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Director: Jaime Montez da Silva Edição nº 74 de 09/03/2012 informacao@maisoeste.pt Ano V

A PARTIR DE 12 DE MARÇO “PUXE A BRASA À SUA CASINHA” E GANHE UMA PRESTAÇÃO/RENDA DA CASA Ultima

Caldas

Óbidos

Entrevista

Obras na “Praça da Fruta” só em 2013 mas nas ruas adjacentes arrancam este mês

Festival de Chocolate consolida-se como instrumento estratégico para a economia do Turismo

Miguel Relvas “quer ficar na história como o Marquês de Pombal do turismo”

Pág. 3

Pág. 21

António Carneiro

Págs. 6 e 7

Turismo do Oeste... A Mais Oeste Rádio (94.2fm ou maisoeste.pt) transmite hoje em directo, a partir da ESTM em Peniche, entre as 19h e as 21h, um debate sobre o futuro do Turismo do Oeste. Convidados: António Carneiro, António José Correia, Francisco Dias OesteCIM. Última

Págs. 4 a 9

...em Lisboa? SABER MAIS SOBRE POESIA Págs. 14 e 15


Jornal Mais Oeste - 9 de Marรงo de 2012


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

FICHA TÉCNICA

Administração - António Campos Direcção - Jaime Montez da Silva Redacção - Susana Abrantes / Jaime Feijão Coordenação Gráfica Simonny de Oliveira Campos Paginação - Daniel Fernandes

Fotografia - Jaime Feijão / Susana Abrantes / Rui Pedras

Briefing / 03

Intervenção na Praça da República só em 2013

Obras nas ruas adjacentes à “Praça da Fruta” arrancam ainda este mês O município de Caldas da Rainha vai avançar com todas as obras relativas às ruas adjacentes à Praça da República, a “Praça da Fruta”, ainda no decorrer do mês de Março.

A

Colaboradores - Filipa Santos / Luís Magalhães / Isabel Vicente / Rúben Gomes / Miguel Silva / Cátia Alves / Hélder Cardoso / Alexandre Bárbaro / Sara Duarte / Bruno Prates / Sandra Almeida / Armando Fernandes / Olga Prada / Edite Prada / Virgínia Melícias / Daniel Silva / Pedro Simão / Carlos Pires / Patrícia Venâncio / Virgínia Melícias / Tatiana Maltez Comercial - Simone Vicente Silva Propriedade / Editor Agência Global de Comunicação, Lda. Rua de Huila, n.º7-B R/C Casal Belver 2500-275 Caldas da Rainha Redacção Rua de Huila, n.º7-B R/C Casal Belver 2500-275 Caldas da Rainha Tel. 262 889 030 Coord. GPS: 39º 24´ 34”N / 9º 07´22”W e-mail: informacao@maisoeste.pt N.º registo ERC: 125974 de acordo ao n.º do artigo 6º do Decreto-Lei nº 645/76 Dep.Legal - Nº 291150/09 Tiragem - 5.000 exemplares Periodicidade - Quinzenal Impressão - Diário do Minho, Lda Rua de Sta. Margarida, 4 A 4710-306 Braga Para ler o MAIS OESTE on-line: maisoeste.pt Os artigos de opinião são da exclusiva responsabilidade do autor não expressando necessariamente a linha editorial do Jornal ‘Mais Oeste’. Todos os anúncios deste jornal (particulares ou comerciais) são propriedade do editor podendo apenas ser divulgados por terceiros mediante autorização específica por escrito. O Mais Oeste limita-se a publicar anúncios particulares e comerciais confiante na boa fé de quem contrata este serviço. Assim o Mais Oeste não se responsabiliza pela veracidade ou qualidade dos anúncios publicados.

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A emblemática “Praça da Fruta”

“Mercados da Minha Terra” filmado na Praça da Fruta

A

quele que é um dos mais emblemáticos mercados de frutas e legumes ao ar livre recebeu no passado dia 29 de Fevereiro o “cozinheiro” Sebastião Castilho e o programa “Mercados da Minha Terra”, que será emitido no canal “24 kitchen”, da televisão por cabo, a partir deste mês de Março. Em “Mercados da Minha Terra”, Sebastião Castilho sugere uma viagem gastronómica pelos principais mercados portugueses. Seguindo os seus passos, é possível aprender a escolher os melhores produtos e a confeccionar com eles as melhores receitas, tão práticas quanto económicas, com muitas dicas de cozinha e conversa de mercado pelo meio.

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garantia foi dada por Hugo Oliveira, vereador com o pelouro do Comércio na autarquia de Caldas da Rainha, em declarações aos jornalistas durante a abertura da Bolsa de Turismo de Lisboa, que adiantou que o timing para o arranque das obras salvaguarda os vendedores da praça e os restantes comerciantes. «O município decidiu que todas as obras relativas às ruas adjacentes (Rua de Camões, General Queirós, Capitão Filipe de Sousa, etc...) vão começar ainda durante o mês de Março. Isto porque as obras, a começarem na praça agora, começariam a 19 de Março. Começando a 19 de Março, terminariam na “Praça da Fruta” no final de Agosto. Sabendo que essa é uma altura crucial para os vendedores da praça, uma altura forte, optámos por fazer todas as obras e não fazer a praça neste momento».

Quanto à intervenção na praça, essa só acontecerá a partir de 2 de Janeiro de 2013. «Está dentro dos prazos, de tudo o que temos nos estudos comunitários. A obra da praça em si, só a praça, começa dia 2 de Janeiro de 2013, terminando uns meses depois. Isto permite dar aqui um espaço aos comerciantes e aos vendedores, no fundo criar um balão de oxigénio numa altura difícil. Porquê só agora? Porque só agora assinámos [há sensivelmente três semanas] o contrato de financiamento do Mais Centro», explicou. Ainda a analisar em conjunto com os vendedores está a futura localização das bancas enquanto as obras estiverem a decorrer.

Susana Abrantes


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Destaque / 04 Região de Turismo do Oeste

A Região de Turismo do

Oeste foi constituída em 1984 com o intuito de criar uma marca que potenciasse os produtos e serviços turísticos da região Oeste e que consolidasse, interna e externamente, uma marca que incluía os concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Rio Maior. A extinta Região de Turismo do Oeste não incluía os concelhos de Alcobaça e Nazaré - que pertenciam à Região de Turismo Leiria-Fátima - mas abrangia o concelho de Rio Maior, que passou a integrar a actual Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.

Reorganização do sector do turismo

Extinção do “Turismo do Oeste” A Associação Nacional das Entidades Regionais de Turismo (ANERT) apresentou ao Governo uma proposta de reorganização do sector do turismo que divide o país em sete regiões e que, entre outras medidas, prevê a extinção da Entidade Regional de Turismo do Oeste.

Extinção da “Região”e criação da “Entidade”

O

Diário da República publicou em 2008 a portaria que anunciou a criação na área regional de turismo correspondente à NUT II Lisboa e Vale do Tejo do pólo de desenvolvimento turístico do Oeste, e o nascimento da Entidade Regional de Turismo do Oeste, deliberação aprovada pelo então secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Arménio do Nascimento Cabrita, pelo secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Manuel Costa Pina, pelo secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo André Castilho dos Santos, e pelo secretário de Estado do Turismo, Bernardo Luís Amador Trindade.

Entidade Regional de Turismo do Oeste

A

Entidade Regional de Turismo do Oeste, que adoptou a denominação Turismo do Oeste, é actualmente constituída pelos municípios de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras. Foi estabelecida como missão do Turismo do Oeste a valorização turística da sua área territorial, visando o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos, no quadro das orientações e directrizes da política de turismo definida pelo Governo, e nos planos plurianuais das administrações central e local.

Fotomontagem

A Associação Nacional

das Entidades Regionais de Turismo (ANERT) apresentou no passado dia 18 de Janeiro ao Governo uma proposta de reorganização do sector do turismo que divide o país em sete regiões, cinco com base nas NUT II e duas que correspondam às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. A proposta da ANERT resulta de uma AssembleiaGeral que se realizou em Tomar, segundo o presidente daquele órgão, António Carneiro.

A exigência para que o Governo promova uma auditoria financeira a todas as entidades do Turismo é um dos pontos que constam do documento, devendo esta ser efectuada ainda antes de o Ministério da Economia tomar uma decisão final quanto ao novo modelo. A ANERT quer garantir que as novas entidades sejam responsáveis pela promoção interna e externa e que, apesar de estar prevista a entrada de privados, o Governo deve

assegurar que as regiões de turismo se mantenham na esfera do direito público. No documento defende-se ainda a afirmação e valorização das «marcas turísticas, territorial e culturalmente sustentadas (…), que não pode ser posta em causa por uma nova organização». A ANERT reitera ainda a disponibilidade das Entidades Regionais de Turismo «para um efectivo diálogo sobre este novo modelo proposto». As cinco novas regiões

de turismo propostas pelo Governo com base nas NUT II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve) irão concentrar as competências de estruturação da oferta e das promoções interna e externa, antes atribuídas às entidades regionais de turismo, aos pólos de desenvolvimento e às agências regionais de promoção turística – estruturas que são agora extintas. Com esta reorganização, desaparecem os organismos criados em 2008 pelo Governo de José Sócrates: assim, acabam as entidades do Porto e Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, e os pólos turísticos Douro, Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Oeste, Litoral Alentejano e Alqueva. Quanto às agências promocionais, são também eliminadas as associações de turismo do Porto e Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.

Jaime Montez da Silva


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Destaque / 05

Oeste unido pelo Turismo do Oeste

Autarcas, empresários e comunidade contra a extinção do “Turismo do Oeste” A possível extinção do “Turismo do Oeste” está a mobilizar toda a região no sentido de evitar que o Governo decida aceitar a proposta de reorganização do sector do turismo nacional que prevê, entre outras, a extinção da Entidade Regional de Turismo do Oeste.

António José Correia

«E

stou em absoluto desacordo e há um desacordo unânime por parte dos autarcas, os presidentes de câmara da nossa Comunidade Intermunicipal. Há razões para haver discriminação positiva relativamente àqueles que têm um património feito ao nível da promoção de Portugal e de uma

José Manuel Vieira

«P

osso partilhar o meu sentimento expresso directamente ao meu amigo António Carneiro e ao excelentíssimo grupo de trabalho do Turismo do Oeste. Dirigi-me a eles da seguinte forma: Caros amigos, não posso deixar de me dirigir a todos vós, numa altura em que, diz e bem, o sr. presidente, quis o destino que fosse autor do nascimento e agora, pelos vistos, morte do nosso órgão regional de turismo. Faço ideia com que mágoa terá proferido

Duarte Pacheco

O

deputado do PSD Duarte Pacheco, que é também o presidente da distrital do PSD/ Oeste, vai propor ao Governo a fusão dos pólos de Turismo de Leiria-Fátima, Oeste, Ribatejo e Templários numa nova região, no quatro da anunciada reorganização para o sector, fazendo coincidir a nova região

OesteCIM

O

Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Oeste – OesteCIM manifestou total oposição à extinção da Entidade Regional de Turismo do Oeste. Os municípios

região. Isto que vai acontecer é mau para a economia, não tenho dúvidas nenhumas. Com o argumento da racionalização de custos, etc. Entendo que a nossa região - o Oeste -, vai ser completamente engolida por Lisboa. Esta é uma medida com a qual tenho de manifestar o meu profundo desacordo

porque sei que isto vai ser mau para a economia tendo em conta as questões da restauração, da hotelaria, dos vinhos. Acredito que mais tarde ou mais cedo esta entidade há-de vir, porque já houve outras ameaças e conseguiu-se manter. Mesmo que eventualmente possa não haver e, com muito respeito

pela secretária de Estado, a clarividência ou condições para manter o Turismo do Oeste, não tendo a coragem de fazer discriminação positiva àquilo que o Oeste tem feito não só pelo Oeste, mas também por Portugal. Creio que vamos sofrer com isso e a economia também».

estas palavras porquanto todos nós lhe reconhecemos o empenho, a dedicação e a extrema competência, atributos que nunca lhe faltaram na direcção do Turismo do Oeste e na condução de toda uma máquina, composta por um grupo de trabalho fantástico que não poupou nunca em esforços para sempre, na linha da frente, defender e dignificar o Oeste, fortíssima marca concebida, criada e sempre inteligentemente divulgada por esse órgão regional».

Naturalmente que a carta é longa. Eu exprimi aqui uma série de situações e dei-lhe conta que, de uma forma unânime, toda a Câmara Municipal do Bombarral aprovou uma moção apresentada, de forma também conjunta, e que já foi enviada ao Presidente da República, ao sr. Primeiro-ministro, ao sr. ministro da Economia e do Emprego, à sra. secretária de Estado do Turismo, ao sr. presidente da Assembleia Municipal do Bombarral, a todos os grupos parlamentares

da Assembleia da República, e à comunicação social local, regional e nacional. Fizemos chegar a nossa moção, o nosso descontentamento e o nosso protesto pela extinção do nosso Pólo de Turismo do Oeste que representa, seguramente, um forte revés na economia da nossa região. O meu concelho é afectado porque é um dos que mais precisa de desenvolvimento em termos turísticos e naturalmente que contava com o empenho sempre presente do Turismo do Oeste».

de turismo com a área do Plano Regional de Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo. A proposta já foi apresentada ao ministro da Economia durante um jantar com militantes do partido, em Torres Vedras e, segundo o deputado e presidente da distrital do PSD/Oeste, o

ministro Álvaro Santos Pereira mostrou-se disponível para analisar a proposta. A distrital do PSD/Oeste defende a manutenção do Turismo do Oeste, entidade regional. Esta tomada de posição surgiu depois de, no dia 16 de Janeiro, o Governo ter anunciado a criação de cinco

novas regiões de turismo com base nas NUT II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve), que irão concentrar as competências antes atribuídas às entidades regionais de turismo, aos pólos de desenvolvimento e às agências regionais de promoção turística - estruturas que são agora extintas.

integrantes da OesteCIM opõem-se assim à perda da identidade que foram criando ao longo de mais duas décadas, diluindo-se, eventualmente, num espaço territorial que

não salvaguardar�� a sua iniciativa empresarial e pública, constituindo tal decisão uma discriminação negativa. Por unanimidade alcançada no passado dia 12 de Janeiro,

o conselho executivo da OesteCIM solicitou ao Governo uma audiência urgente com o objectivo de proteger a especificidade do turismo do Oeste.

