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regards

b. vollmer

claude belime pierre corratgĂŠ gĂŠrard jaubert daniel rey benoĂŽt vollmer

revue de photographie 1

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le paysage

Perite histoire abrégée du paysage en photographie. Claude Belime

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Gérad Jaubert Benoît Vollmer Pierre Corratgé Claude Belime Daniel Rey

p7 p 29 p 43 p 67 p 77

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Petite histoire abrégée du paysage en photographie

L e paysage,« Une pensée q u i r é s o n n e a u r e g a r d » L . W i t t g e n s t e i n , P h i l o s o p h i s c h e Unte rsuch un gen . Nicéphore Niepce en réal i s a n t l a p r e m i è r e p h o t o g r a p h i e e n 1 8 2 6 , c e l l e d ’ u n p a y sa g e vu dep u is sa fen être d u Gra s à Sa in t -L ou p -d e -Va r e n n e , f a it n a î t r e l a ph o t o g r ap h i e . L’ h istoire d u paysage su it a l o rs l’his t o ire d e la p hot o g ra p hie . Dès le début, pour des rai s o n s t e c h n i q u e s , m a i s s u r t o u t p o u r s o n r ô l e d e t r a c e , d e présentation directe du rée l , l a p h o t o g r a p h i e s ’ a t t a c h e r a à d é c r i r e l e m o n d e . L a M i s sion Héliographique de 1851 e n e s t l ’ e x e m p l e p h a r e . C e l a m a r q u e r a d u r a b l e m e n t l a photograp hie de paysage et n o u s v e r r o n s q u e l ’ a p p r o c h e c o n t e m p o r a i n e y e s t e n p a r tie liée. Marq ué e p ar le roman tisme à la f in d u X IX ème s iè c l e ( Gu s t a v e l e G r a y, 1 8 2 0 - 1 8 8 2 ) , p u i s par le pictorialisme, la ph o t o g r a p h i e d e p a y s a g e s e r a s o u m i s e a u x r e c h e r c h e s d e l’art dans l’entre-deux-guer r e s . L’ a b s t r a c t i o n s e d é v e l o p p e r a ( A . S t i e g l i t z a u x U S A , 1864-1945) , l’in flu en ce d u con s t r u c t iv is me e t d u B a u ha u s , d a n s le s a nnées 2 O, m a rq u era des visions nouvelles amp l i f i a n t l e s v u e s a r c h i t e c t u r a l e s e t u r b a i n e s ( p l o n g é e , co ntre -plongée...) avec u n e v olon t é d ’u n if ie r l e s a r t s e t le s t e c hn iq u es ( v o i r B er eni c e A b ott, 1890-1992). L a Nouvelle O b j e c t i v i t é a l l e m a n d e ( N e u e S a c h l i ke i t ) , p a r s a v o l o n t é de re sti tuti on br u te d u mon d e, p a r la f r a g me n t a t ion e t l ’e xa l t a t io n de l a s t r uc t ur e des ch ose s contribu era égalemen t à l ’in t e r ro g a t io n d e la n a t u re . Wa lke r E v a ns a ux É t a t s U n i s, dans un processus de dés a c r a l i s a t i o n s ’ a t t a c h e r a à l a f r o n t a l i t é e t q u e s t i o n n e r a l e d ocume nt p hotograp hiqu e. 3


D ans tou tes ces év olu tion s imp ort a n t e s , j e n ot e r a i d e u x p a rt ic ul a r i t és :

