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MAXILLARIS Portugal fevereiro 2019

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ponto de vista O estado da Estomatologia Aproveito esta oportunidade para vos falar do fecundo momento atual da Estomatologia e para partilhar algumas reflexões sobre a atualidade da saúde oral em Portugal. Como sabem, a Estomatologia – conjuntamente com outras especialidades médicas – tem desenvolvido um notável esforço de formação, especialmente desde 2012, com melhoria progressiva da dotação dos novos especialistas, encontrando-se estes já a reescrever o futuro.

Jorge Serafim Freitas Médico estomatologista. Presidente da direção do Colégio de Especialidade de Estomatologia da Ordem dos Médicos.

O objetivo será substituir as gerações, diferenciar mais a especialidade e preparar a Estomatologia para as décadas que se avizinham, contribuindo para o redimensionamento e diversificação das valências dos tão necessários Serviços de Estomatologia, a nível hospitalar. De facto, a especialidade está viva e atuante e, dos cerca de 550 estomatologistas nacionais, temos agora 120 nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) onde promovem uma intensa atividade que produz anualmente, de acordo com estatísticas de 2016, 22.500 consultas, 10.700 intervenções cirúrgicas, das quais 91,5% estão em invejável ambulatório, e 890 internamentos, adicionados dos milhares de episódios de urgência anuais. A recente formação, quantitativamente exígua, de apenas 17 novos especialistas nos últimos três anos, é um bálsamo, mas sabemos bem

que são uma gota de água para o SNS e especificamente para a sua componente hospitalar. Mas o oceano é feito de gotas... De facto, queremos e precisamos de crescer até porque a Rede de Referenciação Hospitalar de Estomatologia, documento do Ministério da Saúde que viu a luz do dia em 15 de novembro de 2017, assim o reconhece, e preconiza a presença futura de 320 estomatologistas nos hospitais do SNS. Há que elogiar aqui a clara visão de futuro do Ministério da Saúde e em particular da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), da Direção-Geral de Saúde (DGS) e das Administrações Regionais de Saúde (ARS), que foram sensíveis aos claros argumentos da Ordem dos Médicos que tutela a medicina portuguesa, incluindo a especialidade de Estomatologia. Assim, vamos continuar a formar para o futuro e a partilhar o nosso conhecimento com as especialidades próximas, como já hoje o fazemos com a Cirurgia Plástica, a Cirurgia Maxilofacial e a Medicina Geral e Familiar. Tal como acontece na já antiga e simultaneamente tão moderna Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD), a Estomatologia e a Medicina Dentária podem e devem colaborar de modo a que o futuro lhes sorria. Ambas têm lugar no SNS e complementam-se:

A Estomatologia e a Medicina Dentária podem e devem colaborar, para que o futuro lhes sorria. Ambas têm lugar no SNS e complementam-se: uma nos centros de saúde e outra centrando-se na necessária diferenciação do espaço hospitalar

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