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SUMÁR!O

10 12 26 56

4 7 8 10 12 14

Editorial Stars Moments Gossip 9elle Kapital Alcantara Café

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Jézebel On Line Preto & Branco Real Shaker Bal Masqué Bela Cruz

30 36 38 40 42 44 46

Entrevista Dj Vitamine BBC Wild & Co Rs Dreams Lagars Party People Companhia Club

48 50 53 54 56 59 60 63 64 66

Indochina Entrevista Dj Kura Breves djs NB Coimbra Black Jack Capitulo V The Loft Twins LX Kiss Breves Marcas


editorial

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A noite de Lisboa parece ter sido a primeira a sair da crise e embora nem sempre o número de pessoas se reflicta em facturação, é por demais evidente que a concorrência, os “actores” e as vontades estão a colocar a agitação da movida da capital ao rubro, com a vantagem de esta se estar a balizar por padrões bastante interessantes. Não só em Portugal, mas um pouco por todo o mundo, existem noites, casas, pessoas, música, conceitos e staffs para todos os gostos, mas não deixará de ser gratificante para meia Lisboa que existam presentemente na capital alguns conceitos que nos fazem hesitar entre escolher entre esta ou aquela casa, chegando até ao ponto de, não raras vezes, nos irritarmos por não conseguirmos estar em dois locais e duas festas à mesma hora. Para quem há meia dúzia de meses se afirmou apreensivo para com a concorrência que se avizinhava, não deixará de ser gratificante constatar que as pessoas que actualmente dominam os movimentos de festas em Lisboa o estejam a fazer de uma forma bonita, acutilante e de acordo com a vontade da maioria, eis a razão por que meia cidade sai e procura acompanhar o ritmo das melhores festas. Sou desde sempre adepto da qualidade e é por ela que me tenho batido ao longo dos anos e aceitando que nem tudo e todos podem fazer parte do mesmo já que as diferenças sejam elas de educação, postura, hábitos, tradições ou até interesses são para respeitar, é também evidente, que o chamado glamour ajuda a tornar tudo especial, embora esta também seja uma palavra que ultimamente tem sido repetida e desajustadamente empregue, fazendo com que a sua banalização a torne quase que de utilização ridícula para todos. A noite, possui magia, mas raras são as noites em que essa magia aparece no ar e é este contra-senso viciante que nos leva a continuar a sair, na ânsia de noite após noite obter aquela coisa que torna aquela noite num momento único, glamoroso, divertido, enfim mágico. Há mais de uma década, um dos grandes senhores da noite de Lisboa, numa curta “conversa” matinal na saudosa discoteca Alcântara-Mar, fez o favor de me dar uma das suas primeiras aulas. Disse-me entre outras coisas, que Lisboa, como qualquer capital tinha por obrigação ser referência, liderar, fazer o estilo, impor a moda. Nesse dia, aproveitou para me dizer que com a crise, as pessoas saiam mais, uns por pura


Editorial_

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diversão, outros para darem azo às suas frustrações e desilusões e outros ainda, pela carneirada. Tudo aquilo a que temos assistido de desde o final do Verão passado em Lisboa é positivo não só para Lisboa, como para o resto do país, já não basta abrir a porta e ficar à espera dos ursos para lhes oferecer mais do mesmo, há produção, inovação, Djs e temas, no fundo, bons motivos para sair. Em sintonia com tudo isto, tem estado a produção musical nacional de música de dança. Uma vez mais, também aqui muitos tentam e muito poucos lá chegam. Depois de Dj Vibe e Rui da Silva em 1993 com os Underground Sound of Lisbon fazerem explodir no mundo o tema “So get up” (tema que ainda hoje perdura), Rui da Silva repetiu a dose em 2001 com “Touch me” a partir de Londres, seguindo-se-lhes o Dj Produtor MastikSoul em 2008 com o hit mundial “Jacobino”, tendo o ano passado Pedro Cazanova primeiro com “Selfish Love” e Diego Miranda a seguir com “Ibiza for Dreams” virado pelo menos para já Portugal de pernas para o ar. É verdade, que entretanto muitos outros produtores lutaram pela diferença, mas diga-se, que com temas que morreram na praia, sem expressão no mainstream e que como tal, valem o que valem. Já este ano, Pedro Cazanova arrancou com “My first luv”, Pete Tha Zouk, com um “I´m back again” e Diego Miranda com “Just fly”. Portugal está ao rubro! É com este espírito que Portugal promete agitar-se. Como em tempos de ouro que já lá vão, a noite, principalmente a de Lisboa, agiganta-se para ganhar uma posição fora de portas e desta vez com a contribuição de mais alguns djs nacionais, como sejam por exemplo os casos dos consagrados Carlos Fauvrelle e Ari. Este mês não poderia deixar passar o facto de ter conhecido mais um português de eleição. Dá pelo nome de Ricardo Fernandes, sagrou-se há dois meses campeão do mundo de Kick Boxing vencendo com o seu jogo um russo. No entretanto, em Portugal, o silêncio feito à volta deste facto de relevo foi estonteante. Se a isso juntarmos o facto de Ricardo Fernandes trabalhar diariamente com crianças, diria que só mesmo um imbecil não vê.

Miguel Barreto Miguelbarreto@portugalnight.com


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fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

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magem

SOS - D3MI & OMID 16B (Ministry of Sound)

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moments

Pedro Paiva, passou de sócio a estrela e é hoje o campeão nacional de abertura de garrafas de champagne ao preço de tabela numa só noite. Sempre bem disposto, lá vai dizendo que a hora de passar para o lado sério se aproxima velozmente, pelo que bater com a porta da noite começa a estar no seu horizonte. Se esta lenga-lenga até tinha piada se fosse a sério, já deixa de a ter se tivermos em conta que muita da festa da Kapital passa pelas suas mãos. Eis alguém que precisa urgentemente de algum mimo.

Dj Nebur, residente do BBC e sempre in love, soma e segue. Eles fala, falam muito, falam tanto e não dizem nada. Lol

Teve lugar a festa da muleta no Art Lisboa e como seria de esperar, não faltaram grandes estrelas da constelação da capital. A ideia, patrocinada por uma famosa marca de ténis, era ver quem conseguia utilizar os sistemas de ultima geração, aqueles que permitem saltar, antes de levar com uma coluna no pé. A ideia era apanhar o Bip Bip, mas acabou por ser Joana a ver a fava. Há noites assim.

Eduardo Ferreira, esteve a ter uma lições de Pete Tha Zouk subordinadas ao tema “Como falar ao microfone”. Uns sabem, outros não!

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Milton Pinto e Fernando Alves, são o ovo de Colombo RS Dreams. Só apanha quem sabe!

Tiago Pinto Leite, depois de passar pelo epicentro da convulsão, partiu de férias para o Brasil e aí está decidido a fazer a diferença. Depois de aproveitar a sua estadia para se tornar perito em Pasteis de Belém, a hora mágica no Porto já mudou. Até dói e tudo, por Tiago Pinto leite também gostar de touradas, mas com uma pega diferente.

Zé Paulo do Carmo, é estilo botija, basta darem-lhe uns óculos Bacardi e o homem fica possuído. Diz quem sabe, que na Made to Mix até deu asas a Restanni. Até voa e em asas!

Duarte Ribeiro, um dos meninos Kitsch, depois de lhe ter sido destapado o gargalo, passou para a liderança e passou a ser técnico de sms`s. Ofereçam jantares, ofereçam bebidas, ofereçam lérias, mas follow de líder. Pufa!

Carlo Mealha, a tirar a licenciatura em “The boss”, está ao estilo do Pai a entrar em silêncio, mas a fundo. Eis a geração XXI.


moments 9

China foi recebido por Vitamine na última “The Club” que mexeu com Lisboa e depois da festança, lá veio a pergunta sacramental de China; Vitamine, por onde andaste estes anos todos? E como resposta, o óbvio; Dediquei-me ao Samba e daí o meu requinte na dança.

João Miguel e Orlando Sagaz, respectivamente WDB Management e Sporjovem discutiam no reservado do comité central a estratégia que permitira fazer regressar os “Filipes “ a Portugal, até por contarem para a intentona com o apoio de Alberto Boss, o chefe do paiol. Lá diz o ditado, quem brinca com o fogo...

Hugo Tabaco e João Magalhães, numa das noites de enchente na Kapital, dedicavam-se a trocar impressões sobre facturações e lá está, mestre João, lá ía dizendo; bispo Tabaco, já viu o bigode e resposta não poderia ter sido mais, correcta; Pastor, eu sinto-a aqui na carteira, é milagre.

Durante o dia, é Tiago Paiva Dr, durante a noite Tiago Paiva Rastilho, vai tudo da cor do céu e ainda nem ao luar chegámos. Um pouco mais refinado que Zé Paulo do Carmo, Tiago Paiva não necessita de meter os óculos e vestir a vestimenta Batman para galgar muros e jogar ao jogo do “é o bicho, é o bicho, rastilho eu sou”. É sempre para positivos.

ZP, HB e JF juntaram-se e organizaram um comício estilo Verão Quente, sob a égide de um estrangeirismo; “I`m back again”. Discurso TP e discursou bem, discursou AB e o sucesso foi idêntico, só aplausos, quando os “reaças” fizeram avançar BB, deu como em qualquer comício chinfrim.

Dj Barata andava há dias de boca aberta em Cascais. Nas suas “Friday I´m in Love” do Alcântara-Café, Barata liga-se à cabine e vira automaticamente electro-Barata, até dá luz. Inacreditável mas pela foto indesmentível.

“I`m in love”. Calma pessoal, não se metam já a colar esta notícia do casamento de Frederico Rocha nos clones, já que antes de fazer é preciso ler até ao fim ou dá barracada. Este é um amor antigo, é um amor verdadeiro, mas nem tudo é caça e caçador, a vida é muito mais do que isso.

Liliana, Tha Zouk, Casanova e Andreia, juntaram-se os três à esquina, com Mastercris a tocar a concertina, fartaram-se de malhar sólidó. Ai, Ai, Ai Ai, eu gosto desta mulher, quero tê-la ao pé de mim, fazer música quando eu quiser. Beautiful “Algarve Nation”.

Filipe Campina, tal como Duarte de Ribeiro também passou a ser adepto da tourada. Desenhado para fazer de saco de encher, tem enviado para a terceira circular sinais de fumo. Ao barrote, sem ofertas, borlas e presentes. É Campina na The Loft.


NA GOSSIP, Boss é Boss!

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N

a discoteca Gossip em Lisboa, realizou-se mais uma festa Bacardi Made to Mix, com a presença da dupla de Djs Soul_Mates: Pedro Tabuada e King Bizz. Já era esperada casa cheia porque as moscas atraem-se com o mel de Djs anunciado e o morcego já lidera na capital, além de que a Gossip conta com alguns dos melhores promotores do mercado, o que garante a nata da cara bonita e aperaltada que enche os olhos aos demais que ali vão parar por arrasto dos amigos. Mas quando falamos da presença da dupla, fazemo-lo quase no sentido lato da palavra, pois serviram apenas para aquecer a pista a Zé Paulo do Carmo. A lógica deste estilo de festa não é nova, mas parece que pegou moda por agora na capital, onde alguns proprietários, auto-elevados a pseudo-Djs de renome, fazem das suas casas uma feira de vaidades. Pois quem lá foi pelo cartaz cedo levantou voo para outras freguesias e quem foi pelo morcego e decidiu não bater asas também, não teve mais remédio a não ser entrar na surreal fantochada de que não havia registo até à data. Vá lá que a Bacardi e o seu “batpeople” já ganharam poderes que fazem os mais cépticos acreditar que afinal ainda não viram tudo! Ah se o patrão estivesse fora… tinha sido dia santo na loja!


Fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

Gossip - Bacardi Clubbing Tour_ 11 11


A Kapital

a dançar até

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à “Aurora”! A

Kapital apresentou, uma noite de arraso pela mão de João Magalhães, Hugo Tabaco, Pedro Paiva e Bé de Mello Laranjo com a festa “Ferrari Aurora Racing Team” a colocar Lisboa na linha da frente nas corridas aos espaços nocturnos. Com uma produção ao mais alto nível, tivemos a oportunidade de assistir à presença de nomes que já raramente se vêem em eventos sociais e de contar com uma clientela bonita e de bom gosto, pronta para se divertir numa noite de glamour e magia, o que só vem provar que, cada vez mais, as pessoas distinguem o trigo do joio. Apesar das presenças de jet-set internacional esperadas terem ficado aquém do desejado e de um ou outro ponto que poderiam ter tido melhor preparação e organização, uma aposta tão alta merece um desconto e o devido lugar no pódio, pois nem assim a festa perdeu o brilho e a qualidade que manteve a pista a mexer até o sol raiar. Com apenas o primeiro e o segundo piso em funcionamento, dado que o térreo agora funciona como espaço independente chamado Ground Zero, a Kapital ofereceu a Lisboa uma festa a sério, sem manha nem cantiga por aí muito vista na noite, o que nos leva a tirar o chapéu ao conceito e a esperar que se repitam muitas “Auroras” deste calibre!


fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

9elle - Kapital_

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“Chocolate Party” a curar ressacas

do Carnaval

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Alcântara Café recebeu uma deliciosa “Chocolate Party” pela mão dos Amici, que nos têm vindo a habituar a um estilo que marca a diferença pela positiva!Depois de uma união à Lisbon Attitude com o “Bal Masqué” de Carnaval nas Cavalariças do Pestana Palace, João Graça, Paulo Ferreira, Nuno Antunes, Hugo Variz, João Costa e Luís Dias regressaram esta semana com a a posta numa noite gulosa. Com o Dj Baratta a fazer mover a pista, a party só não foi ainda mais brilhante por a afluência em quantidade de amigos e clientes não ser a esperada,facto compensado pela abundância em distinção dos presentes. Ainda assim, noites destas são sempre assinaláveis e memoráveis e, apesar de o momento ser de ressaca carnavalesca, a qualidade, estilo e ambiente que os Amici se propuseram proporcionar foram objectivos cumpridos, o que só vem corroborar que o que é doce… nunca amargou!


fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

Alcantara CafĂŠ_

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VIBE

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Em privado na Jézebel P or motivo de festa de aniversário do enérgico Gipsy, a Jézebel, foi palco de um festão privado organizado, em jeito de presente, por Ana Paula, Carlinhos Canto Moniz e Gonçalo Barreto e com o som a cargo do mais que conceituado Dj Vibe! Como seria de esperar, Vibe fez um terramoto na casa, e mesmo mantendo-se fiel ao seu estilo pouco sorridente, pôs o público em delírio ao som da sua música e com pequenos detalhes que só a sua experiência e dom podem justificar e ainda nos conseguem surpreender. Não é por acaso que uma casa se pode dar ao luxo de ter um Dj de renome a tocar apenas para convidados, pelo que este ponto prova a excelência tanto da gerência da mesma, quanto do músico. Mais ainda prova disto, é o facto da correria existente, nos dias anteriores, aos convites que, sendo do conhecimento geral que seriam a única forma de aceder à festa, não desmotivou, de forma alguma, a longa fila à porta, numa tentativa, frustrada, de entrar. Uma soma de pontos positivos para a Linha do Estoril sem dúvida! Mesmo assim, a Jézebel contou com uma enchente de gente alegre e bonita, num ambiente que transpirava magia, glamour e sensualidade, numa noite inesquecível, única, diferente e, quiçá, pioneira para outras sextas-feiras da casa!


Fot. Luis Lopes - Direitos reservados Portugalnight

JĂŠzebel_

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LIFE IS A LIFE

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é de Melo Laranjo, João Magalhães e Hugo tabaco, são o trio dominante da capital e embora se note que com um Bentley nas mãos,não falte a tendência, necessidade e até vontade de ser capa por exemplo da revista Maria, pois chega a toda a gente e em grande estilo,é claro,que existe alguém que vai destoando. Segundo consta do trio, um queria esta foto na capa da “Maria”, outro no “Expresso” e outro ainda, que quer é fotógrafos bem longe de si. Com ou sem capas, a hora é de desfrutar o trabalho realizado e sem que dessem por si, têm dado uma aula ao seu senhorio, mandado sinais de fumo para João Meneses – captamos este: “parece fácil” – e ainda mais alguns para o sócio da Gossip a dizer – “fileiras firmemente estancadas”.

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émeos são gémeos e se a estes juntarmos um Hugo Tabaco dos sete ofícios, rapidamente concluímos que o conteúdo até acaba por ser bem melhor que o flyer. Embora se tenha notado que tem existido uma aproximação de estilos, é por demais evidente que estes são três nomes em ascensão no mercado, até por ser público, que entre ases, manilhas e reis, os resultados estão a deixar João Magalhães extasiado, havendo já quem diga que este nem necessita de ir trabalhar pois o porco é gordo e anafado.

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rederico Rocha tinha prometido, mas o discípulo esquivava-se e continuava a prometer e Sérgio Nóbrega a esquivar-se. Numa das últimas noites, com Nóbrega a tentar dar a volta a um assunto no calor da noite e apanhando Frederico Rocha com a guarda em baixo, Rocha, lá fez o que tanto queria, dando a sua bênção à careca de Nóbrega, ao mesmo tempo que lhe avalisava o projecto e fazia questão de relembrar; “mas olha, que como vês, estou bem lúcido e quem te tratou da careca fui eu.” Lol

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atrício Vairinhos e Edmundo Faísca, depois de receberem o bombom de Carnaval no day after do XIV Aniversário da sua Black Jack, rapidamente perceberam que perante o agitar do mercado, nada melhor que meter uma mudança abaixo para mostrar que quinze anos depois, continuam a não ser homens do perdoa-me. Se Patricío é desde sempre o rosto, já Edmundo Faísca, depois de algum tempo afastado da frente de palco, apareceu na sua melhor forma, como se tivesse estado em conservação. Notável.

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oão Miguel, João Graça e José Manso, são um dos trios de peso que esteve presente no lançamento do novo trabalho de Pete Tha Zouk, Abigail Bailei e Mastercris no Alcântara-Café em Lisboa. Senhores da festa por inteiro, têm em comum a capacidade de movimentar em força as suas máquinas, para alem de serem “parceiros” de trabalho no Sasha Beach de Luís Evaristo e Helga Barroso. Esta não foi uma hora de conversas, analises, negócios e tretas mas sim de desfrutar. Não é todos os dias que um dos ases da nação sai de “Ás”.


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oberta Medina, aproveitou a apresentação do cartaz do Rock In Rio 2010 para dar as boas vindas aos artistas eleitos e como não poderia deixar de ser, coube a Dj Vibe, a nossa bandeira, brilhar no palanque através de um “tête à tête” em que deu mostras de também ele já saber utilizar com pompa e circunstância o microfone de serviço. Medina veio com simpatia, recebeu charme e com tudo isto, estão criadas as condições para o festim que em Maio vai novamente abanar Lisboa. Eis uma conversa ao melhor estilo do “Fantasma da Ópera”.

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oão Graça, depois de convidado e de ter recusado por uma empresa da Praça para fazer um anúncio,em que apenas tinha que dizer“Sou,AQUELA MÁQUINA”, continua a revelar-se um dos expoentes máximos da tribo de Frederico Rocha, que tem como principal característica, ser composta na sua maioria por pessoas que para alem de fazem noite, são excelentes quadros durante o dia. Se num coração bem formado há sempre lugar para toda a gente, num bom profissional há horas para tudo pelo que o Carnaval de Graça, foi à “Bal Masque” tendo por companhia D. Afonso Henriques.

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enrique Heitor, é agora o homem forte das sextasfeiras que até esta data pertenciam a Filipe Campina. Sendo estas umas noites com história, não deixará de ser interessante constatar que este jovem valor não se atemorizou e tem-se vindo a revelar mais uma agulha do palheiro. Gente bonita, casa com número muito interessantes e a ajuda do grosso do pelotão já estão a fazer história.

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anda Sousa, Miss Blondie e Dj Gonzo, não tendo tido necessidade de juntarem os trapinhos para se dedicarem à gestão da fama, conseguiram através de um cruzeiro alimentar uma relação gira, que para já nos está a trazer a todos boa música. Com tudo isto, Gonzo está mais acutilante e apanhou o seu groove, diga-se que agora um pouco mais forte, ao invés de Miss Blondie, que está bem mais refinada e atenta. Eis um caso, que sem casório temos boa música.

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amuel Lopes, recebeu numa das suas noites do RS Dreams, Nuno Oliveira, o homem forte do Eskada de Vizela, onde vindo, para fazer como S. Tomé, - ver para crer – Nuno Oliveira aproveitou para aprofundar alguns conhecimentos e que no caso, passam por passar a deter a sabedoria absoluta de saber como ter estrelas na casa a custo zero. Do alto do palanque, Samuel Lopes lá foi dizendo que a coisa, é mais simples com boas relações e que embora não esteja na capital, existam operações stop em força na ponte, etc, que por estes lados, para se ser estrela é necessário saber servir copos, apanhar copos, receber as pessoas, etc. Nem mais, eis Samuel Lopes a dar uma aula e de borla.


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preto branco A Sushi Leiria levou uma verdadeira razia. Quando menos se esperava e depois de um Carnaval menos conseguido, o patronato deu ordem de marcha a João Vilaverde e Sofia Ferreira, indo buscar para os seus lugares Oscar Gouveia, profissional que ao melhor estilo de Lance Armstrong, não perde uma única camisola amarela. Com a entrada de Óscar Gouveia, novas mexidas se prometem para Leiria, já que a regra do rei morto, rei posto é a constante da vida. Esperam-se novidades.

A discoteca Lagar`s, localizada em Amares, próximo de Braga, é quem continua a funcionar como um relógio de precisão, dando à empresária Isilda Azevedo apenas razões para sorrir. Quando muitos dos seus concorrentes a norte começam a ter que arrear com as ideias vistosas, os empresários com mais anos de mercado começam a sobressair e entre eles, bem na linha da frente está a proprietária desta casa. Djs, animação, um staff que tem a confiança familiar, trabalho e os clientes de sempre, mantêm esta empresária e a sua casa onde se quer, na frente. A discoteca Absorv em Lisboa encerrou portas e partiu para uma mega remodelação, sendo já certo que com ela, virá um novo corpo de profissionais, coisa que não sendo muito difícil de prever, pode através da aprendizagem entretanto feita vir a revelar-se de importância vital. Para esta nova era da Absorv, está confirmado o nome do histórico Nuno Valente, que depois de algum tempo a dedicar-se em exclusivo ao management e djing, promete regressar aos grandes palcos de Lisboa. Diz quem já chegou a Valente, que desta feita é para abanar. Lisboa assim espera.

O ex bar “24 de Julho”, que a seguir foi “Gringo`s” e mais recentemente “Mao” reapareceu agora na noite de Lisboa, desta feita, como “Urban Club”. Não sendo o nome feliz na óptica da confusão que possa vir a criar com o “Urban Beach” dos irmãos Rocha, é certo é que o espaço abriu, está a lutar por um lugar que não se afigura naturalmente fácil, já que o estacionamento para aquelas bandas é duro, mas para já, vale pelo esforço, investimento e staff. Numa era em que novas ideias se procuram, este “Urban Club pode vir a trazer algo de novo.

O ex “Romania” de Vilamoura, promete regressar já no próximo mês ao convívio da festa, desta feita como “Dolce” e pela mão de Alberto Macedo, que entretanto abandonou a discoteca Black Jack para abraçar com Bruno Oliveira, ex-proprietário do restaurante Old Navy localizado na Mariana de Vilamoura este projecto. Embora ainda pouco se saiba do que aí vem, há para já mexidas em Vilamoura o que sendo positivo para o mercado, vai dar ainda muito que falar. Garantido no“Dolce”de Vilamoura está já Rui Borja, o homem que assinou Suigeneris da Ilha de Faro no Verão de 2009 e certamente umreforçoeumestiloquevaimexercomgentenãosódeVilamoura.