D ’ une part, en Fran ce, c ’e s t s u r t o u t l e t r a v a i l d e s t i n é a u x p e i n t r e s q u e r é alisa Eugène Atget (1857-19 2 7 ) , q u i f a ç o n n e r a l a p h o t o g r a p h i e d e p a y s a g e . S’ atta ch ant au détail, au pitto r e s q u e , e l l e s e r a e s s e n t i e l l e m e n t i l l u s t r a t i v e e t e x plosera dans l’univers de la c a r t e p o s t a l e s ’ é v e r t u a n t à g l o r i f i e r u n e a p p r o c h e r é gionaliste, une représentatio n i n s o l i t e e t n o s t a l g i q u e , m a i s a u s s i u n e c e r t a i n e i m age de la mod er n ité (machinis me , p o n t s ...) . L e d é v e lo p p e me n t d ’ une pr a t i q ue i n di vi due lle d e la photograp hi e p e rp é t u e ra j u s q u ’à a u j o u r d ’hu i c e t t e per c ept i o n a i n si q ue celle d u beau p aysag e , d u mo in s d a n s la p r a t iq u e a ma t e ur et da ns l e g r a nd pub lic. D’autre part, aux États-U n i s , l a c u l t u r e t h é o l o g i q u e t r è s p r o n o n c é e q u i a f o ndé la nation, qui sacralise l a n a t u r e c o m m e œ u v r e d i v i n e , a i n s i q u e l e g o û t de la pré ci sion topographiqu e v on t s e re j oin d re d a n s u n e p hot o g ra ph i e t r a dui s a nt la dévotion aux grandeurs d e l a c r é a t i o n n o t a m m e n t l o r s d e s m i s s i o n s d a n s l e s grands sites géologiques (« G e o l o g i c a l E x p l o r a t i o n s o f t h e Fo r t i e t h P a r a l l e l » par exemple, vers 1860-1870 ) . D e s p h o t o g r a p h e s c o m m e T i m o t h y O ’ S u l l i v a n ( 1 840-1892) et su rtou t Carlton E .Wa t k in s ( 1829-1916) o u v r iro n t u n e t r a di t i o n de l ’ Ouest Américain mythique q u i f o rg e r a l ’ i d e n t i t é d e c e p a y s . L e p h o t o g r a p h e e mb lé m a ti q ue d e cette v ision q u i t ra v e r s e r a l’A t l a n t iq u e e t re s t e t o uj o ur s d’ a c t u alité, sera Ansel Adams (190 2 - 1 9 8 4 ) . L e g ran d tou r n an t d e la v is io n d u p a y s a g e a u X X ème s iè c le s e r a a m o r c é da ns l e s anné e s soixan te- soix an tedix. L a s oc ié t é o c c id e n t a le s ’in t e r ro g e, r em et en

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ca use un m od èle d e d évelopp e me n t c on s u mé ris t e e t b é t on n e u r a v ec une ur b a ni s a t i o n croissante et déshumanisan t e a s s o c i é e à u n e d é s e r t i f i c a t i o n r ur a l e . E n Fr a n c e , o n constr uit les grands ensemb l e s , l e s b a n l i e u e s a p p a r a i s s e n t . . . s u r l e t e r r i t o i r e s e d é r oulent des kilomètres d’aut o r o u t e , l e T G V. . . l e s s t a t i o n s p o u s s e n t e n m o n t a g n e e t s ur le li ttoral.... L e mon d e es t e n c ris e , le p a y s a g e a u s s i. L a n a t u r e, dev enue l i eu d e notre croissance pendant le s t r e n t e g l o r i e u s e s , d e v i e n t u n é c r i n p o u r n o t r e v i e , u n écrin à préser ver. Mais ce son t les chercheu r s a v e c e n p r e mie r lie u , l e s g é og ra p h es et l es ph i l os o p hes, qui faisant du paysage u n o b j e t d ’ é t u d e , r e m e t t r o n t p r o f o n d é m e n t e n c a u s e n o s conceptions. Alain Roger d é v e l o p p e s a t h é o r i e d e l ’ A r t i a l i s a t i o n d u p a y s a g e , de s on fondemen t cu ltu rel et a r t is t iq u e . Pou r Au g u s t in B e r q u e , s i la déc o uv er t e du p a y sage e st liée au recu l d e l’ap p r o c he e xé g é t iq u e d e l a n a t u re d a ns l a pei nt ur e à l a f in du moyen-âge et aux avan c é e s d e l a R e n a i s s a n c e , e l l e e s t c o n s u b s t a n t i e l l e d e l ’ i n ve nti on d u mot (lan d sk ap, fin X V ème s iè c le a u x Pa y s b a s ) . L e p a y s a g e n’ es t pa s un o b j e t, m a i s un rap p ort et l’étu de d u p a y s a g e e n O rie n t a p p ort e d e n o uv el l es per c ep t i o ns. L e s politiqu es p u bliqu es s ’e n e mp a re n t . D a n s le s mis s ion s p hot o g r a ph i q ues de l a Direction à l’Aménagement d u Te r r i t o i r e e t d e l ’ A c t i o n R é g i o n a l e ( DATA R ) e n t r e 1 9 83 et 1989, l’art photographiq u e s e r a c o n s i d é r é c o m m e u n e c o n d i t i o n p e r t i n e n t e à l a réflexion sur le paysage. S’ e n s u i v r a l a c r é a t i o n d e l ’ O b s e r v a t o i r e d e s P a y s a g e s e n 1989, vi san t à d écrire la d yn a miq u e d e s p a y s a g e s p a r d e s s é r ie s ph o t o g r a ph i q ues é t a lées dans le temps et repren a n t a u s s i b i e n d e s p h o t o g r a p h i e s an c i e n n e s i s s u e s

