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ANDARILHO N.ยบ 36 1 DE JUNHO DE 2011


ANDARILHO Ficha Técnica

Organização e selecção de textos: Teresa Paula Alves Arranjo gráfico e capa: Teresa Vilar Ilustrações de capítulo: Desenhos dos alunos do 7.º 2 e 7.º3 Edição: número 36 Propriedade: EB 2/3 Frei Caetano Brandão Impressão Digital Data: 1 de Junho de 2011


EDITORIAL

Publicamos desta forma o 36º número da revista Andarilho, o terceiro em formato digital. Após cerca de uma década em que o âmbito da revista se centrou no Agrupamento Oeste da Colina e nos seus contextos, assistimos agora a um virar de página, numa espécie de retorno às origens, isto é, a uma lógica característica das décadas de 1980 e 1990, em que o Andarilho se confinava à actividade da EB23 Frei Caetano Brandão ou Preparatória (mais tarde C+S) de Maximinos. Não sabemos que Andarilho vamos ter no futuro, mediante o novo contexto mega. Ainda é cedo para se perspectivar o sentido dessa evolução. Temos consciência que será necessário tomar decisões em matéria de política de publicações, tendo em conta a agregação que conduziu à criação do Agrupamento de Escolas de Maximinos. Tal só será viável após a clarificação resultante do processo de eleição do respectivo Director. Lançando um olhar sobre o presente número da revista, podemos inferir da sua conexão à enorme actividade cultural da Frei Caetano Brandão. Só se pode dar visibilidade ao que existe e tem valor. Felizmente, nesta escola, apesar das dificuldades colocadas pelo mega, continuamos a assistir à manifestação de boas práticas pedagógicas e culturais. Estamos convictos que este é o caminho: apostar em algumas iniciativas em que temos tradição de fazer bem, para depois fazer cada vez melhor e alargar essas práticas a outros contextos do mega-agrupamento. Numa realidade que já se avizinha de escassez de alunos, associada à nossa situação semi-periférica, esta será a única via para garantirmos a matrícula e fidelização dos alunos ao Agrupamento. E só alcançaremos este desiderato com profissionais competentes. A nossa vantagem competitiva não está nos recursos físicos, bem pelo contrário. Nesta fase, ou fazemos mais e melhor que a “concorrência” ou tendemos a ver desaparecer algumas ofertas educativas e formativas existentes. Virgílio Rego da Silva


UM AGRUPAMENTO/ UMA BIBLIOTECA

1. A lógica do “quero, posso e mando” dos que assumiram a arrogância de trilhar, “orgulhosamente sós”, um percurso que levou à gestação de uma espécie de Caixa de Pandora, que recentemente fez cair o Carmo e a Trindade, escancarando o desnorte dos nossos (des)governos é, mutatis mutandis, a mesma lógica de exercício do poder, com base narcísica e impositiva, que levou à criação do MegaAgrupamento de Escolas de Maximinos, em Julho/Agosto de 2010. À revelia de qualquer critério minimamente inteligível para o comum dos mortais, uma determinação iluminada impôs, contra o mais elementar bom senso, alterações desta monta, numa altura proibitiva, do ponto de vista organizacional e pedagógico. Não nos deteremos nos interesses paladinos, endógenos e exógenos, que, de “tuba canora” em riste, moveram influências nesse “andar rapidamente e em força”… para Maximinos! Registamos, no entanto, que, mais uma vez, fazemos exactamente aquilo que os outros países já rejeitaram: a criação de grandes estruturas escolares. Também não valerá a pena relembrar a extemporaneidade e o desprezo da tutela e dos seus serviçais, relativamente aos órgãos eleitos, em funções e legitimados pela mesma tutela, em cada uma das estruturas precipitadamente agrupadas. O reconhecimento parcial do disparate acabou, posteriormente, por ficar expresso no N.º 3, do Despacho 4463/2011, de 11 de Março. Apesar de estarmos conscientes e de assumirmos, em plenitude, as nossas obrigações na defesa de uma escola laica, conforme os termos constitucionais, não podemos deixar de invocar o princípio do pluralismo ideológico, ético e moral de “ajoelhar diante de Deus, mas manter a verticalidade diante dos homens”. Tal imperativo moral exige esta reflexão. Estes considerandos não omitem os nossos deveres profissionais e não argumentaríamos deste modo se tivessem sido acauteladas duas condições essenciais: a) Que o processo decisório fosse democrático, colhendo o contributo e a opinião de toda a comunidade escolar, com tempo, amadurecendo ideias e traçando percursos sustentados - o que não se verificou, acabando por se “construírem muros em vez de pontes”; b) Que houvesse garantias acerca da intervenção e requalificação, por parte da Parque Escolar. Não se compreende que o único mega-agrupamento de Braga tenha sido imposto à


única estrutura não intervencionada e requalificada. Sem essa requalificação, em vez de se fundirem a EB 2/3 e a Secundária (o que seria uma boa aposta organizacional e pedagógica) mantêm-se, duplicados, todos os serviços das duas escolas. Como muito bem disse Lavoisier, “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Esclareçamos, no entanto, que, a partir do momento em que os apelos ao bom senso para uma discussão abrangente acerca da forma e do momento certo para a fusão das escolas foi liminarmente recusada e o Agrupamento de Escolas de Maximinos foi formalmente constituído, todos os profissionais de educação arregaçaram as mangas, no sentido de contribuir para o sucesso institucional da nova estrutura. Aliás, outra coisa não seria de esperar, já que é esse o nosso dever e é essa a imagem de marca dos professores de Maximinos. Temos vivido um período de aprendizagem, de adaptações, de gestão de algumas tensões naturais num processo desta natureza. A recente aprovação do Regulamento Interno e a eleição da Direcção traçará o percurso pedagógico do novo agrupamento, legitimando, definitivamente, nos termos da lei, todos os órgãos de gestão e de gestão intermédia, conduzindo à normalização da vida da Escola. É imperioso que esta nova mega-estrutura, mais extensa e mais complexa, não provoque o afastamento ou o ostracismo de quaisquer intervenientes da comunidade educativa. E, sobretudo, que se possa assumir como uma Escola de qualidade, que encontre as sinergias necessárias para cativar mais alunos, tarefa que exige a máxima atenção, uma vez que estamos a competir contra uma agressiva campanha de marketing, promovida por dois “inimigos” de peso: a) A apetência dos alunos pelas escolas do centro da cidade, que lhes proporciona um ambiente mais urbano e atractivo; b) A excelência das infra-estruturas dessas mesmas escolas que convidam, naturalmente, à adesão dos alunos, designadamente dada a sua abertura aos alunos do 3º ciclo. Estas duas circunstâncias deverão fazer-nos abrir os olhos e reflectir muito seriamente no futuro do Agrupamento de Escolas de Maximinos. É urgente marcar a diferença, pela qualidade do processo de ensino, designadamente na promoção de Projectos de Desenvolvimento Educativo de reconhecida pertinência e qualidade.

2. A formação do Agrupamento de Escolas de Maximinos trouxe à biblioteca novas realidades e novos desafios, cuja gestão está a ser feita com a disponibilidade possível dos diversos actores. A biblioteca tem de ser o centro nevrálgico da Escola, devendo passar por esse espaço o desenvolvimento das literacias, de um modo curricularmente integrado e abrangente, estimulando a competência leitora que, regra geral, se adquire nos primeiros anos da escolaridade. Daí, a necessidade de estimular a oferta de serviços de biblioteca às EB1/JI. No entanto, são notórias as assimetrias existentes entre, por um lado, as três bibliotecas do 1º ciclo (sem contar com outras três escolas que não têm biblioteca) e, por outro lado, as bibliotecas da Escola Frei Caetano Brandão e da Escola Secundária, no que concerne à afectação de recursos humanos, ou seja, no que diz respeito à qualidade e diversidade de oferta de um efectivo serviço de biblioteca. Apesar de ser certo que, no âmbito do quadro legislativo em vigor, há apenas um professor bibliotecário para as três bibliotecas do 1º Ciclo, parece claro que a Escola tem o dever de intervir, no sentido de providenciar para que as equipas das bibliotecas das EB 2/3 e da Secundária sigam o exemplo das práticas habituais no extinto Agrupamento Oeste da Colina. Uma atitude elitista e centrada numa lógica de “cada escola sua biblioteca” contraria os princípios da Rede de Bibliotecas Escolares/ ME e não é consentânea com a lógica de Agrupamento que todos queremos construir. Por outro lado, é imperioso que se assuma e esclareça a eventual responsabilidade da autarquia na manutenção e na aquisição de recursos e materiais para as bibliotecas das EB1/JI. Se pretendemos pugnar por uma unidade orgânica de ensino, onde, apesar da diversidade, queremos estimular o aparecimento de vínculos integradores, não poderemos abdicar do conceito “Um Agrupamento/Uma Biblioteca”, que tem sido por nós defendido em sede de Conselho Pedagógico. É certo que, com a nova realidade escolar em que nos integrámos, todos estamos a trilhar um novo percurso de aprendizagem, onde podemos cair na tentação de pensar que ganhamos ou perdemos direitos, errada e supostamente intocáveis. Mas também é certo que é à nascença que se orientam os ramos das árvores, sob pena de, sem essa intervenção, não conseguirmos obter os frutos desejados. Fernando Braga, coordenador da biblioteca


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EB Frei Caetano Brandão Há tantos anos que trabalhas e continuas a ser a melhor! Aqui, Decidimos aprender, estudar, felizes vamos ser e o futuro enfrentar. Estas a ficar velhinha, mas vamos continuar a preservar-te. Obrigado por nos continuares a ensinar, daqui a alguns anos muito vai custar deixar-te! Felicidades e muitos anos de vida!!! 6.º4

A escola faz mais um ano mais um ano para viver Vamos todos aprender para ela sobreviver. 5.º2

A Frei está em festa Vamos lá comemorar Com projectos e alegria Ninguém a vai parar. 6.º8

Foram 28 anos a ensinar futuros adultos, chegou a altura de contribuírmos. Parabéns EB 2/3 Frei Caetano Brandão. 6.º6

A escola é um bem essencial para aprendermos. Hoje comemoramos o 28º aniversário e queremos que esta escola dure muitos mais anos. Parabéns do 6º7.

6.º7

Na areia branca da praia o teu nome escrevi e lá dizia:

Escola gosto muito de ti. Parabéns. 5.º5

Vive a vida e vence o medo, descobrindo o teu caminho e alcançando a liberdade. 7.º1


28.º Aniversário

8 de Novembro de 2010

A esperança brota eternamente. Semeia-a! 8.º4

Feliz aniversário à Escola Frei Caetano Brandão. 7.º5

Num aniversário como este Não nos podemos esquecer Desta escola que nos fez crescer Cad ano da nossa vida. Espero que continues A fazer crescer As crianças do nosso país. Já estamos cá há 5 anos na tua companhia Para o ano vamos embora Que grande alegria!!! 9.º2

28 anos, 28 alunos, 28 turmas, 28 professores, 28 funcionários, 28 ruídos, 28 amigos, 28 namoradas, 28 recordações que venham mais 28!! 8.º1

Não temos muito que dizer, “FANTÁSTICA”, é o adjectivo. Estás no nosso coração: Parabéns Frei Caetano Brandão! 9.º4

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Clube Amigos

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do

Patrimonio

Todos os dias, às quartas-feiras, temos o Clube Amigos do Património que funciona na Biblioteca da escola, das 15.15 às 16:45. Actualmente, o Clube é frequentado por dez alunos do 6º1 e está aberto a que alunos de outras turmas venham participar nas suas actividades. No Clube, abordamos vários assuntos sobre o Património de Braga. O objectivo do Clube é aprendermos a conservar e a conhecer o Património de Braga, o que é muito importante para aplicarmos no nosso futuro a fim de que, ao mudar o rosto da cidade de Braga, possamos respeitar o passado e a cultura. Ao longo do ano, fazemos várias visitas de estudo acompanhados pela Professora Rosa Sarmento que é a nossa directora de turma, Professora de História e Geografia de Portugal e responsável pelo Clube Amigos do Património. Este ano, já fizemos duas visitas: o Café da Brasileira e a Casa dos Crivos. O nosso clube tem regras que temos de cumprir. Regras: 1. Devemos guardar silêncio; 2. Três faltas injustificadas dão expulsão; 3. Devemos manter a motivação no Clube; 4. Devemos respeitar os colegas e a professora; 5. Defender o Património de Braga.

Maria Clara Gonçalves Rodrigues Nº16 6º1 Sara Daniela Oliveira Nº18 6º1 Tiago José Macedo Nº20 6º1

Visita

à

Casa

dos

Crivos

No dia 19 de Janeiro de 2011, fomos visitar um pouco do património de Braga, actividade habitual do Clube Amigos do Património. Fomos à Casa dos Crivos, situada na Rua de S. Marcos. Esta casa é denominada de Casa dos Crivos porque as suas janelas têm gelosias, grades de fasquias adaptadas à abertura de uma janela com função decorativa, defesa contra a luz e o calor. Tinham a vantagem de que quem está dentro da casa pode ver o exterior e que quem está no exterior não pode ver o interior da casa, pois estas não o permitem. Estes buraquinhos nas janelas são como os buraquinhos dos crivos. Deixámos a escola e fomos para a Ponte dos Falcões, onde apanhámos o autocarro. Saímos do autocarro no Campo da Vinha. Fomos em direcção à Casa dos Crivos. Passámos pela Torre de Menagem e também pelo café “A brasileira” que também já visitámos, este ano, com este clube. Chegados à Casa do Crivos, ficámos boquiabertos com o que vimos. Nós já sabíamos que havia lá uma exposição de um concurso de fotografias, cujo regulamento dizia que quem queria participar teria de se deslocar à Câmara, onde levantavam uma máquina fotográfica descartável. Seguidamente tiravam as fotografias que quisessem e, passadas 24 horas, tinham de devolver a máquina. O que nós não sabíamos era que as fotografias eram assim. Eram espectaculares, pois captavam vários detalhes. Depois de vermos todas as fotografias, fomos espreitar pelas gelosias. Foi giro. Tirámos algumas fotografias. A seguir, fizemos um jogo muito interessante: escolhíamos uma fotografia e inventávamos uma pequena história com base nela. Foi muito divertido. Voltámos para a escola outra vez de autocarro. Todos gostámos muito!

