Obscenografica #2

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Obscenografica

artistas unidos pela liberdade de expresão erótica



Obscenografica artistas unidos pela liberdade de expressão erótica Artists united for freedom of erotic expression Curador (Curator) Vinni Corrêa


Obscenografica

Artistas unidos pea liberdade de express ão erótica - AGO 2021 Artists united for freeom of erotic expression - AUG 2021 Título (Title): Obscenografica: artistas unidos pela liberdade de expressão erótica (Obscenografica: artists united for freedom of erotic expression) Curador (Curator): Vinni Corrêa Arte da capa (Art book cover): “The Ouroboros” por (by) Vinni Corrêa Capa (Cover): Vinni Corrêa Design gráfico (Graphic design): Vinícius Augusto Corrêa Coordenador de edição (Coordinator of the edition): Vinni Corrêa Produção e realização (Production and realization): Vinni Corrêa Artistas (Artists): Giancarlo Aldana, Ann Antidote, André Araujo, Alva Bernardine, Ruth Bircham, Clauky Boom, Andrejs Bovtovičs, Luisa Callegari, Chiaraliki, Wanda Fraga Sánchez de la Campa, Marc DeBauch, Marcial Omar Ayala Dueñas, Logan Fulcher, Marcio Goldzweig, Jonathon Goodfellow, Steven Hammond, Serhiy Kolyada, Bianca Mancin, Niente Caffè, Jeremy Novy, Evan J. Petterson, Jessica Sallay-Carrington, H. Samarel, Set Genet, Phil Tarley e Sandra Torralba.

@obscenografica © Obscenografica, São Paulo, 2021

Todos os direitos reservados de acordo com a legislação em vigor All rights reserved.


Agradecimentos

E

ste manifesto existe graças a todos os artistas que cederam suas obras para compor o projeto intitulado Obsceografica. Só tenho a agradecer a todos esses artistas por fazerem parte desta luta.

E não poderia ser menos com cada um de vocês que contribuíram de alguma forma, seja compartilhando em suas redes, convencendo os amigos e doando para fazer com que este manifesto seja a voz de vocês também. Só tenho a agradecer.

[This manifesto exists thanks to all the artists who gave their works to compose the project entitled Obscenografica. I just have to thank you all for being part of this struggle. And it could not be less with each of you who contributed in some way, whether by sharing in your networks, convincing friends and donating to make this manifesto your voice as well. I just have to thank.]

(Acknowledgments)


Sumário (Summary)

8 Manifesto 12 Giancarlo ALDANA

136 Marcio GOLDZWEIG

16 Ann ANTIDOTE

138 Jonathon GOODFELLOW

24 André ARAUJO

146 Steven HAMMOND

42 Alva BERNADINE

156 Serhiy KOLYADA

50 Ruth BIRCHAM

166 Bianca MANCIN

56 Clauky BOOM

172 NIENTE CAFFÈ

62 Andrejs BOVTOVIĈS

174 Jeremy NOVY

74 Luisa CALLEGARI

178 Evan J. PETTERSON

88 CHIARALIKI

184 Jessica SALLAY -CARRINGTON

98 Wanda Fraga Sánchez DE LA CAMPA

190 H. SAMAREL

106 Marc DEBAUCH

200 SET GENET

118 Marcial Omar Ayala DUEÑAS

206 Phil TARLEY

134 Logan FULCHER

208 Sandra TORRALBA


Sumário


Manifesto

Foi um rio que passou em minha vida E meu coração se deixou levar Paulinho da Viola

A arte é a resistência de um rio represado

O

rio desce irreversivelmente... Contudo, não é a corredeira em si que traz medo aos incautos perante as transformações, mas sim, seu obscuro desembocar e a velocidade com que, à deriva, um mar bravio está a engolfá-los após uma asfixiante queda.

O rio desce irreversivelmente desde a cômoda e saudosa manancial dourada, quando era tão somente tradição sob a proteção de represas, rememorada nostalgicamente pelos reacionários, náufragos arrastados pela enxurrada sócio-política-econômica-culturaltecnológica-psicológica que, segundo eles, está a levar-nos ao cataclismo da humanidade. A reação tenta, energicamente, com mais violência que as águas, o retorno à sua nascente ideológica, tal qual peixes em piracema, para desovar seus sonhos sobre o tempo feliz das calmas águas, num tempo bíblico onde: sexo era apenas um dever humano de reprodução, prática exclusiva entre macho e fêmea, mesmo quando feito para o prazer; toda forma de nudez era coberta por falsas escamas; a fêmea era punida se tivesse uma gravidez indesejada ou mesmo se decidisse fazer o que bem entendesse com seu corpo e, como dizem, “mulher que anda de saia curta tá pedindo para ser estuprada”; crianças eram criadas por “pai” e “mãe” e era melhor estarem na rua a serem criadas por pederastas ou bruxas; ocupações, posições e até mesmo as cores eram bem definidas, diferenciando homens de mulheres; a mulher era submissa e tinha o dever de servir como sua propriedade; negros e indígenas sequer possuíam almas. Os reaças fazem a transposição do rio alterando o curso de volta para o leito, um lugar-tempo de quando não haviam sido ainda arrastados pela tromba d’água da história. Nesse movimento retrógrado, lançam tudo e todos às margens para evitar que esses marginais se organizem nas correntes e consigam guiar um rio cujo caminho não se sabe em qual pororoca vai dar. Um rio obsceno, profano, e que, portanto, não pode mais correr senão de volta na história para o lago sagrado. Evitando a foz-apocalipse da qual supõem o destino final desse rio, a reação tomou fôlego, embarreirou córregos, represou os desejos inconscientes da humanidade. Obscenografica surge como um barco desancorado de qualquer ideia-porto, uma embarcação construída com arte, não para dar rumo ao rio, mas para que seja possível navegá-lo, empurrado pelos ventos que sopram nossa sociedade, para que ninguém nade sozinho e acabe por morrer na praia. Que seja possível romper com todos os tabus que impedem esse rio de correr. Esse movimento não é contracorrente. É pois a própria correnteza, que dá forma a história e ruma 8


