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Ano 5 nº 50 JUNHO 2011 R$ 8,90

entre as maiores Speranzini Engenharia aparece na 77ª colocação no ranking das grandes construtoras do País. A empresa entregou 43 edifícios, no total de 228 mil m² construídos

O engenheiro Nilton Speranzini credita à profissionalização do setor o sucesso da construção civil em Blumenau e região

TRIBUTOS: Germano Rigotto fala porque o Brasil precisa da Reforma Tributária para crescer


EDITORIAL

A carga tributária Divulgação

Bolo distribuído para a população de Blumenau chamou atenção para a alta carga de impostos no País Nas últimas semanas, entidades de classe de todo o País chamaram a atenção para um assunto que dia a dia assusta a todos nós, pagadores de impostos: a carga tributária brasileira. Aqui em Blumenau, em uma ação conjunta entre diversas associações, entre elas CDL, Acib, Ampe, Sescom, Sindilojas e Intersindidical Patronal, a pesada carga foi assunto de debates e manifestações. Nessa edição da Revista Empresário, mostramos parte dessas mobilizações contra o peso que os impostos representam para todos os cidadãos brasileiros. Ao mesmo tempo em que convivemos com a realidade de termos impos-

tos mais altos do que os praticados em países de primeiro mundo, nos defrontamos com o contraste da falta de acesso a direitos básicos, como saúde e educação. A educação pública no Brasil, muitas vezes, deseduca. Brasileiros aguardam por um leito em hospital público e empresas fecham as portas diariamente por não terem competitividade frente ao desestímulo de taxas e mais taxas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) aponta que, até o dia 29 de maio deste ano, trabalhamos apenas para pagar impostos aos governos federal, estadual e municipal. O cálculo do IBPT leva em conta todos os impostos pagos pelo

contribuinte, não apenas o Imposto de Renda. Ele abarca também o que é pago ao INSS, as contribuições sindicais e os tributos sobre o consumo de bens e os serviços, tais como PIS, Cofins, ICMS e IPI, e sobre propriedade (IPTU e IPVA). Taxas arrecadadas com limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e iluminação pública também são computadas. Enfim, o pagamento de impostos é realidade e necessidade em qualquer país do mundo. O que se espera é que esta carga seja justa, o que pode tornar-se realidade com a reforma tributária tantas vezes adiada pelo governo e pela qual precisamos continuar lutando. Paulo Cesar Lopes Presidente da CDL

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SUMÁRIO

Daniel Zimmermann

Daniel Zimmermann

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GERMANO RIGOTTO FALA SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

SPERANZINI ESTÁ ENTRE AS MAIORES CONSTRUTORAS

Para o ex-governador do RS, a reforma não sai do papel por falta de vontade política dos governos

Empresa blumenauense está em 77º lugar no ranking das 100 maiores construtoras de 2010

18 Projeto busca incrementar comércio da Rua XV 24 As novas regras para os cheques 29 Artigo 30 Falta de efetivo prejudica ações da PM 32 Lançado projeto de uso racional de sacolas plásticas

Daniel Zimmermann

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ENTIDADES ALERTAM POPULAÇÃO SOBRE A CARGA TRIBUTÁRIA

Bolo Tributário e Varal do Imposto fizeram parte da mobilização que ganhou as ruas de Blumenau

34 Acib é notícia 36 CDL é notícia 40 Intersindical é notícia 42 SINDILOJAS é notícia 44 Memória

EDITOR-EXECUTIVO Sidnei dos Santos - 1198 JP (MTb/SC) - sidnei@mundieditora.com.br REPORTAGENS Cleiton Schlindwein, Francielle de Oliveira e Iuri Kindler GERENTE DE ARTE E DESENVOLVIMENTO Rui Rodolfo Stüpp - rui@mundieditora.com.br FOTO DE CAPA Manipulação eletrônica com fotos de Daniel Zimmermann (fundo) e Ivan Schulze/Fole Studio EDITORA-CHEFE Danielle Fuchs - danielle@mundieditora.com.br GERENTE COMERCIAL Eduardo Bellidio - 47 3035.5500 DIRETOR-EXECUTIVO Niclas Mund - niclas@mundieditora.com.br CIRCULAÇÃO circulação@mundieditora.com.br SUGESTÃO DE PAUTA pauta@mundieditora.com.br TIRAGEM 4.000 exemplares TIRAGEM VIRTUAL 50.000

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Conselho Editorial Acib: Ronaldo Baumgarten Junior, Charles Schwanke e Cristiane Soethe Zimmermann CDL: Paulo Cesar Lopes, José Geraldo Pfau, Jorge Luiz Caresia e Ana Paula Ruschel Intersindical: Hans Heinrich Bethe, Leomir Minozzo e Emil Chartouni Neto SINDILOJAS: Marco Aurélio Hirt, Márcio Rodrigues e Juliana Pfau Mundi Editora: Sidnei dos Santos e Danielle Fuchs


Eduardo Sofiati

novos shopping centers alavancam o comércio de blumenau Blumenau Norte Shopping foi inaugurado em 28 de maio. Em novembro, será lançado o Shopping Park Europeu

Rua Almirante Barroso, 712 - Sala 2 Vila Nova - Blumenau/SC CEP. 89.035-401 Telefone: + 55 (47) 3035-5500

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Entrevista

Daniel Zimmermann

“A reforma tributária não avança porque falta vontade política”

Germano

Rigotto O ex-governador do Rio Grande do Sul e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Germano Rigotto, começou a vida pública em 1976, quando foi eleito vereador em Caxias do Sul (RS). Ele também já foi deputado estadual por duas vezes e deputado federal por três vezes. Em três mandatos como deputado federal, foi relator da Lei Rouanet de incentivo à cultura e do Programa de Renda Mínima. Presidiu a Comissão de Reforma Tributária, da Câmara Federal e percorreu os 26 estados promovendo centenas de reuniões sobre o tema. Rigotto também se destaca como palestrante no Brasil e no Exterior, tratando de temas da área econômica e política. Em 2002, Rigotto foi eleito governador do Estado do Rio Grande do Sul e sua administração foi responsável por criar a considerada melhor legislação do Brasil para as micro e pequenas empresas. Também se destacou na área social.

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Revista Empresário: A carga tributária brasileira é pesada demais ou o retorno dos impostos pagos que é inadequado? Germano Rigotto: As duas coisas. A carga tributária no Brasil é de 37% do PIB e isso é muito alto para um país emergente como o nosso. Se compararmos com Chile e Argentina, por exemplo, que estão no mesmo patamar do nosso país, a carga deles é muito menor. No Brasil, o retorno dos impostos não é bem aplicado e a distribuição de renda é péssima. Em países como a Suécia e Dinamarca, a carga tributária é maior, porém o retorno em serviços é bom para a população, com muita qualidade na educação, saúde, segurança e infraestrutura. E a distribuição de renda nestes países é muito boa. No Brasil, podemos falar que temos uma alta carga tributária que não é acompanhada de serviços públicos de qualidade. RE: Com uma carga tributária menor o senhor acredita que haveria menos sonegação? Rigotto: Não tenho a menor dúvida. O problema é que temos um sistema complexo e irracional que facilita a evasão fiscal através da sonegação, da informalidade e da elisão fiscal. Repito que a complexidade facilita a evasão, fazendo com que os que pagam o tributo acabem pagando por aqueles que não pagam. Assim, a carga fica pesada para quem paga. Se tivesse um sistema racional, teríamos uma base tributária mais ampla. O trabalhador de baixa renda, que ganha até dois salários mínimos, consome 52% do que ganha em tributos e não sabe que paga por isso, pois os tributos estão embutidos no pão, no arroz, no feijão, no vestuário, enfim, em tudo que ele consome. É um sistema tributário injusto porque penaliza quem ganha

menos, quem produz e dá emprego, enquanto o capital especulativo é menos tributado do que deveria. RE: A reforma tributária é consenso entre empresários e também parece ser entre os políticos, mas ela não sai do papel. Qual a sua expectativa quanto à proposta que tramita no Congresso? Rigotto: Não saiu do papel e não avançou porque faltou vontade política aos governos. Todos são a favor da reforma tributária, mas cada um tem uma proposta diferente. Acompanhei a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que

Fernando Henrique falava a favor da reforma tributária, enquanto a área econômica a boicotava, com medo de perder receita falava a favor da reforma tributária, enquanto sua área econômica a boicotava, com medo de perder receita. Isso ocorreu durante os oito anos de mandato. Depois veio o governo Lula, que também tinha assumido compromisso com a reforma, mas que não a priorizou como deveria. Infelizmente, no governo Dilma há uma repetição e a reforma está à deriva. Também não estou vendo uma mobilização da sociedade na pressão sobre o governo e sobre o Congresso para mudar esse quadro. Esse evento do Bolo Tributário, em

Blumenau, é uma mobilização que deveria ser copiada em todo o País. RE: Quais os efeitos práticos dessa reforma para as empresas, os governos e para o cidadão? Rigotto: Ampliando a base com a diminuição da evasão fiscal, teremos condições de ver as altas cargas setoriais serem reduzidas. A reforma visa desonerar a produção para dar competitividade para nossa economia e, ao lado disso, diminuir a carga sobre os produtos essenciais, buscando mais justiça fiscal. RE: Especificamente para os municípios, o que deve mudar? Rigotto: Teria que se rediscutir o Pacto Federativo. Hoje não temos uma definição clara das atribuições, competências de União, estados e municípios e também do que vai financiar essas atribuições. Atualmente, os recursos públicos estão muito concentrados nos cofres da União (65%). Por falta de definição das competências, os três entes federativos batem cabeça gerando serviços públicos de má qualidade. A centralização faz com que aconteça o passeio dos recursos, gerando corrupção, fisiologismo e clientelismo. Ao lado da reforma tributária, teríamos que ter um novo Pacto Federativo que descentralizasse esses recursos, fortalecendo municípios e estados. RE: A discussão sobre a reforma deve ser política ou técnica? Rigotto: As duas devem andar juntas por envolver União, estados, municípios e a sociedade. O sistema tributário no Brasil é diferente do que acontece no mundo e, sendo assim, precisamos, tecnicamente, ver o que precisa ser alterado no nosso. Mas, para que isto ocorra, temos que ter forte articulação política, comandada pelo governo federal. 11


