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MODERNISMO NO BRASIL http://www.4shared.com/document/6H3kdvDl/MODERNISMO_NO_BRASIL_para_o_EN.html

ANTECEDENTES Missão Artística Francesa – 1816 Neoclassicismo Exposições: -Lasar Segal em 1913 - Anita Malfatti em 1917


Missão Artística Francesa     Em 26 de março de 1816 aporta no Rio de Janeiro um grupo de artistas  franceses, liderados por Joachim Lebreton (1760 - 1819), secretário recémdestituído do Institut de France. Acompanham-no o pintor histórico Debret (1768 -  1848), o paisagista Nicolas Taunay (1755 - 1830) e seu irmão, o escultor Auguste Marie Taunay (1768 - 1824), o arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850) e  o gravador de medalhas Charles-Simon Pradier (1783 - 1847). O objetivo é  fundar a primeira Academia de Arte no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. “A versão mais atual e aceita sobre a origem da Missão fala em casamento de  interesses: por um lado, o rei teria se mostrado receptivo à criação da academia; a  par dessa informação, Lebreton, com o intuito de sair da França, teria oferecido  seus serviços, arregimentando artistas dispostos a se refugiar em outro país.  Formados no ambiente neoclássico e partidários de Napoleão Bonaparte, os  artistas se sentem prejudicados com a volta dos Bourbon ao poder. Decidem vir  para o Brasil e são acolhidos por D. João, esperançoso de que possam ajudar nos  processos de renovação do Rio de Janeiro e de afirmação da corte no país.”  http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm? fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=340


“A vinda da Missão assinalou o encerramento oficial do ciclo artístico colonial, não apenas estilisticamente, mas ideologicamente. A Missão trouxe a visão neoclássica-acadêmica da arte.(...) A Arte colonial tinha sido a Arte dos  mulatos, dos autodidatas (mesmo que Aleijadinho tenha estudado em Ouro Preto) e  dos deserdados da sociedade que viram no ofício artístico a chance de subir na  rígida estrutura de classes vigente. A nova Arte que começou com D. João VI e com  a Missão Francesa seria a Arte das classes dominantes, das elites do Rio de  Janeiro, europeizadas por autodefinição e que fariam questão de um estilo europeu,  desligado das raízes populares nacionais, na mesma medida que elas, como classe,  também procuravam estar. “(LOPES)   

Aleijadinho Profeta Baruc (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 – 1805 pedra-sabão  Santuário do Bom Jesus de Matosinhos  (Congonhas do Campo, MG)  Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini


NEOCLÁSSICO- JACQUES LOUIS DAVID- O juramento dos Horácios- 1784  A guerra entre Alba e Roma, foi resolvida através de um combate até a morte entre os três  irmãos Horácios, romanos, e os três Curiáceos, albanos. Um Horácio venceu, no entanto sua  irmã Camila estava prometida a um Curiáceo e acabou também sendo morta. Ao ser preso, o pai  dos Horácios interveio alegando lealdade à pátria, conseguindo inocentá-lo. David faz uma  alegoria sobre o compromisso do poder do monarca frente a coletividade.

Marat assassinado  ou A morte de Marat -1793 sobre a morte  do deputado Jacobino


DAVID- A coroação de Josefina 1805-1807- óleo s/tela-Museu do Louvre


DEBRET Estudo para Sagração de Dom Pedro , s.d.  óleo sobre tela - 43 x 63 cm Museu Nacional de Belas Artes (RJ) 


DEBRET Engenho Manual que Faz Caldo de Cana - 1822 - aquarela sobre papel, 17,6 x  24,5 cm - Museus Castro Maya - (RJ) 


VICTOR MEIRELLES -Primeira Missa no Brasil , 1860- óleo sobre tela  268 x 356 cm- Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) 


PEDRO AMÉRICO Independência ou Morte [O Grito do Ipiranga] , 1888  óleo sobre tela  415 x 760 cm  Acervo do Museu Paulista (São Paulo, SP) 


PEDRO AMÉRICO Tiradentes esquartejado, 1893 – óleo s/t  270x165cm –  Museu Mariano Procópio. Juiz de Fora


RODOLFO AMOEDO O Último Tamoio , 1883  óleo sobre tela, 180,3 x 261,3 cm Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) 


RODOLFO AMOEDO Estudo de Mulher , 1884  óleo sobre tela, 150,5 x 200 cm  Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) 


ALMEIDA JÚNIOR  O Derrubador Brasileiro , 1879  óleo sobre tela, 227 x 182 cm  Museu Nacional de Belas Artes  (Rio de Janeiro, RJ) 


ALMEIDA JÚNIOR  Caipira Picando Fumo , 1893  óleo sobre tela  202 x 141 cm  Acervo da Pinacoteca do  Estado de São Paulo/Brasil 


ALMEIDA JÚNIOR O Violeiro , 1899 óleo sobre tela, 141 x 172 cm  Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil 


ELISEU VISCONTI Tricoteuse , 1905  óleo sobre tela, 30 x 46 cm Coleção Particular 


ELISEU VISCONTI Carrinho de Criança , 1916  óleo sobre tela 66 x 81 cm - Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ) 


RUPTURAS COM O ACADEMICISMO: -Exposição de Lasar Segal em 1913 -Exposição de Anita Malfatti em 1917 O Projeto Estético( Lasar Segall, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, entre outros), auxiliados por  literatos. e o Projeto Ideológico (comandado por  intelectuais da literatura (Mário de Andrade,  Osvald de Andrade, Menochi del Pichia, entre outros) no Movimento Modernista fazem   parte  de um  outro Movimento maior: a Busca da Identidade Nacional, através de temas  étnicos, políticos e sociais da realidade brasileira.    .    


