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Marco Operativo dos Grupos da PJM Província Marista do Rio Grande do Sul Elaboração PJM Provincial Equipe: Ir. Deivis Alexandre Fischer, Ir. Manuir José Mentges, Ir. Leandro Paiz, José Jair Ribeiro, Karen Theline Cardoso dos Santos da Silva. Redação final: José Jair Ribeiro Supervisão Editorial: Assessoria de Comunicação e Marketing (Ascomk) Revisão: Ir. Salvador Durante Fotos Arquivo PJMRS Produção Santo Expedito - Design e Editoração Luz Maria Guimarães / Claudia Machado Impressão 350 exemplares Província Marista do Rio Grande do Sul Rua Ir. José Otão, 11 - Bom Fim Cep: 90035-060 - Porto Alegre/RS Tel (51) 3314 0300 pjm@maristas.org.br


PROVÍNCIA MARISTA DO RIO GRANDE DO SUL PASTORAL JUVENIL MARISTA

MARCO OPERATIVO DOS GRUPOS DA PJM

2010


Credo da Pastoral Juvenil Marista Cremos em Deus Trindade que se faz comunidade e manifesta seu projeto na pessoa de Jesus Cristo. Cremos na vida como dom de Deus e tesouro a ser cuidado pela mulher e pelo homem, templos de amor. Cremos em Maria, a Boa Mãe que, na sua experiência de fé e ternura, é exemplo de adesão ao Reino. Cremos na Igreja Profética e Missionária, sal da terra e luz do mundo, que acolhe a juventude. Cremos que o carisma marista, revelado em Marcelino Champagnat, toca o coração da juventude. Cremos que o Ministério da Assessoria é expressão da gratuidade, assumindo a juventude como opção de vida. Cremos no protagonismo juvenil que transcende as diversidades na luta por uma sociedade justa, solidária e fraterna. Cremos no espírito transformador e criativo da juventude que, no amor e na esperança, alimenta seus sonhos. Cremos na missão evangelizadora da juventude, caminho da Civilização do Amor. Amém!


Índice Apresentação................................................................... 7 Introdução........................................................................ 9 Marco Operativo dos Grupos da PJM........................ 12 OPÇÕES PEDAGÓGICO-PASTORAIS

2. Formação integral...................................................... 25 3. Acompanhamento...................................................... 28 4. Organização............................................................... 30 4.1. Em nível local............................................................ 31 4.2. Em nível provincial.................................................... 33 4.2.1. Equipe Provincial da PJM................................ 33 4.2.2. Reunião Ampliada da PJM.............................. 34 4.3. Em nível nacional...................................................... 34 4.4. Em nível de articulação com outros organismos........... 35 4.4.1. Com as Comunidades Cristãs.......................... 35 4.4.2. Com os Institutos de Juventude......................... 35 4.4.3. Com Associações, ONGs, Conselhos de Juventude................................... 35 5. Metodologia................................................................ 36 5.1. Método..................................................................... 37 5.2. Metodologia............................................................. 37 REFERÊNCIAS.................................................................... 39

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1. Grupo........................................................................... 14 1.1. A importância do grupo na vida dos adolescentes e jovens................................................ 15 1.2. Critérios para a formação de grupos.......................... 16 1.3. Momentos na caminhada grupal................................ 18 1.4. Organização grupal.................................................. 23


Apresentação


Apresentação Após longo e participativo trabalho, eis que estamos entregando a todos o Marco Operativo dos Grupos da PJM que norteará a PJM de nossa Província. Foi um verdadeiro trabalho em mutirão. Usou-se a metodologia do consenso.

Estamos num mesmo barco: embora diferentes, somos complementares. Isso significa que há lugar para as diferenças. As diferenças são percebidas como riquezas, criatividade, iniciativa e força construtiva conjunta. As diferenças não são ameaças, mas talentos para agregarmos e construirmos juntos. O Marco Operativo quer ajudar a manter-nos pertencentes e “embarcados” numa mesma causa. E, também, deseja assegurar a unidade “nas diferenças” como conceito de inclusão. O Marco Operativo quer auxiliar na criação de uma dinâmica de comunhão. A dinâmica de comunhão, basicamente exige três passos indispensáveis: ESCUTAR-SE a si mesmo, isto é, o que ouço do meu coração, o que Deus está me comunicando como caminho que leva à busca de sua vontade numa atitude de profundo discernimento; em segundo lugar, ESCUTARMO-NOS, isto é a

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O Marco Operativo deseja ser sinal indicador e norteador para todas as ações da PJM. Não é instrumento engessador. Ao contrário, deseja dar um dinamismo de KOINONIA, de comunhão a todas as ações. São sinalizadores para manter o “barco” num rumo unitário, tendo o mesmo horizonte que é tornar Jesus Cristo conhecido e amado. Quando sabemos aonde queremos chegar, vários são os caminhos possíveis, porém com o olhar no horizonte que auxilia, manter-nos-emos mais alinhados para o mesmo finalismo.


partilha do que cada um percebeu, num clima de profunda escuta, não de discussões defensivas, mas de acolher no coração o que meus colegas perceberam; por fim ESCUTAR O SENHOR. Estamos assim buscando juntos, a Vontade de Deus, e este é o horizonte.

