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15

MAR • ABR 2012

PRESENÇA DA GALP ENERGIA NO MUNDO

Portefólio de E&P Brasil, Venezuela, Uruguai e Timor-Leste relações comerciais em cinco continenteS


mygalp magazine 15 MAR • ABR 2012

1 visão

MANUEL FERREIRA DE OLIVEIRA

Galp Energia Uma Força em Expansão desde 1846 Um dos nossos grandes desafios é desenvolver o nosso capital humano e estimular a evolução da nossa cultura para pensarmos e atuarmos em todos os domínios da nossa atividade como uma empresa internacional em todas as suas dimensões. 0 2 o que é para mim

2 NOVOS DESAFIOS

a comunicação interna

Século XX prova de automobilismo

editorial RITA MACEDO O mundo da galp energia

Século XXI rali do méxico

3 opinião Adrián Caldart os mercados emergentes

12 inside GALP ENERGIA no mundo

4 destaques

saúde do viajante parceria Galp Energia e optimus

14 entrevista pedro reis AICEP focada nas empresas exportadoras 16 capa PRESENÇA DA GALP ENERGIA no mundo

Lançamento do livro de Voguiana M. Francis

5 galp energia factos mais relevantes FOTOGRAFIA PREMIADA Programa Estrela 2011 Galp energia em londres enacol realiza grande operação

7 responsabilidade social 8 história

antónio martins cereJa duas vezes em moçambique

no reutilizar é que está o ganho!

28 viagem antónio cruz especial áfrica uma aventura no quénia 30 sugestão sabores restaurante D. CArlos CULTURA Filme A good year

galp energia e instituto superior técnico criam campus sustentável

32 raio-x

parceria transdev e galp energia galp soluções de energia

seleção FILME, livro, música

Descobrindo a Galp Energia em África

Miguel sinval três semanas a bordo da plataforma de perfuração flutuante SAIPEM 10000

gás natural – grupo de excelência Ana cristina almeida descobrindo a galp energia em áfrica Desfibrilhação automática

24 responsabilidade corporativa

Demonstração de iniciativa e inovação

externa na Galp Energia unidos pelo planeta

Lisete neves petrogal moçambique uma fonte de inspiração

26

10

14

27 clube solidariedade – dar calor às noites de lisboa

19 negócios projetos de e&P no brasil

piloto brisa

Galp voluntária celebra primeiro aniversário

26 fundação património Parabéns à galp energia

28 7

Diretora Rita Macedo Gestão de conteúdos Ana Margarida Pereira Editor de fotografia Manuel Aguiar Fotografias Manuel Aguiar Colaboram nesta revista Ana Antunes, Abílio Madaleno, Adrián Caldart, Alexandra Pinote, Alfredo Figueira, Ana Cerqueira, Ana Cristina Almeida, António Cruz, António Ferreira Pereira, Carmen Patrício, Célia Pereira, Conceição Subtil, Cristina Lagoa, Dario Moreira, Dulce Cid, Eduardo Guedes de Oliveira, Fernando Cavaco, Ferreira Pinto, Filipa Ferreira, Inês Filipe, Inês Santos, Joana Rodrigues, João Albuquerque, João Diogo Alves, João Grilo, José Castro, José Pinho, Lisete Neves, Lúcio Anjos, Luís Anjos, Maria Anunciação, Michelle Silva, Miguel Faria, Nikolaos Brouzos, Patrícia Boavida, Paulo Rua, Pedro Reis, Pedro Sphor, Renato Azevedo, Rita Martins, Rui Baptista, Rui Leite, Samuel Dias, Sofia Carvalho, Sónia Faria, Teresa Pina Também colaboram nesta edição Conceição Candeias e Teresa Resende (edição e revisão), Henrique Cayatte Design, com a colaboração de Manuel Cluny, Mónica Lameiro (design) e Ana Machado (produção), Anyforms (infografia) Tiragem 9000 exemplares Periodicidade Bimestral Depósito legal 286693/08 Galp Energia Rua Tomás da Fonseca, Torre A, 1600-209 Lisboa – Portugal Tel.: (+351) 21 724 25 00 Fax: (+351) 21 724 29 76 e-mail: comunicacao.interna@galpenergia.com

Recentemente, os elementos da Auditoria Interna, a cuja direção pertenço, têm feito alguns trabalhos em África e no Brasil, quer em projetos de análise de risco e controlo interno na área internacional, quer em auditorias às joint ventures que a Galp Energia integra. Numa dessas deslocações, mais concretamente à Gâmbia, país predominantemente muçulmano, fomos encontrar uma ação promocional inédita. Denominava-se “Galp your tank” e obteve grande adesão, uma vez que os clientes se candidatavam ao sorteio de 80 cabras. Já na Guiné, constatámos que as vendas de lubrificantes nas lojas dos postos de abastecimento superavam de forma esmagadora as vendas de lubrificantes em Portugal para os mesmos canais. Contudo, o que mais nos chamou a atenção foi uma situação também ocorrida na Guiné e que, apesar da sua grande simplicidade, denota a capacidade de iniciativa e inovação de um gerente de um posto Galp/Petromar (associada da Galp Energia) em S. Domingos, perto da fronteira com o Senegal. Este colaborador tinha elegido o melhor cliente do mês e afixado à entrada da loja do posto o seu nome e fotografia. O prémio que lhe atribuía consistia numa pequena caixa de ferramentas, tão necessária num país com tantas carências, em especial na zona que se tratava, distante de Bissau. Desta forma, o gerente do posto incentivava o consumo dos clientes no abastecimento de combustível e na aquisição dos produtos da loja, concorrente de outros estabelecimentos no local. Serve o exemplo para mostrar que em qualquer lado é possível encontrar manifestações de iniciativa e ideias inovadoras. E elas serão sempre bem-vindas.

ANA CRISTINA ALMEIDA Auditoria Interna


mygalp visão 1

manuel ferreira de oliveira Presidente Executivo da Galp Energia

Galp Energia Uma Força em Expansão desde 1846

Com raízes que remontam a 1846, a Galp Energia surge como empresa local com o objetivo de, através da gasificação do carvão, estabelecer a primeira rede de iluminação de Lisboa; foi esta a missão da Companhia Lisbonense de Iluminação a Gás. A nossa exposição a um mundo mais alargado tem lugar em 1896 aquando do início da comercialização de produtos petrolíferos, comprando estes produtos no mercado internacional emergente. É, contudo, em 1939, com o arranque da refinaria de Cabo Ruivo e com a necessidade de importar petróleo, que a empresa se abre ao exterior. Na década dos 60 o início das operações da refinaria de Matosinhos reforça as necessidades de importação de crude; nesta mesma década têm início as atividades de exploração em Angola e desenvolvem-se as atividades de distribuição iniciadas na década anterior na quase totalidade das províncias ultramarinas de então. O grande impulso da nossa internacionalização ocorre na década dos 90; foi nesta década que a empresa decide que o crescimento em Espanha é uma necessidade imperativa e estratégica; que a atividade de Exploração e Produção é imprescindível para o seu crescimento, investindo em Angola e no Brasil; e que se impulsionou e estruturou a nossa presença em todos os países de língua portuguesa. O arranque da nova configuração da refinaria de Sines em 1994 foi determinante para o crescimento das exportações de produtos petrolíferos, levando-nos assim a novos mercados. Na década que terminou consolidámos o nosso posicionamento como o maior exportador nacional; expandimos a nossa atividade distributiva em África; passámos a ser um ator no mercado internacional de gás natural; crescemos de forma significativa e diversificámos a nossa atividade de exploração e produção; aprofundámos de forma estruturada a diversificação das fontes de abastecimento de crude; e assumimos em Espanha uma dimensão equivalente à que temos em Portugal. Como consequência do que acima resumi, temos hoje operações em 13 países e atividade comercial em cerca de 65 países; somos, sem sombra de dúvida, uma empresa internacional. Ao longo desta década a nossa atividade internacional mudará de escala; um dos nossos grandes desafios é desenvolver o nosso capital humano e estimular a evolução da nossa cultura para pensarmos e atuarmos em todos os domínios da nossa atividade como uma empresa internacional em todas as suas dimensões.

v mygalp visão


mygalp editorial 2

o que é para mim comunicação internA

O Mundo da Galp Energia RITA MACEDO Diretora mygalp magazine

Abordámos, em números anteriores, a presença da Galp Energia na Península Ibérica e em África. Mas a Galp Energia, como empresa multinacional que é, está presente em muitos mais países e noutros continentes, razão pela qual o tema central desta nossa mygalp magazine se dedica a mostrar todos os outros países com os quais mantemos relações comerciais e que não foram, ainda, objeto da nossa atenção. Esta presença poderá ser observada de uma forma mais imediata através da infografia, que ilustra os projetos de exploração e produção da empresa, as atividades de trading e shipping, bem como as exportações e importações levadas a cabo a nível mundial. E porque falamos de exportações e da presença de uma empresa portuguesa no exterior, convidámos o presidente da AICEP, Pedro Reis, para a nossa entrevista. Nesta rubrica, poderá ficar a par do que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal considera serem os maiores desafios para as empresas portuguesas numa altura de grande racionalidade económica. Ficará também a conhecer os esforços que esta entidade desenvolve para dar a conhecer Portugal no mercado externo, procurando oportunidades interessantes de investimento. No artigo de opinião contamos com o testemunho de Adrián Caldart, professor da AESE – Escola de Direção e Negócios, que nos deixa pistas sobre a forma como as empresas portuguesas devem posicionar-se no mercado global para encontrarem soluções que lhes permitam ter sucesso e ajudar o país sair da crise em que se encontra. Uma vez que o segmento de Exploração & Produção assume um peso cada vez maior no portefólio de negócios da Galp Energia, dedicamos uma página aos negócios desta área no Brasil, que, pela sua importância e extensão, merecem um destaque especial e uma leitura mais aprofundada no artigo completo que disponibilizamos ao colaborador no portal mygalp. Neste número, fazemos ainda um balanço do primeiro ano de atividade da Galp Voluntária, celebrado no passado mês de fevereiro. Além de comemorar a efeméride, o evento serviu para lançar internamente o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, mote sobre o qual estão a ser estruturadas as próximas ações de voluntariado da Galp Energia. Esteja atento, participe e ajude-nos a levar a nossa energia ainda mais longe. Finalmente, após uma campanha interna de divulgação da história da empresa, não podíamos deixar de dedicar o suplemento desta edição ao tema. Além de um resumo dos principais momentos da campanha, deixamos aos nossos leitores um conjunto de passatempos que lhes permitem testar os seus níveis de conhecimento relativamente aos 165 anos da nossa história. De cima para baixo João Albuquerque, Fernando Cavaco, Conceição Subtil, Teresa Pina

Boa leitura e até à próxima edição!


mygalp opinião 3

Adrián Caldart Adrián Caldart (PhD, IESE Business School) é professor de Política de Empresa na AESE – Escola de Direção e Negócios, professor visitante de Direção Estratégica do IESE Business School e associate fellow da Warwick Business School (Coventry, Reino Unido). A sua investigação centra-se na estratégia corporativa, nas estratégias regionais na América Latina e na agenda da Alta Direção. É coautor do livro Dynamics of Strategy: Mastering Landscapes of the Firm (Oxford University Press).

