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Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da Editora.

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Apresentação a brincadeira “Siga o mestre”, o participante escolhido como líder se posiciona à frente dos outros jogadores e emite ordens que todos devem cumpir. Porém, há uma condição: os comandos só são seguidos se antes o líder disser a frase: “O mestre mandou”. Em Siga o Mestre, Jesus é quem dá as ordens. Sua vida, obra e ensinos são para nós a pavimentação do caminho da salvação e as indicações claras de qual percurso devemos seguir. Obedecendo a seus comandos e atentos a suas pegadas, poderemos ter a certeza de que não nos perderemos na jornada rumo ao Céu. Neste livro, por meio de sua Palavra, o Mestre mandará. Se o ouvirmos, estaremos seguros na jornada. Para apresentar os rumos da trajetória de Cristo, esta obra está organizada entre João 1:1 e João 21:25. Tentando, sempre que possível, manter a cronologia dos fatos da vida de Jesus tal como relatados nos quatro evangelhos, cada dia um versículo será explorado com a finalidade de extrair dele o tema, os princípios e as lições espirituais que podem se aplicar à vida de quem estiver seguindo o Mestre. O objetivo é fazer você refletir sobre assuntos essenciais da trajetória cristã e levá-lo à decisão de andar nos caminhos de Jesus. Durantes 365 dias, pela fé, você ouvirá a voz de Cristo, verá seu precioso exemplo e será estimulado a continuar na rota da salvação. Siga o Mestre, e um dia Ele lhe dará o comando que coroará de eternidade a trajetória de sua vida: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo” (Mateus 25:34).

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Vinícius Mendes


Dedicatรณria Para Ariane e Ana Clara, preciosos tesouros encontrados na rota da vida eterna.


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Domingo

1º de janeiro

Palavra inicial Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. João 1:1 e uma imagem vale mais do que mil palavras, então diga isto com uma imagem”, brincou Millôr Fernandes. Deus conseguiria. Ele fez muito mais do que isso ao traduzir milhões de letras e caracteres por meio da imagem de si mesmo e, assim, revelar o que pensa e é. Por esse motivo, Jesus é a “Palavra”. A linguagem de Deus não se limita a pensamentos formados por conexões de neurônios articulados por meio da fala. É muito mais do que isso. A Palavra de Deus, em primeiro lugar, é uma Pessoa, a segunda da Trindade. Por isso, quando Deus fala, um poder criativo sem limites entra em cena. Por exemplo: não foram anjos eletricistas que acenderam a luz no mundo ao ligarem fios, conectados a uma usina hidrelétrica formada da imensidão da água turbulenta do mundo pré-semana da criação. Nada disso! Deus disse: “Haja luz e houve luz.” Simples assim. Jesus é a encarnação da Palavra divina, e a Bíblia é Deus revelado em linguagem escrita. E isso traz resultados incríveis: (1) Deus é onipotente. Então, o estudo sincero da Bíblia tem poder de fazer o impossível na vida de uma pessoa. A Palavra de Deus pode nos fazer vencer qualquer pecado “invencível”. (2) Deus é onisciente. Isso significa que nada fica escondido dele. As pessoas podem atuar no palco da vida e enganar as outras, mas diante da Palavra de Deus, os pensamentos e propósitos do coração são revelados (Hebreus 4:12). (3) Deus é onipresente. A implicação dessa verdade é que não há lugar em que alguém possa se esconder da presença do Espírito Santo e, por isso, estamos sempre seguros. No mais distante ponto deste planeta, escondidos sob a mais escabrosa caverna, a influência da Palavra de Deus, ativada pelo Espírito Santo, pode nos alcançar. (4) Deus é eterno, e sua Palavra também. Logo, ela é definitiva em relação a qualquer assunto da vida. Você pode confiar em tudo o que Deus disser. Com isso em mente, tome hoje a Palavra de Deus. Ela é a revelação disponível mais aprimorada do Senhor. Ao estudá-la, perceba a maravilhosa imagem de Jesus se formar diante de seus olhos. Isso sempre acontece com os estudantes sinceros da Bíblia e não existe maneira melhor de começar, continuar e terminar um ano. Essa imagem de Jesus vale mais do que um trilhão de palavras humanas. Então, vá à Bíblia e veja você mesmo.

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Segunda-feira

2 de janeiro

Milagre Porque para Deus nada é impossível. Lucas 1:37 ense em uma pessoa que não consegue entender matemática de jeito nenhum. Multiplique por mil. Exageros à parte, esse era eu no sexto ano do ensino fundamental. Porém, um “milagre” ocorreu em minha vida naquela série. Tudo começou quando a nova professora de matemática entrou na sala. Era uma senhora agradável e bem didática. Ela começou a explicar o conteúdo, e, mesmo sem entender muita coisa, passei a prestar atenção. Numa das aulas, ela fez uma pergunta bem simples, estilo “dois + dois”. Sentindo-me um Einstein dos anos 90 por saber aquela resposta “dificílima”, levantei a mão para responder. A atitude dela mudou minha relação com a matemática naquele ano. Ela disse: “Está certo, Vinícius! Você é um excelente aluno!” Resolvi acreditar nela, e o “milagre” aconteceu. Tornei-me um dos melhores alunos de matemática de minha turma naquele ano. Como isso ocorreu? Simples: decidi fazer o que os bons alunos fazem. Comecei a prestar bastante atenção às aulas e deixei de dormir ou “viajar” na hora da explicação, passei a fazer os exercícios de casa e, finalmente, entendi que precisava estudar para as provas. Os números viraram minha paixão! Tudo bem que, no fim daquele ano, “apostatei” da matemática, mas a lição de como os milagres acontecem ficou gravada em minha mente. Em relação ao maior milagre do mundo – o nascimento virginal de Jesus –, o detalhe mais importante foi a disposição de Maria em ouvir e praticar a mensagem divina. Ela entendeu que, nas coisas de Deus, a parte humana é acreditar com uma crença tão real que as atitudes evidenciem a fé. Neste ano, Deus também deseja fazer grandes milagres em você. A cada dia, Ele quer revolucionar sua vida. O Senhor tem poder de comunicar pureza, amor, honestidade, disciplina e felicidade. E a lista é mais longa do que você imagina. Os milagres que ocorrerão serão tão incríveis como o que Deus fez em Maria. Lembre-​se: para Ele não existe impossível! Você está disposto a acreditar nos milagres de Deus? Maria creu e entrou para a história como a mulher mais importante que existiu. Ela entendeu que entre o verdadeiro sucesso e o fracasso habita uma pequena palavra de significado enorme: fé. Creia em tudo o que Deus lhe disser. Se você fizer como Maria, Jesus também vai nascer em seu coração. Para isso, diga a cada dia deste ano: “Estou aqui, Senhor, que se cumpra em mim a sua palavra.”

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Terça-feira

3 de janeiro

Bênção Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse. Lucas 1:45 que significa dizer que uma pessoa foi abençoada? Em geral, associamos bênçãos com coisas que queremos muito. Ser aprovado na escola, fazer uma viagem ou comprar um celular novo, por exemplo. Porém, esse não é o sentido principal dessa expressão. Bênção vem de bem-dizer; portanto, o significado desse termo tem que ver também com palavras pronunciadas. Então, podemos dizer que uma pessoa é realmente abençoada quando ouve com atenção as boas palavras que Deus tem falado. Deus espera que estejamos antenados àquilo que Ele nos diz, pois o resultado disso serão coisas boas para nós. Na língua hebraica, a palavra ouvir tem o mesmo significado de obedecer. Em nosso idioma também, dependendo da situação. Por exemplo, pense em sua mãe pedindo para você fazer alguma coisa e arrematando com aquela pergunta cheia do tom que só as mães conseguem dar: “Você está ouvindo?” Em outras palavras, o que sua mãe está dizendo é um sonoro: “Obedeça!” Se você não obedecer… Muitos preferem ouvir as maldições do inimigo de Jesus e, por isso, não são abençoados. Enquanto Deus pronuncia suas bênçãos na Bíblia, o inimigo fala por meio de filmes, sites, “amigos”, pessoas malintencionadas, etc. Deus abençoa assim: “Você será puro, filho. Confie em mim. Eu o ajudarei.” Por sua vez, o inimigo amaldiçoa: “Pureza é coisa de careta. Viva a vida louca. Você é o dono do próprio nariz.” Fique atento, pois o inimigo tem falado muito e de formas bastante coloridas e “legais”. Só ouvindo essas coisas, muita gente nem sabe o que Deus tem falado. Infelizmente, grande parte das pessoas tem trocado as lindas bênçãos de Deus por maldições disfarçadas. Outra coisa: não dê atenção a palavras que só servem para colocar você para baixo. Existe gente por aí que é especialista em depreciar os outros. Por isso, não dê ouvidos a frases como: “Você não consegue nunca!”, “Você não muda mesmo, hein!”, “Você não tem jeito!” No texto de hoje, vimos que Maria foi abençoada porque acreditou no que Deus falou. Ela só pôde acreditar, porque estava atenta. E você? O que tem escutado ultimamente? Lembre-se: o que você vê, escuta e lê declara bênção ou maldição em sua vida. Quer ser abençoado como Maria? Escute com atenção a voz de Deus e acredite em tudo o que Ele disser.

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Quarta-feira

4 de janeiro

Reputação Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Mateus 1:19 ocê conhece a Maria? Aquela ali já namorou com todo mundo. Dê uma olhada nas fotos que estão rolando no grupo de Whatsapp da turma para ver a última ‘conquista’ dela.” O comentário acima é uma tentativa clara de difamar uma pessoa. A internet virou o palco para o “show” difamatório de muita gente. Indiretas, diretas, fotos e vídeos comprometedores (inclusive manipulados) circulam diariamente pela rede destruindo vidas e satisfazendo o desejo sádico de gente que tem prazer em acabar com a imagem dos outros. O aumento desses crimes é resultado da ilusão de que na web existe anonimato. No texto bíblico de hoje, no entanto, vemos uma atitude oposta. José resolveu não difamar Maria, mesmo com a hipótese de ela não ter feito uma coisa certa; afinal, antes “do casamento, ela ficou grávida” (Mateus 1:18). Imagine um dramático diálogo entre os dois: – Maria, nosso casamento está chegando. Estou preparando tudo! – José, preciso lhe falar uma coisa. – Diga. – Estou grávida. – O quê?! – É do Espírito Santo, José. – Como assim? Não deve ter sido nada fácil essa conversa. No entanto, a decisão de José de não difamar Maria é muito digna. Naquele tempo, durante o noivado, o casal era considerado legalmente marido e mulher, mas a união física só se concretizava no casamento. Para desfazer o noivado, era necessária uma espécie de divórcio. José tentou fazer isso da forma mais discreta possível para tentar preservar a reputação de Maria. José foi escolhido para ser o pai humano de Jesus também por essa característica. Pessoas direitas não difamam as outras. Por isso, analise com bastante cuidado o que vai falar, escrever e postar sobre alguém. Não difame ainda que a pessoa tenha cometido erros. Quando alguém erra, precisa mesmo é de ajuda para levantar. O convite de Deus para você hoje é: use suas palavras somente para abençoar.

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Quinta-feira

5 de janeiro

Detalhe Esse casal vivia a vida que para Deus é correta, obedecendo fielmente a todas as leis e mandamentos do Senhor. Lucas 1:6 ntes de Jesus começar seu trabalho aqui, alguém precisava preparar seu caminho. A pessoa que o Céu havia escolhido para isso ainda não havia nascido. Deus queria alguém que levasse a sério essa grande missão e fosse preparado para ela desde o nascimento. Já que tinha que ser assim, o jeito era escolher bem o casal que criaria o futuro mensageiro. É aí que entra o sacerdote Zacarias. Ele era um homem de Deus e resolveu casar com uma mulher que acreditava nos mesmos princípios que ele: Isabel era descendente de sacerdotes (Lucas 1:6). A decisão do casamento precisa ser tomada com muito cuidado, levando em consideração a orientação de Deus. Não dá para namorar, muito menos casar, com alguém que não compartilha a mesma fé. Em geral, quando essa orientação não é seguida, as consequências são desastrosas Além de passarem nesse teste, Zacarias e Isabel viviam “a vida que para Deus é correta, obedecendo fielmente a todas as leis e mandamentos do Senhor.” Não podia haver ninguém melhor! Os dois eram fiéis em tudo. Aprovados! Porém, havia um “detalhe”. Isabel não podia ter filhos. Coisa “pouca”, você não acha? Realmente, isso não é nada para Deus. Para o Senhor, o critério mais importante é o caráter. Por isso, Zacarias e Isabel foram escolhidos, ainda que estivessem fora do “padrão de qualidade” biológica. Para Deus, isso não é nada! O Senhor também deseja usar você no serviço dele. Às vezes, a gente acha que para ser útil para Cristo é preciso ter talentos fora do comum. Os dons são importantes, mas o essencial mesmo é a disposição de fazer a vontade de Deus. Não espere ser o melhor cantor da igreja para louvar a Jesus nem ser a pessoa mais carismática do mundo para falar de Cristo para alguém. Receba o amor de Deus no coração, seja obediente a tudo o que a Bíblia ensina e deixe o resto com o Espírito Santo. Como fez com Zacarias e Isabel, Deus também pode resolver os “detalhes” de sua vida, se hoje você se colocar à disposição dele.

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Sexta-feira

6 de janeiro

Previsão do tempo Não tenha medo, Zacarias, pois Deus ouviu a sua oração! Lucas 1:13 uita gente tem o costume de, antes de sair de casa, dar uma olhada na previsão do tempo no aplicativo do celular. Isso pode evitar que alguém se encapote todo e passe o dia inteiro sentindo calor ou carregando a blusa de frio na mão. Ou o contrário, que pode ser ainda pior: sair de casa com roupa leve e perceber, na metade do dia, uma queda brusca de temperatura e ficar se encolhendo todo ao tentar esticar a roupa. Ou ainda sair sem guarda-chuva, e o dilúvio se repetir bem em cima da cabeça. Mesmo que as previsões climatológicas não sejam infalíveis, penso que vale a pena tomar conhecimento delas para o dia a dia. Você sabia que existe um aplicativo de previsão do tempo infalível? Quem o segue jamais é surpreendido por nada que ocorre no mundo. Antes que você pare de ler esse texto e vá para internet tentar baixá-lo, deixe-me dizer que ele é gratuito e está disponível na interface da vida. O download já foi feito, e você pode, ao estudar a Bíblia, conhecer, sem erro, os detalhes da história do mundo, para trás e para frente. Zacarias era “viciado” nesse aplicativo já no primeiro século da era cristã. Ele estudou o livro de Daniel e descobriu uma previsão do tempo (profecia) chamada de 70 semanas. Em sua pesquisa, Zacarias aprendeu muita coisa, mas o mais importante foi perceber que, exatamente em seu tempo, o Messias nasceria. O que ele fez com essa informação? Passou a orar para que ele e sua família estivessem preparados para o cumprimento da profecia, ou seja, que eles não se enganassem a respeito de quem seria o Cristo e que, de alguma maneira, pudessem ajudar no trabalho do Senhor. Respondendo a essa oração, Deus enviou o anjo Gabriel para falar com Zacarias. O mensageiro disse: “Zacarias, sua oração foi ouvida.” Como assim? O que aquele anjo estava dizendo era que o Messias realmente estava para nascer, e que Zacarias e a esposa teriam um filho que seria o grande divulgador da chegada do Messias. Veja como é bom conhecer a previsão do tempo que a Bíblia releva. Além de evitar surpresas sobre o que vai ocorrer, podemos até mesmo ser úteis para Deus. Por que você não toma hoje a decisão de conhecer mais as profecias da Bíblia? Se fizer isso, você não será surpreendido com o presente e o futuro, e, o melhor, Deus poderá contar com você como divulgador da mensagem que Ele está comunicando para toda a humanidade.

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Sábado

7 de janeiro

Mensagem recebida Não tenha medo, Zacarias, pois Deus ouviu a sua oração! Lucas 1:13 odos os dias, milhões de pessoas usam o WhatsApp para trocar mensagens. O aplicativo permite aos usuários ter a certeza de que a mensagem enviada foi recebida e lida. Os dois tiques azuis não deixam dúvida. No Rio de Janeiro, uma menina de 16 anos livrou-se de um abuso sexual dentro de um ônibus ao enviar para o pai uma mensagem no Whatsapp. Ele estava próximo de onde o coletivo passava, chamou a polícia e conseguiu deter o molestador. A garantia de que o pai estava lendo as mensagens certamente estimulou a menina a continuar enviando os textos para ele. Na oração, as coisas não são muito diferentes. Nosso Pai celestial está sempre conectado, e nada pode impedir que Ele receba nossos pedidos de socorro. Como ter a certeza disso? A primeira coisa a fazer é alinhar nosso pensamento com a mente divina. Pedindo o que Deus planejou para nós, a resposta é certa. O pai de João Batista, Zacarias, orava para que Deus cumprisse a promessa de enviar Jesus para salvar a humanidade. Deus nunca deixa de atender uma oração assim. A oração também precisa expressar humildade e dependência de Deus. Toda pessoa que ora e é atendida faz uma análise realista do coração e percebe o quanto precisa de salvação. Para se livrar do desespero da vida sem Deus, o cristão clama e é atendido. Quem ora precisa saber também que Deus, muitas vezes, atenderá nosso pedido de modo diferente do que esperamos. Ele não dá o que queremos, mas aquilo que precisamos. Ao orar pelos outros, é importante saber também que Deus pode conceder as bênçãos que solicitamos por meio de nós mesmos. Por exemplo: muitas vezes tenho orado pelo caráter em formação de minha filha e tenho percebido que, para dar a ela uma personalidade melhor em resposta à minha oração, Deus espera que eu seja um pai diferente e exemplifique, com minhas atitudes, o tipo de caráter que ela precisa ter. Às vezes, a resposta de Deus à oração vai ser um sonoro (ou mesmo silencioso) “não”. O que fazer quando isso ocorrer? Confiar que Deus sempre sabe o que é melhor é a atitude certa. O Senhor é sábio demais para enganar-se e muito bom para negar o que precisamos. Então, por que não parar tudo agora e “enviar uma mensagem” para Deus? Pode ter certeza de que Ele vai receber sua mensagem e responder a você da melhor maneira.

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Domingo

8 de janeiro

Sucesso O que será que esse menino vai ser? Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele. Lucas 1:66 que você vai ser quando crescer?” Já ouviu essa pergunta alguma vez? Lembro-me da formatura de meu irmão na pré-escola. Os alunos estavam todos na frente da igreja, arrumados com as becas de quem tinha a ilusão de já estar pronto para a vida. A professora perguntava aos formandos diante da plateia de pais e familiares o que aqueles meninos e meninas seriam quando crescessem. “Advogado, professora”, respondeu com convicção o primeiro. “Médico, tia”, disse o outro com a ousadia de um vitorioso. Um a um foi respondendo, desfilando um leque de profissões de alto nível. Até que chegou a vez do meu irmão. “E você, rapazinho”, perguntou a professora. Suspense na família. O que ele vai responder? Engenheiro, dentista, pastor… No alto de seus seis anos, ele disse sem titubear: “Professor de karatê, tia.” Meu irmão certamente pensava na alegria de ganhar dinheiro, ensinando criancinhas a se defender de “meninos maus” na hora do recreio. Risos na plateia e uma interrogação engraçada na família. Deus nos criou diferentes uns dos outros. A sociedade é um retrato multicolorido, cheio de diversidade e beleza. Deus chama pessoas para serem pastores, médicos, construtores e para todas as profissões dignas que existem. O mais importante de tudo é servir e glorificar a Deus em qualquer ramo de atuação. O versículo de hoje fala que o poder divino estava com João Batista. Ele tinha a grande missão de preparar o mundo para a vinda de Jesus. Ele foi bem-sucedido nessa tarefa e se tornou uma das pessoas mais importantes que o mundo conheceu. Você já escolheu sua profissão? As coisas que gosta de fazer, seus dons e habilidades podem ser um indicativo de qual é a sua vocação. Certamente, uma das muitas profissões que existem hoje estará adequada a suas características. Se quiser saber mesmo “o que você vai ser quando crescer”, você precisa pedir orientação a Deus e ouvir os conselhos de sua família e de gente que tem experiência e boa intenção. Depois de identificar o ramo que deseja seguir, estabeleça-o como meta e prepara-se adequadamente para alcançá-la. Não importa se você será médico, engenheiro, advogado ou construtor. Se a vocação maior de sua vida for falar de Jesus para os outros, você será muito feliz e realizado.

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Segunda-feira

9 de janeiro

Máscaras Vão e procurem informações bem certas sobre o menino. E, quando o encontrarem, me avisem, para eu também ir adorá-lo. Mateus 2:8 falsidade é uma característica muito comum. Muita gente usa máscaras para esconder o que realmente pensa. O pior da falsidade é que, às vezes, ela esconde inimigos disfarçados de amigos. O que faz uma pessoa ser falsa? Para responder a essa pergunta, vamos dar uma olhada no personagem bíblico que pronunciou a falsidade que está relatada no versículo de hoje. Herodes era o rei de Israel no tempo do nascimento de Jesus. Ele sabia que não tinha as características básicas de um rei, mas se mantinha na função com corrupção e violência. Ingenuamente, os reis magos o procuraram para saber onde o novo rei havia nascido, pois queriam adorá-lo. Como Herodes vivia inseguro com o próprio reinado, aquela visita o perturbou muito. Com objetivos malignos, ele disse que também queria saber onde estava Jesus. Insegurança. Esse foi um dos motivos que levaram Herodes a ser tão falso como foi no diálogo com os reis magos. Gente insegura sobre si mesma e sobre a posição que ocupa na vida precisa “lutar” para manter seu espaço. Na tentativa de agradar todo mundo, pessoas assim mentem, falam apenas o que os outros querem ouvir e fazem dos amigos degraus para chegar aonde pensam que precisam ir. A falsidade é também filha da inveja. Sabe aquela infelicidade com o sucesso dos outros ou aquele desejo violento de ter o que não tem? O nome disso é inveja. Herodes não podia suportar o fato de alguém ser rei em seu lugar e se carcomia com a realidade de que havia uma pessoa que, de fato, era digna de reinar. Por isso, pronunciou uma das frases mais falsas que foram registradas na Bíblia. Sua insegurança e inveja forjaram a máscara terrível que ele usou. Se você não quer ser falso como Herodes, preste atenção nas dicas a seguir. Policie seu coração. Sempre questione seus pensamentos e os motivos de suas palavras. Exponha-se sempre à verdade. A falsidade é sempre mãe de outra falsidade. A principal verdade que precisa saber é que Deus ama você. Por isso, não seja inseguro. Não enxergue os outros como concorrentes. Ame as pessoas e se alegre com a felicidade delas. Nunca use ninguém como escada. Seja sempre verdadeiro e nunca use máscaras.

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Terça-feira

10 de janeiro

Visão de raio X Pois eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação. Lucas 2:30 visão de raio X é uma das características mais marcantes do Superman. Com ela, o homem de aço consegue ver através de paredes e desvendar mistérios que os olhos normais não podem. Imagine como seria sua vida se você pudesse ver o que outras pessoas não conseguem. A Bíblia apresenta a história de um homem que viu o que ninguém mais estava vendo. Era o dia da apresentação de Jesus no templo. Muitas crianças também seriam apresentadas na mesma ocasião. Uma fila foi formada, e nela estavam José e Maria com Jesus nos braços. Para fazer o ritual, os pais precisavam de um sacrifício. O tipo de oferta evidenciava a classe social da família. Os pais de Jesus chegaram com um casal de pombinhos, a mais simples das oferendas. O sacerdote responsável pela apresentação estava fazendo seu trabalho de maneira tão mecânica que não percebeu o grande privilégio que teria. E a fila andou. Quando chegou a vez de Jesus, ele o pegou nos braços como se nada especial estivesse acontecendo. Perto de onde estava ocorrendo a cena, havia um homem chamado Simeão. Esse senhor interrompeu a cerimônia, tomou Jesus nos braços e exclamou do fundo do coração: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação” (Lucas, 2:29, 30, ARA). O sacerdote não percebeu nada, mas Simeão, olhando além das aparências, entendeu que o indefeso bebê era o Deus criador de todas as coisas. O que fez Simeão enxergar o que o sacerdote não conseguiu ver? “Ele era bom e piedoso e esperava a salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele, e o próprio Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias enviado pelo Senhor” (Lucas 2:25, 26). Bondade, comunhão, esperança e o Espírito Santo na vida. Esses foram os “colírios” que fizeram os olhos daquele velhinho ter visão de raio X espiritual. E você? O que tem enxergado? Tem conseguido perceber Jesus nas pequenas coisas da vida? Muitas vezes, o Senhor está bem ao nosso lado, e nós não percebemos. Sabe aquelas pessoas que precisam de atenção e ajuda? Quer saber quem elas são realmente? São Jesus disfarçado, esperando alguém com visão de raio X percebê-los (Mateus 25:37-40). Que tal usar o “colírio” de Simeão e enxergar Jesus hoje?

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Quarta-feira

11 de janeiro

Ponto de referência No caminho viram a estrela, a mesma que tinham visto no Oriente. Ela foi adiante deles e parou acima do lugar onde o menino estava. Mateus 2:9 om um grupo de amigos, eu visitava pela primeira vez a cidade de Washington, DC. Paramos o carro em um estacionamento, próximo a uma esquina na qual havia uma lanchonete bem conhecida. Naquele momento, imaginamos que não haveria ponto de referência melhor. Saímos para o passeio e, depois de cruzarmos as dezenas de avenidas que nos separavam dos pontos turísticos, a ficha caiu: em praticamente todas as esquinas havia uma lanchonete da mesma rede. O carro havia ficado muito longe, e a visitação demorou mais do que esperávamos. Para evitar problemas, resolvemos andar bem rápido e voltar na hora certa. Segui bem próximo a um amigo; mas, sem perceber, nos distanciamos do restante do grupo e nos perdemos. Meu amigo pediu informação e mencionou nosso “inconfundível” ponto de referência. A pessoa riu e disse que havia dezenas por ali e que a mais próxima estava a quilômetros de distância. Meu amigo começou a correr, e eu, muito cansado pela longa caminhada, não consegui acompanhá-lo. Ele sumiu entre uma esquina e outra. Tentei pedir informação, mas as respostas só pioravam a situação. Depois de estar perdido por 25 minutos, vi um táxi e resolvi pará-lo. O motorista, um imigrante que falava uma mistura de inglês com etíope (imagino), perguntou o destino. Eu mencionei, com meu “portunglês” (mais português), a conhecida lanchonete. Ele fez uma expressão de desespero, e, em nosso diálogo numa língua que não existe, disse que havia muitos estabelecimentos daquele nas redondezas. Confiante, eu o orientei: siga para a next (próxima). Não sei como, mas ele entendeu e dirigiu para onde eu havia indicado. Deu certo. Meus amigos estavam lá havia uns 30 minutos. Cheguei “triunfante”, contando vantagem por ter tido a experiência adicional de pegar um táxi em Washington. Porém, confesso que preferiria ter um ponto de referência melhor e não ter passado por aquela angústia toda. Na história do reis magos, o ponto de referência era móvel e sem comparação. Não se tratava de uma estrela a mais entre as trilhões que existem. Eram vários anjos que, juntos, produziam um foco extraordinário de luz no céu. Os magos seguiram aquela “estrela” e não se perderam. A Palavra de Deus é a nossa estrela-guia. Estude-a, pois ela é o inconfundível ponto de referência para todos aqueles que querem encontrar Jesus.

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Quinta-feira

12 de janeiro

Alarme falso Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém. Mateus 2:3, ARA alarme dispara. Acordo assustado, mas o relógio no celular marca 2h40 da manhã. Ufa! Alarme falso. Restam mais três horas para dormir. Que beleza! Relaxo tanto que esqueço de ativar o alarme na hora certa e durmo cinco horas a mais. Lá se foi a prova no primeiro horário… Essa situação ajuda a ilustrar um conceito perigoso: o alarmismo, que é a produção de alertas falsos. Desinformação e precipitação são causas desse tipo de coisa. “Alerta em Jerusalém! Três homens misteriosos anunciam o nascimento do Messias”, poderia ter sido a manchete da Folha de Jerusalém naquele dia. É incrível como os magos do Oriente estavam informados com precisão sobre o nascimento de Jesus, enquanto o rei de Israel e o povo de Jerusalém foram completamente surpreendidos com essa informação. Esses homens eram estudiosos dos astros e viram uma estrela misteriosa. Por não entenderem a procedência dela, buscaram na Palavra de Deus o entendimento real daquele fenômeno. A estrela os encaminhou à Bíblia, e esta os levou a Jesus. É possível que os alarmes falsos anteriores tenham tirado a atenção dos moradores de Jerusalém a respeito dos sinais da primeira vinda de Jesus de tal modo que eles não percebessem a estrela, um dos indicativos da primeira vinda de Jesus. A postura deles é bem parecida com a de alguns hoje em dia que, quando veem alguma catástrofe na TV ou ficam sabendo de alguma interpretação fantasiosa das profecias, resolvem se santificar porque “Jesus está voltando mesmo!”. No entanto, depois que a notícia fica velha, voltam a se comportar do mesmo jeito que antes. Esse tipo de religião não dura porque se baseia só em emoção e em fatos extraordinários. Interessante o que aconteceu com Herodes: ele ficou alarmado e queria encontrar Jesus. Boa coisa? Com certeza não! O rei não queria adorá-lo, mas matá-lo. Quem busca Jesus alarmado geralmente não quer adorá-lo. Como Herodes, muita gente “busca” a Jesus hoje não para “morrer”, mas para “matar” o verdadeiro Cristo e continuar reinando no “trono” da vida. Por isso, se não quiser ser pego de surpresa na volta de Jesus, busque-o hoje pelo motivo certo, fique atento aos verdadeiros sinais que a Bíblia dá sobre seu retorno e se prepare para o encontro com ele. Trim! Trim! Trim! Mão no celular. São 5h40 da manhã. Que susto, foi só um sonho! Vou me arrumar. Estou pronto para a prova!

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Sexta-feira

13 de janeiro

Presentes Depois abriram os seus cofres e lhe ofereceram presente: ouro, incenso e mirra. Mateus 2:11 s vezes, os presentes podem revelar nossos pensamentos. Certo pregador, no fim de uma semana de oração, ganhou um presente no mínimo inusitado: um livro com o título mais ou menos assim: “Como aprender a pregar”. Ele ficou um pouco decepcionado. No quesito presente para a pessoa amada, existe gente que não mede esforços e mete a mão no bolso. O casal Brad Pitt e Angelina Jolie tem se superado. Há um tempo, o ator deu à esposa um relógio no valor de quase um milhão de reais. Ela não deixou barato e retribuiu o mimo com um anel ainda mais caro. Entretanto, a extravagância do casal não parou por aí: Angelina pagou uma fortuna em uma oliveira de 200 anos e a deu ao marido. O ramo de oliveira é visto como símbolo de trégua e paz. Os presentes podem expressar o que sentimos pelas pessoas e como anda nossa relação com elas. Entretanto, presentes que realmente agradam têm duas características básicas: são dados de coração e estão de acordo com o gosto e a posição de quem recebe. Os magos do Oriente tinham a certeza de que o bebê que nasceria em Belém era o Rei dos reis e queriam presenteá-lo de todo o coração. Naquele tempo, ouro, incenso e mirra eram dados só aos reis. No presente dos magos, estava declarado o que eles pensavam sobre Jesus. Além de dignos, esses presentes foram úteis, pois custearam a longa viagem da família de Jesus ao Egito para fugir da ira invejosa de Herodes. Pense nos presentes que você tem oferecido a Cristo. São de coração e estão de acordo com o gosto e posição do Senhor? Para Jesus, só serve o melhor. As Escrituras revelam o que Ele quer receber. Não tente impressionar a Deus com dinheiro, sacrifício ou hipocrisia. Você não vai conseguir. Jesus quer você por completo! Por quê? Ao nos darmos como “presente” para Ele, recebemos em troca a vida eterna. No fim das contas, quem ganha mesmo somos nós. Se você de fato sabe que Jesus é o Senhor de todo o universo e que sua vida e futuro dependem apenas dele, não terá nenhuma dificuldade de ser extravagante ao dar tudo para Ele e reconhecê-lo como seu único Deus. Que seu presente para Jesus hoje reflita a letra desta linda canção: “Tudo o que tenho, tudo o que sou, tudo o que espero ser, entrego a ti”, Senhor!

À


Sábado

14 de janeiro

Fuja! Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e fuja. Mateus 2:13 em sempre fugir é sinônimo de covardia. Às vezes, correr é a coisa mais corajosa que temos a fazer. A questão é por que, com quem e de quem você vai fugir. No relato de hoje, José, o pai humano do Senhor, fugiu com Jesus, de Herodes, que queria matar o Salvador. Outro José famoso da Bíblia também fugiu. Quando a mulher do chefe o agarrou à força, “ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela” (Gênesis 39:12, NVI). José fugiu para se tornar, no futuro, um grande líder da nação mais poderosa da Terra. Para um jovem de nossos dias, fugir pode significar firmeza em não aderir à proposta errada de um grupo de amigos. Sabe aquele medo de se sentir um peixe fora d’água só porque não faz o que todo mundo faz? Resista! Seja leal aos princípios da Palavra de Deus, ainda que isso signifique ser chamado de covarde. Nesse contexto, fugir é resistir. No fim das contas, quem vai fugir é o diabo (Tiago 4:7). Entretanto, há coisas das quais você não pode fugir. Jamais fuja da realidade. Existe gente por aí que, para não encarar os problemas, inventa “viagens” alucinógenas com drogas, por exemplo. Essa falsa fuga só piora a realidade. Nunca fuja também de suas responsabilidades. À medida que os anos vão passando, novos compromissos aparecem. Cumpra-os em casa, na escola e na igreja. Não deixe para depois o que deve ser feito agora. Jamais transfira para outros responsabilidades que são suas. Não fuja também dos desafios. Para vencer na vida, precisamos, em algumas situações, tomar decisões difíceis. Por exemplo, diante de uma verdade da Palavra de Deus, a única opção que temos é praticá-la, ainda que isso tenha um custo alto. Muitas pessoas vivem frustradas porque não tiveram coragem de fazer o que é certo. Quer saber do que você deve fugir mais do que tudo? Do pecado e de quem está comprometido com ele. “Fuja das paixões da mocidade” (1 Timóteo 2:22). O apóstolo Paulo também nos lembra do padrão de moralidade corrompida da maioria das pessoas de nosso tempo. Por isso, ele aconselha: “Foge também destes” (2 Timóteo 3:5, ARA). Lembre-se: não fuja da realidade, das responsabilidades e dos desafios! Por outro lado, espero que hoje você faça uma fuga realmente necessária. Fuja para Deus!

N


Domingo

15 de janeiro

Mister simpatia Conforme crescia, Jesus ia crescendo também em sabedoria, e tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele. Lucas 2:52 xistem pessoas que a gente gosta facilmente: carismáticas, bondosas, sorridentes, prestativas e amáveis. É muito bom estar perto de pessoas assim. Jesus era desse jeito, inclusive na adolescência. O fato de Ele não pular as etapas da vida nem estagnar seu crescimento era uma das causas de sua simpatia. É muito ruim o relacionamento com pessoas que têm atitudes não compatíveis com a faixa etária. Alguns querem ser mais do que a idade permite; outros infantilizam sua postura e tentam fugir das responsabilidades que o crescimento impõe. Na adolescência, duas críticas comuns são: “Ô, vê se cresce!” Quem diz isso está identificando alguma infantilidade. E a outra é: “Esse aí se acha!” Essa frase sugere que o indivíduo está, de alguma forma, pulando etapas da vida e se comportando como alguém acima de sua faixa etária. Não foi assim com Jesus. À medida que crescia fisicamente, ele se desenvolvia também nos outros aspectos da vida. Porém, convenhamos: isso não é coisa fácil para a maioria das pessoas, especialmente na adolescência. Nessa fase, estamos no meio do caminho entre a infância e a fase adulta. É muito comum, nesse período, sonharmos com as vantagens de ser adulto, mas rejeitarmos as responsabilidades. O segredo de as pessoas gostarem tanto de Jesus na adolescência era o fato de Ele saber onde estava a fonte do crescimento. O texto diz que Jesus crescia em sabedoria. Essa palavra inclui o relacionamento com Deus e o conhecimento prático de coisas importantes da vida. Quando aprendemos a respeitar o Senhor e obedecer-lhe, manifestamos essas virtudes também em relação aos outros. Além disso, quem cresce em sabedoria sempre tem um bom assunto para conversar. É bom estar ao lado de quem fala palavras agradáveis, sensatas e inteligentes. A partir da adolescência, os temas da vida vão ficando cada vez mais complexos: futuro, namoro, sexualidade, trabalho, etc. É preciso crescer em sabedoria para ter boas opiniões sobre esses temas e não boiar na vida. Se você deseja ser simpático como Jesus, siga o exemplo dele. Permita que seu cérebro e coração cresçam na proporção de seu corpo. Ao mesmo tempo, cuidado para não “crescer” demais e parecer chato. Tenha em sua vida o respeito e a obediência a Deus. Assim, você vai saber como lidar com as pessoas.

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Segunda-feira

16 de janeiro

Extraterrestres Ele usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato. Marcos 1:6 essoal, está tudo certo para hoje? Vai ser demais nossa turma reunida assistindo àquele filme fantástico no cinema novo do shopping. Você vai, não é João? – Com certeza não, turma. – O quê?! Por que não? – Entendo pela Bíblia que o cinema não é um bom lugar para um cristão estar. Além do que, os filmes que geralmente passam lá não são apropriados. – Não acredito no que estou ouvindo! Pare com isso, João! Não podemos ir sem você. Depois de usar todos os argumentos possíveis, e o grupo não aceitar, João, cheio de convicção, com um tom meio sinistro e olhos bem arregalados, pergunta, apontando para o horizonte: – Vocês querem saber mesmo por que não vou? – Fala logo! – Eu sou um ET! Isso mesmo, um extraterrestre. Não sou deste mundo. Por isso, não posso ir aonde vocês vão hoje. Sem entender muita coisa e até com um pouco de medo, a turma resolve ir ao cinema sem João. Você já se sentiu como um ET, trafegando com sua espaçonave na contramão das aerovias do mundo? Isso é ser cristão! João Batista era assim. Você pode estar pensando agora: “Quer dizer que eu tenho que ser como ele? Mas onde vou conseguir roupas de pelo de camelo? Outra coisa: mel até que vai, mas gafanhoto nem pensar!” Calma! A questão é ser diferente do mundo. Isso significa seguir à risca o que a Bíblia ensina sobre como deve ser nosso pensamento e comportamento (Rm 12:2). É essa atitude que Deus espera de nós. Com a mente renovada pelo Espírito Santo, você saberá o que pensar sobre temas como namoro, sexualidade, família, comida, vestuário e outras coisas mais. Não tenha medo de ser diferente, pois você será muito feliz seguindo o que Jesus lhe pede. É como disse C. S. Lewis certa vez: “Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que eu fui feito para outro mundo.” Viu? Você não é daqui.

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Terça-feira

17 de janeiro

Humildade Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele. Marcos 1:7 tualmente, assistimos a uma onda avassaladora de autoexposição nas redes sociais. As pessoas andam narcisisticamente apaixonadas por si mesmas. Como a madrasta malvada de A Branca de Neve e os Sete Anões, milhares perguntam todos os dias: “Facebook, Facebook meu, existe alguém mais bonito, inteligente e espiritual do que eu?” Nada contra a selfie, mas a publicação exagerada desse tipo de imagem pode ser um sintoma grave de orgulho. É possível que essa tendência de autoexposição seja para alguns a tentativa de publicar sua pretensa superioridade. Imagens em viagens luxuosas, com pessoas famosas, em hotéis e restaurantes caros compõem o cardápio da ostentação na internet. Alguns beiram o ridículo, ao postar fotos até do prato de comida. Ovo frito ninguém publica, mas refeição chique não pode ficar sem ser clicada e divulgada. Vaidade e orgulho. C. S. Lewis disse: “O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa do lado. […] As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras.” Orgulho é olhar para a vida e ver apenas um espelho. Talvez venha daí a volúpia das fotos com o celular na mão diante da própria imagem refletida, na súplica por curtidas e elogios. No íntimo, o orgulho está ligado a seu originador, Satanás. Ele se sente tão apaixonado por si mesmo que não consegue imaginar ninguém acima de si, nem mesmo Deus. É mais ou menos assim também no ateísmo, pois quem nega a existência de um ser divino acha que a humanidade está no topo do universo. Veja o contraste entre a atitude orgulhosa de Lúcifer e a humildade de João Batista. Enquanto o primeiro queria ser maior que Jesus, o segundo não se sentia digno de abaixar e “desamarrar as correias das sandálias” do Senhor. A dependência total de Deus completa o quadro. Pessoas que se refugiam em Jesus não precisam do orgulho para ter a sensação de saciedade na vida. Agostinho pensava assim e disse: “Fizeste-nos, Senhor, para ti e nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti.” Não se ache melhor do que ninguém, confie sempre em Deus. Fazendo isso, você estará livre do orgulho em todas as formas em que ele se manifesta.

A


Quarta-feira

18 de janeiro

Orgulho do Pai Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria! Mateus 3:17 ai, tenho uma coisa para mostrar para você”, diz o garoto de 12 anos, com brilho nos olhos e o boletim na mão. O pai pega o papel, passa os olhos por todas as disciplinas, abraça com força o garoto e diz: “Filho, eu tenho orgulho de você!” A garota abre o guarda-roupa e constata: “Há roupas demais aqui.” Imediatamente, ela seleciona algumas e sai para encontrar a amiga carente. A mãe observa, sem interferir, mas compreendendo tudo. Quando a garota volta, a mulher a recebe e, com lágrimas nos olhos, diz: “Filha, eu tenho orgulho de você!” De forma geral, os pais sonham para os filhos sempre o melhor e projetam neles suas expectativas e sonhos. Ver um filho se destacar nas importantes áreas da vida enche de orgulho qualquer pai. A Bíblia confirma isso: “O filho que ama a sabedoria é o orgulho do seu pai” (Provérbios 29:3). O contrário também é verdade (Provérbios 19:13). Em geral, os pais querem que os filhos sigam seus passos. Por volta dos meus dez anos, meus pais estavam preocupados com minha vida espiritual, principalmente porque alguns amigos meus estavam abandonando a igreja. Em uma conversa marcante, eu disse a eles com uma convicção muito forte: “Não se preocupem, eu nunca vou deixar os caminhos de Deus!” Há pouco tempo, tive a tristeza de fazer o sermão fúnebre no sepultamento de meu pai. Naquele dia, destaquei o legado daquele homem para mim. Eu disse que ele não havia me deixado bens materiais, mas que plantara em meu coração o forte desejo de ver Jesus voltar. Durante as condolências, fiquei muito emocionado ao ouvir uma tia mencionar uma conversa que teve com meu pai na qual ele dizia do orgulho que sentia por mim. Enquanto escrevo isso, sinto formar um nó em minha garganta, e surge um desejo enorme de reencontrar meu pai. Na Trindade, também existe orgulho de Pai. Depois do batismo de Jesus, Deus, o Pai, fez uma declaração de amor pública ao Filho. Ele proclamou toda a alegria que sentia pela disposição do Filho em salvar a humanidade. A missão de Jesus ainda não acabou, e Ele continua a dar muitas alegrias a Deus, o Pai. Em breve, Deus vai pedir ao Filho para vir nos buscar e, assim, sua alegria estará completa. Naquele dia, muitos filhos reencontrarão pais cheios de orgulho por vê-los ali também.

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Quinta-feira

19 de janeiro

Fortes O Espírito Santo fez com que Jesus fosse para o deserto. Jesus ficou lá quarenta dias sendo tentado por Satanás. Marcos 1:12,13 uer saber como um jovem pode ser forte e vencer a guerra contra a tentação? É preciso conhecer as estratégias que o inimigo usa. O apóstolo João as resume em três partes: “Concupiscência da carne”, “concupiscência dos olhos” e “soberba da vida” (1Jo 2:16, ARA). Desde o Éden, a estratégia é a mesma. Eva foi seduzida exatamente com essa tentação tripartida. Para ela, “a árvore era boa para se comer” (tentação da carne), “agradável aos olhos” (tentação dos olhos) e “desejável para dar entendimento”, ou seja, para ser mais “inteligente” que Deus (tentação da soberba; Gn 3:6, ARA). Com Jesus, no deserto, foi a mesma coisa. Na primeira tentativa, Satanás propôs mais ou menos o seguinte ao Senhor: “Você não está com fome? Então, transforme essas pedras em pães” (tentação da carne). Na segunda, ele disse: “Desista desse negócio de salvar o mundo, vai ser muito duro para você. Dê uma olhada nas glórias, riqueza e fama que preparei para você, caso abra mão desse projeto maluco de salvar essa gente que não merece” (tentação dos olhos). Na terceira, ele mirou o ego: “Prove que você é o Filho de Deus se jogando daqui e sendo salvo pelos anjos” (tentação da soberba). No Éden, Eva perdeu a batalha, pois, em vez de usar a Palavra de Deus, ela resolveu duvidar do que o Senhor havia dito. Jesus, por sua vez, no deserto, venceu porque suas respostas foram iniciadas com: “Está escrito.” A lição que fica, portanto, é: Quem deseja ser forte e vencer precisa usar a Palavra como espada e escudo. Nessa batalha, você tem um aliado imprescindível: Jesus. Veja o que ele pensa a seu respeito: “Vocês, jovens, […] são fortes. A mensagem de Deus vive em vocês, e vocês já venceram o Maligno” (1Jo 2:14). Essa mensagem está em toda a Bíblia. O salmista, por exemplo, pergunta e responde: “Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos. […] Guardo a tua palavra no coração para não pecar contra ti” (Sl 119:9, 11). Jovem, “vá com toda a sua força”! (Jz 6:14).

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Sexta-feira

20 de janeiro

Cheio Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e foi levado pelo Espírito Santo ao deserto. Lucas 4:1 Espírito Santo é meu estado de origem. Tive o privilégio de viver e trabalhar lá por vários anos. Quando me mudei para São Paulo, um colega disse, em tom de brincadeira: “O Vinícius veio para cá, porque está cheio do Espírito Santo.” Como as palavras podem assumir mais de um sentido, “cheio” significa tanto “completo” quanto “cansado de”, “aborrecido”, “entediado”. Além der rir com essa frase de duplo sentido, foi inevitável refletir sobre como tem andado minha relação com a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Cheio ou “cheio”? Pessoas cheias do Espírito Santo manifestam o “fruto do Espírito”. Transbordando Deus, esse tipo de gente compartilha amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio. Como dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, a presença do Espírito Santo expulsa tudo o que é mau e reina absoluta na vida do cristão. Infelizmente, muitos andam “cheios” do Espírito Santo. Aborrecidos com sua constante influência, resolvem fechar os ouvidos para aquele cuja missão é, entre outras coisas, convencer-nos do pecado. Ele trabalha, por exemplo, quando alguém ouve na consciência que a mentira é pecado, bem depois de ter falado o que não devia; ou quando lemos a Bíblia e compreendemos a vontade de Deus; ou mesmo quando pais sensatos aconselham os filhos. Porém, se ficamos “cheios” dessas orientações, acabamos aborrecendo o Espírito (Efésios 4:30). No deserto, Jesus estava repleto do Espírito. Isso significa dizer que Ele estava tão ligado ao Pai que não havia espaço nele para outra influência que não fosse a do Espírito Santo. O resultado foi que o Senhor venceu a batalha contra o tentador. O Espírito o encheu de discernimento, e Ele conseguiu perceber todas as estratégias do mal. Cheios do Espírito Santo, ficamos como bexigas com gás hélio. Elas sobem; nós também subimos. Por outro lado, pessoas “cheias” do Espírito Santo acabam se esvaziando dele. Em vez de subir, caem murchas e sem esperança. “Cheias” dele, rejeitam sua orientação e cometem o pecado sem perdão (Marcos 3:2830). Por isso, deixe Deus preencher sua vida. Isso vai fazer de você um vencedor e, como Jesus, cheio do Espírito Santo, inevitavelmente você também vai subir para o Céu.

O


Sábado

21 de janeiro

Espelho, espelho meu E depois de passar quarenta dias e quarenta noites sem comer, Jesus estava com fome. Então, o Diabo chegou perto dele. Mateus 4:2 iante do espelho, a menina que sonha em ser modelo internacional diz para si mesma: “Como estou gorda! Esse pneuzinho não sai nunca! Preciso comer menos.” A vontade de emagrecer pode ser um problema quando se torna uma compulsão. Isso tem nome: anorexia. Trata-se de um distúrbio de imagem que faz algumas pessoas se sentirem sempre acima do peso. Entre adolescentes, essa doença tem sido comum. A mídia e a sociedade têm grande responsabilidade nessa questão porque disseminam um padrão de beleza praticamente inalcançável. Além dos malefícios estéticos, a anorexia debilita fortemente o organismo. Em geral, resulta em depressão, mente confusa, juízo e memória deficientes, problemas de pele e imunidade baixa. O corpo debilitado pela falta de nutrientes abre portas para a doença e a morte. Na vida espiritual, ocorre algo parecido. O inimigo sempre espera o momento em que estamos mais fracos para nos atacar. Com Jesus, ele agiu quando imaginava ser o momento certo. Após quarenta dias sem comer, Cristo estava faminto. No entanto, o que o diabo parecia não saber é que o jejum do Senhor o tornava mais forte. O inimigo não foi bem-sucedido com Jesus, mas conosco não tem sido bem assim. Ele procura nos enfraquecer para facilitar seu trabalho. Age para que predomine a falta de amor em muitas famílias a fim de machucar os filhos, tornando-os presa fácil para as drogas. Promove brigas no lar com o propósito de preparar o terreno para o adultério. Torna as pessoas cada vez mais ansiosas para favorecer a fuga da realidade, por meio de pornografia, bebida alcoólica, drogas, entre outros. Caso não queira ser atingido em cheio pelo mal, você precisa estar atento às artimanhas de Satanás e não deve se esquecer de que a debilitação não justifica o pecado. Não permita que o inimigo torne você em um anoréxico espiritual. Ele quer destruí-lo. Não o ajude. Olhe no espelho do coração e enxergue sua verdadeira face: um pecador pelo qual Jesus morreu. Não “emagreça” nem um “quilo” dessa imagem. É com essa forma que você vai brilhar nas passarelas do Céu.

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Domingo

22 de janeiro

Pedras e pães Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra vire pão. Lucas 4:3 uidar bem dos dentes é um fator fundamental de saúde. Esse cuidado passa inclusive pelo preparo adequado dos alimentos. Coisa chata e dolorosa é, sem saber, mastigar com gosto uma pedrinha no meio da comida. Muito dente já foi quebrado porque alguém catou o feijão sem cuidado. Pedra é pedra, comida é comida. Não dá para confundir essas coisas, muito menos transformar uma na outra. Jesus sabia disso. Por esse motivo, recusou a oferta do tentador, embora estivesse com muita fome. A primeira tentação de Cristo no deserto está alinhada com algo que todos nós conhecemos bem: os desejos do corpo humano. Todos nós temos vontades biológicas naturais, com as quais o próprio Deus nos dotou. Fome, sono e libido são estímulos lícitos em si mesmos. Dentro do contexto adequado, a comida, o descanso e a sexualidade são uma bênção e podemos dizer que são “pães”. O problema é que o inimigo tem feito a proposta inversa em relação à que fez a Jesus. Para o Senhor, ele disse: “Transforme pedras em pães.” Para muitos jovens hoje, ele diz: “Transforme ‘pães’ em ‘pedras’.” Como assim? Comida, sono e sexualidade na perspectiva do inimigo são glutonaria, preguiça e perversão. Viu como “pães” viram “pedras” facilmente? Alimentação errada e/ou em excesso, dormir mais que a cama e deixar de fazer o que deve, poluir a mente com impurezas sexuais e desrespeitar os limites do casamento são, em resumo, a transformação dos “pães” de Deus nas “pedras” do diabo. Não se iluda, pois o inimigo tem uma “fábrica” de “pedras” funcionando ativamente. E ela está bem perto de você. Do mesmo jeito que fez com Cristo, ele oferece esses “produtos” como se fossem a melhor coisa do mundo. Depois de 40 dias, Jesus estava faminto e, em seu redor, havia muitas pedras parecidas com pães. Então, o inimigo saiu com esta: “Você não está com fome? Então é simples. Aí estão as pedras, transforme-as em pães!” Para Jesus, porém, estava claro: pedra é pedra, pão é pão! Quem come pedras quebra os dentes. Um dente quebrado provoca uma dor bem grande e, dependendo do estrago, as marcas podem ficar para sempre. Por isso, o conselho de Deus para você hoje é: não coma “pedras”. Siga as orientações divinas e espere o momento ideal para as coisas acontecerem em sua vida. Os “pães” de Deus sempre saem “quentinhos” na hora certa. Esperá-los é sempre a melhor opção!

C


Segunda-feira

23 de janeiro

Sobremesa O ser humano não vive só de pão, mas de tudo o que Deus diz. Mateus 4:4 a época do namoro, eu e a família de minha esposa resolvemos mudar, aos poucos, nossa alimentação. Em um sábado, lá estava eu “batendo ponto” no almoço na casa de meus sogros com um casal de amigos, que também estava no processo de mudança alimentar. A comida estava maravilhosa. Minha namorada ficou responsável pela sobremesa. Como estudante de pedagogia, ela resolveu equilibrar o processo de “ensino-​aprendizagem” de nossa nova dieta. Fez, então, duas sobremesas: uma “do bem” e outra nem tanto. Porém, Ariane cometeu um erro estratégico. Serviu primeiro a açucarada maria-mole. Caímos de cabeça no doce. Depois de um tempo, minha namorada disse: “Agora vem a outra.” Nunca vou me esquecer daquela sobremesa “do bem”: abacaxi com ricota. Eu não sei se abacaxi com ricota é gostoso (até porque Ariane engavetou a receita definitivamente). Mesmo que fosse, naquele dia jamais seria, porque nossa boca estava contaminada com o açúcar. Isso me faz pensar que o sabor da Palavra de Deus é infinitamente superior ao do pecado. Foi mais ou menos isso que Jesus quis dizer, no versículo de hoje, ecoando seu ensino de séculos antes. No deserto, os israelitas estavam chamando o maná, que o Senhor providenciara para sustentá-los todos os dias, de “pão terrível”, enquanto salivavam pelas panelas de carne do Egito. O problema não estava com o maná, que certamente era delicioso, pois era feito na “padaria” do Céu, e Deus não faz nada ruim. A questão era o paladar contaminado do povo, acostumado apenas com a dieta egípcia. Isso indica que, se quisermos ter prazer no que Deus oferece, precisamos nos “desintoxicar” das coisas pervertidas do mundo. Por exemplo, não dá para ter prazer em assistir ao culto da igreja se passamos a semana inteira na internet ou na frente da TV e não dedicamos tempo de qualidade para buscar a Deus. Assim, as coisas do Céu vão parecer sempre chatas mesmo, e o banquete que o Senhor serve todos os dias será para nós como “abacaxi com ricota”, porque nossa boca está cheia da maria-mole do pecado. Por isso, resolva hoje tirar de sua vida tudo que impede você de sentir prazer em Deus. Faça do Senhor a sua fonte prioritária de alegria. Sabe o que vai acontecer? As coisas de Deus vão assumir um novo sabor, e você, a cada dia, vai se deliciar com as sobremesas de Deus.

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Terça-feira

24 de janeiro

Pule o anúncio O Diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. Lucas 4:5, NVI ular ou não pular esse anúncio?” Essa é a “dúvida cruel” de muita gente ao tentar assistir a um vídeo no YouTube. O que parecia ser uma batalha perdida para os anunciantes virou páreo duro, pois os publicitários resolveram caprichar. “A propaganda é a alma do negócio.” Essa frase antiga revela o valor que o ser humano dá às aparências. Para muitos, o que está em jogo não é o produto, mas a embalagem e a forma como a coisa é apresentada. Em certo sentido, as propagandas criam necessidades que não existem. Quem disse que você precisa trocar de celular o tempo todo? Onde está escrito que um homem, para ser feliz, tem que tomar o refrigerante do comercial da TV? Sedução. Essa é a palavra. “Você não pode deixar de ter esse produto revolucionário! Sua vida nunca mais será a mesma. E toda essa abundância de felicidade, em suaves prestações de…” Porém, o empolgado e estridente ator da propaganda não menciona os juros, que podem até triplicar o valor, se o produto for comprado a prazo; e, o que é pior, não revela a completa inutilidade real daquilo que ele tenta convencer você a comprar. O diabo usou uma estratégia publicitária para tentar desviar Jesus da cruz. “Você já parou para pensar no tamanho do sofrimento pelo qual passará? Essa gente não merece, eles vão rejeitar você e, no fim, ainda vão matá-lo. Não vale a pena. Ofereço todos os reinos do mundo pelo ‘precinho’ de se ajoelhar diante de mim e me adorar!” Além da ousadia de tentar o Senhor, ele omitiu a realidade, caso acontecesse o que propunha: a humanidade ficaria para sempre perdida e sem esperança. Essa apresentação tem todos os ingredientes de uma peça publicitária viral: rápida, persuasiva e sedutora. O inimigo oferece o que não pode dar. Aqueles reinos nunca foram dele. E a história se repete todo o dia. Ao tentar “vender” felicidade por meio do consumismo, por exemplo, ele mente. A gente só pode ser feliz ao adorar o verdadeiro Deus. A resposta de Jesus foi nessa linha: “Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a Ele” (Lucas 4:8). Por isso, a melhor coisa a fazer hoje e sempre é “pular” todas as “propagandas” do inimigo e seguir assistindo ao “vídeo” de salvação que Deus nos oferece de graça no canal da vida. Não se esqueça de curtir e compartilhar.

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Quarta-feira

25 de janeiro

Quem é você? Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui. Lucas 4:9 irritação do homem era muito grande porque seu voo estava atrasado. Ele furou a fila dos demais insatisfeitos e reclamou aos gritos. A atendente pediu que ele esperasse a vez. Com arrogância, o homem bradou: “Você sabe com quem está falando?” A atendente, então, pegou o microfone e perguntou para a multidão no saguão do aeroporto: “Algum psicólogo ou mesmo psiquiatra poderia ajudar esse senhor? Ele está com crise de identidade, não sabe quem é.” Em virtude de insegurança emocional e desconforto com a própria personalidade muita gente vive em busca contínua por autoafirmação. Em geral, pessoas assim sentem uma dificuldade de autoaceitação e necessidade desmedida de receber elogios. É mais fácil perceber a insegurança quando ela se manifesta em sua face frágil. Geralmente, o inseguro fraco foge de responsabilidades e desafios em virtude do medo de não fazer o que é certo. Por isso, perde excelentes oportunidades na vida. Em alguns, porém, a insegurança se esconde atrás de uma máscara de força. Sabe o garoto machão que bate em todo o mundo na escola ou a menina vaidosa que vive querendo ser a mais bonita da turma? É possível que ainda não saibam quem realmente são. Vivem em busca de reconhecimento e aprovação alheia, na ilusão de ser o que alguns pensam sobre eles. Na última tentação, o diabo quis testar Jesus nesse ponto. “Você está vendo aquelas pessoas lá embaixo? Elas nem sonham que você é o Filho de Deus. Não é para menos! Com essas roupas simplórias, essa atitude humildezinha e aparência lastimável depois de 40 dias sem comer, ninguém nunca imaginaria que você é o Messias! Tenho uma dica infalível para dar up na sua ‘carreira’ messiânica. Pule daqui, o ponto mais alto do templo, e, com certeza, os anjos vão aparecer. Assim, ninguém terá dúvida de que você é o Filho de Deus.” Entretanto, Jesus não dependia da opinião dos outros para definir sua identidade. Para Ele, o pensamento do Pai era suficiente: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria!” (Mateus 3:17). Jesus nunca esteve inseguro a respeito de sua identidade porque era a Palavra de Deus que o definia. Se quiser saber exatamente quem é você, preste atenção: “O Espírito de Deus se une com o nosso espírito para afirmar que somos filhos de Deus” (Romanos 8:17, itálico acrescentado). Se acreditar, é isso que você será!

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Quinta-feira

26 de janeiro

Estratégia Tendo terminado todas essas tentações, o Diabo o deixou até ocasião oportuna. Lucas 4:13, NVI s guerras não são ganhas só com força. Por trás de soldados corajosos e armamentos de ponta, estão brilhantes mentes estrategistas. O termo estratégia está relacionado à palavra grega stratego, que, literalmente, significa general. O grande general Napoleão não contava que do lado russo havia também espertos estrategistas. O poderoso exército francês foi dizimado em Moscou, vítima de uma estratégia muito sagaz. Napoleão havia conquistado quase toda a Europa e, então, marchava com o imenso exército de 600 mil soldados para dominar a Rússia. Parecia uma vitória fácil, especialmente porque os russos estavam evitando o confronto e recuando as tropas para dentro do país. O imperador francês não estava percebendo a estratégia. Os russos estavam adiando o combate para que ele ocorresse no interior do país no auge do intenso inverno da Rússia. A tática deu certo. Os russos acuaram as tropas napoleônicas em Moscou. Desguarnecidos, os invasores só tinham uma opção: fugir. No texto bíblico de hoje, percebemos que o diabo, depois de ter sido derrotado na batalha do deserto, resolveu também usar a estratégia do recuo contra Jesus. Entretanto, sabemos que, com o Senhor, essa tática não funcionou. Na guerra em que nós lutamos contra o mal, às vezes parece que o inimigo desistiu. Cuidado, ele pode estar esperando o momento certo para dar o bote. Ele gosta de dar corda e usar iscas cada vez mais apetitosas para tentar nos levar a um caminho sem volta. Festas, shows, bebida, prazer e fama fazem parte da tática para nos atrair. O que fazer para não ser enganado? Preste atenção a este conselho inspirado: “Estejam preparados. [….] Aceitem toda a ajuda que puderem […]. A Palavra de Deus é uma arma indispensável. A oração também é essencial nesta luta incessante” (Efésios 6:13-16, A Mensagem). Se as coisas estão indo bem, louve ao Senhor, mas nunca deixe de usar as armas de Deus para vencer. Jamais vá ao território do inimigo, mantenha seu radar espiritual sempre ligado e decida seguir a infalível estratégia de Jesus, o nosso invencível general.

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Sexta-feira

27 de janeiro

Big Brother Jesus voltou para a Galileia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. Lucas 4:14, NVI o ano de 1966, John Lennon, o fundador da banda inglesa The Beatles, afirmou: “O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. […] Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo.” Porém, no dia 31 de dezembro de 1970, a banda não existia mais e, em 8 de dezembro de 1980, ao voltar para casa na companhia da esposa, Lennon morreu, alvejado com cinco tiros. Com mais de 2 mil anos, o cristianismo vai muito bem, obrigado! É a religião mais popular do planeta, com cerca de 2,3 bilhões de adeptos. Seu fundador, Jesus Cristo, ao nascer, dividiu a história em duas partes, viveu 33 anos de modo simples, pregou os sermões mais lindos de todos os tempos, foi pendurado numa cruz, tornando esse rústico instrumento de tortura o mais respeitado símbolo religioso da história, e foi sepultado numa tumba de onde saiu ressuscitado no terceiro dia. Subiu ao Céu para interceder por todos e prometeu voltar para buscar seus discípulos. Muita gente daria tudo pela fama, outros como John Lennon, estão dispostos a supervalorizar a que conseguiram com o objetivo de se exaltar ainda mais. Contudo, o que é a verdadeira fama e o que fazer para conquistá-la? Se você pensou que a resposta é entrar no BBB está big enganado, brother! Com raríssimas exceções, os que se submetem àquela exposição teatralizada da vida, após os meses de confinamento, são restringidos à insignificância e, quando muito, passam a ser conhecidos pelo depreciativo termo “ex-BBB”. Jesus é o exemplo máximo de uma verdadeira celebridade. Na contramão do glamour da fama, “Ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos (Filipenses 2:7). Essa postura de humildade e serviço resultou na verdadeira glória que cerca a personalidade de Cristo: “Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que […] todas as criaturas no céu, na terra […] caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor” (Filipenses 2:9-11). Não se chateie se você não conhece algum famoso deste mundo. Conheça e ame Jesus, que é o verdadeiro Big Brother (Grande Irmão). No paredão da vida, Ele não elimina você.

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Sábado

28 de janeiro

Opções? Sem ao menos fazer uma pergunta, eles simplesmente largaram as redes e foram com Ele. Mateus 4:20, A Mensagem iante do guarda-roupa aberto, com uma infinidade de peças, a menina não consegue escolher o vestido para o culto. Engenharia, direito, teologia ou medicina é a dúvida do garoto, com o cartão de inscrição do vestibular na mão. Quanto maior o leque de possibilidades, mais difícil é escolher. Você precisa comprar um tênis, vai à loja especializada e se sente quase oprimido pela infinidade de opções disponíveis. E não é só com calçado. Atualmente estamos sempre diante de um mar de opções. Na grande prateleira da vida, muita gente tem a ilusão de que escolher o caminho de Deus é mais uma das possibilidades para a felicidade. Ao ouvir o convite de Jesus, surge na mente as outras “opções”. “A propaganda da concorrência parece mais colorida e oferece mais vantagens”, racionaliza o jovem, sem perceber que não tem as opções que imagina. Muita gente deixa para o futuro, o que pode ter sido a última chance. André, Pedro, Tiago e João não pensaram duas vezes para atender ao apelo de Jesus. O Senhor fez para eles o convite de amor: “Venham comigo. Vocês pescam peixes, mas vou ensiná-los a pescar homens.” Para eles, ficou claro que havia apenas duas opções: continuar como desconhecidos pescadores sem esperança ou se tornar discípulos de Cristo e compor a mais importante equipe da história. É verdade que decisões como casamento e profissão não podem ser tomadas rapidamente. Muita gente se precipita nessas áreas e acaba sofrendo graves consequências. Por isso, para escolher corretamente, pense bastante, analise todas as variáveis, aconselhe-se com gente sábia e, acima de tudo, ore muito. A decisão de viver ao lado de Cristo, embora seja a mais importante escolha da vida, não pode ser deixada para depois. Cristo é única opção para a felicidade. Ou você é “pescado” por Ele, ou o mar da vida vai lhe seduzir com ilusões e afogá-lo com a perdição eterna. Diante disso, qual é sua escolha?

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Domingo

29 de janeiro

Obediência Imaginem, até os espíritos imundos obedecem às ordens dele! Marcos 1:27, Nova Bíblia Viva obediência é o reconhecimento da autoridade de outra pessoa. No entanto, só a autoridade verdadeira produz a obediência verdadeira. Pessoas com conhecimento e experiência, que agem e orientam para o bem, exercem autoridade real. Nem sempre, porém, autoridade resulta em obediência. Isso porque, infelizmente, existe a rebeldia, que é a negação da autoridade legítima de alguém. Um dia, Lúcifer se rebelou contra Deus e o acusou de produzir leis injustas que não podem ser seguidas. Com essa acusação, ele manipulou a terça parte dos anjos, a quem usa para iludir os seres humanos com a mentira de que é impossível ser obediente a Deus. Na realidade, Deus sempre quis que nossa obediência fosse motivada por amor. Ele poderia, por exemplo, ter destruído Satanás e seus anjos, exercer seu poder e forçar todos a adorá-lo. Porém, não fez isso. Ele escolheu nos fazer livres e conquistar nosso amor. Por que Deus age assim? Philip Yancey responde: “Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós” (O Jesus que Nunca Conheci, p. 72). Mesmo os terríveis demônios do versículo de hoje tiveram que “obedecer” a Jesus, pois, as ordens de Cristo para salvar seus filhos são inegociáveis. Deus impõe seu poder até sobre o reino do mal para garantir que nós tenhamos liberdade de escolha. A “obediência” dos espíritos imundos impressionou as pessoas no tempo de Jesus. Entretanto, o que mais impressiona não é o fato de os demônios “obedecerem”, mas a maioria dos seres humanos continuar em rebeldia contra Deus, contra os pais, professores e outras autoridades legítimas. Se a “obediência” forçada dos demônios impressionou muita gente, fico pensando no impacto positivo da obediência motivada por amor. No mundo com tanta desobediência, em que as pessoas acreditam ser impossível obedecer a Deus, quem obedece se torna diferente, um espetáculo da atuação da graça de Jesus no coração. Então lembre-se de que, com sua obediência hoje, você poderá levar alguém a dizer: “Imaginem, pela graça divina, até um ser humano pecador pode obedecer a Deus!”

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Segunda-feira

30 de janeiro

Preguiça A febre a deixou, e ela começou a servir a todos. Marcos 1:31, Nova Bíblia Viva preguiça é a companheira de muita gente. Por conta dela, coisas importantes deixam de ser feitas e potenciais são desperdiçados. Mais interessado em satisfazer o próprio ego, o preguiçoso não percebe que o principal prejudicado é ele mesmo. Até o famoso bicho-preguiça está sendo vítima de sua principal característica. As 14 horas de sono por dia e o fato de não fazer mais nada além de comer quando está acordado expõem o bicho-preguiça ao risco de extinção, por conta das queimadas constantes nas florestas brasileiras. É óbvio que a culpa não é do animal, mas a “preguiça” da preguiça pode ilustrar o motivo do fracasso de muita gente. A vida impõe desafios para todos e, para cumpri-los, precisamos jogar a preguiça fora (não o bicho). Uma postura diligente é o ingrediente que falta para que o sucesso seja uma realidade para algumas pessoas. O versículo de hoje deixa transparecer a postura de alguém que não conhecia a preguiça. A sogra de Pedro estava acamada, bastante doente. Jesus foi à casa dela, curou sua febre, e o resultado imediato foi o que o texto bíblico apresenta: “Ela começou a servir a todos.” Não houve nada de: “Vou continuar deitada aqui para me recuperar…” Ela simplesmente se levantou e passou a trabalhar, sem preguiça. Para vencer a preguiça, é importante saber que ela pode ser o sintoma de algum problema maior. Se você se sente indisposto para tudo, talvez seja hora de procurar ajuda médica e investigar a causa disso. Se for só cansaço mesmo, descanse o suficiente e depois encare suas tarefas com ânimo. Se a questão é medo e insegurança, avalie a necessidade real de seu desafio. Se for realmente importante, como estudar e trabalhar, livre-se desse medo e encare o problema com a ajuda de Deus. Estabeleça metas reais e persiga-as. Não deixe que a preguiça tire as grandes possibilidades de realização na vida. O mais bonito da passagem bíblica de hoje é o fato de que foi o toque de Jesus que curou a sogra de Pedro e isso a motivou a trabalhar por Cristo e pelas pessoas. Se a “febre” da preguiça pegou você e está bloqueando seu potencial de servir a Deus e ao próximo, permita que o Senhor toque sua vida. Ele deseja fazer isso agora mesmo. Deixe-o tomar sua mão e, então, viva este dia com toda a disposição que só Deus pode oferecer.

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Terça-feira

31 de janeiro

Foco Devemos prosseguir para outros lugares aqui por perto, e apresentar-lhes também a minha mensagem, porque foi para isso que Eu vim. Marcos 1:38, Nova Bíblia Viva a fotografia, o foco é o ajuste que se faz para dar mais nitidez ao objeto que terá destaque na imagem. Selfie com a metade do rosto, paisagem e pessoa numa relação desproporcional, elementos que não deveriam fazer parte da foto e outras coisas mais revelam a falta de foco numa fotografia. Na foto da vida, também é preciso definir com precisão o que queremos destacar. Os amigos de carne e osso, os virtuais, o smartphone, a escola, os pais, o vestibular, o trabalho, a igreja, as crises, os elogios, as derrotas, as vitórias são apenas uma parte dos ângulos disponíveis. Com tanta coisa para “clicar”, ter foco parece ser uma missão impossível, mas não é. E você vai precisar disso, se quiser ser bem-sucedido. Precisamos impedir que nosso tempo precioso seja roubado. Por exemplo, cuidado com a internet. Embora seja uma fonte incrível de conhecimento, a web pode ser uma grande vilã. Imagine alguém, cheio de boas intenções, tentando fazer uma pesquisa acadêmica com o aplicativo do Facebook aberto, que, como um ímã, fica atraindo sua atenção, do importante para o desnecessário. Os dois minutos de pesquisa séria acabam virando duas, três horas de tempo inútil. Assim, em vez de navegar, a pessoa boia. Em vez de se conectar à rede, fica presa na teia. No texto bíblico de hoje, Jesus exemplifica como manter o foco. Ele havia feito muitos milagres em uma determinada região, e as pessoas daquele lugar estavam impressionadas. No dia seguinte, elas o procuravam com ansiedade em busca de mais curas. Antes que os aplausos e a insistência tentassem desviá-lo de levar o evangelho a outros lugares, o Senhor havia levantado cedo para orar (Marcos 1:35). Com essa atitude, Ele alinhou sua agenda com a do Pai, que projetara sua missão para outros lugares além daquele. Saber o que Deus pensa sempre nos ajuda a permanecer nos trilhos certos da vida. Se quiser manter o foco, peça para que Deus torne clara a sua missão. Cuidado com os roubadores de tempo. Corra atrás de seus objetivos e não permita que nada tire seu foco. Colocando isso em prática, não tenha dúvidas: você vai ficar bem na foto!

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Quarta-feira

1º de fevereiro

Ele quer Se o Senhor quiser, pode curar-me. Marcos 1:40, Nova Bíblia Viva lbert Einstein disse certa vez: “Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade.” Se isso é verdade para o ser o humano, imagine para Deus. Quando Deus quer algo, não há nada que possa impedi-lo. O leproso do texto bíblico de hoje estava plenamente convencido disso. Ao procurar Jesus, ele enfrentou todas as dificuldades próprias de alguém em sua situação. Aproveitando a repulsa que todos sentiam de sua condição, ele abriu caminho entre a multidão que cercava Cristo. O leproso não tinha dúvidas a respeito da identidade da pessoa diante da qual estava. Estava claro para ele que se tratava do Filho de Deus. Diferentemente de outros personagens bíblicos, ele chamou Jesus de “Senhor”, ajoelhou-se para o adorar e se aproximou sem medo de contaminar Jesus com sua doença infecciosa. Mesmo assim, permanecia um obstáculo em sua mente. Ele se perguntava: “Jesus tem poder para me curar, mas será que Ele quer?” No turbilhão de pensamentos, questionava-se: “Minha situação é terrível. Trago no corpo as marcas de minha condenação. Meu destino é morte física em breve, e morte eterna para sempre. Minha família não me quer, a sociedade me rejeita, todos me veem como lixo, aprendi que esta doença é um castigo divino… Será que Deus quer mesmo fazer alguma coisa por mim?” Então, com uma ponta de esperança, ele disse a Cristo: “Se o Senhor quiser, pode curar-me.” “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” Na Bíblia, a lepra é símbolo de pecado. Portanto, todos nós nascemos como leprosos espirituais. Essa condição terrível nos leva a acumular uma montanha de lixo pecaminoso na vida. Então, quando o desespero toma conta, dá vontade de ser diferente. Sabemos que Deus pode nos transformar, pois Ele tem feito isso na vida de muitos. Assim como o leproso, algumas pessoas não têm certeza de que Ele quer fazer isso. Entretanto, o eco das palavras cheias de amor de Jesus ao leproso alcança a todos: “Sim, Eu quero!” Por isso, hoje, não tenha dúvida do amor de Deus e da vontade dele de fazer sua vida melhor. Aproxime-se com fé e diga, com humildade: “Pai, estou aqui. Cura-me! Eu sei que Tu podes todas as coisas. Ofereço-te meu louvor, pois sei, que, em virtude de um amor descomunal, Tu queres me transformar. Então, faz a tua vontade em minha vida!”

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Quinta-feira

2 de fevereiro

Identidade secreta Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. Marcos 1:44, ARA omo um simples par de óculos consegue impedir que as pessoas percebam que Clark Kent é o Superman? Coisas da ficção. Mesmo sem uma explicação satisfatória, o Superman se esconde atrás dos óculos do desajeitado Clark Kent para evitar que seus inimigos o atrapalhem na missão de salvar a Terra. Disfarçado, ele também pode se relacionar melhor com as pessoas, entender a condição humana e estar sempre disponível quando sua ajuda for necessária. Deixando de lado a fantasia e falando de realidade, Jesus também teve um pensamento semelhante, como revela o texto bíblico de hoje. Depois de curar o leproso, o Senhor pediu que o rapaz não dissesse nada a ninguém a respeito de quem o havia curado, mas que se mostrasse para o sacerdote a fim de que as pessoas pudessem glorificar a Deus. Jesus entendia que, se as pessoas soubessem de seu poder, os inimigos tentariam desviar a atenção do povo em relação a Ele, ou mesmo silenciá-lo. Além disso, o propósito do Senhor não era chamar a atenção popular para as curas e milagres, mas destacar a mensagem de amor e salvação que viera ensinar. Então, a melhor coisa a fazer naquele momento era não divulgar para todos sua identidade. Como discípulos de Jesus, hoje, somos chamados para transmitir o amor de Deus em todo o tempo e lugar. No entanto, temos que ser sábios e encontrar maneiras inteligentes para alcançar as pessoas. Por exemplo, pode ser que seu amigo não cristão rejeite um convite para ir à igreja, mas certamente ficará feliz se você o ajudar em uma tarefa difícil. Com essa atitude, você demonstrará o amor de Deus e começará a abrir o coração dele para o evangelho. Ser amigo e se interessar de verdade pelas necessidades de alguém é mais importante do que despejar um monte de palavras sem propósito sobre a Bíblia. Lembre-se: usar estratégias missionárias não é negar a fé ou mesmo assumir comportamentos errados para agradar as pessoas. Nunca negocie seus princípios. Jesus sabia exatamente que era o Filho de Deus na Terra e agia como tal. É assim que devemos ser também. O que você come, veste, a música que ouve, as palavras que fala, tudo isso vai fazer pessoas quererem conhecer sua “identidade secreta” de filho de Deus. E assim, sem os “óculos”, você poderá falar com poder sobre Jesus.

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Sexta-feira

3 de fevereiro

Amigos Chegaram quatro homens carregando um paralítico numa esteira. Eles não podiam chegar até Jesus por causa da multidão, e por isso fizeram um buraco no teto por cima de onde estava Jesus, e fizeram descer o homem paralítico na esteira bem na frente dele. Marcos 2:3, 4, Nova Bíblia Viva migo é coisa para se guardar […] dentro do coração.” O autor desses versos, Milton Nascimento, está certo. A amizade é um tesouro inestimável. É preciso valorizar os amigos, pois eles podem ser poderosos instrumentos de Deus para nos ajudar. Os momentos mais difíceis da vida revelam os verdadeiros amigos. Balzac disse certa vez: “A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.” Amigo não é só quem se alegra conosco, mas, principalmente, quem fica ao nosso lado quando ninguém mais fica. Na infelicidade da paralisia, o personagem bíblico de hoje pôde conhecer, de fato, quem eram seus amigos. Os quatro homens, sabendo da presença de Jesus em Cafarnaum, aceitaram o desafio de levá-lo até onde o Senhor estava. E não mediram esforços. Ao chegar à casa em que Cristo estava pregando, perceberam que não seria fácil conseguir o que pretendiam. O local estava cheio e não havia a mínima possibilidade de entrarem com o homem deitado na maca. Não desistiram. Atenderam à sugestão do próprio paralítico, subiram ao telhado da casa e o puseram diante de Jesus. É assim que os amigos verdadeiros se comportam. Estão presentes quando mais precisamos, ajudamnos a fazer o que não conseguimos e nos colocam diante de pessoas que fazem por nós o que eles não podem fazer. Amigos de verdade reconhecem nossos defeitos, mas não os usam contra nós. Estão dispostos a nos ajudar a vencer nossas deficiências e se alegram com nossas conquistas. Foi exatamente assim que os quatro amigos do paralítico se comportaram. Não desprezaram o amigo porque ele estava naquela terrível situação. Reconheciam, por outro lado, que a condição do homem precisava melhorar. Como não podiam fazer nada para isso, resolveram levá-lo aonde Jesus estava. Assim como o amigo, eles tiveram fé, e o milagre aconteceu. Cultive amizades verdadeiras. Elas sempre vão ajudá-lo a crescer. Procure também ser um amigo fiel, e um dia alguém vai se lembrar de você ao ouvir o verso: “Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito.”

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Sábado

4 de fevereiro

A cura da paralisia Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Marcos 2:5, ARA magine se todos os dias você acordasse de manhã e sentisse sobre seu corpo um peso esmagador de uma tonelada. Nessa situação, é impossível levantar, andar, agir, trabalhar, etc. A pessoa fica presa à sua realidade paralisadora, plenamente consciente do que está vivendo, mas sem forças para reagir. Ela vê o dia passar e é tomada por pensamentos de angústia e desespero. Nada a pode distrair, pois sempre é assaltada por sua realidade aterrorizante. A culpa faz exatamente isso na mente. Ela tem um efeito paralisante. Imprensa a vítima, oprimindo-a com sentimento de indignidade e autodepreciação. A vida perde a cor, os projetos não podem ser levados à frente, pois o fantasma do passado sempre retorna, lembrando o culpado de que ele não merece ser feliz e prosperar, porque fez o que nunca deveria ter feito. Essa terrível sensação é acompanhada pela “certeza” de que o ato cometido não tem perdão. A vergonha e o medo tomam conta da mente, e a pessoa, que poderia ter um futuro brilhante na vida, permanece estagnada e afunda na areia movediça dos erros passados. A situação é desesperadora. E muitos, para se ver livres das consequências emocionais de seu estado, aprofundam-se em seus erros e pecados. Como acreditam piamente que seu caso não tem solução, resolvem “desfrutar” prazeres ilícitos com o pouco tempo que lhes resta. Porém, quando a “ficha cai” de novo, a culpa enraíza-se ainda mais, causando terríveis estragos emocionais, que se refletem, muitas vezes, na saúde física da pessoa. Podem surgir doenças inexplicáveis e indisposições sem causa, e a vida vai sendo completamente afetada por esse mal-estar avassalador. A cada cura de Jesus era possível entender seu poder e perceber a natureza das forças espirituais que oprimem os seres humanos. Além de paralisado pela doença, o personagem do texto de hoje também estava paralisado pela culpa. Em todo o tempo e lugar, para pessoas arrependidas, Jesus repete o que disse ao paralítico naquele dia: “Filho, os teus pecados estão perdoados.” Isso serve para você também. Não permita que a culpa paralise sua vida. Ouça a voz de Jesus, receba seu perdão, aprenda também a se perdoar e experimente a paz que só a graça de Cristo pode oferecer.

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Domingo

5 de fevereiro

Águas profundas Vá para águas profundas e lance a rede. Lucas 5:4, A Mensagem ovidades sobre celebridades. Autoajuda. Redes sociais. Fofoca. Manchetes sensacionalistas. Análises rasas. Pseudociência. Erros de linguagem. Gente que sabe quase nada sobre quase tudo. Isso é parte de um profundo retrato da superficialidade atual. Com a grande disponibilidade de informação na internet, muitos têm se contentado em “pescar” em águas rasas, abrindo mão dos tesouros que só a profundidade pode oferecer. E isso em todas as áreas da vida. “Gosto mesmo é quando o pregador faz a gente morrer de rir na igreja”, diz a menina para a amiga, enquanto atualiza seu WhatsApp durante o culto, aproveitando o momento em que o pastor explica, com profundidade e clareza, uma importante passagem da Bíblia. A superficialidade que a rapidez da vida atual impõe nega às pessoas o direito de entender assuntos essenciais com profundidade e impede que muita gente cresça na vida, prendendo grandes potenciais atrás dos muros da mediocridade. O problema não é falta de tempo. É forte esta frase atribuída a John Piper: “Uma das maiores utilidades do Twitter e Facebook será provar no Último Dia que a falta de oração não era por falta de tempo.” Todos os dias, milhares de pessoas gastam horas e horas com as “novidades” da internet, atualizando-se com notícias sobre as postagens do dia dos famosos, impactando-se com manchetes sensacionalistas, emocionando-​se com vídeos piegas no YouTube e respondendo às 500 mensagens dos 50 grupos do WhatsApp que participam. Esse é o retrato de uma vida profundamente rasa. “Vá para águas mais profundas e lance a rede”, foi a ordem de Jesus. Pedro e seus amigos não haviam pescado nada a noite inteira porque concentraram sua ação em águas rasas. Contrariando sua lógica, resolveram obedecer ao Senhor e pescar em águas mais profundas. O resultado: pegaram tantos peixes que dois barcos quase não foram suficientes. A palavra de Jesus os direcionou à profundidade. O que é raso pode parecer mais legal e mais simples, mas é só ilusão. “O que vem fácil vai fácil.” Esse ditado nunca foi tão atual. Por isso, decida hoje sair da superficialidade da vida. Aventure-se, com coragem e fé, pelos mares do conhecimento do amor de Deus. Não se contente com as rasas informações disponíveis e aprofunde-se em seus relacionamentos. Assim você não será uma pessoa medíocre. Na realidade, estará se preparando para “pescar” e “nadar” nas águas profundas do amor de Deus.

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Segunda-feira

6 de fevereiro

Elogios Ele ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Lucas 4:15 ocê é um gênio!”, exclama o pai para um filho inflado, depois de uma boa nota em matemática. “Sua roupa está linda hoje, amiga!”, comenta uma menina, depois de curtir a foto no Facebook. “Sermão maravilhoso, pastor!”, cumprimenta um irmão em lágrimas, para ouvir do líder a resposta corriqueira: “Louvado seja Deus!” Qual pode ser o efeito dos elogios acima? É possível que o “gênio” tenha entendido assim o exagero do pai: “Nem precisa estudar muito, filho! Você consegue tudo com seu talento, certamente herdado de mim!” A “menina fashion do dia” pode ter traduzido da seguinte maneira o elogio: “Invejosa! Como assim, ‘linda hoje’? Ela não está valorizando minha roupa do momento, mas criticando meus looks anteriores.” O “novo Bullón” pode entender o louvor do irmão assim: “Glórias a mim! Minhas técnicas de oratória sempre funcionam!” “Na verdade, o elogio em si não tem nada de errado. A gente é que não aprendeu a usá-lo do jeito certo. E a lambança é generalizada: disparamos elogios em casa, na escola e no trabalho sem pensar nas consequências. Os resultados de tanto paparico podem ser catastróficos. A curto prazo, o coitado que foi enaltecido pode ficar desconfortável, inseguro, ansioso”, orienta a jornalista Marisa Adán Gil. Ellen White vai na mesma direção: “A lisonja tem sido o alimento com que se têm nutrido muitos de nossos jovens; e os que têm elogiado e lisonjeado supõem que estavam fazendo o que é correto; mas fizeram o que é errado. Os elogios, a lisonja e a condescendência têm feito mais para conduzir preciosas almas a caminhos falsos, do que qualquer outra artimanha inventada por Satanás” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 304). No meio da multidão que estava elogiando Jesus, até poderia haver gente sincera, mas certamente a maioria estava mesmo interessada em milagres. O pior é que quem o estava elogiando não podia usar os qualificativos adequados simplesmente por não saber a verdadeira identidade do Senhor. O máximo que conseguiam era um “mestre” quando o que ele merecia mesmo era “Deus”. Ao elogiar as pessoas, procure ser sincero, valorize as qualidades e incentive as boas práticas. Quando receber elogios, não faça deles sua recompensa final. Procure sempre melhorar. Em relação a Jesus, elogio-o com palavras e ações. Reconheça-​​o como Senhor e aja como servo.

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Terça-feira

7 de fevereiro

Joia da base Jesus foi para a cidade de Nazaré, onde havia crescido. Lucas 4:16 ilho de mecânico, com 11 anos, Neymar foi morar próximo a Santos para treinar nas categorias de base do principal time da cidade. Enquanto não recebia salários do clube, o menino e a família moravam em apenas um cômodo na casa da avó. Porém, à medida que se confirmava como “joia da base” (garotos com talento acima da média para o futebol), as coisas iam melhorando: aos 15 anos, Neymar passou a ganhar 10 mil reais; aos 16, 25 mil; e, aos 17, vieram os milhões por conta dos patrocínios. Em 25 de maio de 2013, foi oficializada sua transferência para o Barcelona. Os valores da transação, divulgados inicialmente, eram de 57 milhões de euros, mas, depois de algum tempo, a bomba explodiu: o dinheiro era bem mais alto, e o Santos não havia recebido tudo o que tinha direito. A “joia da base” não rendeu o que o time santista esperava. Filho de carpinteiro, Jesus viveu em Nazaré sem ninguém praticamente perceber seu “talento” extraordinário. Quando cresceu, foi batizado no rio Jordão e iniciou seu ministério. Ele fez grandes milagres, e sua fama se espalhou. Os moradores de Nazaré souberam que as outras cidades consideravam Jesus o futuro rei de Israel. A pequena vila entrou em festa ao saber que a “joia da base” estava se dirigindo para lá. Se Ele havia feito tantos milagres por onde passara, demonstraria o ápice de seu poder em Nazaré. Depois de sua passagem por ali, nunca mais ninguém perguntaria: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” A recepção foi calorosa, e Ele foi convidado para pregar na principal igreja do lugar. O prédio estava lotado, e a multidão em festa. Porém, as coisas não saíram como o esperado. As palavras do Mestre não foram nada elogiosas para a cidade. Em vez de promovê-los, denunciou pecados. Ele os descreveu como pobres, cativos e cegos. A “joia da base” não rendeu nada do que os nazarenos esperavam. Como o povo de Nazaré, muita gente tem perdido a oportunidade de “lucrar” com Jesus, a “pérola de grande preço”. Quando o Senhor nos confronta com nossos pecados, não quer nos humilhar. Ao diagnosticar nossa real condição, seu desejo é nos transformar. Esse é o maior dos “lucros” da vida. Com esse “investimento” na nossa “carreira”, podemos nos tornar as novas “joias da base” do time do Céu. Ouça as orientações de Jesus e enriqueça o reino de Deus. Depois disso, compartilhe a salvação com os outros e encha sua coroa de estrelas.

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Quarta-feira

8 de fevereiro

Preconceito Ele não é o filho de José? Lucas 4:22 revista Superinteressante divulgou uma pesquisa da Universidade de Milão que pretendeu medir os níveis de empatia de seres humanos em relação à dor de outras pessoas. Noventa voluntários foram expostos a imagens em que outras pessoas eram feridas. Segundo os cientistas, quando alguém se machuca, o cérebro reage como se a dor fosse nossa. Entretanto, o grau disso depende do nível de empatia que temos com a pessoa ferida. De acordo com a pesquisa, os brancos mostravam níveis mais baixos de empatia quando quem sentia a dor era negro. O preconceito racial é terrível, mas, infelizmente, não é o único. Gordos, magros, feios, bonitos, pobres, ricos, estrangeiros compõem a lista interminável de vítimas. Preconceito é uma ideia preconcebida revelada em uma atitude discriminatória em relação a pessoas, crenças, sentimentos e comportamentos. “A prova devia estar bem fácil, porque até ele (um negro) conseguiu tirar uma nota boa!” “Esse gordo é um peso em nossa vida!” “Se não fossem os pobres, nossa cidade seria mais limpa.” “Por que esse povo não fica no próprio país?” Essas são apenas algumas frases que reproduzem o preconceito que está nas entranhas da sociedade. Às vezes, o preconceito pode ser sutil, como na ocasião em que a porta giratória do banco “coincidentemente” trava na vez de um negro ou quando um obeso qualificado profissionalmente perde a vaga de emprego para alguém com menos quilos e menos talento. Pode também se revelar de forma bem evidente e violenta, como a torcida adversária que imita macacos para desequilibrar o jogador negro ou no caso da garota obesa, que no intervalo das aulas, “escolhe” ficar na sala para não ser “homenageada” por gente perversa, que não consegue medir o peso absurdo das injúrias que lançam nos ombros da menina. Jesus não passou em branco como vítima do preconceito. Quando se tornou adulto e famoso, seus conterrâneos nazarenos perguntaram sobre ele: “Por acaso, Ele não é o filho do carpinteiro? […] De onde é que Ele consegue tudo isso?” (Mateus 13:55, 56). Quer saber o resultado desse preconceito ridículo? “Jesus não pôde fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé” (Mateus 13:58). O preconceito é terrível e tem o potencial de fechar portas e limitar possibilidades. Cuidado, pois ele pode estar impedindo você de enxergar a beleza da vida. Permita que hoje Deus abra seus olhos para que você enxergue as pessoas com respeito e amor, exatamente como Ele faz.

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Quinta-feira

9 de fevereiro

Nota de 500 Quando ouviram isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram com muita raiva. Lucas 4:28 enho um presente para vocês!”, dizia um eufórico palestrante para o auditório. “É dinheiro! Quem quer dinheiro?”, ele imitava o Sílvio Santos. As pessoas já estavam ansiosas pelo clima de expectativa criado. “Ofereço para vocês várias notas de 500 reais! Quem quer?” Decepção geral. Ninguém queria aquele presente. No entanto, muita gente por aí tem preferido a grotesca falsificação de Jesus oferecida para saciar vontades egoístas. Líderes religiosos moldam o Senhor à própria imagem e semelhança. O resultado é um Jesus tão falsificado quanto uma nota de 500 reais. Curandeiro, financista, egocêntrico, o Jesus popular atende à expectativa de gente que não quer compromisso com a verdade, mas deseja apenas saciar os desejos do coração não regenerado. Infelizmente, muitas pessoas preferem um Jesus falso ao verdadeiro. A denúncia de nossos pecados que o Cristo da Bíblia faz afasta muitos do caminho certo por não quererem encarar a realidade. “Cristo vai encher você de prosperidade, vai curar todas as suas doenças e solucionar todos os seus problemas” é a conversa “para boi dormir” de muito líder espiritual por aí. A fala do Jesus verdadeiro, porém, vai em outra direção: “Filho, filha, Eu amo você! Meu amor, entretanto, não é cego. Seus pecados estão bem claros diante de mim. Vejo seu orgulho, falsidade, egoísmo, inveja e toda a maldade de seu coração. Morri na cruz para que você tenha condição de vencer o pecado e se parecer cada dia mais comigo. Não se desespere. Eu estou aqui para ajudar você a vencer.” O Jesus verdadeiro não atendia às expectativas dos nazarenos. Eles desejavam alguém que fosse a projeção de suas expectativas megalomaníacas e que satisfizesse o egoísmo de seus desejos. Preferiam a utopia falaciosa da “nota de 500 reais” à verdade crua de que eram de fato pobres espiritualmente e precisavam da riqueza da salvação. Qual é o Jesus que você segue? O verdadeiro, com sua confrontação de nosso pecado e o recado de esperança? Ou o falsificado, que o adula e esconde sua condição, condenando-o à perdição eterna?

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Sexta-feira

10 de fevereiro

Falta Durante a festa o vinho acabou, e a mãe de Jesus veio a Ele e disse: “Eles não têm mais vinho”. João 2:3, A Nova Bíblia Viva os tempos de Jesus, a festa de casamento podia durar até uma semana. Durante esse período, era responsabilidade do noivo providenciar comida e bebida para todos os convidados. A falta desses itens era considerada um vexame, e a família da noiva podia, inclusive, processar o noivo. O puro suco da uva era o artigo mais importante. Se ele acabasse antes do tempo, o noivo estaria realmente encrencado. Então, a mãe de Jesus recorreu ao filho: “Eles não têm mais vinho.” Pelo visto, o noivo não havia se planejado adequadamente. Na festa da vida, precisamos nos programar para que o essencial nunca falte. Por exemplo, para quem quer ir bem no vestibular, não podem faltar disciplina e estudo; para quem quer ter boa saúde, não podem faltar alimentação equilibrada e exercício físico; para quem quer viver eternamente, Jesus jamais pode faltar no centro da existência. Por isso, é importante estar sempre atento ao estoque de ingredientes na “dispensa” do coração. Não entre na onda do “deixe a vida me levar, vida leva eu”. Diferentemente do noivo, é preciso planejar para que nunca falte o que é essencial. Naquele casamento, estava sobrando gente e faltando vinho. O pior é que, nessa conta, há uma relação inversamente proporcional, ou seja, quanto mais gente, menos vinho. E na sua vida? O que está sobrando e faltando? Estão sobrando desafios, medos, problemas e dificuldades? Se a resposta for sim, é preciso ajustar essa conta. Quanto menos houver de Jesus, mais problemas haverá. Faça uma autoanálise. No início de seu dia, sobram sono e atraso e faltam tempo de qualidade para dar a Jesus o controle de seu ser? Na escola ou no trabalho, sobram preguiça e desânimo e faltam diligência e perseverança? No relacionamento com os pais, faltam compreensão, cortesia e respeito e sobram rebeldia, palavras ríspidas e desrespeito? Se for assim, essa conta não vai fechar. O resultado será um enorme acúmulo de problemas e vergonha. Na história de hoje, o que salvou o noivo foi a presença de Jesus na festa. Com você, não será diferente. Avalie sua vida. Se o vinho da salvação estiver faltando, e com ele tudo o mais que é importante, clame a Jesus. Por mais que você não tenha, até aqui, calculado a importância de tê-lo no cento de sua “festa”, ele não desprezará seu pedido de socorro e transformará sua falta de tudo em extravagância de amor e vida eterna.

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Sábado

11 de fevereiro

Mãe ou filha? Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho Eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. João 2:4, ARA ai, vou colocá-lo de castigo! Você tem sido muito desobediente. Pedi um tênis novo, e você não comprou. Mãe, sua situação não é diferente. Levanto da cama todos os dias, e nada de você arrumar a bagunça. Estou perdendo a paciência!” É engraçado, mas muita gente tem tratado o Pai do Céu mais ou menos assim. E isso não é novo. No casamento em Caná, Maria quis, como mãe, determinar o que Cristo deveria fazer em relação à falta de vinho. Para ela, a festa era a oportunidade de Jesus ser apresentado ao povo como o futuro rei de Israel de modo glorioso. Tentou controlar o ministério do filho. Jesus não permitiu. Nos tempos bíblicos, o papel de mãe era a única posição de autoridade que uma mulher exercia em relação a um homem. No casamento, Maria falou com Jesus como “mãe”, mas foi tratada por ele como “mulher”. Com muito respeito, Jesus deixou claro que, embora ela fosse sua mãe, no que se referia a seu ministério, ela era uma filha, como qualquer outra mulher. Maria entendeu a lição. E nós, como temos agido em relação a Jesus? É Ele quem realmente determina o que vai acontecer em nossa vida, ou achamos que podemos comandar essa relação? Nossas orações são pedidos de filhos dependentes ou são ordens intransigentes de “pais” e “mães” para Deus como se Ele fosse nosso “filho”? Há gente por aí ensinando que, na oração, é preciso “determinar” para Deus, como se o Senhor fosse nosso subordinado. Não é por aí. Ao orarmos, devemos, com humildade e fé, suplicar que a bondosa vontade de Deus seja feita, e não a nossa. A história de hoje também me faz pensar que, na relação entre pais e filhos, deve haver respeito mútuo. Entretanto, o senso de subordinação e obediência dos filhos em relação aos pais não é algo que se possa negociar. Quando os princípios da Palavra de Deus não estiverem em jogo, é dever dos filhos obedecer aos pais com todo respeito e amor. Jesus não teria nenhuma dificuldade em obedecer à sua mãe naquela festa se ela não estivesse tentando interferir na relação dele com o Pai celestial. Jesus é o Pai, e nós somos os filhos. É Ele quem sempre sabe o que é melhor para nós. Por isso, devemos confiar que, se a vontade dele prevalecer, nós sempre seremos beneficiados.

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Domingo

12 de fevereiro

Aperte o cinto Todavia, a mãe disse aos empregados: “Façam tudo o que Ele disser a vocês”. João 2:5, Nova Bíblia Viva sempre o mesmo frio na barriga, e as orientações da tripulação aumentam minha angústia. Como assim: “Em caso de pouso na água, o assento do seu banco é flutuante?” Essas importantes recomendações, em geral, são terminadas com a seguinte frase: “Em uma emergência, siga irrestritamente as orientações desta tripulação.” Quando ocorre alguma crise no voo, como turbulência muito forte, despressurização na cabine ou pouso forçado, praticar o que a tripulação orienta pode evitar, inclusive, a perda da vida. Mesmo em situações corriqueiras, é essencial seguir as regras. Dias atrás, eu soube de uma passageira que, quase no fim do voo, resolveu fazer uma coisa muito perigosa. O avião estava descendo, e ela levantou. O comissário-chefe do voo ordenou fortemente: “Sente-se agora!” Como o comando foi bem enfático, ela obedeceu. Em seguida, o avião pousou com a habitual freada brusca de uma aterrissagem. Com cortesia, o comissário explicou para a passageira que o pouso interromperia a inércia, e que, por conta disso, sem o cinto de segurança, o corpo dela seria lançado metros à frente, causando um grave acidente dentro da aeronave. Não há dúvidas: é preciso seguir sempre todas as regras. Em nosso voo para o Céu, não é diferente. Cristo é o piloto do avião. Ele mesmo dá as instruções sobre nosso procedimento nessa viagem por meio da Bíblia, que é o imprescindível manual de bordo. Suas leis e orientações não são caprichos para tirar nossa alegria. Ao contrário, as proibições do livro sagrado visam sempre ao nosso bem. Se seguidas, evitam a perda da vida eterna. Em Caná, Maria disse aos servos uma frase de profundo significado espiritual: “Façam tudo o que Ele [Jesus] disser a vocês.” Embora fosse a mãe do Senhor, ela entendeu que só o que Cristo diz pode resultar em verdadeira alegria e salvação. Muita gente questiona os mandamentos de Deus. “O que é que tem experimentar? Está todo mundo bebendo!” Ou: “Que mal há em manter relações sexuais ‘seguras’ no namoro? Isso é uma coisa normal…” A regra é clara. Deus disse não. Isso é suficiente. As orientações da Bíblia têm o propósito de nos proteger das tragédias da vida. Se você segui-las de todo o coração, seu avião vai pousar no aeroporto do Céu. Então, aperte o cinto e voe tranquilo. O piloto Jesus está no comando.

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Segunda-feira

13 de fevereiro

O melhor vinho Mas o senhor guardou o melhor para o fim. João 2:10, Nova Bíblia Viva primeiro milagre de Jesus em seu ministério terrestre foi em um casamento. Pelo poder de sua palavra, cerca de 480 litros de água foram transformados em 480 litros do melhor vinho que alguém já tomou. O mestre de cerimônias ficou muito impressionado com o que imaginava ser uma escolha do noivo. “Geralmente os noivos dão uma de espertos. Compram um bom vinho em quantidade menor e o servem primeiro. Depois que o pessoal bebeu bastante, eles mandam os garçons servirem o baratinho. Porém, você fez incrivelmente diferente”, surpreendeu-se o cerimonialista. Nós sabemos que não foi bem assim. O coitado do noivo estava desesperado e foi surpreendido com um extraordinário presente da graça de Deus. É possível que o vinho servido primeiro fosse considerado bom; mas, de acordo com a fala do especialista, não podia nem de longe ser comparado ao que foi servido depois. Isso permite concluir que, em relação ao vinho de Jesus, o melhor vinho que o noivo podia comprar parecia ser de quinta categoria. É exatamente esse o resultado de qualquer comparação entre o que fazemos por nós mesmos e o que Deus faz em nós e por nosso intermédio. Nunca devemos nos esquecer de que “tudo o que é bom e perfeito vem de Deus” (Tiago 1:17, Nova Bíblia Viva). Nas lutas contra a tentação, nos relacionamentos, nos estudos, no trabalho ou em qualquer área de nossa existência, não há verdadeiro sucesso sem Deus. Quando permitimos que Ele entre em cena, os milagres acontecem, e as pessoas notam a diferença. Qualquer um que experimente o milagre da salvação se tornará para os outros um espetáculo de transformação. A pessoa não bebe, não fuma, não usa drogas, não é promíscua. Vivencia uma felicidade que não pode ser medida. É claro que os problemas continuam existindo, mas a esperança que invade o coração torna a vida muito melhor. Por isso, alegre-se com os milagres que Jesus tem feito por você e permita que as pessoas percebam a mudança em sua vida. Em vez de demonstrar tristeza por “não poder” fazer as coisas erradas que muitos fazem, revele sua felicidade em servir a Deus. Como o mestre de cerimônias da história de hoje, muita gente vai ficar impressionada com o extraordinário vinho que transborda na jarra de sua vida.

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Terça-feira

14 de fevereiro

O nocaute de Deus Este milagre em Caná da Galileia foi o primeiro que Jesus realizou. Ele revelou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. João 2:11, Nova Bíblia Viva osto inchado, corpo no chão, sangue por todo o lado e o peso da humilhante derrota nas costas. Do outro lado, vibrando, em pé, punhos levantados e ovacionado por todos, está o vencedor, eletrizado pelo caminhão de adrenalina que a vitória inquestionável, rápida e trucidante deposita no organismo. Essa cena bizarra e patética é a caricatura do que significa o conceito de glória para o ser humano sem Deus. As vitórias humanas comemoradas com mais intensidade, em geral, envolvem derrotas acachapantes de outras pessoas. Quem não se lembra do 7 x 1? A mais gloriosa vitória do futebol alemão foi também a mais humilhante derrota da seleção brasileira. Para o ser humano, é antinatural compartilhar triunfos. O que a Bíblia quer dizer, então, ao se referir à glória de Deus? O evangelho de João diz que Jesus “revelou a sua glória” na transformação da água em vinho em Caná. Como Deus manifesta a sua glória? Ao intervir na desastrosa falta de vinho no casamento, Jesus a estava demonstrando. O vinho que acabara significa as tentativas humanas para se salvar; sempre resultam em frustração. A água representa a matéria-prima que Deus trabalha. Do mesmo modo que Ele não precisa de uva para produzir vinho, não necessita de obras humanas para produzir salvação. O vinho transformado simboliza as mudanças que Cristo faz em nossa vida. Em resumo, a glória de Deus tem que ver com a felicidade de seus filhos. A alegria dele só é plena quando nós vencemos também. Ao manifestar sua glória em Caná, Cristo estava apontando para o ápice de sua glória: a cruz. Paradoxalmente, pendurado naqueles toscos pedaços de madeira, o Senhor encontrou o ponto mais alto de sua exaltação. Naquela tarde, Ele atraiu todos os olhares para si. O “octógono” do universo se curvou diante de sua soberania. Com a aparência de um nocauteado, Ele nocauteou Satanás; desfigurado pelos açoites e cravado na cruz, Ele pisou a cabeça da serpente e conquistou sua mais extraordinária vitória. A glória dele é sempre compartilhada. Por isso, hoje Jesus nos convida a participar de sua glória e incentiva: Como Eu venci, vocês também vencerão.

