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Ano V N.º 25 Preço: 0,50 •

Escola Secundária

de

Casquilhos - Barreiro

jun 10

Diretor: Renato Albuquerque

philtro, pharmacia lyrio, physica çaloio, çapato thermometro, tio agglomerar, prometter, commum 1885 - Princípios jerais de toda ortografia Na ortografia, por consecuência, não se pode fazer uso de sinais É evidente que a acentuação gráfica é inútil na língua escrita influéncia dêstes sôbre a modulação da vogal precedente estuda-se a linguajem portuguesa crèdor prègar agùentar São innúmeros os exemplos Logo não teem acento gráfico ~ tambee ~ ~ ninguee, poree, immigrar, emmalar para, pára respectivo, trajectória, baptismo, concepção ¿ Onde ? caia, caía dar-lh’o ha bateis, batéis 1945 - facto, fato andámos, andamos para, pára câmara, pânico académico, anatómico tem, têm vem, vêm ver, vêem ler, lêem Onde? Janeiro, Fevereiro cerca (verbo ou substantivo) desumano agradàvelmente, òrfãozinho, màzinha o Estado, a Nação pacto, adepto, objectivo, director baptismo, roptura 1973 - agradavelmente, sozinho, mazinha 1990 - janeiro, fevereiro diretor, objetivo, projeto, coleção têm, vêm higiénico, higiênico; bebé, bebê; caraté, caratê veem, deem amamos (passado e presente) Biblioteca Escolar

Entrevista

Acordo Ortográfico

A Biblioteca Escolar assegurou um financiamento superior a 5.000• por parte da Fundação Calouste Gulbenkian que lhe vai permitir continuar o seu ambicioso plano de desenvolvimento.

Depois da entrevista ao Diretor da escola impunha-se ouvir a Presidente de outro órgão de gestão da escola, o Conselho Geral. Entrevistámos a professora Maria Emília Santos.

Esta edição segue o Acordo Ortográfico de 1990.

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páginas 6 a 8

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ESCrito

Aposentações

Foto da família

Foto: Orlando Nunes

Continua a corrida às aposentações entre os diversos funcionários e professores da escola. Lembramos aqui as que ocorreram desde a nossa última edição.

Alcina Cunha

A D. Fernanda Vilhena era talvez a funcionária que permanecia há mais tempo na Secretaria da escola, atendendo, ano após ano, gerações de alunos, professores e funcionários (aposentada em novembro de 2009). A D. Alcina Cunha desempenhava também as suas funções na Secretaria da escola. É casada com o Luís Cunha, professor e um dos grandes entusiastas da Universidade da Terceira Idade do Barreiro (aposentada em novembro de 2009). O Sr. Sabino desempenhava funções de segurança e vigilância na escola há poucos anos mas tinha já recolhido a amizade de todos, mesmo entre os alunos mais indisciplinados, graças à sua simpatia e espírito de justiça (aposentado em dezembro de 2009). A D. Maria José Gil desempenhava funções de Auxiliar de Ação Educativa já há muitos anos, ultimamente, na Papelaria da escola. As netas (trigémeas) esperam agora ainda mais mimos da avó (aposentada em março de 2010).

Sabino

Maria José Gil

Foto da família

Fernanda Vilhena

Adelaide Carvalho

A professora Adelaide Carvalho lecionou Geografia aos alunos da escola, desempenhando também vários cargos de entre os quais se pode referir a presidência do Conselho Pedagógico (aposentada em abril de 2010). Também em abril de 2010 passou à situação de aposentada a professora Filomena Mateus que se encontrava afastada da escola há vários anos por motivos de saúde. Sendo professora de Têxteis, lecionava ultimamente Educação Tecnológica.

Segue no Facebook o Grupo dos “Antigos Alunos da Escola Secundária dos Casquilhos”:

José Lourenço Mestre

Em fevereiro faleceu o sr. Mestre que durante muitos anos, até à década de 80, foi o Chefe dos Serviços Administrativos da escola. Era tio do professor José Mestre Coelho, recentemente aposentado. Faleceu em janeiro, aos 62 anos, a Sr.ª D. Dolores Oliveira que se encontrava aposentada e que durante muitos anos trabalhou nos Serviços Administrativos desta escola. Às famílias, apresentamos os mais sinceros pêsames.

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Ficha técnica

ESCrito Proprietário: Escola Secundária de Casquilhos – Barreiro Diretor: Renato Albuquerque (prof. G. 400) Colaboraram neste número: Filipa Valente (12ºD); Mária Almeida (prof. G. 500); Mestre Coelho (ex-prof.); Paulo Nunes (prof. G. 600); Rui Luz (prof. G. 620) Fotos: Cláudio Ferreira (ex-aluno); Conceição Pimenta (prof. G. 510); Inês Esteves (11ºC); Isabel Lopes (prof. G. 520); Joana Silva (11ºC); Maria do Anjo Albuquerque (prof. G. 510); Paulo Nunes; Sara Afonso (11ºE); Orlando Nunes (prof. G. 420); Renato Albuquerque. Os nossos agradecimentos às famílias da D. Alcina Cunha e do Sr. Mestre Maquetagem: ReAL Impressão: Serviços de Reprografia da Escola Capa: ReAL Correspondência: Jornal ESCrito. Escola Secundária de Casquilhos. Quinta dos Casquilhos. 2830-046 BARREIRO Telef.: 212148370 Fax:212140265 E mail: jornal@esec-casquilhos.rcts.pt Tiragem desta edição: 350 exemplares Publicação anotada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Os textos não assinados são da responsabilidade da Direção. As fotos não identificadas são de Renato Albuquerque


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Projeto Educativo em discussão Editorial

