A FUMAÇA AFINA O TREINAMENTO
SGT JOHNSON / Agência Força Aérea
TREINAMENTO
Com novas aeronaves A-29 Super Tucano, a Esquadrilha da Fumaça se prepara para a retomada da agenda de apresentações Flávia Cocate
J
á tem gente com saudades. Desde a última apresentação, realizada em março, o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) está concentrado na sua casa, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, no interior de São Paulo. Só quem passa por aquela região pode ter a sorte de ver as aeronaves pintadas com as cores nacionais em voos da chamada “Esquadrilha da Fumaça”. Mas essa pausa está perto de acabar. Ainda não há uma data definida para a primeira apresentação, mas os treinamentos com as novas aeronaves Super Tucano avançam a cada dia. Atualmente, são realizados voos nas três “células” da esquadrilha de sete aeronaves. A primeira é composta pela aeronave número 7, que voa isolada. Já a segunda célula voa com os números 5 e 6. A última é chamada de “quatrilho”: voa com os números 1, 2, 3 e 4. As três células treinam para que, futuramente, possam se unir para atingir a formação com sete aeronaves.
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Jan/Fev/Mar/2014
Aerovisão
O piloto responsável pela doutrina e instrução no EDA, Major Ubirajara Pereira Costa Júnior, explica que esses treinos já estão próximos da fase final. “Após a conclusão das manobras das células, a próxima atividade é seguir para o “sexteto” (com seis aeronaves juntas) e, finalmente, concluir em formação com sete”, diz. Em dezembro, parte do treinamento foi realizado na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás. De acordo com o Major Costa, essa mudança de local foi importante para que os treinos ocorressem em um local diferente, com condições de temperatura, altitude e pressão diferentes das de Pirassununga “para que possam ser experimentadas novas situações, e as aeronaves possam apresentar respostas distintas daquelas que já estamos acostumados a presenciar”. O deslocamento para o interior de Goiás também serviu de treino para a logística de transporte da equipe de apoio e do material envolvido, realizado com o apoio de um
avião C-105 Amazonas do Esquadrão Onça. O deslocamento também foi um teste para as equipes de manutenção que deverão se acostumar a manter os Super Tucanos prontos para apresentações em qualquer lugar do Brasil e de outros países. Paralelo aos treinamentos, a equipe de pilotos participa desde outubro do “Curso de Formação de Instrutor da Aeronave Super Tucano”. O primeiro a concluir esta etapa foi o Major Marcelo Oliveira da Silva. Para ele, “trata-se de uma das etapas do processo de implantação do A-29. Todos os outros pilotos também serão formados. É uma