LASAR SEGALL –  Retrato de Margarete , 1913  óleo sobre tela, c.s.e. - 70 x 50 cm –  Coleção Particular 


ANITA MALFATTI O Homem Amarelo ,  1915 - 1916  óleo sobre tela, c.i.d.  61 x 51 cm  Coleção Mário de Andrade do  Instituto de Estudos Brasileiros da  Universidade de São Paulo (SP) 


DI CAVALCANTI Capa do catálogo da exposição da Semana de Arte Moderna , 1922  Acervo do Instituto de Estudos Brasileiros - USP  Arquivo Anita Malfatti 


Modernismo no Brasil    O modernismo no Brasil tem como marco simbólico a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, no ano de 1922, considerada um divisor de águas na  história da cultura brasileira. O evento - organizado por um grupo de intelectuais e  artistas por ocasião do Centenário da Independência - declara o rompimento com o tradicionalismo cultural associado às correntes literárias e artísticas anteriores: o parnasianismo, o simbolismo e a arte acadêmica. A defesa de um  novo ponto de vista estético e o compromisso com a independência cultural do país  fazem do modernismo sinônimo de "estilo novo", diretamente associado à produção  realizada sob a influência de 1922. Heitor Villa- Lobos (1887 - 1958) na música;  Mário de Andrade (1893 - 1945) e Oswald de Andrade (1890 - 1954), na literatura; Victor Brecheret (1894 - 1955), na escultura; Anita Malfatti (1889 1964) e Di Cavalcanti (1897 - 1976), na pintura, são alguns dos participantes da  Semana, realçando sua abrangência e heterogeneidade. Os estudiosos tendem a  considerar o período de 1922 a 1930, como a fase em que se evidencia um  compromisso primeiro dos artistas com a renovação estética, beneficiada pelo  contato estreito com as vanguardas européias (cubismo, futurismo, surrealismo etc.). Tal esforço de redefinição da linguagem artística se articula a um forte  interesse pelas questões nacionais, que ganham acento destacado a partir da  década de 1930, quando os ideais de 1922 se difundem e se normalizam. 


Revista Klaxon — Mensário de Arte Moderna (1922-1923)      Capa da Revista Klaxon Recebe este nome do termo usado para  designar a buzina externa dos automóveis.  Primeiro periódico modernista, é conseqüência  das agitações em torno da Semana de Arte  Moderna. Inovadora em todos os sentidos:  gráfico, existência de publicidade, oposição  entre o velho e o novo.


Ainda que o modernismo no Brasil deva ser pensado a partir de suas expressões  múltiplas - no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco etc. - a Semana de Arte Moderna é um fenômeno eminentemente urbano e paulista, conectado ao crescimento de São Paulo na década de 1920, à industrialização, à migração maciça de estrangeiros e à urbanização. Apesar da força literária  do grupo modernista, as artes plásticas estão na base do movimento. O impulso  teria vindo da pintura, da atuação de Di Cavalcanti à frente da organização do  evento, das esculturas de Brecheret e, sobretudo, da exposição de Anita Malfatti, em 1917. Os trabalhos de Anita desse período (O Homem Amarelo, a  Estudante Russa, A Mulher de Cabelos Verdes, A Índia, A Boba, O Japonês etc.)  apresentam um compromisso com os ensinamentos da arte moderna: a pincelada livre, a problematização da relação figura/fundo, o trato da luz sem o convencional claro-escuro. A obra de Di Cavalcanti segue outra  direção. Autodidata, Di Cavalcanti trabalha como ilustrador e caricaturista. O  traço simples e estilizado se tornará a marca de sua linguagem gráfica. A pintura,  iniciada em 1917, não apresenta orientação definida. Suas obras revelam certo  ecletismo, alternando o tom romântico e "penumbrista" (Boêmios, 1921) com as  inspirações em Pablo Picasso (1881 - 1973), Georges Braque (1882 - 1963 e  Paul Cézanne (1839 - 1906), que o levam à geometrização da forma e à  exploração da cor (Samba e Modelo no Ateliê, ambas de 1925). Os contrastes  cromáticos e os elementos ornamentais da pintura de Henri Matisse (1869 -  1954), por sua vez, estão na raiz de trabalhos como Mulher e Paisagem (1931). 


