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Notícias do Mar n.º 437

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Pesca Desportiva

Pesca Lúdica Embarcada

O Robalo Face às Variações Térmicas da Água

É mais normal termos dias de águas calmas no Inverno que no Verão. A razão prende-se com a formação de correntes de ar ascendentes… que terminam na criação de condições para a existência de ventos Temos na nossa costa portuguesa flutuações térmicas que, num ano normal, podem oscilar entre os 10 e os 21ºC. O primeiro número corresponde a água que reputamos de muito fria, o segundo a água para nós dita “quente”.

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ão o seria na Madeira ou nos Açores, mas reportamo-nos ao continente, e penso que estaremos de acordo que os parâmetros gerais serão estes. Neste intervalo, cabe quase tudo! Cabem os peixes de Inverno, e cabem os de Verão, aqueles que nos aparecem quando a temperatura das águas avizinha os 17/ 18ºC. Os robalos têm a possibilidade de suportar variações de grande amplitude, e se os podemos encontrar em ambientes de águas gélidas, para o nosso padrão, também é verdade que podem entrar nos rios, onde se sujeitam a temperaturas bem acima do seu “normal”. Mas isso não quer dizer que lhes seja indiferente, ou que não tentem obter o seu conforto. Como qualquer espécie viva, também eles serão sensíveis às mudanças de tem18

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peratura, e fazem a gestão da sua vida tendo em conta aquilo que fisicamente mais lhes convém. De que forma se sentem os robalos afectados por estas variações? O que muda para nós pescadores quando surge uma frente fria? O trabalho de hoje vai nesse sentido, de explicar alguns detalhes que podem ser importantes para a programação da nossa saída de pesca. Sendo os peixes animais de sangue frio, sem qualquer tipo de controle sobre a temperatura corporal interna, (é a mesma da água circundante…), fácil será entender que dependem em absoluto daquilo que é a realidade do mar que os envolve. Isso quer dizer que qualquer pequena variação de temperatura será sentida, e implica uma reacção imediata. A temperatura da água do mar depende de factores

muito diversos, mas poderíamos focar-nos apenas em dois deles, nomeadamente a incidência dos raios solares, e as marés. Sabemos que as marés são provocadas pela atração solar e de forma mais significativa, pela atracção lunar. São estas forças que fazem mover as grandes massas de água do nosso Atlântico, movimentando-as a um ritmo conhecido: seis horas de maré a encher, e as subsequentes seis horas a vazar, grosso modo. O ciclo repete-se duas vezes ao dia, e afecta sobremaneira as trocas térmicas que se verificam ao longo do dia. Na presença de sol forte, zonas baixas aquecem mais depressa, e essas águas irão misturar-se com águas mais profundas e passar parte do calor que aportam. Falamos de uma imensidão de água tremenda, e por isso os fenómenos de aquecimento

ou arrefecimento são lentos, morosos, ainda que não inconsequentes em termos de movimentação de peixes. Com efeito, basta uma variação de um ou dois graus, e tudo muda! Os peixes podem seguir as correntes de água mais quente, até porque esse será também o movimento da maior parte das suas presas. Todo este processo deve ser entendido como algo lógico, em que as surpresas não existem. São princípios universais que nos podem servir de guias, para decidirmos onde e como vamos pescar. Podemos tomar como certo que a subida ou descida da temperatura da água do mar será maior ou menor consoante a profundidade a que nos referimos. Águas rasas aquecem em questão de horas, águas fundas aquecem em função de meses. É entendível que as


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