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Quarta-feira

15 de fevereiro

Felicidade sem fim Felizes são os […]. Mateus 5:3, Nova Bíblia Viva risteza não tem fim, felicidade sim.” Esse é o refrão da poesia “A Felicidade”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. A famosa melodia expressa o sentimento de grande parte das pessoas. O motivo? Muita gente não sabe o que é felicidade e, por isso, não pode vivenciá-la plenamente. A eterna busca humana pela felicidade tem sido traduzida atualmente por uma desenfreada escalada por prazer. Milhares de pessoas todos os dias recorrem a alguma fonte ilícita de prazer que as faça romper com a realidade aterrorizante da vida moderna. O carnaval é o exemplo máximo disso. O país gasta milhões de reais sob a justificativa de que o povo precisa de “alegria”. Nessa época, as ruas, a TV e a internet estão infestadas de gente “feliz” dando vazão aos desejos da carne. Porém, à caça de felicidade, essas pessoas encontram seu perfeito oposto. No fim das contas, o que fica é uma tristeza desiludida. Tom e Vinicius reconhecem isso no poema que inicia este texto: “A felicidade […] parece a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho, pra fazer a fantasia de rei ou de pirata ou jardineira, e tudo se acabar na quarta-feira.” Entretanto, a felicidade que Jesus oferece não termina “na quarta-feira”. Ela é eterna e pode ser conseguida de graça. Na Bíblia, felicidade é o resultado de três fatores combinados: prazer, realização e sentido para a vida. Como toda pessoa, o cristão precisa sentir prazer. De acordo com o Salmo 1, podemos saciar nossa sede de prazer, estudando a Bíblia e praticando seus ensinos. Nas Escrituras, também descobrimos como nos relacionar com os prazeres lícitos. O Salmo 1 também ensina que a realização da vida pode ser alcançada meditando na Bíblia de dia e de noite. Pensando continuamente na Palavra, entendemos o propósito para nossas ações e descobrimos o segredo para vencer a tentação. Em Deus, encontramos também significado para a existência. Sabemos de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos. Como a árvore do Salmo 1, estamos enraizados no solo da graça de Deus. A felicidade não é uma ilusão. Ela é real, pois sua fonte é Deus. Por isso, o cristão pode discordar de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, cantando o hino que empresta o título para esta meditação: “Eu tenho, tu podes ter também, real felicidade […] sem fim.”

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Quinta-feira

16 de fevereiro

Narciso Felizes são os humildes, porque o Reino dos Céus é dado a eles. Mateus 5:3, Nova Bíblia Viva arciso era muito bonito. Quando nasceu, seus pais, Céfiso e Liríope, consultaram um oráculo a respeito do filho. A resposta foi: “Ele terá vida longa desde que nunca veja o próprio rosto.” Narciso cresceu e se tornou um rapaz muito orgulhoso. Ele desprezava as pessoas. Némesis, então, o condenou a apaixonar-se pelo próprio reflexo na lagoa de Eco. Enfeitiçado com a própria beleza, Narciso perdeu a vida, vidrado na imagem de seu rosto. Esse conhecido mito grego traduz a paixão do coração pecaminoso por si mesmo. Do nome do personagem central da história, derivou-se um dos mais recorrentes estados de espírito entre os seres humanos: o narcisismo. A palavra Narciso vem do termo grego narke, do qual se origina a expressão “narcótico”. O orgulho é uma droga, e muitos estão viciados em si mesmos. Satanás tem enganado a humanidade há 6 mil anos com a mentira de que a felicidade está dentro de cada um. Poderíamos parafrasear assim o trágico diálogo que envenenou a primeira mulher com o narcisismo: “Se você quer ser feliz, coma do fruto da árvore que Deus proibiu. Faça o que quiser, você é o seu Deus.” Em busca de felicidade em si mesmo, o ser humano encontra um poço sem fundo, no qual se entorpece e, finalmente, perde a vida eterna. Essa felicidade mentirosa se parece com uma miragem no deserto. Iludida por seu desejo, a pessoa acredita que, com doses cada vez maiores de narcisismo e amorpróprio, poderá ser feliz; mas, ao tentar agarrar a felicidade, percebe que ela é uma espécie de holograma que se projeta sempre para frente. Em seu ensino no sermão do monte, Jesus localiza a felicidade fora do ser humano. “Felizes são os humildes”, ou seja, aqueles que não buscam a felicidade em si, mas em Deus. Humildade é reconhecer que não somos o último biscoito do pacote e que dependemos de Deus e dos outros para sermos felizes. Narciso, “drogado” com a própria imagem refletida na fonte de Eco, encontrou o eco da morte que reinava em seu orgulhoso coração. Contudo, quem vai à fonte que “jorra para a vida eterna” não verá o próprio reflexo, mas o de Jesus. Se continuarmos olhando para Ele, sua imagem passará a ser a nossa e, ao invés da morte, encontraremos a vida. Para isso, vá à fonte hoje e contemple a beleza de Jesus.

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Sexta-feira

17 de fevereiro

Choro Felizes são os que choram, porque serão consolados. Mateus 5:4, A Nova Bíblia Viva u choro, tu choras, ele chora, nós choramos, vós chorais, eles choram.” O verbo chorar não é defectivo. Portanto, é possível conjugá-lo em todas as pessoas do discurso, como se vê acima. Isso ajuda a desmentir afirmações preconceituosas do tipo: “homem não chora” ou “choro é coisa de criança”. O choro é uma linguagem humana universal. É uma das maneiras mais fortes de expressar sentimentos, tanto de alegria quanto de tristeza. E isso desde a infância. Como ainda não sabe falar, o bebê chora para deixar claras suas necessidades de comida e conforto. Depois do surgimento da fala, o choro fica restrito às manifestações mais intensas de emoção; mas, como qualquer outra linguagem, pode ser manipulado, dependendo do grau “artístico” de cada um. Pirraçar, chamar atenção e fazer-se de vítima são alguns dos motivos para o chororô, tanto na infância quanto na fase adulta. Na realidade, essas gotinhas salgadas de gordura e água que escorrem em nossa face têm sido traduzidas pela humanidade ao longo dos séculos como sinônimo de sofrimento. E é esse tipo de choro que Jesus coloca como uma das bases para a felicidade. Paradoxo! Como alguém pode ser feliz, enquanto inocentes sofrem, pais perdem seus filhos, filhos ficam órfãos, crianças morrem de câncer e guerras dizimam cidades inteiras? E a lista é maior do que nosso estômago pode aguentar. O que Jesus queria dizer? Para o Senhor, os felizes de verdade estão completamente insatisfeitos com a maldade e, por isso, clamam por um mundo melhor. Esses “revoltados”, que choram e gemem por conta da perversidade atual, estão se preparando para ser os cidadãos do reino de Deus (ver Ezequiel 9:4). Por isso são felizes. É preciso deixar claro que Jesus não está falando de masoquismo, mas de uma felicidade fundamentada em esperança, inclusive para as vítimas diretas do mal. “Abençoados são vocês que sofrem por terem perdido o que mais amavam. Só assim, poderão ser abraçados por aquele que é a fonte de toda alegria” (Mateus 5:4, A Mensagem). Na dor da separação dos pais, na perda de um ente querido ou em qualquer outra situação difícil, Deus tem um abraço confortador, cheio de amor e consolo. Se o choro está inundando sua vida, corra para aquele que, em breve, “enxugará dos olhos toda a lágrima” e quer levar você para um lugar em que “a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4, ARA).

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Sábado

18 de fevereiro

Mansidão Felizes são os mansos porque receberão a Terra por herança. Mateus 5:5, Nova Bíblia Viva agressividade é aplaudida e desejada por muitos, em virtude de ser considerada causa de vitória e conquista. Expressões como “partir para cima”, “não dar mole”, “detonar”, entre outras, ajudam a identificar o alto índice de agressividade da sociedade contemporânea. No futebol, alguns jogadores têm legiões de fãs porque assumem uma personalidade bad boy. Milhares de pessoas admiram o jeito marrento, as palavras ácidas de certos atletas e suas brigas dentro e fora de campo. Sem falar que combates como MMA estão na crista da onda. Multidões vibram com golpes certeiros, com o sangue no chão e com rostos desfigurados. Tudo isso porque as pessoas projetam sua vontade de vencer e conquistar na agressividade desses gladiadores modernos. No mundo virtual, jogos eletrônicos cada vez mais violentos e realistas incentivam a agressividade e envenenam crianças e adolescentes com o vírus da maldade. De acordo com pesquisas na área da psicologia, a violência nos games é pior do que as que são vistas em outras mídias, porque, jogando, o indivíduo se torna agente e parte de um cenário de maldade. Cientistas reconhecem que os games podem ser a causa de muitos comportamentos violentos dos quais a sociedade tem sido vítima. Mesmo assim, a agressividade continua na moda e é encarada como virtude por muitos. Na contramão, Jesus apresentou a mansidão como um dos componentes da felicidade plena. Para Cristo, o ser humano não deve ser agressivo, mas manso; não deve ser o conquistador, mas o conquistado; não deve lutar, mas confiar. É óbvio que esse ensino não desqualifica virtudes como prudência e diligência, mas relembra o ser humano de que ele deve ser dependente de Deus para tudo. A palavra “herança” chama a atenção no fim dessa bem-aventurança sobre mansidão. Herança não é algo pelo qual se lute, mas é aquilo que se recebe com uma única condição: ser filho. Em breve, nosso planeta será restaurado por Deus e passará a ser um lugar maravilhoso para se viver, pois não haverá mais violência e agressividade. Sabe quem vai herdar a Terra renovada? Aqueles que foram conquistados por Jesus e se tornaram filhos de Deus. Hoje Deus quer colocar você no “testamento” dele. Torne-se herdeiro de Jesus e evidencie isso agindo com mansidão e cortesia.

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Domingo

19 de fevereiro

Fome e sede Felizes são os que têm fome e sede de justiça, porque serão satisfeitos. Mateus 5:6, Nova Bíblia Viva egundo pesquisas científicas, o dito popular “cara feia pra mim é fome” tem fundamento, pois muitas pessoas, de fato, ficam estressadas se passam da hora de comer. Sem comida, ocorrem flutuações nos níveis de serotonina, substância responsável pelo humor no cérebro, e a cara fechada faz mais “barulho” que o ronco da barriga. Beber água na quantidade certa, além de melhorar o humor, ajuda a emagrecer, mantém a pele, os cabelos e as unhas bonitos, evita inchaços e retenção de líquidos e previne problemas nos rins. O contrário é verdade. Boca seca e uma sensação angustiante que só aumenta com o passar do tempo levam a pessoa a querer, a qualquer custo, saciar a sede. Dores de cabeça e em outras partes do corpo e urina amarelada resultam da falta de água no organismo. Comer e beber são as necessidades mais básicas da humanidade. Para nos lembrar disso, Deus criou a fome e a sede como mecanismos automáticos no corpo humano. Se, por algum motivo, tentamos driblar esses alertas, eles se intensificam, e outros avisos mais fortes são emitidos, como o mau humor e dor de cabeça. Como “saco vazio não para em pé”, depois de três dias sem comer e beber água, os órgãos do corpo entram em falência, e a pessoa pode morrer. Por isso, Jesus usa a fome e a sede para representar o desejo que deve haver em nosso coração pela imprescindível justiça de Deus, sem a qual todo ser humano, mesmo sem saber, está condenado à morte eterna. Vivemos em um tempo em que as pessoas estão sedentas pelo pecado. Sensualidade, agressividade, ganância, gula e outros vícios compõem o cardápio da impiedade atual. Insaciáveis, os seres humanos querem sempre doses maiores dessas “iguarias” em busca de satisfazer a fome e a sede da alma. No entanto, Jesus ensinou que só podemos ser felizes se o nosso paladar espiritual nos indicar a justiça de Deus como alimento e bebida para o coração; não as falsificações humanas, que só produzem frustração, mas a “comida” e a “bebida” do Céu, a carne e o sangue de Jesus, que resultam em salvação. Se você está faminto e sedento, lembre-se de que no “restaurante” do Senhor, a “porção é dobrada” e o “cálice transborda”. Tudo isso, Ele serve de graça. Então, sente-se à mesa e bom apetite!

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Segunda-feira

20 de fevereiro

À luz da misericórdia Felizes os que são misericordiosos, porque Deus mostrará a eles a sua misericórdia. Mateus 5:7, Nova Bíblia Viva urante nove meses, o filho suga literalmente tudo o que o há de melhor do corpo da mãe. Todas as substâncias necessárias à manutenção da vida humana são produzidas em escala maior durante a gestação, porque o feto não pode ficar sem alimento. Como se não fosse suficiente expandir o abdômen da mãe, o bebê em gestação promove uma verdadeira revolução no corpo feminino. Ao sair, desloca órgãos e articulações da mulher, causa fortes dores e, em geral, deixa marcas no corpo e na alma. O mais bonito é que depois desse trabalho todo, em via de regra, as mães esquecem tudo o que passaram e se alegram profundamente com o filho nos braços. Gerar uma criança significa doar-se para que outra vida possa existir. E o que isso tem que ver com o versículo de hoje? Misericórdia é tradução da palavra hebraica rachamain, que deriva de rechem, cujo significado é gravidez. Embora o Novo Testamento tenha sido escrito na língua grega, Jesus e seus discípulos estavam imersos na cultura hebraica, para a qual o conceito de misericórdia estava relacionado com o ato de uma mulher entregar seu corpo para gerar uma criança. Na prática, isso significa que, ao agirmos com misericórdia, estamos ajudando a produzir vida para alguém. Misericórdia é ser bondoso para pessoas que não merecem, não têm como retribuir nem esperam nossa compaixão. Na raiz latina, misericórdia é junção de duas palavras: miseratio (compaixão) e cordis (coração). Ou seja, é se colocar, em amor, no lugar do outro. É um sentimento que parte do coração e vai para a ação. Os misericordiosos não amam da boca para fora, mas de coração para coração. Por isso, estão dispostos a deixar de curtir alguma coisa boa para que outra pessoa fique bem e feliz. Quando compartilhamos comida, roupa, remédio, amor, atenção e salvação, tudo isso com alegria, estamos demonstrando que a misericórdia de Deus inundou nossa vida. Ser misericordioso é como dar à luz. Certamente existem pessoas à sua volta que estão vivendo alguma situação de trevas na vida. Seja hoje um agente de Deus para gerar vida para essa pessoa. Sabe o que vai acontecer? Deus também vai gerar vida para você.

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Terça-feira

21 de fevereiro

Coração puro Felizes os que têm um coração puro, porque verão a Deus. Mateus 5:8, Nova Bíblia Viva lauco Mattoso é o nome com o qual o escritor brasileiro Pedro José Ferreira da Silva assina suas obras. O pseudônimo é um trocadilho com o fato de ele ser glaucomatoso, ou seja, ter glaucoma, uma doença nos olhos que o deixou cego. O glaucoma promove uma forte pressão interna nos olhos e acaba danificando o nervo ótico. Em muitos casos, leva à cegueira definitiva. No entanto, existem outras causas para que alguém fique cego. Catarata, deslocamento de retina e degeneração da mácula são algumas delas. Seja por que motivo for e em graus diferentes, 35,7 milhões de brasileiros declaram ter alguma deficiência na visão, de acordo com dados do IBGE. Segundo a pesquisa, 18,8 % dos entrevistados afirmaram que têm dificuldade para enxergar mesmo usando óculos. A Bíblia apresenta a história de alguns cegos e a atuação de Deus para reverter essa condição na vida dessas pessoas. Nas Escrituras, a cegueira é uma metáfora para a condição do ser humano em pecado, que não pode enxergar a realidade da vida e, muito menos, ver a Deus. No sermão do monte, Jesus ensinou que o “colírio” que cura a cegueira espiritual em nossa vida é a pureza de coração. O fato de não podermos ver a Deus pela fé e até mesmo fisicamente é uma forte evidência de que a imundície do pecado invadiu nosso coração e está impedindo nossos olhos espirituais de enxergar. No pecado, as trevas do mundo nos atrapalham, enxergamos as situações sempre com segundas intenções e percebemos só o lado ruim da vida. “Glaucomatosos”, sofremos a pressão do mundo, que dia a dia vai tirando nossa visão de Deus. Sentimos as cataratas de impiedade crescendo como muros nos olhos do coração e nos separando do Pai. Deixamos de enxergar as belezas da vida cristã porque uma mancha escura da impureza escurece nossa visão espiritual. Porém, o colírio está disponível para você (Apocalipse 3:18). Peça hoje que Jesus, o oftalmologista divino, perdoe seus pecados e purifique seu coração. Depois disso, abra os olhos e veja a face de Deus.

G


Quarta-feira

22 de fevereiro

Paz Felizes aqueles que procuram promover a paz, pois serão chamados filhos de Deus. Mateus 5:9, Nova Bíblia Viva site de uma conhecida revista brasileira publicou, há pouco tempo, a carta que Gandhi escreveu para Adolf Hitler dias antes de estourar a Segunda Guerra Mundial. A carta nunca foi lida pelo Führer, pois foi interceptada pela inteligência britânica, mas ela revela a coragem, humildade e sinceridade de Gandhi ao tentar promover a paz: Índia, 23 de julho de 1939 Querido amigo, Amigos têm insistido que eu lhe escreva para o bem da humanidade. Eu, porém, tenho resistido ao pedido deles, pois sinto que qualquer carta escrita por mim seria uma impertinência. Algo me diz que não devo hesitar e devo tentar fazer meu apelo, pois talvez ele tenha alguma utilidade. Está claro que hoje você é a única pessoa no mundo que pode evitar uma guerra capaz de reduzir a humanidade a seu estado mais selvagem. Devemos pagar esse preço por algo mais valioso que lhe pareça? Você vai ouvir o apelo de alguém que deliberadamente deixou de lado os métodos de guerra e obteve considerável sucesso? De qualquer forma, peço desculpas antecipadamente, caso tenha errado em escrever para você. Permaneço seu amigo, M. K. Gandhi É muito provável que essa carta não produzisse o efeito pretendido pelo autor, devido à obstinação do líder alemão, mas é lindo ver alguém fazendo o que pode em nome da paz. De acordo com Jesus, os pacificadores são filhos de Deus. Por quê? Porque Deus é um pacificador. Ao sermos agentes de paz em nossa esfera de atuação, demonstramos que temos o DNA de Jesus. Ao controlar nossa língua, respeitar as pessoas, ter paciência com o próximo e evitar conflitos desnecessários estamos agindo como filhos da paz. O mundo precisa de pessoas assim. Como ocorreu com Gandhi, nem sempre nossas tentativas de pacificação terão o resultado pretendido. Porém, não podemos desistir. A “carta” de Deus chegou até nós e nos pacificou. É nosso dever, então, repassá-la aos outros.

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Quinta-feira

23 de fevereiro

Contramão Felizes aqueles que são perseguidos por serem justos, pois deles é o Reino dos Céus. Mateus 5:10, Nova Bíblia Viva verso de um cantor brasileiro diz: “Amar é estacionar na contramão da vida e fazer questão de pagar a multa.” É mais ou menos assim na vida cristã. Os padrões de comportamento de hoje estão cada vez mais diferentes dos revelados na Bíblia. Isso significa que quem deseja viver de acordo com a vontade de Deus vai trafegar em alta velocidade na contramão da via expressa do mundo. Porém, quando o amor de Jesus preenche o coração, e a fé passa a motivar as atitudes, a pessoa entende que o único trajeto seguro para seguir é o que está revelado no GPS de Deus, ainda que isso a coloque em rota de colisão com as pessoas e os valores atuais. Jesus ensina que existe felicidade real em ser perseguido por causa da justiça. Não se trata de gostar de sofrer, mas de decidir enfrentar qualquer desafio por causa do amor de Deus e da esperança que Ele oferece. A história do cristianismo está repleta de gente que “fez questão de pagar a multa” por ser obediente a Deus. Depois de ser preso e liberto milagrosamente da prisão, Pedro, sem medo, continuou pregando o evangelho. Os guardas o prenderam de novo e o levaram diante dos líderes, que repetiram a proibição de pregar. O apóstolo respondeu: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29, ARA). Anos depois, Paulo e Silas foram para a prisão também por pregarem o evangelho. Depois de serem açoitados e torturados, “por volta da meia-noite, […] oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (Atos 16:25, ARA). Na Idade Média, Jerônimo foi um dos heróis da fé. Ellen White registra a coragem e fidelidade até a morte desse reformador: “Quando o carrasco, estando para acender a fogueira, passou por trás dele, o mártir exclamou: ‘Venha com ousadia para a frente; ponha fogo à minha vista. Se eu tivesse medo, não estaria aqui’” (O Grande Conflito, p. 115). Cheios de amor a Deus, convicção da verdade e felizes por poderem participar dos sofrimentos de Cristo, esses homens “pagaram a multa” que seguir a Jesus de verdade impõe. É esse tipo de gente que Deus continua procurando. Pessoas dispostas a entregar tudo por Ele e que sintam alegria verdadeira em trafegar na contramão do mundo, na certeza de que estão nas mãos de Deus. Decida hoje seguir a rota divina, e não se preocupe com as “multas”. Ele já pagou todas elas.

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Sexta-feira

24 de fevereiro

Custe o que custar Felizes serão vocês quando forem maltratados, perseguidos e caluniados por serem meus seguidores! Fiquem muito contentes! Porque uma grandiosa recompensa espera vocês lá nos Céus. Mateus 5:11, 12, Nova Bíblia Viva gua mole em pedra dura. Tanto bate até que fura.” Essa frase pode ser verdadeira em muitas situações; mas, ao longo dos séculos, centenas de cristãos têm desafiado o significado absoluto desse ditado popular e resistido à força da insistência, da dor e da opressão, mantendo-se leais a Jesus custe o que custar. Em Graça Futura, de John Piper, encontrei um dos exemplos mais contundentes dessa realidade. Piper cita o que está relatado no livro Passion [Paixão], de Karl Olsson, no qual é narrada uma linda história de resistência contra a intolerância religiosa: “No final do século 17 no sul da França, uma menina chamada Marie Durant foi levada perante as autoridades, acusada da heresia huguenote. Aos 14 anos de idade, era brilhante e atraente. Foi exigido que renegasse a fé huguenote. Não foi pedido a ela para cometer um ato imoral, para se tornar uma criminosa, ou mesmo para alterar seu comportamento. Só precisava dizer: ‘J’abjure’ [renego]. Nem mais, nem menos. Ela não aceitou. Com outras 30 mulheres huguenotes, Marie foi colocada em uma torre à beira-mar. Por 38 anos, ela resistiu. E, em vez da odiosa palavra ‘J’abjure’, ela, com suas companheiras de prisão, riscavam na parede da torre da prisão uma única palavra: ‘resistez’ [resistir]! “Não entendemos a simplicidade assustadora de uma fé que não pede nada do tempo e não recebe nada do tempo. Não podemos entender como alguém pode sentar-se em uma sala de prisão e sentir a pele, dia a dia, enrugar, perder o tônus muscular e ver as juntas enrijecerem. Sentir tudo isso e ainda perseverar parece quase idiota para uma geração que não tem capacidade de esperar e suportar” (p. 165, 166, adaptado). Por que uma adolescente linda e inteligente como Marie Durant resolveu fazer o que muitos atualmente considerariam uma idiotice? Teria ela desperdiçado sua beleza e inteligência? A resposta é um contundente “não”. Ela sabia o que estava fazendo. Entre as alegrias passageiras desse mundo e a felicidade eterna reservada exclusivamente para os fiéis, Marie não teve dúvidas: Jesus é melhor! É verdade que as provações não são fáceis, mas elas não podem ser comparadas com a glória que em nós será revelada. Por isso, se sua fé for posta em xeque, escolha Jesus. Custe o que custar.

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Sábado

25 de fevereiro

Sal Vocês são o sal da Terra. Mateus 5:13, Nova Bíblia Viva ocê já parou para pensar por que chamamos a combinação de verduras e legumes de salada? Já se perguntou também por que o dinheiro que os trabalhadores recebem no fim do mês recebe o nome de salário? A resposta está nas três primeiras letras. Para amenizar o sabor amargo de algumas hortaliças, os romanos resolveram acrescentar pitadas de sal a elas. O coadjuvante roubou a cena e acabou ficando com o nome do famoso prato. Por sua vez, o termo “salário” revela a importância que o sal sempre teve para as pessoas. O “dinheiro” que os legionários romanos recebiam para expandir o império eram quantidades de sal. A própria palavra “soldado” mostra isso, pois significa “aquele que recebe o pagamento em sal”. Desde os primórdios da humanidade, o cloreto de sódio desempenha um papel fundamental. Na cozinha, é responsável por conferir sabor aos alimentos. Embora seu uso deva ser moderado, o sal tem um componente essencial para vida: o sódio. Sem ele, o corpo não seria capaz de transportar nutrientes e oxigênio para os órgãos. Além de seu valor nutricional e de sua capacidade de conferir sabor, o sal é reconhecidamente um elemento de conservação. Tente imaginar as casas de antigamente que não tinham geladeira. Como os alimentos eram mantidos? Cedo, então, a humanidade descobriu que o sal em contado com os alimentos poderia resolver esse problema. A carne de sol, por exemplo, é resultado disso. A grande quantidade de sal adicionada a ela impede seu apodrecimento e ainda lhe acrescenta sabor. Possivelmente, foi pensando em tudo isso que Jesus comparou a influência do cristão ao sal. Ele sabia que o mundo sem pessoas vivendo o evangelho seria extremamente amargo, pois faltaria paz, salvação e esperança. Como pitadas de sal no meio da amargura do mundo, os cristãos têm o dever de temperá-lo. Em tempos de apodrecimento moral, os cristãos devem ser para a sociedade o sal que conserva os princípios da Palavra de Deus, impedindo que a podridão consuma completamente a humanidade e tire a esperança de muitos de receber a salvação. Por isso, ore hoje para que suas palavras e atitudes amenizem a amargura da vida de alguém e para que Deus use você como agente de conservação contra o apodrecimento da sociedade. Jesus conta com você para deixar o mundo mais saboroso e saudável.

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Domingo

26 de fevereiro

Utilidade Se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para coisa alguma, a não ser para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Mateus 5:13, Nova Bíblia Viva sal de cozinha é formado quimicamente por átomos de sódio e cloro. Sem um dos dois, ou se for acrescentada outra substância, os benefícios do sal não são obtidos. Além disso, em alguns casos, o resultado pode ser bem arriscado. Há alguns anos, a polícia do estado do Paraná apreendeu um carregamento de mais 13 toneladas de sal contaminado com enxofre. Toda a carga foi descartada. O produto, além de não cumprir a finalidade do sal, tornou-se perigoso para o consumo humano. Enquanto escrevo este texto, minha filha está se recuperando de uma sinusite, que a levou a ter febre de 39 graus por mais ou menos uma semana. No início da febre, eu e minha esposa a levamos ao hospital onde uma médica receitou um antibiótico para tratar a infecção. Compramos a marca indicada na receita e começamos o uso. Porém, a febre não abaixava, e percebemos uma ligeira piora no quadro geral de nossa filha. Minha esposa ligou para o laboratório que produziu a medicação e relatou o ocorrido. A atendente disse que seu uso deveria ser suspenso, pois o remédio fazia parte de um lote com problemas. Embora estivesse no prazo de validade, o produto apresentava sinais de envelhecimento e contaminação, o que resultou na perda de sua capacidade. Aquele medicamento não serviu para nada. Felizmente, não trouxe mais problemas para nossa filha. Iniciamos o tratamento com o de outra marca, e os resultados começaram a aparecer. O cristão “contaminado” também não serve para nada. Com o pecado dominando a vida, “substâncias” como comodismo, isolamento, indiferença, imitação do mundo, mal testemunho, entre outras, tiram a capacidade de dar sabor ao mundo. Essa “contaminação” é muito perigosa. A pessoa “contaminada” evidencia distanciamento de Deus e, assim, não o comunica a ninguém. E o pior: o mal testemunho pode atrapalhar a chegada de outros ao reino do Céu. Não permita que o pecado tire sua utilidade. Compartilhar amor, perdão e salvação e, ao mesmo tempo, condenar o pecado, apresentando a Cristo como solução para este mundo perdido é a missão de sua vida. Jesus conta com você!

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Segunda-feira

27 de fevereiro

Lua cheia Vocês são a luz do mundo. Mateus 5:14, Nova Bíblia Viva Lua cheia é a fase mais brilhante do mais romântico dos astros. Nos períodos do ano em que a luz do Sol incide sobre toda a sua superfície, a Lua reflete esses raios e dá um banho de luz na Terra, inspirando poetas e casais apaixonados. Ela promove um espetáculo de luz e beleza no mundo. Mais importante do que isso, ao brilhar no céu, a Lua não permite que a escuridão tome conta do planeta. De acordo com Jesus, os cristãos são a luz para a noite moral do mundo. A Lua é bom exemplo para entendermos como isso acontece. Ela não tem luz própria e depende do Sol para iluminar a Terra. Do mesmo modo, nós dependemos de Jesus, o Sol da justiça, para aquecer e iluminar nossa vida. Com sua luz sobre nós, podemos refletir justiça e santidade para o mundo que perece em trevas de pecado. O profeta Isaías deixou isso bem claro ao dizer: “Levante-se, meu povo! Que o seu rosto brilhe de alegria, porque chegou a luz! A glória está brilhando sobre você. A Terra está coberta de trevas: e os povos vivem na escuridão. Mas o Senhor está sobre você, brilhante como o Sol; a sua glória se vê acima de você (Isaías 60:1, 2, Nova Bíblia Viva). Na Bíblia, as trevas sempre têm o significado de pecado e depravação moral, e não resta dúvida de que o mundo está imerso em escuridão. Então, Deus nos “instalou” neste planeta como seus “luminares” para iluminar as pessoas e levá-las ao conhecimento da verdade. À medida que a escuridão fica mais densa, é fundamental que a luz tenha força suficiente para não permitir que as trevas predominem. Por isso, é necessário que estejamos sempre expostos à fonte da luz. Deus reflete seus raios sobre nós por meio das Escrituras. O salmista disse: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105, ARA). Orientados pela Bíblia, podemos andar em segurança em meios às trevas de pecado que aterrorizam a noite do mundo. Ao mesmo tempo, podemos brilhar para Jesus ao revelar às pessoas, por meio de nossa vida, como são felizes aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus. Exponha-se sempre a Deus e permita que Ele ilumine sua vida. Reflita a glória de Jesus e seja um instrumento de salvação para aqueles que estão vagando pelas trevas desse mundo sombrio. Que a sua vida seja embalada no tom desta canção: “Senhor, eu quero brilhar por ti, quando o mundo se apagar.”

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Terça-feira

28 de fevereiro

Eclipse lunar Ninguém acende uma lamparina e a coloca debaixo da vasilha.Pelo contrário, ela é colocada no lugar adequado e, desse modo, brilha para todos. Mateus 5:15, Nova Bíblia Viva eclipse lunar é um dos fenômenos astronômicos mais conhecidos. Ocorre quando a Lua cheia está em alinhamento com a Terra e o Sol; posicionada atrás da Terra, a Lua não pode refletir a luz solar. O eclipse lunar pode ser visto a olho nu, onde quer que esteja ocorrendo à noite. Quando acontece, a Lua perde sua capacidade de iluminar a noite, pois a Terra se interpõe entre a Lua e o Sol. Em nossa missão de iluminar, não podemos deixar que o mundo eclipse nossa vida. É nosso dever influenciar as pessoas para Cristo e jamais devemos permitir que o contrário ocorra. Em nosso dia a dia, precisamos testemunhar com atitudes e palavras a respeito do que cremos e nunca negar ou adaptar nossa fé diante dos desafios que estão diante nós. Os conceitos atuais sobre família, sexualidade, religião, sucesso, entre outros, são resultado das trevas que cobrem a Terra. No meio dessa escuridão, Deus espera que você seja aquecido com a vontade dele e não tenha vergonha de assumir sua posição ao lado da verdade. Não se intimide diante da propaganda perversa em favor da promiscuidade sexual, diante das chacotas contra a virgindade e o casamento, ou da rejeição do padrão de família revelado na Bíblia. Não seja eclipsado por essas trevas do mundo. Em casa, na escola ou em qualquer outro lugar, tenha coragem de viver contrariamente a essa escuridão moral. O desejo de Deus é que cada um de seus filhos seja um foco de luz em meio às trevas da sociedade atual. Não devemos ter medo de parecer estranhos ou ultrapassados. Brilhar por Jesus significa viver conforme os princípios ensinados na Bíblia em qualquer situação; principalmente, quando a maioria das pessoas não reconhece mais as Escrituras como padrão para a vida. É quando as trevas são mais densas que a luz se torna mais necessária. Por isso, não se intimide diante dos desafios da vida cristã. Brilhe, brilhe por Jesus! O objetivo do inimigo é eclipsar você com as trevas do mundo. Para evitar que isso ocorra, deixe que o Sol da justiça resplandeça sobre sua vida. Ao refletir sua luz, você nunca será eclipsado. Você será como a Lua cheia na noite espiritual do mundo.

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Quarta-feira

1º de março

Superlua Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no Céu. Mateus 5:16 ua do perigeu” é o nome astronômico para o conhecido fenômeno chamado de superlua. O perigeu é o ponto mais próximo à Terra que a Lua alcança no ano, e o apogeu é ponto mais distante. A distância entre o apogeu e o perigeu é de cerca de 50 mil km. Como a órbita da Lua é elíptica, há ocasiões em que ela fica mais próximo de nosso planeta. Quando a Lua chega bem perto do perigeu, e ela está na fase cheia, somos brindados com o espetáculo da Superlua, que, do nosso ponto de vista, parece cerca de 15% maior e 30% mais brilhante do que uma Lua cheia normal. Como Jesus disse que somos a luz do mundo, precisamos pensar em qual tem sido nossa posição em relação às pessoas que vivem ao nosso redor. Será que estamos no “apogeu”, distantes, não levando a ninguém o brilho da salvação? Ou estamos próximos ao “perigeu”, ao lado daqueles que precisam do evangelho, que estão famintos e sedentos pela luz da salvação e de ajuda humanitária? É muito bom ir à igreja adorar a Deus, mas a vida cristã não se resume a isso. Temos o dever de seguir a ordem de Jesus e ir aonde as pessoas estão, levar a elas salvação e suprir suas necessidades reais. O Senhor espera isso de nós. “Cristo confia a seus seguidores uma obra individual – uma obra que não pode ser feita por procuração. O serviço aos pobres e enfermos e o anunciar o evangelho aos perdidos não devem ser deixados a comissões ou à caridade organizada. Responsabilidade individual, […] esforço e sacrifício pessoal são exigências evangélicas” (A Ciência do Bom Viver, p. 147). Não podemos nos acomodar no “apogeu” de nossa indiferença. Se quisermos brilhar por Jesus, precisamos ter coragem e ir aonde Deus mandar e permitir que o espírito de amor e misericórdia tome conta de nossa vida. Próximos ao “perigeu”, as pessoas verão as nossas “boas obras” e vão glorificar a Deus. Devemos nos lembrar de que existe muita gente que, além de não conhecer Jesus, também tem muitas carências materiais. Por isso, precisamos nos envolver com as atividades missionárias e de misericórdia e, em nosso dia a dia, sermos agentes de salvação. Que tal deixar de ser uma invisível Lua Nova e se tornar uma Superlua para Jesus?

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Quinta-feira

2 de março

Não entenda errado Não entendam de modo errado a razão da minha vinda. Não vim abolir a Lei de Moisés e as advertências dos profetas. Eu vim para cumprir a Lei. Mateus 5:17, Nova Bíblia Viva ão é de agora que algumas pessoas interpretam mal a postura de Jesus em relação à lei de Moisés. Por sua ênfase na graça, muitas pessoas têm acreditado que o Senhor não gosta dos mandamentos e que os aboliu com sua vinda à Terra. Nada poderia estar mais errado. Existem pessoas que veem apenas o que desejam enxergar. Para evitar isso em relação a seu ensino sobre a lei, Jesus foi bem enfático: “Não vim abolir a Lei de Moisés e as advertências dos profetas.” Foi o próprio Jesus que estabeleceu a lei e a comunicou a Moisés no monte Sinai. Como Ele é o mesmo ontem, hoje e será eternamente (Hebreus 13:8), não faz o menor sentido pensar que Ele mudou de ideia. Assim, é completamente sem fundamento o pensamento de que Jesus aboliu a lei na cruz, como alguns insistem. Se não fosse suficiente, o Senhor afirmou ainda: “Eu vim cumprir a Lei.” O verbo “cumprir” é a tradução do termo grego pleorosai, que significa encher. Em vez de rejeitar os ensinamentos da lei, o Senhor os encheu de significado. Em primeiro lugar, obedecendo perfeitamente a todos os mandamentos – coisa que ser humano nenhum conseguiu –, e ensinando o verdadeiro significado das regras divinas. Ao invés de diminuí-las, sua interpretação as “encheu”, aumentado ainda mais sua importância, que no tempo dele (e hoje também) andava rebaixada. Segundo o teólogo anglicano John Stott, o propósito de Jesus “não é mudar a lei, muito menos anulá-la, mas ‘revelar toda a profundidade do significado que pretendia conter.’” A expressão “Lei de Moisés” significa o conjunto de livros que Moisés escreveu, o qual chamamos de Pentateuco. Ao dizer que veio cumprir a lei, Jesus também estava dizendo que o que Moisés e os demais profetas escreveram apontava para a vida dele. Então, o Senhor quis deixar claro que a Bíblia toda – não só o Novo Testamento como ensinam alguns – deve ser levada a sério. De Gênesis a Apocalipse, o personagem central das Escrituras é Cristo. Não caia na tentação de entender errado a missão de Jesus. Ele veio para salvar a humanidade, obedecendo a toda lei que Ele mesmo estabeleceu. Jesus deu exemplo do que devemos fazer e também concedeu o poder para viver como Ele viveu.

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Sexta-feira

3 de março

Nos mínimos detalhes Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei até que tudo se cumpra. Mateus 5:18, ARA ão me medico! Vou ao médico.” O que faz essa frase ter sentido é um pequeno detalhe. “Medico” é um verbo, e “médico” é um substantivo. E o que definiu essa diferença foi o acento agudo. Veja outro exemplo: “Pega ladrão!”; “Pega, ladrão!”. Na primeira frase, sem a vírgula, alguém está denunciando a fuga de um ladrão; na segunda, com a vírgula, uma pessoa está entregando algo a um ladrão. Os detalhes são muito importantes! Isso é ainda mais sério quando o que está em jogo é a lei de Deus. Jesus disse que não se pode retirar nem um “i” ou “til” dos mandamentos. O “i” é a tradução de iode, a menor letra da língua hebraica. “Til” em grego é kerea, que significa “chifre”, ou seja, a pequena ponta das letras, como a serifa de algumas fontes de hoje. Esse exemplo de Jesus mostra como Ele leva a sério a sua Palavra e os dez mandamentos. Ele acrescentou: “Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus” (Mateus 5:19, ARA). Ninguém tem o direito de dizer que algo da lei de Deus foi abolido ou substituí​do. Fazer isso equivale a entrar em choque com a vontade de Deus e se credenciar a não fazer parte do reino do Céu. Na verdade, as pessoas não têm dificuldade em aceitar que nove mandamentos da lei de Deus ainda têm valor. A implicância está com o quarto mandamento que requer a observância do sábado. Pastores ensinam a seus membros que esse mandamento foi abolido na cruz e que o sábado foi substituído pelo domingo. Mentira! Quem não se arrepender disso vai ser considerado o menor do reino do Céus. Palavras de Jesus. Alguém pode argumentar: “Que diferença faz guardar sábado ou domingo?” Para Deus, faz toda a diferença, pois foi no sétimo dia que Ele descansou após ter criado o mundo, além de o ter abençoado e santificado. Se um “i” ou “til” são importantes, imagine um mandamento inteiro, que se refere a um dia tão especial para o Criador. Esse “detalhe” de Deus pode fazer toda a diferença em sua vida. Sem ele, a vida humana fica confusa, como palavras sem acento e frases sem pontuação. Ao escrever as páginas de sua vida, é Jesus, o grande “escritor”, quem acerta e embeleza o “texto”, colocando os “pontos nos is”. Deixe-o escrever e não retire nada do que está escrito.

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Sábado

4 de março

Padrão Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos Céus. Mateus 5:20, ARA s fariseus eram considerados o padrão mais elevado de justiça e santidade nos tempos de Jesus. Esses homens se comportavam de uma forma que as pessoas comuns imaginavam que nunca conseguiriam igualar. Eram respeitados como guardiões da verdade e como os únicos que conseguiam viver à altura das exigências de Deus. Porém, Jesus denunciou a falsidade dessa religiosidade e disse que o padrão para alcançar o Céu era bem mais alto. Em geral, esses homens se orgulhavam de suas conquistas espirituais e gostavam de expor seu sacrifício em público para que todos os aplaudissem. Se estavam jejuando, todo mundo tinha que saber; suas doações aos pobres eram um evento cheio de aplausos. Se fosse hoje, postariam no Facebook uma selfie com o rosto abatido para revelar seu jejum e filmariam suas boas ações e colocariam no YouTube. Jesus não tolera esse tipo de coisa. Eram uma farsa. “Bons” em público e perversos longe dos holofotes. Esse tipo de gente (e eles ainda estão por aí) parece não saber que “religião é aquilo que uma pessoa faz com sua solidão”. Quando ninguém está nos vendo, é que revelamos quem nós somos de verdade. Os fariseus tornavam a vida religiosa um fardo terrível. Para eles, a lei tinha 248 mandamentos e 365 proibições. E, como supostamente conseguiam praticar tudo isso, eram tidos como heróis pela população. Entretanto, do ponto de vista humano, a incrível religião dos fariseus é muito mais fácil do que a de Jesus, que tem somente dez mandamentos, os quais Ele ainda resumiu em dois. Enquanto a religião dos fariseus só se preocupa com a “casca”, a do Senhor vai no fundo do coração e transforma de dentro para fora. Com algum esforço, é possível fazer o que os fariseus faziam; agora, ser realmente obediente a Deus, seguindo motivações puras e santas, nenhum de nós é capaz. Porém, esse é o padrão de Jesus, e Ele não aceita menos do que isso. Ser igual aos fariseus parece muito difícil, mas ser igual a Jesus é impossível. No entanto, a graça de Deus se manifesta exatamente para fazer o que não podemos. Se você abrir seu coração a Deus e clamar pelo poder divino, o Espírito Santo tomará conta de sua vida e o ajudará a ser igual a Cristo.

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Domingo

5 de março

O incrível nariz de Deus Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: “Não mate. Quem matar será julgado.” Mas Eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Mateus 5:21, 22 arabéns, pegou ar” é a frase que um humorista do nordeste usa para rir de suas “vítimas” depois de levar a pessoa a explodir de raiva ao ter seus limites testados com apelidos e injúrias por um desconhecido do outro lado da linha telefônica. “Pegar ar” em bom nordestinês é sinônimo de ficar com muita raiva. Trata-se de uma expressão interessante, pois reflete bem o processo de fúria. A pessoa irada respira fundo e, quando o ar chega aos pulmões, sai de baixo, porque vem chumbo grosso. Quando o pacato cientista Robert Bruce Banner “pega ar”, ele fica verde e vira o incrível Hulk. Quem não quer “pegar ar” precisa ter longanimidade. Essa expressão é a tradução da palavra grega makrothumia, junção de makro (grande) e thumos, que deriva de thuos (respiração). Em termos figurados, significa que uma respiração longa atrasa a chegada do ar aos pulmões e evita a explosão de raiva. A mais bela definição que temos de Deus, na Bíblia, é apresentada em Êxodo 34:6: “Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (ARA, itálico acrescentado). “Longânimo” em hebraico pode ser traduzido literalmente como “narizes longos”. Para destacar a infinita paciência de Deus, o autor bíblico diz que o Senhor tem dois longos narizes. Ou seja, Ele demora a “pegar ar”. E é isso que Jesus também espera de nós. A longanimidade é um fruto do Espírito e, independentemente de nossa personalidade, podemos exercê-la pela fé na graça transformadora de Deus. No sermão do monte, Jesus colocou em pé de igualdade a ira sem motivo e desproporcional com o assassinato. A “arma de fogo” de muitas pessoas, com a qual têm matado o próximo, é a língua que descarrega uma potência incrível de ira sobre o outro. Permita que hoje o Espírito de Deus alongue seus ânimos, aumente seu estopim e retarde a chegada do “ar” aos “pulmões” da ira. Tenha paciência com os outros do mesmo modo que o Senhor tem com você. Não fique “verde”, não “pegue ar”. Respire com os longos narizes de Deus.

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Segunda-feira

6 de março

O coração e as palavras E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno. Mateus 5:22 incrível perceber como um teclado e a aparente impessoalidade da internet conferem a algumas pessoas uma “coragem” impressionante. Criticam abertamente, xingam, ofendem e discriminam sem o menor pudor. Escondidos atrás da tela do computador, alguns perdem a noção da realidade e assumem uma postura que dificilmente teriam se, em vez de escrever no conforto de seu quarto, tivessem que falar olhos nos olhos. Fora do mundo digital, juízes de futebol (e suas pobres mães), jogadores do time adversário, políticos, pessoas que pensam e se comportam de formas diferentes, em via de regra, são vítimas de toda a sorte de injúrias. Nos estádios, nas ruas, na internet, pessoas “escondidas” no meio da multidão revelam a verdadeira natureza de seu caráter e permitem que o suposto anonimato dê vazão aos mais terríveis pecados que estão escondidos atrás das máscaras sociais que vestem. O fato é que, no mundo virtual ou ao vivo, os xingamentos não devem, nem de longe, fazer parte da vida do cristão. De acordo com Jesus, quem vive ofendendo as pessoas, quem não perde uma oportunidade para ironizar, zombar e agredir verbalmente, e não se arrepende, terá a mesma punição de quem tira a vida de alguém porque suas palavras revelam um estado de perdição. Jesus escava a superfície de nossa personalidade e se aprofunda nas motivações do coração. Ele disse certa vez: “Como é que vocês podem dizer coisas boas se são maus? Pois a boca fala do que o coração está cheio” (Mateus 12:34). As palavras que falamos ou escrevemos apenas denunciam o que somos. Por outro lado, os salvos buscam se parecer com Jesus usando as palavras de maneira certa: “Enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:18-20, ARA, itálico acrescentado). Enquanto os perdidos ofendem os outros com xingamentos, ironias e críticas mordazes, os salvos são enchidos com o Espírito Santo porque usam sua boca para edificar os outros com a Palavra de Deus. Decida hoje usar sua língua como um salvo. Submeta seu coração à influência do Espírito Santo, e suas palavras revelarão o seu destino: a vida eterna ao lado de Jesus.

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Terça-feira

7 de março

No meio do caminho Portanto, se você estiver diante do altar no templo, oferecendo um sacrifício a Deus, e de repente se lembrar de que seu irmão tem alguma coisa contra você, deixe seu sacrifício ali, ao lado do altar, vá e faça as pazes com ele, depois volte e ofereça o seu sacrifício. Mateus 5:23, 24, Nova Bíblia Viva o meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho / tinha uma pedra / no meio do caminho tinha uma pedra.” Esses são alguns dos versos mais conhecidos de Carlos Drummond de Andrade. O poema “No meio do caminho” não revela qual seria o destino final desse viajante, provavelmente em busca de autoconhecimento, mas quer destacar, de forma enfática, a presença de um obstáculo do qual o homem nunca conseguiu esquecer. Uma interpretação possível para esse texto enigmático é a de que a pessoa desistiu da viagem por causa da pedra. Em nossa jornada rumo ao Céu, existem muitos obstáculos. Tentações, pecados, provações e muitas outras coisas pretendem se interpor entre nós e Deus. A Bíblia diz: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:2, ARA). No sermão do monte, Jesus mencionou uma grande “pedra” que está no meio do caminho de muita gente, impedindo que a viagem até o Céu prossiga: as desavenças não resolvidas. O texto bíblico de hoje deixa muito claro que, antes de nos apresentarmos diante de Deus em adoração, devemos procurar reconciliação com pessoas com as quais tivemos problemas. Deus não aceita louvor de quem não administra perdão. Brigas, intrigas, mágoas e ressentimentos são “pedras” enormes que precisam ser removidas com a ajuda do Espírito Santo. É natural que, em nossa vida, ocorram, em algum momento, desentendimentos com alguém. As pessoas são diferentes, e, às vezes, as vontades e os gostos se chocam. Dependendo do estado de espírito, as palavras e as atitudes podem piorar a situação. Quando ocorre a desavença, uma “pedra” aparece em nossa vida. Esse obstáculo precisa ser removido para que a caminhada continue. Para isso, faça o que Jesus ensinou. Lembrou que alguém está triste com você? Tome a iniciativa de ir até essa pessoa e esclareça a situação. Se errou contra ela, peça perdão. Perdoe, caso você tenha sido ofendido. Não alimente mágoas e sentimentos ruins no coração. Retire as “pedras” do caminho, e a poesia de sua vida terá um final feliz.

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Quarta-feira

8 de março

Cuidado, olhinhos! Quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeuadultério no seu coração. Mateus 5:28 s olhos são a principal avenida de entrada da mente. Por meio deles, podemos ver como as coisas são, conseguimos ler, perceber as diferenças de cores, tamanhos e formatos e apreciamos a beleza de tudo o que existe. Seria ótimo se eles só nos colocassem em contato com o que é bom. Porém, essa não é a realidade da vida. Infelizmente, nossa visão permite que enxerguemos a impureza. Os olhos podem abrir as portas do coração para que o pecado se instale. Eles têm a capacidade de dar matéria-prima para a imaginação, que passa a pintar quadros pecaminosos na mente, pincelados com luxúria e sensualidade. No tempo de Jesus, os líderes religiosos ensinavam que o pecado sexual era cometido apenas quando um homem e uma mulher não casados entravam em relacionamento íntimo. Assim, desconsideravam que a impureza sexual não nasce no ato, mas na imaginação pecaminosa, que olhares cheios de lascívia alimentaram. Seguindo seu estilo, Jesus aprofundou a questão. Além de condenar o pecado do olhar cobiçoso, Ele ensinou como vencer a impureza sexual. Se uma pessoa deseja resistir essa tentação, precisa aprender a controlar os olhos. O inimigo de Jesus sabe disso e tem investido pesado para que nossos olhos sejam bombardeados diariamente com todo o tipo de imagens sensuais. Seu plano sujo é alimentar a imaginação de homens e mulheres com luxúria para que mais e mais pessoas estejam presas em sua teia de perdição. Além de estar satisfeito com os pecados que ficam apenas na mente, pois estes já são suficientes para tirar a vida eterna de alguém, o inimigo quer que as pessoas, movidas pelos incentivos da sensualidade, partam para as vias de fato e, por exemplo, percam a virgindade antes do casamento, traiam seus cônjuges e destruam famílias. Essa invasão da sensualidade por meio dos olhos provoca sérios danos para as pessoas, as famílias e a sociedade. Muitos têm perdido a dignidade e têm visto sua integridade se desfazer por causa dos pecados sexuais, que depois deixam um gosto amargo de culpa e destruição. Caso tenha perdido algumas batalhas nessa área, não se desespere. Deus é especialista em perdão. Ele pode lhe dar olhos puros e um coração renovado. Se você deseja vencer, faça um “pacto com seus olhos”. Entregue-os à direção de Deus e olhe só para o que for puro.

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Quinta-feira

9 de março

Hipérbole Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Mateus 5:29 ipérbole é a figura de linguagem que exagera um conteúdo com o propósito de mostrar sua importância. “Já falei mais de mil vezes, menino, para não entrar na água após o almoço. Você pode ter uma congestão e até morrer!” Era assim que, na minha infância, mamãe tentava chamar atenção do filho para a importância do que estava dizendo. Ela era extremamente hiperbólica (acho que também fui agora) com essa coisa de mergulhar depois do almoço. Jesus usou a hipérbole no versículo bíblico de hoje. Com essa figura de linguagem, Ele quis deixar clara toda a malignidade do pecado. Como se trata de linguagem figurada, é óbvio que Deus não deseja que ninguém se automutile. Por não entender o que Senhor estava dizendo, algumas pessoas levaram essa orientação ao pé da letra. Orígenes, por exemplo, um importante teólogo do início da igreja cristã, foi um dos casos mais conhecidos. Ele se autocastrou para evitar o pecado da luxúria. Jesus nunca pretendeu que suas palavras fossem entendidas dessa forma. Interpretar de maneira literal esse ensino é desconsiderar a profundidade da ação de Deus em nossa vida. Além de impedir a prática do pecado, Ele deseja, acima de tudo, que nossa mente seja pura. Ele não quer mutilação física, mas uma ação mortal contra a natureza pecaminosa. O apóstolo Paulo confirma: “Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (Romanos 8:13, itálico acrescentado). Era a isso que Jesus estava se referindo ao usar a hipérbole do versículo de hoje. Arrancar o olho, portanto, equivale a não ter olhos para o que é impuro, porque o coração foi purificado pela graça de Deus, e o pecado foi morto em nossa vida. Em termos práticos, significa também uma firme decisão de não se contaminar com nada que nos exponha ao mal. Filmes, sites, revistas e pessoas que podem nos fazer pecar devem ser arrancados de nossa vida para que não façam reviver a impureza em nosso coração. Nenhuma hipérbole poderá exagerar suficientemente a maravilha que será viver para sempre com Jesus no Céu nem a tragédia de perder a vida eterna. Por isso, permita hoje que Deus purifique seu coração e o inunde com seu hiperbólico amor.

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Sexta-feira

10 de março

O tamanho do nariz Que o “sim” de vocês seja sim, e o “não”, não, pois qualquer coisa a mais que disserem vem do Maligno. Mateus 5:37 inóquio é um dos mais conhecidos personagens da literatura infantil. Esculpido na madeira por Gepeto, assumiu a vida e passou a se comportar como um menino. Aprendeu a falar, brincar, cantar e… mentir. Porém, toda vez que não falava a verdade seu nariz crescia. Na minha infância, era comum algum adulto amedrontar as crianças que supostamente estivessem mentindo assim: “Seu nariz vai crescer, hein!” Se eu disser que nunca falaram essa frase para mim, é capaz de meu nariz querer dar uma pequena esticada. Infelizmente, a mentira é uma das tristes companhias do ser humano ao longo das eras. A primeira vítima no planeta Terra foi Eva, que ouviu a conversa da serpente e acreditou. De lá para cá, a história da mentira se confunde com a da humanidade. Jesus atribuiu paternidade satânica àqueles que fazem da mentira uma prática comum da vida (João 8:44). No sermão do monte, o Senhor vai na mesma direção e relaciona até pequenos exageros a uma origem infernal. No dia a dia, as pessoas mentem em diversas situações: na “cola” da prova, na sonegação de impostos, diante do tribunal, para justificar atrasos, “beneficiar” alguém e para tentar esconder erros cometidos. Para muitos, mentir é uma prática comum. No entanto, pequena ou grande, Deus repudia essa conduta e espera que seus filhos jamais a usem. Ninguém está seguro ao usar de um artifício criado pelo inimigo de Deus. Atualmente existem especialistas na arte de saber se alguém está mentindo. Mínimas expressões e gestos são analisados por esses técnicos na tentativa de perceber se a pessoa está faltando com a verdade. Esses recursos têm ajudado a justiça. É possível, porém, que algum especialista na “arte” de mentir consiga disfarçar e enganar os outros por algum tempo. Contudo, “mentira tem perna curta”, e logo isso se torna visível. Por isso, a melhor coisa a fazer é sempre falar a verdade. Se os mentirosos são filhos do diabo, quem fala a verdade é filho de Deus. Jesus é a verdade encarnada, e sua palavra não muda ao sabor das circunstâncias. Se você deseja ser um fiel seguidor de Cristo, faça da verdade seu estilo de vida. Rejeite qualquer forma de mentira e nunca prometa o que sabe que não poderá cumprir. Desse modo, as pessoas vão confiar em você.

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Sábado

11 de março

Assertividade Que o “sim” de vocês seja sim, e o “não”, não. Mateus 5:37 , veja bem, eu penso que, de repente, eu acreditaria se, conforme mencionei anteriormente, então… é isso…” Assim gagueja o rapaz ao ser questionado sobre um importante tema de sua fé. Ele nasceu em um lar cristão, mas não está convencido dos motivos que devem levar uma pessoa a seguir Jesus. Esse é um típico caso em que as palavras embaralhadas refletem uma personalidade indefinida e sem rumo. A falta de assertividade da resposta evidencia uma crise de identidade e baixa autoestima. Pessoas assim são imprecisas ao se comunicar, porque andam perdidas com respeito às importantes decisões da vida. A assertividade é a característica da fala de pessoas seguras e que estão convictas a respeito do que querem para si. Isso faz com que elas sejam precisas e até convincentes ao apresentar seu pensamento. Pessoas que tiveram um encontro real com Jesus expressam sem medo e sem rodeios o que está dentro do coração. Transmitem com simplicidade a profundidade do evangelho de Cristo e, ao serem questionadas sobre sua fé, não titubeiam. Falam com precisão e lucidez. Esse convencimento também é resultado de seguir a orientação do apóstolo Pedro: “Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm” (1 Pedro 3:15). Estudar as Escrituras e conhecer cada vez mais os temas da Palavra de Deus é o dever de cada cristão. Para cada fase da vida, existe uma escala de conhecimento bíblico adequada. É por isso que a igreja dispõe de materiais, como as lições da Escola Sabatina, que apresentam conteúdos contextualizados para cada faixa etária. Além disso, há uma enormidade de outros materiais disponíveis para quem se interessa em saber mais sobre a Palavra de Deus e, assim, estar preparado para, com assertividade, falar sobre a esperança que mantém no coração. Com esse conhecimento maravilhoso transbordando na vida, as palavras fluem com entusiasmo e precisão ao expressar o amor de Deus para os outros. É triste, porém, ver que algumas pessoas falam com tanta empolgação sobre filmes, jogos e esportes, mas se enrolam para defender as crenças e doutrinas da Bíblia. Resolva hoje conhecer mais a Palavra de Deus, e você entenderá seu papel na vida. Assim, ao abrir a boca para falar sobre sua fé, ninguém terá dúvida a respeito de suas convicções.

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Domingo

12 de março

Os não vingadores Eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Mateus 5:39 mesa está farta para o jantar. Arroz, feijão, purê de batatas, lasanha e outras coisas mais. Apenas um problema: está tudo frio. A comida está sobre a mesa desde o almoço. A fome é grande, mas, a cada tentativa de mastigar o alimento, a sensação de mal-estar aumenta, principalmente depois de sentir o cheiro desagradável do feijão quase azedo por ter ficado fora da geladeira durante todo o dia. Essa cena faz lembrar a frase: “Vingança é um prato que se come frio.” Por mais que o ditado acima queira enfatizar a paciência da pessoa vingativa, para mim, ele revela o gosto amargo que a vingança deixa na boca. O “filósofo” Seu Madruga, do seriado “Chaves”, tem toda a razão quando afirma: “A vingança nunca é plena, mata alma e a envenena.” Como expressa a frase atribuída a Shakespeare: “Vingar é tomar um veneno e pensar que outra pessoa vai morrer.” O ensino de Cristo sobre esse assunto é uma afronta à precipitada natureza humana. Com a visão curta, o ser humano afastado de Deus pensa que a justiça só é feita quando o mal que sofreu é devidamente vingando na mesma proporção. Jesus proíbe seus seguidores de pensar dessa maneira. O apóstolo Paulo apresenta o motivo para isso, quando diz que a vingança pertence a Deus. Certamente, a parte mais difícil do texto bíblico de hoje é o dito sobre dar a outra face. Ao longo da história, muita gente tem tido dificuldade em entender o que Jesus estava querendo dizer. Porém, essa afirmação de Cristo deve ser entendida à luz de sua ordem para não sermos vingativos. Dar a outra face está em oposição a dar um tapa de volta na face de quem lhe bateu. É como se Ele estivesse dizendo: “Nunca reaja!” Jesus sabia que a retaliação gera violência ainda maior. Em hipótese alguma, Cristo está ordenando que sejamos covardes ou passivos diante da impiedade do mundo. A conduta dele em relação ao pecado mostra que não é isso. Devemos ser ativos em condenar com palavras e atitudes as injustiças. Entretanto, ao sermos ofendidos por alguém, jamais devemos revidar. Isso só piora as coisas. A justiça de Deus é plena. Ele tem registrado todo o mal que é cometido contra seus filhos e, em breve, retribuirá as obras de cada um. Enquanto isso, não seja envenenado com “o prato que se come frio”. Confie em Deus e nunca revide o mal.

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Segunda-feira

13 de março

A ponte Vocês ouviram o que foi dito: “Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.” Mas Eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no Céu. Mateus 5:43-45 eus está no Céu, e os homens na Terra. Por meio do Espírito Santo, os cristãos são os responsáveis por diminuir essa distância ao representar o caráter divino em tudo. Jesus veio também para isso e compartilhou conosco a mesma missão. Porém, um dos pontos mais difíceis é a ordem para amar os inimigos. No sermão do monte, a proposta do Senhor foi interpretar de modo correto a lei de Deus, pois o ensino dos rabinos feria princípios fundamentais do evangelho. Os mestres da lei ensinavam que era dever de um judeu amar seus compatriotas, mas odiar os inimigos. Eles interpretavam assim porque a ordem divina para amar o próximo em Levítico 19:18 aparentemente só incluía “os filhos do seu povo”, isto é, os judeus. Assim, como a ordem era para amar seus irmãos, eles se viram livres para entender que deviam odiar os que não eram judeus. Contudo, essa era uma visão errada, pois, no mesmo capítulo, está escrito que os estrangeiros deveriam ser amados e respeitados (Levítico 19:33, 34). O ódio que os rabinos acrescentaram era pecaminoso e sem base bíblica. Por outro lado, a interpretação de Jesus coloca Deus como padrão para o ser humano. Do mesmo modo como o Senhor nos amou quando ainda éramos inimigos dele (Romanos 5:10), devemos amar as pessoas que não gostam de nós. Como conseguir praticar algo tão difícil? A resposta está na ordem para orarmos por aqueles que nos perseguem. A oração é a ponte da fé. Por meio dela, podemos nos ligar ao Céu e às outras pessoas. Ao orar, entramos na dimensão celestial, onde reina o amor por todos. A oração nos ajuda a olhar as pessoas com misericórdia e nos permite entender também a motivação das ações erradas. Orando, nossos olhos se abrem, por exemplo, para traumas do passado que podem estar na base da personalidade problemática de algumas pessoas. É com a oração também que percebemos os próprios erros e ajustamos nossa conduta para amenizar ou mesmo evitar o ódio dos outros em relação a nós. Amar envolve sacrifício, e a natureza humana não gosta disso. Porém, a oração nos faz parecer com Jesus e abre a porta de nosso coração para o abrangente amor de Deus. Faça como Cristo: ame seus inimigos, ore por eles e aproxime o Céu da Terra.

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Terça-feira

14 de março

Mutantes Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no Céu. Mateus 5:48 a ficção, mutantes são pessoas dotadas com poderes especiais que os diferenciam do resto da humanidade. Na vida real, também existem pessoas que desenvolvem habilidades extraordinárias, como Ma Xiangang, que é capaz de entrar em contato com qualquer fio elétrico desencapado sem levar choque (não tente isso em casa) ou Kim Peek que, por conta de uma doença chamada de savantismo, chegou a memorizar 12 mil livros e tinha a capacidade de ler duas páginas ao mesmo tempo, uma com cada olho (isso você pode tentar). Jesus fala de uma “mutação” que o cristão precisa ter: a perfeição. O que isso significa? Alguns acreditam que Jesus está ensinando que o verdadeiro cristão vive sem cometer qualquer tipo de pecado, como Deus. Essa é uma interpretação descabida, pois, mais à frente, no próprio sermão do monte, o Senhor estimulou seus discípulos a orar ao Pai em busca de perdão por pecados (Mateus 6:12). Se o perdão é uma possibilidade, a impecabilidade não é a realidade do cristão, antes da volta de Cristo. Em realidade, Jesus pretendeu elevar o nível do ser humano. Em vez de olhar para nós mesmos e para o próximo, devemos ter em mente o nosso Pai celestial. É a Ele que devemos imitar. A perfeição divina deve ser sempre o nosso alvo. Como Paulo, nossa realidade é: “Não estou querendo dizer que já consegui tudo o que quero ou que já fiquei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, pois para isso já fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12). A seção bíblica do versículo de hoje finaliza o tema da misericórdia e do dever cristão de amar os inimigos. O exemplo que Jesus dá é do próprio Deus, que não faz distinção de pessoas, permitindo “que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus” (Mateus 5:45). Enquanto os seres humanos valorizam e respeitam somente aqueles que lhe fazem bem ou de quem podem tirar algum benefício, Deus trata a todos de modo igual. Ele faz isso não por obrigação, mas porque essa é a sua natureza. É essa a perfeição que Jesus espera de nós. Isso, porém, só é possível se houver uma “mutação” em nossa natureza. Quando permitimos, Deus, o grande cientista, insere o gene do amor em nosso caráter e nos transforma em “mutantes”. Ser perfeito é agir como Deus. Ame as pessoas independentemente de qualquer coisa e seja um “mutante” do Céu.

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Quarta-feira

15 de março

Entre as batatas e o trono Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. Mateus 6:3, 4, ARA. o vencedor as batatas!” Essa é a frase que resume a filosofia do humanitismo de Quincas Borba, na obra ficcional de Machado de Assis. Para ilustrar a teoria, o narrador fala de duas tribos que entram em guerra por um campo de batatas. Quem vencer receberá como recompensa as batatas, e quem perder morrerá de fome. A paz significaria a morte das duas tribos, e a guerra manteria uma das duas. Em Quincas Borba, Machado de Assis quer destacar a futilidade das recompensas humanas. No versículo bíblico de hoje, Jesus está condenando os fariseus, que gostavam de fazer caridade para receber a aprovação das pessoas. Para esse tipo de gente, o Senhor foi bem claro: já receberam o pagamento. Tocar trombeta a fim de atrair a atenção dos outros para qualquer coisa boa que façamos anula a recompensa divina. O prêmio de Deus não é uma medalha de honra ao mérito depois que alguém resolve compartilhar seu lanche com um colega faminto no intervalo das aulas. A natureza da recompensa divina é diferente, pois vem em forma de alegria profunda em fazer atos de bondade e misericórdia. Imagine um garoto que ame jogar futebol e receba milhões por isso. É mais ou menos assim na vida espiritual. Com a natureza de Jesus no coração, o cristão “recebe” para fazer o que lhe dá prazer. O profeta Miqueias, ao listar o que Deus espera de seus filhos, diz, entre outras coisas, que nós devemos amar a misericórdia. Mais do que fazer o bem, devemos sentir prazer verdadeiro com a felicidade que proporcionamos às pessoas com nossos atos de bondade. Essa é a recompensa de Deus. Os fariseus, por sua vez, não tinham nenhuma felicidade na filantropia que praticavam. Sua motivação eram os aplausos, e isso era sua recompensa. Eles imaginavam também que, além das “palmas do auditório”, podiam conquistar uns pontinhos a mais com Deus e garantir um lugar de destaque no Céu. Terrível engano! Fazer o bem para as pessoas não é uma opção para o cristão. Por isso, abra seus olhos e enxergue a necessidade de quem está à sua volta, e Deus vai recompensá-​lo por isso. Não lute pelas “batatas” dos aplausos humanos. A frase da filosofia de Jesus é: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono” (Apocalipse 3:21, ARA).

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Quinta-feira

16 de março

Etiqueta Portanto orem assim… Mateus 6:9 escuidar na etiqueta diante da monarquia pode gerar situações constrangedoras. Foi o que aconteceu com o piloto inglês Lewis Hamilton, em 2009, quando foi condecorado pela rainha Elisabeth. O protocolo diz que a rainha sempre começa a conversa com a pessoa que está do seu lado direito. Só depois de servido o jantar, a anfitriã se dirige a quem está ao seu lado esquerdo. Sem saber disso, Hamilton, sentado à esquerda da rainha, foi corrigido por ela, que o mandou conversar com a pessoa que estivesse à sua direita e só depois com ela. Embora seja o soberano do universo, Deus não espera que sejamos formais em nosso diálogo com Ele. Porém, com o “Pai nosso”, Jesus nos ensina que a oração tem algumas características básicas. Em primeiro lugar, devemos dirigir nossa prece a Deus, o Pai. Ao nos aproximarmos dele, é preciso ter em mente toda a sua soberania e, de nossos lábios, deve fluir louvor e adoração por tudo o que Ele representa. Sem usar de repetições desnecessárias, é preciso iniciar nossa conversa com o rei do universo com glorificação ao nome dele. Com o coração cheio de humildade e reverência pela grandeza de Deus, podemos, então, apresentar os pedidos, que devem manifestar nossas necessidades. Deus sabe do que precisamos, mas Ele quer que nos aproximemos dele com fé e expressemos nossas petições. No “Pai nosso”, Jesus nos ensina a apresentar diante de Deus tanto necessidades espirituais quanto materiais. Ele disse primeiro “santificado seja o teu nome” e “venha o teu reino” (necessidades espirituais) e só depois o “pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (necessidade material). A ordem em que aparecem os pedidos na oração-modelo revela qual deve ser a prioridade da vida. Com a expressão “faça-se a sua vontade assim na Terra como no Céu” (ARA), o Senhor ensinou que podemos pedir, mas precisamos confiar que Deus sempre sabe o que é melhor. Ao orarmos em nome de Jesus, podemos ficar tranquilos, pois Deus, o Pai, vai nos dar o que daria a seu Filho. O “protocolo” da oração é simples: reconheça a grandeza de Deus, glorifique o nome dele, peça de acordo com a vontade dele e confie na misericórdia divina. Fique tranquilo, pois o rei do universo fala ao mesmo tempo com quem está à direita e à esquerda.

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Sexta-feira

17 de março

Amor e respeito Pai nosso, que estás nos Céus. Mateus 6:9, ARA vocativo da oração-modelo, “Pai nosso que está nos Céus”, revela o Deus ao qual oramos, indica quem são os verdadeiros filhos do Pai celestial e ensina como devemos nos apresentar diante dele. Deus é um ser pessoal, não uma energia. Ele é o Pai, e isso deve trazer à nossa mente o sentido de proteção, provisão, cuidado e amor. Porém, muitas pessoas têm um conceito ruim de pai por conta de maus-tratos, indiferença e abandono. Martin Lloyd Jones explica que a expressão “que estás nos Céus” tira o conceito de paternidade da dimensão do pecado e da Terra e a eleva até o Céu, onde só reina o amor. Jones diz que essa expressão equivale a de Paulo, que chama Deus de “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Pedro 1:3). Ou seja, não estamos falando de qualquer pai, mas do maravilhoso Pai de Jesus, que está no Céu. Ao ensinar a usar o pronome possessivo “nosso” em relação a seu Pai, Jesus nos estimula a ser carinhosos com Deus e considerá-lo como nosso Pai também. Em Cristo, fomos adotados na família celestial. Entretanto, sem o novo nascimento, ninguém pode se considerar filho de Deus. O Pai criou todas as pessoas, mas só é considerado seu filho quem nasceu de novo (João 1:12). A expressão “que está nos Céus”, além de deixar claro quem é o Pai, ajuda-nos também a manter reverência para com Deus, pois revela sua grandeza, poder e soberania. Vivemos em um tempo em que o respeito anda em baixa, inclusive em relação a Deus. Há quem acredite que pode tratar o rei do universo de qualquer forma, apresentar-se diante dele de qualquer maneira, usar expressões como “Deus é dez”, o “cara lá de cima” e outras blasfêmias mais. O fato de o Pai estar no Céu deve nos fazer lembrar de que Ele é o criador e mantenedor do universo. Portanto, devemos respeitá-lo como a pessoa mais importante que existe. Para nós, Deus é um Pai amoroso e poderoso. Ele está perto e longe ao mesmo tempo. Senta-se no trono de nosso coração, mas domina sobre o universo. Por isso, ao orar a Deus hoje, ofereça todo o seu amor ao querido Pai, mas também se apresente diante dele com profundo respeito. Assim, você vai ser reconhecido como filho do Senhor do universo.

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Sábado

18 de março

Os nomes de Deus Santificado seja o teu nome. Mateus 6:9, ARA os tempos bíblicos, o nome era usado para definir a personalidade. Assim, ao nomear os filhos, os pais indicavam que tipo de gente eles esperavam que os filhos se tornassem. Portanto, na Bíblia há uma relação estreita entre a pessoa e seu nome. Com Deus não é diferente, e isso fica bem claro quando nos damos conta de que o terceiro mandamento da lei refere-se à santidade do nome de Deus e à proibição de tomá-lo em vão. Na oração-modelo, Jesus reforça isso ao nos instruir a orar pela santificação universal do nome de Deus. Em geral, os cristãos sabem da importância de não tomar o nome de Deus em vão e procuram honrá-lo. No entanto, a triste realidade do mundo aponta para o fato de que existem muitas pessoas que não conhecem o nome de Deus, além de outros que conhecem, mas o desonram. A frase “santificado seja teu nome” deve ser o desejo profundo de todo cristão. Além de orarmos nesse sentido, podemos agir para que as pessoas que estão à nossa volta reverenciem e exaltem o nome de Deus. Muito mais do que não pronunciar o nome do Senhor em situações indevidas e corrigir as pessoas quando fazem isso, é nosso dever evidenciar para o mundo a relação estreita que existe entre o nome de Deus e sua personalidade. No Antigo Testamento, Deus é conhecido por vários nomes, cujos significados revelam facetas de seu caráter. Por exemplo, Elohim aponta para o seu poder; Jeová refere-se à sua eternidade e à sua autoexistência; Jeová-Jiré apresenta-o como provedor; Jeová-Rafá, como o Deus que cura; Jeová-Nissi, o Deus que perdoa; Jeová-Shalom, o Deus da paz, entre outros. Quando conhecemos a pessoa de Deus, experimentamos seu poder em nossa vida, reconhecemos sua eternidade, provisão, cura, perdão e paz. Ao divulgarmos isso para outras pessoas, estamos agindo para que o nome do Senhor seja santificado e honrado. As pessoas olham para nossa vida e podem ver quem Deus é e, assim, conhecer a grandeza de seu nome. O nome de Deus é santo; mas, em sua infinita misericórdia, o Senhor o compartilhou conosco. Ore a Deus hoje para que, por meio de seus pensamentos, palavras e atitudes o nome do Senhor seja conhecido e santificado na vida de outras pessoas.

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Domingo

19 de março

Refugiados Venha o teu reino. Mateus 6:10, ARA o momento em que escrevo este texto, o mundo está consternado com uma imagem: a foto do menino Aylan, de três anos, morto numa praia da Turquia. Com os pais e o irmão, ele fugia de seu país devastado por uma guerra insana. Eles estavam em uma embarcação precária que acabou naufragando no mar Mediterrâneo. O relato do pai, que perdeu a esposa e os dois filhos é de cortar o coração: “As mãos dos meus filhos se soltaram das minhas.” Fugindo do terror da guerra em seu país e em busca de um lugar melhor, essa família encontrou a morte. Entretanto, a imagem do menino “dormindo” na praia se tornou o símbolo da luta dos refugiados. Somente em 2015, cerca de 2.500 imigrantes morreram afogados no Mediterrâneo em busca de um lugar seguro para viver. A tragédia acima se une a milhões de outras que assolam o mundo desde que Satanás estabeleceu aqui seu reino de maldade. Por meio da mentira, ele enganou nossos primeiros pais, que entregaram o planeta para o enganador pelo custo da desobediência. Desde então, somos vítimas e agentes do pecado e vivemos no território em que as forças rebeldes do inimigo dominam. Por isso, na oraçãomodelo, Jesus ensinou que a prioridade da vida do cristão é clamar para que o reino de Deus seja estabelecido no mundo. No entanto, faz parte da estratégia do inimigo nos fazer imaginar que é possível ser feliz no mundo dominado pelo pecado. Usando prazer e poder como isca, ele seduz milhares de pessoas com a falácia de uma felicidade que não chega nunca de verdade. Nosso planeta está assolado pela guerra do pecado. O exército de Satanás faz vítimas fatais a cada dia. Como Aylan e sua família sonhavam com um país em paz para viver, devemos desejar um mundo renovado. Em breve, Jesus virá nos buscar e vai nos levar como “refugiados” para viver no Céu com Ele durante mil anos. Depois desse período, voltaremos para a Terra e viveremos para sempre sob o regime do amor de Deus. Para quem deseja ser um “refugiado” no Céu, o Senhor estabeleceu um plano seguro de imigração. Ele é nosso Pai e, se lhe dermos a mão, jamais iremos afundar no mar da vida. Se você está cansado deste mundo de imagens como a do garotinho que morreu na praia em busca de um “reino” melhor, una-se a milhares de outros “refugiados” e exclame: “Que o teu reino venha logo, Senhor Jesus!”

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Segunda-feira

20 de março

Vontade Seja feita tua vontade. Mateus 6:10, ARC randes investidores financeiros dificilmente tomam decisões sobre onde vão colocar seu dinheiro antes de consultar analistas de mercado. Sem uma consultoria assim, é arriscado saber se o investimento vai, de fato, render o que se espera. Se isso é importante para as finanças, imagine para a vida eterna. Deus conhece com exatidão todas as coisas, inclusive o futuro. Para que sejamos felizes, Ele deseja que nos submetamos à sua vontade. Fazer o que Deus quer é ter a certeza de que as coisas vão acabar bem. Porém, ele não nos trata como marionetes. Nós fomos criados com o livre-arbítrio, e o Senhor respeita as escolhas que fazemos. Na oração-modelo, Jesus ora para que, na Terra, a vontade de Deus seja seguida assim como ocorre no Céu. Depois da entrada do pecado, a humanidade se tornou rebelde e naturalmente contrária a Deus. No entanto, os anjos se alegram em fazer a vontade do Pai, pois sabem que, se as coisas acontecem como Deus planeja, o resultado é bênção e felicidade. O cristão às vezes parece tatear no escuro sem saber exatamente o que fazer. À medida que a humanidade se aprofunda na maldade, vai ficando ainda mais difícil saber o que Deus pensa sobre as coisas. Há um abismo entre a vontade natural do ser humano e a vontade divina. Para não errarmos, o apóstolo Paulo aconselha: “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele” (Romanos 12:2). Quando escolhemos viver com base no padrão das Escrituras, abrimos nossa mente para a dimensão celestial, conseguimos perceber as intenções de Deus e entendemos a lógica do que Ele pede. Devemos sempre confiar na bondosa e sábia vontade de Deus, pois, como disse Ellen White, Ele “não conduz jamais seus filhos de maneira diferente da que eles escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio, e discernir a glória do propósito que estão realizando como seus colaboradores” (A Ciência do Bom Viver, p. 479). Faça uma consultoria com Deus para tudo na vida e, assim, você pode estar seguro de que seus “investimentos” para a vida eterna renderão mais do que o esperado.

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Terça-feira

21 de março

O pão nosso O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Mateus 6:11, ARA omer é a mais forte necessidade humana. Para não morrer de fome, a humanidade sempre tem uma estratégia. Do choro do bebê ao trabalho mais braçal, passando pela ciência e pelas artes, há, em via de regra, alguém lutando para não ter a barriga roncando. A coisa é tão séria que a história registra guerras por comida. De acordo com o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em uma entrevista concedida em 2014, o cenário pode caminhar de novo para essa realidade. Ele afirmou que, se não houver uma mudança na forma como o homem se relaciona com a natureza, num futuro próximo, as guerras serão motivadas por conta da falta de comida e água. Na oração-modelo, a famosa frase “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” situa em Deus a fonte do sustento humano e tira de quem crê na bondade divina a ansiedade pela manutenção da vida. Isso não significa que o cristão não deva trabalhar e que possa ficar esperando a comida cair do céu. O que Jesus está dizendo é que o “pão de cada dia” sempre vem de Deus. É Ele quem nos dá força e inteligência para o trabalho e garante as condições apropriadas na natureza para que o alimento possa ser produzido. Por outro lado, a Bíblia revela que, em situações completamente adversas, Deus mesmo se encarregou, de modo direto, do alimento de seus filhos. Durante a jornada do povo de Israel pelo deserto, o Senhor fez cair o maná do céu. No período em que teve que se esconder da ira de Acabe e Jezabel, o profeta Elias foi servido por corvos-garçons da parte de Deus, para que sua necessidade de proteína e carboidrato fosse satisfeita todos os dias. Além disso, a Bíblia diz: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão” (Salmos 37:25, NVI). Quando a situação, mais uma vez, for extrema para o povo de Deus, o cristão poderá descansar na promessa de que seu pão e sua água serão certos (Isaías 33:16). Essa parte da oração-modelo também nos ajuda a confiar na renovação diária das misericórdias do Senhor e nos mantém livres da ansiedade que adoece milhares de pessoas que vivem com medo do que pode faltar no futuro. Se confiarmos em Deus e vivermos com responsabilidade, poderemos descansar na providência divina e, assim, não nos tornaremos reféns do medo de não ter o sustento para o amanhã. Por isso, confie: o “Pai nosso” é quem garante o “pão nosso”!

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Quarta-feira

22 de março

Espelho Perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores. Mateus 6:12, NVI erdão é uma palavra linda, principalmente para quem o recebe. Contar com uma nova chance depois de vacilar com alguém dá à vida um toque de amor e esperança. Ocorre que, em nossa cultura, em geral, não estamos predispostos a perdoar. O paradoxo é que amamos o perdão, mas para nós. O aluno suplica que o professor não o mande para a coordenação após ter desrespeitado uma regra clara de convivência em sala de aula. Sente-se aliviado pela nova chance. Entretanto, o mesmo garoto é implacável com o colega que, sem querer, esbarrou nele no intervalo. Amamos ser compreendidos, mas somos lentos em compreender os motivos dos erros dos outros. Isso se chama incoerência. Queremos para nós o que não estamos dispostos a oferecer. Quem tem dificuldade em perdoar, em geral, não está aberto para entender os motivos por detrás de algumas atitudes de que não gosta. Desconsideram possíveis problemas que o ofensor possa ter tido, que poderiam explicar o ocorrido. E isso se aplica também à nossa relação com Deus. Não queremos carregar o fardo de nossos pecados e ficamos muito alegres com a oferta gratuita de perdão de Deus. Porém, temos pouca disposição de compartilhar graça com quem erra conosco. No Pai nosso, Jesus nos dá um nó. Ele nos ensina a orar mais ou menos assim: “Deus, me perdoe do mesmo jeito que eu perdoo as pessoas que vacilam comigo.” Essa oração nos coloca contra a parede de nosso egoísmo e, ao mesmo tempo, põe em nossas mãos a única chave que abre a porta do perdão divino. Pessoas que guardam mágoas estão dizendo, em outras palavras, para Deus: “Eu não recebo o teu perdão, do mesmo jeito que quem erra comigo não receberá o meu. Guarde teu perdão então, pois eu vou ficar com meu rancor.” Em realidade, qualquer pessoa que entenda com profundidade o tamanho da dívida que tinha com Deus e que tome conhecimento do esforço descomunal de Jesus para pagar esse preço não considerará nada que alguém lhe faça tão grave que não possa ser perdoado. Que a nossa oração hoje seja: “Deus, ajuda-me a entender o tamanho do teu perdão para que eu perdoe como Jesus tem me perdoado!”

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Quinta-feira

23 de março

Queda E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Mateus 6:13, NVI m pouco antes de escrever este texto, presenciei minha filha Ana Clara, de três anos, levar uma pequena queda na sala de nossa casa. Havia alguns minutos, minha esposa tinha dito: “Ana, não desça do sofá agora, porque o piso está molhado.” Desobedecendo, ela desceu, e não deu outra: Tibum! Ainda bem que não se machucou, mas o choro de dengo, potencializado pelo sono que se aproximava, foi inevitável. Se a minha filha tivesse ouvido a orientação da mãe, não teria caído. Lembro-me de outra queda, quando ela estava com um ano, aprendendo a andar. Minha esposa havia pedido para eu não desgrudar da Ana, porque ela poderia cair. Eu estava feliz por ajudar minha filha a andar. Então, minhas costas começaram a doer de tanto ficar inclinado, segurando as mãos daquele pingo de gente. Foi aí que a “libertação” apareceu. A Ana soltou da minha mão e passou a se escorar na cama. Fiquei orgulhoso e aliviado pela “incrível” capacidade de minha filha de andar segurando nas coisas. Um segundo de distração, e ela foi com o rosto no chão. Até hoje, mais de dois anos depois, ainda posso ouvir o choro desesperado de minha filha e quase sinto a dor que ela expressava por ter batido a boca no piso do quarto. Porém, minha maior dor é o fato de eu ter soltado a mão dela. Felizmente nada mais grave aconteceu, mas aquela queda não sai de minha memória. Esse é um tipo de dor que Deus nunca vai experimentar em relação a nós. Para Ele, somos como crianças. Além de nos avisar que o piso do mundo é escorregadio por conta do pecado, Ele sempre está, incansavelmente, ao nosso lado, segurando nossa mão para impedir que caiamos. Contudo, Ele não nos força a segurar sua mão quando achamos que já somos grandes o suficiente para contar com a ajuda dele. Na oração do Pai nosso, Jesus nos estimula a orar para que Deus sempre esteja ao nosso lado, evitando nossa queda e nos livrando do mal. É provável que o dia de hoje apresente diante de você caminhos escorregadios pela tentação e cheios de curvas que podem lhe apresentar as facetas más da vida. Por isso, não saia de casa sem orar com fé para que o Pai celestial não o deixe cair e para que Ele livre você de tudo o que é mau.

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Sexta-feira

24 de março

Ladrões Não ajuntem riquezas aqui na Terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mateus 6:19 a minha infância tive duas fatídicas experiências com ladrões. A primeira foi o furto da sonhada bicicleta freestyle da Caloi, que havia ganhado de presente do meu pai, por volta dos sete anos. A segunda foi o assalto em que foi levado um relógio G-Shock, que “ostentava” por volta dos dez anos. Confesso que perder esses dois objetos doeu muito para mim, mas de maneiras diferentes. Logo que ganhei a bicicleta, cuidava bastante dela e sempre me preocupava em guardá-la em um local seguro à noite. Com o passar do tempo, fui me acostumando a ela e comecei a relaxar no cuidado. Meu pai me avisou a respeito disso, mas eu não liguei muito para o conselho dele. Um dia de manhã, acordei e fui procurar a bike para dar uma volta. Não a achei. Vasculhei toda a casa e não a encontrei. Só aí fui me dar conta de que a havia deixado no quintal, e um ladrão a havia levado. Nunca mais a vi. Chorei, naquele dia, porque não havia cuidado do presente que ganhara de meu pai. O caso do relógio foi ainda pior. Por volta dos meus dez anos, o relógio G-Shock era meu sonho de consumo. Depois de muito pedir, meu pai me deu um. Naquela época, eu estudava na Escola de Música do Espírito Santo, localizada no centro de Vitória. Eu ia sozinho para lá, com muitas recomendações de minha mãe. Quando ganhei o relógio, ela disse: “Vinícius, não vá com seu relógio para a aula de música, pois no centro da cidade ficam muitos trombadinhas. Eles vão roubá-lo de você.” Fiz que ouvi a recomendação dela, mas no dia da aula, escondi meu G-Shock para que ela não o visse e fui para a escola louco para que todo mundo olhasse para o meu braço esquerdo e visse o “poder” da minha ostentação. Se as pessoas na escola o viram, não falaram nada. Porém, ao me dirigir ao ponto de ônibus, alguém viu muito bem meu G-Shock e me disse algo que eu nunca esqueci: “Passa o relógio!” Entreguei meu “tesouro” e tive que explicar para minha mãe a minha desobediência. Perder as duas “riquezas” de minha infância para os ladrões me ensinou que os valores verdadeiros devem ser guardados no cofre do coração e o que não cabe no nosso peito pode ser roubado. Entendi que o verdadeiro tesouro é Jesus. Se o colocarmos no centro da vida, “ladrão” nenhum o tirará de nós.

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Sábado

25 de março

Tesouro Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. Mateus 6:21 eu primeiro trabalho assalariado foi como office-boy. Trabalhava meio período em um escritório de advogados e ganhava a “fortuna” de meio salário mínimo. Aquela era uma época difícil, e os negócios do meu pai não iam nada bem. Depois do primeiro mês de trabalho, estava ansioso para receber o dinheiro, fruto das minhas caminhadas pelo centro de Vitória, ES, carregando uma pesada bolsa cheia de processos judiciais e enfrentando filas quilométricas em bancos. Meu dinheiro seria útil para ajudar nas despesas de casa. Entretanto, outro motivo me deixava ainda mais ansioso pelo pagamento. Eu havia feito um pacto com Deus, segundo o qual devolveria o dízimo e entregaria como oferta 7% sobre o que recebesse. Finalmente o grande dia havia chegado. Recebi e fui direto para casa cheio de alegria. A primeira coisa que fiz foi cumprir o trato. Ajoelhei-me à beira da cama, coloquei todo o dinheiro sobre o colchão e, literalmente, separei o que era de Deus do que havia ficado para eu administrar; de um lado, coloquei o dízimo e as ofertas; do outro, o restante. Estava muito emocionado. Fiz uma oração ali e supliquei que Deus aceitasse o que eu estava entregando. Como era uma quarta-feira, fui à igreja com o envelope de dízimo, pois não conseguia esperar até o sábado. Durante os momentos de pedidos e agradecimentos do culto, eu me levantei e expressei em público minha gratidão a Deus pelo privilégio de poder adorá-lo por meio dos dízimos e das ofertas. Ao final do culto, fui procurado por um senhor que reconhecia que havia deixado de devolver os dízimos, porque havia perdido a confiança no cuidado de Deus. Porém, por conta do que havia ouvido naquela noite, resolvera voltar a ser fiel a Deus. Desde aquela quarta-feira, dizimar e ofertar tem sido a minha rotina mensal. E posso testemunhar que nada do que é essencial tem faltado para minha família. Muito pelo contrário, Deus tem derramado bênçãos sem medida sobre nós. Entendi que não era a “fortuna” do meu primeiro salário que resolveria meus problemas. Para mim, naquela quarta-feira, estava claro que eu precisava depender de Deus, e, assim, Ele cuidaria do resto. Deus não precisa do dinheiro de ninguém, mas o uso de nossos recursos indica onde está o nosso coração. Resolva hoje entregar completamente sua vida a Jesus e, assim, você se sentirá muito feliz ao devolver a Deus o que lhe pertence.

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Domingo

26 de março

Olhos iluminados Os olhos são como a luz para o corpo. Se os seus olhos forem bons, haverá luz em todo o seu corpo. Mas se seus olhos forem maus, seu corpo estará em profunda escuridão espiritual. E como essa escuridão pode ser terrível! Mateus 6:22, 23, Nova Bíblia Viva m dos desenhos animados mais assistidos da minha época de infância era DuckTales, o caçador de aventuras. Tio Patinhas e seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho, eram responsáveis por salvar a cidade de Patópoles dos criminosos. Em cada episódio, a trama girava em torno do egoísmo e da ganância do Tio Patinhas que, por conta de seu amor ao dinheiro, não conseguia enxergar a necessidade de agir para salvar a cidade, colocando, por isso, em risco a própria vida, as finanças e a cidade. Seus olhos espelham cifrões diante de uma proposta de ganhar mais dinheiro. Cego pela grana, ele não enxerga os problemas. Só quando se livra do egoísmo, ele age como herói. Esse personagem tem a capacidade de ilustrar a condição de muita gente quando o assunto é dinheiro. Para ter rendimentos cada vez maiores, há pessoas que estão dispostas a explorar os outros, trapacear e até agir com violência. Deus não condena as riquezas. Na verdade, se as orientações bíblicas forem seguidas, é natural que a prosperidade seja uma realidade na vida. A advertência da Palavra de Deus é contra a ganância: “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os tipos de males. Algumas pessoas até voltaram as costas a Deus por causa do amor ao dinheiro e, como resultado, afligiram a si mesmas com muitos sofrimentos” (1 Timóteo 6:10, Nova Bíblia Viva). É por isso que Jesus é claro: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mateus 6:24, Nova Bíblia Viva). Só enxergando cifrões como o Tio Patinhas, algumas pessoas acabam em trevas espirituais. Cegas pelo dinheiro, não conseguem perceber o risco que correm nem a condição real do mundo. Se nossos olhos brilharem com a luz de Deus, poderemos ver o que “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, nem jamais o coração do homem percebeu, as coisas maravilhosas que Deus preparou para aqueles que amam o Senhor” (1 Coríntios 2:9, Nova Bíblia Viva). Não permita que os cifrões cegos do amor ao dinheiro tirem sua possibilidade de enxergar a realidade. Ilumine seus olhos com o amor de Deus e veja o que ninguém jamais viu.

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Segunda-feira

27 de março

De volta para o presente Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida. Mateus 6:25, ARA ara onde vamos, não precisamos de estrada”, foi o que falou o Dr. Brown para Marty Macfly ao chegar à longínqua data de 21 de outubro de 2015, no segundo filme da trilogia De Volta para o Futuro, lançado em 1989. Os autores, Robert Zemeckis e Bob Gale, imaginavam que, no futuro, haveria não apenas carros voadores movidos a lixo, mas roupas e calçados ajustáveis automaticamente ao corpo, entre outras coisas. Quase 30 anos se passaram, e nada disso aconteceu ainda. Em realidade, o futuro chegou e não parece tão extraordinário como pensávamos. Isso significa que a melhor coisa a fazer é viver o presente, aprendendo do passado e nos preparando para o que vem pela frente, sem ansiedade. No campo espiritual, a raiz da ansiedade é a incredulidade. Duvidar de que as promessas de Deus poderão se cumprir na vida faz com que muita gente seja corroí​​da pelo medo do futuro. Glutonaria, consumismo e perversão são alguns dos sintomas da ansiedade. Muita gente assalta a geladeira, compra o que não precisa e pratica atos vergonhosos em “viagens” alucinógenas com medo do que o futuro trará. A história do patriarca Jacó está recheada de lições sobre a ansiedade. Antes de ele nascer, estava profetizado que receberia a bênção da primogenitura no futuro. Duvidando que isso pudesse acontecer, Jacó cometeu os mais graves erros de sua vida. Comprou o direito da primogenitura do irmão com um prato de lentilhas e enganou o pai se passando por Esaú. Ellen White diz o seguinte, evidenciando a ansiedade do patriarca: “Jacó, ponderado, diligente e cuidadoso, [pensava] sempre mais no futuro do que no presente. […] Dia e noite, o assunto lhe ocupava os pensamentos, até que se tornou o interesse maior de sua vida” (Patriarcas e Profetas, p. 121, 122). A ansiedade prejudicou bastante a vida de Jacó. Ele poderia ter evitado muito sofrimento se tivesse acreditado que Deus tem poder de cumprir o que promete. No sermão do monte, Jesus nos vacina contra a ansiedade. Ele garante que nosso Pai celestial cuida de todas as nossas necessidades. Comida, bebida, roupa e tudo o que de fato precisamos serão providenciados por Deus. Nossa parte é simples: “Coloquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e Ele dará a vocês todas essas coisas” (Mateus 6:33, Nova Bíblia Viva). Não caia na tentação de entrar na máquina do tempo da ansiedade. Se quiser ser feliz, aterrisse no presente da confiança em Deus. Assim, seu futuro estará garantido.

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Terça-feira

28 de março

Julgamento Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1, ARA le não vai dar em nada na vida. Será um fardo para a família!” Esse foi o severo veredito da vizinha a respeito do adolescente que estava passando por alguns problemas. Saber desse comentário maldoso feriu o coração do rapaz, que decidiu provar, com todas as suas forças, que aquela maldição não se cumpriria. Ele se tornou um pastor e, ao contrário daquela previsão terrível, tem ajudado sua família em tudo o que pode. No relato acima, vemos o exemplo de uma pessoa condenando outra. É sobre isso que Jesus está falando no versículo bíblico da meditação de hoje. Porém, existe gente que pensa que o Senhor estava ensinando que nós não podemos avaliar as atitudes dos outros. Isso seria uma contradição com algumas lições de Jesus, como “pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:16, ARA), entre outras. Não há nenhum problema em raciocinar, perceber atitudes erradas e se precaver em relação a pessoas más; porém, condená-las ao fracasso ou mesmo à perdição não compete a nós. Quem age dessa forma está, na verdade, infringindo um mandamento de Jesus e se tornando, assim, réu no tribunal celestial. Condenar pessoas é uma coisa que Deus fará com muito cuidado, depois de ter dado todas as chances de arrependimento. Por isso, gente que se precipita em julgar o próximo e não se arrepende disso não será absolvido no justo julgamento divino. Muitas vezes, somos rápidos em rotular pessoas e as “tiramos” do Céu por conta de preconceitos que nutrimos. “Todo muçulmano é terrorista.” “Se não segue a minha religião já está perdido.” “Essa raça é perigosa.” “Esse tipo de gente não tem jeito.” Frases assim, em geral, aparecem na boca de quem gosta de condenar os outros. Temos o dever de usar nosso discernimento. Discernir é a capacidade de avaliar com base em informações corretas. Usar ideias preconcebidas para definir a identidade de uma pessoa é não usar a capacidade humana de avaliar cada caso. Além disso, determinar o que uma pessoa é com base em um erro que ela tenha cometido é condená-la de modo precipitado. Deus não faz isso e espera que nós também não façamos. Enquanto a porta da graça estiver aberta, Ele dá sempre a chance de arrependimento. Seu desejo é salvar. Por isso, use sua capacidade de pensar e avaliar sempre para o bem. Não condene as pessoas. Aja como Deus, deixando sempre aberta a porta da esperança na vida dos outros. Quem age assim é absolvido no julgamento do Céu.

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Quarta-feira

29 de março

Tragédia E por que se preocupar com um cisco no olho de um irmão, quando você tem uma tábua no seu próprio olho? Mateus 7:3, Nova Bíblia Viva m caso de despressurização, máscaras individuais de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma delas para liberar o fluxo, coloque sobre o nariz e a boca, ajuste o elástico e respire normalmente. Auxilie crianças ou pessoas com dificuldade somente após ter fixado a sua.” Como as aeronaves voam em altitudes elevadas, onde o ar é rarefeito e impossível de respirar, nos voos, usa-se a pressurização, que comprime o ar atmosférico, permitindo a respiração na cabine. Se a pressurização for interrompida, só é possível respirar com a máscara de oxigênio. Somente com ela ajustada, uma pessoa pode ajudar, de fato, quem está com dificuldade. Jesus desmascara a hipocrisia de querer colocar “máscaras de oxigênio” nos outros quando os próprios pecados estão causando asfixia espiritual. “Quem come carne não vai entrar no Céu”, brada o pregador, glutão inveterado que esconde vícios sexuais vergonhosos. Os erros que condena parecem pequenos ciscos se comparados com as imensas tábuas de seus pecados. Em geral, os erros dos outros se apresentam bem maiores e mais repugnantes do que os nossos. Repudiamos falhas alheias, mas somos complacentes com as próprias vergonhas, para as quais sempre encontramos desculpas e justificativas. Escondemo-nos facilmente atrás de máscaras fingidas, apenas para nos sentirmos melhores do que os outros. O nome disso é hipocrisia. No teatro grego, os atores eram chamados de hypochrités. Esse termo não tinha a conotação negativa atual. O sentido de hoje vem do fato de que a função de ator na Grécia antiga envolvia o uso de máscaras que escondiam o verdadeiro estado de espírito da pessoa e se adaptavam à proposta da peça. No drama, os atores usavam máscaras tristes; na comédia, máscaras felizes. Na tragédia da religião falsa, o ímpio se esconde atrás de dedos apontados para os outros, que tentam impedir a visão da própria realidade. No palco da vida, não há espaço para parecermos o que não somos. Quem tenta colocar “máscaras de oxigênio espiritual” nos outros antes de se arrepender dos pecados que comete pode se sufocar em hipocrisia. Deixe Jesus tirar a trave/máscara de sua vida e, assim, você poderá realmente ajudar os outros a se livrarem de seus ciscos incômodos.

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Quinta-feira

30 de março

Resposta imediata Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Mateus 7:8 sonho do meu grupo de amigos era ingressar na universidade federal de nosso estado. Havíamos estudado em um cursinho pré-vestibular durante todo o ano. Entre nós, havia um amigo mais velho, que estava enfrentando sérios problemas na vida e enxergava na aprovação uma porta aberta de bênçãos para o futuro. A casa dele era bem perto da minha. No horário combinado, eu e minha irmã nos dirigimos até o carro, onde o esperaríamos para seguirmos juntos para o local de provas. Não podíamos nos atrasar; porém, ele estava demorando. Depois de cinco minutos, preocupado, resolvi subir até sua casa para chamá-lo. Quando desci do carro, já pude ouvir os gritos e o choro. Mais que depressa, entrei na casa e fui direto ao quarto dele. Seus pais, idosos, tentavam ajudar, mas se sentiam completamente incapazes. “Essa era a minha grande chance, e eu a desperdicei”, ele chorava muito, sentindo intensificado nos ombros todo o peso da grande crise pela qual passava. Ele havia perdido o cartão de inscrição da prova, sem o qual não poderia prestar o vestibular. O quarto estava todo revirado, roupas espalhadas, livros bagunçados, pilhas de CDs desalinhadas, e o desespero instalado. “Eu perdi, eu perdi, não tem mais jeito, já procurei em todos os lugares possíveis”, era o veredito de sua derrota. Em uma fração de segundos, veio à minha mente a única coisa que eu poderia fazer com o pouquíssimo tempo que tínhamos até o início da prova. Caí de joelhos e comigo minha irmã, ele e sua mãe. O pai dele, cético, preferiu sair para não participar da oração, mas ficou ouvindo a distância. Foi uma das preces mais curtas que fiz; porém, havia um clamor profundo, vindo do coração. “Meu Deus, para que somente o teu nome seja glorificado, eu suplico que Tu mostres onde está o cartão, para que todos saibam que tu és Deus”! Eu orava pensando na glória divina e na descrença do pai de meu amigo. Nenhum de nós havia levantado ainda, quando, como num passe de mágica, meu amigo retirou o cartão de entre os CDs, onde ele já havia procurado sem achar. “Louvado seja Deus!”, era a frase entre lágrimas de todos nós. Para mim, foi emocionante, anos mais tarde, ir à formatura dele, e lembrar que Deus abre portas quando clamamos para que seu nome seja exaltado.

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Sexta-feira

31 de março

Caminhos Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela). Mateus 7:13, ARA erpenteando uma montanha de 4.700 metros de altura e com apenas três de largura, a estrada Caminho a los Yungas, na Bolívia, tem a fama de ser uma das mais perigosas do mundo. Conhecida como “caminho da morte”, essa estreita via recebe muitos turistas, atraídos pelas incríveis belezas naturais que só os corajosos conseguem ver. Ladeada por um paredão de pedra e por imensos precipícios, seu percurso turístico é feito com bicicleta e pouca bagagem. Se não for assim, o risco de morte é ainda maior. Jesus compara a jornada rumo ao Céu com o fato de alguém escolher seguir por uma estrada estreita, iniciada em uma porta apertada. A intenção do Senhor foi ensinar que a vida cristã não é fácil e que, ao seguir no caminho da salvação, encontramos os obstáculos que a lei de Deus impõe aos nossos desejos pecaminosos naturais. A porta apertada da estrada impede que as pesadas bagagens às quais nos apegamos sigam conosco. Imagine alguém tentando passar por uma porta bem pequena com grandes malas. Se de fato quer entrar, deve abrir mão dessas coisas. Da mesma forma, devemos nos livrar “de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, [e correr], a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1, ARA). Por outro lado, o caminho largo não impõe nenhuma restrição. Quem quiser andar por ele terá plena liberdade para fazer o que bem entender e dar vazão a todas as inclinações pecaminosas. Não conhecerá o que significa respeito à autoridade divina, estará entregue aos prazeres, aos impulsos violentos e corruptos com o quais nascemos. A porta larga é bem mais procurada que a estreita. Imediatistas, milhares de pessoas só conseguem enxergar os “benefícios” do prazer a curto prazo e não percebem a loucura de suas escolhas. O fim dessa estrada é morte eterna. À porta do caminho estreito, está Jesus nos convidando para entrar. Ele diz: “Filhos, deixem essas bagagens de pecado aí. Vocês não precisarão delas para serem felizes. Não tenham medo dos obstáculos da estrada, Eu estarei com vocês em todo o tempo. E o ponto de chegada dessa jornada é a vida eterna.” Ao contrário do Caminho a los Yungas, a estrada estreita de Jesus é também conhecida como o caminho da vida. Então, esqueça suas bagagens, viaje por ela e você será muito feliz!

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Sábado

1º de abril

Frutos Assim, toda árvore boa dá frutas boas. Mateus 7:17 falsificação de um produto é a maior prova de que existe o de marca verdadeira. O falso imita o original. Isso vale para as coisas que compramos, mas também para os profetas; entre eles, também há os falsos e os verdadeiros. Tão importante quanto fugir das imitações é seguir os ensinos dos genuínos mensageiros do Senhor. Na comparação de Jesus, os profetas de verdade são como árvores frutíferas. Isso significa que eles produzem frutos coerentes com o ensino das Escrituras. Um profeta verdadeiro sempre promove a vontade de Deus (Deuteronômio 13:1-4); suas profecias se cumprem (Jeremias 28:9); ele exalta a lei de Deus e não contradiz o ensino de seus colegas anteriores; enfatiza a pessoa de Jesus Cristo, e os frutos de sua vida evidenciam sua vocação profética. No século 19, uma moça chamada Ellen Harmon (depois de casada, Ellen White) foi agraciada com o dom de profecia. Deus estava estabelecendo um movimento de evangelização mundial e precisava que as pessoas se voltassem para as Escrituras; por isso, resolveu usar essa jovem. Em sua primeira visão, Ellen viu um estreito caminho no qual as pessoas que aguardavam o breve retorno de Jesus seguiam. Muitos desistiam da jornada e até caiam do desfiladeiro, mas os que permaneceram subindo tiveram a alegria da salvação. Depois disso, ela teve muitas outras visões. Ellen se tornou uma grande escritora, registrando o que Deus lhe comunicava a fim de que as pessoas pudessem tomar conhecimento da verdade. Ela escreveu mais de cem mil páginas e se tornou uma das autoras mais traduzidas no mundo. Todos os seus escritos conduzem as pessoas à vontade de Deus, reafirmam as Escrituras como a única norma de fé e prática dos cristãos e apontam para Jesus. Além disso, seu ministério profético de 70 anos foi marcado pela integridade e pela coerência com os ensinos da Palavra de Deus. Como uma boa “árvore”, ela produziu os “frutos” de uma vida ligada a Jesus. Ler seus livros é uma experiência maravilhosa, pois eles aguçam a vontade de conhecer mais as Escrituras. Deus tem uma mensagem para você, sabia? Então, não perca tempo. Corra para a Bíblia e para os escritos inspirados da mensageira do Senhor. Você colherá frutos maravilhosos!