Adrián Caldart AESE

Os mercados emergentes

O desafio pendente das empresas portuguesas

Hoje é quase um lugar comum falar da importância que “ir para fora” tem no futuro de muitas empresas portuguesas. A este respeito, são interessantes as conclusões do recém-publicado DHL Global Connectedness Index 2011, elaborado por Pankaj Ghemawat e Steven Altman (IESE Business School). O referido relatório elabora um ranking que compreende um total de 125 países, medindo para cada um deles o grau de inserção internacional. Para tal, tem em conta indicadores como o volume do comércio externo, o investimento estrangeiro no país e, inversamente, o investimento no estrangeiro por parte de empresas do país, bem como o movimento internacional dos seus habitantes. Portugal, sendo o 32.º país do mundo em termos de produto per capita, ocupa similarmente a 37.ª posição no ranking de Profundidade de Ligação, que reflete o grau de inserção internacional do país em relação à dimensão da sua economia interna. Todavia, no ranking

de Amplitude de Ligação, que avalia se essa inserção acontece em relação a um número significativo de países ou se apenas em relação a um número limitado, Portugal cai para o 50.º lugar. Compreender as causas do discreto desempenho de Portugal Uma rápida vista de olhos pelos dados referentes ao destino das exportações portuguesas pode fornecer algumas pistas. Portugal distinguiu-se no passado recente por ter relações comerciais privilegiadas com países relativamente aos quais tem maior proximidade geográfica, política ou cultural – concretamente a União Europeia e as ex-colónias africanas. Esta característica é habitual em muitos países, mas acontece de modo exacerbado em Portugal. Os dados do período 2007-2010 mostram que nada menos que um quarto das exportações foram para Espanha e que aproximadamente dois terços do total se dirigiram para países da UE. Mais

significativamente, as exportações para Angola atingem números equivalentes aos das exportações para a América Latina no seu conjunto, incluindo o Brasil, e aproximadamente metade das exportações portuguesas para toda a Ásia. Se considerarmos que a Ásia e a América Latina são os “Eldorados” da atualidade, onde empresas de todo o mundo procuram posicionar-se de forma vantajosa, a fim de aproveitarem o elevado dinamismo económico destas regiões, torna-se claro o desafio pendente das empresas portuguesas no plano do comércio externo, bem como ao nível dos investimentos nestas regiões do mundo. Nesse sentido, a forte aposta de futuro que a Galp Energia assumiu no Brasil inscreve-se nesta agenda empresarial de desenvolvimento em mercados altamente promissores, de que Portugal tanto necessita para sair desta crise e, nesse processo, transformar-se num país mais dinâmico e amplamente integrado no mundo.


mygalp destaques 4

Parceria

Galp Energia e Optimus

Descontos vantajosos para os clientes

A Galp Energia e a Optimus celebraram uma parceria que proporciona vários descontos aos clientes de ambas as empresas. Aos clientes da Galp Energia que façam abastecimentos iguais ou superiores a 25 euros é atribuído um vale de 6 euros que pode ser descontado em compras na Optimus. Se os clientes abastecerem combustível Gforce, recebem dois vales de 6 euros. O valor de desconto é atribuído em saldo extra. Inversamente, sempre que um cliente faz compras na Optimus recebe um vale de desconto de 6 cêntimos por litro em abastecimentos nos postos Galp aderentes. Se o valor das compras for igual ou superior a 25 euros, recebe dois vales. Aderiram à iniciativa cerca de 250 postos de abastecimento Galp e 107 lojas Optimus. Os descontos são válidos até 31 de maio de 2012.

Saúde do viajante

Consulte o médico do trabalho se fizer viagens internacionais Tendo em conta que as atividades da empresa estão em forte expansão, desenvolvendo-se também fora do contexto europeu, os serviços de Medicina do Trabalho alertam todos os colaboradores para a necessidade de realizarem atempadamente uma consulta com o médico do trabalho sempre que viajam por motivos profissionais para destinos fora da Europa. A súbita exposição a mudanças de altitude, humidade, temperatura e agentes microbianos pode alterar o estado de saúde do viajante. O stress e a fadiga causados pela longevidade das viagens, a idade, o destino e o tempo de permanência são fatores que também interferem no seu bem-estar. Nesse sentido, o viajante deve tomar as devidas precauções antes, durante e após a viagem, marcando uma consulta com o médico do trabalho.

Lançamento do livro de Voguiana M. Francis A Galp Energia promoveu o lançamento do primeiro livro de Voguiana M. Francis, pseudónimo de Ana Paula de Moura Pereira. A cerimónia realizou-se nos escritórios em Luanda, Angola. No lançamento do romance, intitulado Meu Nome é Maria, da editora Mayamba, esteve presente Domingas Luzia, docente de Língua Portuguesa da Universidade Católica de Angola, a quem coube a apresentação da obra.

Leia o texto integral no portal mygalp em Publicações/magazine em português – Desenvolvimento de artigos.


mygalp destaques 5

FOTOGRAFIA PREMIADA somos galp energia

MARÇO 2011 Exportações de lubrificantes

Cinco amigos, uma casa e um momento de energia condensado numa fotografia de trinta segundos, que nos faz sentir ainda mais próximos e indivisíveis! Pela janela, a beleza industrial do gigante noturno que sempre me fez sonhar em pequeno, e que se prostra à beira-mar como um gigante inabalável. Cresci com ele na imaginação, brindei com ele como pano de fundo, e agora nele desenvolvo a minha quota-parte para que a sua magia e produtividade continuem a dinamizar uma região e um país, como símbolo de progresso. Verdadeiramente especial: como pode uma refinaria ser pano de tantas emoções e degraus de vida? Miguel Faria Galp Energia, SA, Refinaria do Porto Direção Técnica – Inspeção

10 MIL toneladas

Galp Energia distinguida pela SAM com o estatuto especial de “Sector Mover” no setor de Oil&Gas Academia Galp Energia: novos cursos, a mesma motivação! Mais um ano a preparar o futuro… Galp Voluntária celebrou primeiro aniversário! Um ano de voluntariado empresarial… Manuel Ferreira De Oliveira participou como orador na 4.ª conferência-debate subordinada ao tema “Eficiência e Economia de Energia” Grupo ACCOR, composto por 25 hotéis, renovou contrato com Galp Power para fornecimento de gás natural Refinaria de Matosinhos iniciou a produção da desisobutanizadora, no âmbito do Master Plan Exportações de lubrificantes da Galp Energia ultrapassaram a fasquia das 10 mil toneladas em 2011 Galp Energia reconhecida pela sua saúde financeira na última edição dos “Randstad Awards” Internacional Oil assegura um contínuo crescimento do volume de vendas de lubrificantes no Malawi

Premiados

Programa Estrela 2011

Os revendedores premiados no âmbito do Programa Estrela 2011 foram a Crisalbi, a Petroceleirós e a José F. Cruz. Desta vez, a festa teve um toque diferente, uma vez que os vencedores puderam celebrar num ambiente inesquecível, proporcionado pelo espetáculo Alegria, do Cirque du Soleil. Antes do espetáculo, os premiados tiveram acesso a um lounge privado com serviço de cocktail e com entrada direta para a plateia.


mygalp destaques 6

Galp Energia em Londres

Apresentação da estratégia de longo prazo e do plano de investimentos até 2016

A Galp Energia apresentou à comunidade financeira o seu plano de investimentos para os próximos cinco anos. No encontro, que ocorreu no passado dia 6 de março no hotel Savoy, em Londres, foi sublinhada a intenção de continuar a reforçar a área de Exploração & Produção de petróleo. Na sua apresentação, o presidente executivo, Manuel Ferreira De Oliveira, referiu que, a par da crescente contribuição da Exploração e Produção para os resultados obtidos, começarão também a sentir-se na segunda metade deste ano os efeitos dos investimentos efetuados na modernização do aparelho refinador. O administrador financeiro, Claudio De Marco, reafirmou por seu turno o desígnio de manter a robustez financeira proporcionada pelo aumento de capital da Petrogal Brasil e assumiu o compromisso de aumentar o Ebitda, em média, 25% ao ano. De 2011 a 2016 as grandes metas e linhas estratégicas da Galp Energia para o setor de E&P foram traçadas pelo administrador executivo responsável pela área, Fernando Gomes, que destacou a progressão positiva dos recursos e reservas, fruto do intenso trabalho de exploração e perfuração efetuado nos últimos anos.

Leia o texto integral desta notícia no portal mygalp em Publicações/magazine em português – Desenvolvimento de artigos.