Clube Amigos do Património


Brasileira

11 No dia 27 de Outubro, o clube Amigos do Património visitou o café da Brasileira, situado na esquina da Rua de São Marcos. Apanhámos o autocarro na Ponte dos Falcões, em direcção à cidade. Quando entrámos, reparámos que o café tinha vestígios do estilo Barroco, pois tinha quadros a gesso dourado. A nossa professora pediu autorização às funcionárias para irmos para o andar de cima. Elas autorizaram. Já lá em cima, depois do pedido, a nossa professora deu-nos a actividade de, em grupos de dois, irmos ao andar de baixo analisar os altos-relevos em gesso dourado que preenchiam as paredes. Depois de todos termos feito o trabalho, reparámos que as imagens representavam o ciclo do café, desde a sementeira até ao produto final. Quando o último grupo acabou a actividade e subiu, soubemos que a nossa professora fazia anos. Enquanto lanchávamos, a professora chamou a atenção para um quadro que tinha sido pintado no início do século XX, mais precisamente no ano de 1938. Nesse quadro, com tanto tempo, estavam representados desportos aquáticos. Ficámos admirados como um quadro já com tantos anos parecer tão moderno. As visitas que nós fazemos no Clube são muito agradáveis e aprendemos muitas coisas. Esta visita não foi excepção. Ângela Maria Rodrigues Sousa Nº5 6º1/ Beatriz da Conceição Rodrigues Nº7 6º1/ Filipa Maria Faria Morgado Nº10 6º1


Festa

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de

Natal

Este ano, a EB23 Frei Caetano Brandão realizou a sua Festa de Natal, no dia 13 de Dezembro, no Auditório do Parque de Exposições de Braga, pelas 21 horas. Este evento tem grandes tradições na Escola. É uma actividade que envolve a participação de toda a comunidade educativa e, nos últimos quatro anos, decorreu no PEB. Entre outras actividades, canções, danças, teatro, ginástica acrobática, concerto de percussão e peças ao piano fizeram parte de um programa com relevância pedagógica, cultural e lúdica que possibilitou a vivência do espírito da quadra festiva do Natal. Actuaram cerca de 200 alunos. Verificou-se uma grande adesão por parte da comunidade educativa.

Coordenação dos PDE


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Teatro

de solidariedade

O Clube de Teatro da EB23 Frei Caetano Brandão aceitou o desafio da Cáritas Diocesana de Braga para representar uma peça de teatro, durante o jantar do dia 15 de Dezembro, nas suas instalações, como forma de contribuir para a celebração da Festa de Natal dos seus utentes (toxicodependentes, sem-abrigo, pobres, excluídos…). Através do Clube de Teatro da Frei Caetano Brandão, a Escola foi, uma vez mais, ao encontro da cidade. Desta vez, de uma cidade mais envergonhada e silenciosa, mas tão digna e tão humana como a que se passeia, domingueira e indiferente, nos passeios da Avenida. Clube de Teatro

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Dia

das línguas

No passado dia 5 de Abril, a Escola EB23 Frei Caetano Brandão comemorou mais um “Dia das Línguas”. A Escola viveu um dia cheio de agitação e cor. A imaginação e a criatividade marcaram o desfile de chapéus “Easter Bonnet Parade”, que contou mais uma vez com a participação dos Jardins de Infância do nosso Agrupamento. Os nossos alunos tiveram à sua disposição uma mão cheia de actividades que celebraram as culturas portuguesa, francesa e inglesa. Provaram crepes franceses, participaram na “Pancake Race” e no Karaoke em língua francesa e inglesa. Pudemos ouvir

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Easter

bon


Florbela Espanca e Luís de Camões dizer poesia na iniciativa ‘Escola com Poesia’. A par destas actividades, os alunos puderam jogar alguns jogos multimédia relativos ao conhecimento das línguas portuguesa, francesa e inglesa. Numa iniciativa inédita, os alunos puderam utilizar uma mesa multi-toque na qual jogaram um jogo da Glória em inglês e francês, realizado em parceria entre a nossa escola e o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho. Foi um dia divertido e ficamos à espera de novidades para o próximo ano lectivo. Prometemos não desiludir…

P a n ca k e

n e r pa r a d e

r ac e

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CAPITULO

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ENCONTROU-SE UM

gatinho Resposta ao desafio lanรงado pela professora Rita no placard de Expressรฃo Verbal. Primeiro foi o mapa de histรณrias e depois, a partir dele, cada aluno construiu a sua. Vamos ver os resultados desse trabalho propostos pelos alunos do 5ยบ2.

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A nossa turma encontrou um gatinho no balneário a estragar a roupa de alguns alunos e escondeu-se. Os alunos que estavam lá dentro chamaram de imediato uma funcionária. Quando a funcionária lá chegou, o gato tentou sair do balneário e conseguiu! A funcionária perguntou: - O gato é de algum de vós? - Não. – Responderam os meninos em coro. Os alunos foram à procura do gato pela escola. Conseguiram encontrá-lo e começaram a fazer-lhe festas. Depois colaram papéis pela escola inteira para tentar descobrir quem era o dono do gato. Uma aluna que passou pelo gato disse: - Esse gato é meu! Os meninos devolveram-lhe o gato mas ficaram muito tristes. Diogo Martins

Os alunos do 5.º2 encontraram um gatinho. Estavam no intervalo quando o viram passar. - Olha um gatinho! – Gritaram todos muito admirados. - Vamos apanhá-lo? – Perguntou um dos alunos que ali estava. Pegaram nele e, no intervalo seguinte, tentaram encontrar o dono. Infelizmente não o encontraram. Depois decidiram colocar cartazes na escola a dizer: “Encontrou-se um gato”. Mas ninguém foi ter com eles. Até que, ao sair da escola, passou uma professora que lhes perguntou: - Esse gato é vosso? -Não, nós encontrámo-lo no recreio. -Oh! Este gato é meu. Obrigado por o terem encontrado. Os alunos deram-lhe o gato que assim regressou ao seu dono.

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José Miguel Pedrosa

Certo dia, encontrámos um gatinho no intervalo. Pegámos nele, levámo-lo para a sala e falámos com o professor. Ele pousou o gatinho dentro de uma caixa e esperou que tocasse para ir procurar o dono. Fomos perguntar à professora Rita se o gato era dela e ela respondeu que não. Mais tarde, durante a aula de Expressão Verbal, com a ajuda do professor, fomos para o computador fazer um cartaz para imprimir. O cartaz dizia “Atenção! Encontrou-se um gatinho!”. Se por acaso o gato for seu, ligue para o número de telefone 253 915 859. Passado algum tempo, o dono ligou e disse que o gato era dele. Combinámos encontrarmo-nos no café situado atrás da escola, às 18:30h. Chegada a hora, fomos todos para o café esperar pelo senhor. O dono do gato entrou no café e o gatinho foi logo a correr para cima dele. Ele agradeceu-nos e convidou-nos para irmos jantar a casa dele e brincar com o gato sempre que quiséssemos. João Barbosa


ENCONTROU-SE UM

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Nós, os alunos do 5.º2, encontrámos um gatinho. Ele era muito fofinho e traquinas. Estávamos na aula de Expressão Verbal, o gatinho entrou pela janela e nós assustámo-nos. Depois acalmámo-nos e depressa continuámos a aula. De repente, tocou. O gato assustou-se e caiu com a cabeça no aquário. Tentámos tirá-lo daquela situação mas o aquário caiu. À hora do almoço, esperámos pelo professor que já trazia o gatinho limpo, sem fome e sem sede. Pedimos-lhe para nos ajudar a encontrar o dono. O professor disse que sim. Fomos à sala de E.V.T para fazer cartazes. O professor separou-nos em grupos e cada grupo foi colocar os seus cartazes em postes… A seguir o gato fugiu e fomos atrás dele. Saímos da escola e reparámos que o gato tinha fugido: foi para a casa dos donos. Ficámos tristes mas finalmente tínhamos visto quem eram os donos. Patrícia Castro

Certo dia, a nossa turma encontrou um gatinho. Como ele parecia ter fome, fomos à cantina para ver se tinham alguma coisa para lhe dar. Depois disso, colocámos cartazes na escola dizendo que se tinha encontrado um gatinho. Esperámos um bocado, mas passados alguns minutos tocou e deixámos a procura do dono para o intervalo seguinte. Durante a aula, estávamos nervosos. Só queríamos procurar o dono, mas decidimos pedir ajuda ao professor de Expressão Verbal para nos dizer o que devíamos fazer. Ele disse que devíamos chamar um funcionário porque poderia saber alguma coisa. Veio uma funcionária à sala mas disse que não sabia quem era o dono. Mais tarde, uma auxiliar encontrou a dona do gato e veio à aula de Educação Física dar-nos a notícia: era a professora Rita. Magda Silva


A nossa turma encontrou um gatinho. Durante o intervalo, no recreio, um gatinho veio até nós. Pegámos nele e tentámos encontrar o seu dono, mas até ao fim do dia não houve notícias. Depois, quando já íamos a sair da escola, apareceu um menino que disse que o gatinho era dele. Agradeceu-nos, pegou no gatinho, abraçou-o e disse: -Muito obrigado! Logo a seguir, o gatinho saltou outra vez para o nosso colo e não nos queria deixar. O dono, muito admirado, disse: - Podem ficar com ele, estou a ver que gostou mais de vocês do que de mim. Fiquem com ele. E assim foi. Nós ficámos com o gatinho. Passados alguns dias, ele encontrou uma gatinha e tiveram um filhinho. Assim nós já não tínhamos só um gato… tínhamos 3 gatinhos!!!

Juliana Castro

No primeiro período, na Escola Frei Caetano Brandão, os alunos do 5.º 2 ficaram excitados ao ver um gato na janela. Mais excitados ficaram quando o gato entrou na sala de aula: saltou para cima das mesas, viu um aquário com um peixe lá dentro e, como estava cheio de fome, tentou comê-lo. Como se magoou ao saltar, os alunos chamaram uma funcionária para ir buscar a caixa dos primeiros socorros e cuidaram dele. Depois foram tentar encontrar o dono. Saíram porque a dona veio buscá-lo. Era a Professora Rita. Quando se foi embora, o gato miou a querer dizer obrigado aos alunos do 5.º 2.

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Os alunos do 5º2 estavam no recreio quando ouviram um barulho vindo dos arbustos: era um gato muito pequenino e, por isso, foram buscar uma bola para brincar com ele. Quando o intervalo acabou, esconderam-no num canto da escola e foram para as aulas. No final foram a correr ao sítio onde o tinham deixado o gato mas ele já não estava lá. De repente, ouviram muitas crianças a falar, dizendo que tinham visto um gato, e começaram a procurar. Procuraram em todo o lado mas esqueceram-se que o tinham posto no saco de Educação Física. Foram à sala e viram que o saco estava no canto dessa divisão. Pegaram nele e fugiram, mas o professor chegou e perguntou: - O que estão a fazer? - Viemos buscar a bola porque nos esquecemos dela. – Dizendo isto, fugiram pela porta fora e foram dar de comer ao gato. Por fim, quando estavam outra vez a brincar com o gato, uma professora que por ali passava disse: - Aí está ele! - Ele quem? - O meu gato, muito obrigado. Eles ficaram um bocado tristes mas ao mesmo tempo, contentes porque descobriram o dono do gato. Bruno Ferreira

Certo dia, os alunos da nossa turma encontraram um gato. Na aula de Expressão Verbal, ouvimos alguma coisa a raspar na porta. Ao ouvir todo aquele barulho, o professor foi abrir a porta e, para nossa surpresa, era um gato. Ele estava com medo de nós e subiu para a mesa de um aluno. O nosso professor pegou nele e entregou-o a uma funcionária. Mas, nessa altura, o gato reparou que havia um aquário. Então deu-se um festival: o gato saltou das mãos do professor e, com todas as suas garras, atirou-se ao aquário, só que, para azar dele, falhou o alvo. E ainda pior: atirou-se mal e feriu-se nos vidros. No fim da aula, tivemos de o levar ao veterinário. Quando lá chegamos, encontrámos um senhor a dizer que tinha perdido o seu gato de um ano que se chamava Filipino. Curiosamente, o nosso gato tinha uma coleira que dizia Filipino e ele era um gato pequenino. Fomos perguntar ao senhor se o gato era dele. Ele disse que sim e os dois ficaram muito felizes por se reencontrarem. Como gesto de agradecimento, o senhor deu-nos um novo aquário com um novo peixe e pagou também a consulta do gato. Mistério resolvido! João Pedro Ferreira

