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www.fab.mil.br I Ano XLV I Nº 12 I Dezembro, 2021

(Págs 10 e 11)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

MISSÃO CUMPRIDA! Chegamos ao último mês do ano de 2021. O encerramento de mais um ciclo que apresentou tantos desafios também compreende bons motivos para comemorar. Iniciamos dezembro com o Dia da Tecnologia da Informação, área que consolidou uma Força Aérea mais digital. Em seguida, temos o Dia do Serviço de Saúde da Aeronáutica, quando celebramos o esforço hercúleo de profissionais que se dedicam além do limite em prol da saúde do próximo. Temos o Dia da Infantaria da Aeronáutica, área que garante o preparo da Tro-

pa. As datas comemorativas carregam um contexto histórico, cultural e prestigiam fatos, profissões e conquistas. Por isso, encerramos o ano com destaque para estes momentos. Também trazemos em nossas páginas o aniversário de 65 anos da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), que celebra a data com a conclusão do aeródromo de Estirão do Equador, na região da Amazônia, local de importância estratégica para a Força Aérea Brasileira (FAB). O registro da terceira edição do Exercício Conjunto Tínia, que ocorreu

no mês de novembro no Sul do País, também se encontra em nosso jornal. Cerca de 1.200 militares, 50 aeronaves e 24 Unidades Aéreas e de Infantaria participaram da simulação de guerra convencional. Por fim, apresentamos os currículos dos novos Oficiais-Generais, promovidos no dia 25 de novembro. A eles, desejamos os melhores votos em seus próximos desafios da carreira. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Chefe do CECOMSAER

MÍDIAS SOCIAIS

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Luis Felipe da Silveira e Eliseu Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador João Gustavo Lage Germano Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Igor Correa da Rocha Editores: Tenente Jornalista Letícia Faria (MTB 3327/SC) Tenente Relações Públicas Wanessa Liz (CONRERP 862) Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE Revisão Ortográfica e Gramatical: Sargento SST Rogerio Braga Bandeira

VÍDEO DE RESGATE DE TRIPULANTE DE NAVIO É DESTAQUE NAS MÍDIAS SOCIAIS DA FAB O post com o vídeo do helicóptero H-36 Caracal resgatando um tripulante de um navio próximo a Recife (PE), publicado no dia 5 de novembro, foi destaque nas Mídias Sociais da FAB. A p u b l i c a ç ã o o b t eve mais de 120 mil visualizações, 220 comentários e

O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno.

Diagramação: Sargento SDE Pollyana Dias

aproximadamente 15.600 curtidas. A FAB divulga em suas Mídias Sociais os produtos elaborados pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e as informações enviadas pelos elos do Sistema de Comunicação Social da Aeronáutica em todo o País.

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Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

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Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

NA PAZ OU NA GUERRA, SEMPRE PRONTOS É nos tempos de paz que intensificamos nossa persecução para uma Força Aérea cada vez mais moderna e de alta capacidade dissuasória. Ao final de mais um ano, concluímos que essa premissa está materializada na insistente busca do aprimoramento e do aperfeiçoamento do preparo dos integrantes e das equipagens da FAB, desenvolvendo novas doutrinas, táticas, técnicas e procedimentos de emprego. No Sul do país, a Força Aérea Brasileira acaba de realizar seu maior treinamento operacional de 2021. O Exercício Conjunto Tínia reuniu mais de 1.200 militares e empregou cerca de 50 aeronaves em ma-

nobras que simularam um cenário de guerra convencional, a partir da Ala 4 – Base Aérea de Santa Maria. Nesse contexto, estiveram entremeados nossos bravos combatentes que defendem na terra o domínio do ar. Ao homenagear o Dia da Infantaria da Aeronáutica, celebrado no dia 11 de dezembro, concedemos honras ao relevante trabalho desses militares nas áreas de segurança e defesa, defesa antiaérea, operações especiais, e tantas outras que demonstram sua elevada capacidade de pronta resposta. Nesse mês, também celebramos uma outra área que, decisivamente, muito contribui para o bem estar do nosso efe-

