BINFAE - RECIFE
“As haitianas chegavam grávidas ou desesperadas com o filho morrendo, era um desafio controlar as pessoas no meio daquela situação extrema. Estamos felizes. Foi nossa primeira oportunidade de levar o nome da Infantaria além da fronteira do Brasil”
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Jan/Fev/Mar/2014
Aerovisão
Desde fevereiro de 2011, a Força Aérea Brasileira (FAB) envia um pelotão para compor o Batalhão Brasileiro de Infantaria de Força de Paz (BRABAT). Esse já é o sexto. Em 2010, logo após o terremoto que devastou o Haiti, o Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro passou 24 dias em Porto Príncipe com a responsabilidade de cuidar da segurança de um Hospital de Campanha (HCAMP) da FAB montado para atender às vítimas da tragédia. “As haitianas chegavam grávidas ou desesperadas com o filho morrendo, era um desafio controlar as pessoas no meio daquela situação extrema. Estamos felizes. Foi nossa primeira oportunidade de levar o nome da Infantaria além da fronteira do Brasil”, disse o Sargento Tiago Souza de Andrade, que participou daquela missão. Em pouco mais de três meses, o HCAMP atendeu 24.184 pacientes, fez 1.145 cirurgias e 200 partos.
Hoje, além da presença da tropa, a FAB continua no Haiti por meio das missões de ressuprimento das tropas brasileiras. A cada 20 dias, em média, uma aeronave chega ao país carregada de suprimentos para garantir o funcionamento das organizações militares brasileiras naquele país. Os voos de ressuprimento transportam todo tipo de carga a fim de abastecer o Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT), a Companhia de Engenharia de Força de Paz (BRAENGCOY), além do Grupamento de Fuzileiros Navais (GpFz). Entre os itens trazidos do Brasil estão desde peças para reparo e manutenção de blindados até produtos químicos utilizados no “Fumacê”, veículo utilizado no combate do mosquito transmissor da malária. As missões transportam ainda medicamentos e material odontológico para as unidades médicas de saúde, assim como utensílios de cozinha.