A formação italiana e a experiência francesa marcam as esculturas de Brecheret.  Autor da maquete do Monumento às Bandeiras (1920), e de 12 peças expostas  na Semana (entre elas, Cabeça de Cristo, Daisy e Torso), Brecheret é o escultor  do grupo modernista, comparado aos escultores franceses Auguste Rodin (1840 -  1917) e Emile Antoine Bourdelle (1861 - 1929) pelos críticos da época. Tarsila do Amaral (1886 - 1973) não esteve presente ao evento de 1922, o que  não tira o seu lugar de grande expoente do modernismo brasileiro. Associando a  experiência francesa - e o aprendizado com André Lhote (1885 - 1962), Albert  Gleizes (1881 - 1953) e Fernand Léger (1881 - 1955) - aos temas nacionais, a  pintora produz uma obra emblemática das preocupações do grupo modernista.  Da pintura francesa, especialmente das "paisagens animadas" de Léger, Tarsila  retira a imagem da máquina como ícone da sociedade industrial e moderna. As  engrenagens produzem efeito estético preciso, fornecendo uma linguagem aos  trabalhos: seus contornos, cores e planos modulados introduzem movimento às  telas, como em E.F.C.B. (1924) e A Gare (1925). A essa primeira fase "paubrasil", caracterizada pelas paisagens nativas e figurações líricas, segue-se um  curto período antropofágico, 1927-1929, que eclode com Abaporu (1928). A  redução de cores e de elementos, as imagens oníricas e a atmosfera surrealista  (por exemplo, Urutu, O Touro e O Sono, de 1928) marcam os traços essenciais  desse momento. A viagem à URSS, em 1931, está na origem de uma guinada  social na obra de Tarsila (Operários, 1933), que coincide com a inflexão nacionalista do período, exemplarmente representada por Candido Portinari  (1903 - 1962). 


Portinari pode ser tomado como expressão típica do modernismo de 1930. À  pesquisa de temas nacionais e ao forte acento social e político dos trabalhos  associam-se o cubismo de Picasso, o muralismo mexicano e a Escola de Paris  (entre outros, Mestiço, 1934, Mulher com Criança, 1938 e O Lavrador de Café,  1939). Lasar Segall (1891 - 1957), formado no léxico expressionista alemão,  aproxima-se dos modernistas em 1923, quando se instala no país. Parte de sua  obra, ampla e diversificada, registra a paisagem e as figuras locais em sintonia  com as preocupações modernistas (Mulato 1, 1924, O Bebedouro e Bananal,  1927). Ainda que o termo modernismo remeta diretamente à produção realizada  sob a égide de 1922 - na qual se incluem também os nomes de Vicente do Rego  Monteiro (1899 - 1970), Antonio Gomide (1895 - 1967), John Graz (1891 - 1980) e  Zina Aita (1900 - 1967) - a produção moderna no país deve ser pensada em  chave ampliada, incluindo obras anteriores à década de 1920 - as de Eliseu  Visconti (1866 - 1944) e Castagneto (1851 - 1900), por exemplo -, e pesquisas  que passaram ao largo da Semana de Arte Moderna, como as dos artistas  ligados ao Grupo Santa Helena (Francisco Rebolo (1902 - 1980), Alfredo Volpi  (1896 - 1988), Clóvis Graciano (1907 - 1988) etc.). http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm? fuseaction=termos_texto&cd_verbete=359


ANITA MALFATTI (1889 - 1964)      Anita Catarina Malfatti (São Paulo SP 1889 - idem  1964). Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e  professora. Inicia seu aprendizado artístico com a  mãe, Bety Malfatti (1866 - 1952). Devido a uma  atrofia congênita no braço e na mão direita, utiliza a  esquerda para pintar. Reside na Alemanha entre  1910 e 1914, onde tem contato com a arte dos  museus, freqüenta por um ano a Academia Imperial  de Belas Artes, em Berlim, e posteriormente estuda  com Fritz Burger-Mühlfeld (1867 - 1927), Lovis  Corinth (1858 - 1925) e Ernst Bischoff-Culm. De  1915 a 1916 reside em Nova York e tem aulas com  George Brant Bridgman (1864 - 1943), Dimitri  Romanoffsky (s.d. - 1971) e Dodge, na Arts Students  League of New York, e com Homer Boss (1882 -  1956), na Independent School of Art. 

ANITA MALFATTI- Auto-Retrato , 1922  pastel sobre papelão, c.i.d.  36,5 x 25,5 cm  Coleção de Artes Visuais do Instituto de  Estudos Brasileiros - USP (São Paulo, SP) 