2012 e, simultaneamente, para comunicar uma posição de rejeição à reorganização do no sector do turismo proposta pelo Governo. Passados apenas três anos sobre a última

reorganização do sector, os empresários não entendem que a nova reorganização passe pela extinção da região Oeste, um território único a nível nacional, e manifestaram profunda

preocupação e incondicional apoio à manutenção da Entidade Regional de Turismo de Oeste.

Empresários do Oeste

T

eve lugar na sede do Turismo do Oeste, em Óbidos, uma reunião com empresários da região com o intuito de definir a participação conjunta na Bolsa de Turismo de Lisboa


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Entrevista / 06 Presidente do Pólo de Turismo do Oeste em entrevista

Miguel Relvas “quer ficar na história como o Marquês de Pombal do turismo” António Carneiro, do “Turismo do Oeste”, a propósito da possível extinção da instituição a que preside, deu uma entrevista à Mais Oeste Rádio e ao Jornal Mais Oeste onde, “sem papas na língua”, analisou a proposta do Governo e apontou os responsáveis por uma reorganização que considera prejudicial para a região.

M

ais Oeste (MO): Que comentário faz à possível extinção dos actuais pólos de turismo? António Carneiro (AC): Quando se deu a reforma das regiões de turismo em 2008, existiam no país 19 regiões de turismo que tinham nascido espontaneamente, ao abrigo de um decreto-lei lançado em 1983. Foi assim que nasceu a região de turismo do Oeste, por vontade dos municípios. Os municípios agregaram-se, com alguma coerência territorial e cultural, e assim nasceram algumas regiões de turismo. Consolidouse, ao longo dos anos 80, este movimento de regiões de turismo. Eu e o Luís Garcia, que está comigo desde o início, primeiro como braço-direito e agora como colega na direcção, assumimos orgulhosamente essa matriz. Em 2008, com o secretário de Estado do Governo PS, Bernardo Trindade, o Governo fez publicar legislação que foi sendo discutida ao longo de 2007. Existiam algumas especulações sobre o número cinco. O Governo encontrou então uma solução que me parece, por um lado, positiva mas não muito bem conseguida, que foi criar cinco grandes regiões de turismo que coincidem com as NUTS

II, a tal divisão que o país começou por ter devido à questão das estatísticas, mas que tem sobretudo a ver com a adesão à União Europeia e que não respeita as realidades culturais – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Teoricamente, agora voltamos ao mesmo. Perdeuse há muitos anos aquilo que, na minha opinião, teria sido uma excelente solução… as realidades das províncias. MO: E a designação Costa de Prata? AC: Costa de Prata é uma marca promocional internacional. Aí já tinha sido abandonada a Estremadura. Esta marca internacional cobria cinco regiões de turismo. O termo consagrou-se essencialmente, para não dizer exclusivamente, no mercado britânico, graças ao trabalho de alguns companheiros. Dizia eu que tinham sido criadas cinco regiões e, em 2007, foi publicado o Plano Estratégico Nacional para o Turismo, o primeiro que tivemos como força de resolução do Concelho de Ministros.

“Perdeu-se há muitos anos aquilo que, na minha opinião, teria sido uma excelente solução… as realidades das províncias.” MO: O PENT... AC: Sim, e o PENT criava cinco pólos de desenvolvimento turístico. Seis aliás, sendo o sexto, Porto Santo. A filosofia do PENT partia da perspectiva de que o país se estava a tornar macrocéfalo turisticamente – Madeira, Lisboa e Algarve, e que o país tinha condições para crescer turística e economicamente. É preciso ter sempre presente que o que está em causa aqui é o crescimento económico, o crescimento regional, a exportação. Para que esse

crescimento se desse de forma mais rápida, já não poderia ser feito à custa de regiões que estavam, de certo modo, consolidadas. Era necessário lançar novos destinos. O estudo feito determinou, face aos investimentos que estavam a acontecer no Oeste, que fôssemos uma das regiões. Determinou também que o Alqueva, face à existência do maior lago artificial da Europa, poderia vir a ser um grande destino. O mesmo em relação ao Litoral Alentejano, à Serra da Estrela e ao Douro, património mundial. Isto tinha coerência mas devido a uma decisão de última hora foi criado um pólo em Fátima devido ao turismo religioso. Esta matéria foi sempre complexa porque é utilizada uma terminologia que não é correcta. Há 11 entidades regionais de turismo e, juridicamente, o pólo de turismo do Oeste é idêntico ao do Algarve. E este foi um erro que alguns não perdoaram. Olhamos para um mapa, a região é mais pequenina e o vencimento do presidente da região de turismo do Oeste, de Leiria, do Douro, é idêntico ao do Algarve, enquanto nas câmaras não é assim, é proporcional ao número de eleitores. Dois companheiros nossos, nomeadamente o Pedro Machado de Coimbra, desde a primeira hora disse que assim que o PSD estivesse no Governo iria acabar com tudo isto. São os dois do PSD e têm, dentro do seu território, duas marcas que queriam absorver, a Serra da Estrela e o Douro.

“… Assim que o PSD estivesse no Governo, iria acabar com tudo isto. São os dois do PSD e têm, dentro do seu território, duas marcas que queriam absorver, a Serra da Estrela e o Douro.” MO: Esse é um interesse da

região Centro? AC: Centro e Norte. O Centro em absorver a Serra da Estrela e o Norte em absorver o Douro. Quando decidimos criar a Associação Nacional das Entidades e Regiões de Turismo para substituir a Associação Nacional de Regiões de Turismo, fui o primeiro presidente. Não foi por acaso que essas duas pessoas não aderiram à associação e nos impuseram, como condição para aderir, que os votos dentro da associação fossem proporcionais à dimensão. Disse que concordaria no dia em que o mesmo acontecesse na Associação Nacional de Municípios, onde o voto da câmara municipal das Caldas é idêntico ao de Lisboa. Portanto, isto nasceu logo torto, e não é por acaso que, antes de conseguirmos falar oficialmente com a secretária de Estado no dia 4 de Agosto, já eles tinham falado com ela várias vezes. Se for ver a comunicação social desde Agosto, a primeira ideia que a secretária de Estado teve foi reestruturar as regiões de turismo. Foi reestruturado o Turismo de Portugal que é deles e mais o quê? Baixaram a administração de cinco para três, foi isto. É preciso ter presente que o Turismo de Portugal absorveu o Fundo de Turismo, a Direcção-Geral de Turismo e o Instituto Nacional de Formação Turística. É um gigante! Nós fomos anunciados como alvos a abater desde Agosto. De forma mais institucional, pelo Ministro da Economia, no dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo. Depois em Outubro, no Congresso de Associação de Hotéis na Figueira da Foz, e em Novembro, no congresso da APAVT em Viseu, que é o maior congresso de turismo do país. Foi sempre a mesma conversa e o mesmo discurso. Foi feita uma conferência de imprensa para o anunciar, foi dada uma entrevista ao jornal Expresso e, até em Madrid, a Secretária de

O presidente

Estado, no stand de Portugal, em vez de falar sobre o que estava a ser feito, falou da reestruturação das regiões de turismo. É anedótico. MO: Um documento do PSD assinado pelo deputado Paulo Baptista Santos e pelo deputado Duarte Pacheco faz referência à disponibilidade do ministério para, junto dos autarcas da região, encontrar uma solução consensual, concentrando energias na promoção e crescimento da economia e do emprego no país. Isto diz-lhe alguma coisa? AC: Claro. Tinha conhecimento dessa questão porque troquei emails com Duarte Pacheco que há pouco tempo esteve na Arruda dos Vinhos com o ministro da Economia e já lhe pôs a “malha de cama”, como dizemos aqui na zona. Encontrou, da parte do ministro da Economia, bastante receptividade. Nós, Oeste, temos um argumento irrefutável e desafio o


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Governo a contrariar o nosso argumento. Há um documento importantíssimo, uma lei da República, que é o Programa Nacional para as Políticas de Ordenamento do Território, que determinou a execução por todo país de Planos Regionais de Ordenamento do Território (PROT). Não queremos mais do que o Governo respeite este documento que é do Estado

e da ERT Oeste em entrevista ao Jornal Mais Oeste

Português. Se neste território de Lisboa e Vale do Tejo houve dois PROT’s, o que não aconteceu nos outros, por alguma razão foi. A razão é só uma: são dois territórios absolutamente distintos. Como acontece no mundo inteiro. O exemplo mais flagrante é o espanhol em que, no meio da comunidade autónoma de Castilla y Leon, existe a comunidade autónoma de Madrid. Em França sucede o mesmo. As áreas metropolitanas têm características muito próprias, não têm de estar misturadas com as outras. O ridículo que irá acontecer com a marca Lisboa é que passará a ser Lisboa - capital religiosa ou Lisboa - capital do golfe.

“O ridículo que irá acontecer com a marca Lisboa é que passará a ser Lisboa - capital religiosa ou Lisboa - capital do golfe.”

MO: Escreveu uma carta aberta ao ministro Miguel Relvas onde, além de falar na situação religiosa que, no stand de Lisboa, é promovida com a Torre de Belém, menciona um amigo que refere “a captura da economia do turismo por um grupo de empresários como no tempo de Salazar”. É isso que está em “jogo”? AC: Também. Não tenho nada contra parcerias, fizemos várias relativamente ao golfe e os parceiros acabaram por não pagar ou pagar muito pouco. Convocámos todas as empresas de turismo da região e dissemos às que apareceram na reunião, e por mail às que não apareceram, que quem for à BTL (Feira Internacional de Turismo) pagamos 50%. Vamos ter um stand com 14 ou 15 empresas na BTL, pavilhão 2, pago 50% por nós. Cada empresa compromete-se a colocar no stand de 4m2 o logotipo do Turismo do Oeste. Isto é que é trabalhar numa região! Mas serão as empresas que vão discutir questões como a queixa de uma praia que não está limpa em condições? São as empresas que vão captar investimento e fazer lobby para acelerar a resolução dos problemas de investimento? Todos os dias recebemos empresas a pedir opiniões sobre investimentos. É Lisboa que nos vai resolver isso? O ministro Miguel Relvas compreende a minha mágoa porque nos conhecemos e ele conhece o meu feitio. Meteu na cabeça que há-de ser o grande reformador do país e quer ficar na história como o Marquês de Pombal do turismo. MO: Termina a sua carta aberta dizendo: “Acreditava que esta desenfreada destruição não fosse tão longe, pelos vistos, enganei-me”... AC: Essa carta foi escrita num contexto de resposta, na altura em que o ministro Relvas dá uma entrevista a um jornal. São guerras antigas entre PS e PSD. O ministro Relvas apanhouse no poder e pensou “agora mando eu”. MO: Entende esta guerra como perdida? Há volta a dar? AC: São guerras antigas! Reagi dessa maneira quando vi a entrevista dele no jornal porque sei o peso que tem no Governo. Estando o ministro Relvas a dizer que vão ser cinco, fiquei muito assustado. Felizmente, pessoas com a

Entrevista / 07 dignidade, a verticalidade, com a coerência do Paulo Baptista, do Duarte Pacheco, e outros do PSD, têm sensibilidade para perceber e analisar objectivamente este assunto. MO: Qual é a solução que entende como ideal? AC: É o PROT Oeste e Vale do Tejo. São 42 municípios. A região de turismo LeiraFátima tem Fátima neste território e Ourém, portanto essa região tem um problema, está à partida destruída, porque Ourém fica em baixo e os outros municípios vão para Coimbra. Neste momento, a Região de Turismo Leiria-Fátima pede a não-destruição e a agregação ao Oeste. O que eu tenho dito é que a proposta é Oeste e Vale do Tejo e não vou mudar só porque eles querem. No entanto, acrescento sempre, e sem qualquer hipocrisia, que serão recebidos de braços abertos, e faremos conjuntamente uma grande região. Estamos perfeitamente sintonizados com o interesse e a vontade de Leiria-Fátima em querer estar com o Oeste e Vale do Tejo. Faremos uma região poderosíssima. Assim, todas as pessoas da região, comunicação social, autarcas, empresários e movimento associativo, entendam o que está em jogo porque nós podemos, mesmo em termos internacionais, dar cartas turisticamente.

