístico. Descoberta por Missy Elliott, a cantora, que também é bailarina e apresentadora, coloca todo o seu potencial a serviço da arte. Seu primeiro disco, “Goodies”, alcançou a incrível marca de três milhões de copias vendidas, conseguindo Disco de Platina Triplo. O segundo álbum não fez por menos. The Evolution vendeu dois milhões de copias, tornando Ciara figura fácil nas rádios. Fantasy Ride está entre as dez mais tocadas nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Austrália e Canadá. O primeiro single do álbum é “Love, Sex Magic”, um duo ousado com Justin Timberlake. Entre as participações especiais, destaque para Missy Elliott, Chris Brown, T-Pain e Ludacris.

O que: Fantasy Ride (Álbum) Artista: Ciara Quanto: R$ 29,90 Lançamento: Sony Music

Para inglês ver e ouvir

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grande dama do jazz acaba de lançar o registro em DVD de seu apoteótico show no Rio de Janeiro. Em Diana Krall Live in Rio, a cantora canadense prova seu amor ao Brasil e à bossa-nova. Acompanhada por John Clayton, Anthony Wilson, Jeff Hamilton e nosso Paulinho da Costa. A sra. Costello peca por não ousar. Esperamos sempre algo novo por parte dela, que insiste em ficar na mesmice. É inegável seu carisma e talento, mas ainda falta a ela uma pimenta. Destaque para “Boy from Ipanema”, uma releitura gostosa de “Walk on By”, de Burt Bacharach, e “Este seu Olhar”, num português delicioso. A Eagle Vision, uma das maiores empresas de entretenimento, veio ao Brasil exclusivamente para registrar a apresentação da cantora no Vivo Rio.

O que: Live in Rio (DVD) Artista: Diana Krall Quanto: R$ 45,90 Lançamento: ST2 Vídeo

Tori Amos

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s dois shows completos em Montreux capturaram Tori Amos direto no começo de sua carreira solo, um pouco depois dela lançar “Little Earthquakes”. Há uma clara progressão do primeiro ano ao seguinte, pois Tori cresce em confiança e na habilidade de cantar ao vivo, animada com o sucesso de crítica e de vendas do seu álbum. O repertório foca nos principais hits do “Little Earthquake”, além de incluir faixas raras, como suas versões, lançadas em seus primeiros EPs, de “Whole Lotta Love” e “Thank You”, do Led Zeppelin, e “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana.

O que: Live at Montreux (Álbum) Artista: Tori Amos Quanto: R$ 34,70 Lançamento: ST2 Records

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Cultura - cinema O Exterminador do Futuro: A Salvação

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Fotos: Divulgação Fotos: Divulgação

m 2018, num mundo pós-apocalíptico, o líder da resistência John Connor (Christian Bale) continua sua luta contra a gigante Skynet e seu exercito de andróides exterminadores construídos para aniquilar a raça humana. O contraponto fica por conta de Marcus Wright (Sam Worthington), um estanho que acorda em 2018 sem lembrar dos últimos acontecimentos de sua vida. Connor não consegue distinguir se Marcus foi enviado do futuro ou resgatado do passado. O excepcional roteiro de Michael Ferris e John Brancato é praticamente uma ode ao roteiro original de James Cameron. A direção primorosa de McG faz reverência aos dois primeiros filmes da série. Numa das passagens, pode-se ouvir a voz de Sarah Connor (Linda Hamilton) em k7s gravados por ela para seu filho. “You Cold Be Mine”, do Guns n’ Roses, é executada durante uma perseguição de motos. Sem falar na aparição magistral de Arnold Shwarzenegger sentando o braço no mocinho. Imperdível!

Uma chance para o amor

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diretor Joel Hopkins sai na contramão dos estúdios e lança um drama romântico estrelado por atores de meia-idade. Em “Tinha Que Ser Você” (Last Chance Harvey, EUA, 2008) coube a Hopkins reunir os vencedores do Oscar Dustin Hoffman e Emma Thompson após o estrondoso sucesso de critica e público “Mais Estranho que a Ficção”. Na fita, Hoffman é Harvey Shine, compositor de jingles que, mesmo sem o aval de seu chefe, parte para um final de semana em Londres para assistir ao casamento de sua filha Susan (Liane Balaban). Desapontado por saber que a filha escolheu o padrasto Brian (James Brolin) para levá-la ao altar, ele bate em retirada rumo ao aeroporto. Na outra ponta da história está a solteirona Kate Walker (Emma Thompson), funcionária do departamento de estatísticas que passa boa parte de seu tempo sendo ignorada pelos passageiros no aeroporto e numa relação perturbadora com a mãe Maggie (Liane Atkins), que insiste em ligar a cada minuto para a filha com os assuntos mais banais. Durante a tentativa de volta para casa, os caminhos de Harvey e Kate se cruzam dentro de um restaurante no aeroporto, trazendo a ambos uma luz no fim do túnel - na verdade, uma oportunidade de mudar radicalmente suas vidas. O roteiro, também assinado por Hopkins, é delicado ao extremo e sua brilhante direção faz do filme uma grata surpresa.

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Cultura - cinema Fotos: Divulgação

Transformers: A Vingança dos Derrotados

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ois anos se passaram desde que o jovem Sam Witwicky (Shia LaBeouf) salvou o Universo de uma batalha decisiva entre duas raças de alienígenas robóticos em guerra. Apesar de seu extremo heroísmo, Sam é ainda um adolescente comum, com as ansiedades diárias sobre ir para a universidade, deixando para trás sua namorada Mikaela (Megan Fox) e separando-se de seus pais (Kevin Dunn e Julie White) pela primeira vez. O objetivo de Sam é ter um estilo de vida universitária normal, mas, para isso, terá que ignorar seu destino. Enquanto Sam tenta, da melhor maneira possível, esquecer o conflito de Mission City e retornar à sua rotina diária, a batalha entre os Autobots e os Decepticons, mesmo tendo sido um incidente ultrassecreto, provocou muitas mudanças. Desde então, o Setor 7 foi dispensado e o seu mais leal soldado, Agente Simmons (John Turturro), foi sumariamente demitido. No seu lugar foi criada uma nova agência, a NEST, usando experientes comandantes de campo, como Lennox (Josh Duhamel) e Epps (Tyrese Gibson).

Jean Charles de Menezes

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filme é baseado no mundialmente conhecido caso do brasileiro Jean Charles de Menezes (Selton Mello), assassinado no metrô de Londres por agentes do serviço secreto britânico em julho de 2005, ao ser confundido com um terrorista. O longa revela os últimos meses da vida do eletricista mineiro, a partir da chegada a Londres de sua prima Vivian (Vanessa Giácomo), que vai morar com ele, e os primos Alex (Luis Miranda) e Patrícia (Patricia Armani). A trágica morte de Jean Charles abala seus primos, que precisam reconstruir suas vidas após a dolorosa perda, em meio à luta por justiça.

Dupla dinâmica

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agente da CIA Claire Stenwick (Julia Roberts) e o agente da MI6 Ray Koval (Clive Owen) deixaram o mundo da espionagem governamental para trás para se beneficiar de uma altamente lucrativa guerra fria entre duas corporações rivais, em “Duplicidade”. A missão deles? Encontrar a fórmula de um produto que renderá uma fortuna à empresa que a patentear primeiro. O diretor e roteirista Tony Gilroy diz ter encontrado inspiração para a história durante os anos como roteirista da trilogia Bourne. Em seu segundo longa, o diretor volta ao mar de lama corporativo, mas com muito romance. A química entre Julia e Clive funciona e os diálogos são riquíssimos. Outra grata surpresa é a participação de Paul Giamatti e Tom Wilkinson como os presidentes de duas grandes companhias. Gilroy não decepciona e coloca “Duplicidade” no mesmo patamar que seus filmes anteriores.

