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o oal! Com ro s s e p á l O ão? Espe t s e s o d to ^^ que bem nfics, se as fa Confiram e se deliciem divirtam stórias! Kissu! com as e ~MinJy

BEM-VINDOS À REVIST A OPPA FICTION. DIVIRTAM-SE COM AS NOSSAS FANFICS :) ESPERO QUE GOSTEM ! ~EUNA

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oção, m e e u Q inalf r e d o p ar a ç n a l e ment o 01! númer ~Dash


Hello, readers!

Bem, depois de um longo período desde o início das inscrições, passando pelas seleções, estipulações de design e várias outras coisas, estamos aqui pra finalmente apresentar-lhes a edição número um, que por sinal, está muito boa. O intuito da nossa revista é entreter você leitor, com as melhores fanfics que você pode encontrar, e popularizar um pouco mais as fanfics de kpop espalhadas pela internet a fora. A partir desse momento, temos um encontro marcado a cada quinze dias. Com as continuações dos capítulos expostos nessa edição, e também com várias novidades é claro. Divirta-se nas mais variadas fanfictions que compilamos nesse volume. Nas páginas a seguir, aguarde boas aventuras com os meninos do Super Junior, EXO e SHINee. Alguns romances intensos com Girls’ Generation, Seventeen e MBLAQ. Sem deixar passar uns bons suspenses com DBSK e BTS. Fechando com uma doce fanfiction original. É isso... Divirtam-se!

Dash


SE VOCÊ ESCREVE E QUER VER SUA FANFICTION AQUI TAMBÉM, É SÓ SE INSCREVER NA NOSSA FANPAGE NO FACEBOOK! FACEBOOK.COM/OPPAFIC Mural Enigma Intro Playlist Dreamer Confuse Rainy Day Young Love I Won’t Give Up Junkie’s Love Lost in Debit One Kiss Prelúdio de Inverno Just Look in The Mirror My Past Comes Back Like a Breeze Étranger

Oppa Fiction 2013

Design Capa Lucas Dash

Edição Nº 01 Primeira Quinzena de Setembro

Colaboração Wesley Machado Leonardo Colin

Publicação 04 de setembro de 2013

Revisão Maria Ulrich

Direção - Editoração Lucas Dash

Contato oppafic@gmail.com facebook.com/oppafic

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Fotos Capa Tiffany, Sehun e JaeJoon (Divulgação) Distribuição online e gratuita Os temas abordados são de responsabilidade dos autores, e com os devidos direitos as pessoas envolvidas. Estas são obras de ficção.


Nós convidamos algumas das autoras da Oppa Fiction, pra nos mostrarem o que anda rolando nos seus players, confira!

Tia Mari

Autora de “Prelúdio de inverno” EXO Baby Don’t Cry Standing EGG Lemon Pie Tablo Feat. Jinsil Bad JYJ In Heaven INFINITE Destiny TVXQ! Before U Go Outsider Acquaintance LED Apple Bad Boys

Milena Kawai

Autora de “Rainy Day” Seungri Gotta Talk To U VIXX G.R.8.U Henry 1-4-3 Teen Top Rocking M2 Stand Up Im JeongHee Music Is My Life B.A.P Badman Kim Hyun Joong Unbreakable

AnaForever

Autora de “Lost In Debit” RaNia Just Go Song Ji Eun Going Crazy Brown Eyed Girls Kill Bill Nine Muses Wild 2NE1 Do You Love Me Ailee Rainy Day Super Junior M Break Down Girls’ Generation I Got a Boy

Quer enviar sua playlist? Resolva o Enigma na Página 2 e você poderá aparecer aqui na próxima edição!


facebook.com/kpopdepressao


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IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 16 ANOS

DREAMER


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORAS CONTEÚDO

Dreamer Seventeen, Crossover Romance, Colegial DHee Unit Heterossexualidade, Romance

DREAMER

Blue Dream Capítulo 1

por DHee Unit

A

quilo já havia virado rotina. Desde meus 8 anos que eu não sonhava comigo, ou com qualquer coisa relacionada a mim, geralmente era com uma coisa que vi na TV ou com alguém que nunca vi em toda a minha vida. Sempre que eu tentava explicar alguma dessas coisas para meus amigos eles riam, não entendiam, diziam que eu não tinha sorte nem em sonhar. Eu estava sentada em minha cama, já estava ficando tarde, mas eu ainda me recusava a dormir, tinha medo das imagens que iriam aparecer em minha mente assim que meus olhos fossem fechados. – Querida, já passa das duas da manhã, apague essa luz e vá dormir. – Minha mãe dizia enquanto batia na porta azul celeste que a impedia de entrar no meu quarto. – Tudo bem mãe. – Cansei de ouvir as reclamações da minha mãe e desliguei a luz, apenas para ela pensar que eu estava dormindo. Passei mais alguns minutos sentada no escuro, mas não durou muito, meus olhos começavam a ficar pesados, o sono começava a me invadir. “Droga!” Pensei comigo mesma, eu precisava dormir, na manhã seguinte


eu iria fazer uma faxina geral na casa logo pela manhã e teria de estar bem descansada. Deitei-me confortavelmente em minha cama, só esperando o momento em que mais um sonho maluco chegasse, o que não tardou a acontecer. Logo as imagens malucas começaram e mais uma vez fui espectadora de cenas estranhas com pessoas que eu não conhecia. Eu estava sentada em uma cadeira de madeira pintada de branco, aos poucos as coisas apareciam ao meu redor, uma casa simples, parecia ser de campo. Bem a minha frente havia um sofá, onde um casal estava sentado, eles pareciam felizes, estavam abraçados, a garota de cabelos negros quase deitada no colo do rapaz também de cabelos negros, aquela cena me fez sorrir feito uma boba. – Oppa, estou com tédio, você poderia me levar até a cidade? – A menina dizia, levantando-se do colo do rapaz. – Porque quer ir à cidade se podemos ir até o rio aqui perto, KyungMi? Lá é bem mais bonito. – O rapaz a encarava de forma engraçada. KyungMi? Eu realmente tenho muita criatividade para nomes, até mesmo dormindo, mas o fato de ainda não saber o nome do rapaz estava me incomodando. Imagina, sonhar com uma pessoa que você não conhece já é estranho, sonhar com uma pessoa que não conhece e ainda por cima não saber o nome dela é pior ainda. A menina sorriu como resposta, logo os dois seguiram caminho até o lado de fora e, como eu havia imaginado, era uma casa de campo. Do lado de fora uma brisa fresquinha, quase fria demais, soprava e os dois nem ao menos ligavam para aquilo, apenas seguiram caminho por uma pequena trilha e eu, curiosa como sou, segui os dois para ver o tal rio que o rapaz havia falado. – Himchan, anda logo! – KyungMi corria na frente.


– O rio não vai sair do lugar, minha pequena. – Finalmente eu havia descoberto o nome dele. Himchan? Muito bonito o nome dele, assim como o rapaz. Mesmo que fosse meio impossível, eu adoraria sonhar com ele novamente. Os vi se aproximarem do rio as pressas, talvez estivessem mesmo querendo algo especial com aquele rio. Observei os dois sentarem tranquilamente na sobra de uma árvore, conversavam vez ou outra sobre assuntos aleatórios, eu me perguntei se algum dia eu iria encontrar alguém como aquele rapaz, ele parecia saber exatamente o que fazer para deixar KyungMi feliz já que a menina não parava de sorrir. Fiquei com vergonha de me aproximar deles, mesmo sabendo que eles não me viam eu não queria atrapalhar o momento deles, mesmo assim eu queria ouvir o que eles tanto conversavam. Aproximei-me mais um pouco e tudo ficou mudo, parecia estar tudo congelado no tempo. Reconheci aquilo, não era tão estranho ver aquela cena. Sorri para mim mesma, devia ter amanhecido e minha mãe estaria tentando me acordar, sem muito sucesso, geralmente demorava longos minutos para essa missão ser cumprida. Simplesmente me deixei levar até que finalmente acordei. Meu corpo estava dolorido, minha posição também não era das melhores, com toda certeza era o motivo da minha dor. Levantei e me preparei para mais um dia cansativo e tedioso. – Querida, queria te pedir um favor. Senhor, mal acordei e você já vai mandar minha mãe me fazer de empregada? Isso não é justo, afinal dormi pouquíssimo durante a noite. Deixei minha discussão interna de lado e sorri para minha mãe, que abria as cortinas do meu quarto, fazendo um pouco de luz entrar no cômodo. – Claro mãe, pode pedir qualquer coisa. - Esbocei meu melhor sor-


riso para não deixá-la perceber o quão chateada estava só em ouvi-la me pedir alguma coisa. – Uma grande amiga minha vai precisar fazer uma cirurgia hoje e eu prometi cuidar do filho dela enquanto ela estiver em recuperação, mas não estarei em casa quando ele chegar, então queria que você o recebesse já que está de férias. – Ela me sorria lindamente, não tinha como negar aquele pedido. – Claro omma, vou começar a organizar algumas coisas na casa, aproveito e arrumo o quarto de hospedes para ele. – Ainda sorrindo, levantei e segui para o banheiro, estava precisando de um banho para me manter acordada. Nem ao menos vi quando minha mãe saiu, ela não me deixou nenhuma explicação sobre o garoto, quantos anos ele tinha, se tinha alergia a alguma coisa, a hora que ele iria chegar, absolutamente nada, eu teria que esperar até ele resolver dar as caras. Ele nem havia chegado e eu já não gostava dele. Eu conhecia poucas amigas da minha mãe e essas poucas não tinham filhos, não de onde ela tirou essa “grande amiga” que eu nunca ouvi falar. Depois de ficar falando sozinha pela casa, resolvi que já era hora de começar a faxina. Coloquei uma das minhas músicas favoritas para tocar quando comecei a arrumar a sala, era mais divertido fazer as tarefas domesticas ouvindo música. Eu não gostava muito de músicas americanas, mas com toda certeza “Open Arms” e “Stand Up For Love” me causavam uma sensação muito boa. Já estava arrumando o andar de cima e nada do moleque dar as caras, assim que terminasse de arrumar tudo iria preparar meu almoço, já que minha mãe não costumava vir em casa no horário do almoço. Mamãe é médica veterinária, amante dos animais e da natureza,


nascida no Brasil, mas descendente de coreanos, casou–se com meu pai quando ambos ainda eram bem jovens e logo eu nasci. Papai também era coreano, então insistiu que mudássemos do Brasil para a Coréia do Sul, então, quando eu tinha três anos, nos mudamos. Agora tenho 17 anos, moro praticamente sozinha, já que minha mãe passa muito tempo no trabalho, não tenho irmãos e meu pai morreu a pouco mais de quatro anos. Estava parada diante da cama do quarto de hospedes quando reparei que aquele havia sido o cômodo que mais caprichei na arrumação, mesmo que tivesse sido inconscientemente, estava tão bem arrumado que nem eu estava reconhecendo. – Se eu entrar aqui e o apadrinhado da minha mãe tiver tirado um grão de poeira do lugar eu juro que vou arrancar a cabeça dele. – Falei para mim mesma antes de sair do quarto e seguir para a cozinha. Já passava do meio dia quando comecei a preparar o almoço, minha barriga já reclamava bastante, a música que antes ecoava pela casa inteira estava mais baixa, e minhas mãos vasculhavam o armário em busca de algo que fosse de rápido preparo, logo topando com um ramyun. Coloquei a panela com água no fogão e ouvi a capainha tocar, naquele horário só poderia ser uma pessoa, o tal menino. Demorei-me um pouco para ir até a porta, já que ele havia me feito esperar até meio dia e meia pela sua chegada, então tinha que esperar até que eu chegasse à porta. Assim que abri a porta dei de cara com um rapaz alto, cabelo castanho, pele branca e um lindo sorriso nos lábios. Fiquei paralisada ao ver aquele garoto na minha porta. – Olá, me chamo DoYoon, sua mãe me disse que podia ficar aqui enquanto minha mãe está no hospital. – Ele tinha um sorriso muito encantador, me deixava sem reação. – Ah Sim! Entre, desculpe-me. – Sorri e abri caminho para que en-


trasse. – Espero que já tenha comido alguma coisa, estou sozinha em casa e não tive tempo de preparar o almoço ainda. – Eu estava completamente sem jeito ao voltar para a cozinha. – Eu já comi sim, não precisa se preocupar comigo. – Ele dizia da sala. – Posso te fazer companhia se quiser. Meu sangue congelou nas veias, eu fiquei completamente estática no meio da cozinha quando percebi que ele estava se aproximando do local. Respirei algumas vezes para parecer o mais normal possível e logo voltei minha atenção para a panela com água fervendo que eu havia deixado no fogão, jogando o macarrão e o tempero na panela. – Sua mãe me contou um pouco sobre você quando me convidou para ficar aqui. Ela disse que você tem o costume de correr para o quarto de hospedes quando tem pesadelos porque lá era o escritório do seu pai, mas não me disse qual era o seu nome. – Ele havia sentando-se na cadeira do outro lado do balcão de mármore. – Não disse meu nome? Que tipo de mãe ela é? – Ri um pouco para descontrair o clima ainda tenso. – Me chamo Damandora. – Damandora? Sua mãe tem muita criatividade para nomes. – Ele riu e sua risada era tão gostosa que eu tive vontade de gravar só para ouvir depois. – Vai rindo do meu nome, você vai ter que me chamar por ele enquanto estiver aqui. – Terminei de preparar o ramyun, coloquei numa tigela, pequei os talheres e me sentei numa cadeira do outro lado do balcão, ficando de frente para DoYoon. – Não se eu encontrar outro nome para te chamar. – Ele fez cara de pensativo enquanto me observava comer. – Vou te chamar da Daman. Disse por fim. – Daman? Quase engasguei com a comida ao ouvir aquele apelido.


– É, Daman de DAMANdora, Dora é muito feio. –DoYoon fez um careta tão engraçada que foi impossível conter o riso. – Tá bom, pode me chamar de Daman. – Continuei comendo sob o olhar atento dele. – Tem certeza de que não quer comer? – Só se você quiser me dar. – Ele riu ainda mais, talvez pela cara de tacho que eu devo ter feito. – Moleque atrevido, vai ficar com fome desse jeito. – Ri de mim mesma, mas peguei um pouco de macarrão com o garfo e levei até a boca dele. – Toma cuidado que ta quente e não vai se acostumando não. Ele ria ainda mais. Esperou um pouco até que o macarrão esfriasse um pouco e comeu a pequena porção que estava no garfo, passando a língua entre os lábios pouco depois. Tentei disfarçar, mas estava encarando descaradamente os lábios dele. – Damandora querida, o DoYoon já chegou? – Omma perguntava enquanto tirava os sapatos. “Quando é que essa mulher chegou que eu não vi?” Me perguntei quando ela entrou na cozinha. – Já sim mãe, estávamos conversando. – Eu dizia enquanto terminava de comer, encarando DoYoon. – E você já mostrou o quarto para ele? – Eu sabia que ela já sabia a resposta já que a mochila do DoYoon estava em suas mãos. – Ainda não tive tempo, mas vou mostrar agora mesmo. – Levantei sorrindo, pegando a mochila do rapaz e o puxando pelo braço até o andar de cima. – Precisa realmente me arrastar pela casa desse jeito? – Ele ria. – Quer parar de rir de tudo? Isso me incomoda. – Soltei a mão dele quando já estávamos no quarto de hospedes. – Esse vai ser seu quarto, cuide bem dele, não quero ver nada fora do lugar, me entendeu? – Sim senhora. – Ele disse um pouco mais sério. – E se você quiser,


pode correr para cá se tiver algum pesadelo, não vou me importar. Suspirei sorrindo, que abusado aquele menino era, mas não deixava de ser fofo. Sai de seu quarto e rumei para o meu, nem percebi que já era noite, estava tão cansada que desisti de tomar banho então vesti meu pijama, preparei minha cama e deitei-me pedindo internamente para ter um pesadelo.

...CONTINUA


18

IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 18 ANOS

CONFUSE


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Confuse SHINee Romance, Colegial Sunsflaming Homosexualidade, Yaoi

CONFUSE

I

Capítulo 1

T

por SUNSFLAMING

aemin olhou para os lados, procurando por qualquer vestígio do garoto de olhos grandes antes de ousar andar pelo corredor da escola. Seus cabelos loiros batiam nos ombros conforme ele caminhava em direção ao seu armário. Abriu a porta e tirou de lá um papel vermelho dobrado. Tornou a fechar e encostou-se contra a porta fechada. Do outro lado do corredor, a dois passos de distância, estava o armário de Choi Minho. A única coisa que Taemin tinha que fazer era tomar coragem, ir até lá e enfiar o papel pela brecha do armário. Sua respiração estava acelerada e seu coração batia forte e rapidamente contra o peito. Obrigou suas pernas a se mexerem e atravessou o corredor. Seus olhos voltaram a vasculhar o corredor, conferindo que não havia ninguém que pudesse testemunhar o que faria. Respirou fundo uma vez, tomando coragem. Enfiou o papel na abertura do armário. Recuou um passo, o olhar ainda fixo no armário. Estava feito. Só esperava que Onew ficasse satisfeito mais tarde.


– Taemin! Virou-se ao ouvir seu nome, dando de cara com um Onew sorridente e visivelmente ansioso. – Olá, Onew – sorriu para o amigo, que se juntou a ele na caminhada em direção à sala de aula. – Você fez? – os olhos do mais velho brilhavam. O loiro soltou um suspiro. – Sim. O brilho nos olhos de Onew aumentou, parecia um bobo apaixonado, o que, por sinal, ele era. Apaixonado por Choi Minho. – Obrigado Tae – abraçou o menor, seu sorriso se alargara. – De nada – Taemin parecia emburrado – mas ainda acho que você era quem devia ter feito isso, é você quem é apaixonado pelo Choi, não eu! Onew fez um bico. – Qual é, Taemin. Você sabe que eu não teria coragem, eu fico nervoso só de pensar em fazer algo assim. É, Taemin sabia. Ele mesmo ficara nervoso. – Eu sei – suspirou mais uma vez – mas eu juro que se alguém me viu e pensar que quem escreveu aquilo foi eu, seus dias estarão contados Lee Jinki. – Ok, não precisa usar meu nome verdadeiro – mais uma vez o mais velho tinha um bico nos lábios. Detestava ser chamado por seu nome real. Taemin apertou suas bochechas e quando se virou percebeu que haviam chegado à sala. Entrou, procurou seu lugar e sentou-se, pegando seu caderno logo em seguida. Enquanto a professora não chegasse à sala se distrairia um pouco fazendo umas das coisas que mais amava: desenhar.


Minho entrou na escola correndo, seus cadarços estavam desamarrados, seu cabelo bagunçado e o uniforme um pouco amassado. Era a terceira vez na semana que ele se atrasava para a escola, a inspetora provavelmente não ficaria nem um pouco satisfeita. Correu mais um pouco até o corredor dos armários, precisava de um livro que havia deixado guardado lá, mas não podia ser visto pelos funcionários ou se encrencaria. Estava a dois metros do corredor quando sentiu seu ombro ser puxado e, ao olhar para trás, viu o rosto de uma inspetora Park nada feliz. Seu rosto lembrava um buldogue velho. – Sr. Choi – a voz da mulher saiu arrastada como sempre, uma característica que era motivo de várias piadas pela escola. Minho se segurava para não rir da forma como seu nome soava engraçado na voz daquela mulher. – Inspetora Park – deu um sorriso amarelo e engoliu em seco. – Acho que o senhor sabe – a velha sorria ironicamente – que só nesta semana, é a terceira vez que chega atrasado à escola. Minho não respondeu. Como não obteve resposta, a inspetora continuou: – Espero que isso não se repita mais, pois eu ficaria muito feliz em lhe dar uma suspensão. O garoto tornou a engolir em seco. Suspensão era a última coisa que poderia querer, levanto em conta o quão rígidos eram seus pais, e o que fariam se arranjasse problemas na escola. Ele assentiu e a mulher o soltou. Dirigiu-se até o corredor, mas a mulher o impediu mais uma vez. – Vá direto para a sua sala.