Proposta apresenta objetivos para os próximos 3 anos Está em discussão a proposta de Projeto Educativo para o triénio 2010/2013 elaborada por uma equipa do Conselho Pedagógico constituída pelos professores Carmen Oliveira, Paulo Nunes e Renato Albuquerque. Esta proposta visa definir as linhas orientadoras para os próximos 3 anos da nossa escola (ESC) e terá de vir a ser aprovada pelo Conselho Geral. Como diz a legislação1, este é “o documento que consagra a orientação educativa do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais o agrupamento de escolas ou escola não agrupada se propõe cumprir a sua função educativa”. A proposta apresentada está organizada em 3 grandes domínios: domínio curricular e pedagógico (objectivos do grupo 5.1.), psicossocial e comunitário (grupo 5.2.) e organizacional e logístico (grupo 5.3.). Com base nesta estrutura são propostos os seguintes objetivos: 5.1.A. - Promover o sucesso educativo. Melhorar as classificações fomentando a formação e a qualificação dos jovens com base em princípios de rigor, exigência, qualidade e inovação. 5.1.B - Reduzir o abandono escolar precoce do sistema de educação. 5.1.C. - Centrar as aprendizagens nos alunos. 5.1.D. - Incrementar a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. 5.1.E. - Diversificar a oferta curricular e os percursos formativos. Proporcionar alternativas e criar oportunidades face ao contexto socioeconómico envolvente. 5.2.A. - Educar para a cidadania. Desenvolver comportamentos num exercício de direitos e deveres de cidadania, e atitudes preventivas no âmbito da saúde, ambiente, consumo e segurança. 5.2.B. - Educar o aluno como um todo integral. Reforçar o sentido de identidade e interação do aluno na comunidade educativa, contribuindo para a sua formação integral como cidadão responsável, cooperante e interventivo na sociedade.

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5.2.C. - Reforçar os laços ESC / Encarregados de Educação. Promover uma relação de cooperação e comunicação entre a ESC e os Encarregados de Educação. 5.2.D. - Dinamizar a relação da ESC com a comunidade envolvente. 5.3.A. - Implementar instrumentos de auto-avaliação da ESC. Fomentar uma cultura de avaliação na escola, visando a melhoria do serviço prestado, a promoção do sucesso educativo e a realização profissional dos seus agentes. 5.3.B. - Aperfeiçoar a gestão escolar. Melhorar o funcionamento, a articulação e a cooperação dos vários órgãos de gestão e outras estruturas da escola. 5.3.C. - Melhorar os serviços da ESC. Fomentar uma prática de qualidade na prestação de todos os serviços da ESC a nível de atendimento, qualidade e segurança. 5.3.D. - Melhorar as condições físicas da ESC. Proporcionar as condições indispensáveis, em termos logísticos, ao desenvolvimento de um trabalho educativo de qualidade. 5.3.E. - Aperfeiçoar o Plano de Formação da Escola.

Decreto-Lei 75/2008, de 22 de abril, Art.º 9º

e riament ia d s a d aliza alizadas ias, atu e íc r t s o e n õ s xposiç Todas a is das e a u t ir v s em Galeria s.pt

s.rct o h l i u q s ec-ca www.es

Acordo ortográfico: de fato ou de facto? 1. Renato Os menos distraídos já Albuquerque notaram, ou ainda vão notar, que este número é escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico assinado em Lisboa em 1990, ratificado e retificado pela Assembleia da República em 1991 e promulgado pelo Presidente da República em 2008. Este mesmo acordo foi já aprovado em países que utilizam a língua portuguesa (Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Timor) ou está prestes a ser aprovado noutros (Angola, Moçambique). A conferência que o Professor Fernando Cristóvão proferiu no passado dia 3 de março no Auditório da escola foi um importante momento de reflexão sobre as causas que levaram a esta tentativa de unificação da grafia (e não da língua, como ele frisou repetidamente) num mundo cada vez mais globalizado. Apesar de a sua implementação ainda estar dependente das decisões políticas dos diversos governos, a sua generalização começa a ser feita em órgãos de comunicação social escrita ou online. Mal ficaria à escola, local onde se ensina a escrita e a leitura, se esta não suscitasse este debate e se mantivesse arredada deste tema. Este número do ESCrito é (pretende ser) um contributo para a aplicação deste projeto que considero ser uma ideia de futuro para as novas gerações. Já agora: fato e facto (com o significado de acontecimento) é uma das palavras que admite a dupla grafia. 2. Esta é apenas a segunda edição deste jornal neste ano lectivo, frustrando-se, assim, as nossas expetativas e, seguramente, as dos nossos leitores. Estamos já a refletir sobre o que aconteceu e o modo de ultrapassar as dificuldades com que nos defrontámos. Todas as sugestões serão bem vindas. 3. Este ano foi dominado pelo vírus H1N1 (Gripe A) que causou um transtorno evidente na sociedade e também nas escolas. Que é feito dele?


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Biblioteca escolar No seguimento do concurso lançado pela Biblioteca Escolar e que decorreu até 17 de dezembro foi escolhido o novo logótipo da Biblioteca. A escolha do júri recaiu sobre a proposta da Isa Figueiredo, aluna do 11º E.

Professora Margarida Bacelar

participação e a reflexão dos alunos sobre a ligação existente entre a Filosofia e a Ciência nos nossos dias.

Foto: Conceição Pimenta

Entretanto, a Biblioteca Escolar (BE) continuou o Ciclo de Palestras “ESC4 [lê-se ‘ESC à Quarta’] - Emoções, Sentidos, Ciência, Arte”. A terceira palestra, proferida pela professora Fernanda Afonso, debruçou-se sobre o “Percurso e desafios identitários das literaturas africanas de língua portuguesa”, tendo decorrido no dia 3 de fevereiro. Para muitos dos nossos alunos cujas famílias têm raízes africanas foi a primeira oportunidade para conhecer a poesia e a prosa dos países que adotaram o português como língua oficial.

Professora Fernanda Afonso

Ainda no mesmo mês, a 24, foi a vez de a professora Margarida Calado, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa vir falar sobre “Desenhar o corpo - uma metodologia de ensino constante na Arte Ocidental”. Ao longo da sua palestra a oradora fez uma abordagem exaustiva do modo como a representação do nu foi evoluindo ao longo dos tempos. O Ciclo encerrou a 10 de Março com a presença do professor e filósofo Nuno Nabais, da Faculdade de Letras de Lisboa, que abordou o tema “O corpo nu e a ideia de ciência”. Mais do que uma palestra tradicional, o professor suscitou a

Jocélia Gomes

auditório para falarem sobre “Literacia da informação” e o papel que as bibliotecas escolares desempenham neste processo. Quer esta sessão, quer a anterior foram especialmente destinadas aos professores da escola.

Professor Nuno Nabais

Prosseguindo as ações de divulgação da Biblioteca realizaram-se ainda, no dia 24 de fevereiro, duas sessões com Jocélia Gomes em que esta técnica de biblioteca e documentação da Biblioteca Municipal do Barreiro divulgou os atuais métodos de catalogação e os problemas que se colocam nesta área. Também no dia 3 de março as professoras Ana Roxo e Rosário Duarte, bibliotecárias da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Monte da Caparica), estiveram no nosso

Professoras Ana Roxo e Rosário Duarte

Ainda por iniciativa da BE realizou-se entre 23 e 26 de março uma Feira do Livro com 20% de desconto sobre os preços de capa. Para o próximo ano lectivo está já garantido um apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian no valor de 5500•, resultado de um concurso a que a BE se candidatou com o projecto “Núcleos de jovens leitores, artistas, cientistas e investigadores”.