para um oceano que, embora desconhecido, nos tira da caverna para vermos a estrela da manhã. Este projeto é fruto da represa. Ele só existe porque seu movimento está a ser contido pelo moralismo e pela censura e quer se libertar. O movimento quer ser livre para ser o que quiser ser. Neste barco, trazemos à tona tudo aquilo que querem deixar como lodo até se solidificar e se perder para sempre na obscuridade das profundezas. Mas tudo que é sólido se desmancha, no ar ou no mar, onde quer que haja erosão. O erotismo é tão artifício como qualquer outro que criamos. E aqui representado neste coletivo, faz-se livre e diversificado, plurissexual, plurigênero, pluriétnico; do celibatário ao transante, todos são Obscenografica surge como um barco desancorado de qualquer ideia-porto, uma embarcação construída com arte, não para dar rumo ao rio, mas para que seja possível navegá-lo, empurrado pelos ventos que sopram nossa sociedade, para que ninguém nade sozinho e acabe por morrer na praia. Que seja possível romper com todos os tabus que impedem esse rio de correr. Esse movimento não é contracorrente. É pois a própria correnteza, que dá forma a história e ruma para um oceano que, embora desconhecido, nos tira da caverna para vermos a estrela da manhã. Este projeto é fruto da represa. Ele só existe porque seu movimento está a ser contido pelo moralismo e pela censura e quer se libertar. O movimento quer ser livre para ser o que quiser ser. Neste barco, trazemos à tona tudo aquilo que querem deixar como lodo até se solidificar e se perder para sempre na obscuridade das profundezas. Mas tudo que é sólido se desmancha, no ar ou no mar, onde quer que haja erosão. O erotismo é tão artifício como qualquer outro que criamos. E aqui representado neste coletivo, faz-se livre e diversificado, plurissexual, plurigênero, pluriétnico; do celibatário ao transante, todos são formas livres e aceitas de erotismo. Aqui nos unimos, libertariamente, em resistência, para deixar correr livre a pulsão e fazer o rio descer sem censura, sem repressão, sem neurose. É o oceano desconhecido, o cais absoluto, que buscam as mentes livres; a prisão-aquário, as mentes tacanhas. Talvez o mar traga novos perigos, mas trará também novas aventuras e descobertas. Assim como a loucura de Copérnico levou a astronomia a uma revolução, a arte demonstra que o umbigo não é o centro da sociedade, mas que estamos todos a girar num redemoinho, um imenso turbilhão, em revolução e rotação, a deslocar-nos de nosso porto seguro rumo ao cais absoluto do qual não devemos temer e não podemos escapar – nem devemos. Deixemos os ventos do erótico soprarem e com eles navegarmos pelas águas obscenas do novo mundo. Vinni Corrêa poeta, artista visual e curador do Obscenografica

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Manifesto

It was a river that passed through my life And my heart let itself be carried away Paulinho da Viola

Art is the resistance of a dammed river The river is irreversibly going down... However, it’s not the whitewater itself that brings fear to the unwary in the presence of the transformations. They fear the way the river empties into the obscutiry and the speed with which a wild adrift sea engulfs them after an asphyxiating fall. The river is irreversibly going down from the comfortable longing golden fountainhead, when it was only a tradition under the protection of dams, nostalgically remembered by the reactionary, the shipwrecked dragged by the socio-political-economic-cultural-technological-psychological flood which, according to them, is leading us to the cataclysm of humanity. The reaction tries, energetically, with more violence than the waters, to return to its ideological fountain, like fish in spawning season, to produce their dream eggs on the happy time of the calm waters, in a biblical time where: sex was only a human duty of reproduction, exclusive practice between male and female, even when made for pleasure; every form of nakedness was covered with false scales; the female was punished if she had an unwanted pregnancy or even if she decided to do as she pleased with her body and, as they say, “a woman in short skirts is asking to be raped”; children were raised by their “father” and “mother” and it was better to live in the street than to be raised by pederasts or witches; occupations, positions and even the colors were well defined, differentiating men from women; women were submissive and had a duty to serve as men property; blacks and natives had no souls. Troglodytes transpose the river by altering the course back to the riverbed, a place-time where they had not yet been swept away by the waterspout of history. In this retrograde movement, they throw everything and everyone to the margins to avoid that marginalized organize themselves in the torrents and are able to guide a river we don’t know in what tidal bore it will go. An obscene, profane river, which therefore can no longer down, but upstream back in history to the sacred lake. Avoiding the outfall-apocalypse which they suppose the final destination of this river to be, the reaction took a breath, flooded streams, dammed the unconscious desires of humanity. Obscenografica emerges as a boat with its anchor raised from any idea-port, a craft built with art, not to drive the river, but to be able to navigate it pushed by the winds that blow our society, so that nobody could swim, swim and swim, and die on the beach. It shall be possible to break with all the taboos that prevent this river from running. This movement is not countercurrent. It is the stream itself, which shapes history and leads to an ocean that, though unknown, takes us 10


out of the cave to see the morning star. This project is the fruit of the dam. It only exists because its movement is being restrained by moralism and censorship and wants to break free. The movement wants to be free to be what it wants to be. In this boat we bring out all that they want to leave as sludge until it solidifies and be lost forever in the darkness of the depths. But all that is solid melts into air or sea, wherever there is erosion. Eroticism is as artifice as anything we have created. And here represented in this collective, it becomes free and diversified, plurisexual, plurigender, plurietnic; from celibate to sluts, all are free and accepted forms of eroticism. Here we unite, libertarily, in resistance, to let the drive free and to make the river go down uncensored, without repression, without neurosis. Its the unknown ocean, the absolute quay, that free minds seek; the prison-aquarium is the narrow-minded goal. Perhaps the sea brings new dangers, but it will also bring new adventures and discoveries. Just as the madness of Copernicus has led astronomy to revolution, art shows that the navel is not the center of society, but that we are all turning in a whirlwind, an immense maelstrom, in revolution and rotation, to move us from our safe harbor towards the absolute quay of which we must not fear and can not escape - nor should we. Let the winds of the erotic blow and with them we navigate the obscene waters of the new world.

