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Ă minha famĂ­lia

to my family

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Ă minha famĂ­lia

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Prólogo: a dimensão lírica de uma saga interior.

Andrezza Lasmar de Lima: olhe bem para mim, veja o meu corpo, note o meu olhar úmido, a vida que passa dentro dele, e fique seguro porque cicatrizes não se transferem. Laura Ferreira Ramos da Silva sempre cortou veio d’água de cana-caiana. Antônio Moraes da Silva varreu pela casa a mentira dos outros. Geraldo Breve Araújo tateou pelo mato à procura de Deus. Renato Felix da Silva faz do que resta o que poderá ressurgir. Élias Gomes da Silva desafia o espaço com os pés sobre o chão.Valter das Neves Soares apagou a angústia com licença do tempo. Kazue Numakura primeiro o avô, depois o irmão: com quanto suor se conquista um lugar na terra prometida? Pedro Vicente apenas secou o que não era memória. Joaquim Costa Santos nem chuva, nem praga, nem vento: sol a pino.

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Primeiro ato: da sina da palavra ao olhar que não cala.

Valdomiro Melquíades de Oliveira parou porque antes da veia era o início. Antônio de Souza Rios treze vezes sete rompeu o azul. Osmar Russo construiu mão a mão a fatura, as mandíbulas. Luiz Rogério Gomes da Silva do fogo fátuo entre a vida, a sina, a morte. Nieleton Oliveira Carneiro: três em um quando atestou o lance seguinte já era manhã, nem Jacobina, nem Várzea Nova, tudo ficou para trás. Ronaldo Santos mesma sombra, mesmo rumo, mesmo ômega. Danilo Jorge do Nascimento acordou bem cedinho derretendo segundos. Joaquim Gonçalves Pereira olhou para a câmera entre fotografia e voragem. Fabrício Tadeu Sobrinho cruzou a avenida rogando vogais.

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Segundo ato: aos poucos eles vão chegando. Um a um. Eis então que o fotograma acontece.

Antoniel Ribeiro da Silva parou logo cedo na jacuna do rio. João Mariano Bezerra minuto após minuto enfrentando o que não lhe pertence. Roque Vasconcellos Sampaio: o que eu faço? Eu faço tudo. Bernadete Freire valha-me Deus entre folhas, Abaetetubas, Bacarenas, Acarás, Jenipaúbas: diga meu bem, diga meu amor! Robison Souza Júnior eruditos monogramas, tais lances, tais súplicas, nem falso, nem verdadeiro. José Sena de Carvalho mesmo frágil, os dois lados para cima. Marcos Paulo Pantogia: sabe moço, quando deito para dormir minha cabeça ainda está ocupada. Raimundo da Consolação Lima da Silva entre os dedos o corpo reluz, aço e verve. Pedro Teles de Souza suspende os seus dias, dia todo, entre água e asfalto. Odevaldo Monteiro Penício: com quantas fotografias se ultrapassa a solidão cósmica?

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Terceiro ato: de quando se vê do outro lado do vidro.

Stênio Rodrigues primeiro Jesus Cristo, depois as letras escorrendo entre os dedos. Laércio Santos da Silva, por favor, me ouça e me veja: do homem a palavra e da mulher a sinceridade. Estou certo ou errado? Arnaldo Sena gritou para o freguês seguinte que é assim mesmo, compre aqui, para ser diferente é preciso ser igual. Maria do Socorro Rodrigues dos Santos jurou por Deus que amar não morde. Antônia de Castro Silva Filha colocou um pé em cima do outro porque o mármore encardiu. José Reinaldo Rodrigues Raposo anotou atrás da fotografia que nem com você, nem sem você. Maria da Conceição estampada rolou toda mel e endereço à beira de Oxum. Antônio dos Santos roceiro só fez uma coisa: olhou para frente.

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Primeiro intervalo: por que inventamos essa coisa que é para os outros verem a mesma coisa que a gente viu?

