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AEROVISÃO Nº 239 Jan/Fev/Mar - 2014

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Inaugurado nos anos 50 para formar os primeiros astrônomos do Brasil, o Observatório Astronômico do Instituto de Aeronáutica e Espaço, em São José dos Campos (SP), abre as portas para os interessados em apreciar estrelas e planetas JuSSARA PECCiNi ENiLtON KiRCHHOF (FOtOS)

o céu escuro, apenas um pontinho brilhante. Aumentada em 120 vezes pelas lentes do telescópio, o planeta Vênus parece com a lua na fase crescente. Aliás, sempre o vemos em fases porque está posicionado entre o sol e a Terra. Esse é apenas o primeiro de muitos pontos luminosos no céu observados pelos visitantes do Observatório Astronômico do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), todas as terças-feiras. Neste ano, o local recebeu uma média semanal de 80 pessoas, especialmente jovens, crianças acompanhadas pelos pais e grupos escolares. Inaugurado nos anos 50, o observatório já ocupou o título de maior instrumento astronômico totalmente construído na América do Sul. Mesmo com uma localização atípica – normalmente, observatórios não são instalados em vales, o local propiciou a formação da primeira geração de astrônomos no Brasil. Hoje, além de patrimônio histórico, o local é perfeito para despertar a curiosidade científica nas crianças. A família de Rodrigo Sousa Oliveira, 14 anos, viajou por duas horas de carro de São Paulo até São José dos Campos só para atender ao pedido do jovem. “Desde criança eu sempre gostei de observar a Lua, as estrelas. Acho fascinante o espaço, saber como funciona tudo isso”, explica Rodrigo durante a primeira visita ao observatório. O irmão Fernando, de 6 anos, ficou encantado com a observação de constelações estelares. “Elas estão a 100 mil quilômetros”, afirma o menino, que prestou atenção na explicação dos voluntários. Aerovisão

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