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Jay McLean

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Sinopse "Para cada ação há uma reação igual ou contrária." Para cada escolha que você faz há recompensas, ou há conseqüências. Foi a minha escolha ir embora pela primeira vez. E a minha escolha de persegui-la na segunda. Mas às vezes você não tem escolha, e tudo que você tem são as consequências.

"Ser profundamente amado por alguém lhe dá forças, enquanto amar alguém profundamente lhe dá coragem." A menos que este alguém seja Logan Matthews. Porque amá-lo não me deu forças para ir embora. Não me deu coragem de lutar por ele. E quando tudo acabou, tudo o que me deu foi um coração partido.

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Dedicação Para os meus leitores, amigos e família. Obrigado pelo incentivo, apoio e fé em mim. Eu não chegaria á nenhum lugar sem vocês. Eu amo vocês mais do que um monte. Muito mais do que um monte. Verdade.

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PRÓLOGO -PassadoFinal da Festa de Verão, Pré-Facudade "O que diabos aconteceu?" Cam pergunta. "Cara, eu não tenho nenhuma ideia do caralho." O ex da Micky apenas acabou de pedir sua mão em casamento e depois os dois saíram da festa juntos. Jake estava em seu celular chamando um táxi, antes que alguém pudesse falar algo para ele. O resto de nós ficamos sentados lá, pasmos. Eu ficava olhando em volta. Esperando que ela estivesse bem, e que não se casasse com esse cara; Ele era um idiota e ela merecia mais do que alguém que iria tratá-la como uma merda. "Você está preocupado com ela?" Eu lentamente me viro para Cam, que estava sentado a poucos metros de mim, com suas pernas esticadas na sua frente. Ele me olha com curiosidade, sobrancelhas arqueadas. "Sim, eu estou." Eu digo, olhando diretamente para ele. Quase sinto como se soubesse o que iria acontecer a seguir. Eu inconscientemente sento-me e endireito os ombros, esperando pelo desafio, porque eu sabia qual era a sua próxima pergunta. Quando ele perguntasse, eu já estaria preparado. "Você a ama, não é?" E mesmo que eu estivesse esperando por isso, ouvi-lo dizer as palavras reais foram como um chute no estômago. Observo-o, procurando qualquer sinal de julgamento quando eu lhe disser a verdade. "Sim, cara. Acho que sim." Ele olha para mim pelo que pareceram horas, mas foram apenas alguns segundos. Em seguida, ele solta um suspiro, tira o boné da cabeça, passa a mão pelo cabelo e coloca-o de volta. "Sim." Ele suspira. "Eu também." 6


"O quê?" Eu quase grito. Olho para onde Lucy estava, a poucos metros de distância de nós, certificando-me de que ela não tivesse ouvido o que o idiota do seu namorado tinha acabado de dizer. "Eu também." Ele repete. Eu olho para ele. "Quero dizer, não esse tipo de amor. Não é do jeito que eu amo Lucy." Eu continuo olhando para ele, confuso como o inferno. Ele continua. "Micky, ela é uma de nós agora, e eu entendo que você sinta algo por ela. Seria difícil não sentir, especialmente depois do que ela passou. Mas eu não acho que você a ama. Não dessa forma. Acho que você a ama do mesmo jeito que ama Lucy, ou Heidi. Tipo como uma irmã, como se você quisesse mantê-las seguras, protegê-las, sabe? ou pelo menos... quero dizer, se algo vier a acontecer comigo, eu quero que você seja assim com Lucy." Ele faz uma pausa. "Eu não estou fazendo nenhum sentido não é?" Eu balanço minha cabeça lentamente, não. Ele solta um longo suspiro, em seguida, ajeita-se em sua cadeira um pouco e olha para o céu, pensando em suas próximas palavras. Depois de algum tempo, ele me encara. "Lucy já lhe disse como nós nos conhecemos?" Seus olhos rapidamente vão para Lucy, que está conversando com algumas garotas. "Ela disse que você a ajudou a treinar seus irmãozinhos, e que foi após a morte da sua mãe, que você começou a ajudá-la." Seus olhos voltam para mim. "Isso é o que ela pensa... eu realmente a notei desde a primeira vez que a vi. Ela estava na arquibancada com um par dos seus irmãos. Lembro-me de vê-la pela primeira vez. Ela tinha um livro em uma das mãos e a outra estava constantemente atendendo a um ou mais dos meninos." Ele ri um pouco. "Eles estavam sempre a incomodando por algo e dava para ver em seu rosto, mas ela nunca tirava os olhos do livro. E eu me lembro de ficar apenas ali, observando-a por praticamente todo o jogo. Quero dizer, eu já tinha a visto na escola algumas vezes, sempre achei que ela era bonitinha, sabe? Do tipo de beleza silenciosa." Eu balanço a cabeça em concordância. Ela tinha aquele tipo de beleza. "Na primeira semana, eu não disse nada a ela. E as semanas seguintes, e todos os dias na escola, eu tentei falar com ela, mas eu ficava uma pilha de nervos, sabe? E foi tão estranho, porque em todos os outro aspecto da minha vida eu era o idiota arrogante, do tipo de atleta semi-padrão popular. Aqui eu estava ficando tenso por causa de uma ávida leitora tranquila, que eu nunca 7


tinha falado antes. Então, algumas semanas se passaram e eu me lembro de olhar no espelho um dia, e lembro-me de dizer a mim mesmo: 'Hoje é o dia. Você vai falar com ela.' Quando cheguei ao campo eu esperava vê-la nas arquibancadas, mas ela não estava lá, e nem seus irmãos, e foi no dia que eu descobrir sobre sua mãe. O câncer, e em seguida, a morte." Eu continuo escutando-o, ouvindo tudo o que ele tinha a dizer. "Eu fui para o funeral e apenas a observei. Cercada por todos os seus irmãos, segurando um pequeno bebê em seus braços. Seus irmãos estavam chorando, mas ela não estava. Ela segurava as mãos deles e enxugava suas lágrimas, mas ela nunca, nem uma vez, soltou uma única lagrima. quando eu fui ao velório em sua casa, os irmãos estavam sendo cuidados por outras pessoas e quando eu a vi. Ela estava na lavanderia, de costas para todos e estava chorando discretamente. Lembro-me de ir até ela, com as palmas das mãos suando, ainda uma pilha de nervos. Eu podia ouvir o sangue bombear em meus ouvidos e meu corpo inteiro estava tremendo... cheguei mais perto dela e ela deve ter me ouvido chegando porque se virou, olhou para mim, com os olhos cheios de lágrimas, e então apenas me abraçou. E eu a abracei de volta, mas tudo o que eu podia dizer era o meu maldito nome." "Todos os dias depois que duraram meses eu fui a sua casa depois da escola, e fins de semana, sempre que eu podia tentar ajudá-la. Porque mesmo que eu quisesse protegê-la, e ajudar da forma que eu podia. Era mais do que isso. Eu queria estar com ela, também. Tipo, todo o maldito tempo. E eu sei que isso vai soar fodidamente brega—" Ele para de falar quando Lucy volta. Ela se senta no seu colo e ele se ajusta para que eles fiquem mais confortáveis. Beija-a uma vez no rosto, e depois continua: "Eu realmente gostava de estar com ela, sabe? Sair, conversar, brincar, o que quer que seja. E tudo isso foi antes dos amassos e o sexo. O incrível sexo." Lucy apenas sorri. "O que eu acho que estou tentando dizer — é que se você sentir essas coisas por Micky—" A cabeça de Lucy gira para me encarar. Cam dá tampinhas em sua perna um par de vezes. "A menos que você não sinta essas coisas, os nervos, o desejo de querer estar com ela o tempo todo, a saudade quando não está por perto... todas essas merdas... então não é amor que você sente. Bem, não o amor verdadeiro. Mais do tipo..." Ele pensa por um momento, olhando para o céu. "Logan-Lucy amor, que é o amor de amigos." Ele diz. Lucy sorri para mim. Fico em silêncio. Em estado de choque. 8


Então, finalmente. "Onde diabos você estava meses atrás, quando eu precisava dessa conversa, idiota." "Foda-se." Ele ri. Em seguida, Lucy entra na conversa, olhando ao longe, levantando o punho no ar e começa a bombeá-lo... ela começa a cantar baixinho, com a melodia de 'Macho Man'. "Lo-gan Lu-cy amor..." *** Uma hora mais tarde, eu estava andando de volta para o nosso grupo depois de conversar com o DJ quando eu a vejo. Foi a primeira vez que eu tinha a visto desde aquela noite. Achei que ela poderia estar aqui, mas realmente vê-la era mais difícil do que eu pensava. Ela estava com algumas outras garotas, de pé um pouco longe de onde James e seus amigos estavam. Claro, eles eram da mesma escola. Eu precisava falar com ela, talvez tentar explicar o que aconteceu, sem entrar em muitos detalhes. Caminho em a direção, e enxugo as palmas das minhas mãos suadas no jeans. Eu abro meus dedos com os meus polegares. Era um hábito nervoso que eu tentei quebrar. Basicamente, eu tinha, só faço isso quando fico realmente nervoso. E, aparentemente, com as garotas, ou uma garota, eu diria. Chego mais perto delas, a conversa morre. Alexis, sua amiga, puxa as outras duas garotas. "Vamos lá." Diz ela, puxando-as para fora. Então era só eu e ela, cara a cara, pela primeira vez em meses. E isso poderia soar estúpido, mas eu sentir tanto a falta dela. E estava nervoso como o inferno. Limpo as palmas das mãos no meu jeans de novo e ajusto meu boné um pouco mais alto, para que eu pudesse vê-la corretamente. "Hey." Faço um gesto com minha mão em um pequeno aceno, e, em seguida, levo minhas mãos aos bolsos da frente. "Matthews." Ela acena com a cabeça. Ela não tinha nenhuma expressão. Não parecia feliz em me ver, nem triste, nem com raiva, nada. "Eu, uh... como você está?" Ela respira fundo, mas não diz nada. Ficamos parados, olhando diretamente um para o outro. 9


Honestamente, eu tinha jogado este momento em minha cabeça mais do que algumas vezes ao longo dos últimos dois meses, e cada um desses momentos eu tinha algo a dizer, algum tipo de plano para que ela pudesse realmente falar comigo de novo. Mas agora, de pé aqui, eu não tinha palavras. Apenas uma porrada de arrependimento. "Amanda!" Um cara atrás dela interrompe. Nós quebramos o olhar. Sua cabeça se vira para o garoto. Olhando por cima do ombro. Ele tinha um boné puxado abaixo de sua testa, olhando para o seu celular. Estava escuro. Eu não conseguia distinguir quem era ou o que ele era. "Você está pronta para ir?" Ele nem tira os olhos do celular. Ela se vira para mim lentamente, e meus olhos se mudam para o dela. Ela segura meu olhar por alguns segundos, para se certificar de que eu ouça suas próximas palavras. E eu faço. Eu as ouço, alto e claro. "Sim, babe." Ela diz em voz alta, com os olhos nos meus. "Terminamos totalmente aqui." Ela dá alguns passos para trás, vira-se e caminha até ele. Ele ainda estava olhando para seu celular quando gira, colocando um braço em volta dos seus ombros. Ela coloca os braços ao redor da sua cintura, olha para cima e fala com ele. Finalmente, ele coloca o celular no bolso, em seguida olha para ela. Ele vira o boné para trás, inclina-se e beija-a. E olho para longe. Porque eu não podia ver. E isso, este é o momento em que eu sabia qual era a sensação de perder tudo o que eu nunca tive.

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CAPÍTULO 01 -PresenteUm ano e meio depois

A faculdade era tudo o que eu esperava que fosse. Eu morava na casa da fraternidade, que era bom. Poucos meses depois que cheguei aqui, Jake e Micky se acertaram. Oficialmente, do tipo exclusivos um com o outro. E eu estava feliz por eles. Eu realmente estava. Porque Cam estava certo; Eu não a amava. Não do jeito que eu pensei que sentia. Eu sei que Amanda disse a Micky que estava vindo para esta faculdade, mas nós nunca falamos sobre isso. E é uma merda porque eu já procurei por ela em todos os lugares; em todas as minhas aulas, andando pelo campus, nas lojas mais próximas e em lanchonetes que ela poderia estar trabalhando. Nada. Eu não a vi em qualquer lugar. Eu sei que poderia perguntar a Micky, e eu pensei sobre isso em mais de uma ocasião — mas aqui está à coisa — se ela quisesse que Micky soubesse então ela teria dito, e eu teria a minha bunda chutada. Ela não disse por alguma razão. Então, todos os dias eu procuro por ela e ela não está aqui. E a cada dia eu fico mais e mais chateado e irritado com o que fiz com ela. Então eu transformo essa raiva em uma coisa que eu sei que vai ajudar: garotas. Entre baseball, as festas, as garotas e o sexo, e o tempo suficiente que eu tenho para estudar. Se eu tivesse que desistir de uma dessas coisas, seria o baseball. Honestamente, eu desistiria de tudo isso, se significasse que eu iria vê-la novamente.

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CAPÍTULO 02 -PassadoO Encontro. Antes do verão, pré-faculdade A primeira vez que a vi foi na casa de Jake. No velório da família da Mikayla. Para mim, ela foi como uma luz na escuridão. Pergunto-me agora se Micky já pensou em Jake assim. *** "Desculpe?" Sua voz era tão baixa que eu quase não ouvi. Mas quando me virei, ela estava lá. De pé no meio da cozinha dos Andrews, com pratos na mão, esperando que eu dissesse — ou fizesse —alguma coisa. Finalmente, um som viaja pela minha garganta até a minha boca. Eu não poderia dizer o que diabos eu disse, porque eu não me lembro. Tudo o que posso lembrar é dela. O jeito que ela estava ali, sem saber da situação. Seu lábio inferior estava preso entre os dentes, as sobrancelhas arqueadas. Ela vira a cabeça para mim. "Eu preciso colocar isso aí dentro." "Huh?" "A pia, atrás de você? Eu preciso colocar isto aí dentro." Ela diz lentamente, como se eu fosse uma criança. Ela levanta os pratos nas mãos e espera. Eu tomo meu tempo. Tenho certeza de que eu nem sequer tento esconder o olhar de desejo que dei a ela, porque quando meus olhos finalmente deixam seu corpo e voltam para seu rosto, ela estava corando. Ela tenta sorrir. "Você vai se mover ou o quê?" Eu sorrio, e preguiçosamente me afasto.

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Ela dá dois passos para frente e tropeça em absolutamente nada. Os pratos que ela estava segurando caem no chão e quebram. Nós nos movemos rápido para tentar pega-los; tão rápido que damos de contra um com o outro. "Merda." Ela sussurra, esfregando a cabeça. "Foda-se." Eu digo, fazendo o mesmo. Eu começo a pegar os pedaços quebrados e foi aí que percebi o sangue. "Merda, você está sangrando." Digo a ela. Ela olha para cima e nossos olhares se encontram. E essa é uma das maneiras que eu me lembro dela. Seu rosto tão perto do meu que eu podia ouvir sua respiração. "Huh?" Ela olha para suas mãos, e seus olhos se arregalam antes que ela diga: "Puta merda!" E então ela grita como uma menina. Seus olhos bem fechados enquanto joga as mãos para frente, agitando-as ao redor, pingando sangue por todo o chão. "Eu não posso ver sangue. Quer dizer, tecnicamente eu posso vê-lo, mas eu não posso olhar para ele. Você tem que fazer parar." Ela não tinha tomado uma respiração. "Sério, isso me assusta, foda-se. Faça parar! Oh meu Deus, eu vou vomitar! Mexa-se!" Ela começa a se levantar, depois para, agarra minha camisa, diante de mim, e continua: "Se mexa... corrija isso, por favor." Então ela me olha com pânico claro em seu rosto. "Eu vou desmaiar. Oh Deus. Oh Deus." "Hey." Eu tento acalmá-la. "Está tudo bem, eu tenho você." Eu seguro o seu braço e ajudo-a a se levantar. Eu não poderia prender a risada que escapou. "Não é engraçado, eu juro que vou vomitar se eu olhar para ele." Ela ainda tinha aquele olhar em pânico, e seu rosto empalideceu alguns tons. Foi quando percebi que ela não estava brincando. Foi também quando eu percebi o quão bonita ela era. "Não olhe para o sangue, se concentre apenas no meu rosto." Então ela faz.

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"Dói?" Ela balança a cabeça lentamente, sem tirar os olhos dos meus. "Ok, eu vou fazer parar o vazamento, apenas deixe-me saber se eu te machucar quando eu fizer isso, ok?" Outro lento aceno. Eu finalmente consigo tirar meus olhos dela, para verificar o seu dedo. "Você só vai precisar de um Band-Aid." Eu limpo a bagunça no chão, levo-a para o banheiro, onde o kit de primeiros socorros está e digo-lhe para se sentar em cima do balcão. Uma vez que o Band-Aid estava em seu dedo, olho para ela. "Você está bem?" Ela morde o lábio, assentindo. "Obrigada." Ela diz calmamente. "O que você é? Um médico ou algo assim?" Ela sorri largamente, as pernas balançando para trás e para a frente. "Algo assim." "Bem, Obrigado. E desculpe pela coisa do sangue. Eu realmente só... ugh... eu e o sangue não somos amigos." Ela franze o nariz e faz uma cara de nojo. Olho para dentro dos seus grandes olhos azuis e ela desvia o olhar. Seu cabelo castanho claro solto. Foi à única vez que eu tinha visto ele assim. E foi aí que me bateu. Ela não era apenas bonita. Ela era quente pra caralho. Ela morde o lábio de novo. Eu queria beijá-la. Eu queria a minha boca na dela e queria muito. Por alguma razão, eu pensei que estava tudo bem fazer o que fiz em seguida, porque eu era Logan foda Matthews. Além disso — todas me amavam. Então eu faço um movimento para beijá-la, mas eu vejo seus olhos se arregalarem um pouco antes que os nossos lábios fizeram contato e a próxima coisa que eu sei, é que seu joelho estava no meu pau e eu estava dobrandome para tentar respirar em meio à dor. Inclino-me, as duas mãos nas minhas partes, tentando aliviar a dor. Eu não podia respirar corretamente. Eu estava fazendo tudo que podia para não cair no chão e chorar. Eu a vejo saltar do balcão e curvar-se para olhar nos meus olhos. "Primeiro, eu não te conheço. Segundo, nós estamos na porra de um velório. E em terceiro lugar, você é um idiota." Diz. Um dos seus dedos empurra no meio da minha testa; forte o suficiente que me fazer dar dois passos para trás. 14


Ela abre a porta do banheiro rapidamente, e fecha-a atrás de si. Uma vez que eu sabia que estava fechada, eu caio no chão e balanço para trás e para frente, como um bebê maldito. A dor era intensa pra caralho. *** Eu estava de volta ao pátio, quando ouço sua voz. "Oi, Mikayla. Eu realmente sinto muito por sua perda." Ela ri. "Que coisa idiota para se dizer, como se você tivesse perdido alguma coisa, e fosse encontrá-la em breve." Micky rir. "Amanda, como você está?" Amanda. Eu me desligo da conversa e apenas olho para ela. Ela não era apenas quente. Não apenas do tipo de rosto quente. Ela era outra coisa. Ela ainda é uma outra coisa. *** Assim que ela sai, eu sabia que tinha que encontrá-la. Eu corro para fora da casa procurando por ela. Ela estava na calçada, pressionando a chave para desbloquear um Civic vermelho. Eu praticamente corro até ela. "Amanda!" Eu grito. Ela se vira e congela em seu lugar. Paro na frente dela, minha respiração pesada por causa da corrida. "Eu preciso do seu número." Eu digo a ela. "O quê?" Ela diz através de um riso incrédulo. "Eu preciso do seu número, porque eu preciso levá-la para sair." Eu dou o meu sorriso de arrancar calcinha. "Hum, não." Ela se vira para abrir a porta do carro. "O quê?" Eu pergunto incrédulo. "Não." Ela repete. 15


"Por que não?" Eu estava chateado. "Eu só estou pedindo o seu número." Ela se vira para mim, soltando um suspiro. "Não, idiota." Ela revira os olhos. "Você não está pedindo meu número. Você está exigindo isso." Ela olha para mim de cima a abaixo. "Quem é você, afinal?" "Logan Matthews." Eu levanto minha mão para apertar a dela. Ela olha para minha mão e balança a cabeça, rindo, e então olha de volta para mim. "Definitivamente não." "O quê? Por quê? Dê-me uma boa razão." Eu cuspo. Eu estava chateado e sentia que precisava vencer esse argumento, ou qualquer merda que estava acontecendo. "Porque sim." "Isso não é uma boa razão." "Porque eu tenho um namorado." "Não, você não tem." Eu balanço a cabeça e cruzo os braços sobre meu peito. "Porque você é um idiota." "Válido, mas não aceito. Próximo?" "Porque eu gosto de meninas." Eu a olho de cima a baixo e lambo meus lábios. "Ainda melhor." Ela respira fundo e suspira alto. "Tudo bem." Ela estende a mão, então eu doulhe o meu celular. Um enorme sorriso de comedor de merda toma conta do meu rosto, porque eu simplesmente ganhei, e eu não podia esperar para fazê-la pagar por isso. Ela entrega-o de volta e corre para entrar em seu carro. Eu a vejo ir embora. Amanda. 16


Depois que ela se foi, eu olho para o meu celular. O aplicativo de notas estava aberto: Em seus sonhos, idiota. Encontre outro caminho para marcar seu *home run.

*No beisebol, home run (denotado HR) é uma rebatida na qual o rebatedor é capaz de circular todas as bases, terminando na casa base e anotando uma corrida (junto com uma corrida anotada por cada corredor que já estava em base), com nenhum erro cometido pelo time defensivo na jogada que resultou no batedor-corredor avançando bases extras. O feito é geralmente conseguido rebatendo a bola sobre a cerca do campo externo entre os postes de falta (ou fazendo contato com um deles), sem que ela antes toque o chão.

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CAPÍTULO 03 -PresenteEstávamos três semanas de distância do primeiro jogo da temporada e eu estava tentando me esforça nas minhas aulas, antes que o beisebol consumisse todo o meu tempo livre. Beisebol — não era um grande negócio para mim. Eu não era o melhor apanhador do time. Entrei na equipe, por entrar mesmo, porque Jake e eu éramos melhores amigos e jogávamos bola no colegial juntos por três anos. Eles assumiram que tínhamos uma ligação especial no campo ou algum tipo de comunicação secreta. A coisa é, Jake Andrews poderia lançar para uma parede de tijolos e ainda ser um grande negócio. Eu fiquei na equipe, porque ajudava a limpar a minha cabeça e me deu um bom trabalho fora do cronograma. Não é a minha paixão e definitivamente não é a minha carreira. *** Eu estava prestes a sair da biblioteca quando vi Micky, Lucy e uma terceira garota. Eu dei uma dupla olhada, porque não havia nenhuma maneira do inferno que poderia ser ela. "Micky e Luce!" Eu deveria ter permanecido de boca fechada. Eu não me importava. Ambas se viraram imediatamente. Assim como ela. Amanda. Puta merda. Meus passos vacilam quando chego mais perto. Eu não conseguia tirar os olhos dela. Ela parecia à mesma, mas talvez diferente? Foda-se, eu não sei. Seus olhos se arregalam quando ela me vê andando em sua direção, mas rapidamente desvia o olhar para o chão. Esperei até que eu estivesse bem na frente delas para falar. "Hey." Eu digo a todas elas, mas eu não consigo tirar os olhos de Amanda.

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"Cara." Micky ri, ela estala o dedo na frente do meu rosto. E isso me tira do meu estado confuso. Quando eu finalmente tiro meus olhos de Amanda e olho para Micky, ela estava sorrindo para mim. Lucy começa a rir. "O que você está fazendo?" Ela pergunta, tentando esconder seu próprio sorriso. Meus olhos disparam para Amanda, mas ela ainda estava olhando para o chão, brincando com as alças da sua mochila. "Nada, só tinha algumas coisas para resolver. O que vocês estão fazendo, senhoras encantadoras?" Eu nem percebi que não tinha tirado os olhos dela, porque Micky estava rindo e acenando com a mão na frente do meu rosto de novo. Afasto-as e olho para ela. Ela para de rir e, em seguida, empurra Amanda com o cotovelo. "Amanda." Diz Micky. Ela finalmente olha para cima. "Você conhece o Logan?" Continua ela, com um sorriso de merda no rosto. Minhas mãos começam a suar; meu polegar abrindo os dedos de cada mão. Meu pulso ecoa em meus ouvidos. Eu podia ver a expressão confusa no rosto de Lucy com o canto do meu olho, mas eu não conseguia tirar os olhos de cima da Amanda. Minhas mãos vão para os meus bolsos frontais enquanto esperava a reação dela. Eu precisava que ela dissesse alguma coisa, qualquer coisa. Dizer que se lembrava de mim. Mas quando ela finalmente olha para cima, não havia nada. "Não. Nunca." Ela finge olhar para o relógio. "Eu tenho que ir. Minha carona está chegando e ele está com pressa, vejo vocês em breve meninas." Diz rapidamente, e depois vai embora. "Temos clube do livro na terça-feira. Não se esqueça." Lucy grita para ela. Ela levanta a mão em reconhecimento. Eu solto a respiração que não sabia que estava segurando. Lucy coloca seu braço no meu, enquanto caminhávamos para fora, em direção ao estacionamento. "Logan, não me diga que você dormiu com ela, também. Ela é uma das boas." Ela lamenta. "O quê? Não, eu não dormi com ela. Juro." "Bom." Ela ri. 19


Coloco meus braços em volta de ambos os seus ombros. "Então, o que é esse tal de clube do livro? Vocês sentam-se em volta, lêem livros sujos, abanam as vaginas uma da outra? Porque se for assim, conte comigo!" "Eca!" Lucy grita ao mesmo tempo em que Micky bate no meu estômago. As garotas entram no carro de Micky e vão embora. Olho em volta para o meu carro. Eu não tinha estacionado desse lado. Começo a fazer o meu caminho para o outro lado, e vejo Amanda sentada no ponto de ônibus, em seu celular. Eu fico em duvida por um momento, me perguntando se eu deveria tentar falar com ela, ou se deveria deixá-la sozinha. Ela olha para cima quando ouve meus passos, mas sua expressão cai no instante em que percebe que era eu. "Eu tenho que ir, Lexi. Te ligo mais tarde... sim... uh-huh... tchau." Ela me olha, com as sobrancelhas levantadas. "Hey." Faço um gesto com a minha cabeça para o local livre no banco, ao lado dela. Ela morde o lábio e desvia o olhar. "É um país livre, Matthews. Você pode fazer o que quiser." Eu odiava quando ela me chamava de Matthews. Como se nem sequer sabia meu nome. Ou simplesmente não ligava. "Então, você se lembra de mim? Isso não é o que você disse para—" "Você está brincando comigo agora?" Todo o seu corpo se vira para me encarar. "Eu não sou a única que—" Ela para abruptamente e fecha os olhos, forçando a respiração a ficar estável. Eu olho para ela, confuso. "Você sabe o quê, Matthews? Basta me deixar em paz, ok? Ninguém precisa saber que tivemos uma história ou o que quer que seja. Basta ir. Por favor." Seus olhos se lançam para baixo, olhando para seu jeans. Eu não sabia o que dizer. Abro a boca, mas nada sai. Tento segurar a mão dela, mas ela afasta-a para longe. "Amanda." Eu suspiro. "Sinto muito." Eu quis dizer isso. 20


Seu corpo inteiro fica tenso antes que ela erga os olhos para mim. "É muito tarde para isso, Logan." Ela balança a cabeça lentamente. "Muito tarde." Um carro para, interrompendo-me de dizer alguma coisa. Ela fica de pé rapidamente, colocando sua mochila no ombro. "Eu diria que foi bom vê-lo, Matthews. Mas realmente, realmente não foi." Eu fico em silêncio quando ela entra naquele mesmo velho jipe do dia da sua formatura. E eu fico ali sentado, olhando-a ir. Mais uma vez.

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CAPÍTULO 04 -PassadoA ajuda. Início do verão, pré-faculdade

Uma semana se passou desde que eu a conheci na casa de Jake, mas ela ainda permanecia em minha mente. Eu tinha esquecido que ela era da mesma escola que Micky, então eu não esperava vê-la em sua formatura. Mas eu estava tão feliz que a vi. *** Ela para na calçada em frente a mim conversando com outra garota, ambas vestindo seus vestidos. Atravesso a rua e paro atrás dela. Seja o que for que a sua amiga estava dizendo morre no ar assim que ela me vê. "O que foi?" Amanda pergunta a ela. Eu interrompo. "Bem. Aposto que você pensou que nunca mais iria me ver de novo?" Ela se vira lentamente; uma carranca já havia se formado em seu rosto. "O que você quer, Matthews?" Eu rio. Seus olhos se contraem. Isso me faz rir ainda mais. "Eu não sei por que você está com raiva de mim." Eu digo, tentando esconder a minha diversão. "Eu só estou aqui de pé. Não é um grande negócio." Dou de ombros, minhas mãos indo para os meus bolsos. Ela ergue as sobrancelhas, esperando que eu continue. Então eu faço. "O seu número. O real." "Não. De novo com isso?"

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O fato de que ela não me queria, me fez querer ainda mais. Só quando estou a ponto de dizer a ela que eu não ia aceitar um não como resposta, um pedaço de merda velho de jipe para ao nosso lado. Na condução tinha um garoto alto, com dois outros caras no banco de trás. Todos usavam seus vestidos de formatura. "Hey." O amigo de Amanda balbucia. O garoto na condução dá-lhe um aceno de cabeça rápido antes de olhar para mim, com os olhos apertados. Ele não diz nada, apenas continua olhando. Eu olho para trás. "Eu te ligo mais tarde." Diz Amanda à sua amiga, abraçando-a rapidamente, antes de passar por mim e sentar no banco da frente do carro. Eu vejo quando eles vão embora. Ela não olhou para trás nenhuma vez. "Então você quer o número dela?" Sua amiga pergunta. Eu me viro para encará-la, esfregando a palma da mão em meu queixo. Eu olho de cima a baixo, confuso. "Por quê?" Pergunto. "Você vai dar para mim?" "Eu sou Alexis, apenas para sua informação. E sim, eu vou." Sua mão se estende esperando. Dou-lhe o meu celular. "E o namorado?" Eu empurro minha cabeça para o local onde o carro tinha acabado de sair. Ela olha para mim. "Não é o namorado dela." Ela entrega meu celular de volta e vejo se estava lá desta vez, para ter certeza de que ela não estava apenas brincando comigo como Amanda fez. Agradeço a ela antes de caminhar até meu carro. Uma vez que eu estava lá dentro, pego meu celular e mando uma mensagem para ela; Logan: Então, eu estou pensando em um jantar para o nosso primeiro encontro. Alguma sugestão? Amanda: Vou matar a Alexis.

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CAPÍTULO 05 -Presente-

"Vamos lá para casa." Diz Jake após o treino. "Nós vamos pegar algumas cervejas e pedir uma pizza." Ele passa as mãos pelo cabelo. "A única coisa é — nós meio que temos que comer lá fora." "O quê?" Eu rio. "Sim. As garotas estão em clube do livro ou algo assim. Elas odeiam quando eu estou por perto." Eu levanto minhas sobrancelhas em descrença. Ele revira os olhos. "Não é tão ruim assim, idiota. Eu ainda tenho permissão para ficar em casa. Só não... dentro da casa." "Você só tem que... esperar. Você disse clube do livro?" Ele acena com a cabeça, as sobrancelhas unidas em confusão. Eu finjo desinteresse. "Então, uh... quem participa deste clube do livro?" "Só Kayla, Luce e sua amiga Amanda." Eu ignoro a batida no meu peito. "Ei, quando ela te transformou em um maricas total?" "Foda-se." *** Ela era tudo o que eu poderia pensar em todo o caminho até a sua casa. Quando chegamos lá, as garotas estão ao redor da mesa do café, com ereaders em mãos. Havia copos de vinho ou champanhe, ou o que quer que fosse, na mesa do café, junto com algumas caixas de lenços de papel e chocolates.

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Elas viram a cabeça em nossa direção quando ouve-nos entrar. Jake caminha até Micky, beija-a na bochecha, e então caminha para o quarto. Todas elas voltam para a leitura, como se eu nem estivesse aqui. Amanda olha para cima, mas olha para baixo de novo quando vê que era eu. Nenhum sorriso. Nenhuma carranca. Nada. Sento-me no sofá enquanto espero por Jake. "Então... o que vocês estão fazendo?" "No meio de um rompimento." Diz Micky através de um soluço. Olho em volta. Devo ter ouvido mal. "O quê?" Pergunto novamente. "Sofrendo." Lucy responde, enxugando o rosto. O que diabos estava acontecendo? Minhas sobrancelhas arqueiam em confusão. Seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar. E então entendo o que havia de errado com todas elas. "Vocês querem que eu pegue sorvete ou mais chocolate... algo para aliviar a dor?" Eu pergunto com cautela. "O quê?" Micky ri, ainda sem levantar os olhos do livro. "Vocês têm aquela coisa, sabe, quando as garotas estão juntas o tempo todo e obtêm os seus períodos ao mesmo tempo, ou algo assim." "Não, Logan." Lucy sorri para mim, em seguida, volta a ler: "Agora vá embora!" Amanda não tinha olhado para cima nenhuma vez desde que me sentei. Seus olhos estavam grudados em seu livro. Eu estava entediado e queria ser um idiota, então fico confortável no sofá. "Então, vocês ouviram falar sobre o Professor de Literatura e sua aluna?" "Shh!" Ambas Micky e Lucy estalam. Eu não pude parar a risada que escapou. Em seguida, continuou a ser um idiota. "Aparentemente, eles estavam fazendo isso por um—" 25


"Cale-se!" Lucy grita, se levantando rapidamente. Seu rosto estava vermelho, mandíbula apertada. "Vá embora!" Ela começa a golpear minha cabeça e os ombros com as mãos. Tento me esquivar e bloquear seus socos, mas ela era muito rápida. "Você. Está. Arruinando *DEAN HOLDER!" Sua voz fica mais alta com cada palavra. Ela me puxa pelas mãos até que eu estivesse em pé, me vira para a porta da frente, colocando as mãos nas minhas costas e começa a me empurrar em direção a ela. Tento cavar os meus pés no chão, mas a garota tinha força. Eu puxo meu celular do bolso e começo a discar o numero do Cam. No momento em que o celular estava no meu ouvido, ela me empurra para fora e fecha a porta na minha cara. "Oi?" Cam atende. "Cara, a sua namorada é louca." "O quê?" Ele parecia chateado. Eu estava prestes a dizer-lhe o que aconteceu quando ele ri. "Cara, é terça-feira... dia do clube do livro." Que diabos isso quer dizer? *** Cam acaba vindo, pondo o fim ao clube do livro das garotas. Heidi e Dylan se juntam também. Amanda não tinha dito nada para mim, nem mesmo olhou na minha direção. Ela estava abertamente me evitando, mas eu definitivamente poderia dizer que é um grande esforço para ela. Tento olhá-la sutilmente, mas seus olhos estavam grudados em seu celular. Quando a pizza chega, todos nós vamos para o deck traseiro. "Nós devemos planejar algo para as férias de primavera." Diz Heidi. Todo mundo faz um som de acordo através das bocas cheias de comida. *Dean Holder é o personagem principal do livro Um Caso Perdido (Hopeless) da Colleen Hoover.

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"Nós devemos ir para o México!" Eu digo. Dylan assente com a cabeça, batendo o punho com o meu. Sua boca estava cheia demais para falar. "NÃO!" Lucy suspira, balançando a cabeça freneticamente. "Nu-uh! Não o México!" Todos os olhos estavam sobre ela. Cam engole a comida, e depois fala através de um sorriso. "Lucy aqui..." Ele aponta o dedo para ela. "Acha que, se ela for para o México, vai ser sequestrada e vendida como escrava sexual." Todos nós rimos. Ela ainda tinha aquele olhar de pânico em seu rosto. "Não é engraçado, isso acontece." "Lucy, lemos esse livro há três meses. Tire-o da sua cabeça." Micky diz entre uma risada. Ela estava sentada de lado no colo de Jake enquanto seu braço repousava sobre suas pernas. "Não." Lucy defende seu argumento. "É verdade. Acontece o tempo todo." "Lucy." Diz Amanda. Era a primeira vez que ela tinha falado desde que eu cheguei aqui. "Eu tenho certeza de que você tem que ser virgem para ser vendida como escrava sexual. E você — definitivamente não é uma virgem!" Todo mundo rir. "Sim, ela não é!" Cam diz para Amanda. O rosto de Lucy fica em choque, mas só por um segundo antes dela olhar para o chão, sorrindo para si mesma. "Você tem família lá não é?" Cam pergunta a Amanda. Como ele sabe disso? "Sim. Vocês seriam bem-vindos para ficar lá. Eles adoram ter convidados." "Você obviamente vem com a gente." Obviamente? Que porra está acontecendo? Há quanto tempo Amanda mora aqui? E como diabos é que ela conheceu os meus amigos? 27


"Talvez." Ela encolhe os ombros. "Mas se não der, vocês podem ficar lá. Apenas deixe-me saber primeiro." Ela puxa o celular do bolso e desculpa-se, caminhando de volta para a casa. Eu assisto todos os seus movimentos. Poucos minutos depois, ela volta, mas para na porta dos fundos. "Eu tenho que ir. A minha carona está vindo me pegar." "Não. Não vá ainda." Micky fica de pé. "Nós nem sequer terminamos o clube do livro ainda. Por que você vai tão cedo?" "Logan pode dar-lhe uma carona mais tarde." Lucy entra na conversa, eu posso ouvi-la sorrindo; ela estava sendo tão óbvia. "Sim. Com certeza. Vou te dar uma carona. Sem problemas." Eu digo. Então eu apenas espero que ela diga alguma coisa. Ela nem sequer olhou na minha direção. "Está tudo bem. Ele já está a caminho." Ela acena para todos, antes de fazer rapidamente o seu caminho para dentro da casa e sair pela porta da frente. *** Eu estava na cozinha, jogando fora algumas garrafas de cerveja, quando Cam entra. Ele encosta-se no balcão, os braços cruzados sobre o peito, com um sorriso de satisfação no rosto. "Então... Amanda..." Ele para, esperando que eu termine a frase. Eu não olho para ele. Eu não digo nada. "Sabe, quando eu a vi pela primeira vez com Lucy, ela parecia um pouco familiar. Mas eu não consegui me lembrar da onde eu a conhecia. Mas agora eu acho que me lembro dela, ela é aquela garota do restaurante não é?" Eu congelo meus movimentos e olho para ele. "É!" Parecia que ele tinha acabado de ganhar um prêmio. "Será que você acabou levando-a para sair? O que aconteceu com ela?" 28


Eu suspiro, pensando sobre o que dizer a ele. "Nada, cara. N達o aconteceu nada." Mentira.

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CAPÍTULO 06 -PassadoOs reforços. Início do verão, pré-faculdade Encontro-me com Cameron na casa de Lucy. Ele estava reparando seus irmãos e queria levá-los para fora de casa por um tempo. "Vamos nos encontrar naquele restaurante no Maine, aquele que tem o tema dos anos cinquenta ou qualquer outra coisa assim." Eu concordo. Lucy tinha seis irmãos, o que significava que tínhamos que ter dois carros para levá-los. "Como são as vadias do ensino médio?" Um dos garotos no banco da frente pergunta, enquanto o carro do Cameron seguia atrás. "Quem se importa." Um no banco de trás diz. "Todas são vadias cheias de truques." "Whoa!" Viro-me para o banco de trás. Eu olho para o garoto; ele não poderia ter mais do que oito. "Qual é o seu nome?" "Logan." Diz ele. Eu tento brincar com ele. "O que? De jeito nenhum, eu sou Logan!" Ele revira os olhos. "Eu sei, idiota." Crianças de hoje tinham uma boca muito suja. "Onde você aprendeu a falar desse jeito?" Ele dá de ombros, enfia o dedo do meio para mim, coloca a língua para fora, e depois continua a olhar pela janela. Hum... ok. ***

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No momento em que entro no restaurante, Cam tinha juntado três mesas e estava estabelecendo as crianças em seus assentos. Levou uns bons 20 minutos para fazer todos os pedidos, e mais trinta para a nossa comida chegar. Dentro de dois minutos, a merda estava em todo lugar. Batata frita, nuggets, ketchup, refrigerantes — tudo, em todos os lugares. Cam comia com uma mão, a outra muito ocupada limpando uma das criança, ou limpando a mesa, parando algo de ser derramado ou pegando algo do chão. "Ótimo, você está aqui." A nossa garçonete corre para a porta, já sem o seu avental. "Você tem a mesa oito. Boa sorte com isso." "Obrigado. Tenha um bom dia." Eu reconheço aquela voz, e minha cabeça gira para encontrar a dona. Amanda. Ela parecia quente como o inferno em seu uniforme, que combinava com o tema do jantar. A saia fluía para fora, mas a metade superior era apertada, mostrando seus seios deliciosos e a cintura fina. Eu finalmente consigo tirar os olhos dela e olho para a frente. Eu passei a última semana tentando ligar para ela. Ela nunca atendeu. Eu tentei mensagens de texto. Ela nunca respondeu. Eu sorrio para mim mesmo. Ela não podia me ignorar mais. Não quando eu estava aqui. "O que está acontecendo?" Cam tira-me dos meus pensamentos. Seus olhos devem ter seguido o meu. Eles se concentram na porta da frente, onde eu assumir que Amanda ainda estava de pé. "Você a conhece?" "Não." Eu digo. "Mas você quer, não é?" "Desafio aceito, Cameron." "Cara, eu não—" "Desafio aceito!" Eu o interrompo. Ele ri. 31


Sinto sua presença antes de ouvir sua voz. "Os garotos precisam de alguma coisa?" Seus olhos circulam a mesa, e depois pousam no meu. O rosto dela cai. "Hey menina bonita." Eu finjo petulância. "Matthews." Ela cumprimenta. "Não sabia que você tinha se tornado um perseguidor." Cam abafa uma risada, enquanto observava o jogo. Ele recosta-se na cadeira, esperando o momento da rejeição. Mas eu não iria aceitar. "Eu não estou perseguindo você, querida. Juro. É como se o destino me trouxe até aqui." Ela vai embora. Um dos garotos mais velho revira os olhos. Válido. "Qual é o plano de ataque?" Cam usava um sorriso de comedor de merda. "Quem se importa." O outro Logan bufa. "Quanto mais dinheiro, mais cadelas... estou certo?" A mão dele estava no ar, à espera de que um de nós batesse. Ninguém bate. Eu procuro na mesa pelo garoto mais novo. "Você." Eu aponto. "Qual o seu nome?" "Tenho quatro." Ele diz. "Cara." Cam fala. "Ele perguntou o seu nome, não quantos anos você tem." "Oh. Eu me chamo Lachlan." Eu sorrio para ele. "Ok, Lachlan. Quer ganhar vinte dólares?" Eu pergunto a ele. Ele acena com a cabeça entusiasticamente, olhos grandes, e um enorme sorriso em seu rosto.

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Ele caminha até Amanda que estava no balcão, retornando com uma bandeja. Ele puxa a saia dela, fazendo-a olhar para ele, e então ele coloca o maior beicinho que eu já vi. "Estou triste." Diz ele. Ela olha para mim por um momento rápido, e então olha de volta para Lachlan. Ela se inclina para que tivesse ao nível dos olhos dele. "Qual o problema, querido? Está tudo bem?" Ele balança a cabeça negativamente. "Estou triste porque você não vai sair com o meu tio Logan." Eu não pedi-lhe para dizer a parte do tio, mas fiquei impressionado. Ela fica até a altura máxima e olha para ele. "Sinto muito, eu não posso sair com seu tio Logan." "Ok, então." Ele diz, encolhendo os ombros dramaticamente. Ele não se move do seu lado, porém, apenas fica lá. Ela volta para o que estava fazendo, e ele ainda não se mexe. Ela foi chamada para uma mesa e quando sai, Lachlan a segue, segurando sua saia. Ela se vira rapidamente quando sente ele puxando-a. Ela olha para ele, confusa, em seguida, continua a andar e ele continua a seguir, segurando sua saia. Ele a segue como um cachorrinho, ainda segurando-a, por uns bons cinco minutos. O tempo todo nós sentamos e assistimos em silêncio, esperando que ela desista. Quando ela finalmente desiste, pega-o e leva-o até a mesa. Ela coloca-o em sua cadeira e faz com que ele estivesse olhando para ela. "Você pode dizer ao seu tio Logan que eu vou ir a um encontro com ele. Apenas um. E posso sair quando eu quiser. Pode também dizer-lhe que estou ocupada nessa semana, e que ele não me incomode com ligações ou mensagens, até a próxima semana, entendeu?" "Vinte dólares." Ele estende a mão, palma para cima, na minha frente. Levanto-me, pego a minha carteira, tiro uma nota de vinte e entrego a ele. O queixo de Amanda cai no chão. Ela se vira e vai embora. Eu seguro seu braço suavemente, e depois inclinou-me para perto. Ouço sua respiração. Minha mão vai até sua cintura. Eu acho que ela parou de respirar. Meu coração 33


parou de bater. "Uma semana." Eu consigo dizer. "Eu posso esperar por uma semana."

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CAPÍTULO 07 -Presente"Porra!" Eu bato no volante e rolo a cabeça contra o encosto do banco. Eu tinha acabado de sair da casa de Jake e Micky e estava estacionando em frente da fraternidade. Eu não conseguia tirar Amanda da minha cabeça. Pego meu celular do bolso e procuro pelo número dela. Não era a primeira vez que eu queria chamá-la. Eu estava prestes a ligar, quando a porta da frente da porta se abre e depois se fecha. Quatro dos meus irmãos de fraternidade saem correndo. Jackson estava na frente, vindo na minha direção, com o rosto vermelho, punhos fechados. Ele estava chateado. Os outros começam a falar merda, tentando acalmá-lo. "Cara!" Jackson grita, com o dedo apontado para mim. "Você dormiu com a porra da minha irmã!" Merda. Não outra vez. *** Eu estava fazendo as malas para ir para casa no fim de semana, para recuperar o atraso em algumas matérias, mas principalmente por Nathan, o pai de Jake, ele encheu o meu celular de ligações, o que significava que algo importante estava preste a acontecer. O meu pai tinha ligado e falado brevemente, mas ele não sabia o que estava acontecendo também. Era diferente agora do que quando eu era mais jovem, porque agora eu era um adulto. E apesar de Nathan trabalhar com crianças em sua maioria, ele abriu uma exceção para mim. Nathan não queria discutir o que quer que fosse pelo telefone, de modo que tínhamos feito planos para eu ir à sua casa e conversar lá. Jake não iria para casa dos seus pais neste fim de semana, na verdade, ele tinha muito trabalho antes do início da temporada.

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Pelo menos, esse era o plano, até que Nathan ligou. Ele teve que voar para um trabalho de emergência, de modo que, o que ele tinha a dizer teria que esperar. Ele disse que não era nada muito urgente, apenas uma necessidade de saber das coisas. Fosse o que fosse, eu sinceramente não me importava. Só podia ser sobre eles. E eu parei de me importa com eles há muito tempo. *** Então agora eu estava na festa de Jake e Micky, tonto, contra a parede, com a boca de uma garota no meu pescoço. Vá a qualquer festa de faculdade e é a mesma cena. Só que aqui, era um pouco atenuado, porque esses caras eram quase atletas profissionais. Esta garota no meu pescoço estava fazendo alguma merda. Era definitivamente o efeito oposto do que ela tinha a intenção de fazer, mas eu não me importava o suficiente para afastá-la. Minha atenção estava no meu celular, tentando montar um quebra-cabeça de três peças coloridas. Parecia que eu estava tentando descobrir o próximo passo para sempre. Eu rio de mim mesmo, fazendo uh, Cindy? A Britney? Tiffany? Oops. De qualquer forma, ela se afasta um pouco, seu batom vermelho manchado em torno da sua boca. "O que é tão engraçado?" Ela pergunta com aquela estridente voz de bebê que eu odiava. Eu balanço minha cabeça, desligando a tela e coloco-o de volta no bolso. Quando levo meus olhos para cima, eu a vejo. Amanda. Ela olha para mim, a boca entreaberta, parecendo mais quente do que eu já vi.

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CAPÍTULO 08 Amanda Logan. Fodido. Matthews. Eu o odeio. Eu odeio o seu estúpido rosto presunçoso e aquele cabelo castanho perfeitamente bagunçado. Eu odeio aqueles olhos verdes estúpidos e os dentes perfeitos, e aquele sorriso fodidamente quente de arrancar calcinhas. Eu odeio suas estúpidas covinhas profundas, que aparecem quando ele dá aquele sorriso idiota—que é a porra do tempo todo. Eu o odeio. Eu o odeio. Eu o odeio. Eu o odeio pra caralho, eu quero empurrá-lo contra a parede e dá um soco na sua cara. E então eu quero lambê-lo. Em seguida, rasgar a porra da sua camisa e passa o dedo naquele abdomen irritantemente viril que eu amo. Eu o odeio. Logan idiota fodido Matthews. Merda. Eu estou bêbada. E me transformei em Lucy.

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CAPÍTULO 09 -Presente-

Logan Ela se vira para sair e imediatamente eu estava em movimento, empurrando sei-lá-quem do caminho, para que eu pudesse chegar até ela. Eu pego sua mão e puxo-a pelo braço, pelo corredor e para o quarto de hóspedes, fechando a porta atrás dela. Ela encosta-se nela, com os olhos arregalados. Mudo-me para que eu estivesse na sua frente. Eu a olho da cabeça aos pés. "Puta merda, você está tão quente." Ela permanece em silêncio. Eu me aproximo. Até que nossos peitos se toquem. Eu podia ouvi-la respirando pesadamente, os seus seios subindo e descendo com cada respiração. Nossos olhares se encontram. Nossa respiração fica mais rápida, mais pesada. Eu podia sentir meu pau crescendo e eu ainda nem tinha a tocado. Ela fecha os olhos e lambe os lábios, esse foi o ponto de viragem do caralho. Minha boca estava sobre a dela tão rápido; que ela nem teve tempo para reagir. No início, foi rápido e confuso, porque eu queria fodidamente devorá-la. Mas então eu me acalmo o suficiente para perceber que ela estava me beijando de volta. Ela estava fodidamente me beijando de volta. Então eu aprofundo o beijo. Minha língua sai, pedindo permissão. Ela abre a boca para mim. E instantaneamente a minha mente cheia de lembranças do que fizemos na última vez. Ela solta um gemido quando nossas línguas se juntam e eu me aproximo, pressionando-me no seu corpo. Nós nos beijamos por mais alguns minutos, sem dizer uma palavra. Cada segundo que se passava, sinto-me perdendo o controle com essa garota. Eu

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não tinha ideia do que ela estava pensando, ou como ela estava se sentindo, ou por que estava mesmo me deixando fazer isso. Mas eu não me importava. Porque eu queria isso. Ela agarra meu cabelo com as duas mãos e eu me mudo para o seu pescoço. Retomando meu beijo lá. Eu podia ouvi-la tentando recuperar o fôlego. Uma das minhas mãos se move para sua coxa, subindo sob a bainha do seu vestido curto, indo para sua bunda. Sua incrível bunda, porra; aquele vestido mal cobria a calcinha que ela usava. "Puta merda." Ela sussurra, trazendo de volta a minha boca para a dela. Suas pernas ficam em volta da minha cintura. Eu a prendo na parede. Foda-se. Sim.

Amanda Oh. Meu. Deus. Que diabos está acontecendo agora? Ele me tinha contra a parede, empurrando em todos os caminhos certos. Minhas pernas estavam em sua volta, enquanto meus quadris empurravam em direção ao seu. Sua boca se move para os meus lábios, na minha mandíbula, e no meu pescoço. Respiro fundo algumas vezes, tentando me acalmar, mas sua boca continuava se movendo mais baixo, e seu pau manteve a moagem mais forte. Em seguida, sua boca estava na curva dos meus seios e eu sabia que deveria parar isso, mas eu me sentia tão bem pra caralho. Sua mão se estende, puxando o top do meu vestido para baixo, e antes que eu perceba, meu mamilo estava coberto com o calor da sua boca. Eu jogo minha cabeça para trás contra a porta. Um gemido de prazer escapa da minha boca, por causa do que ele estava fodidamente fazendo comigo. Ele para e se afasta do meu seio, fazendo um som de estalo. Eu olho para ele; seus olhos encontram os meus. "Foda-se, Amanda. Pensei sobre isso por tanto tempo."

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Eu congelo. E as memórias voltam. Meus pés caem no chão e eu ajusto meu vestido. Ele dá um passo para trás. "Eu sinto muito, Matthews. Eu não deveria ter deixado chegar até aqui." Eu balanço minha cabeça. "A culpa é minha." Viro-me para abrir a porta, mas a mão na dobra do meu cotovelo me para. Ele me vira para encará-lo e se inclina para que seus olhos estivessem ao mesmo nível que o meu. "O que você está fazendo?" "Nada." Limpo a garganta "Eu sinto muito." Nós dois estávamos ofegantes, tentando recuperar o fôlego. Então, ele tinha-me contra a parede mais uma vez, sua boca na minha, e eu começo a beijá-lo de volta, mais uma vez. Foda-se. Eu me afasto. "Pare." Eu o empurro de cima de mim. "Olha, eu disse que sinto muito. Eu não quero fazer isso." Faço um gesto com meu dedo entre nós. "Eu não quero isso." "Bem, isso não é o que seu corpo realmente está me dizendo." Eu solto um suspiro. "Eu sei, sinto muito. Ok? É apenas a cerveja e o momento. Acabei sendo pega." Ele tenta me beijar novamente, mas eu abaixo minha cabeça e saio do caminho. "Pare de tentar me beijar, porra!" Eu era mais forte desta vez. Minhas emoções estavam por todo o lugar. Eu não quero que ele. Eu não posso querer ele. 40


Não mais. Ele ri. Fodidamente ri. "Não." Eu quase grito. "Essa merda não é engraçado, Matthews." Minha voz falha, eu não quis dizer isso, mas saiu. E antes que eu percebesse, eu estava chorando.

Logan Ela estava chorando e eu não sei o que diabos aconteceu. Estendo a mão em sua direção, mas ela a empurra. "Eu deixei você fazer isso novamente. Você quase me teve, porra." Ela murmura para si mesma, balançando a cabeça e enxugando as lágrimas. "Amanda." Eu digo, tentando acalmá-la. Eu timidamente coloco minha mão em sua cintura, e a outra em seu rosto, enxugando as lágrimas. Seus grandes olhos azuis me encaram. Ela lambe os lábios. Eu tento beijá-la novamente. Porque, obviamente, eu não estava pensando com a minha cabeça de cima. Ela me empurra. Em seguida, suas mãos estavam em meus ombros, enquanto ela me manobrava para um canto do quarto. "Fique aí." Diz ela. "E pare de tentar me beijar." Ela caminha até o canto oposto, e fica de costas para a parede. Nós estávamos tão longe um do outro fisicamente possível. "O que aconteceu agora?" Pergunto a ela. Eu estava tão confuso porra. "Algo que não deveria ter acontecido." "Você continua dizendo isso, mas eu não me sinto assim. Fez eu me sentir fodidamente—" 41


"Pare." Ela diz. "Só, por favor. Pare." Eu vejo como seu corpo cede e cai no chão. Eu não sabia o que diabos fazer. Um segundo estávamos juntos e foi quente como o inferno. Logo depois isso. Eu estava cauteloso enquanto caminho para perto dela. Eu me agacho na sua frente, para que eu pudesse vê-la melhor. "Ei, o que há de errado?" Eu esperava que isso saísse preocupado, e não que eu pensasse que ela estava agindo como uma louca. Quando seus olhos encontram os meus, já não parecia tão tristes. Ela parecia... Determinada, talvez? "O que aconteceu, Matthews, é que eu já deixei você partir meu coração uma vez." Então ela se levanta, ajeita o vestido, e sai do quarto. Eu não chamo por ela. Eu não a impeço. Eu não a sigo. Fico ali, em um quarto escuro, sentindo pena de mim mesmo. Porque por mais que eu tentei me convencer durante o último ano, que ela não se importava, ou que não se importaria, apenas algumas palavras me provou que eu estava completamente errado. Ela sentia isso também. Sentia tudo o que eu fiz.

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CAPÍTULO 10 -PassadoO Encontro. Início do verão, pré-faculdade

Logan: 7 dias para o nosso encontro. Amanda: Sério, imbecil? Você está fazendo uma contagem regressiva? Logan: 6 dias. Eu aposto que você não pode esperar para me ver. Amanda: Eu já estou lamentando por isso. Logan: 5 dias. OMG! O que eu devo vestir? Amanda: Eu lhe disse para não entrar em contato comigo por uma semana. Logan: 4 dias. Falando sério, o que você quer fazer? Amanda: Não ir a um encontro com você? Logan: 3 dias. Estou ficando fodidamente animado para vê-la. Amanda: Cale a boca. Logan: 2 dias. Só lembrando, no caso de você ter esquecido. Amanda: Quem é você mesmo? Logan: 1 dia. Eu te ligo amanhã. Amanda: Eu vou estar ocupada. Logan: Eu vou ligar para você em 5 minutos. É melhor responder. Você prometeu ao meu 'sobrinho' um encontro comigo. Amanda: Tudo bem!