Dia Mundial do Livro O Dia Mundial do Livro, que se comemorou a 23 de abril, foi lembrado na nossa escola com uma iniciativa da Cooperativa Cultural Popular Barreirense que, sob o signo de ‘A Palavra de África’, juntou a professora aposentada Fernanda Afonso e a professora Arlete Cruz, diretora da Escola Secundária de Santo André. Tendo como linhas condutoras os livros e o percurso literário dos autores africanos de língua portuguesa, estas professoras deram a vez aos seus colegas dos Casquilhos que, por sua vez, emprestaram a sua voz aos textos de autores como Alda Espírito Santo, Mia Couto, Pepetela e muitos outros.

A professora Rute Simões lendo José Eduardo Agualusa.


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5ª Festa do Chocolate A edição deste ano trouxe uma surpresa: a reportagem em direto pela RTP 1. Chocolate, um aberto a profissionais do concelho e outro destinado a amadores (alunos, professores, funcionários, familiares e encarregados de educação). Dezenas de bolos e doces para comer… com os olhos e com as boca; os jogos tradicionais, organizados pelos professores de Educação Física; o Karaoke e a animação infantil no Auditório; a realização de salames no Refeitório; as bancas com venda de doces, crepes, fruta e pão, tudo com chocolate; a moldagem de balões e os palhaços em animação de rua. O que não esperávamos eram as surpresas que nos estavam reservadas. Quase em cima da hora falhou o apoio da marca de chocolates que tinha colaborado connosco desde a primeira edição; a Nortejo não podia assegurar a exposição de esculturas em chocolate de mestre Fernando Palma (e que só acabou por se realizar devido à intervenção pessoal e à imensa generosidade deste e do Sr. Celso Cunha); finalmente, a Câmara comunicou-nos na antevéspera que a RTP1 desejava fazer 3 diretos para todo o país a partir da Festa do Chocolate. Felizmente, qualquer organização portuguesa está sempre pronta para lidar com o imprevisto e os Casquilhos não são

diferentes. A festa foi um sucesso para os mais de 500 pequenos visitantes de escolas públicas e privadas que nos visitaram. Até a meteorologia nos ajudou. Até para o ano.

A Festa deste ano trouxe uma surpresa: a reportagem em direto pela RTP 1. Programada em cima da hora, como é normal em programas do tipo daquele em que interviemos, exigiu a presença de um produtor, de um operador de câmara e da entrevistadora, Ana Viriato. Junto ao bloco E o motorista estacionou o carro de exteriores que transmitiu para o programa de João Baião e Tânia Ribas de Oliveira, Portugal No Coração. Foram entrevistados o Diretor do Jornal, professor Renato Albuquerque, o Diretor da Escola, professor Jorge Paulo Gonçalves, a responsável pela confeção dos salames, professora Maria do Anjo Albuquerque, uma aluna da Organização, Diana Garcia, e o Sr. João, pasteleiro da Transmontana.

Fotos: Sara Afonso

Mais um ano de vida do nosso jornal, mais um aniversário para comemorar, mais uma Festa do Chocolate para juntar os muitos amigos da nossa escola. Este ano tínhamos várias surpresas preparadas para o dia 21 de janeiro. Em primeiro lugar, vestimos todos os membros da Organização com t-shirts amarelas da Festa que permitiram aos visitantes a sua rápida identificação e encheram a escola de colorido. Um investimento que resultou em pleno. Para a tarde tínhamos garantido a atuação (arruada) dos Batukeiros, grupo de percussão da Escola Álvaro Velho, dirigido pelo professor Octávio Rodrigues. Durante todo o dia uma jovem actriz da nossa escola, a Lara Nayr, dava vida à Vovó Matilde. Bem menos cáustica que a personagem de Banda Desenhada criada expressamente para o nosso jornal em anos anteriores, a Vovó Matilde contava, na sala B2, uma história com Chocolate aos nossos visitantes mais pequenos. Claro que mantínhamos as actividades de sucesso que já tínhamos experimentado em anos anteriores: a fabulosa decoração dos espaços a cargo, mais uma vez, dos professores e alunos de artes visuais; os dois Concurso de Doçaria com

Octávio Rodrigues (à esquerda) e os Batukeiros da Escola Álvaro Velho

Ana Viriato, Renato Albuquerque e Jorge Paulo


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Decoração no exterior da escola Foto: Joana Silva

Fila de visitantes para entrar na escola Foto: Joana Silva

Vovó Matilde e um público atento Foto: Sara Afonso

Jogos tradicionais: esqui nos Casquilhos Foto: Sara Afonso

Pão com chocolate Foto: Sara Afonso

Crepes com Karaoke infantil com a ajuda do Panda Foto: Sara Afonso

chocolate Foto: Sara Afonso

Escultu

ra de

ilva oana S Foto: J . te la choco

Resultados do 5º Concurso de Doçaria com Chocolate, categorias de Profissionais e Amadores:

Salames. Foto: Inês Esteves


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A assistência

Foto: Cláudio Ferreira

Decorreu dia 29 de abril, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, a 4ª edição do Colóquio dos Jovens Filósofos. A história deste evento pode ser contada através dos espaços que ele já percorreu. Quando surgiu, não era mais do que uma iniciativa dos professores de Filosofia da nossa escola que propunha aos alunos a leitura de determinadas obras e a sua reflexão pública no Auditório da Escola. O ano passado, o Colóquio abriu-se à comunidade e encheu o Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro. Este ano o Colóquio contou também com a participação de alunos da Escola Secundária de Augusto Cabrita e com a assistência de alunos de outras escolas do distrito. Por isso, ocupou o novíssimo Auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, nos F idalguinhos, cujo Diretor, Professor João Vinagre dos Santos, fez questão de dirigir algumas palavras de saudação aos participantes. A edição deste ano contou com intervenções de 21 oradores, distribuídos entre a manhã e a tarde, muitos deles interessados em analisar as temáticas de O que diria Sócrates? À tarde, para além de uma saudação muito calorosa da Vereadora da Cultura e Educação da Câmara Municipal do Barreiro, Regina Janeiro, o Colóquio contou, na sua mesa, com a presença dos Professores Amílcar Martins, da Universidade Aberta, e Luís Crespo de Andrade, da Faculdade de Letras de Lisboa.