– Mas eu tenho que... – Não importa, vá agora. – a senhora direcionou um olhar duro ao garoto, fazendo com que ele corresse em direção às escadas e subisse para sua sala.

Key observava o baixinho com cara de dinossauro enquanto Onew falava alguma coisa ao seu lado. Há alguns meses atrás – mais precisamente, no começo do ano – ele havia começado a reparar mais no colega de classe. Não sabia por que, simplesmente acontecera. Suspirava baixinho enquanto via o outro sorrindo para algumas garotas ali. Queria ter a sorte de ser alguma delas e poder ter um daqueles belos sorrisos direcionados a ele. – Key! Hey, Key! Você tá me ouvindo? – Onew passava a mão várias vezes na frente de seus olhos, tentando chamar sua atenção. – O que? Ah! Estou sim... – Disfarçou e coçou a nuca. Seu rosto estava levemente corado. – Ah, é? Então sobre o que eu estava falando? – Onew olhava desconfiado para o outro. – Hm... Ér... Frango? – Key falou a primeira coisa que lhe vinha à mente quando se tratava de Onew. – Ah – Onew pareceu relaxar – então você realmente estava prestando atenção. Key arregalou os olhos e se segurou para não rir.


Minho chegou à porta de sua sala e não sabia se deveria bater na porta ou não. A professora provavelmente o mataria por causa do atraso. Encostou o ouvido à porta. O barulho lá dentro era infernal. Abriu a porta aos poucos e se deparou com uma baderna. Pelo visto, a professora se atrasara e, para a sua sorte, mais do que ele. Esgueirou–se para dentro e fechou a porta. Virou–se para a turma e viu que ninguém além de seu amigo Jonghyun e um moreno do outro lado da sala haviam reparado em sua chegada. Foi em direção ao amigo e sentou–se ao seu lado. O amigo sorriu e o cumprimentou. – Atrasado de novo, cara? A velhota não pegou no seu pé? – o “Dino” indagou. – Na verdade sim – Minho admitiu – mas consegui vir pra cá antes que ela me desse uma suspensão. Continuaram conversando sobre coisas aleatórias, e Taemin, que se sentava atrás dos dois, se distraía com seus desenhos até ouvir algo que parecia de seu interesse. – Ah, Minho – Jonghyun parecia ter se lembrado de algo que precisava compartilhar com o amigo – Hoje de manhã eu vi um garoto loiro perto do seu armário. Não consegui ver o rosto dele, mas acho que ele deixou alguma coisa lá. Taemin engoliu em seco. Tinha certeza que ninguém o vira, como Jonghyun... ? Minho deu de ombros, não parecia algo muito importante. – Depois irei conferir – falou no mesmo momento em que a professora adentrava a sala e dava início a mais um dia entediante de aulas.


A primeira aula havia acabado e logo a professora que administraria a segunda aula havia chegado à sala. Era uma mulher rígida, e para o azar de Minho, era o livro da matéria dela que havia deixado no armário e não pudera pegar mais cedo. – Com licença professora – ele se aproximou e falou enquanto a mulher arrumava seus materiais na mesa – eu deixei meu livro no armário e não pude pegá-lo essa manhã porque me atrasei. A mulher o encarou por alguns segundos e logo soltou um suspiro alto. – Tudo bem, Sr. Choi. Vá pegá-lo, mas volte logo. Minho se dirigiu à porta, não podia acreditar em sua sorte. A única coisa que achou estranho era um certo loiro encarando–o enquanto deixava a sala. O menino engoliu em seco e abaixou a cabeça enquanto um moreno atrás de si cutucava–o. Loiro... Jonghyun não havia dito algo sobre um garoto loiro perto de seu armário? Seria ele? De alguma forma descobriria. Dirigiu–se para o corredor dos armários.

...CONTINUA


L CONTEÚDO LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS

rainy day


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Rainy Day Original Romance, Colegial Milena Kawai Romance atenuado

RAINY DAY

Minha História Capítulo 1

por Milena Kawai

O

que fazer quando parece que nada está ao seu lado? Como agir na frente da sua melhor amiga, apaixonada pelo seu namorado? Pois é, essa é a minha história. Não sei se classificar minha paixão como amor trágico seria certo, mas é por aí. Os céus se fechavam quando estávamos juntos.. Acho que não fomos destinados, pelo contrário, talvez nossas linhas do destino, se rompessem no meio do caminho. Bom, tudo começou num dia chuvoso, no meu colégio, há dois anos atrás, quando eu o conheci. Acho que posso chamar de amor à primeira vista. Estava durante minha primeira aula, quando eu vi pela primeira vez. Meu coração começou a bater mais forte, como nunca havia batido, não conseguia desviar meus olhos. – Cuidado pra não furar ele desse jeito, MiCha! – Disse minha melhor amiga, Lee SunYe. –Besta! Mas... quem é ele? –Sério que você não conhece? É o garoto mais popular do colégio, Park YoShin, e o mais misterioso. –Park YoShin? –Irmão gêmeo do Park DoIn, o Don Juan do colégio. Os dois são os flowers boys novatos daqui. Entraram no mês passado. Fiquei imaginando em como seria bom se ele estudasse na minha


sala. Quando de repente.. –Bom dia estudantes! –Bom dia senhor! –Hoje, teremos dois alunos novos na sala. – Anunciou o professor. Eu mal estava acreditando, apenas em ouvir isso, já me alegrou. –Por favor, entrem! Vi os dois com meus próprios olhos, que lindos! Todas as garotas da minha sala começaram a gritar ‘’Lindos, gatos!’’ Não sou dessas, eu era a mais quieta da minha sala, e provavelmente, a mais inocente da escola. –Se apresentem por favor. –Park YoShin, 18 anos. –Park DoIn, 18 anos, garotas, cuidem muito bem de mim. Nesse momento, a única coisa de que me lembro, foi das garotas gritando, quase desmaiando lá. No começo, eu achava nossas linhas do destino iriam se cruzar. Park YoShin sentou-se do meu lado. Eu sentava ao lado da janela. –Oi – Disse ele. –Oi, tudo bom? – Perguntei. –Estou bem. Depois disso, ficamos em silêncio. Eu era a representante da sala, sendo assim, mostrei o colégio inteiro para eles. Enquanto andávamos pelo parque, percebi que o pequeno sorriso que YoShin tinha enquanto via o resto do colégio havia sumido. –Tudo bem com você? – Perguntei meio preocupada. –Aham. Ele era um garoto de poucas palavras, bem fechado e tímido, enquanto o outro, nesse pouco tempo em que o havia conhecido, já tinha me flertado duas vezes. Depois de mostrar tudo, me despedi e fui me arrumar para ir pra casa. Continuava a chover, e eu tinha esquecido meu guarda-chuva. Esperei um pouco.. a chuva não parou, nem diminuiu, então, sai correndo, e, segundos depois, percebi que a chuva não me atingia. Era Jin, um garoto da minha sala que mais tarde, viria a se tornar melhor amigo do Park YoShin. –Pegue meu guarda-chuva, pode usar. – Disse Jin.


–Não, tudo bem, o metrô não é muito longe daqui. Posso ir correndo. Ele não disse mais nada, apenas deixou o guarda-chuva na minha mão e saiu. Cheguei em casa seca, graças a ele. Jantei e fui para meu quarto, escrever em meu diário, uma das coisas mais importantes para mim, e que ninguém podia ver. ‘’Primeiro dia de aula. Um dia chuvoso, entraram dois alunos novos na minha sala. Park YoShin, o menino por quem eu me apaixonei à primeira vista e Park DoIn, seu irmão gêmeo. Novamente, sou representante da sala, e pela primeira vez, gostei de ficar com esse cargo. Pude passar uns momentos com ele (eles na verdade, mas tudo bem). Ah, hoje também aconteceu uma coisa meio estranha e inesperada, Jin, um garoto da escola, me ofereceu seu guarda-chuva. Foi estranho, porque eu não sou amiga dele, e inesperado, porque não deveria ter ninguém no colégio que não fosse um dos representantes. Enfim, hoje, apesar de ser um dia chuvoso, até que foi bom. Acho que posso usar essa citação hoje: ‘Se desejar ver um arco-íris, precisa antes aprender a gostar da chuva.’ Gosto dessa frase, acho que combina muito comigo, meus dias são sempre chuvosos.” Depois de escrever, fui dormir. Estava esperando por um dia melhor. No dia seguinte, fui para o colégio esperando ter uma relação melhor com YoShin. E foi o que aconteceu. Estava chovendo nesse dia também, e depois do término das aulas, estava esperando a chuva passar. E novamente, ela não diminuiu. Comecei a correr para a estação de metrô. Do nada, a chuva parou de me molhar. –Jin, não preciso do seu guarda-chuva, estou bem, já disse! –Jin? Quem é Jin? Para minha surpresa, quem estava lá, segurando o guarda-chuva para mim e se molhando não era Jin.. era o garoto que fazia meu coração bater mais forte, mais rápido. –O que está fazendo aqui Park YoShin? –Estava dando uma volta no parque, quando te vi. Pegue meu guarda-chuva como agradecimento por ter me mostrado o colégio. Igual ao Jin, ele saiu depois de me dar o guarda-chuva, fiquei pensan-


do em quando devolvê-lo. Em alguns poucos passos, ele sumiu naquela chuva. Não sabia se ficava alegre ou triste.. acho que ele era a única pessoa que conseguia mudar meu humor. Seguindo a mesma direção que ele, vi um papel caído no chão. Peguei-o. Era do YoShin, era uma carta. Guardei na minha bolsa e levei pra casa. Chegando lá, sabia que não deveria abrir, mas não aguentei. O conteúdo era o seguinte: ‘’Kang MiCha, representante de sala Kang, gostaria de ir a um musical comigo? Ganhei dois ingressos e meu irmão não gosta dessas coisas, e dessa vida, você é a única menina que falou comigo.’’

...CONTINUA


facebook.com/groups/kpopfanficpt


18

IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 18 ANOS

YOUNG LOVE


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Young Love Girls’ Generation Romance Byunmei Yuri, Homossexualidade, Álcool, Nudez, insinuação Sexual

YOUNG LOVE

INTRODUÇÃO Capítulo 1

por BYUNMEI - Aqui Miyoung. - A garotinha estendeu a mão entregando para a outra uma fotografia. - É pra você olhar quando sentir minha falta, e pra não esquecer de mim. - Somos nós Tae. - A garota pegou a foto sorrindo e olhou o verso onde havia algo escrito. - Mas Tae, eu ainda não sei ler. - Em breve você vai aprender Miyoung, e aí poderá ver o que escrevi aí pra você. - A garota sorriu e abraçou a outra. - Tae, você promete que não vai me esquecer, e que vai voltar pra me buscar? - É claro que eu prometo Miyoung! Não vou esquecer de você nem um dia sequer. - Nem eu Tae. Vou esperar por você durante todo o tempo que eu respirar. Os pais de Taeyeon a chamaram e ela soube que era hora de partir e deixar a garota por quem ela nutria um amor puro e verdadeiro. Talvez as pessoas achem que crianças não sabem o significado da palavra amor, mas eu acredito que apenas elas têm a capacidade de amar sem maldade, e sem pedir


exatamente nada em troca. - Agora eu tenho que ir Miyoung. - Disse Taeyeon beijando a testa da garota. - E não esqueça. Eu voltarei para buscar você e poder te amar mais do que já amo. Eu prometo! - Eu acredito Tae, e eu vou estar aqui, esperando por você. Assim Taeyeon entrou no carro de seus pais e enquanto este partia, ela observava sua pequena amada acenando no meio da rua. Ficou ali até o carro sumir de suas vistas virando a esquerda.

O dia mal havia amanhecido e Tiffany já estava de pé. Algo a incomodava e estava calor demais pra ficar na cama. Ficou por um tempo andando pela casa, até passar pela porta do quarto de sua amiga. - Vai trabalhar hoje Jessica? É sábado! - Perguntou a garota observando a loira pentear os cabelos. - Diferente de você eu não sou a chefe e não posso fazer corpo mole. - Eu não faço corpo mole Sica. Vou trabalhar mais tarde também. Estou incomodada por passar tanto tempo dentro dessa casa. - Ótimo Fany, saia e diverta-se. Já falei pra você não ficar aqui feito um estátua esperando por Taeyeon. Já te disse milhões de vezes que ela não vai voltar. - O rosto de Tiffany ganhou uma expressão triste e ela abaixou a cabeça. - Como você pode ser tão fria Sica? - Eu não sou fria. Sou realista. - A loira pegou sua bolsa e parou em frente a Tiffany, na porta do quarto. - Mas se você prefere passar todo o tempo que tem sentada no sofá esperando a princesa descer do cavalo branco, quem sou eu pra dizer alguma coisa? Existem pessoas incríveis lá fora por


quem você pode se apaixonar. - Não posso! Prometi a Taeyeon que esperaria por ela. - Ela prometeu que voltaria. E onde ela está agora? - As palavras de Jessica eram duras e Tiffany se esforçava para não chorar. - Bem, a vida é sua Fany. Pode morrer virgem esperando por ela. Eu vou trabalhar que minha vida não está ganha. E assim Jessica saiu deixando Tiffany sozinha na enorme casa. A garota voltou para seu quarto e vasculhou uma pequena caixa até encontrar uma foto onde se encontrava ela e Taeyeon. Olhou o verso da mesma e releu aquilo que já havia lido milhares de vezes desde que aprender a fazer isso. “Miyoung, sempre que estiver triste, lembre de nós e dos momentos incríveis que passamos juntas. Eu prometo que daqui a algum tempo estaremos novamente uma juntinha da outra como ficamos até hoje. Minha mãe me disse um dia que quando amamos uma pessoa, devemos dizer isso a ela. Ent��o estou dizendo que eu te amo Miyoung. E lembre-se ‘Amor de verdade não é aquele que só acontece quando duas pessoas estão juntas, mas sim, aqueles que duram mesmo quando estão distantes.’. Espere por mim Miyoung e eu esperarei pelo dia de voltar para você. Taeyeon”

- Então Sunny, como estou? - Perguntou Taeyeon se virando para a namorada e dando uma leve voltinha. - Está linda Tae, como sempre! - Respondeu a baixinha de cabelos loiros abraçando Taeyeon e selando seus lábios. - Então me deseje sorte, eu preciso desse emprego. - Você irá conseguir, tenho certeza que você é melhor do que qualquer um que estiver lá.


- É exatamente por isso que eu te amo tanto Sunny! Não sei o que seria de mim sem você. - Taeyeon beijou novamente a namorada. - Agora deixeme ir, não posso chegar atrasada. Taeyeon saiu de casa e seguiu feliz da vida para sua entrevista de emprego. A tempos esperava por isso e finalmente conseguiu, graças a Sunny que era amiga de uma garota que trabalha no lugar. Taeyeon realmente amava a namorada e agradecia a ela por tudo que havia conquistado em sua vida. Ela não havia esquecido de Miyoung, mas em sua concepção, esse era um tipo de sentimento infantil, que não vingaria. E também podia jurar que sua paixão de criança, assim como ela, já tinha uma vida e um novo amor.

- Senhorita Hwang, o que faz aqui hoje? - Perguntou a secretária de Tiffany enquanto a seguia pelo corredor da empresa agitada. - Vim trabalhar Yoona, o que mas eu faria aqui? - Mas não há nada importante para a senhorita fazer aqui hoje. - Não importa, eu só quero fazer algo. - As duas continuaram caminhando até chegarem a sala de Tiffany. - O que eu posso fazer? - Tem uma garota pra fazer entrevista e... - Ótimo, eu posso fazer isso. Quando ela chegar, mande-a entrar. Yoona apenas concordou com a cabeça e deixou a sala.

- Eu sou Kim Taeyeon. Tenho uma estrevista marcada para as 09:30hs. - Me siga, senhorita Hwang já está a sua espera. Taeyeon sorriu e seguiu a moça como a mesma havia sugerido. O nome Hwang a fez lembrar de alguém que conhecia, mas pra ela era apenas


uma coincidência. As duas chegaram até a sala de Tiffany e Yoona anunciou que a garota que faria a entrevista havia chegado. Tiffany pediu que Taeyeon se senta-se e assim ela o fez. - Você trouxe seu currículo? É que eu não o tenho aqui. - Perguntou Tiffany sem deixar de sorrir. - Claro! Está bem aqui. - Taeyeon tirou o papel de sua bolsa e o entregou a ruiva. Tiffany observou o documento por um instante e ao ver o nome da garota, seu sorriso desapareceu e todo o seu corpo paralisou. - K-kim... Kim Taeyeon? - Sim. Algum problema com meu nome? - Perguntou Taeyeon confusa. Tiffany pegou um quadro que ficava em sua mesa e o mostrou para a garota. Taeyeon observou a fotografia por um tempo e igualmente Tiffany, sentiu seu corpo paralisar e seu coração disparar. - M-miyoung...? - Tae! - Tiffany saiu de sua imensa cadeira e caminhou até Taeyeon e se ajoelhou a frente da mesma. - Eu tinha certeza de que você voltaria! Taeyeon continuava parada e não conseguia pronunciar uma única palavra. - Tae... Você não está feliz em me ver? - Miyoung... Eu... Sim, eu estou. - Respondeu Taeyeon em um tom baixo que soou triste aos ouvidos da ruiva. Tiffany mesmo assim sorriu e tentou beijar Taeyeon que virou o rosto. - Me desculpe... Eu não posso fazer isso. - Como não Taeyeon? - Tiffany levantou-se e ficou observando Taeyeon, que mantinha seus olhos grudados no quadro. - As coisas mudaram Miyoung. Tenho uma vida agora... - Taeyeon


largou o quadro em cima da mesa e levantou-se. - Me desculpe... - O quer dizer com isso Tae? - Uma lágrimas escorreu pelo rosto de Tiffany. - Eu tenho alguém. As palavras foram como uma facada em Tiffany e a mesma não pôde evitar de chorar.”Jessica estava certa o tempo todo.” Pensou consigo mesma. - Mas você prometeu Taeyeon! Prometeu que voltaria para mim. Promessas foram feitas para serem compridas! - Éramos crianças Tiffany. Olhe para nós agora, somos duas mulheres adultas. - O silêncio tomou conta do lugar e as duas não se olhavam. Taeyeon pegou sua bolsa e dirigiu-se até a porta. - Acho que você entende o que quero dizer. - Não, eu não entendo Taeyeon. - Tiffany deu as costas para Taeyeon e baixou a cabeça. - Mas caso queira dar uma segunda chance para nós... Sabe onde me encontrar. Taeyeon abriu a porta e antes de sair chamou pela ruiva. - Ei Miyoung. Eu não menti. Não esqueci de você nem um dia sequer. - E assim saiu, fechando a porta e deixando para trás uma garota desolada.