“Assim, todas as pessoas da região, comunicação social, autarcas, empresários e movimento associativo, entendam o que está em jogo porque nós podemos, mesmo em termos internacionais, dar cartas turisticamente.” MO: Estaria disposto a fazer essa concessão se o deixassem ficar em Oeste e Vale do Tejo? AC: Não. São dois campos diferentes. Entendemos que uma coisa é a luta pelo território e o que tem a coerência de um PROT estudado e que tem um capítulo só para o turismo. Não estamos a inventar nada. O outro aspecto, entendemos que é um princípio sagrado, que não pode ser desrespeitado. As câmaras aceitariam ter no executivo municipal um elemento nomeado pelo Governo? O que é o poder

local e a separação de poderes? Tenho indicações de pessoas próximas do secretário de Estado que o que estava em causa era a coordenação de actividades e acho bem. No entanto, essa coordenação não tem de passar por aí. Pode haver um representante do turismo, como já há neste momento, na Assembleia Geral. O poder local é hoje uma realidade e as regiões de turismo têm de nascer da vontade dos seus municípios e defender o interesse das suas empresas. É nesse cruzamento que cresce uma região porque há questões que são de ordem pública. A marca não é de um hotel, tem de ser dividida por todos, tem de haver uma entidade pública que congregue. MO: Sobre a Portela + 1, considerando as alternativas Sintra, Montijo e Alverca e a não inclusão da Ota e as compensações da Ota, que se vão perdendo, nomeadamente devido à linha do Oeste… AC: Integrei e penso que ainda integro, porque não tenho ideia se ter dissolvido, um grupo com base no Centro. Integrava-o também o engenheiro Ribeiro Vieira, do Jornal de Leiria, que faleceu há uns dias. Aproveito para prestar homenagem a um grande regionalista que, com pouco, soube defender a sua região de Leiria e que se estava a aproximar de nós. Fiz parte desse grupo em defesa do aeroporto de Monte Real porque nos pareceu que Monte Real seria uma boa solução e sobretudo porque o sul da região Oeste está servido por Lisboa. Por outro lado, o norte da região Oeste está muito desfavorecido. Do Bombarral para cima seria extremamente importante um aeroporto em Monte Real. Relativamente à proposta Portela + 1, é preciso ter em conta o cronograma dos acontecimentos. Fomos falar com o engenheiro Sócrates, entretanto, o elenco mudou e fomos falar com este Governo. Fomos recebidos por um jovem secretário de Estado das Obras Públicas que nos parecia uma pessoa muito inteligente e determinada, mas com uma lógica economicista, como já deu para ver, através do programa de transportes públicos. Quando vejo escrito no Expresso que as alternativas eram essas, pior do que isso, que a alternativa Ota não

Antonio Carneiro

tinha sido considerada por causa dos nevoeiros, sentime envergonhado e revoltado. A passagem do aeroporto da Ota para Alcochete nunca foi por causa do nevoeiro. É uma falácia, uma golpada. Perdemos, estupidamente, a possibilidade de ter a Ota no Portela + 1. A Ota foi chumbada porque não dava uma cidade aeroportuária. Um dos argumentos foi o não crescimento e quem esteve por detrás disso foram grupos que têm terrenos na margem sul. Alcochete um dia vai-se fazer. Lisboa não pode passar sem um novo aeroporto.

“Um dos argumentos foi o não crescimento e quem esteve por detrás disso foram grupos que têm terrenos na margem sul. Alcochete um dia vai-se fazer.” MO: Quando se fala em Ota, estamos a falar da base aérea e não de um novo aeroporto... AC: Não. O que lá está serve e, neste momento, está desactivado. A base aérea da Ota como aeroporto Portela + 1 serve o Centro por causa da A1. A Ota, ao contrário de Monte Real, serve Lisboa. Serve ainda o Oeste e também o Centro. MO: Está reformado do Turismo do Oeste ou da sua profissão? AC: Sou oficialmente pensionista da Caixa Geral de Aposentações desde o dia 1 de Janeiro. Tenho 66 anos e paguei os descontos, tal como Cavaco Silva. Sairia no final deste mandato mas continuei porque houve duas pessoas que me pressionaram para continuar o trabalho realizado. Jaime Feijão e Filipa Santos


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Destaque / 08 Extinção da Turismo do Oeste

“Vai sempre ser necessário construir uma marca” A directora de Comunicação do Bom Sucesso – Design Resort, Leisure & Golf, Maria do Carmo Moreira, em entrevista ao Jornal Mais Oeste, comentou a possível extinção da Turismo do Oeste, e sublinhou o papel preponderante do presidente António Carneiro na defesa dos interesses da região Oeste. articulação de inúmeras acções de promoção internacional com imensas vantagens para a imagem da região no seu todo.

M

ais Oeste (MO): De que forma vêem a possível extinção da Entidade Regional de Turismo do Oeste? Maria do Carmo Moreira (MCM): A extinção da RTO é acima de tudo um sinal indicador de uma estratégia de concentração que o actual governo pretende para o sector do Turismo, em Portugal. O Oeste é uma região que tem características muito particulares, cuja promoção integrada numa região tão grande como Lisboa corre riscos de perder a força das suas especificidades e das suas realizações. Queremos acreditar que a alteração que está em curso seja vantajosa para as várias regiões, mas naturalmente que vemos com alguma apreensão todo este processo. MO: Que opinião têm da proposta de reorganização do sector apresentada pelo

governo? MCM:Portugal tem enormes carências em termos de promoção internacional. A oferta nacional de turismo é de excelente qualidade, mas carece de comunicação e promoção internacional. Portugal ainda é conhecido apenas pelos destinos tradicionais e, nos últimos anos, surgiram regiões e produtos emergentes que carecem rapidamente de promoção e visibilidade internacional, o Oeste é um deles. Neste sentido, o que de facto nos preocupa são os resultados, ou seja, a reorganização serve se funcionar, isto é, se for capaz de promover mais e melhor. MO: Que medidas vão tomar relativamente à extinção da Entidade Regional de Turismo do Oeste? MCM: Estaremos disponíveis para todas as acções e medidas que defendam a região do Oeste. A Entidade Regional de Turismo do Oeste tem a enorme

vantagem de estar e ser desta região o que lhe dá uma enorme capacidade de conhecer bem a região e os seus produtos, facilitando muito o diálogo e a construção de soluções conjuntas de promoção. MO: Há alternativas que possam evitar a reorganização do sector ou outros modelos de reorganização que pudessem beneficiar o turismo da região? MCM: Seguramente que há alternativas de organização boas para a região. No entanto, é difícil propor qualquer solução sem conhecer os objectivos que inspiram a reestruturação. MO: Que impacto a extinção poderá ter no mercado internacional? MCM: Depende das alternativas a implementar. No entanto, deve ser salientado que, por exemplo no golfe, a marca Golfoeste foi um instrumento importante na promoção e que facilitou a

MO: De que forma a extinção da Entidade Regional de Turismo do Oeste vai afectar a vossa actividade? MCM: Estamos no momento crítico de incerteza sobre a mudança pelo que é difícil avaliar. Na ausência desta estrutura intermédia teremos de encontrar uma solução que nos assegure que teremos uma “voz forte” dentro da região de Lisboa e Vale do Tejo, o que é um desafio sabendo que é uma região extensa e diversa em termos de oferta de produto. MO: Que ajustes vão ter de fazer? Vão alterar a vossa estratégia? MCM: Vai sempre ser necessário construir uma marca que indique a excelência dos produtos turísticos da região, ou das várias sub-regiões. MO: A que marca turística vão associar o vosso produto turístico? Oeste? Costa de Prata/Silver Coast? MCM: A decisão de usar uma marca e que marca usar tem de estar alinhada com a estratégia macro definida para o sector do Turismo. Podemos ter uma opinião sobre o assunto, mas não devemos, em nosso interesse, estar desarticulados da estratégia de promoção internacional do governo.

Seria para nós um enorme desperdício de recursos estar a investir sozinhos numa marca. MO: Existe a hipótese dos operadores turísticos da região se unirem visando a criação de uma “marca” própria que reforce o posicionamento da região enquanto produto turístico? MCM: Tem havido um diálogo muito aberto entre os vários resorts o que facilita muito a discussão e implementação de qualquer acção. Uma vez mais qualquer opção, caso venha a existir, tem de estar articulada e alinhada com a estratégia macro que vier a ser delineada pelo governo. Estamos disponíveis e interessados em participar nesse diálogo, temos muito boa relação com a Associação de Turismo de Lisboa. MO: Poderá a experiência de António Carneiro ser optimizada em iniciativas privadas dos operadores turísticos regionais enquanto dinamizador do destino turístico “Oeste”? MCM: Claro que sim, o Dr. António Carneiro é desde há muitos anos um defensor da região que tem sabido estar na linha da frente na defesa dos interesses da região do Oeste.

Jaime Montez da Silva

Bom Sucesso – Design Resort, Leisure & Golf P

róximo da medieval vila de Óbidos, sobre as margens da Lagoa, o Bom Sucesso – Design Resort, Leisure & Golf representa o que de mais ambicioso alguma vez se perspectivou entre os conjuntos turísticos de referência na Europa. Estruturado sobre um terreno com 1.576.210 m2, o Aldeamento Bom Sucesso Lagoa Golf terá 601 moradias – em lotes individuais e em banda - um hotel com SPA, um

campo de golfe de 18 buracos Championship, um conjunto de equipamentos sem paralelo e uma grande zona de reserva ecológica. Desenvolvido sobre um conceito de excelência, utiliza a arquitectura contemporânea integrada na vegetação, que a adoça e valoriza, constituindo ambas vertentes centrais da estratégia de concepção. Um conjunto dos mais qualificados arquitectos, nacionais e internacionais, bem como

um conjunto de paisagistas e técnicos, desenvolveram um conceito inovador: arquitectura contemporânea envolvida pela paisagem. Ao todo, 23 mestres em arquitectura contemporânea juntaram-se com paisagistas, para no mesmo território, e sem deixar de atender às especificidades de cada área intervencionada, criarem o Bom Sucesso. Pelos autores foi aceite um conjunto de regras que conferem

unidade formal ao projecto, mas que simultaneamente potenciam as características originais e diferenciadoras de cada um. Como exemplos relevantes dessas regras, decisivas para a originalidade do conjunto, o facto de todas as coberturas serem vegetais e bem assim os muros de vedação serem vegetais ou simplesmente não existirem. Com características únicas e sem precedentes em Portugal é, ao mesmo tempo, um conceito

inovador na Europa. Tem como objectivo os mais altos padrões de qualidade de vida, não tendo nada sido deixado ao acaso. Este é um projecto feito à medida do consumidor exigente que aprecia um estilo de vida sofisticado.


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Destaque / 09

Municípios do Oeste com representação conjunta

BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2012 O Turismo do Oeste esteve representado na BTL deste ano e foi protagonista de polémica na inauguração.

aconteceu uma reunião que juntou os presidentes das entidades regionais de turismo com a secretária de Estado que reafirmou a sua intenção de avançar com as definição das cinco regiões únicas, ficando assim definido o desaparecimento das regiões do Oeste, da Serra da Estrela ou do Douro, que são as mais representativas e que melhor souberam associar o seu nome a uma marca. Este desaparecimento continua a não ser consensual e suscitou que fosse solicitado a Cecília

Meireles que, antes de ser preparado o decreto-lei, possa o assunto ser discutido entre todos de forma a poderem ser apresentadas alternativas que estão pensadas, sendo que o Oeste não desdenha a possibilidade de ser Oeste e Vale do Tejo, apenas não querendo aceitar que Lisboa faça parte desse novo desenho de região porque, naturalmente fará diminuir o protagonismo de quem estiver aí incluído pela sua força de ser a Capital do país.

Jaime Feijão

O tapete da discórdia

O

s municípios do Oeste, através da CIM Oeste e do Turismo do Oeste, fizeramse representar na BTL deste ano num stand da região Oeste, querendo também assim fazer passar uma imagem simbólica de união, agora que há notícias da possibilidade de desaparecimento desta Entidade Regional de Turismo (ERT). Foram vários os presidentes de câmara que fizeram questão de estar presentes, acompanhando António Carneiro, o ainda presidente da ERT Oeste, e também

Carlos Lourenço, presidente do concelho executivo da Comunidade Intermunicipal e, simultaneamente presidente da câmara de Arruda dos Vinhos. A união entre todos ficou patente aquando da foto de grupo em que, simbolicamente, levantaram e ostentaram o tapete de entrada do stand com a designação “Este é o Oeste que vamos manter!” e que acabaria por ser o centro da polémica pois aquando da passagem da comitiva oficial de inauguração encabeçada pelo ministro da Economia, Álvaro

Santos Pereira, e pela secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, esta terá tido uma reacção que foi divulgada à comunicação social por António Carneiro, “Isso era o que faltava. Isso era o que eles queriam…”, que deixou a todos indignados e motivou algumas declarações mais acaloradas por parte de António Carneiro. Também Carlos Lourenço da CIM Oeste se referiu a este incidente como um momento infeliz da senhora secretária de Estado. Após este “fait-divers”

António José Correia, Alvaro Santos Pereira e Cecília Meireles

Afirma Jorge Patrão, presidente do pólo da Serra da Estrela

Mudanças no Turismo “vão enfraquecer a marca Portugal” O presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão, defendeu na passada semana em Lisboa a manutenção de marcas como a Serra da Estrela, o Oeste ou o Douro, de forma a salvaguardar a marca Portugal.

J

orge Patrão reagia na Bolsa de Turismo de Lisboa à reestruturação do sector do turismo anunciada pelo Governo, que prevê a criação de cinco novas regiões de turismo com base nas NUT II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve), extinguindo seis pólos de desenvolvimento turístico, entre os quais se inclui o da Serra da Estrela e o do Oeste. Em declarações à Mais Oeste Rádio, à margem da inauguração na BTL, o

responsável afirmou que a medida anunciada não vai traduzir-se em poupança, mas sim numa enorme perda para o país: «São mais-valias para Portugal. O Oeste, o Douro, a Serra da Estrela, valem para cima de Portugal. Tirá-las é enfraquecer a marca Portugal e enfraquecer também o turismo interno. Porque algumas são mais direccionadas para o turismo interno e outras para o turismo externo. Mas são

mais-valias para Portugal, e nós perdemos essa mais-valia, não ganharemos absolutamente nada. Não ganhamos mais dinheiro, não ganhamos mais promoção. Vamos ganhar menos actores, e quando se trata do Interior, como são o Douro e a Serra da Estrela, são machadadas no Interior do país». «Aquilo que parece uma poupança não o é porque vamos perder actores promocionais. Vamos dar uma machadada no

Interior, vamos deixar de ter o Oeste que deu tanto trabalho a criar como marca turística, ou a Serra da Estrela que deu tanto trabalho a afirmar-se como marca turística, ou o Douro ou outras marcas, e isso eu acho que vai ser insubstituível. Um dia a sra. Secretária de Estado [do Turismo] não estará lá mas haverá um Governo um dia que recriará estas marcas».