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Portanto, o Marco Operativo acena ao mesmo tempo para o conteúdo e o método. De tal forma que todos os que viverem este processo levam nos seus traços faciais o método e o conteúdo dos valores que a PJM deseja que todos vivam e seja o norte de suas vidas. É o ponto de unidade de todos os grupos. É o barco navegando, por vezes em águas tranquilas, avançando com sincronia na arte de “remar”, e também a certeza de que em tempos de águas turbulentas, não perderemos o norte, o horizonte a que queremos chegar, pois todos estarão convictos de sua missão. Que Maria seja nossa guia e companheira nesta trajetória. Como guia Ela não nos deixa sair da rota, do rumo. Ela nos mostra o caminho de manter o olhar fixo em Jesus e, ao mesmo tempo, é companheira, aquela que faz caminho conosco. Que todos tenham o Marco Operativo dos Grupos da PJM como livro de cabeceira, imbuídos do espírito nele contido. Não são as estruturas que garantem mantermo-nos no caminho, e sim temos que garantir o espírito e a intenção da PJM. A todos a bênção da Boa Mãe e de São Marcelino, boa caminhada, bom uso dos remos, remando com vibração, com coragem e com muita convicção.

Ir. Inácio Nestor Etges, Superior Provincial.


Introdução


Introdução Você está tomando em mãos o Marco Operativo dos Grupos da PJM da Província Marista do Rio Grande do Sul. Este material deseja ser um marco, uma estaca, uma marcação, uma referência na caminhada de evangelização dos adolescentes e jovens, pois se quer proporcionar experiências de encontro com Jesus Cristo nas mais diversas situações da vida, buscando aprofundar os valores que orientaram a vida de Jesus de Nazaré a fim de que possam orientar também nossa caminhada como seus seguidores.

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O Marco Operativo é um instrumento importante na caminhada dos grupos juvenis, pois é a tomada de posição do grupo em relação à linha de ação a ser assumida para transformar a nossa sociedade. Indica como queremos agir. É o momento de tomar decisões concretas sobre a organização do grupo de modo planejado e assumido por todos. Concretamente, precisamos saber como fazer as ações programadas para que sejam verdadeiramente eficientes e eficazes. Em outras palavras, o Marco Operativo nos orienta a sermos corresponsáveis nas ações assumidas por todos os participantes do grupo para levar a cabo o plano que escreveu. Afirma a maneira comum de agir do grupo que planeja. É o momento forte de o grupo se identificar. Dentro da caminhada da PJM provincial, o Marco Operativo dos Grupos da PJM não está sozinho, não está solto e não deveria ser lido de maneira isolada, pois, como Pastoral Juvenil Marista temos como referências os documentos Diretrizes Nacionais da PJM e Caminho da educação e amadurecimento na fé: a mística da PJM, que nos orientam em nível de Brasil e de Província.


Poderíamos dizer que nesses dois documentos estão o Marco Referencial e o Marco Doutrinal da PJM. Estava nos faltando o Marco Operativo, que agora apresentamos.

Nele você encontrará as opções pedagógico-pastorais que ajudam o grupo a levar o adolescente e jovem a irem amadurecendo na fé. Assim, abordará elementos essenciais da vida grupal, da formação integral, do acompanhamento, da organização e da metodologia. Não quer ser a última palavra sobre o assunto, mas uma referência e uma luz para a caminhada dos grupos juvenis. Que o Marco Operativo dos Grupos da PJM possa ajudar a organizar uma Pastoral Juvenil Marista centrada no anúncio explícito de Jesus Cristo (evangelização) e na ação protagônica dos adolescentes e jovens (protagonismo).

Equipe Provincial da PJM

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O Marco Operativo dos Grupos da PJM não é um documento produzido em gabinete, por especialistas. É fruto de uma caminhada e de uma opção metodológica participativa. Ele está em processo de escrita há cerca de dois anos, sendo fruto da caminhada, das discussões e reflexões realizadas nos anos (2008 e 2009), que serviram de tempo para ir discutindo/aprofundando/ amadurecendo os elementos essenciais a serem colocados nele. Trata-se de uma construção coletiva, que congregou muitas mãos, mentes e corações.