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João Meneses, garantidamente o empresário que melhor lição estudada trouxe para esta época de 2010, depois de ser dado à partida por tudo e todos como o grande derrotado, conseguiu com David Portugal e Tiago Paiva apresentar sextas-feiras de luxo e sábados de encantar através de Pedro José, fazendo valer, as horas que ganhou o Verão passado por terras de Vilamoura. A 12 e 13 de Março, o aniversário do seu BBC será com duas noites de Litle Louie Vega. Dúvidas?

João Magalhães, tido para muitos como carne para o assador, percebeu rápido que o se metia à estrada e jogava na antecipação, ou o seu fim seria certamente a ver os clientes passarem enquanto virava francos. Abriu com Diego Miranda, já apresentou “Ferrari Aurora Racing Team” de luxo, tem Jesus Luz a caminho e ainda passou a perna com Abigail Bailey aos amigos. Notável, sempre a destrunfar até por ter no Ground Zero a garantia de um excelente subsídio de desemprego.

Daniel Mantinhas, depois de uma rocambolesca saída do Twin`s Lisboa, aguentou bem o impacto e como é homem de trabalho – diurno e nocturno – foi só esperar pelo resultado da contenda. A encabeçar a Gossip Lisboa e a manter a posição de braço direito de Frederico Rocha durante o dia, mantinhas tem-se revelado uma máquina infalível, entrar no escritório é que é duro, que diga a sua máquina!

O empresário Gonçalo Rocha, depois de passar alguns meses a ver como João Magalhães, Bé de Melo Laranjo, Pedro Paiva e Hugo Tabaco metia a quinta a fundo na sua Kapital e de ver como Frederico Rocha em pouco tempo colocou parte do rectângulo dourado a carburar, bicou João Filipe e Manuel Abreu sem apelo nem agravo, situação que mexeu com os contornos programáticos da noite da capital. Eis Gonçalo Rocha a preparar o volte face!

Paulo Covas, que viu o seu Hit Guimarães entrar a fundo quando a generalidade dos empresários da zona menos esperavam, acabou por ver o seu nome voltar à roda viva, desta feita através de notícias colocadas a circular, que davam como o Hit Club da Póvoa de Varzim à venda. A situação, sendo de lamentar acaba por ser caricata, já que Rui Covas, no período quente foi aquele que foi mandado calas. Inacreditável!

João Filipe, Promotor que acompanhou o trio João Figueiredo, Zé Paulo do Carmo e Duarte Ribeiro durante bastante tempo, optou por sair da Gossip na companhia de Manuel Abreu, segundo dizem, para descansar. Nem três dias depois estava no Urban K o que deixou os amigos em polvorosa. Lá dizia o outro…amigos, amigos…


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oão Miguel, um dos rostos da WDB Management Portugal, caiu na tentação de se sobrepor ao artista e através de um erro de cálculo, acabou por retirar a Pete Tha Zouk a possibilidade de brilhar no lançamento do videoclip do tema “I´m back again” que tem assinatura do produtor Leonel Vieira. Se em Florianópolis, Brasil, a festa programada com pompa e circunstância para o Café de la Musique” correu como se esperava, em Portugal, os avanços e recuos acabaram por tornar inglória uma noite que teve no mínimo, um investimento colossal. Pete Tha Zouk, Mastercris e Abigail Bailey têm o seu tema na rua. Tê-lo assumido como próximo hit mundial, pareceu-nos arrojado por parte da agência, essencialmente pela presunção, já que caldos de galinha e água benta nunca fizeram mal a ninguém. O tema aí está, já rola e a voz de Abigail Bailey é realmente do outro mundo.

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ilipe Campina, produtor que durante muitos anos assinou pelas sextas-feiras dos mais novos, assumiu dar o passo em frente e um pouco ao estilo a que Lorena obriga as suas tropas, deu a cara no osso e está a comer a carne na festa. Filipe Campina cresceu, manteve a coerência e foi exactamente por aí que começou, ao não mudar de espaço nocturno, ao abandonar as sextas-feiras que para si já eram demasiado fáceis e ao assumir as quintas e sábados da The Loft. Depois de uma entrada a tactear mas que teve em Pedro Chuva um aliado de peso, principalmente no back office a verdade é que Campina e a sua Elite Night já garantiram um lugar ao luar. Como é normal em qualquer mercado, sendo as pessoas as mesmas e aparecendo mais um a singrar, alguém ficou a chuchar no dedo, resta saber quem.

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oão Figueiredo, Zé Paulo, Duarte Ribeiro optaram por dividir entre si as responsabilidades da festa na Gossip e para já, estão a conseguir tocar cada um o seu instrumento com bastante facilidade. Com as quintas-feiras da responsabilidade de João Figueiredo, as sextas, de Duarte Ribeiro e os sábados de Zé Paulo do Carmo, os Kitsch Boys estão a conseguir colocar meia Lisboa à beira de um ataque de nervos, já que o que fazem, mexe e mesmo Eduardo carvalho da Silva, tem achado piada à forma como todas as sextas-feiras Duarte Ribeiro esperneia para atingir objectivos que de fácil nada têm. Mais do que ter sucesso ou correr bem, esta Gossip Lisboa, é um exemplo fantástico de como com trabalho se consegue colocar uma casa a carburar três noites por semana e tudo, sem necessidade de mandar espiões, emissários ou penetras à concorrência. Nada como olhar para nós mesmos e tentar melhorar. Grande exemplo!

RealShaker

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rederico Rocha, que muitos diziam apenas fadado para fazer filhos em mulher alheia ou seja, andar a fazer festas em casa de outros, optou este ano por assumir o risco e aí está, depois de um período de lançamento, finalmente em velocidade cruzeiro. Fadado para a arte de bem receber, até por ter tido como professor, nada mais, nada menos que Eduardo Carvalho da Silva, Frederico Rocha,é a prova viva de que com cabeça tudo é possível, embora numa terra de egoístas como Portugal, ver alguém a ter sucesso acaba sempre por ser complexante, já que reina a lei do atira abaixo em vez da do tentar fazer melhor. Certo mesmo, é que o espaço onde hoje é a Gossip, e que outrora andou anos a tentar uma posição sem resultados está instalada na dianteira através de uma oferta diferente às quintas, sextas e sábados. Não falta quem ameace e vocifere, é o preço do sucesso.

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tress, performance que percorre mundo a animar festas e eventos e que tinha há pouco mais de um ano optado por se associar a Ana Martinho e António Manuel Pereira da Heart&Soul para juntos fundarem a MixUp, empresa de animação nocturna com objectivos de penetração mundial, optou por deixar a Mix seguir alone, já que pretende voltar a colocar a sua carreira Up. Verdadeiro pássaro na gaiola, Stress, como seria de prever pela sua longa e fantástica carreira não se viu atrás de uma secretária e também não conseguiu conciliar o hábito de ser de domingo a quinta Stress patrão e às sextas e sábados Stress Performancer. A porta, não bateu com estrondo, até por estar na moda o “first luv”.

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amuel Lopes, depois de quase dois anos a ver a banda passar, entrou no mercado com o seu RS Dreams a fundo e ou adormeceu com o pé no acelerador, ou aquilo por que passou, acabou por resultar em nitro para um motor geração XXI. Ao invés da colheria, o RS Dreams tem investido, imposto um estilo e assumido a vontade de liderar. Com isso, faz-se ouvir na grande Lisboa, acolhe gente de todo o lado e para não variar, está sempre cheia. Numa altura em que se fala de novos investimentos na noite da margem sul, a questão que terá que se colocar será sempre a de como parar este RS Dreams, já que parece imbatível, pois é sempre, sempre, impressionante.


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ui Caralinda, optou por passar o último mês em retiro telefónico, já que pretende desde já montar um Verão sem comilões ou seja, sem gente que lhe fique com a porta a troco da festa. Como a época promete ser quente, até por não parar de chover e como a história das licenças parece já andar novamente no ar, Rui Caralinda tem já a sua agenda bem montada e para começar, garantirá uma Páscoa das ficam para mais tarde recordar. Miguel Amaral, China e Zé Lito são algumas das estrelas da companhia que vão manter o caudal, há a possibilidade de Zé Black assinar uma noite para sair desta Páscoa em ombros, sendo que as surpresas prometem ser isso mesmo, surpresas. Para já, Rui Caralinda já reina, diz esperar apenas as amendoeiras em flor para dar a chapa quatro, até por este ser o ano do seu Benfica. Que seja, o povo aguarda!

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dolfo Rodrigues e John Magalhães, receberam de braços abertos Pedro Paiva e têm vindo com isso a segurar as quintas-feiras da Kapital, que muitos teimam em chamar de 9Elle, como se de uma novela se tratasse. Equipe que vem de trás e que tem sido uma das armas fortes de João Magalhães, Bé de Melo Laranjo e Hugo Tabaco essencialmente pela lealdade e amor à causa que desde sempre patenteiam, viram nas obras feitas a oportunidade de dar fundamento ao apregoado “nouvelle”, o que com “9” promotores acabou por dar o sentido. Para já, Adolfo Rodrigues, John Magalhães e Pedro Paiva, são a divisão Panzer de João Magalhães e mesmo sendo verdade o que consta, a saída de Pedro Paiva da sociedade, o trio é para manter, já que ao que consta, factura a fundo.

D

á pelo nome de Nuno Pedroso, tem como sócia Ana Teresa Sá e de entrada, comprou o Blues Café sem dar hipóteses a grandes movimentos. Como se isto não bastasse, este dois empresários montaram arraias em Cascais e dali foram buscar de uma assentada, Viriato de Sousa e Bernardo Macambira respectivamente, para a posição de gerente e relações públicas do espaço. Com ideias bem tolhidas e de alguma forma novas, Nuno Pedroso e Ana Teresa Sá prometem lutar pelo regresso do estilo dos relações públicas residentes o que não sendo fácil, já que o mercado está completamente dominado pelas produtoras, pode vir a ser uma terceira e respeitável via. Quem já viu, diz que não é a brincar e embora ainda sem data de abertura delineada, já dá que falar.

P

edro José, o homem que no Verão passado o empresário João Meneses leu como com atributos para liderar os seus sábados, que já se previam de revirada, tem inesperadamente distribuído noitadas ao boss que apenas dão vontade de rir. Tendo a seu lado a bateria de promotores por si eleita e constituída por nomes de peso como Marta Wahron, Mituxa Jardim, José Estanislau Barahona Fragoso, Francisco Bernardes e Janica Roquette, as noites de sábado do BBC Lisboa, ilustremente baptizadas de “Sinner`s in Heaven” têm não só apresentado casa sempre cheia, como principalmente possuem conceito, são semanalmente apresentadas de forma religiosa a tempo e horas e como resultado final, ninguém segura este mar de pecadores para gáudio do empresário João Menezes, que uma vez mais, comprovou ter uma leitura cirúrgica do mercado. Eis Pedro José, um acólito que num Verão virou Papa.

T

iago Pinto Leite, depois de receber a sua guia de marcha da gerência do Twin`s Lisboa, situação que já muitos haviam visto como verdadeiro presente envenenado, já que Eduardo Carvalho da Silva e Daniel Mantinhas não têm por tradição levar desaforos para casa, não demorou muito a voltar ao activo. Depois de umas férias por terras do Brasil onde festejou na companhia do seu amigo Sálo até não mais poder, regressou ao Pop de nova geração, onde na companhia de Jorge Baptista e Nuno Freitas, decidiram dar razões para sorrir ao empresário Alberto Resende, que pelo que já deu para perceber, pretende fazer esquecer rapidamente Cristina Ferreira. Com esta entrada vertiginosa na Invicta e tendo uma equipa de luxo à sua volta, até por entre todos, circular a fantástica Cláudia Jacques, Batata Cerqueira Gomes ganhou alguns cabelos brancos e terá urgentemente que reagir para não deixar fugir para o pop o melhor da Foz. A fundo!

