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ANDARILHO N.ยบ 34

1 DE JUNHO DE 2010


ANDARILHO Ficha Técnica Organização e selecção de textos: José Carlos G. Peixoto Arranjo gráfico e capa: Teresa Vilar Imagem da capa, contracapa e faixas no interior da revista: Azulejos pintados no âmbito de Oficina de Artes, pelos alunos do 3º ciclo Edição: número 34 Propriedade: Agrupamento Vertical de Escolas Oeste da Colina Impressão Digital Data: 1 de Junho de 2010


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Ă?ndice

... azul ..................................... 6

... cor-de-rosa ......................... 12

... amarelo .............................. 18 5

... verde .................................. 26

... vermelho ............................34

... cor-de-laranja .................... 62


O Azul é a cor do ideal, Do mar, do céu e da lealdade. Dá um traço muito pessoal, E um toque de personalidade.


AZUL

IDEAL MAR CÉU LEALDADE PESSOAL

PERSONALIDADE


EDITORIAL

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Pelo segundo ano consecutivo um número da Revista Andarilho é publicado em formato digital. Esta acção corresponde a um grande esforço da respectiva equipa de coordenação. Com efeito, organizar duas edições da revista no mesmo ano é tarefa a realçar, principalmente pela qualidade gráfica e de conteúdo que lhe está subjacente. Neste ponto de vista, cumpre-nos felicitar os responsáveis pela coordenação deste projecto e todos os que têm contribuído para o acréscimo gradual da qualidade do mesmo. Uma segunda nota em tom de elogio vai para todos aqueles que têm dedicado muitos anos da sua carreira profissional ao nosso Agrupamento e que, paulatinamente, vão sendo jubilados. A escola sede está no seu 28º ano de funcionamento e, como tal, os seus primeiros profissionais docentes (2º ciclo) e não docentes estão numa onda natural de saída. Nas escolas do 1º ciclo essa saída tem sido igualmente uma realidade recente. A todos eles prestamos aqui a nossa homenagem pelo trabalho excelente que desenvolveram, elevando a nossa imagem no exterior. Os desafios que diariamente são colocados aos que ficam são enormes. Temos que substituir os que saem sem que daí resulte perda de competitividade. Antes pelo contrário, a nossa acção terá de centrar-se no prosseguimento da melhoria contínua. Este objectivo só poderá ser alcançado através de uma atenção muito especial ao processo de contratações em concurso local e ainda na procura do envolvimento em trabalho voluntário de docentes aposentados que têm muito a dar à Escola. Reconhecemos a importância da existência de recursos humanos qualificados para o desenvolvimento organizacional. Este desenvolvimento deverá passar pela melhoria da acção formativa em contexto de sala de aula, como por exemplo, através de uma cada vez maior exigência com o cumprimento de regras, também por uma selecção mais rigorosa das actividades culturais e dos clubes a concretizar, e pela aposta em projectos de qualidade a desenvolver, nomeadamente no âmbito do ensino articulado da Música e da Dança e de projectos de inserção no espaço europeu. Virgílio Rego da Silva Director do AE Oeste da Colina


SEDUZIR Não venho discorrer sobre o poder, a arte, os mitos e os ícones da sedução, como Marilyn Monroe, George Clooney ou Soraia Chaves. Antes fazer um exercício de sedução reportado à educação. A relação professor-aluno deve ser motivadora, entusiasmante e cativante, pois não se consegue mudar o outro, se não houver fascínio, envolvimento, deslumbramento pela mensagem, pelos conteúdos e pela interiorização de competências. Nesta relação entre o que se ensina e o que se aprende, todos os actos, todos os hábitos e costumes, todos os feitios e maneiras de ser, todas as omissões, todas as palavras, todos os silêncios estão ligados em cadeias infinitas de causas, que, por sua vez, são efeitos de outras causas. Nesta teia de causa-efeito, a dedicação e atenção do professor é crucial, para que a alegria substitua a tristeza, o humor o lamento e a luza a escuridão. Atingir o conhecimento é conseguir a plenitude da luz. Obviamente que é importante encontrar o registo adequado, diferenciado de aluno para aluno, e o perfil certo para cativar. Pode-se ser simples, andar um pouco perdido, estar desmotivado por causa do sistema, mas ser simultaneamente apelativo, um líder junto dos alunos, que exerce uma atracção à qual é difícil de resistir e que aposta, de modo único, nas expectativas. Com os pés assentes na terra, encontramos professores com um «je ne sais quoi» que interpela, prende a atenção, na fase da aprendizagem, da descoberta e do aprofundamento, que seduz pelas ideias, pelos exemplos, pela abordagem, pelas metodologias, pelo modo como expõe os assuntos, pelas causas, pelas actividades e pelos projectos. Por vezes basta um sorriso, um olhar, um gesto, uma palavra, uma apresentação, o tom de voz, a persistência, o elogio, o cumprimento das regras, a organização, a disciplina assumida, para seduzir, para valorizar, para influenciar e para transmitir. Recordamos os professores, sobretudo, pelo modo como nos influenciaram, pela sua atitude, alma, intuição, prática e valores. Um bom professor encanta. Prof. José Carlos Gonçalves Peixoto

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EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE Na Educação para a Saúde pretende-se, fundamentalmente, contribuir para o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis, criando em cada um o sentido de responsabilidade na promoção da saúde individual e da comunidade. Decorreram, ao longo do ano, diversas iniciativas que envolveram os diversos elementos da comunidade educativa do nosso Agrupamento de Escolas.

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Na Semana da Saúde 2010, entre 1 e 5 de Março, realizaram-se consultas de higiene oral e de terapia da fala, para alunos do pré-escolar e 1º ciclo, rastreios visuais, a todos os alunos dos 2º e 3º ciclos e, ainda, rastreios de glicemia, colesterol, tensão arterial e osteoporose dirigidos à restante comunidade educativa, encarregados de educação, pessoal docente e não docente.


Outros momentos houve em que decorreram campanhas, palestras, sessões de sensibilização e de formação, permitindo a abordagem de diversas temáticas, das quais são exemplo, a importância de opções alimentares saudáveis, a promoção da agricultura biológica, a sensibilização para a dádiva de medula óssea, a prevenção do consumo de substâncias psico-activas ou os aspectos preventivos da sexualidade. Dirigida a assistentes operacionais teve lugar uma formação em primeiros socorros, e para pais e encarregados de educação dos alunos do 1º ciclo

uma palestra sobre a influência dos audiovisuais no comportamento da criança. Destaca-se ainda a campanha Uma Gota de Consciência Cívica, na qual podemos e devemos todos colaborar, ou dando sangue, ou fazendo o registo no banco de dadores de medula óssea, ou, simplesmente, divulgando a iniciativa. Pretendemos ser um agrupamento de escolas promotor de saúde, pelo que vamos continuar a trabalhar neste sentido. A Coordenadora da Educação para a Saúde, Cristina Fertusinhos

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O Rosa significa beleza, SaĂşde e sensualidade. No jardim ĂŠ delicadeza, No amor espiritualidade.


ROSA

BELEZA SÁUDE SENSUALIDADE DELICADEZA AMOR ESPIRITUALIDADE

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CANTORES FAMOSOS Foi com entusiasmo que as crianças prepararam o “Cantar dos Reis”. Durante o mês de Janeiro, tiveram oportunidade de ensaiar canções, elaborar adereços, coroas, capas e maracas. O caminho para a fama foi bem preparado, as docentes empenharam-se e as crianças colaboraram. As crianças vestiram-se de Reis Magos e, quando estava tudo preparado, iniciaram a sua tournée musical. Foram cantar à EB2,3 Frei Caetano Brandão. No regresso alegraram alguns estabelecimentos comerciais que ficam na imediação da escola. Foram convidados a cantar em directo para a Antena Minho e tiveram direito a uma reportagem no jornal Correio do Minho.

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Com estas actividades, pretendeu-se envolver as crianças na comunidade e, ao mesmo tempo, preservar as tradições. Assim, a organização do ambiente educativo e a relação com o meio envolvente constitui o suporte do desenvolvimento da criança, despertandolhe a curiosidade e o espírito crítico. Estas actividades favorecem a criança, na medida que ela contacta com as várias formas de expressão e comunicação, proporcionando o prazer de realizar novas experiências. Centro Escolar da Naia


UM DIA DIFERENTE A colaboração e a participação dos pais na vida activa da escola desempenha um papel positivo no desenvolvimento da criança e contribui para enriquecer o processo educativo e alargar a interacção escola/família. As docentes da Educação Pré-Escolar, com o intuito de comemorarem o Dia do Pai, organizaram “Um Dia Diferente”, no Jardim de Infância. O Pai foi convidado a participar com o seu educando, em actividades diferenciadas; as crianças cantaram uma canção alusiva ao tema, ofereceram uma porta lápis, em formato de castelo, alusivo às Comemorações do Centenário da República/Projecto Curricular de Turma e participaram, juntamente com os seus educandos, em acções distintas na sala de actividades. Foi uma alegria! O Pai até brincou “ao faz de conta”e sentou-se nas cadeiras pequeninas. O que nós cantámos ao Pai! Vou cantar a canção, Mais linda que eu já senti, A meu pai, meu querido, Para o ver sorrir. É um verdadeiro amigo, Em que eu posso confiar, De mãos dadas comigo, Para me ajudar. Ó meu pai, bom amigo, Tua mão, teu braço aberto, Serão sempre na vida, O meu rumo certo

Jardim de Infância de Carvalho/Gondizalves

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O BUNNY

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Com aproximação da festa da Páscoa, o Jardim de Infância de Estrada/Ferreiros adquiriu um verdadeiro Coelhinho da Páscoa! Chegou num cesto, adornado com um exuberante laço amarelo, no meio de muitos ovos de chocolate, que delícia! Foi o delírio da pequenada! Foi baptizado com o nome de Bunny e começou logo a trabalhar. O malandro escondeu os ovinhos de chocolate nas salas de actividades…. Que divertido foi procurar e encontrá-los! Foi uma actividade que envolveu todas as crianças e, ao mesmo tempo, contribuiu para momentos de boa disposição e alegria. Mas, atenção, o nosso amigo veio para ficar, foi matriculado no Jardim de Infância e nunca falta. Tem uma casinha muito bonita, já tomou as vacinas, foi desparasitado, come comida apropriada, e de boa qualidade e, é tratado com muito carinho. O mais interessante é que o Bunny passa as quartas-feiras e os fins-de-semana, nas casas das crianças. Esta iniciativa teve um apoio incondicional por parte das famílias que se mostraram entusiasmadas com a acção, “obrigando” as docentes a elaborarem uma lista de escalonamento, devido ao número elevado de solicitações. Quando vai de viagem, a sua casinha é mais pequena, no entanto, leva tudo que é necessário para uma boa estadia. Com esta actividade, as docentes tiveram a preocupação de desenvolver, nas crianças, a curiosidade natural e o desejo de saber. Curiosidade que é fomentada e alargada na educação pré-escolar através de oportunidades de contactar com novas situações que são simultaneamente ocasiões de descoberta e de exploração do mundo que as rodeia. Mas, se o meio próximo tem um sentido afectivo e relacional que, facilitando a sua apreensão, fornece quadros explicativos para outras situações mais distantes, a fantasia das crianças permite-lhes o acesso a “realidades” variadas, proporcionando aprendizagens pertinentes e com significado para as crianças, despertando a vontade de aprender. Jardim de Infância de Estrada/Ferreiros


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Tudo tem uma simbologia Neste mundo pleno de cor. O amarelo ĂŠ sol, ĂŠ dia, E fonte irradiante de calor.