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Cultura - literatura por Rodrigo Kurtz Fotos: Divulgação

Tesouro nacional

Criador e criaturas: Maurício desenha Horácio enquanto recebe a visita ilustre de Cascão, Magali, Mônica e Cebolinha. Abaixo, a verdadeira Mônica, a segunda filha de Souza.

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uem tem menos de 50 anos, e passou sua infância no Brasil, certamente a conhece. De vestido vermelho, baixinha, gorduchinha e dent... Bem, você também sabe que é um erro adjetivá-la desse modo. Pelo menos na frente dela, que é uma das personagens mais queridas - e irascíveis - de nossa literatura em quadrinhos. Claro que estou falando da Mônica, recentemente tornada adolescente pelo criador Maurício de Souza. A menção do nome do cartunista, que completa dia 18 de julho cinquenta anos de carreira, evoca um universo colorido, de humor e traços únicos. Nesse mundo inocente – muito longe da escatologia e violência dos desenhos contemporâneos – fomos apresentados a tantas figuras, que por anos nos presentearam com lições cotidianas de afeto, formação de caráter e até autodefesa (muito antes de alguém mexer no queijo alheio, todo mundo sabe que no Sansão ninguém encosta o dedo). A personagem, criada para homenagear a segunda filha de Maurício de Souza, só vem colecionando vitórias ao longo de sua carreira. Numa ação inédita, foi nomeada embaixadora da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em 2007. A “Turma da Mônica” é o mais bem-sucedido gibi da história brasileira, e também um de nossos tesouros nacionais.

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50 anos de carreira Fotos: Divulgação

A carreira de ilustrador começou cedo, na região de Mogi das Cruzes. Mas, ao mudar-se para São Paulo - com 19 anos de idade -, Maurício de Sousa exerceu durante cinco anos a profissão de repórter policial para o Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo). Talvez tenha sido num movimento avesso ao que presenciava todos os dias nessa editoria, que ele tenha começado a imaginar o mundo perfeito. Em 1959 surgiu o primeiro de nossos muito conhecidos personagens - o cãozinho Bidu. Ele foi a vertente de Cascão, Cebolinha, Magali e Mônica. Já na década de 70, houve o lançamento da primeira edição da revistinha “Mônica”, cuja primeira tiragem foi de 200 mil exemplares. Depois da carreira na Editora Abril e na Editora Globo, passou a ser editada pela Panini, em 2007. Com o incrível número de 1 bilhão de revistas publicadas, a “Turma da Mônica“ também é um sucesso em produtos licenciados. Mais de 100 empresas nacionais e internacionais produzem quase três mil itens com os personagens de Mauricio de Sousa. Suas criações já chegaram a mais de 120 países, em 50 idiomas.

Comemorações e homenagens Os 50 anos começaram a ser comemorados em 2008, com o lançamento do mangá “Turma da Mônica Jovem“, considerado o maior sucesso na área de quadrinhos dos últimos 30 anos. As quatro primeiras edições juntas venderam mais de 1,5 milhão de exemplares. Não faltam razões para celebrar o artista. O canal The Biography Channel (BIO) exibirá no dia 18 de julho, sábado, às 22h, um programa especial tendo Maurício de Souza como tema. Ele falará sobre sua vida nos quadrinhos, do início de carreira como jornalista até hoje, como dono de um império; da infância, abordando a forte ligação com a família e a influência em sua carreira, à consagração. O programa trará entrevistas e depoimentos de familiares e admiradores, como Pelé, Herbert Vianna, Ivete Sangalo e Roberto Civita; de representantes de órgãos internacionais, como a Dra. Mirta Roses Periago, diretora da Pan American Health Organization (PAHO), e Rosangela Berman Bieler, diretora do Instituto Interamericano para a Deficiência e o Desenvolvimento Inclusivo; e de Ziraldo e cartunistas internacionais, entre eles Jim Davis (criador do Garfield). Saiba mais: www.monica.com.br

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Cultura - dvd

Dúvida

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Fotos: Divulgação

peça do dramaturgo vencedor do prêmio Pulitzer John Patrick Shanley ganhou versão cinematográfica. O filme conta a história do padre Flynn (Phillip Seymour Hoffman), que durante um culto numa igreja Católica do Bronx passa um sermão sobre a natureza da dúvida, constatando que, como a fé, ela pode ser uma força unificadora entre as pessoas. A irmã Aloysious (Meryl Streep) desconfia da ligação entre o padre e um dos estudantes, causando desconforto para o padre. A direção de Shanley, unida às atuações Hoffman, Streep, Amy Adams e a arrasadora ponta de Viola Davis, fazem de “Dúvida” um grande filme. O que: Dúvida Quanto: Apenas para locação Lançamento: Miramax/Disney

Um Louco Apaixonado

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idney Young (Simon Pegg) é repórter, editor e publicador da revista alternativa (e sem dinheiro) Post-Modern Review, em Londres. A revista é uma provocação satírica ávida por reprovar os maiores egos da indústria do entretenimento. Embora ele se orgulhe de sua integridade, tendo escolhido seguir apenas o seu próprio jeito, Sidney é também encantado pelo mundo das celebridades e da beleza. Depois de uma tentativa frustrada de invasão a uma premiação, foi um choque quando Clayton Harding (Jeff Bridges), o editor da mundialmente famosa revista Sharps, de Nova York, ofereceu um emprego a Young. Sidney então mergulha de cabeça no estilo das festas de Nova York e no mundo das celebridades. Mas, na Sharps, tudo não é o bastante para Sidney.

O que: Um Louco Apaixonado Quanto: Apenas locação Lançamento: Califórnia Filmes

Jornada nas Estrelas

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coleção inclui seis discos com os primeiros seis filmes “Star Trek”, que foram digitalmente remasterizados em alta definição (“Star Trek II: A Ira de Khan” foi totalmente restaurado) com novo áudio 5.1 Dolby Digital Surround Sound Ex. Traz mais de 14 horas de extras especiais, incluindo duas horas e meia de material totalmente novo. A coleção também inclui um disco extra intitulado “Star Trek: A Reunião dos Capitães”, que apresenta uma exclusiva mesa-redonda de 70 minutos liderada por Whoopi Goldberg, na qual William Shatner, Leonard Nimoy, Patrick Stewart e Jonathan Frakes compartilham detalhes íntimos sobre a vida no set.

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O que: Jornada nas Estrelas (Blu-Ray) Quanto: R$ 379,90 Lançamento: Paramount Home


Cultura - dvd

Fotos: Divulgação

Pobre Beyoncé

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adillac Records conta a história da ascensão da gravadora Chess Records, de Leonard Chess (Adrien Brody), e dos artistas que gravaram nela, como Muddy Waters (Jeffrey Wright), Little Walter (Columbus Short), Chuck Berry (Mos Def), Willie Dixon (Cedric The Entertainer) e a fabulosa Etta James (Beyoncé Knowles). Com uma história de sexo, violência, racismo e rock’n’roll na Chicago dos anos 50 e 60, o filme mostra as vidas turbulentas e excitantes de algumas das maiores lendas da indústria musical da América. Mais um filme produzido para alavancar a carreira cinematográfica de Beyoncé que morre na praia. Outra vez ela é ofuscada por um coadjuvante, Jeffrey Wright, inacreditável como Muddy Waters.

O que: Cadillac Records Quanto: R$ 89,90 Lançamento: Sony Home

O Rei Lagarto

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al Kilmer encarna o carisma elétrico de Jim Morrison, líder dos Doors, neste belíssimo filme de Oliver Stone. Com atuações de Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Frank Whaley, Kevin Dillon e Billy Idol, “The Doors” percorre a trajetória do início da carreira de Jim Morrison, na praia de Venice, à sua ascensão ao topo do altar do rock. Nesta jornada, ele conviveu com uma escuridão que traria o seu fim e o fim da sua banda. “The Doors” é um clássico lúgubre, tocante e um pouco louco.

