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d e z e m b r o

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LOCAIS SERRA DA ESTRELA FRED CONCHA HUGO AUGUSTO

FOTÓGRAFOS NUNO MOTA LUIS AFONSO HÉLIO CRISTOVÃO

PEDRO CARMONA SANTOS MARROCOS PAULO DIONÍSIO ESCÓCIA PAULO HOMEM DE MELO LUGARES MÁGICOS PEDRO RIBEIRO

PHOCALISTAS ANTÓNIO KOOL CARLOS VILELA CRISTINA MENEZES ALVES HUGO MARQUES JOÃO ALMEIDA JOÃO CARROLA JOÃO RIBEIRO JOÃO VAZ RICO JORGE DELFIM JORGE FONSECA JOSÉ CANELAS LUCIANO MAGNO CONCURSOS OUTONO | LOW KEY GALERIA DE MEMBROS IMAGENS QUE INSPIRAM DESAFIOS CLOSE UP | ROSTOS | EDIFICIOS VELOCIDADE | DESPORTO

LUÍS MATA LUÍS SILVA MÁRIO MEDEIROS SANTOS PAULO MENDONÇA RICARDO TEIXEIRA SIMÕES SARA CONSTANÇA SÓNIA GUERREIRO


Revista do grupo

Edição e Direção da Revista

phocal photo visions

Pedro Sarmento

www.facebook.com/groups/phocalphotovisions/ Contactos: Email:

Editorial Pedro Sarmento Colaboradores nesta Edição

phocal.photovisions@gmail.com

ANTÓNIO KOOL

revista.phocal.photovisions@gmail.com

CARLOS VILELA

Website

CRISTINA MENEZES ALVES

http://phocal-photovisons.weebly.com/index.html

FRED CONCHA HUGO AUGUSTO HUGO MARQUES JOÃO ALMEIDA JOÃO CARROLA

Foto de capa:

JOÃO RIBEIRO JOÃO VAZ RICO

HÉLIO CRISTOVÃO Pináculos do Atlântico (série) Cabo da Roca, 2008

JORGE DELFIM JORGE FONSECA

Nikon D80, Tokina 24mm, tripé, filtro graduado neutro

JOSÉ CANELAS

f/13, 1 minuto, 200 ISO

LUCIANO MAGNO LUÍS MATA LUÍS SILVA MÁRIO MEDEIROS SANTOS PAULO DIONÍSIO PAULO MENDONÇA PEDRO HOMEM DE MELO PEDRO RIBEIRO PEDRO CARMONA SANTOS RICARDO TEIXEIRA SIMÕES SARA CONSTANÇA SÓNIA GUERREIRO

fotógrafos convidados HÉLIO CRISTOVÃO LUIS AFONSO NUNO MOTA

Periodicidade mensal Distribuição On-line / PAPEL Impressão ÁREA GRÁFICA Nº Depósito Legal 350102/12 Tiragem 100 EXEMPLARES


sumário

03

Editorial

04

Galeria

14

Desafio Phocal / Chipsite

16

Marrocos

18

Escócia

20

Lugares Mágicos

63

Serra

PEDRO SARMENTO imagens que inspiram

Vencedores

PAULO DIONÍSIO PAULO HOMEM DE MELO PEDRO MIGUEL da

Estrela

FRED CONCHA HUGO AUGUSTO PEDRO CARMENOA SANTOS

PROJECTOS & FOTÓGRAFOS LUÍS AFONSO

68

HÉLIO CRISTOVÃO

76

NUNO MOTA

84

CONCURSOS OUTONO

92

LOW KEY

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DESAFIOS

94

Pedro Sarmento | Campo de flores | Boquilobo | Pentax K5 | Pentax 14 mm F2,8 | F10 1/25s ISO 80

CLOSE UP | ROSTOS | EDIFICIOS VELOCIDADE | DESPORTO

02 | Phocal Phototovisions


editorial O ano de 2012 está no fim, e com ele um turbilhão de momentos e emoções... dias bons e menos bons, alegrias e tristezas. Mais um ano das nossas vidas que termina. Neste ano que agora se prepara para acabar, projetos e ideias terminaram antes mesmo de serem postos em prática.... apesar de todo o empenho que se puseram neles. Porém, outros houve que ganharam algum sucesso rapidamente. O importante, duma forma ou de outra, é ter esperança e colocar empenho naquilo em que se acredita . Vida é mesmo isto, infelizmente nem sempre aquilo com que sonhamos se concretiza, quer seja na vida pessoal, profissional etc. Seria óptima a vida se a cada um de nós tudo nos corresse bem, se juntos fizéssemos uma sociedade melhor e mais justa. Infelizmente a Europa e o Mundo caminham para uma sociedade cada vez mais injusta onde uns tem muito ( alguns com mérito diga-se ) e outros tem quase nada, apesar de se terem esforçado para ter uma vida tranquila. Esperemos que 2013 traga esperança e melhores dias a quem realmente deles tem necessidade. Neste final de ano de 2012 também é hora de falar do nosso projeto, a vossa Revista... a Phocal Photovisions que começou quase duma brincadeira, e tem em Dezembro o lançamento do seu Nº 12, apesar do Grupo Phocal Photovisions ter nascido apenas 10 meses atrás, isto fruto do dinamismo que colocámos no projeto e das parcerias que vão aparecendo. Em Janeiro teremos mais uma edição especial dedicada ao último Devaneios Fotográficos, um evento que juntou mais de 100 Fotógrafos e cerca de 75 modelos, Maquilhadoras, Estilistas, Cabeleireiros staff etc., uma imensidão de gente num dia de fotografia fabuloso, algo só ao alcance de quem coloca paixão naquilo que faz! Marta Ferreira um grande obrigado pelas tuas iniciativas! É por isso a hora de rever o trabalho de casa, 11 Revistas, 1043 Páginas de fotografia e textos relacionados com fotografia, 46

entrevistas a fotógrafos portugueses, gente com muita qualidade e claro Steve McCurry na Phocal nº 09, 312 Fotografias nas Galerias de Membros e 49 Artigos elaborados por muitos de vocês, isto para referenciar apenas alguns dados que mais saltam à vista. Quando esta Revista foi pensada e apresentada, sabíamos aquilo que queríamos fazer, não nos limitámos a ficar no sofá á espera que alguém fizesse alguma coisa para a seguir copiar, metemos mãos á obra e apresentámos trabalho feito...e metemos nas vossas mãos uma Revista de Fotografia inovadora. Temos conseguido trazer para a Revista bons fotógrafos, vamos ter com os melhores, apresentamos-lhes o projeto e todos os meses voltamos a meter mãos á obra, pois ainda há tantos para trabalhar connosco. Com eles temos feito Capas de Revistas fantásticas, tão fantásticas que outros lhes não resistem..... mas no dia em que a criatividade me faltar para fazer o que tenho feito, recuso-me a clonar seja o que for. Fecharei a porta e ir-me-ei embora. Elegantemente !!! Claro que há sempre alguém que diz mal, alguém que critica, alguém que não foi capaz de fazer mas até gostava, alguém que se limitou a ver o que nós fizemos com a vossa colaboração e que tenta fazer idêntico. Falem.. bem ou mal, mas falem!!! Dizem vocês, dizem por aí que a Phocal Photovisions é apenas a melhor Revista de Fotografia em Portugal, e com todo o respeito pelas outras publicações de qualidade que existem, eu concordo, porque é um projeto diferente, uma publicação que dá voz e visibilidade a muitos mas muitos fotógrafos “ditos amadores” .... gente com muita, mas muita qualidade e conseguindo ainda juntar fotógrafos cujos trabalhos têm provas dadas, os quais todos nós respeitamos e apreciamos. Assim sendo, esperamos que 2013 nos traga belíssimos trabalhos para publicação, mais ideias e mais colaboração de todos. Pois só assim conseguiremos manter a Phocal no topo das publicações fotográficas em Portugal. Bem hajam todos os que nos querem bem e todos os que nos querem mal!!! Feliz Natal e um grande 2013.

Phocal Phototovisions | 03


Sandro Porto | “Lagoa das Furnas” | Açores - São Miguel | Nikon D3000 | Nikon 18-55 mm | F16 1/125 seg ISO 200

Antonio Caetano | A paz que me acalma... | Sony A65 | Sigma 17-70 | F/22 0.8seg ISO 100 04 | Phocal Phototovisions


imagens que inspiram

Etã Sobal Costa | Fragas de São Simão | Nilon D60 | Nikon 18-55 | F/9 1/10” ISO 100

Sandra Aguiar | Reflexo | Canon EOS 450D | EF-S 18-200MM | F8 1/100 seg ISO 200 Phocal Phototovisions | 05


Alice Batista |Vale Rossim - Serra da Estrela | Canon 550 | Sigma 18-250 | F 22 1.3seg; ISO 100

Nuno Janeiro | Different rocks | Canon 450D | 18-55 mm | F 11 30 seg. ISO 100 06 | Phocal Phototovisions


Carlos Santos Silva | PaĂşl da Serra - Madeira | Canon 40D | Sigma 18-200mm f/3.5-6.3 DC OS HSM | f/11 HDR 1/5, 1/20, ISO 100

Francisco Gil Pinheiro | Pateira de Fermentelos | Canon 40D |F11 1/100 ISO 100 Phocal Phototovisions | 07


Pedro Oliveira | Imensidão | Pentax Z-1 | SMC Pentax-FA* 200mm F2.8 | F5,6 1/250 ISO 100

Ana Sofia Damas Baptista | Árvore da Solidão | Canon EOS 450D | EF-S 18-55mm| F4. 1/300 ISO100 08 | Phocal Phototovisions


César Torres| Emaranhado de Algas | Nikon D90 | Sigma 17-70mm OS HSM | EXIF ( F18 1/4SEG -- ISO 100

Sara Bento | Manta de Retalhos I Ilha Terceira – Açores | Nikon D5100 | Af Nikkor 18-105mm | F22 1/15 Seg Iso 100 Phocal Phototovisions | 09


Miguel Loppenberg Antunes | Dual Colours | Canon 500D | Canon 18-55 | F22 6seg ISO 100

André Quartin Santos | Ilha de Bazaruto, Moçambique | Canon EOS 600D | Canon 18-55mm | F22 1/500s ISO 100 10 | Phocal Phototovisions


PatrĂ­cia Alves | Amanhecer no Lago Enol | Nikon D90 | Tokina 11-16mm | F18 8s ISO 100

Pedro Gomes | Crossfire | Canon 550D | Sigma 10-20mm | F16 2,5 seg ISO 100 Phocal Phototovisions | 11


Carla Quelhas Lapa | Caminho das Fadas | Nikon D3100 | Sigma 18-55mm 3.5 | F7,1 1/6s ISO 200

Paula Silva | PlanĂ­cie Alentejana | Canon 40D | Sigma 17-70mm F2.8-4.5 DC Macro | F8.0 1/250 ISO 100 12 | Phocal Phototovisions


Jorge Manur Costa | O vĂŠu| Canon 7D | Sigma 18-250 | F/9 ISO 100 1.3 SEG.

Rui Fonseca | Rasgando o Horizonte | Nikon D90 |Nikon 10-24 | F7,1 1/80 s ISO 100 Phocal Phototovisions | 13


PASSATEMPO FOTOGRÁFICO Tema | “paisagem natural” Organização ChipSite | Phocal Photovisons

1º LUGAR JORGE FONSECA - O CÉU É O LIMITE

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2º LUGAR LUÍS MATA - RIO VERMELHO

3º LUGAR VITOR TOMÁS - EDEN

Phocal Phototovisions | 15


PAULO DIONÍSIO Moita – Portugal paulodioni@gmail.com | https://www.facebook.com/paulo.dionisio77?fref=ts Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Paulo Dionísio Paulo Dionísio nasceu em Setúbal a 7 de Outubro de 1965, é licenciado em Radiologia pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa e pós graduado em Gestão de Serviços de Saúde pela Universidade de Évora. Desde muito cedo se interessou por fotografia, tendo adquirido a sua primeira máquina fotográfica analógica, uma Pentax P30T, aos 22 anos, com o seu primeiro salário como icenciado em radiologia. O fotógrafo que mais admira e o inspira é Ansel Adams. Não existem temas com que se identifica mais, no entanto, são na sua grande maioria temas ligados à natureza, paisagem, vida selvagem (em especial aves selvagens) e macros aqueles que lhe dá mais prazer fotografar. Já realizou diversas exposições individuais participando também em várias exposições coletivas de fotografia. Marrocos | Entre um Passado e um Futuro Uma viagem inesquecível de jipe, desde Óbidos, com mais 3 amigos de fotografia, levou-me a Marrocos. Um dia de viagem em jipe para lá chegar e um dia de viagem para regressar. Durante 5 dias viajámos para a parte mais oriental deste fantástico país com o objectivo de conhecer e fotografar locais menos turísticos e menos conhecidos. Foram 7 dias de excelente camaradagem e algumas peripécias que valeram a pena, ficando em todos nós a vontade de repetir. Ser-me-ia impossível em tão poucas palavras descrever esta fantástica viagem e tudo aquilo que senti e sinto quando relembro alguns momentos de amizade, encontros, pequenas histórias e peripécias que, tanto a mim como aos meus amigos de viagem, nos marcaram de forma tão positiva e fascinante. Fica somente um pequeno resumo dos locais que visitámos e algumas (muito poucas) fotos que ainda hoje me fazem recordar emoções, cheiros e sentimentos que nunca esquecerei. Montanhas do Riff Após deixarmos Tânger iniciámos uma viagem até Chefchaouen passando pela cordilheira das montanhas do Riff. No caminho pudemos observar paisagens grandiosas e fenomenais, lagos e florestas de pinheiros intensamente verdejantes que mais se assemelhavam a um país europeu nórdico. Aqui e ali mulheres ceifavam o trigo com vestes intensamente coloridas numa paisagem dourada e ao mesmo tempo montanhosa.