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d e f onds photographiques que d e s c r é a t i o n s c o n t e m p o r a i n e s ( y p a r ti c i p e r o n t d e s p h o tographes comme Dominiqu e Au e r b a c h e r, J o h n D a v i e s , R a y m o n d D e p a r d o n , G i l b ert Faste naecken s, Thibau t Cu is s e t , Sop hie Ris t e l hu e b e r ....) . D ’ a ut r es m i ss i o n s publiques ou privées ver r o n t l e j o u r à l a s u i t e d e c e s t r a v a u x ( M i s s i o n d u C o nse r vatoire N ation al d u Littora l , M is s ion Tr a n s -M a n c he p a r le Cent r e C ul t ur el No r d-Pa s-de -Calais, M ission s d es Pa r c s N a t u r e ls , d e s Con s e il s Gé n é r a ux , de l a Di r e c t i on Générale des Routes...). L a d i f f u s i o n d e c e s t r a v a u x p a r l e s e x p o s i t i o n s e t l e s l ivre s va durablemen t in flu er s u r l a v is io n d u p a y s a g e e n p hot o g ra ph i e. L e t r a v a i l actue l de R aymon d Dep ard o n s u r la Fr a n c e s ’in s c r it d a n s c e t t e ins pi r a t i o n. L’ascendant de la conceptio n a l l e m a n d e d e l ’ É c o l e d e D ü s s e l d o r f ( e n s e i g n é e p a r B e r n e t Hilla Becher) fav oris e ra u n e v is ion f ro n t a le e t s é r ie ll e . L’av ènem ent de l a f or me « tableau » con comitan t e a v e c l a mu s é if ic a t io n d e s œu v r e s ph o t o g r a ph iq u e s imposera les grands for mats . L e s a n n é e s q u a t r e - v i n g t - d i x s e r o n t m a r q u é e s p a r une ph otogra phie d e con stat. L a sui te d es trav au x d es che r c he u rs à l a f in d u X X ème s iè c le v a fa i r e ém erg er une c once ption plu s in time d u p a y s a g e d a n s u n e v is io n p lu s o rie n t a l i s t e. L es t r av a u x d’August in Berque y contrib u e r o n t . L a r é a c t u a l i s a t i o n d u c o n c e p t d e « B a s h o » ( N i sh i da Kita ro 1 8 7 0 - 1 9 4 5 ) qu i d é f in it u n e c o n c e p t io n p a rt ic ip a t iv e d u pa y s a g e, l e co nce pt de «Fû d osei» (momen t s t r u c t u r e l d e l ’e xis t e n c e ) , la c r é a t ion de néo l o g i s m e s comme l’ «extime»... semblen t i n d i q u e r u n i n f l é c h i s s e m e n t d e l a p h o t o g r a p h i e de p a ysa g e ve r s u n e relation plu s in t imis t e . Ce la p e u t ê t re mis e n re la t i o n a v ec une r e c h erch e de r epères d an s u n e so c ié t é t ra v a il l é e p a r l ’in d iv id u a lis me et l es v a l eur s dur e s d’ un m on d e cap italiste. 6