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Mesmo que ela tivesse me pedido para não fazer, eu mandei uma mensagem para ela todos os dias, várias vezes ao dia, na semana que antecede o nosso encontro. Ela respondeu com respostas sarcásticas. "Olá?" Ela atende no primeiro toque. Era oito da manhã, e embora fosse verão, meu corpo tinha se acostumado a levantar-se às seis para uma corrida matinal e treino. Eu pulo a corrida. E eu não tinha nenhum treinamento para hoje. Então me sentei com o celular na mão, esperei até que pareceu uma hora decente para ligar. "Ei, moça bonita." Eu respondo. Tento esconder os nervos que tinham aparecido assim que ouvir sua voz. "A que horas devo buscá-la?" "Oh". Ela parece surpresa. "Eu pensei que você estava apenas brincando comigo. Eu não sabia que você estava falando sério sobre me levar para um encontro." Eu não tinha ideia de como ela chegou a essa conclusão. "Eu não estava brincando." Eu finjo leveza no meu tom. "É completamente sério. Então?" "Hum." Eu espero. E espero. Por fim. "Eu tenho que trabalhar. Mas termino as cinco, você pode me pegar lá? Mas, honestamente, você não tem. Quero dizer..." "Às cinco? Estarei lá." Silêncio. "Amanda?" "Sim?" "Eu estou realmente ansioso para vê-la novamente." Verdade. *** Eu apareço no seu trabalho 15 minutos de atraso, só para provar que eu não fiquei sentado esperando-a sair. 44


Ela estava sentada em um banco olhando para o seu celular. Ela provavelmente achava que eu não iria aparecer. Válido. Ela se levanta e caminha em direção ao meu carro. Ela trocou o uniforme de trabalho e está usando uma calça jeans apertada e uma regata ainda mais apertada. Foda-se. O corpo dela tem uma beleza fora deste mundo de merda. "Tire a porra do olho, Matthews." Diz, sentando-se e puxando o cinto. Ela estava tão quente. "Você sabe o que eu mais gosto em você?" "Meus seios?" Meus olhos passam por seus seios. "Huh?" Ela ri. "Jesus, isso não é estranho em tudo." Eu rio com ela, me afasto do meio-fio, e começo a dirigir para o restaurante. Eu olho para ela de lado. "Bem, não vamos fazer isso então. Torna isso estranho, quero dizer." "Sim? Como não vamos vai fazer isso?" Olho para ela rapidamente, sorrindo. "Bem, eu poderia encostar o carro agora e nós poderíamos nos conhecer melhor, assim não precisaríamos nos preocupar com isso mais tarde. Talvez você possa me deixar fazer algumas coisas para te relaxar. Chegar à primeira base, sabe?" Ela ri alto. Eu estava grato que ela achou engraçado, porque poderia ter sido de outra maneira. "Ok, Romeo." Eu rio. Espere. "Huh? O que você quis dizer com 'ok'?" "Pare, vamos levar essa estranheza para fora do caminho. Acho que você está certo. Quer dizer, você é um beijador merda? Pelo menos vamos saber agora, certo? Então vamos." Ela esfrega as mãos e mexe os ombros. 45


Olho para ela, tentando descobrir se ela estava brincando. Ela rir. "Pare logo." Então eu faço. Antes que o carro parasse completamente, ela já havia tirado o cinto de segurança e virado-se para me encarar. Desligo o carro e faço o mesmo. E então nós estávamos sentados ali, olhando um para o outro. Ela lambe os lábios. Meus olhos vão para eles. Minhas mãos começam a suar e, por algum motivo, eu estava realmente nervoso. Coloco minha mão ao lado do seu rosto, meus dedos entrelaçados em seu cabelo. Eu puxo seu rosto para mais perto do meu e fecho os olhos. Ouço sua respiração. Nossos lábios se tocam levemente, logo antes dela... Ri. Fodidamente rir. Juro que neste momento eu pensei que ela poderia ser realmente louca. Legitimamente, louca. Mas então ela olha para mim com lágrimas nos olhos de tanto rir, e eu não pude deixar de fazer o mesmo. Então, lá estávamos nós, rindo como idiotas. Então eu sinto sua mão na minha perna e sua boca estava na minha e antes que eu percebesse, eu estava a beijando. Minha mão volta para o lado do seu rosto. Eu empurro meus dedos em seu cabelo, para puxá-la para perto de mim. Ela geme. Eu aprofundo o beijo. As mãos dela chegam até meus braços. Ela se inclina para mais perto, uma mão indo para o meu cabelo, puxando-o. Eu abro minha boca para lamber os lábios. Em seguida, nossas línguas colidem. Envolvo meu braço ao seu redor para trazê-la para mais perto. Eu não queria parar. Ainda não. 46


Ela se afasta abruptamente, os olhos arregalados. "Merda." Ela murmura. "Uau." Eu solto. Aparentemente tinha nascido uma vagina em mim. Ela se acomoda em sua cadeira, colocando o cinto, e depois olha para mim. Eu nunca tirei meus olhos dela. Ela sorrir. "Você pode me levar para jantar agora." Diz. Então eu faço. *** Acabamos em uma churrascaria a poucos quarteirões do seu trabalho. "Este lugar tem a melhor banana split já conhecida pelo homem." Ela caminha na em direção as portas do restaurante. Eu fico olhando para sua bunda. Abro a porta para ela e sigo-a com a mão na parte inferior das suas costas. Nós nos sentamos em uma mesa no canto. Sento em um dos lados. Ela sentase no outro. "Então." Eu começo. "Você é a primeira garota que eu trago para um encontro." Ela joga a cabeça para trás soltando uma gargalhada. Eu levanto minhas sobrancelhas. "Ah Merda!" Suas feições ficam calmas. "Você está falando sério?" Eu balanço a cabeça. "É estranho, vindo de um cara como você." Ela nem sequer tenta esconder seu sorriso. "É." Eu finjo um beicinho. "E você está sendo cruel. Você devia estar segurando minha mão e me confortando." "Awn." Ela murmura, me tratando como um bebê. "É o que eu deveria dizer." Eu digo a ela. Ela se aproxima de mim. "Melhor?" 47


"Não." Mudo-me para que eu esteja ao seu lado. "Assim é melhor." Coloco meu braço sobre o encosto da sua cadeira. Ela sorri para mim. E algo em mim se agita. Esse foi o momento em que ela se tornou mais. Mais do que apenas uma garota quente, ou sexy, ou qualquer uma dessas coisas que eu diria se estivesse cercado por outros babacas. Meu pai—ele teria chamado de beleza eterna ou clássica. O tipo de beleza que não importa o tempo, idade ou época, sempre será bonito. Ela era linda. "Como é que eu nunca te vi antes? Em festas ou qualquer outra coisa?" Ela encolhe os ombros. "Não sou o tipo de garota de festas." "Claro." Eu digo. "Eu com certeza teria me lembrado de você." Ela morde o lábio. Beijo-a. Ela me beija de volta, só por um momento, antes de rir na minha boca. "Você beija as pessoas sempre que quer, não é?" Eu rio. "Não, apenas você, Amanda. Não consigo me controlar ao seu redor." Verdade. Ela começa a corar. Em seguida, sutilmente se aproxima de mim. Sua mão pousa na minha perna. Eu mudo meu braço e coloco-o sobre os seus ombros, e depois ergo seu queixo com meu dedo. Lambo meus lábios. Ela faz o mesmo. Seus olhos se fecham. Inclino-me. "Aham." O garçom limpa a garganta para chamar a nossa atenção. "Hey, Amanda." Diz ele, sem rodeios. Ela se afasta de mim, e olha para o garçom, com os olhos arregalados. "Ei, Greg." O garoto não diz nada. Apenas olha para mim. "Algum problema?" Eu pergunto a ele. 48


"Eu já volto." Ela diz para mim. Em seguida, levanta-se e puxa Glarey idiota McGlare para longe da mesa. Eles caminham até o bar e conversam acaloradamente entre si. Seu braço continua apontando para mim. Levanto-me e ela levanta a mão para me impedir. Eu espero. Então ela fala calmamente com ele, e depois de algum tempo, ela relaxa e fica na ponta dos pés para abraçá-lo. Ela retoma a sua posição ao meu lado, mas não tão perto. Eu espero que ela fosse falar alguma coisa. Dizer-me o que diabos aconteceu. Mas ela nunca fez. Em vez disso, ela abre o cardápio, sorrindo para mim e diz: "Você quer apenas obter um pouco de tudo e compartilhá-lo?" "Claro." Eu paro de me preocupar com o que aconteceu no segundo em que ela sorri. *** Nós pedimos e comemos quase em silêncio. Eu faço uma nota mental para levá-la em outro lugar na próxima vez. Em algum lugar que poderíamos conversar. Talvez eu estivesse ficando muito à frente de mim mesmo. Talvez eu realmente queria que houvesse uma próxima vez. Ela estava certa. Aquele lugar tinha a melhor banana split já conhecida pelo homem, e as maiores também. Acabamos tendo que compartilhar, o que foi uma ótima desculpa para estar mais perto dela. "Então, eu preciso te perguntar uma coisa." Eu digo a ela enquanto esperávamos a conta. Ela se move para mais perto novamente, sua mão repousa sobre minha perna. Sem sequer pensar, eu levo a minha até a dela e ligo nossos dedos. E então congelo. Eu me pergunto por um momento se era assim com todos, os nervos e as palmas das mãos suadas nos primeiros beijos, ou a progressão aparentemente natural dos primeiros encontros. "Logan?" Ela me puxa para longe dos meus pensamentos. "Huh?" Olho para nossas mãos unidas. Ela aperta minha mão. "Você não ia me perguntar alguma coisa?" 49


Meus olhos se levantam para encontrar os dela. O que eu ia dizer? Oh sim. "Naquele dia, quando eu tentei pegar o seu número, e você não deu para mim. Você ficou toda estranha depois que eu disse o meu nome. Por quê?" Ela ri. "Eu meio que já ouvi falar de você." Ergo as sobrancelhas, querendo que ela continuasse. "Você se lembra da minha amiga chamada Alexis?" "Ah, sim. Eu gosto da Alexis." Um sorriso de satisfação toma conta do meu rosto. "Ela é boa em dar números." Ela continua rindo. "Eu sei que você gosta dela, Logan. Bem, você fez. Uma vez. Em uma noite — um ano ou mais atrás. Vocês deram alguns amassos, e então você nunca ligou para ela depois. Embora, em sua defesa, você foi direto com ela dizendo que não iria, então ela não ficou muito surpresa." Minha boca se abre. Ela ri da minha reação. *** Saímos do restaurante de mãos dadas. Uma vez que estávamos no meu carro, eu me viro para ela. Ela já estava de frente para mim. "Então?" Eu digo. "Então" Ela sorri. "Eu meio que ainda não quero levá-la para casa." Digo a ela. "Então, não leve." Ela encolhe os ombros. "E-Eu quero dizer, você quer ir para a minha casa um pouco? Podemos simplesmente sair, prometo, não temos que fazer nada. Eu meio que não—" "Tudo bem." Ela me corta. Eu tinha o carro na estrada e dirigindo para minha casa mais rápido do que um gordo come um bolo. Eu paro na calçada e nos encontramos na frente do carro. Ela sorri para mim. "Obrigado pelo jantar." Ela leva suas mãos, depois fica na ponta dos pés e me beija. Em seguida, se afasta, parecendo insegura com o que fez.

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Então faço a única coisa que eu sabia para tranquilizá-la de que estava tudo bem. Estava mais do que bem. Eu coloco uma mão na sua cintura e a outra atrás da sua cabeça e eu a beijo. E não sei por quanto tempo ficamos ali; se beijando suavemente, mas eu queria mais. Muito mais. De alguma forma, ela acabou no capô do meu carro comigo entre suas pernas. Minha mão de alguma forma fez o caminho sob sua regata e sob seu sutiã. "Oh meu Deus." Ela geme em minha boca. Afasto-me um pouco. "Eu sei que sou, mas Logan é o meu nome." Ela balança a cabeça, rindo. "Venha aqui, seu babaca." Diz, me puxando de volta para ela. Então ouço o som de um pigarro. Nós paramos imediatamente, e olhamos para cima. Meu pai. Ele está parado na porta da frente, de braços cruzados, os olhos apertados. "Merda." Eu murmuro sob minha respiração. Eu estava uma bagunça total, arrumo minha roupa e tento esconder minha ereção. Amanda solta um grito e se esconde atrás do meu corpo. "Oh meu Deus." Eu a ouço murmurar. Ela agarra a parte de trás da minha camisa com as mãos e planta seu rosto em minhas costas. Eu coloco minhas mãos nos bolsos da frente e olho para baixo. "Logan." Meu pai assente em saudação. "Não importa. Eu estava saindo." Eu balanço a cabeça para trás, olhando para cima, mas não faço contato visual. "Acho que você vai ficar na casa da piscina hoje à noite?" Pergunta ele. "Sim." Ele entra no seu carro e vai embora. Eu solto a respiração que não sabia que estava segurando e me viro para Amanda. 51


Seu rosto estava vermelho. "Isso foi fodidamente embaraçoso." Sua boca no meu peito abafa suas palavras. Eu rio e abraço-a, beijando-a na testa. E por alguma razão, me senti bem por fazer isso — e estar — com ela. *** "Então?" Eu digo, com as mãos nos bolsos. Tínhamos acabado de entrar na casa da piscina. Ela caminha ao redor, absorvendo tudo. Caminho por trás dela, olhando para sua bunda. "Então?" Ela me imita, girando para olha no meu rosto. Eu rapidamente tiro meus olhos da sua bunda. "Pervertido." Dou de ombros. "Eu não tenho culpa se sua bunda merece ser admirada." Ela rir baixinho e balança a cabeça. Ela dá dois passos para frente, e coloca os braços em volta do meu pescoço. Então sua boca estava na minha e nós estávamos nos beijando novamente. Eu não me importava. Nem um pouco. Eu amo o fato de que ela foi à pessoa a fazer os movimentos. Eu a levo para o sofá, sem quebrar o beijo. Sento-me e nos posiciono, de modo que ela estava me montando. Começamos a nos esfregar um no outro. Seus quadris se movem, enquanto nossas bocas e línguas se unem. De vez em quando ela geme e eu fico tão fodidamente excitado, ela deve saber, porque sob o meu jeans eu estava duro como uma pedra. Em seguida, ela se afasta. "Desculpe." Diz, mordendo o lábio. "Eu não sou esse tipo de garota, Logan." Eu olho para ela com curiosidade. "O que você quer dizer? Que garota?" "Quero dizer, eu não vou dormir com você." Eu abro minha boca para interromper, mas ela me interrompe. "Eu não estou querendo te provocar. Sinto muito." "Não diga isso. Você não está me provocando. De qualquer modo. E só para você saber... Eu sei que você não esse tipo de garota." Eu sinto de novo aquela tensão nervosa. Meu coração batia forte contra meu peito. "Olha, eu realmente gosto de você. Honestamente. E quero dizer — eu seria estúpido de 52


dizer que não quero dormir com você. Mas, talvez depois de sairmos mais algumas vezes?" Seus olhos se arregalam. Um sorriso lento se arrasta pelos seus lábios. "Ok." É tudo o que ela diz. *** Ela se deita no sofá, com os pés sobre as minhas pernas. "Eu estou tão exausta." Ela cobre os olhos com o braço. "Eu trabalhei mil horas esta semana." Antes que eu percebesse o que estava fazendo, puxo seus sapatos para fora dos seus pés, e começo a esfregá-los. Seus gemidos me fazem olhar para o seu rosto. Nossos olhos se encontram. Ela lambe os lábios. Meu pau se contorce. "Por que você trabalha tanto?" Tento mudar o meu foco. "Preciso de dinheiro para a faculdade." Ela encolhe os ombros, como se não fosse grande coisa. "Venha aqui." Ela sussurra, se empurrando para o canto do sofá para que eu pudesse deitar ao seu lado. Acabo de costas no sofá, com suas meias em cima de mim. Seu rosto estava tão perto, que eu podia sentir sua respiração na minha bochecha. Ela beija-a rapidamente antes de se afastar. "Diga-me alguma coisa." Diz. Eu rio. "O que você quer dizer?" "Diga-me algo que significa alguma coisa, algo importante para você." Eu penso sobre isso por um longo tempo. Uma mão brincava com seu cabelo, a outra em sua cintura. Meu polegar esfrega seu estômago sob a blusa. "Se eu te contar uma coisa, você tem que prometer que não vai perguntar sobre isso." Ela recua um pouco, e depois me olha nos olhos. "Prometo." "Quando eu era mais novo, algo que me aconteceu, e por um tempo eu não falava. Tipo nunca. Com ninguém. Demorava para dormir e não conseguia compreender a ideia da noite e do dia, de modo que meu pai—ele me disse que, em vez de viver a vida pelo tempo e datas, devíamos vivê-la por 53


momentos. E, em vez de tentar lembrar quantos anos eu tinha, ou que dia era, eu tinha que me lembrar de como me sentia durante aqueles momentos. Então, isso é o que eu faço quando experimento as coisas." Ela estava me olhando, esperando que eu continuasse, sem saber se eu tinha terminado. Então continuo: "Ok, digamos que eu perguntasse a primeira vez que você aprendeu a andar de bicicleta. A primeira coisa que você me diria é quantos anos tinha, certo?" Ela assente com a cabeça lentamente, seu dedo tirando o cabelo da minha testa. "Bem, se você me fizesse essa mesma pergunta, eu diria que... eu me senti feliz, ou como se estivesse voando, e me lembro do sorrindo enorme. Pela primeira vez em muito tempo, eu me senti livre." Seus olhos ficam focados no meu; queimando com uma intensidade que eu não tinha visto antes. Em seguida, sua mão acaricia minha mandíbula. "Eu acho que talvez, você — Logan Matthews — é alguém que eu realmente, realmente gostei de conhecer." Inclino-me para cima e beijo-a novamente. Só que desta vez, foi mais lento. Esse beijo foi diferente. Eu não estava apenas beijando-a, porque queria entrar em suas calças. Eu estava a beijando, porque eu queria ela. E é isso que nós fizemos. Por minutos que pareceram segundos, nós nos beijamos. E eu sinto algo que nunca quis sentir antes. Eu queria ela — não apenas fisicamente, tudo de mim. Quando finalmente nos separamos, ela descansa a testa na minha. "Você pode tirar a camisa?" "O quê?" Eu ainda estava atordoado, por isso não havia nenhuma maneira que eu tivesse ouvido-a direito. Ela se senta no sofá. Eu faço o mesmo. "Tire sua camisa." Ela repete, e não há um traço de humor em seu tom. "O quê?" Eu digo novamente. Ela faz beicinho. "Por favor?" 54


"Não" Eu balanço a cabeça rindo. Eu tento me levantar, mas ela me empurra para baixo com as mãos no meu peito e me monta novamente. "Por favor?" Ela repete. Eu não podia dizer não para ela. Eu começo a levantá-la, mas suas mãos cobrem a minha. "Eu quero fazer isso." Diz em voz baixa. Em seguida, suas mãos levantam minha camisa sobre a minha barriga, meu peito, e então a minha cabeça. "Puta merda. Caralho. Jesus." Ela suspira. Eu sorrio. Seu dedo percorre meu peito, meu estômago e meus músculos. Ela morde o lábio novamente, e então pega o seu celular. "Seja o que for..." Eu começo, mas o som da câmera me corta. Eu tento tirar o celular das suas mãos, mas ela o afasta. "O que você está fazendo?" Eu continuo tentando pegá-lo, mas ela é mais rápida. "Alexis me disse que você tinha esse corpo quente, só estou enviando-lhe um texto lhe dizendo que concordo com ela." "Você está enviando uma foto para ela?" "Sim." Ela anuncia, sem vergonha. Seu celular apita. Ela olha para ele e ri. "O que é tão engraçado? Dê-me isso." Tento alcançá-lo novamente. Ela empurra minha mão. "Tudo bem." Eu bufo. "Eu não visto uma camisa, e você tira seu jeans." Ela sorri. "Na verdade, eu ia perguntar se poderia me emprestar um dos seus moletons. Sabe." Ela faz uma pausa. "Eu só quero ficar confortável." Eu nem sequer penso duas vezes. Eu seguro sua bunda e levo-a até a cama, onde eu preguiçosamente a jogo. Ela grita com risos. Pego um par de calças de moletom da minha cômoda, mas seguro atrás de mim. "Strip." Eu digo a ela. Seus olhos se arregalam. Eu levantei minhas sobrancelhas. 55


"Não." Ela brinca. Eu espero. "Tudo bem." Ela grunhi. Eu me inclino para trás em meus calcanhares, me preparando para o show. Ela chuta seus sapatos e deita na cama. Em seguida, desabotoa a calça jeans. Meus olhos ficam focados em suas mãos. Ela limpa a garganta. Eu olho para seu rosto. Então ouço o som do zíper. Meus olhos vão automaticamente para suas mãos. "Pare." Eu digo. Ela para. Meus olhos viajam de suas mãos em sua calça jeans, até o seu corpo, até que nossos olhares se encontram. "Eu quero fazer isso." Repito suas palavras. Eu jogo o moletom no chão e então eu estava entre suas pernas. Debruço-me sobre ela, apoiando meu peso em um braço. E então eu a beijo. Lentamente. Minha boca se muda para seu queixo, seu pescoço e seu peito. Eu levanto sua camisa e beijo sua barriga lisa. E então, mais e mais. Eu a sinto tensa. Em seguida, se contorce enquanto minha boca continua lhe beijando. Eu enrolo meus dedos em torno da sua calça jeans e lentamente abaixo-a. Ela levanta os quadris para me ajudar. Eu puxo para baixo passando pelos seus quadris, passando por sua bunda e passado por sua calcinha. Sua maldita calcinha de renda preta. Ouço sua respiração irregular. Olho para o seu rosto, ela estava mordendo o lábio, os olhos fechados. Eu estava na altura máxima. "Tudo bem." Eu digo. "Você pode fazer o resto." Eu rapidamente me viro e ajusto minha calça, pegando a calça de moletom enquanto faço isso. Se eu continuasse ali mais um segundo, eu teria arrancado sua calcinha e saboreado o seu sabor. Foda-se. "Aqui." Viro-me e estendo a calça para ela. Ela estava puxando seu jeans para fora dos seus pés. Foi a primeira vez que eu vi suas pernas. Suas malditas pernas. Acho que meus olhos realmente pegam fogo. "Pervertido." Ela brinca. Eu não digo nada. Estava muito ocupado olhando para suas malditas pernas.

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Ela coloca o moletom e caminha para a cozinha, puxando a calça para cima algumas vezes. "Estou com fome." Ela anuncia. Eu olho para sua bunda. Ela começa a abrir e fechar os armários em busca de algo. Ela abre a despensa e seus olhos se arregalam. "Puta merda, você tem tipo, tudo aqui." Ela começa a pegar coisas aleatórias, olhando para elas de forma rápida, em seguida, as coloca de volta. "Por que você tem tudo isso?" "Meu pai tem uma governanta que deixa a despensa cheia duas vezes por semana." Digo a ela, movendo-me atrás do seu corpo e colocando minhas mãos em sua cintura. Eu beijo seu ombro nu; ela inclina a cabeça para o lado. Começo a beijar seu pescoço. "Ooh." Ela murmura, tirando um pacote de goma. Eu sento sobre o balcão e a vejo abrir o freezer, pega um pouco de sorvete, colocando algumas colheradas em uma tigela e, em seguida, puxa as gomas vermelhas do pacote e coloca no sorvete. "Isso é nojento." Ela dá de ombros e pega a tigela, em seguida, vira-se para me encarar. Ela congela, olhando para o meu peitoral, como se tivesse esquecido que eu não estava usando uma camisa. "O quê?" Eu sorrio, discretamente mostrando meus músculos. Seu olhar deixa meu peitoral e levanta para os meus olhos, ela morde o lábio. "Eu realmente quero pegar este sorvete e passá-lo em todo seu corpo, e depois lamber, bem lentamente." Um som estrangulado viaja para fora da minha boca antes que eu pudesse impedi-lo. Esta garota sempre me surpreendia. Ela se senta no sofá e eu me sento ao seu lado. "Então, só as gomas vermelhas, hein?" Pergunto. "Sim." Ela termina de mastigar antes de continuar. "Os outros têm gosto estranho." Seu nariz se enruga. 57


Porra, ela era bonita. Eu empurro minha cabeça para a tigela. "Ok, deixe-me tentar." Minha boca se abre, esperando. Em vez de dar-me, ela leva a colher na sua boca. Em seguida, sua boca estava na minha e estava quente e fria ao mesmo tempo. Ela empurra as gomas na minha boca com a língua. Foda-se. Engulo em seco. Então trago sua boca de volta para a minha e beijo-a. Eu não conseguia parar de beijá-la. *** Ela se levanta e começa a andar ao redor da sala. Vejo-a, esperando que meu pau se acalme antes que eu me levante. Ela fica na frente do rack de CDs e começa a dedilhar. "Uau, você meio que ouve de tudo um pouco, né?" Ela caminha até o iPad, liga a tela e começa a mexer nele. "Você tem todas as suas músicas no iTunes também?" Levanto-me e fico atrás dela. "Sim, eu compro a maioria das coisas no iTunes, mas as minhas favoritas eu compro o CD também. Eu meio que gosto de ter algo físico para segurar, sabe?" Ela assente com a cabeça. "Eu sou da mesma maneira, mas com os livros. Leio mais em formato digital, mas às vezes eu compro quando amo muito o livro. Adoro o cheiro deles, também. Assim que você abre pela primeira vez, e eles tem um cheiro fresco e novo. Ou velho." Ela continua falando, animada, e eu me vejo sorrindo com ela. "Livros velhos são os melhores, e quando eles estão todos juntos, oh meu Deus, como livros usados nas lojas—eu os amo mais. Você não encontra muitos mais, porque sabe, a coisa toda dos e-reader. Mas eu adoro encontrá-los em lugares aleatórios." Ela faz uma pausa para tomar fôlego. "Whoa, eu estou divagando sobre livros. Agora você sabe todos os aspectos nerd em mim." Ela revira os olhos e olha para o chão. Eu rio. "É legal. Você é apaixonada pela leitura. Não há nada de errado com isso. Espere até conhecer minha amiga Lucy. Vocês se dariam muito bem. Ela está sempre lendo o—"

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"Você quer que eu me encontre com seus amigos?" Pergunta ela, houve uma confusão em sua voz, mas também esperança. "Por que não?" Ela encolhe os ombros e senta-se na frente do rack de CDs e começa a ler os nomes de álbuns em voz alta, de vez em quando pega alguns. Sento-me no chão ao lado dela e espero. "Você realmente gosto de tudo. Há hip-hop, pop, reggae, país, country?" Sua cabeça vira para me encarar. Dou de ombros, "Eu sou eclético." "Você tem todos os álbuns do John Mayer e single já lançado." Ela pega o CD e olha para trás. Seus olhos nunca deixam o CD. "Então, qual é o seu negócio com John Mayer?" Começo a beijar seu pescoço. Eu não poderia parar. Sua cabeça se inclina para o lado, dando-me um melhor acesso. "Ei, é o John Mayer. Ele é praticamente um Deus." Digo, afastando-me para encará-la. "Your Body Is A Wonderland é a porra de um hino. Você sabe quantas vezes eu—" Eu me calo rapidamente. "Ouvi essa musica enquanto jogava." Ela ri, se afastando da minha boca. "Quantas vezes você 'layooked' isso?" Ela rir um pouco mais. "Eu não acho que 'layook' é a palavra." "É sim uma palavra. Pesquise no Google." Ela me empurra até que eu caia de costas. Em seguida, sua mão estava no meu bolso. Meu corpo estremece quando sua mão roça no meu pau. "O que você está fazendo?" Ela sorri, segurando o meu celular na mão. "Pesquisando sua palavra imaginária." Ela desliza o dedo pela tela e começa a digitar. "Então, a menos que eu tenha escrito errado, layook não é uma palavra." Ela ergue as sobrancelhas para mim. Pego o celular da sua mão e jogo-o para o canto. "Sim, você escreveu errado." Sento-me e começo a beijar seu pescoço novamente, movendo-me para baixo contra o seu seio. Ouço-a gemer baixinho. Meus dedos apertam sua cintura, 59


puxando-a para mais perto. Ela segura minha cabeça com as mãos e me faz encará-la. "Como é que eu sempre acabo nessa posição." Ela diz, com os braços ao redor do meu pescoço. Beijo-a algumas vezes. "Eu gosto desta posição. Na verdade, considero esta permanente." Ela ri na minha boca antes de me empurrar de volta para baixo em minhas costas. "Então?" Seus dedos começam percorrer meu peitoral, e meu abdômen, seus olhos seguindo seus passos. "Eu não vou perguntar sobre o que aconteceu quando você era mais jovem, mas você disse que não falou por um tempo, o que mudou?" Seus olhos movem-se para encontrar os meus. Olho para ela, tentando decidir o quanto de mim eu quero dar-lhe. "O que você quer dizer?" Eu pergunto, dando-me um tempo. "Bem, o que te ajudou a falar de novo? Você não tem que me dizer, se não quiser. Sinto muito. Provavelmente é extremamente pessoal." "Se eu te disser, então você tem que me dizer algo sobre você. Feito?" Ela concorda. "Ok." Me sento, apoiando-me nos cotovelos. "Meu pai inventou um jogo, para me ajudar. Chamava-se duas verdades por quinze." "Como é que se joga?" "É tão estúpido, você vai rir." "Não, eu não. Juro." Ela faz beicinho. "É apenas." Eu rio com o quão estúpido iria soar. "Nós fazíamos um ao outro uma pergunta e tínhamos que dizer a verdade, e nós conversávamos sobre isso por 15 minutos, veja. Estúpido." "Não é estúpido. Ele é muito doce. Seu pai parece ser um cara legal." "Ele é. Ele é o melhor." Verdade. "Sua vez." 60


Ela olha para o teto por um momento, antes de responder. "Você sabe que eu odeio sangue?" Eu empurro minha cabeça em um aceno. "É tipo uma porcaria, porque eu quero ser parteira." Ela faz uma pausa e espera. "Você pode rir agora." "Por quê? Isso não é engraçado. Isso é péssimo. Parteira. Por quê?" Ela encolhe os ombros. "Eu não sei. Acho que amo a ideia de trazer vida e ao mundo. Sendo um dos primeiros a realizar esse milagre, sabe? Bebês — que é o que eles são. Milagres. Acho que eu gosto de crianças, também. Sempre gostei. Então eu vou tentar *puericultura. Espero que não vá envolver muito sangue." Ela ri para si mesma. "Chama-se Hemophobia, sabe? O medo de sangue." Os olhos dela se arregalam. "Eu sei disso. Mas como você sabe?" Dou de ombros. Eu não estava a ponto de dizer a ela que eu pesquisei sobre isso na noite em que a conheci na casa de Jake. "Eles dizem que é normalmente causado por algum trauma na infância ou adolescência. Aconteceu alguma coisa?" Ela desvia o olhar. "Não. Não que eu saiba." Diz rapidamente. "É apenas eu. Eu sou muito chata." "Não, você definitivamente não é chata." Ela revira os olhos. "Você está dizendo isso só por causa do layooked." Eu rio. Ela rir, inclinando-se para mais perto, o bastante para que acabasse com ela em cima de mim. Afasto o cabelo para longe do seu rosto "Eu gosto de você, Amanda. Você é algo mais." *Puericultura (do latim puer, pueris, criança) é a ciência médica que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento, mais especificamente com o acompanhamento do desenvolvimento infantil. É tradicionalmente uma subespecialidade da pediatria, mas, se considerada lato senso, envolve também ações pré-natais e mesmo pré-concepcionais dedicadas à prevenção de enfermidades e anormalidades que se desenvolvem no feto e afetam a vida do futuro recém-nascido.

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Ela se inclina e me beija. Lentamente. Suavemente. Em seguida, se afasta, cobrindo a boca e solta o maior bocejo conhecido pelo homem. Eu tive que rir. "Estou entediando você?" Ela balança a cabeça, ainda bocejando. Ela termina com um grunhido. "Não, Logan. Sinto muito. Estou tão cansada. Normalmente dou um rápido cochilo depois do trabalho, mas não o fiz e eu—" Interrompo-a. "Está tudo bem." Ela senta e espreguiça-se. Sento-me, também. Então nós apenas olhamos um para o outro. Nós dois sabíamos que era hora, mas eu com certeza não quero que isso acabe. Ela sorri tristemente para mim. "Eu acho que você provavelmente deve me levar para casa." Eu quebro o nosso olhar e olho para baixo. "Sim, eu acho." Eu corro meus dedos sobre a palma da sua mão e no interior do seu pulso. "Sim, eu acho." Diz ela em voz baixa. Ergo os olhos para ela; ela estava olhando para nossas mãos. "Ou — Quero dizer, eu só preciso de uma soneca. Por uns quinze minutos." Diz. Seus olhos voltam para os meus, ela parecia insegura. Eu não pude evitar o sorriso que se formou no meu rosto. Talvez, apenas talvez, ela sentia o mesmo que eu sentia por ela. Eu a pego e levo-a até a cama, levanto as cobertas e coloco-a lá. Beijo sua testa. "Boa noite, menina bonita." "Onde você vai?" Ela puxa minha mão. Dou de ombros. Ela me puxa para a cama. Eu nem sequer hesito. Então nós estamos ali, lado a lado.

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Sinto a cama mexer e viro minha cabeça. Ela estava de lado, com os olhos semicerrados. "Só um cochilo rápido." Assegura. Eu não sei se ela estava falando para si mesma ou para mim. "Tudo bem." Eu digo. Então ela se aproxima. Fico de lado e faço o mesmo. Seus olhos se abrem completamente, em seguida, ficam presos nos meus. "Logan." Ela sussurra. Engulo em seco. Ela se aproxima. Eu faço o mesmo. A intensidade percorrendo meu corpo. Estávamos tão perto. Então eu a beijo. Nossas bocas se movem. Nossos peitos se tocando. Mas nada mais. Sem mãos. Nenhum som. Nada. Nada nos rodeia. Nenhuma única merda. Naquele momento, era só ela e eu. Então ela se aproxima, seu corpo inteiro pressionado no meu. Nossa respiração fica pesada. Ela pega meu braço e posiciona sobre sua cintura. Eu a puxo para perto de mim. E sem perceber, seus quadris começam a se movimentar. Como se ela precisasse de alguma forma de alívio. Eu queria dar a ela. Eu tinha que dar a ela. Minha mão vai para o seu estômago. Mais abaixo. E mais abaixo. Até que estivesse um pouco acima da sua calça. Meus dedos mergulham sob a abertura. Sua mão me para. Ela puxa-a para fora, mas coloca entre suas pernas, sobre sua calça. Eu podia sentir o calor. Eu começo a tocá-la. Ela beija-me mais profundo. Mais forte. Sua respiração fica mais ofegante, mais errática. Eu precisava dar a ela. Ela geme em minha boca. Em seguida, mudase para se deitar de costas. Seus joelhos levantados. Suas pernas se espalham. Seus dedos se enroscam no meu cabelo. Eu nunca paro de tocá-la. Em seguida, seus quadris começam a se mover novamente. Empurrando na 63


minha mão. Tudo o que eu podia fazer era esfregar aquele local e esperar que ele fosse o suficiente. "Eu quero tocar em você." Sussurro contra seus lábios. Ela nunca quebrou o beijo. "Hoje não." Beijo-a mais profundamente, minhas mãos se movendo mais rápido. "Oh merda." Ela manteve o beijo. "Merda. Pare." Diz. Mas seus quadris nunca param de se mover. "Por quê?" Pergunto a ela. Ela se afasta, sua cabeça gira no travesseiro. Ela morde o lábio, sua respiração parecendo mais e mais como gemidos. "Eu vou vim — e é embaraçoso — fodido — Logan —estou..." Vejo quando sua cabeça começa a se mexer de um lado para o outro. Em seguida, seu corpo enrijece. Eu diminuo meus movimentos. Seus olhos estão fechados. Eu assisto tudo. Então ela solta um suspiro com um assobio. Seus olhos se abrem lentamente, eles encontram os meus. Ela me beija. "Foi meio constrangedor." "Não" Eu digo sério. "foi uma espécie de bonito." Seus olhos se fecham novamente. "Só um cochilo." Repete. "Ok." Ela se vira de lado de novo, com o rosto no meu peito. Seu braço estava em torno de mim, e suas pernas se enroscam com a minha. Eu faço o mesmo. "Huh." Ouço-a dizer. E é assim que ficamos. Nos braços um do outro. Eu não queria deixá-la ir. Nunca. 64


Talvez fosse muito cedo. Talvez fosse muito íntimo. Talvez tenha sido excessivamente perfeito. *** "OH. MEU. DEUS!" Ela grita. "Que horas são?" Sento-me, ainda meio dormindo. Devo ter cochilado, também. "Eu não sei." Eu esfrego meus olhos. "Meia noite, certo?" Ela me mostra o seu celular. "São quatro horas da manhã." "O quê? Não pode ser." Eu foco meus olhos e pego o celular das suas mãos. Ela balança a cabeça de forma dramática, com os olhos arregalados. "Eu tenho que estar no trabalho às cinco horas! Você tem que me levar para casa. Tipo, agora!" Ela entra em pânico e faz um movimento para sair, mas eu a seguro e puxo-a para meus braços. "Ou..." Eu começo. "Você pode passar a noite aqui e eu vou levá-la para o trabalho quando for à hora." Ela me beija, e depois se afasta. Ela olha ao redor, e depois me encara novamente. Então fica em silêncio, pensando. "Eu não acho que é uma boa ideia." Afirma. Eu balanço a cabeça, pensando em tocá-la novamente. "Sim, provavelmente você está certa." Ela sai da cama e eu faço o mesmo. Pego uma camisa nova do meu armário e pego as chaves do carro. Ela caminha em direção ao banheiro, a calça jeans na mão. Eu paro ela. "Vá com ela, me devolva na próxima vez que eu levá-la para sair de novo." Ela sorri. "Ok." *** Chegamos a sua casa mais rápido do que eu gostaria. Olho para ela e a vejo morde o lábio nervosamente. Inclino-me, pego sua mão e dou a ela o que eu esperava que fosse um sorriso tranquilizador. Nós não falamos muito; Eu acho 65


que nós dois queríamos recorda esta noite. Eu não tinha certeza se era isso que ela estava pensando, mas eu sabia que definitivamente queria vê-la novamente. Paro na sua garagem e desligo o carro, viro-me para olhar para ela. Ela sorri suavemente, em seguida, vira-se para abrir a porta. "Espere." Eu digo: "Espere aí, eu vou fazer isso." Eu pulo para fora do carro, corro para o seu lado e abro a porta para ela. Ela sai e eu fecho a porta. Ela se inclina para trás e olha para mim. Estende sua mão e puxa minha camisa, até que meu corpo estivesse pressionado contra o dela. Então seus braços estavam em volta do meu pescoço e minhas mãos automaticamente foram para a cintura. Ela me beija. "Então, eu tive uma ótima noite. Obrigada, Logan." "Sim?" pergunto. Ela assente com a cabeça. "Nada mal para um cara que teve um encontro, hein?" Ela ri. "Não, não foi de todo mau." "Tudo bem." Ela suspira, retirando as mãos do meu pescoço. "É melhor eu entrar." Minhas mãos tomam a dela e eu fecho os dedos juntos entre nós. "Ok." Eu digo, antes de beijá-la. Um beijo que eu usei para tentar dizer a ela como eu me sentia. E se ela decidisse — uma vez que entrasse naquela casa, que nunca mais iria querer me ver de novo, então, pelo menos, ela teria esse beijo para lembrar-se de mim. Porque eu faria. Me lembraria dela, quero dizer. "Uau." Ela sussurra, quando nos separamos. Beijo-a mais algumas vezes, rapidamente, antes de me afastar completamente. "Você vai ligar, não é?" Seus olhos se lançam para baixo. "Amanda." Eu digo, tentando fazer com que ela me olhasse. Ela olha para cima e nos meus olhos. "Isto." Faço um gesto com meu dedo entre nós. "Não é, quero dizer, isso significa mais para mim do que você provavelmente está pensando. Definitivamente vou ligar, ok?" 66


Ela assente com a cabeça, em seguida, vira-se e vai embora. Eu não quero que isso acabe. A verdade é que se ela não quisesse mais me ver de novo, ou me quer. Pela primeira vez, eu realmente me importava. "Espere!" Corro até ela. Ela se vira com um olhar confuso em seu rosto. "Você tem uma pausa amanhã, quero dizer, merda. É cedo demais? Estou agindo como um perseguidor? Foda-se." Ela ri de mim. "Eu tenho uma pausa por volta das duas, e talvez, mas não para mim, muito cedo quero dizer. E mesmo que fosse, quem se importa." Ela encolhe os ombros. "Gostaria muito de vê-lo em breve." Então ela se vira e vai embora, e eu a deixo ir. Eu espero até que ela esteja em casa e a vejo acender a luz do quarto. Volto para o meu carro e pego meu celular. Eu estava prestes a mandar uma mensagem para ela, mas uma mensagem dela chega primeiro. É muito cedo para dizer que eu já estou perdendo a minha cabeça por sua causa?

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CAPÍTULO 11 -Presente-

Amanda Amanda: Eu o vi novamente. Alexis: Eu suponho que nós estamos falando sobre Logan? Amanda: Sim :( Alexis: E? Amanda: Ele me beijou. Alexis: E? Amanda: Eu o beijei de volta. Alexis: Eeeee? Amanda: E nada. Eu ainda o odeio. E eu me odeio por deixá-lo ter essa parte de mim. Alexis: Eu sinto muito, querida. Amanda: Eu também. :( Alexis: Totalmente inapropriado, mas como é que ele está? Amanda: Ainda mexe totalmente com as minhas emoções, mas ele está fodidamente-espetacular. Alexis: Suspiro. Amanda: Eu o odeio. Alexis: Eu sei, querida.

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"Amanda?" Sua voz suave soa atrás de mim. Eu me viro para encará-lo. Suas mãos estavam nos bolsos, com os braços rígidos, fazendo com que seus músculos ficassem maiores. Ele estava tremendo de frio. Eu queria me aproximar para que ele pudesse usar o meu corpo para aquecê-lo. Mas não faço. "Você está indo embora?" Pergunta. Estamos no escuro do jardim da frente da casa de Micky. Eu balanço a cabeça Ele olha em volta. "Como você vai chegar em casa?" "Táxi." "Sozinha?" Ele não parava de olhar ao redor do jardim vazio. Eu balanço a cabeça novamente. Ele esfrega a palma da mão contra a sua mandíbula. Lembro-me disso. Foi uma das coisas que ficou na minha mente por muito tempo depois que ele se foi. "Eu realmente não—" Ele suspira. "Eu não quero que você me leve a mal, mas eu realmente acho que não me sinto confortável com você pegando um táxi sozinha. Eu me ofereceria para levá-la, mas bebi algumas cervejas. Assim, pelo menos deixe-me ir com você. você não tem que falar comigo. Eu não vou tentar nada. Não vou te beijar. Não vou falar com você. Não vou nem olhar em sua direção. juro." Meus olhos nunca deixam os seus. "Não é realmente da sua conta o que eu faço, não é?" Eu coloco para fora. "Amanda, eu estou apenas—" Uma risada amarga escapa dos meus lábios, interrompendo-o. "Sabe o quê? Fiquei preocupada com você, também. Pensei que talvez algo tivesse acontecido com você. Naquela noite, sabe? Quando você prometeu que ia me ligar, e nunca fez. Lembra-se disso, certo?" Ele acena com a cabeça lentamente, seu olhar intenso. "Veja, eu juro que pensei que tinha algo acontecendo entre nós. Eu tinha tanta certeza de que você me queria também, do jeito que eu queria você. Deus, eu era tão estúpida. Na verdade, como pude pensar que Logan Fodido Matthews iria querer algo comigo?" Eu rio para mim mesmo. "Pelo menos eu posso rir 69


disso agora. Mas então, merda. Naquela época. Eu estava realmente preocupada com você, eu tinha certeza de que algo ruim tinha acontecido. Tipo, que você sofreu um acidente de carro ou algo assim, mas é claro... Eu não podia simplesmente ligar para você. Eu não queria ser a garota patética que não entendeu a dica. Então sabe o que eu fiz? Eu esperei! Nada veio à tona. E você sabe qual foi a pior parte? Esperei por dias — não semanas. Semanas. Todos os dias eu dizia a mim mesma que você iria ligar ou me surpreende no trabalho. Que patético não é?" Ele abre a boca para dizer algo, mas eu o interrompo. "Foi tão patético porra! Então por dias e dias eu esperei e nada. Nem uma única merda vindo de você." Eu estava ficando com raiva agora. Minhas palavras duras e severas. As lágrimas começam. Lembro-me de tudo. Ele continua lá, escutando em silêncio, com as mãos ainda nos bolsos. Ele olha, bem nos meus olhos, e espera. "Foi patético da minha parte esperar por você, e não receber nada. Durante semanas, eu sentir pena de mim mesma. Porque eu malditamente deixei você chegar até mim. Até que, finalmente, Alexis me convenceu de que eu precisava sair. Que eu precisava seguir em frente. Então eu fiz. Fui a um clube estúpido, e quem estava lá? Você! Você e uma garota em seu colo. E vocês não podiam manter suas malditas mãos longe um do outro! E eu odiei." Minha voz se quebra. "Eu odiei ter que ver aquilo. E eu odiei!" A raiva me consumia. Eu começo a empurrá-lo. Ele toma cada empurrão, não fazendo nenhum movimento para me parar. Ele permanece em silêncio, enquanto deixo sair mais de um ano de raiva, frustração e desgosto. "Eu odiei tanto que deixei esse clube estúpido e idiota, com a memória de vocês. Eu segui em frente e fiquei com um cara que eu nem sequer gostava!" Empurro-o. "E, assim como você, ele me tratou como uma merda!" Empurro-o. "E eu nem me importava mais, porque era você que eu odiava. Eu ainda te odeio." Empurro-o. "E agora estou aqui, e tenho que lidar com isso. Eu tenho que lidar com você, e com a noite estúpida que tivemos." Empurro-o. E de novo. "Não foi estúpido, Amanda." Ele finalmente fala, prendendo meus braços e segurando-me. "O quê!" "Aquela noite, com você. Não foi estúpida." Diz sem rodeios. Eu me afasto dele. "Foda-se você, Logan." 70


"Sinto muito." Diz, com sua voz calma. E eu cometo o erro estúpido de olhar para ele. E eu vejo a tristeza o consumido lá. Mas eu não me importo. Porque eu o odeio. Um bando de caras saem de dentro da casa. Alguns deles cumprimentam Logan, ou dizem-lhe algumas palavras bem escolhidas. Nenhuma vez desviamos nossa troca de olhar. Eu o odeio. "Amanda?" uma voz profunda nos interrompe. Nós dois viramos para ver Shane, um dos amigos do meu irmão. "É você mesmo." Ele coça a cabeça. "Oi, Shane. Como você estar?" Tento agir de forma educada; esperando que a raiva dentro de mim não seja evidente em meu tom. "Bem. E você?" Ele olha para mim, Logan, e vice-versa. Logan olha para o chão, como se fosse à coisa mais fascinante do mundo. Eu balanço a cabeça. "Você uh, você precisa de uma carona para casa? "Sim!" Eu grito, antes de acalmar-me para baixo. "Por favor. Obrigada." Ele espera que eu passe na sua frente, colocando a mão na minha costa, enquanto me leva até seu carro. Eu não viro. Eu não olho para trás. Porque eu não o odeio.

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Logan Por mais de um ano eu tentei esquecer que aquela noite existiu. Eu tentei não pensar sobre o que ela deve ter pensado, ou como ela deve ter se sentido. Eventualmente, eu me convenci de que ela não se importava. Que eu era apenas mais um cara, um outro encontro, mais uma noite. Mas então ela ficou na minha frente e disse-me toda essa merda, e levou tudo de mim para não abraçá-la. Para não dizer a verdade. Para não dizer a ela o quanto eu sinto e implorar para ela que me perdoasse. Então eu fiquei lá, e a deixei tirar um ano de raiva e dor e eu não fiz nada para torná-lo melhor. Porque eu não posso. Como diabos eu posso fazer a coisa certa, quando já é tarde demais. E depois ela saiu, com um cara que aparentemente conhecia e eu não fiz nada para detê-la. Porque ela não é minha e eu não tenho esse direito. Eu estraguei tudo. Eu estraguei tudo totalmente. E eu a quero. Eu a quero pra caralho.

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CAPÍTULO 12 -PassadoO Susto.

Acordo no meio da manhã no dia seguinte, cansado pra caralho. Sorri para mim mesmo. Valeu a pena. Meu pai estava na cozinha, lendo o jornal quando eu entro. Ele levanta a cabeça quando me ouve entrar. "Foi dormi muito tarde?" Ele pergunta, com um sorriso em seu rosto. "Sim, pode se dizer isso." Eu abro a geladeira, e depois fecho de novo. Hábito estúpido. "Ela já foi embora?" "Sim." Limpo a garganta. "Eu a levei para casa ontem à noite, ou esta manhã, na verdade." Ele acena com a cabeça, sem tirar os olhos de mim. "Nós precisamos falar de proteção?" "Não!" Eu digo rapidamente. Em seguida, me acalmo. "Não, eu já entendo bem dessas coisas, confie em mim. Mas não aconteceu." Seus olhos se arregalam; ele interpreta mal. "Não, não é isso que eu quis dizer, quero dizer, nós não... fizemos isso. Nós não tivemos relações sexuais." Eu esclareço. Ele exala, aliviado, e depois volta a ler o jornal. Eu o assisto. Ele sempre foi calmo, nunca realmente querendo se envolver nos meus negócios. Ele tentava às vezes, eu só precisava fazer as coisas do meu jeito. Eu entendo que é difícil para ele, sem uma mulher ao redor, para lidar com certas coisas. Ele realmente fez um grande esforço por mim. "Eu realmente gosto dela. Amanda, é o nome dela." Eu digo a ele. Eu queria dizer a alguém. 73


Ele olha para cima com um sorriso no rosto. Depois dobra o jornal e deixa-o de lado, em seguida, inclina-se sobre os cotovelos, me dando toda a sua atenção. "Sim?" Pergunta. "Sim, ela é mais. Eu vou encontrá-la hoje de novo. Você acha que é muito cedo? Quero dizer, ontem à noite foi o nosso primeiro encontro." "Encontro?" Diz, com as sobrancelhas erguidas. Eu não pude deixar de sorrir. "Sim, encontro. É estranho, não é? Eu ir a um encontro." "Não é estranho, Logan. Já estava na hora. E não, eu não acho que é muito cedo. Se vocês desejam tanto ver um ao outro, então não importa, certo?" "Eu acho." Dou de ombros. "Sinto que preciso fazer alguma coisa, dizer a ela, ou mostrar, que eu gosto de estar com ela, sabe?" "Bem, o que ela gosta?" Penso por um tempo. "Gomas vermelhas." "Bem, então você já tem por onde começa." Ele sorri enquanto se levanta e sai da sala. *** Eu finalmente pego dois sacos de goma vermelhas e começo a caminhar para o caixa. Foi quando eu a vi . Ela parou no meio do corredor, olhando para algo em suas mãos. "Micky!" Eu gritei. Ela deixou cair o que estava segurando. No chão. Eu caminho até ela.

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Ela olhando para cima, com o rosto pálido, os olhos arregalados, chocados. Ela estava congelada. Não se move desde que me viu. Ela não pisca. Duvido que ela esteja até mesmo respirando. Paro a poucos metros dela. Eu olho para ela, para o chão e depois para a prateleira. Ela ainda não tinha se movido. Eu pego o item e olho para ele. Meu estômago cai para o teste de gravidez no chão. Levanto meu olhar. Nossos olhos se encontram. E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela solta um soluço. Eu coloco o saco de goma em uma prateleira, puxo-a para os meus braços e levo-a para o meu carro. Havia uma dor maldita no meu peito e eu não sei por quê. Eu tentei falar através do nó na minha garganta, mas nada saiu. Ela ficou lá chorando e freneticamente enxugando as lágrimas. Ela estava tentando respirar através do choro, tentando se acalmar. E, eventualmente, isso começou a funcionar. Eu não sei quanto mais esta garota poderia aguentar. E não sei se há algo que eu poderia ter feito para tornar melhor. Então, digo a única coisa que eu poderia pensar em dizer. "Você está grávida?" "Eu não sei." Ela diz, tão baixinho que eu quase não pude ouvir. "Então você não fez o teste ainda?" "Não" Ela começa a chorar novamente. "Por favor, Logan. Você não pode contar a ninguém sobre isso. Ninguém. Especialmente Jake, por favor." Ela não queria que Jake soubesse. Por quê? De qualquer maneira, eu não ia dizer nada a ninguém. "Mikayla, eu não faria. Não é a minha história para contar." Silêncio. Fico ali sentado observando-a pelo que parece uma eternidade. "Meu pai é médico, eu posso levá-la até ele, só para você ter certeza. É tudo confidencial. Ninguém vai saber. Eu prometo." Ela assente com a cabeça, olhando para fora da janela. Eu ligo o carro e dirijo para o consultório do meu pai. 75


*** Eu lhe disse para se sentar na sala de espera, enquanto eu iria falar com meu pai. Ela segurou meu braço, me impedindo de ir embora. Paro e me viro para encará-la. Ela tinha lágrimas em seus olhos, esperando para cair. Ela olha para mim, e, de repente, seus braços estavam em minha volta, com o rosto no meu peito. Ela começa a chorar novamente, e eu não sei se ela sabia o quão alto estava, porque as outras pessoas na sala de espera olham para ela. Linda, a recepcionista, vê o que estava acontecendo. "Leve-a para o escritório do seu pai, Logan." Então eu faço. Poucos minutos depois, meu pai entra. Ele fecha a porta atrás de si. Em seguida, olha para mim, depois para Micky, e de volta para mim novamente. "O que está acontecendo, Logan?" Ele diz com uma voz suspeita. E então entendo o que deve parecer. Eu, trazendo uma garota qualquer, que está em lágrimas, a um médico. "Pai." Eu começo. "Esta é a Mikayla, uh... Mikayla do Jake." Eu podia vê-lo visivelmente relaxar, antes de uma emoção diferente assumir suas feições. Ele se agacha na frente de Micky, então eles estavam da mesma altura. "Oi, Mikayla." Ele começa. "Eu sou o Dr. Matthews, mas você pode me chamar de Alan." Ele sorri para ela. Foi simpático, mas também foi genuíno. "O que eu posso fazer para ajudá-la hoje?" Ela olha para ele e depois para mim. Nossos olhares se encontram por um segundo, antes que as lágrimas comecem a escorrer pelo seu rosto novamente. "Eu não posso..." Ela para. Limpo a garganta. Meu pai me enfrenta. "Micky precisa fazer um teste de gravidez." Eu digo a ele. Ele sorri para Micky. "Isso não será um problema. Vou levá-la para Michele, minha assistente. Ela vai cuidar de tudo para você, ok?" 76


Micky balança a cabeça novamente. "Mikayla, aconteça o que acontecer aqui, tudo vai ficar bem. Eu prometo." Ele garante. Micky se levanta e caminha até a porta, meu pai leva-a com a mão em suas costas. Ela para perto de mim, pega minha mão e aperta, me olhando diretamente nos olhos, e então eles saem da sala. E lá estava aquela maldita dor no meu peito novamente. Dez minutos depois, ela volta sorrindo. Eu não pude deixar de sorrir também. "Boas notícias?" Ela estava chorando, lágrimas de felicidade. Ela as enxuga com as costas da mão. Então ela ri. Foi um tipo de riso nervoso e aliviado. "Oh meu Deus, Logan. Fiquei tão malditamente com medo." Então seus braços estavam em volta do meu pescoço, enquanto ela me abraçava. Ela é bem menor do que eu, então eu tive que me curvar, meu rosto pousa em seu ombro. Ela usava um perfume. Era florido. O da Amanda era frutado. Amanda. Merda! Quando voltamos para o meu carro, pego meu celular. Eram 15:15. E Havia uma mensagem de texto dela. Amanda: ?? Meus dedos tornam-se ansiosos. Logan: Eu sinto muito! Algo aconteceu. Eu realmente queria vê-la embora. Eu tenho uma coisa estúpida que tenho que fazer hoje à noite. Posso vê-la amanhã? Por favor? *** Eu acabo indo pegar Julie na casa da sua amiga, que morava na rua abaixo da minha. Parei em casa para pegar minha bolsa de treino. Eu iria encontrar Jake no campo depois.

