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Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Vale de Milhaços

Literatura Oral Tradicional

Recolha de Textos – 7.º A

Ano Lectivo 2010-2011


Índice Adivinhas Anedotas Contos do maravilhoso Contos populares/tradicionais Fábulas Lendas Lengalengas Provérbios Quadras populares e cantigas Romance tradicional Trava-línguas


Qual é a coisa, qual é ela que atravessa o vidro e não o parte?

Logo de manhã se levante o francês, sabe a hora, não sabe o mês. Tem uma serra, não é carpinteiro, tem um picão, não é pedreiro, esgravata no chão, não acha dinheiro. Quem é?

Qual é a coisa, qual é ela, que atravessa todas as portas sem nunca entrar nem por elas sair?

Qual é o céu que não tem estrelas?

São da cozinha são geladinhas mas não são comidinhas. O que são?

Qual é a coisa, qual é ela que mal chega a casa põe-se logo à janela? Solução: O botão

Solução: A fechadura


Qual é coisa, qual é ela, que é redonda como o Sol, tem mais raios do que uma trovoada e anda sempre aos pares?

O que é que entra na boca e não se come? Solução: garfo

Qual é a coisa, qual é ela que anda com as patas na cabeça?

Não é duro, Não é mole; Não se apalpa, Não se come. Solução: Vento

Dez e dez não são vinte, Com mais cinquenta Faz onze. O que será?

.Uma casa com doze meninas. Cada uma com quatro quartos, Todas elas usam meias, Nenhuma rompe sapatos. O que é?

Ana Sofia Cristina Bibliografia: http://sotaodaines.chrome.pt/Sotao/O%20SOTAO%20DA%20INES%20%20So%20Texto/adivinhas_1.html http://cvc.instituto-camoes.pt/exercicios/index2.html


Advinhas As adivinhas constituem uma das mais antigas manifestações da humanidade. Adivinhas são enigmas ou coisas para se adivinhar. Desconhece-se a fonte informativa, embora tenha-se conhecimento que data 4 séculos e meio de imigração lusitana, com influências italianas, espanholas, francesas e alemãs. Exemplos: O que se corta à vontade e fica sempre do mesmo tamanho?

Resposta: - O baralho.

Capinha sobre capinha Capinha do mesmo pano Se não adivinhar agora Não adivinha nem pró ano. Resposta: - A cebola

O que é que dá um pulo para cima e se veste de noiva?

Resposta: - A pipoca.


O que é que entra na boca não e se come? Resposta: o garfo

Qual é a coisa, qual é ela, que atravessa todas as portas sem nunca entrar nem por elas sair?

Resposta: A fechadura

Qual é a coisa, qual é ela que anda com as patas na cabeça? Resposta: o piolho

Qual é a coisa, qual é ela que atravessa o vidro e não o parte? Resposta: a luz do sol

Sites utilizados: http://www.kauaecamargo.com/adivinhas.html http://turmadofrancisco.com.sapo.pt/adivinhas.html

Trabalho Realizado por: Carolina Aguiar, nº5 7ºA


Anedotas A professora tenta ensinar matemática ao Joãozinho. - Se eu te der 4 chocolates hoje e mais 3 amanhã, tu vais ficar com...com.... com.... E o Joãozinho: - Contente!

O pai do Joãozinho ficou apavorado quando este lhe mostrou o boletim. - Na minha época as notas baixas eram punidas com uma boa surra. - Boa pai! Que tal apanharmos o professor à saída amanhã?

O Joãozinho foi com o seu amigo ao médico e este perguntou-lhe: - O que querem? Ao que o Joãozinho respondeu: - Doutor, eu engoli um berlinde! - E o seu amigo, o que quer? - Está só a esperar o berlinde. Era dele!

Na escola, o garotinho está a chorar e a professora diz: - Não chore, Joãozinho! Quando gente pequena chora muito acaba por ficar feia ao crescer. - Então, professora, quando a senhora era pequena deveria ser uma grande chorona, hein!

Na escola, a professora explica: - Se eu digo "fui bonita" é passado. Se digo "sou bonita"o que é Joãozinho? - É mentira..... Filipe Rato


Contos do MarAVILHOSO

João Pé de Feijão Era uma vez uma pobre viúva. Ela tinha um filho muito rebelde e estragador. O seu pai tinha sido um homem muito rico, até que um dia um gigante lhe roubou a sua harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro. O pai morreu pobre. O pouco que restou o menino acabou com tudo, por ser um grande esbanjador. A única coisa que sobrou foi uma vaquinha. Um dia não tendo mais que comer, a mãe pediu ao menino: – Vai à cidade e vende a nossa vaca para podermos comprar pão. O menino foi levar a vaca ao mercado. No caminho encontrou um carniceiro que lhe propôs: – Troco a vaca por uns grãos mágicos de feijão? João achando que fosse uma grande oferta, acabou por aceitar. Quando o menino chegou a casa, a mãe ficou furiosa com a troca que o menino tinha feito. Ela pegou nos grãos de feijão e atirou-os pela janela. A mãe foi dormir chorando porque não tinham nada que comer. Na manhã seguinte, João acordou bem cedo e com muita fome. Ficou espantado quando viu um pé de feijão tão grande que chegava ao topo do céu. João que gostava de aventuras resolveu subir por ele. Depois de subir algumas horas encontrou