Entrevista

RE: Para quando podemos contar com uma reforma tributária ampla e eficaz? Rigotto: Não estou vendo luz no fim do túnel e, mais uma vez, por falta de decisão política. É bom que se lembre que um novo sistema tributário para ser implantado necessitará de uma longa transição, por isso, a demora na votação vai criando prejuízos incalculáveis para o País. RE: O senhor conhece o Movimento Brasil Eficiente, que defende a reforma, a diminuição do custo-Brasil e a simplificação da tributação? Como o senhor avalia esse movimento? Rigotto: Conheço muito bem e tenho procurado apoiar em tudo o que posso. O Movimento Brasil Eficiente, muito bem coordenado pelo Carlos Schneider, está fazendo um ótimo trabalho de conscientização sobre as reformas estruturais que o Brasil necessita. A reforma tributária é apenas uma parte delas e o Brasil Eficiente tem uma proposta clara do que deve mudar no sistema tributário nacional. Mas, vai muito além,

porque procura mostrar que para crescermos de uma forma sustentável, no mínimo 5% do PIB ao ano, temos que enfrentar gargalos na infraestrutura, no aperfeiçoamento da legislação trabalhista, na formação profissional e, principalmente, nos investimentos em educação. Busca também mostrar caminhos para melhorias da gestão pública. O Movimento Brasil Eficiente representa uma das ações mais significativas e representativas dos últimos anos, que tem a ver com um futuro melhor para o nosso País.

RE: A guerra fiscal entre os estados prejudica o País? O que fazer para impedir essa disputa entre unidades da Federação? Rigotto: Sim, a guerra fiscal entre os estados está prejudicando o País. A única forma de colocar limites na guerra fiscal é mudando as regras do ICMS, que hoje tem 27 legislações diferentes com cobrança na origem e alíquotas internas e interestaduais diferentes. A mudança tem que passar por uma legislação única para o ICMS, uniformidade de alíquotas e alteração da origem para o destino. Tudo isso com transição do sistema atual do imposto para o novo a ser criado.

RE: De que outra forma a sociedade pode se mobilizar na defesa de uma tributação mais justa? Rigotto: Utilizando os meios de comunicação para mostrar, denunciar os males do atual sistema tributário. Precisamos que associações, sindicatos e entidades de empregadores, de trabalhadores e de representantes da sociedade civil façam a sua parte. Aumentar a mobilização, a conscientização e a pressão é o caminho para um futuro melhor para todo o País. Daniel Zimmermann

A única forma de colocar limites na guerra fiscal é mudando as regras do ICMS, que hoje tem 27 legislações diferentes

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RE: Nos últimos meses, muito se falou no retorno da inflação. O senhor acredita nessa hipótese ou a economia do País está suficientemente sólida para impedir que o pesadelo ressurja? Rigotto: Temos indicadores macroeconômicos bons e fundamentos sólidos. O Brasil saiu da crise de 2008 mais forte do que entrou. O nosso País tem, hoje, US$ 330 bilhões de reserva, o que nunca teve em toda sua história. O nosso sistema financeiro é regulado e capitalizado, diferentemente do americano e do europeu. O Brasil também é grande produtor de alimentos, tem autossuficiência na produção de petróleo e fontes de energia diversificadas. A este quadro, somam-se a realização da Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, e os grandes investimentos para exploração do petróleo da camada Pré-sal. Claro que, hoje, a inflação assusta. O governo federal vai ter que continuar tomando medidas que façam com que ela volte para o centro da meta estabelecida pelo Banco Central. O remédio para o combate a inflação não pode se concentrar no aumento das taxas de juros pelo mal que isto traz para a sociedade. Se o quadro econômico é bom, juro alto, real muito valorizado e carga tributária elevada não ajudam para a competitividade das nossas empresas.


sucesso em metros quadrados

De uma família de agricultores, Nilton Speranzini descobriu o gosto pela engenharia civil quando teve a oportunidade de frequentar a Escola Técnica Tupi. Logo após a graduação, em 1981, pela Universidade Regional de Blumenau (Furb), passou a investir na área da construção civil. O esposo de Danusa e pai de Belisa e Brenno participou de vários projetos desde que obteve a formação. Nilton atuou como colaborador

de algumas empresas e de outras teve participação societária. Mas, foi em 1994, que o engenheiro passou a empreender forte no mercado de Blumenau, lançando a Speranzini Engenharia, que é destaque e busca alçar projetos maiores em Santa Catarina. Entre os 64 lançamentos realizados, 43 edifícios já foram entregues, totalizando 1.467 apartamentos prontos. São mais de 228 mil metros quadrados finalizados e outros 117.102,11 metros quadrados em construção.

Todas essas execuções garantiram à Speranzini o 77º lugar no ranking das 100 maiores construtoras do Brasil, na 7ª Edição do ITCnet, em 2010, com a premiação realizada no final de março de 2011. Nilton credita o prêmio ao trabalho que vem sendo executado pela empresa como um todo. “Esse reconhecimento foi obtido por mantermos, na época, 30 obras em execução, simultaneamente. Mais de 174 mil metros quadrados estavam sendo construídos ao mesmo tempo”.

Os avanços A Speranzini Engenharia possui condomínios em todas as regiões de Blumenau e, atualmente, aguarda a aprovação, pelos órgãos competentes, de outros novos 700 apartamentos para serem lançados. Os empreendimentos que a construtora projeta são voltados aos mais diferentes públicos, com atendimento aos clientes que procuram imóveis econômicos e também para os interessados por projetos de alto padrão. Os atuais lançamentos da Speranzini são projetados com um ou até quatro dormitórios. “Contemplamos todas as localidades de Blumenau com nossas obras e estamos dando importância também ao crescimento da Zona Norte, onde, nos três últimos anos, desenvolvemos projetos para a região da Velha e Itoupavas”, destaca o empresário.

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Daniel Zimmermann

REPORTAGEM DE CAPA


O momento da construção civil Do ponto de vista do engenheiro, a construção civil passa por um novo momento, com espectos positivos e negativos. O ponto positivo tem relação com a profissionalização da área. Speranzini percebe que as construtoras mais atuantes no mercado local são comandadas por profissionais da engenharia, o que garante a qualidade e conclusão dos empreendimentos. “Quando a área ficou em evidência, era muito comum surgirem construtoras pouco confiáveis, que tinham como proprietários pessoas que visavam apenas a própria lucratividade. Hoje, a realidade é construída por pessoas capacitadas”, analisa o engenheiro civil e empresário, que também atua no ensino superior. O ponto negativo apontado por Speranzini é a escassez de mão de obra qualificada. Há vagas para profissionais mais qualificados nos canteiros de obras, mas as empresas não conseguem prenchê-las. Na Speranzini, 14 profissionais, entre engenheiros e arquitetos, seguem carreira na empresa a partir do programa de treinee, que busca egressos dos cursos universitários. A mesma evolução ocorre com os demais cargos. Os oito mestres de obra da construtora, por exemplo, passaram por uma evolução desde que entraram para o quadro de colaboradores da empresa. A maioria dos colaboradores da Speranzini Engenharia tem entre 13 e 15 anos de casa. Benefício para a construtora e empregados, numa relação mútua de confiança profissional.

Nilton Speranzini comemora a profissionalização e lamenta a falta de mão de obra

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REPORTAGEM DE CAPA

Como profissional e professor da área, Nilton Speranzini defende a atenção para a sustentabilidade. Por isso, a Speranzini Engenharia atua com racionalização de recursos: tudo é avaliado para conter os desperdícios e danos ao meio ambiente. A partir do 20º edifício, entregue em 2003 pela construtora, o controle de consumo de água passou a ser individual. Atualmente, todos os projetos são criados e executados para captar e utilizar a águas da chuva. O mesmo cuidado ocorre no início das obras, com a manutenção das madeiras utilizadas para a construção. Todas são beneficiadas para que tenham um tempo de utilidade maior, evitando gastos abusivos de recursos naturais. As madeiras adquiridas pela empresa são todas certificadas, procedentes de reflorestamentos. Com 30 anos de carreira, Speranzini percebe que as mudanças significativas também ocorreram no controle mais efetivo de custos. Todas as medidas sustentáveis fazem parte dos objetivos da empresa. “A margem de lucro atual é menor nesse ramo, comparado há tempos atrás. Por isso, todo o cuidado com a natureza, profissionalização de colaboradores e racionalização de custos também auxilia no ganho final da empresa”, afirma. Um exemplo é a segurança no trabalho. O engenheiro expõe que é muito mais caro arcar com um acidente de trabalho do que manter um técnico da área durante um ano inteiro. A Speranzini mantém ações constantes que visam a práticas de segurança dos colaboradores. da empresa.

Daniel Zimmermann

Desafios da área

Segurança e racionalização de gastos nos canteiros de obras são preocupações constantes da Speranzini

Volume de negócios O prazo de entrega de uma obra da Speranzini Engenharia é, em média, de 30 meses e a grande maioria dos negócios atuais é concretizada com projetos na planta. Uma preferência do consumidor, já que as formas de financiamento para a modalidade são mais acessíveis. Isso torna as construtoras economicamente mais fortes. 16

Mas, o empresário alerta para reflexos da inflação que inibem acesso ao crédito. Os meses de março e abril tiveram apenas de 37% a 40% do volume de vendas para a época, comparando com os anos anteriores. O que irá refletir no cenário de construção nos próximos dois anos, já que a construção civil trabalha com

a execução de projetos negociados nos anos passados. Primeiro empreendimento da empresa, o Residencial Paladium foi o pontapé inicial para o sucesso da Speranzini no mercado da construção. Ele acredita no investimento integral em cada obra como um dos principais fatores para o resultado positivo da empresa.