ENCONTROU-SE UM

gatinho


Os alunos do 5.º 2 encontraram um gatinho durante intervalo. Pegaram nele e, no fim das aulas, tentaram encontrar o dono. Como não o encontraram, foram perguntar aos professores se o gato era de algum deles. Os professores responderam que não e os alunos resolveram ficar com ele. Uma das propostas feitas foi que cada aluno tinha que cuidar dele durante uma semana, mas também surgiu outra ideia: cada aluno tinha de cuidar dele durante um dia e trazê-lo sempre para a escola. Quase todos os alunos gostaram da 1.ª ideia e assim o gato passou a ter vinte e oito donos em vez de um só. Nuno Peixoto

Num dia de inverno, a minha turma encontrou um gatinho. Todos os que o viram exclamaram: - Mas que fofinho. Um dos rapazes sugeriu que encontrassem o seu dono. Como tinha tocado, dirigiram-se para a aula de Educação Física, educadamente, e combinaram que iriam encontrar o seu dono. O gato, como se sentiu só, dirigiu-se para os balneários. Os alunos estavam tão excitados que não viram o gato a entrar. Alguns deles deixaram o saco de Educação Física aberto e, como o gato estava lá, estragou a roupa dos rapazes. Logo a seguir, dirigiu-se para o balneário das raparigas onde encontrou um sítio confortável, entre uma toalha de banho e uma camisola. No fim da aula de física, uma rapariga gritou com entusiasmo: - Um gatinho! Os rapazes, quando ouviram aquele grito, dirigiramse rapidamente para o outro balneário. Mas, como eram muito educados, bateram à porta primeiro e só depois entraram. Quando o viram exclamaram: - É o mesmo gato de há um bocado! Como a aula já tinha acabado, pensaram que poderiam agora encontrar o seu dono. Começaram logo por espalhar a notícia. Muitos cartazes diziam: “Procura-se dono de um gato laranja, com riscas castanhas e olhos verdes”. Depois de uma longa procura, descobriram que o gato não tinha dono e, por isso, pensaram em ficar com ele. Todos concordaram. Assim todos traziam um pouco de comida todos os dias. E ficou com este rosto. Ivo Lima

Certo dia, a minha turma encontrou um gatinho no balneário. Quando os rapazes estavam a tomar banho, o gato viu a água correr e fugiu com medo. Depois de tomarmos banho, vestimo-nos e fomos procurá-lo e, mais tarde, brincar com ele no campo de futebol. No fim do recreio, fomos procurar o dono. Perguntámos aos funcionários mas eles diziam que não sabiam de nada. Perguntámos aos professores mas eles também não tinham visto nada. Perguntámos a muitos alunos, corremos a escola toda à procura do seu dono e nada. Até que encontrámos um rapaz que disse: - Esse gato é da professora Rita! - De que turma é a professora Rita? - Perguntámos nós. - É do 5º4. - Respondeu ele. Depois fomos entregar o gato à professora Rita que ficou muito contente por o encontrar. Rúben Miguel

27 Certo dia, os alunos da turma dois encontraram um gatinho perdido no campo da escola. Estava a chover muito quando o viram e foram logo buscá-lo porque estava encharcado em água. Como ele não tinha dono, alguns alunos tiveram pena e quiseram ficar com ele. Mas o gato não os conhecia e queria fugir. Os alunos fizeram-lhe festinhas e ele acalmou-se. Quando tocou para entrar para a aula seguinte, o gatinho não queria que os alunos se fossem embora. Alguns alunos ficaram e dois foram dizer ao professor que o gato não queria que eles fossem embora. O professor deixou-os ficar mais um bocado. No fim das aulas, levaram o gatinho para casa. Ele ficou mais feliz e os meninos passaram a ser os donos dele. Lídia Ivanciu


Bullying

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Bullying é uma palavra inglesa que vem de ‘‘touro’’ e significa ’’Intimidação dos outros’’. É um termo também utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir. O termo compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais ou repetidas, que ocorrem sem motivação aparente, adoptadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros. Estas atitudes podem causar angústia ou dor, sendo praticadas dentro de uma relação desigual de poder. O bullying não é um fenómeno novo, pode acontecer em qualquer tipo de escola, seja ela pública ou privada. Começou a ser estudado há cerca de dez anos, na Europa, quando se descobriu o que estava por detrás de muitas tentativas de suicídio entre adolescentes. Basicamente, quem pratica “bullying” é alguém que se sente inseguro, insignificante ou amedrontado, excluído dos jogos e actividades, de um grupo, ou ignorado propositadamente. Maximino Oliveira 5º7


Conversas

entre eles

Anda cá manual Vamos conversar; Quero dizer-te o que se está a passar! Temos que falar Para as aulas organizar; Ainda que quem em mim escreve Não se possa queixar, Está sempre a aprender e a melhorar. Nós somos aqueles Que mais importamos Língua Portuguesa Que muito ajudamos… Ainda que, às vezes, Com a pressa do toque Tantos abanões, Me deixem em choque! A minha menina É bem organizada Pois ela sabe Que conta para a jogada! E tu manual? Que dizes afinal? Ela trata-te bem? Ou trata-te mal? Meu caro colega, Amigo caderno, Não sei se passamos Deste rigoroso Inverno. Mas peço que a Margarida Com todo o seu empenho Me trate tão bem Que me torne Eterno! Ana Margarida Vilela Júnior 5º6

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Rosinha

a

R ap o s a

espertinha

Num Verão muito quente, Quando nem Homem resistia Rosinha, a raposa, Num grande poço bebia. Rosinha lá dentro Bebeu, bebeu, bebeu Até que se encheu. Mas logo depois Viu a vida mal parada Pois não conseguia Fazer mesmo nada.

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Por perto passou Um bode sedento E a ajudou Sem pensar um momento. Bons e maus amigos Todos com eles nos cruzamos Ao pobre bode calhou a espertinha A raposa Rosinha que lhe causou danos. Matilde Maria 5º6


Museu

dos

Cordofones

Os alunos das turmas 1, 3 e 8 do 6º ano participaram numa visita de estudo ao Museu dos Cordofones, em Tebosa. Este museu, da responsabilidade do Sr. Domingos Machado, possui uma fabulosa colecção de instrumentos de corda, fabricados pelo próprio, representativos das várias regiões de Portugal. É o Sr. Domingos quem orienta a visita ao museu e à oficina de construção dos instrumentos, onde é apoiado pelo seu filho. Os alunos comportaram-se de forma adequada, participaram activamente, colocando várias questões sobre os instrumentos expostos e o seu fabrico e produziram relatórios sobre a visita efectuada. O Sr. Domingos brindou-nos com algumas interpretações de música tradicional ao som de um cavaquinho minhoto. A visita teve por objectivo consolidar conhecimentos do programa de Educação Musical sobre os instrumentos tradicionais portugueses e inseriuse no âmbito dos projectos curriculares das respectivas turmas. Prof.ª Laura Prado

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“Nos

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Ópera Ligeira Montes de Viriato”

Realizou-se, nos dias 7 e 8 de Abril, no Auditório Galécia, um espectáculo musical intitulado “Nos Montes de Viriato”. Este espectáculo, uma ópera ligeira da autoria de José Carlos Godinho, foi preparado pelos alunos da turma 4 do 5º ano e da turma 1 do 6º ano. Os alunos prepararam este trabalho, que se insere nos projectos curriculares das duas turmas, produzindo os adereços, cenários, divulgação e inquéritos, nas aulas de várias disciplinas e contaram com o apoio do Gabinete do Traje da nossa escola para vestir vários personagens. Esta ópera põe em cena alguns episódios associados à figura de Viriato, da chegada das tropas romanas à Península Ibérica e da resistência oferecida pelos guerreiros Lusitanos. Está subjacente a toda a obra a valorização e a defesa da liberdade e do direito de autonomia dos povos. A obra teve três apresentações e foi visionada pelos alunos do 2º ciclo, pelos familiares dos alunos envolvidos e público em geral. Prof.ª Laura Prado


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CAPITULO

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Concurso Aventura Literária 2011

Uma aventura no futebol

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Olá! Chamo-me Tiago Bruno e moro em Lisboa. Sou treinador de futebol, trolha, canalizador, engenheiro, banqueiro, gestor comercial. Sou um homem dos seis ofícios. Este ano, decidi procurar outro emprego. Estar sentado num banco dentro do banco não dá com nada. Quero ser treinador de futebol outra vez. Pus um classificado no jornal desportivo cujo nome não interessa, apenas interessa que deu frutos e o FC Porto quis logo entrevistar-me. Quando cheguei lá, era para treinar os infantis e não davam salário. Não aceitei e voltei para Lisboa. Uma semana depois, telefonaram-me a perguntar se queria treinar o Real Madrid mas era o Madrid do Brasil e claro que não aceitei porque além de não darem salário ia ficar longe da minha pátria. Estava eu perto de desistir pois a época estava a começar e eu sem clube quando decidi criar um que iria situar-se em Braga e se iria chamar Juventude de Vencedores F.C. Paguei 2500 euros para inscrever a minha equipa no conhecido campeonato da INATEL, depois de reparar que a AF BRAGA não estava disponível a novas equipas. Contratei a equipa técnica: o Eng. Fábio Oliveira que estava no fundo de desemprego; o conhecidíssimo treinador adjunto Hugo Antunes que jogava num

clube forreta e não lhe pagavam e, por isso, aceitou logo; para director do clube condicionado (por eu ser o dono do clube), decidi contratar o meu grande amigo Eng. José Alberto Rodrigues. Não estou a contar que ele fique por aqui muito tempo devido ao seu grande movimento no mundo futebolístico. Aceitaram todos e posso orgulhar-me da minha equipa técnica. Tive que contratar os jogadores para o meu clube: o meu guarda-redes Leandro Faria, para defesa, Miguel Duarte, outro defesa, João Veiga, novamente defesa, André Araújo e outro defesa ainda, André Fernandes, para médio centro decidi contratar o João Tomás e o Rui Moreira, para médio direito contratei o Duarte Miguel Eirinha que é o craque da equipa e que tem o número oito, André Gui para médio esquerdo, o fatal Hélder para avançado. Aqui está a nossa equipa que espera tornar-se numa legião. Começou o campeonato e estreámonos com uma vitória por 7-0. E assim continuámos a nossa série vitoriosa no primeiro lugar com um orçamento miserável de apenas trinta mil euros. Por isso, contratei uma S.A.D. que é dirigida por Fernando Couto e Costinha. A partir daí consegui tirar por mês tanto dinheiro como o Bill Gates num dia e depositei tudo numa conta na Suíça.

A meio da segunda volta tudo correu bem e fui raptado. Veio a descobrir-se que foi um amigo meu chamado Nélson que eu não incluí na equipa por falta de experiência. A equipa foi dirigida pelo Hugo Antunes até eu ser salvo com grande esforço pelos meus amigos que são todos aqueles que gostam do meu clube e são os grandes, além dos onze dentro do campo. Felizmente tudo correu muito bem e acabámos a época em primeiro do campeonato nacional. Tivemos de inaugurar uma grande sala de troféus e meter lá a taça. Contratámos um preparador físico que é o João Veiga, o nosso ex-defesa que foi para a reforma depois de uma grande lesão na carteira. O dinheiro do clube não chegava para o manter. Com a sua saída, contratámos o Luís Azevedo do qual nos orgulhamos. Foi-nos possível inaugurar um estádio que se chama Engº Tiago Ribeiro. Comprámos uma avioneta para anunciar os jogos importantes. Esta foi a minha aventura. Para já mantenho-me nesta e não saio, mas o futuro ninguém sabe! Golo, golo, mais uma vitória! Tiago Ribeiro 7º4 Bruno Araújo 7º4


Uma aventura na neve Festejava-se o dia de anos do Chico, na casa dos seus avós, numa aldeia do Gerês. A noite estava fria e a chuva caía lá fora. Cantavam-se os parabéns. A chuva parou e começou a nevar. A Teresa interrompe e diz: - Está a nevar! - Que lindo! Nunca vi tal coisa! - Exclamou a Luísa. - Vamos até lá fora! - Disse o aniversariante. - Mas… e cantar os parabéns? - Interrogou o Pedro olhando lá para fora. - Cantamos depois! – Disse o João. Saíram pela porta da frente e começaram a mandar bolas uns aos outros até que o Chico disse: - Vamos dar uma volta! - Não! Depois não conseguimos voltar! – Disseram as gémeas cheias de medo. Os restantes concordaram em lá ficar, mas o Chico, determinado como é, seguiu o seu caminho e os outros foram atrás, pois podia ser muito perigoso. Pelo caminho encontraram uma bela cascata em gelo, divertiram-se e seguiram caminho até que deram de caras com uma bela paisagem. A Teresa, entusiasmada, começou a correr até que caiu dentro de uma gruta muito misteriosa. - Ai! Aleijei-me! – Disse a Teresa. Os outros, muito curiosos, entraram lá para dentro. - Estás bem Teresa? - Perguntou a Luísa. - Ó! É de mim ou esta gruta tem muito para desvendar. - Disse o Pedro. - Não comeces com as tuas histórias. Vamos é para casa que os teus avós já devem estar preocupados connosco! – Disse a Luísa Enquanto aquela discussão não acabava o Chico já andava ali às voltas para ver se encontrava algo de estranho. -Chico, vamos embora! – Disse a Luísa um pouco atordoada.

