Motonáutica
Detanhes do acidente que acabou com as hipoteses de Jay Price de lutar pelo campeonato
batem, rolam, quebram motores e ganham corridas. A Motonáutica está pobre, mas ninguém quer assumir essa realidade, a Motonáutica está parada, mas ninguém quer enxergar isso, a Motonáutica tem poucos pilotos e essa é a pior realidade. Final da polémica resultou no abandono do americano Jay Price Com tanto disse me disse, Jay Price pediu demissão da equipa, e o que é mais vergonhoso: foi aceita! Imaginem se a McLaren fosse despedir o Senna ou o Prost porque viviam brigando dentro e fora das pistas? Enfim caros leitores os tempos dos verdadeiros gladiadores acabou, agora é a disputa dos “gentlemen’s”, mais bem definidos como não me toques. Assim as competições perdem sua essência, sua vida, sua adrenalina e o calor de uma boa disputa, nem sempre com final feliz. Mas isso é corrida de barcos ou qualquer outro desporto a motor. VIVA a disputa!!!!! Depois de toda confusão Ahmed Al Hameli fez a festa Quem acabou por curtir uma excelente vitória na corrida foi o piloto do Abu Dhabi Team, Ahmed Al Hameli em dobradinha com seu companheiro de equipa Thani Al Qamzi. O francês Philippe Chiappe da equipa da China foi o terceiro colocado. Pilotos com alto índice de finalização ficam bem na tabela final Em 2011 dois pilotos tiveram um índice de 100% de finalização nas provas, isto é, acabaram todas as provas pontuando. Se por um lado isso denota uma excelente qualidade de performance, pode não representar um lugar no topo da lista. Thani Al Qamzi e Francesco Cantando concluíram todas as provas marcando pontos. Thani, da equipa de Abu Dhabi ficou em terceiro no campeonato com 75 pontos (ape-
nas 9 pontos do Campeão Carella) e Francesco Cantano obteve o sexto lugar com 42 pontos, uma baixa pontuação apesar da regularidade. Para onde vai a F1H2O? Terminado o Campeonato 2011 com uma bela festa promovida pelos Organizadores locais, pairava no ar a incerteza dos caminhos da F1H2O. Já há muitos anos o Campeonato não tem o número ideal de 24 pilotos em 12 equipas, cada dia fica mais difícil fazer parte do circuito mundial. Se por um lado faltam equipas, do outro falta um Calendário consistente, com provas na Europa a custos sintonizados com a realidade europeia de pobreza total. Até o fechamento dessa edição o Campeonato Mundial UIM de F1H2O tinha apenas 5 cidades confirmadas e 3 a serem confirmados os cancelamentos. Quais seriam os motivos dessa incerteza? Qual o preço cobrado dos Promotores Europeus que não conseguem manter sequer 1 prova da Categoria mais importante e competitiva da Motonáutica? O exemplo negativo fica
por conta de Portimão que vergonhosamente não pagou a licença da prova de 2011 e acabou fazendo com que Portugal perdesse o segundo mais antigo GP da categoria. Uma vergonha em se tratando de uma Câmara Municipal e da quebra de um compromisso assumido. Melhor nem alongar esse assunto, pois o que se fala pelos cantos é que o Alcaide de Portimão gastou o que tinha e muito mais do que
não tinha. A Federação Portuguesa de Motonáutica não é perdida nem achada no assunto, mas apesar dos desafectos, houveram tempos nos primórdios do GP de Portimão onde tudo corria muito bem. Depois que uma empresa da Câmara passou a administrar o GP, cada ano era uma decepção maior, culminando com o calote. Mas como é um órgão público pode, se fosse uma empresa privada já estaria crucificada.
Philippe Chiappe ficou em terceiro na prova
A Norueguesa Marit Stromoy não teve uma boa temporada apesar de ser sempre competitiva
2012 Maio 305
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