Vinni Corrêa poet, visual artist, and curator of Obscenografica

APOIE ESSA IDEIA / SUPPORT THIS IDEA

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GIANCARLO

ALDANA

ilustrado

Giancarlo ALDANA Artista metafísico nascido em El Paso, Texas, e criado em Cd. Juarez, México. Sua arte tem uma forte ênfase no erotismo e misticismo com grande parte da inspiração vinda de sonhos, experiências de vida e as emoções que os acompanham. Seu trabalho atualmente se concentra nos prazeres e dores que a vida pode nos trazer por meio de retratos da sexualidade, mortalidade e amor. No entanto, uma grande parte de seu trabalho também foi dedicada aos aspectos metafísicos e espirituais deste mundo. He is a metaphysical artist born in El Paso, Texas and raised in Cd. Juarez, Mexico. His art has a heavy emphasis on eroticism and mysticism with a large portion of inspiration coming from dreams, life experiences and the emotions that accompany them. His work currently focuses on the pleasures and pains that life can bring us through portrayals of sexuality, mortality and love. However a large portion of his work has been dedicated to the metaphysical and spiritual aspects of this world, as well.

ilustrador illustrator

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La danza rota

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ALDANA

Giancarlo

Pensamientos de la muerte

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La luna iluminada

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Ann

ANTIDOTE

PERFOR

Ann ANTIDOTE (FROM THE STANGE LIFE OF THE SAVAGES)

From the Strange Life of the Savages é uma artista autodidata com atuação nos campos da arte da corda, vídeo, instalação, som e performance. Ela vem atuando na política por formas de vida coletiva e solidária e estilos de vida queer e sexo positivo como opções válidas e que merecem respeito. Este trabalho político e as críticas que se seguem permeiam seu trabalho artístico. From the Strange Life of the Savages is an autodidact DIY artist, active in the fields of rope art, video, installation, sound and performance. She has been active in the politics of collective and solidary lifeforms, and queer, sex-positive lifestyles as valid, viable and respect-deserving options. This political work and the criticism that follows permeate her artistic work.

performista / performer

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Rope meets noise_ - Ann Antidote + Steffi Kaoez + LunArio photography_ FTofani

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ANTIDOTE Ann

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“Rope meets Noise”

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ANTIDOTE Ann

Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim

Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim 20


Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim

Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim 21


ANTIDOTE Ann

Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim

Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim 22


Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim

Rope meets noise at Camp Tipsy - bondage by Ann Antidote_ model_ Steffi Käoz_ photography_ Kaim 23


André

ARTISTA VISUAL A R A U J O

artista visual / visual artist

André ARAUJO Artista brasileiro contemporâneo, tem seu trabalho caracterizado pela incorporação do simbolismo, pelo uso de marcas agressivas e gestuais e pelo fascínio com os chamados out-siders. Ao longo de sua prática, Araujo incorpora regularmente imagens punk e textos marginais. Interessado na junção da música com a arte visual, Andre é vocalista de banda punk e executa um estilo de pintura que ele próprio denomina de expressionista hardcore. Sua produção articula-se nas mais variadas linguagens como pintura, escultura, gravura, vídeo, animação, instalação, performance e fotografia. A contemporary Brazilian artist, his work is characterized by the incorporation of symbolism, the use of aggressive and gestural marks and the fascination with so-called “out-siders”. Throughout his practice, Araujo regularly incorporates punk images and marginal texts. Interested in joining music with visual art, Andre is the vocalist of a punk band and performs a style of painting that he calls hardcore expressionist. His production is articulated in the most varied languages ​​such as painting, sculpture, engraving, video, animation, installation, performance and photography.

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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ARAUJO André

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Alva

BERNARDINI

FOTÓGR

fotógrafo / photographer ayda succ

Alva BERNARDINI Fotógrafo londrino. Em suas palavras: “Eu nasci e enquanto espero morrer, tiro fotos para matar o tempo”. Londoner photographer. In his words: “I was born and while I am waiting to die, to kill time I take photographs”.

Stimulated 42


debbie proj

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BERNARDINI Alva

janus

karla light sword

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peep hole

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BERNARDINI Alva

philosopher

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washingline

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BERNARDINI Alva

verena succ

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quoits 49


Ruth

BIRCHAM

artista pl

artista plástica painter

Ruth BIRCHAM Vive em Londres e é uma artista autodidata que se formou em Belas Artes em mídia combinada no Croydon College de 2001 a 2005. Ela usa uma variedade de mídias e meios em seu trabalho e o assunto cobre uma ampla área que é inspirada pelo ambiente. Suas influências, pensamentos, emoções, experiências e ideias são combinadas para criar uma arte que desafia as normalidades em nosso ambiente. Ela usa a forma humana nua em suas obras para chamar a atenção para certos conceitos nas leis do “real e extremo”. Por exemplo, como lidamos com as diferenças entre nossas expectativas e a realidade do que realmente acontece na mente quando nos deparamos com uma imagem erótica. Sua arte lida com ideias que consideram o impacto do olhar masculino/feminino e como os efeitos podem provocar fantasias, intimidação e visões de confronto. She lives in London and she is a self-taught artist who has studied a BA (Hon) degree in Fine Art Combined Media at Croydon College from 2001-2005. She uses a variety of medias and mediums in her work and subject’s covers a wide area which is inspired by the environment. Her influences, thoughts, emotions, experiences and ideas are combined to create art that defies the normalities in our environment. She uses the naked human form in her works to draw attention to certain concepts in the laws of ‘real and extreme’. For example, how we deal with the differences between our expectations and the reality of what actually happens in the mind when confronted with an erotic image. Her art deals with ideas that consider the impact of the male/female gaze and how the effects may provoke fantasy, intimidation, and confrontational views.

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Room filled with naked men 51


BIRCHAM Ruth

Bottoms up

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Orgy or Forbidden Fruit

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BIRCHAM Ruth

fragmented body

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Pussy Galore - forbidden fruits

tree Nymph

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BOOM CLAUKY

ilustrado

ilustradora illustrator

Clauky BOOM É uma ilustradora brasileira. She is a Brazilian illustrator.

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BOOM Clauky

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mulher planta 59


BOOM Clauky

centro do universo

doce rastro

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fantasias de carnaval

vulvarella

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Andrejs

BOVTOVIĈS

artistaplá

Andrejs BOVTOVIĈS É um artista plástico nascido em 1959 em Letônia. Tem formação em belas artes pelo Latvian State Academy of fine arts. He is a painter born in 1959 in Latvia. He has a degree in fine arts from the Latvian State Academy of Fine Arts.

artista plástico painter

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Birch sap’s sight

Contiguity 63


BOVTOVIĈS Andrejs

A girl in red skirts with a white dog

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Čuksti whisper

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BOVTOVIĈS Andrejs

Follow the sun

Group therapy

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Lazy admirers of healthy lifestyle