tivo. Criado em 2 de dezembro de 1941, data que se confunde com o próprio nascimento da Força Aérea Brasileira, o Serviço de Saúde da Aeronáutica sempre apresentou profissionais altruístas e preocupados com a vida. A eles, que levam consigo o lema de servir ao Brasil, nosso reconhecimento. Não nos olvidamos, ainda, de homenagear nossos militares com o Dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica. Em tempos de integração movida a aparatos cada vez mais modernos, no dia 1º desse mês, deslocamos nossas atenções para reverenciar a memória e o legado do ilustre Patrono, o Major-Brigadeiro Engenheiro

Tércio Pacitti, pioneiro da computação no Brasil. Fechamos o ano de 2021 sabedores de que a elevação operacional do efetivo e dos recursos materiais é que nos colocará prontos para qualquer combate. Também não nos esquecemos de homenagear nossos antepassados, de reconhecer quem constrói dia a dia, com afinco, o nosso legado para futuras gerações. E é com esse espírito abnegado e compromissado com valores que iremos nos encaminhar para o próximo ano. Que venha 2022! Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior Comandante da Aeronáutica


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DATA COMEMORATIVA

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA AERONÁUTICA: SUPORTE, ATUAÇÃO E AVANÇOS TECNOLÓGICOS O 1º DE DEZEMBRO FOI INSTITUÍDO COMO O DIA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA AERONÁUTICA O Dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica é comemorado no dia 1º de dezembro pela Força Aérea Brasileira (FAB). A data é uma alusão à criação do Centro de Informática e Estatística do Ministério da Aeronáutica (CINFE), em 1º de dezembro de 1983. As iniciativas voltadas para a consolidação de uma Força Aérea mais digital passam pelo reconhecimento das conquistas alcançadas pelos profissionais civis e militares, os quais, desde meados da década de 1960, dedicam-se ao trabalho nessa atividade fundamental para o futuro. A Tecnologia da Informação é uma das áreas que mais crescem em desenvolvimento, com profissionais capacitados para gerir projetos na área da tecnologia com o foco central no gerenciamento de informações, criando e distribuindo-as em redes de computadores, envolvendo banco de dados, redes, enge-

nharia de hardwares e softwares, informática e análises. Por isso, o profissional de TI tem atuação estratégica na Força Aérea Brasileira (FAB). Suporte, atuação e avanços tecnológicos O papel do Sistema de Tecnologia da Informação (STI) é suportar, por meio da Tecnologia da Informação, as atividades finalísticas (ou atividades fins), bem como as de apoio, com o intuito de agregar valor, ou até mesmo viabilizar tais atividades, com vistas ao cumprimento das missões constitucionais da FAB. Atualmente, a área de TI possui várias especialidades como infraestrutura, segurança, suporte, desenvolvimento de software entre outras, as quais precisam de constante capacitação, em função da contínua evolução tecnológica. É importante destacar que tal evolução faz com que novas tecnologias surjam mais cedo que o esperado, demandando que o STI acompanhe e estude novas áreas de interesse do Coman-

FOTO: SD ANDERSON SOARES / CECOMSAER

Ten REP Wanessa Liz

do da Aeronáutica, sob o risco da perda da próxima grande revolução tecnológica. Como exemplo a Inteligência Artificial e a sexta geração de redes de telecomunicações, o 6G. A tecnologia evolui ao longo da humanidade, trazendo riscos e mudanças. Com a TI não é diferente. “A chegada do KC-390 Millennium e do F-39 Gripen colocaram a FAB

em um ambiente de estado da arte, de modo que este desafio é tratado por meio de um robusto processo de planejamento no STI, restrito acompanhamento desses projetos mais tecnológicos, capacitação e grupos de trabalho multidisciplinares”, destaca destaca o Coordenador de Governança de TI da DTI, Coronel Aviador Gustavo Costa da Silveira.

