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Movimentos da Maré: O Museu Re - Existe O Museu de Favela no Forum Nacional Trabalhos Acadêmicos feitos com o MUF Premio Mulheres Guerreiras

As aventuras do Museu de Favela em Soweto Uma experiência Museal inusitada Finalizando o projeto PEDIMUF


Em nossa quarta edição falamos da luta que o Museu da Maré tem enfrentado e da importância de um museu comunitário, da participação do Museu de Favela no Fórum Nacional, dos trabalhos acadêmicos que foram e são realizados com o Museu de Favela, do projeto Mulheres Guerreiras, da contribuição e troca cultural do Museu de Favela em um documentário internacional, da Central de Visitações do MUF e da finalização do projeto PEDIMUF (Plano Estratégico e de Desenvolvimento Institucional do Museu de Favela), o qual foi conquistado em um edital da Secretaria de Cultura e auxiliou o Museu de Favela na estruturação e na organização institucional.

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O-UFRJ

Equipe do MUF Antônia Soares – Diretora Presidente, Curadora de Ações Educativas, Coordenadora da Brinquedoteca e Responsável pela REDEMUF antonia@museudefavela.org

Valquiria Cabral - Gestora do CIVISMUF valquiria@museudefavela.org Fabiana Simão – Auxiliar administrativo fabianasimao@museudefavela.org

Rita Santos – Diretora e Curadora de Memória e Acervo ritasantos@museudefavela.org

Clarisse Rosa - Museóloga clarisse@museudefavela.org

Sidney Tartaruga– Diretor e Curador da Agenda Cultural sidneytartaruga@museudefavela.org

Virgílio Garbayo– Redes e tecnologia virgilio@museudefavela.org João Luis - Zeladoria

Flávio Feitosa – Administração flaviofeitosa@museudefavela.org Mário Chagas - Diretor mariochagas@museudefavela.org

Iasmim - Mediadora Cultural iasmim@museudefavela.org Rafaela Feliciano – Gestora do Núcleo de Comunicação do MUF – MUFALA rafaela@museudefavela.org

O Museu de Favela agradece a todos os colaboradores e parceiros pelo apoio na Revista Digital. Projeto Gráfico LUPA – Laboratório Universitário de Publicidade Aplicada Patrocínio

Realização

Apoio


TE IS EX E R u se u M O é: ar M a d s to Movimen #SOSMUSEUDAMARÉ

N

o ano de 2005, o trabalho de valorização da história da Maré, realizado pela Rede Memória – projeto desenvolvido pelo Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) - obteve reconhecimento nacional ao receber o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A inauguração do Museu ocorreu no dia 08 de maio de 2006, durante o lançamento nacional da 4º Semana de Museus. O evento contou com as presenças do ministro Gilberto

Gil, de representantes do Ministério da Cultura, do Ministério da Educação, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, além de moradores da comunidade da Maré e de representantes de vários museus e pontos de cultura da cidade. Ainda em 2006, o Museu concorreu à seleção da primeira edição do Prêmio Cultura Viva do MinC e foi o 2º colocado na categoria de Tecnologia Sociocultural. Em novembro do mesmo ano, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural e em dezembro foi homenageado pelo Departamento de Museus (DEMU) do IPHAN pela contribuição aos museus e à museologia do Brasil. Essas importantes premiações constituem um indicativo de que o Museu da Maré tem cumprido um papel fundamental como agente de desenvolvimento social por meio do trabalho de preservação e divulgação da cultura, da memória e do patrimônio. Com dedicação o Museu está contribuindo para a ampliação da cidadania e das práticas democráticas na Maré, na cidade e no país, corroborando o que preconiza a Política Nacional de Museus (2003): “Numa sociedade complexa como a brasileira, rica em manifestações


culturais diversificadas, o papel dos museus, no âmbito de políticas públicas de caráter mais amplo, é de fundamental importância para a valorização do patrimônio cultural como dispositivo estratégico de aprimoramento dos processos democráticos”. O Museu que conta com Arquivo, Biblioteca, Reserva Técnica, área de exposição de longa e de curta duração, laboratório de informática, área de administração e outros espaços, ao longo dos seus 08 (oito) anos de existência tem se constituído em fonte de inspiração para diversas outras iniciativas e em exemplo concreto de como é possível acionar a memória e o patrimônio para o desenvolvimento de ações que promovam transformações, empoderamento, coesão e dignidade social. O livro de assinaturas de visitantes e o livro de depoimentos são indicadores dos impactos gerados pelo Museu na vida da comunidade. Projetos e espetáculos de música, dança, teatro, artesanato, capoeira, contação de histórias, além de cursos, oficinas e seminários fazem parte do cotidiano do Museu. Ao longo desse tempo filmes, artigos, monografias, dissertações e teses foram produzidas analisando a trajetória e a vida social do Museu e da Maré; os seus fundadores e coordenadores receberam e atenderam a inúmeros convites visando a realização de palestras, conferências, cursos e oficinas no Brasil e no exterior.