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Domingo

2 de abril

Torre Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha. Mateus 7:25 m vento bem forte é suficiente para fazer a Torre de Pisa desabar.” Isso é o que garantem especialistas contratados para avaliar a situação da edificação. Construída para ser o campanário da catedral da cidade, o famoso monumento, a cada dia, vai ficando ainda mais inclinado. Desde 1911, os sinos da torre não podem mais ser tocados, pois o peso do movimento e o som que eles produziriam acabariam de derrubá-la. Oitocentos e quarenta e quatro anos. Esse é o tempo de existência da torre e também é a quantidade de anos que está em processo contínuo de inclinação. A fundação tem ínfimos três metros, fincados em um terreno fraco e instável. Esses fatores fizeram a estrutura começar a inclinar-se logo no início da obra. Os engenheiros desconsideraram as leis da física, e o resultado foi uma torre cujos sinos não podem ser tocados e na qual ninguém pode subir. De acordo com Jesus, as pessoas que conhecem suas palavras, mas não as praticam, são semelhantes a um homem que constrói sua casa na areia. Quando os ventos e a chuva vêm, a construção inclina e cai. Em outras palavras, não basta só saber o que Deus pensa. É preciso praticar. Por isso, o apóstolo Tiago diz: “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? […] Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: ‘Você tem fé; eu tenho obras’. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem – e tremem!” (Tiago 2:14-19, NVI). O que está sendo dito é que a verdadeira prova do cristianismo não são as palavras bonitas que alguém possa repetir como um papagaio, mas a coerência entre o discurso e as atitudes. O diabo conhece mais da Bíblia que todos nós juntos; entretanto, isso não faz dele um cristão. Jesus é a rocha sobre a qual podemos construir o sucesso de nossa vida. Tendo um alicerce tão seguro assim, não seremos apenas ouvintes da Palavra de Deus. O Espírito Santo nos dará poder para colocar em prática o que temos aprendido. Por isso, construa-se sobre Jesus, e você não estará sujeito ao movediço terreno do pecado. Quando a tempestade rugir, sua base sólida garantirá que a torre de sua vida permanecerá apontada na direção do Céu.

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Segunda-feira

3 de abril

Obsolescência Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Por isso, o vinho novo é posto em odres novos. Marcos 2:22 u estava impressionado com o smartphone, de oito gigabites, que havia comprado no início de 2012. A rapidez com que os aplicativos podiam ser abertos, a nitidez incrível da tela e a alta capacidade de armazenamento do meu celular, entre outras coisas, me deixavam muito satisfeito com o aparelho. Com o passar do tempo, porém, fui percebendo uma coisa: o sistema operacional que rodava nele e também os aplicativos requeriam constantes atualizações para deixá-los ainda mais modernos. Fui permitindo que esses reparos fossem feitos, sem perceber algo importante: a cada nova atualização, mais espaço da memória de meu celular ia sendo usado. Acrescente-se a isso milhares de fotos que fazia de minha filha recém-nascida, e o resultado foi, em pouco tempo, um telefone que já não era tão rápido e começava a travar. As constantes atualizações envelhecem os aparelhos e indicam a necessidade de ter outro mais adequado a elas. Desde o século 20, a indústria tem intensificado esse processo, com a chamada obsolescência programada, para que os consumidores sejam forçados a adquirir novos produtos. Porém, o envelhecimento dos objetos e a necessidade de adquirir novos recursos sempre existiu. No versículo de hoje, por exemplo, Jesus usa uma comparação que revela a obsolescência de recipientes de vinho em seu tempo. Feitos de couro, os odres iam ficando ressecados e duros com o uso, de forma que o vinho novo os rompia, fazendo-os perder a utilidade. É a isso que o Senhor comparou a religião de sua época. Ressecada e endurecida pelo orgulho e por regras, rituais e jejuns que haviam perdido o propósito, o sistema religioso da época de Jesus não podia ser “atualizado” com a profundidade do evangelho. O “sistema operacional” cristianismo requeria um “aparelho” mais moderno e adaptado à “tecnologia” da salvação. Por isso, o Senhor fundou a igreja, um organismo vivo e sempre aberto às atualizações do Espírito Santo. Em termos práticos para nós, isso significa que devemos estar expostos à Palavra de Deus para continuarmos crescendo na graça. Nunca devemos nos enrijecer contra a luz que Deus nos envia progressivamente. Por isso, abra seu coração para as atualizações do Espírito Santo, e sua fé nunca ficará obsoleta.

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Terça-feira

4 de abril

A outra face Tirem tudo isto daqui! Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado! João 2:16 imagem de Jesus nos evangelhos é a de uma pessoa amorosa, gentil e mansa. A relação de perdão com os pecadores reforça a amabilidade de seu caráter. É muito confortador para qualquer pessoa enxergar a Deus com as características acima. Entretanto, quando se enfatiza exageradamente a mansidão de Jesus, o risco é não perceber a repugnância dele em relação ao pecado e sua atuação contundente contra quem acaricia erros no coração e, ainda, vende a imagem de santo. O que muita gente não quer perceber é que a estreia pública do ministério de Jesus não foi exatamente doce e mansa. Era a festa da Páscoa, no templo de Jerusalém. Ao chegar ali, Jesus se indignou com o comércio que estava sendo praticado no pátio daquele lugar sagrado. Numa ocasião como a Páscoa, milhares de pessoas, vindas de várias partes de Israel e do mundo, estavam ansiosas para oferecer sacrifícios a Deus. A lei de Moisés exigia que os animais usados nesses rituais fossem sem defeito. Por conta disso, os líderes religiosos da época arrumaram um jeito de ganhar dinheiro. Eles vendiam animais pré-aprovados para os ritos por um preço bem acima do justo. Além disso, como a negociação só podia ser feita com a moeda do templo, os cambistas desvalorizavam o dinheiro de outros lugares e vendiam o meio ciclo (a única moeda aceita), lucrando muito com a troca. Essa situação gerava uma algazarra no templo, indignava os adoradores e acabava com o clima de santidade que deveria caracterizar a casa de Deus. O Senhor não pôde aceitar isso. Sem violência, mas com firmeza e autoridade, Jesus expulsou os mercadores e cambistas, colocando ordem no lugar. Foi assim que Ele, até então desconhecido, revelou sua face forte, crítica e revolucionária. Essa atitude de Cristo não é contrária a seu amor e mansidão. Em realidade, vê-lo agindo assim nos ajuda a amá-lo e respeitá-lo. Em geral, as pessoas tendem a fechar os olhos para o aspecto duro da personalidade de Jesus em relação aos pecados humanos e para sua atuação forte e cheia de autoridade quando insistimos na prática da maldade e ainda induzimos pessoas ao erro. O amor de Deus não tolera o pecado. É por isso que o salmista diz a respeito de Jesus: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmo 85:10, ARC). Receba hoje o beijo de perdão e santidade que só podem vir da verdadeira face de Jesus.

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Quarta-feira

5 de abril

De cima Naquela ocasião Jesus subiu um monte para orar e passou a noite orando a Deus. Lucas 6:12 cidade de São Paulo é gigantesca. Nela vivem cerca de 20 milhões de pessoas. É um emaranhado de prédios, carros e gente espalhados por centenas de quilômetros quadrados. Porém, tudo isso cabe na janelinha do avião. Ao sobrevoar a megalópole, em poucos minutos, consigo ver onde ela começa e em que lugar termina. Em certo sentido, é isso que a oração faz. Ellen White disse: “A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele” (Caminho a Cristo, p. 93, itálico acrescentado). A oração é o elevador da fé. Por meio dela, subimos até onde Deus está e enxergamos a vida como Ele enxerga. A oração, portanto, é nossa oportunidade de nos sintonizar com a frequência do Céu. Vivemos num mundo bem afastado do ideal de Deus e, às vezes, somos levados pelas influências à nossa volta. Philip Yancey disse: “Preciso da oração porque durante o dia inteiro perco de vista a perspectiva de Deus. Ligo a televisão, e lá vem uma enxurrada de comerciais garantindo-me que o sucesso e a realização pessoal são calculados pelos bens e pela aparência física” (Oração: Ela Faz Alguma Diferença?, p. 27). A oração nos coloca em nosso lugar e nos ajuda a depender mais de Deus e menos de nós mesmos. No entanto, ela não deve ser usada para satisfazer os desejos egoístas de nosso coração. Isso seria fazer “Deus baixar a nós”. O apóstolo Tiago revela por que muitas orações não são ouvidas: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tiago: 4:3, ARA). Orar não é dizer a Deus o que Ele tem que fazer por nós, mas entender o que Ele quer fazer por nós. Nesse sentido, a oração não muda Deus, mas muda quem ora. O salmista Asafe experimentou isso na pele. Ele estava passando por um momento difícil na vida e começou a achar que ser ímpio era melhor do que ser justo, pois os pecadores pareciam mais felizes e mais prósperos. Segundo ele, sua visão mudou no seguinte momento: “Quando fui ao teu Templo, entendi o que acontecerá no fim com os maus” (Salmo 73:17). Ao se dirigir em oração ao santuário, Asafe pôde ter a perspectiva de Deus e viu o fim desde o princípio. Foi para termos essa visão que Jesus nos ensinou a importância da oração e nos deu o exemplo, ao passar a noite inteira orando para alinhar seu pensamento com o do Pai. Então, aprenda com o Senhor. Entre no “elevador” da fé, e seus olhos vão se abrir para ver as coisas como Deus vê: de cima.

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Quinta-feira

6 de abril

#Intimidade Na manhã seguinte, reuniu seus seguidores e escolheu doze deles para serem o círculo mais íntimo dos seus discípulos. Lucas 6:12, Nova Bíblia Viva elfies constrangedoras, fotos reveladoras e vídeos impublicáveis são alguns dos exemplos da hiperexposição desnecessária e perigosa que reina nas redes sociais. Os limites do público, do privado e do íntimo são rompidos por muitas pessoas que desconsideram a tolice e os riscos de agir assim. A privacidade e a intimidade só podem ser reveladas para quem é digno de confiança e não devem ser publicadas para o mundo. Jesus é um exemplo de exposição na medida certa. Figura pública e dono da personalidade mais magnética do universo, enquanto esteve por aqui, o Senhor sabia quem eram as pessoas para as quais podia se revelar de maneira mais aberta. O versículo de hoje o apresenta escolhendo um grupo de 12 pessoas que seriam seus amigos íntimos. Mesmo dentro desse grupo havia três discípulos ainda mais chegados. Pedro, Tiago e João são vistos muitas vezes ao lado do Senhor em momentos que exigiam maior nível de discrição e confiança. Essa postura de Cristo nos ajuda a compreender a importância de preservar certas informações. Publicar sentimentos íntimos, desabafar em redes sociais, atualizar o itinerário na web e publicar fotos de situações reveladoras pode ser constrangedor, prejudicial e perigoso. Foi um grande privilégio para os 12 apóstolos terem sido escolhidos como os amigos íntimos de Jesus. Mais perto do Senhor, eles puderam saber, em primeira mão, de muitos dos principais conceitos que, enquanto esteve por aqui, Cristo só podia revelar para seus amigos mais chegados. A intimidade é um dos alicerces da amizade. Ao reservar assuntos importantes a respeito de nós mesmos apenas para pessoas confiáveis, estamos demonstrando que valorizamos nossos amigos e que contamos com o respeito que eles terão com nossos segredos. Ainda hoje, Jesus deseja fazer novos amigos íntimos. Porém, Ele estabelece critérios importantes para isso: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança” (Salmo 25:14, ARA). Preserve sua intimidade para a família, amigos de verdade e, acima de tudo, para Deus.

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Sexta-feira

7 de abril

Simão Pedro Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro. Lucas 6:14, ARA m todas as listas de apóstolos nos evangelhos, Pedro é o primeiro a ser mencionado, o que sugere sua liderança entre os demais. O versículo de hoje, porém, revela um detalhe importante: “Pedro” foi uma espécie de apelido que Jesus colocou em Simão. Em grego, “Pedro” significa pedra. A escolha de Jesus desse novo nome para Simão talvez sugira a necessidade de afirmar na personalidade do apóstolo uma característica a ser desenvolvida: a firmeza de uma rocha. Sem esse elemento em seu caráter, Pedro jamais teria sido o líder influente que foi. Jesus havia identificado em Simão um grande potencial para a liderança, mas estava bem atento ao fato de que aquela personalidade explosiva, cheia de altos e baixos, precisava encontrar o ponto de equilíbrio para ser um grande protagonista da pregação do evangelho, como sabemos que ele se tornou. Por ser inconstante e impetuoso, Pedro passou por muitas dificuldades e situações constrangedoras. Foi severamente repreendido por Jesus, certa vez, ao falar sem pensar; negou o Senhor; e foi corrigido pelo apóstolo Paulo por tentar “jogar em dois times” sobre o importante tema da salvação para os gentios. Esse era o Simão que teimava em morar na personalidade de Pedro. É interessante ver como o próprio Pedro se identifica anos depois da ascensão de Jesus: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo” (2 Pedro 1:1, ARA, itálico acrescentado). A forma como o apóstolo se define pode estar sugerindo que ele tenha entendido a ambiguidade de sua personalidade e percebido que a luta de sua vida fosse vencer a inconstância e a impulsividade de “Simão” e consolidar a firmeza de “Pedro”. Todos nós somos um pouco de “Simão” e “Pedro”. Temos uma personalidade complexa, que mescla características positivas e negativas. Nascemos com inclinações para o pecado e o erro. Com o novo nascimento, passa a ocorrer em nós a luta entre as características negativas que carregamos e as positivas que Jesus faz surgir no coração. Sem Cristo, porém, o balanço da vida é sempre negativo e, infelizmente, o “Simão” ganha do “Pedro”. No caso do apóstolo retratado hoje, entretanto, mesmo com todas as lutas que enfrentou, “Pedro” prevaleceu. É com esse nome que ele se tornou conhecido como um grande apóstolo. Ele mesmo explica que isso foi possível porque Jesus foi a Pedra sobre a qual sua existência foi edificada (1 Pedro 2:6). Coloque o fundamento de sua vida em Cristo e você será firme como uma rocha.

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Sábado

8 de abril

André, o coadjuvante André, irmão de Simão. Lucas 6:14, Nova Bíblia Viva tores coadjuvantes são aqueles que têm papéis secundários nos filmes. Participam das cenas e dos diálogos com os protagonistas e funcionam como suporte para que os outros brilhem. Quase sempre desempenham tarefas sem muito glamour, mas são fundamentais para que a trama faça sentindo. Se a história dos apóstolos fosse retratada em um filme, o papel de André certamente seria o de coadjuvante. O versículo de hoje evidencia isso ao apresentá-lo como o “irmão de Simão”. As pessoas não o conheceriam se não fosse pelo irmão famoso. Nas poucas vezes em que é mencionado na Bíblia, André aparece de relance. Entretanto, sua atuação foi fundamental para que pessoas fossem levadas a Jesus. A Bíblia não registra nenhum sermão seu nem sugere que tenha sido um grande líder e pregador de multidões. Porém, se não fosse por André, Pedro não teria se tornado discípulo de Jesus. O poderoso pregador que converteu 3 mil pessoas de uma vez conheceu o Senhor por meio de seu discreto irmão. É interessante perceber que André não se incomodava em ocupar um lugar secundário. Ele sabia que seu irmão tinha uma personalidade dominante e que, por isso, desempenharia uma posição de destaque entre os discípulos, mas, ainda assim, o levou ao encontro do Senhor. Isso mostra que André era uma pessoa madura e consciente do papel que desempenhava na vida. Ele interpretava corretamente sua personalidade e ocupava o espaço que lhe cabia. Percebeu que tinha habilidade de relacionamento interpessoal e resolveu usar isso em favor da pregação do evangelho. Atuou nos bastidores para que Jesus fosse o protagonista. Foi nosso evangelista coadjuvante que levou certos homens gregos ao encontro de Jesus, tornando-se o primeiro missionário cristão internacional. No milagre da multiplicação, ele foi a ponte entre Jesus e o menino dos cinco pães e dois peixes. Por conta de seu talento em se misturar com as pessoas, ele pôde descobrir a matéria-prima de um dos milagres mais incríveis da Bíblia. E você? Já identificou seu papel na trama da vida? Deus, o grande diretor, espera sua participação no filme da salvação. Seus dons e personalidade lhe indicarão como atuar de modo que o drama do evangelho seja assistido por muitas pessoas. Trabalhe para que Jesus, o protagonista, brilhe. Assim, você vai receber o Oscar da vida eterna.

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Domingo

9 de abril

Filhos do trovão Tiago e João, filhos de Zebedeu (a estes Ele deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do Trovão”). Marcos 3:17 rimeiro forma-se a poderosa corrente elétrica, conhecida como raio. Em seguida, brilha a forte luz, chamada de relâmpago. Somente segundos depois, ouve-se o trovão. Esse pequeno atraso se deve ao fato de que as ondas supersônicas de ar violentamente eletrizado não conseguem ser mais rápidas do que a velocidade da luz. Os trovões recebem a menor parte da energia de uma trovoada. Mesmo assim, dependendo das circunstâncias envolvidas, seu estrondo pode ser alto o suficiente para causar surdez em pessoas que estejam muito próximas ao local da queda do raio. Explosivos, barulhentos, fortes e impactantes. Essas eram as características de Tiago e João, os filhos do trovão. Mesmo ao lado do Senhor, a força da personalidade desses rapazes às vezes explodia com impacto negativo. Por exemplo, um dia Jesus e os discípulos estavam em viagem e precisavam pernoitar em Samaria, mas o povo dali não quis recebê-los. A reação dos dois foi: “O Senhor quer que a gente mande descer fogo do céu […]?” (Lucas 9:54). Jesus os repreendeu e disse que essa não era a natureza de seu reino. O gênio desses dois irmãos parece com o de muita gente hoje em dia. “Eu não levo desaforo para casa!” “Está olhando o quê?” “Você está rindo de mim?” Frases assim explodem e revelam a perigosa energia que corre nos nervos à flor da pele de gente que ainda não aprendeu a controlar as emoções. Algumas pessoas querem justificar seu destempero dizendo que nasceram com personalidade forte. Muitos acabam também confundindo nervosismo com sinceridade. “Eu falo o que penso, doa a quem doer”, gabam-se os furiosos, sem medir os efeitos terríveis da tempestade de suas palavras no ouvido de alguém. Entretanto, ao olharmos para a vida de Tiago e João, podemos ver com clareza que a convivência com Jesus pode abrandar qualquer pessoa, mesmo dois trovõezinhos como eles. A prova disso é que o estrondoso João passou a ser conhecido como o discípulo do amor, e Tiago foi o primeiro dos apóstolos a dar a vida por Cristo. O ombro de Jesus foi o para-raios em que a energia violenta da natureza de João foi abrandada; a proximidade ao Senhor transformou a explosiva personalidade de Tiago em fidelidade e devoção. É isso que acontece quando o raio da luz divina brilha no céu da vida. Na sequência, sempre surge o trovão de uma existência a serviço de Deus.

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Segunda-feira

10 de abril

Unidade na diversidade Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, o nacionalista; Judas, filho de Tiago. Lucas 6:14-16 mundo seria muito chato se as coisas e as pessoas fossem exatamente iguais. A diversidade de cores, etnias, tamanhos e formas confere ao planeta e à humanidade um colorido especial, revelando a criatividade e até o bom humor de Deus. No entanto, a convivência com a diversidade é um desafio para a maioria das pessoas. Temos a tendência de imaginar que os conceitos de certo, belo e adequado estão sempre do nosso lado. Respeitar os outros e aceitá-los independentemente da cor e etnia é um dever de cada um de nós. Jesus valorizava a diversidade e levou esse princípio a sério quando montou a equipe de colaboradores mais próximos a Ele. No grupo dos apóstolos, havia pessoas de diferentes lugares do país e com ideias bem diversas. Contudo, a diversidade tem um custo. Pense no desafio da convivência entre Levi Mateus, que antes de conhecer Jesus era um publicano, e Simão, o nacionalista. Publicanos se aliavam aos romanos para obter vantagens ao explorar as pessoas; nacionalistas ou zelotes, por sua vez, compunham um grupo que defendia a pátria, em relação aos estrangeiros, com armas e violência. Além desses dois opostos, Jesus chamou também para compor o grupo dos apóstolos homens como Filipe, Tomé e Natanael. Em várias ocorrências nos evangelhos, Filipe e Tomé são vistos duvidando e com dificuldade de crer em Jesus; por outro lado, Natanael é retratado como alguém que acreditava no Senhor com facilidade. As diferenças não param por aí. Enquanto Pedro, Tiago e João tinham temperamentos fortes, André, o outro Tiago e Judas, filho de Tiago, aparentemente eram mais retraídos e de poucas palavras; as mínimas referências a eles nos evangelhos parecem ser uma evidência disso. Respeito à diversidade, porém, não significa aceitar o erro. Por exemplo, pecados como a falta de fé revelada por Filipe e Tomé, a rispidez de Pedro, Tiago e João, a corrupção de Mateus e a violência de Simão foram retirados da personalidade desses homens pela influência do Espírito Santo. A convivência com os diferentes contribuiu para isso. Ao optar pela diversidade, Jesus nos dá uma importante lição sobre o respeito às diferenças e revela a beleza de um quadro humano pintado com as múltiplas cores da sociedade. A graça de Cristo foi o fator unificador dos apóstolos. Com ela, aprendemos a respeitar os diferentes e podemos também compor o lindo mosaico que revela a face de Jesus.

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Terça-feira

11 de abril

Traição Judas Iscariotes, que foi o traidor. Lucas 6:16 esmo depois de lutar contra o tio, Brutus havia sido perdoado e nomeado para ser pretor do império. Tempos depois, conspirando com Cássio, Brutus traiu Júlio César e o atacou, tirando-lhe a vida. “Até tu, Brutus?” Essa foi a frase do final infeliz de César, após ser apunhalado pelas costas pelo sobrinho. Em um top five dos traidores mais conhecidos da história, Brutus ocuparia o segundo lugar. Sem dúvida, o campeão seria Judas Iscariotes. Depois de pedir para ser um dos discípulos do Senhor, ele foi aceito de bom grado. Sujeito inteligente e com capacidade administrativa, logo Judas se destacou entre os seguidores de Jesus. Pouco tempo depois, foi escolhido para compor o seleto grupo dos apóstolos. Ocorre que Judas não compreendia a missão de Cristo. Para ele, Jesus viera para estabelecer um reino material. E ele esperava ser alguém importante nesse novo governo. Judas também tinha uma tendência para a corrupção. Ele era o tesoureiro dos apóstolos, e a Bíblia o revela traindo a confiança das pessoas ao desviar para si o dinheiro que deveria ser utilizado para ajudar os pobres. O Senhor o alertou muitas vezes a respeito desses pecados e procurou mostrar a natureza espiritual de seu reino. Porém, dia a dia, o coração de Judas ia sendo endurecido por sua cobiça, que o preparava para ser o mais famoso traidor da história. É muito doloroso ter a confiança traída. A sensação de ter entregado a intimidade a alguém que não era digno disso machuca e deixa marcas no coração. Por isso, devemos ter muito cuidado para que, em nossos relacionamentos, haja respeito e manutenção da confiança. Filhos que mentem para os pais, amigos falsos, que revelam segredos e prejudicam pessoas, namorados e cônjuges que são infiéis e dilaceram o coração de suas vítimas são algumas das formas em que a traição se manifesta. A decepção está na base dos sentimentos de uma pessoa traída. “Até tu, Brutus?” é o clamor de alguém que não esperava ser apunhalado pelas costas. Não devemos decepcionar as pessoas. Precisamos ser leais e valorizar a confiança depositada em nós. No fim das contas, quem trai está traindo a si mesmo. Judas é um exemplo disso, com seu fim trágico. Seja sempre leal e assim o desfecho de sua história será marcado pela felicidade.

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Quarta-feira

12 de abril

Loucura Os parentes de Jesus souberam disso e foram buscá-lo porque algumas pessoas estavam dizendo que Ele estava louco. Marcos 3:21 caracterizada como louca a pessoa que passa a assumir comportamentos considerados anormais pela sociedade. Em geral, uma pessoa em surto psicótico pode ter intuição de perseguição, preocupações religiosas exageradas e mania de grandeza. Por não conhecerem a origem divina de Jesus, seus irmãos analisaram o comportamento do Senhor e chegaram à conclusão de que o caso dele era uma espécie de esquizofrenia. “A situação parece grave mesmo. Ele anda se estranhando com os principais líderes da nação, tem se autointitulado o Filho de Deus e tem dito que veio estabelecer um novo reino. Definitivamente, Ele não está normal!” Esse pode ter sido um trecho do diálogo dos parentes de Jesus ao perceber o comportamento “anormal” de um pobre carpinteiro que dizia ser rei. Em outra linha, muita gente hoje em dia reconhece Jesus como um grande homem, mas nega sua origem divina. C. S. Lewis diagnostica a “esquizofrenia” desse posicionamento: “Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. […] Que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que Ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la.” Jesus é Deus que tomou a forma de homem. Em sua passagem por aqui, Ele escandalizou o mundo com uma postura completamente anormal para os padrões humanos. Enquanto o “normal” é amar os amigos, Ele ensinou e praticou o amor aos inimigos; enquanto o “certo” é a vingança, Ele disse que devemos “dar a outra face”; enquanto o “lógico” é lutar pela própria vida, Ele entregou a sua para salvar a dos outros. É por isso que Paulo diz: “A mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (1 Coríntios 1:18). Desconfie de seu cristianismo, se as pessoas acharem você muito “normal”. Cristãos verdadeiros são “anormais”, porque seguem o homem mais “anormal” da história.

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Quinta-feira

13 de abril

Área de cobertura Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão. Marcos 3:29, NVI operadora informa: o telefone chamado encontra-se desligado ou fora da área de cobertura.” Ouvir esse recado não é nada bom, especialmente quando temos que falar com urgência com alguém. Se a relação de Deus com a humanidade fosse por meio de celulares, é possível que as muitas ligações do Espírito Santo para algumas pessoas resultassem em uma mensagem semelhante. Muita gente resolve desligar o celular espiritual para não ouvir o que Deus tem a dizer. Contrariados com as advertências divinas, alguns preferem acreditar que não é Deus quem está falando ou se rebelam contra as mensagens do Céu. Em muitas ocasiões, o Espírito Santo atua para levar alguém ao arrependimento, e a pessoa acha que o melhor para a própria vida é continuar na prática do que acredita não ser pecado. “Não tem nada a ver!” Essa é a frase que muitos usam para se opor aos recados de Deus, que usa os pais, professores, pastores, amigos e até desconhecidos para nos falar ao coração. Porém, às vezes, é mais ou menos assim que alguns reagem: “Esse povo careta, com o pensamento de mil novecentos e bolinha, fica enchendo a paciên​cia com essas regras ultrapassadas. Deus não quer isso. Ele quer nossa liberdade!” E assim, fechando os ouvidos para a voz do Espírito Santo e atribuindo ao inimigo as orientações divinas, algumas pessoas cometem o pecado sem perdão. Não é que Deus não queira perdoar. O caso é que quem não quer ouvir o que Ele tem a dizer não pode se arrepender dos pecados cometidos. Se não há arrependimento, não há perdão. Isso é cometer o pecado imperdoável. Essa era a condição dos líderes religiosos, no tempo de Jesus. Estava muito clara a origem divina de Cristo, mas, em vez de se submeterem a Ele, esses homens se rebelavam. Atribuíam os milagres de Jesus a Satanás, negavam as evidências da divindade dele e, dia a dia, silenciavam a voz do Espírito Santo em seus ouvidos. Jesus está “telefonando” para você. Seu celular espiritual está ligado? Você está dentro da área de cobertura do Céu ou resolveu “viajar” na rebeldia que o coloca fora do alcance da graça divina? Se está sentindo o toque do Espírito, motivando-o ao arrependimento, significa que você não cometeu o pecado imperdoável. Atenda à chamada do Espírito, e o perdão divino sempre estará disponível.

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Sexta-feira

14 de abril

Cordeiro ou coelho? Durante a Festa da Páscoa, muitos creram nele. João 2:23 Páscoa chega trazendo sentimentos opostos: a euforia do comércio, abastecido com todo o tipo de ovos e coelhos de chocolate de um lado; de outro, a sombria tristeza que a lembrança do sofrimento de Cristo impõe sobre alguns. As diferenças ficam ainda maiores quando pensamos nos símbolos que compõem o universo pascal na cristandade de hoje: o ovo e o coelho, festejados, relacionam-se contraditoriamente com os cada vez mais esquecidos cruz e cordeiro. Afinal, qual é o verdadeiro sentido da Páscoa e quais são seus símbolos verdadeiros? A verdade é que a Páscoa comemorada em nossos dias é muito diferente daquela que a Bíblia apresenta. A Páscoa bíblica foi instituída para celebrar a libertação do povo israelita do cativeiro egípcio. Seu ponto de partida foi a décima praga que caiu sobre o Egito, na qual morreram os primogênitos do Egito cujos pais não marcaram a porta da casa com o sangue do cordeiro. O foco central dessa festa está na morte desse indefeso animal, de quem vem o sangue que indica salvação. Na Páscoa da Bíblia, o cordeiro é o animal mais importante. No entanto, na Páscoa do mundo, outro bichinho roubou a cena: o coelho. Por quê? Todas as culturas antigas tinham a sua Páscoa, que sempre estava relacionada à adoração a deuses, com o objetivo de pedir chuva para regar a terra, preparando-​​a para a agricultura. Os antigos pagãos do norte da Europa adoravam a deusa da primavera chamada de Eostre. O ponto alto das festividades em louvor a essa divindade ocorria em março, no início da primavera do hemisfério norte, período em que muitas culturas antigas celebram sua Páscoa, que é um festival aos deuses da fertilidade da primavera. De acordo com a lenda, o animal preferido de Eostre é o coelho, por ser considerado muito fértil. E os ovos de Páscoa, onde entram na história, pois coelho não bota ovo, não é mesmo? Segundo a crença pagã, por serem vistos como símbolo de vida, nascimento e ressurreição, os ovos são os alimentos preferidos dessa deusa. Tudo isso não tem nada que ver com o verdadeiro sentido da Páscoa. Enquanto os pagãos apresentavam coelhos e ovos para agradar sua deusa, o Deus verdadeiro, como um cordeiro, na pessoa de Jesus Cristo, entregou sua vida para salvar a humanidade. Nessa Páscoa, então, esqueça ovos e coelhos e lembre-se de Jesus, o verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).

A


Sábado

15 de abril

Um Cordeiro para cada família Muitos creram nele porque viram os milagres que Ele fazia. João 2:23 verdadeira Páscoa é uma cerimônia para as famílias. No 14º dia do primeiro mês do calendário hebraico, em cada casa, um cordeiro deveria ser sacrificado; e seu sangue, passado nos umbrais da porta. Essa festa judaica celebra o dia em que Deus salvou da morte os primogênitos das famílias de seu povo, livrando Israel do cativeiro egípcio, que durara 430 anos. Naquela noite, toda casa que não tinha o sangue na porta recebeu a visita do anjo destruidor. Porém, as residências dos hebreus foram poupadas, pois nelas havia o sinal de que o anjo deveria pulá-las. Um dos sentidos possíveis da palavra Páscoa em hebraico (Pessach) é pular sobre, que pode ser uma alusão ao ato de a morte saltar as casas daqueles que creram em Deus e marcaram suas portas com o sangue do cordeiro. A Páscoa é uma linda representação da salvação. Enquanto, no Egito, todos os primogênitos morreram, entre os hebreus uma vítima sacrificial morreu no lugar dos filhos. Isso nos ensina que a salvação ocorre por conta do sangue de Jesus, o verdadeiro Cordeiro. A Páscoa simboliza a nossa libertação do cativeiro do pecado. Na Páscoa bíblica, para que os primogênitos fossem poupados, cada família do povo de Israel deveria sacrificar um cordeiro. Perceba a ênfase familiar da orientação divina: “Diga a todo o povo israelita o seguinte: no dia dez deste mês cada pai de família escolherá um carneirinho ou um cabrito para a sua família, isto é, um animal para cada casa” (Êxodo 12:3, itálico acrescentado). O texto acima permite perceber que, no plano de Deus, a melhor base para se experimentar a salvação é a família. Este é o núcleo central a partir de onde o Senhor deseja projetar sua bênção para toda a humanidade. Como anda sua família? Em sua casa, Jesus, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29) tem sido invocado? Ou as brigas, os desencontros e as coisas do mundo têm ocupado o espaço do Salvador? Cada um de nós pode fazer alguma coisa para que a destruição não chegue ao nosso lar. Deus deseja proteger seu lar nesta Páscoa. Ore hoje com fé para que o sangue de Jesus marque o coração de cada componente de sua família. Esse é o verdadeiro sentido da Páscoa.

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Domingo

16 de abril

Precipitação Mestre, estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for! Mateus 8:18 recipitada é a pessoa que toma decisões rapidamente sem pensar em todas as implicações envolvidas. Na empolgação, muita gente compra coisas, assume compromissos e fala o que não deve. Depois que passa o calor do momento, e as emoções esfriam, o precipitado fica com o problema na mão. Só depois de “assinado o contrato”, é que algumas pessoas se dão conta de que não estão preparadas para assumir todos os custos envolvidos na decisão tomada. Por mais que Jesus deseje que todos o sigam, Ele não quer que ninguém faça isso sem pensar. O Senhor não usa estratégias de marketing para empolgar as pessoas de modo que elas não percebam os custos reais de segui-lo. É verdade que a felicidade de ser cristão não pode ser comparada a nada neste mundo. Seguir a Cristo não tem preço. Essa é, de fato, a melhor decisão que alguém pode tomar. No entanto, envolvidos pela emoção ou pela empolgação de outros, alguns prometem coisas para Deus que não conseguem cumprir ou das quais logo se arrependem. A motivação errada sempre gera frustração e decepção. O versículo de hoje retrata a frase de um mestre da lei diante de Jesus. O Senhor respondeu, de maneira direta, à precipitada declaração desse homem: “As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar” (Mateus 8:20). Na frase do mestre da lei, há alguns indícios de seu despreparo e da empolgação precipitada que o motivava. Ao chamar o Senhor de “mestre”, o homem acreditava que Jesus não passava de um ser humano. Como seguir Jesus sem saber que Ele é o Filho de Deus? O mestre da lei também estava muito autoconfiante e indicou isso ao dizer: “Estou pronto para seguir o senhor.” Ele acreditava estar preparado para fazer, por si mesmo, tudo o que o discipulado previa. Porém, seguir a Cristo é muito difícil, e só conseguimos pela força de Deus. Além disso, é possível que Jesus tenha percebido segundas intenções no rapaz. Como havia visto milagres e multidões, o aspirante a discípulo pode ter sido seduzido pelos supostos benefícios materiais. Jesus deseja muito que você se coloque ao lado dele. Leia o “contrato”, estude a Palavra de Deus e posicione-se junto ao Senhor pelos motivos certos.

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Segunda-feira

17 de abril

Procrastinação Siga-me agora! Deixe que os mortos enterrem os seus próprios mortos. Mateus 8:22, Nova Bíblia Viva mpurrar com a barriga”, “deixar para amanhã” e “depois eu faço” são algumas das expressões que ajudam a entender o significado da palavra procrastinação. Todo o ser humano normalmente tem muitas atividades para cumprir. É parte da vida fazer coisas necessárias, mas que não são exatamente prazerosas. Algumas pessoas, porém, tendem a fugir das responsabilidades e se concentram naquilo de que gostam. Deixam sempre para depois o que precisa ser feito já. Trabalhos da escola, projetos da empresa, arrumação do guarda-roupa ou coisas parecidas compõem o universo de atividades que, em geral, ficam para depois. A procrastinação gera desconforto e estresse desnecessários. Com planejamento do uso do tempo e diligência, pode-se evitar a afobação de ter que fazer às pressas o que deveria ter sido executado com calma. “Quem começa o ano correndo vai terminá-lo andando. Se começar andando, vai terminá-lo esbaforido”, era o ditado de um líder motivador, orientando contra o ato de postergar as responsabilidades. Ao que tudo indica, a frase do versículo de hoje foi dita por Jesus para um típico procrastinador. Sabedor da importância e dos custos de seguir o Senhor, o rapaz resolveu adiar a decisão que deveria ser tomada naquele momento. Como muitos procrastinadores, ele ainda usou uma desculpa esfarrapada: “Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.” É bem provável que ele acreditasse que o pai viveria muito tempo. Para rebater a procrastinação do rapaz, o Senhor disse, de forma enfática: “Deixe que os mortos enterrem os seus próprios mortos.” Na vida, existem coisas mais urgentes que outras. As prioridades devem ser postas em primeiro lugar e executadas com diligência. Não há nada mais essencial do que seguir Jesus. Para adiar essa importante decisão, o jovem do texto de hoje quis colocar a família no lugar do Senhor. Além de procrastinar, ele estava invertendo as prioridades. Tire a procrastinação de sua vida. Planeje suas atividades e as execute com pontualidade. Acima de tudo, não adie as decisões espirituais. Agindo assim, no tempo certo, você receberá as bênçãos de Deus, que nunca deixa para amanhã o que precisa ser feito agora.

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Terça-feira

18 de abril

Chamado Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: — Venha comigo. Mateus 9:9 ra o ano de 2007. Eu estava com 27 anos e muita indecisão. Desde a infância, sentia desejo de ser pastor, mas não tinha certeza de que havia recebido um chamado de Deus para essa função. Muito envolvido com a igreja, casado e com um bom emprego, uma coisa me incomodava e não saía de minha cabeça: ir ou não estudar teologia. Essa decisão envolvia renúncias sérias e muita coragem. Minha esposa, Ariane, estava bem colocada profissionalmente, morávamos próximo à família e tínhamos comodidade, para o nosso padrão de vida. Abandonar tudo e ir para um lugar distante e desconhecido para estudar durante quatro anos e, depois, nunca mais voltar a morar perto de nossos pais nos deixava receosos. Para tomar essa decisão, passamos a orar com insistência para que ficasse claro para nós que devíamos partir. O Senhor, em sua bondade, deu-nos uma série de provas, mas hoje quero destacar uma que foi muito especial. Eu não havia falado para ninguém em minha igreja sobre a vontade de estudar teologia. Certo dia, estávamos em uma reunião da comissão de nossa congregação, na qual os irmãos estavam me reelegendo para o cargo de líder local para o ano seguinte. Enquanto eles faziam planos, meu coração estava completamente dividido. Então, um dos membros da comissão me disse: – Vinícius, minha filha, Luísa, sonhou com você a batizando. Quando ele falou isso, entendi com clareza a mensagem do Céu. Em 2007, Luísa tinha cinco anos. Isso significava que ela deveria ser batizada mais ou menos quatro anos depois daquela conversa com o pai dela. Em tese, eu só poderia realizar a cerimônia se fosse um pastor. Não disse nada a ele naquele momento; mas, somadas a tantas outras evidências, essa história da Luísa foi determinante para que eu aceitasse o chamado divino para dedicar minha vida à pregação do evangelho. Foi muito lindo e marcante, cerca de cinco anos depois daquela conversa, fazer, com a autorização da igreja, o batismo da Luísa, a menina que Deus usou para escancarar a porta do ministério para mim. Deus também conta com você para anunciar ao mundo a mensagem da salvação. Nem todos precisam ser pastores, mas cada um precisa atender ao chamado do Senhor e servir de acordo com o dom que recebeu.

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Quarta-feira

19 de abril

O sonho de Deus é maior Mateus se levantou e foi com Ele. Mateus 9:9 esmo sentindo um forte desejo de deixar tudo e me mudar para Cachoeira, na Bahia, 1.200 km de distância de minha casa, eu resolvi ter um plano B, caso toda aquela minha vontade de me preparar para ser um pastor não passasse de ilusão. Fiz, então, a minha inscrição no programa de mestrado em literatura na Universidade Federal do Espírito Santo. O curso oferecia 30 vagas, e 60 pessoas se inscreveram para a disputa. O concurso tinha três etapas igualmente eliminatórias. Em tese, a primeira etapa era a mais difícil. Dos 60 inscritos, classificaram-se somente 31 para a fase seguinte. Eu estava entre eles. Fiz então a prova de língua estrangeira e passei, assim como outras 13 pessoas, para a etapa final. Para o último teste, havia mais vagas disponíveis (30) do que concorrentes (14). Todos contavam com minha aprovação, incluindo professores do mestrado. Porém, se eu fosse aprovado para aquele curso, para mim, ficaria claro que o melhor seria não ser pastor e seguir na carreira acadêmica. Em um dia em que estava indo à universidade, liguei o som do carro na rádio Novo Tempo e, naquele exato momento, estava tocando a música “O sonho de Deus é maior”, de Robson Fonseca. Aquelas notas invadiram meus ouvidos e coração, dizendo exatamente para mim: “Por maiores que sejam seus sonhos, o sonho de Deus é maior. Você está pensando no mestrado, mas o Senhor quer lhe dar mais.” Não fui aprovado na última prova; contudo, a dúvida ainda persistia em minha mente. Uma noite, resolvi fazer um pedido ousado a Deus. Eu estava deitado em minha cama, e o rádio estava ligado na Novo Tempo. O programa era uma conversa com um casal de missionários que contava a experiência de seu chamado. Terminada a entrevista, orei com fé: “Pai, se queres mesmo que eu seja um pastor, faz com que, agora, a rádio toque a música que ouvi naquele dia; a música do sonho.” Foi incrível! O locutor interrompeu a programação normal e disse que ia tocar uma música. Quase não acreditei quando ouvi Deus usar aquela melodia mais uma vez para me dizer que seu plano era maior para mim. Depois de dois anos que estava estudando teologia, o Senhor me colocou dentro de uma universidade federal para fazer um mestrado semelhante ao que eu havia sonhado. Ele me fez um pastor e me deu ainda o título de mestre, que tem sido útil em meu ministério. Entre outras coisas, isso é para mim uma prova de que o sonho de Deus é sempre maior que os nossos.

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Quinta-feira

20 de abril

Troca na maternidade Quem é a minha mãe? E quem são os meus irmãos? Marcos 3:33 or acaso já passou pela sua cabeça a dúvida: “Será que eu fui trocado na maternidade?” Não deve ser nada fácil descobrir ser filho biológico de uma família e ter sido criado por outra, por conta de um erro no hospital na hora do parto. Foi muito emocionante ver minha filha nascer. Porém, quando o médico a pegou no colo e a levou para outra sala, confesso que um desespero de pai de primeira viagem encheu meu peito e, sem pensar, disse: “Ei, volta aqui. Para onde você está levando minha filha?” Eu não queria correr o risco de que ela fosse trocada. Para evitar enganos, as maternidades têm seus métodos. Quando a mãe chega para dar à luz, ela recebe uma pulseira com um número igual ao da outra pulseira, pequena, que será colocada no bracinho do bebê. Mesmo assim, é bom, na hora do parto, os pais prestarem atenção a determinadas características físicas do recém-​nascido e, de preferência, fotografar a criança. Tudo isso para evitar o trauma da troca. Mesmo sendo filho biológico de Maria, o versículo de hoje revela que houve um dia em que Jesus se sentiu como se tivesse sido trocado na maternidade/estrebaria. Era o início de seu ministério, e as pessoas começavam a segui-lo em virtude de seu poder e sabedoria, mas seus irmãos de sangue e sua mãe não estavam compreendendo a natureza divina de sua missão. Motivados pelo ciúme dos líderes religiosos, os irmãos de Jesus convenceram Maria de que algo estava errado com o filho dela. Foram então até à casa em que Jesus estava pregando e tentaram falar com Ele. Havia uma multidão dentro e fora do lugar, de modo que alguém precisou avisar o Senhor a respeito da presença de sua família. Jesus, porém, sabia o motivo da presença deles. Por isso, disse, apontando para as pessoas que estavam na casa: “Vejam! Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos. Pois quem faz a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos 3:34, 35). Ele estava dizendo que existe uma coisa que une mais as pessoas do que os laços de sangue: o amor ao evangelho e à verdade. Pelo fato de seguirem a Cristo, algumas pessoas são perseguidas até pela família de sangue. Porém, Cristo garante que cada um de nós pode ter um novo lar com seu povo. Quando o Médico Jesus nos leva para o tanque do batismo, onde nascemos de novo, Ele faz a “troca na maternidade”, e passamos a fazer parte do povo de Deus. Se quiserem, nossos familiares também podem ser trocados.

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Sexta-feira

21 de abril

O primeiro milagre é confiar Mas Jesus não confiava neles, pois os conhecia muito bem. João 2:24 primeiro milagre é confiar.” Esse é um dos hits mais tocados na trilha sonora da minha vida espiritual. Gravada pelo quarteto Arautos do Rei, essa melodia me ajudou a entender que a fé é o primeiro e mais fundamental dos milagres de Deus na vida de uma pessoa. Vivemos em um mundo no qual impera a filosofia do “ver para crer”. Por conta dessa visão, muita gente espera encontrar evidências e provas científicas para a fé cristã e, assim, satisfazer sua mente cética. Por outro lado, esse é o tempo também em que igrejas têm se tornado palco para encenação de supostos milagres com o objetivo de fazer pessoas simples crerem que Deus é poderoso e que aqueles que se dizem pastores são capazes de manipular esse poder. O patriarca Jacó parece ter sido acometido por essa visão em sua fuga para a casa dos parentes. Ele teve o privilégio de presenciar uma das aparições divinas mais extraordinárias. Tendo uma pedra como travesseiro, ele viu e ouviu o próprio Deus dizer-lhe que o protegeria e o abençoaria. Depois de acabar a visão, porém, Jacó teve a coragem de falar: “Se Deus estiver comigo, proteger-me nesta viagem e me der alimento e roupa, e levar-me de volta para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus” (Gênesis 28:20, 21, Nova Bíblia Viva, itálico acrescentado). Como assim, se Deus for comigo? Deus havia prometido, isso deveria ser suficiente! No versículo de hoje, fica claro que Jesus não se impressiona com supostos crentes que só “creram” porque viram “milagres”. Dizer que só vai acreditar em Deus se Ele fizer algo extraordinário é criar uma impossibilidade, pois antes do milagre sempre vem a fé. O Senhor está à procura de gente que não duvida de suas promessas, resolve romper com a barreira do visível e deseja pautar a vida pela revelação das Escrituras. Parafraseando a canção que empresta o título para este texto, digo: “Mas se você quer ver hoje um milagre em sua vida, para só então começar a acreditar, talvez jamais tal milagre aconteça, pois o primeiro milagre é confiar.”

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Sábado

22 de abril

Espectroscópio divino E ninguém precisava falar com Ele sobre qualquer pessoa, pois Ele sabia o que cada pessoa pensava. João 2:25 magine um tempo em que as pessoas não poderão esconder o que estão pensando, pois a mente, a última barreira da privacidade humana, foi invadida. Ficção científica? Não conte com isso. É o que garantem pesquisadores de importantes universidades americanas. Eles têm mostrado a eficácia do espectroscópio de raios infravermelhos para fazer leituras da mente. Se isso de fato for para frente, os detentores dessa tecnologia lerão a mente das pessoas como livros. Do lado positivo, poderão prever crimes momentos antes de acontecerem, desmascarar a hipocrisia e se precaver de más intenções; do lado negativo, ideias geniais serão roubadas, a liberdade humana será anulada e a capacidade de pensar pode ser freada, pelo medo de ter as reflexões íntimas expostas. O versículo de hoje, porém, revela que essa tecnologia já foi usada no planeta Terra muito tempo antes de os cientistas atuais começarem a engatinhar em suas pesquisas relativas à mente humana. Como Deus encarnado, Jesus, quando esteve por aqui, tinha a seu dispor uma das mais distintivas características da Divindade: a onisciência. Por isso, os pensamentos humanos, especialmente as motivações do coração, não passavam despercebidos por Ele. Não era necessário informá-lo sobre como as pessoas pensavam ou agiam, pois sua mente divina podia se antecipar, sabendo o que os indivíduos fariam e, acima de tudo, por que agiriam daquela forma. Diferentemente dos grandes riscos de o ser humano ter capacidade semelhante, Jesus só usa essa “tecnologia” para o bem. Em minha vida espiritual, essa capacidade divina tem sido uma bênção. Ela me permite chegar desarmado e desmascarado diante do Pai. Lembrar que Jesus lê meus pensamentos me ajuda a me arrepender de “atitudes bondosas” que pratico, mas que, no fundo, estão sendo motivadas por orgulho. Faz-me também orar como o salmista: “Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23, 24). Aproxime-se de Jesus hoje com a consciência de que Ele conhece você de maneira profunda. Não tenha medo disso. Deixe Jesus passar o “espectroscópio” divino em sua mente e permita que Ele modifique seus pensamentos e atitudes.

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Domingo

23 de abril

Ele merece Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa. E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o Senhor. Lucas 7:6, 7 cho que sim!”, disse o atacante Neymar, sem um pingo de modéstia, ao responder à seguinte pergunta: “Você merece ser indicado para estar entre os três melhores jogadores do mundo que disputarão a bola de ouro em 2016?” Os números do jogador eram mesmo impressionantes. Ele havia feito muitos gols, tinha sido responsável pela maior quantidade de passes decisivos de seu time, além de ter sido fundamental nas grandes conquistas de seu clube. De acordo com os critérios da Fifa, Neymar realmente merecia disputar o prêmio. Vejamos outro quadro: homem rico, poderoso, bondoso, religioso e respeitado. Merece ou não merece uma visita de Jesus em sua casa? Vamos perguntar para ele. “Oficial romano, você merece receber Jesus?” “Não, não mereço sequer falar com Ele frente a frente!” Que diferença! Enquanto o jogador está cheio de confiança em si, o oficial romano deposita toda sua fé na misericórdia de Jesus. Assim como Neymar, porém, os “números” do centurião impressionavam, a ponto de alguns líderes judeus dizerem para Jesus: “Esse homem merece, de fato, a sua ajuda, pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós” (Lucas 7:4, 5). Por melhores que sejam as coisas que fazemos, elas não têm nenhuma capacidade de nos conferir algum mérito diante de Deus. Não importa se a pessoa guarda todos os dez mandamentos, devolve fielmente o dízimo ou está disposta a entregar o “próprio corpo para ser queimado”; isso tudo “não adiantaria nada” (1 Coríntios 13:3). As boas obras são a consequência da salvação, não a causa. É impressionante o fato de aquele romano ter percebido que suas doações para a construção de uma sinagoga não compravam o amor e a misericórdia de Deus. A grande tentação de alguns cristãos é imaginar que, por serem dedicados, eles se tornam melhores do que os outros. Em realidade, a maior vitória espiritual que podemos receber é reconhecer que não somos nada e que dependemos de Deus para tudo. A bola de ouro da Fifa é disputada com muito esforço e talento dos vencedores. Porém, só o grande “artilheiro” Jesus mereceu receber a “bola de ouro” do Céu. O mais lindo de tudo é que Ele já recebeu o prêmio e está muito interessado em compartilhá-lo conosco.

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Segunda-feira

24 de abril

Disfarces Cuidado com os falsos profetas que vêm disfarçados em peles de ovelhas, mas são lobos devoradores. Mateus 7:15, Nova Bíblia Viva mãe de Chapeuzinho Vermelho pede que ela vá até a casa da vovó levar maçãs. No caminho, a menina se encontra com o lobo, que a faz pegar uma estrada mais longa. Antes de ela chegar, o malvado invade a casa da idosa, a engole e se disfarça de vovozinha para tentar devorar a menina também. A lição dessa conhecida história é muito parecida com o que Jesus quer ensinar no versículo de hoje. O inimigo nem sempre se apresenta como tal. Muitas vezes, para enganar, ele assume uma face agradável e atraente. No texto de hoje, Jesus desmascara a estratégia mais indecente do mal disfarçado: gente que se diz serva de Deus, mas que, na verdade, está a serviço da impiedade. No contexto do Antigo Testamento, falsos profetas eram indivíduos que, em geral, enganavam o povo com uma mensagem que acalmava os temores e fazia as pessoas pensarem que não precisavam se preocupar em cumprir exatamente o que Deus pedira por meio dos profetas verdadeiros. Diz Jeremias: “É impossível curar a ferida do meu povo dizendo que ela não existe; mas os sacerdotes e profetas enganam o meu povo com falsas promessas, dizendo: ‘Paz, paz’, quando a guerra se aproxima rapidamente” (Jeremias 6:14, Nova Bíblia Viva). Algo semelhante acontecia no tempo de Jesus e, em nossos dias, também ocorre. A religião cristã foi assaltada por lobos devoradores disfarçados de vovozinhas/ovelhas. O povo é enganado com todo o tipo de discurso, enquanto seus recursos financeiros e outras coisas mais são devorados por lobos vorazes. Em realidade, a cobiça e o desejo de ouvir apenas o que agrada atraem multidões para os lobos atuais. Diferentemente de Chapeuzinho Vermelho, os iludidos não perguntam: “Meu líder, para que o senhor precisa de tanto dinheiro? Para que tanta riqueza, mansões, fazendas e carros de luxo?” Se alguém pergunta, pode ouvir as falsas “vovozinhas” responderem: “É para representar melhor o evangelho, meu filho.” Fique atento aos disfarces dos lobos devoradores. Ouça os profetas verdadeiros de Deus, que apresentam mensagens de arrependimento e salvação. No fim da história, o “caçador” Jesus vai acabar com os predadores disfarçados de pregadores e dará a vida eterna a quem teve o cuidado de segui-lo e não deu ouvidos a lobos.

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Terça-feira

25 de abril

Vergonha Havia um fariseu chamado Nicodemos, que era líder dos judeus. Uma noite ele foi visitar Jesus […]. João 3:1, 2 omo era muito carinhoso, meu pai não perdia a oportunidade de me abraçar e beijar meu rosto, mesmo na frente das pessoas. Na adolescência, eu ficava com muita vergonha disso, se a cena fosse vista por meus amigos e, principalmente, pelas meninas. A vergonha é um sentimento que acompanha a humanidade desde que o pecado entrou no mundo. No Éden, após a queda, Adão e Eva se esconderam de Deus porque tiveram vergonha de sua nudez. De lá para cá, levamos a mão ao rosto para esconder nosso desconforto pelos vacilos próprios ou mesmo por vergonha alheia. Nem sempre o constrangimento acontece por conta de erros cometidos. Algumas pessoas, por exemplo, se envergonham de sua origem humilde, de parentes pobres e incultos ou mesmo de costumes religiosos familiares que não são aceitos pela maioria. Que vergonha! Isso parece um pouco com o que Nicodemos estava sentindo em relação a Jesus. O idoso mestre da lei estava impressionado com a autoridade daquele jovem galileu, mas se sentia desconfortável em se encontrar publicamente com alguém que julgava não estar em seu mesmo nível social. “O que as pessoas vão pensar?”, pode ter se perguntado. Por isso, procurou Jesus à noite. Essa atitude é bem parecida com a de muita gente hoje em dia. Com vergonha de Jesus, alguns escondem sua fé e assumem comportamentos contrários aos ensinos da Palavra de Deus. Para serem aceitos por um grupo, ou mesmo para serem populares, muitos negam Jesus de modo direto ou indireto, deixando de testemunhar e quebrando os mandamentos de Deus. No entanto, sentir vergonha de Cristo é negar o único meio pelo qual somos salvos. Por isso, Ele foi tão enfático: “Aquele que disser publicamente que não é meu, o Filho do Homem também dirá diante dos anjos de Deus que essa pessoa não é dele” (Lucas 12:9). Portanto, como Paulo, devemos dizer: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16, NVI). Confesso que sinto falta dos carinhos do meu pai e, hoje, não teria constrangimento nenhum em recebê-los. Jesus quer lhe dar o “afago” da salvação. Não se envergonhe disso, corresponda com amor e obediência e tenha a certeza de que seu nome será confirmado no livro da vida.

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Quarta-feira

26 de abril

O curioso caso de Nicodemos Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez? João 3:4 cena não é nada verossímil: o nascimento de um bebê com aspectos e doenças típicos de uma pessoa idosa. No filme O Curioso Caso de Benjamin Button, o personagem central, ao invés de envelhecer com o passar do tempo, vai ficando com aspecto cada vez mais jovem. Nesse processo inverso, seu corpo idoso comporta a mente de um bebê, e ao chegar ao auge de seu rejuvenescimento, seu corpo de bebê mantém a mente de um idoso. Loucura! Ficção à parte, algo parecido com isso foi a interpretação de um homem muito culto ao ouvir Jesus dizer que ele precisava nascer de novo. “Como assim, eu vou ter que entrar na barriga da minha mãe e nascer de novo?” Ele estava achando muito difícil o conceito que o Senhor ensinava. O novo nascimento é a condição essencial para a salvação. Isso porque nosso nascimento natural nos coloca na vida como pecadores e, por isso, perdidos (Salmo 51:5). Para fugir dessa condição, precisamos nascer de novo. Como isso acontece? Jesus explica: “Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito” (João 3:5). Em outras palavras, o Senhor estava dizendo que, quando cremos na salvação que Deus nos oferece de graça, nascemos de novo, com uma nova mente e um novo coração. “Então, jogarei água pura sobre vocês para limpar todos os seus pecados. […] Darei a vocês um coração novo. Darei a vocês um espírito novo. Em vez de terem corações duros como a pedra, vocês receberão corações de carne” (Ezequiel 36:25, 26, Nova Bíblia Viva). O novo nascimento cria em nós a natureza de Cristo. Isso não significa que as tendências pecaminosas que possuímos saem de imediato da vida. Em realidade, passam a existir duas naturezas contrárias, e é nosso dever alimentar a vida espiritual e matar de fome o leão voraz do pecado que habita em nosso corpo (Romanos 7:20). Esse conceito colocou o idoso mestre Nicodemos para pensar. Ele percebeu que toda sua cultura, poder, dinheiro e religião não eram suficientes para fazer dele um salvo. Era preciso nascer de novo. A “maternidade” do Céu está ativa hoje e, nela, por meio do Espírito Santo, “estranhos casos” de novos nascimentos ocorrem todos os dias. Se você deseja experimentar essa realidade, permita que o parto da salvação aconteça em sua vida.

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Quinta-feira

27 de abril

A graça da graça Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. João 3:5 studante de uma escola pública em São Paulo, o menino não conhecia Jesus. Porém, em sua sala de aula, recebeu a visita de um colportor que oferecia a assinatura da revista Nosso Amiguinho. Empolgado com a oferta, o garoto levou a proposta para os pais. O colportor visitou a casa deles. Fizeram a assinatura e amizade. Depois de um tempo, começaram um estudo bíblico. A família se decidiu ao batismo. Os três no tanque, o pai e a mãe são batizados primeiro. Chegou a vez do menino. “De qual personagem da turminha você mais gosta?”, pergunta o apresentador. “Noguinho”, responde o menino. “Quer conhecê-lo, e também o restante da turma?” “Hã-hã!” Entram os bonecos. Eles cantam, fazem coreografias, o Azeitona faz umas gracinhas, mas o garoto, tímido, não esboça nenhum sorriso. Ele parece desconfortável diante da plateia que não tira os olhos dele. A falta de sorriso no rosto do menino me incomodava. Tudo era lindo, sua família estava sendo batizada, a turminha ali… Onde estava a demonstração de felicidade? Então o pastor faz a declaração de batismo. O menino se ajeita, segura a mão do líder e ouve: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Desce quieto e sério e, poucos segundos depois, sobe. A primeira coisa que vejo surgir em sua face é um lindo e espontâneo sorriso, que teima em ficar na moldura de seu rosto. Não sei exatamente o que motivou o sorriso que toda a alegria da turminha do Nosso Amiguinho não conseguiu provocar. Acredito, porém, que o grande motivo foi a graça. Sim, a graça de Deus, que é lindamente representada na cerimônia do batismo. O sorriso é a maneira mais espontânea de expressar alegria. Penso que o sorriso surgiu porque o menino entendeu que passou a fazer parte do povo de Deus; porque viu que sua família seria outra; lembrou que seu pai não beberia mais e compreendeu que teria um futuro promissor com Cristo. É possível que tudo isso estivesse naquele sorriso espontâneo que brotou no rosto do menino naquela noite. Para mim, estava. Deus tem senso de humor, e nele, podemos encontrar a fonte inesgotável da alegria. Descobri que a graça é engraçada. Então, o que você está esperando? Dê um sorriso para Jesus!

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Sexta-feira

28 de abril

Vento O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito. João 3:8 esultado da troca de posição entre o ar quente e o ar frio, o vento é uma grande força da natureza. Ao longo das eras, o ser humano tem usado essa fonte de energia de diferentes formas. O barco a vela, responsável por grande parte do transporte da humanidade na Idade Antiga e Média, teve no vento seu motor. As grandes navegações e a expansão marítima devem ao vento seu sucesso. Desde a Antiguidade também, o cata-vento tem sido utilizado para moer grãos, bombear água, além de outras coisas muito úteis para a humanidade. Com as tecnologias da modernidade, o homem viu no vento a possibilidade de gerar, inclusive, energia elétrica. Mesmo sem ter um corpo físico definido e sem poder ser visto, a presença do vento sempre é percebida, seus resultados são evidentes e sua ausência sentida. O barco a vela, o moinho e os modernos parques eólicos dependem de que o vento sopre sobre eles para que haja energia. Eles não produzem o vento, mas sofrem a influência dele, e, assim, os resultados aparecem. A mesma coisa acontece com o ser humano em busca de salvação. Tudo o que somos e fazemos só tem valor se o Espírito de Deus soprar. Não adianta a “tecnologia” das boas obras se a vida estiver com as janelas fechadas para a ventilação do Espírito. É a presença divina no coração humano que move as engrenagens e nos faz sentir a energia vivificante da salvação. Era isso que Jesus estava ensinando para Nicodemos. O vento precisa soprar para que o barco da salvação se mova e para que a energia da vida eterna eletrifique o coração. Só seremos salvos se tivermos as características dos cidadãos do Céu, e essa é a obra do Espírito em nós. É esse poderoso “Vento” divino que revoluciona nossa vida e tira de nós o prazer pelo pecado, criando o desejo de sempre estarmos ao lado de Jesus e o imitarmos em tudo. A impureza do coração, as palavras duras e as ações egoístas são varridas pelo Espírito Santo. A brisa suave divina refrigera a vida com santidade, cortesia e amor. Faça de seu coração, hoje, um barco a vela, um moinho cata-vento ou mesmo um moderno parque eólico de fé para que o vento do Espírito Santo sopre com força sobre você e produza a maravilhosa energia da salvação.

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Sábado

29 de abril

Amor Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16, ARA embro-me como se fosse hoje do dia em que minha filha nasceu. Fui dar uma volta no calçadão da praia, e o sentimento que invadia meu coração era de que eu havia me tornado um homem milionário. Deus havia depositado no “banco” de minha vida a maior riqueza que alguém pode receber. Na maternidade, recordo do momento em que deitei aquele serzinho sobre meu peito e a abracei. Senti como se ela correspondesse ao meu gesto de amor. Inesquecível! Naquele dia, entendi o que significa o amor que é capaz de morrer por outra pessoa. Por outro lado, uma pergunta se fortaleceu em mim: Que amor é esse que fez Deus entregar seu bem mais precioso, seu único Filho, para salvar a humanidade? A pessoa que simbolizou melhor essa decisão divina foi Abraão. O patriarca recebeu a estranha ordem de sacrificar o filho, e uma angústia intensa o invadiu. Ele obedeceu ao Senhor, mas o preço era alto demais. Sabemos que o sacrifício não se executou, porque Deus queria apenas evidenciar o amor de Abraão e usá-lo como demonstração do que faria no futuro. Como, nesse caso, Abraão representava Deus, fica claro, então, o tipo de sentimento que reinava no coração do Pai ao entregar seu Filho. Só uma coisa poderia motivá-lo a fazer o que fez: um amor extravagante e sem limite pela humanidade. João 3:16 é sobre isso. Esse belíssimo texto também apresenta outro componente importante no cenário da salvação: a justiça de Deus. O salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Logo, a justiça divina exigia que toda a humanidade morresse eternamente. Para que isso não acontecesse, porém, Deus fez uma troca. Seu Filho recebeu o castigo que a humanidade deveria receber, e a humanidade recebeu o tratamento que seu Filho merecia. Assim, a justiça estava feita; o castigo, dado; e a salvação, garantida. Esse incrível amor, porém, não força a entrada da porta do coração de ninguém. É por isso que João 3:16 também apresenta uma condição: a fé. Crer no sacrifício de Jesus desvia a justa ira de Deus e protege o crente da condenação. Eu poderia dar a minha vida para salvar a da minha filha, mas jamais daria a vida dela por alguém. Deus mostrou um amor descomunal por nós ao nos dar seu único Filho. A pergunta que fica é: Como vamos responder a tanto amor?

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Domingo

30 de abril

Upgrade Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento. Lucas 5:32, NVI a informática, as atualizações de software e hardware são chamadas de upgrade. Esse procedimento é utilizado quando determinados programas ou aparelhos ficam inadequados para rodar novas funções e tornam necessário o aprimoramento do produto. Expansão de memória, troca de placas, atualizações de aplicativos, entre outras coisas, fazem parte desse processo. No versículo de hoje, a raiz da palavra grega traduzida como “arrependimento” (metanoia) tem o sentido básico de “expansão da mente”. Arrepender-se, portanto, assemelha-se a um upgrade na consciência humana. Isso fica ainda mais evidente se levarmos em consideração, por exemplo, o contexto em que Jesus usou o verbo “arrepender-se” em Mateus 4:17: “Arrependam-​se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto!” Esse texto sugere que a chegada do reino de Deus requer a ampliação de nossa compreensão para que os princípios celestiais sejam instalados. Assim, fica claro que a mente humana não está naturalmente adaptada para viver no contexto do governo de Jesus. É preciso que ocorra o upgrade do arrependimento em nossos “hardware” e “software”, preparando-nos para rodar o programa da vida eterna. Com essa expansão de consciência, surge o conhecimento, convencimento, tristeza e abandono do pecado. Além disso, a mente passa a assimilar a forma como Deus pensa. O princípio do amor assume grande espaço no novo HD do coração, e a “memória” se expande também para a paz, alegria, bondade, mansidão e o domínio próprio. Nesse sentido, o upgrade do arrependimento é uma ruptura com a antiga forma de viver e uma adaptação ao estilo de vida celestial. O versículo de hoje, porém, revela que só pode passar por esse processo quem se considera pecador. Pessoas que se acham perfeitas não permitem a reconfiguração do Espírito Santo. O sistema operacional do Céu é pesado demais para a máquina pecaminosa do coração humano. Por isso, deixe que Jesus remodele seu ser, expanda sua maneira de enxergar a vida e delete as características negativas do pecado. Com esse upgrade, você estará preparado para rodar o software da salvação.

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Segunda-feira

1º de maio

Improvável Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! Lucas 7:9 ma senhora com 47 anos, desempregada e fora dos padrões de beleza, sobe no palco de um programa de calouros na Inglaterra e é recebida com muita descrença pelos jurados e plateia. As pessoas se preparam para uma sessão de riso e escárnio. Esse é o início da história de sucesso da improvável Susan Boyle. Tudo muda de figura quando ela abre a boca para cantar. Logo nas primeiras notas, o silêncio do auditório se torna em aclamação geral. As pessoas pareciam não acreditar que aquela mulher simples do interior da Escócia poderia ter um talento tão extraordinário. Após a apresentação, assim como o auditório, o rigoroso júri a aplaudia em pé e dava a Susan “o maior sim” que um participante daquele programa havia recebido. Naquela noite, o improvável aconteceu. Essa história me faz lembrar de um misterioso oficial romano que ousou acreditar que Jesus poderia curar seu empregado. A fé daquele oficial era improvável. Primeiramente, porque ele era romano, portanto, visto como alguém que estava fora da aliança entre Deus e o povo escolhido. Em segundo lugar, o pedido daquele homem não era para si, mas para um servo. O desejo de um homem importante em ver seu escravo curado de uma enfermidade soa como algo incrível. Em terceiro lugar, o homem, que era uma autoridade, não se considerava digno de receber Cristo em sua casa. Porém, o fato de ele saber que Jesus era o Filho de Deus fez com que entendesse sua condição e agisse com uma humildade improvável para alguém em sua posição. Para ele, estava claro que Jesus era divino. Pouquíssimos judeus chegaram perto dessa compreensão. Em resumo, esse oficial nos ensina que todos somos filhos de Deus, independentemente de nossa religião, etnia e classe social. Não importa o passado nem as nossas aparentes impossibilidades. Se nos dirigirmos para Deus, Ele estará disposto a nos abençoar. Se você tem se sentido um improvável por conta de seus pecados e fracassos, ouse crer no poder do amor de Jesus. Quando sua boca for aberta para expressar a fé que vem do coração, isso soará como uma linda melodia no palco da vida, e o mais rigoroso júri do universo lhe dará “o maior sim” que você já recebeu.

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Terça-feira

2 de maio

A tecnologia de Deus O sábado foi feito para servir as pessoas, e não as pessoas para servirem o sábado. Marcos 2:27 celular foi feito para servir às pessoas, e não as pessoas para servirem ao celular.” É possível que você conheça alguém que não desgruda do smartphone, deixa de comer, de interagir com a família e vive isolado no mundo virtual. A coisa é tão séria que virou doença: nomofobia. Essa palavra diferente é a abreviação de no-mobile, mais o termo fobia, isto é, medo de ficar sem celular. Palpitações, sensação de angústia e ansiedade são alguns dos sintomas dos viciados. Além disso, o uso desregrado do “bendito” aparelho pode atrapalhar os estudos, trabalho e relacionamentos. Criado como uma incrível ferramenta de comunicação e informação; para muitas pessoas, o smartphone se tornou um vício escravizante. Não é de agora que o ser humano inverte a ordem das coisas. Deus criou uma maravilhosa “tecnologia” chamada sábado. Ele desenvolveu o “hardware”, que é o sétimo dia, e o “software”, que é o conceito de descanso semanal. Com essa incrível “ferramenta”, o ser humano pode se relacionar melhor com o Criador, estar mais próximo da família e desfrutar as belezas da natureza. No tempo de Jesus, os líderes religiosos estavam como que doentes e viciados na guarda legalista do sábado. Em vez de se alegrarem nesse dia e o usarem para abençoar os outros, eles faziam o sétimo dia virar um peso terrível para eles e para os demais. Só para você ter ideia, eles não cuspiam no sábado, porque acreditavam que, com isso, estavam regando a terra ou fazendo barro, que poderia virar tijolo. Não tomavam banho e só andavam a distância de um tiro de pedra. O sábado, que foi feito para abençoar, tornou-se uma maldição para essas pessoas. No entanto, no versículo de hoje, Jesus confirma que o sábado foi criado por Deus e dado à humanidade como uma bênção. O uso errado que os fariseus faziam desse dia não invalida a verdade de que recebemos esse presente do Criador e de que precisamos usufruir essa bênção. O sábado não é de uma nação ou igreja específicas. Ele foi feito para a humanidade. A cada semana, esse dia maravilhoso abre um portal de bênçãos para todos que creem em Jesus e obedecem a seus mandamentos. Permita, então, que essas 24 horas sagradas o sirvam e encham sua vida de beleza, paz e alegria.

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Quarta-feira

3 de maio

Liberdade e ressurreição Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, Eu te mando: levanta-te! Lucas 7:14, ARA teia da aranha havia cumprido seu propósito: uma formiga de tamanho médio estava toda enroscada em sua trama. Quanto mais se debatia, mais presa a pobrezinha ficava na armadilha. Os fios entrelaçados eram como braços que seguravam a formiga e preparavam o indefeso inseto para ser o jantar do aracnídeo. Minha filha, com três anos na época, viu a cena e ficou impressionada. Tive, então, a ideia de fazermos juntos o resgate. Com um palito de dente, livramos o corpo da formiga da teia mortal da aranha. Ao viver essa simples experiência com minha menina, foi inevitável pensar na situação espiritual de muitos jovens. Pressionados por más companhias, meninos e meninas experimentam o que não devem, como bebidas, drogas e promiscuidade. Na ilusão de provar que não são mais crianças ou até por acreditarem que essas coisas possam trazer alguma felicidade, eles se deixam seduzir pelas máscaras de prazer que escondem tristeza, decepção e tragédia. Acabam aprisionados na teia dos vícios e das consequências das escolhas erradas que fazem. O versículo de hoje menciona pessoas conduzindo um jovem morto para o buraco em que seria enterrado. Eles representam o tipo de gente que leva outros para os buracos da vida. Falsos amigos, que, na verdade, são fios de uma teia diabólica, tecem a tramam do pecado na qual meninos e meninas perdem a liberdade de sua inocência. Entretanto, o texto diz que o Senhor parou as pessoas que estavam conduzindo o rapaz para o enterro. Isso é maravilhoso! Jesus tem poder de parar a procissão de morte que o pecado traz para a vida humana. É isso que Ele quer fazer com quem está se sentindo perdido e sem força para se desvencilhar da teia de “amigos” e hábitos pecaminosos que estão, dia a dia, empurrando-o buraco abaixo. O texto diz também que, além de frear os carregadores do caixão, o Senhor pronunciou uma frase que ecoa hoje no ouvido de alguém que se sinta sem força para lutar: “Jovem, Eu te mando: levanta-te!” A voz de Jesus tem poder de invadir o caos da morte espiritual e reavivar qualquer pessoa. As teias do pecado não poderão continuar entrelaçadas em sua vida se você permitir que Jesus impeça seu enterro espiritual. Ouça-o ordenar sua salvação e levante-se para um viver livre e feliz.

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Quinta-feira

4 de maio

Je suis Jesus Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: “Não chore”. Lucas 7:13, NVI e suis Charlie.” Com essa frase, que significa “somos Charlie”, milhares de pessoas no mundo inteiro se solidarizaram com as vítimas de um massacre no jornal satírico francês Charlie Hebdo, em janeiro de 2015. Em geral, assumimos esse tipo de postura diante da tragédia alheia. Essa atitude é resultado de um sentimento nobre que Deus colocou em nosso coração: a empatia, que é sinônimo de compaixão. Essa é a característica de quem consegue se colocar no lugar do outro, especialmente diante do sofrimento. A empatia ocorre quando percebemos que a dor de alguém é semelhante à que experimentamos e quando entendemos que também somos vulneráveis a passar por algo parecido. Isso ajuda a explicar as lágrimas que derramamos em velórios, por exemplo. Além da saudade do ente querido, choramos diante da morte, também porque sabemos que esse é o destino de todo ser humano, inclusive o nosso. O versículo de hoje retrata Jesus manifestando empatia em relação a uma viúva que estava chorando por conta da morte de seu filho único. Em outras palavras, Ele se colocou no lugar da pobre mulher e sentiu o que ela estava sentindo. Saber que o Senhor do universo entende nossas lutas traz conforto e esperança. O livro de Hebreus reforça essa verdade: “Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hebreus 4:15, NVI). Esse é o segredo da empatia de Jesus. Ele pode se colocar em nosso lugar porque experimentou tudo o que o experimentamos, com o diferencial de nunca ter cometido nenhum pecado. Qual era, porém, o ponto específico de identificação entre Jesus e a viúva do texto de hoje? A mulher estava perdendo tudo o que era mais importante na vida. Ela não tinha mais seu marido e estava a caminho do cemitério para sepultar o filho e a esperança. Jesus sabe exatamente o que isso significa. Seus filhos queridos, os seres humanos, um dia foram raptados pelo inimigo e passaram a vagar pelo mundo como mortos-vivos por conta do pecado. Isso partiu o coração de Deus. Com sua morte na cruz, Jesus pagou o preço de nosso resgate, para nos ter de volta. É como se nele a Trindade estivesse dizendo Je suis ser humano. A única resposta que podemos dar a esse amor é dizer: Je suis Jesus.

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Sexta-feira

5 de maio

Poderes devolvidos Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. Lucas 7:15, ARA lark Kent apaixona-se por Lois Lane e resolve se casar com ela. Para fazer isso, porém, abre mão definitivamente de seus superpoderes e se torna uma pessoa normal. O casal de pombinhos está muito feliz em uma lanchonete quando um bandido mexe com Lois e provoca Clark. O exSuperman, sem a força de antes, leva uma surra do grandalhão e começa a se dar conta de que perdera algo muito importante. No mesmo período, supervilões interplanetários invadem a Terra, sem que ninguém possa impedi-los. Clark entende o erro de sua escolha e percebe que a perda de seus poderes tirou o sentido de sua existência. O problema é resolvido quando, milagrosamente, seus poderes lhe são devolvidos, e, assim, ele pode voltar a salvar o planeta. O mundo está cheio de ex-super boys e ex-super girls que perderam a força. Gente com um futuro brilhante pela frente que, em algum momento, resolve respirar outros ares e abrir mão de tesouros da vida. Jogam no lixo a força da pureza e até da saúde em “viagens” a um mundo novo, minado pela “kriptonita” do pecado e suas terríveis consequências. Outros perdem tesouros na vida, vítimas da maldade de vilões de carne e osso. Sofrem violência sexual e perdem a inocência nas mãos de gente má e doente. Há quem perca o brilho nos olhos por conta de sonhos que se vão como água no ralo. Famílias desfeitas e filhos sem rumo, gente que perde o emprego e a esperança, pessoas que ficam sem saúde física e emocional são apenas uma pequena amostra da realidade das perdas da vida. O versículo de hoje fala de uma mulher que havia perdido tudo. Seu único filho, a última esperança que lhe restara, estava morto, sendo carregado em uma maca, conforme o costume da época. No entanto, Jesus mudou o que seria o final trágico dessa história. Ele ressuscitou o menino e o devolveu à sua mãe. Restituiu a vida e a esperança daquela família. Essa é a especialidade de Deus. Hoje, Ele deseja lhe devolver os “superpoderes” que a vida tirou. Receba de volta o amor, o perdão, a pureza e a nova oportunidade que farão de você mais uma vez um “superherói” nas mãos de Jesus.

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Sábado

6 de maio

Dúvida O Senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? Lucas 7:19 ncerrado no cárcere, João Batista foi visitado pela dúvida. Ele havia trabalhado para preparar as pessoas para a chegada de Jesus e, por sua disposição de falar a verdade e condenar o pecado, havia sido preso pelo ímpio Herodes. João havia acreditado que Jesus era o Messias. Porém, como a maior parte das pessoas de seu tempo, para ele, Cristo estabeleceria um reino material em Jerusalém, livraria o povo do domínio romano e fundaria um governo de justiça e paz. O fato de permanecer preso, e Jesus ficar aparentemente indiferente a isso, levou João a se questionar se Cristo era de fato o Messias que tanto aguardara. Preso, solitário e assaltado pelo desânimo, ele não entendia a postura de Jesus. Por isso, João enviou duas pessoas com a pergunta: “O Senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?” A resposta de Cristo foi um forte sim, em forma de testemunho a respeito de sua obra. Ele deixou claro que estava fazendo o que se esperava do Messias. A vida cristã às vezes é assombrada por dúvidas. Quando o sofrimento chega, é comum fazer alguns questionamentos: “Onde está Deus?” e “Por que, Senhor?” Acreditamos que pelo fato de sermos cristãos temos que ser livrados de todo o tipo de mal que ocorre no mundo. Entretanto, as coisas não são bem assim. Vivemos no meio de um grande conflito entre Deus e Satanás. Às vezes, somos atingidos com as faíscas desse embate violento. Jesus guerreia para declarar sua justiça e evidenciar as mentiras do inimigo. O diabo joga sujo com maldade e violência. Ataca-nos para ferir o coração de Jesus e para colocar dúvidas em nós a respeito do amor e do poder de Deus. Nós e João Batista não estamos sozinhos na dúvida. No passado, o profeta Elias, por exemplo, passou por uma situação semelhante. Escondeu-se em uma caverna ao fugir da furiosa Jezabel e, antes disso, chegou até a pedir a morte, imaginando que estivesse sozinho. Foi no momento mais escuro da vida de seu servo que Deus esteve mais próximo para tirar as dúvidas que o atormentavam. Foi assim também com João Batista. E é assim também conosco. Quando você estiver passando por dificuldades que o façam duvidar do amor de Deus, recorra ao Senhor, com fé e oração. Ele estará bem ao seu lado. Nesse momento, você sentirá, de modo muito claro, o grande amor de Deus. Não tenha dúvida disso!

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Domingo

7 de maio

Nosso representante Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Lucas 7:28 lgumas das hashtags mais badaladas na internet nos últimos anos no contexto político foram: #Merepresenta e #Nãomerepresenta. Milhares de pessoas hiperlinkaram suas ideias, críticas e apoios, usando essas tags e ajudando a disseminar posicionamentos políticos. Se Cristo tivesse escrito o versículo de hoje no Twitter, sua declaração poderia figurar nos trending topics do microblog com a hashtag: #homemmaisimportante. Então, o que fez de João “o cara”, segundo o ponto de vista de Jesus? A resposta é simples. Ele recebeu a mais importante missão dada a um homem: preparar o caminho para a primeira vindo do Filho de Deus. E não é só isso. João cumpriu fielmente essa missão. Assim, temos o seguinte quadro: uma pessoa que recebe a mais importante missão da vida e a executa perfeitamente. A soma desses fatores dá o seguinte resultado: homem mais importante que existiu. E ele era de carne e osso como você. Se está achando que esse é um privilégio exclusivo do profeta do Jordão, você está enganado. Veja o que diz Ellen White: “Preparando o caminho para o primeiro advento de Cristo, [João] era representante dos que preparam um povo para a segunda vinda de nosso Senhor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 101). Em outras palavras, a missão que Deus nos confiou tem o mesmo grau de importância da que foi confiada a João. Logo, nós também poderemos ser considerados grandes para Deus se assumirmos a missão de João Batista em nossos dias e cumprirmos com fidelidade nossa obra. João não tinha medo nem preguiça de dar sua mensagem. Ele era direto e condenava abertamente o pecado. É assim que temos que ser. O resultado de sua pregação foi: “Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judeia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (Mateus 3:5, 6, ARA). Milhares de pessoas foram atraídas ao simples profeta do deserto porque ele estava cheio do Espírito Santo e fazendo exatamente o que Deus esperava dele. Se seguirmos essa cartilha, também seremos bem-sucedidos em nossa missão, e o mundo verá Jesus em nós. Precisamos assumir o trabalho que Deus nos confiou e enfrentar os desafios com coragem e fé. João é nosso modelo. Se o imitarmos, nossa mensagem e, sobretudo, nossa vida darão ao mundo o recado de Deus. #Elemerepresenta, #Joaofoiomaiornostambempodemos!

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Segunda-feira

8 de maio

Convite Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer. Lucas 7:36 eja bem-vindo! Fica à vontade, mas não mexe em nada.” Essa foi a frase que ouvi de meu amigo na primeira vez que o visitei. Era só brincadeira, mas depois fiquei pensando que é assim que fazemos com um certo convidado especial. Gosto de definir Jesus como um hóspede inconveniente. Ele não é do tipo que vai ao nosso lar e fica sentado num canto, quietinho, esperando sua oportunidade para falar. Quando chega à casa de nossa vida, Ele faz uma revolução! Durante o período em que eu e minha esposa moramos na Bahia, tivemos uma ajudante muito querida em nossa casa. Nós saíamos cedo e voltávamos à noite e, em alguns dias, ao retornar, éramos surpreendidos com as mudanças que ela fazia na posição de nossos poucos móveis. O sofá estava no lado oposto ao que tínhamos deixado; a estante, fora do lugar; e a cama, enviesada. Depois do susto, geralmente nos acostumávamos com as alterações. Como a Edinalva fazia, o Senhor entra na casa de nossa vida para trocar as coisas de lugar, trazer novos itens e jogar fora o que não presta. Ele chega para mudar nosso pensamento e comportamento. As roupas que usávamos antes não servem mais, a comida que comíamos se torna imprópria, o lazer, as amizades, os filmes, tudo precisa ser diferente. “Essa vaidade que você usa para enfeitar a sala de estar de sua vida está, na verdade, a enfeando. Vamos jogá-la fora.” “Mas Jesus…”, você reluta, para depois se convencer de que Ele sempre está certo. Ele vai fazendo coisas desse tipo até deixar a casa de nosso coração limpa e enfeitada com amor e santidade. O problema de muita gente que convida Jesus é pensar que Ele é um hóspede qualquer. Por isso, não lhe dão a honra que merece. Até querem Jesus em sua casa, mas não aceitam o que Ele quer fazer. Foi mais ou menos assim que o anfitrião de Jesus no texto de hoje se comportou. Achou que estava fazendo o máximo ao convidar o Senhor para um banquete, mas o tratou como um hóspede a mais. Jesus não pode aceitar esse tipo de tratamento. Ou Ele é o Senhor, ou não é mais nada! Se você quer Jesus como hóspede, seu convite deve ser como o refrão de uma música evangélica de sucesso: “Entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com minha estrutura, sara todas as feridas. Me ensina a ter santidade, quero amar somente a ti, pois o Senhor é meu bem maior, faz um milagre em mim.”

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Terça-feira

9 de maio

Perfume Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume, e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles. Lucas 7:37, 38 os tempos bíblicos, os banquetes eram reuniões públicas em que as pessoas da comunidade poderiam presenciar a conversa entre o anfitrião e os convidados. Foi assim que ela apareceu ali. Soubera que Jesus estaria na casa de Simão e se preparou para honrá-lo. Foi ao perfumista e pediu a fragrância mais cara. “São 300 denários”, disse o atendente desconfiando que a mulher com roupas simples não teria condições pagar aquele preço. “Eu economizei um ano inteiro e aqui está o dinheiro. Preciso presentear uma pessoa especial.” Ex-prostituta, malfalada e excluída, Maria entrou na sala tentando não chamar a atenção. Desejava demonstrar publicamente todo seu amor por alguém que havia salvado sua vida. Sete vezes o Senhor a tinha perdoado e libertado. Entendendo que Ele era a única esperança de sua vida e com o coração cheio de amor e gratidão, Maria resolveu enfrentar o preconceito e a opinião pública. De repente, uma fragrância maravilhosa encheu todo o ambiente. “Isso é nardo puro”, avaliou um nariz mais requintado. As pessoas começavam a procurar de onde estava vindo aquele perfume, até que contemplaram uma cena linda. A mulher, em lágrimas, estava jogada aos pés de Jesus. Ela havia quebrado um vaso de alabastro. Com lágrimas, lavava os pés do Senhor; com os cabelos, ela os enxugava; e com nardo, perfumava. O contraste estava evidente. Enquanto o anfitrião do banquete nem havia cumprimentado Jesus como o costume da época – beijo no rosto para os iguais, na mão para os superiores e nos pés para os reis – a mulher não cansava de beijar os pés do Senhor. Enquanto o anfitrião não havia pedido sequer que um servo lavasse os pés de Jesus, ela o molhava com as próprias lágrimas e os enxugava com os cabelos, contrariando o costume da época, segundo o qual as mulheres não podiam mostrar em público suas madeixas. Maria foi extravagante: honrou Jesus com tudo o que era e tinha. E você? Como tem tratado a Jesus? É seu hóspede de honra ou você não dá a mínima para Ele? Maria não teve nenhum pudor em demonstrar o quanto Jesus significava para ela. O perfume caro que você deve oferecer a Jesus hoje é sua obediência completa por amor e sua disposição de ir aonde Ele mandar.

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Quarta-feira

10 de maio

A dívida Um deles devia quinhentas moedas de prata, e o outro, cinquenta […]. Então ele perdoou a dívida de cada um. Qual deles vai amá-lo mais? Lucas 7:41, 42 vida seguia para Maria, e as expectativas quanto ao futuro não pareciam tão ruins. Porém, seu tio, Simão a induziu ao pecado e trouxe sobre a vida dela um prejuízo enorme (O Desejado de Todas as Nações, p. 566). Ferida, desamparada e se sentindo culpada, se viu sem futuro. Desesperada, fugiu de casa. Prostitui-se de cidade em cidade até se estabelecer em um lugarejo chamado Magdala. Ali passou a ser conhecida como Maria de Magdala ou Maria Madalena. Nas viagens de Jesus, ele a encontrou pelo menos sete vezes. Sentindo-se perdida, culpada e carregando um fardo mais pesado que o mundo, ela enxergou nele um fio de esperança. Jesus a abençoou, mas, pelas circunstâncias da vida, ela caiu mais seis vezes. Finalmente ela foi liberta da prostituição. A situação de Maria reflete o que vive muita gente hoje em dia. Vítimas de violências cruéis na infância, muitas pessoas entregam-se ao pecado por imaginar que não há mais esperança. Afundam-se no lodo da impiedade porque alguém lá no passado violou a porta de seu coração e a escancarou para a dor, a culpa e a mágoa. O resultado: pecado e mais pecado como fuga para tentar esquecer a tragédia da vida. Sempre há, porém, a esperança do encontro libertador com Jesus. Ele chega, nos solta das algemas do passado e nos coloca no rumo da felicidade. Maria era ex-prostituta, levada ao pecado por conta de uma violência sofrida; Simão induzira uma jovem ao pecado e se comportava como um hipócrita. Qual dos dois você acha que tinha a dívida maior com Deus? A resposta parece óbvia. Jesus disse: “O grande amor dela que ela mostrou prova que seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado” (Lucas 7:47). Simão induzira uma moça ao pecado, mas achava que não precisava de perdão; Maria era uma vítima pecadora, mas o perdão era tudo o que queria. Como você está atualmente? Sente-se uma vítima de um passado cruel ou mesmo de um presente desesperador? Creia que Jesus pode libertar você! Quebre o silêncio! Fale com Deus e com alguém. Você está consciente do tamanho do perdão e libertação que Deus está lhe oferecendo? Se isso é verdade, faça como Maria. Seja extravagante em demonstrar seu amor a Jesus!

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Quinta-feira

11 de maio

A resposta do amor Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado. Lucas 7:47 rabalhei como professor durante dez anos. Houve épocas em que dava aulas nos três turnos. Nesses períodos, quando chegava em casa, à noite, a única coisa que eu queria era tomar um banho e dormir. Deitado, “ouvia vozes” do tipo: “Professor, me dá um ponto!”, “Corrige de novo minha prova…” Nessa situação, um dia, ouvi uma voz familiar, vinda do travesseiro vizinho como se fosse em slow motion: “Amor, estou com uma sede…” Eu já havia aprendido uma coisa crucial sobre as mulheres: elas nunca falam exatamente o que querem. Apenas dão pistas. Por exemplo, pense em um homem passeando de carro com a esposa e a ouve dizer: “Água de coco…” Embora não tenha dito, o que ela quer mesmo é que ele pare o carro rapidamente e traga a água de coco! Ele que não faça isso para ver… Voltando à “voz do travesseiro vizinho”, eu sabia o que minha esposa queria. Então, levantei fui até o galão de água e trouxe um copo para ela. Seu sorriso era minha motivação. Vendo sua felicidade e lembrando do que ela significa para mim, falei, com a mão esquerda para trás como um garçom, cujo salário era amor: “Quer que eu faça um suco também, querida?” Um dia, depois de relatar isso numa igreja, uma senhora disse à minha esposa: “Irmã, tenha pena do pastor, leve um copo de água e coloque do lado da cama!” Resolvi contar essa história simples, mas significativa para mim, a fim de evidenciar o que é o amor e como ele se manifesta, inclusive nas pequenas coisas da vida. Quando amamos alguém, não encontramos limites para demonstrar o que sentimos. É assim também com Jesus. Como anda seu índice de amor em relação a Deus? A obediência que Ele aceita só pode ser fruto de amor verdadeiro. E não se esqueça: precisamos amar a Deus sobre todas as coisas. Isso significa que Ele precisa ser mais importante para nós do que nossos pais, filhos, amigos, vontades e hábitos; enfim, nada pode ser maior do que Ele em nossa vida. Quando você ama assim, está disposto a abrir mão de qualquer coisa para colocar um sorriso nos lábios de Deus. O grande desafio da vida cristã é ter o Senhor sentado no trono do coração. Neste dia, recomendo que a sua oração seja: “Pai, ensina-me a amar-te acima de tudo na vida! Que eu esteja disposto a renunciar a qualquer coisa por ti e que faça isso com o coração transbordando em amor, amor que vem de ti!”

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Sexta-feira

12 de maio

Primeiro vem a coroa – I Que homem é esse que até perdoa pecados? Lucas 7:49 m minha infância, eu ouvia na igreja uma frase que me incomodava: “Só vai entrar no Céu quem tiver uma estrela na coroa.” Isso significava que cada pessoa batizada era uma estrela na coroa de quem a havia levado ao batismo. Esse fato me deixava preocupado, principalmente porque os anos estavam se passando, e eu ainda não tinha sequer uma estrela! Assim, isso era uma séria evidência de que eu não iria para o Céu. A adolescência e a juventude chegaram. E essa tentativa de me esforçar com o propósito de alcançar méritos diante de Deus me deixava cada vez mais exausto na corrida rumo à salvação. Porém, a minha realidade espiritual passava longe da evangelização. Acumulava entulhos de pecados e culpa, que me afastavam ainda mais do ideal de Deus para mim. Por isso, eu me esquivava dos convites para falar nos cultos, tocar piano e nem me imaginava participando em alguma atividade missionária. Um vazio do tamanho do mundo me machucava por dentro. A religião que até então eu conhecia não dava conta de resolver meu problema. A situação mudou em minha vida por conta de um fato extremo, quando eu tinha 19 anos. Minha família e eu estávamos passando um domingo na praia, em Guarapari, ES, em um local em que o mar é muito tranquilo. Após brincar com meu irmão mais novo, entramos na água para nos refrescar. Estávamos com a água à altura do peito, quando, de repente, o mar passou a nos puxar fortemente. Comecei a me debater, mas, a cada esforço, eu era lançado para mais longe da praia. Enquanto em desespero tentava me salvar, o filme da minha vida começou a passar em minha mente. Era um filme de terror, pois o foco de meus pensamentos estava nos meus erros. A voz acusatória de Satanás falava alto aos meus ouvidos dizendo que, além de perder a vida, eu morreria sem salvação. O desespero tinha tomado conta de mim. Estava me debatendo física e espiritualmente; eu ofegava por salvação, em todos os sentidos dessa palavra. Porém, o Espírito Santo não me abandonou. Louvo a Deus porque, naquela tarde, a voz do Senhor silenciou as acusações do inimigo. Pela primeira vez senti o fardo pesado sair de meus ombros. Experimentei a maravilhosa graça de Deus preencher minha vida e substituir a culpa, trazendo o perdão de que tanto necessitava. O Deus da segunda chance se revelou para mim. E Ele deseja fazer o mesmo com você hoje.

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Sábado

13 de maio

Primeiro vem a coroa – II A sua fé salvou você. Vá em paz. Lucas 7:50 u ainda estava lutando contra a força da água, mas estava em paz com Deus. Cheguei a dizer naquele momento: “Senhor, se Tu quiseres, posso morrer aqui. Estou salvo!” Felizmente, percebi que os planos de Deus eram maiores. Naquele dia, o Senhor estava me confiando uma missão, a qual eu cumpriria com muita gratidão e alegria. Ficou claro para mim que havia muitos jovens na mesma situação em que eu vivia. Portanto, eu precisava sair dali e contar a eles a boa-nova de que Deus é amoroso e que conta com a juventude para o cumprimento da missão. Eu disse para Deus: “Senhor, estou satisfeito com o perdão que recebi aqui, mas se eu sair dessa situação, ficará evidente que Tu desejas que eu te sirva integralmente.” Naquele momento, tomei a decisão de ser pastor. Havia um rapaz pescando em cima de uma pedra. Ele viu minha luta, correu até um local em que havia uma prancha e nadou em minha direção. A água estava tão violenta naquela tarde que, mesmo apoiados naquela prancha e com a experiência de surfista que ele tinha, demoramos um bom tempo para chegar à areia da praia. Um grupo de bons nadadores também entrou no mar para salvar os demais que estavam se afogando, incluindo meu irmão. Graças a Deus, todos fomos tirados da água. No entanto, uma morte havia acontecido. Eu havia morrido para o pecado e ressuscitado para uma vida nova vida em Cristo. Aconteceu comigo e pode acontecer com você. Por isso, caso se sinta desestimulado ou mesmo indigno para a grande missão que Deus compartilha com você, creia que a cruz do Calvário foi erguida para salvá-lo da condenação do pecado e que existe provisão de paz e amor que emanam de Jesus para você, agora, se desejar. Saiba que um dos propósitos do inimigo ao tentar desviar você de Deus é anular seu potencial missionário. Porém, não importa o quanto você tenha andado distante nem em que situação esteja agora. Não há limites para a graça divina. Sinta-se perdoado! Esse episódio ajudou-me a corrigir o antigo ditado que eu ouvia em minha infância: “Só vai entrar no Céu quem tiver pelo menos uma estrela na coroa.” Entendi que, antes de ter estrelas, é necessário ter uma coroa, que é um símbolo glorioso da salvação, conquistada não por méritos humanos, mas pela maravilhosa graça de Cristo.

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Domingo

14 de maio

Góticos Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau. João 3:18 possível que você já tenha visto por aí pessoas que se vestem com roupas pretas, com os olhos maquiados em cores escuras e pele pálida. Se o visual já é de dar medo, pior são os hábitos de alguns deles, como visitar cemitérios à noite. São os góticos. Em realidade, o termo gótico diz respeito a um povo bárbaro chamado de godos. Na Antiguidade, esse pessoal vivia às margens da Europa e aterrorizava o velho continente com suas invasões. Na Idade Média, a Igreja Católica começou a construir catedrais bem diferentes, ornamentadas com esculturas de monstros e outras coisas sinistras. Por essas características amedrontadoras, a arquitetura do período foi conhecida como gótica. De lá para cá, esse termo é usado para se referir a coisas estranhas, sombrias, assustadoras, fantasmagóricas e macabras. Por isso, foi aplicado a jovens que gostam de ouvir música punk e se vestir de preto. O apóstolo João se refere a um grupo que também poderia ser definido como gótico. Trata-se daqueles que rejeitam a luz da verdade e se apegam às trevas do pecado que predominam no mundo. Jesus veio a este planeta para iluminar a escuridão que a iniquidade trouxe. Com seus ensinos e exemplo de amor, Ele clareou com esperança o futuro da humanidade, que estava condenada a sofrer as consequências terríveis do pecado. No entanto, a Bíblia diz que Jesus “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1:11, NVI). Rejeitar a luz e goticamente amar as trevas do pecado significa optar pelo erro e não querer dar ouvidos à verdade. Em que tipo de atividade você gasta mais tempo? Que tipo de coisas de fato lhe dão prazer? Estudar a Bíblia, ir à igreja, ajudar as pessoas, etc.? Ou ler livros impróprios, ir a baladas e buscar somente a própria satisfação? As respostas às perguntas acima vão ajudá-lo a perceber qual é sua condição espiritual hoje. Deixe a escuridão e exponha-se à luz de Deus, que está brilhando sobre você neste dia. Abra as janelas de seu coração para Ele e rejeite as trevas do pecado. Se fizer assim, você estará se preparando para vestir roupas brancas por toda a eternidade quando terá seu rosto corado por Jesus, o Sol da justiça.

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Segunda-feira

15 de maio

Ira Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele. João 3:36, NVI espiração ofegante, testa franzida, olhos diminuídos, mandíbula cerrada, dentes à mostra, coração disparado, suor pelo corpo e rosto vermelho. Essa é a descrição de uma pessoa em fúria e pronta para o ataque. Considerada pela Igreja Católica como um dos sete pecados capitais, a ira é, sem dúvida, um dos sentimentos humanos mais presentes. A pergunta que surge, porém, é: Ela é sempre pecaminosa? A resposta da Bíblia é “não”. O apóstolo Paulo, por exemplo, aconselha: “Quando vocês ficarem irados, não pequem” (Efésios 4:26, NVI). Esse texto deixa claro que é possível sentir ira e não pecar. O versículo de hoje, inclusive, menciona Deus manifestando esse sentimento. A questão, então, é: Quando a ira é legítima e até necessária? Pessoas más andam por aí distribuindo violência gratuitamente. O sentimento correto em relação a esse estado de coisas não pode ser outro senão indignação. Não podemos assistir (e aplaudir) a maldade que prolifera no mundo. É natural, por exemplo, que um pai aja com fúria para proteger seus filhos de um abusador ou de coisa semelhante. Estranho seria o contrário. É nesse contexto que a ira de Deus se manifesta. Ele é justo e ama seus filhos. Frente à violência de Satanás contra a humanidade, o maior de todos os sentimentos de indignação encheu o coração de Jesus e, movido por isso, Ele partiu com fúria para proteger seus filhos. Por isso, Deus disse à serpente: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este ferirá a sua cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gênesis 3:15, NVI). Esmagar a cabeça do inimigo, mesmo a custo de um ferimento para si, foi, desde o início, o objetivo de Deus, para proteger seus filhos. Na cruz do calvário, a indignação divina foi desviada do ser humano pecador para o próprio Filho de Deus. Porém, qual é a condição de quem não crê nesse sacrifício? Como diz o versículo de hoje, “a ira de Deus permanece sobre ele”. O fogo e enxofre que um dia descerão do céu foram preparados para Satanás e seus anjos, não para os seres humanos, pois Jesus já recebeu a punição em nosso lugar. As pessoas só sofrerão o juízo se tiverem rejeitado o amor de Deus e ficado do lado do inimigo. Para ter um campo de força protetor e não receber a ira divina, a única coisa a fazer é crer em Jesus e amá-lo de todo o coração.

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Terça-feira

16 de maio

Campeões Quando Jesus ficou sabendo disso, saiu da Judeia e voltou para a Galileia. João 4:3 o ano de 1988, a McLaren, que já contava com o lendário piloto francês Alain Prost, contratou uma das maiores promessas do automobilismo mundial da época, o inesquecível brasileiro Ayrton Senna. O resultado foi um desempenho incrível da equipe. Das 16 corridas do ano, eles venceram 15 provas. Com isso, Senna conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais na Fórmula 1. Depois da vitória do brasileiro, o clima no grupo já não era o mesmo, e os dois pilotos, em vez de permanecerem parceiros, tornaram-se rivais. Em 1989, Prost voltou a ser campeão depois de se envolver em um acidente suspeito com Senna. Não havia mais ambiente na McLaren para os dois, e o francês abandonou a equipe. O panorama acima é bem diferente do que está sendo retratado no versículo de hoje. Jesus havia iniciado seu ministério depois de ter sido batizado por João Batista. Os dois eram primos e atraíam multidões. Ocorre que as pessoas começaram a enxergar uma competição onde não havia. Os discípulos de João, preocupados com o sucesso de Jesus e com a perda de seguidores de seu mestre, reclamaram: “Aquele homem que estava com o senhor no outro lado do rio Jordão está batizando as pessoas. […] E todos estão indo atrás dele” (João 3:25). A reposta de João tornou-se uma das mais conhecidas passagens da Bíblia por sintetizar, em uma só frase, doses incríveis de maturidade e humildade: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30, ARA). Os inimigos de Jesus, querendo atrapalhar o trabalho dele, também quiseram colocar lenha na fogueira. Eles “ouviram dizer que Jesus estava ganhando mais discípulos e batizava mais pessoas do que João” (João 4:1). Em vez de entrar nesse jogo mesquinho, Jesus “saiu da Judeia [onde João pregava] e voltou para a Galileia” (João 4:3). Na mente de Cristo e João Batista, não havia espaço para disputas infantis. Não estavam concorrendo pelo título de campeão mundial de batismos. Como uma equipe, queriam salvar juntos a maior quantidade possível de pessoas para o reino de Deus. E você? Tem sido tentado a disputar posição com alguém? Não entre nessa. Na corrida para o Céu, todos podem ser vencedores. Com humildade e maturidade, você poderá fazer grandes coisas para Deus. Não permita que o ego e a vaidade tirem sua atenção do que de fato é importante. Coloque-se nas mãos de Deus, e Ele fará de você um verdadeiro campeão..

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Quarta-feira

17 de maio

Necessidade Era-lhe necessário passar por Samaria. João 4:4, NVI elular de última geração. Tênis caro. Roupas de marca. Férias luxuosas. Carro do ano. Apartamento alto padrão. Essas são algumas das “necessidades” dos dias atuais. A futilidade contaminou os desejos humanos. As pessoas trabalham cada vez mais para poder ter coisas que passam longe da utilidade e até da própria felicidade. No entanto, o conceito de necessidade na mente de Jesus era bem diferente do que vemos atualmente. O versículo de hoje revela isso. O Senhor estava na Judeia e teve que se ausentar de lá e ir para a Galileia, pois percebeu que a inveja dos líderes religiosos causaria perseguição contra Ele. Havia dois caminhos para esse destino. Um mais curto, passando por Samaria, e outro mais longo, contornando o rio Jordão. Em geral, os judeus optavam pelo percurso maior para evitar entrar em contato com os odiados samaritanos. Escolher o caminho mais curto era problema na certa, devido à hostilidade entre judeus e samaritanos. Contrariando a lógica judaica, Jesus escolheu passar por Samaria, porque entendia que essa era uma necessidade naquele momento. Para Ele, não era uma necessidade evitar problemas ou fugir do risco de se contaminar com habitantes daquela região, considerados impuros. A necessidade dele era diferente e muito nobre. Jesus sentia que precisava passar por ali, porque sabia que existiam pessoas naquele lugar que necessitavam de salvação. A necessidade daquele povo era a necessidade dele. Isso nos faz pensar nos conceitos que dominam nossa mente e influenciam nossa visão sobre o que de fato é necessário. Comprar coisas caras e fúteis, diversão vazia e ganhar dinheiro são as “necessidades” de muita gente. É importante que esta pergunta seja respondida: O que eu considero necessidade? Salvar uma mulher pecadora estava acima de qualquer outra coisa na mente do Senhor. Ele resolveu enfrentar preconceitos e gastar tempo com gente que não lhe daria nada em troca, simplesmente porque seu coração é regido pelos princípios do reino do Céu. Permita que Jesus implante em sua mente as verdadeiras necessidades. Reflita sobre a futilidade de grande parte dos desejos atuais e resolva amar como Jesus amou, viver como Jesus viveu, sentir o que Jesus sentiu. Isso é necessário!

