Notícias do Mar
O Rei, sem dúvida, que tem sido o líder. Essa é a grande diferença. Em Portugal nunca se legislou adequadamente, nem para desenvolver a prática desportiva, nem para favorecer a criação de uma indústria náutica. As dificuldades que impõem aos fabricantes, desmotivam os estaleiros em desenvolver projetos. Poderíamos ter uma produção que abastecesse o mercado interno e também ex-
portasse, criando riqueza para o país. Posso dar como exemplo a Turquia. O que fizeram em tão pouco tempo é fantástico. Em apenas 10 anos passaram do zero a uma potência considerável na construção de embarcações para a náutica de recreio de qualquer tipo e com grande capacidade de produção. Constroem já barcos com um bom design e de excelente qualidade.
NM – Com a Polónia não se passou o mesmo? TC – Sim, é outro exemplo que a política dirigida para o desenvolvimento da náutica de recreio cria riqueza. E devemos ter em conta que a Polónia nem tem as condições geográficas e de clima que Portugal tem. Vejamos o que fez a Galeon que é uma empresa familiar de Gdansk. Pai e filho decidiram criar uma marca de embarcações a motor para o cruzeiro
e desenvolveram uma grande gama. Entretanto decidiram renovar e ampliar a gama e encomendaram-me esse trabalho. O topo de gama é o modelo 780 Crystal e o 325 Hts que está na Nauticampo é um dos mais pequenos. São barcos muito bem construídos e com excelentes acabamentos, que estão a destronar já algumas marcas italianas. O que aconteceu com a Galeon, poderia acontecer também em Portugal. Penso que é
2012 Maio 305
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