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Quando paro na minha garagem, a caminhonete de Jake já estava lá. Eu o vejo sair, e eu soube imediatamente o que ele estava pensando. Porque eu pensaria a mesma coisa. Viro-me para Micky, seus olhos estavam arregalados, questionando. "Eu não disse uma palavra. Juro." Nós dois olhamos de volta para Jake. Seus punhos estavam enrolados. Mandíbula tensa. Olhos cheios de raiva. Ele estava chateado. Além de chateado. "Fiquem aqui, ok?" Micky assente antes que eu pise para fora do carro. *** O segundo que estou fora do carro ele vem para cima de mim, me empurrando e gritando, eu estava a dois segundos de socá-lo. Mas então me lembro que Julie estava lá. Eu entendo que ele estivesse chateado, ele amava Micky e pensou que estávamos traindo-o, mas ele nem sequer me deu a chance de dizer o que estava acontecendo, e eu tentei acalmá-lo, mas não adiantou. Ele estava agindo como um idiota, e eu estava prestes a empurrá-lo de volta quando ouvi Julie gritar. Eu me viro para vê-la no meio da estrada, a poucos centímetros de de um carro que quase bateu ela. Eu olho de volta para Jake e ele estava gritando com as duas. Que diabos havia de errado com ele? Eu nunca tinha visto esse lado de Jake antes e se eu o visse novamente, estaríamos feito. *** Passei o resto da tarde subconscientemente olhando para o meu celular, esperando por uma mensagem de Amanda. Jake ligou e queria saber o que tinha acontecido. Eu disse a ele para perguntar a Micky. Se ela queria que ele soubesse, então tinha que ser a única a dizerlhe. 78


Haveria uma cerimônia hoje noite em alguma empresa farmacêutica que o pai estava envolvido. Eu normalmente não teria que ir para essas coisas, mas ele saiu com algumas das mulheres da empresa, e não foi tão bem. Eu era a sua companhia. Se eu não tivesse que ir com ele, eu definitivamente iria vê-la, eu tinha certeza disso. *** O jantar estava indo bem, e eu estava constantemente verificando meu celular. Eu não tinha ouvido falar dela desde da sua mensagem anterior. No momento em que chegamos em casa, estava se aproximando das dez. E nada ainda. Eu tiro meu terno e vou para cama, mas eu estava inquieto pra caralho e sabia que era porque eu não conseguia parar de pensar nela. Pego meu celular da mesa de cabeceira e encontro seu número. Em seguida, olho para ele. Eu não sei quanto tempo fiquei olhando para ele, antes que eu finalmente pulasse da cama e começasse a andar pelo quarto. Tomo algumas respirações e me sento na beirada da cama. Então eu disco seu número. Minhas mãos estavam suadas. Meu coração batia forte em meus ouvidos. Chama por tanto tempo que eu estava prestes a desistir. Tiro o celular do meu ouvido, e quando estou preste a desligar ouço a voz dela. "Oi?" Ela diz em voz baixa. "Oi!" Eu digo, muito alto. Muito rápido. "Como... uh... como você está? Recebeu minha mensagem?" Silêncio. Eventualmente, eu olho para o meu celular para ver se ela desligou, mas ela não tinha. "Amanda?" "Sim, Logan. Entendi." Ela suspira em voz alta. "Tem alguma coisa errada? Quero dizer... foda-se. Está com raiva de mim?" Ela não tinha o direito de estar. Quer dizer, eu acho que ela não devia. "Eu fiz alguma coisa?" "Uh, não." Ela diz, mas saiu como uma pergunta. 79


Eu tomo uma respiração profunda e solto lentamente, pensando em minhas próximas palavras. "Amanda, eu sou novo em tudo isso, então se eu fiz alguma coisa errada você precisa me dizer. Deveria ter ligado, em vez de mandar uma mensagem? Quero dizer, algo realmente aconteceu. Eu não estou mentindo." Silêncio. Mais uma vez. Seguido por mais silêncio. Então, finalmente, ela fala. "Posso ser honesta com você, Logan?" "Não, eu quero que você minta para mim." Tento fazer uma piada, mas acho que ela não entendeu. O silêncio era insuportável. "Eu sinto que talvez você sinta pena de mim ou algo assim." Ela começa. "Eu não sei qual a palavra certa. Deixe-me começar de novo..." Ela estava murmurando. "Se ontem à noite foi apenas isso, apenas uma noite, então está tudo bem. Entendi. Por um segundo eu pensei que talvez não fosse, mas está tudo bem. Sério. Se você não quer me ver de novo, você não tem que—" "Eu disse a você que eu queria. Eu disse na mensagem que queria vê-la amanhã. Que diabos?" Eu estava falando mais alto do que deveria, mas eu não podia me parar. "Você está certo, eu sinto muito." Ela diz em voz baixa. E agora eu me sinto como um idiota por gritar. "Eu acho que estou apenas um pouco louca com tudo isso. Quer dizer. Você me assusta um pouco." "Eu te assusto? Como?" "Por que..." Diz, suavizando sua voz. "Eu só estou com medo de gostar de você mais do que eu deveria..." Eu ouço seu suspiro alto. "Quer me pegar no trabalho às cinco?" Ela finalmente pergunta. "Sim!" Eu estava um pouco animado. Acalmo e suavizo a minha voz. "Quero dizer, sim, se estiver tudo bem para você, sim. Quero. Quer dizer, eu gostaria de levá-la." 80


Ela ri um pouco. "Amanda?" "Sim?" "Estou tentando realmente não ser essa pessoa que você pensa que eu sou. Eu não sou essa pessoa. Pelo menos, não com você." Verdade.

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CAPÍTULO 13 -PassadoA visita. Passo o dia seguinte, lastimando em casa como um perdedor tentando encontrar algo que pudesse fazer o tempo passar mais rápido, para que eu fosse buscá-la no trabalho. Eu fui até a loja mais cedo e comprei um saco de gomas. Eu até abri e deixei apenas os vermelhos. O idiota presunçoso em mim queria muito impressionar. O babaca em mim ouviu o som de chicotes em minha cabeça. Fico olhando para o relógio, esperando por um bom tempo para sair. Eu não queria aparecer tão cedo e parecer muito ansioso. Às quatro e quarenta e cinco, Saio correndo pela porta da frente e acabo colidindo em um corpo. "Puta merda." Ela grita. Eu a seguro e tento recuperar meu equilíbrio, e quando finalmente consigo, dou um passo para trás. "Micky." Ela estava com sacolas de compras em ambas as mãos e um sorriso estranho no rosto. "Eu pensei que, talvez... mas vejo que você está ocupado. Deixa para lá." Ela se vira e começa a se afastar, sacolas ainda em mãos. "Espere." Ela vira o rosto para mim, com os olhos vidrados de umidade. "Ei, você está bem? O que está acontecendo?" "Nada." Ela suspira. "Eu apenas pensei que deveria fazer a você e ao seu pai um jantar, como uma espécie de agradecimento, por ontem, eu acho." Ela dá de ombros, olhando diretamente para mim. E por alguma razão eu não podia dizer não, porra. "O meu pai não está em casa, mas eu como o suficiente por duas pessoas."

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Abro a porta da frente para ela e levo-a para a cozinha. Ela coloca as sacolas no balcão. Eu sorrio para ela: "O que você está fazendo? Estou morrendo de fome." "Espaguete. É praticamente a única coisa que eu posso cozinhar." Ela começa a esvaziar os sacos. Desculpo-me e deixo a cozinha para mandar uma mensagem para Amanda. Eu não sei por que, mas eu não queria que Micky soubesse que eu tinha planos. Eu não quero que ela pense que não estava bem em estar aqui. Logan: Hey. Eu realmente sinto muito por fazer isso... Mas algo aconteceu e eu não vou poder ir. Te ligo mais tarde embora. Prometo. Quando volto para a cozinha, ela tinha duas panelas no fogão. Ela olha por cima do ombro quando eu entro, me dando aquele mesmo sorriso estranho. Sento-me no balcão e observo-a. Eu não sabia o que dizer a ela, toda a situação era um pouco estranha. Mas ela estava lá por algum motivo, o que foi suficiente para me fazer sentar e esperar. Ela olha por cima do ombro e me encara. "Então, ontem, Jake — foi alguma coisa, não é?"

Eu solto um suspiro. "Sim, foi definitivamente algo." "Você não disse a ele o que aconteceu." Era uma afirmação. Eu balanço minha cabeça. "Não era algo meu, Micky." Ela olha para mim por um longo tempo, nossos olhares se encontram. Quem sabe quanto tempo ficamos ali, assistindo-se mutuamente, até que, finalmente ela olha para baixo. Então fala: "Jake, ele é um grande cara..." Ela para. "Um dos melhores." Eu digo Ela ainda estava olhando para baixo, cortando o que estava na sua frente. "Sim, ele realmente é. Mas o que acontece... Quero dizer, o que acontece comigo, se algo acontecer com a gente?" sua voz quebra. Quando ela olha para mim, havia lágrimas em seus olhos novamente. Eu lentamente me levanto do banco e caminho para ficar na sua frente. "O que está acontecendo, Micky?" Inclino-me um pouco para que eu pudesse olhar para o seu rosto. 83


"Eu só o conheço por um mês. Quer dizer, eu sei que tenho sentimentos por ele, Logan. Mas o que vai acontecer se ele decidir que não gosta de mim. Eu não vou ter ninguém. Vai ser como naquela noite tudo de novo. Sabe... na noite do baile. Ele não pode ser tudo o que tenho. Não posso passar por essa perda novamente." Ela continua. "E eu sinto falta deles, Logan. Sinto falta da minha família pra caralho e eu não posso dizer-lhe isso. Eu não posso falar com ele sobre isso, porque ele vai pensar que não está fazendo o suficiente para me ajudar, mas não é sobre ele. Não é sobre..." Seu corpo cai contra o meu e ela grita. Altos, gritos incontroláveis. Abaixo-nos para que estivéssemos sentados no chão e ficamos frente a frente, e eu a deixo chorar. "Eu sinto falta deles pra caralho." Continua ela. "E eu sinto falta de James, e até de Megan. E não é que eu quero aqueles dois de volta na minha vida, eu só sinto falta daqueles tempos, sabe? E a minha irmã, Emily, eu sinto muito a falta dela. Sinto falta da sua risada e sinto falta de como costumávamos tirar sarro do meu pai, e sinto falta do jeito que a minha mãe sorria para nós quando fazíamos isso. Eu sinto falta do jeito que meu pai sempre nos fazia café da manhã e... Eu só sinto falta deles." Suas lágrimas caem sem parar, enquanto ela limpava o nariz com a costa da mão. "Eu sinto muito, Logan. Merda, eu não vim aqui para colocar tudo isso em você. Juro." Ela olha para mim. Eu não tinha dito uma palavra. Eu acho que não iria conseguir dizer qualquer coisa através do nó na minha garganta e a dor maldita no meu peito. "É que apenas tem sido difícil. Tipo, realmente muito difícil. E mesmo que eu seja adulta. Eu ainda sou uma criança... eu sou? Se eu não tiver pais, ainda sou filha de alguém? Oh meu Deus. Eu não estou pronta para fazer isso." Ela começa a chorar ainda mais. "Não é justo! Logan." Ela estava quase gritando agora. "Não é justo. Isso não está certo e não é a porra de justo. Eu não deveria ter acordado em um dia aleatório e não ter mais nada, e eu sinto que não posso dizer a única pessoa que tenho na minha vida nada disso, pois ele não entenderia. Ele não entenderia que eu apenas sinto falta, e que ele não pode corrigir isso. Ele quer ter certeza de que estou bem o tempo todo, e isso é ótimo. Isso é perfeito. mas às vezes eu só preciso sentir que não está tudo bem." Ela não consegue controlar sua respiração mais.

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Nós dois estávamos sentados contra o balcão. Eu coloco meu braço em torno dela e seguro-a contra mim. Ela se inclina e descansa a cabeça no meu peito. "Eu só preciso sentir que nada estar bem, Logan. Eu só preciso sentir a dor. Tudo isso. E eu não sei se quero que ele veja isso." Não sei o que eu deveria dizer. Se eu devia dizer alguma coisa. Mas eu a entendo. Eu sabia exatamente como ela se sentia. Porque eu senti isso também. Então eu digo a ela. "Micky, eu sou adotado." Ela imediatamente para de chorar e tira a cabeça do meu peito, as sobrancelhas unidas em confusão. "Alan, que você conheceu ontem, ele me adotou quando eu era uma criança de sete anos. Ele era o médico que estava trabalhando na noite em que a minha mãe biológica me deixou. Meu pai, o biológico me bateu muito naquela noite." Ela engasga. "Quero dizer, ele me batia o tempo todo, então eu acho que deve ter sido muito ruim, porque ela me levou para o hospital..." "Meu Deus." Ela olha para mim, os olhos arregalados, com a mão cobrindo a boca, e as lágrimas continuavam caindo. "Sim, meu pai... uh... Alan... ele me salvou naquela noite, e todas as noites desde então. Minha mãe biológica, ela nunca voltou para me pegar. Eles esperaram um mês. Ela nunca veio." "Oh meu Deus, Logan." Ela sussurra. "Eu sinto muito." "Ninguém sabe disso, Micky. Só você. E eu não te contei porque queria sua piedade. Eu disse a você, porque..." Eu respiro fundo e penso sobre minhas próximas palavras. "Eu disse a você, porque eu entendo. Sei como é se sentir como se dependesse muito de uma pessoa. Sinto isso com Alan. Ainda me sinto assim, todos os dias. Mas eu não poderia ter feito isso sem ele, e eu acho que todos nós precisamos de alguém para ser a nossa força, por vezes, e se você não quer que seja Jake, então você pode contar comigo... se você quiser, eu quero dizer. Olha, eu só..." Eu solto um suspiro. Ela continua ouvindo tudo o que eu digo. "Eu só queria te dizer que eu entendo. Sei como é acordar um dia e não ter nada—" "Não é a mesma coisa—" Ela começa. 85


Eu a interrompo. "Eu sei que não é o mesmo, Micky. Sei que sua família morreu... Eu sou estúpido, eu..." "Não, Logan." Foi a vez de ela me interromper. "Não é a mesma coisa, porque a minha família morreu, eu não posso vê-los nunca mais. Você pode ver a sua, mas eles são tão ruins que você não iria querer. Não é a mesma coisa, porque eu sempre terei boas lembranças dos meus pais e você, você não precisa nem disso." Sua voz se quebra. Eu a seguro mais apertado. Seus braços vão ao meu redor. Escuto suas palavras e deixo-as afundar. Eu nunca pensei sobre os meus pais biológicos como uma lembrança. Como algo que eu poderia lembra quando eu precisasse. E eu nunca pensei o suficiente para ver alguma boa memória deles. E mesmo que eu fizesse, eu não sei se haveria alguma. "Como você faz isso?" Ela pergunta. "Como você acordar todos os dias e ser a pessoa que você é? Foi uma grande coisa que aconteceu com você, e não é como se você apenas passasse a vida lamentando. Como você é tão normal?" Penso na minha resposta por um tempo. "Porque, Micky, é o meu passado. Isso não é o meu futuro e certo como a merda que não é quem eu sou. Eu não vou deixar ser. Eu não vou deixar essas pessoas abusivas ou negligentes me arruinarem. O que eles fizeram, isto é sobre eles. É culpa é deles. Não tem nada a ver comigo ou com quem eu sou." Eu dou de ombros. "Eu vivi com ele. E aquele idiota foi para a cadeia, meu pai — Alan — teve a certeza disso. Fez com que ele ficasse lá, para não ter mais a possibilidade de ter mais filhos e bater neles." Ela fica em silêncio durante o que pareceu uma eternidade. Então, finalmente fala: "Deus, Logan. Você era apenas uma criança..." Outra rodada de soluços toma conta dela. Eu coloco minha mão na parte de trás da sua cabeça e seguro-a contra mim, enquanto eu a ouço chorar. Havia aquela mesma merda de dor no meu peito, e eu não sei exatamente o que era. Mas foi neste momento, este exato momento com ela em meus braços, que eu senti algo. Algo que eu nunca senti antes. Nunca. E eu entendo. Eu entendo por que Jake quer ser a rocha para esta menina. Por que ele queria ter certeza de que ela nunca sofresse, ou que nunca ficasse 86


triste. Eu entendo por que ele faria qualquer coisa para ter certeza de que ela estava bem. Porque eu sinto isso também. Seus soluços ficam em silêncio, mas as lágrimas ainda caem. Sua cabeça levanta do meu peito. Afasto o cabelo para longe do seu rosto. Então ela olha para mim, com os olhos arregalados. Com expectativa. Esperando. Que eu diga alguma coisa, qualquer coisa, que iria deixá-la saber que estaria tudo bem. Que ficaria tudo bem. "Micky..." Ela funga. Eu seguro seu rosto, e depois olho em seus olhos, meu olhar cai sobre sua boca rapidamente, antes que eu falasse. E eu não sei por que a pergunta seguinte saiu, mas saiu. "Será que Jake sabe que você está aqui?" Ela balançou a cabeça lentamente. Não. Então, de repente, o alarme de incêndio dispara. Nós separamos e ficamos de pé rapidamente, a minha cabeça girava. *** Ela não terminou de cozinhar o jantar. Na verdade, ela foi embora praticamente de imediato. Fico estranho depois disso, ou pelo menos eu me senti estranho, mas poderia ter sido apenas coisa da minha cabeça. Depois que eu limpo a bagunça na cozinha e arrumo as compras, eu vou para a casa da piscina passar a noite. Deito-me na cama não sei por quanto tempo, pensando sobre o que diabos aconteceu com Micky, e desejando que nada disso tivesse acontecido, na verdade, nada fazia sentido. Pego meu celular para ver as horas; eram quase nove. Havia uma mensagem de Amanda às 17:05. Amanda: Está tudo bem? Eu queria que você tivesse me avisado antes. Eu teria organizado uma carona para casa. Você pode me ligar se estiver livre antes das 7? Eu não posso chegar em casa até então. Espero que você esteja bem. Merda. Eu me sinto como o maior idiota do mundo. Foda-se, eu era o maior idiota do mundo. 87


Eu estava prestes a ligar para ela, mas depois penso sobre o que eu ia dizer, e entro em pânico. A coisa era, eu realmente gostava de Amanda. E sim, nós poderíamos ter saído algumas vezes para ver aonde as coisas iram parar... Mas eu não queria fazer isso com ela. Não quando eu não entendia meus sentimentos por Micky. Amanda, ela era ótima. Ela era incrível. E ela merecia encontrar alguém que iria tratá-la assim. E naquela época, eu não era. Nem perto disso. Sento-me na cama e olho para o meu celular, tentando pensar nas palavras que eu iria usar quando eu lhe dissesse tudo isso. Exceto que nada veio a mim. Absolutamente nada. Nenhuma. Única. Palavra. Eu não ligo para ela naquela noite, ou depois. Ou qualquer uma das noites depois disso.

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CAPÍTULO 14 -Presente-

Logan Volto para a festa, e bebo. Porque realmente? O que mais eu poderia fazer? Eu estava bêbado. As garotas se aproximaram de mim, mas eu deixei claro que não estava interessado. Eu ainda podia sentir seu perfume frutado em mim e não queria que outras garotas perfumadas fizessem o seu cheiro desaparecer. Se você me perguntasse onde minhas bolas estavam agora, eu diria que com ela. Provavelmente em um dos seus bolsos, enquanto aquele idiota estava dando em cima dela. Eu diria aquele idiota: "Foda-se, cara. Ela tem minhas bolas." "O quê?" Lucy ri perto de mim. Ela estava tão perdida quanto eu. "Huh?" Estávamos em uma cama elástica no quintal. Eu não tenho nenhuma ideia do caralho porque Jake e Micky têm um trampolim. Lucy ri de novo. "Você acabou de dizer algo tipo: mandando um cara se foder com suas bolas." "O quê!" Eu ri. "Isso não faz nenhum sentido! Além disso, acho que eu não deveria ter dito isso em voz alta." Então nós dois rimos. Quando se acalmamos, Lucy suspira. "Você está pensando sobre ela, Logan?" "Quem?" "Amanda." "Pshh." Eu sabia que ela sabia de algo. "Que Amanda?" Tento disfarça. 89


"Cam me contou sobre o jantar — aquele que você pagou Lachlan para forçá-la a sair com você." Ela dá uma risadinha. "Cam tem uma boca grande." Ela senta-se abruptamente, ofegante, com os olhos arregalados. Ela estava olhando para mim com a boca aberta. Ela sussurra gritando. "Cara! Cam diz a mesma coisa sobre mim!" "O quê?" Eu digo por meio de uma risada. "Sim." Diz, balançando a cabeça freneticamente. "Ele diz que eu tenho uma boca grande, também. Sabe? Quando ele coloca o—" "Lucy!" Eu grito, impedindo-a de dizer o que eu acho que ela estava prestes a dizer. Puxo-a de volta para baixo. Ela deita a cabeça sobre a dobra do meu braço. "Informação demais." Digo a ela. "Eu amo o Cameron." Ela diz com um ar sonhador. "Eu sei que você o ama. Ele ama você, também." "Não Logan. Quero dizer que eu o amo." Ela senta-se e olha para mim. "Eu o amo tanto que dói às vezes." Sua voz se quebra. "O tipo de dor boa, sabe?" Não, eu não sei. "Sério, se ele me pedisse para casar com ele agora mesmo e ter bebês, eu faria isso. Instantaneamente. Eu amo muito essa porra." Eu sorrio para ela. Ela voltou a deitar sobre meu braço. "Além disso." Ela continua. "Tem uma garota em uma das minhas aulas, que continua me mandando avisá-lo que o seu irmão quer mata você." Eu reviro os olhos. "Que garota? O que você disse a ela?" "Eu mandei ela se foder. E que ela precisava aprender a controlar seus hormônios. *WHORE-MOANS? Oh meu deus. Eu sou tão engraçada!" *Sons elevados de prazer que está sendo feito por uma mulher no auge da paixão. 90


Sua risada me faz rir. "Você é uma das minhas pessoas favoritas, Luce." Agarro-me a ela com mais força. "Sim, sim. Eu tenho um namorado. Nem sequer tente."

*** Uma hora depois, a festa acaba. Cam sai de lá de dentro olhando para nós. Passamos o resto do tempo, principalmente em silêncio. Nós paramos de beber, por isso tudo ficou um pouco mais claro agora. "Ei, babe. Estamos saindo. Está pronta para ir para cama?" Pergunta ele. Ela não se move de perto de mim. Ela tinha adormecido. Eu a cutuco. "Lucy, seu namorado está aqui." Ela acorda lentamente, confusa, e então vê Cam. "Ei, babe." Ela murmura. E começa a se levantar, mas balança com o movimento do trampolim, ou talvez as muitas cervejas que tivemos. "Como você ficou tão bêbada, Luce? Está bêbada o suficiente para me deixar fazer aquela coisa que você nunca me deixa fazer com você?" Eu poderia dizer que ele estava apenas brincando. Ela bufa e sai da cama elástica. Ele começa a puxá-la em direção da casa. "Ei!" Cam grita: "Você vai ficar ai?" Eu balanço a cabeça. O que mais eu poderia fazer? *** Eu estava fumando no deck quando Lucy aparece. Eu não fumo, não muitas vezes. Na verdade, eu quase não faço isso. Apenas quando bebo. Nem sei por que estou fazendo isso; é um hábito de merda. Lucy sai de pijama. Roxo com corações cor de rosa, como se ela tivesse 10 anos ou algo assim.

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Ela acena com a mão na frente do rosto para limpar a fumaça e exagera na tosse. Ela puxa o cigarro dos meus dedos e joga-o no mato na nossa frente. "Fumar mata, você sabe disso, certo?" Ela diz. Eu desvio o olhar. A mãe de Lucy morreu de câncer de pulmão há alguns anos atrás. Eu fico quieto. "Você sabe como Cam e eu nos conhecemos?" Ela pergunta, do nada. Eu inclino meus cotovelos no corrimão e olho para o quintal. "Mais ou menos." Dou de ombros. Ela fica ao meu lado e copia a minha posição. "Cam ajudou a treinar Lincoln e Liam para a equipe da liga júnior." "Sim." Eu sabia disso. "Sim, foi há alguns anos atrás, antes da minha mãe morrer." Sua voz termina em um sussurro. Ela funga. Eu não sei se ela estava chorando, mas eu não olho para ela. "Depois que a minha mãe morreu, Cam começou a aparecer ao redor de casa. Todos os dias depois da escola ele estava lá, ajudando no entanto. Quer dizer, ele devia saber que estaríamos lutando. Os primeiros meses sem minha mãe foram devastadores. Meu pai — ele mal conseguia se levantar da cama. Eu não sei como Cam soube, mas ele estava lá. Ele praticamente levantou os meninos nos primeiros meses. Quero dizer, eu também estava lá, mas era..." Ela para, para recuperar o fôlego e enxuga as lágrimas que tinham desenvolvido. "Até hoje, eu não sei por que ele estava lá. Perguntei a ele algumas vezes. Ele apenas dá de ombros e diz que só queria ajudar. Eu nem sei quando nos tornamos um casal. Uma noite, estávamos lavando a louça e ele me beijou, e foi assim nos primeiros meses, ele estava lá todas as noites, me ajudando com os meninos. Eventualmente o meu pai saiu do seu estado de choque e se tornou um pai de novo... e Cameron e Eu... nós nos tornamos um só." "Cameron é uma boa pessoa, hein?" "O melhor." Ela concorda. "Então o que aconteceu? Por que você está me dizendo isso?" 92


"Porque sim. Eu não, eu só acho que você deveria saber, mesmo que ele aja como um idiota, e é bruto e desagradável às vezes, ele realmente é um cara bom, e eu o amo. Ele é tipo como você, Logan. E um dia, você vai encontrar alguém que te ame tanto quanto eu o amo." Eu encaro-a, nossos olhos se encontram por um longo tempo. Então eu balanço a cabeça, pensando no que aconteceu com Amanda. "Eu não acho que isso vai acontecer, Luce." Ela fica em silêncio pelo que pareceram anos, olhando para mim. Em seguida, um sorriso aparece em seu rosto. "Você não se lembra de mim, não é?" Eu olho para ela e entro em pânico. Esta não foi a primeira vez que isso tinha acontecido. Eu solto um suspiro e olho para longe dela. Eu tinha vergonha de encará-la quando falávamos sobre essa merda. "Lucy, eu sinto muito. Será que eu prometi te ligar? Eu *estourei sua cereja não foi?" Eu faço uma careta. "O QUE!" Ela engasga. "Eca, isso é nojento, Logan!" Ela empurra meu peito com as duas mãos. Eu dou um passo para trás. "Merda, Lucy. Eu não sou o pior cara do mundo para pegar o seu *cartão V." Eu sorrio. "Eca!" Ela grita novamente. Eu estava rindo. Ela exagera imitando um arrepio, depois se acalma. "Quando éramos calouros, eu estava lendo um livro debaixo de uma árvore." Ela diz. "Eu era muita solitária naquela época. Alguns Juniors — eles vieram para cima de mim e começaram a implicar comigo. Duas garotas e dois rapazes. Eles pegaram o livro das minhas mãos e estavam sendo idiotas, jogando-o entre si. Eu fiquei mortificada, Logan. Senti-me tão estúpida e... menosprezada." "Sinto muito, Lucy." Eu digo a ela. Era verdade. Eu odeio bullies e qualquer um que pensava que estava tudo bem tratar as pessoas como merda.

1: Quando uma garota virgem tem a sua primeira relação sexual provoca a ruptura do hímen, resultando em sangramento. O termo "cereja" é utilizado para se referir ao vermelho do sangue resultante. | 2: "V" significa virgem, portanto o cartão V significa que você ainda é virgem.

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"Eu sei, Logan. Eu sei porque você se aproximou e ficou na minha frente, me protegendo deles. Você começou a gritar com eles. Eu nem sabia quem você era e você estava lá. Você era grande para um calouro. Quero dizer, você sempre foi grande. Você era maior do que ambos esses garotos. Eles devolveram o livro imediatamente e você entregou para mim. Você fez eles pedirem desculpas para mim antes de sairem. Então você se certificou de que eu estava bem antes de simplesmente ir embora, como se o que você tinha feito não fosse um grande negócio." "Huh." Eu não sabia mais o que dizer. "Você não se lembra?" Dou de ombros. "Sinto muito, Lucy... Eu acho que não." Ela sorri. "Naquela noite eu cozinhei biscoitos para você e os deixei na sua mesa na manhã seguinte." A memoria começa a voltar para mim. Mas eu não me lembro de como Lucy era. Ela continua falando: "Eu vi quando você entrou na sala e viu os biscoitos na sua mesa. Um enorme sorriso estava em seu rosto. Você abriu o saco e comeu apenas um, depois deu o resto para Skinny Pete." Agora eu me lembrava. "Por que você fez isso, Logan? Por que deu tudo para o Skinny Pete, eu quero dizer?" Dou de ombros e me afasto dela. Ela agarra meu braço e me força a encará-la. "Por quê?" Ela pergunta de novo. "Todo mundo sabia que a família do Skinny Pete era pobre e que eles mal tinham o que comer." Dou de ombros novamente. Ela ri. "Eu tive a maior queda por você naqueles meses, depois daquele dia." Ela diz, balançando a cabeça. "Você não é um idiota, Logan. Você é um dos melhores caras que eu conheço." Ela ri para si mesma. "Um dia, você vai encontrar a garota que vai fazer você querer estar com ela. Ela vai ser tão sortuda, eu prometo." 94


Eu fico em silêncio. Porque a coisa é, eu acho que já encontrei. Lucy suspira, inclina-se na ponta dos pés e beija minha bochecha. "Pare de fumar, Logan. Eu não quero perder você, também." Diz, antes de se virar para voltar para dentro. Eu agarro seu braço para detê-la e puxo-a para mim. Eu a seguro. Ela me segura. Eu não sei quanto tempo ficamos, segurando um ao outro, quando ela finalmente se afasta e olha para mim. Eu beijo o topo da sua cabeça. "Esse foi o último, juro."

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CAPÍTULO 15 Logan Eu acordo na manhã seguinte, antes de todo mundo e saio da casa de Jake e Micky. Entro no meu carro e dirijo a curta distância até a minha fraternidade. Quando chego ao meu quarto, todas as minhas merdas estavam em toda parte. Roupas foram lançadas em todo o lugar, meu colchão estava contra uma parede. Meu computador e sistema de som estavam em pedaços. Que porra é essa? Adam, o presidente da casa entra no quarto. "Você está fora." Ele brinca. "Que porra é essa?" "Sinto muito, cara eu gosto de você... Você é um bom rapaz. Mas eu não tenho nenhuma irmã e já foi decidido. Tivemos uma reunião e você está fora." Isso tinha que ser uma piada. "Você está brincando, certo?" Ele tinha que estar. "Onde diabos eu vou viver?" Ele dá de ombros. Foda-se. Era cedo o suficiente para que o resto da casa ainda estivesse dormindo. Felizmente para mim, não foi muito constrangedor. Uma vez que eu estava no meu carro, eu sento lá e penso. Onde diabos eu iria ficar? Sem me dar conta, começo a dirigir para casa, que fica á duas horas de viajem.

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Eu precisava da sanidade estável da minha própria casa no momento. Os acontecimentos dos últimos dias tinham me desgastado. Mando uma mensagem para Jake e digo a ele o que aconteceu. Peço-lhe para avisar ao pessoal do time, e ver se alguém sabia de qualquer lugar que eu poderia ficar. Se alguém tinha conexões, esse era Jake Andrews. No momento em que chego em casa, eu estava começando a sentir falta do sono misturado com ressaca. Caminho para a cozinha, onde meu pai estava sentado no balcão, comendo. Era raro ele estar em casa em um fim de semana. "O que você está fazendo aqui?" Ele pergunta, surpreso. "Obrigado. Bom ver você também." Eu brinco. Pego um refrigerante da geladeira e sento em cima do balcão. "Você parece uh... está tudo bem?" Ele diz, com um sorriso puxando seus lábios. "Eu tive uma noite difícil." Ele acena com a cabeça. Ele fica em silêncio por alguns minutos. Então eu digo. "Eu preciso falar com você-" E ele diz ao mesmo tempo: "Nós precisamos conversa-" Nós dois rimos. "Você primeiro." Eu digo a ele. "Você falou com Nathan?" Dou de ombros. "Mais ou menos. Você sabe o que está acontecendo?" "Sua mãe está tentando entrar em contato com você." Ele me olha, esperando por minha reação. "Huh. Isso é engraçado. A última vez que verifiquei eu não tinha mãe." Eu levanto minhas sobrancelhas para ele, esperando que ele falasse mais do 97


problema. Ele queria que eu dissesse algo mais. Mas não faço. Eu não tinha nada mais a dizer. Finalmente, ele acena com a cabeça. "Então, você tinha algo para me dizer." Merda. Eu joguei as palavras que eu usaria para dizer a ele na minha cabeça. Mas agora que eu estava aqui, me sentia como um idiota. Então eu decido apenas dizer: "Eu fui expulso da fraternidade." Eu queria que ele gritasse. Me dissesse que estava decepcionado. Algo. Qualquer coisa. Mas ele não faz. Em vez disso, ele apenas sorri. "Eu devo saber o por quê?" Eu balanço minha cabeça. "Então, o que acontece agora?" Solto um suspiro. "Acho que tenho que encontrar outro lugar para viver. Vou arranjar um emprego lá. Que eu poderia-" "Não, Logan." Ele me corta. "Você não pode trabalhar com essa carga horária dos estudos. E ainda tem o beisebol. Não. Basta encontrar um lugar e usar o dinheiro que temos guardado." "Que você economizou. Não é justo." "Logan. Use o dinheiro da conta. Eu continuo colocando-o lá e você nunca usa. Ele está lá por alguma razão. Use-o." Ele faz uma pausa, olhando-me. "E é justo. Você é o meu filho. É o que eu faço." Eu desvio o olhar. Porque eu não sou seu filho. Não de verdade. Só então, eu recebo uma mensagem de Jake. Aparentemente, um dos caras da equipe conhece um cara que conhece um cara, que tem um quarto vago. Ele está desesperado para encontrar alguém o mais rápido possível. Espero que minha sorte mude, porque os últimos dias têm sido um desastre. Eu mando uma mensagem para o cara da casa e digo a ele que vou passar por ai mais tarde naquela noite. Eu peço a Deus que o lugar não fosse uma merda. Eu passo algumas horas com o meu pai, e durmo um pouco, antes de dirigir de volta para o campus. 98


*** Estaciono fora da casa e olho ao redor por um momento antes de sair. Do lado de fora, parecia uma casa normal. Não há carros abandonados, sem viciados, sem odores de laboratórios de metanfetamina, e não tinha prostitutas no jardim da frente. Eu acho que era seguro. Um garoto da minha idade abre a porta. Fazemos nossas apresentações e ele me convida para entrar. Ethan, era o seu nome. A casa em si era básica. Sala com cozinha / sala de jantar de estar separada, mas tinha um open bar pequeno. Havia um corredor à esquerda, onde eu assumo que ficam os quartos. Ele me mostra as principais áreas e, em seguida, caminha pelo corredor. "Então." Ele começa. "Os quartos do lado esquerdo é meu e de Dimmy. Partilhamos o banheiro." "Dimmy?" "Minha irmã." Diz. Então, ele me olha de cima a baixo. "Só um aviso, ela está fora dos limites." Eu balanço a cabeça, olhando para ele um pouco mais do que deveria. Ele parecia familiar. Então eu pergunto: "Eu já te vi por aí antes? Você joga alguma coisa?" Ele tinha um porte atlético. Ele balança a cabeça. "Não, cara. Eu era bom na escola, mas não bom suficiente para a faculdade. Eu sou um aquele tipo de pessoa 'bom-em-tudomas-não-o-bastante' sabe?" "Sim, eu entendo." "De qualquer maneira." Ele se anima. "Este espaço aqui." Ele abre a porta. "Este é o seu. É o quarto maior, tem seu próprio banheiro e uma pequena área ao ar livre. Vale mais do que pagamos, mas acho que você consegue isso. Dimmy e eu — estamos se esforçando para pagar no momento, então assim você pode mover-se, se quiser se mudar, que é o melhor para todos nós." Entro no quarto vazio e olho em volta, em seguida, entro no banheiro e faço o mesmo. Era mais do que decente. Volto para o corredor onde Ethan estava. 99


"Eu fico com ele." Digo. Qualquer coisa que valia a embalagem que já estava no meu carro. "Maravilha, cara." Apertamos as mãos e começamos a caminhar para a porta da frente. "Uh, Logan?" Ethan diz atrás de mim. Eu me viro para encará-lo. Ele esfrega a costa do seu pescoço, parecendo nervoso. "Então, quando eu disse que Dimmy e eu estávamos nos esforçando para pagar — Eu não estava brincando. Quer dizer, ela tem um emprego, e eu também, mas precisamos de mais. Enfim, estamos um pouco—" "Cara." Eu o interrompo. "Tudo o que você precisar, cara. Tudo bem. Apenas deixe-me saber." Ele sorri e acena com a cabeça, ouço a porta da frente se abrir. A voz do Ethan enche a sala. "Oh bem, Dimmy. Você está em casa. Você pode conhecer o nosso novo companheiro de quarto, isso é—" "Não, foda-se." Eu ouço uma voz familiar. Eu viro a cabeça para a porta da frente, tão rápido que eu quase quebro um músculo no pescoço. "De maneira nenhuma." Ela repete, balançando a cabeça de um lado para o outro. Ela olha de mim e para Ethan. "Não, de jeito nenhum." "Que diabos?" Ethan diz atrás de mim. Ele caminha para ficar entre nós. Acho que eu estava sorrindo, mas eu não podia ter certeza. Meu coração batia no meu peito com tanta força e tão rápido, que eu podia senti-lo vibrar por todo meu corpo. "Não, Ethan. Apenas não." Ela diz. Ethan olha para ela e para mim, e vice-versa. "Precisamos de dinheiro Dimmy, ou é isso ou um de nós vai ter que voltar para casa. Você decide." Agora sei que eu estava sorrindo como um idiota, porque ela estava olhando para mim, os olhos apertados. 100


Minhas mãos vão para os meus bolsos frontais. Amanda. Meus olhos a percorrem da cabeça aos pés. Seu cabelo escuro estava em um coque bagunçado, e ela estava usando óculos. Eu não sabia que ela usava óculos ou lente de contato. Eles são grossos, estilo moderno com o quadro negro, e faz com que o seu olhar fique quente. Ela usava um top de manga longa apertado, que moldava suas curvas. Ela carregava um tapete de yoga debaixo do braço, e quando meus olhos se movem mais para baixo do seu corpo, eu vejo. Ela estava usando meu moletom. Minhas bochechas começam a doer por causa do meu sorriso de comedor de merda. "Calça legal." Eu digo a ela. Ela parece confusa por um segundo antes de olhar para baixo. Seus olhos se arregalam quando a compreensão aparece. Em seguida, rapidamente, atira o tapete de yoga no chão e puxa as calças pelas suas pernas. Ela fica na sala de estar com seu top e calcinha. Eu estava ficando excitado. "Porra, Dimmy!" Seu irmão grita, olhos espremidos apertado. Caminha para a cozinha e liga a torneira. Ela joga a calça na minha cabeça e eu instintivamente a pego. Ela passa por mim e vai para o seu quarto, fechando a porta quando entra. Eu olhei para Ethan na cozinha, ele estava com a cabeça debaixo da torneira, deixando a água cair em seus olhos, como se estivesse realmente lavando a memória do que tinha acabado de presenciar. "Você precisa me avisar quando for fazer merdas como essa." Ele estava gritando. Eu acho que ele não sabia que ela não estava mais aqui. "Eu não deveria ter que ver essa merda." Eu não pude deixar de rir. "Cara, ela não está mais aqui."

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Ele abre um olho e examina o local. Quando sabe que está seguro, abre o outro. "Que diabos foi isso?" Dou de ombros. "Não sei. Sua irmã é obviamente louca." Mentira. "Não deixe que isso o impeça de se mudar." Ele diz, apontando para mim. "Você já concordou. Além disso, ela não é tão ruim. Ela fica em seu quarto a maioria do tempo." Ele pega as chaves dos ganchos perto da porta da frente e coloca os sapatos. "Eu estou indo para a loja. Precisa de alguma coisa?" Eu balanço minha cabeça. Então ele sai. E eu estava na sala da minha casa nova. Uma que eu dividia com Amanda.

Amanda Após o desabafo constrangedor da noite passada, eu só queria rastejar debaixo de uma pedra e me esconder por, oh, eu não sei, o resto da minha existência. Mais ou menos. Eu sei que foi apenas uma noite com ele, e eu sei que isso não deveria ter quebrado meu coração, mas adivinhem? Ele quebrou. E eu aprendi a viver com isso. Não vê-lo por um ano ajudou. Eu sabia que ir para a faculdade significava alguns encontros ocasionais com ele, especialmente porque eu fiquei mais próxima de Micky através do Facebook, e quando cheguei aqui e encontrei Lucy, foi uma espécie de inevitável. Estava indo tão bem o plano de evitá-lo, certificando-me de onde quer que eu fosse, ele não iria estar. Eu até andava com os seus amigos, quando eu sabia que ele tinha ido para casa no fim de semana ou tinha outras coisas para fazer. Sim, eu poderia ter desistido das suas amizades, mas eu não queria. E realmente, eu não deveria. Então, todos os dias desde que cheguei aqui eu estava mentalmente comemorando, porque eu ainda não tinha esbarrado com ele. Ele não parecia 102


ser um grande negócio, no enorme campus e tudo, mas se você conhecesse Logan Matthews, então você saberia a enormidade de sua presença por si só. Até aquele dia na biblioteca. E quando o vi, parecia que o vento tivesse batido fora de mim. Não porque eu não esperava vê-lo, porque eu sabia que acabaria o encontrando. Foi porque eu não estava pronta para todas as emoções que vieram ao estar fisicamente ao seu redor. Era como se tudo o que eu tinha sentido ao longo do último ano, voltasse tudo de uma vez. E doeu. Era demais. Eu não conseguia nem olhar para ele. E quando Micky tinha me perguntado se nós já nos conhecíamos antes, eu menti. Menti porque eu queria ver se eu podia machucá-lo. Que pensasse que não tinha me feito de boba. Pensasse que eu não me lembrava dele. Que foi apenas mais uma noite, e ele era apenas mais um cara. E eu realmente não queria refazer as circunstâncias em que nos conhecemos. Pelo menos, foi isso que eu disse a mim mesmo. Mas a verdade? A verdade é que eu queria manter a memória daquela noite para mim. Eu não queria compartilhá-lo com ninguém. Porque era minha. E porque foi à melhor noite da minha vida inteira. *** A última coisa que eu esperava ver quando cheguei em casa hoje à noite, era ele em pé na minha sala de estar. Logan Matthews. O cara que eu passei um ano tentando esquecer. O cara que eu passava o dia todo tentando evitar. E lá estava ele. Meu novo companheiro de quarto. Infelizmente para mim, Ethan estava certo. Eu não tinha escolha. Precisávamos do dinheiro ou um de nós tinha que abandonar a faculdade e voltar para casa. *** 103


Eu já estava atrasada para o trabalho, então estava procurando freneticamente no meu armário, tentando encontrar meu uniforme, quando ouço uma batida na minha porta. "Sim?" Era ele. Ele entra, fechando a porta atrás de si. Mãos nos bolsos fazendo com que os músculos ficassem maiores. Ele tinha aquele sorriso de satisfação no rosto. Eu continuo procurando pela minha cômoda, até que encontro o que eu precisava. Coloco os shorts curtos que eu odeio admitir, cobre praticamente à mesma quantidade que a minha roupa interior. Ele permanece em silêncio. Quando olho para ele, seus olhos estão nas minhas pernas. "Você se importa?" Eu digo. "Não." Ele apenas fica lá, com um sorriso estúpido em seu rosto presunçoso. "Eu não me importo, nem um pouco." Em seguida, ele dá dois passos para frente até que estávamos peito a peito. Eu olho para ele confusa, e então ele tenta me beijar, só que eu sou mais rápida desta vez e empurro-o antes que houvesse contato. "O que diabos tem de errado com você?" Ele ri. Eu odeio a porra dessa risada. "Eu estou atrasada para o trabalho. Preciso me vestir, sai fora!" Aponto para a porta. "Eu estou bem aqui." Diz ele. Idiota. "Tudo bem!" Tiro minha blusa e me troco na frente dele. Eu estava usando um sutiã esportivo por isso não era um grande negócio. Eu não me incomodo em busca sua reação quando caminho para fora do quarto, para trocar os sapatos. "Onde você trabalha?" Ele me segue até o armário. 104


"Elliot's." "Você quer dizer o bar perto do campus, aquele em que as meninas usam—" Ele se cala, olhando para o meu uniforme. "Oh." Ele diz, acenando com a cabeça, os olhos fixos nos meus seios. Limpo a garganta. Ele olha para cima. Em seguida, dois segundos depois, sua boca estava na minha novamente. Eu o empurro. "Pare de tentar me beijar, porra!" Ele ri. "Eu não vejo como isso é engraçado." Corro de volta para o meu quarto, tentando ficar pronta. "Tudo bem. Vou parar de beijá-la." "Bom! Obrigado." "Com uma condição." Reviro os olhos. "E qual seria?" "Você tem que jogar um jogo comigo." Eu caminho até ele e ficamos cara a cara. "Que jogo?" Eu estava curiosa. "Duas verdades por quinze. Não sei se você lembra—" "Eu lembro." Eu o interrompo. Minha voz se suaviza. Se for isso que ele queria fazer para garantir que não houve mais contatos físicos entre nós no futuro, eu estava disposta a jogar. "Ok, mas não hoje." Eu passo por ele e caminho para fora do meu quarto.

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Logan Vejo-a caminhar para fora do seu quarto enquanto corre para a porta da frente, pegando as chaves no gancho, só que elas não estavam lá. Ela tinha um olhar de confusão em seu rosto, antes de abrir a porta da frente. "Aquele idiota." Ela murmura baixinho. Ela pega o celular, eu assumo, para ligar para Ethan, que aparentemente não atende, de acordo com a quantidade de palavrões que saem da sua boca. Finalmente, ela olha para mim. "Você acha que seria capaz de me dar uma carona?" Ela não tem um carro? "O que aconteceu com o seu carro?" "Que carro?" "O civic vermelho." Seus olhos se arregalam em choque. "Como você — não importa. Eu uh, tive que deixá-lo com a minha mãe. Então, vai dá? A carona, eu quero dizer?" Abro a porta da frente para ela e levo-a para o meu carro. Eu faria qualquer coisa para esta menina bonita, se isso significasse que eu teria que passa um tempo com ela. *** Eu estava familiarizado com o bar que ela trabalhava, por isso ela não precisou me dar as direções, o que significou que ficamos em silêncio a viajem inteira. Era o tipo de silêncio desconfortável, que é ensurdecedor para os ouvidos. Eu paro no estacionamento e me viro para ela. Ela estava mordendo o lábio, olhando para fora do para-brisa. Sabe aquele momento em que você se lembra de alguém, ou de algo, e fecha os olhos, mas não consegue imaginá-los. Tipo, você pode lembra deles em sua mente, mas não consegue vê-los? Nunca foi o que acontece com ela. Se eu quisesse me lembrar dela, tudo o que eu tinha que fazer era fechar os olhos e

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ela estaria lá. Eu sempre imaginava o jeito que ela jogava a cabeça para trás quando ria. O som era tão contagiante; que eu não conseguia deixar de rir com ela. Lembro-me de tudo sobre ela. O jeito que seus lábios eram contra os meus. A forma como minha mão se encaixava com a dela. A maneira como se arrepiava com meu toque. Aqueles sons de gemido que ela fazia. Porra, eu me lembro de tudo sobre ela. Tudo. Claro como o dia. Perfeita. Em todos os sentidos, porra. "Eu não sabia que você usava óculos." Eu deixo escapar. "Merda." Ela murmura, pegando sua bolsa. Ela pega uma caixinha com as lentes contato, e substituindo seus óculos pelas lentes, piscando algumas vezes quando coloca. "É melhor eu entrar." Ela vira a cabeça para a porta da frente. Eu sigo o movimento e vejo um monte de caras que estavam lá na frente. Eles estavam todos bêbados, xingando e empurrando uns aos outros ao redor. Ela sai do carro, e eu me vejo fazendo o mesmo. Eu caminho ao seu lado, com as mãos nos bolsos. "O que você está fazendo?" Ela questiona, andando um pouco mais para perto de mim quando passamos pelos caras. "Eu não comi o dia todo." Dou de ombros. Além disso, eu já estive aqui antes, e eu sei como tratam as garotas que trabalham aqui. Tenho que ter a certeza de que nem um idiota vai tratá-la assim. *** Um dos caras da equipe estava aqui, então nós nos sentamos, totalmente por acaso, em uma mesa na área de Amanda. Pedimos e comemos juntos, depois de um bom tempo ele teve que sair para ir ao dormitório da sua namorada antes que a sua colega de quarto voltasse. Basicamente, ele saiu para transar. Amanda estava encostada no bar; à espera de bebidas, falando com um cara. Ele diz algo e ela ri, aquela mesma risada que me lembro tão bem. Eu olho 107


para o cara que estava rindo com ela. E mesmo não tendo o direito, eu estava com ciúmes. Não porque ela estava falando com ele. Nem mesmo porque eles podem estar flertando um com o outro no momento. Mas eu estava com ciúmes porque na minha mente, aqueles risos me pertenciam. Eu caminho até ela e limpo minha garganta. O cara com quem ela estava conversando se levanta até a altura máxima quando me vê. Como se eu fosse a porra de uma ameaça para ela. Ela se vira lentamente e olha para mim. "Você já acabou?" Ela estava realmente sorrindo. "Uh, sim." Eu ainda estava olhando para o rapaz, que tinha cruzado os braços e agora estava me olhando. Sinto um leve toque no meu braço e arranco meus olhos para longe daquele idiota, para ver os dedos de Amanda em mim, tentando chamar minha atenção. Eu levo meu olhar para ela. "Sim, eu terminei. Que horas seu turno acaba?" "Meia noite." Olho para o meu relógio. Faltam quatro horas ainda. "Vou esperar aqui e darlhe uma carona quando você terminar." "O quê?" Ela diz, rindo de mim. Eu não sei por quê. Eu não achei nada engraçado. "Você não pode esperar, Logan. O que você vai fazer aqui?" "Cara." O bartender idiota nos interrompe. "O nosso turno termina ao mesmo tempo. Eu posso te dar uma carona." Aperto os olhos para ele. "Amanda." Eu digo, olhando diretamente para ele: "Eu vou te levar para casa quando você terminar." No mesmo instante, eu estava sendo arrastado pelo braço para um corredor vazio. Ela me empurra contra a parede, seu corpo minúsculo me bloqueando. Havia fogo em seus olhos. Eu estava ficando duro. 108


"Que diabos foi aquilo?" Ela levanta uma sobrancelha. "O que você está falando?" Minha mão vai para sua cintura, porque quando ela estava tão perto, tudo o que eu queria fazer era tocá-la. Ela era muito rápida para se afastar. "Será que vocês iriam medir qual pau era maior?" Eu rio. Suas sobrancelhas se erguem. Tento beijá-la. Ela me empurra. "Pare de tentar me beijar, porra!" Depois se vira e sai. Seus shorts curtos exibindo suas pernas surpreendentemente tonificadas. Logan: Eu acho que posso ter algum problema. Pai: Se estiver vermelho, prurido ou inflamado, venha direto para casa e avise a todos. Logan: Ha Ha. Falando sério, há algum tipo de problema de saúde envolvido com a necessidade incontrolável de beijar alguém? Pai: Por que você está me perguntando isso? Logan: Porque eu não consigo parar de beijar uma garota. Pai: Nenhum problema médico. Talvez você só goste dela. Logan: Isso faz mais sentido. Eu tinha certeza de que meu corpo queria me dizer alguma coisa. Pai: Como o quê? Que talvez você goste mais ela do que deveria? Logan: Você pode estar certo. Espero até que seu turno acabe, que surpreendentemente não se arrastar por mais que eu pensava que seria. Ela não discutiu quando eu disse que iria ficar, e nenhum cara tentou dar em cima dela, por isso foi uma maravilha para mim. 109


Ela ficou em silêncio todo caminho para casa, e quando paro no meio-fio; Percebo que era porque ela tinha adormecido. Eu lhe cutuco. "Estamos em casa." Ela começou a piscar, os grandes olhos azuis tentando se concentrar. Quando finalmente consegue, olha para mim. "Eu estava tão cansada." Ela sussurra, com sua voz áspera. "Você quer que eu te carregue?" Ela ri através de um bocejo. "Não, eu estou bem." Seus olhos começam a se fechar novamente. "Amanda?" "Sim, Logan?" "Eu realmente sinto muito." Seus olhos se abrem, fixos nos meus. Ficamos ali sentados, olhando um para o outro por um longo tempo, sem fazer nenhum movimento para sair. Eu continuo: "Ontem à noite... as coisas que você disse..." "Eu não posso." Ela balança a cabeça. "Eu não posso falar sobre isso com você. Agora não. Ainda não. Ok?" "Ok." Ela abre a porta e se vira para mim: "Você não vai entrar?" "Eu uh, eu não tenho uma cama. Eu ia para a casa do Cam ou o dormitório do Dylan." Eu termino com um bocejo. Tiro o boné, jogo-o no banco de trás, e aperto meu cabelo, tentando me acordar. "Ah, sim." Diz, como se tivesse acabado de se lembrar. "Espere. Você me deixou no trabalho, ficou esperando meu turno acabar, me trouxe para casa, e agora está basicamente dirigindo de volta?" Eu balanço a cabeça "Isso é estúpido." Ela se vira para mim. "Eu tenho uma dessas camas que vem com uma extra em baixo. Pode uh... você pode dormir lá. Vou trocar de quarto com o Ethan ou algo assim..." Ela para. 110


Olho para dentro da casa; estava escuro. "Ele provavelmente está dormindo, não o acorde, tudo bem. Honestamente, Amanda." Outro bocejo escapa. "Você está cansado demais para dirigir." Seus olhos encontram os meus, antes de olhar para longe. "De qualquer forma, nós dois somos adultos e maduros. Tenho certeza de que podemos ficar no mesmo quarto sem matar um ao outro, certo?" Eu sorrio para ela. "Certo." *** Ela arruma a 'minha cama' e vai ao banheiro. Nós não dizemos nem uma palavra um ao outro desde que entramos. Eu estava no quarto dela sem jeito e esperando até que ela voltasse. Ela está usando uma camisa de futebol; era três ou quatro vezes maior que ela. Pergunto-me automaticamente a quem pertencia. Deita em sua cama e puxa as cobertas sobre ela. Ela evita olhar para mim. "Você não vai se deitar?" Ela sussurra. Eu não respondo imediatamente, porque tudo o que eu conseguia pensar era em ficar lá com ela. "Logan?" "Huh?" Eu balanço a cabeça para clarear meus pensamentos. "É. Desculpe." Ela dá uma risadinha. Dou de ombros tirando minha calça e camisa. Ela para de rir imediatamente. Seus olhos enormes, olhando para o meu corpo. "Pervertida!" Eu sussurro. Ela engasga. "Vá para sua cama para que eu possa apagar a luz, idiota." "Eu totalmente te peguei me olhando." "Cale-se!" Ela diz, mas estava sorrindo também. 111


Eu vou para cama, que estava praticamente no chão. "Você me quer totalmente." Eu sorrio para mim mesmo. "Correção, Logan." Ela diz calmamente, com seu tom sério. "Eu queria você totalmente. Há muito, muito tempo atrás." O que diabos eu devo dizer sobre isso? Eu fico em silêncio, até que percebo que meu corpo inteiro estava tremendo de frio e o cobertor que ela me deu nem sequer cobria metade do meu corpo. "Estou com frio." Eu bufo. "Bem, quem manda ser desse tamanho." Ela ri. Eu não poderia deixar de rir. "Sério, acenda a luz. Preciso corrigir esta desculpa de cobertor que você me deu." Nós dois estávamos cochichando, rindo baixinho. Ela acende a luz e eu olho para mim mesmo. Ela racha de rir. "Você quer me explicar por que eu estou dormindo debaixo de um cobertor da Hello Kitty, feito para crianças?" Ela ri mais ainda, rolando em sua cama. Ela consegue parar, só para olhar para mim e rir de novo. "Isso não é engraçado!" Eu tento manter uma cara séria, mas sua risada era tão contagiante. "Olhe!" Faço um gesto da minha cabeça para o cobertor no meu peito. Puxo-o para o meu pescoço, e acaba logo abaixo da minha boxers. Puxo-o para baixo até os meus pés, e termina nas minhas coxas. Eu faço isso algumas vezes, porque cada vez que eu faço isso, ela rir ainda mais. Ela finalmente se acalma o suficiente para dizer. "É tudo o que eu tinha." Ela ri em seu travesseiro. Eu me levanto e olho ao redor do quarto. Ela ainda estava rindo.