Enacol realiza grande operação

Abastecimento de gasóleo à plataforma Leiv Eiriksson

A Enacol realizou, em dezembro último, a maior operação de bancas marítimas da sua história. Tratou-se do abastecimento de gasóleo à plataforma Leiv Eiriksson nas águas da baía do Porto Grande, em Cabo Verde. A aquisição à Petrogal, SA de um navio-tanque, rebatizado com o nome Baía, permitiu a concretização desta manobra. A operação iniciou-se no dia 20 de dezembro, prolongou-se por 30 horas, envolveu 32 colaboradores, movimentou 2900 m3 de gasóleo e foi realizada com o apoio dos navios-tanque Baía e Dragoeiro. Todos os procedimentos e normas de segurança foram respeitados, e os resultados alcançados foram considerados extraordinários por todas as instituições envolvidas, e sobretudo pelo cliente. Proveniente da Gronelândia, e com pavilhão das Baamas, a plataforma de 119 metros de comprimento, 86 metros de largura e com 142 tripulantes era aguardada com alguma expectativa e curiosidade. De destacar o facto de ter sido a primeira vez que o porto da cidade de Mindelo recebeu uma plataforma totalmente autónoma, dispensando qualquer rebocador para a sua navegação. Com seis máquinas propulsoras e uma velocidade de 7 nós, a Leiv Eiriksson rumou no dia 24 de dezembro às Falkland (ou Malvinas), no Polo Sul, depois de permanecer quatro dias no Porto Grande, deixando mais um registo na história do bunkering nacional e reforçando o orgulho da Enacol em ser o rosto dos combustíveis de Cabo Verde.


mygalp responsabilidade social 7

+ DE

800

colaboradores inscritos + DE

2500

horas voluntariado

Galp Voluntária celebra primeiro aniversário

Galp Voluntária em números

Colaboradores inscritos

385

voluntários ativos

16

projetos

2532

horas de voluntariado

15

entidades parceiras

ações emblemáticas

ReparaR

10

casas recuperadas

116

voluntários envolvidos

15

beneficiários

2500 cabazes de natal

CE. Nas suas intervenções, foi reforçada a relevância do voluntariado empresarial para as comunidades e para a sociedade em geral. Foi também enfatizado o cariz de win-win situation de todo o tipo de voluntariado e deixado um alerta para o facto de 2012 ser o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. Filipa Flores, responsável pelo projeto FOS, falou de fotografia solidária e participativa, dando o mote para a ação que se viria a realizar no dia 3 de março, no âmbito da qual os colaboradores voluntários da Galp Energia e as suas famílias foram convidados a registar fotograficamente a temática do envelhecimento ativo e da solidariedade entre gerações em algumas ruas de Lisboa. A sessão terminou com um brinde conjunto aos mais de 800 voluntários inscritos ao longo do ano e às mais de 2500 horas de voluntariado prestado. Recorde-se que ao abrigo da Galp Voluntária foram recuperadas 10 casas e entregues 30 toneladas de alimentos, entre outras ações.

mygalp social

807

Um percurso ainda pequeno mas com resultados à vista A Galp Voluntária celebrou em fevereiro o seu primeiro ano de atividade. O facto foi assinalado com um encontro que reuniu as equipas de colaboradores voluntários e da área de responsabilidade social (da direção de Assuntos Institucionais) e entidades como o Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNVP), o Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE) e o projeto FOS – Olho Esperto, Olhar Desperto. A sessão comemorativa teve lugar no auditório da Torre A, e o discurso inaugural coube a Ferreira de Lima, que enalteceu o percurso ainda pequeno mas com impacto da Galp Voluntária, apresentando alguns números e sobretudo agradecendo aos colaboradores voluntários presentes e a todos aqueles que todos os dias ajudam a construir este projeto de voluntariado empresarial. Participaram ainda na sessão Elza Chambel, presidente do CNPV, Conceição Zagalo e Paula Guimarães, respetivamente, presidente e vice-presidente do GRA-

s

cabazes entregues

22

locais de entrega

30

alimentos (ton)

220

voluntários envolvidos

vocações de futuro

25

voluntários envolvidos

26

alunos beneficiários


mygalp história 8

UMA VIDA NA GALP Energia

h mygalp história

Duas vezes em Moçambique António Martins CerejA

1971

A minha entrada na empresa aconteceu um pouco por acaso. Depois de ter concluído o curso, concorri a duas empresas estrangeiras na área da informática que davam os seus primeiros passos. Todavia, como as propostas implicavam grandes temporadas longe da família e fora de Moçambique, não as aceitei. Foi através de um ex-colega do Instituto que soube da existência de uma vaga para engenheiro-técnico na Moçacor. Tendo sido recebido e entrevistado pela administração, oito dias depois, a 1 de setembro de 1971, comecei a trabalhar como chefe dos serviços da empresa, responsável por toda a área técnica, da engenharia à gestão de parques de GPL, passando pela gestão da frota de distribuição. Nessa altura, a Moçacor era a empresa que distribuía o gás em Moçambique.

1996

No regresso a Moçambique e à Moçacor, a tarefa que se me deparou era grande e difícil, pois eram também grandes as carências, que resultavam da inexistência de quadros de pessoal qualificado em todas as áreas (técnica, comercial, financeira, etc.). Porém, com muito trabalho, esforço e dedicação da generalidade dos trabalhadores que conseguimos levar a vestir a camisola, foram introduzidas as necessárias mudanças – com o devido respeito pela cultura da empresa, que, não esqueçamos, foi constituída em 1957. A generalidade dos nossos objetivos foi atingida. Num período de quatro anos, com uma inflação acumulada de 42%, a empresa cresceu, recuperaramse e modernizaram-se as instalações, os equipamentos e o parque de viaturas – tudo isto com um saudável equilíbrio financeiro da empresa.

Depoimento adaptado dos testemunhos “Vidas Galp” – Fundação Galp Energia

Um percurso profissional que começou na Moçacor em 1971, e um regresso ao país como administrador-delegado em 1996.


mygalp história 9

HISTÓRIA DE VIDA

PETROGAL MOÇAMBIQUE Uma fonte de inspiração lisete neves

Ingressei nos quadros da Moçacor, empresa do Grupo Galp Energia, em 29 de outubro de 2001, desempenhando a função de contabilista. Foi um privilégio para mim, pois representou uma grande oportunidade de crescimento pessoal e de amadurecimento profissional, dada a complexidade que a organização apresenta. O belíssimo ambiente de trabalho e o reduzido número de trabalhadores afetos ao departamento de contabilidade permitiram a minha total dedicação, contando com a colaboração da direção financeira, sendo assim possível pôr em prática os conhecimentos que adquiri durante a minha formação académica. Em 2004, assumi a responsabilidade de assinar as contas da Moçacor, função que continuei a desempenhar na Petrogal depois da fusão da Moçacor na Petrogal Moçambique, em dezembro de 2006.

Criar o departamento de planeamento e controlo significou para mim um enorme desafio.

Em 2009, fui convidada a criar o departamento de planeamento e controlo, que significou para mim um enorme desafio, uma vez que se tratava de um novo departamento. Para que se alcancem os objetivos definidos pela Petrogal Moçambique, pretendo continuar a colaborar nas várias áreas de atividade, desenvolvendo planos de formação que possam contribuir para a unificação e interação dos diversos departamentos, e motivando os diferentes setores a sentirem a importância da contribuição de cada um no alcance dos objetivos comuns. É com enorme satisfação que faço parte desta grande equipa de trabalho, quer a nível nacional quer internacional, pois diariamente tenho adquirido conhecimento nas diversas áreas de atuação da empresa.

mudança na empresa

NOVOS DESAFIOS ALFREDO FIGUEIRA Serviços Corporativos Compras

Foi com grande satisfação e muito entusiasmo que abracei este desafio aliciante que me foi proposto de integrar a Direção de Compras. A minha experiência passada mostrou-me que a mobilidade é um fator fundamental de desenvolvimento profissional e crescimento individual. Para a empresa será mais um passo na criação de uma cultura única e na partilha transversal de conhecimentos, diferentes pontos de vista e formas de pensar capazes de mobilizar e desenvolver as equipas, aumentando assim a sua competitividade. Espero que os meus conhecimentos, a minha experiência profissional e a paixão com que encaro os novos desafios contribuam para os objetivos da Galp Energia. JOÃO DIOGO ALVES Refinaria de Matosinhos ARL

A mobilidade dentro do universo Galp Energia é uma mais-valia para o colaborador e também para empresa, na medida em que potencia a partilha de conhecimentos e experiências adquiridas em projetos anteriores. Após três anos envolvido no projeto de conversão das refinarias (Masterplan), foi com grande entusiasmo e motivação que abracei o desafio de integrar a área da Fiabilidade da Refinaria de Matosinhos. Encaro esta mudança como mais uma etapa do meu processo de enriquecimento profissional, durante a qual espero continuar a contribuir para o crescimento da nossa empresa. ANTÓNIO FERREIRA PEREIRA Exploração & Produção

Terminada a minha participação no Projeto de Reconversão das Refinarias, onde tive o agrado de pertencer à equipa do GEP destacada na Refinaria de Matosinhos, reconheci que era altura de mudar. Apoiado em experiência já vivida na área da E&P, e tendo em conta a oportunidade surgida com a setorização integrada da Galp Energia, concluí que poderia contribuir para o desenvolvimento de novos projetos através do conhecimento adquirido em setores diversos. Está a ser bastante gratificante integrar esta nova equipa e ter o privilégio de estar ligado aos projetos mais importantes no mundo atualmente desenvolvidos na exploração offshore, nos quais a Galp Energia tem uma participação.


mygalp história 10

Ao longo da sua existência, a Galp Energia tem apoiado diversas provas de automobilismo, como o comprova esta fotografia de Carpinteiro Albino tirada em 1967, um ano depois de o automobilista português se ter estreado no mundo da competição automóvel. Aqui vemo-lo ao volante do famoso Renault R8 Gordini azul, naquela que foi a primeira edição do Rali TAP e que Carpinteiro Albino, navegado por Silva Pereira, com o apoio da Galp Energia, venceu. © Adelino Dinis (Arquivo Edições Vintage)

século

xx


mygalp história 11

século

xxi

Tal como Carpinteiro Albino nos anos 60 do século passado, também Armindo Araújo veste a “camisola” da Galp Energia. O piloto do MINI JCW WRC, várias vezes campeão do mundo em provas desportivas automobilísticas, terminou recentemente o Rali do México na sétima posição da geral, tendo alcançado o seu melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Ralis. Os carros são outros, a tecnologia também, mas o patrocínio e o apoio aos desportos motorizados mantêm-se tal como há quase 50 anos...


