Issuu on Google+

IP é eleita uma das Empresas mais Éticas do Mundo pela 4ª vez consecutiva A responsabilidade social corporativa da International Paper e seu compromisso com a liderança ética foram mais uma vez reconhecidos pelo The Ethisphere Institute, que considerou a IP como uma das empresas mais éticas do mundo pela quarta ocasião consecutiva. John Faraci, presidente mundial da International Paper, avalia o prêmio como reflexo dos valores e práticas que há muito colocam a companhia como líder do setor. Para Sharon Ryan, diretora de ética e conformidade da IP, o reconhecimento é resultado da dedicação da empresa aos mais elevados níveis de comportamento ético e integridade pessoal em todo o mundo.

Foco na restauração ambiental Desde 2006, a IP intensificou a restauração ecológica em suas áreas de reserva legal. Até o momento, já foram contemplados quase 2.400 hectares distribuídos em uma área que abrange 15 hortos florestais da empresa, localizados próximos às fábricas de Mogi Guaçu (SP) e Luiz Antônio (SP). Nos próximos anos, serão restaurados outros 2.500 hectares. O trabalho realizado pela companhia envolve atividades como o controle de formigas cortadeiras e gramíneas exóticas invasoras, além de pesquisas para acompanhar o processo de regeneração da vegetação nativa. De acordo com universidades e instituições florestais, nas áreas da International Paper, há 340 espécies da flora

prêmio de Excelência em Serviços ao Cliente

regional, 46 espécies de mamíferos, 292 espécies de aves e 18 espécies pertencentes à herpetofauna (répteis e

Pela 6ª vez consecutiva, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da International Paper é o vencedor da categoria Indústria do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, que está na 11ª edição. Realizada pelo Grupo Padrão Editorial e pelo Instituto GFK Indicator, a premiação identifica e difunde as melhores práticas em serviços ao cliente no Brasil e reconhece as empresas que privilegiam a excelência no atendimento. A pesquisa que dá origem à premiação avaliou 300

anfíbios). Tais números são evidência da riqueza da biodiversidade nas áreas da companhia. “Com essa iniciativa de restauração, estamos obtendo excelentes resultados quanto à biodiversidade em nossas áreas de reserva legal”, afirma o diretor Global Florestal da International Paper, Armando Santiago.

empresas de 46 categorias e levou em consideração quesitos como: adequação da missão corporativa à estratégia de relacionamento com o cliente, relevância do Lobo-guará encontrado nas áreas florestais da IP

cliente na organização, estratégias de retenção, fator humano e política de recursos humanos. Na última etapa, os finalistas foram submetidos ao teste do “cliente misterioso”, da GFK Indicator. Fictício, esse cliente fez reclamações e deu sugestões por meio de ferramentas de atendimento. Nessa fase, foram analisados o nível de resposta e a coerência e consistência das informações oferecidas.

Área reflorestada

Na próxima edição: Ética

Maio 2010

Pense nisso

2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. A data foi criada pela Organização das Nações e Cultura (Unesco) para difundir o conceito de biodiversidade e engajar cidadãos de todo o mundo na proteção do meio ambiente. Para a Unesco, proteger a biodiversidade significa “resguardar grandes áreas e incluir todas as espécies e processos que constituem o ecossistema”. A International Paper mantém, no Brasil, áreas de reserva ambiental com árvores nativas – como cedro, jequitibá e ipês – onde vivem cerca de 150 espécies da fauna, entre aves e mamíferos, como a onça-parda, a jaguatirica e o lobo-guará.

esta é uma publicação mensal da • Diretoria Jurídica e de Assuntos Corporativos Ricardo C. ZANGIROLAMI • Direção do projeto Alessandra Fonseca Gerente de Comunicação e Marketing Institucional alessandra.fonseca@ipaperbr.com • Coordenação do Projeto Anderson Passos Comunicação • Criação e produção Agência ideal • Direção de arte e Projeto Gráfico TOM Comunicação • Coordenação Editorial Marina Rodriguez • Revisão Ricardo Cesar • Impressão OGRA • colaboraram nesta edição: Antonio Gonçalves, Professor de Educação Física da UFRJ - Claudinei Chelles, Preparador Físico Eugenio Sanabria, Presidente da Kuatiapo - Guillermo leoson, presidente da gravent s.a. - João Roberto Basílio, Ex-jogador do Corinthians - Jorge Luis Moraes, Diretor Administrativo Financeiro da Ramada - Juan José Tanhuz Pizarro, Edipac - Julia Nuñez, Dipisa - Marcelo Benvenuti, Professor de Psicologia da UNB - Roberto Olguín, Edipac - Roberto Ramiro, Psicólogo - Vicente Braile, Presidente da Braile. • Ilustrações Gustavo duarte • Jornalista responsável Ricardo Cesar – MTB 33669. Sugestões e CorrespondênciaS Avenida Paulista, nº 37, 14° andar – CEP 01311-000. Paper foi impressa em papel CHAMBRIL 240G/M² da International Paper, com verniz texturizado e aplicação de verniz com reserva.