H

ugo Tabaco, é cada vez mais líder da discoteca Kapital. Embora entre a movida e até entre alguns profissionais a força seja dada a João Magalhães e Bé de Melo Laranjo, é por demais evidente, que o poder mudou de mãos e para já, está dividido entre o embaixador João Magalhães e a força de Hugo Tabaco. Sendo que o mercado já comenta a saída de Pedro Paiva da sociedade, situação que até esta data não se encontra confirmada, é por demais evidente, que levando João Magalhães a água ao seu moinho, até por ser o cérebro da máquina “Faces”, Hugo Tabaco possui o elan e natural confiança de Fátima Lopes, que nesta estrutura se revela essencial até pelo posicionamento a sul. Eis uma máquina que até estabilizar promete dar que falar.


C

láudio Varela, tem-se vindo a revelar muito miúdo, mas com capacidade de conduzir a fundo. Depois de uma saída forçada da discoteca Queen`s por ter culminado o projecto, Varela não demorou muito a arranjar pouso, já que é um dos reis e senhores das sextas-feiras da capital. Tendo como Dj de mão Jay Lion, Varela limitou-se a carregar no acelerador e com isso, deixou o empresário Zé Gouveia de boca aberta,já que,aquilo que se dizia é mesmo verdade,com Varela,só mesmo uma lotação esgotada. Depois de umas noites a encher para ver o que dá, o “miúdo” começa agora a seleccionar e ninguém se admire se dentro de pouco tempo for mesmo o senhor destas andanças, é que pela primeira vez está a levar a coisa a sério, certinha e a saber o que quer.

A

nthony Pereira, optou por baixar o ritmo. Saiu da discoteca Kiss e com isso, manteve as suas funções no Grupo Liberto Mealha, mas noite, só até às quatro da manhã e no Wild&Company. Como não podia deixar de ser, o falatório na zona cresceu e até mesmo no país, não faltou quem questionasse se teria sido desta que o braço direito dos últimos anos de Liberto Mealha se havia reformado. As conversas são como as cerejas e os projectos, parece seguirem o mesmo caminho, existindo já quem garanta que uma das surpresas do próximo Verão virá deste lado da noite nacional. Quanto a Anthony, não abre o flanco, diz apenas que há algumas situações em estudo, mas nada que dure, dure, dure ao estilo Duracell. Cá estamos para ver!

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J

oão Graça e Paulo Ferreira, os homens das “Friday I´m in love” do Alcântara-Café em Lisboa, aproveitaram o carnaval para em parceria com a Lisbon Attitude assinarem nas Cavalariças do Pestana Palace em Lisboa um “Bal Masqué” que virou a cidade de pernas para o ar. Depois de se terem visto obrigados a assumir o projecto “Amici” do BBC cumprindo a palavra numa altura no mínimo difícil, estes dois anfitriões, que o são por natureza, passaram pelos sábados do Lollipop onde mudaram os hábitos de Lisboa e por imposições físicas estabeleceram-se agora durante vinte e três semanas com arte no Alcântara-Café de Lisboa. O que assinam é mágico, feito com alma. Exactamente por isso, recebem os seus convidados com as duas mãos e não com ambas nos bolsos ou com uma dentro e outra fora. São magos, há que desfrutar enquanto não se aborrecem e desaparecem….Entradas só por guest e não há “cunhas”.

G

onçalo Barreto, Carlinhos Canto Moniz e Ana Paula, prosseguem num estilo único uma história, que com os seus altos e baixos dificilmente irá passar ao lado de uma geração. Seja no Verão com a esplanada do Tamariz, seja de Inverno com a Jézebel, este é um movimento de pessoas bonitas, cuidadas e de excelente trato, que em qualquer parte do mundo marcariam sempre a diferença para cima. Nunca será demais recordar, que antes de Barreto e Moniz, a chamada “Linha” que tantos complexos causa país fora encontrava-se morta e sendo certo, que Bernardo Macambira teve aqui papel fundamental, não é menos verdade que foram exactamente estes dois nomes que prosseguiram com um estilo, uma forma e uma lógica que é das mais bonitas e agradáveis do país. Têm erros, lapsos, omissões? Naturalmente que sim, mas melhor, tão estável e preciso…onde?

P

atrício Vairinhos, numa altura em que tinha o seu Verão preparado com algumas novidades que vão certamente mexer com a Vilamoura habitual, deparou-se com a saída de Alberto Macedo, relações públicas que há muito o acompanhava na roda viva algarvia. Não sabendo se espantado se incrédulo, já que nada o fazia esperar, certo mesmo, é que Patrício Vairinhos não demorou muito a meter novamente as mãos à obra e aceitando a “mão” do seu sócio Edmundo Faísca, já entrou em alta rotação, até por a diferença entre um projecto e uma realidade, estar no factor trabalho. Com a máquina rolar, Vairinhos com a escola que já possui sabe que o amigo “Dolce”, rapidamente pode virar concorrente “Dolce” pelo que meter-se a caminho é como o código postal…meio caminho andado.

T

hiago Silva e a sua produtora Made, juntaram-se a Ana Martinho e António Manuel Pereira e através da abertura de capital, assinaram em relativamente pouco tempo os eventos “O maior fim de aulas de sempre”, “Le Reveillon” e “Qual é o teu fetiche?” todas Porto e sendo certo que a primeira mexeu com muita coisa, as seguintes, garantiram um lugar de destaque e continuidade à Made. Este mês, a aposta residiu num “Baile Electrónico” que teve lugar no Ateneu Comercial do Porto e que teve como instrumentistas do baile, esses senhores que dão pelo nome de 2ManyDjs. David Dawaele e Stephen Dewaele, que também assinam Soulwax brilharam e já deu para perceber que são fortes candidatos da Heart&Soul a instalarem-se este Verão em Albufeira.


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Baile de Mascaras nas Cavalariças

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E

m noite de Carnaval, eis que Lisboa viaja no tempo entre o século XV e o XXI, com uma festa ao estilo italiano, filha da união da Lisboa Attitude com os Amici, baptizada à nascença de “Bal Masqué”. Com o privilégio de ter as famosas Cavalariças do Hotel Pestana Palace como palco, o público não se fez rogado em honrar o “bal”, enchendo completamente o espaço e trazendo uma folia elegante, bonita de se ver, com nível, sem deixar de parte a brincadeira e a boa disposição. Era ver das rainhas aos repolhos, uma massa de presentes mascarados, numa noite descomplexada e de uma organização com pormenores bem trabalhados e cuidados. Como resultado, viu-se uma clientela feliz, foliona numa grande festa pautada pela excelência e transparência. Quando assim é, a vontade de trabalhar deixa bem patente que os meios aqui justificaram os fins!


Fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

Bal MasquĂŠ_

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“Não me estales o verniz”,

um refresco no

Bela Cruz

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E

stivemos mais uma vez no Bela Cruz na Foz, Porto, onde o quinteto Pedro Garcia, Nuno Costa, Miguel Mesquita, Miguel Barros e Luís Branco continuam a dar razões para que este espaço se dirija para a linha da frente da noite portuense, resultado do rigor e distinção da equipa de trabalho! Desta feita, a festa “Não me estales o verniz”, produzida por Andreia, proporcionou aos presentes uma lufada de ar fresco, ao som de Miguel Barros e ainda da Dj Magalie, ao mais puro estilo do tema da noite. O Bela Cruz apresenta-se, assim, renovado e cheio de meios e projectos inovadores, passando um conceito de espaço mais sofisticado, embora ainda com uns pormenores a afinar nesse sentido. Mas, no resultado final, não há volta a dar: o Bela Cruz é já sinónimo de festa!


Fot. Bela Cruz - Direitos reservados Portugalnight

Bela Cruz_

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ANDRÉ FALCÃO 30

VITAMINE É O HOMEM DAS “THE CLUB”

André Falcão, tem trinta e oito anos e para além de Dj Vitamine, é um dos homens fortes das noites “The Club” que, do nada, estão a agitar profundamente Lisboa. Com uma história riquíssima e uma educação fantástica, André Falcão abriu-nos a porta do seu mundo de forma bastante bonita. Pessoa de momentos simples, Dj de horas refinadas e promotor de conceitos, André Falcão é a viagem lúcida de Lisboa anos 90 até aos dias de hoje. Eis um nome, que acompanhado de Barbara Noronha, Paula Barbosa e Francisco Esteves está a mexer com a Lisboa bonita.


fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

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André, a tua vida no mercado nocturno acaba por estar intimamente ligada ao djing e ao Brasil, é assim? É e não é. Em Portugal tive bons tempos, mas de facto o Brasil é que me fez regressar.

É verdade, até por ter sido sempre muito bem recebido.

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De que forma ganhas estabilidade no mercado brasileiro? Foi a cena de sempre. Comecei a marcar Queres-nos explicar de que forma tudo se umas datas, a ganhar algum mercado ali desenrolou? na zona de Florianópolis e como me sentia Há sete anos tinha uma empresa de melhor no Brasil que em Portugal, acabei importação de calçado no Brasil, visitava por ficar por lá. aquela fantástica terra mais ou menos de seis em seis meses em trabalho. Um dia, estou no Lembraste do teu primeiro projecto no “Confraria das Artes” em Florianópolis, que é Brasil? um bar, que ganhou três vezes consecutivas Também foi no Confraria das Artes. Na o galardão de melhor bar clube do Brasil altura, no Brasil não existia praticamente com um dos promotores de festas da casa, cultura electrónica e tendo por companhia quando este me perguntou o que fazia na uma amiga que fazia o trabalho de relações vida. Em vez de lhe dizer que era empresário, públicas, lançámos aos sábados na Confraria disse-lhe que era Dj. um projecto que era o “Electro” e que de repente foi muito bem aceite pelo mercado. E eras? Nessa altura, o djing para mim já se Foi fácil inserires-te no mercado de encontrava praticamente numa fase de Florianópolis?

hobbie, mas saiu-me aquela, quem sabe pela Eu posso dizer que fui ficando, fui bem casa, pelo ambiente, sei lá. recebido e foi sempre um prazer. Quando dei por mim, estava completamente E como é que as coisas evoluíram? inserido no mercado, tinha duas ou três Ele disse-me qualquer coisa do estilo; “E aí Dj datas por semana, tinha calor, gente bonita de Portugal, podias vir tocar aqui, é um sítio e não houve Verão em que não acontecesse bastante respeitado, etc”. E foi desta forma qualquer coisa. que tudo começou a acontecer. Que acontecesse qualquer coisa como? De que forma acabaram por evoluir as Houve um ano, em que fechámos um coisas? contrato com a Calvin Klein, que consistia O Brasil na altura era outra coisa, estamos a em trinta datas à volta do Brasil, noutro falar de 92, 93. A partir daí, as coisas foram abriu uma discoteca onde acabei por estar evoluindo. Comecei por ir lá passar uma dois anos. Basta querer e trabalhar que tudo semana, depois um mês e às tantas já passava acontece. seis meses no Brasil, regressava, estava por cá dois ou três meses, não me sentia bem e Como é que se dá o teu regresso a Portugal começava a arranjar forma de voltar para lá. e porquê? Ao longo dos anos, existiu sempre aquela Dirias que as coisas começaram a fluir por ideia de ficar ou regressar. Entretanto as terras de Vera Cruz? pessoas iam lá cada vez com mais frequência

e surgiu a oportunidade de vir ao casamento do Diego Miranda com duas datas pelo meio; uma no Capítulo V e outra no Art, mas vim, com a minha vida profissional toda agendada no Brasil ou seja, vim por um mês e acabei novamente por ficar. A que se deveu esta reviravolta de vida? No final desse mês, para além de constatar que lá estava frio e que aqui íamos entrar no Verão e que estava tudo também a surgir, deparei-me com uma realidade portuguesa completamente diferente. A um sem número de níveis, Portugal está hoje a anos de luz do Brasil, seja em termos de tecnologia, qualidade de vida, ect. Pelo meio houve a família e os amigos que reencontrei, a minha Mãe teve uns problemas de saúde e fiquei. Os teus últimos anos, são quase a içar a vela e para onde vai o bom tempo é para onde segues, é assim? Posso afirmar que sempre fiz aquilo que

realmente me apeteceu e me fez sentir bem. Chegar a Portugal, para além de me ter mostrado o que é hoje o país, também me levou a perceber que se não ficasse por cá iria perder definitivamente muitos dos links da minha vida. Às tantas, já ninguém me conheceria, já não existiriam afinidades de vida. De repente, voltou tudo à estaca zero. O que te deu o Brasil que julgues que ainda tinhas para evoluir? Um enorme endurance, grande capacidade de resistência, seja psicológica seja física e uma forma de ver a vida diferente já que houve alturas em que tive como se costuma dizer que aguentar. Ganhei uma grande experiência profissional, uma nova ideia de mercado, formas de trabalhar diferentes e até a nível de promoção aprendi imenso, até com as novas ferramentas que o mercado tem à nossa disposição.