Susana Abrantes


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Entrevista / 10

Empresa de Caldas da Rainha está há 40 anos no mercado e regista crescimento

A. Marques aposta na qualidade e na pluralidade de serviços Cerca de quatro décadas foi o tempo que a A. Marques Lda. precisou para passar de “petroline” à maior empresa distribuidora da Sumol - Compal a nível nacional. Galgar da venda ambulante em cima de uma carroça para a venda por grosso e em representação de algumas das principais marcas portuguesas, foi um processo demorado mas feito de conquistas, que cresceu com a solidez e segurança necessárias para responder a um mercado que também hoje é influenciado por mudanças conjunturais.

A

A. Marques Lda., uma empresa familiar nascida no ano de ’67 nas Caldas da Rainha, é hoje a maior distribuidora de bebidas da Sumol - Compal a nível nacional. Depois do recente aumento da sua área de distribuição, a A. Marques passou a ser representante oficial da marca nos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Cadaval, Lourinhã, Torres Vedras, Carregado, Alenquer, Cartaxo, Azambuja, Santarém, Alcanede, Rio Maior, Alcobaça e Nazaré. Apesar de estar no mercado há mais de 40 anos, só há 22 se dedica de forma especializada à distribuição de bebidas, representando hoje marcas como a Parmalat, a Águas de Carvalhelhos, várias adegas ou produtores de vinhos, tendo voltado também a comercializar azeites e óleos da marca GALLO. Em entrevista ao Jornal Mais Oeste, Vítor Marques, sócio da A. Marques, Lda., recorda o contexto em que a empresa surgiu, fala da evolução da estrutura, das apostas presentes e futuras, e ainda dos desafios que a empresa tem enfrentado e também agarrado ao longo das últimas quatro décadas. Mais Oeste (MO) – Como é que nasce a A. Marques Lda.? Vítor Marques (VM) – A A. Marques, como muitas empresas no nosso país, é uma empresa

familiar. Começou em 1967, ano em que os meus pais se estabeleceram por conta própria – o meu pai trabalhava por conta da fornecedora de azeites, era vendedor ambulante. Nessa altura o transporte dele era uma carroça, deslocava-se da cidade para as aldeias onde tinha os clientes e onde vendia o azeite, o petróleo, o sabão, as azeitonas, algumas bebidas alcoólicas. Era aquilo a que se chamava na altura um “petroline” ou um “azeiteiro”. E foi assim que em ‘67 os meus pais se estabeleceram e começaram a vida. MO – Aqui nas Caldas? VM – Começaram aqui nas Caldas, sim. A minha mãe é do Pinhal de Óbidos, e o meu pai é de Coimbra, veio para cá aos 12 anos. Dos 12 aos 21 anos, sensivelmente, foi empregado por conta de outrem, e depois, com a ajuda também do patrão, acabou por se estabelecer. Manteve a venda ambulante com a carroça, e passado pouco tempo – já morávamos no centro da cidade, na Rua Henrique Sales, um espaço amplo –, os meus pais abriram um lugar, um espaço que é menos do que uma mercearia, que tinha algumas coisas: o sal, o azeite, aquelas coisas triviais que numa falta as pessoas iam buscar. A venda ambulante acabou por ir evoluindo... Da carroça passou-se à venda ambulante

Algumas dos produtos distribuídos pela empresa

mas já com uma carrinha, uma “pão-de-forma”, e continuou a fazer-se essa venda, mas cada vez com melhores condições. Passámos também a ter mais produtos. Passados alguns os meus pais construíram uma vivenda no Avenal e aí sim fizeram uma mercearia. Passou-se do lugar para a mercearia que foi crescendo, e que deu lugar depois a um minimercado, depois a um café, e a própria venda ambulante acabou também por evoluir. Passou-se a vender para o retalho, nos cafés, nas mercearias... Chegamos a um patamar e a uma determinada altura – já la vão 25, 26 anos – em que começam a aparecer as primeiras cooperativas, e onde se começou a ver que o mercado estava em transformação. Chegámos à conclusão que o tipo de venda ambulante que tínhamos estava a acabar e que, ou se partia para a formação de um “cash”, um armazém, à nossa dimensão, ou se partia para uma venda especializada. E foi essa a oportunidade que na altura procurámos. Chegámos a estar em negociação com a Trinaranjus. Não aconteceu, e no ano seguinte, em 1987, acabámos por começar a ser distribuidores da Sumol. Portanto foi em ’87 que arrancámos com a tal especialização. Numa primeira fase ainda havia alguma venda ambulante, de venda por grosso, já não havia venda ambulante aos particulares, isso já tinha acabado, e começámos por manter um café aberto ao público no Avenal, mais um minimercado, que funcionava relativamente bem, e formouse a parceria com a Sumol. Inicialmente no concelho de Caldas e Óbidos, e dois anos ou três depois juntou-se Peniche,

Vítor Marques

depois Rio Maior e o Bombarral. Hoje temos uma zona que abrange Nazaré, Alcobaça, Caldas, Óbidos, Peniche, Cadaval, Bombarral, Lourinhã, Torres Vedras, Alenquer e Carregado, Azambuja, Cartaxo, Santarém e Rio Maior. Hoje é este o nosso universo, e as quatro a cinco pessoas que trabalhavam na altura passaram às 42 pessoas que somos hoje, nesta área de negócio. Além da Sumol fomos juntando também ao longo dos anos outros parceiros, nomeadamente a Água de Carvalhelhos, a Parmalat, algumas marcas de vinhos, que fizeram com que o nosso portfolio fosse crescendo. Há três anos houve um incremento de concelhos (mais 4), e de mais um conjunto de produtos que estavam aliados à Compal com a fusão da Sumol. Passámos a ter um portfólio de produtos fantástico. Se já era bom porque tínhamos Sumol, 7Up, Pepsi, Lipton Ice Tea, Serra da Estrela, Tagus etc., juntámos também a Compal, a Frize, o B!, enlatados

Compal, um conjunto de produtos que têm hoje no nosso mercado uma preponderância bastante grande e foi de facto muito bom para a empresa aumentar a relação de parceria que já tinha e usufruir da fusão e dos novos produtos. MO – O que é que mudou neste sector de actividade? Temos assistido a várias clivagens, vários altos e baixos sobretudo a nível económico... VM – A evolução do negócio foi um crescendo. Teve a ver com dois factores: a possibilidade de termos mais produtos para oferecer aos nossos clientes, e com a possibilidade de termos mais território para podermos ter mais clientes. Depois assistimos também à evolução do consumo, que tem altos e baixos, em que o consumo nomeadamente de refrigerantes, águas e sumos tiveram a determinada altura um boom muito grande. MO – Está a falar em que década?


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

A. Marques é hoje o maior distribuidor da Sumol-Compal do país

VM – Já em 1990. Há de facto um boom muito grande, as pessoas criam hábitos de consumo muito grandes, vão muito ao café e há nesta altura um hábito enraizado de saída para o café, o que exponencia o consumo destes produtos, em contraponto com o consumo de vinho, mesmo em restaurantes, por causa do álcool nas estradas. Há aqui um conjunto de factores que permitiu que os consumos pudessem aumentar. Hoje atravessa-se uma tendência de certa forma negativa, com um abaixamento do poder económico das famílias. Há tendencialmente um menor consumo, um menor poder de compra, e começam a criar-se hábitos diferentes. MO – Tem sentido de alguma forma essa retracção? VM – Temos sentido, de facto. Tivemos um decréscimo no ano de 2011 de 2% nas nossas vendas, mas que não foi tão acentuado como no mercado em si, o mercado perdeu mais. Este número é fruto de uma estratégia, de uma actuação e de uma abordagem ao mercado que tem como preocupação a formação dos nossos colaboradores, quer de vendas quer da área de distribuição, de forma a criar cada vez mais competências e a procurar novos clientes todos os dias. Temos felizmente um portfólio de produtos fantástico e que faz com que seja possível equilibrar [os ganhos com as perdas]. Portanto, com o aumento de clientes, a manutenção de clientes, a abertura de novos clientes, e a introdução de novas referências nas vendas, conseguimos uma queda de 2% quando o mercado acabou por cair mais. Paralelamente, uma das nossas orientações são no sentido de vendermos marcas e serviços. Trabalhamos com marcas fantásticas, a maior

parte delas líderes de mercado, mas depois também queremos vender o nosso serviço e vender a nossa imagem, o A. Marques. MO – Que serviços são esses que a A. Marques tem para oferecer hoje ao mercado? VM – É um serviço de venda, de entrega, de pós-venda, um serviço de apoio com materiais de publicidade, de pontos de venda, portanto, que tem como objectivo satisfazer o cliente pelas necessidades que tem e da forma mais adequada. Temos essa preocupação. MO – Como pode definir-se o posicionamento no mercado da A. Marques face às restantes empresas distribuidoras de bebidas que acabam por prestar mais ou menos os mesmos serviços? VM – De facto na nossa região há boas empresas, boas equipas de trabalho. Penso que podemos dizer que estamos junto a elas. MO – Complementam-se, não são concorrentes? VM – Somos concorrentes. A nível da qualidade há três, quatro operadores fortes na nossa área geográfica e nós estamos incluídos nesses quatro. Somos concorrentes mas também essa é uma dinâmica que não faz de nós inimigos. Todos temos as mesmas necessidades, Somos concorrentes mas temos princípios, e os princípios são de uma sã convivência com os nossos concorrentes que são concorrentes mas não são adversários, não são inimigos. MO – A concorrência também pode ser vista de uma forma positiva, na medida em que vos faz crescer, diversificar serviços... VM – Sim, é isso que se pretende fazer. Há situações de boas práticas que identificamos nos nossos concorrentes que fazemos questão de procurar

Entrevista / e de poder repetir porque a copiar também se aprende. E sempre que podemos, tomamos a dianteira e inovamos. Tenho a certeza que somos inovadores nalguns processos, nalgumas formas de abordar o mercado, e muitas vezes eles próprios também nos copiam. Portanto há aqui uma aprendizagem recíproca, e todos temos a ganhar com isso. MO – Quais têm sido os grandes obstáculos que a A. Marques tem encontrado pelo caminho? VM – Ao longo de todos estes anos nem sempre estivemos preparados para crescer e para evoluir. As empresas familiares têm esse problema. Isto tem a ver com a própria formação. Os empresários não têm muitas vezes a formação adequada, e não têm a possibilidade depois de investir em quadros que os possam ajudar nesse sentido. É difícil arranjar equilíbrio financeiro para que isso se possa fazer. Em determinadas alturas senti necessidade de alguma formação, pelo que sempre que podemos fazemos formações em várias áreas para nos sentirmos cada vez mais capazes e competentes para o desempenho das nossas funções. Houve alguns quadros comunitários que apoiaram esta área. Os que pudemos aproveitar, aproveitámos, e foi bastante benéfico para nós. MO – E quais têm sido os grandes desafios da empresa? VM – A formação é uma preocupação. Esta é uma actividade sazonal – estamos a falar de bebidas que se vendem mais quando está mais calor –, que se desenvolve numa região com alguma sazonalidade por causa das praias –, o que faz com que haja consumos bem mais elevados no Verão do que no Inverno [que exigem, por consequência, mais recursos humanos no Verão do que no Inverno]. O que temos procurado fazer é, para além de dar férias nos tempos mortos, promover a formação. Temos feito um esforço e os nossos colaboradores também, porque a formação é útil para o indivíduo e para as empresas. Apesar de obrigatória, ela é necessária. MO – Quais são as vossas

grandes apostas para o futuro? VM – Os objectivos de facturação que se criam, da forma como o mercado está, não são muito fáceis de traçar a médio, longo prazo. Mas há um conjunto de orientações que são necessárias. Para este ano os grandes objectivos são a manutenção de facturação, o aumento do número de clientes, o alargamento do portfolio nos clientes já existentes, e conseguir manter o mesmo número de postos de trabalho. É para nós um objectivo pelo respeito que as pessoas que trabalham connosco merecem, porque de uma forma ou de outra todos contribuíram para chegarmos onde chegámos. Por outro lado, não paramos e procuramos a possibilidade de poder aumentar o nosso portfólio de produto. Há também essa perspectiva. Procuramos, não de qualquer maneira mas com algum rigor, com estudo de mercado. Temos sido assediados por um conjunto de parceiros na procura de que possamos vir a trabalhar com eles. Nalgumas situações as

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nosso principal parceiro. E isto faz com que, quanto maior for a notoriedade e idoneidade dos nossos parceiros, também nós usufruamos dessa imagem. E também temos feito com que eles não se sintam defraudados por serem nossos parceiros e que a nossa imagem possa ajudar também à imagem dos nossos parceiros. Começámos com duas, três máquinas, fomos angariando um conjunto de clientes, e hoje temos um conjunto de clientes interessante e seis pessoas a trabalhar nessa área. Compramos o equipamento, montamos, colocamos, temos um responsável pelo negócio, depois temos dois operadores e vendedores, um técnico e uma administrativa. Neste momento a Xavier Marques trabalha para uma área da Nestlé que passa pela Nazaré, Alcobaça, Caldas, Óbidos, Peniche, Bombarral, Cadaval, Lourinhã e Torres Vedras. MO – Têm a expectativa de ultrapassar a área geográfica que a A. Marques “controla”

Teresa Marques e Vítor Marques

coisas não se enquadram, não é a tipologia de produtos ou a nossa abordagem ao mercado, mas continuamos na expectativa de podermos vir a ter mais produtos para oferecer aos nossos clientes.

