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Coletivo sobre Comunicaçãdo Digital

Suprassumo Mídia Boom

Artigos upgradeados + Comentários agregadores Outubro a dezembro de 2010

Um projeto Mídia Boom + Dr. Conteúdo


Copyright © 2011 Mídia Boom – midiaboom.com.br (fund. 2009) / São Paulo; 58 páginas Título: Suprassumo Mídia Boom – Artigos upgradeados + Comentários agregadores CAPA Chico Montenegro PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Camila Carrano SELEÇÃO E CURADORIA DE CONTEÚDO Dr. Conteúdo Camila Carrano REVISÃO E PREPARAÇÃO DE TEXTOS Dr. Conteúdo Lívia Brito SELEÇÃO DE AUTORES André Brazoli – @Brazoli Camila Carrano – @camilajoaquina Carolina Gancev – @carolzitaa Chico Montenegro – @srchico Danila Dourado – @daniladourado Dayane Nascimento – @dayanascimento Fernanda Fabian – @fernandaf

Guilherme Costa – @carpediano Lívia Brito – @liviabrito Marisa Lemos – @mslemos Newton Alexandria – @New_Alexandria Plínio Medeiros – @PlinioMKT Sabrina Almeida – @sabrinaalmeida

ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO

+ Fundado em 2009 por Chico Montenegro, Mídia Boom é um blog coletivo que traz, entre outros, cases, entrevistas e artigos, sempre com enfoque em comunicação e marketing digitais, especialmente tratando de mídias e redes sociais.

Atuando com o tripé Conteúdo, Estratégia e Relacionamento, a Dr. Conteúdo produz, edita, revisa, pauta e gerencia conteúdos nos mais diferentes formatos e veículos, sempre com apurado senso comunicacional e mercadológico.

Clique e saiba mais em: midiaboom.com.br formspring.me/midiaboom @midiaboom fale@midiaboom.com.br

Clique e saiba mais em: drconteudo.com.br slideshare.net/drconteudo @drconteudo contato@drconteudo.com.br

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Atribuição – Uso não-comercial – Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil. Para ver esta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/


APOIO, PARTICIPAÇÃO E COMPARTILHAMENTO INICIAIS

Portal RP-Bahia (www.rp-bahia.com.br) – contato: Marcello Chamusca (@mchamusca)

Agência + Mosaico Negócios & Comunicação – (www.maismosaico.com.br) – contato: Vany Laubé (@maismosaico)

Blog do Tarcízio Silva – www.tarciziosilva.com.br/blog | @tarushijio

Blog da Carina C. C. Julião – www.caraquebrisa.blogspot.com

Blog da Mirna Tonus – interacoesdigitais.blogspot.com | @mtonus

Blog da Maria Cristina Meneghin – mariacristinarp.blogspot.com | @mariacris10

Blog e agência Rafael Hernandez – www.rafaeldesigner.com.br/blog/ | @rafaeldesigner

Agência Virtuale – www.agenciavirtuale.com.br – contato: Liana Almeida blog.lianaalmeida.com.br | @liana_almeida

Blog e agência Degusta Digital – www.degustadigital.com.br – contato: Edione Machado

Agência CDI Comunicação Corporativa – www.cdicom.com.br |@cdicom – contato: Daniela Miranda

Fashion Business – www.fashionbusiness.com.br– contato: Wagner Matheus

Blog Web Diálogos – www.webdialogos.com – contato: Tiago Nogueira (@tiago_nogueira)

Agência i9 Social Media (www.i9socialmedia.com) e Blog Sucesso News (www.sucessonews.com.br) – contato: Vinícius Mont Serra

Blog O Jornalista (ojornalista.com) – contato: Bruno Cardoso (@inexato)

Blog A Bordo da Comunicação (abordodacomunicacao.com.br) – contato: Cibele Silva (@belle_rp)

Blog do Eloy (eloyvieira.blogspot.com) – contato: Eloy Vieira (@Eloy_Vieira)

Agência Athena Social Media (athenasocialmedia.com.br) – contato: Vinícius Sacramento (@vinnysacramento)

Agência Nabile Design (www.nabiledesign.com.br) - contato: Alexander Duarte (@aduartte)

Blog Mídia 8 (www.blogmidia8.com) - contato: Cleyton Torres (@midia8)

Agência Web Advisor (www.webadvisor.com.br) - contato: Fabiana Borja (@faborja)

Blog Ponto Marketing (www.pontomarketing.com) - contato: Gabriel Galvão (@pontomarketing)

Muito obrigado pelo incentivo!


Suprassumo Mídia Boom | Outubro a dezembro de 2010

AGRADECIMENTOS EM SETEMBRO DE 2009, nasceu a ideia de criar um blog colaborativo, um blog sobre Comunicação Digital focado nas Mídias Sociais. Pouco mais de um ano depois, percebo quanto essa ideia cresceu, agregou conhecimento e importância para a blogosfera do Brasil e para os profissionais, entusiastas e curiosos que buscam todos os dias entender cada vez mais o mercado da Comunicação Digital, do Marketing, da Publicidade, do Empreendedorismo web e principalmente das Mídias Sociais. Este e-book é uma maneira simples de demonstrarmos todo o rico conteúdo que mais de vinte colaboradores diretos e indiretos produziram no intenso ano de 2010 para o Coletivo Mídia Boom. É megaimpossível agradecer a todos os envolvidos no crescimento do projeto; foram tantas pessoas interessadas e engajadas em fazer parte, enviar uma dica de post, criar um artigo, fazer uma entrevista ou simplesmente comentar e trazer vida ao blog com sua interação pelo Twitter, Facebook e até pelo Formspring. Uma maneira de agradecer a todos os envolvidos é dizer que o blog coletivo Mídia Boom e esse e-book só existem – e o projeto Mídia Boom cresce cada vez mais – por amor e dedicação de todos os colaboradores diretos. Muitos deles, vocês irão conhecer neste e-book. Grandes profissionais, estudantes e pensadores sobre o mundo do marketing e das mídias sociais. Pessoas que irão, num futuro não tão distante, comandar grandes empresas e corporações, escrever ótimos livros e criar ou propagar produtos e serviços que possivelmente você irá utilizar. Um agradecimento especial vai para meus amigos Newton Alexandria e Camila Carrano, que pegaram a ideia do e-book e fizeram acontecer. O meu muito obrigado por todo o trabalho que fizemos até agora vai em especial para os conectados – vocês, internautas, tuiteiros, facebookeiros ou quaisquer outros “eiros” que existam na web. A comunicação existe, cresce e se aprimora porque você é a essência disso tudo. Valeu, pessoal!!! Um abraço, Chico Montenegro Fundador e editor-chefe do Mídia Boom


Suprassumo Mídia Boom | Outubro a dezembro de 2010

PREFÁCIO :: Blogs coletivos: democratização da informação e das opiniões SEMPRE FUI FISSURADA por tecnologias que permitem às pessoas se comunicarem e se relacionarem. Um dos meus primeiros interesses na web foram os blogs – tanto que escrevi um livro sobre os blogs aplicados ao mundo corporativo. Depois do primeiro momento das tecnologias de compartilhamento – sobretudo os blogs, sites de relacionamento e suas derivações (comunidades, fóruns etc) – algumas outras ferramentas se instalaram e transformaram nossa forma de comunicar e de produzir, planejar e estruturar comunicação para agências, clientes, organizações, personalidades, celebridades etc. Até a nossa forma de comprar ganhou mais uma companhia: a web, com resenhas, sites de comércio eletrônico e toda a facilidade de pesquisa de preços, comparativos e afins proporcionados pela rede. Nesse sentido, surgiram canais importantíssimos de informação e estes se firmaram como referência quando o assunto são as mídias sociais e as redes sociais online. Tais canais também permitem uma democratização de informações e opiniões nunca antes assistida. Um desses fantásticos canais é o blog coletivo Mídia Boom. Além do serviço constante que presta às comunidades interessadas em Comunicação e Mídias Sociais, tem um time superengajado e comprometido em destacar notícias, casos, situações e dados sempre de maneira lúcida e ágil. Este e-book compila algumas das histórias de maior destaque no blog de outubro a dezembro de 2010, nas colunas Mídias e Redes Sociais, Empreendedorismo, Marketing Digital, E-commerce, Guerrilha e Viral, Relacionamento Online e Webwriting. Valem a pena a leitura, o compartilhamento e as opiniões acerca do conteúdo. Para eles, eu ponho o meu selinho de “eu recomendo”! Abraços, Carol Terra @carolterra

Carolina Terra é doutoranda e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. É diretora de Mídias Sociais da agência Ideal e pesquisadora do tema. Além disso, é docente para os cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da FECAP, e da pós-graduação em Comunicação Digital, da ECA-USP. É autora do livro Blogs Corporativos (Difusão Editora) e editora do blog RPalavreando.


Suprassumo Mídia Boom | Outubro a dezembro de 2010

APRESENTAÇÃO É ENGRAÇADO O FUNCIONAMENTO das reuniões do Mídia Boom: geralmente, eu e o Chico nos encontramos online, divagamos horas falando das ideias e combinamos outro encontro para executar todo o planejamento. Em partes isso dá certo, tanto que cá estou eu apresentando o e-book para vocês. Esta foi uma das grandes ideias que tivemos conversando e analisando a necessidade de prestigiar nossos colaboradores e mostrar mais a cara do nosso projeto para o mundo. Não é apenas para mostrar o melhor de nós, mas também para termos um espaço para avaliar nossos feitos – e podermos olhar para trás e ver onde precisamos melhorar. Nosso conteúdo principal é dividido em colunas para facilitar para o leitor; afinal, o blog não existiria se não tivéssemos um feedback tão legal do nosso público. Assim, selecionamos dois artigos de cada coluna. Tentamos não apenas optar pelos mais acessados, mas também pelos mais relevantes e diferentes. Para não ficar um ctrl C + ctrl V do blog, melhoramos e editamos cada artigo com a ajuda de cada autor. Ah, e também adicionamos aos artigos selecionados os comentários que lhes agregaram mais informação e relevância. Então, se você é um dos nossos fiéis leitores, continue lendo, pois terá surpresas. Além disso, não posso deixar de salientar a honra de ter Carol Terra fazendo nosso primeiro prefácio. Não apenas por ela ser uma expert quando falamos sobre blogs, mas também porque é fonte de inspiração pessoal. E se hoje estou aqui apresentando nosso e-book é porque no passado tive contato com o trabalho dela, e oportunidades tanto aqui no Mídia Boom como em todos os outros blogs que faço parte e colaboro, seja com o planejamento ou apenas com conteúdo. Este é o primeiro de muitos neste nosso novo projeto do blog, mas com certeza um dos mais especiais. Nossa principal característica é buscar realmente um Coletivo – não é à toa que nos denominamos assim. Acreditamos que o trabalho em equipe é muito mais prazeroso e dá certo. Poder ter opiniões de mais de 20 colaboradores, interagindo e buscando o melhor para nosso trabalho é fonte de crescimento. Deixo, então, para vocês a porta aberta para opiniões, pois o nosso trabalho só vale quando temos o contato com nossos leitores. O nosso melhor depende do que significamos para vocês. Obrigada por tudo! E aproveitem nosso e-book! Abraços, Camila Carrano Editora e Gerente de Conteúdo do Mídia Boom


SUMÁRIO Mídias e Redes Sociais

A MEDIDA DO SUCESSO EM MÍDIAS SOCIAIS Marisa Lemos COMPRAS COLETIVAS NA MIRA DAS CAMPANHAS EM MÍDIAS SOCIAIS Sabrina Almeida

9 13

Empreendedorismo

STARTUPS: EMPRESAS COM CRESCIMENTO ACELERADO Danila Dourado QUAIS OS DIFERENCIAIS DOS EMPREENDEDORES DA GERAÇÃO Y? Plínio Medeiros

16 20

Marketing Digital

GOOGLE: A AGÊNCIA DE MARKETING E PUBLICIDADE DIGITAIS Lívia Brito SALVA POR UM TWEET: UMA ANÁLISE SOBRE O PODER DA INTERNET Marisa Lemos

24 27

E-commerce

AS MÍDIAS SOCIAIS EM AUXÍLIO AO COMÉRCIO NA INTERNET André Brazoli PREGUIÇA E PRATICIDADE ALIADAS AO VAREJO ONLINE Carolina Gancev

31 36

Guerrilha e Viral

SUSTENTABILIDADE SENDO UTILIZADA NO MARKETING DE GUERRILHA Chico Montenegro MARKETING PESSOAL ATRAVÉS DAS ESTRATÉGIAS DE GUERRILHA Camila Carrano

39 41

Relacionamento Online

CONEXÕES E INFLUÊNCIAS REAIS ENTRE INDIVÍDUOS NAS REDES SOCIAIS Guilherme Costa SOCIAL TECNOLÓGICO: O SEGREDO É CONHECIMENTO PARA SABER SE RELACIONAR Dayane do Nascimento

45 47


Webwriting

EMPRESA, FALE “NÓS”, E NÃO “EU” Fernanda Fabian ENTENDEM O QUE VOCÊ - OU SUA EMPRESA - ESCREVE NA WEB? Newton Alexandria

50 52

Especial

A HORA E A VEZ de MARISA LEMOS Entrevista

Posfácio

55 58


Formas de utilização, conceitos, integração tecnológica e social, interação como ferramenta de comunicação, campanhas, novas redes, utilização, comunicação, dicas de uso, ferramentas.