Chefchaouen Foi fundada em 1471 por shorfas edrícidas, descendentes do profeta Maomé, como um baluarte na luta contra os portugueses. Chefchaouen é ou foi considerada uma cidade sagrada tendo ao todo 8 mesquitas. É conhecida também como a cidade cor índigo devido às paredes das casas serem pintadas essencialmente de azul índigo e por vezes de branco tornando-a numa cidade encantadora, procurada, segundo o nosso guia, por muitos poetas europeus. 16 | Phocal Phototovisions


A caminho de Fez No caminho que nos levava a Fez, perdemo-nos algures perto da Barrage du Sade. Enquanto comíamos algo perto do jipe, conversámos com alguns pastores que me proporcionaram uma demonstração de amizade e humanidade como nunca esperei. Foi também a caminho desta cidade que fiz uma das fotos mais marcantes para mim de Marrocos e à qual dei o título deste artigo - “Entre um Passado e um Futuro”.

Fez A segunda cidade mais sagrada para os muçulmanos a seguir a Meca no médio oriente. Fez é uma cidade vibrante, com enormes contrastes no que se refere a Tânger, verificamos aqui um maior fundamentalismo em relação à religião. Também nesta cidade a diferença entre ricos e pobres é mais notória, pudemos constatar isso mesmo enquanto visitávamos a Medina de Fez – uma pequena cidade dentro de outra cidade rodeada de muralhas.

Muito mais havia a acrescentar sobre esta viagem, muitas mais fotos havia a mostrar, no entanto aqui fica uma ínfima amostra de uma viagem a este magnífico e deslumbrante país. Phocal Phototovisions | 17


PAULO HOMEM DE MELO Ovar – Portugal faceway@faceway.info| https://www.facebook.com/paulo.fotografia Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Paulo Homem de Melo Paulo Homem de Melo nasceu a 11 de Setembro de 1969, em Espinho. O seu interesse pela fotografia começou quando tinha 10 anos quando os pais lhe ofereceram uma maquina compacta da Kodak. Na década de 80 ainda adolescente, já tinha uma Nikon compacta que usava regularmente para fotografar os colegas do liceu. Ainda nos anos 80 teve ainda uma Pentax e uma Yashica, ambas compactas mas que permitiu adquirir o interesse pela fotografia. A primeira reflex (analogica), adquiriu no inicio dos anos 90. Andava com a máquina para todo o lado. Utilizou essa maquina até meados dos 2000, mesmo depois de ter adquirido uma máquina digital, uma Sony Cybershot, hoje usada pela sua filha. De inicio mostrou-se sempre contra a fotografia digital mesmo depois de utilizar a Cybershot. Quando adquiriu em 2007 a primeira Nikon digital começou a mudar de opinião. Continua fiel à Nikon. Gosta de fotografar “tudo” embora a sua área de actuação seja a foto-reportagem de acontecimentos e concertos. Actualmente produz conteúdos multimédia para a Internet e comunicação social. Escócia – Uma aventura, crenças e lendas celtas, beleza natural capaz de cortar a respiração A grande variedade de paisagens naturais e urbanas que caracterizam a Escócia convidam a percorrer todo o seu território. Sem a exigência de viajar longas distâncias, desde as Terras Baixas (Lowlands) até às Terras Altas (Highlands), do Litoral leste ao oeste, podemos desfrutar de paisagens montanhosas impressionantes, lagos e vales bucólicos e inúmeras atrações a visitar pelo caminho, castelos majestosos e em ruínas, monumentos megalíticos, “tartan”, destilarias dos famosos scotch whisky, jardins primaveris, portos piscatórios inesquecíveis, ilhas onde queremos, onde devemos voltar já que a sua beleza é inexplicável por palavras. Viajar pela Escócia não é percorrer a excelente rede de estradas rurais de pouco tráfego, principalmente na região dos Borders e Galloway, Fife, Angus, Aberdeenshire e Moray.

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Não podem deixar de visitar o Lake Lomond, ou de desfrutar o esplendor agreste de lugares como Glencoe. Como o tempo corre ao seu próprio ritmo na Escócia, poderão aproveitar a inesquecível viagem de comboio de Fort William a Mallaig que oferece vistas maravilhosas das ilhas. Depois atravesse de barco para Armadale, admire as magníficas montanhas Cuillin, as Red Hills, e as Blaven que compõem o complexo montanhoso da Ilha de Skye. Deverá dedicar algum tempo da sua viajem a esta ilha já que é das mais belas ilhas das Inner Hebrides. Por vezes referida como “The Misty Isle” Skye é reconhecida pela sua beleza natural, história e vida selvagem. Aqui a Cultura Gaélica e a “Heritage” são preservadas à séculos e cada parte da ilha mantém as lendas de épocas passadas.


Talvez uma das lendas mais famosas do misticismo escocês, a fama de Loch Ness e seu monstro é conhecida em todo o mundo. O primeiro relato oficial do monstro do Lago Ness é de 1880 e foi testemunhado por um mergulhador profissional chamado Duncan MacDonald. Quase todos os relatos de aparições do monstro descrevem-no à semelhança de um animal parente dos dinossauros extintos. Apesar dos cientistas terem declarado oficialmente que “Nessie” não existe, real ou imaginário, o monstro de Loch Ness faz parte das crenças populares e da cultura da Escócia e do resto do mundo ocidental. Não podemos esquecer a cidade de Edimburgo, capital da Escócia desde o século XV, onde a história e a beleza natural se combinam e proporcionam uma visão inesquecível para os nossos olhos. Não é de admirar que Edimburgo seja um dos destinos turísticos mais populares na Europa, já que cidade tem um dos mais belos cenários arquitectónicos do país e como principal atração o Castelo de Edimburgo situado na “Castle Rock” onde se encontram em exibição as jóias da coroa escocesa. A Escócia é tudo aquilo que imaginas e muito mais. O que estás à espera para a visitar ? Ela espera por ti!

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PEDRO MIGUEL

Seia - PORTUGAL pedroevt1@gmail.com | www.facebook.com/pedro.ribeiro.7547031| http://500px.com/pedroribeirophotography Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Pedro Miguel Ribeiro Pedro Miguel Lourenço Ribeiro nasceu em 1983, em Sandomil/Seia A paixão pelo mundo da fotografia nasce desde criança, ainda na escola começa a frequentar o clube da fotografia e natureza com o seu professor e actual amigo Carlos Nabais, desde ai a paixão nunca mais parou. Em 1998 entra no curso Profissional Desenhador Projectista, mais tarde em 2001 segue o seu percurso na Universidade onde em 2005 se licencia em Educação Visual e Tecnológica, é a partir deste momento que a sua mente e visão sobre o mundo se altera, afirmando-se inicialmente através da pintura. Em 2008 compra a sua primeira Câmara reflex, onde regista o fervilhar da vida nas suas viagens a Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Brasil, Madeira e Portugal Continental. No ano de 2011 frequenta dois cursos profissionais de fotografia de estúdio com a fotojornalista Sofia Vieira no CEARTE em Coimbra, onde aprende verdadeiramente a técnica fotográfica. A sua aventura começa em 2011 quando vai a um estúdio revelar fotografias para participar num concurso e a fotógrafa após visualizar os seus trabalhos o convida prontamente a colaborar com a sua equipa em fotografia de eventos sociais. No verão de 2012 recebe novo convite de outro estúdio para realizar o mesmo género de trabalho. Apesar de tudo isto o que lhe dá maior prazer é o contacto com a natureza e a descoberta de “lugares mágicos”, os seus trabalhos centram-se principalmente na macrofotografia e paisagem natural, e desenvolveu uma paixão que é fotografar cursos de água. Actualmente, frequenta o 2ª ano de Mestrado em Design Gráfico na ESART/Faculdade de Arquitectura de Lisboa, e está a desenvolver como tese de mestrado “ A Comunicação Corporativa do Município de Tábua”. ÁGUAS BRAVAS E LUGARES MÁGICOS DO INTERIOR DE PORTUGAL | História/Experiência Em 2012 começa a aventura de descobrir em cada fim-desemana recantos únicos da natureza e longe do olhar humano na região interior de Portugal. É a desbravar montanhas e vales entre longas caminhadas a pé, atravessando correntes de água descendo e subindo ravinas de difícil acesso, fotografando com condições climatéricas bastante adversas de chuva com o termómetro a marcar 0º, lugares onde sol quase não consegue entrar entre as Serras

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da Estrela, Açor e Lousã. A primeira experiência começa na Lapa dos Dinheiros (Parque Natural da Serra da Estrela) numa manhã com céu de tempestade e cheiro a terra molhada. É início de outono e na minha mente surge apenas o desejo de fotografar as tonalidades dos castanheiros e as quedas de água bastante agitadas que surgem junto à Ponte Jugais. Chegado ao local para fotografar, o acesso era ingreme e quase


inacessível, estava só, nesse dia, restou-me desbravar caminho e procurar um local para descer até as quedas de água, eis que por entre algumas escorregadelas cheguei, deslumbrado parei, e fiz algumas fotografias. A vegetação por entre os grandes blocos graníticos com o brilho da chuva acabadinha de cair eram um óptimo cenário para criar contrastes. Por entre castanheiros e cogumelos e muita água, o dia acaba com uma mão cheia de boas fotos prontas a serem ajustadas no Photoshop Lightroom e Photoshop CS5. Segue-se uma passagem pelo Covão da Ametade que é uma depressão onde repousam sedimentos originando uma pequena planície naquilo que foi uma antiga lagoa de origem glaciar. Por aqui o outono ainda se apresentava envergonhado e a água ainda era pouca, no entanto deu para realizar algumas fotografias bonitas. Seguiram-se passagens, fim-de-semana após fim-de-semana pelas margens dos rios Alva e Alvôco (afluentes do Rio Mondego) com recantos de grande beleza ainda desconhecidos por muitos, estas, são águas marcadas por grandes correntes com rápidos e açudes, onde outrora existiram moinhos de água, atualmente restam apenas as memórias e algumas ruínas. O espírito de desbravar serras montes e vales continua com uma deslocação à Fraga da Pena, uma cascata tipicamente serrana com localização junto da aldeia da Benfeita na Serra do Açor, por aqui a maior dificuldade foi o tempo chuvoso e o frio que se fazia sentir, os filtros da máquina embaciavam constantemente. O pior estaria para vir quando escureceu na Mata da Margaraça, a noite chegou com nevoeiro cerrado que quase me impediu de realizar o percurso de volta a casa, no entanto tudo acabou bem, com bons registos dentro do possível. No passado feriado de 1 de Dezembro, fui conhecer com o meu amigo Carlos Nabais a Ribeira da Pena localizada na Pena,

esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível, esta desce íngreme até ao rio Sótão, que passa pelo desfiladeiro, correndo por cima de grandes pedregulhos, caindo em cascata para dentro de poços fundos e sombreado pelos ramos de cerejeiras selvagens e velhos castanheiros. Por esta razão, este vale ainda serve de refúgio a plantas e animais exclusivos e raros. O rasgo que a ribeira fez no vale ao longo dos anos era incrível, fiquei deslumbrado a admirar tal beleza, foi então que seguimos o trilho da água entre o xisto, procurando as maiores quedas de água e os enquadramentos que gerassem maior impacto no registo da luz. O Sol teimou em não aparecer pois o enorme Penedo de Góis no alto não o deixava rasgar. Esta pequena aldeia serve de abrigo a apenas cerca de 10 adultos e 2 crianças, dados fornecidos por um aldeão local, por aqui a desertificação faz-se sentir.

