Issuu on Google+

Nesta Edição:

Boletim da

Março de 2012

– Defender a greve contra a PM no campus e a perseguição política

Nesta Edição:

Boletim da

Março de 2012

– Defender a greve contra a PM no campus e a perseguição política Escreva para Caixa Postal 01171 - CEP 01059-970 - S. Paulo - SP - proletariaestudantil@yahoo.com.br

greve

Aprovar a contra a PM no campus e a perseguição política

Não há dúvida que a estrutura de poder da USP seja arcaica e que o problema esteja profundamente ligado ao da repressão. A falta de autonomia universitária expressa a ingerência dos governos e do poder econômico sobre a universidade e isso se faz de forma autoritária. Porém, seria um erro deixar de lado a construção da greve contra a PM e os processos em nome de qualquer campanha por mais democracia. Não é nem será possível democracia na USP com a PM no campus, com as prisões, processos e toda forma de perseguição política contra estudantes e trabalhadores. A defesa da “democratização da USP” está sendo feita como forma de desmobilizar a luta pela expulsão da PM, ou seja, leva a aceitar a repressão e os processos políticos. A greve é necessária para liberar os estudantes das obrigações acadêmicas. Não podemos começar o ano em clima de normalidade, diante da onda de perseguição e repressão contra os que estudam e trabalham. A paralisação das aulas permitirá mobilizar uma grande força social de dentro e de fora da USP para combater a política do reitor-interventor Rodas. Permitirá ir às ruas, com atos massivos e unitários, realizar as ocupações, piquetes etc. O movimento estudantil deve fortalecer a tendência grevista onde ela já se encontra mais desenvolvida. Assim, poderemos avançar a mobilização para as unidades menos mobilizadas e conquistar para a luta os estudantes ingressantes. Chamamos todos a participarem das assembleias de curso e da geral (08/03) para aprovar a continuidade da greve.

TODOS À ASSEMBLEIA GERAL DE ESTUDANTES DA USP: QUINTA-FEIRA, 08/03/12, 18h, na FAU

Posição da Corrente Proletária sobre a semana da calourada

As recepções festivas e despolitizadas são um instrumento de desmobilização e despolitização. Primeiro, porque não é correto “comemorar” o resultado de um processo de exclusão, que é o vestibular. Segundo, pois é necessária a organização e mobilização dos estudantes desde o primeiro momento em que ingressam na universidade. As direções burocráticas se aproveitam desses eventos para arregimentar seus contatos, se apoiando em relações pessoais e despolitizadas. É o vale-tudo para aumentar as fileiras da própria organização, sobre a base de uma política conciliadora com a administração da universidade e, junto dela, com o governo. As correntes ditas de esquerda assimilaram essa cultura de recepção festiva. As tentativas de “esquerdizar” as festas, rotulando-as de “show-protesto” ou qualquer coisa parecida, resultam em manutenção do caráter despolitizado da recepção. Foi o que vimos nesse ano: a centralidade na construção da festa da quarta-feira gerou um esvaziamento das atividades políticas decididas pelo comando de greve. Ao contrário da recepção festiva, trata-se de politizar e organizar os calouros para a luta pelas reivindicações. Escreva para Caixa Postal 01171 - CEP 01059-970 - São Paulo - SP - proletariaestudantil@yahoo.com.br

Escreva para Caixa Postal 01171 - CEP 01059-970 - S. Paulo - SP - proletariaestudantil@yahoo.com.br

greve

Aprovar a contra a PM no campus e a perseguição política

Não há dúvida que a estrutura de poder da USP seja arcaica e que o problema esteja profundamente ligado ao da repressão. A falta de autonomia universitária expressa a ingerência dos governos e do poder econômico sobre a universidade e isso se faz de forma autoritária. Porém, seria um erro deixar de lado a construção da greve contra a PM e os processos em nome de qualquer campanha por mais democracia. Não é nem será possível democracia na USP com a PM no campus, com as prisões, processos e toda forma de perseguição política contra estudantes e trabalhadores. A defesa da “democratização da USP” está sendo feita como forma de desmobilizar a luta pela expulsão da PM, ou seja, leva a aceitar a repressão e os processos políticos. A greve é necessária para liberar os estudantes das obrigações acadêmicas. Não podemos começar o ano em clima de normalidade, diante da onda de perseguição e repressão contra os que estudam e trabalham. A paralisação das aulas permitirá mobilizar uma grande força social de dentro e de fora da USP para combater a política do reitor-interventor Rodas. Permitirá ir às ruas, com atos massivos e unitários, realizar as ocupações, piquetes etc. O movimento estudantil deve fortalecer a tendência grevista onde ela já se encontra mais desenvolvida. Assim, poderemos avançar a mobilização para as unidades menos mobilizadas e conquistar para a luta os estudantes ingressantes. Chamamos todos a participarem das assembleias de curso e da geral (08/03) para aprovar a continuidade da greve.

TODOS À ASSEMBLEIA GERAL DE ESTUDANTES DA USP: QUINTA-FEIRA, 08/03/12, 18h, na FAU

Posição da Corrente Proletária sobre a semana da calourada

As recepções festivas e despolitizadas são um instrumento de desmobilização e despolitização. Primeiro, porque não é correto “comemorar” o resultado de um processo de exclusão, que é o vestibular. Segundo, pois é necessária a organização e mobilização dos estudantes desde o primeiro momento em que ingressam na universidade. As direções burocráticas se aproveitam desses eventos para arregimentar seus contatos, se apoiando em relações pessoais e despolitizadas. É o vale-tudo para aumentar as fileiras da própria organização, sobre a base de uma política conciliadora com a administração da universidade e, junto dela, com o governo. As correntes ditas de esquerda assimilaram essa cultura de recepção festiva. As tentativas de “esquerdizar” as festas, rotulando-as de “show-protesto” ou qualquer coisa parecida, resultam em manutenção do caráter despolitizado da recepção. Foi o que vimos nesse ano: a centralidade na construção da festa da quarta-feira gerou um esvaziamento das atividades políticas decididas pelo comando de greve. Ao contrário da recepção festiva, trata-se de politizar e organizar os calouros para a luta pelas reivindicações. Escreva para Caixa Postal 01171 - CEP 01059-970 - São Paulo - SP - proletariaestudantil@yahoo.com.br


BoletimCPEst_05_03