SIMBOLOGIA MUNDO COR

AMARELO SOL DIA CALOR


SEMANA CULTURAL NA ESCOLA DA GANDRA

No dia 15 recebeu a visita do escritor e ilustrador Pedro Seromenho, que, entre outras, apresentou a 5ª edição da obra Nascente de Tinta ao mesmo tempo que ia desenhado as personagens que as crianças iam sugerindo. Desta forma transportou as crianças para um mundo imaginário e maravilhoso.

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No dia 17 a escola foi visitada pelo SCB, que se fez representar pelo Mossoró e Olberdam que ofereceram à escola o livro Sporting Clube de Braga e o estandarte, tendo sido entregue à Coordenadora de Estabelecimento Prof. Glória Barbosa. Seguidamente vestiram duas camisolas do clube as duas alunas de baixa visão que representaram a escola, sendo esta de referência para alunos cegos e de baixa visão. Depois distribuíram autógrafos e recordações a alunos e funcionários da instituição. Estes fizeram as delícias dos alunos que vibraram de alegria e, certamente, nunca esquecerão este dia. No dia 19 a EB1 de Gandra abriu as suas portas a toda a comunidade com uma exposição onde constavam trabalhos realizados pelos alunos na escola e outros com temas relacionados com a Comemoração do Centenário da República elaborados pelas crianças e pais. Da parte da tarde e como forma de encerrar esta semana, o Professor e Contador de Histórias António Castanheira contou e encantou crianças e adultos com as suas histórias e músicas. Para terminar em pleno e comemorar o Dia do Pai, ouve um lanche para todas as crianças e pais oferecido pelo ATL e Associação de Pais. Corpo Docente da EB1 da Gandra


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DOIS INSTRUMENTOS

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A professora passa a vida a dizer-nos: «Têm que trazer sempre a flauta e o “Maga”, são dois instrumentos de trabalho!». Agora pediu-nos que fizéssemos uma composição que falasse destes dois “instrumentos”. Depois de as corrigir leu-nos aquelas que achou mais interessantes e propôs que, em grupo, construíssemos um texto final. Assim resolvemos retirar excertos das composições e identificar os seus autores, porque todos diziam alguma coisa de curioso. Sobre a flauta: “Acontece muitas vezes que pensamos em não conseguir fazer isto ou aquilo. Pois foi o que me aconteceu quando, pela primeira vez, peguei na flauta. Mas, estava enganada!” - Inês “Somos os Ferreiritas e estamos a aprender a tocar flauta. Vamos tocar o Hino da Alegria na igreja na Comunhão Pascal. Aprendemos a tocar esta música através de notas que estão representadas numa pauta musical.” – Joana “A primeira vez que tocámos flauta foi com a ajuda de uma cassete, agora já temos uma pauta. Sabemos várias notas musicais e sabemos distinguir os compassos” - Francisca “Está a ser uma experiência engraçada e muito divertida. Cada vez que a professora Ana Paula manda pegar na flauta vê-se logo uma alegria e ansiedade na turma.” – Jessica Cunha “Está a ser muito divertido. Uns tocam melhor que outros, mas fazemos um bom grupo… não consigo tocar a última nota da música, o ré grave. Vou fazer o melhor que posso!”- Alice. “É fascinante ouvir aqueles sons. É como se eu me libertasse quando sopro. É espectacular! Um tubo com buracos a fazer sons e músicas muito lindas!” - Renato


SOBRE O MAGALHÃES “ O Magalhães é uma experiência útil para nós, nas novas tecnologias”. – Diogo Gomes “A professora explicou-nos como funciona o Programa do aluno. Serve para nós comunicarmos com o computador da professora, na sala.” Margarida Andrade “Esse programa dá para mandar ficheiros à professora e receber. Às vezes temos de pedir ajuda à professora e seleccionamos a mão e a professora vê o nosso ecrã no computador dela e diz-nos o que fazer.” - Pedro “A professora passou-nos um programa que se chama LOGO. É um programa em que tu dás ordens à tartaruga e ela faz desenhos. Às vezes temos de pensar no ângulo que ela tem de fazer para se inclinar.” - Iara “As aulas com o Magalhães são muito divertidas. Aprendemos muitas coisas novas, como por exemplo: trabalhar no Excell, o que é o Cyberbulling, fichas de probabilidades, vemos vídeos, construímos no PowerPoint e etc.” – Helder Nuno “É incrível a quantidade de coisas que um pequeno computador pode fazer!” – André “Eu gostei muito do último PowerPoint que vimos. Chamava-se a Viagem do Zezinho. Era sobre educação sexual e foi muito divertido. A turma riu-se toda muito.” – Margarida Soares “O Magalhães serve para muitas coisas e é muito fácil de levar para onde eu quiser. Ainda bem que eu tive o Magalhães porque estou a gostar.” – Diogo Pinto EB/JI de Estrada, Turma 9, 4.º ano, Os Ferreiritas

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OS FERREIRITAS FORAM À EB2,3 FREI CAETANO BRANDÃO

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Hoje, 18 de Março, foi para nós um dia muito especial. Nós, os Ferreiritas, fomos à escola Frei Caetano Brandão. A primeira coisa que sentimos foi ansiedade por mexer nos quadros interactivos. Já tínhamos ouvido falar muito deles mas …vê-los é que não! Quando lá chegámos reconhecemos alguns colegas que andaram na nossa escola. Agora parecem muito maiores do que dantes! Depois fomos ter com a prof. Susana e o prof. João Paulo, à biblioteca. Em seguida avançámos para uma sala com cerca de 13 computadores. Depois de irmos à NET, escrevemos o endereço do agrupamento: www.oestedacolina.pt e, nessa página, apareceu um link com o nosso nome – Os Ferreiritas. Naquele momento senti que éramos conhecidos! Aí vimos jogos mesmo interessantes: Torre de Hanoi, 5 em linha, jogo do galo e webquests de Língua Portuguesa e Matemática. Foi giro! Até estivemos a estudar para o teste de Língua Portuguesa. Passado algum tempo, para nós pareceu muito pouco, fomos lanchar. Fomos lanchar sem fome pois queríamos continuar a trabalhar! Durante o lanche ouvimos o som de bombos. Espreitámos e vimos alguns alunos e um professor, sempre a sorrir, a ensaiarem os bombos. A professora explicou-nos que nesta escola existiam vários clubes com actividades diferentes e que nós podíamos frequentar as que quiséssemos. Os bombos fazem parte de um clube. Também ficámos a saber que poderíamos ir à piscina porque fica muito perto da escola. A professora disse que se houvesse tempo podíamos tentar ir lá. Depois fomos para a sala com os tão desejados quadros interactivos. Não há só esta sala acho que há mais ou menos 7 ou 8 salas com quadros. No início, alguns de nós estávamos com vergonha, mas depois todos quisemos participar. Eu senti-me muito moderno ao usar o quadro. Ele reconhecia a minha letra melhor do que a minha professora! Estes quadros têm uma tinta mágica que é como se fosse um raio X. Parecia a visão do Superhomem! Vêem-se os músculos e os ossos do corpo com ela. Todos podemos experimentar o quadro mais do que uma vez. A Sara não queria ir ao princípio mas, depois teve pena de não ter ido mais. Este quadro dá para mais do que um aluno ao mesmo tempo. A Iara e o Diogo foram resolver um quebra-cabeças. E conseguiram pois todos ajudámos. Todos estávamos ansiosos e valeu a pena porque foi mesmo engraçado. Depois ainda estivemos a observar a sala de ciências! Foi muito giro. Ficámos com vontade de lá voltar. Afinal a escola é bem gira e está bem organizada. Alguns de nós ficámos com vontade de ir mesmo para lá! A professora disse-nos que lá ia haver uma turma de música. Alguns de nós andam a estudar música e gostaram muito da ideia. No final ainda fomos ver a piscina e depois voltámos para a escola. Vínhamos todos muito contentes e com mais vontade de ir para o quinto ano. Era fixe se os Ferreiritas fossem quase todos para a mesma turma da EB2,3! EB/JI de Estrada - Ferreiritas, turma 9, 4º ano


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O Verde é um grande manto Que cobre a mãe natureza, É, por vezes, razão de pranto Na ausência de subtileza.


VERDE MANTO Mテウ NATUREZA SUBTILEZA


O ELEFANTE E A PULGA

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Numa linda tarde de Inverno em que a neve caía intensamente, um elefante andava a passear na floresta. Como estava um frio de arrepiar os dentes, o elefante decidiu sentar-se debaixo da primeira árvore que lhe apareceu pela frente, porque já não aguentava mais. Quando acordou olhou para si de cima a baixo e viu-se todo preto: - Mas que será isto? pensou ele. - Nada! responderam milhões de pulgas. - Nada? Então saiam de cima de mim! Saiam! Então não vêem que me estão a estragar a pele que todos os dias hidrato com banhos de lama! - Uhmm! Que nojo! - disse uma pulga. - Isso é que não saímos, pensasse nisso antes de tapar a nossa casa! - Mas a vossa casa, ou melhor … buraco nem se vê! Por favor saiam. Eu faço tudo que quiserem! - Não! Não! Isso era o que tu querias, mas que nós não te vamos dar! - Cala-te, ó pequenota que te esmago já! - Atreve-te! Olha que eu chamo a pulga mestre que te ferra inteirinho. Ficas com comichão e cheio de vermelhões e depois já nem com os cremes de lama! - Não! Não! Isso não! - Então só há uma hipótese é tu fazeres o que nós quisermos! - Mas…! ía a dizer o elefante. - Mas, nada! Se não ficas todo ferradinho! - Pronto que queres que eu faça!? - Quero que todos os dias nos alimentes e com comida da boa se não «ai que comichão!» - Ok! Ok - Negócio fechado! Exclamou a pulga. E todos os dias elas se alimentavam no corpo dele. Mas acharam que já estavam a ser aproveitadoras e no dia seguinte, quando o elefante lhes foi levar a comida exclamaram:

- Olha, não precisamos mais do teu serviço. Já temos comida suficiente para dois anos ou mais. Muito obrigado por tudo! - Ah! Quando tiveres frio podes vir até nossa casa! - Muito obrigada, mas não vai ser preciso. Os elefantes desta zona vão para África, onde está muito mais calor. Aqui já não aguentamos o frio! - Então, faz boa viagem! - Obrigado, mas agora tenho de ir. Estão todos à minha espera! Mónica – 6º2


O ELEFANTE E A PULGA Há muitos, muitos anos, nas verdes paisagens da savana africana, vivia um elefante a que chamavam Fofinho. Era gorducho, orelhudo e malandro e era também um elefante engraçado e muito viajado. A certa altura conheceu uma pulga chamada Coceguinhas, que se pendurava nas orelhas do elefante e passava os dias a incomodá-lo. Ele por sua vez dizia-lhe: - Ora Sr.ª Coceguinhas faça o favor de parar quieta porque já nem consigo ouvir, de tanto se esparrinhar nas minhas orelhas. -Ora essa, Sr. Fofinho! Hoje está muito sensível, parece que alguém precisa de mais umas mordiscadelas!!! -Atreva-se, D.ª Pulga! Parece que já se esqueceu do banho de tromba que levou ontem. -Ah! Ah! Ah, aquele em que me refresquei e durante o qual o Sr. escangalhou esse trombone rombudo? -Esteja lá calada, que até perdi de vista os meus irmãos. -Pois é o que dá andarem separados uns dos outros. Nós pulgas andamos sempre juntas. -Sim, sim e são cá uma praga! -Mas o Sr. bem que precisa de nós para se coçar e deixar de ser tão preguiçoso como é!! E assim continuaram juntos, resmungando diariamente um com o outro até morrerem de velhice. Marta Mendanha, nº15, 6º2