The O.C.

O que: The Doors (Blu-Ray) Quanto: R$ 89,90 Lançamento: Sony Home

Descasada

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s fãs de “The O.C. – Um Estranho no Paraíso” poderão levar para casa a coleção completa em DVD com as quatro temporadas da premiada série de TV. A caixa contém 92 episódios em 26 discos. Vale a pena rever os momentos marcantes do peixe fora d´água Ryan, do espertinho Seth e das vizinhas Summer e Marissa. Entre eles, o baile de debutante de Marissa, em que todos descobrem a falência de seu pai; o beijo invertido de Seth e Summer, em que imitam a famosa cena do filme Homem Aranha; o relacionamento conturbado de Ryan e Marissa; e o envolvimento de Julie com o namorado da própria filha. A edição especial conta ainda com vários extras, incluindo comentários de atores e diretores e cenas eliminadas.

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aseado no best-seller de Gigi Levangie Grazer, “A Ex” acompanha o dia a dia de Molly Kagan (Debra Messing), uma mulher bonita que usa o humor e charme para retomar sua vida depois que seu rico marido pede o divórcio. Nesta nova vida, ela encara a solteirice com muita diversão, luta para começar uma nova carreira aos 40 anos e até engata um novo relacionamento. Na minissérie que deu origem ao programa foram exibidos seus episódios, todos intensos, mas que deixaram um gostinho de quero mais.

O que: The O.C. – Série Completa Quanto: R$ 129,90 Lançamento: Warner Home

O que: A Ex Quanto: R$ 59,90 Lançamento: Universal

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Cultura - artes plásticas Fotos: Divulgação

Sem medo de ousar

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ersatilidade e inquietação são as marcas de Kátia Luz Cúrcio ou simplesmente Kaká, uma artista plástica que transita muito bem entre o abstrato e o figurativo, entre o cubismo e o impressionismo. Suas viagens criativas rendem obras que nos levam a reinventar nossa visão sobre o trabalho desta artista multifacetada. Atualmente ela prepara telas para uma megaexposição em São Paulo, que deve acontecer no primeiro semestre de 2010, na galeria Pearson Mapother, no coração da Paulicéia desvairada. Os críticos de arte estão curiosos para saber qual será a nova aposta de Luz Cúrcio. Seu nome ganhou evidência quando um de seus trabalhos ficou exposto no Palácio de Buckinghan durante as comemorações dos 81 anos de vida da Rainha Elizabeth II. Outra de suas obras foi escolhida para integrar o projeto Companheiros das Américas, uma entidade que visa a unificar os povos da América Latina, do Caribe e dos Estados Unidos. Outro ponto alto da carreira da artista foi sua participação no projeto Arte com Poesia, no qual artistas plásticos in-

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terpretavam em imagens obras de artistas da palavra. Amante da MPB, Kaká Luz foi escolhida pelo Fã-Clube oficial da cantora Marina Lima para estampar uma das obras de em suas camisetas Formada em Educação Artística pela Universidade do Estado de Sana Catarina (UDESC), tem entre seus mestres talentos como os de Ana Luisa Kaminski e Sarita Sapiro. Atualmente trabalhando como professora de educação artística na rede estadual de ensino de Santa Catarina, a artista imprime todo o seu talento e humildade para instruir futuros artistas. Ela não nega suas raízes - ultimamente tem trabalhado em conjunto com as rendeiras da Lagoa da Conceição. Numa técnica inovadora, ela harmoniza rendas de bilro e tinta sobre telas, num mix e beleza jamais vista - em seu acervo ela possui mais de 20 telas com esta técnica. Luz Cúrcio é uma autentica filha da Era de Aquário, visionaria, anos luz à frente de seu tempo e sem medo de ousar.


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Espetáculos Jorge Drexler traz turnê para o Brasil Foto: Divulgação

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uruguaio Jorge Drexler volta ao Brasil com o show Cara B. O CD e DVD foram gravados em 2007 em sete cidades da Catalunha, Espanha. Em Florianópolis, este é o segundo show de Drexler, que se tornou mais conhecido do grande público ao ganhar o Oscar de melhor canção em 2004, com a trilha do filme “Diários de Motocicleta”, do brasileiro Walter Salles. Neste show o público terá a presença dos habilidosos produtores musicais que o acompanharam durante as gravações na Espanha: o catalão Carlos Campi e o argentino Matias Cella, ambos excelentes engenheiros de som, além de talentosos músicos. Eles foram os responsáveis pela inserção de sons inusitados que se misturam com a voz de Drexler nas canções. Em cada cidade e show, eles gravaram ruídos da platéia, como o estalar de dedos e cochichos, além de sons característicos dos locais onde aconteceram os espetáculos, como sinetas de bicicletas, sino de igrejas ou o barulho do trem. Estes “ruídos” foram captados e programados para mesclar com a voz do cantor e compositor. O resultado desta experiência sonora está no CD duplo, Cara B e Cara C.. Neste trabalho, além mostrar a trajetória de um concerto, Drexler faz covers e canções em italiano, catalão, português e inglês. Segundo ele, essa irreverência, ou “fantástica ousadia”, foi aprendida com brasileiros como Caetano Veloso – que muito admira.

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Desembarque O

s cânions dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral reservam paisagens belíssimas e quase intocadas, verdadeiros monumentos naturais localizados na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Suas formações resultam de processos erosivos sobre derrames basálticos que recobriram grande parte do Sul do país. As paredes rochosas são revestidas por uma vegetação baixa e pinheiros nativos. O Parque Nacional de Aparados da Serra abriga em seus 10.250 hectares os cinco maiores cânions do país. Entre eles, o famoso cânion do Itaimbezinho, que em tupi-guarani significa pedra cortada, com seus 720 m de profundidade e 6 km de comprimento. Trilhas demarcadas levam os visitantes a incríveis passeios, onde descobrem paisagens com paredões e cachoeiras. Seu planalto teve colonização de jesuítas e a presença de estrangeiros como os alemães e italianos. Uma dica é visitar a Cachoeira dos Venâncios, que pode ser acessada por meio de trilha de 4km. Formada pelo Rio Camisas, possui uma série de quedas de águas cristalinas e é cercada pela exuberante beleza da mata ciliar, mata de araucárias e dos Campos Verdes de Cima da Serra. Em dias quentes, pode-se tomar banho nas suas piscinas naturais. Já o Parque Nacional da Serra Geral é uma extensão do Parque Nacional dos Aparados da Serra. Foi criado em 1992, como uma forma de ampliar a área de proteção do território formado pelos grandes cânions brasileiros, aumentando assim em quase três vezes a área de proteção legal de todo ecossistema local. Reproduz o mesmo relevo acidentado, com a formação de paredões e cânions - são mais de 60 na região, dentre os quais os mais famosos são o Malacara e o Fortaleza. Nos cânions há trechos de Mata Atlântica, campos de gramíneas e florestas com araucárias, carvalhos e pinheirinhos-bravos. Os animais mais avistados são o graxaim-do-campo (cachorro-do-mato), a jaguatirica, a suçuarana (puma ou leão-da-montanha), a gralha azul, o pica-pau e o gavião. São proibidos o banho nos rios e os passeios a cavalo. Cambará do Sul, localizado no Planalto das Araucárias, no Rio Grande do Sul, a 190 quilômetros da Porto Alegre, serve de base para visitar os parques. A melhor época para visitação é o inverno (de maio a agosto), quando o risco de nevoeiro é menor, apesar do frio. Evite visitas em setembro, mês de chuva e pouca visibilidade, e nos finais de tarde no verão, quando há névoa nos cânions. Cânion do Itaimbezinho, em Cambará do Sul

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Aparados da Serra / Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação

Santuário nas montanhas


Fotos: Divulgação

Saiba mais: Visitas de quarta a domingo, das 9h às 17h. Ingresso: R$ 6 por pessoa. Estacionamento: R$ 5. Na sede há um Centro de Visitantes e um posto que oferece serviço de guias. Informações turísticas: Rua 15 de Março, Cambará do Sul, em frente à igreja principal. Tel.: 3251-1320. www.cambaraonline.com.br

Acima, passeio a cavalo pelo parque, cachoeira, vegetação de pinheiros e, ao lado, um dos muitos rios que cortam a região.