PATRONO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA AERONÁUTICA O Major-Brigadeiro Engenheiro Tércio Pacitti é o Patrono da Tecnologia da Informação da Aeronáutica,

responsável pela concepção e implementação da tecnologia da Informação no COMAER e no País.


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DESAFIOS E MODERNIZAÇÃO MARCAM OS 80 ANOS DO SISTEMA DE SAÚDE DA AERONÁUTICA DATA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DOS PROFISSIONAIS E DE TODOS OS RECURSOS EMPREGADOS NO TRABALHO DE PROPORCIONAR O BEM-ESTAR DOS MILITARES DA FAB Ten JOR Marayane Ribeiro Desafios, modernização e desenvolvimento marcam os 80 anos de criação do Sistema de Saúde da Aeronáutica, comemorados no dia 2 de dezembro de 2021. A data reforça a importância dos profissionais e de todos os recursos empregados no trabalho de proporcionar o bem-estar aos militares da Força Aérea Brasileira (FAB). A área da Saúde, por exemplo, foi a mais afetada pela pandemia da COVID-19, que impactou e modificou todo o mundo. No Brasil, o cenário não foi diferente. O Diretor de Saúde da Aeronáutica, Major-Brigadeiro Walter Kischinhevsky, des-

tacou que a pandemia foi, sim, um dos maiores desafios nesses 80 anos e que só está sendo combatida graças a um planejamento realizado, ainda, em 2019, com a detecção dos primeiros casos da doença no mundo. “Conseguimos fazer um planejamento logístico de aquisição de respiradores, de camas e de usinas de oxigênio, com o apoio do COMGEP e do Comando da Aeronáutica. Com as cinco usinas de oxigênio, por exemplo, apoiamos várias localidades que tiveram problemas de distribuição de oxigênio. Foi o caso de Manaus, Belém, Natal e, até mesmo, Brasília”, contou. Hoje, o Sistema de Saúde da Aeronáutica conta com a

atuação de cerca de oito mil militares espalhados por 33 Organizações de Saúde subordinadas à Diretoria de Saúde (DIRSA), que desempenham funções em três áreas: medicina operacional, assistencial e pericial. “A operacional apoia missões específicas da Força, como as evacuações aeromédicas, o apoio que demos aos pacientes com COVID-19, além das missões e exercícios reais ou de treinamento realizados pela FAB, como o Hospital de Campanha. Já a medicina assistencial atende aos militares e familiares. Todos, beneficiários do Sistema de Saúde. Por fim, a medicina pericial, que é realizada através das Juntas de Saúde Regionais no Brasil inteiro, fazem as avaliações periódicas dos militares”, explicou. Apesar das dificuldades, o octogenário dos serviços de Saúde da Força Aérea Brasileira, segundo o Major-Brigadeiro

FOTO: SD WILHAN CAMPOS / CECOMSAER

FOTO: DIRSA

SERVIÇO DE SAÚDE

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Walter, é marcado por inúmeros avanços. “Estruturamos o atendimento de atenção primária através do Centro de Atendimento Integral à Saúde (CAIS), que foi criado e distribuído no Brasil inteiro. Outro grande avanço que nos auxiliou muito é o nosso AGHUse, que é um prontuário eletrônico que foi criado e desenvolvido pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que nós entramos como membros da comunidade. Hoje, nossos beneficiários têm um prontuário único em qualquer unidade de saúde que ele vá ser atendido no Brasil”, pontuou. Como avanços, o Diretor destacou, ainda, os procedimentos realizados pelos hospitais de alta complexidade da Aeronáutica - como o Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG) e o Hospital Central da Aeronáutica (HCA) -, e as Odontoclínicas de Aeronáutica.