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A FLOR QUE QUERIA SER BORBOLETA

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Era um dia de sol radiante, num belíssimo jardim onde as flores libertavam um odor penetrante. Uma flor observava uma borboleta voar livremente e sentia-se muito triste por não ser como ela, livre, pois esse era o seu grande sonho. Então perguntou-lhe o que sentia quando voava, ao que esta respondeu que era uma sensação indescritível. A flor confidenciou-lhe que o seu sonho era ser borboleta para poder ir a festas e sentir o vento bater na cara quando voasse muito depressa. A borboleta ficou com muita pena da flor e perguntoulhe se ela tinha raízes muito profundas ao que a flor respondeu: - Devem ter um palmo de altura. A borboleta pediu à flor que esticasse os seus braços porque queria pegar nela e voar pelo jardim, mas a flor era muito pesada e por isso teve de chamar as outras borboletas. Quando todas vieram, puxaram a flor e ela conseguiu libertar-se. Estava radiante por ver as coisas de cima e quando o sol lhe batia na cara, brilhava como a estrela mais brilhante do mundo. De regresso à terra, contou a todas as suas amigas o que tinha vivido e elas ficaram roídas de inveja e com vontade de experimentar. Como estava a chegar o fim da Primavera não houve possibilidade de elas voarem, por isso ficaram à espera da próxima. Bruna - 6º2


REAL VIRTUAL Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha família e os meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente o Virtual. Como Real, sou pequeno, moreno, tímido, mas como Virtual faço de conta. Tenho vinte páginas de amigos no meu correio electrónico, são mesmo muitos e mais de metade não conheço. Os estranhos que eu conheço são o meu fornecedor de jogos e a rapariga dos meus sonhos. No chat sou alto, moreno e bem formado, dou uma idade e nome falso, quanto a fotografias e alguma identificação simplesmente não dou. Eu faço isto porque já tive uma experiência negativa: fui a um site recomendado por várias pessoas e tinha uma conta que me dava os maiores descontos nas melhores lojas assim como a Nike, Adidas, etc. … só tinha de dar a minha identificação, clicar em “aceite o desconto” e “recebe o cartão de descontos que o põe louco”. Aceitei e não paravam de me mandar mensagens para o telemóvel a dizer que não havia cartões e que para a semana seguinte me mandavam o produto, mas nunca mo mandavam. Ao fim de dois longos meses queria carregar o meu cartão de telemóvel com vinte e cinco euros para ter mensagens grátis e o meu saldo era de vinte e seis euros e noventa cêntimos negativos. A partir daí fui sempre discreto, na internet. Nunca te metas em coisas que não conheces sem consultares um adulto! Tiago Alexandre Costa Ribeiro, nº 19, 6º2

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Débora Faria, 6º2


O MELHOR PREÇO

UMA VISITA AO TEATRO CIRCO

Todos sabiam o que eu queria para o meu aniversário: dinheiro para comprar uns jogos. No final tinha juntado menos do que realmente precisava, mas já era um bom começo. Na Internet são mais baratos, por isso fui ao site com o “melhor preço”. Só tinha de dar os meus dados para fazer o registo, e assim fiz! Os dias foram passando, os jogos já deviam ter vindo, mas ainda não tinham chegado. Eu deixei andar pois pensava que se tinham atrasado, um pouco, no seu envio. Entretanto a minha mãe começou a andar preocupada, porque tinha começado a desaparecer dinheiro da nossa conta bancária. Foi aí que percebi que tinha feito asneira! Eu também fiquei aflito, mas não podia confessar que, para receber os jogos, tinha dado o número da conta bancária dos meus pais. Na semana seguinte, a minha mãe perguntou-me como tinha pago os jogos que encomendara e eu inventei que tinha pago com o dinheiro que me tinham dado pelo meu aniversário. Depois disso fui para casa do meu primo e contei-lhe o que me estava a acontecer. Ele disse-me que também já tinha encomendado jogos pela internet e que nunca mais os vira, nem ao dinheiro. Quando ia para casa não conseguia parar de pensar no que aconteceria se os jogos não viessem e se a minha mãe descobrisse que tinha sido eu a dar o número da conta dela para comprá-los. Nessa mesma tarde recebi uma mensagem, no meu correio electrónico a confirmar a entrega dos jogos e a informar para os ir buscar aos correios. Eu fui buscá-los. Estava muito contente pois os jogos já estavam na minha mão. Quando abri a embalagem vi as caixas dos jogos que tinha pedido mas estavam vazias. Telefonei para a empresa que fabricava os jogos mas ninguém atendeu. Foi então que, depois de muitas tentativas, percebi que nunca receberia os meus jogos e que tinha deitado dinheiro fora.

Na passada 4.ª feira, dia 10 de Março eu e a minha turma, o 6º 2 fomos ao Teatro Circo, acompanhados pela nossa directora de turma e pelo representante dos pais assistir à representação da obra que lemos no ano passado: A Menina do Mar. Eu diverti-me imenso, naquela tarde de sol. Gostei muito de ir, só que fiquei um bocadinho triste porque não representaram o conto completo. A professora de Língua Portuguesa explicou-nos depois nas aulas que, às vezes, de uma peça de teatro se têm de retirar as partes menos importantes ou de difícil representação. Até porque havia lá meninos dos Jardins de infância e Escolas Primárias que podiam saturar-se, se a peça fosse longa. Também gostei da leitura da narradora. Gostava de ler como ela, com uma voz doce e pausadamente! Da próxima vez que for ao teatro quero também ficar nos camarotes, como desta vez. Foi muito divertido! Têm de lá ir. Tenho a certeza de que vão gostar tanto como eu gostei.

Bruna Gonçalves, 6º2

Débora, 6º2

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A MÁFIA DOS JOGOS

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Todos sabiam o que o João queria para o seu aniversário: dinheiro para comprar uns jogos. Na Internet são mais baratos, por isso ele foi ao site com o “melhor preço” e deu os seus dados, para fazer o registo. Estava automaticamente inscrito, escolheu-os e mandouos vir. Passadas algumas horas apareceu-lhe no monitor uma mensagem de correio electrónico que o informava que a sua encomenda chegaria dentro de uma semana e o valor total da compra seria de 169.90 €. O João andava muito excitado e ansioso para receber os seus jogos preferidos e a semana nunca mais chegava ao fim. Um dia alguém tocou à campainha, desceu as escadas a correr e foi abrir… ERAM OS JOGOS! Mas esperava-o uma grande surpresa: o valor da factura a pagar era o dobro do valor indicado na mensagem recebida uma semana atrás. Ficou muito aflito porque não tinha dinheiro suficiente e disse isso mesmo à pessoa que os estava a entregar, mas foi ameaçado: - Ó puto, estás a brincar? Sem saber o que fazer, o João decidiu pedir o restante dinheiro aos pais, sem lhes contar as ameaças que tinha recebido. Eles ficaram muito chateados, porque esse era um assunto que ele devia ter visto, antes da entrega, mas lá lhe deram o que precisava para completar o valor do pagamento. Pagou os jogos no dia seguinte e jurou a si mesmo nunca mais comprar nada pela internet, sem pedir a opinião dos pais ou de um adulto que soubesse mais do assunto.

Na semana seguinte, a campainha voltou a tocar quando o João estava sozinho em casa. Foi abrir e ficou muito admirado ao ver a mesma pessoa com os jogos que já tinha recebido e pago. Bem tentou explicar que já os tinha recebido e não queria mais, mas responderam-lhe que o seu pedido continuava na Internet portanto teria que os pagar. E voltaram a ameaçá-lo. O indivíduo pertencia a uma rede de vigaristas e ladrões que usavam a venda dos jogos como uma armadilha para obter moradas e extorquir dinheiro às crianças. Apavorado o João decidiu então contar aos pais sobre as ameaças que lhe faziam e que tinha medo de ir para a escola. Estes decidiram verificar o que se passava e descobriram que a reserva ainda não tinha sido cancelada e, por isso, continuariam a enviar-lhe semanalmente encomendas repetidas. E foi um martírio para resolver a situação, até tiveram de meter a polícia! Toda esta história serviu de lição ao João que nunca mais encomendou nada pela Internet sem ter a certeza de que o site era seguro e verdadeiro. Também aprendeu que aparece muita gente na internet que se quer aproveitar dos miúdos e até mesmo dos adultos, para lhes tirar dinheiro que por vezes não têm. Duarte, n.º7, 6º 2


OS MAIOS No âmbito da disciplina de Área de Projecto os alunos do 5º 3 realizaram, ao longo do 2º período, vários trabalhos sobre a temática dos Maios. Pesquisaram as lendas que lhes deram origem, as tradições que lhes estão associadas, desenharam esboços para produção de Maios e construíram-nos utilizando vários tipos de materiais recicláveis. Os trabalhos produzidos foram expostos na Escola no dia 30 de Abril. Como é costume dizer: “Não acredito em bruxas, mas que as há, há…”

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O tempo está suspenso Das cinzas de um vulcão. O vermelho é tão denso, Como o amor e a paixão.


TEMPO VULCテグ

VERMELHO DENSO AMOR PAIXテグ


CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - FASE DISTRITAL

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As provas da primeira fase do Concurso Nacional de Leitura, a fase de escola, decorreram no dia 7 de Janeiro. As obras literárias que os alunos tiveram que analisar foram O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen, no sétimo ano; O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado, no oitavo ano; e O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry, no nono ano. Os três alunos vencedores, Catarina Filipa Sousa Magalhães, 7º1, Paulo Guilherme Oliveira Gonçalves, 8º1, e Filipa Sousa Meneses Carvalho, 9º4, compareceram, em representação da escola, na fase distrital, no dia vinte e quatro de Março, em Vieira do Minho. As obras literárias em análise foram Os Contos Exemplares de Sophia de Mello Breyner Andresen e Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett. Aguardam-se agora os resultados. Prof.ª Teresa Paula Alves