Sua primeira individual acontece em São Paulo, em 1914, no Mappin Stores, mas é a partir de 1917 que se torna conhecida quando em uma exposição protagonizada pela artista - em que também expunham artistas norteamericanos - recebe críticas de Monteiro Lobato (1882 - 1948) no artigo A Propósito da Exposição Malfatti, mais tarde transcrito em livro com o título Paranóia ou Mistificação? Em sua defesa, Oswald de Andrade publica, em 1918, artigo no Jornal do Comércio.  Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna expondo 20 trabalhos, entre eles O Homem Amarelo (1915/1916) e integra, ao lado de Tarsila do Amaral (1886 - 1973), Mário de Andrade (1893 - 1945), Oswald de Andrade (1890 - 1954) e Menotti Del Pichia (1892 - 1988), o Grupo dos Cinco. No ano seguinte, recebe  bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e parte para Paris,  onde é aluna de Maurice Denis (1870 - 1943), freqüenta cursos livres de arte e  mantém contatos com Fernand Léger (1881 - 1955), Henri Matisse (1869 - 1954) e  Tsugouharu Foujita (1886 - 1968). Retorna ao Brasil em 1928 e leciona desenho e  pintura no Mackenzie College, na Escola Normal Americana, na Associação Cívica  Feminina e em seu ateliê. Na década de 1930, em São Paulo, integra a Sociedade  Pró-Arte Moderna - SPAM, a Família Artística Paulista - FAP e participa do Salão  Revolucionário. A primeira retrospectiva acontece em 1949, no Museu de Arte de  São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Em 1951, participa do 1º Salão Paulista de  Arte Moderna e da 1ª Bienal Internacional de São Paulo.


ANITA MALFATTI O Homem Amarelo (1ª Versão) ,  1915 - 1916  carvão e pastel sobre papel,  61 x 45,5 cm  Coleção de Artes Visuais do Instituto  de Estudos Brasileiros - USP  (São Paulo, SP) 


ANITA MALFATTI- A Boba ,  1915 - 1916  óleo sobre tela,   61 x 50,6 cm  Coleção Museu de Arte  Contemporânea da Universidade  de São Paulo (SP) 


ANITA MALFATTI A Estudante ,  1915 - 1916  óleo sobre tela, c.s.d.  76 x 61 cm  Museu de Arte de São Paulo  Assis Chateaubriand (SP) 


ANITA MALFATTI A Mulher de Cabelos Verdes ,  1915 - 1916  óleo sobre tela,  61 x 51 cm  Coleção Particular 


ANITA MALFATTI O Japonês , 1915 - 1916  óleo sobre tela,  61 x 51 cm  Coleção Mário de Andrade do  Instituto de Estudos Brasileiros da  Universidade de São Paulo (SP) 


ANITA MALFATTI O Homem de Sete Cores ,  1915 - 1916  carvão e pastel sobre papel, 60,7 x 45 cm  Museu de Arte Brasileira –  FAAP (São Paulo, SP) 


ANITA MALFATTI- Tropical , 1917 óleo sobre tela, c.i.e. 77 x 102 cm  Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil 


ANITA MALFATTI A Japonesa , 1924  óleo sobre tela,  100 x 80 cm  Coleção Gilberto Chateaubriand –  MAM/RJ 


TARSILA DO AMARAL (1886 - 1973) Não esteve presente ao evento de 1922. Produz uma  obra emblemática das preocupações do grupo modernista.  Primeira fase "pau-brasil", caracterizada pelas paisagens  nativas e figurações líricas, segue-se um curto período antropofágico, 1927-1929, que eclode com Abaporu  (1928). A redução de cores e de elementos, as imagens  oníricas e a atmosfera surrealista (por exemplo, Urutu, O Touro e O Sono, de 1928) marcam os traços essenciais  desse momento. A viagem à URSS, em 1931, está na  origem de uma guinada social na obra de Tarsila  (Operários, 1933), que coincide com a inflexão nacionalista  do período.

TARSILA DO AMARAL  (1886 - 1973)   Auto-Retrato [Manteau Rouge] ,  1923 - óleo sobre tela, c.i.d.  73 x 60 cm  Museu Nacional de  Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) 


TARSILA DO AMARAL  A Negra , 1923  óleo sobre tela, c.i.d.  100 x 80 cm  Coleção Museu de Arte  Contemporânea da Universidade  de São Paulo (SP) 


TARSILA DO AMARAL - A Cuca , 1924  óleo sobre tela, c.i.d. 73 x 100 cm  Acervo Musée de Grénoble, França 


TARSILA DO AMARAL- São Paulo , 1924  óleo sobre tela,.  57 x 90 cm  Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil 


TARSILA DO AMARAL  Vendedor de Frutas , 1925  óleo sobre tela,  108,5 x 84,5 cm  Coleção Gilberto Chateaubriand –  MAM/RJ (Rio de Janeiro RJ) 


TARSILA DO AMARAL  Religião Brasileira , 1927 - óleo sobre tela, c.i.e. - 63 x 76 cm  Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo. Palácio Boa  Vista (Campos do Jordão, SP) 


TARSILA DO AMARAL - Abaporu , 1928- óleo sobre tela, c.i.d. -85 x 73 cm  Colección Costantini (Buenos Aires, Argentina) 


TARSILA DO AMARAL -Sol Poente , 1929 -óleo sobre tela, c.i.d.  54 x 65 cm - Coleção Particular 


TARSILA DO AMARAL -Antropofagia , 1929 -óleo sobre tela, c.i.d. -126 x 142 cm  Acervo Fundação José e Paulina Nemirovsky (São Paulo, SP) 