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O regresso a casa deu-se com mais uma troca de ideias, experiências e boas fotografias. Apesar de todas estas passagens, pensava eu, que já conhecia grande parte das belezas do interior. Mas no dia 8 de Dezembro, senti-me pequenino quando o meu amigo de jornadas fotográficas me levou ao Sumo do Mondego, local muito pouco conhecido e divulgado, segundo o meu amigo Nabais é a maior queda natural de água que o rio Mondego tem desde a sua nascente até a sua Foz. Estava tudo gelado, as pedras escorregadias e descer os grandes blocos de granito era um desafio, no entanto arriscando um pouco lá descemos ao fundo na tentativa de concretizar fotografias únicas daquelas grandes quedas de água. Um deslize no gelo quase me fez cair em cima do equipamento fotográfico do meu amigo. O dia acabou a contemplar um por do sol magnífico no Malhão (Parque Natural da Serra da Estrela). A o relato todas estas aventuras fotográficas convosco é a melhor forma que encontrei para compreenderem todas a minhas imagens presentes nesta magnifica revista, que mês após mês é cada vez melhor. No entanto para desbravarem a natureza entrem na minha página fotográfica, onde a aventura continua…

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ANTÓNIO KOOL

Casével -Santarém – Portugal antoniokool.photographer@gmail.com | https://www.facebook.com/antoniokool.photographer http://www.wix.com/antoniokool/antoniokool Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © António Kool António Kool, quando pegas na tua máquina o que é que vês? É uma das perguntas mais fáceis de fazer e das mais difíceis de responder... todos nós somos um livro inacabado em que cada página desse livro é preenchido todos os dias. Somos moldados ao longo do tempo através da vivência que nos rodeia, os sentidos apuram-se. Neste encontro e desencontro de sentidos, o meu olhar percorre lugares, pessoas e coisas. E é no silêncio da imagem que se descobre a magia da vida, a ampla beleza do existir. Costumo dizer muitas vezes “Só será fotografia se ... não te deixar indiferente”. O que é a fotografia na tua vida? Nos últimos anos a esta parte, a câmera acompanha-me quase todos os dias apesar da dedicação ser normalmente aos fins de semana - um hobby, uma forma de congelar um momento da minha vida, de certa forma como deixar um testemunho que alguém construirá um significado. Como dizia Josef Sudek “Fotografei unicamente o que me interessou, o que me despertou amor”. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? O tipo de fotografia que me dá mais prazer é sem dúvida nenhuma fotografia de natureza porque fotografo com a minha cultura, minhas raízes e não com uma câmera. Nasci no campo, cresci no campo e existe alguma coisa mais perfeita que a natureza ?? Oferece-me paz, tranquilidade. É verdade que dentro da fotografia de natureza, inclino-me mais para a paisagem, porque apesar de exigir preparação prévia tipo condições meteorológicas, marés, o que vamos fazer e o que vamos fotografar, qual a melhor hora, etc.. enquanto fotografar aves que também me dá gozo, é necessário conhecer muito bem o comportamento e ter uma grande dose de paciência porque podemos estar um dia dentro de um abrigo e voltar para casa com zero fotos, como já me aconteceu. E para um hobby as oportunidades são poucas para poder repetir, como a própria ave poderá ser migratória e estar de passagem.

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O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Quando se tem cerca de 3 variáveis principais (velocidade do Obturador, Abertura e ISO) conjugado com uma objectiva que limita estas variáveis e a cultura de cada fotógrafo, temos quase um infindável de opções para fazer um tipo de trabalho. A acrescentar que para fotografar uma paisagem procura-se normalmente as horas de oiro (hora mágica) que acontece ao nascer do sol ou ao pôr-do-sol que por conseguinte a luz solar é menos “dura”. Como se depreende ao nascer ou ao pôr-do-sol teremos menos luz e como se pretende que a paisagem fique focada em ambos os planos utiliza-se normalmente aberturas entre o F/8-F/13 (maior profundidade de campo), o que leva a entrar menos luz no sensor, por isso aconselhável o uso do tripé. De forma a equilibrar a luz ainda se aplica filtros gradientes, mais um factor para que chegue menos luz ao sensor. Deste conjunto, resulta que normalmente são efectuadas longas exposições (velocidade do obturador baixa). Uma forma de ultrapassar as longas exposições será aumentar o ISO até o ruído ser controlável ou evitar as horas mágicas, desta forma podemos dissociar a paisagem natural a longas exposições e como disse inicialmente o factor de decisão está na cultura do fotógrafo é ele que tem de VER. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Tenho acompanhado o crescimento em termos de qualidade desde o primeiro número da Phocal Photovisions e por diversas vezes salientei que tem já um lugar de topo no panorama nacional com a vantagem de estar disponível em formato digital para atingir o mercado externo. Como eu, muitos pensam da mesma forma.. papel será sempre papel - é o prazer de desfolhar. Um bem Haja.


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CARLOS VILELA

V. N. Gaia – Portugal camvilela@hotmail.com | https://www.facebook.com/carlos.vilela.98 Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Carlos Vilela Carlos, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Uma forma de mostrar aos outros os que os meus olhos veem… Podemos estar a olhar para a mesma coisa e vermos de maneira diferente… O que é a fotografia na tua vida? Um passatempo e um imortalizar vários momentos… Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Fotografar dá-me gozo e não me sinto muito bem a fazer fotografia de rua, tem a ver com a invasão de privacidade… O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Não, na fotografia tudo é possível, porque grande maioria de quem vê não olha para as técnicas usadas mas sim para o que a foto lhe transmite… A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. É mais um tema de tantos outros que a fotografia nos dá e toda gente gosta de ver… Espero continuar a ver um pouco de tudo mesmo que seja uma brincadeira que cada vez fica mais séria…

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CRISTINA MENEZES ALVES

Sintra – Portugal cristinamenezesalves@gmail.com| www.facebook.com/cristinamenezesalves www.cristinamenezes.com Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Cristina Menezes Alves Cristina, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Quando pego na máquina vejo Trabalho e Diversão, muita diversão! O que é a fotografia na tua vida? A Fotografia é, depois da Família e dos Amigos, a minha vida. Um vício tremendo que considero saudável. Não me imagino a viver sem a Fotografia. É a minha forma de estar na vida. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? A Fotografia de Desporto sem duvida. Talvez por ter mais adrenalina’ não sei explicar a razão. Embora tenha começado recentemente a dedicar-me mais à Fotografia de Paisagem e, esteja a gostar bastante. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Julgo que é possível dissociar uma coisa da outra, embora cada vez mais seja uma técnica utilizada. Eu pessoalmente, quando faço Longas Exposições em Paisagens, é mesmo com o intuito de lhes conferir algum movimento e um certo misticismo. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Esta Brincadeira começou a tornar-se num caso sério número após número. A Qualidade do seu conteúdo foi melhorando a olhos vistos e, mesmo quando achávamos que não seria possível melhorar....conseguem surpreender-nos! Acho que devem continuar a seguir a mesma linha e a fazer o mesmo Trabalho que têm feito até aqui. PARABÉNS!

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HUGO MARQUES Lisboa – Portugal hmm@sapo.pt | https://www.facebook.com/windwhispers http://500px.com/hugomarques Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Hugo Marques Hugo, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Tem alturas que simplesmente sorrio sozinho para ela... quando sinto o peso da 7D sinto-me bem, sinto que posso parar o tempo naquele momento exato, sinto uma extensão de mim próprio. O que é a fotografia na tua vida? Nesta fase é algo muito importante, a fotografia está quase ao nível da família/amor. Ajudou-me no passado a ultrapassar momentos menos bons, ajuda-me no presente a relaxar e contornar as agruras da vida mas como diz o meu amigo Canelas, se não clicar o PDS hoje, clico amanhã mas se falhar no amor hoje, amanhã tenho os sacos á porta, hehehehe Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Paisagem natural e macrofotografia seguido de paisagem urbana. Como diz a Tânia, “tu não tens jeitinho nenhum para fotografar pessoas” hehehehe O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que

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é impossível dissociar uma coisa da outra? Penso que sim, que é possível. Existem muitos exemplos disso mesmo, até nas minhas fotos ehehe embora no meu cérebro isso não aconteça...a longa exposição é sempre a 1ª opção para mim. Adoro o movimento das nuvens, o efeito sedoso da água...adoro o mistério de saber que formas vão as nuvens criar numa longa exposição, adoro o suspense da longa exposição que “nos gruda” no ecrã até a foto estar feita. Este misto de fotografia/vídeo fascina-me! A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Como já tive oportunidade de dizer a revista é muito boa nos conteúdos que apresenta e tem muita qualidade, principalmente se pensarmos que é fruto de uma única pessoa. Acho que de futuro a revista ganhará outro enredo com uma maior participação dos membros. Talvez possam haver tutoriais do género “como fiz” de algumas fotos em particular. Porque não talvez isto aplicado a una das fotos vencedoras do dia?


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JOÃO ALMEIDA

Lousã – Portugal joao.a.almeida@sapo.pt| www.facebook.com/joao.almeida.7524 www.joaoalmeidafotografia.com.pt Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © João Almeida João, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Quando tenho oportunidade de fotografar… uma paisagem ou uma pessoa, tento descrever esse momento, legenda-lo talvez, tentar fazer com que os outros percebam aquilo me chama á atenção e porquê. Penso que agora e ….mais que nunca, uso a maquina fotográfica para usar a minha expressão e a minha linguagem visual e partilha-la. O que é a fotografia na tua vida? Na minha rotina normal, casa, trabalho …etc., dou por mim a enquadrar aquilo que se passa á frente dos meus olhos, e a converter essas imagens em forma de fotografias… é mesmo algo sempre presente, que acaba por acontecer de forma natural e agradável. Todos os dias vejo imensas fotos de ou-tros autores, é algo que não me canso de fazer e que me dá imenso prazer, para mim a fotografia e toda a sua envolvência técnica e humana me fascina, é um escape perfeito que certo dia descobri na minha vida e que a tornou com certeza muito mais feliz… Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? A fotografia que me dá mais gozo fazer é a de paisagem natural, porque o ambiente em redor deste tipo de fotografia, é sereno, reconfortante, envolve sempre uma viagem, mesmo por mais curta que seja, sabe muito bem! Penso que e é a forma perfeita de descarregar o cansaço da rotina e do dia

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á dia. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Claro que não, no meu caso também uso muito as longas exposições a fotografar paisagem, porque gosto bastante de paisagem costeira, e quando a luz a meu ver é mais apelativa, é ao nascer ou ao por do sol, e trabalha-se com velocidades de obturador lentas nessas situações, também para “congelar” a água domar ou dos rios, mas a luz não é só mágica nestas circunstâncias e á fotógrafos que conseguem explorar muito bem a luz mais dura, e tenho visto trabalhos fantásticos com tempos de exposições ditos “mais normais”. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Tenho gostado muito do que tenho visto em relação as edições da Phocal, sobretudo porque as fotos são de temas diversificados e de qualidade e muitos trabalhos são de amigos e gente que conheço bem e de certa forma isso é muito especial. Gostaria de ver ganhar espaço nas edições futuras temas relacionados com técnicas de edição e ás suas principais ferramentas, temos gente com muitos conhecimentos nestas áreas, certamente com vontade de os partilhar com os leitores da revista.


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JOÃO CARROLA

Vila Real - Portugal https://www.facebook.com/joao.carrola.7 | http://olhares.aeiou.pt/Jcarrola Todas as imagens estão protegidas por direitos de autor - © João Carrola João, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Vejo o passeio que esta programado e as possíveis fotos que poderei tirar. Normalmente tenho uma ideia do que vou encontrar e do que vou fotografar, às vezes aparecem surpresas agradáveis principalmente quando se passeia no campo. O importante para mim é levar a máquina e saber que esta por perto, pronta para ser utilizada e para registar algo inesperado, algo interessante ou até algo raro, como foi o caso este ano quando fotografei a borboleta-vespa (Bembecia sp.), um lepidoptera pouco frequente. O que é a fotografia na tua vida? No meu caso é um passatempo, completamente diferente do meu outro hobby, a aquariofilia. Torna-se um passatempo bastante útil, para fins pessoais como também para fins profissionais ( tanto na investigação como também no âmbito das aulas que leciono). Permite-me registar diferentes momentos durante os trabalhos de campo, aquando da captura dos peixes (tanto nos rios como nos estuários), recolha de amostras biológicas, tarefas de laboratório. É ainda muito útil como ferramenta de apoio na preparação das matérias para as aulas que leciono e que estão relacionadas com a biologia, ambiente e zoologia. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Gosto de fazer fotografia de vários tipos, tal como a fotografia de natureza, paisagens natural (em particular no Douro), paisagem urbana, gentes e locais, jardins (como é o caso do Jardim Botânico da UTAD), macrofotografia de plantas e animais (principalmente insetos), desportos motorizados, retratos e moda, etc.. No entanto, tento aperfeiçoar as várias temáticas, e quando possível abordar temas diferentes e com novos desafios, como aconteceu este Verão. Dediquei-me em julho e agosto a um pequeno projeto diferente, que foi a macrofotografia de borboletas que existem em Vila Real e na zona envolvente como o Parque Natural do Alvão. Apesar de ser necessária muita paciência para fotografar borboletas diurnas, deu-me imensa satisfação, e permitiu-me ainda, ver o mundo dos insetos de outra forma e conhecer melhor as diferentes espécies que nos rodeiam, e algumas vivem muito próximo de nossas casas. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra?

