Pesca Desportiva
Para pescar este monstro é melhor ir de kayak
Era complicado, uma vez que os vinis eram as amostras indicadas, meter as amostras afastadas do barco também não era solução, o vinil trabalha muito melhor na vertical e não prende, e só se matava peixe a lançar mais fora durante a primeira queda do vinil, pura sorte, pois não sabíamos se estávamos a lançar para uma zona “quente”. Foram vários os registos de kayak, onde as corvinas que atacaram e ficaram ferradas no vinil foi feita durante a pausa para a sandes, a nossa presença quase nula a corrente e os ligeiros movimentos do kayak foram suficientes para trabalhar o vinil e provocar o ataque em quanto segurávamos a sandes em quanto a cana descansava no suporte. Venha a próxima época e novas experiências.
A Opinião de Mário Barros
N
ão há dúvida que os kayaks têm muito mais contactos com as corvinas que os barcos! As corvinas têm uma linha sensorial “muito apurada” o que as torna num dos peixes mais desconfiados da nossa costa. O que se passa na zona do Parque das Nações, na minha opinião, tem a ver com o facto de a profundidade ser baixa e quando as corvinas estão a caçar, ao aproximarse da superfície, têm maior contacto com toda a movimentação das embarcações. Como as zonas de caça não são fixas, é necessário ir procurando o cardume com a ajuda da sonda. Quando o cardume é detetado, o simples deslocamento da embarcação é suficiente para não
conseguir parar em cima dos peixes e, quando se dá a volta, o cardume já se deslocou para outro local. Aqui, no kayak, é muito mais fácil parar de imediato em cima do cardume. Há também o aspeto da aproximação aos peixes, o qual é, naturalmente, muito mais silencioso num kayak do que num barco. Um terceiro aspeto que me parece relevante é o facto de muitos pescadores, quando detetam o cardume, não desligarem a sonda. Regra geral, os barcos têm sondas mais potentes que os kayak e por consequência os transdutores mais potentes são muito prejudiciais, afastando as corvinas.
Mário Barros
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2013 Novembro 323