TARSILA DO AMARAL- Operários , 1933 - óleo sobre tela, 150 x 230 cm  Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo.  Palácio Boa Vista (Campos do Jordão, SP) 


CANDIDO PORTINARI (1903- 1962)

Estuda na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, com Rodolfo Amoedo (1857-1941),  entre outros. Obtém o prêmio de viagem ao exterior em 1928 e segue para a Europa em 1929.  Retorna ao Brasil no início de 1931. A produção de Portinari é variada em seus temas e em algumas telas apresenta lembranças de  Brodósqui, jogos infantis e cenas de circo. As figuras são diminutas, sem rostos, contrastando com a imensidão da paisagem, na qual predominam os tons de marrom, como em Futebol (1935).  Revela forte preocupação social, procurando captar tipos populares e enfatizar o papel dos  trabalhadores.  (...)No início da carreira, declara a intenção de criar uma    pintura caracteristicamente nacional, baseada em tipos  brasileiros, manifestando admiração pela obra de Almeida  Júnior (1850 - 1899). O ideal de Portinari encontra apoio  nas idéias do escritor e crítico Mário de Andrade (1893 -  1945), que defende a necessidade da criação no Brasil de  uma arte nacional e moderna. Como nota Chiarelli, para  Mário de Andrade, em grande parte de suas pinturas,  Portinari não está preocupado em retratar um brasileiro  determinado (como faz Almeida Júnior no fim do século  XIX), mas o brasileiro. Ao superar a pintura regionalista de  Almeida Júnior, que antecede o modernismo, Portinari  produz uma obra que possui esse caráter nacional e  moderno, não apenas pelos temas tratados mas também  por suas grandes qualidades plásticas. 


Nos quadros O Mestiço e Lavrador de Café (ambos de 1934) os  personagens são pintados em  composições monumentais e  predominam os tons de marrom da  paisagem, na qual se destacam os  campos cultivados ao fundo. Também  em Café (1934), a figura humana adquire formas escultóricas robustas, com o agigantamento das mãos e pés, recurso que reforça a ligação dos personagens com o mundo do trabalho e da terra. Portinari realiza um conjunto de  afrescos para o Ministério da  Educação e Cultura - MEC (19361938), com tema ligado aos ciclos  econômicos do país. 

CANDIDO PORTINARI   O Lavrador de Café , 1934  óleo sobre tela, 100 x 81 cm  Museu de Arte de São Paulo  Assis Chateaubriand (SP) 


CANDIDO PORTINARI Café , 1935  óleo sobre tela, 130 x 195 cm  Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) 


CANDIDO PORTINARI Paisagem de Brodósqui , 1940  óleo sobre tela, 81 x 100 cm - Coleção Gilberto Chateaubriand 


Portinari revela, desde o início da carreira, admira a obra de Picasso, que é renovada na  década de 1940, após a visão de Guernica, o que pode ser percebido no uso dos tons de  cinza, na teatralidade dos gestos, na criação de um espaço abstrato, na deformação  pronunciada e no choque constante entre figura e fundo. Já na Série Retirantes o artista  expressa a tragédia dos retirantes por meio dos gestos crispados das mãos e das lágrimas de  pedra e a desarticulação das figuras, realizadas em um ritmo definido pelas linhas negras,  com um fundo que tende à abstração em algumas obras.  Pinta, em 1941, os painéis para a Libary of Congress [Biblioteca do Congresso] em  Washington D.C. (Estados Unidos), com temas da história do Brasil. os painéis têm como  protagonistas, mais uma vez, os trabalhadores, como em Descobrimento. Entre 1953 e 1956,  realiza os murais Guerra e Paz (1953-1956) para a sede da ONU, em Nova York. Esses  murais apresentam um resumo da iconografia do artista: neles estão presentes a mãe com o  filho morto, os retirantes e os meninos de Brodósqui. 

PABLO PICASSO, Guernica, 1937, 349 x 776 cm., óleo s/ tela, Museu Nacional Rainha Sofía, Madrid.


CANDIDO PORTINARI  O Massacre dos Inocentes (painel da Rádio Tupi, SP) ,1943  Série Bíblica  têmpera sobre tela  150 x 150 cm  Museu de Arte de  São Paulo Assis Chateaubriand (SP) 


CANDIDO PORTINARI Retirantes , 1944  óleo sobre tela, 190 x 180 cm  Museu de Arte de  São Paulo Assis  Chateaubriand (SP) 


CANDIDO PORTINARI A Primeira Missa no Brasil (painel) 1948 - Têmpera sobre tela , 266 x 598 cm 

VICTOR MEIRELLES Primeira Missa no Brasil 1860- óleo sobre tela  268 x 356 cm-  Museu Nacional de Belas Artes  (Rio de Janeiro, RJ) 


CANDIDO PORTINARI Tiradentes (painel - detalhe)  1948 - 1949 - têmpera sobre tela. 309 x 1767 cm  Fundação Memorial da América Latina (São Paulo, SP)  Obs.:encomenda de Francisco Inácio Peixoto,  destinada ao Colégio de Cataguases  