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Desembarque

Serra do Tabuleiro / Santa Catarina Foto: Divulgação

Beleza preservada

Ponte em trilha da sede do parque, onde são observados muitos animais.

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uem visita o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, localizado no município de Palhoça, a 40 quilômetros de Florianópolis, em Santa Catarina, pode ver bem de perto várias espécies da fauna e flora que habitam a região, como antas, pacas, jacarés, tucanos e orquídeas. Maior unidade de conservação do Estado, ocupa aproximadamente 1% do território do Estado, com uma extensão de 87.405 hectares. O parque possui um centro de visitantes, estacionamento, local para controle e recepção e trilha interpretativa com mil metros, onde os visitantes são acompanhados por guias. Na trilha, de um quilômetro de extensão, os visitantes podem caminhar por uma área de restinga observando a fauna e a vegetação local. Um dos cartões postais é o morro da Cambirela, com 1.043 metros de altitude. A Serra do Tabuleiro abrange áreas de nove municípios: Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí, Garopaba e Paulo Lopes. Engloba também as ilhas de Fortaleza/Araçatuba, Ilha do Andrade, Papagaio Pequeno, Três Irmãs, Moleques do Sul, Siriú, Coral, dos Cardos e a ponta sul da

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ilha de Santa Catarina. O parque apresenta vegetação variada, reunindo cinco das seis composições botânicas do Estado. Começa no litoral, com a paisagem da Restinga, sobe a serra, alcança o planalto, em meio à vegetação dos Pinhais, e passa pela Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, vegetação da Matinha Nebular e os Campos de Altitude da chapada da serra. Em meio à vegetação formam-se rios e córregos que serão responsáveis pelo fornecimento da água potável utilizada pelos moradores de toda Grande Florianópolis. Dentre os onze habitats principais identificados num estudo recente realizado pelo Banco Mundial/Fundo Mundial para a Natureza (WWF) para a América latina e o Caribe (LAC), cinco deles ocorrem no Parque: florestas tropicais úmidas de folhas largas (mata atlântica), florestas tropicais de coníferas (floresta de araucária), restingas, campos de altitude e manguezais. A maior parte do Parque está coberta pela mata atlântica, uma ecorregião terrestre considerada pelo estudo do Banco Mundial de máxima prioridade regional para a conservação da biodiversidade.


Fotos: Divulgação

Saiba mais: O Centro funciona de segunda a sexta, das 13h às 19h, e a entrada é gratuita. As visitas podem ser agendadas por meio do telefone (48) 286-2624. Fundação do Meio Ambiente: www.fatma.gov.br

Em sentido horário: orquídea nativa na região, paisagem do parque, Tucano do Bico Amarelo, cachoeira e Jacaré-de-Papo-Amarelo.

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Desembarque

Rumo à rota do Sol

Balneário Camboriú / Santa Catarina

Acima, Cristo Luz. À direita, bondinho do Parque Unipraias.

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alneário Camboriú, que completa 45 anos de emancipação político-administrativa em julho, possui praias de areias brancas e águas azuis transparentes emolduradas por morros verdejantes. Ao mesmo tempo em que possui ótima infra-estrutura, com grandes centros de compras e vida noturna agitada, a cidade está muito próxima de recantos bucólicos e das praias da Costa Esmeralda, como Itapema, Porto Belo e Bombinhas. Chamado Copacabana do Sul, por seu calçadão de sete quilômetros de extensão repleto de bares e restaurantes, Balneário recebe o maior fluxo turístico do Estado durante o verão, cerca de um milhão de turistas. Praias tranquilas ou agitadas, bons restaurantes, boates e danceterias tornam o local um dos destinos brasileiros preferidos pelos veranistas. Quem quiser conhecer a Ilha das Cabras, um dos cartões postais do município, pode optar pelos passeios de escuna, que partem da Barra Sul. A ilha fica a apenas 600 metros da Praia Central, onde tudo acontece. Shows, esportes e muita gente bonita são uma constante. Com completa infra-estrutura, é ali que estão os principais hotéis, bares, restaurantes, casas noturnas, além de variado parque comercial. O passeio nos bondinhos do Parque Unipraias, entre a Praia Central e Laranjeiras, oferece uma visão panorâmica, que abrange a cidade, a baía, o rio e a Mata Atlântica. A Rodovia Interpraias, que liga o município a Itapema, proporciona acesso fácil às belas praias e oferece um cenário

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deslumbrante. Ali fica a Praia do Pinho, primeira praia oficial de naturismo do país. O Cristo Luz, monumento de 33 metros de altura e 428 toneladas, segura na mão esquerda um canhão de luz que gira em 180 graus, espalhando feixes luminosos com 86 combinações de cores. Para quem gosta de ecoturismo, o Parque Ecológico Rio Camboriú tem como principal atração seis trilhas ecológicas, que possibilitam contato direto com a flora e fauna da Mata Atlântica. Existe no local um laboratório e uma farmácia que elaboram e fornecem gratuitamente à população chás medicinais, a partir de plantas cultivadas no horto ali existente. A localização privilegiada é outro grande atrativo da Rota do Sol. Os municípios que pertencem ao roteiro estão muito próximos entre si, e perto de cidades que integram outros roteiros turísticos do Estado, como Blumenau, Brusque e Nova Tento.

Comemorações Uma intensa programação cultural e festiva celebrará, em julho, o 45º Aniversário de Emancipação Político-administrativa de Balneário Camboriú (ver no site www.secturbc.com. br). A celebração culmina no dia 20/7, Dia do Município, quando haverá corte de bolo de 45m e vários shows nacionais em comemoração ao aniversário da Rádio Menina.


Fotos: Divulgação

Saiba mais: Prefeitura Municipal: (48) 3363-8122 ou www.camboriu.sc.gov.br Parque Unipraias: (47) 3367-0493 Cristo Luz: (47) 3367-4042 – www. cristoluz.com.br

Acima: Ilha das Cabras. e vista aérea da cidade

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Velocidade

Híbridos: tecnologia ecológica

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s grandes montadoras estão na corrida para desenvolver soluções alternativas ao uso de combustíveis fósseis. Enquanto o carro movido exclusivamente a eletricidade não se mostra viável, a opção mais interessante no mercado é o carro híbrido, que concilia consumo de eletricidade e gasolina. O novo Toyota Prius, que será lançado no exterior até o final do ano (não se sabe por que, ainda não foi lançado no Brasil), pode atingir uma média de consumo de até 29,6 km/l de gasolina na cidade. Comercializado desde 1997, o modelo já ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades vendidas e é vendido em mais de 40 países. O Prius é equipado com um motor elétrico e outro a combustão. Quando roda em baixas velocidades, ele usa o motor elétrico de 67 cavalos movido a bateria. Na estrada,o motor a combustão assume a função e gera 76

Prius: sustentabilidade, economia e beleza.

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Prius

cavalos alimentados com gasolina. Enquanto o Prius usa apenas a gasolina, um gerador alimenta a bateria, aproveitando a rotação do motor. O mecanismo garante autosuficiência de eletricidade ao carro. Já em sua quarta geração, o Prius dispõe de um sistema híbrido mais eficiente e um visual mais moderno e atual. Estará equipado com um novo motor de 1,8 litros de 98 cavalos, junto com um propulsor elétrico. A Toyota anuncia um consumo médio de 25,6km/l e apenas 89 g/km de emissões de CO2. Recentemente, a Toyota foi eleita a marca mais preocupada com o meio-ambiente em uma pesquisa nos Estados Unidos. O Prius foi um dos grandes responsáveis por construir a imagem “ecológica” da montadora, e a segunda geração deve continuar cultivando a aura de marca “verde” da Toyota.