Pasaka princesei fairy tale for

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BOVTOVIĈS Andrejs

Hear my train a comin

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Feria del toro

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BOVTOVIĈS Andrejs

Perseus and Andromeda

Saruna 2 conversation 70


The secret room 71


BOVTOVIĈS Andrejs

Pastaiga pie gūtmaņalas walking at the cave

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rustic kiss

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CALLEGARI

Luisa

artistamult

Luisa CALLEGARI Nascida em São Paulo, 1994. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Artista multimídia. Mulher, mãe. Interessada em temáticas sobre corpo, violência, pornografia e maternidade. Na academia pesquiso sobre a continuidade dos corpos e o espaço entre o objeto e abjeto. Born in São Paulo, 1994. Lives and works in São Paulo, Brasil. Multimedia artist. Woman, mother. Interested in themes as body, violence, porn and motherhood. In academy my researches are about continuous bodies and the space between object and abject.

artista multidisciplinar multidisciplinary artist

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Boneca 75


CALLEGARI Luisa

Boneca

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Brazilian wax

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CALLEGARI Luisa

Nude

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Nude

Nude

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CALLEGARI Luisa

Corpo

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Venus

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CALLEGARI Luisa

Camera_ Thiago Drummond _ cordas_ Sansa

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Camera_ Thiago Drummond _ cordas_ Sansa

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CALLEGARI Luisa

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Camera_ Thiago Drummond _ cordas_ Sansa

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CALLEGARI Luisa

Nude

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Nude

Nude

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CHIARALIKI

ilustrador

CHIARALIKI Chiaraliki, uma garota italiana de 25 anos que vive e trabalha em Milão. É designer gráfico e uma de suas maiores paixões, depois das massas, é a ilustração. Uma garota simples e alegre que tenta encontrar o lado positivo em todas as situações. Odeia dar um nome, um limite e rotular coisas e pessoas. Chiaraliki é uma altruísta incurável. Ela gosta do rosa e, sobretudo, fará você enlouquecer com as ilustrações dela. Chiaraliki, a 25-year-old Italian girl who lives and works in Milan. She is a graphic designer and one of her biggest passions, after pastas, is illustration. A simple and cheerful girl who tries to find the positive in every situation. She hates giving a name, limit and labeling things and people. Chiaraliki is an incurable altruist. She likes pink and, above all, will drive you crazy with her illustrations.

ilustradora illustrator

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A ring is forever

Empress

I want to ride my bicycle

All you can eat

It’s not gonna lick itself

Exhibitionist

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Baby don’t cry

Fuck You

Lego minifigure 1


CHIARALIKI

Lego minifigure 2

Let’s buy a house

Lipstick

Lollipop

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Menù

Morning’s cigaretteRope

My plantRope

My fav bag

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CHIARALIKI

Orgasm cassette

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Scissor

SMS

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CHIARALIKI

Wish you were here

Sticky hand

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Strawberry and heart

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CHIARALIKI

Bite me

Bau Bau

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Car’s mirror

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Wanda Fraga Sámchez

DE LA CAMPO

artistavisu

artista visual visual artist

Wanda Fraga Sámchez DE LA CAMPO Ela nasceu em 1994 na cidade de Santa Clara (Cuba). Filha de mãe solteira e pai imigrante, quando pequena passou a maior parte do tempo sozinha, sem contato constante com outras crianças, o que fez com que a arte ocupasse grande parte de sua infância e fosse sua companhia. A solidão e o sentimento de abandono que tem sido uma constante em sua vida refletem-se claramente em seu trabalho, onde o homem é sempre contraposto ao meio social como se fosse uma realidade fragmentada. Assim, seu trabalho dialoga obsessivamente sobre suas vivências da infância, o que viu e vivenciou como menina, agora mulher e ser humano. Da dor de viver numa ilha rodeada de água, que rodeia mas ao mesmo tempo separa. She was born in 1994 in the city of Santa Clara (Cuba). Daughter of a single mother and an immigrant father, when she was little she spent most of her time alone, without constant contact with other children, which made art occupied a large part of her childhood and was her company. The loneliness and the feeling of abandonment that has been constant in his life are clearly reflected in his work, where man is always contrasted with the social environment as if it were a fragmented reality. So her work dialogues obsessively about her experiences of childhood, what she has seen and experienced as a girl, now a woman and human being. From the pain of living on an island surrounded by water, which surrounds but separates at the same time.

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DE LA CAMPO Wanda Fraga Sámchez

A place called home

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No pidas el perdon

His

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DE LA CAMPO Wanda Fraga Sámchez

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Maybe I like fake

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DE LA CAMPO Wanda Fraga Sámchez

Puesta de sol

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Util

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DEBAUCH

Marc

artistaplást

artista plástico painter

Marc DEBAUCH DeBauch nasceu em St. Cloud, Minnesota, Estados Unidos, em 1956, em uma família de imigrantes prussianos. Durante a proibição das bebidas alcoólicas nos Estados Unidos na década de 1920, o bisavô de Marc foi enviado para a prisão de Leavenworth, duas vezes por contrabando. Marc diz: “Ser um artista erótico não deveria ser um choque para minha família, eles obviamente estão acostumados com pessoas controversas. Claro, assim como as ‘palhaçadas’ do meu bisavô, ninguém quer ouvir ou falar sobre isso!”. Marc passou os primeiros 20 anos de sua vida em St. Cloud, que ele descreve como uma cidade de católicos alemães hostis, sectários e sexualmente reprimidos. DeBauch was born in St. Cloud, Minnesota, US, in 1956, into a family of Prussian immigrants. During the United States liquor prohibition of the 1920’s, Marc’s great-grandfather was sent to Leavenworth Prison, twice for bootlegging. Marc says “Being an erotic artist shouldn’t come as too much of a shock to my family they are obviously used to controversial people. Of course just like my great grandfather’s ‘antics’, no one wants to hear or talk about it!”. Marc spent the first 20 years of his life in St. Cloud, which he describes as a city of unfriendly, clannish, and sexually repressed German Catholics.

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DEBAUCH Marc

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DEBAUCH Marc

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DEBAUCH Marc

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DEBAUCH Marc

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DEBAUCH Marc

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Marcial Omar Ayala

DUEÑAS

ARTÍST

Marcial Omar Ayala DUEÑAS Colagista e pintor peruano da cidade de Cusco. Formou-se pela Escuela Superior Autónoma de Bellas Artes del Cusco da Universidad Nacional San Agustín de Arequipa.

