O uso de Veículos Aéreos Não Tripulados já se difundiu por praticamente todo o mundo. Além de missões de ataque, já realizadas por alguns países, esse tipo de aeronave também pode ser empregado em atividades de reconhecimento ou inteligência. Na foto ao lado, o Major Fabio Andrade de Almeida, um dos responsáveis pelo projeto Acauã
de turbulência de uma outra aeronave para realizar reabastecimento em voo. “O caminho agora é fazer com que ele fique cada vez mais inteligente”, conclui. A solução brasileira pode fomentar a indústria nacional e também atender as demandas do Ministério da Defesa para operação de VANTs. A Força Aérea Brasileira, por exemplo, atualmente usa o
RQ-450 Hermes, de fabricação israelense. O sistema desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em conjunto com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e com o Instituto de Pesquisas da Marinha (IpQM), recebeu investimento de aproximadamente R$9 milhões da Finep, a Agência Brasileira de Inovação. CB V. SANTOS / Agência Força Aérea
da automação em diferentes áreas do conhecimento. Se no passado, a aerodinâmica e o desempenho eram o foco da pesquisa aeronáutica, hoje as atenções estão na automação e controles à distância. As ferramentas visam proporcionar mais segurança para a operação, não apenas de aeronaves, mas para veículos e submarinos. “A autonomia é necessária em meios de transporte para aumentar a segurança de operações ou diminuir o risco da perda de uma vida humana em operações aéreas, por exemplo”, explica o Major. A próxima etapa consiste em fazer o Acauã desviar de outras aeronaves. O grupo de pesquisadores já desenvolveu o algoritmo para que o VANT consiga perceber outras aeronaves no mesmo espaço aéreo. A ideia é que ao “ver” outras aeronaves, ele consiga planejar uma rota alternativa para evitar colisões. Feito o desvio, retorna à rota programada. Além disso, já estão em andamento pesquisas para o protótipo voar em formatura, uma esquadrilha de VANTs, e que seja capaz de voar perto da esteira
RQ-450, fabricado em Israel, utilizado pela FAB. O domínio da tecnologia deste tipo de aeronave permitirá também maior segurança contra ações de espionagem Aerovisão Jan/Fev/Mar/2014
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