-Não, não vou! – Disse o Chico muito observador e pensativo. A Teresa levantou-se da pedra em que estava sentada e puxou-o pela manga para ele vir embora até que o Chico cai de cabeça. -Estás bem? – Disse a Luísa desculpando-se. -Estamos mesmo azarados! – Exclamou a Teresa ainda por se levantar. -Não, não estamos! – Disse o Chico levantando-se com um riso de mistério. -Não? Agora só falta cairmos nós os três! – Disse o João. -Pedro chega aqui, isto não e um código? – Interrogou o Chico. O Pedro foi à beira do Chico e confirmou dizendo que aquilo era um código e passaram três horas até o decifrarem até que chegaram a conclusão que se tratava de uma palavra-chave para abrir uma passagem secreta que estava escondida lá dentro. -Vamos lá toca a procurar a entrada! – Ordenou o Pedro. O João deu de caras com uma placa de ouro nas pedras. -Vejam é isto! – Disse ele muito eufórico. Foram todos correr para a beira do João e o Pedro começou a soletrar a palavra TESOURO A porta abriu-se e todos muito surpresos viram em cima de uma almofada vermelha de veludo um rubi. Pegaram nos telemóveis e ligaram para as autoridades. Aquele era o tesouro que os avós dos avós do Chico deixaram para o resto da família Ficaram muito felizes porque sabiam que aquele rubi descoberto por eles ia para o museu da Serra da Estrela. Voltaram a casa dos avós do Chico para cantar os parabéns e para verem o jornal onde eram a capa. Mónica Fernandes 7º4 Débora Faria 7º4

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A aventura de uma vida

Uma aventura Excêntrica

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Estávamos nós em Portugal sem saber puto que fazer nas férias, com 1111 euros no bolso cada um quando vimos, numa casa assombrada, como naquele episódio “ Uma aventura na Casa Assombrada”, um grande placar sobre uma excursão a Paris. Decidimos contactar o número da agência de viagens para saber as condições. Fomos à agência onde nos disseram as condições para podermos ir. O senhor disse: - Vocês estão com sorte, eram as últimas duas vagas. - E quanto custa? - A viagem de avião (ida e volta) mais um hotel de 5 estrelas em regime completo, por 7 dias, com desconto de Natal de 500 €, mais a camioneta para se deslocarem em Paris e arredores, fica 550€ cada um, ou seja 1100 € os dois. - Quando é? – Perguntámos excitados. - Daqui a quatro dias. -Ok! Reserve já. Passados os quatro dias, estávamos no avião. Enquanto dava o telejornal da noite, deu a chave do Euromilhões. Reparámos que era a nossa chave. Demos um salto de alegria. Quase batíamos com a cabeça no tecto do avião. Ganhámos 100 milhões de euros. Quando aterrámos em Paris, tirámos o Iphone e telefonámos para a Santa Casa da Misericórdia para nos depositar o dinheiro na conta. Mandaríamos o boletim, por correio, no dia seguinte. De manhã, já tínhamos o dinheiro na conta. Durante os 7 dias, fomos a todos os monumentos importantes como por exemplo: a Torre Eiffel, o Arco de Triunfo, o Sacré Cœur, a igreja de Notre Dame e, por fim, no sétimo dia, vimos a final da Liga dos Campeões no Parque dos Príncipes, o Sporting de Braga vs. Barcelona com o golo de Matheus. Voltámos para casa e fomos à nossa conta ver se tínhamos recebido o dinheiro.

Em 1905, existia um rapaz chamado Watts. Este rapaz andava pelos recônditos de Londres sem eira nem beira, pois os seus pais tinham morrido num acidente de avião. A sua vida, como devem calcular, não era nada fascinante. Quando o sol se punha era mais um dia miserável. Watt era muito ambicioso, embora a vida não lhe proporcionasse grandes esperanças. O sonho deste rapaz era apenas um: não era ter um Ferrari nem uma fortuna mas sim ser guitarrista. Watts via o mundo com olhos “diferentes”. Num dia tão igual aos outros, andava a vaguear pelas ruas até que teve a sorte de bater contra Mark Knofler que achou piada ao garoto e o acolheu. Este rapaz, embora muito novo, participava em concertos com o pai. Watts começou a roubar o público ao pai, o que gerou um grande conflito entre ambos. Isto levou Watts a sair de casa voltando assim ao que era no passado. Mas este rapaz começou a dar os seus próprios concertos e assim a derrubar os maiores dos maiores, até o seu pai. Lançado na sua carreira musical, a vida começou-lhe a correr como ele desejava, podendo assim comprar a sua casa e o seu carro humilde. Watts teve muitos de sucessos musicais, sendo o mais famoso NUNCA DIGAS NUNCA. Watts tinha uma fortuna incalculável mas nunca na vida se atreveu a exibi-la perante a sociedade. Watts, aos 72 anos, acabou por adoecer. No seu funeral, teve mais de mil pessoas e o mundo inteiro a chorar por ele pois deu um enorme contributo musical para a sociedade.

Duarte 7º4 José Alberto 7º4

João Tomás 7º4 Marta Mendanha 7º4


Uma Aventura em Evoramonte

Num dia quente de Verão, o Chico, o Pedro, o João e as gémeas foram ao Alentejo. Quando chegaram, viram uma vila que se chamava Evoramonte e conheceram o Sr. Joaquim que estava encarregue de lhes dar as chaves e de lhes amostrar a casa onde iam ficar. Quando entraram verificaram que havia um problema. A casa só tinha um quarto com duas camas. Então eles decidiram tirar à sorte para ver quem ficava no quarto. E quem ficou foi o João e as gémeas. O Pedro e o Chico tinham de pegar nos sacos de cama e dormir na cozinha. Depois de estar tudo decidido foram dar uma volta pela vila. Quando chegaram à beira de uma torre encontraram um homem que lhes perguntou: - Também estão à espera? - Á espera de quê? - Interrogou o João. - A esta altura, ao alvorecer, abre-se aqui um portal do tempo que permite visitar o futuro ou recuar no passado. - Explicou o homem. - E porque é que esse fenómeno só acontece em Evoramonte? – Perguntou o Pedro meio trocista. - Porque este é um lugar mágico. Foi aqui que se travou a terrível guerra que virou pais contra filhos e irmãos contra irmãos. Uma guerra que só podia acabar quando os dois reis se olhassem frente a frente. - Dizia o homem. - Aguardem, aguardem o alvorecer. O homem foi-se embora e eles foram para casa a pensar naquilo. No dia seguinte, quando o Chico acordou olhou pelas grades da janela e ficou espantado com o que viu: dois homens altos, trajando uniformes do século passado. - Os dois reis. - Balbuciou ele assombrado, lembrando-se do que o homem tinha dito. - Pedro, Pedro acorda. - Gritava ele. - Hã? O que foi? - Perguntou o Pedro. - O portal do tempo … passámos para outra época … já não estamos no século XX! - Ó Chico, que idiota! Acordaste-me com uma aldrabice dessas! - Resmungou o Pedro. - Se não acreditas, vai ver com os teus próprios olhos. - Insistiu

o Chico. Então o Pedro chegou à beira da janela e não acreditou no que viu. Depois foram chamar as gémeas e o João. Como todos ficaram admirados com o que viram, decidiram sair de casa para ver o que se passava. Quando chegaram cá fora o João exclamou: - Afinal era isto, estão a filmar uma série aqui em Evoramonte. - E nós convencidos de que tínhamos viajado no tempo, que parvos! - Vá, venham ver mais perto. Quando se aproximaram para assistir às gravações conheceram uma mulher que disse que era a consultora e que se chamava Maria Augusta. Consultora? Interrogou o João . - Sim, quando se fazem séries históricas é preciso que haja alguém que perceba do assunto. - Sim, faz sentido, uma pessoa que saiba como eles se vestiam, como falavam. - Mas não é suposto um guionista saber essas coisas? - Depende, este tem uma imaginação muito fértil, é preciso controlá-lo. De repente, chegou o guionista da série que era o homem que eles tinham conhecido na torre. - Olhem, este é o guionista de que vos falei. É o Lívio, passa a vida a inventar histórias. Mas o Lívio e a Maria Augusta tiveram de se ir embora porque o realizador os estava a chamar. - Podemos passar aqui mais logo? - Claro, venham quando quiserem. Assim aproveitam e conhecem toda a gente. Ao entardecer, as gémeas estavam a arranjar-se e os rapazes estavam à espera delas. Quando saíram de casa foram ver as filmagens. Enquanto estavam a observar os ensaios, o Chico interrogou: - O que se vai passar nesta cena? - É um assassinato, a actriz mais velha é a Valéria Ribas e a

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Uma Aventura em Evoramonte (continuação)

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mais nova é a Mafalda Galamba. A Dona Beatriz interpretada pela Valéria vai ser morta a tiro. - Ele vai mesmo disparar? - Não te preocupes. É uma pistola de pólvora seca, só faz barulho. Mas quando os actores estavam a realizar o ensaio a pistola disparou mesmo, a Valéria ficou ferida e foi para o hospital. Então o Pedro confuso declarou: - É melhor irmos embora, só estamos a atrapalhar. - Sim, apareçam amanhã nas filmagens. Depois voltaram para casa. No dia seguinte, as gémeas saíram cedo para falar com o Lívio a ver se podiam entrar na série. O Lívio disse que, por acaso, estava a precisar de figurantes. Quando chegaram a casa contaram aos amigos que iam fazer um casting e ficaram todos contentes. À tarde, depois de realizarem o casting, encontraram a Maria Augusta que estava muito preocupada. O Chico perguntou o que se passava e ela respondeu: - Estou preocupada com o atraso das filmagens. - Está preocupada só com as filmagens, ou há mais qualquer coisa? - Há realmente mais qualquer coisa. Desapareceu o meu dossier preto que continha receitas de antigos venenos e acho que alguém anda a tentar envenenar a Valéria. E enquanto a D. Augusta lhes contava mais coisa, eles andaram, andaram e chegaram à porta de casa onde encontraram o dossier. Então a Maria Augusta pegou nele e despediu-se. De noite. o Pedro não conseguia dormir e o Chico tinha acordado com o barulho da trovoada. Decidiram ir ao quarto e viram que as gémeas e o João também estavam acordados. - Ninguém consegue dormir com esta trovoada. - Afirmou a Luísa. - É isso. - Disse o Pedro. Foi a Mafalda que roubou o dossier da Maria Augusta para envenenar a Valéria. Ela fingiu ser amiga da Valéria para ninguém suspeitar de nada. - Mas porque? - Perguntaram todos sem perceber o que o Pedro dizia. - Amanhã vamos descobrir.

No dia seguinte, eles acompanharam as gémeas ao camarim porque iam fazer de figurantes. Então as gémeas indicaram aos rapazes onde ficava o camarim da Mafalda e quando chegaram lá viram a porta aberta e entraram. Depois verificaram que a Mafalda estava fechada no quarto sozinha e eles esconderam-se atrás da porta. Então o Pedro mandou o João ir chamar a Maria Augusta, o Lívio e o realizador, o Paulo. E o João saiu a correr. Quando ele chegou ao local das filmagens gritou: - Vá, venham depressa. Anda alguém a tentar envenenar a Valéria e nós sabemos quem é. Depois foram todos a correr atrás do João. Quando eles chegaram ao camarim ficaram junto da porta para ouvir a conversa. - Nós já sabemos tudo, você anda a tentar envenenar a Valéria. - Mas como é que vão provar isso? Ninguém vai acreditar em vocês seus adolescentes intrometidos. - Infelizmente nós acreditamos, Mafalda. - Disse o realizador saindo de trás da porta. - Paulo, mas é tudo mentira, é tudo mentira, eles inventaram isto tudo. - Declarava a Mafalda chorando. - Realmente és uma excelente actriz, se não te tivesses deixado levar pela ambição podias ter tido uma excelente carreira. - Afirmou a Maria Augusta. Depois chamaram a polícia e a Mafalda foi presa. À noite, a Valéria veio do hospital e conseguiram acabar as gravações. Ainda estiveram a tirar fotografias e então a Valéria disse: - Quero-vos agradecer por tudo o que fizeram. Ajudaram-me a mim e ajudaram a salvar a série, obrigada. - De nada, só fizemos o que tinha de ser feito. - Eu bem vos disse, estas férias iam ser inesquecíveis. Bruna Filipa 7º4 Ana Sofia 7º4


Uma aventura no espaço

Uma aventura na Escola dos Zombies

Em casa das gémeas, o ambiente era de euforia. O Chico, o João e o Pedro iam lá dormir. Durante a noite, decidiram olhar o céu e repararam que havia uma coisa muito estranha, brilhante e cintilante. - Pedro, tu que és o mais inteligente, diz-nos o que é aquilo? - Teresa, se queres que te diga nem eu próprio sei. Ainda ontem estive a ver como estaria hoje o céu e não vi nada disto lá escrito!! Todos ficaram muito preocupados. Afinal de contas o Pedro, que era a pessoa que mais estuda o espaço, não sabia o que era, quem iria saber? No dia seguinte, decidiram ver o jornal para ver se tinha lá alguma coisa escrita e constaram que, nas páginas do meio, estava uma notícia sobre alguma coisa que sobrevoara os céus da cidade! Todos foram a correr ao Cabo Canaveral reservar um vaivém. Passadas duas horas, todos estavam no espaço para ver o que descobriam. - Teresa e Luísa, vocês vão para a direita de Marte e nós vamos para a esquerda de Júpiter. - Está bem, mas daqui a uma hora encontramo-nos aqui! O João, o Pedro e o Chico encontraram um objecto voador que não era conhecido por nenhum dos rapazes. As gémeas encontraram precisamente o mesmo… Quando se encontraram contaram tudo uns aos outros. Todos ficaram muito surpreendidos! No fim de muito “andar” no espaço encontraram um homem muito estranho. Perguntaram-lhe o que andava a fazer: - Olá! O que está aqui a fazer? - Vão-se embora miúdos, não têm nada a ver com isso! Então todos se foram embora a comentar: - É muito estranho ele não nos querer aqui - disse a Luísa. - Vamos segui-lo! Depois de muito o seguir descobriram o que era o tal objecto estranho. Era um satélite que enviava imagens de castelos onde estavam guardados os tesouros do rei. - João, eu e tu vamos pelo lado direito do satélite e os outros vão pelo lado esquerdo. Assim, passado algum tempo, já estavam todos prontos a destruir o satélite. Depois desta destruição, ficaram muito bem vistos na cidade. Foram elogiados por toda a gente e tudo ficou resolvido! Bruna 7º4 Joana 7º4