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A fotografia de paisagem natural abarca numerosos tipos de paisagens, desde zonas costeiras, praias, planícies, vales, florestas, montanhas, desertos, etc. com uma riqueza de cores impressionante dependendo da hora do dia (por de sol e nascer de sol), estação do ano, condições atmosféricas, etc.. Sendo assim, as técnicas e abordagens fotográficas são também diversas, tudo depende do tipo de fotografia que se pretende fazer. Alguns fotógrafos baseiam-se em exposições longas em zonas costeiras com é o caso do José Benito Ruiz, na sua obra Paisajes de Mar, o mesmo acontece no caso de fotografias de ribeiras e cascatas, reflexos na água, ou ainda de fotografias de por ou nascer-do-sol. No entanto, muitas paisagens podem ser fotografadas com recurso a exposições curtas, e com distâncias focais altas, f22 ou ainda f32 (dependendo do equipamento utilizado) tal como como é o caso do maior parte das fotos de Peter Watson no seu livro Seasons of landscape. Nessa obra ressalta ainda a informação relativa ao tempo que o autor esperou para tirar as fotos, sendo que numa foto tirada em Llantysilli (Wales) ele esperou 6 horas! O que acontece na minha opinião é que as fotografias que resultam de exposições longas dão origem a imagens que não são visíveis a olho nu, e são por isso algo irreais, mais atrativas nas cores mostradas, nos efeitos obtidos, com uma estética própria que as torna diferentes e atrativas, no entanto e na minha opinião a fotografia de paisagem, não se esgota nem se limita a essa técnica. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. A revista acaba por juntar e mostrar o trabalho de numerosos fotógrafos, uns já conhecidos e com trabalho reconhecido, outros menos conhecidos mas com trabalhos interessantes incluindo alguns com temas originais e com muita qualidade. Permite ainda que os membros possam participar na revista e nos diferentes desafios mensais e concursos, o que a aproxima ainda mais de um grupo alargado de amantes de fotografia. Acho que a revista poderia ficar a ganhar com a inclusão de um pequeno artigo (4-6 páginas) sobre um tema particular de técnica fotográfica, de maneira a ter uma pequena componente educativa para que as pessoas possam evoluir ou aprender (ou relembrar) técnicas fotográficas inovadoras ou diferentes. Acho ainda que se poderia fazer um suplemento anual com uma seleção das 150 melhores fotografias do ano.


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FOTOGRAFIA MARAFADA - JOÃO RIBEIRO

Tavira – Portugal jmnribeiro@gmail.com |https://www.facebook.com/joaonascimentoribeiro | http://fotografiamarafada.500px.com Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © João Ribeiro João, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Quando pego na minha máquina vejo a possibilidade de poder mostrar aos outros o que realmente vejo. O que é a fotografia na tua vida? A Fotografia é uma forma de extravasar o meu dia a dia, um escape, um momento meu, só eu a máquina e os meus pensamentos, mais nada... Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Macrofotografia. Porque e apesar de ter experimentado quase todas as vertentes fotográficas, a macro fotografia é aquela que me impressiona ver os resultados finais, e isso passa para o publico em geral, o que dificilmente conseguimos ver a olho nú, está neste momento a parar os olhares por tudo que é galerias, poder usar isso e juntar o gosto que tenho pelo Preto e Branco, é ouro sobre azul.

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O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Nada é impossível, a longa exposição é uma técnica de se chegar a um determinado objectivo visual, assim como o HDR. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. A Phocal melhora de número para número, superou e supera criticas boas e más, tem crescido, e tal como uma criança que se educa, assim a Phocal mostra que os seus mentores e seguidores demonstram poder e inteligência para acompanhar esse crescimento. No Futuro gostava de ver a Phocal mais abrangente, virada para a aprendizagem e para o digital, quem sabe se com cursos e técnicas de fotografia digital.


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João Vaz Rico Abrantes – Portugal vazrico@gmail.com |https://www.facebook.com/joao.vazrico www.olhares.com/Jovari Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © João Vaz Rico João, quando pegas na tua máquina o que é que vês? A minha realidade, a minha leitura do que se encontra aos olhos de todos, necessariamente diferente por que carregada do que sou, do que sinto, da minha circunstância. Neste âmbito referencio ainda o momento do disparo como fusão do “olhado”, da máquina e de nós próprios, fugaz momento de intensas sensações, cuja descrição plena não sou capaz, (ainda?), de traduzir por palavras. O que é a fotografia na tua vida? Uma forma de expressão, de sentir, um suporte importante à existência, muitas vezes instrumento de catarse. A visão do mundo e da minha circunstância são exponenciadas pela objetiva, potenciando níveis acrescidos de autoconhecimento e de crescimento pessoal. Congelar um momento, uma circunstância, um objeto, uma ideia, uma sensação, cuja leitura detenha especial significância é-me especialmente gratificante e enriquecedor. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Sem dúvida fotografia de natureza, já que ao prazer de fotografar, se associa uma dimensão telúrica, e não raras vezes de descoberta de “novos mundos”.

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O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Não, a longa exposição como técnica, encontra decerto o seu campo de aplicação em muita da fotografia de natureza, mas não constitui requisito técnico mandatório para esta. A sua utilização ou não, decorrerá do sentir do fotografo no momento do registo, na leitura interna e externa do que quer captar, das condições no terreno do momento. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Inquestionavelmente que na sua 12ª edição mantém a sua posição de referência no âmbito do panorama interno deste tipo de produção, afirmando-se pela sua seriedade editorial, e elevados padrões de qualidade. Cremos que níveis acrescidos da sua divulgação constituiriam objetivo a prosseguir. Igualmente abertura a novos valores, aposta a que a Revista tem dedicado especial atenção, constituirá linha editorial a prosseguir e a consolidar.


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JORGE DELFIM

Vila Flor – Portugal jorge.delf@gmail.com |https://www.facebook.com/jorge.delfim.1 http://cantinhodojorge.blogspot.com/ Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Jorge Delfim Jorge, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Quando pego na máquina fotográfica, vejo-me uma pessoa livre, cheia de inspiração, pronta para registar o que há de mais belo, embora por vezes também se registe o menos belo, mas o facto de carregar no botão e fazer uma fotografia, já me faz feliz. O que é a fotografia na tua vida? A fotografia é uma paixão, é uma forma de me sentir bem na vida, pois já dizia Henri Cartier-Bresson, um dos mais importante fotógrafos do séc. XX, considerado por muitos o pai do fotojornalismo “Fotografar, é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração.” Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Não me dedico exclusivamente a um tipo de fotografia, fotografo tudo que me transmite algo especial, desde paisagem, rostos, entre outros temas, mas foi a paisagem e a própria natureza que me fez apaixonar pela fotografia, sendo um dos temas principais daquilo que fotografo. Uma das razões é ter vivido a minha infância e adolescência no mundo rural, estando sempre em contacto com a natureza, outra razão é o facto de procurar e explorar o que há de belo na natureza e a própria tranquilidade que a natureza nos transmite e não estarmos preocupados com as poses do modelo,

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pois a natureza da-nos todas as poses possíveis e imaginarias. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? É fácil fazer fotografia de paisagem, sem recorrer à técnica de longas exposições, embora eu aprecie bastante a técnica de longa exposição, raramente a utilizo na fotografia de paisagem, optando mais por a utilizar na fotografia noturna. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. A Phocal Photovisions é uma revista, que ocupa um papel importante no mundo da fotografia e tem sido um sucesso, onde se podem ver publicados excelentes trabalhos fotográficos, de vários fotógrafos profissionais e amadores, que dificilmente tinham oportunidade de dar a conhecer os seus trabalhos e vê-los publicados numa revista de fotografia. Ainda bem que surgem destas brincadeiras, que provocam o nascimento de um ser no mundo da fotografia e que se vê crescer com um enorme sucesso. No futuro gostaria de ver na revista, além de continuar com a publicação de excelentes trabalhos, uma rubrica destinada à explicação de algumas técnicas fotográficas. Parabéns a Phocal Photovisions, a quem a criou e quem nela colabora.


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JORGE FONSECA Carvoeiro – Portugal jorge__fonseca@hotmail.com | https://www.facebook.com/fonsecaphotography http://www.fonsecaphotography.pt.vu Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Jorge Fonseca

Jorge, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Consigo abstrair-me do mundo como é e vê-lo sob outra perspectiva, mais emotiva e envolvente - a partir de uma visão inicial, desenvolvo um enquadramento composto. Tento dar ao que observo outra interpretação, que apele ao imaginário e às emoções, mas sempre invocando o natural. As paisagens são compostas e retratam a verdadeira beleza natural que se consegue através da objectiva. Ao pegar na máquina tento ter a máxima atenção para a dinâmica da luz e composição; são requisitos fundamentais quando olho pela ocular da máquina. O que é a fotografia na tua vida? Desde pequeno que adorava ‘brincar’ com a máquina do meu pai e daí desenvolvi o bichinho pela fotografia, embora inicialmente de uma forma meramente casual, até comprar a minha primeira compacta e começar a levar este hobby mais a sério, tentando captar momentos únicos. Há cerca de cinco anos deu-se o verdadeiro impulso da fotografia na minha vida e comecei a entendê-la de forma diferente, com um olhar mais refinado e artístico. Presentemente a fotografia faz parte do meu dia-a-dia e da minha forma de estar na vida. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Gosto de fotografia e das suas variadas vertentes na generalidade, mas dedico-me sobretudo à paisagem natural e macro, se calhar por ter passado a maior parte da minha existência, vivida no Alentejo, rodeado de natureza. Daí ter adquirido esse interesse, mas nunca descurando outras áreas, como fotografia de urbanos, retratos, documental. A costa algarvia, o mar, assim como a biodiversidade existente na região onde resido actualmente proporcionam oportunidades infindáveis. Tanto posso tirar partido de um crepúsculo ao final do dia pelas encostas e areais, como pelos caminhos menos percorridos e misteriosos da serra de Monchique. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é

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impossível dissociar uma coisa da outra? Pessoalmente, acho que não; no entanto gosto imenso de fazer longas exposições, sobretudo porque tenho acesso a uma vasta paisagem costeira e penso que, através das longas exposições, muitas das perspectivas que vejo a nível composicional conseguem ganhar uma maior envolvência e equilíbrio, transmitindo uma variedade de sentimentos. Mas tudo depende do tipo de paisagem que se está a fotografar e da criatividade de cada um. Por exemplo, se fotografo paisagem rural possivelmente utilizarei exposições mais curtas. Em suma, penso que depende do gosto pessoal, do lugar onde nos encontramos e do destaque que queremos dar à paisagem no momento. E, claro, dependendo também das condições meteorológicas. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. A brincar já lá vão 12 edições, foi uma ideia bem concretizada que demonstra a paixão e a dedicação que foi posta em prática. Ao mesmo tempo reunem-se variadíssimos temas em que todos podem participar mostrando o olhar e emoções que cada autor transmite na fotografia, a 12ª revista terá com certeza o mesmo destaque como todas as outras ,serei suspeito em falar porque adoro o tema de “Paisagem Natural”. No geral acho que a revista tem uma concepção muito boa com um design apelativo, as secções estão bem divididas, contudo é preciso que todos deem o seu contributo para a continuação deste projeto que tem valor para atingir patamares elevados no mundo da fotografia, só demonstra que temos excelentes fotógrafos em Portugal em todas as vertentes fotográficas. Acaba por ser uma oportunidade para quem gosta desta arte, divulgando os seus trabalhos e expressar opiniões servindo de evolução e aquisição de novos conhecimentos para todos os membros e interessados.


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JOSÉ CANELAS Aires – Portugal jhcanelas@gmail.com | http://www.facebook.com/jhcanelas www.wix.com/jhcanelas/com Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © José Canelas José Canelas, quando pegas na tua máquina o que é que vês? O objecto que me permite descrever o mundo como eu o vejo e fazer com que os outros o vejam e sintam naquele momento. O que é a fotografia na tua vida? A fotografia é um hobby que me permite descobrir o Mundo, um Portugal de Norte a Sul, descobrir um momento sempre belo, novo e surpreendente todos os dias. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Sou um apaixonado pela fotografia de paisagem natural, a água dos rios, do mar, o jogo permanente de luz e contraluz seja ao romper da aurora ou quando se anuncia o pôr-do-sol são as minha fontes de inspiração. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Sim, é possível. O problema é que as longas exposições são viciantes e os seus efeitos em paisagem natural são mágicos, talvez seja uma das razões de tal associação.

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A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. O gosto pela fotografia ou como afirmam “brincadeira” deu origem a este projeto da Revista Phocal Photovisions que cresce e se vai afirmando devido a sua grande qualidade, profissionalismo e paixão pelo que fazem. Obrigado pelo vosso convite para esta participação, contem comigo, sempre que puder, vou continuar a ajudar este projecto.