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Quinta-feira

18 de maio

Carteirada do bem Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e Ele lhe daria a água da vida. João 4:10 ocê sabe como quem está falando?” Essa é uma das frases típicas da carteirada. Com esse artifício, a pessoa reclama para si um suposto direito que o outro não conhece. Em geral, quando isso ocorre, algum abuso de poder está em jogo, como no caso do juiz que dirigia sem habilitação um carro sem placa. Ele não quis se submeter à ordem de uma agente de trânsito, alegando que estava sendo desacatado. Entretanto, existem situações em que as pessoas de fato têm direito e não sabem. Pensando nisso, foi criado no Rio de Janeiro um interessante programa de informação chamado Carteirada do Bem. Em um aplicativo de celular, o governo disponibilizou os principais direitos dos cidadãos no dia a dia. Por exemplo, naquele estado, todo restaurante tem o dever de oferecer, de forma gratuita, água filtrada para qualquer um que peça. Informações como essa estão no aplicativo e dão às pessoas a possibilidade de conhecerem seus direitos e exigirem que eles sejam cumpridos. Você sabia que Jesus também já deu carteirada? É mais ou menos isso que o versículo de hoje nos diz. Ele estava com sede e resolveu pedir água para uma mulher samaritana. Ela achou isso estranho por dois motivos: homens não falavam com mulheres em público, e judeus e samaritanos se odiavam. Ela não sabia com quem estava falando! Jesus veio à Terra com a missão de distribuir salvação para todos, sem discriminar sexo ou nacionalidade. Esse era o direito e dever dele. O Senhor mostrou a “carteira” de Filho de Deus aos poucos naquele diálogo e deixou claro para aquela senhora que ele tinha todo o direito de falar com ela e, acima de tudo, de oferecer a água da salvação. A samaritana, por sua vez, tinha o direito de receber todo o presente da graça de Deus por meio de Jesus, mas não sabia disso. Não importa quão pecadora uma pessoa seja, o perdão de Deus é um direito para todos, previsto na “constituição” do Céu. Jesus, com justiça e a duras penas, conquistou isso para nós. Se você acha que está fora do alcance da graça divina, ouça pela fé a carteirada do Espírito Santo: “Você sabe com quem está falando? Não existe limite para mim, Eu posso salvar qualquer um, inclusive você!” E se o inimigo ousar dizer o contrário, use a Bíblia e dê uma “carteirada do bem”.

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Sexta-feira

19 de maio

Super-H2O Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. João 4:13 gua potável é tudo igual, certo? Errado. Mesmo sem cheiro, gosto, cor e compostas pela famosa fórmula H2O, existem diferentes águas, dependendo da presença de determinadas substâncias. Nos tipos variados de água mineral, por exemplo, pode-se encontrar níveis diversos de sódio, cálcio e potássio. Essas substâncias tornam a água diferenciada e, na medida certa, contribuem para a saúde de quem bebe. Entretanto, nenhum tipo de água pode matar a sede de uma vez por todas. Sentindo a desidratação, o organismo liga o alerta da sede, e a pessoa precisa arrumar um jeito de beber água. Não adianta tomar outro líquido. Tem que ser água mesmo. O ideal é que um adulto consuma em média dois litros por dia para se manter saudável. Isso, porém, não se aplica ao tipo de água que Jesus ofereceu à samaritana. O trabalho diário dela era buscar o precioso líquido em um poço, o que era bem cansativo. Foi em uma ocasião dessas que ela se encontrou com Jesus. O Senhor pediu água com o pretexto de ofertar sua super-H2O. A princípio a mulher não entendeu nada. “Que água era essa que matava a sede para sempre?” Jesus estava se referindo à água da salvação. Perdido, o ser humano vive tentando matar a sede da alma com todo o tipo de líquido espiritual que o mundo produz. Prazeres, poder e dinheiro são os “refrigerantes” mais procurados. Ocorre que esses “líquidos” não matam a sede de ninguém. Em realidade, enganam, como fazem os refrigerantes normais em relação à sede física. Semelhantemente ao que acontece com o corpo, que precisa de água pura para matar a sede, a vida espiritual precisa de Jesus, a água da vida, para se satisfazer de verdade. Ao ser tomada a H2O divina, a insatisfação sai da existência humana, pois só Cristo é a fonte que sacia a sede espiritual. Essa super-H2O, composta com a fórmula da vida eterna, é distribuída gratuitamente, por conta do preço que Jesus pagou na cruz. Para quem crê na graça divina, não há seca espiritual. E você? Está com sede espiritual? Tem vivido em busca de sentido para a existência, tentando hidratar o coração em fontes mentirosas, como vícios, rebeldia e prazeres? Aceite a super-H2O que Jesus está oferecendo de graça. Sua sede vai acabar, pois Deus vai abrir uma fonte inesgotável de água em sua vida.

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Sábado

20 de maio

Adoração Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. João 4:24 adoração é a ponte que nos liga a Deus. Por meio dela, é possível romper a dimensão humana e entrar pela fé na presença divina. Você sabe o que significa adorar de verdade? O versículo de hoje nos dá algumas pistas importantes. A primeira coisa que o texto revela é algo sobre a natureza de Deus. Jesus diz que Ele é Espírito, e isso significa que a presença dele pode ser percebida em qualquer lugar. Assim, você pode adorá-lo não só na igreja, mas também no seu quarto, na rua, na escola e no trabalho. Não é incrível isso? O texto de hoje também destaca que Deus se preocupa com a forma como é adorado. O Senhor diz: “Os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”. O verbo “dever” traduz a importância que Deus dá às formas estabelecidas na Bíblia, as quais devemos usar para lhe prestar culto. Isso quer dizer que não podemos oferecer a Jesus aquilo que gostamos, como fez o ímpio Caim. O critério que devemos usar na adoração é a obediência ao que o Senhor estabeleceu. No texto de hoje, Jesus diz também que é preciso adorar em “espírito”. E o que isso quer dizer? Essa palavra destaca o caráter emocional que deve estar envolvido no culto. Sentimentos como amor, alegria, contrição, entre outros, devem ser expressos reverentemente na adoração. No Antigo Testamento, essa característica estava prevista. Moisés orientou-nos a amar o Senhor de todo o coração. Por fim, Jesus ensina que Deus também está buscando pessoas que adorem “em verdade”. Essa palavra enfatiza a necessidade de nos aproximarmos de Deus com entendimento. O Senhor se revelou a nós por meio de sua Palavra. É imprescindível, portanto, que a conheçamos bem para melhor nos relacionarmos com Ele. A verdade também alinha nosso pensamento ao de Deus, de modo que o culto de nossa vida diária passa a refletir o próprio caráter divino. O conceito de verdade está refletido na orientação de Jesus: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus […] de todo o teu entendimento” (Lc 10:27). Deus está procurando verdadeiros adoradores. Se você deseja ser um deles, permita que o Espírito Santo transforme sua vida. Assim, independentemente do lugar em que esteja, você irá apresentar um culto aceitável ao Senhor.

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Domingo

21 de maio

O Gênio da lâmpada Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz. João 5:35, ARA ntes que o gênio Thomas Edison inventasse a lâmpada elétrica no século 19, as noites escuras do mundo eram iluminadas por tochas, velas e lamparinas a óleo ou outros combustíveis. A luz de um desses instrumentos inspirou um antigo mito árabe. O gênio da lâmpada é um ser cheio de poder e sabedoria que, se achado e acionado, interfere na vida humana. O gênio é um fogo que assume a forma humana, queima a partir de uma lâmpada e ilumina a mente de alguém. Assim, nesse mito, o fogo simboliza a genialidade. A humanidade sempre teve uma relação de admiração com o fogo. Desde o início, a combustão nos ajudou a produzir energia, pureza e iluminação. Ao comparar João Batista com uma lâmpada, em realidade, Jesus queria se referir ao “Gênio” que habitava a vida do profeta. Quando a “lâmpada” João Batista “foi acionada” por Deus, um fogo passou a arder e iluminar. Assim, para Jesus, o ser humano pode ser uma “lâmpada” na qual o óleo do Espírito Santo é depositado e inflamado pela graça. Esse fogo queima as impurezas do pecado, arde, produzindo a energia da santificação e, como resultado, ilumina o mundo tenebroso. Portanto, o Espírito Santo é o verdadeiro “Gênio da lâmpada”. É Ele que, quando permitimos, surge interferindo com sabedoria e poder em nossa vida. O problema é que muita gente só quer se beneficiar com essa luz, mas não permite que ela queime as impurezas. Porém, nesse caso, não há luz sem fogo ardendo. Quando o Espírito de Deus está agindo em nós, um espetáculo tem lugar no coração humano. As pessoas são atraídas para vê-lo e se aquecer com o calor da presença de Jesus. Os cristãos são lâmpadas que ardem e iluminam. Isso faz lembrar a frase do grande pregador John Wesley, que explicou o motivo de as multidões quererem ouvi-lo pregar: “É que Deus põe fogo em mim, e as pessoas vêm me ver arder.” Na Bíblia, o Espírito Santo é o combustível e o fogo. Nós somos a lâmpada. Por isso, devemos deixar Deus queimar as impurezas pecaminosas da vida. Orgulho, inveja, egoísmo, impureza e muitas outras coisas são o pavio que será consumido, se o besuntarmos com o Óleo divino. O resultado? O Gênio da salvação virá morar na lâmpada de nosso coração.

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Segunda-feira

22 de maio

Abandono Senhor, eu não tenho ninguém para me pôr no tanque quando a água se mexe. João 5:7 versículo de hoje retrata a resposta que o paralítico de Betesda deu a Jesus depois de ouvir a pergunta óbvia: “Você quer ficar curado?” Sem saber que estava diante da majestade do universo, o pobre homem reclamou do abandono de sua família e amigos. Depois de 38 anos sofrendo de uma doença paralisante, esse homem sem nome estava jogado à beira de um tanque de ilusões. A crendice popular dizia que, de vez em quando, um anjo descia e agitava as águas de uma piscina, e o sortudo que caísse primeiro receberia a cura que desejava. O abandono dele era completo. A sociedade não o incluía, a religião o condenava, a família não o acompanhava, e os amigos se esqueceram dele. Além disso, ele estava abandonado a uma forma de crença ilusória que não podia, em hipótese alguma, resolver seu problema, mas que, em realidade, aumentava sua frustração e desespero. Aquele lugar estava cheio de doentes em estado semelhante ao dele. Alguns, porém, tinham algo a mais: a presença de familiares ou amigos que minimizavam o desespero. Nosso pobre amigo estava completamente sozinho. Jesus estava por ali e resolveu se encontrar com o solitário doente. Ele achou o paralítico e perguntou sobre o desejo da cura. A resposta revela mais do que solidão. Ele poderia ter pedido ao desconhecido com que falava para, num ato de misericórdia, esperar as águas serem agitadas e ajudá-lo a descer. Ele nem cogitou essa hipótese. Para o paralítico, ninguém seria capaz de demonstrar amor por ele. Não se sentia merecedor disso e, no fundo, por conta dos pecados que cometera na vida, carregava um enorme fardo de culpa que o deixava ainda mais paralisado. Existe muita gente abandonada hoje em dia. Doentes, pobres e marginalizados são alguns dos grupos que não recebem a atenção da sociedade, que valoriza apenas fama, riqueza, beleza e vigor. Ricos, belos e poderosos, em geral, vivem cercados de gente que os adula e quer se beneficiar também de alguma forma. Parece que “amar” o limpinho, bonitinho e arrumadinho é bem mais fácil que estar ao lado de quem ficou jogado pelos caminhos da vida. É terrível que essa seja a realidade, mas Jesus reverte essa situação de abandono e dispensa amor e atenção a pessoas assim. Que tal não “abandonar” Jesus nessa missão e juntar-se a Ele, amando as pessoas e cuidando delas?

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Terça-feira

23 de maio

Agora Escute! Você agora está curado. Não peque mais, para que não aconteça com você uma coisa ainda pior. João 5:14 inguém gosta de esperar. Apreciamos quando nossas necessidades são atendidas rapidamente. Durante 38 anos, o paralítico do texto de hoje esperou, deitado, que alguém o ajudasse a descer à piscina supostamente agitada por um anjo. Será que foi daí que surgiu a expressão “esperar deitado”? Acho que não, mas ela tem tudo a ver com essa história. Acontece que, com Jesus, não existe lerdeza. Quando Ele entra em cena, as coisas urgentes são resolvidas com rapidez e exatidão. Para o Senhor, poucos segundos foram suficientes para reverter um sofrimento de 38 anos. A curta frase imperativa “levante-se e ande”, que saiu da boca do Senhor, resultou em uma revolução espiritual instantânea no coração do homem e em uma incrivelmente rápida revitalização e reorganização celular que levaram aquela mente oprimida e aquele corpo inerte a uma transformação extraordinária. “No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou a cama e começou a andar” (João 5:9, itálico acrescentado). É assim que o autor bíblico define o resultado da pequena ordem de Jesus na vida do exparalítico. Toda essa capacidade criativa da fala do Senhor não se limita apenas ao aspecto físico. Em realidade, seu poder em criar as coisas do mundo material usando a palavra é uma forte evidência do que Ele pode fazer no que diz respeito à vida espiritual. Isso significa que, ao ouvir Jesus falar a nós por meio de suas promessas e ordens registradas na Bíblia, podemos ser também imediatamente transformados. Como aquele homem que “no mesmo instante […] foi curado”, nós também podemos ser restaurados. Ninguém precisa esperar uma eternidade para vencer pecados que teimam em corroer a alegria e a paz. Foi por isso que Jesus voltou e falou ao homem: “Não peque mais.” O mesmo poder que curou o corpo estava se manifestando de novo, mas, dessa vez, para livrar do pecado. O ex-paralítico não precisaria esperar deitado 38 anos para vencer a tentação. O poder de Deus é on-line e está disponível para todos que precisam. Na hora. Expostos às Escrituras, pela fé, ouvimos as ordens de Jesus, que têm a capacidade de criar uma vida nova em nosso coração. Você não precisa entrar na fila, sentar ou deitar para esperar uma eternidade por uma bênção. Ela está disponível agora.

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Quarta-feira

24 de maio

Fogo de santelmo De repente, uma grande tempestade agitou o lago, de tal maneira que as ondas começaram a cobrir o barco. E Jesus estava dormindo. Mateus 8:24 ocê sabia que, antes de uma tempestade, é comum em mastros de navios, narizes de aviões, torres ou qualquer objeto metálico pontiagudo em contato com a atmosfera surgirem clarões parecidos com raios, que são conhecidos como fogo de santelmo? A falta de umidade do ar e a reação das moléculas de oxigênio e nitrogênio promovem um acúmulo de eletricidade, que é descarregada em estruturas metálicas e resultam nesses brilhos fantasmagóricos. O nome desse fenômeno vem de Santo Telmo, considerado padroeiro dos marinheiros do mar Mediterrâneo. Segundo esse folclore, o clarão evidenciava a presença do protetor das embarcações. Não sei se o barco dos discípulos, naquela noite de tempestade no mar da Galileia, tinha um mastro para atrair o tal fogo de santelmo; porém, eles tinham motivos de sobra para ter certeza de que estavam protegidos. Não era uma crendice fantasiosa. Jesus estava dormindo na proa. Inconscientes do que isso significava, os experientes marinheiros passaram a lutar com toda a força contra o mar agitado. Contudo, os esforços deles eram inúteis. O barco estava se enchendo de água e, para eles, não havia solução para o problema. Foi quando um “fogo de santelmo” extraordinário deu a eles uma ponta de esperança: “De repente, o clarão de um relâmpago rompe as trevas, e veem Jesus adormecido” (O Desejado de Todas as Nações, p. 334). “Então os discípulos o acordaram e disseram: – Mestre! Nós vamos morrer! O Senhor não se importa com isso?” (Marcos 4:38). Jesus acordou com calma, e sua autoridade agiu para trazer paz e segurança a seus discípulos. Às vezes, parece que nossa vida vira um barquinho indefeso no meio de um mar agitado por uma tempestade cruel. Sofremos com lutas que envolvem a família, a falta de saúde de gente querida ou problemas financeiros. Somos aterrorizados por essas tempestades, e nada que fazemos parece resolver. É maravilhoso, porém, lembrar da presença de Jesus, dormindo no barco do coração. No caso dos discípulos, foi um raio que iluminou o lugar onde o Senhor estava deitado e lhes devolveu a esperança. Quando os raios das dificuldades rasgam nosso céu, em vez de ter medo, devemos ver, pela fé, a imagem de Jesus e clamar a Ele por socorro. Esse verdadeiro “fogo de santelmo” garante que nosso barquinho não vai afundar.

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Quinta-feira

25 de maio

Legião Jesus lhe perguntou: “Qual é o seu nome?” “Legião”, respondeu ele; porque muitos demônios haviam entrado nele. Lucas 8:30, NVI cena não era nada bonita. Do meio dos sepulcros, vinha alguém correndo, gritando e, para piorar, sem roupas. Parecia mais um animal do que um ser humano. Ele aterrorizava a cidade e, por isso, era constantemente acorrentado para evitar que colocasse a vida das pessoas e as propriedades em risco. Porém, a força do mal era tão forte nele que as correntes não resistiam, e ele as quebrava. Sua história mudou repentinamente no dia em que Jesus atravessou o mar da Galileia. “Quando viu Jesus, gritou, prostrou-se aos seus pés e disse em alta voz: ‘Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes!’” (Lucas 8:28, NVI). Sem o mínimo de medo, ao contrário de todo mundo (inclusive os discípulos, que, a essa altura, já deviam estar correndo de volta para o barco), Jesus se colocou diante dele. Foi nesse momento que o espírito mau disse seu nome: Legião. Essa palavra tinha que ver com uma numerosa partição do exército romano. De acordo com o Dicionário Bíblico Adventista, a legião era composta por 6 mil homens, “comandada por um legatus […] era dividida em dez coortes, sendo que cada coorte (Mt 27:27; At 10:1) era subdividida em três manípulos. Cada manípulo era dividido em duas centúrias, que eram comandadas por centuriões (Mc 15:39, 44).” O que o espírito mau queria dizer com essa expressão era que o império das trevas estava dominando com força a vida daquele infeliz e que havia muitos anjos caídos no corpo dele. Entretanto, não existe nenhum poder no universo mais forte que Jesus. Por mais força que tenha uma pessoa, por mais impossível que pareça a resolução de uma situação, por maior que seja o obstáculo, diante de Jesus, tudo isso enfraquece. Jesus é extraordinariamente poderoso! Foi por esse motivo que o apóstolo Paulo disse: “Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo” (Romanos 8:38, 39). Portanto, se alguma “legião” tem tentado aterrorizar sua vida, fazendo você pensar que não existe solução para os problemas que enfrenta, e, acima de tudo, tem tentado separá-lo de Deus, lembre-se do poder de Jesus e fale como Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13, NVI).

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Sexta-feira

26 de maio

Santo de casa Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Lucas 8:39, ARA anto de casa não faz milagre.” Esse ditado traduz o pensamento de que, em geral, as pessoas dão mais valor ao que os de fora falam e fazem. Essa, porém, não foi a realidade de Arilton, aos 13 anos. Ele assistiu a uma série de pregações na Igreja Adventista de seu bairro e, depois de 30 dias de ensino da Palavra de Deus, foi o único a tomar a decisão ao lado de Cristo. O menino, então, voltou para casa e contou, para os dele, tudo que Deus havia feito por ele. Os anos se passaram, e uma revolução espiritual aconteceu na vida e na família do garoto. Vários parentes, por sua influência, foram batizados. Tempos depois, Arilton e seu irmão aceitaram o chamado divino para o ministério pastoral. Por meio de Arilton Cordeiro, atualmente apresentador do programa Bíblia Fácil, da TV Novo Tempo, e do ministério de seu irmão, Antônio, milhares de pessoas têm ouvido sobre Jesus. Tudo isso começou quando um menino não teve vergonha de proclamar, com amor e cortesia, a mensagem da salvação para a própria família. Como anda sua relação com as pessoas de sua família? Elas veem Cristo em você? Seus atos revelam o amor de Deus dentro das quatro paredes da intimidade do lar? O lugar mais difícil de viver o evangelho é dentro de casa, diante das pessoas que nos conhecem a fundo e sabem quais são exatamente nossas virtudes e defeitos. Talvez venha daí o ditado “santo de casa não faz milagre”. Porém, no versículo de hoje, entendemos que Jesus deseja que sejamos “santos” em casa para que Ele possa fazer milagres por meio de nosso testemunho. Em geral, temos mais facilidade para sermos corteses com as pessoas de fora do que com as mais próximas. Tristemente, as palavras mais duras que falamos na vida são dirigidas a gente bem chegada e que nos amam de verdade. Por conta da intimidade e liberdade, alguns filhos acham que podem falar o que vem à boca com os pais; irmãos de sangue, muitas vezes, se ofendem de forma dura, e marido e mulher acabam discutindo rispidamente. É muito legal ser simpático na igreja, na escola e na rua. Continue tratando bem as pessoas e falando do amor de Deus para elas, mas não esqueça do povo de casa, dos familiares, amigos e vizinhos, mesmo que eles já sejam cristãos. Transmita a mensagem de Jesus a todos, começando pela família. Seja um “santo em casa”, e Deus vai fazer muitos milagres por seu intermédio.

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Sábado

27 de maio

Pai e filha Ele se jogou aos pés de Jesus e pediu com insistência que fosse até a sua casa ,porque a sua filha única, de doze anos, estava morrendo. Lucas 8:41, 42 m geral, o amor de um pai por uma filha é muito grande e cercado com proteção, preocupação e certa dose de ciúme. No momento em que escrevo este texto, minha filha, Ana Clara, está com três anos de idade. Ela é meu tesouro, e o pedido por seu bem-estar presente e futuro é parte de minhas orações diárias. Desde que a Ana nasceu, a história retratada no versículo de hoje assumiu contornos ainda mais dramáticos para mim. A dor daquele pai deveria ser imensa pela possibilidade de se separar de seu xodó. Na maioria dos casos, as meninas se apegam aos pais, são carinhosas e doces. É assim na minha casa, e imagino que fosse assim também no lar de Jairo. Ele devia estar desesperado com a doença da filha. Passei minha infância inteira ouvindo uma história parecida. Sou o mais velho de três irmãos. Priscilla é minha irmã do meio, e era o xodó de meu pai. Acontece que, aos setes meses de vida, ela foi acometida por uma forte pneumonia. A bactéria que invadiu o pequeno pulmão dela foi a temida staphylococcus aureus. A infecção avançou rapidamente, e o quadro de minha irmã foi considerado grave pelos médicos. Na época, meu pai gastou bastante dinheiro em busca da melhor medicina disponível em nossa região para tentar salvar a filhinha. Porém, todas as tentativas pareciam inúteis, e os pediatras chegaram a desenganála. Foi quando a fé assumiu o primeiro lugar nas tentativas de meu pai. Ele resolveu buscar a Deus de todo o coração para que Priscilla fosse salva. Ele orou em lágrimas: “Se o Senhor salvar minha filha, eu prometo educá-la o mais longe possível das influências do pecado e dedicarei, não só ela, mas também meus outros filhos para o seu serviço.” Ele entendia que a TV poderia atrapalhar o cumprimento de sua promessa e a vendeu, usando o dinheiro para comprar todo o piso da igreja que frequentávamos. De forma inexplicável, o quadro de Priscilla começou a melhorar, e o milagre aconteceu. A infecção foi tratada, e minha irmã pôde crescer com saúde. Esse milagre ligou ainda mais meu pai à minha irmã. Ele cuidou dela com muito mais carinho. Ao relembrar essa história durante toda nossa infância, papai nos ensinou sobre o amor e o poder de Deus. Para nós, ficou claro que Jesus é um Pai amoroso que cuida de seus filhos com muito carinho.

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Domingo

28 de maio

Touch screen Ela foi por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele, e logo o sangue parou de escorrer. Lucas 8:44 s celulares de última geração e os tablets são equipados com touch screen. É incrível como a tela pode identificar o toque dos dedos e responder a comandos específicos. Como num passe de mágica, usuários dessa tecnologia, usando um dedo, por exemplo, podem rolar páginas e pressionando por mais tempo conseguem selecionar, cortar, copiar e colar arquivos; com dois em forma de pinça, fecham aplicativos; com três, arrastam textos e imagens em seus aparelhos. Como essas telas podem perceber a diferença de cada um desses toques? Ao usar o touch screen de meu tablet, lembrei-me de uma mulher que acionou a cura e a salvação de que precisava com uma “tecnologia” semelhante. Essa senhora havia gastado todo o seu dinheiro com médicos para tentar se ver livre de uma doença terrível que a fazia ter uma hemorragia sem fim. Depois de 12 anos lutando e sem ter mais para onde ir, a mulher ouviu falar que Jesus passaria por sua cidade. Ela arquitetou um plano: “Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada” (Marcos 5:28). É isso que eu chamo de salvação touch screen. Como todo judeu religioso de seu tempo, Jesus usava um manto, que nas pontas, tinha franjas. De acordo com a Bíblia, essas orlas representavam a Palavra de Deus. O profeta Zacarias, séculos antes, havia ensinado que pessoas necessitadas tocariam nas franjas das vestes de judeus bondosos em busca de salvação (Zacarias 8:23). Provavelmente com isso em mente, a mulher se espremeu entre a multidão para tentar tocar, mesmo que de leve, a roupa do Senhor. O plano deu certo. Ela já estava saindo de fininho, quando ouviu a voz de Jesus: “Quem foi que me tocou?” Pedro achou estranha a pergunta, considerando que havia uma multidão apertando o Senhor. O que ele não sabia era que o “Salvador podia distinguir o toque da fé, do casual contato da turba descuidosa” (O Desejado de Todas as Nações, p. 344). Como os celulares e tablets de última geração, Jesus identifica nosso toque, quando recorremos a Ele com fé. Por isso, ouse abrir as páginas da vida eterna neste dia, ao tocar, pela fé, as vestes da salvação de Jesus.

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Segunda-feira

29 de maio

A filha de Jesus Minha filha, você sarou porque teve fé! Vá em paz. Lucas 8:48 história da cura da mulher com fluxo de sangue é narrada entre o pedido de Jairo e a ressurreição de sua filha. Há algumas coincidências interessantes nessa passagem: a filha de Jairo tinha 12 anos quando estava à morte; a mulher com fluxo sofria havia 12 anos com uma hemorragia sem fim. Jairo buscava socorro para a filha; a mulher do fluxo de sangue é a única personagem feminina nos evangelhos que Jesus chamou de filha. Jairo estava muito apressado porque o caso de sua filha era desesperador. Jesus, porém, parece não se mover na velocidade que o pai queria. Por quê? É como se o Senhor estivesse dizendo, ao andar nos passos lentos da multidão: “Jairo, entendo o que você está sentindo. Vou salvar sua filha, mas antes preciso salvar a minha.” Não sabemos o nome dessa mulher, mas nem precisamos. O que aconteceu com ela já é suficiente para torná-la uma celebridade do evangelho. O fato de ela ter sido a única mulher chamada de filha por Jesus na Bíblia faz merecer a pergunta: O que havia de especial nela para ser considerada assim? 1. Ela recebeu Jesus como sua única esperança. João diz: “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12, ARA, itálico acrescentado). 2. Sem dúvida, foi o Espírito Santo que a guiou até Jesus. Ela poderia ter vários motivos para duvidar de que Jesus poderia resolver seu problema, mas foi movida até o encontro com o Salvador. A Bíblia diz o seguinte sobre gente assim: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8:14, ARA, itálico acrescentado). 3. Havia muita fé em seu coração. Enquanto Jairo pedia para Jesus ir à casa dele para fazer alguma coisa por sua filha, a mulher acreditava que, se apenas tocasse as vestes do Senhor, ela seria curada. “Pois, por meio da fé em Cristo Jesus, todos vocês são filhos de Deus” (Gálatas 3:26, itálico acrescentado). Todos nós podemos ser filhos de Jesus. Em realidade, Ele está ansioso para que mais e mais pessoas possam, de fato, ser consideradas suas filhas. Se receber Jesus como seu único Senhor e Salvador, permitir ser guiado pelo Espírito Santo e tiver fé em tudo o que as Escrituras ensinarem, não tenha dúvida, você também ouvirá Deus dizer: “Este é meu filho amado” (Mateus 3:17).

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Terça-feira

30 de maio

Exposição E, diante de todos, contou a Jesus por que tinha tocado nele e como havia sido curada na mesma hora. Lucas 8:47 xistem situações na vida em que tudo o que a gente quer é sair de fininho sem ser percebido. É possível que você já tenha se sentido assim, especialmente se tiver uma personalidade um pouco mais tímida, como parece ser o caso da mulher que foi curada do fluxo de sangue por Jesus. Ela tocou bem de leve no manto do Senhor, sentiu a cura que precisava e já estava tirando o time de campo, quando ouviu uma voz, enquanto seu mundo rodava no meio de um monte de gente desconhecida: “Quem foi que me tocou? […] Alguém me tocou, pois Eu senti que de mim saiu poder” (Lucas 8:45, 46). Era Jesus preparando o terreno para que a história de sua cura fosse eternizada. Dois passos para trás, meia volta, ajoelhada com rosto em terra, dedinho levantado e um turbilhão no coração. Quando leio esse relato, penso: O Senhor não poderia ter deixado a pobre mulher ir embora feliz e curada do jeito que ela havia planejado? Por que Ele resolveu expô-la em púbico? O primeiro motivo é simples. Se ela tivesse ido embora sem ser descoberta, o mundo seria privado de um dos maiores espetáculos da fé. Por Jesus tê-la chamado, ela pôde testemunhar sobre o que Deus havia feito em sua vida. Não existe alegria maior do que essa. Outra coisa: se ela tivesse ido embora quietinha, teria perdido a oportunidade de adorar o Senhor. Ao voltar-se para Jesus e ajoelhar-se diante dele, a mulher pôde atribuir a Cristo a glória que lhe é devida. Além disso, Jesus queria deixar bem claro para a mulher que o poder não estava no manto. Ele não queria que uma ideia mística fosse alimentada na mente dela. Foi a fé em Jesus que a curou, não a roupa que ela havia tocado. Isso nos ajuda a entender que os milagres não residem em objetos ou em formas religiosas. Eles vêm apenas de Deus, como resultado da fé. Creio, porém, que o motivo mais importante que levou Jesus a expor a mulher foi completar a bênção que ela precisava. Ele disse: “Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lucas 8:48, ARA). Percebeu? A mulher estava curada pelo toque, mas, ao se voltar para o Senhor, ela recebeu o mais importante: a salvação. Ela ficou no lucro. Isso nos ensina que quem não tem medo de declarar publicamente a fé em Jesus é exposto à situação mais incrível da vida.

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Quarta-feira

31 de maio

O Médico dos médicos Ela havia gastado com os médicos tudo o que tinha, mas ninguém havia conseguido curá-la. Lucas 8:43 magine se você não pudesse abraçar ninguém, fosse proibido de ir à igreja, tivesse que ficar isolado e vivesse constantemente com a expectativa da morte. Terrível, não acha? Era assim que vivia a mulher com fluxo de sangue. As regras eram as seguintes sobre o tipo de doença que ela sofria: “A mulher que tiver hemorragia […] além do tempo normal ficará impura […]. Qualquer cama em que ela se deitar e qualquer coisa em que se sentar durante esse tempo ficarão impuras. E quem tocar na cama ou naquilo em que ela se sentou ficará impuro e deverá lavar a roupa que estiver vestindo e tomar um banho; e ficará impuro até o pôr do sol” (Levítico 15:25-27). Foi assim que nossa personagem sem nome viveu durante longos 12 anos. Essa situação desesperadora a levou a gastar todo o seu dinheiro com a “avançada” medicina de seu tempo. O rabino Jochanan apresenta algumas receitas “infalíveis” dos médicos da época de Jesus para curar mulheres com fluxo de sangue: “Colocá-la em um lugar onde dois caminhos se encontram e fazer com que ela segure um copo de vinho em sua mão. Alguém deve vir por trás dela, assustá-la e dizer: Levanta-te de teu fluxo. Mas se isso não fizer nenhum efeito, deve-se ferver um punhado de cominho, açafrão e feno-grego, dar de beber à mulher e dizer: Levanta-te de teu fluxo. Mas se isso também falhar, cavar sete valas e queimar nelas ramos de videiras ainda não podadas (videiras que não tenham quatro anos); que ela segure na mão um copo de vinho e que ela seja levada de uma vala e assentada noutra, e que ela seja removida desta vala e colocada em uma outra; e em cada remoção deve-se dizer a ela: levanta-te de teu fluxo.” Seria engraçado se não fosse trágico. Foi com esses tratamentos que a pobre mulher gastou todo seu dinheiro. Ela não tinha mais o que fazer quando ficou sabendo de Jesus, o médico dos médicos. O “tratamento” dele era simples. O “paciente” só precisava ter fé e tocar as vestes do “Doutor”. E foi isso que ela fez. Com o coração cheio de esperança, encostou no Salvador e sentiu estancar sua hemorragia. Com aquele leve toque, ela foi devolvida à vida de sua família e da sociedade e, acima de tudo, recebeu a cura de que mais precisava: a salvação. Se você quiser se tratar hoje com esse Médico, vá até Ele sem medo. A “consulta” é de graça, e o resultado é garantido.

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Quinta-feira

1º de junho

Entre lágrimas e risadas “Não chorem”, disse Jesus. “Ela não está morta, mas dorme”. Todos começaram a rir dele, pois sabiam que ela estava morta. Lucas 8:52, 53, NVI omo uma pessoa pode ir do choro ao riso tão rapidamente? Uma das possibilidades é se as lágrimas forem forçadas, e a risada estiver envenenada com sarcasmo e cinismo. Esse é o caso na situação retratada nos versículos de hoje. Nos tempos de Jesus, era costume contratar gente para chorar quando morria uma pessoa. Estranho, não é? Existia até uma espécie de profissão: a das carpideiras. Em realidade, essas pessoas não precisavam ter sentimentos sinceros pelo morto ou pela família. Bastava abrir o berreiro ao som de flautas tristes. No velório da filha de Jairo, o “show” dessa turma estava no auge quando Jesus chegou. O choro estava tão alto que o Senhor classificou a atuação das carpideiras como “alvoroço”. Ele disse que não havia motivo para isso, pois a criança estava dormindo. De repente, o choro alvoroçado virou risada sarcástica. A turma do chororô estava dizendo que tinha certeza da morte da menina, e que o Senhor estava falando o que não devia. Jesus não respondeu nada. Apenas pediu que os pais e os discípulos mais próximos permanecessem no quarto. Com essa atitude, o Senhor estava dizendo às carpideiras cínicas: “Vocês entendem da morte, mas Eu sou especialista em vida.” O choro e o riso retratados nos versículos de hoje parecem com o que acontece atualmente. Muita gente por aí vive reclamando das tragédias do mundo e chorando “o leite derramado” da maldade, mas com uma atitude descrente em relação às promessas do evangelho de resolver em definitivo todos os problemas da humanidade. Zombam dos que creem em Deus e da expectativa do breve retorno de Jesus. Cumprem ao pé da letra a profecia do apóstolo Pedro: “Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões” (2 Pedro 3:3, NVI). Se não se arrependerem, esses cínicos terão motivos de sobra para chorar. As lágrimas de Jairo e sua família eram sinceras, e a prova disso é que, em desespero, ele buscou a Jesus para que o problema fosse resolvido. Foi por isso que ele pôde sorrir de verdade quando o Senhor devolveu a vida à sua filha. Se você realmente lamenta a própria situação e a maldade do mundo, recorra com fé a Cristo, e Ele transformará seu choro em felicidade sem fim.

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Sexta-feira

2 de junho

Justiça Alguns diziam que João Batista tinha sido ressuscitado […]. Mas Herodes disse: – Eu mesmo mandei cortar a cabeça de João. Lucas 9:7, 9 esus disse que João foi o maior homem nascido de mulher. O paradoxo dessa afirmação é que, enquanto Cristo dizia isso, o profeta estava preso e logo perderia a cabeça a mando do ímpio Herodes. Que final injusto! João Batista foi fiel à sua missão de condenar o pecado, e isso resultou em prisão e morte. Contudo, foi a esse homem preso e humilhado que Cristo dedicou uma de suas mais gloriosas declarações: “Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lucas 7:28, ARA). Ellen White explica: “Que, em face da maneira de avaliar do Céu, constitui grandeza? Não o que o mundo considera como tal; não riqueza, nem posição, nem nobreza de linguagem, nem dons intelectuais considerados em si mesmos. Se grandeza intelectual, à parte de qualquer consideração mais elevada, é digna de honra, então Satanás merece nossa homenagem, que suas faculdades intelectuais nenhum homem já igualou. […] Valor moral, eis o que é estimado por Deus. Amor e pureza são os atributos que mais aprecia. João era grande aos olhos do Senhor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 219). Esse é o tipo de homem e mulher que o mundo precisa em nossos dias. Gente grande aos olhos do Céu, que resolve desprezar a glória dos homens e se apegar a Deus, custe o que custar. No entanto, quando olho para o calabouço em que João Batista foi posto e para sua decapitação, penso que tudo isso foi muito injusto. Ellen White, entretanto, faz o seguinte comentário: “Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado testemunho da verdade. Agora deviam ser testemunhas daquele que os ressuscitara dos mortos (ibid., p. 786). O texto acima não declara que João Batista ressuscitou e subiu com Cristo para o Céu, mas apresenta uma característica óbvia do profeta do Jordão. Não há dúvida de que João havia “colaborado com Deus” e que, “à custa da própria vida”, tinha dado testemunho da verdade. Ele está ou estará no Céu. Isso sim é um final justo para a vida de um homem como João. Se formos como ele, pela justiça de Jesus, também estaremos lá.

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Sábado

3 de junho

Ovelhas perdidas Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Mateus 10:6 Salmo 23 é uma das poesias mais lidas (e lindas) de todos os tempos. É o texto que expressa toda a segurança das ovelhas que se deixaram achar por Cristo, o supremo pastor. O primeiro versículo já resume o pensamento das ovelhas de Jesus: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta” (Salmo 23:1, NVI). Porém, essa não é a realidade de muita gente. As “ovelhas perdidas do povo de Israel” (Mateus 10:6) vivem a insegurança da vida sem Deus. Essa condição poderia ser descrita com esta espécie de paródia do Salmo 23: Eu mesmo sou meu pastor; tenho falta de tudo. Não consigo repousar nunca; sinto-​me destruído. Os caminhos que percorro são de injustiça porque não sei para onde ir. Vivo amedrontado especialmente quando a vida escurece; não há quem me proteja e guie. Os meus adversários zombam de mim à mesa, e fico aterrorizado com suas maquinações. Meu coração está ferido; meu cálice, vazio. Mesmo assim, tento me autoafirmar; não adianta nada. Sinto-me perseguido pela maldade e pelo desamor. Estou perdido e não sei para onde ir. Os versos acima revelam a completa insegurança que assombra as “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Como saber se a insegurança é uma realidade em sua vida? Gente insegura está sempre se sentido desconfortável com a própria personalidade e vive buscando autoafirmação. De forma prática, inseguros têm grande dificuldade de tomar decisões, fogem de desafios e morrem de medo de errar. Em alguns, porém, a insegurança tende a se manifestar por meio da arrogância. Na tentativa de esconder seus medos, algumas pessoas se tornam cheias de si para tentar atrair os olhares dos outros em busca da ilusão do reconhecimento alheio. A segurança das ovelhas que seguem Jesus não está nas coisas que o mundo considera como sólidas. Não são os bens materiais, o poder, a inteligência e a força que trazem a firmeza necessária para viver em paz, mas é a presença do Senhor que garante, mesmo diante do sofrimento, que nós não sentiremos falta de nada. Pessoas inseguras, por sua vez, sentem falta de tudo ainda que estejam cercadas de coisas de valor. Quem não tem Jesus não tem nada. Se você deseja se sentir seguro para andar na perigosa estrada da vida, sem medo do futuro, deixe que o querido Pastor Jesus o encontre. E descanse na paz de ter todas as necessidades do coração satisfeitas por Cristo.

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Domingo

4 de junho

Ovelhas achadas Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Mateus 10:6 or meio de uma poesia belíssima, o Salmo 23 descreve como Deus pastoreia as ovelhas que se deixam achar. Elas não sentem falta de nada porque encontram descanso em Jesus e se alimentam do pasto verdejante das Escrituras. Além disso, sentem-se seguras porque o Pastor tem uma espada e um cajado com os quais as defende das tentações do inimigo e das dúvidas do coração. O Salmo 23 também mostra a figura de um banquete servido por Deus em sua casa para as ovelhas que viajam pelas estradas desérticas da vida. Nesse jantar, o cristão encontra a salvação, que é retratada belamente pela unção e pelo transbordar da taça. Além disso, o anfitrião unge seus convidados com óleo, que sara as feridas e perfuma o corpo. Isso simboliza a obra do Espírito Santo ao nos convencer do pecado e produzir santidade em nossa vida. O cálice que transborda representa a infinita salvação derramada na cruz. A taça do coração não pode realmente conter toda a abundância da graça que flui do Calvário. E esse transbordar não é desperdício, pois beneficia quem está à volta. A esse banquete, todos nós chegamos feridos e indignos. Imerecidamente, porém, somos tratados como convidados de honra do anfitrião. Depois desse banho de graça que recebemos na presença de Deus, uma coisa linda ocorre, de acordo com o Salmo 23: o cristão passa a ser, literalmente, perseguido por bondade e misericórdia. Isso ensina que não é possível se livrar do amor de Deus. O salmo termina com as ovelhas garantindo: “Sempre voltarei à casa do Senhor.” Um dia, depois de me sentir como uma “ovelha achada” do Pastor Jesus, resolvi escrever minha reação à beleza da salvação expressa no Salmo 23. Faça destas palavras a sua oração hoje: Senhor, não mereço e não entendo por que, mas Tu insistes em me honrar com um banquete do qual só posso participar pela fé. Aceito o óleo do teu Espírito que perfuma minha vida com tua graça, purifica meu corpo com santidade e cura minhas feridas com perdão. Senhor, sou grato pela extravagância de teu vinho na taça de minha vida. De fato, preciso de ti em doses maiores de que meu frágil coração possa comportar. Quero mais de ti, pois aí está o segredo de minha honra; não em mim, mas em ti. Sei que, na cruz, o vinho da salvação transbordou e aqui estou, escondido em tua sombra, com minha humilde taça erguida, para encher continuamente minha existência de ti.

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Segunda-feira

5 de junho

Compartilhar Vocês receberam sem pagar; portanto, deem sem cobrar. Mateus 10:8 cumuladores são pessoas que não descartam nada do que tem. O lixo que produzem vira parte de seu “patrimônio”, e roupas, sapatos, móveis ou qualquer tipo de coisa velha jamais são doados ou descartados. Tudo fica devidamente acumulado e empilhado pela casa. Para piorar, essas pessoas vivem ainda à caça do que os outros jogaram fora. A atividade cerebral dos acumuladores sobe para níveis elevadíssimos quando o que está em jogo é a decisão de descartar ou não o que têm e, segundo pesquisadores da doença, esse agito no cérebro dificulta o processo de escolha e favorece o medo de ficar sem alguma coisa útil. A condição doentia de pessoas assim ilustra a situação de muita gente que não aprendeu a compartilhar. Tudo o que temos de bom vem de Deus. Por isso, não precisamos ter medo de compartilhar. Viver egoisticamente, sem pensar em ajudar os outros, é desconsiderar que é Deus quem provê o que precisamos. É triste ver gente com tanto, e outros com tão pouco. Cristãos verdadeiros não acumulam comida, roupa e bens materiais, enquanto existem pessoas que não têm nada. Esse é o princípio por trás do ensino de Jesus a seus discípulos no versículo de hoje. O Senhor deseja que entendamos que sua graça deve transbordar livremente de nossa vida para abençoar os outros. Não há como acumular os presentes de Deus e não os compartilhar. Gratuitamente, Deus conferiu para todos nós os mais diversos dons. Algumas pessoas, por exemplo, têm grande facilidade de aprender. É bonito ver gente assim compartilhando o que sabe com os outros, ao reunir os amigos dias antes de uma prova para estudar, ao ajudar colegas novatos no trabalho a aprender o que fazer, entre outras coisas. Quando o que está em jogo é o conhecimento da Palavra de Deus, o nível de responsabilidade aumenta ainda mais. No versículo de hoje, Jesus deixou bem claro aos discípulos o dever de distribuir o que receberam. Ao enviá-los para a missão, o Senhor os motivou a compartilhar, de graça, a salvação que haviam recebido gratuitamente. E ele também espera isso de nós, seus discípulos atuais. Por isso, não seja um acumulador. Deixe que o Espírito Santo encha seu coração de amor e compartilhe o que Deus lhe tem dado, sem medo. Quanto mais distribuir, mais você terá.

A


Terça-feira

6 de junho

Perto Vão e anunciem isto: “O Reino do Céu está perto.” Mateus 10:7 oucura. Essa é a palavra para definir o que milhares de fãs em todo o mundo estão dispostos a fazer para ter a oportunidade de ficar perto dos astros da música pop. A passagem de cantores com Katy Perry e Justin Bieber pelo Brasil é uma amostra disso. Dias antes do início do show, até debaixo de chuva, centenas de jovens permaneceram acampados em frente aos locais da apresentação para poderem garantir um lugar bem próximo ao palco. Há quem não se contente com isso. Uma espécie de fã-clube carioca de Bieber, para se sentir perto dele, chega ao ponto de comemorar o aniversário do cantor com uma festa de arromba. Para simular a presença do ídolo, essa turma alucinada usa totens e fotos do artista. Fanatismos assim podem ser explicados pela ilusão de que os famosos têm uma vida perfeita e digna de ser imitada. Com seu magnético carisma, os astros do show business fazem gente ingênua acreditar num mundo de glamour sem fim. Fantasia à parte, vamos falar de um “Astro” de verdade. Nunca existiu nem jamais existirá alguém mais carismático e poderoso que Jesus. O apóstolo Paulo o descreve assim: “Ele […] é a revelação visível do Deus invisível […]. Por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê” (Colossenses 1:15, 16). Que “loucura” você faria para estar perto de Alguém assim? É interessante saber que o extraordinário Jesus descrito acima pediu que seus discípulos anunciassem que Ele está bem perto de nós. Ao se referir, à proximidade do reino do Céu, o versículo de hoje aponta para a presença do Rei Jesus entre nós e revela seu desejo de que nos acheguemos a Ele. O tom dessa mensagem não mudou ao longo dos anos. Ao contrário, ela se repete e se intensifica em nossos dias. Veja o recado de Deus para nós hoje: “Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus” (Hebreus 4:16) e “Chegou a hora de Deus julgar a humanidade. Adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas!” (Apocalipse 14:6). Esses textos estão dizendo que todos nós podemos estar bem perto de Jesus pela fé e que a nossa postura diante dele deve ser de verdadeira e exclusiva adoração. Por isso, aproxime-se hoje de Cristo. Ao lado dele, toda a maravilhosa atmosfera do Céu envolverá sua vida. E lembre-se: foi Ele quem fez a incrível “loucura” de morrer na cruz para ter você para sempre por perto.

L


Quarta-feira

7 de junho

Companhia E em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem neles é digno. Mateus 10:11, ARA uem nunca ouviu a seguinte frase em tom de conselho: “Dize-me com quem andas e te direi quem tu és”? Quando os pais usam esse ditado, estão tentando nos advertir da importância de andar com gente boa para que os valores corretos que eles nos ensinaram não se percam por conta dos costumes errados das más companhias. Embora essa frase não esteja na Bíblia, ela expressa um princípio da Palavra de Deus. Por exemplo, o sábio Salomão diz: “Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal” (Provérbios 13:20). Paulo concorda e enfatiza: “Não se enganem: ‘As más companhias estragam os bons costumes’” (1 Coríntios 15:33). Os textos bíblicos acima revelam a importância das boas amizades no crescimento individual e, por outro lado, a tragédia de se relacionar com gente cujos valores são contrários aos do reino de Deus. Isso não significa que você deva desprezar as pessoas, mas que é preciso estar ligado diretamente apenas a quem vai, de fato, ajudar você a crescer na vida. Ao se relacionar com pessoas más, sem perceber, você vai estar fazendo o que elas fazem. Um antigo provérbio chinês ilustra essa ideia: “As más companhias são como mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro.” No versículo de hoje, Jesus acrescenta ainda outro ponto importante para a escolha de boas companhias. Ao enviar seus discípulos ao campo missionário, Ele orientou: “E em qualquer cidade ou povoado que entrardes, indagai quem neles é digno.” Em outras palavras, Ele estava dizendo: “As pessoas não vão valorizar a mensagem, se vocês estiverem associados com gente de má reputação. Por isso, se misturem com gente boa.” José Bates, um dos fundadores da Igreja Adventista, sempre levou esse conselho a sério. Conta-se que, quando foi evangelizar a cidade de Battle Creek, ele perguntou no correio: “Quem é o homem mais honesto da cidade?” “David Hewitt”, respondeu o funcionário. Bates escolheu começar sua obra de evangelização por Hewitt. O resultado? O homem se converteu, e, em Battle Creek, muitas outras pessoas foram batizadas pelo testemunho do “homem mais honesto da cidade”. Certamente o povo pensou: “Se esse Bates anda com Hewitt, ele deve ser gente boa. Vamos ouvi-lo.” Escolha andar com Jesus e com os amigos dele. Assim, as pessoas não terão dúvida a respeito de quem é você.

Q


Quinta-feira

8 de junho

Missão cumprida E na saída sacudam o pó das suas sandálias, como sinal de protesto contra aquela gente. Mateus 10:14 umprir fielmente a parte que me corresponde.” Assim diz a lei do desbravador. Ter a sensação do dever cumprido é uma das boas coisas da vida. Porém, às vezes, ao fazer nossa parte, alguém pode não entender e rejeitar nossa atuação. Quando isso acontece, a melhor coisa é manter a serenidade e a firmeza em fazer o que é certo, mesmo diante da incompreensão. Jesus é o maior exemplo do que é não ter a missão compreendida. Sendo Deus, Ele sabia que seria rejeitado e morto, muito antes de vir aqui. Ainda assim, não fugiu de sua responsabilidade e fez exatamente o que o Pai esperava. Ele desceu a esse mundo mau, viveu entre nós, demonstrou na prática o amor divino, revelou como é a vida de um ser humano sem pecado e, finalmente, morreu em nosso lugar. Para Jesus, “missão dada é missão cumprida”. Mesmo Ele fazendo tudo isso infinitamente melhor do que qualquer outro ser em todo o universo faria, a humanidade resolveu o desprezar e o pendurar em uma cruz em sinal de completa rejeição. Jesus não tem medo de missão desafiadora e espera que nós também não tenhamos. Nessa linha, o apóstolo Paulo encorajou um jovem chamado Timóteo: “Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que julgará todos os seres humanos, tanto os que estiverem vivos como os que estiverem mortos, eu ordeno a você, com toda a firmeza, o seguinte: por causa da vinda de Cristo e do seu Reino, pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não” (2 Timóteo 4:1, 2). A justificativa para tanta urgência era: “Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência. Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos” (2 Timóteo 4:2, 3). O mundo dá sinais de que o tempo sobre o qual Paulo falou já chegou. Por isso, Deus precisa hoje de gente corajosa para viver sua mensagem em todo tempo e lugar. Mesmo diante da recusa das pessoas em ouvir o evangelho, nossa vida precisa pregar. Assim, no dia do acerto de contas com Deus, ninguém poderá tentar explicar sua perdição com algo do tipo: “Mas ninguém me falou de Cristo…” Por isso, hoje, “cumpra fielmente a parte que lhe corresponde”, custe o que custar. Deixe as consequências com Deus e tenha certeza de que, fazendo assim, para Jesus, você será bem-sucedido.

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Sexta-feira

9 de junho

Sodoma e Gomorra No Dia do Juízo, Deus terá mais pena das cidades de Sodoma e de Gomorra do que daquela cidade. Mateus 10:15 odoma e Gomorra representam o que há de pior na humanidade. Essas cidades chegaram a índices tão elevados de pecado que Deus teve de destruí-las. Logo nas primeiras referências a elas, a Bíblia as descreve como um lugar “onde vivia uma gente má, que cometia pecados horríveis contra o Senhor” (Gênesis 13:13). A lista de crimes de Sodoma e Gomorra é longa. Segundo fontes judaicas antigas, os habitantes dali eram gananciosos e mesquinhos. Além disso, não exerciam a hospitalidade, que era um valor sagrado para os antigos orientais. Acredita-se que lá, inclusive, havia uma tal “cama de Sodoma”, na qual os forasteiros eram obrigados a deitar. Se fossem maiores que a cama, eram cortados; se menores, esticados. Crueldade! Por meio do profeta Ezequiel, Deus fala dos pecados que causaram a destruição dessas cidades: “Sodoma e as suas filhas eram orgulhosas porque tinham muita comida e viviam no conforto, sem fazer nada; porém não cuidaram dos pobres e dos necessitados. Elas foram orgulhosas e teimosas e fizeram as coisas que Eu detesto; por isso, Eu as destruí, como você sabe muito bem” (Ezequiel 16:49, 50). Além disso, os piores tipos de imoralidade sexual proliferavam nas cidades. O que os habitantes de Sodoma e Gomorra queriam fazer com os anjos que foram visitar Ló é absolutamente repugnante (Gênesis 19:1-11). Não houve jeito. Deus fez descer fogo e enxofre do céu sobre as cidades, porque seus habitantes desprezaram completamente a oferta de salvação. Levando tudo isso em conta, chama a atenção, no versículo de hoje, o fato de Jesus dizer que Deus será mais firme com quem rejeitar a mensagem de salvação do que foi com os moradores de Sodoma e Gomorra. Para Cristo, não dar ouvidos ao evangelho é ser pior que os sodomitas. O mundo atual é muito parecido com Sodoma e Gomorra tanto na maldade quando na imoralidade. Além disso, a cada dia, as pessoas parecem ficar com o coração mais duro em relação a Jesus, e muitos, inclusive, assumem a postura de chacota em relação à Palavra de Deus. Quem rejeitar a mensagem da salvação se perderá como o povo de Sodoma e Gomorra. Porém, sobre quem abrir o coração para o Senhor, vai descer do céu um dilúvio de graça e amor. Ouça hoje o convite de Jesus e escape da condenação do mundo.

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Sábado

10 de junho

Serpentes e pombas Sejam espertos como as cobras e sem maldade como as pombas. Mateus 10:16 esde o início, a serpente é descrita na Bíblia como um animal prudente e sagaz. Sorrateiras, calculistas e de bote certeiro, as cobras dão um show de estratégia quando o que está em jogo é a defesa do pão de cada dia e a manutenção da vida. Mesmo não sendo muito queridas pela maioria das pessoas, as serpentes têm suas virtudes. São discretas, sabem o tempo certo de agir, recuam quando necessário, usam bons disfarces e não dão bobeira para os predadores. Enfim, são espertas e prudentes. Entretanto, as serpentes também simbolizam características muito negativas, como falsidade e agressividade. Por isso, no versículo de hoje, para equilibrar as coisas, Jesus inseriu outro animal em sua comparação: as pombas, que simbolizam a paz e a simplicidade de coração. Com essa mistura, Jesus deseja que tenhamos um coração puro e cheio de amor pelas pessoas e que estabeleçamos relacionamentos com clareza e transparência, sem segundas intenções. Por outro lado, precisamos tomar certos cuidados e precauções para não nos expormos a riscos e perigos desnecessários. O que isso significa na prática? Ser simples como uma pomba é amar a todos independentemente de qualquer coisa; ser pudente, porém, é escolher as pessoas certas para se relacionar de maneira mais próxima. Ser simples é ter desejo de evangelizar qualquer um e em qualquer lugar; ser prudente é não colocar os pés em locais impróprios, ainda que a motivação do coração seja positiva. Ser simples é defender com firmeza os princípios da Palavra de Deus; ser prudente é saber o momento certo para apresentar uma verdade a alguém. Ser simples é ter o desejo de fazer sempre mais e melhor para glorificar o nome de Deus; ser prudente é reconhecer as próprias limitações e permitir que outros com mais preparo para certas atividades a executem em nosso lugar. Ser simples é estar com o coração aberto para as pessoas; ser prudente é interpretar sinais claros de falsidade e maldade em alguém, e, então, se proteger. Só no laboratório de biogenética do Céu é que essa espécie de hibridismo entre serpentes e pombas pode dar certo. O grande “Cientista” Espírito Santo tem a fórmula exata para anular o veneno do pecado e injetar em nós altas doses de pureza e amor. Peça hoje que essa “experiência” seja realizada em você e saia para vida cheio de prudência e boas intenções.

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Domingo

11 de junho

Coroa Mas quem ficar firme até o fim será salvo. Mateus 10:22 la estava deslumbrante. Era a noiva que eu sempre sonhei. Sorriso perfeito nos lábios, um vestido lindo e, na cabeça, a prova de que ela assumia o trono do meu coração. Depois da cerimônia, fomos para a porta da igreja receber os cumprimentos. Era o nosso dia. Em realidade, mais dela do que meu, pois noivo em dia de casamento é coadjuvante. Entre as pessoas que vieram nos cumprimentar, estava uma menina de uns seis anos. Ela nem olhou para mim. Foi na direção da Ariane e, com o olhar mais mimoso do mundo, pediu um abraço. Sempre muito amável, Ariane se abaixou para afagar a criança. Foi muito rápido. A menina nem esperou o movimento completo, com as duas mãos, tentou arrancar a coroa de minha esposa. Doce, porém, atenta, Ariane se recompôs rapidamente e garantiu a manutenção daquele penteado que lhe havia custado a tarde inteira no salão e defendeu como pôde sua coroa. A Bíblia descreve a salvação também por meio do símbolo da coroa. Em Apocalipse, Jesus nos diz: “Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa” (Apocalipse 3:11, NVI). E, pouco antes de morrer decapitado, o apóstolo Paulo garantiu: “Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:7, 8, NVI). Não sei se você percebeu, mas os textos falam da coroa não como algo que será nosso no futuro. Ela já é nossa agora; por isso, devemos retê-la e guardá-la. Um detalhe comum nas duas passagens também é a ênfase no retorno de Cristo. Em Apocalipse, Jesus reafirma a promessa de sua vinda, como se dissesse: “Continuem com seu coração firme nessa esperança, que a coroa não cairá da cabeça de vocês.” Para Paulo, a ideia é semelhante: “Vou guardar minha coroa, pois, quando Jesus voltar, Ele vai colocá-la em minha cabeça. Na minha e na de todo mundo que sonha com o retorno dele.” Foi maravilhoso ver minha esposa arrumada para o casamento usando o símbolo do reinado do amor entre nós. Algo semelhante ocorrerá conosco no retorno de Jesus, que será como um lindo casamento. Os noivos serão Cristo e a igreja. Naquele dia, Ele vai materializar a coroa que já enfeita nossa cabeça pela fé. Por isso, não deixe que nada no mundo tire da sua cabeça a coroa da vida eterna.

E


Segunda-feira

12 de junho

Cabelos Quanto a vocês, até os fios dos seus cabelos estão todos contados. Mateus 10:30 ocê sabe mais ou menos quantos fios de cabelo tem na cabeça? Pergunta difícil, não é? Pois bem, a quantidade aproximada está relacionada à sua idade. Quem não é calvo e tem entre 20 e 30 anos, pode possuir, em média, 615 fios por centímetro quadrado no couro cabeludo, o que daria, mais ou menos, 150 mil fios de cabelo. Com o passar do tempo, essa média tende a cair (posso dizer por experiência própria). Segundo algumas teorias, dos 30 aos 50 anos, por exemplo, a cabeça sustentaria cerca de 485 fios por centímetro quadrado. Não quero desanimar você, mas as coisas só pioram com a idade, nesse sentido. Esses números nada precisos são atribuídos por estimativa e com base em suposições. A realidade é que é impossível contar quantos fios há na cabeça de uma pessoa. Pode tentar. Você vai perceber que realmente não dá. Jesus usou esse exemplo para revelar o poder e onisciência de Deus e, ao mesmo tempo, mostrar como o Pai nos conhece. Ele sabe de todas as nossas necessidades, e nada lhe passa despercebido. Saber disso é revolucionário. Em vez de vivermos ansiosos em busca de sermos compreendidos e loucamente tentando solucionar sozinhos nossos problemas, podemos confiar na verdade de que Deus sabe de tudo sobre nós e que, em seu amor infinito, providenciará, no tempo certo, o que precisamos. Essa verdade está presente em toda a Bíblia. O salmista diz, por exemplo: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará” (Salmo 37:5, ARA); “Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro” (Salmo 40:1). O apóstolo Paulo confirma a onisciência divina e reforça em nós a certeza do amor e cuidado divinos: “E Deus […] vê o que está dentro do coração. […] O que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém! […] Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus” (Romanos 8:27, 31, 37). Diante dessas promessas tão lindas, para que ficar perdendo os cabelos com as preocupações da vida (ou com o medo de perder os cabelos no futuro)? Se Deus sabe quantos fios há na sua cabeça, Ele conhece suas necessidades. Por isso, entregue suas preocupações todas a Deus. Ele cuida de você.

V


Terça-feira

13 de junho

Elias João é Elias, que estava para vir. Mateus 11:14 o versículo de hoje, o que Jesus quer dizer é que João Batista foi muito parecido com Elias. Por isso, cumpriu a profecia de Malaquias: “Antes que chegue aquele grande e terrível dia, Eu, o Senhor, lhes enviarei o profeta Elias” (Malaquias 4:5). A expressão “grande e terrível dia” é uma referência à primeira e à segunda vinda de Jesus a esse mundo. João foi o “Elias” da primeira, que preparou povo para chegada do Messias, e nós devemos ser o da segunda. Você topa o desafio? Assim como foi para João Batista, Elias deve ser para nós um modelo a ser imitado. O problema é que imitar Elias não é uma coisa fácil, pois ele foi uma pessoa extraordinária. Porém, vamos dar uma olhada rápida na vida dele, para tentar enxergar pontos de contato com a nossa vida. Quando estudo sobre Elias, a primeira coisa que percebo é que ele era revoltado contra o pecado. Ele se colocou nas mãos de Deus para ser instrumento de mudança. Se quiser ser o Elias de nosso tempo, você não pode achar que o pecado e a maldade do mundo são normais. No tempo de Elias, quem mandava em Israel era o terrível rei Acabe e sua mulher, Jezabel. Esse casal do mal havia conseguido convencer as pessoas de que a riqueza do reino era resultado do poder da divindade pagã chamada Baal. Segundo eles, só chovia sobre as colheitas do país, porque esse ídolo estava satisfeito com os rituais que eram oferecidos a ele. Para desfazer o engano, Elias resolveu orar para que a verdade aparecesse. Deus o ouviu e, durante três anos e seis meses, não caiu uma gota de água do Céu. Depois disso, ficou claro: só o Senhor é Deus! Elias, porém, teve seu momento de fraqueza espiritual. Ele ficou com medo de Jezabel, fugiu, enfiou-se em uma caverna e reclamou com Deus. Apesar disso, você acha que Deus o abandonou? De jeito nenhum. Ao contrário, o Senhor disse: “Que fazes aqui, Elias?” Observe o advérbio de lugar “aqui”. Esse termo indica que o Senhor estava dentro da caverna com Elias. Deus resolveu ir à caverna onde seu servo estava para tirá-lo de lá, curando-o de sua depressão. O final da história de Elias é maravilhoso. Aliás, não é certo falar de um fim para a vida desse profeta estrondoso. A existência de Elias nunca terminou, pois Deus o levou para o Céu. Esse será também seu “fim” se você resolver ser o Elias de nossa geração.

N


Quarta-feira

14 de junho

O grande Pai Ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, Eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos! Mateus 11:25 quela seria mais uma corriqueira reunião de pais e mestres do quinto ano de um colégio no Rio de Janeiro. Seria. Porém, a escola resolveu inovar. Enquanto os filhos faziam uma prova surpresa em uma sala, na outra, os pais eram submetidos ao mesmo teste. Entre as melhores notas, um segredo: pais que estudavam com os filhos tiraram notas parecidas com as dos pequenos. Foi bonito ver um menino dizer sobre a mãe: “Sentar com ela para estudar é legal. Ela brinca, a gente conversa, a gente para, a gente pensa…” Um pai explicou: “Às vezes, os pais esquecem que o filho precisa da presença, do contato, do afeto, do carinho, o choro, o abraço. E isso faz muita diferença, não só nas notas, mas na vida.” E uma mãe, emocionada, disse a respeito do filho: “Essa pessoinha aqui é o amor da minha vida, e eu faço qualquer coisa por ele, inclusive estudar história, geografia, ciências, matemática e português.” O exemplo desses pais dedicados e amorosos reflete a postura do Pai celestial, que nos prepara todos os dias para as grandes provas da vida. Não estamos abandonados lutando para acertar as difíceis questões que nos envolvem. Para nos revelar os mistérios incríveis da vida eterna, o Pai veio “estudar” conosco na pessoa de Jesus. Ele está sempre ao nosso lado nos motivando e ensinando. Por meio de seus 33 anos de vida em nosso planeta, Jesus nos deu o precioso exemplo de uma existência pura e cheia de amor verdadeiro. Se isso não fosse suficiente, Ele morreu para garantir nosso direito de viver. Deus passou, com nota máxima, no teste ao qual nós somos submetidos todos os dias. O livro de Hebreus confirma isso: “Temos um Grande Sacerdote que foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou. Por isso, tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda” (Hebreus 4:15, 16). Durante as provas da vida, podemos contar com um auxílio incrível. Jesus promete: “Quando chegar o momento, Deus dará a vocês o que devem falar. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas virão do Espírito do Pai de vocês, que fala por meio de vocês” (Mateus 10:19, 20). Deus é uma Pai dedicado e cheio de amor. Conte com Ele hoje para ser aprovado no grande teste da salvação.

A


Quinta-feira

15 de junho

Sábado É lícito, nos sábados, fazer o bem. Mateus 12:12, ARA s religiosos do tempo de Jesus haviam desenvolvido uma série de regras bem estranhas sobre o quarto mandamento. Entre muitas, por exemplo, havia a de que não se devia comer os ovos botados no sábado por uma galinha poedeira, porque ela trabalhou no dia santo. Absurdo! Para livrar as pessoas de interpretações equivocadas como essa, Jesus se envolveu em muitas discussões com os líderes religiosos de seu tempo. Em realidade, essas regras estranhas resultaram do exagero dos judeus em tentar preservar a santidade do sábado, porque o desrespeito a esse mandamento foi um dos principais motivos pelos quais Deus puniu a nação judaica com o cativeiro babilônico. “Foi justamente esta a mensagem do Eterno por meio da pregação de Jeremias: a terra desolada teve o seu descanso sabático, um descanso de setenta anos, como compensação pelos sábados não respeitados” (2 Crônicas 36:21, A Mensagem). Jesus jamais aboliu o dia que Ele mesmo estabeleceu na criação e confirmou no monte Sinai. Ao contrário, Ele o exaltou ao restaurar a forma adequada de observá-​lo. Como cristãos, devemos seguir seu exemplo. Para minha família, o sábado sempre foi uma bênção. Desde cedo, aprendemos a importância de respeitar seus limites. Com tudo preparado e de banho tomado, ao pôr do sol, nas sextas-feiras, recebíamos as horas sagradas com alegria. Aprendemos que o sábado é “um dia feliz” e que nele devemos nos dedicar a Deus, à missão e à família. Quando fiz 18 anos, meu pai caiu doente. Como filho mais velho, tinha a responsabilidade de cuidar de minha mãe e de meus irmãos. Então, um parente, chefe de uma grande empresa em minha cidade, ofereceu-me uma vaga de trabalho. Embora soubesse que eu era guardador do sábado, ele disse que o trabalho era por escala. Inevitavelmente, eu teria que trabalhar nas horas do sábado. Para ele, eu deveria desconsiderar minha religião e focar na minha carreira profissional, porque só assim teria um futuro promissor. Além disso, esse era o único meio de sustentar minha família naquele momento de crise. Mesmo sem ter nada em vista, recusei o emprego e disse que, para mim, obedecer a Deus é mais importante do que qualquer coisa. Essa situação me fez sentir na pele a verdade de que Deus honra os que o honram. Nada faltou para minha família. Algo semelhante também pode ocorrer com você. Não tenha medo de se posicionar ao lado do que é certo. Deus promete nunca desamparar seus filhos fiéis.

O


Sexta-feira

16 de junho

Barragem Pois a boca fala do que o coração está cheio. Mateus 12:34 o final do ano de 2015, o Brasil conheceu o seu pior desastre ambiental até então. Uma das barragens de uma mineradora em Minas Gerais não suportou o peso da lama cheia de rejeitos de minério e rompeu, deixando um rastro de morte e destruição. Essa tragédia ambiental colocou para fora, em uma velocidade mortal, todo o lixo tóxico que a barragem não pôde reter. É mais ou menos assim que acontece, às vezes, com nossa boca, que “rompe” e revela os terríveis “rejeitos” de pecado que poluem nossa vida. Se o coração está poluído, as palavras, em vez de serem usadas para o bem, tendem a jorrar de forma destrutiva e venenosa. Apesar de ser um órgão tão pequeno, depois da entrada do pecado no mundo, a língua passou a ser um grande risco. Sendo assim, é essencial que saibamos usá-la corretamente. Qual é a fórmula para isso? A primeira coisa é aprender a usar o “freio”. “Lembrem disto, meus queridos irmãos: cada um esteja pronto para ouvir, mas demore para falar e ficar com raiva” (Tiago 1:19). O exercício de ouvir mais do que falar é algo muito difícil. Às vezes, parece que temos duas bocas e um ouvido. Se queremos refrear nossa língua, precisamos, de forma honesta, lutar contra os impulsos pecaminosos. Não se esqueça de que “a boca fala do que o coração está cheio”. Por isso, devemos nos esvaziar do pecado e nos encher de Deus. Essa é uma luta espiritual, e o freio para a língua vem do poder do Espírito Santo. Por outro lado, com o coração cheio de Deus, a boca só fala palavras edificantes, verdadeiras e bondosas. Aprendemos a elogiar com sinceridade, consolamos e animamos as pessoas, damos bons conselhos e, acima de tudo, usamos nossas palavras para pregar o evangelho. Analise hoje o estado de seu coração e veja se tem acumulado rejeitos tóxicos de pecado e amargura. Se esse é o caso, cuidado! A barragem de seu coração pode romper e causar sérios desastres por aí. Deixe Jesus encher sua vida de amor e salvação e, de sua boca, vai fluir um rio puro de palavras bondosas e edificantes.

N


Sábado

17 de junho

Jugo Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Mateus 11:30, ARA egundo a definição dos dicionários, jugo é uma “peça feita de madeira que é utilizada para unir dois bois, para que andem no mesmo compasso enquanto puxam um arado ou uma carroça. É também chamada de canga ou junta de bois”. Com esse instrumento, o agricultor pode conduzir os animais e usá-los melhor nas tarefas do campo. É por aí que se forma o sentido figurado da palavra jugo, que pode significar: submissão, obediência, autoridade, domínio, sujeição. Era mais ou menos isso que Jesus tinha em mente quando disse as lindas palavras do versículo de hoje. No tempo de Cristo, havia vários mestres da lei. Esses homens interpretavam os mandamentos de Deus e diziam como as pessoas deviam se comportar. Quem resolvesse seguir os ensinos desses líderes recebia o que se chamava de jugo do rabino, ou seja, a pessoa se submetia à autoridade do mestre e obedecia à lei, do jeito que ele ensinasse. Com as palavras do versículo de hoje, Jesus está apresentando um novo jugo. Enquanto a maior parte dos líderes religiosos sobrecarregava seus seguidores com leis pesadas demais para serem obedecidas, o Senhor propõe algo mais leve e fácil de carregar. O problema é que, quando se compara a forma como Jesus interpreta a lei de Moisés com qualquer outra interpretação de seu tempo, o jugo dele parece muito mais pesado do que o de outros. Por exemplo, no sermão do monte, Ele ensina que, só de olhar, uma pessoa pode cometer adultério e que, apenas falando duramente, alguém pratica o assassinato. Que história é essa de jugo leve, então? O jugo de Jesus é realmente o mais pesado de todos. Porém, Ele tem poder para fazer algo que nenhum outro mestre tem capacidade: Ele nos fortalece com seu Espírito. Assim, o que parece pesado demais torna-se leve, porque nosso corpo espiritual passa a ser energizado com a graça divina. Na prática, isso significa que coisas “impossíveis” como amar os inimigos, ter prazer em fazer o bem, ter nojo do pecado e desejar ardentemente as coisas do Céu tornam-se possíveis pelo poder de Deus na vida. Se você deseja essa força incrível, tome hoje o jugo de Jesus, e Ele vai lhe ajudar a carregar os fardos.

S


Domingo

18 de junho

Esperança Não esmagará o galho que está quebrado, nem apagará a luz que já está fraca. Mateus 12:20 impressionante como vivemos numa cultura em que tudo é descartável. Gastamos bastante dinheiro, por exemplo, com celulares que, em pouco tempo, não servirão mais. Todos os anos, a indústria automobilística lança novos modelos de carros e deixa os do ano anterior parecendo velhos e ultrapassados. É isso que o mercado faz com as coisas. O grande problema é que esse espírito de descarte compulsivo influencia a relação entre as pessoas. Nossa cultura valoriza gente ativa, de quem se pode extrair algum benefício. Se, por algum motivo, as pessoas deixam de ser produtivas, a tendência é descartá-las e substituí-las por outras mais úteis, mais novas e mais bonitas, de preferência. É por conta de posturas assim que os índices de divórcio só aumentam, e a ocupação de lugares como asilos tem crescido bastante. Se o cônjuge não se enquadra à nova fase da vida, aos novos amigos e projetos diferenciados, a solução parece simples. Pelo menos na cultura atual. Basta trocá-lo por outro mais adequado. Vive-se atrás de sucesso e fama, e, se alguém está impedindo o caminho, é preciso tirá-lo rapidamente. No versículo de hoje, porém, as pessoas que passam por problemas sérios na vida são comparadas a galhos quebrados e a chamas que estão quase apagando. O texto diz que Jesus trata com justiça os que sofrem. Enquanto a tendência da humanidade é descartar quem passa por problemas, o Senhor Jesus acolhe gente assim com muito amor. Saber que Cristo age dessa maneira enche a vida de esperança. A situação de cada um de nós era desesperadora. Por conta do pecado, a humanidade se tornara uma espécie de lixo cósmico, e o objetivo do inimigo era fazer Deus nos descartar. Entretanto, Jesus veio à Terra para dar um jeito de nos “reciclar”. Por causa de sua graça infinita, Ele nos salvou da destruição. Na Bíblia, lemos: “Para uma árvore há esperança […]. Mesmo que as suas raízes envelheçam, e o seu toco morra na terra, basta um pouco de água, e ela brota, soltando galhos como uma planta nova” (Jó 14:7-9). Foi assim que Deus nos viu. Éramos como árvores quase mortas, mas Jesus encharcou nossa vida com a água da salvação e nos fez brotar de novo. Nossa postura com o próximo não pode ser diferente. As pessoas não são descartáveis. Elas custaram o sangue do Filho de Deus. É nosso dever amá-las, respeitá-las e nunca abandoná-las.

É


Segunda-feira

19 de junho

Sem querer querendo Pois a boca fala do que o coração está cheio. A pessoa boa tira o bem do seu depósito de coisas boas, e a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Mateus 12:34, 35 ocê já trocou sem querer o nome de uma pessoa muito próxima? Freud explica. Isso pode ter sido um ato falho, que, segundo a psicanálise, ocorre quando alguém diz o que está pensando e não o que quer dizer de fato. Nas palavras do personagem Chaves, foi “sem querer querendo”. Assim, as pequenas confusões do dia a dia podem revelar as profundezas do chamado inconsciente, que, segundo Sigmund Freud, é a camada da mente onde são acumulados os sentimentos que não queremos reconhecer e expressar. Às vezes, eles rompem a barreira e aparecem na fala, causando desconforto. Para que a linguagem dos cristãos seja pura e edificante (e sem atos falhos) é preciso alimentar a mente com conteúdo santo. O resultado é uma linguagem condizente com o que se espera de alguém que foi salvo por Jesus. No entanto, se o coração não for exposto diariamente a Deus, o pecado tem acesso à mente, fortalecendo as trevas ao invés da luz. E o resultado será uma linguagem que pode, em algum momento, traduzir a podridão subterrânea da mente, tomando forma em palavrões, injúrias e grosserias. No tempo de Cristo, os fariseus bancavam a imagem de santarrões. Procuravam demonstrar por meio de suas palavras e atos públicos uma suposta santidade que, em realidade, muitos deles não tinham. Ao se posicionarem contra o Senhor, entretanto, estavam sendo traídos pelas próprias palavras, e o inconsciente mau e impuro deles vinha à tona, sem que percebessem. Queriam manter a posição de pessoas boas, mas, “sem querer querendo”, suas palavras contra Cristo deixavam claro quem eles de fato eram, ou seja, ímpios travestidos de gente boa. Você não precisa ser traído por palavras que aparecem de repente. Abra seu coração para Jesus, e sua linguagem vai revelar somente a pureza de uma vida que aprendeu a amar a Deus sobre todas as coisas. Neste dia, o Espírito Santo deseja fazer uma limpeza em seu coração. Se você permitir, toda vez que abrir a boca, as palavras revelarão amor e santidade que transbordam de sua vida. E até “sem querer querendo” você vai testemunhar de Jesus.

V


Terça-feira

20 de junho

Instrumento Não pensem que precisarão de muito equipamento para cumprir a missão. Vocês são o equipamento. Marcos 6:8, 9, A Mensagem urante as décadas de 80 e 90, a série Profissão: Perigo fazia muito sucesso na TV. Os episódios sempre giravam em torno das aventuras de MacGyver, o personagem principal, que, lutando contra os vilões, se metia em situações aparentemente sem solução, sobretudo porque não contava com nenhum tipo de equipamento para vencer na hora da crise. Quando tudo parecia perdido, e a morte dele e de pessoas inocentes era certa, MacGyver, com toda sua habilidade e conhecimento científico, resolvia o problema com recursos improvisados e incríveis. A lista de criações dele é longa, mas se destacam bombas feitas com chicletes, mísseis desarmados com tênis, máquina de soldagem montada com lentes de óculos quebrado, e muitas outras façanhas inacreditáveis. As saídas impressionantes do herói fizeram tanto sucesso que a criação de equipamentos improvisados foi incorporada à cultura americana com o nome de “MacGyverismo”. A recomendação de Jesus para a missão dos discípulos foi meio “MacGyver”. O Senhor disse a eles “para não levarem nada na viagem, somente uma bengala para se apoiar. Não deviam levar comida, nem sacola, nem dinheiro. Deviam calçar sandálias e não levar nem uma túnica a mais” (Marcos 6:8, 9). Com isso, Jesus queria ensinar a importância de depender de Deus para tudo. Se o Espírito Santo estiver conduzindo nossa vida, a vitória é garantida. A cultura, o dinheiro ou os equipamentos modernos não determinam o sucesso da missão que Jesus nos confiou. Essas coisas podem até acrescentar, mas jamais substituem o que é essencial. É como diz o salmista: “Alguns confiam nos seus carros de guerra, e outros, nos seus cavalos, mas nós confiamos no poder do Senhor, nosso Deus” (Salmo 20:7). Em realidade, como o versículo de hoje ensina, nós é que somos o equipamento nas mãos de Deus. Para que as pessoas sejam salvas do pecado e levadas a Cristo, é preciso que cada um de nós esteja disponível para ser um simples instrumento. Quando tudo parece perdido, Jesus, o verdadeiro especialista em soluções impossíveis, só precisa de gente como eu e você para explodir as prisões espirituais em que muitas pessoas estão. Diga hoje para Cristo: “Senhor, estou aqui. Usa-me inteiramente em teu serviço.”

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Quarta-feira

21 de junho

O fracasso do sucesso Venham! Vamos sozinhos para um lugar deserto a fim de descansarmos um pouco. Marcos 6:31 seleção brasileira de futebol havia feito uma Copa das Confederações impecável em 2013. Depois de ganhar de adversários fortes como Espanha e Itália, o time parecia preparado para ganhar o campeonato mundial no ano seguinte. O clima de já ganhou era uma realidade para torcedores, parte da imprensa, comissão técnica e jogadores. Os treinos eram abertos para quem quisesse filmar e analisar. Festa e alegria dominavam o ambiente. Depois de 64 anos, o Brasil sediaria uma Copa do Mundo de novo. Perder não passava pela cabeça de ninguém. Com o apoio da torcida, o time se classificou para as semifinais. Nada parecia ter o poder de tirar o otimismo da seleção canarinho, nem mesmo o adversário: a poderosa Alemanha. Porém, a euforia e a alegria excessiva haviam tomado o lugar da concentração e da seriedade nos treinamentos. O resultado todo mundo sabe. A seleção sofreu sua mais humilhante derrota: 7 x 1 para os alemães em pleno Mineirão. A lição a aprender do vexame histórico é a mesma que Jesus queria ensinar aos discípulos quando os chamou para descansar um pouco. Eles haviam retornado de uma grande vitória e estavam eufóricos com os resultados incríveis. “Os apóstolos voltaram e contaram a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado” (Marcos 6:30). Jesus queria livrá-los do risco de imaginar que as vitórias obtidas haviam ocorrido por conta de talento e capacidade próprios. “À medida que […] os homens são bem-sucedidos em realizar alguma obra para Deus, há risco de confiar em planos e métodos humanos. Vem a tendência de orar menos e ter menos fé. Como os discípulos, arriscamo-nos a perder de vista nossa dependência de Deus […]. Necessitamos olhar continuamente a Jesus, compreendendo que é seu poder que realiza a obra” (O Desejado de Todas as Nações, p. 362). Nunca deveríamos nos esquecer de que “tudo de bom que recebemos e tudo o que é perfeito vêm do Céu, vêm de Deus, o Criador das luzes do céu” (Tiago 1:17). Na vida, só alcançamos o sucesso em qualquer área quando é Deus quem nos dirige e quando reconhecemos que as vitórias vêm dele. Hoje, Jesus nos convida a descansar um pouco perto dele para aprendermos a receita do verdadeiro sucesso.

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Quinta-feira

22 de junho

Multiplicação Deem vocês mesmos comida a eles. Marcos 6:37 os dias atuais, alimentar cerca de 15 mil pessoas com lanches do tipo Mcfish da rede McDonald’s (basicamente pão e peixe) custaria em torno de 200 mil reais. Se cada um quisesse repetir pelo menos uma vez, quem estivesse responsável pela proeza de dar comida para tanta gente deveria desembolsar o dobro. Era mais ou menos esse o desafio dos discípulos. Entretanto, os problemas não se resumiam apenas a dinheiro. Se hoje em dia já seria quase impossível conseguir tanta comida pronta de uma hora para outra, imagine no tempo de Jesus. Por isso, o incrédulo Filipe perguntou: “Onde vamos comprar comida para toda esta gente” (João 6:5). Jesus acrescentou outra questão, sem dar muita bola para a falta de fé do discípulo: “Quantos pães vocês têm?” André disse: “Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente?” (João 6:9). Nada. Porém, para Jesus, é matéria-prima para milagre. O Senhor “mandou que todos se assentassem em grupos de cinquenta ou de cem na grama verde. Ele tomou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu, orou, abençoou o pão, partiu-o e entregou tudo aos discípulos, que por sua vez o repartiram com o povo. Ele fez o mesmo com o peixe. Todos comeram e ficaram satisfeitos” (Marcos 6:39-42, A Mensagem). Além de ter matado a fome de tanta gente e demonstrado o poder de Jesus, esse milagre espetacular também tem uma linda mensagem a respeito de nossa missão de saciar a fome espiritual da humanidade. Diga-se de passagem, não se trata de 15 mil pessoas, mas de “apenas” 7 bilhões. Como dar conta de tanta gente? “Cristo recebeu [o pão] do Pai; passou-o aos discípulos; eles o entregaram à multidão; e o povo uns aos outros. Assim todos quantos se acham ligados a Cristo devem receber dele o Pão da vida, o alimento celestial, e passá-lo a outros” (O Desejado de Todas as Nações, p. 369). É assim que conseguiremos. Se permanecermos ligados a Jesus e, a cada dia, o buscarmos com desejo de compartilhá-lo com os outros, o milagre da multiplicação vai se repetir diante de nossos olhos. Não fique preocupado, porém, se tudo o que você tem são os poucos cinco pães e dois peixes de seu coração pecador. Nas mãos de Jesus, sua realidade se transformará no milagre da vida eterna, que transbordará para matar a fome espiritual daqueles a quem você for enviado para salvar.

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Sexta-feira

23 de junho

O Rei que não quis ser rei Logo depois, Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco. Marcos 6:45 epois do incrível milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, a multidão tinha uma certeza: Jesus deveria ser coroado rei. Os apóstolos estavam também muito empolgados com a possibilidade. O clima era de euforia geral, e todos se dirigiram a Cristo a fim de concretizar os planos. Se Jesus tinha feito o que fez com cinco pães e dois peixes no meio do deserto, o que não faria sentado no trono de Israel? Ninguém mais passaria fome no reino, os soldados seriam milagrosamente curados durante as guerras, a pobreza seria eliminada da nação, e o país seria o mais poderoso da Terra. Viva o rei! O povo só não contava com uma coisa: o Rei não queria ser rei. E, por isso, Jesus usou toda a sua autoridade para impedir a coroação. Ele falou com bastante rigor, e o ímpeto daquelas milhares de pessoas, de repente, esfriou. Contrariados, os doze discípulos mais chegados tiveram que entrar no barco e se dirigir para o outro lado do mar da Galileia. “Nunca antes uma ordem de Cristo parecera tão impossível de cumprir. Os discípulos haviam esperado muito tempo por um movimento popular para colocar Jesus no trono. Não suportavam a ideia de que todo esse entusiasmo viesse a dar em nada” (O Desejado de Todas as Nações, p. 378). Jesus não quis ser rei, porque já era Rei, com “R” maiúsculo, e seu reino sempre foi muito diferente do que a humanidade pensa. A maior riqueza de seu governo, por exemplo, não é ouro, mas amor e justiça; seu poder não é exercido com força e violência, mas com cortesia e gentileza. Em certo sentido, a letra de uma música brasileira pode ser aplicada à diferença entre o Rei Jesus e os reis do mundo: “Que rei sou eu, se tenho generosidade? / Que rei sou eu, com fé e com honestidade? / Se desconheço autoridade sem vaidade, que rei sou eu? / […] Que rei sou eu, se não acredito na maldade?” Realmente não dá para ser um rei assim neste mundo de pecado. É por isso que o Rei não quis ser rei. Porém, Jesus é Rei de outro reino e governa sobre outros súditos; gente que ama ser liderada com generosidade, fé, honestidade, humildade e bondade, sem distinção de pessoas. Jesus é o Rei do universo. Ele já foi coroado e reconhecido com a mais suprema majestade. Porém, cada pessoa pode ser comparada a um reino. Assim, se sua decisão hoje for fazer de Jesus seu Soberano, fique tranquilo: da sua vida, o Rei quer ser Rei.

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Sábado

24 de junho

Pista de água Quando viram Jesus andando em cima da água, os discípulos pensaram que Ele era um fantasma e começaram a gritar. Marcos 6:49 ento e vinte e cinco passos por segundo, bem ao estilo The Flash, seria o mínimo necessário para um ser humano andar sobre a água. Só para você ter ideia, um velocista ao estilo Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo, alcança, no máximo, algo em torno de cinco passos por segundo. Para Jesus, porém, as águas do mar da Galileia viraram o caminho para o encontro com os discípulos. Eles estavam naufragando na tempestade de indignação e revolta pelo fato de o Senhor ter se recusado a ser rei dos judeus. Enquanto atravessavam o mar da Galileia, eles cogitavam, inclusive, abandonar o barco da salvação. Que turbulência! Para evitar o agito desses pensamentos, “o Senhor lhes deu alguma coisa mais para lhes afligir a alma e ocupar a mente” (O Desejado de Todas as Nações, p. 380). E assim, surgiu uma grande tempestade no mar. A água de repente ficou agitada, e o barco parecia não poder resistir. Os experientes pescadores lutaram com toda a força, mas parecia não haver solução. Então, Jesus foi ao encontro de seus discípulos andando sobre as águas, mas eles, debatendo-se na tempestade da falta de fé, preferiam acreditar que se tratava de um fantasma. Às vezes, agimos da mesma forma. Nós mesmos atraímos dificuldades para a vida por conta da desobediência e incredulidade. Para nos livrar, Deus usa, entre muitos outros métodos, as provações. Em vez de perceber a atuação de Jesus, muita gente pensa e fala, em relação às aflições orquestradas por Deus: “Quanto mais eu oro, mais assombração me aparece.” No entanto, o Senhor sabe que existem lições que nós só aprenderemos se formos expostos à provação. Não enxergue assombração onde há salvação. Jesus foi até os discípulos sobre as águas em alta velocidade, pois o texto bíblico diz que Ele estava já ultrapassando o barco. Para os discípulos, isso foi mais aterrorizante que a própria tempestade. Como eles, muitas vezes tememos e rejeitamos a aproximação divina. Não se espante quando, como um hipervelocista, o Senhor desafiar a lógica ao vir a seu encontro, usando todos os recursos disponíveis, inclusive provações. Muitos dos tempestuosos problemas da vida são a pista sobre a qual Jesus corre para nos salvar. Por isso, não deixe que Ele ultrapasse seu barco. Convide-o hoje para subir e veja a tempestade se acalmar.

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Domingo

25 de junho

180 graus O milagre do profeta Jonas é o único sinal que lhes será dado. Mateus 12:39 onversão é inversão de rota. Esse processo ocorre, por exemplo, quando um motorista descobre que seu trajeto para o norte está errado e, por isso, resolve voltar-se para o sul. É possível que algo parecido já tenha acontecido em alguma viagem de sua família. No versículo de hoje, Jesus se refere ao milagre de Jonas e o grande peixe. Porém, o profeta só foi parar na barriga do monstro marinho porque Deus quis fazer uma drástica conversão. O Senhor disse a Jonas: “Apronte-se, vá à grande cidade de Nínive e grite contra ela, porque a maldade daquela gente chegou aos meus ouvidos” (Jonas 1:2). Porém, o profeta resolveu fugir “do Senhor, indo na direção contrária. Ele desceu a Jope e ali encontrou um navio que estava de saída para a Espanha” (Jonas 1:3). Nínive fica a leste de onde Jonas estava, e a Espanha a oeste, o que evidencia a decisão do profeta fujão de contrariar completamente a ordem divina. Nesse caso, só uma conversão resolveria o problema. Enquanto Jonas roncava no porão do navio, “Deus mandou um forte vento, e houve uma tempestade no mar. Era tão violenta, que o navio estava em perigo de se partir ao meio” (Jonas 1:4). Qual foi o propósito disso? Acordar o profeta para recolocá-lo na rota certa. Todos nós temos uma missão divina. Se ainda não nos demos conta disso significa que estamos no caminho errado e precisamos “dar um cavalo de pau” em nossa experiência espiritual. Conversão é ir para onde Deus está indo. No caso de Jonas, o traçado divino tinha como destino a grande cidade de Nínive. Era para lá que o profeta deveria ir. Em seu comodismo e preconceito, Jonas havia tomado o sentido oposto. Só vai para onde Deus está indo quem é convertido. É por isso que Ellen White diz: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário” (A Ciência do Bom Viver, p. 102). Deus é quem cria os meios para a conversão, como fez com Jonas ao enviar a tempestade e o grande peixe. Por isso, não estranhe se alguma “baleia” resolver engolir você. Pode ser Deus tentando converter seu coração para colocá-lo na rota divina. Ao seguir o rastro do Senhor, você encontrará a salvação. Inevitavelmente, no caminho certo, você ajudará muita gente a fazer um giro de 180 graus para também seguir os passos de Jesus.

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Segunda-feira

26 de junho

O maior dos milagres Porque assim como Jonas ficou três dias e três noites dentro de um grande peixe, assim também o Filho do Homem ficará três dias e três noites no fundo da terra. Mateus 12:40 xistem pessoas que têm dificuldade em aceitar que Jonas ficou três dias e três noites na barriga de um grande peixe. Contudo, esse é só mais um dos incríveis milagres relatados no livro do profeta, além de tantas outras experiências miraculosas da Bíblia. Em realidade, quem duvida da história de Jonas está descrendo do poder de Deus. Gosto de um pensamento que li certa vez: “Ainda continuaria crendo na Bíblia se ela ensinasse que Jonas é que havia engolido uma baleia.” A principal prova de que o relato de Jonas é verdadeiro é o fato de Jesus citá-​lo, confirmando o acontecimento. Além disso, o Senhor comparou o ministério de Jonas ao seu e usou os três dias e três noites em que o profeta ficou na barriga do peixe como símbolo de sua morte e ressurreição. Jonas também foi o único dos profetas menores citados por Cristo, e o fato de ele ter sido enviado a pregar para pessoas fora dos muros de Israel é um ponto de contato entre esse profeta e Jesus, em sua obra de salvar toda a humanidade, não só os israelitas. Foi exatamente esse ponto que o Senhor destacou em seu diálogo com os fariseus, que pediam um milagre a mais para crer no poder divino. Jesus quis deixar bem claro para seus oponentes que o Céu está disposto a fazer qualquer coisa para salvar a humanidade. Tempestade, grande peixe e um profeta vivo dentro do estômago são o mínimo que Deus faz para providenciar salvação. O máximo foi interromper a tempestade do pecado na história da humanidade e abrir uma “barriga” na terra para abrigar seu filho durante três dias e três noites e depois tirá-lo de lá ressuscitado e glorioso. Esse é o milagre que Jesus prometeu para provar seu poder de nos salvar. Quem acredita no poder da cruz e da ressurreição de Jesus rompe com as prisões do pecado e da morte e ressurge para a vida eterna. Se você for tentado a descrer dos milagres bíblicos, como o que aconteceu com o profeta Jonas, lembre-se do maior de todos: a vida, morte e ressurreição de Jesus. Os pagãos ninivitas creram em Jonas, profeta que não queria pregar; os judeus, porém, rejeitaram o ministério do amoroso Filho de Deus. Que contraste! Não faça o mesmo. Olhe hoje para os milagres de Jesus com os olhos da fé. Abra o coração e receba o maior dos milagres do Céu: a graça da salvação.

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Terça-feira

27 de junho

Ninivitas No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês, pois eles se arrependeram dos seus pecados quando ouviram a pregação de Jonas. Mateus 12:41 realmente muito impressionante o fato de que um povo tão mau e idólatra como os ninivitas tenha se arrependido de seus pecados com a pregação de um profeta que não queria pregar. Vamos dar uma olhada mais de perto nessa história para ver o que Deus fez para salvar gente aparentemente sem salvação. Um dos importantes símbolos religiosos de Nínive era o peixe. Os ninivitas adoravam muitas divindades. Entre elas, havia Dagom, ídolo metade homem, metade peixe. Além disso, na antiga língua acadiana, o nome Nínive tem relação com a palavra peixe. É possível que Deus tenha usado o fato de Jonas ter sido engolido por um grande peixe como isca para pescar os ninivitas, adoradores de peixes. Certamente o relato de um homem sendo vomitado por um monstro marinho e cheio das evidências disso tenha impactado a população de Nínive. Ao saber da incrível história do profeta, é razoável que, num primeiro momento, o povo da cidade tenha pensado que Jonas fosse uma espécie de oráculo de Dagom e, assim, ficaram bem atentos à sua mensagem. Num segundo momento, porém, o mais importante ocorreu durante a pregação do profeta: ficou claro para os ninivitas que Jonas era o mensageiro do Deus único, criador de todas as coisas, que comandava tudo, inclusive o grande peixe. Vejam como Deus é sábio e bondoso, pois usa todos os recursos disponíveis para chegar ao coração das pessoas, livrá-las do erro e encaminhá-las para a salvação. Além disso, a mensagem de Jonas era direta e não escondia a realidade: “Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída!” (Jonas 3:4). Deus continua fazendo o mesmo. A Bíblia é muito clara ao apresentar as terríveis consequências de não aceitar o plano da salvação e nos dá tempo para isso. Ao Jonas dizer que Nínive seria destruída em 40 dias, fica evidente a possibilidade do arrependimento. E o povo da cidade não perdeu a oportunidade. Pense em tudo o que Deus tem feito para salvar você. Agradeça hoje a bondade divina e receba de coração o presente do Céu, como fizeram os ninivitas.

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Quarta-feira

28 de junho

Caiu a ficha? Quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, e os passarinhos comeram tudo. Mateus 13:4 rofessor, ‘caiu a ficha’.” Era isso que, às vezes, eu ouvia quando um aluno entendia um conceito que eu tinha acabado de explicar. Porém, você sabe a origem da expressão “caiu a ficha”? Para entendermos, precisamos voltar à década de 90, quando, para fazer ligações de telefones públicos, as pessoas tinham que inserir fichas metálicas nos famosos “orelhões”. Se a ficha caísse, era possível falar “incríveis” três minutos. Porém, se ela ficasse presa por algum motivo, nada de ligação. Defeitos em orelhões eram o principal motivo de as fichas não caírem. Jesus comparou o fato de a “ficha” do evangelho não cair para algumas pessoas com sementes jogadas à beira do caminho. Com essa ilustração, o Senhor ensinou que, dependendo de como está o solo do coração, a mensagem do evangelho pode não ser compreendida. O solo duro da beira do caminho não permite que a semente entre e, assim, ela fica exposta e não pode germinar, e os pássaros a comem. Isso acontece com gente que se endurece para a Palavra de Deus. Quando Jesus lança suas sementes de amor, é preciso que o coração amoleça e permita que a mensagem da salvação germine. Assim, a “ficha cai”, e a pessoa entende e pratica os ensinos da Palavra de Deus. Em alguns orelhões, às vezes, a ficha até caía, mas a ligação não completava, porque as ranhuras da ficha não encaixavam com a estrutura interna do aparelho. Nesse caso, a ficha passava direto e era devolvida. Assim também acontece com as pessoas para quais os conselhos divinos “entram por um ouvido e saem pelo outro”. Elas não “percebem sua necessidade pessoal do evangelho. Não prestam atenção, não compreendem (v. 19). Entupindo a mente com o que não vale a pena (como filmes impróprios, games violentos) e achando que é melhor perder tempo com as propostas ilusórias de prazer do mundo, muita gente endurece o solo do coração para Deus e permite que os passarinhos do pecado levem embora sua única chance de salvação. A melhor coisa que pode acontecer é entender e praticar os ensinos divinos. Por isso, permita hoje que Jesus prepare o solo de seu coração para que a semente da salvação germine. Assim, a Palavra de Deus vai brotar e crescer em sua vida. E aí, “caiu a ficha”?

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Quinta-feira

29 de junho

Joio De onde será que veio este joio? Mateus 13:27 ma das mais conhecidas histórias contadas por Jesus é a parábola do trigo e do joio. Nela, o Senhor divide a igreja em dois grupos: os verdadeiros cristãos, representados pelo trigo; e os falsos, simbolizados pelo joio. Os ouvintes originais da parábola estavam bem acostumados com essa linguagem, uma vez que a cultura em que viviam era agrícola. Jesus aproveitou isso para ensinar uma importante lição. De acordo com o Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, é possível que o joio da Bíblia se refira a uma erva comum na Palestina, que mede “cerca de 60 cm de altura” e que “em sua fase inicial de crescimento, não se pode distinguir do trigo”. O Dicionário Bíblico acrescenta que, se as sementes dessa planta forem ingeridas, “violentas náuseas, convulsões e, às vezes, a morte” podem ocorrer. “Acredita-​se que o problema não seja com a semente em si, mas com um fungo associado à semente, que é venenoso.” Algumas coisas chamam a atenção na explicação acima: (1) No início, o joio é muito parecido com o trigo. Por esse motivo, ele não era arrancado, pois o trigo podia ser confundido com ele e tirado junto. Isso significa que não é nossa função julgar as pessoas; só Deus pode fazer isso, e a volta de Jesus deixará claro quem é trigo e quem é joio. Ellen White diz: “Embora […] haja pessoas em faltas e erros, como o joio em meio do trigo, Deus é longânimo e paciente. Ele reprova e adverte o errante, mas não destrói os que são vagarosos em aprender a lição que lhes quer ensinar” (A Igreja Remanescente, p. 42). (2) As sementes do joio causam muitos problemas para quem as ingere. De igual maneira, na igreja, a presença de pessoas que não passaram pela verdadeira conversão produz sérias dificuldades, como rebeldia, espírito de crítica e contenda. (3) O problema do joio não está nele, mas em um fungo venenoso na semente. Da mesma forma, o “joio” da igreja está infectado pelo terrível fungo do pecado. A boa notícia é que Jesus consegue purificar esse joio e, ainda mais: Ele pode transformá-lo em trigo. Se você deseja crescer na plantação do Céu e ser colhido para viver eternamente com Jesus, deixe o Agricultor divino remover todos os fungos pecaminosos que infestam sua vida. Permita também que Ele plante você na horta celestial. Assim você irá crescer, oferecendo sabor e nutrição espiritual para todos que estão à sua volta.

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Sexta-feira

30 de junho

Elementar, meu caro Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus. Mateus 13:11, ARA ão existe mistério para Sherlock Holmes. Usando métodos científicos, o carismático espião da literatura ficcional inglesa desvenda qualquer crime obscuro. O que para as pessoas comuns é assombração, para ele, não passa de algo “elementar, meu caro Watson”. Para os seguidores de Jesus, os incríveis mistérios de Deus também podem ser conhecidos. Porém, a mente humana, contaminada com o pecado, não pode perceber a simplicidade da profundidade divina. Desde sempre, Deus tem procurado se revelar a nós. Antes do pecado, os diálogos entre Ele e o primeiro casal eram face a face. Entretanto, depois da queda, essa relação direta foi interrompida, e Deus precisou usar outros métodos para nos ajudar a desvendar seu amor, que passou a ser algo misterioso. A Bíblia é o resultado da iniciativa divina em nos apresentar a riqueza do conhecimento do Eterno. O que está revelado nas Escrituras, porém, não é tudo sobre Deus, porque nem a maior biblioteca do mundo poderia conter todo o infinito conhecimento a respeito dele. O poeta captou bem essa grandeza ao dizer: “Se em tinta o mar se transformasse, / E em papel o céu também, / E a caneta ágil deslizasse, / Dizendo o que esse amor contém, / Daria fim ao grande mar, / Ao esse amor descrever, / E o céu seria mui pequeno / Pra tal relato conter (Hinário Adventista, no 31, adaptado). Moisés, por sua vez, garante: “Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao Senhor, nosso Deus; mas o que Ele revelou, isto é, a sua Lei, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre” (Deuteronômio 29:29). O que Deus tem revelado a nós é suficiente para a salvação. Até porque Ele deu uma incrível e extravagante demonstração de si mesmo na pessoa de seu Filho Jesus. Sobre isso, o apóstolo Paulo diz: “O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora […] se manifestou aos seus santos” (Colossenses 1:26, ARA). Enquanto vivermos aqui, vamos conviver com alguns mistérios indecifráveis para seres mortais como nós. Ainda não entendemos o surgimento do pecado no Céu, a geração de Jesus no ventre de Maria e, muito menos, compreendemos a imensidão do amor de Deus pela humanidade. Porém, como cristãos, hoje podemos ser detetives do Céu e mostrar aos outros como é “elementar” o misterioso e amoroso plano divino para nos salvar.

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Sábado

1º de julho

Painel Manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém. Lucas 9:51, ARA e acordo com uma análise computadorizada, o enigmático sorriso da Mona Lisa expressa 83% de felicidade, 9% de desgosto, 6% de medo e 2% de irritação. Constatações assim só são possíveis porque a face de uma pessoa funciona como uma espécie de painel dos sentimentos. O rosto pode até combinar informações diferentes, inclusive, contraditórias. O psicólogo Paul Ekman, especialista em expressões faciais, ensina que é possível “em qualquer lugar do planeta, […] reconhecer no rosto de outra pessoa emoções [como] medo, surpresa, raiva, nojo, tristeza, angústia e alegria. O rosto é o principal lugar em que nossas emoções se expressam”. Ekman acrescenta que é possível identificar, na face, quando alguém está tentando falsear seus sentimentos: “Para dar um sorriso falso, a pessoa movimenta somente os músculos que vão do queixo até o canto do lábio. Para dar um sorriso verdadeiro, […] a pessoa movimenta esses mesmos músculos e também outros ao redor do olho, que são praticamente impossíveis de comandar.” Segundo o versículo de hoje, a face de Jesus manifestou de modo evidente o sentimento do coração dele. O que as pessoas viram? O rosto do Senhor não conseguia esconder seu desejo de ir para Jerusalém e cumprir a vontade do Pai. Devemos também nos perguntar sobre o que as pessoas andam vendo quando olham para nós. Seriam carrancas bicudas que publicam no painel da face a ira e a imaturidade; olhares enviesados que dissimulam sentimentos negativos como impureza e más intenções? Ou faces limpas e transparentes, que evidenciam sinceridade e paz? Enfim, seu rosto publica a realidade de que você é um cristão? Existe gente que tenta em vão despistar seus reais sentimentos. Vivem acumulando lixo pecaminoso no coração como impureza sexual, egoísmo e inveja, mas querem fazer do rosto uma máscara teatral, para apresentar um show de falsidade e mentira. Um dia, o disfarce cai, e a verdade aparece. Quem é cristão mesmo estampa na face o desejo de ir para Jerusalém celestial. Não tem jeito: todo mundo percebe. O rosto de uma pessoa realmente salva não é enigmático como o da Gioconda. Não há informações contraditórias, deixando quem vê em dúvida sobre o que há no coração. Se uma análise computadorizada for feita, o resultado será: 100% Jesus.