Esta publicação foi impressa em papel certificado pelo programa brasileiro de certificação florestal

25

O torcedor na copa do mundo


Na torcida

Durante campeonatos mundiais como a Copa do Mundo, as paixões futebolísticas afloram e os torcedores, ávidos pelo gol da vitória, esquecem rivalidades regionais e apelam para as mais Nenhum evento é capaz de mobilizar os brasileiros como uma boa partida de diversas superstições futebol. A paixão pelo esporte toma proporções ainda mais extremas quando se aproxima a Copa do Mundo. A cada quatro anos, os brasileiros refazem planos, cancelam compromissos, interrompem atividades comerciais e acordam no meio da madrugada para assistir aos jogos do Brasil e até de outros países. Tais sacrifícios são banais para quem já viveu momentos inesquecíveis relacionados ao esporte, como Jorge Luis Moraes. “Tirando acontecimentos familiares, assistir na França à partida Brasil x Escócia da Copa do Mundo de 1998 foi a maior emoção que já experimentei na vida”, conta.

Moraes, que acompanhou o jogo com lágrimas nos olhos e o coração acelerado, descreve a ocasião como “extraordinária, algo que jamais será esquecido”. Diretor administrativo financeiro da empresa Ramada e cliente da IP no Rio de Janeiro, Moraes é um dos milhões de brasileiros que esperam ansiosamente por um dos únicos eventos capazes de reunir lado a lado torcedores de times rivais, brasileiros de Norte a Sul do País e pessoas das mais diversas origens e condições sociais: a Copa do Mundo. Segundo Roberto Ramiro, psicólogo e estudioso do comportamento de torcidas de futebol, o poder de união do esporte vem da vontade inerente ao ser humano de fazer parte de um grupo maior do que ele próprio. “As pessoas gostam tanto de ver jogos de futebol e de torcer, pois não se bastam sozinhas. Em geral, precisam sentir que fazem parte de coisas maiores e grandiosas”, explica. “Tal necessidade faz com que aflorem sentimentos passionais pelo esporte.”

Quem não pode jogar faz pensamento positivo O ato de torcer é uma manifestação da paixão que muitos sentem pelo futebol. E mais do que isso: é uma forma de participar do jogo. “Para os aficionados pelo esporte, torcer e realizar rituais supersticiosos são maneiras de tentar influenciar o resultado”, teoriza Ramiro. Não é à toa que muitos torcedores possuem certos costumes e práticas que sempre realizam quando assistem a jogos. Jorge Luis Moraes e seus amigos, por exemplo,

procuram sentar-se, no 2º tempo da partida, nos mesmos lugares que ocuparam nos primeiros 45 minutos, se o time estiver ganhando. No entanto, se o time estiver perdendo, todos devem invariavelmente mudar de assento. Moraes conta que outros fatores também podem “influenciar” no resultado final: “sempre vou aos estádios acompanhado do mesmo grupo de amigos e familiares. Certa vez, um primo resolveu ir conosco.

Nosso time, que estava ganhando o campeonato, perdeu aquela partida”, conta. “Nos jogos seguintes, ninguém quis se sentar perto dele. Foi muito engraçado, pois o pessoal achou que ele tinha nos dado azar.”

