Page 1


4

Setor de Comunicação e Imagem Institucional Ir. Franki Kleberson Kucher Irene Elias Simões Claudia Xavier da Silva Cordeiro Coordenação Editorial (pesquisa, redação, padronização e revisão) Irene Elias Simões Jaciara Maria de Souza Carneiro Projeto Gráfico e Diagramação Rodolfo Ribeiro e Rodrigo Mattos Preparação de texto e revisão Rosemary Lima Apoio Marketing ABEC/UCE Pollyana Devides Nabarro Fotos João Gilberto Viana Borges Ir. João Batista Pereira Pollyana Devides Nabarro Acervo Rede Marista de Colégios Acervo Rede Marista de Solidariedade Rua Imaculada Conceição, 1155 – 9º andar. Prado Velho – Curitiba – PR – 80215-901. secom@marista.org.br


A Província Marista do Brasil Centro-Sul agradece a dedicação de todos os que contribuíram para que esta compilação de termos e expressões de uso corrente na Província fosse publicada: Colaboradores Editoriais (redação, consultoria, padronização, revisão) Ir. Afonso Levis, Cesar Leandro Ribeiro, Ir. Ivo Antonio Strobino, João Luis Fedel Gonçalves, Maria de Lourdes Remenche, Ir. Tercílio Sevegnani. Colaboradores (redação) Alexandre Lourenço Cardoso, Barbara Pimpão Ferreira, Dyogenes Philippsen Araujo, Fabiano Incerti, Fábio Moreira Martins Arruda, Fabio Viviurka Correia, Helio Amaral, Isabel Cristina Michelan Azevedo, Jimena Djauara N. C. Grignani, João Oleynik, Ir. Joaquim Sperandio, Juliana Kuwano Buhrer, Marco Antonio Barbosa, Marilúcia Antônia Resende, Ricardo Tescarolo, Roberto Borges França, Rosana da Silva Alves Colaboradores (revisão) Ir. Adriano Brollo, Pe. Antonio José Almeida, Ir. Franki Kleberson Kucher, Ir. João Batista Pereira, Ir. Jorge Gaio. Grupo de Estudos de Comunicação (seleção de termos) Ir. Adriano Brollo, Fábio Viviurka Correia, Ir. Franki Kleberson Kucher, Irene Elias Simões, Jaciara Maria de Souza Carneiro, Juliana Kuwano Buhrer, Maysa Simões, Patrícia de Barros Cobra Costa, Paula D`amaro, Roberto Borges França.


Termos, expressões e valores institucionais da Província Marista do Brasil Centro-Sul: definições para uma comunicação alinhada e facilitada Com o objetivo de assegurar que diferentes termos e expressões do universo marista sejam utilizados de forma padronizada e alinhada, nas iniciativas de Comunicação Institucional e Mercadológica dos Setores Provinciais, Mantenedoras e Negócios da Província Marista do Brasil Centro-Sul – ABEC/UCE, APC e FTD –, lançamos esta compilação de termos, expressões e valores institucionais da Província Marista do Brasil Centro-Sul (PMBCS). Esta publicação traz as definições dos termos e expressões maristas, da Igreja, da área de solidariedade, de educação e de gestão mais utilizados no dia a dia da PMBCS, como, por exemplo, o termo “Carisma Marista” e a expressão “Formar Bons Cristãos e Virtuosos Cidadãos”, elencados em ordem alfabética. A compilação vem ao encontro de uma das diretrizes do Planejamento Estratégico da Província: “Adequação de conteúdo e linguagem para exercício da missão junto aos diferentes públicos-alvo”. Os verbetes aqui publicados foram selecionados pelo Grupo de Estudos de Comunicação da Província, a partir de uma listagem obtida por meio de um levantamento dos termos e expressões mais utilizados ou que requeressem cuidados específicos na comunicação, realizado com representantes de 19 áreas provinciais e de negócios da PMBCS. A seleção dos termos e expressões presentes nesta publicação foi baseada em três critérios: termos e expressões transversais, isto é, de uso corrente por mais de um negócio ou setor da Província; termos e expressões pertencentes ao patrimônio Marista e termos e expressões pertencentes ao patrimônio da Igreja. Procurou-se excluir termos específicos a uma determinada área ou negócio e termos de conhecimento tácito. O trabalho de redação dos verbetes foi compartilhado entre sete equipes, formadas por especialistas em Educação, Atuação Social, Gestão, Patrimônio Marista, Conceitos Institucionais, Pastoral e Organização Canônica da Igreja. Os verbetes também foram submetidos a uma análise posterior por especialistas externos a esses grupos, bem como pelas Superintendências das mantenedoras e pelo Conselho Provincial. Desde o início, o trabalho, que levou vinte meses, foi coordenado pelo Setor de Comunicação e Imagem Institucional da PMBCS.


Os verbetes estão estruturados da forma exemplificada a seguir: Definição geral.

PROTAGONISMO JUVENIL: forma de lidar e atuar com as crianças e adolescentes, com base na percepção que eles têm da realidade.

Definição que traz um pouco do contexto histórico, social ou marista do termo ou expressão (item 1 do verbete).

1. Nessa perspectiva, o pensamento e a participação das crianças e adolescentes no mundo adulto devem ser respeitados e valorizados para que possam fortalecer o sentimento pessoal de autoestima e autoconfiança. Socialmente, pode auxiliar na formação e no exercício dos direitos de cidadania. Significa, ainda, criar espaços e condições que possibilitem aos jovens envolver-se com ações cujo objetivo é a solução de problemas reais, e lhes permitam a participação ativa e construtiva na vida da escola, da comunidade e da sociedade.

Especificidades do verbete dentro do contexto do Instituto Marista e/ou da PMBCS (item 2 do verbete). (Obs.: Em relação a verbetes específicos do Patrimônio marista, pode ocorrer de a descrição do termo ou expressão ser composta apenas pela definição geral ou ir até o item1.).

2. Na proposta educativa e social Marista, o protagonismo juvenil é compreendido como meta a ser alcançada visando ao desenvolvimento do ser humano, para que ele próprio seja capaz de construir, exercitar cidadania, sonhar e reconhecer-se como sujeito de direitos na construção de espaços mais justos e igualitários.

Sugestão de outros termos a serem consultados para facilitar ou ampliar a compreensão dos conceitos (item Ver:)

(Ver: DIREITO, PROTAGONISMO e SUJEITO.)

Além dessa estrutura, os verbetes podem contar com dois tipos de nota explicativa: • Nota de fim de texto, por meio da qual o leitor pode saber qual autor fundamentou o conceito apresentado, indicada por um número indo-arábico sobrescrito (como este: 10). • Nota de rodapé, com curiosidades ou informações complementares ao verbete, indicada por um número romano sobrescrito (como este: X).


Indicações de uso dos verbetes A Província recomenda que Mantenedoras e Negócios passem a utilizar as definições de termos e expressões aqui apresentadas sempre que estes sejam citados em documentos de comunicação interna e externa, de caráter institucional, mercadológico ou de correspondência. Conforme mencionamos, o principal objetivo desse documento é promover a comunicação correta e alinhada dos conceitos de uso mais frequente e específico, de forma a contribuir com e facilitar o trabalho das equipes de Comunicação e Marketing da PMBCS. Apresentamos aqui alguns conceitos que, assegurando-se o que lhes é essencial, pode-se avançar com outras traduções, acréscimos e releituras, ao longo tempo. Sem o interesse de engessar e padronizar a comunicação, entendemos que essa diretriz almeja garantir unidade de entendimento, o que contribui para o desenvolvimento dos objetivos institucionais, por meio de boas práticas de comunicação.


ÍNDICE Adolescências e Juventudes 14 Advocacy 14 Afiliados 15 Aluno 15 Assembleia Provincial 16 Associados 16

Bíblia 20 Boa Mãe 20 Boa Nova 21

Capítulo Geral 24 Capítulo Provincial 26 Carisma Marista 26 Casa Geral 27 Catequese 27 Champagnat 28 Cidadania 29 Circular Marista 29 Código de Direito Canônico 30 Competência 30 Comunidade 30 Comunidade de Fé 32 Comunidade Educativa Marista 33 Comunidade Religiosa Marista 34 Concílio Vaticano II 35 Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) 35 Congregação Religiosa 36 Conselho Geral Marista 37 Constituições 37

Diálogo Inter-Religioso 42 Dignidade Humana 42 Direito Próprio 43 Direitos 43 Do Jeito de Maria 44

Eclesialidade 48 Ecônomo 48 Ecumenismo 49 Educação 49 Educação Marista 50 Educação Não Formal 50 Educação para a Solidariedade 52 Educador 52 Educador Social 52 Educando 53 Ensino-aprendizagem 53 Espírito de l’Hermitage 54 Espiritualidade 54 Espiritualidade Apostólica Marista 55 Espiritualidade Cristã 55 Etapas de Formação do Irmão Marista 55 Evangelização 57 Evangelização por meio da Educação 58 Família 62 FMS 62 Formação Integral 63 Formar bons cristãos e virtuosos cidadãos 63 Gratuidade 64 Identidade Marista 68 Igreja Cristã 68 Inculturação 69 Indicadores 70 Infâncias 70 Instituição 70 Instituto Marista 71 Interconfessionalidade 72 Irmandade 72 Irmandade Marista 72 Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba 72 Irmão 72


Irmão Capitular 73 Irmão Conselheiro Geral 74 Irmão Conselheiro Provincial 75 Irmão Formador Marista 75 Irmão Mestre de Noviços 75 Irmão Postulador Geral 77 Irmão Procurador Geral 77 Irmão Provincial 77 Jesus Cristo 80 Jovem Montagne 80 Leigo Marista 81 Liturgia 82 Lugares Maristas 83 Mantenedora 86 Marista 86 Metas 86 Método Pedagógico 87 Missão Ad Gentes 87 Missão Educativa Marista 88 Missão Marista 88 Mística 89 “M” Marista 90 Movimento Champagnat da Família Marista (MChFM) 91 Organização 92 Organização sem fins lucrativos 93

Para bem educar é necessário amar 96 Pastoral 96 Pastoral Corporativa 98 Pastoral Juvenil Marista (PJM) 98 Pastoral Marista 99 Pastoral Vocacional 99 Pedagogia da Presença 100 Pedagogia Marista 100 Pequenas Virtudes 101 Pequenos Irmãos de Maria 102 Professor 102

Protagonismo 103 Protagonismo Juvenil 103 Província ou Distrito 140 Rede 108 Rede de Colégios 108 Rede Marista de Solidariedade 108 Reino de Deus 109 Sacramentos 114 Santa Sé 114 Sociedade de Maria 114 Socioeducativo 115 Solidariedade 115 Sujeito 116 Superior Geral 116 Sustentabilidade 117

Testamento Espiritual 120 Tornar Jesus Cristo Conhecido e Amado 120 Transcendência 120 Transformação Social 121 Três Violetas 121 Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus 122

Umbrasil 126 Uso Evangélico dos Bens 127 Valor Agregado 130 Valores Institucionais da PMBCS 130 Vida Apostólica 132 Vida Consagrada 133 Vigário Geral 134 Vocação 134 Votos 135 Vulnerabilidade 136


12


13


14

TERMOS, EXPRESSÕES E VALORES INSTITUCIONAIS DIRETRIZES PARA COMUNICAÇÃO DA PROVÍNCIA MARISTA BRASIL CENTRO-SUL – N.1. ADOLESCÊNCIAS E JUVENTUDES – momento vivenciado pelos adolescentes

e jovens, de acordo com diversas culturas e histórias de vida. 1. Tanto a adolescência como a juventude são construções sociais e podem ser consideradas como a transição de um processo de dependência para a autonomia e para a participação mais efetiva na vida social. São diferentes as características dos adolescentes e dos jovens no que se refere às especificidades do desenvolvimento humano e às expectativas que se colocam sobre esses sujeitos dentro da cultura em que estão inseridos. Ambos têm modos de ser, agir, pensar, sentir, se expressar e criar que revelam suas culturas próprias. Entende-se, assim, que não há uma adolescência e uma juventude, mas adolescências e juventudes. 2. A Rede Marista de Solidariedade e as atividades pastorais da PMBCS optam pelo uso dos termos “adolescências” e “juventudes” por considerarem e contemplarem os sujeitos em sua multiplicidade. (Ver: DIREITOS, INFÂNCIAS e SUJEITO.)

ADVOCACY: luta por uma causa, por meio da conscientização da sociedade, da capacitação de agentes transformadores, da mobilização da população e do acompanhamento da atuação do poder público. 1. O exercício de advocacy na PMBCS é centrado na defesa dos direitos das crianças, dos adolescentes e juventudes. Tem como objetivo a construção de uma interlocução qualificada, com os diversos atores da sociedade civil e governo, bem como apresentar caminhos viáveis para transformação social – incidindo sobre políticas públicas, leis e cultura – com fundamentação argumentativa e base propositiva, construídas a partir de um conhecimento adquirido por meio da atuação da Rede Marista de Solidariedade. Sua articulação acontece por meio de redes temáticas de incidência e de discussão, buscando parcerias e alianças com instituições que lutam pela mesma causa.


15 AFILIADOS: pessoas agregadas ao Instituto Marista.

1. O Instituto, além dos Irmãos, envolve pessoas afiliadas que se beneficiam das vantagens espirituais da família religiosa marista1. O ato de afiliar-se situa-se numa relação de pertença ao Instituto Marista, legitimada por um diploma emitido por sua Administração Geral. A afiliação é concedida a homens e mulheres que se dedicaram, de maneira notável e prolongada, a apoiar a missão e a vida do Instituto e que dão testemunho autêntico de vida cristã. O processo normalmente compreende três etapas: apresentação da pessoa por parte de uma comunidade religiosa marista, aprovação do Conselho Provincial e aceitação por parte do Ir. Superior Geral e seu Conselho. Para tornar-se membro afiliado ao Instituto a pessoa indicada deve: • levar vida cristã exemplar; • aderir ao carisma e à missão do Instituto; • mostrar apego excepcional ao Instituto. (Ver: CARISMA MARISTA, CASA GERAL, INSTITUTO MARISTA, MISSÃO MARISTA e SUPERIOR GERAL.)

ALUNO: pessoa que estuda, pesquisa, trabalha com dados, analisa, questiona, lê, escreve, busca novas informações e desenvolve a capacidade de identificar e solucionar situações-problema utilizando diferentes linguagens, mídias e tecnologias. No movimento de construção do conhecimento, vai além das exigências do professor ou de conhecimentos já sistematizados. 1. As crianças, adolescentes e jovens, na função de aluno marista, são agentes de sua aprendizagem, o que significa ser sujeito de sua ação de aprender. A função de aluno exige aprender a trabalhar em equipe, pensar e agir com o/no grupo, sendo ético e solidário, respeitando as ideias, as diferenças e contextos e aprendendo a se relacionar melhor no convívio fraternal, como preconizou Marcelino Champagnat. (Ver: CHAMPAGNAT e EDUCANDO.)


16 ASSEMBLEIA PROVINCIAL: reunião aberta a todos os Irmãos da Provín-

cia e a outros convidados. 1. A tradição de reunir os Irmãos para a convivência, o estudo e a prestação de contas remonta aos tempos da fundação do Instituto por Marcelino Champagnat. Ao longo de toda a história institucional, esse costume foi mantido, ainda que de forma não oficial. O XVI Capítulo Geral (1967/68) oficializou e recomendou tal procedimento para todas as províncias ao descrevê-lo nas Constituições e Estatutos: “O Ir. Provincial pode convocar uma Assembleia Provincial”2. A Assembleia Provincial é uma reunião aberta a todos os Irmãos da Província para favorecer o contato entre si e entre as comunidades, e suscitar o interesse de todos pelo exame de assuntos importantes que dizem respeito à Província. Essa Assembleia, que é consultiva, não substitui o Capítulo Provincial. Normalmente, acontece anualmente e consta de breve relatório abrangendo todos os Setores da Província, comemoração de datas relevantes, além do estudo de algum tema importante. 2. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul, além dos Irmãos, são convidados representantes Leigos e Leigas, colaboradores ou não, para tomarem parte da Assembleia, quer como especialistas em alguns dos relatórios ou temas, quer como participantes ativos. (Ver: CAPÍTULO PROVINCIAL.)

ASSOCIADOS: condição dos Irmãos em relação às organizações que

compõem o Instituto Marista. 1. A palavra “associado” remete à ideia de “relação” e de “pertença” (fazer parte). Quando se afirma, por exemplo, que colégios e universidades católicas são associados da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), significa que mantêm níveis de relação com outros colégios e instituições de ensino superior e que fazem parte da associação que congrega tais entidades. 2. A Província Marista do Brasil Centro-Sul é ligada administrativamente ao Instituto Marista e canonicamente à Igreja. No entan-


17 to, do ponto de vista jurídico, suas obras apostólicas são mantidas por instituições legalmente constituídas junto aos órgãos nacionais competentes: Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC), União Catarinense de Educação (UCE) e Associação Paranaense de Cultura (APC). Cada uma dessas instituições está encarregada de dinamizar e assegurar o exercício da Missão Marista. Os Irmãos da Província Marista do Brasil Centro-Sul, a partir da emissão dos votos temporários, são associados de ABEC e UCE e, a partir dos votos perpétuos, da APC. Como tal, têm a responsabilidade e o compromisso da governança, da administração, bem como de zelar pelo bom funcionamento dos negócios atuais da Província e garantir a sua perenidade. Por meio dos representantes executivos desses negócios (presidentes, superintendentes), são os responsáveis diretos e imediatos por essas instituições junto ao Governo. (Ver: PROVÍNCIA OU DISTRITO e VOTOS.)


18


19


20 BÍBLIA: escritos sagrados revelados por Deus, nos quais se fundamentam as religiõesI judaica e cristã. 1. Para o cristianismo, o Antigo Testamento bíblico encontra seu pleno sentido à luz do Novo Testamento, no qual a pessoa de Jesus Cristo e seus ensinamentos tornam-se centrais. Os textos bíblicos foram compostos num período que vai desde, aproximadamente, o ano 1250 a.C. (AT) até, aproximadamente, o ano 100 d.C. (NT), por vários autores, em situações históricas diferentes, bem como utilizando gêneros literários diversos. Três são as línguas utilizadas para a escrita da bíblia: a hebraica, a aramaica e a grega. Considera-se que os livros sagrados são inspirados, ou seja, foram escritos por pessoas comuns, mas que contaram com a inspiração divina, atuando nos âmbitos da inteligência de ideias, vontade e faculdades executivas; preservando-se, no entanto, a linguagem e limitações próprias do tempo e cultura de cada autor. Os livros considerados inspirados foram selecionados pela Igreja ao longo dos anos considerando os frutos comunitários e a precisão teológica deles. Os escritos bíblicos, antes de serem escritos, foram transmitidos oralmente em meio à comunidade dos fiéis. Assim, a Tradição, na Igreja, é sempre muito valorizada, pois se considera que Deus é atuante em meio à comunidade. A Tradição, na Igreja, passou a ser assegurada pelo colégio apostólico (Sucessores dos apóstolos – bispos, unidos ao Papa), que forma o Magistério Eclesial. Essa dimensão existente na Igreja tem a principal missão de zelar pela fidelidade da mensagem bíblica e interpretá-la. Desta forma, para o catolicismo, a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição são Palavra de Deus. BOA MÃE: título que Marcelino Champagnat deu à Virgem Maria,

nas suas palestras aos primeiros Irmãos. 1. Em seu quarto, Champagnat colocou uma estátua de Nossa Senhora no gesto carinhoso de acalentar nos braços o Menino Jesus, adormecido e com um dedo na boca. Para Marcelino, era uma representação de Maria como Boa Mãe. Ele dizia: “Devemos ir a Maria como o filhinho que recorre à mãe, com total

A religião Islâmica encontra referências também para o desenvolvimento de sua fé a partir de partes de textos bíblicos. No entanto, o Corão, ditado por Maomé, é o seu livro por excelência.

I


21 confiança”3. Essa estátua, cuidadosamente conservada pelo seu valor histórico e sentimental, encontra-se atualmente na Casa Geral dos Irmãos Maristas, em Roma, na capela da comunidade dos Irmãos do Conselho Geral. É de gesso policromado e mede 75 cm de altura. A presença de Maria, Boa Mãe, marca não apenas o nome do Instituto, mas o jeito marista de viver e de realizar a missão. (Ver: CASA GERAL, CONSELHO GERAL MARISTA e DO JEITO DE MARIA.)

BOA NOVA: Evangelho.

1. Evangelho é transcrição do grego euangélion, que significa “boa notícia”. Designa ainda o relato crente dos atos de Jesus e de seus ensinamentos, por meio dos livros que compõem a parte da Bíblia chamada de Novo Testamento4. (Ver: BÍBLIA.)

Estátua da Boa Mãe, título dado à Virgem Maria por São Marcelino Champagnat.


22


23


24 CAPÍTULO GERAL: assembleia representativa de um instituto religioso.

1. É determinada pelo Direito CanônicoII e pelo Direito Próprio. 2. No Instituto Marista, o Capítulo Geral “é a autoridade suprema extraordinária. É convocado e presidido pelo Ir. Superior GeralIII Este convoca o Capítulo Geral ordinário a cada oito anos. Por razões graves e com o consentimento do seu Conselho, pode também convocar um Capítulo Geral Extraordinário”5. O Capítulo Geral Ordinário tem os seguintes objetivos: eleger o Ir. Superior Geral, o Vigário (“Vice Superior”) Geral e os membros do Conselho Geral; tratar de assuntos importantes que dizem respeito à natureza, ao fim e ao espírito do Instituto; fixar estatutos para o Instituto; propor à Santa Sé modificações das Constituições do Instituto6. Compõe-se de membros de direito (Superior Geral atual e precedente, Vigário Geral, Conselheiros Gerais em função e os Superiores Provinciais) e membros eleitos delegados, representando as Províncias (os eleitos deverão contar quinze Irmãos a mais do que o total dos membros de direito, isto é, aqueles que são membros da Assembleia em virtude da função que têm no Instituto). Cada Província tem direito a pelo menos um membro eleito delegado. As vagas sobrantes serão preenchidas de acordo com um coeficiente de representatividade que leva em conta o número de Irmãos daquela Província7. Em cada Província, ainda, são elegíveis delegados ao Capítulo Geral todos os Irmãos professos perpétuos8, e são eleitores destes os Irmãos de votos temporários e perpétuos9. Ainda que canonicamente o Capítulo Geral seja reservado aos Irmãos, a partir de 1993, no XIX Capítulo Geral, alguns Leigos e Leigas maristas, sejam convidados pelo Superior Geral, sejam escolhidos de diversas regiões do Instituto Marista, passaram a participar, para manifestar a voz marista do leigo. Normalmente, dada a sua importância para o Instituto, o Capítulo Geral vem precedido de um movimento de reflexão e partilha envolvendo os Irmãos, os Leigos e Leigas, colaboradores ou não, “O Cânon 631, parágrafo 1, do Código de Direito Canônico, determina para todos os institutos religiosos: O Capítulo Geral [...] detém, de acordo com as constituições, a autoridade suprema num instituto [...]. Compete-lhe principalmente: proteger o patrimônio do Instituto, [...] eleger o Moderador supremo, tratar questões mais importantes, e dar normas às quais todos são obrigados a obedecer” (HORTAL, 2005, p. 181). III O Irmão Superior Geral convoca o Capítulo por meio de carta específica, publicada um ano antes de seu início. Para o XXI Capítulo Geral, por exemplo, foi enviada a circular “Corações Novos para um Mundo Novo”, de 8 de setembro de 2008, pelo Ir. Seán D. Sammon, Superior Geral do Instituto Marista na época. II


25 e mesmo os destinatários da Missão Marista (por exemplo, alunos e educandos). Para dinamizar esse trabalho, o Conselho Geral nomeia uma Comissão Capitular que atua em nível mundial. Entre um Capítulo Geral e outro, o Ir. Superior Geral reúne a Conferência Geral, que tem caráter consultivo e visa a consolidar a unidade do Instituto, permitir a partilha entre os Superiores, estudar questões de interesse geral e propor soluções. É composta pelo Ir. Superior Geral, o Vigário Geral, pelos membros do Conselho Geral e pelos Superiores Provinciais. Outros Irmãos e leigos podem ser convidados, caso se julgue oportuno10. Capítulo Ano

Local onde se realizou

Superior Geral eleito

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8° 9º 10º 11° 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º

L’Hermitage (França) L’Hermitage (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Saint Genis Laval (França) Grugliasco (Itália) Grugliasco (Itália) Grugliasco (Itália) Grugliasco (Itália) Grugliasco (Itália) Roma (Itália) Roma (Itália) Roma (Itália) Roma (Itália) Roma (Itália) Roma (Itália)

Ir. Francisco

1839 1852, 1853 e 1854 1860 1862 e 1863 1867 e 1868 1873 e 1876 1880 1883 1893 1903 1907 1920 1932 1946 1958 1967 e 1968 1976 1985 1993 2001 2009

(Ver: DIREITO PRÓPRIO.)