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Mídias e Redes Sociais

A MEDIDA DO SUCESSO EM MÍDIAS SOCIAIS Marisa Lemos Profissional de marketing carioca com mais de 15 anos de experiência, é apaixonada por internet e trabalha em marketing digital há cinco anos, com foco em planejamento de marketing, comunicação e mídias sociais. É gerente de projeto da Música & Mercado e atua em paralelo no marketing da Social House. @mslemos

br.linkedin.com/in/mslemos

marisalemos@gmail.com

A GRANDE VANTAGEM de se trabalhar relacionamento pelos meios digitais e sociais é poder ter contato e monitorar os comportamentos e as preferências das pessoas em sua vida pessoal - e em tempo real. Um comentário sobre um restaurante em uma conversa, um tweet despretensioso sobre a loja predileta e até mesmo um check-in no Foursquare são recomendações geradas quase inconscientemente pelo consumidor, satisfeito pela experiência que teve com determinada marca. Pessoas são reais, e a presença digital é um pedaço de suas vidas; não existe real e virtual. Para as pessoas, isso aconteceu muito mais rápido do que para as empresas, que ainda estão tentando entender como se comportar nesse mundo, como se ele fosse um mundo diferente daquele em que vivem – sendo este, muitas vezes, apenas o primeiro erro que cometem. Muitas vezes, clientes de mídias sociais partem em busca de números grandiosos, vídeos com mais de um milhão de visualizações, promoções com mais de mil retweets, páginas no Facebook com mais de cinco milhões de fãs. Será que é isso que realmente importa? Da mesma forma que não é o número de seguidores que determina a relevância de um perfil no Twitter, não é o número absoluto de impactos da sua mensagem que vai significar sucesso para sua campanha. Quem trabalha seriamente com mídias sociais sabe disso, e gasta muito tempo monitorando e fazendo relatórios que mostrem para o cliente qual a real interação do cliente com a marca. Outro dia fiz uma experiência, tuitando a seguinte mensagem: “Marquei um encontro com um iPhone 4 numa loja da Vivo. Acho que meu relacionamento feliz com a Samsung sairá morto de lá.” Ao fazê-la, imediatamente me dei conta de que seria uma ótima oportunidade de ver se alguma das marcas fazia alguma espécie de monitoramento no Twitter. Resultado? Zero. Nem um reply, nem um novo seguidor – como volta e meia acontece com quem monitora e adiciona automaticamente um perfil que menciona uma marca. A Samsung perdeu uma ótima oportunidade de tentar manter a cliente; a Vivo, de se adiantar e me ajudar em alguma coisa; a Apple… – bem, talvez fosse querer demais que a Apple falasse comigo.

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Estariam as marcas erradas em não agir neste caso? Talvez errado seja um pouco forte, mas, com certeza, perdeu-se uma excelente oportunidade de um maior envolvimento comigo – seja por eu ser uma cliente antiga ou pela chance de começar um novo relacionamento já com um envolvimento maior. Não importa se você já tem um elevado número de fãs, mesmo sem ter uma grande atuação em mídias sociais (ou, às vezes, até nenhuma). Isso é, sem dúvida, um excelente começo e um privilégio. Mas ter esse privilégio e não aproveitar para crescer com ele, desenvolvendo o conhecimento, comunicação, relacionamento, envolvimento e engajamento com os fãs, é um grande desperdício, ou melhor, um grande erro. Achei curioso o caso da Nutella. São 32.267 fotos com a tag Nutella no Flickr, cerca de 5.330 vídeos no YouTube, 549 perfis no Twitter que mencionam Nutella na “bio” e 7.135.155 fãs no Facebook. Existe, inclusive, um “World Nutella Day“ (“Dia Mundial Nutella”), criado por uma fã. Todo esse movimento em torno da marca é muito maior por parte dos fãs que dos fabricantes. Em janeiro de 2009, a página da Nutella no Facebook era a quarta em números de fãs. Em um ano, sua posição caiu para vigésima quinta, mesmo com o crescimento de 2.100.000 para 3.421.754 fãs, um reflexo do crescimento geral, desde a popularidade do Facebook até o investimento em mídias sociais. O gerente da marca chegou a declarar em 2009 que a Nutella não desenvolvia ou incentivava blogs ou outras atividades relacionadas à internet, e que todo o buzz em torno da marca era gerado principalmente pelos fãs. No Facebook, a maioria dos comentários dos fãs é sobre como adoram Nutella, o quanto comeram, ou suas formas de comer prediletas. Uma real interação com a marca não existe. Na minha visão, o número de fãs, neste caso, é um indicador de pessoas apaixonadas pelo produto. Isso é bom? Claro. Mas tenho certeza de que uma aproximação maior destas pessoas com a marca, com o uso devido das mídias sociais, poderia trazer para a Nutella muito mais valor do que as vendas atuais de seu produto. Principalmente se o próprio fã já aponta claramente caminhos de envolvimento, seja criando e divulgando receitas com o seu produto ou criando um “dia mundial” para ele. A parte bizarra do caso Nutella é a seguinte: em agosto deste 2010, suas fan pages foram unidas em um único perfil internacional. Ao que parece, a marca resolveu finalmente “agir” nas mídias sociais.

Aviso da Nutella sobre a reunião de todas as fan pages em um único perfil.

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Porém, após esta data, nenhum comentário foi postado pela marca respondendo a postagens dos fãs, e apenas uma nova postagem foi feita, avisando que a página estava entrando em “férias de verão” e que ficaria fechada até 1º de setembro.

Aviso de férias da página da Nutella no Facebook.

Um mês depois, eles voltaram das “férias”. O aviso sobre a volta recebeu quase seis mil respostas, mas, após essa data, não houve mais nenhuma postagem de fã no mural da página. Faz pensar, não? E você, o que acha? A Nutella e seus quase cinco milhões de fãs é um caso de sucesso? ■

Comentários selecionados Chico Montenegro (@srchico) ponderou: “Pessoas são reais, e a presença digital é um pedaço de suas vidas; não existe real e virtual.” Sempre acreditei nessa ideia. O que muitas empresas não fazem ainda é perceber que as pessoas têm seus sentimentos reais e virtuais também, e essas vontades e sentimentos fazem a mudança do comportamento em aceitação de marcas. Belo post, Ma! Fernanda Fabian (@fernandaf) se identificou com o caso e questionou: Ótima reflexão, Marisa. Não conhecia esse case da Nutella, e, assim como você, já fiz vários “testes” com marcas para ver o que iriam fazer... Até agora nenhuma deu algum tipo de menção que fosse relevante. Tenho é que agradecer às que responderam quando perguntei diretamente, isso sim. Lamentável. Eu me questiono muito sobre essa ideia de quantidade... Por exemplo, quantos destes 4.813.934 de fato compram e consomem o produto? Uma grande questão para todos que trabalham com mídias sociais mesmo. Marisa Lemos (@mslemos), a autora, interagiu com Fernanda Fabian, assentindo e complementando: Eu também questiono muito quantidade, Fê. Mas para os clientes [empresas], muitas vezes, é isso que importa. Cabe aos profissionais do mercado conseguir explicar o quanto o engajamento é importante para o fortalecimento da marca. Obrigada pelo comentário. :) NOTA: Você pode acompanhar o artigo “A medida do sucesso em mídias sociais” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3AmuT. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente a autora. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Mídias e Redes Sociais

COMPRAS COLETIVAS NA MIRA DAS CAMPANHAS EM MÍDIAS SOCIAIS Sabrina Almeida Analista de Mídias Sociais, mineira, sagitariana, cética, mas devota do santo Google. Jornalista por formação, blogueira por opção e cruzeirense de coração. Apaixonada por web, novas tecnologias, marketing digital, mídias sociais, webwriting, SEO, futebol e Fórmula 1. Não consegue viver sem a família, sem os amigos e sem uma boa conexão. @sabrinaalmeida

www.sabrinaalmeida.com.br

NO ÚLTIMO ANO, os sites de compras coletivas tornaram-se a grande febre do e-commerce no Brasil. São vários os endereços que oferecem descontos de até 90% em produtos e serviços em várias cidades brasileiras e do mundo. De acordo com o Blog do E-commerce, esse serviço nasceu em 2008, nos EUA, com a pioneira Groupon, presente em 26 países e com expectativa de faturamento anual estimado em US$ 500 milhões para 2010. Uma estimativa muito interessante, não acham?! Acreditando que se tratava de uma nova modalidade de compra, resolvi estudar um pouco mais como funcionam esses sites de compras coletivas e, para minha surpresa, acabei descobrindo que, apesar do auxílio e da visibilidade oferecida pela internet, esta é uma das maneiras mais antigas de negociar. A ideia saiu do bom e velho “leve mais e pague menos”, assim como nos saldões de queima de estoque que encontramos no mercado tradicional. O objetivo da compra coletiva é reunir o maior número de pessoas interessadas em um mesmo produto/serviço e oferecer a elas descontos irresistíveis. Com isso, visando a necessidade, bem como a possibilidade de segmentar o público, não há melhor ferramenta para difundir esse tipo de negócio que a internet, concordam? Quem não gosta de ganhar descontos nos melhores restaurantes da cidade, reunir os amigos para um happy hour pagando apenas R$ 19,90 por dez chopes, ou fazer um tratamento estético para auxiliar no projeto verão 2011 com até 70% de desconto? Adoramos descontos, e nosso salário no final do mês agradece, não é mesmo? E é exatamente assim que se sente grande parte dos consumidores finais. Sejam de que classe for, A, B, ou C, o desconto sempre atraiu e sempre atrairá as pessoas, gerando conversa, prospectando a marca em outros meios e ainda proporcionando ao cliente a satisfação de estar adquirindo um produto por um valor abaixo do normal. Falo por mim quando digo que esses sites viraram mania. Cadastrei meu e-mail em pelo menos seis clubes/sites de compras e, logo pela manhã, acesso meu e-mail para saber quais são as ofertas disponíveis. Dependendo da oferta, efetuo a minha compra e ainda dou um jeito de comunicar à minha rede de amigos. É ou não é uma bela maneira de viralizar? Replicando determinada mensagem, não estou apenas divulgando o site, mas também a marca da empresa que está anunciando e o serviço que está sendo ofertado. Todos saem ganhando, e a culpa é de quem? Do modo de compartilhamento de informações, das redes sociais. Chegamos, então, onde eu queria. Como nos beneficiarmos deste modismo em campanhas de mídias sociais? Nem tudo pode ser ofertado e nem toda instituição se aplica ao modelo dos sites de compras coletivas.

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No entanto, se você está realizando um planejamento que envolve difusão da marca, divulgação de produtos e serviços e ainda faz parte de um segmento com grande aceitação do público, está na hora de parar de pensar apenas em promoções por meio de anúncios no Facebook, blogs e perfis institucionais no Twitter, envolvendo o bom e velho retweet seguido de sorteios. Talvez a grande vantagem de se investir em compras coletivas não esteja relacionada ao momento da oferta, mas ao instante posterior, quando o cliente vai até o estabelecimento, conhece o serviço, o atendimento e o produto e passa a recomendar à sua rede de contatos. Ou seja, a empresa ganha visibilidade e prospecção em grande escala. No entanto, vale ressaltar que o contrário também pode trazer muita dor de cabeça para micro e pequenos empresários que apostam nesse modelo. Sem uma infraestrutura mínima para atender a todos os clientes, o tiro pode sair pela culatra e gerar um buzz negativo devido à baixa capacidade de atender toda a demanda de serviços. VÁ ALÉM A internet todos os dias nos apresenta uma nova ferramenta, uma nova opção para agregar valor ao nosso trabalho, em suma, nas redes sociais. Por aqui, quase tudo muda todos os dias, e devemos acompanhar essas mudanças. Se o cliente [empresa] espera de você o diagnóstico e o planejamento de uma campanha, mostre a ele todas as possibilidades e saiba defender as ações propostas. Pesquise, estude, crie, inove. Os clubes/sites de compras coletivas viraram a cabeça do consumidor, assim como a presença e a usabilidade das redes sociais. Está na hora de aproveitar essa nova onda da web. Não perca tempo. ■

Comentários selecionados Guilherme Costa (@carpediano) analisou e exemplificou: Sabrina, você chegou ao ponto certo das compras coletivas. Com uma divisão por volta de 50% do valor pago pelos usuários entre o site e a empresa anunciante, o valor de anunciar uma oferta destas está na divulgação dos produtos, serviços e das marcas, e não na própria venda daquele produto ou serviço. Ao anunciar uma pizza com 70% de desconto, por exemplo, um estabelecimento tem a oportunidade de se apresentar para novos clientes e trazê-los para dentro de seu espaço, tendo uma excelente oportunidade para criar uma boa experiência para quem fará uso do cupom promocional e deixar uma boa lembrança na memória. Fora que para chegar a vender uns 900 cupons, um número muito maior de pessoas que não compraram aquela oferta foi impactado pela marca da pizzaria - e outras tantas inclusive acessaram o site, para conhecê-la melhor. NOTA: Você pode acompanhar o artigo “Compras coletivas na mira das campanhas em mídias sociais” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3AHYI. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente a autora. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Mercado e segmentação digital, comportamentos do empreendedor, perfil do público-alvo, cases, planejamento, plano de negócios.