Peruvian collage artist and painter from the city of Cusco. He graduated from the Escuela Superior Autónoma de Bellas Artes del Cusco at the Universidad Nacional San Agustín de Arequipa.

artísta visual visual artist

Alexis (detail)

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Alexis


DUEÑAS Marcial Omar Ayala

Libertad

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Libertad (detail)

Libertad (detail)

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DUEÑAS Marcial Omar Ayala

Mundo

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Mundo (detail 1)

Esta es mi tierra

Mundo (detail 2) 123


Padre perdonálos (detail)

DUEÑAS Marcial Omar Ayala

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Padre perdonálos

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DUEÑAS Marcial Omar Ayala

Polla

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Polla (detail)

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DUEÑAS Marcial Omar Ayala

Sasha Grey (detail)

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Sasha Grey

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DUEÑAS Marcial Omar Ayala

Trans

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Trans (detail)

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DUEÑAS Marcial Omar Ayala

Tio 132


Virgen 133


Logan

FULCHER

ARTIS

artista visual visual artist

Logan FULCHER Conhecido por alguns pelo apelido de “Freed in Pieces” na internet, ele é um artista composto de um milhão de fragmentos - ele é a soma de todos que conheceu mais mil hobbies. A qualquer momento, ele poderia criar um jogo de tabuleiro, dançar break, estudar japonês, rabiscar poesia maníaca, pintar um labirinto abstrato de cores, dobrar o contorno de um rosto, moldar cogumelos bonitos de argila ou cortar rapidamente peças delicadas de revista para colagem. Logan Fulcher atualmente mora em Tóquio, Japão, tem um casamento feliz e está curtindo a vida urbana. Ele é um profissional em tempo integral (artista, professor, aluno, designer) e amador nas horas vagas (dançarino, padre, diretor do youtube, terrível jogador de boliche, e a lista será estendida indefinidamente. Ele nasceu no meio-oeste dos Estados Unidos, mas saiu por motivos existenciais em 2010. Known to some by the internet moniker “Freed in Pieces,” he is an artist composed of a million shards - he is the sum of everyone he has met plus a thousand hobbies. At any given time, he could be creating a board game, break dancing, studying Japanese, scrawling manic poetry, painting an abstract maze of colors, bending wire into the outline of a face, molding cute mushrooms from clay, or speedily cutting delicate pieces of magazine for a collage. Logan Fulcher currently resides in Tokyo, Japan, is happily married, and is enjoying urban life. He is a professional full-time (artist, teacher, student, designer), and part-time amatuer (dancer, priest, youtube director, terrible bowler), and the list will be extended indefinitely. He hails from the midwestern United States, but left for existential reasons in 2010.

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Sexy heart

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Marcio

GOLDZWEIG

ARTIS

artista visual visual artista

Marcio GOLDZWEIG Artista plástico, xilogravador, ilustrador publicitário e web designer, iniciou sua vida artística em 1971 no Ateliê Livre de Pintura e Gravura do MAM-RJ, sob a tutela de Ivan Serpa. Estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ, a partir de 1977, tendo recebido conhecimentos fundamentais para o seu desenvolvimento artístico e espiritual dos mestres Adir Botelho, João Garbogini Quaglia, Ângela Âncora da Luz, Lydio Bandeira de Mello, Gilberto Strunck, Ísis Braga, dentre outros. Participa ativamente de exposições individuais e coletivas no Brasil, Nova York, Paris, Lisboa, Porto, Osaka, Tokyo, Helsinki e Córdoba (AR). Painter, wood engraver, advertising illustrator and web designer, he began his artistic life in 1971 at the Free Painting and Engraving Studio of MAM-RJ, under the supervision of Ivan Serpa. He studied at the School of Fine Arts at UFRJ, from 1977, having received fundamental knowledge for his artistic and spiritual development from the masters Adir Botelho, João Garbogini Quaglia, Ângela Âncora da Luz, Lydio Bandeira de Mello, Gilberto Strunck, Ísis Braga, among others. Actively participates in solo and group exhibitions in Brazil, New York, Paris, Lisbon, Porto, Osaka, Tokyo, Helsinki and Cordoba (AR).

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Ao Zucker, com carinho

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Jonathon

GOODFELLOW

ARTIS

artista multidisciplinar multidisciplinar artist

Jonathon GOODFELLOW Artista multidisciplinar, multimídia e de snuff puppets (teatro de boneco australiano). Nascido no Zimbábue e cidadão australiano desde 1981, a infância turbulenta de Jonathon marcou uma separação clara dos valores de seus pais e irmãos britânicos. Sobrevivente de trasntorno de estresse pós-traumático na infância, as artes deram uma escapada de uma sensação profunda de que ele vivia fora do lugar: primeiro dança, depois desenho, pintura e gravura, figurino e criação, antes dos estudos de design de mídia (fotografia comercial). Um professor de dança no final da adolescência, Jonathon estava saindo quando o HIV/AIDS chegou. Ele conquistou muitos seguidores durante esse período, com comissões regulares, inclusive para campanhas de educação sobre HIV/AIDS. It’s a multidisciplinary, multimedia and snuff puppets artist. Zimbabwe born & an Australian citizen since 1981, Jonathon’s turbulent childhood marked a clear separation from the values of his British parents & siblings. A childhood PTSD survivor, arts gave an escape from a deep sense that he lived out of place: first dance, then drawing, painting & printmaking, costume design & creation, before media design studies (commercial photography). A dance teacher by late teens, Jonathon was coming out as HIV/AIDS arrived. He built a strong following during this period, with regular commissions including for HIV/AIDS education campaigns.

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Ocean men I

Ocean men II 139


GOODFELLOW Jonathon

Ocean men III

Ocean men IV

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Ocean men V

Ocean men VI

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GOODFELLOW Jonathon

Smooth

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Subterra orgia mano II

Subterra orgia mano III

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GOODFELLOW Jonathon

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The Kiss

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Steven

HAMMOND

ARTIST

Steven HAMMOND Steven Hammond é um pai orgulhoso e um radical de inspiração zen que escreveu o livro “P, Anyone?”. Sua poesia e artes visuais foram publicadas em lugares como Old City Cool, Exact Change Only, Cordite e Why Vandalism? Steven Hammond is a proud father and Zen-inspired Radical who authored the book “P, Anyone?” His poetry and visual art has been published in such places as Old City Cool, Exact Change Only, Cordite, and Why Vandalism?