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Domingo

2 de julho

Ajudante Peçam ao dono da plantação que mande trabalhadores para fazerem a colheita. Lucas 10:2 desafio de evangelizar aquela comunidade era muito grande. Em minha oração, pedia que Deus enviasse mais pessoas para ajudar. Era sábado à tarde, e dentro do carro, com um amigo, eu olhava para o lugar em que planejávamos armar a tenda de pregação. De repente, o susto: “É você que que está querendo fazer umas pregações aqui?”, perguntava de forma ríspida um homem forte, com os olhos arregalados e vermelhos, denunciando uma embriaguez costumeira. “Sou… sou eu mesmo”, eu disse, tentando esconder o medo e a vontade de falar que não tinha nada que ver com aquela história de evangelismo. “Eu vou ajudar você”, ele falou mais alto ainda. Alívio. Porém, meu pensamento era: “O que um bêbado poderia fazer em um evangelismo, a não ser atrapalhar as reuniões, espantando as pessoas de bem?” O nome dele é Antônio, mas todo mundo o chama de Toinho. Isso eu descobri na semana seguinte quando a tenda chegou ao bairro, e ele, com seu incrível espírito de liderança, convocou toda a comunidade para nos ajudar a montar o que seria a igreja na Baixa da Olaria, durante quase seis meses. Toinho contribuiu para que a prefeitura nos cedesse a pequena escola, bem ao lado da tenda, como ponto de pregação para as crianças. Ele ainda montou toda a estrutura elétrica e, durante o evangelismo, liderou a equipe de logística, composta pelos meninos do bairro, que era responsável por montar e desmontar todas as noites o som e os demais itens de nossa igreja sem paredes e com teto de lona. Durante três meses, preguei praticamente todos os dias naquele lugar e vi muitas pessoas tomarem decisões ao lado de Deus. No final da primeira série de pregações, já havíamos batizado quase 40 pessoas. Porém, uma coisa me incomodava muito. Embora realmente estivesse ajudando, Toinho sentava-se nas últimas cadeiras e estava quase sempre bêbado. Eu fazia apelos, às vezes em lágrimas, em todas as pregações, mas ele não tomava a decisão. Ao visitá-lo antes do último batismo do ano, fui direto: “Toinho, Deus está chamando você para liderar esse nova comunidade.” Ele brincou comigo: “Você é um chorão mesmo! Eu aceito Jesus como meu Senhor e Salvador.” Desde seu batismo, meu grande amigo Toinho tem sido o líder da vibrante igreja de Cachoeira II, na Bahia. Ele foi a incrível resposta à minha oração por mais ajudantes no evangelismo. Hoje, oro para que você também decida ser um trabalhador na obra de Deus.

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Segunda-feira

3 de julho

Foro privilegiado O nome de cada um de vocês está escrito no Céu. Lucas 10:20 nquanto escrevo este texto, acompanho a repercussão nacional da indicação de um político para o cargo de ministro de estado. Para muitos, essa nomeação teria sido uma manobra jurídica. Isso porque, ao assumir a função de ministro, o político, investigado pela justiça comum e em vias de ser preso, escaparia da primeira instância e passaria a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, corte na qual atuam os mais importantes magistrados do país. O status de ministro coloca a pessoa sob a jurisdição do tribunal superior, dando a ela o chamado foro privilegiado, o que significa que não é qualquer juiz que pode tratar de seu caso. Embora alguns queiram usar sua prerrogativa de foro para tentar se esconder da justiça, em circunstâncias normais, o tiro pode sair pela culatra. A justiça tarda, mas não falha, punindo os culpados e inocentando os inocentes. O mesmo ocorre com os cristãos. Ao aceitarmos Jesus como Senhor e Salvador, somos recebidos em sua presença santa e somos avaliados por sua criteriosa justiça, a qual é exercida a partir do “Supremo Tribunal Celestial”. No juízo divino, só os justificados pela fé podem contar com a defesa de Jesus e com o julgamento justo do Pai. Para deixar isso claro a nós, Cristo disse: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será julgado, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24). E Ele acrescentou em outra parte: “Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus. E é assim que o julgamento é feito: Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau” (João 3:18, 19). Essas palavras de Jesus indicam que quem crê nele é considerado justo pela fé e passa a ter seu caso avaliado pelo “Supremo Tribunal Celestial” e, por conta desse “foro privilegiado”, recebe a absolvição, mediante a graça divina. Para esses, a Bíblia diz: “Vocês serão chamados sacerdotes do Senhor, ministros do nosso Deus” (Isaías 61:6, NVI, itálico acrescentado). Entretanto, quem prefere amar as trevas do pecado e rejeita a luz da salvação não poderá contar com a misericórdia divina, pois abre mão do status de “ministro” do governo de Jesus. Receba hoje essa nomeação divina e usufrua o “foro privilegiado” do Céu que possibilita a vida eterna para todo aquele que crê.

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Terça-feira

4 de julho

Porta aberta “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” Lucas 10:25, NVI as 7:30 às 17:30, a porta automática abre para qualquer pessoa, por meio de um sensor de presença. Antes ou depois desse horário, só entra na empresa por ali quem tem as digitais cadastradas na chave eletrônica. Eram mais ou menos 17:35 e, por isso, lá estava o funcionário tentando abrir a porta com sua digital. Tentou uma, duas, três vezes, e nada. Já estava pensando em chamar a manutenção, quando, de repente, dois funcionários pararam diante do sensor de presença, e a porta “milagrosamente” abriu. Diferentemente dos outros dias, o sistema não havia sido travado. Assim, quem se colocasse diante da porta passaria por ela. Por não saber disso, o primeiro funcionário tentava, sem sucesso, fazer algo que já estava feito. E o pior, bem longe do alcance do sensor de presença. A porta da salvação não está travada. Acontece que ela não reconhece ninguém, a não ser Jesus. Por isso, toda vez que uma pessoa decide entrar no reino de Deus, é como se a imagem de Cristo a envolvesse diante do sensor de presença da salvação. Só assim, o caminho se abre. O mérito todo é de Jesus. Não são nossas “digitais” que abrem a porta. Era isso que o intérprete da lei do versículo de hoje não sabia. Ele perguntou o que tinha que fazer para herdar a vida eterna. Fazer? Herdar? Como assim? Para sermos salvos, não precisamos fazer nada. Jesus já fez tudo. A obediência que prestamos a Deus não compra a salvação; ela apenas deixa claro que estamos salvos. O homem falou em herdar a vida eterna. Pense um pouco: quem herda são os filhos, e eles não precisam fazer nada para receber a herança. A única coisa necessária é serem filhos. Só isso! Jesus deixou o próprio homem dar a resposta certa sobre como a porta da salvação é aberta. Ele disse, citando as Escrituras: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo” (Lucas 10:27). Assim são os filhos herdeiros da vida eterna: têm o coração que transborda de amor a Deus e ao próximo. Por isso, a herança da salvação está guardada para eles. Não fique perdendo tempo, tentando abrir a porta do Céu com seu esforço. O máximo que vai conseguir é frustração. Receba o amor de Deus no coração, comporte-se como filho, e a porta da vida eterna vai se abrir para você.

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Quarta-feira

5 de julho

Sem olhar a quem Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. Lucas 10:31 parábola do bom samaritano é uma das mais conhecidas da Bíblia. Nela, Jesus ensina que o amor não conhece barreiras imaginárias como nacionalidade, língua e cor. Diante da necessidade do próximo, a única reação que se espera do cristão é ajuda. Não importa quem seja a pessoa, pois os filhos de Deus fazem o bem sem olhar a quem. No entanto, esse não era o pensamento do sacerdote e do levita, na história contada por Jesus. Assaltado, espancado cruelmente e quase morto, um homem estava jogado à beira da estrada “que descia de Jerusalém para Jericó” (Lucas 10:30, NVI). Algum tempo depois, o sacerdote, “quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada” (Lucas 10:31). O desprezo foi total. Em seu modo egoísta de ver as coisas, esse líder religioso tinha todas as desculpas para não ajudar. Como não dava para saber se o homem estava vivo ou morto, muito menos era possível identificar a nacionalidade do infeliz, o sacerdote pode ter pensado: “Eu, um servo de Deus, não posso me contaminar ao tocar pessoas que não sejam judias, ainda mais se estiverem mortas. Sou um homem puro; por isso, não vou ajudar.” O sacerdote usou a religião para desculpar sua omissão. Ao se prender às regras sobre purificação ritual, ele desprezou a essência da lei de Deus, que ordena amor ao próximo. Cristo jamais pensou assim; aliás, se tivesse pensado, a humanidade toda estaria condenada, porque somos impuros, e Ele é a pureza em pessoa. Jesus resolveu “fazer o serviço sujo” de vir a este mundo poluído para nos salvar. Seu amor descomunal o manteve puro enquanto trabalhava para nos purificar. Logo em seguida, passou o levita, que era uma espécie de ajudante de sacerdote. Provavelmente, ele soubesse que seu chefe havia passado por ali. Como as regras não eram tão rígidas para os levitas, resolveu chegar um pouco mais perto para ver a situação, mas decidiu seguir o exemplo do sacerdote e deixar o pobre homem sem auxílio. Esse tinha ainda menos desculpa para não ajudar, mas não quis fazer nada. Parafraseando Keneth Bayley, os ladrões feriram o homem com a violência física, mas o sacerdote e o levita o feriram com a negligência. Nesse sentido, a Bíblia diz: “Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17, NVI). Que neste dia, o amor de Deus inunde nosso coração e nos dê disposição para fazer o bem sem olhar a quem.

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Quinta-feira

6 de julho

Gente insistente Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. Lucas 11:8 inha irmã Priscilla tinha quatro anos, mas já sabia o que queria. Na loja, diante de uma boneca quase maior que ela, não cansava de repetir: “Eu quero, eu quero, eu quero!” Meu pai até tentou dissuadila, mas ela agarrou o brinquedo com toda a força e, com insistência, venceu a queda de braço e levou a boneca para casa. Eu sei que o exemplo verídico acima não reflete os melhores princípios de educação na relação entre pais e filhos, mas serve para ilustrar o ensino de Jesus sobre a importância da insistência na oração. O Senhor contou a parábola do amigo importuno, na qual um homem bate à porta do vizinho, à meianoite, querendo pão para servir a uma visita que chegara à sua casa. O amigo pede para não ser importunado, mas o outro, insistente, não desiste. Jesus termina o relato, dizendo que o pidão voltou para casa com o que foi buscar, mais por sua importunação do que pela amizade. A palavra grega traduzida como insistência no versículo de hoje comporta a ideia de “falta de vergonha” e “atrevimento”. Obviamente, Jesus não está ensinando que devemos ser pirracentos, nem está nos estimulando a pedir coisas que Deus nunca prometeu. A ousadia que temos de manifestar na oração tem que ver com requerer as promessas divinas para nós. Quando se trata das bênçãos descritas na Bíblia, podemos, “sem vergonha” e com santo “atrevimento”, apresentar nossos pedidos ao Pai. É com esse espírito que Deus espera que nossas orações cheguem à sua presença. O apóstolo Paulo reforça a ideia: “Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus” (Hebreus 4:16, itálico acrescentado). A parábola apresenta um detalhe sobre a insistência do homem: ele queria pão para servir a um amigo. Isso nos ensina que nossos pedidos “atrevidos” devem ter como objetivo abençoar outras pessoas e glorificar o nome de Deus. Quando insistimos em orações com esse propósito, revelamos que as prioridades de nossa vida não são egoístas e deixamos muito claro que não vamos desistir das bênçãos de Deus. Diante da promessa do Espírito Santo, por exemplo, podemos e devemos parar na frente do Pai e dizer com uma fé ousada e atrevida: “Eu quero, eu quero, quero!” Insista em pedidos assim. Com amor, Deus vai atender à sua oração.

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Sexta-feira

7 de julho

Carta Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão. Lucas 11:9 pós ter estudado praticamente a vida inteira em escolas públicas, eu tentava ser aprovado no vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo. Minhas chances eram improváveis. Eu trabalhava o dia inteiro. À noite, frequentava um cursinho gratuito para a comunidade. Decidi que enfrentaria esse desafio pela fé. Enquanto grande parte dos concorrentes usaria a camisa de seus cursinhos pré-vestibulares famosos nos dias de prova, eu escolhi vestir a camisa de uma semana de oração jovem. Ela estampava a frase “Quando Deus comanda” acima da imagem de Jesus segurando o timão de um navio no meio de um mar turbulento. A primeira fase do vestibular eram três dias de questões objetivas. Depois da primeira prova, fui para casa com a sequência de questões que havia marcado e esperava ansiosamente o gabarito oficial no rádio. Quando o locutor terminou de falar quais eram as alternativas corretas, eu somei meus acertos, e o resultado era uma tragédia. Os amigos e familiares, com gentileza, tentaram me confortar e me preparar para o fato de eu não ser aprovado. No entanto, aquela era a primeira batalha. Na fase objetiva, ainda havia dois dias de luta. Acordei no meio da noite, caí de joelhos e abri a Bíblia na carta do rei ímpio Senaqueribe para o rei Ezequias, de Judá, na qual zombava de Deus e declarava que exterminaria o povo de Jerusalém. O relato diz que Ezequias entrou no templo do Senhor com aquela carta terrível na mão e a apresentou diante de Deus. O resultado dessa história é que o exército de Judá não precisou lutar. O Anjo do Senhor derrotou sozinho os assírios para defender seu povo. Com isso em mente naquela madrugada, entrei pela fé no templo de Deus, tendo em minhas mãos literalmente o caderno de provas do primeiro dia, que era a “carta” amedrontadora que eu havia recebido. Chorei diante de Deus as lágrimas que havia engolido na frente dos amigos. Clamei por uma intervenção divina, e que o Pai me acalmasse e me lembrasse do que havia estudado. De manhã, lá estava eu para mais uma batalha, com Jesus no peito e a frase “Quando Deus comanda” estampada no coração. O Senhor venceu a guerra por mim e me colocou na universidade. Por isso, posso dizer: Se o inimigo lhe enviar alguma “carta” terrível não demore em apresentá-la com fé diante Deus. Faça isso e fique tranquilo. Ele assume a luta e vence por você.

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Sábado

8 de julho

Espírito Santo Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? Lucas 11:11 u passeava com minha família em meio à natureza, quando vi uma jararaca enrolada, com a cabeça erguida, a menos de dois metros de minha filha. A reação foi imediata: peguei-a no colo e a livrei o mais rápido que pude do perigo que, inocente, ela não havia se dado conta. Não fiz mais do que a obrigação de pai, mas foi muito bom ouvir minha filhinha dizer várias vezes depois do fato: “Papai, você é o meu herói!” Não há nada que pague isso. Pais existem para serem provedores e protetores. Trabalhar para trazer o sustento para casa e cuidar da segurança da família é parte essencial da missão paterna. Por isso, Jesus fez a seguinte comparação: “Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no Céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lucas 11:13). Como disse Jesus, eu sou mau, mas poderia deixar de comer para que minha filha se alimentasse. De forma nenhuma, conscientemente a exporia a risco ou deixaria de satisfazer uma necessidade real dela. Se eu ajo assim, imagine Deus, nosso amoroso provedor e protetor. No versículo de hoje, Jesus compara o pedido de um filho por comida, que é algo essencial para a vida, com o clamor de alguém pelo Espírito Santo. Por que o Senhor equipara o Espírito Santo àquilo que é básico para a existência? A resposta está na Bíblia. O apóstolo Paulo diz: “Porque estou certo de que isto mesmo, […] pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação (Filipenses 1:19, ARA); “Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor” (Romanos 8:26). Nas duas passagens acima, vemos a atuação do Espírito Santo para nos proteger e ajudar. Sem Ele, ficamos perdidos e sem alimento espiritual. Foi o Espírito Santo que inspirou os escritores da Bíblia. Quando oramos, é Ele quem ilumina a nossa mente para compreendermos a Palavra de Deus e, assim, alimenta nosso coração. Clame hoje pelo batismo do Espírito Santo, e o Pai vai derramá-lo sem medida sobre sua vida. Só assim você estará realmente seguro e alimentado.

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Domingo

9 de julho

Acordado Fiquem alertas, porque o Filho do Homem vai chegar quando não estiverem esperando. Lucas 12:40 ra alta madrugada enquanto eu dirigia ao lado de minha esposa. Estrada vazia, retas que pareciam intermináveis, silêncio no carro e poucas horas de sono formavam o conjunto fatal para um descuidado cochilo. Não deu outra: dormi. Os poucos segundos com os olhos fechados foram interrompidos pelo barulho e o balanço abrupto do carro depois do choque dos pneus com os “olhos de gato” da pista. Em alta velocidade, o carro ia de encontro ao paredão de pedra do outro lado da estrada. Virei o volante o mais rápido que pude, e o carro rodou, chegando a ficar em duas rodas, mas escorou em um pequeno monte que separava a estrada de um precipício e parou milagrosamente sem que ninguém se ferisse. Dirigir com sono é muito perigoso e pode ser fatal. Na viagem para o Céu, a sonolência espiritual também é extremamente arriscada. Você sabe o que fazer para se manter acordado na fé e não cochilar na preparação para a volta de Jesus? A primeira coisa é ter uma vida “dedicada a Deus” (Tito 2:12). Buscar o Senhor de todo o coração e praticar seus mandamentos com alegria é a base da vida de alguém que está se preparando para encontrar-se com Jesus. É preciso também reconhecer que somos pecadores e carecemos da graça de Deus (Romanos 3:23). É só com esse entendimento que recorremos a Jesus e recebemos perdão e salvação. Além disso, o preparo para o retorno do Senhor envolve o cristão em uma grande batalha contra si mesmo. O apóstolo Paulo diz: “Se, pelo Espírito de Deus, vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (Romanos 8:13). Enquanto muita gente vive “fazendo carinho” em seus pecados e deixando-os escondidos em recantos do coração, o conselho inspirado é para que matemos a maldade que mora em nós. Quem está se preparando para o retorno de Jesus, pela graça de Deus, aprende a desenvolver nojo ao pecado e sente um desejo ardente de se livrar dele. Mais acordado do que nunca, depois de um susto terrível, saí do carro e olhei para o monte que havia salvado nossa vida. Percebi que bem no alto dele havia uma cruz. Durante os mais de mil quilômetros seguintes, viajei pensando na cruz, e o sono não atrapalhou mais minha viagem. Viva pensando na cruz, e você ficará bem acordado em sua trajetória para o Céu.

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Segunda-feira

10 de julho

Árvores Certo homem tinha uma figueira […]. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Lucas 13:6 s árvores frutíferas são usadas em muitas partes da Bíblia para representar os filhos de Deus. No entanto, o versículo de hoje fala sobre uma figueira aparentemente bonita, mas que decepcionou seu dono pelo fato de não produzir figo algum. Entre as muitas lições que poderíamos aprender dessa história, a mais importante é que a vida não se sustenta com aparência. É preciso ter essência, substância e base para o que está no exterior. Entretanto, existem pessoas que se especializaram em fingir ser o que não são. Querem a todo custo passar uma imagem melhorada de sua personalidade para tentar atrair os outros para si e, dessa forma, tirar alguma vantagem. Estou falando de gente que quer ser simpática, sem amar as pessoas de fato; sorrir por fora, sem se alegrar por dentro; ou ainda querer falar bonito, sem viver o que diz. Pessoas assim são como árvores cheias de folhas, mas sem fruto algum. Ninguém consegue manter uma farsa por muito tempo. Um dia, alguém vai querer experimentar o fruto dessa árvore e poderá se decepcionar. William G. Jordan disse: “Nas mãos de cada indivíduo, encontra-se um poder maravilhoso, para o bem e para o mal – a influência silenciosa, inconsciente e velada de sua vida. Trata-se simplesmente da radiação constante do que a pessoa realmente é, e não do que ela finge ser.” Em contraste, Davi fala de uma árvore diferente da figueira sem frutos. A árvore do salmista, “no devido tempo, dá o seu fruto, [sua] folhagem não murcha; e [em] tudo quanto faz [é] bem-sucedida” (Salmo 1:3, ARA). O que isso significa? Essa árvore representa pessoas equilibradas, realizadoras, constantes e bemsucedidas na vida. Seu conceito de sucesso, porém, não é mundano nem centrado em coisas materiais, mas na certeza de que vivem de acordo com os planos de Deus. Enraizados no solo da graça divina, os cristãos produzem amor, paz, bondade e domínio próprio. Ao contrário das figueiras sem fruto que vivem de aparência, os filhos de Deus enchem o mundo com o sabor do Céu e abrigam os cansados e abatidos à sua sombra. Plante-se hoje em Jesus, e ninguém que estiver à sua volta vai ficar sem frutos.

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Terça-feira

11 de julho

Segunda chance Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo.” Lucas 13:8 que você faz com uma caneta sem tinta ou com um relógio sem ponteiros? Joga fora? Essa pode ser realmente a opção mais sensata a se fazer diante de objetos que não poderão mais ser usados. Felizmente, esse não é o pensamento de Deus em relação a nós. Do ponto de vista espiritual, todos nascemos “quebrados” e improdutivos, mas Jesus sempre está disposto a nos dar uma segunda chance, como ocorreu com Luciana. Ela era jovem e cheia de sonhos. Aos 19 anos, no auge de sua beleza, vivia cercada de “amigos” e começava a se relacionar com rapazes cultos e ricos. Naquela época, sua família estudava a Palavra de Deus, mas ela não queria saber. A instrutora bíblica entrava por uma porta, e Luciana saía por outra. Mesmo assim, foram feitos muitos convites para que aceitasse Jesus. Ela rejeitou todos. Foi viver a vida e curtir a juventude. Depois de alguns relacionamentos, conheceu Pablo. Como queriam ter um envolvimento mais sério, resolveram fazer um teste de HIV. A preocupação maior dos dois era com Pablo, que tinha sido usuário de drogas. No dia do resultado, os dois foram tranquilos ao laboratório, mas receberam a notícia que mudou definitivamente a vida de ambos. O exame de Luciana tinha dado positivo. Seu mundo desabou. No entanto, a primeira pessoa de quem Luciana se lembrou foi da irmã que, anos antes, havia insistido para que ela aceitasse Jesus. Imediatamente o casal se dirigiu àquela casa simples, mas cheia de amor. Foram recebidos com carinho e compaixão. Entregaram a vida a Cristo naquele dia, entre lágrimas. O Deus da segunda chance estava agindo mais uma vez. Com o coração cheio da graça divina, o casal passou a namorar como dois jovens puros. Pouco tempo depois, foram batizados e se casaram na igreja, onde receberam a bênção de Deus, selando uma das mais lindas histórias de amor que já vi. Se tudo isso não fosse suficiente, eles ainda tiveram uma criança com completa saúde. Hoje, essa linda família vive feliz e aguarda a volta de Cristo. Luciana é uma prova viva de que Deus não nos joga fora quando parece que não existe mais solução para nós. Como o agricultor fez com a figueira da parábola, Jesus não só espera por nossa resposta, Ele afofa a terra do nosso coração e põe bastante adubo espiritual para que os frutos da vida eterna sejam produzidos em nós.

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Quarta-feira

12 de julho

A corcunda da Galileia Ela andava encurvada e não conseguia se endireitar. Lucas 13:11 m dos mais importantes clássicos da literatura mundial é O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo. A trama revela o amor não correspondido de um corcunda por uma bela cigana chamada Esmeralda. O final triste dessa história contrasta com o de uma outra corcunda. Não sabemos o nome dela, mas as informações que a Bíblia fornece são suficientes para percebermos o tamanho de seu sofrimento. Dezoito anos. Esse era o tempo em que ela lutava com uma enfermidade espiritual que tornava seu corpo torto e voltado para o chão. A Bíblia retrata sua história exatamente no momento em que as coisas mudam para ela. A mulher estava na igreja, no sábado, quando Jesus se deparou com sua infeliz situação e resolveu dar um basta em seu sofrimento. O grande pregador Charles Spurgeon disse, certa vez, que os milagres de Jesus são como sermões para os olhos. Ou seja, os detalhes das intervenções miraculosas do Senhor ensinam como vencer situações espirituais. Por exemplo: do mesmo modo que Jesus curou cegos, Ele pode abrir os olhos de nosso coração para enxergarmos as belezas da salvação. Assim, a cura dessa mulher encurvada também tem importantes lições para nós. O mundo está cheio de gente corcunda espiritualmente. Só olhando para baixo e sem esperança com respeito ao futuro, milhares de pessoas vivem sofrendo, arqueadas pelo peso dos erros cometidos no passado e no presente. O texto diz que a mulher “não conseguia se endireitar”. Esse é o retrato da situação de todo corcunda espiritual antes de ter um encontro pessoal com Jesus. Pessoas assim vivem tentando, de uma forma ou de outra, erguer a cabeça, mas acabam sempre acumulando mais peso, que inclina a coluna da vida para baixo. A única solução é o milagre divino. “Quando Jesus a viu, Ele a chamou e disse: – Mulher, você está curada” (Lucas 13:12). Simples assim. Se, por algum motivo, você tem andado encurvado, sem esperança e acumulando fardos de culpa sobre os ombros, deixe Jesus enxergá-lo e erguê-lo para a salvação. Depois da morte de sua amada, Quasímodo, o corcunda de Notre Dame, nunca mais foi visto, até que os restos mortais de uma pessoa com a espinha torta foram encontrados junto ao túmulo da cigana Esmeralda. Triste final! Entretanto, no caso da corcunda da Galileia, a história não termina assim. Jesus a endireitou. Ele quer fazer o mesmo com você.

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Quinta-feira

13 de julho

O sorriso da alma Bendito o que vem em nome do Senhor! Lucas 13:35, ARA ocê já parou para pensar no que vai dizer a Jesus quando Ele lhe receber no Céu? Às vezes, fico pensando nisso e chego à conclusão de que me faltarão palavras para expressar a explosão de emoção e felicidade dentro de mim naquele momento. Ver a face de Jesus, contemplar as maravilhas do Céu e ainda receber das mãos dele uma coroa vai ser demais para mim. Creio que minha única reação vai ser me jogar aos pés do Salvador, colocar a coroa diante dele e louvá-lo. Penso que vai ser um louvor sem palavras, pois o dicionário inteiro não seria capaz de traduzir toda a glória da salvação. É por isso que gosto da poesia da música “O Sorriso da Alma”, de Valdecir Lima. Nessa melodia, o autor diz que o louvor é a forma mais completa de expressar a Jesus o que sentimos por Ele. Antes de tudo, porém, é preciso dizer que louvor não é sinônimo de música. Louvar é exaltar a Deus do fundo do coração, por meio do canto, oração, pregação ou de nossas atitudes. Valdecir explica o princípio por trás de sua canção: “Nossas palavras devem traduzir o que sentimos. Porém, às vezes, sentimos mais do que elas podem expressar. É como se quiséssemos voar, mas descobrimos que não temos asas. É nesse instante que surge um recurso maravilhoso. Quando faltam as palavras, existe o louvor.” O autor menciona a expressão de gratidão de sua sobrinha de cinco anos para ele: “A expectativa pelo sorvete era digna de nota, os olhinhos dela brilhavam, e eu me sentia feliz com isso, pois sabia que iria deixá-la feliz também. Na volta para casa, olhei para ela e perguntei: ‘Você gostou?’ A resposta veio sem palavras: um sorriso com a sinceridade de uma criança. Esse sorriso traduziu tudo, ele era muito mais do que qualquer ‘muito obrigado’.” E Valdecir arremata: “Pois bem, o louvor é o sorriso da alma.” No versículo de hoje, Jesus diz qual vai ser a expressão dos salvos quando Ele voltar nas nuvens do céu. Embora essa frase seja curta demais para traduzir toda a alegria e a gratidão que haverá no coração dos salvos, ela será dita em tom de verdadeiro louvor, e é isso que importa para Deus. Enquanto aquele grande dia não chega, podemos louvar a Jesus, do fundo do coração, por tudo o que Ele é, fez, faz e fará por nós. Se faltarem palavras para traduzir a alegria da salvação, lembre-se de que, com uma vida de amor e obediência, você pode sorrir para Deus.

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Sexta-feira

14 de julho

Querer não é poder Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem. Lucas 14:33 esus é o maior professor que já existiu. Para ensinar a lição de que na vida espiritual “querer não é poder”, Ele contou duas histórias: “Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!’ Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz” (Lucas 14:28-32, itálico acrescentado). Esses exemplos podem ser resumidos em uma frase: “Querer não é poder.” Por meio deles, entendemos que, para seguir Jesus, é preciso mais do que vontade. Os dois homens até queriam construir ou guerrear, mas não calcularam as condições logísticas de executar aquilo que desejavam. Jesus quis ensinar que, para segui-lo, é preciso se dar conta do custo altíssimo que está em jogo. Muitas pessoas querem ser cristãs, mas não estão dispostas a pagar o preço, que pode ser traduzido em renúncias profundas. Em outras palavras, não dá para ser cristão e aproveitar o mundo ao mesmo tempo. Embora tenhamos que pagar um preço alto para seguir Jesus, não é esse o custo de nossa salvação. O apóstolo Pedro ensina: “Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi uma coisa que perde o seu valor como o ouro ou a prata. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como um cordeiro sem defeito nem mancha” (1 Pedro 1:18). Dizer não para o mundo é a reação natural de quem entende o altíssimo preço que Jesus pagou para nos salvar. Assim, precisa ficar bem claro que não é possível ser cristão sem abrir mão do pecado. E aí? Você quer seguir Jesus? Querer é o primeiro passo, mas não é tudo. Deixe que hoje o Pai lhe dê o poder do Espírito Santo. Dessa forma, além de querer, você vai poder.

J


Sábado

15 de julho

Desfeita Mas eles, um por um, começaram a dar desculpas. Lucas 14:18 ão me faça essa desfeita!” É assim que muita gente fala depois de oferecer algo, e o outro rejeitar. Desfeita tem que ver com desfazer de uma pessoa e até mesmo insultá-la. Não aceitar um convite ou um oferecimento pode ser problema. Lembro-me de uma visita que fiz a uma igreja histórica com um grupo de amigos em um domingo. Feliz com nossa presença, o senhor responsável pelo prédio quis ser gentil. Ele entrou em casa e voltou com uma garrafa PET um pouco suja. “Fiz um caldo de cana ontem e queria muito que vocês tomassem”, ele disse, olhando diretamente para mim. Meus amigos deram um jeito de despistar e me deixar sozinho diante do idoso, que entornava no copo o líquido já praticamente todo escurecido. Orei rapidamente, pedindo que Deus matasse qualquer bactéria, respirei fundo e tomei quase que de uma vez. Quando o homem quis que eu repetisse, agradeci, dizendo que estava satisfeito. Não quero estimular você a agir sempre assim, até porque, pode ser perigoso; mas, no meu caso, fazer uma desfeita àquele bondoso velhinho me contaminaria mais do que qualquer caldo de cana velho. Embora meus amigos tenham me deixado sozinho naquele dia, eu entendo o lado deles. O que é estranho é alguém rejeitar um convite ou um presente maravilhoso com toda a condição de aceitar. Jesus contou uma história em que isso acontece para ilustrar as desculpas esfarrapadas que muitas pessoas têm dado para o convite da salvação. “O primeiro disse ao empregado: ‘Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele. Peço que me desculpe.’ – Outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e preciso ver se trabalham bem. Peço que me desculpe.’ – E outro disse: ‘Acabei de casar e por isso não posso ir’” (Lucas 14:18-20). Se o sítio já estava comprado, o primeiro homem já o havia visto; o que comprara as cinco juntas de bois certamente já sabia da eficiência delas; e o fato de estar recém-casado não é impedimento para ir a festas. Essas pessoas simplesmente estavam fazendo uma grande desfeita. A cruz de Cristo é o grande banquete da salvação, e todos são convidados para participar dele. Por isso, Deus diz hoje para você: “Venha, tudo está pronto!” Ao contrário daquela garapa estragada que tomei, essa oferta é maravilhosa. É tudo o que precisamos. Sem ela, estamos perdidos. Você vai querer fazer uma desfeita dessas?

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Domingo

16 de julho

O Anfitrião “Vá depressa pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.” Lucas 14:21 m geral, convidar alguém para eventos como aniversários, formaturas e casamentos é uma demonstração de carinho. Quem aceita participar dessas cerimônias celebra a vitória de quem convida, demonstrando respeito e amizade. O versículo de hoje retrata a reação de um anfitrião que teve seu convite rejeitado. Sem perder o desejo de celebrar, o homem, que representa Deus na parábola, mandou chamar gente que, em geral, não era convidada para participar de festas como a que estava organizando. Assim, encheu a casa de pobres, aleijados, cegos e coxos, porque os nobres não quiseram se alegrar com ele. O livro do Apocalipse retrata um banquete semelhante, para o qual pobres, cegos e nus também foram convidados. Contudo, eles desonraram o anfitrião, assumiram o controle da festa e fecharam a porta para quem os havia convidado. Do lado de fora, o dono da festa, que é Jesus, descreve a situação deles com o objetivo de alertá-los do perigo que correm: “Vocês dizem: ‘Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos.’ Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos” (Apocalipse 3:17). A porta permaneceu fechada, mas o anfitrião não desistiu: “Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos” (Apocalipse 3:20). O grande pregador John Stott explica que sua conversão passou pelo entendimento do que significa ter Jesus batendo à porta do coração: “Eu tinha regularmente me esforçado para fazer minhas orações pelo buraco da fechadura. Eu até tinha empurrado tostões por debaixo da porta, em uma vã tentativa de acalmá-lo. Eu havia sido batizado, ia à igreja, lia a Bíblia, tinha altos ideais e tentava ser bom e fazer o bem. Mas o tempo todo, muitas vezes sem perceber, eu estava segurando Cristo no comprimento do braço, mantendo-o fora. Eu sabia que abrir a porta teria consequências graves. Estou profundamente grato a Ele por permitir-me abrir a porta. Olhando para trás, agora em mais de 50 anos, percebo que esse passo simples mudou todo o curso de direção e a qualidade da minha vida.” Nós não merecíamos, mas Cristo nos convidou para participar do banquete da salvação; porém, sem Ele, essa festa não tem sentido. Por isso, abra hoje a porta de seu coração e deixe Jesus entrar e assumir o comando.

E


Segunda-feira

17 de julho

Os degraus da cegueira Algumas pessoas trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. Marcos 8:22 udo leva a crer que o homem do texto de hoje não era cego de nascença. Ele sabia descrever as pessoas e as árvores. Uma pessoa que nunca viu não pode fazer isso. É possível que ele tenha ficado cego de modo gradativo, devido a alguma enfermidade nos olhos, como miopia, glaucoma ou catarata. A escuridão total não havia chegado do dia para noite na vida dele, e esse fato contém lições espirituais preciosas para nós. A cegueira espiritual também se instala gradativamente. No salmo 1:1, a Bíblia nos ajuda a perceber como a escuridão do pecado, passo a passo, vai ganhando espaço. Nesse versículo, é como se o salmista nos mostrasse uma escada em que o primeiro degrau da cegueira é: (1) Andar no conselho dos ímpios. Isso ocorre quando, despretensiosamente, alguém começa a ser influenciado pelas ideias pecaminosas da sociedade. Um site ruim aqui, um filme impróprio ali, e a mente vai sendo preenchida com o conselho dos ímpios. Nesse degrau, a pessoa começa a ver os pecados de forma distorcida e passa a dar a eles nomes mais agradáveis. Um típico quadro de miopia espiritual. O segundo degrau da escada da cegueira é: (2) Parar no caminho dos pecadores. Nessa circunstância, a pessoa passa a considerar a vida cristã muito chata. Sua mente está tão bombardeada que, para ela, a igreja perde a graça. É nesse estágio que se começa a questionar abertamente as normas bíblicas, e a vontade de deixar a igreja cresce. Esse é um quadro agudo de glaucoma espiritual. A pessoa vê muito pouco da beleza de Jesus. O terceiro degrau da escuridão é: (3) Assentar-se na roda dos escarnecedores. Esse é o ponto da cegueira total. Nesse estágio, a pessoa não só pratica o que é errado, mas também se torna propagandista da maldade. É o fundo do poço. Primeiro são ideias erradas transmitidas como se fossem certas e sempre acompanhadas do famoso “não tem nada a ver”. Em seguida, a pessoa começa praticar coisas que, no passado, lhe pareciam absurdas. E, finalmente, resolve ser parte integrante do círculo dos maus. É assim que se fica cego espiritualmente. Se seus olhos espirituais estão escurecendo, saiba que Jesus tem poder de lhe devolver a luz da salvação. Ore hoje para que Ele toque seu coração, e o milagre de ver a vida com os olhos da fé será uma realidade para você.

T


Terça-feira

18 de julho

Colírio Então cuspiu, [e] passou a saliva nos olhos do homem. Marcos 8:23 ais de 17 milhões de pessoas no mundo estão cegas por causa de uma vilã: a catarata. Essa doença, que é uma espécie de penumbra da lente natural do olho, costuma se desenvolver lentamente. Se não tratada, pode levar à perda completa da visão. O único meio de se ver livre desse mal é fazendo uma cirurgia. Para evitar que o olho entre na faca, pesquisadores da Universidade de San Diego, na Califórnia, estão desenvolvendo um tipo de colírio capaz de dissolver parte da catarata e amenizar seus efeitos. O método é simples e tem tudo para ser barato. Se der certo, milhares de pessoas que já estão cegas poderão se livrar de parte da “névoa” acumulada nos olhos, que impede a visão ou deixa tudo embaçado. É muito possível que o cego que Jesus curou na cidade de Betsaida tenha adquirido uma enfermidade que, aos poucos, lhe tirou a visão. O problema dele pode ter sido catarata. O Senhor não precisou fazer cirurgia. Ele usou um “colírio” poderoso: sua saliva. O resultado foi instantâneo, e aquilo que estava impedindo a visão do homem foi parcialmente dissolvido. Não sabemos exatamente como a saliva de Jesus atuou na cura, ou mesmo se foi apenas um símbolo, mas o fato é que ela fez parte desse interessante milagre que foi executado em dois tempos. A saliva/colírio não resolveu definitivamente a cegueira, mas iniciou o processo de cura. Essa realidade nos ensina uma importante lição espiritual. Vivendo nas trevas do pecado, a pessoa não tem a mínima noção de Deus e da fé. Perdido no mundo tenebroso, porém, um dia o ser humano é encontrado por Jesus. O Senhor, então, administra o “colírio” da salvação, e os olhos do coração começam a se abrir. Mesmo não compreendendo tudo, surge a esperança de que, um dia, o Sol da justiça vai clarear todo o caminho. É nesse sentido que a Bíblia diz: “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia” (Provérbios 4:18, NVI). O apóstolo Paulo reforça essa esperança: “Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6). Deixe Deus aplicar o colírio da fé em seus olhos. No começo, você ainda terá algumas dúvidas, mas a promessa divina é que, a cada dia, a verdade ficará mais clara, e a obra começada por Jesus em sua vida será plenamente concluída.

M


Quarta-feira

19 de julho

Visão maravilhosa Jesus pôs outra vez as mãos sobre os olhos dele. Dessa vez o cego olhou firme e ficou curado; aí começou a ver tudo muito bem. Marcos 8:25 egos espirituais não conseguem enxergar a maravilha que é seguir Jesus. A escuridão do pecado impede a percepção do prazer incrível de guardar os mandamentos de Deus. Por isso, Davi orou: “Abre os meus olhos para que eu possa ver as verdades maravilhosas da tua lei” (Salmo 119:18). O versículo de hoje retrata o momento em que Jesus cura, em definitivo, a cegueira de um homem. Como já vimos, esse milagre simboliza a obra divina em nossa vida, que abre nossos olhos para enxergar as belezas da Palavra de Deus. Você pode estar se perguntando: Será mesmo que é possível sentir prazer ao ler a Bíblia e ao obedecer aos mandamentos de Deus? A resposta é um sonoro “sim”. Contudo, isso só ocorrerá se os olhos espirituais forem abertos pelo toque das mãos de Jesus. Como isso acontece na prática? A primeira coisa que você precisa saber é que seus olhos espirituais, infelizmente, estão normalmente adaptados às trevas. Então, para acostumá-los à luz da verdade e aprender a desenvolver prazer nas coisas de Deus, é preciso esforço e persistência. Desvie intencionalmente sua visão das coisas pecaminosas e focalize seus olhos em Jesus e em sua Palavra, ainda que, no início, não seja isso que lhe dê prazer. Não desista! Outra coisa importante que Jesus faz é nos ensinar a meditar no texto sagrado. Você nunca vai aprender a amar a Palavra de Deus se insistir em lê-la de maneira rápida e por obrigação. Debruce-se sobre pequenos trechos das Escrituras a cada dia e alimente-se deles. Na Bíblia, o verbo meditar é uma tradução do hebraico hagar, que remete à imagem de um boi comendo. Os bovinos comem o dia inteiro. Além disso, eles ruminam, e isso faz com que o alimento passe por seu estômago quadripartido e depois volte à boca para ser remastigado. Todo esse processo torna progressiva e contínua a digestão. É assim que o salmista ilustra a devida relação do justo com a Palavra de Deus, que deve ser constante, reflexiva e experiencial. É dessa forma que Jesus toca seus olhos e os abre para enxergar as belezas da Palavras de Deus. Se desejar que isso seja uma realidade em sua vida, deixe que hoje o Senhor desvende seus olhos para que você enxergue as maravilhas de conhecê-lo e obedecer a seus mandamentos.

C


Quinta-feira

20 de julho

Perder para ganhar Quem quiser; pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvála-á. Marcos 8:35, ARA m dos muitos reality shows que competem ponto a ponto para ganhar a guerra da audiência na TV americana é The Biggest Loser (O Maior Perdedor). Na disputa, ganha quem mais perde. Neste caso, peso. Contrariando a lógica por trás das mais importantes competições humanas, em que o acúmulo é a base das conquistas, nesse programa, os campeões se destacam pela capacidade de se desvencilhar do peso corporal que adquiriram ao longo do tempo. Para quem está precisando, perder peso pode ser sinônimo de ganhar saúde. Por isso, dá para entender o sucesso de programas como esse. O que desafia nossa compreensão é o ensino de Jesus sobre perder a vida para ganhá-la. O que Ele quis dizer com isso? De que tipo de vida Ele estava falando, e o que significa perdê-la? A história do povo de Deus está recheada de relatos de gente que não amou a própria vida e a entregou completamente ao serviço do Senhor sem medo de perseguições e morte. João Batista, Tiago, Pedro e Paulo são uma pequena amostra da grande quantidade de pessoas que foram até as últimas consequências por amor a Cristo. Desprezaram a própria vida e ganharam a eternidade. Em sentido espiritual, perder a vida também significa abrir mão de vantagens que não são compatíveis com a vida cristã. Pense em meninos e meninas que perdem popularidade entre os “amigos” porque não cedem à pressão do grupo para fazer coisas que a Bíblia condena. Pense também em uma pessoa que perde o emprego, porque resolveu obedecer a Deus e guardar o sábado. De certa forma, quem age assim “perde” o que é considerado importante para a maioria, mas ganha o que é essencial para Deus. Muitos dos heróis da fé que abriram mão da vida por amor a Jesus fazem parte da “grande nuvem de testemunhas” e se livraram “de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia” (Hebreus 12:1, ARA). Eles nos deram o exemplo de como é bom perder para ganhar. Esses homens e mulheres são os grandes campeões, mas nós também podemos ser. No reality show do Céu, ganha quem perde. Se quiser “emagrecer” os quilos de pecado que estão acumulados na vida espiritual, pesando e atrapalhando sua caminhada, entre na disputa já vencida por Cristo, e você também será mais um grande perdedor/ganhador.

U


Sexta-feira

21 de julho

Mundo O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Marcos 8:36 inha esposa é daquelas que, como eu, nunca é sorteada para nada. Entretanto, naquela igrejinha no interior da Bahia, as coisas pareciam diferentes. Embora ela tivesse sido sorteada, o “prêmio” era: todos os não sorteados ganham, menos quem teve o número contemplado. Naquele dia, mantivemos nossa incrível marca de nunca ganhar nada em sorteios. Essa diferente “premiação” de minha esposa me fez pensar em gente que pensa estar ganhando o mundo, mas que, na verdade, está perdendo tudo. Grande parte das pessoas vive em busca de mais dinheiro, bens, títulos e sucesso; mas, nesse caminho, vai endurecendo o coração e perdendo a sensibilidade e a capacidade de rir e chorar de verdade. Não há nada de errado em conquistar boas coisas na vida, mas isso não pode ser buscado à custa dos valores do Céu. Em realidade, quem busca a Deus em primeiro lugar e ama as pessoas como a si mesmo acaba fazendo grandes coisas no mundo. É como C. S. Lewis disse: “Um olhar sempre voltado para a eternidade não é (como algumas pessoas pensam atualmente) uma forma de fuga ou ilusão, mas é uma das obrigações do cristão. […] Se consultarmos a História, veremos que os cristãos que mais fizeram por este mundo foram justamente os que mais pensaram no outro mundo. […] Desde que os cristãos pararam de pensar na outra vida é que começaram a falhar nesta. Quem almejar o Céu terá a Terra como acréscimo; quem almejar a Terra, não terá nem uma nem outra coisa” (Cristianismo Puro e Simples, p. 76). A vida verdadeira não se resume a coisas que possam ser tocadas. Ao contrário, uma pequena amostra do que é viver com plenitude pode ser vista no sorriso inocente de uma criança, na lágrima teimosa de saudade, na indignação diante do sofrimento e na fé infantil de uma pessoa que resolve fazer a vontade de Deus e contrariar a lógica perversa do pecado. São pessoas assim que rompem com a mediocridade da vida e transformam o mundo. É muito comum, porém, encontrar por aí gente endurecida e que demonstra por suas atitudes que perdeu a vida verdadeira. Por isso, a luta de todos nós deve ser pela manutenção do brilho nos olhos, da esperança e da fé. Para tanto, é preciso lembrar que todos viemos de Deus e para Ele vivemos. Quem coloca a confiança em Jesus sempre é “sorteado” com a vida verdadeira. Se não quer perder o brilho nos olhos e deseja ser um instrumento para abençoar as pessoas, volte-se para Deus, e Ele ganhará o mundo para você.

M


Sábado

22 de julho

Vontade do Pai Pois Eu desci do Céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. João 6:38 aquele dia, eu estava usando a hora de almoço para resolver alguns problemas na cidade. Para não atrasar a volta ao trabalho, dirigia o mais rápido possível. Estava dando tudo certo. Até que, ao deixar minha esposa em casa, e me preparar para arrancar com o carro, aconteceu. O idoso pai de minha vizinha tentava, sem sucesso, sair com seu carro, que estava com um dos pneus furado. Em uma fração de segundos, pensei: “É preciso trocar o pneu, e esse senhor não vai conseguir sozinho.” A dúvida cruel se instalou em minha mente: “Ajudar ou não ajudar?” Minha vontade era seguir o caminho, curtindo o ar-condicionado do carro e mantendo minhas mãos limpinhas para poder, naquela tarde, trabalhar em lindos textos sobre o amor de Deus. “Além disso”, racionalizei, “não posso pôr em risco o horário de voltar ao trabalho.” Naquela fração de segundo (não entendo como a gente consegue pensar tanta coisa em tão pouco tempo), também veio à minha mente qual seria a vontade de Deus em relação àquela situação e o que Jesus faria em meu lugar. Dei marcha à ré. Contrariando meu ego, resolvi fazer a vontade do Pai. “Tudo bem, senhor, posso ajudar?” Ele abriu o porta-malas, me entregou a chave de rodas e o macaco e disse: “Sim, meu filho.” Naquela tarde, parecia haver um Sol para cada pessoa do mundo, e eu suei bicas para trocar o pneu. Minhas mãos ficaram tingidas de preto, e ainda sobraram algumas manchas de graxa na camisa, o que evidenciou a pressa e certa falta de jeito. O pneu foi trocado, e o senhor pôde seguir seu caminho, enquanto eu corria até minha casa e mudava a roupa para voltar ainda em tempo para o trabalho. Naquele dia, fiquei refletindo sobre como andam as minhas vontades e percebi que, em muitas situações, existe um abismo entre o que eu quero e o que Deus quer. Ficou claro para mim que a natureza pecaminosa entranhada em meu ser gosta de coisas diferentes das que Cristo gosta. Assim, entendi que preciso lutar contra ela e me colocar à disposição do Pai para fazer a vontade dele. Se Jesus, que nunca teve uma natureza pecaminosa, submeteu sua vontade à vontade do Pai, nós devemos fazer isso ainda mais. Sendo assim, resolva sempre fazer o que Deus espera e, dia a dia, a vontade divina passará a ser sua vontade também.

N


Domingo

23 de julho

Sangue aquecido Quem […] beber o meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. João 6:54, ARA história é incrível, mas verdadeira. Justin Smith, morador na Pensilvânia, Estados Unidos, voltava para casa depois de uma confraternização, em um fim de tarde de inverno. Tropeçou no meio da rua deserta, bateu a cabeça em um monte de neve e desmaiou. Passou a noite ali, sem agasalho, debaixo de um frio de cinco graus negativos. Quando foi achado pelo pai, no dia seguinte, estava duro como um pedaço de pedra, congelado pela neve. O homem contou que balançava o filho inerte e dizia: “Você não vai me deixar!” O rapaz foi levado às pressas para o hospital. Seu quadro de hipotermia era gravíssimo, e os médicos consideravam seu caso sem solução, especialmente porque seus sinais vitais eram mínimos. Mesmo assim, uma competente equipe médica resolveu lutar pela vida dele. Durante duas horas, Justin passou por ressuscitação cardiopulmonar enquanto seu corpo era reaquecido. Como esses tratamentos convencionais não surtiam efeito, os médicos tentaram algo que salvou a vida do rapaz. Ele foi transferido para um hospital com mais recursos, onde foi submetido a uma técnica chamada de oxigenação por membrana extracorpórea, que consiste em remover o sangue da pessoa e aquecê-lo antes de devolvê-lo para o corpo. Justin, que estava praticamente morto, foi ressuscitado. Ao ler essa história, foi inevitável pensar em como ela pode representar a salvação que Jesus nos oferece de graça. Como esse rapaz, todos nós caímos nas escorregadias e frias ruas do pecado e padecemos de frio espiritual, congelados pela falta de Jesus, o Sol que aquece e ilumina a vida. No entanto, um dia o Pai nos encontrou, nos aqueceu em seus braços e exclamou com amor e poder: “Vocês não vão me deixar!” Ele nos levou para o “hospital”, reanimou nosso coração, ao escrever nele suas leis, e trocou o nosso sangue mortal pelo sangue eterno de Jesus, o qual foi derramado na cruz do calvário. Quem toma o sangue de Cristo, recebe de volta vida eterna. Pecados perdoados, pureza e esperança no coração são as marcas de que o incrível sangue de Jesus corre nas veias espirituais de quem o aceitou como Senhor e Salvador. Tome hoje, pela fé, o “aquecido” sangue de Jesus e passe a viver com a certeza da eternidade.

A


Segunda-feira

24 de julho

Trânsito Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna. João 6:68, ARA ngarrafamento quilométrico. Atraso. Estresse. Tudo isso pode ser amenizado e até evitado com um aplicativo que está revolucionando a forma como as pessoas dirigem: o Waze. O que ele tem de diferente em relação ao GPS tradicional é o fato de os usuários poderem atualizar, on-line, informações e advertir os demais motoristas sobre congestionamentos e obras na pista, por exemplo. Dessa forma, o aplicativo pode recalcular a rota e direcionar o condutor para caminhos em melhores condições. O israelense Uri Levine, criador do programa, disse, a respeito de sua invenção: “A moral da história é: as pessoas não pensam mais por onde estão indo.” Essa frase me fez pensar. Se no trânsito tomar atalhos pode ser vantajoso, o mesmo não pode ser dito de outras áreas da vida. Na escola, por exemplo, o atalho da cola não leva a lugar algum. Quem toma esse caminho, além de tentar enganar o professor, engana a si mesmo. O atalho da corrupção, por sua vez, é um beco sem saída, em que muitos se metem para tentar chegar bem mais rápido ao sucesso financeiro, sem esforço e disciplina. No que diz respeito à salvação, a situação é ainda mais séria. Na viagem para o Céu, não é suficiente saber o destino. É preciso conhecer a rota certa. Não existem atalhos e caminhos mais fáceis nessa jornada. Ou você segue o trajeto de Jesus ou vai se perder. “Guardar o sábado? Isso é coisa do Antigo Testamento. Você pode guardar qualquer dia”, sugere alguém, a fim de tirar você da rota certa e levá-lo a um atalho. “Pare de se cobrar tanto: o que que tem ir a baladas e shows de rock? Deus ama a gente de qualquer jeito. No fim das contas, Ele vai salvar todo mundo”, insiste alguém, argumentando que todos os caminhos levam a Deus. Para os verdadeiros seguidores de Jesus, só existe um caminho que leva ao Céu. Nessa linha, Pedro confessou o que está escrito no versículo de hoje e, mais tarde, acrescentou a respeito de Cristo: “Não há no mundo inteiro nenhum outro [nome] que Deus tenha dado aos seres humanos, por meio do qual possamos ser salvos” (Atos 4:12). Hoje é mais um dia de nossa viagem para o Céu. Continue na rota, ainda que o “trânsito” fique engarrafado, e os atalhos do mundo pareçam mais atrativos e fáceis. Seguir pelo caminho de Jesus é sempre a melhor opção.

E


Terça-feira

25 de julho

Hora certa A minha hora ainda não chegou, mas para vocês qualquer hora serve. João 7:6 pressado come cru e quente.” Alguém já falou esse ditado para você? Para falar a verdade, eu já ouvi, algumas vezes. Outra frase da sabedoria popular nos lembra de que a pressa é a inimiga da perfeição. E nós começamos a aprender isso antes de nascer. Em média, o tempo de gestação de um ser humano são 40 semanas. Esse período de espera permite o desenvolvimento adequado do feto, preparando-o para viver sem estar ligado diretamente ao corpo da mãe. Esse princípio deveria nortear nosso desenvolvimento em todos os sentidos da vida. Querer adiantar algumas coisas pode ser perigoso e frustrante. Tudo tem um tempo certo para acontecer. A adolescência, por exemplo, é uma etapa da vida em que percebemos mudanças significativas no corpo e no coração. É a fase em que estamos no meio do caminho entre o que é ser criança e o que é ser adulto. A voz, às vezes grossa e às vezes fina dos meninos, ajuda a ilustrar a transição. São naturais algumas crises nesse período, em que corpo e mente são esticados para se encaixarem ao padrão adulto. Entretanto, mesmo que a adolescência seja uma travessia, ela deve ser curtida com suas características, e sem ansiedade quanto ao futuro. Os apressadinhos acabam se machucando, ao vivenciar coisas para as quais não estão preparados. Por exemplo, não é porque os hormônios estão em polvorosa no corpo que a pessoa está pronta para a vida sexual; o fato de saber tudo sobre carros não dá o direito de dirigir sem habilitação. O desrespeito a essas regras pode resultar em dor de cabeça de adulto em corpo e mente de garoto. Jesus sempre lidou muito bem com o tempo e com as fases da vida. Nasceu no período certo (Gálatas 4:4), como criança e adolescente, mesmo sendo Deus, foi obediente a seus pais humanos (Lucas 2:51) e sempre se preocupou em não adiantar o futuro. Essa é a mensagem dele no versículo de hoje. Cada fase da vida é recheada de beleza e aprendizado. Passe por todas elas, aproveitando tudo de bom disponível e prepare-se para o que vem pela frente. Não se machuque, tentando pular etapas, na pressa de querer ser o que ainda não é. Fique calmo! Em cada etapa, Deus sempre tem um “prato” prontinho e na temperatura certa. Aproveite sem pressa.

“A


Quarta-feira

26 de julho

Combustível certo Se alguém tem sede, venha a mim e beba. João 7:37 que acontece se alguém abastecer, com diesel, um carro a gasolina? Basicamente nada. O veículo não vai sair do lugar, e o motor ficará entupido de óleo. O automóvel só poderá ser utilizado de novo quando todo o material estranho for removido. Isso ocorre porque quem projetou o motor criou estruturas adequadas a certo tipo de combustível. O diesel, por exemplo, é bem mais pesado que a gasolina e requer taxas de compreensão elevadas e pressão bem forte para a queima do combustível. O ser humano foi projetado por Deus, e Ele também estabeleceu o “combustível” certo para nós. C. S. Lewis explica: “Deus nos criou como um homem inventa uma máquina. Um carro é feito para ser movido a gasolina. Deus concebeu a máquina humana para ser movida por Ele mesmo. O próprio Deus é o combustível que nosso espírito deve queimar, ou o alimento do qual deve se alimentar. Não existe outro combustível, outro alimento. […] Deus não nos pode dar uma paz e uma felicidade distintas dele mesmo, porque fora dele elas não se encontram” (Cristianismo Puro e Simples, p. 66). Foi isso que Jesus quis ensinar no versículo de hoje. Ele estava em Jerusalém, no último dia da importante Festa dos Tabernáculos, no exato momento em que o sacerdote, diante de uma imensa multidão, levantava um jarro com água para céu. Essa cerimônia estava relacionada com o milagre da água que fluiu depois de Moisés bater na rocha. O povo morreria de sede no deserto se Deus não interviesse ao dar água em abundância. As palavras de Cristo também fazem referência ao belíssimo texto do profeta Isaías: “Escutem, os que têm sede: venham beber água! Venham, os que não têm dinheiro: comprem comida e comam! Venham e comprem leite e vinho, que tudo é de graça” (Isaías 55:1). Ficou muito claro para a multidão presente naquela Festa dos Tabernáculos o que Jesus quis dizer. O Senhor estava esclarecendo que era o Messias e que só Ele pode satisfazer as reais necessidades da humanidade. Jesus é o combustível, a água e o alimento que movem nossa vida. Não adianta tentar abastecer o tanque do coração com outras coisas, pois o resultado será frustração e sujeira. Ouça hoje Jesus convidando você para encher-se dele a fim de que sua vida seja movida para a frente, para a salvação.

O


Quinta-feira

27 de julho

Pequeno gigante Ela é a menor de todas as sementes; mas, quando cresce, torna-se a maior de todas as plantas. Mateus 13:32 té agora, ninguém ganhou tantas Bolas de Ouro da Fifa como ele. Aos 30 anos, suas lindas jogadas, gols e títulos um atrás do outro ameaçam o trono de Pelé, o lendário rei do futebol. Eu estou falando de Messi, ou a Pulga, como é conhecido desde criança. Desde muito pequeno, Lionel Messi manifestou talento extraordinário com a bola nos pés. Começou a jogar no Newell’s Old Boys, aos sete anos, e suas jogadas incríveis enchiam de admiração os olheiros do futebol. Porém, um problema surgiu como um gigante para tentar atrapalhar os sonhos do menino que queria crescer para jogar futebol. Messi foi diagnosticado com um problema hormonal que impedia seu crescimento; aos nove anos, ele media apenas 1,27 metros. Para impulsionar seu crescimento, o futuro craque deveria passar por um tratamento que consistia de injeções diárias de hormônio em suas pernas durante quatro anos. Isso tinha um custo de 900 dólares por mês. A família Messi não podia pagar, e o Newell’s Old Boys não quis continuar a investir no talento do menino. O Barcelona, porém, resolveu apostar em Messi, e ele se tornou um dos maiores jogadores da história do futebol. Muita gente não percebe o valor das coisas pequenas nem percebe o potencial de crescimento escondido nos “pequenos frascos”. Na parábola da semente de mostarda, Jesus comparou o reino de Deus a uma minúscula semente, que, lançada no solo, se torna uma grande planta. Na vida, as coisas começam pequenas. Não há nada de errado em querer fazer grandes coisas, mas é preciso respeitar a lei do crescimento progressivo, não pular etapas e esperar o compasso certo para que as conquistas maiores se realizem. Por exemplo, antes de conseguir resolver uma equação do segundo grau, há sempre alguém que começou de baixo, aprendendo as quatro operações básicas; antes da composição de uma sinfonia, há uma criança dedilhando o dó, ré, mi, fá; antes das incríveis vitórias da fé, há meninos e meninas aprendendo a respeitar os pais e compartilhar o que têm com os colegas. Se você anda se sentindo menor que todo mundo, lembre-se dessa canção: “Você que se sente pequeno, dirija seus olhos a Deus […]. Deus faz de você um gigante.” Jesus aposta em você. Deixe-o administrar sua carreira espiritual, e você vai se tornar um gigante no time do Céu.

A


Sexta-feira

28 de julho

O melhor negócio do mundo Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo. Mateus 13:44 nfelizmente para nós e para ele, mas é o que ele preferiu.” Foi assim que o gerente de futebol do Londrina Esporte Clube tentou explicar a decisão do goleiro Vitor de abandonar o futebol a fim de servir a Deus e guardar o sábado. Vivendo o melhor momento da carreira, eleito o melhor goleiro do Paraná e negociado com um time da série A do campeonato brasileiro, Vitor disse “não” para a fama e os altos salários. Ele disse “sim” para Jesus. Diante das câmeras de TV, o goleiro explicou que sua decisão foi tomada depois de criterioso estudo da Palavra de Deus, na qual descobriu que o sábado do Senhor deve ser guardado. A descoberta de Vitor, porém, o colocou na contramão do mundo do futebol. “O contrato dele acaba em maio e não será renovado, porque a comissão técnica não pode contar com um jogador que não jogue na sexta à noite nem no sábado à tarde”, explicou o gerente de futebol do Londrina. Vitor não quis dar “jeitinhos” nem enganar ninguém. Antes de sua transferência ser concretizada para a Chapecoense, ele abriu o jogo com a diretoria e afirmou que não treinaria nem disputaria partidas no horário do sábado. “Trabalho há 23 anos no futebol e nunca tinha ouvido falar nisso, é uma novidade para mim. Respeito a decisão dele, mas, para jogar futebol, é difícil. Ele mesmo está ciente disso e falou que, se for caso, ele para de jogar futebol e vai tentar uma outra profissão”, explica, sem entender muito, o gerente de futebol do Londrina. O que faz uma pessoa tomar uma decisão dessa? A parábola de hoje explica. O reino de Deus é como um campo no qual está enterrado um tesouro preciosíssimo. Sabendo disso, alguém vende tudo o que tem para adquirir essa terra. Aceitar a Cristo não é um fardo; ao contrário, é a coisa mais linda que pode acontecer, pois é o “investimento” mais rentável da “bolsa de valores” do universo. Você entrega tudo o que tem e ganha tudo o que Deus tem a oferecer; a pessoa troca uma vida passageira e ganha a eternidade. Por isso, o apresentador de um programa esportivo disse com bastante ênfase: “Eu só discordo de uma questão do gestor de futebol do Londrina, que disse: ‘infelizmente para o Vitor’. Para o Vitor não é infelizmente; na verdade, é uma decisão que ele está tomando para ser feliz.” É bem isso! Quem escolhe Jesus nunca perde; só ganha. E muito!

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Sábado

29 de julho

Diagnóstico Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo. Marcos 9:17, ARA filho tinha um grave problema. Porém, em vez de deixar Jesus diagnosticar o mal, o pai resolveu dar uma de médico e, sem perguntar a Jesus, foi logo dizendo o que o garoto tinha: “Meu filho é mudo.” A atitude desse pai não é diferente do que, às vezes, muitos de nós fazemos. Acreditamos piamente que sabemos quais são os nossos mais sérios problemas e, em geral, os resumimos a situações materiais e humanas. “Se eu morasse numa casa melhor e dirigisse um carro top, aí sim eu seria feliz.” Que ilusão! Infelizmente nós não conseguimos escavar suficientemente o coração; por isso, esbarramos em problemas superficiais e não avançamos para o que de fato nos maltrata: o pecado. Alguém pode dizer: “Meu problema é aquele professor que não sabe explicar a matéria.” Ou então: “Se meus pais me entendessem, tudo seria melhor.” Esses são algumas de nossas tentativas de explicar as derrotas. Ao nos debatermos sozinhos para identificar as causas de nossos problemas, fracassamos e deixamos de lidar com os verdadeiros motivos do coração. Assim agia o pai, citado no texto bíblico de hoje, que queria explicar para Cristo qual era a doença espiritual de seu filho. Jesus deve ter ouvido o homem com amor, mas com um pouco de impaciência, pois aquele pai ainda não havia percebido o óbvio: ele estava diante de Jesus, a mente mais sábia do universo, o criador de todas as coisas, aquele que não pode ser aconselhado, pois sabe de tudo. É interessante perceber, porém, que o inimigo, responsável por todo o mal na vida do garoto, ao contrário do pai, sabia muito bem qual era o problema e tinha certeza de que só o Senhor podia resolver. Por isso, quando “o espírito viu Jesus […] sacudiu com força o menino” (Marcos 9:20). O demônio queria impedir que o garoto fixasse os olhos no Senhor. Ele faz o mesmo conosco ao sacudir nossa vida com problemas. Com muita misericórdia, Jesus interveio na situação e resolveu o verdadeiro problema: “Espírito surdomudo, saia desse menino e nunca mais entre nele!” (Marcos 9:25). Ao solucionar o caso, Jesus deixou claro que o garoto só era mudo porque era surdo. A mudez só seria resolvida se a surdez fosse curada. Nossos problemas superficiais apenas indicam um motivo mais profundo. Deixe que Jesus vasculhe seu coração hoje e retire as causas e as consequências do que lhe faz sofrer.

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Domingo

30 de julho

Tudo Se Eu posso? Tudo é possível para quem tem fé. Marcos 9:23 erta vez, li a história de um homem muito faminto que entrou em um restaurante que anunciava: “Tudo o que você conseguir comer por dez reais.” Ele pagou o valor e devorou o primeiro prato de comida. Pediu mais um e, rapidamente, consumiu uma montanha. Animado para o terceiro, chamou o garçom, mas quem veio foi o gerente, que disse: “Não há mais comida para o senhor!” Nervoso, o guloso apontou para o anúncio e esbravejou: “Eu consigo comer mais!” O gerente o expulsou do restaurante e cancelou a promoção. No “restaurante” do Céu, está pendurado o “anúncio” do versículo de hoje: “Tudo é possível para quem tem fé.” As propagandas de Deus, não são enganosas. Antes de falar essa frase, Jesus estava em um diálogo com o pai de um menino possesso, que, desesperado, recorreu a Ele em busca de ajuda. Incrédulo, o homem disse: “Mas, se o Senhor pode, então nos ajude. Tenha pena de nós!” (Marcos 9:22, itálico acrescentado). Como assim, se Jesus pode?! Ele é simplesmente onipotente! No entanto, suas bênçãos não estão disponíveis para quem não tem fé. Essa é uma má notícia, pois, como o pai incrédulo do texto de hoje, todos nós nascemos com muita dificuldade para crer. E “sem fé ninguém pode agradar a Deus” (Hebreus 11:6). Por isso, Jesus ficou impaciente com a situação e disse: “Gente sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de aguentá-los?” (Marcos 9:19). A boa notícia é que Deus sempre toma a iniciativa para produzir fé em nosso coração. Se não fosse por isso, jamais teríamos acesso aos milagres divinos. O apóstolo Paulo ensina a fórmula infalível para se produzir fé: “Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Romanos 10:17). Quando a Palavra de Deus invade nossa vida, ela ativa o sensor da fé, e a esperança passa a brotar no coração. Foi o que aconteceu com aquele pai e pode acontecer conosco, se nos expusermos todos os dias às Escrituras. A palavra de Cristo para o homem desesperado foi: “Tudo é possível para quem tem fé.” A resposta do pai foi a frase mais poderosa que pode sair da boca de um pecador: “Eu creio!” Por causa dessa fé, ele salvou o filho e se apoderou do tudo de Deus. Nunca faltam bênçãos para quem crê no poder do Pai e se expõe continuamente às mensagens de amor e salvação da Bíblia. É assim que se produz fé. Com ela, você pode se servir à vontade dos infindáveis banquetes de Deus.

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Segunda-feira

31 de julho

O filho mais velho Certo homem tinha dois filhos. Lucas 15:11, ARA erta vez, Jesus estava conversando com pessoas de má fama, e os fariseus começaram a criticá-lo por isso. Em resposta a eles, o Senhor contou uma de suas mais bonitas histórias: a parábola do filho pródigo. Nessa narrativa, é fácil identificar quem os personagens representam: o pai é Deus, e o filho pródigo, os pecadores amigos de Jesus. Mas quem o filho mais velho simboliza? Os fariseus eram pessoas que se diziam mais santas que as outras e que excluíam do reino de Deus quem não fosse como eles. Esses homens tinham nojo de pessoas consideradas pecadoras e criticavam muito quem tinha algum tipo de relacionamento com elas. Era exatamente isso que eles estavam fazendo em relação a Jesus, antes de o Senhor lhes contar a parábola do filho pródigo. A reação irada do filho mais velho ao se dar conta da festa que o pai estava fazendo por conta da volta do irmão mais novo torna evidente que ele representa os fariseus. Portanto, a parábola mostra que, para Jesus, quem tem o coração parecido com o do filho mais velho está tão perdido como estava o filho pródigo. Fariseus “filhos mais velhos” consideram-se a última “água mineral gelada do deserto” e tratam os outros como se não fossem seus irmãos. Jesus ilustra isso com a fala do filho mais velho ao pai em relação ao pródigo: “Esse seu filho”. Para ele, o mais novo não era seu irmão; era só filho do pai, de quem também não se sentia filho. O mais velho, nesse caso, representa as pessoas que não amam o Pai e demonstram isso odiando e desprezando os filhos de Deus. Elas precisam descobrir o óbvio: Deus é Pai de todos; logo, todos somos irmãos. Além disso, o mais velho reclamou: “O senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos” (Lucas 15:29, itálico acrescentado). A alegria que ele queria não incluía o pai. Ele se parece com pessoas que acham a vida cristã chata e que, por isso, vão à igreja por obrigação e acreditam ser impossível sentir alegria na presença de Deus. Enxergam a vida cristã somente como um conjunto de “nãos” e mais nada. A solução para pessoas assim é aprender a ter felicidade no relacionamento com o Pai. Ouça hoje Jesus lhe dizer: “Meu filho, você está sempre comigo [vamos festejar, pois] este seu irmão estava morto e viveu de novo.” Para não se comportar como os fariseus “filhos mais velhos”, sinta-se filho de Deus e irmão dos filhos dele.

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Terça-feira

1º de agosto

O filho mais novo “Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.” Lucas 15:12 parábola do filho pródigo é a história de um pai amoroso e dois filhos perdidos. O mais novo é achado, e o mais velho se rebela. Hoje vamos falar sobre o pródigo. A história desse “filhinho de papai” começa com ele querendo ser dono do próprio nariz e buscando a completa independência. Ele pede a sua parte da herança, sem considerar que isso só se recebe com o falecimento dos pais. Ao pedir sua parte da riqueza da família, o filho pródigo está expressando seu completo desprezo pelo pai. Para piorar, o garoto rebelde vende sua herança e vai viver em um lugar bem distante dos olhos de seu velho, com quem não quer qualquer contato. Quer mesmo é pecar à vontade, sem ter que dar satisfação a ninguém. De jeito nenhum, ele pretende estar perto o suficiente para se expor aos conselhos e pedidos de reconsideração do pai. É nessa terra distante que o filho mais novo vira pródigo de fato (o significado dessa palavra é “gastador”, “esbanjador”, “perdulário”). A Bíblia diz que, longe de casa, o rapaz vive “uma vida cheia de pecado”, desperdiça e gasta “tudo o que tinha” (Lucas 15:13). O pecado faz dele uma pessoa sem limites. Tudo o que tem nas mãos o pródigo consome em busca de prazer, na tentativa louca de preencher o vazio no coração. Ele perde também os “amigos” e vira um mendigo cuidador de porcos. Que decadência! Mesmo sem nada, a esperança brilha em sua mente quando ele compara a realidade dos servos da casa do pai com a dele, que compartilha com os porcos um lugar no chiqueiro. Cai em si, reconhece que não dá para continuar daquele jeito, decide se levantar, ensaia umas desculpas e volta para casa. O pai o vê de longe e corre para abraçá-lo. O bondoso homem tapa a boca do filho, que se contenta em ser apenas um empregado na família. O rapaz recebe uma roupa nova, sandálias nos pés e anel no dedo. O filho revive. Festa em casa. O pai está feliz. Conto essa conhecida história, usando somente verbos no presente, porque ela é sempre atual e acontece todos os dias. Quem sabe, parte dela esteja ocorrendo exatamente agora, leitor, bem aí dentro de você. Se tem andado longe de Deus, e o mundo o está fazendo gastar tudo o que tem, reconheça que precisa de Jesus, levante-se da sarjeta do pecado e corra para os braços do Pai.

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Quarta-feira

2 de agosto

Segurança E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou. Lucas 15:20 história da americana Alicia Kozakiewicz é chocante. Quando tinha 13 anos, ela começou um relacionamento virtual com um “garoto”. Alicia diz: “Ele se apresentava como alguém de minha idade e que tinha interesses parecidos com os meus, como as bandas e os filmes de que eu gostava.” Depois de algum tempo nesse relacionamento, ela explica como foi o primeiro “encontro”: “Estava jantando com meus pais, quando, antes de comermos a sobremesa, pedi licença da mesa dizendo que estava com dor de estômago. Então, saí de casa para encontrá-lo e me lembro de ter deixado a porta aberta. Era para ser coisa de alguns minutos.” O que ocorreu na sequência poderia ser roteiro de filme de terror. Estava escuro e nevando, e ela andou até ao fim da rua. Sentido um pouco de medo, resolveu voltar para casa, quando ouviu a voz de um homem de cerca de 30 anos a chamando pelo nome. Ela foi jogada dentro do carro do sequestrador, com quem havia se relacionado na internet, imaginando ser um menino de sua idade. O homem dirigiu por cinco horas até chegar na casa dele, em outro estado. Lá, Alicia foi acorrentada e violentada. Depois de quatro dias, ele a alimentou pela primeira vez e a chamou para dar uma “volta”. Ela sabia que isso significava seu fim. No entanto, a polícia a encontrou e, milagrosamente, foi resgatada. Emocionada, ela diz: “Sabia que meus pais tentariam de todo modo me encontrar. Eles iam mover montanhas. Tinha certeza disso. Sempre soube que eles me amavam. E que eles iam me achar. Viva ou morta.” Além disso, ela acrescenta outra coisa linda: “Quando me viu, meu pai me abraçou bem forte. Naquele momento, eu senti que estava protegida. E que ninguém me machucaria de novo enquanto ele estivesse por perto.” Alicia também explica por que tantos adolescentes entram em relacionamentos perigosos no mundo virtual: “É tão difícil ser uma criança. Muitas vezes, você não se acha inteligente, bonita ou popular. As crianças acham que sempre está faltando alguma coisa na vida delas. E aí surgem pessoas na internet que, de certa forma, suprem essas lacunas. E foi exatamente o que aconteceu comigo. Ele me fez confiar nele.” Não se arrisque, expondo sua vida para quem não merece e quer lhe fazer mal. Se, por algum motivo, você se sente inseguro ou machucado, ouça Deus lhe dizer: “Perto de mim você sempre estará seguro.”

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Quinta-feira

3 de agosto

Você decide Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado. Lucas 15:32 urante a década de 1990, um dos programas de maior sucesso da TV brasileira era o interativo Você Decide. A ideia era apresentar uma história, mas interrompê-la antes do fim e propor para o público dois finais diferentes. O apresentador do programa, aparentando imparcialidade, dizia: “O final, você decide.” Então, durante o intervalo comercial, as pessoas ligavam e escolhiam como queriam que a história terminasse. Quero sugerir para você hoje algo parecido com isso, mas usando a parábola do filho pródigo, até porque a Bíblia não apresenta um final para essa história. O relato é interrompido de modo abrupto no versículo 32 do capítulo 15 de Lucas com o convite do pai para que o filho mais velho entre na comemoração da volta do mais novo. Jesus não nos conta se o mais velho entrou ou não na festa. Então, vamos ao nosso Você decide. John MacArthur escreveu os dois finais possíveis para história, os quais serão usados em nosso “programa” de hoje. (1) Final Feliz: “Assim o filho mais velho se ajoelhou diante do pai, dizendo: ‘Eu me arrependo por minha amargura, falta de amor no coração, hipocrisia e moralismo. Perdoe-me, pai. Faça de mim um filho verdadeiro e leve-me para o banquete.’ O pai, então, abraça seu primogênito em lágrimas, leva-o para dentro e senta-o com o irmão em lugares de honra. Todos se alegram juntos, e o nível de felicidade dobra. Ninguém que estava lá jamais esqueceu aquela noite.” (2) Final Trágico: “Já que a figura paterna na parábola representa Cristo e o filho mais velho é um símbolo da elite religiosa de Israel, o verdadeiro fim da história, escrito pelos escribas e fariseus, seria algo assim: ‘O filho mais velho estava ultrajado pelo pai. Ele pegou um pedaço de pau e bateu nele até a morte na frente de todos.’” No Você Decide do primeiro século, o “público” escolheu o Final Trágico. MacArtur diz: “Nós sabemos como o relato acabou de fato, não sabemos? Não é um final feliz. Em vez disso, é outra história chocante, pois os líderes religiosos mataram Jesus” (A Parábola do Filho Pródigo, p. 206, 207, adaptado). No Você Decide de sua vida, qual será o final escolhido? O Pai está convidando você para entrar na festa da salvação. Seu final será feliz ou trágico? Diferentemente do apresentador da TV, não vou ser imparcial: Decida hoje amar Jesus. Esse é o único caminho para a salvação. A escolha é sua, pois “o final, você decide”.

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Sexta-feira

4 de agosto

O Mestre do perdão Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! João 8:7 história da mulher adúltera revela, em linguagem clara, o que Jesus veio fazer aqui por nós. A pecadora foi levada à presença do Senhor para que Ele desse sua opinião sobre o que deveria acontecer com ela. Segundo Ellen White, os acusadores “lançaram mão dessa oportunidade para condená-lo […]. Se absolvesse a mulher, seria acusado de desprezar a lei de Moisés. Se Ele a declarasse digna de morte, seria denunciado aos romanos como assumindo autoridade que só a eles pertencia” (O Desejado de Todas as Nações, p. 460, 461, adaptado). Porém, com sabedoria divina, o Senhor desatou o nó e desqualificou o argumento dos líderes religiosos. A princípio, Jesus usou a estratégia do silêncio, e isso os incomodou. Ele permaneceu quieto e passou a escrever na terra. Os acusadores ficaram agitados com a demora de Jesus em responder e chegaram mais perto dele, para ver o que não queriam. Ao olhar para o chão, leram o relato preciso de seus pecados, os quais o Senhor escrevia. Os erros desses homens eram muitos, a começar pelo fato de que, segundo a lei de Moisés, no caso de uma mulher apanhada em adultério, quem deveria exigir a pena sobre ela era o marido, que não estava na cena. Além disso, a acusação não poderia pesar apenas sobre ela. O homem com quem a mulher pecara também deveria ser condenado, mas isso não estava acontecendo. Essas duas situações deixam claro que a cena havia sido armada, e a mulher fora induzida ao erro para que os inimigos de Jesus pudessem tentar colocá-lo em uma “saia justa”. Ao escrever na terra, Jesus desmascarou a mentira dos fariseus. A Bíblia ensina que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23) e que “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3:23). A mulher adúltera, seus acusadores, eu, você e toda a humanidade deveríamos, com justiça, receber a condenação de Jesus, o único que não pecou. Entretanto, o Senhor resolveu agir de maneira diferente. Ele assumiu a nossa condenação e nos deu o direito de viver. Para ser justo ao nos perdoar, Jesus assumiu a nossa dívida e pagou o preço que ela indicava. Só Ele podia nos condenar, mas não fez isso. Ao contrário, da mesma forma como disse àquela mulher, Jesus diz hoje para quem estiver lendo este texto: “Eu também não condeno você. Vá e não peque mais” (João 8:11).

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Sábado

5 de agosto

Um sonho de liberdade Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. João 8:32 m resumo, ser livre é poder escolher o caminho desejado, com consciência de todas as consequências da opção feita. Deus nos criou livres. A prova disso é o fato de que no Éden havia a árvore do conhecimento do bem e do mal, que representava a possibilidade de Adão e Eva escolherem se queriam ou não obedecer a Deus. Para preservar o sentido pleno da liberdade, o Senhor explicou com clareza para o primeiro casal o que significava escolher cada um dos caminhos. Se resolvessem obedecer, permaneceriam felizes para sempre e não conheceriam a triste realidade da morte. Por outro lado, se desobedecessem, deixariam de ser imortais e teriam que conviver com o pecado. A proposta do inimigo sempre foi tirar a liberdade dos filhos de Deus e, para tal, ele usa a mentira. Foi isso que ele fez serpenteando entre os frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal. Adão e Eva abriram mão de sua liberdade e, com sua escolha, fizeram com que toda a humanidade se tornasse escrava do pecado. Desde então, a luta de todos nós pode ser traduzida nas palavras do apóstolo Paulo: “Dentro de mim […] vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?” (Romanos 7:22-24). A escravidão do pecado sobre o ser humano consiste em forçar nossa natureza para o mal e nos iludir para que não vejamos, com clareza, a tolice de desobedecer a Deus. Assim, ao tirar das pessoas o direito de escolher, por força ou por engano, o inimigo aprisiona quem nasceu para ser livre. Na cruz, Jesus conquistou de novo a liberdade para a humanidade. Antes desse ato extremo de amor incalculável, nenhum de nós tinha o direito de escolher seguir a Deus; mas, com a morte de Cristo, a verdade brilhou para todos e iluminou a estrada da vida, deixando clara a opção de seguir a Deus e abandonar a escravidão do pecado. Ecoando o ensino de Jesus, Leon Tolstói disse: “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.” Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Abra hoje seu coração para Ele, e seu sonho de liberdade passará a ser realidade.

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Domingo

6 de agosto

Filho de peixe O nosso pai é Abraão! – responderam eles. João 8:39 ilho de peixe peixinho é.” É verdade! As crianças se parecem com os pais e os imitam. Quando minha filha ainda era bebê, uma pessoa disse para mim: “Uau! Ela é a sua cara.” Para fazer uma piadinha, perguntei: “E você acha que ela é bonita?” A resposta foi arrasadora: “Ela é sua versão bonita!” Quanta sinceridade! Dos pais, herdamos características boas e ruins. Seria ótimo se pai e mãe pudessem selecionar as melhores coisas de cada um e fazer uma criança “perfeita”. Como isso não é possível, as famílias devem identificar suas virtudes e erros e pedir a ajuda de Deus para vencer as dificuldades. Os judeus tinham bastante orgulho de serem considerados filhos de Abraão. Como você deve saber, esse patriarca foi um grande homem e recebeu o título de “pai da fé”. Seus descendentes formaram a nação escolhida de Deus e herdaram as promessas feitas a ele. No entanto, a biografia de Abraão revela que ele tinha um problema com a mentira. Com medo de ser morto devido à beleza de Sara, por duas vezes, ele mentiu ao dizer que a esposa era sua irmã (Gênesis 12:13; 20; 20:2). É impressionante como Isaque, seu filho, herdou o mesmo problema. Ele mentiu sobre sua verdadeira relação com Rebeca ao dizer também que ela era sua irmã (Gênesis 26:7). Tanto um quanto outro foram livrados por Deus de consequências piores da mentira que contaram, mas demonstraram falta de apego à verdade e vacilaram na fé ao duvidar do cuidado divino. A prova de que esse era um pecado grave da família é o fato de o filho de Isaque, Jacó, também demonstrar a mesma dificuldade com a mentira. Ele foi capaz de enganar o próprio pai e o irmão no caso da bênção da primogenitura. No versículo de hoje, alguns líderes religiosos estavam dizendo que eram filhos de Abraão, no sentido de serem os herdeiros das bênçãos do patriarca, mas estavam se apegando à mentira de que Jesus não era o Filho de Deus. O Senhor, porém, disse que eles eram filhos do diabo, que é o pai da mentira. Esses inimigos de Jesus eram de fato descendentes biológicos de Abraão e, por isso, haviam herdado dele a mentira, não a fé. Os verdadeiros descendentes de Abraão são filhos de Deus pela fé e “mentira nenhuma foi encontrada em suas bocas” (Apocalipse 14:5, NVI). O filho de Cristo é semelhante a Cristo. Demonstre isso ao falar somente a verdade.

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Segunda-feira

7 de agosto

A pedagogia das provas Abraão, o pai de vocês, ficou alegre ao ver o tempo da minha vinda. Ele viu esse tempo e ficou feliz. João 8:56 ificilmente, um professor encontrará seus alunos tão concentrados, quietos e reflexivos quanto no momento da avaliação. Por isso, longe de ser um instrumento de punição, a prova é uma grande oportunidade para um professor ensinar a seus alunos lições que eles não aprenderiam de outra forma. Foi no momento mais difícil da vida de Abraão e Isaque que eles protagonizaram e entenderam a maior revelação do evangelho antes da cruz de Cristo. Deus havia pedido que o patriarca oferecesse em holocausto o próprio filho. Mesmo sem entender, Abraão resolveu obedecer e, já na caminhada de três dias até o monte onde ocorreria o sacrifício, pai e filho, sem saber, representavam o Pai e o Filho do Céu. Diz o texto bíblico: “Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos” (Gênesis 22:6, ARA). Carregando a madeira, Isaque simbolizava Jesus, que levou o madeiro até o Calvário. O fogo e a faca nas mãos de Abraão indicavam sua responsabilidade de tirar a vida do filho. Da mesma forma, Deus ofereceu a vida de seu filho na cruz em nosso favor. Pai e filho juntos, no monte Moriá, representavam silenciosamente Pai e Filho no Calvário. O evangelho jamais poderia ser pregado por um ser humano de maneira mais clara do que na prova de fé experimentada por Abraão e Isaque. Após Abraão evidenciar sua fidelidade para todo o universo ao estender a mão para tirar a vida de seu único filho, o Anjo do Senhor bradou ao patriarca para que não prosseguisse com o sacrifício. Abraão, então, “viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou […] o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho” (Gênesis 22:13, ARA). Aqui está o evangelho sintetizado: um substituto provido para morrer em lugar do ser humano condenado. Naquele dia, Abraão “ficou alegre ao ver o tempo da […] vinda [de Jesus]. Ele viu esse tempo e ficou feliz” (João 8:56). Ao passarmos pela provação, tenhamos a certeza de que ela é uma importante ferramenta didática do Grande Professor, Deus, por meio da qual temos a oportunidade de demonstrar amor genuíno ao Senhor, confiar nele e representar seu caráter em nossa vida.

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Terça-feira

8 de agosto

Ar no cano Porque é do coração que vêm os maus pensamentos. Mateus 15:19 udo o que eu queria naquele fim de tarde era tomar um bom banho. Debaixo do chuveiro, virei o registro e me preparei para a ducha. Porém, diferentemente do que eu esperava, pingaram em minha cabeça poucas gotas irritantes. Eu tinha certeza de que não havia faltado água. Por isso, não conseguia entender o porquê de não conseguir tomar meu banho. Minutos depois, descobri a causa: por algum motivo, tinha entrado ar no cano do chuveiro. Quando isso acontece, a força da água não consegue romper a barreira que o ar forma. Para resolver o problema, abri todas as torneiras da casa. O ar escapou por elas, e o fluxo de água foi liberado. Finalmente, pude tomar minha tão desejada ducha. Esse episódio me fez pensar no motivo de as bênçãos divinas às vezes ficarem retidas e não caírem sobre a vida das pessoas. A graça de Deus é abundante, e Ele está sempre disposto a derramá-la sobre todos. Então, por que às vezes parece que a torneira do Céu está fechada para nós em alguns momentos da vida? Por que, em algumas situações, temos a estranha sensação de que nossa oração não passa do teto e de que há uma parede de separação entre nós e Deus? Pode ser que tenha entrado “ar no cano”. A Bíblia diz: “Vocês estão pensando que o Senhor perdeu a força e não pode nos salvar? Ou pensam que Ele está surdo e não pode nos ouvir? Pois são os pecados de vocês que os separam do seu Deus, são as suas maldades que fazem com que Ele se esconda de vocês e não atenda as suas orações” (Isaías 59:1, 2). Um dos meus textos preferidos da Bíblia diz: “E tiraram os deuses alheios do meio de si e serviram ao Senhor; então, já não pôde Ele reter a sua compaixão por causa da desgraça de Israel” (Juízes 10:16, ARA, itálico acrescentado). Nessa passagem, fica bem evidente a ideia de que o pecado, representado pelos ídolos, cria uma barreira que nos impede de receber o banho da graça divina. Só quando o povo de Deus resolve remover os deuses estranhos é que esse muro cai, e as bênçãos inundam a vida. No versículo de hoje, Jesus diz que o coração humano é um depósito de “ar” pecaminoso. Para evitar que ele se acumule lá, abra as torneiras da vida e desobstrua os condutos de bênção. Feito isso, preparese para curtir o refrescante e extravagante banho de salvação, que só Jesus pode oferecer.

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Quarta-feira

9 de agosto

Comida Por que é que vocês estão conversando por não terem pão? Como é pequena a fé que vocês têm! Mateus 16:8 omida é fonte de energia para o ser humano. A digestão transforma os alimentos em gordura e diversos nutrientes, e o corpo os usa ou armazena de acordo com a necessidade. Você já deve ter feito esta pergunta: Por que existe gente que come muito, mas não engorda? A resposta está no metabolismo. O corpo de alguns queima mais gordura que a média, e isso garante a eles a possibilidade de comer sem o “peso” de engordar. Por outro lado, pessoas com metabolismo desacelerado usam menos gordura e, por isso, tendem a armazená-la em maiores quantidades. Além disso, estudos indicam que há pessoas que comem mais do que deveriam para “acumular” e isso seria a resposta inconsciente do corpo ao medo de a comida acabar. No versículo de hoje, Jesus repreende os discípulos pela falta de fé, que os fazia duvidar de que Deus poderia garantir que o sustento deles não faltaria. Como o povo de Israel no deserto, eles também estavam com medo de não ter o suficiente para a subsistência. No caso dos israelitas, eles estavam reclamando preocupados com a possibilidade da fome, e Deus providenciou o pão do céu, que caiu todos os dias, menos no sábado. Cada pessoa deveria colhê-lo de acordo com as necessidades diárias de sua família. Quem pegasse mais do que precisasse para o dia veria o excedente apodrecer. O único dia em que isso não acontecia era a sexta-feira, pois era preciso guardar para o sábado. A dinâmica diária do maná ensina que nós precisamos de Deus para tudo, todos os dias. Nunca podemos achar que alguma coisa em nossa vida é fruto de nossa força ou inteligência. É Deus quem cuida de nós e nos dá condições para o trabalho. Na oração do Pai-nosso, com a expressão “pão de cada dia”, Jesus deixa claro que não nos deixará faltar o que é essencial. Ele não disse que nos encheria de luxo, mas que cuidaria para que nada de importante faltasse. Por isso, podemos confiar nas palavras do salmista: “Jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão (Salmo 37:25, ARA). O cristão não deve ser um obeso espiritual, acreditando que é sua capacidade de “estocar” que garante a manutenção da existência. Mesmo que você tenha muitos bens, lembre-se que é Deus quem mantém a vida e que a renova a cada dia. A fé é a nossa “comida” mais nutritiva.

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Quinta-feira

10 de agosto

Continue vencendo Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no Céu. Mateus 16:17 goleiro Rodolfo Rodriguez havia acabado de defender um chute forte de um atacante do Cruzeiro e resolveu reclamar com a zaga de seu time, deixando a bola no chão. Distraído, não percebeu que, bem atrás, estava um jovenzinho dentuço de 17 anos, na época ainda conhecido como Ronaldinho, jogador do time adversário. Gol! A falsa sensação de segurança depois de uma boa defesa fez o goleiro se descuidar, logo na frente daquele que, no futuro, seria chamado de Fenômeno. A sensação da vitória, de fazer algo bem-feito, acertar todas as questões de uma prova ou ganhar um campeonato é eletrizante. Porém, mais importante do que ganhar uma vez é continuar ganhando. O grande problema é que, para alguns, os holofotes das conquistas ofuscam os olhos para os novos desafios. Embriagados com o sabor da vitória, muitos se iludem, baixam a guarda e, na sequência, sentem o gosto terrível da derrota. Esse foi o caso de Pedro, logo depois de ter “conquistado” uma grande vitória, refletida na declaração de Jesus no versículo de hoje. O Senhor quis saber o que os discípulos pensavam a respeito dele, e Pedro acertou na mosca: “O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16). Perfeito! Jesus elogiou a percepção espiritual do apóstolo, mas ressaltou qual era a origem daquele entendimento: “Esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no Céu” (Mateus 16:17). Ao que parece, Pedro não prestou atenção a essa parte da declaração de Jesus. O efeito de seu incrível acerto o impediu de perceber o óbvio: era Deus que havia revelado aquilo a ele. Cheio de si, o discípulo, sem perceber, se desconectou do Pai, e imaginou que já era sábio o suficiente para repreender Jesus, que estava falando a respeito da necessidade de morrer para salvar a humanidade. Minutos depois de sua vitória, o inflado discípulo sofreu uma de suas maiores derrotas ao se conectar ao pensamento do inimigo de Deus. Jesus lhe disse: “Saia da minha frente, Satanás!” (Mateus 16:23). Iludido com sua conquista, Pedro marcou um “gol contra” ao tentar desanimar Jesus de sua missão. Se você deseja continuar ganhando, nunca baixe a guarda na vida espiritual. Mantenha sua mente em Deus, e Ele sempre fará de você um vencedor.

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Sexta-feira

11 de agosto

Ouça a voz de Deus Você é como uma pedra no meu caminho para fazer com que Eu tropece, pois está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa. Mateus 16:23 marido estava decidido a resolver o problema auditivo da esposa. Ligou para o consultório médico, e a atendente pediu que ele, antes da consulta, fizesse um teste prévio com sua mulher. O homem, então, foi à cozinha para falar com ela, que estava preparando o almoço. A poucos metros de distância, ele perguntou bem alto: “O que vamos comer hoje, querida?” Não ouviu nenhuma reposta. Deu um passo em direção a ela e repetiu a pergunta. Não ouviu nada de novo. Fez a mesma coisa, mais duas vezes, sendo que, na última, ele já estava bem perto dela. Só assim a ouviu dizer: “Vamos ter lasanha. Já falei quatro vezes!” A consulta foi confirmada, mas a paciente não seria mais a esposa. A história acima me faz pensar na desconexão que existe entre o pensamento humano e a lógica do reino de Deus. Esse abismo de comunicação entre o pecador e o Céu faz com que muitos pensem que Deus está surdo para nossas necessidades, quando, em realidade, quem está com os ouvidos fechados somos nós. Só conseguimos ouvir de fato a voz de Deus quando conectamos nossa mente à dele. Por outro lado, se a mente está sintonizada na frequência egoísta do pecado, ficamos surdos para Deus, por mais que a voz dele esteja constantemente nos alertando. A Bíblia diz: “Quem não tem o Espírito de Deus não pode receber os dons que vêm do Espírito e, de fato, nem mesmo pode entendê-los. Essas verdades são loucura para essa pessoa porque o sentido delas só pode ser entendido de modo espiritual” (1 Coríntios 2:14). O apóstolo Pedro estava sofrendo desse mal. Ele repreendeu Jesus, quando o Senhor falou sobre a necessidade de morrer para conquistar a salvação da humanidade. “Que Deus não permita! Isso nunca vai acontecer com o Senhor” (Mateus 16:22), foi a fala humana de Pedro, influenciada pelo inimigo de Deus. A resposta dada por Jesus ao discípulo revela o problema de muita gente. Você “está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa”. Seres humanos são egoístas, enquanto Deus é altruísta; seres humanos desejam a glória e, ao contrário de Cristo, desprezam a cruz. Assim, os ouvidos se fecham para o Céu, e a comunicação da salvação fica interrompida. Se não quer que essa seja sua realidade, abra bem os ouvidos para Deus e sintonize sua mente com a do Pai.

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Sábado

12 de agosto

Pastor chinês – I Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses. Mateus 16:24 história do pastor Chen, relatada no livro Chain in China [Preso na China], é uma demonstração muito forte do que significa sofrer por amor a Jesus. Filho de missionários adventistas no país asiático, desde a infância, o sonho de Chen era ser pastor. Ainda jovem, ele se tornou um colportor. Na pequena igreja que frequentava, conheceu Roulan, uma moça não adventista. Depois de receber estudos bíblicos de Chen, ela foi batizada. Tempos depois, os dois se casaram, embora o desejo de Chen ainda fosse ser pastor, e Roulan quisesse uma vida mais estável. O casal teve um filho e, pouco tempo depois, Ruolan enfraqueceu na fé por conta das dificuldades financeiras. Ela exigiu que ele largasse a colportagem e fosse trabalhar em uma fábrica. Chen fez o que ela havia pedido, e as coisas se acalmaram em casa. Porém, depois de um ano de trabalho, ele passou a enfrentar sérios problemas em relação à guarda do sábado. O encarregado da indústria passou a tratá-lo com rispidez e o advertiu sobre a demissão caso faltasse mais uma vez. No sábado seguinte, conforme sua consciência, Chen levantou cedo da cama e foi à igreja. Então, no domingo, antes de ir para seu setor de trabalho, o encarregado o chamou no escritório para demiti-lo. Chen estava feliz por manter sua fé em Deus, mas algo que o chefe lhe disse fez o mundo sair debaixo de seus pés. O homem lhe informou que, além de perder o emprego, ele perderia a família. De forma sarcástica, o chefe lhe disse que Roulan sabia de tudo e que estava disposta a abandoná-lo, caso não largasse sua fé e permanecesse no trabalho. Como Nabucodonosor fez com os três amigos de Daniel, o homem quis dar mais uma chance para Chen antes de jogá-lo na fornalha ardente do desemprego. Então, na frente de Chen, ligou para Roulan. Ela atendeu e pediu para falar com o marido. Roulan o humilhou e lhe disse que não precisava mais voltar para casa, se resolvesse ficar ao lado de Jesus. Naquele dia, por amor a Deus, Chen perdeu o emprego e a família. Porém, o mais importante lhe estava garantido: a certeza de que estava tomando a decisão certa. É isso que significa renunciar aos próprios interesses, tomar a cruz e seguir Jesus. Que essa seja sua realidade hoje!

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Domingo

13 de agosto

Pastor chinês – II Esteja pronto para morrer como Eu vou morrer e me acompanhe. Mateus 16:24 epois de perder tudo, Chen se mudou para Xangai e passou a trabalhar em uma pequena editora adventista, que distribuía Bíblias e traduzia os livros de Ellen White na língua chinesa. Porém, a liberdade de pregar o evangelho naquela cidade não durou muito. A polícia comunista invadiu o escritório da igreja, prendeu o pastor Li, responsável pela editora, e desbaratou o trabalho missionário. Isso deixou Chen mais uma vez desempregado e sem rumo. Fugindo da perseguição, ele entrou em um ônibus que o levou para bem longe dali. Depois de mais de um dia de viagem, o ônibus parou na pequena cidade de Wuxi. Sem conhecer ninguém ali, ele dormiu na rua. No dia seguinte, que era sábado, saiu procurando os adventistas do lugar. Andando na rua, de repente, ouviu vozes, vindas de dentro de uma casa, cantando sobre a volta de Jesus. Era uma igreja adventista. Foi em Wuxi que o grande sonho de Chen se tornou realidade. Ele foi reconhecido como pastor da pequena igreja e foi muito bem-sucedido nesse trabalho. A igreja cresceu, e Chen conquistou grande respeito da comunidade local por conta do papel social e humanitário que desempenhou naquele lugar. Entretanto, a fogueira da perseguição não demorou para ser reacendida. Em 1958, o líder do partido comunista na China, Mao Tsé-Tung, estabeleceu uma nova ordem governamental, que dificultou ainda mais a vida dos cristãos. As autoridades de Wuxi aplicaram as regras ali e proibiram as igrejas cristãs de se reunirem para os cultos. Chen não se intimidou. Ele continuou pregando e acabou preso. Na prisão, sofreu muitas torturas para que negasse a fé. Como resultado dos maus-tratos, contraiu uma grave doença pulmonar, que quase o matou, se não fosse o milagre de Deus. Mesmo com toda a tortura e doença, o pastor Chen se manteve fiel a Jesus. Deus o tirou da cadeia, curou sua doença e deu-lhe uma esposa cristã com quem teve um filho. Com a nova família, Chen vive pregando o evangelho e espera a volta de Jesus. Quem entrega a vida completamente a Deus pode perder muitas coisas e sofrer até perseguições. No entanto, garante, pela graça, a alegria da salvação. Como o pastor Chen, siga o exemplo de Jesus e viva a maravilhosa esperança da vida eterna.

D


Segunda-feira

14 de agosto

Boneca Quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira. Mateus 16:25 a noite anterior, a professora da semana de oração infantil havia desafiado os alunos a levar à reunião seguinte algo para presentear crianças carentes. Entendi que aquela era uma ótima oportunidade para reforçar em minha filha de três anos a importância de compartilhar. Ana Clara ama bonecas e cuida delas como se fossem um tesouro muito valioso. Ela tem várias, ganhadas dos pais, avós, tios e amigos. Porém, aquelas de que mais gosta são as de estilo bebê, sem cabelo. Embora essas bonecas sejam praticamente idênticas, a Ana sabe a exata diferença entre elas e as chama pelo nome com muito carinho. Achando que seria algo relativamente fácil convencer minha filha a doar uma de suas bonecas preferidas, um pouco antes de sair para a igreja, entrei no quarto dela e perguntei empolgado: “Filha, você já escolheu a boneca que vai doar para as amiguinhas?” “Boneca?! Que boneca, papai?”, ela perguntou, já querendo chorar, aterrorizada com o fato de ter de abrir mão de um de seus tesouros. A “batalha” estava só começando. Ela desconversou e, quando voltei ao assunto, sugeriu: “Que tal doarmos umas roupinhas, papai?” “Ótimo!”, respondi, “mas as amiguinhas vão ficar muito felizes em ganhar bonecas, você não acha?” Então, Ana Clara teve uma ideia para resolver a questão. Retirou do fundo de sua caixa de brinquedos uma boneca de pano bem velha e descabelada. Eu disse a ela que poderia doar também aquela, mas que o ideal seria levar também uma boneca bebê. Ela chorou e deixou muito claro o quanto era difícil o que eu estava pedindo; em realidade, quase impossível para ela. Conversamos por um bom tempo até que a Ana entendesse a necessidade de doar algo semelhante ao que gostaria de ganhar. Então, ela pegou uma linda boneca bebê, a abraçou com carinho, apertou os olhinhos como que para tirar força do fundo do coração e colocou, por livre e espontânea vontade, seu bebê de brinquedo na sacola que levaríamos à igreja. Naquela noite, percebi, com ainda mais clareza, que fazer a vontade de Deus não é algo natural e que dói renunciar ao próprio eu. No entanto, como Jesus ensinou no versículo de hoje, isso é necessário. Resolva hoje colocar os interesses de Deus e do próximo antes do seus e experimente o que Cristo chama de vida verdadeira.

N


Terça-feira

15 de agosto

Por quê? Mestre, por que este homem nasceu cego? João 9:2 ma das coisas mais difíceis para pais de primeira viagem é identificar o motivo do choro de seus bebês. Como os recém-nascidos não podem determinar o que estão sentindo, os pais ficam tentando adivinhar o que a linguagem do choro está tentando comunicar. A musicista Priscila Dunstan diz ter conseguido classificar e identificar o significado dos diversos tipos de choros de bebês. Segundo ela, os recém-nascidos choram de forma igual no mundo inteiro e, para cada necessidade, usam um tipo específico de choro. Ela diz que a criança faminta produz um ruído semelhante à palavra “neh”; a que está com gases, “eh”; fralda suja ou outros desconfortos, “heh”; sono, “own”; e cólica “eairh”. Priscila desenvolveu até um aplicativo para que os pais possam ouvir os tipos de choro e comparar com os dos filhos. Seria muito bom se tivéssemos algo semelhante também para usarmos com adolescentes e até com adultos. Às vezes, as pessoas começam a apresentar comportamentos estranhos, certas rebeldias ou atitudes inadequadas e deixam quem está à volta sem saber o motivo. Nem sempre, agimos de maneira errada por maldade. Por exemplo: Quantos jovens entram no mundo das drogas ou da impureza sexual para tentar fugir de uma realidade cruel na qual estão inseridos? Às vezes, as atitudes de alguém podem ser uma espécie de grito de socorro ou, no mínimo, um clamor por compreensão. É óbvio que as péssimas escolhas só pioram a situação; mas, se alguém estiver atento a esses sinais, sofrimentos piores podem ser evitados, ao se identificar as causas e lutar contra elas. Se todos pensássemos assim, nossos relacionamentos também seriam mais felizes. Exigiríamos menos dos outros e procuraríamos entender o motivo de suas ações. A cara fechada de uma pessoa necessariamente não quer dizer que ela não goste de você. Seu colega pode estar revelando um problema que está sendo difícil para ele. No versículo de hoje, os discípulos de Jesus estavam perguntando o porquê da cegueira de um homem. A falta de visão, a pobreza e o sofrimento daquele rapaz deveriam ter uma causa, e era preciso saber. Jesus sabia o motivo e resolveu o problema do sofredor. Como Cristo, esteja atento ao “choro” de quem está à sua volta. Pode ser que alguém esteja clamando por socorro, bem perto de você.

