Notaer junho 2017

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Junho - 2017

INTEROPERABILIDADE

na sa e o f c e D fo a m d o o as c i ç r s r é t o o s n Mini eta 18 a de das F pl ida l m i o b c a er p o r inte

Operações em conjunto buscam sinergia e geram benefícios para as Forças Armadas Asp REP Nara Lima

Marco da interoperabilidade Vale mencionar que a primeira grande ação integrada que marcou a interoperabilidade das forças foi o projeto HX-BR, em 2015. A aquisição dos helicópteros H225M, transferência de tecnologia, bem como a capacitação das indústrias e especialização de recursos humanos foram os objetivos do projeto. Em face da evolução da interoperabilidade, o MD desenha novas ações para o fortalecimento da defesa nacional. Na visão do Tenente-Coronel Lins, as perspectivas para os próximos anos são operações focadas no campo espacial e no ambiente cibernético, com a atuação cada vez mais integrada e sinérgica da Marinha, Exército e FAB.

Em seus 18 anos de atuação, o Ministério da Defesa (MD) é responsável por coordenar a atuação das Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica. A capacidade das Forças operarem em conjunto, conhecida como interoperabilidade, contribui para o avanço da defesa do País ao possibilitar que diferentes habilidades trabalhem para o fim comum. O projeto mais recente, que envolve as três Forças, é o controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações

Estratégicas (SGDC). A coordenação está a cargo do Comando de Operações Aeroespaciais da FAB com a contribuição direta da Marinha e do Exército. A operação tanto desenvolve novas capacidades de comando, controle e comunicações, como proporciona benefícios para cada Força, buscando maior eficiência e eficácia. Da mesma maneira, o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), criado em 2016, reforça a interoperabilidade não só entre as Forças Armadas como também entre

diversas instituições. Focado no controle, preservação e repressão de delitos, o PPIF visa coordenar e articular as ações de órgãos de segurança pública, inteligência, Fazenda, Receita Federal, autoridades de municípios fronteiriços e de países vizinhos. Em concordância, o Tenente-Coronel Aviador Ricardo Gonçalves Lins, que atua na Chefia de Operações Conjuntas do MD, afirma que o programa pretende congregar esforços de diversas agências em prol de uma maior eficácia no controle das fronteiras brasileiras.

O militar ressalta que as Forças Armadas precisam estar prontas para operar em uma gama de situações e o trabalho conjunto é a ferramenta que permitirá alcançar tal versatilidade por meio das operações conjuntas. “Como cada força armada possui particularidades de emprego, ao unir esforços, novas ações são geradas. A interoperabilidade proporciona a oportunidade de potencializar a capacidade de cada força, assim como, minimizar as deficiências, buscando a sinergia nas ações conjuntas”, acrescenta.