artista visual visual artist

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HAMMOND Steven

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HAMMOND Steven

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HAMMOND Steven

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HAMMOND Steven

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KOLYADA Serhiy

ILUSTRA

ilustrador illustrator

Serhiy KOLYADA Serhiy Kolyada entrou em apuros com o estabelecimento artístico de Kiev com suas produções em caneta esferográfica sobre cartolina, retratando Kiev como uma zona melancólica de sombras. É a arte como comentário social: reflexões corajosas sobre dinheiro, poder e questões de gênero na Ucrânia. Seus desenhos o deixaram virtualmente ignorado por galerias em seu país natal, a Ucrânia. A publicidade vem principalmente através da mídia em inglês e a maioria das vendas para clientes estrangeiros por meio de exibições privadas e galerias online. Kolyada trabalha com esferográfica preta, usando outros meios e colagem ocasionalmente para adicionar cor. Em 2006, temas religiosos e “o lado místico da vida” tornaram-se assuntos de interesse do artista. Serhiy Kolyada got in hot water with Kyiv’s art establishment with his ballpoint-on-construction paper productions, portraying Kyiv as a melancholy zone of shadows. It’s art as social commentary: gutsy reflections on money, power and gender issues in Ukraine. His drawings have left him virtually ignored by galleries in his home country of Ukraine. Publicity comes mostly through English language media and a majority of sales to foreign clients via private viewings and online galleries. Kolyada works in black ballpoint, using other mediums and collage occasionally to add color. In 2006, religious themes and “the mystical side of life” became subjects of interest to the artist.

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And justice for all corruption 157


Nord stream

M. Bulgakov

KOLYADA Serhiy

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Puting or Russia sucks Okruzhnaya


KOLYADA Serhiy

Playboy Pamela Anderson

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Rada prostitution 161


Theory for origins Self promotion

KOLYADA Serhiy

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Ukrainian gang bang

Welcome to Ukraine


KOLYADA Serhiy

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Titanic - Liberty - Leonardo DiCaprio

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Bianca

MANCIN

ARTIS

artista visual visual artist

Bianca MANCIN Nascida em 1997, Bianca Mancin, depois de frequentar a escola de artes, formou-se na Academia Albertina de Belas Artes de Torino (Itália), onde aprofundou seus interesses, explorando as áreas de artes visuais, design gráfico, fotografia e tipografia. Agora ela está continuando seus estudos acadêmicos com um mestrado no setor de arte pública. É uma artista multidisciplinar caracterizada por uma abordagem minimalista e sintética que se reflete na mensagem inerente às suas obras. Suas obras foram exibidas em exposições pessoais e coletivas em Torino, Nápoles, Roma, Londres, Nova York e Brisbane. Born in 1997, Bianca Mancin, after attending art school, graduated from the Albertina Academy of fine arts of Turin (Italy), where she deepened her interests, exploring the fields of visual art, graphic design, photography, typography. Now she’s continuing her academic studies with a master’s degree in the public art sector. She is a multidisciplinary artist characterized by a minimalist and synthetic approach that is reflected in the message inherent in his works. Her works have been exhibited in personal and collective exhibitions in Turin, Naples, Rome, London, New York and Brisbane.

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J_Attende

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MANCIN Bianca

Echec2

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Rien.

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MANCIN Bianca

Je me fous

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Trop tard

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NIENTE CAFFE

ILUSTRA

ilustradora illustrator

NIENTE CAFFE Uma ilustradora italiana. An Italian illustrator.

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NOV Y Jeremy

ARTIST

artista de rua street artist

Jeremy NOVY A marca única da arte de rua de Jeremy Novy está repleta de exames sociais meticulosos. Novy tem combatido a falta de representação homofóbica com uma celebração da iconografia gay, levando jovialidade e cordialidade a espaços urbanos abandonados. Com uma bolsa do National Endowment for the Arts, ele foi curador da primeira grande exposição do gênero, “A History of Queer Street Art”, que estreou em São Francisco em 2011 e depois fez uma turnê pela Pop Up Gallery em Los Angeles e pela Yale University. Seu trabalho beneficiou fundações sem fins lucrativos, organizações de defesa e programas de serviço comunitário e foi apresentado em vários filmes, livros, publicações e coleções públicas e privadas. Suas imagens pioneiras de drag queens, pinturas físicas e pornografia trazem à vida a multiplicidade da identidade moderna, lembrando-nos que o nós, cada um de nós, deve caminhar pelas ruas de nossas cidades em solidariedade coletiva. Jeremy Novy’s unique brand of street art is ripe with thoughtful social examinations. Novy has combated a homophobic lack of representation with a celebration of gay iconography, bringing joviality and warmth to disused urban spaces. With a grant from the National Endowment for the Arts, he curated the first major exhibition of its kind, “A History of Queer Street Art,” premiered in San Francisco in 2011 and later toured to Pop Up Gallery in Los Angeles and Yale University. His work has benefited non-profit foundations, advocacy organizations, and community service programs and has been featured in numerous films, books, publications, and collections public and private. His pioneering images of drag queens, physique pictorials, and pornography bring to life the multiplicity of modern identity, reminding us that the we, each of us, must walk the streets of our cities in collective solidarity.

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NOVY Jeremy

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PETERSON Evan J.

POETA

poeta poet

Evan J. PETERSON Escritor da Clarion West e autor de The PrEP Diaries da Lethe Press, bem como da ficção interativa rpg Drag Star! da Choice of Games. Seus outros livros incluem os capítulos de poesia de terror Skin Job e The Midnight Channel e a antologia finalista do Lambda Literary Award, Ghosts in Gaslight, Monsters in Steam: Gay City 5. Ficção, não ficção e poesia de Evan apareceram em Weird Tales, BoingBoing, The Stranger, The Rumpus, Best Gay Stories 2015, The Queer South Anthology, Unspeakable Horror 2, Queers Destroy Horror, Nightmare Magazine, Drawn to Marvel: Poems from the comic books, Arcana: The Tarot Poetry Anthology e Aim for the Head: An Antology of Zombie Poetry. Evan foi o editor criativo fundador e, em seguida, editor-chefe da Minor Arcana Press. Clarion West writer and author of The PrEP Diaries from Lethe Press as well as the interactive fiction rpg Drag Star! from Choice of Games. His other books include the horror poetry chapbooks Skin Job and The Midnight Channel and the Lambda Literary Award finalist anthology, Ghosts in Gaslight, Monsters in Steam: Gay City 5. Evan’s fiction, nonfiction, and poetry have appeared in Weird Tales, BoingBoing, The Stranger, The Rumpus, Best Gay Stories 2015, The Queer South Anthology, Unspeakable Horror 2, Queers Destroy Horror, Nightmare Magazine, Drawn to Marvel: Poems from the Comic Books, Arcana: The Tarot Poetry Anthology, and Aim for the Head: An Anthology of Zombie Poetry. Evan was the founding creative editor and then Editor-in-Chief of Minor Arcana Press.