um castelo entre as nuvens. A porta do castelo estava aberta e ele resolveu entrar. Dentro do castelo encontrou o malvado gigante a dormir. Era o mesmo gigante que tinha roubado a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro. O menino foi até à outra sala do castelo e encontrou a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro. Quando o menino pegou na harpa e na galinha, esta começou a cacarejar e o gigante acordou com o barulho. O gigante ainda conseguiu ver o menino a fugir. O menino desceu o mais depressa possível pelo pé de feijão. O gigante foi atrás, mas como não tinha a mesma agilidade, não o conseguiu apanhar. Quando João desceu ele agarrou um machado e cortou a árvore. A árvore caiu e o gigante deu uma queda muito grande, acabando por morrer. João contou a aventura à sua mãe que ficou muito orgulhosa com a sua coragem. Na posse da harpa mágica e da galinha dos ovos de ouro, João e sua mãe nunca mais sentiram fome. Viveram felizes para sempre. http://ideiainteligente.blogspot.com/2009/08/historias-contos-e-poemas-infantis-joao.html

A Princesa e o Sapo Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita, de cabelos longos e louros que vivia num reino muito distante. Um dia, sem querer, a princesa deixou cair uma bola para um lago. Imaginando que a bola estivesse perdida, começou a chorar. — Princesa, não chore. Vou devolver-lhe a bola. — Disse um sapo. — Podes fazer isso? – Perguntou a princesa. — Claro, mas, só o farei em troca de um beijo. A princesa concordou. Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até aos pés da princesa e ficou à espera do beijo. Mas, a princesa pegou na bola e correu para o castelo. O sapo gritou:


— Princesa, deve cumprir a sua palavra! O sapo passou a perseguir a princesa por todo o lado. Quando ia comer, lá estava o sapo a pedir a sua comida. O rei, ao ver a sua filha emagrecer, ordenou que levassem o sapo para o lago. Antes de o levarem, o sapo disse ao rei: — Ó, Rei, só estou à espera que a promessa seja cumprida. — O que estás falar, sapo? Perguntou o rei, aborrecido. — A princesa prometeu dar-me um beijo depois que de eu recuperar uma bola perdida no lago. O rei, então, mandou chamar a filha e disse-lhe uma promessa real deveria ser cumprida. Arrependida, a princesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo. A princesa fechou os olhos e deu um beijo ao sapo, que logo pulou para o chão. À frente dos olhos de todos, o sapo transformou-se num belo rapaz com roupas de príncipe. Ele contou que uma bruxa o havia transformado num sapo e só o beijo de uma donzela poderia acabar com o feitiço. Assim, ele apaixonou-se pela princesa e pediu-a em casamento. A princesa aceitou. Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira. A princesa e o príncipe juntaram os dois reinos e foram felizes para sempre. http://www.historiasinfantis.eu/a-princesa-e-o-sapo/

Trabalho realizado: Mafalda Esteves 7º A, nº 15 Professora: Fátima Valente Disciplina: Língua Portuguesa


Ali Babá e os Quarenta Ladrões Era uma vez um jovem chamado Ali Babá. Ele viajava pelo reino da Pérsia levando e trazendo notícias para o rei. Numa das viagens, enquanto descansava, ouviu vozes. Subiu numa árvore e viu quarenta ladrões diante de uma enorme pedra. Um deles adiantou-se e gritou: ''Abre-te Sésamo!'' A enorme pedra se moveu, mostrando a entrada de uma caverna, os ladrões entraram e a pedra fechou-se. Quando os ladrões saíram, Ali Babá resolveu experimentar e gritou para a pedra: ''Abrete Sésamo!'' A enorme pedra se abriu e Ali Babá entrou na caverna. Viu um imenso tesouro e carregou o que pôde no seu cavalo e partiu directo em direcção ao palácio para pedir a filha do sultão, por quem estava apaixonado há muito tempo, em casamento. Quando o sultão viu o dote, aceitou imediatamente. Ali Babá ficou muito feliz e resolveu contar para todos que ia se casar. Mas para isso precisava comprar um palácio para a sua princesa. Voltou à pedra e falou: ''Abre-te Sésamo!'' Um dos ladrões estava escondido e viu Ali Babá sair da caverna carregando o tesouro. O ladrão foi contar aos outros o que viu e decidiram pegá-lo. Com as jóias, Ali Babá comprou um palácio para sua amada e avisou a todos que daria uma festa no dia do seu casamento. Os ladrões, sabendo da festa, enfiaram-se em tonéis de vinho vazios para atacar Ali Babá à meia-noite, quando estivesse dormindo. A festa foi tão alegre que o vinho acabou. Ali Babá então, foi à adega verificar se havia mais e, sem querer, escutou um sussurro: ''Já deu meia-noite?'' perguntou um dos ladrões. ''Já, mas esperem a festa acabar! Aí vamos pegar aquele que está usando o nosso tesouro.'' Voltando à festa, Ali Babá disse: ''O vinho estragou e preciso de ajuda para levá-lo daqui.'' Alguns guardas ajudaram a levar os tonéis até um despenhadeiro. ''Vamos jogá-los lá em baixo'', disse Ali Babá. Ao perceber que seriam jogados, os quarenta ladrões entregaram-se aos guardas. Com os ladrões presos, Ali Babá ficou com o tesouro. E a princesa e ele viveram felizes para sempre com a fortuna encontrada.