Carta z: Mig uel B rinca

4º Colóquio dos Jovens Filósofos

A mesa da sessão da tarde: Regina Janeiro, Anabela Rosmaninho, Emília Santos, Professor Amílcar Martins e Professor Crespo de Carvalho

Festa da Francofonia Decorreu entre 26 de abril e 06 de maio a Festa da Francofonia. Esta iniciativa teve como principais objetivos promover a língua, a literatura, o cinema e a gastronomia francesas. Para tal, organizou-se um ciclo de cinema francês que contou com a projeção de quatro filmes diferentes; a distribuição de crepes no bar; um lanche francês para professores; uma sessão no auditório sobre o existencialismo francês e, também neste espaço, uma apresentação dos trabalhos dos alunos sobre a francofonia.

1ª Olimpíada de História Decorreu dia 2 de junho a fase final da 1ª Olimpíada de História para os alunos do 9º, 11º e 12º Anos. Os vencedores são: 9º Ano: 1º Classificado: Pedro Clemente (9ºC); 2º Classificado: Luís Jorge Pimenta (9ºB); 3º Classificado: Pedro Miguel Pinto (9ºB). 11º Ano: 1º Classificado: Raquel Máximo (11ºC); 2º Classificado: Fábio Tavares (11ºD); 3º Classificado: Lara Nair Alves (11ºD). A fase final para os restantes anos decorre dia 15 de junho.

(adaptado de um texto da professora Rosa Almeida para o site da escola) Crepes franceses no Bar dos Alunos


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Esta escola é muito especial Entrevista com a Presidente do Conselho Geral Chega para a entrevista com o seu ar de sempre: discreta, juvenil. Responde de forma pausada: cada frase é refletida, ponderada, resulta de um pensamento que se adivinha filosófico, antes mesmo de se saber a sua profissão. Maria Emília Santos, professora de Filosofia, é, desde março de 2010, a Presidente do Conselho Geral da nossa escola. ESCrito – Como é que foi parar a este órgão de gestão? Maria Emília Santos – Não fazia parte dos meus planos constituir ou pertencer a uma lista, nem dar origem a este processo. Este partiu de um conjunto de colegas que me pressionou (acho que é mesmo a palavra indicada), que me foi rodeando com ideias e dizendo que era bom para a escola haver uma outra lista porque isso era um indício de maior democraticidade e era a possibilidade de haver mais escolhas. Pareceu-me que havia um número significativo de colegas da escola que considerava que a lista que existia ou que se iria formar não seria

representativa da diversidade de visões e perspetivas… ESC – A outra lista era uma lista de continuidade do Conselho Geral Transitório… MES – Exatamente. Inicialmente fui pouco recetiva à ideia de constituir uma lista. Contudo, desde que decidi abarcar essa ideia até ao momento em que a lista ficou constituída, foi um processo muito rápido: a lista foi constituída em 4 dias. ESC – Porque é que decidiu aderir a este projeto? MES – Aderi porque acho que o facto de estarem sempre as mesmas pessoas, muito tempo, nos mesmos processos, pode dar origem a uma certa estagnação: é bom ir mudando, ter ideias novas, diversificando… ESC – Para que serve um Conselho Geral, numa escola que já tem um Diretor e um Conselho Pedagógico? MES – O Conselho Geral é um órgão de direção estratégica: ajudará a traçar as linhas orientadoras do projeto da escola, em todas as vertentes; é um órgão orientador, fiscalizador, que deve emitir pareceres… Por lei, aprovamos o Projeto Educativo, o Plano Anual de Atividades, o relatório de contas da gerência, definimos linhas orientadoras do orçamento, da ação social escolar, apreciamos os resultados do processo de auto-avaliação, promovemos o relacionamento com a comunidade educativa e com os outros órgãos…

PERFIL Maria Emília Palma Santos Nascida na República Federal da Alemanha a 23 de agosto de 1966 1 filha, a Catarina Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa Mestre em Estética e Educação Pela Arte Professora de Filosofia desde 1993/94 Primeira escola: Secundária de Quarteira Professora dos Casquilhos, sem interrupções, desde 2001/02 Membro da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco do Concelho do Barreiro em 2007/2008 Presidente do Conselho Geral desde 4 de marçode 2010

ESC – O Conselho Geral é constituído por vários elementos representativos da comunidade educativa (alunos, professores, funcionários, encarregados de educação) e pelos representantes das entidades locais – autarquia e representantes da comunidade local. Quem vão ser, nos próximos 4 anos, esses representantes da comunidade local? MES – Este Conselho Geral desenvolveu os contatos que nos pareceram que podiam ser úteis para a nossa escola e para essas instituições. Propor a cooptação de entidades tem, na minha opinião, de funcionar para os dois lados: não podemos pensar que vamos ter a ajuda de alguma instituição (cultural, económica ou outra) sem dar alguma contrapartida. Conseguimos parcerias com a ArteViva - Companhia de Teatro do Barreiro e com a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. Era nossa intenção realizar um trabalho prático com uma instituição de ensino superior que, ainda por cima, é praticamente nossa vizinha. Com esta parceria, os nossos alunos, nomeadamente do 12º ano de Ciências e Tecnologias, podem vir a utilizar os meios técnicos dessa Escola, os seus laboratórios, para realizar os seus projetos, o que é uma mais-valia. Aliás, o seu Diretor, o Professor João Vinagre dos Santos, mostrou-se muito recetivo a esta ideia. ESC – Porque é que aceitou ser candidata a Presidente deste órgão? MES – Para ser fiel aos objetivos da própria lista e por uma questão de respeito pelas pessoas que depositaram essa confiança em mim. Nunca fui uma pessoa de trabalhar no terreno em termos de liderança: gosto mais de ser observadora (sou muito atenta), de estar nas “franjas”, de ajudar, cooperar… Para além disso, não é muito comum que seja um não-docente a assumir este cargo. Como a nossa lista foi a mais votada entre os professores, pareceu-me que não faria sentido dizer que não. ESC – Por lei, as listas ao Conselho Geral não têm de ter um programa. Na sua perspetiva, qual será a intervenção do Conselho Geral no futuro? O que é que quer mudar na escola?