Entre os seus parceiros destacam-se: o Ministério da Cultura, o Instituto Brasileiro de Museus, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Secretária de Estado do Ambiente e a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, a Superintendência de Museus, a Secretaria Municipal de Cultura, o Instituto Pereira Passos, o Conselho Internacional de Museus, o Movimento Internacional para uma Nova Museologia, a Associação Brasileira de Museologia, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), a Petrobras, a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa (ULHT), o Museu do Sexto Distrito da cidade do Cabo (África do Sul), a Reinwardt Academy em Amsterdam (Holanda), a Casa da Ciência (RJ), o Museu da República (RJ), a Linha Amarela Sociedade Anônima e muitos outros. Por tudo isso, o Museu da Maré consolidou-se como uma referência nacional e internacional de grande importância e visibilidade, contribuindo para uma imagem positiva da cultura e da museologia brasileiras e inspirando outros tantos processos no Brasil e no exterior. A experiência do Museu da Maré, assim como do Museu de Favela (MUF), foram decisivas para que a 23ª. Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus fosse realizada no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, em agosto de 2013. O reconhecimento do trabalho realizado pelo Museu da Maré foi fundamental para que o poder público, em diversas instâncias, investisse recursos públicos na manutenção e no desenvolvimento de programas, projetos e ações voltados para a memória e o patrimônio das comunidades populares, das populações tradicionais,


dos povos indígenas e quilombolas e dos movimentos sociais. 0s benefícios produzidos pelo Museu da Maré são extraordinários e não devem, de modo algum, ser descontinuados. Com esse entendimento, compreendemos que a hipótese do Museu ser despejado deve ser completamente afastada e para isso a atuação do Instituto Pereira Passos, da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e do Instituto Brasileiro de Museus são fundamentais. O Museu de Favela (MUF) considera o Museu da Maré como um irmão mais velho e tem por ele carinho e respeito e manifesta aqui a sua solidariedade total. O Museu da Maré é inspirador, é parceiro, é irmão. E por isso o MUF diz com toda clareza: estamos juntos nessa luta e em tantas outras lutas. Apoiamos o movimento Museu da Maré Resiste. O Museu da Maré não pode ser e não será desalojado. O MUF esteve presente no dia 18 de outubro de 2014 no ato Maremoto, na Caminhada Cultural em Defesa do Museu da Maré, ao lado do Museu Sankofa, do Museu do Horto, do Museu Vivo de São Bento, do Museu do Cerro Corá, do Museu Socioambiental de Itaipu, da Rede de Memória e Museologia Social do Rio de Janeiro, da Rede SP de Memória e Museologia Social, além de capoeiras, músicos, poetas, pesquisadores, professores, fotógrafos, cineastas, artistas em geral e muitos moradores da Maré.


Mario Chagas Poeta, museólogo, doutor em Ciências Sociais, professor da UNIRIO, assessor cultural do Museu da República, fundador do Museu da Maré e um dos diretores do MUF.


nal io c a N m u r o F o n la e v M u s e u d e Fa

Nos dias 10 e 11 de setembro de 2014 foi realizada a Sessão Especial do Fórum Nacional no prédio do BNDS que fica situado na Av. Chile, 330 nono andar, Ed. Ventura (Oeste). Os dois temas predominantes do Fórum Nacional (Sessão especial) foram : “ Visões do Desenvolvimento Brasileiro” e o “Futuro das nossas cidades”. No dia 11 de setembro (quinta-feira) a Sessão Programada FAVELA É CIDADE: FAZER ACONTECER teve como objetivo principal dar voz a representantes de 10 comunidade do Rio de Janeiro, que há muito anos lutam por cidadania, dignidade social , melhores condições de vida em suas comunidades, investimento do poder público, oportunidade de emprego, inclusão, de fato, das favelas na cidade.