Ir. Luis Maria

Ir. Nestor Ir. Teófano

Ir. Estratônico Ir. Diógenes Ir. Leônidas Ir. Charles Raphael Ir. Basílio Rueda Ir. Basílio Rueda Ir. Charles Howard Ir. Benito Arbués Ir. Seán D. Semmon Ir. Emili Turú


26 CAPÍTULO PROVINCIAL: assembleia representativa de toda a Província.

1. Previsto nos Cânones 632 e 633 do Código de Direito Canônico e nas Constituições e Estatutos Maristas desde 1967, trata-se de “assembleia representativa que reúne Irmãos de toda a Província. Exprime a participação de todos os Irmãos em seu governo. Deve reunir-se por ocasião da posse do Ir. Provincial. É convocado e presidido pelo Ir. Provincial. Constitui uma autoridade extraordinária em nível provincial”11. Também delibera sobre o regimento próprio, fixa o número de conselheiros provinciais e os elege, e estabelece normas próprias da Província segundo necessidades específicas. Tem voz consultiva quando estuda assuntos de interesse da Província, bem como sugere suas grandes linhas orientadoras12. 2. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul, participam do Capítulo Provincial como membros de direito: o Irmão Provincial em fim de mandato e, se for o caso, o Irmão Provincial recém-nomeado. Como membros eleitos pelos Irmãos da Província, participam: um Irmão com votos perpétuos de cada quatro deles ou fração; um Irmão com votos temporários de cada três deles ou fração; os membros do novo Conselho Provincial eleitos no decorrer do Capítulo13. A eleição dos Capitulares Provinciais é realizada por todos os Irmãos da Província, sejam eles temporários ou perpétuos, ficando eleitos os mais votados, respeitando-se o critério da representatividade descrito anteriormente. CARISMA MARISTA: dom do Espírito Santo oferecido a toda a Igreja e ao mundo por mediação de Marcelino Champagnat. 1. Carisma é um dom especial do Espírito Santo dado a uma pessoa ou a um conjunto de pessoas, para ser colocado a serviço do bem de todos. É o jeito próprio de um instituto religioso viver e realizar sua missão. 2. O carisma marista é a evangelização por meio da educação de crianças e jovens, preferencialmente os empobrecidos. IVVisa à perenidade do Instituto Marista, sendo vivenciado por Irmãos, O XXI Capítulo Geral, realizado em Roma, 2009, reforça essa ideia, quando convida-nos a olhar o mundo através dos olhos das crianças e jovens pobres e estar juntos desses, por meio de uma presença fortemente significativa.

IV


27 Leigos e Leigas que fazem parte da instituição. Suas raízes se fixam na interação entre a tradição e o apelo do Espírito Santo para que os Maristas assumam os desafios do presente e do futuro. Atualiza-se ao longo da história do Instituto e se expressa pela experiência do amor de Jesus e Maria, abertura e sensibilidade às necessidades dos nossos tempos e um amor concreto pelas crianças e jovens14. (Ver: EVANGELIZAÇÃO, EVANGELIZAÇÃO POR MEIO DA EDUCAÇÃO e IDENTIDADE MARISTA.)

CASA GERAL: sede do Instituto Marista. Mais do que estrutura física,

é a comunidade composta pelo Ir. Superior Geral e seu Conselho, os Irmãos prestadores de serviços (secretários, postuladores, tesoureiros etc.) e Irmãos que atuam nas diferentes equipes encarregadas de dinamizar todo o Instituto Marista, os quais residem e trabalham na Casa. (Sinônimo: Casa Generalícia.) 1. Dada a sua importância simbólica dentro do Instituto, é igualmente chamada de “Casa Mãe”V, no sentido de ser casa geradora de vida a partir das suas orientações e encaminhamentos para todos os Irmãos e comunidades do Instituto. Por motivos sociais, políticos e de ordem prática, a Casa Geral esteve em diferentes lugares ao longo dos anos: La Valla, na França, nos anos de 1817 a 1825; Hermitage, também na França, de agosto de 1825 a 1958; Saint Genis Laval (França), de agosto de 1858 até 1903; Grugliasco, no norte da Itália, de julho de 1903 a 1939; novamente, Saint Genis Laval, de março de 1939 até 1961. Desde 24 de maio de 1961, a sede se encontra em Roma (Itália), na Piazzale Marcelino Champagnat, 02.

(Ver: COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA e LUGARES MARISTAS.)

CATEQUESE: processo sistemático, progressivo e permanente de formação da fé cristã. 1. Pode ser entendida como o processo formal de educação da fé de crianças, jovens e adultos. Sua finalidade principal é favorecer a aproximação e o encontro da pessoa com Cristo, a assiV A expressão “Casa Mãe” como sinônimo de Casa Geral vem perdendo significado. Hoje, “Casa Mãe” é compreendida como sendo a casa de L´Hermitage, construída por Marcelino Champagnat e os primeiros Irmãos em Saint Chamond, na França. Atualmente, serve de abrigo a peregrinos do mundo inteiro que vêm “beber nas fontes” e melhor conhecer as origens do Instituto Marista. Uma equipe internacional formada por Irmãos, leigos e leigas dinamiza esse centro de espiritualidade.


28 milação dos seus valores, atitudes e comportamentos, a inserção na comunidade cristã em todas as suas dimensões e expressões, de modo que, nela e com ela, o cristão abrace e viva o projeto e a missão de Jesus, que é vida e vida plena para todos. Há duas formas complementares de catequese15: a) Iniciação cristã: refere-se à primeira iniciação nos mistérios da fé. Coloca a pessoa em contato com Jesus Cristo e prepara-a para receber os três sacramentos da iniciação (Batismo, Confirmação e Eucaristia)16. Prepara os cristãos para viverem e atuarem na sua comunidade de fé, desenvolvendo o seu sentido de pertença à Igreja local. b) Catequese Permanente: é a forma fundamental de educação à fé. Tem em vista principalmente os adultos e se propõe a acompanhar o batizado por toda a vida, em seu crescimento global17, procurando unir fé e vida, dimensão pessoal e comunitária, conversão a Deus e atuação transformadora da realidade18. 2. A PMBCS oferece a Catequese de Iniciação em algumas unidades, de acordo com os critérios e diretrizes da Diocese nas quais estão localizadas. A Catequese Permanente, por sua vez, ocorre permeando as ações pastorais, possibilitando aos jovens uma experiência de comunidade cristã e os incentivando a serem portadores dos valores do Evangelho em seus relacionamentos19. A Catequese é, assim, um processo distinto do Ensino Religioso Escolar. (Ver: COMUNIDADE DE FÉ, PASTORAL e REINO DE DEUS.)

CHAMPAGNAT: Marcelino José Bento Champagnat (1789–1840). Sacerdote francês fundador do Instituto Marista. 1. Nasceu no início da Revolução Francesa, em Rosey, aldeia do município de Marlhes, na França. De origem humilde, enfrentou muitas dificuldades para avançar nos estudos e chegar ao sacerdócio. Na família, teve exemplos da prática religiosa; aprendeu com o pai a desenvolver o seu tino administrativo e a profissão de pedreiro e carpinteiro, o que muito qualificou a sua liderança de fundador e construtor. Ordenado sacerdote em 1816, foi enviado como vigário coadjutor (auxiliar do páro-


29 co) à paróquia de La Valla, pequena cidade a 54 quilômetros de Lyon. Já no primeiro ano de sacerdócio, deu início ao seu projeto de evangelizar crianças e jovens pobres por meio da escola e de estruturas educacionais, lançando as bases do Instituto dos Irmãos Maristas. Mesmo sendo um sacerdote, Champagnat optou por fundar um instituto de Irmãos, que atuassem na educação, na catequese e nas missões, sem ter a obrigação de trabalhar em paróquias, desempenhando as funções de padre junto à comunidade. Marcelino dedicou-se à obra marista durante 23 anos. Em vida, abriu 49 escolas na França e enviou três grupos de Irmãos como missionários para a Oceania. Foi declarado santo pelo Papa João Paulo II, em 18 de abril de 1999VI. (Ver: INSTITUTO MARISTA e LUGARES MARISTAS.)

CIDADANIA: sob

a perspectiva social, é condição dos sujeitos que têm conhecimento de, e acesso a, direitos sociais; e que, dessa forma, conseguem exercer a participação política nos seus diferentes âmbitos, na busca de superação de desigualdades. 1. A Rede Marista de Solidariedade da PMBCS se posiciona pela defesa e promoção dos direitos dos sujeitos, nas suas diferentes especificidades e em constante diálogo com suas culturas. Nesse aspecto, a cidadania se constrói por meio de um processo socioeducativo que tem como princípios a participação, o empoderamento e a emancipação.

(Ver: DIREITOS, REDE MARISTA DE SOLIDARIEDADE, SOCIOEDUCATIVO e SUJEITO.)

carta especial destinada aos Irmãos, Leigos, Leigas e colaboradores. 1. Circular é uma norma jurídica ou orientativa, produzida em todos os níveis da administração pública ou privada pela qual o chefe de certa repartição ou departamento define a padronização de condutas e regras ou dá orientações sobre determinado assunto. 2. No Instituto Marista, é o instrumento de comunicação do Ir. Superior Geral enviado a todos os membros, ou a parte deles, trazendo

CIRCULAR MARISTA:

A principal biografia, Vida de José Bento Marcelino Champagnat, foi escrita por um dos primeiros Irmãos, Jean Baptiste Furet. Está dividida em duas partes: a primeira segue a ordem cronológica dos acontecimentos da vida de Champagnat; a segunda trata de seu espírito e de suas virtudes.

VI


30 notícias, orientações, encaminhamentos ou reflexões apropriadas para o momento. As circulares dos Superiores Gerais vêm datadas, numeradas e com indicação do volume a que pertencem. Normalmente, a cada Superior Geral corresponde um ou mais volumes, de acordo com a quantidade de circulares escritas. Também o Irmão Provincial usa este instrumento para o mesmo fim, mas em nível provincial. A primeira circular de que se tem notícia no Instituto data de janeiro de 182820. Como não traz a assinatura do Pe. Champagnat, pode ser atribuída a ele ou a algum Irmão seu colaborador. CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO: principal coletânea de leis e normas da Igreja Católica Romana. 1. Desde os primeiros tempos da Igreja, tem sido costume fazer coletâneas de leis eclesiásticas (referentes à Igreja) ou de cânones (“decreto, conceito, regra concernente à fé, à disciplina religiosa”21), a fim de facilitar o conhecimento, o uso e a observância das normas jurídicas. O Código de Direito Canônico é o principal documento legislativo oficial da Igreja Católica Romana. Traz os elementos fundamentais da estrutura hierárquica e orgânica da Igreja, bem como as regras e normas de ação decorrentes da sua doutrina22. A primeira versão do Código de Direito Canônico remonta ao século XII. O atual Código foi aprovado e entrou em vigor em janeiro de 1983, por João Paulo II. São ao todo 1.752 cânones divididos em Livros, Partes e SeçõesVII. COMPETÊNCIA: conhecimentos, habilidades e atitudes desenvolvidas por experiências práticas ou intelectuais empregadas na realização de tarefas. 1. Geralmente é exercida por meio da transformação de planos e projetos em algo real e mensurável. É a capacidade de entrega de cada profissional diante das demandas e dos desafios apresentados pela instituição. Em outras palavras, competência é a confluência do saber, querer e conseguir fazer, bem feito. COMUNIDADE: vida em comum; grupo de pessoas que vivem sob as mesmas normas e valores, sendo identificadas por meio de uma VII

Só o texto original em latim do Código de Direito Canônico é oficial.


31

Grupo de alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Grupo de alunos da Rede Marista de Colégios


32 mesma cultura, história ou realidade, e mantendo entre si os mesmos interesses e ideais. Pode compreender uma proximidade física ou apenas virtual. 1. “Conjunto de indivíduos organizados num todo ou que manifestam, geralmente de maneira consciente, algum traço de união23”. Também pode ser um conjunto de indivíduos, inclusive de nações diferentes, ligados por determinada consciência histórica e/ou por interesses sociais e/ou culturais e/ou econômicos e/ou políticos e/ou religiosos comuns. Ou, ainda, um grupo de indivíduos ligados por uma política de ação comum. (Ver: COMUNIDADE DE FÉ, COMUNIDADE EDUCATIVA MARISTA e COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA.)

comunidade cujos participantes se pautam numa determinada referência de fé. 1. No caso do Cristianismo, comunidade de pessoas unidas entre si pela mesma fé em Cristo, que acolhem a palavra de Deus, praticam obras que a fé ensina e procuram transmitir a luz da fé aos que ainda não a possuem.

COMUNIDADE DE FÉ:

(Ver: COMUNIDADE.)


33 COMUNIDADE EDUCATIVA MARISTA: grupo de pessoas que atua, exerce influência ou está envolvido nas atividades educacionais maristas. 1. Comunidade educativa é um grupo de pessoas que assume causas ou objetivos educacionais em comum. Envolve todos aqueles que, de maneira direta ou indireta, são afetados ou afetam o processo educativo e o cotidiano da instituição educacional. Nesse sentido, inclui não só os professores, alunos, gestores e colaboradores não docentes, mas também os pais dos alunos e representantes de instituições da comunidade. É responsável, em diversos níveis, instâncias e modalidades (escolar e extraescolar), pela educação integral de todos os que nela vivem. 2. A Comunidade Educativa Marista é composta pelos seguintes elementos fundamentais: instituição mantenedora, Irmãos Maristas, diretoria ou reitoria das unidades educativas (entre colégios, centros sociais, universidade, faculdades), alunos, educandos, famílias, educadores e professores maristas, colaboradores e ex-alunos. Outros membros ou grupos da sociedade podem fazer parte. Em relação às mantenedoras, na PMBCS, três são integradas diretamente à Comunidade Educativa: ABEC, UCE e APC. (Ver: COMUNIDADE.)


34 COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA: grupo

de pessoas que optam por viver comunitariamente o carisma marista, por meio da vida consagrada. 1. Tradicionalmente, a comunidade religiosa maristaVIII é formada por pelo menos três membros. Um deles é nomeado pelo Ir. Provincial como Superior da comunidade, por três anos, podendo ser reconduzido a um segundo triênio24. Este lidera os processos da comunidade e “está a serviço de seus coirmãos no cumprimento de sua vocação pessoal, comunitária e apostólica. Oferece a cada um o apoio de sua colaboração, de seus conselhos e de sua autoridade25”. Os outros membros são: Superior Adjunto, a quem compete assumir a responsabilidade quando o Superior estiver ausente, e o Irmão Ecônomo, que cuida das questões financeiras e dos bens da comunidade. O objetivo da comunidade religiosa marista é viver permanente, pública e oficialmente o mistério de comunhão com Deus e com os Irmãos, dedicando-se à educação de crianças e jovens, do jeito de Maria. Alguns elementos práticos são indicados nas Constituições Maristas para o bom funcionamento da comunidade: Projeto de Vida Comunitária (PVC), elaborado por todos26; vivência do espírito de família (relações cordiais, acolhida aos coirmãos, celebrações de festas, trabalhos manuais conjuntos, lazer comunitário)27; entrevistas periódicas com o Superior da comunidade, para promover a compreensão e a harmonia no local28; oração e espiritualidade29; cuidado com os enfermos30; relações amistosas com a família dos Irmãos31; “alargar o espaço da tendaIX” para os Leigos e Leigas maristas32; caridade para com os empobrecidos33; reunião comunitária34; refeições comunitárias35; momentos de silêncio e o discernimento sobre o uso dos meios de comunicação36; férias para o descanso37; moradia simples e aconchegante38; orçamento anual que favoreça a simplicidade e a partilha. Atualmente, novas formas de vida comunitária, contando com a presença de Irmãos, Leigos e Leigas, são promovidas no Instituto. Desde o início do Instituto Marista, Marcelino Champagnat pregou, por palavras e exemplos, a importância da vida comunitária. Em seu testamento, deixou este pedido: “Amem-se uns aos outros como Jesus Cristo os amou. Que haja entre vocês um só coração e um mesmo espírito. Que se possa dizer dos Irmãozinhos de Maria como dos primeiros cristãos: ‘Vejam como eles se amam!’” (INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 188). IX O conceito de “alargar o espaço da tenda” consiste em: “Um convite claro, pois, para que cada Irmão, cada comunidade marista, abra suas portas e seu coração, acolha sem preconceitos e se enriqueça na partilha.” (INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2009, p. 47) VIII


35 Diversas experiências nesse sentido estão acontecendo. A de maior valor simbólico é a comunidade que anima a casa de L’Hermitage, formada por Irmãos, Leigas e Leigos de várias partes do mundo. (Ver: COMUNIDADE, ESPÍRITO DE L’HERMITAGE e LUGARES MARISTAS.)

CONCÍLIO VATICANO II: 21º

Concílio Ecumênico da Igreja Católica, celebrado no estado do Vaticano, entre 1962 e 1965. 1. Concílio é uma assembleia de autoridades religiosas que discutem e refletem sobre questões práticas e doutrinárias. Já foram realizados 22 concílios da Igreja Católica. Ocorrem sempre em nível mundial, presididos pelo Papa ou por um bispo (desde que haja confirmação do Papa). O primeiro aconteceu em Jerusalém, ainda no tempo dos apóstolos. O último foi o Concílio Vaticano II, que teve início sob o papado de João XXIII e foi concluído no papado de Paulo VI. Durante sua realização, mais de dois mil prelados (autoridades do clero), convocados de todo o mundo, discutiram e deliberaram a respeito de temas fundamentais sobre a identidade e a missão da Igreja, além de questões relativas à modernidade, como as comunicações, o diálogo ecumênico e a educação.

(Ver: ECUMENISMO.)

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB): organismo permanente da Igreja Católica que reúne os bispos católicos do BrasilX. 1. A CNBB, ao reunir os bispos do Brasil, segundo seu estatuto, tem por finalidade: promover a comunhão dos bispos; estudar assuntos de interesse comum da Igreja no país, para melhor promover a ação pastoral orgânica; deliberar em matérias de sua competência, segundo as normas do direito comum ou de mandato especial da Sé Apostólica; manifestar solicitude pela Igreja Universal, através da comunhão e colaboração com a Sé Apostólica e com as outras Conferências Episcopais; cuidar do relacionamento com os poderes públicos, a serviço do bem comum, ressalvado o conveniente entendimento com a Nunciatura Apostólica, no âmbito de sua competência específica. X "Exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostolado devidamente adaptadas às circunstâncias de tempo e lugar, de acordo com o direito" (Cânon 447).


36 2. A Província Marista do Brasil Centro-Sul, juntamente com as demais províncias maristas brasileiras e a UMBRASIL, mantem-se em plena comunhão com a CNBB e com ela estabelece parcerias por meio das várias comissões episcopais, sobretudo às relacionadas aos seguintes Setores: Educação, Universidades, Ensino Religioso, Comunicação Social, Juventude, Leigos, Bíblico-Catequética, Caridade e Família. CONGREGAÇÃO RELIGIOSA: instituto religioso.

1. Os membros de uma congregação religiosa ou instituto religioso comprometem-se com o estado de vida consagrada, por meio da profissão pública dos votos de pobreza, castidade e obediência, vivendo em comunidade. Os institutos religiosos distinguem-se entre si pelo carisma próprio, proveniente do fundador ou fundadora, e pela missão à qual se dedicam. De acordo com o Código de Direito Canônico, são formados apenas por membros que fazem os votos religiosos públicos mencionados anteriormente. Todos os demais agregados, afiliados, colaboradores ou não, simpatizantes ou seguidores do carisma podem ser chamados de membros da “família religiosa”, mas não do instituto. Na Igreja Católica Apostólica Romana, há institutos de direito pontifício, cuja aprovação acontece por decreto papal, e de direito diocesano, quando aprovados apenas por um bispo39. São constituídos por pessoas que se consagram a Deus por meio de votos ou promessas, chamados religiosos consagrados (Irmãos, Irmãs, Frades, Freiras, entre outros). Alguns, dentre estes, pertencem ao clero, ou seja, são “ordenados” (Padres – recebem o sacramento da Ordem). Antes da nova versão do Código de Direito CanônicoXI, congregações e ordens eram considerados diferentes formas de vida religiosa consagrada. No entanto, por possuírem a mesma característica de contarem com membros que professam os votos religiosos públicos e vivem em comunidade40, atualmente levam a denominação comum de “institutos religiosos de vida consagrada”. Além destes, outra associação de vida religiosa são as sociedaO atual Código de Direito Canônico foi aprovado e entrou em vigor em janeiro de 1983, por João Paulo II (HORTAL, 2005).

XI


37 des de vida apostólica, que são menos estruturadas que os institutos. A diferença fundamental entre institutos religiosos e sociedades de vida apostólica é que os membros destas não fazem votos religiosos públicos. Em algumas sociedades, a prática dos votos pode ser assumida por meio de alguma forma de vínculo expressa em suas constituições41. 2. O Instituto Marista é uma congregação de Irmãos que faz parte da Sociedade de Maria; portanto, apesar de ser “instituto”, guarda características de “sociedade”. (Ver: CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO, INSTITUTO MARISTA e IRMÃO.)

CONSELHO GERAL MARISTA: equipe de Irmãos colaboradores imediatos

do Irmão Superior Geral, com quem formam comunidade e governam o Instituto. 1. É composto pelo Vigário Geral e pelos Irmãos Conselheiros Gerais. O número de Conselheiros Gerais é fixado em cada Capítulo Geral e não pode ser inferior a quatro. Eles representam, mesmo que não oficialmente, as diferentes regiões onde o Instituto Marista se encontra. Se for necessário, o Superior Geral pode, com seu Conselho, eleger mais um ou dois Conselheiros. Tem por missão “unir o Instituto, animar, guiar e acompanhar a fidelidade em todo o trabalho que se realiza para levar adiante a missão”. É apoiado pela administração geral, composta de Irmãos e Leigos, com a qual divide a missão da prática do carisma marista42. No momento da sua eleição, os Conselheiros Gerais devem ter no mínimo dez anos de votos perpétuos. Seus mandatos estendem-se de um Capítulo Geral ordinário a outro43. Suas funções são as de auxiliar o Superior Geral no governo do Instituto e suas atribuições estão previstas nas Constituições e Estatutos Maristas. (Ver: CARISMA MARISTA, CAPÍTULO GERAL, SUPERIOR GERAL e VIGÁRIO GERAL.)

CONSTITUIÇÕES: livro de doutrinas e normas.

1. O Código do Direito Canônico estabelece normas comuns


38 para os institutos de vida consagrada. Estes, por sua vez, necessitam de detalhamentos próprios do funcionamento de cada instituto religioso, segundo o carisma deixado por seu fundador44. Além disso, cada instituto tem um “marco teórico” contendo a doutrina e a fundamentação que lhe dão suporte. A esse conjunto de normas e conceitos doutrinários dá-se o nome de Constituições. 2. Para o Instituto Marista, o livro “Constituições e Estatutos”45 traz o aspecto conceitual (Constituições) e o aspecto normativo (Estatutos) da vida consagrada. Os Irmãos Maristas vivenciam suas Constituições como aplicação do Evangelho e guia no cumprimento dos desígnios de Deus. As primeiras Constituições do Instituto Marista datam de 1852, inspiradas na regra escrita pelo fundador Pe. Champagnat aos primeiros Irmãos, em 1837. As atuais foram redigidas segundo as orientações do Concílio Vaticano II e aprovadas pela Santa Sé em 1986. (Ver: CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO, CONCÍLIO VATICANO II e DIREITO PRÓPRIO.)


42 DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO: relações de diálogo das igrejas cristãs com as outras religiões. 1. Fenômeno que ganha vigor nos tempos modernos. Do ponto de vista cristão-católico-romano, o Concílio Vaticano II (19621965) significou um início de abertura às outras religiões e uma expressão de nova sensibilidade ao diálogo, que viabilizam sistemas abertos de conhecimento e comunicação. Independentemente da maneira com que se concretiza, o diálogo inter-religioso implica sempre partilha de vida, experiência e conhecimento, traduzindo um espírito de abertura, hospitalidade e cuidado46. Algumas pistas são importantes para o desenvolvimento de um diálogo inter-religioso saudável: abertura ao valor da alteridade; disposição para aprender com o diferente; humildade; fidelidade à própria tradição; busca comum e autêntica da verdade; compaixão e espiritualidade. (Ver: ECUMENISMO e INTERCONFESSIONALIDADE)

DIGNIDADE HUMANA: consideração à vida humana como digna por ser cultivada na justiça, na ética e na busca da verdade. 1. A dignidade inalienável do ser humano é um princípio basilar da Doutrina Social da Igreja (DSI) no qual todos os demais princípios e conteúdos têm seu fundamento. Segundo a concepção cristã, o desenvolvimento econômico-social só pode ser considerado “desenvolvimento autêntico” se levar em conta a centralidade do ser humano, do qual a dignidade não pode ser subtraída. “A dignidade da pessoa humana é um valor transcendente e, como tal, poderá ser reconhecido por todos aqueles que buscam a verdade e a ética. Cada pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus47, está em relação constante com quantos se encontram revestidos da mesma dignidade”XII. O princípio da dignidade humana abomina qualquer tipo de discriminação racial, social, econômica, religiosa ou cultural. 2. No Instituto Marista, a dignidade humana é desenvolvida, sobretudo por meio de uma proposta de educação integral das crianças, adolescentes e jovens a partir dos princípios e valores cristãos; bem como da defesa e promoção de seus direitos. Também na área da XII

Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1999. N. 2.