DI CAVALCANTI(1897 - 1976) Em 1917, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira exposição individual  de caricaturas e faz ilustrações e capas para a revista O Pirralho.  A efervescência  cultural em alguns círculos modernos de São Paulo e a exposição de Anita Malfatti  levam-no a retomar o estudo de pintura.  Na década de 20, torna-se amigo de intelectuais (Mário de Andrade, Oswald de  Andrade e Guilherme de Almeida), sendo sua a idéia da Semana de Arte  Moderna de 1922, para a qual cria o catálogo e o cartaz. Em 1923, viaja para Paris.  Retorna ao Brasil em 1925. Passa a apresentar em sua pintura um uso mais  acentuado da cor, iluminando a sua paleta. 

DI CAVALCANTI   Auto-Retrato , 1969  óleo sobre tela, c.i.d.  79,5 x 63,5 cm  Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM  RJ 


DI CAVALCANTI -Samba ,  1925  óleo sobre tela,   177 x 154 cm  Coleção Geneviève e  Jean Boghici 


DI CAVALCANTI Meninas Cariocas , 1926  óleo sobre cartão, c.i.e.  52 x 44 cm 


O diálogo com a obra de Pablo  Picasso pode ser observado no  porte volumoso e monumental dos  personagens ou no tratamento  dado às mãos e aos pés das  figuras, como em Modelo no Ateliê, 1925 ou Cinco Moças de Guaratinguetá, 1930. Utiliza  formas simplificadas e curvilíneas  e cores quentes, em especial  vários tons de vermelho. Defensor ardoroso da arte  figurativa, em 1948 posiciona-se a  favor de uma arte nacional e  contra o abstracionismo,  tendência que começava a  expandir-se no país. DI CAVALCANTI Cinco Moças de Guaratinguetá 1930  óleo sobre tela,100 x 64 cm  Museu de Arte de São Paulo Assis  Chateaubriand (SP) 


DI CAVALCANTI , Mulher com Gato , 1966- óleo sobre tela, c.i.d.- 125,5 x 152,5 cm  Coleção Particular 


ALFREDO VOLPI (Lucca Itália 1896 - São Paulo SP 1988 Volpi visita a exposição de pintura moderna de 1917. Sua primeira exposição coletiva  ocorre em 1925. 

ALFREDO VOLPI - [Feira do Cambuci] , déc. 1920 óleo sobre tela, c.i.e. 20 x 25  cm Coleção Particular Reprodução fotografica Horst Merkel


Nos anos 30 participa, com o Grupo Santa Helena (formado por artistas que  alugavam salas no edifício Santa Helena, na Praça da Sé) de excursões para pintar  os subúrbios e de sessões de desenho com modelo vivo. Em 1937,  a partir do  contato com o pintor Ernesto de Fiori, aprende que o assunto da pintura e suas  possibilidades narrativas não são tão importantes quanto seus elementos plásticos e  formais. O uso de cores vivas e foscas e um tratamento mais intenso da matéria  pictórica, surgem de diálogos com o artista ítalo-alemão

ALFREDO VOLPI -   [Esquina, Centro de São Paulo] , início da déc. de 1930  óleo sobre tela colada  sobre cartão, c.i.e.  39 x 49 cm  Reprodução fotografica  Romulo Fialdini


Na década de 1940, seu trabalho passa por uma rigorosa simplificação formal, mas  a perspectiva sugerida no quadro não chega a representar a recusa da planaridade  da tela. Nesse período, o caráter construtivo de sua pintura se afirma entre os  planos das fachadas, telhados e paisagem. 

ALFREDO VOLPI -[Casario com Esquina] , déc. 1940 têmpera sobre tela, c.i.e.  38,5 x 55 cm Coleção Particular Reprodução fotografica Romulo Fialdini


Participa das três primeiras Bienais Internacionais de São Paulo e, em 1953, divide com  Di Cavalcanti , o prêmio de Melhor Pintor Nacional. Da série das fachadas surgem as  bandeirinhas de festa junina, que, se tornam elementos compositivos autônomos.  Participa, em 1957, da 1ª Exposição de Arte Concreta, mas nunca se prende ao rigor  formal geométrico do movimento. 

ALFREDO VOLPI -   [Casario de Mogi das Cruzes] ,  déc. 1950 têmpera  sobre tela, c.i.d.  116 x 190 cm  Coleção Particular  Reprodução fotografica Romulo Fialdini


ALFREDO VOLPI -  [Fachada com Bandeirinhas] , déc. 50  têmpera sobre tela, c.i.d. 73 x 116 cm Coleção Particular  Reprodução fotografica autoria desconhecida


ALFREDO VOLPI - [Bandeirinhas] , déc. 1960 têmpera sobre tela  72,5 x 101 cm Coleção Particular Reprodução fotografica Horst Merke