mygalp inside 12

Galp Energia no mundo Nesta infografia ilustram-se não só os treze países onde a Galp Energia tem presença ativa, mas também os países com os quais mantém relações comerciais, por via das importações de petróleo e gás natural e das exportações de produtos petrolíferos realizadas em todos os continentes. Canadá Em 2011 a Galp Energia exportou 3,9 milhões de toneladas de produtos, destacando-se as gasolinas e o fuelóleo. Legenda

EUA

Exportações Produtos petrolíferos Importações Petróleo e gás natural Países com presença da Galp Energia Exploração & Produção (fora da Europa e de África)

N

México Venezuela

Brasil

Cabo Verde Senegal Gâmbia Guiné-Bissau Guiné Equatorial

Concessões de petróleo N Projetos:

20

Potiguar

Amazonas

Reservas:

3P: 695 Mboe

Brasil

Recursos contingentes:

Brasil

3C: 2076 Mboe Pernambuco Sergipe Alagoas

Recursos de exploração: risked (mean estimate)

184 Mboe

Uruguai Concessões de petróleo

Espírito Santo

Uruguai Campos

Uruguai Montevideo 1

Santos Área 4 Os mapas das concessões de petróleo (Brasil, Uruguai, Timor-Leste) foram adaptados das apresentações da DRICE – 2011; a lista de países apresentada nesta infografia não é exaustiva. Para a ilustração foram considerados também os dados da área de Trading & Shipping (2011).

Área 3


mygalp inside 13

Suécia Noruega Rússia

Dinamarca

Reino Unido

Holanda Bélgica Alemanha

Cazaquistão

França Turquia

China

Espanha Grécia Gibraltar Malta Marrocos Argélia

Líbia

Azerbeijão

Egito

Israel Arábia Saudita

Nigéria

Paquistão Emirados Árabes Unidos

Timor-Leste

Camarões

Concessões de petróleo

Costa do Marfim Gana Togo

Timor-Leste 506-02 (Bloco B) 506-03 (Bloco C) Parte 2

Angola Moçambique

506-03 (Bloco C) Parte 1

506-04 (Bloco E) Parte 2

506-04 (Bloco F) Parte 1

Timor-Leste

506-05 (Bloco H)

N

Suazilândia Austrália

N


mygalp entrevista 14

Pedro Reis

e mygalp entrevista

PEDRO REIS Desde dezembro de 2011, é presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Assegura ainda a secretaria executiva do Conselho Estratégico de Internacionalização da Economia, por convite do primeiro-ministro. Foi gestor e consultor de empresas de diversos setores e colaborador regular de vários órgãos de comunicação. É licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa, tendo complementado o seu percurso académico com formações na Harvard Business School, no Insead e também na Universidade Católica. Em 1996, foi-lhe atribuído o prémio Gestores do Amanhã pela JNICT, pela Egon Zehnder e pela revista Fortunas & Negócios.

AICEP

Focada nas empresas exportadoras A AICEP trabalha para fazer chegar a proposta de valor do país a um conjunto cada vez mais alargado de stakeholders.

Mediante a atual conjuntura, quais lhe parecem ser os principais desafios que a AICEP tem pela frente?

PEDRO REIS [PR] – Os desafios da AICEP são os desafios das empresas, isto é, uma boa parte da nossa agenda está completamente focada na ajuda às empresas exportadoras. Temos de desenvolver mais e melhores ações de capacitação de empresas e fornecer também mais e melhor informação aos nossos empresários, ajudando-os em todos os passos do processo de internacionalização. Nesta altura de grande racionalidade económica, em que é essencial fazer escolhas, temos também o desafio de ajudar as empresas a terem maior foco estratégico, a ponderarem com mais realismo e melhor enquadramento a sua internacionalização. Por outro lado, temos o desafio da atração de investimento estrangeiro. Todos os dias a AICEP trabalha para fazer chegar a


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proposta de valor do país a um conjunto cada vez mais alargado de stakeholders, o que é feito com grande discrição e reserva, mas é essencial para trazer para o nosso país investimento capaz de criar riqueza e gerar emprego. Qual é o papel da AICEP no apoio à internacionalização das empresas portuguesas? Que tipo de orientações lhes poderá fornecer e quais as áreas de negócio em que estas deverão apostar?

PR O papel da AICEP passa essencialmente por três grandes áreas. Em primeiro lugar, por capacitar empresas para exportar, dando-lhes informação, formação e acesso a interlocutores em mercados externos. A AICEP organiza os ABC Mercado, encontros com importadores e com autoridades locais em visita a Portugal. Por outro lado, em termos de atribuição de benefícios fiscais e de incentivos financeiros, compete à AICEP um importante papel na gestão dos processos e na validação dos mesmos. Em terceiro lugar, através da rede externa de Portugal (diplomática, consular, comercial e de turismo), a AICEP presta um apoio efetivo às empresas nos mercados externos, coordenando contactos, agendando reuniões, buscando oportunidades para as empresas portuguesas vingarem no terreno e fecharem contratos. Quanto às áreas e geografias individuais de negócio, essa é uma decisão que cabe em exclusivo às empresas. Com que países a Agência pretende estreitar relações e porquê?

PR A AICEP quer estreitar relações

com os países onde se verificam fluxos

comercias mais intensos com Portugal, ou tendências de crescimento que representem potencial de negócio para as empresas portuguesas. Nesse sentido, decidimos abrir delegações em Bogotá e Lima, em Abu Dhabi (que irá também cobrir Riade, na Arábia Saudita, e Doha, no Qatar), bem como em Nova Deli. Todas são geografias de crescimento para as empresas portuguesas e são economias que deverão crescer acima dos 4% nos próximos anos. Na América Latina, a presença já no terreno de empresas portuguesas e a existência de oportunidades concretas são a razão evidente da abertura de um escritório. No Golfo, a decisão, além de ter a ver com o aumento da exportação de bens e serviços, visa também contribuir para a atração de investimento, uma vez que identificamos o enorme potencial daquela zona nesta matéria. Quanto à Índia, tomámos esta decisão por ser um subcontinente importantíssimo, com uma dimensão de mercado doméstico colossal e com um enorme potencial por explorar. Além destes, diria que a Turquia, o México e os Estados Unidos da América são países com quem queremos, e iremos, aprofundar os laços institucionais com vista a provocar um estreitamento dos laços comerciais e económicos. Este esforço, claro, é feito em paralelo com a manutenção do interesse nos nossos parceiros europeus, na China e nas geografias do Sudeste Asiático, bem como em todo o mercado de língua portuguesa. A Galp Energia é uma empresa a quem a AICEP classificou um projeto como PIN+, o da conversão das refinarias de Sines e Matosinhos. Como avalia

a execução do trabalho que está a ser feito e a sua importância para o desempenho da economia portuguesa?

PR Foi o elevado caráter estruturante

para a economia nacional do projeto de modernização e expansão das suas refinarias de Matosinhos e Sines, um dos maiores investimentos industriais privados efetuados no nosso país, que levou à sua classificação como PIN+ pelo governo português. A sua execução é também um benchmark a nível mundial no setor, pelo excelente trabalho em matéria de engenharia e de gestão. É de destacar o impacto do projeto no setor dos bens de equipamento nacional, já que as empresas portuguesas que colaboraram em Sines e em Matosinhos com empresas multinacionais envolvidas no projeto estão agora qualificadas para serem fornecedoras de empreendimentos desta natureza em qualquer parte do mundo. A Galp Energia é, há vários anos, a maior exportadora nacional. Como encara este facto?

PR A Galp Energia é um operador in-

tegrado de energia com uma presença diversificada nos setores do petróleo e do gás natural em vários pontos do globo. Com as atividades de refinação e distribuição de produtos petrolíferos e gás natural centradas na Península Ibérica, a Galp Energia tem uma presença forte no grande eixo de exploração e produção do Atlântico Sul, que abrange a bacia de Santos, no Brasil, e o offshore angolano. Dado o peso da empresa na economia portuguesa e a sua presença internacional, a importância que a mesma assume é um justo resultado.


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PRESENÇA DA GALP ENERGIA NO MUNDO Portefólio de E&P Brasil, Venezuela, Uruguai e Timor-Leste relações comerciais em cinco continenteS


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presença da galp energia no mundo A presença da Galp Energia em países como Brasil, Venezuela, Timor-Leste e Uruguai, no domínio da Exploração e Produção, e a importância das exportações para a empresa e também para a economia nacional compõem o tema central do presente número da mygalp magazine. A Galp Energia tem hoje relações comerciais com mais de meia centena de países em todos os continentes. Fecha-se assim um ciclo temático iniciado nas duas edições anteriores, primeiro referente ao negócio na Península Ibérica e depois à presença da Galp Energia em África. No que concerne à Exploração e Produção de petróleo e gás natural, o Brasil é um dos mercados mais relevantes. A Galp Energia entrou em terras de Vera Cruz há mais de uma década, tendo hoje uma forte posição no âmbito desta atividade em virtude da participação numa das mais importantes descobertas de reservas da atualidade. Trata-se da bacia de Santos, ao largo da costa brasileira, na qual se inclui o campo de Lula, com volumes recuperáveis de 8,3 mil milhões de barris de petróleo e gás natural. Mas este não é o único projeto participado pela Galp Energia em território brasileiro. Na verdade, a empresa está envolvida em 20 projetos na área de Exploração e Produção, tanto offshore como onshore. A presença no Brasil representa mais de 80% do total de reservas e recursos contingentes da Galp Energia. Tal como no Brasil, a empresa tem também participações em atividades de Exploração e Produção na Venezuela, em Timor-Leste e no Uruguai; mantém uma parceria com a petrolífera estatal venezuelana PDVSA, quer no projeto de certificação de reservas do bloco Boyacá 6, quer nos projetos de GNL; detém uma participação de 10% nas atividades de Exploração e Produção em Timor-Leste e outra de 20% no consórcio da bacia de Punta del Este, no Uruguai. Por último, refira-se que pelo quarto ano consecutivo a Galp Energia ocupou o primeiro lugar da tabela de exportações nacionais. Em 2011, as exportações atingiram os 2,4 mil milhões de euros, mais 500 milhões do que em 2010. No total, foram exportadas 3,9 milhões de toneladas de combustíveis para mais de 30 destinos (ver texto “O maior exportador nacional”).