43 saúde, as ações de Humanização, em parceria com o Estado, caracterizam o empenho marista de unir educação, solidariedade, voluntariado e saúde em vista da construção da dignidade humana. (Ver: TRANSCENDÊNCIA.)

DIREITO PRÓPRIO: conjunto de regras e normas de cada instituto religioso para os seus membros, emanadas de seu próprio Capítulo Geral. 1. Deve estar alinhado ao Código de Direito Canônico e ser aprovado pela Santa Sé. 2. Para o Instituto Marista, o Direito Próprio está expresso em vários documentos. O mais importante destes é o compêndio “Constituições e Estatutos”48. O Instituto também conta com: Guia de Formação, Missão Educativa Marista, Em Torno da Mesma Mesa e Água da Rocha, documentos que fundamentam e direcionam sua atuação. (Ver: CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO, CONSTITUIÇÕES, MISSÃO EDUCATIVA MARISTA e SANTA SÉ.)

DIREITOS: normas e condutas estabelecidas para regular as relações sociais. 1. São resultado da busca dos sujeitos por um Direito ideal, justo e humano, pautado na cooperação e na solidariedade. Um Estado Democrático de Direitos deve possibilitar o pleno desenvolvimento de todos os cidadãos. 2. A PMBCS, por meio da Rede Marista de Solidariedade, alinhada às legislações nacionais e diretrizes internacionais, tais como a Declaração Universal dos Direitos HumanosXIII e a Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do AdolescenteXIV, busca garantir o exercício dos direitos humanos, indispensáveis à dignidade e ao desenvolvimento, prioritariamente das infâncias, adolescências e juventudes. Atua para fortalecer os sujeitos enquanto cidadãos plenos, contribuindo para garantir a participação na democracia e a proteção, direitos esses preconizados pelos documentos internacionais e, no Brasil, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente49. Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959. Marco legal que mudou o paradigma dos direitos infanto-juvenis ao tornar o conceito de sujeitos sociais de direitos extensivo às crianças e aos adolescentes. Este marco garante direito à cidadania e participação na democracia. XIII

XIV


44 DO JEITO DE MARIA: proposta ou modo marista de ser cristão.

1.Viver do jeito de MariaXV, a Boa Mãe, é um convite para considerar a Virgem Maria como exemplo perfeito daqueles que seguem a Jesus, pois Ela é modelo do discípulo, daqueles que ouvem a Palavra e a põem em práticaXVI. 2. Assim dizem as Constituições dos Irmãos Maristas: “Tornamo-nos participantes do carisma de Marcelino Champagnat quando orientamos todas as nossas energias para a meta: Seguir a Cristo do jeito de Maria, em sua vida de amor ao Pai e aos homens.”50. Dessa forma, a característica marial do Instituto Marista não deve ficar somente na prática devocional; deve atingir a imitação das virtudes e do modo de proceder de Maria, lembrando seu papel essencial na história da salvação humana, mas sem ser protagonista: “Comprometer-se com o projeto de Marcelino, do jeito de Maria, significa colaborar [...], levar o mundo a Deus, ter espírito de serviço, manter relações cordiais [...]. As atitudes das pessoas que partilham o projeto de Marcelino refletem a espiritualidade de Maria.”51. Maria é modelo perfeito do Educador Marista, como foi para Marcelino Champagnat. Encontramos as características de sua vida nos Evangelhos: respondeu com generosidade ao chamado de Deus; foi educadora de Jesus e, ao mesmo tempo, sua discípula; acompanhou o filho até a cruz; esteve com os seguidores de Jesus no início da Igreja. Essa dimensão marial impregna toda a atividade educativa e evangelizadora do Instituto Marista. (Ver: BOA MÃE, CARISMA MARISTA, ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA e MARISTA.)

Essa expressão surgiu da Equipe Central de coordenação e animação do Congresso Marial, vivenciado pelo Brasil Marista em 1982, e serviu como slogan do evento. Difundiu-se, depois, pelo mundo Marista. Cf. Mateus 7, 24.

XV

XVI


45


46


47


48 ECLESIALIDADE: qualidade daquilo que pertence à Igreja e de quem

se dispõe a viver segundo seus fundamentos; coerência de algo com o ser e o fazer da Igreja. 1. Ekklesía (do grego), ecclesia (do latim), é o substantivo que designa assembleia, reunião. Em português, tanto Igreja quanto eclesial derivam dessa raiz. O termo eclesialidade é usado para designar em referência ao modo de vivência em comunidade e à disposição do sujeito para ser Igreja, estar em comunhão com Jesus Cristo pela partilha do pão e dos valores do Evangelho. “Uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta, na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e do Papa52. 2. O Instituto Marista vive a eclesialidade como a disposição missionária em colocar seu carisma, seus bens e estruturas para o serviço à comunidade humana53. Para Marcelino Champagnat, era fundamental que as iniciativas maristas se integrassem à missão da Igreja local, no desejo de partilhar o dom do carisma marista54. (Ver: CARISMA MARISTA e COMUNIDADE DE FÉ.)

ECÔNOMO: administrador de bens.

1. Pessoa nomeada para administrar os bens de um instituto religioso no seu nível de atuação: geral, provincial ou local. 2. Na Instituição Marista, o Ir. Ecônomo Geral é o encarregado das finanças da Administração Central do Instituto. Exerce seu mandato sob a orientação do Ir. Superior Geral e sob o controle de seu Conselho. Presta contas da sua administração e fiscaliza a prestação de contas dos ecônomos provinciais55. O Ir. Ecônomo Provincial, por sua vez, é responsável pelas finanças de uma Província, prestando contas ao Ir. Superior Provincial e seu Conselho. Já o Ir. Ecônomo local é encarregado das contas de sua comunidade e responde ao Superior desta. “Ele não é proprietário desses bens, mas administrador. Visa sempre ao bem comum, à justiça, à pobreza e à caridade. Atende ao ministério apostólico dos Irmãos. Em seu modo de administrar respeita o direito canônico56 .” (Ver: CASA GERAL, COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA e PROVÍNCIA OU DISTRITO.)


49 ECUMENISMO: diálogo entre membros e organismos das igrejas cristãs.

1. O termo deriva do grego oikos, “habitação”; e oikoumene, “compartilhar a mesma habitação”. No contexto posterior ao Concílio Vaticano II, ecumenismo é entendido como o conjunto de atividades e iniciativas empreendidas com a finalidade de favorecer a unidade dos cristãos das diferentes denominações religiosas, levando-se em consideração as necessidades da Igreja e as circunstâncias dos tempos. O ecumenismo se fundamenta na busca pela unidade que o próprio Cristo pregouXVII. 2. O processo educativo marista, nos ambientes marcados pelo pluralismo religioso, respeita a liberdade religiosa e valoriza a riqueza da presença de Deus nas tradições religiosas da humanidade. Ajuda as crianças e os jovens de todas as crenças a conviver em paz: abertos uns aos outros, trabalhando e rezando juntos. Promove o diálogo ecumênico e interconfessional (entre religiões cristãs e não cristãs)57. (Ver: CONCÍLIO VATICANO II, DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO e INTERCONFESSIONALIDADE.)

EDUCAÇÃO: processo cultural, social e político, caracterizado como espaço de produção de conhecimentos, saberes, valores e relações sociais. 1. Processo essencial e corresponsável por constituir, interativa e culturalmente, as condições da criação e da circulação de saberes, de valores, de motivações e de sensibilidades. Ao mesmo tempo em que produz valores, conhecimentos e saberes, é também transformado por eles. Na educação, o foco, além do ensino-aprendizagem, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade”58. 2. O Instituto Marista, desde suas origens, assume a educação como meio privilegiado de evangelização e promoção humana. Para Marcelino Champagnat, a educação era mais do que um processo de transmissão de informações, fatos e personagens, sendo um meio poderoso de formação e transformação das O Conselho Mundial das Igrejas (CMI), sediado em Genebra, articula o diálogo entre as igrejas cristãs, que buscam a unidade, o testemunho comum e o serviço cristão. A Igreja Católica não participa como membro, mas há vários católicos envolvidos na organização do CMI. No Brasil, há o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), do qual participa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Entre as iniciativas comuns, está a Campanha da Fraternidade Ecumênica que, desde 2000, ocorre a cada cinco anos.

XVII


50 mentes e dos corações das crianças e jovens59. Nessa perspectiva, a proposta educativa e a proposta de evangelização se identificam e se inter-relacionam, formando uma só. (Ver: CARISMA MARISTA, ENSINO-APRENDIZAGEM e MISSÃO MARISTA.)

EDUCAÇÃO MARISTA: ação educativa e evangelizadora sustentada pela

visão cristã do desenvolvimento pessoal e social. 1. Baseia-se nos valores e princípios que definem os traços peculiares maristas, ou seja, é evangelizadora, tem Maria como modelo de educadora e como objetivo principal tornar Jesus Cristo conhecido e amado. É dirigida a crianças, adolescentes e jovens, priorizando os empobrecidos e excluídos. Investe na relação educador-educando, favorecendo o espírito de fraternidade e respeito mútuo. Promove a autodisciplina, a superação dos próprios limites e estimula o amor ao trabalho e à solidariedade. Sua principal tarefa é o empenho pela integração entre fé e vida.

(Ver: EVANGELIZAÇÃO POR MEIO DA EDUCAÇÃO, MISSÃO MARISTA e PEDAGOGIA MARISTA.)

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL: modalidade de educação desenvolvida em estrutura diferenciada daquela dos processos de educação formal, sobretudo da escola.


51 1. De forma geral, é desenvolvida por instituições de diversas áreas, movimentos sociais e outros grupos. Pode ser ofertada nos espaços das instituições ou não, no horário contrário ao da escola, em tempos concomitantes ou desvinculados da escolarização. A educação não formal não sobrepõe a educação formal. Acontece de forma não obrigatória, envolvendo pessoas e grupos em torno de uma proposta educativa comum e que leve em conta a cultura dos sujeitos envolvidos. Não segue um currículo obrigatório orientado por legislação. Difere das atividades extracurriculares (atividades complementares) que, também de forma não obrigatória, são oferecidas nos colégios e na universidade (por exemplo: cursos de idiomas e de informática, aulas de teatro, balé e judô). 2. A Rede Marista de Solidariedade oportuniza a educação não formal utilizando diferentes linguagens, sejam elas artísticas, de comunicação, entre outras, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral dos sujeitos envolvidos. No intuito de contribuir na formação para a participação, autonomia, senso crítico e criatividade, amplia o conhecimento e a vivência de valores e princípios pautados na justiça, solidariedade e paz. (Ver: EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO INTEGRAL e SUJEITO.)


52 EDUCAÇÃO PARA A SOLIDARIEDADE: ação educativa comprometida com a cultura da solidariedade e da paz, com as questões político-sociais e com o bem comum. 1. Encoraja, prepara, promove a educação de agentes transformadores sociais mais críticos e conscientes. Partilha o interesse comum de contribuir para o empoderamento do sujeito. 2. No Instituto Marista, consideram-se na educação para a solidariedade elementos que caracterizam a forma de educar marista, tais como presença, simplicidade, espírito de família, amor ao trabalho, relação com Deus, reconciliação e esperança. (Ver: EDUCAÇÃO MARISTA, FORMAÇÃO INTEGRAL e SOLIDARIEDADE.)

EDUCADOR: agente formador envolvido no processo socioeducativo e na relação pedagógica. 1. Para a PMBCS, o educador é todo profissional que atua nos ambientes educativos, seguindo a visão de Paulo Freire de que: “Educador já não é aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que ao ser educado, também educa”60. Desse modo, o educador caracteriza-se também como um criador de oportunidades que rejeita todas as formas de discriminação e educa pelo exemplo. Sob essa perspectiva, também os colaboradores das áreas administrativas, de apoio, serviços gerais, entre outras da Província, envolvidos indiretamente no processo socioeducativo, são considerados educadores. Já os responsáveis pelo processo de construção do conhecimento envolvidos diretamente na ação socioeducativa constituem as categorias profissionais de professores, educadores sociais, educadores sociais infantis e instrutores técnicos. (Ver: EDUCADOR SOCIAL, EDUCANDO, PROFESSOR e SOCIOEDUCATIVO.)

EDUCADOR SOCIAL: profissional que conduz o processo socioeducativo e dinamiza práticas pedagógicas nos espaços de Educação Formal e Não Formal. 1. Mediador entre o educando e os conhecimentos historicamente construídos. Pesquisador que investiga a prática, a rela-


53 ciona com a teoria e promove aprendizagem com significado e senso crítico. 2. O educador social marista possui formação acadêmica diversificada e busca ampliar seus saberes acerca das dimensões ética, estética, política e espiritual, para desenvolver seu trabalho. Portanto, por meio de processos de formação, desenvolve uma visão da realidade social, política e econômica comprometida com as transformações sociais, para a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário. (Ver: EDUCAÇÃO NÃO FORMAL, EDUCADOR, EDUCANDO e SOCIOEDUCATIVO.)

EDUCANDO: sujeito

que aprende, elabora e reelabora o conhecimento construído ao longo de sua vida. 1. Durante toda a sua vida, em um processo de aprendizagem, interage com o meio, com o outro, com diferentes culturas, ao mesmo tempo em que os transforma. É um ser complexo, singular, produtor de cultura e história e socialmente constituído, isto é, que se constitui a partir das relações que vivencia. 2. Na Rede Marista de Solidariedade, é um integrante dos serviços e programas sociais que a compõem. Trata-se de um sujeito ativo e atuante, protagonista, que se percebe como ser histórico e que se posiciona criticamente frente à realidade. Entender os sujeitos sob essa perspectiva é garantir e considerar sua participação efetiva nos processos socioeducativos.

(Ver: ALUNO, EDUCADOR SOCIAL, REDE MARISTA DE SOLIDARIEDADE, SOCIOEDUCATIVO e SUJEITO.)

ação na qual pessoas interagem, direta ou indiretamente, em um processo de aprendizagem pelo qual se apropriam de conhecimentos, saberes, parcelas das culturas etc., por meio de atividades variadas. 1. Ação feita por alguém; algo que produz uma aprendizagem em outra pessoa61. Produção e desenvolvimento de conhecimento, habilidades e competências. ENSINO-APRENDIZAGEM:

(Ver: EDUCAÇÃO e EDUCAÇÃO MARISTA.)


54 ESPÍRITO DE L’HERMITAGE: apelo para que Irmãos, Leigos e Leigas maristas cultivem as motivações dos primeiros Irmãos e de Marcelino Champagnat na época da construção da casa de L’Hermitage.XVIII 1. Expressão que Ir. Seán Sammon, Superior Geral do Instituto Marista de 2001 a 2009, utilizou para motivar os integrantes do Instituto Marista para que se empenhassem nas tarefas da reestruturação e da “refundação” do Instituto. Foi um apelo para que todos procurassem ter entusiasmo, dedicação, audácia e confiança em Deus. Reivindicar o espírito de L’Hermitage significa também apelo ao fervor inicial, à fidelidade aos valores básicos da instituição, à preservação do carisma original etc. A expressão “ter o espírito de L’Hermitage”, aplicada a uma comunidade religiosa, significa motivar os seus componentes a viverem com entusiasmo a fidelidade religiosa marista. (Ver: COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA e LUGARES MARISTAS.)

ESPIRITUALIDADE: vida no Espírito Santo e um jeito de viver o Evangelho. 1. Caminho existencial de evolução espiritual em relação à dimensão mística da fé e da religião. Modo de se compreender a si mesmo e o mundo, que unifica a vida e lhe dá sentido. Abrange diferentes dimensões do ser humano e estabelece a ponte necessária entre a interioridade, onde se forma e se sustenta a identidade de cada um, e a realidade ao redor, com os relacionamentos sociais, o trabalho, a cultura. Para muitos, a espiritualidade envolve também a dimensão transcendente, em suas várias formas de expressão. Como emerge do concreto da realidade vivida e, ao mesmo tempo, inspira e orienta as pessoas que a vivem, pode-se falar de várias espiritualidades, identificando-se mesmo correntes e escolas de espiritualidade. É um conceito altamente complexo, pois a espiritualidade também pode ser diferente de acordo com a idade e o sexo do indivíduo, a classe social, o povo e o ambiente cultural a que pertence, dentre outros fatores62. (Ver: ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA, ESPIRITUALIDADE CRISTÃ, e TRANSCENDÊNCIA.) Marcelino Champagnat comprou um terreno à margem direita do rio Gier para construir l´Hermitage que viria a ser “celeiro do Instituto”. Mas, para construir, havia um grande obstáculo a vencer: os rochedos do terreno, que deixavam pouco espaço para a grande construção que tinha em mente. Marcelino transformou o seu querido Hermitage em jardim de oração, em escola de virtudes e em comunidade de amadurecimento vocacional. (STROBINO, 2008)

XVIII


55 espiritualidade inspirada em Marcelino Champagnat. 1. Foi desenvolvida pelos primeiros Irmãos do Instituto Marista e vem sendo transmitida até os dias atuais 63. Vivência da espiritualidade cristã de um modo marial (isto é, do jeito de Maria) e apostólico (deixa-se tocar pela realidade e experiencia-se Deus a partir dela, transformando-a). Experiência viva e dinâmica de Deus, que se orienta, ao mesmo tempo, à contemplação e à ação: transformados pelo amor de Jesus, a exemplo de Maria, Irmãos, Leigos e Leigas maristas são enviados, em missão, a anunciar a Boa Nova de Deus às crianças e aos jovens marginalizados da sociedade. 2. A Espiritualidade, sob abordagem marista, é um dos valores institucionais que devem nortear a atuação da PMBCS. É definida como: “marial e apostólica – prática, relacional e afetiva, fundamentada no Evangelho, sendo Maria a inspiradora de nosso jeito de ser e atuar. Constrói o modo como compreendemos o mundo, a natureza, as pessoas, Deus e como nos relacionamos com eles. É a força propulsora de nossa vida.”64

ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA:

(Ver: DO JEITO DE MARIA, ESPIRITUALIDADE, ESPIRITUALIDADE CRISTÃ, VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS e VIDA APOSTÓLICA.)

ESPIRITUALIDADE CRISTÃ: observância religiosa da fé cristã, fundamentada

nos ensinamentos de Jesus Cristo e sob inspiração do Espírito Santo. 1. A forma de viver, segundo o Espírito de Deus, no Cristianismo, encontra sua referência na vida e missão do próprio Jesus Cristo. Por suas obras, revela os desígnios de Deus Pai e conduz os seres humanos à observância de uma moral específica. Aquele que se propõe a seguir Jesus Cristo empenha-se por aproximar-se de Sua proposta de vida e conta com a assistência do Espírito Santo prometido por JesusXIX, vivendo segundo este.

(Ver: ESPIRITUALIDADE, ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA e REINO DE DEUS.)

ETAPAS DE FORMAÇÃO DO IRMÃO MARISTA: fases de desenvolvimento humano, religioso, espiritual, pastoral e institucional de que os Irmãos necessitam para bem viver a própria vocação e desempenhar a Missão Marista. XIX “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15, 26). “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.” (Jo 14, 26).


56 1. No Instituto Marista, são três as etapas de formação65: a Pastoral Vocacional, em seus diversos momentos (despertar, informar, verificar e decidir); a Formação Inicial e a Formação Permanente, que ocorre ao longo de toda a vida do Irmão. No período da Pastoral Vocacional, o jovem candidato recebe informações e acompanhamento personalizado que o ajudem a discernir sobre sua vocação e a avançar em sua opção de vida. Reside com sua família e faz pequenos estágios em comunidade marista. Para a fase de Formação Inicial, as Constituições Maristas apresentam três grandes momentos: a) Pré-noviciado, com duas diferentes etapas: uma fase de busca e uma fase de postulado. b) Noviciado: tempo de iniciação à vida religiosa marista. c) Pós-noviciado, com duas etapas distintas: formação da personalidade apostólica e inserção numa comunidade apostólica. Dura até a profissão perpétua dos votos. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul, ainda em relação à formação inicial, temos as seguintes subetapas: a.a) No Pré-noviciado, na fase de busca, há dois momentos: a.a.a) Aspirantado (duração de um ano) – voltado a jovens do 3º. ano do Ensino Médio. Aqui, o aspirante, em adição à formação escolar, tem acesso ao estudo de temas específicos, bem como recebe formação humana, cristã e marista. Também realiza trabalhos manuais, pratica esportes e participa de atividades apostólicas adaptadas a seu aprendizado, além de conviver com os Irmãos. a.a.b) Pré-postulado (duração de um ano) – dirigido a jovens que concluíram o Ensino Médio. É um tempo de informação a respeito do carisma marista e de discernimento sobre o chamado de Deus. Nessa etapa, são favorecidas experiências de vivência comunitária, de estudo – o jovem inicia curso superior de Teologia –, de oração e de exercício da vida marista. a.b.) No Pré-noviciado, na fase de Postulado (duração mínima de seis meses), o formando recebe informações sobre o Noviciado e o Instituto, de forma a que esclareça suas motivações ou disposições e perceba mais objetivamente suas qualidades e seus limites66. Essa fase tem também o objetivo de proporcionar uma ruptura


57 com seu ambiente, para o ingresso na vida religiosa consagrada. Continua-se o programa formativo e a faculdade de Teologia. b) Noviciado (duração de cerca de dois anos) – é a etapa principal da formação à vida consagrada marista. Objetiva a iniciação à vida religiosa, por meio da vida comum, da prática dos conselhos evangélicos, da vivência da intimidade com Deus, do estudo, do acompanhamento espiritual. Nesta fase, o jovem recebe o nome de Irmão, apesar de ainda não ter professado os votos. Tem forte programação formativa, interna e com noviços de outras congregações, e período de estágio em comunidade apostólica, desenvolvendo atividades para o cumprimento da missão. “Experimenta o gênero de vida do Instituto e aprende a viver segundo as Constituições”67. Continua o curso de Teologia. c) Pós-noviciado, com dois momentos: c.a.) Escolasticado I – formação da personalidade apostólica (duração mínima de dois anos): o Irmão, agora já com os votos, prepara-se diretamente para a Missão, por meio do curso de Ciências Religiosas (parte integrante da Teologia) e experiência de trabalho com crianças e jovens. c.b.) Escolasticado II – inserção numa comunidade apostólica marial (após os dois primeiros anos): o Irmão sai do centro de formação e é enviado em missão para uma comunidade da Província. Ele também conclui o Bacharelado em Teologia e ingressa em algum outro curso superior de sua preferência e alinhado à missão do Instituto Marista. Deste momento, até a profissão dos votos perpétuos, ele é acompanhado por um programa especial de formação. Na etapa da Formação Permanente, por fidelidade à vocação e à missão, são realizados estudos pessoais sistemáticos ou livres, encontros, reflexão e outros meios postos à disposição pelos Superiores e pelo Instituto68, abrangendo-se as vertentes religiosa e profissional. (Ver: CONSTITUIÇÕES, MISSÃO MARISTA, VIDA CONSAGRADA e VOTOS.)

EVANGELIZAÇÃO: anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo.

1. “Por evangelizaçãoXX entende-se a missão global da Igreja,XXI que, fiel ao projeto de Cristo, empenha-se na promoção do ReiApós o Concílio Vaticano II, o conceito de evangelização ampliou-se, sendo entendido não somente como missão com a finalidade de se “Implantar a Igreja e sua cultura”, mas também como promoção da dignidade humana, do bem comum e da vida em sua totalidade. XXI O termo Igreja faz referência às conclusões do Concílio Vaticano II: “Igreja povo de Deus”, que equivale a toda comunidade constituída em Cristo pelo sacramento do batismo para a comunhão de vida, caridade e verdade. (Cf. Lumen Gentium II. 9.) XX


58 no de Deus, tornando-se presente entre as pessoas e as culturas de maneira significativa, a fim de promovê-las em dignidade: • Pelo testemunho autêntico da fé, da esperança e da caridade. • Pelo serviço a todas as pessoas e aos povosXXII. • Pela promoção da solidariedade, da justiça, da paz e do bem comumXXIII. • Pelo diálogo e promoção da unidade entre as culturas, as religiões e os saberes69. • Pela oração, ação litúrgica e sacramental. • Pelo anúncio ou proclamação do Evangelho, da vida e missão de Cristo. • Pela catequese70 e demais formas de aprofundamento da fé.”71 (Ver: CATEQUESE, EVANGELIZAÇÃO POR MEIO DA EDUCAÇÃO, LITURGIA, MISSÃO AD GENTES, PASTORAL e REINO DE DEUS.)

EVANGELIZAÇÃO POR MEIO DA EDUCAÇÃO: modalidade própria de evange-

lização, segundo o carisma marista.