Marco Operativo dos Grupos da PJM


1. A Pastoral Juvenil Marista é uma ação organizada de evangelização da juventude feita por adolescentes, jovens e adultos, cabendo aos jovens a ação protagônica. A pedagogia pastoral empregada no trabalho junto à juventude quer ser transformadora, libertadora e comunitária, partindo da experiência, numa dimensão coerente com os valores do Reino, que se preocupe com o processo integral da formação humana, que viabilize o processo de evangelização e educação na fé1.

3. Esses dois desafios nos motivam a afirmar aquilo em que acreditamos, aquilo pelo qual optamos, escolhemos e definimos como propostas orientadoras de ação que se considera prioridade no processo de evangelização que concebemos3.

1. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 129. 2. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 129. 3. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 113.

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2. Duas realidades desafiam a PJM: a vivência juvenil do carisma marista e o protagonismo juvenil, que solicita aos adolescentes e jovens que vivam o seu processo psicológico e teológico em termos de crescente autonomia, como sujeitos da sua história pessoal e comunitária2.


Opções pedagógico-pastorais 1. Grupo


Opções pedagógico-pastorais 1. Grupo 1.1. A importância do grupo na vida dos adolescentes e jovens

5. O grupo constitui um lugar de crescimento, amadurecimento, formação e realização pessoal e comunitária, porque cria laços profundos de fraternidade, onde cada um é reconhecido como pessoa e valorizado como tal. Permite partilhar critérios, valores, visões e pontos de vista. Ajuda a enfrentar os desafios dessa etapa da vida, decisiva para o amadurecimento na fé e para a integração social. Educa para olhar e descobrir a realidade, para partilhar experiências e para desenvolver os valores da vida em comunidade. Possibilita encontrar-se com Jesus de Nazaré, aderir a Ele e a seu projeto de vida, alimentar-se da Palavra e rezar em comum. Impulsiona a renovação permanente do compromisso de serviço sendo Igreja e sociedade na construção de um presente e futuro digno e solidário para todos. Dá solidez à projeção missionária, expressada no testemunho pessoal, no amadurecimento da opção vocacional, nos serviços/ministérios eclesiais, no compromisso com a promoção humana e a transformação da sociedade. 6. O grupo responde também às necessidades psicológicas dos adolescentes e jovens: ajuda a realizar a integração do

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4. A vida cotidiana das pessoas está cheia de experiências grupais. Toda experiência social contém em seu interior alguma experiência de pequeno grupo. Mas é na adolescência e juventude que os fenômenos de grupo se manifestam de maneira mais evidente. Quais são os motivos que levam adolescentes e jovens a procurarem o grupo?


indivíduo na sociedade (indivíduo isolado é mais frágil); ajuda a potencializar as relações entre grupos (“juntos é melhor”); ajuda a tornar mais nítidos as relações interpessoais (o grupo serve como espelho) e ajuda a formar a identidade e a dar segurança à pessoa (no grupo é possível renovar)4.

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7. Assim, os grupos continuam sendo espaço privilegiado de experiência de socialização, de crescimento pessoal, de formação. Numa visão pastoral, os grupos possibilitam vivenciar experiência de comunidade, de Igreja, fortalecer a espiritualidade, em vista do amadurecimento vocacional e da vivência na fé. No fundo, trata-se de ajudar os jovens em seu crescimento humano-cristão. Na PJM atuamos baseados na espiritualidade apostólica mariana.

1.2. Critérios para a formação de grupos 8. Os grupos não nascem como agregações artificiais ou como simples organizações em que a ordem está acima de tudo. Absolutamente não é assim. Os pilares fundamentais de um grupo são as pessoas. São elas que decidem estar juntas para alcançar um objetivo ou quando têm vontade de simplesmente estarem juntas. São as pessoas que saem de um grupo quando este já não satisfaz mais às suas necessidades e/ou expectativas. Em cada caso, o grupo é constituído para “responder” às necessidades ou exigências que cada pessoa carrega dentro de si. À procura dessas respostas, as pessoas vão conhecendo vários grupos, mas somente onde encontram aquilo que procuram é que permanecerão participando. Aqui está a importância de conhecer mais profundamente as exigências do ser humano, pois em cada 4. Cf. NICOLÒ, G. Vita di Gruppo – manuale pratico-teorico di conduzione di gruppo, pág. 22.


período histórico as necessidades mudam ou podem mudar, e darse conta disso é fundamental para que cada grupo responda da melhor forma possível aos anseios das pessoas5. 9. Tendo como perspectiva a educação na fé dos adolescentes e jovens através da experiência grupal, propomos alguns critérios de formação de grupos, pois acreditamos que um grupo de PJM precisa ter alguns elementos comuns facilitando assim responder com mais coerência aos seus anseios. Os critérios para a formação de grupos são:

2. Que os grupos tenham participantes de ambos os sexos. A necessidade é ajudar a educar os adolescentes e jovens a terem atitudes integradoras entre o feminino e o masculino. Eduquemos para que o feminino e o masculino convivam pautados no respeito e na integração, e não em relações de dominação, de preconceito e de poder. 3. Que os grupos sejam formados por idades aproximadas. Cada vez mais as relações grupais devem levar em consideração os pares próximos, pois existe uma grande disparidade nas relações. A experiência de um préadolescente é diferente de um adolescente e/ou de um jovem. As necessidades de cada um são diferentes, pois as perspectivas de vida são diferentes. Procurando responder sempre mais às necessidades dos adolescentes

5. Cf. NICOLÒ, G. Vita di Gruppo – manuale pratico-teorico di conduzione di gruppo, pág. 21.

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1. Que os grupos possuam a mesma natureza, estrutura e função. Com isso não se quer a homogeneidade dos grupos, mas alguns elementos estruturais comuns, facilitando a integração e o diálogo entre si.


e jovens, orientamos que os participantes dos grupos tenham idades próximas, por exemplo, 13 e 14 anos, 15 a 17, e acima de 18 anos.

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4. Que os grupos sejam abertos para acolher novos integrantes. É importante educar para que os adolescentes e jovens vivam em uma sociedade plural, aberta e acolhedora ao diferente, ou seja, pluricultural. O grupo não deverá sair recebendo participantes a toda a hora, mas também não deverá ser totalmente fechado que não possa receber novos integrantes. Neste caso, que seja uma decisão madura do grupo que acolhe e dos animadores e assessores que acompanham o processo.

1.3. Momentos na caminhada grupal 10. Os momentos são como paradas, estações, pontos. Nessa caminhada não há uma só corrida, mas várias. Depois de cada uma, a gente para, contempla e vive. Cada momento, por isso, apresenta múltiplas realidades a serem vividas e descobertas. Embora façam parte do mesmo caminho, os momentos são diferentes6. 11. Com isso podemos afirmar que os momentos constituem um espaço de tempo considerado ideal para o desenvolvimento do processo de formação integral proposta para as faixas etárias específicas. É um tempo propício para a descoberta da identidade pessoal e de grupo, para a vivência da fé, da personalidade, da afetividade, da solidariedade7. 6. Cf. UMBRASIL, Caminho da educação e amadurecimento na fé: a mística da PJM, pág. 29-32. 7. Cf. UMBRASIL, Caminho da educação e amadurecimento na fé: a mística da PJM, pág. 30.


12. Um aspecto que não podemos esquecer é que os momentos se relacionam uns com os outros. Eles vão amadurecendo na medida em que nós amadurecemos neles. Um risco que se corre é de desenvolver um planejamento supondo que o grupo faz uma caminhada linear, ou seja, começa do “zero” para chegar à militância. Com essa mentalidade, faz-se um planejamento para o grupo, e não a partir do grupo. Numa metodologia de formação na ação, a militância não é vista como ponto final, mas perpassa todo o processo, ou seja, os 5 momentos perpassam a vida do grupo, mesmo que este esteja começando sua caminhada.

14. O pano de fundo que orienta os 5 momentos é a formação integral dos adolescentes e jovens, é a preocupação com o seu crescimento e com a construção do seu projeto de vida. Por isso, o mais importante não está em cumprir todas as etapas, em saber exatamente quando passar de uma para outra. O mais importante é acompanhar o grupo e ir percebendo quais são as necessidades que os seus integrantes vão apresentando e ir dando respostas a elas. Nessa perspectiva, os 5 momentos vão perpassando a vida

8. Cf. UMBRASIL, Caminho da educação e amadurecimento na fé: a mística da PJM, pág. 32.

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13. A vida grupal é feita de momentos e marcada por símbolos. Símbolo é algo que carregamos em nós e que gostaríamos que os outros vissem e também vivessem. Ao mesmo tempo ele é a visualização de um compromisso. Para os adolescentes e jovens, o símbolo caracteriza a identificação com uma causa ou com um sinal. Eles são sinais integradores da experiência espiritual e humana do adolescente e do jovem, e os revestimos de sentido, de lembrança concreta de todo o esforço e amadurecimento conquistado na caminhada dos anos de compromisso com a proposta da PJM8.


do grupo, mesmo quando estamos mais focados no momento que o grupo está vivenciando.

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15. O quadro9 abaixo é uma visualização dos 5 momentos. Se olharmos com um pouco mais de atenção, vamos perceber que ele está mais focado nos horizontes do que nos ritos de passagem, mais focado na formação integral do que em conteúdos próprios para cada momento, mais focado na vivência de valores do que em atitudes marcadas, pré-determinadas, pois o importante é ajudar os adolescentes e jovens a irem fazendo escolhas pautadas em critérios/valores. No fundo, queremos que os fatos da vida de Jesus de Nazaré e de Champagnat ajudem a iluminar a vivência dos valores propostos, a formação humano-cristã, a vivência da espiritualidade marista e nas suas escolhas vitais. Os símbolos simplesmente servem para marcar essa caminhada.