Desde 2011 o Fórum Nacional vem dando a oportunidade de muitas favelas do Rio apresentarem seus problemas e trazerem suas demandas. Desta vez estiveram presentes as Lideranças Comunitárias de Pavão/Pavãozinho; Cantagalo, Rocinha; Manguinhos ; Complexo do Jacarezinho; Complexo do Alemão; Cidade de Deus; Turano e Salgueiro que fazem parte do Colegiado Favela é Cidade. Cada Favela teve 10 minutos para apresentar seu Projeto de Desenvolvimento Social Comunitário e Econômico idealizados por gente que vive dentro destas localidades e que sabe exatamente do que necessita. Nas falas de cada Liderança predominava o protagonismo e singularidade de cada comunidade,


desejo por autonomia na escolha e gestão de seus Projetos, na eterna busca por financiamento, sabendo que estavam presentes possíveis financiadores ali mesmo no FORUM. Muitos passos foram dados até aqui , já alcançaram o FORUM NACIONAL , só falta investimentos financeiros para potencializar a força que existe dentro destas comunidades e FAZER ACONTECER de fato e de direito. Quem se habilita a investir no social e olhar para as comunidades como um local promissor e também necessita de Avanços e Desenvolvimento como qualquer outro lugar deste país. TEXTO DE RITA SANTOS DIRETORA SOCIAL E GESTORA DA CURADORIA DE MEMÓRIAS DO MUF.


o MUF m o c s o it fe s o ic m ê d a c Trabalhos A o Voluntaria Aline Portilh O Museu de Favela desperta muita atenção nos meios em que circula. Há muita curiosidade despertada pelo trabalho de visitação, que abre as portas de Pavão-Pavãozinho e Cantagalo para pessoas de diversos lugares do mundo. Há também o desejo de conhecer mais de perto e mais a fundo cada passo das experiências promovidas pelo MUF. Seguindo este caminho de despertar para o novo e desejo de conhecer mais, que o contato com o MUF provoca, muitos pesquisadores e estudantes decidem analisa-lo em suas monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Frequentemente, o MUF recebe pessoas interessadas em realizar entrevistas, ter acesso a documentos e projetos a fim de realizar pesquisas, entretanto, não havia existido um esforço de sistematizar os trabalhos já realizados sobre o museu. Hoje, há colaboradores voluntários que estão realizando um levantamento sobre estas pesquisas. Segundo dados preliminares, entre os trabalhos finalizados, há três monografias e cinco dissertações de mestrado. Entre os trabalhos em andamento, há uma monografia, três dissertações de mestrado e duas teses de doutorado.


O MUF recebe sempre de braços abertos esses pesquisadores, concedendo generosamente seu tempo, suas experiências e suas memórias. É muito importante que, ao final da pesquisa, seja enviada uma cópia do trabalho realizado para que o MUF possa, também, aprender sobre si através do olhar dos outros.


s a ir e r r e u G s e r e lh u M Premio A cada ano cresce a expectativa dos moradores para saber quem será a mais nova candidata a premiação MULHERES GUERREIRAS DO MUF. E agora não tem mais volta , a série Mulheres Guerreiras já entrou para o calendário anual de ações do Museu de Favela. A primeira edição aconteceu em 2011 quando foram premiadas 12 Mulheres Guerreiras e de lá para cá o MUF não parou mais. O objetivo do Projeto é identificar nos territórios de Cantagalo, Pavão e Pavãozinho moradoras com uma trajetória de vida marcada pelo sacrifício de criar seus filhos num local tão cheio de complexidade e de como driblavam os obstáculos. Da luta individual e coletiva, das memórias que não podem ser esquecidas, enfim, dar visibilidade a história de pessoas reais, que representam grande parte da nação brasileira. Uma homenagem mais do que justa a estas mulheres

de fibra que se superam a cada dia para dar o melhor de si em prol dos filhos, da família e demonstração de orgulho pelo território onde vivem. Quanta luta! Quando coisa vocês viveram! Quanta história para contar!Quantos exemplos a repassar! Quanta dores vocês tiveram que suportar! Quantas dificuldades tiveram que enfrentar! Quantos sonhos tiveram que abdicar! Quantos planos tiveram que adiar! E não é mole não ! Mas vocês estão aí , cheias de vida e de amor pra dar! Não economizam quando se trata de distribuir solidariedade , compreensão, atenção a quem necessita de vocês! Pessoas como vocês têm sim que se candidatar a premiação, porque vocês se encaixam perfeitamente na categoria de forte, de lutadora, de absoluta, de MULHER GUERREIRA com certeza!