Será apenas coincidência? O caso narrado por Moraes ilustra perfeitamente a explicação de Marcelo Benvenuti, professor de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB), sobre como surgem as superstições. “Tais crenças nascem a partir de coincidências. E isso depende da quantidade e variedade de atividades que uma pessoa faz e dos eventos aos quais ela se expõe”, diz. De acordo com Benvenuti, dessa forma é possível que uma ação em particular seja associada a um determinado resultado. Durante campeonatos e eventos esportivos, além da ocorrência simultânea de inúmeros eventos, os aficionados por futebol estão mais susceptíveis a associar determinadas ações aos resultados da disputa — portanto, o surgimento e a prática de superstições são mais frequentes nessas épocas. Benvenuti afirma que as superstições, de forma geral, podem ser benéficas para quem acredita nelas. Isso porque realizar pequenos rituais ou simplesmente torcer para que algo aconteça é uma forma de

manter-se ativo em situações de estresse, o que pode ajudar a aliviar a ansiedade. “Pode até fazer com que alguém doente, por exemplo, se mantenha longe da depressão. Há estudos que comprovam que a superstição é pouco provável em deprimidos”, afirma Benvenuti. Para quem trabalha lado a lado com jogadores, as crenças podem de fato surtir efeitos positivos. Segundo o preparador físico Claudinei Chelles, que já atuou em equipes profissionais como a seleção sub-17 dos Emirados Árabes, a prática de rituais supersticiosos pode diminuir a ansiedade dos atletas e ajudá-los a se acalmar antes das partidas. “Há costumes muito difundidos no futebol profissional brasileiro, como fazer um círculo de orações no vestiário antes de cada partida”, conta. “Todos participam ou pelo menos precisam estar presentes naquele momento, mesmo quem não é religioso. Caso contrário, dizem que dá azar.” Chelles afirma ainda que práticas como essa, desde que realizadas com bom

Zagallo, o supersticioso que entrou para a história No futebol brasileiro, o costume de realizar rituais não é restrito a torcedores ou jogadores, mas é difundido amplamente inclusive entre membros da equipe técnica. Talvez o exemplo mais famoso de comportamento supersticioso seja o exjogador e ex-técnico Zagallo. Obcecado pelo número 13, ele se casou no dia 13 de janeiro, é devoto de Santo Antônio, cuja festa é celebrada no dia 13 de junho, mora no 13º andar e sempre pediu para jogar com esse número na camisa. Zagallo levou a superstição para todas as

disputas mundiais de que participou, e uma das únicas ocasiões em que a crença parece ter falhado foi na Copa de 2006, na França. Zagallo havia previsto que a Seleção seria campeã, já que havia estreado no dia 13 de junho e a soma dos dois primeiros nomes do técnico Carlos Alberto Parreira resultava no número místico. No entanto, a Seleção Brasileira foi eliminada antes mesmo de chegar à final. Muitos atribuem a derrota ao número 12, presente na camisa do jogador francês Thierry Henry e resultado da soma das letras de seu nome. Henry foi autor do

do futebol canarinho

- Entrar com pé direito no campo. - Jogador usar camisa com número 13. partida. -  Jogador apanhar tufos do gramado e jogá-los sobre os ombros ou para os lados. -  Antes de qualquer cobrança de falta, o atleta bate três vezes com a ponta da chuteira no chão. -  Goleiro bater três vezes na trave com a chuteira antes do início do jogo.

gol que tirou o Brasil da disputa mundial. Há quem duvide se tanta devoção a um número realmente pode funcionar, mas o fato é que Zagallo ganhou as Copas de 58 e 62 como jogador, a disputa de 70 como técnico, e fez parte da comissão técnica da Seleção Brasileira nos mundiais de 94 e 2002, nos quais o Brasil também foi vitorioso. Além disso, ele venceu 13 partidas como treinador em edições diferentes da competição. Portanto, se a superstição não dá certeza de vitória, ela certamente nunca atrapalhou a Seleção Brasileira.

Enquanto isso, nossos vizinhos...

Superstições

- Atletas se benzerem antes da

senso e sem exagero, não prejudicam em nada o desempenho dos jogadores. A opinião de Chelles é compartilhada por Antonio Gonçalves, professor de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele acredita que, além de deixar os atletas mais tranquilos, os rituais podem ajudá-los a se concentrar no jogo que está prestes a começar. “Por exemplo, entrar com o pé direito no campo, como muitos fazem, pode fazer com que o jogador se desligue de outros assuntos”, explica. Gonçalves diz que as superstições são tão frequentes no futebol não apenas por causa dos sentimentos passionais dos torcedores, mas principalmente pela estrutura do esporte. “O futebol não prima pelo acerto, mas pela exceção do acerto”, diz. Ele explica que o grau de incerteza é sempre muito alto e exemplifica com uma cena clássica, já presenciada inúmeras vezes por qualquer torcedor: “não é raro uma equipe mal preparada fazer um gol no último minuto e vencer um adversário muito melhor”.