Estava uma tarde de Verão e os cinco amigos Teresa, Luísa, Chico, Pedro e João estavam em casa a ver televisão. O Chico levantou-se e disse: - Pessoal, não está a dar nada de jeito na televisão. Vamos dar uma volta. - Não. Vamos ficar. Basta só mudar de canal. – Disse o Pedro. - Pedro muda aí para o noticiário. – Disse o João. - Ok! Então o Pedro mudou para o noticiário e estava a dar uma notícia sobre uma escola que parecia assombrada. Foi aí que a Teresa disse: - Acho que temos uma nova aventura. - Tens razão. – Disse o Chico. - Pessoal, se queremos fazer isto temos de estar no jardim municipal às 21horas, portanto jantem cedo. - Ok! – Disseram os outros. Os amigos foram para as suas casas, jantaram cedo como prometeram e encontraram-se no jardim municipal à hora que combinaram. - Estão prontos? – Disse o Pedro. - Sim. – Disseram os outros. - Vamos. – Disse o João. Os cinco amigos lá foram e quando chegaram a Luísa disse: - Isto mete arrepios. - Tens razão. – Disse a Teresa. - Meninas, tenham calma. Já estão com arrepios sem terem entrado. – Disse o Pedro. - Vá, vamos entrar senão ficamos sem tempo – Disse o Chico. Os cinco amigos entraram mas a Luísa olhou para um sítio e disse: - O que é aquilo? - Não sei, vamos lá ver. – Disse o Chico - Chico, é melhor não, pode ser perigoso. – Disse a Teresa. - Não, Teresa, temos mesmo de saber o que é aquilo. – Disse o Pedro. Os amigos aproximaram-se e a Teresa disse com medo: - Olhem, é um zombie. - Não pode ser. – Disse o Pedro. O zombie ouviu o que a Teresa e o Pedro disseram, então fez um barulho parecido com uma buzina de um

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carro. E o Chico admirado com esse barulho disse: - Este barulho é mesmo alto, mas para é que será? Nesse momento, começaram a aparecer mais 9 zombies. E a Luísa disse: - Chico, porque é que perguntaste? - Para a próxima cala-te. – Disse a Teresa. Os 10 zombies começaram a aproximar-se e pegaram nos cinco amigos e levaram-nos para um armazém. Quando os pousaram um zombie disse: - Isto é por vocês se meterem onde não são chamados. Os zombies saíram e fecharam o portão. O Pedro pensou e disse: - Isto não são zombies, são pessoas normais disfarçadas. - Sim, tens razão, Pedro. Já li Historias sobre zombies e lá dizia que eles eram muito espertos. – Disse o João. - Esperem, acho que trouxe o telemóvel, espero é que tenhamos rede. Temos! Que Bom! – Disse o Chico. O Chico ligou para a polícia e disse onde estavam. A polícia chegou rapidamente. Perguntou o que os homens disfarçados lhes fizeram. E o Chico disse: - Bem, senhor guarda, eles não nos fizeram nada de grave mas sabemos que eles vão roubar a escola. Quando saíram disseram que nos vinham visitar, portanto devem estar a chegar. - Muito bem, Chico. Então fazemos assim: vocês põemse como estavam e nós escondemo-nos, ok? – Disse o chefe da polícia. - Ok! – Responderam os cinco amigos. Passados 5 minutos, os homens disfarçados apareceram. O chefe da polícia disse: - Quietos, mãos ao ar! Chico, Pedro, João, Teresa e Luísa tirem-lhes as máscaras. - Ok! – Disseram os cinco amigos. Os cinco amigos tiraram as máscaras aos homens. O Pedro, admirado, disse: - Senhor Mendonça? Você faz parte da quadrilha. Eu pensava que você era de confiança. - Pedro, e sou, eu meti-me nesta quadrilha por um simples motivo: a escola proibiu os alunos de irem ao meu quiosque comprar as coisas que precisavam. Os 10 homens disfarçados foram presos e os cinco amigos ficaram bem mas o Pedro ficou com uma dúvida que foi o porquê que os homens escolheram os zombies. O Chico disse ao Pedro que os homens escolheram os zombies porque leram muitas Historias da carochinha. E os cinco amigos riram-se ate caírem para o lado. Rui 7º4

Andy e o Amuleto

Há muito tempo atrás, havia um menino, Andy, que ouvia todos os dias uma história ao adormecer. Seu pai, Peter, inventava, pensava Andy, histórias maravilhosas sobre um amuleto que fora oferecido a Andy pela sua mãe, Kathleen, dias antes da sua morte. Esse talismã, segundo o seu pai, estava na sua família há muito tempo e dava a quem o recebesse, aos sete anos, poderes incríveis de feitiçaria, não como na maioria dos livros sobre magia, mas outros utilizados apenas para o bem. Infelizmente, o seu pai morreu quando Andy tinha dez anos. Sem pai nem mãe, Andy não tinha mais família, pois os seus avós haviam morrido na guerra, o que era estranho dado que as mulheres não vão para a guerra. Como os seus pais não tinham irmãos, Andy foi viver para um orfanato. Mas afinal como é que os amuletos funcionam? Como e quando são concedidos os poderes? Os amuletos passam de geração em geração, são oferecidos aos sete anos, mas apenas concedem os poderes aos catorze anos. Quatro anos mais tarde, agora com catorze anos, Andy tem dois profundos desejos: saber se as histórias de seu pai eram verdadeiras e descobrir a história da sua família. Numa tarde de primavera, enquanto fazia os seus trabalhos da escola, recebeu uma carta. Esta vinha de Oxford, Inglaterra, convidando-o para estudar num colégio da cidade. Andy, pedindo permissão ao director do orfanato, fez as malas e num comboio foi para Oxford. Na estação encontrouse com o director do colégio que o levou para o seu escritório. Então o Director disse-lhe que ele não iria para um colégio em Oxford, mas sim para a Cidade dos Amuletos que era uma cidade já há muito tempo abandonada e que ficava na fronteira entre Inglaterra e o País de Gales. Nela tinha vivido toda a família de


Andy, tudo estava bem. Mas há cerca de treze anos, um homem, Homovic Félix, modificou por completo o seu amuleto, o amuleto de Félix, concebendo-lhe assim poderes diferentes dos outros, poderes utilizados apenas para o mal. Assim, ele destruiu e matou tudo e todos na cidade e preparava-se para destruir o mundo. Andy estava confuso, então as histórias de seu pai eram verdadeiras? Quereria isso dizer que ele tinha mesmo poderes especiais? Segundo o director, caso o amuleto fosse destruído perderse-iam os poderes e se os proprietários morressem o amuleto continuaria a manter as suas propriedades. O único amuleto capaz de destruir o de Félix era o de Grecovix. O actual possuidor desse amuleto era Andy, só ele o podia destruir e vingar a morte da sua família. E esta era a única razão pela qual o Director o chamou, para destruir o amuleto de Félix. Andy treinou durante meses a fio: feitiços, como usá-los, onde guardar o amuleto e muitas outras coisas essenciais. Até que conseguiu finalmente dominar todos os seus poderes e achar-se pronto para enfrentar Homovic Félix. Numa manhã de Inverno, Andy começou a sua viagem por florestas insondáveis, em direcção ao esconderijo de Homovic, para travar a grande batalha para a qual se tinha preparado. Ao fim de vários dias, encontrou o esconderijo situado num ambiente inóspito e rochoso. Para entrar, Andy necessitou de destrancar uma enorme fechadura, o que demorou cerca de meia hora. Já no interior, foi recebido por Homovic que parecia esperálo: -- Andy Grecovix, suponho eu! -- Homovic Félix é o teu nome, não é? Eu estou aqui para acabar contigo.

-- Mais um Grecovix para eu derrotar. A batalha com os teus avós foi muito interessante, mas o que eu mais gostei foi de envenenar a tua mãe. Muito engraçado! Estas palavras serviram para acender o rastilho da justiça e a batalha começou. Só se viam relampejar faíscas verdes e vermelhas em volta dos lutadores. Nisto, ouviu-se um grande estrondo. Andy estava magoado e pensou: “Ele é demasiado poderoso para mim, nunca vou conseguir derrotá-lo”. -- Tal como a tua irmã gémea Lisa, subestimaste as tuas capacidades. Vais acabar meu prisioneiro como aconteceu com ela. De repente, uma imagem de Lisa apareceu no ar. Ela era tal como Andy: alta, com cabelos longos e loiros, olhos verdes e cintilantes. Andy olhou para Lisa e, lembrando-se de seus pais, num último esforço de vingança, reduziu a pó o amuleto de Félix, deixando Homovic sem poderes. Finalmente, pôde libertar Lisa. Abraçaram-se efusivamente e soltaram os outros prisioneiros que Andy ainda não tinha visto. Tinham todos a mesma idade que Andy e Lisa. Seguiram de imediato até à Cidade dos Amuletos. Lá festejaram e reconstruíram a cidade, dando-lhe de novo vida. Assim acaba a história de Andy e o Amuleto. Ele viveu muito feliz, casou-se e teve uma filha com o nome da mãe, Kathleen. Beatriz Salgado Nº4 8º2

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Diário da Frei Caetano Brandao

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Foi no passado dia dezanove do mês de Janeiro que os alunos do oitavo ano da Escola EB23 Frei Caetano Brandão e de várias escolas do distrito de Braga assistiram a uma peça de teatro no auditório Vita, na rua de S. Domingos, Braga. Esta comédia foi representada pelo grupo Arte D’Encantar, que tem como objectivo interligar o teatro juvenil com o PNL (Plano Nacional de Leitura). A recomendação do PNL para os oitavos anos é a leitura integral da obra Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett. Nesta obra fala-se de uma jovem chamada Amália que promete à

Falar Verdade a Mentir

sua criada um dote de 100 moedas assim que se case com o seu noivo Duarte. Porém, existe um grande problema, Duarte é um mentiroso compulsivo e Brás Ferreira, pai de Amália, preveniu a filha que anulava o casamento caso o apanhasse nalguma mentira. É aqui que Joaquina, criada de Amália, juntamente com o seu noivo, José Félix, desenvolvem um plano para evitar que sejam desmascaradas as mentiras de Duarte e deste modo receberem o dote prometido. Depois de muitas peripécias onde José Félix acaba por se fazer passar pelas pessoas referidas nas mentiras de Duarte, este mentiroso acaba por falar verdade a mentir. Num


Alunos dos oitavos anos na PENEDA-GERES No dia 25 do mês de Fevereiro, os alunos das turmas do oitavo ano visitaram o Parque Nacional da Peneda - Gerês. Os alunos saíram da escola pela manhã, em direcção ao Lindoso, juntamente com os professores que os acompanharam. Todo o percurso foi feito num autocarro contratado pela escola. Na central do alto Lindoso, os alunos de 3º ciclo foram acompanhados por um guia que explicou todo o funcionamento da albufeira e tirou algumas dúvidas aos alunos. Desta forma, os alunos ficaram a conhecer e a perceber o que é e para que serve uma barragem. Os professores e responsáveis por esta visita ficaram surpreendidos pela grande adesão e participação ordenada dos estudantes. Esta visita foi de grande interesse para o estudo nas disciplinas de Geografia, Ciências Naturais e Físico-Química e tratou-se de uma actividade de grande enriquecimento cultural para cada um. momento em que se receia que Duarte seja desmascarado e que, por fim, se anule o matrimónio, a personagem do General Lemos vem solucionar o conflito e tudo acaba bem. O grupo Teatro Arte D’Encantar, com encenação de Bruno Cunha, está de parabéns por esta iniciativa e pela qualidade do espectáculo.