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BABY BATTER

Evan J. Peterson

Twice this week I’ve heard that phrase, the two unsexiest words ever, rubbing up against each other in separate mouths. What gives? There’s no room for babies in this bathhouse. No hanky code for that. Semen springs eternal in the rites of porn, and that’s the point—the moment—the everlasting pop! with no nine-month hangover. Baby batter? Barf. It makes me think of infants churned through a handcranked eggbeater, or an electric whisk tipped back, slinging baby batter all around the kitchen, slick sloppy cords of it splattering the microwave, ruining my niece’s crayon pictures on the fridge, fwapp-ing us in the eye, Grandma’s glasses cloudy with baby batter. No waffles in hell, but baby batter whipping through like a giant spider in convulsions, shooting ropes of hot, wet silk out its asshole. Do spiders even have assholes? No more baby batter. Boy butter, perhaps, or man candy, that ebullient bullion, the very phosphorescence of joy, liquid of love, l’eau d’amour, jouissance, frisson, all kinds of fancy French! The gatling of the gods, slippery opal bumblebees, those popping pearls, that silver zing, anything, anything but baby batter.

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PETERSON Evan J. THIRTEEN WAYS OF LOOKING AT THE COCK I Musk is hung like art In the blue air. The cock lurks with patience In blue jeans.

VIII Inaccurate, to call A child’s penis a “cock.” It has no mission yet. IX The cock fancied itself a phoenix, Emerging from its hot little nest.

II Five steel rings Along a pillar of flesh. The cock has brought a ladder.

X The cock is a wizard, conjurer Of the most reptilian emotions: Desire. Panic. Apathy.

III & IV A man and a woman Are one. A man and a man are also one, But with two cocks.

XI Like the conqueror’s ambassador, The cock earns trust through diplomacy Before invading.

V I do not know which I prefer, The excitement of a journey Or the return home, The discovery of a new cock Or its eventual familiarity.

XII The cock is ready. He holds A pearl at his mouth.

VI The night is still. A pulse is audible. Do you see the cock Nodding to that drum?

XIII Drummer, phoenix, conjurer, Diplomat, and wraith— The cock appears and vanishes, So quick, this shifting shade.

VII O thin men of Haddam, Shut up and whip ‘em out. 180


SOMETHING DOMESTIC I hold you still as you cry the lash from your eye. Cathartic, the way we play house. I replace the man who raised you. Some nights, I want you the way fire wanted Dresden. The way tuberculosis begs for an orphanage. To hear you sob, that opportunity to soothe. You get all the attention you can handle. Chilled steel. Suburban surgeries. I dab your eyes with a cotton tuft. New instruments for new practices. The cold end of the belt. We leave our notes in the margins of gratification. The hairbrush. Smack and burn. Books claim it’s common, building intimacy with a persecutor. The safety pin. Sting and throb. Children usually favor the parent who disciplines them.

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PETERSON Evan J. ONE ARGUMENT FOR INTELLIGENT DESIGN Honey boys, what drips this afternoon? Creation myths: How the Dandy Got His Strut or, Why Men Have Nipples. Vestigial, useless for any purpose other than joy. Decorative technology, portable sundials knowing no time zone, two setting suns ever on the verge of being swallowed by the sea. Nature abhors the waste of such tissue. Swell velvet, calfskin, anthropology of ecstasy. In pleasure we trust. Early tribes had to explain these things somehow.

THE SADDEST SUCK I got sick of wondering How Could He. I went online, read your tweets,

Rolled out of that pose, back on my back, ended with a whimper.

read erotica, got an idea, did yoga, inversions and plow, then attempted

As I emptied, the corner of the spare pillow, the guest pillow, grazed my cheek, meager

autofellatio for hours. Mama didn’t raise quitters. I hurt my neck.

false fingertip of cloth, and I leaned into it, starving. Almost got it that time. One of these days.

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FACE TO BLIND, BALD FACE That humble pie a la mode that wing-footed Flash Gordon that Dont-Mess-With-Texas that chuckle-cheeked wobble pot that chunky peanut butterbean that is your swooning baboon

When I fall, I fall hard, coming face to blind, bald face with that gruesome moose jaw that sweettooth shushing plantain that precision steering column that poodleskirt hootenanny that apricot plantation that is your mighty minotaur

That Medusa’s braided ponytaint that thunderbolt pagoda that is your million-in-prizes. Well. Bless my nipples. Bless ‘em all the live-long day.

That purse-bursting pig tickler that conch-slapping cockleshell that nerve-burdened pope’s nose that crystal-blung caduceus that dingdong didgeridoo that is your tailboned cherub That quick-slitted lovecraft that eldritch cleavage that Spring-Heeled Jack that kickstart-my-heart that where’d-I-leave-them-britches that is your no-nonsense naptime That Fudgy the Whale that dragon from Mars that word-stealing duckburger that ship-soaking asteroid that science fiction double feature that is your spit-sipping doodlebug

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Jessica

ESCUL

S A L L AY- C A R R I N G T O N

Jessica SALLAY-CARRINGTON Artista de cerâmica escultural queer e não-binário, originária de Vancouver BC e que atualmente vive em Montreal. Ela se concentrou principalmente em como o feminismo, a sexualidade e o gênero são apresentados e expressos na sociedade ocidental moderna. Por meio da escultura em cerâmica, eles desmontam tabus e estigmas em torno das diversas expressões de gênero e sexualidade, ao mesmo tempo que promovem a autoconfiança e a positividade corporal. Ao criar figuras nuas, Jessica questiona a vergonha que os indivíduos são ensinados a ter sobre seus próprios corpos. A inclusão do zoomorfismo na exibição do trabalho de Jessica são as partes ocultas das identidades humanas. Usando animais para representar certos comportamentos e emoções humanas, já que cada animal vem com sua própria história e associações. Uma criatura que, através da escultura, expõe uma parte do caráter da figura que pode não ser aparente à primeira vista. Em 2014, Jessica recebeu seu bacharel de belas artes em cerâmica na Concordia University. Atualmente, Jessica continua a produzir trabalhos em seu estúdio caseiro e busca ativamente oportunidades de viagens artísticas. Participar de residências artísticas e oficinas de ensino levou Jessica à Grécia, Itália, Dinamarca, bem como para vários locais no Canadá e EUA. Jessica apareceu em várias publicações, incluindo CBC Exhibitionists, a ArtTour International Magazine de Nova York e o livro Ceramique: 90 Artistes Contemporarian.

escultora sculptor

Concentrate (2018)

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Confectionate (2018)