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FOTOS: COMPREP

DATA COMEMORATIVA

INFANTARIA DA AERONÁUTICA: 80 ANOS TORNANDO A FAB MAIS PROTEGIDA, MODERNA E PREPARADA

Ten JOR Raquel Alves A Infantaria da Aeronáutica, complementando a atividade fim da Força Aérea Brasileira (FAB), é a força de combate terrestre que garante a segurança, em solo, das “Asas que protegem o País”. Ao longo dessas oito décadas de existência, a Infantaria da Aeronáutica vem

buscando o aperfeiçoamento de suas atividades, por meio da capacitação especializada da tropa, do desenvolvimento de sua doutrina de emprego e da consolidação de suas áreas de atuação. A Infantaria da FAB possui três áreas de atuação básicas: Segurança e Defesa, Defesa Antiaérea e Operações Especiais,

cada uma delas agrupando um conjunto de Ações de Força Aérea específicas. A ação de Autodefesa de Superfície (ADS), que faz parte da Segurança e Defesa, consiste em empregar Meios de Força Aérea para detectar, identificar e neutralizar ataques realizados por forças oponentes contra áreas sensíveis e pontos sensíveis de interesse da Força Aérea. Essa ação, com viés de emprego em situações de crise ou de conflito armado, completa o tripé da Segurança e Defesa atribuída à Infantaria da Aeronáutica, junto às ações de Polícia da Aeronáutica e de Segurança das Instalações. No ano de 2016, teve início o desdobramento normativo relacionado à Autodefesa de Superfície, com o planejamento da autoproteção dos Meios de Força Aérea e da aquisição dos equipamentos compatíveis com o emprego em Operações

de Garantia da Lei e da Ordem, bem como a implementação da doutrina de ADS associada à Capacidade MilitarAeroespacial de Proteção da Força. A implementação dos Esquadrões de Autodefesa de Superfície, empregando tropa especializada, em prol da defesa das instalações aeronáuticas, remete à atuação em um ambiente mais amplo e complexo, envolvendo a presença de um oponente hostil, disposto a infringir danos à capacidade de operação de nossos vetores aéreos, quando em sua condição mais vulnerável: estacionados ou operando em solo, bem como nas manobras de pouso e de decolagem. “O recebimento de novos vetores estratégicos, como o F-39 Gripen e o KC-390 Millennium, a consolidação do Centro de Operações Espaciais e a implementação do Centro Espacial


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80 ANOS DA INFANTARIA A história da Infantaria da Aeronáutica confunde-se com a da Força Aérea Brasileira, surgindo, praticamente, com a criação do Ministério da Aeronáutica, no início da Segunda Guerra Mundial, contando com a participação direta de três Sargentos de Infantaria de Guarda na segurança terrestre do Primeiro Grupo de Caça, no período de 1943-1945, na Itália. Neste ano, a Infantaria da Aeronáutica comemora seus oitenta anos, no dia 11 de dezembro. O dia foi instituído por meio da Portaria

de Alcântara são exemplos que demandarão um esforço contínuo da Infantaria em prol do aperfeiçoamento doutrinário e tecnológico, mantendo sempre em mente o compromisso de Defender na terra o domínio do ar", destacou o Chefe da Subchefia de Segurança e Defesa do Comando de Preparo, Brigadeiro de Infantaria Marcelo Rosa Costa. O primeiro Esquadrão de Autodefesa de Superfície, com

implantação prevista para ocorrer no Grupo de Segurança e Defesa de Manaus (GSD - MN), tem seu emprego operacional organizado em cinco subsistemas interdependentes (Armas; Vigilância e Alarme; Mobilidade; Comunicações; e Equipamentos Individuais), contando com o Centro de Operações de Autodefesa de Superfície para o comando e controle das operações táticas desencadeadas no terreno.

n° 0954/GM3, de 13 de julho de 1984, em alusão ao ano de 1941, quando, nessa data, foi publicado o Decreto-Lei nº 3.930, criando as seis primeiras Companhias de Infantaria de Guarda, instaladas nas Bases Aéreas brasileiras de Belém (PA), Fortaleza (CE), Galeão (RJ), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA).