Mourisca - SetĂşbal | Localizada no EstuĂĄrio do Rio Sado, numa zona de sapal e salinas

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LUCIANO MAGNO Cascais – Portugal magno71@live.com.pt | https://www.facebook.com/luciano.magno.71 Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Luciano MAgno Luciano, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Uma visão do mundo que sinto com muita paixão e que tento captar e eternizar para sempre. Esses momentos da vida real são uma forma de olhar o mundo que nos rodeia como um meio de criação.

por vezes sem sucesso mas quem corre por gosto não cansa.

O que é a fotografia na tua vida? Atualmente a fotografia está presente na minha cabeça diariamente como uma grande paixão, um hobby e um vício saudável.

O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? As longas exposições são um estilo de fotografia que cria efeitos fantásticos e estimula a imaginação de quem as vê, mas não é impossível dissociar uma coisa da outra porque podem-se congelar grandes momentos que a natureza nos proporciona sem ter de recorrer a essa técnica.

Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Tudo que esteja relacionado com a natureza. Há muitos anos que me dedico à pintura e claro são as paisagens a temática que mais me fascina. Entretanto há cerca de dois anos aparece a fotografia no meu caminho e claro que não podia deixar de ser um dos temas que mais gosto de fotografar, até porque a fotografia de paisagem dá-me muita luta e é muito mais difícil do que se pensa: desde subir e descer falésias e ás vezes até correr alguns riscos na procura da imagem que idealizamos...

A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro? Pode ter nascido de uma brincadeira mas é sem duvida uma grande revista com cabeça, tronco e membros. A Revista Nº 12 é uma grande prenda de natal para todos aqueles que gostam desta temática uma vez que podem apreciar toda a beleza que a natureza nos dá através dela. Para o futuro gostaria de ver a revista em todas as bancas do país, e que continue assim, que está em boas mãos

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LUÍS MATA Lisboa – Portugal mata@netcabo.pt |www.facebook.com/luis.mata.58173 www.facebook.com/LuisMataPhotography Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Luís Mata Luís, quando pegas na tua máquina o que é que vês?

A máquina é apenas o instrumento que me permite captar as imagens que imagino. É clássico dizer-se que não é a máquina que faz as boas fotografias mas sim o olho do fotógrafo. Apesar disso, a máquina ajuda e nalguns tipos de fotografia é fundamental, por exemplo, as fotografias que faço com utilização de filtros não poderiam ser obtidas com uma máquina de bolso. O que é a fotografia na tua vida? A fotografia mudou a minha vida nos últimos anos. É uma forma de escapar ao desgaste da minha vida profissional, uma paixão a que me dedico cada vez mais. Quando fotografo, quando estou a pensar uma fotografia, fico totalmente concentrado e esqueço-me dos problemas do dia-a-dia. Permitiu-me conhecer pessoas excelentes com quem partilho esta paixão. Tornou-me uma pessoa diferente, mais extrovertida. Do ponto de vista físico tem sido também importante porque me estimula a melhorar a forma física para conseguir acompanhar os meus companheiros de fotografia nas longas caminhadas que fazemos. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? O meu tipo de fotografia preferido é sem dúvida a fotografia de paisagem natural. Gosto muito das paisagens costeiras e as praias do Parque Natural de Sintra-Cascais são a minha segunda casa. É uma fotografia “lenta” que me permite escolher o sítio ideal, compor a fotografia com cuidado e depois esperar pela luz certa que vai transformar a paisagem.

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O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Acho que as longas exposições estão na moda, por um lado pela disponibilidade e boa qualidade dos filtros de gradiente de elevada densidade (10 stops, do tipo do Bigstopper da Lee) e, é evidente, porque criam imagens diferentes e espetaculares. Eu uso-as com moderação. É claro que gosto de criar arrasto nas nuvens e tornar o mar plano para contrastar com elementos estáticos e também aplico esta técnica nalgumas fotos de arquitetura. Mas nas fotos costeiras prefiro as exposições mais rápidas, de cerca de 0,2 a 0,5 segundos, que permitem criar movimento nas ondas e muitas vezes faço exposições muito rápidas para congelar as ondas e mostrar a força do mar. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. O grupo Phocal Photovisions e a sua revista são fruto do grande trabalho e do dinamismo do Pedro Sarmento a quem dou os parabéns. Estas revistas sempre incluíram entrevistas e o trabalho de fotógrafos convidados e eu acho isso interessante. Nestas últimas, a participação dos membros está mais inserida no tema da revista o que a torna mais homogénea. Todos nós gostamos de ver as nossas fotos publicadas mas acho que vê-las impressas na mesma edição em que participam fotógrafos consagrados como o Steve McCurry, por exemplo, dá-nos um prazer muito maior. Espero que continue assim no futuro.


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LUÍS SILVA Cacém – Portugal luiskurtum@hotmail.com| www.facebook.com/luis.silva.54379 http://luiskurtum.wix.com/luiskurtum Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Luís Silva Luís, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Pedro a minha máquina é a extensão do meu olhar, vejo o “meu” mundo, e retrato-o como o imagino. O que é a fotografia na tua vida? A fotografia para mim é um escape do stress do dia-a-dia, leva-me a locais que certamente não iria se não fotografasse, uma paixão e um modo de vida. Um sentido de liberdade de escolha. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Paisagem certamente, pois permite fazer tudo o que gosto, caminhadas, escaladas, o contacto com a natureza, o cheiro do mar a sua melodia quando as ondas se enrolam na areia, fotografar é o meu momento zen... O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Sim, ambas estão claramente associadas, mas depende do gosto de cada fotografo optar pelo que lhe dá mais prazer fazer, eu faço ambos os tipos de fotografia e por gosto pessoal prefiro fazer longas exposições. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma

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brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Gostava que continuasse a divulgar e a publicar trabalhos amadores e não só pois é uma mais valia ver trabalhos tão bons como até agora tem sido divulgados .


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MÁRIO MEDEIROS SANTOS Abrantes – Portugal mjmedeiros1@sapo.pt |https://www.facebook.com/mario.medeirossantos http://olhares.aeiou.pt/Borzoi Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Mário Medeiros Santos Mário, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Vejo para além do visível, vejo o mundo filtrado pelo que sou, pelo que sinto, pela minha essência, necessariamente diferente do que é revelado, digamos a “olho nu”.É este “quase mistério” que me seduz e atrai na fotografia. O que é a fotografia na tua vida? O que começou por ser um hobbie, depressa se tornou numa grande paixão. Foi uma forma que encontrei de me expressar, foi a maneira que encontrei de mostrar aos outros como vejo o que me rodeia. Hoje vejo a fotografia como sendo parte de mim. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Quando “descobri” a fotografia, e de forma absolutamente “naif” fotografava tudo o que me rodeava. Agora com mais experiencia e com algum conhecimento, tento focar-me em fotografar o que realmente me dá prazer, a fotografia de paisagem, isto porque me obriga a andar constantemente a procurar e visitar novos locais que, de outra forma, talvez nunca os descobrisse. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Sim, podemos dissociar, mas a simbiose entre ambas pode proporcionar-nos registos de incrível beleza. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro.

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Cada vez mais, a Phocal tem vindo a afirmar-se como uma revista de referência, e em cada número é notória a evolução. Além dos excelentes artigos publicados de fotógrafos profissionais e de renome, proporciona a nós amadores, partilhar alguns dos nossos trabalhos. Creio que deverá continuar a ser essa, a filosofia da revista.


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PAULO MENDONÇA

Seixal – Portugal pajomendonca@gmail.com | www.facebook.com/paulo.mendonca.792 paulomendoncaphotography.blogspot.pt/ Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Paulo Mendonça Paulo, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Vejo o que posso fazer com o cenário e as condições apresentadas, para conseguir mostrar, não o que os nossos olhos veem, mas o que quero mostrar. O que é a fotografia na tua vida? A fotografia na minha vida é paixão, prazer e companhia. É um escape aos problemas e à agitação diária que se vive nos dias de hoje. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? A fotografia para mim é como na culinária, o prato preferido. Não me vejo a comer sempre a mesma coisa por muito que goste. Adoro fotografar e faço-o por prazer e essencialmente por diversão. Quando nos dedicamos a penas a um tipo de fotografia, acabamos por fazer as coisas mecanicamente e perdemos parte do gozo que é pensar a fotografia. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? O que acontece é que pretendemos o maior impacto visual com as nossas imagens e a maioria das vezes isso acontece

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em alturas do dia em que a luz já é escassa, o que associado aos grandes campos de profundidade necessários a este género fotográfico, obriga a longas ou muito longas exposições dependendo dos efeitos pretendidos. Não quer dizer que não se consiga grandes imagens paisagísticas com tempos mais curtos e outros efeitos tão nobres como por exemplo, a textura das nuvens que se perdem nas longas exposições. Tudo depende das condições e do que se pretende transmitir. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Há brincadeiras que se tornam num caso sério! A Phocal Photovisions é já uma grande Revista que não deixa ninguém indiferente, quer pelo conteúdo, quer pela qualidade já atingida. Merece crescer muito mais e chegar ao grande público. Ganhava a Revista e ganhavam todos os amantes desta arte. Pelo reconhecimento e feed back que tenho obtido, acredito no seu sucesso e espero vê-la em breve nas prateleiras de venda ao público. Quanto ao que eu gostaria de ver na Revista no futuro, talvez uma rubrica teórica.


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RICARDO TEIXEIRA

Lisboa – Portugal immagine.fotografia@gmail.com | https://www.facebook.com/immagine.foto Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Ricardo Teixeira Ricardo, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Vejo um aparelho dedicado à captura da imagem, em conjunto com a lente, nada mais. É uma ferramenta dedicada que gosto de usar para atingir um fim, o qual se vai substituindo de acordo com a necessidade e a procura de outros objectivos, e capacidade financeira. O que é a fotografia na tua vida? A fotografia, é uma fase mais recente, estando relacionada com a atracção que tenho pelas artes da imagem, e com a qual me tenho sentido bem a executar. Porém, com a fotografia, surge a curiosidade de procurar locais, querer conhecer, viver e registar esse momentos. É tudo um conjunto de factores, os quais mencionados, e outros mais íntimos. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Actualmente, Fotografar em locais remotos, insolitos e a sua descoberta, em contacto com a natureza. Amanhã poderá ser outro tipo de fotografia, depende da evolução, fase artistica, o que quiserem chamar. É através da fotografia de paisagem que temos conhecimento dos muitos locais que provavelmente não iremos conhecer com os nosso olhos, ou não iremos pisar. Da forma como a informação corre, conhecemos locais a todo o instante, devido à exibição de uma fotografia nas diversas fontes de informação. Uma das características para criar este tipo de fotografia, estabelece

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uma vontade própria, por parte do autor, em fazer pesquisa dos mais variados locais e de acordo com o seu gosto. Cansaço nas pernas, longas esperas, estudo do local, dores de costas, carregar o material, calor e frio, viagens, custos e despesas, horas a caminhar, são alguns dos incómodos para tentar criar algumas imagens. A facilidade da fotografia de paisagem pode tornar a imagem numa banalidade… ou não! Todo o ambiente e destino, envolve uma pesquisa diferente e uma altura própria para criar um registo fotográfico. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Tudo depende da luz e dos efeitos pretendidos. Muitas paisagens não justificam longas exposições. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro. Gostaria que, no futuro, houvesse quem ficasse supreendido, ao saber que tudo nasceu duma brincadeira ao ver resultados profissionais e com muita qualidade, e à venda ao público. Por mim, era bem vindo, um artigo sobre máquinas históricas, maquinas insolitas, maquinas de fabricantes menos conhecidos, divulgar as diferentes “ferramentas” para criar fotografias.


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SARA CONSTANÇA Lisboa – Portugal info@saraconstanca.pt | facebook.com/saraconstancaphotography www.saraconstanca.pt Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Sara Constança Sara, quando pegas na tua máquina o que é que vês? O mesmo que via antes! E se a pergunta fosse o que vejo antes de pegar na máquina, a resposta seria a mesma. Estou sempre a fotografar e para isso não preciso de máquina, os olhos bastam. Prefiro-os. Sem a cristalização da imagem fotográfica não perturbo o processo da memória e abro lugar a uma participação mais completa na experiência de fotografar. É sempre melhor encontrar e a máquina impede muito encontros, mas promove outros, depois do olhar. O que é a fotografia na tua vida? Que pergunta tão romântica, Pedro. Ocupação a tempo inteiro... Mas é muito mais que isso. Como artista, é a disciplina que melhor me permite deixar cair no mundo. Como forma de relação com o mundo, é o modo da minha percepção. Como percepção é no que mais penso. Como pensamento, é o entusiasmo na vida. É o crivo da luz. Razão de ser em alegria constante. É a contemplação tornada dia-a-dia no corpo do sagrado. Fruição! Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? A genuína! Porque há uma grande gratificação no tocar da

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coisa que é. Estou viva! É o aqui e agora! O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Antes pelo contrário. A paisagem natural é muito mais que isso. Tanto que a pergunta me parece disparatada, embora seja pertinente. Seja como for, a longa exposição tem os seus encantos, porqu e permitindo resultados tão distantes da realidade perceptiva, leva-nos a repensar a percepção interna do tempo, e isso é muito interessante. Todavia, está longe de ser representativa do que se faz ou pode fazer com paisagem natural. Talvez esteja na moda… A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro? Antes de mais digo onde gostaria de ver a revista: nas bancas. Era merecido! Mas antes disso gostava de ver mais qualidade na impressão (11º Número). Offset ou digital, mas sem que se perceba a trama do processo. Para além disso, que é natural porque a revista está na sua infância, é sem dúvida alguma uma publicação com futuro.