A queer and non-binary sculptural ceramic artist, originating from Vancouver BC and currently living in Montreal. She has mainly focused on how feminism, sexuality and gender are presented and expressed in modern western society. Through ceramic sculpture, they dismantle taboos and stigmas around the diverse expressions of gender and sexuality, while promoting self confidence and body positivity. By creating nude figures Jessica questions the shame that individuals are taught to have about their our own bodies. The inclusion of zoomorphism in Jessica’s work display’s the hidden parts of human identities. Using animals to represent certain human behaviour and emotions, as every animal comes with its own story and associations. A creature that, through sculpture, exposes a part of the figure’s character which might not be apparent at first glance. In 2014 Jessica received their BFA in ceramics at Concordia University. Currently Jessica continues to produce work in their home studio and actively pursues artistic travel opportunities. Attending artist residencies and teaching workshops has brought Jessica to Greece, Italy, Denmark, as well as multiple locations around Canada and USA. Jessica has been featured in multiple publications including CBC Exhibitionists, New York’s ArtTour International Magazine, and the book Ceramique: 90 Artistes Contemporarian.

Indulgence (2018)

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Little Black Heart (2019)


SALLAY-CARRINGTON Jessica

Mythical Being (2019)

NuQueer Power (2019)

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Puttanesca (2018)

Ripe (2018).

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SALLAY-CARRINGTON Jessica

Husband and Wife (2019).

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Delicious (2019)

Mercurial (2019)

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SAMAREL H.

ARTIST

H. SAMAREL É um artista visual e escritor de Israel. It’s a visual artist and writer from Israel.

artista visual visual artist

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Crimson fuck 191


SAMAREL H.

Behind your gates

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Blowing my love

Cock sucking

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SAMAREL H.

Fingering you

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SAMAREL H.

Gazelle and stallion

Fucking joy

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Golden fuck

Group sex fantasy

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SAMAREL H.

Swirls of fuck

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The open pincer sama-sutra

Vintage sex

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SET GENET

artista pl

artista plástico painter

SET GENET Homossexual libertino e revoltado que vê na antropologia e na arte formas de resistência contra o fascismo. Set Genet (artista plástico) foi pensado por Marcelo Reges (antropólogo) como mais uma máscara para viver performaticamente outras experiências existenciais. Autodidata, utiliza a arte naïf com uma possibilidade de fugir a quaisquer regras e propor uma “arte sem inocência”, comprometida em questionar a relação dos homo sapiens com o meio ambiente (fauna e flora), a sexualidade e o inconsciente. Iniciando sua carreira em 2017, suas obras já foram expostas em vários eventos no Brasil. Recentemente foi premiado no Edital Arte como Respiro – Itau Cultural 2020 – Categoria Artes Plásticas/Desenho – com uma obra voltada para pensar a situação de isolamento e solidão imposta pela pandemia do Covid-19. Libertine homossexual and rebellious that sees in anthropology and art forms of resistance against fascism. Set Genet (painter) was thought by Marcelo Reges (anthropologist) as another mask for performing other existential experiences. Self-taught, he uses naïf art with the possibility of evading any rules and proposing an “art without innocence”, committed to questioning the relationship of homo sapiens with the environment (fauna and flora), sexuality and the unconscious. Starting his career in 2017, his works have already been exhibited at various events in Brazil. He was recently awarded in the Public Notice of Art as a Breath – Itau Cultural 2020 – Fine Arts/Drawing Category – with a work aimed at thinking about the situation of isolation and loneliness imposed by the Covid-19 pandemic.

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A triste despedida de Montezuma

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SET GENET

A dança da corisco vermelha

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Basta apenas uma mulher para fecundar o mundo inteiro

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SET GENET

Bucetas satânicas

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Em qualquer anoitecer avermelhado masturbar-se é um feitiço

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TARLEY Phil

FOTÓG

fotógrafo photographer

Phil TARLEY Único membro do American Film Institute a entrar no Gay Porn Hall of Fame por produzir e dirigir pornografia de arte, como Phil St. John. Tarley também fez vídeos de ativismo sobre AIDS e etnografia queer, muitos dos quais estão guardados nos arquivos da Biblioteca Pública de Nova York. Um prolífico fotógrafo, cineasta e autor, o livro de aventura sexual queer de Tarley, “Diary of a Puerto Rican Porno”, está disponível na loja online do Tom of Finland’s ou na Amazon. Phil Tarley is the only fellow of the American Film Institute ever inducted into the Gay Porn Hall of Fame for producing and directing art porn, as Phil St. John. Tarley also made AIDS activist and queer ethnographic videos, many of which are housed in the archives of the New York Public Library. A prolific photographer, filmmaker and author, Tarley’s queer sex-adventure book, Diary of a Puerto Rican Porno, is available from the Tom of Finland’s online store or at Amazon.

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Alex by the sea - Photography by Phil Tarley aka Phil St. John

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Sandra

TORRALBA

FOTÓGR

fotógrafa photographer

Sandra TORRALBA Torralba sempre quis ser escritora, atriz, fotógrafa e acrobata. Mas na adolescência ficou ansiosa para entender o mundo e se tornou muito estudiosa. Seu universo girava em torno de traumas, saúde mental, questões de gênero, sexualidade e corporeidade. É assim que antes de se dedicar profissional e artisticamente à fotografia, foi psicoterapeuta e assistente social em situações de crise e saúde mental aguda, bem como violência doméstica e abuso sexual. Em 2008 iniciou sua carreira artística. São várias as palavras que podem definir bem o seu trabalho: autorretrato, fotografia encenada, erotismo, humor, feminismo, sexualidade, cinematografia, nu, iluminação. Torralba always wanted to be a writer, actress, photographer and acrobat. But in her teens, she was eager to understand the world and became very studious. Her universe revolved around trauma, mental health, gender issues, sexuality and corporeality. That is how, before dedicating himself professionally and artistically to photography, she was a psychotherapist and social worker in situations of crisis and acute mental health, as well as domestic violence and sexual abuse. In 2008 she started hes artistic career. There are several words that can define her work well: self-portrait, staged photography, eroticism, humour, feminism, sexuality, cinematography, nude, lighting.

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Crisis 07

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TORRALBA Sandra

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Crisis 01

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TORRALBA Sandra

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TORRALBA Sandra

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TORRALBA Sandra

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TORRALBA Sandra

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TORRALBA Sandra

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TORRALBA Sandra

The butterfly cage 19

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OBSCENO artistas unidos pela liberdade de expr


ressão erótica GRAFICA


@obscenografica obscenografica.art


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