TENTAÇÕES A nossa professora marcou-nos um trabalho sobre um dos assuntos abordados nas últimas aulas. Pesquisei bastante e já escolhi o meu tema. Descobri, na Internet, um texto fabuloso sobre o assunto. O tema que eu escolhi foi a segurança na internet e encontrei informações muito interessantes nos sites http:// www.internetsegura.pt; http:// www.seguranet.pt;http://www. miudossegurosna.net; http://dadus. cnpd.pt. Para não demorar muito, não me apetecia de forma alguma trabalhar, seleccionei o melhor texto que encontrei e escolhi-o para ser o meu trabalho. Estava muito bem escrito… Parágrafos nos sítios certos, vírgulas tal como devem ser colocadas, e até a linguagem estava apropriada. Mesmo como a minha professora gosta! Tanto tempo poupado! Como não tive muito trabalho, porque a batota tinha sido grande, fui a primeira a entregar o trabalho e por isto recebi um elogio da professora. Claro que fiquei orgulhosa, pois nem sonhava o que me ia acontecer… Nas aulas seguintes os meus colegas

entregaram os trabalhos e eu toda contente porque o meu texto era o maior. A minha escolha tinha sido mesmo fabulosa! Na aula em que a professora entregou os trabalhos, começou por fazer alguns comentários positivos e negativos, chamando à atenção de alguns alunos. Os comentários negativos não passavam de faltas de vírgulas, palavras repetidas na mesma frase… Diversos aspectos linguísticos. Nada que se assemelhasse ao que ela me ia dizer. Prosseguiu com a entrega dos trabalhos. Chegada ao fim da distribuição, faltavam entregar o meu trabalho e o da Paula, a professora disse que gostaria de falar connosco no final da aula. Pensei que fosse para os elogiar. O final da aula chegou. Os meus colegas saíram e a professora estava com cara de caso. Comecei a pressentir que a notícia não era assim tão positiva quanto eu esperava. A professora começou a discursar, eu e a Paula sem percebermos nada do que ela estava a dizer. Íamos acenando com a cabeça… A professora conclui dizendo que os

textos estavam iguaizinhos, excepto o tamanho da letra. “Está o caldo entornado!”, pensei eu, ficando corada, como é costume quando fico nervosa. “A Paula entregou o mesmo texto que eu tirei da internet à professora.” Percebi eu depois de todo aquele discurso. A Paula também deve ter percebido logo o que se estava a passar, e, como ela é mestra a inventar histórias, disse logo “Apesar de sabermos que a ideia da professora não era que elaborássemos os trabalhos a pares, nós resolvemos fazê-lo”. A professora respondeu que não sabia que ela também fazia parte do grupo. Tinha sido ela a escrever o texto que ambas retirámos da internet. Admitimos o erro e claro que a professora deu nota negativa às duas. Apesar do acontecido e dos nossos trabalhos terem sido “um engano”, aprendemos algo muito importante: devemos respeitar sempre os direitos de autor! Catarina Isabel Sobral, 7º1

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O MELHOR PREÇO

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Todos sabiam o que eu queria para o meu aniversário. Dinheiro para comprar uns jogos. Na Internet são mais baratos, por isso fui ao site com o “melhor preço”. Só tinha que dar os meus dados para fazer o registo. Depois de me registar, copiei o nome dos jogos que queria comprar no site e esperei ansiosamente que me enviassem um e-mail. Esperei algum tempo, mas como o e-mail tardava, só me restou jantar. Após o jantar, fui para o computador, abri a caixa de correio electrónico e observei que a tão esperada mensagem tinha finalmente chegado! Abri-a apressadamente e li o seu conteúdo: “Olá, Eduardo! A nossa empresa leu a lista de jogos que queres comprar. Bom gosto! Como és menor de 18 anos temos de fazer a entrega ao domicílio. Não há qualquer problema, pois não? Esperamos a tua resposta!” Eduardo não cabia em si de contente! Mas um pouco preocupado, pois os pais detestavam que ele desse os seus dados pessoais na Internet. Apesar de já o terem prevenido inúmeras vezes, Eduardo continuava a pensar que era uma estupidez não poder dar os seus dados

AGENTE DUPLO

Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha família e os meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente o Virtual. Como Real, sou pequena, morena, tímida, mas como Virtual faço de conta que sou alta, loira e muito directa, coisas que sempre quis ser… Um dia destes, estava eu a falar com um amigo meu, da minha escola chamado Xavier, no chat, e ele começou a perguntar-me o meu e-mail: - Não o sabes, Xavier? - respondi eu surpreendida. - Hum… É que eu … - hesitou o Xavier. -Desembucha! - Pronto, eu esqueci-me dele! - Ah! Então se é isso, claro que te dou. – disse eu, mas mal sabia o que se estava a passar. Depois de lho ter dado, ele entrou no MSN, depois saí do chat e comecei a falar com ele pelo MSN. Queria saber

pessoais, porém, não gostava de contrariar os pais. Desceu as escadas e foi contar aos pais as novidades: - Pai e mãe, eu sei que vós não quereis que eu dê as minhas informações pessoais, mas registei-me num site da Internet. Sei que não o devia ter feito, mas já recebi um e-mail de resposta ao meu registo e à lista de jogos que vou comprar. Não é fantástico? A empresa do site diz que como sou menor vão fazer entrega ao domicílio. Pode ser? - Sabes que não devias ter feito isso, mas pronto, sim, pode ser. – respondeu a mãe esboçando um sorriso. No dia seguinte, depois das aulas, Eduardo estava a caminho de casa, quando teve uma sensação esquisita. Parecia que alguém o estava a perseguir. Sentiu-se desconfortável e apressou o passo. Ao virar a esquina, viu dois homens de aspecto duvidoso que, prontamente, o amarraram e lhe taparam os olhos com uma venda. - Larguem-me! Quem são vocês? O que querem de mim? Larguem-me! - Cala-te que é melhor para ti!

o meu número de telemóvel, a minha palavra-passe do e-mail, e outras coisas pessoais! Achei tudo aquilo muito estranho… não se lembrava de nada em relação a mim! Mas como ele é o meu melhor amigo relembrei-lhe umas coisas. No dia seguinte, recebi uma mensagem de um amigo a avisar-me que muita gente tinha sido vítima de fraude na internet, nos últimos dias, mas como eu sou muito casmurra, não acreditei. Nos dias seguintes, os meus colegas tiveram um comportamento bastante estranho comigo: evitavam os locais onde eu estava, afastavam-se de mim e não me falavam. Decidi, então, ir perguntar-lhes porquê. - Ainda perguntas, Real? – respondeu o Xavier. - Sim! Quer dizer, primeiro tratas-nos mal no MSN, e depois, perguntas porquê? – Interveio o Pedro, mesmo furioso comigo.


Eduardo estava assustado e ficou aterrorizado quando percebeu que os homens o levaram para a mala de um carro. Ainda por cima ele era claustrofóbico! Andaram de carro durante uns minutos, mas Eduardo nem conseguia contar a passagem do tempo: minutos, horas, enfim, uma eternidade. Repentinamente, o carro parou. Tiraram-no da mala do carro e retiraram-lhe a venda. Eduardo reparou, apesar do escuro, que estava num armazém. Cheio de coragem, questionou: - Posso falar aos meus pais, por favor? - Sim, bem… nós é que vamos falar com eles! - disse um dos homens. De seguida, tirou um telemóvel do bolso e ligou aos pais de Eduardo que, a esta altura, já estavam preocupadíssimos. - Estou? Falam os pais do Eduardo? - Sim, quem fala? - perguntou o pai de Eduardo. - Eu tenho o vosso filho como refém e se não vêm ter comigo daqui a duas horas à Rua Santos da Cunha com uma mala com 2.000.000€, nunca mais o vêem. - O quê?! Quer dizer... tudo bem. Daqui a duas horas?

- Sim e ai de vocês se avisarem as autoridades. Dito isto o homem desligou de imediato o telemóvel. Duas horas depois, o Eduardo estava dentro do carro dos homens, com um deles, enquanto o outro falava com o seu pai. Entretanto, lá se fez a troca e Eduardo regressou ao seio da sua adorada família. Mas o que os homens não sabiam era que as autoridades tinham sido avisadas do que se passava e, depois de uma arriscada perseguição, conseguiram deter os malfeitores que atacaram Eduardo. Tanto a mãe como o pai abraçaram efusiva e entusiasticamente o seu filho. Depois deste terrível acontecimento, o Eduardo aprendeu uma lição valiosa. Nunca mais colocaria os seus dados pessoais em nenhum site!

- Eu!? Confesso que não estou a perceber nada acrescentei eu, muito confusa. - Sim, Real, tu! Não te lembras!? - Disse a Joana. - Não, claro que não, eu nunca vos insultaria! Depois lembrei-me que tinha dado a palavra-passe do meu email! - Xavier! Tu entraste no meu e-mail! - Não entrei nada! Aliás eu estou de castigo e não posso ir para a internet! - Mas, pessoal, se não fui eu nem o Xavier, quem foi? - Já sei! Real, foste vítima de uma fraude! Agora vais ter de acabar com a tua conta! – Disse, por fim, Joana, muito surpreendida. - Vêem como não fui eu? - Desculpa, Xavier! Pensávamos que tinhas sido tu! – disseram os três em coro. Suspirei de alívio por tudo aquilo estar resolvido. Mal

cheguei a casa, apaguei a minha conta no MSN e contei aos meus pais tudo o que se tinha passado. Da próxima vez tenho de ter mais cuidado porque esta situação podia ter tido consequências bem piores.

Catarina Filipa Magalhães, 7º1

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Sofia Carvalho, 7º1


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AGENTE DUPLO

AVENTURA NA NOSSA TERRA

Era uma vez dois jovens irmãos chamados João e Pedro. Viviam numa casa no meio de uma floresta. Um dia, foram dar uma volta pelo campo. Era Primavera e estava tudo cheio de flores. Depois de muito andarem, já não sabiam onde estavam, não sabiam o caminho de volta a casa. A certa altura, foram atraídos por duas rosas que brilhavam intensamente à luz do sol. Aproximaram-se para as ver de perto. Estavam ao lado do que parecia ser a entrada de uma gruta. Cheios de curiosidade, entraram em silêncio e viram uma feiticeira. Perguntaramlhe o caminho de volta a casa. A feiticeira disse-lhes que os ajudava, mas, na realidade, também não sabia o caminho e guiou-os pelo campo até uma ilha chamada Luzita. No meio da ilha, existia um castelo onde estavam aprisionadas duas princesas. Elas não podiam falar com desconhecidos e eram vigiadas por dois guardas. Ao tomarem conhecimento disso, os dois jovens decidiram ajudar as infelizes meninas. Lutaram, corajosamente, contra os guardas. As princesas, ansiosas que alguém as salvasse, rezaram para que os dois jovens as conseguissem libertar. E foi o que aconteceu. Como forma de agradecimento, as duas princesas convidaram os dois irmãos para um chá no castelo. Durante a conversa, os jovens acordaram realizar uma viagem todos juntos. Viajaram por vários países durante longos meses. Aos poucos, os dois jovens foram-se apaixonando pelas princesas que também começaram a sentir-se atraídas por eles. Pedro e João decidiram pedi-las em casamento. Casaram e foram muito felizes.

