Opinião
Editorial O motorista bêbado e a lei Não é recente a restrição ao motorista alcoolizado. O antigo Código Nacional de Trânsito, de 1967 e 68, já criava restrições à habilitação como condutor de veículo de quem tivesse problemas com droga ou álcool. O Código de Transito Brasileiro, em vigor desde setembro de 1997, traz em seu artigo 165 as penalidades para quem “dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência”. O infrator deveria sofrer multa, suspensão da carteira por 12 meses e ter as penalidades dobradas em casos de reincidência. Logo, conduzir veículos embriagado é proibido no Brasil há, pelo menos 40 anos. Se as leis e regulamentos tivessem sido seguidas e fiscalizadas por quem de obrigação, milhares de vidas e muito sofrimento teriam sido economizados. Vivemos, nesses últimos meses e, particularmente agora – quando o Conselho Nacional de Trânsito acaba de publicar a Resolução nº 432, que elimina toda a tolerância em graduação alcoólica - mais um daqueles momentos em que se persegue o motorista que bebe. As polícias fazem blitze e colocam todo condutor na linha de suspeição. Um trabalho importante, mas desnecessário se todos os envolvidos no processo tivessem cumprido com suas obrigações no tempo certo. A nova portaria radicalizou ao banir por completo o álcool da vida do motorista. Acaba com as desculpas e a possibilidade de questionar se bebeu pouco ou muito. Não pode beber, e pronto! Mas, se for mantida a tradição, mesmo com todo o rigor estabelecido no papel, ainda continuaremos presenciando o criminoso espe-
táculo do motorista bêbado e, principalmente, lamentando a morte de milhares de brasileiros todos os anos. Nesses primeiros dias de vigência da “tolerância zero”, veremos as barreiras policiais, a mídia dará as notícias das apreensões e prisões, e tudo parecerá caminhando para a solução. Mas, logo que isso deixar de render notícias, tudo poder se afrouxar e, a partir de então, a carnificina seguira seu curso para só ouvirmos falar de motoristas alcoolizados quando estes cometem seus desatinos e até matam inocentes. O Brasil precisa deixar de ser o país do improviso, da impunidade e do descumprimento legal. Não podemos continuar convivendo com as leis “que pegam” e as “que não pegam”. Toda a sociedade tem de ter a responsabilidade de cumprir a legislação vigente e, quando isso for impossível, lutar para que os projetos em gestação e tramitação pelas casas legislativas representem efetivamente aquilo que a população necessita e sejam elaborados no seu interesse. Se uma lei já existente é inexequível, não podemos simplesmente ignorá-la; temos de obter sua revogação e a colocação em algo em seu lugar. O impactante exemplo do incêndio da boate no Rio Grande do Sul coloca às claras uma vergonha nacional. Depois da tragédia, o Brasil inteiro resolveu fiscalizar suas casas de espetáculos, e está encontrando coisas inacreditavelmente erradas. Se todos tivessem cumprido seu dever, no momento certo, essas discrepâncias não existiriam. Quando isso for feito, finalmente, poderemos nos considerar um país civilizado...
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w w w. o r e p o r t e r. j o r. b r Rua Cesar Carelli 159 - Sala 12 Pioneiros - Fazenda Rio Grande - PR anuncie: Cid Cidade ade 4 Silva; 1 ) 3Depto 0 6 Comercial: 0 - 6 8 64139693-2591; Direção Geral: Pedro(E. OREPFotografias: ÓRTER RÁDIO mix Barbosa Junior; Diagramação: Alexandre | 41 9988-0224; Colaboradores: Jhéssika Patrícia, Dílson Damas, Hermes Hildebrand, Alexsandro Wojcik; Contatos: www.oreporter.jor.br | oreporterfrg@hotmail.com; Telefones: 41 3060-6863 / 9693-2591; Circulação: Semanal em Curitiba, Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Agudos do Sul, Pinhais, Tijucas do Sul, Piên, Lapa, Contenda, Quitandinha e Campo do Tenente. As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião do jornal
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Nostalgia
No inicio de 1900, grandes fazendas (foto)existiam em Fazenda Rio Grande, que era apenas um vilarejo de São José dos Pinhais. Com a emancipação de Mandirituba, Fazenda passou a ser um distrito. O que era apenas uma vilinha passou a crescer e o distrito foi crescendo e a população aumentando. Até que em na década de 90, Fazenda Rio Grande passou a ser município. Hoje é uma das cidades que mais cresce no Paraná.