Modernismo Brasileiro PONTO 1: Situar o contexto em que ocorrerá a Semana de Arte Moderna de 1922. Ou seja, falar brevemente dos antecedentes. Estes seriam, o predomínio de  uma produção artística, na pintura principalmente, da características  academicistas. Isto em função da criação da Academia Imperial de Belas  Artes em 1826 (o que significa o controle da atividade artística e a fixação rígida de padrões de gosto).  Desta forma temos na arte produzida no Brasil, pintura principalmente, em  termos FORMAIS imagens de realismo fotográfico e naturalista. Já em  relação à TEMÁTICA, a pintura se caracterizará pelos temas de: paisagens,  retratos (principalmente de nobres) e pinturas históricas (ou seja, pinturas  que retratam grandes acontecimentos da vida política brasileira como a  Primeira Missa no Brasil ou O Grito do Ipiranga). Entretanto, podemos dizer que já aparecem no final do século XIX algumas  produções com características que as aproximam do “projeto modernista de  22” no que diz respeito, principalmente à temática. Artistas como Almeida  Júnior voltam-se para um temática “nacionalista” ao retratar tipos  tipicamente brasileiros: 


ALMEIDA JÚNIOR Caipira Picando Fumo   1893. óleo sobre tela. 202 x 141 cm  Acervo da Pinacoteca do  Estado de São Paulo/Brasil 

ALMEIDA JÚNIOR- O Derrubador Brasileiro ,  1879-óleo sobre tela, 227 x 182 cm Museu  Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) 


Caipira picando Fumo e O Derrubador Brasileiro, telas de  Almeida Júnior de temática “brasileira”, note-se porém que no  aspecto formal as obras são realizadas sobre os preceitos do academicismo: - realismo fotográfico; - figuras e objetos de forma bem trabalhada e delimitada pelo desenho; - uso do claro-escuro na elaboração da pintura, enfatizando o aspecto tridimensional a partir da representação da luz e da sombra; - cuidado de representação de pequenos detalhes como, textura da madeira, pregas de tecidos, folhagens das árvores, etc. 


PONTO 2: A exposição de Anita Malfatti. Considerada a grande precursora do Modernismo no Brasil, o  trabalho de Anita se caracteriza pelo traços  EXPRESSIONISTAS que diferenciam sua obra dos trabalhos  de cunho acadêmico. Neste sentido podemos destacar: -pintura feita diretamente sobre a tela, sem que fosse feito um desenho para organizar a forma, por baixo; -pintura realizada de forma GESTUAL (lembrar que a pintura acadêmica tenta não deixar vestígios da sua feitura); -pinceladas e tinta, assim como os vários tons de uma cor utilizada visíveis; ausência de claro-escuro; -formas aparentemente “deformadas” em vista da realização da pintura com ênfase no gestual.


O Farol de Monhegan e A Estudante Russa obras de Anita de 1915. 


A Exposição de Pintura Moderna - Anita Malfatti, realizada em São Paulo,  entre 12 de dezembro de 1917 e 11 de janeiro de 1918, é considerada um  marco na história da arte moderna no Brasil e o "estopim" da Semana de  Arte Moderna de 1922,  [...] Além das obras da artista, são apresentados trabalhos de nomes  internacionais ligados às vanguardas históricas, como Floyd O'Neale, Sara  Friedman e Abraham S. Baylinson (1882-1950). Desse modo, como indica o  historiador Tadeu Chiarelli, a exposição deve ser entendida como uma  "coletiva de arte moderna protagonizada por Anita Malfatti, e não uma individual da pintora".  O impacto das telas de Anita tem a ver com seu aspecto expressionista,  novo para os padrões da arte brasileira de então. [...] As telas  expressionistas apresentadas por Anita Malfatti na Exposição de Pintura  Moderna representam um conjunto inédito para o público da época. Nas  obras expostas - como Homem Amarelo, por exemplo - são incorporados  procedimentos básicos da arte moderna: a relação dinâmica e tensa entre a  figura e fundo; a pincelada livre que valoriza os detalhes da superfície; os  tons fortes e usados de forma não convencional; as sugestões de luz que  fogem ao claro-escuro tradicional; e uma liberdade de composição. A  novidade da pintora é apreendida pelos jovens artistas da época: 


"Não posso falar pelos meus companheiros de então", indica Mário de  Andrade (1893 - 1945), "mas eu, pessoalmente, devo a revelação do novo e  a convicção da revolta a ela e à força de seus quadros". Em sentido  semelhante, aponta Di Cavalcanti (1897 - 1976): "A exposição de Anita foi a  revelação de algo mais novo do que o impressionismo". Se Lasar Segall  (1891 - 1957) já havia exposto na cidade, em 1913, sua exposição parece  ter passado despercebida naquele momento. Nesse sentido, o caráter de  precursora do modernismo de 1922 é atribuído a Anita Mafaltti pelos críticos  e participantes da Semana de Arte Moderna. Em A Gazeta de 13 de  fevereiro de 1922, Mário de Andrade é, mais uma vez, enfático: "quem  manifestou primeiro o desejo de construir sobre novas bases a pintura? São  Paulo com Anita Malfatti". A imediata incorporação da pintora recémchegada pelos jovens modernistas pode ser aferida também pelo destaque a  ela concedido na programação da Semana de Arte Moderna: Anita é a maior  representação individual na exposição com 12 telas a óleo, oito peças entre  gravuras e desenhos. 