Vanderlinda Maria Lacerda grita na feira quebrando demandas. João Maciel de Almeida voou como um dardo até o limite do espelho invertido. Jairo da Conceição Santos outrora os gonzos arredondariam a nossa história. Samuel Ferreira da Silva: o que você quer dizer olhando para mim desse jeito? João Barbosa rompeu a ferro e fogo o centro da terra para dizer imensamente “eu”. Dirce Conceição dos Santos é ladainha, Guma e Lívia, risco fino, tempestade. Nivaldo Souza Santos abriu seu fichário de palavras, lábios rentes, as entranhas. Alexandro da Conceição: do lado de cá a fotografia virou ao contrário. Genildo de Jesus Santos nome próprio, outra vez, nem pai, nem filho, muito menos o milagre dos peixes. Antônio Carlos Araújo Nascimento fez serpente do vazio, ergueu a lança, salvou os filhos.

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Quarto ato: os doze trabalhos de Hércules.

Ivo dos Santos: cinco vogais, sete consoantes e um retrato interior. Gilvan Santana Oliveira na Praça de Jesus as pedrarias não são mais superfície. José Wilson Santos Silva virou-se ao contrário porque sangrar nunca mais. Mariana dos Santos depois do leão, da Hidra e do javali para chegar ao cinto de Hipólita.Valdomiro Pereira Santos com seu coco de pedra rachada, tão anônimo quanto orvalho. Cícero Luís de Santana carregou a esfinge prateada até o outro lado da pista. Renan Nascimento dos Santos em imagem frontal, abundante cidade, película, sal e iodo. Jessica de Lima Souza numa cena abissal, nuvem e vento, mais mulher menos mito. Bernadete Oliveira de Abreu meio século e poucas maçãs de ouro, mas seu tino é sustentar o mundo entre as mãos. José Anderson Soares de Matos olha para o tempo e continua em pé, desde que Saturno foi embora. Erotides Cunha Araújo parada sobre o asfalto a imagem reluz três palmos mais além – e com Deus, o inferno fica mais distante.

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Segundo intervalo: para deuses, semideuses e transeuntes entre a vida e a morte.

Dionísio dos Santos mais um santo no plural e qualquer coisa no cérebro estalando, vivinha, nunca coisa, sempre vivo. Sido Ewald sacrossanto o corpo e a mão estendida. Pedro de Jesus Gomes nunca trocou palavra errada, muito menos diante da fadiga dos órfãos. Cassiano André Senger: olhe bem, o senhor imagina o que se passa aqui dentro? Duonatan Basílio da Silva diante das horas que nunca terminam é ele quem avança para o lado de fora da fotografia. Marco Antônio Marqueti protege os sons do rebite transparente. Eliezer Araújo de Oliveira: a imagem parada como o miolo de um livro bíblico com páginas de terra batida. Natália Fabione Ferreira Nunes nem abrir os olhos sequer abriu.

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Epílogo: na doutrina do tempo o sobrenome visível.

Thomé Radael diz “obrigado” para quem percebe que ele existe porque o mundo pega fogo por dentro da garganta das coisas.Yoshio Mizumoto mínimo movimento, um cesto uma pia. Flavio Santos: nem mal amanheceu e o grito fino já ecoa sobre os automóveis depois da Rua do Córrego, entre dor e prazer. João Batista de Lima entregou à fotografia o que a fotografia tem de mais suntuoso: proteger o segredo de um segredo. Francisco Edival Santos Silva: olhe bem para mim, você acha mesmo que o futuro está nas estrelas? Talita Mayumi Mitsunari: a distância nunca separa e o medo congelado o próximo não pode perceber. Maria Judith dos Santos Correia: é isso mesmo meu filho, o tempo é o que menos importa. Benedito Vicente dos Santos nem lata, nem sombra, nem carta, nem coisa: é ele quem ultrapassa a cegueira futurista. Edimilson Geraldo Ribeiro um nome, ensaio para sinônimos. Paulo Fridman percorreu o Brasil profundo à beira de cada um e enxergou todos eles.