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"Provavelmente há algo no meu carro que eu possa usar. Tudo tem que ser melhor do que um pano da Hello Kitty." Pego minha calça e meto minha mão nos bolsos, procurando minhas chaves. "Não seja estúpido." Ela diz, ainda rindo. Ela levanta um lado do seucobertor e faz um sinal para eu entrar. "Não tenha ideias. E não me toque. Tipo, em tudo." Sorrio, e deito na cama com ela. "Eu quero dizer isso. Não me toque." Diz, se empurrando para o outro lado da cama. "Ok." Eu volto, aproximo-me, ficando de conchinha com ela. Ela não me impede. E é assim que adormecemos, com sua costa contra o meu peitoral, e os meus braços ao seu redor.

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CAPÍTULO 16 Logan "Dimmy!" Eu sou empurrado para fora de uma cama quente para o chão, aterrissando com um baque, essa porra doeu. Quando abro os olhos, ela estava debruçada na cama, olhando para mim. Seus olhos estavam arregalados, com a mão cobrindo o riso. "Dimmy!" Ethan grita novamente. Era de manhã. "Sim?" Ela responde, o dedo indicador sobre os lábios me dizendo para ficar quieto, como se eu pudesse falar com a dor lancinante que estou sentido no meu corpo agora. "Eu estou me preparando para a aula, você tem o dia de folga, certo? Você não vai precisa de uma carona?" "Sim, eu estou bem." Ela grita de volta, contendo o riso. "Você viu o Logan? Ele não voltou para casa ontem à noite. Espero que você não tenha o assustado e ele tenha mudado de ideia." "Quem se importa!" Ela grita, sorrindo diretamente para mim. "Foda-se. Ele é um idiota!" Eu balanço a cabeça para ela, e em seguida, puxo-a até que ela caia em cima de mim. "Você é tão mau." Eu sussurro em seu ouvido, em seguida, começo a fazer cócegas nela. Ela grita e começa a se contorcer, tentando se afastar. Em seguida, ambos congelamos de repente, porque eu estava duro, e ela podia sentir isso.

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"Vista-se e saia pela janela, depois bata na porta da frente." Então, ela estava fora de mim e caminhava para fora do quarto. Sair pela maldita janela? Eu tenho quatorze anos de novo? Eu faço isso de qualquer maneira, porque como eu disse; ela tem minhas bolas no bolso. Dez minutos depois estávamos todos sentados e tomando café. "Eu tenho que ir comprar umas coisas hoje, vocês precisam de alguma coisa?" Pergunto. "Que tipo de coisa?" Ethan pergunta com a boca cheia de cereal. Eu tento fazer uma lista na minha cabeça. "Tudo. Acho que preciso de todo o mobiliário para o meu quarto, com material para o banheiro. Preciso comprar um novo sistema de computador e um aparelho de som. Merda... tudo." "É verdade!" Ethan solta. "Um dos meus amigos me disse que transformaram o seu quarto em uma lixeira. Ele disse que um monte de caras foram lá e fizeram alguns estragos. Você se meteu com as irmãs dos caras ou algo assim?" Os olhos de Amanda saltam enquanto ela se engasga com a comida. Levanto-me e caminho até a pia. Ethan a olha como se ela fosse louca. "De qualquer forma." Ele continua. "Você deve levar Dimmy com você, ela adora fazer compras para esse tipo de coisa. Ela tem bom gosto, sabe?" Então ele olha para ela. "Oh ei, talvez Luca vai trabalhar na loja da Apple. Ele perguntou sobre você novamente. Basta dar uma chance para o garoto e sair com ele." Ele se levanta e lava sua tigela. "Eu estou saindo, vejo vocês à noite." *** Ela estava limpando o balcão, quando me aproximo dela. "Então, você pode vir comigo hoje? Quero dizer, se você não tiver planos. Eu poderia realmente precisar da sua ajuda." Eu pergunto a ela. Tomara que ela diga sim. Eu faria o que ela quisesse se isso significasse que eu poderia passar o dia ao seu lado. Ela se vira e me encara. "Duas verdades por quinze?" 115


Eu sorrio para ela. Ela lembra. Eu balanço a cabeça e pulo em cima do balcão, à espera da sua pergunta. "É verdade? Eles destruíram o seu quarto, porque você não conseguiu manter o seu pau em sua calça?" Dou de ombros. "Eu acho. Eu não fiquei lá para descobrir." Eu odiava que ela soubesse disso. Eu espero por mais, mas ela não diz mais nada. Então era a minha vez: "Onde você estava no ano passado? Procurei por você, mas nada—" Ela interrompe antes que eu pudesse terminar. "Eu tive que ficar em casa. Bem, um de nós tinha, então eu fiz." Ela começa a se afastar, mas eu a seguro com um aperto em seu braço. "Chama-se duas verdades por quinze. Precisamos conversar sobre isso por 15 minutos, lembra?" Ela assente com a cabeça e respira fundo. "Algumas merdas aconteceram em casa. Acho que minha mãe descobriu que meu pai tinha a traído desde, bem, sempre." Ela dá de ombros, como se não fosse grande coisa. "Minha mãe — ela meio que se perdeu. Começou a beber, demais. Ela perdeu o emprego, seu carro e quase a casa. Meu pai levou tudo e fugiu com sua última amante. Ele não olhou para trás. Por isso, foram tempos difíceis. Eu fiquei e trabalhei em tempo integral, estudei na faculdade da comunidade, quando eu podia. Ajudei minha mãe com o que ela precisava." "E Ethan?" "Ethan tinha que ir para a faculdade. Estou apenas um semestre atrás na classe. Espero que eu seja capaz de compensar e fazer a pós-graduação ao mesmo tempo." "Puericultura?" "Sim." "Ainda quer ser uma parteira embora?" Ela olha para mim, como se estivesse surpresa. "Você se lembra?" "Eu não me esqueci de uma única coisa sobre você, Amanda." 116


Ela limpa a garganta e desvia o olhar. "Sim, ainda quero ser uma parteira. Mas ainda tem medo de sangue. Então..." Ficamos em silêncio por alguns instantes. "E o seu pai?" Pergunto. "Qual é o problema com ele?" Ela ergue os ombros novamente. "Como eu disse, ele foi embora. Não sei onde ele está. Ele não se preocupou em ligar, por que eu deveria me preocupar?" Ela tenta o seu melhor para agir como se nada disso a incomodasse, mas incomodava. Eu podia ver como seus olhos começavam a se encher de lágrimas. A forma como a sua voz começou a falhar. O jeito que ela propositalmente evitou olhar nos meus olhos. Eu seguro sua mão e faço com que ela estivesse olhando para mim. "Qualquer pessoa que propositalmente escolhe não ter contato com você é um idiota, Amanda." Ela ri, um riso amargo, e puxa sua mão para longe da mina. "Eu deveria lhes apresentar um ao outro. Vocês se dariam muito bem. Você seria o pote e ele a chaleira." Diz, antes de se afastar. *** Um tempo depois nós dois estávamos de volta na sala de estar, de banho tomado e vestidos para o dia. Ela estava usando uma bermuda cut-offs que mostravam suas pernas. E que pernas. Ela anda silenciosamente ao redor da casa, recolhendo suas coisas, então se vira para mim quando abre a porta da frente. "Eu te vejo mais tarde." Diz, dando um pequeno aceno. Limpo a garganta e tiro meus olhos das suas pernas. Então me lembro que ela não tinha um carro. "Uh, o que — o que você vai fazer? Quer uma carona?" "Não. Vou pegar o ônibus. Até mais!" Ela diz muito rapidamente, fechando a porta quando sai. Eu corro para fora e paro no meio do caminho até a calçada. "Tudo bem, algo está definitivamente errado. O que aconteceu?" Ela ainda estava evitando meus olhos. 117


Pego seu queixo em minhas mãos, meus dedos em cada lado da sua bochecha. Eu faço-a olhar para mim, e então aperto, espremendo seu rosto, então ela tinha lábios de peixe. Eu rio. Ela torce o nariz. "Deixe-me ir." Ela diz. Suas palavras abafadas pelo formato da sua boca. "Você está tão quente agora." Eu rio. "Acho que eu poderia beijá-la." Eu movo meus lábios até os seus, mas no canto do meu olho, eu vejo seu joelho se levantar. Eu sou mais rápido desta vez, dando um passo para trás, protegendo meu pau ao mesmo tempo. "Veja isso!" Eu aponto para ela. "Aprendi reflexos ninja depois da última vez." Ela empurra meu peito. "Talvez se você parar de tentar me beijar porra, eu vou parar de dar joelhadas no seu pau!" Ela estava sorrindo. E é tudo o que eu queria. *** Depois que comprei o material que eu precisava para substituir o que os idiotas quebraram, eu a levo para onde ela precisava ir mais cedo, para fazer o que ela precisava fazer. Estávamos sentados ao lado do outro; esperando no escritório para falar com alguém sobre seus créditos, se eles iriam ser transferidos. "Então você trabalhou e estudou no ano passado?" "Uh huh." Ela estava distraída com o celular. Eu cutuco sua perna com a minha, até que ela olhasse para cima. Ela estava sorrindo, tentando conter a risada. "O que há de tão engraçado?" "Nada." Ela começa a rir. "O que?!" 118


Eu tento tirar o celular das suas mãos, mas ela puxa-o para longe rápido demais. "Sério, o que é tão engraçado?" "Nada!" Chego ao seu redor para tentar agarrá-lo. Eu sabia que o que diabos fosse que ela estava rindo era sobre mim. Ela rir ainda mais. "O que você está falando sobre mim?" Ela continua movendo o celular para trás; Eu fico me movendo para tentar alcançá-lo. Percebo que eu estava praticamente em cima dela agora, com ambos os meus braços em torno dela e nossos rostos a poucos centímetros de distância. Eu podia sentir seus seios contra o meu peito, subindo e descendo a cada respiração. Vejo quando ela coloca a língua para fora e lentamente desliza ao longo do seu lábio superior. Eu não sei se ela fez isso para foder comigo, porque tenho certeza que eu estava com uma semi-ereção apenas por vê-la fazer isso. A minha respiração fica mais rápida, mais tensa. Mordo o lábio para me impedir de beijá-la. Foda-se. Movo-me devagar, para avisá-la que eu estava prestes a beijá-la, porque eu não conseguia me parar, porra. Seus olhos se fecham, e por um segundo, eu pensei que ela estava a ponto de deixar. Mas então ela ri. Fodidamente ri. Eu me afasto e solto um gemido frustrado, balançando a cabeça para ela. Ela continua rindo. Eu me ajeito e tento esconder a minha ereção. *** Amanda: Você não acreditaria se eu te dissesse quem o meu novo companheiro de casa é. 119


Alexis: Quem? Aquele garoto chamado Luca, que é vesgo... Mas não vesgo o suficiente para olhar para seus seios? Amanda: Não! Ew! Credo! Logan! Alexis: Quatro palavras aleatórias que não fazer o menor sentido. Amanda: Logan !!! É o meu novo companheiro de casa. Alexis: Oh. Foda-se. Você está brincando, né? Amanda: Não. Ele está sentado ao meu lado agora. Alexis: Mm... O que ele está vestindo? Amanda: Você é louca. Alexis: Falando sério. Qual é o cheiro dele? Amanda: Pare com isso. Você vai me fazer rir em voz alta. Alexis: Tudo bem. Não me conte. Eu já o vi quase nu lembra? Me arrependo de não ter feito nada selvagem com ele. Amanda: Obrigado pela lembrança. Alexis: Não tem problema. Ei... Pergunta séria. Da próxima vez que ele estiver no chuveiro, apenas esgueire-se e mande uma foto para mim, ok? Apenas do seu abdômen. Eu nem sequer preciso da metade inferior. Amanda: OMG. Você é demais.

Amanda Depois que eu termino de resolver o meu problema no escritório, paramos em uma lanchonete para almoçar. Tínhamos acabado de comer quando a garçonete veio para limpar os nossos pratos e pergunta se queríamos algo para a sobremesa. "Banana split, duas colheres." Ele diz a ela, sem tirar os olhos de mim. 120


Meus olhos se arregalam, estou surpresa que ele tenha se lembrado, e ele deve ter percebido isso, porque sorri para mim. "O quê? Achou que eu iria esquecer?" Eu apenas balanço a cabeça. Eu não tinha palavras. Ele se inclina para frente, tão perto que nossos joelhos se tocam. Suas mãos debaixo da mesa tocam minhas pernas, enquanto ele lentamente passa os dedos pelo lado das minhas coxas. "Eu me lembro de tudo sobre aquela noite, Amanda. Tudo." E se eu vivesse a vida como Logan Matthews, este é o momento em que eu desejei poder esquecer o passado. Esquecer o que ele fez. Esquecer que ele me machucou. Porque eu o queria tanto, mais do que qualquer outra coisa, até ser capaz de perdoá-lo. E talvez, apenas talvez, nós poderíamos ser algo que eu esperava. A sobremesa chega, e ele se aproxima ainda mais de mim, para compartilhar a banana split, como fizemos no nosso encontro. Só que desta vez, eu estava cercada pelas lembranças dele, e daquela noite. Seu braço descansa na parte de trás do meu assento. Ele move seu corpo para mais perto. "Ei!" Sua voz era baixa e rouca quando continua. "Lembra quando você fez aquela coisa com o sorvete com goma na minha boca?" Meus olhos se fecham. É claro que eu me lembrava. Eu podia senti-lo mover sua boca perto do meu ouvido. Sua respiração contra o meu pescoço. "Eu me lembro." Ele sussurra, sua respiração pesada. "Lembro-me de sentir sua boca na minha, sentir o calor da sua respiração misturada com o frio do sorvete. Lembro-me de pensar que foi a coisa mais sexy que já me aconteceu." Minha mão instintivamente pousa em sua perna. Eu viro minha cabeça lentamente em sua direção, nunca abrindo os olhos. Sinto seus lábios contra o meu, lado a lado. Seus dedos passam pelo meu cabelo, a palma da mão na parte de trás da minha cabeça, segurando-a no lugar. Prendo a respiração. Ele beija meus lábios suavemente, apenas uma vez. "Lembro-me que cerca de dois minutos depois, você estava em cima de mim, com minhas mãos em sua bunda enquanto você estava se movendo no meu pau." Eu congelo. 121


Eu não conseguia me mover. Eu não conseguia pensar. Tudo o que eu poderia fazer era me lembrar. Lembrar do modo como sua boca se movia com a minha, o jeito que ele me tocava, a maneira como ele me fazia sentir. "Eu me lembro de pensar o quanto queria estar dentro de você." Sua respiração torna-se mais rápida, mais pesada. E em algum lugar no fundo da minha mente eu me lembro que estávamos em um lugar público. Mas eu simplesmente não me importo agora. Ele continua. "Eu me lembro de querer transar com você, Amanda." Mordo o lábio para não deixar o gemido escapar. "Respire." Ele diz. E solto todo o ar que eu não sabia que estava segurando. "Você se lembra?" Ele pergunta, ainda falando baixo, a rouquidão em sua voz me deixando louca. Eu balanço a cabeça lentamente. Seus lábios se moviam contra os meus, lento pra caralho, eu poderia ter imaginado. Em seguida, com a mão na parte de trás da minha cabeça, ele me puxa para mais perto dele. Nossos lábios se tocam, mas não se movem. Contra a minha boca, ele diz: "Eu prometi que não iria beijá-la. Então, se você quer isso, você tem que ser a única a fazer." Eu fiz. Eu queria. Viro-me, meu corpo inteiro estava de frente para o seu, enquanto me inclino para ele. Começo a mexer minha boca contra a dele. Eu ouço-o gemer, esperando por mim para continuar. Abro a boca e passo a língua ao longo da sua parte inferior labial. "Logan?" Nós dois nos separamos e olhamos para o som, para a garota que está na frente da nossa mesa. Ela olha de Logan para mim, e depois de volta para ele de novo. 122


Eu o ouço xingar baixinho e inclinar-se para trás na cadeira. "Sinto muito por interromper." Ela nos olha com curiosidade por um momento. "O que há, Amber?" Ele parecia chateado. "Eu só queria dizer que sinto muito, sobre o meu irmão e seus amigos. E o que eles fizeram com as suas coisas. Ouvi dizer que eles—" Logan ajeita-se um pouco. "Está tudo bem." Ele a corta. "São só coisas. A gente se ver por aí, ok?" Ela parecia surpresa por segundo, e depois se recupera. "Oh, ok. A gente se ver." Então ela vai embora, sem ter ideia do que tinha acabado interromper. Ele fica em silêncio por um tempo, enquanto acalmamos nossa respiração, pensando no erro que nós estávamos prestes a cometer. "Amanda—" "Eu estou pronta para ir. Você está?" Levanto-me rapidamente, pego dinheiro da minha bolsa e jogo-o sobre a mesa.

Logan Acabamos no supermercado mais próximo. Ela está comprando os mantimentos, enquanto eu pego algumas coisas que eu precisaria para o meu banheiro; sabonetes, xampu, pasta de dente, toda essa merda que não me preocupei em pegar da minha mala, que está na fraternidade. Eu ouço seu nome sendo chamado e quando olho para cima, vejo que é o mesmo idiota do seu trabalho. Ele caminha até ela preguiçosamente e não para até que estivesse um pé á frente dela. Toda a caminhada, ele a lambeucom-os-olhos. Seu olhar focado nas suas pernas malditas. "Ei Tony, o que você está fazendo aqui?" Ela estava de costas para mim, então eu não pude ver a sua reação ao olhar, mas eu podia ouvir a doçura em sua voz.

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"Apenas comprando algumas coisas para fazer o jantar. Que estou cozinhando para minha família hoje à noite." Ele se gaba. Idiota. Quem diabos faz isso? "Um garoto que cozinha? Wow." Pshh — eu sabia cozinhar. Mentira. "Sim, eu tento sabe." Ele dá de ombros, sorrindo para ela. E eu sei o que aquele sorriso queria. Eu já usei centenas de vezes. Sempre funcionou comigo. Mas não vai acontecer com ele. Não desta vez. Puxo uma enorme caixa de preservativos e um lubrificante da prateleira e caminho até eles. Rodeio meu braço em torno dos seus ombros, enquanto a puxo para mim. Sinto-a olhar para mim, mas eu nunca tiro meus olhos do idiota na minha frente. "Tudo bem por aqui, babe?" Eu podia sentir Amanda revirar os olhos, ela era tão malditamente dramática. "Este garoto está te incomodando, Amanda?" Ele me olha de cima a baixo, tentando aumentar o seu tamanho. Eu queria dar um soco nele. Eu me viro para olhá-la e levanto a caixa de preservativo e lubrificante. "Isso deve servi para esta noite, babe." Os olhos dela se arregalam; uma expressão chocada em todo seu rosto. Ela começa a tremer lentamente a cabeça para mim. "O que tem de errado com você?" Ela sussurra, enquanto se afasta. Eu a sigo, batendo com força no ombro do idiota quando faço isso. Ela permanece em silêncio enquanto eu pago pelas nossas coisas, a enorme caixa de preservativo e lubrificante incluídos. Uma vez que estávamos fora da loja, ela corre em direção ao meu carro, dando passos longos. Corro até ela e puxo seu braço para detê-la. "O que há de errado?" "Você não pode fazer isso, Logan. Você não pode simplesmente entrar na minha vida e fingir que somos algo quando não somos. Tony, ele é um cara legal. Você não precisava ser assim com ele." 124


Eu solto seu braço, e penso em suas palavras. "O quê? Aquele cara —Tony — você está com ele?" Ela encolhe os ombros. "Talvez. E se eu estiver?" Ela ergue o queixo enquanto fala. Eu passo por ela e caminho em direção ao carro. "Ele é uma espécie de idiota." Eu digo sobre meu ombro. "Você nem sequer o conhece." "Foda-se. Não preciso conhecê-lo. Viu o jeito que ele estava olhando para você?" Ela se move para que estivesse na minha frente e começa a andar para trás, bloqueando meu caminho. "Sim. Eu vi. E quem pode dizer que não gostou?"

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CAPÍTULO 17 Logan Chegamos em casa e ela vai direto para o seu quarto. Ela não disse uma palavra durante toda a viajem até em casa e nem eu. Eu estava no meu quarto, sentado no chão, configurando meu novo computador quando ouço-a gritando na sala de estar. Eu saio para verificar o que diabos estava acontecendo. A última coisa que eu esperava era ver Amanda sentada em cima de Ethan, enquanto ele estava deitado de costas no chão. Ela estava batendo na sua cabeça, enquanto ele estava mandando-a para parar. Que porra é essa? Eu não sabia se ria, saia, ou jogava dinheiro para eles. "Ei!" Eu grito. Os dois se viram para mim, apenas por um segundo antes de Amanda se virar e começa a golpear a cabeça dele de novo. "Porra, Dimmy!" Ethan grita, enquanto se contorce debaixo dela. Ela estava sentada em seu estômago e ele não conseguia sair. "Eu não vou voltar porra!" Ela grita. "Faça você isso!" Ela começa a esbofeteá-lo mais forte, e não apenas em sua cabeça, mas no peito também. Suas mãos estavam cobrindo o rosto para bloquear os socos. "Pare com isso!" Ele grita de novo. Eu fico ali, com as mãos nos bolsos da frente, malditamente confuso com tudo. "Cara!" Ethan diz, bloqueando os socos e movendo-se para que pudesse me ver. "Tire essa cadela louca de cima de mim!" Eu preguiçosamente puxo minhas mãos dos bolsos e caminho até eles.

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"Cadela? Você me chamou de cadela?" Ela começa a bater-lhe com mais força. Ele xinga um pouco mais. Eu finalmente puxo-a de cima dele. Seguro-a, de costas para mim, com os braços presos ao seu redor, em seguida, levanto-a do chão, enquanto suas pernas chutam violentamente. Que porra é essa? Ethan finalmente se levanta, ajeitando suas roupas. "Foda-se, Dimmy!" Grita. "Eu tenho que ser o homem da casa e sustentar uma família um dia. O que você vai fazer? Apenas se casar com um idiota e ser mãe. Você não precisa nem de faculdade para isso!" Juro por Deus, o que aconteceu em seguida, realmente aconteceu. Ela rugiu. Simplesmente rugiu. Como um leão. Não estou brincando. Ela tenta se livrar do meu aperto e eu deixo. Ethan merecia pelo menos um soco pelo seu comentário. Ela consegue acerta um tapa, antes que eu agarre seu braço e puxo-a de volta para mim, então ela estava na minha frente, com meus braços presos ao seu redor novamente. "É isso aí!" Ethan diz. "Eu já tive o suficiente dessa merda, Dimmy! Nossa mãe disse que você não estava autorizada a me bater mais! Eu ligar para ela e você que resolva seus problemas!" Ele sai, batendo a porta atrás de si. Segundos depois, ouço o pedaço de merda do jipe sair da garagem. Então olho para Amanda, seu cabelo estava selvagem, e seu rosto estava vermelho. Ela estava pressionada contra meu corpo com força. "Você pode me soltar agora." Diz, respirando pesadamente. "Você tem certeza? Você não vai me bater, vai?" Ela balança a cabeça. Eu afrouxo lentamente o meu domínio sobre ela, até que seus braços estavam livres. 127


Mas eles estavam em volta do meu pescoço. Há fogo em seus olhos. Eu não sei se é de raiva ou— "Foda-se!" Ela diz, antes que a sua boca estava na minha, sua língua estava em minha boca, suas mãos agarrando meu cabelo e suas pernas estavam em volta da minha cintura. Foda-se. Sim. Começo a beijá-la de volta, minhas mãos em sua bunda. O beijo era frenético e desleixado no começo, até que a gente se acalma. Então uma de suas mãos puxam minha camisa. "Leve-me para o seu quarto, agora!" Ela arqueja contra os meus lábios. Então eu faço. Nós batemos nas paredes, cantos e móveis enquanto fizemos o nosso caminho até lá, nossos lábios nunca se soltaram. Eu abro a porta e então me lembro — não há porra nenhuma no meu quarto. "Eu não tenho uma cama." Digo, com a boca ainda na dela, enquanto ela puxava minha camisa. "Chão." Foda-se. Sim. Movo-me até que minha costa bata em uma parede, e deslizo lentamente para baixo. Estico minhas pernas na minha frente. Ela monta na minha cintura. Sua boca se move da minha, para o meu pescoço, enquanto começa a lamber e beijar. Seus dedos contra meu peito. Eu estava tão fodidamente duro; ela tinha que ser capaz de sentir. "Oh Deus." Ela geme. Ela começa a tirar sua camisa, mas eu faço isso por ela. Meus lábios vão imediatamente para o local um pouco acima do seu sutiã. "TIRE!" Ela geme. "Eu quero tudo isso. Eu quero sentir você." 128


Dentro de um segundo eu desabotoou o sutiã e seus seios estavam bem na frente dos meus olhos. Os céus se abriram. Ouço os órgãos da igreja. Ela congela por um momento, os olhos arregalados. "Eu não quero nem saber como você fez isso tão rápido." Em seguida, suas mãos estavam na parte de trás da minha cabeça, me puxando para ela. Para o seu mamilo esquerdo. "Puta merda." Eu murmuro. Seu seio estava na minha boca; suas mãos estavam agarrando meu cabelo enquanto ela se esfregava com mais força sobre mim. "Oh Deus." Ela geme. Foda-se. "Oh merda." Ela começa a se mover mais rápido, enquanto suas mãos violentamente apertam meu cabelo. Minha boca passa de um seio para o outro. "Oh merda." Ela estava praticamente me estuprando sem penetração e eu não me importava. "Oh merda." Então ela para. Ela se afasta. Longe o suficiente para que seu seio saia da minha boca com um som de pop. Eu olho para ela, de boca aberta. Como um bebê esperando-por-peitos. Seus olhos ardem com luxúria enquanto suas mãos começam a desfazer o cordão da minha calça. Foda-se. Sim! "Puta merda. Isto está realmente acontecendo?" Eu murmuro, desfazendo os botões do seu short. 129


"Cale a boca! Não fale. Cale a boca!" "Sim, senhora." Vejo suas mãos desfazendo o nó, em seguida, seus dedos brincavam na entrada da minha calça. Ela faz uma pausa, olha para mim por um segundo, antes da sua boca se esmagar contra a minha. Minhas mãos entram em seu shorts, e, pela primeira vez, sinto-a. E ela estava molhada pra caralho, dois dos meus dedos deslizam para dentro dela. Ela geme em minha boca, os dedos ainda se movendo sobre minha calça. Eu digo a ela mentalmente para colocar logo a mão lá dentro. Ela puxa um pouco minha calça para baixo, abrindo espaço para a outra mão entrar. "DIMMY!" Porra! Ela para de se mover. Sua mão que devia estar no meu pau agora, estava cobrindo minha boca. Movo meus dedos dentro dela. Ela geme, mordendo o lábio para parar o som cada vez mais alto. "Dimmy, é melhor você atender o celular. Nossa mãe está puta!" Ela tira a mão da minha boca. "Diga alguma coisa." Ela sussurra. Eu olho para ela; com as sobrancelhas arqueadas, e então empurro minha cabeça para onde minha mão estava em seu shorts. Ela é louca? "Diga a ele que eu não estou aqui." Ela sussurra. Reviro os olhos. Ela move-se sobre mim novamente. "Cara, ela saiu logo depois e você!" Ela começa a se mover em meus dedos, com os olhos fechados. 130


"Oh, Deus." Ela sussurra. "Ei, cara." Ethan novamente. "Você tem que mover o seu carro da rua, os policiais estão verificando as autorizações lá fora." Foda-se. "Sim, cara. Eu estarei lá em um minuto." Eu grito de volta. "Oh Deus." Ela começa a se mover mais rápido em mim. Eu vejo como sua cabeça se inclina para trás, sua respiração torna-se mais rápida, e seus movimentos se tornam bruscos. Ela se inclina para trás para que meus dedos tenham mais espaço para se movimentar, e eu começo a movêlos. Dentro e fora. Dentro e fora. "Oh merda. Oh merda." Eu tomo seu mamilo em minha boca e chupo-o, antes que ela solte um longo e prolongado gemido. Cubro sua boca com a minha, engolindo o som enquanto seus quadris se movem mais rápidos. Eu a sinto apertar em volta de mim antes que seus movimentos desacelerem, depois param completamente. "Cara, ele está quase no seu carro e é uma multa de US $ 360." Ethan grita, sua voz soando mais perto do quarto. "Foda-se." Eu puxo meus dedos para fora dela e coloco-a no chão ao meu lado. Levanto-me e me ajusto, tentando escondendo meu enorme pau duro, e puxo minha camisa sobre a minha cabeça. "Não se mova." Eu digo a ela. "Nós não terminamos aqui." Ela assente com a cabeça, respirando com dificuldade, os olhos vidrados. Eu movo meu carro de lá e volto direto para o meu quarto. Ela está no meio, com o sutiã de volta, puxando sua camisa sobre a cabeça. Eu rapidamente a faço parar no meio do movimento. "Que porra você está fazendo?" Eu sussurro — quase gritando. 131


Ela puxa sua camisa o resto do caminho. "Me vestindo." Ela olha para mim como se eu fosse louco. Começo a puxar sua camisa de volta, mas ela golpeia minhas mãos. "Nós ainda não terminamos." Digo a ela. "Uh, sim. Nós terminamos." Ela rir. Fodidamente rir. Então ela abre a porta. "O que diabos está acontecendo agora!" Eu estava irritado e chateado, e extremamente duro. Bato meu pé. "Você não pode me deixar esperando assim! Vou ficar com as bolas azuis por esses malditos dias, Amanda!" Ela ri. Fodidamente ri! "Sinto muito." Ela endireita-se um pouco. "Teria sido apenas uma foda movida pela raiva, Logan. Não quis dizer nada." "Então foda-me com raiva. Eu não dou à mínima!" Faço um gesto com a minha mão para o meu pau. "Meu pau não dá a mínima!" Ela ri de novo, se aproximando de mim. Eu pensei que ela estava prestes a desistir, mas em vez disso, ela levanta o queixo e diz: "Você tem mãos, useas." Eu olho para ela, então empurro meu quadril para frente um pouco. "Você tem mãos, então use-as." Ela rir da minha cara e sai. E se eu tivesse alguma coisa de valor inestimável no meu quarto, eu estaria jogando contra uma parede agora.

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Em vez disso, faço a única coisa que eu podia fazer. Eu vou para o chuveiro e levo minha mão para o meu pau. Eles não tinham visto um ao outro durante os últimos quatro anos de merda.

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CAPÍTULO 18 Logan "Eu odeio quando você faz isso." Eu podia ouvir o sussurro de Amanda na cozinha. Eu fico parado no corredor, sem querer interrompê-los. Após a discussão de ontem à noite, a casa ficou bastante silenciosa. Eles não se falaram muito depois do incidente. Nem comigo ou um com o outro. Eu não sei se isso era normal entre irmãos, considerando que eu não tenho nenhum, mas era estranho como o inferno. Eu dormi no meu quarto, em um saco de dormir, no chão. Bons tempos. "Fazer o que?" Ethan responde. "Eu odeio quando você me coloca para baixo assim." "Como é que eu a coloquei para baixo?" Ele parecia chateado. Amanda soava triste. "Você sempre me faz sentir como se o que eu quero fazer com a minha vida, fosse menos importante do que você quer fazer com a sua. E se o meu objetivo de vida não é ser uma boa mãe? E se eu não quiser ter uma carreira épica e ganhar muito de dinheiro? E se me apaixonar, casar, ser feliz e ter uma família não é tudo o que eu quero. Talvez ser mãe não seja o suficiente para mim." Eu o ouço suspirar: "Você está certa Dim, me desculpe. Eu sou um idiota." Eu ainda estava no corredor, ouvindo a conversa. Eu sinto como se devesse virar e voltar para o meu quarto. Mas eu precisava sair para ir a aula. "Está tudo bem." Diz ela em voz baixa. "Não, não está tudo bem. Você já ficou no ano passado. Eu vou encontrar outro emprego."

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"Não." Amanda diz rapidamente. "Você tem um novo emprego, você pode muito bem ficar. Vou voltar para casa. Tudo bem. Eu vou voltar para a escola de lá." Em seguida, ele fica em silêncio. Faço questão de fazer um monte de barulho quando entro, para que eles saibam que eu estava chegando. Os dois estavam na cozinha, café nas mãos, olhando para o chão. Ethan olha para cima quando me ouve, e então de volta para Amanda, ele diz: "Nós vamos resolver isso Dim, prometo." Ele aperta seu braço antes de passar por mim e ir para o seu quarto. Sirvo-me o café e fico ao lado dela, apoiando-me no banco. Ela não tinha levantado os olhos desde que eu tinha entrado; ela ainda estava olhando para o chão. Eu gentilmente a cutuco com o cotovelo. "Você está bem?" Sua cabeça se levanta e seus olhos encontram os meus. Eles estavam vermelhos de tanto chorar. Ela tinha lágrimas caindo, mas não se preocupou em escondê-las. Eu coloco os nossos cafés no balcão e puxo-a para mim. Ela não hesita. Seu rosto estava no meu peito enquanto seus braços estavam ao meu redor. "O que aconteceu?" Eu lentamente passo os dedos pelo seu cabelo. Eu odiava vê-la assim. Eu odiava que ela estivesse triste. Eu odiava que ela tivesse que sentir coisas ruins o suficiente para fazê-la chorar. Ela respira fundo, em seguida, se afasta um pouco para olhar para mim, aqueles grandes olhos azuis cheios de tristeza. E foi nesse momento que eu soube — soube que eu iria fazer qualquer coisa para me certificar de que ela nunca mais iria sentir essa tristeza novamente. "Eu tenho que ir para casa, Logan." Ela funga e limpa o nariz no seu braço. "Eu tenho que ir para casa." Eu fico tenso com suas palavras. Ela não podia sair. Eu não posso deixá-la ir. 135


Não outra vez. "Você não pode ir, Amanda." Ela olha para mim. Sem piscar. Um milhão de emoções passam por mim. "Eu não vou deixar você ir." Eu digo. "De novo não." Era quase um sussurro. "Logan?" Ela estava olhando para mim confusa, sem entender as minhas palavras. Válido. Nem eu entendi também. Finalmente, ela se afasta e começa a juntar suas coisas. Minha mente ainda estava se recuperando com a notícia, que eu nem percebi quando ela disse que estava saindo e saiu pela porta. *** Eu estava dirigindo para o campus quando a vejo esperando no ponto de ônibus. Paro tão rápido; que o carro atrás de mim quase me bate. "O que você está fazendo?" Eu grito para ela. Ela olha para cima. "Huh?" "Onde você vai?" "Aula." Ela encolhe os ombros. Dez minutos depois, estaciono em um lugar do estacionamento do campus. Viro-me e enfrento-a. Ela está olhando para fora, com uma expressão vazia no rosto. "O que aconteceu? Quero dizer, por que você tem que voltar para sua casa?" Ela me encara e dá de ombros. "Não é nada, Logan. Nada do que você possa fazer algo a respeito."

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Descubro que ela tem que ir para o clube do livro com Micky e Lucy naquela noite, portanto, planejo ir buscá-la lá depois do treino. Ela disse que não estava com disposição para socializar com ninguém, por isso funcionou bem. *** Ela foi para seu quarto assim que chegamos na casa de Micky, fechando a porta atrás dela. Ela não disse nada na viagem de volta para casa, e nem eu. Eu, no entanto, ofereço-lhe minha mão. Ela aceita. Sento-me no sofá, terminando meu dever de casa quando sinto Ethan se sentar ao meu lado. "Eu me sinto como um idiota." Diz, passando a mão pelo cabelo. Parecia que ele estava com problemas. "Por quê?" Fecho meu laptop e o encaro. "Pela merda que eu disse a ela ontem. Quer dizer, eu não quis dizer aquilo. Não do jeito que saiu. Mas é meio verdade, sabe? Se alguém precisa estar aqui, esse alguém sou eu." Ele baixa a voz e olha para o corredor. Eu acho que para ter certeza de que Amanda não podia nos ouvir. "Eu entendo, que ela não quer voltar. E eu acho que ela nem vai sentir falta da coisa toda da faculdade. Acho que ela não quer estar em casa, com a nossa mãe. E acho que ela só não gosta de estar lá, com as pessoas e as memórias, quero dizer, sobre o que aconteceu um ano e meio atrás, eu não—" Ele se cala antes mesmo que eu tivesse a chance de perguntar o que diabos ele estava falando. "Merda." Ele sussurra. "Não diga a Dimmy que eu te disse isso. Eu me esqueço, por vezes, que nem todo mundo sabe." "Sabe o quê?" Eu pergunto, confuso. "Nada, cara. Apenas— não importa." Ele coloca a perna em cima da mesa de café. "Eu não posso acreditar que nossa mãe foi demitida novamente." Então é por causa disso. "Então, ela perdeu o emprego e isso significava que Amanda tem que voltar para casa? Cuidar da sua mãe?" 137


"A menos que um milagre aconteça, sim. Acho que sim." ***

Amanda Eu estava deitada na minha cama, em um quarto escuro, quem sabe por quanto tempo, sentindo pena de mim mesma, quando na verdade, as coisas poderiam ser muito piores. A coisa é, eu não quero ir para casa. Eu já desisti de um ano da minha vida para ficar lá e se certificar de que tudo estava bem. Eu sei que minha mãe estava chateada e que ela se perdeu um pouco, e honestamente, ela tinha todo o direito. Mas era não era justo. Não era apenas pelo trabalho escolar adicionado com o trabalho em tempo integral em um restaurante de baixa qualidade, e por voltar para casa com uma mãe alcoólatra. Mais também por causa do meu pai ter nos abandonado, e na noite em que aconteceu, em que eu me perdi. Perdi quem eu era e me tornei outra coisa. Alguém fraca, estúpida e patética. Alguém que não é completa em tudo, e eu não quero me lembrar disso. Ouço uma leve batida na minha porta, antes de Logan colocar a cabeça para dentro. "Você está decente?" Estava muito escuro para ver alguma coisa. "Uh huh." "Droga!" Eu podia ouvir o sorriso em sua voz, e por algum motivo me deixou feliz, e assim como o fato de que ele estava aqui agora. "O que você está fazendo?" Ele se aproxima da cama. Sento-me um pouco. "Apenas aqui sentindo pena de mim mesma. E você?" "Você pode, por favor, acender uma luz? Ao contrário da sua percepção óbvia do meu corpo, eu não sou super-humano. Não tenho visão noturna." Eu rio e faço o que ele pediu.

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Lá estava ele, com uma taça de sorvete em uma das mãos, e um saco de gomas na outra. Meus olhos se arregalam enquanto um suspiro escapa da minha boca. "Você fez isso para mim?" Ele acena com a cabeça. "Você não fez isso!" "Eu fiz." Ele sorri, aquele lindo sorriso de satisfação. Ele se senta na minha cama, e me vê zombar por baixo do sorvete, que surpreendentemente faz eu me sentir melhor. "Então, eu tenho uma ideia." Ele diz. Eu coloco a taça na mesa de cabeceira e dou-lhe toda a minha atenção. "E o que é?" "Vamos ficar um pouco loucos e bater em Ethan." Eu rio tanto que bufo. É a minha qualidade mais atraente. Ele me olhava, com o sorriso de arrancar calcinha em plena exibição. A coisa com Logan era que ele tinha esse poder sobre mim. Sua presença poderia me fazer esquecer todas as emoções que eu sentia antes dele aparecer. Como se o segundo em que ele estivesse aqui, é tudo sobre ele. Eu odiava isso. E eu adorava isso. "O que foi isso, afinal?" Ele zomba enquanto se aproxima mais, até que os nossos pés estão se tocando. "Eu me sinto mal por aquele garoto. Como diabos você conseguiu jogá-lo no chão?" Eu jogo minha cabeça para trás de tanto rir. "Então, eu tenho as minhas duas verdades por quinze, você está pronta para isso?" Ele pergunta. Eu balanço a cabeça, ainda sorrindo. "Não sei por que eu não perguntei isso antes, mas por que diabos Ethan te chama Dimmy?" 139


Merda. Eu não queria responder. "Passo." "Você não pode passar." Ele tinha aquele sorriso idiota no rosto. "Esta história deve ser boa." Ele se aproxima de novo, até que suas mãos estavam em meus joelhos. Ficamos cara a cara, sentados de pernas cruzadas na minha cama. "Eu passo. Tem que haver uma regra sobre 'passar' uma pergunta. Você não pode responder a todas as perguntas com sinceridade." "Sim, há uma regra para pular uma pergunta, é que você não está autorizada a passar." "O quê? Você tem que responder a todas as perguntas? Então, se eu lhe perguntasse: 'com quantas garotas você já fez sexo? Você teria que responder?" Ele acena com a cabeça, mas fica em duvida. "É essa a sua pergunta?" Será que eu quero saber? Eu acho que faço uma careta, porque ele rir. "Não, essa não é a minha pergunta." "Então, por que ele te chama de Dimmy?" Aperto os lábios apertados e balanço a cabeça. "Eu vou descobrir." Ele diz, com as sobrancelhas erguidas em desafio. Eu continuo balançando a cabeça. Ele suspira em voz alta, abaixando seus ombros, como se tivesse desistido. Ele abaixa a cabeça, fazendo com que seu cabelo caísse em seu rosto. Minha mão se levanta para tirá-lo do caminho. Eu não sabia que iria fazer isso até que já estava feito. Mas quando tento puxar minha mão para trás, ele a mantém no lugar, ligando nossos dedos. Então ele olha para mim e, lentamente, um sorriso puxando seus lábios. Ele toma uma respiração profunda, e então eu entendo o que ele estava prestes a fazer. "Ei, Ethan!" Ele grita, antes que eu tivesse a chance de cobrir a boca.

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Ethan entra no meu quarto, e olha para a nossa posição, antes de se inclinar sobre a cômoda. "O que está acontecendo?" Ele nos olha com desconfiança. Eu não me importava. "Por que você a chama de Dimmy?" "Não se atreva a dizer-lhe!" Aperto os olhos para ele. Ele cruza os braços sobre o peito com um sorriso maroto no rosto. Exatamente o mesmo que o Logan usava. Olho entre os dois. "Amanda a Demander." Ethan canta. "Cale-se!" Eu grito. "Ela era uma pirralha chata quando éramos crianças. Sabe aquela garota do Willie Wonka?" Logan pensa por um instante. "A garota 'eu quero agora'?" Diz ele através de uma risada. Ethan se junta a ele. "Essa mesma. Ela era exatamente assim. A mamãe, o papai e eu costumávamos chamá-la de Amanda Demander... Eventualmente, acabou ser encurtando para Dimmy." Eu jogo um travesseiro na cabeça dele. Ele bloqueia, rindo sozinho. "Isso é tudo?" Pergunta ele. Imbecil presunçoso. "Isso é tudo." Eu digo com os dentes cerrados. Meu irmão sai do quarto rindo de si mesmo. "Amanda Demander." Logan repete com tom irritante de Ethan. "Eu gosto disso." "Cale-se." Ele ri. "Você tem sorte de não ter irmãos ou irmãs, para que eu possa desenterrar sujeira sobre você."

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No momento em que as palavras saíram da minha boca, suas feições se endireitam e ele fica tenso ligeiramente, olhando para longe de mim. "Sim, sorte a minha." Ele brinca. Eu não sei por que, ou o que mudou, mas ele se levanta e começa a caminhar para fora do quarto. Levanto-me e puxo-o de volta para a cama. "Eu disse alguma coisa?" Ele evita fazer contato visual. "Logan?" Ele olha para mim. Eu faço beicinho. Ele sorri. E é tudo o que eu queria. "Você já tem a sua pergunta?" Ele pergunta. Eu penso por um segundo, enquanto ele fica mais confortável, sentado em minha frente. Ele pega minhas mãos e beija o interior de cada pulso, o tempo todo, sorrindo para mim. Mordo o lábio para me impedir de me inclinar e beijá-lo. Porque eu queria. Malditamente queria. "Quando foi a última vez que você teve um momento? Como aqueles que você me falou. Lembra?" Ele acena com a cabeça. Eu continuo: "Qual foi a última coisa que valeu a pena lembrar?" Ele olha para mim por tanto tempo, que eu não sabia se ele ia responder. Então ele respira fundo. "Naquele dia que eu vi você na biblioteca, depois que a gente conversou no ponto de ônibus. Aquele foi o momento, que pela primeira vez na minha vida, eu queria acreditar em segundas chances."

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CAPÍTULO 19 Logan Quando acordo na manhã seguinte, ela não estava em sua cama. Ela estava sentada na sala de estar, com uma caneca de café na mão. Sentome ao seu lado, mas seus olhos não se movem do chão. Eu coloco meu braço em torno dela e puxo-a para mim. Ela não hesita. "Quando você tem que ir embora?" Ela tira meu braço e levanta-se. "Amanhã." "O quê?" Sigo-a enquanto ela caminha para a cozinha. Ela coloca a caneca na pia, em seguida, vira-se para me encarar. Meu antebraço pousa em seus ombros. "Eu não quero que você vá." "Eu não quero ir, Logan." Sua voz falha. "Então, o que vamos fazer?" Eu coloco meus braços em volta do seu pescoço e puxo-a para mim. Seus braços vão para o redor da minha cintura. Nós nos abraçamos forte. "Nós não temos como fazer nada. Fique aqui e vá para a faculdade, eu vou voltar para casa e trabalhar." "Mas eu não quero que você vá." Eu repetia. Talvez se eu dissesse o suficiente, ela não iria. Eu me afasto e descanso minha testa na dela. Lambo meus lábios. Eu a vejo lamber os seus. Sinto seus dedos se apertarem, segurando a parte de trás da minha camisa. Seus olhos se fecham e ela move a cabeça para o lado, para esfregar o nariz contra o meu. "Amanda?"

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"Mm?" "Eu realmente quero que você fique." Eu a puxo para mais perto, para que seu corpo estivesse alinhado com o meu. Ela geme. "Na verdade." Eu começo. "Eu realmente preciso que você fique." E então eu a beijo, de leve. Apenas o suficiente para que nossos lábios se toquem. E é assim que nós ficamos, por segundos, minutos, horas. Nossos braços em torno um do outro. Bocas se tocando, mas sem se moverem. Com os olhos fechados. Respirações pesadas. E então eu me movo. Eu a empurro lentamente, até que ela estivesse de costa contra o balcão, e minha boca se move sobre a dela, beijando-a lentamente. Mas ela não me beija de volta. E essa porra me fere. Porque tanto quanto eu a queria, acho que eu precisava mais dela. Eu nunca precisei de nada mais do que preciso dela. Quando me afasto, eu podia ver as lágrimas se formando em seus olhos. "Nós não podemos, Logan." Sua voz falha novamente. "Por que não?" Eu sussurro, ainda segurando-a com força. "Porque." Ela se afasta um pouco. "Porque você vai estar aqui e eu vou estar lá." "E então?" Ela fica em silêncio por um tempo, antes de se remover do meu abraço completamente e recostar-se no balcão, cruzando os braços na sua frente. "Então, os relacionamentos de faculdade são difíceis. Você pode estar com alguém, ou até mesmo amá-lo. Mas quando não se recebe algo fisicamente, é difícil não ser tentado. São muitas tentações na faculdade." Eu balanço a cabeça para ela. "Qualquer idiota que tiver você, e for estúpido o suficiente para perdê-la, é um imbecil, Amanda. Confie em mim." *** 144


Logan: Eu preciso da sua ajuda. Pai: Conte comigo. *** Eu estava caminhando para a entrada do campo para o treino, e é quando eu a vejo. Havia sempre um monte de gente esperando do lado de fora dos portões, mas eu não esperava ver Amanda. Ela estava sentada de pernas cruzadas em um banco, camisa solta e shorts. Seus olhos se lançam para baixo, voltando para o livro no seu colo. Algumas garotas gritam meu nome, recebendo a atenção dela. Eu ignoro e caminho em sua direção. "O que está acontecendo?" Eu deixo cair minha bolsa de treino no chão em frente ao banco e me sento ao lado dela. "Como você sabia que eu estava aqui?" "Micky." Ela encolhe os ombros, fechando o livro e colocando-o em sua bolsa. Ela se vira para mim, as pernas ainda cruzadas. O sol bate nos seus olhos, tornando-os super azuis. Ela aperta os olhos. Seu nariz enruga. Ela era tão fodidamente adorável. Sua mão se move para a cabeça para bloquear o sol, mas não funciona. Eu rio. Ela dá uma risadinha. Eu tiro meu boné e coloco-o na sua cabeça. Ele era muito grande e cai sobre seus olhos. Seu corpo afunda-se e ela faz um beicinho. Eu rio novamente, ajustando-o para que eu pudesse ver seu rosto, e movo-me para o lado para bloquear o sol. "Melhor?" Eu pergunto. "Muito." "Então?" 145


"Então" "O quê?" "O quê?" "Huh?" "Huh?" Eu rio e gentilmente sacudo-a com minhas mãos em seus braços. "Deixe de ser bonita, o que você está fazendo aqui?" Sacudo-a, tanto que meu boné cai sobre seus olhos. Ela faz beicinho, novamente. Ela estava fodidamente adorável, novamente. Ouço o som de chicotes na minha mente. "Então, minha mãe me ligou mais cedo." Tento conter meu sorriso. "Sim?" "Sim. Ela conseguiu um emprego. Dá para acreditar?" "Huh. A sorte deve estar do seu lado." "Sim, pode ser sorte. Ou pode ser outra coisa. Quer dizer, ela conseguiu um emprego como recepcionista em um consultório médico." "Sim?" "Sim. Um tal de Doutor Matthews..." Mordo o lábio para tentar esconder o enorme sorriso que tinha tomado meu rosto. Ela continua. "Sim. Ele a chamou... disse que um amigo dele recomendou seus serviços. Aparentemente, eles estavam desesperados. Ela começa amanhã." "Bem, isso é bom, certo?" 146


"É. Parece apenas uma coincidência, sabe?" "O quê?" "Ela conseguir um emprego com o tal de Doutor Matthews..." Ela faz uma pausa para o efeito dramático. "Ei!" Ela me empurra levemente, soltando um suspiro exagerado. "Seu pai é um médico, certo? Chamado Matthews?" Eu balanço minha cabeça. "O que você está tentando dizer? Está me acusando de alguma coisa?" Seguro suas mãos. "Sim, eu estou. Estou te acusando de ser incrível!" Eu rio. "Obrigado, Logan." Ela se aproxima de mim. Segurando minha mão. Move-me para o lado, para que eu pudesse chegar mais perto dela. "De nada." E então ela me beija. Em meus lábios. Só uma vez. Mas foi o suficiente. Eu tinha feito pelo menos uma coisa certa por ela. "O que você vai fazer agora?" Eu pergunto. "Provavelmente, vou pegar o ônibus e ir para casa." Eu realmente não gosto que ela ande de ônibus. Não é grande coisa, mas é o suficiente. Além disso, eu acho que me lembro de Micky me contando sobre um cara lambedor de cotovelo uma vez. "Eu só tenho um treino curto. Vou terminar em uma hora. Pode ficar por aqui?" Ela morde o lábio, olhando para baixo. "Ok." "Ok." Eu balanço a cabeça. Ela pega meu boné e coloca-o de volta na minha cabeça. Então franze o nariz e vira-o para trás. "Bem melhor." Diz, antes de se inclinar e me beijar.

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Amanda Eu sabia que as garotas fora do estádio estavam rindo de mim, e eu entendo. Logan Matthews falou comigo. Foi engraçado, mas tanto. Fodam-se elas. Só tinha se passado meia hora desde que ele me deixou aqui, mas a temperatura havia caído bastante e eu não trouxe um casaco. Minha bunda estava congelando enquanto eu esperava por ele. Eu estava prestes a lhe mandar uma mensagem e dizer-lhe que eu iria encontrá-lo em casa, quando ouço aquelas garotas rindo novamente. Olho para cima e o vejo andando em minha direção. Meus olhos se arregalam. É a primeira vez que eu o vejo usando seu uniforme de basebol e puta merda, ele parecia bem, melhor do que bem. "Pervertida!" Ele sorri. Merda. Eu não posso nem negar. Quando ele chega mais perto, eu podia vê-lo segurando a jaqueta da equipe na mão. "Está com frio?" Ele começa a abrir a jaqueta. "Sim." Eu grito. Não sei se ele poderia me ouvir sobre o som do vento. Ele fica na minha frente, e coloca sua jaqueta sobre meus ombros. Coloco meus braços nos buracos. "Vire-se." Ele diz. Eu estava confusa, mas mesmo assim eu faço. Ele puxa meu cabelo de dentro do casaco, e eu o fecho. Quando olho para cima, posso ver as garotas olhando para mim, com as mãos cobrindo a boca enquanto falavam merda. Ele me vira para ele, mas seus olhos se estreitaram para as garotas. "Você veio só para me dar isso?" Eu pergunto, tentando chamar sua atenção. Seus olhos se movem para mim. "Bem, sim. Não queria que você ficasse com frio." E só então, um trovão soa e a chuva cai sobre nós, de imediato. 148


"Puta merda!" Ele pega minha bolsa, segura minha mão e me leva para dentro do estádio. Os poucos segundos que levaram para nós entrar, foi o necessário para a chuva nos encharcar. Uma vez que estávamos em segurança lá dentro, ele pega seu boné e sacode os cabelos. Eu apenas assisto. Este garoto, não, este homem, parecendo quente como o inferno em seu uniforme. E eu o queria. Ele coloca o boné para trás e se vira para mim. Em seguida, um sorriso aparece em seus lábios e eu sabia que ele tinha me pego o observando, novamente. Ele se aproxima de mim e começa a me fazer andar para trás, até que minha costa bata em uma parede. Suas mãos agarram minha cintura, e seu corpo cobre o meu. "Pervertida." Ele sussurra em meu ouvido. "Se eu pegar você olhando para mim desse jeito de novo, nós vamos ter um grande problema do caralho." Uma mão se move sob o casaco, para que ele tocasse minha costa nua. Sua pele na minha era escaldante. "Porque a partir de agora, quando eu fechar meus olhos, e vou te ver na minha jaqueta, e nada mais." Ele solta um gemido do fundo da garganta. "Foda-se, baby, eu estou ficando duro só de pensar nisso." Ele agarra minha coxa e levanta minha perna em volta dele, ele estava entre minhas pernas. Eu podia senti-lo, duro, contra meu centro, não pude evitar o gemido que escapou. Tento engolir, mas minha garganta estava seca demais. Então sua boca estava no meu pescoço, sugando, movendo-se lentamente para cima. Inclino a cabeça, querendo mais dele. Seus lábios roçam nos meus. Sua língua sai e lambe meu lábio inferior. E então ele se afasta. Mas eu agarro sua camisa em minhas mãos e o puxo de volta, trazendo sua boca para a minha. E eu o beijo. Porque se ele precisasse saber que estava tudo bem em me beijar, então eu mostraria a ele.

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O segundo em que nossas línguas se encontram, ele solta um gemido baixo. Sua mão deslizando na minha costa, cada vez mais baixo, até que estivesse sob meu shorts, e sob minha calcinha, apertando minha bunda. "Mm." Ele geme, sem tirar sua boca da minha. Começo a passar a mão sob sua camisa. Eu queria tocá-lo também. Eu queria tocá-lo em todos os lugares. Eu queria senti-lo em todos os lugares. Sua boca nunca para de se mover e nossas línguas nunca param de se tocar. Era lento e suave, mas ele estava em total controle. Eu perdi o meu no minuto em que ele me olhou com desejo claro em seus olhos. Ele se pressiona ainda mais no meu centro e eu sinto-o de novo, duro contra o meu núcleo. Ele começa um ritmo, se movendo contra mim. Uma das minhas pernas estava no chão, a outra em sua volta. Eu começo a me mover também. E, lentamente, começamos a nos mover juntos. "Oh Deus, Logan." Beijo-o com mais força, mordendo seu lábio inferior. Sua boca se move da minha até meu queixo, meu pescoço, minha clavícula. Ele lentamente passa a língua por ali, cada vez mais baixo, até que estava no meu seio. "Oh, merda." Eu sussurro. Eu estava ofegante, gemendo, em movimento, tudo, tudo de uma vez. Minhas unhas cravam em sua costa. "Oh, merda." Eu digo de novo. Eu não tinha controle sobre o que saia da minha boca quando ele faz essas coisas comigo. Ele agarra minha bunda com mais força. Deixo escapar um som que eu não tinha ideia de que eu era capaz. Eu estava tão fodidamente excitada. Seus movimentos me deixavam molhada pra caralho, eu podia sentir a umidade na minha calcinha. Sua boca se move do meu pescoço para meu ouvido. "Você tem que parar de fazer esses sons, babe." Ele beija o local por trás do meu ouvido. "Estou começando a perde o controle." Então, ele pressiona sua boca na minha, movendo-se com mais força, prendendo-me à parede. Minha perna que estava no chão se move para envolver em torno dele. Eu precisava dele mais perto; Eu precisava mais dele.