http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=35


O Peixinho Dourado Era um vez um pobre pescador que vivia num casebre muito pobre perto do mar. Como o seu único sustento era a pesca, o pobre homem resolveu ir pescar. Junto à água, qualquer coisa brilhante chamou a sua atenção. ―Que peixe tão estranho!‖ murmurou ele. De facto, aquele peixinho dourado era realmente diferente. Qual foi o seu espanto quando ouviu o peixe falar: — ―Bondoso pescador, solta-me! Se me libertares, realizarei qualquer dos teus desejos!‖ Assustado, o pescador lançou o peixe à água. Quando chegou a casa, a mulher repreendeu-o asperamente. -―Devias ter pedido qualquer coisa. Volta à praia e pede-lhe uma casa nova, bem grande!‖ O pobre homem voltou ao mesmo local. Assim que chamou o peixe, este pôs a cabeça de fora de água. -―Chamaste-me?‖ O pescador explicou o que a mulher queria. ―Foste bom para mim. Por isso, vai para casa e verás que o teu desejo se realizou.‖ Pensando que a mulher ficaria contente, o pescador correu para casa. Mas mal avistou o telhado da sua mansão nova, ouviu a sua mulher a gritar. — ‖Então é mesmo um peixe mágico! Volta lá outra vez e pede-lhe roupas lindas e jóias caras.‖ O pescador arrastou-se até à praia. Cheio de dúvidas, chamou o peixe, mas o mar começara a ficar bravo. Passou bastante tempo até o peixe vir à tona da água.


-― Peço desculpa, mas a minha mulher pensou melhor. Ela quer roupas lindas e jóias também‖. O peixe satisfez o desejo do pescador outra vez, mas não parecia tão simpático como dantes. Este voltou para casa, aliviado por ter satisfeito os desejos da sua mulher caprichosa. Quando chegou à sua mansão, no cimo da escadaria estava a mulher vestida como uma grande senhora e coberta de jóias. -―Que queres agora?‖ disse o pescador antes que a sua mulher começasse a falar. -―Não achas que já pedimos demais?‖ -―Pede ao peixe para me fazer Imperatriz‖ disse a mulher mal-humorada. O pobre pescador encaminhou-se para a praia muito infeliz. Começara uma grande tempestade. Ajoelhando-se na rocha, este chamou o peixinho. Quando chegou, transmitiu-lhe o último desejo da sua mulher. Mas desta vez o peixinho dourado desapareceu debaixo das ondas sem dizer nada. Um grande relâmpago iluminou os céus e o pescador viu que a sua mansão desaparecera sem deixar rasto, Avistava a sua mulher a chorar desesperadamente -―É muito bem feito, por quereres tudo e não te contentares com o que tens!‖ resmungou o pescador. Mas no fundo do seu coração, ele ficara contente por tudo ter voltado ao normal.

Sílvia http://www.eb23-jorge-barros.rcts.pt/internet_8F/Lot/peixinho_dourado.htm


Contos populares O Sal e a Água Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu: – Quero mais a meu pai, do que à luz do Sol. Respondeu a do meio: – Gosto mais de meu pai do que de mim mesma. A mais moça respondeu: – Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal. O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu para ser cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia: foi passando, até que foi chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza. Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que não comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa, porque é que o rei não comia? Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha: – É porque a comida não tem sal. O pai do noivo fingiu-se raivoso e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu -a logo e confessou alia sua culpa por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito que lhe queria tanto como a comida quer o sal e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.

Netgrafia: http://www.eb1-deixa-resto.rcts.pt/html/contostradiconis.htm


O caldo de pedra Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome e disse: -Vou ver se faço um caldinho de pedra. E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade: -Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa. Responderam-lhe: -Sempre queremos ver isso. Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu: -Se me emprestassem aí um pucarinho... Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro. -Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas... Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele: -Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor! Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via. O frade, provando o caldo: -Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal. Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse: -Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam. A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripouas com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou: -Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!... Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe: -Ó senhor frade, então a pedra? -A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez. E assim comeu onde não lhe queriam dar nada. Netgrafia: http://www.eb1-deixa-resto.rcts.pt/html/contostradiconis.htm