Diversidade de serviços

Há 14 anos eu e a minha esposa abrimos uma empresa de vending [disponibiliza equipamentos de venda automática de bebidas quentes, bebidas frias e de snacks], a Xavier Marques. É uma empresa também de referência na nossa área – com uma área mais pequena do que a que a A. Marques tem –, temos uma parceria para nós fundamental que é a Nestlé, o

neste momento? VM – A área que temos é a que está acordada com a Sumol Compal. A Sumol Compal entregou-nos esta área para trabalharmos, portanto, o representante oficial das marcas é a A. Marques.. Os nossos produtos, as marcas que nós representamos, são vendidas na nossa área por muitos operadores que às vezes nos compram. Este princípio é importante. Criar sinergias é o caminho. É um objectivo de futuro que as empresas consigam, mesmo concorrentes, criar sinergias entre si. Porque todos podem ficar a ganhar.

Susana Abrantes


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Regional / 12

Iniciativa em defesa da manutenção de todas as valências na unidade

Cerca de duas mil pessoas deram “Abraço ao Hospital” Cerca de duas mil pessoas terão participado no “Abraço ao Hospital”, estima o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania de Caldas da Rainha, a promotora da iniciativa.

C

erca de duas mil pessoas responderam ao apelo do Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania de Caldas da Rainha para “abraçarem” o hospital. A iniciativa, simbólica, decorreu no passado dia 24 de Fevereiro, em jeito de manifesto em defesa do hospital e das suas valências, numa altura em que se estuda a fusão entre os centros

hospitalares Oeste norte e sul. De mãos dadas em redor da unidade hospitalar, a população de Caldas ecoava em uníssono frases como o “Hospital é nosso” ou “Queremos o hospital”. O abraço humano seguiu depois para o largo do Hospital Termal, cuja intenção de privatização terá também sido avançada pelo Ministério da Saúde. Paralelamente a esta

iniciativa, o Conselho da Cidade desenvolveu uma petição (foram recolhidas mais de 11.000 assinaturas em papel fora as 2.454 em formato digital), que levou esta quarta-feira, 07, à Assembleia da República, onde foi recebido pelo vice-presidente Guilherme Silva e pelos vários grupos parlamentares. António Curado, membro do conselho da Cidade, afirmou

ao Jornal Mais Oeste ter ficado muito satisfeito com a adesão da população ao “Abraço”. «Quando as causas são justas a população mobiliza-se. Foi uma jornada bem-sucedida, reconfortante, comovente, que valeu as energias gastas. Quando o povo gritou espontaneamente a palavra de ordem “Queremos o hospital” a mim próprio, a princípio, pareceu-me

desajustada porque ninguém vai levar o hospital daqui [das Caldas]. Mas o que o povo quis dizer, na sua sabedoria de palavras simples, foi: queremos o hospital tal como está, sem perder valências. Queremos o funcionamento pleno do hospital distrital e também do hospital termal».

Susana Abrantes

Alunos são os Chefes criativos

Cozinha de Autor na Escola de Hotelaria A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, no seu pólo das Caldas da Rainha, iniciou sexta-feira, dia 2 de Março, um programa de cozinha de autor que servirá também para a avaliação aos alunos.

É

este ano a primeira vez que se desenrola o programa da cozinha de autor na EHT Oeste pois é também este o primeiro ano em que há uma turma de terceiro ano do Curso de Cozinha e Pastelaria. Junta-se também o Curso de Restauração e Bebidas do qual um dos alunos se encarrega pelo serviço de sala e vinhos. Esta acção consiste em ter como responsável máximo pela cozinha um dos

alunos finalistas, com total responsabilidade pela elaboração e confecção de um menu de degustação que também servirá para a sua avaliação pelos seus formadores. Neste primeiro dia coube a Ânia Oliveira, do Curso de Cozinha e Pastelaria, ser a Chefe de Cozinha e a Inês Oliveira, do Curso de Serviço de Restauração e Bebidas, ser a responsável pela sala. Esta prova é da inteira

responsabilidade dos alunos e virá a rodar por todos os finalistas de ambos os cursos. Nesta primeira edição a formanda apresentou o Menu Ceres, inspirado na Deusa da Terra e dos cereais, incluindo em todos os pratos elementos da Natureza que abriu com duas entradas, “Chèvre Gratinado com mel de urze, noz e bouquet com vinagre de citrinos” e “Carpaccio de Bacalhau em ninho de codorniz”. Seguiu

com dois pratos principais, começando com “Salmão Shoyu em cama Pak Choi Cherry” com arroz jasmim e molho de iogurte e cebolinho e “Rolo de duas carnes picadas”, recheadas com mozzarela, tomate seco e manjericão acompanhado de batata duquesa e surpresa filo. Terminou com uma paleta de Tarte de pastel de nata com gelado de canela e espuma de café. Tudo isto acompanhado com vinhos da região,

devidamente apresentados pela chefe de sala. Os menus de degustação são públicos como aliás, diariamente, o restaurante da Escola de Hotelaria das Caldas da Rainha o é sempre, mediante marcação, e é aconselhável pois tem uma excelente relação qualidade-preço.

Jaime Feijão

Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha

III Jornadas Técnicas da Santa Casa da Misericórdia Numa organização do Ponto de Ajuda da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, decorreram no Inatel da Foz do Arelho as III Jornadas Técnicas sob o tema “Contextos”, com a participação de cerca de duas centenas de técnicos.

Na sessão de abertura,

para além do anfitrião, o provedor Lalanda Ribeiro, estiveram também Rui Calarrão, director da Fundação Inatel Social, Carlos Orlando, em representação da União das

Misericórdias, Maria do Céu Mendes, directora do Centro Distrital de Leiria do Instituto de Segurança Social, Tinta Ferreira, em representação da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e Maria da

Conceição Pereira, deputada e vereadora do pelouro da Acção Social das Caldas da Rainha. O segundo dia contou presença da presidente da Fundação “Pro Dignitate”, Maria Barroso, cujo tema

foi “Os Direitos dos Idosos”. Questionada pelo Jornal Mais Oeste sobre que mundo é este que precisa que haja a defesa dos idosos e das crianças respondeu «é um mundo que está muito apagado no que respeita aos

grandes valores humanos, morais e que devem inspirar as pessoas e não só aos valores materiais que é o que está a inspirar as pessoas».

Jaime Feijão


9 de Marรงo de 2012 - Jornal Mais Oeste


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Saber Mais / 14 Dia Mundial da Poesia assinalado em Março

O Universo da Poesia Em todo o mundo, o dia 21 de Março presta homenagem à escrita e declamação poética. Estabelecido na XXX Conferência Geral da Unesco, no dia 16 de Novembro de 1999, o Dia Mundial da Poesia promove a lírica e celebra os poetas.

Filipa Santos

A

palavra poesia, cujo significado inicial de escrita em verso foi evoluindo contextualmente para harmonia, inspiração e visão do mundo, remete para o meio através do qual os autores podem expressar as suas emoções e as suas formas de

ver o mundo. Associada à literatura, à música e até às artes plásticas, a poesia rodeiase de sentimentos e sensações, relaciona-se intimamente com a imaginação e envolvese com a composição estética. O género lírico transmite em verso, literariamente, essas

emoções, distinguindo diversas categorias poéticas como o poema lírico, o poema épico e o poema dramático.

No princípio...era a poesia

Florbela Espanca

Tomas Tranströmer

É

impossível datar o início histórico da poesia, que parece tão antiga quanto o nascimento das línguas. É quase seguro que tenha nascido antes da própria escrita, tendo em conta que a sua recitação, em verso, facilitava as sociedades na transmissão da palavra, no contar de histórias e no relato de lendas. Os próprios cânticos,

surgidos nos primórdios da História, remetem para a lírica. O poema épico mais antigo data do século XXVII a.C. - a Epopeia de Gilgamesh, composta na Mesopotâmia, actual Iraque. Trata-se de um conjunto de poemas escritos ao deus Gilgamesh, originalmente registados em argila e, posteriormente, em papiro. A

primeira tradução dos textos surgiu em 1860 pela mão de um estudioso inglês, George Smith. A literatura grega destaca-se também pelas conhecidas obras poéticas da antiguidade clássica, como é o caso da Ilíada e da Odisseia, ambas de Homero - autor do século VIII a.C. O poeta clássico romano, Virgílio - já conhecido pelas Bucólicas e

Geórgicas, poemas baseados na agricultura e na vida pastoril decidido a superar a qualidade das obras gregas de Homero, redigiu no século I a.C., o épico poema latino Eneida, sobre o percurso do jovem troiano Eneias, salvo pelos gregos. Os primeiros grandes poetas da antiguidade clássica abriram caminho à poesia que assegurou um lugar de destaque, mantido até à actualidade. Em 1996, a poetisa polaca Wislawa Szymborska, já falecida, venceu o Prémio Nobel da Literatura. Quinze anos mais tarde, o feito repetiu-se. Em 2011, o poeta sueco Tomas Tranströmer obteve a mesma distinção.


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Saber Mais / 15

Poesia no feminino

Wisława Szymborska

P

ortugal é um país de poetas, destacando-se inúmeros nomes de onde constam Almada Negreiros (pintor dos Painéis das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha), Camilo Pessanha, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, Eugénio de Andrade, Miguel Torga, António Gedeão e Manuel Alegre (também reconhecido pela sua carreira política). Mas também é, seguramente, um país de poetisas. Florbela Espanca foi um dos nomes femininos mais proeminentes da poesia em Portugal. Escreveu poemas,

Portugal, país de poetas A

poesia esteve sempre presente na literatura portuguesa. Na idade média surgiu uma das primeiras correntes poéticas em território luso, a poesia trovadoresca também conhecida como galaico-portuguesa, que se dividiu em três categorias: cantigas de amigo, cantigas de amor e cantigas de escárnio e maldizer. Do século XII ao século XVI, foram redigidas três importantes colectâneas de poesia: o Cancioneiro da Vaticana, o Cancioneiro da Biblioteca Nacional e o Cancioneiro da Ajuda. De entre os vários autores das trovas, destacaram-se dois, provenientes da realeza, os reis

Afonso X de Castela e D. Dinis de Portugal. No Renascimento evidenciaram-se poetas como o dramaturgo Gil Vicente autor da trilogia de sátiras Auto da Barca do Inferno, Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória - e Francisco Sá de Miranda. Ainda assim, foi com Luís de Camões e a sua notável obra poética Os Lusíadas, que a poesia em Portugal alcançou um novo expoente - a epopeia. Publicada pela primeira vez no ano de 1572, a obra relata a viagem da descoberta marítima para a Índia, inserindo acontecimentos mitológicos e conta a história do povo português, somando considerações do próprio

epístolas, um diário e vários contos. Com uma vida, de apenas 36 anos, marcada por desgostos de amor, a poetisa encontrou na temática amorosa a veia condutora dos seus poemas, caracterizados pela dor, pela solidão, pela tristeza e saudade, mas também pelo desejo. 82 anos após a morte da poetisa, o realizador português Vicente Alves do Ó decidiu recordar, num filme parcialmente biográfico, a vida atribulada de Florbela Espanca, a quem a actriz Dalila do Carmo dará vida. O filme “Florbela”, tem data de estreia

Sophia de Mello Breyner Andresen

poeta. Com inúmeras edições e traduzida em diversas línguas, a obra de Luís Vaz de Camões é de leitura obrigatória nos programas escolares em Portugal. Dos finais do século XVII até à primeira metade do século XIX, a Arcádia Lusitana apareceu enquanto principal movimento poético, de onde constou Manuel Maria Barbosa Du Bocage, mais conhecido pelo seu último nome. O poeta português, representante do arcadismo lusitano, foi um ícone que marcou a transição entre dois períodos da escrita lírica - do clássico para o romântico. Após o arcadismo, tomaram lugar outros movimentos de

marcada para o dia 8 de Março. Outro nome feminino de relevo, é o de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma das poetisas de maior destaque no país, a primeira mulher em Portugal vencedora do Prémio Camões, no ano de 1999. Sophia - que recebeu outros prémios de realce na área da literatura, como o Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1964 - foi também escritora de prosa, autora de contos infantis, como o Cavaleiro da Dinamarca, a Fada Oriana e a Menina do Mar, de peças de

teatro e tradutora. Apaixonada pelo mar, a poetisa espelhou a influência da natureza em grande parte dos seus poemas. Portugal foi palco de escrita poética de muitas mulheres, desde D. Leonor de Almeida Portugal e Lencastre, Marquesa de Alorna, poetisa do século XIX, passando também por autoras de poesia como Maria Amália Vaz de Carvalho - a primeira mulher a ingressar na Academia de Ciências de Lisboa - e Natália Correia - deputada e activista.

grande destaque, como é o caso do modernismo que teve como representantes Mário de SáCarneiro - poeta e ficcionista na vanguarda do futurismo, pertencente à geração da Revista Orpheu, e Fernando Pessoa um dos mais aclamados poetas da língua portuguesa. Escreveu sob diversos heterónimos, com distintas personalidades, sendo os mais importantes: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares. À semelhança do que sucede com Os Lusíadas, também a obra de maior destaque do poeta Fernando Pessoa, A Mensagem - de carácter épico-lírico - é estudada, até aos dias de hoje, pelos mais jovens. No século XX, destacaram-se outros poetas, ligados à música de intervenção. Vozes como a de Zeca Afonso, que entoou trovas que transpareciam ideais democráticos. Também José Mário Branco foi poeta nas suas composições de carácter interventivo, tendo iniciado a sua carreira durante o período do Estado Novo. E ainda, Sérgio Godinho. O músico de intervenção, dramaturgo, compositor e cantor português, já publicou livros de poesia da sua autoria. Zeca Afonso


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Educação e Cidadania / 16 A NOSSA LÍNGUA

Quando escrever -sse, ou –se?