A tarde já ia alta, mas ainda fazia calor. Estava em minha casa com um grupo de amigos, mais propriamente na piscina, quando chegaram as minhas primas gémeas. Que surpresa! Era a primeira vez que vinham a Braga! Vieram com o pai delas, o irmão mais novo da minha mãe, que teve uns assuntos para resolver com um cliente cá de Braga. Conhecíamo-nos apenas pela net. - Olá Catarina! – disseram as minhas primas, Francisca e Sofia. - Que fixe, não estava à vossa espera! – exclamei eufórica. Apresentei-lhes, imediatamente, os meus amigos. - Donde é que vindes? – questionou o Zé Nuno curioso como de costume. - Nós moramos em Faro – respondeu uma das gémeas, a Sofia. Entretanto, a noite caiu e eu fui ajudar a minha mãe a preparar o jantar enquanto a malta se divertia a cantar SingStar. Durante o jantar, fizemos planos para o dia seguinte. - E se fôssemos até ao Arco da Porta Nova? – propôs a Isabel. - Não! Vamos antes mostrar-lhes a Sé Catedral - contrapôs a Diana, muito convencida. Durante algum tempo, todos deram ideias, mas não havia maneira de nos definirmos. - Temos de nos decidir! – exclamou, então, o Luís já cansado daquela confusão. - Eu cá acho mais interessante levá-las ao Arco da Porta Nova – opinou o Zé Nuno sobre a questão. O Zé Nuno estava sempre de acordo com a Isabel… Decidimos, finalmente, que o primeiro dia das minhas primas em Braga seria passado a dar umas voltas pela cidade. Na manhã seguinte, cada um na sua bicicleta, tal como combinado (as minhas primas levaram as bicicletas dos meus irmãos), fomos até ao centro histórico da nossa bela e antiga cidade de Braga. Sem nos apercebermos, as bicicletas levaram-nos até ao Arco da Porta Nova, provavelmente porque era o Zé Nuno que ia à frente… - Este é que é o arco da porta? – perguntaram as gémeas lembrando-se da conversa do dia anterior. - Sim, é o Arco da Porta Nova de que vos falámos ontem – expliquei. - É uma das entradas para o centro histórico da cidade – disse a Diana. - Foi reconstruído no estilo Barroco em 1772 e veio substituir a antiga porta da muralha da cidade – acrescentou a Isabel. - E é classificado como Monumento Nacional, sendo um dos símbolos mais importantes da cidade de Braga – completou o Zé Nuno. As gémeas ficaram impressionadas! A lição estava bem estudada. Tínhamos participado no Peddy-paper no final do ano e estava tudo no blogue, mas esse era o nosso segredo. - Não conheceis a expressão “És de Braga?” - perguntei eu às minhas primas. - Utiliza-se quando se quer ralhar a alguém que deixou uma porta aberta! - Sim, o meu pai, às vezes diz-me isso! – respondeu a Sofia.

Ana Filipa e Carla Daniela,7º4


- Ora, essa frase deve-se ao facto deste arco, O Arco da Porta Nova, que era uma das ruas importantes de entrada na cidade, nunca ter tido porta desde o momento da sua construção. Há quem diga que foi por não haver guerra, nunca houve necessidade de proteger a cidade com portões e a cidade ficou sempre com esta porta aberta. Outras opiniões afirmam que por este arco passavam os bispos e arcebispos em direcção ao paço episcopal e outras pessoas ilustres. Assim, se alguém deixa a porta aberta é criticado porque esse gesto parece mostrar que se julga muito importante. - Ah! Agora percebi! – exclamou a Sofia. – Foi uma excelente explicação! - Vamos continuar a visita – propôs o Luís. - Estou a ficar com fome! – comentou a comilona da Diana. - Vamos às Frigideiras do Cantinho – acrescentou o Zé Nuno. - Bem lembrado! Podíamos ir comer uma frigideira, eu adoro frigideiras! – explicou a Diana. - Frigideiras? O que é isso? – perguntou a Francisca curiosa. - Olha… é uma especialidade da nossa cidade. É massa folhada com carne picada no meio – respondi. É como um pastel de carne redondo, mas é do tamanho de um prato. Fomos comer. As minhas primas adoraram. Uma vez que estávamos ali tão perto, acabámos por ir à Sé Catedral. O Zé Nuno ficou a guardar as bicicletas. As gémeas estavam ansiosas porque alguém lhes disse que íamos visitar o grande Tesouro da Sé. Quando perceberam que não havia nenhuma arca do tesouro, ficaram um pouco desiludidas, mas acharam interessante o facto do patrono da nossa escola, D. Frei Caetano Brandão, estar lá sepultado bem como os pais do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. - Esta catedral deve ser um monumento com muito valor! – exclamou a Francisca. - Cá em Braga somos assim, só temos coisas importantes – disse o Luís a querer impressionar as gémeas. A Isabel ainda acrescentou: - Esta Catedral é considerada um centro de expansão bispal e é um dos mais importantes templos do estilo Românico Português. - Ficam também a saber que é a Sé mais antiga de Portugal, tem quase 1000 anos! – disse a Diana. – E é por isso que se usa a frase “é mais velha do que a Sé de Braga”. As gémeas adoraram o que viram e ouviram. Fomos dar mais umas voltas de bicicleta. Subimos a Rua do Souto em direcção à Avenida Central. Depois de termos almoçado no McDonald’s, levámo-las a conhecer a nossa escola. As pautas do 3º período já estavam afixadas. Entrámos a correr para ver as notas.

- Quem é este? – perguntou a Sofia olhando para o busto da entrada. - É o patrono da nossa escola – informou a Isabel. – O que está sepultado na Sé, lembras-te? - Que fixe, só tive uma negativa! – exclamou o Luís. - Só?! – admirou-se o Zé Nuno. – És mesmo cromo! Eu não tive nenhuma e tive dois cincos! - Olha, vai mas é “abaixo de Braga”! – irritou-se o Luís. O Luís não costuma ser tão bem educado, mas como tínhamos visitas… Houve uns momentos de silêncio, e as gémeas perceberam, pelo tom da conversa, que se passava alguma coisa. - O que é que se passa? – perguntou a Francisca. - É que o Luís mandou o Zé Nuno para aquele sítio... – tentei explicar. - Antigamente a cidade de Braga estava localizada dentro de uma muralha. Era para fora da muralha, para os lados do Campo das Hortas, na altura abaixo da cidade, que estavam encaminhadas as águas sujas, a porcaria… os esgotos… por isso mandar “abaixo de Braga” é o mesmo que mandar àquela parte … vós sabeis… - Já tinha ouvido dizer isso de muitas formas, mas essa é hilariante, e ninguém percebe que estão a mandar à… respondeu a Francisca. Não é bem assim … cá em Braga todos sabemos! Vê-se logo que são do Sul!... A Diana, a Isabel e eu estávamos satisfeitas com as notas. Estudar compensa! Depois de lhes mostrarmos a escola, (não havia muito para ver… a D. Rosa e a D. Alice andavam a limpar… nem sequer entrámos no bar!) seguimos até às Ruínas Romanas, na colina, e aproveitámos para lhes explicar o nome do nosso agrupamento. Na visita às ruínas, o Dr. Joaquim foi o nosso guia. Contou-nos que estas ruínas foram descobertas em 1977 e funcionavam como umas termas. Durante as escavações, foi descoberto, por acaso, um teatro romano no mesmo local. E assim passámos a tarde. Estava a aproximar-se a hora do regresso das gémeas a Faro. Mergulhámos numa grande tristeza, pois, no pouco tempo que passámos juntos, criámos uma grande amizade. O comboio era às sete, tínhamos que nos apressar! O pai delas já estava à espera em minha casa quando chegámos. Acompanhámo-las ao comboio e despedimo-nos com a promessa de que o próximo encontro seria em Faro. Alunos do 7º1: Catarina Magalhães, Catarina Sobral, Diana Silva, Francisca Gomes, José Nuno Ribeiro, Sofia Carvalho.

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Ana Daniela Meneses, 7º3

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O silêncio é como a luz, é tão bom e faz-me tanta falta! O silêncio é como a lua, é delicado e muito bonito. O silêncio é como o vento, vai e volta novamente. O silêncio, por vezes, esconde-se. Será que tem medo? Mas porque terá ele medo? Terá medo do nosso barulho e por vezes desaparece?! Ou será que tem frio e não aparece?! O silêncio é doce e amável, difícil de encontrar. O silêncio é precioso, Mas não se deve poupar. Margarida Costa, 7º3

O SILÊNCIO E EU

Soraya Lima, 7º3

O silêncio é importante para mim porque é com ele que penso na vida. O silêncio pode ser alegria e tristeza. É com o silêncio que vivo, levo-o comigo para todo o lado. Sou eu que faço o meu silêncio. Bruno Rocha, 7º3

O SILÊNCIO E EU

Silêncio é ausência de palavras, É melodia, É falta de cor, falta do dia, É escassez de vento, É os ramos de uma árvore a crescer. O silêncio é o amor que oculta o ódio, É curandeiro sonhador, É paz, liberdade, É sombra perdida. O silêncio é um amigo Com quem posso falar e desabafar, O silêncio é o meu espírito, O rufar calado das emoções silenciosas no meu coração.

Eu gosto do silêncio. Estar sentada na cadeira a pensar no que vou fazer na sexta-feira. Quando eu era bebé, a minha mãe ficava tão contente quando eu adormecia… o silêncio que ela sentia. O silêncio significa ficar calado e muito sossegado. Eu gosto de sentir que ao meu lado Está tudo calmo e sossegado. Às vezes, com tanto silêncio, as pessoas até se esquecem do mundo cá fora e adormecem. O silêncio serve como refúgio às pessoas que fogem ao barulho.

Eu acho que o silêncio Não tem muito a ver comigo, Mas não sei porquê, Gosto dele. Quando estou sozinho, Em silêncio, Penso em coisas boas! Às vezes, peço um silêncio, Como alguém pede uma flor Ou um mendigo um pão… Mas não o alcanço, Não sei porquê. O silêncio sabe tudo sobre mim, Ele sabe o que penso e o que escrevo, Do que gosto e do que não gosto. Na maior parte da vezes, Penso em silêncio. David Gaspar Cunha,7º3


O silêncio é um passarinho que vem ter comigo para me ajudar. O silêncio não tem uma coisa que eu tenho, O silêncio não tem medo do escuro e eu tenho. O silêncio é flores pousadas do jardim a apanhar sol. O silêncio tem um inimigo, que é o som. O silêncio não tem cura. Não devemos poupar o silêncio.

O SILÊNCIO E EU

André Nogueira, 7º3

O SILÊNCIO E EU

Às vezes preciso do silêncio Outras vezes odeio-o!

O SILÊNCIO E EU

César Ferreira, 7º5

O SILÊNCIO E EU

O silêncio é uma caixa de surpresas, É uma necessidade, É um momento de reflexão, É a dor ! O silêncio é o respeito, É sentir-me em paz, É ouvir e partilhar. O silêncio é tudo ou nada.