Varejo

Shopping a céu aberto Arquivo Mundi Editora

Com a inauguração de mais dois shoppings em Blumenau este ano, os lojistas da Rua XV de Novembro enfrentarão o aumento da concorrência. Além disso, o projeto Blumenau 2050 pretende transferir o foco da cidade para a Região Norte, fazendo com que a Rua XV deixe de ser a principal via comercial do Município. Assim, para manter o movimento e a importância do local histórico, o Sebrae, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio) e com apoio do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e Prefeitura de Blumenau, vai implantar o projeto ‘Revitalização de Espaços Comerciais’. A ideia é tornar a Rua XV de Novembro um ‘shopping a 18

céu aberto’ e transformar o lugar em sinônimo de qualidade de produtos, atendimento e serviços. As metas são aumentar o faturamento em 10% entre 2011 e 2012, elevar o fluxo de pessoas em 20% nos próximos três anos e melhorar a competitividade. Direcionado a lojas dos mais variados segmentos do comércio varejista e prestadores de serviços, o projeto consiste na revitalização do ambiente externo, melhoria da loja, na identidade visual, consultorias e cursos. O projeto prevê ações de associativismo e cooperativismo, visando à obtenção de resultados significativos para o grupo. Também serão realizadas promoções do espaço comercial, com ações de marketing place e promocionais em datas comemorativas, escolhidas pelos empresários participantes. A adesão é voluntária. De acordo com o presidente da CDL, Paulo Cesar Lopes, a intenção

é fortalecer ainda mais a Rua XV de Novembro. “Queremos que este local seja uma referência em qualidade de lojas e serviços. Além de criar o shopping a céu aberto, queremos aumentar a união entre os lojistas, criando um núcleo da Rua XV. Acreditamos no benefício que esta ação pode trazer para toda a comunidade, tanto para lojistas, como para a população e visitantes”, destaca. Segundo o coordenador regional do Sebrae/SC, Antônio Hélio Oliveira de Souza, a entidade também pretende buscar parceria com o Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (Sihorbs) para ter a adesão de lanchonetes e restaurantes que atuam na Rua XV. Estão previstas, ainda, a realização de cursos e a prestação de consultoria. O projeto será aplicado em cinco cidades catarinenses, totalizando cinco intervenções com um número estimado de 50 empresas participan-


tes em cada uma delas em média, totalizando uma estimativa de 250 estabelecimentos abrangidos. O projeto, que estimula o desenvolvimento de espaços comerciais, está disponibilizado pelo Sebrae nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Em Santa Catarina, além de Blumenau, a iniciativa deve ser implantada nas cidades de Itajaí, Joinville, Lages e Florianópolis. A ideia é identificar quais são os gargalos das empresas, pois, só assim, o Sebrae apresentará soluções aos lojistas. De acordo com a proposta, do total de R$ 480 mil de investimento, o Sebrae irá pagar 50%, a CDL 25% e os outros 25% ficarão por conta dos lojistas, que poderão quitar em parcelas sem juros. A proposta ainda prevê a inclusão de workshops, cursos e visitas durante o processo. As mudanças físicas seriam outra fase do projeto e dependeriam de cada empresa. Segundo o cronograma estabelecido, o prazo para adesão voluntária já está em andamento. No dia 10 de maio houve uma palestra de apresentação do projeto. Cerca de 50 comerciantes já aderiram à proposta do Sebrae e da CDL. A organização está intensificando a busca para aumentar o número de parceiros e fazer o levantamento individual de cada empresa com os consultores do Sebrae. Mais informações sobre o projeto na coordenadoria do Sebrae pelo telefone (47) 3222-2655.

Objetivos do projeto Organizar e desenvolver projetos de revitalização em conjunto com parceiros locais, estaduais e nacionais; Organizar o capital social local para buscar soluções para o desenvolvimento sustentável do território determinado; Promover o associativismo e o cooperativismo local; Agregar serviços complementares ao fornecimento de bens; Difundir a utilização de ferramentas e soluções no setor de comércio, diagnósticos, gestão de loja, vitrinismo, automação comercial, entre outros; Ampliar a competitividade das empresas participantes e do setor como um todo; Reforçar a imagem do Sebrae como entidade que contribui para o aumento da competitividade dos pequenos negócios do setor comercial e de serviços.


Varejo

Fases de execução 1ª fase: Formalização da governança local Criar o comitê gestor do espaço comercial: Sebrae + parceiros locais + líderes empresariais 2ª fase: Estudos e diagnósticos Executar a pesquisa do perfil do consumidor, contar a quantidade de pessoas que circulam no espaço comercial e realizar o diagnóstico operacional de loja em todas as empresas participantes. 3ª fase: Execução do projeto Elaborar o planejamento estratégico do espaço comercial, pactuar com o público-alvo e executar as ações previstas: campanhas publicitárias (sem veiculação), missões técnicas orientadas, treinamentos, consultorias, entre outros.

o que melhorar 1

Ampliar as vagas de estacionamento (32,67%)

2

Diminuir os preços (18,70%)

3

Melhorar o trânsito (4,74%)

4

Mais segurança (4,24%)

5

Ampliar horário de funcionamento (4,24)

6

Mais qualidade do atendimento (3,74%)

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Opções de lazer (2,99%)

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Melhorar infraestrutura (2,49%)

9

Banheiros públicos (2,24%)

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Fechamento da Rua XV e fazer calçadão (2,00%) Arquivo Mundi Editora

Consumo aliado ao lazer Segundo o coordenador regional do Sebrae/SC, Antônio Hélio Oliveira de Souza, o comércio de rua vem passando por um processo de mudança e de sustentabilidade, confrontando a infraestrutura atual com novo conceito de consumo, em que o cliente busca satisfazer as necessidades em ambientes mais seguros e confortáveis, aliando as atividades de consumo ao entretenimento. O local delimitado do projeto deverá demonstrar mudança no campo visual, tornando-o mais agradável e atrativo. O projeto tem como objetivo desenvolver ações em duas etapas: Estruturante: prédios, fachadas, 20

vias públicas, equipamentos, iluminação e ornamentação, políticas públicas, legislações, crédito, entre outros. Empresarial: visão de negócio, gestão, aspectos visuais de lojas, qualificação, entre outros, por meio de iniciativas que integrem os setores público e privado para planejar e executar soluções sustentáveis a serem aplicadas em um território determinado, criando um espaço, não apenas de negócios, mas de lazer e convivência. A implantação do ‘shopping a céu aberto’ é também uma resposta ao aumento da concorrência em 2011. O projeto de revitalização com a

união dos lojistas da Rua XV é uma tentativa de manter movimento no comércio da via central da cidade, mesmo com a inauguração do Blumenau Norte Shopping, no dia 28 de maio, e o Shopping Park Europeu, que será lançado em novembro. Diante do novo cenário no varejo blumenauense, a intenção da CDL é fortalecer a Rua XV com o projeto. A proposta partiu de uma pesquisa realizada em dezembro de 2010 (veja quadro nesta página), com mais de 400 pessoas que passavam pela via, para identificar os hábitos de consumo e conhecer as opiniões sobre o comércio local.


Shopping Centers Eduardo Sofiati

mais diversidade para

os consumidores

Depois de quase 18 anos como único shopping center de Blumenau, o Neumarkt passa a dividir a atenção dos consumidores com mais dois empreendimentos na cidade. O Park Europeu, na Via Expressa Paul Fritz Kuenhrich, será lançado em novembro, e o Blumenau Norte Shopping, construído às margens da BR-470, no Bairro Salto do Norte, inaugurado no dia 28 de maio. O Grupo Almeida Júnior abriu as portas do Blumenau Norte Shopping um mês depois da data prevista inicialmente. A decisão foi tomada para permitir a instalação adequada dos comerciantes e oferecer uma gama completa de produtos e serviços aos clientes a partir do primeiro atendimento. “Concluir uma obra do porte e da complexidade do Blumenau Norte Shopping em 12 meses foi 22

um grande desafio e demonstração de comprometimento da empresa para com a cidade e toda a região”, ressalta o superintendente do shopping, Marcos Erichsen. Com investimento de R$ 130 milhões, o empreendimento tem área construída de mais de 68 mil metros quadrados, sendo 32 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). São 230 operações, sendo 12 lojas âncoras e semi-âncoras, praça de alimentação com 23 operações, como a churrascaria Mustang Grill, cervejaria Eisenbahn, McDonald´s, Burger King, Bob´s e mais quatro cafés gourmets. “Temos marcas como BIG e Kalunga, que certificam o diferencial do empreendimento e ampliam a opção de compras na região, já que muitas lojas estão chegando agora à região”. O shopping tem sete salas de cinema multiplex stadium – duas com tecnologia 3D – administradas pela

rede Cinépolis, a quarta maior do segmento no mundo. O estacionamento tem 2,2 mil vagas, sendo 700 cobertas. As âncoras são Centauro, Renner, Marisa, Havan, Americanas, Kalunga (maior varejista de material de escritório do País), Magic Games, Cinépolis e BIG, além de megalojas, como Casas Bahia, Magazine Luiza, Polishop, Paquetá Esportes, Hering e Studio Z. O empreendimento gera 2,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. Com localização estratégica, o shopping é considerado um power center regional, pois atrai moradores de municípios vizinhos acesso fácil. “O empreendimento atende 1 milhão de habitantes da região, incluindo cidades como Gaspar, Ilhota, Indaial, Pomerode, Taió, Timbó, Rio do Sul e até Jaraguá do Sul, Massaranduba e Guaramirim, além dos bairros da região Norte de Blumenau, melhorando a qualidade de vida de toda região”, diz Erichsen.