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Empreendedorismo

STARTUPS: EMPRESAS COM CRESCIMENTO ACELERADO Danila Dourado

Mestre em Comunicação Digital pela Universidad Carlos III de Madrid (2010), pesquisa “os novos modelos de negócios com enfoque nas mídias sociais”; Especialista em Design Editorial pelo Istituto Europeo di Design (2008), graduada bacharel em Comunicação Social com hab. em Publicidade e Propaganda pela União Metropolitana de Educação e Cultura (2007). Atualmente exerce a função de Gerente de Monitoramento e Análise na PaperCliQ, agência baiana de comunicação e estratégia digital. @daniladourado

daniladourado.com

UMA STARTUP NASCE de um negócio baseado na inovação, que geralmente começa apenas com uma ideia criativa isolada, e, como passo seguinte, agrega um diferencial através da inovação como vantagem competitiva, para finalmente empreender o negócio. Geralmente, caracterizam-se por estar associadas a empreendimentos que enfrentam um crescimento acelerado, e, por isso, atraem investidores “anjos” com capital monetário e inteligente que se interessam por essas novas companhias embrionárias, dispostos a realizar investimentos relativamente baixos quando comparados com grandes projetos. As startups se diferenciam por seu alto risco e grande recompensa graças ao crescimento exponencial do empreendimento. Ou seja, possuem um baixo custo de implementação, um risco alto e uma retroalimentação potencial do investimento atrativo. Existem empresas inovadoras em todos os setores, no entanto aquelas startups de base tecnológica têm sido de grande importância para o crescimento de algumas indústrias em especial, como as indústrias de semicondutores, comunicação, biotecnologia e Internet (HITT, 2005). EMPRESAS COM CRESCIMENTO ACELERADO Uma premissa para uma startup de sucesso é que ela apresente um crescimento acelerado e, logo, o negócio será rentabilizado e garantirá o ROI para os investidores iniciais. Nesse sentido, Gundry (2001 in Rocha, 2008) realizou um esforço com o intuito de identificar algumas características das empresas que ascendem rapidamente, observou alguns atributos comuns a elas: • • • •

Comprometimento com trabalho em equipe; Preocupação com reputação e qualidade; Liderança forte; Utilização de financiamento para expandir o negócio.

Com um propósito similar, Feeser & Willard (1990) ressaltou a necessidade de definir o portfólio de produtos e oferta e com ele manter-se alinhado, evitando mudanças de produto, representando uma característica fortemente significativa entre as empresas de crescimento acelerado. Em um estudo realizado por Barringer (2005), foram comparadas 50 empresas que incidem em um crescimento acelerado com outras 50 empresas similares, porém com crescimento pequeno, objetivando identificar quais as características em comum entre as empresas de rápido crescimento. Abaixo, exponho um pequeno infográfico com as particularidades detectadas no estudo dos negócios que possuem rápida ascensão.

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Infográfico das características das empresas startups.

Essas informações corroboram a importância de as empresas ficarem atentas às suas práticas no mercado, conscientizando-se que para grandes pretensões é necessário investimento, o qual nem sempre será realizado unicamente em forma de valor monetário. Muitas vezes, o tempo dedicado para otimizar a gestão potencializará a conversão no maior ativo de uma companhia: conquistar pessoas (seja interna ou externamente). Nesse sentido, Fabrício Bloisi Rocha em sua dissertação de mestrado, afirma que: “A maior parte dos novos negócios baseados em inovação, entretanto, não realiza seu potencial de grande geração de valor. Certamente o fracasso de muitas das empresas deve-se a ineficiências produtivas, expostas

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pela competição com outras empresas mais eficientes do mercado. Outras estão sujeitas às ineficiências do ambiente em que estão, a uma estratégia inadequada, ou a outras restrições a que estão submetidas. Por fim, diversas startups simplesmente não possuem objetivos de grande crescimento”. (Rocha, 2008) EMPREENDEDOR STARTUP E EMPREENDEDOR SOCIAL

Todas essas características descritas anteriormente fazem parte da rotina de um empreendedor startup, “espécie” que ganhou destaque nos últimos anos graças a ideias inovadores que se transformaram em grandes corporações, como é o caso do Google, Youtube, Twitter e Facebook, entre outras empresas que se tornaram modelo no universo da comunicação digital. No entanto, o empreendedor startup apresenta algumas especificidades ao ser comparado com outro tipo de empreendedorismo, aquele que possui um cunho social. O empreendedor social é aquele que cria valor social por meio da inovação e da força de recursos financeiros, independente da sua origem, objetivando o desenvolvimento social, econômico e comunitário. Dessa forma, segundo Pessoa & Sizefredo, “os empreendedores sociais devem possuir ideias inovadoras para mudar o modelo da sociedade. Esses líderes excepcionais encontram pelo mundo muitos conhecimentos diferentes, partem de uma única qualidade organizacional para perseguir sua visão até tornar-se uma realidade socialmente extensa. Os empreendedores sociais são os pioneiros na inovação de soluções para os problemas sociais e não descansam até mudarem todo o modelo existente na sociedade”. Apesar de a temática central deste e-book ser a comunicação e o marketing digitais, que possuem atualmente como joia da coroa as mídias sociais - contemplando a cultura participativa em sites de redes de contato social - , elas não podem ser consideradas parte do empreendedorismo social, já que são plataformas que visam a rentabilidade financeira. Para definir com mais propriedade as particularidades e principais diferenças entre essas duas classes de empreendedores, recorro a uma análise feita por Oliveira (in Pessoa & Sizefredo); esse autor realiza uma comparação entre o empreendedorismo privado e empreendedorismo social. Empreendedorismo privado - é individual - produz bens e serviços para o mercado - tem foco no mercado - sua medida de desempenho é o lucro - visa satisfazer necessidades dos clientes e ampliar as potencialidades do negócio

Empreendedorismo social - é coletivo - produz bens e serviços para a comunidade - tem o foco na busca de soluções para os problemas sociais - sua medida de desempenho é o impacto social - visa resgatar pessoas da situação de risco social e promovê-las

Logo, as mídias sociais, mesmo estando em um ambiente altamente sociável, onde a ideia de comunidade está sendo mais reforçada do que nunca, não podem ser consideradas empreendimentos sociais, pois objetivam o lucro e produzem serviços focando a demanda do mercado. Geralmente, essas plataformas possuem crescimento acelerado, destacando-se por fortalecer o conceito de inovação não apenas na base de seus produtos e serviços, mas também na estrutura interna da empresa. Nesse sentido, é importante saber reconhecer o valor de cada tipo de inovação, já que o empreendedor startup é voltado para o retorno privado, e o social visa beneficiar a comunidade.

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REFERÊNCIAS OLIVEIRA, Edson M. Empreendedorismo social no Brasil: fundamentos e estratégias. Franca, SP 2004. Tese - Doutorado - Faculdade de História, Direito e Serviço Social - UNESP ROCHA, Fabrício Bloisi. Proposta de modelo para geração de valor substancial e estratégia de crescimento acelerado em startups. São Paulo, SP, 2008. Dissertação - Mestrado - Centro de estudos em estratégia e competitividade, FGV. ■

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Empreendedorismo

QUAIS OS DIFERENCIAIS DOS EMPREENDEDORES DA GERAÇÃO Y? Plínio Medeiros

Trabalha no Marketing do Sebrae/ES. Blogueiro desde 2008. Idealizador do blog Tecnocrata Digital. Idealizador do TwicontroES, encontro dos tuiteiros do Espírito Santo. @PlinioMKT

www.tecnocratadigital.com.br

HÁ ALGO DE SURPREENDENTE em empresas que surgem de ideias das cabeças dos jovens profissionais. Mas o que faz desses empreendedores inovadores tão especiais que conquistam o mercado? Eles exploram mercados inovadores, principalmente em áreas de tecnologia. Seus diferenciais são muito interessantes que cativam o cliente e parceiros a ponto de elevar a marca e o lucro. São justamente essas diferenças entre esses jovens empresários que queremos abordar aqui. A facilidade em utilizar novas tecnologias traz um diferencial muito grande para os empreendedores da geração Y. Esse domínio da tecnologia dá um ar mais inovador para os negócios, mais ousado e muito mais interativo, além de facilitar na obtenção de informações, tendências e notícias que irão ajudar no negócio. Empreendedores da geração Y possuem uma postura mais transparente e imparcial, respeitando mais sua equipe, fornecedores, parceiros e clientes, reforçando relacionamentos e trazendo benefícios para o negócio. São menos burocráticos e mais abertos a negociações, fazendo com que os jovens empreendedores visem mais os resultados do que os processos. Isso faz com que empresas gerenciadas por membros da geração Y tenham uma melhor resposta ao mercado, sendo mais adaptáveis. Também são mais abertos a aprender e pesquisar o que não conhecem, uma questão cultural, que lhes beneficia. Porém, não se aprofundam muito, mantendo uma superficialidade no assunto. Um líder que pertence à geração Y comumente não é hierárquico, se relaciona bem melhor com a sua equipe, deixando o ambiente mais leve e animado, trazendo melhores resultados para empresa. Também não são presos a paradigmas, adaptando-se melhor ao dinâmico mundo dos negócios. Com o jeito apreensivo de encarar a vida, tudo tem que ser urgente, tendendo a ações com resultados mais instantâneos. Isso desfavorece ações que necessitam de tempo, como as que envolvem estratégia e pesquisa. Encaram um mundo como algo bem menor do que seus antecessores; não importa se o cliente está na esquina ao lado ou do outro lado do mundo, para o jovem empreendedor é possível fazer negócios com o mundo todo. Empreendedores da geração Y são mais comprometidos com causas sociais, enxergam a importância da sustentabilidade, cresceram com este assunto em questão e são conscientes da sua importância.

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Vendo estas características, percebemos o quanto elas estão inteiramente ligadas ao desenvolvimento do mercado, mostrando que estes jovens estão preparados para assumir empresas, trazendo produtos ou serviços inovadores. A internet tem mudado o mercado, o modo de fazer negócios, além de gerar tendências. É difícil dizer como ficará o mercado daqui a alguns anos, pois sempre surge um serviço novo, uma aplicação nova, um nicho novo. Estes novos produtos ou serviços mudam completamente o mercado, que além de criar novos consumos, nichos, podem também modificar ou destruir antigos. E essa tendência vai ficando mais forte à medida que o acesso à internet cresce. Como exemplo, podemos citar Larry Page e Sergey Brin, que ao criarem o Google, mudaram o conceito de publicidade online, não só cobrando o que realmente é efetivo, quando o consumidor clica no anúncio, mas também oferecendo anúncios de acordo com o que ele está procurando. Não podemos deixar de citar Pierre Omydiar, com o eBay, um site onde qualquer um pode vender o que desejar para qualquer pessoa, o que o torna um grande portal de vendas. Grandes empresas tiveram que reconhecer a sua importância e criar canais de vendas dentro do eBay e seus associados. Ou o exemplo de Michael Dell, que criou a Dell, inovando, permitindo que o próprio consumidor pudesse montar o computador do jeito que desejasse, usando o site e vendendo diretamente para o consumidor final, reduzindo o preço que seria acrescentado caso passasse por lojas de varejo. Outro grande exemplo é Mark Zuckerberg, que criando o Facebook, descobriu que uma rede de pessoas, chamada de rede social, movida por relacionamentos, pode ser muito rentável - e no caso dele é - , mesmo sem cobrar pelo acesso, mas sim cobrando com publicidade online de acordo com o perfil do usuário. Praticamente o mesmo caminho nas redes sociais que Jack Dorsey tem tentado seguir com o Twitter, mostrando ao mundo o valor de informações instantâneas. O Twitter tem investido ultimamente em publicidade online, oferecendo anúncios no Trend Topics (assuntos mais falados), e também indicando ao usuário outros usuários que ele pode seguir de acordo com o perfil e conteúdo. Também podemos citar Andrew Mason, que é o novo prodígio do mercado com o conceito de compras coletivas, desenvolvendo a Groupon, que já atende a trinta países. O conceito é simples: quanto mais compras realizadas em grupos, maior o desconto, como se os compradores fossem uma grande associação. Muitos jovens empreendedores têm desenvolvido esses novos empreendimentos, exigindo que o mercado se atualize, mudando conceitos e até mesmo destruindo completamente, ou quase, mercados que não se atualizaram, como os CDs tradicionais sendo agora comprados online e baixados via mp3. O Brasil já mostrou que possui muito potencial empreendedor para criar sucesso com empresas pontocom. O país já está sendo visado pelas grandes empresas do ramo devido à alta aceitação da população para esse tipo de consumo. Porém, falta acesso a investimentos para que os jovens empreendedores possam desenvolver as suas ideias na prática. A maioria das empresas citadas acima é do Vale do Silício, onde grandes empresas investem nessas novas ideias - no mercado, uma empresa assim é chamada de “anjo investidor” -, com o objetivo de receberem retorno desses investimentos futuramente.

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Mas, infelizmente, aqui no Brasil, poucas empresas possuem esta cultura, diminuindo a possibilidade de sucesso desses empreendedores, limitando-os a recorrer a alguns programas do Governo, como o Finep, ou a incubadoras. Ainda bem que tais empreendimentos não necessitam de muitos investimentos iniciais, já que na internet os custos são mais baixos, não sendo necessário pagar impostos de estabelecimentos, os números de funcionários são mais enxutos, dentre outras características que ajudam no bolso. ■

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Ações, campanhas, criações, planejamentos, cases, comunicações segmentadas, mídias digitais, plataformas, marketing 3.0.

