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AEROVISÃO Nº 239 Jan/Fev/Mar - 2014

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DIVULGAÇÃO / SAAB

O Gripen NG ainda está em desenvolvimento. Até agora, a SAAB já tem em voo um demonstrador de tecnologia, baseado em uma versão anterior do Gripen. A SAAB também já fabricou mais de 200 unidades das versões anteriores, hoje em uso em cinco forças aéreas NG às suas necessidades. É o caso, por exemplo, do míssil A-Darter. Desenvolvido em parceria com a África do Sul, o armamento poderá ser integrado ao novo caça da FAB sem a interferência da SAAB ou outra empresa sueca. Pioneiro Quando a primeira versão do Gripen entrou em serviço na Força Aérea da Suécia em 1997, a aeronave imediatamente chamou a atenção do mundo por ser a primeira a ser considerada genuinamente de quarta geração. O diferencial era a capacidade de, no mesmo voo, cumprir diversos tipos de missão. Na Suécia, o caça é conhecido como JAS-39, de J - Jakt (caça), A – Attack (ataque) e S - Spaning (reconhecimento). Considerado leve se comparado a outras aeronaves, o Gripen foi criado também para operar a partir de estradas ou pistas de pouso pequenas: bastam 500 metros para o pouso. Com a proposta de conseguir levar seus caças para longe das suas bases, algo que o Brasil também

faz na região amazônica, o projeto sueco tentou facilitar ao máximo o trabalho de manutenção. A ideia foi reduzir o chamado turnaround, que é o tempo necessário para a aeronave ser rearmada e reabastecida para voltar ao combate. De acordo com a SAAB, é possível que em menos de 10 minutos um Gripen NG pouse, faça seu turnaround, e decole para outra missão. Uma das soluções de engenharia adotadas, por exemplo, foi bastante simples: para preparar o caça para o voo não é necessária sequer uma escada. Todos os painéis de acesso aos componentes ficam em uma altura adequada para o trabalho de uma pessoa em pé. Mesmo procedimentos mais complexos, como a troca da turbina, podem acontecer em menos de 60 minutos. Com a dispersão das aeronaves, um esquadrão pode pousar em vários locais diferentes, mas, no céu, os pilotos estarão totalmente integrados. Desde a sua concepção inicial, o Gripen foi pensado para atuar na chamada Guerra Centrada em Redes, quando esquadrilhas inteiras

voam conectadas digitalmente por um sistema chamado de datalink. Um Gripen que voa em uma posição estratégia, por exemplo, pode compartilhar os dados dos seus sensores com todas as demais aeronaves. É possível até um avião lançar um míssil com base nas informações repassadas por outro. Essas capacidades já tornaram a versão inicial do Gripen o primeiro caça de quarta geração em operação do mundo. O modelo a ser recebido pela FAB, no entanto, é muito mais avançado. O NG - de New Generation - leva mais combustível, sistemas mais modernos e uma nova turbina, a General Electric F414G. Mesmo de pequeno porte, o Gripen é bem maior que os F-5 que atualmente são responsáveis pela defesa do espaço aéreo brasileiro. Isso significa voar mais longe: um Gripen NG pode realizar uma patrulha aérea de combate de 30 minutos a até 1.300 km da sua base sem realizar reabastecimento em voo, o que também é possível. Este desempenho é superior ao do F-5, com ganho também Aerovisão Jan/Fev/Mar/2014

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