O Museu de Favela vai te homenagear e sua família estará aqui para te abraçar e se orgulhar ainda mais de você!!! TEXTO DE RITA SANTOS DIRETORA SOCIAL E CURADORA DE MEMÓRIAS DO MUSEU DE FAVELA


o w e to S m e la e v a F e d u e s u M o A s a v e n tu ra s d MUF Sidney Tartaruga - Diretor do No mês de junho de 2014 começaram as filmagens do documentário FROM TOWNSHIP TO FAVELA AND BACK . O objetivo do documentário é mostrar o encontro entre dois agentes culturais, o sul africano Philipp e o brasileiro Sidney, que moram em diferentes continentes, mas que tem em comum realidades muito próximas em termos econômicos, culturais, sociais, etc... As filmagens ocorreram nas favelas de Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, que ficam localizadas entre os bairros nobres de Ipanema e Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O Mestre de capoeira Sidney Tartaruga recepcionou o sul Africano Phillip Malepa , rapper, guia turístico e morador da cidade de Soweto que decidiu ficar hospedado na comunidade durante o período de gravações: - “Ele veio conhecer a realidade nua e crua da


favela e nossa grande diversidade cultural e depois eu irei para África do Sul conhecer a realidade de lá ”, explica Sidney. A ONG Museu de Favela participou da produção do documentário em parceria com duas Produtoras: A Produtora Sul Africana OCHRE PROPRIETARY LIMITED e a brasileira MOSQUITO VIDEO E DESIGN LTDA. -“ O convite partiu de Maria Eugênia Leme Joseph, nossa querida Gegê , membro do ICOM/CAMOC e uma grande admiradora do trabalho do Museu de Favela.”, explica Sidney. Todos os participantes, produtores culturais das comunidades de Cantagalo, Pavão e Pavãozinho foram selecionados por Sidney Tartaruga e Rita Santos diretores do Museu de Favela, além dos horários das gravações. Participaram das filmagens os seguintes agentes culturais e lideranças comunitárias: O grafiteiro Carlos Esquivel (ACME), IQ Fenix , a moradora Natalina (Mulher Guerreira do MUF), as Escutadoras de Memória Fabiana, Rita da Silva Marta), Alexandre (apelido Rascunho) da Escola de Surf, Bar do Cafezinho, Pensão da Riva, Família Soul Black (grupo de D’JS), Vitor Mix (montagem), Rock Balboa Luiz Ferreira (o vascaíno do


Pavão), Glória Rosa do Pavão, Unidade de Polícia Pacificadora, Capela Nossa Senhora de Fátima, Itamar Silva ( ativista social do morro Santa Marta), o rapper Weelf da Rocinha), o guia turístico Gabriel Abreu do Pavão, guia turístico e tradutora Isabell Erdmann , Feliciano Pinto (apelido João Pinto ex presidente da Associação de Moradores do Cantagalo na década de 80), Marcos Cunha colaborador atuante da Associação de Moradores do Cantagalo, a mediadora e recepcionista Rita Chagas (mediadora no Circuito Casas Tela) , Rafaela Feliciano gestora do Núcleo de Comunicação do MUF , Valquíria Cabral gestora do CIVISMUF (hospedagem), Antonia Soares (Lajes Ervas Medicinais –Estação 4 do Pavãozinho), Regina Cabral (Teteca) moradora , proprietária e guardiã de uma Casa Tela, Flávio Feitosa administrador do MUF, Luiz Bezerra do Nascimento atual presidente da Associação de Moradores do Cantagalo. Os encontros com Gegê e as produtoras responsáveis pelas gravações aconteceram com pelo dois meses de antecedência dentro e fora da comunidade. Já no mês agosto do mesmo ano foi a vez de Sidney Tartaruga ir conhecer de perto a cidade de Soweto , terra natal de Philipp. O rapper apresentou a Tartaruga o cotidiano do lugar e a cultura africana de que tanto se orgulha , da mesma forma que o capoeirista apresentou a riqueza cultural e o talentos