...CONTINUA


18

IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 18 ANOS

I WON’T GIVE UP


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

I Won’t Give Up Super Junior Romance, Comédia Uma Lobaa Homossexulidade, conflito, Yaoi

I WON’T GIVE UP

Friends Capítulo 1

A

por Uma Lobaa

cordei com algumas batidas na porta de casa. Ainda meio sonolento sentei-me na cama e fitei o relógio. Ele indicava oito horas da manhã, cedo para mim, que nunca acordava antes das onze em manhãs de domingo. – Espere, já estou indo! – gritei para que a pessoa que estava do outro lado da porta, afinal, quem estaria me chamando às 8 da manhã? Levantei e fui vestir minhas roupas rapidamente, já que a “visita” estava aparentemente com pressa, ignorando meu pedido de espera e batendo na porta cada vez mais. Cheguei à porta e finalmente abri. – Hyukjae! Feliz aniversário hyung! – Leeteuk com um grande sorriso no rosto pulou em meus braços me dando um forte abraço, quase me sufocando. Ele era realmente exagerado. Mas espere, eu havia esquecido de meu próprio aniversário. Afinal, eu não tinha muitos amigos, muito menos alguém que se lembrasse do meu aniversário, tinha apenas meu amigo Leeteuk e minha família que provavelmente me ligaria logo para me desejar um feliz aniversário. – Calma Leeteuk, por que está tão animado? Não vejo nada demais


em meu aniversário. – Aish, poderia pelo menos agradecer, não? – Obrigado Teuk. – falei sorrindo – Mas sabe que eu não gosto que me acordem a essa hora em pleno domingo – falei fingindo estar bravo e formando um bico com os lábios fazendo Leeteuk rir. – Hyukkie para de ser dramático – fez uma pausa e me fitou me analisando. – O que foi, vai ficar aí me olhando? – falei com um pequeno sorriso. Apesar de às vezes eu fingir ser rude com Teuk eu gostava da sua companhia e amizade, ele me fazia bem. Meu melhor amigo e o único amigo de verdade. – Claro que não, vamos. – Espera, onde? – Sair! Hyuk hoje é seu aniversário, vamos nos divertir. – Leeteuk já te disse que não preciso de toda essa atenção. E não estou com muita vontade de sair – era verdade o que eu disse, mas eu sabia que não posso dizer “não” para Leeteuk. – Não vem com essa Hyukjae, vamos, vá se trocar rápido. Vou te esperar aqui, te dou 10 minutos – sentou-se no sofá como se fosse sua casa e fez uma cara de irritação fingida cm um bico. – Está bem, já volto – comecei a subir as escadas para ir até meu quarto e parei em um degrau – ...e, Teukie... – Sim? – Obrigado – falei com um sorriso no rosto que logo foi correspondido por ele. Subi até meu quarto e logo ouvi meu celular tocando, já imaginei quem seria. – Alô? – Hyukkie, parabéns meu filho! Espero não ter te acordado, só queria


dar o parabéns para meu bebê – falou com voz manhosa. Ela tinha a mania de me chamar de bebê, mesmo que agora eu estivesse com 20 anos. – Omma! Obrigado! Tudo bem, eu acordei agora a pouco – falei agradecido – Melhor assim, não queria ouvir você de mau humor na manhã de seu aniversário. – deu uma risada discreta que me fez rir também – Tudo bem por aí filho? – Tudo sim omma, e como vai meu pai e Sora noona? – Estão bem também – percebi algumas vozes do outro lado do telefone e minha mãe resmungando algo – eles acabaram de mandar um abraço e um feliz aniversário! – Agradeça a eles por mim – falei feliz. – Filho, quando você vem nos visitar? Faz tempo que você não vem à Seul nos ver! Não sente saudades da gente? – falou com uma tristeza perceptível – Omma, não fale assim! É claro que sinto saudades, mas minhas aulas da faculdade começam semana que vem, seria muito cansativo ir e voltar de Seul antes. Mas eu prometo que vou te visitar quando eu puder, certo? -falei tentando acalmá-la -Certo filho, sentimos muito a sua falta, vê se vem logo,ok? E como vai a Choco? - ela animou-se mais quando mencionou a Choco -Acho que aquela preguiçosa está dormindo ainda -falei rindo. -É bom que esteja cuidando bem dela, senão vou exigir ela de volta! -Cuido muito bem dela omma, ela é uma boa companheira, deixe ela comigo. -Tudo bem filho, estava brincando- falou com um pequeno sorriso -Omma, vou ter que desligar, tenho que me ajeitar para sair com o Teuk, que aliás já está me esperando faz um tempo...


-Que ótimo, filho! Vou deixar você se divertir, tenha um bom dia querido. -A senhora também, te amo- falei sorrindo - Também te amo filho- senti meu sorriso ser retribuído, gostava de conversar com minha mãe, ouvir suas palavras realmente faziam com que eu me sentisse melhor. Tomei um banho rápido para acordar melhor e vesti uma simples camisa branca, calças jeans que ressaltavam minhas pernas, que modéstia a parte, eram bonitas. Me encarei no espelho ajeitando a franja loira e passei uma boa quantidade de perfume. Desci as escadas e me deparei com uma cena engraçada. -Para Choco! - Leeteuk estava deitado no sofá com Choco em cima de si lambendo seu rosto numa tentativa de brincar. Ele ria como um louco, o que me fez rir também. -Choco venha aqui! -chamei ela, que não me deu nem um pouco de atenção. Tive que tirá-la de cima de Leeteuk que logo me agradeceu por tal ato e começou a limpar o rosto com a camisa que vestia. -Finalmente hein Hyukjae, já estava quase dormindo aqui te esperando, pensei você tinha caído no sono de novo, já ia te chamar-falou rindo, debochado. -Ok, Teuk, ja entendi, agora vamos logo antes que fique mais tarde - já eram nove horas e meia, eu realmente tinha demorado. Nos despedimos rapidamente de Choco e deixei seu “café da manhã” do lado de sua caminha, como de costume. Abracei Leeteuk pelos ombros e descemos conversando e rindo até seu carro, um Audi A5 branco. Teuk havia nascido em uma família que possuía boa condição financeira, diferente um pouco da minha, que não era pobre, mas também não tão rica quanto a dele. Entramos no carro e ele ligou a rádio, fomos cantando até o Shopping.


Passamos a manhã toda fazendo brincadeiras, rindo e conversando. Pra falar a verdade, amava passar meu tempo com Leeteuk, ele era a única pessoa que gostava de mim e que não me julgava pela minha opção sexual, não se importava. Durante toda minha vida tive muitos amigos, mas desde o Ensino Médio, quando assumi ser gay, todos simplesmente me olhavam com desprezo, nojo, pena, como se eu fosse de outro planeta, exceto Leeteuk. Sei que ele é bissexual, mas nunca tentou nada comigo e vice-versa, éramos apenas amigos. Se ele quisesse algo comigo ja teria tentado há um bom tempo. -Vamos ao cinema à noite Hyuk? -Depende, se não for algum filme horrível como aquele que você me levou para assistir da última vez...-falei debochando -Não fale assim comigo Hyukkie- falou fazendo um bico -Ta bom Teuk, vamos sim, mas agora vamos almoçar pois estou morrendo de fome! - ele sorriu largo, clamaramente feliz por eu ter aceitado o convite. Saímos do shopping e fomos até um restaurante famoso aqui de Mokpo, tanto o trânsito quanto o restaurante estavam calmos. Os estabelecimentos de Mokpo eram sempre bonitos, bem decorados, o que me faz gostar muito daqui. Sentia saudades de Seoul, morei lá até ano passado, inclusive Teuk morava lá também, com sua família. Quando me mudei pra Mokpo ele veio junto comigo, por sermos muito amigos e dividirmos os mesmos gostos. Nós dois tínhamos a mesma idade e praticamente a mesma altura, coincidentemente. Quando nos mudamos pra Mokpo alugamos apartamentos na mesma quadra, pra facilitar a nossa ida até a universidade. Combinamos que iríamos juntos e dividiríamos a gasolina, mesmo que Leeteuk tivesse dinheiro para pagar eu fazia questão de dividir os gastos. -Hyuk, já decidiu o que vai cursar? -Teuk quebrou o silêncio após


terminar o almoço, puxando assunto. -Ah Teuk, já fiz minha matrícula.... vou cursar veterinária. -Então finalmente se decidiu...- fez uma pausa e ficou pensativo, perdido nos próprios pensamentos -E você Teuk, vai seguir na aquitetura? -Sim- falou com um sorriso no rosto. Eu já imaginava que essa seria sua escolha. Desde criança Teuk gostava de construções e era fascinado por essas coisas- Acho que me darei bem nesse ramo. -Com certeza Teuk, você é uma pessoa esforçada, vai se sair bem- falei com um leve sorriso o fazendo ficar mais feliz com o elogio. -E você trate de estudar bastante Hyuk, a faculdade não é facil. Você quase reprovou no Ensino Médio, agora vai ter que dar duro... - tinha um leve tom de preocupação em sua fala -Pode deixar Teuk, dessa vez vou me esforçar bastante -eu estava tentando tranquilizá-lo, sabia que ele se preocupava muito comigo, sempre foi como um irmão pra mim, e eu falava a verdade. Sabia que devia me esforçar nos estudos, queria ser um orgulho para meus pais e para ele. Leeteuk sorriu abertamente e colocou sua mão quente sobre a minha me fazendo corar. -Sabe que sempre que precisar pode contar comigo, Hyuk- ergueu sua mão até meu rosto, acariciando minha bochecha corada- sempre. -Obrigado, Teuk - sorri com um dos meus melhores sorrisos em resposta e coloquei minha mão sobre a sua, acariciando-a. Passamos a tarde em um parque e dando voltas no centro, nos divertimos muito. Fazia tempo que eu não me divertia assim, me sentia tão bem ao lado de Teuk. Não queria que nossa amizade acabasse, nunca. Faltavam quinze minutos para as oito, então Teuk nos levou até o cinema como combinado. O filme começaria às oito e logo Teuk insistiu em pagar nossos


ingressos e a pipoca. Eu sequer sabia o nome do filme que iria assistir, sabia apenas que era algo de terror. Sentamos mais ao fundo, como de costume. Várias pessoas nos olhavam com olhos de reprovação, provavelmente pensando que tínhamos alguma relação. -Tudo ok aí, meu amor? - ele sussurrou no meu ouvido rindo, zombando da situação. Viu o olhar dos outros em nós e aproveitou para fazer suas piadinhas. Abafei minha gargalhada para não chamar mais atenção, pois o filme ja ia começar, as luzes apagaram-se. O filme era realmente de terror, mas para mim estava mais para comédia. A cada susto Teuk afogava seu rosto em meu peito, talvez com medo. Eu apenas ria da situação e passava a mão nos seus cabelos dizendo “tudo bem Teuk, é só um filme, continue assistindo, garota”, o que fazia com que ríssemos. Em alguns momentos mais tediantes do filme eu jogava uma pipoca no seu rosto e ele fazia o mesmo, o que certamente daria trabalho para as pessoas que limpariam a sala de cinema, agora com pipocas sob nossos pés. Por alguns segundos percebia que Teuk olhava para mim atentamente e eu apenas fingia que assistia ao filme, sentindo minhas bochechas corarem. Até que as luzes se acenderam, indicando que o filme tinha acabado. Saímos dali conversando e zombando do filme, que fora sem dúvidas engraçado para mim, mas para ele não tanto. Teuk me levou até em casa. Abri a porta do carro para descer mas ele me interrompeu. -Então Hyuk, gostou do seu aniversário ou o filme estragou tudo como o da última vez? - não pude deixar de rir de seu comentário -Gostei sim Teuk, o filme sempre é chato, mas passar o meu aniversário com você foi ótimo -brinquei fazendo com que ele sorrisse. -Então quer dizer que eu lhe faço bem? -Claro que faz! Foi um dos meus melhores aniversários Teuk, obriga-


do. -dei um abraço forte nele que logo correspondido -Eu já sabia -disse como se fosse óbvio. Talvez fosse. -Convencido! -ri -Hyuk, tenho uma coisa pra te entregar. -O que seria? -Um presente... não sei se vai gostar- falou não muito confiante, mas meus olhos brilharam de expectativa. -Aish Teuk, depois de tudo que passamos hoje ainda vai me dar um presente? -Claro, e aqui está- retirou um embrulho do bolso e me entregou com um sorriso um pouco envergonhado -Nem sei como agradecer Teuk- falei feliz e logo peguei o embrulho de suas mãos, abrindo-o. -T-Teuk! Eu.. eu nem acredito! Um iPhone? Eu estava precisando de um! Muito obrigado!- não sabia como ele havia adivinhado o que eu queria, mas sem dúvidas eu estava muito feliz, consequentemente o deixando feliz também. -Não tem por quê agradecer Hyuk... Agora sei que está cansado, vá pra casa descansar. - falou sorrindo -Verdade,vou dormir, já está tarde. Boa noite Teukie, durma bem. Muito obrigado pelos presentes! - falei com um sorriso enorme, saindo do carro -Tudo bem Hyukkie, durma bem também, amanhã conversamos fechei a porta do carro e fui até meu apartamento com um sorriso estampado. Abri a porta e vi Choco já dormindo, por sorte eu havia deixado comida suficiente para ela passar o dia. Entrei silenciosamente e fui até meu quarto, tirando minnha roupa e deitando apenas de boxer, estava cansado. Demorei um pouco para dormir, me lembrando de cada momento que havia passado. Com certeza fora o meu melhor aniversário. ...CONTINUA


18

IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 18 ANOS

junkie’s love


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Junkie’s Life - Junkie’s Love EXO Romance, Colegial KimEuna Homossexulidade, drogas, linguagem imprópria,Insinuação sexual

JUNKIE’S LIFE SAGA

Junkie’s Love Capítulo 1

L

por KimEuna

uhan estava à entrada do colégio mais rico da região, e um dos mais ricos de Seoul. Era o seu primeiro dia de escola depois da sua mudança repentina de país. Não que ele se importasse muito com isso, mas visto que, como nunca tinha estado na Coreia, Luhan queria mostrar uma boa aparência, arranjar uma boa reputação. Era esse o seu primeiro objetivo como um novo aluno. Ele odiava ser conhecido por novato e, ou se fazia logo amigo de um grupo mais famoso, ou passava-se por despercebido. Esse caminhou até à entrada do pavilhão. Espreitou todos os cantinhos possíveis daquele edifício grande, luxuoso. Aquilo era tão maravilhoso quanto um hotel de cinco estrelas. Ele podia ser rico e estar habituado a coisas grandiosas, mas esse nunca pensou que um colégio podia ser assim tão lindo quanto este. Uma arquitetura moderna, onde se apresentava uma ideia juvenil, mas ao mesmo tempo, adequado, clássico. Luhan pegou um papel que se encontrava dentro do bolso do casaco de seu novo uniforme. Era o seu horário e as salas onde iriam decorrer cada disciplina. Ele tentou entender onde teria de ir, mas depois de ver uma placa


com informações sobre tal, esse se dirigiu até à sala pretendida. Demorou um pouco a chegar, visto que aquele edifício era espaçoso, grande. Ele até poderia usar o elevador, mas como eram muitos os alunos utilizadores dessa caixa tecnologicamente evoluída, ele decidiu utilizar as escadas e com calma ia subindo degrau a degrau sem se preocupar com as horas. A campainha soou e Luhan dirigiu-se para dentro da sala, sentando-se num lugar aleatório. Ele, timidamente, olhava para os alunos que lhe encaravam e segredavam sobre o “novo aluno” até ao momento em que o professor entrou na sala para dar início à aula. Esse fez a chamada, e nos seus apontamentos, o professor pôde ver que tinha um novo aluno dentro da sua turma. - Venha até aqui ao quadro, o novo aluno. – O professor pedia, um pouco simpático, curioso. Luhan não gostava dessas chamadas de atenção, só mostrava mais o seu lado de novato, o que ele odiava, mas não tinha por onde escapar. - Olá, sou o Luhan, tenho 16 anos, nasci em Pequim e vim viver em Seoul há pouco tempo. Por favor, cuidem bem de mim – Luhan terminou a sua apresentação com uma leve reverência e voltou ao seu lugar, começando em seguida a aula. Luhan estava interessado na aula, mas algo o perturbava. Ele olhou para os dois lados e tanto de um lado como do outro era observado. Era intimidante para o chinês, mas sem mais querer saber, retomou a sua atenção para o professor.

A campainha finalmente havia soado e uma manhã de aulas havia


chegado ao fim. Era hora de almoço e Luhan tentava encontrar um local para comer a sua refeição que tinha guardado dentro da sua mochila. Visto que nem na lanchonete, nem no refeitório tinha espaço, o chinês decidiu ir para o jardim. Talvez conseguisse encontrar um banco debaixo de uma árvore e comer com calma a refeição que sua mãe preparou com cuidado, com carinho. E foi como se os céus o tivessem escutado. Ali estava um banco, debaixo de uma árvore no jardim lateral do colégio. Luhan, por fim, sentou-se, tirou o seu almoço, os pauzinhos e deu início à refeição. Por enquanto sentia-se sozinho, pois ser aluno novo nem sempre é bom, mas tinha confiança que iria arranjar bons amigos e passar um bom tempo. Luhan desfrutava calmamente do seu lanche quando de repente algo surge, assustando-o. Esse desviou o seu olhar para a pessoa que se havia sentado ao seu lado. Era um jovem de cabelos negros, com uma tez morena e uns lábios cheios, que completavam com um belo sorriso. -Olá, Luhan. – O jovem deu início à conversa. – Eu sou Kim JongIn, mas pode-me chamar de Kai. Estou vendo que está aqui sozinho… não quer juntar a nós? – Kai apontava para o seu grupo que se encontrava perto de outra árvore. - Olá Kai… se não for incômodo, eu agradeceria… - Luhan sorriu tímido. Esse nunca pensou que alguém poderia ir falar com ele… - Mas… como sabes o meu nome? – Luhan agora se lembrara de tal ação. - Bom, somos da mesma turma, não viu? – Kai sorria. - Ah, não, eu ainda não sou muito bom para decorar rostos… mas… espera… não era você que estava olhando para mim?– Luhan finalmente obteve uma pequena luz em sua mente. - Sim… era eu. Mas venha, os meus amigos estão à espera. Sem mais demoras, Luhan decidiu deixar passar a sua pergunta que


gostaria de propor em seguida, indo com Kai até ao seu grupo que o esperava. - Pessoal, este é o Luhan, ele é da nossa turma e veio de Pequim, lembram-se? Todos disseram olá ao chinês e começaram a se cumprimentar. - Olá, eu sou o Park Chanyeol. - Eu sou o Huang Zitao e também sou chinês, nasci em Shandong. Ah, mas me chame de Tao. - Eu sou o Wu Yi Fan, nasci em Guangdong, mas muitos me chamam de Kris. – A sua voz grossa surpreendeu o novato. - Eu sou o Kim JongDae e meu apelido é Chen, e sou irmão do Kai. As apresentações estavam dadas e todos se sentaram na relva verde, conversando mais sobre as suas vidas. Luhan explicava sobre a sua repentina ida para a Coreia e todos os outros ouviam com atenção. Tao começou com uma brincadeira que deixava os irmãos e Chanyeol chateados. Ele, Kris e Luhan começaram a falar em chinês, fazendo os outros não entender nada, a não ser Chen que entendia apenas um pouco. A campainha soou e estava na hora de voltarem para as aulas. Todos arrumaram as suas coisas e voltaram para dentro do edifício. - Luhan, já que somos da mesma turma, podemos ficar juntos na mesma mesa. – Kai sugeriu, fazendo o chinês aceitar com um sorriso doce. - Ah, então o Chanyeol e o Chen? Eles não são da nossa turma também? – Luhan questionava preocupado, pensando se poderiam levar a mal. - Sim, mas eles sempre se sentam juntos, e eu normalmente estou sozinho. - Ah, pronto, sendo assim, aceito mais uma vez. Os dois sorriram e foram para a sala ter mais uma tarde de aulas. Quando eles se sentaram na mesa que Kai costuma sentar, Luhan pôde ouvir murmúrios vindos dos outros colegas como “Pronto já tinha que ficar