A

s palavras, ou melhor, os verbos escrevem-se com –ssquando se trata de uma palavra só e com –se quando são duas palavras (verbo mais pronome, ligados por hífen). No primeiro caso estamos perante o imperfeito do conjuntivo (andasse, comesse…). No segundo caso estamos perante um verbo conjugado pronominalmente (anda-se, come-se). Como saber quando se escreve de uma forma ou da outra? Um dos truques eficazes é colocar a frase em que o verbo entra na negativa: (1) Se comesse fruta, alimentava-se bem. (2) Se ele não comesse fruta não se alimentava bem. Além deste teste, pode ainda tentar ver qual é a sílaba mais acentuada do conjunto: Lava-se; lavasse. Se a sílaba mais acentuada, ou mais forte, ficar imediatamente antes do som /se/, estão escreva –sse. Caso contrário, escreva – se.

TV prejudica desempenho

Limpar Portugal 2012 a 24 de março!

Voluntários querem unir 100 países para uma ação de limpeza Mundial, em 2012 Esta iniciativa não se destina apenas aos apaixonados pela Natureza, destina-se a todos os indivíduos de qualquer comunidade mundial, e pretende sensibilizar para a realidade de que o “desperdício é o recurso mais mal utilizado por toda a parte” segundo um dos promotores da ação, Rainer Nolvak.

P

or todo o mundo voluntários estão a mobilizarse para a concretização de uma ação global de Limpeza Mundial em 2012, o “Let’s do It! World Cleanup 2012”, a decorrer entre 24 março e 25 de setembro de 2012. Segundo informação do site oficial, “esta actividade tem como objetivo erradicar as lixeiras ilegais das florestas dos países aderentes”, e assim melhorar a consciência ambiental da população mundial.

Pub

do ciclo dos materiais e da sustentabilidade, por intermédio da iniciativa de limpar as florestas, removendo todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes, nas cidades e nas praias. A AMO Portugal conta com a ajuda de todos os voluntários, associações, instituições, empresas, grupos formais e informais, para participarem nas ações de limpeza dos resíduos depositados ilegalmente. A organização

desafia: “ponhamos todos juntos Mãos à Obra, vamos limpar Portugal a 24 de março de 2012”. Para saber mais, para inscrição individual e para participar como parceiro, aceda a http://www.AMOPortugal.org.

Sónia Duarte Consultura de Psicologia Educacional da Plio www.plio.pt

GEOTA aposta na Web para promover a cidadania ambiental

O grupo ambiental GEOTA desenvolve projeto “O Meu Eco-Sistema” “O Meu Eco-Sistema” é uma “plataforma na internet, que visa promover e agilizar a relação entre os cidadãos e entidades que tutelam o espaço público, serviços e equipamentos, através da disponibilização de ferramentas de avaliação, sugestão e colocação de dúvidas.” (GEOTA online)

U

ma investigação, feita pela Univ. de Montreal, indica que crianças que vêm muita TV têm mais dificuldades de aprendizagem. Participaram no estudo cerca de 1.300 crianças, com idades entre 2 e 4 anos. Foi aplicado um questionário aos pais para saber quantas horas as crianças passam a ver TV. Numa segunda fase, as crianças foram submetidos a avaliações. Assim, foi possível medir os impactos da exposição das crianças à TV, concluindose que o rendimento em matemática cai 6%, a participação em aula cai 7% e a probabilidade de bullying aumenta em 10%. A Academia Americana de Pediatria afirma que as crianças não devem passar mais do que duas horas a ver TV.

Em Portugal o PROJETO LIMPAR PORTUGAL 2012 está a ser orientado pela AMO Portugal - Associação Mãos à Obra Portugal, que nasceu da organização do projeto concretizado por mais de 100.000 voluntários de todo o país, no dia 20 de março de 2010, responsáveis pela recolha de 50.000 toneladas de lixo. Este evento pretende promover a educação ambiental e refletir sobre a problemática do lixo, do desperdício,

O

GEOTA define “O meu eco sistema” como um “projeto de cidadania participativa” partilhado por parceiros institucionais e reservado aos cidadãos. O projeto tem como partes interessadas o setor público, as autoridades locais e centrais, a sociedade civil, empresas e instituições de ensino. É possível através deste portal Web aceder a aplicações e funcionalidades de promoção à comunicação e à participação. O GEOTA já reúne, para esta iniciativa, o apoio de 40 autarquias e de entidades como a AMB3E, a AMARSUL e a DECO. Hélder Careto, membro do GEOTA que criou, desenvolveu

e coordena “O Meu eco-sistema” revela que genericamente “o projeto e o portal são a mesma coisa”. A valência do projeto consolida-se no facto de permitir examinar “as situações positivas, negativas e passíveis de melhoria no espaço público”, é portanto um instrumento de participação pública. Define-se como elemento de concertação entre as ocorrências no território, documentadas pelos cidadãos, e a atividade das autoridades locais. Esta iniciativa é uma oportunidade para “uma assessoria pública e independente”, exercida pelas pessoas. O público-alvo são os utilizadores da Internet,

contudo, o coordenador do portal aponta para que este caminho “não pode ser o único a seguir, por poder gerar infoexclusão”, dado que existem cidadãos sem acesso à internet ou que não têm interesse neste modo de participação. Desta forma o futuro progresso do projeto terá de se basear numa presença física junto dos cidadãos. O princípio base deste projeto é o de que para “proteger e conservar a biodiversidade da estrutura ecológica urbana, é preciso ter a capacidade de conhecer e intervir ativamente a vários níveis e educar os cidadãos de modo a potenciar esses recursos”, explica o

GEOTA no dossier técnico do projeto. Neste sentido, o Portal “O Meu Eco-Sistema” é uma ferramenta de participação cívica enquadrada num processo de monitorização do território e assente numa abordagem inovadora e dinâmica constituindo-se um instrumento potenciador de uma gestão sustentável do território. Para poder intervir é necessário efetuar um registo de utilizador através do endereço http://www.omeueco-sistema.pt

Margarida Pacheco

Colaboradora da Plio Território

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SALDOS Nova Colecção Primavera/ Verão

Desfile de Moda no dia 24 de Março às 21:30 no Sport Clube Escolar Bombarralense

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9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Educação e Cidadania / 17

O novo Acordo Ortográfico VI

Uso do hífen O uso do hífen com palavras derivadas e com os chamados compostos eruditos beneficia, no Acordo Ortográfico, de uma sistematização que facilita a sua aplicação.

A

análise das alterações que ocorrem na utilização do hífen a partir da aplicação do novo acordo ortográfico implica uma distinção clara entre composição e derivação. Estamos perante composição quando duas palavras se unem para construir um novo sentido. A palavra composta pode ser constituída por: - dois nomes: ano-luz; navioescola; - um nome e um adjetivo: guarda ­noturno; amor-perfeito; - dois adjetivos: surdo-mudo; luso­brasileiro; - um verbo e um nome: guarda-chuva; conta-gotas; - um numeral e um nome (ocasionalmente): segunda-feira; primeiro-ministro; - advérbio bem ou mal e nome: bem-vindo; mal-humorado. O advérbio bem já se aglutinou em algumas situações: benquerença; benfazejo, etc. Em todos estes casos se mantém o hífen. Ou melhor, não há alterações introduzidas pelo acordo ortográfico. Excetuamse as palavras (e suas derivadas): mandachuva e paraquedas. A par das palavras compostas, há um conjunto de locuções, em que duas palavras são ligadas por preposição, como pôr do sol, que estudos mais recentes excluem dos grupo das palavras compostas, considerando-as expressões lexicalizadas, ou seja, de forma um pouco simplista,

Pub

-

Hífen grupos de palavras que se reúnem para designar uma só realidade. Nessas locuções, a proposta do acordo é retirar o hífen exceto nos casos em que o seu uso está generalizado, sendo expressamente referidos os seguintes exemplos: «águade-colónia, arco-da-velha, corde-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa». Em relação a estas expressões tem havido movimentações e interpretações que procuram generalizar a supressão do hífen, mesmo nestes casos. O Vocabulário da Língua Portuguesa apresenta as duas

possibilidades, ou seja pode escrever-se cor de rosa e cor-derosa, contrariando, assim o texto do acordo. A este respeito vale a pena referir que a Imprensa Nacional Casa da Moeda vai manter o hífen nessas palavras na publicação de documentos oficiais, como se pode ler nas Regras de aplicação do Acordo Ortográfico. O hífen mantém-se nas locuções que designam espécies botânicas ou zoológicas: flor-delis, amor-perfeito, etc. Coloca-se também o hífen em compostos ocasionais: Lisboa‑Porto.

Hífen nas palavras derivadas Na base XVI, a regra geral é a eliminação do hífen, com prefixos e pseudoprefixos. Excetuam-se, porém, algumas situações: 1 - emprega-se o hífen sempre que o prefixo terminar com a mesma letra que inicia a palavra a que se liga, ou quando esta começa com h: - anti-higiénico - anti-inflamatório - hiper-regulamentado Nota: Excetuam-se os prefixos co, pre átono e re, que se aglutinam sempre: cooperação, preencher, reenviar, refazer. 2 - Mantém-se o hífen com os

prefixos: - vice (vice-presidente) - pré (pré-escolar) - pós (pós-graduação) - pró (pró-seleção) - ex (ex-presidente) 3 - Se o prefixo terminar em m ou n e o segundo elemento começar por vogal, m, ou n, emprega-se igualmente o hífen: - pan-americano; - circum-navegação. Nota: Sempre que o prefixo terminar em vogal e a palavra a que se liga começar com s ou r, esta consoante dobra, com o objetivo de manter a pronúncia: - microssistema - antirreligioso 4 - O hífen que tem ligado a preposição de ao verbo haver, quando monossilábico, vai desaparecer: - hei de - hás de - hão de Em síntese poderemos dizer que o uso do hífen com prefixos ficou mais sistematizado, embora ainda haja aspetos indutores de diversidade e de alguma indefinição, sobretudo no caso das locuções em que há uma preposição a ligar dois nomes.

Edite Prada

Consultora Linguística da Plio

www.plio.pt


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Mais Pedagogia / 18 Segurança é vida

Uma cultura de prevenção integrada na gestão

A

Pretrab é uma empresa privada, fundada em 1994, no âmbito da prestação de serviços externos de Segurança e Saúde no Trabalho, devidamente autorizada para o exercício desta actividade, pela Autoridade para as Condições no Trabalho e pela Direcção Geral de Saúde e certificada em Qualidade de acordo com ISO 9001:2008. Em 2007 criou os departamentos de Segurança Alimentar e do Controlo de Pragas.

Para a Pretrab, uma das empresas mais antigas deste sector, urge desenvolver uma Cultura de Prevenção em SST. Estudos vários provam que uma correta política de SST permite a redução do absentismo, a redução dos acidentes de trabalho, a redução das doenças profissionais, a melhoria dos processos e procedimentos, o aumento da motivação, o aumento da produtividade, o que se traduz inequivocamente em ganhos efectivos para os Trabalhadores para as Empresas e para o País. A legislação existente consubstancia todas as necessidades existentes e o seu cumprimento permite de forma ordenada e tecnicamente eficaz, promover a Segurança e Saúde dos trabalhadores.

Por tudo isto, facilmente se conclui que é um erro crasso pensar na redução de custos em detrimento da SST, colocando em risco os Trabalhadores podendo inclusive condicionar a viabilidade das empresa. É necessário portanto que se desenvolvam acções de sensibilização onde se evidencie, na prática, a maisvalia em ter estes serviços organizados de forma eficiente, nomeadamente no que respeita à identificação de perigos e avaliação de riscos, vigilância da saúde dos trabalhadores, redução dos índices de acidentes de trabalho e absentismo, e consequentemente, melhoria das condições de trabalho que permitirão a todos uma maior satisfação que implicará inequivocamente o referido

aumento da produtividade. No entanto, o sucesso da promoção da SST, passa obrigatoriamente por um esforço conjunto que resulta em corresponsabilidade, entre Entidade Patronal e prestador de serviços de SST e os próprios Trabalhadores e seus representantes. Só desta forma existe a garantia de que os objetivos serão atingidos, o investimento será menor e o índice de rentabilidade maior. Vale a pena refletir nisto tudo, e integrar a Segurança e Saúde no Trabalho no dia a dia das empresas e dos seus Trabalhadores como factor indissociável do exercício da atividade e assim contribuir decisivamente para a redução do número de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.

Tatiana B.S.G. Silva Maltez Administração Pretrab TORRES VEDRAS Tel. 261 330 850 tm.administracao@ pretrab.pt

Saúde & Bem-Estar

O que fazer quando se pretende emagrecer? A ntes de iniciar qualquer processo

de perda de peso, é muito importante conhecer o seu estado de saúde, logo o primeiro passo é procurar o seu Médico de Família, informá-lo da sua intenção de perder peso e pedir umas análises de rotina.