33 A ideia que muitos portugueses possuem, é de que no Brasil é tudo feito de forma quase que atabalhoada, o que tens a dizer sobre isso? Que essa ideia é completamente distorcida, já que não raras vezes, com menos, o mercado brasileiro consegue obter muito mais. Tive a oportunidade de trabalhar bastante na parte de organização de empresas nocturnas. Eles são muitíssimo organizados e bastante meticulosos. Para além de Dj, trabalhei patrocínios, conceitos, dinâmicas comerciais, diferenças de preços de porta e horários, bem como relações com os clientes. Com aquilo que já viste do nosso mercado, julgas que ainda temos muita coisa a aprender? Julgo que sim. No Brasil, tal como em alguns outros países do mundo, a noite é trabalhada ao minuto, nada acontece por acaso e é nesse mar de preciosismos, que por um lado se podem fabricar um mar de grandes momentos e por outro, se pode criar profundas mais-valias na facturação. Existe algo em particular, que te tenha permitido ter escrito uma história diferente em sete anos da tua vida que dedicaste integralmente ao Brasil? Tive a possibilidade de me considerar um homem de projectos. Em todas as cidades onde estive, foi-me dada a possibilidade de escrever uma página da minha história e de ter um projecto com a minha cara e isso, foi no mínimo altamente gratificante. Antes de virares empresário, também andaste pela noite de Lisboa a fazer a festa com algumas das grandes figuras do mercado. Que diferenças encontras hoje? No fundo fazia isso cá ao princípio, mas era de uma forma que hoje vejo como muito amadora e quase naif. Quando começaste a viver Portugal diariamente, o que mexeu contigo? Comecei por sentir toda uma grande onda, que no fundo, aconteceu muito devido ao Cazanova e ao Diego Miranda. A música electrónica deixou de ser um produto marginal e passou a ser um produto mainstream, ou seja, as rádios têm apetência por artistas nacionais, há imprensa especializada de qualidade, existe atenção social sobre o mercado nocturno, coisa que não existia. De que forma reencontraste os novos e velhos ou seja, aqueles que já cá estavam quando partiste e os que apareceram de novo? No meu tempo de Lisboa, a noite era cem por cento underground, e no fundo, parecem-me existir agora duas raças. Vejo as pessoas de antigamente, que no fundo, ficaram maioritariamente a bater na mesma tecla e continuam na mesma dimensão de quando me fui embora, tanto a nível de djs como a nível de produtoras, mas vejo sobretudo que há uma maior apetência, tanto a nível de público como de casas, editoras, etc pelo mercado. Optaste por te assumir em duas frentes. Uma primeira como produtor de eventos, lançando a “The Club” em parceria com alguns amigos e uma segunda, como Dj. Queres falar-me disso?


Um Dj para se destacar dos seus pares tem que ter obra, tem que fazer alguma coisa, tem que ser uma mais-valia e aí, tem dois caminhos. Ou produz música e tem uma obra musical de relevo, ou produz eventos e tem um conceito que apresenta através de uma festa ou evento com a sua cara e que é obrigatório ser diferenciador entre os demais. Como estou mais atrasado em termos de produção musical, o que não significa que não estude e trabalhe diariamente bastante, optei por paralelamente avançar com as “The Club” que permitem o intercâmbio com o mercado, trazendo novas pessoas que se enquadram nos nossos projectos, acabando assim por ser diferenciador e mais fácil. Para além disso, quando tens um projecto teu de qualidade, também tens mais possibilidade de apresentar um conceito e posicionareste dentro do mercado de uma determinada maneira, enquanto numa que fase inicial és obrigado a ir fazer o som daquela casa ou de outra e no fundo, tirando os meus amigos de há uns anos hoje, ninguém sabe quem é o Dj Vitamine. Foi dentro desse espírito que no fim de ano o “The Club” convidou o Dj Diego Miranda? Naturalmente. É claro, que a noite de Fim de Ano obriga a outras especificidades e é para um conceito como o nosso, onde impera a qualidade bastante mais difícil de trabalhar pois existe uma dispersão total de pessoas não só por Portugal mas também pelo estrangeiro.

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As noites“The Club”possuem a identidade do Dj Vitamine?

Claro que sim, do D Vitamine e de todos os envolvidos neste projecto diferenciador que com o seu trabalho procuram sempre proporcionar a diferença a quem nos segue. Um projecto meu apresenta uma determinada identidade e as pessoas pelo menos sabem que aquilo é o Vitamine e mesmo quando convido alguém para tocar no “The Club” é sempre segundo os nossos padrões. De onde vem a denominação “The Club”? A denominação “The Club”, vem exactamente do facto de pretendermos resgatar o espírito de “club” que existia no início, conscientes de que o mundo evoluiu. Começámos por desenvolver o conceito e depois o nome foi o que nos pareceu evidente. Queria-mos agregar aquele grupo de pessoas que sai junta há muitos anos ou seja, desde que existe música electrónica em Portugal e que se formou de forma natural. Como é normal, muitas foram saindo, mas muitas outras foram entrando, mas existe um grupo central, sempre existiu, é natural. Por exemplo, na época do Alcântara-Mar, não precisávamos de combinar nada com ninguém, sabíamos que a partir das quatro da manhã estavam lá todos os nossos amigos. As “The Club” têm sido um pouco isso, não necessitas de combinar nada com ninguém, estamos lá todos. Quando há uma festa “The Club”, vais encontrar por lá todos os teus amigos, o teu grupo, pessoas com quem gostas de ver e estar

na noite. É essa a razão por que apenas funciona por guest list? Claro, temos os membros, existem convites directos e propostas e assumimos peremptoriamente que nas “The Club” não entra qualquer pessoa. Não somos mais nem menos, somos nós, os membros do “The Club”. E como é quando o Vitamine toca noutras casas? Como é normal, tenho a minha linha, mas não sou nem nunca fui autista, tenho que ir ao encontro da identidade da casa onde vou, do público que tenho à frente e perante isso, agradar sempre a quem me contratou. Quando uma casa contrata um Dj convidado, fá-lo como uma mais-valia e não para ver o que esse Dj toca. De que forma nasce o nome Vitamine? Há uns anos, a minha Mãe tinha uma cadeia de lojas de roupa que eram a marca Vitamine. Comecei por utilizar o meu nome, André Falcão, mas colocavam sempre “Vitamine” entre parênteses e com o tempo acabou mesmo por ficar o nome artístico de Dj Vitamine. É uma explicação normal. Ainda hoje, há muita gente a chamar-me de Vitamine e como é uma marca registada e um nome de que me orgulho, é assumido e até acho que retiro dividendos disso. O que te levou a concluir quando regressaste a Portugal, que os membros com quem pretendias trabalhar na “The


35 Club” foram os que elegeste? Observei o trabalho que a Barbara Noronha e da Paula Barbosa nalgumas festas, a seguir toquei nalgumas delas, gostaram e convidaram-me a fazer parte desses eventos que apenas organizam duas a três vezes por ano no máximo. Há aqui o velho factor, conhecemo-nos há muitos anos, somos amigos, temos afinidades, gostos similares e isto acaba por acontecer de uma forma natural e não comigo a escolher esta ou aquela pessoa. E o Francisco Esteves? O Francisco é o quarto elemento, o que não significa que seja o menos importante como é natural. É o elemento especializado em imagem e bebe profundamente os conceitos e como também é nosso amigo, estamos em sintonia natural. Diria que é a pessoa com quem falarei sempre que pretender fazer algo de novo e interessante.

As “The Club” são um projecto anarca? Só no ritmo a que acontecem, tudo o resto somos nós mesmos. Se dizes isso por não existir uma periodicidade ou um espaço fixo, poderás entender como tal, mas temos como já se comprovou um forte conceito e já falam de nós. Não será certamente por acaso. As “The Club”, tanto podem acontecer aqui, como ali. Podem acontecer duas, três ou quatro vezes no mesmo espaço, ou sempre em espaços diferentes, as “The Club” têm que ter sempre alma. Que conclusões retiraste depois das vossas primeiras festas? Que por exemplo, o conceito só funciona a cem por cento numa casa onde tenhamos total controlo sobre a casa, porta, entradas e etc. Vimos que há realmente espaço para este tipo de conceitos e que actualmente a noite, sobretudo em Lisboa, gosta muito de funcionar com grupos fechados, ou

seja, o sistema da guest list. Por exemplo, tivemos uma festa numa casa que fez a imposição de deixar entrar os clientes habituais e nós achamos que não iria destoar, que não havia de haver importância, erro nosso. As pessoas “The Club” repararam e criticaram bastante, portanto, o nosso caminho agora por ir ao encontro a sítios onde possamos ter o controlo total sobre as admissões. Qual é o som habitual do Dj Vitamin? Aquele que o Vitamine gosta de fazer é um som basicamente com texturas que variam entre o deep house e o house, elementos orgânicos. Não e um som comercial, mas é um som fácil, mas também um dj bastante adaptável. Impões-te à casa, ou a casa impõe se a ti? Normalmente a casa impõe-se-me a mim. O que e que tens neste momento preparado para a frente? Tenho o “The Club”, provavelmente com uma residência fixa não sei, estamos a pensar e já temos algumas ideias que nos vão levar a sair de para fora da capital, estilo Lisboa e Algarve. Para além disso, possuímos algumas ideias que ainda não existem em Portugal e que vamos com tempo acabar por as colocar no mercado. Qualquer pessoa que tenha curiosidade em ver o projecto “The Club” a funcionar como é que pode fazer? Deve juntar-se ao grupo e ser aprovado via Facebook. Como Dj, qual e o caminho que pretendes seguir? Essa é uma pergunta de difícil resposta. Quero marcar a minha identidade sem grandes teimosias, quero oferecer uma proposta musical diferente da de qualquer outro Dj que esteja no mercado e para isso, acho que possuo uma sonoridade diferente. Pretendo atingir casas e eventos de qualidade para mostrar o meu trabalho. O Brasil é uma página fechada? Claro que não. Gastei ali alguns anos da minha vida, foi um investimento pessoal gratificante, mas muito grande. Sinto-me feliz por ter deixado as portas todas abertas e por isso, é um país onde irei garantidamente um mês por ano fazer qualquer coisa de forma bastante intensiva. Foi uma paixão que passou? Não, foi uma paixão que ficou. Ter regressado, levou-me a perceber o que é Portugal, o que é este mercado e este país hoje em dia e no fundo, esta é a minha casa e é aqui que está a minha família e estão muitos dos meus amigos de sempre. Irei para sempre viver dividido.