com o Kai” e “Ele nem sabe onde se está se enfiando, vai ser um delinquente como eles”. Luhan não entendia essas palavras provindas dos outros colegas, mas também tentou não ligar muito. Quando esse ia prestar atenção ao professor que acabara de chegar, sentiu-se mais uma vez observado. Era o mesmo garoto que o observara de manhã. Luhan, sem mais conter a sua curiosidade, questionou. - Kai – chamou, murmurando – quem é aquele moço que está à nossa direita? - É o Oh Sehun. Ele é meu inimigo. Ele é o presidente da Associação de Estudantes, e nós não nos damos bem, mas porque perguntas? - Não é por nada, era só curiosidade. - Ele é bem rude. – Kai concluiu. Luhan voltou a encarar mais uma vez Sehun, e esse por sua vez, também encarava Luhan. Era estranho como ele o olhava. Não parecia nada do que Kai descrevia. Talvez o achasse rude pelo fato de serem inimigos, ou talvez fosse mesmo, mas algo naquele olhar não ditava que Sehun era rude, mas sim carinhoso, amoroso. Luhan voltou a sua atenção para Kai quando esse lhe pediu para lhe ajudar numa tarefa. - Alunos, hoje vocês vão iniciar um trabalho de grupo. Como vejo que há sempre confusões na formação dos grupos, desta vez, eu irei sortear. O professor começou a retirar os nomes, um a um, formando os pares. - Luhan fica com… Sehun. Luhan, estás muito bem acompanhado. – O professor sorriu. Luhan não expressou qualquer emoção em seu rosto. Obviamente que ele iria se sentir mais à vontade se ficasse com Kai ou Chanyeol ou Chen, pois esses eram os seus amigos novos, mas não tinha outra saída - a não ser


a negativa-, mas não era o que o chinês pretendia. - JongIn fica com… Kyungsoo. Outra dupla que eu vou adorar ver. – O professor, irônico, comentou, sabendo das rivalidades de cada grupo. Kai bufou e olhou em seguida para o seu colega, que por sua vez, era seu total rival. Chanyeol e Chen ficaram com colegas que por mera sorte não pertenciam ao grupo de Sehun, o que os deixou um pouco mais feliz. Eles bastavam fazer uma pequena chantagem ou um pedido e o colega fazia o trabalho sozinho, ou sozinha. A turma começou a juntar-se em pares para dar início ao trabalho de grupo e Luhan foi-se sentar para o lado de Sehun e Kyungsoo para o lado de Kai. Era estranho e relativamente irritante como Kai e Kyungsoo tinham logo de ficar juntos, mas na pequena consciência de Kai, era preferível o Kyungsoo ao Sehun. Luhan, timidamente, sentou-se sem ditar uma palavra qualquer para o jovem estranho, que por mero acaso, já sabia o seu nome. O professor deu um tema e subtemas e cada grupo escolheu um para trabalharem. - Qual prefere trabalhar? – Sehun finalmente quebrou o silêncio, questionando o chinês. - Bom… se é assim… e se falarmos sobre a história da China? Eu sou chinês e aprendi isso na China… assim será bem mais vantajoso para nós. - Bem… mas assim perde a sua piada… que tal se falarmos sobre a história do Japão? Pelos visto é o único país que não está incentivando os nossos colegas. - Porquê? – Luhan questionou inocentemente. - Porque Japão e Coreia têm a sua rivalidade, apesar de já não haver tanta, mas ainda há quem discrimine o Japão – contou. Luhan após ouvir a breve explicação de Sehun, concordou e começaram


a procurar informação nos seus livros de história. Os dois, muito concentrados, pesquisavam muito bem, quando ambos perceberam um objeto caído em cima da mesa. Sehun tentou encontrar o dono daquele papelzinho amassado e quando viu que era Kai a pessoa causadora da sua distração, abriu o papel, para ver do que se tratava. “Vê lá como trata o meu amigo, se tiver queixas tuas já sabe o que te acontece.” Sehun nem se deu ao trabalho de responder, pois achou desnecessário tal ação, mas fora surpreendido com uma pergunta vinda do seu parceiro. - O que Kai queria? – Luhan questionou com a sua face o mais próximo da de Sehun, o distraindo por completo. - O-O Kai? Ah… era para dizer para te tratar bem. – Sehun falou a verdade, fazendo o outro se rir, olhando o moreno de volta. Sehun odiou ter que contar a verdade, mas não era da sua personalidade ter que mentir. Ambos retomaram ao trabalho e quando menos esperaram, o professor pediu a atenção dos seus alunos. - Bom, agora só teremos aula semana que vem, por isso, na próxima aula eu quero os trabalhos todos feitos e entregues. Não haverá desculpa de tal falha. Se um falha, falham os dois. - Isso quer dizer que… que… eu terei que me encontrar com este “ser” fora das aulas? – Kai falava frustrado com a ideia vinda do seu professor. - Vê lá como fala, JongIn. – Kyungsoo falou, encarando o outro com ódio, com raiva. A campainha soou e todos os alunos começaram a sair para o intervalo. Quando Luhan ia se encontrar com os seus amigos, Sehun puxou-o pelo braço, pedindo atenção. - Luhan… é que… teremos que falar sobre o trabalho e fazê-lo…


como quer fazer? - Bom… eu não sei. – Luhan pensou. - Que tal todos os dias depois das aulas? E se no fim-de-semana ainda não tivermos terminado, aí combinamos para acabar. Luhan não se sentiu muito à vontade com a ideia, mas tinha que fazer o trabalho, então aceitou. Depois de combinarem tudo, o chinês finalmente pôde ir ter com os seus amigos. - Que saco, agora terei que ir ter com aquele malvado todos os dias depois das aulas. – Kai falava, mencionando Kyungsoo como um ser malvado. - Não fica assim Kai, vai ver, não será assim tão ruim. – Luhan falou, fazendo os outros rirem, e deixando Kai irritado por isso. - Isso é porque não sabes nada do que passamos. – Kai falou, calando Luhan que ficou um pouco nervoso com o ataque verbal repentino do outro. Um silêncio se presenciou dentro do grupo e os meninos se encontraram com os outros dois chineses que esperavam por eles. Todos se dirigiram até a lanchonete da escola e, repentinamente, um grupo de garotas se destacou, andando em direção ao grupo de Kai. - Vejo que têm um membro novo. – A garota de cabelos morenos e compridos falou. – Ele é bem bonitinho, Kai. Posso pegar? -Pois claro que podes… sua linda. – Kai falou com um sorriso malicioso no rosto, deixando Luhan sem jeito e confuso com tudo aquilo. As garotas foram em direção ao chinês e o levaram até a um canto do edifício, não muito longe do local onde se encontraram. Elas começaram a passear as suas mãos pelo corpo alheio, deixando Luhan intimidado, com toda aquela situação. Ele queria sair daquela confusão, mas estava a ser difícil. -Luhan? Tem noção de há quanto tempo te procuro? Temos que ir fazer o trabalho de história não sabe?


As meninas desviaram a sua atenção para a voz conhecida, expressando uma faceta de nojo, de raiva. Elas odiavam Sehun como Kai o odiava, pois essas eram as meninas que Kai e o restante do grupo ficavam. - Luhan, parece que teremos de deixar o serviço para outro dia. Boa sorte com o seu trabalho, seu lindo. – A leader do grupo falou, depositando um beijo na bochecha alheia e indo embora, sendo seguida pelas outras meninas. Luhan não sabia se deveria estar zangado ou agradecido, mas ele tinha mesmo era outra coisa em mente. - Porque veio falar comigo sobre o trabalho? Nós não vamos nos encontrar agora. - Luhan, por favor… elas queriam abusar de ti, eu só te quis ajudar. Eu sei que é amigo do Kai, mas tu nem faz ideia do que ele é. Eu só espero que não vá pelo mesmo caminho. – Sehun falou, com um tom arrogante para Luhan. - Afinal Kai tinha razão. Não passas de um arrogante. Independentemente do que Kai seja ou deixa de ser, ele é um bom amigo e me acolheu. - Como chama de amigo a alguém que acabaste de conhecer? Irônico. Você é muito ingênuo Luhan. Nos falamos depois. Luhan odiou as palavras proferidas pelo seu colega de trabalho. Ele tinha razão na parte de não conhecer Kai há muito tempo, mas como ele tinha a ousadia de falar assim? Virou costas para o outro e foi em direção à sala para ter a próxima aula.

...CONTINUA


18

IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 18 ANOS

LOST IN DEBIT


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORAS CONTEÚDO

Lost In Debit Girls’ Generation Comédia, Romance BrumBrum Linguagem Imprópria, Sexo

LOST IN DEBIT

Tiffany Potter Capítulo 1

P

por BrumBrum

apai sempre diz que sonhar é importante. Que devemos manter a inocência dos dias infantis, um coração puro, que não se deixa enganar pelos males desse mundo sagaz. As pessoas já não acreditam mais no amor, em sua força, e no poder que ele pode ter em suas vidas. Dizem que quando se cresce, o amor ganha outro significado, ele amadurece de uma outra forma, e devemos sempre estar preparados para recebê-lo ou deixá-lo ir. As borboletas e o frio na barriga já não são sintomas sentidos, tudo não passa de uma história mal contada. Eu acreditava em tudo isso. Perdi a esperança nos sonhos ao ver meu próprio sonho frustrado. Mas isso mudou. A pureza outrora sentida em um primeiro beijo, na descoberta do prieiro amor, em um simples toque de mãos que arrepia cada parte do corpo, tudo isso existe. Tudo isso ainda pode existir, mesmo quando se é adulto. Vejo meu mundo cor-de-rosa, meu coração acelera a cada vez que te vejo. Seu brilho, sua força, sua simplicidade. Algo tão pequeno, mas ainda assim, tão significativo. Foi amor à primeira vista. Isso eu tenho certeza. E agora já não sei como é viver em um mundo sem você. Meu mundo gira.


Felicidade é o que você sempre me traz. Agora vejo que todos os finais felizes são possíveis. Os contos de fada podem ser reais. Essa magia que você me faz sentir... – Senhorita Hwang? – ... – Tifanny-shi? – ... – Senhorita Hwang, seu cartão foi recusado. E em menos de um segundo pude sentir que todo o meu mundo corde-rosa estava desabando. Você, meu tão grande amor, havia me deixado. Meu cartão de crédito tinha me abandonado. – O quê?! Isso não pode ser verdade! – Senhorita, eu entendo sua frustração, mas o seu cartão foi recusado. – Não pode ser verdade! Passe isso de novo! Passe isso de novo, agora! – Tudo bem, senhorita Hwang. E mais uma vez o meu amor, meu tudo, meu bebê, foi passado naquela máquina. Fiquei esperando o momento mágico em que a vendedora diz: “Por favor, insira sua senha”, mas ele não aconteceu. – Senhorita, seu cartão foi recusado. – Não! Ele não pode ser recusado! – Senhorita, por favor, entenda. – Não tem o que entender, ele não está sendo recusado, isso é tudo uma brincadeira sua! E de mau gosto, muito mau gosto, diga-se de passagem! – Senhorita, por favor, se acalme. – Eu vou levar as minhas compras! – Senhorita, eu creio que isso não será possível, a menos que você pague em dinheiro.


– Olha aqui queridinha, você sabe quem eu sou? Meu nome é Tiffany Hwang! Meu cartão nunca foi recusado! NUNCA! Ninguém recusa Tiffany Hwang! Ou você faz esse cartão passar agora, ou eu vou passar ele no seu cu! – Senhora, por favor, mantenha a calma. – Calma? Como você quer calma, seu teletubbie do capeta?! Faz isso passar! Faz meu bebê passar! Ele não pode morrer assim, não agora! - gritei descontroladamente com ela. Vi uma caixa sobre a mesa e decidi usar aquilo para chantageá-la. Ao abrir a caixa, tirei de dentro dela o par de sapatos que ali estavam, apontando os saltos na direção do rosto da atendente. – Está vendo esses Louboutin?! Eu preciso deles você está me entendendo?! Você tem noção disso?! Não? Você não tem, sua pé rapada! Então eu já falei pra me deixar levar minhas compras se não eu enfio esses dois saltos nos seus olhos! - balançava os saltos de 15cm no ar loucamente, demonstrando toda minha frustração. Ela se afastou o máximo que podia do balcão e se encostou contra a parede. A maldita atendente olhou para os lados, procurando alguma coisa. Seus olhos pararam em uma escada no final da loja. Ela soltou um sorriso sarcástico para mim e começou a gritar: – Segurança! Segurança! Socorro! Essa louca quer me matar! Olhei para trás tentando ver o segurança que chegava. Ele tinha uns três metros e parecia mais uma mistura de Hulk, Golias e armário velho de liquidação de um brechó. Sabia que se ele me pegasse, seria meu fim. Quanto mais ele se aproximava, mais eu podia ver o quão grande ele era. Parecia um enorme gorila. Sem pensar duas vezes, agarrei o que podia, todas as roupas de grifes e sapatos que consegui, e sai correndo de dentro da loja sem ter um plano B


em mente. Apenas corri. – FUCK THE POLICE! - gritei enquanto corria dos seguranças do shopping e da loja. – VOCÊS NUNCA VÃO ME PEGAR! HAHAHA! nesse momento todas as pessoas do shopping estavam paradas me olhando assustadas. **Delegacia** (sem POV) Foram necessários mais que três homens para segurar Tiffany, que mesmo depois de levada à delegacia, ainda demonstrava grande alteração. – Eu tenho direito a uma ligação! Eu vi nos filmes! Os presentes naquele local riam da cômica cena e se perguntavam o que uma jovem, aparentemente em seus 20 e poucos anos, muito bem vestida e estudada, fazia em um lugar como aquele. Toda a atenção estava voltada para ela. O delegado, irritado com o escândalo que a mesma causava, queria logo dar fim a essa pequena ocorrência, cedendo imediatamente à tão desejada ligação. Uma Tiffany mais aliviada segurou o telefone em seu ouvido e discou o primeiro número que veio à mente. – Jessica meu amor, como vai? Um longo suspiro foi ouvido do outro lado da linha. Jessica respirou fundo e foi direto ao ponto: – O que você quer, Tiffany? – Preciso da sua ajuda. – O que você fez? – Preciso que venha me buscar. – Onde? – Na delegacia. Jessica não queria acreditar no que estava ouvindo. Precisava saber o


que raios a amiga estava fazendo em um ambiente como aquele. Respirou fundo mais uma vez, como que para conter o estresse que já percorria todo o seu corpo, e mais uma vez, com calma, perguntou: – Mas o que você está fazendo na delegacia? – Estou comprando roupa. O que se faz em uma delegacia? – Como você foi parar aí? – Me trouxeram para cá. – Por quê? – Porque eu fui comprar coisas. Você sabe que eu gosto de comprar, mas o meu cartão foi recusado e então me trouxeram para cá. Não acreditando no que estava ouvindo, conhecendo bem a amiga que tem, logo cuidou em pedir por mais detalhes. – Te levaram para a delegacia porque seu cartão foi recusado? – Sim. – Tiffany... - uma Jessica em tom ameaçador soou por entre a linha. – Tá bom, eu me alterei um pouco. – Um pouco? – Tá bom. Me alterei bastante. – Eu estou indo. – Obrigada. Tiffany suspirou em alívio por saber que a amiga tinha concordado em tirá-la dessa situação, mas sabia que logo teria que ouvir poucas e boas da mesma. Sabia o que estava lhe aguardando. **Apartamento HyoFany** O caminho até o apartamento de Tiffany foi extremamente silencioso. Palavras não precisavam ser trocadas, e uma Jessica visivelmente irritada intimidava a ruiva, que preferia permanecer encolhida em seu lugar.


Ao entrar no apartamento, as duas foram recepcionadas por Hyoyeon, que assistia TV na sala, deitada preguiçosamente em um dos sofás. Fechada a porta, Jessica, em um tom preocupado, logo começou a falar: – Tiff, você tem uma dívida imensa com o banco. – Eu sei, eu sei. - disse Tiffany, fazendo aegyo, em uma tentativa frustrada de derreter o coração da amiga que mal começara o seu discurso. Hyoyeon interrompe as duas. – Fany, chegou mais uma daquelas cartas que você nunca lê. Hyoyeon levanta do sofá, pega o envelope que se encontra em cima da mesinha de centro e o coloca nas mãos de Tiffany. – Que carta é essa Tiffany? - pergunta Jessica, desconfiada do que possa ser. – É de um negócio aí. - a ruiva tenta despistar a amiga, sem sucesso. Jessica, que não compra a desculpa da outra, continua seu interrogatório: – Que negócio? – Um negócio. – Deixe-me ver esse negócio. – Não! - gritou, fazendo bico, agindo como uma criança birrenta. – Me dá, Tiffany! - retrucou Jessica, já sem paciência. – Não! De repente, a cena tomou um ar de jardim de infância. Duas crianças brigando por um brinquedo. Tiffany e Jessica corriam pela sala, como que em uma caçada de gato e rato, deixando Hyoyeon em meio a um ataque de risos, diante de tamanha infantilidade. – Me dá agora! - rugiu a loira, arrancando o papel das mãos da amiga fugitiva, que aos poucos perdia o fôlego depois de tanto gritar e correr em


meio aos móveis da sala. Tiffany caiu desvanecida, derrotada, ao entregar o jogo nas mãos da outra. Enquanto isso, Jessica tinha total concentração na carta que agora estava em sua posse, lendo e analisando milimetricamente cada palavra ali gravada. Após alguns minutos de total calmaria, Jessica finalmente quebrou o silêncio: – Eu não acredito, Tiffany! Isso é uma intimação da justiça! - disse, com ar de choque e descrença. – Quantas cartas iguais a essa você recebeu? – Essa é a primeira. - respondeu, sem ao menos tentar soar convincente. Hyoyeon não se conteve e voltou a rir, escandalosamente dessa vez, entregando mais uma mentira da amiga com a qual dividia o apartamento. – Do que você está rindo, Hyo?! - urrou em direção a outra, como que tentando intimidar a primeira a manter-se em seu lugar. – Nada. O programa é engraçado. - Hyoyeon voltou-se para a TV na qual assistia a qualquer programa tedioso, anteriormente. – É um telejornal. - soltou Jessica, em um ar de deboche, logo voltando-se, com um olhar gélido, para o alvo de seu interrogatório. – Tiffany, quantas cartas? – Algumas. - respondeu receosa. – Cadê elas? – Não sei. – Cadê elas, Tiffany Hwang?! - Jessica começa a perder a paciência. – Eu joguei por aí. – Você jogou fora? – Não. Eu juntei pra jogar, mas não joguei. – Então onde estão?