Diógenes Moura

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Prologue: the lyrical dimension of an interior saga. Andrezza Lasmar de Lima: look straight at me, see my body, note my wet stare, the life which passes within it, and feel safe because scars are not transferred. Laura Ferreira Ramos da Silva always dug canals in the sugarcane plantations. Antônio Moraes da Silva swept the lies of others out of the house. Geraldo Breve Araújo fumbled through the forest in search of God. Renato Felix da Silva did what he could with what was left to make it re-emerge. Élias Gomes da Silva defied space with his feet over the ground. Valter das Neves Soares blotted out anguish with the license of time. Kazue Numakura, first the grandfather, afterwards the brother: with how much sweat is a place in the Promised Land conquered? Pedro Vicente only dried what was not memory. Joaquim Costa Santos neither rain, nor plagues, nor wind: the sun right overhead.

iron and fire the center of the earth to say immensely ‘I.’ Dirce Conceição dos Santos tedious, Guma and Lívia, an elegant risk, a storm. Nivaldo Souza Santos opened his file, burning lips, the insides. Alexandro da Conceição: on this side, the photography turned over. Genildo de Jesus Santos first name, neither father nor son, much less the miracle of the fish. Antônio Carlos Araújo Nascimento made a serpent from the emptiness, raised his spear, saved his children.

Fourth act: the twelve tasks of Hercules. Ivo dos Santos: five vowels, seven consonants and an interior portrait. Gilvan Santana Oliveira in Praça de Jesus the gems are no longer on the surface. José Wilson Santos Silva turned around in order to bleed no more. Mariana dos Santos after the lion, the Hydra, and the boar to the reach the Hippolyta. Valdomiro Pereira Santos with his shard of cracked stone, as anonymous as dew. Cícero Luís de Santana carried the silver sphinx to the other side of the track. First act: Renan Nascimento dos Santos in a frontal image, an abundant city, film, salt, from the sign of the word to the gaze and iodine. Jessica de Lima Souza in an abyssal scene, cloud and wind, more which does not stay silent. women and less myth. Bernadete Oliveira de Abreu half a century and few gold apples, but her tact is to hold the world between her hands. José Anderson Valdomiro Melquíades de Oliveira stopped because before the vein was Soares de Matos looked at the time and continued on foot, since Saturn had the beginning. Antônio de Souza Rios thirteen times seven broke through the gone. Erotides Cunha Araújo stopped on the asphalt the image shone three blue. Osmar Russo constructed the invoice, the jaws, hand by hand. Luiz Rogério spans beyond – and with God hell is more distant. Gomes da Silva with fatuous fire between life, destiny, death. Nieleton Oliveira Carneiro: three in one when he tested the following thrown it was already Second interval: morning, neither Jacobina, nor Várzea Nova, everything was behind. Ronaldo for gods, demigods, and passers-by Santos even shadow, even direction, even omega. Danilo Jorge do Nascimento between life and death. woke up very early melting seconds. Joaquim Gonçalves Pereira looked to the Dionísio dos Santos one more saint in the plural and anything in the brain camera between photography and a yawn. Fabrício Tadeu Sobrinho crossed the cracking, lively, never a thing, always alive. Sido Ewald the body sacrosanct and avenue praying vowels. the hand outstretched. Pedro de Jesus Gomes never said a word wrong, much less in front of the fatigue of the orphans. Cassiano André Senger: look well, Second act: can you imagine what goes on here? Duonatan Basílio da Silva against the hours little by little they arrive. One by one. which never ended it is he who advanced outside of photography. Marco Antônio Here then the photogram happens. Marqueti protects the sounds of the transparent rivet. Eliezer Araújo de Oliveira: Antoniel Ribeiro da Silva stopped early beside the Jacuna of the river. João the image stopped like the center of a biblical book with pages of beaten earth. Mariano Bezerra minute after minute facing what does not belong to him. Roque Natália Fabione Ferreira Nunes did not even open her eyes. Vasconcellos Sampaio: what do I do? I do everything. Bernadete Freire, God help me!, between leaves, Abaetetubas, Bacarenas, Acarás, Jenipaúbas: talk my dear, talk Epilogue: my love! Robison Souza Júnior erudite monograms, such attempts, such pleas, in the doctrine of the time neither false nor true. José Sena de Carvalho even when fragile, both sides facing of the visible surname. up. Marcos Paulo Pantogia: you know young man, when I lie down to sleep, my Thomé Radael says “thank you” to those who perceive that he exists because head is still busy. Raimundo da Consolação Lima da Silva between the fingers the world catches fire within the throat of things.Yoshio Mizumoto minimal the body shines, steel and verve. Pedro Teles de Souza suspends his days, every movement, a basket a sink. Flavio Santos: it is barely dawn and the soft shout day between water and asphalt. Odevaldo Monteiro Penício: with how many is already echoing over the cars after Rua do Córrego, between pain and pleasure. photographs can you overtake cosmic solitude? João Batista de Lima delivered to photography what is most sumptuous about photography: protecting the secret of a secret. Francisco Edival Santos Silva: look Third act: at me well, do you really think that the future is in the stars? Talita Mayumi when you see the other side of the glass. Mitsunari: the distance never separates and the frozen fear cannot be Stênio Rodrigues first Jesus Cristo, afterwards the letters slipping between the perceived by the others. Maria Judith dos Santos Correia: it is this my son, time fingers. Laércio Santos da Silva, please, listen to me and see: from man the is what is least important. Benedito Vicente dos Santos neither can, nor shadow, word and from woman sincerity. Am I right or wrong? Arnaldo Sena shouted or letter, or anything: it is he who overcomes the futuristic blindness. Edimilson to the next customer that it is just like that, buy here, to be different you have to be Geraldo Ribeiro a name, a test for synonyms. Paulo Fridman travelled through equal. Maria do Socorro Rodrigues dos Santos swore to God that love did not bite. Brazil deep on the edge of each one and saw all of them. Antônia de Castro Silva Filha put one foot over the other because the marble had faded. José Reinaldo Rodrigues Raposo wrote not with you, not without you on the back of the photograph. Maria da Conceição printed, rolled all honey and address Diógenes Moura beside Oxum. Antônio dos Santos, a redneck, only did one thing: look forward. First interval: why do we invent this thing which is for the others to see the same thing we do? Vanderlinda Maria Lacerda screamed in the market breaking demands. João Maciel de Almeida flew like a dart to the edge of the inverted mirror. Jairo da Conceição Santos once the hinges rounded our history. Samuel Ferreira da Silva: what do you want to say looking at me that way? João Barbosa broke with 139