Atração por Blumenau Com investimento de R$ 160 milhões e previsão de lançamento para novembro, o Shopping Park Europeu vai gerar 3 mil empregos diretos. O empreendimento, uma associação entre Shopinvest, Grupo João Fortes Engenharia, do Rio de Janeiro, e do grupo catarinense Ghislandi, dono da marca Bistek, terá 84 mil metros quadrados construídos, com 33 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) e estacionamento com 1,7 mil vagas. O presidente do Grupo João Fortes, Francisco de Almeida e Silva, ressalta a satisfação dos empreendedores com os blumenauenses e destaca o Park Europeu como o primeiro lançamento da empresa após a associação com a Shopinvest. “Esta parceria ganhou ainda mais valor em Santa Catarina com a associação ao Grupo Ghislandi”, ressalta. De acordo com o gerente de negócios do Grupo João Fortes, Leonardo Neves, Blumenau foi escolhida para a instalação do shopping por combinar renda per capita alta, população relevante na área de influência e grande demanda desatendida, além de ser uma cidade com grande potencial de crescimento. A novidade apresentada pelo diretor do Grupo Ghislandi, Valter Ghislan-

di, é a implantação do hipermercado Bistek no shopping. “Será a maior e a mais moderna loja de supermercado de Santa Catarina, num espaço de 7 mil metros quadrados, com corredores amplos, equipamentos inovadores e arquitetura diferenciada, planejada especialmente para shopping center”, destaca. Além do hipermercado, o empreendimento terá cinco salas de cinema, do Grupo Arco-Íris, e duas lojas de departamentos. Outros contratos nacionais e regionais já estão em negociação, assim como operadores para algumas das 186 lojas satélites projetadas. Estão previstos dois restaurantes com varandas panorâmicas, 17 pontos de alimentação, área de lazer, jogos eletrônicos e uma alameda de serviços. O novo empreendimento também terá como âncoras Cassol Center Lar, Havan, Colombo Premium, operações Magic Games, Arcoplex Cinemas Stadium, Gabriela Calçados, Studio Z, Richards, Siberian, Ri Happy, Bergerson Joalheiros, Big Ben, Sapore Speciale, Teka Premium, M.Officer, Subway, entre outras. De acordo com o diretor da Shopinvest, George Belham, o Shopping Park Europeu se diferenciará pelo conceito arquitetônico inovador, que

Fotos Divulgação

Valorização da arquitetura e do paisagismo aparecem como diferencial do Park Europeu

concilia recursos contemporâneos para projetos deste segmento a uma proposta de valorização ambiental. Conceito que se traduz em conforto e bem-estar a clientes, lojistas e colaboradores através de opções como corredores largos e desocupados, paisagismo exuberante, valorização da luz natural, integração de lazer e diversão e a presença de áreas verdes e passeios externos. A obra utiliza tecnologias modernas e materiais sustentáveis, além de priorizar a contratação de pessoas da região. “A racionalização de recursos e a automatização visam à otimização de custos de condomínio e maior segurança dos usuários”, finaliza.

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cheques

Concessão e uso ficam mais rigorosos Mudanças apresentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e Banco Central (Bacen) devem proporcionar maior segurança nas transações com cheques. Atualmente, elas representam 15% dos pagamentos realizados no Brasil. Até novembro de 2011, as instituições bancárias precisarão se adaptar às novas regras. Uma delas é a impressão da data de emissão de cada folha de cheque disponibilizada ao correntista. Isso inibirá clientes de portar talões em demasia para utilização de forma irregular. Será necessário informar claramente ao cliente bancário e os critérios utilizados para concessão de cheques. Aos bancos caberá obrigatoria-

mente a disponibilização de informações relativas aos cheques, proporcionando o aumento de segurança do comércio na hora de receber. Isto incluirá, no ato da análise, saber se o cheque está bloqueado por falta de confirmação de recebimento pelo correntista ou se o documento pode estar vinculado a uma conta encerrada, entre outros motivos. Haverá mudanças também para os clientes com as novas regras. Em caso de cheque devolvido, poderá ser solicitado o nome completo, endereço e agência bancária da pessoa ou empresa que executou o pagamento, localizando com maior facilidade o beneficiário do título para regularizar o débito. Nos casos de inclusão ou exclusão indevida no Cadastro de Emi-

Contratos bancários Todos os contratos vigentes das instituições bancárias deverão ser reavaliados segundo a Circular do Banco Central. A medida prevê incluir nestes contratos quais restrições cadastrais e condições específicas que darão direito ou não ao uso de cheques por parte dos correntistas. Os critérios utilizados pelas instituições para o fornecimento de talões terão como base o histórico de ocorrências com cheques, existência de saldo, estoque de folhas em poder do cliente, registro de cheques sem fundo, regularidade de dados e documentos de identificação do correntista. No caso de sustação de cheques, os bancos devem exigir Boletim de Ocorrência até mesmo para folhas em branco, seja por perda, furto, roubo ou extravio. Essa medida deve ser executada pelo correntista em até dois dias úteis, como forma de evitar cancelamentos indevidos e o uso de cheques roubados. Porém, isso não revoga o direito de sustação de cheques por desacordos comerciais, estabelecida nos artigos 35 e 36 da Lei 7.357/85. 24

Divulgação

tentes de Cheque sem Fundo não será permitida a cobrança ou tarifas do correntista. O mesmo ocorre com o serviço de informações sobre cheques que deve ser disponibilizado ao comércio, que passa a ser de responsabilidade dos bancos.

Compensação Outra mudança é na compensação digital de cheques, em vigor desde 20 de maio. O novo formato pretende reduzir para dois dias o tempo de liberação de pagamentos de um cheque até R$ 299,00. Para cheques com valores de R$ 300,00, a meta é de um dia. Com a compensação física, pode levar até 20 dias. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a compensação digital substituirá totalmente o procedimento físico. A obrigatoriedade exigida é de que as instituições bancárias enviem apenas a imagem digitalizada dos cheques recebidos para o Banco do Brasil, que é a entidade responsável pelo processo de compensação de valores. Desta forma, fica extinto o transporte de cheques entre bancos, como antes, em que o banco recebedor enviava o cheque para a câmara de compensação do Banco do Brasil que realizava o encaminhamento às instituições financeiras de origem, responsáveis por averiguar todas as informações pertinentes para garantir a segurança da transação. A compensação digital irá acabar com mil rotas terrestres e o uso de 50 aeronaves para o processo de transporte físico de cheques. Uma economia de R$ 100 milhões por ano para cofres públicos.


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Carga tributária

Bolo doce, gosto amargo Fotos Daniel Zimmermann

Os eventos realizados pelas entidades empresariais blumenauenses, com o objetivo de alertar sobre os altos tributos do Brasil, já fazem parte do calendário anual da cidade. Mais uma vez, o Bolo Tributário, distribuído no Dia de Respeito ao Contribuinte, 25 de maio, em frente à escadaria da Catedral São Paulo Apóstolo, foi organizado como forma de conscientizar a população sobre a quantidade de impostos paga no País. Foram preparados cerca de 400 quilos de bolo para a ocasião. Como 26

praxe, o bolo foi confeitado com as siglas de 85 dos mais diversos tipos de recolhimentos exigidos por lei. Cerca 3 mil fatias foram distribuídas para os cidadãos, entre meio-dia e 13h30min. “Nós, empresários blumenauenses, temos que fazer nossa parte quando o assunto é carga tributária. Destacar o papel dos tributos na vida dos indivíduos e das empresas é fator importante para que todos entendam os reflexos dentro dos setores econômicos e sociais do País”, disse a presidente do Sescon Blumenau, Daniela Zimmermann Schmitt. Segundo Daniela, o descaso com

que é tratada a arrecadação dos tributos em relação à retribuição para a população interfere diretamente nos serviços básicos de saúde, educação e segurança. Antes do bolo, no dia 14 de maio, uma equipe formada por integrantes das entidades distribuiu, durante o Super Sábado, na Rua XV de Novembro, materiais informativos sobre a carga tributária. A Acib Jovem confeccionou e estendeu, também nas escadarias da Catedral, o Varal Tributário com informações relevantes sobre o que se paga de impostos em produtos e objetos utilizados no cotidiano.


Painel de debates Em 24 de maio, a Câmara de Vereadores de Blumenau foi palco para um painel de debates sobre a Reforma Tributária. Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, foi o palestrante convidado. O especialista em tributação defendeu a necessidade de uma ampla reforma tributária. Além da redução de tributos, o tributarista também pregou maior eficiência do governo na aplicação dos recursos. O painel teve ainda a participação de Valdir Pietrobon, presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Glauco José Corte, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e Carlos Rodolfo Schneider, coordenador do Movimento Brasil Eficiente. O Movimento Brasil Eficiente realizou um abaixo-assinado por menos impostos e mais eficiência no Brasil. Algumas empresas também aderiram à campanha por menos carga tributária, como é o caso da Celso Joalheria e Ótica e o Posto RG, que ofertaram aos clientes produtos sem impostos. No total, foram 4,2 mil litros de combustível e diversos óculos de grau e de sol comercializados com um valor abaixo do comum, sem a porcentagem destinada aos tributos. As ações foram coordenadas pelo Sescon Blumenau com participação da Acib, CDL, Sindilojas, Intersindical Patronal, Ampe, Setcesc, Acib Jovem, Sintex, Sinduscon, Secovi, Sindicato dos Hotéis, Sinpeb, Simmmeb, Sindasseb, Singavale, Sindicato das Serrarias, Siapb e Sindigraf. Com apoio da Fiesc, Fetrancesc, Fecomércio, FCDL e Fenacon.