Estrela

Cruz

Três Violetas

Coração Acolhedor

Boa Mãe

9. Cf. UMBRASIL, Caminho da educação e amadurecimento na fé: a mística da PJM. Todo o quadro é baseado no documento.


Cafarnaum

Jerusalém

A descoberta da questão social

O despertar da vocação e o amadurecimento do projeto de vida L’Hermitage

Le Palais

La Valla

Verrières

Rosey

Lugares Maristas

Humildade, simplicidade e modéstia

Três Violetas

Cruz

Boa Mãe

Sensibilidade, determinação e alegria

Despojamento e compromisso

Coração acolhedor

Estrela

Símbolos

Amizade e partilha

Acolhida e confiança

Valores

Horizontes da PJM10

• Jovens comprometidos com a construção do conhecimento científico: tornar-se homens e mulheres responsáveis e ativos nas estruturas sociais, culturais, eclesiais e promotoras da vida.

• Jovens como sal e luz do mundo: cultivar a dimensão da espiritualidade e da oração transformadora em suas vidas, sendo sinais da Civilização do Amor;

• Jovens que assumam a sua realidade: construir sua identidade, aceitar os seus próprios dons e limitações, procurando superá-las, crescer no relacionamento com os amigos e familiares, assumir o seu contexto social, descobrir o seu lugar no mundo e amadurecer na fé; • Jovens esperançosos e transformadores: capazes de sonhar com um mundo mais fraterno e feliz e buscar os meios para transformá-lo;

• Jovens com a vida pautada nos valores evangélicos: auxiliá-los a incorporarem a justiça, a solidariedade, a compaixão, a misericórdia, a caridade como formas de ajudar a construir o Reino de Deus já aqui neste mundo; • Jovens com maturidade de fé e exercício da cidadania: a promoção do bem comum e a construção de uma ordem social, política e econômica humana, justa e solidária, tornam-se um compromisso de fé;

• Jovens solidários e autores da paz: o desenvolvimento integral do jovem passa pelo reconhecimento do outro e de suas necessidades como aquele que interpela e faz sentir-se semelhante; • Jovens protagonistas: o protagonismo torna os adolescentes e jovens sujeitos de sua formação e lançá-os em atividades que transcendem o âmbito de seus interesses individuais e familiares;

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10. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 137-143.

Caná

Nazaré

Belém

Lugares Bíblicos

A descoberta da comunidade

A descoberta do grupo

A descoberta do caminho comunitário

Momentos

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A descoberta do caminho comunitário. O despertar da vocação e o amadurecimento do projeto de vida.

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Grupo

A descoberta do grupo.

A descoberta da questão social. A descoberta da comunidade.

Acreditamos que a figura acima ajude a visualizar de forma mais nítida a ideia central do quadro: os 5 momentos perpassam, se entrelaçam em torno do Grupo. É o grupo que vivenciará esses momentos não de forma linear, mas sim, de forma transversal.


1.4. Organização grupal 16. Para que o grupo possa fazer uma experiência de qualidade e significativa para os seus integrantes é preciso que leve em consideração alguns aspectos:

18. Ter um bom tamanho: o número ideal de adolescentes e jovens num grupo é de 10 a 15 participantes. Por isso é importante notar que quando o grupo está grande demais, as reuniões podem não ser produtivas e agradáveis, além de as responsabilidades, quase sempre, ficarem nas mãos de poucos. Não se pode ser radical e não acolhedor. O que temos que fazer é pensar formas para criar novos grupos. Jesus organizou um pequeno grupo de doze apóstolos para que formassem lideranças. 19. Estrutura do grupo: o grupo precisa de uma estrutura mínima para funcionar. Essa estrutura dependerá da criatividade dos participantes em pensar como poderá ser organizado: coordenação, secretaria, liturgia, esporte..., percebendo a necessidade e disponibilidade dos participantes. Nessa perspectiva, é importante destacar a função do animador e do assessor. 20. O encontro/reunião: é o ponto de encontro formal e o principal momento do grupo. É no encontro/reunião que se estudam/discutem/celebram os assuntos/necessidades ligados à

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17. Ter unidade: talvez não seja a coisa mais fácil, mas é fundamental. O grupo sendo uno, deixa o adolescente e jovem mais livre para tirar as máscaras que são impostas. Temos que cuidar para que a unidade não ponha fim aos objetivos pessoais, mas que os torne comuns. A unidade também não implica a destruição de afinidades entre as pessoas. É importante que o grupo procure construir uma amizade que liberta e que faz bem.


fase que se está vivenciando. O encontro/reunião mostra a cara do grupo e deve responder às buscas dos seus integrantes. Precisa ser preparado com antecedência. Assim, deve contemplar: oração, acolhida, vivências (dinâmicas, cantos, reflexões, filmes, partilhas, estudos bíblicos...), registro da história, encaminhamentos de outras reuniões. Também é importante que o grupo cuide da pontualidade, da avaliação periódica e que tenha planejamento.