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Marketing Digital

GOOGLE: A AGÊNCIA DE MARKETING E PUBLICIDADE DIGITAIS Lívia Brito

Administradora obcecada por Marketing. Viciada em artigos, teses, monografias, livros e negócios que geram informação e conhecimento. Maranhense, escritora amadora, blogueira, doida, revisora, nerd, metida à pesquisadora, metódica, apaixonada por Ritmo & Poesia e, por vezes, displicente. @liviabrito

liviabrito.wordpress.com

br.linkedin.com/pub/livia-brito/ NA COMUNICAÇÃO TRADICIONAL, o anunciante dispõe de inúmeras agências capazes de gerar a criação e o planejamento adequados ao perfil e objetivos da marca/organização. Na comunicação digital não é diferente. Cada vez mais, surgem agentes capacitados em webmarketing e na criação de um planejamento estratégico digital. Vale ressaltar que, tanto nas mídias tradicionais como digitais, as agências devem trabalhar o marketing eletrônico e saber como medir o desempenho das ações. Diante deste cenário, um dos agentes que mais oferecem ferramentas que alavancam o marketing e a publicidade no meio eletrônico, e com custos baixos, é o Google. O Google AdWords e o Gloogle AdSense favorecem os sites e blogs de forma direcionada aos objetivos de comunicação da empresa ou criador de conteúdo. E ainda possibilita medir o desempenho proporcionado por essas ferramentas. O Google oferece ainda recursos para construção de sites, além das ferramentas de medição de desempenho, geração de publicidade e anúncios. Citaremos a seguir alguns recursos disponíveis para o desenvolvimento de sites. O Google Chrome, além de ser um dos navegadores mais amigáveis aos padrões web, é também o melhor recurso para desenvolvimento, devido a uma série de ferramentas que o torna uma plataforma ideal para refinar e testar seus sites. Você pode abrir o Chrome Development Tools (ferramenta de desenvolvimento do Chrome) pelo atalho [Crlt] + [Shift] + [I], no Windows, ou [Cmmd] + [Alt] + [I], no OS-X. A ferramenta é semelhante à Firebug, do Firefox. Há tabs para análise da performance, script, e ainda o recurso Audit, que valida e sugere otimizações de códigos. A seção “Elements” permite controle em tempo real e linha por linha do HTML e do CSS na página exibida no DOM (Document Object Model). Pode ser usada para encontrar problemas no código, refinar o design ou inspecionar layouts de outros sites. Inclui um debugger de JavaScript, além de ferramentas para testar a velocidade. Todos esses recursos você encontra no Chrome Delelopment Tools. sites. Logo, o Google também permite que esses sites sejam acompanhados e possibilita incluir ferramentas que agregam valor e usabilidade ao site. É no campo SEO – Search Engine Optimization (otimização para buscadores) que estão as ferramentas mais conhecidas da Google. Seguem as descrições dos recursos:

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É um serviço cujos anúncios são encontrados através das palavras-chaves que o interessado procura no site de busca. É um modo de gerar publicidade altamente segmentada, baseada no sistema de Custo por Clique (CPC), Custo por Impressões (CPM) ou de Custo por Ação (CPA), independentemente do orçamento. É possível também utilizar os chamados “links patrocinados”, via AdWords. Este serviço funciona como um integrador entre uma ação e outros sites compatíveis. Um exemplo comum: em uma troca de e-mails sobre uma viagem à Espanha, usando uma conta Gmail, provavelmente veremos no canto direito links patrocinados sobre sites de hotéis, roteiros turísticos, restaurantes etc. A ferramenta aumenta o desempenho do site e multiplica os acessos, principalmente quando a escolha das palavras-chaves é planejada de acordo com os objetivos de comunicação digital. Para isso, o Google AdWords incluiu uma coluna chamada de Índice de Qualidade. A coluna está no guia “Palavras-chave” da página Detalhes do Grupo de anúncios, e pode ser personalizada. Ela exibe o Índice de Qualidade das palavraschaves e monitora a relevância, cujos parâmetros são: Ótimo, Ok e Insatisfatório. Permite rastrear impressões e clickthroughs (a porcentagem dos seus visitantes que clicaram em anúncios), além dos recursos citados anteriormente.

Este serviço possibilita que um site publique anúncios oferecidos pelo Google, e receba recompensas por clique ou visualização. Websites se inscrevem na ferramenta para a exibição de anúncios em texto, imagem e vídeo. Os anúncios são monitorados pelo Google e geram lucro baseado na quantidade de cliques ou de visualizações. A escolha dos anúncios é de acordo com o conteúdo do site, localização geográfica do usuário, entre outros fatores que geram uma ação menos intrusiva. É uma forma de gerar receita para websites pequenos e blogs, representando a oportunidade de acesso gratuito e instantâneo a diversos anunciantes. A tecnologia do AdSense possibilita o controle completo do desempenho dos anúncios, o gerenciamento e a realização das ações de melhoria são facilitados através dos resultados.

Como forma de medir o desempenho das ferramentas, o Google Analytics, como muitos já conhecem, é a ferramenta que mensura o tráfego e a eficiência das ações de marketing dos sites e blogs. EXEMPLO DE SUCESSO O lançamento no Brasil tinha como objetivo atrair o público jovem. A campanha incluiu o Google AdWords e um canal no YouTube para a divulgação (Google AdSense). Os anúncios tiveram 42 milhões de impressões, geraram 365 mil visitas ao vídeo, representando 65% do tráfego.

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A AGÊNCIA O gigante Google, uma das maiores agências de publicidade, marketing e web 3.0, oferece e garante ferramentas e serviços que favorecem o crescimento e desenvolvimento dos sites e blogs, além de possibilitar uma comunicação cada vez mais horizontal e integradora, capacitando e facilitando a emissão e recepção das mensagens e ações entre produtores, anunciantes e os internautas. Além dos recursos aqui descritos, cabe mencionar outros que oferecem utilidade e funcionalidade aos seus sites. VELOCIDADE MÁXIMA Page Speed (code.google.com/speed/page-speed/) Speed Tracer (code.google.com/webtoolkit/speedtracer/) São plug-ins para o Chrome e Firefox que podem ser usados para detectar gargalos na velocidade de carregamento de seus sites. CRIAR APLICAÇÕES Gears (gears.google.com) - implementa funcionalidades offline para páginas web, acrescentando base de dados, armazenamento e entrada e saída de arquivos rodando diretamente no browser. Para aplicações em JavaScript puro, o Google oferece o Closure Tools (code.google.com/closure/) - é uma suíte poderosa e permite otimizar documentos em código rápido, portátil e com sintaxe checada. ■ Para mais informações sobre a gigante Google, leia a Revista W, ano 11, n. 124, Ed. Europa.

Comentários selecionados Flavio Luiz Melo (@flavioluizmelo) fez um adendo: Gostei da sua abordagem sobre o Google AdWords. Eu acrescentaria um grande diferencial dos links patrocinados que é a velocidade de publicação. Esta versatilidade é ideal para campanhas-relâmpago, como combate a ofertas da concorrência. Precisou de resposta rápida para o mercado? A solução está nos links patrocinados. NOTA: Você pode acompanhar o artigo “Google: a agência de marketing e publicidade digitais” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3AK76. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente a autora. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Marketing Digital

SALVA POR UM TWEET: UMA ANÁLISE SOBRE O PODER DA INTERNET Marisa Lemos Profissional de marketing carioca com mais de 15 anos de experiência, é apaixonada por internet e trabalha em marketing digital há cinco anos, com foco em planejamento de marketing, comunicação e mídias sociais. É gerente de projeto da Música & Mercado e atua em paralelo no marketing da Social House. @mslemos

br.linkedin.com/in/mslemos

marisalemos@gmail.com

HÁ TEMPOS, eu tinha vontade de escrever um artigo sobre uma reportagem que li em uma edição da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. A reportagem conta o caso de uma pequena livraria de Portland, nos Estados Unidos, que estava à beira da falência e “saiu da crise com a ajuda da internet”. A íntegra desta matéria pode ser lida aqui, mas vou resumila abaixo. Filho fica sabendo da iminente falência da livraria da mãe em sua cidade natal. Comovido, ele dispara um tweet prometendo comprar um burrito para quem aparecer no restaurante x, no dia y, portando um recibo de mais de 50 dólares daquela livraria. Ao mesmo tempo, faz um post no seu blog, falando sobre a crise da economia americana e a importância de valorizar o comércio local. Seu blog recebia, à época, pouco mais de 20 visitas por mês, originadas principalmente por seus amigos. Da mesma forma, seu perfil no Twitter não era extremamente popular. No entanto, para espanto do filho e da mãe, a mensagem viralizou. Seu tweet recebeu 30 RTs quase imediatamente; seu blog recebeu nos três dias seguintes mais visitas que nos dois meses anteriores. O post foi parar em e-mails de amigos e, a partir daí, percorreu as caixas postais dos funcionários de várias empresas de Portland - como Nike e Adidas. O resultado foi que, no dia prometido, oitenta pessoas estavam presentes no restaurante para receber seus burritos. Além da equipe de TV local para filmar o encontro. O tweet não salvou a empresa a longo prazo, mas propiciou o melhor mês de vendas da história da livraria. Pagou as contas e ainda permitiu que a empresa entrasse no ano seguinte com fôlego e dinheiro no caixa. Uma história dessas é ótima para vender o “poder” das mídias sociais e a força da internet como ferramenta de marketing, quando analisada de forma rasa. Mas vamos olhar com calma? O que deu certo na “estratégia”

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do filho? Aaron, o filho, não era um profissional de marketing ou comunicação. Agiu com o coração, usando as ferramentas que tinha à mão e sem um planejamento que visasse obter um resultado duradouro. O que ele queria era gerar um pouco de movimento para a livraria e, com isso, dar ânimo extra à sua mãe, para passar por aquela crise. Mas o tweet e o blog que foram usados como suas ferramentas de desabafo alcançaram efeito viral sem que isso fosse planejado.

Roberta Dyer contou com a ajuda do filho, Aaron Durand. Créditos da foto para PEGN.

Ele conseguiu atingir as pessoas com seu texto, principalmente porque estava fazendo uma boa ação para sua mãe. Seu post foi replicado em alguns blogs, seu “conto de Natal” virou matéria de TV e assunto de reportagens em jornais locais e acabou dando certo - mais certo até do que eles esperavam. No post original do seu blog, ele diz que escreveu para pessoas famosas no Twitter, pedindo a elas para falarem sobre a livraria, para levar mais pessoas até lá - uma “estratégia” nada recomendável, por sinal; um claro indício de que a ação era realmente um apelo, e não uma campanha de marketing. No entanto, para sua surpresa, no meio de toda a comoção gerada por seu post, ele acabou acertando em cheio em necessidades que já existiam. Sua ideia acabou sendo uma feliz junção entre oferta e demanda, criando uma oportunidade com excelente preço, prazo e produto. Eis os ingredientes que foram realmente responsáveis pelo sucesso da promoção de troca do recibo da livraria por burritos: • Uma loja que os clientes adoravam, com excelentes reviews nos sites de avaliação de empresas – e cujo slogan é “A great little store with great big service“, algo como “Uma ótima lojinha com um ótimo serviço”; • Uma época perfeita para compra de presentes, com a proximidade do Natal; • Uma nevasca (este um fator imprevisível) que inviabilizou/deixou clientes temerosos sobre entregas de lojas online; • Uma causa à qual aderir - ajudar o comércio local e/ou apoiar um filho que queria ajudar a mãe; • A descoberta de um novo público. Em um trecho da matéria, relata-se que “em vez dos clientes habituais da loja, geralmente de meia-idade, os novos clientes tinham vinte ou trinta anos: eram jovens desenhistas de calçados da Nike e da Adidas, pessoas que usavam gorros, fones de ouvido, bicicletas”.

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Esse público, certamente formado por pessoas mais acostumadas a comprar pela internet e impactadas pelos e-mails repassados dentro de suas empresas e por seus amigos, aderiu à causa de Aaron, embora não fossem seus seguidores ou conhecidos. O poder da internet aqui é muito mais que os “tweets que salvaram a livraria”. É o poder de um ambiente com grandes oportunidades de comunicação, que pode ser explorado de diversas maneiras e ao mesmo tempo ser adequado às necessidades individuais de cada negócio. Algumas características da internet que ajudaram o sucesso deste caso da livraria foram: • Oferecer ferramentas fáceis e gratuitas para divulgar uma causa e, mais que isso, que permitem rápida resposta e facilitam o engajamento. • Facilitar a descoberta do público-alvo certo para o seu negócio, seja em redes sociais, sites, ou simplesmente atrás de um computador lendo suas caixas postais; • Ter ferramentas disponíveis para avaliação/divulgação de uma marca, ambiente no qual a reputação de uma empresa pode ser checada instantaneamente. • Ser uma fonte de notícias para diversos veículos, criando oportunidades para que uma história local se torne um exemplo mundial. Muitos não conheciam a Broadway Books. Talvez até passassem por ela, sem nunca ter pensado em entrar. Mas receberam o pedido por meio de um conhecido (olha a força das redes sociais aí) e talvez até tenham procurado referências online sobre a loja e a pessoa que começou tudo isso. Quem sabe?! A Broadway Books tem site, blog, Twitter, página no Facebook e canal no YouTube, mas não vende online. Eu espero que o sucesso que a fez respirar no final do ano passado permita que ela se mantenha ainda por muito tempo, mas talvez ter seu próprio e-commerce a ajudasse no futuro. Penso que seria uma ótima ideia dar mais uma alternativa de compra para seu velho e também para seu mais novo público. Afinal de contas, depender de um tweet “salvador” para refinanciar o negócio pode ser arriscado demais. ■

Comentários selecionados Guilherme Costa (@carpediano) corroborou: Muito legal o seu post, Marisa, assim como o case. Realmente, temos duas coisas essenciais neste caso: a força das ferramentas de comunicação na internet e as variáveis imprevisíveis - devem sempre ser levadas em conta, para não cairmos no deslumbramento, mas fazermos uma análise sóbria. Grande beijo. NOTA: Você pode acompanhar o artigo “Salva por um tweet: uma análise sobre o poder da internet” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3ALRf. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente a autora. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Transações, conexões, utilização, comunicação, plataformas, credibilidade e fidelidade, exemplos.

