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Proteger #35

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— TEMA DE CAPA

Tipo de bailéu para sistema de limpeza de fachada.

Assim sendo, julgamos pertinente que esta visita técnica seja efectuada pelo responsável da equipa que será destacada para o efeito e realçamos também a importância que o Técnico de Segurança e Saúde no Trabalho possui na sua igual participação, concretização e acompanhamento permanente, a fim de que as condições de segurança estejam sempre garantidas e que, em caso de eventuais situações inopinadas e que sempre surgem, estas sejam imediatamente identificadas, trabalhadas e corrigidas no Plano de Avaliação de Riscos a implementar. Claro está que esta Avaliação de Riscos só faz sentido se todos os intervenientes envolvidos na execução e controle do trabalho em causa possam dar o seu contributo para a compilação do mesmo e se estiverem devidamente identificados, bem como possuam o respectivo conhecimento sobre as regras e procedimentos e assumam uma situação de compromisso com o seu cumprimento obrigatório, sem o qual o almejado Acidente Zero não ficará obviamente assegurado. Por último, neste capítulo, nunca nos podemos esquecer que os Trabalhos em Altura são trabalhos executados em equipa, onde somente uma correcta Avaliação de 28.

Trabalhos com utilização de cordas.

Riscos poderá salvaguardar a segurança permanente de todos. 2. TRABALHOS EM ALTURA: OS TÉCNICOS NÃO SÃO ARTISTAS DE CIRCO NEM HOMENS ARANHA! Abordemos agora a Selecção Criteriosa e Hierárquica de Equipamentos Normalizados, a qual consideramos ser o 2.º princípio mais importante dos listados anteriormente pois, em função de uma adequada Avaliação de Riscos realizada em 1.º lugar, esta resulta na definição dos equipamentos a utilizar, quer de forma colectiva, como primeira prioridade, quer também de forma individual. Este aspecto a observar é fundamental, tanto ao nível da aceitação e da boa utilização dos equipamentos escolhidos, como também ao nível da performance e da qualidade de serviço prestados, correspondendo à natural satisfação das expectativas criadas por todas as partes envolvidas, visto que, pretendemos que os técnicos utilizem correctamente os equipamentos selecionados para que o seu desempenho seja o esperado e os trabalhos se realizem nas devidas condições de segurança e com profissionalismo, situações que a todos irão naturalmente agradar. proteger  JULHO | SETEMBRO 2018

Para que tal aconteça e regulando-nos também e sempre pela informação oriunda da Avaliação de Riscos, seja pela criação de uma Instrução de Trabalho, seja pela elaboração de uma Ficha de Procedimento de Segurança ou de um Plano de Segurança e Saúde, necessitamos de respeitar a hierarquia de prioridades para que a selecção dos Equipamentos Anti-Queda seja criteriosa e para que a segurança esteja garantida, ou seja, a segurança ao serviço dos técnicos e não os técnicos ao serviço da segurança. Deste modo, os equipamentos colectivos e/ou individuais para a execução segura de todo o tipo de Trabalho em Altura — Acidente Zero — deverão ser selecionados de acordo com o tipo e condições existentes para cada trabalho, respeitando uma linguagem binária simples de Sim/Não e o seguinte “funil de hierarquia de prioridades” (ver quadro 1). Em consequência da utilização desta check-list e caso a única solução seja a utilização efectiva de EPI Anti-Queda, impõe-se obviamente uma nova selecção criteriosa de equipamentos e que resulta do tipo de técnicas de acesso e posicionamento a adoptar, em função também de estarmos perante trabalhos de Acesso a Estruturas ou


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