– Eu não lembro. Hyoyeon levantou-se do sofá e foi até um dos quartos do apartamento, o qual era usado por ela e Tiffany como uma espécie de depósito. Para a surpresa das outras, Hyoyeon saiu do cômodo com um imenso saco, e logo atentou em jogá-lo próximo a uma Jessica pasmada. – Aqui estão. - disse, sem mostrar a menor preocupação. – OH MY GOD! Isso tudo são cartas? - resmungou Jessica, ainda em choque. – Sim. - Hyoyeon respondeu calmamente. Jessica, virando-se para uma Tiffany que apenas assistia a interação entre as outras duas, voltou a questionar: – Tiffany, por que você nunca me disse nada sobre isso? – Porque não achei que fosse um problema. - respondeu com ar de pouco caso. – Tiff, são muitas cartas. Você não abriu nenhuma? – Não. – Meu Deus! É muita carta! - Jessica parecia cada vez mais chocada ao debruçar-se sobre o imenso saco de correspondências. – Eu sei. Eu me sinto o Harry Potter. - soltou em meio a um riso debochado e logo abafado, ao receber o olhar feroz da amiga. – Eu me sentia como o Harry Potter toda vez que elas chegavam, mas nenhuma era de Hogwarts, Jessica, N-E-N-H-U-M-A! - não conteve o riso, mesmo ao ver que a outra não cedia às suas tentativas de aliviar a tensão existente. – Não é hora para brincar. - disse a loira, curta e grossa. Após analisar grande parte das cartas recebidas por Tiffany, Jessica achou algo que lhe fisgou a atenção em meio a tão grande emaranhado de papéis. Uma das correspondências não se tratava de uma simples carta-cobrança ou qualquer coisa do tipo. Era algo maior, algo mais sério, e que a


deixou extremamente preocupada com a situação da amiga. Tiffany estava sendo intimada a prestar contas perante um juiz. Parece que Jessica precisaria interferir nos problemas causados pela outra. – E então? - perguntou Tiffany, curiosa com a expressão estampada no rosto da amiga. – Você está sendo processada e precisa se apresentar semana que vem, às 16h, perante o juiz. – WHAAAAT?! - gritou a ruiva, que já se descabelava dramaticamente. – Fany-ah, menos! Não é hora para agir assim! Pare de ser tão infantil e sejamos sensatas ao menos uma vez na vida! - disse Jessica, desprovida de qualquer emoção. – SICA! SICA! Você é advogada, vai me ajudar, né? – Sim, eu vou, Fany Potter. – Jessi, não é hora para brincar! **Genie Corp.** Dizem que para vencer os medos, é preciso enfrentá-los. Quem me dera as coisas fossem fáceis assim. A cada dia vivo o pesadelo de tentar saldar cada um desses devaneios paranoicos que me perseguem o juízo. Sim, pesadelo, por que eles não me deixam. Simplesmente não fogem de mim. Quem me dera toda a força que impus em uma encenação comprada por cada uma das pessoas que conheço, que acham me conhecer, que admiram a pessoa que acham que sou, fosse real. Queria provar ao menos uma vez do pensamento seguro de me lançar a desafios que não podem ser vividos por qualquer um. Inveja seria uma palavra muito forte para tratar do que sinto por todas as pessoas que não sentem medo, que não se deixam dominar por medo de


agir conforme a maré. Mas é isso que sinto. Inveja. Seria errado desejar ser tão diferente do que sou? É errado às vezes acordar, e simplesmente odiar o reflexo que vejo? Não é uma questão de aparência, mas sim de atitude. A atitude que me falta para bater o pé e dizer um “não” quando preciso, ou fazer uma escolha sem me preocupar tanto com cada uma das hipóteses para as quais posso ser levada. Queria que a vida fosse um pouco menos complexa. Apenas mais brilhante que o sol, ou mesmo simples como o azul... – AZUL! É isso! Azul! Definitivamente será essa a cor do papel de parede do meu laptop! – Tae, o seu papel de parede JÁ É azul! - me assustei com a entrada repentina de Yuri em nosso escritório. – Mas eu mudei o tom! Agora ele é mais claro, não vê?! - disse apontando freneticamente para a tela do computador. – Tae, você precisa se livrar de todas essas manias. Você não cansa de levar uma vida tão metódica? Tão meticulosamente calculada? A quanto tempo você não transa? Não acredito que ela vai tocar nesse assunto de novo... – Yuri, isso é pergunta que se faça em um ambiente de trabalho?! Por favor, mantenha o decoro. - disse em tom firme, mas calmo, incomodada com o assunto agora abordado. – Taeyeon, você tem 30 anos, e eu tenho 28. Acho que temos idade suficiente para falar sobre isso. – Entendo, mas ainda estamos em um ambiente de trabalho. – Estamos no intervalo. Sério que ela vai insistir nisso? – Mas ainda estamos no ambiente de trabalho. Pude ver um sorriso vitorioso surgir em seu rosto, e quando dei por


mim, estava sendo arrastada para fora do prédio. – A quanto tempo você não transa? Sério que ela vai persistir? – O quê? Por favor, pare. - apesar de tentar me manter firme diante do assunto, pude sentir minhas bochechas queimarem. – Não estamos mais no ambiente de trabalho. Responde. – Três anos. - qual é o meu problema?! Por que respondi isso?! – O QUÊ?! Taeyeon, você precisa transar urgentemente! - vi Yuri agir como se isso fosse a coisa mais grave do mundo. – Não é algo que eu precise no momento. - tentei ser indiferente. – Já passou do momento. – Não concordo com você. E eu estou procurando a pessoa certa. – Taengoo, você está a mais tempo sem sexo do que uma mulher precisa para gerar uma criança. - ela riu. Soltou esse infame comentário e riu. Riu. Simplesmente riu. – Achei ofensivo. - respondi fingindo fazer pouco caso e dei as costas à ela, seguindo meu caminho prédio adentro. Não gostei do comentário. Acho que tratar de um assunto tão delicado como esse, de uma maneira tão inapropriadamente natural, não é normal. Pelo menos não para mim. Eu sei que não pratico o coito a um tempo consideravelmente longo, mas não é algo que eu precise no momento. Eu não vejo a atividade sexual como algo de extrema importância e necessidade como Yuri. Ela praticamente vive para isso. Eu não sei se copular possa ser intitulado como um hobby, mas para ela, isso definitivamente é um. Eu acredito que Yuri copule todos os dias. Não estou tentando ofender minha amiga, nem a chamando de ninfomaníaca ou qualquer outra coisa do tipo, mas é que ela me faz pensar isso sobre ela. “Tarada”. “Pervertida”.


“Byun”. A meu ver, são palavras que se encaixam perfeitamente com sua personalidade. Em meio às minhas divagações, apenas agora percebi que Yuri me seguia, ainda com aquele sorriso maldoso estampado na cara. Juro que se ela continuar com essa cara, vou começar a pensar que apenas estamos fantasiando sobre os dias de maturidade e, na verdade, ainda somos crianças no jardim de infância. E claro, ela é o famoso bully. Preciso dizer quem vai ser aterrorizada? – Hey Taengoo, espera! Preciso falar com você! – Eu não estou para papo agora, Yul. Preciso trabalhar. - disse friamente. – Mas é justamente sobre isso que quero falar com você. - por que raios ela não desmancha esse sorriso malicioso da cara? Acho que estou começando a implicar com ela. Será que estou precisando de férias? Não! Não! Não posso deixar a empresa nas mãos de Yuri. Acho que em uma semana, perderíamos tudo! Já pensou? Deixar nossas confortáveis residências, para viver debaixo da ponte? Yul estava me encarando agora com uma cara de nojo e, ao mesmo tempo, de curiosidade. Demorei um pouco para perceber que estava mais uma vez distraída, e pior, meus olhos, mesmo que não focados realmente nisso, encaravam o decote dela. Tentando fugir dos pensamentos que me cercavam sobre o futuro de nossa empresa, e acabar com a estranheza gerada pelo meu ato involuntário, fui obrigada a puxar assunto. – Você sabia que o animal que produz mais leite é a baleia? A fêmea produz 600 litros de leite diariamente. - puxei assunto com a primeira coisa que me veio à cabeça. – Hã?


– Por falar em leite, você sabia que é possível fazer queijo com leite humano? - continuei falando inconscientemente, tentando me desfazer da situação constrangedora, alheia ao fato de que só estava a piorando. A cara de aversão que Yuri fez após ouvir aquilo só piorou. Seu rosto estava congelado, nem as sobrancelhas franzidas se mexiam, muito menos a sua boca em forma de peixe se fechava. Meus conhecimentos intelectuais não foram capazes de amenizar o clima constrangedor que havia se estabelecido. Pelo contrário, só pioraram. Talvez melhorasse se eu não estivesse falando sobre leite depois de encarar seu busto. – Tae, como podemos ver, o excesso de trabalho afetou completamente seu pequeno cérebro. Que tal você trabalhar menos, pegando um caso mais light? O que acha? – Tipo... Leite light? – Aigoo! Sem leite, Kim Taeyeon! - Yuri grunhiu. Ela me ignorou por um tempo, enquanto vagava o olhar pela sala. De repente, saiu andando até as gavetas que continham arquivos. Fiquei apenas observando ela passar vários deles. Parecia querer encontrar algum documento específico para me mostrar. Enquanto ela procurava os benditos arquivos, comecei a divagar novamente pelo meu mundo mágico de fantasia. Voltando ao tópico anterior, se leite humano pode produzir queijo, então pode fazer sorvete também? Será que seria bom? Será que daria para fazer sabor flocos? Seria estranho, não é? O som metálico da gaveta se fechando me despertou do meu pequeno momento brisante, algo que era completamente normal vindo de mim. Vaguear pelos sórdidos pensamentos que minha sutil mente produz, é algo que me casa muito bem, principalmente quando não estou trabalhando. É como se meu cérebro necessitasse se desligar um pouco do mundo real para


conseguir se recarregar. Sacudi minha cabeça tentando voltar à realidade. Não tardou até que eu pudesse ter uma visão completa de Yuri em minha frente. Ela tinha alguns arquivos em mãos. Para ser honesta, espero ardentemente que, para meu total deleite, isso seja mais um daqueles grandes casos com os quais a gente costuma trabalhar, e que trouxeram fama e notoriedade para nossa empresa. Tomara que essa história de “light” seja apenas uma brincadeira dela, tentando não atiçar a fome de equidade que existe em mim. – Aqui está. - ela disse, me entregando o envelope. – Obrigada. - respondi, pegando o envelope e o colocando em cima da mesa, junto à outra pilha de papéis. O clima não estava mais para tanta conversa, fazendo Yuri voltar para a sua mesa calada. Com o silêncio, resolvi terminar de revisar alguns dos documentos que ali já se encontravam, sem ao menos tocar no envelope. As coisas que Yul disse antes, sobre copular, vieram como uma facada em minha mente. “Taeyeon, você precisa transar urgentemente!” Essa frase ficou martelando em minha cabeça, como um disco arranhado, ou mesmo as mais de vinte repetições do termo “I got a boy” na nova música do SNSD. Pra que insistir tanto que elas “tem um garoto”?! Quem vai acreditar nisso?! Enfim, todo esse papo maçante me impossibilitou de me concentrar no que eu realmente precisava fazer: trabalhar. Resolvi relaxar um pouco, ligando meu notebook para ler alguns emails e responder outros. Navegando pela caixa de entrada, uma mensagem em especial me chamou a atenção: “Está solteiro? Sozinho? Precisando de alguém? Venha para o ‘Desencalha Coréia’ o maior e mais completo site de relacionamento da internet. Quem sabe aquela pessoa que você tanto quer encontrar, está do outro lado da tela esperando por você? Agora com


salas LGBT. Acesse já www.desencalhacoreia.com.ko”, dizia o anuncio. A princípio, achei ridículo, porque não acredito nessas coisas de site de relacionamento, não acho que essas coisas realmente deem certo, mas depois de pensar melhor, por que não? Pode ser divertido, não é? Cliquei no link e fui redirecionada para um site com uma aparência romântica, com fotos de casais sorrindo, felizes, apaixonados, um cupido como logo e um espaço para colocar login e senha. Logo abaixo, havia um botão pequeno, azul e sublinhado “Cadastre-se”. Hesitei um pouco, mas cliquei. Fui direcionada para uma página que pedia os meus dados. É claro que eu não vou colocar o meu nome real. Muito menos a minha idade. Não sou tão ingênua assim, além do que, as pessoas mentem nessas coisas o tempo todo! Por que eu seria diferente? Nome: Taengoo. Idade: 25. Sexo: [ ] Masculino [X] Feminino User: ByunTaeng Email: taeyeonkim@gmail.com [X] Ocultar endereço de email Senha: ******* Interesse: [ ] Homens [X] Mulheres [ ] Outros Depois de completar o cadastro, fui direcionada para uma página onde eu deveria me descrever e colocar uma foto. Suponho que seja uma foto minha, mas isso não vai acontecer. Como eu me descreveria? Esse é um ponto realmente complicado. Nunca parei para pensar em algo assim. Vejamos bem... Não sou um ser humano que exala sexualidade ou que chama a atenção em um ambiente lotado. Acho que sou completamente normal, sem nada de muito interes-


sante. Extremamente inteligente, mas sem nenhum “sex appeal”. Já que estou fazendo isso apenas por diversão, já menti no que diz respeito aos meus dados pessoais mesmo, por que não criar um conceito sexy? Um perfil que desperte interesse nas pessoas? Automaticamente meus olhos percorreram toda a sala, parando na visão perfeita a ser descrita: Yuri. Por que não?! Com toda sinceridade, Yul é sexy até quando está apenas respirando, não que eu pare para prestar atenção nesse tipo de coisa, mas é a verdade. Além do que, ela faz muito sucesso com as mulheres. Eu definitivamente irei descrevê-la. “Quem sou eu”? Por que o primeiro tópico sempre tem que ser esse? Aish! É uma pergunta muito complexa. Acho que vou colocar qualquer coisa. Quem sou eu: “Love me, hate me, can’t you see what I see? All of the boys and all of the girls are begging to if u seek amy” - letras de músicas sempre funcionam. E não é como se essa música não combinasse com a imagem de Yuri. Isso é realmente engraçado. HAHAHA! Hobbies... Hobbies... Quais seriam os hobbies de Yul? Pegar garotas? Tocar na boate? Isso está ficando cada vez mais complexo. Aish! Vou colocar qualquer coisa de novo. Eu só preciso de algo superficial para preencher esse espaço. Hobbies: Ouvir musica e nadar. - é. Vou por isso. Yul adora nadar mesmo. “Continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar. Pra achar a solução: nadar!” Isso é muito engraçado. Esse site deveria ter me mandado um email antes. Finalmente alguma opção de marcar. Questões objetivas são mais fáceis de ser pensadas. Ou não. Na verdade, tanto faz. Vejamos bem. Sou um poço de elegância, por favor.


Estilo: [ ] Alternativo [ ] Casual [ ] Clássico [ ] Contemporâneo [X] Uso roupas de estilistas famosos [ ] Minimalista [ ] Natural [ ] Esportista / Amante da natureza [X] Elegante [X] Na moda [ ] Urbano Hmm. O que me atrai? Bundas, claro! Mas porque não tem essa opção aqui? Chateada. Nossa! O que são essas opções?! Acho que vou ter uma dor de barriga se continuar rindo tanto desse jeito. - já não conseguia mais manter o fôlego de tanto rir. O que me atrai: [X] Convicção [ ] Piercings [X] Luz de velas - porque não? [X] Dançar - se for só para mim. [ ] Material erótico - eu sou suficiente, por favor. Cadê autoestima? [X] Flertes - Eh, sexy lady! [X] Inteligência [ ] Cabelos compridos [ ] Demonstrações de afeto [ ] Poder [ ] Sarcasmo [X] Nadar nu - enquanto eu observo. [X] Tatuagens - uma aqui, outra acolá. [ ] Aventura - só se for no meu quarto. [ ] Tempestades [ ] Riqueza material


Como eu sou: Alta, morena, cabelos longos, olhos castanhos, seios médios, coxas grossas e nádegas avantajadas. Acho importante ressaltar as nádegas. É uma parte do corpo que realmente me chama a atenção. Não que eu seja uma maníaca por bundas ou qualquer coisa assim, eu apenas gosto de vê-las (e tocá-las). É uma parte bonita do corpo humano, e eu definitivamente gosto da bunda da Yuri. Agora é um momento chave: preciso escolher a foto do perfil. Não posso colocar uma foto minha, porque iria contradizer com tudo que coloquei na descrição. Não posso colocar uma foto de Yuri, porque isso é crime, sim, fingir ser uma pessoa que você não é, usando foto ou nome de outra, é crime. Disso tenho plena convicção. Tenho que colocar algo que chame atenção. Voltei a olhar ao redor da sala, procurando algo que se destacasse. É difícil achar algo assim em meio a um escritório chato e entediante. Minimizei a tela, contemplando agora a área de trabalho, onde agora visualizava alguns ícones, quando notei a foto de minhas ervilhas de pelúcia, lindas e fofas sorrindo para mim. Resolvi, por fim, colocar essa foto no perfil temporariamente, ou não. Voltei para o site, agora procurando um perfil que me despertasse interesse, para que eu pudesse adicionar. Depois de muito fuçar as páginas de sugestões de amizade, achei. Tinha a foto de uma bunda. Foto melhor não há! Lógico que, como já disse, não sou tarada, mas eu gosto de bundas, e essa era uma bunda muito bonita, então eu adicionei. – Uhum - escutei o barulho de alguém limpando a garganta atrás de mim, o que me fez fechar o notebook com urgência. – OMO! Que susto, Yul! Quer me matar? - tentei contornar a situação. – Por que o susto? Estava fazendo algo errado, Taengoo? - ela pergun-


tou, com um sorriso malicioso no rosto. – Não, claro que não. – Ok, acredito em você. Enfim, você já decidiu se vai pegar o caso que te passei? OMO! O caso! Eu me esqueci completamente! Não posso dizer para ela que nem mesmo abri o envelope! Pelo tempo em que ela me entregou isso, eu já deveria saber sobre tudo que o abrange. Sei que não é certo mentir, mas uma mentirinha aqui, outra ali, não vai fazer mal a ninguém. – Sim, sim. Claro. Por que não? – JINJJA?! - ela disse surpresa. – Sim. Não me parece um caso ruim. – É um caso praticamente dado, Tae. Você vai ter mais tempo para pensar em você mesma e esquecer um pouco o trabalho. - ela piscou sedutoramente, para meu espanto. – Eu sei... - meu tom foi um pouco baixo. – Fico tão feliz que tenha aceitado, Tae. Isso pode mudar a sua vida. - Yul falou animada. Espero que ela não esteja pensando que vou a acompanhar em suas noitadas de muito álcool e várias mulheres. – Obrigada. - sorri fraco. Incrível como ela está comprando cada palavra do que eu disse. Acho que a felicidade que ela está sentindo por achar que vou ter uma vida social como a dela, está a cegando. – Eu vou fazer uma ligação para o cliente e agendar um encontro entre vocês. – Tudo bem. – Hwaiting, Taengoo! - ela fez o sinal de “Hwaiting” com as mãos. – Hwaiting.- repeti o ato, um pouco desanimada. QUE RAIOS DE CASO É ESSE?! OMO! Eu não acredito! Peguei um caso completamente irrelevante para minha carreira, aceitei um caso bobo,


daqueles que sempre zombei dos outros advogados por pegarem. Isso não é bom! Depois de refletir muito sobre o que acabara de fazer, querendo estapear Yuri por ter me empurrado um caso tão banal, notei que eu nem ao menos tinha tocado no envelope ainda. Melhor abrir e ter ciência da merda em que estou me metendo. “Caso Stephanie Hwang. Processada por uma dívida com o Trick Bank, avaliada em cerca de US$15.000,00, feita a partir de cartões de crédito.” Só isso, o caso dela é apenas isso. Eu, Kim Taeyeon, advogada que já colocou assassinos e estupradores na cadeia, já derrubou grandes conglomerados que descumpriam leis e sonegavam impostos, aceitei mover uma ação contra uma patricinha com oniomania*. Isso só pode ser um pesadelo! Na ficha da meliante pude ver sua idade e o lugar no qual trabalha. Tentei conter o riso. Em vão. Como uma mulher com dívidas de 15 mil dólares pode trabalhar em uma revista de negócios?! Isso é irônico. Yuri apareceu me tirando de meus devaneios mais uma vez. – Taeyeon, eu falei com o cliente e ele quer se encontrar com você agora. – Agora? – Sim, agora. – Como? Onde? – Ele mencionou o café no shopping de Seul. Ele sabe que é aqui perto da empresa. – Como vou saber quem ele é? - perguntei, confusa. – Ele sabe quem você é, então vai sinalizar para você sentar e conversar com ele. – Ok, eu estou indo então. Yoona vai chegar daqui a pouco. Ajude ela,


Yul. – Pode deixar, chefinha! - ela soltou em tom de deboche. Ignorei sua brincadeira e apenas segui rumo à saída. Minha mente estava aérea. Não sei o que me espera nesse caso, e tudo no que penso agora é em como me meti nessa.