N Potiguar Amazonas Pernambuco

Brasil

Sergipe Alagoas Espírito Santo

Campos

Santos

O campo de Lula, na bacia de Santos, tem volumes recuperáveis de 8,3 mil milhões de barris de petróleo e gás natural.

Participações na Venezuela, em Timor-Leste e no Uruguai Na Venezuela, a Galp Energia mantém a parceria com a empresa petrolífera estatal PDVSA, quer no projeto de certificação de reservas do bloco Boyacá 6, na faixa petrolífera do Orinoco, quer nos projetos de GNL. Em relação a Timor-Leste, a participação de 10% da Galp Energia faz-se nas atividades de Exploração e Produção. O período de exploração está dividido em três fases, devendo estar concluído em novembro de 2013. Quanto ao Uruguai, a Galp Energia participou na primeira ronda de licitação de licenças offshore neste país, em 2009. As áreas 3 e 4 da bacia de Punta del Este foram atribuídas ao consórcio integrado pela Galp Energia.


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O maior exportador nacional

Pelo quarto ano consecutivo, a Galp Energia liderou a tabela das exportações. O valor das exportações realizadas pela Galp Energia em 2011 atingiu os 2,4 mil milhões de euros, mais 500 milhões do que em 2010, o que contribuiu para o equilíbrio da balança comercial do nosso país. No total, foram exportadas 3,9 milhões de toneladas de combustíveis, sobretudo gasolina e fuelóleo, para mais de 30 destinos, entre os quais se destacam os Estados Unidos da América, os Países Baixos, o México e Gibraltar. Existem atualmente 12 países de onde é importado crude, sendo que alguns destes concentram cerca de 65% das compras. São os casos, por exemplo, de Angola, do Brasil, do Cazaquistão e da Arábia Saudita (crude para fazer óleos-base). Para concretizar estas exportações, a Galp Energia conta com a Direção de Trading e Shipping que avalia diariamente as condições e as necessidades do mercado e que procura os melhores mercados para comprar o melhor produto ao melhor preço. Na última década, o Trading e Shipping da Galp Energia baseou-se na compra de petróleo bruto para a produção de

Produtos químicos vendidos ao exterior A Galp Energia exporta há mais de 25 anos um conjunto de produtos petroquímicos, designados como “aromáticos de base”, e uma gama variada de solventes e parafinas. Os primeiros entram na produção de químicos com as mais diversificadas aplicações, sobretudo nas indústrias automóvel, farmacêutica, alimentar e de construção. Os solventes incorporam inúmeros tipos de formulações nas indústrias de colas e tintas, borracha, adesivos, entre outras. As parafinas, além de utilizadas no fabrico de velas, são usadas nas indústrias de papel, aglomerado de madeiras e alimentar, por exemplo. São vendidas no mercado ibérico cerca de 150 mil toneladas de diferentes produtos e exportadas mais de 300 mil toneladas para outras regiões do Globo (Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Itália, Reino Unido e Grécia; Marrocos, Egito, Turquia; EUA, Brasil, Paquistão, Índia e China).

produtos petrolíferos como a gasolina, o gasóleo, o jet, os óleos-base, entre outros. No ano passado, foram compradas 10 milhões de toneladas de petróleo bruto para ser processado nas refinarias da Galp Energia, o que permitiu colocar os produtos produzidos em Sines e Matosinhos nos cinco continentes. Ao nível da proveniência de petróleo bruto, pode dizer-se que imperou a lusofonia, já que só Angola e o Brasil satisfizeram 35% das necessidades de matéria-prima da Galp Energia. evolução das exportações (€ mil milhões)

+27%

2,4 1,6

2,0

1,9 1,2

2007

2008

2009 Incidente na Refinaria de Sines

2010

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Projetos de E&P no Brasil A presença da Galp Energia no Brasil, através da sua afiliada Petrogal Brasil, data de há mais de uma década, período em que participou na segunda e terceira rodadas lançadas pela Agência Nacional de Petróleos para atribuição de concessões de prospeção e pesquisa. A opção de participar em projetos exploratórios offshore na bacia de Santos, em associação com a Petrobras, veio a revelar-se uma aposta de sucesso após a descoberta de hidrocarbonetos em todos os blocos, em particular no Bloco BM-S11, onde foram encontrados os campos Lula e Iara. Nesta bacia, a Petrogal Brasil detém ainda participações nos blocos BM-S8, BM-S21 e BM-S24. Na bacia de Campos, a Galp Energia tem interesses num pequeno bloco, o C-M-593; na bacia de Espírito Santo, detém uma participação de 20% no consórcio operado pela Petrobras; na bacia de Pernambuco-Paraíba, participa com 20% num consórcio que tem direitos sobre três blocos em águas profundas; na bacia Potiguar, tem uma participação de 20% em dois consórcios liderados pela Petrobras, com direitos exploratórios em cinco blocos de águas profundas. Em relação à atividade exploratória onshore, a Galp Energia está presente com participações de 40% em três projetos no estado do Amazonas, nas proximidades de Manaus e no meio da selva amazónica. No estado do Rio Grande

do Norte, participa em projetos de prospeção e pesquisa de hidrocarbonetos – alguns destes estão em fase de produção, outros encontram-se em período de prospeção e pesquisa. Na bacia de Sergipe-Alagoas, terminou no dia 15 de janeiro de 2012 o teste a poço revestido realizado no poço 4-GALP36-SE, também conhecido como Brahma-1.

Leia o texto integral deste artigo no portal mygalp em Publicações/magazine em português – Desenvolvimento de artigos.

Segurança, saúde e ambiente A responsabilidade ambiental, a segurança operacional e a saúde de trabalhadores e das comunidades envolventes são princípios orientadores de toda a atividade da Petrogal Brasil. Nesse sentido, em colaboração com a Segura, criou infraestruturas de prevenção e de socorro em caso de acidentes, sendo a primeira companhia independente a ter implementado um tal sistema para atender a situações de emergência nos projetos onshore. Além de pessoal treinado, estas infraestruturas têm equipamento próprio para emergências operacionais em casos de derrame de petróleo.


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Galp Energia e Instituto Superior Técnico criam campus sustentável A Galp Energia e o Instituto Superior Técnico (IST) assinaram, a 18 de janeiro, um acordo de Cooperação Científica e Tecnológica e de Promoção da Sustentabilidade e Eficiência Energética. No âmbito deste acordo, firmado por Manuel Ferreira De Oliveira, presidente executivo da Galp Energia, e Arlindo Oliveira, presidente do IST, a Galp Energia e o IST vão promover e realizar projetos conjuntos de eficiência energética a aplicá-los às instalações do IST, a fim de criar um campus sustentável, que envolve a participação dos alunos do IST, gerando uma dinâmica complementar à sala de aula. Com este protocolo, que reforça as parcerias já existentes entre o IST e a Galp Energia, fortalece-se assim a ligação entre a academia e o tecido produtivo nacional. Eficiência energética, cooperação para a inovação realizada em rede e mobilidade sustentável são os três vetores fundamentais em que vão assentar os projetos tecnológicos desenvolvidos por ambas as partes. No âmbito desta iniciativa, será feita uma simulação dinâmica dos edifícios do IST, uma área global de 110 000 m2, a partir da qual será elaborado

um projeto de eficiência energética para o campus Alameda do IST. Será igualmente definida e posta em prática uma metodologia de gestão energética que permitirá ao IST atingir padrões de eficiência e de utilização de energias renováveis alinhados com as melhores práticas de campus universitários de referência. Será ainda constituído um Laboratório de Conhecimento em Eficiência Energética (LEE), um espaço de trabalho e debate de ideias que visa o aprofundamento de conhecimentos em matéria de eficiência energética. Este laboratório integrará a Rede LEE, que inclui as universidades de Aveiro e da Beira Interior, onde o conceito de campus sustentáveis se encontra já a ser implementado em parceria com a Galp Energia, envolvendo docentes, colaboradores da Galp Energia e bolseiros científicos. Esta iniciativa ilustra a importância estratégica da aproximação entre o meio académico e empresarial nos domínios de conhecimento da engenharia, da arquitetura e do ambiente, com vista a desenvolver competências partilhadas de I&D e Inovação em eficiência energética.