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21. Periodicidade dos encontros/reuniões: isso depende do momento do grupo. Para um grupo que está começando sua caminhada haverá necessidade de se encontrar pelo menos uma vez por semana, pois precisa amadurecer na vivência grupal. Já um grupo que tem uma caminhada de mais tempo/maturidade, talvez não precise se encontrar toda semana, mas em tempo mais esparso. O importante é ter sistematicidade nos encontros/reuniões. 22. Projetos e ações solidárias e pastorais: é importante que o grupo não reduza suas atividades somente aos encontros/reuniões grupais. O grupo deve iniciar seu despertar para a ação social desde o início de sua caminhada, não pretendendo apenas a ação, mas o sonho de Champagnat de formar bons cidadãos, pois a formação sem ação aliena, e a ação sem formação esvazia.


2. Formação integral


2. Formação integral11 23. A educação na fé, muito mais do que método e técnica, tem originalidade e autenticidade que surgem do desejo do encontro e da descoberta de um Deus que se revela em Jesus Cristo, na pessoa humana, nos acontecimentos e na natureza12.

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24. Entendemos como formação integral um processo que considera os desenvolvimentos biológicos, sociológicos, antropológicos, culturais, psicológicos e teológicos do adolescente e do jovem (personalização, socialização, dimensão teológicoteologal, política, capacitação técnica e questão do método). Assim, as dimensões da formação integral apresentadas nas Diretrizes Nacionais da PJM são: 1. A relação consigo mesmo. 2. A relação com o grupo. 3. A relação com a sociedade. 4. A relação com Deus. 5. A relação com a Igreja. 6. A relação com a natureza e com a ecologia. 7. A relação com o meio educacional. 25. O amadurecimento na fé acontece de forma processual, dinâmica e abrangente, sendo um itinerário que o próprio adolescente e jovem percorre. Não é à toa que a palavra caminho

11. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 119-121. 12. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 119.


signifique passagem, trilha, espaço, trajeto, percurso. Traduzindo isso para a PJM, significa pensar que não há crescimento na fé sem trajetória e caminho. Ninguém nasce pronto. Pelo contrário, a formação é algo que precisa fazer-se diariamente, num desafio que cabe a cada participante ir superando.

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3. Acompanhamento

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3. Acompanhamento

27. A PJM entende como instâncias de acompanhamento os ANIMADORES, os ASSESSORES LOCAIS e a EQUIPE PROVINCIAL.

13. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 119-121.

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26. O desenvolvimento de qualquer pessoa na fé requer a presença e a ação de agentes capacitados, para que possam realizar um acompanhamento nos processos de amadurecimento na fé dos adolescentes e jovens13. Todo processo precisa ser acompanhado. Não se pode admitir um processo sem acompanhamento. O coração do acompanhamento é cuidar das pessoas, é dar condições para que sejam participativas e engajadas. Na pastoral o acompanhamento se torna mais relevante ainda, pois o objetivo principal é cuidar das pessoas, possibilitando-lhes desenvolvimento e crescimento integral. Isso se torna mais urgente e necessário quando falamos do acompanhamento a adolescentes e jovens.


4. Organização


4. Organização 28. Na organização pastoral, a união de forças é fundamental, pois o que se quer é evangelizar de forma coerente os adolescentes e jovens. Para tanto, há uma estrutura organizada na Província Marista do Rio Grande do Sul. A ação evangelizadora na Província é dinamizada e coordenada pela Assessoria de Pastoral (ASDEPAS)14. Nesse sentido, como PJM, estamos inseridos nessa assessoria. A organização da PJM em nossa Província se dá desta forma:

29. O coração da PJM está nos grupos locais. A prioridade primeira da PJM é ter grupos locais organizados, articulados entre si, sendo acompanhados, tendo espaço para realizarem as atividades, enfim, sendo protagonistas da caminhada. Para que isso aconteça é preciso que a PJM local tenha um mínimo de organização. Essa organização15 é: 1. Como grupo: o integrante de grupo participa dos encontros para vivenciar, conviver, descobrir, interagir, contribuir e para crescer. Tem o compromisso da presença constante e da participação ativa. Não deverá ser um turista que aparece uma vez ou outra. Deverá ser um integrante autêntico e empenhado na construção de um grupo sadio e formativo.

14. PROVÍNCIA MARISTA DO RIO GRANDE DO SUL, Plano Provincial de Pastoral. Diretrizes da Ação Pastoral: Fundamentação e Operacionalização. 15. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 130-131.