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Brigadeiro do Ar Marcos Aurelio Vilela Valença Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 01/02/1990, declarado Aspirante em 26/11/1993. Principais cargos: Chefe da Instrução do 5° ETA e do 6° ETA; Comandante do Grupo de Transporte Especial; Chefe do Estado-Maior da Ala 1; Chefe da Divisão de Controle Institucional do Comando de

Preparo; Assessor da Representação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa; e Chefe da Divisão de Gestão Institucional do Comando de Operações Aeroespaciais. Principais cursos: possui todos os cursos de carreira; Curso de Altos Estudos em Defesa da Escola Superior de Guerra.

Horas de voo: 4.800. Principais condecorações: Mérito Brigadeiro Nero Moura; Mérito Santos-Dumo n t ; e O r d e m d o M é rito Aeronáutico - Grau Oficial. Cargo designado: Chefe da Primeira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).


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Brigadeiro do Ar Alexandre Hoffmann Natural de Porto Alegre (RS). Praça de 15/03/1987, declarado Aspirante em 26/11/1993. Principais cargos: Comandante do 2º/6º GAv; Comandante da Base Aérea de Recife; Comandante da Ala 15; e Assessor Aeronáutico do Conselheiro Militar

da Missão Permanente do Brasil junto à ONU. Principais cursos: possui todos os cursos de carreira; Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército; e MBA Executivo em Administração: Política e Estratégia - UFGV. Horas de voo: 3.800.

Principais condecorações: Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Medalha Mérito da Vitória; Ordem do Mérito Aeronáutico - Grau Oficial; e Ordem do Mérito Militar - Grau Oficial. Cargo designado: Chefe da 4ª Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).

Brigadeiro do Ar Francisco Bento Antunes Neto Natural de Porto Alegre (RS). Praça de 01/02/1990, declarado Aspirante em 26/11/1993. Principais cargos: Comandante do Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação; Chefe da Terceira Seção do Estado-Maior da Terceira Força Aérea; Comandante da Base Aérea de Anápolis;

Chefe da Divisão de Preparo Operacional do Comando de Preparo; e Assessor no Colégio Interamericano de Defesa. Principais cursos: possui todos os cursos de carreira; Curso de Piloto de Caça; e Mestrado em Defesa e Segurança Interamericana. Horas de voo: 2.500. Principais condecorações:

Ordem do Mérito Aeronáutico - Grau Oficial; Medalha Militar de Ouro com passador de Ouro; Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; e Medalha da Junta Interamericana de Defesa. Cargo designado: Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE).

Brigadeiro do Ar Daniel Cavancalti de Mendonça Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 15/03/1987, declarado Aspirante em 26/11/1993. Principais cargos: Comandante do 2°/10° GAv - Esquadrão Pelicano; Comandante da BACG; Comandante da Ala 5; e Adido Aeronáutico em Portugal. Principais cursos: possui

todos os cursos de carreira; Política e Estratégia Marítimas (EGN); Pós MBA em Gestão Internacional (UFRJ); e Curso de Extensão em Alta Gestão para Executivos (UNILINS). Horas de voo: 4.500. Principais condecorações: Ordem do Mérito da Justiça Militar; Ordem do

Mérito do MPM; Ordem do Mérito Aeronáutico - Grau Oficial; Ordem do Mérito Militar - Grau de Cavaleiro; e Medalha Militar do Mérito Aeronáutico de 1ª Classe - Força Aérea Portuguesa. Cargo designado: Comandante da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).