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Parceria

Transdev e Galp Energia

Confiança e excelente qualidade de produtos

Eng. Manuel Seabra Administrador do Pólo Rodoviário TRANSDEV

A relação comercial entre a Transdev e área de empresas da Galp Energia (Transportes e Meios de Pagamento), data de 2002. Atualmente, o contrato de parceria entre as duas empresas pressupõe o consumo de 15 000 m3/ano de gasóleo a granel, de 138 t/ano de lubrificantes e volume em cartão Galp Frota de 7000 m3/ ano. João Paulo Araújo, porta-voz do segundo maior operador rodoviário no nosso país, justifica estes valores com o “sentido de confiança” que se foi desenvolvendo ao longo dos anos e com a “excelente qualidade” dos combustíveis e dos lubrificantes Galp Energia. A garantia do cumprimento dos prazos de entrega é outra valia destacada pela Transdev, considerada “fundamental para o bom funcionamento de uma empresa de transportes de passageiros”. Em Portugal, a Transdev dedica-se à exploração de redes urbanas, interurbanas e regionais de todas as dimensões. Através do Citi Express, garante ligações rápidas entre as principais cidades e o Interior. A empresa faz ainda ligações interconcelhias, principalmente nas zonas Norte e Centro, e explora as carreiras que efetuam serviços de transporte de curta distância nas áreas urbanas. No longo curso, assegura o transporte para centenas de destinos em

toda a Europa, através das participações nas empresas Internorte e Intercentro. A subsidiária portuguesa do grupo francês está sediada na zona Norte do país, concretamente em Matosinhos, apesar de a sua atuação no campo rodoviário se estender a 50% do território nacional. O grupo está presente no nosso país desde 1997, tendo começado por integrar o consórcio Normetro, após ter vencido o concurso público internacional da rede de Metro do Porto. Depois da fusão dos grupos Joalto e Transdev, tornou-se o segundo maior operador rodoviário de Portugal. Neste momento, tem uma frota de 1500 autocarros e conta com o apoio de 2100 colaboradores. No contexto internacional, o grupo Transdev desenvolve a sua atividade no campo dos transportes públicos de passageiros em quatro continentes – Europa, África, América e Oceânia –, assegurando a deslocação de dois mil milhões de passageiros por ano. O grupo controla uma frota de mais de 20 mil veículos, 16 mil autocarros, 500 metropolitanos ligeiros de superfície, 90 metropolitanos, 30 comboios, 110 trolleys, 50 shuttles fluviais e mais de 4 mil veículos de transporte a pedido. No total, a Transdev reúne 47 mil colaboradores.


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Galp Soluções de Energia desenvolve projetos para racionalização de consumos de energia em frotas O grupo Galp Energia, através da Galp Soluções de Energia, tem como missão ajudar os clientes (sejam eles industriais, transportes ou edifícios) a definir, implementar e explorar melhor as suas soluções energéticas, tendo em vista a racionalização dos consumos de energia. Sendo o consumo de energia um fator de grande peso nos custos operacionais do setor dos transportes, a aposta em iniciativas que promovam a eficiência energética das frotas automóvel é um aspeto crítico e de diferenciação, com impacto sobre a competitividade. É por isso que a Galp Energia tem vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas concertadas com os seus clientes, áreas de negócio e colaboradores.

Conseguir uma redução da fatura energética, sem que isso afete as atividades empresariais.

Piloto Brisa

frota energeticamente eficiente No ano passado, arrancou um projeto-piloto com a Brisa, cujo objetivo era testar uma solução de eficiência energética desenvolvida para frotas automóvel. A solução testada consiste num dispositivo de recolha de dados que é instalado de forma simples e não-intrusiva nos veículos e associado a um portal online reservado, permitindo monitorizar, em tempo real e em condições reais de condução, vários indicadores de condução, entre eles o consumo de combustível e as emissões de CO2 de uma frota. A informação recolhida, conjuntamente com a opção de emissão de alertas acústicos durante a condução e o envio de dicas por SMS, ajudou a promover alterações na forma de conduzir de cada condutor, tornando-a mais eficiente e defensiva. Com este projeto, obteve-se uma redução de 12% no total dos consumos.

Francisco Lima Aires Galp Energia, gestor do cliente BRISA

“O êxito que verificámos com o teste-piloto efetuado no nosso cliente BRISA deveu-se em grande parte à conceção do próprio piloto. A equipa responsável pelo projeto procurou, por um lado, ‘desenhar’ uma equipa de utilizadores representativa da estrutura BRISA (operacionais, gestores de negócios e administradores) e, por outro, monitorizar e acompanhar os resultados de modo contínuo, sempre em diálogo estreito com a BRISA. O envolvimento de ambas as equipas e a troca de experiências que se verificou durante este teste contribuíram inquestionavelmente para o reforço da relação comercial entre as duas empresas. Mais do que nunca, a BRISA vê no grupo Galp Energia um fornecedor eficiente de soluções de energia.” “A simplicidade da solução, associada à combinação de vários parâmetros da condução (medidos em tempo real) e a um grau de fiabilidade elevado, confere à solução um potencial enorme, sobretudo quando aplicado em frotas com um número elevado de viaturas. Os resultados obtidos no teste-piloto (que, sublinhe­ ‑se, superaram todas as expectativas) vêm confirmar que a solução pode ser implementada em clientes frotistas.”


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GÁs natural

Criado Grupo de Excelência para prevenir danos Desde o início da sua formação, o Grupo de Excelência concentra a sua atividade em iniciativas de prevenção, contando até à data com mais de uma centena de ações de sensibilização junto de câmaras municipais, grandes empreiteiros e operadores. Estas ações de sensibilização foram reforçadas pela criação de vários documentos de suporte, que se destinam a ser entregues em frentes de obra, para alertar os intervenientes no terreno. Assim, para a identificação e análise dos incidentes passíveis de ocorrer neste tipo de infraestruturas, elaboraram-se e publicaram-se procedimentos-tipo, definindo-se igualmente os procedimentos para a vigilância de troços de redes de distribuição, quer na generalidade, quer em zonas críticas. Paralelamente à manutenção das ações de sensibilização e à vigilância dos trabalhos relativos às redes de distribuição de gás, o Grupo está a desenvolver outras iniciativas relativas ao tema, de modo a assegurar que todos os parceiros da Galp Energia e as próprias empresas operadoras de redes estão de posse de toda a informação disponível. A quantificação dos custos e o impacto destes incidentes nos clientes finais será outro dos assuntos a desenvolver através de uma base de dados de ocorrências. No futuro, o Grupo de Excelência pretende manter sob “vigilância” os resultados obtidos e desenvolver outras ações que prossigam a campanha de sensibilização.

Foi constituído um Grupo de Excelência para ajudar a conter danos nas infraestruturas de distribuição de gás natural provocados por terceiros. evolução dos acidentes provocados nas infraestruturas de distribuição da galp energia

209 184

200

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0

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e

Desfibrilhação automática externa na Galp Energia

mygalp empresa

As doenças cardiovasculares constituem um dos problemas de saúde mais graves da população portuguesa. A morte resultante da chamada doença coronária dá-se sobretudo fora dos hospitais. Quando ocorre um enfarte, o intervalo para prestar primeiros-socorros com êxito é de cerca de cinco minutos, o que leva a que na maior parte das situações as vítimas não cheguem com vida aos hospitais, uma vez que a morte súbita é com frequência a primeira manifestação da doença. Na impossibilidade de haver um médico em cada local, muitas vidas podem ser salvas acionando três procedimentos básicos: chamar uma equipa de salvamento através do 112, iniciar de imediato as manobras para o suporte básico de vida (SBV) e proceder à desfibrilhação automática externa (DAE) em poucos minutos. O objetivo de um programa de DAE é portanto melhorar a taxa de sobrevivência de pessoas que sofram morte súbita cardíaca. A Galp Energia já possui desfibrilhadores automáticos externos nos edifícios administrativos e nos centros médicos de Lisboa, tendo o Programa DAE sido recentemente certificado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A responsabilidade deste programa é do médico especialista em emergência médica, Dr. Nelson Olim, havendo já cerca de 40 colaboradores formados e certificados para a utilização dos aparelhos de desfibrilhação automática externa.

Um desfibrilhador automático pode matar? Não. Os desfibrilhadores automáticos são aparelhos 100% seguros que possuem sistemas próprios para análise dos ritmos cardíacos. Se o desfibrilhador não identificar um ritmo desfibrilhável, o choque não é administrado. Conectar um desfibrilhador à vítima faz parte do algoritmo de suporte básico de vida em qualquer situação de paragem cardiorrespiratória. Se o choque for administrado, é porque está indicado. Caso contrário, não há maneira de forçar o desfibrilhador a administrar a descarga.


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AMBIENTE

Unidos pelo Planeta A edição de 2011/2012 da Missão UP | Unidos pelo Planeta conta com novidades: o lançamento do jogo online GalpShare. Trata-se de uma versão digital do jogo de tabuleiro Cabemos Todos?, que permite a alunos, professores e pais de todo o país jogarem em conjunto e aprenderem de forma lúdica os princípios da mobilidade sustentável. No dia 1 de fevereiro arrancou também o campeonato online GalpShare, uma competição sobre o mesmo tema, para os alunos do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, das escolas aderentes ao programa. O objetivo do GalpShare “Cabemos Todos?” é promover uma utilização responsável dos veículos automóveis através da sua partilha. O grande desafio passa por saber conciliar as diferentes personalidades de cada passageiro. Vence quem conseguir levar mais pessoas numa viagem e fizer o caminho mais curto, poluindo menos o ambiente e ganhando a oportunidade de plantar mais árvores (saiba mais e consulte o regulamento em: http://campeonato.jogogalpshare.com). Num ano em que há menos 209 escolas do 1.º e 2.º ciclos, o que corresponde a um decréscimo de cerca de 3,5% deste universo, registou-se um aumento significativo da adesão à segunda edição da iniciativa. Em apenas um período letivo, o projeto atingiu metade dos números alcançados no conjunto dos três períodos do ano passado. O projeto Missão UP | Unidos pelo Planeta, cujo investimento total supera os 500 mil euros, envolve uma centena de colaboradores da Galp Energia, que se deslocam às escolas aderentes, em todo o território nacional, para lecionar aulas de Energia. Tem o apoio da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e é financiado através do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica (PPEC). Em termos de parcerias institucionais, conta com a participação do Ministério da Educação (DGIDC), da Direção-Geral da Energia e Geologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comissão Nacional da UNESCO. Quem quiser jogar, pode fazê-lo através do endereço eletrónico http://jogogalpshare.com

Leia o texto integral deste artigo no portal mygalp em Publicações/magazine em português – Desenvolvimento de artigos.