uniforme da sorte Há várias histórias sobre os uniformes da Seleção Brasileira. Uma delas conta que a camisa branca foi abolida depois de ter sido usada na derrota do Brasil para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, realizada no Maracanã abarrotado de torcedores. Já o uniforme azul é tido como “a camisa da sorte”. A história diz que, na véspera da final contra a Suécia, membros da comissão técnica da Seleção precisaram procurar uma nova opção de uniforme, já que o adversário também usaria amarelo. Vestido de azul, o Brasil venceu por 5 a 2, e levou a taça da Copa de 1958 para casa.

Os países vizinhos do Brasil também têm seus costumes e superstições — e nem são tão diferentes assim dos praticados pelos brasileiros. “No Paraguai, as pessoas também são apaixonadas por futebol e costumam ver os jogos da Copa pela televisão em um bar, acompanhados de muitos amigos”, diz Eugenio Sanabria, presidente da Kuatiapo, distribuidor dos papéis da IP. Além disso, os paraguaios usam roupas específicas para dar sorte e há quem assista aos jogos com um rosário nas mãos. No Chile, apesar de não muito supersticiosas, as pessoas usam a camisa da Seleção Chilena e torcem muito. “Amigos e famílias se reúnem para comer e beber enquanto assistem aos jogos”, conta Julia Nuñez, da Dipisa, cliente da IP. Roberto Olguín e Juan Pizarro, da empresa chilena Edipac, dizem que fazem a parte que lhes cabe na hora da partida: “sentimos que se não realizamos o ritual de colocar a camisa da Seleção, as possibilidades de vitória diminuem”. Já na Argentina, para trazer sorte, torcedores como Guillermo Leoson, presidente da Gravent S.A. e cliente da IP, têm como costume aumentar o volume da televisão quando a seleção do país faz um gol e diminuí-lo ao máximo quando sofrem um gol.


Na torcida

Durante campeonatos mundiais como a Copa do Mundo, as paixões futebolísticas afloram e os torcedores, ávidos pelo gol da vitória, esquecem rivalidades regionais e apelam para as mais Nenhum evento é capaz de mobilizar os brasileiros como uma boa partida de diversas superstições futebol. A paixão pelo esporte toma proporções ainda mais extremas quando se aproxima a Copa do Mundo. A cada quatro anos, os brasileiros refazem planos, cancelam compromissos, interrompem atividades comerciais e acordam no meio da madrugada para assistir aos jogos do Brasil e até de outros países. Tais sacrifícios são banais para quem já viveu momentos inesquecíveis relacionados ao esporte, como Jorge Luis Moraes. “Tirando acontecimentos familiares, assistir na França à partida Brasil x Escócia da Copa do Mundo de 1998 foi a maior emoção que já experimentei na vida”, conta.

Moraes, que acompanhou o jogo com lágrimas nos olhos e o coração acelerado, descreve a ocasião como “extraordinária, algo que jamais será esquecido”. Diretor administrativo financeiro da empresa Ramada e cliente da IP no Rio de Janeiro, Moraes é um dos milhões de brasileiros que esperam ansiosamente por um dos únicos eventos capazes de reunir lado a lado torcedores de times rivais, brasileiros de Norte a Sul do País e pessoas das mais diversas origens e condições sociais: a Copa do Mundo. Segundo Roberto Ramiro, psicólogo e estudioso do comportamento de torcidas de futebol, o poder de união do esporte vem da vontade inerente ao ser humano de fazer parte de um grupo maior do que ele próprio. “As pessoas gostam tanto de ver jogos de futebol e de torcer, pois não se bastam sozinhas. Em geral, precisam sentir que fazem parte de coisas maiores e grandiosas”, explica. “Tal necessidade faz com que aflorem sentimentos passionais pelo esporte.”