D ans le même temp s, la p hot o g ra p hie ill u s t r a t iv e s e f a it l ’é c h o de l a b ea ut é d u monde da ns u n e id éalisation d o n t l ’a r c hé t y p e e s t l e t ra v a il d e Ya nn Ar t h us - B ert r a n d. L a vision photographique d u p a y s a g e e s t a u j o u r d ’ h u i m u l t i f o r m e . E l l e p r e n d d e s dire cti ons qu i s’ap p u ien t su r le s t ra v a u x d e s t r e n t e d e r n iè re s a n n ées et s ur une hi s t oire b i e ntôt bicen ten aire. L e s c in q t r a v a u x p ré s e n t é s ic i n’e n e xp lo r ent q ue q uelq u e s unes. Si Gérard Jaubert s’ i n s c r i t d a n s l a t r a d i t i o n a m é r i c a i n e , l e s t r a v a u x d e Be n oi t Vollm er d an s u n mélan ge d e c o n s t a t e t d e re la t io n p e r s o n n e ll e a v ec l ’ env i r o nn e m e nt sont p lu s p roches d ’u n e v is io n c on t e mp o ra in e . Pie r re Co r ra t g é q ues t i o nne l a dynamiq ue et les mod ifications in t ime s d ’u n p a y s a g e , t a n d is q u e Cl a ude B el i m e et D a n iel Rey plus conceptuels, int e r r o g e n t l a c o n s t r u c t i o n d u p a y s a g e . D a n i e l R e y p a r l a cré ation sur p apier photograp hiq u e e xp l o re l e s p a y s a g e s v ir t u e l s , v a s t e c o nt r ée à d é f r icher. L e suje t est loin d ’être clos . L e s p a y s a g e s s on t e n p e r p é t u e l mouv em ent , d’ une p a r t parce que les lieux change n t e t d ’ a u t r e p a r t p a r c e q u e n o t r e v i s i o n e t n o t r e c ul ture se m od ifien t. Par cela, i ls s on t u n e v o ie d ’a c c è s à n o t re hu m a ni t é. C ’ es t un v a - et-vie nt perp étu el en tre n otre milie u e t n o u s -mê me s q u i n o u s f a it êt r e.

« Nous sommes le mon d e » K r is hn a mu rt i

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Cla u d e B e lime , j u ill e t 2 0 0 9


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g érard jau b e r t Sous une peinture figurant une pipe, Magritte a écrit : « ceci n’est pas une pipe ». En effet, ce n’était que l’illustration d’une pipe. Ces photographies représentent surtout l’image mentale que je me fais de ces paysages, plus qu’une représentation littérale de ceux-ci. Plus proche d’un autoportrait que de la rigoureuse description géographique d’un lieu. Nous avons tous des regards différents sur le monde environnant, regards chargés de référence culturelle, d’expériences et de souvenirs personnels - Carl Jung disait que nous étions reliés à notre environnement autant par nos perceptions sensorielles que par nos propres projections inconscientes – Le regard que nous portons peut être rêveur ou critique, passionné ou froidement observateur - et les regards sont encore plus différents que les empreintes digitales… Et puisque nous savons qu’un paysage n’existe que s’il est regardé, il importe d’être le plus sincère possible dans la représentation de l’image mentale que nous nous proposons de photographier. Pour se faire, chacun a sa technique, et après avoir longtemps pratiqué la liturgie compliquée du « Zone System », je découvre des moyens d’expression supplémentaires dans le traitement numérique de l’image. Dois-je préciser que ma démarche est non intellectuelle, non-conceptuelle ? Elle ne vise qu’à faire partager une émotion… Car « Il faut être deux pour nommer une aurore ». http://jaubertgerard.com/

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Gérard Jaubert


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beno î t vollme r Ex Nihilo (2006-2007) Tirages pigmentaires, 60 x 75 cm à 110 x 138,5 cm Dans la série Ex Nihilo, Benoît Vollmer explore l’univers des stations de sports d’hiver hors saison. L’implantation et l’intégration de ces stations en pleine montagne a été un défi de la fin des années 70. En s’intéressant à ces ensembles, Benoît Vollmer interroge la notion de patrimoine, au-delà de leur réussite ou de leur échec. Des vues des paysages alentour situent ces expériences audacieuses dans leur contexte. S’il y a un parti pris, c’est celui de la saison morte, qui place ces stations sous le signe de l’étrangeté. Ces lieux sans neige, dépeuplés, n’existent plus que pour eux-mêmes une fois leur fonction perdue. Montrer ces stations de ski hors saison est une invitation à voir ce qui survit sans nous, aux confins de l’irréalité. Ces images qui pourraient paraître purement documentaires mettent en scène un simulacre de ville fantôme. On pourrait croire à une simple maquette qui rappelle le sens originel de l’utopie comme lieu qui n’existe pas et convoque de multiples formes de l’imaginaire.