Prémios para os vencedoreS 1.º Prémio Consola Xbox 4 GB com Kinect 2.º Prémio Consola Xbox 4 GB 3.º Prémio Cabaz de produtos de hardware Microsoft: Arch Touch Mouse + Comfort Curve 3000 (teclado) e webcam HD 3000


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f

mygalp fundação

Património fundação Galp Energia

JOÃO HOGAN Porto Covo Óleo sobre tela 150 x 100 cm

Parabéns

à Fundação Galp Energia

Três anos a transformar energia positiva em cidadania positiva A Fundação Galp Energia completa três anos de atividade, e está de parabéns. Ao longo deste período apoiou, entre outros, o Palácio Nacional da Ajuda e a Casa da Música. Na área ambiental, patrocinou as comemorações da Semana da Mobilidade em Lisboa e construiu uma ciclovia também na capital, promovendo a mobilidade sustentável e a qualidade do meio ambiente. Na área social,

ajudou várias instituições, beneficiando mais de 50 mil pessoas. Os números aqui apresentados provam o impacto das suas ações, mas também obrigam a encarar o futuro com redobrada responsabilidade. Fica pois a promessa dos que colaboram na Fundação de continuar a trabalhar para superar estes resultados e para transformar energia positiva em cidadania positiva.

Atividade da Fundação

entre 2009 e 2011

Eventos organizados pela Fundação Galp Energia ou em parceria com outras entidades:

195 (105 diversos, 46 concertos, 44 exposições) Participantes em eventos ou projetos da Fundação:

1 992 442 Participantes em concursos ou passatempos:

8516

Número de pessoas beneficiadas pelos projetos:

JOÃO HOGAN Porto Covo Óleo sobre tela 150 x 100 cm

50 518 Número de IPSS ou entidades beneficiadas diretamente pela FGE:

102


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soliDARiedade

Vamos DAR calor às noites de Lisboa! Nunca é demais demonstrar o espírito solidário dos associados do Clube Galp Energia, composto por colaboradores do universo Galp Energia. A direção do Clube Galp Energia – Núcleo Centro há muito que tinha como objetivo promover iniciativas que se estendessem para além do período em que mais se realizam gestos de solidariedade – o Natal. Assim, logo no início de 2012 deu início a uma nova iniciativa neste âmbito, direcionada para a população sem-abrigo de Lisboa. O projeto arrancou em janeiro passado e consiste em servir jantares a pessoas carenciadas e, especialmente, à população sem-abrigo. Em complemento a esta ação, realizam-se todas as semanas,

da forma mais continuada possível, saídas noturnas nas carrinhas do Clube Galp Energia, para distribuição de uma refeição quente (sopa, pão, fruta, sumo/leite) e de uma palavra amiga. Os voluntários desta iniciativa procuram assim ajudar a aquecer o corpo e o coração dos que se encontram numa condição socialmente mais vulnerável. Neste contexto, e prosseguindo a intenção de “dar calor a Lisboa”, o Clube vem solicitar a todos os seus associados que colaborem com a doação de cobertores, mantas, agasalhos ou outras peças que já não lhes façam falta, na certeza de que serão muito úteis para dar um pouco de conforto a quem vive na rua.

No reutilizar é que está o ganho! Mais um ano letivo vai avançado, e pouco falta para o seu termo. É portanto a altura ideal para falar da II Campanha de Recolha de Manuais Escolares, que irá decorrer até ao início do ano letivo de 2012/2013. Com o fim das aulas, é tempo de arrumar as mochilas e os manuais, uma vez que dentro em breve já se estará a pensar no próximo ano escolar. É pois tempo de o Clube Galp Energia – Núcleo Centro voltar a mobilizar-se para organizar um banco de manuais escolares para o próximo ano. Desde já, apelamos para que todos contribuam, entregando ao Clube os manuais escolares que têm

em casa, logo que estes deixem de ter utilidade para os seus educandos. Quando se aproximar o início do novo ano letivo, todos os associados do Clube Galp Energia poderão consultar online (em www.clubegalpenergia.com) a lista de manuais disponíveis e, desse modo, poupar na conta escolar do próximo ano letivo. Importa assinalar que esta ação tem um propósito pedagógico, visando incutir e fomentar nas nossas crianças e jovens não só um espírito e uma cultura de partilha, mas também o gosto pela preservação e o respeito pelos livros e pela cultura.

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ESPECIAL

ÁfricA Uma aventura no Quénia texto | fotografia António Cruz


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António Cruz Marketing – Canais Interativos 

Nos finais de 2001, fizemos férias no Quénia com um casal amigo. Ficámos alojados num resort junto ao mar, a sul de Mombaça, de onde empreendemos algumas viagens locais, uma das quais um pouco diferente, devido às peripécias que envolveu. Foi um safari de três dias pelos parques situados a sudeste do Quénia. Por volta das cinco da madrugada, arrancámos os quatro com o guia, que nos veio buscar numa carrinha Urvan cujo teto se levantava e nos permitia ir de pé e com a cabeça de fora. As primeiras dezenas de quilómetros foram em estrada de alcatrão, mas pouco depois passámos a viajar em pistas de terra muito enlameadas, devido às recentes chuvas intensas. Até que a carrinha ficou completamente atolada, e já não a conseguimos tirar dali. Então, o nosso guia, vendo que o tempo passava e que não íamos conseguir sair dali, pegou numa barra de ferro que tinha no porta bagagens e disse-nos que ia tentar chegar a pé ao hotel para pedir ajuda. Para nos tranquilizar, informou-nos de que o único perigo de ficarmos na carrinha era poder aparecer uma manada de elefantes ou de búfalos, que, quando em movimento, não se desviam de nada. E lá ficámos os quatro sozinhos, sem comida e com muito pouca água, perdidos no meio da savana. Por volta das quatro da tarde, ouvimos baru-

E lá ficámos os quatro sozinhos, sem comida e com muito pouca água, perdidos no meio da savana... lho de motores. Aproximavam-se duas carrinhas. Pusemo-nos no meio do caminho para as obrigar a parar, o que efetivamente conseguimos, mas com isso também conseguimos que ficassem atoladas. Explicada a situação aos respetivos guias, estes, com a ajuda de catanas, começaram a cortar ramos de acácias para meter debaixo das rodas. Depois de um grande esforço e de muitas manobras, lá conseguimos desatascar uma das carrinhas e rebocar a outra. Deixámos lá a nossa, e seguimos a ritmo lento, sempre a atolar e a repetir os procedimentos anteriores. Chegámos ao hotel já de noite, quando o nosso guia se preparava para nos ir resgatar com um grupo de guardas do parque. Ao outro dia, iniciaríamos o safari nesse parque, para depois seguirmos para o Amboseli National Park. Ainda antes de chegarmos a Amboseli, um rio interrompeu-nos a marcha, impedindonos a passagem. Só o atravessaríamos depois de um pequeno avião da guarda do parque o ter sobrevoado a muito baixa altitude, e de o piloto, abrindo a carlinga, literalmente nos ter gritado que podíamos seguir viagem.

QUÉNIA

Capital

Nairobi

Língua oficial

Inglês

Área Total

569,259 km2

População

38,6 milhões hab

PIB Total

24 641 100 000 €

Fuso horário Moeda

GMT +3:00 Xelim Queniano

SISTEMA POLÍTICO República semipresidencialista Principais exportações café chá especiarias A não perder Forte Jesus de Mombaça Lago Turkana Montes Aberdare Monte Quénia Parque Nacional e Floresta Natural do Monte Quénia


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José Henriques Castro Internacional Oil

Restaurante D. Carlos – Pousada de D. João IV Terreiro do Paço Antigo, Convento das Chagas 7160-251 Vila Viçosa (distrito de Évora) Horário de funcionamento: Das 12h30 às 15h00 e das 19h30 às 22h00, todos os dias da semana. Observações: Dispõe de parque de estacionamento e aceita cartão de crédito. A cerca de duas horas de viagem a partir de Lisboa. Recomenda-se um passeio pela cidade de Évora antes do regresso a casa.

Ide e desfrutai...

D. CARLOS

Na hora de recomendar um restaurante, estamos perante um exercício de prudência, pelo que creio muito conveniente considerar tanto a confeção da comida e a qualidade do serviço, como a decoração e o ambiente, além de algo também muito importante: a localização. Isto para vos sugerir uma viagem de fim de semana até Vila Viçosa, um jantar no restaurante D. Carlos e depois uma dormida na Pousada de D. João IV, situada no edifício do Convento das Chagas. Assim, depois de todas estas considerações, creio poder afirmar que a decoração e o ambiente que o restaurante D. Carlos proporciona resultam da recuperação e da adaptação do edifício do antigo Convento das Chagas de Cristo. O cuidado posto na decoração permite-nos antecipar o que poderemos encontrar no roteiro pelos sabores da cozinha tradicional alentejana. A carta é luxuosa e prenuncia um menu cuidado. A maioria dos ingredientes é da região, e os sabores e textura são cuidadosamente preparados pelas mãos e pelo saber da chefe Eliziaria Lopes. A dificuldade reside na escolha, justamente por serem tantas as iguarias, de entre as quais destaco a sopa de tomate à alentejana com enchidos e ovo escalfado, a cabeça de “xara” com especiarias, os filetes de cação frito em coentrada, as bochechas de porco preto confitadas em vinho tinto e tomilho, e o borrego assado à alentejana. Para a sobremesa a oferta é variada, todavia a carta integra dois doces emblemáticos: o manjar das chagas e as tibornas. O manjar das chagas, que inclui coelho na sua elaboração e a tiborna, recheada com doce de chila e amêndoa, são, segundo me informaram, os doces mais apreciados e conhecidos de Vila Viçosa. Todavia, no buffet de sobremesas poderemos encontrar sericá com ameixas de Elvas, sopa dourada, manjar do príncipe, pudim de água e manjar celeste, entre outros. Para a escolha do vinho, o melhor será passar das palavras aos atos, pois perante a incapacidade de escolher será melhor solicitar ao escanção que nos surpreenda. Depois, creio que o melhor é... ir dormir. O serviço tem uma qualidade elevada e o staff é muito competente.


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Moneyball Jogada de Risco

Samuel Dias DRICE – Relação com Investidores

Inspirado na época de 2002 do clube norte-americano de basebol Oakland Athletics, Moneyball retrata os esforços do diretor-geral do clube, Billie Beanne (Brad Pitt), para renovar o plantel com um orçamento limitado. Não sendo um filme desportivo típico, põe em destaque a gestão inovadora de Billie Beanne e homenageia uma equipa que mudou para sempre o rumo do basebol profissional. Brad Pitt, num dos seus melhores papéis, garante que mesmo os pouco interessados em desporto desfrutarão deste fantástico filme.