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Gastronomia

H

enrique Fogaça, o novo queridinho do circuito da boa mesa de São Paulo, passou uns dias em Balneário Camboriú. Mas nada de praia. O chef, premiado como Revelação 2008/2009 pela revista Veja e que comanda com maestria o seu Sal Gastronomia, foi convidado especialmente para cozinhar no Jantar do Chef (na noite de 23 de maio), uma programação do calendário anual do Bistrot La Table, de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Periodicamente o chef João Leme (ex-Roti e exBalneário das Pedras) convida amigos e parceiros para mostrar receitas autorais no Bistrot La Table, onde ele hoje toma conta da sofisticada cozinha. Leme. Formado pela École Le Cordon Bleu, João Leme é um dos chefs mais premiados no exterior e aclamado pela Abaga (Associação Brasileira da Alta Gastronomia). Ele divide hoje o seu tempo entre São Paulo e Balneário Camboriú, onde vai trabalhar de bicicleta, pedalando pelo calçadão da Avenida Atlântica e ouvindo o barulho do mar. Assim como João Leme, Henrique Fogaça cozinha com a alma. E conquistou os comensais dessa noite mágica. O jovem irreverente – com seus 30 e poucos anos e mais de 50 tatuagens pelo corpo – tem um talento incomum. Descobriu a paixão pela gastronomia por acaso – quando precisou fazer almoço diariamente para ele e para a irmã, os dois ainda adolescentes. Mas desde cedo levou tudo isso muito a sério. Fogaça preparou no Bistrot La Table pratos com temperos que só ele sabe imprimir. O jantar começou com queijo coalho tostado com melado, servido com uva Thompson (sem semente), pimenta rosa e raspas de limão. Na sequência, palmito pupunha assado, preparado com azeite, sal de Maldon (cristalizado) e ciboulette. Depois, creme de aspargos com creme azedo e ovas de capelin (caviar da Islândia). O peixe da noite foi o robalo, assado ao molho de ervas e com purê de banana da terra e mini-legumes. Por fim, um ragu de javali com nhoque de mandioquinha e broto de beterraba. A sobremesa, das mais inusitadas: creme brulèe de milho verde.

Acima, à esquerda: Henrique Fogaça dá seu toque de Midas ao prato. À esquerda: João Leme e Fogaça.

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Foto: Mariana Boro

Henrique Fogaça dá show no Bistrot La Table


Foto: Divulgação

Serviço: Avenida Atlântica, 5020, esquina com a Rua 4.400, Barra Sul, Balneário Camboriú. Reservas pelo telefone (47) 33660027 www.bistrotlatable.com.br

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Vinhos

Cúmplices e inimigos harmonização com vinho é uma das coisas mais agradáveis e apaixonantes para aqueles que amam a bebida. Às vezes ele tem como companhia parceiros ideais, outras vezes parceiros muito conflitivos. A escolha tem que ser criteriosa, mesmo que qualquer experiência seja válida, até como aprendizado. Também tem que se respeitar as harmonizações tradicionais, tais como: cassoulet com os tintos Corbières ou Cahors e Madiran , “ coquilles Saint-Jacques à la bordelaise ” com um fresco e branco Bordeaux , com predomínio da Sauvignon , cordeiro assado com ervas e alho com um bom Médoc (sobretudo de Pauillac ), escargôs com a branca Aligoté , coq au vin com um GevreyChambertin ou outro excelente tinto da Borgonha, bouillabaisse com um rosé da Provença, só para ficar entre as clássicas combinações francesas regionais. Quais seriam os cúmplices ou parceiros ideais? Podemos ficar com os pares: sauvignon blanc com queijo de cabra, o Porto com queijo Stilton , o cordeiro mamão com Pauillac , ostras com champanha ou Chablis Premier Cru , frutos do mar com Muscadet sur lie , embutidos com Beaujolais cru, caças com syrah ou pinot noi r e foie gras com Sauternes , dentre outros. E quais seriam potenciais inimigos? Um deles é o chocolate. “Sobremesa cruel” para acompanhar vinhos. Pode inibir o paladar, tanto quanto os sorvetes e gelados. A extrema doçura do chocolate e sua gordura formam uma “couraça” na boca, que nos impede de sentir o vinho. Opção? Dois vinhos doces franceses, o Banyuls e o Maury , considerados por muitos como os que melhor harmonizam com chocolate. Há, também, o espanhol Pedro Ximenes, licoroso e bastante doce, que também pode ser interessante. O outro inimigo é o ovo. Esse produz, ao ser mastigado e ingerido, uma capa na boca, dificultando, e muito, a sensação gustativa do vinho. Por isso, teoricamente, a opção recairia sobre vinhos de boa pegada e muita acidez na tentativa de destruí-la. Por fim, alcachofra, aspargo (inimigo menor dos três) e rúcula. A opção pode ser vinhos brancos mais intensos, como alguns rieslings ou chenin blancs . A opção por um tinto, à base de cabernet franc do Loire, pode tornar o casamento menos conflituoso. Esses ingredientes em uma massa, risoto ou salada com um toque de mel, é uma outra história, com final feliz. Divórcio na certa, vinho com vinagre, vinagrete e picles. Que tal

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Foto: Divulgação

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temperar sua salada com um pouco de aceto balsâmico ou limão (pouco)? Queijos e vinhos têm tudo a ver um com o outro, quando são capazes de formarem pares perfeitos, como aqueles mostrados anteriormente. Contrariamente ao que se pensa, queijos de um modo geral combinam melhor com os vinhos brancos do que com os tintos, incluindo a cor (que pode ser um dos critérios de harmonização). Vinhos e charutos? “Regra e preconceito, não têm lugar neste mundo”, diz Marc Barros, em um artigo publicado na Revista de Vinhos de Portugal. Eu, particularmente, não tenho preconceito, mas nunca foi a minha praia viver essa cumplicidade. Segundo Barros, um charuto mais forte pede um vinho mais encorpado, com madeira e doçura, para não se abafarem mutuamente. Continua ele: “um charuto terroso acompanha bem um vinho mais mineral”, destacando também nesse caso a boa parceria com aguardentes vínicas. Consensos não existem, porém a melhor parceria, de um modo geral, é o vinho do Porto ou da Madeira.

Gerson Lopes Editor Gerson do site Lopes www.vinhoesexualidade.com.br; Editor site www.vinhoesexualidade.com.br; Colunista dodo jornal Estado de Minas sobre vinhos (“In Vino Colunista do jornalda Estado de Wine MinasStyle sobre(www.winestyle. vinhos (“In Vino V Veritas”); Colaborador revista com.br)


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Em foco

Foto: Henrique Gendri

O Momento é dela

Por Dani Ferrera lgo que sempre chamou minha atenção sobre Wanessa Camargo foi sua inquietação. Enquanto muitos insistiam em rotulá-la como a filha do sertanejo, consegui ver ali uma lagarta em metamorfose, pronta para voar. A primeira vez que vi Wanessa Camargo foi durante uma festa de aniversário de seu pai Zezé di Camargo, onde ela cantou “I Can’t Let Go”, de Macia Caria, à capela entre os convidados. Percebi ali que a menina levava jeito para a música. Seu primeiro single, “O amor não Deixa”, estreou em primeiro lugar nas rádios do país e transformou automaticamente Wanessa em uma nova estrela do universo pop. Ingênua, Wanessa expunha sua intimidade de forma desnecessária, como na entrevista nas Paginas Amarelas da Revista Veja, onde falou sobre a perda da virgindade, algo que até mesmo seus pais desconheciam. Para alguns poderia ser um golpe de marketing, mas não passou de pura ingenuidade. Seu passo seguinte foi ousado. Contratou a Midas do entretenimento Marlene Mattos, com quem já havia trabalhado em Jovens Tardes na Rede Globo, para gerenciar sua carreira. Nota-se um desabrochar da artista durante esse período, em que lançou seu projeto ao vivo Transparente, nos formatos CD e DVD. A parceria com Marlene não durou muito, mas Wanessa saiu fortalecida e pronta para o próximo passo. Outro fato relacionado a ela foi quando conquistou o