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Quarta-feira

16 de agosto

Repelente Foi por causa dos pecados dele ou por causa dos pecados dos pais dele? João 9:2 nquanto escrevo este texto, um mosquito que não faz barulho está tirando o sono do Brasil e do mundo. O Aedes aegypti que, durante muitos anos, infectou milhares de pessoas com o vírus da dengue, tornou-se também vetor de mais doenças, entre elas, o vírus da Zika. Essa enfermidade não chamaria atenção do povo e das autoridades mundiais se não fosse pelo fato de poder causar microcefalia em fetos cujas mães foram infectadas. Como o próprio nome indica, a microcefalia é a condição de uma pessoa com o cérebro menor do que os padrões de normalidade exigem. Em decorrência disso, o portador desse mal tem seu desenvolvimento cognitivo, físico e motor comprometidos. Tudo isso por conta de uma infecção por meio de um pequeno mosquito. Essa situação alarmante pode exemplificar a condição humana que foi infectada pelo pecado. De modo semelhante às enfermidades causadas pelo Aedes aegypti, a condição pecaminosa se instalou na raça humana de uma forma sorrateira. Eva subestimou a capacidade de argumentação da serpente e sucumbiu à sua propaganda diabólica. Ela comeu do fruto e o “transmitiu” a seu marido, que o comeu, infectando-se com o pecado. A partir daí, tendo esse “vírus” como parte de seu DNA, a humanidade tem gerado filhos e filhas com a doença da iniquidade. Originalmente criados para serem eternos, os seres humanos não conseguem se desenvolver plenamente e nascem com a cabeça fechada para Deus. Apequenadas pelo egoísmo, as pessoas não podem se ligar a Jesus e, por isso, ficam desconectadas da fonte da vida. Essa era a situação dos judeus no tempo de Jesus de tal modo que, inclusive os apóstolos, acreditavam que o sofrimento era causado por castigo divino. A fala deles no versículo de hoje reflete esse entendimento errado. Para não serem infectadas com a Zika, as gestantes e demais pessoas devem usar repelentes. De igual forma, nós precisamos pedir que o Espírito Santo crie em volta de nós um campo de força que nos proteja de pecar. No caso da Zika, só estaremos seguros se o Aedes aegypti for exterminado. Enquanto isso não acontece, o repelente é essencial. Em relação ao pecado, só estaremos seguros, quando essa zica espiritual for exterminada. Tanto o pecado quanto seu originador e transmissor, Satanás, estão com os dias contados. Até que ele seja erradicado, proteja-se com o repelente do Espírito Santo.

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Quinta-feira

17 de agosto

Vacina É cego para que o poder de Deus se mostre nele. João 9:3 u ainda não encontrei crianças que gostem de injeção. Para elas, não adianta explicações do tipo: “A vacina é para seu bem!” O tamanho da agulha e a invasão daquele líquido no corpo são o terror das crianças. Quase sempre, lágrimas e gritos dão o sabor e o tom do sofrimento dos pequenos na vacinação. Em geral, quando a gente alcança a idade adulta fica evidente a necessidade das agulhadas doídas para a manutenção da saúde. Essa situação corriqueira da infância me faz pensar no sofrimento real a que a humanidade está exposta desde que o vírus do pecado nos contaminou. De uma forma ou de outra, todos sabemos o que significa sofrer. O cardápio da dor é extenso: pais que abandonam os filhos, doenças incuráveis e violências de todo o tipo fazem parte da dramática lista de consequências que o pecado trouxe. No tempo de Cristo, os judeus enxergavam o sofrimento como resultado do castigo divino. Foi assim, por exemplo, que eles avaliaram a situação do cego de nascença do versículo de hoje. Seguindo essa lógica, os discípulos de Jesus perguntaram: “Mestre, por que este homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou por causa dos pecados dos pais dele?” (João 9:2). A resposta do Senhor revela que Deus não é o causador do sofrimento e nos ensina a ter uma perspectiva positiva em relação às circunstâncias difíceis da vida. Se o sofrimento é inevitável, a melhor coisa a fazer é aprender a lidar com ele, minimizar suas consequências e extrair lições importantes para a vida. Jesus curou o cego e usou a triste situação do homem como um meio de glorificar o nome de Deus. Os judeus acreditavam que, entre outras coisas, o Messias teria poder de curar cegos de nascença. Aquele cego, portanto, teve o grande privilégio de ser um instrumento da manifestação do poder de Jesus, o Messias esperado. A Bíblia diz “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28, ARA). Por isso, mesmo em meio ao sofrimento, “somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8: 37, ARA). Quando a dor bate à porta, ela pode se tornar uma espécie de vacina espiritual que nos faz mais fortes. Isso depende da atitude que assumirmos. Então, diante do sofrimento, não caia na armadilha de culpar a Deus ao assumir uma posição de rebeldia ou vitimização. Imunize-se contra o pecado, encare os desafios pela fé e seja um instrumento precioso para glorificar a Deus.

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Sexta-feira

18 de agosto

Pegadas Ele vai na frente delas, e elas o seguem porque conhecem a voz dele. João 10:4 ocê tem medo de quê? Lembro-me de muitos temores do meu tempo de criança. Meu pai me dizia que, quando eu era bem pequeno, eu tinha medo até do que não devia. Ele gostava de rir do fato de um dia ter me dado um beijo de boa noite e dito: “Dorme com os anjos.” De acordo com ele, segundos depois, eu estava pulando em sua cama, morrendo de medo “daqueles homens com asas”. O fato é que a vida apresenta muitas situações amedrontadoras: do escuro à violência, passando pela solidão e os desafios, todos os dias somos assaltados por essa estranha sensação que nos paralisa. Lembro-me de uma tática infalível que eu usava, na infância, para vencer os “fantasmas” que vinham me assustar quando as luzes se apagavam, e a escuridão tomava conta. Eu fechava os olhos e pensava em Jesus. Instantaneamente, a imagem do Senhor em meu pensamento espantava os medos, me fazia relaxar e dormir tranquilo. Um dos medos de criança que nos acompanha quando somos adultos é a sensação horrível de estar perdido. Quando pequeno, ao andar em grandes cidades ou em aglomerações, eu segurava firme a mão de meus pais e não soltava por nada. A certeza da presença deles me dava segurança e tranquilidade. Na vida espiritual, não é diferente. Às vezes, nos sentimos sós e temos a falsa sensação de que Deus nos abandonou exatamente no momento em que mais precisávamos. No conhecido poema “Pegadas na Areia”, Margaret F. Powers reflete sobre isso: “Sonhei que estava caminhando na praia / juntamente com Deus. / E revi, espelhados no céu, / todos os dias da minha vida. / E em cada dia vivido, / apareciam na areia, duas pegadas: / as minhas e as dele. “No entanto, de quando em quando, / vi que havia apenas as minhas pegadas, / e isso precisamente nos dias mais difíceis da minha vida. / Então perguntei a Deus: / “Senhor, eu quis seguir-te, / e Tu prometeste ficar sempre comigo. / Porque deixaste​-me sozinho, / logo nos momentos mais difíceis?” / Ao que Ele respondeu: / “Meu filho, Eu te amo e nunca te abandonei. / Os dias em que viste só um par de pegadas na areia / são precisamente aqueles em que Eu te levei nos meus braços.” Quando sentir medo, lembre-se do versículo de hoje, que nos lembra da presença do pastor Jesus à nossa frente. Olhe para Ele e você estará seguro.

V


Sábado

19 de agosto

Verdade Isto é verdade: Eu sou a porta por onde as ovelhas passam. João 10:7 m 2015, um vestido “quebrou” a internet. Milhares de pessoas afirmavam que a cores dele eram azul e preta, enquanto muitas outras asseguravam que eram branca e dourada. Esse mistério fez uma simples postagem rodar o mundo inteiro e dividir opiniões. O segredo para tanta controvérsia reside no fato de as pessoas perceberem as cores de forma diferente. O cérebro tem três tipos de células fotorreceptoras (verdes, vermelhas e azuis) que, combinadas, podem produzir as mais diversas tonalidades. Segundo especialistas em oftalmologia, as variações entre os tipos básicos de cor são tantas que podem gerar mínimas diferenças de tom. Por isso, dependendo das circunstâncias, o que é branco para um pode ser azul para outro. Fatores como a iluminação e as formas diferentes como cada um percebe as cores podem levar duas ou mais pessoas a terem uma visão discordante a respeito da cor de um determinado objeto. No caso do vestido famoso, ele era de fato preto e azul. Foram o filtro da foto, a iluminação do ambiente e as diferenças fisiológicas de algumas pessoas que permitiram enxergá-lo como branco e dourado. A diferença não estava no vestido, mas na cabeça de quem via. Vivemos num tempo em que, para muitos, tudo é relativo. O que é verdade para uns, não é para outros. Entretanto, se a cor de um vestido pode ser relativa, o mesmo não pode ser dito sobre a verdade, que é eterna e absoluta. No versículo de hoje, Jesus não tem nenhuma dificuldade em definir o que é a verdade e de relacionála a si. Ele também disse em outro texto: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). As verdades da Palavra de Deus, as quais são resumidas na vida e nos ensinos de Jesus, não podem ser relativizadas. Ninguém estará seguro se assumir uma postura mais ou menos assim: “A Bíblia diz tal coisa, mas eu penso de outra forma…” O problema do mundo de hoje é que muitos preferem seguir o que o enganoso coração humano indica e estabelecem outros referenciais como fonte de sabedoria. Rejeitam as Escrituras e colocam a si mesmos e a cultura na qual estão imersos como padrão para lhes indicar o que é certo ou errado. Quem olha para Jesus não tem como perceber “cores” diferentes. Ao contrário daquele vestido polêmico, a Palavra de Deus só permite enxergar um caminho: a graça salvadora de Jesus que nos leva a obedecer.

E


Domingo

20 de agosto

A vida que vale a pena Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10:10, ARA maneira como vivemos é mais importante do que quanto tempo vivemos.” Encontrei essa frase e a história abaixo no livro A Revolução do Espírito, que, entre outros relatos, retrata a vida de Svea Flood. Ela e o esposo, David, em 1921, deixaram a Suécia, depois de aceitar o chamado divino para serem missionários no Congo. Com outro casal de missionários, resolveram evangelizar uma região remota do país. Chegaram à vila de N’dolera, mas não foram aceitos ali, pois o chefe tribal acreditava que se permitisse a presença dos missionários, os deuses locais ficariam insatisfeitos e abandonariam a região. Mesmo com a recusa, resolveram não desistir e se estabeleceram em uma montanha próximo à tribo, onde construíram cabanas de barro enquanto oravam para terem oportunidade de evangelizar o lugar. Isolados na montanha, a única pessoa com quem podiam ter contato era um menino, que havia sido autorizado a visitá-los duas vezes por semana para vender frango e ovos. Svea Flood, então, resolveu evangelizar o garoto. Depois de algum tempo, David e Svea descobriam que teriam um bebê. Aina nasceu, mas Svea, debilitada pelo parto e pela malária, não resistiu e faleceu 17 dias depois do nascimento da filha. Revoltado com Deus, David sepultou sua esposa naquele lugar, entregou a menina para um casal de missionários e abandou a missão, julgando que nada do que tinha vivido valera a pena. Aina foi criada por uma família de missionários nos Estados Unidos e casou-se com um pastor. Certo dia, deparou-se com uma revista sueca, ilustrada com a foto de uma sepultura, sobre a qual estava escrito o nome “Svea Flood”. Aina descobriu que a revista falava sobre a missão de sua mãe biológica na República do Congo. Anos depois, Aina e o esposo, em Londres, ouviam o relatório do presidente da Igreja Adventista no Congo, que falava sobre o crescimento da pregação do evangelho em seu país. No final da palestra, Aina lhe perguntou se ele ouvira falar de David e Svea Flood. O homem olhou para ela e disse: “Eu era o menino que vendia frango para eles. Sua mãe me levou a Jesus.” O homem explicou que, como resultado de sua conversão, existiam, na ocasião, 600 adventistas em sua região. Embora Svea tenha vivido somente 27 anos, sua vida se encaixa bem no conceito expresso no versículo de hoje. É só em Jesus que a existência humana pode ser de fato significativa. Experimente a maravilha de servir a Deus, e sua vida realmente valerá a pena.

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Segunda-feira

21 de agosto

Salmo 23 Eu sou o bom pastor. João 10:11 impossível ler o versículo acima sem se lembrar do salmo mais famoso da Bíblia. O Salmo 23 está entre o 22 e o 24. Você deve estar pensando agora: “Mas isso é óbvio!” Sim, é óbvio; porém, há bastante informação nessa obviedade. O Salmo 22 é conhecido como o salmo da cruz. Nesse texto, o salmista retrata o sofrimento do Messias, e o primeiro verso dessa poesia foi citado pelo próprio Cristo em sua agonia no Calvário: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Marcos 15:34). O Salmo 24, por sua vez, é tido como o salmo da glória. Nessa passagem belíssima, o Messias é exaltado e tem sua recepção nas cortes do Céu retratada. Assim, entre o salmo da cruz (22) e o salmo da glória (24), está o salmo do pastor (23). O que isso nos ensina? De certa forma, a sequência desses capítulos na Bíblia revela a trajetória de Jesus em sua missão de salvar a humanidade e pode indicar também como ocorre o processo de salvação na vida de cada um. Ninguém vai chegar à glória da vida eterna sem ter sido guiado pelo pastor Jesus. Porém, ninguém será guiado pelo pastor Jesus sem antes conhecê-lo por meio de seu sacrifício na cruz. Assim, a trajetória humana da Terra ao Céu pode ser dividida em três partes: cruz, caminho e glória. Quem acha a vida cristã coisa chata não iniciou essa “viagem” pelo ponto de partida certo, ou seja, a cruz. Por isso, pessoas assim não entendem que precisam de Cristo como seu salvador. Dessa forma, a religião se torna um peso e algo sem sentido. Para que isso seja evitado, Ellen White ensina: “Faz muito bem passar diariamente uma hora refletindo sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. […] Se queremos ser salvos, teremos de aprender ao pé da cruz a lição de arrependimento e humilhação” (O Desejado de Todas as Nações, p. 83, adaptado). É ao pé da cruz que o bom pastor Jesus nos encontra e inicia nossa viagem pelos caminhos da obediência e da santidade. Quem começa a vida cristã no calvário segue feliz pela rota da salvação e, dia a dia, se prepara para a glória. No fim da jornada de quem segue com Jesus, está a vida eterna. Não se esqueça do que Ellen White disse: “Se perdermos o Céu perderemos tudo.” Para não perder essa glória, comece na cruz e siga hoje com Jesus, o bom pastor.

É


Terça-feira

22 de agosto

Personal Savior O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10:11 que você estaria disposto a fazer para ajudar uma pessoa? O personal trainer Adonis Hill foi capaz de engordar 32 kg para que sua aluna, Alissa, tivesse motivação para emagrecer com ele. Adonis adotou uma dieta nada saudável, comendo pizza, sanduíches e outras guloseimas todos os dias. Seu plano inicial era passar quatro meses nesse regime de engorda, mas, no terceiro mês, o médico o alertou sobre problemas de saúde que o excesso de peso estavam lhe causando. Quando viu seu treinador obeso e soube que era por sua causa, Alissa chorou e ficou muito mal. Então, juntos, os dois passaram a seguir um programa de exercícios físicos, que incluía malhar cinco dias por semana, além de, obviamente, mudarem os hábitos alimentares. Para Adonis, não foi fácil, pois ele também já estava acostumado a comer errado. Com muito esforço, perdeu 26 kg, recuperando a sua boa forma física, e Alissa, 27 kg, repaginando seu corpo e ganhando mais saúde. O treinador resolveu se tornar semelhante a aluna para entender suas lutas e estimulá-la a vencer, dando o exemplo de que é possível. A história do evangelho é sobre um Personal Savior (Salvador Pessoal) que resolveu “calçar os nossos sapatos” e “sentir nossos calos” para entender nossos problemas e nos levar à solução definitiva. A Bíblia diz sobre Jesus: “A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade” (João 1:14). Se o gesto de Adonis foi bonito, o de Jesus foi extravagantemente maravilhoso. Ele deixou a glória de sua majestade infinita e desceu ao porão do universo, encarnou em um corpo debilitado depois de quatro mil anos em que o pecado já vinha castigando a humanidade, experimentou nossas dores e, acima de tudo, nos substituiu na morte que era nosso destino. O Rei do trono celestial se tornou um indefeso bebê, submeteu-se à autoridade paterna de um casal de seres humanos, cresceu em uma família pobre, foi incompreendido, rejeitado, humilhado e assassinado, tudo isso por nos amar e para nos salvar. Como diz a Bíblia, “temos um Grande Sacerdote que foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou” (Hebreus 4:15). Quando se sentir desanimado na luta para emagrecer os “quilos” do pecado lembre-se de tudo o que o grande Personal Savior fez e continua fazendo para sua vitória.

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Quarta-feira

23 de agosto

O inconfundível Jesus Assim também conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. João 10:14 um vídeo viral, dois irmãos gêmeos idênticos estavam com um bebê no colo, filho de um deles. Os homens perguntavam para a criança quem era o pai. O bebê, completamente confuso, não conseguia perceber nenhuma diferença entre pai e tio. Ao ver as imagens, foi inevitável pensar nas palavras de Jesus contidas no versículo de hoje. Ele disse que conhece seus filhos, e eles não o confundem com ninguém. Entre tantos falsos cristos, em um mundo com tantas vozes, como é possível reconhecer Jesus, o verdadeiro? Em um dos poemas mais lindos a respeito do inconfundível Cristo, o apóstolo Paulo enumera características do Senhor que ninguém mais tem no universo: (1) O verdadeiro Jesus é Deus: “Ele […] é a revelação visível do Deus invisível […] [e] tem em si mesmo a natureza completa de Deus” (Colossenses 1:15, 19). A divindade de Jesus faz dele alguém completamente inconfundível. É por isso que, quando Ele fala, suas ovelhas reconhecem sua voz, pois ninguém se expressa como Deus. Até os inimigos de Jesus reconheceram isso: “Nunca ninguém falou como Ele!” (João 7:46). (2) O verdadeiro Jesus é o criador: “Por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê” (Colossenses 1:16). O fato de Jesus ser o nosso criador o coloca em uma posição inigualável. Ninguém é como Ele, porque só Ele poderia nos criar. (3) O verdadeiro Jesus é eterno. “Antes de tudo, ele já existia, e, por estarem unidas com ele, todas as coisas são conservadas em ordem e harmonia” (Colossenses 1:17). Vivendo pelos séculos dos séculos, Jesus se distingue de qualquer outra pessoa do universo. Se isso não fosse suficiente, Ele mantém vivo tudo o que está ligado a Ele. As ovelhas de Jesus o reconhecem porque sabem que só nele podem viver para sempre. (4) O verdadeiro Jesus é o salvador. “Ele trouxe a paz por meio da morte do seu Filho na cruz e assim trouxe de volta para si mesmo todas as coisas, tanto na Terra como no Céu” (Colossenses 1:20). O inconfundível Jesus foi o único ser encontrado digno no universo para salvar a humanidade (Apocalipse 5:12). Um livro inteiro seria pouco para listar todas as inconfundíveis características de Cristo. No entanto, creio que os detalhes apresentados são suficientes para que qualquer pessoa possa, sem erro, identificálo. Pela fé, ouça a inconfundível voz de Jesus, contemple seu lindo rosto, deslumbre-se com seu poder e usufrua tudo o que Ele pode e quer lhe oferecer.

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Quinta-feira

24 de agosto

General Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro e os irmãos Tiago e João. Mateus 17:1 a Antiguidade, as batalhas eram travadas em vales. Tempos antes de elas ocorrerem, era comum os generais subirem no alto de uma montanha próxima ao lugar da luta para, de cima, vendo o campo de batalha, traçar a estratégia mais apropriada ao lugar e às circunstâncias que envolveriam o confronto. Era como se o comandante enxergasse a guerra antes de ela acontecer e previsse a melhor maneira de seu exército vencer. Isso se chama visão estratégica. Dessa iniciativa depende o sucesso em todas as áreas da vida. Os companheiros de Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, relatam que, antes dos jogos, no vestiário, ele se sentava isolado em um canto e ficava alguns minutos com os olhos fechados. Nas primeiras vezes em que isso ocorreu, seus colegas perguntaram o motivo de ele ficar assim. Pelé explicou que fazia aquilo para imaginar as jogadas geniais que executaria em campo. Como um general, o rei do futebol visualizava a “batalha” antes de ela acontecer e se preparava para a vitória. Jesus, o grande general, enquanto esteve por aqui, também fazia algo semelhante. O versículo de hoje retrata uma dessas situações. Sentindo a aproximação da cruz, a maior de todas as batalhas do universo, nosso General resolveu subir a um alto monte e levou consigo seus três amigos mais íntimos, para que, com Ele, seus discípulos pudessem ter a visualização prévia da vitória que seria conquistada com o sacrifício na cruz. O texto bíblico diz que Pedro, Tiago e João “viram a aparência de Jesus mudar: o seu rosto ficou brilhante como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. E os três discípulos viram Moisés e Elias conversando com Jesus” (Mateus 17:2). A glorificação de Cristo naquele dia teve como objetivo deixar claro para os discípulos a divindade dele, e a conversa com Moisés e Elias, enviados do Pai, motivou Jesus a continuar sua missão de salvar a humanidade. Ao subir esse monte para visualizar sua vitória futura, Jesus demonstra a necessidade de termos visão estratégica na vida. Precisamos alinhar nosso pensamento com o do Pai celestial e traçarmos as estratégias que nos farão bem-sucedidos, seja na vida espiritual, seja na vida material. Suba hoje o monte com Jesus e contemple a vitória que Ele já conquistou por você.

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Sexta-feira

25 de agosto

País das maravilhas Como é bom estarmos aqui, Senhor! Se o Senhor quiser, eu armarei três barracas neste lugar. Mateus 17:4 eslumbrado com o show de luzes e cores que foi a transfiguração de Jesus, Pedro não pensou duas vezes e propôs a Cristo o que achava ser a ideia mais genial do dia. “Isso aqui está bom demais, Jesus. O Senhor, Moisés, Elias e nós nesse monte, e essa glória toda… Vamos viver esse sonho para sempre!” O objetivo de Jesus ao subir o monte da transfiguração era ampliar a visão estratégica de seus discípulos, evidenciar a necessidade da cruz e revelar um pouco da recompensa que seria conquistada no campo de batalha do Calvário. De modo ilusório, Pedro quis pular a etapa do sacrifício e sonhou com um sucesso sem luta. Ele queria ficar no monte, aproveitando o toque de glória celestial que a presença de Jesus, Moisés e Elias dava ao ambiente. Para o apóstolo, já estava tudo resolvido. Nada de cruz, nada de sofrimento. É mais ou menos assim que muita gente encara a vida. Como “Alices no país das maravilhas”, algumas pessoas querem viver o sonho do sucesso sem pagar o preço da renúncia e da luta. Vencer as batalhas da vida enche de glória nossas conquistas. Por isso, não fuja dos desafios nem tente pular etapas essenciais do sucesso, que só pode ser aproveitado de verdade quando é resultado de esforço e dedicação. Jesus foi o exemplo máximo disso. Ele jamais se deixou levar pelas propostas satânicas de abandonar o projeto da cruz. Desde o início de seu ministério, o Senhor resistiu e venceu as propostas do inimigo, que queria seduzi-lo com uma suposta glória sem sacrifício. Para Jesus, a maior glória estava na cruz, pois, nela, Ele pôde atrair os olhos de toda a humanidade e oferecer de graça a salvação. Aprovação no vestibular, aquisição de hábitos saudáveis, economia e demais conquistas na vida não são fruto do acaso. Requerem esforço, disciplina e dedicação. Por isso, com a estratégia certa e confiança em Deus, vá a luta, pois “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Na vida espiritual, podemos ter plena confiança de que Jesus já lutou e venceu por nós. O preço da vitória já foi pago. Podemos subir aos montes da transfiguração, pela fé, e visualizar a glória que está reservada para nós. Entretanto, é preciso descer, tomar a cruz e seguir os passos de Jesus. No fim desse caminho, o que nos espera é o verdadeiro país das maravilhas.

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Sábado

26 de agosto

A incrível arte de ouvir Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria. Escutem o que Ele diz. Mateus 17:5 possível que você conheça alguém que não consegue controlar a língua, fala pelos cotovelos e, por conta disso, acaba se metendo em situações difíceis, prejudicando a si e os outros. Para esse tipo de gente, pensar e falar são a mesma coisa, ficar quieto é martírio e compartilhar as “notícias”, o maior prazer. Ao que tudo indica, o apóstolo Pedro tinha esse problema. Era sempre o primeiro a emitir opinião, falava na hora errada e não pensava muito antes de disparar sua metralhadora de palavras. Como todo mundo que se comporta assim, Pedro tinha enorme dificuldade em ouvir com atenção o que os outros diziam. Ao longo de seu ministério, Jesus estava sendo claro a respeito da necessidade de se sacrificar em favor da salvação da humanidade. À medida que o tempo passava e o momento de sua morte se aproximava, o Senhor tornou isso cada vez mais evidente. Porém, para Pedro, essas palavras “entravam por um ouvido e saiam pelo outro”. No monte da transfiguração, o apóstolo passou por um grande constrangimento por conta dessa característica. Depois de presenciar o diálogo entre Jesus, Moisés e Elias, cujo tema era a necessidade da cruz, sem pensar, Pedro disparou: “Como é bom estarmos aqui, Senhor! Se o Senhor quiser, eu armarei três barracas neste lugar: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias” (Mateus 17:4). Em outras palavras, ele quis dizer: “Gente, vamos esquecer essa história de cruz e sofrimento. É melhor ficarmos numa boa em cima desse monte, aproveitando toda a beleza do momento.” Pedro falou a coisa errada, da forma errada, na hora errada. Deus, o Pai, não esperou nem mesmo que ele terminasse a frase e disse com sua voz de trovão: “Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria. Escutem o que Ele diz!” (Mateus 17:5). Ou seja, Deus interrompeu a precipitação do apóstolo, enfatizando a necessidade de falar menos e aprender a ouvir o que Jesus dizia. Para não se parecer com Pedro nesse ponto, nunca fale antes de pensar, calcule o resultado de suas palavras e lembre-se do conselho de Salomão: “Quanto mais você fala, mais perto está de pecar; se você é sábio, controle a sua língua” (Provérbios 10:19). Por isso, use bem seus dois ouvidos para ouvir a voz de Deus e, com sua única boca, fale somente o que for necessário.

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Domingo

27 de agosto

Amém Em verdade vos digo. Mateus 17:20, ARA os evangelhos, é comum, antes de falar algo bem importante, Jesus usar a expressão “em verdade vos digo”. Você sabia que essa frase é a tradução da palavra hebraica amen, originária do termo que usamos no fim das orações? Jesus gosta muito dessa expressão e a usou muitas vezes, inclusive em uma mensagem que enviou à igreja de Laodiceia. É interessante que nessa carta, o Senhor se apresenta aos destinatários, usando “Amém” como uma espécie de título definidor de sua personalidade. Ele diz: “Ao anjo da igreja de Laodiceia escreva o seguinte: “Esta é a mensagem do Amém, da testemunha fiel e verdadeira, daquele por meio de quem Deus criou todas as coisas” (Apocalipse 3:14, itálico acrescentado). Gosto de pensar nas cartas de Jesus às igrejas do Apocalipse como livros. Particularmente, quando vou comprar um, a primeira coisa que procuro saber é quem é o autor, sua autoridade e formação para escrever sobre o assunto. Porém, o “Autor” cujo título é “Amém” não deixa dúvida sobre sua sabedoria e capacidade para tratar com maestria o tema de sua obra. “Amém” vem de uma a palavra hebraica que confirma uma declaração e indica a adesão de uma pessoa a uma ideia. Falar “amém” é dizer: “Eu acredito e quero que o que está sendo dito ou feito seja realidade em minha vida.” Em nossa língua, essa é sinônimo das expressões “verdadeiramente” e “assim seja”. Jesus gostava de usar essa frase antes de seus discursos e resolveu se apresentar assim aos laodiceanos para deixar claro que sua palavra é verdadeira e plenamente digna de aceitação. É por isso que, na carta a Laodiceia, Ele disse, na sequência: “Eu sei o que vocês têm feito. Sei que não são nem frios nem quentes. […] São apenas mornos” (Apocalipse 3:15, 16). Ao se apresentar como o Amém, Jesus queria deixar bem claro para os laodiceanos que eles deviam acreditar na verdade do diagnóstico que Ele fazia a respeito deles e na solução que apresentava. A mornidão espiritual daquelas pessoas era consequência da falta de fé na Palavra de Deus. Falavam “amém” da boca para fora, mas, no coração, não acreditavam no poder divino. Jesus sabe de tudo a nosso respeito; por isso, Ele pode diagnosticar nossa condição e indicar a solução. Se sua vida espiritual não tem sido o que poderia, em verdade, digo que hoje Jesus pode e quer fazer um milagre em você! Amém?!

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Segunda-feira

28 de agosto

Sem limites Se vocês tivessem fé, […] teriam poder para fazer qualquer coisa! Mateus 17:20 ascida em uma das regiões mais carentes do Brasil, o Vale do Jequitinhonha, Antônia Marina Faleiros fazia parte de uma realidade triste. Trabalhando como cortadora de cana desde muito cedo, a menina, consciente dos problemas financeiros da família, fazia o que podia para ajudar em casa. Depois de concluir o ensino fundamental, mudou-se sozinha para uma cidade vizinha com o propósito de cursar o ensino médio. Antônia explica o que fez para custear seus estudos em uma boa escola particular: “Dei aulas de reforço, trabalhei como empregada doméstica e em serviços gerais no próprio colégio, um internato, em troca de cama e comida.” E ela diz que ainda sobrava dinheiro para mandar para os pais. Com objetivo de fazer o curso superior, ela viajou para Belo Horizonte, onde, por alguns dias, ficou na casa de parentes. Não dava para ficar ali. Então, Antônia conseguiu um trabalho como doméstica, mas a patroa não lhe permitia dormir no emprego, e isso seria um problema, pois ela não tinha onde morar. Mesmo sem ter onde ficar, ela continuou no trabalho. Para tranquilizar a mãe, Antônia dizia que dormia no emprego. Para a patroa, falava que morava na casa de parentes. A realidade era que a menina sonhadora passava a noite sentada em um ponto de ônibus. Ela diz: “Quando amanhecia, ia caminhando para a casa da patroa, cerca de quatro quilômetros dali. Minha mãe morreu sem saber que vivi na rua.” Com o pouco dinheiro que ganhava, Antônia matriculou-se em um cursinho preparatório para concursos e, como não podia pagar pelas apostilas, estudava nas folhas borradas que uma secretária do curso descartava. Ela foi aprovada em terceiro lugar para o cargo de oficial de justiça do estado de Minas Gerais. Anos depois, ela se tornou advogada, depois de cursar direito na UFMG. Se isso não fosse suficiente, algum tempo depois tentou uma vaga na magistratura no concurso do Tribunal de Justiça da Bahia e foi aprovada. A menina cortadora de cana e moradora de rua tornou-se juíza. A incrível história de Antônia Marina Faleiros nos ajuda a entender que, com convicção e coragem, qualquer coisa pode ser feita. A fé verdadeira não conhece limites. Como disse Jesus, quem crê pode até tirar os montes de lugar. Se você permitir que Deus encha seu coração de fé, você vai romper com a lógica da vida e se tornará um vencedor.

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Terça-feira

29 de agosto

Montanhas Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: “Saia daqui e vá para lá”, e ele iria. E vocês teriam poder para fazer qualquer coisa! Mateus 17:20 uando eu era criança, ficava pensando em como seria incrível ter o poder de mover as montanhas de lugar. “Acho que você, Everest, não está combinando mais com a região do Himalaia. Faça o seguinte: saia de seu lugar e venha enfeitar a vista da janela do meu quarto. Pode ficar tranquilo, pois eu já limpei a área e há espaço suficiente para você.” É óbvio que não é algo assim que Jesus quis que entendêssemos. A mensagem dele tinha que ver com a remoção de montanhas espirituais que impedem nosso sucesso na relação com Deus. A falta de fé é a montanha que precisa ser removida de nossa vida. O mundo precisa de fé, milhares de pessoas se perdem por falta dela. Muitos tentam, de maneiras erradas, produzi-la, outros se enganam com sentimentos que a imitam; mas, ela só pode ser produzida quando alguém se expõe à Palavra de Deus. O que a fé permite ao ser humano? Diz o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:8, ARA, itálico acrescentado). A fé é o braço que se agarra à graça divina. A salvação é gratuita, mas só pode ser experimentada quando no coração humano surge a fé. É lindo perceber que tanto a graça quanto a fé vêm de Deus. Você sabe o que é fé? Ellen White explica: “A fé que salva não é casual nem um mero pensamento. É a crença firme no coração, que abraça a Cristo como Salvador pessoal. […] Crer que Ele salva a outros, mas não nos salvará não é fé verdadeira. Porém, quando a alma se apoia em Cristo como a única esperança de salvação, então se manifesta fé genuína” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 391, adaptado). Fé é a garantia de que a Palavra de Deus é fiel. Com fé, o ser humano pode se entregar sem restrições a Deus, seguir sem temer suas ordens e ter a certeza de que o que Deus diz é a verdade, por mais estranho que o mundo faça isso parecer. Essa é a fé que remove montanhas. Exponha-se hoje à fonte inesgotável de fé, a Palavra de Deus, e o poder divino vai se apoderar de sua vida.

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Quarta-feira

30 de agosto

Radiografia Jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que você fisgar. Na boca dele você encontrará uma moeda. Então vá e pague com ela o meu imposto e o seu. Mateus 17:26 o mar da Galileia, havia um peixe entalado com uma moeda. Jesus sabia disso e pediu a Pedro que fosse até lá e pegasse o dinheiro. Pedro estava “entalado” com o problema de não ter como pagar o imposto; então, Jesus o “pescou” e “desengasgou” seu coração. Esse incrível milagre revela que Jesus sabe tudo. Ele tem conhecimento até do que se passa dentro do corpo dos animais, pois sabia que, entre os milhares de peixes que nadavam no mar da Galileia, um havia engolido uma moeda. Se isso não fosse suficiente, o Senhor também sabia que Pedro pescaria exatamente aquele. Se Jesus pode saber coisas desse tipo, é evidente que Ele conhece o que se passa em nosso coração. Seus olhos frequentam os esconderijos mais profundos de nossa alma e adentram nossa escuridão com precisão cirúrgica para identificar as lutas que enfrentamos, os medos que nos assombram, os desejos que alimentamos e os sonhos que sonhamos. A Bíblia reforça essa verdade: “Antes mesmo que eu fale, tu já sabes o que vou dizer. Estás em volta de mim, por todos os lados, e me proteges com o teu poder. Eu não consigo entender como tu me conheces tão bem; o teu conhecimento é profundo demais para mim” (Salmo 139:4-6). No episódio do versículo de hoje, Jesus deixou isso muito claro também ao abordar Pedro sobre o tema do pagamento do imposto do templo, sem ter presenciado a conversa do apóstolo com os cobradores de imposto. “O mestre de vocês não paga o imposto do Templo? – Paga, sim! – respondeu Pedro. Depois Pedro entrou em casa, mas, antes que falasse alguma coisa, Jesus disse: – Simão, o que é que você acha? Quem paga impostos e taxas aos reis deste mundo? São os cidadãos do país ou são os estrangeiros? “ (Mateus 17:25). Jesus conhecia o que se passava na vida de Pedro. Ele também sabe o que se passa na nossa. Ele conhece tudo o que nos aflige e que está “entalado” em nosso coração. Por isso, se você anda triste, ansioso ou com medo, deixe o Senhor radiografar sua vida e fisgá-lo com amor, paz e salvação. Como o salmista, ore hoje: “Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Provame e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23).

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Quinta-feira

31 de agosto

Fase de crescimento Se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. Mateus 18:2 texto acima é uma das mais importantes declarações da Bíblia, pois resume, de modo simples, o segredo da salvação. Para Jesus, quem quiser ir para o Céu tem que se tornar como as crianças. Para mim, o ponto principal dessa comparação é o fato de as crianças estarem em constante crescimento. Só para você ter ideia, no segundo ano de vida, os bebês praticamente dobram de tamanho em relação à altura com a qual nasceram. Nos anos seguintes, como um elástico, o corpo vai sendo expandido para cima, e esse crescimento vem acompanhado de desenvolvimento nas mais diversas áreas da vida. É muito lindo, por exemplo, acompanhar o desenvolvimento cognitivo das crianças. Nascem sem saber falar e, aos poucos, em contato com os adultos, vão aprendendo as primeiras palavras: “papá”, “mamã” e outras mais. Um dia, sem mais nem menos, elas soltam a língua, e aí ninguém segura! Querem saber tudo, e a expressão “por quê?” parece ter lugar especial em todas as frases. Tudo isso porque as crianças estão crescendo e sedentas para se desenvolver. A infância é uma fase dinâmica da vida, e nela não há espaço para a estagnação. Nesse período de nossa existência, desabrochamos para as mais lindas descobertas. Tudo é novo e empolgante. Nesse sentido, a vida espiritual é uma eterna infância. Na relação com Deus, não dá para achar que já crescemos o suficiente. Com Jesus, a vida é uma aventura de constantes descobertas, e o crescimento nunca para. O saudável desenvolvimento infantil sempre está relacionado ao acompanhamento de adultos responsáveis, em geral, os pais. Agindo para orientar e proteger, os pais garantem que as etapas essenciais da vida infantil sejam vencidas. A melhor imagem para ilustrar isso é a de uma criança segurando a mão dos pais, que levam os filhos para onde querem e os protegem dos perigos. Quando crescemos, porém, entendemos que não precisamos de todo esse cuidado, pois podemos dar conta da vida sozinhos. É natural que seja assim; mas, na vida espiritual, não dá para abrir mão da direção e proteção divina. Gosto de cantarolar a música que diz: “Para Deus, eu sou como criança”, pois me sinto guiado e cuidado por Jesus. Se você deseja mesmo ir para o Céu, como as crianças, não saia da “fase de crescimento”.

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Sexta-feira

1º de setembro

Honestidade Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Lucas 16:10 cego acaba de raspar um bilhete de sorteio e pede para você lhe dizer se ele ganhou ou não a premiação. Ao olhar, você se dá conta de que se trata de um bilhete sorteado. O que você faz: (a) Diz para o cego que ele acabou de ganhar 60 mil reais? (b) Deixa-o falando sozinho e sai com o bilhete, levando o suposto prêmio? Em um vídeo que circula nas redes sociais, o teste acima foi feito. Um rapaz, fingindo-se de cego, saiu às ruas com um bilhete premiado falsificado de Tele Sena na mão, pedindo que as pessoas lhe dissessem se havia ganhado ou não o prêmio. Das cinco pessoas abordadas, três mentiram descaradamente e lhe roubaram o suposto prêmio. Apenas duas mulheres foram honestas e lhe informaram a premiação. Esse teste revela o baixo nível de honestidade que impera em nossa sociedade, marcada pelo egoísmo e ganância. Infelizmente, muita gente está disposta a qualquer coisa para se dar bem na vida. Mesmo que o mundo seja dos espertos, o reino de Deus é dos honestos. Quem quer ser fiel nos mínimos detalhes da vida parece nadar contra uma forte correnteza. Porém, jamais podemos desanimar, pois temos um Deus que é fiel e nos torna fiéis: “O Senhor Jesus é fiel. Ele lhes dará forças e os livrará do Maligno” (2 Tessalonicenses 3:3). De fato, a fidelidade é uma característica divina, mas o Espírito Santo está disposto a compartilhá-la conosco, se abrirmos o coração para Ele e fizermos de Jesus nosso modelo de conduta. Se, pela graça divina, escolhermos falar somente a verdade, não omitir nada que impeça o prejuízo de alguém (mesmo que nós sejamos prejudicados), não trapacearmos em situação alguma, como em provas na escola, nos esportes ou em qualquer outra situação da vida, o poder de Deus estará à nossa disposição nos ajudando a fazer o certo, e o impossível se tornará realidade. Se você deseja ser de fato feliz e bem-sucedido, preste atenção nestas palavras inspiradas: “A maneira pela qual se pode alcançar a verdadeira felicidade é buscar o bem dos outros. O homem não trabalha contra os próprios interesses quando ama a Deus e aos seus semelhantes” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 24). Seja honesto e nunca aja com egoísmo. No fim das contas, você será o maior beneficiado.

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Sábado

2 de setembro

Dinheiro Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. Lucas 16:13 e acordo com a revista Forbes, de todo o dinheiro do mundo, 1,7 trilhão de dólares estão concentrados nas fortunas de somente 85 pessoas. Essa riqueza equivale a todo o dinheiro somado das 3,5 bilhões de pessoas mais pobres do planeta. Esses números nos permitem perceber que, de fato, existem muitos com tão pouco, e poucos com muito, mas muito dinheiro. É pecado ser rico? Vamos ver o que a Bíblia diz: “O amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos” (1 Timóteo 6:10). Segundo esse texto, o problema não está no dinheiro, mas no amor e no desejo desenfreado de possuí-lo, o que leva alguns a abandonar a Deus. Sobre isso, Billy Graham disse certa vez: “Não existe nada de errado com homens possuírem riquezas. O errado é a riqueza possuir os homens.” As riquezas possuem as pessoas quando sentimentos e atitudes como mesquinhez, trapaça, sonegação e roubo passam a ser “normais” na vida de quem sonha em ser rico. O apóstolo Paulo disse que aqueles que entram por esse caminho recebem muitas dores como consequência. Quem deseja ser feliz precisa fugir do egoísmo, da tentação de não devolver os dízimos e doar as ofertas, enfim, de pensar só em si mesmo. O “bolso” é um dos principais termômetros espirituais. Jesus mesmo disse: “Onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Mateus 6:21). Billy Graham completa: “Se uma pessoa adquire a atitude correta em relação ao dinheiro, isso a ajudará a endireitar quase todas as outras áreas de sua vida.” Para isso, é necessário colocar o dinheiro em seu devido lugar e usá-lo de uma forma equilibrada e generosa. Paulo orienta: “Aos que têm riquezas neste mundo ordene que não sejam orgulhosos e que não ponham a sua esperança nessas riquezas, pois elas não dão segurança nenhuma. […] Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que […] estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm. Desse modo eles juntarão para si mesmos um tesouro que será uma base firme para o futuro” (1 Timóteo 6:17-19). Não tenha medo do dinheiro, mas de amá-lo acima de Deus e das pessoas. Deposite seu coração no banco do Céu e usufrua as riquezas que Jesus compartilha com todos os que o amam.

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Domingo

3 de setembro

Chegue mais perto Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com Ele. Eles pararam de longe e gritaram: – Jesus, Mestre, tenha pena de nós! Lucas 17:12 s melhores conversas que temos na vida geralmente são face a face, compreensíveis com sussurros, olhares e pequenos gestos. É assim que os apaixonados fazem suas mais lindas declarações de amor, é bem pertinho que os pais podem abraçar os filhos enquanto transmitem segurança ao revelar todo o amor que sentem. Por outro lado, de longe, os diálogos tendem a ser superficiais, corriqueiros e mecânicos. “Bom dia!”, diz o vizinho ao outro, para ouvir a “surpreendente” resposta: “Bom dia!” E cada um segue para seu canto. “Está quente hoje, não?”, ouve a mulher enquanto olha para o visor do elevador, desesperada pelo martírio de ter que subir 20 andares com a “garota do tempo”, comentando o único assunto comum entre elas. É assim que pessoas que não se conhecem costumam se relacionar. Ao que tudo indica, os dez leprosos da passagem de hoje não tinham a noção clara de quem é Jesus. Com medo de contaminá-lo com sua lepra, resolveram conversar a distância. Se soubessem que Jesus é o doador da vida e que, por isso, não pode ser contaminado, aqueles homens poderiam falar com Ele mais de perto e ser beneficiados por tudo o que um diálogo olho no olho pode proporcionar. No entanto, para eles, Jesus era apenas um mestre a mais. Tudo o que podiam ter era uma conversa gritada, separados pela distância que a ignorância impunha. Clamavam por piedade a fim de que seu sofrimento fosse, quem sabe, amenizado pela compaixão do mestre itinerante. Por não saberem quem Jesus é exatamente, pediam pena, quando, na verdade, estavam diante de alguém que podia solucionar completamente seu problema. De longe, não temos condições de ouvir com clareza o que Jesus está dizendo. A distância, falamos o mínimo, e sem profundidade. Esse é o tipo de religião de quem se contenta em ir à igreja uma vez por semana, ter o nome na lista de membros, mas sem relacionamento de amor com Cristo, fruto da salvação que vem diretamente do Senhor. O convite de Jesus para você hoje é: “Não tenha medo de mim. Eu posso purificá-lo. Venha ouvir minha voz diretamente de meus lábios, sem intermediários. Você não vai precisar gritar. Chegue mais perto!”

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Segunda-feira

4 de setembro

Pé na estrada Jesus os viu e disse: – Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados. Lucas 17:14 ente imaginar a cena: dez leprosos, com o corpo cheio de marcas, enfaixados e debilitados, tentando andar o mais rápido possível para se mostrar aos sacerdotes, que atuavam como uma espécie de agentes da vigilância sanitária da época. Ocorre que, quando os dez decidiram se apresentar diante dos sacerdotes, eles ainda estavam leprosos. Do ponto de vista humano, portanto, não fazia o menor sentido a decisão que haviam tomado. Pela lógica, iam ser expulsos de imediato ao tentarem se aproximar do lugar em que ocorreria a inspeção. Porém, aqueles leprosos estavam pensando de modo diferente. Mesmo antes de a cura ocorrer, eles resolveram acreditar que ela aconteceria e foram, com fé, para que o sacerdote os visse curados. “Quando iam pelo caminho, eles foram curados” (Lucas 17:14, itálico acrescentado). A atitude desses homens faz lembrar a travessia do rio Jordão pelo povo de Israel. Josué orientou o povo da seguinte forma: “Quando os sacerdotes que estão carregando a arca da aliança do Senhor Deus, o Senhor de toda a terra, puserem os pés dentro da água, o Jordão vai parar de correr, e as águas da parte de cima ficarão amontoadas num lugar” (Josué 3:13). O povo também resolveu acreditar, e o resultado foi: “Quando chegaram ao Jordão e puseram os pés dentro da água, ela parou de correr e ficou amontoada na parte de cima do rio até Adã, cidade que fica ao lado de Sartã. Na parte de baixo, o rio secou completamente até o mar Morto. Então o povo passou para o outro lado, perto de Jericó” (Josué 3:15, 16). A cura dos dez leprosos e a travessia do rio Jordão em seco pelos filhos de Israel nos falam sobre o poder de Deus e como podemos confiar que, ao fazermos o que Ele está pedindo, podemos contar com seus milagres. Os dez colocaram o pé na estrada e foram até o sacerdote, mesmo sendo ainda leprosos; os israelitas colocaram o pé na água e acreditaram que ela se abriria, simplesmente porque Deus havia falado que isso ocorreria. Deus tem pedido coisas “impossíveis” a você? Coloque o pé na estrada e encare os desafios pela fé. Fazendo o que Ele pede e confiando em seu poder, os “rios caudalosos” e as “lepras” da vida não conseguirão separar você da vontade do Pai.

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Terça-feira

5 de setembro

Gratidão é mais! Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Lucas 17:16 m língua portuguesa, expressamos gratidão com a palavra “obrigado”, que é o particípio do verbo “obrigar”. Quando falamos “obrigado”, ou “obrigada”, no caso das mulheres, o significado oculto é: “Eu me sinto obrigado a retribuir o que você me fez.” Nosso equivocado conceito de gratidão tem que ver com retribuição. Imagine você agradecendo a Jesus porque Ele morreu na cruz para lhe salvar: “Senhor, eu me sinto obrigado agora a ir literalmente para cruz e morrer também para retribuir o que foi feito por mim. Esse é meu dever.” É assim que muita gente se comporta com Deus. A religião se torna um fardo. Não é isso que a Bíblia ensina. Como, então, expressar a verdadeira gratidão a Deus? No Salmo 116:12, 13, encontramos uma dica importante: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (ARA). Para você entender o que os versículos acima dizem, vamos ilustrar. Imagine alguém que pediu 10 mil reais emprestados. Quando chega o dia do pagamento, o credor diz ao devedor: “Não precisa me pagar. É um presente para você!” O devedor, cheio de gratidão no coração, e muito emocionado, diz: “Para expressar toda a minha gratidão, peço agora cem mil reais.” Que tal? Para você, essa é uma boa forma de demonstrar gratidão? É mais ou menos isso que o salmista está ensinando. A pessoa está cheia de gratidão por todos os benefícios de Deus. Então, se aproxima do banquete do Senhor e, sem receio, pede mais. “Eu quero esse maravilhoso cálice da salvação”, ele diz. Isso quer dizer que nós nunca seremos capazes de retribuir nada para Deus. Dele, só recebemos mais e mais. Você tem consciência do que Jesus fez por você na cruz? Está grato por isso? Então, para demonstrar gratidão, vá a Deus e peça mais. “Senhor, estou grato pelo perdão, mas não quero só isso; quero mais. Por Cristo, peço que me conceda também poder para resistir ao pecado, vontade de ser fiel e prazer em obedecer. Deus, eu não quero ser um medíocre na vida espiritual, contentando-me com conquistas passadas.” Quem é agradecido a Deus obedece com alegria, não por obrigação. Jesus é uma fonte inesgotável de amor. Se você está com o coração cheio de gratidão, aproxime-se dele e peça mais!

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Quarta-feira

6 de setembro

Embaixada Porque o Reino de Deus está dentro de vocês. Lucas 17:21 ocê sabia que existem lugares no Brasil que não estão plenamente sujeitos às leis brasileiras e que, de alguma forma, são parte do território de outra nação? Um exemplo disso são as embaixadas. Essas instituições são consideradas como extensão do país que representam. Trabalham nesses lugares os embaixadores, que são pessoas enviadas por uma determinada nação a um outro país para defender os interesses de sua pátria e, ao mesmo tempo, para ser uma via de diálogo entre os dois povos. Em certo sentido, o versículo de hoje fala de algo parecido com isso. Ao ser perguntado sobre quando o reino de Deus se manifestaria no mundo, Jesus foi claro ao dizer que o governo do Céu já está ativo e devidamente representado na Terra por meio de si mesmo, que era um “embaixada” viva do Céu. O coração dos cristãos também é um território expandido do reino de Deus. Por isso, estamos sujeitos às leis celestiais e não às do pecado que predominam no mundo. Dentro dessas “embaixadas” vivas, o que vale é o domínio celestial. Até a volta de Jesus, a humanidade estará sob o regime opressor do pecado. Essas são as palavras do próprio Jesus: “Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está chegando aquele que manda neste mundo. Ele não tem poder sobre mim; mas o mundo precisa saber que Eu amo o Pai e que, por isso, faço tudo o que Ele manda” (João 14:30, 31). O texto revela que Jesus é uma “embaixada” blindada contra as leis do pecado que imperam na Terra. Como o Embaixador do Céu, Ele estava representando os interesses do Pai, expandindo as fronteiras do domínio de Deus e proclamando para o mundo o senhorio divino. Foi assim que Jesus viveu enquanto esteve por aqui, e esse deve ser também nosso ideal de vida. Jesus quis deixar isso bem claro antes de subir para o Céu, ao responder à pergunta dos apóstolos (embaixadores) sobre quando o reino de Deus seria estabelecido: “Não cabe a vocês saber a ocasião ou o dia que o Pai marcou com a sua própria autoridade. Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas” (Atos 1:7, 8). Abra seu coração para o Espírito Santo e seja uma embaixada viva do Céu. Deus deseja usá-lo como representante dos interesses dele e fazer de sua vida hoje um território expandido do reino celestial.

V


Quinta-feira

7 de setembro

Nos dias de Noé Como foi no tempo de Noé, assim também será nos dias de antes da vinda do Filho do Homem. Lucas 17:26 uer saber como estará o mundo antes da volta de Jesus? Leia com atenção o versículo acima. Nessa passagem, o Senhor compara a sociedade que viverá nos momentos finais da história com as pessoas que viviam no mundo antes do dilúvio. Isso vale para a maioria que se afogou e também para a minoria que, literalmente, embarcou na salvação divina. Enquanto o mundo inteiro se perdeu, houve um homem que “ouviu os avisos de Deus sobre as coisas que iam acontecer e que não podiam ser vistas. Noé obedeceu a Deus e construiu uma barca em que ele e a sua família foram salvos. Assim Noé condenou o mundo e recebeu de Deus a aprovação que vem por meio da fé” (Hebreus 11:7). Noé era diferente das pessoas de seu tempo. O livro de Gênesis revela algumas características desse grande homem, as quais nós também precisamos ter para estarmos salvos do dilúvio de fogo e enxofre que vai inundar este planeta. (1) Noé era justo (Gênesis 6:9, ARA). A justiça é uma condição estranha à natureza pecaminosa com a qual nascemos. Por isso, só podemos ser justos se permitirmos que Deus haja em nós. Se isso acontece, nossas atitudes revelam que somos diferentes daqueles que não foram justificados. Enquanto o mundo pratica naturalmente a maldade, o justo ama as coisas de Deus, é correto em tudo o que faz na vida, é misericordioso e vive insatisfeito com a realidade perversa do mundo. Noé era assim; por isso, era diferente. (2) Noé era íntegro (Gênesis 6:9, ARA). Integridade é a coerência entre as palavras e as ações. Integridade não é o que você aparenta ser, mas quem é quando ninguém está olhando. Os íntegros são sinceros, transparentes e não usam máscaras. Integridade também é manter as convicções mesmo diante de perseguições e chacotas. Noé não era vira-folha. Ele só jogava no time de Deus. (3) Noé era amigo de Deus (Gênesis 6:10). Isso significa que ele obedecia ao Senhor. Nessa linha, Jesus disse: “Vocês são meus amigos se fazem o que Eu mando” (João 15:14). Os amigos de Deus são inimigos do pecado: “Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus” (Tiago 4:4). Quando Jesus voltar, muitos estarão perdidos; porém, os salvos serão como Noé. Embarque na salvação divina e deixe Jesus construir em você as características daqueles que serão salvos.

Q


Sexta-feira

8 de setembro

Mistura Todos comiam e bebiam, e os homens e as mulheres casavam, até o dia em que Noé entrou na barca. Lucas 17:27 epois da entrada do pecado no mundo, a humanidade foi dividida em dois grupos bem diferentes: “os filhos de Deus” e “os filhos dos homens”. No livro de Gênesis, essa classificação agrupa, de um lado, os descendentes de Sete, que viviam nas montanhas e, de outro, os descendentes de Caim, que moravam nos vales. A Bíblia faz uma lista dos nomes dos “filhos de Deus” e dos “filhos dos homens”. Nessas genealogias, os descendentes de Caim são apresentados como responsáveis por “grandes feitos”. Esses homens foram os primeiros empreendedores, construtores e artistas do mundo. Por exemplo: Caim fundou a primeira cidade; Jabal foi o primeiro fazendeiro; Jubal foi o pai dos músicos; Tubalcaim foi o pai dos metalúrgicos. Na genealogia dos “filhos de Deus” não se mencionam “grandes feitos”, a não ser o mais ridicularizado empreendimento da época: a arca. Enquanto, os “filhos dos homens” eram grandes empreendedores e pecadores, “os filhos de Deus” são descritos valorizando coisas diferentes daquelas que são consideradas importantes no mundo. Por exemplo: “Sete foi pai de um filho e o chamou de Enos. Foi nesse tempo que o nome Senhor começou a ser usado no culto de adoração a Deus” (Gênesis 4:26); “Enoque viveu trezentos e sessenta e cinco anos. Ele viveu sempre em comunhão com Deus e um dia desapareceu, pois Deus o levou” (Gênesis 5:24); “Noé era um homem direito e sempre obedecia a Deus. […] Noé vivia em comunhão com Deus” (Gênesis 6:9). Tudo ia muito bem, até que “os filhos de Deus viram que essas mulheres [as filhas dos homens] eram muito bonitas. Então escolheram as que eles quiseram e casaram com elas” (Gênesis 6:2). O resultado disso foi uma mistura que embaralhou a fé com a incredulidade, a verdade com o erro. Quando os “filhos de Deus” deixaram de valorizar as coisas que são importantes para o Céu e passaram a se casar apenas com o critério humano da beleza, a humanidade se perdeu por completo. O resultado disso foram os casamentos em jugo desigual dos quais nasceram os homens “poderosos”, “valentes” e “famosos” (Gn 6:4), mas que não amavam a Deus. Por isso, o mundo teve que ser destruído. Uma tragédia! Faça diferente. Resolva hoje tomar decisões seguindo a vontade divina. O mundo pode até não valorizar suas escolhas, porém o mais importante vai acontecer: Deus aprovará sua vida.

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Sábado

9 de setembro

Lembre-se da mulher de Ló Lembrem da mulher de Ló. Lucas 17:32 la estava perfeitamente adaptada a Sodoma. Gostava de viver ali e não queria sair da cidade. Retirada à força pelos anjos, olhou para trás, tornando-se um monumento representativo dos resultados do amor ao pecado e da desobediência às ordens de Deus. Ao falar sobre a importância de estarmos preparados para sua vinda, Jesus aconselha a nos lembrarmos da mulher de Ló. O objetivo do Senhor com essa declaração é nos alertar para não sermos como essa mulher que entrou para história sem ter seu nome divulgado, mas que foi petrificada de costas para Deus e de frente para a destruição. Sua vida terminou de forma trágica porque tomou decisões que a afastaram do Céu e a uniram ao mundo. Por sua causa, o esposo acabou permanecendo naquela cidade ímpia e distante da boa influência do tio Abraão (Patriarcas e Profetas, p. 174). Se ela amava Sodoma, é possível que tivesse um comportamento semelhante ao dos moradores do lugar, que, segundo a Bíblia, eram ociosos, amantes do prazer e do luxo e não ajudavam os menos favorecidos. “Sodoma e suas filhas eram orgulhosas porque tinham muita comida e viviam no conforto, sem fazer nada” (Ezequiel 16:49, itálico acrescentado). “Sem fazer nada”. Essa expressão ajuda a definir o estilo de vida dos sodomitas e, possivelmente, da mulher de Ló. Ellen White diz: “A ociosidade é a maior maldição que pode recair ao ser humano, pois o vício e o crime a seguem. Enfraquece o espírito, perverte o entendimento e contamina a vida. Satanás arma emboscadas para destruir aqueles que estão desprevenidos, cujo tempo vago lhe dá oportunidade para insinuar-​se sob alguns disfarces atraentes. Ele nunca é mais bem-sucedido do que quando vem às pessoas em suas horas ociosas” (Patriarcas e Profetas, p. 156, 157, adaptado). Além de amante do luxo e da ociosidade, a mulher de Ló também era desobediente às ordens divinas. Os anjos que foram enviados por Deus para anunciar o juízo sobre a cidade haviam sido claros: “Agora corra e salve a sua vida! Não olhe para trás, nem pare neste vale. Fuja para a montanha; se não, você vai morrer” (Gênesis 19:17). “Não olhe para trás.” Essa era a ordem clara, que ela resolveu desconsiderar. O preço de sua desobediência foi alto! A mulher de Ló tinha até saído de Sodoma, mas Sodoma não tinha saído dela. Se você não quer ficar endurecido e paralisado pelo pecado, ouça Jesus e desapegue-​se desse mundo perdido. Lembre-se da mulher de Ló!

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Domingo

10 de setembro

Vida de oração Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar. Lucas 18:1 u ainda não encontrei nada mais difícil do que manter uma vida constante de oração. Embora estejam claros os benefícios de falar sempre com Deus, esse hábito é antinatural para o ser humano, que, em essência, não é apegado às coisas do Céu. Jesus foi muito enfático em seus ensinos ao destacar que é indispensável ter uma vida de oração. No versículo de hoje, a introdução de uma de suas mais interessantes histórias, o Senhor deixa isso muito claro. Lucas diz que Jesus a contou para mostrar “aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar” (Lucas 18:1, itálico acrescentado). Observe as palavras destacadas na citação bíblica acima. Os termos revelam que a oração constante é um dever do cristão. Isso significa que, se quisermos ser bem-sucedidos na vida espiritual, não temos outra opção senão orar sempre, sem desanimar. Por quê? Ellen White responde: “As trevas do maligno envolvem os que negligenciam a oração. As tentações sussurradas pelo inimigo os levam a pecar; e tudo isso porque não se utilizam dos privilégios que Deus lhes deu, os quais advêm da oração” (Caminho a Cristo, p. 94). Quem não quer ser envolvido pelas trevas do inimigo de Deus nem cair em tentação necessita, de maneira constante e intensa, manter uma vida de oração. Ellen White continua sua orientação sobre o hábito de falar com Deus: “É necessário que sejamos diligentes em orar; não permita que nada o atrapalhe. Faça todo esforço para manter ativa a comunhão entre Jesus e o seu próprio coração. Aproveite todas as oportunidades para ir aonde se costuma orar” (ibid., p. 98). O apóstolo Paulo apresenta a oração constante como mandamento. Ele diz: “Orem continuamente” (1 Tessalonicenses 5:17, NVI). Pense nesta pergunta inspirada: “Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde se acham armazenados os ilimitados recursos da Onipotência?” (ibid., p. 94, 95). Não faz sentido abrir mão da oração. Com ela, acessamos a presença de Deus, e os tesouros sem fim que só o Pai pode oferecer ficam à nossa disposição. Então, pare tudo o que está fazendo agora e ore. Continue fazendo isso por toda a vida.

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Segunda

11 de setembro

Viúva Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!” Lucas 18:3 versículo de hoje é parte de uma parábola que Jesus contou sobre uma viúva que precisava não apenas que sua causa fosse julgada, mas que seu direito fosse respeitado. O texto não dá muitos detalhes sobre o motivo da queixa da viúva, mas revela que um adversário dela a havia prejudicado. É possível que depois do falecimento do marido, algum espertalhão tenha se apropriado das posses da mulher e a deixado na miséria. O juiz da cidade é descrito como mau. Ele não estava interessado em atender viúvas pobres, que não tinham como suborná-lo. Sem advogado, dinheiro e respeito de ninguém, só restava a essa pobre mulher ir, com insistência, todos os dias ao tribunal e constranger o juiz até que ele resolvesse julgar o caso dela. Depois de tanta insistência da mulher, o juiz entregou os pontos: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo” (Lucas 18:4, 5). O juiz revelou o motivo de atender ao pedido da mulher: sua implacável insistência. Jesus compara essa viúva com o tipo de gente que vai estar preparada para seu retorno. Indignados com o adversário e com as injustiças do pecado, os cristãos adentram a sala do tribunal divino e insistem, desesperados, para que sua causa seja julgada. Do mesmo modo que a viúva, esse tipo de gente reconhece que a justiça de Jesus é tudo aquilo de que realmente precisam. Sem ter como conquistá-la por si mesmos, só lhes resta clamar para que o Juiz divino atenda a seu clamor. Jesus então compara: “Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que Ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que Ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa” (Lucas 18:6-8). Se, pela insistência de uma viúva, até mesmo um juiz mau é capaz de dar uma sentença justa, saiba que Deus, o juiz justo e amoroso, está ansioso por atender seu pedido. Para quem anda indignado com as injustiças de Satanás, nosso adversário, que a todo tempo trabalha para nos separar de Deus e da vida eterna, resta o clamor pela justiça divina. Se você fizer isso hoje de forma intensa, como a viúva, o Pai vai lhe dar ganho de causa bem depressa.

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Terça-feira

12 de setembro

Ouvido treinado Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na Terra?” Lucas 18:8 m uma agitada rua de Nova York, o homem perguntou: “Você está ouvindo o canto de um grilo?” Surpreso, o amigo riu e disse: “É impossível, no meio de tanto barulho, escutar o insignificante canto de um pequeno grilo.” No entanto, o som do bichinho estava cada vez mais evidente para o homem, que o encontrou escondido no ângulo entre duas paredes. “Não disse que estava aqui?!” Impressionado, o amigo perguntou: “Como você conseguiu perceber o canto desse grilo no meio de tanto barulho?” A resposta foi profunda: “É que treinei meu ouvido para escutar o som dos animais.” Como anda seu ouvido? Que tipo de sons você reconhece com facilidade na frenética sinfonia de tons e barulhos que a vida produz? No meio da agitação do mundo, os cristãos têm o desafio de manter os ouvidos espirituais sintonizados com a frequência do Céu. Se em sua vida a voz de Deus tem se tornado um ruído imperceptível ou se sua conexão com o Céu sempre cai, está na hora de repensar suas prioridades e começar a treinar seus ouvidos espirituais para perceber com clareza a mensagem divina. É mais ou menos sobre isso que Jesus está falando no versículo de hoje. A fé é o instrumento que afina o ouvido espiritual de quem deseja escutar o Céu. Com ela, os sons do mundo perdem o valor, e a voz de Deus se torna clara e perceptível. Sem ela, Deus continua falando, mas nós não podemos entender o que Ele diz. É que a ausência de fé dá à existência prioridades erradas. Pessoas incrédulas deixam de gostar das coisas que Deus gosta e afinam a frequência com os prazeres do mundo. Para gente assim, a vida cristã se torna um fardo e sem graça. Porém, quem ajustou seu ouvido à voz do Espírito Santo, ama obedecer a Deus, tem prazer nos atos de misericórdia e considera a vida eterna como algo incrível, que não pode ser perdido em hipótese alguma. De outro lado, acostumadas a ouvir somente o barulho ensurdecedor do pecado, muitas pessoas diminuem de forma progressiva sua capacidade de captar a mensagem do Céu. O resultado é falta de fé nas Escrituras. Para que essa não seja sua realidade, treine o ouvido espiritual e aprenda a ouvir a voz de Deus. Agindo assim, você conseguirá perceber, com clareza, os sussurros do Espírito Santo em seu coração.

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Quarta-feira

13 de setembro

O fariseu Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros. Lucas 18:9 a parábola do fariseu e do publicano, vemos o quadro em que um homem se perde enquanto outro se salva. O fariseu era orgulhoso e arrogante; o publicano, dependente e humilde. Jesus disse que essa parábola foi contada para os que se achavam “muito bons e desprezavam os outros” (Lucas 18:9). Confiança própria e desprezo aos outros. Essa é a fórmula da perdição. Trata-se de uma ilusão ou maquiagem de uma situação terrível. A verdade é que confiança e justiça próprias mascaram a realidade de que a pessoa está perdida, desviando os olhos do Salvador. Muita gente toma a vida dos outros como referencial. Assim, diante das falhas alheias, há quem se sinta em melhor situação e, por isso, acredita que pode desprezar aqueles que “não estão em seu nível de santidade”. Há alguns detalhes na oração do fariseu que evidenciam sua confiança e justiça próprias como também desprezo aos outros. Em primeiro lugar, é importante lembrar que tanto a oração do fariseu como a do publicano são ambientadas no pátio do templo, onde, pela manhã e pela tarde, por conta dos sacrifícios que se ofereciam nesses horários, o povo se reunia para adoração pública. Assim, o fariseu faz uma oração pública para atrair a admiração das pessoas para si. Ele queria ser louvado pelos homens e incentiva isso ao enumerar em sua oração as qualidades que ele acreditava ter. Ele até usa o nome de Deus, mas seu foco não está em Deus. Ele “orava de si para si mesmo” (Lucas 18:11, ARA). Ou seja, o endereço de suas palavras não era o Pai celestial, mas seu coração inflado com orgulho e vaidade. O que aquele homem não sabia é que a salvação é um presente de Deus. Não é adquirida ou mesmo mantida pelas obras humanas. Pode ser que alguém por meio da disciplina deixe de fazer coisas ruins e passe a praticar boas obras, mas não ter o problema do egoísmo interno resolvido. O senso de justiça própria leva as pessoas a fazerem as coisas certas pelos motivos errados. Para não ter o destino do fariseu, tire os olhos das pessoas e focalize sua atenção em Jesus. Essa visão revelará a santidade divina e sua necessidade de perdão e santificação. Em Cristo, você encontrará a salvação e a disposição para respeitar e ajudar o semelhante.

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Quinta-feira

14 de setembro

Estilo Caim de ser “Ó Deus, eu te agradeço porque…” Lucas 18:11 fariseu e o publicano representam dois grupos que sempre existiram na face da Terra desde que o pecado invadiu nossa história. Logo no início do mundo, a humanidade estava dividida nessas duas classes. Caim e Abel assumiram posições antagônicas no drama do grande conflito e evidenciaram de que lado estavam. Deus havia pedido que os dois apresentassem uma oferta de sacrifício, e o que cada um ofereceu revelou como andava o coração. Abel levou um animal, e Caim, que era agricultor, vegetais. Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim. Por quê? Simples. O Senhor havia pedido sacrifício de animais e não o fruto da terra. É importante lembrar que o sistema de sacrifício que o próprio Deus havia estabelecido previa ofertas de vegetais, mas estas não serviam para perdoar pecados nem salvar o pecador, pois “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hebreus 9:22, ARA). As ofertas de vegetais, ou primícias, eram prescritas para que o ofertante pudesse expressar gratidão a Deus (Deuteronômio 26:10), mas não serviam para expiação, ou seja, perdão de pecados. Com sua oferta, então, é como se Caim estivesse dizendo: “Ei, Deus, eu estou muito bem e não preciso de nada. Estou trazendo esses vegetais aqui para celebrar com o Senhor o fato de eu ser espetacular.” Caim não sentia necessidade de salvação, mas “apresentou sua oferta como um favor feito a Deus, pelo qual esperava obter a aprovação divina” (Patriarcas e Profetas, p. 72). De modo semelhante, o fariseu inicia sua oração se referindo a uma suposta gratidão. Ele diz: “Ó Deus, eu te agradeço porque…” O orgulhoso fariseu também estava “agradecendo” porque imaginava não ser pecador. Era como se ele estivesse dizendo: “Uau, Pai, eu sou muito bom! Dá para o Senhor mandar uma comitiva de anjos aqui especialmente para me aplaudir? Afinal, quem consegue ser tão santo como eu?” A oferta de Caim e a suposta gratidão do fariseu desviaram o foco de ambos do propósito de Deus para o ser humano. Eles estavam exercendo uma religião pagã, tentando comprar o amor divino. O que eles não sabiam é que Deus nos ama não pelo que somos ou fazemos, mas com base no caráter dele mesmo. Olhe hoje para a cruz e clame por perdão ao reconhecer que precisa da salvação que só Jesus pode oferecer.

O


Sexta-feira

15 de setembro

Transplante cardíaco “Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito. Lucas 18:13 ra a hora do sacrifício. Quem se dirigia ao pátio do templo naquele momento via uma cena muito simbólica. No centro do pátio, havia o altar, adoradores em torno desse móvel e um cordeiro despedaçado que logo seria queimado. Uma fumaça densa enchia o ambiente e subia para o céu. Essa cena era a evidência de que o pecado é real na vida de todo ser humano e de que todos precisam do Salvador. O cordeiro representava Cristo. O que determinou a vitória do publicano foi olhar para esse sacrifício e reconhecer que era para salvar gente como ele que tudo aquilo estava ocorrendo. O fariseu, porém, olhando somente para si, não pôde contemplar a cena tampouco entender seu significado. Por sua vez, o publicano clamava por salvação. Reconhecia que a lei de Deus exigia sua morte e que seu pecado causava a ira divina. Por isso, com humildade, suplicava o perdão. A oração dele é uma síntese do Salmo 51, no qual Davi reconhece seu terrível pecado e pede misericórdia e transformação. O publicano orava batendo no peito. Esse gesto só era usado em ocasiões de extremo desespero. Os judeus piedosos costumavam cruzar as mãos ao orar, mas bater no próprio peito não era corriqueiro na oração. Dificilmente esse ato era praticado por homens. Um antigo comentário judaico explica o gesto: “E os vivos colocarão isto no seu coração; estes são os justos que colocam a sua morte contra o seu coração; e por que eles batem sobre o coração? Como a dizer: ‘Tudo está aí.’ Os justos batem sobre o coração reconhecendo-o como fonte do desejo do mal.” É como se, ao bater no peito, o publicano estivesse dizendo: “Eu não quero esse coração pecador.” Ele reconhecia que “é do coração que vêm os maus pensamentos, os crimes de morte, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, as mentiras e as calúnias” (Mateus 15:19). Dessa maneira, manifestou o desejo de que Deus lhe fizesse uma espécie de transplante cardíaco espiritual para deixar de ser aquilo que tinha sido até então (Jeremias 31:33). Muitas vezes, ao orar, tenho repetido o gesto do publicano. Simbolicamente, bato em meu peito, dizendo para Deus: “Com este coração, Pai, é impossível ser cristão.” Una-se a mim hoje e, com a mão no lado esquerdo do peito, clame a Deus por um transplante cardíaco em sua vida espiritual. Em resumo, diga a Ele: “Pai, dá-​me um coração igual ao teu!”

E


Sábado

16 de setembro

Campo de força Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Lucas 18:13, ARA e na ficção científica as naves espaciais costumam ter um campo de força para se protegerem durante as batalhas interestelares, na vida espiritual o cristão tem à disposição uma proteção indispensável para permanecer de pé diante da santidade divina. Entendendo que sua única saída seria usar essa “arma”, o publicano aciona o poderoso “campo de força” da graça de Deus. Ao fazer sua oração, ele usa a palavra “propício”, que é uma referência ao propiciatório – móvel do santuário que cobria arca da aliança e simbolizava a intercessão de Cristo, que se coloca entre o pecador arrependido e a santidade divina. Na condição de perdido, o ser humano não pode ser recebido por Deus sem ser fulminado. É por essa razão que Jesus intercede por nós e apresenta ao Pai o sacrifício que fez para nos salvar. No santuário, o propiciatório simbolizava exatamente isso. Ele também representava a comunicação das virtudes de Cristo para o pecador arrependido, uma vez que todos aqueles que recebem a graça de Deus na vida terão o caráter e o comportamento de Jesus. Portanto, quando o publicano clama por propiciação, está pedindo a justiça de Cristo, que substitui a morte do pecador, livra-o da ira divina e o habilita a ser como Cristo. Em sua oração, o publicano faz referência ao Salmo 51, no qual, entre outras coisas, Davi diz: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmo 51:10, ARA). Esse é o clamor de alguém realmente arrependido que não quer apenas perdão, mas também santificação e fé. No texto bíblico original, o verbo “criar”, que Davi usa nesse salmo, tem somente Deus como sujeito. É o mesmo utilizado para se referir à criação do mundo físico, que veio à existência pela palavra divina. Para criar em nós um novo coração, Deus usa o mesmo método, ou seja, Ele fala por meio das Escrituras, e o que não existe passa a existir. Impuros se tornam puros, perdidos encontram a salvação, mortos recebem a vida eterna. Não importa quão pecador alguém seja, quão distante tenha ido, a Palavra de Deus é capaz de alcançar, redimir e transformar qualquer pessoa. Como o publicano, clame hoje para que o campo de força do Céu se coloque entre você e a ira divina. Assim, a graça vai envolver sua vida, e, diante de Deus, você vai receber o tratamento que só Jesus merece.

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Domingo

17 de setembro

Carro desalinhado Ó Deus, […] sou pecador! Lucas 18:13 uem dirige sabe como é difícil e até perigoso estar ao volante em um carro desalinhado. Se o motorista não segurar com firmeza, o veículo não seguirá em linha reta de jeito nenhum. A todo momento, o carro sairá da rota e irá avançar por um descaminho “inventado” por sua falta de condição de permanecer na estrada. É mais ou menos assim a realidade de todo ser humano. Desalinhados e desbalanceados na vida, ziguezagueamos nas estradas esburacadas do mundo, desviando da rota da salvação e pegando atalhos escabrosos que não levam a lugar algum. O único jeito de “carros” tão desajustados como nós chegarem ao Céu é se Jesus segurar o volante de nossa vida e nos guiar com segurança, a despeito do grave desalinhamento que existe entre nós e a lei de Deus. Refletindo sobre a situação de perdição do ser humano e sobre a intervenção de nosso “Motorista”, o apóstolo Paulo diz: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Efésios 2:1, ARA, itálico acrescentado). Esse texto revela dois aspectos da condição pecaminosa que desalinha nossa vida. De acordo com John Stott, “delito é um passo em falso, que envolve ou uma travessia de uma fronteira conhecida ou um desvio de um caminho certo”. Ou seja, todos nós nascemos propensos a transgredir as leis de Deus. É como se a rebeldia do pecado sempre puxasse a direção de nossa vida para o lado contrário em que está a vontade divina. Isso explica por que muita gente faz o que é errado, mesmo sabendo o que é certo e tem prazer em ultrapassar as barreiras que Deus estabeleceu para proteger a humanidade. Além disso, em Efésios 2:1, Paulo fala que o desajuste do ser humano não são apenas os delitos, mas também os pecados. Qual é a diferença? Enquanto “delito” se refere aos erros conscientes e até premeditados, “pecado”, nesse contexto, “significa mais um erro do alvo, deixando de chegar à altura de um padrão”, segundo Stott. Isso quer dizer que o pecado é uma coisa natural dentro de nós e que erramos, mesmo quando queremos acertar. Nesse sentido, o ser humano é tanto um rebelde como um fracassado (A Mensagem de Efésios, p. 46). Jesus se dispôs a assumir o volante de nossa existência. Sem Ele, jamais conseguiríamos seguir para o Céu. Não importa o quanto você esteja se sentindo desalinhado, se entregar a direção de sua vida a Cristo, nada lhe tirará da rota da salvação.

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Segunda-feira

18 de setembro

O colo de Deus A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança. Mateus 18:4 nquanto existe gente que não vê a hora de a infância passar, eu posso garantir que tenho muita saudade do tempo em que era menino. No versículo de hoje, Jesus compara a atitude dos verdadeiros cristãos com o jeito de ser dos pequenos. Séculos antes, o salmista Davi foi na mesma direção ao dizer que se sentia “como a criança desmamada” e “quieta nos braços da mãe”. Ele afirma: “Assim eu estou satisfeito e tranquilo, e o meu coração está calmo dentro de mim” (Salmo 131:2). Para Davi, isso era resultado da confiança que ele havia aprendido a depositar em Deus, que o livrava do terrível sentimento do orgulho. Quem experimenta o que o salmista expressou vive como uma criança nos braços de Deus e deixa de ter comportamentos orgulhosos, como ansiedade e medo. Segundo John Piper, o orgulhoso “não gosta de admitir ansiedade alguma. E se precisa, não gosta de admitir que o remédio seja confiar em alguém mais sábio e mais forte. […] A graça reconhece a necessidade de ajuda. O orgulho não. A fé se fundamenta na ajuda de Deus. O orgulho não” (Graça Futura, p. 96). Pelo fato de sentir como uma criança nos braços de Deus, Davi também disse que não olhava os outros com arrogância. Sua relação com o semelhante passou a ser equilibrada e deixou de ser pautada por sentimentos como vanglória e autopiedade. Segundo Piper, a vanglória “é a reação do orgulho ao sucesso […] Quem se vangloria diz: ‘Mereço admiração porque fiz um sacrifício muito grande”. Para o autor, a autopiededade “é a reação do orgulho ao sofrimento. […]. Quem tem pena de si mesmo diz: ‘Mereço admiração porque fiz um sacrifício muito grande.’ […] A autocompaixão é a voz do orgulho no coração do fraco. É a reação do orgulho não aplaudido” (ibid.). Preocupações com poder, títulos e aparência física também não fazem parte da vida de quem confia na graça divina. Quem é como uma criança no colo de Deus não fica com as criancices que caracterizam aqueles que confiam em si mesmos. Lembro-me de quando minha filha era bebê. No colo da mãe, depois de mamar, ela ficava tranquila e quieta, pois estava plenamente satisfeita. O ser humano que encontra Deus tem a mesma sensação e reconhece que o colo do Pai é o segredo da felicidade eterna.

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Terça-feira

19 de setembro

Planejamento E, depois que Eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde Eu estiver vocês estejam também. João 14:3 ara Jesus, não vale a máxima do “deixa a vida me levar”. Ao contrário, Ele “sabe [e] faz hora, não espera acontecer”. No famoso texto bíblico de hoje, Jesus está revelando aos discípulos o plano a respeito de sua segunda vinda. Em realidade, o planejamento está presente em todas as ações de Deus. Nada o pega desprevenido, porque Ele tem visão antecipada do futuro, projeta suas ações e, além disso, sempre comunica a nós o que vai fazer. Assim, todos podem se beneficiar de seus planos; pois, de modo transparente, Ele revelou na Bíblia o que é necessário para nossa salvação. Desde o início do mundo, Deus tem revelado à humanidade seus planos no sentido de nos ajudar a planejar a vida de acordo com seu bom projeto. Por exemplo, ao dizer à serpente que Jesus lhe esmagaria a cabeça (Gênesis 3:15), Deus estava nos comunicando o plano de salvação desenvolvido antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8). Quem estuda a Bíblia conhece o projeto divino e pode se alinhar a ele. Se Deus, que é onipotente, onisciente e onipresente, planeja seus atos, nós, que somos imperfeitos, deveríamos fazer o mesmo. Um dos segredos do sucesso é visualizar o futuro, preparar-se para construílo e não ser um mero, e frustrado, expectador dos fatos. Em geral, planejamentos bem-sucedidos são respostas a quatro perguntas essenciais. Imagine que seu sonho seja cursar uma faculdade de renome no país. Para transformar esse sonho em realidade, você deve definir como fará isso (estudando muito, é claro), quando pretende alcançar a meta, quem executará o projeto (você, com a ajuda de Deus, dos professores e dos livros) e para que fará isso (se preparar para servir melhor a Deus e à sociedade). Perceba que, no planejamento de Jesus, esboçado no versículo de hoje, essas perguntas estão respondidas: Como resgatar a humanidade (“voltarei”); quem fará isso (o próprio Jesus); quando será (“depois que Eu for”); para que Ele fará isso (“para que onde Eu estiver vocês estejam também”). Jesus está executando todas as fases desse projeto, e nós estamos aguardando o momento em que Ele voltará e nos levará para o Céu. Siga o exemplo de Cristo e planeje sua vida para o verdadeiro sucesso. Se você deseja ser bemsucedido em tudo o que faz, coloque o Senhor em primeiro lugar e se prepare para fazer parte de seus planos maravilhosos.

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Quarta-feira

20 de setembro

Smartbook Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. João 14:6 s smartphones recebem esse nome porque, conectados à internet, não se limitam apenas à função básica de fazer duas pessoas conversarem. Bússola, GPS, mapa, calendário, despertador, máquina fotográfica, câmera filmadora, biblioteca, banco e outras coisas mais fazem parte da enormidade de opções à disposição nesses finos e leves aparelhos que cabem no bolso. Na mesma linha, apresento um “equipamento de última geração” que faz muito mais do que se espera de produtos similares. Estou falando da Bíblia, o espetacular Smartbook, lançado a milênios pela “editora” do Céu. Enquanto os livros normais somente comunicam ideias, a Bíblia, “o livro inteligente”, transforma vidas. Ao ler suas páginas, é possível romper com as limitações humanas, viajar pelo pensamento divino e assimilar na vida a proposta de salvação de Deus para a humanidade. Outra coisa que torna a Bíblia um livro smart é o fato de podermos lê-la sempre na companhia do Autor. Nesse sentido, ninguém precisa ficar em dúvida sobre o que leu, pois pode pedir iluminação ao Espírito Santo. Assim, o que parece difícil para alguns se torna fácil de entender. Além disso, se o leitor se deparar com mandamentos aparentemente impossíveis de praticar, a presença do Autor, e, sobretudo, seu exemplo enquanto esteve aqui, não são apenas incentivo, mas também poder para viver o que está escrito. A inovação mais espetacular da Bíblia é sua convergência entre Deus e a humanidade. Sobre isso, explica Ellen White: “A Escritura Sagrada, com verdades dadas por Deus e expressas na linguagem dos seres humanos, apresenta uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do homem. Assim, é verdade com relação à Escritura, como o foi em relação a Cristo, […] ‘o Verbo [que] se fez carne e habitou entre nós’ (João 1:14)” (O Grande Conflito, p. 8). Na nossa linguagem, a Bíblia revela o caminho, a verdade e a vida, e Jesus é a encarnação disso tudo. Se você usa seu smartphone só para ligar para as pessoas, saiba que ele está subaproveitado. O mesmo ocorre se sua Bíblia existe somente para enfeitar a estante do quarto ou, quando muito, para leituras esporádicas e sem profundidade. Com oração, conecte-se à rede wi-fi do Céu e use hoje todas as possibilidades de seu Smartbook.

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Quinta-feira

21 de setembro

Como ouvir a voz de Deus Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada. João 14:8 ue a Bíblia é Palavra de Deus, muita gente sabe. Ocorre, porém, que nem todos sabem como, de fato, ouvir a voz do Pai por meio do estudo das Sagradas Escrituras. As sugestões abaixo foram escritas para ajudar você a todos os dias receber e entender a mensagem do Céu. (1) Antes de levantar da cama, caia de joelhos. Faça dos ouvidos de Deus os primeiros a ouvir sua voz todas as manhãs. Entre outras coisas, diga para o Pai que é seu desejo, ao estudar a Bíblia, ouvir a voz dele. (2) Feito isso, abra a Bíblia e siga um programa de leitura de sua preferência, que pode ser o Ano Bíblico ou o Reavivados por Sua Palavra, por exemplo. (3) Leia pausadamente o texto do dia, refletindo em cada palavra. Procure entender o contexto geral da passagem em questão. Isso ajudará você a ter mais clareza em relação ao capítulo, seção ou versículo que está lendo. (4) Não se contente com as interpretações conhecidas do texto em questão. Procure encontrar novos insights a partir da passagem. No entanto, cuide para que suas interpretações não sejam forçadas. Permita que o texto bíblico, tal como foi pensado por Deus, fale de maneira poderosa a você. (5) Aplique o que lê à própria vida. Para facilitar, você pode se colocar no lugar dos personagens retratados, caso a seção bíblica seja uma narrativa. Tente se apoderar da cena e pela fé contemple o Espírito Santo falando a você. Se a seção não for uma narrativa, mas um sermão ou mesmo uma oração, coloque-se como interlocutor direto da passagem, ou seja, pense naquelas palavras como ditas para você ou por você. (6) Use os escritos inspirados de Ellen White como apoio no entendimento da Bíblia. Livros como Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito certamente lançarão bastante luz à sua relação com a Bíblia. Se desejar informações contextuais e teológicas, use ferramentas como comentários bíblicos e Bíblias de estudo. Ao seguir esses passos simples, você abrirá janelas para o Céu e terá condições de entender com clareza a mensagem divina para sua vida. Não fique sem sua bênção diária. Deus está ansioso para se revelar a você.

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Sexta-feira

22 de setembro

Clones Quem crê em mim fará as coisas que Eu faço e até maiores do que estas, pois Eu vou para o meu Pai. João 14:12 gua em vinho. Multiplicação dos pães. Cegos enxergando. Paralíticos andando. Mortos ressuscitando. Tudo isso é só uma pequena amostra do que Jesus fez enquanto esteve por aqui. Nos evangelhos, são relatados 35 milagres do Senhor, mas o apóstolo João diz que “há muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João 21:25). Você conhece alguém capaz de fazer as coisas mencionadas acima? Com certeza não, pois essas são as extraordinárias obras de Jesus. O problema é que, no versículo de hoje, o Senhor diz que, pela fé, seria possível fazermos mais do que Ele fez. O que Jesus estava querendo dizer com isso? O próprio Cristo responde: “Quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra” (Atos 1:8). Embora ninguém possa ser comparado com Jesus, seu ministério terrestre abrangeu somente a região da Palestina. Então, ao dizer que faremos obras maiores que Ele, Jesus estava se referindo à multiplicação de seus discípulos e à “viralização” de sua mensagem de salvação para todos os cantos do planeta. Para isso ser possível, Jesus indicou o método e ofereceu a ajuda necessária. Ele disse: “Quem crê em mim fará as coisas que eu faço.” A fé ouve o inaudível, vê o invisível, toca o intangível, faz o impossível. Quando cremos de verdade em Jesus, seus incríveis milagres, de forma espiritual, se repetem em nós. Em nossa esfera de influência, é como se fizéssemos o que Ele fez. Porém, enquanto Jesus é apenas um, seus seguidores são milhões. Nesse sentido, podemos fazer mais do que Ele. Isso é maravilhoso, não é? Em realidade, a fé abre nossa vida para a atuação do Espírito Santo. Isso significa que o mesmo poder que estava sobre Cristo também pode nos preencher e guiar. O Espírito Santo faz com que nos tornemos em uma espécie de clones de Jesus. Clones são indivíduos que possuem a mesma característica genética de seu originador. Em sentido espiritual, quem crê em Jesus é clonado a partir de seu sangue e multiplica sua obra. O Espírito Santo deseja hoje fazer de você um clone de Cristo. Receba as “características genéticas” de Jesus e saia por aí fazendo as obras que Ele fez.

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Sábado

23 de setembro

Crueldade boa Se um dos seus olhos faz com que você peque, arranque-o e jogue fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna com um olho só do que ter os dois e ser jogado no fogo do inferno. Mateus 18:9 esus é cruel com o pecado. Não se assuste com essa declaração, pois o Senhor sabe exatamente quais são as terríveis consequências da desobediência. Ele carregou sozinho sobre os ombros a iniquidade de todos e entregou a vida para nos salvar de seus efeitos. Jesus tem ódio do pecado e Ele não espera nada menos de nós. O versículo de hoje é apenas uma pequena amostra da contundência do Senhor com a transgressão de sua lei. É óbvio que esse texto bíblico não deve ser entendido ao pé da letra. O objetivo de Jesus é nos alertar a respeito do perigo das coisas que nos levam ao erro e nos estimular a abandoná-las. Para algumas pessoas, a paráfrase da passagem de hoje poderia ser mais ou menos assim: “Se as suas redes sociais fazem de você um exibicionista, delete-as. É melhor estar salvo desconectado do que se perder cheio de likes.” Ou ainda: “Se seu smartphone de última geração tira todo seu tempo com jogos, entretenimento fútil e é o canal por onde você tem contato com todo o tipo de pecado e perversão, livre-se dele enquanto há tempo. É melhor entrar no Céu ‘desatualizado’ do que ir para o inferno por dentro de tudo.” Ellen White nos ajuda a entender a contundência de Jesus contra o pecado: “Ninguém se iluda de que o pecado acariciado algum tempo pode ser deixado facilmente. Não é assim. Todo pecado acariciado debilita o caráter e fortalece o hábito; depravação física, mental e moral é a consequência. […] Pelos maus hábitos formados, Satanás o atacará sempre e sempre” (Parábolas de Jesus, 281, adaptado). O texto acima nos lembra de que o pecado uma vez cometido fica gravado em nosso cérebro e que isso facilita uma nova queda. Entretanto, a graça de Deus é poderosa para nos libertar, se de fato quisermos. Ouça o conselho de Paulo: “Se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (Romanos 8:13). Se deseja ter a vida eterna, seja cruel com seu pecado. Arranque-o de sua vida e entre no Céu com tudo aquilo que Deus colocou em você.

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Domingo

24 de setembro

Palavra difícil Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mateus 18:15 á três palavras difíceis de dizer: inconstitucionalissimamente, paralelepípedo e desculpa.” A frase acima retrata uma triste realidade: nossa indisposição natural de reconhecer os próprios erros e a falta de coragem de pedir perdão quando falhamos com os outros. Sabendo disso, Jesus ensinou o que está escrito no versículo de hoje. O texto deixa claro que, diante de Deus, a responsabilidade de tomar a iniciativa para restaurar um relacionamento que foi maculado não é do ofensor, mas do ofendido. Por que as coisas devem ser assim? Em geral, porque quem ofende não tem a dimensão da dor que causou no outro. É como destaca a frase: “Quem bate esquece, mas quem apanha não.” Assim, o ofendido sabe exatamente o mal que sofreu e pode comunicar isso ao ofensor para que a relação seja restaurada com arrependimento e perdão. Ao mesmo tempo, ao expressar seu desagrado ou sofrimento, a pessoa abre o coração e se liberta da possibilidade da mágoa, a qual traz prejuízos graves para quem a sente. Além disso, tomar a iniciativa em uma reconciliação faz quem age assim espelhar o comportamento divino. Diz a Bíblia: “Deus […] nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:18, NVI). O ser humano ofendeu gravemente a Deus com o pecado. Foi criada uma inimizade terrível e um muro de separação se ergueu entre nós e o Pai. No entanto, Jesus não ficou esperando a iniciativa da humanidade. Ao contrário, Ele resolveu se entregar e pagar o preço para que a reconciliação entre nós e Deus se tornasse realidade. O Senhor fez isso por saber que o pecado, além de ser uma terrível ofensa, impede nossa percepção a respeito da gravidade do que fizemos e nos prende na rebelião contra o Pai. Para quebrar esse malentendido e nos dar poder para o arrependimento, Jesus veio aqui e nos fez de novo amigos de Deus. Jesus “nos confiou a mensagem da reconciliação”. Entre outras coisas, isso significa que temos o dever de agir como Ele quando somos ofendidos. Sei que parece mais fácil pronunciar o “palavrão” “inconstitucionalissimamente” do que procurar alguém que nos ofendeu e oferecer perdão; porém, na linguagem do Céu, “reconciliação” e “perdão” são palavras lindas e fáceis de dizer e praticar.

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Segunda-feira

25 de setembro

Quatrocentos e noventa Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:22, NVI edro estava querendo fazer média com Jesus. O limite de perdão que os judeus praticavam entre si era de três vezes. Se alguém errasse mais do que isso, poderia não ser perdoado. Sabendo que o Senhor é misericordioso, Pedro perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?” (Mateus 18:21). A resposta de Jesus foi desconcertante: setenta vezes sete. Em minha infância, lembro de ter ficado chocado ao descobrir essa passagem. Eu teria que perdoar minha irmã, amigos e colegas 490 vezes? Recordo de ter começado a contar os erros das pessoas contra mim, tentando aplicar a matemática divina. Igual a Pedro, eu já achava sete muita coisa para perdoar os outros. A situação fica ainda mais séria quando se descobre o significado dos números na Bíblia. Sete tem a ver com plenitude. Então, ao Jesus dizer que o perdão deve ser setenta vezes sete, Ele estava ensinando que devemos ter sempre o coração aberto para oferecer perdão para quem de fato o desejar. Deus não nos pede nada que Ele mesmo não faça. Seu perdão tem estado sempre disponível para quem se arrepende. Mais do que isso, Ele trabalha em nosso coração para que enxerguemos os pecados que cometemos e nos estimula a confessá-los. A Bíblia diz: “Ó Deus, não há outro deus como Tu, pois perdoas os pecados e as maldades daqueles do teu povo […]. Tu não continuas irado para sempre, mas tens prazer em nos mostrar sempre o teu amor. Novamente, terás compaixão de nós; acabarás com as nossas maldades e jogarás os nossos pecados no fundo do mar” (Miqueias 7:18, 19). Ao ensinar que o perdão deve ser de setenta vezes sete, Jesus estava falando de algo que já havia feito. Quatrocentos e noventa anos foi o tempo de graça para os judeus de acordo com a profecia das 70 semanas de Daniel 9. Além do tempo de graça oferecido a todas as gerações anteriores, o Senhor ainda acrescentou 490 anos, que se encerraram no ano 34 de nossa era, quando líderes judeus mataram Estevão e deixaram claro que, como nação, não aceitavam Jesus como o Messias. Mesmo assim, o perdão divino continua disponível para todos os judeus que clamam por salvação. Se Deus é tão longânimo conosco, por que não sermos com nosso próximo? Se alguém errou com você e se arrependeu, lembrese de que, na matemática de Deus, o perdão é infinito.

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Terça-feira

26 de setembro

Namoro ou amizade? “No começo o Criador os fez homem e mulher”? Mateus 19:4 namoro ou amizade?” Já perguntaram isso para você? Em certo sentido, essa pergunta separa dois conceitos que não devem se dissociar nos relacionamentos amorosos entre cristãos. No “namoro” do primeiro casal da humanidade, Adão e Eva, amizade e amor caminharam de mãos dadas. Enquanto todos os bichos formavam pares compostos por sexos diferentes, Adão se sentia isolado, sem alguém igual e ao mesmo tempo diferente o suficiente para compartilhar a maravilha de estar vivo no espetáculo que era o mundo antes do pecado. A necessidade de Adão era de ter alguém semelhante com quem se relacionar. Acima, havia os anjos e Deus que, embora lhe conferissem amor e pudessem se comunicar por meio da linguagem falada, são diferentes do ser humano em essência e natureza. Abaixo, estavam os animais, que, obviamente, não podiam se relacionar com o homem em igualdade, por mais belos, amáveis e úteis que fossem. Adão não podia contar com alguém para abrir o coração de igual para igual. Deus supriu essa necessidade ao trazer à vida a mais linda obra da criação, a mulher, amiga e companheira no mesmo nível do homem. A partir desse contexto, o namoro cristão pode ser visto como o momento para conhecer o outro e avaliar a possibilidade de compartilhar para sempre a vida. A amizade nos expõe e vulnerabiliza ao revelar virtudes e defeitos reais. Portanto, um namoro que valorize a amizade produz os dados necessários para a tomada de decisão sobre a evolução ou não da relação até o casamento. Namoros movidos prioritariamente pela atração física tendem a ser mais sucetíveis à impureza sexual. Eletrizada pelos hormônios, a paixão impede que um juízo adequado seja formado. Cegados na carnalidade, casais de namorados deixam de perceber incompatibilidades no relacionamento e características negativas dos futuros cônjuges. A intimidade física tira o tempo para conversas profundas e derruba o discernimento. Para piorar, em muitos casos, o constrangimento pela culpa de ter avançado o sinal da intimidade sexual leva muitos jovens a se apressar para o casamento, sem a devida reflexão. Em geral, os resultados são negativos. Embora a Bíblia não fale nada sobre namoro, é possível perceber em suas páginas que Deus espera que seus filhos aproveitem essa fase para estabelecer amizades puras e úteis tendo em vista o casamento. Para jovens cristãos, namoro é sinônimo de amizade.

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Quarta-feira

27 de setembro

O verdadeiro romantismo E os dois se tornam uma só pessoa. Mateus 19:5 visão romantizada dos relacionamentos amorosos que predomina em nossos dias tem atrapalhado muita gente na hora de escolher o companheiro para a vida. Ao colocar o “coração” na frente da razão, alguns casais comprometem seu futuro e se expõem a casamentos destinados ao fracasso. A noção hollywoodiana de amor faz os namorados desconsiderarem aspectos fundamentais para o sucesso da relação matrimonial. Por mais que Adão estivesse inundado por uma emoção santa ao ver a futura esposa a primeira vez, sua percepção sobre ela não foi pautada nos valores que, em geral, orientam o sentimentalismo romântico atual, como beleza física, charme e sensualidade. Em seu poema de amor para Eva, Adão sublinha a utilidade, o auxílio e a complementaridade que ela representaria em sua vida. Os termos “auxiliadora idônea” e “varoa”, na língua original, pressupõem espírito de trabalho, utilidade, fidelidade, companheirismo e suplementação. Essas são as características que devem estar no “radar” de um cristão que deseja encontrar alguém para namorar e casar, o que vale tanto para homens quanto para mulheres. Ao buscar o futuro cônjuge, o foco deve estar em alguém que vai ajudar e não atrapalhar, em todos os aspectos da vida. O jovem cristão precisa analisar as características marcantes do comportamento do pretendente, as quais podem ser reveladoras do caráter, e não deve permitir que as emoções amorosas anuviem sua compreensão da realidade, impedindo-o de perceber o que todo mundo está vendo, em especial os pais. Os jovens que desejam fazer o certo em relação a namoro, noivado e casamento devem se perguntar: “Essa união me ajudará a alcançar o Céu? Aumentará meu amor a Deus? E ampliará minha esfera de utilidade nesta vida? Se essas reflexões não apresentarem nada em contrário, então prossiga no temor a Deus” (Só Para Jovens, p. 87). O “namoro” de Adão e Eva foi iluminado com a bênção da presença de Deus. Todo o jovem cristão pode contar também com a clareza das orientações divinas e, assim, experimentar a alegria real e infinita de um grande amor.

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Quinta-feira

28 de setembro

Casamento Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher. Mateus 19:5 eus colocou Adão para dormir, aplicou-lhe uma espécie de anestesia e fez a primeira cirurgia de que se tem notícia. Da costela do primeiro homem, o Senhor tirou o material com o qual fez a obraprima de sua criação: a mulher. Quando acordou do sono, Adão viu sua esposa e, com o coração inundado de um sentimento que ainda não conhecia, sem saber o que falar, compôs a primeira poesia da humanidade: “Agora sim! Esta é carne da minha carne e osso dos meus ossos. Ela será chamada de ‘mulher’ porque Deus a tirou do homem” (Gênesis 2:23). Aquele foi o namoro mais rápido da história. Amor à primeira vista, no pôr do sol da sexta-feira da semana da criação, Deus fez o casamento de Adão e Eva, no local mais lindo que se possa imaginar, tendo a recém-criada fauna e flora como testemunhas. No sábado, que é o dia da família, Adão não estava sozinho para adorar a Deus. Realmente, Adão estava certo ao exclamar o seu “Agora sim!”, depois de ver aquela que seria sua eterna namorada. Deus havia criado um ser que poderia viver com Adão em perfeita harmonia. Ellen White explica o objetivo do Senhor ao fazer a esposa de Adão do jeito que fez: “Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação” (Patriarcas e Profetas, p. 46). Relacionamento harmônico, respeito e amor. Essas são características essenciais de um matrimônio de sucesso. Casais que têm a amizade como base de seu relacionamento são mais felizes. Poder contar com alguém em quem se confie e ame confere saúde e bem-estar. Aplicando essa fórmula, Adão e Eva viveram juntos quase mil anos, até que a morte os separou. A bênção que receberam naquela sexta-feira no Éden foi o combustível para um amor eterno. Deus pode lhe dar algo semelhante também. Permita que Ele faça uma “cirurgia” em você e implante em seu coração amor verdadeiro. O resultado só a poesia poderá traduzir.

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Sexta-feira

29 de setembro

Cola Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu. Mateus 19:6 o filme À Prova de Fogo, Michael tenta explicar o sentido do versículo acima para seu colega bombeiro, Caleb, que está prestes a se separar da esposa. Michael pega os vidros de sal e pimenta que estavam sobre a mesa e diz: “Sal e pimenta são completamente diferentes […], mas você sempre os vê juntos.” Então ele cola os dois vidros com uma espécie de Super Bonder. “O que está fazendo?”, pergunta Caleb. Depois de conversarem mais um pouco, Caleb tenta separar os vidros de sal e pimenta, mas Michael diz: “Não faça isso. Se você os separar, vai quebrar um dos vidros ou os dois.” A cola havia feito os dois se tornarem um. É isso que Deus faz quando um homem e uma mulher se casam. Eles são “colados” com sua bênção. A não ser pelo triste motivo da infidelidade matrimonial, ninguém está autorizado a separar o que foi unido no altar. Quando isso é feito, sempre há sofrimento para o casal e os filhos. Não há dúvida de que a graça de Deus pode curar feridas. Porém, as cicatrizes ficam. Os casais devem se lembrar da aliança que fizeram diante de Deus, simbolizada no anel que usam na mão esquerda. Dietrich Bonhoeffer explicou, certa vez, o segredo do casamento eterno: “Não é o amor que sustenta a aliança, mas a aliança que sustenta o amor.” Isso quer dizer que, quando os dias não forem tão lindos e os problemas trouxeram dificuldades ao relacionamento, os cônjuges devem se lembrar do pacto que fizeram de se amar para sempre. Antes de casar, é preciso estar ciente de que o casamento é eterno e que é um passo que não pode ser dado de qualquer jeito. Ellen White diz: “Se homens e mulheres têm o hábito de orar duas vezes ao dia antes de pensar em casamento, devem fazer isso quatro vezes ao dia quando pensam em dar esse passo” (Só Para Jovens, p. 93). O namoro deve ser uma fase de profunda análise do comportamento do futuro cônjuge. Nesse período, a oração é fundamental; pedir a opinião de Deus e aceitá-la é o segredo para não errar e evitar arrependimentos futuros. O casamento é a mais linda e poderosa demonstração do amor divino. No altar, duas pessoas são “coladas” para crescerem juntas, vencer os problemas e revelar, nessa união, a imagem de Jesus.

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Sábado

30 de setembro

Não estacione O Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças. Mateus 19:14 om cara e jeito de um menino de dez anos, ele tem 28. Nascido em 5 de janeiro de 1989, o sulcoreano Hyomyung Shin conta que só percebeu que havia parado de envelhecer aos 18 anos. “Uma vez fui a um reencontro de colegas da escola e todos meus amigos já estavam crescidos. Eu era a exceção”, diz em entrevista à BBC Brasil. Os médicos que cuidam de Hyomyung Shin garantem que ele é saudável. Entretanto, com 1,63 m e jeito de quem estacionou na puberdade, Shin nunca passou por um exame mais completo para saber as causas do lento desenvolvimento físico. Entre as muitas características que fazem da infância uma fase especial, o contínuo crescimento é uma das mais importantes. Só para se ter ideia, no primeiro ano de vida, os bebês triplicam o peso em relação ao nascimento e praticamente dobram de tamanho. Obviamente, nos anos seguintes, esse ritmo diminui, mas o desenvolvimento se mantém até o indivíduo atingir a fase adulta, quando o crescimento vertical é interrompido. Por mais que os pais amem seus bebês, o que eles esperam mesmo é que, respeitando a natureza, seus filhos cresçam na progressão adequada à idade. Estacionar no crescimento é sem dúvida um grande motivo de preocupação, em qualquer área da vida. Isso também vale para a vida espiritual. Ao comparar no versículo de hoje os salvos a crianças, é possível que, entre outras coisas, Jesus tivesse em mente o fato de as crianças serem caracterizadas pelo crescimento. As “crianças” espirituais estão sempre sentindo necessidade de crescer e se desenvolver. Nunca se contentam com a quantidade de conhecimento de Deus que possuem. Querem sempre mais. Essa atitude de crescimento espiritual progressivo contrasta com a do jovem rico, que ouviu Jesus dizer que o reino de Deus é para gente que se parece com crianças. Jesus o desafiou a aprender mais, a romper paradigmas antigos e a expandir sua vida para a atuação divina. O rapaz recusou esse crescimento e resolveu estacionar na vida espiritual. Entre outras coisas, a beleza da infância está no crescimento. Na vida espiritual acontece da mesma forma. Por isso, nunca deixa de se desenvolver no conhecimento da pessoa de Jesus. Quando Ele quiser aumentar sua compreensão sobre algo, aceite o desafio. O reino do Céu é para gente assim.