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E-Commerce

AS MÍDIAS SOCIAIS EM AUXÍLIO AO COMÉRCIO DA INTERNET André Brazoli

Estudante de publicidade, viciado em internet, mídias sociais e busca sempre coisas interessantes (ou não) que possam ajudar na sua vida online (ou não). Passa a maior parte do tempo livre buscando ferramentas ou estudando cases e ações em mídias sociais. Trabalha sempre com fones e música alta. @Brazoli

linkedin.com/in/andrebraz

http://flavors.me/brazoli

TODOS JÁ TEMOS conhecimento de que as mídias sociais são as queridinhas do momento das grandes empresas, que as utilizam com o auxílio de pessoas e agências “especializadas” no assunto. Mas, e como ficam os pequenos empresários ou pessoas comuns que têm algum tipo de produto/serviço e gostariam de divulgálo e vendê-lo na internet? Com este texto, vou tentar clarear um pouco e dar algumas ideias para quem deseja fazer comércio na internet, mas não tem muito dinheiro para investir. A DIVULGAÇÃO: Hoje, temos dois meios simples para divulgar seu produto na internet por meio das mídias sociais. O primeiro é o blog, no qual você pode manter um registro de atividades, fazer releases dos produtos e manter uma vitrine como em uma loja convencional. O blog não deve ser só mais um canal para falar somente da sua própria marca, mas também um meio de transmitir informações a seus clientes. Abra um canal que passe além de informações sobre a sua a marca ofereça também outras dicas. Se você tem uma loja de artigos esportivos, que tal divulgar em seu blog os circuitos de corridas ou atividades esportivas da sua região? Agrega um valor diferenciado ao blog, mas não foge do tema central da empresa. O blog agrega um valor muito distinto de outras mídias sociais. Com ele, as informações não são somente flashs, como é o caso do Twitter. Aqui a abordagem pode ser mais detalhada e completa. O seu cliente, ou possível cliente, quando chega ao blog, já vem de tantas outras buscas, seja por comentários de amigos, buscas na própria internet ou devido a algum tipo de ação publicitária que viu. Este é o momento para prender a sua atenção e passar as mais vastas informações possíveis sem que ele tenha que perguntar. A linguagem abordada deve ser a que seu público fala. Não vai adiantar encher um post com vários termos técnicos que ele não vai entender. Seja direto, fale do produto, mas sem aquele cunho comercial puro. Dê as suas especificidades, seus benefícios, mas de uma forma que o seu público vá entender, fazendo com que ele não precise ir a outro lugar para buscar mais informações.

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Mantenha uma equipe “treinada”, que saiba muito bem o que está fazendo. Utilize português claro; erros de escrita podem acabar com a sua reputação. Por mais que sejam pessoas no comando desses canais, erros de grafias devem ser minimizados ao máximo. Mantenha sempre um revisor para fazer os devidos retoques nos artigos antes de publicados. Gere conteúdo que possa ser difundido nos demais canais que possui nas mídias sociais. E não as deixe de fora do seu blog, utilize as diversas ferramentas para vinculá-las ao seu blog. Como plataformas para criação do seu blog, temos a plataforma do Blogger, muito simples e extremamente editável, e o WordPress, já um pouco mais complexo caso você não tenha familiaridade com blogs. O segundo é o Twitter, por meio do qual você pode divulgar novos produtos, textos do blog, ter um grande alcance das mensagens, engajamento dos seus seguidores, e ter uma central de relacionamento com seus atuais e potenciais clientes. Por meio do Twitter, você pode ver em tempo real qual o grau de satisfação de seus consumidores, buscar receber um feedback sobre algo que deva ser mudado, que sofre a insatisfação em um atendimento ou com um produto/serviço adquirido. Este é o canal em que sua empresa estará mais próxima do seu consumidor. Trate-o com carinho. Uma mensagem dele (consumidor) falando de insatisfação pode virar um post em um blog e se transformar em uma bola de neve sem tamanho. Trate todos os casos com transparência e agilidade. Se seu cliente fez uma reclamação que no momento não pode ser atendida, explique o caso, busque um outro meio para contato, seja telefone ou e-mail, mas explique que seu caso está sendo tratado e dê uma resposta o mais rápido possível. Uma resposta demorada pode ser pior do que não tê-la recebido, pois o problema já pode ter se agravado, e como você ficou de dar uma resposta, a insatisfação agora poderá ser dobrada. VITRINE DE PRODUTOS Para criar uma vitrine de produtos, você pode utilizar o próprio blog e usar nele uma página exclusiva para os produtos, ou então, buscar em serviços de álbuns de imagens para manter tal vitrine. Tem o Picasa, que é um serviço do Google, e se você escolher por usar a plataforma Blogger (também do Google) para criar o seu blog, todas as imagens nele publicadas são automaticamente publicadas no Picasa, sendo necessária somente uma melhor organização. Outro serviço - meu preferido - para o que buscamos com este texto é o Flickr, serviço do Yahoo, muito simples e com ferramentas próprias, tanto para Blogger quanto para WordPress. A organização em álbuns é muito simples; você pode separar por classificação de produtos ou utilizar da forma que melhor se adequar aos seus objetivos comerciais. CANAIS DE RELACIONAMENTO (SAC) As grandes empresas têm se utilizado das mídias sociais para terem um canal de relacionamento com seus clientes, e não deve ser diferente também com os pequenos empresários.

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Twitter: Hoje, as pessoas veem no Twitter uma forma de ter um contato mais próximo e rápido com as empresas, fazendo suas reclamações e esperando uma solução, por exemplo. Mas uma reclamação no Twitter pode tomar - e tomará, com toda certeza - proporções maiores se não for sanada ou amenizada de alguma forma. Então esteja nele pronto para saber o que o cliente deseja, para que não seja somente mais um canal de divulgação de produtos e/ou serviços. Interagir é o mais importante nas mídias sociais, e boa parte da divulgação será feita pelos próprios clientes, que estarão satisfeitos com os serviços prestados. Monitore o que estão falando da sua marca no Twitter, utilize de seu próprio serviço de busca para saber o que falam. Essa é uma forma de se antecipar a um problema que possa surgir, além de divulgar o seu perfil para aqueles que não sabem que você está ali. Não fale somente da sua marca, interaja com seus seguidores, pergunte o que acham dos produtos, sobre o atendimento, o que gostariam que fosse mudado; busque sempre um feedback. Tenha certeza: seus clientes são e serão suas maiores fontes de aprendizado. Orkut: O Orkut foi um dos primeiros sites de relacionamento que chegaram ao Brasil e, por isso, ainda é um dos maiores no segmento por aqui. É certo afirmar que uma grande parcela dos seus clientes está nele, mas lembrese sempre de traçar metas e objetivos concretos. Ter um perfil no Orkut é saber que você pode receber críticas, sugestões, elogios e vários outros feedbacks em relação a sua empresa, e deve estar preparado para responder a todos eles. No Orkut, também é possível fazer álbuns com produtos, adicionar comunidades que tenham um tema comum a sua empresa, divulgação por meio de recados aos seus “amigos” e, o mais importante, interagir com eles, saber o gostam e esperam da marca. Evite fazer spams. Há uma cultura muito forte hoje de envio de recados em massa. Por mais que sejam enviados para seus 800 “amigos”, o seu alcance será muito baixo - nem todos leem os recados enviados em massa. Personalize a forma que vai atender as pessoas nessas redes, tente segmentar por perfis e classes. As comunidades, fotos e demais ingredientes que estejam no perfil do seu cliente dizem muito sobre a personalidade dele; algumas horas investidas nesta segmentação valerão a eficácia em uma ação a ser realizada. Facebook: O Facebook tem suas similaridades com o Orkut; você pode ter seu perfil ou uma página (como as comunidades do Orkut). Porém, todas as atualizações feitas por você aparecem no perfil dos seus amigos, e vice-versa, o que potencializa também a divulgação, podendo haver comentários e ser menos intrusivo do que os spams enviados no Orkut. As páginas no Facebook têm um grande “quê” a mais que as comunidades no Orkut, pois elas são extremamente editáveis, podendo acrescentar códigos específicos e transformá-las basicamente em um site. Veja os exemplos de páginas personalizadas: Porsche, Coca-Cola e Absolut Brasil. O Facebook tem tomado espaço rapidamente de todas as redes; por isso invista nele, mas não se esqueça de ter um bom planejamento.

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Formspring: Essa talvez seja a ferramenta que mais se adéque ao perfil de SAC, e tem uma potencialidade grande quando utilizada com as outras citadas acima. O Formspring é um site de perguntas e respostas como naqueles antigos cadernos escolares, porém, se utilizado empresarialmente, pode-se claramente criar um FAQ com as perguntas enviadas pelos clientes. Nele, as respostas só ficam visíveis após a sua resposta, e não é obrigatório responder a todas as perguntas, mas lembre-se que o seu cliente vai querer a resposta para a dúvida que surgiu. Para ver um exemplo, acesse o Formspring do Mídia Boom. Foursquare: O Foursquare é uma mídia social baseada em geolocalização, por meio da qual seus usuários dão check-ins onde estão pelo celular. O próprio serviço “premia” seus usuários, com badges (como se fossem selos de qualidade) para aqueles que alcançarem os critérios de recebimento. Muitas empresas também têm premiado seus clientes por estes darem check-ins em seus estabelecimentos. Esta rede tem ganhado cada vez mais adeptos devido, principalmente, à grande incidência de celulares com acesso à internet. PROMOÇÕES É de praxe as empresas fazerem promoções em seus perfis, seja para conseguir mais contatos ou somente uma visibilidade nas redes. Não se esqueça que os clientes não querem somente segui-lo no Twitter ou fazer parte da sua página no Facebook; eles também querem regalias e mimos que não conseguem diretamente nas lojas. CONSIDERAÇÕES FINAIS Busque primeiro saber onde está o seu público, para fazer as escolhas certas, para alcançar os objetivos propostos para cada uma das mídias escolhidas. Não adianta estar em todas, se o seu público não está, ou também se não fizer um plano estratégico correto. Seguem outros exemplos de blogs, Twitter e Facebook de empresas ou produtos que utilizam bem as mídias sociais para interação com seu público. Camiseteria: http://www.camiseteria.com/ http://twitter.com/Camiseteria http://twitter.com/SACCamiseteria http://www.facebook.com/camiseteria The Flaming Pie: http://www.theflamingpie.com.br/ http://twitter.com/theflamingpie Pitilé: http://www.pitile.com.br/ http://twitter.com/pitile http://www.flickr.com/photos/pitile/ ■

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Comentários selecionados Rosana Gabriela (@JornalistaPR) confirmou: São inúmeras as possibilidades que essas novas ferramentas de interação proporcionam. Por serem diretas, você pode conversar com o seu cliente, solucionar seus problemas e, de fato, estabelecer um canal de comunicação com ele. Chico Montenegro (@srchico) interagiu com Rosana Gabriela, ratificando: Isso é verdade! Existem empresas que estão utilizando o Twitter, por exemplo, para disseminar promoções. Outras estão utilizando para SAC. As maneiras de utilização vão muito da análise de cada público ou necessidade da empresa. NOTA: Você pode acompanhar o artigo “As mídias sociais em auxílio ao comércio na internet” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3ALXp. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente o autor. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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E-Commerce

PREGUIÇA E PRATICIDADE ALIADAS AO VAREJO ONLINE Carolina Gancev Preguiça, sorriso, bom humor (não quando acorda), Corinthians, TPM, batata frita, sorvete, marketing, USP. Só não é mais proativa por falta de espaço. Não é vegetariana por se achar muito capitalista pra isso. @carolzitaa

O VAREJO ESTÁ tomando conta da internet, e isso é mais do que sabido por todos nós. No final da década de 90, surgiram os leilões online, como mercadolivre.com, eBay.com, fazendo com que os grandes varejistas que ainda não vendiam pela internet tivessem que repensar seu modelo de negócios. Hoje em dia, é muito comum realizar compras pela internet. Encontra-se de tudo: desde roupas, acessórios e celulares até descontos para bares e restaurantes. Descontos? Sim, descontos. Sites de compras coletivas, como o Peixe Urbano e o Groupon, oferecem descontos para rodízio de comida japonesa, chopes em alguns dos mais badalados bares de São Paulo, sobremesas de graça nos restaurantes cadastrados, viagens para lugares paradisíacos com o preço 70% menor que o usual, massagens e até tratamentos de estética. Para fazer parte dessa mamata, é necessário somente se cadastrar no site. Os usuários recebem um e-mail diariamente informando as ofertas do dia; é só entrar lá e comprar. Outro tipo de site que está na moda é o de clube de roupas e acessórios de marca, como o BrandsClub e o Privalia. Para ter acesso às ofertas, é necessário receber um convite - não pode-se simplesmente realizar um cadastro. Uma vez dentro, é possível encontrar marcas como Chanel e Diesel vendendo seus produtos a preços muito bons. A desvantagem, porém, é o prazo de entrega. O site demora 20 dias úteis (às vezes mais) para entregar o produto ao consumidor. É o preço que se paga para ter marcas famosas e normalmente caras a preços com desconto de até 80%. É importante também ver o outro lado da moeda: os parceiros. Sites como esses são muito bons para grandes marcas ou empresas divulgarem seus nomes. No caso dos descontos, pense em um restaurante que inaugurou há pouco e ainda não tem uma cartela de clientes muito grande, pois as pessoas sempre ficam um pouco receosas antes de ir a um lugar que não conhecem ou nunca ouviram indicações de ninguém. Então, esses descontos funcionam como amostras grátis de produtos. É um benefício que a empresa oferece para você testar o produto e sair comentando por aí. Ou seja, é uma parceria boa tanto para o site, como para os estabelecimentos que se filiam a ele, pois os consumidores vão sair falando de ambos. Os sites não ficam para trás e já engataram no relacionamento com os clientes. Todos estes citados acima oferecem um valor em troca de cada usuário indicado. Mas não basta apenas indicar. O amigo tem que realizar uma compra e só então ganha-se o valor. É uma forma de divulgar simples, rápida e barata; afinal, nada melhor

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do que um bom boca a boca para o sucesso do negócio. É isso ai, o comércio online veio para ficar. É prático, simples e rápido, além de atender uma das maiores tendências do mercado: o comodismo. Os consumidores estão ficando cada vez mais preguiçosos, ao mesmo tempo que cada vez mais querem comprar. O varejo online supre essa tendência, alinhando a facilidade das compras com a praticidade de receber o produto em casa. Fica a dica para aqueles que ainda não estão familiarizados com compras online! ■

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Técnicas, exploração na Internet, modelos, conceitos e utilização em campanhas.