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Ele começa a construir um ritmo novo. Sinto aquela lenta queimadura no meu estômago. Eu não sei como diabos ele estava fazendo isso. Ou o que diabos ele estava mesmo fazendo. Mas eu não queria que ele parasse. Nunca. "Oh meu Deus, Logan." Eu estava ofegante; minha cabeça cai contra a parede. Ele estava no meu pescoço. Chupando. Forte. Ele ia deixar uma marca. Eu queria que ele deixasse. "Matthews! Que porra você está fazendo?" Ouço uma voz profunda. Eu grito, tiro minhas pernas do seu redor, abaixo-me e me escondo atrás dele. Oh. Meu. Deus. Que diabos estávamos fazendo? "Foda-se." Ele grunhe. Sua mão desça para sua calça para se ajustar, antes de se virar. "Que diabos significa isso, Matthews?" "Desculpe, treinador." Oh. Meu. Deus. Mate-me agora. "Vá para casa!" Eu tinha vergonha de olhar para frente e ver a reação do seu treinador. "Sim senhor." Logan parece que estava prestes a rir. Que diabos? "Eu vou cobrir você desta vez." Seu treinador parecia diferente agora, como se estivesse tentando conter sua própria risada. "Foda-se, eu queria estar na faculdade de novo." Ele diz, antes que eu ouça seus passos se afastando. Eu não sei que emoção estava no meu rosto quando Logan se vira para mim, mas ele ri. Fodidamente ri.

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"Essa merda não é engraçada!" Eu sussurro em voz alta. "Eu quase deixei você me ter." Faço um gesto com o dedo ao nosso redor. "Bem aqui!" Ele não responde. Apenas me olha de cima a baixo e lambe os lábios. Seus olhos pousam em meu rosto, quando ele ergueu a mão para colocá-la na minha bochecha. E, em seguida, seu rosto estava tão perto do meu; Eu podia sentir sua respiração em meus lábios. Ele esfrega o nariz contra o meu. "Espere aqui." Diz em voz baixa, misturada com desejo. "Nós não terminamos aqui. Eu vou levá-la para casa e vou fodidamente terminar o que comecei. E quando eu acabar com você, você não vai nem se lembrar do que aconteceu agora. Tudo o que vai se lembrar é de como eu faço você se sentir quando está gritando meu nome."

Logan Ela não tinha dito uma palavra desde que entramos no carro. Eu não podia sequer olhar para ela o suficiente para descobrir o que ela estava sentindo, porque a chuva estava tão forte que eu mal podia ver um pé à frente do carro. "Eu não consigo ver nada." Digo a ela, limpando o pára-brisa com a manga. Ela permanece em silêncio. Diminuo a velocidade, o suficiente para que eu pudesse olhá-la rapidamente. Seus olhos estavam fechados e ela estava segurando o assento com força, tanta que os nós dos seus dedos ficaram brancos. Seu rosto estava pálido. Eu podia ver seu peito arfando com a sua respiração irregular. Que diabos? Eu estava prestes a perguntar se ela estava bem, quando seu celular toca. Minha concentração volta para a estrada, mas eu ouço sua resposta. "Oi." Ela cumprimenta. "Sim, eu já no caminho de casa..." "Logan está dirigindo..."

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"Ok, espere..." Para mim, ela diz: "E quer falar com você, eu vou colocar no viva-voz." Ouço a voz de Ethan. "Cara, você pode encostar em algum lugar seguro?" Faço o que ele pediu, pego o celular tiro do viva-voz e coloco-o em meu ouvido. Eu nunca tirei meus olhos de Amanda. "O que está acontecendo?" Eu pergunto. "Como ela está?" Seus pés estavam no banco, com os joelhos para cima, com a cabeça entre eles. "O que está acontecendo?" "Ela só... tem uma coisa... com tempo como este." Ele fala com cautela. "Você poderia apenas ficar parado até que o tempo melhore?" "Claro." Eu desligo, coloco seu celular no console e acaricio seu cabelo delicadamente. "Amanda?" Ela solta um som, mas não olha para cima. Eu não sei o que diabos estava acontecendo, mas era mais do que apenas um medo de chuva. Um trovão soa. Ela se encolhe e começa a balançar para trás e para frente. Inclino-me e tento deixá-la acalma. Eu tento segurá-la, mas ela não parava de balançar. "Babe." Eu digo. Essa única palavra a faz olhar para mim. Ela estava chorando. "Eu sou a porra de um bebê." Ela funga. "Não, você não é." Eu acalmo-a. "Venha aqui." Puxo-a de modo que ela estivesse sobre mim. Eu amo senti-la tão perto. Não era apenas uma coisa de sexo, não o tempo todo, às vezes eu só queria tê-la. Afasto o cabelo que tinha caído na frente do seu rosto, levando-o para trás da sua orelha. "Você vai me dizer o que está acontecendo?" Ela balança a cabeça. "Eu quero, Logan. Mas não agora." 153


Eu balanço a cabeça e beijo sua bochecha antes de me ajeita no banco para uma posição melhor. Consigo deixar-nos confortáveis enquanto esperamos a tempestade passar. Honestamente, eu poderia ficar assim, com ela em meus braços para sempre, e isso ainda não seria o suficiente. "Eu odeio isso." Digo a ela. "O quê?" Ela funga novamente. "Eu odeio ver você assim. Chorando. Eu odeio que você tenha que se sentir assim e odeio que eu não possa fazer nada sobre isso." Sua cabeça se levanta do meu pescoço. "Você está fazendo alguma coisa. Você está aqui. Isso é muita coisa." Minha mão começa a correr através do seu cabelo. "Não é o suficiente." "É mais do que eu esperava." Ela diz, abaixando a cabeça no meu peito.

Amanda Ele coloca a mão livre na parte inferior da minha costa, e é assim que nós ficamos, com os braços em volta de mim, seus dedos em meu cabelo, minha cabeça em seu peito, e meu coração em suas mãos. Minutos se passam até que eu sinto sua mão que estava acariciando meu cabelo começa a diminuir, e sua respiração ficar equilibrada. Ele tinha adormecido. Eu levanto minha cabeça lentamente, na esperança de não acordá-lo. E olho para ele. E eu me esqueço de onde estou, e como cheguei aqui. Eu esqueço a tempestade lá fora, e todas as memórias associadas com ela. Porque tudo o que eu sinto é ele. Eu vejo como seu peitoral sobe e desce lentamente, o cabelo — em uma bagunça perfeita, os lábios entreabertos, enquanto a respiração saia e entrava.

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Meu olhar permanece em seus lábios mais do que deveria, mas eu não o beijo. Em vez disso, eu coloco minha cabeça de volta no seu peitoral e deixo sua respiração ritmada me acalmar em meu próprio sono. *** Eu me acordo pelo toque do meu celular. Surpreendo-me tanto que eu pulo e bato com a cabeça no teto do carro de Logan. Ele já estava rindo enquanto sua mão acaricia minha cabeça. "É Ethan." Diz ele, entregando-me o meu celular. *** No momento em que chego em casa, a chuva já tinha parado. Nós não falamos sobre o que aconteceu no estádio, e nós não discutimos sobre meu choro no carro. Um grupo de amigos do Ethan estavam na sala assistindo o jogo, incluindo James. James passa por nós e vai para a cozinha. "Amanda." Ele balança a cabeça em saudação. Em seguida, olha para Logan, as sobrancelhas unidas em confusão. Eu não sei se ele sabia que Logan vive aqui, ou se ele suspeita de algo mais. "Matthews." Ele faz o mesmo aceno de cabeça para Logan. "Idiota." Logan responde. Esperamos James sair da cozinha antes de irmos para lá; Sento-me em cima do balcão enquanto ele pega duas garrafas de água. Me entrega uma ao mesmo tempo que Ethan entra. "Você está bem?" Ele perguntou, claramente preocupado. Eu sorrio para ele. "Uh huh." Logan recosta-se no balcão da frente, cruzando os braços sobre o peito. "Tem certeza?" Ethan pergunta novamente. Ele sempre foi um bom irmão, e mesmo que nós somos gêmeos, ele sempre agiu como um irmão mais velho, um protetor. Ele entende quem eu sou e me ajuda com as minhas merdas, mesmo quando eu não mereço isso. Mas o verão após o último ano, as coisas mudaram. Tornaram-no mais do que apenas meu irmão, ele se tornou meu melhor amigo. "Eu tenho certeza, está tudo bem. Logan tomou conta de mim." 155


Logan engasga com a água, em seguida, tenta conter a risada. Ele limpa a boca com a manga da camisa, enquanto Ethan olha de mim para ele, um olhar de desgosto claro em seu rosto. "Eu não quero nem saber." Diz, balançando a cabeça. Ele continua: "Então, você não..." Um sorriso lento aparece em seu rosto, enquanto ele dá um passo para mais perto. Eu estava confusa por um segundo antes dos seus braços me rodearem. "Você não precisa de um abraço, não é?" Minhas pernas automaticamente o empurram da minha frente. "Não. Credo. Idiota." Ele começa a rir, recuando. "O que foi isso?" Logan diz através de uma risada. Grande. Meu irmão e o meu o-que-diabos Logan era, ambos riem de mim. "Dimmy odeia ser abraçada. Pergunte para oTyson. Era a única coisa que ele não amava a seu respeito." Meu rosto cai com a menção do seu nome. Eu podia ver Logan me olhando com o canto do meu olho. Eu sabia qual seria sua próxima pergunta. Eu me preparo mentalmente para isso. Ethan sai da cozinha. E então ficamos em um silêncio mortal. Eu mantenho meus olhos fixos no chão. Eu o vejo tomar alguns passos até que estivesse bem na minha frente. Ele separa minhas pernas para que pudesse ficar entre elas. Então coloca as duas mãos sobre o balcão, em ambos lados. Eu não olho para cima. Eu esperei. E espero. "Então." Ele diz, sua voz baixa. "Você odeia ser abraçada?" 156


Não é a pergunta que eu estava esperando. Eu não pude deixar de sorrir quando meus olhos se movem para encontrar os seus. Eu balanço a cabeça. Os braços dele em volta da minha cintura. Os meus se movem por conta própria, para descansarem em seus ombros. Seu sorriso combina com o meu. Ele me puxa para mais perto. "Eu nunca teria imaginado." Ele sussurra em meu ouvido. Então ele esfrega o nariz ao longo da minha mandíbula, até que sua boca estivesse alinhada com a minha. "Eu devo ser especial." Diz em minha boca, bem antes de me beijar. E eu me perco. Em sua espera. Em seu beijo. Eu me perco completamente em Logan Matthews. Ele começa a se afastar, mas volta para dar alguns beijos mais castos. Eu rio em sua boca. Ele esfrega as palmas das mãos para cima e para baixo em minhas pernas nuas. "O que vamos fazer hoje à noite?" Ele pergunta. "Nós não vamos fazer nada. Estou indo para o trabalho." Ele joga a cabeça para trás, frustrado. "Mas..." Continuo. "Eu tenho a manhã e o dia seguinte completamente livre, mas eu tenho que trabalhar amanhã à noite." "Eu tenho treino na parte da manhã, e depois estou livre o resto do dia." Ele faz uma pausa, pensando. "E no dia seguinte também." Afasto-me e saio da cozinha. Eu sabia que ele estava mentindo, mas eu não me importei. Agora, eu não conseguia pensar em nada que eu quisesse mais do que ele.

Logan Claramente, que quem diabos fosse esse idiota do Tyson — ele não fez a coisa certa. 157


CAPÍTULO 20 Logan Amanda pega uma carona para o trabalho com um amigo. Não apenas um amigo — mas sim Tony. Os caras acabaram saindo assim que o jogo terminou e uma garota se chegou, eu não a vi, só ouvir seus saltos quando ela entrou na casa. Ela foi direto para o quarto de Ethan, sem dizer uma palavra. Eu fiquei no sofá estudando. Não sei quanto tempo se passou até Ethan sair, com uma morena a tiracolo. Se você tivesse me perguntado há alguns meses atrás, eu teria dito que ela era quente. Ela só não era Amanda. Era perto das onze horas, e eu ainda estava no sofá cercado por livros. Era uma visão que muitas pessoas não vião. A morena com ele para de repente quando me vê. Espero que eu não tenha ferrado com ela, porque isso poderia ser muito estranho. "Kellie, este é Logan." Ethan estava com a mão na parte inferior da sua costa enquanto nos apresentava. Dou um pequeno aceno. Ela sorri, estendendo a mão para mim. "Kellie, com IE, só para você saber." Ela murmura, dando um passo para mais perto de mim. Eu olho para a sua mão, depois para seu rosto. Ela estava me verificando. Eu olho trás dela, para Ethan, que estava bocejando. Eu aperto sua mão, com firmeza, e digo a Ethan. "O que vocês estão fazendo?" Ele termina seu bocejo com um grunhido. "Kellie está indo para casa. Eu estou prestes a ir pegar Amanda." "Eu não sei por que você precisa buscá-la o tempo todo. Certamente Tony poderia trazê-la para casa." Ela se vira para encará-lo. "Eu queria dormir aqui esta noite." Ela reclama. Seus ombros se levantam com uma atitude despreocupada. "Eu não quero que ela ande com caras que eu não conheço. Basta deixá-la em paz, ok?"

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Percebo seu tom irritado imediatamente. Eu teria que perguntar a ele o que isso queria dizer, mais tarde. "Tanto faz." Ela diz, caminhando até a porta da frente. "Eu acho que vou vê-lo amanhã." Ela o beija na bochecha antes que ele preguiçosamente feche a porta assim que ela sai. Ele volta para a sala e senta-se na poltrona à minha frente. Ele olha para os livros que me cercam. "Eu pensei que você era um idiota." Meu olhar se desvia do meu livro para ele. Eu levanto uma sobrancelha em questão. "Você estuda. Muito. Quando você não está na sala de aula ou treinando, sua cabeça está em um livro. Qual é o problema? Qual é o seu curso?" "*Pre-med." "Não me diga?" Seu choque não me surpreende. Eu tinha me acostumado com isso. "Merda." Eu respondo, suspirando e fechando o livro. Eu jogo-o para o lado. "Então, Kellie?" Eu contenho meu sorriso. "Não cara. Kellie com IE." Sua voz se eleva a um tom feminino. Então nós dois rimos. "Foda-se." Ele geme, esfregando os olhos. "Eu preciso poupar dinheiro e comprar um carro para Dimmy, eu estou cansado de levá-la ao redor todo o maldito tempo. Estou cansado como o inferno agora." Ele joga a cabeça para trás contra a cadeira. "Eu vou buscá-la hoje à noite, nós poderíamos compartilhar a carga de trabalho." Ele não responde, apenas me olha com curiosidade. "Então, eu acho que nós precisamos conversar sobre isso." Eu levanto meu queixo. "Sobre o que?" *Pre-medical (muitas vezes referido como pré-med ) é uma faixa educacional que de graduação que os estudantes nos Estados Unidos fazem antes de se tornarem estudantes de medicina. Tratam-se de atividades que preparam o aluno para a faculdade de medicina, tais como cursos pré-med, atividades voluntárias, experiência clínica, pesquisa e processo de candidatura. 159


"Você sabe o que." "Eu realmente não sei." Tento agir entediado. "Você vive aqui há alguns dias. Ainda não tem merda nenhuma no seu quarto. Onde você dorme?" Eu mantive minha boca fechada. "Cara." Ele continua. "Eu não sou um idiota, e não sou cego. Eu não vou sentar aqui e dar-lhe algum discurso sobre que você não pode ficar com ela ou o que quer que seja. Eu vejo vocês juntos, sabe? Ouço vocês rindo à noite. Sei que você dorme no quarto dela. E espero que isso seja tudo o que você faz — apenas dorme. Porque ela não está pronta para mais." Eu abro minha boca para interrompê-lo. Ele ergue a mão para me impedir. "Olha, se você vai continuar fazendo o que está fazendo, basta ter cuidado com ela, ok? Eu não vou te dar uma razão ou dizer-lhe o porquê... mas é mais do que apenas um irmão protegendo sua irmã, sabe? " Eu estava confuso. Eu não tinha ideia do que diabos ele está dizendo. "Ela mudou com você aqui." Isso chama a minha atenção. "O que você quer dizer?" "Vocês se conheciam antes de você vim morar aqui." Era uma afirmação, não uma pergunta. "Quero dizer, eu suponho por causa da forma como ela agiu quando te viu. Eu não preciso saber como ou por que, mas ela é mais feliz quando você está por perto. Eu não entendo, mas obrigado." Ele se levanta e estende o punho para que eu bata. Eu faço. Eu ainda não tinha ideia do que ele estava falando. "Se você pudesse ir buscá-la hoje à noite seria fantástico." Ele começa a caminhar para o seu quarto. "Ela vai sair à meia noite." Ele para um pouco antes de entrar e coloca as duas mãos em cada lado da porta. Então, com um sorriso no rosto, ele diz: "Puta merda, a Kellie com IE me esgotou." Ele ri para si mesmo, antes de entrar em seu quarto e fechar a porta. 160


Amanda Eu não conseguia tirar o sorriso do meu rosto quando ele chegou no trabalho para me pegar, mas quando entramos em seu carro, algo tinha mudado. Eu podia vê-lo olhando para mim pelo canto do olho, mas ele não quis me enfrentar. Eu o vi abrir a boca para dizer algo, mas ele não falou. Pareceu a mais longa viagem da história. Quando finalmente chegamos em casa e entramos, ele foi direto para o seu quarto. Visto meu pijama e bato na sua porta. "Entre." Ele diz. Ele estava em seu saco de dormir no chão. "O que você está fazendo?" Pergunto. Ele suspira. "Nada, apenas estudando." Seus livros estão espalhados em sua frente. Sento-me no chão ao lado dele. "Duas verdades?" Ele lentamente fecha todos os livros e os coloca em uma pilha no outro lado. "Claro." Ele tenta sorrir, mas não alcança seus olhos. "Eu vou primeiro, apesar de tudo." Eu balanço a cabeça "Tony?" Reviro os olhos. Ele continua. "Eu encontrei com ele fora do banheiro, logo antes de sairmos do seu trabalho, ele disse que vocês têm uma coisa. É verdade? Eu não sei... mas ele me disse para desistir, que você é dele. Que diabos significa isso?" Eu balanço minha cabeça. "Eu não sei por que ele disse isso, mas não é verdade. Quer dizer, nós ficamos algumas vezes..." Eu paro, não querendo entrar em muitos detalhes. Ele ergue as sobrancelhas. "Isso é tudo?" Ele estava chateado. 161


Eu recuo. "O que você quer que eu diga? Por que você está chateado?" Ele dá de ombros, evitando meu olhar. Eu me levanto e caminho até a porta. "Você está sendo um imbecil." *** Eu estava no meu quarto por dois segundos antes que ele chegasse, uma emoção diferente definido em seus traços. "Sinto muito." Ele diz. Eu balanço a cabeça, sem olhar para ele. "Você está sendo um idiota. Entrou na minha vida o quê? Uma semana? E já reage assim quando descobre que eu estive com alguém. Você não tem esse direito!" Ele permanece em silêncio. E eu com a minha raiva. "E quanto a você? Eu sei o número de pessoas que eu já dormi. E você? Pode me dar um número?" Eu finalmente viro-me para encará-lo. Suas mãos estavam nos bolsos. Seu olhar fixo no chão. Eu continuo. "Duas, Logan. Dormi com duas pessoas." Ele levanta a cabeça agora, os olhos penetrantes no meu. "E nenhuma dessas pessoas foram você. Então, você não tem o direito de agir assim. Pare de agir como um idiota e acabar com o que temos." Ele apenas olha para mim. Eu podia sentir o ar entrando e saindo dos meus pulmões, enquanto eu tentava acalmar minha respiração. Em seguida, um sorriso presunçoso aparece em seu rosto, e ele finalmente fala: "Eu fodidamente amo quando você fica mal-humorada." "Sai!" Aponto para a porta, em seguida, viro-me para ir para a cama. Sinto-o se mover, depois sinto suas mãos na minha cintura, sua respiração no meu ouvido. "Eu sinto muito." Ele diz novamente. "Me desculpe, eu estou sendo um idiota. Mas o pensamento de você, e outro cara com as mãos em cima de você, eu odeio isso, Amanda." Ele gentilmente me vira para encará-lo, e depois descansa sua testa contra a minha. Ele me beija, suavemente. "Eu quero te sentir em todos os lugares que ele sentiu. Quero substituir a memória do seu contato com o meu. Nem uma única parte do seu corpo escaparia das minhas mãos, você entende?" Sua voz era baixa e rouca, cheia de desejo. Meus olhos se fecham com suas palavras. Um som de acordo deixa minha boca. Ele começa a beijar meu queixo. "Será que ele beijou você aqui?" Ele sussurra, suas palavras abafadas. 162


Eu balanço a cabeça. Seus lábios se movem da minha mandíbula e faz o caminho até meu pescoço, beijando, lambendo e sugando. Eu podia sentir seu pau duro contra meu estômago. Uma das suas mãos se move para minha cabeça, seus dedos se enroscam no meu cabelo, puxando suavemente e inclinando minha cabeça para trás, para lhe dar melhor acesso. Eu gemo. Sua outra mão se move sob minha camisa, seus dedos roçando no meu estômago, antes que eu a sinta logo abaixo do meu seio. Eu não estava usando sutiã. Ele solta meu cabelo, apenas o suficiente para que minha cabeça caia para frente; ele me beija de novo, apenas uma vez. Então eu sinto seu polegar esfregar meu mamilo, já duro. Ele solta um gemido do fundo da garganta, empurrando para dentro de mim. "Ele já te tocou aqui?" Eu balanço a cabeça novamente. Ele substituiu o polegar com a mão, cobrindo todo o meu seio, suavemente apertando. "Oh meu Deus." Eu sussurro. Meu peito arfava com cada respiração. Minhas pernas espremidas tentando encontrar alguma forma de alívio. Sua outra mão se muda da minha cabeça, para debaixo da minha camisa e então em minha costa nua. Então ele começa a deslizá-la para baixo e mais baixo, fazendo lentamente seu caminho sob minha calcinha e para minha bunda. "Merda." Ele geme, agarrando minha bunda. "Por favor, não me diga que ele já tocou você aqui?" Fico calada. "Foda-se." Ele sabia o significado do meu silêncio. Foi bem por alguns momentos, a cabeça apoiada no meu ombro, uma mão agarrando minha bunda, e a outra segurava meu seio. O único som no quarto era a nossa respiração ofegante. 163


Em seguida, a mão na minha bunda se move lentamente, da parte de trás, para a frente, os dedos começam a tocar sob a entrada da minha calcinha. Sua cabeça sai dos meus ombros, seus olhos escurecem quando ele pega meu rosto corado. "E aqui?" A raiva estava clara em seu tom. Meus lábios se apertam. Ele move a mão para baixo, e mais baixo, até que a ponta do seu dedo esteja na minha umidade. E ele tinha que saber. Ele tinha que saber o que fazia comigo. Mordo o lábio para tentar conter qualquer som que estava prestes a escapar. Mas então eu sinto seu dedo dentro de mim, e qualquer controle que eu tinha foi embora. Jogo minha cabeça para trás; minhas pernas cedem debaixo de mim. Seu braço se curva em torno da minha costa, segurando-me a ele. E então eu estava no ar. Com o dedo ainda dentro de mim, e estava em movimento. Ouço algo cair no chão, antes que minha bunda pouse na minha mesa. Em seguida, o único dedo foi substituído por dois, e ele move-os, dentro e fora. Ele me deixa louca. Minha cabeça começa a se debater de um lado para o outro, minhas mãos estavam em seus ombros, tentando me segurar. Sua boca se pressiona na minha, e finalmente ele me beija, sua língua saindo e invadindo minha boca. E eu queria. Porra, eu o queria muito. Mais do que nunca. Não sei quanto tempo se passou, antes que ele se afastasse, apenas o suficiente para dizer. "Ele fez você se sentir assim?" Ele diz, movendo os dedos dentro de mim. "Oh Deus." Eu gemo. "Será que ele fez isso?" Ele pergunta de novo, um pouco mais alto. 164


"Nem perto, Logan." Eu enrolo meu braço em volta do seu pescoço e puxo-o de volta para minha boca. Eu estava à beira do orgasmo, e ele devia saber, porque começa a bombear o dedo mais rápido dentro de mim, a palma da mão esfrega no meu clitóris ao mesmo tempo. Parecia uma jogada muito bem praticada, mas antes que eu pudesse pensar em como ou por quê, ele se afasta do beijo e substitui sua boca e língua pelo polegar. Ele me observa atentamente enquanto eu lentamente lambo e chupo-o em minha boca. Seus olhos rolam para trás junto com sua cabeça enquanto ele gemia, o som mais sexy do caralho que eu já ouvi. Então ele tira o dedo da minha boca e lava-o para debaixo da minha camisa, onde o polegar agora molhava e esfregava contra meu mamilo novamente. E então ele para. Minha respiração fica ainda mais ofegante. Então ele olha intensamente nos meus olhos, seu rosto com uma emoção que eu não conseguia decifrar. "Amanda." Ele sussurra, balançando a cabeça. E então ele fica em silêncio. E eu o observo. Vejo seus olhos percorrerem meu rosto. Aqueles olhos verdes que eu me lembro muito bem. Durante meses depois daquela noite, eu poderia fechar os olhos e vê-los. A maneira como eles se iluminaram quando ele me fazia rir, ou a intensidade neles quando ele me ouvia falar. Engulo as minhas emoções. Quando abro os olhos, seu rosto estava tão perto do meu. E eu já não estava confusa com o que ele estava pensando, ou o que ele estava sentindo, porque eu sinto isso também. Que ele sentia culpa, o arrependimento. E eu podia ver isso em seus olhos; como ele estava arrependido por tudo isso. E este, este é o momento em que eu o perdôo. "Logan." Eu seguro seu rosto em minhas mãos. "Ninguém me faz sentir do jeito que você faz." Era a verdade. 165


Imediatamente sua boca estava na minha, seus dedos se moviam, seu polegar esfregava meus mamilos. Tudo começou em meus dedos do pé — esse sentimento, então o formigamento fez seu caminho até a boca do meu estômago, e eu acho que vi as luzes do prazer, porque tudo o que eu conseguia lembrar era o seu nome, que saía dos meus lábios mais e mais e mais. Uma vez que o zumbido tinha desaparecido, eu finalmente consigo abrir meus olhos, e lá estava ele, a centímetros do meu rosto. Um sorriso nos lábios. Só que ele estava embaçado. Pisco algumas vezes para corrigir minha visão. "Ei, moça bonita." Diz em voz baixa, ao mesmo tempo, em que tira os dedos de dentro de mim. "Bem vinda de volta."

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CAPÍTULO 21 Logan Eu silenciosamente abro a porta do quarto para que ela soubesse que eu estaria de volta. Não queria que ela pensasse que eu tinha esquecido dos nossos planos de passar o dia juntos. Sacudo-a suavemente, mas ela não acorda. Sacudo-a um pouco mais forte. "Que diabos?" Ela diz, suas palavras abafadas pelo travesseiro. "Só queria que você soubesse que eu vou voltar mais tarde." "Logan?" "Não, o outro cara que te fodeu com os dedos." Ela suspira e senta-se em linha reta, um olhar de choque no rosto. Eu rio. Ela abre a boca para dizer alguma coisa, mas depois fecha. Seus ombros caem quando ela diz: "Que horas são?" Ela se inclina para pegar seu celular na mesa de cabeceira. "Cinco e meia? Malditamente cinco e trinta! Quem se levanta nesse horário?" "Atletas universitários." Digo, sentando em sua cama e esfrego a palma da mão em meu queixo. "Foda-se o treino, volte para a cama." Ela apóia o queixo no meu ombro, enquanto seus braços vão ao meu redor por trás. "Eu não posso." Começo a puxar se braços de cima de mim, porque se ela perguntasse de novo, acho que eu não poderia dizer não. Em vez de me deixar ir, ela me aperta em seus abraços e envolve as pernas ao redor da minha cintura. Eu rio. "O que você está fazendo?" Ela solta um grunhido enquanto nos puxa para trás, até que estávamos deitados na cama. Ela sai debaixo de mim e muda-se para que nós estivéssemos lado a lado. Ela arfa; exausta da energia que tinha gastado. Seu 167


rosto estava corado e o cabelo estava uma bagunça. Eu rio com o quão bonita ela estava. Ela também sorri, olhando diretamente nos meus olhos. E então algo aparece em seu rosto, uma emoção completamente diferente. Seu sorriso desaparece lentamente. Um dos seus dedos toca minha bochecha. "Eu adoro quando você sorri." Ela diz em voz baixa. "Eu adoro quando suas covinhas aparecem." Ela beija uma, e depois ajusta a cabeça para beijar a outra. E então se afasta, seus olhos nunca deixam os meus. E este é o momento em que eu esqueço o meu passado. Eu esqueço que nem todo mundo que te ama está a fim de prejudicá-lo. É neste momento, que eu quero ser bom o suficiente para que alguém me ame. Porque Amanda e eu — podíamos. Eu acho que não vai ser agora. Mas podíamos. Um dia, logo eu acho — podemos realmente se apaixonar, um pelo outro. Eu pego meu celular do bolso, e procuro o número de Jake. "O que você está fazendo?" Ela pergunta, olhando para mim. "Enviando uma mensagem para Jake." "Por quê?" "Vou inventar uma razão pela qual eu estou dormindo em sua cama, em vez de ir para o treino." Ela solta um gritinho e vai para debaixo das cobertas, abrindo espaço para mim. Ela tinha um enorme sorriso no rosto. Tiro minha calça e camisa e deito na cama com ela. "Você vai ser capaz de voltar a dormir?" Ela pergunta ao meu lado. Eu coloco meu braço atrás da minha cabeça e puxo-a para mim. Sua cabeça estava no meu peito, meus dedos em seu cabelo, e seu corpo em cima do meu. "Agora eu vou." Digo a ela, beijando sua cabeça. *** Poucas horas depois, estávamos na sala de estar, esparramados no sofá. Nós queríamos apenas ter um dia juntos, sem fazer nada. Eu planejava levá-la para jantar hoje à noite, e talvez um filme ou algo assim depois. Por mais que eu quisesse, eu ia tentar adiar o sexo para mais alguns encontros. A palavrachave era tentar. Eu estava sentado, com o laptop no braço do sofá, fazendo alguns trabalhos de casa 168


Ela estava deitada com a cabeça no meu colo, enquanto lia em seu e-reader. Meus dedos brincavam com as mechas do seu cabelo. Nós dois olhamos para cima quando Ethan entra. Ele nos observa por um momento, antes de sentar-se no braço da poltrona á nossa frente. "Ei, Dimmy, qual é o nome daquela garota, aquela que anda com a Kara sabe? Aquela que tem um grande..." Ele para de falar, mas faz um gesto com as mãos para indicar os seios. Amanda bufa. "Kara." Ela responde, voltando para seu livro. "Não, não a Kara." Diz irritado. "A amiga dela! Você está me ouvindo!" "Sim idiota, a amiga de Kara que tem os peitos grandes é Kara. Há duas Kara." "Oohhhh." Ele sorri, em seguida, levanta-se e começa a sair. "Espere. Porquê?" Ela senta-se e se vira para ele. "Eu vou sair com ela mais tarde." "O quê?" Foi a minha vez de falar. "O que aconteceu com Kellie com IE?" "Nada." Diz, balançando a cabeça. "O que aconteceu?" Eu não pude deixar de rir. Ele senta-se na poltrona. "Cara. Ela era tão chata. Ela fala com abreviações da Internet. Como se fosse real. Não estou brincando. Ela nunca rir. Nunca. Sabe o que ela faz em vez disso?" Eu podia ouvir Amanda rindo ao meu lado. "O quê?" Ela consegue falar. "Ela iria diz: *'LOL' ou *'ROFL'." Amanda rir mais ainda. "Ela falava 'OMG' o tempo todo. Cada frase, 'OMG'." Ele zomba da sua voz ao explicar. "Em vez de agir ou dizer que estava confusa, ela realmente soletrava *'W T F '." *LOL: ri muito | ROFL: rolei no chão de tanto rir | WTF: Que porra é essa?

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Amanda estava rindo muito agora, e eu também. Ela chega mais perto de mim, e abraça meu braço, encosta seu rosto nele para abafar o som. Minha mão pousa em sua perna nua. Eu vejo os olhos de Ethan pegar o movimento, mas ele não diz nada, apenas sorri e continua falando. "Eu torci o tornozelo jogando basquete, e quando eu disse a ela, ela não perguntou se eu estava bem. Adivinha o que ela disse?" Amanda balança a cabeça, ainda rindo. "Adivinha!" Ethan diz novamente. "O quê? Eu não sei." Risadinha de Amanda assume o quarto. Tudo o que eu podia fazer era vê-la. Ethan responde. "Ela fez beicinho e disse 'cara de emoticon triste!'" Ela joga a cabeça para trás numa gargalhada, começa a cair lagrimas dos seus olhos. "Ela não fez isso." Ela balança a cabeça em descrença. "Juro." Levanta-se do sofá e começa a caminhar para fora da sala. Ele se vira pouco antes de entrar no quarto e olha para a nossa posição novamente. "Você precisa ligar para nossa mãe e deixá-la saber que está tudo bem." Seu rosto fica sério, mas ela balança a cabeça. Em seguida, a cabeça cai para trás descansando no meu colo, e os meus dedos estavam em seu cabelo. E estava muito, muito perto da perfeição. *** "Eu tenho uma boa pergunta." Ela dá um enorme sorriso, animado. Ela se senta e fica confortável, virando seu corpo em minha direção. "Vá em frente." Eu digo a ela, enquanto nos posiciono para ficarmos cara a cara, com os joelhos tocando. "Tudo bem. Se você tivesse a chance de viajar pelo mundo. Todas as despesas pagas. Vôos, alojamento e comida, tudo pago. Mas você tem que de alguma forma ganhar dinheiro para ir passear e comprar lembranças e outras 170


coisas. Pode levar três coisas com você para ajudá-lo a ganhar dinheiro. Tipo, você pode ser um artista de rua ou algo assim. Tanto faz. O que você levaria?" Eu olho para ela, pernas cruzadas, as mãos na sua frente, os olhos arregalados, esperando pela minha resposta. E vê-la assim, sei o que eu quero. Eu quero mais. Eu quero ela. "Eu só preciso de uma coisa." "Mas você pode levar três." Ela diz, ainda animada. Eu balanço a cabeça, olhando-a diretamente nos olhos. "Eu não preciso de três, eu só preciso de uma." "Okaaay... você vai me dizer o que é?" "Honestamente, eu acho que você não pode lidar com isso." Ela revira os olhos. "Vamos! Diga-me." Ela implora, com a mão na minha perna tentando tirar a resposta de mim. "Tudo bem!" Eu digo. Ela para de me sacudir, mas sua mão continua em mim. "Eu levaria você, Amanda. Só você." Ela arregala os olhos, antes de olhar para baixo. Minhas mãos pegam a dela e ligo nossos dedos. "Mas... eu não iria lhe fazer ganhar nenhum dinheiro." Diz ela em voz baixa. "Amanda." Seus olhos se levantam para encontrar os meus. "Não importa onde eu estivesse neste mundo, eu não preciso de nada mais. Só você." Ela fecha os olhos lentamente. Não sei quanto tempo fico ali sentado olhando para ela, que permanece com os olhos fechados, até que ela finalmente sussurra. "Beije-me agora, Logan." Então eu faço.

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Eu avanço lentamente, lambendo meus lábios. Eu esfrego meu nariz contra o dela. Ela suspira. Meus lábios roçam os dela de forma tão leve, que eu não sei se ela sentiu. Em seguida, o seu celular toca. Nós dois recuamos por causa da interrupção súbita. O toque é: Hey There Delilah - the Plain White T's. Ela sorri com um ar sonhador. "Desculpe-me." Ela diz, levantando-se e saindo da sala. Ela coloca o celular no ouvido e fala: "Ora, ora." Ela começa. "Você finalmente encontrou tempo em sua agenda lotada para me ligar." Ouço sua risada antes da porta do quarto se fechar. Quinze minutos depois, ela estava de volta. Ela fica na minha frente, mordendo o lábio, brincando com a bainha da sua camisa. Eu espero. Ela abre a boca para falar, e depois a fecha. Ela faz isso mais algumas vezes antes de finalmente suspirar e sentar-se ao meu lado. Eu levanto minhas sobrancelhas, esperando que ela falasse. "Então." Ela olha para o seu celular. "Esse era o meu amigo Ty." "Amigo? Você precisa sair da sala para conversar com um amigo?" Ela balança a cabeça. "Ele é uh, ele é meu ex-namorado." Eu balanço a cabeça. "E?" Ela solta um pequeno suspiro, e depois pega a minha mão entre as suas. Isso deve ser ruim. "Por favor, não fique bravo—" Eu a interrompo. "Você nunca deve começar uma explicação assim." "Eu sei. Mas você vai, e eu não quero que você fique." 172


Agora eu estava realmente preocupado. "O que aconteceu?" "Prometa-me que você não vai ficar bravo?" "Eu não posso prometer isso." "Tudo bem." Ela se levanta para ir embora. Eu puxo seu braço. "Eu prometo." Chicote. Ela senta-se novamente, desta vez mais perto. "Precisamos sair e comprar sua própria cama. Tipo, agora." "Que porra é essa?" Eu quase grito. "Você prometeu." Tento me acalmar. "Explique." "Ty está vindo me fazer uma visita de alguns dias e eu preciso que você não—" Eu abro minha boca para interrompê-la, mas ela cobre-a com a mão. Ela fecha os olhos e toma algumas respirações calmas, sua mão ainda cobrindo minha boca. Em seguida, abre e continua, como se estivesse falando com uma criança. "Eu preciso que você durma em sua própria cama esta noite." Ela retira lentamente sua mão. "Isso não explica porra nenhuma, Amanda. Que porra é essa?" "Ele não pode saber que você e eu somos, seja-lá-o-que-formos." Eu espero que ela continue, mas ela não faz. "Eu não entendi." Levanto-me e começo a andar. Eu estava tão fodidamente confuso. "Você ainda tem esperança de que vocês voltem a ficar juntos ou algo assim?" "O quê!" Ela dá uma gargalhada. "Não, não mesmo." 173


"Então o quê, Amanda? Eu não entendo." Eu estava gritando. Ela levanta-se, também. Em seguida, com força me senta no sofá. Então, ela monta meus quadris, colocando uma mão em cada lado do meu rosto. "Pare com isso. Pare de ser patético." Reviro os olhos; minhas mãos vão para sua bunda, puxando-a para perto de mim. Ela encosta a testa na minha e me beija rapidamente algumas vezes. "Pare de usar seu corpo para me distrair." Eu digo a ela. Ela me beija de novo, desta vez mais profundo. Seguro sua bunda, com mais força neste momento. "Espere." Eu me afasto. "Por que você não quer que ele saiba sobre nós?" Ela se afasta, seus olhos vagando no meu rosto. "É complicado. Eu não posso te dizer. Agora não. Mas em breve, ok?" "Eu não gosto de todos esses segredos que você está escondendo de mim." Ela sorri tristemente. "Nem eu, Logan. Confie em mim." *** Meu celular estava cheio de ligações perdidas da comissão técnica, acho que porque eu tinha perdido o treino esta manhã. Eu ainda estava decidindo se valia ou não a pena qualquer punição que eu estava prestes a receber. Ela veio para o campo comigo, mas esperou no carro enquanto eu resolvia o que eles tinham de punição para mim. Acabou que eles tinham me chamando por outra razão. Ela deve ter percebido isso, porque no segundo em que eu entro no carro, ela se vira para mim. "O que há de errado? O que aconteceu?" "Eles vão precisar de mim para começar." Ela olha para mim, e espera. Acho que ela não entendeu. "O primeiro jogo da temporada é em duas semanas a partir de agora. Eles querem que eu comece. Jackson, o apanhador de partida, ele está ferido, eles querem que ele fique de fora. Então eu estou jogando." 174


Suas sobrancelhas se unem. Ela começa a fazer beicinho. "Eu normalmente não jogo. Não como apanhador. Eu normalmente não tenho tempo de jogo muito longo. Esta será a primeira vez que Jake arremessa para mim em nível universitário." Ficamos em silêncio por um momento, até que ela fala: "Bem, isso é bom né?" Dou de ombros, antes que eu saia do local e dirija para a estrada. "Eu acho." Eu murmuro. "Eu realmente não sei." *** Nós encontramos Dylan no estacionamento e trocamos de carro. Eu nem tive que perguntar a ele duas vezes, ele adorava dirigir meu carro. Eu disse que ele poderia tê-lo por uma semana. Ele estava sozinho quando chegou. Na verdade, pensando nisso, eu não tinha visto muito a Heidi recentemente. Amanda andava com seu tablet e sabia onde estava tudo. Eu deixei ela comprar o que quisesse. Honestamente, eu não dou a mínima para o que estava no meu quarto. Eu fiz no entanto; intervir quando ela perguntou ao cara na loja de materiais elétricos, que TV tinha a "imagem mais bonita."

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CAPÍTULO 22 Logan Nós só tínhamos chegado em casa por alguns minutos, antes de ouvimos uma batida na porta. Ela congela no meio do movimento. "Ty." Ela suspira, antes de praticamente correr para fora do meu quarto. Esse cara deve ser um tipo de Deus, a julgar por sua reação. Ou ridiculamente bom de cama. Eu engulo o vômito que tinha formado em minha garganta. A imagem mental dela com esse cara estava literalmente me deixando doente. Lentamente e casualmente, caminho até a porta para que eu pudesse conhecer o imbecil. Ela tinha os braços em volta do seu pescoço, os braços dele ao redor da cintura dela, levantando-a do chão. Ela estava chorando, mas não era de tristeza. Eram lágrimas de felicidade. Ele olha por cima do ombro dela e me vê. Ele a coloca de volta no chão, antes de caminhar até mim. "Oh." Amanda fala. "Desculpe, este é uh..." Ela para. "Eu sou Tyson." Ele fala por ela. "O ex. Isso é tão malditamente estranho." Eu aperto sua mão. "Logan." Seus olhos se arregalam e seu corpo fica tenso. Foi um pequeno movimento, e se eu não estivesse olhando para ele, não teria notado nada. Ele olha para Amanda, então para mim novamente. "Huh." Ele olha de volta para ela. "Jantar? Temos muito a conversar." Ela assente com a cabeça ***

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Ligo para Dylan, para ele me ajudar a montar toda a merda que Amanda tinha comprado. Ele estava com Cam no momento, de modo que ambos vêm. Lucy ligou para Cam lhe convidando para sair com Jake e Micky, mas ele disse que estava ocupado e tão todos acabaram aqui. Amanda estava jantando com Ty, então eu deixei toda a merda menor para ela fazer. Eu estava chateado que ela estava com ele, em vez de estar comigo, mas eu não podia fazer nada sobre isso. Eu disse a ela que ia deixá-la sozinha, então eu estava tentando. Ela apenas saiu e eu já estava ansioso para vê-la de novo, para tê-la só para mim. *** Com quatro caras para montar as coisas, levou apenas uma hora, até que tudo estava construído. "Merda." Cam diz: "Parece com a sua—" "Casa da piscina." Eu termino por ele, dando um olhar ao redor do quarto. Ela lembrava. *** "Cara." Diz Dylan para Cam, que tinha acabado de tirar seu boné e agora estava balançando a cabeça freneticamente. "Você precisa de um corte de cabelo." "Sim." Jake concorda. "Você se parece com aquele garoto do One Direction." Todos nós olhamos para Jake, antes de soltarmos uma risada. Estávamos todos no quintal, tendo uma noite tranquila. "Qual?" Heidi pergunta, rindo. Jakes dá de ombros e ajeita-se no seu assento. "Eu não sei os nomes deles." Ele cuspe, defensivamente. Rimos mais forte. "O quê!" Ele bufa. "Julie está passando por uma fase. Calem a boca!" 177


Continuamos rindo. "Eu não posso cortar o cabelo." Cam diz, interrompendo os risos. "Lucy não vai deixar." "O quê!" Dylan praticamente grita, ao mesmo tempo, eu cuspo minha cerveja. Cam é seriamente o mais domado de todos eles. Limpo a boca com a manga da minha camisa. "Desculpe, Cameron, você vai ter que repetir isso de novo. Eu não consegui ouvir sobre o som da sua vagina pulsante." Jake joga a cabeça para trás, seu corpo tremendo com o riso. Dylan e eu batemos nossos punhos enquanto Heidi bufa, o que a fez rir ainda mais. "Podem rir seus idiotas." Cam diz, apontando o dedo para mim. "Luce gosta de algo para segurar quando eu faço—" "Meu Deus!" Lucy grita, ao mesmo tempo em que Heidi grita. Estávamos todos em ataques de riso quando a porta se abre e Amanda aparece, sem Ty. Obrigado senhor. "Você foi ao trabalho?" Micky pergunta a ela. Amanda puxa uma cadeira de dentro e coloca-a perto de mim, antes de se sentar. Ela olha para Micky. "Não, apenas sair para jantar. Hum, Tay está na cidade." Ela disse. Não havia nenhum indício de qualquer emoção em seu tom. Não estava satisfeito, nem animado. Ela só estava afirmando os fatos. "Ty está aqui?" Micky se anima. Jake senta-se um pouco mais reto. Amanda sorri. "Sim, apenas visitando por alguns dias." "Sério?" Micky cantarola. "Eu quero dizer um oi." Amanda agarra o lado de sua cadeira, inclinando-se para frente e esfregando o rosto em seu ombro. "Ele saiu, apenas para falar com alguns dos seus amigos, mas ele deve estar de volta em breve. Espero que dê tempo de você vê-lo." "Oh meu Deus." Micky engasga, de frente para Lucy. "Lembra-se quando eu te falei sobre um cara da minha escola que cantou 'Hey There Delilah' da banda the Plain White T's em sua graduação?" 178


Olho para Amanda. Era o seu toque. As sobrancelhas de Lucy franzem, pensando, então. "Sim, e?" As sobrancelhas de Micky levantam-se e inclina a cabeça para Amanda. "De jeito nenhum!" Os olhos de Lucy se arregalam. Amanda ri um pouco, e depois balança a cabeça lentamente. "Espere." Lucy se ajeita. Olhando de Amanda depois para Micky e depois para Amanda novamente. "O músico com a bolsa para Juilliard? É o Ty? Esse é o seu ex?" Juilliard? Sério? Quanto eu não sei sobre ela? Amanda ri um pouco. "Sim, é ele." Afirmou com orgulho. Ótimo. Heidi salta. "O que eu perdi? Quem fez o quê, agora?" Cam leva sua mão para seu coração, bate seus cílios dramaticamente, e diz em voz estridente. "Oh meu Deussssss. Ele é um sonho. Fodidamente quenteeeeee—" Ele foi cortado quando Lucy soca seu estômago. Nós rimos. "Então." Micky começa, enquanto Jake revira os olhos. "Ty é dois anos mais velho do que nós, certo?" Ela olha para Amanda, para ter confirmação. Ela assente com a cabeça. Micky continua: "Em sua cerimônia de formatura, ele convenceu a comissão para deixá-lo cantar, na frente de todos. Ele cantou Hey There Delilah, apenas ele e seu violão, no palco, mas mudou para Hey There Amanda." Seu sorriso se alargou. "Eu juro por Deus, cada garota que estava lá chorou. E foi cheio de gritos e choros. Todo mundo ficou com ciúmes dela." "De jeito nenhum." Heidi balança a cabeça lentamente, olhando para Amanda. "É uma história verídica." Amanda balança a cabeça, sorrindo de volta. "Oh!" Micky grita com Heidi. "Está no YouTube. Procure por Tyson Landry graduação." Depois ajeita-se na cadeira com um olhar melancólico em seu rosto. 179


Jake olha para ela. "Terminou?" Ele diz entre os dentes. Ela tira seu boné sobre os olhos e beija sua bochecha antes de murmurar: "Cale a boca, idiota." Então, Ty era um grande negócio em sua escola.

Então, ele é fodidamente incrível.

Eu decidi que esta era a noite perfeita para ficar um pouco perdido. Não tinha nada a ver com o fato de que seu ex estava na cidade. E que, aparentemente, ele poderia fazer um monte de mulheres crescidas se transformarem em fãs pré-adolescentes. Sério. Os dez minutos seguintes consistiram em todos amarem a merda de um cara que ninguém nunca tinha visto. Seja como for, não era grande coisa. Até que o cara apareceu. Então eu decidi que esta era uma noite perfeita para ficar completamente perdido. Ele aparece pela porta dos fundos e para por alguns segundos quando vê todos, então casualmente se apresenta. Micky se levanta e dá-lhe um rápido beijo na bochecha antes de se sentar ao lado de Jake, que imediatamente coloca os braços ao redor dos seus ombros. Ele era louco se achava que Micky tinha olhos para outros caras. Ty faz uma voltinha, eu acho que está procurando um lugar para se sentar. Cameron sai do banco que estava e caminha até Lucy, que levanta-se e dá-lhe o seu lugar, antes de se sentar em seu colo. Ty senta-se ao mesmo tempo em que Amanda se levanta. Vejo quando ela se afasta de mim e senta-se no banco ao lado dele. Ele estica os braços, apoiando as mãos no banco atrás dela, o suficiente para que um braço esteja atrás de Amanda. Ele inclina-se e sussurra algo em seu ouvido. Um sorriso lento alcança seu rosto.

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Jake quebra o silêncio. "Então, como você conheceu Kayla? Quero dizer." Ele olha para Micky. "Você e Amanda não eram realmente amigas naquela época, não é?" A expressão de Micky muda, apenas um pouco, antes que ela se recupere. "Uh, James e Ty jogavam bola juntos." Ty assente. Ele provavelmente poderia sentir que Jake não precisava saber mais nada. "De qualquer forma." Cam tenta aliviar o desconforto. "As garotas estavam apenas jorrando sobre o seu desempenho na sua formatura." O rosto de Ty se ilumina, e então ele olha para Amanda e lhe cutuca. "Ah, sim, se lembra disso? Foram bons tempos, hein?" Ela assente com a cabeça. "Sim. Você me fez chorar como um maldito bebê." "Então, valeu a pena." E então eles olham um para o outro, pelo que pareceu ser uma vida. Eu juro que achei que ele iria beijá-la. Meus punhos se apertam com o pensamento, mas, eventualmente, ela desvia o olhar. Ela foi a primeira a desviar o olhar. Isso tem que significar alguma coisa. Não sei quanto tempo se passou, comigo no meu estado de tontura, até que eu o vi sussurrar algo para ela, ela acenou com a cabeça antes que ambos passarem por mim e entrarem na casa. Lucy sai do colo de Cam e senta-se na cadeira abandonada perto de mim. "Você está bem, querido?" "Não." *** Todos saíram logo depois e Amanda veio ao meu quarto para terminar o toque final que ela queria fazer. Ty vai passar a noite, em seu quarto. Estou assumindo que no chão, porque acho que eu não poderia lidar com qualquer outra coisa. "Você gosta disso?" Ela pergunta, sentando-se na cama ao meu lado. 181


Olho ao redor do quarto e ajusto-nos de modo que meu braço estivesse em volta da sua cintura. É perfeito. "Puta merda, Amanda. Isto é incrível." Eu encaro-a. "Sim?" "Uh huh. Eu amo isso." "Tentei fazê-lo parecer com a sua casa da piscina, sabe?" Eu balanço a cabeça. "Então, você realmente gostou?" Ela aguarda ansiosamente pela minha resposta. Eu encaro-a. "Eu amo isso, Amanda. Realmente." "Bom." Ela sorri. Eu finalmente tiro meus olhos dela e olho ao redor do quarto. "Então, você é muito boa nessa coisa de design. Você não quer estudar isso? Fazer essa sua carreira?" Ela olha para baixo. "Não, quero dizer, eu adoro fazer isso. E acho que sou boa nisso. Mas é só ter um bom olho. Não leva a nenhum milagre. Mas..." "Não com os bebês não é?" Eu a interrompo. "Os bebês milagrosos." O queixo dela cai, enquanto seus olhos se arregalam. "Você se lembra?" Ela suspira. Seguro suas mãos. "Eu me lembro de tudo sobre aquela noite, Amanda. Eu te disse. Tudo." *** Duas horas mais tarde a casa estava finalmente tranquila. Eu estava deitado na cama, bem acordado, esperando a conversa e a risada em seu quarto parar. Agora, estava em silêncio e eu não sei qual eu prefiro. A porra da minha 182


imaginação estava me deixando louco. Tudo o que eu conseguia pensar é se as pessoas conseguem transar em silêncio. Eu estava prestes a sair da cama, só para me concentrar em outra coisa, quando a porta do meu quarto se abre. Ela estava na porta, em sua camisa de grandes dimensões, parecendo insegura. Eu não pude evitar o sorriso que tomou conta do meu rosto. Ela me escolheu.

Amanda Ele sorri quando me vê. Sem dizer uma palavra, ele levanta as cobertas e espera por mim. Uma vez que eu estava em sua cama, seus braços estavam imediatamente ao meu redor, me segurando mais perto. Seu calor me cercava. Sua mão na minha cintura me segurava mais apertado. Ele afasta o cabelo do meu rosto e beija meu pescoço algumas vezes. Em seguida, se afasta. "Huh." Eu o ouço dizer. "O quê?" "Nada." "Mentira, o quê?" Sua mão se move da minha cintura e toca no nome na parte de trás da minha camisa. "Quem é esse garoto Marquez? É o Ty, não é?" Tento conter meu riso. "Por quê?" "Porque eu meio que quero dar um soco nele." Deixo escapar um suspiro, e olho por cima do ombro para ele. Ele estava se apoiando no cotovelo, com a cabeça apoiada na sua mão. Eu me viro para encará-lo. Eu não consigo esconder o sorriso que tinha desenvolvido no meu rosto. "O que há de tão engraçado?" pergunta ele. Eu esfrego meu rosto em seu peito. Ele coloca a mão na parte inferior da minha costa e me puxa para ele. Eu podia senti-lo através da sua boxers. 183


"Então?" Pergunta ele. "Então o quê? Está com ciúmes?" "Deixar de ser bonita, você sabe que eu estou com ciúmes. Estou na cama com você, enquanto você está usando a camisa de outro idiota." Eu rio. "O quê?" Ele repete. "O que você vai fazer com o garoto Marquez quando vê-lo?" "Socá-lo." Eu rio novamente. "O que há de tão engraçado?" "Você terá que socar meu irmão. Isso seria estranho." "O quê?" "A camisa é de Ethan. Acabei pegando-a porque ela é confortável para dormir." "O quê?" Suas sobrancelhas se unem. "Como é que eu não sei o seu último nome?" "Eu acho que era mais importante para você entrar em minhas calças." Eu bloqueio minha risada em seu peitoral. "Eu?" Ele quase grita. "E você?" Ele continua. "Você basicamente rasgou minha camisa naquela noite." Eu rio, mais forte dessa vez. "Você está reclamando?" "Nem um pouco, querida. Nem um pouco." Em seguida me movo, assim todo o meu corpo está coberto pelo seu. Minhas mãos se aproximam do seu rosto, meus dedos traçam suas covinhas. "Eu amo isso." Eu sussurro. 184


Ele se inclina e me beija rapidamente. "Foda-se, eu estou tão—" Ele diz, ao mesmo tempo em que eu digo. "Merda, eu senti sua falta pra caralho hoje." Meus olhos se arregalam no segundo em que as palavras saem da minha boca. Eu gemo em seu peitoral, irritada por que deixe as palavras saírem. Sua mão vai para o meu cabelo, puxando até que eu estivesse cara a cara com ele. "O que você disse?" Ele estava tentando conter um sorriso. "Nada. Eu não deveria ter dito isso." Seu sorriso se transforma em confusão. "O quê? Por quê?" "Eu não sei." Meus olhos se lançam para baixo. "Quero dizer, você não acha que é muito cedo para dizer coisas como essa?" Ele me beija de novo, mais forte desta vez. "Talvez." Diz sorrindo. "Mas não para mim, quero dizer, muito breve. E mesmo se for, quem se importa?"

Logan Ela não estava em minha cama quando acordei na manhã seguinte. O que significa que ela deve ter escapado em algum momento no meio da noite. Eu mando uma mensagem para ela, para deixá-la saber que eu iria ficar fora o dia inteiro. Mesmo que eu estivesse livre, eu teria que estudar. É claro que eu queria passar o dia com ela. Pena que o ex babaca está no caminho. Eu tinha marcado com Jake ontem para treinarmos esta manhã, para me preparar para o dia do jogo. Ainda faltavam duas semanas, mas eu deveria estar preparado. ***

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Era fim da tarde quando eu chego em casa e eu estava morto de cansaço. Ninguém estava aqui quando cheguei, então durmo por algumas horas. Eu fui acordado por um barulho vindo de algum lugar no meu quarto. Eu lentamente abro meus olhos e vejo-a sentada na minha nova mesa, com as mãos trabalhando em alguma coisa. Sento-me, esfregando os olhos. "Não olhe." Ela diz, nunca olhando para cima a partir da sua tarefa. "Está quase pronto. Basta esperar." Eu não me incomodo em responder. "Tudo bem." Ela diz, ficando de pé e caminhando até mim. Ela tinha as mãos atrás das costas, escondendo o que estava segurando. Movo-me para sentar-me na beirada da cama, meus pés batendo no chão com um baque. Seus olhos se arregalam quando ela vê que eu estava usando apenas boxers. Eu nunca, nunca me canso de ver sua reação ao meu corpo. Nunca. "Eu tenho algo para você, está pronto?" Ela ri. Eu rio, colocando minhas mãos espalmadas na parte de trás das suas coxas e puxo-a entre as minhas pernas. "Mas primeiro..." Ela levanta uma sobrancelha. "Você tem que colocar uma camisa." Eu balanço a cabeça negativamente. "Tudo bem." Ela exagera, em seguida, estende a mão para frente e me dá algo embrulhado em um jornal. Eu abro o embrulho. Era o álbum do *John Mayer - Room For Squares em vinil. "Puta merda!" Meus olhos se levantam para encontrar os dela. "Você gostou?" Ela pergunta animada. *Room for Squares é o álbum de estreia do músico americano John Mayer, lançado em 18 de setembro de 2001 pela Columbia Records nos Estados Unidos. Foi originalmente lançado de forma independente através da Aware Records.