Trabalho realizado por: Pedro Ribeiro nº 19 7ºA


O rei vai nu Era uma vez um rei muito vaidoso e que gostava de andar muito bem vestido. Um dia vieram ter com ele dois trapaceiros que lhe falaram assim: - Majestade, sabemos que o senhor gosta de andar sempre muito bem vestido - bem vestido como ninguém; e bem o merece! Descobrimos um tecido muito belo e de tal qualidade que os tolos não são capazes de o ver. Com uma roupa assim Vossa Majestade poderá distinguir as pessoas inteligentes das tolas, parvas e estúpidas que não servirão para a vossa corte. - Oh! Mas é uma descoberta espantosa! - respondeu o rei. Tragam já esse tecido e façam-me a roupa; quero ver as qualidades das pessoas que tenho ao meu serviço. Os dois homens tiraram as medidas e, daí a umas semanas, apresentaramse ao rei dizendo: - Aqui está a roupa de Vossa Majestade. O rei não via nada, mas como não queria passar por tolo, respondeu: - Oh! Como é bela! Então os dois aldrabões fizeram de conta qua estavam a vestir a roupa com todos os gestos necessários e exclamações elogiosas: - O senhor fica tão elegante! Todos o invejarão! Como ninguém da corte queria passar por tolo, todos diziam que a roupa era uma verdadeira maravilha. O rei até parecia um deus! A notícia correu toda a cidade: o rei tinha uma roupa que só os inteligentes eram capazes de ver. Um dia o rei resolveu sair para se mostrar ao povo. Toda a gente admirava a vestimenta, porque ninguém queria passar por estúpido, até que, a certa altura, uma criança, em toda a sua inocência, gritou: - Olha, olha! O rei vai nu! Foi um espanto! Gargalhada geral. Só então o rei compreendeu que fora enganado. Envergonhado e arrependido da sua vaidade, correu a esconder-se no palácio. http://incursoes.blogspot.com/2004/11/o-rei-vai-nu.html


O gato e o Rato Era uma vez uma senhora velha, anafada, muito enfeitada, que tinha um gato novo, muito lustroso, com uma fita verde em redor do pescoço e um guiso dourado, onde estava gravado o seu nome – Felício. Era um gato de salão, se assim se lhe podia chamar, tinha boas maneiras, miar delicado e fino, unhas cortadas, dormia numa almofada de veludo e só comia peixe, sem pele e sem espinhas. As suas patas almofadadas nunca tinham pisado na rua, nunca tinha trepado ao telhado, percorria apenas as salas alcatifadas.

Certo dia, estava o gato refastelado a descansar de não fazer nada quando viu mesmo à sua frente um rato a comer-lhe do prato. Deu um pulo, o guizo tocou, o rato subiu pelas cortinas. Felício ficou a cheirá-lo, de nariz no ar à espera que o rato descesse. Mas não descia. Dançava lá em cima, chiava, cantarolando: - Ó gato Felício Tu vem-me apanhar! És gato de sala, não sabes caçar! Dia após dia, o rato voltava, espreguiçava-se na almofada, lavava as patas na tigela da água, petiscava do bom e do melhor. Felício bem se escondia para lhe deitar unha, mas mal avançava um passo - tlim, tlim chocalhava o guizo, e o rato, avisado, subia para o armário, saltava para a estante, marinhava pelas cortinas. -Ó gato Felício tu vem-me apanhar és gato de sala não sabes caçar! Ao ver-se troçado, deixou-se o gato cair em tal tristeza que não mais comeu nem dormiu.


Enrolando-o em mantas, a dona levou-o ao veterinário, que o observou da cabeça às patas, tirando-lhe o guizo para lhe apalpar o pescoço. - Este gato não tem dentes furados, nem espinhas na garganta, nem dores de barriga, nem seja o que for. Deve sofrer algum desgosto. -Sofrer de um desgosto, o gato Felício, se não lhe falta nada? Então ouviu-se uma voz fininha, a chiar, dentro da algibeira da dona: - Ó gato Felício tu Vem-me apanhar! És gato de sala, não sabes caçar! A senhora quase desmaiou o veterinário abriu a boca, e enquanto o diabo esfregava um olho o rato saltou para o chão, do chão para a janela, desta para a rua. Atrás dele o gato, atrás a senhora depois o veterinário. O rato esgueirou-se, o gato fugiu, a senhora voltou para casa a chorar, o veterinário foi para o consultório a rir. Pela cidade, pelos campos pelos jardins, pelos telhados, corriam o rato e o gato, até que treparam ao alto da chaminé da casa onde moravam. O gato abriu a boca, esticou quando pôde as unhas cortadas e zás... ia agarrar o rato quando este caiu pela chaminé abaixo. - Desta vez não me escapas! -gritou-lhe o gato, e atirou-se também. Pobre rato, pobre gato! Mergulharam num panelão. Nadava o rato contente no meio da sopa, afogava-se o gato, que não sabia nadar. Então duas gordas lágrimas tombaram dos olhos do rato e logo duas patinhas empurraram o Felício para a borda, ajudando-o a sair. O gato pingado, reconhecido, abraçou o rato pingão, e ambos, pingando sopa, atravessaram a cozinha, o corredor, e foram deitarem-se lado a lado, na almofada de veludo. E desde essa hora ficaram amigos.

http://www.eb1-esperanca-arronches.rcts.pt/gatoerato/o_gato_e_o_rato.htm

Silvana Graça, Nº26, 7ºA


Fábulas

A ASSEMBLEIA DOS RATOS Um gato de nome Faro-Fino fez tais estragos na rataria de uma casa velha que os sobreviventes, sem coragem para saírem das tocas, estavam quase a morrer de fome.