Magali Langlade

http://www.benoitvollmer.com/

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p ier re co r ratg é La lumière de la Méditerrannée est changeante. En 2000, j’ai commencé une collection de ces moments de lumière, tous saisis au même endroit à dix mètres près, sur la plage de Torreilles, à côté de Perpignan. Je la continue encore aujourd’hui. Avec pour seul a priori la volonté d’un exact cadrage moitié ciel moitié mer. Je ne connaissais pas alors Sugimoto et ses «Seascapes», mais si tel avait été le cas j’aurais décidé de faire de l’anti-Sugimoto: ici tout est variété au même endroit et non similitude quel que soit le lieu. Hiver, été, aube, crépuscule ou nuit,les couleurs changent, parfois d’une minute à l’autre. La photographie est affaire de «temps» comme l’a dit Jeanloup Sieff: «Dans toutes les photographies, c’est bien du temps qu’il s’agit: du temps qui glisse entre les doigts, entre les yeux, du temps des choses et des gens, du temps des lumières et des émotions, du temps qui plus jamais ne sera semblable...» De cette série de plusieurs centaines d’images j’ai extrait vingt photos, pas les plus spectaculaires, mais plutôt celles qui reflètent le mieux la diversité et la beauté de la lumière de ma Catalogne. C’est «Le temps à Torreilles». http://www.corratge.com

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Pierre Corratgé


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cla ude beli m e

Terre-Ciel-Mer et Mer Alsacienne Tirages barytés format 100 x 120 cm Le paysage décomposé, recomposé, réduit à la simple expression de ses éléments fondamentaux, le ciel, la terre, la mer et les limites entre les éléments, dont la ligne essentielle est l’horizon. Paysages reconstruits et porteur de sens (chôra), même si le lieu (topos) devient virtuel. Les triptyques « Mer Alsacienne » ont été réalisés lors d’une résidence à Wattwiller dans le cadre de « La fête de l’eau, parcours d’art contemporain»

http://artisteslr.fr/artiste/claude_belime

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da niel rey

Mes recherches photographiques intitulées «Paysages imaginaires» s’inscrivent dans le questionnement du croisement de la photographie avec d’autres créations artistiques. Pousser l’expérience jusqu’à la manipulation à en tordre la réalité afin de créer des images fictionnelles, sont les enjeux de cette série du «Laboratoire de tous les possibles». Daniel Rey

Technique: photochimie: Photographies réalisées uniquement en chambre noire, sans appareil photo, sans pellicule. Daniel Rey est professeur de photographie à la Haute Ecole d’Art (HEART) de Perpignan, France. contact: +336 33 45 72 68; daniel-rey@hotmail.fr

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La revue de photographie Regards est éditée par l’association bla-blART 20 rue JB Lulli, 66000 Perpignan, France. Directeur de publication: Pierre Corratgé Comité d’édition: Claude Belime, Pierre Corratgé, Jean Dauriach, Pascal Ferro, Michel Peiro. Communication: Odile Corratgé. Réalisation technique: Pierre Corratgé. Responsable de l’édition en langue anglaise: Sophie Mérou. Edité par l’Association bla-blART, 20 rue JB Lulli, 66000 Perpignan France Contact: revueregards@yahoo.fr

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Prochains numeros: • L’autre (parution novembre 2009, direction: Pascal Ferro) • Polaroïd (parution janvier 2010, direction: Pierre Corratgé) • Rencontres (parution avril 2010, direction: Michel Peiro)

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Toutes les photographies publiées dans la revue de photographie Regards sont soumises au copyrignt. Toute reproduction ou publication est interdite sans accord de l’auteur. 89

Revue Regards #1V12F  

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