O pecado da luxúria no

BBC 36

A

discoteca BBC, em Lisboa, foi palco de mais uma festa “Sinner´s in Heaven” de Pedro José, que jogou como trunfos Mituxa Jardim, José Estanislau Barahona Fragoso, Francisco Bernardes e Janica Roquette, e que contou com a pista a cargo de Rui Remix, uma acertada aposta do bom olho e ouvido de João Menezes. Digam o que disserem, Remix, por onde passa, faz a festa e sai em grande! Os resultados falam por si e cada sábado pecaminoso é um festim digno de se ver, já que ouvir falar dele é o que não tem faltado ultimamente em Lisboa. Com Paulo Drummond bem acompanhado na porta, o Remix na pista, e muito embora o facto de João Menezes ter a possibilidade financeira de suportar produções destas, é, no final, o puzzle montado, e não cada peça isolada, que faz cada festa de Pedro José ser um acontecimento digno de registo, com gente bonita, ambiente de luxo e diversão com nível, assente no conceito da boa educação. Há coisas que não podem ser explicadas por palavras… e neste caso, só indo pecar in loco numa noite destas!


fot. Ivo Bacelar - Direitos reservados Portugalnight

BBC_

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WILD & COMPANY

Um sobrevivente no deserto

fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

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C

hegados a Albufeira julgámos, por momentos, estar no deserto. Com a rua de bares sem vivalma e com mais de noventa por cento deles fechados,sendo que constituem uma das principais fontes de rendimento local devido ao turismo, perguntamo-nos o que terá acontecido aqui para as bandas de Desidério Silva? Bem… não esperando resposta à pergunta retórica, seguimos para o Wild&Company, sempre bem recebidos por Anthony Pereira e o seu staff animado, garantia de noites de diversão e boa música, embora a festa termine às quatro da manhã. Ainda assim, não fora este oásis naquele Sahara e depois de jantar teríamos ido para os braços de Orpheu, sem motivos de reportagem. Só desejamos que o tempo de calor traga vida de volta à noite de Albufeira, ou depois das nove da noite, se também esta escassa percentagem de bares sobreviventes se desvanecer na bruma, só nos resta ficar lá à espera que El Rei D. Sebastião apareça…


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Vendaval

Diego Miranda

arrasa com Rs Dreams

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A

discoteca RS Dreams, em Santa Marta de Corroios, recebeu aquele que é considerado como um dos Dj’s/Produtores do momento em terras lusas, Diego Miranda. Apesar das condições climáticas adversas não augurarem nada de bom, o facto é que o espaço lotou desde bem cedo, com o público a ser aquecido até ao ponto ideal pelo residente Nuno Rozz,que numa performance magistral, mostrou saber a hora exacta em que o seu party people estava pronto a ser deixado nas mãos do Dj convidado. Diego Miranda entra, assim, em grande e arrasa logo à primeira faixa tocada, para gáudio da massa dançante, que teve ainda o privilégio de vê-lo/ouvi-lo trilhar caminhos raramente explorados, mas em que o próprio é exímio! Uma noite em que tudo funcionou em perfeita harmonia, desde a gerência a pautar os momentos certos da noite, ao staff da casa que alinha com o público na festa e reforça o bom andamento das coisas. É por estas e por outras que a maturidade de Samuel Lopes tem sabido como fazer da RS Dreams uma líder! Não é para todos!


Fot. Luis Lopes - Direitos reservados Portugalnight

Rs Dreams_

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Noite

de Purpurina

na Lagar´s

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conteceu mais uma festa “Purpurina” da Antena 3 na discoteca Lagar’s em Braga, com Rui Estêvão e o seu já característico estilo musical que cada vez mais o distingue.Pela mão firme de Isilda Azevedo, que há mais de vinte anos é rainha das empresárias nocturnas em Portugal, a Lagar’s manteve-se fiel ao seu estilo, baseado num princípio simples: não é a Lagar’s que vai ao mundo. É o mundo que vem à Lagar’s. E foi neste espírito que encontrámos, como habitual, uma casa cheia, em festa rija, com animação e brilho em qualquer pista, e no caso da 3, com o público dançante ao ritmo e batida de Estêvão. A Lagar’s sempre no seu melhor, sob a conduta da impressionante Isilda Azevedo, que já fez passar pela sua casa tudo quanto de bom existe por aí! Uma discoteca a reinar e metida nos rails, qual comboio pouco passível de descarrilar enquanto estiver sob a mão desta Senhora!


Fot. Paulo Araujo - Direitos reservados Portugalnight

Rs Dreams_

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PartyPeople

PATRICIA MARQUES É barmaid e estudante, pratica ballet e natação e é daquelas barmaids que nos permitem uma noite diferente, já que vende boa disposição. Fã das praias selvagens da Costa Alentejana, tem em ´vora o seu restaurante de eleição. Quantas vezes por semana, frequenta o ginásio? Neste momento, nenhuma. Mas pratico desporto duas vezes por semana. Cuidar do visual é essencial? Claro, o visual é a primeira impressão nossa que transmitimos a alguém. Não sermos fúteis, mas cuidarmonos, é essencial. Tem noites em que apanhe grandes “secas”? Sim.

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Qual a bebida, que garantidamente nos coloca bem-dispostos? Vodka Redbull. Se de repente lhe oferecerem flores, no que pensa? Aprecio o gesto.

O que faz nas horas livres? Estou com os meus amigos, sempre que posso. Qual o Dj, que nos garante sempre grandes noites? Depende do estado de espírito. As mulheres, perdem-se com quê? Perder, perder… Geralmente com álcool. E os homens? Com mulheres que tenham bebido álcool.

O final de uma noite é…? Um início de manhã. Um jantar tem que ter vinho? Não. Branco ou tinto? Indiferente. Propostas indecentes aparecem? Aparecem para toda a gente, as pessoas nem sempre sabem o seu lugar.

E refilam quando? … Nada corre do jeito deles.

Para tirar as olheiras de uma grande noite, o melhor é? Dormir!

Uma “ladiesnight” é uma noite…? Em que as mulheres gostam de perder o controlo.

No Verão, em que praia o podem encontrar? Comporta.

O Champagne, é a bebida certa para quê? Para comemorar.

Nas noites mortas, em que pensa? Penso em animar-me e animar quem está a minha volta. Só há noites mortas se nós o quisermos.

Qual é o melhor whisky? Não gosto de whisky.

E nas de enchente? Nas de enchente não penso

E o que diz? “Obrigada”.

sequer, ou se pensar, será algo do tipo:” não consigo respirar”.

Qual é a personagem, que sempre que aparece altera as tuas noites? Amigos que não vejo há algum tempo, resulta em euforia total. O que lhe falta fazer? Acabar o curso.

Ganhar ou perder é igual? Não, ganhar é (quase) sempre melhor. A noite é? Diversão e trabalho. De dia, adora… ? Descansar se puder. Nas férias, não perde… ? Praia! E festas na praia!! Onde se janta bem em Portugal? M´ar de Ar, em Évora. Qual foi o filme da sua vida? “Ensaio sobre a cegueira”, lição importante. É a favor ou contra o casamento entre homossexuais? Sou a favor da liberdade e de sentimentos verdadeiros, papéis assinados não deveriam ser assim tão determinantes. You can? For sure! E agora que acabou, como se sente? Tranquila.


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PETE

THA ZOUK

Deixa Companhia

Ao Rubro

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discoteca Companhia na Covilhã recebeu Pete Tha Zouk, naquela que foi a sua reentrada em grande no ano de 2010, precedido por um já habitualmente fantástico set de warm-up do Dj residente, que, deixando a pista em ponto de rebuçado, passou a pasta à estrela convidada, entregando-lhe o direito ao brilho principal. Embora as pré-vendas já garantissem uma casa cheia, coube ao Dj Pete Tha Zouk dar motivos ao público que o esperava que garantisse a noite. E assim, foi. Num espaço em que as sextasfeiras são já reservadas a alguns dos melhores Djs do mercado internacional, ao nível nacional, apenas Vibe, Diego Miranda e, agora, Tha Zouk conseguiram superar a fasquia de clientela ali aglomerada, justificando um qualquer cachet de estrela se caso fosse! Uma noite brutal, ao melhor nível, em que o estilo e a habilidade do Dj convidado, aliados ao seu novo rumo musical, o fizeram garantir um lugar na galeria de estrelas que por ali passaram e elevar a fasquia a um patamar agora mais difícil de atingir! Imparáveis… a Companhia e o Pete!


Fot. Paulo Araujo - Direitos reservados Portugalnight

Companhia Club_

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Sensacional XIII

Aniversário da

INDOCHINA

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Pai da noite lisboeta, Pedro Luz, celebrou o XIII Aniversário da Indochina, numa festa digna de uma casa que figura na galeria das assinaláveis na história nocturna da capital. Não é qualquer discoteca que, no seu auge, surge como restaurante e reaparece, meses depois, a cumprir os objectivos a que se propõe! Pela mão de Victor Mello, a cabine contou com o residente Anthony C e o convidado da noite, Dj Del Horta, que, sem pretensões desmedidas, se aplicaram para oferecer uma noite memorável ao público presente nesta casa que, desde o início da noite, se encheu de gente, música e muita alegria! Um ponto positivo ainda para a gerência, a cargo de Bruno Moura Pires, que não obstante estar à frente de uma casa que tem sofrido alguns interregnos no seu historial, se tem empenhado em elevar e manter a mesma ao melhor nível. Um luxo!


fot. Ivo Bacelar - Direitos reservados Portugalnight SĂŠrgio Coelho - Direitos reservados Portugalnight

Indochina_

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DJ KURA

Ruben de Almeida Ribeiro, tem 22 anos de idade e assina como Dj Kura. Natural de Leiria, é estudante da Escola Superior de Turismo e Dj. Tem como referências musicais, os Djs produtores Massivedrum e Mastiksoul e promete ter vindo para ficar. Para já, assina as quintas-feiras da discoteca Kapital em Lisboa e está em pleno na produção musical. Eis Dj Kura. Como te nasceu o teu interesse pela música? Encontrava-me no 5º ano e um amigo emprestou-me um CD de Carl Cox, o Take 2, e a partir daí comecei a gostar, comecei a interessar-me e foi quando surgiu a minha primeira produção de música de dança. A partir daí as coisas foram surgindo naturalmente, comecei a beber novas influências. Como e que se dá a tua aproximação ao djing? Em Setembro de 2007 fui ao Bana ver umas roupas e ele tinha material de Dj. Pedi-lhe aquilo para experimentar e gostei muito. Não sabia nada, como era evidente. Tinha um amigo que já dava uns toques, pedi-lhe o material emprestado, entretanto comecei a tocar nalguns bares da Praia Grande de amigos comuns, fui aprendendo com ele, depois fomos aprendendo um com o outro.

