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INdÚSTRIA

MAIS QUE UM CAÇA Antes de o primeiro Gripen NG pousar por aqui, a indústria nacional já terá colhido resultados. Projetos de compensação devem envolver cerca de 9,1 bilhões de dólares para o Brasil humbERTo lEITE

SGT JOHNSON / Agência Força Aérea

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ilotos de caça devem estar ansiosos pela oportunidade de voar o Gripen NG. Mas os primeiros brasileiros a colocarem a mão no futuro caça da Força Aérea Brasileira (FAB) serão engenheiros. Enquanto os aviadores deverão esperar até 2019 para a entrega da primeira unidade, para o pessoal da engenharia o avião já é um trabalho atual. E, para a indústria, é o começo de projetos de compensação avaliados em aproximadamente 9,1 bilhões de dólares. O valor é alcançado com o somatório dos chamados projetos de

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Jul/Ago/Set 2015

Aerovisão

offset, compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial. Além de superar o que será pago pelo Brasil, pouco mais de 39,8 bilhões de coroas suecas (aproximadamente 4,8 bilhões de dólares, de acordo com a cotação do Banco Central em junho), as compensações vão, efetivamente, proporcionar novos horizontes tecnológicos para empresas nacionais. Um exemplo é a Mectron, localizada

em São José dos Campos (SP). Quando os 36 Gripen NG chegarem, será essa empresa brasileira que fará a manutenção do radar, um dos itens mais avançados do novo caça. E, antes disso, atuará na integração de armamentos e de um sistema de datalink nacional que possibilitará a troca de dados entre

AEROVISÃO nº 245 jul/ago/set - 2015  

Mais que um caça

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