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UM BAIXO elétrico QUE DITOU O COMPASSO

A BASS guitar WHO SET THE RHYTHM

Engenheiro de formação, músico por paixão e fotógrafo

An engineer by education, a musician by passion, and a

por vocação. Conjugando essa tríade – entre instrumentos,

photographer by vocation. Conjugating this triad – of instruments,

ferramentas e percepção – Paulo Fridman, paulistano nascido

tools, and perception –, when Paulo Fridman, a Paulistano born in

em 1955, chega aos 24 anos e se decide pelo movimento

1955, turned 24 he decided to follow the most pressing syncopated

sincopado mais premente: vende seu baixo elétrico, compra

movement: he sold his bass guitar, bought an air ticket to New York,

uma passagem aérea para Nova York e se despede da pouco

and said goodbye to the almost non-existent poetic arithmetic of

poética aritmética das obras civis.

construction.

A experiência de viver 6 anos na efervescente Big Apple –

The experience of living for six years in the effervescent Big

estudando no International Center of Photography, no RIT

Apple – studying in the International Center of Photography, in

(Rochester Institute of Technology) e na School of Visual Arts – deu

RIT (Rochester Institute of Technology), and the School of Visual

a Paulo Fridman uma nova perspectiva sobre o mundo e um

Arts – gave Paulo Fridman a new perspective about the world and

reconhecimento internacional expresso em números redondos: international recognition expressed in round numbers: his photos suas fotos estão em mais de 500 capas de revistas como Time,

have been on more than 500 magazine covers such as Time, The

The New York Times Magazine, Newsweek e Forbes. Colabora

New York Times Magazine, Newsweek, and Forbes. He has

ainda com a Bloomberg USA, a Stern/Der Spiegel e a Paris

also collaborated with Bloomberg USA, Stern/Der Spiegel, and

Match, entre outras dezenas de publicações nas quais é um dos

Paris Match, amongst dozens of publications in which he has been

fotógrafos brasileiros mais publicados.

one of the most published Brazilian photographers.

Seus trabalhos foram expostos em diversos espaços de vulto

His works have been shown in various important spaces in Brazil

no Brasil e no exterior, destacando-se a Photographers Gallery and abroad, notably the Photographers Gallery in London, em Londres, o MASP e a Pinacoteca de São Paulo, o Museu

MASP and Pinacoteca in São Paulo, the Museu da Fotografia

da Fotografia em Curitiba e a Exit Art, localizada no SoHo

in Curitiba, and Exit Art, located in SoHo, New York, amongst

nova-iorquino, entre outras instituições. De Cannes, só para

other institutions. In Cannes, just to give a brief example, he was

dar um breve exemplo, chegou-lhe um Leão de Ouro.

awarded a Golden Lion.