PONTO 3: Anita e a Semana de Arte Moderna de 1922


Com relação à semana de arte moderna de 1922, o principal a ser  enfatizado é o caráter político do movimento que busca uma alteração da  ordem vigente. Em termos políticos o Brasil passa por um período de  revoltas e levantes além de industrialização e urbanização – em São  Paulo principalmente – que começam a gerar idéias de alteridade na  ordem político e nos valores morais, culturais e de comportamento. A  grande inovação da semana é seu “discurso”sendo que em termos  formais  - no que diz respeito às artes plásticas – não se pode falar de  uma estética moderna propriamente dita. Vale enfatizar o importante  papel da literatura e da poesia neste movimento, bem como situar a  semana em um momento de grande questionamento no País no que diz  respeito às suas instituições o que, obviamente acarretará em nossa área  questões tais como: o que viria a ser uma arte autenticamente “brasileira”.  Com relação à obra de Anita cabe ressaltar que não apresenta grandes  inovações plásticas, muito embora ainda cause impacto sua  “desconstrução” da figura num trabalho de aspecto expressionista. 


Tarsila do Amaral, contudo, apresenta o que – creio – mais possa se aproximar de uma arte  “moderna” no sentido de ser inovadora plasticamente, apresentando soluções formais que não  podemos remeter diretamente a nenhum movimento de origem europeu do período.  Inovações formais na obra de Tarsila - elaboração de formas geometrizadas e simplificadas, lembrando em alguns aspectos a produção de artistas “ingênuos”; - uso de cores fortes (pelo menos para os padrões acadêmicos e para os padrões da pintura européia) e muitas vezes bastante chapada; - há uma ênfase no aspecto bidimensional da superfície pictórica, não usa a perspectiva nem o claro/escuro; -a composição, tanto pelas formas como pelo arranjo das mesmas possui um aspecto lúdico o que pode ser comum nas produções visuais contemporâneas mas não era usual na Arte até tal período.

Na obra de Anita e Tarsila, cabe destacar que, em obras posteriores à semana, irão  voltar-se também para temáticas como a população e a paisagem brasileiras.


Sem programa estético definido, a Semana desempenha na história da arte  brasileira muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo  vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento  construtivo de propostas e criação de novas linguagens. [...] Na palestra proferida por Mário de Andrade na tarde do dia 15 [...] ocorre  uma das primeiras tentativas de formulação de idéias estéticas modernas no  país. [...] o autor antevê a importância de temperar o processo de importação  da estética moderna com o nativismo, o movimento de voltar-se para as raízes  da cultura popular brasileira.  [...] a Semana de 22 não representa um rompimento profundo na história da  arte brasileira. Pois no conjunto de qualidade irregular de obras expostas não  se identifica uma unidade de expressão, ou algo como uma estética radical do  modernismo. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos  os antagonismos, esse evento configura-se como um fato cultural fundamental  para a compreensão do desenvolvimento da arte moderna no Brasil.


PONTO 4: Desdobramentos do Modernismo: 4.a) Modernismo da caráter nacionalista: DI CAVALCANTI e PORTINARI A principal questão aqui é a produção de uma arte que tenta ser brasileira  principalmente no que diz respeito à temática, sendo modestas no que diz respeito a  inovações formais. 


4.b) Modernismo concreto: VOLPI Chamar a atenção para o aspecto concreto desta produção que, do  ponto de vista formal, poderíamos caracterizar como “moderna de fato”,  ou seja produção de uma imagem que abre mão da representação dos  aspectos visíveis do mundo e que se concentra em aspectos de  composição da obra pictórica tais como formas, relação entre as formas  e seus “vazios”(o que é a forma e o que é o vazio neste caso?!), relação  entre as cores, uso de formas geométricas e de uma composição  “equilibrada matematicamente”. Esta produção seria o exemplo mais  próximo que teríamos da produção concreta de artistas tais como  Mondrian, por exemplo.  NOTA: todas as citações foram retiradas do site Itaú Cultural/ Enciclopédia Itaú de Artes Visuais)


BIBLIOGRAFIA LOPEZ, Luiz Roberto. Arte Brasileira. Projeto Cultural Unificado. P.Alegre, sd http://www.itaucultural.org.br/


QUESTÕES ENVOLVENDO  EDUCAÇÃO ARTÍSTICA NAS  PROVAS DO ENEM


ENEM -2002-

GABARITO: (E)


ENEM - 2003

GABARITO: (E)


ENEM - 2004

GABARITO: (E)


ENEM - 2005

GABARITOS: (C) e (C)


ENEM - 2007

GABARITO: (C)

GABARITO: (C)

GABARITO: (E)


ENEM - 2008

GABARITO: (D)


MODERNISMO NO BRASIL PARA O ENEM