*Oniomania - [Psicopatologia] Mania de comprar muita coisa ainda que seja desnecessário. (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)

...CONTINUA


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ONE KISS


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORAS CONTEÚDO

One Kiss JYJ, DBSK Romance, Drama ReJJ Homossexualidade, Angústia

ONE SHOT

ONE KISS Capítulo 1

por Rejj

C

onfusão. Verdade. Mentira. O mundo em que vivemos, onde cada uma dessas palavras está presente entre as ocorrências do dia a dia. Da vida. Entender uma pessoa é mais do que ouvir seus lamentos, seus desesperos e suas alegrias. Entender alguém seria apenas quando pudéssemos mergulhar nos grandes lagos que são os olhos de cada um, podendo invadir o interior da alma mais fundo do que o próprio ser em questão possa ver e conhecer de si mesmo. Ultrapassar a barreira que são as confusões, chegar às felicidades e entender cada um dos momentos, assimilando-os e aceitando-os. Infelizmente, são atos praticamente impossíveis. Se não conseguimos nem sequer chegar a esse ponto no conhecimento de nós mesmos, nos outros é uma tarefa ainda mais difícil de ser realizada. Às vezes talvez o melhor fosse nos trancarmos dentro da caixa que somos nós mesmos e, então, procurarmos conhecer tudo aquilo que fica oculto de nosso próprio ser por mais que procuremos. Talvez, e apenas talvez, se nos conhecêssemos tão bem quanto achamos diversas das nossas escolhas fossem diferentes, e ainda, almejando mais do que apenas o conhecimento próprio conhecer algum outro alguém, apenas um, quem sabe a felicidade pudesse realmente ser alcançada. Acredito que o conhecia, porém não suficientemente para ter certeza da escolha certa a se tomar. Não sei hoje se o que fiz foi certo, sei que ama-


rras foram soltas enquanto outras que não existiam foram criadas. Minha dependência para com ele pode ter sido fruto da minha própria vida e também da natureza do ser humano, onde todos necessitamos que alguém nos ouça, nos proteja e nos entenda. Fui criado como o mais novo de uma família onde possuo oito irmãs mais velhas, minha mãe e meu pai. Posso dizer que fui criado como que numa redoma de vidro, protegido do mundo. Talvez quando eu me mudei para a capital do país para seguir meus sonhos que a minha vulnerabilidade tenha se tornado maior. Eu fiquei desprotegido, sem ninguém para me ajudar, eu precisava de alguém e ele apareceu. Ele me escutou, me entendeu e aos poucos nossa amizade foi evoluindo até se transformar no que podemos chamar de amor. Não um amor normal, mas sim um onde éramos dependentes um do outro. Até o dia em que tomei minha decisão, nunca havia sequer imaginado minha vida sem ele – contudo, nunca imaginei que a situa��ão teria o desenrolar que teve – e agora, estou aqui. Mesmo as amarras soltas não estão completamente arrebentadas, afinal, na minha memória elas ainda vivem e deixaram marcas que afetaram minha personalidade ao longo de todos esses anos. Nós conversamos antes das decisões serem tomadas, contudo, o plano nunca foi a realidade em que estamos agora. Nós havíamos nos preparado pra uma possível separação, afinal, o futuro é sempre incerto, e nunca havia imaginado que o arrependimento realmente se faria presente. Talvez porque não imaginava que não poderia mais falar com ele abertamente e sorrir com ele, a não ser às escondidas, em raros momentos que as fãs não deixaram despercebidos. Não poderíamos e ainda não podemos nos assumir por causa da sociedade preconceituosa e nós sabemos disso. Por mais que as pessoas nos apoiem como casal, existe uma grande diferença entre apoiar algo que na verdade é incerto, pois nunca falamos que o relacionamento realmente existia, e apoiar algo que é a verdade bruta, comprovada. E quanto a aqueles que não apoiam? Os preconceituosos? A empresa também não deixaria assim, alguma coisa seria feita e, no fim, a liberdade é relativa. Estávamos juntos mas não podíamos estar juntos. Hoje estamos separados, porém nossos sentimentos mais juntos do que nunca. A saudade consome, faz com que fiquemos mal. Uma pessoa apenas pode fazer toda a diferença.


Antes, eu trabalhava muito para ganhar pouco, hoje trabalho muito e ganho o que talvez mereça. Contudo, será que valeu a pena? Será que foi certo? Sinto como se tivesse desistido de parte de mim. Sinto falta daqueles tempos, por mais que eu não queira, afinal, muitos momentos ruins também preencheram aquela época. Sou apegado ao passado, não consigo olhar para o que está à minha frente. Aquele futuro brilhante que dizem que está à frente de todo o ser humano. Não consigo enxergar. Não sem ele. Não sei se vou aguentar, minha mente está entrando em colapso. Por mais que eu me esforce, e agora trabalhe para esquecer, não é possível. É uma marca tão grande e tão profunda que não é possível que seja desfeita, ou sequer escondida.

FIM


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prelúdio de inverno


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Prelúdio de Inverno DBSK Drama, Romance TiaMari Álcool, Bissexualidade

PRELÚDIO DE INVERNO

Névoa

Capítulo 1

A

por Tia Mari

s tardes de outono costumam ser estranhamente chuvosas. Há uma espessa neblina cobrindo toda a cidade, o frio é muito obvio. Todos os objetos espalhados pela rua tem uma camada de água sobre eles, culpa da névoa que gentilmente deposita suas gotas d’agua por tudo que está em seu caminho. A cidade pequena cidade do interior está vazia, as seis da manhã de uma fria terça-feira ninguém parece querer acordar, mesmo que algumas pessoas já estejam de pé para se preparar para sua rotina. A longa avenida não pode ser vista por causa da neblina, mas os passos apressados em corrida conseguem ser ouvidos. Era o único som no lugar, aqueles passos de alguém provavelmente não muito pesado, correndo desesperadamente, os pés batendo contra o chão molhado. E a respiração, a respiração ficava mais forte, mais acelerada. Aquela pessoa escondida por um grande casaco preto até os joelhos e um gorro de lã na cabeça, com luvas cobrindo as mãos e uma gorda mochila nas costas correu até a estação de trem, como se estivesse atrasado. E estava. Naquela estação um trem saía todo dia exatamente as seis e quinze


da manhã, já eram seis e quatorze e ele ainda não havia alcançado a estação. Quando entrou na pequena casa que separava a rua dos trilhos, para entrar loucamente na plataforma, se deu conta de que o trem não estava lá. Seu coração apertou, sentiu-se desesperar. Olhou para seu lado direito dando um suspiro que fez uma espessa nuvem de fumaça sair pelos lábios rosados. Com seus negros olhos ele olhou para cima procurando talvez uma resposta nos céus nublados. “Está atrasado”-. Disse uma rouca voz que veio de seu lado esquerdo. Imediatamente o rapaz virou seu rosto e viu um homem, também muito agasalhado, com um grosso casaco e um longo cachecol vermelho que se destacava naquele dia de cores frias. O homem desviou o olhar por um segundo de seu jornal que estendia a frente dos olhos e encarou o rapaz que parecia um tanto confuso com aquela afirmação. Estaria insinuando que ele estava atrasado? Pois isto ele já sabia, olhou rapidamente seu relógio e viu que já eram seis e dezesseis e confirmou em sua cabeça que o trem já devia ter partido. Deveria esperar mais seis horas para outro trem, e isto o consumiu por dentro pelos curtos segundos que antecederam o retorno da voz do que se sentava no banco azul da estação. “O trem. Está atrasado.”-. Ele disse com calma enquanto encarava o rapaz diretamente nos olhos, com uma expressão serena. O rapaz sentiu então o corpo perder grande parte de seu peso, sentiu-se aliviado e soltou um algo suspiro que fez mais uma nuvem de vapor sair de seus lábios. O rapaz passou a mão pelo gorro preto que tinha na cabeça e o fez afundar mais na testa, quase tapando-lhe os olhos, e se a lã


não o fazia com certeza os fios negros na testa lhe tapariam a visão. O rapaz bufou mais uma vez, dessa vez apreciando a fumaça que soltava pela boca, andou então até o banco azul onde o outro homem parecia ter voltado a sua leitura. Tirou a mochila das costas e se sentou a colocando sobre o colo. Parecia encarar seu lado esquerdo, a espera de que o trem chegasse logo. “O banco está molhado”-. O homem disse sem tirar o olhar do jornal, virou uma página do mesmo. O rapaz levantou-se em um pulo e passou a mão no traseiro sentindo o casaco que era bem comprido um pouco molhado, começou a xingar-se mentalmente por não ter nem mesmo conferido o estado do banco. Foi então que ele percebeu que o outro a seu lado se sentava sobre um saco plástico, provavelmente o que tinha embrulhado o jornal antes de o comprar. O rapaz deu alguns tapas na parte de trás do casaco o sacudindo, e colocou a mochila de volta nas costas andando de um lado para o outro. Fixou o olhar em um poste de sinalização dos trens e soltou mais um longo suspiro. Observou então um pequeno pássaro pousar sobre o poste, ele parecia cansado e assustado, talvez até perdido. Afinal o que faria aquele pequenino pássaro no meio de uma névoa tão densa? É claro que não seria fácil encontrar o caminho de volta para o ninho naquelas condições. O pássaro olhou a seu redor, nervoso, sacudiu as asas e as abriu voando sem rumo para longe daquele lugar. O rapaz em pé parecia fascinado com aquela cena, não entendia como o pássaro tinha tanta coragem dentro de si para, mesmo tão perdido em condições desfavoráveis continuar procurando seu caminho. Um sorriso formou-se com os róseos lábios, um sorriso que foi tocado então por uma quente lágrima, esta que logo foi am-


parada pela mão coberta por uma luva de lã negra. Mais uma vez fez com que o gorro afundasse na cabeça e lhe tapasse as orelhas. “É realmente incrível não é?”-. Novamente aquela rouca e suave voz destruiu o silêncio daquela plataforma de trens. O rapaz virou-se e soltou um grunhido como se não tivesse entendido o que o outro falou. Este lentamente fechou seu jornal, com delicadeza arrumou todas as folhas de forma perfeita, o enrolou e colocou sobre o colo. Passou as pontas dos dedos cobertos por uma luva de couro pelos fios curtos e negros de seu cabelo. O rosto daquele homem era assustadoramente angelical, seus olhos eram negros e misteriosos e sua pele leitosa adornava os róseos e sedutores lábios. “O pássaro. Ele sabe que não vai resistir, nessas condições e fora de seu ninho, ele vai acabar morrendo, mas mesmo assim não desiste de o procurar.”-. Aquelas palavras saíram como uma melodia harmoniosa dentre os lábios do outro. O rapaz parecia um pouco perplexo. Era como se ele tivesse lido seus pensamentos enquanto observava o pássaro. Toda reação que conseguiu ter foi dar um sorriso no canto dos lábios e voltar a olhar para frente. Sentia suas costas queimarem, quase como se tivesse a certeza que o outro o encarava furtivamente, então arriscou o olhar, arriscou virar-se e viu o homem a o encarar sem o menor pudor, com aqueles olhos fortes e a hipnotizadores. O homem lhe deu um sorriso talvez fofo demais, um contraste com sua elegância.


“Acho melhor se afastar da linha”-. O homem voltou a falar enquanto ainda encarava o rapaz que também o olhava, com muito mais fascínio do que queria demonstrar. O rapaz retornou a seus sentidos e olhou para a sua esquerda, reparou que o sinal indicava que o trem estava chegando a estação então se afastou da beirada da plataforma e esperou até que o trem parou lentamente na estação. Antes de entrar em seu vagão tomou uns segundos para olhar o horário. Eram apenas seis e vinte e cinco. Entrou no vagão 23, seguindo inconscientemente o homem que segurando seu jornal em uma mão e sua pasta de couro castanho na outra subiu no trem assim que as portas se abriram. O rapaz entrou no vagão e notou que não havia mais ninguém nele. Esboçou um sorriso por adorar quando não havia ninguém para lhe incomodar em uma de suas longas viagens de trem. Sentou-se no assento 13B, colado a janela do lado direito pouco adiantado da frente do vagão. O outro homem que embarcou consigo sentou-se bem afastado, provavelmente no 102D, do lado esquerdo do vagão também na janela. As cadeiras tinham mesas a sua frente e eram agrupadas de quatro em quatro, desta forma, o homem sentou-se de frente para o rapaz, ou teria o rapaz se sentado de frente para o homem, tanto faz. Os dois sentaram-se quase que ao mesmo tempo, o rapaz aparentemente mais novo, colocou sua mochila no compartimento de cima onde se deveriam colocar as malas sem antes pegar seu aparelho de som e sua carteira de dinheiro. O outro não tendo muito em mãos sentou-se com a pasta no colo e parecia ainda analisar o jornal. O rapaz colocou os pequenos fones de ouvido e encarou o aparel-


ho de som enquanto esperava o cobrador chegar para que pudesse pagar a passagem. Tentava ignorar a presença do homem no mesmo vagão que ele, mas era quase impossível. Algumas vezes ousou levar seus olhos a ele, mas logo estes fugiam ao perceber que também era furtivamente encarado pelo outro. O rapaz passou a mão livre pela cabeça a voltou a afundar o gorro nela como se tentasse esconder os olhos, isto pareceu causar uma reação no homem que abriu um grande sorriso no rosto e se reclinou contra o assento, desviando então seu olhar do outro. O rapaz engoliu seco, sentia-se estranho sendo encarado, mas mais estranho ainda quando ele não o olhava, estranho era na verdade ter gostado tanto de ter os olhos do outro sobre si. “Senhor, o dinheiro.”-. O cobrador estava a seu lado, pronto para trocar as notas de Won por um bilhete de papel descartável. O rapaz então apressadamente pegou sua carteira do bolso do casaco e tirou as notas exatas para trocar pelo papel. Ele o aceitou com um sorriso um pouco envergonhado e observou enquanto o senhor ia até o homem, também lhe cobrou o dinheiro, mas ele tinha já as notas separadas e as entregou sem pressa. O rapaz não conseguia tirar os olhos do outro, e ele notou. O homem pareceu dar um riso breve ao perceber o outro o encarando encantadamente. O rapaz notando aquele sorriso e o olhar sentiu as bochechas corarem, desviou o olhar e o levou para a janela do trem que ainda parecia se movimentar lentamente, como se estivesse saindo apenas naquele momento da estação. Ele não conseguia enxergar muito da paisagem por estar coberta com a ainda muito espessa névoa, mas mesmo assim preferia encarar o exterior ao ter que acidentalmente ir de encontro com o olhar do outro.

...CONTINUA


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just look in the mirror


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Just Look In The Mirror MBLAQ Drama, Romance Kim HanAMi Álcool, Insinuação Sexual, Violência

Just Look In The Mirror

HanA

Prólogo Parte 1 por Kim HanAmi MUNAY POV’S

- Já está pronta, HanA? – perguntei-lhe calmamente e sorrindo, já que era seu primeiro dia em um emprego novo. - Estou sim! – ela respondeu-me com um fraco sorriso amarelo. Estava mais pálida do que nunca. Preocupei-me de imediato – Você está bem? Tem certeza que consegue ir trabalhar dessa forma? - Sim unnie! Não precisa se preocupar! – respondeu tomando em mãos sua bolsa. Sua blusa longuíssima negra constratava com seu tom de pele atual – Estou bonita? - Está sim! – afirmei com mais entusiasmo possível, ao vê-la abrindo os braços e girando para mostrar-nos como carinhosamente havia se preparado. - Yah, pare de enrolar e vá logo! Teremos um dia cheio pela frente! – HanMi, que comia uma maçã descaradamente apontou-nos com o alimento em mãos.