Quem não pode jogar faz pensamento positivo O ato de torcer é uma manifestação da paixão que muitos sentem pelo futebol. E mais do que isso: é uma forma de participar do jogo. “Para os aficionados pelo esporte, torcer e realizar rituais supersticiosos são maneiras de tentar influenciar o resultado”, teoriza Ramiro. Não é à toa que muitos torcedores possuem certos costumes e práticas que sempre realizam quando assistem a jogos. Jorge Luis Moraes e seus amigos, por exemplo,

procuram sentar-se, no 2º tempo da partida, nos mesmos lugares que ocuparam nos primeiros 45 minutos, se o time estiver ganhando. No entanto, se o time estiver perdendo, todos devem invariavelmente mudar de assento. Moraes conta que outros fatores também podem “influenciar” no resultado final: “sempre vou aos estádios acompanhado do mesmo grupo de amigos e familiares. Certa vez, um primo resolveu ir conosco.

Nosso time, que estava ganhando o campeonato, perdeu aquela partida”, conta. “Nos jogos seguintes, ninguém quis se sentar perto dele. Foi muito engraçado, pois o pessoal achou que ele tinha nos dado azar.”

Será apenas coincidência? O caso narrado por Moraes ilustra perfeitamente a explicação de Marcelo Benvenuti, professor de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB), sobre como surgem as superstições. “Tais crenças nascem a partir de coincidências. E isso depende da quantidade e variedade de atividades que uma pessoa faz e dos eventos aos quais ela se expõe”, diz. De acordo com Benvenuti, dessa forma é possível que uma ação em particular seja associada a um determinado resultado. Durante campeonatos e eventos esportivos, além da ocorrência simultânea de inúmeros eventos, os aficionados por futebol estão mais susceptíveis a associar determinadas ações aos resultados da disputa — portanto, o surgimento e a prática de superstições são mais frequentes nessas épocas. Benvenuti afirma que as superstições, de forma geral, podem ser benéficas para quem acredita nelas. Isso porque realizar pequenos rituais ou simplesmente torcer para que algo aconteça é uma forma de

manter-se ativo em situações de estresse, o que pode ajudar a aliviar a ansiedade. “Pode até fazer com que alguém doente, por exemplo, se mantenha longe da depressão. Há estudos que comprovam que a superstição é pouco provável em deprimidos”, afirma Benvenuti. Para quem trabalha lado a lado com jogadores, as crenças podem de fato surtir efeitos positivos. Segundo o preparador físico Claudinei Chelles, que já atuou em equipes profissionais como a seleção sub-17 dos Emirados Árabes, a prática de rituais supersticiosos pode diminuir a ansiedade dos atletas e ajudá-los a se acalmar antes das partidas. “Há costumes muito difundidos no futebol profissional brasileiro, como fazer um círculo de orações no vestiário antes de cada partida”, conta. “Todos participam ou pelo menos precisam estar presentes naquele momento, mesmo quem não é religioso. Caso contrário, dizem que dá azar.” Chelles afirma ainda que práticas como essa, desde que realizadas com bom

Zagallo, o supersticioso que entrou para a história No futebol brasileiro, o costume de realizar rituais não é restrito a torcedores ou jogadores, mas é difundido amplamente inclusive entre membros da equipe técnica. Talvez o exemplo mais famoso de comportamento supersticioso seja o exjogador e ex-técnico Zagallo. Obcecado pelo número 13, ele se casou no dia 13 de janeiro, é devoto de Santo Antônio, cuja festa é celebrada no dia 13 de junho, mora no 13º andar e sempre pediu para jogar com esse número na camisa. Zagallo levou a superstição para todas as

disputas mundiais de que participou, e uma das únicas ocasiões em que a crença parece ter falhado foi na Copa de 2006, na França. Zagallo havia previsto que a Seleção seria campeã, já que havia estreado no dia 13 de junho e a soma dos dois primeiros nomes do técnico Carlos Alberto Parreira resultava no número místico. No entanto, a Seleção Brasileira foi eliminada antes mesmo de chegar à final. Muitos atribuem a derrota ao número 12, presente na camisa do jogador francês Thierry Henry e resultado da soma das letras de seu nome. Henry foi autor do

do futebol canarinho

- Entrar com pé direito no campo. - Jogador usar camisa com número 13. partida. -  Jogador apanhar tufos do gramado e jogá-los sobre os ombros ou para os lados. -  Antes de qualquer cobrança de falta, o atleta bate três vezes com a ponta da chuteira no chão. -  Goleiro bater três vezes na trave com a chuteira antes do início do jogo.

gol que tirou o Brasil da disputa mundial. Há quem duvide se tanta devoção a um número realmente pode funcionar, mas o fato é que Zagallo ganhou as Copas de 58 e 62 como jogador, a disputa de 70 como técnico, e fez parte da comissão técnica da Seleção Brasileira nos mundiais de 94 e 2002, nos quais o Brasil também foi vitorioso. Além disso, ele venceu 13 partidas como treinador em edições diferentes da competição. Portanto, se a superstição não dá certeza de vitória, ela certamente nunca atrapalhou a Seleção Brasileira.