PROCURA-SE UM AMIGO Não precisa ser homem — basta ser humano, basta ter sentimentos. Precisa saber falar e saber calar, sobretudo saber ouvir. Deve gostar de poesia, das madrugadas, dos pássaros, do sol, da lua, dos campos, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter um amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e
respeitar a dor que as pessoas levam consigo. Saber guardar segredos sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado — todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo. Ou, no caso de assim não ser, sentir o grande vazio que isso deixa.
Seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e ter pena das que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar das mesmas coisas. Que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar sobre coisas simples — orvalhos, grandes chuvas, recordações de infância. Precisa-se de um amigo
para não enlouquecer. Para contar o que se viu de belo e triste durante o dia. Que goste de ruas desertas, de poças d’ água, de caminhos molhados de orvalho, de deitar no capim. Precisa-se de um amigo para parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de lembranças queridas. Que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo. Precisa-se de um amigo para ter consciência de que ainda se vive.
Opinião do Leitor Certamente que cada pessoa é dona de seu nariz e faz aquilo que lhe convém. Mas algumas pessoas tomam atitudes de forma impensada, como foi o caso do prefeito Onildo aqui de Mandirituba, que colocou máquinas e carros na praça. Mas como fica o ponto de encontro das famílias. Será que os bancos dos tratores serão os mesmos a serem ocupadas pelas pessoas. A população merece respeito e ao invés do senhor prefeito ficar expondo sucatadas na praça, que vá ao trabalho, afinal nossa cidade merece muitas obras e o senhor e o Cartário prometeram revolucionar a cidade. Estamos no aguardo senhor prefeito! Maria E. S. Moro algum tempo em Fazenda Rio Grande e sei que a cidade cresceu acima da média nos últimos anos, conforme li em matérias neste jornal. Muitas foram as conquistas, com construção de escolas, postos de saúde, enfim, muitos projetos foram executados. Entretanto, a população está carente de um local de lazer e sei que o Parque Verde é ideal para este tipo de coisa, mas melhorias devem ser executadas. Uma ampla revitalização deveria ser feita no local, para que nos finais de semana as famílias possam se encontrar, fazer um churrasco, enfim passar um dia recuperando as energias para a semana seguinte. Senhor prefeito, por favor, pense em nós, pois ira para os pesques e pagues custa caro. Eloir Stakoski
Tenho visto seguranças particulares em algumas lojas de Fazenda Rio Grande, já que os donos de lojas, mercados, querem garantir o patrimônio. Porém, estes seguranças estão extrapolando e usando até mesmo armas para tal segurança. O caso, ocorrido na semana passada, quando um vigilante espantou dois assaltantes usando uma arma de fogo colocou em risco todas as pessoas que estavam em trânsito pelas calçadas da Rua Jacarandá. De forma despreparada, o “funcionário” passou a dar tiros e o fato Lamentável foi que uma das balas atingiu um senhor que fazia compras nas Casas Pernambucanas. Ainda bem que o tiro foi na perna, mas poderia ter atingido um órgão vital do cidadão. Algo precisa ser feito, pois pelo que falam na cidade é de que o vigilante que deu os tiros, diizem, seria policial aposentado, mas ao que parece, totalmente despreparado para a função. Porque não deu tiros para o alto para espantar os ladrões? Fica o meu protesto. Sérgio Lima da Silva E-mail´s Envie para: leitor@oreporter.jor.br Serão publicados textos com até 1.000 caracteres, desde que o autor aceite divulgar seu nome completo e a cidade. Sem estas especificações o e-mail será arquivado, bem como aqueles que contenham palavrões ou ofensas.