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FOTOS: SGT SAMUEL FIGUEIRA / CECOMSAER

OPERACIONAL

FAB emprega no treinamento aeronaves de diversas aviações, como os caças A-1 AMX

EXERCÍCIO CONJUNTO TÍNIA: MAIOR TREINAMENTO DO ANO DA FAB É REALIZADO NO SUL DO PAÍS TERCEIRA EDIÇÃO REÚNE MAIS DE 1.200 MILITARES, 50 AERONAVES E 24 UNIDADES AÉREAS E DE INFANTARIA EM SANTA MARIA (RS) Ten JOR Flávia Rocha Após esgotar as possibilidades para soluções diplomáticas, instaura-se um conflito militar contra o país inimigo. Esse é o contexto da situação fictícia da guerra convencional simulada que ocorreu no maior treinamento do ano realizado pela

Força Aérea Brasileira (FAB). Reunindo mais de 1.200 militares, 50 aeronaves e 24 Unidades Aéreas e de Infantaria, o Exercício Conjunto (EXCON) Tínia 2021 aconteceu de 8 a 26 de novembro, em Santa Maria (RS). Segundo o Comandante da Ala 4 e Diretor do Exercício, Coronel Aviador Aly

Cesar Charone, além da grandiosidade, a terceira edição da manobra teve como um dos principais diferenciais treinar os Esquadrões e as Unidades de Aeronáutica de forma combinada com a Operação Escudo Antiaéreo, sob responsabilidade do Comando de Operações

Aeroespaciais (COMAE), e o Adestramento Conjunto Meridiano - Fase Ibagé, sob coordenação do Exército Brasileiro (EB). “É uma atividade complexa, com cerca de 40 aeronaves voando ao mesmo tempo. Isso proporciona um desenvolvimento doutrinário muito grande”, ressalta.


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No treinamento, a FAB empregou aeronaves de diversas aviações, como os caças A-1 AMX, A-29 Super Tucano e F-5M; as aeronaves de transporte KC-390 Millennium, C-130 Hércules, C-105 Amazonas e C-95 Bandeirante; o helicóptero H-60L Black Hawk; e as Aeronaves Remotamente Pilotadas RQ-900 e RQ-450. Além disso, teve o emprego dos Grupos de Defesa Antiaérea em aproveitamento do EXCON Tínia, integrando a Operação Escudo Antiaéreo, operando o sistema de míssil IGLA-S. “Esta é a primeira vez que participei de uma manobra do porte da Tínia, com vários esquadrões e aeronaves juntos. Foi uma experiência interessante porque estou conseguindo ver como é a coesão entre os meios de Força Aérea que temos”, contou a Tenente Aviadora Jeciane Ribeiro de Lima Victorio, piloto de C-130 Hercules, do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT – Esquadrão Gordo). Com foco na atividade operacional, os participantes foram adestrados em diversas ações, como Assalto Aeroterrestre, Ataque, Controle e Alarme em Voo, Defesa Antiaérea, Escolta, Reabastecimento em Voo (REVO), Reconhecimento Aeroespacial, Ressuprimento Aéreo, entre outras. No âmbito do Adestramento Conjunto Meridiano e da Operação Escudo Antiaéreo, os militares foram treinados em ações como Apoio Aéreo Aproximado, Defesa Antiaérea, Infiltração Aérea e Reconhecimento Aeroespacial.

Operação Escudo Antiaéreo, coordenada pelo COMAE, ocorreu no contexto do Tínia Cerca de 150 paraquedistas foram lançados por aeronaves da FAB durante atividade do EXCON Tínia

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FOTO: SGT SAMUEL FIGUEIRA / CECOMSAER

DESENVOLVIMENTO

COMARA COMPLETA 65 ANOS DE HISTÓRIA COM EXECUÇÃO DE OBRAS ESTRATÉGICAS Ten JOR Cristiane dos Santos Na imensa Amazônia brasileira, onde as estradas são rios e as comunidades vivem sujeitas às dificuldades impostas pela navegação fluvial, as pistas aeroportuárias são essenciais para a integração da região ao restante do País. Desde 1956, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), alavanca a integração, o desenvolvimento e a capacidade de defesa da região, bem como proporciona melhores condições de vida. Genuinamente amazônica, a COMARA tem a missão de projetar, construir

e recuperar aeroportos na região, além de realizar obras civis para órgãos da administração federal, estadual e municipal, após assinaturas de Termos de Execução Descentralizadas entre o Comando da Aeronáutica (COMAER) e o Ministério da Infraestrutura. Além disso, em razão da sua capacidade e experiência, também já atuou em outras regiões do País e até mesmo no exterior: na recuperação das pistas da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), e da Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), além da construção da pista de Letícia, na Colôm-