Muitas de suas fotografias mais emblemáticas fazem parte de

Many of his most emblematic photographs are part of collections

acervos e coleções de diferentes museus e centros culturais:

in different museums and cultural centers: Instituto Itaú Cultural,

Instituto Itaú Cultural, Coleção Pirelli/MASP, Museu

Coleção Pirelli/MASP, Museu da Fotografia da Fundação Cultural

da Fotografia da Fundação Cultural de Curitiba, MAM –

de Curitiba, MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) and

Museu de Arte Moderna de São Paulo e Library of Congress,

the Library of Congress, in the United States.

dos Estados Unidos.

In Talking images, an award-winning project which was developed

Em Retratos Falantes, projeto premiado que foi desenvolvido

in recent years, Paulo Fridman revealed an unprecedented poetic

ao longo dos últimos anos, Paulo Fridman revelou uma

in his photos, tacking together the images of those portrayed with

poética inusitada em suas fotografias, alinhavando as imagens

phrases they themselves wrote down, resulting in an emotional

dos retratados com as suas frases, grafadas por eles mesmos,

dialogue between the character – the individual photographed –

resultando num diálogo emotivo entre o personagem –

and the spectator who deciphers intense phrases – whether

indivíduo fotografado – e o espectador que se vê decifrando

rudimentary or narratives, but always impacting and reflexive.

frases intensas – ora rudimentares, ora narrativas, mas sempre

Jumping to the end of 2015, the year Paulo received an invitation

impactantes e reflexivas.

to be one of the five Brazilian artists chosen for “Chromatic

Chegamos ao final de 2015, ano em que Paulo recebeu o

Brazil,” a global photographer exhibition held by L’Oréal Paris.

convite para ser um dos cinco artistas brasileiros escolhidos para

This is also the year when O Segredo do Meu Sucesso (The

a “Chromatic Brazil”, exposição mundial de fotos realizada

Secret of My Success) saw the light of day, a project which took

pela L’Oréal Paris. Este é também o ano em que O Segredo do

place during many journeys around the world and which took form

Meu Sucesso vê a luz do dia, um projeto que foi acontecendo

almost instinctively, click after click – with each character being

ao longo de muitas viagens realizadas pelo mundo e que se foi

portrayed as if it was for the cover of a magazine or newspaper,

materializando quase que instintivamente, clique após clique –

actors in an exclusive stage –, then reaching here, this objective and

cada um deles, os personagens, sendo retratados como se fosse

raw essay, but so often subjective and full of layers.

para uma capa de revista ou jornal, atores de um palco exclusivo And imagine that, as a prelude, we have a bass guitar solo. –, até que aqui chegamos, a este ensaio objetivo e cru, mas tantas vezes subjetivo e cheio de camadas.

Dina Faria

E imaginar que, por prelúdio, tivemos o solo de um baixo elétrico.

Further information: www.paulofridman.com

Dina Faria Mais informações: www.paulofridman.com www.osegredodomeusucesso.com

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www.osegredodomeusucesso.com


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Agradecimentos

Acknowledgements

Meu agradecimento especial a Miguel Lafer, à Klabin

My special thanks to Miguel Lafer, Klabin, and all those

e a todos os fotografados.

photographed.

A todos aqueles que me apoiaram no longo caminho

To all those who helped me on the long road to finish this work.

para concluir este trabalho. To the anonymous assistants who have helped me everywhere. Aos anônimos assistentes que em cada local me ajudaram. To my assistants: Caio Cestari, Breno Rotatori, Aos meus assistentes: Caio Cestari, Breno Rotatori,

Rodrigo Rosenthal, Pedro Rodrigues, Anastácia Flora,

Rodrigo Rosenthal, Pedro Rodrigues, Anastácia Flora,

Laerton Carneiro de Lima, Moritz Pablo Schaeber Busch,

Laerton Carneiro de Lima, Moritz Pablo Schaeber Busch,

Corina Gabriela Hellwig Cingolani, Romério Pereira

Corina Gabriela Hellwig Cingolani, Romério Pereira

and André Fridman.