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Como e que correu o teu primeiro gig? Péssimo, péssimo... O gerente do bar era nosso amigo, mas fartou-se de dizer mal de nós… que ambos não tínhamos jeito nenhum para aquilo, mas não tínhamos nenhum curso e estávamos apenas a fazer uma coisa de que gostávamos. Estávamos a experimentar, a fazer uma brincadeira. Não tencionávamos ser as próximas estrelas nem nada que se parecesse, nunca tive isso na cabeça, mas estava realmente a fazer uma coisa de que gostava. Como é que as coisas evoluíram? A seguir entrei na Escola de Hotelaria para tirar o meu curso de técnico de turismo e conheci uma pessoa que me apresentou à gerente do Coconuts na altura, a Helena. Fiz lá uma primeira festa, organizada por mim, que foi a primeira em que toquei para mais de 100 pessoas. A partir daí, comecei a tocar no Coconuts algumas vezes e fazia algumas festas, estilo de dois em dois meses. A seguir conheci o Dj Kastella que me disse estarem a precisar de um Dj no Bauhaus pois

datas fora e tudo o que estava a construir em termos de projecção da minha imagem acabava ali pois eu teria que estar no Bauhaus a 100%. Então, chegámos a um acordo sem problemas, sem stresses e saí, pois já tinha Quando é que percebeste que estava na também em cima da mesa uma proposta para ir fazer as quintas-feiras da Kapital. Eles altura de “dar o pulo”? Foi a seguir ao primeiro ano de Bauhaus. perceberam o meu lado, eu percebi o deles Nunca tinha levado as coisas muito a sério e ficámos todos bem. até ao primeiro ano pois sempre tive os pés muito assentes no chão e acho que para Quando deste início à tua carreira, seres um Dj consistente ou um produtor começaste com uma linha mais electrónica, consistente, para que as pessoas tenham mais minimal. Neste momento já te uma deferência em relação a ti, é preciso encontras numa linha mais mainstream. seres uma pessoa especial, é preciso trazeres O que é que te levou a isso? alguma coisa de novo à música de dança O facto da cena nacional ser muito virada para nacional. A partir daí é que comecei a o mainstream. Se tu queres tocar em varias perceber que, se calhar, podia trazer alguma casas e queres chegar a mais pessoas, tens coisa de novo ao nosso mercado. Comecei que tocar algo mais mainstream, incluindo então a ler e a estudar a produção musical. a onda que tu mais gostas. Eu, quando entrei para o Bauhaus, tocava minimal, Fala-nos um pouco da experiência tocava techno e a pista praticamente não se mexia e acabava quase sempre por ter Bauhaus. Foi boa. Passei lá quase três anos e pode que dar lugar ao Ricardo. Portanto, comecei dizer-se que foi onde aprendi quase tudo a habituar-me a outros tipos de música, a ir o que sei. Aprendi também a saber ler uma para outros terrenos e a descobrir outro tipo pista, coisa que considero essencial a um de som, o Dutch, o Afro, outro tipo de música dj e sobre isso devo bastante ao Dj Ricardo que resulta mais na pista e que acaba por ter K que era uma pessoa que já lá estava há influências minimais também. Mas temos algum tempo e conhecia a casa, pois aquele poucas casas em Portugal onde dê para era um público muito diferente daquele que tocar minimal ou techno. É uma comunidade eu já tinha apanhado, mas bastante festivo. muito pequena e é complicado pois já está Acho que é muito importante, para ser um tudo muito marcado. bom freelancer, passar pela experiência de residência num clube. O Bauhaus foi Sei que entretanto começaste a uma boa fase, mas que como tudo na vida, produzir... Estou a produzir já há cerca de um ano termina. Foi um ciclo na minha vida. e meio. Sempre que ouvia uma música achava que faltava sempre qualquer coisa O que é que te levou a sair? Foram várias situações. Primeiro a saída do e, na minha cabeça, as músicas tinham Ricardo K, que era uma pessoa com quem sempre outra interpretação. Não conseguia me dava muito bem dentro da cabine mas arranjar maneira de ter outra versão que me não só. A partir do momento em que ele saiu agradasse mais ou agradasse mais às pessoas as coisas destabilizaram-se um bocado, pois e envolvesse esses dois estilos que gostava ele era extremamente responsável e sem a ao mesmo tempo. Então, na altura, comecei sua presença sentia-me um pouco perdido. a explorar o Fruity Loops, programa simples, Depois, por consequência da saída dele, eu de fácil acesso, que é bom para começar. tinha que lá ficar sozinho, não podia fazer Comecei a fazer uns edits de músicas que o residente, que na altura era o Dj Ricardo Mello, tinha optado por seguir uma carreira de freelancer e estava de saída. Surgiu o convite e acabei por ir para o Bauhaus.


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estavam a bater, com influências de Reggae. Fiz duas ou três remixes e depois virei-me para o Logic Audio, que era um programa do qual me falavam muito bem e, então, decidi explorar. A partir daí deu-se a consequência de começar a fazer alguns originais.

internacional, gosto essencialmente dos holandeses, Hardwell, Nicky Romero, Álvaro, sei lá... Também gosto da onda mais minimal, como o Matthias Tanzmann, entre outros.

referência? O Lux, Kapital, Vogue, Tamariz e Jézebel. Falando também como cliente, na margem sul, o Waikiki Summer Chic.

Diz-se que o artista Português gosta de fazer tudo por si, e que no estrangeiro, normalmente, os artistas compõem e dão as faixas para masterizar, sequenciar, fazer arranjos, a outros profissionais ou engenheiros com quem colaboram. Não achas que o Português perde um pouco com isso em qualidade? Em Portugal há aquela cultura do tenho que fazer tudo sozinho para apenas eu ter o mérito e essas pessoas têm que se deixar um bocado disso porque, por acaso, eu nunca fui assim e estou a colaborar com alguns artistas lá de fora, tudo pela música, não em troca de dinheiro, mas para enriquecer relações. As pessoas às vezes tinham mais a ganhar fazendo colaborações. O Gregor Salto, por exemplo, é o pai da nova música Holandesa. O Laidback Luke também e não têm problema algum em fazer um remix para um novo artista que produz há seis meses e é muito bom. Cá em Portugal não é assim.

Tens algum projecto que achas que mereça destaque neste momento? Tenho um original com a Filipa Baptista, com participação do Pedro Dias que é um músico jovem, com 22 anos e que toca piano há 15, e que é uma música muito ao estilo do house de antigamente. Acho que este trabalho merece destaque, pois vai levar vocal e eu estou a investir bastante pessoalmente. Depois, tenho alguns remixes que estou a fazer, entre eles o Stereo Love do Edward Maya, num registo completamente diferente das remixes que foram até agora feitas, não tão melódico, mas mais directo para a pista. Estou a fazer também, ao mesmo tempo, um remix para o Maddox e mais dois originais. E pronto, é isso, o remix do Ibiza for Dreams também esta a resultar bem.

Fala-nos um pouco dos trabalhos que já editaste? Até agora tenho editado, não por ordem, mas os que me estou a lembrar agora. Tenho um remix para o Pedro Carrilho, Mariposa, na Emmo Records, que é um tema completamente diferente do que se está a fazer cá em Portugal, mas é o que se está a fazer lá fora. É um tema muito à frente e tive outra imagem do Pedro Carrilho a partir desse momento. Para além disso, achei bem que alguém suportasse esse tema, pois se não fosse a Emmo Records, não sei realmente quem o iria suportar. Se não fosse no estrangeiro, cá era complicado assinar aquele tema, que é um grande tema! Tenho também uma remix do Ibiza Dreams do Dj Diego Miranda, pela Vidisco, o Russian Guitar, pela Vidisco, fiz um remix do Organic do Massivedrum, que saiu pela Soundgroove, a Delicious, minha e do Pedro Brito que vai sair pela Vidisco brevemente e estou a preparar Quais foram os gigs que te marcaram? dois originais também. O Tamariz este ano, Ocean Spirit em 2009, Com que artistas te identificas nacionais quando toquei a seguir aos Buraka para perto de doze mil pessoas e o Carnaval de e internacionais te identificas? Em termos nacionais, identifico-me com Torres Vedras, que foi também muito giro. o Massivedrum, Di Paul, Dextro e também gosto muito do Mastiksoul. A nível Quais as discotecas que te servem de

Tu vês o djing como uma arte? Já não tanto, pois já começa a ser banalizado com as novas tecnologias. Eu, por exemplo, já introduzi duas ou três pessoas ao djing à conta do traktor, não tanto a saberem ler uma pista ou selecção musical, mas basicamente a saber tocar qualquer coisa numa semana. O que te diferencia, depois, é a selecção musical e poderes trazer coisas tuas para o set e aí, já entra a produção e a tua criatividade durante o set, mas já não tanto como há seis ou sete anos atrás quando as novas tecnologias ainda não eram tão fortes.

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Achas que o marketing hoje em dia é importante na carreira de um Dj? Fundamental! A maioria dos hits que têm vindo a surgir a nível nacional têm beneficiado muito com isso.Sem publicidade, sem as músicas tocarem na rádio, sem lojas de música na internet, sem fóruns, hoje em dia não há mercado e a música não chega às pessoas. Isso veio ajudar imenso, veio criar novos talentos. Há seis anos atrás só havia seis Djs bons, agora existem 20, 30, 40! E as coisas vão começar a crescer mais devido ao marketing que se tem feito. O que é que achas da actual situação do movimento da música electrónica no nosso país? Julgo estar melhor que há dois ou três anos e volto a falar do Massivedrum que na minha óptica trouxe um cheirinho a internacional para Portugal. Há muita gente a copiar as suas produções dele, pois são fórmulas que funcionam e são baseadas noutras fórmulas internacionais. Diego Miranda a surgir como produtor, Pedro Cazanova a surgir como produtor e fez o que fez! Obviamente há quem goste e quem não goste, mas o que vale é que as suas produções chegaram a toda a gente, tanto de 16, como de 50 anos. Fazer isso é muito difícil e é algo a que tem que dar-se muito, muito valor pois é isso que todos nós procuramos e Sá alguns alcançam.


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Pedro Tabuada e King Bizz como Soul_Mates, são dois dos nomes confirmados para o Rock in Rio 2010, o que se revela não só de grande justiça, como dão a garantia de um bilhete bem comprado. A atravessarem uma fase bastante interessante das suas carreiras, seja a solo, seja como Soul_Mates, Tabuada e King Bizz são o contraponto musical, acabando as suas sonoridades como dupla a formarem um registo de soma bastante difícil de igualar. Como seria de esperar, até pelas suas personalidades, Bizz sorri, Tabuada está eufórico. Ninguém o segura!

Jiggy um dos nomes grandes do techno nacional e que este ano também se apresenta em versão Marquez pela mão da Santiago Management ao ritmo tech-house, foi mais um dos nomes bem escolhidos para o Rock in Rio 2010. Embora seja de Jiggy ou de Marquez ultimamente pouco se tenha visto, quem sabe nunca esquece e Jiggy vai certamente trazer algo de novo ao próximo Rock in Rio. Esta, será indiscutivelmente uma oportunidade de ouro para Mr Jiggy. Trabalhala para vencer pode ser meio caminho andado para regressar em vez de desaparecer.

Diego Miranda, depois de um ano do outro mundo, já que ganhou indiscutivelmente estatuto na primeira liga, possui uma massa de seguidores notável e tem o tema “Ibiza for Dreams” a virar as pistas de dança, prepara-se agora para lançar o seu novo trabalho, baptizado de “Just Fly” e que tem por companhia o Dj Villanova e Liliana. Compreensivelmente, não viu o seu passaporte carimbado para o Rock in Rio que pelo que se vê, falhará pela primeira vez, já que foi o nome que até esta data cumpriu todos os grandes eventos. Deverá estar irritado, no mínimo, até por desta feita não o merecer.

Pete Tha Zouk, acabou de lançar o seu tema “I´m back again” que não sendo feliz em termos de denominação, é sem dúvida um excelente trabalho e isto, para não falar na fabulosa voz de Abigail Bailey, que em Portugal, nos States ou no Japão marca a diferença. A acompanhar Pete Tha Zouk nesta odisseia XXI está Mastercris e “I´m back again”, mais do que pretender ser um registo nacional de relevo, nasceu segundo os seus promotores para ser hit mundial. Pete Tha Zouk, é mais um dos nomes que não teve direito a visto para o Rock in Rio e merecia.

Chegou, viu e está a mexer. Dj Vitamine, depois de uma longa temporada por terras brasileiras onde se impôs através de um estilo muito próprio, regressou, começou a tocar e já está a dar que falar. Sete anos depois, Portugal mudou, Vitamine perdeu alguns links, mas através da sua produtora “The Club” está a mexer com a capital. Sendo certo que não irá quase que garantidamente ao Rock in Rio, é um dos nomes que já está a irritar muita gente pois as suas sonoridades possuem alma, são diferentes e estão a ganhar seguidores.

DJ VIBE

DJ VITAMINE

PETE THA ZOUK

DIEGO MIRANDA

JIGGY

PEDRO TABUADA

BREVES DJS

Dj Vibe, é Dj Vibe. Nome supremo do djing luso, o mestre, prossegue uma carreira sem mácula e será certamente dos Djs nacionais, aquele que melhor soube gerir as vicissitudes da vida e do trabalho já que é também o único da velha guarda que continua a ser unanimemente aclamado, seja em Portugal, seja mundo fora. A atravessar uma fase curiosa da sua carreira, já que se prepara para virar proprietário de uma discoteca e tendo escolhido a cidade do Porto para o fazer, Vibe, tem uma vez mais o passaporte para o Rock in Rio e vai garantidamente virar. Uma noite a não perder.