Nós, empresários blumenauenses, temos que fazer nossa parte quando o assunto é carga tributária Daniela Zimmermann Schmitt, presidente do Sescon 27


Carga tributária

Empresariado canta o Hino Nacional antes do debate

Eduardo Sofiati

Liderança indesejada Segundo ranking do Banco Mundial, no Brasil os contribuintes precisam trabalhar mais horas para pagar os tributos ao governo. Veja a lista de onde é preciso trabalhar mais ou menos para pagar impostos: Menos horas de trabalho 1º) Maldivas: 0 hora 2º) Emirados Árabes Unidos: 12 horas 3º) Bahrein: 36 horas 4º) Qatar: 36 horas 5º) Bahamas: 58 horas 6º) Luxemburgo: 59 horas 7º) Omã: 62 horas 8º) Suíça: 63 horas 9º) Irlanda: 76 horas 10º) Seicheles: 76 horas

Mais horas trabalhadas 1º) Brasil: 2.600 horas 2º) Bolívia: 1.080 horas 3º) Vietnã: 941 horas 4º) Nigéria: 938 horas 5º) Venezuela: 864 horas 6º) Bielorrússia: 798 horas 7º) Chade: 732 horas 8º) Mauritânia: 696 horas 9º) Senegal: 666 horas 10º) Ucrânia: 657 horas

Fonte: Doing Business 2011/Banco Mundial

Daniel Zimmermann

Cerca de 3 mil fatias de bolo foram distribuídas 28

Eduardo Sofiati

Carlos Schneider, do Brasil Eficiente, falou ao empresariado


artigo

PPRA - PCMSO

AÇÃO REGRESSIVA – INSS

A apresentação destes programas é exigida quando da ação fiscalizatória do Ministério do Trabalho e Emprego e em demandas judiciais onde se discuta a ocorrência de acidentes de trabalho, doenças profissionais (surgimento e/ou agravamento), insalubridade ou periculosidade. Afora isto, há de se evidenciar a possibilidade de propositura de Ação Regressiva por parte da Previdência Social se acaso esta tiver de, por exemplo, aposentar precocemente o empregado, arcando com este ônus por culpa da Empresa, que deixou de cumprir o exigido por lei (PPRA e PCMSO). O direito de regresso é garantido pelo Código Civil Brasileiro, em especial no artigo 934, que dispõe:

Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. Muitas Empresas negligenciam a obrigação de implementar, manter e cumprir o PPRA e o PCMSO, fato que resulta, por vezes, na ocorrência de acidentes de trabalho ou no surgimento e/ou agravamento de doenças profissionais (LER/Dort/Pair). Em sendo a Previdência Social acionada, arcará com os ônus oriundos destes acidentes ou doenças

Daniel Zimmermann

A implementação, manutenção e correto cumprimento do PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e do PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional é obrigação de toda Empresa que possua um ou mais empregados.

(de responsabilidade das Empresas), através do pagamento de benefícios, podendo propor ação regressiva, com fundamento nos artigos 120 e 121 da Lei nº 8.213/91, que assim dispõem:

Art. 120. Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.

Portanto, devem as Empresas estar atentas à legislação vigente, seguindo-a rigorosamente, propiciando ambiente saudável e seguro a seus empregados, evitando ao máximo a ocorrência de acidentes e o surgimento/agravamento de doenças profissionais, de modo a não ser responsabilizada com vultosos ônus, sejam eles no âmbito administrativo (autuação pelo MTE) ou judicial (Reclamatórias Trabalhistas - Empregado e/ou Ação de Regresso - Previdência Social).

Art. 121. O pagamento, pela Previdência Social, das prestações por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem.

Rodolfo Ruediger Neto Assessor Jurídico do SINDILOJAS 29


Segurança

Faltam policiais

e sobram infratores

Coronel Alves esteve à frente do batalhão de Blumenau por um ano e meio, dos 30 em que atua como policial militar. Com a sensação de dever cumprido, a única deficiência apontada pelo militar é a falta de efetivo. Mas, o aumento no número de PMs na cidade é erguida como principal bandeira do novo comandante. O tenente-coronel Koglin, com 28 anos dedicados à Polícia Militar, estava atuando, há dois anos, no Litoral e agora volta à terra natal. Antes disso, no dia 25 de abril, foi realizada uma audiência pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, na Câmara de Vereadores de Blumenau. Por mais de três horas, representantes de entidades e autoridades políticas de Blumenau cobraram segurança para o Médio Vale do Itajaí. Houve uma solicitação em massa por ampliação do efetivo policial na cidade e região. O prefeito João Paulo Kleinübing fez um comparativo de homicídios, afirmando que as 13 ocorrências do gênero, registradas nos quatro primeiros meses, até a data da audiência, correspondiam aos registros de 12 meses, há 10 anos.

Daneial Zimmermann

Dia 20 de maio foi marcado pela troca de comando do 10° Batalhão da Polícia Militar, em Blumenau. Coronel Álvaro Luis Alves passou o posto para o tenente-coronel Claudio Roberto Koglin e assumiu a 7ª Regional, que abrange 44 municípios.

Major Rossi também aponta a falta de vagas no presídio como problema

Quadro atual Na audiência pública de abril, o então comandante da Polícia Militar de Blumenau, Álvaro Luiz Alves, expôs a situação do 10° Batalhão. São 340 homens para o atendimento regional, sendo que 281 atendem apenas Blu30

menau. Estão disponíveis 35 viaturas, das quais apenas 15 circulam devido à falta de efetivo. Além do 10º Batalhão, existem outras cinco bases, das quais as instalações de duas foram cedidas pela comunidade.

Estes mesmo números foram relatados pelo major Mário Sidnei Rossi, subcomandante do 10° Batalhão de Polícia Militar de Blumenau, em entrevista à Revista Empresário, uma semana antes da troca de comando.


Major Rossi explicou que, em média, estão sendo presas 1,5 mil pessoas por ano, o que, tecnicamente, necessitaria da criação de 500 novas vagas prisionais a cada 12 meses. Mas, esta não é a realidade. O militar afirma que o grande problema do sistema é a falta de vagas. “Se todas as pessoas presas pela Polícia Militar estivessem cumprindo pena, seria possível até mesmo reduzir o efetivo militar da cidade”. A afirmação é com base em dados alarmantes. Em seis anos, 12 mil pessoas foram presas em flagrante e conduzidas à delegacia. Deste montante, 170 foram detidas mais de cinco vezes. Há registros de indivíduos que foram recolhidos 27 vezes, na maior parte, com incidência de furto, roubo e tráfego de drogas. Ou seja, se estas pessoas ficassem detidas desde o primeiro ato criminoso, a polícia diminuiria 1,4 mil abordagens.

Os crimes Para o major, mesmo com todos estes dados, é possível afirmar que a criminalidade de Blumenau ainda é baixa em um comparativo com o crescimento populacional. A taxa de homicídios está abaixo de cidades como Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí e Navegantes. Na totalidade, os homicídios estão ligados ao tráfIco de drogas. Os casos ocorrem em acerto de contas entre traficantes e usuários e disputas por território. “É preciso alterar a legislação, apenando o usuário de drogas. O grande número de casos de ocorrências também está ligado aos reincidentes desse tipo de infração, que respondem por termos circunstanciados e não podem ser presos”, afirma major Rossi.


Sustentabilidade

Sacolas plásticas

com racionalidade Fotos Daniel Zimmermann

Atualmente, questões ambientais são cada vez mais discutidas por diversas classes sociais, desde os recicladores até os empresários. O assunto meio ambiente está na mídia com mais frequência, sendo o tema do momento a aprovação do novo código ambiental brasileiro. Uma palavra que antes só estava escrita no dicionário, hoje faz parte do vocabulário de empresas que defendem uma sociedade menos poluente: sustentabilidade. Blumenau dá um passo para contribuir com a redução de danos ao meio ambiente. Através do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, lançado em 2 de junho, a cidade é a primeira do Brasil, fora as capitais, a adotar um novo modelo de uso das sacolas plásticas. As entidades que estão à frente do projeto têm como objetivo principal a conscientização. O presidente da CDL, Paulo Cesar Lopes, acredita que conscientizar, tanto comerciantes quanto a população consumidora, é mais importante do que proibir a utilização do material. Cursos voltados à orientação de comerciantes serão disponibilizados na sede da entidade ou nas empresas que solicitarem a presença do agente facilitador. “A intenção é treinar os comerciantes para que eles possam repassar aos clientes o aprendizado e a forma correta do uso de sacolas plásticas”, explica Lopes. O empresário reforça que os comerciantes que aderirem ao projeto vão perceber uma diminuição no gasto com as sacolas, pois estarão usando sacolas que suportam mais peso e, cosequentemente, usarão menos unidades.

Paulo Cesar Lopes (ao lado) defende o uso de sacolas plásticas mais resistentes e com maior racionalidade

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A qualidade das sacolas Estudos realizados na Inglaterra apontam que as sacolas plásticas de supermercados causam menos danos ambientais do que outros modelos como, por exemplo, de polipropileno e algodão, que consomem mais matéria-prima e energia durante sua fabricação. O Instituto Nacional do Plástico (INP) promove o uso de sacolas mais resistentes, que suportam até seis quilos e podem ser reutilizadas diversas vezes para o transporte de materiais. Essas sacolas, produzidas dentro da norma 14.937, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), também foram apresentadas no lançamento do projeto em Blumenau. “O problema não é a sacola, é a falta de educação no uso dela”, ressalta o presidente do INP, Miguel Bahiense. No início do projeto, que já está presente em nove capitais brasileiras, o instituto, através de pesquisas, percebeu a diminuição no número de sacolas usadas. Segundo Bahiense, em 2007, eram 17, 9 bilhão de sacolas usadas. No final

de 2010, ano de implantação da sacola, o número caiu para 14 bilhões. A expectativa para 2012 é uma redução de 30% no uso das sacolas plásticas nas cidades onde o projeto está em andamento. O programa engloba todas as etapas do ciclo da sacola plástica, desde a fabricação até o consumidor final. “Na hora em que você faz esse processo de educação, você educa a indústria, educa o varejo, educa o cidadão e reduz o desperdício”, afirma Bahiense. Um dos supermercados que já participa desse projeto, com experiências nas lojas de Joinville e Florianópolis, percebeu a redução no uso e, consequentemente, no gasto com as sacolas plásticas. O gerente Lédio Gabriel, do Giasse de Blumenau, destaca que, desde a inauguração da loja local, há três anos, ocorreu uma redução de 10% no uso de sacolas plásticas. “Isso aconteceu através do treinamento dos empacotadores, que sabem o quanto uma sacola pode suportar de peso e

sabem que não é preciso utilizar mais uma para reforçar. Além da confiança dos clientes no profissional que está fazendo o serviço”, completa o gerente.

