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Proteger #35

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— TRABALHOS EM ALTURA: DESAFIOS NA SELECÇÃO DE SISTEMAS ANTIQUEDA TEXTO Inês Alexandre Coordenação Serviços, ET, Lda.

Escolher ou seleccionar um Sistema Antiqueda não é uma actividade que deva ser encarada de forma leviana. Requer estudos, cálculos e tempo. Existem demasiados factores que podem influenciar se a queda de uma pessoa resultará em lesões menores ou… maiores. Sempre que se inicia um estudo de soluções antiqueda, temos que ter em mente que as soluções disponíveis terão que se adequar não só aos trabalhos a desenvolver como às características do local onde se irão desenvolver e a uma série de outras variáveis que iremos aqui abordar. Ainda teremos que ter em mente que a selecção de soluções tem que estar sustentada pela PREVENÇÃO, o que implica que tenha que ter existido uma análise de riscos e a consequente procura de soluções de forma hierárquica, tal como é requerido a nível legal. Somos diariamente confrontados com pedidos de soluções rápidas, económicas e simples. Infelizmente, nem sempre conseguimos corresponder a todos estes requisitos (por vezes a nenhum) e por isso designamos sempre este tipo de projectos como Desafios. Porque cremos que proteger trabalhadores de lesões resultantes de trabalhos em altura se trata de um dos desafios mais difíceis da Segurança. Antes que prossigamos, importa esclarecer que a selecção de Sistemas Antiquedas existe num plano muito vasto de referencias legais e normativas, mas teremos que salientar algumas peças de extrema importância, que listamos abaixo e as quais iremos referenciar ao longo deste artigo (que pela sua extensão não nos permite fazer uma análise de cada um dos referenciais): — EN 353-1:2014 + A1:2017 – Personal fall protection equipment – Guided type fall arresters including an anchor

line - Part 1: Guided type fall arresters including a rigid anchor line; — EN 353-2:2002 – Personal protective equipment against falls from a height – Part 2: Guided type fall arresters including a flexible anchor line; — NP EN 365:2017 – Equipamento de proteção individual para a prevenção de quedas em altura – Requisitos gerais de utilização, manutenção, exames periódicos, reparação, marcação e embalagem; — EN 795:2012 – Personal fall protection equipment – Anchor devices. Importa também relembrar que para que uma solução antiqueda seja efectiva teremos sempre que ter, como componentes desta solução, pensados em conjunto, pelo menos os seguintes: — Ancoragem; — Suporte de corpo;

Fig. 1 Sistema de Retenção.

proteger  JUNHO | SETEMBRO 2018

— Elementos de Ligação; — Sistemas de Resgate; — Formação. O primeiro passo será sempre entender, através da análise de riscos, se o que necessitamos será um Sistema de Retenção ou efectivamente de um Sistema Antiqueda. Quais as diferenças? Perguntará. Em termos simplistas poderemos reduzir as diferenças a: — Sistema de Retenção: Sistema projectado para que não haja acesso à zona de risco de queda por parte do utilizador deste sistema e portanto não será necessário acautelar a paragem em queda (fig. 1): — Sistema Antiqueda: Sistema projectado para permitir o acesso à zona de risco de queda e em que teremos que actuar ao nível da paragem em segurança desta mesma queda (fig. 2).

Fig. 2 Sistema Antiqueda.

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