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SÓNIA GUERREIRO

LISBOA – PORTUGAL iinfo@soniaguerreiro.com | www.facebook.com/soniaguerreiro.photo www.soniaguerreiro.com Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Sónia Guerreiro Sónia, quando pegas na tua máquina o que é que vês? Tantas coisas... Mas acima de tudo, mais do que uma ferramenta, o meio que permite dar a conhecer ao mundo a minha visão sobre o que me rodeia. No fundo, a minha máquina funciona como um complemento à minha forma de expressão. O que é a fotografia na tua vida? Uma paixão. Sem limites... Uma representação intemporal do meu estado de espírito. É, tão simplesmente, uma forma de estar. Que tipo de fotografia te dá mais gozo fazer e porquê? Tenho vários tipos de fotografia que gosto e que felizmente tenho o prazer de colocar em prática de uma forma constante quer a nível pessoal quer a nível profissional. Gosto bastante de todas essas áreas onde trabalho de igual forma, cada uma com a sua particularidade e que me preenchem na integra. É contudo na fotografia de paisagem que encontro o meu equilíbrio quando preciso de sair da rotina. O tema deste mês é a paisagem natural, e muita da fotografia que vemos está associada a longas exposições. Pensas que é impossível dissociar uma coisa da outra? Nada é impossível. As longas exposições dão um encanto

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natural às fotografias, mas tudo isso vai ao encontro do que se pretende transmitir, do que sentimos cá dentro quando fazemos uma imagem. Se numa floresta as folhas mexem devido vento, pessoalmente gosto de sentir isso na imagem pois dá-me uma noção de realidade associada ao espaço/lugar e prefiro fazer uma exposição mais demorada ao invés de utilizar uma velocidade rápida para congelar o momento. Nas minhas imagens gosto acima de tudo que elas sejam fieis à realidade, pelo menos à minha. Confesso que não procuro motivos para aplicar técnicas de longa exposição, mas admito que quando bem utilizada pode dar um impacto completamente diferente à imagem. Um bom exemplo disso é quando pretendemos fotografar um céu estrelado.... Gostamos dele sarapintado de estrelas ou sentir a terra a girar através de uma longa exposição que permita ver o rasto completo das estrelas? O que é que queremos transmitir? É mesmo uma questão de gosto, não de associação ou não à paisagem natural. A Phocal Photovisions é uma Revista que nasceu de uma brincadeira, que espaço achas que ocupa ao 12º Número e o que gostarias de ver na Revista no futuro? Gostaria de ver, caso possível, um(a) fotógrafo(a) internacional e tutoriais relacionados com o tema da edição em causa.


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Outono em terras Serranas Três fotógrafos, FREDERICO CONCHA, HUGO AUGUSTO E PEDRO CARMONA SANTOS, planearam e deslocaram-se ao Parque natural da Serra da Estrela, em busca dos tons outonais… ......a convite da Phocal Photovisions para apresentar um pouco dos seus trabalhos fotográficos, eis algumas das inúmeras fotos que fizeram naquele fantástico cenário… 62 | Phocal Phototovisions


Pedro Carmona Santos | Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM |1/5s, f/13, ISO400, 40mm
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Hugo Augusto | Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM | 0,6s, f/8, ISO200, 17mm



Frederico Concha | Nikon D90 + Sigma 10-20 mm f/3,5 EX DC HSM | 11 fotos x 1/40, f/9, ISO200, 10mm
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Hugo Augusto Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM | 4s, f/11, ISO50, 17mm
 



Pedro Carmona Santos Canon 5D MK II Canon EF17-40 f4L USM 2s, f/13, ISO400, 38mm


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Hugo Augusto | Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM | 0,4s, f/4, ISO200, 22mm



Hugo Augusto | Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM | 5s, f/11, ISO50, 40mm 66 | Phocal Phototovisions


Pedro Carmona Santos Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM 1/100s, f/5, ISO400, 40mm


Pedro Carmona Santos Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM 1/4s, f/4, ISO50, 40mm

Pedro Carmona Santos Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM 1/15, f/11, ISO400, 33mm


Hugo Augusto Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM 0,4s, f/11, ISO50, 17mm



Hugo Augusto Canon 5D MK II + Canon EF17-40 f4L USM 0,4s, f/11, ISO50, 17mm

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LUIS AFONSO

Lisboa – Portugal miscweb@luisafonso.com | https://www.facebook.com/luis.afonso.photography | www.luisafonso.com Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Luís Afonso Luís Afonso nasceu em 1972 e reside atualmente em Lisboa. Em 2008 decide abraçar a paisagem natural como o género fotográfico no qual investe todo o tempo que reserva para a fotografia. Com três exposições individuais no seu currículo dentro e fora de portas, as suas imagens foram já apresentadas em várias publicações em Portugal e no estrangeiro e a sua fotografia já lhe valeu um primeiro e um terceiro prémios em concursos de fotografia a nível nacional. É membro do projeto fotonature onde partilha a sua paixão pela fotografia na área da formação. É um confesso apaixonado por ambientes onde existam água e árvores em abundância.

Exposições: 16 Jan – 6 Mar 2009 | “From City to Sea” | Loughborough, Inglaterra * 3 – 18 Ago 2010 | “Porto Santo: Maravilha Natural” | Porto Santo, Madeira Nov 2011 | “Paisagens de Portugal” | Exposição colectiva | Lisboa * 30 Mar – 8 Abr 2012 | “Terra: Imagens à Superfície da Ilha” | Porto Santo, Madeira

Luís Afonso a fotografia é hoje parte integrante da tua vida, como foi que tudo começou ? A minha primeira memória fotográfica é por certo a Kodak Ektra de cor vermelha que os meus pais tinham lá por casa durante a minha infância e adolescência. Lembro-me de a usar por volta dos meus 16 anos para fazer as primeiras fotos. Uma sensação que ficou desse tempo é o inexplicável prazer de premir o botão do obturador. Há qualquer coisa de mágico nesse “click” que não se consegue por em palavras. Em 1997, durante um estágio profissional em Viena, comprei a minha primeira máquina fotográfica. Foi aí que verdadeiramente tudo começou. Fotografei com mais ou menos intensidade até 2005, quando incitado por algumas comunidades de fotógrafos na Internet e pela compra da minha primeira dSLR comecei a levar esta paixão cada vez mais a sério. Atualmente não há dia em que a fotografia não faça parte da minha vida.

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Fotografas desde 2005 com mais regularidade, como é que se atinge um grau de qualidade em meia dúzia de anos? Que conselhos podes dar a quem está a começar? Como qualquer outra paixão, é preciso alimentar a chama para a manter viva. Se não a acarinharmos, se não lhe dermos combustível, a chama apaga-se e muito difícil se reacenderá. Seria preciso começar tudo de novo... O maior conselho que tenho a dar a quem está a começar é que alimentem esta paixão de forma constante. É preciso sair para fotografar. Uma e outra vez. Acredito verdadeiramente – e por experiência própria – que aquilo que realmente importa quando estamos a iniciar-nos nesta arte é a prática. Devemos fotografar, editar, fotografar, editar. E depois, fotografar e editar ainda mais. E devemos partilhar essas experiências com alguém ou alguma comunidade que verdadeiramente nos confronte e nos desafie a chegar sempre mais longe.


É difícil hoje em dia encontrar algum meio onde se dê opinião formada e sincera sobre o nosso trabalho mas é muito importante que o procuremos. Como fotografo és uma pessoa que dá muita importância á formação técnica ou preferes / preferiste a partilha de conhecimentos com outros fotógrafos? A formação técnica é extremamente importante para quem está a começar e pretende um avanço mais rápido. Frequentar um workshop ou um curso pode ser uma ótima ideia para quem quer dar um salto nas suas capacidades técnicas. Eu preferi dar esse salto de forma mais lenta, através de muitas saídas para o terreno, muita leitura e alguma partilha com outros fotógrafos. Demorou mais tempo, mas também fez com que ganhasse a persistência necessária para sair uma e outra vez de casa para ir fotografar. Hoje em dia, fotografar várias vezes por mês é natural para mim. No que diz respeito à partilha, infelizmente o meio em que vivemos não é muito dado à troca de experiências. Tentei várias vezes juntar pessoas para grupos de partilha sobre esta arte que a todos nos apaixona mas por um motivo ou por outro os grupos acabam sempre por se desfazer. É muito difícil encontrar alguém realmente interessado em partilhar aquilo que sabe e que tenha gosto em o fazer de forma persistente. A partir de determinada altura dedicaste-te á paisagem, porquê? Os dois estilos que mais me atraem na fotografia são a paisagem natural e a rua. Durante alguns anos, a fotografia de rua ocupou o espaço central da minha atividade fotográfica. A adrenalina de fotografar pessoas no espaço público, a procura do momento único na interação do ser humano com o mundo

que o rodeia sempre me atraiu imenso. O momento numa fração de segundo estava lá e no milissegundo depois tinha desaparecido para sempre. Captar um destes momentos era e é um experiência única. Mas chegou uma altura em que já não me satisfazia o que fotografava e era preciso dar um passo em frente. Isso implicaria começar a pensar em projetos mais coesos e a sair de casa para a rua cada vez mais, durante mais tempo e maior investimento emocional. Numa altura em que acabava de ser pai e as emoções estavam ao rubro e o trabalho era também mais intenso decidi comprar a minha primeira ultra-grande angular e sair com um amigo para a Natureza. Sempre fui um apaixonado pelo silêncio, pela água e pelos grandes espaços e a tentação de estar na Natureza sozinho e em verdadeira paz comigo mesmo e com a fotografia era muito forte. E foi assim que se deu a passagem da rua para o espaço natural. Em comum, apenas o facto de ter de continuar a sair de quatro paredes para fotografar. Que tipo de paisagens preferes fotografar e porquê? Sem dúvida paisagens onde exista água. Doce ou salgada, em movimento ou parada. Há qualquer coisa neste elemento que me apaixona verdadeiramente. A forma como ela absorve e ao mesmo tempo reflete a luz produz emoções verdadeiramente únicas. E a paisagem tem de ser emoção e não apenas uma janela para uma realidade aprisionada. Nos últimos tempos tenho também fotografado cada vez mais na floresta, pois para além da água, a árvore goza de um fio muito particular na fonte da minha inspiração. Não há ser natural – tirando o Homem – com um carácter tão complexo e cativante como a árvore. Phocal Phototovisions | 69


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Tens feito viagens a lugares que muitos de nós gostaríamos também de visitar e fotografar, dos lugares por onde já passaste podes destacar três e porque razão os escolheste? Pergunta difícil... A região de Cumbria em Inglaterra é absolutamente inesquecível. É uma zona de lagos que reúne os elementos necessários para me manter ocupado desde o nascer ao por do sol. É um local ao qual quero voltar vezes sem conta. A constante presença da água constitui um verdadeiro íman para a minha máquina. Em segundo lugar escolheria o Porto Santo. É talvez o local que fotografei com mais intensidade e que melhor conheço. Não há grão de areia daquela ilha vulcânica que não tenha percorrido com a câmara a mão e é por isso um local muito especial para mim. Penso que este meu afeto pelo local se nota nas minhas imagens da Ilha Dourada. Finalmente, os Açores. Quando aterrei em Lisboa no final de Agosto deste ano disse a mim mesmo que não voltaria a mais local nenhum do mundo sem antes conhecer o arquipélago Açoriano de ponta a ponta. Os portugueses não imaginam – ou talvez sim – o tesouro que temos mais ou menos escondido no meio do Atlântico. São nove ilhas, cada uma delas com os seus encantos, infinitas possibilidades para fotografar tudo o que pode ser fotografado em paisagem natural. A luz, o clima, a paisagem extremamente diversificada, locais de autêntica pureza e singularidade. Tudo isto espera por nós nos Açores. Verdadeiramente imperdível.