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Premio Multishow como revelação, durante a cerimônia de entrega no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao ter seu nome anunciado, ela foi vaiada por meia dúzia de reacionários presentes. O que mais me deixou espantado foram alguns dos concorrentes dela na categoria “Revelação”, entre eles nomes como os de Pedro Mariano, que naquela altura já estava no segundo disco solo, e Nando Reis, dono de uma carreira de 20 e poucos anos na época. Uma atitude indelicada com a moça, para dizer menos. O pior é que o prêmio era de voto popular, e a meu ver o público foi vaiado por sua escolha, e não Wanessa. Ao longo dos anos, a artista firmou-se como um grande nome no seguimento pop. Ela acaba de lançar um novo álbum, “Meu Momento”, e tomou as rádios novamente com o hit “FLY/Meu Momento”, música em que ela divide os vocais com o rapper JaRule. O videoclipe tem direção de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé. O vídeo teve mais de um milhão de acessos no You Tube. Outra grande surpresa no disco fica por conta da releitura de “Coisas da Vida”, gravado por Rita Lee em 1976, releitura com direito à participação de Rita. Como de costume, Wanessa mudou o visual para esse novo trabalho. A repaginação dela ficou a cargo de Luis Fiod e Marcos Proença, e foi super elogiada por fashionistas e fãs da cantora. As fotos do álbum são do famoso fotógrafo Henrique Gendre. Wanessa prova com este novo trabalho que não brinca em serviço e que para essa garota definitivamente o céu é o limite.


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Moda Top 10

As apostas para o verão 2010 por Samira Campos

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s cartas estão na mesa. Passadas as duas semanas de moda nacionais mais importantes, o Fashion Rio e a São Paulo Fashion Week, jornalistas de moda fazem suas apostas para o verão 2010. Com referências dos anos 80 dominando a cena, a temporada de calor promete ser colorida, com tons de lima e rosa chiclete fazendo contraponto com o nude e uma ampla cartela de areias e pastéis. A década das ombreiras provoca um superaquecimento de ombros e

mangas e faz renascer o paletó desestruturado estilo boyfriend. O jeans também segue o mesmo conceito e volta reciclado com lavagens claras e destruídas. O escarpin, outro ícone da época, ganha bico arredondado, meia-pata, salto nas alturas e cores ácidas. Os comprimentos sobem e os vestidos curtos prometem muitas pernas de fora. No meio de todo esse movimento glam entra também um pouco da transparência da organza e o macacão, must have do guarda-roupa de verão.

Sapato de Carlos Tufvesson

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Fotos: Divulgação

Saruel

“Eu acho que a peça-chave do verão é a calça larga, baixa, um pouco sarouel, não precisa ser muito, mas de cavalo baixo, confortável em texturas novas”.

Lenita Assef (Editora chefe da revista Elle)

Espaço Fashion

Escarpin

“Eu acho que é um excelente momento de sapatos. Então eu apostaria as minhas fichas num scarpim de cor bem acesa, pode ser um pink, pode ser um bem laranja, como a gente viu nas passarelas, a Maria Bonita fez, o Carlos Tufvesson fez. O scarpin meia para usar com uma cor bem acesa, sempre combinando com uma roupa de cor mais calma”.

Mônica Salgado (Editora de projetos especiais da revista Vogue)

Carlos Tufvesson

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Fotos: Divulgação

Moda

Nude

“Eu acho que é um vestido nude porque eu acho que qualquer tecido vale, tem que ser curto.. eu gosto tanto dos mais justos, tipo segunda pele, quanto dos mais volumosos. Eu acho o nude muito chique também. É legal contrastar com os tons mais cítricos, com o rosa chiclete, fica bem legal”.

Victoria Ceridono (Editora de beleza da revista Vogue)

Filhas de Gaia

Paletó “Eu acho que uma peça que já vem um pouquinho do inverno, que quem comprou ainda pode aproveitar ou pode comprar um novo, é o paletó. Um paletó com corte mais masculino usado nas mulheres. É super prático, você compra e usa pra sempre, nada melhor do que isso em tempos de crise. Fica bonito com um vestido de festa, pra usar no dia a dia, com jeans, é uma peça que você vai usar bastante”.

Maria Prata (Editora Fashion TV)

Auslander

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Fotos: Divulgação

Macacão

“O macacão tomara-que-caia é o modelo que a gente mais viu esse ano. Primeiro porque é confortável, depois porque ele é fresco. E os tecidos são tecidos molengos, caem. E pela textura do tecido também é sensual. É a peça-chave do verão”.

Regina Martelli (Consultora de moda e estilo)

Victor Dzenk

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Fotos: Divulgação

Floral

“Eu, que não sou muito de colorido, este ano vou ter que ter um estampado. Eu acho que até um bicho dá para ser usado, mas prefiro os florais meio abstratos, coisas que eu não uso há cem anos. Nas ruas terão muito mais estampas do que nas outras estações”.

Constanza Pascolatto (Consultora de moda)

TÊCA

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Ombros e mangas

“Eu acho que esse verão, pra ter um toque de modernidade, é usar alguma roupa que tenha uma manga estruturada, um ombro volumoso”.

Glória Kalil

Alexandre Herchcovitch

Fotos: Divulgação

(Editora do site Chic)

Mini vestido

“O minivestido não pode faltar.. Ou o retinho soltinho ou com cintura marcada. É uma temporada de corpo à mostra, pernas à mostra. É uma peça super jovial, eu acho que ele não pode faltar.. Com brilho, ou mesmo sem brilho”.

Silvana Holzmeister (Editora-chefe da revista L’Officiel)

Colcci

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Fotos: Divulgação

Organza

“Eu acho que é alguma peça de organza, porque ela dá transparência... Pode ser uma saia, pode ser uma blusa e você joga com outras peças por baixo... Até com um short, com uma camiseta. E esse jogo da transparência que não se usa há muito tempo. Dessa vez ele vem rejuvenescido”.

Patrícia Veiga (Editora de moda do jornal O Globo)

Jeans

“Eu apostaria num jeans bem clarinho, aquele quase azul bebê. A gente está vendo as calças mais largas, as bermudas mais soltas, que ficam entre o sarouel e uma calça boyfriend, os coletes, o jeans bem clarinho mesmo. É difícil coordenar o jeans com jeans, mas no caso do jeans clarinho fica até mais fácil usar as duas iguais”.

Lilian Pacce (Apresentadora do GNT Fashion)

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Mais ESTAÇÃO

Caxias do Sul / Rio Grande do Sul Fotos: Divulgação

Na rota dos vinhos

Famosas vinícolas da região, onde são produzidos melhores vinhos do País, têm visitas monitoradas.