NB Club Coimbra

na linha da frente

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Portugalnight marcou presença na discoteca NB Club de Coimbra e atribui desde já uma nota positiva! O som esteve a cargo do residente Dj Xaninho e ainda do convidado da noite, Rober Gaez, que, no entanto, não superou quem já lá é rei e lidera com sabedoria a movida do povo de Coimbra. A NB Club Coimbra, seguindo as pisadas da casa mãe em Viseu, tem-se revelado um espaço bem estruturado, dos bares à cabine de som e do staff super profissional ao relações públicas, Hugo Simões (Huguinho), já famoso no meio, que, enquanto pupilo de Alexandre Ricardo, aprendeu bem a arte de convidar e receber, contando com a casa a abarrotar depois das três da manhã. Não é de admirar, portanto, o sucesso que a NB Club Coimbra está a conquistar, mostrando aos mais cépticos que veio para se afirmar e assentar arraiais na linha da frente das grandes casas nocturnas. Não fora o serviço na porta, onde a demora e a má educação não se coadunam com o excelente atendimento da restante equipa, teríamos aqui uma nota de 20 valores a atribuir!


Fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

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THA ZOUK a abrilhantar XV aniversário

do Black Jack

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discoteca Black Jack Vilamoura comemorou o seu décimo quinto aniversário com uma festa digna do acontecimento a começar com o tradicional jantar no Casino de Vilamoura. Já na Black Jack, a pista abriu com o Dj residente talvez um pouco cedo demais, mas que aqueceu o público já num frenesim, na expectativa de se fazer balançar ao som de Pete Tha Zouk, que jogando em casa e embora dotado de um excelente profissionalismo e audácia,se revelou completamente focado e entregue à sua própria música e, até, um pouco arrogante, o que seria dispensável. Não fossem as suas já famosas e prescindíveis sirenes a desarmonizar o set, e teria conseguido a performance de topo que tanto augura atingir. Faltou-lhe um pedacinho… assim,não obstante ter sido digno de cada euro que recebe. A casa, em si, esteve cheia, apesar do facto de já só restarem uma meia dúzia dos que inauguraram esta discoteca a marcar presença quinze anos depois, e do facto de o Inverno, para os lados algarvios, ser sinónimo de uma desertificação em massa do público. Ainda assim, a Black Jack, como que por artes mágicas, mas também pelo mérito de estar num patamar acima da média, conseguiu que todos os caminhos lá viessem dar, fazendo com que um grande naipe de clientes, amigos e empresários sócios da casa, vindos de solo francês, confluíssem no mesmo espaço, fazendo desta noite um momento de esplendor mais do que merecido!


Fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

Black Jack_

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Capitulo V_

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CAPITULO V Na Crista

da onda em 2010

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fot. Ivo Bacelar - Direitos reservados Portugalnight

stivemos presentes na discoteca Capítulo V, na Oura Algarve, que teve, uma festa com a actuação a cargo do Dj convidado Ricardo Mello. Ao leme do barco, está o empresário Henrique Vieira, decidido a manter a discoteca com a licença mais antiga do Algarve ao melhor nível, e assumindo riscos de se lhe fazer a devida vénia. Numa fase de expansão, a começar há pouco mais de duas semanas com a actuação do Dj China, o Capítulo V volta a mostrar a sua raça, arrastando uma massa de party people de garra, mas que não se deixou contagiar, no geral, pelo set de Ricardo Mello, que não apresentando aquilo que melhor o caracteriza,caiu no erro de ir por caminhos que lhe são desconhecidos e não agarrou a pista durante algum tempo.Ainda assim, nesta casa, o ano arranca com o esplendor e a força necessários para fazer de 2010 um ano a recordar. Quem não arrisca não petisca… e aqui parece-nos que ainda vai haver muito para saborear nos próximos tempos!


Duas festas distintas Um sucesso conjunto

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a discoteca The Loft, assistimos a mais uma noite digna de registo que, tão cedo, não sairá da memória de quem por lá passou e, principalmente, da de Pedro Lorena. Ora com Luís Gilvaia no backstage da festa privada no 1º piso, acompanhado por Daveed a receberem e a fazerem a festa para os mais velhos, Lorena viu-se obrigado a entrar nos festejos agendados por TT, Tequilha, Agir e PH Neutro para os mais novos no piso térreo, e fê-lo dando o máximo de si. Quem foi ao The Loft nesta noite, não poderia ter feito escolha mais acertada. Ao som frenético de Enrage, o espaço térreo lotou até não haver amanhã e foi ainda palco para a apresentação de Mel, dona de uma voz distinta, com soul e potencial, mas cuja inibição ou falta de experiência não elevaram a actuação ao patamar que poderia ter atingido. Ainda assim, os dois pisos estiveram ao rubro, transformando a noite num sucesso fantástico, repleta de alegria e emoções fortes, o que deu a Lorena provas mais que evidentes para continuar a distinguirse como um dos pilares importantes da movida nocturna de Lisboa. Uma última palavra a Gilvaia: Um amigo destes vale ouro! Parabéns a todos e que venham mais e mais anos de vida!


Fot. Luis Lopes - Direitos reservados Portugalnight

The Loft_

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Twins Lx_

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“Mile high Club”,

a aviação no Twin´s Lisboa

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fot. Ivo Bacelar - Direitos reservados Portugalnight

discoteca Twin’s Lisboa foi palco da segunda “Mile high Club”, uma festa cujo conceito e objectivo primordial é o de agregar profissionais da aviação nacional, mas não só, evidentemente. Nesta segunda edição, os RP’s João Santos, Tiago Peixoto, Sofia Marreiros e Marcos Cagido, mantiveram o formato de iniciar a festa mais cedo do que é habitual num espaço nocturno, apostando num pequeno concerto dos 27Saints. Mas, a diferença notou-se ao nível da gestão na ocupação do espaço, o que resultou também numa maior adesão de público, que não atingindo ainda os números esperados, mantém as estatísticas no caminho ideal de ascensão. Quer fossem apenas mirones ou mesmo staff da aviação, as caras presentes nesta quarta-feira marcaram toda a diferença e fizeram a noite acontecer, dando razões mais do que suficientes ao Twin’s Lisboa para continuar a apostar nesta festa a meio da semana. As quartas-feiras da aviação vieram para ficar!


KISS COM UM NOVO RUMO

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arcámos presença na discoteca Kiss, onde encontrámos finalmente uma casa renovada de corpo e alma, que assume através de Matts em equipa com o mesmo staff de base, uma orientação evidente para o mercado de estrangeiros que povoam a zona algarvia. Não obstante a contínua porta aberta aos portugueses, estes ficam em minoria, mas festa é festa e lá vimos alguns habitués. Finda e enterrada que está a fase incaracterística pela qual a Kiss passou, reencontrámos um espaço em festa, com alegria, público agradável e boa música,a apostar num novo rumo,o que para uma casa com esta idade, história e trajecto é um esforço de louvar! Aguardamos ansiosos a chegada de tempos mais solarengos, que trarão, com certeza, presenças turísticas que valham as festas valer a pena quase por si só!


Fot. Nuno Ribeiro - Direitos reservados Portugalnight

Kiss Club_

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ProDj aposta no reforço da qualidade no seu ensino A ProDj escola que tem feito um esforço fantástico no sentido de dar aos cursos de djing, vídeo jamming e produção musical não só conhecimento, como saídas profissionais de relevo, prepara-se agora para em breve, evoluir um pouco mais, já que para alem das condições impares que possui, passará em breve a ter novos serviços à disposição dos seus alunos. Para já, esta escola que possui condições invejáveis já permite o aluguer de equipamentos, tem cursos on-line e é detentora de uma parceria com a Roland que faz toda a diferença, estando António Carlos, cabeça desta escola decidido a em muito breve espaço de tempo aumentar a oferta no sentido do acompanhamento dos tempos e dos alunos. Eis um curso bem estruturado que trás muito de novo.

Prime Drinks ganha montra do Lux Lisboa A Prime Drinks Portugal, optou com dar início ao seu ano de 2010 de forma determinante ao conseguir impor na discoteca Lux Lisboa, duas das suas marcas, respectivamente o whisky Grants e a vodka Stolichnaya como bebidas de serviço. Depois de em 2009 muita da sua estratégia ter passado pelos mercados emergentes dos arredores, Samuel Monteiro dá sinais evidentes de pretender voltar a abanar a capital, não sendo de estranhar se repetir a dose no norte do país. Com esta operação, as marcas Grant`s e Stolichnaya garantem desde já umadas montras de primeira linha da noite nacional.

MixUp perde Victor Oliveira

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A Heart&Soul, empresa de management de artistas, depois de ter aproveitado o ano de 2009 para consolidar uma posição no mercado nacional e de ter aberto novas frentes através da aquisição de uma posição confortável na produtora de eventos nortenha Made, isto para além da criação da MixUp, empresa dedicada à gestão de animação internacional em parceria com o famoso Stress, começa agora a dar novos sinais ao mercado, situação que com a dimensão, lhe trará obrigatoriamente novas obrigações. Com a saída de Victor Oliveira, o famoso Stress do capital da MixUp, Ana Martinho, uma das sócias e booker internacional da agência terá obrigatoriamente que duplicar a sua actuação no mercado, sendo que actualmente é muito provavelmente das profissionais mais capacitadas que o mercado possui. Saberá a Heart&Soul crescer à velocidade necessária? Esta é a questão que se colocará hoje a António Manuel Pereira e Ana Martinho, já que com a saída de Stress, um dos fios condutores da estratégia seguida pode vacilar.

BrevesMarcas Maia Eventos com 2010 bem delineado A Maya Eventos, propriedade da famosa Maya, a tia de Portugal, foi mais uma das empresas que entrou em alta no ano de 2010, já que para além de garantir um posicionamento estratégico em Vila Real de Santo António que está a conseguir marcar um novo compasso da zona, consolidando ainda a esta terra como marca vida e de prestígio, Maia, está ainda a conseguir crescer no seu posicionamento nocturno na capital e tendo deixado de trabalhar apenas com o mercado cor-de-rosa, começou a mexer com as massas e a puxar para si, resultados que até esta data eram obtidos por pessoas a quem criava parcerias. Como a história é uma coisa que se escreve devagar, será interessante constatar que pelos lados da Maia Eventos, as frentes são várias e tem sido sempre para positivos

Ballantine’s Finest comemora centenário Ballantine’s tem em 2010 um grande motivo de comemoração – o centésimo aniversário de Ballantine’s Finest, o whisky escocês líder na sua gama. E porque aniversariantes especiais merecem celebrações únicas, durante todo o ano de 2010 serão planeadas acções de comemoração em todo o mundo que, tal como defende a assinatura da marca – “Leave an Impression” – serão concebidas de modo a deixar uma marca como Ballantine’s Finest deixou nos seus primeiros 100 anos de vida. O novo visual, que foi criado para resistir à passagem do tempo, desencadeou uma importante fase de crescimento de exportação para a marca que continua a manter-se até aos dias de hoje. “Ballantine’s Finest permaneceu fiel às suas raízes ao longo de todos estes anos e ainda hoje continua a ser apreciado um pouco por todo o mundo”, refere Peter Moore, Global Brand Director da Ballantine’s. Para Moore, este centésimo aniversário “É um momento extremamente importante para Ballantine’s.O desenvolvimento que teve nos últimos 100 anos é um testemunho da excelente qualidade da marca, da criação de George Ballantine em 1910 e do cuidado diário e atenção do nosso actual Master Blender, Sandy Hyslop”, acrescenta. Ballantine’s Finest é actualmente o número um na Europa, segundo no mundo, mantendo a posição de n º 1 em 12 países, que é um testemunho para o produto em si e demonstra não apenas um conjunto de consumidores fiéis, mas também confirma o aspiracional que a marca tem em mercados emergentes. O Whisky Ballantine`s é representado entre nós pela Pernod Ricard Portugal.

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PORTUGALNIGHT MAG MARÇO 2010