Eu aprecio o silêncio. O silêncio ajuda-me a tomar decisões, É a minha inspiração, Ajuda-me a relaxar todos os dias. É com ele que repouso... O silêncio é essencial para mim. O silêncio faz-me sonhar, ver paraísos... O silêncio é matreiro Esconde a alegria e a tristeza! O silêncio é o meu ódio, A minha dor, A minha alegria. Embora mudo, O silêncio fala comigo, Diz-me quem sou, como sou, O que faço... Ele diz-me tudo sobre mim. O silêncio é o nada, Não se vê, Não se ouve, Não se sente! O silêncio é apenas o silêncio! O silêncio sou eu só! Patrícia Santos, 7º3

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MY PERFECT SCHOOL My perfect school is very big and colourful because I like colours. My school needs many rooms: a lot of classrooms (of course!), a canteen, a lab (I love sciences), a bar with tables, chairs and a big balcony, for all students to relax and to eat a good meal. My school also needs a computer room, a library and an auditorium for important dates. But we need more! What about a gym? And a tennis court and a basketball court? And a swimming pool? I love all these places. In my school we study all school subjects: Science, Chemistry, History, Portuguese, English, French, Geography, Mathematics, Arts, Drama, Project, Physical Education, Assisted Study and Citizenship. The teachers and the students must be nice and pleasant. The teachers always have to help us when we have doubts. The students have to be organized. This is the school of my dreams... I love it but I’ll just keep dreaming. Maria Carolina Antunes Pereira, Nº19, 7º1

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MY DREAM SCHOOL

My dream school is a school where the subjects are only Arts, Physical Education, Dance and Drama. At school we do not have classes in the morning only in the afternoon, from 1:30 p.m. to 4:30 p.m., which gives 3 hours of classes per day. On Monday we have Arts; Dance on Tuesday; Wednesday classes are free, to be with other people, to study visits and games; Thursday, Drama and Friday, Physical Education. In school there are big recreation rooms, a swimming-pool, two football pitches and two basketball courts, a gym, two Art rooms, a computer room and a canteen. In this school it is prohibited to smoke, to disrespect colleagues and to have tests or homework. This is my dream school! MY DREAM TEACHER My dream teacher is a teacher who enjoys being with students, who has a good sense of humor and does not grumble with the students; a funny teacher. MY DREAM STUDENT My dream student is a student who gets along with everyone, who Gets good marks, who is funny and has fun. Work done by: Sara Torres nº26 7º1


MY IDEAL SCHOOL My ideal school is very cool and modern. There are lots of great places. The teachers aren’t boring. The teachers are exciting. My ideal school is colourful and the classrooms are very big. On my ideal school exists homework but it doesn’t exist tests, French, German, Chinese and History. On my ideal school lessons are in a computer room. And everybody, including teachers, has Physical Education. On my ideal school people are very nice and outgoing. The perfect student is very calm, very scholar, but is also playful, tall and thin. The perfect teacher is playful but demanding. This is my ideal school. Pedro Braga nº22 7º1

PERFECT SCHOOL The perfect school is the school that has a playground for students to have fun, which has classrooms for students to learn, which has a gym for students to practise Physical Education, which has a bar for students to eat, which has a swimming pool for students to practise swimming and has a study room for students with more difficulty in learning. For me, the perfect school has to have music lessons, sports, football, dance, drama, swimming and running. PERFECT STUDENT The perfect student is the student who studies a little every day for each subject, always does the homework, respects colleagues, teachers and staff. It’s someone who never misses school and never disrespects anyone. PERFECT TEACHER The perfect teacher is the teacher who teaches well, cares about the students, helps them, and does not yell at those who take better grades. It’s the teacher who clarifies students’ doubts. João Pedro 7º1

MY IDEAL SCHOOL It is big and beautiful. It has got many buildings and classrooms, a big gymnasium and a fantastic swimming-pool for the students. In my ideal school there aren’t tests and the pauses between subjects are thirty minutes long. The playground is very big and it has got many amusements. We have many funny subjects: Dance, Music, Swimming, Physical Education, Arts and Drama. There are two teachers for one subject. In my ideal school we just have classes in the morning. THE PERFECT TEACHER: The perfect teacher is fine, understanding and funny. He never tells us to do homework and he respects our opinion. He’s a teacher who never gets annoyed with students. The perfect teacher explains the matter well and never gives tests. THE PERFECT STUDENT The perfect student has an excellent behavior. He is positive and nice to his friends. He helps them. For me a perfect student is someone who participates and has good grades. He is fair and always says what he thinks. Diana Silva – Nº7 - 7º1

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WHAT IS YOUR SCHOOL LIKE?

My school is big and modern. There are twenty-three classrooms. There is a very comfortable library with a lot of books. There are a lot of clubs where the students can participate if they want. The food in the canteen is not good enough. The bar has a lot of food to eat like: cakes, juices, bread, etc. I like my school very much!!! HOW IS THE PERFECT STUDENT? The perfect student is a very interesting pupil and participates in class. The student endeavours to learn the lessons and gets good marks. The perfect student is interested to understand the subjects instead of just memorizing them. HOW IS THE PERFECT TEACHER? The perfect teacher is a person who takes care of the students. It’s someone who gives explanations when asked. The teacher has good ideas to the pupils’ party. The teacher is intelligent and understanding.

Rita, 7º2

THE SCHOOL OF MY DREAMS 48

In the school of my dreams the subjects are: English, Mathematics, Chemistry, Arts, Physical Education, Dance and Drama. The main subject is Mathematics. The students have got ten hours of Mathematics per week. They have got two hours per week of English, Arts and Chemistry. They have got an hour per week of Dance, Drama and Physical Education. Students have got classes everyday, except on Fridays, because on Fridays teachers have to hold meetings. Classes start at 8:00 am and are over at 1:00 pm. In Physical Education, the students practise tennis, football, swimming, rugby, cricket... Every month there is a show in my school based on what they learn on Dance and Drama. The students travel twice a year, to practise English. There are four exhibitions every year, where students can exhibit their paintings. Every year there are many mathematic games contests. This is the school of my dreams! THE IDEAL STUDENT The ideal student always does his homework, is attentive in the classroom, is silent during class, has excellent grades, helps his classmates, likes to learn, takes to school all necessary school materials, participates in the school activities and so on... THE IDEAL TEACHER The ideal teacher teaches very well, his subject’s expositions are explicit, is nice and friendly to everybody, tells the objectives for tests early enough allowing students to make a good preparation, clarifies the students’ doubts, is fair grading the students... Catarina Isabel Sobral Ner 6 7th1, Tuesday, 9thFebruary, 2010


THE PERFECT STUDENT

The perfect student must use twenty pens with different colors to write on his perfect notebook. He must never forget to do his homework. He will never complain if there is a lot of homework, because he must be perfect. He must be nice and kind to every teacher. His perfect lunch, which is in his perfect Noddy bag, must be eaten after a small pray. He must be the last one leaving the classroom, to show the teacher that he cares about the subject. THE PERFECT TEACHER The Perfect Teacher must be pretty and smart. He must join the perfect student’s prayer before lunch. His handwriting must be perfect, so it can be read by everyone. He must have a huge smile on his face, to match his Prada bag, where he carries his Magalhães computer. If he finds one of his students smoking, he will make him “smoke the cure”. And that’s all he needs to get to the Teachers’ Heaven. THE PERFECT CLASSROOM The Perfect Classroom must always be clean. Under the tables there is no old gum, but you might find a painting of Picasso. Forget those boring lights that keep failing: a huge disco ball will do the same effect and, besides, it is prettier! Replace that dirty and dusty black board by a 99 inches LCD with MeoTV and you’ve got yourself the perfect classroom. THE PERFECT SCHOOL, STUDENT AND TEACHER This school has a laboratory, a classroom, a music room, a bar, a library, a playground, a reception and a computer room. In the lab we learn Sciences and Chemistry. In the classroom we learn History, Geography, Arts, English and, of course, Mathematics. In the music room we learn Musical Education. In this school, the perfect student is quiet, with good sense of humor, modest, active and friendly. He likes every subject, games like chess and to learn. The ideal teacher is patient, has good sense of humor too, he is someone very active, “cool”, friendly and calm. He likes to learn and to teach every student. He doesn’t like noise. This would be the Perfect School. Fátima Peixoto,7º1 Nº10

THE PERFECT SCHOOL

The perfect school is big and modern. The classrooms are clean, with electronic boards and computers. The teachers are funny and the students are polite and funny too. The students choose what they want to eat for lunch, because the canteen has a lot of meals, so the students are happy. But they all have healthy meals, with soup, food and dessert. The bar has all sort of snacks: fruit, cakes, cookies, juice, milk, water… And it also has a machine with other snacks. There are tables near the bar so the students can sit while they eat. The laboratory is very, very clean, because after the experiments everything has to be disinfected. The pupils love Chemistry lessons, because they can touch different things, and use the electronic gears to do what the teacher says. The library is big and organized; there are a lot of chairs and tables for the students who like to read. There are all kinds of books: romantic, action, drama, comics, science, history, mythology… There is a big playground, with a football pitch and basketball court, a lot of trees, and a gymnasium to have P.E. It’s a quiet place; there are a lot of trash bins, so the students don’t throw the papers and plastics on the floor. The perfect teacher is funny, interesting, smart, “cool”, and it is someone who isn’t boring. The pupils have to like his class, it has got to be their favorite class, because it is very fun. The perfect student is quiet, polite, intelligent, funny, responsible and interesting. He always does his homework, and he does extracurricular works. He is quiet, and responsible, and he isn’t distracted during classes. Sofia Quintela, 7º2

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XXVIII OLIMPÍADAS PORTUGUESAS DE MATEMÁTICA - 3.º CICLO As XXVIII Olimpíadas Portuguesas de Matemática realizaram-se a 11 de Novembro de 2009. Os objectivos assumidos para esta acção foram: a) Participar em actividades extracurriculares organizadas por organismos externos e independentes, nomeadamente pela Sociedade Portuguesa de Matemática; b) Estimular a participação dos alunos em actividades extracurriculares devidamente estruturadas; c) Incrementar a participação dos alunos do terceiro ciclo nas Olimpíadas. Depois de previamente seleccionados na sala de aula foram apurados para concorrer 69 alunos, dos quais estiveram presentes nas Pré-Olimpíadas (7.º ano), 32 alunos e na Categoria A (8.º e 9.º anos), 30 alunos. 50

A actividade consta de problemas de Matemática de nível relativamente elevado que os alunos têm que resolver sem recurso a máquina de calcular. Na categoria das Pré-Olimpíadas (7.º ano) que apenas tem uma eliminatória venceram: 7º2, Augusto Moreira; 7º1, Francisca Gomes; 7º4, Yaroslav Zhukov; 7º1, Catarina Sobral; 7º2, Marcelo Alves. A estes alunos foram atribuídos os respectivos diplomas previamente enviados pela SPM - Sociedade Portuguesa de Matemática, assinados pelo presidente da SPM, pelo Director, pelo subcoordenador do grupo de matemática do 3.ºciclo e pela coordenadora da actividade. Na categoria A (8.º e 9.ºAnos) os dois melhores classificados foram: 8º1, Júlio Carlos Martins Vilarinho; 9º3, João Oliveira. Os alunos anteriormente referidos foram seleccionados pela SPM para participarem na 2ª eliminatória que ocorreu no dia 13 de Janeiro na Escola Secundária, com 3º Ciclo do Ensino Básico, Sá de Miranda.


CAMPEONATO DO JOGO DO 24 No dia do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, 25 de Março, realizou-se o Jogo do 24, bem conhecido de todos, e que consta de cartas com quatro números que devem ser combinados de forma a obter o número 24 recorrendo a diversas operações consoante o ano de escolaridade que os alunos frequentam. A realização desta actividade pretendeu desenvolver o cálculo mental e incentivar os alunos para o gosto pela disciplina de Matemática. Destinou-se a alunos do 3º ciclo e realizou-se em dois campeonatos: um para alunos do 7º ano e outro para alunos do 8º e 9º anos. Os alunos participantes aderiram com entusiasmo e empenho, tendo sido a classificação final a seguinte:

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7º Ano: 1º Catarina Sobral-7º1; 2º Diogo Castro-7º1; 3º Lídia Viana-7º2

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8º/9º Anos: 1º Mariana Pires-9º1; 2º Júlio Vilarinho-8º1; 3º Lean Sánchez-8º4.