Tornando-se muitíssimo séria a situação, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava pelos telhados, fazendo versos à lua. - Penso – disse um deles – que o melhor meio de nos defendermos de Faro-Fino é atando-lhe um guizo ao pescoço. Assim, quando ele se aproximar, o guizo denuncia-o e fugimos a tempo. Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projecto foi aprovado por unanimidade. Só votou


contra um rato bastante casmurro, que pediu a palavra e disse: - Está tudo muito certo. Mas quem vai amarrar o guizo ao pescoço de Faro-Fino? Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nós. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveuse no meio de geral consternação. Bibliografia: http://sotaodaines.chrome.pt/Sotao/fabulas/fabulas.html

O RATO CIDADÃO E MONTESINHO Um rato que morava na Cidade, acertando de ir ao campo, foi convidado por outro, que lá morava, e levando-o à sua cova, comeram ambos cousas do campo, ervas e raízes. Disse o Cidadão ao outro: – Por certo, compadre, tenho dó de ti e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na Cidade, verás a riqueza, e a fartura que gozas. Aceitou o rústico e vieram ambos a uma casa grande e rica, e entrados na despensa, estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entra o despenseiro, e dois gatos após ele. Saem os Ratos fugindo. O de casa achou logo seu buraco, o de fora trepou pela parede dizendo: - Ficai vós embora com a vossa fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato nem ratoeira. E assim diz o adágio: Mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato.

Bibliografia: http://fabulasinfantis.blogs.sapo.pt/ Marta Rodrigues 7ºA nº17


Fábulas A ÁGUIA E A CORUJA

A coruja encontrou a águia, e disse-lhe: – O águia, se vires uns passarinhos muito lindos num ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá, não mos comas, que são os meus filhos. A águia prometeu-lhe que os não comia. Foi voando pelo bosque até que encontrou numa árvore um ninho de coruja e comeu as corujinhas. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comigo os filhos, foi ter com a águia, muito aflita: – O águia, tu foste falsa, porque prometeste que não me comias os meus filhinhos e mataste-mos todos! Diz a águia: – Eu encontrei umas corujas pequenas num ninho, todas depenadas, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-as; ora, como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses. – Pois eram esses mesmos! - disse a coruja. – Pois então queixa-te de ti, que me enganaste com a tua vaidade.

O Rato Cidadão e Montesinho Um rato que morava na Cidade, acertando de ir ao campo, foi convidado por outro, que lá morava, e levando-o à sua cova, comeram ambos coisas do campo, ervas e raízes. Disse o Cidadão ao outro: – Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na Cidade, verás a riqueza, e a fartura que gozas. Aceitou o rústico e vieram ambos a uma casa grande e rica, e entrados na despensa, estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entra o despenseiro, e dois gatos após ele. Saem os Ratos fugindo. O de casa achou logo seu buraco, o de fora trepou pe la parede dizendo: Ficai vós embora com a vossa fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato nem ratoeira. E assim diz o adágio: Mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato.

Moral da história: Mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato.


A Rã e Touro Numa tarde, andava um grande Touro passeando ao longo da água, e vendo-o a Rã tão grande, tocada de inveja, começou de comer, e inchar-se com vento, e perguntava às outras rãs se era já tão grande como parecia? Responderam elas: Não!!! Pensa a Rã segunda vez, e põe mais força por inchar; e aborrecida por faltar muito para se igualar o Touro inchou de novo, mas tão rijamente, que veio a arrebentar com cobiça de ser grande. Moral da história: Não cobiçar as coisas alheias!

A Raposa e o Corvo Um corvo que passeava pelo campo, apanhou um pedaço de queijo que estava no chão e fugiu, acabando por pousar sobre uma árvore. A raposa observando-o de longe sentiu uma enorme inveja e desejou de todo, comer-lhe o queijo. Assim pós-se ao pé da árvore e disse: Por certo que és formoso, e gentil-homem, e poucos pássaros há que te ganhem. Tu és bem-disposto e muito falante; se acertaras de saber cantar, nenhuma ave se comparará contigo. O corvo soberbo de todos estes elogios, levanta o pescoço para cantar, porém abrindo a boca o queijo caiu-lhe. A raposa apanhou e foi-se embora, ficando o corvo faminto e corrido da sua própria ignorância. Moral da história: Não dês ouvidos a quem te inveja.