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Guerrilha e Viral

SUSTENTABILIDADE SENDO UTILIZADA NO MARKETING DE GUERRILHA Chico Montenegro

Fundador do blog Mídia Boom, da agência digital Social Tag e do podcast Fala Blogueiro. Atualmente, trabalha como consultor de marketing digital, mídias sociais e e-commerce. Empreendedor nato que adora comunicação, socializar e cerveja. Pretende, um dia, ter uma ideia que vai revolucionar algum setor dessa imensa internet e, com isso, ganhar milhões - quem sabe, né?! @srchico

br.linkedin.com/in/chicomontenegro

fale@midiaboom.com.br

ANTES DE TUDO, vamos entender o que é marketing de guerrilha. O termo marketing de guerrilha vem da guerrilha bélica, ou seja, é um tipo de guerra não convencional, no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros. Por princípio, as ferramentas de marketing de guerrilha são utilizadas por empresas menores com o objetivo de combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem. O marketing de guerrilha - como descrito por Jay Conrad Levinson no seu popular livro Guerrilla Marketing, de 1982 - utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas atividades de marketing e com orçamentos “apertados”. Fonte: Wikipédia No Brasil, o marketing de guerrilha está, a cada dia, ficando mais conhecido e famoso entre pequenas empresas e agências de publicidade. Algumas empresas utilizam o famoso “hype”, algo que está acontecendo e chamando atenção da mídia, para criar suas ações fixando sua marca, produto ou ideia com a onda do momento em algum assunto. Isso está acontecendo bastante com a sustentabilidade, palavra do momento e da moda. Muitas empresas, principalmente grandes corporações, estão criando suas ações de campanhas baseadas na sustentabilidade. Eu não sou um bom conhecedor do assunto, mas toda vez que vejo uma ação, seja de marketing ou uma propaganda utilizando a sustentabilidade como ponto de divulgação, sempre fico com a sensação de que a empresa está ficando - ou tentando ficar - mais sincera. Sensação por muitas vezes enganosa. Isso, para mim, aconteceu com o evento SWU em São Paulo, na cidade de Itu. O evento teve diversas atrações musicais. Não acompanhei o evento, mas sei que diversos blogueiros estiveram lá prestigiando os músicos e outras atrações do evento. Depois de ler alguns artigos, após o evento, falando sobre muitos erros da organização (copos plásticos, estacionamento caro e o não incentivo à ida ao evento de bicicleta e outras coisas mais) totalmente contrários ao que diziam nos anúncios e em toda a divulgação do evento, levando a bandeira da sustentabilidade como principal foco, comecei a pensar se realmente muitas empresas, ou a maioria, que levam essa bandeira da sustentabilidade estão mesmo fazendo isso acontecer. Será? Utilizar algo do momento para promover sua marca ou produto é algo bem guerrilheiro e uma grande ideia, mas

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deve ser feito de forma sincera e apoiando realmente a causa, no caso da sustentabilidade. Sem a sinceridade na campanha ou ação de marketing e sem o respeito à real ideia do projeto, marca ou empresa, acaba ficando bem claro, para bom entendedor, que o foco não era o que diziam, e muitas vezes é somente o lucro. Empresas, pensem nisso. CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES Dentro deste texto, que foi primeiramente publicado no blog, nasce uma pergunta crucial sobre a utilização da sustentabilidade nas empresas. Mas percebo outra indagação maior ainda: como o marketing pode ser importante para a integração desse novo conceito de sustentabilidade nas empresas? Em um artigo publicado no Portal Administradores, Marta Romero destaca que Adam Smith, quando propôs o modelo de economia chamado Capitalismo, previu que, para suprir as necessidades da sociedade, o modelo funcionaria por meio da “mão invisível do mercado”. Com o passar do tempo foi desenvolvida a disciplina de Marketing, que além de tentar analisar e entender as necessidades dos consumidores, tenta “enxergar” a “mão invisível do mercado”. O marqueteiro - ou mercadólogo, como queira - não é responsável somente pela publicidade ou propagação de um produto, marca ou serviço, como estamos vendo a cada dia. Ele se destaca pelo planejamento de novas ideias e maneiras inteligentes e que possam trazer resultados reais para as empresas em qualquer área do mercado. Utilizando a sustentabilidade como exemplo, é totalmente possível a integração desse conceito em qualquer empresa, desde que ela seja feita por um profissional de marketing totalmente focado, não somente no lucro ou na boa imagem da empresa, mas principalmente nas necessidades dos consumidores, no seu engajamento com essa questão, integrando realmente clientes e empresa. Cabe aos profissionais de marketing e comunicação, analisar, entender e implementar essa nova forma que as empresas estão tomando e doutrinar a marca/empresa a entender que o conceito de sustentabilidade está não somente ligado à utilização consciente de materiais ou produtos perante a natureza, mas também a conceitos humanistas e de total sinceridade com seu consumidor, como citei no texto original. Mais uma vez, empresas, pensem e contratem profissionais de marketing e comunicação realmente bons e interessados em ajudar sua empresa e, principalmente, seu cliente. ■

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Guerrilha e Viral

MARKETING PESSOAL ATRAVÉS DAS ESTRATÉGIAS DE GUERRILHA Camila Carrano Marqueteira em formação, publicitária por obrigação e RP por paixão. Produção de conteúdo, produção de eventos e assessoria de marketing são algumas de suas experiências. Escreve e edita o blog e a revista A Bordo da Comunicação, colabora no Ponto Marketing e Blog Mídia 8, planner e gerente de conteúdo do Choco la Design. É aficionada por cinema, seriados e música. @camilajoaquina

camilacarrano.com

camila@midiaboom.com.br

TODOS OS DIAS que entramos nas redes sociais, manifestando seja um bom dia, ou algum comentário sobre alguma notícia, estamos criando uma imagem de nós mesmos perante as pessoas que temos interações online. Ou seja, desenvolvendo um marketing pessoal mesmo que indiretamente; afinal, o posicionamento que temos na rede é o que atrai ou não nossos amigos e followers. E por que o marketing de guerrilha é importante para a melhoria da imagem online? Porque guerrilheiros não enviam mensagens sem antes pensar nas estratégias. Possuem intenções em tudo que fazem, pois buscam não criar barreiras nas relações. Claro que nem tudo deve ser planejado; ainda existe a espontaneidade e a questão da transparência. Não adianta planejar atitudes se elas não condizem com a sua própria realidade; afinal, vivemos no mundo offline, através das facilidades do online, e não o contrário. A ideia é ser quem você realmente é e estar ciente do que está fazendo, e das consequências das suas ações. Criar oportunidades começa não planejando apenas os passos à frente, mas sim recuando e fazendo um balanço de quem você é e o que tem para oferecer. É importante uma construção de autoconsciência, e uma mente aberta, a fim de idetinficar a essência do que realmente você é e pode passar para o mundo. Usar a guerrilha neste contexto é comunicar ideias que irão ajudá-lo a conseguir o que merece e o que deseja. Com que tipo de pessoas você interage mesmo sem perceber? Clientes. Família. Professores. Patrões. Amigos. Profissionais. Lojas. E assim por diante. Estas pessoas podem ajudá-lo ou impedi-lo de conseguir os seus maiores desejos. E a forma que serão influenciadas é a forma que determinará como você se introduzirá no mercado. Antes de tudo, para saber como agir e usar as estratégias corretas, você deve responder a três perguntas: 1. Quem é você agora? 2. O que você quer da vida? 3. Como você vai saber quando você atingiu seus objetivos?

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O primeiro passo pra saber sua capacidade de ser o seu próprio guerrilheiro é responder essas perguntas. Caso você não possa, estará sujeito a passar a vida reagindo às situações da sua vida, ao invés de traçar o caminho para alcançar seus objetivos. A estratégia primordial é simples e certeira: você se mover através das suas paixões. Quando aprendemos a aplicá-las positivamente em tudo o que fazemos, as coisas se tornam mais agradáveis tanto para nós mesmos, quanto para as pessoas que possuimos interações. Ou seja, conheça-se, aceite seus gostos e utilize-os a seu favor. Como enviar mensagens e se introduzir no mercado? Autenticidade é o diferencial em marketing pessoal. Sua marca deve abraçar quem você é agora, as origens da sua vida e o que você deseja apresentar em sua carreira. E isso é fácil, com total transparência. A introdução no mercado é por meio da própria ética, porém o mundo online abre espaço para formas mais atraentes, seja por um site legal, um blog opinativo, um Delicious - ou similar - com links referenciais. Ou seja, existem várias ferramentas que podem ajudar você a se posicionar e a se divulgar. As pessoas estão constantemente avaliando e julgando as coisas sobre você. E não é por isso que não deve agir com naturalidade, mas sim com certeza de todas as suas mensagens e ações, e saber as consequências delas para seus projetos. Estar plenamente consciente do marketing intencional é saber que terá investimento de tempo, energia e imaginação para alcançar as suas próprias metas. Saiba fazer o investimento certo, pois existem coisas que são importantes para as outras pessoas, e que você pode não estar atento; por isso, utilizar as estratégias de guerrilha é fundamental: cumprimento das promessas, pontualidade, honestidade, comportamento, respeito, gratidão, sinceridade, feedback, iniciativa, confiabilidade. O que fazer agora? Aqui está um plano de três etapas para você começar no caminho para a autoconsciência e discernimento no marketing pessoal: 1. Entenda seu posicionamento - Escreva uma declaração de posicionamento sobre si mesmo. Identifique quem você é e as coisas positivas que mais se destacam sobre você. 2. Identifique seus objetivos - Trace objetivos de longo e médio prazo. E seja realista: não adianta sonhar e não viver com os pés no chão. 3. Análise do seu caminho - Escreva os detalhes de como você vai saber quando você atingir seus objetivos. Seja breve e específico e sempre volte a essa etapa antes de passar para os próximos objetivos. Para o mercado de guerrilha, basta estar atento e no controle das mensagens enviadas. Faça isso e seus objetivos serão muito mais fáceis de atingir. Com marcas pessoais, é preciso chamar a atenção e inflamar as conexões emocionais, sendo você mesmo. A receita é simples: basta adicionar uma boa dose de desenvoltura, um faro para oportunidades e de um desejo de trabalhar duro. ■

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Comentários selecionados Plínio Medeiros (@PlinioMKT) acrescenta, expondo uma experiência sua quanto à questão: Usar ações de guerrilha para executar o marketing pessoal é muito interessante. Pode parecer um tanto intrometido ou até mesmo que deseja chamar a atenção. Mas que mal há nisso? Claro que têm as oportunidades certas e o jeito certo de se fazer isso. Lembro que consegui um bom trabalho quando dei um palpite a um profissional me “intrometendo” no que ele estava comentando, via Twitter. Na hora, ele gostou do comentário e me perguntou mais sobre o assunto, logo me pediu o currículo e acabei ganhando o trabalho. Outro ponto importante é saber o que manter nos perfis das redes sociais. Lá é que se verifica o conteúdo que o indivíduo traz; depois, conversando, verifica-se se o indivíduo realmente possui domínio sobre esse conteúdo e sabe colocá-lo em prática. NOTA: Você pode acompanhar o artigo “Marketing pessoal através das estratégias de guerrilha” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3ANnW. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente a autora. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Interações através das mídias e redes sociais, liberdade de expressão.

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Relacionamento Online

CONEXÕES E INFLUÊNCIAS REAIS ENTRE INDIVÍDUOS NAS REDES SOCIAIS Guilherme Costa

Somando experiências no jornalismo, no mercado editorial e em uma rede social nacional, trabalha com Marketing e Mídias Sociais, sempre buscando compreender o papel de cada ação dentro de uma estratégia. Cursa MBA em Marketing na FGV-Rio e estuda o que motiva as pessoas, suas reações e decisões. @carpediano

br.linkedin.com/in/guilhermec

carpediano.blogspot.com

COM O CRESCIMENTO de redes sociais como Facebook, e principalmente após o lançamento do filme A Rede Social, que conta a história se sua origem, as análises sobre o funcionamento orgânico das redes de relacionamento online têm sido cada vez mais comuns - e se mostrado essenciais para que possamos entender tais fenômenos. Embora Mark Zuckerberg talvez tivesse problemas nos relacionamentos interpessoais, é evidente que até ele aprendeu muito sobre o ser humano e como se constroem estas redes que, antes de mais nada, são formadas por pessoas. E, embora soe óbvio dizer que uma empresa como o Facebook tem como uma de suas principais obrigações estudar padrões de comportamento e entender as pessoas, na verdade entender as pessoas deveria ser um pré-requisito para qualquer empresa ou iniciativa que se proponha a alcançar indivíduos e dependa da motivação deles - por favor, quem tiver exemplos de empresas que não precisem se relacionar com clientes, que atire a primeira pedra. Vejamos a Coca-Cola, por exemplo. Uma empresa que tem sua marca adorada internacionalmente, ao ponto de ser avaliada como a mais valiosa do mundo pelo 11º ano consecutivo (segundo levantamento da consultoria Interbrand), trabalha com profissionais como psicólogos e antropólogos focados em entender as pessoas, para compreender como elas pensam, porque pensam o que pensam e como se comportam. E é no comportamento que a coisa se revela bem diferente do que costumamos imaginar. Por sermos cidadãos livres, termos nossa individualidade, nossos direitos e cada um uma história de vida única, tendemos naturalmente a acreditar que nos comportamos de acordo com o que achamos correto e que nossas ações são baseadas em escolhas racionais, ou emocionais, exclusivamente nossas. No entanto, o ambiente onde vivemos, o círculo social ao qual fazemos parte e diversos outros fatores, que habitualmente não percebemos, influenciam de forma crucial, e às vezes cruel, em nossas atitudes e crenças. Nicholas Christakis, atuante em Harvard como professor da escola de Artes e Ciências e pesquisador da Escola de Medicina, estuda há mais de dez anos os fatores sociais que afetam a saúde, os cuidados com esta e a longevidade. Trabalhando de perto com pacientes seriamente doentes, uma das aplicações práticas de seu trabalho tem sido entender como as pessoas ficam doentes e de que forma elas podem ficar bem novamente. Em um primeiro momento, pode parecer que um cientista social não teria muito o que fazer para melhorar a saúde de pacientes severamente debilitados, mas seus estudos práticos com grupos sociais formados por até 12 mil pessoas revelam que o convívio social gera fortes implicações na qualidade da saúde de todos nós.