TORNEIO SUPERTMATIK – CÁLCULO MENTAL

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Durante os meses de Fevereiro e Março as escolas do 1º ciclo do nosso Agrupamento fizeram o treino do jogo e elegeram os seus vencedores, os quais representarão a sua escola no Campeonato Nacional e Internacional. É de salientar que este jogo tem como principal objectivo o desenvolvimento do cálculo mental e que o campeonato se realiza on-line. No dia 25 de Março, dia do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, realizou-se o Campeonato de SupertMatik - Cálculo Mental no Agrupamento. Os alunos do 1º Ciclo deslocaram-se à escola sede para participarem neste torneio, com o objectivo de jogar com os colegas das outras escolas e contactarem com a escola que mais tarde os acolherá. Os vencedores do 1º Ciclo do Agrupamento são: 1º Escalão: Maria Beatriz Gomes, da EB1 de Semelhe; 2º Escalão: Pedro Miguel Ribeiro, do Centro Escolar da Naia; 3º Escalão: Eduarda Oliveira, da EB1 da Gandra; 4º Escalão: João António Penedos, da EB1 Estrada/Ferreiros. É de salientar que este torneio foi apenas mais uma oportunidade dos alunos conviverem e treinarem o cálculo mental, não se reflectindo estes resultados no Campeonato promovido pela Eudáctica. No final do Torneio os alunos fizeram o seu treino on-line, tiveram um pequeno lanche e cada um recebeu uma medalha, como vencedor do seu escalão e da sua escola. Para além da medalha os vencedores do Agrupamento receberam ainda uma taça. Em relação aos alunos dos 2º e 3º Ciclos, durante o 2º período cada professor de Matemática realizou o torneio na turma, tendo sido eleito o representante

da mesma. O torneio inter-turmas realizou-se no dia 11 de Março. Os vencedores do 5º ao 9º ano que irão representar a Frei Caetano Brandão são: 5º Escalão – Pedro Luís Sousa; 6º Escalão – Francisco José Silva; 7º Escalão – Diogo Rodrigues; 8º Escalão – Lean David Sánchez; 9º Escalão – Bruno Silva. No dia 25 de Março estes alunos fizeram treino on-line, tendo recebido também uma taça por serem os vencedores do Agrupamento. Foram entregues a todos os participantes Certificados de Campeões. Foi um torneio bastante renhido e disputado, que de certeza ficará na memória e na “estante” dos nossos concorrentes. Contou-se ainda com a preciosa ajuda dos “sub coordenadores” desta actividade - os alunos do 8º1 e 8º4. Foi colocado no Portal da escola uma publicação sobre a forma como decorreu a actividade assim como algumas fotos. De 9 a 23 de Abril decorrerá o campeonato nacional/ internacional. Em relação ao 1º ciclo haverá necessidade dos alunos concorrerem na escola sede, devido à falta de internet nas suas escolas. Esse encontro obedecerá a uma marcação. O Subcoordenador do Grupo de Matemática do 3.º ciclo, António Carlindo Vieira de Carvalho


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O AMOR O amor é a água Que apaga A chama da solidão Do nosso coração. É difícil descrever este sentimento De lhe fazer um poema, É preciso tê-lo, senti-lo… E nem sempre é fácil! José Carlos Brandão, 8º1

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AMOR IMPOSSÍVEL

NAMORO

Um amor impossível é quando se tem medo de arriscar e de se revelar os nossos sentimentos, ou quando o coração que se oferece é rejeitado, as palavras que se disseram já não fazem sentido e tudo que se viveu não passou de um sonho. Mas ter medo de correr este risco é o primeiro passo para a infelicidade. O amor é dar e receber, é completar o outro, é pensar nele antes de ti, é aceitá-lo tal como é… O amor é dor e carinho, é um sentimento contraditório!

O que é o namoro? Segredos partilhados, Duas almas numa só, Uma canção cantada a dois, Horas que passam em segundos, Caminhos de areia e de pedra, Sorrisos de cumplicidade, Dois seres que se protegem, Troca de abraços, Olhares que dizem mais do que palavras, Ciúme, lágrimas, alegria, raiva, ternura, rec O beijo. Aquele gesto simbólico em que do

Margarida Abranches Santos, 8º1


O AMOR Não foi à primeira que descobri Que é algo fora do normal O que sinto por ti. Queria voar, Ver a terra e o mar, Mas sem ti, Lá não conseguiria chegar. Queria encontrar o amor, Sem saber onde procurá-lo. Procurei-o em vão, Sem saber que ele estava No meu coração. Nestes versos que escrevi Estive a pensar no amor, Nestes versos que escrevi Estive a pensar em ti! João Pedro Matos, 8º1

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AMOR IMPOSSÍVEL

ceios, carinho, amor… ois seres se unem num só. Margarida Simões Igreja, 8º4

Nenhum amor é impossível. Mesmo com diferenças de idade, de religião ou de cultura, tudo se consegue. O amor impossível é para os fracos, aqueles que têm medo de lutar pela felicidade e deixam que a “diferença de mundos” interfira nos seus sentimentos. Qualquer um de nós tem a possibilidade de ser amado, pode é não aproveitar… Nada é impossível e o amor, para mim, é um sentimento único, com obstáculos superáveis. O grande amor só se tem uma vez na vida, por isso não o devemos desperdiçar porque jamais iremos amar o outro da mesma forma. É como ver a areia a fugir-nos por entre os dedos… “ O amor é o pilar da vida e a vida somos nós.” Sara Maria Fernandes, 8º 1


EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS

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No presente ano lectivo, a equipa educativa do 8º ano escolheu para o seu projecto curricular o tema Educar para os Direitos Humanos. Em torno desta temática, foi desenvolvido um conjunto de trabalhos fundamentalmente em Área de Projecto com a finalidade de manter viva a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), permitindo não apenas o conhecimento dos direitos de todos mas também o desenvolvimento de atitudes e a construção de valores que conduzam à aplicação universal e quotidiana dos mesmos. No dia 10 de Dezembro de 2009, e como forma de assinalar o 61º Aniversário da DUDH, as quatro turmas organizaram uma exposição aberta a todos os alunos, onde foram apresentados trabalhos multimédia interactivos, ilustrações dos diferentes Direitos Humanos, depoimentos encenados sobre o desrespeito desses mesmos direitos no quotidiano de cada um e uma pequena coreografia alusiva ao tema, intitulada “ Som das Máscaras”. Este projecto levou-os mais tarde à participação na Qualifica 2010, na Exponor, com a apresentação da coreografia referida e muito recentemente à participação na Marcha pelos Direitos Humanos, no dia 7 de Maio, promovida pela Civitas de Braga, pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, pela Biblioteca Lúcio

Craveiro da Silva e pelo CLAII, Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes, da Cruz Vermelha. Este iniciativa levou muitos jovens em marcha pelas ruas da cidade, mostrando à comunidade local a necessidade de se respeitar e valorizar cada vez mais os Direitos Humanos, contribuindo assim para uma sociedade mais justa e humanizada. Educar para os Direitos Humanos ou Educar para a Cidadania, lema do nosso Projecto Educativo, não se esgota nestas actividades. A melhor compreensão dos Direitos Humanos atinge-se ao experienciá-los na acção. Todos os dias, a vida da escola pode fornecer esta experiência, aumentando a compreensão de conceitos abstractos como liberdade, verdade, justiça, tolerância… A escola deve servir como um laboratório para a prática destes valores. Como coordenadora do oitavo ano, quero agradecer a todos os que mais directamente contribuíram para que as actividades aqui referidas se concretizassem, proporcionando aos alunos momentos de participação responsável, de verdadeiro entusiasmo e de um espírito de pertença à escola. Para o ano há mais! A coordenadora do 8º Ano, Florinda Grilo


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AMIGOS

SE EU FOSSE CRESCIDA

Eu e os meus amigos, Numa Quarta-feira, Sempre depois da escola, Fazemos cada brincadeira! …

Ah! Se eu fosse crescida, Margarida, Viajava pelo mundo Até lá bem ao fundo Só para te ver!

Trago a minha bola, Mas só faço asneira. Então, vamos todos embora Quando já forem seis e meia.

Ah! Se eu fosse crescida, Margarida, Espalharia flores Até à Quinta dos Amores Só para te conhecer!

Sofia, nº28, 7º2

Mariana, nº20, 7º2

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O MEU SONHO Não sei como foi, Mas estava eu a nadar pelo mar… Que lindo aquilo era: Via os peixes, as algas, os corais, … Mas, sem me afogar!

SE EU FOSSE… Ah! Se eu fosse um pincel, Isabel, Pegava no papel E desenhava um anel Para te dar.

De repente, saltei e comecei a voar E pelo um mundo fui viajar. Voei pelo arco-íris, pelo Amazonas, Egipto, Londres, Argentina… Mas, não sei como,

Ah! Se eu fosse um pincel, Isabel, Deixaria o Brasil Para ir ter contigo ao Estoril, Para te saudar…

C A Í E, não é por nada, dei conta que estava a sonhar… Lídia, nº17, 7º2

Rita Morais, nº25, 7º2


QU’EST-CE QUE JE FAIS HABITUELLEMENT? J’habite avec mes parents, ma sœur de huit ans et mon frère qui a sept ans. Pendant la semaine, je me réveille à sept heures, puis je me lève, je me lave, je m’habille et je me peigne. Vers sept heures et demie, je prends le petit déjeuner. Après, mon père m’emmène à moi et à mon frère et sœur à l’école, en voiture. À la fin des classes, vers 4:45 heures, je nage à la piscine. Quand je rentre de l’école, je fais mes devoirs. Le week-end, je vais à la catéchèse et à la messe et je fais aussi de la marche avec ma famille. Sara, nº26, 7e1

LE WEEK-END PARFAIT! UNE VIE ORDINAIRE Je m’appelle Catarina Magalhães et j’habite au Portugal avec mon père, ma mère et ma sœur. Mon père et ma mère ont quarante-cinq ans. Ma sœur a seize ans et moi, j’ai douze ans. Pendant la semaine, je me réveille à sept heures. Je me lève et je vais dans la salle de bains. Après, je prépare mes vêtements et je m’habille. Ensuite, je me peigne et après, je descends les escaliers. Souvent, je rencontre ma sœur dans la cuisine. Je prépare mon petit – déjeuner : du lait, des céréales et parfois du pain et du gâteau. Ensuite, je me lave les dents et je prends congé de ma mère. Je vais à l’école en voiture avec mon père et ma sœur. Après l’école, je retourne à la maison. Je fais mes devoirs et j’étudie. Normalement, je dîne à huit heures, mais parfois j’ai des activités qui se terminent à huit heures, alors je dîne à huit heures et demie. Le lundi, après l’école, j’ai des leçons de piano, une demie – heure. Le mardi, l’après-midi, j’ai des leçons de ballet, trois quarts d’heure. Après le ballet, à sept heures moins le quart, j’ai des cours à l’institut. Le jeudi, après l’école, j’ai de nouveau des cours à l’institut. C’est une vie très remplie, mais j’aime ça. Catarina Filipa Sousa Magalhães – nº5, 7e1