Depois de saber como está a nível de saúde, é importante conhecer o seu Índice de Massa Corporal ou seja o IMC pois este é um bom indicador do seu estado nutricional. O IMC relaciona a sua altura com o seu peso. Por exemplo, uma senhora com 1,60m e um peso de 70kg, terá um IMC de 27,3. Isto significa que existe excesso de peso e que o peso máximo considerado saudável é cerca de 64 kg. Após esta avaliação do IMC, se o seu peso for saudável e não tiver qualquer problema de saúde, talvez se esteja a preocupar demasiado com a questão do peso! É óbvio que deve fazer uma

alimentação saudável e equilibrada e praticar actividade física mas não precisa de “fazer dieta”! Por outro lado, é importante não esquecer que o peso não é o único factor que devemos considerar, pois ter um peso saudável mas com muita acumulação de gordura na zona abdominal é também factor de risco para todas as doenças associadas ao excesso de peso. Meça a sua “barriguinha” com uma fita métrica. Um perímetro abdominal superior a 102 cm (nos homens) ou superior a 88 cm (nas mulheres) equivale a um maior risco cardiovascular! Se tiver um perímetro abdominal superior a estes valores ou excesso de peso/obesidade ou qualquer problema de saúde relacionado com a alimentação tais como colesterol ou triglicerídeos elevados, diabetes, hipertensão, etc, deverá procurar um nutricionista! Toda a informação sobre nutrição existente em sites, revistas e livros e também nesta rubrica poderá ser muito útil mas deve ser utilizada apenas como prevenção. Ou seja, quando o problema já está instalado deve procurar sempre um acompanhamento especializado. Depois de marcar a sua consulta de Nutrição é fundamental ter em conta que vai ter que mudar o seu estilo de vida e isso precisa de muita motivação e força de vontade. É também essencial

que se mentalize que as mudanças a nível de hábitos alimentares e de actividade física devem ser enraizadas na sua vida de forma a não voltar às velhas rotinas pouco tempo depois de iniciar o seu processo de emagrecimento.

Sandra Almeida Nutricionista da Clínica Persona de Caldas da Rainha tel.: 262 845 900 personacaldas@gmail.com

www.facebook.com/personacaldas


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Mais Pedagogia / 19

Idade Serena

O nosso cérebro: um barco, um capitão e uma tripulação, navegando no mar da vida!

D

urante muito tempo vivemos sem saber as enormes capacidades do nosso cérebro. Não tínhamos ideia de que ele vai mudando em resposta às nossas acções e atitudes, todos os dias da nossa vida. Pensávamos ter um cérebro imutável, determinado apenas pelos nossos genes e nada fazíamos para o manter ou melhorar. Na realidade, nada pode estar mais longe da verdade! O cérebro humano está continuamente a alterar a sua estrutura, número de células, circuitos e química como resultado do que fazemos, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e sentimentos.

Esta característica chamase “neuroplasticidade”. Este termo resulta da junção de duas palavras: neurónio (células nervosas) e plástico (maleável ou capaz de ser moldada) e significa que as nossas células nervosas têm a capacidade de se moldarem e aprenderem, ao longo de toda a vida! As implicações da neuroplasticidade são enormes: temos a capacidade de manter o nosso cérebro forte, eficaz e capaz de aprender novas coisas mesmo aos 90 anos, se ao longo da vida o protegermos de maus hábitos e lhe dermos estímulos contínuos. A Dra. Helena Popovic, propõe uma metáfora que nos pode ajudar a perceber melhor o modo como o cérebro funciona e o que podemos fazer para que funcione melhor, ao longo de mais tempo. Segundo ela, podemos pensar no nosso cérebro como um barco

grande, com o seu capitão e a sua tripulação, navegando o oceano azul. O capitão toma as decisões e dá as ordens, que a tripulação segue. Sem o capitão, o barco não teria

rumo. Sem a tripulação, o funcionamento do dia-adia do barco seria impossível. A tripulação sabe o seu papel e não precisa do capitão para fazer o seu trabalho diário.

O capitão só comunica com a tripulação se quiser alterar o funcionamento habitual. O barco, por sua vez, necessita de estar em boas condições e com combustível adequado. Formam uma unidade única e interdependente, cada parte influenciando as outras duas. Se uma das partes falha, toda a viagem fica comprometida. Nesta fase, já nos interrogamos sobre a relação desta metáfora com o nosso cérebro. O capitão representa a parte consciente da nossa mente, a tripulação, o subconsciente, o barco é o cérebro e o oceano, a vida. A mente consciente (capitão) é a nossa parte que pensa. Define objectivos, interpreta experiências e toma decisões. A mente subconsciente (tripulação) é a parte sob a nossa consciência que nos mantém vivos e em funcionamento,

mantendo os nossos corações a bater, os nossos pulmões em expansão e o nosso cabelo a crescer. A prioridade do subconsciente é a nossa sobrevivência física, emocional e psicológica, desempenhando um papel importante no nosso comportamento. Por isso, por vezes, queremos conscientemente uma coisa, mas acabamos por fazer outra. Finalmente, o cérebro (barco) é o instrumento pelo qual os nossos consciente e subconsciente funcionam. Na próxima edição veremos como podemos tratar deste nosso barco, de modo a termos uma viagem segura, divertida e estimulante.

Virgínia Melícias Psicóloga virginiamelicias@serenaidade.pt

Oportunidades e desafios

Empreender é um acto nobre e de liberdade

D

ecidi reler Aristóteles e reencontrei nos seus escritos o princípio da casualidade onde ele demonstra às pessoas que acreditavam, que a sorte e o sucesso, provinham da vontade dos Deuses Reunidos no Monte Olimpo, de facto esses resultados eram originados por actos específicos. “Ter sorte dá muito trabalho”. Isto é cada causa ou acção gera um determinado resultado, quer gostemos ou não dele. Nos negócios o êxito é sempre o resultado directo ou indirecto de acções específicas. Por isso o sucesso não é acidental nem o resultado aleatório de um sorteio.

Por isso quando somos claros naquilo que queremos e trabalharmos para atingirmos esses objectivos poderemos efectivamente efectuar a colheita como é bem dito na Bíblia “Pois o que o homem semear, isso também colherá.” Tenho contacto diário com muitas pessoas que estão desempregadas, ou que procuram emprego e estão determinadas a empreender. Costumo dizer-lhes que empreender, é um acto nobre, de enorme liberdade e responsabilidade, e que devem iniciar o empreendedorismo com uma análise do que realmente são e que tipo de vida levam, e orientar os seus pensamentos para o que efectivamente querem ter, para depois se construírem como pessoa que consegue concretizar esse objectivo! Assim o Empreendedorismo passa pela crença, pelas espectativas, pela atracção e pela correspondência como diz

Brian Tracy, no seu livro “The 100 Abslotely Unbreakable Laws of Business Sucess” Pela crença pois “em tudo aquilo em que acreditar com sentimento tornear-se-á a sua realidade”. Se tivesse tempo, dinheiro, competências e contactos, o que escolheria fazer da sua vida? Pelas espectativas “tudo aquilo que esperar, com confiança, torna-se uma profecia que se cumpre a si mesma”. Imagine que os melhores momentos da sua vida estão para vir! Imagine que a sua situação actual é estar numa estação de comboios com as malas feitas e devidamente preparado para a concretizar a grande viagem que é a concretização dos seus objectivos! Pela atracção “você é um íman, atrai invariavelmente, para a sua vida as pessoas, situações e circunstâncias que estão em sintonia com os seus pensamentos”. Seja

um arquitecto da sua vida do seu destino. A forma como concretiza os seus pensamentos é fundamental para atingir objectivos, e criar a confiança para que os outros venham até nós! Pela correspondência “o seu mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior, ele corresponde aos seus padrões dominantes de pensamento”. Todos somos como um iceberg! Temos uma parte visível onde os outros vêm como nos comportamos, e temos uma parte submersa onde temos as nossas crenças, competências e valores. O facto é que melhorando as nossas competências, transformando para melhor as nossas crenças e valores estamos a mudar o nosso ser e assim conseguimos fazer mais e melhor! Tenho realizado muitos seminários e workshops onde várias vezes sou questionado sobre a fórmula para o sucesso do empreendedorismo, e de

facto é difícil, no entanto ouvindo uma gravação de um seminário que realizei no ano passado encontrei uma frase que descreve o meu pensamento “ Para empreender é necessário começar pelo princípio e idealizar o que queremos ter, fazer e ser, depois de percebermos efectivamente o que queremos, devemos visualizar, verbalizar e materializar. Finalmente ser persistente perante as adversidades!

Armando Fernandes Consultor de Negócios Armando.fernandes@net. novis.pt


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

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9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

Regional / 21

Festival do Chocolate soma 10 edições

Evento consolida-se como instrumento estratégico para a economia do Turismo Já abriu portas na Cerca do Castelo, em Óbidos, uma nova edição do Festival Internacional do Chocolate. O evento, que soma já 10 anos de realizações, volta a afirmar-se como instrumento estratégico para a economia do Turismo.

Festival Internacional do Chocolate para visitar até dia 25 de Março

I

naugurou dia 02 de Março na Cerca do Castelo, em Óbidos, o Festival Internacional do Chocolate. Os 20 anos da Disneyland Paris foi o tema escolhido para as esculturas em chocolate do festival, que este ano assinala o seu 10º aniversário. Para Telmo Faria, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, este é um projecto consolidado, e uma importante estratégia para fortalecer a economia do Turismo e do concelho. «Nós assinalamos este ano 10 anos de afirmação de um projecto. Já ninguém estranha que Óbidos tenha chocolate, ou que esteja associado ao chocolate. Mas não tem sido mais do que uma estratégia para fortalecer a economia do Turismo», afirmou, em declarações ao Jornal Mais Oeste. Para o autarca, «num momento em que se discute tanto as empresas municipais ou o período de crise e a dificuldade

que os portugueses estão a viver», este evento mostra «como é possível lançar mão de um instrumento económico como um evento, animar uma vila

todas as condições para que este seja o melhor festival de sempre. «Comemoramos 10 anos de festival e os 20 da Disney. Vamos ter muitas actividades

do chocolate melhor, e que é também, e cada vez mais, uma marca forte, que está já muito associada ao nome», afirmou ao nosso jornal. Numa época de grande contracção económica, José Parreira salienta as sinergias que o evento tem conseguido criar ao longo dos últimos anos, e que têm garantido, de resto, a qualidade que hoje se lhe reconhece. «Eu diria que este é o ano em que há mais investimento porque temos muitas sinergias – em termos financeiros, directamente, este é o ano em que investimos menos. E essas sinergias são cada vez mais importantes para conseguirmos o que temos aqui hoje». Refira-se que o festival do chocolate decorre até ao próximo dia 25 de Março. As expectativas da organização apontam para a visita de cerca de 200 mil pessoas.

Consenso sobre o Hospital A Assembleia Municipal abriu com um pedido sui-géneris do presidente da câmara das Caldas à oposição para que dessem conta do que aconteceu na reunião com o secretário de Estado da Saúde, em virtude de se encontrar afónico. Vítor Fernandes (CDU) e Delfim de Azevedo (PS) em traços gerais disseram ter sentido abertura para que haja negociação e que deverão manter-se nas Caldas as principais valências. O próximo passo será do Governo que está a elaborar um documento a enviar aos municípios para ser discutido e sobre o qual têm de se pronunciar a curto-prazo. No período de discussão, a tónica incidiu no consenso encontrado na Segunda Comissão onde foi elaborada uma Moção a ser enviada aos órgãos decisórios em que se reafirma que «a melhor solução, do nosso ponto de vista, é manter os dois Centros Hospitalares com os serviços existentes em cada hospital…», que «as valências fundamentais têm de permanecer nos hospitais», e que «deve manterse a cirurgia geral programada no Hospital das Caldas da Rainha». Sobre o Hospital Termal, é defendido que este «deve manter as suas valências e inserido no SNS». Esta moção foi aprovada sem votos contra e com a abstenção do deputado do Bloco de Esquerda tendo sido entregue na assembleia da república em conjunto com uma petição com mais de 14.000 assinaturas.

Oeste Ativo no IPL

A

AIRO – Associação Industrial da Região Oeste O Castelo da Bela Adormecida, abraçado pelo Castelo de Óbidos apresentou no passado dia 29 de Fevereiro no auditório do IPL em Peniche o projecto Oeste Ativo, cujo objectivo inteira, animar uma economia, e ao longo dos próximos dias. é a regeneração do tecido não ter prejuízo com isso». Achamos que vão estar reunidas empresarial do Oeste. Este José Parreira, presidente da todas as condições para ser o projecto procura angariar, Óbidos Patrimonium, a empresa melhor evento de sempre, é organizadora do evento, aliás para isso que trabalhamos, Susana Abrantes agregar e criar a dinâmica necessária para que todas as considera que estão reunidas para organizar um festival pessoas do território, de forma participativa e colaborativa, possam agir activamente para a mudança. Foram muitos os oradores que durante a manhã apresentaram projectos que já estão em andamento relacionados com esta acção que, seguramente, num futuro próximo, terá um maior peso, sendo o apoio entre as próprias empresas do projecto um dos objectivos. Uma das esculturas de chocolate Outra das esculturas, esta recriando “Nemo”


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

Negócios / 22 BNI Cultura no Cadaval

Restaurante, onde o Peixe é Rei

Sabores do Mar na “Companhia do Peixe” “Companhia do Peixe” é um restaurante no Seixal, junto à praia da Areia Branca, Lourinhã. A sua grande especialidade é o peixe, oferecendo uma oferta muito variada que vai desde a sardinha ao carapau, passando pelo tamboril e pelo “Rodízio de Peixe”.