do morro para ele. Uma troca que tanto para um quanto para o outro foi muito importante para diminuir barreiras e aproximar pessoas. Além de serem protagonistas do documentário, isso fez com que pudessem identificar problemas semelhantes, avanços e conquistas que podem ser replicadas em suas comunidades. Potencializar o olhar e se reconhecer , neste caso, a relação com seus territórios é que fica ainda mais evidente “-Cheguei na Africa do Sul no dia 21 de Agosto, depois de uma escala em Dubai. Na chegada do aeroporto fui recepcionado por Phillip Malepa que me encaminhou de táxi até a ponte Nelson Mandela no centro de Joanesburgo para me fazer as saudações de boas vindas, foi um momento incrível!”, comenta Sidney Para Sidney ir a Soweto e a conhecer história de Nelson Mandela na sua trajetória pelo fim do regime do Apartheid , foi uma experiência única. Em Soweto ele ficou hospedado na Pousada Lebo Back Packers de propriedade do irmão de Phillip. Segundo ele um dos grande grandes momentos da viagem foi ter conhecido durante as filmagens os ativistas, Dona Puleng Area Mokwenr, Dona Antoinette Sithole e Sr. M.Phanfi (todos participantes nas manifestações anti-apartheid).


Os estudantes e dançarinos Sphine Thomas e Bongane Rex de Pantsula (dança ancestral dos sul-africanos). Sidney conheceu também o guia Apartheid Museum Mduduzi Shabalala. O comerciante Oom Bolo e o grupo de Dança Stepping Stones do professor Kojo. Além do Coral Chiawelo Choir, Maroka ( Black Diamond), Julius Schultz Band e Família. O documentário From Township to Favela and Back estreou as 7pm do dia 17 de outubro de 2014 na África do Sul no canal e Kasi+, sem data prevista para lançamento no Brasil. Texto de Sidney Tartaruga do Colegiado de diretores do Museu de Favela


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a d a it s u in l a e s u m ia c Uma experiên

O Museu de Favela recebe visitas de estudantes de diferentes áreas de formação. Já recebemos universitários dos cursos de Museologia, Turismo, Produção Cultural, Pedagogia, Ciências Sociais, Psicologia, Arquitetura, dentre outros. São diversas as motivações: conhecer um pouco sobre o jeito MUF de musealizar, ver as obras de arte do Circuito Casas-Tela, experimentar o cotidiano cultural da favela, aprender como o MUF organiza eventos, apreciar as vistas panorâmicas e muito mais.

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s visi Saiba um pouco sobre a

No dia 17 de setembro, o MUF recebeu alunos de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Rio das Ostras. Os alunos conheceram parte do Circuito Casas-Tela, participaram de uma palestra na Base 1 em Cantagalo e almoçaram na Cooperativa Pão e Vida. As visitas são interessantes para o conhecimento do território museal e o desenvolvimento local.


No dia 17 de outubro, o MUF recebeu um grupo de alunos de Psicologia da Estácio de Recife. De dois em dois anos, este curso realiza uma imersão no Rio de Janeiro onde os alunos têm a oportunidade de conhecer atividades que não ocorrem em Recife. O curso escolheu o Museu de Favela para fazer parte deste momento. Agradecemos a preferência e esperamos que a visita seja tão enriquecedora para os alunos como com certeza será para nós. Entre esses grupos recebemos turistas de todos os lugares interessados em vivenciar nosso modo de trabalho.

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FINAL

F U M I D E P O T E J la) Museu de Fave IZANDO O PRO

nal io c u t ti s In o t n nvolvime e s e D e d o ic g ĂŠ (Plano Estrat

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O Projeto PEDIMUF - Plano de Desenvolvimento Institucional do Museu de Favela foi conquistado no edital da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro com o intuito de organizar e estruturar a instituição. Durante os dois anos de projeto, o Museu de Favela implantou novos procedimentos na administração, restaurou Casas Tela, realizou jornadas estudantis e palestras em outras instituições, estruturou o Núcleo de Comunicação, o Núcleo de Voluntariado e a Central de Visitações.

Equipe envolvida no projeto: Katia Loureiro Rita de Cássia Antonia Soares Sidney Tartaruga Mário Chagas Valquíria Cabral Rita Chagas Déboara Soares

Talita Castro Clarisse Rosa Rafaela Feliciano Iasmim Cristina Virgílio Garbayo Fabiana Simão Flávio Feitosa João Luis


Profile for Museu de Favela

Revista Digital do Museu de Favela - 4ª edição  

Em nossa quarta edição falamos da luta que o Museu da Maré tem enfrentado e da importância de um museu comunitário, da participação do Museu...

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