De acordo com o “Documento de Aparecida”, no 543, o serviço aos povos no contexto da evangelização “envolve assumir plenamente a radicalidade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na Cruz [...] o amor de plena doação, como solução ao conflito, deve ser o eixo cultural ‘radical’ de uma nova sociedade”. XXIII Em “Redemptor Hominis”, 15, João Paulo II apresenta a justiça “como elemento essencial da missão da Igreja, indissoluvelmente unido a ela”. A mesma dimensão da justiça é prevista nas Constituições e Estatutos do Instituto dos Irmãos Maristas, n. 86. XXII


59 1. A educação, em seu sentido amplo, é o campo de evangelização marista: tanto nas instituições de ensino, quanto em projetos pastorais e em contatos informais, oferece-se uma educação integral, fundamentada em uma visão cristã da pessoa humana e do seu desenvolvimento72. Para Marcelino Champagnat, o núcleo da Missão Marista é “tornar Jesus Cristo conhecido e amado”. Ele considerava a educação um meio para levar as crianças e jovens à experiência de fé pessoal e de torná-los “bons cristãos e virtuosos cidadãos”73. Isso hoje se traduz pelo trabalho do educador em ajudar crianças e jovens, independentemente da fé que professam ou da etapa da busca espiritual em que estejam, a receberem uma formação integral e tornarem-se pessoas de esperança, assumindo sua responsabilidade na transformação do mundo. Ao promover os valores do Evangelho por meio de iniciativas pedagógicas, Irmãos, Leigos e Leigas maristas participam da missão de construir o Reino de Deus no aqui e agora. (Ver: EVANGELIZAÇÃO, MISSÃO MARISTA, PASTORAL e REINO DE DEUS.)


62 FAMÍLIA: espaço privilegiado de socialização e proteção; instância

mediadora entre os sujeitos e a sociedade. 1. Na concepção contemporânea, leva-se em conta a diversidade de novos arranjos familiares, nos quais se consideram, além dos aspectos biológicos e de parentesco, os vínculos de afetividade e de solidariedadeXXIV – isto é, a relação entre pessoas que não tenham um vínculo de parentesco, mas cumprem o papel de proteção e socialização entre si. 2. Na Rede Marista de Solidariedade, o trabalho com as famílias visa ao acesso a direitos sociaisXXV, respeitando-se os vários arranjos familiares, a diversidade cultural e religiosa, fortalecendo-se a autonomia, a consciência crítica e os vínculos afetivos. (Ver: DIREITOS e REDE MARISTA DE SOLIDARIEDADE.)

FMS: Fratres Maristae a Scholis – expressão latina cujas iniciais identificam oficialmente o Instituto Marista na Igreja. Seu significado é “Irmãos Maristas das Escolas”. 1. Designação da irmandade Marista conferida ao Instituto pela Igreja em 1863, por ocasião da aprovação oficial como “Instituto de direito pontifício”, isto é, instituto reconhecido em toda a Igreja e não apenas em alguma diocese. No entanto, o nome XXIV De acordo com a Política Nacional de Assistência Social da Secretaria Nacional de Assistência Social, órgão do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil. XXV A Constituição da República Federativa do Brasil, Artigo 6º, preconiza a garantia dos direitos sociais: “educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados”, na perspectiva do bem de todos, sem discriminações de qualquer gênero.


63 originário e fundacional, dado pelo fundador Marcelino Champagnat, foi “Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria”. Esse nome se popularizou como “Irmãos Maristas”. A Igreja ampliou a expressão, acrescentando o complemento “das Escolas”, para assinalar a missão mais específica dos Irmãos: o trabalho na Educação. Os Irmãos utilizam a sigla FMS, colocando-a após o nome, para identificar que se trata de membros do Instituto Marista. (Ver: DO JEITO DE MARIA, INSTITUTO MARISTA, MARISTA e PEQUENOS IRMÃOS DE MARIA.)

FORMAÇÃO INTEGRAL: desenvolvimento integral da pessoa humana, cultivando todas as suas dimensões. 1. Processo comprometido com a formação humana e a evangelização como centro do processo educativo que visa à formação cristã e cidadã, cultivando valores como justiça social, solidariedade, responsabilidade, ética e protagonismo. Forma agentes de transformação social e encoraja-os a “assumir responsabilidades pelo futuro da humanidade”.74 2. Desde os primórdios do Instituto Marista, os Irmãos tinham como objetivo “educar o aluno por inteiro”. Numa pedagogia que favorecia o desenvolvimento integral do educando, não se interessavam apenas pela aprendizagem de conteúdos, habilidades e competências, mas consideravam a pessoa na sua totalidade. Como dizia Champagnat, “não se trata de ensinar apenas as ciências humanas, mas preparar o homem todo: seu coração, sua mente, sua vontade, suas potencialidades e sua liberdade”75. (Ver: EDUCAÇÃO PARA SOLIDARIEDADE e PEDAGOGIA MARISTA.)

FORMAR BONS CRISTÃOS E VIRTUOSOS CIDADÃOS: lema da pedagogia do Instituto Marista. 1. Champagnat repetia o pensamento nas suas instruções aos primeiros Irmãos; aponta-o como objetivo-mor da tarefa educativa, insistindo na formação integral dos educandos: corpo e espírito, inteligência e coração. Tal lema permeia o livro Guia das Escolas, primeiro compêndio marista (1853) sobre a prática educativa do Instituto. A frase revela o modo simples, prático e


64 realista com que Champagnat se expressava. Constata-se que, passados quase 200 anos da fundação do Instituto Marista, o lema em questão permanece válido e necessário. Na Missão Educativa Marista76, este lema serve de fundamento à atuação do educador marista. De acordo com o documento, o educador marista ajuda crianças e jovens a “tornarem-se pessoas integradas e de esperança, com profundo sentido de responsabilidade social para transformar o mundo ao seu redor.” Ajudar a crescer em humanidade é parte integrante do processo de evangelização. 2. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul, este lema foi desdobrado em “formar cidadãos humanos, éticos, justos e solidários, para a transformação da sociedade.”77 (Ver: MISSÃO EDUCATIVA MARISTA e MISSÃO MARISTA.)

GRATUIDADE: aplicação, em ações sociais, de parte dos recursos financeiros, provenientes de receitas geradas pelos negócios de uma organização (instituição). 1. Na PMBCS, esses recursos são aplicados em serviços, programas e projetos gratuitos nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, desenvolvidos nas frentes apostólicas: Centros Sociais, ProAção, Centro Marista de Defesa da Infância, hospitais, instituições de ensino superior, rede de colégios, veículos de comunicação e editora. São destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social – com prioridade às infâncias, adolescências e juventudes –, na busca pela garantia do exercício dos direitos humanos. (Ver: ADOLESCÊNCIAS E JUVENTUDES, INFÂNCIAS e VULNERABILIDADE.)


66


67


68 IDENTIDADE MARISTA: conjunto de características próprias e marcantes, com as quais o Instituto Marista, suas atividades, seus Irmãos, Leigos e Leigas, se distinguem perante seus semelhantes.78 1. Desde os primeiros tempos do Instituto Marista, três aspectos essenciais de sua identidade foram claramente colocados: viver e trabalhar no meio dos jovens; evangelizar prioritariamente pela mediação da educação, mas eventualmente por outros meios; demonstrar preocupação especial pelas crianças e pelos jovens empobrecidos. A regra de vida do Instituto, publicada em 1837 e conhecida hoje como “Constituições e Estatutos”79, estabelece esses aspectos e propõe formas de como devem ser vividos. Fazem parte, ainda, da identidade marista outros elementos: o estilo próprio de educar; a missão de “tornar Jesus Cristo conhecido e amado”; as características próprias da presença, humildade, simplicidade, modéstia, espírito de família, amor ao trabalho, justiça; a espiritualidade apostólica e marial; a figura de Maria como “Boa Mãe” e “Recurso Habitual”. Os lugares maristas e sua história, bem como a logomarca, também reforçam a identidade do Instituto. (Ver: CARISMA MARISTA, CONSTITUIÇÕES, LUGARES MARISTAS, MISSÃO MARISTA, “M” MARISTA, PASTORAL MARISTA, TRÊS VIOLETAS e VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS.)

IGREJA CRISTÃ: comunidade de fiéis congregada com a finalidade de conhecer, vivenciar, celebrar e tornar oração elementos constitutivos da fé cristã. 1. A Igreja cristã esteve prefigurada no Antigo Testamento, enquanto assembleia de fiéis que foi reunida por Deus80. Foi plenamente fundada com o dom total de Cristo na cruz81. E foi manifestada ao mundo no evento de Pentecostes82. Segundo o documento Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, a Igreja de Cristo é compreendida como Mistério, pois reúne em si a realidade divina e humana; como Povo de Deus, pois é formada concretamente pelos batizados; como Hierarquia, pois é conduzida na multiplicidade de vocações, dons e carismas que devem ser organizados em vista da eficácia; e como sacramento de Salvação, a qual torna real a presença de todos os meios necessários para a


69 salvação. Segundo o mesmo documento, a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, o que significa que ela deve ser compreendida no contexto do ecumenismo. 2. O Instituto Marista é fundamentalmente Igreja Católica. Nele, associados ao carisma marista, encontram-se os elementos eclesiais essenciais: comunhão apostólica, unidade de doutrina, comunidade de fiéis, a celebração e a vivência dos sacramentos, a espiritualidade e a vivência apostólica. (Ver: CONCÍLIO VATICANO II, ECLESIALIDADE, INSTITUTO MARISTA e JESUS CRISTO.)

INCULTURAÇÃO: por inculturação entende-se o reconhecimento e desenvolvimento dos valores universais (sementes do Reino de Deus) presentes nas diversas culturas, além da identificação dos valores que coincidem com a mensagem de Cristo, de maneira que a sociedade os aprecie, os mantenha vivos e os renove a partir do seu próprio contexto. 1. Acredita-se que o Evangelho funcione como um fermento, capaz de elevar em qualquer cultura aquilo que ela tem de melhor e mais autêntico. No entanto, resistências e conflitos podem ocorrer quando as estratégias de evangelização prescindem do respeito à alteridade. O documento conclusivo do IV CELANXXVI, em Santo Domingo, é lembrado, sobretudo, pela ênfase que deu à necessidade de uma pastoral que tenha como princípio a inculturação: o texto fala da “inculturação do Evangelho”83, da “inculturação da fé”84, da “inculturação da liturgia”85, da “Evangelização e Pastoral inculturadas”86. O documento sublinha que “a inculturação é algo a se fazer inclusive na própria sociedade cristã”87 através de uma Igreja peregrina que vai, no campo ou nas cidades, ao encontro das pessoas, das massas populares, das elites dominantes, dos intelectuais, dos artistas, dos jovens, da mídia etc. 2.No Instituto Marista, a proposta de inculturação compreende a adequação dos valores e princípios fundamentais do cristianismo e maristas ao tempo presente, sobretudo considerando as novas linguagens atuais, os desafios culturais, éticos e sociais nos quais os jovens se encontram envolvidos. Essa realidade diXXVI O IV CELAM realizou-se em Santo Domingo, na República Dominicana, de 12 a 28 de outubro de 1992, convocado e inaugurado por João Paulo II. Seu tema foi “Nova Evangelização, promoção humana, cultura cristã.” Seu lema: “Jesus Cristo ontem, hoje e sempre.”


70 nâmica exige, no âmbito interno da PMBCS, a inculturação do Evangelho em grandes frentes de atuação, como a educação, a administração, a saúde, a comunicação, o social. (Ver: EVANGELIZAÇÃO, JESUS CRISTO, PASTORAL e REINO DE DEUS.)

INDICADORES: parâmetros, preferencialmente numéricos.

1. Indicadores representam um determinado fenômeno e são empregados para medir o resultado de um processo ou seus avanços. Estão intimamente ligados a um objetivo. (Ver: METAS.)

INFÂNCIAS: momento

vivenciado pelas crianças, de acordo com diferentes culturas e histórias de vida. 1. A infância é reconhecida como uma construção social, determinada de acordo com cultura, gênero, etnia, raça, idade, origem regional, contexto socioeconômico e história de cada sujeito. Diferentes culturas e histórias determinam diferentes infâncias. 2. A Rede Marista de Solidariedade e as atividades pastorais da PMBCS optam pelo uso do termo “infâncias” por considerar e contemplar os sujeitos em sua multiplicidade. Os conceitos “infâncias” e “crianças” se complementam, pois as crianças se desenvolvem nas suas múltiplas dimensões, de acordo com as infâncias às quais pertencem. Desse modo, como sujeitos das infâncias, as crianças devem ser reconhecidas como sujeitos de direitos, sociais e históricos, com potencial e competentes.XXVII

(Ver: ADOLESCÊNCIAS E JUVENTUDES, DIREITOS e SUJEITO.)

INSTITUIÇÃO: sistema que tem a função de atender a determinada

necessidade social básica. 1. Estrutura composta por pessoas que compartilham crenças, valores e comportamentos comuns XXVIII. Pode oferecer serviços como, por exemplo, de educação, saúde ou assistência social. Instituição e organização geralmente se confundem. Instituição

Marcelino Champagnat, na fundação do Instituto Marista, teve como principal foco de atenção as crianças e jovens empobrecidos, a partir dos apelos da sociedade em que vivia. Assim, a fidelidade dos maristas de hoje à missão do Instituto Marista exige a constante releitura do contexto em que está inserido, levando a instituição a olhar para as infâncias, adolescências e juventudes nas suas diferenças e especificidades, entendendo-as como momentos na vida do ser humano determinados pelos múltiplos aspectos da realidade. XXVIII Segundo o especialista e professor de Estudos Econômicos inglês Geoffrey Hodgson, idioma, dinheiro, sistemas de pesos e medidas, firmas e outras organizações são também instituições. XXVII


71 é um fenômeno social abstrato e geral, enquanto organização é a sua manifestação concreta e particular88. 2. Ao se referir à PMBCS, deve-se privilegiar o termo instituição, porque se trata de uma entidade canônica, que não possui existência formal, não estando registrada em cartório. Porém, quando a menção for às mantenedoras da Província (ABEC/ UCE e APC), organização é o termo mais adequado. (Ver: MANTENEDORA e ORGANIZAÇÃO.)

INSTITUTO MARISTA: nome oficial da congregação religiosa dos Irmãos Maristas. 1. O termo “Instituto” designa uma associação religiosa, cujos membros, de acordo com o Direito Próprio, fazem votos públicos, assumindo o estado de vida consagrada a Deus e se comprometendo a viver em comunidades religiosas. Há institutos religiosos masculinos e femininos. Entre os masculinos, existem institutos cujos membros podem ser sacerdotes ou não sacerdotes; outros compreendem apenas membros não sacerdotes. 2. Ao organizar seu instituto em 1817, na cidade de La Valla, França, Marcelino Champagnat o chamou “Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria”, composto apenas de Irmãos (membros não sacerdotes). A denominação oficial do Instituto Marista é “Irmãos Maristas das Escolas”, concedida pela Igreja em 1863, por ocasião da aprovação oficial como “Instituto de direito pontifício”, isto é, instituto reconhecido em toda a Igreja e não apenas em alguma diocese. O nome foi dado devido ao trabalho específico dos Irmãos, de atuação em escolas. O Instituto Marista tem por missão: “a educação das crianças e jovens,

Mesa construída por Champagnat para utilização com os primeiros Irmãos do Instituto Marista. Atualmente encontra-se no vilarejo de La Valla, na França. Para o Instituto Marista, simboliza a missão partilhada, o trabalho conjunto entre Irmãos e Leigos, “Em torno da mesma mesa”.


72 tanto em estruturas escolares como em campos informais, com especial preferência para com os pobres”. Tem por padroeiros o fundador, São Marcelino Champagnat, e Nossa Senhora, chamada de “Boa Mãe” por Champagnat. Também é conhecido como Instituto dos Irmãos Maristas e Congregação Marista. (Ver: BOA MÃE, CARISMA MARISTA, CONGREGAÇÃO RELIGIOSA, DIREITO PRÓPRIO, DO JEITO DE MARIA, FMS, IRMÃO, MARISTA, PEQUENOS IRMÃOS DE MARIA e VOTOS .)

diálogo entre pessoas que, pertencendo a confissões ou denominações diferentes, professam sua fé nos moldes de sua tradição e identidade. 1. O diálogo interconfessional se dá em duas vertentes: a ecumênica, com as confissões cristãs, e a inter-religiosa, com as demais religiões.XXIX

INTERCONFESSIONALIDADE:

(Ver: DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO e ECUMENISMO.)

IRMANDADE: fraternidade, “conjunto de irmãos”. Em sentido estrito, exprime simplesmente o sentimento de afeição recíproca entre irmãos. 1. O Cristianismo fundamentou-a por meio do preceito da caridade, promovendo o amor a todos os homens, mesmo aos inimigos, já que todos descendem, pela criação, de um mesmo pai, Deus. IRMANDADE MARISTA: comunidade de todos os Irmãos Maristas presentes no mundo. (Ver: IRMÃO MARISTA.)

IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA: associação assistencial sem fins lucrativos, inspirada nos preceitos da Igreja Católica Apostólica Romana. 1. Tem como finalidade as práticas de assistência social, cultural, médico-hospitalar e de ensino e pesquisa científica, desenvolvidas em hospital próprio. Os membros dessa Irmandade são denominados Irmãos, porém, nem sempre são religiosos consagrados. IRMÃO: pessoa que escolheu o estado de vida consagrada a Deus,

pela profissão dos votos de religião.

XXIX O Concílio Vaticano II publicou a declaração “Nostra Aetatae”, sobre a relação entre a Igreja e as religiões não cristãs. Também foram muito significativos os encontros promovidos por João Paulo II com membros de outras confissões religiosas.


73 1. Em geral, nos Institutos de sacerdotes que também admitem Irmãos, estes recebem o título de “Irmãos leigos”. Assim, o adjetivo “leigo” é usado em oposição a “clérigo” ou “sacerdote”XXX. As congregações religiosas masculinas, conforme suas constituições e estatutos, podem ser formadas como segue: a) apenas por sacerdotes; b) por sacerdotes e Irmãos; c) apenas por Irmãos. Padre ou sacerdote é aquele que, depois de preparação conveniente, se consagra ao serviço de Deus e recebe o sacramento da Ordem; dessa forma, torna-se presbítero. O Irmão, depois de preparação conveniente, se consagra ao serviço de Deus pela profissão dos votos de religião. Em ambos os casos, trata-se de vocação, isto é, chamado de Deus e resposta pessoal.XXXI Irmão também é diferente de Frei e Frade. Estes dois últimos termos se aplicam a religiosos, sacerdotes ou não, de alguns institutos, como os Franciscanos, Domicanos e Carmelitas. “Frei” se usa antes do prenome, como Frei Antônio; “Frade”, quando não é seguido por prenome. 3. O Instituto Marista é formado por Irmãos. Para o Irmão Marista, o termo irmão é apelo específico de vivenciar a fraternidade em relação a todas as pessoas com as quais se relaciona. (Ver: CONGREGAÇÃO RELIGIOSA, VIDA CONSAGRADA e VOTOS.)

IRMÃO CAPITULAR: Irmão delegado a um Capítulo. 1. Participa de fato, com voz ativa, do Capítulo Geral ou Provincial. O Capítulo Geral compõe-se de membros de direito e de membros eleitos. São membros de direito: Superior Geral atual, Superior Geral anterior, Vigário Geral e Conselheiros Gerais em função, mais os Irmãos Provinciais. São membros eleitos: um Irmão de cada Província ou Distrito, mais número de Irmãos calculado segundo coeficiente de representatividade das Províncias, até que se completem quinze Irmãos eleitos a mais do que os de direito89. Em cada Província ou Distrito, são elegíveis Segundo a terminologia do Código de Direito Canônico, os institutos religiosos que, por determinação do fundador ou em virtude de uma legítima tradição, têm caráter e finalidade que não comportam o exercício do sacramento da Ordem, são chamados “institutos laicais (de leigos)”. (Exortação apostólica pós-sinodal Vita Consecrata, nº 60.) XXXI “A qualificação de irmãos evoca uma rica espiritualidade. Estes religiosos são chamados a ser irmãos de Cristo, profundamente unidos a Ele, “primogênito de muitos irmãos” (Rm 8,29); irmãos entre si, no amor recíproco e na cooperação para o mesmo serviço de bem-fazer na Igreja; irmãos de todos os homens, no testemunho da caridade de Cristo para com todos, especialmente os mais pequeninos, os mais necessitados; irmãos para uma maior fraternidade na Igreja.” (Exortação apostólica pós-sinodal Vita Consecrata, nº 60.) XXX


74 delegados ao Capítulo Geral todos os Irmãos com votos perpétuos. São eleitores dos delegados ao Capítulo Geral todos os Irmãos com votos temporários ou perpétuos90. Os Irmãos participantes do Capítulo Provincial também são chamados de Capitulares. A composição do Capítulo Provincial depende do estatuto próprio de cada Província. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul participam do Capítulo Provincial como membros de direito: o Ir. Provincial em fim de mandato e, se for o caso, o Ir. Provincial recém-nomeado. Participam como membros eleitos pelos Irmãos da Província: um Irmão com votos perpétuos de cada quatro deles ou fração (por ex: se houver quinze irmãos em uma Província, podem ser eleitos três deles e mais um, correspondente à fração restante); um Irmão com votos temporários de cada três deles ou fração, bem como os membros do novo Conselho Provincial, eleitos no decorrer do Capítulo”91. A eleição desses membros é realizada por todos os Irmãos, sejam eles temporários ou perpétuos, ficando eleitos os mais votados, respeitando-se o critério de representatividade de Irmãos com votos temporários e Irmãos com votos perpétuos descrito acima. (Ver: CAPÍTULO GERAL, CAPÍTULO PROVINCIAL, PROVÍNCIA OU DISTRITO e VOTOS.)

IRMÃO CONSELHEIRO GERAL: membro do Conselho Geral.

1. É eleito pelo Capítulo Geral para fazer parte do Conselho Geral. Suas funções são as de auxiliar o Superior Geral no governo do Instituto Marista e suas atribuições estão previstas nas Constituições e Estatutos Maristas. O número de Conselheiros Gerais é fixado em cada Capítulo Geral e não pode ser inferior a quatro. Eles representam, mesmo que não oficialmente, as diferentes regiões onde o Instituto Marista se encontra. Se for necessário, o Superior Geral pode, com seu Conselho, eleger mais um ou dois Conselheiros. No momento da sua eleição, os Conselheiros devem ter no mínimo dez anos de votos perpétuos. Seus mandatos estendem-se de um Capítulo Geral ordinário a outro.92 (Ver: CAPÍTULO GERAL e VOTOS.)


75 IRMÃO CONSELHEIRO PROVINCIAL: membro do Conselho Provincial.

1. É eleito pelo Capítulo Provincial93 para participar do Conselho Provincial. Tem a missão de, com o Ir. Superior Provincial, formar na Província organismos de reflexão, consulta e decisão, além de ajudar o Irmão Provincial “no governo, na animação espiritual e apostólica dos Irmãos e na administração dos bens”94. O Conselheiro Provincial deve estar com votos perpétuos e seu mandato termina com o do Ir. Superior Provincial.95 (Ver: CAPÍTULO PROVINCIAL, PROVÍNCIA OU DISTRITO e VOTOS.)

IRMÃO FORMADOR MARISTA: atua na formação de Irmãos Maristas.

1. É nomeado oficialmente pelo Ir. Superior Provincial para trabalhar em uma das casas de formação de Irmãos Maristas na Província. Atua em comunhão com o Instituto Marista e a Província. “Dada a importância da função que exercem, os Irmãos formadores devem ser competentes e ter grande maturidade humana e espiritual. Terão abertura, capazes de trabalhar em equipe e conquistar a confiança dos jovens”.96 Nos casos específicos do Irmão Mestre de Noviços e do Irmão responsável pela etapa de Escolasticado, são obrigatórios ao menos dez anos de profissão perpétua.97 (Ver: ETAPAS DE FORMAÇÃO DO IRMÃO MARISTA, IRMÃO MESTRE DE NOVIÇOS, PROVÍNCIA OU DISTRITO e VOTOS.)

IRMÃO MESTRE DE NOVIÇOS: responsável pela formação dos noviços. 1. Coordena toda atividade formativa dos noviços (Irmãos que se encontram na etapa de Noviciado), de acordo com o programa de formação estabelecido pelo Instituto e pela Província. Segundo o Direito Canônico, deve ser membro do instituto religioso, ter professado os votos perpétuos e ser legitimamente designado pela autoridade competente98. 2. No Instituto Marista, todo formador deve ser um homem de grande maturidade humana e espiritual, capaz de trabalhar em equipe e de cativar a confiança dos jovens. Exerce sua função em comunhão com o Instituto e a Província99. Ao Irmão Mestre de noviços, de forma especial, se pede que seja pessoa de oração, experiente no discernimento espiritual e preparado para a formação


Estátua de São Marcelino Champagnat, obra de Jiménez Deredia. Basílica de São Pedro, Vaticano.


77 dos jovens à vida marista100. Deve ter pelo menos dez anos de votos perpétuos e é nomeado pelo Ir. Superior Provincial e seu Conselho. (Ver: ETAPAS DE FORMAÇÃO DO IRMÃO MARISTA, IRMÃO PROVINCIAL, PROVÍNCIA OU DISTRITO e VOTOS.)

encarregado das causas de beatificação e de canonização do Instituto Marista junto à Santa Sé. 1. Prepara os documentos relativos às causas e organiza a divulgação dos processos relativos a estas101.