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Em sua palestra The hidden influence of social networks (A influência oculta das redes sociais), disponível em vídeo no site do TED, o cientista e professor revela de que forma os hábitos adotados por um amigo amigo do amigo de um amigo nosso podem nos influenciar nas decisões que tomamos. Trabalhando com engenheiros por diversos anos, Christakis conseguiu gerar gráficos complexos sobre diversas das redes de relacionamento que estudou, ajudando a ilustrar pontos como o fato de as pessoas tristes se isolarem nas pontas das redes sociais, ou como a obesidade cerca os indivíduos e vai tomando conta de uma comunidade com o passar dos anos, de forma epidêmica. Logo no começo do vídeo, é feita uma constatação da seriedade dos resultados de seus estudos: “[Estudando uma paciente em estado terminal] A filha estava exausta por cuidar de sua mãe. Seu marido, por sua vez, estava cansado da exaustão da mulher. E um dia eu estava dirigindo, quando recebi uma ligação de um amigo do marido dela, me dizendo que ele estava deprimido pelo que acontecia com seu amigo. Então, eu recebo esta ligação deste cara que está passando por uma experiência social influenciado por pessoas que estão a uma distância social dele.” Hoje, discutem-se muito as redes sociais graças a plataformas online como Orkut, Facebook e muitas outras, mas elas são um verdadeiro organismo vivo e complexo, que atua motivando ou desestimulando, guiando nossos hábitos, crenças, visões da realidade, e são responsáveis pela inspiração que temos para conduzirmos nossas vidas no rumo que queremos seguir. Qual a força do estímulo que um fumante que deseja parar de fumar recebe ao ver diversos amigos e colegas de trabalho conseguindo largar o vício? E aquele velho comportamento ridículo de pessoas que só se sentem valentes quando cercadas de amigos valentões? Para terminar, um trecho do livro Connected - The Surprinsing Power of Our Social Networks and How They Shape Our Lives (algo como Conectado - O Poder Surpreendente de Nossas Redes Sociais e Como Elas Moldam Nossas Vidas), escrito por Christakis e James Fowler, professor de Genética e Ciência Política da Universidade da Califórnia: “Enquanto as redes sociais formadas online podem ser abstratas, grandes, complexas e super modernas, elas também refletem tendências humanas universais e fundamentais, que emergiram em nosso passado pré-histórico, quando contávamos histórias uns aos outros, ao redor de fogueiras na savana africana (em tradução livre). ■

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Relacionamento Online

SOCIAL TECNOLÓGICO: O SEGREDO É CONHECIMENTO PARA SABER SE RELACIONAR Dayane do Nascimento

Jornalista, editora, blogueira, tuiteira e apaixonada por poemas, pela vida online e pelo que ela proporciona. Redes sociais, mídias sociais, webjornalismo colaborativo e o caos midiático geralmente são alguns dos assuntos que permeiam os pensamentos dessa guria. @dayanascimento intensadistracao.blogspot.com

COM A RÁPIDA PROPAGAÇÃO das informações e consumo de conteúdo, o mercado também acelera a produção de ferramentas como computadores, programas e softwares, levando ao surgimento de plataformas virtuais. Não é novidade que esse mesmo cenário exige pessoas cada vez mais capacitadas e envolvidas com todo esse processo, que não está relacionado apenas ao conhecimento técnico, mas também ao científico. É uma verdadeira terceira revolução industrial que tem o desafio de aplicar todo esse conhecimento de forma prática, ou seja, do digital para bens e serviços. É aí que surge o individuo tecnológico, que precisa ser multimídia, pluralizado e multidigital para se relacionar lá fora e também aqui na rede. Multimídia porque é preciso que essa pessoa seja imagem, som, texto e vídeo ao mesmo tempo. Pluralizado porque o mundo hoje fala várias línguas, não só as relacionadas a cada nacionalidade, mas também as vinculadas às linguagens particulares da virtualidade. Por último, é preciso ser multidigital, pois a política analógica teve fim há muito tempo, dando espaço a redes, sobretudo sociais, cada vez mais interativas. Pode-se dizer, assim, que existem duas formas de trabalho, o material e o imaterial. O material é aquele em que os esforços físicos e mentais juntos geram resultados palpáveis. O imaterial é aquele em que o trabalho vai além de um espaço físico e específico, dada a variedade de ferramentas interativas e tecnológicas com que se pode trabalhar (iPhones, celulares, notebooks...). Nesse contexto, imprimir virtualmente uma marca pessoal ou corporativa é trabalho de quem sabe com quem está falando e para quem quer falar. O grande segredo está em se relacionar virtualmente tão bem quanto se relaciona pessoalmente. Afinal, o espaço virtual confunde-se todos os dias com os espaços físicos. Essa é a era em que a internet torna-se o grande celeiro de conceitos concretizados com base no que o ser humano melhor sabe e precisa fazer: relacionar-se! Esse é o momento digital da economia, da criatividade e do compartilhamento de ideias. Do famoso “todos para todos”! É agora que os conceitos do que é o social e o que é virtualidade se enroscam ainda mais. Temos uma sociedade em rede graças à interação das pessoas com os circuitos informativos e interativos que geram mudanças no social tecnológico, no qual não existem centros ou periferias. Sujeitos e territórios passam por constantes modificações e redefinições devido à interação com as mídias digitalizadas.

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Em seu artigo “Das tecnologias da democracia para as tecnologias da colaboração” no livro Do público para as redes, Massimo Felice destaca as possibilidades de se pensar em um novo conceito de virtualidade “e também outro conceito de social (relacionamentos*). A sociedade a código aberto, mais do que um conjunto de definições e de conceitos, é também uma prática e uma forma de habitar, na qual construímos conteúdos e nos apropriamos do mundo através das tecnologias digitais. Portanto, além de um conceito em movimento, um campo de possibilidades constitui-se num ecossistema no interior do qual habitam todos aqueles que criam ideias, pensamentos, culturas, tempo livre, prazer, arte, conteúdos ‘na’ e ‘através’ das redes.” ■ *Grifo da autora

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Conteúdos digitais, plataformas, criações, layouts, linguagens, novas ferramentas, facilidade de acesso, importância das keywords, planejamento.

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Webwriting

EMPRESA, FALE “NÓS”, E NÃO “EU” Fernanda Fabian De tudo um muito. Redatora, social media, relações públicas, pesquisadora, adoradora de novas tecnologias, da língua portuguesa e de tudo que atinja a comunicação. Versátil, criativa, estrategista, detalhista, comunicativa. Na medida certa, mas sempre na busca do além, do mais. @fernandaf meadiciona.com.br/ffabian

A LINGUAGEM CORPORATIVA na web sempre trouxe grandes polêmicas. Ao mesmo tempo que se busca uma humanização (sem respostas prontas como um robô), deve-se analisar a forma como seu público conversa e ficar atento aos tempos verbais e formas gramaticais - sim, aquela aula de português do ensino médio ainda é importante. Outro ponto relevante, que leva o título deste artigo, é de que quando você escreve para o seu blog, para uma redação, para sua “bio” do Twitter ou outra coisa que diz respeito única e exclusivamente sobre a sua vida, normalmente irá utilizar expressões como “eu acho”, “eu tentei”, “eu fiz”, “eu corri”, “eu falei”, “eu tentei”... Definidos na primeira pessoa do singular. Afinal, ao utilizar estes termos você estará se referindo a situações que aconteceram com você. Mas essa mesma forma de se expressar vale para uma empresa? A não ser que estejamos falando de uma organização composta por uma única pessoa esta situação não é plausível. As organizações são, em sua maioria, compostas por várias pessoas. Os trabalhos, os resultados são um conjunto de esforços. Claudio Torres (Guia Prático de Marketing na Internet para Pequenas Empresas, 2010, p. 9) indica que é preciso pensar no que o consumidor busca e quer: “Não produza conteúdo para você ou sua empresa. Produza conteúdo para atrair o seu cliente”. Se para atingir os objetivos e metas determinados em um planejamento for necessária uma linguagem mais descontraída e despojada, talvez o caminho inverso ao que está sendo proposto neste artigo seja a saída.

Exemplo de tweet extremamente informal e na 1ª pessoa do singular.

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Existem organizações que adotam particularidades e permitem que as pessoas que gerenciam suas contas nas mídias sociais se identifiquem, como é o caso da @vivoon, @Pepsi, @MCDonalds e @CocaCola. Basicamente, sob os olhos de um consumidor que está de fora do gerenciamento, estas marcas partem da ideia do uso do Twitter como uma forma de SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) ao responderem dúvidas, comentários e sugestões dos clientes. Por isso, os atendentes se identificam, até mesmo para um controle dos usuários e uma forma de demonstrar dedicação e transparecer confiança. No entanto, os exemplos citados são de empresas consolidadas e conhecidas por todos. Mas se você se depara com uma organização menor, que escreve “Eu vou ver com o setor responsável para lhe dar um retorno exato”, o efeito é o mesmo? Vamos à análise dos fatos: primeiro, não há uma identificação de quem de fato vai falar com o setor responsável; segundo, este diálogo na verdade já deveria ser uma conclusão com uma resposta que o usuário espera, e não um ‘vou ver e depois te responder’; terceiro, a lacuna deixada para o internauta fazer suas próprias conclusões, principalmente se a tão esperada resposta demorar a vir. “É importante se distinguir das marcas similares e se destacar em seu segmento, mas cuidando sempre para que a banalidade e a autopromoção jamais tomem conta das páginas de acesso”, cita Antônio Novaes (#MídiasSociais: Perspectivas, tendências e reflexões, 2010, p. 25). É justamente esta banalidade que pode ser evitada com observações pequenas como a exposta acima no presente artigo. Outro case bem interessante é da forma como o Magazine Luiza está presente no meio digital, e neste contexto não nos limitamos apenas ao Twitter. Em um espaço bem condizente com o que seu público procura e com a proposta offline de sua comunicação, é utilizado o “Blog da Lu” para dar recados e informar os consumidores sobre notícias e dicas práticas (não sendo necessariamente sobre ofertas e produtos da loja). Este personagem é levado também ao Twitter, no qual a “Lu” é mostrada no background e no avatar da página e, quando preciso, em caso de respostas aos usuários, utiliza a primeira pessoa do singular, mas quando são transmitidas mensagens da empresa, utiliza-se a terceira pessoa do plural. O fato é que é sempre necessário observar o que irá ser transmitido e como isso será recebido pelo público. Não há espaço e nem tempo para erros; por isso toda e qualquer análise antecipada sempre será fundamental. E o mais importante: sincronize as formas de diálogo; o sucesso efetivo acontecerá quando as pessoas tiverem a certeza de que podem falar com a empresa da mesma forma por telefone, e-mail, redes sociais ou pessoalmente. Tarefa fácil? Nem um pouco! Mas se começar pelo “nós” pode ser uma boa forma. ■

Comentários selecionados Felipe M. Greiner (@FelipeMartinsGr) fez uma observação pertinente: É pedante e ganancioso, a meu ver, o responsável pela divulgação das ações da empresa falar tudo na 1ª pessoa do singular. NOTA: Você pode acompanhar o artigo “Empresa, fale ‘nós’, e não ‘eu’” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3APJ7. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente a autora. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Webwriting

ENTENDEM O QUE VOCÊ OU SUA EMPRESA - ESCREVE NA WEB? Newton Alexandria Formou-se em Marketing. Depois de ser responsável pela área de Marketing e Comunicação por dois anos, lançou mão de seu gosto pelas letras e pela Comunicação criando a Dr. Conteúdo, que tem seu foco em produção de conteúdo e revisão de textos para diferentes veículos, especialmente digitais. @New_Alexandria

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VÁRIOS SÃO OS FATORES que podem estar causando nas pessoas o não entendimento e até o distanciamento do que você escreve na rede - e em outros meios de comunicação. Vejamos alguns desses fatores: Uso de linguagem extremamente técnica e cheia de jargões Jargões e termos técnicos (incluem-se estrangeirismos) devem se limitar a áreas específicas, e mesmo em uma área em comum - marketing digital, por exemplo -, esses termos devem ser substituídos por outros universalmente usuais, ou brevemente explicados, pois a audiência é formada tanto por pessoas familiarizadas com determinado linguajar quanto por aquelas que estão começando a conhecê-lo, estão iniciando em determinada área. Uso de linguagem rebuscada e seletiva demais A menos que você escreva para um veículo especializado, com maior apelo literário, este fator não se aplica a você. Mas se você escreve para um público extremamente diversificado e que busca informação à prontaentrega, o melhor a fazer é usar uma linguagem mais acessível - o que não significa adotar ou se contentar com um vocabulário pobre. Uso de linguagem repetitiva e entediante Existem textos que poderiam muito bem ser cortados pela metade, enxugados, para se tornarem concisos, sem tanta embromação. Isso exige ponderação e policiamento. O ideal é evitar que, ao fim da leitura, mesmo com o aprendizado, o leitor tenha a impressão de que o texto foi inchado para mostrar mais conteúdo. É preciso lembrar que a qualidade do conteúdo não depende do número de caracteres. Mau uso - ou não uso - da gramática Este fator, principalmente do ponto de vista comercial, profissional e empresarial, pode representar, em primeira instância, a perda da credibilidade e risco à imagem.