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"Eu amo isso. Mas quando quero dizer, como? Quê?" Eu não consigo formar uma frase clara. Ela ri. Eu só a vejo balançando a cabeça. E faço a única coisa que eu posso pensar para agradecê-la. Eu a beijo. O corpo dela derrete contra o meu. Ela geme, enquanto o beijo fica mais profundo. "Oh Deus." Diz em minha boca, me empurrando para baixo até que estávamos deitados, seu corpo em cima do meu. Ela estava me montando, seus quadris empurrando para frente, seu calor esfregando no meu pau já duro. Ela está se movendo mais forte, e se continuasse assim, eu não seria capaz de parar. Minha mão direita entra em seu short, agarrando sua bunda e incentivando-a a continuar. Para se manter em movimento. A outra mão estava em seu cabelo, trazendo-a para perto de mim. Deus eu a queria. Ela afasta sua boca e muda-se para o meu pescoço. Ela começa a me beijar, mas logo os beijos viram chupadas. Minhas pernas empurram com a atenção que ela estava me dando. Ambas das minhas mãos seguram sua bunda, puxando seu short mais e mais para fora dos seus quadris. Ela continua se movendo em mim, seu corpo tomando um ritmo rápido. Ela sunga mais forte novamente. "Você está tentando me marcar?" Eu pergunto, apenas brincando. "Sim." Ela diz, a palavra abafada pelo meu pescoço. "Sério?" Ela ri: "Sim." "O quê?" Eu rio. "Por quê?" "Porque as cadelas precisam saber que você é meu." Ela brinca. Meu pau estremece em resposta.

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Eu acho que ela sabia disso também, porque começa a fazer um caminho de beijos até meu peitoral. Ela senta-se e tira sua camisa, o sutiã de renda preta mal contendo os mamilos duros. "Foda-se." Eu suspiro, antes de virar-nos até que eu estava em cima dela. Começo a beijar o ponto logo acima do sutiã; minha mão entra em seu shorts. "Merda." Ela suspira, agarrando-a antes que eu chegasse onde eu tanto precisava tocar. Olho para ela. Seus olhos estavam cheios de luxuria, seu peito subia e descia, com a boca ligeiramente aberta, sua respiração irregular faziam seus lábios tremerem. Tento soltar minha mão da sua para que eu pudesse continuar. "Não, Logan, eu tenho que ir para o trabalho em breve." Eu resmungo. Sim, resmungo. Minha cabeça cai para seu estômago. "Eu vou ser rápido." Eu estava desesperado. Ela dá uma risadinha. "Uau." Diz com sarcasmo. "Como posso resistir quando você fala assim, idiota." Eu rio e me afasto dela, me levantando. Eu não iria mais longe se não pudéssemos ir até o fim. Pego meu celular do criado-mudo e aperto alguns botões, enquanto observo sua expressão confusa. Em seguida, o som familiar de uma guitarra enche o quarto, antes que a voz de John Mayer se juntasse. Ela joga a cabeça para trás de tanto rir. Eu subo na cama e me arrasto para perto dela. Ela agarra meu rosto com as mãos e ergue as sobrancelhas. "Your body is a wonderland? Sério?" "Uh-huh." Concordo, virando a cabeça para beijar seu pulso. "Você está prestes a ser totalmente layooked." Eu brinco.

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Amanda Trabalho estúpido. Dinheiro estúpido. Clientes estúpidos. Alimentos estúpidos. Bebidas estúpidas. Bar estúpido. Eu poderia estar em casa agora sendo layooked por Logan Matthews.

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CAPÍTULO 23 Logan Ethan a levou para o trabalho. Eu me ofereci, mas ele disse que estava a caminho de lá de qualquer maneira. Eu deixei meu quarto para pegar uma bebida, quando vi Ty sentado no sofá. Eu meio que esqueci que ele estava aqui. "Ei." Eu tento fazer uma conversa fiada. "Quando você vai voltar para sua casa?" "Hoje, na verdade. Meu amigo vem me pegar em uma hora ou algo assim." Eu balanço a cabeça, e depois fico ali sem jeito. "Na verdade." Ele pega o controle da TV e desliga. "Eu estou feliz por você estar aqui. Eu meio que queria falar com você, sem Amanda, sabe?" Foda-se. "Eu acho que não precisamos conversar sobre merda nenhuma." Eu começo a me afastar. "Você precisa parar de ser um idiota. Trata-se de Amanda." Ele diz. E foi o suficiente para me fazer parar e voltar a encará-lo. "O que tem ela?" Meus olhos se estreitam para ele. Ele faz um sinal para que eu me sente à sua frente. Eu tento resistir, apenas para ser um idiota, e mostrar-lhe que ele não tem controle sobre o que eu faço. Mas ele espera. E espera. Então, eu finalmente desisto e faço um show para finalmente me sentar em uma cadeira. Porque eu tenho oito anos de idade, e isso é claramente uma forma de punição. Ele revira os olhos para mim. Válido.

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"Então, ela não lhe disse sobre mim, não é?" Ele pergunta. Eu balanço minha cabeça. Eu não sei como o protocolo deve ser para uma conversa entre o seja-lá-o-que-eu-seja e o ex. Era estranho pra caralho, e o fato de que estávamos sozinhos não ajudou. "Ela lhe contou sobre o que aconteceu há dois anos atrás?" Imediatamente meus olhos vão para ele. Eu estava prestando atenção. Eu não tinha certeza se isso era sobre mim, ou se ele mesmo sabia disso. Mas ele tinha esse olhar em seu rosto, como se estivesse pronto para uma luta. E eu não queria ter. Não com ele. "Sabe, Dimmy e eu, nós namoramos por bastante tempo." Ele diz isso olhando diretamente para mim. "Sim?" "Sim. Começamos há namorar seis meses antes de eu ir para a faculdade. Ela estava no segundo ano. Quer dizer, quando eu fui atrás dela, eu realmente não sabia o que aconteceria, sabe? Já esperava que eu não estaria indo para faculdade com ela. Seis meses antes de eu ir tudo ficou muito intenso. Nós nos apaixonamos muito rápido. E não foi apenas uma coisa de primeiro amor, como as pessoas falam. Era o amor real. Do tipo 'um dia eu vou me casar com você' de amor." "Sim?" Entendo a besteira que este imbecil quer fazer. Tudo o que ele estava tentando fazer era me intimidar, mas não ia acontecer. "Se isso for verdade, então o que diabos aconteceu?" Eu sabia que parecia chateado, mas acho que eu tinha todo o direito de estar. "Ela terminou comigo." "Huh." Tento não soar alegre. "Sim." Ele acena com a cabeça. Seus olhos se estreitam para mim. "Veja, a coisa é — nós conversamos sobre a minha mudança para a faculdade antes que eu saísse. E nós tínhamos um acordo estúpido, que poderíamos ver outras pessoas enquanto eu estava fora. Acho que ela estava com medo que a faculdade fosse muito tentadora para mim. E a verdade é que foi. No início, de qualquer maneira. Sair com algumas meninas, mas era tudo físico. Nada disso significou. E no minuto em que acabou eu liguei para ela. Eu estraguei tudo. Cometi um erro. E Dimmy — ela apenas deu de ombros. Disse que entendia, 191


que a deixou triste, mas ela concordou com isso. Essa é a coisa sobre Dimmy, ela é apenas malditamente perfeita." Eu balanço a cabeça e sorrio um pouco. "O que você está tentando me dizer? Que quer ela de volta? É isso?" "Não imbecil. Nem perto." "Então o quê? Qual é o seu problema?" "Meu problema é que ela me ligou naquele verão." Ele era o único chateado agora, falando com os dentes cerrados. "Cinco horas da manhã, porra, para terminar comigo. Disse que tinha acabado de chegar de um encontro de verdade com algum idiota. Ela disse que poderia se ver feliz com ele. Que esse cara a fez sentir coisas que ela nunca sentiu antes, nem mesmo comigo." Ele faz uma pausa. "Isso quebrou a porra do meu coração. Mas o que eu poderia fazer? Estávamos a milhas de distância. E ela parecia feliz. Se ela queria ser feliz com outro idiota, então quem diabos era eu para ficar em seu caminho?" Eu fico em silêncio, olhando para o chão, chocado com o que ele estava me dizendo. Que ela terminou com o namorado de quê? Dois, três anos? Para estar comigo. E eu estraguei tudo. "Então eu a deixei ir." Ele continua. "Eu não podia impedi-la. Eu merecia tudo o que estava acontecendo. Eu a deixei ir, porra, a garota que eu queria ficar para sempre. E sabe qual foi a pior coisa, Logan?" Ele cuspiu meu nome. "A pior coisa é que ela me ligou algumas semanas depois, chorando muito, me implorando para aceita-la de volta. E eu queria. Eu queria tanto. Mas eu não podia. E você sabe por quê?" Engoli em seco. "Por—" Minha voz falha. Limpo a garganta. "Por quê?" Eu digo novamente. "Porque eu cometi um erro, eu dormi com outras garotas. Dei-lhes o meu corpo. Um ato físico. Mas isso é tudo o que era. Apenas físico. Dimmy porém, ela queria mais. Ela deu uma parte de si mesma para outra pessoa. Ela estava disposta a dar sua mente e seu coração para esse idiota. Ela queria realmente viver uma vida sem mim e estar com alguém. E por mais que eu desejasse ter perdoado, ou pelo menos tentar entender. Eu simplesmente não podia." Ele fica em silêncio por um longo momento, enquanto eu ouvia cada palavra. 192


"Aparentemente, o garoto não ligou de volta depois daquela noite. O estranho é que..." Ele continua. "Ela jurou que não dormiu com ele. Então eu não entendi. Ele não a usou para sexo, então o que aconteceu?" Eu mantive minha boca fechada. Ele suspira. Eu olho para ele. "É isso?" Eu queria dar o fora desta sala. Ele olha para trás, segurando meu olhar pelo que pareceu uma vida. "Não está nem perto disso." "O que diabos isso significa?" Ele se levanta e começa a andar pelo chão. Agora eu estava nervoso e queria que essa conversa terminasse. "O que mais?" Uma hora se passou enquanto ele me contava em detalhes, tudo o que aconteceu naquele verão. Tudo. "Então foi isso que aconteceu?" Eu finalmente digo. Eu não podia olhar para ele. Porque se ele me visse, ele saberia. Ele saberia que era tudo culpa minha, porra.

"E o idiota?" Eu podia sentir o vômito rastejar até minha garganta. Eu engulo de volta. "Ethan e seu amigo cuidaram dele." "Como?" "Não importa." "Foda-se." Eu solto um suspiro. "Sim. Foda-se." Ele me olha por um longo tempo, decidindo o que dizer em seguida. Então, finalmente. "Ethan não sabe, Logan." 193


"O quê?" "Ele não sabe que foi você. Que você é o cara que fez ela termina comigo. Ele não sabe. E se souber, eu sei que você não estaria aqui agora." *** Eu só queria esquecer. Eu queria esquecer tudo o que Ty me disse e eu queria fingir que isso nunca aconteceu. Eu preciso fingir que Amanda não existe. Eu não podia estar com ela e ela com certeza não podia se apaixonar por mim. Não agora. Nem nunca. Eu não iria deixá-la. "Você quer beber ou fumar?" Pergunta ele. "Tudo." Eu digo a ele.

Amanda Eu chego em casa depois do trabalho, logo após a meia-noite, mas ele não estava em casa. Eu pensei que ele me mandaria uma mensagem para me avisar que não estaria aqui, mas acho que nós não estamos nessa fase ainda, em que temos que avisar um ao outro onde estamos em todos os momentos. Eu ligo para ele duas vezes, mas ele não responde. Eu não sei se devia esperar por ele na minha cama, ou na sua, então fico no meu quarto. Às três horas eu começo a ficar preocupada. Ligo mais algumas vezes, mas não houve resposta. Às quatro horas, ouço a porta da frente se abrir. Eu não pude deixar de sorrir. Salto da cama e abro minha porta. Ele estava cambaleando pelo corredor, claramente bêbado. "Ei, baby." Eu sussurro, não querendo acordar Ethan. Eu rio para mim mesmo enquanto o vejo tentar tirar seu suéter, mas seu boné estava no caminho. Eu seguro seu braço, tentando acalmá-lo. Ele continua lutando com o suéter que estava cobrindo sua cabeça. Ele empurra minha mão. "Sai!" Ele zomba. "Eu não preciso da sua ajuda, porra." 194


"Uau." Eu dou um passo para trás, surpresa. "Você fica idiota quando está bêbado?" "Eu não estou bêbado, Amanda. Eu não preciso de você no meu espaço toda a porra do tempo." Ele finalmente consegue tirar seu suéter, jogando o boné para trás e ajustando sua camisa. Eu fico ali, sem saber o que dizer. Ele passa por mim e vai para o seu quarto. Minhas pernas o seguem por vontade própria. "O que está acontecendo?" Pergunto cautelosamente da porta. "Eu tentei ligar para você." "Jesus Cristo!" Ele joga as mãos para o ar. "Você não é minha namorada!" Ele cospe, caindo sobre a cama. "Você não deveria estar enchendo meu celular quando eu estou fora. Isso é fodidamente embaraçoso." Eu engulo o nó em minha garganta, meus olhos ardiam por segurar as lágrimas. Eu inclino meus ombros e tento agir mais forte do que eu me sentia. "Aconteceu alguma coisa?" Eu digo calmamente. Algo deve ter acontecido para essa clara mudança nele. "Sim, Amanda." Ele diz meu nome como se fosse um xingamento. "Você aconteceu. Eu não preciso dessa merda. Não agora. Nem nunca." Ele olha para o chão, evitando o contato visual. Ele começa a tirar os sapatos. "Olhe para mim." Eu digo. Ele ri. Em seguida, levanta a cabeça; havia fogo em seus olhos, mas não do tipo bom. "Você não me diga o que fazer." Afirma, ficando de pé e dar um passo para mais perto de mim. "Você não me controlar. E eu fodidamente não controlo você." Eu freneticamente limpo as lágrimas que caíram. "O que diabos está acontecendo com você? Por que você está sendo um idiota?!" "Eu não estou sendo nada!" Seu tom de voz fica mais duro com cada palavra. "Eu não estou sendo um idiota." Ele repete, um pouco mais suave desta vez. "Eu apenas já sou um. Você deveria saber depois que eu não liguei naquela noite." Meu estômago cai no chão, e por alguns momentos, eu me esqueço de respirar. 195


Olho para ele com os olhos arregalados. Minha cabeça balança para trás e para frente. Mordo o lábio para me impedir de quebrar. Ele não podia me ver assim. Ele não podia ganhar. Não outra vez. Então o choque e a decepção rapidamente se transformam em raiva. "Por que diabos você não me ligou, hein?" Eu dou um passo para a frente. Ele dá um passo para trás. "Eu estou cansado disso, Amanda." Ele estava gritando. Eu tinha certeza que ia acordar Ethan. Eu continuo balançando a cabeça, irritada comigo mesmo por deixá-lo chegar até mim novamente. Eu sabia a razão que ele não tinha ligado, mas eu queria que ele admitisse isso. Eu queria que as palavras saíssem da sua boca. "Foi por pena?" Eu o vejo estremecer. Idiota. "Foi isso, não é?" Eu tento falar através das minhas lágrimas e minha voz falha. "Você pensou que seria divertido foder com uma garota perdedora, para que pudesse dizer a todos os seus amigos como foi?" "O quê?" Ele dá um passo para trás, a confusão em seu rosto. Mas eu não me importo. Ele precisava disso. "É verdade, não é?" Ele não diz uma palavra. Apenas fica lá. Mãos nos bolsos. "Foda-se, Logan." Eu grito. Eu me viro e saio de lá, mas suas palavras me param. "Tarde demais." Ele anuncia. "Uma garota já fez isso."

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CAPÍTULO 24 Logan Minhas pálpebras estavam pesadas. Meu corpo doía. Minha cabeça latejava. O quarto estava girando. Minha boca estava seca. Meus dedos coçavam. Em algum lugar distante, eu podia ouvir a voz dela. Amanda. Foda-se. Adoraria dizer que eu não me lembrava do que aconteceu ontem à noite, mas eu lembro. Lembro-me de ser um idiota com ela. Lembro-me de ter feito tudo isso de propósito, para que ela me deixasse em paz e não queira mais estar comigo, porque não havia nenhuma maneira que eu merecia isso. Nem um pouco. Lembro-me de ouvi-la chorar em seu quarto. Ela deve ter chorado por muito tempo, porque no momento em que eu tinha desmaiado, ela ainda estava chorando. Ela pensou que eu tinha pena dela. O segundo em que as palavras saíram da sua boca eu vacilei. Não porque ela estava certa, mas porque eu não podia acreditar que ela pensava isso de si mesma. Como diabos ela poderia pensar que eu era melhor do que ela. Eu a deixei ir. Talvez ela precisasse acreditar nisso. Talvez fosse mais fácil para ela aceitar que eu não a queria. Mas eu queria, fodidamente queria. Mas esse era o meu problema para superar. Não o dela. Eu adoraria nada mais do que ficar nessa cama o dia todo, mas eu prometi a Jake que iria encontrá-lo no campo. Baseball do caralho. Eu lentamente me levanto e caminho até a cozinha, precisando colocar alguma coisa no meu estômago, para que esse — seja o que for — sentimento vá embora. Eu paro no meu caminho, quando ouço as suas vozes. "Você estava discutindo com Logan na noite passada?" Ethan diz. "Não." Ela diz rapidamente. 197


"Huh. Juro que pensei ter ouvido você e—" "Não." Ela repete, interrompendo-o. "Não era eu. Ele tinha uma outra garota lá dentro." Por que ela disse isso? "Oh." Ethan parece surpreso. Em seguida, ele fica em silêncio por um momento, antes de falar novamente. "Você está bem com isso, Dim?" "Sim, por que eu não estaria?" Eu podia ouvir a leveza em sua voz, e por algum fodido motivo, isso me irritou. "Eu apenas pensei que você e ele—" "Não tem nada. Nós não somos nada." Limpo a garganta para anunciar a minha presença, antes de tomar os poucos passos até a cozinha. "Ei espaçoso!" Ela diz. Eu vacilo com o volume ampliado em meus ouvidos. Ela joga o resto de café na pia. "Cara." Ethan cheira o ar, em seguida, olha para mim com um olhar de desgosto em seu rosto. "Você cheira a bunda. Eu não me importo se você fuma maconha ou qualquer outra coisa — isso é coisa sua, mas não traga essa merda para dentro de casa, ok?" Eu empurro minha cabeça em um aceno de cabeça; era tudo o que eu podia fazer. Amanda rir; era aquele perfeito riso amargo que ela usa. Então ela se afasta da pia, cruza os braços e olha para Ethan. "Você não sabe?" Ela começa, sua voz cheia a doçura. "Você não pode dizer a Logan o que fazer. Você não pode controlá-lo. Ninguém pode." Então ela sai do balcão e caminha em minha direção, virando de lado para que pudesse passar pela porta, só que ela para no meio do caminho, seus seios esfregando no meu braço. "Espero que ela tenha ficado com você por pena. " Ela sussurra em meu ouvido. 198


*** Que dia de merda. Eu estava com uma ressaca da porra e no dia de merda. Além disso, eu sou um idiota. Ah, sim, o dia de merda. Eu estava deitado no sofá, enquanto Ethan estava na cadeira. ESPN passava na TV, mas nenhum de nós estava olhando. Ele estava em seu celular. Eu estava desejando que eu estivesse morto. Então ouço o clique de saltos cada vez mais alto. "Eu preciso das chaves." Ouço-a antes de vê-la. Ela passa na frente do sofá para chegar até ele. Sua perna nua roça na minha mão. Meus olhos finalmente focados o suficiente para ver que ela estava usando o vestido mais curto do mundo. Ele mal cobria sua bunda. Sua bunda perfeita. Suas malditas pernas. Onde diabos ela estava indo? Ethan se ajusta para que pudesse puxar a chave do bolso. Ele estende-as, mas não dá para ela. "Aonde você vai vestida assim?" "Encontro de estudo." Ela responde. "Vestida assim?" Ele arqueia uma sobrancelha para ela. Exatamente, Ethan. Bom homem. "Tyson disse que eu deveria começar a namorar de novo." Ela encolhe os ombros. "Tony vai estar lá." Eu solto um gemido, sem saber que eu iria fazer isso até que já estava feito. Se ela estava tentando me irritar e me deixar com ciúmes, funcionou. Os dois se viraram para me encarar. Concentro-me minha atenção na TV.

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Ela pega as chaves dele e passa por mim novamente. Desta vez, eu tiro minha mão. Se eu a tocasse, eu não seria capaz de me impedir de fazer algo a mais. E seria estranho por dois motivos, um é que ela não era minha, e dois é que o irmão dela estava na sala. Então eu fico em silêncio.

Amanda Eu não me vesti desta maneira para deixar Logan com ciúmes, mas o fato de que ele ficou foi um bônus. Eu estava prestes a tirar o carro de Ethan da garagem quando meu celular apita. Logan - Por que você está vestida assim para um encontro de estudo? Ele vai ficar com a ideia errada. O cara de pau tem muita coragem. Eu - Por quê? Foda-se, é por isso. Além disso, qualquer ideia que ele tiver — ele provavelmente vai está certo. Eu saio da garagem e passo um quarteirão até o meu celular apitar de novo. Paro e estaciono, já furiosa com o que quer que seja a sua resposta. Só que desta vez, não era de Logan. Ty - Sinto muito. Do que ele estava falando? Ele me liga antes mesmo que eu tivesse a chance de responder sua mensagem. "Olhe." Ele diz, antes que eu pudesse dizer uma palavra. "Eu sinto muito. Pensei na hora que eu estava fazendo a coisa certa. Mas você tem todo o direito de ficar chateada, eu não deveria ter dito a ele. Não era a minha história para contar. Era sua, e você manteve em segredo por alguma razão. Eu me sinto tão mal. Por favor, não fique brava." "Disse que o que, Ty?"

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Logan A porta da frente se abre e um segundo depois ela estava na sala. Ethan e eu olhamos para cima quando ela entra. As nossas posições não tinham mudado desde que ela saiu. Mas seus olhos estavam vermelhos e a pequena quantidade de maquiagem que ela usava estava manchada em seu rosto. "O que aconteceu?" Ethan senta-se. Ela o ignora e olha para mim. "Ele te contou?" Ela grita, seus olhos se estreitam para mim. Minha cabeça ainda estava girando, então levou algum tempo até que eu entendesse o que ela estava perguntando. "Ele disse porra?" Ela repete, desta vez mais alto. Sento-me e esfrego o rosto com as mãos. "Dim." Ethan tenta acalmá-la. Ele se levanta e caminha até ela. "O que está acontecendo?" Ela continua ignorando-o. "Responda-me!" Ela grita. Levanto-me e a encaro, aceno com a cabeça — apenas uma vez. "Ele não tinha direito porra!" "Dimmy." Ethan coloca a mão em seu braço, tentando novamente acalmá-la. "Não!" Ela se afasta e, em seguida, olha para ele. "Não." Ela diz novamente, seu corpo ultrapassado por um soluço. "Ele não tinha o direito. Ele não devia ter dito uma palavra, não para qualquer um!" Então ela se vira para mim. "Então é por isso? Você não queria estar comigo porque não queria que ninguém descobrisse? Você tem vergonha?" "O quê?" Eu balanço minha cabeça. Onde diabos é que ela tirou essa ideia. "Isso não é—" 201


Ela me interrompe. "Você fodeu alguma outra garota porque estava com vergonha de mim?" "Que porra é essa?" Ethan diz, olhando para mim. Eu não sabia o que diabos dizer. Então faço a pior coisa que eu poderia ter feito, eu fico em silêncio. "Você é um filho da puta!" Ela grita, com a voz embargada. Depois vira-se em seu lugar e se afasta. A porta se fecha um momento depois. Olho para Ethan e vejo os punhos cerrados. Os músculos de sua mandíbula se apertam. Eu ainda não sabia o que diabos dizer. Ele limpa a garganta. Eu olho para ele. "Eu disse a você quando se mudou para cá, que ela estava fora dos limites. Eu disse que ela não estava pronta. Disse para ter cuidado. E você não me ouviu. Então, eu estou te dizendo agora, deixe-a em paz."

Amanda Foi a minha escolha de não contar a Logan, porque, honestamente, eu não estava pronta. Quando ele me levou para casa após o nosso encontro, eu não protestei, porque minha mente estava consumida com o que eu ia fazer com Ty. Ty — meu namorado que estava a quilômetros de distância. 506 milhas, para ser exata. Quando ele foi para a faculdade no início do meu primeiro ano, eu estava arrasada. Ele queria que ficássemos juntos, e fazer a coisa de longa distância. Eu senti como se eu estivesse segurando-o de volta, se ele fizesse. Então eu 202


fiz a regra estúpida. Na época, eu pensei que era o melhor para nós dois. Se ele estivesse lá, e encontrasse outra pessoa, então ele poderia sair com ela, e eu não ficaria chateada com ele. A primeira vez que ele me ligou e me disse que tinha beijado uma garota, ele estava tão chateado. Ele se sentiu tão culpado pelo que fez, e, mais tarde, ele disse que fez isso só para ver se eu me importava. É claro que eu me importava, mas o que eu podia fazer? Era a minha regra estúpida. A segunda e terceira vez, que ele fez isso, ele estava bêbado, que em circunstâncias normais não é desculpa, mas eu não sou ingênua. Eu sabia como é que seria para ele na faculdade, cercado por belas garotas, todos interessados na mesma coisa. Acrescente a isso a pressão dos seus amigos, que não entenderiam por que ele estaria ligado a uma garota do ensino médio da sua cidade natal, e eu entendia. Eu realmente fiz. Ele se sentia horrível sobre isso e me ligou assim que podia para confessar. Assim aconteceu nos primeiros meses que ele se foi. Mas, com a distância e sua agenda lotada, que mal tínhamos tempo para conversa, muito menos para ver um ao outro. Sempre que ele voltava para casa, éramos inseparáveis. Era perfeito. Ty era perfeito. Eu nunca pensei em outros caras enquanto Ty estava longe. Não realmente. Todo mundo na escola sabia que eu era a sua namorada e ele era uma espécie de lenda, para que ninguém tentasse alguma coisa. O que era uma coisa boa, eu acho. Eu trabalhei e estudei pra caramba e fui aceita na NYU. Fazer aquele telefonema para Ty foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Ele nem sabia que eu estava tentando entrar na universidade. Eu não queria acabar com suas esperanças, se eu não fosse aceita, então você pode imaginar a reação dele. Ele queria sair e procurar um apartamento imediatamente. Eu disse a ele para esperar até eu fosse lhe fazer a visitar após a graduação. Eu pensei que seria uma boa ideia olhar em conjunto, para que pudéssemos encontrar algo que fosse adequasse para os dois. Ele concordou. Eu acho que ele não se importava realmente. Ele estava feliz que nós íamos estar juntos novamente. E assim foi. Então a merda bateu no ventilador. Minha mãe pegou meu pai com outra mulher em sua própria cama. Em sua própria casa. Ele estava transando com alguém que tinha a metade da sua idade, com fotos dos seus filhos pendurados nas paredes do seu quarto. E a pior parte? Ele não estava arrependido. Nem um pouco. Porque enquanto 203


minha mãe estava ali gritando com ele — quebrada e com o coração partido, ele foi até o armário, pegou sua mala e começou a arrumar, enquanto a amante ficou em seu quarto e silenciosamente assistindo a tudo, seminua, com a camisa dele. E sabe como eu sei de tudo isso? Porque ela me disse. Ela repetiu essa história uma e outras vezes, nas noites em que estava bêbada e divagava incoerentemente, o que foram cada noite por meses depois que ele se foi. E ficou ainda pior. O dia depois que ele foi pego, ele limpou todas as contas bancárias, incluindo o fundo de faculdade meu e de Ethan. Ele nunca disse adeus para nós. Devastados não chega nem perto de como nos sentimos. Mamãe teve que ligar para a minha avó para pedir um empréstimo, mas só havia dinheiro suficiente para um de nós ir para a faculdade. Nossa avó, sendo da velha escola, estava confiante de que Ethan iria ser o único a ir, considerando que ele um dia teria uma esposa e filhos para cuidar. Então, realmente, eu estava sem opções. O que não tornou as coisas mais fáceis quando eu tive que fazer aquele telefonema para Ty. No começo, ele ficou chateado por mim. E então ele ficou chateado com tudo. Tínhamos ficado tão animados para começar a nossa vida juntos, e assim, tudo estava acabado. *** Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas depois da notícia, senti como se algo nele tivesse mudado. Quase como se ele tivesse desistido de nós. Ele ficou tão ocupado com a escola e o trabalho, e tinha até tomado um estágio durante o verão. Ele mal teve tempo para responder às minhas chamadas. Ocasionalmente, quando ele ligava, estava no meio da noite e ele tinha acabado de chegar em casa. À noite antes da formatura, quando ele não tinha ligado o dia todo, eu decidi tentar, às duas da manhã. Só que não foi ele quem atendeu. Eu não sei quem foi, honestamente. Apenas uma garota, em um quarto alto e cheio de gente, que estava mais do que feliz em me deixar saber que ela não tinha ideia de que Ty tinha uma namorada. Ele não me ligou por três dias depois.

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Quando me ligou, ele estava completamente cansado. Ele reclamou que estava exausto e correu para desligar o telefone. E, para mim, parecia o começo do fim. Essa foi a última vez que eu tinha ouvido falar dele no momento em que Logan Matthews entrou na lanchonete. Eu estava ignorando seus apelos e suas mensagens, na esperança de que ele fosse embora. Porque, pela primeira vez desde que comecei a namorar Ty, eu estava fisicamente atraída por alguém. Mas isso era tudo o que era. Apenas físico. Mesmo que você me perguntasse agora, eu não poderia dizer por que concordei com o encontro. Eu mesmo fiquei em período de reflexão por uma semana. Não ajudou em nada. Ele ligou ou mandou uma mensagem a cada dia. E quando meu namorado não me ligou nenhuma vez durante essa semana, a atenção de Logan me fez sentir algo. Fez eu me sentir querida. E depois da merda que aconteceu com meu pai, era exatamente o que eu precisava sentir. *** Nem por um segundo eu esperava ter o tipo de momento que eu tive com Logan. Ele trouxe as partes de mim naquela noite que eu não sentia há muito tempo. Desde o início da minha relação com Ty. Com Ty — era diferente. Foi uma acumulação gradual, uma queimadura lenta antes da aceitação. Com Logan — não havia nada para aceitar. Apenas era. Então às quatro da manhã, depois de um primeiro encontro incrível, eu comecei a entrar em pânico. Não era como se eu tivesse caído instantaneamente de amor por ele. Mas eu pensei, que com o tempo, talvez eu pudesse. Eu não tinha ideia se ele sentia da mesma maneira, na verdade, eu não tinha ideia de como ele se sentia em tudo. E então ele se aproximou, pegou minha mão, me deu um pequeno sorriso, e foi isso. Isso era tudo o que eu precisava. Estúpida. Ty atendeu no segundo toque. "Ei." Ele diz calmamente, seguido por um suspiro. Parecia que eu era a última pessoa que ele queria falar. 205


"Você estava dormindo?" Outro suspiro. "Não, Amanda. Acabei de chegar em casa." Ele nunca me chamou Amanda. Desde o dia em que eu o levei para conhecer meus pais, e ele descobriu que todos eles me chamavam de Dimmy, e então ele começou a me chamar assim, também. "O que está acontecendo?" Ele diz. "Por que você está me ligando tão tarde? Ou cedo? Ou o que quer que seja." Eu engulo o nó em minha garganta. Meus olhos ardiam com as lágrimas. "Precisamos conversar." Eu consigo dizer. Nada. "Ty?" "Você está terminando comigo, certo?" Ele diz isso tão calmamente; Eu pensei por um segundo que imaginei isso. Mas, então, tudo fez sentido. Ele estava esperando por isso. Querendo isso. "Eu conheci outra pessoa." Eu digo a ele. Eu podia ouvi-lo soltar um suspiro, então o movimento, como se estivesse se levantando e andando para outro lugar. "Você conheceu?" Ele pergunta. É quando as lágrimas caem. Como uma maldição que havia sido quebrada. E eu não sei se era apenas Ty, ou a falta de planos da faculdade, ou quaisquer planos futuros em tudo, ou se foi o fato de que eu ainda não tinha ouvido falar do meu pai. O mais provável, era tudo isso. "Quem é ele?" Ele diz, quando eu não falei mais nada. "Só um cara. Você não o conhece." "E?" "O quê?" "Você quer estar com ele agora?" Sua voz falha. "Você não quer mais ficar comigo?" 206


Eu penso sobre minhas próximas palavras com cuidado: "Ainda estamos? quero dizer, nós ainda estamos juntos? Eu não falo com você faz semanas." "O telefone funciona nos dois sentidos, Amanda." Ele estava certo. Mas nas primeiras vezes que eu liguei, ele não respondeu. Ele estava sempre tão ocupado, que eu não queria perturbá-lo. "Você está sempre ocupado." Ele ri, mas foi um riso amargo. "Sim, foda-se, Dim. Me desculpe, eu estou na faculdade, trabalhando, e fazendo um estúpido estágio remunerado só para ser tratado como escória todos os dias. Lamento que eu não tenha tempo para conversar com a minha namorada que está a 500 milhas de distância. Lamento que eu esteja aqui e você esteja presa ai, não há uma maldita coisa que podemos fazer sobre isso. Sinto muito que a minha vida seja tão ocupada e complicada, enquanto você faz o que? Encontra caras aleatórios e sai com eles? Estou realmente muito arrependido." Sua voz fica mais alta com cada palavra, e seu tom completamente gelado. Mordo o lábio, tentando tão duro não quebrar. "Então é isso, hein?" Ele continua. "Nós terminamos? Você quer ficar com ele?" Eu balanço a cabeça, mesmo que ele não pudesse ver, ele deve ter percebido isso. "O que diabos aconteceu com a gente?" Ele diz, mas foi mais para si mesmo. Enxugo as lágrimas e seguro o telefone com mais força. "Eu não sei Ty, você que tem que me dizer. Onde você estava? Nós mal nos falamos. Desde que eu te disse que não poderia ir para Nova York, é como se você tivesse me expulsado completamente da sua vida. E eu nem sei a razão." "Não é importante... não mais." Ele me corta. "Ty..." Tento argumentar com ele. "Olha, Dim. Só preciso de algum tempo." Ele faz uma pausa. "Só por favor, não me ligue, ok? Te ligo quando eu estiver pronto." E então ele desliga. 207


Ele não me ligou. E nem Logan. *** Duas semanas se passaram, e eu estava uma bagunça. Eu tinha chegado a um acordo com o fato de que eu também era uma idiota. Porque deixei um cara que eu nem conhecia, fazer seu caminho dentro do meu coração. Então fiz o que eu achava que era certo no momento. Liguei para Ty e pedi-lhe que me perdoasse. Pedi-lhe para me aceitar de volta. Eu precisava dele de volta. A primeira coisa que ele perguntou era se eu tinha dormido com Logan, e quando eu lhe disse que não, ele disse que era ainda pior. Ele disse que talvez pudesse me perdoa se fosse apenas sexo — se fosse algo físico. Mas o fato de que eu realmente queria estar com alguém, passar tempo com alguém, dá meu coração para outra pessoa — ele não podia me perdoar por isso. Ele não conseguia entender como depois de anos fazendo as coisas funcionarem de longa distância, e quão forte sentimos um pelo outro, como eu pude simplesmente jogar tudo fora. Sentei-me ali, na beira da minha cama, e ouvi tudo o que ele tinha a dizer. E ele estava certo, sobre tudo. Mas depois eu trouxe o fato de que pensei que ele queria terminar tudo. Eu mencionei que ele parou de me ligar, e que ele estava sempre ocupado e que parecia que tinha parado de se preocupar comigo — e foi ai que ele me disse. Ele me disse que estava tentando manter as aulas enquanto trabalhava em dois empregos, e ainda tinha o estágio de merda, porque ele estava economizando dinheiro para conseguir um apartamento para nós. De modo que, mesmo que eu não estivesse indo para a universidade de lá, poderíamos, pelo menos, ficar juntos. E eu arruinei tudo. Eu nos arruinei. Eu quebrei seu coração. Eu quebrei o meu. Quebrei o nosso. Eu estraguei tudo. E eu não podia nem culpar Logan. Por mais que eu tentasse, eu não conseguia. 208


Não era culpa dele que eu fui estúpida o suficiente para acreditar nele. *** À noite em que o vi no clube com outra garota, foi na mesma noite em que Greg estava lá. O melhor amigo deTy. Ele me parou no meio do caminho, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto — lágrimas que derramei por um garoto que eu mal conhecia. Ele estava com um grupo de amigos, a maioria deles eu conhecia somente de passagem, porque eles eram amigos de Ty, também. "Hey." Ele diz, levantando meu queixo para que pudesse ver meu rosto. Tenho certeza de que eu parecia tão confusa do lado de fora, quanto me sentia por dentro. "Você está bem?" Ele franze as sobrancelhas com o que parecia ser uma preocupação genuína. Mordo o lábio para não deixar o soluço escapar, mas não deu certo. A próxima coisa que eu sabia é que estava em seus braços, enquanto ele me levava até seu carro. Ele não disse nada, e ele não me pediu nada, também. Quando o choro finalmente parou, tudo o que ele disse foi: "Você quer me dizer como fodeu sua vida?" Isso me fez rir, e eu fiz. Eu queria dizer a alguém. Então eu disse a ele. Eu disse sobre meu pai, sobre Ty, e como me senti excluída depois que lhe disse que eu não poderia ir para Nova York com ele. Eu disse sobre como eu pensei que estava tudo acabado entre nós, e até disse sobre o encontro estúpido com Logan, e o telefonema que fiz depois. Eu disse sobre como fodi tudo com Ty, e mesmo implorando para ele me aceitar de volta, ele não quis, e eu tinha que aceitar isso. Greg permanece em silêncio, ouvindo cada palavra que eu digo. E quando eu termino de derramar meu coração, ele apenas olha para mim, com um sorriso triste no rosto. "Sabe do que você precisa?" Ele diz. Eu balanço minha cabeça. Ele sorri. "Banana split." Então é isso que nós fizemos. Mandei uma mensagem para Lexie e lhe disse que estava segura, e que eu iria ligar mais tarde.

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Greg me levou ao supermercado e comprou todos os ingredientes para fazer a banana split, o mesmo tipo que eles fazem na churrascaria que ele trabalha. Em seguida, vamos para o seu apartamento, que ele divide com outros dois caras, e ele começa a me animar. No momento em que o sol apareceu, não tinha percebido quanto tempo tinha passado. Ele me levou para casa e perguntou se poderia me ver de novo, que nem sequer tinha que ser um encontro. Ele só gostava da minha companhia. O resto do verão, ele fez todos os esforços para me conquistar. Ele me surpreendeu em meu trabalho com flores, e ligou ou mandou uma mensagem regularmente. Ele me disse muitas vezes que sentia minha falta, e em um ponto ele disse que estava apaixonado por mim. E logo depois, eu descobri que estava começando a odiar-me cada vez menos. A culpa do que eu fiz com Ty foi desaparecendo lentamente, e mesmo que eu pensasse em Logan, muitas vezes, eu comecei a não odiá-lo tanto, também. Eu nem sequer pensava como o novo relacionamento, talvez com o melhor amigo de Ty o afetaria. Como eu disse — estúpida. Até o final da festa da fogueira de verão, Greg e eu não se tornamos oficialmente exclusivos. Passamos tanto tempo juntos quanto possível, e ele ainda fazia um esforço para sair com Ethan e os meus amigos, e é por isso que ele estava ali naquela festa. Ele tinha quase 21 — mas ainda sim, ele estava lá. Assim como Logan. Por mais que eu negasse que vê-lo naquela noite não me afetou, realmente afetou. Ele trouxe lembranças de uma noite que tivemos juntos, e todos os sentimentos que eu tinha quando decidi terminar com alguém que poderia ter facilmente sido o meu futuro. Greg sabia que algo estava errado o resto da noite. Eu não sei se ele sabia que era com Logan que eu estava falando quando ele nos interrompeu, mas ele não fez nenhuma pergunta. Ele só me permitiu beber as minhas emoções. Olhando para trás agora, era quase como se ele tivesse me encorajado. Decidi passar a noite em sua casa, com vergonha de ir para casa no meu estado de embriaguez. Mesmo que minha mãe estivesse provavelmente desmaiada no sofá, pior do que eu estava.

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Naquela noite, ele deitou em sua cama comigo e me segurou, e então ele disse que me amava. E eu precisava disso. Eu precisava dele mais do que qualquer coisa no mundo, porra. Eu precisava de alguém para me amar, e ele disse que sim. Então, eu dormi com ele. E então eu devo ter desmaiado. Porque eu não me lembro dele puxando as cobertas de cima de mim. Eu não me lembro dos flashes quando ele tirou as fotos. E eu com certeza não me lembro dele me fodendo sem me conhecer. Ou tirando mais fotos das minhas partes mais íntimas, enquanto estava fazendo isso. O que eu me lembro — é de Ethan, seu melhor amigo Tristan, e Lexi arrombando a porta do quarto.Lembro-me de Lexi colocando um cobertor em torno de mim e depois me ajudando a entrar no carro. Lembro-me de vomitar no caminho até lá. E me lembro de Ethan voltando com um corte nos lábios, nariz quebrado e sangue por todos os nós dos dedos. Eu não conseguia olhar para ele, havia muito sangue. "O que aconteceu?" Eu disse para ninguém em particular. Minha cabeça latejava. Eu finalmente consegui enfrentar Ethan. "O que aconteceu?" Eu repeti. Ele não disse nada, apenas me envolveu em seus braços. Eu podia sentir seu corpo tremendo, e ele começou a chorar. Ethan nunca chorou. Nunca. Nem quando nosso pai nos deixou. Nem mesmo quando tínhamos doze anos e me empurrou para fora do caminho de um carro e foi atingido no meu lugar. Nem mesmo quando ele quebrou muitos ossos em seu corpo e havia sangue por toda parte. É a razão pela qual eu não posso suportar a visão de sangue. 211


Ele nem chorou quando teve que fazer uma cirurgia para colocar pinos em seu quadril e por toda as suas pernas. Mas agora ele estava chorando. "O que aconteceu?" Pergunto novamente, minha voz tensa de segurar meu soluço. Ele me segurou mais apertado. "Eu sinto muito, Dimmy. Eu estou tão arrependido." Ele repete as palavras mais e mais. Então ele me mostra as fotos em seu celular. Passei os próximos dois dias e noites vomitando. E as próximas duas semanas em um estado zumbi. Eu não comia. Eu não dormia. Eu não falava com ninguém. Ethan me pediu para prestar queixa, mas eu só queria esquecer. Ele disse que eu era idiota, e nós brigamos sobre isso. Eu não disse adeus a ele quando ele fez as malas e foi para a faculdade. Eu não cuidei da minha mãe, que nem tinha percebido que algo tinha acontecido comigo. Ethan viajava duas horas de volta para casa, quase todos os dias para cuidar de mim. E então um dia, do nada, eu me levantei, vendi todas as minhas merdas, deixei minha mãe para trás, e voei para Nova York. Bati na porta quatro vezes antes de Ty responder. E quando fez, ele estava sem camisa, calça jeans mais ou menos puxada para cima e seu cabelo uma bagunça. Mas isso não é o que eu notei. Tudo o que eu podia ver era a garota em sua cama, com os lençóis puxados até o pescoço, escondendo o que eu tenho certeza que era seu corpo nu. "Dimmy?" Ouço. Eu sabia que era Ty, mas ele parecia distante. A garota na sua cama, abre a boca formando um perfeito O. "Dimmy?" Ela repete.

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"Huh?" Eu disse, então, consigo puxar meus olhos para longe dela para olhar para Ty. Eu não sei qual dos dois me machucou mais em ver. "Tyson?" Perguntou a moça. Sua voz estava cheia de confusão, mas por trás disso, houve um apelo. Ele ficou ali, entre seu passado e seu futuro, olhando de uma para a outra. Finalmente, eu falei: "Eu sinto muito, Ty." Eu disse, olhando seus olhos claros. E então eu me virei e fui embora. Ele me chamou, mas eu não parei. Eu só queria estar em outro lugar. Eu não sabia para onde ir. Eu não queria voltar para casa. Eu não podia enfrentá-lo outro dia. Eu não conseguia ficar em Nova York. E eu estava sem dinheiro. Deixei seu dormitório e me sentei em um banco do lado de fora, à espera que as coisas mudassem. Na esperança de que algo iria acontecer em breve. Porque eu não tinha certeza de quanto mais eu poderia suportar. Foi apenas alguns minutos depois que ele saiu, com a garota que estava em sua cama ao seu lado. Eu vi quando ele lhe deu um beijou de despedida. Eu podia ver o pânico em seu rosto. Ele continuou balançando a cabeça, segurando suas mãos. Ele a levou até seu carro e esperou até que ela fosse embora antes de olhar ao redor. Eu vi seu corpo visivelmente relaxar quando me viu, sua mão subindo em um pequeno aceno. Eu tentei sorrir, mas simplesmente não conseguia. Ele sentou-se ao meu lado e cutucou minha perna com a dele. Eu não disse nada, e nem ele. Não por um bom tempo. "Onde você vai ficar?" Ele pergunta em voz baixa. "Hotel." Eu minto. Eu não tinha ideia do que estava fazendo. "Quer jantar comigo em primeiro lugar?" Eu não podia. "Eu acho que não seja uma boa ideia, Ty, com a sua namorada e tudo." "Sim." Ele concordou. "Ali é o nome dela." Eu balanço a cabeça e tento me recompor. A mágoa em ver uma garota em sua cama, mas não tanto quanto ele ter admitindo que pertencia a ela. Ali e Tyson. Reviro seus nomes na minha cabeça. 213


Eu não conseguia nem ficar brava com isso. Eu não tinha o direito. A culpa foi minha. "Então, você e Greg, hein?" Meus olhos fitam os dele. "Você sabe?" Ele parece confuso por um momento. "Que você começou a namorar o meu melhor amigo? Sim, eu sei. Eu não vou mentir Dim, estou muito chateado com isso." Eu solto um suspiro, aliviada. Mas então algo toma conta, e eu quebro. Nas próximas quatro horas, eu me sentei naquele banco e disse-lhe tudo. Sobre Logan, sobre terminar com ele, sobre o que aconteceu nas semanas após, todo o caminho até a noite da fogueira. Ele continuou em silêncio e ouviu tudo. Quando cheguei na parte sobre as fotos, sua cabeça caiu entre os ombros. Seu aperto no banco fez com que os nós dos dedos ficassem brancos. Eu podia ver os músculos do seu maxilar tenso. "Você deveria ter me dito antes." Afirma, quando eu termino de falar. "Eu não podia." Eu choro. "Dimmy." Ele limpa suas próprias lágrimas. "Eu estou tão triste que essa merda aconteceu com você. Eu deveria ter estado lá. Você deveria ter me dito. Eu poderia ter ido para você. Eu poderia ter feito alguma coisa, qualquer coisa. Você sempre será importante para mim. Eu sempre vou te amar." Ele diz. Mas não dessa forma. Não mais. Depois de mais alguns minutos de silêncio, eu me levanto, limpo o rosto com a costa da minha mão e digo: "É melhor eu ir." Ele acena com a cabeça, ficando de pé também. "Quando você vai embora?" "Amanhã de manhã". 214


"Você veio para passar a noite?" Ele pergunta. Poderia dizer que ele sabia que eu estava mentindo. "Uh huh." Eu minto. Eu planejava ficar para sempre. "Acho que eu vou te ver por aí, Ty." Ele sacode a cabeça, concordando, mas não diz nada. Eu seguro meu soluço. Então ele me puxa para ele e passa os braços em volta de mim. Fecho os olhos com a sensação. Eu odiava ser abraçada, e ele sabia disso, mas logo em seguida, foi perfeito. Ele era perfeito. E então ele me beija. Foi o adeus mais triste da história de todo o mundo, porra. Eu não queria que ele se afastasse. Eu queria ficar em seus braços, com sua boca na minha, para sempre. Mas ele faz. Ele se afasta e diz: "Tome cuidado, Amanda." Choro todo o caminho até um restaurante vinte e quatro horas, que fica a três quarteirões de distância. Eu nem sequer me preocupo com a aparência preocupada que pessoas estavam me dando. Na época, parecia que eu tinha perdido tudo o que significava para mim. Entro no restaurante, peço um café e pego meu celular. "Ethan?" "Onde você está?" "Nova Iorque." "Eu estarei aí em breve." Nove horas depois, ele estava lá. ***

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Ty ligou todos os dias depois da minha visita. Na primeira, foi apenas uma rápida verificação, e depois, lentamente, foi construído por conversas mais longas, mais profundas. Inicialmente, eu atendia, porque sabia que ele não iria parar de ligar se eu não fizesse. E então um dia encontrei-me ansiosa por suas ligações. Eventualmente, sem eu saber, ele tinha de alguma forma me ajudado a me curar. E no tempo que me mudei para começar a faculdade, eu estava quase de volta ao normal. Até o dia em que vi Logan na biblioteca, e parecia que o meu passado, minha vida, meu mundo — tinha desabado ao meu redor. Como eu disse, quase.

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CAPÍTULO 25 Logan Eu mal a vi por dois dias. Se estivéssemos em casa, ao mesmo tempo, ela me ignorava. A verdade era que eu queria vê-la, mais do que qualquer coisa. Mas eu sabia que não deveria. Então, eu não fiz. Em vez disso, eu a deixei acreditar que eu era um idiota. Eu sou. Mas não pelas razões que ela pensava. "Amandaaaa! Seu menino está em casa!" Ouço uma voz desconhecida a partir da porta da frente. Eu podia ouvir Ethan rindo, então Amanda gritando. Abro a porta ao mesmo tempo em que ela faz, mas ela não me nota. Ela praticamente corre pelo corredor. Eu a sigo porque sou um intrometido, ciumento e idiota. Um cara tinha os braços em sua volta, girando-a em seus braços. Suas pernas estavam em volta da cintura dele. Era como Tyson de novo. "Cara." Ela diz, enquanto ele a coloca de volta no chão. "Você não me disse que estava vindo!" "Eu queria fazer uma surpresa." Ela tinha um sorriso enorme no rosto. "Há quanto tempo você está aqui?" Eles conversam por mais alguns minutos. Ninguém se preocupa em me apresentar. Eu só fico lá com as mãos nos bolsos, me sentindo como um perdedor. "Eu tenho que ir trabalhar." Ela diz. "Mas depois, você é todo meu, ok?" Ele acena com a cabeça, quando ela se vira e volta para o seu quarto, passando por mim. Ela nem sequer me olha. Eu assisto o idiota olhar para sua bunda enquanto ela se afastava. "Puta merda, Amanda!" Ele grita. "A yoga deve estar funcionando. Seu traseiro está fodidamente incrível." Ela rir. 217


Quem diabos é esse idiota? Ethan vai para a cozinha, o idiota segue atrás dele. Eu ainda estava malditamente invisível. "Ethan, homem." Eu ouço o idiota dizer, tentando manter a voz baixa. "Amanda está ficando quente. Tipo realmente muito quente." Limpo a garganta quando entro na cozinha, olhando para o idiota quando faço isso. "Oh ei, cara." Ele estende a mão. "Tristan." Olho para o lado e o ignoro, em seguida, abro a geladeira e pego uma garrafa de água. Depois olho para ele novamente. "Você acha que não há problema em falar sobre a irmã do seu amigo assim?" Seus olhos se arregalam um pouco, em seguida, lentamente, um sorriso aparece. Este idiota estava realmente sorrindo para mim. "Aah." Ele diz, acenando com a cabeça. O que diabos isso significa? Cruzo os braços sobre o peito. "Talvez você devesse ter um pouco mais de respeito, não acha?" Eu não me importo quem era esse cara; ele não poderia falar sobre Amanda desse jeito. Ouço-o rir, então Ethan caminha até ele, bate em seu ombro algumas vezes, e sai da sala. O idiota endireita-se e endireita os ombros. Dou um passo para frente. Ele faz o mesmo. "Eu a conheço desde que éramos crianças." Ele começa. "Em seguida, através dos seus anos de adolescência. Sabe, quando seu corpo começou a se desenvolver." Ele faz um gesto de seios com as mãos, porque claramente ele tinha doze anos de merda. 218


Meus olhos se estreitam. Ele continua. "Ela era bonitinha na época de escola, mas ela estava com Ty. Agora, porém..." Ele para e lambe os lábios. "Cuidado com a próxima palavra idiota." Eu digo. Abro meus dedos com os polegares. Eu queria que ele continuasse. Eu queria um motivo para bater nele. Seu sorriso fica maior. Eu queria socá-lo com o meu punho. "Agora, porém, eu aposto que ela é como uma dinamite na cama." Eu o empurro. Com força. Ele tropeça para trás e bate na parede. Ethan entra. O idiota começa a rir. Ethan balança a cabeça. "Tris, não brinque com ele desse jeito." O idiota, também conhecido como Tristan, continua a rir. Eu empurro-o novamente. "Logan." Ethan avisa. "Ele está sendo um imbecil. Ele só está brincando com você. Ele é gay." "O quê?" Olho-o de cima a baixo. Ele não parecia gay. "Não olhe para mim desse jeito." Tristan diz. "Eu poderia ter a ideia errada." Ethan ri. "Você não parece gay." Eu digo estupidamente. "Nós não somos todos cheios de purpurina sabe?"

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Ethan entra na conversa. "Eu vou levar Amanda para trabalhar. Estarei de volta em breve." "Parece que é só você e eu." Diz Tristan, me soprando um beijo. Eu não pude deixar de rir. Pego duas cervejas da geladeira e entrego uma a ele. Passamos o tempo conhecendo um ao outro. Lembro-me do seu nome na história de Ty. E mesmo que ele fodeu com a minha cabeça, eu tenho respeito por ele. *** "Eu não vejo os meus pais desde que saí para a faculdade." "Sim? Isso deve ser uma merda." "Sim." Ele diz, encolhendo os ombros. "Passei a maior parte dos meus anos de escola no armário, enquanto me aventurava em Nárnia." Engasgo com a minha cerveja, engulo em seco, e depois rio. Assim como ele. "Na verdade, a primeira pessoa para quem eu contei foi Amanda." "Sério?" "Sim. Quer dizer, eu não sabia como Ethan iria reagir, sabe?" "Ele é o seu melhor amigo, certo?" "Sim, ele é. Não é que eu tenha pensado que a nossa amizade iria acabar ou qualquer outra coisa. Era apenas a reação inicial que me assustava. Eu sabia que ele ia ficar bem com isso eventualmente." "Como ele reagiu?" Ele ri. "Ele perguntou se eu achava que caras gays achariam que ele era quente. Disse-lhe que sim e ele deu uns tapinhas na minha costa. E foi isso." ***

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Todos eles organizaram uma festa naquela noite. Nem sei se eu fui convidado. Era na minha maldita casa. "Você deve convidar seus amigos." Tristan me diz. Pelo menos ele se importava comigo. "Convide Jake Andrews, ele é quente. Você são amigos, certo?" "Você está me usando para paquerar meus amigos quentes?" "Você é gay?" "Não." "Então você é inútil para mim." *** Eu convidei meus amigos, e todos eles vieram. Acabou que Amanda já tinha os convidado. Às vezes eu esqueço que ela era amiga deles também. Eu faço o meu melhor para evitá-la, mas quando chego a cozinha e vejo-a sentada no balcão, com aquele idiota do seu trabalho de pé na sua frente, algo em mim estala.