Livro David Moreira ARL – Planeamento e Controlo

Outliers – Os melhores, os mais inteligentes, os mais bem-sucedidos Malcolm Gladwell

de Ridley Scott Ritmo, humor, um bom enredo e paixão: todos os ingredientes para nos cativar do primeiro ao último minuto. A Good Year é uma comédia romântica que relata a história de Max Skinner (Russel Crowe), um bancário de sucesso em Londres, especializado em transações de ações e que se rege pela máxima de que ganhar não é tudo: é tudo o que existe. Subitamente, o falecimento do seu tio fá-lo herdar uma propriedade rústica situada em Provence, na França. Max Skinner tem a sua vida em Londres, e portanto pretende vender a casa e o terreno o mais depressa possível. Porém, ao chegar à propriedade, as memórias de infância avivam-se, e a sua maneira de olhar a vida altera-se. O argumento, o local e as músicas inesperadas dão uma vida ao filme que nos cativa até ao fim.

Uma deliciosa e alucinante viagem intelectual pelo mundo dos outliers. Não se trata de mais uma fórmula mágica para atingir o sucesso, mas de um livro que desafia o próprio conceito de sucesso. Sem pôr demasiado a tónica nos bem-sucedidos, Malcolm Gladwell faz a sua abordagem pelo lado da cultura, da família, da geração e das experiências idiossincráticas. Porque são os asiáticos bons a matemática? O que fez dos Beatles a maior banda de rock? Estas são algumas das perguntas cujas respostas tornam este livro um must-have que recomendo vivamente.

MÚSICA Luís Anjos Exploração e Produção

Boxer The National Os The National têm seis excelentes álbuns de estúdio (o último, High Violet, é de 2010), mas este em especial entranha-se – pelo magnetismo que nos compele a repetir, pela atmosfera intimista, pelo ritmo suave entre canções que nos falam ao ouvido. Um rock “de ambientes escuros e fumarentos”, perfeitamente amarrado com uma voz forte e expressiva, e um som muito coerente, a alternar entre o pausado e o explosivo. Os outros discos dos The National são diferentes, de um rock mais anguloso, mais agressivo, mas igualmente brilhantes. A banda já tocou várias vezes em Portugal, e o seu indie rock vem conquistando cada vez mais público. Vale a pena ouvir!


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Três semanas a bordo da plataforma de perfuração flutuante SAIPEM 10000 MIGUEL SINVAL Exploração e Produção

A bordo da plataforma, um complexo de sete andares serve confortavelmente de alojamento a mais de 150 pessoas. Existem geradores que fornecem toda a energia necessária à atividade, uma estação de tratamento de água para consumo dos tripulantes, propulsores que nos posicionam dinamicamente contra ventos e correntes e, no centro da estrutura, a imponente torre de perfuração. O ambiente de trabalho é muito rigoroso, devido ao calor intenso, à elevada humidade e à maquinaria pesada que existe por todo lado. As operações decorrem dia e noite, havendo reuniões regulares com todos os responsáveis das diversas áreas operacionais. A segurança vem sempre primeiro, começando mesmo antes de embarcar no helicóptero, que nos leva numa viagem de 200 quilómetros pelo mar, até ao local onde as atividades de perfuração estão a decorrer. Devido à nossa localização geográfica, são regularmente atualizadas as informações sobre atividades de pirataria na região. Equipas de segurança, treinadas e bem equipadas, escoltam todas as embarcações envolvidas nas operações, zelando pela segurança de todos. O programa de perfuração é seguido escrupulosamente, sendo sempre executados todos os testes e manutenções preventivas em todos os equipamentos que constituem esta cidade flutuante. Com esta experiência, fiquei a conhecer as especificidades, os hábitos de vida e o trabalho a bordo de uma plataforma de perfuração. E foi presenciando cada passo desta atividade que compreendi o engenho e a habilidade daqueles que nos levam a perfurar milhares de metros em busca da energia que move e aquece as nossas vidas.

Leia o texto integral deste testemunho no portal mygalp em Publicações/magazine em português – Desenvolvimento de artigos.


mygalp magazine 15 MAR • ABR 2012

1 visão

MANUEL FERREIRA DE OLIVEIRA

Galp Energia Uma Força em Expansão desde 1846 Um dos nossos grandes desafios é desenvolver o nosso capital humano e estimular a evolução da nossa cultura para pensarmos e atuarmos em todos os domínios da nossa atividade como uma empresa internacional em todas as suas dimensões. 0 2 o que é para mim

2 NOVOS DESAFIOS

a comunicação interna

Século XX prova de automobilismo

editorial RITA MACEDO O mundo da galp energia

Século XXI rali do méxico

3 opinião Adrián Caldart os mercados emergentes

12 inside GALP ENERGIA no mundo

4 destaques

saúde do viajante parceria Galp Energia e optimus

14 entrevista pedro reis AICEP focada nas empresas exportadoras 16 capa PRESENÇA DA GALP ENERGIA no mundo

Lançamento do livro de Voguiana M. Francis

5 galp energia factos mais relevantes FOTOGRAFIA PREMIADA Programa Estrela 2011 Galp energia em londres enacol realiza grande operação

7 responsabilidade social 8 história

antónio martins cereJa duas vezes em moçambique

no reutilizar é que está o ganho!

28 viagem antónio cruz especial áfrica uma aventura no quénia 30 sugestão sabores restaurante D. CArlos CULTURA Filme A good year

galp energia e instituto superior técnico criam campus sustentável

32 raio-x

parceria transdev e galp energia galp soluções de energia

seleção FILME, livro, música

Descobrindo a Galp Energia em África

Miguel sinval três semanas a bordo da plataforma de perfuração flutuante SAIPEM 10000

gás natural – grupo de excelência Ana cristina almeida descobrindo a galp energia em áfrica Desfibrilhação automática

24 responsabilidade corporativa

Demonstração de iniciativa e inovação

externa na Galp Energia unidos pelo planeta

Lisete neves petrogal moçambique uma fonte de inspiração

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10

14

27 clube solidariedade – dar calor às noites de lisboa

19 negócios projetos de e&P no brasil

piloto brisa

Galp voluntária celebra primeiro aniversário

26 fundação património Parabéns à galp energia

28 7

Diretora Rita Macedo Gestão de conteúdos Ana Margarida Pereira Editor de fotografia Manuel Aguiar Fotografias Manuel Aguiar Colaboram nesta revista Ana Antunes, Abílio Madaleno, Adrián Caldart, Alexandra Pinote, Alfredo Figueira, Ana Cerqueira, Ana Cristina Almeida, António Cruz, António Ferreira Pereira, Carmen Patrício, Célia Pereira, Conceição Subtil, Cristina Lagoa, Dario Moreira, Dulce Cid, Eduardo Guedes de Oliveira, Fernando Cavaco, Ferreira Pinto, Filipa Ferreira, Inês Filipe, Inês Santos, Joana Rodrigues, João Albuquerque, João Diogo Alves, João Grilo, José Castro, José Pinho, Lisete Neves, Lúcio Anjos, Luís Anjos, Maria Anunciação, Michelle Silva, Miguel Faria, Nikolaos Brouzos, Patrícia Boavida, Paulo Rua, Pedro Reis, Pedro Sphor, Renato Azevedo, Rita Martins, Rui Baptista, Rui Leite, Samuel Dias, Sofia Carvalho, Sónia Faria, Teresa Pina Também colaboram nesta edição Conceição Candeias e Teresa Resende (edição e revisão), Henrique Cayatte Design, com a colaboração de Manuel Cluny, Mónica Lameiro (design) e Ana Machado (produção), Anyforms (infografia) Tiragem 9000 exemplares Periodicidade Bimestral Depósito legal 286693/08 Galp Energia Rua Tomás da Fonseca, Torre A, 1600-209 Lisboa – Portugal Tel.: (+351) 21 724 25 00 Fax: (+351) 21 724 29 76 e-mail: comunicacao.interna@galpenergia.com

Recentemente, os elementos da Auditoria Interna, a cuja direção pertenço, têm feito alguns trabalhos em África e no Brasil, quer em projetos de análise de risco e controlo interno na área internacional, quer em auditorias às joint ventures que a Galp Energia integra. Numa dessas deslocações, mais concretamente à Gâmbia, país predominantemente muçulmano, fomos encontrar uma ação promocional inédita. Denominava-se “Galp your tank” e obteve grande adesão, uma vez que os clientes se candidatavam ao sorteio de 80 cabras. Já na Guiné, constatámos que as vendas de lubrificantes nas lojas dos postos de abastecimento superavam de forma esmagadora as vendas de lubrificantes em Portugal para os mesmos canais. Contudo, o que mais nos chamou a atenção foi uma situação também ocorrida na Guiné e que, apesar da sua grande simplicidade, denota a capacidade de iniciativa e inovação de um gerente de um posto Galp/Petromar (associada da Galp Energia) em S. Domingos, perto da fronteira com o Senegal. Este colaborador tinha elegido o melhor cliente do mês e afixado à entrada da loja do posto o seu nome e fotografia. O prémio que lhe atribuía consistia numa pequena caixa de ferramentas, tão necessária num país com tantas carências, em especial na zona que se tratava, distante de Bissau. Desta forma, o gerente do posto incentivava o consumo dos clientes no abastecimento de combustível e na aquisição dos produtos da loja, concorrente de outros estabelecimentos no local. Serve o exemplo para mostrar que em qualquer lado é possível encontrar manifestações de iniciativa e ideias inovadoras. E elas serão sempre bem-vindas.

ANA CRISTINA ALMEIDA Auditoria Interna


http://mygalp

15

MAR • ABR 2012

PRESENÇA DA GALP ENERGIA NO MUNDO

Portefólio de E&P Brasil, Venezuela, Uruguai e Timor-Leste relações comerciais em cinco continenteS


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