ESCrito MES – Na minha perspetiva, este órgão pode ajudar a criar um esquema onde todos os agentes possam ser mais interventivos, nomeadamente, os pais. Penso que seria essencial que conseguíssemos cativar e sensibilizar os pais que estão no Conselho Geral para a importância da sua participação na escola e para o papel relevante que podem ter dentro da própria organização, ajudando-nos em várias tarefas. Infelizmente, ainda não vimos os pais, não falámos com eles, não sabemos quem são. Nós estamos ainda numa fase muito propedêutica, ainda só tivemos 2 reuniões depois das eleições. A escola precisa de definir muito bem qual é o seu Projeto Educativo, para onde é que quer caminhar, quais são as suas prioridades, por exemplo, a nível dos Cursos Profissionais e CEFs, quais as ofertas que melhor poderão satisfazer as necessidades dos nossos alunos e da escola. A escola tem de ter uma visão com base numa filosofia de projeto, ou seja, ver quais são os projetos que a escola pode abarcar e levar avante com sucesso. Penso que há uma coisa que ainda não foi feita e que precisa de ser feita que é pôr todos esses elementos do Conselho Geral a trabalhar em parceria com os outros órgãos, ou seja, estabelecer uma rede de comunicação de modo a saber o que cada órgão está a fazer, como é que os projetos se podem relacionar uns com os outros. Por vezes, falta a comunicação, a informação. Alguns problemas, que não são apenas problemas da nossa escola, mas da escola em geral e da sociedade, como, por exemplo, a falta de motivação que os alunos mostram perante o saber, a desvalorização do saber… ESC – A desvalorização do saber ou da escola na transmissão do saber? MES – A desvalorização do saber escolar… A tão falada indisciplina, que é um fenómeno transversal à maioria das escolas portuguesas parece-me ser um problema que podemos tentar resolver de forma mais “cirúrgica”, aluno a aluno. Vamos tentar implementar projetos, por exemplo, de tutorias, ver outras escolas onde foram aplicados e com que resultados, qual foi a avaliação dessa implementação. Outras escolas já fizeram a avaliação de outros projetos, de mediação. Esses projetos podem, depois, ser aplicados na nossa escola tendo em conta as caraterísticas específicas das várias escolas. Penso que este trabalho mais cirúrgico tem de ser feito. A psicóloga da escola, por exemplo, é uma profis-

sional, uma técnica, que deve ser auscultada para tomar decisões na implementação destes projetos; pode ser um elemento-chave. Estamos ainda a dar os primeiros passos, há ainda muita coisa que desconhecemos, mas penso que as pessoas que estão no Conselho Geral têm vontade de trabalhar, honestidade, vontade de pesquisar, de tentar encontrar alguns projetos que possamos trazer para a escola. ESC – Sente que a Escola tem expectativas quanto ao trabalho do Conselho Geral? MES – Estou a tentar ver as coisas num ponto de vista de dinâmica de conjunto. Acho que já estamos um pouco atrasados, sinto-me um pouco apreensiva e não sei se estou à altura de desempenhar esta função. O que se está a pedir às escolas hoje é uma tarefa muito complexa, difícil de realizar, talvez demasiado. Mas as escolas têm de aprender a lidar com essa dificuldade; se não conseguirem lidar de uma forma plena, da melhor maneira possível, têm de caminhar para aí.

Maria Emília Santos

Acredito que as escolas que não conseguirem encontrar a sua identidade e que não conseguirem implementar uma forma de estar própria, uma filosofia própria de raiz, com uma cultura específica da escola, temo que a longo prazo sejam escolas com dificuldades. O melhor é olhar para a realidade, ver o que se está a passar, quais são as necessidades, e começar a trabalhar por aí.

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ESC – O que é que atrai as pessoas (professores, alunos, funcionários) nesta escola? MES – Esteve há pouco tempo na nossa escola um professor de Filosofia, o Professor Nuno Nabais, e eu fui com ele visitar os vários espaços. Ele disse-me uma coisa que outros professores universitários e outras pessoas que têm vindo à escola também já disseram: “Esta escola tem qualquer coisa de especial, sente-se…” O próprio projeto de arquitetura é original. Não há muitas escolas do país que tenham um projeto de arquitetura pensado para o seu espaço específico. A luz foi estudada: como é que a luz entra nas salas de aula, a própria proteção do vento, os ventos dominantes de Norte, tudo isso está estudado! É uma escola que ainda tem um elemento da Natureza muito forte e esse elemento é humanizador e humanizante. É uma escola em que ainda se pode olhar à volta, em que se vê o verde, a terra, o Sol, a água, tens os elementos da Natureza todos à tua volta. Não há muitas escolas que

tenham esse privilégio. Não está invadida pela poluição dos carros, pelo barulho… o próprio som é específico, ouves o chilrear… Acho que a escola é poética. Para além disso, a escola teve um passado muito forte. Tem um passado. É História e, quer se queira quer não, quando há História, ela não se apaga numa fração de segundos. Às vezes, vai-se apagando se nós não tivermos cuidado. Por isso, esta escola é muito especial e não podemos deixar perder esse fascínio.


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Foram várias as iniciativas que se debruçaram este ano sobre a saúde. Lembremos algumas. Dia 9 de fevereiro a nossa escola participou na exposição de trabalhos realizados pelos alunos das escolas do concelho do Barreiro, intitulada ‘Dia dos Namorados, Dia dos afectos’, que esteve presente no Fórum Barreiro. Esta iniciativa foi o ponto de partida para a discussão dos afetos, discussão esta integrada nos Projetos de Educação Sexual das turmas e que se realizou 2 dias depois. Dia 10 de fevereiro, a sessão A Adolescência e Tu trouxe à escola a Dr.ª Ana Bravo que, no âmbito de um protocolo entre uma empresa privada e o Ministério da Educação, veio falar com os alunos do 9º Ano sobre as transformações que se operam no nosso corpo. Dr.a Ana Bravo No mesmo dia, 2 elementos da ADEXO, Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal, vieram dar o seu testemunho e chamar a atenção para a importância de uma alimentação saudável e de uma vida ativa no combate à obesidade, considerada já hoje como uma doença que mata mais pessoas em todo o mundo do que a fome. Luís Santos e Isabel Bandeira, da ADEXO Ainda em fevereiro, no dia 11, realizou-se uma sessão sobre Infeções Sexualmente Transmissíveis que contou com a colaboração dos Dr.s João Baptista e Rui Capote, ligados à Delegação de Saúde do Barreiro. Março ficou marcado pelo Peddy-paper que se realizou dia 26, de manhã. Como dizia a coordenadora do Projeto de Educação Para a Saúde, professora Isabel Lopes, “a alimentação saudável, a prevenção da Gripe A e de outras doenças contagiosas, entre as quais as I.S.T. (Infecções Sexualmente Transmissíveis), os métodos contraceptivos e a preservação do ambiente, foram os temas que de uma forma divertida, este ano foram abordados durante a realização do já tradicional Peddy-paper ‘Olha P´la saúde’. Todos os participantes gostaram e querem repetir… Quem sabe para o ano há mais?!!!” Peddy-paper Para além destas iniciativas, decorreu mais uma vez, ao longo do ano, a promoção ao consumo de fruta no bar dos alunos.