Enquanto isso, nossos vizinhos...

Superstições

- Atletas se benzerem antes da

senso e sem exagero, não prejudicam em nada o desempenho dos jogadores. A opinião de Chelles é compartilhada por Antonio Gonçalves, professor de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele acredita que, além de deixar os atletas mais tranquilos, os rituais podem ajudá-los a se concentrar no jogo que está prestes a começar. “Por exemplo, entrar com o pé direito no campo, como muitos fazem, pode fazer com que o jogador se desligue de outros assuntos”, explica. Gonçalves diz que as superstições são tão frequentes no futebol não apenas por causa dos sentimentos passionais dos torcedores, mas principalmente pela estrutura do esporte. “O futebol não prima pelo acerto, mas pela exceção do acerto”, diz. Ele explica que o grau de incerteza é sempre muito alto e exemplifica com uma cena clássica, já presenciada inúmeras vezes por qualquer torcedor: “não é raro uma equipe mal preparada fazer um gol no último minuto e vencer um adversário muito melhor”.

uniforme da sorte Há várias histórias sobre os uniformes da Seleção Brasileira. Uma delas conta que a camisa branca foi abolida depois de ter sido usada na derrota do Brasil para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, realizada no Maracanã abarrotado de torcedores. Já o uniforme azul é tido como “a camisa da sorte”. A história diz que, na véspera da final contra a Suécia, membros da comissão técnica da Seleção precisaram procurar uma nova opção de uniforme, já que o adversário também usaria amarelo. Vestido de azul, o Brasil venceu por 5 a 2, e levou a taça da Copa de 1958 para casa.

Os países vizinhos do Brasil também têm seus costumes e superstições — e nem são tão diferentes assim dos praticados pelos brasileiros. “No Paraguai, as pessoas também são apaixonadas por futebol e costumam ver os jogos da Copa pela televisão em um bar, acompanhados de muitos amigos”, diz Eugenio Sanabria, presidente da Kuatiapo, distribuidor dos papéis da IP. Além disso, os paraguaios usam roupas específicas para dar sorte e há quem assista aos jogos com um rosário nas mãos. No Chile, apesar de não muito supersticiosas, as pessoas usam a camisa da Seleção Chilena e torcem muito. “Amigos e famílias se reúnem para comer e beber enquanto assistem aos jogos”, conta Julia Nuñez, da Dipisa, cliente da IP. Roberto Olguín e Juan Pizarro, da empresa chilena Edipac, dizem que fazem a parte que lhes cabe na hora da partida: “sentimos que se não realizamos o ritual de colocar a camisa da Seleção, as possibilidades de vitória diminuem”. Já na Argentina, para trazer sorte, torcedores como Guillermo Leoson, presidente da Gravent S.A. e cliente da IP, têm como costume aumentar o volume da televisão quando a seleção do país faz um gol e diminuí-lo ao máximo quando sofrem um gol.


IP é eleita uma das Empresas mais Éticas do Mundo pela 4ª vez consecutiva A responsabilidade social corporativa da International Paper e seu compromisso com a liderança ética foram mais uma vez reconhecidos pelo The Ethisphere Institute, que considerou a IP como uma das empresas mais éticas do mundo pela quarta ocasião consecutiva. John Faraci, presidente mundial da International Paper, avalia o prêmio como reflexo dos valores e práticas que há muito colocam a companhia como líder do setor. Para Sharon Ryan, diretora de ética e conformidade da IP, o reconhecimento é resultado da dedicação da empresa aos mais elevados níveis de comportamento ético e integridade pessoal em todo o mundo.