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ales, vinhedos, montanhas e cachoeiras fazem de Caxias do Sul um dos destinos turísticos mais charmosos do Brasil. Localizada na Serra Gaúcha, a 136 km de Porto Alegre, a cidade é a mais rica da região e a segunda mais importante do Rio Grande do Sul. Fundada em 20 de junho de 1890, celebra 119 anos este mês. O local preserva os traços da colonização italiana e germânica, facilmente reconhecidos na arquitetura e na fisionomia do seu povo. Rota dos tropeiros no século 18, sua história começa em 1875, com a chegada dos italianos, que iniciaram o cultivo da uva e a produção de vinho. A cidade hoje faz parte da rota dos vinhos, que também passa por Bento Gonçalves e Garibaldi. Lá é possível conhecer de perto como os melhores vinhos do país são produzidos. Vinícolas disponibilizam visitas monitoradas, nas quais se pode acompanhar como os produtos são feitos. A Igreja de São Pelegrino (Av. Itália, 54, B. São Pelegrino, tel.: 54 3221.2567, das 8h às 18h) é conhecida como ponto de referência artístico de Caxias. No interior, os visitantes podem apreciar os afrescos de Aldo Locatelli e a “Réplica da Pietà”, de Michelangelo, doada pelo Papa Paulo VI por ocasião do Centenário da Imigração Italiana. Às margens da BR-116, o Monumento Nacional ao Imigrante é um dos símbolos da cidade. As estátuas medem 4,5 metros de altura e foram concebidas artistica-

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mente pelo escultor Antônio Caringi. Outra destaque é a Réplica de Caxias do Sul (rua Ludovico Cavinatto, 1431, bairro Nossa Senhora da Saúde, tel.: 54 3222.1875), conjunto arquitetônico com 15 casas de madeira, incluindo a igreja e o coreto, que reproduz a avenida Júlio de Castilhos do ano de 1885, época da ocupação da cidade por imigrantes italianos. À noite é realizado no local o espetáculo “Som & Luz: saga da imigração italiana”, uma das principais atrações da região. No show, 346 canhões de luzes coloridas iluminam um conjunto de casas de madeira que lembram Caxias do Sul do final de 1885, época da colonização. Os espectadores são envoltos numa narrativa da saga da imigração italiana. Após o espetáculo, degustam comidas e bebidas típicas da cozinha típica do país. O parque também sedia a prestigiada Festa da Uva, que se prolonga por 15 dias, entre fevereiro e março. Realizada desde 1931, para celebrar o progresso da viticultura, a comemoração tem desfile de carros alegóricos, parque de exposições e encenação de dois mil atores sobre o tema principal do evento, a vitória do homem e da civilização sobre a natureza.

Saiba mais: Prefeitura: www.caxias.rs.gov.br


Fotos: Divulgação

À esquerda, casa de pedra. Abaixo, antigo Cine Central.

À esquerda, espetáculo “Som & Luz: Saga da Imigração Italiana. Acima, ceia de Aldo Locatelli, no interior da igreja de São Pelegrino.

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Belezas naturais

Foto: Divulgação

Aberta a temporada de observação das baleias

Cetáceos podem ser vistos da praia ou de barco.

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odo ano, no início do inverno, centenas de baleias começam a chegar às águas brasileiras, vindas da Antártica, para aqui se reproduzirem. Durante seis meses, determinados trechos de nosso litoral se transformam em verdadeiras maternidades desses mamíferos gigantes. O animal pode chegar a pesar 60 toneladas e ter 18 metros de cumprimento. Em Santa Catarina, pode-se avistar as baleias desde o litoral ao Sul de Laguna até Florianópolis, mas é em Imbituba e Garopaba que é registrado o maior número de avistagens. O melhor período para observação é entre a segunda quinzena de agosto e primeira quinzena de outubro, quando um número maior de baleias francas costuma estar na região, permanecendo por vários dias nas enseadas. As baleias podem ser vistas a partir da praia ou de barco. Várias operadoras oferecem passeios para observar as baleias bem de perto – elas chegam a se aproximar a menos de cinco metros de distância dos barcos. O turismo de observação de baleias é uma atividade que cresce em todo mundo, e ainda tem enorme po-

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tencial para ser ampliado no Brasil e na América Latina. Um estudo realizado na América Latina (2.º Estudo del Avistamento de Cetáceos en America Latina, de Erich Hoyt e Miguel Iñiguez) prevê que o número de turistas observadores deve aumentar de 885 mil, registrado em 2006, para 1,4 milhão até 2010. O Projeto Baleia Franca conseguiu que o Governo de Santa Catarina declarasse a espécie como Monumento Natural Estadual em 1985. O Projeto também propôs e lutou para ver aprovada a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, criada pelo governo federal em setembro de 2000 para proteger a mais importante área de concentração reprodutiva da espécie no Brasil, cerca de 130 km ao longo da costa entre Florianópolis e o cabo de Santa Marta, no município de Laguna. Um dos trabalhos do IBF é acompanhar os passeios de turismo de observação de baleias nas enseadas da região, oferecendo assessoria aos turistas e à empresa responsável pelos passeios, bem como avaliar se as regras de aproximação de cetáceos estão sendo cumpridas.


Fotos: Divulgação

As baleias são vistas em número cada vez maior no litoral brasileiro.

Ameaça de extinção

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odendo medir cerca de 18 metros de comprimento e pesar mais de 60 toneladas, as baleias francas austrais (Eubalaena australis) foram uma das espécies de baleia mais abundantes em águas brasileiras. Capturadas desde o século XVII em grande número, foram porém dizimadas a ponto de estarem ainda hoje gravemente ameaçadas de extinção. A partir da captura da última baleia franca em Santa Catarina, em 1973, a espécie mergulhou num absoluto limbo, sendo por muitos considerada extinta em águas brasileiras. Relatos de aparecimento de animais encalhados posteriores a essa data, no final da década de 70, eram considerados eventos isolados e não confirmados pela comunidade científica. Durante o ano de 1981, um grupo de voluntários, liderados pelo Vice-Almirante Ibsen Câmara, principiou a investigar relatos de pescadores e frequentadores da costa catarinense, atestando que “baleias pretas” estavam aparecendo esporadicamente no litoral Sul do Brasil. Em 2006, os censos realizados pelo Projeto comemoraram a marca de 194 baleias avistadas. Saiba mais: Projeto Baleia Franca: www.baleiafranca.org.br Instituto Baleia Franca: www.baleiafranca.org

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Estação final

by Syomara Besen syo@floripa.com.br

WinterPlay

em Jurerê Internacional no Il Campanario

Marcelo Sanchez e Herbert Gris

by Pedro Hering & Marcelo Schmoeller

Junior Lima e Livia Lemos

Humberto Sato

Kalyta Camargo e Roberta Tonasini

Contém 1g

Fernanda Crespo, Renilson Santos e Salete Pereira

Flavia e Orlando Carioni Neto

Pedro Hering e Janice Bell Absolut!

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Santella Team


Lenny

Reinaldo Gianecchini

Vanessa Rozan

FASHION NIGHT OUT & SPFW

Ana Claudia Michels

Josi e Edurado Gutierrez

Valdemar Iodice e Paty Weesler

Bruno Gagliasso e Jane Borges

Marcele, Tida e Chiara Gadaleta

Andrea Druck

Joao Rozario e Danilo Piccolo

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Sexo Sexo depois de 50

excitabilidade traduzida em demora e menor volume de lubrificação, assim como orgasmos menos intensos. A mulher, ao contrário do homem, pode ter várias relações seguidas, acompanhadas de orgasmos. Sexo depois de 50 é também a possibilidade de vivenciar mais problemas sexuais, em particular, disfunção erétil (DE), entre os homens, e desejo sexual hipoativo ou inibido, entre as mulheres. Doenças, vasculares principalmente, além de outras (depressão, câncer, etc), e cirurgias e/ou uso constante de medicamentos para tratá-las, além do problema do (a) parceiro (a) e monotonia conjugal, podem estar na gênese desses problemas sexuais. Todos eles passíveis de solução. Ainda mais hoje, quando podemos contar com medicamentos seguros e efetivos para a DE, como no caso das drogas orais facilitadoras de ereção. No caso das mulheres, estamos próximos de podermos contar com um aliado importante na solução da falta de desejo sexual, que é a flibanserina, que deve ser lançada, talvez, no próximo ano. Concluindo, diria que o avançar da idade não representa uma parada de sexo mesmo que existam problemas sexuais, diga-se de passagem, bem mais comuns que a pessoa possa imaginar. Dialogue com seu parceiro e juntos procurem ajuda médica, pois hoje não há mais espaço para qualquer preconceito.