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4.1. Em nível local


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2. Como coordenador de grupo: o coordenador é o adolescente e/ou jovem integrante do grupo. A sua escolha acontece por decisão do grupo e com o acompanhamento do animador e do assessor. O coordenador deve ser simples, paciencioso, responsável, protagonista, animado e apaixonado por aquilo que faz e acredita. O coordenador percebe anseios, necessidades, questionamentos do grupo. Trabalha para ter um clima democrático e fraterno entre todos os integrantes, respeitando as ideias e sonhos de cada um. Agrega no grupo um espírito familiar, propiciando o surgimento de lideranças. Exercerá seu ministério por tempo determinado (não é bom ficar por muito tempo) e com espírito de serviço, pois não é o dono do grupo, não é aquele que toma as decisões isoladamente, mas sim, aquele que motiva os integrantes a se empenharem sempre mais para alcançar os objetivos do grupo. Se pensarmos em funções, poderemos dizer que ele terá três funções principais: organizar o encontro/reunião do grupo junto com o animador; coordenar o encontro/reunião do grupo; e participar da reunião dos coordenadores de grupo. 3. Como animador16: é alguém que vivenciou uma caminhada na PJM e quer continuar participando, exercendo o serviço de acompanhamento de grupos. Realiza esse serviço de forma voluntária. Não é ele que coordena, que representa e que decide a vida do grupo. É um acompanhante da caminhada, mas não caminha pelo grupo. Sua presença é fundamental, pois tem experiência de caminhada grupal, ajudando o grupo a caminhar mais e melhor. Se pensarmos em funções, poderemos dizer que ele terá três funções principais: acompanhar as reuniões do grupo; acompanhar a reunião da coordenação do grupo; e ajudar a pensar o processo da PJM local, junto com o assessor local. 16. Para maior aprofundamento do assunto Cf. CELAM, Civilização do Amor: tarefa e esperança, pág. 272-275.


4.2. Em nível provincial

4.2.1. Equipe Provincial da PJM

30. A Equipe Provincial tem por finalidade acompanhar todo o processo da PJM, e seus membros de direito são nomeados pelo Conselho Provincial. As funções da equipe17 são: acompanhar o processo de formação e da educação na fé dos adolescentes e jovens, dos animadores e dos assessores locais; oferecer cursos, encontros e retiros que ajudem a aprofundar o processo de educação na fé dos adolescentes e jovens, animadores e

17. Cf. PROVÍNCIA MARISTA DO RIO GRANDE DO SUL, Regimento dos organismos provinciais, pág. 23-24.

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4. Como assessor: é um cristão adulto chamado por Deus para exercer o ministério de acompanhar, em nome do Instituto Marista, os processos de educação na fé dos adolescentes e jovens. É alguém que, com o tempo e com a prática, adquiriu mais experiência, construiu sua personalidade e teve mais tempo para cultivar-se na missão de servir. Não é alguém mais perfeito, que tem mais poder. Sua bagagem deve estar equilibrada entre teoria e prática, entre posturas e convicções humanas condizentes com o Instituto Marista e com a Igreja. Suas funções são: acompanhar os grupos de adolescentes e jovens, os animadores locais e as coordenações dos grupos; articular ações juvenis com os grupos da PJM local, com a comunidade eclesial e grupos da sociedade; ser elo com a Equipe Provincial; participar da Equipe da Pastoral local; acompanhar adolescentes e jovens nos encontros provinciais, quando necessário; subsidiar os grupos da PJM e a comunidade educativo-pastoral no que diz respeito à evangelização de adolescentes e jovens; e participar dos encontros provinciais da PJM.


assessores; propiciar espaços para o cultivo da liderança e do espírito de solidariedade nos adolescentes e jovens; ajudar os adolescentes e jovens no processo de discernimento vocacional em sintonia com os Animadores Vocacionais da Província; possibilitar aos adolescentes e jovens o exercício do protagonismo juvenil e da cidadania; favorecer a vivência da Espiritualidade Apostólica Marista aos participantes da PJM; articular e integrar a PJM com as Pastorais da Juventude da Igreja local, regional e nacional; zelar pela constante atualização da proposta formativa da PJM.

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4.2.2. Reunião Ampliada da PJM

31. A finalidade da Reunião Ampliada é refletir, estudar, rezar, avaliar e planejar o processo da PJM. Os participantes de direito são os membros da Equipe Provincial, os assessores locais e animadores representantes por Unidade. É uma reunião de suma importância, pois é nessa instância que se discute todo o processo da PJM provincial. Essa reunião ocorre anualmente.

4.3. Em nível nacional 32. A Pastoral Juvenil Marista está articulada, no Brasil, através da Comissão de Evangelização da UMBRASIL (União Marista do Brasil). A PJM participa da Comissão através de uma pessoa nomeada pelo Irmão Provincial.