- Pare você, aprendiz de atendente de telemarket! Se você já possuísse idade para trabalhar, você arrumaria um emprego de futuro igual HanA! - a repreendi com seu apelido que mais era odioso ao seu ver. Sempre fazendo referência à sua capacidade de ser tão irritante. A mesma apenas me respondeu mostrando sua língua e se retirando do quarto. O clima no quarto após a saída de HanMi havia ficado tenso e dramático. Tanto eu quanto HanA tínhamos consciência de nossa situação financeira, e que ela se agravava a cada dia. Aquele emprego realmente era nossa última esperança. - Se você quiser, não precisa fazer isso! Deixe que eu e HanMi cuidemos de você! – me aproximei – Apenas descanse e não agrave sua doença mais ainda! HanA virou-se para mim séria e afirmou sem hesitar: - Prefiro me matar de trabalhar pelas pessoas que precisam de mim do que acabar no mundo como uma moribunda, um peso morto para vocês! Não ouse falar nada sobre minha Cardiocleomapniose!* Vou trabalhar! Está quase na sua hora também! - Tudo...bem! – minha frustração por não poder cuidar das duas irmãs órfãs apenas aumentava e eu não podia fazer nada sobre isso. HanA se retirou para pegar o próximo ônibus. Continuei estática no mesmo local. Um calafrio subiu por todo meu corpo e percorreu minha espinha. Mal sabem elas. Sua mãe faleceu na hora do parto. Seu pai foi um drogado que não resistiu aos efeitos da heroína. E o resto de sua família...não sei se realmente vale a pena contar à elas. FLASHBACK ON - Munay-y! Ve-nha-nha aqui, por fav...- Dazzy chamava por mim,


uma criança de cinco anos ao pé da cama. - Sim? – respondi. - Cuide delas para mim, por favor! – ela estendeu-me um embrulho de lençóis. Um bebê. Mais especificamente, HanMi. HanA, de apenas três anos, se escondia atrás de mim sem pronunciar uma palavra sequer – Fará isso por mim, querida? - Farei! – meus olhos estavam cheios de lágrimas. Era jovem demais para entender o que se passava naquele pedido, mas compreendia muito bem o significado da morte. FLASHBACK OFF Pobre Dazzy. Mãe de três garotas, pobre, casada com um verdadeiro maloqueiro e com sérios problemas de coração, de onde HanA havia herdado sua Cardiocleomapniose. Suspirei. Do que adianta suspirar pelo passado, sofrer pelo presente e mal saber do futuro? Saí do interior do quarto e peguei minhas chaves. HanMi permanecia preguiçosamente. Sorri. Como uma pessoa podia ser tão despreocupada. Invejo-a por ter essa capacidade de se perder em pensamentos e sair dessa maldita realidade que nos persegue. - Cuidado! Hoje...não tenho um bom pressentimento sobre o dia de hoje que nos aguarda! – ela mal havia se virado para olhar em meus olhos. Apenas disse sombriamente. Saí. Apenas dei alguns passos e parei para observar a casa onde morávamos no subúrbio. Número 180 da rua 09. Lugarzinho amaldiçoado, pensava eu. Minha promessa de me mudar com as garotas para um lugar digno era incessável até hoje. No ponto de ônibus avistei uma silhueta nada desconhecida. Era


HanA. Ela ainda não havia ido para o trabalho. Olhei para o relógio em meu pulso. Àquele ponto estava atrasada. A pressão dela subia consideravelmente quando ficava ansiosa. Seu senso de perfeccionismo em relação à sua pontualidade realmente deveria estar dando pontadas em sua cabeça. Caminhei até ela, mas antes que pudesse chegar em uma distância palpável, seu ônibus chegou e de imediato embarcou com pressa. Sua expressão de preocupação era visível á qualquer um. Eu realmente deveria acreditar nas “previsões” de HanMi? Estou começando a reconsiderar. Continuei meu caminho até o restaurante onde trabalho. No ônibus, HanA havia não há muito tempo começado a sentir dores no peito, o que justificava sua aflição. - Você está bem, senhorita? – uma ahjumma gentil perguntou colocando sua mão no ombro de HanA. Estava gélida. A mesma se apoiou em um banco. Começara a ter tremulações. Para pessoas com tantos enfermos quanto ela, isso realmente não era um bom sinal. - Huh? Eu? Sim sim, acho que sim! Obrigado por perguntar, ahjummeoni! – ela sorriu para tentar disfarçar a dor que era bem visível naquele ponto. Um jovem rapaz de aparência notável correu até ela e começou a “examiná-la”, pondo a mão e sua testa e pescoço. Estava ardendo em febre. - Senhorita! Senhorita! Consegue me ouvir? – o rapaz colocava a mão no rosto de HanA esperando uma resposta positiva vinda da mesma. Sem sucesso – Meu nome é Mir! Eu a levarei para um pronto-socorro! Qual seu nome? - Han-Han...A! – falou com dificuldade. O mesmo se paralisou por alguns segundos. HanA “desmoronou”. A dor era demais para suportá-la. Mir a pegou no colo e pediu para que parassem


o ônibus e o mesmo desceu, chamando um taxi imediatamente. No caminho para o hospital, ele fez uma breve ligação. - G.O hyung, uma senhorita desmaiou no ônibus e está ardendo em febre! Estou levando-a aí nesse momento! - Sim! Traga-a o mais rápido possível! – respondeu a pessoa no outro lado do telefone. Chegando lá. Foram recebidos por macas e enfermeiras indo de lado à outro. Era uma euforia, uma verdadeira loucura. Rapidamente HanA já estava passando pelos portões. Mir ia acompanhá-la, mas foi atrapalhado por uma ligação. - Mir, temos um mandato! Venha imediatamente! Não foi esperada resposta alguma. Mir não tinha nenhuma opção além de ir para onde lhe foi convocado. Raiva e desapontamento o possuíram. Como diabos aquilo poderia acontecer logo agora? “Só podia ser CheonDung”, pensou. O que mais o deixava intrigado era o fato de querer tanto acompanhar aquela garota que acabara de conhecer. Mas esse não era o melhor a se fazer. Se CheonDung estivesse realmente falando sério, ele teria que ser rápido e ir até lá.

...CONTINUA


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My Past comes Back Like a Breeze


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

My Past Comes Back Like a Breeze Bagtan Boys (BTS) Drama, Romance, Hentai MinjY Insinuação Sexual, Hentai

My Past Comes Back Like a Breeze

One Shot

por MinjY POV Min Estava muito cansada, mas feliz graças a Deus já era sexta-feira. Sai do trabalho e resolvi passar numa loja de conveniência para comprar algumas porcarias para comer enquanto assistia aos filmes que tinha em casa, que apesar de já ter visto mais de dez vezes eu não me cansava de repeti-los. Distraída entrei na loja, passei pelo departamento de doces onde recolhi todo o tipo de bala azedinha das prateleiras. Peguei pipoca de micro-ondas e fui em direção ao caixa pagar minhas compras. Andava devagar por um dos corredores analisando tudo que tinha em minha volta, aquela loja era nova e muito bonita por sinal. Dei mais alguns passos e alguém muito ignorante passou por mim e simplesmente fingiu que não tinha me visto, esbarrou no meu ombro quase me girando no lugar e derrubou tudo que estava em meus braços. Não estava afim de me estressar então fiquei na minha. Mas realmente tinha machucado, meu ombro latejou de dor, fiz bico e passei a mão no meu ombro tentando amenizar a dor. - Poxa doeu... Falei baixinho, com uma voz manhosa. POV Suga


Tinha acabado de terminar meu namoro, estava muito puto. Ela me traía, tinha me feito de babaca durando todos esses anos! Eu me sentia fraco, tinha ódio dela mas um ódio maior de mim, como eu nunca tinha percebido antes? Fui para minha casa depois de nossa discussão, precisa tomar um banho frio, queria lavar minha alma e tentar esquecer tudo o que ela havia feito comigo. Cheguei em casa me desfazendo em lágrimas, tirei a roupa na sala mesmo e entrei no banheiro, liguei o chuveiro e entrei embaixo da água extremamente gelada. Cada gota que cai em minha pele parecia perfurar minha alma de tanta dor que sentia. Fiquei ali por mais alguns minutos e desliguei o chuveiro, me sequei e fui para meu quarto, liguei a luz e procurei uma cueca e me vesti, me olhei no espelho, estava com os olhos ainda inchados, vermelhos de tanto chorar, decidi naquela hora que o melhor era sair de casa, não iria me fazer bem ficar ali dentro lembrando cada momento que tivemos juntos em minha cama. Vesti uma bermuda e uma camiseta branca, reuni todas as minhas forças e sai de casa. Deparei-me com uma loja nova em minha rua muito bem iluminada. Ela foi meu alvo, resolvi entrar e comprar cerveja e algo para comer. Andava em passos firmes descontando tudo na porcelana branca e brilhante, como se aquilo fosse amenizar a minha dor interna. Entrei em um dos corredores, de cabeça baixa e nada passava em minha mente a não ser o quanto eu fui idiota. Senti esbarrar em algo/alguém mas não dei nenhuma importância, continuei de cabeça baixa, avistei a cerveja a uma prateleira a frente mas o alguém que tinha esbarrado reclamou de dor, era um voz feminina baixa e um pouco familiar. -Poxa doeu... Ela falou baixo, com uma voz preguiçosa. Por algum motivo me arrepiou e engoli em seco. Me virei e fui em sua direção, quando levantei a cabeça me deparei com uma menina pequena de cabelo nos ombros bem pretos, estava de sapatilhas vinho, sai jeans e blusa branca social. Parei em sua frente e me desculpei.


- Me perdoe pelo esbarrão, não fiz de propósito, estou em um momento difícil... Ela levantou o olhar em minha direção e me olhou com aqueles olhos enormes cor de mel. Naquele momento tive certeza de quem era ela. POV Min Meu ombro realmente doía, passei a mão novamente numa tentativa em vão de ver se a dor sumia. Nesse meio tempo o ogro volta para se desculpar. - Me perdoe pelo esbarrão, não fiz de propósito, estou em um momento difícil... Ele falava com uma voz fraca, quase falhando. Parecia uma voz familiar mas um pouco mais grossa. Levantei meu rosto para olhar o culpado pela mina dor e tomei um susto. - Min Yoongi?! Tínhamos estudado juntos no ensino médio, namoramos mas ele acabou se mudando e perdemos o contado completamente. Ele estava triste, era visível em seus olhos. - Sim, sou eu. Mas me chame de Suga por favor. Quanto tempo não é mesmo?! Ele sorriu de lado me fitando. - Suga? Ok então. Verdade, muito bom te ver. Já tinha esquecido minha dor. Ele continuava lindo apesar de triste. - Bom te ver também, mas infelizmente não um bom momento em minha. Acabei de terminar meu namoro, descobri coisas horríveis que ela fazia sem eu saber. Tentei imaginar oque ela podia ter feito, mas várias coisas passavam pela minha cabeça. - A proposito, está desculpado. Mas só dessa vez! Afirmei cerrando o cenho. Ele concordou com a cabeça e apontou para meus doces que estavam


no chão, logo se abaixou e pegou tudo de uma só vez. POV Suga Nunca iria imaginar em encontrar Yang Min numa loja de conveniência em minha rua. Ela continuava linda e atrevida, apesar de sua pequenez. Quando estudávamos juntos ela era extrovertida, amiga de todos. Eu tinha ciúmes disso quando estávamos namorando mas infelizmente tudo terminou e perdemos o contado depois que me mudei para outro estado. Me abaixei para recolher todos os doces que havia derrubado de seus braços. Recolhi tudo de uma só vez e olhei para frente, me deparei com suas pernas magras mas muito bonitas, subi devagar para admirar cada curva de suas penas pernas mas um pensamento invadiu meu cérebro e lembrei das pernas da minha ex, isso me dava anciã de vômito apesar do lindo par de pernas torneadas que ela tinha. Levantei-me rápido e entreguei tudo a ela, sem me despedir sai novamente em passos firmes em direção à saída da loja. Ela agarrou meu pulso com força e me fez virar bruscamente em sua direção. - Ei, você não vai embora assim impune e sem se despedir de mim! Seja qual for seu problema sei que ainda resta um pouco de educação em você. Bufei e virei em sua direção, ela abriu um sorriso sincero e entregou os doces para mim, se aproximou de mim e acariciou meu rosto. - Vai ficar tudo bem! Agora paga meus doces! Ela cruzou os braços e me fitou. Soltei uma gargalhada e neguei com a cabeça. - Não vai pagar?! Duvido! - Se eu não pagar o que vai fazer comigo?! Me bater? Olha o seu tamanho garota! Sorrio sarcasticamente. - Como adivinhou? Agora paga vai, por favor! Ela sorri e faz bico logo em seguida. Não consegui resistir a aquele bico. Nunca consegui resistir, ela sabe como me seduzir para ganhar as coisas.


Paguei e entreguei a sacola para ela logo que saímos da loja. - Por que não vai lá pra casa? Ela pergunta me fitando. - Não é uma má ideia, não quero voltar tão cedo pra casa! Entramos no carro dela e fomos em direção a sua casa. Apesar do tempo ter passado, ela ainda me fazia bem como antigamente. Sempre alegre alto astral e espontânea. Chegamos, ela pegou as comprar e fomos em direção ao elevador. Ela morava no quinto andar. Fomos andando em direção a sua porta, paramos e ela não encontrava a chave do apartamento em sua bolsa, estava escuro, o único feixe de luz que vinha do elevador tinha acabado de desaparecer. Ela soltou as sacolas no chão e ainda procurava freneticamente sua chave, numa tentativa de ajuda-la me aproximei e pus a mão dentro de sua bolsa por trás dela e sem quere rocei meu membro no bumbum dela. POV Min Estava começando a ficar puta! Não encontrava a porcaria da chave do meu apartamento dentro da minha bolsa, não sabia onde tinha posto. Pus as sacolas no chão para poder ter uma melhor mobilidade, mexia as mãos dentro da bolsa sem parar e não encontrava o que queria. Suga querendo me ajudar se aproximou por de trás de mim e botou a mão dentro da minha bolsa, mas pela nossa proximidade ele roçou seu membro no meu bumbum, gelei na hora. Não sei se era essa a sua intenção mas aquilo mexeu comigo, e com ele também. Sou volume aumentou e pude sentir, mordi meu lábio inferior, fechei os olhos e suspirei. Finalmente encontrei a chave que realmente vai em boa hora. Abri a porta e entramos. - Fica a vontade, se senta e liga a TV. Vou por as compras na cozinha! Ele sorriu e assentiu. Fui em direção à cozinha, liguei a luz, botei as comprar em cima do balcão. Me lembrei do que tinha acontecido a poucos minutos atrás e soltei um sorriso bobo sem perceber. Bebi um pouco de água e voltei para a sala, estava ele com os pés encima do sofá e vendo TV. - Abusado você! Fito ele séria e encosto na parede de braços cruzados. - Você falou pra eu me sentir em casa! Ele sorri e percebo que me olha


de baixo para cima, absorvendo cada detalhe do meu corpo vagarosamente. Reviro os olhos e dou língua pra ele. - Vem me ajudar a fazer a pipoca! Vou em sua direção e levanto ele, sorrio e pego em sua mão forçando sua caminhada até a cozinha. POV Suga No momento em que rocei em seu bumbum, por instinto fiquei um pouco excitado. Senti sua respiração pesar e sorri maliciosamente, mas ela finalmente achou a chave. Apesar de eu ter acabado de ter terminado meu namoro meus sentimentos estavam bagunçados, nunca pensaria na possibilidade de encontrar a Min assim, do nada e bem perto da minha casa. Na nossa adolescência eu a amava e éramos felizes juntos, quando a vi novamente hoje passou um filme pela minha cabeça e me senti com 17 anos novamente, todas as sensações e sentimentos esquecidos se misturaram com o ódio que sinto nesse momento. Entramos no apartamento dela, era bonito e não muito grande. - Fica a vontade, se senta e liga a TV. Vou por as compras na cozinha! Ele se virou e foi em direção a cozinha. Peguei o controle, me sentei no sofá e botei os pés encima do sofá, afinal ela falou para eu me sentir em casa. - Abusado você! Ela volta da cozinha e se apoia na parede e me fita séria. - Você falou pra eu me sentir em casa! Sorrio e a olho, vou contornando seu corpo com meu olhar e analisando cada detalhe. Vejo ela revirando os olhos e me dando língua, sorrio e balanço a cabeça desaprovando o ato. - Vem me ajudar a fazer a pipoca! Ela anda até mim me levanta e me força andar até a cozinha, resisto mas logo cedo. - Senta ai, e me conta da sua vida! Quero saber tudo! Ela me empurra em uma cadeira e me sento.


- Nada demais acontece em minha vida, quero saber da sua. Ela esta de costa para mim tirando as compras da sacola, ela se move rápido que nem uma formiguinha. Solto um riso que escapa da minha comparação tosca. Ela vira e não intende nada e volta a fazer o que estava fazendo. - Minha vida também não é muito interessante, trabalho e casa, só. Ela da de ombros. - Impossível! Respondo. Você não tem nem namorado? Ela balança a cabeça negativamente. Como assim? Ela é linda e está sozinha? Não consigo acreditar. Quando ela tira a pipoca da sacola acaba caindo no chão, ela se abaixa para pegar mas fica de bumbum pra cima, ela não deve ter se atentado ao fato de estar de saia jeans. Não resisto e olho atento para a bunda dela, ela usava calcinha pequena mas não era fio dental, tinha bolinhas rosas e era branquinha. Mordi meu lábio inferior com força e botei a mão em cima do meu membro por cima da calça, eu já estava excitado! Ela estava tentando me provocar, com certeza. Ela soltou um gemido baixo quando se abaixou. Aquilo me deixou mais maluco. Joguei minha cabeça pra trás e massageei meu membro. Ela pegou a pipoca do chão e subia lentamente me torturando. Não consigui tirar os olhos da bunda dela, estava vidrado. POV Min Maldita pipoca! Abaixei e peguei o pacote do chão. Abri e pus no micro-ondas. Virei de frente para o Suga e ele estava ao ponto de explodir! Ele estava excitado, massageando seu membro por cima da calça, me admirando e mordendo seu lábio. Aquilo me deixou assustada mas ao mesmo tempo excitada, suspirei e fitei ele atenta. Ele levantou e veio em minha direção, com um olhar matador de caçador que avista sua presa, aquilo me deu um arrepio na espinha e minha respiração acelerou. Não conseguia me mover, eu o desejava e mas não queria que aquilo fosse verdade. Tive certeza que estava acontecendo quando senti o calor do corpo dele colado no meu e suas mãos apertando minha


cintura com força. Olhei dentro dos seus olhos negros de forma amendoada. Era visível, ele me desejava, ali e naquele momento. Eu também o desejava sem pudores e com ardor. A respiração dele estava acelerada e a qualquer momento iria me atacar. POV Suga Ela me provocava sem saber. Meus sentimentos já estavam mexidos. Ela me olhar assustada e suspirar foi como se uma bomba tivesse explodido dentro de mim. Eu estava ofegante e olhava atento para cada parte do corpo dela. Ela era linda. Agarrei sua cintura com força e pude sentir sua respiração acelerada suplicando minha aproximação. Joguei-a contra a parede sem medir minha força, ela reprimiu um gemido de dor. Aproximei nossos rostos e a beijei ferozmente, seus lábios transmitiam saudade como os meus, nos necessitávamos um do outro, pedi passagem com a língua e ela não hesitou, correspondeu no mesmo momento, nossas línguas dançavam e matavam saudade uma da outra, quando não havia mais ar separei nosso beijo e a fitei. Ela esta entregue totalmente a mim. Desabotoei sua camisa lentamente dando beijos em cada parte de sua pele que aparecia. Ela me ajudou se despindo da roupa que faltava, ficou somente de calcinha e sutiã, tirei minha camisa e ela já desabotoava minha bermuda, me deixando somente de box. Ela abraçou meu pescoço e me puxou pra perto, deixando nossos corpos sem espaço, abraçou minha cintura com sua perna direita fazendo meu membro roçar em seu intimo, selou meus lábios e se livrou de mim correndo para o banheiro, entrou e trancou a porta. - Deixa eu entrar! Suplicava a ela batendo na porta. Ela destrancou sem falar nenhuma palavra, me esperava nua, como tinha vindo ao mundo. Invadi o banheiro e pus ela contra a parede. - Nunca mais faça isso comigo! Ordenei a ela. Ela sorrio mordendo o lábio e assentiu com a cabeça. Beijei-a amorosamente, explorando cada cantinho de sua pequena boca, nossas línguas se entrelaçavam e lutavam pelo melhor espaço. Liguei a banheira e sentei na privada sentando a pequena em meu colo de frente para mim, ela agarrava meu cabelo e dava puxões, eu massageava as coxas dela e apertava com força, ela gemia de prazer e me excitava cada vez mais,


meu membro pulsava por ela, eu precisava dela, dela por completo, precisávamos ser um só. Desliguei a banheira e cessei nosso beijo, tirei ela do meu colo e me levantei, ela abaixou rapidamente minha box jogando-a longe. Entrei na banheira e me sentei, a água estava perfeitamente quente, ela com toda sua delicadeza, botou uma perna vagarosamente dentro da banheira e depois a outra, sentou lentamente em meu membro, senti minha glande passar pelo canal e gemi baixo, ela reprimiu seu gemido perdendo força nas pernas e despencando encima de mim, ela soltou um grito misturado com dor e prazer, sua respiração era ofegante, ajudei ela cavalgar em mim com velocidade a beijando devagar, sem pressa. Ela cavalgava rápido, ela reprimia seus gemidos mas eu queria ouvi-los. - Geme pra mim, geme! Sussurrava em seu ouvido. Ela soltou um gemido alto, me fazendo jogar minha cabeça pra trás. Senti meu orgasmo chegar junto com dela, nos beijamos e me retirei de dentro dela, levantamos juntos. Peguei uma toalha e passei por todo o seu corpo secando gentilmente, ela fez o mesmo comigo, dando uma atenção maior ao meu membro já ereto novamente. Ela passava as mãos delicadamente por todo ele, tocou minha glande me arrepiando, começou a me masturbar num ritmo baixo me torturando demais, ela foi aumentando o ritmo fazendo meu orgasmo vir rapidamente, apertei sua bunda com força e a beijei. -Min, vou... Sem pensar ela abocanhou meu membro fazendo sucções no mesmo ritmo em que ela me masturbava, entrelacei meus dedos em seu cabelo empurrando sua cabeça com força, gemi alto e gozei dentro de sua garganta, sem hesitar ela engoliu tudo. Ela levantou e me beijou mostrando o meu gosto, mas eu não havia sentido seu gosto ainda. Peguei a no colo e a levei para o quarto, ajeitei os travesseiros e a deitei delicadamente na cama, fiz um caminho de beijos e mordiscadas até seu intimo passando por seus seios e sua barriga. Afastei suas pernas já dobradas, lambi a parte de dentro de sua coxa até chegar ao seu intimo, ela me olhava atenta. Passei a língua pelo seu clitóris a fazendo gemer baixo e me dando mais excitação, introduzi minha língua dentro dela, fazia movimentos rápidos só para ouvi-la gemer. Tirei minha língua e olhei para ela, parecia estar em transe, de olhos fecha-


dos e tensa, introduzi meu indicador lentamente enquanto massageava seu clitóris com meu polegar, pus o segundo dedo e ela soltou um gemido mais alto, fazia movimentos de vaivém rapidamente com meus dedos, ela me avisou de seu orgasmo e abocanhei novamente seus intimo no momento perfeito, ela gemeu alto e arqueou as costas se desfazendo em minha boca. Engoli tudo com gosto e deitei ao seu lado, sussurrei em seu ouvido. - Você é linda, não some mais tá? Eu preciso de você. - Vou sempre está aqui! Eu também preciso de você. Selei nossos lábios, a cobri com um fino lençol e a abracei aninhando-a em meu peito, ela já dormia e logo cai no sono junto dela.