Miguel Bahiense é presidente do INP

O ponto-chave do projeto

A presidente do Singavale, Sibeli Schmitt

Além de toda a preocupação em educar o comerciante e o consumidor, o projeto de Blumenau objetiva a implantação da Escola de Consumo Responsável. Para a presidente do Sindicato dos Supermercados e do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Blumenau e Região (Singavale), o diferencial desse projeto é a questão de envolver não só o treinamento de comerciantes e consumidores, mas também as instituições de ensino, através dos cursos de treinamento para que os professores possam conscientizar as crianças sobre as questões ambientais. “O principal objetivo desse projeto é trabalhar a consciência. É muito mais fácil educar a criança do que um adulto.

São elas que vão perpetuar essa cultura”, diz a presidente do Sinagvale, Sibeli Schmitt. O Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e o programa Escola de Consumo Responsável devem estar totalmente implantados em, no máximo, três meses. Como esse projeto abrange também os professores das redes de ensino, as cartilhas que serão distribuídas aos disseminadores desse projeto precisam passar por adequações. A partir disso, a população vai receber sacolas mais reforçadas e perceber a mudança de consciência ambiental nos supermercados, para então mudar a própria consciência quanto ao tema. 33


acib É NOTÍCIA

Acib é contrária ao aumento do número de vereadores

Novos Associados

A Associação Empresarial de Blumenau (Acib) manifestou sua opiniação contrária ao aumento do número de vereadores nas Câmaras Municipais, em conjunto com as demais entidades empresariais da cidade e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ SC Subseção Blumenau). O vice-presidente da Acib, Carlos Tavares D’Amaral, assinou editorial dizendo não acreditar que mais cadeiras ocupadas no Legislativo oportunizarão melhora de alguma forma no atendimento prestado aos cidadãos da cidade. “Nossa convicção remonta há alguns anos, quando tínhamos 21 vereadores. Não víamos, naquela época, uma situação melhor em termos de legislações que trouxessem mais qualidade de vida ao cidadão blumenauense nem mesmo no que diz respeito à fiscalização do Poder Executivo, duas funções precípuas dos nobres edis”, aponta Amaral. Segundo ele, em vez do número dos parlamentares na Câmara Municipal, “o que se deveria aumentar é a qualidade do trabalho realizado”.

Preenchimento do PPP e cálculo do FAP Presse Comunicação / Divulgação

Especialistas esclareceram dúvidas dos participantes

O Núcleo de Segurança no Trabalho e Saúde Ocupacional da Acib promoveu, no dia 10 de maio, uma oficina sobre Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e Fator Acidentário de Prevenção (FAP). A intenção foi esclarecer e orientar os participantes quanto ao preenchimento do PPP e cálculo do FAP. Os facilitadores foram o chefe do Serviço de Benefícios/GEXBLU do INSS, Eduardo Tridapalli Dalri, e o auditor fiscal da Receita Federal, Carlos Alberto de Souza. Tridapalli explicou que o PPP é um documento que traz o histórico laborativo do trabalhador e serve para embasar a análise do reconhecimento de benefícios previdenciários. ‘’O PPP deve ser preenchido com fiel observância dos laudos ambientais e GFP (Guia de Fundo de Garantia e Previdência Social). É necessário consignar no campo ‘observações’ todas as informações pertinentes que ocorreram na vida laboral do trabalhador junto à empresa’’, observa. Já o FAP é um índice aplicado sobre a contribuição SAT - Seguro Acidente de Trabalho (devida pelos empregadores), que tanto pode resultar em aumento como diminuição da respectiva contribuição.

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Câmara da Mulher Empresária comEMORA OS 14 anos Presse Comunicação / Divulgação

Em comemoração aos 14 anos de existência, a Câmara da Mulher Empresária da Acib promoveu, no dia 16 de maio, a palestra “Oportunidades”, com o palestrante comportamental Dalmir Sant’Anna. Criado em maio de 1997, o grupo reúne mulheres empreendedoras dos mais diversos ramos de atividade. A Câmara da Mulher Empresária tem como principais objetivos formar novas lideranças, incentivar o associativismo, aumentar a participação da mulher em uma associação mista, promover a atualização empresarial através de seminários e palestras, trocar experiências e promover negócios entre as associadas e com câmaras de outras cidades. Atualmente o núcleo conta com a coordenação da empresária Eliete Panini. Interessadas em participar do Núcleo podem entrar em contato com Marilda, pelo telefone (47) 3326-1230.

Curso Estratégias Empresariais Organizador: Sebrae e Acib Quando: 13 de junho Horário/local: 8h às 18h, na Acib Valor: R$ 1.700,00 (dois participantes por empresa) Contato: (47) 3222-2655 Ionita / (47) 3326-1230, com Gislaine Almoço de Ideias com José Serra Organizador: ADVB Quando: 13 de junho Horário: 11h30min Local: Teatro Carlos Gomes Valor: R$ 50,00 (associados ADVB, Acib, CDL e Sindilojas) e R$ 65,00 não-associados Contato: (48) 3224-5258 /(47)3326-1230 Treinamento Práticas Cambiais Organizador: Banco do Brasil e Acib Quando: 15 de junho Horário/local: das 8h às 18h, na Acib Valor: R$ 250,00 (associados Acib) e R$ 280,00 (não-associados) Contato: (47) 3326-1230, com Gislaine

Palestra com Dalmir Sant’Anna marcou o aniversário da Câmara da Mulher Empresária

Ricardo Stodieck é eleito presidente do Conselho Deliberativo DA ACIB Carlos Waldrich

Ex-presidente da Acib passa a presidir Conselho Deliberativo da entidade

Agenda

Neste mês de maio foram eleitos os novos presidente e vice-presidente do Conselho Deliberativo da Acib para a gestão 2011-2013. O ex-presidente da entidade, Ricardo Stodieck, foi eleito para a presidência e Hans Dieter Didjurgeit, atual presidente do Conselho e também ex-presidente da Acib, ocupa a cadeira de vice.

Palestra com Alfredo Rocha “Motivando todos para a Qualidade” Organizador: Executiva Treinamento e Acib Quando: 15 de junho Horário: das 19h30min às 21h30min Local: Hotel Himmelblau Valor: R$ 65,00 (associados Acib) e R$ 78,00 (não-associados) Contato: (47) 3326-1230, com Gislaine Tendências e Possibilidades da Educação Profissional Encontro com Diretores, Assessores, Coordenadores, Assistentes Técnico-Pedagógicos e Especialistas Organizador: Núcleo de Escolas de Educação Profissional da Acib Quando: 16 de junho Horário: das 8h às 11h30min Local: SDR – Rua Braz Wanka, 238, Vila Nova Inscrições gratuitas Contato: (47) 3326-1230, com Célia Encontro de Academias Organizador: Núcleo de Academias da Acib Quando: 17 de junho Horário/local: das 14 às 18h, na Acib Inscrições gratuitas Contato: (47) 3326-1230, com Célia Curso A Arte de Redigir Organizador: JVM Assessoria Quando: 20 de junho Horário/local: 14h às 22h, na Acib Contato: (47) 3336-2187, com Raquel Palestra Previdência Privada - Investimento em Pessoas Organizador: Ágil Consultoria Quando: 28 de junho Horário/local: 19h, na Acib Inscrições gratuitas Contato: (47) 3322-4164, com Christa/Izolda, e (47) 3326-1230, com Gislaine

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CDL É NOTÍCIA

Dia dos Namorados

Novos Associados Divulgação

O comércio catarinense ainda não divulgou números. Mas a expectativa é de aumento nas vendas para o Dia dos Namorados (12/6). A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau está otimista e lançou uma campanha especialmente para a data. “Acerte no presente do seu amor” é o tema das ações que estarão na mídia através de emissoras de rádio e outdoors e material promocional para os lojistas associados.

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mudanças no Stammtisch O mês de maio foi de decisão e mudanças relacionadas ao Stammtisch de Blumenau. A reunião entre representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, presidente do Parque Vila Germânica Norberto Mette, SINDILOJAS e membros do Stammtisch foi realizada na Casa do Comércio. Depois de duas horas de discussão algumas alterações foram aprovadas e serão colocadas em prática em 2012: - Em 2012, o evento será no feriado de 21 de abril, um sábado; - Os grupos já cadastrados não poderão aumentar o número de participantes; - Serão, no máximo, 250 grupos participantes - este ano foram mais de 320; - Será criada uma comissão organizadora com lojistas e participantes do Stammtisch; - CDL e Comissão Organizadora vão pedir a intensificação da presença da Polícia Militar durante o evento; - Em 2013; o Stammtisch será realizado; provavelmente; no terceiro domingo de abril, com a possibilidade de um segundo evento no mês de setembro.

43ª Convenção Estadual Uma comitiva com 20 representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau esteve em Chapecó, no Oeste catarinense. Os membros da entidade de Blumenau participaram da 43ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, realizada de 26 a 28 de maio. O evento debateu, entre outro assuntos, o consumidor do futuro. “Foi muito importante a participação de nossos associados nesta convenção. É uma maneira de atualização e troca de experiências que se refletem diretamente na melhoria das atividades e do trabalho do setor em nossa cidade e região”, fala o presidente da CDL, Paulo Cesar Lopes. O empresário Helio Rotenberg, presidente do Grupo Positivo (que atua nas áreas educacional, gráfico-editorial e de informática), foi um dos palestrantes que tratou do tema ‘Consumidor do Futuro’. Outro destaque foi Conrado Adolpho Vaz, que abordou Google Marketing: O Guia Definitivo do Marketing Digital. 36

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Educação Varejista chega aos bairros Uma ação inovadora reforça o calendário de cursos oferecido pelo Centro Educacional do Varejo (CEV) de Blumenau. Com o slogan “Qualificação mais perto de você”, a equipe do CEV oferece já a partir de junho cursosem salas montadas em bairros da cidade. A intenção é facilitar a profissionalização e evitar que os alunos se desmotivem em função do deslocamento até o Centro da cidade. As aulas serão oferecidas nas salas de treinamentos da Cooper, uma das apoiadoras desta ação.