4.4. Em nível de articulação com outros organismos

4.4.1. Com as Comunidades Cristãs

33. A PJM está articulada ao Setor Juventude, em nível nacional e diocesano, com as Pastorais da Juventude em nível local e/ou diocesano, e com Movimentos de Juventude. Também está articulada com as Congregações que trabalham com jovens através da Regional do RS da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil).

4.4.2. Com os Institutos de Juventude

34. A evangelização dos adolescentes e jovens se articula em redes. Por isso é que buscamos caminhar articulados com Centros e Institutos de Juventude e Organizações Juvenis.

4.4.3. Com Associações, ONGs, Conselhos de Juventude 35. Cada vez mais os adolescentes e jovens estão se dando conta que precisam se organizar para lutar por seus direitos. Estão criando força pelos municípios do Brasil os Conselhos de Juventude. A PJM precisa estar inserida, pois é nesses conselhos que estão sendo feitas as discussões de políticas públicas para as juventudes. É a forma concreta de trabalhar para a formação integral dos jovens, pois eles precisam de formação humana e cristã, promovendo políticas públicas que lhes garantam o direito ao trabalho, à educação, à moradia, ao lazer.

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5. Metodologia


5.1. Método 36. Reafirmamos o desejo de ser uma pastoral juvenil que promova o protagonismo juvenil. Como pastoral juvenil, adotamos um método que parte da realidade; suscita uma compreensão social e uma interpretação teológica dessa experiência; leva à adesão e ao compromisso prático; exige o planejamento e a revisão; e faz de tudo isso uma celebração. É o que entendemos, quando falamos do método ver-julgar-agir-avaliar-celebrar18. 37. A preocupação primeira do método é dar respostas aos anseios e necessidades concretas dos adolescentes e jovens.

5.2. Metodologia 38. Para cumprir essa tarefa é preciso que a metodologia seja coerente com a pedagogia de Jesus, com a pedagogia pastoral e que atenda ao processo integral de educação na fé; que favoreça uma experiência comunitária, participativa e dialogal, um crescimento no sentido de pertença à Igreja e que crie consciência missionária, fomentando o testemunho e o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo na vida cotidiana19. Por isso a metodologia a ser utilizada é determinada pelos sujeitos, isto é, pelos adolescentes e jovens, com suas características e realidades próprias; pelo contexto geográfico, social, cultural e econômico em que vivem;

18. Para maior aprofundamento sobre esse assunto orientamos à leitura de CELAM, Civilização do Amor: tarefa e esperança, pág. 298-302. 19. Cf. SIMAR, Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista – PJM, pág. 123125.

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pelas opções pedagógicas descritas anteriormente; pelo momento do processo em que se encontra o grupo; e pelo objetivo próprio de cada reunião, cada encontro, cada curso20. 39. A metodologia tem como pano de fundo a formação integral de cada adolescente e jovem. O desafio maior de um processo integral de educação na fé é cuidar do todo, é cuidar dos cuidadores, é responder às necessidades dos participantes em todas as instâncias. Com essa consciência, tudo deve estar voltado para perceber as necessidades do processo e oferecer respostas para essas necessidades.

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40. A PJM adota a metodologia participativa, formativa e dinâmica. É participativa porque os protagonistas da ação são os próprios adolescentes e jovens envolvidos em todo o processo; é formativa porque tem consciência de que um processo precisa ir capacitando os seus participantes; e é dinâmica, pois o trabalho com os adolescentes e jovens não poderá ser estático, fechado e parado. Optamos, para responder à metodologia participativa, formativa e dinâmica, por adotar REUNIÕES, ENCONTROS, RETIROS, CURSOS e outras VIVÊNCIAS como formas de conseguir responder às necessidades concretas do processo.

20. Cf. CELAM, Civilização do Amor: tarefa e esperança, pág. 295.


REFERÊNCIAS

CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO – CELAM, Civilização do Amor: tarefa e esperança Orientações para a Pastoral da Juventude Latinoamericana, São Paulo: Paulinas, 1997.

PROVÍNCIA MARISTA DO RIO GRANDE DO SUL. Regimento dos organismos provinciais. Porto Alegre: 2003. PROVÍNCIA MARISTA DO RIO GRANDE DO SUL. Plano Provincial de Pastoral: diretrizes da ação pastoral, Volumes 1 e 2. Porto Alegre: CMC, 2007. SIMAR. Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista (DNPJM). São Paulo: FTD, 2006. UMBRASIL. Caminho de educação e amadurecimento na fé: a mística da PJM. SP: FTD, 2008.

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NICOLÒ, G. & MOVILLA, S. & SIGALINI, D. Vita di Gruppo – manuale pratico-teorico di conduzione di gruppo. Torino: ELLEDICI, 1996.


CONTRA-CAPA

Marco Operativo dos Grupos da PJM  

O Marco Operativo dos Grupos da PJM é uma publicação da Província Marista do Rio Grande do Sul e deseja ser uma referência na caminhada de e...