RUI LEAl

Netgrafia: http://fabulasinfantis.blogs.sapo.pt/ http://web.educom.pt/pr1305/aguia_e_coruja.htm


Lenda da Caparica Há muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, apareceu por lá uma criança pobre muito bonita. Ninguém sabia donde vinha. Apesar disso, um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dela. A

criança

trazia aos ombros uma velha capa. O velho reparou que a capa era de boa qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre. Passados alguns anos, a menina tornou-se uma bela jovem. O velho estava às portas da morte e pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles momentos. Quando o velho morreu, juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. A jovem ficou a viver naquele casebre e envelheceu sozinha. Na hora da sua morte, descobriu que a capa era afinal rica, pois tinha encontrado uma verdadeira riqueza escondida no seu forro. Junto do seu corpo, encontraram uma carta dirigida ao rei. Nela pedia que utilizasse o tesouro para transformar aquela costa numa terra onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica. http://www.infopedia.pt/$lenda-da-caparica


Lenda do Peso e do Pesinho Conta a lenda que, uma vez um homem vinha dos lados do Fundão, transportando um saco de algodão, às costas. Chegando à margem esquerda do rio Zêzere precisou de o atravessar para o lado direito. Ao atravessar o rio, molhou o saco de algodão sem dar pelo facto. Quando chegou à margem direita, deu conta que o saco estava mais pesado e disse: Que peso! Ainda agora era só um pesinho! E a partir daí, a localidade da margem esquerda ficou a chamar-se Pesinho e a da margem direita, ficou a chamar-se Peso. http://lendasecalendas.omeuforum.net/lendas-mitos-e-contos-tradicionaisportugueses-f3/lenda-do-peso-e-pesinho-covilha-t395.htm

Lenda da Fonte da Moura A muito antiga Fonte da Moura que ainda hoje existe nos arredores de Santarém tem na origem a história da perseguição dos Mouros por D. Afonso Henriques, após a conquista da cidade. Um grupo de cavaleiros, liderado pelo jovem rei, seguia já há dias pelos campos quando, cheios de sede, procuraram uma fonte. Foi então que surpreenderam uma jovem moura fugitiva que ao ser questionada onde ficaria a fonte mais próxima lhes disse que era muito longe, acrescentando em tom de desafio que se o Deus dos cristãos era tão poderoso que fizesse nascer ali mesmo uma fonte. Talvez então ela se convertesse. D. Afonso Henriques desceu do cavalo e retirou-se para rezar e, de repente, ouviu-se um som surdo e viu-se um jacto de água límpida e fresca que formou um pequeno regato. Os cavaleiros ajoelharam-se perante o milagre e a jovem moura, que chorava de emoção, prometeu dedicar a sua vida ao Deus cristão. A fonte ficou para sempre conhecida como a Fonte da Moura. http://lendasecalendas.omeuforum.net/lendas-mitos-e-contos-tradicionais-portuguesesf3/lenda-da-fonte-da-moura-santarem-t119.htm


Lenda da Padeira de Aljubarrota Conta a lenda que, depois de Nuno Álvares Pereira vencer os espanhóis nessa batalha, Brites chefiou um grupo de populares que perseguiram os espanhóis em fuga. Nessa noite de 14 de Agosto de 1385, ao regressar, a padeira chegou a casa e encontrou sete espanhóis escondidos no forno onde costumava cozer o pão. Sem hesitar, pegou na pá de levar o pão ao forno e bateu-lhes até os matar, um a um, à medida que saíam do forno. Várias versões desta lenda aumentam o número de castelhanos e também o número de crueldades que a padeira lhes fez... Nós preferimos a versão mais simples em que, mesmo assim, a Padeira de Aljubarrota faz parte da História de Portugal, nunca mais sendo esquecida. Claro que a sua história não acaba na época da Batalha. Parece que quando fez 40 anos se casou com um lavrador rico que a admirava muito e chegou a ter filhos. E a pá que simboliza a vitória da padeira esteve presente nos andores durante muito tempo! http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?ID=1124&P=Portugal