Gerson Lopes Médico, com atuação em sexologia, coordenador do departamento de Medicina Sexual do Hospital Mater Dei/BH/MG e do projeto “Sexualidade com Qualidade, da Associação Saber (www.ongsaber.org.br – 0800.7744.525).

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Foto: Divulgação

O papel da sexualidade após os 50 anos pode ser fundamental para a saúde física e psíquica de homens e mulheres. Não é por acaso que a Organização Mundial da Saúde considera uma sexualidade segura e prazerosa como um indicador de qualidade de vida de uma população. O mito de que no sexo as pessoas começam a “pendurar as chuteiras” por volta dos 50 anos e pendurariam definitivamente a partir da terceira idade (60 anos) carece de verdade em todos os sentidos. A ciência comprovou que a idade não dessexualiza ninguém. Porém, não se pode negar que a sociedade tem (ainda) um olhar meio estranho sobre a velhice sexuada. Sempre gosto de dizer que, em matéria de sexo, não há aposentadoria. Envelhe...sendo com sexo é o que sempre defendi. Com o passar dos anos, a função sexual se modifica como todas as outras do organismo. O sexo não fica pior, ou melhor, ele fica apenas diferente. Perda quantitativa no desejo (traduzida em menor frequência), na condição de se excitar (lubrificação vaginal na mulher e ereção nos homens) e na resposta do orgasmo, acontece e, em geral, são mais evidentes naquelas pessoas que tinham pouca atividade sexual na fase adulta. Nessas, o impacto é maior com o avançar da idade. Se existe perda quantitativa, por que não traduzi-la em ganho qualitativo? O homem com mais de 50 pode começar a notar que, tendo desejo, esse não é mais capaz de imediatamente vir acompanhado de ereção, necessitando para isso estimulações por mais tempo, mais intensas e mais genitais. As ereções tendem a ser menos firmes, menos duradouras, porém suficientes para a penetração. Por outro lado, a necessidade física de ejacular diminui, resultando em demora do orgasmo. Por isso, alguns, com o avançar da idade, deixam de ser ejaculadores precoces. Infelizmente, homens depois de 50, com medo de perder a ereção, “aprendem a gozar mais rápido” antes que a ereção se perca. Fazendo isso, acabam por não desfrutar de orgasmos mais demorados. Entretanto, é verdade que a força e o volume ejaculatório que se vivencia com o orgasmo diminuem. A possibilidade de ter sexo novamente, após ter terminado um ciclo com orgasmo, pode levar muitas horas ou até mesmo dias nessa etapa da vida. Em idade muita avançada, pode demorar de dias a semanas para que o homem consiga novamente uma relação com orgasmo. E as mulheres de 50? Elas podem mostrar perda de

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Crônica

Heróis de ocasião Raul Caldas Filho

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esde os primórdios da humanidade exaltouse o Herói. Aquele ser (real ou imaginário) dotado de poderes especiais, que se destaca por sua força, coragem, suas habilidades, seu altruísmo e congêneres. As façanhas heróicas foram registradas nas mitologias greco-romanas, na Bíblia, nas mil e uma noites orientais, nos relatos orais da Idade Média, nas sagas nórdicas, até chegar ao cinema e às histórias em quadrinhos do século XX, com seus Super-Heróis, como o Super-Homem, que veio do fictício planeta Krypton para defender a lei e a ordem e combater o crime na Terra. Seu grande rival foi o Capitão Marvel, que, ao pronunciar a palavra mágica SHAZAM, transformava-se, depois que um raio (Bum!) rasgava o céu, no homem mais poderoso do mundo, reunindo, nada mais nada menos, do que os atributos de Salomão (sabedoria), Hércules (força), Atlas (vigor), Zeus (poder), Aquiles (coragem) e Mercúrio (velocidade). Heróis pra ninguém botar defeito. O vilão que mais o incomodava era o Dr. Silvana, que, à maneira de um Hitler, pretendia dominar o mundo. Mas os “heróis” da vida real não têm todo esse brilho. Havia na desaparecida revista O Cruzeiro, que foi a mais famosa do país entre 1930 e 60, uma página escrita e desenhada pelo brilhante e cáustico humorista Carlos Esteves, com uma seção denominada “Heróis da Noite”. Nela via-se, numa ilustração, por exemplo, um funcionário público mal remunerado e enfurecido mostrando toda a sua ira a uma estarrecida esposa, ao prometer que “amanhã vou mandar o f.d.p. do meu chefe àquele lugar e vou me demitir”. Na ilustração seguinte (o outro dia) um subserviente funcionário só sabe dizer “sim, senhor” para a descompostura que leva do autoritário chefe, sentado numa cadeira de alto espaldar, em luxuoso gabinete. Assim são os “heróis da noite”. Muita bravura e macheza, sob os eflúvios noturnos (e/ou alcoólicos), para, no dia seguinte, movido pela crua luz diurna, agir como um poltrão. Mas existem também outras categorias de “heróis” (ou heroínas). Vejamos algumas delas: 1. De fim de domingo - São aqueles e aquelas que, ao final das tardes de domingo, prometem a

si mesmos que “a partir de segunda” irão acordar cedo, farão ginástica, dieta, deixarão de fumar e só irão beber - socialmente! – nas sextas e sábados. Na terça, porém, surge aquele irrecusável convite para um aniversário e todas as boas intenções são transferidas para a próxima segunda. 2. De fim de verão - É a turma de “heróis-heroínas” que, após a temporada dominada pelo Rei Sol, decide entrar “em outra”. Depois do Carnaval, é claro. Como os excessos foram muitos, o roteiro estabelecido é cumprido, nos primeiros dias, com a mesma disciplina de um monge trapista: acordamse nas primeiras horas da manhã, caminham à beira-mar ou em parques, alimentam-se com parcimônia (só grelhados e legumes), evitam o álcool e as “más companhias”, vão logo para casa após o trabalho (fugindo das tentadoras happy hours) e dormem com a serenidade dos justos. Até que, de repente, há aquele encontro inesperado e os saudáveis propósitos vão por água abaixo. 3. De fim de ano - Esta é a categoria que apresenta o maior número de adeptos. Pois levante o dedo quem não vai mudar completamente de vida, a partir do primeiro dia do ano-novo? Nessa data somos todos... heróis.

***

Com pequenas variações têm ainda os “heróis de fim de mês”;“os heróis do dia do aniversário”; “os heróis do depois das férias ou de uma viagem ao exterior”; “ os heróis de fim de namoro e/ou casamento” etc. etc. Pensando bem: é “herói” que não acaba mais. O duro é cumprir com os seus desígnios.

Raul Caldas Filho Jornalista, cronista e ficcionista. www.raulcaldasfilho.com.br contato@raulcaldasfilho.com.br

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Chico Buarque

Foto: Divulgação

Futuros amantes

Cena do filme “Budapeste“

Não se afobe, não, que nada é pra já O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio Num fundo de armário, na posta-restante Milênios, milênios no ar E quem sabe, então o Rio será alguma cidade submersa Os escafandristas virão explorar sua casa Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos Sábios em vão tentarão decifrar O eco de antigas palavras

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Fragmentos de cartas, poemas Mentiras, retratos Vestígios de estranha civilização Não se afobe, não, que nada é pra já Amores serão sempre amáveis Futuros amantes, quiçá Se amarão sem saber Com o amor que eu um dia Deixei pra você


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Chico Buarque  

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