Foco na restauração ambiental Desde 2006, a IP intensificou a restauração ecológica em suas áreas de reserva legal. Até o momento, já foram contemplados quase 2.400 hectares distribuídos em uma área que abrange 15 hortos florestais da empresa, localizados próximos às fábricas de Mogi Guaçu (SP) e Luiz Antônio (SP). Nos próximos anos, serão restaurados outros 2.500 hectares. O trabalho realizado pela companhia envolve atividades como o controle de formigas cortadeiras e gramíneas exóticas invasoras, além de pesquisas para acompanhar o processo de regeneração da vegetação nativa. De acordo com universidades e instituições florestais, nas áreas da International Paper, há 340 espécies da flora

prêmio de Excelência em Serviços ao Cliente

regional, 46 espécies de mamíferos, 292 espécies de aves e 18 espécies pertencentes à herpetofauna (répteis e

Pela 6ª vez consecutiva, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da International Paper é o vencedor da categoria Indústria do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, que está na 11ª edição. Realizada pelo Grupo Padrão Editorial e pelo Instituto GFK Indicator, a premiação identifica e difunde as melhores práticas em serviços ao cliente no Brasil e reconhece as empresas que privilegiam a excelência no atendimento. A pesquisa que dá origem à premiação avaliou 300

anfíbios). Tais números são evidência da riqueza da biodiversidade nas áreas da companhia. “Com essa iniciativa de restauração, estamos obtendo excelentes resultados quanto à biodiversidade em nossas áreas de reserva legal”, afirma o diretor Global Florestal da International Paper, Armando Santiago.

empresas de 46 categorias e levou em consideração quesitos como: adequação da missão corporativa à estratégia de relacionamento com o cliente, relevância do Lobo-guará encontrado nas áreas florestais da IP

cliente na organização, estratégias de retenção, fator humano e política de recursos humanos. Na última etapa, os finalistas foram submetidos ao teste do “cliente misterioso”, da GFK Indicator. Fictício, esse cliente fez reclamações e deu sugestões por meio de ferramentas de atendimento. Nessa fase, foram analisados o nível de resposta e a coerência e consistência das informações oferecidas.

Área reflorestada

Na próxima edição: Ética

Maio 2010

Pense nisso

2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. A data foi criada pela Organização das Nações e Cultura (Unesco) para difundir o conceito de biodiversidade e engajar cidadãos de todo o mundo na proteção do meio ambiente. Para a Unesco, proteger a biodiversidade significa “resguardar grandes áreas e incluir todas as espécies e processos que constituem o ecossistema”. A International Paper mantém, no Brasil, áreas de reserva ambiental com árvores nativas – como cedro, jequitibá e ipês – onde vivem cerca de 150 espécies da fauna, entre aves e mamíferos, como a onça-parda, a jaguatirica e o lobo-guará.

esta é uma publicação mensal da • Diretoria Jurídica e de Assuntos Corporativos Ricardo C. ZANGIROLAMI • Direção do projeto Alessandra Fonseca Gerente de Comunicação e Marketing Institucional alessandra.fonseca@ipaperbr.com • Coordenação do Projeto Anderson Passos Comunicação • Criação e produção Agência ideal • Direção de arte e Projeto Gráfico TOM Comunicação • Coordenação Editorial Marina Rodriguez • Revisão Ricardo Cesar • Impressão OGRA • colaboraram nesta edição: Antonio Gonçalves, Professor de Educação Física da UFRJ - Claudinei Chelles, Preparador Físico Eugenio Sanabria, Presidente da Kuatiapo - Guillermo leoson, presidente da gravent s.a. - João Roberto Basílio, Ex-jogador do Corinthians - Jorge Luis Moraes, Diretor Administrativo Financeiro da Ramada - Juan José Tanhuz Pizarro, Edipac - Julia Nuñez, Dipisa - Marcelo Benvenuti, Professor de Psicologia da UNB - Roberto Olguín, Edipac - Roberto Ramiro, Psicólogo - Vicente Braile, Presidente da Braile. • Ilustrações Gustavo duarte • Jornalista responsável Ricardo Cesar – MTB 33669. Sugestões e CorrespondênciaS Avenida Paulista, nº 37, 14° andar – CEP 01311-000. Paper foi impressa em papel CHAMBRIL 240G/M² da International Paper, com verniz texturizado e aplicação de verniz com reserva.

Esta publicação foi impressa em papel certificado pelo programa brasileiro de certificação florestal

25

O torcedor na copa do mundo


Paper 25 :: O torcedor na Copa do Mundo