e André Fridman. For their support and advice: Delfim Martins, Octavio Cardoso, Pelo suporte e dicas: Delfim Martins, Octavio Cardoso,

Adenor Gondim, Zé Paiva, Sergio Pedreira, Ismael Ferreira,

Adenor Gondim, Zé Paiva, Sergio Pedreira, Ismael Ferreira,

Helo Sampaio, João Farkas, Claudio Edinger, Petra Schaeber

Helo Sampaio, João Farkas, Claudio Edinger, Petra Schaeber,

Alexander Busch, Pádua Moreira de Souza, Jéssica Mangaba,

Alexander Busch, Pádua Moreira de Souza, Jéssica Mangaba,

Rejane Koch Goede, Astrid Ideker, Juliana Seidel,

Rejane Koch Goede, Astrid Ideker, Juliana Seidel,

Josué Gomes da Silva, Fernando von Zuben, Edimir Cordeiro,

Josué Gomes da Silva, Fernando von Zuben, Edimir Cordeiro,

Bel and Yves Besse Fábio and Anja Steinbach, Miguel Somoroff,

Bel e Yves Besse, Fábio e Anja Steinbach, Michel Somoroff,

Robério Bianchini and Valéria Midena.

Robério Bianchini e Valéria Midena. To my dear friends Diógenes Moura, Alberto deC. Alves, Aos queridos Diógenes Moura, Alberto deC. Alves

and Ciro Girard, with their fundamental contributions, dedication,

e Ciro Girard, com suas fundamentais contribuições,

and creativity.

dedicação e criatividade. To the team of Abook Editora: Dina Faria, Rodrigo Padin, À equipe da Abook Editora: Dina Faria, Rodrigo Padin,

Beth Ceconi, and Luiz Roberto de Mendonça,

Beth Ceconi e Luiz Roberto de Mendonça, pelo seu

for their support and help.

apoio e trabalho. To Ipsis – Fernando Ulmann, Milena Moretti and Eduardo Monezi À Ipsis, nas pessoas de Fernando Ulmann, Milena Moretti

– as well as to the their team members, for their support and speed.

e Eduardo Monezi, bem como toda a equipe, pelo apoio e rapidez.

To André, Lina, Maira, and Leonor, for their patience, love, and dedication.

A André, Lina, Maira e Leonor, pela paciência, amor e dedicação.

To Clara, who has supported me since the day I was born.

À Clara, que me apoia desde o dia em que nasci.

And to all those who have collaborated with this project and I have forgotten to mention.

E a todos os que colaboraram com este projeto e que esqueci de mencionar.

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Ficha Técnica / credits Editor / Editor Alberto deC. Alves Produção Executiva / Executive Production Abook Editora Autor e Fotógrafo / Author and Photographer Paulo Fridman Curador / Curator Diógenes Moura Textos / Texts Diógenes Moura, Dina Faria e Leonor Fridman Direção de Arte / Art Direction Ciro Girard Assistentes de fotografia / Photographic Assistants Anastácia Flora, André Fridman, Breno Rotatori, Caio Cestari, Moritz Pablo Schaeber Busch, Pedro Rodrigues e Rodrigo Rosenthal Coordenação de Produção / Production Coordination Rodrigo Padin Execução / Implementation Neoânima Comunicação Tradução / Translation Eoin O’Neill Revisão de Texto / Revision Armando Olivetti Assessoria Contábil / Accounting Assistance Beth Ceconi Tratamento de Imagens / Image Treatment Jéssica Mangaba Pré-Impressão, Produção Gráfica e Impressão Pre-Printing, Graphic Production, and Printing Ipsis

O segredo do meu sucesso = The secret of my success. Abook – Editora, São Paulo, 2015 152 p. Autor: Paulo Fridman e Diógenes Moura ISBN 978-85-86664-39-7 Fotografia e arte por computador Proibida a reprodução sem autorização expressa. Todos os direitos reservados à Abook – Editora.

patrocínio

apoio

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Este livro foi composto em Bembo 12 / 24 e impresso em papel Eurobulk 150g pela Grรกfica Ipsis, na primavera de 2015 146

O Segredo do Meu Sucesso  

A obra “O Segredo do meu sucesso” (Abook Editora), que traz o novo trabalho autoral do renomado fotógrafo Paulo Fridman, que conta com a cur...