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Domingo

1º de outubro

Negócio fechado E todos os que, por minha causa, deixarem casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras receberão cem vezes mais e também a vida eterna. Mateus 19:29 magine uma sociedade em que o dinheiro não existisse. Inacreditável? Nem tanto. Essa era a realidade dos indígenas que habitavam nosso território quando os portugueses chegaram. Mesmo sem moeda, foram travadas negociações comerciais entre os colonizadores e os índios. Agindo com esperteza, os portugueses ofereciam uma série de bugigangas sem valor para os nativos, que trabalhavam cortando árvores de pau-brasil e as transportavam para os navios. Em troca, recebiam coisas como apitos, espelhos e chocalhos. Na história, esse fato é conhecido como escambo. Na Bíblia, a conversa de Jesus com o jovem rico lembra uma negociação comercial sem dinheiro: “Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no Céu. Depois venha e me siga” (Mateus 19:21). Nessa espécie de escambo, Jesus ofereceu a vida eterna e pediu em troca que o rapaz abrisse mão de sua riqueza. Foi aí que o negócio travou. Estava claro para o jovem que o Senhor não pretendia levar nenhuma vantagem material, mas o peso de perder seu tesouro foi demais para ele. Na matemática do apóstolo Paulo, o Céu é muito mais valioso do que qualquer riqueza humana: “No passado, todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor. […] Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo e estar unido com Ele” (Filipenses 3:7-9). Falando sobre as lutas e o sofrimento que tinha que enfrentar por amor a Jesus, ele acrescenta: “Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento” (2 Coríntios 4:16, 17). Depois de uma visão sobre o Céu, Ellen White disse: “Tentamos lembrar nossas maiores provações, mas pareciam muito pequenas em comparação com o ‘eterno peso de glória, acima de toda comparação’ (2 Coríntios 4:17) que nos rodeava, que nada pudemos dizer-lhes, e todos exclamamos – ‘Aleluia! É muito fácil chegar ao Céu!’” (Vida e Ensinos, p. 61). Nada é mais valioso que o Céu! Por isso, troque hoje as bugigangas do pecado pelos tesouros da vida eterna!

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Segunda-feira

2 de outubro

Final feliz “Senhor, aquele a quem amas está doente.” João 11:3, NVI esus amava estar na casa de Lázaro, Marta e Maria. Ele havia desenvolvido uma linda amizade com essa família, que sempre o recebia no aconchego do lar, quando o Senhor passava por Betânia. Um dia, Lázaro ficou muito doente, e suas irmãs perceberam que o caso era grave. Jesus, a única solução para o problema, estava a quilômetros de distância. Elas então mandaram avisá-lo com a mensagem: “Senhor, aquele a quem amas está doente” (João 11:3, NVI). Em outras palavras, o que queriam dizer é: “Qualquer pessoa pode sofrer nas garras da enfermidade, menos quem é seu amigo, Jesus. Por favor, venha logo, faça alguma coisa. Prove que ama nosso irmão.” A Bíblia diz que “Jesus amava muito Marta, e a sua irmã, e também Lázaro. Porém quando soube que Lázaro estava doente, ainda ficou dois dias onde estava” (João 11:5). Como assim? Se Jesus amava tanto essa família, por que não foi correndo ajudar Lázaro enquanto ele ainda estava com vida? Quando Jesus chegou à casa de Marta e Maria, quatro dias após a morte de Lázaro, a sensação das irmãs, especialmente Maria, era de decepção. “Por que não veio logo?”, “por que deixou nosso irmão morrer?”, era o que pensavam. Como muitas pessoas hoje em dia, elas acreditavam que os amigos de Jesus estão livres de todas as coisas ruins que acontecem no mundo. Existe gente que pensa que cristão não fica doente, não passa por problemas financeiros nem é vítima da violência. Não é bem assim. Iguais a qualquer pessoa, vivemos no mundo real e estamos sujeitos às dificuldades da vida. O fato de amarmos Jesus não coloca à nossa volta um campo de força para impedir a chegada do sofrimento. Como sabemos, Jesus ressuscitou Lázaro e executou por meio do sofrimento daquela família seu mais incrível milagre. A frustração se tornou em alegria profunda. Quando as dificuldades da vida fizerem você sofrer, não duvide do amor de Jesus. Se Ele aparentemente está demorando para agir, creia que Ele sabe o que faz. Espere com confiança. Para os filhos de Deus, o final é sempre feliz.

J


Terça-feira

3 de outubro

Incontestável Porém quando soube que Lázaro estava doente, ainda ficou dois dias onde estava. João 11:6 o tempo de Jesus, havia uma crendice entre os judeus de que, quando uma pessoa morria, a alma ficava rondando o corpo por quatro dias. Para quem acreditava nisso, a morte só estava definida depois desse período; pois, antes disso, a alma poderia voltar para o corpo do morto. De acordo com a Bíblia, essa crença não tem nenhum fundamento, até porque as Escrituras ensinam que o ser humano não tem uma alma, mas que ele é uma alma. Logo, quando alguém morre, a única coisa que sai do corpo é o fôlego de vida, a respiração. Só isso. Por influência do pensamento grego, no tempo de Jesus, muita gente acreditava nessa coisa de espírito que sai do corpo na hora da morte. É impressionante como as pessoas podem acreditar em absurdos assim e descrer de realidades tão absolutas, como o fato de que Jesus é Deus. Era exatamente isso que estava ocorrendo quando o Senhor recebeu a notícia de que Lázaro havia morrido. O povo não acreditava que Ele era o Filho de Deus. Por amor a essas pessoas e para deixar bem claro para elas a verdade mais importante do universo, Jesus resolveu esperar se completarem quatro dias da morte de Lázaro para só depois chegar à casa de seu amigo. Se Cristo tivesse ido antes e encontrado Lázaro vivo, teria realizado apenas um milagre de cura; se tivesse chegado pouco tempo depois de sua morte, teria feito a ressurreição, mas deixaria margem para alguém pensar que era a “alma” de Lázaro que tinha voltado. Então, para não deixar nenhuma dúvida de quem Ele era, Jesus foi visitar a família a quem amava só depois de quatros dias do enterro. No caminho, Ele “disse claramente [aos discípulos]: – Lázaro morreu, mas Eu estou alegre por não ter estado lá com ele, pois assim vocês vão crer. Vamos até a casa dele” (João 11:14, 15). Depois dos quatros dias, o corpo de Lázaro já estava em avançado estado de putrefação, a ponto de sua irmã Marta dizer: “Senhor, ele está cheirando mal, pois já faz quatro dias que foi sepultado!” (João 11:39, 40). O cenário estava pronto para que os judeus tivessem a prova definitiva do poder de Jesus. Ele não decepcionou. Lázaro voltou à vida depois de estar morto havia quatro dias. Jesus sempre dá provas suficientes de seu poder. Abra seus olhos hoje e reconheça o incontestável: Jesus é o Filho de Deus e Ele ama você.

N


Quarta-feira

4 de outubro

Tire a pedra Tirem a pedra! João 11:39 ocê já imaginou como seria sua vida se seus pais continuassem lhe dando comida na boca, carregando no colo, dando banho e escovando seus dentes? É claro que, se não tem determinadas necessidades especiais, comer, andar e fazer a própria higiene é coisa que você faz sozinho há muito tempo. Seres humanos nascem dependentes dos pais, mas à medida que o tempo passa, é natural o desenvolvimento das habilidades e a diminuição da dependência. Pais inteligentes estimulam a autonomia dos filhos, pois isso contribuiu para a formação de pessoas responsáveis e com iniciativa. Cercar as crianças de cuidados exagerados e fazer por elas o que conseguem fazer sozinhas é impedir que as etapas da vida sejam transpostas de forma saudável. Quem chegou à fase adulta sabe que é preciso cuidar da própria vida, traçar os próprios rumos e seguir adiante sem se escorar em ninguém. Coisa triste é conviver com pessoas que não aprenderam o valor da responsabilidade e acreditam que os outros existem para servi-las. Em algum momento, todo mundo vai precisar de ajuda, mas viver às custas do esforço alheio não é normal nem honesto. Na vida espiritual, não é diferente. A Bíblia nos ensina que Jesus morreu em nosso lugar e pagou o preço para que possamos ser salvos. Ele fez isso porque nós jamais teríamos condição de resolver esse problema. Deus só faz o que não temos condição de fazermos por nós mesmos. No caso da ressurreição de Lázaro, isso ficou bem claro. Os judeus costumavam colocar os mortos em túmulos escavados nas rochas, que eram fechados por pesadas pedras. Jesus “podia ter ordenado à pedra que se deslocasse por si mesma, e ela lhe teria obedecido a voz. […] Mas ela devia ser retirada por mãos humanas. Assim queria Cristo mostrar que a humanidade tem de cooperar com a divindade. […] Deus não dispensa o auxílio humano. Fortalece-o, cooperando com ele, ao servir-se das faculdades e aptidões que lhe foram dadas” (O Desejado de Todas as Nações, p. 535). As pessoas podiam remover a pedra, mas trazer Lázaro à vida era algo que só Jesus podia realizar. O passo da fé é algo que Deus não dará por nós, embora Ele nos dê todas as condições para crer. O que Jesus falou à irmã de Lázaro serve para nós também: “Eu não lhe disse que, se você crer, você verá a revelação do poder glorioso de Deus?” (João 11:40). Tire a pedra da falta de fé, e Deus vai fazer a parte dele.

V


Quinta-feira

5 de outubro

Ilustre desconhecido Uma coisa ainda te falta. Lucas 18:22, ARA e houvesse um hall da fama para o cristianismo, um ilustre certamente ficaria de fora. Por um motivo muito simples: não sabemos o nome dele. O jovem rico entrou para a história sem ter o nome conhecido. Rico, influente e respeitado, ele era um religioso de mão cheia e não estava blefando quando disse: “Desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos” (v. 21). Ellen White confirma: “Cristo […] sabia ser ele sincero em sua declaração: ‘Tudo isso guardei desde a minha mocidade’” (O Desejado de Todas as Nações, p. 519). Esse era um rapaz exemplar. O próprio Jesus disse que, para aquele jovem, só faltava uma coisa. A vida cristã é feita de muitas partes, e, ao que parece, o jovem rico já tinha passado por quase todas e estava a apenas um passo do paraíso. Para deixar sua situação ainda melhor, “Jesus viu [naquele] príncipe exatamente o auxílio de que necessitava […]. Se ele se colocasse sob a direção de Cristo, seria uma força para o bem. […] Cristo, lendolhe o caráter, o amou” (idid., p. 519). Ele também estava impressionado com Jesus. O carinho do Senhor pelas crianças despertou amor no coração do rapaz em relação a Cristo. O cenário estava pronto para o diálogo que poderia ter salvado sua vida. – Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? – perguntou o jovem a Jesus. Depois de uma introdução, Jesus foi ao ponto: – Falta mais uma coisa para você fazer. Venda tudo o que você tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no Céu. Depois venha e me siga. A única coisa que faltava pareceu demais para o jovem rico. Ele não podia abrir mão de suas riquezas. Eram mais importantes para ele do que qualquer coisa, inclusive Deus. “Sua afirmação de haver observado a lei divina era um engano. Mostrou que as riquezas eram seu ídolo. Não podia guardar os mandamentos de Deus, enquanto o mundo ocupasse o primeiro lugar em suas afeições” (ibid., p. 520). O que falta para você? Existe alguma coisa em sua vida que considera mais importante que Jesus? O Senhor o ama do mesmo jeito que amou o jovem rico. Não importa se falta muito ou pouco para você. Coloque Jesus em primeiro lugar em seu coração e permita que seu nome seja escrito no hall da fama do Céu.

S


Sexta-feira

6 de outubro

Paradoxo Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos. Marcos 9:35 ocê sabe o que é paradoxo? Trata-se de uma figura de linguagem que une, em um mesmo enunciado, palavras que expressam ideias opostas. Em um de seus mais conhecidos poemas, Camões usa de modo magistral esse recurso da língua: “Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e não se sente.” Para tentar explicar toda a complexidade do amor, o poeta lança mão do paradoxo e eterniza as lindas expressões acima. Jesus também usou muitos paradoxos. O versículo de hoje é um dos exemplos mais clássicos. Nessa frase, o Senhor uniu os termos opostos, “primeiro” e “último”. No mesmo sentido, refletindo sobre a negativa do jovem rico em segui-lo, o Senhor usou mais uma de suas frases paradoxais: “Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros” (Mateus 19:30). “Primeiro” e “último” são palavras que estão em campos semânticos opostos. Enquanto uma aponta para frente e para cima a outra indica o que está atrás e embaixo. É interessante perceber que Jesus inverte o significado desses termos e faz “último” parecer melhor que “primeiro”. No reino de Deus, quem “quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos” (Marcos 9:35). Com esse paradoxo, Cristo está deixando claro que a lógica de seu reino é inversa em relação à do mundo. Enquanto os “primeiros”, em nossa sociedade, são os primeiros nos benefícios e privilégios; no reino de Jesus, os “primeiros” são os primeiros no serviço e nas renúncias. O início da rebelião no Céu se deu porque Lúcifer quis ser o primeiro lá. Por querer ocupar o trono de Jesus, ele foi expulso e veio parar na Terra, onde infelizmente conseguiu implantar no coração das pessoas seu jeito egoísta de viver. Para desfazer essa obra terrível, paradoxalmente, Jesus, o primeiro das cortes celestiais, desceu até aqui e escolheu ser o “último” entre nós para nos dar a condição de sermos recebidos no Céu. A cruz é o maior paradoxo do universo, pois nela a morte produziu vida, o ódio humano revelou o amor divino, e a angústia de um trouxe paz para todos. Quem decide aplicar na vida os princípios do Céu será sempre um paradoxo neste mundo. Permita que Jesus inverta suas prioridades. Seja o último para o mundo e o primeiro para Deus.

V


Sábado

7 de outubro

Calcanhar Quando o homem ouviu isso, fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste. Marcos 10:22 sonho de Tétis era que seu filho Aquiles fosse imortal. Então, ela o banhou no rio Estige, segurandoo pelo calcanhar. O único problema é que o calcanhar de Aquiles passou a ser seu ponto fraco. Envolvido pela mão de Tétis, não foi molhado pelas águas do rio, o que o deixou desguarnecido contra os ataques. Essa é a versão de Estácio sobre como Aquiles se tornou o quase invencível guerreiro da mitologia grega. Durante a invasão dos gregos à cidade de Troia, a flecha do príncipe Páris encontrou a única parte vulnerável do corpo do herói, o calcanhar. Atingido em seu ponto fraco, Aquiles tombou depois de ter vencido inúmeros inimigos. A Bíblia retrata a história verídica do homem mais forte do mundo, Sansão, cujo “calcanhar de Aquiles” eram os olhos. Com uma força descomunal, Sansão aterrorizou os filisteus, inimigos de Israel, mas foi derrotado pelas paixões, que o deixaram cego para Deus. Quando seu pai reclamou pelo fato de ter escolhido uma mulher pagã para se casar, ele disse: “Tomaime esta, porque ela agrada aos meus olhos” (Juízes 14:3, ARC, itálico acrescentado). A ironia é que os olhos que guiavam as decisões erradas de Sansão foram finalmente furados pelos filisteus depois de ele ter sido seduzido pela visão. O versículo de hoje retrata outro jovem promissor, mas que foi atingido em cheio também em seu “calcanhar de Aquiles”. Quando ouviu Jesus dizer: “Vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres” (Marcos 10:21), o jovem rico perdeu a batalha, “fechou a cara” e abriu mão da vida eterna que estava sendo oferecida de graça. A realidade é que todo ser humano nasce com um “calcanhar de Aquiles” no coração. O pecado é nosso ponto fraco e nos faz vulneráveis ao terrível inimigo de Deus (Salmo 51:5). Diferentemente da mãe de Aquiles que não pôde blindar todo o corpo do filho com a imortalidade ao banhá-lo segurando-o pelo calcanhar, Jesus tem poder de conferir vida eterna para seus filhos que o buscam com fé. Davi revela o jeito de não perdermos a batalha: “Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve” (Salmo 51:7). O “calcanhar de Aquiles” de Sansão eram seus olhos, o do jovem rico, o egoísmo. E o seu? Qual é? Banhe-se no rio da graça de Deus e garanta que todo o seu ser seja coberto com a vida eterna, que só Jesus pode dar.

O


Domingo

8 de outubro

Bartimeu Então Bartimeu jogou a sua capa para um lado, levantou-se depressa e foi até o lugar onde Jesus estava. Marcos 10:50 cego Bartimeu não era visto pela sociedade de seu tempo. Mendigando à beira do caminho, as pessoas sequer sabiam seu nome. Bartimeu é a junção de duas palavras aramaicas, bar Timay, que significam “filho de Timeu”. Acredita-se que Timeu seja uma abreviação do nome Timóteo. Imagine passar a vida toda ouvindo as pessoas se referindo a você pelo nome de seu pai. “Você viu o filho do Timóteo? Cresceu, né?”. Ou: “Como vai seu pai, Timotinho?” Na infância, é normal as pessoas relacionarem nossa identidade com a de nossos pais. Porém, com o passar dos anos, em geral, sentimos a necessidade de sermos reconhecidos pelo que somos e fazemos. Em condições normais, ninguém fica à vontade vivendo à sombra dos outros. Era assim que Bartimeu (ou “Timotinho”, se fosse hoje) vivia. A cegueira havia feito dele um invisível social. Ele vivia sentado na calçada sem ao menos poder ver a vida passar. Seu maior sonho era voltar a enxergar. Um dia, Bartimeu ouviu um barulho na estrada e visualizou a esperança. Ele percebeu que se tratava da multidão que seguia Jesus. Ao contrário de muita gente de nome e reputação de sua época, o cego filho de Timeu viu com clareza que aquele homem era o Filho de Deus. Bartimeu era cego, mas não era mudo. Então passou a gritar com todas as suas forças a confissão de sua fé e seu pedido de socorro: “Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!” (Marcos 10:47). Ao chamar Jesus de “Filho de Davi”, Bartimeu estava reconhecendo o Senhor como Messias, uma vez que os judeus esperavam que o Cristo seria descendente de Davi. Cansado de ser apenas o “filho de Timeu”, Bartimeu correu até Jesus para ser “filho de Deus”. O Senhor lhe restabeleceu a visão e devolveu a chance de ele ter o próprio nome. E você? Está preparado para assumir a própria identidade? Quem coloca a vida nas mãos de Jesus sai da escuridão cega do mundo e visualiza, com clareza, o futuro maravilhoso que só a graça divina pode oferecer. Decida hoje ser filho de Deus e garanta que seu nome nunca seja esquecido.

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Segunda-feira

9 de outubro

Passar de fase Bartimeu começou a ver de novo e foi seguindo Jesus pelo caminho. Marcos 10:52 unca fui craque em video game, mas sei que a lógica de alguns jogos está em passar de fase. Em geral, as fases têm graus de dificuldade progressivos. À medida que o jogador avança as etapas, vai conquistando habilidade para encarar desafios maiores no game. Se o jogador não consegue assimilar a lógica da partida e, por falta de agilidade e atenção, comete muitos erros, vai acabar lendo na tela, em letras garrafais e ao som de uma música frustrante, a frase: Game over! Quando acontece isso, só resta desistir ou começar tudo de novo. No jogo da vida, Bartimeu estava mal. Ele havia nascido normal e ia passando as fases de crescimento como todo mundo, até que, por algum motivo: Game over! Perdeu a visão e, com ela, a alegria, a esperança e o futuro. Nessa condição, ele era como um jogador que não conseguia passar de fase. Vivia esbarrando em sua limitação e no preconceito terrível que imperava em seu tempo em relação a pessoas que tinham algum tipo de necessidade especial. Para a sociedade da época, a cegueira era a denúncia evidente do pecado e a manifestação contundente do castigo divino. Pessoas como Bartimeu, portanto, estavam fadadas à exclusão social e só lhes restava mendigar para sobreviver. Foi nessa condição que Bartimeu “ouviu alguém dizer que era Jesus de Nazaré que estava passando”, então, “o cego começou a gritar: – Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!” (Marcos 10:47). O relato bíblico diz que muitas pessoas “o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca, mas ele gritava ainda mais” (v. 48). Bartimeu estava cansado da fase escura e queria avançar no jogo da vida. Era tudo ou nada. Sua “jogada” deu certo. “Jesus parou e disse: – Chamem o cego” (v. 49). E alguém ainda lhe deu um empurrãozinho: “Coragem! Levante-se porque Ele está chamando você!” O tudo havia vencido o nada; a Luz acabara de invadir a escuridão de Bartimeu. Então, ele se livrou do símbolo de sua fase escura: “Jogou a sua capa para um lado, levantou-se depressa e foi até o lugar onde Jesus estava” (v. 50). Bartimeu passou a ver de novo e enxergou que seu único caminho era seguir Jesus. E você? Em que fase espiritual está? Cansado de game over? Jesus está passando hoje na estrada de sua vida. Corra na direção dele, jogue fora tudo o que o atrapalha e não tenha dúvida: você vai “zerar” o jogo da salvação.

N


Terça-feira

10 de outubro

As aparências enganam Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Marcos 11:13 hotoshop, o mais conhecido programa de tratamento de imagem, é uma metáfora de nosso tempo. Na TV, nas redes sociais e pessoalmente, muita gente vive para transmitir uma imagem modificada de si mesmo, com o objetivo de se promover e alcançar sucesso nessa sociedade que não valoriza mais a essência. Vivemos em um tempo em que as pessoas vendem a própria imagem e fazem de tudo para tirar de si o que acham que está demais e colocar o que creem estar de menos, seja de modo virtual, com o Photoshop, seja de maneira real, usando procedimentos estéticos muitas vezes arriscados. A busca do exterior perfeito contrasta, em muitos casos, com a desvalorização dos princípios interiores. Corpos bonitos e simétricos, por vezes, escondem corações vazios, cheios de vaidade e ansiedade. Deus nunca tolerou esse tipo de atitude. Certa vez, Ele pediu que Samuel fosse visitar a casa de Jessé com o objetivo de ungir, entre os sete filhos daquele homem, o futuro rei de Israel. O profeta se impressionou com o porte do primeiro, Eliabe, e pensou: “Este homem que está aqui na presença de Deus, o Senhor, certamente é aquele que o Senhor escolheu” (1 Samuel 16:6). A resposta de Deus na mente de seu servo foi direta: “Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas Eu vejo o coração” (1 Samuel 16:7). O ser humano se ilude com a casca, mas Deus avalia o conteúdo. Nesse tempo de ditadura da beleza, de corpos esculturais e barrigas-tanquinho, volte-se para Jesus e deixo-o encher seu coração da verdadeira beleza que só o Espírito Santo pode dar. Isso vai fazer de você uma pessoa de fato bonita, por dentro e por fora. O versículo de hoje fala sobre a indignação de Cristo com o império ilusório das aparências. A beleza das folhas da figueira dava a falsa impressão de que, mesmo fora de época, ela estava carregada de frutos. Propaganda enganosa! Ao amaldiçoar essa árvore-fraude, em realidade Jesus pretendia condenar a hipocrisia dos religiosos de sua época, representados pela figueira, que passavam a imagem de santos, mas eram impuros no coração. Para ser abençoado por Deus, permita que o Espírito Santo embeleze sua vida, transformando seu caráter e fazendo de sua aparência apenas um reflexo do lindo caráter que está sendo construído em você.

P


Quarta-feira

11 de outubro

Sementes Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo. João 12:24 urilo, 33 anos, casado, evangelista voluntário e plantador de igrejas. Com um disparo sem piedade, o assaltante interrompeu a trajetória desse jovem cheio de fé e sonhos. Aquela bala maldita tirou da vida um pai, esposo e futuro pastor. Restariam apenas lágrimas, se não fosse o evangelho. No dia do funeral, o inusitado aconteceu. Quatro pessoas que estudaram a Bíblia com Murilo decidiram ser batizadas. A cerimônia foi realizada na igreja no mesmo momento em que o corpo do instrutor bíblico era velado. A morte de uma pessoa resultou na vida de quatro novos cidadãos para o reino de Deus. Aqueles que presenciaram as cerimônias são unânimes em afirmar ter sido a coisa mais linda que viram. Nada justifica a violência da qual esse jovem foi vítima, mas não existe maneira mais épica e gloriosa de se despedir de um evangelista apaixonado pela salvação de pessoas do que misturar às lágrimas do sofrimento da perda as lágrimas de alegria de ver gente sendo salva para o reino de Deus. Em certo sentido, essa situação exemplifica a mensagem de Jesus no versículo de hoje. A morte de Cristo foi a semente de vida da humanidade. Se Ele não tivesse escolhido se entregar como sacrifício, estaríamos todos condenados e sem esperança. Para ilustrar essa preciosa verdade, Jesus se apropriou de um símbolo da natureza: “Um grão de trigo colocado no solo morre como grão, mas a vida não é destruída. Há na semente um germe de vida que a dissolução da mesma não pode destruir. No crescimento da nova planta, uma semente produz muitas sementes. Contudo, essa multiplicação não ocorre se a semente não for lançada no solo” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1136). Aos 33 anos, Jesus, a semente da vida eterna, foi lançado no lamaçal de pecado e morte do mundo para fazer germinar, brotar e florescer o “trigo” que alimenta a vida eterna em todo aquele que nele crê. Foi por conta dessa Semente que outras sementes, como Murilo e os salvos de todos os tempos, puderam nascer no reino de Deus. Permita que Jesus seja plantado no solo de seu coração e torne-se também uma semente de salvação.

M


Quinta-feira

12 de outubro

Eu te amo Um deles, o discípulo a quem Jesus amava, estava reclinado ao lado dele. João 13:25, NVI u estava muito atarefado. Cheguei à minha casa, engoli alguma coisa e pulei na frente do computador para escrever. O prazo para entregar este livro já estava terminando. Sem tempo para brincar com minha filha, entreguei meu smartphone para ela ver alguns desenhos bíblicos na sala de casa. Absorto no que estava fazendo, nem percebi que, pouco tempo depois, aquele serzinho que amo demais tinha voltado para o quarto onde eu estava. Quando me dei conta, a percebi bem encostada em mim. Olhei para ela e perguntei surpreso: “Você está com medo, minha filha? Passou alguma coisa feia no desenho?” Mesmo que a resposta tenha sido uma frase até corriqueira e desgastada em alguns contextos hoje em dia, não consigo esquecê-la, devido a toda sinceridade, espontaneidade e graça que só uma criança de três anos consegue emprestar a suas falas. Ela tirou os olhos do celular por alguns segundos, esqueceu o desenho a que assistia, olhou para mim e disse: “Eu não estou com medo de nada, papai. Eu só estou aqui porque eu te amo!” Ouvir aquilo preencheu meu coração de um sentimento maravilhoso, daqueles que só é possível traduzir com um abraço apertado e um beijo estalado. Foi o que fiz. É como se meu mundo estivesse brincando de estátua e, por alguns segundos, tudo ficasse paralisado naquele “eu te amo, papai”. É isso que o amor faz com as pessoas. Esse sentimento incrível tem a capacidade de quebrar rotinas, tornar maravilhosas situações corriqueiras e romper barreiras. No versículo de hoje, algo desse tipo está sendo retratado. Narrando uma reunião triste e até certo ponto tensa, o apóstolo João, em vez de citar o próprio nome para falar de si mesmo, prefere usar a expressão “o discípulo a quem Jesus amava”. Para deixar registrado para o mundo inteiro o amor que sentia pelo Senhor, ele acrescentou a informação de que estava “reclinado ao lado de Jesus”, com a cabeça em seu peito. Deixe que o amor invada sua vida hoje. Pela fé, recline sua cabeça no peito de Jesus e sinta o mundo parar nesse momento de entrega. Essa experiência não vai mudar apenas seu dia, mas toda sua vida.

E


Sexta-feira

13 de outubro

Noite Judas recebeu o pão e saiu logo. E era noite. João 13:30 registro da criação de nosso planeta revela que Deus chegou por aqui trazendo sua luz. Antes de haver Sol, Lua e estrelas brilhando em nossa atmosfera, a presença divina garantiu a luz, sem a qual a vida não poderia dar o ar de sua graça. Se no plano físico a falta de Deus resulta em trevas, o mesmo pode ser dito em relação à vida espiritual. Sua ausência abre espaço para a presença tenebrosa do inimigo. Judas traiu Jesus depois de o diabo tomar completamente sua vida. O apóstolo João nos revela que “era noite” no momento em que Judas saiu para vender o Salvador. A Bíblia relaciona as trevas da alma de Judas com a escuridão natural da noite. Sobre isso, diz Ellen White: “Noite se fez para o traidor ao sair ele da presença de Cristo, para as trevas exteriores” (O Desejado de Todas as Nações, p. 654). Na presença de Jesus, a luz da salvação brilhava para Judas, mesmo que a noite estivesse avançada ao redor. O Sol da justiça iluminava sua vida, dando-lhe a oportunidade de deixar as trevas do pecado e se apegar à luz da salvação. No entanto, o discípulo optou pela “noite” ao decidir trair o Salvador. “Até dar esse passo, Judas não passara os limites da possibilidade de arrependimento. Mas, quando saiu da presença de seu Senhor, […] fora tomada a decisão final” (ibid., 654, 655). A escuridão definitiva de Judas poderia ter sido evitada se ele tivesse aproveitado a oportunidade da convivência com Jesus e permitido que nenhuma área de sua vida estivesse fora do alcance da luz divina. O problema foi que ele escolheu deixar escuros alguns pontos de seu coração. Judas até “amava o grande Mestre, e desejava estar com Ele”. Porém, “não chegou ao ponto de renderse inteiramente a Cristo. Não renunciou a suas ambições terrenas nem a seu amor ao dinheiro” (ibid., 717). Judas deixou seu egoísmo na penumbra até que apagou definitivamente a luz divina em seu coração. Ao descrever o Céu, o apóstolo João diz: “Ali não haverá mais noite, e [os salvos] não precisarão nem da luz de candelabros nem da luz do sol, pois o Senhor Deus brilhará sobre eles” (Apocalipse 22:5). Antes que chegue esse tempo, precisamos permitir que Jesus, desde já, ilumine completamente nossa vida. Por isso, não use cortinas para impedir o acesso dos raios da salvação. Abra as janelas do coração para Cristo e deixo-o iluminar e aquecer sua existência por completo.

O


Sábado

14 de outubro

O novo mais antigo do mundo Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como Eu os amei, amem também uns aos outros. João 13:34 amor sempre está na moda. Seria essa a explicação para o versículo acima, no qual Jesus disse que a ordem de amar os outros é uma inovação de seu ministério terrestre? A realidade é que o amor ao próximo está entre as mais antigas obrigações da humanidade. No Pentateuco, ele já estava previsto: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Levítico 19:18). O próprio Jesus confirmou que esse mandamento resume a segunda tábua da lei, que trata das obrigações com o semelhante. Então, o que Ele estava querendo dizer com “novo mandamento” ao se referir ao amor? É simples. No Novo Testamento, Jesus mudou o referencial no qual devemos nos basear para amar as pessoas. Enquanto em Levítico a ordem é “ame os outros como você ama a você mesmo”, no evangelho de Jesus, somos estimulados a amar como Ele nos amou. Isso muda tudo e torna a obrigação ainda mais difícil que a primeira. Se amar alguém do jeito que a gente ama a própria vida já parece impossível, imagine amar as pessoas com a mesma intensidade de Jesus. Você conhece alguém capaz de abrir mão do que tem de mais valioso, como riqueza, glória e dignidade, em favor de outras pessoas? Jesus fez isso! Você conhece alguém que enfrentaria o inimigo mais cruel que existe e entregaria a vida para salvar quem não merece? Jesus fez isso! Para nós é maravilhoso usufruir essa disposição do Senhor. Contudo, Ele não espera que sejamos meros espectadores e receptores passivos de seus atos extravagantes de amor. Sua ordem é que o imitemos e tenhamos o mesmo sentimento que Ele teve em relação a nós. O apóstolo Paulo faz eco a esse novo mandamento ao dizer: “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, Ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz” (Filipenses 2:5-8). Comece a imitar Jesus, e Ele derramará amor em seu coração. Faça o que Ele faria se estivesse em seu lugar hoje. Assim, o amor nunca deixará de ser novidade para você.

O


Domingo

15 de outubro

Simulação Eu estou pronto para morrer pelo Senhor! João 13:37 bola escapou do pé bem diante do gol. Numa fração de segundo, o jogador decidiu dar um mergulho na grande área, tentando enganar o juiz. O atleta jogou-se e posou de “mocinho”, quando, em realidade, era o “bandido” da história. De todos os ângulos, as câmeras no estádio mostraram com clareza a fraude, que o juiz, o bandeirinha e a torcida também tinham percebido. O resultado foi um cartão amarelo bem dado e a fama de simulador no currículo. Esse é um exemplo corriqueiro de alguém tentando parecer o que não é. Em realidade, esses teatrinhos futebolísticos representam as diversas tentativas humanas de vender autoimagens “photoshopadas”, que pretendem cobrir o que se quer esconder e apresentar o que gostaria de ser. Com a cola, o aluno que não estudou e não sabe nada sobre o conteúdo da prova quer fazer o professor acreditar no contrário da verdade; com a propina, o motorista apanhado em uma infração de trânsito pretende enganar a lei, fugindo da penalidade e vendendo a mentirosa imagem de inocência; com as roupas de marca e o carro de luxo emprestado do amigo, o rapaz acredita que pode ser o que não é. Foi ostentando uma coragem que não tinha que Pedro disse para Jesus: “Eu estou pronto para morrer pelo senhor!” Ele tentou vender para si mesmo, para Jesus e para os outros discípulos a imagem de forte e fiel. E o pior era que ele acreditava piamente em sua simulação. Ellen White explica o autoengano do apóstolo: “Quando Pedro disse que seguiria seu Senhor à prisão e à morte, era sincero em cada palavra proferida; mas não conhecia a si mesmo. Ocultos em seu coração havia elementos de mal que as circunstâncias fariam germinar. A menos que ele fosse levado à consciência de seu perigo, esses elementos se demonstrariam sua eterna ruína. […] Pedro necessitava desconfiar de si mesmo, e ter maior fé em Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 673). “Conhece a ti mesmo” é a famosa frase grega que resume um importante conselho para quem não quer teatralizar na vida. Para ser autêntico, é preciso conhecer as próprias limitações e dar passos conforme as pernas. Se Pedro tivesse olhado no espelho da alma, teria visto alguém fraco que só poderia vencer se clamasse pela ajuda de Jesus. Para não repetir esse erro, simulando o que não é, perceba sua verdadeira condição e a apresente a Deus. Clame pela ajuda divina e, não apenas pareça, mas seja, de fato, um cristão.

A


Segunda-feira

16 de outubro

Pequenos gigantes Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Lucas 19:3 onha-se no seu lugar, menino. Isso é coisa de gente grande.” Essa frase usada muitas vezes de maneira infeliz pode se tornar um grande obstáculo para coisas incríveis. Se Louis Braille tivesse ouvido algo assim ou mesmo acreditado em teoria semelhante, depois de ficar completamente cego aos cinco anos de idade, não teria, por volta dos 15 anos, desenvolvido a famosa linguagem Braile, que abriu para os cegos o mundo da leitura. Outro exemplo mais recente é o de Malala Yousafzai, menina paquistanesa que, aos 11 anos de idade, sob um pseudônimo, em seu blog, divulgou para o mundo atrocidades do regime talibã em seu país especialmente contra as mulheres. Ativista conhecida no mundo inteiro, Malala foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel, aos 17 anos de idade. Isso é gente pequena fazendo coisa de gente grande. Mesmo sendo adulto, Zaqueu era baixinho, e sua imensa vontade de ver Jesus deparou-se com o gigantesco obstáculo da multidão. Ellen White diz: “Estavam apinhadas as ruas, e Zaqueu, que era de pequena estatura, nada podia ver por sobre as cabeças do povo. Ninguém lhe queria abrir caminho” (O Desejado de Todas as Nações, p. 553). Então ele teve uma ideia. Calculou o possível trajeto de Jesus, identificou na estrada uma árvore, subiu nela e, de camarote, se programou para ter uma visão privilegiada do Senhor. O empenho de Zaqueu foi recompensado. Jesus notou sua presença, parou, chamou-o pelo nome e se ofereceu para visitar a casa do homem de baixa moral e pequena estatura. O fato de Zaqueu ser cobrador de impostos o fazia, aos olhos dos judeus, o menor no reino de Deus. Depois da proposta de Jesus de visitar a casa de um pecador, os críticos disseram: “Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!” (Lucas 19:6). No fundo, os líderes judeus queriam ter dito a Zaqueu algo do tipo: “A salvação não é para gente baixa como você.” O que eles não sabiam, porém, é que o arrependimento daquele pequeno homem o estava agigantando no reino de Deus. Não deixe que nada diminua você, fazendo-o desistir de ver Jesus. Se grandes obstáculos tentarem atrapalhar sua visão de Cristo, suba na árvore do amor de Deus, encontre-se com o Salvador e permita que Ele faça de você um gigante.

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Terça-feira

17 de outubro

Impeachment Que nunca mais ninguém coma das suas frutas! Marcos 11:14 o jargão político, impeachment significa impedimento da continuidade do cargo de uma autoridade do poder executivo ou judiciário. No Brasil, os chefes do executivo (prefeitos, governadores e presidente da República) recebem mandatos de quatro anos depois de serem eleitos por voto popular. Eles só podem ser impedidos de exercer a função para a qual foram escolhidos caso se comprove que tenham cometido um crime de responsabilidade. Líderes públicos que desconsiderem as leis que deveriam reger seu governo não podem seguir no poder, pois deixaram de cumprir o propósito de seu cargo. Em certo sentido, o versículo de hoje também fala de um impeachment. Quando Deus estabeleceu a nação de Israel, Ele pretendia que esse povo fosse uma luz para todo o mundo. Para isso, entregou suas sagradas leis, que deveriam servir de base para o comportamento de seus escolhidos. Se eles seguissem essas ordens, seriam felizes e mostrariam para o mundo o amor de Deus. Israel, entretanto, revelou-se muitas vezes como um povo rebelde. Eles desprezaram as advertências para que se arrependessem de seus maus caminhos. Como filhos teimosos, não quiseram ouvir a voz do Pai. Sem perceber, eles estavam criando o contexto para deixarem de ser a nação escolhida de Deus. Na passagem de hoje, Jesus amaldiçoou uma figueira na qual não foram encontrados figos. Essa árvore representava Israel, que não frutificou a justiça divina e, por isso, anos depois, sofreu um “impeachment”, deixando de ser o povo eleito. Nós também fomos escolhidos para sermos representantes de Deus. Ao conhecer e colocar em prática os ensinos da Bíblia, podemos cumprir o propósito de nossa existência. Quem se rebela está cavando o impeachment divino, que, segundo a Bíblia, será proferido da seguinte forma por Jesus: “Não sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal” (Lucas 13:27). Por outro lado, para os salvos não haverá impedimento na porta do Céu. Por isso, ouvirão da boca do próprio Cristo: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo” (Mateus 25:34). Não sofra o impeachment divino. Coloque-se hoje à disposição de Deus e cumpra o propósito de sua vida.

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Quarta-feira

18 de outubro

Retrato falado Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima. Lucas 21:28, ARA orrupção, exibicionismo, depravação sexual, pedofilia, aborto, terrorismo e muito mais. Monte o quebra-cabeça e você verá a terrível face da iniquidade. Esse horroroso retrato está estampado todos os dias nos meios de comunicação e reflete a degradação moral da sociedade atual. Será que esse panorama tem alguma coisa a dizer sobre o fim do mundo? De acordo com a Bíblia, “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-4, ARA, itálico acrescentado). Esse é o retrato profético que Paulo faz da condição moral da sociedade que viveria nos últimos dias. Será que podemos, sem alarmismos, afirmar que nossa geração cumpre perfeitamente a profecia bíblica? As palavras que introduzem este texto soam como uma espécie de “tradução na linguagem de hoje” dos termos que o apóstolo usa para caracterizar a sociedade dos últimos dias. Isso significa dizer que a situação moral do mundo atualmente é uma evidência clara de que Jesus está muito próximo de voltar. Mais do que pecados cometidos aqui e ali, estamos assistindo à institucionalização da iniquidade e ao estímulo de práticas pecaminosas por parte de governos e da mídia em geral. O mundo em que vivemos dá sinais evidentes de que a iniquidade chegou ao ponto máximo e reproduz o retrato horroroso de Satanás. O povo de Deus tem o dever de estampar na face a imagem de Jesus. Com o reflexo de Cristo em nós, o novo mundo verá o que significam justiça, fraternidade, pureza e paz. Quem age como reflexo de Jesus não vive alarmado, com medo, nem é pego de surpresa com a maldade cada vez maior do mundo. Em realidade, segundo o próprio Cristo, nossa postura diante desse quadro terrível deve ser outra. Ele disse: “Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês” (Lucas 21:28, NVI). Vem, Senhor Jesus!

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Quinta-feira

19 de outubro

A contabilidade do Céu Eu afirmo a vocês que aquele que tem muito receberá ainda mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. Lucas 19:26 as quatro operações básicas da matemática, de qual você mais gosta? Somar, diminuir, multiplicar ou dividir? É óbvio que todas elas são importantes, mas somar e multiplicar parecem mais simpáticas do que diminuir e dividir. Concorda? Enquanto as primeiras nos lembram crescimento e desenvolvimento, as outras parecem se referir a coisas ruins, como perdas e separações. No que diz respeito a nossos dons e talentos, Deus tem uma predileção especial pela multiplicação. Em realidade, a diminuição só entra em cena na matemática divina quando alguém resolve não multiplicar o que recebeu. O versículo de hoje se refere à versão do evangelista Lucas de uma das mais conhecidas histórias contadas por Jesus: a parábola dos talentos, que, em Lucas, recebe o nome de “As dez moedas de ouro”. Nessa narrativa, o Senhor nos apresenta a um homem rico que, antes de viajar, distribuiu uma moeda de ouro para dez de seus empregados, com a ordem de que eles deveriam multiplicar o que receberam. Na sua volta, ele chamou três deles para ver o que tinham feito com a moeda. O primeiro conseguiu multiplicá-la por dez, o segundo, por cinco, mas o terceiro não quis se arriscar nos negócios e resolveu esconder o dinheiro. Para o primeiro, o patrão disse: “Você é um bom empregado! E, porque foi fiel em coisas pequenas, você vai ser o governador de dez cidades” (Lucas 19:17). Para o segundo, a resposta também foi positiva: “Você vai ser o governador de cinco cidades!” (Lucas 19:19). Para o terceiro, porém, a resposta foi devastadora: “Você é um mau empregado!” (Lucas 19:22). E ordenou: “Tirem dele a moeda e deem ao que tem dez” (v. 24). Na contabilidade do Céu, para quem multiplica, Deus adiciona mais bênçãos; mas, para quem escolhe empatar, Ele subtrai o que ficou guardado. Essa história nos faz pensar nos dons que Deus nos concedeu e na expectativa que Ele tem a respeito do uso que faremos deles. Ellen White nos ajuda a refletir sobre a questão: “O que faço com o que tenho? O desenvolvimento de todas as nossas faculdades é a primeira obrigação que devemos a Deus e a nossos semelhantes. Ninguém que não esteja crescendo diariamente em capacidade e utilidade estará cumprindo o propósito” (Parábolas de Jesus, 329). Não esconda seus talentos. Multiplique-os e contabilize os acréscimos de bênçãos que Deus fará em sua vida.

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Sexta-feira

20 de outubro

Astúcia É-nos lícito dar tributo a César ou não? E, entendendo Ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais? Lucas 20:22, ARC ão contavam com minha astúcia?” No seriado Chapolin, a palavra astúcia assume um significado positivo na boca do super-herói, que a usa para se referir a alguma ação atrapalhada, supostamente para livrar as pessoas do perigo. A “astúcia” de Chapolin sempre entra em cena depois de alguém perguntar: “Quem poderá me defender?” Astúcia significa manha, habilidade para o mal ou para enganar alguém, estratagema, sagacidade e travessura. Em quase todos os contextos, esses termos têm significado negativo. O sentido em que a palavra “astúcia” é usada no versículo de hoje se refere à habilidade para o mal e para enganar que os fariseus demonstraram em relação a Jesus. Cheios de malícia, começaram a conversa com elogios para disfarçar a maldade de suas intenções. O objetivo dos fariseus era deixar Jesus sem saída. Ao dizer “sabemos que aquilo que o Senhor diz e ensina é certo. Sabemos também que o Senhor não julga pela aparência” (Lucas 20:21), queriam iludir Jesus e torná-lo um franco atirador, como uma criança que tenta a outra a fazer algo errado com motivo aparentemente certo. É como se dissessem nas entrelinhas: “Duvido que você tenha coragem de responder. Duvido!” Com a frase “e ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige”, eles queriam forçar Jesus a dar uma reposta exata que o pudesse comprometer. Se Ele dissesse que é correto pagar o imposto para César, eles o colocariam contra a opinião pública, que não aguentava mais a opressão romana; contudo, se condenasse a taxa, poderia ser acusado de rebelião, o que resultaria em sua morte. Os fariseus, porém, não contavam com a sabedoria de Jesus. Como o verdadeiro Super-herói da humanidade, de imediato Ele percebeu a astúcia deles e deu uma de suas mais conhecidas declarações, que os deixou sem ter como acusá-lo. Infelizmente, o mundo está cheio de gente astuciosa e maliciosa. Não caia nas armadilhas dos vilões, que escondem dor e decepção, disfarçadas em palavras bonitas e “oportunidades imperdíveis”. Infelizmente, todos os dias, golpes terríveis são aplicados; crianças, aliciadas; e softwares maliciosos, instalados, porque pessoas inocentes não contam com a astúcia do inimigo. Ore hoje por proteção divina. Diante das arapucas do mal, não tenha dúvida de quem poderá lhe defender.

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Sábado

21 de outubro

Abre-te, Sésamo? E tudo o que vocês pedirem em meu nome Eu farei. João 14:13 iante da gruta cheia de tesouros, Ali Babá pronuncia a expressão mágica: “Abre-te, Sésamo”. No antigo conto árabe, essa frase abre a porta do lugar em que os 40 ladrões esconderam suas riquezas. Para também ter acesso aos ricos tesouros do Céu, em geral, grande parte dos cristãos finaliza suas orações com a expressão “em nome de Jesus”. Em realidade, esse costume é resultado da interpretação do versículo de hoje, no qual o Senhor indica que todas as preces feitas em seu nome serão atendidas pelo Pai. Então isso significa que todos os pedidos encerrados com essa expressão serão atendidos, como se fosse um “abre-te, Sésamo”? O que Jesus quis dizer de fato ao nos ensinar a orar em seu nome? Orar “em nome de Jesus” significa que, por si mesmo, o ser humano não tem condições de se apresentar diante de Deus. Existe uma imensa porta entre entre nós e o Pai, construída por nossos pecados. Jesus é a única “senha” que pode remover de diante de nós o obstáculo que impede nosso acesso ao Céu. Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (João 14:6). De acordo com Ellen White, “no nome de Cristo […] o Senhor perdoa aos que o temem. Não vê neles a maldade do pecador. Neles reconhece a semelhança de seu Filho, em quem eles creem” (O Desejado de Todas as Nações, p. 667, adaptado). Orar em nome de Jesus é ser tratado por Deus como se fôssemos o próprio Cristo. Isso só é possível quando, de fato, recebemos Jesus e nos revestimos de sua vida santa: “Orar em nome de Cristo significa […] que aceitamos seu caráter, manifestamos seu espírito e fazemos suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. […] Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que o amam manifestarão seu amor pela obediência (ibid., p. 668, adaptado). Portanto, orar em nome de Jesus de verdade é sempre pedir o que Jesus pediria se estivesse em nossa condição. Essa expressão não tem nada que ver com a magia de um “abre-te, Sésamo”. Significa permitir que a vida de Jesus seja nossa e confiar nele como nosso representante. É assim que o nome de Cristo se torna para nós a senha para os tesouros de Deus. Em nome de Jesus, hoje, derrube a porta do pecado e, de graça, aproprie-se dos ricos tesouros da salvação.

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Domingo

22 de outubro

Pior que o ódio Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele? Mateus 20:15 ocê consegue imaginar um sentimento pior que o ódio? Por incrível que pareça, existe. Infelizmente, ele é mais comum do que deveria. É possível que você já tenha sido vítima dele ou já o tenha sentido em relação a alguém. Estou falando da inveja. A Bíblia diz: “O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda” (Provérbios 27:4). Em realidade, a inveja é o desgosto provocado pela felicidade de alguém e o desejo incontrolável de possuir as coisas dos outros. Trata-se de um sentimento que está na contramão do amor, porque quem ama sempre se alegra com a felicidade alheia (1 Coríntios 13:4). Em geral, as pessoas sentem inveja de gente que está próxima e que, de alguma forma, é parecida com elas. Por exemplo, é comum crianças sentirem inveja dos brinquedos de amigos e manifestarem ciúme em relação aos irmãos. Na escola, quase sempre é possível perceber alunos invejarem estudantes exemplares; no trabalho, é corriqueiro ver profissionais terem raiva de colegas que se sobressaem. Presente na lista dos sete pecados capitais, a inveja se destaca pelo fato de trazer dor tanto para quem a sente quanto para a vítima. Enquanto os outros pecados estão escondidos em alguma forma de prazer, a inveja não mascara sua malignidade e causa sofrimento para quem a alimenta no coração. Segundo Hidehiko Takahashi, que liderou a pesquisa “Quando a sua conquista é meu sofrimento, e seu sofrimento é minha conquista”, a inveja ativa no cérebro o mesmo local da dor física, e é a causa de uma série de doenças. Essa pesquisa apenas confirmou o que a Bíblia tem dito há séculos: “A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer” (Provérbios 14:30). Quase sempre, o invejoso minimiza as próprias bênçãos e fixa a atenção nas conquistas e características dos outros. Isso faz com que ele nunca esteja contente com o que é ou tem. Por isso, o invejoso sempre deseja possuir a vida de alguém. E o pior: dificilmente as pessoas percebem que a inveja está alojada no coração. O versículo de hoje é parte de uma parábola que Jesus contou, na qual, entre outras coisas, Ele ensina a importância de se contentar com as próprias bênçãos e não comparar as conquistas dos outros com as nossas. Se não quiser que algo pior que o ódio se instale em seu coração, aprenda a ser grato por tudo o que tem e ore para que o amor de Deus seja a base de sua vida.

V


Segunda-feira

23 de outubro

Hábito Jesus saiu e foi, como de costume, ao monte das Oliveiras. Lucas 22:39 ue hábito você vai vestir hoje?” Achou estranha a pergunta? A palavra “hábito” vem do latim habitus e significa condição, aparência, vestimenta e comportamento. Assim, na origem dessa expressão, encontramos uma relação com a roupa que vestimos todos os dias. A vestimenta dos padres, por exemplo, é chamada de hábito eclesiástico, e o conjunto paletó e calça recebe o nome de “costume”. No sentido mais habitual, “hábito” diz respeito a comportamentos costumeiros que revestem a vida de significado e revelam a essência das pessoas. Quem alinhava hábitos costura um caráter. Como a roupa faz com o corpo, os costumes vestem nossa personalidade e delineiam o que somos. A Bíblia apresenta alguns dos hábitos de Jesus. No “look” diário dele, algumas “peças” eram fundamentais: (1) Oração. “De manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e ficou ali orando” (Marcos 1:35). Jesus é, muitas vezes, retratado nos evangelhos em atitude de oração. Ele não abria mão dessa conexão com o Pai e a usava como farda para enfrentar os desafios da vida. (2) Estudo da Bíblia. “As Escrituras Sagradas afirmam: ‘O ser humano não vive só de pão, mas vive de tudo o que Deus diz’” (Mateus 4:4). Essa fala de Jesus para vencer a primeira tentação no deserto revela o nível de importância das Escrituras em sua vida e demonstra o hábito de alinhavar os diálogos com elas. (3) Obediência à lei de Deus. “No sábado, conforme o seu costume, foi até a sinagoga” (Lucas 4:16). Porque a guarda do sábado foi estabelecida no quarto mandamento, Jesus assimilou essa prática e fez dela um hábito, dando-nos assim um precioso exemplo de como devemos nos comportar em relação a esse dia santo. Além desses, a Bíblia revela muitos outros costumes de Jesus, como cultivar bons relacionamentos, falar sempre a verdade, ajudar os outros, etc. Precisamos também desenvolver hábitos assim. Ellen White afirma: “O que, à primeira vista, parece difícil, pela constante repetição, torna-se fácil, até que pensamentos e ações corretos se tornam habituais” (A Ciência do Bom Viver, 491, adaptado). A vida perfeita de Jesus era como um lindo tecido entremeado de fios de bons hábitos que Ele desenvolveu e consolidou em seu cotidiano. Revista-se dos hábitos de Jesus e você sempre estará bemarrumado para os desafios da vida.

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Terça-feira

24 de outubro

Quociente de sabedoria Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Marcos 12:17, ARA físico alemão Albert Einstein é considerado um dos homens mais inteligentes de todos os tempos. Seu quociente de inteligência (QI) foi estimado entre 205 e 225 pontos. Pessoas inteligentes normais ficam entre 90 e 109 pontos. Com seu poderoso cérebro, Einstein revolucionou a ciência moderna com a famosa teoria da relatividade. Obviamente, ninguém teve a oportunidade de medir o QI de Jesus; mas, de acordo com o relato dos evangelhos, é possível perceber nele uma capacidade cognitiva acima da média, mesmo em comparação aos grandes gênios. No entanto, os relatos inspirados sobre a vida de Jesus revelam elevadíssimos índices de outro fator: a sabedoria. Embora uma coisa não exclua a outra, sabedoria e inteligência são diferentes. Os inteligentes, em geral, são dotados com muita capacidade de memorização, pensamento lógico aguçado e facilidade de aprendizado; os sábios, por sua vez, são pessoas equilibradas e vivem de maneira adequada, conforme as orientações divinas. Para esses, a Palavra de Deus é “lâmpada para os […] pés” (Salmo 119:105, ARA), e ela não os deixa errar diante da matemática da vida. A Bíblia diz que o “temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 9:10, ARA). Jesus foi o exemplo máximo de uma pessoa sábia, e o versículo de hoje demonstra isso com clareza. Diante da tentativa dos fariseus de colocá-lo no canto da parede em relação à questão do pagamento de impostos aos romanos, o Senhor pronunciou uma de suas mais famosas pérolas de sabedoria: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:25, ARA). Seus oponentes ficaram sem palavras e tiveram que reconhecer sua imensa sabedoria. Os judeus usavam uma moeda romana, na qual havia a imagem do imperador, e isso era “uma evidência de que reconheciam, embora de má vontade, a autoridade e a jurisdição de César; portanto, César tinha o direito de exigir o que era seu” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 513). Por outro lado, com sua sabedoria, Cristo deixou claro que existem limites para a atuação dos governos. Nossas obrigações como cidadãos terminam quando entram em conflito com a fé. Dando a Deus o que é de Deus, encontramos também a fonte da sabedoria. Como anda seu QS (quociente de sabedoria)? Seja fiel a Deus em tudo o que fizer; e, como foi com Jesus, o Espírito Santo sempre estará a seu lado, ensinando-lhe as palavras certas e as atitudes adequadas diante dos desafios da vida.

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Quarta-feira

25 de outubro

Virtualidade real Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? Marcos 12:28 s redes sociais têm se tornado o palco em que muitas pessoas desenvolvem seus relacionamentos. Porém, é preciso saber usar essas novas tecnologias para não tornar em maldição o que pode ser uma bênção. Pensando em orientar seus seguidores, o pastor Ed René Kivitz postou em sua página do Facebook uma espécie de dez mandamentos para as redes sociais, dos quais destaco alguns: “Não viverás no mundo virtual, apenas farás incursões. Não substituirás o mundo real pelo mundo virtual.” Nesse “mandamento”, aprendemos que a vida não pode ser resumida a uma timeline. As redes sociais não devem sufocar os relacionamentos reais. “Não construirás de ti mesmo uma imagem fake no mundo virtual. Não manipularás as pessoas para que pensem de ti mais do que convém. Conscientemente construirás tua identidade no mundo virtual.” A ideia aqui é a honestidade a respeito da própria personalidade. Algumas pessoas vendem uma imagem distorcida de si mesmas na internet em busca de curtidas. Isso é mentira, e mentira é pecado. “Não serás displicente, negligente e descuidado a respeito das fronteiras da tua intimidade. Cuidarás das dimensões pública (o que qualquer um pode saber), privada (o que apenas as pessoas com quem você se relaciona sabem) e íntima (o que apenas as pessoas para quem você revela sabem). Isso vale também para a vida dos outros.” “Saberás claramente as razões pelas quais estás presente no mundo virtual e utilizas as redes sociais. Não te tornarás o assunto das tuas mídias. Não falarás apenas de ti mesmo. Aliás, quase nunca falarás de ti mesmo. Oferecerás conteúdo.” O cristão está presente nas redes sociais para glorificar o nome de Jesus. Todas as postagens têm que ter esse objetivo em vista. Se João Batista tivesse uma página no Facebook, é possível que postasse: “Importa que a imagem de Jesus seja curtida e compartilhada e a minha desapareça escondida atrás da dele.” “Não protagonizarás barracos no mundo virtual. Não agredirás pessoas com fofocas, calúnias e difamações. Debaterás ideias, não pessoas. Não serás melindroso: lembre-se de que quem fala o que quer, ouve o que não quer, inclusive bobagens. Não serás covarde, dizendo no mundo virtual o que não dizes olhos nos olhos.” Ao usar suas redes sociais hoje, lembre-se desses princípios. Exalte o nome de Jesus e seja um cristão real no mundo virtual.

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Quinta-feira

26 de outubro

Prova de amor Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos. João 14:15 uando eu e minha esposa éramos namorados e fazíamos faculdade à noite, religiosamente, eu a acompanhava até sua casa todos os dias depois das aulas e ainda ficava o máximo que podia no portão com ela, mesmo que isso significasse atrasar meu retorno para casa em mais de uma hora. Proteger minha futura esposa e, ao mesmo tempo, desfrutar a companhia da mulher que amo valia o sacrifício de pegar um ônibus a mais e reduzir o precioso período de sono do office-boy, professor e universitário, que acordava todos os dias às 5h da manhã e dormia por volta da meia-noite. Quer saber? Não havia nada de sacrifício naquilo. Era bom demais! É como disse Benjamin Franklin: “Para quem ama, qualquer sacrifício é alegria.” Na vida espiritual, é a mesma coisa. Por amor, o cristão está disposto a tudo para honrar o Senhor. Sobre isso, João diz: “Amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1 João 5:3). Falar bonito, pregar, cantar ou coisas do tipo até podem ter o seu lugar quando são praticados pelo motivo certo, mas o que Deus espera mesmo, no fim das contas, é que pratiquemos seus mandamentos. Para Jesus, não existe amor da boca para fora. O profeta Miqueias resumiu o que Deus espera de nós: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Miqueias 6:8, ARA, itálico acrescentado). Não se trata só de falar de justiça, mas de praticá-la; não se trata só de praticar a misericórdia, mas de amar fazer isso. Quando permitimos que o Espírito Santo implante amor verdadeiro em nosso coração, não sentimos peso em obedecer aos mandamentos; ao contrário, praticá-​los se torna uma alegria. Davi reforça essa ideia ao dizer: “Como eu amo a tua lei! Penso nela o dia todo” (Salmo 119:97). Se você deseja amar Jesus, decida hoje obedecer à sua lei. Ele a escreveu em tábuas de pedras e deseja gravá-la em seu coração. Caso sua relação com os mandamentos seja ruim, e você tenha a impressão de que eles são pesados e fora da sua realidade, com sinceridade, ore hoje como Davi: “Abre os meus olhos para que eu possa ver as verdades maravilhosas da tua lei” (Salmo 119:18). Garanto que depois você poderá dizer para Deus: “As tuas leis são o meu prazer” (Salmo 119:16).

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Sexta-feira

27 de outubro

Altar consertado O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem porque ele está com vocês e viverá em vocês. João 14:17 eus é amor! Essa é a mais absoluta verdade do universo. No entanto, existem milhares de pessoas no mundo que, embora até saibam disso, não sentem que essa seja a realidade de sua vida. Se Deus é amor e deseja salvar a todos, por que existe gente que não se sente amada pelo Pai e não recebe na vida as bênçãos que só os cristãos verdadeiros experimentam? A resposta está na Bíblia: “O Senhor Deus está com vocês, se é que vocês estão com Ele. Se o procurarem, Ele deixará que vocês o achem; mas, se o rejeitarem, ele também os rejeitará” (2 Crônicas 15:2). Quando buscamos a Deus, Ele nos permite achá-lo. Porém, se não quisermos nos comprometer com Ele, não poderemos contar com sua bênção. A pessoa para quem foi dada essa mensagem foi o bom rei Asa, de Judá. Em resposta, ele “consertou o altar do Senhor Deus, que estava no pátio em frente do Templo” (2 Crônicas 15:8) para que, por meio dele, pudesse buscar a Deus. O ato de “consertar” o altar demonstra onde estão as verdadeiras prioridades. Essa atitude do rei Asa revela que ele não estava satisfeito com uma religião corriqueira, em que se dá a Deus apenas o mínimo. O bom rei Asa queria que o Senhor estivesse com ele. Para que isso se tornasse realidade, entendeu ser necessário desfazer o que estava errado e reconstruir o ponto de contato com o Céu. Se quisermos, de fato, sentir o amor de Deus e sermos felizes na salvação, não podemos deixar a vida espiritual “quebrada”. É preciso consertá-la a fim de que ela se torne um canal de bênçãos para a vida. Na prática, isso significa buscar a Deus todos os dias por meio da oração, do estudo da Bíblia e do testemunho e dizer um “não” bem forte para o pecado, que existe para avariar o altar espiritual. Quando expomos o coração a Jesus todas as manhãs, Ele nos toca com seu amor e graça transformadores, os quais renovam nossa vida e enchem o dia de significado e propósito. Jesus tem a capacidade de consertar qualquer altar estragado e transformá-lo em rico canal de bênçãos e salvação. Deixe o Senhor tocar você, abra seu coração para Ele, e o amor de Deus vai restaurar sua vida com graça e salvação.

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Sábado

28 de outubro

Treinamento Quando o Auxiliador vier, ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma ideia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus. João 16:8 famosa a frase do ex-jogador Romário sobre sua relação com os treinamentos. Ele dizia: “Treinar para quê? Se eu já sei o que fazer!” De fato, ele foi um grande craque. Embora não gostasse dos treinos, quase sempre dava espetáculo em campo e fazia o que se esperava dele: gols, muitos gols. O caso de Romário é uma exceção, pois ele é considerado um gênio do futebol. Ainda assim, é possível que tivesse feito muito mais se ele se dedicasse às rotinas normais de treinamento. No treino, os atletas se preparam fisicamente, sedimentam os fundamentos do esporte, aprimoram a técnica e ensaiam as jogadas e situações da partida. A união entre a disciplina dos treinamentos e o talento dos jogadores potencializa os resultados. Ao aguardar a volta de Jesus, os cristãos estão treinando aqui para o que vão viver na eternidade. Ellen White confirma: “Redenção é aquele processo pelo qual a alma é treinada para o Céu. Esse treinamento inclui conhecer a Cristo. Significa emancipação de ideias, hábitos e práticas que foram adquiridos na escola do príncipe das trevas. A alma deve ser libertada de tudo o que se opõe à lealdade para com Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 330, adaptado). Como jogadores normais, precisamos “treinar” para nos tornarmos os cam​peões da vida eterna. Não temos genialidade inerente no que diz respeito às práticas que se esperam de um salvo. Ao contrário, somos “pernas-de-pau” no jogo da salvação. Diante do “gol” da pureza de caráter, por exemplo, naturalmente erramos o alvo, como um jogador que vai bater um pênalti e isola a bola quase a chutando para fora do estádio. Por isso, precisamos “treinar”. Sob a orientação do Espírito Santo, aprimoramos a técnica que a graça de Cristo insere em nossa vida e acertamos a pontaria espiritual. Nesse “treinamento”, os gostos ruins são trocados pelos desejos de Jesus, os hábitos errados são corrigidos e, no lugar deles, dia a dia, o Espírito Santo trabalha em nós os fundamentos do comportamento de um salvo. É preciso “treinar”, porque, no jogo da vida eterna, só interessa a vitória. Portanto, deixe que Espírito Santo prepare você para ser um verdadeiro vencedor.

É


Domingo

29 de outubro

Pax Deixo com vocês a paz. É a minha paz que Eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. João 14:27 ax Romana é a expressão da língua latina que se refere à “paz” que o Império Romano implementava dentro dos limites de seu domínio. A ironia desse termo é o fato de que essa relativa paz era conquistada por meio da guerra e da opressão das legiões romanas sobre as províncias conquistadas. A força descomunal do Império subjugava os povos e os mantinha em clima de pacificação forçada, sufocados pela incapacidade de reação frente ao autoritarismo romano. Essa paz de fachada era instável, temporária e só se realizava pelo fato de não haver força para reagir. Quando os bárbaros conseguiram se fortalecer, o Império ruiu, e a Pax Romana virou guerra. No tempo de Jesus, os judeus entendiam bem o que significava a Pax Romana. Depois de perderem a soberania nacional para uma sucessão de impérios, eles caí​ram nas mãos do poderio romano que “pacificou” a região da palestina com seu volumoso e sangrento exército, estabeleceu pesados impostos e submeteu o povo à liderança de gente ímpia como Pilatos e Herodes. No versículo de hoje, com provável referência a essa contraditória paz, Jesus oferece a seus discípulos a sua paz, que é completamente diferente. Em realidade, Ele tem em mente o conceito de shalom, termo que significa paz em hebraico. O sentido de shalom envolve paz, harmonia, integridade, prosperidade, bem-​estar e tranquilidade. No contexto cristão, essa expressão tem que ver com o fato de os filhos de Deus sempre poderem se sentir sossegados mesmo em meio à turbulência da vida. O apóstolo Paulo explica de onde vem a paz verdadeira: “Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus. E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados” (Romanos 5:1-5). Por conta do amor de Jesus, fomos pacificados com Deus, e isso é suficiente para termos felicidade mesmo diante dos problemas. A pax do mundo é passageira e contraditória. Escolha Jesus e receba a paz verdadeira.

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Segunda-feira

30 de outubro

Ser como Cristo Aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim. João 14:30, ARA erta vez, uma mulher procurou o grande pregador Moody e disse: “Deve ser chato ser pastor. Não pode beber, fumar, ir ao baile…” Moody disse: “Não, minha senhora, eu posso. A diferença entre mim e a senhora não é que a senhora pode e eu não posso, é que a senhora quer e eu não quero.” Quando alguém inicia a caminhada cristã, começa a ter contato com a atmosfera do Céu. Dessa forma, a natureza de Jesus vai sendo, dia a dia, transmitida para o coração do pecador. Como resultado, um milagre começa a ocorrer. De forma progressiva, a pessoa vai deixando de ter prazer no pecado e tem o gosto espiritual refinado, de maneira a desejar aquilo de que Deus gosta e sentir prazer na obediência. Depois de o pecado ter entrado no mundo, todo ser humano nasce de costas para Deus. Naturalmente, não sentimos vontade de lhe obedecer, somos egoístas e maus, desde o ventre de nossa mãe. Essa realidade, porém, é bem diferente do que ocorreu com Jesus. Mesmo sendo concebido no ventre de uma mulher como qualquer outra, Ele não tinha a tendência para fazer coisas erradas, como nós. Sua inclinação natural era fazer o certo, e o prazer em obedecer ao Pai sempre foi sua realidade. Nesse sentido, sua natureza era como a de Adão, antes de pecar. O primeiro homem também foi criado puro e sem tendência para o erro. Foi o Espírito Santo que, de uma forma milagrosa, fez Jesus ser gerado no ventre de Maria. O resultado desse processo foi um ser humano diferente de qualquer outro, ou seja, puro e sem pecado. Desse modo, Jesus está habilitado para ser nosso salvador. Ele é o Cordeiro sem mácula e, por isso, pôde ser apresentado como sacrifício em nosso lugar. Se Ele tivesse nascido em pecado, não poderia jamais oferecer a vida para nos redimir, pois precisaria também de um salvador. Era isso que Jesus estava explicando para os discípulos, antes da aproximação de Judas, o traidor, que havia sido possuído pelo inimigo, por conta do pecado que havia deixado crescer no coração. Na vida de Cristo, não havia o mínimo espaço para Satanás. E você? Quanto de Jesus tem na vida? Receba-o hoje no coração, permita que Ele expulse o pecado de sua existência e aprenda, dia a dia, a amar as coisas que Deus ama.

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Terça-feira

31 de outubro

Siga o Mestre Levantem-se, vamos sair daqui! João 14:31 lógica do Twitter consiste em seguir e ser seguido por pessoas. Quanto mais seguidores alguém tiver mais popular e poderoso parecerá ser. Com mais de 80 milhões de pessoas à espera de seus tweets todos os dias, a cantora Katy Perry é a atual campeã da rede social. Depois dela, gente como Justin Bieber, Taylor Swift e Barack Obama também arrastam milhões de seguidores. Se Jesus tivesse uma conta no Twitter, certamente seria imbatível. Primeiro porque Ele é, sem dúvida, a pessoa mais incrível que já pisou no mundo. Em segundo lugar, porque ninguém consegue, como Ele, sintetizar em uma frase tanta sabedoria. Postagens como “Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”, “Deus amou o mundo tanto, que deu seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” e “Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo” certamente seriam retuitadas milhões de vezes e iriam para os chamados trending topics. No entanto, seguir Jesus de verdade não tem nada que ver com a postura dos seguidores de famosos em redes sociais. Enquanto no Twitter, Facebook e Instagram, as pessoas, em geral, ficam à espreita de polêmicas e exibicionismo, os seguidores de Jesus acompanham seus passos de amor e o seguem na rota do serviço e da abnegação. É mais ou menos isso que o versículo de hoje retrata. Reunido com os discípulos no cenáculo depois do histórico jantar, conhecido como a santa ceia, Jesus convidou seus seguidores a deixar aquele local agradável e continuar a jornada que culminaria na cruz. Depois de sua morte e ressurreição, Jesus subiu para o Céu e convidou seus discípulos a segui-lo pela fé. No ano 33 da era cristã, o Senhor entrou no lugar santo do santuário celestial para interceder por seus filhos. Era para lá que a oração de todos os santos se dirigia. Desde de 22 de outubro de 1844, Jesus entrou no lugar santíssimo para concluir sua obra de atribuir salvação a seus seguidores. Seguindo os passos do Mestre, todos podem entrar, pela fé, no segundo compartimento do templo celestial. Por isso, podem ser abençoados com a presença de Jesus, quando reconhecem a validade dos mandamentos depositados na arca da aliança e aceitam a missão de compartilhar as boas notícias da salvação para o mundo. A Bíblia diz que os salvos “seguem o Cordeiro aonde Ele vai” (Apocalipse 14:4). Escolha hoje seguir Jesus e passe a fazer parte da rede social do Céu.

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Quarta-feira

1º de novembro

Videira Eu sou a videira verdadeira. João 15:1 videira é uma das árvores-símbolo do povo escolhido do Antigo Testamento. Deus havia “plantado” seu povo na Terra para ser uma bênção para toda a humanidade. Ao refletir o caráter divino, Israel mostraria para o mundo a bondade de Deus e seria um canal de bênçãos para todos. No entanto, essa videira não produziu as “uvas” esperadas. Com cuidado, o grande Agricultor havia feito de tudo para que sua videira produzisse frutos maravilhosos. Diz o profeta: “Ele cavou o chão, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de uva. No centro do terreno, ele construiu uma torre para o vigia e fez também um tanque para esmagar as uvas. Esperava que as parreiras dessem uvas boas, mas deram somente uvas azedas” (Isaías 5:2). O profeta explica: “A plantação de uvas do Senhor Todo-Poderoso, as parreiras de que Ele tanto gosta são o povo de Israel e o povo de Judá. Deus esperava que eles obedecessem à sua lei, mas Ele os viu cometendo crimes de morte; esperava que fizessem o que é direito, mas só ouviu as suas vítimas gritando por socorro” (Isaías 5:7). As uvas azedas que Israel e Judá produziram foram sua desobediência à lei de Deus. Por isso, não puderam ser para o mundo um canal de salvação como era o propósito divino. No versículo de hoje, porém, Jesus se identifica como a Videira verdadeira. Nesse discurso, o Senhor explica como nós podemos nos manter ligados a Ele e ser parte da Videira verdadeira que oferece os frutos da vida eterna para as pessoas. Jesus diz: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada” (João 15:5). Comentando essa passagem, Ellen White diz: “Todos os verdadeiros seguidores de Cristo produzem frutos para sua glória. A vida deles demonstra que uma boa obra tem sido realizada neles pelo Espírito de Deus, e seus frutos são para santidade. Sua vida é elevada e pura. Ações corretas são os frutos evidentes da verdadeira piedade, e aqueles que não produzem fruto desse tipo revelam que não possuem experiência nas coisas de Deus. Não estão na Videira” (Mensagens aos Jovens, p. 377). Una-se a Jesus, a videira verdadeira, e permita que as deliciosas uvas de salvação e santidade transbordem em sua vida.

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Quinta-feira

2 de novembro

Poda Mas os ramos que dão uvas Ele poda a fim de que fiquem limpos e deem mais uvas ainda. João 15:2 specialistas em poda acreditam que essa técnica agrícola tenha surgido por acaso. De acordo com o geógrafo e historiador grego Pausânias, foi observando um jumento comer os ramos da videira que os moradores de um vilarejo descobriram a eficácia da poda. Porém, há quem acredite que as cabras e as ovelhas (e sua insaciável fome) foram as verdadeiras descobridoras da poda. Seja como for, o fato é que o emprego dessa antiga técnica beneficiou muito a cultura de vegetais, pois possibilitou que a qualidade e quantidade da produção aumentassem. Segundo os agrônomos, no caso específico da videira, a poda equilibra a área vegetativa (folhas) e produtiva (cachos) da planta, distribui os galhos e a produção, impede a sobreposição dos ramos, potencializa frutos de maior tamanho, diminuiu a distância do ramo em relação ao tronco, suprime galhos desnecessários, inconvenientes, doentes e mortos, regula a alternância das safras e expõe a árvore como um todo ao sol. Esse processo faz como que, em toda a planta, a seiva circule de forma equilibrada. Por conta da fotossíntese, o líquido vital sempre se dirige para os pontos da árvore mais expostos à luz. Como a poda permite que o sol banhe a planta por inteiro, em toda ela nascem frutos de melhor qualidade. É sobre isso que Jesus está falando ao comparar o processo de santificação e de crescimento na graça ao ato de um viticultor podar sua videira a fim de fazê-la produzir mais e melhor. Com essa ilustração, o Senhor está nos dizendo que o desenvolvimento de nossa vida espiritual depende de Deus. É Ele que trabalha em nós e, por meio do Espírito Santo, limpa nossa vida do mal, permitindo, assim, a expansão de nossa influência para o bem dos outros. A poda espiritual diminui a distância que o pecado criou entre o ser humano e Deus, retira de nossa vida ramos desnecessários que atrapalham o crescimento, como vaidade e orgulho, nos faz produtivos para o reino do Céu ao colocar em nosso coração o desejo de salvar pessoas e nos expõe, dia a dia, a Jesus, o Sol da justiça. Em geral, a poda espiritual é dolorosa, pois envolve a renúncia do eu. Entretanto, os efeitos desse trabalho são maravilhosos. Se você deseja ser um ramo produtivo da Videira celestial, submeta-se sem medo à poda do Senhor. Os resultados sairão em forma de abundantes cachos de bênção e felicidade para você e para todos que estiverem à sua volta.

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Sexta-feira

3 de novembro

Usa-me Todos os ramos que não dão uvas Ele corta. João 15:2 refrão da bela canção “Sonda-me”, composta em forma de oração, diz: “Usa-​me, Senhor, usa-me / Como um farol que brilha à noite / Como ponte sobre as águas / Como abrigo no deserto / Como flecha que acerta o alvo / Eu quero ser usado, da maneira que te agrade / Em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida / Usa-me, Senhor, usa-me.” Essa música fala sobre o desejo de alguém ser útil para Deus. A poesia compara a vida de utilidade com a luz na noite escura, a ponte como elo entre dois lados, o conforto de um abrigo e a flecha certeira, que não se desvia nem para a direita nem para a esquerda, mas vai ao ponto. É assim que Deus espera que nos comportemos em seu serviço. Ele está ansioso para nos dar a mão e nos fazer pessoas de valor, úteis em sua missão. Ellen White diz: “Os anjos estão esperando para cooperar com os instrumentos humanos, para revelar ao mundo o que se podem tornar os homens, mediante a união com o Divino, e o que pode ser realizado em favor da salvação das almas prestes a perecer. Não pode haver limite à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem à operação do Espírito Santo em seu coração e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus” (A Ciência do Bom Viver, p. 159). Vivemos num tempo em que as pessoas querem ser servidas, entretidas e amadas e, quase nunca, o contrário. O capitalismo fez de todos nós clientes. Como tais, achamos que o mundo deve girar em torno de nossas vontades e supostas necessidades. Entretanto, o quadro da vida real não é como as egocêntricas e caricaturadas peças publicitárias pintam. Viver é estar em relacionamento, e isso impõe assumir comportamentos úteis para a sociedade e, acima de tudo, servir ao mundo dando às pessoas o que mais precisam, ou seja, a mensagem da salvação. Gente assim nunca será cortada da Videira verdadeira. Não se esqueça: só podemos ser úteis se estivermos ligados a Deus, pois Ele é o exemplo maior de serviço em favor dos outros. Como disse Spurgeon, “Deus escreve com uma pena que nunca borra, fala com uma língua que nunca erra, age com uma mão que nunca falha.” Hoje, Ele conta com você. Coloque-se à disposição, manifeste o sincero desejo de servir a Deus em qualquer hora e em qualquer lugar. Diga do fundo do coração: “Usa-me, Senhor!”

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Sábado

4 de novembro

Higiene espiritual Vocês já estão limpos por meio dos ensinamentos que Eu lhes tenho dado. João 15:3 higiene é fundamental na prevenção de doenças e na manutenção da saúde. Lavar as mãos, escovar os dentes e tomar banho todos os dias são ações importantes para manter vírus e bactérias longe. Esses cuidados são essenciais devido à grande diversidade de germes e micróbios que habitam os lugares com os quais temos contato todos os dias. Só para você ter ideia, os botões de elevadores, teclas de caixas eletrônicos, corrimões de escadas e maçanetas de portas, especialmente de banheiros, estão infestados de bactérias maléficas à saúde humana. Especialmente no inverno, o uso de álcool em gel pode evitar contaminação, mas não garante 100% de eficácia. Desde a queda de nossos primeiros pais, o mundo se tornou um lugar contaminado com o pecado. Em realidade, todo ser humano já nasce infectado com a doença pecaminosa que, sem o tratamento divino, resulta em morte eterna. Com o coração sujo, as pessoas vivem manifestando os graves sintomas de sua infecção. Altamente contagiosos, orgulho, inveja, ódio, maldade e violência são lançados diariamente na atmosfera da vida, causando toda sorte de problemas para as pessoas. No entanto, essa não precisa ser a nossa realidade. No versículo de hoje, Jesus disse para seus discípulos que as Escrituras, de modo diferente do álcool em gel, têm 100% de eficácia. Nesse caso, contra a contaminação do pecado. Em contato com a Bíblia, as impurezas mais profundas da alma são retiradas, deixando o coração espiritual limpo e saudável, pronto para funcionar do jeito que Deus planejou. Sobre isso, diz o salmista: “Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos” (Salmo 119:9). Algumas pessoas podem imaginar que são muito pecadoras e que sua situação não tem solução. Em reposta a isso, a revelação divina diz: “Ninguém é tão pecador que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por ele morreu. Ele anela livrar os pecadores de suas vestes manchadas e poluídas pelo pecado, e vestir neles as vestes brancas da justiça. Ele insiste para que vivam, e não morram” (Caminho a Cristo, p. 53). O método que o Senhor usa para limpar nosso coração é a sua Palavra. Neste dia, não perca a chance de ser “higienizado” por Jesus. Lava-se nas águas purificadoras das Escrituras e experimente a saúde espiritual que só Cristo pode dar.

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Domingo

5 de novembro

Mania de limpeza Vocês já estão limpos por meio dos ensinamentos que Eu lhes tenho dado. João 15:3 m dos sintomas mais angustiantes do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) é a mania de limpeza. Atormentada com o medo de estar suja, a pessoa lava as mãos de forma compulsiva, toma banhos um atrás do outro e vive cuspindo, tentando limpar o corpo de supostas impurezas internas. O TOC é o segundo transtorno mais comum no mundo, perdendo apenas para a onipresente depressão. Acredita-se que, só no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas sejam vítimas desse problema. Infelizmente não há cura para essa doença, mas o tratamento adequado pode facilitar a convivência com o problema e amenizar os sintomas. Esse transtorno de ordem psíquica pode ilustrar a condição espiritual de muitas pessoas. Atormentadas pelo senso de culpa e pela falta de paz de uma vida religiosa sem a graça de Cristo, muitos vivem tentando se purificar de seus pecados com métodos estranhos ao ensino bíblico. Existem vertentes dentro do cristianismo que ensinam a prática da chamada mortificação corporal, que consiste em sacrifícios físicos como jejuns e autoflagelação para limpar o corpo do pecado e “ajudar” Cristo a salvá-lo. Na Idade Média, com medo do inferno, milhares de pessoas compravam indulgências, ou seja, o perdão dos pecados e o direito a viver no Céu. Essas práticas antibíblicas resultam de terrorismo religioso. Nos dias atuais, embora o panorama religioso seja diferente, existe muita gente que não tem paz, tentando a todo o custo se limpar de seus pecados, mas sem sucesso. Desconhecem as promessas maravilhosas da Palavra de Deus que oferecem perdão imediato e gratuito para quem crê em Jesus. O apóstolo João afirma: “Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; Ele nos defende diante do Pai” (1 João 2:1). Textos como esse são a garantia da graça divina. Ninguém precisa viver desesperado e com medo de Deus. É óbvio que isso não significa desvalorizar a misericórdia divina, pois quem realmente recebe o perdão de Deus não viverá brincando de ser cristão. Quando o acusador quiser tirar sua paz, lembre-se do texto bíblico de hoje, no qual Jesus diz que sua Palavra já nos limpou. Se o pecado sujou você, ouça a voz de Deus. Ele o perdoa e purifica sua vida.

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Segunda-feira

6 de novembro

Tudo ou nada Sem mim vocês não podem fazer nada. João 15:5 mensagem central da Bíblia é o plano que Deus estabeleceu para salvar a humanidade do pecado e suas consequências. Por conta da queda no Éden, o ser humano foi gravemente infectado pelo vírus do pecado que, como uma praga contagiosa, vem sendo passado a todos, de pai para filho. Não existe possibilidade humana de se livrar desse mal instalado em nosso coração. Entrelaçado em nosso DNA, o pecado regula todos os nossos pensamentos, palavras e ações. Até as mais puras e boas ações humanas, de alguma maneira, estão sob a influência de nossa tendência pecaminosa. Desde que se tornou parte de nossa história, o pecado tem deixado um rastro de infelicidade, morte e tragédia. Quando Adão e Eva escolheram desobedecer a Deus e ouvir a serpente, eles subordinaram todos nós aos trabalhos forçados da tirania do pecado. Ao explicar a escravidão pecaminosa, o apóstolo Paulo diz: “Vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?” (Romanos 7:23, 24). Além de modificar nossa natureza e nos fazer essencialmente maus e egoístas, o pecado quebrou o elo de imortalidade que Deus havia colocado no ser humano na criação. Deus é a fonte da vida. Somente ligados a Ele, podemos viver para sempre. O problema é que o pecado ergue entre nós e o Pai um muro de separação de tal modo que as virtudes divinas difusoras de vida não podem nos alcançar. Paulo explica o motivo: “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Nessa frase, o apóstolo compara o pecado a um patrão malvado que dá para seus trabalhadores o terrível pagamento da morte. No mesmo versículo, porém, um “mas” muda o rumo da conversa e apresenta a ação divina em perfeita oposição ao que o mal fez conosco. O texto diz: “Mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor” (Romanos 6:23). Enquanto o pecado requer que trabalhemos para ele e, como salário, nos dá a morte, Deus entrega gratuitamente a todos os que creem em Jesus o presente da vida eterna. É a isso que o Senhor se refere no versículo de hoje. Sem Cristo, não podemos nada e estamos condenados, mas com Ele, temos vida e podemos dizer como Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13, ARA).

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Terça-feira

7 de novembro

Salvo para sempre Quem não ficar unido comigo será jogado fora e secará. João 15:6 possível que você já tenha ouvido a expressão “uma vez salvo, salvo para sempre”. Essa frase resume o pensamento de alguns a respeito da salvação. Para esse grupo, depois que a pessoa foi colocada no caminho de Deus, ela jamais se perderá. Segundo esse pensamento, Deus determina e escolhe quem vai se salvar e quem vai se perder. Para quem pensa assim, o ser humano não tem vontade própria e já nasce com sua situação definida diante de Deus. Entretanto, o versículo de hoje apresenta o contrário. No sermão em que ocorre essa frase, Jesus ensinou como podemos ser e permanecer salvos. No versículo anterior, o Senhor disse que, sem Ele, não podemos fazer nada. Jesus é, para nós, a ponte que liga nossa perdição à salvação divina. Quem resolve “pular” dessa ponte não pode chegar ao destino da vida eterna. Por um simples motivo: só existe um caminho para Deus, ou seja, a fé na graça de Jesus. Longe de Cristo, o ser humano cai no abismo do pecado e recebe como “recompensa” a morte eterna. Isso significa que, em seu infinito amor, Deus respeita nossas escolhas e não nos força a nada. Ele não nos trata como marionetes, mas se relaciona conosco com seriedade, dando-nos oportunidade de escolher permanecer ou não no caminho da salvação. A Bíblia está repleta de passagens nas quais são apresentadas a vida e a morte eternas como opções. Em todos os casos, Deus insiste para que aceitemos segui-lo e rejeitemos o pecado e a perdição. O versículo de hoje apresenta a possibilidade de haver pessoas que se unem a Jesus, mas que resolvem, por livre e espontânea vontade, se desligar dele. Do mesmo jeito que a salvação só pode se tornar realidade em nossa vida se resolvermos receber Jesus como Senhor e Salvador, ela só pode ser mantida se, dia a dia, escolhermos nos manter ligados a Ele. Ellen White explica: “Ele [Cristo] deve estar conosco […] a cada passo do caminho” (Caminho a Cristo, p. 69). Em termos práticos, permanecer unido a Jesus significa, por meio da fé, renunciar às propostas de pecado que nos são oferecidas a todo momento e decidir ficar ao lado de Deus, custe o que custar. O apóstolo Paulo nos dá o estímulo: “Portanto, já que vocês aceitaram Cristo Jesus como Senhor, vivam unidos com Ele” (Colossenses 2:6). Una-se a Jesus todos os dias e você estará salvo para sempre.

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Quarta-feira

8 de novembro

Conectados à Videira Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem. João 15:7 star unido a Jesus não significa somente ter o nome escrito no livro da igreja, frequentar os cultos de sábado ou coisas do tipo. Tudo isso pode ser importante, mas o essencial é permitir que as palavras de Jesus continuem no centro da vida, conforme o ensino do versículo de hoje. A conversão é um processo lindo. Quando uma pessoa recebe a Palavra de Deus com coração aberto, ocorre uma mudança extraordinária na vida. As descobertas nas Escrituras promovem uma revolução de amor e, com alegria, são feitas renúncias antes impensáveis. É isso que as palavras de Cristo fazem no coração convertido. Com o passar do tempo, porém, o desafio de todo cristão é se manter antenado à Palavra de Deus e permitir que ela continue sendo o centro da vida. Em geral, quando o fogo do primeiro amor a Deus e à verdade começa a diminuir no coração, as pessoas vão colocando outras “palavras” em sua vida e, passo a passo, se desligam de Jesus. Sem perceber, deixam de ouvir as palavras de Cristo. Quando se dão conta, já estão bem longe e não sentem qualquer prazer na presença de Deus. Nesse processo de morte espiritual lenta, as músicas mundanas passam a ocupar o espaço dos hinos de louvor, a literatura de baixa qualidade moral substitui a leitura da Bíblia, as redes sociais e o entretenimento ocupam todo o tempo antes dedicado à oração, e os próprios interesses se tornam cada vez maiores do que os interesses do reino de Deus. É dessa forma que as palavras de Jesus deixam de ocupar o centro da vida. O resultado disso é uma completa desconexão com Deus, ainda que o indivíduo esteja com o nome no livro da igreja e frequente os cultos. Pessoas assim passam a ser cristãos mortos-vivos: com aparência de santidade, mas que negam, em seu interior, a eficácia da fé. Isso é uma tragédia, pois a pessoa vive dividida, com um pé na igreja e outro no mundo. Como resultado, muitos têm a triste sensação de que suas orações não passam do teto, e o pior: não sentem que tenham qualquer assunto para tratar com Deus. Infelizmente, essa é a realidade de muita gente, mas não precisa ser a sua. A Palavra de Deus é poderosa. Mesmo que esteja bem distante de Deus, se você resolver hoje dar ouvidos à voz de Jesus, a fé voltará a aquecer seu coração. Suas orações vão estar em harmonia com a vontade divina e, por isso, serão atendidas. Sua vida espiritual se renovará, e a paz de Jesus inundará sua existência.

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Quinta-feira

9 de novembro

Reflexos de Jesus E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos. João 15:8 erei a Deus, / verei a Deus. / Contemplarei a sua face. / Com meus olhos eu verei. / Verei a Deus, / verei a Deus. / Contemplarei a sua face. / Os meus olhos se abrirão. / Sua glória eu verei pra todo sempre. / Amém.” Muitas vezes, esses versos embalaram meu desejo de ir para o Céu para ter o privilégio infinito de ver a face maravilhosa de Jesus. Em minha infância, era comum eu me pegar pensando em como teria sido extraordinário se tivesse nascido no tempo em que Jesus esteve por aqui. Ver o Salvador, segui-lo, ouvir sua voz e tocá-lo foram privilégios de poucos. Se eu pudesse, teria escolhido nascer na Palestina na época de Jesus. Falando sobre Cristo, João reforça meu pensamento: “A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que Ele recebeu como Filho único do Pai” (João 1:14). No entanto, no versículo de hoje, o apóstolo mostra como as pessoas que não nasceram no tempo de Jesus também podem ter uma visão de Deus. O texto diz que “a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos” (João 15:8). Que frutos são esses? Lembre-se de que essa passagem está inserida no contexto da fala de Jesus, na qual Ele diz que é a Videira verdadeira. Nesse ensino, nós somos os ramos em que nascem os frutos da vida eterna. O apóstolo Paulo especifica o tipo de fruto que surge em nós por meio da atuação do Espírito Santo: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gálatas 5:22, NVI). Quando abrimos o coração para a influência do Espírito Santo, Ele faz com que as características acima formem um lindo mosaico no qual é revelada a face maravilhosa de Jesus em nós. Assim, mais do que ver Jesus, podemos refletir sua imagem e brilhar por Ele nesse mundo tenebroso. Muitas pessoas gostariam de ver o Senhor hoje, mas acreditam ser impossível. Na verdade, você pode mostrar que isso é possível. Abra seu coração para o Espírito Santo a fim de que sua vida frutifique de tal forma que Jesus se reflita em você. Meu desejo é um dia cantar o hino que abre este texto usando os verbos no presente indicativo: “Vejo a Deus. / Contemplo a sua face / Meus olhos estão abertos / Sua glória eu vejo para todo o sempre. / Amém.”

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Sexta-feira

10 de novembro

Alegria Eu estou dizendo isso para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa. João 15:11 ão é fácil esconder a alegria. Em geral, o coração alegre se revela em forma de risada. Uma conversa agradável regada a sorrisos sinceros é a melhor maneira de colocar a face em forma. Num bate-papo sorridente, movimentam-se 84 músculos faciais em média. Isso significa que quem ri com regularidade está preparando o rosto para expressar beleza por mais tempo. Deus ama a alegria e deseja que seus filhos sejam felizes. É isso o que encontramos na Bíblia: “A alegria faz bem à saúde” (Provérbios 17:22). “Que Deus, que nos dá essa esperança, encha vocês de alegria” (Romanos 15:13). Não sabe nada sobre Deus quem pensa nele como alguém mal-humorado e carrancudo. Por conta dessa visão errada, há quem relacione santidade a cara feia e ar de superioridade. Segundo Ellen White: “Os professos cristãos que se estão sempre queixando, e que parecem julgar que a alegria e a felicidade sejam um pecado, não possuem genuína religião” (A Ciência do Bom Viver, p. 251). Para Jesus, a alegria é assunto sério. Diante dele, a tristeza desaparece nos corações sinceros. As pessoas amavam estar com Cristo, pois Ele “era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria” (ibid., p. 20). No versículo de hoje, por exemplo, Ele deixa claro que seu desejo não é que tenhamos felicidade pela metade. Jesus quer nos dar alegria total. Para isso, Ele apresenta a fórmula nos versículos anteriores: “Assim como o meu Pai me ama, Eu amo vocês; portanto, continuem unidos comigo por meio do meu amor por vocês. Se obedecerem aos meus mandamentos, Eu continuarei amando vocês, assim como Eu obedeço aos mandamentos do meu Pai e Ele continua a me amar” (João 15:9, 10). Nos textos acima, Jesus fala de amor e obediência. Com essas duas palavras conjugadas em nossa vida, podemos experimentar a alegria plena. A alegria do mundo, porém, é baseada em valores diferentes, como poder, riqueza e prazeres. A pessoa que tem o coração preenchido com amor a Deus e oferece a Ele uma obediência voluntária recebe doses diárias de alegria verdadeira. O resultado aparece na face, que revela uma expressão contente e satisfeita em Cristo, sob quaisquer circunstâncias. Sorria, você está sendo abençoado!

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Sábado

11 de novembro

Amigos Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. João 15:13 ara ser “amigo” no Facebook basta ir com a cara de alguém e enviar uma solicitação. Depois de aceita a proposta, está estabelecida uma relação de “amizade” pautada por postagens, curtidas, compartilhamentos e comentários. Porém, amizade não é isso, pelo menos não só. A palavra “amigo” vem do termo latino amicus, derivada do verbo amo, que significa “gostar de” e “amar”. Portanto, amigo é quem gosta e ama. É por isso que amizade verdadeira pressupõe conhecimento mútuo, lealdade e altruísmo. Amigo é quem gasta tempo conversando, gente em quem se pode confiar e que está disposta a se sacrificar em favor de nosso bem-estar. Deus colocou bons amigos em minha vida. Pessoas com quem gosto de passar horas conversando. Com um deles, em especial, já vi o dia amanhecer batendo papo. Meus amigos me conhecem a fundo, não medem esforços para me ajudar quando preciso e sempre fazem questão de estar ao meu lado nos melhores e piores momentos da vida. Considero essas pessoas como presentes de Deus. Entretanto, entre todos os amigos que podemos ter, Jesus é o melhor. Ninguém deseja mais do que Ele se relacionar conosco, ninguém nos conhece mais do que Ele e ninguém se sacrifica mais do que Ele por nós. Em suas palavras: “Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles.” Que Ele é nosso amigo não há dúvida! A questão, porém, é se nós somos seus amigos. Jesus diz que a prova de nossa amizade é a obediência. Na cruz, Ele demonstrou toda a amizade que tem por nós. Se quisermos levar esse relacionamento a sério, precisamos obedecer aos mandamentos de Deus que, digase de passagem, são uma bênção. Só obedece às ordens de Jesus quem o conhece de verdade. Você sabe quem é Ele? Tem aberto o coração à sua influência? Tem ouvido sua voz e entendido suas palavras de amor? Se as respostas a essas perguntas forem “sim”, você está pronto para demonstrar a Deus sua amizade, pois é impossível conhecê-lo de verdade e não amá-lo. Por melhores que sejam, amigos humanos podem nos decepcionar. No entanto, Jesus, o Amigo maior, nunca nos abandona. Ele é o Amigo mais chegado que um irmão. Aceite a solicitação de amizade dele e passe a curtir e compartilhar a maravilha de ser um amigo de verdade do Rei do universo.

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Domingo

12 de novembro

Amigos marcados Vocês são meus amigos se fazem o que Eu mando. João 15:14 e acordo com o Facebook, ao marcar um amigo, “você cria um link para o perfil dessa pessoa [e sua] atualização de status também pode aparecer na Linha do Tempo desse amigo”. Nessa rede social, portanto, marcar é estabelecer uma relação específica e fazer parte da história de alguém. Isso me fez pensar no fato de que Jesus também marca seus amigos com o objetivo de determinar a identidade deles e fazer parte, de forma definitiva, de sua história. Você sabe como isso funciona? O apóstolo Paulo diz: “E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que Ele havia prometido. […] E não façam com que o Espírito Santo de Deus fique triste. Pois o Espírito é a marca de propriedade de Deus colocada em vocês, a qual é a garantia de que chegará o dia em que Deus os libertará” (Efésios 1:13; 4:30). Os textos acima deixaram claro que o agente responsável por nos marcar na rede social do Céu é o Espírito Santo. Porém, qual é a marca que Ele coloca em nós? A Bíblia diz: “Eu lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração bondoso, obediente. Porei o meu Espírito dentro de vocês e farei com que obedeçam às minhas leis e cumpram todos os mandamentos que lhes dei” (Ezequiel 36:26, 27). Portanto, a marca do Espírito Santo tem que ver com a inscrição da imutável e eterna lei de Deus em nosso coração, transformando a obediência a Deus em algo prazeroso. Falando sobre a obra de Deus em distinguir seu povo, a Bíblia diz: “Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Obedeçam às minhas leis e aos meus mandamentos. Façam do sábado um dia sagrado, de modo que seja um sinal da aliança que fizemos” (Ezequiel 20:19, 20). Quem permite que o Espírito Santo marque sua vida e escreva em seu coração a lei de Deus será fiel em todos os mandamentos e receberá a marca da guarda do sábado. O quarto mandamento é muito importante, pois é o único entre os demais que apresenta claramente o nome de Deus, revela os limites de atuação do Senhor e o apresenta ainda como o criador de todas as coisas. Deixe o Espírito Santo marcar você para que Jesus esteja para sempre na linha do tempo de sua vida.

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Segunda-feira

13 de novembro

Clareza Quando o Auxiliador vier, ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma ideia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus. João 16:8 a hora de tomar uma decisão importante, é essencial que todos os detalhes envolvidos estejam claros. Decidir sem saber ao certo o que está em jogo é como dar um tiro no escuro. As consequências podem ser trágicas. No versículo de hoje, Jesus apresenta o Espírito Santo como o enviado do Céu com o propósito de esclarecer, argumentar e convencer o ser humano de que ficar ao lado de Deus é a melhor coisa a fazer. Sem a atuação dele, ficamos perdidos, influenciados apenas por nossas tendências erradas e pelas tentações. Diferentemente do inimigo, que usa sedução e engano, Deus sempre joga limpo conosco e esclarece todas as variáveis envolvidas na decisão de segui-lo ou não. Em Apocalipse 14:6, por exemplo, vemos com clareza o método divino de convencimento. Diz o texto: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra” (ARA, itálico acrescentado). O verbo “pregar” é a tradução do termo grego evangelizo, cujo sentido tem que ver com a ideia de proclamação clara, anúncio, apresentação e explicação. É dessa forma que Deus trabalha. Ele não induz nem seduz as pessoas à aceitação de seu ponto de vista. Ele apresenta com clareza a verdade e usa meios que possibilitam a tomada de decisão racional. Além disso, dá tempo para que todas as variáveis envolvidas sejam analisadas. Não há “letras pequenas” na proposta de aliança de Deus com a humanidade, muito menos estratégias midiáticas e marqueteiras para enganar as pessoas, levando-​as a fazer o que não fariam se estivessem atentas. Ao contrário, a orientação divina vai sempre na direção de estimular a vigilância e a consideração dos custos do discipulado. Muitas pessoas rejeitam a Palavra de Deus porque não estão dispostas a ouvir com clareza o preciso diagnóstico divino, que revela a podridão do coração humano e aponta para a necessidade urgente de cura espiritual. Infelizmente, muitos preferem viver iludidos com a fantasia de que podem ser felizes longe de Deus e, sem perceber, definem sua situação de perdição eterna. Ouça hoje a clara voz do Espírito Santo, que fala por meio das Escrituras, e resolva seguir suas orientações. Com a Palavra de Deus no coração, você pode estar seguro de que tomará sempre as melhores decisões.

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Terça-feira

14 de novembro

Sedução As pessoas do mundo estão erradas a respeito do pecado porque não creem em mim. João 16:9 e engana que eu gosto.” Esse deveria ser o lema da vida de muita gente. Ao rejeitar a proposta de amor de Deus para a humanidade, muitas pessoas se deixam levar pela “conversa para boi dormir” do inimigo que, disfarçado de amigo, seduz o mundo e encaminha a maioria da humanidade para a morte eterna. Enquanto Deus é claro, o inimigo é dissimulado e sedutor. Em Apocalipse 13:14, lemos uma frase que resume bem a estratégia satânica: “Seduz os que habitam sobre a Terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar” (ARA, itálico acrescentado). Satanás não quer que ninguém entenda sua proposta. Ele sabe que a única forma de levar as pessoas a ficarem do seu lado é por meio do engano. Com esse objetivo, ele tem usado muitas ferramentas, inclusive aquelas que podem ser positivas. Smartphones vibram a todo o momento para nos atualizar sobre as últimas postagens no WhatsApp, Twitter, Facebook e Instagram, e aparelhos tecnológicos como tablets nos atraem como imãs e nos mantêm “viajando” em mundo constante de entretenimento e diversão, por meio de aplicativos que garantem que não teremos tempo para pensar em mais nada, só em nosso prazer e relaxamento. “Sem tempo” para as questões essenciais da vida e sem perceber como seus valores vão sendo alterados, milhares de pessoas são seduzidas e têm sua mente preparada para o engano final. Nesse processo gradual e contínuo de uma vida vazia e movida apenas a entretenimento, o conceito de pecado vai ficando cada vez mais suavizado, “despecaminado”. Por meio de uma abordagem sedutora, os grandes formadores de opinião de nosso tempo vão trabalhando para suavizar o pecado e torná-lo aceitável. Sexo antes do casamento, adultério, homossexualismo, ateísmo, autoexaltação, mentira, ganância, entre outros, recebem tratamento positivo e são estimulados. A sedução satânica trabalha para que a mentalidade da sociedade seja rapidamente modificada e aceite o que pouco tempo atrás era considerado absurdo. Esse é o cenário que estará montado no palco da encenação diabólica no tempo do fim e que arrastará muitos para o abismo. Essa realidade prepara o mundo para aceitar as propostas do inimigo sem que as pessoas percebam as implicações terríveis dessa decisão. Se você não quer que essa seja a sua situação, resolva hoje crer em Jesus, rejeite o pecado e, assim, perceba com clareza o caminho da verdade.

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Quarta-feira

15 de novembro

TDAH Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa. Lucas 21:34 sigla que dá nome a nosso texto é composta pelas iniciais de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Trata-se do problema de saúde mais comum na infância e adolescência nos dias atuais. Só para se ter ideia, cerca de 5% das crianças do mundo inteiro foram diagnosticadas com o transtorno. Em mais da metade dos casos, o TDAH continua na vida adulta, embora os sintomas tendam a diminuir. Fatores como hereditariedade, deficiências de vitamina e sofrimento fetal, entre outros, compõem o conjunto de causas possíveis para o transtorno. Infelizmente não tem cura; mas, depois de um diagnóstico preciso, o tratamento adequado pode minimizar os efeitos. Hiperatividade, impulsividade e desatenção são as características mais presentes na vida de quem tem esse problema. Na infância, o TDAH resulta em dificuldades na escola. Em geral, as crianças são rotuladas como “avoadas”, “estabanadas” ou “elétricas”. Na fase adulta, o transtorno afeta o trabalho por conta de desatenção, impulsividade e falta de memória. O texto bíblico de hoje fala de uma espécie de TDAH espiritual que acometeria grande parte da humanidade antes da volta de Jesus. Com déficit de atenção espiritual e hiperatividade nos prazeres do pecado, as pessoas não conseguem perceber o que está acontecendo e são iludidas pelo inimigo. Sobre isso, diz Ellen White: “Satanás vê que seu tempo é curto. Tem posto em operação todas as suas forças a fim de os homens serem enganados, seduzidos, ocupados e enlaçados até que o dia da graça se haja findado, e a porta da misericórdia esteja para sempre fechada” (O Desejado de Todas as Nações p. 636). Para evitar que esse transtorno acometa seus discípulos, Jesus deixa claro quais seriam as causas da falta de atenção nos últimos dias. Ele diz: “Não permitam que a esperança de vocês se perca na roda-viva das festas, bebidas e compras” (Lucas 21:34, A Mensagem). É triste, mas muitos cristãos estão sendo vítimas do TDAH espiritual e têm perdido a esperança em relação à volta de Jesus. Gente que deveria estar atenta e cheia de expectativa envolve-se na roda-viva dos prazeres do mundo e da ansiedade da vida e não consegue perceber os claros sinais do retorno de Jesus. Para esses, a volta de Cristo será como uma armadilha. Não deixe que isso aconteça com você. Fique atento. Jesus está voltando!

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Quinta-feira

16 de novembro

Não durma no ponto Estejam sempre atentos. Lucas 21:36, NVI oucas horas de sono, muitas atividades de trabalho e estudo durante o dia. Era assim a minha rotina diária quando tinha por volta dos 20 anos de idade. Para mim, os ônibus tinham mais do que a finalidade de transporte. Conseguir um lugar para sentar, principalmente na janela, onde se pode encostar a cabeça, era a glória. Mesmo com o barulho do motor, as freadas e curvas acentuadas, o ônibus se tornava uma espécie de hotel ambulante em que eu podia descansar alguns minutos. O risco era dormir demais e perder o ponto de descida, ou seja, literalmente “dormir no ponto” e perder a oportunidade de descer no lugar certo. Isso aconteceu algumas vezes comigo. No versículo de hoje, Jesus quer impedir que “durmamos no ponto” da vida espiritual. O conselho dele é: “Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando Ele vier” (Lucas 21:36). O ditado popular “dormir no ponto” significa desperdiçar uma chance por negligência ou deixar de perceber o que está acontecendo e, por conta disso, não tomar uma decisão importante na vida. “Dormir no ponto” pode ser desperdiçar horas na frente do computador em vez de estudar e se preparar para as provas; pode ser também não perceber uma oportunidade clara de crescimento pessoal e ficar limitado por conta de costumes antigos e sem sentido e, ainda mais grave, não estar atento à situação espiritual do mundo, brincar de ser cristão e perder a chance de se preparar para a volta de Jesus. Ellen White nos aconselha a estarmos sempre atentos: “Perigosa é a condição dos que, cansando-se de vigiar, volvem às atrações do mundo. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos – pode ser que, naquela hora, o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: “Pesado foste na balança, e foste achado em falta” [Daniel 5:27] (O Grande Conflito, p. 491). Vigiar significa não dormir. É óbvio que, em termos espirituais, o sentido não é literal. No versículo de hoje, Jesus está nos dizendo para termos atenção redobrada no tempo em que vivemos a fim de que sua volta não nos pegue de surpresa. Por isso, fique atento e não cochile espiritualmente. Abra bem olhos e não “durma no ponto”.