IRMÃO POSTULADOR GERAL:

(Ver: SANTA SÉ.)

IRMÃO PROCURADOR GERAL: representante credenciado do Instituto Marista junto à Santa Sé. 1. Fornece ao Irmão Superior Geral e ao seu Conselho as informações da Igreja relativas ao direito dos religiosos e medeia o relacionamento entre o Instituto e a Santa Sé102. Pode-se dizer que é o Irmão “embaixador do Instituto” junto a esta. (Ver: SANTA SÉ e SUPERIOR GERAL.)

IRMÃO PROVINCIAL: Superior de uma Província.

1. Autoridade maior de uma Província marista, primeiro responsável pela animação espiritual e apostólica e pela administração dos bens. Assegura a união entre os Irmãos e coordena suas atividades. Exerce autoridade direta sobre todos os Irmãos e as comunidades e unidades da Província. Estimula Irmãos, Leigos e Leigas a manterem-se fiéis à Missão Marista. Governa com a ajuda de seu Conselho103. Após consulta a todos os Irmãos da Província, o Ir. Provincial é nomeado pelo Irmão Superior Geral e seu Conselho para o período de três anos, com possibilidade de um segundo triênio (em casos exepcionais, um terceiro, com autorização da Santa Sé). No momento da nomeação, deve ter no mínimo dez anos de votos perpétuos104. (Ver: PROVÍNCIA OU DISTRITO, SUPERIOR GERAL, SANTA SÉ e VOTOS.)


78


79


80 JESUS CRISTO: O Filho encarnado de Deus, segunda pessoa da Santíssima TrindadeXXXII; fundador histórico do cristianismoXXXIII. 1. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, os cristãos crêem e confessam que Jesus Cristo é judeu, nascido duma filha de Israel, Maria, em Belém, no tempo do rei Herodes, o Grande e do imperador César Augusto, carpinteiro de profissão; que é o Filho eterno de Deus feito homem e que anunciou por palavras e ações a Boa Nova do Reino de Deus, revelando o rosto misericordioso do Pai, e tornando a prática do amor, do serviço e do perdão como base da promoção da vida; foi morto, crucificado, em Jerusalém, sob o procurador Pôncio Pilatos, no reinado do imperador Tibério105, RessuscitouXXXIV, subiu aos seus, e permanece na humanidade por meio do Espírito SantoXXXV. 2. Segundo Marcelino Champagnat, a Missão Marista consiste em tornar Jesus Cristo conhecido e amado, sobretudo entre as crianças e os jovens, do jeito de Maria. Para o Instituto Marista, Jesus Cristo – com seu Evangelho – constitui-se em razão fundamental e insubstituível de sua existência; fundamento dos meios de atuação marista e fim para o qual tendem todos os seus objetivos; modelo de ser humano e de sociedade que se deseja formar; critério e exigência para a prática da inculturaçãoXXXVI – diálogo com as culturas e ciências, edificação do humanismo, promoção da dignidade humana e defesa da vida. (Ver: BOA NOVA, CHAMPAGNAT, EVANGELIZAÇÃO, INCULTURAÇÃO, MISSÂO MARISTA e REINO DE DEUS.)

JOVEM MONTAGNE, episódio do: fato acontecido na vida do Pe. Champagnat, determinante da sua decisão de iniciar prontamente o Instituto dos Irmãos Maristas. 1. No mês de dezembro de 1816, Pe. Champagnat, então vigário Santíssima Trindade: Deus único preconizado em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Mistério da Trindade é um dogma fundamental da doutrina cristã, no qual todas as demais crenças do Evangelho se fundamentam. XXXIII Cristianismo: Religião monoteísta que concebe Jesus Cristo como Filho de Deus e salvador, e que se estrutura com ritos, doutrinas e moral próprias a partir de seus ensinamentos, contidos no Evangelho. XXXIV Ressurreição: Crença fundamental do cristianismo na qual se afirma que juntamente com Cristo todos ressuscitaremos. Essa crença remete à aceitação da vida eterna após a morte física. XXXV Cf. Mt 28, 20. XXXVI O princípio da inculturação encontra seu fundamento no próprio ato da encarnação, no qual Deus, em Cristo, se adapta à realidade humana para elevá-la em dignidade. XXXII


81 em La Valla, foi chamado para dar atendimento espiritual a um jovem de 17 anos, agonizante, e que não havia recebido formação intelectual, religiosa e catequética alguma. O jovem padre o instruiu na fé cristã e lhe administrou sacramentos. O rapaz, que veio a falecer naquela ocasião, chamava-se Jean-Baptiste Montagne. Marcelino Champagnat, que se preocupava com o problema da falta de educação e instrução religiosa da juventude, viu no episódio um apelo de Deus para concretizar o projeto da fundação de um Instituto de Irmãos educadores. A partir de então, levou adiante o seu propósito, convidando alguns jovens de sua paróquia. Com dois deles, iniciou a obra marista, em 2 de janeiro de 1817. (Ver: INSTITUTO MARISTA, LUGARES MARISTAS e MISSÃO MARISTA.)

LEIGO MARISTA: pessoa que assume o carisma do Instituto Marista.

1. Segundo o Código de Direito Canônico, leigos são todos os fiéis batizados que seguem a vocação à santidade no mundo. Na Igreja, distinguem-se dos clérigos, que recebem o sacramento da Ordem106 (padres, diáconos, bispos, cardeais, o Papa), e dos Irmãos e Irmãs, que se consagram a Deus por meio da profissão religiosa dos votos de pobreza, castidade e obediência, em algum instituto de vida consagrada. 2. O Instituto Marista reconhece diferentes atitudes de Leigos e Leigas em relação ao carisma. É possível classificá-las em três níveis de adesão107: a) pessoas que vivem espiritualidades diferentes da marista, mas partilham de alguns valores e do trabalho nas unidades do Instituto; b) pessoas que admiram o modo de vida marista e desejam vincular-se à sua espiritualidade e à sua missão, sem entender isso como vocação partilhada – que é assumir o carisma marista como forma de vida. c) leigos vocacionados maristas, que assumem os valores e a Missão Marista como projeto de vida. Não só conhecem, mas vivem o “ser marista”. Por leigo marista entende-se, portanto, todo homem ou mulher que, partindo de um processo pessoal de discernimento, decidiu


82 viver sua espiritualidade e sua missão cristã do jeito de Maria, seguindo os ensinamentos de Marcelino Champagnat.108 Ele(a) adere aos valores maristas e os assume como forma de vida. Trata-se de verdadeira vocação cristã, assumida como forma específica de responder ao chamado à santidade. O XXI Capítulo Geral, ao tratar do(a) leigo(a), propõe uma nova relação entre Irmãos, Leigos e Leigas, baseada na comunhão, buscando juntos maior vitalidade do carisma marista para o nosso mundo. Na prática, especialmente no Brasil, pode-se dizer que toda pessoa (exceto padres e religiosos) que comunga dos valores, espiritualidade, ideais e missão do Instituto, pode ser chamada de leigo ou leiga marista. Alguns leigos maristas são reconhecidos institucionalmente pelo Instituto e mantêm certos vínculos de pertença. São os Afiliados ao Instituto e os Fraternos, que são membros do Movimento Champagnat da Família Marista109. (Ver: AFILIADOS, CARISMA MARISTA, CHAMPAGNAT, ESPIRITUALIDADE, MISSÃO MARISTA, MOVIMENTO CHAMPAGNAT DA FAMÍLIA MARISTA, VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS, VIDA CONSAGRADA e VOTOS.)

culto cristão, em diferentes formas e relacionado aos sacramentos. 1. Na Bíblia, no Antigo Testamento, liturgia indica o serviço religioso prestado a Deus. No Cristianismo, a partir do Concílio Vaticano II, passa a ser definida como “ação sagrada, através da qual, com um rito, na Igreja e mediante a Igreja, é exercida e continuada a obra sacerdotal de Cristo, isto é, a santificação dos homens e a glorificação de Deus.110 Por meio da liturgia, o Povo de Deus toma parte na obra do Pai111. Os principais atos litúrgicos estão relacionados à celebração dos sacramentos. Destes, a Eucaristia é o mais importante, fonte e cume de toda a ação evangelizadora e eclesial. 2. No Novo Testamento, o termo liturgia é utilizado como referência não apenas à celebração do culto divino, como também ao anúncio do Evangelho e à caridade em ato. Em todas essas situações, trata-se do serviço de Deus e dos homens.112 LITURGIA:

(Ver: BÍBLIA, CONCÍLIO VATICANO II e JESUS CRISTO.)


83 LUGARES MARISTAS: locais

que remontam à fundação do Instituto Marista, à vida de Marcelino Champagnat e às atividades dos primeiros Irmãos. 1. Estão situados na região sudeste da França, nas proximidades da cidade de Lyon. Os lugares maristas mais citados são: Rosey – aldeia natal de Champagnat; Marlhes – município ao qual pertence Rosey, local de uma das primeiras escolas maristas; La Valla – paróquia de atuação do Pe. Champagnat e local da fundação do Instituto Marista; l’Hermitage – onde Marcelino construiu a casa central do Instituto, e onde faleceu, em 1840XXXVII; Maisonnettes – aldeia natal do Irmão Francisco, que sucedeu a Champagnat como primeiro Superior Provincial do Instituto Marista.

(Ver: CHAMPAGNAT, ESPÍRITO DE L’HERMITAGE e INSTITUTO MARISTA.)

Marcelino Champagnat comprou um terreno à margem direita do rio Gier para construir l´Hermitage que viria a ser “celeiro do Instituto”. Mas, para construir, havia um grande obstáculo a vencer: os rochedos do terreno, que deixavam pouco espaço para a grande construção que tinha em mente. Marcelino transformou o seu querido Hermitage em jardim de oração, em escola de virtudes e em comunidade de amadurecimento vocacional. (STROBINO, 2008)

XXXVII


86 MANTENEDORA: pessoa jurídica formalmente constituída com características (e CNPJ) de matriz. 1. Já a “mantida” é a extensão da “mantenedora” que não tem personalidade jurídica própria, com características de filial. Em termos jurídicos, as expressões mantenedora e mantidas são o equivalente às figuras da matriz e filiais, nas empresas. Assim como a empresa tem uma matriz que se encarrega de fazer a coordenação financeira e administrativa de suas filiais, a mantenedora também tem esse papel. 2. Algumas mantenedoras integram a PMBCS. São elas: Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC), União Catarinense de Educação (UCE) e Associação Paranaense de Cultura (APC). As mantenedoras da Província, além de gerir e apoiar suas mantidas, viabilizam o cumprimento da Missão Marista. (Ver: MISSÃO MARISTA.)

MARISTA: de Maria; viver segundo o espírito de Maria113.

1. As expressões que remontam à origem do Instituto Marista: Sociedade de Maria e Pequenos Irmãos de Maria podem ser substituídas por Sociedade Marista e Irmãos Maristas, respectivamente. A conotação é nitidamente marial, a qual Champagnat sempre quis para a sua fundação: “Dei-lhes o nome de Maria, porque estou convencido de que este nome, por si só, será penhor da proteção de Deus e garantirá o progresso da nossa obra”114. Maria é guia e companheira, sua fé e disponibilidade encoraja toda a Instituição Marista, nesses novos tempos, a um caminho de autêntica renovação e uma verdadeira mudança no coração.115 O termo Marista, tomado como substantivo, designa os membros que pertencem à grande família marista: Padres, Irmãos, Irmãs, Leigos, Leigas, afiliados e colaboradores das iniciativas maristas. (Ver: CONGREGAÇÃO RELIGIOSA e DO JEITO DE MARIA.)

METAS: valores, referentes a um indicador ou medida, que se quer

alcançar em um determinado tempo, estabelecidos de forma clara e previamente.


87 1. Podem ser quantitativas ou qualitativas. No caso de indicadores qualitativos é comum a utilização de mecanismos como a escala de Likert116 para a transformação de sensações (tais como satisfação) em números. O estabelecimento de uma meta deve responder, ao menos, as perguntas: O quê?, Quem?, Quanto? e Quando? (Ver: INDICADORES.)

MÉTODO PEDAGÓGICO: conjunto de procedimentos, princípios e fundamentos, lógica e psicologicamente ordenados, de que se vale o professor ou educador para mediar os processos de ensino-aprendizagem. 1. Diretriz de ação; abordagem básica na aprendizagem que traz em si a ideia de direção: estrutura os caminhos percorridos pela ação pedagógica e tem por finalidade o alcance de objetivos preestabelecidos. Deve ter uma estruturação lógica, para que seus passos tenham sequência, e uma estruturação psicológica, para que se adapte às formas de estrutura mental do educando, em função da sua idade e maturidade, isto é, para melhor se adaptar às peculiaridades evolutivas e às possibilidades do educando. 2. O métodoXXXVIII pedagógico Marista baseia-se numa concepção de educação integral e numa visão cristã da pessoa humana e do seu desenvolvimento, acolhendo a todos de forma a favorecer as relações interpessoais e com os saberes. Para tanto, vale-se do diálogo, em suas múltiplas formas e expressões. (Ver: FORMAÇÃO INTEGRAL e PEDAGOGIA MARISTA.)

MISSÃO AD GENTES: missão em locais onde não há presença de uma

instituição cristã ou essa presença é incipiente. 1. A expressão ad gentes (do latim: “em direção às gentes, aos povos”) implica ir até pessoas e culturas não cristãs. Missão ad Gentes é a ação evangelizadora desenvolvida em terras onde o anúncio do Evangelho ainda não aconteceu, ou está iniciando. J. Ferrater Mora define método da seguinte maneira: “Tem-se um método quando se dispõe de, ou se segue, certo ‘caminho’, para alcançar determinado fim, proposto de antemão. Esse fim pode ser o conhecimento ou pode ser também um ‘fim humano’ ou ‘vital’; por exemplo, a ‘feliciadade’. Em ambos os casos, há, ou pode haver, um método”. [...] “É possível falar de métodos mais gerais e de métodos mais especiais. Os métodos mais gerais são métodos como a análise, a síntese, a dedução, a indução etc. Os métodos mais especiais são sobretudo métodos determinados pelo tipo de objeto a investigar ou pela espécie de proposições que se pretendem descobrir”. [...] (FERRATER MORA, 2001, tomo III, p. 1962-1965)

XXXVIII


88 Hoje também é aplicada a lugares onde o Evangelho perdeu o vigor. É realizada em nome da Igreja, tanto por instituições religiosas, como por pessoas leigas. 2. O Instituto Marista é enviado em missão pela Igreja a evangelizar, sobretudo por meio da educação de jovens e crianças empobrecidos, segundo o carisma de Marcelino Champagnat117. O próprio Champagnat, já nos inícios do Instituto, enviou Irmãos para as missões da Oceania, junto com um grupo de Padres Maristas, afirmando que “todas as dioceses do mundo”118 entravam em seus planos. (Ver: CARISMA MARISTA, INSTITUTO MARISTA e MISSÃO MARISTA.)

MISSÃO EDUCATIVA MARISTA: Evangelização por meio da educação de forma a contribuir para a formação de “bons cristãos e virtuosos cidadãos”.119 1. Seguindo Marcelino Champagnat, a Missão Educativa Marista é a de evangelizar pelo testemunho da vida e pela presença junto às crianças e aos jovens, como também pelo ensino, no seu sentido amplo, em instituições escolares, em outros projetos pastorais e sociais e nos contatos informais. É comprometida com uma educação integral, elaborada a partir de uma visão cristã da pessoa humana e do seu desenvolvimento120 e expressa pela frase: “Discípulos de Marcelino Champagnat, Irmãos e Leigos, juntos na Missão, na Igreja e no mundo, entre os jovens, especialmente entre os mais abandonados, somos semeadores da Boa Nova com um estilo marista próprio, na instituição escolar e em outras estruturas de educação, olhamos para o futuro com audácia esperança”. O livro de mesmo nome, Missão Educativa Marista121, é o documento oficial do Conselho Geral para orientar a missão educativa do Instituto nas suas unidades educacionais por todo o mundo. MISSÃO MARISTA: razão de existir, finalidade, do Instituto Marista. 1. Missão é uma incumbência, um dever, um compromisso122. 2. A Missão Marista caracteriza o foco da atuação do Instituto


89 Marista. É considerada inspiração divina e, ao mesmo tempo, fruto do amadurecimento vocacional do fundador do Instituto, Marcelino Champagnat. A missão designada por ele, ao fundar o Instituto Marista, foi “tornar Jesus Cristo conhecido e amado”123 por meio da educação e, dessa forma, aprimorar a sociedade ao formar bons cristãos e virtuosos cidadãos. Nos dias de hoje, essa missão está expressa na frase: “A educação das crianças e jovens, tanto em estruturas escolares como em campos informais, com especial preferência para com os pobres, constitui a missão do Instituto Marista”. Nas palavras de Seán Sammon, Superior Geral do Instituto de 2001 a 2009: “A missão é o cerne do nosso modo de vida [referindo-se ao motivo da vida consagrada dos Irmãos Maristas]. A identidade do Instituto é construída em torno dela e nossa vida comunitária é iluminada por ela”124. A missão, antes de ser caracterizada pelas obras do Instituto, é definida pelo ato de tornar o próprio Cristo presente no mundo, por meio do testemunho pessoal. 2. Na PMBCS, a Missão Marista possui algumas particularidades. É expressa pela frase: “Formar cidadãos humanos, éticos, justos e solidários para transformação da sociedade, por meio de processos educacionais fundamentados nos valores do Evangelho, do jeito Marista.”125 (Ver: FORMAR BONS CRISTÃOS E VIRTUOSOS CIDADÃOS, IDENTIDADE MARISTA, JESUS CRISTO, MISSÃO EDUCATIVA MARISTA, TORNAR JESUS CRISTO CONHECIDO E AMADO e VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS.)

MÍSTICA: modo de realizar as atividades cotidianas imbuídas de espiritualidade.126 1. É a tomada de consciência da vida pela fé, experiência ou razão, que leva à percepção da ação de Deus nas coisas. “Uma pessoa espiritual é aquela que tem a vida dentro dela e a exterioriza [...] repleta de esperança, de solidariedade, de sentido, de amor, de paz e justiça. [...] Mística é o resultado da vivência da integração de todos esses elementos.”127 (Ver: ESPIRITUALIDADE.)


90

“M” MARISTA – Logomarca do Instituto Marista que caracteriza as

iniciativas e publicações maristas no Brasil. 1. Resulta do entrelaçamento das letras A e M, iniciais da saudação do anjo Gabriel no Evangelho de S. Lucas: Ave MariaXXXIX. Por ser símbolo marial, vem sendo utilizado no Instituto desde os tempos do Fundador, mas em apresentações muito diversas, que foram variando com o tempo. No Brasil, o desenho atual constitui marca registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Na Igreja, a utilização dessas duas letras entrelaçadas como símXXXIX

Cf. Lucas: 1,28.


91 bolo marial é antiga, muito anterior à época dos primeiros Irmãos. As 12 estrelas na parte superior da logomarca possuem diferentes interpretações. No livro bíblico do Apocalipse, fala-se de uma “mulher revestida de sol, coroada de 12 estrelas, mantendo a lua debaixo dos pés.”XL Essas estrelas fazem alusão às 12 tribos de Israel que formaram o povo de Deus, representando a diversidade e a pluralidade deste. Mais tarde, quando o cristianismo católico chegou a certo exagero sobre Maria (“maximalismo mariano”), as 12 estrelas passaram a ser entendidas como os 12 privilégios de Maria.XLI Por respeito aos cristãos de outras igrejas e por sensibilidade aos tempos atuais, recomenda-se evitar a segunda interpretação. Hoje, busca-se valorizar mais as qualidades humanas e espirituais de Maria, em vez de ressaltar seus pretensos privilégios. 2. A União Marista do Brasil (UMBRASIL)128 sugere uma lista de qualidades de Maria que são simbolizadas pelas 12 estrelas do emblema Marista: 1) Mãe de Jesus; 2) Companheira fiel de José; 3) Discípula de Jesus; 4) Mãe da comunidade cristã; 5) Atenta às necessidades das pessoas; 6) Caminhante na fé; 7) Missionária: 8) Perseverante nas crises e nas dificuldades; 9) Iluminada pelo Espírito Santo; 10) Aprendiz da vida; 11) Toda de Deus e tão humana; 12) Profeta da justiça e da esperança. 1836, Marcelino Champagnat mandou esculpir o “M” Marista no altar da Capela principal de l’Hermitage (local onde foi construída, por Champagnat, a casa central do Instituto). MOVIMENTO CHAMPAGNAT DA FAMÍLIA MARISTA (MChFM): movimento de leigos reconhecido oficialmente pelo Instituto Marista. 1. Trata-se de “um movimento como extensão do Instituto Marista que reúne pessoas atraídas pela espiritualidade de Marcelino Champagnat. Neste movimento, filiados, jovens, pais, colaboradores, antigos alunos, amigos, aprofundam o espírito do nosso Fundador para dele viverem e difundi-lo.129” Cf. Apocalipse: 12, 1-18. São considerados como os 12 privilégios de Maria: Imaculada Conceição; ausência da inclinação para praticar o mal; parto miraculoso e sem dor; santa morte; seu corpo não se corrompeu no túmulo; plenitude das graças recebidas; inteiramente fiel à graça; maternidade divina; Deus quis que sua Mãe fosse Virgem; assunção aos céus, em corpo e alma; Rainha do Céu e da Terra; dispensadora de todas as graças. Disponível em: <http://mariaportadoceu.blogspot. com/2009/09/doze-notaveis-privilegios-de-maria.html>. Acesso em: 06 nov. 2009.

XL

XLI


92 A estrutura do Movimento consiste em reuniões mensais das Fraternidades (grupos do MChFM), para partilhar a vida à luz do Evangelho e da espiritualidade de Champagnat. Cada grupo é autônomo, coordenado por um dos membros e assessorado por um Irmão Assessor, que representa a presença discreta e o exemplo de Champagnat. Sua dinâmica orienta-se por quatro pilares que se completam mutuamente, sob a ótica da Espiritualidade e da Missão maristas: • Oração – que une todos os membros a Deus e uns aos outros; • Reflexão – sobre a Palavra de Deus e temas de formação marista; • Comunidade – a exemplo dos Irmãos, testemunhando a possibilidade de uma convivência fraternal; • Apostolado, segundo a prática da Missão Marista – dentro da Fraternidade, na família, na vida profissional e na comunidade da paróquia da qual o membro do MChFM faça parte. (Ver: AFILIADOS, CARISMA MARISTA, CHAMPAGNAT, ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA e MISSÃO MARISTA.)

ORGANIZAÇÃO: estruturação das pessoas e dos processos de trabalho de modo a viabilizar a fabricação de produtos ou a prestação de serviços à sociedade. 1. Coletividade com uma “fronteira identificável”, regras, níveis


93 de autoridade (hierarquia), sistemas de comunicação e sistemas de coordenação dos membros (procedimentos), a qual executa atividades que normalmente se encontram relacionadas a metas. Tais atividades trazem consequências para “os membros da organização, para a própria organização e para a sociedade”130. Organização e instituição geralmente se confundem. Instituição é um fenômeno social abstrato e geral, enquanto organização é a sua manifestação concreta e particular131. 2. Ao se referir à PMBCS, deve-se privilegiar o termo instituição, porque se trata de uma entidade canônica, que não possui existência formal, não estando registrada em cartório. Porém, quando a menção for às mantenedoras da Província (ABEC/UCE e APC), organização é o termo mais adequado. (Ver: INSTITUIÇÃO e MANTENEDORA.)

ORGANIZAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS: organização (associação ou fundação) sem finalidade de acúmulo de capital para seus membros integrantes. 1. A PMBCS é uma instituição, de natureza canônica, que realiza seus objetivos por meio de um conjunto de mantenedoras sem fins lucrativos. Por isso, a Província não pode ser denominada como “organização sem fins lucrativos”, apenas as suas mantenedoras. (Ver: INSTITUIÇÃO, ORGANIZAÇÃO e VALOR AGREGADO.)

Quadro de Goyo, que representa a imagem da Família Marista de Champagnat. O original encontra-se na Casa Geral dos Irmãos Maristas, em Roma.


94


95


96 PARA BEM EDUCAR É NECESSÁRIO AMAR: um dos princípios pedagógicos que Champagnat transmitia aos seus Irmãos educadores. 1. Este princípio é desenvolvido no Capítulo 23 da segunda parte da biografia de Champagnat132, que trata da educação das crianças. Um dos fundamentos da educação, segundo ele, é a obediência. Para isso, além de abordar formas de garantir que os educandos cumpram ordens, incluindo a melhor maneira de proferi-las, defende o papel do exemplo do educador: “Ora, as credenciais que a criança mais facilmente reconhece e compreende são: a virtude, o bom exemplo, a competência e os sentimentos paternais que lhe testemunhamos”. 2. A atualidade deste princípio também é abordada na obra Princípios Educativos de Marcelino Champagnat, de 1996133: “Educar um jovem é, antes de tudo, ter-lhe amor e conquistar-lhe a confiança. É essa a premissa para avaliar as suas potencialidades, para ajudá-lo a se conhecer, para revelar-lhe o que é e, sobretudo, o que pode e deve ser”. (Ver: CHAMPAGNAT, MISSÃO EDUCATIVA MARISTA, MISSÃO MARISTA e PEDAGOGIA MARISTA.)