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Ninguém precisa ser exímio conhecedor de linguística e dominar todos os pormenores da nossa língua, mas ficar atento a redundâncias - “há anos atrás”, “grande maioria” -, acentuação e pontuação é o que se espera de uma pessoa que terminou o ensino fundamental. Não exagero quando recomendo que você compre um livro de gramática. Em “A importância da revisão na comunicação online”, exponho com mais detalhes essa questão. Falta de consciência de que o alvo é o leitor Atentando para cada fator citado acima, no fim das contas você estará se preocupando com o principal de todos: se o leitor não entender o texto, o objetivo maior não será cumprido. Organize as ideias, preocupando-se em passar o entendimento a ele. FECHANDO Em síntese, evite jargões e rebuscamento; repita quando for imprescindível para o esclarecimento; aprenda sempre mais sobre a linguagem escrita (leia-se correta); preocupe-se em passar o entendimento para o leitor; e, por fim, leia, releia, enxugue, revise e revise e, então, publique. O que talvez diferencie você e sua empresa das demais pessoas e empresas seja exatamente a atenção aos detalhes. ■

Comentários selecionados Richard RX (@richardrx) questionou e observou: Em algumas áreas fica difícil não usar termos técnicos e termos em inglês; quando falamos de SEO, por exemplo: o próprio acrônimo vem do inglês, não sendo usado nenhum em português. Lendo seu post, lembrei de uma frase que dizia que era fácil escrever muito, e necessário muito esforço para escrever pouco. Newton Alexandria (@New_Alexandria), o autor, respondeu a Richard RX reiterando e explicando: Richard, Como menciono no texto, mesmo em uma área em comum - marketing digital, por exemplo -, esses termos técnicos devem ser substituídos por outros universalmente usuais (no caso de “SEO”, este já é universalmente utilizado e já não precisa ser substituído), ou brevemente explicados (aqui entraria, se fosse o caso, a explicação breve sobre SEO - Search Engine Optimization ou Otimização para Motores de Busca). Certo? Gostei da frase “é fácil escrever muito, e necessário muito esforço para escrever pouco”. É bem por aí mesmo, principalmente na web. Aquel’abraço, Newton NOTA: Você pode acompanhar o artigo “Entendem o que você - ou sua empresa - escreve na web?” no blog coletivo Mídia Boom por meio deste link: http://ow.ly/3AVvn. Fique à vontade para comentar, participar e compartilhar por lá, ou para contatar diretamente o autor. Não deixe de fazer uma boa ação ao marketing, à comunicação e aos seus amigos, leitores e seguidores; compartilhe esta compilação de artigos.

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Bate-papo com mídia boomers, profissionais e gente que faz a diferença.

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Entrevista

A HORA E A VEZ DE MARISA LEMOS Marketing Digital não é para ignorantes Com dois artigos selecionados para integrar este e-book, a experimentada profissional de marketing fala de seus desafios passados e futuros, de profissionais admiráveis e dá dicas de marketing digital. NEWTON ALEXANDRIA “Falta de planejamento e de monitoramento são os maiores erros do ambiente online...” 1) Como você começou na área de propaganda e marketing e que passagens profissionais você destaca até sua posição hoje? O que você vislumbra para sua carreira? Eu cursei Publicidade, mas meu primeiro emprego acabou sendo como assistente de Marketing em uma farmácia de manipulação, recomendada por uma colega de faculdade. Nessa época, faculdades de marketing não existiam, eu tinha tido apenas uma matéria de marketing na faculdade. Além do primeiro, o segundo e o terceiro empregos também foram em marketing. Então, quando foi possível, fiz pós-graduação na área e me apaixonei de vez. Passei a maior parte da minha vida profissional em uma única empresa, a TeleListas, em dois diferentes períodos. Para muitos, isso é quase um crime profissional, mas isso só aconteceu porque foi um lugar em que sempre tive muitas oportunidades de aprendizado, começando e crescendo junto com a empresa. Em 13 anos foram muitas responsabilidades e desafios diferentes, começando no apoio a vendas e passando por mudança de cidade, responsabilidade por filiais, desenvolvimento de produtos diferentes (lista, CD-ROM, internet), gestão de pessoas, treinamento... Meu retorno à empresa se deu justamente para trabalhar diretamente com internet, que era o meu objetivo já havia algum tempo. Pude aprender sobre links patrocinados, SEO, campanhas e promoções online, métricas e finalmente mídias sociais. É, sem dúvida, a época que destaco, por ter sido a mais voltada à comunicação e ao planejamento, quando tivemos muitas conquistas, de audiência a prêmios no nosso mercado. Em 2010, encarei um novo desafio: gerenciar um projeto de site até conseguirmos colocá-lo no ar, o que deverá acontecer agora em janeiro de 2011. Um trabalho árduo e recompensador. A partir daí, volto para a minha expertise de origem, marketing e comunicação, trabalhando pela audiência e rentabilidade do site. Eu simplesmente amo o potencial comercial e de relacionamento da internet. O que quero para mim é poder continuar trabalhando para que empresas consigam ter retorno com ela, e ajudar a evangelizar o mercado a respeito deste potencial - colaborando com o Mídia Boom, por exemplo. Se eu conseguir continuar fazendo isso, terei uma carreira feliz.

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2) Queremos parabenizá-la pelo conteúdo e consistência dos seus textos e por você ter dois artigos selecionados para integrar esta edição do e-book Suprassumo Mídia Boom. Como é para você integrar o Coletivo? No que tem ajudado você como pessoa e profissional? Obrigada. Fiquei muito feliz quando o Chico me convidou para ser colaboradora do blog e tinha dúvidas se poderia escrever bons textos profissionais. Até então, eu nunca tinha me arriscado nesta área, não tinha e ainda não tenho um blog próprio. Estou no Mídia Boom há um ano, vi o blog crescer, e tenho muito orgulho de fazer parte deste trabalho. Acho maravilhosa a oportunidade de fazer algo a mais pelo mercado de marketing digital. Pelos comentários que recebo, me sinto realmente contribuindo para o dia a dia de outros profissionais, e isso me deixa muito feliz. O blog virou uma referência; meus artigos funcionam como meu site pessoal. Já foi referência para me convidarem para uma palestra em uma universidade, já me ajudou a ser colaboradora de pelo menos um outro blog, o Pensando Grande, da Microsoft. 3) Você tem alguma referência, algum profissional que você se inspira e admira nas áreas de marketing, web, propaganda e comunicação que gostaria de compartilhar conosco? Fale um pouquinho sobre algum(ns) em especial. A primeira pessoa que preciso mencionar é a Ani Petersen, minha ex-chefe, superintendente do TeleListas.net e que há dez anos faz um excelente trabalho à frente do site. O TeleListas.net é ignorado pela mídia, mas é um dos grandes sites do Brasil em audiência, em usuários únicos e clientes, e isso se deve muito ao trabalho dela. Depois, o Tiago Luz, em Search, e o Paulo Rodrigo Teixeira, em SEO, com os quais trabalhei diretamente como cliente e sempre me entregaram um ótimo serviço. Sou fã do Fabio Seixas e do trabalho de marketing que ele faz no Camiseteria. É um cara muito ligado no que está acontecendo, e construiu uma empresa ágil e focada no cliente. Gosto também do Guilherme Gomide, criador da MapLink e da Mídia Digital. Um cara que acredita no trabalho que faz e entrega resultados. Também admiro o Ruy Carneiro, o Leonardo Naressi e o Gustavo Loureiro, excelentes profissionais que sempre dedicaram tempo para ajudar a desenvolver o mercado de webanalytics em todo o Brasil.

4) Para você, quais são as principais deficiências ou erros que as empresas, especialmente as pequenas e médias, cometem ao entrar ou tentar êxito no ambiente online? Isso dá assunto para uns dez posts, mas acho que fiz um bom resumo no “Marketing Digital não é para ignorantes”. Falta de planejamento e de monitoramento são os maiores erros do ambiente online, mas existem vários outros menores, como fazer spam, contratar fornecedores pelo menor preço e outros absurdos. No entanto, creio que o principal erro é achar que é fácil e que pode ser feito sem o auxílio de profissionais especializados. Pode até dar certo para o que a empresa se propõe, mas vai ter muito dinheiro mal gasto e oportunidades perdidas no caminho. Como os pequenos empresários em geral não têm tempo suficiente para poder cuidar do marketing digital com a atenção merecida, o melhor é ter gente capacitada cuidando disso.

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5) Percebo em você uma profissional com um senso de relacionamento e humanas muito forte, mas também muito analítica, abordando SEO e ferramentas de análises e métricas, por exemplo. Como você vê e explica essas características em você? Quais as habilidades primordiais para um profissional de destaque em web marketing e comunicação online? Sendo bem direta, profissional de marketing que não se importa com números e resultados não pode ter este título. De marketing online, então... chega a ser heresia. Internet é medição, é resultado, é acompanhamento em tempo real. Você pode testar quantas campanhas, palavras, landing pages diferentes quiser, e ficar com o que te dá mais resultado. Tem a liberdade de experimentar a baixo custo e ter respostas a curto prazo. Quem não quer isso? É um sonho para um profissional de marketing. Se você trabalha com venda online é um sonho tornado realidade. Se a empresa não vende online e o trabalho é de branding, o resultado não é em valor, mas, ainda assim, é muito mais passível de medir do que campanhas offline. Então, meu voto para habilidades primordiais para um profissional de destaque nessas áreas vai para: saber escrever corretamente - por favor! - e gostar de “cheirar números”, como gostava de dizer um ex-chefe.

6) O que a comunicação e o marketing digitais, especialmente as mídias sociais, representam na sua vida pessoal e profissional? Na vida pessoal, novas amizades, novas oportunidades de aprendizado - é incrível o conteúdo a que tenho sido apresentada, inclusive para minha parcela “mãe” - e também realização, já que minha família tem sua origem em uma rede social, pois conheci meu marido em encontros de uma comunidade do Orkut . No trabalho, satisfação. É o que gosto de fazer e o que me realiza profissionalmente. ■

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POSFÁCIO QUANDO CHEGUEI ATÉ as páginas do Mídia Boom nos primeiros meses de 2010 provavelmente depois de ter googlado sobre mídias sociais ou por meio de algum link no Twitter -, não precisei de muito para perceber que, embora com seu pouco tempo de internet e design modesto, o blog teria pretensões maiores e nobres - o que de fato comprovei ao fazer parte do coletivo poucos meses depois. Capitaneado pelos amigos Chico Montenegro e Camila Carrano, e composto por estudantes e profissionais majoritariamente de áreas ligadas à comunicação e mercado, hoje o Mídia Boom é mais que um simples blog, quando todos os envolvidos começam a assimilar verdadeiramente que se trata de um projeto com tentáculos que se expandirão já a médio prazo, a começar pela concretização deste e-book que você lê, caro leitor, e continuando com muitas ações online, assim como tantas outras offline, como fóruns e palestras. Não somos megalomaníacos, mas, ao assistir nos bastidores a dedicação do Chico, a organização da Camila e a troca de mensagens com impressões, dicas e até piadinhas - no melhor sentido, claro - entre todos os colaboradores, fico tentando imaginar onde este projeto vai culminar. Não é para menos: um blog que começou com apenas um integrante, hoje já conta com mais de vinte, e continua chegando gente de vários estados e vivências. Sem contar os upgrades no design e funcionalidades que o Chico sempre está empenhado em fazer. E só melhora a cada dia. A alegria maior disso tudo é ver que o Mídia Boom traz uma variedade de coisas boas não apenas para os que o organizam, editam, escrevem e revisam, mas também para todos que correm os olhos pelo seu conteúdo, que comentam, que disseminam e que o acompanham diária ou esporadicamente. As vantagens podem não ser diretas, mas, querendo ou não, muitas oportunidades têm surgido e surgirão para os colaboradores por meio deste projeto. E isso é fantástico, porque há algo maior envolvido, que é a vontade de aprender, de facilitar, de compartilhar, de participar... Este e-book é resultado de horas dedicadas a tirar as ideias da mente, a pesquisas, a recorrer às experiências profissionais e pessoais cotidianas de cada um dos colaboradores, para levar ao ar no blog, e, a partir daí, passar por opiniões, apontamentos, replicações e muitos mais para se transformar em algo experimentado e vivido - e que ainda continuará a circular on e offline. Esta é só a primeira edição de um dos tentáculos que ajudarão o Mídia Boom a marcar de vez sua existência e importância na blogosfera, na comunicação, no marketing, na mente e no coração de quem nos acompanha e vier a nos acompanhar. Saúde e sucesso, Newton Alexandria Colunista, editor e coordenador de projetos do Mídia Boom

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