iNFANtARiA
50 anos de missões especiais Unidade de elite da FAB reúne militares preparados para todo tipo de missão. Ser paraquedista é só o primeiro passo para fazer parte do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento EVELLYN AbELHA
A
cidentes, calamidades, locais inóspitos e de difícil acesso. Estes são os principais ambientes de atuação dos integrantes do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), conhecido como PARA-SAR, união de PARA, de paraquedismo, e SAR, da sigla em inglês para busca e resgate (search and rescue). A unidade de elite da Força Aérea Brasileira (FAB) se dedica a resgates e operações especiais há 50 anos. Os militares do EAS estão sempre de prontidão para, se soar um alerta, embarcarem para qualquer parte do Brasil ou até para o exterior. Das muitas histórias de salvamento,
30
Jan/Fev/Mar/2014
Aerovisão
ainda estão bem vivas na memória dos militares as missões de busca após o acidente com as aeronaves da Gol, em 2006, e da Air France, em 2009. Também são recentes, entre as missões reais, o socorro às vítimas das enchentes de Santa Catarina, em 2008, e dos deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro, em 2011. Todo o treinamento resulta em inúmeras histórias de vidas salvas. Há uma década no PARA-SAR, o Tenente Felipe Domingues Lessa, participou do resgate das vítimas nas enchentes de Santa Catarina em 2008. Ele se lembra do dia em que ajudou a retirar cerca de 100 moradores que estavam ilhados.
A encosta que represava a água de um lago estava prestes a romper e o helicóptero tinha capacidade para 30 pessoas. “Na última viagem, a gente colocou 40 pessoas. Por causa do peso, o helicóptero passou bem perto da copa das árvores. Quando a gente olhou para trás, a barragem tinha rompido e levado tudo”, relata. Já o Tenente Edward Wilson Sadler Guedes, com 16 anos na unidade, perdeu a conta de quantos resgates realizou. Os acidentes de grande proporção, porém, estão presentes na memória. Em 2000, ajudou a resgatar pessoas doentes e levar comida e água para os atingidos pelas