FOTO: SGT SAMUEL FIGUEIRA / CECOMSAER

CELEBRAÇÃO OCORRE COM A INAUGURAÇÃO DE MAIS UMA OBRA, EM ESTIRÃO DO EQUADOR, NA REGIÃO DA AMAZÔNIA

bia, são exemplos disso. No início da década de 1950, existiam somente 17 aeródromos na Amazônia, dos quais apenas três (Belém, Manaus e Macapá) eram pavimentados. Hoje, fruto

do êxito no cumprimento de sua missão, é possível contar a construção e recuperação de mais de 170 pistas e mais de 70 reformas de instalações aeroportuárias e vias públicas.


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A COMARA completa, neste mês de dezembro, 65 anos de história superando todos os desafios da região, como o distanciamento e a sazonalidade do tempo, quando só é possível transportar, por meio de balsas, os insumos no período do inverno, época em que o nível dos rios está mais alto, e realizar as obras no verão amazônico, período mais seco.

A celebração do aniversário ocorre juntamente com a entrega de mais uma obra concluída em Estirão do Equador, no Distrito de Atalaia do Norte (AM). O aeródromo teve a pista de 1200 metros de asfalto substituída por 1500 metros de concreto, além de pintura, novo pátio, taxiway, instalação de sistema de drenagem e construção de cerca operacional.

FOTO: SD F. LISBOA / COMARA

65 ANOS DE HISTÓRIA

nova pista de táxi e um pátio de manobras para suportar aeronaves de grande porte, como o cargueiro Antonov e o Boeing 747, além de um novo terminal de passageiros, central de utilidade, nova via de acesso e cerca operacional. Em Oriximiná (PA), a pista e o pátio em asfalto, inaugurados em novembro de 2020, receberam recentemente pintura, cerca operacional e auxílios visuais. Os novos serviços permitiram a operacionalidade do aeródromo no período noturno durante um momento crítico da pandemia da COVID-19 na cidade, quando foram realizados voos para evacuação aeromédica. Atualmente, a COMARA conclui a terraplenagem para escoamento da água da chuva das pistas. Outro trabalho comariano em desenvolvimento está em Coari (AM). Lá serão substituídos os pavimentos de asfalto por concreto e realizados balizamento noturno - que permitirão operação 24 horas por dia-, colocação de cerca operacional e a construção de um novo do Terminal de Passageiros de cerca de 900 m2. De acordo com o gerente da obra, Tenente Engenheiro Aricles Matos Batista Filho, a aplicação de concretos nas

FOTO: SGT SAMUEL FIGUEIRA / CECOMSAER

De acordo com o Vice-Presidente da COMARA, Coronel Aviador Mário Jorge Siqueira Oliveira, a construção das pistas tem importância estratégica para a defesa nacional e para o desenvolvimento do país. “As pistas permitem que as populações da Amazônia tenham acesso mais célere a outras regiões, recebam remédios mais rápido, realizem evacuação aeromédica de emergência, como aconteceu muito durante a pandemia da COVID-19, por exemplo", comenta. O Coronel Mário complementa, ainda, sobre a importância das pistas para a segurança nacional. “Algumas pistas, mesmo as que não possuem comunidades próximas, apoiam o Exército Brasileiro em diversos Pelotões de Fronteiras para o combate ao narcotráfico. Essas pistas também apoiam a Força Aérea nas operações de segurança nacional e no trabalho interagências”, esclarece. Além de Estirão do Equador, a COMARA conta com outras obras em andamento. Uma delas está em Alcântara (MA) e é realizada em parceria com a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a Agência Espacial Brasileira (AEB). No local, é construída uma

FOTO: SGT SAMUEL FIGUEIRA / CECOMSAER

CONSTRUÇÃO DE PISTAS: IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA

pistas tem um custo-benefício superior ao do asfalto, além de melhor desempenho e maior durabilidade. “A manutenção é menos constante devido à dura-

bilidade do concreto. Enquanto uma pista de asfalto dura 10 ou 15 anos, a de concreto passa do dobro de tempo e não exige tanta conservação”, finaliza.