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Quando viajas, o que podemos encontrar na tua mochila? Vai pesada? Sim, muito pesada. (risos) Se viajo de carro vão comigo dois tripés, computador, dois corpos, 3 a 4 lentes, um extensor, filtros, baterias, cartões, panos de limpeza, dois comados remotos, blocos de notas e o telemóvel que contem algumas aplicações muito úteis. Se viajo de avião, deixo um tripé em casa, às vezes um dos corpos (dependendo do local) e computador pode ser substituído por um disco rígido. Mas o resto vai tudo. Não sou da opinião que devemos viajar leves. Por vezes é a diferença entre fazer ou não fazer a foto que se quer e, mais importante do que tudo, a foto que se está preparado para fazer. O improviso é para fazer perto de casa, para que esse tenha tempo para fazer parte de nós e da nossa rotina fotográfica. Quando em viajem ou em sessões fotográficas só há tempo para improvisos quando tudo o resto foi esgotado e feito como queria. Como consideras a importância de um equipamento no resultado final de uma foto? O equipamento é importante para conseguirmos fazer as fotografias que queremos fazer. Quem diz que a qualidade da câmara e da lente não são importantes para o resultado final não está a ser sério ou fala com a mochila carregada de bom equipamento. Eu não conseguiria fazer aquilo que faço com uma point-and-shoot ou uma máquina de objetiva fixa. Negá-lo seria ser incorreto. Certamente teria de fazer outro tipo de fotografia. E é neste ponto que partilho o principal conselho sobre equipamento: só devemos comprar equipamento quando precisamos dele. Deve ser a nossa visão a precisar de equipamento e não 72 | Phocal Phototovisions

o contrário. Equipamento que raramente é usado deve ser vendido ou trocado por outro. Para confirmar isto posso partilhar que todas as minhas lentes (as 3 que tenho sempre na mochila) são usadas todos os meses várias vezes. Além das tuas viagens ao estrangeiro, onde é que em Portugal preferes fotografar, tens alguma preferência? Falando de Portugal continental gosto muito de fotografar no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros e na zona da Serra da Estrela. São locais que já me diziam muito antes de ter uma máquina na mão e pelos quais aprofundei a minha afeição. No início gostava muito de fotografar na costa de Sintra-Cascais, mas atualmente é quase impossível encontrar esses locais só para mim. Não tenho nada contra os meus colegas fotógrafos, mas, como já referi anteriormente, estar sozinho – ou com apenas um amigo - nos locais em que fotografo faz também parte do meu processo criativo. É normal ver-te acompanhado, em grupos com outros fotógrafos ou preferes a solidão da máquina que te permita uma maior concentração naquilo que pretendes atingir? Acho que já respondi a esta questão. Prefiro mesmo estar sozinho. Isto não quer dizer que não saia com outros fotógrafos em grupo mais ou menos alargado. Mas quando o faço, o meu objetivo é necessariamente outro. Aí o mais importante é a partilha de experiências, a conversa e a vivência e não tanto a fotografia. Como me embrenho muito naquilo que faço não consigo mesmo ser multi-tarefa: ou estou concentrado a fotografar ou estou dedicado em partilhar aquilo que sei e que vivo.


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Portugal está bem servido de fotógrafos? Como vês a evolução da fotografia em Portugal com o “boom” do Digital? Esta pergunta dava um ensaio ou pelo menos um prós-e-contras! (risos) O advento do digital veio certamente democratizar a fotografia e o acesso à mesma em todo o mundo e Portugal não escapou a essa realidade. É notório que se fotografa muito em Portugal e que o universo de quem o faz também aumentou exponencialmente. A montra que apresenta essa fotografia também se alterou radicalmente. Quem é que imaginaria há uma década atrás que todos nós poderíamos mostrar a nossa fotografia ao mundo, receber likes - ainda estou à espera dos “don’t likes” – e outras medalhas semelhantes entre mil e um comentários mais ou menos deliciosos? Hoje em dia há verdadeiras estrelas que só vivem na Internet e que para muitos são os maiores fotógrafos do mundo. E o resultado disso é que há, atualmente, muitos “melhores fotógrafos do mundo”. Isto entronca na primeira questão. Eu sinceramente penso que Portugal não está assim tão bem servido de fotógrafos. Pelo menos de bons fotógrafos. Basta perceber quem são e quantos são os portugueses reconhecidos a nível internacional para perceber isso. E o mais triste de tudo é que os próprios portugueses – pelo menos a maioria – também não sabe quem eles são. Vivemos todos dentro de uma bolha gigante mas que é pequena demais quando se fala de qualquer coisa mais a sério. No que há fotografia de natureza diz respeito penso que atualmente o panorama português melhorou substancialmente. Há mais fotógrafos de qualidade do que havia no passado e também mais gente a levar a sério este estilo fotográfico. Portugal não é o sítio ideal para se fazer paisagem natural ou fotografia de natureza e os poucos que se dedicam a isso de

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forma profissional de certeza que lutam muito e com dificuldades. Ainda assim, penso que o panorama nesta área está bem melhor. Basta ver o sucesso que têm tido os recentes eventos criados pelo João Cosme ou Carlos Ramos, entre outros. Tens publicado trabalhos em diversas publicações, como tem sido a aceitação do teu trabalho? Para ser sincero, é um verdadeiro mistério. Em Portugal, como o mercado é muito pequeno e ninguém quer saber de paisagem natural, é muito difícil chegar a qualquer lado. Depois, há a forma de como o mundo editorial funciona e como são quase sempre os mesmos a serem escolhidos pela pena do editor. Para seres aceite tens de trabalhar muito na tua rede de contactos e fazer muita força para apresentar o teu trabalho. Tens de aparecer muito para teres oportunidade de aparecer. É engraçado que se diga isto, mas é assim que funcionam as coisas. É preciso investir muito tempo se se quer ser publicado em Portugal. As publicações em que tenho tido a honra de figurar partiram maioritariamente dos editores e por isso digo serem autênticos mistérios. Não faço muito por “aparecer” e por essa razão aceito com muita alegria os convites que me fazem para publicar o meu trabalho. É sempre uma prova de reconhecimento e valor que me enche de orgulho. Em termos de exposições como surgiu a possibilidade de expor em Inglaterra e como correu esse evento? A exposição em Inglaterra resultou de um convite de um membro de uma comunidade fotográfica em que participava na altura.


Coincidiu com a fase em que estava a mudar da fotografia de rua para a paisagem natural e o curador da exposição pediu-me várias fotos de cada tema. O título da exposição foi “Portugal: From city to sea” e acabou por apresentar 9 fotos de rua e 6 de paisagem natural. A exposição correu bem em termos de público. A divulgação foi cuidada e muito boa em termos visuais e o espaço era soberbo. Em termos de retorno foi praticamente nulo, não tendo tido muitos contactos resultante da mesma. Projetos para o futuro ... tens algo em preparação que possas adiantar? Tenho alguns projetos em mente, mas nenhum que possa adiantar. Neste momento, o projeto de formação do qual faço parte ocupa-me grande parte do tempo e deixa-me pouco tempo disponível para desígnios pessoais. Neste caso é mesmo um problema de tempo, pois paixão e vontade existem em abundância. Gostava de agradecer a tua participação na Phocal Photovisions de Dezembro, e perguntar-te para finalizar que pai-sagem no Mundo tu não gostarias de perder a oportunidade de perder, se é que é possível escolher apenas uma.... Vou aproveitar a resenha de um almoço que tive esta semana com um amigo para escolher a Patagónia e o Sul do Chile. O Parque Natural das Torres del Paine e a Terra do Fogo são paisagens que gostaria de habitar antes de deixar este planeta. Quanto à participação na edição de Dezembro deste maravi-lhoso projeto, eu é que agradeço o convite. É bom sentir que os mistérios de quando em vez acontecem para elevar a nossa estrelinha a outros céus. Bem hajam!

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HÉLIO CRISTOVÃO

Sintra – Portugal contacto@heliocristovao.net| www.facebook.com/artedenatureza | www.heliocristovao.net Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © Hélio Cristovâo Hélio Cristóvão (Alenquer, Portugal, 1981), formado em topografia e fotógrafo profissional residente em Sintra. O seu estilo de trabalhar a luz e composição procura a fotografia artística e interpretativa de paisagem ou detalhes naturais. O autor tem sido premiado em Portugal e destacado a nível internacional. Tem sido publicado em suporte editorial, e participou numa série de exposições individuais e coletivas em Portugal e também no estrangeiro. É formador e leciona workshops pela sua marca Arte Natureza Fotografia. O seu portfólio vive no site www.heliocristovao.net Em 2012 cria o projeto ‘Foto de Sonho’, marca a que se dedica em exclusivo e pela qual trabalha em fotografia social e infantil. Hélio como é que a fotografia começa na tua vida, existe alguma tradição na família ou foi algo que experimentaste.... até hoje.... Mais pelo lado que experimentei do que a tradição na família. Tive a sorte de encontrar esta paixão na minha vida, que no espaço de 5 anos se tornou na minha profissão. Bem, espero eu próprio ter começado a tradição, e que a minha filha de 3 anos siga o legado... És uma pessoa com formação técnica em fotografia ou um auto didata? Achas que formação por si só basta para ser bom fotógrafo? Tenho formação técnica, mas não de um curso de longa duração, e sou bastante autodidata. Sou da opinião que a formação é uma parte essencial, como qualquer componente teórica em todas as áreas, mas está muito longe de ser suficiente para fazer um bom fotógrafo; desde a atitude social, à procura da arte, à criatividade e

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sensibilidade; poderia nomear muito mais, mas a expressão que me ocorre é vocação. Tu tornaste-te num dos fotógrafos mais respeitados em termos de paisagem, vais a lugares onde ninguém vai.... o perigo faz parte da vida do fotógrafo? Fez pelo menos parte da minha vida enquanto fotógrafo de paisagens naturais de Portugal. Aventurei-me por locais selvagens, muitos dos quais as pessoas nem imaginam ser possível aceder, nomeadamente trilhos costeiros por arribas ladeadas por cordas de pescadores, terrenos próprios para a prática de escalada, muitas vezes a dezenas de metros de altura sobre o mar. O perigo fará parte da vida de vários fotógrafos, em função do ambiente onde trabalham. Quando decides fotografar paisagem, como é, pensas o local, marcas uma data, ou preferes ir á aventura?


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A parte da aventura é chegar aos locais. Todas as sessões são planeadas. A minha formação em topografia tem estado sempre presente, e dá-me a habilidade de estudar o terreno e aceder a informação geográfica que me permite conhecer muitos aspetos dos lugares a fotografar. Ao trabalhar na natureza e essencialmente dependente de luz natural e condições determinadas pela altura do ano, há fotos que se conseguem apenas com muito estudo e preparação minuciosa. E isto é algo que pode levar anos. Ou pode ser naquele dia, se tivermos sorte... Quando vais para esses locais fantásticos que tão bem registas, o que é que te acompanha? Vais carregado? Vou sempre carregado com com mochila de material e tripé. No meu saco para fotografar paisagens e natureza, uso desde a objetiva macro, à grande angular e tele-objetiva, e várias óticas fixas. Já te aconteceu alguma situação extrema ou mais desafiante que queiras partilhar connosco enquanto procuras aquele lugar? Ao longo dos anos colecionam-se histórias e experiências, ao percorrer estes lugares. Um dos meus episódios mais emblemáticos, será a aventura nos Caixões, Costa Vicentina, em que me vi quase encurralado numa arriba após subir uma corda; caía a noite e estava sozinho a meia falésia, já a muitos metros sobre o mar, quando verifico que tenho uma inclinação íngreme e já não existia trilho, devido a deslizamento de terras. Agarrando a terra e os arbustos escalei até chão firme. A parte feliz é que fiz a foto. 78 | Phocal Phototovisions

Em termos de equipamento, és dos que está sempre á espera da ultima novidade, ou dás mais valor á forma de obter uma boa foto do que ao equipamento? Só espero a última novidade, mas para encontrar bons negócios de equipamento de quem adquire essas mesmas novidades e se desfaz de material profissional em excelente estado, a preços muito mais acessíveis. Dou mais valor à foto, e para mim o melhor equipamento é aquele que temos à mão para captar o momento e contar a história. Achas que o equipamento é muito importante na vida de um fotografo ou uma forma peculiar de olhar pode superar um grande investimento? Ambos. O equipamento é muito importante para mim, preciso de maquinas rápidas e muito sensíveis à luz para o meu trabalho, que não me limite nas possibilidades de fazer a foto, ou seja, bom equipamento aumenta as possibilidades de criação; por outro lado, a fotografia parte da nossa imaginação, do nosso olhar, o fotógrafo criativo pode obter algo excecional com recurso a equipamentos básicos. Voltando á fotografia, e à paisagem existe dentro do tema lugares que prefiras fotografar em detrimento de outros? Sim. A minha preferência tem sido determinada pela proximidade do local onde vivo, e adquiri enorme fascínio por um lugar que tenho fotografado com persistência: Litoral Sintrense, o Cabo da Roca. És um fotógrafo que prefere aventurar-se sozinho mesmo que seja um lugar novo, ou preferes ir em Grupo ? Sozinho, ou com mais um colega. Nunca fotografei em grupo, exceto nos Workshops que leciono ou frequentei.