PASTORAL: agir organizado da Igreja no mundo.XLII

1. “Caracteriza-se pelo cuidado na conduçãoXLIII do processo de evangelizaçãoXLIV, para que este se desenvolva de forma sistematizadaXLV, orgânica, progressiva e permanente, apropriando-se de metodologias diversificadas, com a finalidade de tornar a mensagem cristã significativa e eficaz em realidades e públicos específicos.”134 Com base na obra O que é Pastoral (LIBÂNIO, 1986). Este mesmo conceito é trabalhado na obra Um jeito próprio de evangelizar, a pastoral na PUCPR (JULIATTO, 2008). Segundo o Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid, na cultura bíblica, o pastoreio é considerado uma das instituições de Israel. Embora uma profissão vital, era, na época, pouco apreciada por alguns, pela rudeza do trabalho, no qual os pastores eram “obrigados a se sujar, impregnando-se, até, com o cheiro do próprio rebanho. Pois foi exatamente este o modelo com que Cristo quis se identificar: ‘Eu sou o Bom Pastor’ (Jo 10,11)”. Colocou-se como aquele que zela pelas ovelhas de seu rebanho, dando a vida, se necessário for, para que elas vivam. A partir dessa referência, a atividade do pastoreio remete ao cuidado, ao carinho, à presença e, ao mesmo tempo, à perspicácia, à organização e à coragem (Disponível em: <http://amaivos.uol.com.br>). XLIV Segundo Melo (1996): “A ação pastoral desenvolve-se, pois, em três campos: edificação da comunidade, compaixão da esperança, luta pelos valores do reino. Desse modo, a pastoral faz com que as dimensões da vida eclesial penetrem nas diferentes situações humanas. Também fazem parte da pastoral os projetos operacionáveis – planos, diretrizes e opções – que, em cada época e lugar, promovem o encontro entre a intenção de Jesus e a ação da Igreja. XLV “O desenvolvimento da concepção de pastoral foi concomitante à discussão sobre a necessidade de um planejamento pastoral. “Posto em prática, o planejamento pastoral foi sendo relativizado, até que se alcançou a necessária compreensão de seus valores, riscos e limitações. Hoje, o planejamento pastoral ocupa o lugar que lhe é devido” (MELO, 1996). XLII

XLIII


97


98 Exemplos de pastorais organizadas pela Igreja: Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde e Pastoral da Juventude. (Ver: EVANGELIZAÇÃO, PASTORAL CORPORATIVA e PASTORAL MARISTA.)

PASTORAL CORPORATIVA: ação evangelizadora organizada e inculturada na área corporativa, a partir dos centros administrativos. 1. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul, a Pastoral Corporativa está voltada para o desenvolvimento de iniciativas de implementação do jeito marista de administrar, que se traduz, na prática, pela adequação de todas as políticas e processos organizacionais, e pelo cultivo da cultura e clima organizacionais à luz da missão, princípios e dos valores maristas. Além da divulgação sistemática da identidade marista nos veículos de comunicação interna, alguns processos priorizados no âmbito da gestão de pessoas são: recrutamento e seleção, desenvolvimento de pessoas, formação de lideranças e colaboradores, matriz de competências, avaliação formativa e de desempenho, rescisão. (Ver: EVANGELIZAÇÃO, IDENTIDADE MARISTA, INCULTURAÇÃO, PASTORAL, PASTORAL MARISTA e VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS.)

PASTORAL JUVENIL MARISTA (PJM): agremiação de jovens maristas, por

livre adesão. 1. O objetivo da PJM consiste em estabelecer um processo de formação integral segundo o carisma marista, no qual o jovem possa desenvolver sua espiritualidade, compreender seu papel na Igreja, valorizando a autonomia, a solidariedade, o protagonismo juvenil, o serviço e a liderança na sociedade. É uma proposta educativo-evangelizadora que almeja, por meio da escuta e participação dos jovens, capacitá-los para que eles encontrem respostas autên-


99 ticas aos anseios e necessidades fundamentais da juventude. Sua ação se realiza de diferentes maneiras, segundo uma diversidade de experiências locais, provinciais, nacionais e internacionais. (Ver: CARISMA MARISTA e PROTAGONISMO JUVENIL.)

PASTORAL MARISTA: ação evangelizadora organizada realizada pelo Instituto Marista com a finalidade de atender diferentes públicos, a partir de seu carisma. 1. Enquanto ação organizada na estrutura da PMBCS, tem como objetivo garantir a vitalidade da Missão Marista. Fiel à missão de evangelizar por meio da educação, com a finalidade de ajudar alunos, Irmãos, Leigos e Leigas a harmonizar fé, cultura e vida, a Província desenvolve projetos para alimentar a fé pessoal e o compromisso social dessas pessoas135. Embora todos partilhem da responsabilidade pela vida de fé nas unidades da PMBCS, a Província desenvolve “estruturas de animação” pastoral para coordenar esforços136. Essas estruturas estão organizadas hierarquicamente segundo o modelo organizacional da Província Marista do Brasil Centro-Sul: Setor de Pastoral (Provincial, ligado ao Conselho); Assessoria Pastoral (atuante nos negócios, em áreas estratégicas) e Núcleos de Pastoral (equipes alocadas nas unidades). Para a animação pastoral, a PMBCS conta com o trabalho dos pastoralistas ou agentes de pastoral que exercem a função de organizar, animar e desenvolver as atividades pastorais expressas pelo Setor Provincial de Pastoral, à luz dos documentos da Igreja e dos documentos maristas.137 (Ver: MISSÃO MARISTA, PASTORAL e PASTORAL CORPORATIVA.)

PASTORAL VOCACIONAL: ação organizada que proporciona meios e situações adequados ao despertar, discernimento e cultivo da resposta ao chamado de Deus, isto é, à vocação.138 1. Sua finalidade é comunicar que a razão mais profunda da dignidade humana consiste na vocação do homem em relação à sua união com Deus. 2. Para o Instituto Marista, a ação de Pastoral Vocacional consiste em ajudar os jovens na descoberta de sua própria vocação,


100 apresentando a eles as diferentes opções: matrimônio, sacerdócio e vida consagrada. O Instituto convida os jovens a “estarem atentos às necessidades dos homens, a abrirem o coração à vontade do Pai, a crescerem numa atitude marial de disponibilidade”.139 Os jovens que demonstrem receptividade à vida consagrada marista são convidados a participar de encontros vocacionais promovidos pela PMBCS, com vistas ao desenvolvimento e discernimento de sua vocação140. Na PMBCS, o Setor de Vida Consagrada e Laicato é o responsável pela Pastoral Vocacional. (Ver: PASTORAL, VIDA CONSAGRADA e VOCAÇÃO.)

educação pela presença constante junto às crianças e aos jovens, atenta às suas necessidades, dedicando-lhes tempo, atenção e carinho, extrapolando as relações meramente profissionais, de forma a conhecer cada um pessoalmente e criar um clima favorável à aprendizagem, à educação dos valores e ao seu desenvolvimento pessoal141. 1. O educador marista se esforça para encontrar os jovens nos seus próprios ambientes e através de sua própria cultura, criando oportunidades para se envolver nas suas vidas e acolhê-los na sua própria. Essa presença “não deverá ser excessivamente vigilante, nem negligentemente tolerante”142. Deve se manifestar na simplicidade de atitudes e promover o espírito de família, que propicia uma espiritualidade fortemente relacional e afetiva. Ensina os valores da convivência e da abertura ao outro, da solidariedade e do diálogo. 2. Característica educativa e pedagógica do espírito marista que se constitui no núcleo da ação educativa do Instituto, a ponto de se poder dizer que, essencialmente, a pedagogia marista é a Pedagogia da Presença. PEDAGOGIA DA PRESENÇA:

(Ver: PEDAGOGIA MARISTA.)

PEDAGOGIA MARISTA: pedagogia que integra a formação afetiva, ética, social,

cognitiva, religiosa e solidária e inclui a todos no processo educativo; possui um estilo educativo próprio que se diferencia pela presença, pelo espírito de família, pela simplicidade, pelo amor ao trabalho/dedicação e pelo agir à maneira de Maria. (Sinônimo: Pedagogia de Champagnat.)


101 1. Prática educativa que envolve toda a comunidade educativa e todas as ações realizadas no espaçotempo escolar. A escola marista possui forte vínculo com os princípios da Igreja Católica, que são evidenciados em uma educação marcada pelo exercício do amor, da evangelização, da solidariedade e da constante busca por práticas criativas e significativas que atendam às expectativas e necessidades do aluno marista e de sua família, considerando sua realidade. 2. Prática pedagógica fundamentada nos ensinamentos de Marcelino Champagnat que destaca a necessidade da pedagogia integral. Insiste em que o projeto educacional institucional não deve estar voltado somente à formação intelectual e à preparação técnico-profissional, mas também à formação humanística, que inclui a afetividade, a ética, a religiosidade, a formação do caráter. Entende que algumas das mais importantes lições da escola não podem ser ensinadas apenas com palavras ou discursos. Elas nascem do testemunho de vida dos educadores, o que implica contato direto e pessoal com o aluno.143 (Ver: PARA BEM EDUCAR É NECESSÁRIO AMAR e PEDAGOGIA DA PRESENÇA.)

“PEQUENAS VIRTUDES”: atitudes que caracterizam toda a ação marista. 1. Modo específico que o ser humano encontra para afirmar a sua excelência própria.144 Segundo o filósofo grego Aristóteles145, é uma disposição adquirida de fazer o bem duradouro. O bem não é para se contemplar, é para se fazer. A virtude começa com o esforço para se portar bem, sendo que o próprio esforço já constitui uma parte desse bem. 2. “As Pequenas Virtudes” é o título da palestra que Champagnat proferiu numa reunião dos primeiros Irmãos do Instituto Marista, sugerindo-lhes procedimentos simples de bom relacionamento e de convivência fraterna. Essa palestra tornou-se um fundamento da maneira simples e realista com que Champagnat formava os Irmãos. No texto original146, as “Pequenas Virtudes” são as seguintes: 1) Indulgência; 2) Caridosa dissimulação; 3) Compaixão; 4) Santa Alegria; 5) Flexibilidade de espírito; 6) Caridosa solicitude; 7) Afabilidade; 8) Urbanidade e cortesia; 9) Condescendência; 10) Zelo; 11) Paciência; 12) Igualdade de ânimo.


102 Segundo Comte-Sponville147, toda virtude é histórica, assim como a humanidade é histórica. Por isso, a PMBCS148 optou por reformular o textooriginal,deformaaadequá-loaocontextohistórico-culturalatual sem prejuízo ao significado das Pequenas Virtudes:1) Compreensão; 2) Discrição; 3) Compaixão; 4) Alegria; 5) Flexibilidade; 6) Solicitude; 7) Afabilidade; 8) Polidez; 9) Poder-serviço; 10) Solidariedade; 11) Paciência; 12) Caráter. (Ver: TRÊS VIOLETAS e VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS.)

PEQUENOS IRMÃOS DE MARIA: nome originário e fundacional do Instituto Marista. 1. Na expressão, o adjetivo “pequenos” não tem o sentido de insignificante. Na época da fundação, na França, os membros dos institutos religiosos dedicados à tarefa educacional, que eram reconhecidos pelo governo, se classificavam em Petits Frères e Grands Frères, Pequenos Irmãos, Grandes Irmãos. Grands Frères eram os Irmãos das Escolas Cristãs, congregação fundada em 1690 por São João Batista de La Salle. Dois anos após a Revolução Francesa, durante a qual as instituições religiosas foram proibidas de atuarem na Educação, os Grandes Irmãos foram readmitidos por Napoleão para trabalhar em escolas do governo. Todas as demais congregações masculinas de educação formadas por Irmãos eram consideradas Petits Frères. 2. No caso marista, quando as Constituições do Instituto foram aprovadas pela Santa Sé, em 1863, ao mesmo tempo que respeitou o nome de Pequenos Irmãos de Maria, a Igreja identificou o Instituto também com o nome de Irmãos Maristas das Escolas149. (Ver: FMS, INSTITUTO MARISTA e IRMÃO.)

PROFESSOR: profissional que articula conhecimentos e experiências cons-

truídos na formação inicial e continuada e no exercício da docência. 1. Para concretizar em seu ofício o ideal da Instituição Marista, o professor fundamenta sua prática nos princípios e valores difundidos por São Marcelino Champagnat, por meio da pedagogia da presença, da simplicidade, do espírito de família, do amor ao trabalho, do agir à maneira de Maria e da educação integral.


103 É solidário no acolhimento, partilha e respeito para com o outro; media a construção do conhecimento, mediante aplicação de estratégias contextualizadas de ensino-aprendizagem. (Ver: DO JEITO DE MARIA, PEDAGOGIA DA PRESENÇA e PEDAGOGIA MARISTA.)

PROTAGONISMO: ação de intervenção no contexto social para responder a problemas reais em que o sujeito é sempre o ator principal. 1. Palavra originária do grego protagnistés, que quer dizer “ator, aquele que ocupa o primeiro lugar num acontecimento”. Protagonista é aquele que conduz a trama, é o principal ator, tal qual ocorre no teatro. Forma de educação para a cidadania não apenas pelo discurso, mas pela intervenção nos acontecimentos. Nessa perspectiva, os sujeitos são fonte da iniciativa/ação e ocupam uma posição central na busca de soluções para os problemas relativos ao bem comum, na escola, na comunidade ou na sociedade. O protagonismo deve possibilitar a livre opção do sujeito de participar ou não da decisão/ação. (Ver: PROTAGONISMO JUVENIL.)

PROTAGONISMO JUVENIL: forma de lidar e atuar com as crianças e ado-

lescentes, com base na percepção que eles têm da realidade. 1. Nessa perspectiva, o pensamento e a participação das crianças e adolescentes no mundo adulto devem ser respeitados e valorizados para que possam fortalecer o sentimento pessoal de autoestima e autoconfiança. Socialmente, pode auxiliar na formação e no exercício dos direitos de cidadania.150 Significa, ainda, criar espaços e condições que possibilitem aos jovens envolver-se com ações cujo objetivo é a solução de problemas reais, e lhes permitam a participação ativa e construtiva na vida da escola, da comunidade e da sociedade. 2. Na proposta educativa e social marista, o protagonismo juvenil é compreendido como meta a ser alcançada visando ao desenvolvimento do ser humano, para que ele próprio seja capaz de construir, exercitar cidadania, sonhar e reconhecer-se como sujeito de direitos na construção de espaços mais justos e igualitários.

(Ver: DIREITOS, PROTAGONISMO e SUJEITO.)


104 PROVÍNCIA OU DISTRITO: unidade administrativa do Instituto Marista.

1. Quando um instituto religioso cresce em termos de comunidades, obras, membros e extensão geográfica, tende a ser dividido em unidades administrativas. 2. No Instituto Marista, as unidades administrativas são denominadas Províncias ou Distritos. A Província é a grande unidade administrativa, cujas casas têm recursos e pessoal suficientes para lhe assegurar vida autônoma. É administrada por um Superior Provincial, eleito ou designado151. Distrito é uma unidade administrativa que não ão reúne as condições exigidas para ter uma administração independente152. Depende diretamente do Superior Geral ou de um Superior Provincial designado para administrá-la. É gerido por um Superior de Distrito. “Além de uma estrutura de governo, a unidade administrativa constitui uma grande comunidade de vida, de oração e de apostolado. Encarna o Instituto em Igrejas locais e permanece unida ao Superior Geral, que a une à Igreja.”153 Até 1993, havia 44 Províncias Maristas no mundo. Com o processo de reestruturação das unidades administrativas, aprovado pelo XIX Capítulo Geral, ral, várias Províncias foram unificadas. No momento, o Instituto Marista conta com 25 Províncias e quatro Distritos. No Brasil, são quatro unidades administrativas: a) Província Marista do Brasil Centro-Sul: compreende os estados de PR, SC, SP, MS, com sede em Curitiba (PR); b) Província Marista do Brasil Centro-Norte: PA, MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, CE, BA, TO, GO, MG, ES, RJ, com sede em Brasília (DF); c) Província Marista do Rio Grande do Sul: resultante da fusão de duas províncias sediadas nesse estado, com sede em Porto Alegre (RS); d) Distrito Marista da Amazônia (DMA): AM, AC, RO e MT, com sede em Porto Velho (RO). Está ligado à Província do Rio Grande do Sul. Todas as Províncias do Brasil possuem unidades em Brasília (DF). (Ver: COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA, CONGREGAÇÃO RELIGIOSA e INSTITUTO MARISTA.)


México - CUM, Ciudad de México


108 REDE: pessoas e organizações da sociedade que se relacionam de forma colaborativa. 1. É formada por meio de circulação de informações, socialização de conhecimento, construções coletivas e realização de alianças estratégicas que visam ao alcance de objetivos comuns. Organizações ou grupos que atuam na promoção e defesa de uma causa social se organizam compondo elos da rede, valendo-se de alianças estratégicas que são estabelecidas a partir de critérios definidos pelas organizações. Também ocorrem alianças entre redes, na perspectiva de fortalecimento e posicionamento por um mesmo objetivo. 2. As unidades e projetos sociais maristas são pontos de uma rede, pautada em processos de interação, participação, formação conjunta, articulação com outras organizações e estabelecimento de parcerias. REDE DE COLÉGIOS: estrutura de gestão dos colégios da Província Marista do Brasil Centro-Sul. 1. Tem por objetivo garantir o alinhamento de todas as ações pedagógicas, administrativas e pastorais a fim de potencializar os recursos para o cumprimento da Missão Marista. 2. A Rede de Colégios busca fortalecer o posicionamento de excelência educacional, favorecendo a constituição de diferenciais mais sólidos. O conhecimento gerado em uma unidade pode rapidamente ser aproveitado em outras. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de materiais e ferramentas são compartilhados por todos os colégios. Para apoiar este movimento, a PMBCS constituiu em 2007 a Diretoria Executiva da Rede de Colégios, responsável pela gestão dos colégios da Província Marista do Brasil Centro-Sul. (Ver: MISSÃO MARISTA e PASTORAL.)

REDE MARISTA DE SOLIDARIEDADE: rede composta por serviços, programas e projetos sociais realizados pelas mantenedoras da PMBCS, em conjunto com a comunidade e em parceria com o poder público e organizações da sociedade civil.


109 1. Conta com a atuação de Irmãos, Leigas e Leigos maristas. Seu objetivo é promover uma educação integral de qualidade e a formação para a cidadania junto a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social, nos estados de SC, PR, SP, MS, além do Distrito Federal. Sua proposta está centrada na promoção e defesa dos direitos das crianças e jovens, no âmbito do atendimento direto, da articulação com outras organizações e da participação na formulação de políticas públicas, exercendo o acompanhamento e o controle social. Desenvolve a proposta por meio de espaços de escuta e participação das pessoas envolvidas nos processos educativos e sociais, qualificação contínua das equipes de educadores e gestores dos projetos, e ampliação do trabalho em rede. Tais princípios e diretrizes maristas estão concretizados nos serviços, programas e projetos sociais desenvolvidos nas diversas unidades da PMBCS. Segue as diretrizes de solidariedade da União Marista do Brasil (UMBRASIL) e está alinhada, em nível mundial, à Fundação Marista para a Solidariedade Internacional (FMSI), cujo objetivo é gerar ideias inovadoras e articular experiências globais em defesa das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade socialXLVI. (Ver: ADOLESCÊNCIAS E JUVENTUDES, DIREITOS, INFÂNCIAS e VULNERABILIDADE.)

REINO DE DEUS: centro da pregação de Jesus e, por isso, objeto e objetivo de toda a ação da Igreja. 1. Constitui o núcleo central da pregação de Jesus: “está próximo o Reino de Deus”XLVII. Representa, ao mesmo tempo, a realeza eterna de Deus e sua ação salvífica na história, por meio de Cristo. Por isso, o Reino designa tanto a dimensão presente como as realidades futuras. O documento Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, apresenta a relação entre Igreja e Reino de Deus em duplo movimento. De um lado, ela é o Reino de Deus presente já em mistério; de XLVI O trabalho em rede, ao fortalecer os sujeitos que dela participam, favorece a missão do Instituto Marista, por meio da garantia da expressão de interesses coletivos, do desenvolvimento de ações qualificadas e da participação efetiva na elaboração e controle das políticas públicas. XLVII Cf. Mc 1,15.


110 outro, deve servir ao Reino de Deus pela proclamação da Palavra, pelo testemunho de comunhão e pela prática da caridade154. É possível perceber o Reino de Deus presente no mundo por meio dos chamados “sinais do Reino”. Entre outros, são: atitudes de amor, de perdão, de misericórdia, de justiça, de paz, de solidariedade, de unidade, de respeito, de fraternidade. Opõem-se aos sinais do “anti-Reino”: atitudes de violência, de egoísmo, de destruição, de divisão, entre outras. É tarefa fundamental da Igreja mostrar ao ser humano que o Reino de Deus constitui uma dimensão real da existência humana e que é possível vislumbrar na cultura atual sementes para a compreensão e aceitação desse Reino. 2. Para o Instituto Marista, a promoção do Reino de Deus se dá pela forma de exercer sua Missão, com espírito de comunhão – o que constitui um sinal da Boa Nova para a Igreja, para o mundo e para as crianças e jovens, preferencialmente os empobrecidos, atendidos pelo Instituto. Busca-se ser “criativamente fieis ao carisma de Marcelino Champagnat e sensíveis aos sinais dos tempos, à luz do Evangelho.”155 (Ver: CARISMA MARISTA, EVANGELIZAÇÃO, JESUS CRISTO e MISSÃO MARISTA.)


112


113


114 SACRAMENTOS: sinais visíveis e eficazes da graça de Deus, instituídos

por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais é oferecida à humanidade a participação na vida divina. 1. Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naqueles que os recebem com as disposições exigidas. Os sacramentos administrados pela Igreja são sete: Batismo, Confirmação (Crisma), Eucaristia, Matrimônio, Ordem, Confissão (Penitência), Unção dos Enfermos.

(Ver: JESUS CRISTO)

SANTA SÉ: jurisdição episcopal do bispo de Roma, o Papa, e principal sede episcopal da Igreja Católica Apostólica Romana. Representação do governo central da Igreja156. (Sinônimo: Sé Apostólica.) 1. Em âmbito diplomático e outros, atua e fala em nome de toda a Igreja Católica. É reconhecida como entidade soberana, dirigida pelo Papa. Legalmente, é distinta do Estado do Vaticano, o que lhe confere independência para as determinações relativas ao governo da Igreja.157 As relações diplomáticas com outros países são estabelecidas com ela, e não com o Vaticano, território sobre o qual a Santa Sé exerce soberania. É esta quem celebra acordos internacionais e recebe e envia representantes diplomáticos. Tem relações formais diplomáticas com 177 nações, é observadora permanente nas Nações Unidas e especialmente ativa em organizações internacionais.158 SOCIEDADE DE MARIA: associação religiosa que se propõe a desempenhar um papel diferenciado na Igreja sob a inspiração de Maria. 1. Fundada em 23 de julho de 1816, por doze sacerdotes e seminaristas, entre eles Marcelino Champagnat. No Santuário de Fourvière, em Lyon, eles se comprometeram a fundar uma congregação que levaria o nome de Maria. Esse impulso original fez com que nascessem os diversos ramos da família marista na vida religiosa, presbiteral e laical: Irmãs maristas, Irmãs missionárias da Sociedade de Maria, Irmãos Maristas, Padres Maristas


115 e Leigos Maristas. As bases teológicas da espiritualidade da sociedade de Maria estão na percepção de que a Igreja de hoje tem necessidade de mulheres e homens que manifestem os aspectos marianos de compaixão, simplicidade, paciência e presença entre os pobres. Nas Constituições da Sociedade de Maria, indica-se que seus membros devem “pensar como Maria, julgar como Maria, sentir e agir como Maria em tudo.”159 (Ver: CHAMPAGNAT e DO JEITO DE MARIA.)

SOCIOEDUCATIVO: é a ação educativa que produz oportunidades de aprendizagem, de forma a contribuir para o desenvolvimento integral dos sujeitos, a convivência em grupo e a promoção para o exercício da cidadania. 1. Proposta social e pedagógica que considera as demandas e potencialidades de uma comunidade na garantia dos direitos humanos e acesso efetivo aos direitos sociaisXLVIII. 2. Para a Rede Marista de Solidariedade, processo socioeducativo compreende a pesquisa, a investigação, a ação e a reflexão, considerando-se as crianças e adolescentes como protagonistas da aprendizagem, mediada por educadores. Tem o objetivo de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, ética e solidária, por meio da formação para o senso crítico, a liberdade, a autonomia, a participação e a busca de conscientização das crianças e dos adolescentes em relação ao seu lugar no mundo. (Ver: CIDADANIA, DIREITOS, EDUCAÇÃO, EDUCADOR, EDUCADOR SOCIAL, PROTAGONISMO, REDE MARISTA DE SOLIDARIEDADE e SUJEITO.)

atitude coletiva que tem por objetivo o resgate da dignidade humana diante de situações de vulnerabilidade. 1. Provoca a participação e a inclusão dos sujeitos. Para João Paulo II, ser solidário implica uma “determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum”160, em busca da justiça social e da fraternidade. Tal atitude vai além da postura de ajuda ao outro, considera a concepção de mundo, de ser humano e de sociedade em que se acredita e que determina o agir com o outro.