Ângela Nº1 8º2

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A Andorinha Sinhá e o Gato Malhado

Porto, 7 de Setembro de 1642

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Querido pai: Já passaram meses desde a minha partida de Vig. Fugi porque queria seguir o meu sonho: ser marinheiro de um navio. Nunca me apoiaste em ser marinheiro devido à tragédia do tio Gustav e Niels. Eu até compreendo o teu lado, qualquer pessoa ficaria triste. Mas eu quero seguir o meu sonho e, por isso, mando-te esta carta. Estou numa cidade estrangeira com o nome de Porto. Um amável Senhor, chamado Hoyle, acolheu-me e deu-me os seus cuidados, certamente inexplicáveis. Para além desta vida, o meu grande sonho é voltar para Vig, ser acolhido em casa e ter o teu perdão. Por isso, aqui vai o meu pedido: Perdoa-me e deixa-me voltar para Vig. Um grande beijo e um abraço deste teu filho, Hans Cátia Marques Nº5 8º2

Querido pai: Sei que errei ao cometer o devaneio imperdoável de fugir no navio “Angus”. Compreendo que estejas desiludido e extremamente zangado comigo… Mas o que mais quero é voltar a Vig! Este mês fui à Índia, viajei durante longo tempo. Apanhei conchas nas praias por onde passei e fizeram-me pensar em ti. Quando aí voltar, na minha navegação, levarei as conchas para te mostrar o meu arrependimento e como nunca te esqueci. Para o mês que vem vou-me casar. Queria a tua presença nesta grande celebração. A minha futura esposa também te queria receber. Ela é parecida com as gentes de Vig, talvez por isso me apaixonei por ela. Espero que me perdoes e me deixes um dia voltar a Vig. Grande abraço do teu filho Ângela Nº1 8º2

Hoje, deu-me para falar de duas personagens intrigantes de uma antiga fábula que vivem num parque, uma andorinha e um gato. Há uma bela e risonha andorinha a viver num parque e o seu nome é Sinhá, com idade casadoira, mas ainda um pouco louquinha e metida a independente. Todos os seres lá do parque dizem que ela é amiga de todos. Mas há um problema, o Gato Malhado, que apenas tem um amigo, a velha Coruja. Desde pequena que a Andorinha ouve dizer que não devia aproximar-se do Gato, porque ele não tem amigos e é egoísta, solitário, mau e nunca responde aos raros cumprimentos que lhe dão. Mas atenção, os cumprimentos não eram por mera gentileza, mas por medo, pois naquelas bandas não há criatura tão severa como o gato. O gato é já de meia-idade, com uns olhos pardos, feios e maus e tem um corpanzil forte e ágil. Apenas se chama Malhado, por causa das suas riscas amarelas e negras estampadas no seu corpanzil. Querem saber mais? Leiam a bela obra de Jorge Amado O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor que não se vão arrepender! Cláudia Vilaça Nº6 8º2


A Liberdade

O Livro

Para alguns, A liberdade representa A paz que se opõe à guerra, O amor que se opõe ao egoísmo, Uma luz que ilumina nas trevas.

Um livro são páginas cheias de amor, medo, alegrias, tristezas… Quando leio um livro esqueço tudo. Sou só eu e ele. Entro num mundo novo de pura magia. Um livro é um número infinito de palavras que nos ensinam a viver, que nos ajudam a crescer, que nos transformam em adultos.

Para mim, Nada representa melhor a liberdade Que uma folha em branco e um lápis, Pois não existe nada que nos impeça De criar algo único.

Rita Nº20 8º2

Marcelo Quintela Alves Nº13 8º2

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Verão Esperando o ano inteiro Falta um dia ou um mês Que gelo é Janeiro Espero pela sua vez Só quando o sol aparecer E começarmos a sorrir É que eu vou saber Se o Verão está para vir Que divertido é O sol e o calor Com uma agradável brisa De muita amizade e amor Sofia Alves Nº 24 8º2


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Foi no blogue palavrasparacontar. blogspot.com que o Outono desafiou os alunos do 8º ano a registarem os seus pensamentos sobre esta estação do ano tão bela e tão calma! Inspirem-se!


O Outono Chega o Outono. Traz consigo o frio, a chuva e o vento. Como um pai que presenteia os seus filhos, ele delicia-nos com as suas compotas, geleias, doces e a sua marmelada, que contêm toda a sua essência. Com ele chega também a paz, a calma, a saudade. Ele traz o renascer do mundo. No Outono, vemos lindas carpetes, beleza inigualável da perfeição da Natureza: são as folhas, de mil e uma cores e tons, que cobrem a terra. Sem o Outono, sem a alegria que vem com ele, todos seríamos tristes! Consigo, traz o seu grande cúmplice, o vento, que transporta o doce aroma das sensações e os sons da Natureza… Fátima Nº10 8º1

O Outono Chegou o Outono, ensonado e preguiçoso, vestido de castanho e bem agasalhado. O vento acorda e começa a bocejar suavemente, soprando as folhas em rodopios. As folhas caem no chão. Embora algumas fiquem cansadas de serem arrastadas e varridas, vale a pena morrer para renascer de novo, no ano seguinte. As árvores choram de frio e o Outono parte-lhes os ramos. A chuva, desastrada, tropeça lá no alto e cai no chão escorrendo pelos guarda-chuvas, que dançam. A noite fica mais pontual e adormece-nos mais cedo, envoltos num casulo de lençóis quentes e macios. Os relógios adiantam-se e, todos os dias, o sol deita-se mais cedo porque as horas o enganam. O frio acorda, espreguiça-se devagar, abre os seus braços e envolvendo-nos num abraço forte e acolhedor. O Outono é assim, tudo desperta!

O Outono O Outono dorme nas suas folhas Coberto com um grande lençol, Castanho e engelhado, Desenhado com raios de sol. Outono perdido na rua, Levado pelo vento brusco e tristonho... Outono sentado à janela, Triste na solidão, Olha em frente a paisagem, Por tudo, perde perdão. O Outono é um poema, Escrito com os traços da chuva E levado pelo vento! Outono, uma canção, Outono, um coração, Outono, uma vida, Outono, renovação!

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Vindima de Outono, Vinho tinto e vinho branco, Lagar com uvas pisadas E vinho tanto, tanto! Doce Outono Caído no chão, Pintado de leve, Pintado à mão. Árvore despida, Janela fechada, Lareira acesa. É o Outono, que acaba! Francisca Araújo Gomes Nº11 8º1


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O Outono

No Outono

O Outono, quando chega, enrosca-se numa manta de lã quentinha como os pequenos raios de sol que espreitam, a custo, pelas nuvens. As vindimas começam, e as roupas finas descansam. O orvalho desperta.

Encontrei uma folha, Uma folha amarela Que veio, a cair, Pousar na minha janela. Ela brincou comigo E eu brinquei com ela. Encontrou um amigo, Esta folha amarela. Eu encontrei-a a ela.

As pessoas fecham a agitação numa gaveta. Sentam-se numa cadeira de balançar e saboreiam um doce chocolate quente. Os jardins estão cheios de folhas Coloridas, caídas no chão! O mundo lá fora pára. O Outono e o vento são os melhores amigos: para onde vai o Outono o vento segue-o. Ana Margarida Nº4 8º3

Ana Filipa nº3 8º4

O Outono O Outono é um manto de folhas verdes, amarelas e laranja, que caem suavemente no chão, dizendo adeus aos seus amigos que para longe vão. O Outono é uma estação calma e tranquila. Toda a gente caminha ao passar do vento que nos guia para a vida. O Outono é tempo de alegria e de tristeza, de amor e de beleza. A natureza sofre uma transformação E parte-me o coração. O Outono é vida, É a campainha da escola que me acorda todos os dias para me vir buscar, para eu estudar. Sara Nº26 8º1


O Outono O Outono é quente, O Outono é o aconchego De agasalhos e, por vezes, O Outono é dono de meus abafos… Todos os anos se faz anunciar, Movimenta-se suavemente, E anda em pés de lã…

Outono

Sereno, troca de lugar com o Verão E começa a soprar… A sua brisa parece o esvoaçar de uma bailarina, É reconfortante, E, mesmo assim, arrepiante! Quando ele chega, as folhas dançam Coloridas, pisadas, acastanhadas, Dançam nos parques… O frio estende-me a mão firme, A chuva beija-me a face gélida, O vento acaricia-me os cabelos esvoaçantes… O Outono traz-te até mim… Traz-me a alegria das boas recordações: A alegria do cheiro a castanhas, O cheiro dos bolos quentes, O entusiasmo presente, Em cada livro diferente, Em cada página folheada. O entusiasmo do começo das aulas, O entusiasmo de rever os amigos. Aqueles dias passados no amparo da família, As emoções revividas, Experiências estupendas e agradáveis! O Outono é o calor que há em mim… Catarina Filipa nº5 8º1

O Outono bateu-me à porta, Mandei-o dar uma volta… Não me apetecia nada Mandar o Verão embora. Ficou triste, Oh, ao relento… Eu não queria a responsabilidade De ele ficar doente.

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Fui chamá-lo, Queria vê-lo feliz! Disse-lhe para ficar, Num quarto que tinha mel. Ele adorou-o Pois era igual a ele: Tranquilo e sereno, doce e carinhoso. Trouxe-me castanhas e uvas, Marmelada e frutas em calda. Ajudou-me a ultrapassar o frio, Foi buscar-me o casaco. Ele é a perfeição, Ilumina os oprimidos. A sua partida Arrancou um pedaço do meu coração. Fiquei triste, mas ele tentou consolar-me: Estaria de volta no ano seguinte Para me abraçar. Catarina Isabel Nº6 8º1


O Outono

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O Outono é mágico!

O Outono chegou As andorinhas emigram, Voam pelo ar Para o calor encontrar!

Chegou o Outono! Há magia no ar, Há folhas a cair… E lembro-me da minha infância.

As folhas começam a cair Vermelhas, verdes e amarelas, E eu começo a sorrir Com a beleza delas.

Soltam-se as fragrâncias, Duma vaidosa estação: É o Outono, O inimigo da confusão.

A noite chega mais cedo, As estrelas brilham sem descansar. Eu fico com sono E bocejo sem parar!

Criam-se músicas De tristeza e melancolia, De mil sons, Inventa-se uma sinfonia.

Tic-tac faz o relógio, Está na hora de o acertar E eu fico na lareira, A ver o Outono passar. Já se sente o cheirinho Das castanhas da minha avó, Prontas a sair do forno E fofinhas como o pão-de-ló!

O Outono grita, grita de alegria! A alegria de regar os campos, A alegria de pintar as árvores, De espalhar a sua fantasia!

Ana Catarina Nº1 8º1

Chovem gotas de saudade, Chovem gotas de despedida, Sim, é verdade, O Outono está de partida. José Miguel Nº16 8º1


Outono Eu sou a folha caída do Outono Que vai esvoaçando por aí ao relento. Sou a árvore despida, Tremendo à melodia do vento. Eu sou o Outono, Sou a calma, a tranquilidade. Sou a janela embaciada. Eu sou o Outono, A saudade sempre guardada. O Outono é os teus olhos, Com cores muito discretas. O Outono é o teu olhar Cheio de descobertas. O Outono é uma nova paisagem, uma surpresa da estação. É a chuva que me impede de sentir o teu coração. Dormindo na sua cor castanha, abraçando-nos com vestes de lã, O Outono é a esperança de uma bela manhã.

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Olho para tudo, E tudo me faz chorar. O Outono é mudo, E nem quero mais falar. Sei que isto é confuso, Mas não estou a brincar. Para mim o Outono é triste, O Verão é o meu lugar. Uma coisa é certa: O Outono é um sinal de que está mais perto O Natal! Acabaram-se as palavras, Já não sei o que digo. Palavras boas são raras, Só quero é estar contigo. Rui Pedro Nº25 8º1


Poesia de rua

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No âmbito do Dia Mundial da Poesia 2011, o Curso de Educação e Formação de Informática participou, no passado dia 21 de Março, na actividade Poesia de Rua, promovida pelo Agrupamento de Escolas de Maximinos e pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga. Os alunos presentearam os habitantes da cidade com leituras de diversas estrofes da obra de Luís de Camões Os Lusíadas. Prof.ª Teresa Paula Alves


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Amadeo de Souza-Cardoso 1887-1918

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Amadeo de Sousa Cardoso nasceu em Manhufe, freguesia de Mancelos, Amarante, a 14 de Novembro de 1887 e morreu em Espinho, a 25 de Outubro de 1918. Viveu a sua vida entre Manhufe e Paris. Foi um pintor português, pioneiro da arte moderna, e participou activamente na legitimação das vanguardas internacionais da sua época. Quanto à sua formação académica, Amadeo iniciou os estudos em Amarante e frequentou a Academia de Belas Artes de Lisboa, em 1905, tentando seguir o curso de Arquitectura que interrompeu para partir para Paris, em 1906. Amadeo de Sousa Cardoso passou a sua vida entre Manhufe e Paris. Para expandir a sua carreira passou por Bruxelas, Montparnasse, Estados Unidos da América, Berlim, Barcelona (onde em 1914 se encontra com Gaudi) e Madrid. As primeiras experiências deram-se no desenho, especialmente como caricaturista. Em 1908, instala-se no número catorze da Cité de Falguière. Em Paris, frequentou ateliers para a Academia de Beaux-Arts. Em 1911, expôs trabalhos no Salon des Indépendants, tendo-se aproximado das vanguardas e de artistas como Juan Gris e Robert Delaunay. Em 1912, publicou um álbum com vinte desenhos. Em 1916, expôs no Porto 114 obras com o título “Abstraccionismo”, que foram também expostas em Lisboa. Amadeo Sousa Cardoso apresentou influências do Cubismo, do Futurismo e do Abstraccionismo. Tomou contacto primeiro com o Impressionismo e depois com o Expressionismo e o Cubismo, dedicando-se, assim, exclusivamente à pintura. As suas obras eram caracterizadas por paisagens exóticas com estilizações prodigiosas, aspectos decorativos e surpreendentes com desenhos cubistas que transmitem: elegância, mistério, imaginação, emoção, poesia e simbolismo. Durante a sua carreira, Amadeo aprofundou relações sólidas com alguns artistas, como Amedeo Modigliani, Otto Freundlich, Sónia Delaunay-Terk, Eduardo Viana e Almada Negreiros. Após a sua morte, o seu trabalho foi reconhecido e exposto em diversos museus e galerias de arte, nomeadamente no seu museu “ Amadeo de Souza-Cardoso”.


Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante O Museu Amadeo de Souza-Cardoso foi fundado, em 1947, pelo Dr. Albano Sardoeira, visando reunir materiais respeitantes à História Local e lembrar artistas e escritores nascidos em Amarante. Instalado no Convento Dominicano de S. Gonçalo de Amarante, construção empreendida ao longo dos sécs. XVI-XVIII, o Museu foi progressivamente ocupando alguns desses espaços, sucessivamente qualificados até ao projecto revalorizador de arquitectura de 1980, de sentido moderno, do arquitecto Alcino Soutinho, com a reconstituição dos dois claustros, desvirtuados pela demolição do corpo que os separava, realizada em meados do século XIX.

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Amadeo de Sousa Cardoso com familiares


As suas obras

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Marta Marques Nยบ15 9ยบ4 Joana Costa Nยบ10 9ยบ4


Exposição “O Estado Novo e a Mulher”

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Esteve patente na Escola EB23 Frei Caetano Brandão de 7 a 27 de Fevereiro a exposição “O Estado Novo e a Mulher “. Tratou-se de uma exposição muito didáctica com muitos fotos de época, onde se mostrou como o Estado Novo, à semelhança das ditaduras nazi e fascistas, instaladas na Europa nos anos trinta, abordou a questão da mulher como uma questão de estado. O Programa, o discurso e as práticas relativas à formação de uma elite feminina e à organização e mobilização das mulheres manifestam o empenho ideológico do regime no género. A Obra das Mães para a Educação Nacional - OMEN, a Mocidade Portuguesa Feminina - MPF e o Movimento Nacional Feminino MNF, em contextos diversos, constituíram frentes fundamentais do regime. As primeiras no processo de consolidação, a última no esforço de apoio psicológico à guerra colonial, que prenuncia a agonia do Estado Novo. Através de todas elas, o protagonismo feminino surge associado à função sagrada da maternidade, cuja simbologia é uma bandeira do regime erguida contra o feminismo e a emancipação, obsessivamente combatidos, ao mesmo nível que a democracia. A exposição foi dinamizada pela Prof.ª Filomena Oliveira


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Périplo pelo Património Bracarense No âmbito da disciplina de Área de Projecto, realizou-se uma visita de estudo pedonal pelo centro histórico da cidade, cujo objectivo foi observar ao vivo Bens Patrimoniais de Braga que foram objecto de estudo pelos alunos. Esta actividade teve lugar no dia 26 de Janeiro com a turma do 9º 4 e os alunos foram acompanhados pela respectiva professora da disciplina. Cada grupo de alunos apresentou no local, aos colegas, o bem patrimonial que estudou. Os locais a visitar foram: Arco da Porta Nova, Museu dos Biscainhos, Sé de Braga, Museu Nogueira da Silva, Theatro Circo, Largo Carlos Amarante, Termas Romanas da Cividade. Foi uma experiência muito gratificante e enriquecedora que contribuiu para sensibilizar os alunos para a educação patrimonial e artística. Prof.ª Filomena Oliveira

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XXIX Olimpíadas de Matemática

No dia 10 de Novembro de 2010, realizaram-se, na nossa escola, as XXIX Olimpíadas de Matemática. A actividade consta de problemas de matemática de nível relativamente elevado que os alunos têm que resolver sem recurso a máquina de calcular e visa estimular os alunos para a matemática. Depois de previamente seleccionados na sala de aula, foram apurados para participar/concorrer 62 alunos, de acordo com as seguintes categorias: - Categoria Júnior (6º/7º anos) – 37 alunos - Categoria A: 8.º e 9.º anos -25 alunos Na categoria Júnior, os três primeiros classificados foram os seguintes: 1º José Rodrigues, nº18, 7º4; 2º Duarte Araújo, nº10, 7º4; 2º Nádia Oliveira, nº17, 6º1.

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65 Na categoria A, as duas primeiras classificadas foram as seguintes: 1º Catarina Magalhães, nº5, 8º1; 2º Catarina Sobral, nº 6, 8º1.


“Campeonato do Jogo do 24” Esta actividade tem por objectivos desenvolver o cálculo mental e incentivar os alunos para a disciplina de Matemática. O “Jogo do 24” realizou-se em dois campeonatos: um para alunos do 7.º ano e outro para alunos do 8.º e 9.ºanos. Os alunos foram seleccionados em cada uma das turmas, tendo participado 20 alunos do 7º ano e 30 alunos do 8º e 9ºanos. A actividade decorreu no dia 11de Março – Dia das Ciências e Tecnologias - levada a efeito pelo departamento de Matemática e Ciências Experimentais. Todos os alunos aderiram com entusiasmo e empenho, tendo sido a classificação final a seguinte: •

7º Ano: 1º Orlando Andrei-7º1 2º Karen Sofia-7º1 3º Ana Rita-7º2

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8º/9º Anos 1º Catarina Sobral-8º1 2º Lean Sánchez -9º4 3º Lídia Viana-8º2


Supermatik - Cálculo Mental O Campeonato do SupertMatik – Cálculo Mental, no seu primeiro ano de implementação, revelou-se um sucesso. Foi do agrado quer de alunos quer de professores, e, como tal, muitas foram as opiniões favoráveis a que este ano se repetisse a experiência. É de salientar que esta actividade é uma estratégia privilegiada de promover/incentivar o cálculo mental de forma lúdica. Atendendo a que o jogo já não era “novidade”, desafiou-se cada escola do Agrupamento a que se inscrevesse no Campeonato (promovido pela Eudactica). Assim, a actividade teve a participação de todos os níveis de ensino que integram o Agrupamento de Escolas de Maximinos. Desde a inscrição, em Outubro de 2010, os alunos têm treinado o cálculo mental utilizando as cartas do jogo Supertmatik existente na EB23 Frei Caetano Brandão. No dia do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, que se designou por “Dia das Ciências e Tecnologias”, realizouse, na EB23 Frei Caetano Brandão, o Campeonato Inter-turmas para apuramento do campeão e vice-campeão por escalão e por escola, que vão concorrer a nível internacional. Os alunos vencedores receberam um diploma da Eudactica. O campeonato internacional online será entre os dias 26 de Abril e 7 de Maio. Fez-se ainda um concurso interno (extra campeonato on-line) para apuramento dos vencedores do Agrupamento. As EB1 da Gandra, Semelhe e Estrada aceitaram o convite para participar neste concurso. Distribuíram-se taças ao campeão e ao vice-campeão de cada escalão (ano): Escalão 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º

Campeão Rodrigo Simões (EB1 Estrada) Ricardo Vilaça (EB1 Estrada) Eduardo Duarte (EB1 Semelhe) José Silva (EB1 Gandra) Tiago Fernandes (Frei Caetano Brandão) Ângela Sousa (Frei Caetano Brandão) André Peixoto (Frei Caetano Brandão) Diogo Castro (Frei Caetano Brandão) Lean David (Frei Caetano Brandão)

Vice-campeão Ricardo Misu (EB1 Semelhe) Marcelo Oliveira (EB1 Estrada) Miguel Brito (EB1 Gandra) Davide Peixoto (EB1 Maximinos) Diogo Barros (Frei Caetano Brandão) Pedro Luís Sousa (Frei Caetano Brandão) Artur Fernandes (Frei Caetano Brandão) Catarina Sobral (Frei Caetano Brandão) Daniel Gomes (Frei Caetano Brandão)

Participaram 34 alunos do 1º ciclo das escolas do Agrupamento, 58 da EB23 Frei Caetano Brandão e 14 da Escola Secundária de Maximinos. Os alunos do 1º ciclo tiveram direito ainda a um lanche. Foi um torneio disputado com muito entusiasmo e desportivismo! Esperemos que o cálculo se torne um “desporto” cada vez mais praticado e que quem “calcula com gosto não canse”!

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Vencedores do Supermatik no Agrupamento “A imagem da Matemática” Em colaboração com o grupo de Matemática da Escola Secundária de Maximinos, teve lugar na EB23 Frei Caetano Brandão o concurso “ A Imagem da Matemática”. Concorreram 38 alunos da Secundária de Maximinos e da EB23 Frei Caetano Brandão com um total de 65 projectos, dos quais foram seleccionados 10, para votação pela comunidade educativa, que decorreu no dia 24/03/2011. Trata-se de um concurso que pretende desenvolver nos alunos a capacidade de relacionar a matemática com o concreto. O resultado final foram três excelentes fotografias que demonstram o empenho e criatividade colocados nos projectos com que concorreram e que a seguir se referem:

68 O grupo de Matemática agradece a colaboração de todos os envolvidos (alunos, professores e assistentes operacionais), pois só assim foi possível concretizar com sucesso estas actividades. O grupo de Matemática do 3.º ciclo da EB23 Frei Caetano Brandão.

1º lugar PROJECTO 3 - 1657 pontos, Catarina Sobral – 8º1


2ยบ lugar PROJECTO 8 - 820 pontos, Carolina Moreira - 10ยบ1

3ยบ lugar PROJECTO 7 - 818 pontos, Joana Guimarรฃes - 12ยบ1

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Parlamento dos Jovens

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O Parlamento dos Jovens é uma iniciativa da Assembleia da República que tem como principal finalidade educar para a cidadania, promovendo o debate democrático e levando os jovens a reflectir, a argumentar, a debater ideias e a respeitar as opiniões dos outros. Este ano, a temática em discussão foi a Violência Escolar. Os nossos alunos do 8º ano, sensibilizados com a temática, empenharam-se em dar um forte contributo para a resolução do problema nas escolas portuguesas. Surgiram ideias, debateram-se opiniões, defenderam-se propostas, convidaram-se especialistas, fizeram-se eleições democráticas, enfim, uma actividade que se prolongou desde Novembro, com sessões de sensibilização, até Fevereiro, com a presença de três jovens deputadas da nossa escola na Sessão Distrital. Esta actividade proporcionou importantes vivências de participação cívica e a compreensão da dinâmica do debate parlamentar. Constituiu, com certeza, uma aprendizagem significativa para estes futuros cidadãos portugueses! TESTEMUNHOS DE ALUNOS “O Parlamento de Jovens foi uma experiência inovadora, exaustiva, mas gratificante. Foi uma grande aprendizagem para o futuro”. (Catarina Magalhães) “Foi uma experiência única e muito interessante! Senti-me dentro da área política, senti-me num verdadeiro parlamento rodeada de jovens políticos”. (Francisca Costa) “Gostei muito do debate e talvez, mais tarde, surjam grandes deputados com esta experiência”! (Maria Laura) “A minha experiência no Parlamento dos Jovens foi única e uma oportunidade para mim. Fiz coisas que pensei que nunca


iria fazer, coisas que pensei que não seria capaz de fazer. Fui uma deputada!” (Maria Carolina) “Foi uma experiência inovadora e enriquecedora, permitindo-me adquirir conhecimentos muito além da sala de aula”. (Catarina Sobral) “Para mim, foi uma agradável experiência e debateuse um tema muito actual nos dias de hoje, a violência nas escolas. Espero que tenhamos ajudado os jovens do nosso país”. (Diana Silva) “Foi uma experiência única onde aprendi a debater ideias e espero que desta experiência saiam grandes políticos” (José Nuno) “Foi uma experiência muito divertida e muito educativa, para lembrar no futuro”. (Diogo Alexandre)

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CAPITULO 73

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Mon argent de poche

La mode

Je ne reçois pas d’argent de poche, mais j’aimerais bien recevoir, au moins, 15 euros par mois. Je reçois de l’argent dans mon anniversaire, à Noel ou à Pâques. Je dépense mon argent sur des choses utiles, comme des vêtements, des choses pour l’école ou des choses que j’ai besoin. Mais, parfois, je dépense aussi de l’argent pour acheter des bonbons ou sortir avec mes amis. J’attends toujours des soldes et des promotions pour acheter des choses intéressantes, comme ça je peux économiser plus d’argent. Voilà, comme je dépense mon argent.

La mode est composée de plusieurs styles qui peuvent être influencés de diverses façons. Je ne lis jamais de revues de mode. À l’école, les marques sont très importantes. Mais pour moi, l’important n’est pas la marque mais le style du vêtement. J’attends par les soldes pour acheter certains vêtements ou accessoires de marques. Je préfère avoir mon propre style. Ce n’est pas parce que tout le monde porte des marques que je dois faire autant. J’ai un style décontracté. D’habitude, je m’habille avec des jeans, un tee-shirt et des baskets.

Sara Torres Nº26 8º1 João Pedro Ferreira Vieira Nº15 8º1

74 La mode et moi Être à la mode, pour moi, n’est pas important, mais c’est vrai, nous sommes plus à l’aise avec les vêtements que nous aimons porter. Pour moi, les marques, ça m’est complètement égal ce qui importe c’est aimer notre façon de s’habiller. Je ne lis pas les magazines de mode, parce qu’ils ne m’intéressent pas. Habituellement, en hiver, je porte une paire de jeans, deux chandails, une veste et des baskets. En été, habituellement je porte un tee-shirt, des shorts et des baskets ou des sandales. Je pense que j’ai un style décontracté, mais en même temps magnifique. Sara Torres Nº26 8º1


Mes vacances d’été

Présentation

Pendant les grandes vacances, je suis restée à Braga. Parfois, je suis allée à la piscine avec ma mère, mon frère, ma sœur, mon père et ma cousine. D’autres fois, je suis allée à la plage avec ma famille, je me sentais bien. Je me suis promenée avec ma famille, ma grandmère et mon grand-père en dehors de Braga. J’ai aussi regardé à la télévision, les séries ”Morangos com Açúcar”, ”C.S.I. Miami/New York” et “Disney Channel”, ... j’ai écouté de la musique, j’ai joué sur l’ordinateur, aux cartes et au foot avec mon frère. Et, bien sûr, je me suis promenée avec mes amis. J’ai adoré mes vacances.