Plenária da CDL conta com participação de associados

Calendário CEV JUNHO • Gestão Administrativa de Crédito e Cobrança Capacita o participante a gerir seu processo de cobrança através de procedimentos e indicadores de performance devidamente alinhados com a legislação pertinente. Dias 20, 21, 27 e 28 • Competências Comportamentais na Venda Conscientizar o indivíduo sobre a importância de ter comprometimento no trabalho, uso da etiqueta e das boas maneiras e atender com mais eficiência sendo esses fatores importantes para a busca da realização profissional. Dias 29, 30 e 01

CDL firmou parceria com o Banco Santander

Mais de 70 pessoas prestigiaram a última plenária promovida pela CDL de Blumenau. Foram tratados de assuntos como a parceria com Prefeitura e Polícia Militar para coibir atividades de ambulantes; a solicitação feita à Prefeitura e à Foz do Brasil para abrir a possibilidade de outros bancos receberam contas de água (agora só na Caixa) e a manifestação pública de entidades, entre elas a CDL, contrária ao aumento no número de vereadores em Blumenau. O encontro contou com a presença de convidados, como o tenente-coronel Cláudio Roberto Koglin, recém empossado na Polícia Militar. “Gosto de participar dos encontros promovidos por entidades como a CDL, pois estreitamos laços. Aproveito para destacar que participo dos cursos com foco em liderança promovidos pela entidade - através do CEV”, destacou Koglin. Mário Sueki Sonomuro, responsável pela delegacia da Receita Federal em Blumenau, informou que o atendimento na Receita Federal pode ser agilizado e facilitado com o agendamento pelo www.receita.fazenda.gov.br. Outro benefício apresentado foi uma parceria entre CDL e Banco Santander que beneficiará os associados com taxas diferenciadas de máquina de cartão de crédito Getnet. Durante a explanação de profissionais do Santander, associados que já utilizam este sistema puderam opinar. José Aloncio da Silva disse que, há quatro meses, trabalha com o sistema Getnet, que permite baixar o custo operacional e aumentar a competitividade com grandes redes de varejo. “A CDL tomou cuidado em buscar um parceiro que estivesse presente em vários pontos da cidade, com agências em locais estratégicos de Blumenau”, reforçou. Para a plenária de junho, a intenção é contar com um número maior de associados.

JULHO • Excelência Gerencial: Você está preparado? Oferecer soluções para o melhor desempenho em gestão de pessoas, vendas e operações de uma loja. Dias 4, 5, 6, 7 e 8 • Atendimento e Telemarketing: ampliando seu faturamento Prepara para o mercado de trabalho, proporcionando conhecimento em atendimento com a qualidade necessário no mercado globalizado. É fundamental que o vendedor domine as características e benefícios dos produtos que vende. Dias 13, 14 e 15 • Sobre os cursos Aulas das 19h às 22h, na Casa do Comércio CDL Inclui: certificado, apostila, estacionamento e cofee-break.

Informações e Inscrições (47) 3321-5715 / 3221-5724 jancarlos@cdl-sc.org.br Desconto para associado CDL. Informe-se sobre condições especiais para grupos e in-company.

CDL apoia ação contra mais vereadores A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, juntamente com outras entidades, participou de uma ação que publicou no dia 19 de maio um manifesto repudiando a movimentação para elevar de 15 para 23 as cadeiras no Legislativo municipal. Além da CDL, fazem parte da iniciativa a Associação Empresarial (Acib),

a Associação das Micro e Pequenas Empresas de Blumenau (Ampe), a Intersindical Patronal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O grupo também deve entregar um ofício ao presidente da Câmara de Blumenau, Jovino Cardoso Neto, pedindo a manutenção das 15 cadeiras. “Acreditamos que os 15 ve-

readores têm plenas condições de representar bem todos os munícipes, por isso, somos contra o aumento das vagas. Isso acarretará em elevação dos custos, sendo que estes valores podem ser aplicados em ações sociais, melhorando o dia da dia da comunidade”, explica o presidente da CDL, Paulo Cesar Lopes. 37


Intersindical é notícia

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Têxteis querem conciliar produção e preservação

O dia 5 de junho é mundialmente dedicado ao meio ambiente, mas a preocupação com os impactos ambientes provenientes das atividades industriais já faz parte do cotidiano das empresas têxteis de Blumenau e região. Empresas associadas ao Sintex têm bons exemplos a mostrar nessa área:

Fujiro Ecotêxtil – Malha ecológica O foco da Fujiro Ecotêxtil, desde a origem, é a conscientização para a preservação ambiental e a produção sustentável. A empresa utiliza tecido feito a partir de malha reciclada e de fios de garrafas PET. A última novidade é uma linha de uniformes para metalúrgicas, construtoras, montadoras de carros, entre outros ramos, toda fabricada com material ecologicamente correto. HI Etiquetas – Pacto Global A HI Etiquetas apoia os 10 Princípios do Pacto Global, sendo três deles relacionados ao meio ambiente. A empresa se compromete a apoiar e difundir em sua esfera de atuação uma abordagem preventiva aos desafios ambientais, promover a responsabilidade ambiental e encorajar tecnologias que não agridem o meio ambiente. Altenburg – Eficiência energética As máquinas empregadas na Altenburg são de grande eficiência energética e com manutenção constante, visando economizar energia. Geradores próprios reduzem o consumo de energia no horário de pico, entre 18h e 24h. A empresa também utiliza lâmpadas frias que reduzem consumo e emissão de gás carbônico. Cristina Malhas – Efluentes O tratamento de efluentes da estamparia e reciclagem do lixo são as principais ações adotadas pela Cristina Malhas em prol do meio ambiente. 40

Teka – Certificação Internacional A Teka tem a importante certificação ecológica Internacional Alemã - Oeko-tex Standard 100 - garantindo que os produtos são produzidos em processos que não prejudicam o meio ambiente e não causam danos à saúde dos consumidores. A empresa possui estações de tratamento de efluentes líquidos e gasosos, que registram uma eficiência média de quase 100%, tornando, por exemplo, a água ainda mais limpa do que quando captada. Cia. Hering – Pesquisa e desenvolvimento A empresa investe em novas pesquisas a ponto de transformar processos e maquinário em atividades de pleno desenvolvimento com o mínimo atrito ao meio ambiente. Também há uma Comissão Interna de Conservação de Energia que controla todo o consumo de água, energia, combustíveis, tratamento de efluentes e índices ambientais. Sulfabril – Reuso, redução, reciclagem e recuperação Por meio de um sistema integrado de ações voltadas ao meio ambiente, além do cumprimento das leis ambientais vigentes, a Sulfabril envolve os funcionários no programa de redução, reuso e reciclagem de materiais, desenvolve iniciativas de recuperação de áreas degradadas com plantio de árvores nativas e distribuição de mudas aos colaboradores. Utiliza e distribui aos clientes sacolas feitas com material oxibiodegradável, que ajuda a diminuir o impacto ambiental causado pelo acúmulo de resíduos sólidos.


Fotos Divulgação

Simmmeb INcENTIVA Segurança No trabalho

NR-12 foca em máquinas como as prensas excêntricas

Em 1º de junho, em reunião realizada na Associação Altona, foi formado o Grupo de Segurança do Trabalho das empresas associadas ao Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Blumenau (Simmmeb). Contando com a presença de mais de 30 profissionais do setor, o grupo iniciou as atividades preocupado com a repercussão da NR-12, norma focada na segurança oferecida aos trabalhadores pelas máquinas como prensas excêntricas, guilhotinas e dobradeiras. “É consenso de que a redução aos níveis próximos de zero dos acidentes acontecidos nestes tipos de máquinas compensa o investimento, mas as dificuldades para a implantação destas melhorias são muitas e o tempo curto”, considera o presidente do Simmmeb, Hans Bethe. O grupo terá reuniões mensais e deverá atuar como um grande fórum, possibilitando a troca de ideias entre os profissionais envolvidos. A participação no grupo é aberta a agentes de segurança do trabalho de qualquer empresa do setor metalmecânico e do material elétrico de Blumenau e Pomerode, base territorial do Simmmeb. “Este novo Grupo será mais uma das ferramentas integradoras entre as empresas associadas e o sindicato”, finaliza Bethe.

Sinduscon recebe unidade odontológica

Presidente do Sinduscon, Amauri Buzzi, e Dalila Carvalho, do Sesi

O Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon) de Blumenau recebeu, em maio, outra Unidade Móvel Odontológica. O veículo é uma doação do Serviço Social da Indústria (Sesi) e foi entregue no Centro Esportivo Bernardo Werner. A assistência odontológica prestada através do Serviço Social da Indústria da Construção de Blumenau (Seconci) já é desenvolvida nas empresas e canteiros de obras da cidade e agora a expectativa do Sinduscon é que haja melhor qualidade de atendimento ao trabalhador da construção. A unidade móvel foi entregue pela gerente regional do Sesi, Dalila Carvalho, ao presidente do Sinduscon, Amauri Alberto Buzzi.