SOLIDARIEDADE:

XLVIII A Constituição da República Federativa do Brasil, Artigo 6º, preconiza a garantia dos direitos sociais: “educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados”, na perspectiva do bem de todos, sem discriminações de qualquer gênero.


116 2. A partir do que indica a Missão Educativa Marista, educa-se na e para a solidariedade, pois essa missão apresenta161 a Boa Nova, não apenas em termos pessoais, mas também a partir de uma visão comunitária. Tal visão segue a lógica de Jesus Cristo, alcançando os mais empobrecidos, buscando o bem comum e assumindo a responsabilidade pelo presente e o futuro da humanidade, assim como por toda a Criação. (Ver: BOA NOVA, MISSÃO EDUCATIVA MARISTA e VULNERABILIDADE.)

SUJEITO: ser humano dotado de direitos, que se constitui nas relações sociais, exercendo papel ativo na construção dessas relações. 1. Adquire autonomia a partir do desenvolvimento da capacidade de acessar, analisar e construir conhecimento. Esse processo contribui para o empoderamento, outro fator fundamental na constituição do sujeito, sendo uma condição para o acesso aos direitos sociaisXLIX no enfrentamento de situações adversas e de violação desses direitos. 2. Tal concepção de sujeito permeia a proposta educativa, pastoral e social marista e fundamenta o desenvolvimento de projetos de vida baseados em princípios éticos e solidários, indispensáveis para a formação de pessoas comprometidas com a construção de relações justas e fraternas. (Ver: DIREITOS e VULNERABILIDADE.)

SUPERIOR GERAL: coordenador geral do Instituto Marista.

1. Sucessor do Fundador, reúne todos os Irmãos do Instituto em torno de Cristo. Guia-os e acompanha-os na fidelidade a seus compromissos, de acordo com as necessidades dos tempos e segundo o carisma marista. Tem autoridade direta sobre todos os Irmãos, todas as comunidades, os Distritos e as Províncias. “Pode dispensar temporariamente um Irmão, uma comunidade ou uma Província de pontos particulares, de ordem disciplinar, das ‘Constituições’.”162 É eleito pelo Capítulo Geral, por voto secreto e por maioria absoluta dos Irmãos eleitores. No momento da eleição, deve ter no A Constituição da República Federativa do Brasil, Artigo 6º, preconiza a garantia dos direitos sociais: “educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados”, na perspectiva do bem de todos, sem discriminações de qualquer gênero.

XLIX


117 mínimo dez anos de votos perpétuos. Seu mandato é de oito anos, com direito a reeleição. Sua deposição compete à Santa Sé163. (Ver: CARISMA MARISTA, CAPÍTULO GERAL, CHAMPAGNAT, COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA, CONSTITUIÇÕES, PROVÍNCIA OU DISTRITO, SANTA SÉ e VOTOS.)

SUSTENTABILIDADE: “característica ou condição do que é sustentável”164.

1. O conceito de sustentabilidade mais usado no mundo, adotado inclusive pela ONU, também conhecido como “tripé da sustentabilidade” envolve três dimensões: sustentabilidade social, econômica e ambiental. É baseado na abordagem “Triple Bottom Line”L ou “3 Ps”: “People” (Pessoas), “Profit” (Lucro) and “Planet” (Planeta). Essa abordagem defende que o impacto de uma organização deve ser avaliado não só por meio do resultado financeiro ou lucro (“profit”), como também pelo empenho em questões sociais/éticas (“people”) e ambientais (“planet”).165 Alguns autores incluem outras dimensões cuja aplicabilidade pode ser importante nas instituições de ensino. O melhor exemplo são as cinco dimensões da sustentabilidade de Ignacy Sachs166 que além das três já citadas, inclui também a sustentabilidade cultural e a espacial. Já o desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.LI É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Há estudiosos que defendem que os três aspectos acima devem ser abordados de forma integrada, nunca isoladamente, porque cada um deles é crucial para a sustentabilidade.167 2.Gerir uma instituição de forma sustentável significa valorizar o capital humano, ambiental e financeiro de modo a gerar valor (resultado econômico). Na PMBCS, é corrente também o uso do termo “sustentabilidade econômica”, no sentido de desenvolverem-se iniciativas que garantam a perenidade dos negócios empreendidos pela Província. (Ver: VALOR AGREGADO.) L A abordagem triple bottom line foi formulada em 1994 pelo consultor ambiental John Elkington, considerado pela revista Business Week como "decano do movimento da sustentabilidade corporativa" (ELKINGTON, 1994, p. 90-101). LI Segundo os estudiosos Antonia Lütteken e Konrado Hagedorn, da Universidade Humboldt de Berlim, este conceito se originou no Relatório Brundtlandt, documento também intitulado como “Nosso Futuro Comum” (“Our Common Future”), de 1987, e na Estratégia de Conservação Mundial de 1980.


120 TESTAMENTO ESPIRITUAL: documento escrito aos Irmãos contendo os

últimos desejos e orientações espirituais de Marcelino Champagnat, ditado por ele alguns dias antes da sua morte. 1. Champagnat pronunciou o texto com a intenção explícita de sublinhar tudo que julgava ser importante para a orientação dos Irmãos, no momento final da sua vida. As expressões da sua última vontade foram anotadas pelos Irmãos Francisco e Luís Maria, que estavam à sua cabeceira. No mesmo dia,18 de maio de 1840, tudo foi transcrito e lido para o Fundador que aprovou o texto e o assinouLII.

(Ver: CHAMPAGNAT)

TORNAR JESUS CRISTO CONHECIDO E AMADO: objetivo central das atividades apostólicas dos Irmãos Maristas. 1. É a missão de toda a ação marista, cuja finalidade é propagar o Reino de Deus. O que o Fundador procurava incutir nos Irmãos era a convicção pessoal e seu modo de agir habitual. Ele dizia: “Não posso ver um menino sem experimentar o desejo de falar-lhe de Jesus Cristo, de quanto Ele o ama”168. As Constituições dos Irmãos Maristas afirmam: “A fé e o desejo que tinha Marcelino Champagnat de cumprir a vontade de Deus revelaram-lhe a sua missão [de vida]: tornar Jesus Cristo conhecido e amado”169. Em complemento a essa meta, o Instituto Marista170 tem por missão oficial: “A educação das crianças e jovens, tanto em estruturas escolares como em campos informais, com especial preferência para com os pobres.”LIII Marcelino aplicava a expressão também em relação a Nossa Senhora: “Torná-la conhecida e amada”171. (Ver: CARISMA MARISTA, INSTITUTO MARISTA, JESUS CRISTO, JOVEM MONTAGNE e MISSÃO MARISTA.)

TRANSCENDÊNCIA: estado ou condição do princípio divino, do que está

acima de toda experiência humana ou do próprio ser humano.172 1. Aquilo que “ultrapassa os limites de alguma faculdade huLII O texto completo do Testamento Espiritual de Marcelino Champagnat encontra-se no livro Constituições dos Irmãos Maristas (INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997) e no final da 1ª Parte do livro da biografia do fundador, Vida de São Marcelino José Bento Champagnat (FURET, 1999). LIII Este lema continua forte e relevante para o Instituto Marista na atualidade. Exemplo disso é que, no ano de 2006, foi publicada pelo Ir. Seán Sammon, então Superior Geral do Instituto Marista, a circular “Tornar Jesus Cristo Conhecido e Amado: a Vida Apostólica Marista Hoje”, que trata da missão, carisma e identidade maristas nos dias de hoje.


121 mana ou de todas as faculdades e do próprio homem.”173 Uma “qualidade de Deus em relação ao mundo e aos seres que Ele Criou”174. Pode também ser entendida como capacidade ou virtude que uma pessoa tem de transpor sua própria realidade, buscando pensar e agir para além de suas capacidades conhecidas. TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: resultado de processos de mudanças que ocorrem na trajetória social, decorrentes das tensões na correlação de forças entre a ordem vigente e a possibilidade de transformação dela; alteração das relações sociais em seus complexos contextos históricos e culturais, econômicos e sociais, institucionais e políticos. 1. Para promover a transformação social, a proposta educacional, social e pastoral marista, desenvolvida nas realidades sociais, políticas e econômicas onde o Instituto Marista atua, compromete-se com o fortalecimento dos sujeitos e da comunidade, a partir da construção do conhecimento, do desenvolvimento da capacidade de análise crítica e do empoderamento dos sujeitos da ação, em vistas à consolidação dos direitos humanos. Considera esses sujeitos como construtores de suas histórias e de seu grupo social, atores da transformação social, com participação em espaços e redes democráticos legítimos de debate, para a definição e controle de políticas públicas que impactam na formação de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. (Ver: SUJEITO.)

“TRÊS VIOLETAS”:

símbolo das três principais virtudes maristas: humildade, simplicidade e modéstia.


122 1. Desde os primórdios do Instituto Marista, a violeta foi escolhida como símbolo da simplicidade, virtude principal que deve animar todo Irmão Marista. Ao proferir suas palestras aos Irmãos, Champagnat sempre associava a virtude da humildade às atitudes de modéstia e de simplicidade. Por isso, com o tempo, as três virtudes, “humildade, simplicidade e modéstia”, foram associadas e passaram a integrar a identidade marista. Champagnat ensinava que o marista procura não ser espalhafatoso, arrogante e inacessível; pelo contrário, deve fazer o bem, sem alarde. A flor da violeta é usada como símbolo por ser uma flor pequena, não vistosa, muitas vezes escondida sob as folhas, mas que embeleza os ambientes onde está. As “três violetas” são descritas desta forma: humildade – faz o marista reconhecer suas potencialidades e limites e lhe impulsiona a um aprendizado constante, contribuindo para que o Instituto seja reconhecido como uma instituição de vanguarda, eficiente, qualificada e comprometida com os valores humanos; simplicidade – o marista esforça-se para ser íntegro, autêntico e transparente, assim, sua simplicidade é fruto da unidade entre ser e agir e se expressa no trato com as pessoas; modéstia – motiva o marista a fazer o bem com gratuidade e sem ostentação, por meio de pequenos gestos, palavras e ações.175 (Ver: IDENTIDADE MARISTA, PEQUENAS VIRTUDES e VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS.)

TUDO A JESUS POR MARIA, TUDO A MARIA PARA JESUS: lema do Instituto Marista.

1. Esse lema aparece no brasão marista que traz, entre outros elementos, o “M” marista, a coroa de doze estrelas, as três violetas e a frase, em latim: “Ad Jesum per Mariam”. A primeira parte da frase “Tudo a Jesus por Maria” já era conhecida e utilizada antes da época de Marcelino Champagnat. O aporte mais tipicamente marista parece ser a segunda parte do lema: “Tudo a Maria para Jesus”. As duas partes da frase exprimem a mesma noção da centralidade de Jesus Cristo. Maria é intermediária e caminho. Frase de Champagnat: “Maria não nos recebe senão para nos levar a Jesus”176. (Ver: ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA, JESUS CRISTO, “M” MARISTA e TRÊS VIOLETAS.)


Relicário no qual se encontram os restos mortais de São Marcelino Champagnat. O referido relicário está no interior da capela da casa de l`Hermitage, na França. E traz o lema “Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus”, nas suas laterais.


124


125


126 UMBRASIL: União Marista do Brasil, entidade que representa a totalidade das estruturas e ações dos Irmãos Maristas no Brasil.177 1. Sediada em Brasília (DF), é formada por nove entidades associadas, cuja atuação abrange todo o território nacional: Associação Brasileira de Assistência, Educação e Cultura (ABAEC), Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC), Associação Paraense de Cultura (APC), Sociedade Meridional de Educação (SOME), União Brasileira de Educação e Assistência (UBEA), União Brasileira de Educação e Ensino (UBEE), União Catarinense de Educação (UCE), União Norte-Brasileira de Educação e Cultura (UNBEC), União Sul-Brasileira de Educação e Ensino (USBEE) e Editora FTD. Destas, ABEC, UCE, APC e Editora FTD fazem parte da Província Marista do Brasil Centro-Sul. Tais associadas são entidades sem fins econômicos que atuam em diversas frentes: Assistência Social (assessoria e defesa de direitos, organização social e comunitária, ações de prevenção, medidas socioeducativas, inclusão social, proteção ao cidadão em situação de risco e vulnerabilidade social); Educação (seja formal, informal, básica, superior e de pesquisa científica); Comunicação Social e Cultura (editoras, emissoras de rádio, transmissoras de TV, produtoras de vídeo, teatros, centro de eventos); Saúde (hospitais, centros de saúde, assistência ao idoso) e Evangelização (pastorais sociais, centros de formação juvenil, formação de lideranças, educação na fé). Embora a UMBRASIL tenha sido constituída oficialmente em 2005, o Instituto Marista está presente no Brasil desde 1897. (Ver: EVANGELIZAÇÃO, INSTITUTO MARISTA, MANTENEDORA, PROVÍNCIA OU DISTRITO e VULNERABILIDADE.)


127 USO EVANGÉLICO DOS BENS: documento que traz considerações e orientações práticas para o uso e a destinação dos bens de que dispõe o Instituto Marista, em favor das atividades apostólicas, educativas, sociais e para a formação e manutenção de Irmãos. 1. O tema “uso evangélico dos bens” vem sendo abordado com mais ênfase pelo Instituto Marista há mais de vinte anos. Um dos marcos dessa reflexão foi a publicação, em 2000, da circular “A Propósito de Nossos Bens”178, pelo então Superior Geral, Ir. Benito Arbués. Como reflexo desse documento, os participantes do XX Capítulo Geral (2001) pediram ao Conselho Geral do Instituto que estruturasse um plano de discernimento sobre o assunto, o qual deveria acompanhar, ainda, o “uso evangélico dos bens” nas unidades maristas pelo mundo. Em 2004, o Irmão Superior Geral à época, Ir. Seán Sammon, e seu Conselho publicaram o documento “Plano de Discernimento sobre o Uso Evangélico dos Bens”. No prefácio, Ir. Seán pede a todos os Irmãos que discutam e coloquem-no em prática, de forma “a responder ao desafio de administrar nossos recursos como Instituto.”179 Posteriormente, foi publicado o livro Uso evangélico dos bens180 (2009), do Ir. Pedro Ost, que traz uma visão além da questão financeira, tratando, por exemplo, de aspectos da vida, do carisma, dos recursos humanos e da justiça social. (Ver: CAPÍTULO GERAL, CIRCULAR MARISTA e SUPERIOR GERAL.)


128


129


130 VALOR AGREGADO: resultado reconhecido pela sociedade, ou parte dela, do esforço feito por uma organização na realização de sua missão. 1. O valor agregado pode ser calculado pela diferença entre o faturamento da organização (total recebido dos clientes) e tudo o que é pago a terceiros referente a matérias-primas e/ ou insumos. É do valor agregado que saem os salários, impostos, aluguéis, pagamentos de juros e também os lucros de uma organização. Contudo, a visão de aumento do valor agregado (todos que participam direta ou indiretamente no cumprimento da missão) é muito mais motivadora e construtiva para a sociedade do que a visão focada somente no aumento dos lucros (maximização do retorno para o acionista mesmo que em detrimento dos outros envolvidos). Há alguns anos se buscou ampliar o conceito de lucro para sair somente do financeiro e se falar em lucro social, entre outros. Porém, o conceito de valor agregado181 se mostrou mais abrangente e mais alinhado ao conceito de sustentabilidade. (Ver: SUSTENTABILIDADE.)

VALORES INSTITUCIONAIS DA PMBCS: ideias referenciais que evidenciam

o modo próprio dos integrantes da Província de viver o Evangelho, desenvolvendo o estilo Marista característico de educar, comunicar, cuidar e administrar. 1. Ao cultivá-los, Imãos, Leigos, Leigas e colaboradores se mantêm firmes e constantes na missão de tornar Jesus Cristo conhecido e amado, de acordo com a identidade marista. São elesLIV: “Amor ao trabalho: a exemplo de Marcelino Champagnat, somos constantes e perseverantes no trabalho cotidiano. Realizamos as tarefas que nos cabem com disposição, generosidade e espírito cooperativo. Esforçamo-nos para promover a nossa própria formação permanente e para fornecer respostas criativas aos desafios da realidade. Pelo exemplo, ensinamos que o trabalho é meio de realização pessoal e contribuição para o bem-estar da sociedade. LIV

Cf. “Nossos valores um estilo marista próprio”, 2010.


131


132 Espírito de família: construímos entre as pessoas uma relação de parceria ativa, acolhendo-as e compreendendo-nos como diferentes e complementares. Valorizamos a construção coletiva, a autonomia responsável, a flexibilidade, a ajuda mútua e o perdão. Ousamos construir comunidade, com alegria, e fazer dela fonte de vida. Espiritualidade: nossa espiritualidade é marial e apostólica – prática, relacional e afetiva, fundamentada no Evangelho, sendo Maria a inspiradora de nosso jeito de ser e atuar. Constrói o modo como compreendemos o mundo, a natureza, as pessoas, Deus e como nos relacionamos com eles. É a força propulsora de nossa vida. Justiça: pautados nos valores cristãos, fazemos o bom uso de todos os bens e recursos em vista da formação integral do ser humano e do bem comum. Empenhamo-nos concretamente com a solidariedade, imperativo ético de nossos tempos que dignifica e emancipa os sujeitos. Presença: acreditamos que o exemplo de vida é o meio mais eficaz na construção de um ser humano pleno. Por isso, buscamos estar próximos das pessoas, inculturando-nos em suas realidades, valorizando e cultivando os laços de cuidado e ternura, solicitude e afabilidade, e construindo uma sólida relação de confiança marcada por uma presença atenta e acolhedora. Simplicidade: esforçamo-nos por ser íntegros, autênticos e transparentes. Assim, a nossa simplicidade é fruto da unidade entre ser e agir e se expressa no trato com as pessoas. Está ligada à humildade e à modéstia que nos ajudam a compreender melhor as nossas potencialidades e limitações, e nos fazem aptos a aceitar os outros, respeitando-os em sua dignidade e liberdade.” (Ver: ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA, MISSÃO MARISTA, PASTORAL MARISTA, PEQUENAS VIRTUDES e TRÊS VIOLETAS.)

VIDA APOSTÓLICA: expressão de seguimento de Jesus Cristo, caracterizado pelo empenho na evangelização e na promoção da vida. 1. Apóstolo, do grego, significa “enviado a serviço de uma missão”182. No Novo Testamento, são assim designados os doze discípulos escolhidos por Jesus. Após sua morte e ressurreição,


133 recebem em Pentecostes o Espírito Santo, que os envia a pregar o Evangelho e continuar o ministério de Jesus. São designadas ainda com esse termo as testemunhas da ressurreição enviadas por Jesus, os missionários enviados por determinada Igreja (sobretudo a de Antioquia) e os delegados de uma Igreja à outra com uma missão específica. A vida apostólica está relacionada à disposição do cristão em seguir Jesus Cristo e anunciá-lo, colocando-se a serviço das pessoas pela caridade. Além disso, há pessoas que se consagram a Deus em um Instituto Religioso para se dedicar especialmente a determinado grupo, segundo carisma próprio. 2. Conforme as Constituições Maristas, “a ação apostólica é inerente à própria natureza de nossa família religiosa”183 . A ação apostólica marista está diretamente ligada à educação: Marcelino Champagnat fundou o Instituto “para a educação cristã dos jovens, particularmente os mais necessitados”184. A espiritualidade marista se autodesigna “apostólica” e “marial”, indicando que somos todos seguidores de Jesus inspirados pelas atitudes de Maria, considerada mãe e primeira apóstola de Cristo. (Ver: DO JEITO DE MARIA e ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA MARISTA.)

VIDA CONSAGRADA: testemunho, por meio da vida em comunidade e profissão pública de votos, de uma vida inteiramente dedicada a Deus e aos seres humanos185. (Sinônimo: vida religiosa.) 1. Todos os cristãos são chamados à santidade186, seguindo Jesus Cristo e vivendo de acordo com o Evangelho. No entanto, alguns homens e mulheres, respondendo a especial apelo de Deus, assumem de forma radical os compromissos assumidos no batismo: seguir Cristo e viver segundo o mandamento do amor, além dos outros valores vividos por Ele. Por meio de profissão pública de votos de pobreza, castidade e obediência, traços característicos de Jesus, vivem em comunidade e comprometem-se com o carisma próprio de seu instituto religioso. Assim como os apóstolos, esses cristãos, denominados “religiosos”, deixam tudo para estarem com Cristo e colocarem-se, com Ele, a serviço de Deus e dos irmãos187. Tal doação é o que os consagra ao Senhor. Seguir radicalmente a Jesus Cristo e


134 colocar-se a serviço de Deus e dos irmãos leva o religioso consagrado a ser testemunha do Reino de Deus e instrumento de salvação188. (Ver: CARISMA MARISTA, COMUNIDADE RELIGIOSA MARISTA, CONGREGAÇÃO RELIGIOSA, IRMÃO, REINO DE DEUS e VOTOS.)

VIGÁRIO GERAL: Irmão Vice-Superior Geral.

1. Colaborador mais próximo do Irmão Superior Geral. Substitui-o em sua ausência e quando este, total ou parcialmente, estiver impedido de exercer o cargo189. É eleito ou reeleito pelo Capítulo Geral, por voto secreto e pela maioria absoluta dos Irmãos eleitores190. No momento da eleição, deve ter no mínimo dez anos de votos perpétuos. Seu mandato é de oito anos, com direito a uma reeleição. Sua demissão ou deposição compete à Santa Sé. (Ver: CAPÍTULO GERAL, SANTA SÉ, SUPERIOR GERAL e VOTOS.)

chamado de Deus e da Igreja para a vida e a missão em Cristo, segundo carismas, serviços e ministérios diversos. 1. Há diferentes níveis e modalidades de vocação. Todos os seres humanos recebem o dom da vida, para ser “imagem e semelhança” de Deus. Os cristãos, pelo batismo, são chamados a entrar em comunhão com Cristo e segui-lo como discípulos. Esse seguimento acontece em formas diversas dentro da Igreja. A vocação laical, à que pertence a maioria dos fiéis, é a inserção nas realidades do mundo para aí viver o testemunho cristão. Entre os leigos, muitos vivem o matrimônio como expressão da convocação de Deus para participar do dom de seu amor. Para o serviço da Palavra, o ensino e a administração dos sacramentos, Deus convoca homens a fim de exercer o ministério pastoral: bispos, presbíteros e diáconos. Deus chama mulheres e homens para uma vocação particular: a vida consagrada. Pela profissão dos conselhos evangélicos – pobreza, castidade e obediência – e a vida em comum, dão testemunho da radicalidade do Reino de Deus, sobretudo no serviço aos mais necessitados. Os religiosos podem ser tanto leigos, como os Irmãos maristas, quanto ministros ordenados, como os Padres maristas.

VOCAÇÃO:


135 Vocação e missão não são dois elementos separados, pois a vocação traduz-se espontaneamente em serviço, uma vez que este é parte integrante da vocação. Assim, a vocação é um chamado de Deus para que se assuma uma missão na vida como um todo. Não se aplica a escolhas profissionais ou acadêmicas. Desse modo, é incorreto o uso do termo “vocação profissional”, que deve ser evitado. VOTOS: voto de pobreza, castidade e obediência. (Sinônimo: conselhos evangélicos.) 1. Os votos de pobreza, castidade e obediência, como são conhecidos hoje, surgiram de forma sistematizada no século XII, quando se criou a noção de estado religioso. No entanto, já eram praticados anteriormente, por pessoas em busca da perfeição cristã, tanto no Oriente, como no OcidenteLV. A profissão desses votos, assim como são entendidos atualmente, quer dar significado, concretizar e pormenorizar a consagração total a Deus, aceitando o Seu senhorio e o serviço aos irmãos e irmãs, no seguimento radical a Jesus Cristo. Por medida de prudência, a Igreja prevê que os religiosos, logo após o Noviciado, façam os votos por tempo limitado (votos temporários), permitindo maior tempo para o discernimento, em vista de uma decisão de vida consciente e definitiva. 2. Como fazem todos os religiosos, o Irmão Marista responde a Deus, consagrado-se a Ele com a profissão dos votos de pobreza, castidade e obediência. A consagração é pública e recebida pelo Superior Geral ou seu delegado191. Quanto ao significado dos votos para o Irmão Marista, assim dizem as “Constituições e Estatutos”: “os votos, expressão de nosso amor ao Senhor, são fonte de união da comunidade marista. A castidade, libertando o coração das formas possessivas do afeto, dá-lhe a dimensão e a energia do amor universal. A pobreza põe à disposição dos outros tudo o que temos e somos. A obediência orienta a comunidade para procurar e cumprir a vontade de Deus192”. Para o Irmão Marista, os votos temporários são renovados por período mínimo de quatro e máximo de nove anos. O Irmão LV A tríplice promessa (castidade, comunhão e obediência) aparece pela primeira vez nas regras dos Trinitários em 1198 (APARÍCIO RODRÍGUEZ; CANALS CASAS, 1994, p. 1182-1190).