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Sexta-feira

17 de novembro

Domínio próprio Quando o Espírito da verdade vier, ele ensinará toda a verdade a vocês. João 16:13 que você prefere: um marshmallow agora ou dois daqui a 20 minutos? Foi com essa pergunta, dirigida a um grupo de crianças de cinco anos, que o psicólogo Walter Mischel iniciou um dos estudos mais importantes até hoje sobre valor do domínio próprio. Na pesquisa, Mischel conseguiu identificar por que algumas pessoas são mais controladas que as outras e conseguem agir de modo racional e não por instinto. Em entrevista à revista Veja, o psicólogo explicou os resultados do estudo: “A resposta dessas crianças, além de se revelar um importante indicador da capacidade presente de autocontrole, mostrou-se um indício confiável de como seria a vida delas no futuro. Aquelas que domavam seu impulso e esperavam para obter uma satisfação maior apresentaram, na adolescência, melhores resultados em testes de aptidão escolar e de função cognitiva, por exemplo. Além disso, mais velhas, já na faixa dos 20 ou 30 anos, possuíam índice de massa corporal mais baixo e autoestima mais elevada. Também mostravam perseguir seus objetivos na vida com mais eficácia e lidavam melhor com frustrações e estresse.” Essa pesquisa só reafirma o que a Bíblia já vem falando há séculos: “Vale mais ter paciência do que ser valente; é melhor saber se controlar do que conquistar cidades inteiras” (Provérbios 16:32); “Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas” (Provérbios 25:28). Ellen White diz: “Um dos mais deploráveis efeitos da apostasia original foi a perda do poder de domínio próprio por parte do ser humano. Unicamente à medida que esse poder é reconquistado pode haver real progresso” (A Ciência do Bom Viver, p. 129). Walter Mischel diz: “As habilidades de autocontrole podem ser aprendidas, aprimoradas e exploradas, não importa qual seja a nossa capacidade original.” Entretanto, o autor não explica como isso é possível. Mas você pode ficar tranquilo, pois a Bíblia tem a solução: “O Espírito de Deus produz […] o domínio próprio” (Gálatas 5:22, 23). Fernando Pessoa disse certa vez: “A renúncia é a libertação. Não querer é poder.” Com a atuação do Espírito Santo em nossa vida, podemos estar livres da escravidão do mundo e nos sentir felizes na preparação para a vida no Céu. Rejeite os “marshmallows” imediatistas do pecado e se prepare para os doces extraordinários da vida eterna.

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Sábado

18 de novembro

Ele ainda é o mesmo Se vocês pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, Ele lhes dará. João 16:23 avia chegado o dia em que a equipe da Redação da Casa Publicadora Brasileira (CPB) distribuiria livros missionários no pequeno município de Pereiras, localizado a 170 quilômetros da cidade de São Paulo. Só havia um problema: a previsão era de chuva exatamente na hora em que deveríamos iniciar a distribuição. Mesmo assim, marcamos com nosso grupo de nos reunirmos em frente à editora às 14h para seguirmos juntos até a igreja de Pereiras, a 40 km de Tatuí, onde está a CPB. Acontece que, bem na hora de nossa saída, um dilúvio caiu em nossa cidade, e as informações davam conta de que em Pereiras a situação não era diferente. A pergunta que não queria calar era: Cancelar ou não o programa de distribuição de livros naquela tarde? Se cancelássemos, dificilmente conseguiríamos reunir o pessoal de novo, em virtude da agenda apertada de todos. Então, contrariando a lógica, resolvemos manter o desafio, crendo que o Deus poderoso da Bíblia é o mesmo que havia colocado em nosso coração o desejo de evangelizar. Conforme combinado, saímos por volta das 14 horas. Quarenta minutos depois, chegamos debaixo de chuva. Em nossa mente, porém, a oração em forma de pergunta era: “E agora, Senhor, o que fazer?” Éramos cerca de 60 voluntários e nos aglomeramos no pequeno cômodo que serve como igreja na cidade, enquanto a chuva não dava trégua lá fora. Antecipamos o culto que seria feito após a distribuição. Cantamos, oramos, testemunhamos e estudamos a Palavra, das três às quatro horas da tarde. Em nosso íntimo, a oração persistia para que Deus se manifestasse e nos desse condições de cumprir a missão. Bem no meio do culto, o imprevisível aconteceu. A chuva deixou de cair e deu lugar a uma réstia do Sol. Isso criou a condição apropriada para a distribuição. Mais do que depressa, saímos felizes para fazer chover esperança na cidade de Pereiras. Naquele dia, mais uma vez, Deus mostrou que não mudou e que tem poder sobre a chuva e o Sol e que está disposto a manipulá-los em resposta à oração de seus filhos. Se você deseja presenciar milagres, experimente orar para que Deus o ajude a cumprir a missão. Você perceberá que Ele tem prazer em atender a orações assim e que continua o mesmo Deus poderoso da Bíblia.

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Domingo

19 de novembro

O Rejeitado de todas as nações Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como Eu também não sou. João 17:19, NVI livro O Desejado de Todas as Nações é um clássico. Trata-se da mais bela biografia que já foi escrita sobre Jesus. O lindo título é retirado das páginas da Bíblia: “Farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações” (Ageu 2:6, 7, ARC). Nessa passagem, o profeta Ageu se refere à vinda do messias ao templo e o apresenta como alguém esperado por todos. Embora muitas pessoas de todos os tempos tenham desejado Jesus, a descrição mais exata do que ocorreu em sua primeira vinda foi sintetizada no início do evangelho de João: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1:11, ARA). Nesse sentido, Jesus foi mais rejeitado do que desejado. Infelizmente, isso continua sendo realidade. O resultado disso é que o verdadeiro cristianismo não é uma religião popular. O Cristo da Bíblia não é o que tem arrebatado multidões. Não é esse que estampa camisas de atletas e tem sido cantado em canções irreverentes. O que se vê por aí é um cristo relativo e indefinido. Um cristo multifacetado que serve aos gostos mais excêntricos possíveis. Um cristo descomprometido com o amor prático, um cristo preocupado com a prosperidade financeira de seus fiéis e sem nenhum compromisso com a verdade bíblica. Esse é um cristo que emociona multidões, mas não transforma vidas. Está na boca de artistas, que visam ao lucro com a popularidade desse nome. Esse cristo compartilha, sem nenhum pudor, o coração de pessoas com outros deuses, como o dinheiro, fama e sexo ilícito. Eu não quero esse cristo! Falsos cristãos seguem um cristo midiático, propagandeado como milagreiro. Para esse cristo, estão dispostos a dar vultosas quantias financeiras em troca de benefícios temporais. Para eles, o cristianismo verdadeiro não é atraente, não sentem poder nessa religião. A religião verdadeira, para esse grupo de pessoas, precisa atender a suas necessidades temporais. O verdadeiro Cristo foi pendurado na cruz, mas a morte não pôde retê-lo. Verdadeiros cristãos não têm diante de si uma realidade diferente. No entanto, da mesma forma como o verdadeiro Cristo é eterno e reina pelos séculos dos séculos, os verdadeiros cristãos reinarão com seu Senhor para sempre. Eu quero esse Cristo! E você?

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Segunda-feira

20 de novembro

Completamente de Deus Faço isso para que, de fato, eles também sejam completamente teus. João 17:19 s redes sociais deram voz para qualquer pessoa. A democracia da opinião é uma das mais marcadas características da interatividade na cibercultura. As postagens mais diversas estão abertas para reações, e os posicionamentos sobre temas polêmicos ou não infestam as timelines mundo afora. Motivados pela aparente discrição de escrever escondidos atrás de um teclado e uma tela, muitos assumem posicionamentos bem diferentes do que teriam coragem de assumir na vida real. E o pior: o suposto anonimato da web incentiva agressões verbais, calúnias e difamações. “Mascarados” pela rede, muitos destilam ódio com ataques de violência verbal, “trolagens” e destruição da reputação alheia. Um caso exemplar dos efeitos terríveis do comportamento de massa visto nas redes sociais foi o que aconteceu com Justine Sacco. No dia 20 de dezembro de 2013, em uma série de piadas no Twitter, ela publicou a infeliz declaração, momento antes de voar de Nova York para a Cidade do Cabo: “Indo para a África. Espero que não pegue Aids. Brincadeira. Sou branca!” Durante o voo, sem ela saber, sua publicação viralizou, e ela foi para os trending topics do Twitter. A infeliz mensagem preconceituosa, destinada para os 200 seguidores dela no Twitter, foi encaminhada para um site de humor, que tratou de tornar mundial a frase da executiva. Ela perdeu o emprego e a reputação. O pedido de desculpas dela em seguida não foi suficiente para minimizar os efeitos terríveis que a repercussão de sua postagem trouxe. Comportamentos como a frase irresponsável de Justine jamais devem fazer parte das incursões dos cristãos nas redes sociais. Uma oportuna paráfrase do texto de Efésios 4:29, contextualizada para a interatividade digital, poderia ser: “Que seus dedos não teclem nenhuma palavra infame, obscena e repugnante, mas unicamente o que for para edificação, conforme a necessidade; e, assim, transmita graça aos que leem, ouvem e veem.” Ao usar a internet hoje, faça cumprir em sua vida a oração de Jesus e seja completamente de Deus!

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Terça-feira

21 de novembro

Férias Em favor deles Eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. João 17:19, NVI stas estão sendo férias especiais. Por conta de compromisso de trabalho de minha esposa, estou com a responsabilidade de cuidar de nossa filha. Como toda criança dessa idade, a Ana exige bastante atenção. Então, para dar conta de alguns compromissos a cumprir e ainda cuidar dela com todo o amor que necessita e merece, preciso acordar mais cedo que o normal para realizar o que é neces​sário e ainda deixar tudo pronto e organizado para ela. É óbvio que, sem a ajuda da mãe, não faria nem a metade. Essa experiência que tem me feito tão bem pode ilustrar o que está sendo ensinado no versículo de hoje. Nesse texto, Jesus fala sobre um dos motivos centrais de sua santificação, durante seu período junto à humanidade. O Senhor disse que, por conta de seus discípulos, Ele buscava se achegar mais ao Pai em santidade. Mesmo sendo plenamente puro e sem nenhuma relação com o pecado, Jesus entendeu que precisava se dedicar integralmente à sua missão para que seus discípulos pudessem ser beneficiados com santidade. Isso significa que, só é possível fazer a diferença na vida das pessoas, quando estamos dispostos a nos dedicar de verdade. Quando o que está em jogo é a salvação de pessoas, a seriedade aumenta muito. Com esse pensamento, Jesus foi até as últimas consequências, venceu as mais terríveis tentações, suportou as mais difíceis provações e, finalmente, entregou a própria vida. Quando Deus nos separa em santidade, Ele tem o objetivo de revelar seu amor a quem ainda não o conhece. Se aprendermos a pensar como Jesus, nos colocaremos à disposição de Deus e das pessoas de modo pleno. Entretanto, uma decisão assim envolve renúncias sérias. Comentando esse assunto, Ellen White diz: “A luta contra o eu é a maior de todas as batalhas. A renúncia ao eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer uma luta” (Caminho a Cristo, p. 43). Quem se submete a Deus e permite que sua vida seja usada em seu serviço acaba sendo o principal beneficiado. De certa forma, as pessoas à sua volta estão sob sua responsabilidade. Dedique-​se para ajudá-las, dê o seu melhor e permita que o Espírito Santo santifique você em favor delas. Agindo assim, sua vida se tornará muito especial.

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Quarta-feira

22 de novembro

Mosqueteiros E peço que todos sejam um. João 17:21 ão dá para ser cristão e viver em desunião. Para os seguidores de Jesus, não vale a máxima: “Cada um por si, e Deus por todos.” Esse ditado tem mais que ver com a filosofia de Caim: “Por acaso eu sou o guarda do meu irmão?” (Gênesis 4:9). A vontade de Jesus, expressa no versículo de hoje, é a unidade. Os mosqueteiros estão mais próximos do ideal cristão: “Um por todos, e todos por um!” A realidade é que a igreja é composta por pessoas bem diferentes e que, em muitas situações, têm a tendência de não se entenderem. Diante de tanta diversidade, como é possível manter a unidade? Refletindo sobre isso, o apóstolo Paulo ensina como os cristãos podem permanecer unidos. Ele diz: “Sejam sempre humildes, bem-educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá” (Efésios 4:2-5). De acordo com o apóstolo, para nos mantermos unidos precisamos ter: (1) Humildade. Ser humilde é não se sentir superior a ninguém e nunca esquecer que Deus sempre estará acima de todos. (2) Boa educação. Cortesia, palavras apropriadas e mansidão são essenciais para que os relacionamentos sejam mantidos e desenvolvidos. É natural que ocorram desentendimentos, mas, se pelo menos uma das partes tiver bom senso, a esperança de um acordo continuará viva. (3) Paciência. Essa palavra revela uma das mais marcantes características de Deus. Quem se parece com o Pai a manifesta na vida e, por isso, se relaciona melhor com os outros. Saber que as pessoas não são perfeitas, tentar entender o motivo de suas atitudes e não se irar com facilidade são marcas de gente paciente. Além dessas características, Paulo acrescenta que devemos suportar “uns aos outros com amor”. Isso indica que a vida em comunidade – mesmo a cristã – não é fácil. Requer que as pessoas se tolerem em suas diferenças de ideias e temperamentos que, muitas vezes, se chocam. A fórmula para conseguir suportar as pessoas é traduzida na expressão “com amor”. Isso “porque o amor cobre multidões de pecados” (1 Pedro 4:8, ARA). Nos momentos finais de sua vida aqui na Terra, Jesus orou pela unidade de seus discípulos. Deus atende à oração de seu Filho quando nós, como mosqueteiros do Senhor, declaramos: “Cristo por todos, e todos por Cristo!” Que essa seja nossa realidade hoje!

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Quinta-feira

23 de novembro

Sinergia Eu estou unido com eles, e tu estás unido comigo, para que eles sejam completamente unidos, a fim de que o mundo saiba que me enviaste e que amas os meus seguidores como também me amas. João 17:23 ois mais dois são quatro. Certo? Depende. Se esses quatro estiverem em uma relação de sinergia, o resultado da adição será maior que o esperado. Na sinergia, o todo é maior que a soma das partes. A palavra sinergia significa cooperação, ou seja, trabalho em conjunto. No versículo de hoje, Jesus fala sobre isso. Nesse ponto de sua oração sacerdotal, o Senhor pede que os discípulos sejam unidos entre si. Em realidade, a sinergia de seus seguidores é derivada da união entre Ele e o Pai. Ou seja, sinergia gera sinergia, e isso potencializa os resultados. Como consequência da união na Trindade, de Jesus e seus discípulos e dos próprios discípulos entre si, o mundo saberá de fato que Deus, o Pai, ama a humanidade e que estabeleceu um plano para salvá-la. Quando as pessoas se unem em um propósito, isso não significa que sua personalidade seja anulada. O que acontece, em realidade, é a composição de uma espécie de mosaico feito de várias cores e formas que, por conta do conjunto, resulta em um belo quadro. Nesse sentido, e explicando a natureza da Divindade, Ellen White diz: “A unidade que existe entre Cristo e seus discípulos não anula a personalidade de nenhum. São um em desígnio, mente, em caráter, mas não em pessoa. É assim que Deus e Cristo são um” (A Ciência do Bom Viver, p. 422). De acordo com as características de cada um, Pai, Filho e Espírito Santo desempenham papéis diferentes e de igual importância no controle do universo. A união deles é um exemplo para nós. Compartilhando o mesmo objetivo, Eles unem forças. Por isso, seus resultados são incríveis. Essa unidade também impede que haja vaidade e disputa por posição. É esse tipo de relacionamento que Jesus espera de seus discípulos. Por ter entendido bem esse conceito, o apóstolo Paulo explicou como a igreja funciona: “Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo. […] Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas” (1 Coríntios 12:12, 14). Una-se a Jesus hoje e permita que o Espírito Santo conecte você àqueles que desejam ser úteis para seu reino. O resultado dessa soma será incrível. No reino de Deus, 1 + 1 pode resultar em uma multidão de salvos.

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Sexta-feira

24 de novembro

Avaliação Jesus estava no pátio do Templo, sentado perto da caixa das ofertas, olhando com atenção as pessoas que punham dinheiro ali. Marcos 12:41 m geral, as pessoas gostam do amor, perdão e misericórdia de Jesus, que são marcas de sua personalidade, mas a maioria ignora o fato de que Ele, com atenção, observa nossa vida, sobretudo para identificar a motivação de nossas ações e decidir qual será nosso destino final. De forma indireta, alguns elementos do versículo de hoje remetem à atual atividade de Cristo no Céu. O texto diz que Ele estava no templo observando as atitudes das pessoas. Desde 22 de outubro de 1844, Jesus está no lugar santíssimo do santuário celestial, avaliando a conduta das pessoas que o aceitaram como Senhor e Salvador. No templo de Deus, onde ocorre esse juízo de investigação, existem três livros: (1) livro da vida; (2) livro memorial; (3) livro dos pecados. No livro da vida, estão registrados os nomes de todas as pessoas que se entregaram a Cristo e “entraram para o serviço de Deus” (Cristo em Seu Santuário, p. 110). O fato de ter o nome nesse livro não garante a salvação, mas significa que a pessoa será avaliada pelo justo e misericordioso Juiz do universo. Segundo Ellen White, “no livro memorial de Deus, toda ação de justiça se acha imortalizada. Ali, toda tentação resistida, todo mal vencido, toda palavra de terna compaixão que se proferir, acham-se fielmente historiados. E todo ato de sacrifício, todo sofrimento e tristeza, suportado por amor de Cristo, encontra-se registrado” (ibid., p. 111). No livro dos pecados, estão registrados todos os pecados cometidos por aqueles que têm o nome no livro da vida. “Ao lado de cada nome, nos livros do Céu, estão escritos, com terrível exatidão, toda má palavra, todo ato egoísta, todo dever não cumprido, e todo pecado secreto, assim como toda artificiosa hipocrisia. Advertências ou admoestações enviadas pelo Céu, e que foram negligenciadas, momentos desperdiçados, oportunidades não aproveitadas, influência exercida para o bem ou para o mal, assim como seus resultados de vasto alcance, tudo é historiado pelo anjo relator” (ibid., p. 111, 112). Todo esse processo de investigação é presidido por Jesus, pois ainda atua como nosso advogado. Isso significa que ninguém precisa ter medo do juízo de Deus. O tribunal celestial está aberto e todos nós podemos entrar nele pela fé, clamar pela misericórdia divina e ter os pecados perdoados. Faça isso hoje e perceba Jesus olhando com amor e atenção para você.

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Sábado

25 de novembro

Quando pouco é muito Então chegou uma viúva pobre e pôs na caixa duas moedinhas de pouco valor. Marcos 12:42 cena é uma das mais conhecidas da Bíblia. Jesus percebe uma viúva pobre e destaca a oferta dela como a mais valiosa do dia. Era uma mulher paupérrima. De acordo com o Comentário Bíblico Adventista, a expressão traduzida como “pobre” nesse texto significa “mendiga” ou “indigente”. No evangelho de Lucas, o termo usado sugere a ideia de alguém que “precisa trabalhar cada dia a fim de ter alimento para o dia seguinte” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 710). As duas moedas que ela depositou no recipiente do templo eram o lepton, feito de cobre e que “pesava menos de um grama e valia poucos centavos” (ibid.). A mulher era de fato pobre e, do ponto de vista monetário, sua oferta era insignificante. Em contrapartida, Jesus também percebeu a postura dos ofertantes ricos, que doavam dinheiro em grande quantidade. Ao se comparar os dois tipos de ofertantes e ofertas, a pergunta que surge é: Por que Cristo considera o pouco da viúva muito, e o muito dos ricos pouco nessa história? É possível que os homens que depositaram as ricas ofertas no gazofilácio do templo fossem os mesmos que o Senhor havia condenado antes de falar da viúva. De acordo com Cristo, o “prazer deles é ostentar títulos acadêmicos, receber elogios publicamente, desfrutar posições de destaque e assentar-se nos lugares principais durante o serviço religioso. Além disso, o tempo todo eles exploram os fracos e indefesos. Quanto mais oram, pior fica a situação deles. Mas, no fim, eles irão pagar por tudo isso” (Marcos 12:38-40, A Mensagem). Com base na versão acima, é possível dizer que esses homens maus queriam compensar sua maldade dando dinheiro para o templo, como se quisessem comprar a Deus. Além disso, conforme o próprio Cristo observou, eles estavam dando do que sobrava, enquanto a mulher dera tudo o que tinha. Sobre a viúva, Ellen White disse: “O coração acompanhou-lhe a dádiva; seu valor foi estimado não pela importância da moeda, mas pelo amor para com Deus e o interesse para com sua obra, que a motivaram” (O Desejado de Todas as Nações, p. 615). Para Deus, mais importante do que a quantidade é a qualidade da oferta. Em realidade, Ele não precisa do dinheiro de ninguém, mas deseja que ofertante e oferta, em última análise, sejam a mesma coisa. Por isso, deposite-se no gazofilácio do Céu, e o pouco de sua vida vai se transformar no muito de Deus.

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Domingo

26 de novembro

A praça dos pombos Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Marcos 12:43 o centro da cidade em que moramos, há a praça da Matriz. Minha filha a chama de “praça dos pombos”, porque o lugar vive cheio dessas aves dóceis. Uma das diversões preferidas da Ana é correr entre os pombos e alimentá-los. Em geral, quando vamos até lá, levamos canjiquinha de milho para vermos os pombos se aglomerarem em torno da comida. Como, naquela manhã, nosso destino original não era a “praça dos pombos”, saímos sem a canjiquinha, mas decidimos mudar nossa rota para brincar com os pombos. A Ana deu a ideia de comprarmos a canjiquinha no supermercado bem em frente à praça. Quando abri minha carteira, porém, percebi que tinha deixado dinheiro e cartões em casa. A Ana ficou um pouco triste, mas ainda assim topou passear um pouco na praça e correr entre os pombos que estavam por ali. Enquanto estávamos tentando atrair as aves, mas sem a isca da canjiquinha, percebi que um homem com a roupa toda suja e rasgada se aproximou de nós. Ele aparentava ter cerca de 60 anos de idade. A princípio, fiquei um pouco incomodado com a insistência dele em olhar para a Ana. Contudo, sua expressão facial revelava algo de carinho e havia nele um tom que, de alguma forma, me lembrava meu pai. Ele estava comendo um pão francês, possivelmente o único alimento que havia conseguido até aquela hora. Ana não o percebeu, absorta entre os poucos pombos que insistiam em ficar perto dela, mesmo sem oferta de comida. O tempo passou um pouco e, envolvido na tentativa de animar minha filha, esqueci o pobre homem de rua. Porém, ele fez algo que eu não esperava. Levantou-se do banco, com a metade de seu pão na mão e, com um sorriso bem ao estilo vovô, jogou seu café da manhã para cima com o simples objetivo de fazer uma criança feliz. Os pombos não se fizeram de rogados e centenas deles pousaram no chão da praça para comer as migalhas de pão. Mancando e escorado em uma muleta, o idoso foi saindo com uma expressão de satisfação no rosto. Eu fiquei ali paralisado com a poesia daquele momento, envolvido pela felicidade inocente de uma criança e a bondade de um anônimo, que deu toda a comida que tinha para alegrar minha filha. Produzidos com a mais pura sinceridade e desprendimento, gestos desse tipo recebem a aprovação do Céu. Foi assim com a viúva pobre, com o morador de rua e pode ser com você também.

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Segunda-feira

27 de novembro

Enxada Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver. Marcos 12:44 impossível não se emocionar ao ver o vídeo de formatura da estudante Kauany Sousa. No alto de uma escada, de onde desciam os formandos para se encontrar com familiares e amigos, ela surge segurando um cartaz no qual estava escrito: “Meus pais, meus heróis.” Até aí, nada demais. Porém, quando ela deixa o cartaz de lado, empunha sobre a cabeça a enxada com a qual seu pai sustentou seus estudos, desce os degraus de seu dia de glória em lágrimas e é abraçada pelo casal de homenageados, sua formatura deixa de ser comum e passa a merecer destaque nacional. O vídeo de apenas dois minutos teve milhões de visualizações no YouTube. Nascida em uma família muito pobre, que morava numa casa de taipa e barro com apenas um quarto e sem camas, no interior do Rio Grande do Norte, Kauany foi alfabetizada bem mais tarde que o convencional e só assistiu a um programa de televisão aos 17 anos de idade. Para ajudar em casa, a garota pobre acompanhava o pai na roça. Segundo ela, em tempos difíceis, o pai recebia apenas 20 reais por semana. Em um depoimento ao jornal Folha de S. Paulo, Kauany diz: “Agradecíamos quando um vizinho nos dava um prato de comida.” Ela continua: “Nessa época, aprendi a ler debaixo de uma árvore, sentada no chão, graças a uma conhecida que, depois, me levou à escola. Mas meus irmãos não continuaram nos estudos. Seguiram o ciclo da roça: trabalhar, casar e ter filhos.” Depois de concluir tardiamente o ensino médio e com o sonho de fazer jornalismo, Kauany tentou uma bolsa em uma faculdade particular. Como a instituição não oferecia o curso desejado, ela iniciou e concluiu serviço social. Depois de cursar três períodos, ela foi aprovada no vestibular para jornalismo na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. A homenagem marcante ocorreu na formatura de serviço social. Essa é a história de uma pessoa que deu tudo o que tinha, fez muito do pouco que lhe foi dado e coroou com gratidão sua linda vitória. Gente assim não passa despercebida pelos olhos de Jesus. Em contexto diferente, a viúva pobre entrou para a história como alguém que deu tudo o que tinha em gratidão por tudo o que Deus significava para ela. Faça das situações de sua vida oportunidades de crescimento. Lembre-se de quem contribuiu para seu sucesso e sempre honre, com gratidão, aqueles que Deus tem usado para fazer de você um vencedor.

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Terça-feira

28 de novembro

Pedra sobre pedra Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. Mateus 24:2, ARA o alto do monte das Oliveiras, a visão do templo era maravilhosa. Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, a construção lembrava uma montanha coberta de neve e, quando o Sol brilhava sobre suas paredes revestidas de mármore e ouro, uma linda luz, que podia ser vista de longe, era refletida. O prédio estava passando por uma grande reforma, que o deixaria ainda mais imponente. Como bons judeus, os discípulos de Jesus tinham muito orgulho do templo. Cheios de admiração com toda aquela riqueza, eles disseram para o Senhor: “Mestre, veja que pedras e edifícios impressionantes!” (Marcos 13:1). Aquela era a última semana do ministério terrestre de Jesus, mas os discípulos pareciam anestesiados com a ideia de seu mestre assumir o poder, decretar a independência nacional e restaurar a glória de Israel. Eles não percebiam que nada disso ocorreria. Estava em curso um processo que culminaria no contrário das expectativas dos discípulos. Em sua chegada a Jerusalém, Jesus foi aclamado pelo povo, o que intensificou a inveja dos líderes da nação; na sequência, Ele purificou o templo, e isso encheu de ódio os sacerdotes; depois disso, proferiu discursos contra a hipocrisia dos escribas e fariseus no pátio do templo. O resultado dessa sequência de atitudes foi a resolução, por parte dos saduceus e fariseus, de que Jesus deveria ser morto. Sem demora. Os discípulos não percebiam nada disso e, na iminência de perder seu Senhor, eles se davam ao luxo de se impressionar com riqueza e sonhar com glórias passageiras. Foi nesse contexto que Jesus proferiu sua famosa frase em relação ao templo: “Não ficará pedra sobre pedra.” O objetivo do Senhor era desviar a mente de seus discípulos da ilusão da glória humana para a realidade da tragédia da rejeição divina. Como havia sido profetizado por Ageu, o “Desejado de todas as nações” estava em seu templo, mas não havia sido reconhecido e recebido como tal. “Não ficará pedra sobre pedra” é uma frase que ecoa até hoje. Enquanto o ser humano continua se iludindo com a glória passageira do mundo, a Palavra de Deus insiste em nos avisar de que essas coisas passarão e que só a glória divina é eterna. Não se iluda com a beleza dos “templos” de hoje. Impressionese com a linda salvação de Jesus e você permanecerá para sempre.

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Quarta-feira

29 de novembro

Falso Espírito Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Mateus 24:4 mentira é a marca da religião falsa desde o início. No Éden, a serpente enganou Eva e ofereceu a ela o que não podia entregar. Ao longo dos séculos, essa tática se repete de diferentes formas e, nos últimos dias, tem sido intensificada. De acordo com Jesus, o antídoto para o engano é ter a mente conectada ao Espírito Santo: “Ele ensinará toda a verdade a vocês” (João 16:13). Contudo, um falso Espírito Santo está em ação em nossos dias fazendo o contrário do original. O culto místico ao Espírito Santo que se pratica em muitas religiões cristãs enfatiza muito a competência sensorial e miraculosa do Espírito Santo. Evidencia-se, nesses cultos, a presença e atuação do suposto Espírito Santo por meio de manifestações de êxtase, choro e sinais milagrosos. Essa é uma falsificação do Espírito Santo. O próprio Espírito Santo adverte por intermédio do apóstolo Paulo a respeito das falsificações que temos visto hoje em dia: “O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. Eles darão atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vêm de demônios. Esses ensinamentos são espalhados por pessoas hipócritas e mentirosas, pessoas cuja consciência está morta como se tivesse sido queimada com ferro em brasa” (1 Timóteo 4:1, 2). O verdadeiro Espírito Santo transforma a vida do verdadeiro cristão. Ele não é uma espécie de gênio da lâmpada para satisfazer desejos, produzindo sensações emocionais, como temos visto em nossos dias. Cristo disse que o Espírito que estava sobre Ele o compelia a evangelizar os pobres. O verdadeiro Cristo, movido pelo verdadeiro Espírito, não esperava enriquecer à custa da ingenuidade das pessoas. Pelo contrário, Ele veio para dar e não para receber. Falsos cristãos são egocêntricos; só pensam em si mesmos. Buscam um espírito financista e egoísta. O suposto serviço que esse tal espírito oferece, como um bem capitalista, precisa ser pago e muito bem pago, por sinal. Essa é uma religião que não se preocupa sinceramente com as pessoas. Só se elas tiverem como pagar por isso. Para não ser enganado, abra seu coração para o verdadeiro Espírito de Deus. Ele não deixará você errar e o levará ao conhecimento da verdade.

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Quinta-feira

30 de novembro

Falsos cristos Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. Mateus 24:5, ARA xistem falsificações de todo o tipo. Nos grandes centros, é possível comprar os chamados produtos de segunda linha, que imitam os originais e dão ao cliente a ilusória sensação de usar o que não podem pagar. Em geral, quem faz uso desse comércio acredita que está fazendo um grande negócio, mas a realidade é bem diferente. Esses produtos quebram rapidamente e sempre há alguma coisa que revela, aos olhos atentos, a diferença do original. Na religião, ocorre algo semelhante. No versículo de hoje, Jesus se refere aos falsos cristos dos últimos dias. Quem “compra” essas falsificações, em consequência, torna-se um falso cristão. Para não ser iludido, é preciso conhecer o verdadeiro Cristo e segui-lo a fim de não se confundir com as falsificações que existem por aí. Jesus só pode ser conhecido por meio da Bíblia. Gosto da frase que ouvi certa vez de um pastor: “Não acredito em cristão que não lê a Bíblia.” O mundo está cheio de cristãos falsos, que seguem uma caricatura de Cristo. Existem cristos para todos os gostos. O que tem predominado em nossos dias é o cristo para consumistas. Falsos cristãos recorrem a esse falso cristo para terem suas necessidades materiais saciadas. Não estão em busca da salvação e da transformação que o evangelho produz. Desejam prosperar materialmente, querem curas para suas doenças e seu objetivo é apenas usar a religião para ter o que necessitam. Tratam Jesus como se fosse um objeto “tecnológico” mágico. Se percebem que não precisam mais dele, esses “cristãos” o descartam, como fazem com seus aparelhos ultrapassados. O Cristo verdadeiro é o Cristo da Bíblia. Sem a Palavra de Deus, porém, surge uma patética imagem de um cristo complacente e sem compromisso com a verdade. Cristãos falsos não estudam a Bíblia. Estão na igreja, mas dedicam tempo a tudo, menos às Escrituras. Podem falar com desenvoltura sobre filmes, novelas e esportes em geral, mas sobre o evangelho não têm nada a dizer. Oferecendo a ilusão da satisfação dos gostos pessoais, o falso cristianismo não pode atender à real necessidade humana: a salvação. Comprar produtos falsificados, além de não ser correto, nunca é um bom negócio. Hoje, você tem a oportunidade de ter o Cristo verdadeiro. E de graça. Você só precisa crer e permitir que Ele transforme sua vida. Negócio fechado?

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Sexta-feira

1º de dezembro

Congelador A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará. Mateus 24:12 pecado é o congelador do amor. Com a iniquidade multiplicada em proporções nunca antes vistas na história, as pessoas estão ficando cada vez mais insensíveis e perdendo gradativamente o senso de amor a Deus e ao próximo. De acordo com Jesus, esse é um dos sinais de seu retorno. Vivemos no tempo do surgimento do neoateísmo. Essa ideologia que nega a existência de Deus está presente em várias frentes do pensamento atual e de forma militante. Os meios de comunicação de massa, formadores de opinião, sites de humor, filmes e novelas estão impregnados com esse pensamento. De forma intencional, sarcástica e agressiva, os valores cristãos vêm sendo combatidos e apresentados como ultrapassados e sem valor. Com total irreverência, programas de TV e vídeos na internet debocham do nome de Deus e dos ensinos da Bíblia. Cumprindo as palavras de Jesus, a disseminação de pecados desse tipo faz o amor de muita gente cair abaixo de zero no termômetro espiritual. Por conta das ideias de quem nega a existência de Deus, muitas pessoas estão sendo esfriadas na perdição. O resultado aparece na falta de moralidade presente na vida de muitos hoje em dia. Negando a existência do grande Legislador do universo, rejeitam-se as leis que deveriam reger a humanidade. Por conta disso, a sexualidade está terrivelmente deturpada; o conceito de família, adulterado; a corrupção torna-se padrão, e a violência espalha-se sem controle. Lamentavelmente, os efeitos dessa massa de ar frio espiritual afetam a igreja. Essa era glacial pecaminosa adensa suas camadas de impiedade e ameaça apagar a chama de amor que ainda brilha no mundo. Muitos jovens cristãos já não sentem mais o coração aquecido com a Palavra de Deus, desconhecem o fervor espiritual, e a chama da graça de Cristo não queima mais em seu coração congelado pelas influências mundanas. Os ventos frios do relativismo secam o conceito de verdade da mente de muita gente. Como consequência, passa-se a acreditar que “tudo é normal”. Expressões como “não tem nada a ver” e “isso é coisa do passado” são usadas como jargões na defesa dos “avanços” liderados por gente de “mente aberta” na igreja. Essa onda espiritual gélida desaquece o poder do evangelho e tira a capacidade do povo Deus de iluminar e aquecer a escuridão gélida do mundo. Para seu amor não morrer de frio, aqueça-se hoje com a graça de Cristo e livre-se dos efeitos congelantes do pecado.

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Sábado

2 de dezembro

Corrupção Quanto vocês me pagam para eu lhes entregar Jesus? E eles lhe pagaram trinta moedas de prata. Mateus 26:15 corrupção é um câncer. Só no Brasil, de acordo com dados da Fiesp, todos os anos são desviados de setores essenciais, como saúde, educação e segurança pública, cerca de 70 bilhões de reais. Essa “doença” mortal consome os rendimentos do povo, aumenta a desigualdade social e contribui para o estágio terminal da economia. Infelizmente isso não é algo novo nem “privilégio” do Brasil. A corrupção é tão antiga quanto o pecado. Nem mesmo aquela que deveria ser a instituição mais pura da história, o grupo dos apóstolos, viu-se livre das garras do terrível desejo de se apropriar de dinheiro alheio. De acordo com João, Judas, o tesoureiro da equipe, era ladrão. Diante da extravagância de Maria Madalena, que gastou 300 denários em um frasco de perfume e o quebrou junto aos pés de Jesus para honrá-lo, Judas torceu o nariz e, com um falso moralismo, disse: “Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres?” (João 12:5). Ao louvar Maria por seu ato de amor desinteressado, Jesus “repreendera a Judas. Antes disso, o Salvador nunca lhe fizera uma censura direta. Agora, a reprimenda irritou-lhe o coração. Decidiu vingarse. Da ceia, saiu diretamente para o palácio do sumo sacerdote, onde encontrou reunido o conselho, e ofereceu-se para lhes entregar Jesus nas mãos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 563, 564). Essa foi a mais corrupta negociata da história. Alguns comentaristas sugerem que Judas, com raiva de Jesus e querendo reaver pelo menos parte do dinheiro que deixou de ganhar com o perfume, aceitou vender o Senhor por 30 moedas de prata, que equivaliam a 120 denários, menos da metade do valor do perfume. O contraste da atitude dele com a de Maria é imenso. Enquanto ela honrou Jesus com um perfume que custava um ano de trabalho, Judas vendeu o Senhor, recebendo como propina o valor que se pagava por um escravo. Para Maria, Jesus era um rei. Para Judas, não passava de um servo. Movido por ganância, orgulho e inveja, Judas deixou Satanás ser o maestro de sua vida. O custo de sua corrupção, porém, foi alto. Perdeu a vida eterna e entrou para a história como uma das piores pessoas que já existiu. Como Maria, deixe o amor de Deus reger sua vida, e o resultado será honestidade, honra e eternidade.

A


Domingo

3 de dezembro

Livre-arbítrio Mestre, o senhor não está achando que sou eu; está? Mateus 26:25 capacidade de escolher é uma das mais importantes características que Deus colocou na humanidade. Criados à imagem e semelhança divina, somos dotados com o livre-arbítrio, que nos confere o direito de definir que destino daremos à própria vida. Isso também valia para Judas. Embora Jesus soubesse que ele seria o traidor, o discípulo poderia ter escolhido outro final para sua história. Ele não estava predeterminado para trair Jesus, mas foram suas escolhas conscientes que o tornaram traidor. Jesus lutou para livrar Judas desse destino, mesmo sabendo da tramoia do discípulo para traí-lo. Segundo Ellen White, “mesmo depois de se ter duas vezes comprometido a trair seu Salvador, havia oportunidade de arrependimento” (O Desejado de Todas as Nações, p. 720). A terrível escolha de Judas foi orientada pelos raciocínios pecaminosos que dominavam sua mente. Com o coração sujo pelo orgulho e ganância, ele fechou os ouvidos para as advertências do Senhor, que via com clareza onde os passos errados dele iam dar. Deus conhece o futuro. Contudo, isso não é incompatível com o livre-arbítrio humano. Em realidade, a onisciência divina está a serviço de todos nós, na medida em que o Espírito Santo trabalha em cada coração para que nossas escolhas sejam corretas. A visão de Deus sobre o futuro é uma bênção para nós. Sobre isso, diz o profeta: “O Senhor […] não se esconderá de vocês. Ele é o seu mestre, e vocês o encontrarão quando quiserem. Se vocês se desviarem do caminho, indo para a direita ou para a esquerda, ouvirão a voz dele atrás de vocês, dizendo: ‘O caminho certo é este; andem nele’” (Isaías 30:20, 21). Jesus não se escondeu de Judas. Mesmo no último momento, o Salvador lutou para impedir a traição. Na santa ceia, a voz do Senhor foi clara e ofereceu oportunidade de arrependimento. “Mas o derradeiro apelo de amor foi desatendido. Então o caso de Judas ficou decidido, e os pés que Jesus lavou saíram para ir fazer a obra do traidor” (ibid.). Em vez de se arrepender, Judas escolheu agir com o cinismo que vemos no versículo de hoje e, assim, desperdiçou sua última chance. Use sempre seu livre-arbítrio para o bem. Escolha ouvir a voz de Jesus e orientar sua trajetória com base na Palavra de Deus. Agindo assim, sem dúvida, a história de sua vida será bem diferente do final infeliz de Judas.

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Segunda-feira

4 de dezembro

Amor de redenção Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Lucas 22:19 edenção é uma das palavras mais lindas e fortes para ilustrar o que Deus fez por nós ao enviar seu Filho a este mundo mau. Originalmente, esse termo está relacionado ao comércio, em especial o de escravos. Redimir é comprar algo ou mesmo resgatar um bem que se perdeu. O caso mais dramático para representar o conceito de redenção no Antigo Testamento está registrado no livro de Oseias. O profeta se casou com uma mulher de reputação duvidosa, e o resultado dessa união foi traição após traição. O nível de impiedade de Gômer era tanto que ela fugiu de casa e, aprofundada na prostituição, tornou-se escrava. Contudo, Deus ordenou que Oseias a resgatasse: “‘Comece tudo de novo. Ame sua esposa de novo, […] sua esposa infiel” (Oseias 3:1, A Mensagem). Com uma linguagem carregada de sentimento, o profeta narra sua atitude diante da ordem divina: “Foi o que fiz. Tive de pagar para tê-la de volta. Custou-me o preço de um escravo. Eu disse a ela: ‘A partir de agora, você vai ficar comigo. Chega de prostituição, chega de dormir com qualquer um por aí. Você vai morar comigo e eu vou morar com você’” (Oseias 3:2, 3, A Mensagem). Ao comprar sua esposa de volta, Oseias a redimiu. No versículo de hoje, no contexto da santa ceia, Jesus fala do preço de nossa redenção. Ao comer a Páscoa com os apóstolos, o Senhor apresentou os símbolos do preço do mais dramático resgate do universo. Ao se referir à sua carne e sangue, Ele revelou que sua morte seria o custo de nossa liberdade. Como Gômer, estávamos aprisionados nas mãos de Satanás, o terrível mercador de escravos, mas Cristo, em seu amor infinito, desceu ao porão mais sujo e fétido do universo para nos libertar. O apóstolo Pedro captou com beleza o conceito de redenção: “Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi uma coisa que perde o seu valor como o ouro ou a prata. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como um cordeiro sem defeito nem mancha” (1 Pedro 1:18, 19). Ninguém precisa ficar preso na escravidão do pecado. O preço foi pago, a cadeia foi aberta, estamos livres! Viva este dia feliz na certeza de que o mais profundo, incrível e inexplicável amor de redenção entrou em cena para libertar você.

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Terça-feira

5 de dezembro

Recordação Façam isto em memória de mim. Lucas 22:19 em dúvida, a santa ceia é uma das mais lindas cerimônias do cristianismo. Instituída pelo próprio Jesus, na última semana de seu ministério terrestre, a cerimônia funciona como uma ponte entre o Céu e a Terra. No discurso cheio de emoção que proferiu para seus discípulos mais chegados, o Senhor disse: “Como tenho desejado comer este jantar da Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento! Pois Eu digo a vocês que nunca comerei este jantar até que Eu coma o verdadeiro jantar que haverá no Reino de Deus” (Lucas 22:15, 16). A santa ceia marcou a despedida de Jesus e foi estabelecida para que, em todos os tempos e lugares, seus seguidores se lembrassem do Senhor e sonhassem com o dia em que, assentados à mesa do Céu, poderão festejar os resultados definitivos da redenção. Cheio de amor e emoção, Jesus disse: “Não se esqueçam de mim. Depois de minha partida, celebrem sempre essa cerimônia e se lembrem da promessa de meu retorno.” De acordo com Ellen White: “A santa ceia aponta à segunda vinda de Cristo. Foi destinada a conservar viva essa esperança na mente dos discípulos […]. Nas tribulações, encontravam conforto na esperança da volta de seu Senhor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 659). Na santa ceia, os cristãos também podem compreender todas as nuances do sacrifício de Cristo na cruz, representado pelos símbolos dessa cerimônia sagrada. Além de garantir a vida eterna para seus filhos, no Calvário, Jesus conquistou para nós também as bênçãos materiais necessárias para nosso sustento, enquanto o aguardamos. Sobre isso, diz Ellen White: “Mesmo esta vida terrestre, devemos à morte de Cristo. O pão que comemos é o preço de seu corpo quebrantado. A água que bebemos é comprada com seu derramado sangue” (ibid., p. 660). Na santa ceia, portanto, lembramos que Jesus é nosso atual e eterno provedor. No coração de todo verdadeiro cristão, bate a esperança de um dia sentar à mesa do Céu e, assim, cumprir o desejo de Cristo de comer conosco o jantar que celebrará a vida eterna. Enquanto esse dia não chega, lembre-se de Jesus e ore por seu retorno com a intensidade desta linda canção: “Até quando, Senhor? Até quando? Nós teremos que esperar? / Até quando, Senhor? Até quando? Nós teremos que chorar? / Apressa esse dia, apressa, o mais que puderes, ó Pai, / Pois nós já estamos cansados, cansados da luta e da dor. […] Vem logo, Senhor, vem logo, vem logo, Senhor. Amém.”

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Quarta-feira

6 de dezembro

Expiação Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês. Lucas 22:20 ma das mais impressivas e recorrentes imagens bíblicas para traduzir o conceito de salvação é a do sangue de um animal inocente que é derramado para a remoção da culpa de um transgressor. Em um dos textos mais célebres do evangelho, João Batista diz sobre Jesus: “Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Em outras palavras, o profeta estava dizendo que Jesus viera para expiar nossos pecados. Expiação significa purificação, limpeza e purgação. Antigamente, era comum os pais darem purgantes aos filhos com o propósito de limpar o corpo das crianças dos vermes. Expiar é purgar o ser humano do parasita do pecado, que é um estado verminoso de culpa que nos separa de Deus e nos faz culpados diante do justo tribunal celestial. Em realidade, o purgante do pecado é o sangue de Jesus. Ao se referir aos sacrifícios de animais que apontavam para a obra expiatória de Cristo, o próprio Deus esclarece: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida” (Levítico 17:11, ARA). Em Hebreus, também lemos: “De fato, de acordo com a lei, quase tudo é purificado com sangue. E, não havendo derramamento de sangue, não há perdão de pecados” (Hebreus 9:22). Com esse conceito em mente, Cristo explicou para os apóstolos o significado do puro suco de uva tomado em toda cerimônia de santa ceia em memória de seu sacrifício. Ele estava ensinando que seu sangue é a garantia de nossa salvação. O sangue de Jesus tem esse poder porque só ele nos purifica do pecado. Para deixar isso bem claro, o apóstolo Paulo comparou: “O sangue de bodes e de touros e as cinzas da bezerra queimada são espalhados sobre as pessoas impuras, e elas ficam purificadas por fora. Se isso é assim, imaginem então quanto maior ainda é o poder do sangue de Cristo! Por meio do Espírito eterno Ele se ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício sem defeito. E o seu sangue nos purifica por dentro, tirando as nossas culpas” (Hebreus 9:13, 14). Se você deseja que a expiação seja uma realidade em sua vida, permita que o precioso sangue de Jesus purgue seu coração do pecado e garanta que não haverá nada que impedirá seu acesso ao Céu.

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Quinta-feira

7 de dezembro

Tecendo a manhã Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, você dirá três vezes que não me conhece. Marcos 14:30 m dos poemas mais bonitos de João Cabral de Melo Neto é “Tecendo a manhã”. Na primeira estrofe, o poeta diz: “Um galo sozinho não tece uma manhã: / ele precisará sempre de outros galos. / De um que apanhe esse grito […] antes / e o lance a outro; e de outros galos / que com muitos outros galos se cruzem / os fios de sol de seus gritos de galo, / para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos.” Nessa pérola da literatura brasileira, o autor compara o surgimento de um novo dia aos cantos de galos que cortam a madrugada, um após outro, tecendo a claridade do sol à medida que o som de seu canto se intensifica. O principal ensino de Cabral nesse poema é a realidade de que, na vida, não se faz nada sozinho. Dependemos uns dos outros para que o mundo se torne um lugar mais iluminado. Contudo, em uma quinta-feira escura e fria do ano 31 de nossa era, na Judeia, um “galo” achava que podia cantar sozinho para trazer luz para a própria vida: “Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem! […] Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor!” (Marcos 14:29, 31). Era assim que Pedro cantava de galo no terreiro dos apóstolos. Seu “grito” influenciou os demais: “E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa” (Marcos 14:31). Só quem não se impressionou foi Jesus: “Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, você dirá três vezes que não me conhece” (Marcos 14:30). Pedro não deu ouvidos à advertência de Jesus. Talvez por duvidar das previsões catastróficas de Cristo, o apóstolo não preparou o coração para a maior crise de sua vida. No meio da noite mais escura de sua existência, depois de ver sua expectativa frustrada, de negar o Senhor e de ouvir o galo cantar a segunda vez, “Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito” (Marcos 14:72). Ao escutar o som do galo cortar as trevas de sua negação, “Pedro caiu em si e começou a chorar” (Marcos 14:72), e um novo dia raiou para ele. Como Pedro, ouça hoje o som da esperança soando em seu coração e contemple a nova manhã de oportunidades que Deus está tecendo para você.

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Sexta-feira

8 de dezembro

Prensa Jesus foi com os discípulos para um lugar chamado Getsêmani. Mateus 26:36 m dos locais preferidos de Jesus em Jerusalém era o monte das Oliveiras, onde havia muitos pés dessa árvore frutífera. Nesse monte, porém, havia um jardim com um nome bem sugestivo: Getsêmani, que significa “prensa de azeite”. A prensa é um objeto criado para espremer, esmagar e moer. Desde os tempos antigos, é usado para extrair o azeite de oliva. Foi para esse local que Jesus se dirigiu para confirmar sua decisão de morrer por nós. Ele se sentia espremido, esmagado e moído. Ellen White descreve esse momento de maneira tocante: “À medida que avançava, mais se aprofundava essa estranha tristeza […]. Seu corpo cambaleava como se estivesse prestes a cair. […] Cada passo que dava agora fazia-o com extremo esforço. Gemia alto, como sob a opressão de terrível fardo. Por duas vezes, os companheiros o sustiveram, do contrário teria tombado por terra” (O Desejado de Todas as Nações, p. 686). No Getsêmani, Jesus estava sendo prensado entre o dever e a amargura do cálice que tomaria. Foi nesse contexto que orou em angústia, com sangue lhe saindo pelos poros: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que Eu quero, mas o que Tu queres” (Mateus 26:39). O esmagamento de Cristo no Getsêmani era resultado de os pecados do mundo inteiro terem sido colocados sobre seus ombros. Como consequência, passou a sentir algo que desconhecia: o inevitável distanciamento do Pai. Naquele momento, Cristo estava assumindo nossa culpa e se tornava réu, digno de morte no tribunal celestial. Para tornar ainda mais trágico esse quadro, Satanás estava presente com suas tentações sujas. Ele queria desviar Jesus da cruz e intensificou a angústia do Salvador. “Satanás dizia-lhe que, se se tornasse o penhor de um mundo pecaminoso, seria eterna a separação. Ele se identificaria com o reino de Satanás, e nunca mais seria um com Deus” (ibid., p. 687). Contudo, Jesus o venceu mais uma vez e resolveu seguir com o plano da salvação. No Getsêmani, o azeite da salvação fluiu de Jesus. Na “prensa de azeite” do monte das Oliveiras, Ele foi espremido e esmagado na expectativa de que nós nos tornássemos o recipiente em que o precioso óleo da salvação é depositado e oferecido. Abra o coração e permita que o azeite de Jesus perfume e tempere sua vida com amor e santidade.

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Sábado

9 de dezembro

24 horas Será que vocês não podem vigiar comigo nem uma hora? Mateus 26:41 que você faria se soubesse que tem menos de 24 horas de vida? A resposta a essa pergunta depende de quais têm sido suas prioridades e de sua visão a respeito do futuro. Quem tem vivido apenas para si, focado em prazeres egoístas e em ganhos pessoais, certamente pensará em gastar suas últimas horas de vida com coisas que reflitam essa perspectiva, mas com o amargo sabor na boca de que um definitivo ponto-final está colocado no breve texto da vida. A postura de Jesus em suas últimas 24 horas revela que, para Ele, a morte não significava o fim de sua missão. Fica claro que Jesus enxergava seu sacrifício no Calvário como parte de um plano maior. Por isso, Ele entendia que precisava passar pela morte e vivia os momentos que a antecediam com a intensidade espiritual que marcara toda sua vida. Sobre isso, reflete John Stott: “Na quinta-feira santa, Jesus tinha visto o sol se pôr pela última vez. Dentro de mais ou menos quinze horas, seus membros seriam estendidos na cruz. Dentro de vinte e quatro horas, Ele estaria morto e enterrado. E Ele sabia disso. Contudo, o extraordinário é que Ele estava pensando a respeito de sua missão como ainda no futuro, não no passado” (A Cruz de Cristo, p. 57). Pensando dessa maneira, Jesus convidou seus discípulos para orar. No entanto, a visão deles era diferente. Eles não conseguiam perceber a seriedade do momento. Dormiram quando deviam permanecer acordados. Literalmente inconscientes da gravidade da situação, imaginaram que a morte não chegaria para o Senhor no dia seguinte. Com a carne e espírito fracos, os discípulos ficaram completamente desorientados depois da morte de Jesus. Poderia ter sido diferente, se eles tivessem até ali desviado a mente da Terra para o Céu. Absortos em seu egoísmo e desejo de grandeza, eles não conseguiam perceber que, enquanto displicentemente dormiam, o destino do mundo era decidido a poucos metros. A vida de Jesus sempre foi marcada por seu inamovível senso de missão. Essa realidade não foi diferente em suas últimas 24 horas. Ele esperou que esse mesmo sentimento estivesse no coração de seus discípulos. Entretanto, naquela noite no Getsêmani, Jesus não foi correspondido. Ele continua em busca de gente que decida orientar a vida com base na própria salvação e na de outros. Se você escolher viver assim, não haverá dúvidas sobre como serão suas últimas 24 horas de vida.

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Domingo

10 de dezembro

Substituição Caifás era quem tinha dito aos líderes judeus que era melhor para eles que morresse apenas um homem pelo povo. João 18:14 os esportes coletivos, existe a possibilidade da substituição de atletas durante a partida. Os treinadores podem retirar jogadores cansados, machucados ou que não estão com o rendimento técnico esperado e substituí-los por outros em melhores condições. Em geral, jogadores de futebol não gostam de ser substituídos. Já vi casos de uns que se recusaram a deixar o campo e de muitos outros que saíram resmungando e com cara feia para o treinador. Contudo, algumas substituições mudaram o rumo de jogos e trouxeram a vitória que parecia impossível. O texto bíblico de hoje fala de uma substituição desejada pelos “jogadores”. Os judeus viviam sob o domínio opressor do império romano; por isso, os líderes da nação formulavam jogos políticos para tentar tornar a convivência vantajosa para eles. Nesse sentido, procuravam desmantelar lideranças populares que quase sempre comandavam insurreições contra os romanos. Na interpretação do sinédrio, o povo estaria em risco, caso essas rebeliões fossem para frente, pois os romanos seriam impiedosos para sufocá-las. Em realidade, porém, a preocupação dos líderes judeus era não perder o posto e os privilégios, substituídos por outros com maior capacidade de controle popular. É nesse contexto que entra em cena o esperto Caifás. Genro do sumo sacerdote Anás, substituiu o sogro no comando do sinédrio. Por conta de sua esperteza, Caifás bateu o recorde de tempo na função: 18 anos. Sua longa permanência no cargo é explicada pelo fato de ele ter sido corrupto e por ter feito acordos cheios de vantagens pessoais para ele e os romanos. Entretanto, mesmo sem saber, o ímpio Caifás, conforme registrado no versículo de hoje, pronunciou uma das mais importantes verdades da Bíblia. O risco do povo judeu, nesse caso, não era por conta do jugo romano, mas do satânico. Condenada no pecado, só restava para a humanidade a morte eterna. Porém, o único modo de escapar desse destino trágico seria se alguém com plena capacidade resolvesse nos substituir. Jesus entrou em campo e nos permitiu assistir à sua vitória, sem termos que “jogar”. Agradeça hoje a Ele pelo fato de substituir você e louve a incrível capacidade divina de mudar a história do jogo de sua vida.

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Segunda-feira

11 de dezembro

Fogueiras alternativas Por causa do frio, os empregados e os guardas tinham feito uma fogueira e estavam se aquecendo de pé, em volta dela. Pedro estava de pé, no meio deles, aquecendo-se também. João 18:18 noite era fria e escura. Esse era o cenário ideal para ilustrar o frio e a escuridão do coração de Pedro. Até aquele dia, Jesus tinha sido a chama que iluminava e aquecia o coração do apóstolo. Porém, empunhar a tocha da verdade naquele momento de crise pareceu arriscado demais para esse discípulo conhecido por altos e baixos. Sem pensar muito no que significavam suas palavras, Pedro havia prometido que jamais abandonaria o Senhor. Para tentar provar isso, com o sangue quente, ele cortou a orelha de um soldado. Jesus lhe disse: “Guarde a sua espada! Por acaso você pensa que Eu não vou beber o cálice de sofrimento que o Pai me deu?” (João 18:11). É como se Cristo estivesse dizendo: “Esse fogo que está lhe queimando agora é estranho, Simão. É fogo de palha.” As faíscas de fé de Pedro não seriam suficientes para livrá-lo das baixíssimas temperaturas que se aproximavam. Amarrado e tratado como um criminoso, Jesus foi introduzido na casa do sumo sacerdote para ser interrogado, mas “Pedro ficou do lado de fora, perto da porta” (João 18:16). Por permissão de uma funcionária, porém, ele entrou e tentou se comportar como se não tivesse nada a ver com o que estava ocorrendo. Enquanto Jesus era interrogado, e suas respostas definiam o futuro da humanidade, Pedro também passava por um interrogatório que colocava em jogo o próprio futuro: “– Você não é um dos seguidores daquele homem? – Eu, não! – respondeu ele” (João 18:17). Pedro, friamente, negou o Senhor e foi se aquecer ao lado dos empregados e guardas. Foi junto a uma fogueira qualquer que o coração de Pedro esfriou para Jesus e queimou em sua tripla negação. Jesus é o sol que aquece e ilumina a vida. Quando Ele é negado, um vazio congelante invade o peito e, no desespero, as pessoas procuram fogueiras alternativas para tentar sobreviver ao terrível inverno da ausência de Deus. Prazeres ilícitos, poder, dinheiro e fama são como fogos de artifício, bonitos, fugazes e perigosos, para quem chega perto. Quais são as fogueiras do mundo que você tem usado para tentar aquecer o coração? Apague-as. Elas são atrativas, mas, em vez de aquecer, queimam quem se aproxima delas. Deixe Jesus brilhar em sua vida e nunca mais você precisará de fogueiras alternativas.

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Terça-feira

12 de dezembro

Verdade revelada O que é a verdade? João 18:38 as você é um rei ou não é?” Pilatos insistiu na pergunta depois de ouvir uma resposta completamente estranha para seu modo de enxergar a vida e a política. Jesus havia lhe dito: “Meu reino não consiste naquilo que pode ser visto. Se fosse, meus seguidores lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas não sou esse tipo de rei, não um rei conforme o mundo” (João 18:36, A Mensagem). A essa altura, Pilatos ficou ainda mais perturbado. No diálogo, o Senhor tinha revelado que, diferentemente dos reinos do mundo, o seu governo é fundamentado no conhecimento e propagação da verdade. Ele disse: “Por ser Rei, nasci e vim ao mundo para que pudesse dar testemunho da verdade. Aquele que se importa com a verdade e tem alguma sensibilidade a ela reconhece a minha voz” (João 18:37, A Mensagem). Pilatos não sabia o que era a verdade, muito menos tinha a mínima sensibilidade a ela. Era um conceito completamente estranho para ele. Observe que sua pergunta não é: “Qual é a verdade?” “O que é verdadeiro?” ou “Onde está a verdade?”. Ele queria saber o que era essa coisa chamada verdade. A forma como a pergunta foi construída revela seu completo desconhecimento do conceito. Para ele, valores como verdade e moralidade não existiam. Não eram úteis e poderiam, em realidade, atrapalhar seus interesses corruptos. Ele vivia num mundo em que a mentira era a verdade. A conversa com Jesus estava virando seu mundo de cabeça para baixo. Diante da dignidade real de Cristo, Pilatos sentiu-se ameaçado por valores que não conhecia e, por um momento, a lógica do reino de Deus começou a fazer sentido. Ellen White esclarece: “Pilatos teve desejo de conhecer a verdade. Seu espírito estava confundido. Apegou-se ansioso às palavras do Salvador […]. Mas não esperou a resposta. O tumulto lá fora lembrou-lhe os interesses do momento; pois os sacerdotes clamavam por ação imediata” (O Desejado de Todas as Nações, p. 727, itálico acrescentado). Entre a verdade e a mentira, Pilatos escolheu o que lhe pareceu mais cômodo. A verdade aponta para interesses eternos; mas, no mundo em que Pilatos vivia, o que vale é o momentâneo e o passageiro. A multidão o fez aterrissar nesse território perverso. Quem deseja saber o que é a verdade precisa se concentrar na resposta e, para isso, transportar-se para a dimensão divina. Hoje, Jesus deseja lhe revelar o que é a verdade. Você o ouvirá?

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Quarta-feira

13 de dezembro

Jesus Barrabás Naquela ocasião estava preso um homem muito conhecido, chamado Jesus Barrabás. Mateus 27:16 a Páscoa, um cordeiro morreu para que o filho condenado fosse salvo. Quando o anjo destruidor passou pelo Egito para cumprir a sentença mortal, a casa que estava com o sangue do cordeiro na porta não recebeu a terrível visita, e o primogênito foi poupado. Em certo sentido, esse cenário se repetiu na Páscoa do ano 31, em Jerusalém. Pilatos queria livrar Jesus da morte e viu no costume de soltar um prisioneiro na Páscoa essa possibilidade. Então, ele perguntou à multidão: “Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?” (Mateus 27:17). Barrabás era um terrível e sanguinário criminoso. Sua condenação era justa de acordo com as leis estabelecidas. Segundo Ellen White, “esse homem afirmara ser o Messias. […] Sob uma ilusão satânica, pretendia que tudo quanto pudesse obter por furtos e assaltos fosse seu. […] Sob a capa de entusiasmo religioso, era um endurecido e consumado vilão, dado à rebelião e à crueldade” (O Desejado de Todas as Nações, p. 733). Por isso, Pilatos estava convencido de que o povo preferiria que Jesus, e não Barrabás, fosse absolvido. Contudo, o sentido verdadeiro da Páscoa entrou em cena e salvou o criminoso da morte. Como o versículo de hoje revela, Barrabás era xará de Jesus. Portanto, seu primeiro nome significa “Jeová salva”. Já o sobrenome, Barrabás, significa “filho do pai”. Assim, o sentido completo de seu nome, “Jeová salva o filho do pai”, faz referência à Páscoa, na qual Deus salva os filhos primogênitos de Israel a partir da oferta de um cordeiro inocente. A multidão escolheu condenar Jesus e salvar Barrabás, coagida pelos líderes religiosos e instigada por Satanás. Entretanto, o que aquele povo não sabia era que o criminoso Barrabás, simbolizando todos nós, escaparia da morte porque Deus tinha resolvido sacrificar Jesus em lugar da humanidade. Aquela foi a maior Páscoa de todas e, por isso, a última. Nela, o verdadeiro cordeiro foi morto, e Barrabás, absolvido. No ano 31, o sentido da Páscoa foi cumprido. Somos todos Barrabás: culpados, condenados e sem esperança. Porém, o Cordeiro se ofereceu para morrer em nosso lugar. No sacrifício de Jesus, o nome de um dos mais odiados criminosos da história encontrou seu verdadeiro significado. Naquela Páscoa, Jeová salvou os filhos do Pai. Eu e você.

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Quinta-feira

14 de dezembro

Com as mãos sujas Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Mateus 27:22, ARA ilatos tinha certeza da inocência de Jesus. Além disso, sua esposa lhe procurou, dizendo: “Não tenha nada a ver com esse homem inocente porque esta noite, num sonho, eu sofri muito por causa dele” (Mateus 27:19). Convencido de que Jesus não era culpado, Pilatos pôs em prática sua experiência política para tentar livrar o inocente da pena. Em seu livro, A Cruz de Cristo, John Stott identifica quatro atitudes erradas do governador romano diante de Jesus. (1) Tentou transferir o caso para Herodes. “Quando soube que Jesus era da região governada por Herodes, Pilatos o mandou para ele, pois Herodes também estava em Jerusalém naquela ocasião” (Lucas 23:7). Por medo de enfrentar os desafios da vida cristã, somos tentados a transferi-los para os outros. Entretanto, como ocorreu com Pilatos, a decisão sempre volta para nós (Lucas 23:11). (2) Usou medidas parciais. Depois de Herodes devolver Jesus sem proferir nenhuma sentença, Pilatos, pressionado pelos líderes judeus e por sua consciência, acreditou ter achado a solução para o caso de Jesus: “Eu vou mandar que Ele seja chicoteado e depois o soltarei” (Lucas 23:16). Cristo era inocente e devia ser tratado como tal. O evangelho não permite concessões com o erro. Ou Cristo é tudo para nós, ou não será mais nada. (3) Quis fazer o certo pelo motivo errado. “Na Festa da Páscoa, Pilatos tinha o costume de soltar algum preso, a pedido do povo” (Lucas 23:17). O governador deve ter acreditado que essa ideia fosse incrível, afinal, Barrabás era criminoso, e Jesus, inocente. Pragmático, ele queria soltar Jesus, mesmo que a justiça não fosse feita. Porém, “toda a multidão começou a gritar: – Mate esse homem! Solte Barrabás para nós!” (Lucas 23:18). A politicagem não deu certo. Com Jesus, só funciona o certo pelo motivo certo. (4) Lavou as mãos. “Então Pilatos […] mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: – Eu não sou responsável pela morte deste homem. Isso é com vocês” (Mateus 27:24). A decisão era de Pilatos, mas ele tentou acalmar a consciência negando a culpa. Porém, naquele dia, suas mãos foram tingidas com o sangue inocente de Jesus. Pilatos condenou o Salvador à morte na cruz e a si mesmo à morte eterna. Contudo, a pergunta que ele fez à multidão ecoa hoje ainda em nossos ouvidos: “Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?” Você precisa responder. Ficar em cima do muro não é uma opção.

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Sexta-feira

15 de dezembro

Lágrimas Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim, mas por vocês e pelos seus filhos! Lucas 23:28 filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, fez um sucesso estrondoso. Seu grande diferencial é a hiperênfase no sofrimento físico de Jesus. As cenas mostram riqueza de detalhes e requinte de crueldade. Há notícias de pessoas que morreram ao assistir ao filme, como um pastor brasileiro, uma mulher americana e outra venezuelana. Os três foram vítimas de infarto fulminante dentro de cinemas em seus respectivos países. Esses casos ilustram como a ênfase exagerada no sofrimento físico de Jesus, tal como retratado em A Paixão de Cristo, impede as pessoas de se beneficiarem de maneira plena da mensagem do evangelho e, em sentido espiritual e até físico, causa morte e não vida. Essa não é uma percepção nova a respeito do sofrimento de Cristo. Quando Jesus se dirigiu para o calvário com o corpo ensanguentado pelo terrível açoite e com uma coroa de espinhos na cabeça, muitas pessoas que estavam em Jerusalém e assistiram à tortura a que o Senhor foi submetido demonstraram sentimento de consternação e pena. Lucas relata: “Uma grande multidão o seguia. Nela havia algumas mulheres que choravam e se lamentavam por causa dele” (Lucas 23:27). Jesus viu essas manifestações e interveio, dizendo: “Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim, mas por vocês e pelos seus filhos!” (Lucas 23:28). Com educação e sem menosprezar as pessoas, o Senhor quis deixar claro que o sentimento de pena, especialmente por conta do sofrimento físico, não é o mais apropriado diante do sacrifício dele. Há muito mais do que dor e morte envolvido nas cenas da cruz. E é o sentido mais profundo que Jesus espera que seus seguidores captem. O drama da cruz reside no fato de que, “sobre Cristo como nosso substituto e penhor, foi posta a iniquidade de nós todos. […] A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de seu desagrado por causa da iniquidade, encheu de consternação a alma de seu Filho” (O Desejado de Todas as Nações, p. 753). O que você sente quando pensa na cruz e no sofrimento de Jesus? Pena? Esse não deve ser o foco. No calvário, contemplamos o Pai irado castigando o pecador com justiça. Deveríamos chorar pensando no fato de que aquele era o nosso lugar e louvar a Deus, com alegria, por Jesus ter se oferecido para nos salvar. Pense em Cristo hoje e derrame lágrimas pelo motivo certo.

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Sábado

16 de dezembro

A cruz de Cristo Em seguida o levaram para fora a fim de o crucificarem. Marcos 15:19 inda me recordo do impacto que a descoberta do capítulo 53 de Isaías teve sobre mim. Lembro-me da emoção que essas letras sagradas produziram no início de minha adolescência. Muitos anos antes de os fatos do Calvário ocorrerem, Isaías descreveu com precisão cirúrgica o drama da cruz. De modo magistral, esse que é considerado por muitos o capítulo mais importante do Antigo Testamento, apresenta o que causou a morte de Jesus. (1) Nossos pecados. “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Isaías 53:5, ARA). De acordo com esse versículo, foram nossos pecados que causaram a morte do Senhor. Pecado é coisa séria. Custou a vida do Filho de Deus. Por isso, não podemos brincar com as ofertas que o inimigo coloca diante de nós. (2) A vontade do Pai. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Isaías 53:6, ARA). Nesse sentido, o versículo 4 acrescenta a expressão “ferido de Deus” para referir-se a Jesus. Na cruz, movido por um amor descomunal, Deus, o Pai, sacrificou o Filho em substituição à morte da humanidade. Octavio Winslow diz: “Quem entregou Jesus para morrer? Não foi Judas, por dinheiro; não foi Pilatos, por temor; não foram os judeus, por inveja – mas o Pai, por amor!” Na cruz, um Pai cheio de amor entregou o próprio Filho para salvar a mim e a você, gente que não merecia. (3) A entrega de Jesus. “Certamente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Isaías 53:4, ARA). Ninguém forçou Jesus a fazer o que fez. A cruz foi um ato espontâneo e que respeitou a livre vontade do Senhor. Em várias passagens, o próprio Cristo confirmou sua disposição amorosa: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. […] O Pai me ama porque Eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas Eu a dou por minha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la” (João 10:11, 17, 18). Em resposta a essa entrega de Jesus, a única coisa que podemos oferecer é todo o nosso ser para Ele em completa devoção e satisfação. A cruz foi o palco em que o maior espetáculo do universo foi apresentado. Nela, uma combinação de causas convergiram para revelar o glorioso e extravagante amor de Deus. Olhe hoje para o Calvário, e a salvação olhará para você.

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Domingo

17 de dezembro

Ele não desceu da cruz Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo! Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele! Mateus 27:42 ão impressionante quanto o fato de Jesus ter ido à cruz é a sua escolha em permanecer nela. Se quisesse, Ele poderia ter descido daquele rústico instrumento de tortura antes que a salvação da humanidade fosse consumada. Contudo, Ele resolveu permanecer pregado no madeiro, mesmo diante do escárnio expresso no versículo de hoje. Outra ironia de nosso texto bíblico é a condição que os líderes religiosos impuseram para manifestar fé em Jesus. Com a mente anuviada pelo pecado e sem a mínima compreensão de como funciona o pensamento divino, eles pediram, com zombaria, que Ele fizesse exatamente o que eliminaria por completo a possibilidade da fé. Se Cristo descesse da cruz, não haveria mais esperança para a humanidade. A permanência dele ali pendurado até que a morte rasgasse seu coração garantiu que todos nós poderíamos exercer fé na graça divina. Os insultos destacaram aspectos fundamentais da salvação provida na cruz. Os líderes continuaram: “Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora!” (Mateus 27:43). Foi exatamente a confiança de Jesus no Pai que teleguiou sua jornada até a cruz. No plano divino, esse era o caminho do Filho de Deus. As profecias apontavam para isso e, na matemática divina, a equação da salvação só estaria resolvida se o Cristo desse sua vida no lugar dos pecadores. Embora o Pai estivesse determinado a entregar a vida do Filho, certamente havia muito sofrimento em seu coração. Movido por um amor inexplicável, Deus enviou Jesus e garantiu que a humanidade tivesse esperança. Uma das cenas mais lindas do filme A Paixão de Cristo é uma tomada aérea da cruz. Nesse momento, uma lágrima cai do Céu e toca a terra, promovendo um forte terremoto. A sugestão é que Deus chorou quando seu Filho se entregou. Isso não está relatado na Bíblia, mas serve para ilustrar o custo divino da salvação. A Trindade demonstrou muito amor ao manter Jesus na cruz diante de tanto sofrimento e escárnio dos líderes religiosos. Louve hoje a Jesus pelo fato de Ele ter permanecido na cruz. A morte dele, pendurado naqueles dois toscos pedaços de madeira, é a garantia de nossa vitória.

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Segunda-feira

18 de dezembro

Perdão Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo. Lucas 23:34 ssa oração de Jesus, pendurado entre o céu e a terra, revela que, no momento de sua maior agonia, a primeira preocupação do Senhor foi orar para que o perdão divino alcançasse seus algozes. Sem dúvida, essa expressão de Jesus revela muito a respeito de seu coração amoroso e perdoador. A atitude de Cristo na cruz contrasta com a de muita gente. Por pouca coisa, há quem sempre esteja disposto a xingar e amaldiçoar os outros. No entanto, segundo Ellen White, diante da maior injustiça que já foi cometida sobre a face da Terra, Jesus “não murmurou uma queixa. O rosto permaneceu-lhe calmo e sereno, mas grandes gotas de suor borbulhavam-lhe na fronte. Nenhuma mão piedosa a enxugar-lhe do rosto o suor da morte nem palavras de simpatia e inabalável fidelidade para lhe confortar o coração humano. Enquanto os soldados executavam a terrível obra, Jesus orava pelos inimigos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 744). O espírito de rancor e vingança não é o espírito de Cristo. Não há dúvida de que tanto os judeus, que entregaram Cristo para morrer, quanto os romanos, que executaram a sentença injusta, eram culpados de um crime abominável. Porém, Jesus viu, mesmo para aquelas terríveis pessoas, uma possibilidade de salvação. Sem justificar o erro delas, clamou para que o Pai lhes desse uma oportunidade de arrependimento. Embora estivesse sendo maltratado, humilhado e cruelmente assassinado, Jesus teve maturidade espiritual e emocional para enxergar além dos atos praticados contra si. Ele identificou a ignorância de seus algozes como a causa de sua ação. “Eles não sabem o que estão fazendo”, foi sua oração cheia de amor em relação àqueles que o pregaram na cruz. Devemos imitar a maneira de Jesus lidar com o erro alheio. Se quisermos ser como Ele, precisamos ter maturidade para enxergar motivos ocultos por trás de injustiças cometidas contra nós. Em vez de encher o coração de mágoa e inflamar a vida com ódio e vingança, o melhor caminho é orar e estar com o coração aberto para o perdão. Diante das falhas dos outros, procure ter a mente de Cristo. Peça a Deus hoje para olhar para o semelhante como Cristo olhou para você. Receba e distribua o perdão divino, e a paz sempre será uma realidade em sua vida.

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Terça-feira

19 de dezembro

Vestes de salvação Em seguida, tirando a sorte com dados, os soldados repartiram entre si as roupas de Jesus. Lucas 23:34 texto acima deixa transparecer a amplitude da humilhação de Jesus na cruz. O fato de os soldados repartirem entre si as roupas do Senhor sugere que Ele foi pregado completamente nu na cruz do Calvário. Há quem defenda, porém, que era costume cobrir as partes íntimas do condenado com uma espécie de lençol. Ao longo dos anos, as artes plásticas cristãs reproduziram essa ideia, em especial por respeito à pessoa de Jesus. Seja como for, em nudez completa ou parcial, a realidade é que o Senhor foi despido, e isso intensificou seu sofrimento e a humilhação que foi lançada sobre Ele. No terceiro capítulo de Gênesis, a Bíblia também retrata uma cena de nudez. Depois de sucumbir à tentação, Adão e Eva “perceberam que estavam nus” (Gênesis 3:7). Em diálogo com Deus, o primeiro homem explicou o motivo de ter fugido: “Eu ouvi a tua voz, quando estavas passeando pelo jardim, e fiquei com medo porque estava nu. Por isso me escondi” (Gênesis 3:10). Envergonhados, Adão e Eva costuraram para si uma incômoda roupa feita de folhas de figueira. É inevitável perceber a relação entre as cenas apresentadas acima. No Éden, a nudez de Adão revelou o pecado e a condenação; no Calvário, a nudez de Jesus revelou a justiça divina e salvação do pecado. No Éden, o ser humano tentou providenciar uma forma alternativa de vestuário para tentar esconder suas vergonhas; no Calvário, Jesus assumiu nossa vergonhosa culpa e não usou nenhum subterfúgio para escondê-la. Em substituição aos trapos malfeitos de folha de figueira, “o Senhor Deus fez roupas de peles de animais para Adão e a sua mulher se vestirem” (Gênesis 3:21). Esse texto revela o fato de que um animal teve que morrer para que roupas apropriadas fossem feitas para o primeiro casal. A morte do animal inocente proveu as vestes que restituíram a dignidade de Adão e Eva. Na cruz, Jesus foi morto para que pudéssemos nos revestir de suas vestes de justiça. Quem aceita o sacrifício de Cristo é envolvido pela santidade de Jesus. É recebido no Céu como se fosse o próprio Filho de Deus. Jesus se humilhou e ofereceu a vida para que que eu e você tivéssemos o direito de usar as roupas da salvação. Vista-se hoje com a justiça e a santidade de Cristo e se prepare para desfilar nas passarelas da vida eterna com a dignidade de um filho de Deus.

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Quarta-feira

20 de dezembro

Roupas limpas Não vamos rasgar a túnica. Vamos tirar a sorte para ver quem fica com ela. João 19:24 ato de tirar as roupas de um condenado tinha o objetivo de intensificar a humilhação. A intenção era deixar claro que a pessoa crucificada não tinha qualquer dignidade e que merecia a vergonha pública. Era exatamente isso que estava ocorrendo com Jesus. Sobre isso, a Bíblia registra: “Em seguida, tirando a sorte com dados, os soldados repartiram entre si as roupas de Jesus. O povo ficou ali olhando, e os líderes judeus zombavam de Jesus” (Lucas 23:34, 35). Ao assumir nossa culpa, Jesus atraiu sobre si toda a indignidade que era nossa. A humilhação a que Ele foi exposto revela o nível de impiedade que estava carregando. O sorteio que os soldados fizeram da roupa de Jesus me faz lembrar de um relato bíblico marcante que envolve vestuário. Trata-se de uma visão do profeta Zacarias, na qual lhe foi revelada a terrível situação em que se encontrava o sumo sacerdote Josué. O inimigo de Deus estava a postos com o propósito de humilhá-lo e condená-lo à morte. Diz o relato bíblico: “Satanás estava à direita de Josué, pronto para acusá-lo […]. Josué, vestido com roupas sujas, continuava de pé em frente do Anjo” (Zacarias 3:1, 3). As vestes sujas de Josué simbolizavam pecado, e um sumo sacerdote não podia comparecer diante da presença divina daquele jeito, sob pena de perder a vida. O profeta Zacarias registrou assim a intervenção divina em defesa de Josué: “Aí o Anjo disse aos seus ajudantes que tirassem a roupa de Josué e depois lhe disse: – Assim eu tiro os seus pecados e agora vou vesti-lo com roupas de festa. Em seguida, o Anjo mandou que os seus ajudantes pusessem na cabeça de Josué um turbante que havia sido purificado. Eles puseram o turbante na cabeça dele e o vestiram com roupas de festa; e o Anjo do Senhor continuava ali de pé” (Zacarias 3:4, 5). A condição de Josué reflete a nossa: “Todos nós nos tornamos impuros, todas as nossas boas ações são como trapos sujos” (Isaías 64:6). No entanto, quando Satanás se apresenta para nos humilhar e pedir nossa condenação, Jesus aparece para limpar nossos pecados e oferecer suas puras vestes de justiça. No Calvário, para não rasgar a túnica de Jesus, os soldados tiveram que fazer um sorteio para determinar qual deles ficaria com ela. Você não precisa contar com a sorte para vestir-se com a justiça de Jesus. Creia nele hoje e substitua seus trapos sujos pela limpíssima túnica da salvação.

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Quinta-feira

21 de dezembro

Trevas ao meio-dia Mais ou menos ao meio-dia o sol parou de brilhar, e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde. Lucas 23:44 dia nunca é tão dia quanto ao meio-dia. No entanto, na sexta-feira mais importante da história da humanidade, densas trevas escureceram a parte mais clara do dia. Esse tipo de paradoxo na natureza marcou a entrada e a saída de Jesus de sua vida entre nós. Segundo Douglas Webster: “No nascimento do Filho de Deus, houve luz à meia-noite; na morte do Filho de Deus, houve trevas ao meiodia.” Em um de seus sermões, o grande pregador Charles Spurgeon destacou: “Nunca percam de vista que esse milagre de fechar os olhos do dia, exatamente ao meio-​dia, foi realizado por nosso Senhor em sua debilidade. Ele havia caminhado sobre o mar, ressuscitado mortos e sarado aos enfermos nos dias de sua força; porém, agora, […] [está] sem forças e sedento. […] No entanto, possui o poder de escurecer o Sol exatamente ao meio-dia.” Trevas ao meio-dia revelam a obediência da natureza a Jesus e intensificam o drama da cruz ao ilustrar a completa escuridão que separava a humanidade de Deus. Durante três horas, o mundo percebeu de modo evidente o desprazer divino com o pecado e pôde ter um vislumbre da dor que havia no coração do Pai ao ter que se separar de seu Filho unigênito. O profeta Isaías revela toda a intensidade da separação que o pecado promove entre a humanidade e Deus: “Pois são os pecados de vocês que os separam do seu Deus, são as suas maldades que fazem com que Ele se esconda de vocês e não atenda as suas orações” (Isaías 59:2). Nunca esse texto se cumpriu de maneira tão intensa como naquela sexta-feira em que Cristo assumiu nossa culpa. Com o coração dilacerado, Ele chegou a clamar: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mateus 27:46). As trevas que envolveram Jesus acenderam a luz da salvação para nós. Se a vida escureceu à sua volta e você parece perdido, tateando na escuridão do pecado, lembre-se hoje das palavras do salmista: “Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia (Salmo 139:11, 12, NVI). Isso é possível porque houve trevas ao meio-dia daquela sexta-feira. Quando tudo estiver escuro, deixe Jesus brilhar na meia-noite de sua vida.

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Sexta-feira

22 de dezembro

Sem cortinas Então a cortina do Templo se rasgou em dois pedaços, de cima até embaixo. Mateus 27:51 impossível não se emocionar com a história de Christopher Duffley. Filho biológico de uma mulher viciada em drogas, o menino nasceu cego, autista e com traços de cocaína no sangue. Abandonado em um orfanato da Flórida, foi retirado de lá pela família de sua tia paterna. Em seu novo lar, de forma incrível, Christopher desenvolveu o dom da música. Ele toca piano e canta muito bem. A internet está recheada de vídeos do menino. Um deles, em especial, é marcante. Com os trejeitos característicos de suas limitações, diante de muitas pessoas, Christopher canta em inglês seu hino preferido, cujo refrão expressa a linda oração: “Abra os olhos de meu coração, Senhor. Eu quero vê-lo.” A despeito de todos os impedimentos que a vida lhe trouxe, o menino foi capaz de aprender a louvar a Deus e fazer pessoas se emocionarem com a oração de um garoto cego e autista que clama para ver Jesus. Esse sonho tem acompanhado milhares de cristãos ao longo dos séculos. A volta de Jesus será a concretização material dessa esperança. Antes disso, porém, onde houver corações cheios de fé clamando por ver Cristo, o Céu estará aberto para a revelação do Filho de Deus. Em sua canção preferida, Christopher suplica pela visão de Cristo: “Vê-lo exaltado em majestade, brilhando à luz da sua glória.” Esse louvor está em harmonia com o versículo de hoje e com o ensino do Novo Testamento. Entre todos os fenômenos que ocorreram no momento da morte de Cristo, destaca-se o fato de que o véu do santuário em Jerusalém foi rasgado de alto a baixo. A significação disso é profunda. Deus estava invalidando todo o serviço de adoração que fosse oferecido naquele lugar e transferindo a atenção de seus filhos para o santuário celestial. Depois de sua ressurreição, Jesus ascendeu ao Céu e entrou no templo que não foi feito por mãos humanas. É o que diz o apóstolo Paulo: “Por meio da cortina, isto é, por meio do seu próprio corpo, ele nos abriu um caminho novo e vivo” (Hebreus 10:20). O corpo de Cristo foi rasgado para que não haja mais cortinas de separação entre Ele e seus filhos. Resta-nos hoje o clamor de Christopher Duffley: “Abra os olhos de meu coração, Senhor. Eu quero vêlo.” Para quem ora assim, a cortina do Céu está aberta, e o Cristo glorificado pode ser visto pelos olhos do coração.

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Sábado

23 de dezembro

Consumado Está consumado! João 19:30, ARA agamento. Sentença executada. Vitória. Esses são os significados da expressão que Jesus usou no momento mais importante da história humana. Em grego, “está consumado” remete ao contexto comercial, jurídico e militar. No mundo greco-romano, quando cidadãos contraíam dívidas, eles assinavam uma espécie de nota promissória. Esse documento era a prova da dívida e só poderia ser anulado ao ser quitada a conta. O comprovante do pagamento era a expressão “está consumado” (tetelestai) carimbada sobre a nota. Segundos antes de morrer, Jesus carimbou com seu sangue nosso escrito de dívida ao pagar nossa conta e bradar para o universo inteiro que nós não devemos mais nada. A expressão que Jesus usou também era usada por oficiais de justiça ao aplicar sentenças. No Calvário, para nos salvar, Jesus comunicou a falência do plano do inimigo. Satanás tentou a todo o custo evitar que Cristo fosse ao Calvário por ter a certeza de que isso significaria sua derrota definitiva. Ao gritar “está consumado!”, Jesus evidenciou que o inimigo havia perdido a razão de reclamar a humanidade como sua. O “está consumado” de Jesus foi a declaração de nossa liberdade. Outro uso comum da expressão traduzida como “está consumado” era no grito de vitória dos exércitos vencedores. Depois de lutarem e vencerem, era comum soldados bradarem a conquista com um “está consumado”. Como diz a canção, “a cruz do calvário é a nossa vitória”, e o “está consumado” de Jesus foi a evidência disso. Essa, porém, não foi a última vez que Jesus usou a palavra em questão. De acordo com a revelação, quando subiu ao Céu, Ele a pronunciou, vitorioso, nas cortes celestiais: “Pai, está consumado. Cumpri a tua vontade, meu Deus. Completei a obra da redenção. Se a tua justiça está satisfeita, ‘onde Eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste’” (A Verdade sobre os Anjos, p. 222, itálico acrescentado). Sobrecarregado com o fardo dos pecados do mundo inteiro nos ombros, aparentemente derrotado, do fundo de seu partido coração, o autor e consumador de nossa fé deu o brado que pagou definitivamente nossa dívida, bateu o martelo de nossa liberdade e proclamou nossa inquestionável vitória, para nos ter para sempre ao seu lado. Em resposta a tão grande amor, permita que Ele conclua definitivamente a obra que começou em sua vida.

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Domingo

24 de dezembro

Espetáculo Todos os que estavam reunidos ali para assistir àquele espetáculo viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito em sinal de tristeza. Lucas 23:48 e acordo com os dicionários, a palavra “espetáculo” significa “representação pública […] teatral, musical, cinematográfica, circense, uma exibição de trabalhos artísticos etc. Também tem a definição de tudo o que atrai a vista ou prende a atenção. Às vezes, recebe sentido pejorativo, transformandose num escândalo ou desdém”. Considerando a postura das mais diversas pessoas que testemunharam o drama da cruz, a palavra espetáculo parece de fato apropriada para definir tudo o que ocorreu naquela sexta-feira em que Cristo se entregou para nos salvar. No meio da multidão que seguiu o cortejo de Jesus até o Calvário, certamente havia pessoas que estavam ali movidas apenas por curiosidade sádica. Para esses, o sofrimento de Jesus não passou de um show com o objetivo de entreter as massas. Para outros, a cruz de Cristo foi motivo de desdém, chacota e escândalo. A postura dos líderes religiosos se enquadra bem nesse perfil. O espetáculo do Calvário, para eles, foi motivo de vergonha, zombaria e provocação. Na mente de Jesus, sua morte na cruz era de fato um espetáculo, mas com objetivo de trazer para si a atenção da humanidade. Antes do Calvário, Ele profetizou com um tom de glória: “E, quando Eu for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim” (João 12:32). A multidão que acompanhou a morte de Cristo é representante de todas as pessoas que, de alguma forma, entraram em contato com a mensagem da cruz. Sempre houve aqueles para quem o drama do Calvário não passou de uma boa história para embalar sua emoção. Gostam de assistir às cenas, mas não querem se comprometer com Jesus. Na linha dos líderes religiosos, existem aqueles que afrontam a Cristo e seu sacrifício. Escarnecem do sofrimento do Senhor. Porém, para a glória do nome de Deus, há os que são de fato atraídos para a mensagem da cruz. Lançam-se aos pés de Jesus e veem nele sua única esperança. Hoje, volte os olhos para o palco do Calvário. Delicie-se com o espetáculo da salvação e se aproprie de tudo o que foi realizado ali.

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Segunda-feira

25 de dezembro

O maior furo da história Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lucas 24:6 o jargão jornalístico, o termo ‘“furo” se refere à apuração e divulgação exclusiva de uma notícia por parte de um órgão de imprensa. Antes de existir o jornalismo do jeito que o conhecemos hoje, um grupo de mulheres, em Jerusalém, foi responsável pelo maior furo da história da humanidade. “Ele está vivo!” Essa foi a “manchete” que, cheias de emoção, Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, noticiaram para todos os que encontraram. Como ocorre com alguns furos jornalísticos, a mais importante informação que poderia ser noticiada por alguém chegou até essas mulheres meio que sem querer. Ao chegar ao túmulo de Jesus, um sentimento completamente diferente do que haviam experimentado tomou conta dessas mulheres. Prostradas, ouviram da boca de dois homens vestidos de luz a frase que mudou a vida delas e de toda a humanidade: “Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas foi ressuscitado” (Lucas 24:5, 6). A notícia que elas passaram a veicular a partir dessa conversa não era do tipo sensacionalista e exagerado. A apuração era precisa e contava com dados incontestáveis. Elas tinham entrevistado os anjos encarregados de supervisionar o maior acontecimento da história: a ressurreição de Jesus. Como testemunhas, eles disseram a nossas “jornalistas”: “Lembrem que, quando estava na Galileia, Ele disse a vocês: ‘O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia’” (Lucas 24:6, 7). De maneira semelhante aos plantões de importantes telejornais atuais, elas interromperam a programação daquele domingo inesquecível com a notícia: “Ressuscitou! Ressuscitou! As mulheres repetem e tornam a repetir as palavras. […] Que dia é este para o mundo! Apressadas, afastam-se as mulheres do sepulcro” (O Desejado de Todas as Nações, p. 789). Aquela notícia era a evidência de que há esperança para humanidade. Se Jesus ressuscitou, a morte não é mais um inimigo invencível para nós. Essa informação é a tônica do evangelho que, literalmente, significa notícia boa. Hoje, o Céu continua contando com repórteres especiais para interromper a rotina do mundo e anunciar a mais importante notícia da história: Jesus está vivo e em breve voltará! Aliste-se na equipe jornalística de Deus e dê o “furo” que salvará hoje a vida de alguém.

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Terça-feira

26 de dezembro

Nuvem de lágrimas Mulher, por que você está chorando? João 20:13 corpo de Jesus havia sido colocado no túmulo de José de Arimateia, e todas as esperanças dos discípulos estavam sepultadas atrás daquela grande pedra. Era domingo de manhã bem cedo, e, com as outras mulheres, Maria Madalena tinha ido ao sepulcro para prestar as últimas homenagens ao Senhor. Em seu desespero, essas mulheres estavam preocupadas com o fato de talvez não poderem honrar Jesus por não haver ninguém para remover a pesada pedra que as separava do corpo do Mestre. Entretanto, naquela madrugada, um anjo poderoso desceu à Terra, não somente para remover a pedra, mas para pronunciar a frase que confirmou a salvação da humanidade: “Filho de Deus, ressurge! Teu Pai te chama” (O Desejado de Todas as Nações, p. 780). O anjo foi apenas o portador da mensagem, mas Jesus voltou à vida pelo poder que havia nele mesmo, em harmonia com o Pai e o Espírito Santo (Gálatas 1:1; João 10:17, 18; Romanos 8:11). Inconsciente disso, Maria entrou em desespero pelo fato de a pedra estar removida, e o túmulo, vazio. “Ela se abaixou, olhou para dentro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Um estava na cabeceira, e o outro, nos pés. Os anjos perguntaram: – Mulher, por que você está chorando? Ela respondeu: – Levaram embora o meu Senhor, e eu não sei onde o puseram!” (João 20:11-13). Sem perceber que estava falando com anjos de Deus, Maria continuou em sua tristeza profunda. Jesus havia perdoado seus pecados e lhe devolvido a alegria de viver. Porém, Ele não vivia mais e, para piorar, seu corpo havia sido levado. O rosto de Maria estava banhado em lágrimas. “– Mulher, por que você está chorando? Quem é que você está procurando? Ela pensou que Ele era o jardineiro e por isso respondeu: – Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou, e eu irei buscá-lo” (João 20:14). Era o próprio Jesus que estava falando com Maria, mas ela não o percebeu, por conta das lágrimas. Como Maria, muitas vezes, as lágrimas de dor e sofrimento nos impedem de perceber a presença de Jesus. O medo e a falta de fé anuviam os olhos espirituais e tiram o discernimento da presença maravilhosa de Cristo. No entanto, o Senhor não nos deixa perdidos no meio do sofrimento. Como fez com Maria, Ele nos chama e nos dá todas as condições de percebê-lo. Ouça-o hoje pronunciar seu nome, enxugue as lágrimas e contemple a face de seu Salvador.

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Quarta-feira

27 de dezembro

De volta a Jerusalém Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Lucas 24:29 caminhada de 11 km parecia interminável. Sobre os ombros, o peso de uma amarga decepção. Cleopas e seu amigo voltavam de Jerusalém frustrados e com muitas dúvidas. Eles tinham outros planos para aquele fim de semana fatídico. Esperavam ver seu mestre entronizado como rei de Israel e não pregado em uma humilhante cruz. Restou-lhes voltar para a pequena cidade de Emaús, onde eles viveriam na completa insignificância. Entretidos no diálogo, nem perceberam a aproximação de um “desconhecido”: “O que é que vocês estão conversando pelo caminho?” (Lucas 24:17). A pergunta vinha de Jesus, que não foi reconhecido em meio à decepção dos dois discípulos. Cleopas interveio, estranhando a pergunta: “Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias?” (Lucas 24:18). A prisão, julgamento, condenação e morte de Jesus estavam na boca do povo e, de uma forma ou de outra, todos estavam falando sobre isso. Mesmo que Cleopas e seu amigo não estivessem entendendo o que ocorrera em Jerusalém, o coração deles estava voltado para Jesus, e isso abriu a possibilidade de um encontro transformador. Ainda sem ser reconhecido, Jesus explicou para os tristes discípulos tudo o que as Escrituras tinham a dizer sobre seu sacrifício na cruz. A explicação foi tão profunda e poderosa que eles insistiram com Jesus para que permanecesse em sua pequena cidade e não seguisse adiante. Com o coração aquecido pelas palavras do “desconhecido”, eles fizeram o pedido mais maravilhoso que alguém pode fazer a Jesus: “Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando” (Lucas 24:29). O Senhor aceitou e, sentado à mesa, milagrosamente abriu os olhos de Cleopas e seu amigo, e eles perceberam que se tratava de seu Senhor. Essa revelação provocou uma verdadeira conversão nos dois discípulos. A presença de Jesus inverteu a trajetória de Cleopas e seu amigo. No mesmo instante, eles retornaram para Jerusalém cheios de alegria para anunciar que Jesus estava vivo. Volte-se para a Palavra de Deus hoje e deixe que a linda imagem de Jesus se forme diante de seus olhos. Com essa revelação na caminhada da vida, você deixará os insignificantes, frustrantes e trágicos destinos do pecado e converterá sua rota para a Jerusalém celestial.

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Quinta-feira

28 de dezembro

Déjà vu Joguem a rede do lado direito do barco, que vocês acharão peixe! João 21:6 fala descrita no versículo acima pode ter assumido ares de déjà vu para Pedro. É possível que a sensação de já ter vivenciado aquela cena tenha passado na mente do discípulo. Déjà vu é uma expressão francesa que significa “já visto” e se refere à estranha sensação de ter visto algo que, em realidade, está ocorrendo pela primeira vez. A ciência tem várias explicações para esse fenômeno, que não tem nada de misticismo. No caso de Pedro, porém, o déjà vu não foi uma falha de seu sistema de memória. Ele, de fato, já havia passado por aquela experiência. Três anos antes, depois de não conseguir pescar nada a noite inteira, Jesus deu a Pedro uma ordem estranha: “Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescar” (Lucas 5:4). Com certo desânimo, mas com respeito, Pedro respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o Senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer” (Lucas 5:5). O resultado desse diálogo revolucionou a vida de Pedro. De forma espetacular, suas redes se encheram de peixes. Ele, que até então não estava convencido de que deveria ser discípulo de Jesus em tempo integral, resolveu abandonar as redes e seguir o Mestre. Naquele dia, uma promissora empresa de pesca foi fechada, e o maravilhoso empreendimento de pescar homens para o reino de Deus foi iniciado na vida de Pedro e seus sócios. Três anos depois, sentindo-se culpado e fracassado após ter negado Jesus, Pedro resolveu reabrir o negócio da pesca e levou consigo seus sócios antigos. Tentaram a noite inteira, mas não pegaram nada. De manhã cedo, ocorreu o déjà vu: “Moços, vocês pescaram alguma coisa? – Nada! – responderam eles. – Joguem a rede do lado direito do barco, que vocês acharão peixe!” (João 21:5, 6). Era Jesus, mas os discípulos não o reconheceram. Mesmo assim, eles obedeceram, e o incrível milagre se repetiu. Centenas de peixes pularam na rede. Estava claro, só podia ser Jesus. Esse milagre repetido na vida de Pedro prova que Deus é o Deus da segunda chance. Ele está disposto a tudo para nos fazer recomeçar quando o desânimo e a culpa parecem vencer a luta em nosso interior. Se você está pensando em desistir da fé, saiba que, para evitar isso, Jesus está disposto a repetir os milagres de ontem. Experimente a maravilha do déjà vu do perdão de Deus em sua vida hoje.

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Sexta-feira

29 de dezembro

Conhecer Jesus é tudo! Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: “Você me ama?” João 21:17 or três vezes, Jesus perguntou se Pedro o amava. De acordo com o relato bíblico, o apóstolo se entristeceu com a insistência de Jesus. Contudo, o Senhor tinha um motivo para isso. Até sua triste negação, Pedro sentia-se autossuficiente. Ele batia no peito e dizia que seu amor por Jesus era imbatível. A realidade mostrou que as coisas não eram bem assim. Ao questionar seu discípulo dessa forma, Jesus estava dando a ele a oportunidade de ser sincero e responder com reflexão. O diálogo foi registrado em grego, língua em que há mais de uma palavra para amor. Segundo os estudiosos do idioma, nas duas primeiras perguntas, Jesus usou um verbo que se refere ao tipo de amor mais sublime que existe (agapao). A resposta de Pedro, porém, foi dada com um verbo que fala de um amor menos intenso (phileo). É possível que a resposta do apóstolo indique seu reconhecimento de que não amava Jesus tanto quanto precisava. Pedro havia aprendido a lição da humildade e da sinceridade. Finalmente, entendeu que não bastava dizer que amava Jesus, enquanto não demonstrasse isso na prática. Ficou claro para Pedro que era melhor reconhecer sua necessidade de ajuda para ser aquilo que Deus esperava dele. Isso é a melhor coisa a fazer. Cresci ouvindo pregações que diziam: “Conhecer Jesus é tudo!” Essa frase me incomodava. Na boca do pregador, tudo parecia maravilhoso, mas na minha vida essas palavras não encontravam significado real. Queria poder dizer o mesmo, mas, com sinceridade, não podia. Embora tenha nascido em um lar cristão, eu ainda não conhecia Jesus de verdade. Por isso, Ele não era tudo para mim. Incomodado, passei a clamar a Deus para que o conhecimento de Cristo fosse uma realidade em minha vida. O Senhor não deixa de responder a uma oração assim. Ele se revelou a mim em sua Palavra, e hoje posso dizer que encontrei em Cristo o sentido da minha existência. Era esse tipo de coisa que Jesus desejava provocar em Pedro ao questioná-lo sobre o amor. Ele queria reconhecimento e pedido de ajuda. O objetivo de Deus com o texto que você está lendo agora é exatamente o mesmo. Olhe no espelho que Ele coloca diante de seu coração hoje e reconheça o nível real de amor que sente por Jesus. Clame por sua ajuda. Ele não lhe desapontará. Depois disso, você poderá dizer do fundo do coração: “Conhecer Jesus é tudo!”

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Sábado

30 de dezembro

Mente aberta Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas. Lucas 24:45 urante três anos, Jesus falou aos discípulos sobre a natureza do reino que viera estabelecer. De maneira clara, revelou que tinha vindo ao mundo para morrer em favor da humanidade. Entretanto, eles estavam entendendo outra coisa. Nunca existirá um professor melhor que Jesus. O problema não estava com a explicação, mas com a mente dos alunos. De tanto repetir e eles não entenderem, Jesus chegou a dizer: “Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não poderiam suportar isso agora. Porém, quando o Espírito da verdade vier, Ele ensinará toda a verdade a vocês” (João 16:12, 13). A mente dos discípulos estava tão condicionada a pensar no messias como um libertador militar que não adiantaria, naquele momento, Jesus insistir com a verdade. Era preciso que algo muito forte ocorresse para que eles entendessem. A terrível decepção com a morte de Cristo abalou as estruturas deles e os deixou confusos, amedrontados e sem saber para onde ir. No entanto, esse cenário aparentemente ruim abriu uma fresta na mente dos discípulos para que eles pudessem assimilar as verdades que Jesus estava tentando ensinar desde o início de seu ministério. Para abalá-los ainda mais, Jesus resolveu entrar, sem passar pela porta, na casa em que eles estavam escondidos. Abismados e cheios de medo, eles achavam que se tratava de um fantasma. Porém, o Senhor permitiu que eles o tocassem e participou de uma refeição, provando que era Ele mesmo. Na sequência, “soprou sobre eles e disse: – Recebam o Espírito Santo” (João 20:22, 23). Foi nesse contexto que “Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas” (Lucas 24:45). Como resultado: “Os discípulos começaram a perceber a natureza e a extensão de sua obra. […] Os acontecimentos de sua vida, morte e ressurreição, as profecias que indicavam esses acontecimentos, a santidade da lei divina, os mistérios do plano da salvação, o poder de Jesus para remissão dos pecados – de todas essas coisas eram eles testemunhas, e deviam dá-las a conhecer ao mundo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 805). Com a mente aberta por Jesus, os apóstolos revolucionaram o mundo. Deixe Cristo soprar o Espírito Santo sobre você hoje, e sua cabeça vai se abrir para enxergar a vida como Deus a enxerga.

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Domingo

31 de dezembro

Sem fim Ainda há muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. João 21:25 uase 730 mil caracteres, cerca de 150 mil palavras, distribuídos em um pouco mais de 365 páginas, foram a minha tentativa de traduzir para você ao longo deste ano o que significa seguir Jesus. Este livro é o transbordar de Cristo em meu coração. Um dia sua graça infinita me alcançou e, desde então, uma fonte que jorra para a vida eterna foi aberta em meu peito. A sensação que tenho ao escrever esta última página é que eu precisava de mais espaço. Não que eu tenha muito conhecimento para transmitir. A questão é a grandeza de Jesus. Descrever o Mestre é uma tarefa monumental. A linguagem humana é limitada para falar a respeito de Cristo, pois Ele é magnífico, e sua grandeza está muito acima de nossa capacidade de entendimento e comunicação. Mais páginas não seriam suficientes, ainda que este livro tivesse um milhão delas. Pai da eternidade, príncipe da paz, criador do universo, autor e mantenedor da salvação. Fruto de uma concepção milagrosa, nascido sem a natureza pecaminosa, maior pregador, filósofo e professor que existiu, extraordinário médico de mente e corpo, líder inigualável, fundador da religião mais popular do planeta, divisor da história, único salvador da raça humana, morto, mas ressuscitado pelo próprio poder e vivendo para interceder por seus filhos no Céu, de onde virá em breve para resgatar os salvos, esse é o personagem central deste livro. É por isso que 365 páginas não são suficientes. Creio que essa tenha sido a sensação de João ao concluir seu livro. Depois de três anos de convivência direta com Jesus, o discípulo do amor entendeu a excelência e a grandeza inigualável de seu Senhor. De maneira humilde, reconheceu sua incapacidade de fornecer um relato completo da Pessoa mais espetacular que pisou em nosso planeta. De minha parte, não tendo mais páginas para escrever e sendo completamente incapaz de apresentar toda a grandeza de Jesus, resolvo dedicar estas últimas linhas para uma singela declaração de amor a Cristo. Senhor Jesus, tu és precioso para mim. Tua salvação me alcançou e transformou meu ser. Suplico a ti que todos os dias continues revelando tua linda face a mim e a todos os que têm feito de ti o Mestre da vida. Obrigado pelas pegadas de salvação que deixaste. Continuo te seguindo e estou ansioso pelo dia em que poderei finalmente te encontrar. Vem logo, Senhor Jesus!

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Ă?ndice BĂ­blico MATEUS 1:19

4 jan.

2:3

12 jan.

2:8

9 jan.

2:9

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2:11

13 jan.

2:13

14 jan.

3:17

18 jan.

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3 jun. / 4 jun.

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