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Proteger #35

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— TEMA DE CAPA Trabalho com utilização de arnês.

Todo o processo é dinâmico, devendo ser acompanhado pelas estruturas de SST das empresas e, se e quando necessário, reavaliado o cumprimento dos prazos definidos – exames médicos periódicos, reciclagens nas ações de formação, validade e inspeção dos equipamentos –, constitui também um fator indispensável na segurança de todo o processo. A NORMA NP 4557:2017 Tendo em conta a elevada sinistralidade provocada por trabalhos em altura, o IPQ entendeu pertinente assumir a criação de uma Comissão Técnica de normalização da segurança para estes trabalhos – CT 193 –, neste momento coordenada pelo Organismo de Normalização Setorial APSEI.

De entre as atividades dessa Comissão, destacou-se a elaboração da Norma NP 4557, Trabalhos em altura – Equipamentos de proteção coletiva em infraestruturas – Edifícios, que veio a ser publicada em dezembro de 2017. Esta norma é dirigida a todos os profissionais envolvidos no âmbito dos trabalhos de operação e manutenção em altura em edifícios, do autor do projeto ao executante da obra, ao responsável pela operação e manutenção das infraestruturas e ao próprio dono de obra. A norma especifica os requisitos mínimos que as diferentes infraestruturas

devem possuir para garantir a segurança intrínseca associada aos trabalhos em altura, definindo o processo, as metodologias e os recursos necessários à seleção e instalação de equipamentos de proteção coletiva adequados. A norma é estruturada em função do tipo de infraestrutura dos edifícios a que se refere: coberturas, fachadas e pátios interiores. As coberturas são decompostas nas tipologias de coberturas com “águas” inclinadas com beirado, coberturas cilíndricas e coberturas em terraço sem murete periférico; as fachadas são divididas em fachadas tradicionais, fachadas cortina, fachadas ventiladas e fachadas ligeiras. Para cada uma dessas infraestruturas e tipologias são definidos os requisitos dos meios de acesso e de movimentação, os meios de circulação e de fixação/ suspensão dos dispositivos de proteção a usar e dos meios de resgate. Finalmente, a norma apresenta requisitos relativos à manutenção dos dispositivos de proteção. V

1 Definição constante em 3.2 da Norma NP 4557:2017. 2 A parametrização das ações de formação nesta área é também objeto de um grupo de trabalho da CT 193.

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— OS TRABALHOS EM ALTURA NA CONSTRUÇÃO METÁLICA TEXTO Sónia Tavares Diretora de Qualidade, Ambiente e Segurança da Seveme Associada da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista

No setor da construção os trabalhos em altura são frequentes. Na construção metálica dos trabalhos mais simples, como a montagem de uma estrutura de uma nave industrial, até aos mais complexos como a montagem de estruturas metálicas numa 24.

fachada de um prédio de 26 andares, o perigo de estar exposto ao risco de queda em altura é comum a todos eles e uma constante. As quedas em altura são a causa mais comum dos acidentes de trabalho no setor proteger  JULHO | SETEMBRO 2018

da construção com consequências, quase sempre, muito graves ou mortais. Em 2017, a causa principal de acidentes de trabalho graves e mortais foi a queda em altura. O impacto destes acidentes é elevado a vários níveis: nível humano, nível financeiro e


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