136 deve ter 18 anos completos e concluído o Noviciado de forma válida, além de ser admitido pelo Ir. Provincial e seu Conselho e aprovado pelo Superior Geral. Deve fazer sua profissão de votos de forma livre e consciente. Para a profissão perpétua (por toda a vida), o Irmão deverá ter idade mínima de 24 anos193. O voto de estabilidade é um quarto voto que todo Irmão Marista pode emitir depois de dez anos de profissão perpétua, mediante aprovação do Ir. Provincial e confirmação do Superior Geral. Embora não seja voto canônico, esse voto é previsto nas “Constituições e Estatutos” do Instituto Marista. O Irmão poderá proferi-lo quando perceber que há harmonia entre a sua vocação pessoal e a sua pertença ao Instituto. Por meio do voto de estabilidade, o Irmão quer demonstrar sua fidelidade a Deus, sua vontade de viver o ideal marista com generosidade e sua gratidão para com a Virgem Maria e o Instituto Marista, bem como promover comunidades fervorosas e fraternas capazes de gerar novas vocações maristas194. 3. Dispensa dos votos: se, por algum motivo pessoal, depois de tempo de discernimento, com ajuda dos superiores ou pessoa especializada, um Irmão concluir pela conveniência de se retirar do Instituto, poderá fazer o pedido na paz e na entrega ao Senhor. Se for de votos temporários, poderá sair livremente no final do prazo de duração da profissão. Se for de votos perpétuos, deverá fazer pedido escrito de dispensa de votos ao Superior Geral. Se este o acolher, submeterá o pedido ao parecer do Conselho Geral. Depois, o pedido é encaminhado à Santa Sé. Em casos especiais, um Irmão poderá obter dispensa temporária da vida em comunidade.195 (Ver: CONSTITUIÇÕES, ETAPAS DE FORMAÇÃO DO IRMÃO MARISTA, IRMÃO PROVINCIAL, SANTA SÉ , SUPERIOR GERAL e VIDA CONSAGRADA.)

VULNERABILIDADE: sob

a perspectiva social, é a situação pessoal e social na qual se encontra o sujeito que não tem garantidos os direitos humanos e acesso integral aos direitos sociais estabelecidos pela Constituição da República Federativa do Brasil. 1. Os sujeitos que não têm garantidos os direitos humanos e acesso aos direitos sociais tornam-se mais suscetíveis às conse-


137

quências dessa exclusão: perda ou fragilidade de laços afetivos e de sentimento de pertença; discriminação em relação às suas características étnicas, culturais e de gênero; violência e exploração no trabalho. (Ver: DIREITOS e SUJEITO.)


138

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS 1. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 25. (C.8). 2. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 154. (C.151.8). 3. INSTITUT DES FRÈRES MARISTES, 1852, p. 15. 4. FLORISTÁN SAMANES; TAMAYO-ACOSTA, 1999, p. 259. 5. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 140-141 (C.138). 6. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 141 (C.139). 7. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 142-143 (C.140). 8. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 143 (C.141). 9. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 143-144 (C.144). 10. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 144 (C.142). 11. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 152 (C.151). 12. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 152-153 (C. 151.1 e 2). 13. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2008, p. 3. 14. LACOSTE, 2004 e SAMMON, 2006. 15. IGREJA CATÓLICA, 2004. (CT) 16. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE, 2007, n. 286-288. 17. CNBB, 1983, n. 129, p. 49. 18. CNBB, 1983, n. 29, p. 17. 19. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 43. 20. CHAMPAGNAT, 1997, p. 41. 21. HOUAISS; VILLAR, 2001, p. 601. 22. HORTAL, 2005. 23. HOUAISS; VILLAR, 2001, p. 782. 24. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 157 (C.153). 25. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 155 (C.152). 26. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 57 (C.50.1). 27. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 57 (C.49.1). 28. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 59 (C.52.1). 29. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p.62 (C.57). 30. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 60 (C.54.1). 31. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 62 (C.56.1). 32. ASSEMBLEIA INTERNACIONAL DA MISSÃO MARISTA, MENDES, 2007. 33. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 63 (C.58.1). 34. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 64 (C.60.1). 35. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 64-65 (C.60.2). 36. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 65 (C.60.3). 37. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 65 (C.60.4). 38. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 65-66 (C.61). 39. HORTAL, 2005, p. 172 (Cânon 589). 40. HORTAL, 2005, p. 175 (Cânon 607). 41. HORTAL, 2005, p. 204-205 (Cânones 731 e 732). 42. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2009, p. 2. 43. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 135 (C.136). 44. HORTAL, 2005, p. 170 (Cânon 578). 45. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997. 46. SECRETARIADO PARA OS NÃO CRISTÃOS. 2001, n.29. 47. Cf. Gn 1, 26-28. 48. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997.


139 49. BRASIL, 1993. 50. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 22 (C3). 51. CHAMPAGNAT, 2008. 52. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO, 1987, p. 129. 53. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2006, p. 23. 54. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 31. 55. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 164 (C160). 56. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 162 (C156). 57. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 44. 58. MORAN; MASETTO; BEHRENS, 2006, p.12. 59. SAMMON, 2006, p. 26. 60. FREIRE, 1998, p. 68. 61. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, 2000, p. 26. 62. FLORISTÁN SAMANES; TAMAYO-ACOSTA, 1999. 63. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2007. 64. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2010 (p.12). 65. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1993, p. 29 (nº 74). 66. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1993, p. 53-58 (nº 161-178). 67. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 102 (C. 97). 68. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 110-111 (C110). 69. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 123. 70. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p.88 (C 86). 71. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL , 2009, p. 9-10. 72. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 41. 73. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 39. 74. SAMMON, 2006, p.112-113. 75. MARTINS, 2002. 76. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 39. 77. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO SUL, 2010, p. 6 78. SAMMON, 2006. 79. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997. 80. Cf. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 1997 (760-762). 81. Cf. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 1997 (763-766). 82. Cf. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 1997 (767). 83. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO, 1991 (nº 24, 230, 263). 84. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO, 1991 (nº 55). 85. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO, 1991 (nº 248). 86. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO, 1991 (nº 248, 256). 87. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO, 1991 (nº119). 88. BERNARDES, 1993. 89. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 142-143 (C140). 90. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 143-144 (C 141 e 142). 91. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2008, p. 3. 92. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 135 (C136). 93. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 147 (C149). 94. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 147 (C148).


140 95. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 147 (C149). 96. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 108 (C107). 97. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 109 (C108.1). 98. HORTAL, 2005, p. 185 (Cânon 651). 99. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 108 (C107). 100. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 108-109 (C108). 101. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 140 (C137.7). 102. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 139 (C137.6). 103. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 144 (C143). 104. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 146 (C144). 105. Cf. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 1997 (423). 106. HORTAL, 2005, p. 77 (Cânon 207). 107. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2009, p. 26-27. (nº 8-11). 108. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2009, p. 26-27. 109. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 25 e 176 (C8 e C164.4). 110. CONCÍLIO VATICANO II, 2000, p.263-265, (SC7 e SC10). 111. Catecismo da Igreja Católica, nº 1069. 112. Catecismo da Igreja Católica, nº 1070. 113. FAMÍLIA MARISTA. Disponível em: <http://www.maristfamilyspirituality.org/pt/ articlesView.asp?id=12>. 114. CHAMPAGNAT, 1997, p. 210. 115. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2009. 116. SAMARA; BARROS, 1997. 117. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 84 (C80). 118. CHAMPAGNAT, 1997, p. 210. 119. GUIDE DES ÉCOLES, 1923, p. 11-13. 120. GUIDE DES ÉCOLES, 1923, p. 216-218; INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1993, p.14 -18. 121. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003. 122. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS, 2003. 123. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 21-22 (C2). 124. SAMMON, 2006, p. 8. 125. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2010 (p.6). 126. LACOSTE, 2004. 127. COMISSÃO NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2008, p. 25. 128. UNIÃO MARISTA DO BRASIL, 2008, p. 10. 129. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 176 (C164.4). 130. HALL, 2004, p. 32. 131. BERNARDES, 1993. 132. FURET, 1999, p. 500-501. 133. COTTA, 1996, p. 40. 134. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL , 2009, p. 11. 135. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 61. 136. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 63. 137. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2006. 138. PEDROSA; SASTRE; BERZOSA, 2000, p. 1096. 139. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 97 (C93). 140. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2006, p. 169. 141. CHAMPAGNAT, 1999, 49-50; FURET, 1999, p. 483-484. 142. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 50.


141 143. JULIATTO, 2009. 144. COMTE-SPONVILLE, 1996. 145. ROCHA, 2006. 146. FURET, 1927. 147. COMTE-SPONVILLE, 1996. 148. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL, 2009. 149. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 21 (C1). 150. CEDECA, 2009. 151. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 130 (C126). 152. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 131 (C127). 153. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 131 (C128). 154. CONCÍLIO VATICANO II, 2000, (LG 3, 35-36). 155. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2003, p. 33. 156. WIKIPEDIA, 2009a. 157. WIKIPEDIA, 2009a. 158. DISCOVERY, 2009. 159. SOCIEDADE DE MARIA, 2004, C 228. 160. JOÃO PAULO II. Sollicitudo rei socialis. 161. INSTITUTO MARISTA, 2003, p. 123. 162. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 132-133 (C 130). 163. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 133. (C131). 164. HOUAISS, 2001, p. 2649. 165. NORMAN; MACDONALD, 2003, p. 1. 166. SACHS, 2002. 167. LÜTTEKEN; HAGEDORN. Disponível em: <http:// http://www.fao.org/regional/ SEUR/ceesa/concept.htm>. 168. FURET, 1999, p. 460. 169. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 21-22 (C2). 170. CHAMPAGNAT, 2008. 171. FURET, 1999, p. 319. 172. ABBAGNANO, 2000. 173. ABBAGNANO, 2000, p. 973. 174. HOUAISS; VILLAR, 2001, p. 2749. 175. STROBINO, 2008. 176. FAUSTINO, 1998, p. 24. 177. UNIÃO MARISTA DO BRASIL, 2008. 178. ARBUÉS, 2006. 179. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 2004. 180. OST, 2009. 181. VARGAS, 2005. 182. HOUAISS, 2001, p. 260. 183. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 32 (C17). 184. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 22 (C2). 185. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 26 (C10). 186. CONCÍLIO VATICANO, 2000, p. 92 (LG 42). 187. IGREJA CATÓLICA, 1996, p. 70. 188. CONCÍLIO VATICANO, 2000, p. 93-94, (LG44). 189. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 134 (C132). 190. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 134 (C133). 191. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, 1997, p. 31 (C15). 192. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 57 (C50).


142 193. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 117 (C113). 194. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 179-181 (C170). 195. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS, p. 121-123 (C115-117).

REFERÊNCIAS ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. APARÍCIO RODRÍGUEZ,A.; CANALS CASAS, J. Dicionário teológico da vida consagrada. São Paulo: Paulus, 1994. ARBUÉS, B. A propósito de nossos bens. Circulares do Superior Geral dos Irmãos Maristas, v. XXX, n.º 4, 31 out.2006. AVIT, H. B. Annales de l´Institut. Roma: Città Nouva, 1927. ASSEMBLEIA INTERNACIONAL DA MISSÃO MARISTA, MENDES, 2007. Disponível em: <http://www.champagnat.org/pt/220513000.asp>. BERNARDES, C. Teoria geral da administração: a análise integrada das organizações. São Paulo: Atlas, 1993. BÍBLIA sagrada. 21. ed. São Paulo: Ave Maria, 1975. BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente (1990); OLIVEIRA, Juarez de. Estatuto da criança e do adolescente. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1993. BRASIL. Política nacional de assistência social (2004). Disponível em: < http://www. social.rj.gov.br/familiar/pdf/pnas.pdf>. Acesso em: 27 nov. 2009. BRASIL; MORAES, A. Constituição da República Federativa do Brasil: de 5 de outubro de 1988. 22. ed. São Paulo: Atlas, 2004. CARVALHO, M. C.; GUARÁ, I. Gestão municipal dos serviços de atenção à criança e ao adolescente. São Paulo: IEE/PUC-SP e CBIA, 1995. CATECISMO da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 1997. CEDECA. Disponível em: <http;//www.cedeca.org.br/PDF/protagonismo_juvenil_eleonora_rabello.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2009. CHAMPAGNAT, M. J. B. Cartas. São Paulo: SIMAR, 1997. ________. Disponível em: <http://www.champagnat.org/pt/240100000.htm>. Acesso em: 17 dez. 2008. CNBB. Catequese Renovada: orientações e conteúdo. Documentos da CNBB 26. São Paulo, Paulinas, 1983. COMISSÃO NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO DOS IRMÃOS MARISTAS. Caminho da educação e amadurecimento na fé: a mística da Pastoral Juvenil Marista. São Paulo: FTD: UMBRASIL, 2008. (Coleção da PJM). COMTE-SPONVILLE, A. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 1996. CONCÍLIO VATICANO II, 1962-1965. BOAVENTURA; VIER, F. Compêndio do Vaticano II: constituições, decretos, declarações. 29. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.


143 CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO. Conclusões de Medellin. 6. ed. São Paulo: Paulinas, 1987. (Coleção Sal da Terra). ______. Santo Domingo. IV Conferência Geral do Episcopado Latino Americano: Nova evangelização e inculturação. 2.ed. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1993. CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE., 5, 2007, Aparecida do Norte, SP. Documento de Aparecida: texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe : 13-31 de maio de 2007. 9. ed. São Paulo: Paulus, 2008. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Catequese Renovada: orientações e conteúdo. Documentos da CNBB 26. São Paulo: Paulinas, 1983. ____________. Catecismo da Igreja Católica: edição revisada de acordo com o texto oficial em latim. São Paulo: Loyola, 1999. COTTA, G. Princípios educativos de Marcelino Champagnat. São Paulo: FTD, 1996 CRESTANI, Ir. A. P. ; CRESTANI, Ir. F. A. Fundamentos Psicológicos da Educação Marista. São Paulo: SIMAR – Serviço Interprovincial Marista, 1994. p. 47. (Coleção Cadernos de Educação da Educação Marista, v. 1). DISCOVERY. Disponível em: <http://www.discoverybrasil.com/ratzinger/santa_se/ index.shtml>. Acesso em: 08 nov. 2009. ELKINGTON, J. Towards the Sustainable Corporation: Win-Win-Win Business Strategies for Sustainable Development. California Management Review, p.90-101, Winter 1994. FAMÍLIA MARISTA. Perspectivas de espiritualidade. Disponível em: <http://www. maristfamilyspirituality.org/pt/articlesView.asp?id=12> FAUSTINO, J. Pensamentos de Marcelino Champagnat: fundador dos Irmãos Maristas. Porto Alegre: Centro Marista de Comunicação, 1998. FERRATER MORA, J. Dicionário de filosofia. São Paulo: M. Fontes, 2001. FLORISTÁN SAMANES, C.; TAMAYO-ACOSTA, J. J. Dicionário de conceitos fundamentais do cristianismo. São Paulo: Paulus, 1999. (Coleção Dicionários.) FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. FURET, J. B. Avis, leçons, sentences et instructions del Vénérable Père Champagnat. Paris/Lyon: Nouvelle Edition, 1927. _______. Vida de São Marcelino José Bento Champagnat. São Paulo: Loyola, 1999. HALL, R. H. Organizações: estrutura, processos e resultados. 8. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. HODGSON, G. M. The Hidden Persuaders: institutions and choice in economic theory. Seminário “A situação atual da microeconomia: uma perspectiva metodológica”. Programa de Doutorado em Desenvolvimento Econômico, UFPR, Curitiba, 16-17 out. 2000 (Anais).


144 HORTAL, J. Código de direito canônico. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2005. HOUAISS,A.; VILLAR, M. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. HOWARD, C. Circular: Pastoral das Vocações, v. XXIX. Festa de todos os Santos, 1987. IGREJA CATÓLICA Papa (1978-2005 : João Paulo II). Carta encíclica sollicitudo rei socialis do Sumo Pontifíce João Paulo II: aos bispos, aos sacerdotes, às famílias religiosas, aos filhos e filhas da Igreja e a todos os homens de boa vontade pelo vigésimo aniversário. São Paulo: Paulinas, 1988. _______. Exortação apostólica pós-sinodal Vita Consecrata ao episcopado e ao clero às ordens e congregações religiosas às sociedades de vida apostólica aos institutos seculares e a todos os fiéis sobre a vida consagrada e a sua missão na igreja e no mundo. São Paulo: Loyola, 1996. _______. Carta encíclica Redemptor Hominis do Sumo Pontífice João Paulo II: dirigida aos veneráveis irmãos no episcopado aos sacerdotes às famílias religiosas aos filhos e filhas da Igreja e a todos os homens de boa vontad. 5. ed. São Paulo: Paulinas, 1990. _______. A catequese hoje: exortação apostólica Catechesi Tradendae de Sua Santidade o Papa João Paulo II ao episcopado, ao clero e aos fiéis de toda a Igreja sobre a cateque. 14. ed. São Paulo: Paulinas, 2004. _______. Carta encíclica Fides et ratio do Sumo Pontífice João Paulo II: aos bispos da Igreja Católica sobre as relações entre fé e razão. 7. ed. São Paulo: Loyola, 1999. INSTITUT DES FRÈRES MARISTES. Guide des écoles: a l’usage des Petits-Frères-De-Marie: rédigé d’aprés les régles et les instructions du R. P. Champagnat. Lyon: Librairie Générale Catholique et Classique, 1923. _______. Règles Communes de L´Institut des petits frères de Marie. Lyon: Imprimerie D´Antoine Perisse, 1852. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Dicionário Houaiss – sinônimos e antônimos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003. INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS. Com Maria, ide depressa para uma nova terra! Roma: Casa Geral dos Irmãos Maristas, 2009. _______. Construir uma visão de futuro para o instituto. Notícias MARISTAS. N.º 103 – Ano II – 6 de maio de 2010. Roma _______. Constituições e estatutos. Roma: Administração Central dos Irmãos Maristas, 1997. _______. Em torno da mesma mesa. A vocação dos leigos maristas de Champagnat. Roma: Casa Generalícia dos Irmãos Maristas, 2009. _______. Guia da formação. Roma: Casa Geral dos Irmãos Maristas, 1993. ________. Missão Educativa Marista: um projeto para nosso tempo/Comissão Interprovincial de Educação Marista (1995 – 1998); (tradução Manoel Alves, Ricardo Tescarolo) – 3 ed. São Paulo: SIMAR, 2003. ___________. Plano de Discernimento sobre o Uso Evangélico dos Bens. Roma, 2004. _______. Relatório do Ir. Superior Geral e Seu Conselho para o XXI Capítulo Geral. Roma: Casa Geral dos Irmãos Maristas, 2009.


145 ________. Comissão de Publicações. Água da Rocha: espiritualidade marista fluindo na tradição de Marcelino Champagnat. Tradução de Ricardo Tescarolo. Roma: Casa Generalícia dos Irmãos Maristas, 2007. ________. Comissão Internacional de Educação Marista. Missão educativa Marista: um projeto para o nosso tempo = In the footsteps of Marcellin Champagnat: a vision of Marist education today. Tradução de Ir. Manoel Aves e Ricardo Tescarolo. 3. ed. São Paulo: SIMAR, 2003. JULIATTO, C. I. O horizonte da educação. Curitiba: Champagnat, 2009. ________. Parceiros educadores: estudantes, professores, colaboradores e dirigentes. Curitiba: Champagnat, 2007. ________. Um jeito próprio de evangelizar: a pastoral na PUCPR. Curitiba: Champagnat, 2008. LACOSTE, J. Dicionário Crítico de Teologia. Tradução de Paulo Meneses. São Paulo: Paulinas e Edições Loyola, 2004. LIBÂNIO, J. B. O que é pastoral. São Paulo: Brasiliense, 1982,1986. LÜTTEKEN; HAGEDORN. Disponível em: <http:// http://www.fao.org/regional/ SEUR/ceesa/concept.htm>. Acesso em: 15 dez. 2009. MARIA. Disponível em: <http://mariaportadoceu.blogspot.com/2009/09/doze-notaveis-privilegios-de-maria.html>. Acesso em: 06 nov. 2009. MARTINS, A. C. Estilo marista de educar. Porto Alegre: PUC-RS, 2002. Disponível em: <http://www.pucrs.br/conheca/estilomarista/index.htm>. Acesso em: 14 dez. 2009. MARTINS, M.; SIMÕES, A. Jornal das Organizações. XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. INTERCOM, Santos, 29 ago-2 set. 2007. (Anais). MELO, A. A. A evangelização no Brasil, dimensões teológicas e desafios pastorais. Roma: Editrice: 1996. MORAN, J. M.; MASETTO, M.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 12. ed. Campinas: Papirus, 2006. NORMAN, W.; MACDONALD, C. Getting to the bottom of “triple bottom line”. Press, Business Ethics Quarterly, March 2003. OST, P. Uso Evangélico dos Bens. Porto Alegre: Centro Marista de Comunicação, 2009. PEDROSA, V. M. et al. Dicionário de catequética. Tradução de H. Dalbosco. São Paulo: Paulus, 2004. (Dicionários). PEDROSA, V. M.; SASTRE, J.; BERZOSA, R. Diccionario de Pastoral y Evangelización. Burgos: Monte Carmelo, 2000. PROVÍNCIA MARISTA DO BRASIL CENTRO-SUL. Dia do Marista – 15 de agosto: virtudes para um mundo novo. 15 ago. 2009. Publicidade. ________. Direcionamentos pastorais para as mantenedoras e negócios da Província Marista do Brasil Centro-Sul. Curitiba: 2009. _______. Plano estratégico da Província Marista do Brasil Centro-Sul. Curitiba: 2010. _______. Plano Provincial de Pastoral. 1. ed. São Paulo: FTD, 2006.


146 _______. Relatório do Triênio: 2005-2008: III Capítulo Provincial – 5 e 6 de dezembro de 2008. In.: Regimento do Capítulo Provincial. Curitiba: Secretaria Provincial, 2008. _______. Nossos valores um estilo Marista próprio. 1.ed. São Paulo: FTD, 2010. ROCHA, Z. O amigo, um outro si mesmo: a Philia na metafísica de Platão e na ética de Aristóteles. Psyche. jun. 2006, vol.10, nº.17 [citado 11 nov. 2009], p.65-86. Disponível em : <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-11382006000100005&lng=pt&nrm=iso>. SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. 4. ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. SAMARA, B. S.; BARROS, J. C. Pesquisa de Marketing: conceitos e metodologia. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1997. SAMMON, S. D. Tornar Jesus Cristo conhecido e amado: a vida apostólica Marista hoje. Circulares do Superior Geral dos Irmãos Maristas. v. XXXI, n.º 3, 6 jun. 2006. _______. Uma Revolução do Coração: a esperança de Marcelino Champagnat e uma identidade contemporânea para os irmãozinhos de Maria. Instituto dos Irmãos Maristas, v. XXXI, nº 1, 6. jun. 2003. SARTORE, D.; TRIACCA, A. Dicionário de Liturgia. São Paulo: Paulus, 1992. SCHEID, E. O. O bom pastor. Disponível: < http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_Canal=45&cod_Noticia=6997. > Acesso em: 1º. nov. 2009. SECRETARIADO PARA OS NÃO CRISTÃOS. A Igreja e as outras religiões. São Paulo: Paulinas, 2001. SOCIEDADE DE MARIA. Constituições da Sociedade de Maria. São Paulo: 2004. STROBINO, I. Material didático do curso Hermitage Marista. Curitiba, 2008. UNIÃO MARISTA DO BRASIL. Comissão de Comunicação e Marketing. Manual de Identidade Visual. Brasília: UMBRASIL, 2008. UNIÃO MARISTA DO BRASIL. Relatório de Responsabilidade Social Marista – Brasil 2007. FTD, 15 jul. 2008. Publicidade. VARGAS, R. V. Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais competitivos. 6. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2005. WALTER, P. Dogma. In: LACOSTE, J.-Y. Dicionário crítico de teologia. São Paulo: Paulinas/Loyola, 2004, 568-574 WIKIPEDIA. Disponível em: <http://www.ptwikipedia.org/wiki/santa_se>. Acesso em: 06 nov. 2009a. ________. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Dogma>. Acesso em: 06 nov. 2009b. ________. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Elkington>. Acesso em: 06 nov. 2009c.


Termos, Expressões e Valores Institucionais  

Com o objetivo de assegurar que diferentes termos e expressões do universo marista sejam utilizados de forma padronizada e alinhada, nas ini...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you