Amanda Ele entra na cozinha e congela por alguns minutos. Eu estava sentada no balcão, com Tony em pé na minha frente. Tony e eu ficamos um pouco antes de Logan aparecer. Chamei-o no segundo em que eu me senti uma coisa mínima para Logan. Eu não sou uma dessas garotas que usam um cara para provocar o outro. Obviamente. Anexo A - Tyson Landry. Logan casualmente abre a geladeira e pega uma cerveja. Meus olhos ficam focados nele, esperando ele sair. Mas ele não faz. Em vez disso, se debruça sobre o balcão à nossa frente, cruza as pernas e cruza os braços sobre o peito. Ele toma um longo gole de cerveja. Seus olhos nunca deixam os meus. Em

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seguida, com a cerveja na mão, ele me saúda. "Siga em frente." Diz, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Tony balança a cabeça antes de se inclinar para dizer alguma coisa, sua mão esfrega meu braço, mas eu não sei o que ele disse, porque tudo o que eu podia ver era Logan. Seus olhos estavam vermelhos enquanto eles se estreitam. Ele se empurra para fora do balcão e se aproxima de nós. "Posso falar uma palavra?" Ele diz preguiçosamente. Tony se vira para ele. "Realmente cara? Estamos no meio de uma coisa." Logan olha para ele, em seguida, levanta o dedo indicador no ar, girando ao redor. "Você está vendo isso?" Ele pergunta, elevando o queixo. Tony olha ao redor da cozinha, com confusão por todo o rosto. "Ver o que, idiota? Não há nada." "Exatamente." Logan sorri, e então ele estava na minha frente. "Essa é a coisa toda que eu fodi." Então ele levanta-me por cima do seu ombro, nos levando para fora da cozinha, e em direção ao seu quarto.

Logan "O que você quer Matthews?" Estreito os olhos para ela. "Por que diabos você deixou ele te tocar assim?" Eu sabia que tinha perdido o controle. Mas eu não podia me parar. "Como o quê? Deixá-lo tocar a porra do meu braço!" Ela estava chateada. "Por que diabos você se importa? Você deixou bem claro que não me quer. Então, o que diabos é isso? Você não me quer, mas ninguém pode me ter?" "Sim!" Eu grito. "Quero dizer não. Porra, Amanda. Eu não sei!" Minhas mãos vão para o meu cabelo, apertando os dedos atrás da cabeça. Eu começo a andar pelo chão, imaginando como diabos eu daria sentido a essa merda.

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"Você não sabe?!" Ela repete, raiva evidente em sua voz. "Você não sabe porra!" Ela grita mais alto. "Talvez seja esse o problema, Logan. Talvez isso sempre foi o problema. Você simplesmente não sabe. Caralho." Ela toma uma respiração profunda, tentando se acalmar. "Não posso acreditar que eu deixei essa porra acontecer de novo, o que diabos há de errado comigo?" Ela balança a cabeça, falando sozinha. "E a coisa é — eu te perdoei. A merda que você fez naquele verão eu perdoei. Você sabe o quanto isso era importante?" Eu só fico lá, as mãos nos bolsos, porque eu não tinha palavras. Nada. "Sabe quando você se mudou, eu não tinha escolha. Pensei, foda-se. Basta tratá-lo como faria com qualquer outro idiota. Eu teria ficado feliz em esquecêlo, Logan. Eu teria ficado feliz em ser apenas sua amiga, e seguir em frente. Mas você, você foi o único que continuou empurrando isso. Não eu. E agora? Agora você não sabe o que quer." Silêncio. Seguido por mais silêncio. Por mais que eu queira lhe dizer alguma coisa, qualquer coisa. Eu não podia. Então, eu não faço. Eu só fico ali, parecendo um imbecil, foda-se, eu era. "Você sabe qual é a pior parte, Logan?" Ela move-se para que estivesse bem na minha frente. Fico olhando para o chão. "Olhe para mim!" Ela grita. Então eu faço. E a segunda que eu faço, e me arrependo. Havia raiva e tristeza em seu olhar. Mas o que os mais doeu foram as lágrimas. Essas mesmas fodidas lágrimas que eu sempre causo.

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Ela toma uma respiração profunda, certificando-se de que eu a olhe. "A pior parte é que você e eu, poderia ter sido incrível. Nós poderíamos ter tido tudo, Logan. Tudo. E você estragou tudo." Então ela rir. Do tipo de riso amargo. "Eu estou pronta, Logan." Ela aponta o dedo entre nós. "Você e eu, acabou." Ela não estava mais com raiva. Ela não estava amarga ou até mesmo chateada. Era exatamente o que ela disse, estava terminado. Ela passa por mim e caminha em direção à porta, parando antes que a sua mão alcançasse a maçaneta. "Logan." Ela diz por cima do ombro. "Você precisa encontrar outro lugar para morar." Ela limpa o rosto, antes de abrir a porta e sair. Ela esbarra em Jake no meio do caminho para fora, ele parecia confuso em vêla. Em seguida, ele olha para o meu quarto, me vê, então, olha para ela, e depois para mim novamente. Ele cautelosamente entra no meu quarto e se senta na minha cadeira. "O que está acontecendo?" Ele diz casualmente. "Nada." Jogo meu corpo para trás, em cima da cama e cubro meus olhos com o meu antebraço. "Isso não se parecia ser nada para mim." Ele limpa a garganta. "Qual é o problema? Você está com ela?" "Você esteve vivendo sob uma rocha, porra? Você sabe que eu estou com ela. Não seja um idiota." Ele ri. "Cara, eu só não queria fazer suposições. Você sabe o que aconteceu da última vez que eu achei que você estava com alguém." Eu lembro. Foi naquele dia com Micky. "Então qual é o problema?" Continua. "Ela não quer você?" Suspiro alto e sento-me, para que eu pudesse enfrentá-lo. "Ela me quer, esse é o problema." Suas sobrancelhas se unem. "Sinto muito, cara. Estou um pouco perdido, então você vai ter que me ajudar aqui." Ele balança a cabeça lentamente. "Qual é o problema?" 224


"Ela é boa demais para mim, Jake. Eu não a mereço. Agora não, e nem na primeira vez." "Primeira vez?" Foda-se. Esqueci-me que ele não sabia. "Nada." Então ele olha para mim, e eu olho para trás. Ele tira o boné, passa a mão pelo cabelo, e depois o colo-o de novo. "Merda. Você está na dela, hein? Tipo, muito na dela." Eu balanço a cabeça lentamente. Ele estava certo. "Porra, cara. Eu nunca pensei que veria esse dia." Ele diz, a descrença evidente em sua voz. Em seguida, ele fica em silêncio por um tempo enquanto eu pensava sobre a torre colossal que eu tinha me metido. "Você não acha que é a sua decisão?" Jake quebra o silêncio. Olho para ele. "Huh?" "Você não acha que ela deve ser a única a fazer essa escolha? Se quer ou não estar com você? Quero dizer, se ela quer estar com você, já é alguma coisa né?" Eu continuo olhando para ele, esperando que ele continuasse. "Olha, eu sei que você gosta de ser um idiota ou o que quer que seja, mas você é um cara decente. Quer dizer, você esteve lá para Micky quando ela teve aquele susto da gravidez, e no dia seguinte, quando ela foi vê-lo, você estava—" "Você sabe sobre isso?" Eu o interrompo. Ele me olha. "Claro que sim. Ela não me disse imediatamente, mas alguns meses mais tarde. Nós não guardamos segredos, Logan. Nunca." Eu balanço a cabeça. "Tudo o que eu estou tentando dizer, é que você é um bom rapaz. E talvez, você não possa ver isso. Mas talvez ela consiga. E talvez isso possa ser o suficiente, sabe?" 225


Eu estava prestes a dizer algo, mas os gritos vindos da sala de estar nos interrompe. Nós dois se levantamos rapidamente e fazemos nosso caminho para fora. Quando saímos do corredor, tudo estava um caos. Alguém tinha parado a música e todo mundo estava olhando para o canto da sala. Nós passamos através da multidão para ver Ethan segurando um cara pelo pescoço, prendendo-o na parede. O garoto parecia familiar, mas eu não conseguia me lembra. "Nós dissemos que você não podia vir aqui." Tristan grita atrás de Ethan. Os olhos do garoto se estreitam. "Foda-se, Tris. Sua bicha!" Juro por Deus que o tempo parou, enquanto as pessoas engasgaram de surpresa. O antebraço de Ethan aperta ainda mais seu pescoço. Tristan apenas balança a cabeça e rir. "Todo mundo para fora." A voz de Ethan era plana, mas falando sério. Ninguém se mexe. Dylan se levanta do sofá. "Vocês ouviram, para fora." Desta vez, a metade do quarto à esquerda sai. A outra metade fica lá, esperando pelo show. E eu não tinha ideia do que diabos estava acontecendo. "Fora!" Ethan grita um pouco mais alto desta vez. Ninguém se mexe. Em seguida, na parte de trás da multidão. "Vocês ouviram, todo mundo cai fora!" Era James. E, desta vez, as pessoas escutam. Um a um, sai pela porta da frente. James foi o último a sair. "Vocês estão bem?" Ele pergunta a Ethan e Tristan antes de sair. James deve ter poder em sua escola; Era como se os mares se separassem quando ele falava. 226


"O que diabos você está fazendo aqui, Greg?" Ethan grita. Greg. Filho da puta. Eu estava prestes a entrar em cena, mas Jake puxa meu braço para me parar. Greg empurra Ethan. "Eu só quero dizer a puta da sua irmã, que eu não gosto que o ex-namorado dela fique me cercando, fazendo merda para mim e me chamando de estuprador, porra!" Instantaneamente meus ouvidos preenchem com o som familiar de ossos esmagados. Eu não tenho ideia de quanto tempo ficamos ali, observando Ethan bater no rosto do garoto com o punho, mas, eventualmente, Cam e Dylan puxam-no para fora. Ethan cai no chão, sua respiração ofegante, mandíbula apertada, cabeça baixa entre os joelhos levantados. Cam e Dylan seguram Greg, enquanto ele cospe sangue. Em seguida, ele levanta a cabeça, os olhos estreitos em Ethan. "Ela quis isso, sabe? Eu disse a ela que a amava e ela quis. Foi malditamente fácil. Ela foi malditamente fácil." E esse, esse foi o momento em que eu perdi o controle de uma coisa que tentei a minha vida inteira evitar. Eu posso falar merda e querer socar as pessoas, mas eu nunca fiz. Eu nunca pensei que faria. Porque, no fundo da minha mente, estava sempre com medo do que viria com isso. O segundo em que palavras de Greg saíram da sua boca; Eu estava em cima dele. E não sei exatamente como eu cheguei ao ponto do meu punho bater repetidamente em sua mandíbula, o nariz, boca e toda a sua cara de merda, mas aconteceu. De repente, havia braços em volta de mim e eu estava sendo puxado para trás, a voz de Jake estava em meu ouvido. "Isso é o suficiente, cara. Está feito." "É preciso tirá-lo daqui." Eu digo a alguém. Qualquer um. "E certifique-se de que ele não volte. Nunca mais."

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"Feito." Dylan diz. Ele arrasta aquele idiota para fora da casa, Cam seguindo atrás dele. E então eu a ouço. Seus soluços preenchendo a sala, e quando olho para ela, meu estômago cai no chão. Ela estava encolhida em um canto, com os joelhos até o peito, a cabeça entre eles. Tinha os braços cruzados sobre a cabeça, protegendo a si mesma, enquanto balançava para frente e para trás, chorando. Movo-me para mais perto dela. "Amanda." Eu tento falar através do nó na minha garganta. Lentamente, sua cabeça se levanta para olhar para mim, com os olhos vermelhos. Ela estava prestes a dizer algo, mas então seus olhos vão para Ethan, que ainda estava sentado no chão. Ela deixa escapar um soluço e, lentamente, ela se arrasta até ele, chorando ainda mais quando se aproxima. Enxugando o rosto com o antebraço e movendo-se para ficar de frente para ele. Então ela vê o sangue em sua mão e solta um barulho enquanto desvia o olhar. Ele tira a camisa, segura a mão dela, e depois sussurra algo. Ela olha para ele e quebra, caindo em si, enquanto ele passa os braços em sua volta, dizendo algo em seu ouvido. Ela balança a cabeça lentamente. Ele a pega do chão, embalando-a como uma criança, uma vez que entra em seu quarto e fecha a porta silenciosamente atrás de si. Eu não os sigo. Eu não digo porra nenhuma. Porque na minha mente, tudo o que eu podia pensar — é que era a minha culpa. É tudo culpa minha, porra. "Foda-se." Eu murmuro sob a minha respiração, enquanto algo frio foi colocado em minha mão. Eu olho para baixo para ver Lucy cobrindo com um saco de ervilhas congeladas. E então eu me lembro que todos estavam aqui. "Você está bem, cara?" Jake dá um tapinha no meu ombro. Eu balanço a cabeça, seguro o saco na minha mão e me sento no sofá. "O que diabos aconteceu?" ***

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Não sei quanto tempo se passou até que Dylan e Cam voltassem para casa. "Um dos seus amigos pegaram ele." Afirma Dylan. "Sim, você não precisa se preocupar com ele voltando aqui também. D cuidou dele." Cam confirma, sentando ao lado de Lucy e colocando o braço em volta dela. Minha mente ainda estava cheia de adrenalina, e a minha mão começa a latejar. Minha cabeça rola para o encosto no sofá, enquanto esfrego os meus olhos com a mão boa. Ouço uma porta se abrir e fechar. Ethan sai do corredor, em uma camisa nova. Ele para abruptamente quando nos vê todos ali, esperando... Eu realmente não sei para o quê. "Como está sua mão?" Ele pergunta, enquanto se aproxima. Olho para a sua. "Não tão ruim quanto a sua." Ele dá de ombros. "Ela uh, ela quer te ver." Ele vira a cabeça em direção do quarto dela. Respiro fundo para me acalmar. Não sei o se eu poderia vê-la. Acho que não tenho as palavras certas para dizer o quanto lamento por essa porra toda. Por tudo isso. Por ser um idiota. Por não ligar. Por não estar lá. Mas, principalmente, por não ser o que ela achava que eu fosse. O que ela queria que nós fôssemos. "Nós já estamos saindo." Um dos caras diz. Não sei por que eu já estava caminhando em direção ao quarto dela. Bato de leve na porta e abro-a. Ela estava deitada no meio da cama, mas aos poucos se senta na borda. Sento-me ao seu lado, olhando para o chão. Então sinto suas mãos suaves sobre a minha, removendo o saco congelado. Eu empurro-a para longe. "Logan." Era quase um sussurro. Eu limpo o caroço em minha garganta. "Ainda há sangue, você não pode vê." 229


"De quem?" "Huh?" "De quem é o sangue?" "Eu não sei." Eu ainda não conseguia encará-la. Silêncio. "Logan, o que há de errado?" Eu balanço minha cabeça. "Olhe para mim, por favor?" Ela pede. Então eu faço. E então nós estávamos olhando um para o outro, tentando entender o que era aquilo. Onde isso nos deixou. Ela me olha tão atentamente, seus olhos perfurando os meus, que acho que eu esqueço de respirar. Abaixo minha cabeça de novo, muito desconfortável para segurar seu olhar. "Sinto muito." Ela diz. Eu solto a respiração. "O quê?" "Sua mão..." Minha mente estava muito cheia de culpa para esse pensamentos fazer sentido. Eu sinto-a se aproximar de mim. Minha cabeça se levanta para encará-la. Ela estava mordendo o lábio, me olhando. "A culpa é minha." Eu digo a ela. Verdade. Ela balança a cabeça. "Eu não quero mais falar sobre isso, por favor. Eu quero que isso termine." 230


Eu levanto minha mão boa e seguro seu rosto, ela se inclina contra minha mão. Enxugo as lágrimas com o meu polegar. "Ele machucou você?" Ela fecha os olhos suavemente. "Honestamente?" Quando os abre, eles estavam focados em mim. Eu balanço a cabeça. Ela cobre minha mão com a dela e segura-a mais perto do seu rosto. "Não tanto quanto você fez. Mas isso está terminado. Acabou." Ela se deita de novo, com a cabeça no meu colo. Eu começo a correr os dedos pelo seu cabelo. Ficamos em silêncio por tanto tempo que, eventualmente, sua respiração se acalma. Ela tinha adormecido. Eu tento não perturbá-la enquanto me movo, mas ela se acorda. Seus braços vão para o meu redor, me segurando. "Eu só preciso de um pouco de água." Eu levanto minha mão. "E aspirina. Você precisa de alguma coisa?" Ela balança a cabeça enquanto fica mais confortável debaixo das cobertas. "Apenas volte, ok?" *** Quando volto para o quarto, ela estava sentada, o cobertor agrupado em sua cintura. "Você demorou bastante tempo." "Sinto muito." Eu estava de pé ao lado da sua cama, sem saber o que fazer. Ela levanta o cobertor de um lado. "Você vem?" Eu solto meu cinto e começo a tirar meu jeans. Eu noto que ela está me observando. Eu chuto para fora e tiro minha camisa. Não querendo ver sua reação, eu rapidamente deito em sua cama, e apago a luz. Estávamos deitados lado a lado, sem falar, sem se tocar. Então eu sinto um movimento do seu lado. "Por que você não ligou?" Ela sussurra, tristeza consumida em seu tom.

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Viro-me para enfrentá-la. Uma lágrima cai dos seus olhos. Eu queria me aproximar e tirar sua dor. Mas eu não faço. Eu apenas fico lá, tentando ignorar a dor em meu peito. "Eu prometo, eu vou te dizer. Mas não esta noite, ok?" Ela assente com a cabeça enquanto se aproxima. Eu passo meus braços em sua volta, segurando sua cabeça no meu peito. Seu braço passa pela minha cintura, enquanto suas pernas entrelaçam com as minhas. Estávamos tão perto quanto poderíamos estar. E, pela primeira vez em dias, estar com ela — assim — segurando-a — eu finalmente sinto como se pudesse respirar de novo.

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CAPÍTULO 26 Amanda Eu acordei na manhã seguinte pelo alarme do celular de Logan, em seguida, pelo seu profundo estrondo debaixo de mim. Minha cabeça estava em seu peito, nossas pernas entrelaçadas e seus braços em volta de mim. Sua mão estava suavemente no meu cabelo quando ele se afastava de mim. Então nós estávamos cara a cara. Ele sorri. "Deus, Amanda. Eu seria o idiota mais sortudo do mundo se eu tivesse que acordar assim, com você em meus braços, todo santo dia." Ele beija minha testa, e meus olhos se fecham. Quando se afasta, ele olha para mim. "Eu preciso que você me perdoe." Ele suspira, colocando as duas mãos no meu rosto. Eu não sei se ele estava pedindo ou dizendo, ou se ele estava mesmo falando comigo. Era como um pensamento em sua cabeça que tinha saído alto de demais. Eu abro minha boca para falar, mas ele me interrompe. "Não diga nada. Preciso te mostrar uma coisa." Ele diz, seus olhos se movendo por todo o meu rosto. "Posso te mostrar uma coisa, por favor? Ethan e eu estamos indo para o campo, mas depois disso, você vai... deixar-me levá-la em um lugar? Eu balanço a cabeça lentamente. "Tudo bem." Ele diz, pegando a minha mão e beijando meu pulso.

Logan Eu disse a Ethan que eu fui o cara que fez ela termina com Tyson. Eu disse a ele no carro no caminho para o campo e ele não disse nada. Mas agora que estamos aqui, fora do carro, cara a cara. Eu podia ver que ele queria me bater. Eu aceitaria qualquer surra que ele me desse.

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Ele me olha. Eu faço o mesmo. "Eu meio que quero te dar um soco." Ele diz. Eu balanço a cabeça. "Por que você me disse isso?" "Porque eu queria. E porque você precisava saber." "Tudo bem." Ele murmura. E foi isso.

Amanda Ele passa por uma faixa de lojas perto do campus e estaciona ao lado da estrada. Eu saio e dou dois passos antes de sentir sua mão na minha, ligando nossos dedos. "Então, você já passou nesta área? Nas lojas e outras coisas?" Ele pergunta, sua mão apertando a minha um pouco mais. Eu balanço minha cabeça. "Não na verdade. É meio difícil passar aqui com o carro." "Bom." Ele para no meio da calçada e depois se transfere para o lado, para que nós estivéssemos fora do caminho das pessoas. "Eu quero lhe mostrar uma coisa. Se estiver tudo bem?" Eu balanço a cabeça. Seu domínio sobre a minha mão fica apertado quando ele me leva para algumas ruas mais baixo e para um beco. Era um beco sem saída, sem sinais e com quase nenhuma lojas. "Você vai me matar?" Eu pergunto, apenas brincando. Ele ri, me puxando para o final do beco, para uma porta. 234


Quando entramos, eu congelo. Eu olho para Logan que estava sorrindo para mim. "Sinta o cheiro." Ele pede. Então eu faço. Fecho os olhos e respiro fundo. É o cheiro familiar de livros que eu tanto amava. "Como você descobriu esse lugar?" Eu queria perguntar-lhe como ele se lembrava, mas ele deixou claro que lembra muito daquela noite. "Eu vou te dizer mais tarde." Ele diz. Enquanto eu olho em volta. Eram prateleiras sobre prateleiras de livros, revistas, histórias em quadrinhos, tudo. Ele aperta minha mão para chamar minha atenção. "Há um ponto de café escondido lá no canto." Aponta, mas tudo o que eu podia ver eram as prateleiras de livros. "Vai." Ele sorri para mim. "Eu estarei esperando." Então eu faço. Como uma maldita criança em uma loja de doces eu ando pelos corredores, tão lento quanto eu podia, observando tudo. Eu passo por um punhado de livros até chegar aonde ele estava sentado, bebendo café e lendo um livro de biologia. Largo os livros sobre a mesa, fazendo-o olhar para cima. Ele olha para a pilha de livro e sorri para mim. "Isso foi rápido." "Isso foi apenas dois corredores, Logan. Vou estar de volta." Duas horas mais tarde eu estava de volta, peço uma bebida e sento-me à mesa com ele, com um cesto cheio de livros que eu não podia pagar e um enorme sorriso bobo no rosto. Ele olha para mim, sorrindo. "O quê?" Eu pergunto, olhando para trás. 235


"Nada." Ele balança a cabeça, lambendo os lábios. Nós não poderíamos tirar os olhos um do outro. A atendente traz a minha bebida, sorrindo como o gato Cheshire. Eu não sabia o porquê. Então ela olha para Logan. "Então esta é a sua?" Ela pergunta. Logan sorri e acena com a cabeça uma vez. "Oi Amanda." Ela diz, estendendo a mão. Eu dou um aperto, confusa. Eu olho para ela e para Logan e vice-versa. "Esperei muito tempo para encontrá-la." Ela rir para si mesma antes de se afastar. "O que foi aquilo?" Olho para Logan, com os olhos esbugalhados. "Como ela me conhece? O que ela quis dizer sobre me esperar?" Ele abre a boca para dizer algo, mas fecha-a quase que instantaneamente. "O quê?" Pergunto novamente. "Você vai pensar que eu sou o maior perseguidor do mundo." Ele ri de si mesmo, balançando a cabeça. Eu rio também. "Eu não vou. Prometo. Conte-me." "Tudo bem." Ele diz, inclinando-se em sua cadeira um pouco. Ele solta um suspiro. "Eu não tinha esquecido você, Amanda. Algumas coisas aconteceram depois do nosso encontro, mas nunca me esqueci de você. Eu queria ver você. Queria falar com você. Pedir desculpas ou qualquer coisa. Mas então eu vi você na festa da fogueira, e você estava com aquele cara e eu simplesmente não podia. Eu percebi que você tinha mudado, e—" Eu queria interrompê-lo, mas ele levanta a mão para me impedir. "Deixe-me terminar, por favor. Eu preciso tirar isso." "Ok." "Eu sabia que você viria para cá, bem, eu pensei que você viesse. Então, eu procurei por todos os lugares onde eu pensei que poderia encontrar você. Eu fui a todas as cafeterias e lanchonetes que achei que você poderia estar trabalhando. Basicamente, qualquer lugar que eu pensei que você poderia 236


estar." Ele faz uma pausa. "Está vendo? Eu disse que você iria pensar que eu sou um perseguidor." Eu fico em silêncio, com medo do que ele poderia estar dizendo. Por um ano, eu meio que tentei esquecê-lo, ele fez tudo o que podia para tentar lembrar. "Finalmente." Ele continua. "Eu comecei a ir em algumas livrarias, porque eu sabia o quanto você amava. E não foi tão ruim, existem apenas quatro em torno desta área, mas quando eu vim para esta. Eu só, não sei. Eu me senti como se fosse você. Eu senti essa conexão com você na hora em que entrei. E sei que isso soa estúpido, como uma noite juntos poderia me dar esse sentimento? Assim como todas as chances que eu tinha, eu vim aqui. Eventualmente, Chantal — a proprietária." Ele acena com a cabeça para a mulher por trás da máquina de café, que ainda estava sorrindo para mim. "Ela me pediu para sair. Ela disse que se eu não estivesse comprando nada e estava apenas entrando para o café, então eu deveria ir para uma cafeteria. Honestamente, eu acho que só a assustei, com o jeito que minha cabeça girava cada vez que ouvia os passos alguém. Ou do jeito que eu tinha ficado aqui por horas. Horas, Amanda. Eu sentava aqui por varias horas e só pensar em você." Tento engolir o caroço na minha garganta. Eu sabia que estava a dois segundos de chorar e quando fizesse, valeria à pena cada lágrima, porra. "Então, eu disse a ela." Ele continua. "Eu disse a ela tudo. Disse-lhe tudo sobre você. Sobre o nosso encontro. E sobre como eu estraguei tudo. Eu disse a ela a razão que eu vinha aqui o tempo todo, porque eu estava apenas esperando que um dia, a garota dos meus sonhos iria entrar por aquelas portas e me perdoa por ser um idiota. Que ia entrar e me dizer que estava tudo bem. Que você me daria outra chance, para que eu fizesse isso direito. Porque eu precisava disso. Eu precisava de você. E eu me sentei aqui, nesta mesma cadeira, por horas, e derramei meu coração para ela. Porque ninguém mais iria entender, Amanda. Ninguém entenderia como uma noite com uma estranha me mudou. Como eu nunca quis estar perto de alguém toda a minha vida. Só depois que te conheci." Eu sabia que as lágrimas corriam pelo meu rosto, eu podia sentir a umidade, mas eu não conseguia mover um músculo. Eu não conseguia respirar por causa da dor no meu coração. E eu ainda não conseguia tirar os olhos do seu rosto. "Quão mais?" Eu perguntei a ele. "O quê?" 237


"Quanto tempo vocĂŞ veio aqui, esperando por mim?" "Todos os dias, atĂŠ o dia em que te vi na biblioteca."

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CAPÍTULO 27 Logan Ela não falou comigo o resto do dia, ou da noite. Ela ainda não tinha falado comigo em tudo desde que saímos da livraria. Chantal — a proprietária da loja, me deu um sorriso triste e patético quando saímos. Isso foi ontem. O médico da equipe disse que eu tinha que descansar minha mão por alguns dias, então quando Nathan me ligou para dizer que estava de volta do negócio que ele teve que fazer fora da cidade — Achei que era a oportunidade perfeita para ir vê-lo. Eu abro a porta do quarto e praticamente corro pro seu. Ela estava carregando uma bolsa enorme de treino atrás dela. Parecia pesado como o inferno. Eu dou um passo para frente e pego das suas mãos. Ela resiste, mas só por um segundo. "Para onde você está indo?" Ela ri. "Ponto de ônibus." Isso sai como uma pergunta. "O quê?" Eu rio. "Onde diabos você está indo com essa coisa?" "Uh." Ela hesita por um segundo. "Casa." Ela está indo embora? "O quê? Por quê?" Eu corro para fora. Eu não quero que ela saia. Se alguém tivesse que sair, esse alguém era eu. Minha emoção deve ter sido evidente, porque seus olhos se arregalam por um pouco: "Não, Logan. Apenas uh, apenas por uma noite." "Oh." Meus ombros relaxam. Em seguida, um sorriso toma conta do meu rosto. Uma hora depois, ela estava no banco do passageiro, e estávamos voltando para casa. Foi estranho. Ela estava em seu celular, um olhar concentrado em seu rosto. Ela estava usando uma dessas bermudas curtas que sempre usava. Meus olhos continuavam desviando da estrada para suas pernas. Eu não conseguia parar. Elas são malditamente incríveis. Sem aviso, um trovão soa e a chuva começa a cair. Ela senta-se, colocando o celular de lado. 239


"Você quer que eu encoste?" "Hum, não. Você não tem que fazer isso. Tenho certeza de que você tem coisas para resolver em casa." Eu dirijo para o lado da estrada. Mal dava para ver ao redor. Seu joelho começa a balançar, provavelmente por causa dos nervos. Ela morde o polegar, olhando ao redor. Inclino-me para ajustar seu assento, onde nós podemos também ficar confortáveis. Ela fica tensa quando meu corpo cobre o seu. Quando o seu banco está bem ajustado, eu faço o mesmo com o meu. Então nós estamos lá, em silêncio, de frente para o outro. "É engraçado." Ela sussurra, alto o suficiente para ouvir sobre o som da chuva batendo contra o carro. "É como se estivéssemos em nossa própria pequena bolha." Ela fecha os olhos, seus lábios estavam tremendo. Ela estava com medo. Estendo minha mão e toco seu rosto. Ela inclina-se contra meu toque, com os olhos ainda fechados. "Logan." Ela sussurra, mais calma desta vez. Ela abre os olhos. Então eu sinto uma dor no meu peito, mas era diferente desta vez. E este foi o momento. O momento em que eu percebi que estava completamente apaixonado por ela. Solto todo o ar dos meus pulmões. "Eu não te liguei porque pensei que estava apaixonado por Mikayla." "O quê?" Ela guincha, sentando-se um pouco. Engulo em seco. Meu coração batendo com força contra meu peito. Isso pode fazer com que a gente se acerte de uma vez ou não. 240


Eu sabia que poderia perdê-la para sempre. Eu me mexo e até ficar de costa contra o assento. Meu braço cobrindo meus olhos. Eu não podia olhá-la quando eu lhe desse o motivo pelo qual ela teve que experimentar toda aquela dor. Toda a dor que eu causei. Então eu digo a ela. Conto sobre o encontro com Micky na farmácia que eu estava caminho de encontrá-la. Digo a ela sobre o susto da gravidez e que a levei para o consultório do meu pai. Digo a ela sobre o dia seguinte, quando eu estava tão fodidamente animado que iria vê-la, mas quando abri a porta para sair, Micky estava lá. Eu disse a ela como Micky chorou com falta da sua família. Sobre como eu a abracei enquanto ela chorava. Eu até lhe disse o momento exato em que pensei que sentir algo. Ela ficou quieta, mesmo quando eu tinha acabado de falar. Eu estava com medo de encará-la, por minutos, apenas ficamos ali, o silêncio enchendo a nossa pequena bolha. Então, ela limpa sua garganta. Eu finalmente tiro o braço do meu rosto e abro os olhos para olhar para ela. Ela estava me observando. Viro-me para o lado e encaro-a novamente. "Eu sinto muito, Amanda." Ela olha para o teto. "Ethan foi atropelado por um carro." Ela fala tão baixinho, que quase não dá para ouvir. "Na verdade, ele me empurrou para fora do caminho, e foi atropelado por um carro. Tínhamos doze. Eu era estúpida. Eu nem sequer olhei para os lados. Estava chovendo. Assim como agora." Sua voz estava tensa. Ela funga. "É por isso que eu tenho medo de chuva. Todo mundo tem suas razões. Pode parecer estúpido, Logan, mas, para mim, é o suficiente." Seus olhos se levantam para encontrar os meus. "Você ainda tem sentimentos por ela?" Eu estupidamente aceno. Seu rosto cai. 241


"Não assim." Eu digo rapidamente. "Não dessa forma. Eu nunca senti, Amanda. Eu era apenas estúpido, e confuso. Mas não, eu nunca tive esse tipo de sentimentos por ela." Uma enorme rajada de vento faz com que o carro trema. Ela estende a mão para segurar meu braço. Os olhos dela se fecham. "Venha aqui." Eu digo, ajudando-a a se mover até que seu corpo estivesse em cima do meu, os meus braços em torno dela. Exatamente onde ela pertencia. Outra rajada de vento. Ela fica tensa. Eu a seguro mais apertado. Um som de dor escapa da sua boca. "Estou machucando você?" Eu acaricio seus cabelos. "Não." Ela diz em meu peito. "Você está me curando." *** Eu podia sentir meu coração batendo com força no meu peito. Ela deve ter sentido isso também, porque levanta a cabeça para me olhar nos olhos. "Dá para escutar seu coração a milhões de quilômetros." "Hum." Eu cantarolo em acordo. Meus olhos estavam fechados. Minha respiração estava trêmula. Eu coloco a mão na parte de trás da sua cabeça, tentando fazê-la retomar a sua posição. Ela resiste. "Logan?" Ela tenta chamar minha atenção. Olho para ela. "O que está acontecendo?" Observo-a, seus olhos tinham uma intensidade que eu nunca tinha visto antes. "Estou nervoso." Eu digo, sem rodeios. "Por quê?" Ela tinha uma carranca confusa. 242


"Você me deixa nervoso." Ela rir um pouco. "Como posso deixá-lo nervoso?" "Eu não sei." Dou de ombros. "Tenho medo de que isso não seja o suficiente. Que o que eu disse e o que eu fiz, ou o que eu estou fazendo agora não seja o suficiente. Que você não vai me perdoar e não vai querer estar comigo. E vai fazer essa coisa — de se fechar e não falar mais comigo, ou com ninguém — por horas ou dias, e não tenho ideia de como você está se sentindo ou o que você está pensando. Então, sim, estou nervoso como o inferno de que esta seja a última vez que eu vou poder te abraçar. Tenho medo de que nunca estaremos tão perto como estamos agora. Estou com medo de que você não vai querer mais estar comigo." Ela solta um suspiro longo, com os olhos colados ao meu. Eu espero. Então ela suspira, sua testa caindo sobre meu peito. "Sinto muito." Ela diz. "Você está certo. Isso não é o suficiente. Não mais." *** Eu a segurei enquanto a chuva batia no carro. Eu a segurei mais apertado quando ficou pior. Eu a soltei quando a chuva passou. E então eu a levei para sua casa. Tudo ao mesmo tempo sem dizer uma palavra, porque realmente, o que eu poderia dizer? Ela disse que não podia ficar comigo. *** Eu estava dirigindo em torno de quatro horas. Assim que saí há muito tempo da casa de Jake. Nathan estava certo, o que ele tinha para me dizer não era sensível ao tempo. De modo nenhum. Na verdade, eu poderia ter esperado mais vinte anos para ouvir. 243


Sem perceber, eu me vejo parado em sua garagem. Eu sabia que não deveria estar aqui. Eu sabia que ela não queria mais nada comigo. Com nós. Uma mulher, eu assumo que a mãe dela, eventualmente, abre a porta. Ela usava um roupão por cima do pijama, passando a mão pelo cabelo despenteado. Ela olha para mim. Em seguida, um sorriso lento aparece em seus lábios. "Dimmy!" Ela grita, dirigindo sua voz até a escada. "Lucas está aqui." "Uh, é Logan, na verdade." Eu tento dizer a ela, mas ela já havia se dirigido para o fundo das escadas. "Dimmy!" Ela grita novamente. Ouço uma porta se abrir e, em seguida, passos. Eu continuo do lado de fora e espero. Sua mãe olha para mim rapidamente, depois de volta para a escada. "Será que ele sabe que horas são?" Ela sussurra em voz alta. Eu não sabia. Eu não tinha ideia nenhuma de que horas eram. Merda. Eu vejo suas pernas primeiro, completamente nuas, antes de ver o resto. Ela estava vestindo uma camisa de basquete, e seu óculos. Seu passo vacila quando ela me vê, mas se recupera rapidamente. "Ei." Ela diz confusa. Sua mão se levantando em um pequeno aceno. Ela puxa a bainha da sua camisa para baixo um pouco. "O que está acontecendo?" Eu estava prestes a falar, mas sua mãe fala antes de mim. "Lucas." Ela diz. "Você gostaria de algo para beber?" Eu esfrego minha mão contra o meu queixo. "Uh, é Logan, na verdade." "Eu estou brincando com você garoto." Ela e Amanda riem. "Eu sei quem você é." Eu estaria rindo muito se a minha cabeça não estivesse consumida com outros pensamentos. "Hum, eu estou bem, minha senhora. Obrigada." Eu rapidamente tiro meu boné antes de continuar. "Se estiver tudo bem, eu só preciso falar com Amanda rapidinho. Eu prometo que não vou ficar até mais tarde." 244


Ela sorri para mim. Era diferente do sorriso que ela me deu quando eu apareci. "Huh." Ela me olha de cima a baixo. "Você é igualzinho seu pai." Ela diz. Só que eu não sou. De modo nenhum. Ela nos deixa sozinhos e caminha para o que eu assumo que seja a sala de estar. Amanda dá alguns passos para frente, olhando-me enquanto faz isso. "Você está bem?" Engulo em seco. "Não, não realmente." Ela assente com a cabeça, pegando minha mão e me levando pelas escadas. Ela solta minha mão e fecha a porta silenciosamente, então faz uma pausa, olhando ao redor do seu quarto sem jeito. "Hum, sente-se, eu acho." Ela vira a cabeça em direção à cama. Eu não me movo. Ela inclina a costa contra a porta, com suas mãos para trás. Eu tento sorrir, mas sabia que eu não iria conseguir. "Então... o que está acontecendo, Logan?"

Amanda "O que você está fazendo aqui?" Eu tenho minha costa contra a porta, de frente para ele. Ele se vira e olha em volta do meu quarto, com as mãos no bolso. Seu cabelo uma bagunça completa. Seus olhos pousam na minha cama mais do que deveria. "Logan?" Tento chamar sua atenção, mas sua mente estava em outro lugar.

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Ele joga seu boné em cima da cama, então me encara. "Eu sinto muito." Ele diz. "O quê?" Eu pergunto, confusa. "Por quê?" Ele dá de ombros, com as mãos voltando para os bolsos. "Por favor, não leve a mal." Eu digo. "Mas por que você está aqui? Quero dizer, eu não me importo. Eu só quero dizer — por quê?" Vim para casa porque eu precisava ficar longe dele, mesmo que fosse apenas por uma noite. Eu precisava limpar minha cabeça e entender o que eu queria. Mas então ele me deu aquele discurso no carro, e eu me senti forçada a tomar uma decisão antes que eu estivesse pronta. E quando ele perguntou se era o suficiente, eu sabia que no meu coração não era. Talvez se ele não tivesse dormido com outra pessoa. Talvez. Ele se senta na minha cama e agarra a borda. Sua cabeça cai para a frente. Ele toma um grande fôlego, levantando os ombros com seu peso. E então ele olha para mim. Havia uma expressão de dor no seu rosto, que nem mesmo ele poderia esconder. "Sinto muito." Ele diz de novo. "Eu só, eu não sei. Eu precisava te ver." O que estava acontecendo com ele, era maior do que nós. Maior do que qualquer questão que tínhamos que resolver. Eu me viro para a frente da porta e abro-a. "Mãe!" Eu grito. "Logan vai passar a noite aqui." Sem esperar pela resposta, eu subo na cama e espero que ele se junte a mim. "Você tem certeza?" Ele diz através de um sorriso quase tímido. Mas ele não estava perguntando. Não realmente. Sua camisa e jeans estavam fora e ele estava deitado na minha cama antes que eu tivesse a chance de responder. Então nós ficamos ali, lado a lado, sem nos tocar, sem falar. "Eu menti." Ele diz, quando eu estou prestes a me render ao sono. "O quê?"

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"Eu menti." Ele repete. "Eu estava sendo um idiota. Eu não dormi com ninguém. Eu disse isso porque queria que você me odiasse. Assim você não iria querer ficar comigo. Porque é minha culpa que você passou por todas essa merda depois do nosso encontro. É a porra da minha culpa, e eu não mereço ter você." Meus olhos se abrem. Eu estava completamente acordada. "O quê?" Eu digo novamente. Ele levanta seu braço para cobrir seus olhos, mesmo que já estivesse escuro no quarto. "Eu tentei." Ele começa "Eu realmente fiz. Tentei deixá-la em paz, mas acho que não posso fazer isso." Eu solto uma respiração rápida. "O que você está dizendo?" "Você me tem, Amanda. Tudo de mim." *** Eu fiquei acordada por muito tempo depois da sua confissão. Ele adormeceu quase que instantaneamente. Eu poderia dizer o momento em que sua respiração tinha se acalmado. "Logan?" Eu sussurro. Ele não responde. Então Estendo a mão, seguro a sua. E deixo-me tê-lo. Todo ele. *** Sinto sua mão se separando da minha, antes que eu pudesse me acordar. O calor do seu corpo escapa de debaixo das cobertas enquanto a cama levanta. Ele estava saindo. Eu lentamente abro meus olhos e vejo quando ele coloca a camisa de volta. Sento-me rapidamente. "O que você está fazendo?" Eu digo em voz baixa. Checo meu celular; eram duas da manhã. Sento-me na beirada da cama e ele vira o corpo para me encarar. "Sinto muito." Ele continua dizendo que estava arrependido e eu não tinha idéia do porquê. "Eu não devia ter vindo aqui. Volte a dormir, eu vou encontrar meu caminho." Fico de joelhos e aproximo-me dele. "O que está acontecendo, Logan?" 247


"Nada." Seus olhos correm ao redor do quarto, em todos os lugares, menos em mim. Havia uma tristeza consumida em suas feições. Eu sabia que ele estava mentindo. Eu suspiro. "Obviamente é algo. Você está aqui não está?" Ele não responde. Chego mais perto, e então uno nossos dedos. Seus olhos vão para os meus. Eles pousam em nossas mãos unidas e volta para mim novamente. Ele engole em seco. "Será que isso, quer dizer que você—" Eu o interrompo com a minha boca. Beijo-o lentamente, deixando meus lábios permanecerem no dele. "Fique?" Pergunto. "Sim." Ele responde, mas não se move. Eu espero. Ele olha diretamente para mim. Seu olhar tão intenso. Recuso-me a desviar o olhar. Finalmente, ele desvia. "Eu apenas descobri que tenho uma irmã." Diz ele, do nada. "O quê? Como?" É evidente que eu estava confusa. E chocada. Mas na maior parte confusa. Seu polegar passa pelas linhas entre as minhas sobrancelhas. "Eu sou adotado." Informa. "QUE?! E você só descobriu agora?" Eu quase grito. Sua mão cobre minha boca, e então ele ri. "Não, Amanda. Eu já sabia. Aconteceu quando eu tinha sete anos. Então... não é um grande negócio. Mas ela estava me procurando. Acho que me encontrou." Eu estabeleço meu coração frenético. "Estou confusa." Eu digo a ele, fazendo beicinho um pouco. 248


"Sim." Ele concorda, olhando para longe. "Honestamente, eu também." Ele me beija rapidamente, em seguida, tira a camisa e faz um movimento para deitar-se na cama. Sigo-o. Então ele nos posiciona de modo que seu braço estava debaixo da minha cabeça e eu estava deitada de lado, com a cabeça apoiada em seu peito. Ele olha para o teto. Eu olho para ele. Então ele fala. "Meus pais biológicos eram idiotas, Amanda. E eu não estou falando apenas de idiotas negligentes. Estou falando de abusivo, drogados e idiotas." Engulo em seco. Ele continua. "Quando eu tinha sete anos, meu pai me bateu tanto, que mesmo em seu estado confuso, minha mãe sabia o suficiente para me levar ao hospital." "Oh meu Deus." Eu respiro. Sua mão pousa sob minha camisa, acariciando em círculos lentos minha costa. Como se precisasse me confortar. "Você se lembra do meu pai? você meio que o conheceu naquela noite." Eu balanço a cabeça. "O cara para quem a minha mãe trabalha?" "Sim." Eu podia sentir seu sorriso. "Ele foi o meu médico, quando ela me levou para lá. Meus pais biológicos nunca mais voltaram, então ele me adotou." Eu tento manter minha respiração calma. Eu tento segurar as lágrimas. Eu tento tão duro esconder o fato de que meu coração estava partido. "De qualquer forma." Ele fala de forma tão casual, aparentemente não afetado. "Aparentemente, o imbecil não era apenas um idiota comigo, mas com sua esposa também, porque ele teve uma filha com outra mulher. Aparentemente, ela tem a minha idade. Ele sabia sobre ela. Costumava visitá-la o tempo todo. Acho que ele a amava, e me usava como um saco de pancadas." Enxugo as lágrimas em seu peito. Fungo um pouco. "Logan." Eu consigo dizer através do caroço gigante na minha garganta. "Eu sinto muito."

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Ele nos ajusta, de modo que eu estava completamente em cima dele. Sua mão na minha costa me acariciando. Sua outra mão brincava com meu cabelo. "Como é que você descobriu?" "O pai de Jake. Ele é tipo o meu advogado. Ela — a minha irmã — estava procurando por mim. É uma longa história." O silêncio enche a sala enquanto eu tentava imaginar sua vida. "Você se lembra?" Pergunto. "Lembro-me de quê?" Ele responde, com a voz baixa e áspera. "No dia. Quando ele—" Olho para cima e encontro seus olhos. "Quando ele te machucou. Lembra-se do porquê? Ou como?" Ele engole em seco, os olhos se fechando lentamente. Ele acena com a cabeça uma vez. "Lembro-me do telefone tocando e minha mãe ter atendimento. Imediatamente, ela estava olhando para mim. Tentei me lembrar do que eu poderia ter feito para alguém ter que ligar para ela. Eu não conseguia pensar em nada. Quer dizer, mesmo sendo uma criança eu entendia sobre quem ela estava falando, era sobre mim. Lembro-me dela desligar e, em seguida, gritar comigo, dizendo que meu pai ficaria puto. Ela me bateu apenas uma vez em meu rosto, antes de ir para fora fumar. Sabia o que estava preste acontecer. Lembro-me de ter me esforçado para não chorar. chorar só a deixava mais louca. No segundo em que ela acendeu o cigarro eu tentei correr, mas ela me encurralou. lembro-me de ter mijado na calça." Sua voz falha. Ele faz uma pausa para limpar a garganta. Eu mantive a minha boca em sua clavícula, deixando as lágrimas caírem silenciosamente. Eu podia sentir meu corpo tremer. Ele deve ter sido capaz de sentir minhas lágrimas encharcando sua pele. Mas ele nunca parou os movimentos de suas mãos. Nem uma vez. Os movimentos circulares na minha costa, o carinho no meu cabelo. Tudo isso. Ele nunca parou. Ele estava me confortando. E eu não podia fazer nada para confortá-lo. "Ela sempre batia onde ninguém podia ver. Seu lugar favorito era debaixo dos meus braços. Ela sempre cobria minha boca com a mão para que eu não pudesse gritar. Então ninguém podia ouvir meus gritos." Eu não pude parar o soluço que escapou. "Shh." Ele me acalma. Como? Como ele pode ser tão calmo? 250


"Então ela me trancou em um pequeno armário por horas. Sem comida. Sem bebida. Deixou-me sentado ali chorando baixinho em meu próprio mijo. Esses foram os piores momentos, porque eu nunca sabia quanto tempo levaria até que alguém me tirasse dali. Eu juro que às vezes eram dias. Parecia malditos dias." Suas palavras terminaram em um sussurro. "Você pode parar. Você não tem que continuar. Sinto muito." Eu balanço a cabeça freneticamente. Sabia que eu não podia aguentar mais. Mas ele não parou. Ele continuou. Eu não sabia se era por mim ou por ele. "Lembro-me de ouvir sua voz. Ele sempre me assustava sabe? Mesmo quando não estava com raiva. Era um estrondo profundo. Lembro-me de pensar que talvez ele fosse um monstro. E não o meu pai. Algumas noites enquanto eu dormia e sonhar que era verdade. Que meu verdadeiro pai estava lá fora, e que este era o pai falso e um monstro. E um dia alguém iria matá-lo. Você pode imaginar isso?" Ele ri. "Uma criança esperando que alguém matasse seu pai. Que diabos havia de errado comigo?" Nada. Nada havia de errado com ele. Eu não quero nada mais do que matar esse homem agora mesmo. "Ele abriu o armário. A primeira coisa que vi foi o punho. Ele já estava fechado. Seu rosto estava vermelho. Durante meses depois, quando eu fechava meus olhos, via o rosto dele. Ele era a causa de todos os meus pesadelos. Esse fodido monstro. Foi primeiro o soco na minha cara. Os próximos nas minhas costelas. Eu sabia que ia ser ruim, porque normalmente ele falava comigo enquanto fazia isso. O filho da puta gostava de perguntar se estava me machucando, enquanto ele estava me machucando. Ele ria enquanto eu gritava. Mas, desta vez, ele não disse nada. Apenas manteve os socos, chutes, até que eu era uma bola no chão. Lembro-me de estar com minhas mãos e joelhos no chão. Ele agarrou meu cabelo em suas mãos. Eu estava cuspindo sangue, quase inconsciente. Então ele levantou a cabeça e se agachou para olhar nos meus olhos. Ele disse: 'Essas contusões é para todos verem e saberem que você é um bostinha." Eu vacilo quando ele fala essas palavras. Ele continua: "E então ele se levanta, e chuta minha cabeça com suas botas. Foi quando tudo ficou escuro. Isso é tudo o que eu me lembro." Meu Deus. "Logan." Eu digo de novo. Eu não sabia mais o que dizer. "Pare. Favor. Eu não posso. Sinto muito. Simplesmente não posso." Eu estava chorando. Eu tentei abafar o som com o seu pescoço. Mas não deu certo. 251


"Shh." Ele diz. Mas estava distraído. "Está tudo bem." "Como está tudo bem?" Levanto a cabeça, olhando em seus olhos. Seus olhos verdes tão claros de qualquer emoção. "Porque..." Ele diz, beijando-me suavemente. "Acabou. Seguimos em frente, certo?" Eu balanço a cabeça. Eu não sei por que fiz isso. Porque não estava. Não estava tudo bem. Então sinto suas mãos me movendo para trás. Seus dedos no meu cabelo congelam. Eu olho para ele. "Eu nunca disse isso a ninguém." Ele diz, suas sobrancelhas arqueadas. "O quê?" "Lembra quando te disse que eu não falava há algum tempo, quando eu era criança?" "Sim." "Eles estavam tentando me fazer dizer-lhes o que aconteceu, mas eu nunca fiz. Nunca contei a ninguém. Só você." Eu tomo uma respiração lenta por muito tempo. Meus olhos caem de seu olhar. "Por que eu?" "Porque, Amanda." Ele levanta meu queixo com o dedo. "Porque você e eu, nós vamos ser incríveis juntos." *** Há uma batida em minha porta. "Dimmy! É melhor você não estar fazendo bebês ai dentro!" Meu Deus. "Mãe! Estamos dormindo." Os olhos de Logan se abrem. Ele olha para mim, depois para o lado oposto, onde minha mãe continua batendo. "Eu tenho que sair?" Ele sussurra. Eu balanço minha cabeça. 252


Então a porta se abre. Minha mãe estava na porta, com os braços cruzados. "É meio-dia, Dimmy. Saia dessa cama. Vocês estavam fazendo sexo?" "Oh meu Deus." Ouço-o murmurar. Ele começa a corar. "Mãe!" Eu aviso. "Nós não estamos fazendo sexo, nós estávamos dormindo." Ela revira os olhos. "Nós estamos vestidos, veja." Eu levanto as cobertas para que ela pudesse ver por si mesma. "Merda." Logan bufa, cobrindo rapidamente sua ereção com as mãos. Ele puxa o cobertor da minha mão e se cobre. "Que diabos?" Ele sussurra para mim, balançando a cabeça, com seus olhos arregalados. Eu rio. "Não é engraçado." Ele grunhe. Minha mãe lentamente fecha a porta. "Seu pai com certeza não tinha essa aparência tão boa." Assim que ela estava fora, Logan estava em mim. "Que diabos?" Ele diz novamente. Eu rio. Mais uma vez. Saio da cama e fico na borda. "Vamos, Lucas. Deixe-me fazer-lhe o café da manhã." *** Logan queria ir até sua casa e falar com seu pai sobre toda a questão da sua irmã perdida. Eu lhe digo que ia esperar por ele em sua casa da piscina. Então é aí que eu estava, olhando em suas roupas e retirando todas as suas antigas camisas esportivas. Ele volta meia hora mais tarde. Seus olhos foram imediatamente para a pilha de roupas sobre a cama. "Você está pronta?" Ele pergunta, com os olhos no restante da pilha. 253


"Quase." Eu digo a ele, embalando as roupas em uma bolsa de treino velha que encontrei. Ele caminha até mim para me ajudar, pegando uma camisa de basquete e colocando-a na sua bolsa. "O que você está fazendo?" Dou de ombros. "Eu não posso estar na mesma cama com você, usando a camisa de outro idiota." Estendo a mão e beijo-o rapidamente. "Ok, menina bonita." *** Debruço-me sobre o console central e pego sua mão. Ele estava dirigindo para casa. "O que você vai fazer, Logan?" Ele me olha de lado, e depois aperta os lábios. "Eu realmente não sei." Ele dá de ombros. "Não vai mudar com o tempo, certo? Então, eu acho que eu vou pensar sobre isso, sabe?" Eu balanço a cabeça. "Obrigado, por compartilhar isso comigo. Eu sei que deve ter sido difícil para você." Ele leva minha mão à boca, beija o interior do meu pulso, e depois a descansa em seu colo. Seus ombros se erguem. "Você é a minha pessoa, Amanda. É o que nós fazemos, não é?"

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CAPÍTULO 28 Logan É oficial. Ela tem minhas bolas e não está devolvendo. Nunca. Fazia uma semana que Amanda e eu nos tornamos um casal, mas nós dois estávamos estado tão ocupados com treino, as aulas, trabalho e a escola, que mal tínhamos tempo de ver um ao outro. Eu estava tão ocupado fazendo sessões de treinos duplos por causa do próximo jogo, que eu nem sequer tinha tempo de levá-la para o trabalho. Fui buscá-la todas as noites, mas no momento em que chegavamos em casa, nós dois estávamos cansados demais para falar sobre nossos dias, muito menos brincar. Eu tocava seus seios de vez em quando, mas foi o mais longe que fizemos. Ela pergunta a noite se voltaríamos falar sobre o que aconteceu quando eu era criança. Eu disse que não. Disse-lhe também que ninguém mais sabia. Nem mesmo o lado da adoção. Ninguém, menos Jake e Micky. Não é que eu não confiava em ninguém. Eu só não queria a piedade de ninguém. Particularmente a dela. Então ela não me perguntou mais. Eu estava sentado na minha cama, livros em todo o lugar, quando ouvi a porta da frente se abrir e depois fechar. "Babe?" Ela grita. "Cama." Ela entra no meu quarto, larga a mochila no chão e se joga sobre a cama, colocando a cabeça no meu colo. "Estou tão delirantemente cansada." Ela diz. Tento conter meu riso. "Tente tirar um cochilo." Sua cabeça se levanta para olhar para mim, para que pudesse me mostrar o rolar de olhos mais exagerado do que nunca. "Se eu tivesse tempo para tirar um cochilo eu não teria esse problema."

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"Desculpe." Eu faço uma careta. "Você está de bom humor." Ela resmunga. "Eu tenho que estar no trabalho em uma hora." Sua cabeça cai para trás no meu colo. "Alguém pode cobrir o seu turno?" "Não!" ela retruca. É evidente que eu era um idiota por ainda perguntar. Ela levanta a cabeça de novo, olhando para meu colo por alguns segundos. Em seguida, levanta as mãos preguiçosamente e começa a desfazer o cordão da minha calça. "Vamos fazer sexo." Ela anuncia através de um bocejo. O quê? "O quê?" Tento empurrar meus quadris para trás, mas não havia nenhum lugar para ir. "Eu não sei." Ela diz, enquanto começa a colocar a mão dentro da minha calça. Eu pego-a. "Que diabos você está fazendo?" Digo rindo. Ela solta um gemido frustrado. "Eu não sei. Eu não sei o que está acontecendo agora. Estou tão cansada. Não é a vida real?" Ela faz beicinho. Ela parecia tão bonitinha. "Logan?" Ela suspira, virando e olhando para mim. Eu acariciava seu cabelo, tentando fazê-la relaxar. "Sim?" "Por favor, não fique bravo, mas eu tenho que trabalhar durante o jogo de amanhã. Todos de lá vão e eu não poderia ficar de fora. Sinto muito. Não me odeie." Seus olhos começam a se fechar. "Isso é uma merda." "Logan?" "Sim?" "Por que não fizemos sexo ainda?" "Porque não é só sexo com você. Nunca vai ser."