Trabalho realizado por: - Pedro Barreiras, Nª 20 - Rodrigo Silva, Nª24


O Monstro de Aljubarrota No dia 14 de Agosto de 1385 estavam os exércitos portugueses e castelhano frente a frente, naquela que seria conhecida para sempre como a batalha de Aljubarrota. Eram cerca de 22 000 castelhanos contra 7 000 portugueses, mas, apesar da desproporção de forças, os espanhóis hesitavam em atacar, impressionados pela serenidade mística dos portugueses. Assim ficaram durante horas, mas por fim os castelhanos avançaram e a luta foi renhida, não conseguindo o invasor atingir a estratégica defesa portuguesa. Desesperados e tendo conhecimento da existência de uma grande fera nas imediações do terreno, os castelhanos decidiram procurar a besta infernal para que esta os auxiliasse. Neste grupo de busca encontrava-se um reputado bruxo castelhano que capturaria o monstro através das suas artes mágicas. Após ter sido hipnotizado pelo bruxo, o monstro concordou em ajudar os castelhanos. Colocado em frente do exército português, livrou-o o bruxo da sua influência para que pudesse recuperar o seu carácter violento e devorar os portugueses. O monstro temível avançou e começou a desfazer os soldados que estavam à sua frente, assustando até D. João I que se lembrou de invocar a ajuda do seu patrono S. Jorge e da Virgem Maria, com toda a fé que tinha. Segundo a lenda, S. Jorge desceu dos céus montado no seu cavalo e rodeado por uma bola de fogo, lançando-se com a sua lança sobre a terrível fera. Depois de vencer o monstro, S. Jorge virou-se contra o exército inimigo desbaratando as suas fileiras e ajudando os portugueses a alcançar a vitória. D.João I mandou edificar uma ermida onde foi colocada a imagem de S. Jorge montado no seu cavalo, matando o monstro com a sua lança.


A Moeda de Prata Era uma vez... Estava-se a 14 de Outubro do ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1605. Ali para os lados de São Silvestre, da freguesia de Colmeias, vivia um velhinho, chamado Henrique Dias, com a sua filha, uma moça casadoira, que se sentia muito doente. Volta e meia começava ela a rebolar-se no chão, com muitas dores. Naquele dia, já o sol era nado, teve um ataque que a fez estrebuchar longamente, pois tinha, como dizia o povo, o diabo no corpo. Alguns vizinhos, condoídos da triste sorte da rapariga, que viam tão dorida e lacrimosa, levaram-na à igreja para que Nossa Senhora da Pena lhe valesse. Era a hora da Santa Missa e a igreja estava cheia de fiéis. A moça foi levada até próximo do altar e, olhando para a imagem de Nossa Senhora, logo teve um afrontamento e quando estava quase a desmaiar teve um vómito mais violento e expeliu, pela boca, uma moeda de prata, de vintém. A rapariga de pronto se endireitou e, sentindo-se curada, rezou a Nossa Senhora com tanta devoção como até então nunca fizera.

João Carinhas, 7.º A


Lengalengas O que é uma lengalenga?

Uma lengalenga é uma cantilena transmitida de geração em geração, na qual se repetem determinadas palavras ou expressões.

Exemplo de uma lengalenga:

Aí vai o Zézito A cavalo num burrito O burrito é fraco A cavalo num macaco O macaco é valente A cavalo numa trempe A trempe é de ferro A cavalo num martelo O martelo bate sola A cavalo numa bola A bola é redonda A cavalo numa pomba A pomba é branca A cavalo numa tranca A tranca partiu e a pomba fugiu.


Tico, tico sarapico quem te deu também no bico foi a gata chocalheira que anda à roda da ribeira a apanhar migalhinhas para a vaca dos corninhos quer-te bem quer-te mal vai-te pôr ao teu altar .

André Sequeira


Tenho um cãozinho

Tenho um cãozinho chamado totó que me varre a casa e me limpa o pó

Ele também gosta de lamber a mão à noite ao deitar faz sempre ão, ão, ão.

Lá vai a vaca

Lá vai a vaca chamada Estrelinha metade é tua e metade é minha

Ela é malhada dá-me leitinho eu bebo-o todo devagarinho


Gato Maltês

Era uma vez um gato maltês tocava piano e falava francês A dona da casa chamava-se Inês e o número da porta era o trinta e três

O patinho tonto

O patinho tonto nunca olha p'ro chão e a toda a hora dá um trambolhão No degrau da escada estava um patim pôs-lhe a pata em cima pim, catra pim, pim, pim

era muito bonito e não era mau também cantava miau, miau, miau

Bibliografia: http://www.minerva.uevora.pt/itic/ei00_01/tgrupo/15920/lengalengas.htm

Trabalho realizado por: Tiago Ramalho 7ºA Nº28


A Amizade: "Quem te avisa teu amigo é." "Amizade é como o vinho: quanto mais velha, melhor." "A amizade finda onde a desconfiança começa." "Amizade de um dia, recordação de um minuto." "Amizade reconciliada é ferida mal sarada." "Na necessidade se prova a amizade." "Mais perde em amizades quem mais teima nas verdades." "A verdadeira amizade dura uma eternidade." "A amizade é um amor que não se comunica pelos sentidos." "A amizade que acaba, não foi verdadeira." "A amizade é o amor sem asas." "A amizade não conhece o esquecimento." "A amizade vive de provas."