Salut! Ça va? Je suis une fille portugaise. Je m’appelle Laura et j’ai treize. Je suis née le 10 février. Je suis grande et j’ai les yeux marron. J’ai les cheveux longs et châtains. Je suis sympathique, amusante et gaie, mais je suis un peu paresseuse. J’habite à Braga avec ma mère, mon père, ma sœur et mes animaux d’estimation (deux chattes et une tortue). J’aime les animaux parce qu’ils sont très mignons! J’adore dessiner, parler avec mes amis, voyager, aller au cinéma,... Je déteste la pollution, la pluie et me réveiller trop tôt. Je suis tellement comme ça.

Simone Nº27 8º1

Laura Bravo Nº21 8º1

Présentation

J’adore mes copains. Ils sont sympathiques. Je pense que l’ambiance de la récré est très bonne pour nous et les professeurs sont exigeants. Pour moi, la bibliothèque est un lieu très intéressant parce que là nous pouvons étudier et lire. La cantine est un endroit où je peux manger et parler avec mes amis pendant le déjeuner. Les cours de Technologie sont ennuyeux, pourtant les cours des maths sont très intéressants et amusants. Pour moi, le français, l’anglais et les sciences sont faciles, mais la géographie est super facile. J’aime beaucoup la gymnastique. Je pense que l’ordinateur est très utile pour étudier et faire mes devoirs scolaires. J’aime vraiment mon école!

Salut ! Je m’appelle Simone Ferreira da Silva. Je suis jeune, j’ai treize ans. Je suis née le dix-sept mars 1997. Je suis portugaise, j’habite à Braga. Je suis petite, j’ai les yeux marron, j’ai les cheveux longs, lisses et châtains. Je suis calme, compréhensive, timide, mignonne, optimiste, sympathique, organisée, tranquille, têtue. J’aime lire, regarder la télé, faire du vélo, me promener, danser, chanter, faire du sport, jouer aux cartes, parler avec mes amis, … J’aime la géographie. Je déteste l’anglais. Je pense que les maths sont difficiles. J’adore écouter de la musique. J’aime les frites. Je n’aime ni le chocolat, ni le café, ni la lasagne,… Ma couleur favorite et le bleu. Mon animal préféré est le dauphin parce qu’il est très mignon.

Catarina Isabel Sobral Nº6 8.º1

Simone Nº27 8º1

Mon école

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Se présenter

Prèsentation

Salut! Ça va ? Je m’appelle Catarina et je suis née le douze septembre 1997, alors j’ai treize ans. Je suis une fille très sympathique. Je suis portugaise et j’habite avec ma famille : ma mère, mon père et ma sœur. Ma famille est très amusante ! J’adore ma famille ! Je mesure un mètre cinquante –quatre. J’ai les yeux marron et mes cheveux sont châtains, longs et lisses. Je suis brune. Je porte des lunettes. C’est différent ! Je suis écolière à l’école EB 2/3 Frei Caetano Brandão. Ma classe et super gentille et très sympathique. J’adore la musique, les bébés et voyager. J’aime regarder la télé, lire et me promener. Je déteste les insectes. Ma couleur préférée est le jaune. J’aime ma vie.

Salut! Je m’appelle Francisca et j’ai douze ans. Je suis née le vingtcinq septembre 1997 et mon signe est Balance. À l’école, je suis à la quatrième. Je suis portugaise, mais je sais parler un peu d’anglais et de français. J’habite à Braga, au Portugal. Je suis petite et brune. Mes yeux et mes cheveux sont marron, mon nez ressemble à une pomme de terre et ma bouche est très petite. Je suis amie, intelligente, sympathique, sportive, calme, sociable et très amusante. J’aime beaucoup aller à l’école, lire de la poésie, écouter de la musique, aller au cinéma avec mes amis et j’adore manger du chocolat. Mais moi, je déteste la guerre. J’ai une sœur avec onze ans et un frère avec huit ans. Ils sont très mignons. À l’avenir, je vais continuer à être une bonne élevée et j’aimerais suivre des cours de médecine. Je suis une fille qui aime vivre la vie et profiter toutes les heures!!!

Catarina Isabel Sobral Nº6 8º1

Francisca Araújo Gomes Nº11 8º1

Je me présente

Prèsentation Bonjour, je m’appelle Soraya. Je suis une collégienne, j’étudie à l’école Frei Caetano Brandão et J’habite rue Quinteiro, à Braga. J’ai quatorze ans, je suis née le 2 juillet, 1996. Je suis une fille et je n’ai pas de frères ni sœurs. Je suis suisse mais mes parents sont portugais. Je suis grande, forte, j’ai les yeux bruns et les cheveux blonds et bouclés. Mes hobbies sont le camping, écouter de la musique et jouer au football. Ma couleur préférée, c’est le bleu. J’adore écouter de la musique Pop. Je suis végétarienne, j’aime beaucoup la soupe et la salade.

Salut! Je m’appelle Catarina Magalhães et évidemment je suis une fille. Je suis portugaise et j’ai douze ans! Mon anniversaire est le treize Octobre. J’habite à Real, Braga, au Portugal. Physiquement, je suis petite et maigre. Je suis brune. J’ai les cheveux longs et presque lisses. J’ai les yeux marron et je porte des lunettes. J’utilise des boucles d’oreille. Psychologiquement, je suis très amusante et aimable. Je suis enthousiaste, intelligente et organisée. J’adore aller au cinéma avec ma famille ou avec mes amies. J’aime danser, lire et jouer du piano. Je n’aime pas les moustiques et je déteste jouer au football! Mon animal préféré est la tourte parce que je la trouve intéressante!

Soraya 8º3

Catarina Magalhães Nº5 8º1


Les amis

Si je pouvais changer le monde

J’ai une amie et elle est dans ma classe. Cette année, elle ne parlait pas beaucoup parce qu’elle se sentait gênée. Mais nous nous sommes rencontrées et nous avons commencé à déjeuner ensemble. Mon amie est un vrai plaisir, elle me fait rire et elle est très amusante. Elle a les yeux marron, les cheveux bruns et elle est grande et mince. Elle est aussi sympathique et elle aime aider les amis et les autres personnes qui ont aussi besoin d’aide. J’aime beaucoup jouer avec elle et d’être avec elle parce que quand je suis triste, elle me rend heureuse. C’est pourquoi je l’aime beaucoup, et je la vois toujours avec plaisir. Bien sûr, j’ai aussi d’autres amis, mais j’ai décidé de parler de Fatima parce qu’elle est une personne importante pour moi. Les vrais amis sont pour toute la vie.

Je pense qu’il y a beaucoup de maux dans le monde, il est donc difficile de les identifier. Si je pouvais changer le monde, ce serait un endroit où tout le monde serait heureux. Je soignerais le monde de la pollution, je ferais une loi pour que tout le monde utilise les énergies renouvelables. La seule pollution serait la visuelle. Je lancerais un sort pour que les pays pauvres deviennent plus riches et j’améliorerais le niveau de vie de tout le monde. Il n’y aurait plus de conflits. Les guerres entre les peuples seraient seulement sur le temps qu’il fait. Le chômage n’existerait pas, tout le monde aurait une vie stable dans n’importe quel pays. Ce serait la fin de toutes les difficultés financières et sociales. Portugal serait la première puissance mondiale, je mettrais fin aux fleuves d’argent investis dans la corruption. Je trouverais du travail pour tous avec un salaire raisonnable pour vivre et non survivre. Je peux dire que dans mes mains, le monde serait droitier. Je changerais la mentalité de certaines personnes et leurs comportements envers les autres cultures car ces personnes sont bizarres et ne sont pas vraies. J’aimerais que tout le monde vive en harmonie. Je mettrais un point final au racisme, à la violence, aux discriminations. Ainsi, si je pouvais changer le monde, je le rendrais meilleur. Et vous, que feriez-vous pour changer le monde ?

Ana Cristina Nº2 8º1

Mes amis

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Salut! J’ai beaucoup d’amis, avec certains je m’entends bien et avec d’autres moins bien. Un ami, pour moi, signifie quelqu’un que je connais et avec qui je parle sur mes problèmes. Ma meilleure amie est une fille, elle est de taille petite, ses cheveux sont bruns, lisses et courts, ses yeux sont marron. Elle porte régulièrement des jeans, mais parfois elle porte une robe ou une jupe et elle chausse, presque toujours, des baskets. Avec mes amis, je bavarde, je partage mes aventures et ils m’aident quand j’ai besoin. Cet Été, je suis allée avec ma meilleure amie pendant deux semaines en colonie de vacances et cela a été très drôle. Dans ce texte, le message que je laisse c’est qu’avoir des amis c’est une des meilleures choses du monde. Au revoir

Si je pouvais changer le monde, je voudrais mettre fin à l’existence du lundi. Pourquoi ? Parce qu’un lundi, j’ai su que ma grand-mère allait mourir ce jour-là et pourtant j’ai été forcée à aller en classe et je n’ai pas pu être avec elle. Quand je suis rentrée, ma mère m’a dit qu’elle était déjà morte. Donc, si je pouvais changer le monde, je mettrais fin à l’existence du lundi.

Daniela Costa Nº9 8º4

Une élève du 9º 2

Les élèves du 9º 2 (à la première personne)

Si je pouvais changer le monde


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CAPITULO 79

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Discrimination

Discrimination

Nowadays discrimination is a very big problem all over the world. It is an awful thing and we have to fight it. There are various types of discrimination, such as physical and psychological discrimination, colour discrimination, culture and religion discrimination. I think we should not discriminate people for what they look like, for their own thoughts and their religious faith. We should not think that we, or our race, are better than others, we are all special - each on his own way. There is another thing which makes me feel shocked: we are in the 21st century and the slave trade, the forced labour, continues to exist! That is dreadful and we must do something, we must fight for their rights, because we all have the right to be free and there cannot be any exceptions.

I think discrimination is a big problem that affects our society and all the issues related to discrimination only exist because of the human beings. Unfortunately there are many ignorant people that think they are superior to others but no one has the right to judge or distinguish the others just because they are different. Although there are people with different colors, different religions and different cultures we are all equal. No one is better or worse and no one and nobody has the right to punish those who are different. Racism has decreased but it is very sad that there are still people who are discriminated. I think it is time for us, as humans, to start making some changes and I believe all of us can help and make the world a better place to live in.

Mariana Sousa Nº15 9º3 Sofia Lima Nº27 9º3

Discrimination In my opinion, racism is very bad because the racist people think they are better than others. Racism treats people of other colours in a bad way. I think the colour of people doesn’t matter. The discrimination concerning those who have some mental or physical disability, for example those who need a wheelchair, doesn’t make sense because they are people just like us and we shouldn’t judge them. There are also other forms of discrimination such as torture and slavery, but we can fight them by campaigning to free and help those who are suffering and need psychological support, for example. We should respect them and accept them as they are. The blind, the deaf, the dumb, the mentally disabled and physically disabled people can do everything like those who have no disability. For instance, they can participate in the Olympic Games but in a different way. The conclusion I draw from this short text I have written is that we are all equal! Nuna Fernandes Nº19 9º3

Discrimination I think discrimination shouldn’t presently exist, since there are many worldwide organizations of human rights against racism, for example. Yet there are still several acts of discrimination all around the world. The world’s most affected area by various types of discrimination, such as torture, racism, forced labor, is Africa. I am against racist activities, because I think they are irrational and the human dignity can be lost, whether we are referring to adults or children. Many years ago there were many scenes of racism, for instance, black people were sold to rich people in slave markets. Their value was dependent on their physical condition. They were sold to be slaves. Miguel Pinto Nº18 9º 3


Racism

Racism is one of the biggest problems in our society. It is an ideology, based on a thought, which defends the superiority of a race over another, according to several “factors”, such as the skin color or culture. This problem has been causing several effects every day, because every day we watch on television the news about rebellions, manifestations and the most alarming cases of slavery in some civilizations, causing several injuries and encouraging confrontation. Racism is against the principles of the Universal Declaration of Human Rights, stated in 1948, which affirms the equality for all people. Fortunately, in the nineteenth century, we saw the abolition of slavery in a high number of countries and, in the twentieth century, the fight against racial discrimination involved some important personalities such as Martin Luther King and Nelson Mandela. On the 21st of March, the International Day for the Elimination of Racial Discrimination is celebrated. Pedro Gonçalves Nº20 9º 3

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Índice

EDITORIAL............................................................................................................................ 2

CAPÍTULO 1...........................................................................................................................6

82

CAPÍTULO 2........................................................................................................................20

CAPÍTULO 3.........................................................................................................................34

CAPÍTULO 4.........................................................................................................................72

CAPÍTULO 5.........................................................................................................................78

ÍNDICE ................................................................................................................................82


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Andarilho Junho de 2011  

Revista Andarilho Junho de 2011

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