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COLUNAS

CRIPTOGRAFIA Assinatura digital, certificado digital, chaves simétricas e assimétricas são alguns dos termos que fazem parte do universo da criptografia. Mas, afinal, o que é criptografia? Vamos dar um exemplo. Se pegarmos a letra “A” e somarmos 3 caracteres, temos como resultado a letra “D”. Então, te mo s qu e o a l g o r i tm o é somar x caracteres, e a chave (x) é 3. Com as informações de algoritmo e chave, qualquer pessoa ou computador consegue obter o dado original. No exemplo, a chave é a mesma para cifrar e decifrar,

ou seja, esse é um algoritmo de chave simétrica. No exemplo acima, poderíamos utilizar um algoritmo que utiliza uma chave para cifrar e outra para decifrar. Esse seria um exemplo de algoritmo de chaves assimétricas, onde uma chave é privada (não compartilhada) e o u t r a c h a ve é p ú b l i ca (compartilhada). Se o emissor cifra com sua chave privada, o receptor que decifra utilizando a chave pública correspondente tem a certeza de que somente uma pessoa pode ter cifrado os dados, configurando, assim, uma

assinatura digital. Já se uma pessoa cifra os dados com uma chave pública de alguém, somente a pessoa que possui a chave privada correspondente conseguirá ler a mensagem, e é assim que funciona o processo de criptografia de chaves assimétricas. Qualquer cidadão pode obter seu certificado digital contido na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Com esse certificado, a pessoa pode assinar digitalmente documentos, sendo impossível uma adulteração por terceiros sem deixar rastros. A criptografia é uma

ferramenta essencial para a segurança de dados digitais, tanto no nosso trabalho quanto na nossa vida pessoal. A FAB possui sistemas específicos para o trato e a transmissão de dados classificados ou de acesso restrito. Se você tem dúvida se pode ou não transmitir um documento por determinado meio, entre em contato com o seu Elo de Inteligência. A criptografia deve fazer parte da cultura de segurança da informação. Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER)

276º ENCONTRO NO INCAER “JUSTIÇA MILITAR NA REPÚBLICA” O 276º Encontro no Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), realizado ainda no mês de outubro, teve como tema “Justiça Militar na República”. A palestra foi apresentada pelo Ministro do Superior Tribunal Militar ( S T M ) , Te n e n t e - B r i g a -

deiro do Ar Francisco J o s e l i Pa r e n t e C a m e l o . O objetivo da palestras foi abordar sobre a história do Superior Tribunal Militar (STM). O Oficial-General relatou fatos históricos relevantes do STM e dissertou sobre as atribuições do Tribunal explanando,

ainda, sobre a importância do STM para o país. Ao término da apresentação, o Diretor do INCAER, Tenente-Brigadeiro do Ar Rafael Rodrigues Filho, proferiu as palavras de agradecimento ao palestrante. Como de costume, a sessão contou com a prestigiosa participação

de membros do Conselho Superior do INCAER, além de todo o efetivo do Instituto e convidados. O Encontro ocorreu online, devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER)


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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS A história da Infantaria da Aeronáutica confunde-se com a da Força Aérea Brasileira, surgindo, praticamente, com a criação do Ministério da Aeronáutica, no início da Segunda Guerra Mundial. Neste ano, comemora seus 80 anos, no dia 11 de dezembro. Fonte: Agência Força Aérea

Resposta do Caça Palavras da Edição de Novembro de 2021