L

O BNI está a formar um

grupo no Cadaval, o BNI Cultura. Na presença de 40 empresários, que ficaram a saber como funciona esta organização mundial, Cláudio Neves, empresário do Cadaval que já faz parte do BNI em Lisboa, explicou as vantagens de participar e de formar um grupo do BNI no Cadaval. Será uma forma de trocar contactos e gerar mais negócios. O BNI é uma Organização Profissional de Negócios e Referenciação que permite apenas por cada actividade um representante em cada um dos grupos.

igado à restauração desde 1991, Jorge Lopes aposta desde Junho de 2011 na “Companhia do Peixe”. A vontade de servir outras pessoas, de mostrar o que de melhor a costa portuguesa tem para oferecer, fizeram-no entrar no desafio de abrir um restaurante especializado em peixe. Com uma montra com mais de 24 espécies de peixes diferentes, a “Companhia do Peixe” aposta na qualidade e na frescura do peixe, sendo que 90% do peixe consumido tem origem na costa portuguesa. As especialidades da casa são: “Arroz de Lingueirão”, “Arroz de Tamboril”, “Lasanha de Peixe”, “Peixe Assado no Forno”, “Polvo à Lagareiro”,

Assunção Cristas jantou com empresários

N

o passado dia 28 de Fevereiro, Assunção Cristas, ministra da Agricultura, participou num jantar com empresários agrícolas da Região Oeste que teve lugar na Colectividade das Matas na Lourinhã. Os empresários tiveram a oportunidade de verem esclarecidas todas as dúvidas acerca do que o Governo tem desenvolvido nesta área.

PLi e Metagrama fundem-se

A

PLi Informática e a Metagrama começaram a operar no passado dia 1 de Março como uma única empresa, a 2wPM. A nova empresa somará as competências das duas empresas, que operam no mercado desde 1995. A 2wPM, que já está presente na região de Leiria e na região Oeste, iniciou recentemente a sua actividade na Cidade da Beira, Moçambique.

“Alfaquim com Açorda de Ovas”, “Caldeirada”, e “Rodízio de Peixe”. A proximidade do litoral é uma vantagem. Estar junto à praia atrai ao restaurante uma maior variedade de clientes, desde portugueses que passam férias nas praias do Oeste a estrangeiros. Segundo Jorge Lopes, o público estrangeiro é muito interessante pois tem um maior poder de compra e adora a gastronomia portuguesa, nomeadamente o peixe, especialidade da “Companhia do Peixe”. Para além da “Companhia do Peixe”, Jorge Lopes é também proprietário de um restaurante na Lourinhã, “O Avenida”. Serve refeições rápidas, sendo a

Montra de Peixe

grande especialidade o Bitoque. Está em funcionamento há cinco anos e já é conhecido pelo bom bife, ovo e batatas fritas. A “Companhia do Peixe” vai participar na semana gastronómica da “Aguardente DOC da Lourinhã” com: “Camarões com aguardente”, “Lulas com molho de aguardente”, “Bifes da vazia com molho pimenta com

aguardente”, e ainda com duas sobremesas: “Pêra Rocha com aguardente” e “Chocolate com uma bola de gelado e aguardente”. A divulgação e promoção dos produtos da região é uma mais valia para a “Companhia do Peixe”, que aposta em peixe da costa portuguesa e nos produtos da zona oeste. Realça o que de melhor existe na nossa região.

Esplanada

Sala de Jantar

Feira dedicada à Horticultura, Fruticultura e Jardinagem

Futitec/ Hortitec na ExpoSalão A ExpoSalão – Centro de exposições da Batalha, promove de 15 a 18 de Março a 2.ª edição Futitec/ Hortitec – Salão Profissional de Máquinas, Equipamentos, Produtos e tecnologia para a Horticultura e Fruticultura, em simultâneo com a Expojardim, feira dedicada ao sector da jardinagem.

A

organização reuniu 60 empresas, entre as quais fabricantes nacionais, que representarão o sector de forma fidedigna. Os profissionais poderão encontrar na Futitec/ Hortitec uma grande diversidade de produtos, tais como: sementes, fertilizantes, vasos, embalagens, estufas, sistemas de rega, máquinas e equipamentos para plantar, colher, limpar, pesar, calibrar, embalar, etiquetar, armazenar, transportar e conservar produtos hortícolas e frutícolas, equipamentos para nebulização, brumização e atmosfera controlada, frio e climatização, equipamentos de logística e transporte de cargas, Equipamentos de controlo de

medidas, formação. Consultoria, software, associações sectoriais, organismos e a imprensa especializada. Esta feira é dirigida aos profissionais do sector, ou seja os visitantes serão os agricultores, hortofruticultores, viveiristas, as centrais de

compras e cooperativas agrícolas e frutícolas, engenheiros agrónomos e todos os que se interessem por esta área de actividade. Paralelamente decorrerão várias actividades e conferências com temas de interesse para os profissionais. Destaque para

o seminário “Pós-colheita e conservação”, dia 15 de Março, e a mesa redonda sobre o tema “Impacto sócio económico da doença do fogo bacteriano no sector frutícola da região”, dia 16, ambos organizados pelo COTHN. O programa está disponível no site da ExpoSalão.


9 de Março de 2012 - Jornal Mais Oeste

T3 / 23

GADGETS E TENTAÇÕES O melhor que a tecnologia tem para oferecer…

Mergulhadora

Tanta elegância...

Televisores com processadores dual core foram uma das novidades da Samsung. O LED ES8000 permite navegar na Web enquanto faz o download de várias aplicações, o que vem apoiar o novo conceito de Smart TV da marca – mais conteúdos online e mais acessíveis. O portátil Series 9 foi outra estrela do evento com a sua extrema elegância, 12,9 mm de espessura e potência, graças aos processadores Intel Core i5 e i7 integrados.

A Panasonic exibiu uma mãocheia de novidades. Destaque para o leitor de Blu-ray DMPBDT320 com processador de Croma Adaptado, conversão 2D para 3D e DLNA. Por sua vez, a camcorder HXWA20, mergulha até três metros de profundidade e adora peixes rápidos; captura-os em Full HD a 40 fps ou tira-lhes uma fotografia de 360 graus no modo Panoramic!

PANSONIC DMP-BDT320 E HX-WA20, PREÇOS A ANUNCIAR, WWW.PANASONIC.PT

SAMSUNG LED ES8000 E SERIES 9, PREÇOS A ANUNCIAR, WWW.SAMSUNG.PT

Mundo Sony Fino, Finíssimo

A Toshiba diz que é ultrafiníssimo e, com 7,7 mm de espessura, nós acreditamos. E a boa notícia é que esta novidade do CES já aterrou no nosso país. O AT200 vem com sistema operativo Android 3.2, ecrã de 10,1”, 32 GB de memória e duas câmaras – a traseira com 5 MP e a frontal de 2 MP com reconhecimento facial. Nas ligações, destaque para o Wi-Fi, Bluetooth, micro HDMI e micro USB. TOSHIBA AT200-100, € 599, WWW.TOSHIBA.PT

Entre novos Vaio e Bravia, estão as novidades mais portáteis da Sony. A camcorder TD20 com duas objetivas G e sensores CMOS Exmor R também em dose dupla, para capturar imagens Full HD a 3D. Nas comunicações, o terminal Xperia S com processador dual core, certificações PlayStation, câmara de 12 MP e vídeo a 1080p e Android 2.3, já com a promessa de atualização para Ice Cream Sandwich. E no renascimento do Walkman, o novo leitor Z100 com Wi-Fi, DLNA, HDMI e a qualidade sonora made by Sony.

XPERIA S, WALKMAN Z100 E HDR-TD20V, PREÇOS A ANUNCIAR, WWW.SONY.PT


Jornal Mais Oeste - 9 de Março de 2012

ÚLTIMA / 24 ANEXO H

“Puxe a brasa à sua casinha” começa dia 12 de Março

Actualidade vista de uma outra forma!

Mais Oeste e Profresco vão pagar prestação ou renda de casa

O

lá. A selecção nacional realizou um jogo de preparação para o Euro2012 com a Polónia. Repararam que o Pepe foi o único a cantar o hino segundo o novo acordo ortográfico? O clássico entre o SL Benfica e o FC Porto terminou com a vitória dos azuis e brancos. A equipa de Vítor Pereira lidera agora a Liga Portuguesa com três pontos de vantagem, ou como dizia a minha professora primária. “Reticências Rúben! São reticências!”. Cavaco Silva mostrou-se “surpreendido” com a taxa de desemprego. Algo me diz que foi comprar castanhas e teve a curiosidade de ler o jornal de Agosto de 2011 que fazia de embrulho. Responsáveis de uma empresa do Porto criaram um curso de segurança pessoal para professores, espero que tenham convidado o nosso Presidente da República para o workshop. O etíope Abebe Aemro Selassie substituiu o dinamarquês Poul Thomsen na missão do FMI em Portugal! Faz sentido, a continuar assim também Portugal vai passar a ter muita pessoa magrinha e a passar fome. Desconfio que o novo líder do FMI pensa que a Angela Merkel são 4 pessoas. Coitado, não está habituado a ver tanta carne numa só pessoa. Por falar em Angela Merkel, ficou-se a saber nestes dias que a chanceler alemã levou um “banho” de cerveja de um empregado de mesa num restaurante. Só não entendo o porquê de depois de temperada não a meteram logo no forno. Os preços dos combustíveis continuam a subir e a bater recordes, só para terem noção o litro da gasolina custa tanto como 2 Lt de Coca-Cola. O que mais me chateia é que nem o Red Bull nem o Isostar baixam o preço para o pessoal ter forças para se deslocar a pé. Para concluir, os Gestores de Carreira para Desempregados já estão a competir pelo André Villas-Boas? Adeus.

Rúben Gomes

O passatempo “Puxe a brasa à sua casinha”, que vai pagar uma prestação ou renda de casa a um ouvinte da Mais Oeste Rádio e que é uma iniciativa conjunta dos Grupos Mais Oeste e Profresco, vai começar na próxima segunda-feira, dia 12 de Março.

S

egundo a administração do Grupo Mais Oeste, estão reunidas as condições para dar início ao “Puxe a brasa à sua casinha”, um passatempo na Mais Oeste Rádio (94.2fm ou maisoeste.pt) que tem o objectivo de ajudar a aliviar as despesas mensais de um ouvinte da Mais Oeste Rádio, assumindo os Grupos Mais Oeste e Profresco o pagamento de uma mensalidade do crédito à habitação ou da renda de casa. Simone Silva, responsável pela comunicação e marketing do Grupo Mais Oeste, adiantou que «a partir da próxima segundafeira, dia 12 de Março, basta ligar para a Mais Oeste Rádio nos horários definidos para o passatempo e inscrever-se». Nuno Magalhães,

administrador do Grupo Mais Oeste, confidenciou que «assim que se começou a falar nesta iniciativa, fomos abordados por várias empresas que se disponibilizaram para ser parceiros…o que nos lisonjeia bastante e demonstra que as boas ideias são sempre bem recebidas». Juntam-se ao “Puxe a brasa à sua casinha” alguns parceiros locais que, nos seus espaços comerciais, disponibilizam cupões para que os clientes se possam inscrever no passatempo e ganhar uma mensalidade da prestação ou renda de casa. Para além dos parceiros locais, também alguns jornais da região centro-oeste se uniram aos Grupos Mais Oeste

Cupões de inscrição disponíveis nos seguintes locais:

Peniche

Profresco

Marginal Norte

Cadaval

Papelaria Apolo

Praça da República, n.º 4

Benedita

Quiosque Vicente

Rua Rei da Memória, n.º 69 – 3.º esq.

Caldas da Rainha

e Profresco para que os seus leitores tenham também acesso aos cupões de inscrição na região onde residem. Jaime Feijão, director-geral do Grupo Mais Oeste, resumiu as várias formas de inscrição no passatempo “Puxe a brasa à sua casinha”. «Basta ligar para o número 262 889 031 de segunda a sábado das 11h às 12h, e de segunda a sexta-feira das 18 às 19h. Para além disso, podem inscrever-se preenchendo os cupões disponíveis nos parceiros locais ou nos jornais regionais que se associaram à iniciativa». O regulamento do passatempo “Puxe a brasa à sua casinha” estará disponível a partir do dia 12 de Março em maisoeste.pt.

Turismo do Oeste em debate na Mais Oeste Rádio

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Mais Oeste Rádio vai transmitir em directo esta sexta-feira, entre as 19h e as 21h, um debate sobre o futuro do Turismo do Oeste. Esta iniciativa da Mais Oeste Rádio tem o apoio do Turismo do Oeste, OesteCIM e IPL, e vai contar com um painel de convidados composto por António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste, António José Correia, presidente da Agência Regional de Desenvolvimento do Oeste, Francisco Dias, coordenador do GITUR da ESTM, e um representante da OesteCIM. O debate está aberto à participação do público e será emitido na frequência 94.2fm ou em maisoeste.pt.

Novas papeleiras e cinzeiros na freguesia de N. S. do Pópulo

Jornais que disponibilizam cupões para a inscrição:

Toque Final – Limpeza de Viaturas

Rua Adelino Soares de Oliveira n. 12

Dream Gi – Tabacaria Rua Arminda Alves n.º1

Tabacaria Jorita

Praça da República n.º 4

Rainha Gourmet – Produtos Alimentares Rua General Queirós, n.º 55

Troikas & Baltroikas

A

Junta de Freguesia de N. S. do Pópulo apresentou esta semana as duas novas papeleiras e os seis novos cinzeiros que colocou na cidade em locais estratégicos onde há maior movimento pessoas ou maior concentração de fumadores como por exemplo junto a centros de formação. Estas peças foram decoradas pelo artista plástico Marco Almeida, formado na ESAD, e já com outros trabalhos realizados na cidade. O investimento total é na ordem dos € 4.500,00, onde já se inclui o valor pago ao artista que fez as decorações.


Edição 74 Jornal Mais Oeste