Foto: Isabel Lopes

A saúde na ordem do dia

Alunos do 12º Ano de Biologia, com a colaboração dos Dr.s João Batista e Rui Capote, falam sobre IST

Soluções da página 15 Sudoku

Voltas à cabeça

Logo, o chapéu NÃO pode estar em A; pode estar em B ou em C.

A = F ⇒ O chapéu não está em A  c)B = F ⇒ O chapéu está em B o chapéu está em B  C = V ⇒ O chapéu está em B

A = F ⇒ O chapéu não está em A  b)B = V ⇒ O chapéu não está em B o chapéu está em C  C = F ⇒ O chapéu não está em B A = V ⇒ O chapéu está em A  a)B = F ⇒ O chapéu está em B contradição  C = F ⇒ O chapéu não está em B Resposta ao problema 2. A massa da água (x) é 260 g. <=>

2 y = 500  y = 250  <=>  − − − − − − −  x = 260

 x + y = 510  y + 10 + y = 510 2 y + 10 = 510  <=>  <=>  <=>  x − y = 10 − − − − − − − − − − − − − − Resposta ao problema 1.


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Foto: Paulo Nunes

Dia das Artes

Danças de salão

Um mar de gente

Cartaz: Rute Pascoal

A vereadora Regina Janeiro com os mimos

MIX Arte

21 de abril. Mais um Dia Tatoos das Artes, transferido este ano para o 3º período para que o São Pedro permitisse as atividades previstas ao ar livre: máscaras em gesso, MIXArte, bodypaintig, origami, construção de marcadores de livros, um sem número de atividades para receber os inúmeros visitantes que vieram de outras escolas para ver o que se faz nos Casquilhos. No bar dos alunos passavam diversos projetos de animação vídeo; os nossos mimos (ou devíamos dizer antes, as nossas “mimas”?) percorriam o pátio em busca da “próxima vítima”; à porta fazia-se fila para entrar na escola; a exibição de danças de salão, em pleno pátio, recolhia os aplausos entusiásticos dos nossos alunos e visitantes. Para além de produtores de arte, os nossos alunos puderam também ser, por um dia, animadores e rececionistas de eventos culturais. 21 de abril. Mais um dia das Artes. Mais uma festa para a nossa escola.

Fila para entrar nos Casquilhos


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Galeria d’Arte

Foto: Paulo Nunes

A Galeria d’Arte mostra os projetos desenvolvidos pelos alunos de artes, renovando periodicamente o espaço da nossa escola situado em frente da Sala de Professores. Desde dezembro do ano passado estiveram expostas as seguintes exposições:

Jan.2010 | Arte à frente dos nossos olhos | 12º D Coordenadora: professora Cármen Luís

Eu consumo Tu consomes Ela (ele) consome Nós consumismo Vós consumis Eles consomem Não é bonito, mas é o consumismo. Nós conhecíamos este mundo tal como era, antes de se perder no consumismo! Mas perante este cenário negro ainda conseguimos ver um rasto de vida. Através do material usado como lixo, podemos transformá-lo, pelas nossas mãos, em algo novo! Podemos construir este caminho, com os ventos da mudança duma nova mentalidade sustentável. E tudo o que se materializa em arte, requer a boa vontade de melhorar o que é nosso. E na infinidade da arte, aplicamos o objetivo dum início para a humanidade!

Fev.2010 | Baile de Más Caras | 10º F Coordenador: professor Paulo Nunes

Abr.2010 | O Pintor e o seu espaço | 12º D Coordenador: professor Ilídio Pina

Más Caras. Transfigurações. Manipulações. Expressões. As caras são más, são boas, são assimassim. As máscaras são tudo o que quisermos. São EU e o OUTRO. As caras manifestam emoções, as máscaras são transformadoras e enganadoras, mas também uma outra forma de ser, um adereço que nos permite representar uma outra identidade. As máscaras contam histórias, são intervalos na vida onde nos escondemos num mundo só nosso. São aquilo que não podemos ser. Somos fantasmas de nós próprios. Más Caras.

O espaço de criação e o processo criativo intervêm de forma significativa no modo de fazer e construir a obra de arte. O artista deve sentir que o território de atuação física é suficiente e possui todo o material, equipamento e espaço que necessita para a execução do trabalho. Pode-se, desta forma, questionar sobre a existência das coisas aliadas ou não à sua mobilidade e ao seu contexto. Podemos perguntar, sobre a coisa, como era? Qual a sua cor? Como era a sua textura? O que nos impressionou nela? Para onde foi? O que lhe fizeram? São as questões que nos pomos a nós próprios perante situações de presença representativa ou ausência de modelo. A realidade é o presente no estado em que o vemos.

Maio.2010 | O Jardim Suspenso | 8º A,B,C Coordenadora: professora Ana Rita Oliveira Maio.2010 | Perceções visuais | 12º D Coordenadora: professora Fernanda Martins

Mar.2010 | Percursos | 11º H Coordenadora: professora Cristina Silva

Pintura a lápis de cor, carvão, pastel seco, pastel de óleo, aguarela e colagem.

Representação, Manipulação, Técnica Mista do Olho. Visões e Perceções do Mundo. A visão (a vista) é um dos cinco sentidos que permite aos seres vivos dotados de órgãos adequados, aprimorarem a perceção do mundo. http:// pt.wikipedia.org/wiki/visao O pintor é o único que tem o direito de olhar para todas as coisas sem nenhum dever de apreciação. Merleau-Ponty, O Olho e o Espírito.

