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DIVULGAÇÃO / SAAB
stá decidido. A Força Aérea Brasileira irá operar caças Gripen NG, uma das aeronaves de combate mais modernas do mundo. Ainda em desenvolvimento, o modelo será construído com a participação de empresas brasileiras. O anúncio da vitória do Gripen NG na concorrência chamada de Projeto F-X2 foi realizado no dia 18 de dezembro. O Ministro da Defesa, Celso Amorim, e o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, confirmaram a aquisição de 36 aeronaves em um negócio avaliado em aproximadamente 4,5 bilhões de dólares. O Gripen NG irá trazer novidades para a FAB, como um radar AESA, a
capacidade de realizar o chamado voo em supercruzeiro e um sensor de busca no espectro infra-vermelho (IRST). A expectativa é que 12 aeronaves sejam entregues em 2018, 12 em 2019 e mais de 12 em 2020. A primeira unidade da FAB a receber a frota de Gripen NG deve ser o 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), baseado em Anápolis (GO). Até o final de dezembro, o esquadrão operou com caças Mirage 2000, que já foram aposentados. Enquanto jatos F-5 modernizados fazem a cobertura do espaço aéreo em todo o Brasil, um grupo de seis aviadores do GDA se prepara para se tornar o primeiro a ter contato com o novo avião. A preparação também já acontece no parque industrial brasileiro. A proposta não é comprar aeronaves prontas, como em uma compra no supermercado. A principal empresa desenvolvedora do Gripen, a sueca SAAB, terá que envolver empresas brasileiras no projeto da aeronave, bem como fabricar componentes da
aeronave no Brasil. “Quando terminar a fase de desenvolvimento nós teremos propriedade intelectual sobre este avião, isto é, acesso a tudo”, garantiu o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, durante a coletiva de imprensa onde foi anunciada a vitória da proposta sueca. Com a participação da indústria brasileira no projeto, será possível fabricar por aqui as partes da aeronave ou até um modelo completo. Com essa parceria, futuras exportações do Gripen NG para outros países poderão gerar empregos não só para os suecos, mas também para os brasileiros. Até agora, além do Brasil, a Suíça já anunciou o interesse em adquirir a aeronave. A própria Suécia também receberá até 60 Gripen NG para completar sua frota das versões anteriores, também em uso na África do Sul, Hungria, República Tcheca e Tailândia. A transferência de tecnologia e abertura do “código fonte” permitirá que o Brasil possa adaptar o Gripen DIVULGAÇÃO / SAAB
Imagens da linha de montagem do Gripen na Suécia. Além de novos caças, a compra das aeronaves também trará para o Brasil a produção de aviões de caça. O Gripen NG é uma aposta na transferência de tecnologia
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Jan/Fev/Mar/2014
Aerovisão