Pour moi, le week-end parfait, c’est un week-end en famille, dans une maison à la plage. Le samedi matin, je me réveille et je vais prendre le petit déjeuner avec ma famille et, après, on va tous ensemble à la plage. Vers midi, on rentre à la maison pour prendre le déjeuner, on rigole ensemble, on parle beaucoup et à la fin de déjeuner on aide tous à débarrasser. Alors, on range tout, on retourne à la plage, on se baigne, on joue au ballon,… Vers dix-sept heures, on rentre à la maison et, jusqu’ à l’heure du dîner, on joue aux cartes. Le dimanche matin, je me réveille et je n’entends pas de bruits : tout le monde dort ! Je me lève, je fais des efforts pour ne pas réveiller personne, je regarde un peu la télé ! Vers dix heures, dix heures et demie, tout le monde se réveille et on va prendre le petit déjeuner. Le matin, on ne va pas à la plage, on va en ville pour faire des courses et on va déjeuner dans un petit restaurant du coin. Ma tante me dit de prendre le maillot de bain parce qu’à la fin de déjeuner, nous irons à la plage et nous ne passerons pas à la maison. À dix-huit heures, nous rentrons chez nous. Je m´amuse bien avec ce week-end ! C’est ça, pour moi, le week-end parfait ! Laura Guimarães Villain, nº18, 7º1

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MON WEEK-END PARFAIT Mon week-end parfait serait faire la grasse matinée, regarder la télévision toute la journée et ne pas avoir besoin à nettoyer la maison. J’aimerais faire des promenades à pied ou à vélo, jouer au football avec mes cousins (ils sont très amusants!). Dans l’après-midi, j’aimerais aller au cinéma avec ma meilleur amie, Sofia, et manger du maïs soufflé. En fin de journée, je rentrerais chez moi pour être réunie avec ma famille! Ce serait mon week-end parfait. Ana Catarina, nº1, 7º1

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MON ÉCOLE Salut ! J’aime bien l’école, parce qu’à l’école j’apprends beaucoup de choses différentes. Je suis en septième. Mon emploi du temps est très chargé. Le vendredi, j’ai une journée très fatigante parce que j’ai cours toute la journée. La matière que je préfère, c’est l’anglais parce que c’est très facile et amusante, j’aime le français aussi. Pour moi, la matière plus difficile est la physique et chimie parce que c’est très compliquée et difficile. Dans mon cartable, j’apporte des cahiers, des livres et ma trousse, où j’ai des stylos, un crayon, une gomme, une règle et des stylos feutres. À mon école, il est interdit de fumer et nous devons respecter les professeurs, les étudiants et les fonctionnaires. J’aime mon école parce que je passe beaucoup de temps avec mes amis, j’apprends un peu de tout et elle est très motivante, mais elle est aussi très stressante et fatigante! Maria Laura Bravo, Nº 21, 7º 1


MON ÉCOLE Dans mon école, les cours commencent à huit heures du matin et se terminent à cinq heures de l’aprèsmidi. Il est interdit de fumer et il faut respecter les professeurs et les autres étudiants. J’aime l’école parce que c’est agréable, les profs sont bien et on s’amuse bien avec les copains. Comme matières, j’étudie le portugais, l’anglais, le français, les sciences, la chimie, les maths, la géographie, l’EPS et la technologie. J’aime surtout les maths, parce que c’est intéressant. Je n’aime pas beaucoup la technologie, c’est ennuyeux. On a beaucoup de devoirs: trois ou quatre matières par jour. Par exemple, aujourd’hui, je fais une lettre pour français, des calculs pour maths et des révisions pour géographie. João Pedro Ferreira Vieira, nº15, 7º1

MON ÉCOLE Dans mon collège les cours commencent à 8 heures et quart du matin. Le lundi, j’ai cours d’Arts plastiques, Histoire, Mathématiques et Français. Le mardi, j’ai cours de Portugais, Expression Orale, Éducation Physique, Anglais et Éducation Civique. Le mercredi, j’ai cours de Physique et Chimie, Sciences et Vie de la Terre, Atelier d’Arts et Mathématiques. Le jeudi, j’ai cours d’Éducation Morale Catholique, Français et Éducation Physique et Sportive. Le vendredi, j’ai cours de Géographie, Portugais, Anglais, Études Dirigées et Aire de Projet. J’aime l’Anglais, la Géographie, l’Éducation Physique, l’Éducation Morale et Religieuse Catholique, l’Histoire et le Français. Nais je n`aime pas les Mathématique ni le Portugais. Nous avons beaucoup de devoirs et c`est très difficile tout faire, parce que nous avons peu de temps. À mon école, il faut respecter les professeurs et les autres étudiants. Il est interdit de fumer et porter un téléphone dans la salle de classe. J`aime beaucoup mon école parce que je m`amuse bien avec mes copains et les professeures sont agréable. José Nuno, nº17, 7e1

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A cor Laranja ĂŠ bem quente, Que sugere espontaneidade. Fortalece o poder da mente Criando, Ă  volta, vivacidade.


LARANJA QUENTE

ESPONTANEIDADE

PODER MENTE VIVACIDADE


CASA MUSEU JOSÉ RÉGIO No âmbito da concretização da 2ª questão geradora do 4º tema de vida (A implantação da República e as suas personalidades), o Curso de Educação e Formação de Adultos Básico 3 (EFA B3) visitou, no dia 27 de Março, a Casa Museu José Régio, em Vila do Conde. Aqui ficam algumas fotos exemplificativas desta actividade. Prof.ª Teresa Paula Alves

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VISITA À GRÁFICA DO DIÁRIO DO MINHO 16-11-2009

Explicação sobre como as notícias saem do computador, são Momentos em que o grupo aprecia o desperdício de jornais para que marcadas nas chapas e seguem para a impressão. uma edição saia perfeita. De referir que cerca de oitocentos jornais

Anabela Sousa acabam na reciclagem por imperfeições que vão sendo corrigidas ao longo do processo. Manuel Fernandes

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O técnico está a observar o jornal, para verificar se as cores estão conforme o pretendido. Só depois o jornal é impresso. Um funcionário gráfico a explicar como as notícias do jornal são Rosa Coelho

impressas. Podemos ainda ver as máquinas em funcionamento. Paulo Teixeira

Ficámos a conhecer a dimensão dos tinteiros e com uma percepção da quantidade de tinta que este tipo de impressão consome. Cristina Carvalho


VISITA À REDACÇÃO DO CORREIO DO MINHO 02-12-2009

Visita nocturna dos alunos do curso EFA B3 ao jornal Correio do Minho. Encontro do grupo à entrada. 66

Maria do Céu

Alunos do curso EFA B3 na sala de reuniões do Correio do Minho a ouvir o chefe de redacção a explicar como funciona a logística de um jornal. Teresa Machado

Na redacção do Correio do Minho, aprendemos como se faz uma notícia de jornal. O chefe da redacção explicou que os jornalistas estão divididos em quatro ilhas, cada uma correspondendo às temáticas das notícias. Arminda Vale


A VIDA

OBESIDADE INFANTIL - PROBLEMAS ASSOCIADOS 25-11-2009

Pelas ruas da triste cidade

Este é o momento em que demos por finalizada a palestra, agradecendo a presença da D. Elisabete Borges e de todos os presentes.

Vejo casas a querer ruir, Gente pobre com ansiedade

Hélder Graça

E fábricas a funcionarem e a poluir. Gente pobre com frio e fome, Outros ricos com muita sorte, Uns novos, outros velhos, Cada qual com o seu porte. Na aldeia há saúde e comida, Na cidade fome e doença, 67

Todos juntos na mesma lida, Cada um com a sua crença. A minha vida é um livro aberto Para aquele que nela entrar. Sinto cada pessoa mais perto Pois a todos quero encantar. À noite ao meu amado vou escrever Poemas que falem de amor. Tudo farei para ele ver O quanto vale a minha dor.

Anabela Sousa, EFA B3

Fim da palestra e entrega de um ramo de flores à Dra. Elisabete Borges por uma aluna do curso EFA em agradecimento da turma. Carlos Machado


MODERNIDADES

NOITE

Caminho ao longo das calçadas da minha cidade… Vejo carros, casas, cafés. Pessoas tristes, sós… Deambulando, sonhando acordadas.

Tu à noite havias de escutar A trovoada e o ar ambulante. Tu nessa margem hás-de virar Para onde estão as intempéries dominantes. Toda essa honrada esperança Ruirá na ardósia E destroçará o inverno Que vocifera a teus pés.

E tu amor? Onde estás? Nas ruas, despidas de beleza? Nas beatas espalhadas pelo chão? Ou naquele santuário que me olha no horizonte? Mundo moderno, progressista! Corres tão rápido como o rio para o mar. Porém, és muito ambicioso, egoísta… Foges, destruindo tudo à tua passagem. Pedro Teixeira, EFA B3

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NADA O fim-de-semana chegou, O almoço já findou, O astro rei ainda elevado, A poltrona recebe-me no seu regaço. O lápis quer redigir, A cabeça a divagar, A grafonola a soar melodias de outras eras, A sesta a teimar em chegar, As pálpebras a fecharem Sem nada poder fazer. Sou levado para aquele lugar onde nascem os sonhos. A herdeira a chamar, eu a despertar, O crepúsculo a despontar, O jantar a esfriar. Eu a levantar Sem nada poder fazer E o dia a acabar. Manuel Fernandes, EFA B3

Se bem que ardam os altares apaixonantes E que o sol deliberado Faça ladrar a águia, Tu avançarás na corda bamba. À noite ao deitar-me As mágoas vão chorar, De manhã ao levantar Mais aliviada vou ficar. Quando nascer o sol Novas cores vão começar Passo o dia todo a ver Como o crepúsculo vai chegar. Teresa da Silva Machado

O PASSADO A minha vida esvaindo-se. Não sei se vou chorando ou sorrindo. Rindo pondo fim a uma agonia que não aguento mais, Carpindo por deixar para trás pessoas que amo demais. Que saudades da minha rua Por onde passei bons momentos, Onde vivi a minha juventude Com encanto e sofrimentos. Lá vai ela pelas ruas cantarolando, De mãos dadas com o vento, namorando. Lá vai ela, suave na sua brisa da manhã Com o cesto colher maças. Arminda Vale, EFA B3


PRAZER

SAUDADE

Não dá mais para fingir O que estou a sentir. Por ti, estou a deslumbrar, Não o consigo mais negar.

Acordei, levantei-me E abri a janela, Olhei lá para fora E fiquei radiante. Aquela brisa a bater-me na cara, Tão pura, tão leve e transparente, Bela como o cantar dos rouxinóis.

És a única que pode saciar A fome e a sede do meu ser. Impossível de enganar A ansiedade de te ter.

Oito horas da manhã, O dia está belo, O sol doura o céu, O pescador com a cana, pesca, E tem a cara enrugada da vida que leva, A saudade, quem sabe, dos dias encantados da idade da inocência.

Faz-me querer A vida do prazer Só tu me podes dar Tudo o que possa sonhar. O sonho tornou-se realidade Pois és a minha certeza Que tudo me dá menos tristeza E que me conduz à felicidade. Amo intensamente o que faço Nem quero pensar se um dia não o poder fazer, Deslumbro-me com os aromas intensos. Como é saudável ter o que nos dá prazer! Rosa Coelho, EFA B3

VIDAS Nestas últimas semanas tantas tragédias: Tempestades, terramotos, água, Árvores a cair, Telhados a voar, Tanto desastre se vê no ar. Liga-se a televisão só se vê devastação. Nos campos, foram-se as hortaliças e os pastos. Na cidade, casas inundadas, estradas destruídas, Tantas pessoas desaparecidas. Pedro Silva, EFA B3

Já lá vão muitos anos, Demasiados, daqueles passeios à beira mar Que dávamos sozinhos, de mãos dadas, divagando e olhando. Saudade do passado, Receio do presente E medo, talvez, do futuro! Cristina Carvalho, EFA B3

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Revista Andarilho Junho 2010