Notícias do Mar
Tony Castro junto do SB3
sa, mas tem que lhes ser dado as oportunidades. Cabe porém ao Governo dar as condições para que isso aconteça. Agora gosto mais de desenhar barcos grandes, é mais dificil e o desafio é maior NM – No que respeita aos seus projetos, como desenvolve o processo criativo? TC – A maioria das vezes o meu trabalho desenvolve-se a partir de encomendas e solicitações dos clientes. Foram raras as ocasiões em que iniciei um projeto a começar do zero, sem especificações para seguir. Mas também aconteceu. Já assinei contratos para desenhar um novo barco antes de saber o que o cliente quer. É um processo stressante. Quando criámos o SB3, a ideia era a de desenvolver muito mais que o desenho de um barco. Tive que criar uma nova classe, com uma nova filosofia. Isto foi extremamente interessante, porque trabalhámos em todas as vertentes, o design, a desportiva e a promocional da nova classe. Prefiro sempre ouvir bem o que o cliente quer, ter em atenção todas as necessidades, os seus desejos e especificações que lhe interessam e partir daí para o desenho. A criatividade não é nada que possa encontrar num livro. Qualquer projeto “one off”, tem que ser assim. O processo, é o cliente que diz o que quer. NM – Agora prefere mais
projetar um barco à vela ou a motor? TC – Agora tanto me faz. Desenhar um barco grande dá-me muito mais prazer, pois é sempre um maior desafio. Pode ser à vela ou a motor. Os barcos grandes são mais interessantes e acho mais graça às coisas mais difíceis e o desafio é maior. Um dos projetos que mais gostei de desenvolver foi um barco escola como a Sagres em madeira para levar pessoas com deficiência. NM – Como é o seu grupo de trabalho? TC – Não é muito grande, somos apenas 18 pessoas. Funcionamos com três grupos de trabalho. Um grupo de engenheiros navais, um de designers e estilistas e o grupo de designers e engenheiros que tratam dos materiais e fazem o contacto e acompanhamento do trabalho com os estaleiros.
O SB3
SB3
Regata de SB3
2012 Maio 305
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