FIM


18

IMPRÓPRIO P A R A MENORES DE 18 ANOS

ÉTRANGER


TÍTULO TEMA GÊNERO AUTORA CONTEÚDO

Étranger EXO Drama, Romance, Yaoi Kim HanAMi Insinuação Sexual, Homossexualidade

One Shot

Étranger por Amelie Étranger 1. estrangeiro 2. fora de lugar 4. estranho

23h54min - Sexta-feira, Centro de Paris. Era noite de sexta feira na cidade luz e, por mais que o horário colocasse muitas crianças para dormir, definitivamente não botava o resto da população de idade mais elevada que movimentava as ruas atrás de alguma diversão noturna. Muitos jovens se concentravam nos bares mais comuns onde a bebida era mais barata e o entretenimento era por conta própria, pelo menos um grupo em especial seguia essa regra a risca. Sehun viera à Paris a menos de quinze dias para estudar Design Gráfico na faculdade de artes e estava morando em um dormitório com mais quatro colegas, sendo todos esses franceses. Na maioria do tempo todos conversavam em inglês, mas Sehun sabia se virar bem pelas ruas e falava


francês apesar do sotaque coreano ainda carregado. Os cinco haviam escolhido um bar até que bem tradicional para quem curte lugares reservados com muita música alta. Não tinha muitos atrativos visuais, a não serem seus funcionários que eram em sua maioria bem bonitos, mas para quem estava apenas procurando diversão antes do início do ano letivo, era um ótimo estabelecimento. Após muitas doses de cerveja e diversas outras bebidas alcoólicas que não deveriam ser misturadas, era de se esperar que alguns já estivessem mais pra lá do que pra cá. – Aqui está a cerveja que vocês pediram. – Disse Luhan, um dos garçons e bartender do bar, talvez pela vigésima vez naquela noite. – Mon dieu! Sehun, ele é igual você! – Exclamou um de seus amigos evidentemente bêbado. – E é bonito... – Contribuiu o mais bêbado de todos. – Você não tá a fim de dar umas voltas? Visitar meu apartamento quem sabe... Um detalhe importante, o local era bem frequentado por homens com interesse no mesmo sexo. Bem provável que a beleza dos funcionários tivesse parte nisso. – Ok Louis e Jean! Já deu, né? Já deu! – Disse Sehun retirando a cerveja de perto de ambos. Além de ser o único asiático do grupo, era o mais sóbrio também. O resto da mesa começou a rir, entretanto Luhan não pareceu se abalar com o comentário ou as risadas e apenas se afastou voltando para o balcão do bar. Todos permaneceram no estabelecimento por mais algum tempo até alguém se manifestar que era bom encerrar a noite antes que alguém começasse a dançar em cima da mesa. Fazendo alguma conta sem sentido, foi decidido quem se encarregaria do que e Sehun ficou com o dever de


pagar. Levando em consideração que ou era isso ou era carregar os bêbados até o dormitório a pé, pagar a conta era a opção menos dolorosa. Sehun esperou todos saírem e foi até o balcão do bar onde encontrou Luhan. – Oi, você poderia me ver a conta? Éramos aquele grupo da mesa... – Eu sei qual mesa era, um segundo que vou pegar. – Disse indo até o caixa. Começava a pensar que a arrogância do bartender deveria vir dos comentários anteriores de seus amigos. “Ótimo” pensou, tudo o que precisava era correr o risco da conta vir duplicada. – Aqui esta. – Luhan entregou a conta e voltou a limpar o balcão. – Obrigado... Éé... – Disse meio hesitante, mas decidiu continuar. – Hoje mais cedo e tal, meus amigos são meio panacas quando estão bêbados, espero que não tenha levado a mal. Mesmo que soasse como dar satisfações a um desconhecido total, trazia certo alívio interno deixar claro que não tinha ligação com a idiotice mental de seus colegas sob efeito do álcool. Luhan parou o que fazia e o encarou, mas não dando aquele olhar de “Aqui está sua bebida”, era realmente um olhar mais pessoal e precisou concordar que Jean estava certo sobre a parte dele ser bonito. – Esta tudo bem, eu não me ofendi de qualquer forma, mas eu concordo com a parte deles serem panacas. – Respondeu mostrando uma expressão mais suave, é, ele era definitivamente muito bonito. – Nossa que alívio! Por um minuto achei que você estava sendo arrogante por causa disso. – Ah! Experimente ficar ouvindo comentários escrotos por horas! Você também ficaria mal humorado. – Luhan disse se debruçando no balcão.


– Então me deixe acompanhá-lo até sua casa já que contribui de certa forma para o seu mau humor. O que poderia acontecer de ruim se Sehun tentasse prolongar aquilo por mais um tempo? O menor mostrava ser bastante interessante além de bonito, na pior das hipóteses ele seria chutado e teria que voltar pro dormitório sozinho e sem dinheiro. Bem, iria correr esse risco. – Você esta querendo me levar em casa?! – Falou levantando uma sobrancelha. – É... É meio que isso mesmo. – Percebeu o quanto clichê isso soava após ouvir da boca de Luhan, mas quem se importava mesmo?! – Saio em meia hora, mas... – Mas? – Eu posso pegar a conta? Me levar em casa não vai te livrar de pagála! – Oh, claro! – Entregou a conta com o dinheiro junto e apenas sorriu sem graça. A bebida devia estar fazendo algum efeito tardio. Levou alguns minutos de espera do lado de fora do bar até que Luhan saiu. Foi meio complicado Sehun conseguir esconder a olhada de cima abaixo que acabou dando no menor assim que o viu. Ele usava apenas uma calça jeans skinning, camiseta, casaco e cachecol, mas chegava a ser ridículo o quanto ficava bem tão comum. – Vai ficar me olhando ou vai me levar até em casa? – A pergunta acordou Sehun de seus pensamentos que logo começou a acompanhar o outro. – De onde você é? Porque Luhan não é coreano ou muito menos francês. – Não sei se devo falar... Minha mãe sempre me disse para não conversar com desconhecidos...


– Mas era a favor de você caminhar com um? – Touché! Todo o caminho parecia mais um jogo de perguntas e respostas do que uma simples caminhada. Sehun acabou descobrindo com muito custo deve-se ressaltar, que Luhan era chinês e mais velho. Um chinês que não tinha a menor cara de 22 anos e falava divinamente francês, pensou. – Bem, eu moro aqui! – Disse Luhan parando na frente de um prédio antigo. Sehun olhou para o prédio concluindo que ele era bem mais perto do bar do que gostaria, mas para sua sorte, não era o único descontente com o fim do passeio. – Você quer entrar? – Disse Luhan já com as chaves na mão. Ele tinha um jeito tão intrigante de agir que o deixava ainda mais interessante. – Eu adoraria. – Disse de imediato. Luhan morava no último andar do prédio de cinco andares. O elevador antigo de grades podia até deixar alguém que o utilizava pela primeira vez receoso, mas Sehun tinha outras coisas ocupando sua mente como o longo caminho até o quinto andar tendo uma pessoa incrivelmente atraente a sua disposição que não precisaria ver no dia seguinte caso não quisesse. E Luhan parecia corresponder à mesma forma de pensamento. O menor não recuou ou tentou se afastar conforme Sehun se aproximava fechando-o contra o canto do elevador. Ambos se entreolhavam capturando cada detalhe de seus rostos próximos. A vontade de fugir era nula. – Eu serei o desfeche da sua noite? – Disse Luhan quebrando o silêncio. – Eu chamaria de início. – Sorriu descendo seus olhos até a boca do menor. Luhan inclinou o rosto esbarrando seus lábios nos do outro que ime-


diatamente o puxou pela cintura para iniciar o beijo que vinha desejando. Seus lábios se movimentavam em sincronia entre pequenas mordidas e puxões de cabelo. Nem mesmo o tranco do elevador avisando que estavam no quinto andar conseguiu afastá-los. O menor apenas puxou a grade empurrando o corpo maior para trás e ambos saíram cegamente tomando o caminho pelo corredor escuro do prédio. Sehun levou a mão até a nuca de Luhan enfiando sua língua pela boca quente e convidativa não se importando nem mesmo onde estava. Era bom que todos os vizinhos estivessem dormindo para o próprio bem deles. Luhan tentava encaixar as chaves na fechadura da porta com dificuldades até que Sehun o empurrou um pouco impaciente contra a mesma. – Ah! – Resmungou Luhan ao colidir as costas contra a madeira. – Desculpe... – Disse Sehun pegando a chave e abrindo a porta com certa força a mais. Luhan puxou o universitário pela camisa para finalmente entrarem no apartamento e fechou a porta em um estrondo que definitivamente deve ter acordado todo o prédio e não só os vizinhos. Suas bocas voltaram a se chocar com urgência enquanto suas mãos se encarregavam de se livrar dos casacos, cachecóis e sapatos e afins com extrema pressa. O apartamento era completamente desconhecido para Sehun, mas ele não precisava saber como ele era afinal, só precisava de uma mesa e essa o esperava um pouco mais adiante de frente para a janela. Assim que conseguiu vencer os obstáculos do caminho suas mãos desceram até as coxas do menor onde segurou com força suficiente para levantá-lo e colocá-lo sobre a mesa. A vista da janela da onde estavam era realmente bonita se algum dos dois estivesse realmente interessado em apreciá-la. Sehun se posicionou entre as pernas de Luhan e esse logo retirou a camiseta que o maior usava com certa pressa. Não demorou muito pra que


a própria camisa que o bartender usava se juntasse às outras roupas jogadas sob o chão frio do cômodo e restassem apenas mais duas a ter o mesmo destino esperado. Os beijos foram cessando e dando lugar às prazerosas mordidas e o gosto metalizado de sangue no canto dos lábios. Sehun segurou os fios de cabelo de Luhan entre os dedos e puxou fazendo com que o menor inclinasse a cabeça para trás sem protesto. A visão de um pescoço claro e sem nenhuma marca era tentadora demais, o futuro estudante de design gráfico havia achado uma nova ocupação. Sua língua subiu por toda a curva do pescoço provocando pequenos arrepios do mais velho que em resposta movia o quadril sobre a mesa provocando um desconfortável atrito, se assim pode-se dizer. Mantendo a cabeça dele ainda inclinada para trás, dirigiu sua boca até o vão abaixo do maxilar e sugou a região demoradamente. A ação conseguiu arrancar vitoriosos gemidos, mesmo que castos, do bartender. Era o impulso para mais. Luhan empurrou o corpo de Sehun para frente e com isso conseguiu sair de cima da mesa. Seus finos dedos ágeis logo encontraram a barra da calça do universitário onde começou a desabotoá-la sem dificuldades. Suas bocas se tocaram novamente, mas o beijo superficial foi quebrado pela mão de Sehun que segurava o rosto menor, movendo o polegar pelo lábio inferior de Luhan. – Ajoelha... - Disse Sehun próximo ao ouvido do bartender. O mais velho sorriu obedecendo as ordens e se ajoelhou levando as duas mãos até a barra da calça de Sehun, onde terminou de abrir o zíper. Afastando o tecido da calça o suficiente, Luhan puxou o elástico da boxer para baixo e colocou os dedos envolta do membro já desperto. Segurando-o sem iniciar qualquer movimento, tocou a ponta do membro sobre sua língua onde lambeu devagar apenas para provocar. Seus olhos não perdiam o


contato com os de Sehun e para esse, certamente era uma visão cem vezes melhor que a da janela. Encerrando a curta provocação, Luhan começou a lamber toda a extensão do membro do mais novo, tomando-o por fim em sua boca até o limite. E a sensação era incrível. Sehun segurou com força o cabelo de Luhan prolongando a permanência de seu membro dentro da boca viciante do bartender por irresistíveis segundos a mais. Luhan retirou-o de sua boca ofegante batendo-o sobre seus lábios avermelhados, sua saliva escorria devagar de cima abaixo onde encontrava com sua língua deslizando novamente sobre a pele quente. O mais novo não conseguiria se conter por mais tempo se aquilo continuasse, então apenas soltou o cabelo de Luhan e o segurou pelo rosto induzindo-o a se levantar. Assim que o menor o fez, Sehun puxou o botão e o zíper de sua calça, abaixando-a junto com a última peça de roupa que o menor usava. – Vira. – Ordenou Sehun e logo foi atendido. Sehun agora tinha a sua disposição o corpo mais perfeito que já havia visto exatamente a sua frente e totalmente submisso à suas ordens. Ele sabia que o bartender era interessante, mas não dessa forma. Movendo as mãos pela coxa interna dele e arrancando alguns suspiros de antecipação de Luhan, começou a afastar uma perna da outra. Luhan se debruçou sobre a mesa e ficou apenas observando as ações de Sehun pelo reflexo escuro da janela ao lado. Sehun segurou seu quadril com força e levou a mão livre até o próprio membro posicionando-o na entrada do corpo menor e, de uma única vez, colocou-o por inteiro dentro do corpo de Luhan. – A-Aah! – Luhan fechou os olhos gemendo alto com a investida inicial.


A necessidade de esperar não existia então os movimentos já tinham um ritmo desde o início mesmo que lentos. Seus corpos quentes iam gradativamente ficando mais úmidos e fazendo o ambiente parecer que iria sufocá-los a qualquer momento. – Mais... Ma-mais rápido... – Luhan implorava com uma voz mais baixa e totalmente irresistível. O mais velho não negaria esse pedido e as estocadas foram criando mais velocidade a cada investida. Luhan movia o quadril junto fazendo Sehun acertar o limite de seu corpo praticamente todas as vezes. Os únicos sons que se ouvia no apartamento eram seus gemidos e o barulho da madeira arranhando o piso do chão. Sehun levou a mão livre até o membro de Luhan começando a mover os dedos envolta dele no mesmo ritmo que suas investidas. O menor arranhava a madeira da mesa tentando controlar as diversas sensações que corriam por seu corpo, deixando seus gemidos ecoarem sem pudor pelos quatro cantos do apartamento. Ambos permaneceram no ritmo já totalmente sem controle que seus quadris se chocavam um no outro e não demorou muito para Luhan acabasse se desfazendo meio às estocas e os movimentos de Sehun em seu membro. O menor ergueu o dorso colando seu corpo ao de Sehun e abriu os olhos encontrando os dele o devorando intensamente. – Eu que-ero... Que goze na minha... Boca... – Disse com a respiração ofegante. Sehun não conseguiria pensar em uma forma desse pedido ter soado melhor do que de fato soou. O menor saiu de dentro do corpo de Luhan quase que imediatamente e esse se ajoelhou de frente para ele posicionando o membro entre seus lábios entreabertos. Com uma de suas próprias mãos, o menor começou


a acelerar os movimentos enquanto sua língua tocava a ponta do membro estimulando-o, em questão de segundos Sehun atingiu seu ápice dentro da boca que começava a desejar mais do que devia. Luhan engoliu tudo colhendo com os dedos o que havia escorrido pelos cantos dos lábios e até mesmo em seu rosto. Esse era o desfeche perfeito. Permaneceram parados nas posições que estavam até conseguirem normalizar a respiração e recuperar qualquer noção sobre vida e onde estavam. Sehun ajeitou a calça que vestia subindo o zíper e olhou envolta encontrando uma manta que cobria o sofá, que por sinal só estava vendo nitidamente agora. Com a manta em mãos, abaixou e a colocou envolta de Luhan. – Merci... – Disse o menor levantando o rosto e observando Sehun. – De ren... – Falou ajudando-o a se levantar. Luhan ajeitou a manta envolta do corpo descoberto e apoiou o quadril sobre a mesa recém usada olhando para toda a bagunça de roupas jogadas pela sala. Era uma situação esquisita mal se conhecerem, mas ainda sim, não dava a vontade de deixar que acabasse aqui como um simples sexo casual. – Você não vai sair correndo pra sua casa pra contar pros seus amigos, né? - Perguntou Luhan talvez um pouco desconfiado, ou quem sabe só estranhamente preocupado. – Claro que não, muito perigoso sair correndo essa hora. - Disse sério, mas depois sorriu mostrando que estava apenas brincando. - Eu posso ficar? Luhan riu baixo afirmando com a cabeça e abraçou o próprio corpo com o tecido sobre ele. – Acho melhor a gente tomar banho e dormir então. – Vai me deixar dormir na mesma cama que você? - Perguntou Sehun sorrindo de forma convencida em seguida.


– Vou pensar durante o banho se devo! - Respondeu dando as costas para o mais novo e pegou o caminho do corredor que dava para seu quarto. Sehun sorriu para si mesmo seguindo o mesmo caminho, eles poderiam continuar a discussão debaixo do chuveiro. 04h23min - Sábado, Centro de Paris.

“de ren” - de nada

FIM


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Oppa Fiction #001