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Como é que vês o panorama fotográfico nacional, achas que temos bons valores ? Segues o trabalho de outros fotógrafos ou seja és uma pessoa atenta ao que te rodeia? Temos bons valores. Um bom fotógrafo é bom em qualquer parte do mundo. Sigo essencialmente o trabalho dos fotógrafos que me são mais chegados. E como em qualquer forma de arte, ver trabalho de outros autores estimula as nossas ideias e criatividade; neste aspeto, a minha inspiração vem de fotógrafos estrangeiros e de um fotógrafo português com o qual me identifico. Tens sido reconhecido pelo teu trabalho não só em Portugal, como é que tens recebido prémios e outras distinções? Acredito que será por ter produzido um trabalho diferenciado, assente na insistência, na procura e aperfeiçoamento, por ter evoluído para o meu estilo próprio. Também dás formação em fotografia, os teus formandos divertem-se contigo durante a aprendizagem, são momentos de partilha de conhecimento e boa disposição? Os formandos divertem-se, os formadores também, todos ficam a ganhar e passamos horas de boa disposição, a partilhar o espírito de grupo e uma paixão comum. E claro, com muita aprendizagem entre todos. Antes de terminar gostava que nos falasses de projetos novos para o futuro ... O meu único projeto atual e de futuro, ao que me dedico inteiramente, é a marca pela qual assino os trabalhos de fotografia social e infantil, criada no início deste ano: a Foto de Sonho - ‘fotografias que contam histórias’. O objetivo principal é fazer com que a marca cresça num estilo próprio, oferecendo aos clientes, às famílias, um trabalho único de uma nova geração de fotógrafos. Na paisagem e pela Arte Natureza Fotografia, haverão novidades no próximo ano, entre as quais a continuidade do projeto ‘Cabo da Roca - A Fronteira Atlântica’ e um grande evento previsto para o final de 2013 em Sintra. Gostava de agradecer a tua participação na Phocal Photovisions de Dezembro, e perguntar-te para finalizar que paisagem no Mundo tu não gostarias de perder a oportunidade de perder, se é que é possível escolher apenas uma.... Agradeço o convite e desejo os maiores sucessos para a revista. Escolheria a Islândia, para começar... 80 | Phocal Phototovisions


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NUNO MOTA

Cascais – Portugal nunoalemota@gmail.com| https://www.facebook.com/nunoalemota | http://nunomota.net/ Todas as imgens estão protegidas por direitos de autor - © nuno Mota Nuno Mota é ceramista e nasceu em Cascais, em 1980. Desde muito cedo soube que o seu caminho teria de passar pelas artes. A fotografia, um desejo adormecido que despertou de forma intensa, tal como a crise... Uma “crise” que o conforta e faz esquecer, admirar a paisagem, recriar-se e lembrar o quanto gosta da proximidade com a natureza. Imagina estórias antigas ou fantasia novas, um momento mágico que começa antes do início de uma exposição e não acaba quando as cortinas fecham. Nuno Mota como é que a fotografia começa na tua vida, existe Começo por te pedir que nos digas como começou a fotografia na tua vida. Tenho algumas memórias de infância que me influenciaram. A minha mãe trabalhava numa loja de fotografia na baixa de Lisboa e eu ficava maravilhado a ver os equipamentos, o estúdio, as fotos. O meu pai também tinha como hobby a fotografia de paisagem. Mas o verdadeiro clic deu-se com a minha primeira câmera de filme 110, era eu a fazer magia! Na adolescência virei-me para a cerâmica (actualmente a minha profissão) e a fotografia só reapareceu há pouco mais de dois anos depois de perder a minha compacta numa festa de casamento. Quando decidiste fotografar, o que é que mais te fez tomar essa decisão? O facto de ter ficado sem câmera fez-me sentir a importância que dava à fotografia. Ai sim, decidi finalmente avançar.

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Porquê fotografia de Natureza? Achas primordial que um fotografo se especialize apenas numa área? As paisagens são para mim uma grande fonte de inspiração, imaginação e sinto a proximidade da natureza como uma ligação às raízes. Aprecio cada vez mais um nascer ou pôr-dosol! Não penso que seja primordial mas depende muito do tempo disponível, no entanto quanto maior for a concentração numa área, melhores serão os resultados a curto prazo. Quando pensas em fotografar, tens um projeto? Ou seja sais com local escolhido tipo de foto que pretendes etc? Sim mas tenho de conhecer o local. Na fotografia de paisagem existem alguns condicionantes que devem ser previamente estudados como a meteorologia, marés (se for o caso), posição do sol, etc. Eu sou um pouco rigoroso, desperdiçar dinheiro em viagens sem trazer de volta uma boa foto por falta deste estudo prévio, não convém nos dias que correm!


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Há também locais que só se prestam em certas alturas do ano devido ao posicionamento do sol ou à luz característica da estação. Normalmente tenho uma composição definida ou pelo menos uma ideia do que vou fazer. Que tipo de paisagens preferes fotografar e porquê? E em Portugal quais são os locais que mais te apaixonam? A nossa costa tem paisagens excelentes, provavelmente o meu preferido seja o parque natural de Sintra – Cascais. Há lugares remotos como a Malhada do Ouriçal, que muitas pessoas não conhecem. As fotos ficam fantásticas mas estar lá é uma experiencia inesquecivél. No entanto não sou dado apenas às fotografias de paisagem natural, há certos elementos feitos pelo Homem na paisagem que criam ambientes também fantásticos, os mais conhecidos: Carrasqueira, Ponte Vasco da Gama ou Sra. da Pedra. Tens também feito viagens fora de Portugal? Quais seriam os locais que tu escolherias para uma viagem que incluísse Fotografia de Paisagem? Infelizmente não mas assim à primeira surge-me a Islândia, fico maravilhado com a serenidade daquelas paisagens surreais, as cascatas, o gelo, os lagos, o verde, as casas… São imagens absolutamente fabulosas. Gostaria também de ir aos Alpes, à China, América, Escócia, Nova Zelândia… Não me importava de viver assim, fica o sonho! Equipamento, és uma pessoa “agarrada” ás novidades, que material usas com mais frequência? Compro aquilo que necessito para fazer o que gosto. Ainda uso a minha Canon 550D, claro que estaria a mentir se dissesse que não preferia uma 5D mkIII ! Para paisagem uso com frequência a Sigma 10-20mm f4/5.6, filtros Hitech e muito 86 | Phocal Phototovisions

recentemente os filtros Lee. Desde que decidiste pela fotografia, tiveste algum tipo de formação, achas que a formação em workshops ajuda? Fiz um workshop e não tenho duvidas que é uma boa ajuda. A aprendizagem torna-se mais rápida e fluida. Para além do conhecimento que adquirimos com o formador a troca entre os participantes é muito motivante e enriquecedora. Para ti o que é uma boa foto? Consegues dar-nos uma definição para um bom resultado? Uma boa foto tem de me transmitir algo e cativar o olhar, tal como acontece com outras formas de arte. Enquanto observador comum, o gosto ou não gosto é quase instantâneo e as características que me fazem apreciar variam conforme o tipo de fotografia que estou a ver. Não é apenas a técnica que faz uma boa foto, acho a parte criativa e a exploração ou ponto de vista pessoal bastante interessante. Mas as várias ferramentas técnicas são uma ajuda preciosa para se obter os resultados a que nos propomos. Tecnicamente para um bom resultado espero ver uma composição que crie dinâmica entre os vários elementos que a compõem, esta dinâmica pode ser valorizada com o contraste e não falo só de claro e escuro mas também no contraste das cores, texturas, etc. A correcta medição da exposição e uma boa focagem são igualmente importantes, depois o balanço e temperatura das cores conforme o pretendido. Quando terminas um projeto fotográfico a pós-produção ocupa-te muito tempo? És exigente nesse campo e / ou és uma pessoa que “abusa” de Photoshop? Sou exigente, o abusar depende muito de foto para foto. Em


paisagens fotografo sempre em RAW, a câmera nem sempre capta fielmente as cores do nascer ou pôr-do-sol e fico com uma base mais ampla para edição. Nos ajustes básicos sou relativamente rápido mas dispenso muito tempo de volta dos tons, um pontinho aqui e ali na vez de outro e surge a dúvida… Às vezes prefiro mesmo relaxar os olhos e rever no dia seguinte. Como gosto de criar ambientes fantásticos com uma atmosfera dramática através das paisagens que capto, há algum abuso evidente. Não sou um purista e uso as ferramentas que tenho ao meu dispor para atingir os resultados que idealizei. Contudo se o trabalho no terreno for mal feito não há edição que remedeie. Como vês o panorama nacional em termos de trabalhos fotográficos? Com muito bons olhos, basta ver as publicações diárias nas redes sociais. Existe um número crescente de pessoas dedicadas à fotografia e isso revela-se também de dentro para fora

do país na quantidade e qualidade dos trabalhos. Em Portugal as iniciativas de divulgação como esta belíssima revista, também estão a aumentar, o que acho muito positivo pois dá uma boa motivação àqueles que praticam esta arte. Já publicaste fotografias em Revistas do outro lado do Mundo, como surgiu essa oportunidade? Com algum sucesso de fotografias minhas nas redes sociais, especialmente no 500px. Este site é visualizado por muitos milhares de pessoas de todo o mundo. Depois começaram a surgir alguns convites, um deles foi da Lensa Magazine da Indonésia. Em termos de exposições como surgiu a possibilidade de expor na Fnac? É um espaço de excelência para a visibilidade de qualquer fotógrafo, como correu esse evento? A exposição na Fnac surge no âmbito de uma Oficina de Fotografia de Cena realizado pelo Centro de Estudos de Teatro na FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e dirigida pelo fotógrafo Pedro Soares. Phocal Phototovisions | 87


O colectivo articulou-se muito bem durante estes dias. Tive o privilégio de fotografar no Teatro Nacional D. Maria II, Comuna e Trindade. No fim ficou a ideia e vontade de expor os trabalhos, aproveitando também para a divulgação da OPSIS, base iconográfica de teatro em Portugal. O que te vês a fazer num futuro próximo? Viver da fotografia em Portugal é possível, tens essa percepção? Já fiz alguns trabalhos a fotografar eventos e teatro mas sinto que o trabalho especialmente nos eventos é muito mal renumerado. Mesmo sendo possível há um certo aproveitamento da massificação da fotografia para obter estes serviços a custos muito baixos. Para trabalhar por esses preços prefiro não o fazer, sinto-me mal a saber que estou colaborar para este fim. Através da fotografia de paisagem, tenho feito algumas colaborações no estrangeiro, o que acho óptimo mas ainda muito longe de poder pensar em viver da fotografia! Gostava de agradecer a tua participação na Phocal Photovisions de Dezembro, e pedir-te também a ti que escolhas uma e apenas uma paisagem no mundo que não queres perder? É um grande prazer participar na Phocal Photovisions e dou os parabéns por esta excelente iniciativa, uma revista que fazia falta em Portugal. Uma paisagem no mundo que não quero perder, uma apenas? Decisão difícil… escolho a aurora boreal na Islândia!

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21º concurso phocal - Outono

Vencedora : PAULA SILVA CORES DE OUTONO | TUA | NOV 2011

2º lugar: Mário Medeiros Santos As cores de outono | Gardunha | Nov 2012

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Carla Quelhas Lapa | Chuva de Ouro | Serra de Sintra |NOV 2012 Anita Nunes| TONS SOBRE TONS | Lisboa |Out 2012 Sandra Aguiar | Viagem no tempo | Palácio Cristal - Porto Fatima condeço | outono na vinha | almeirim | 1 novembro 2012 PEDRO SARMENTO | TARDE DE OUTONO | JARDIM DE SERRALVES | NOV2010

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3º Lugar - JOÃO VAZ RICO CAMINHOS | SERRA DA GARDUNHA|Nov 2012


Vencedora: Paula Silva | Contornos | Lisboa | Dez 2011

concurso phocal

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20º

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2º Lugar: Fatima Condeço | The

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| Numão | Mai 2012

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Paulo Mendonça | Partitura | Seixal | Nov 2012

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Paulo Mendonça | Partitura | Seixal | NOV2012 PEDRO SARMENTO | SERENIDADE | PORTO | JUL 2010 Carla Quelhas Lapa | Amarelinha | Fernão Ferro | Nov 2012 Jorge Fonseca | Regresso da Pescaria | Molhe Ferragudo | Fev 2012 Anita Nunes | Brilha para mim | Lisboa | AGO 2012 José Sobral | De cor | Anadia | Jun 2012 Luís Mata| “Ramsés”, Museo Egizio di Torino | Nov 2012

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11º desafio domingueiro - “Close-Up” Carla Quelhas Lapa | Botão azul | Parque das Nações | OUT 2012

desafios domingueiros 13º desafio domingueiro - “Edificios” Emanuel Pereira Aparício Ribeiro | Parque das Nações | Lisboa

12º desafio domingueiro - “Rostos” Jaime Carvalho | Cansado | Lisboa |Jun 011

14º desafio domingueiro - “Speed” Hugo Monteiro | Adrenalina | Agueda |2011

15º desafio domingueiro - “Desporto” Hugo Monteiro | Velocidade | Gaia/Porto |2009

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PHOCAL PHOTOVISIONS Nº 12 DEZEMBRO 2012  

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