O amor O amor é eterno enquanto dura." "O amor é como sarampo: todos temos de passar por ele." "O amor é como a lua, quando não cresce, míngua." "Para esquecer um amor, só outro grande amor." "Se o teu amor for doce, não o comas todo." "O amor morre mais de indigestão do que de fome." "O amor é um frenesi que todos vêm menos quem dele está possuído." "Quando o amor nos visita, a amizade se despede." "O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém." "O amor é doce no começo, mas amargo no fim." "O amor entra pela janela e sai pela porta." "O amor dá coragem e dá fraqueza." "Amor ausente, amor para sempre." "Amor da praia fica enterrado na areia." "Com o amor e a morte, não tentes ser forte." "No amor, quem foge é vencedor.". "No amor e na guerra vale tudo." Inês Rodrigues, 7.º A http://www.citador.pt/proverbios.php?sobre=Amizade&op=8&theme=11&firstrec=0


Quadras popularese cantigas

Ó minha mãe, minha mãe Ó minha mãe, minha amada Quem tem uma mãe tem tudo Quem não tem mãe não tem nada!

É noite de Santo António Estalam foguetes no ar; Põem o manjerico á janela E vem para a rua dançar.

Oh vento, tu és o vento, Oh vento, tu és traidor, Fui abrir a porta ao vento pensando que era o amor.

Ó lua que vais tão alta Redonda como um tamanco! Ó Maria traz a escada Que não chego lá com o banco!

Viu castelo sem rival Quem Guimarães visitou. Foi aí que Portugal, Em pequenino morou.


Papagaio Loiro Papagaio loiro de bico doirado, leva-me esta carta ao meu namorado. Para o outro lado, para a outra margem, papagaio loiro de linda plumagem. De linda plumagem. linda como o oiro, leva-me esta carta, papagaio loiro.

Fui ao jardim da Celeste Fui ao jardim da Celeste, giroflé, giroflá, fui ao jardim da Celeste, giroflé, flé, flá. O que foste lá fazer? giroflé, giroflá, O que foste lá fazer? giroflé, flé, flá. Fui lá buscar uma rosa, giroflé, giroflá, Fui lá buscar uma rosa, giroflé, flé, flá. Para quem é essa rosa, giroflé, giroflá, Para quem é essa rosa, giroflé, flé, flá.


É para a menina (Ana), giroflé, giroflá, É para a menina (Ana), giroflé, flé, flá. Maria Carolina Vicente Cachatra Nº 16

7ªA

Bibliografia: http://www.eb23-jorgebarros.rcts.pt/internet_8F/Lot/quadras_populares.htm e http://www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu/1c/index_1c.htm?http://www.cercifa f.org.pt/mosaico.edu/1c/cantigas_1c.htm


Romance tradicional Um pastor vindo de longe À nossa porta bateu; No seu recado nos disse: - O Deus-Menino nasceu Esse recado escutámos Já meia-noite seria. Estrelas do céu, lá vamos Dar parabéns a Maria. Mas que havemos de levar A Jesus que tudo tem? Quem tudo tem também gosta Que alguma coisa lhe dêem. - Eu lhe levo um cordeirinho, O mais lindo que encontrei! - E eu lhe levo um requeijão, O melhor que requeijei. - Pois também comigo levo Fofinhos, se ele quiser, Bons merendeiros de leite, E mel para ele comer! Vamos ter com os mais pastores, Não se percam no caminho. Vamos todos mui dapressa, Adorar o Deus-Menino. - Vinde todos, pastorinhos, Vinde, correi a Belém; Vinde visitar Maria Que divino Filho tem. Esta noite é santa noite, Quente, quente, embora fria. Vamos todos a Belém Visitar Jesus, Maria. - Ai que formoso Menino! Ai, a graça que ele tem! Ai, que tanto se parece Com Senhora Sua Mãe!... Pedro Roque


Trava-Línguas

A história é uma sucessão sucessiva A história é uma sucessão sucessiva dos sucessos que se sucedem sucessivamente.

Percebeste? Percebeste? Se não percebeste, faz que percebeste para que eu perceba que tu percebeste. Percebeste? Percebeste? Se não percebeste, percebesses, eu também não percebi e fiz para perceber. Percebeste?

Mário Mora foi a Mora Mário Mora foi a Mora com intenções de vir embora mas, como em Mora demora; diz um amigo de Mora: - Está cá o Mora? - Então agora o Mora mora em Mora? - Mora, mora. Se cada um vai a casa de cada um é porque cada um quer que cada um lá vá. Porque se cada um não fosse a casa de cada um é porque cada um não queria que cada um fosse lá. O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado! Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar? Se a liga me ligasse, eu ligava a liga,


mas como a liga não me liga, eu não ligo a liga. A Graça disse à Graça uma graça que não teve graça. Padre Pedro Prega pregos Prega pregos Padre Pedro O tempo perguntou ao Tempo quanto tempo o Tempo tem. O Tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o Tempo tem. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

Inês d’ Alva

Bibliografia http://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/trav-linguas.htm http://www.alzirazulmira.com/trava.htm http://www.pititi.com/passatempos/travalinguas/travalinguas.htm http://www.google.pt/images?um=1&hl=pt-pt&client=firefoxa&rls=org.mozilla:ptPT:official&tbs=isch:1&&sa=X&ei=B7r2TJ70DcX4sgaykq23Aw&ved=0CCIQBS gA&q=trava+l%C3%ADnguas&spell=1&biw=700&bih=703


Literatura oral tradicional