APRENDO FAZENDO... É baseado nesta premissa assim como na Metodologia de Projeto que os alunos desenvolveram os seus trabalhos. Saber o que se pretende fazer, qual o objetivo do trabalho e procurar a melhor forma de resolvê-lo, levou os alunos à experimentação física das suas ideias. A apresentação final dos objetos, seja como objetos de Design ou uma instalação plástica, é simplesmente uma alteração de conceitos justificativos da ideia apresentada. O que importa reter é a conciliação entre os conteúdos aprendidos e a sua utilização nas acções que levam a estes protótipos finais.


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Galeria de Exposições Temporárias Foi inaugurada, no passado dia 18 de março, a Galeria de Exposições Temporárias dos Casquilhos (Adaptado de um texto do professor Paulo Nunes publicado no site da escola) As ‘obras’ que decorreram no Bar dos Alunos, na plataforma de entrada, deveram-se ao processo de adaptação daquela área a um espaço vocacionado para receber exposições ou mostras de trabalhos de artes visuais e expressão plástica. Na origem do projeto apresentado e coordenado pelo Grupo de Artes Visuais esteve a constatação de que o Bar dos Alunos era um espaço que carecia de dinâmica e animação durante o seu período normal de funcionamento e possuía condições para a realização de exposições, mostras e eventos que promovam uma interação entre a comunidade educativa e os espaços físicos da escola.

Por outro lado, a crescente dinâmica evidenciada pelos alunos de artes visuais através da qualidade dos trabalhos produzidos no decurso das suas aprendizagens, tornava cada vez mais premente a necessidade de um espaço onde os alunos pudessem expor os trabalhos a toda a comunidade escolar.

Exposição na Inauguração da Galeria: um dos 9 autorretratos dos professores de Artes Visuais desta escola (professora Fernanda Martins) Proposta de Elodie Feliciano para a exposição 14 casas para 14 dias - coletiva do 11ºE - Maio de 2010

Rute Pascoal numa das Exposições sobre O Corpo Humano e O Olho coletiva do 12ºD - Abril de 2010

Participação de Nuno Bernardo na Exposição de Pinturas a pastel - coletiva do 12ºD - Abril de 2010

-

No limite, o Grupo de Artes Visuais pretende que esta Galeria constitua uma verdadeira montra de trabalhos e experiências plásticas e artísticas produzidas no contexto da aula, ou seja, uma montra aberta à fruição de toda a comunidade. A inauguração teve lugar no dia 18 de

março, pelas 10:00, com uma exposição inédita de autorretratos realizados pelos professores de Artes Visuais da escola.

História de um espaço

À direita da foto: como era, em 1969, o espaço agora ocupado pela Galeria

O mesmo espaço, em 1998, durante um Jantar de Natal: o corredor já tinha sido prolongado até às colunas, formando um palco

Inauguração da Galeria, em 2010: repare-se nas modificações na iluminação


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3ª Coletiva de Artes

Cartaz: Rute Pascoal

Inaugurada a 9 de junho, na Galeria Municipal do Barreiro Pela terceira vez consecutiva a Coletiva de Artes da ESC é o resultado de mais um ano de intenso trabalho desenvolvido por alunos e professores do Curso de Artes Visuais. Mais do que uma simples exposição, esta atividade é o culminar do trabalho do Grupo de Artes Visuais com os alunos e um testemunho do esforço, empenho e motivação de todo o grupo, professores e alunos. Daí que a realização desta 3ª Coletiva de Artes na Galeria Municipal de Arte constitua tanto um reconhecimento do talento dos alunos aqui demonstrado, quanto um desafio: o desafio de arriscar mostrar trabalhos “escolares” ao público em geral com a convicção de que, deste modo, contribuímos para reduzir cada vez mais a distância entre a escola e a “vida real”.

Conscientes de que esta é uma contribuição eficaz para estimular a produção, a receção e o consumo de objetos e manifestações artísticas e culturais, não deixamos de pretender também, e acima de tudo, promover uma interação entre todos os agentes educativos, alunos, pais e agentes económicos da cidade. A 3ª Colectiva de Artes da ESC tem a produção dos professores Ana Rita Oliveira, Cármen Luís, Cristina Silva, Fernanda Martins, Helena Oliveira, Ilídio Pina (que também coordena), Marco Robalo Marques, Miguel Brinca e Paulo Nunes. (excerto do texto do Programa) A Exposição pode ser visitada até dia 10 de julho, na Av. Alfredo da Silva (exinstalações do Tribunal do Barreiro).

1º Dia do Chapéu

Uma iniciativa dos Casquilhos a 3 de Fevereiro Dia 3 de fevereiro foi um dia diferente. Os alunos de artes visuais juntaram-se para mobilizar alunos, professores e funcionários a aderir a uma iniciativa que apelidaram de Dia dos Chapéus. Esta atividade consistia em trazer o chapéu mais original que tivessem e tinha como objetivo mostrar como os Casquilhos são especiais. Esta é uma escola onde pessoas com diferentes estilos e diferentes formas de pensar travam amizades sem preconceitos. Aqui, com a divulgação adequada, conseguimos

levar os alunos das diferentes áreas e até alguns alunos do básico a juntarem-se por um projeto comum. Há cerca de dois anos já tinha sido tentado algo parecido mas na altura, por falta de informação, apenas os alunos de artes aderiram, ao então chamado Dia das Gravatas. Alguns dos alunos que deram origem à ideia base, actualmente no 12º ano, decidiram ressuscitá-la tentando que “o bichinho pegasse” e levasse a que outros alunos repetissem a ideia nos anos

futuros, dando o seu próprio toque. Não é um apelo dirigido só aos alunos de artes mas a todas as áreas. Porque não arriscar? Ficaremos à espera de novas sugestões. Será ainda possível realizar este ano o Dia dos Sapatos que consistirá em trazer dois sapatos diferentes calçados? Não é para se porem com vergonhas, meninos! (Texto: Filipa Valente)

Os participantes no 1º Dia do Chapéu. Os fotógrafos também aderiram. Fotos: Renato Albuquerque, Filipa Valente


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Desporto Escolar Este ano o Desporto Escolar tinha 4 equipas: Futebol de Salão (FutSal), Andebol, Badminton e Voleibol. Destaquemos a equipa de FutSal (juniores masculinos) que em 6 de janeiro realizou um jogo amigável/particular no pavilhão da Escola Básica 2,3 Quinta Nova da Telha: vencemos o jogo por 20-3. Dia 16 de janeiro realizou-se a primeira concentração a contar para o quadro competitivo das Escolas envolvidas, na Escola Secundária da Moita (E. S. Moita). Vencemos os nossos dois jogos com os seguintes resultados: - ETP Moita x E. S. dos Casquilhos: 2 11; - E. S. Moita x E. S. Casquilhos: 1 - 4. Temos de destacar o jogo coletivo da

equipa e a entreajuda nos dois jogos realizados, apesar de ser o primeiro ano em que a Escola esteve envolvida neste escalão. Na 2ª jornada do mesmo escalão, realizada na Escola Secundária da Moita, a 20 de março, os resultados obtidos foram os seguintes: Escola Profissional da Moita x Escola Secundária da Moita: 0 - 8 E. S. Moita x E. S. Casquilhos: 3 - 3 E. P. Moita x E. S. Casquilhos: 2 - 6 Dia 22 de maio decorreu a fase final na Escola Secundária Augusto Cabrita, para a qual fomos apurados. Os resultados foram os seguintes: E. S. Augusto Cabrita x E. S. Casquilhos: 8-8.