Doação com abatimento NO IR A Intersindical Patronal de Blumenau e Região apoia a Cruz Azul no Brasil, que dedica-se à promoção da vida sem drogas, atuando, especialmente, na formação e capacitação de lideranças comunitárias ou profissionais, grupos de apoio, prevenção e apoio à comunidades terapêuticas. Em Blumenau, a ONG trabalha para finalizar a construção da sede, para o que são necessários R$ 360 mil, além da a manutenção das atividades do dia a dia, que somam a importância de R$ 300 mil por ano. A nova sede da Cruz Azul está em construção na Rua São Paulo, 3.424, em Blumenau. Empresas interessadas em fazer doações para a ONG podem ter abatimentos do Imposto de Renda. Informações pelos e-mails cruzazul@cruzazul.org. br (com Egon Schlüter) e diretorpresidente@cruzazul.org.br (com Rolf Hartmann), pelos telefones (47) 3337-4200 e no site www.cruzazul.org.br. 41


SINDILOJAS é notícia

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SINDILOJAS visita o Prefeito de Blumenau

Representantes do SINDILOJAS e Senac com o prefeito

Em 3 de maio, o presidente do SINDILOJAS, empresário Marco Aurélio Hirt, juntamente com a direção regional do Senac - Elita Grosch Maba e assessores - estive no gabinete do prefeito João Paulo Kleinübing. O objetivo

da visita foi de entregar oficialmente ao prefeito um programa completo de uma série de cursos de capacitação para atendentes do comércio na região. A estratégia visa preparar o segmento para a criação dos quase cinco mil novos empregos, que devem ser gerados em Blumenau com o surgimento de novos empreendimentos. Como se sabe, através de diversas formas os governos municipal, estadual e federal, este último através do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador desenvolvem programas e dispõem de recursos para capacitar os cidadãos. O Senac e o SINDILOJAS já estão na formação do primeiro grupo de vendedores, iniciantes em programa de gratuidade. Pela demanda os empresários acreditam que novas séries de cursos irão habilitar as pessoas e por consequência as novas unidades comerciais para a boa prestação de serviços e qualidade no atendimento, características desta região.

espaço do associado Regata Motos A Regata Comércio de Motos está localizada na Rua Missões, 1365, Ponta Aguda, mas possui lojas em Indaial e Rio do Sul, atendendo um total de 39 municípios. Conta com cerca de 160 colaboradores, suprindo as necessidades dos clientes da região no comércio de motocicletas Honda novas e usadas, bem como o Consórcio Nacional Honda, peças e acessórios para moto e oficina especializada. Em 2012, a empresa completará 20 anos. Hoje, investe, principalmente, em novas tecnologias para o segmento, como produtos com injeção eletrônica e bicombustível, além de se preocupar com a conscientização dos motociclistas. Para isso, estão sendo oferecidos cursos gratuitos de pilotagem segura.

SENAC VAREJO 2011 Em 1º de junho, gestores e empresários do comércio varejista de Blumenau participaram do lançamento do Senac Varejo 2011. A empresária paulista Adriana Flosi apresentou a palestra ‘Tendências do Varejo, inspiração e informação que transformam a sua visão empreendedora do cenário varejista’. Entre os diferenciais do projeto está uma viagem para conhecer o Retail’s Big Show, em Nova Iorque,

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show de varejo promovido pela National Retail Federation, instituição que promove a integração e aperfeiçoamento dos empresários do varejo norte-americano. Nesta nova fase, mais áreas de conhecimento ligadas ao segmento varejista – como logística e recursos humanos – serão contempladas em ações como workshops mensais mais extensos (com 8h de duração) e palestras com docentes da instituição.

As programações ocorrerão de junho a novembro e as inscrições já estão abertas em todas as unidades Senac de Santa Catarina. O objetivo principal é aperfeiçoar os empresários e profissionais do segmento do varejo, de modo a contribuir para o incremento da economia local. Mais informações sobre o projeto na Faculdade Senac Blumenau, pelo telefone (47) 3035-9999, ou e-mail marketing.blu@sc.senac.br.


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SENAC e SEBRAE apresentam projetos

Projetos foram apresentados na Casa do Comércio

Em reunião de diretoria, realizada em 10 de maio, o presidente do SINDILOJAS recebeu representantes do Senac e do Sebrae. O objetivo do encontro foi promover uma apresentação de projetos em andamento de ambas as instituições. A diretora do Senac, Elita Grosch Maba, apresentou dados coletados pela Escola de Ensino Superior do Comércio e seus professores, que elaboraram uma pesquisa com colaboradores e gestores no comércio de Blumenau. O coordenador regional do Sebrae, Antônio Hélio Oliveira de Souza, apresentou as informações da pesquisa sobre o projeto ‘Shopping a céu aberto’ e visitas técnicas que está fazendo em São Paulo para o desenvolvimento do projeto na nossa Rua XV de Novembro. É importante esta troca de informações, pois a integração destes dados irá compor uma série de programas que visam qualificar ainda mais gestores e colaboradores do comércio de Blumenau.

Balanço Social Para conferir cada vez maior transparência as ações e realizações, o Sesc/SC publicou, em maio, o Balanço Social 2010. Neste documento, presta contas à sociedade catarinense e parceiros, como empresariado, lideranças e instituições em geral. O Balanço Social é um instrumento de comunicação institucional para expressar, em números e indicadores, o comprometimento com a melhoria da qualidade de vida de um número cada vez maior de cidadãos. Apresenta os resultados de 2010, por meio de projetos e programas nas áreas da educação, saúde, cultura, lazer e assistência. Foram registrados mais de 51 milhões de atendimentos nas cinco áreas – 24,15% a mais que a meta para o período. Destacam-se a revisão do Planejamento Estratégico 2010-2015 e o desenvolvimento do Programa de Comprometimento e Gratuidade.

Coluna Jurídica HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na Justiça do Trabalho, para que possam ser deferidos honorários assistenciais, deve o empregado estar assistido pelo sindicato de sua categoria ou por advogado habilitado pela entidade. Em julgamento recente, o TST excluiu da condenação de uma empresa o pagamento de honorários assistenciais deferidos pela 2ª Vara do Trabalho de Bento Gonçalves e mantidos pelo TRT do Rio Grande do Sul, que entenderam que sua concessão independe da assistência sindical, vez que os sindicatos não devem ser os únicos a representar judicialmente aqueles que necessitam de assistência. A relatora do recurso de revista, ministra Maria de Assis Calsing, esclareceu que tais honorários são disciplinados pela Lei nº 5.584/70, mais especificamente no Art. 14: Art. 14. Na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária a que se refere a Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950, será prestada pelo Sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. A ministra fez referência à Súmula nº 219 do TST: “Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, nunca superiores a 15% , não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo à parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família”.

CÂMARA DE CONCILIAÇÃO EXTINÇÃO PROCESSUAL A empresa Telemar Norte Leste, apesar de ter firmado Termo de Conciliação com ex-empregado, pelo qual foi dada quitação do contrato de trabalho, foi acionada por este no Judiciário, em demanda onde eram pleiteadas diferenças salariais. A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por votação unânime, extinguiu o processo sem resolução do mérito, pois, como não houve vício de consentimento, o termo possui eficácia liberatória geral para as partes (empresa/empregado). A CLT, em seu Art. 625-E, estabelece: Art. 625-E. Aceita a conciliação, será lavrado termo assinado pelo empregado, pelo empregador ou seu preposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia às partes. Parágrafo único. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. De acordo com o Ministro Emmanoel Pereira, a eficácia liberatória objetiva evitar que demandas previamente resolvidas através das Câmaras de Conciliação, sejam novamente discutidas, desta vez, na Justiça do Trabalho. 43


MEMÓRIA

Desenvolvimento

da indústria e da cidade Divulgação / Arquivo Histórico

Mudanças na legislação possibilitaram o trabalho noturno, inclusive para mulheres, a partir de 1972, aumentando a produção

No início da década de 1970, as vendas crescentes para os mercados interno e externo obrigaram as indústrias têxteis a buscarem novas alternativas para aumentar a produção. Em 1972, elas passaram a adotar o trabalho noturno, no chamado “terceiro turno”. Mudanças na legislação permitiram também o trabalho noturno feminino, abrindo centenas de novas vagas para mulheres. No varejo, a grande novidade em Blumenau naquele ano foi a inauguração, em 19 de dezembro, do maior supermercado de Santa Catarina. Era o Pfuetzenreiter, instalado na Rua 7 de Setembro. Os associados da Acib elegeram Ruy Eduardo Willecke como novo presidente, em 1973, mesmo ano em que o economista Félix Christiano Theiss chegou à Prefeitura de Blumenau, eleito pelo MDB. Willecke elegeu como bandeira principal a conclusão da BR-470, ligando Blumenau a Navegantes pela 44

margem esquerda do Rio Itajaí-Açu. A Acib viveu um período de intenso trabalho ao lado da Prefeitura. Willecke lembra que a entidade estava afinada com Theiss, constavam do governo diversos projetos para atração de empresas e desenvolvimento urbano de Blumenau, como novas estradas, pontes e o sistema de saneamento básico. Outra realização da gestão de Willecke foi uma ação conjunta com os empresários de Joinville para que fosse construído um grande aeroporto internacional no Litoral Norte catarinense, entre os municípios de Penha e Barra Velha. Fizeram também parte do período em que Willecke permaneceu à frente da Acib atividades como a luta pela instalação de mais varas de Justiça na cidade, a recuperação da margem esquerda do Rio Itajaí-Açu e a construção da Ponte do Tamarindo. Em agosto de 1973, a diretoria da Acib, interessada em aperfeiçoar o atendimento do Corpo de Bombeiros, preocupou-se com a falta de pessoal treinado na corporação. Promoveu, en-

tão, encontros com o prefeito e com o secretário de Segurança do Estado, coronel Paulo Mello de Carvalho, buscando aumentar o efetivo do batalhão e treinar mehor os integrantes. Willecke foi reeleito como presdiente da Acib, em 1974, com Adolfo Luiz Alternburg e Rolf Ehlke como vice-presidentes. Naquele ano, a Artex incorporou a Têxtil Garcia, completando uma operação que havia se iniciado no ano anterior. Com esta fusão, passou a ser a maior indústria de felpudos do mundo instalada fora dos Estados Unidos. A época era rica no surgimento de novas empresas. Reunindo investimentos de cinco empresas (Maju, Haco, Diana, Karsten e Resima), foi criada a Fiovale, com o objetivo de produzir fios de algodão para as controladoras. Também veio uma nova indústria para Blumenau, em janeiro de 1975. Era uma unidade da norteamericana Albany, construída para produzir feltros especiais para fábricas de celulose, tecidos especiais para curtumes e mangas para indústrias de fumo.


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Empresário Acib / CDL / Sindilojas - Ed. 50