A equipa que disputou os jogo de 22 de Maio

E. S. Casquilhos x E. S. Prof. Ruy Luis Gomes: 4 - 4 E. S. Augusto Cabrita x E. S. Prof. Ruy Luis Gomes: 4 - 6 Deste modo, em nove escolas da região que participaram ao longo do ano lectivo, a nossa classificou-se em segundo lugar final. (Texto e foto: professor Rui Luz)

Voltas à cabeça

Sudoku

fornecido por Mestre Coelho

fornecido por Mária Correia

1. [nível: >=9º Ano] Um jarro com água tem a massa de 510 g. A massa da água é superior em 10 g à massa do jarro. Qual é a massa da água?

2. [nível: Secundário] Sempre que queriam testar o raciocínio de um visitante, os habitantes de uma cidade colocavam um chapéu numa de 3 caixas em que só uma delas tinha uma afirmação verdadeira. Colocavam-lhe nessa altura a seguinte questão: Em que caixa é que NÃO está o chapéu?

No Sudoku* é preciso preencher os espaços em branco de forma a que cada um dos quadrado possua os 9 algarismos (de 1 a 9) apenas uma vez. Depois de preenchidos, cada linha, vertical ou horizontal, também terá os mesmos 9 algarismos, sem repetições. Grau de dificuldade: difícil. * Abreviatura da expressão japonesa suuji wa dokushin ni kagiru que significa os dígitos devem permanecer únicos.

O chapéu está aqui

O chapéu não está aqui

O chapéu está na B

Soluções na página 10


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Malangatana visitou a Escola

O artista moçambicano fez questão de falar com os nossos alunos

Malangatana

Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de junho de 1936 em Matalana, Moçambique. Produziu uma vasta obra no campo da pintura e é hoje um dos mais notáveis artistas africanos. Representado em inúmeros museus e coleções particulares em todo o mundo, Malangatana, artista multifacetado, que canta, dança, faz poemas, teatro, cerâmica e escultura, é um grande animador sócio-cultural. No Barreiro, é o autor do conjunto escultórico colocado na rotunda da Praça da Amizade, junto à entrada norte do Fórum Barreiro.

No passado dia 22 de fevereiro a nossa escola foi visitada por Mestre Malangatana que durante a manhã manteve encontros com os alunos de artes visuais nas suas salas de aula. Encontrando-se em Portugal para receber o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora, o conceituado pintor moçambicano ainda teve tempo para visitar o Barreiro a convite da autarquia, cujo Departamento da Cultura propôs à ESC esta reunião informal do Mestre com os alunos em contexto de trabalho. A imprevisibilidade deste surpreendente encontro, já que a escola só teve conhecimento da iniciativa poucas horas antes, veio acrescentar interesse e entusiasmo por parte dos alunos e professores à receção ao artista. Durante algumas horas Mestre Malangatana conviveu com os jovens alunos de artes visuais, falando do seu percurso artístico, das origens até à actualidade, e satisfazendo a curiosidade de alguns sobre aspetos mais pertinentes da relação do artista com a sociedade, com a obra e com a arte. O encontro culminou, diríamos, em grande apoteose, com a execução de dois estudos a grafite e pastel seco diante de uma assistência entusiasmada e deslumbrada com o nascimento de uma obra de arte “ao vivo”. No final, Mestre Malangatana ofereceu generosamente estes trabalhos à ESC: dois desenhos que irão ficar expostos na Biblioteca da Escola e que constituem, não só um património de valor inestimável para a nossa escola, como também um estímulo e um fator de motivação para os nossos alunos. (texto e fotos do professor Paulo Nunes para o site da escola)

Malangatana trabalhando a pastel

Malangatana: fazer arte com papel e grafite

Alunos do 8º Ano premiados O projeto Radiação Ambiente foi criado na nossa escola no ano de 2006/07 através de um protocolo entre o Laboratório de Experimentação e Física de Partículas (LIP) e os Casquilhos e é financiado pelo Projecto Ciência Viva. Este ano, duas equipas de alunos da nossa escola, uma do 8ºA, coordenada pela professora Maria do Anjo Albuquerque, e outra do 10ºC, coordenada pela professora Carmen Oliveira, desenvolveram uma série de experiências: medição da radiação de fundo e da radioatividade natural, experiência de Becquerel,

germinação de sementes irradiadas, presença de radão na atmosfera, balões radioativos e variação de taxa de contagens com a distância (esta última, apenas pelos alunos do 10ºAno). Para além destas experiências, todas as equipas participantes, envolvendo cerca de 150 alunos a nível nacional, tiveram de responder a ‘testesdesafio’ sobre as mesmas, elaborar um ‘glossário de conceitos’ e um poster com as conclusões finais a apresentar no 3º Encontro Nacional que se realizou, em Beja, no passado dia 8 de maio.

As duas equipas em Beja após a distribuição dos prémios. Atrás: Ana Fresca, Inês Costa, Vanessa Lopes, Beatriz Alves (com o troféu na mão), Leila Abibe, Rafael Rodrigues, Luís Esteves, Ana Rodrigues e Cláudio Ferreira. À frente: Maria Viana e Sandra Guerreiro. Falta nesta foto a Carina Rosário que não pôde estar presente em Beja.

O nosso jornal é reproduzido em fotocopiadoras Nashuatec fornecidas pela empresa Beltrão Coelho

Foto: Maria do Anjo Albuquerque

1º Prémio na categoria de 3º ciclo

Jornal ESCrito nº 25  

Jornal da escola

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