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CAPÍTULO 29 Amanda Dias de jogos eram sempre muito ocupados no bar. Mas hoje foi agitado, pois foi o primeiro jogo da temporada. Tentei assistir tanto quanto eu podia na tela grande, mas eu estava completamente distraída e inútil no meu trabalho. Os olhos de todos estavam colados à tela, Jake estava lançando, e Logan estava pegando. O zumbido até agora era sobre a dinâmica entre Andrews / Matthews. Pessoalmente, eu apenas pensava que o meu garoto era fodidamente incrível. Eu não vi, mas ouvi. Todo mundo estava em pé, comemorando. Atravesso a multidão para que eu pudesse olhar para a TV. A câmera estava em Jake e Logan, eles estavam falando alguma merda enquanto caminhavam para o banco de reservas. Ambos com enormes sorrisos. Logan tirou sua máscara, e suas covinhas estavam em plena exibição. Meu coração se derrete — se alguém merecia ter um momento como este, era ele. Eu sou levantada do chão pelos braços de alguém ao meu redor. No começo eu entro em pânico, mas quando percebo que era apenas Shane, amigo de Ethan, celebro com ele. "Vejo você mais tarde!" Ele grita. "O quê?" Ele joga a cabeça para trás em uma gargalhada. "Ethan ligou!" Ele teve que gritar sobre as celebrações em torno de nós. "Festa na sua casa!" Normalmente, eu ficaria chateada. Mas agora, eu simplesmente não me importava. O jogo terminou e o bar esvaziou logo depois. Porque nós estávamos tão perto do campus, a maioria dos hóspedes eram estudantes, o que significava que eu provavelmente iria vê-los em minha casa. *** Duas horas mais tarde, eu finalmente estaciono na calçada. Ethan me emprestou o seu carro, porque sabia que ia ficar bêbado. Havia gente por toda a casa, e a música estava tocando. 257


Eu vi um monte de garotas e rapazes no gramado da frente. Eu reconheci os caras da equipe. Estava todo mundo aqui? De repente, eu estava nervosa. Era diferente quando estava só eu e Logan e nossos amigos próximos, mas eu não sei como seria na frente de todos. Eu sei que não deveria estar, e uma parte de mim odeia que eu fosse assim. Mas eu não podia deixar de ser insegura. Eu estava confiante com a forma como ele se sentia sobre mim. Era apenas como as outras pessoas sentiam sobre nós. Eu não deveria dar a mínima. Mas eu fiz. Eu faço o meu caminho para dentro da casa e vou até a cozinha. E ele estava lá, encostado ao balcão, cerveja na mão, os braços cruzados sobre o peito. Com duas garotas na sua frente. Tentando claramente flertar com ele. Provavelmente tentando levá-lo para um ménage à trois. Ele balança a cabeça, claramente desinteressado em tudo o que elas estavam oferecendo. Ele deve ter me sentido, porque seus olhos se moviam ao redor, até que, finalmente eles encontram com os meus. Eu continuo lá, esperando. Antecipando seu próximo movimento. Lentamente, ele começa a sorrir, mais e mais até que suas covinhas ficam tão profundamente visíveis. Ele se afasta do balcão sem dizer uma palavra, caminha entre as duas garotas, até que está na minha frente. Então nossos peitos se tocam. Então nós apenas olhamos um para o outro, usando os mesmos sorrisos patetas. Sem dizer uma palavra, ele pega minha mão e me leva para o seu quarto, fechando a porta atrás de si. "Eu queria tanto estar lá." Eu digo, ao mesmo tempo, que ele diz: "Eu queria que você estivesse lá." Então rimos um para o outro. Sento-me na cama. Ele andava pelo chão. Era evidente que a adrenalina do jogo ainda estava fluindo em suas veias. "Oh Deus." Ele começa, seus dedos ligados por trás de sua cabeça. "Eu não consigo nem explicar como foi." 258


"Experimente!" Eu digo a ele. Eu precisava saber. Eu queria compartilhar a emoção com ele. Ele me encara, seu sorriso enorme. Ele balança a cabeça, como se não pudesse acreditar. "Foi — eu não sei. Estar lá, com a multidão aplaudindo, tão alto!" Ele começa a ficar animado. Suas palavras saindo apressadas. "Foi inacreditável. Quero dizer — eu já joguei antes, mas nunca foi sobre mim. E, desta vez, meio que era, sabe? E a multidão era selvagem. Tipo, selvagemente louca. E eu estava compartilhando isso com o meu melhor amigo. Sabe, muitas pessoas poderiam dizer que já experimentaram algo parecido. Quero dizer Jake — ele provavelmente está acostumado com isso. Mas, para mim, foi uma espécie de irreal. Eu só—" Ele para abruptamente, em seguida, se aproxima de mim. Ele olha nos meus olhos. "Por que você está chorando?" Limpo meu rosto, surpresa. Eu nem sabia que estava. "Sinto muito." Fungo, enxugando-as com a palma da minha mão. "É apenas..." Eu tento acalmar a minha respiração. "Depois de tudo o que aconteceu com você, e apenas, é como se você nem os deixasse chegar até você. E você merece ter esse momento, Logan. Você merece todos os momentos incríveis do mundo. Eu só estou tão feliz por você e eu estou sendo uma pessoa besta, porque isto deve ser sobre você e eu não consigo parar de chorar." Eu suspiro. "Eu só — eu quero que você seja feliz." Ele ri um pouco, se sentando ao meu lado. "Estou muito feliz." Ele diz, puxando minha cabeça para seu peito. Ele pega minha mão e beija o interior do meu pulso. "E você não é uma pessoa besta. E mesmo se fosse — você é a minha pessoa besta."

Logan Ficamos sem álcool há uma hora. Foi na mesma hora que a maioria das pessoas foram embora. Engraçado como isso aconteceu. Agora éramos só nós e os nossos amigos no quintal. Estávamos todos um pouco tontos. Amanda tirou seu uniforme e está usando um vestido. Eu não sei nada sobre roupas femininas, mas eu sei que essa roupa fez seus seios parecerem maiores. Eu estava olhando para eles a noite toda. Ela tinha seios bonitos. Eu provavelmente deveria dizer isso a ela com mais frequência. Ela sabia como eu me sentia sobre sua bunda. Gostaria de saber se partes do seu corpo ficavam

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com inveja umas das outras. Talvez eu devesse dizer a ela que amava seu corpo inteiro. Talvez eu devesse dizer que a amo — espera. Não. "Oh, sim." Micky diz, puxando-me dos pensamentos. "Talvez eu devesse lembrar-lhe que atendi uma chamada em seu telefone de Marissa na semana passada." Lucy engasga. Os caras ficam em silêncio. Sabemos quando manter nossas bocas fechadas. Amanda obviamente não. "Quem é Marissa?" Diz ela perto de mim. Eu balanço a cabeça para ela. Ela encolhe os ombros. "A ex-namorada super modelo do Jake." Responde Micky. "Ela não é a minha ex-namorada." "Seja como for." Micky bufa. "Cara." Jake diz para mim. "Diga a ela." Eu tomo uma respiração profunda. "Ela não é." Eu digo para Micky. "Eles nunca namoraram. Ela queria. Ela convidou a si mesma como sua acompanhante para o baile. Acho que eles apenas se pegaram um par de vezes." O rosto de Micky se contorce com um olhar de desgosto. "Sem sexo." Eu esclareço. "Oh, bem, isso ajuda." Ela revira os olhos. Em seguida, Dylan fala: "Quem dá à mínima. Vocês estão juntos agora. Isso é o que importa, certo?" Há uma pontada de raiva em seu tom. Ele fica em silêncio por um momento. Ninguém querendo falar. Dylan tinha esse tipo de presença. Amanda me cutuca, com um olhar interrogativo no rosto. Acho que ela não tinha visto esse lado de Dylan antes. Eu apenas sorrio para ela, meu braço indo ao redor do seu ombro, inclino-me para lhe dizer alguma coisa, mas meu boné bate em sua cabeça, ela ri. Inclinase, empurra o boné para trás, em seguida, retoma a sua posição. "Você está bêbado?" Ela pergunta. Sim. "Eu acho que talvez um pouco. Mas foda-se, eu senti sua falta." Eu sussurro em seu ouvido. 260


Os outros começam a falar de novo, ignorando-nos. Ela morde o lábio, virando a cabeça para mim. Vejo-a lentamente se inclinando. Meu coração começa a bater mais rápido. Lambo meus lábios e espero. Mas, em seguida, a porta dos fundos se abre e eu ouço Heidi. "Ei." Ela nos cumprimenta, fazendo com que Amanda se afaste. Eu jogo minha cabeça para trás, frustrado. E então vejo Lucy sorrindo. Ela inclina a cerveja em minha direção. Eu faço o mesmo. "Que bom que você já pode se juntar a gente." Dylan cospe. Heidi dá um passo à frente, ficando mais perto dele. "Eu disse que tinha coisas para cuidar na irmandade." Ela parecia chateada. Amanda se aproxima mais de mim. Eu esfrego seu braço para cima e para baixo. Todo mundo assiste Dylan e Heidi. "Coisas, claro." Ele revira os olhos, zombando em seu tom. "Você quer dizer coisas com aquele idiota do Jonas" "Agora não, D." Ela está ficando cada vez mais irritada. "Não agora, diz ela." Ele enfrenta todos, em seguida, olha para ela. "Então, quando? Quando você achar tempo para o seu maldito namorado, hein?" Ele fica de pé, cara a cara com ela. Nós nunca vimos Dylan e Heidi discutirem, então o fato de que isso estava acontecendo agora, tinha nos deixado um pouco nervosos. "Oh, espere..." Dylan continua. E eu não sei muito sobre garotas, mas eu tenho certeza que era melhor ele calar a boca. Fosse o que fosse que estava acontecendo entre eles, deve estar acontecendo há um bom tempo. Dylan nunca falou nada assim para Heidi. Nunca. "Talvez eu devesse perguntar a Jonas quando ele estiver livre, talvez ser claro com ele." "Você é um idiota!" Ela grita, enxugando as lágrimas. "Cara." Jake tenta acalmar a situação. "Cala a boca, Jake." Dylan avisa. Ele deve estar bêbado. 261


Em seguida, Dylan continua. "Estou ficando cansado dessa merda, Heidi. Quer ficar com ele. Fique. Mas você tem que termina isso primeiro. Você tem que ser a única a terminar comigo." Que diabos estava acontecendo? Ele continua. "Você acha que as garotas não ficam atrás de mim todo o santo dia. Você não vê, não é? Sabe por quê? Porque eu mostro que não estou interessado em ninguém além de você. Então, sabe como sou tratado? Como uma merda. Você me ignora por dias, e gastar todo o seu tempo com esse idiota!" "Foda-se, Dylan!" Ela se vira e vai embora. "Porra." Dylan suspira. Então ele corre atrás dela antes que qualquer um de nós diga alguma coisa. Todos ficam em silêncio. Ninguém queria falar. Em seguida, ouço um som de golpe. Ouço Cam gritar, e sua cadeira sendo empurrada para trás. Ele estava de pé esfregando a cabeça, de frente para Lucy. "Que porra é essa, Luce?" "Por que diabos você nunca bancou o quente-macho-alfa-ciumento comigo?" "Você está brincando comigo agora?" "Foda-se Cameron. Quero essa mesma merda de tratamento. Vou começar conversar com outros idiotas." Olho para o chão ao lado da sua cadeira; havia cinco cervejas vazias. Então Jake ri. Todo mundo olha para ele. "Merda, cara, ela não sabe sobre o Mike?" Eu rio, lembrando de Mike. "O quê?" Ela se vira para Jake, e depois para mim. "O que você está falando?" 262


"Cale-se." Cam vira-se para mim. Eu rio mais ainda. E só para ser um idiota, eu não ouço Cam, ao invés disso eu conto a história a Lucy. Sobre quando eu ouvir esse tal de Mike, que era da nossa escola, falando sobre Lucy nos vestiários. Ele era seu parceiro em alguma classe e se gabava de como podia ver seus seios, quando ela se agachava. Ela engasga, neste ponto, mas eu continuo. Digo a ela que quando mencionei isso para Cam, no dia seguinte Mike veio para a escola com um olho roxo. Ele não disse a ninguém como ficou daquele jeito. Cam olha para mim com um olhar de 'calar a boca' em seu rosto, mas eu não me importo. Lucy está olhando para Cam em estado de choque. Seu rosto corado do álcool. Então Amanda suspira perto de mim. "Oh meu Deus." Ela começa. "Lembra-se daquele cara — seu parceiro da aula de jornalismo? Aquele que te convidou para sair no último semestre? Cam estava atrás de você... e ele não sabia..." Ela para. "Oh Deus." Lucy sussurra. Amanda dá uma risadinha. "Essa foi à última vez que o vi na sala de aula, lembra? Ele largou a classe." Cam olha para o chão, balançando a cabeça. Ela continua, inclinando-se para mais perto de mim de novo. "E toda vez que ele via você, fugia para a direção oposta!" Ela estava rindo. Então Micky também. "É verdade?" Lucy pergunta a Cam suavemente, levantando-se da sua cadeira. "Seja como for." Cam diz. "Eu estou chateado com você, Luce. Não me trate assim." "Puta merda, Cameron." Ela diz sedutoramente. Todos nós assistimos, tentando segurar nossas risadas. "Droga, Lucy." Ele diz, ficando de frente para ela. Ela morde o lábio e olha-o de cima a baixo. Amanda segura meu braço, o rosto pressionado contra ele para bloquear o riso. Lucy olha para o pau de Cam. 263


Ele cobre seu pau com as duas mãos. "Estou falando sério, Lucy." Ele dá um passo para trás. Ela dá um passo para frente. "Pare de me violar!" Ele grita. "Eu tenho sentimentos, sabe!" Ela dá mais alguns passos para frente, até que estivesse na frente dele. Ela coloca a mão sobre a dele; que ainda estava cobrindo suas partes, e ergue as sobrancelhas. "Não." Ele adverte. Ela faz beicinho. "Não." Ele diz novamente. Ela lambe os lábios. "Oh, foda-se!" Ele resmunga, antes de levantá-la sobre seus ombros. Ele bate com os punhos em mim quando passa. "Eu quero que você me foda com força hoje." A ouvimos dizer. O segundo em que ouvimos a porta se fechar, todos nós caímos na gargalhada. Um minuto depois, Ethan volta para casa com James ao reboque. Jake levanta-se. "Nós estamos indo." Micky apenas balança a cabeça, seguindo atrás dele. "Tenham uma boa noite." Ela sorri para nós. *** Nós dois estávamos um pouco perdido no momento em que fomos para cama. Ela tira seu vestido e fica apenas em seu sutiã e calcinha. Eu estava fazendo tudo o que podia para não tocá-la de forma inadequada. "Então, você provável vai ficar mais ocupado com o jogo agora?" Ela pergunta, se estabelecendo debaixo das cobertas. "Não, eu terminei. Vou lhes dizer amanhã. Desisti." 264


Ela engasga. "Sério?" "Uh-huh. Que maneira de sair do jogo, hein?" Ela apenas sorri. "É uma droga que eu não estava lá hoje, mas estou feliz que eu compartilhei um pouco desse momento com você." Puxo-a para os meus braços. "Eu estou feliz de compartilhar todos os meus momentos com você."

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CAPÍTULO 30 Amanda Ele não estava na cama quando acordei na manhã seguinte, mas havia uma mensagem dele. Ele estava em uma reunião da equipe e estaria em casa em breve. Eu pulo em seu chuveiro, mas esqueço da minha roupa, então acabo vestindo sua camisa que estava em um cesto. Quando abro a porta do banheiro, ele estava lá, sentado na beirada da cama, de costas para mim. Sua camisa mal cobria minha bunda, e mesmo que ele tinha me visto assim antes, o fato de que eu estava completamente nua por baixo da camisa, tinha enviado pela minha pele uma sensação de calor. Eu sabia que estava corando. Limpo a garganta. Ele me olha surpreso. "Ei." Ele diz. "Você acabou de se levantar?" Eu balanço a cabeça nervosa, puxando a barra da camisa ainda mais para baixo. Seus olhos se estreitam em confusão, então seu olhar vai para a porta do banheiro e de volta para mim novamente. Eu estava na sua frente. Ele estava olhando para baixo, eu assumo que para as minhas pernas. Eu vejo ele fazer muito isso. Ele molha os lábios e se senta um pouco mais reto. Suas mãos tremem. Ele não diz uma palavra. "Logan?" Tento chamar sua atenção. Lentamente, seu olhar viaja das minhas pernas, para meu corpo, e descansa no meu rosto. Seus olhos estavam encapuzados, ardendo de desejo. Ele morde o lábio enquanto se move para frente; suas mãos me alcançam e seguram a parte de trás das minhas coxas, me puxando para mais perto dele. Seu toque era suave e exigente, tudo ao mesmo tempo. Ele solta um suspiro pesado antes de deixar cair a cabeça para frente e deixála descansar em meu estômago. E eu deixo. 266


Por alguns minutos, eu o deixo ficar lá. Sem se mover. Sem dizer nada. Então, lentamente e levemente, suas mãos se movem. Subindo. E subindo. E eu sabia que queria ele lá. Eu queria que ele me tocasse. Minhas pernas friccionam. Um gemido escapa antes que eu pudesse me controlar. Porque eu não podia. Eu não conseguia me controlar ao seu redor. Ele limpa a garganta. Meus olhos disparam para vê-lo olhando para cima, vendo meu rosto. Minhas mãos se apertam ao lado do meu corpo, meus olhos se fecham. Eu precisava que ele me tocasse. Uma mão segura meu traseiro nu. Ele não aperta, não espreme, ele apenas segura. Ele finalmente levanta a cabeça para me olhar nos olhos. Havia uma pergunta sobre o seu rosto, mas ele não precisa perguntar. Não mais. Eu era sua. Meus dedos começam a puxar sua camisa. Começo a partir do topo, abrindo lentamente os botões. Seus olhos seguem meus dedos, esperando. Quando eu desfaço o último botão, a sua mão livre passa pelo meu estômago. Ele começa a mover a camisa. Sua boca vem para meu umbigo, enquanto sua língua prova minha pele. Meus músculos ficam tensos com a sensação. Quando ele se afasta, olha para mim. Seus olhos estavam escuros e penetrantes. "Foda-se." Ele suspira, antes de empurrar a camisa o resto do caminho. Ela cai no chão. Então eu fico ali, nua na sua frente, pela primeira vez. Ele permanece em silêncio. Seus olhos correm por todo meu corpo por muito tempo, começo a sentir auto-consciente. Meu braço deslocado-se para me cobrir, mas antes que eu pudesse, suas mãos estavam na minha bunda, me puxando para mais perto dele. Eu dou um passo para frente ao mesmo tempo, que sua boca cobre meu mamilo. No começo, era lento e gentil, mas não durou muito tempo antes que os beijos suaves virassem chupadas e meus joelhos começarem a enfraquecer. Sua boca estava quente na minha pele. Ele continua se movendo de um seio, para o outro, certificando-se de dar o mesmo tratamento. Minhas mãos se movem para o seu cabelo, segurando-o firme, 267


tentando prende-lo ali. Em seguida, ele afasta a boca um pouco para que a língua pudesse fazer círculos lentos ao redor dos meus mamilos. Ela me deixa louca. Eu precisava de mais. Mas ele não queria dar para mim. Ele continua indo, de um seio, para o outro. Eu estava ofegante. "Logan." Eu imploro. "Shh." É tudo o que ele diz. Ele se afasta; e depois sopra seu hálito quente em cada mamilo molhado. Meus joelhos se dobram, mas ele me segura com o braço em volta da minha cintura. Então sua boca estava sobre a minha novamente. Beijando. Lambendo. Chupando. Eu precisava de mais. Minhas pernas espremidas, tentando aliviar a tensão que estava construindo. Então eu sinto a mão entre elas, tentando separá-las. E então o dedo — oh meu Deus — seu dedo separando delicadamente minhas dobras. Ele começa no topo da minha fenda, e muda-se para baixo, em seguida, volta-se novamente. Ele repete o movimento várias vezes, mas não o suficiente para me empurrar sobre a borda. Eu começo a me contorcer, mas ele apenas me segura com mais força. "Logan, por favor." Imploro. Meus olhos estavam fechados. Eu perderia a porra da minha mente, se eu o visse. Tento mover minha pélvis para que eu pudesse tomar mais dele, mas ele não me solta. Só quando eu estava prestes a gritar com ele para fazer algo, qualquer coisa, seu dedo estava dentro de mim. Deixo escapar um suspiro. "Oh merda." Ele tira o dedo e substitui por dois. E então ele começa a entrar e sair, tão lento, tão gentil. Minha umidade molhando seus dedos. Ele usa o polegar para esfregar em círculos lentos o meu clitóris e eu perco todo o controle. Sua língua em meu mamilo copia os mesmos círculos preguiçosos. Eu começo a empurrar meus quadris, fodendo seus dedos. "Porra, Logan." Eu consigo dizer. 268


"Eu tenho você, baby." Eu podia sentir meu orgasmo chegando, meus dedos dos pés se curvarem, os dedos apertarem em torno do seu cabelo, ele nunca para seus movimentos. Seus dedos, sua língua, ele estava em toda parte, de uma só vez. "Puta... merda... uh..." "Mmmm." Seu rugido profundo me faz abrir os olhos. Eu olho para baixo e vejo seu rosto, sua boca ainda no meu mamilo. Seus olhos estavam cheios de luxúria. Seu olhar treinado no meu rosto, me observando, apreciando a forma como ele me faz sentir. Minha respiração era curta, ofegante. Meus quadris se mantém empurrando em seus dedos. Nossos olhos se encontram, assistindose mutuamente. E então ele sorri. Com a boca no meu seio, ele fodidamente sorri, suas covinhas se aprofundando. Então pisca para mim. Fodidamente pisca. E então seus dedos se enroscam dentro de mim, seu polegar esfregava mais e sua boca cobria todo o meu mamilo e chupava. E eu me perco. Minhas paredes apertam ao redor dos seus dedos. Minhas pernas cedem. Minha cabeça se inclina para trás; Mordo o lábio para parar o grito. Ele me segura, o tempo todo sem nunca parar, nunca mudando o seu ritmo. Quando minha respiração tinha se acalmado e eu poderia ficar em pé, abro meus olhos, e vejo que ele estava me observando, mordendo o lábio. Ele lentamente tira os dedos de dentro de mim, beijando meu estômago algumas vezes antes de se afastar completamente. "Ei." Ele me cumprimenta. "Bem-vinda de volta."

Logan

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Ela não responde. Apenas monta no meu colo. Havia fogo em seus olhos. Eles percorriam todo o meu rosto. "Eu preciso de você dentro de mim, agora." Ela informa. Eu resmungo. Ela rasga minha camisa. Eu agarro sua bunda, trazendo-a para mais perto. E então eu tomo sua boca com a minha. Suas unhas se arrastam ao longo do meu peito, mais e mais, elas param no meu abdômen. Ela faz muito isso. Em seguida, seus dedos se enroscam na minha calça, puxando-a para fora. Ela me beija mais forte, sua língua invade minha boca. Eu quase venho quando seus dedos estavam dentro da calça, era quase demais para aguentar. Então eu sinto o calor dos seus dedos fechando sobre meu pau, quando ela coloca a mão em torno dele. Mas ela toca menos de um segundo, antes de se afastar completamente de mim. Seu corpo nu estava pressionado contra a parede à minha frente. Ela tinha um olhar chocado em seu rosto. Os olhos dela estavam arregalados. Sua boca estava aberta. Ela estava balançando a cabeça lentamente. Olho para o meu pau, só para ter certeza de que ele não tinha se transformado em um dragão ou algo assim. Ele parecia bem. Meus olhos se encontram com os dela novamente. "Logan." Ela sussurra, olhando ao redor do quarto. Eu acidentalmente faço o mesmo. Apenas no caso de que não estávamos sozinhos. O que diabos estava acontecendo? Olho para ela. Ela não tinha mudado de posição. Sua cabeça começa a tremer mais freneticamente, mas seus olhos estavam grudados em meu pau. "Logan." Ela diz novamente, sussurrando um pouco mais alto: "Isso não vai caber." 270


Tento conter meu sorriso, mas eu não sei se funcionou. "Caberá." Eu tento tranquilizá-la. Ela continua sacudindo a cabeça. Levanto-me e empurro minhas calças até os tornozelos. Um suspiro fica preso em sua garganta. Tiro todo o resto do caminho. Sento-me na cama com as costas contra a cabeceira. "Vamos." Faço um gesto para ela se juntar a mim. Ela se move lentamente para fora da parede, ainda hesitante. "Você pode ficar no controle total. Nós vamos fazer lento. Prometo." Ela assente com a cabeça, mordendo o lábio. Ela se arrasta para a cama e para mim, jogando uma perna sobre a minha e me montando novamente. Ela passa a língua pelo lábio superior. Eu pressiono minha boca na sua, e isso é o que nós fizemos, por alguns minutos, apenas nos beijamos. E sem saber, os nossos quadris começam um ritmo, empurrando, esfregando um no outro. Eu me afasto. "Eu preciso estar dentro de vocé, bebê." Ela senta-se sobre os joelhos e me envolve em sua mão, em seguida, lentamente me guia para dentro dela. "Cristo... oh meu... merda." Ela geme, abaixando-se sobre mim. E então ela se move. Para cima e para baixo. Movendo-se e fazendo pequenos círculos uma vez que eu estava todo o caminho. E mesmo que eu já tenha feito sexo muitas vezes para contar, desta vez, era diferente. Era mais. Seus olhos estavam fechados, a cabeça jogada para trás, a boca ligeiramente aberta, ofegante. Foda-se. "Oh Deus." Ela sussurra. "Você é tão bom pra caralho." Então ela começa a se mover mais rápido e mais rápido e eu estava tão perto. Minhas pernas estavam tensas e eu fiz tudo o que podia para que eu pudesse esperá-la. "Porra, Logan." 271


Minhas mãos agarram sua bunda, enquanto ela me cavalgava. Ela parecia tão fodidamente incrível e eu estava tão fodidamente perto. "Foda-se. Pare." Ela faz. Mas só por um segundo antes de começar a se mover novamente. Seguro-a ainda. "Pare. Apenas-merda." Se ela continuasse assim eu viria e não quero que isso acabe. Ainda não. Mas eu nunca tive um problema em me controlar antes. Nunca. "Eu só—" Solto todo o ar em meus pulmões com um suspiro. "Eu nunca tive esse problema." Seguro seu rosto em minhas mãos e faço com que ela estivesse olhando para mim. "Eu nunca me senti assim." Meus olhos percorrem seu rosto, olhando em seus olhos. Eu não sabia o que dizer. Eu não sabia como fazê-la entender que isso era diferente. "É só você, Amanda. Só você." Então eu nos viro até que eu estivesse em cima dela. Começo a beijar seu pescoço, seu corpo, seus seios, sua barriga, mais e mais. Ela precisava explodir mais uma vez, porque eu malditamente sabia que não podia continuar por muito mais tempo. Aproximo-me da sua pélvis, e beijo cada lado. Eu podia sentir seu cheiro. Deixou-me tonto. Eu precisava sentir seu gosto. Começo a abaixar minha cabeça, mas seus dedos agarram meu cabelo e puxam, me parando.

Amanda Eu olho para ele. Suas sobrancelhas estavam arqueadas. "Que diabos você está fazendo?" Eu sussurro. Ele revira os olhos. "O que parece que eu estou fazendo?" Minha mente estava nadando em luxúria. Eu nem sequer percebi o que estava acontecendo, até que fosse tarde demais. Agora ele estava lá e eu não sabia o que fazer. Eu balanço minha cabeça. "Você não pode. Quero dizer—" Ele me corta com um sorriso no rosto. "Isso já aconteceu com você antes?" Eu balanço minha cabeça negativamente. Seu sorriso fica maior.

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"Bom." Ele diz, movendo-se para fora da cama e se ajoelhando no chão. "Aproveite, querida." Em seguida, suas mãos estavam em meus tornozelos me arrastando para mais baixo. Ele abre minhas pernas com as mãos espalmadas sobre o interior das minhas coxas, e em seguida, levanta-as sobre os ombros. Eu jogo minha cabeça para trás contra o travesseiro e fecho os olhos com força. Então sinto seu hálito quente em mim e espero. "Pronta?" Pergunta. Imagino seu meio sorriso e a covinha, provavelmente, eu poderia vir apenas com essa imagem; Eu estava tão fodidamente excitada. Em seguida, sua língua estava em mim. Meus quadris se levantam da cama, porque era muito mais do que eu pensei que seria. Ele segura meus quadris para me parar de se mover. "Relaxa, gata." É tudo o que ele diz antes que eu sinta-o novamente. Movendo-se lentamente, para cima e para baixo. Eu tento me puxar para trás, porque era muito para suporta. Mas ele me segura lá e faz com que eu tome cada segundo desse intenso prazer que ele está me dando. Inconscientemente, meus quadris começam a empurrar para seu rosto. Eu estava fazendo ele me foder com a língua. Meu Deus. Que diabos estava acontecendo? "Foda-se eu amo a sua buceta." Ele diz, sua boca nunca me deixando. "Oh meu Deus." Eu gemo, empurrando mais rápido. Eu não poderia me parar porra. "Pronta?" "Huh?" Em seguida, ele cobre o meu clitóris com a boca e chupa. E é tudo o que eu precisava para me empurrar sobre a borda. Mordo o lábio para parar de gritar. Não guinchar. Nem gemer. Mas gritar. Quando finalmente volto para a terra e abro os olhos, ele estava em cima de mim. Observando-me. "Ei, menina bonita." Ele limpa minha umidade do rosto. E se inclina para me beijar, mas para no meio do caminho, hesitante.

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Após a maneira como ele me fez me sentir, não dava a mínima se eu pudesse sentir meu gosto nele. Eu coloco meu braço em volta do seu pescoço e puxo-o para mim. Ele geme em minha boca. Provar-me nele me deixa mais excitada. "Foda-se." Ele geme, antes de facilmente entrar em mim. Sua cabeça cai no meu ombro. Seu peso sustentado por seus antebraços. Ele começa a se mover dentro e fora, mais forte e mais rápido. "Eu não vou durar muito tempo, Amanda. Você está me arruinando agora." "Uh." Eu não poderia dizer mais nada, porque eu sentia a construção do meu orgasmo de novo. Eu nunca me sentir assim antes. Nunca. E eu sabia o porquê. Era ele. E eu não sei se era a sua habilidade, ou os sentimentos que eu tinha por ele, mas me sentir caindo novamente. Ele continua se movendo. Mais e mais e eu estava lá no tempo exato em que o sentir ficar ainda maior. Então, ele deixa escapar o mais sexy som, que eu já tinha ouvido.

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CAPÍTULO 31 Logan "Então, eu acho que quero conhecê-la." Digo, olhando por cima do meu livro. Estávamos na minha cama; estou sentado contra a cabeceira da cama, sem camisa. Ela não me deixa usar camisas. Nunca. Ela estava na extremidade oposta. Ela fez isso para que pudesse olhar para mim sem camisa, sem fazer um esforço. Eu fiz tudo o que ela disse. Bolas. Bolsos. "Quem?" Ela pergunta. "Minha irmã, ou qualquer outra coisa. Acho que quero saber mais sobre ela." Ela se ajeita e se aproxima de mim. "Você tem certeza?" "Sim." Eu dou de ombros. "O que eu tenho a perder, certo?" Tudo. Eu tinha tudo a perder. *** Ligo para meu pai, para que ele saiba que estávamos chegando. Ele praticamente se engasgou com suas palavras quando eu lhe disse que estava levando Amanda comigo. Ele, brincando, perguntou se ela estava grávida. Eu ri, lembrando-me de como ela ficou louca após a nossa primeira vez. Isso foi há três semanas. Eu estava limpo, e eu sabia que ela estava tomando pílula, porque eu a vi tomando. Ainda assim, foi estúpido que nós estávamos tão perdidos no momento, que não discutimos sobre o assunto até depois do fato. Duas horas depois estávamos no supermercado perto de casa. Eu empurro um carrinho enquanto ela puxa os itens da prateleira e coloca-os lá. Eu disse a ela que provavelmente nós deveríamos apenas pedir uma pizza para o jantar. Ela disse que queria cozinhar para nós. Ela estar na minha frente, seus shorts curtos mal cobrindo sua bunda. Eu assisto-a balançar de um lado para o outro, hipnotizado pelo seu movimento. É provavelmente por isso que eu não estava prestando atenção quando meu carrinho correu para o lado de alguém. 275


Meus olhos se levantam. "Desculpe—" Eu tento dizer, mas as minhas palavras morrem. Assim como o meu coração. Pelo menos por um segundo. "Logan?" A mulher na minha frente diz. Ela dá dois passos até que estivesse apenas alguns metros de distância. Ela me olha de cima a baixo. Eu não pisco. Eu não me movo. Eu não respiro. "É você." Ela sussurra. Ela estava mais velha. Mas, novamente, assim como eu. Se você tirar os efeitos do tempo, ela parecia a mesma. A mesma drogada e fodida pessoa que tinha a metade dos meus genes. A única diferença era os olhos. Eles pareciam cansados. Ou talvez, seja apenas como eu me lembrava dela. Talvez eu me lembre do fogo neles. A chama em seus olhos era sempre devido à raiva dentro dela. Ela nunca sorria. Lembro-me, em seguida, que ela nunca sorria. Nem quando eu era criança. Mas agora, ela estava sorrindo. Não fazia sentido. "Logan?" Ela diz novamente. O que eu deveria dizer a ela? Qual é o protocolo para ter uma conversa com a mulher que me espancava 15 anos mais tarde? Eu queria perguntar por que ela fez isso. Eu queria saber como ela deixou isso acontecer durante tanto tempo. Eu queria perguntar-lhe como ela poderia fazer isso com uma criança? Mas, na verdade, eu só queria dizer a ela para dar o fora da minha frente. Eu podia sentir os músculos de todo o meu corpo começarem a ficar tensos. Minha mandíbula trancada por flexionar tanto. Meus punhos fechados com tanta força que eu podia sentir minhas unhas furarem minha pele. Ela dá um passo para frente, olhando-me mais perto. Eu ergo meus ombros. "Jesus, filho, você cresceu." "Eu não sou seu filho, não me chame assim." Meus dentes cerrados. Meu coração batia forte em meus ouvidos. Então sinto a mão de Amanda em meu braço, e imediatamente, eu relaxo. Como se ela tivesse algum tipo de poder que faz tudo ficar melhor. Talvez ela tinha. Talvez seja por isso que eu precisava tanto dela. "Desculpe-me." Eu ouço Amanda dizer ao meu lado, mas ela não estava falando comigo. "Desculpe-me, eu não quero ser rude, mas foda-se." Ela solta minha mão e dá um passo para mais perto da minha mãe. Ela estava entre nós, me bloqueando como um escudo. "É claro que ele cresceu." Ela diz em voz baixa, para que apenas nós pudéssemos ouvir. "O quê? Ele é muito grande 276


agora? Você só gosta de bater em crianças indefesas?" Ela dá mais um passo para frente. "Sua doente. Você precisa rastejar de volta para o buraco que você veio e eu espero que você morra lá. Porque eu juro que se eu te ver de novo, eu mesma vou te matar."

Amanda Ele não quis falar sobre o que aconteceu. Então eu o deixei sozinho. Quando nós chegamos em sua casa, ele disse a seu pai que não estava se sentindo bem e que estava indo dormir na casa da piscina. Ele se senta no sofá, me puxou para ele, me colocando em seu colo, envolvo minhas pernas em sua volta. E é assim que ficamos. Durante quinze minutos. Nossos braços em torno um do outro, peito a peito com nossos corações batendo como um só. Então ele suspira e se afasta. "Nós tivemos algumas coisas de merda acontecendo com a gente, né?" Ele diz, com o rosto tão perto do meu. Fecho os olhos e concordo. "Isso não vai acontecer mais, Amanda." Afirma, quase como uma declaração. "Isso não vai mais acontecer com a gente." Ele estava falando para si mesmo, mas eu aceno com a cabeça de qualquer maneira. *** Ficou claro apenas olhando para ele, que era o pai de Jake que atendeu a porta no dia seguinte. Ele sorriu quando viu Logan, mas o sorriso ficou maior quando ele me viu — e as nossas mãos entrelaçadas. "Idiota." Ele cumprimenta Logan. Eu rio. Logan ri, aquela profunda risada viril que eu amo tanto. "Você está tentando me fazer ficar mal na frente da minha menina." Ele responde, entrando na casa. Caminhamos de mãos dadas para um escritório onde o pai de Jake faz um sinal para nos sentarmos. Nós fizemos. Então ele se senta na cadeira em frente e entrelaça os dedos sob o queixo. E espera. Pelo que — eu não sei.

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Eventualmente, ele quebra o silêncio. Inclinando-se para frente com a mão estendida para mim, e diz: "Eu sou Nathan, você deve ser—" "Merda." Logan interrompe. "Desculpe, esta é Amanda." Ele balança a cabeça, limpando seus pensamentos. Apertamos as mãos. Em seguida, um forte grito vem de algum lugar da casa. "Será que o seu carro?" Ouço uma voz animada lá fora. As portas do escritório se abrem, e uma menina entra, seguida por uma mulher. Irmã e a mãe de Jake eu assumo. A menina para imediatamente quando me vê. "Quem é você?" Ela diz, suas sobrancelhas arqueadas. Ela me olha de cima a baixo. Eu me sinto constrangida. "Hum..." "Não seja rude, Julie." A mãe dela repreende-a. Ela revira os olhos dramaticamente, mas seus olhos nunca deixam os meus. "Logan?" Ela diz, ainda olhando para mim. "Quem é ela?" Logan levanta-se devagar e estende os braços. "Julie, como você está?" Ela sorri quando ele coloca os braços ao redor da sua cintura, ainda olhando para mim. Eu juro por Deus, ela sussurra para mim 'Cai fora vadia' pouco antes que ele a soltasse. Eu não sabia se ria ou se mijava nas calças. Ela finalmente desvia os olhos de mim e solto uma respiração que eu não sabia que estava segurando. Ciúme pré-adolescente é uma cadela — uma cadela chamada Julie, aparentemente. "O que você está fazendo aqui?" Ela balbucia, olhando para ele. "É um assunto de adulto, Julie." Interrompe Nathan. "Vá para o seu quarto, brincar com suas Barbies." Ele tinha um sorriso de merda no rosto. "Eu não brinco com Barbies, papai! Você é tão embaraçoso!" Ela grita, antes de sair. "Isso foi malvado, querido." Sua esposa o repreende. Logan senta-se novamente. 278


Então a mulher sorri calorosamente para mim. Nathan solta um pigarro. O olhar de Logan está nele. Eles olham um para o outro. Então Nathan balança a cabeça: "Você é um idiota." Ele diz a Logan. Em seguida, olha para sua esposa. "Mandy." Ele acena para mim. "Esta é a Amanda." Sua cabeça se atira para trás numa gargalhada. Ela cutuca Logan. Em seguida, aperta minha mão. "Eu sou uma Amanda também. Mas tem sido um longo tempo desde que alguém me chamou assim." Ela olha para Logan. "Eu fiz os cookies que você gosta. Você quer um saco deles?" O sorriso de Logan assumi seu rosto. "Sabe Mandy, se você não fosse casada, e eu não tivesse a minha menina, iríamos ser o tipo perfeito um para o outro." "Isso é o suficiente." Nathan entra na brincadeira. "Sai daqui mulher, antes que ele trabalhe sua magia em você." Ela ri, fechando a porta quando sai. Em seguida, ele fica em silêncio enquanto o clima se torna sério. Nathan olha de Logan para mim, e vice-versa. "Tudo bem em compartilhar as posições com outra pessoa?" "Ela sabe de tudo, Nathan, está tudo bem." Ele pega minha mão e aperta. "Ok, então." Nathan pega uma pasta da gaveta e coloca sobre a mesa. "O que você quer saber?" Logan dá de ombros, seus olhos olhando para longe. Ele aperta minha mão com mais força. Eu não sei se ele sabia o que estava fazendo. Limpo a garganta. Os dois se viram para mim. Eu digo a Logan. "Que tal o nome dela? Você quer saber isso?" Ele balança a cabeça, voltando-se para Nathan, que respira fundo e abre a pasta. E então ele nos diz o nome dela. 279


CAPÍTULO 32 Logan Ela está tranquila desde que saímos da casa de Jake. Na verdade, ela tem estado calma desde que Nathan nos disse o nome dela. Eu não estou realmente certo do por quê. "Você não sabe, não é?" Ela pergunta. "Saber o quê?" "Quem é ela?" Eu balanço minha cabeça. "É Megan Strauss..." Ela para. Dizer o nome pela segunda vez, não muda o fato de que eu não tinha ideia de quem ela estava falando. Eu levanto uma sobrancelha, pedindo-lhe para elaborar. "Tipo Mick e Meg? Mikayla e Megan e... James?" "Não me diga!" Exclamo, claramente chocado. "Merda." Ela brinca. "Merda..." Responde. *** "Merda." Jake suspira. Eu disse a ele para me encontrar no pequeno campo que fica entre ambas as nossas casas. Ele estava andando para cima e para baixo na minha frente. Seus dedos ligados por trás da sua cabeça. Ele tira o boné e joga-o no chão, passando a mão pelo cabelo. "Merda." Ele repete. "Então." Eu começo. "Quero dizer — isso não vai mudar nada entre nós, certo? Se eu quiser conhecê-la, eu quero dizer?" Ele para de andar e me olha, como se decidisse o que dizer em seguida. Ele se senta no banco ao meu lado e se inclina para trás. Eu estava inclinado para a frente descansando os cotovelos sobre os joelhos.

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"Não é isso. É... é mais complicado. Acho que talvez, quero dizer — você precisa falar com Kayla." "O que quer dizer mais complicado?" "Exatamente o que eu disse. Você precisa falar com Kayla. Vamos lá em minha casa." Olho para o meu relógio. "Eu tenho que pegar Amanda em breve." Sinto-o se inclinar para frente, espelhando a minha posição. "Então, você e ela..." Ele para. "Eu e ela." Eu confirmo. "Nós tivemos muita sorte, não é?" "Cara, você não tem ideia." *** Amanda adormece no caminho para a casa de Jake. Ela trabalha malditamente demais. Eu disse a ela que iria pagar o aluguel, para que ela pudesse pelo menos ter uma noite de folga, mas ela não deixou. Aparentemente, Ethan não pode trabalhar por muito tempo por cauda dos seus pés e os pinos em sua perna, então suas perspectivas de emprego são limitadas. Ele entrega pizza alguns dias por semana, e também tem um negócio com alguns dos seus amigos, onde eles enchem os barris com metade água metade cerveja, vendem e entregam para os menores de idade ao redor da área. Ele diz que está fazendo um favor ao mundo, não deixando a galera de 14 anos sem bebida. Válido. Mas ainda assim — idiotas. Eu gentilmente cutuco-a até que ela acorda. "Quer ficar no carro?" Ela balança a cabeça negativamente e senta-se em linha reta, puxando o visor para verificar seu rosto. "Você está linda." Digo a ela. "Você sempre está linda." Eu exteriormente me encolho. Brega.

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Ela apenas sorri, me encara e fala: "Então, eu sei que isso vai soar estúpido, ou o que quer que seja, mas você e eu, nós..." Ela faz uma pausa; um rubor aparece em suas bochechas. Ela respira fundo e solta o ar lentamente. "Nós estamos juntos, certo? Tipo exclusivamente ou qualquer outra coisa. Eu só não quero pensar uma coisa e você pensar outra." Ela estava correndo suas palavras agora. "Porque se não for, tudo bem. Mas eu não quero ser, se isso faz sentido. Quero dizer — espero que eu seja a única garota—" "Amanda." Eu a interrompo. "Honestamente, eu estou meio chateado que você pense assim. Você precisa de um contrato escrito? Você sabe como eu me sinto sobre você, e se você não sentir isso, então eu obviamente preciso fazer mais..." Ela balança a cabeça lentamente. "Não." Ela suspira. "Você não precisa fazer mais, mas eu sei que seu passa—" "É o meu passado." Eu a corto. "E você — você é o meu futuro." *** Jake pega três cervejas da geladeira e entrega uma para Micky e uma para mim. Amanda pega as chaves da minha mão e vira a cabeça em aprovação. Pegamos um lugar na mesa de jantar. "Então." Eu digo, passando a palma da mão em meu queixo. Amanda coloca a mão na minha perna por debaixo da mesa. "Uh... sabe quando eu te disse sobre meus pais, meus pais biológicos, eu quero dizer?" Micky assente com um olhar confuso em seu rosto. "Bem, meu pai de biológico teve outro filho — uma menina na verdade, mas..." "Apenas diga a ela." Jake incentiva. "Como um Band-Aid." Fecho os olhos. "É Megan. Sua amiga." Sai como uma pergunta. Seus olhos se arregalam, e de imediato, as lágrimas escorrem pelo seu rosto. Olho para Jake. Ele balança a cabeça e estende o dedo para cima para me impedir de dizer qualquer coisa. Micky freneticamente limpa seu rosto. Nós todos ficamos em silêncio. "Seu pai?" Ela finalmente resmunga. "O pai dela é o mesmo que o seu..." 282


"O pai biológico, sim." Ela solta um suspiro. "Como você, quero dizer, há quanto tempo você sabe? Ela falou com você? Ela está bem?" Os olhos de Jake se estreitam, enquanto sua cabeça se vira para encará-la. "Não importa se ela está bem, Kayla." Micky segura sua mão que repousava sobre a mesa, eu a vejo apertá-la. "Jake..." Ela adverte. Que diabos? "E você?" Ela continua, de frente para mim. "Viu ela, eu quero dizer." Eu balanço minha cabeça, mas meu olhar estava fixo em Jake. Ele tinha seu punho apertado e os olhos fechados. Sua mandíbula apertada fechou pelo esforço de conter a respiração. Amanda quebra a tensão. "Você a viu desde que...? O baile, certo?" Ela pergunta a Micky. Os olhos de Micky se fecham; um soluço silencioso escapa da sua boca. Ela funga, balançando a cabeça, mas não fala nada. "Baby." Jake tenta acalmá-la. "Você precisa dizer a ele." Então ela faz. Ela nos conta tudo sobre o dia em que a viu no cemitério, no dia do aniversário da morte da sua família. Nos contou sobre o bebê que ela carregava e do jeito que ela parecia. E então nos contou sobre o que aconteceu na noite em que sua família foi morta. Ela chorou o tempo todo. Seu corpo moldado ao lado de Jakes enquanto ele olhava para o outro lado, sem se mexer, sem falar. Parecia que ela solto anos de raiva reprimida, dor e tristeza. Mas acima de tudo, parecia que ela estava aliviada. Aliviada por contar e compartilhá-lo com alguém. E então eu entendi. Eu entendi por que Jake agiu daquele jeito quando Micky perguntou se ela estava bem. Porque ele estava certo. Não importava. Não importava para ele. Mas para Micky sim. E para mim também. Eu não sei por que, mas importava. 283


"Entendo que o que ela fez foi errado." Afirma Micky. Eu não tinha dito uma palavra. Amanda segurava meu braço com força, suas próprias lágrimas encharcando minha camisa. "Mas eu tive quase um ano para lidar com isso, e pensar sobre isso, e eu não sei..." Ela encolhe os ombros. "Eu não posso vê-la como uma assassina. Se você tirar James do fator, havia uma razão do por que éramos melhores amigas por tanto tempo." Sua voz estava tensa desde o nó na garganta. "Foda-se." Jake zomba. "Como você pode ser assim, Kayla? Ela ajudou a assassinar sua família." "Jake!" Foi a minha vez de avisá-lo. "Sinto muito." Ele diz. "Olha, eu sei que vocês eram amigas." Ele olha para mim. "E eu sei que ela é sua irmã ou o que quer que seja, mas não. Apenas não." Seus olhos correm de mim para Micky. "Ela tem que estar fora da sua vida. Isso tem que terminar. O fato de que ela não quis dizer o aconteceu, não altera o fato de que ela sabia. Ela sabia quem era e ela não disse merda nenhuma. Ela não o entregou. Ela não fez nada." A voz de Micky levanta-se. "Ela deixou o estado e acabou ficando grávida de um cara que não estava—" "E isso não é o seu problema, Kayla. E certo como a merda não vai torná-lo um!" Seu sotaque fica mais grosso. Ele estava chateado. Amanda e eu estávamos sentados em silêncio enquanto observávamos eles argumentarem. Parecia que essa era a primeira vez que cada um deles tinha discutido. "Jake. Ela não quis." Ela estava chorando agora. "Eu não me importo, Kayla." Ele se levanta da sua cadeira, fazendo-a soltar seus braços. "Ela sabia que ele estava lá. O que aconteceria, se ele fizesse isso de novo? E se ele tivesse feito isso de novo em uma das nossas casas? E se Lucy e todos os seus irmãos estivessem em casa. E se ele tivesse feito isso na minha?" Então ele sai e vai para o seu quarto, batendo a porta atrás de si. "Eu sinto muito." Micky consegue dizer. Ela se levanta e vai para o seu quarto. *** 284


"Então." Amanda diz à medida que entramos no carro. Ela não fez nenhum movimento para ligá-lo. "Isso apenas aconteceu." "Sim." É tudo o que eu podia dizer. Compreendo o argumento de ambos; Eu realmente compreendi, o que fez com que toda a situação ficasse ainda mais confusa. "A decisão é sua." Ela diz baixinho, puxando-me dos meus pensamentos. "O quê?" Eu encaro-a. "A decisão é sua. Ela é sua irmã. É o seu relacionamento. Entendo que o que aconteceu foi fodido, e eu conheço esse olhar confuso em seu rosto. Eu vi isso muitas vezes. Mas o que você decidir — se você quiser conhecê-la, ou se você não quiser. Eu vou apoiá-lo, não importa o que seja." Perfeita. Ela é fodidamente perfeita. Debruço-me e beijo-a lentamente, suavemente, quase doentiamente doce. "Obrigado, menina bonita." Ela sorri contra meus lábios. "Você é a minha pessoa, Logan. É o que nós fazemos, não é?"

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CAPÍTULO 33 Logan "A porta." Ela diz, suas palavras abafadas pelo meu peito. Ela chuta minhas pernas. Estávamos na cama. O sol ainda não tinha chegado ainda. Chuto-a de volta. "A porta." Ela repete, me chutando mais forte. "Uhh." Eu gemo. Então Ethan grita: "Dá pra um de vocês ir atender a porra da porta. Idiotas." "Uhh." Eu gemo. "A porta." Ela diz novamente, me chutando mais forte. "Uhh." Chuto-a de volta. "Idiotas, atendem a maldita porta." Ethan grita. "Uhh." E então meu celular toca. "Uhh." Eu respondo. "Cara." Era Jake. "Atenda a porra da sua porta." "Uhh." Eu abro a porta, e lá estava ele, segurando sua camisa e com uma calça de moletom, suado e cheirando a bunda. Ele estava treinando. "Chuveiro." Ele arqueja. Era muito cedo para eu lhe mandar se foder, então abro a porta, dou lhe uma troca de roupa para ele se trocar e mostro-lhe o banheiro. Atiro-me na cama e tento acordar Amanda. "Babe." Eu sussurro, sacudindo-a. 286


Ela se encolhe. "Babe." Eu faço isso de novo. "Fique longe de mim, idiota." Ela enterra a cabeça mais fundo no travesseiro. Eu suspiro, deitando de costa e colocando os braços atrás da cabeça. "Jake está aqui." Eu informo. "É?" E só para ser um idiota, eu penso em testá-la. "Sim, ele foi para uma corrida. Ele está no banho agora." "E?" Ela ainda não tinha levantado a cabeça. "Ele estava todo sem camisa e suado." Eu zombo em um tom feminino. Ela senta-se na cama em seguida. "Qual é o seu ponto?" Ela pergunta através de um bocejo, os olhos apenas entreabertos, com o cabelo espalhado para todos os lados. Ela alcança cegamente em torno da mesa de cabeceira para pegar seus óculos. "Então." Agarro sua cintura e posiciono-a sentada no meu estômago, com as pernas de cada lado. Minha mão passa sob a minha antiga camisa de baseball — e espalmo em seu estômago. "As meninas ficam loucas por um Jake Andrews sem camisa." Seu nariz se enruga, fazendo com que os óculos levantassem um pouco. "Sério?" Ela parecia genuinamente confusa. "Huh, é só eu não vê-lo." Reviro os olhos. "Além disso." Ela diz, movendo seu corpo para ficar alinhado com o meu. Movo minha mão para sua costa. "Eu meio que tenho uma coisa por idiotas de olhos verdes e covinhas." Ela beija meu pescoço. Arrastei minhas mãos para baixo em sua costa, até que eu pudesse apertar sua bunda. "Mm." Ela cantarola, sua boca se abre ainda mais no meu pescoço. 287


Eu empurro-me entre suas pernas, ela se empurra para baixo. "Oh Deus." Ela geme, sua boca movendo-se para baixo, sua língua explorando ainda mais. Eu me contorço debaixo dela. "Sabe..." Ela diz, tirando o óculos e jogando-o na cama. Ela estava no meu abdômen agora, arrastando seu dedo levemente pelo meu tanquinho. "Há algo que eu nunca fiz antes..." Um som escapa do fundo da minha garganta. Eu jogo minha cabeça para trás contra o travesseiro. "Nunca?" Eu resmungo, meus olhos bem fechados. "Nunca." Assegura. Então eu sinto suas mãos esfregarem contra mim através do meu short. Eu fiz tudo o que podia para parar de empurrar meus quadris ainda mais para ela. Em seguida, seu hálito quente estava lá, enquanto os dentes mordiscando suavemente ao longo do me comprimento. Meu pau latejava. "Mm." Ela geme novamente, espalmando a cabeça. Isso estava me levando loucura. Eu precisava adiar. Pense, Logan. Pense. As avós. As avós cheiram como Band-Aids, naftalina e laranjas. Boa. Então sua mão se estende através da minha cueca e segura minhas bolas. "Merda." Resmungo, empurrando meus quadris para trás, surpreso. Olho para ela, que estava observando meu rosto. Meus olhos rolam para trás da minha cabeça. Mordo o lábio quando sinto sua mão em torno de mim. O latejante piorou. Em seguida, a outra mão começa a abaixar meu short, a palma da mão esfregando contra a minha cabeça, levemente pra caralho. 288


As avós. Naftalina. Band-Aids. Laranjas. "Foda-se." Eu resmungo quando sinto seus dedos enrolarem no meu short, puxando-o para baixo. Meu pau se contorce. Ela deve ter visto. Seus olhos ficam enormes antes de um sorriso puxar seus lábios. Então ela abaixa a cabeça— "Cara, eu preciso... Whoa! Porra! Merda!" Jake gagueja da porta. Amanda grita e tenta sair da cama, caindo no chão com um baque. Ela esconde seu corpo da visão de Jake. "Merda!" Jake repete, com os olhos enormes, mas sua cabeça enfrentando o teto. "Cara, eu... eu quero dizer, eu não sabia, merda..." Foda-se. Eu preguiçosamente coloco meu pau de volta na minha bermuda. "Uh." Jake novamente. "Eu vou estar na cozinha... vocês já... terminaram? Merda." Então ele fecha a porta atrás de si. Amanda fica de pé. "Que diabos?" Ela sussurra, com os olhos esbugalhados. Ela me dá um tapa no peito. Eu rio. *** "Sinto muito." Jake passa as mãos pelo cabelo. Eu balanço minha cabeça. "Está tudo bem. O que aconteceu?" Amanda entra, com o rosto todo vermelho. "Oi Jake." Ela cumprimenta, com os olhos treinados para o chão. "Oi." Ele responde, recusando-se a olhar para ela. 289


Embaraçoso. "Kayla me fez vir. Não vir — quero dizer, aqui. Ela me fez vir aqui." "Oh Deus." Amanda geme. Suas mãos cobrindo o rosto. Eu rio e salto para me sentar no balcão. Puxo-a entre as minhas pernas; ela coloca o rosto em meu peito. "Ela está bem?" Pergunto a Jake. Ele balança a cabeça, encostando-se no balcão de frente para mim. "Sim. Hum... ela me fez vir aqui para me desculpar." Arqueio as minhas sobrancelhas. "O que você quer dizer?" "Eu fui um idiota com a coisa toda sobre Megan. Nós nunca falamos sobre isso, não assim. E eu acho que nós apenas pesamos diferentes sobre isso. Kayla disse que eu fui insensível com você e a sua situação, então ela me fez vir aqui e pedir desculpas. Mas eu não vou mentir, você é meu melhor amigo, ela é a minha menina... Megan, ela é ninguém para mim. E eu quero que continue assim." Eu suspiro. "Eu entendo isso, cara. Sinceramente, não sei o que quero ainda." "Ela quer estar lá." Ele diz. "O quê?" "Se você decidir encontrá-la ou algo assim. Kayla, ela quer estar lá." *** Nós tentamos voltar a dormir depois que Jake saiu, mas não conseguimos. Nós dois ignoramos as aulas e optamos por ficar na cama. Eu tentei convencê-la a terminar o que ela começou, mas ela se negou, dizendo que era sua forma de punição por deixá-la excitada enquanto ela estava cansada demais para se lembrar de que tinha visita em casa. Tentei convencê-la de que eu disse a ela Jake estava aqui, mas ela não acreditou em mim. Mas me deixou vê-la enquanto tomava banho. "Você conheceu Megan?" Eu pergunto, passando minhas mãos ao longo das suas pernas. 290


Nós estamos um diante do outro na cama. Convenci-lhe que se eu tivesse que ficar sem camisa, então ela teria que ficar sem calças. Ela olha por cima do seu e-reader, e encolhe os ombros. "Mais ou menos." Ela diz, mas evita meus olhos. Sento-me e puxo seus braços até que ela estivesse de pé. Eu levanto uma sobrancelha em questão. Ela suspira, desligando o e-reader e jogando-o ao seu lado. "Eu não quero dizer nada que vá influenciar a sua decisão. É a sua decisão, e como eu disse, eu vou apoiá-lo, não importa o que aconteça." "Sim, mas a sua opinião conta." Eu digo a ela. "Não deveria." "Como não? Você é a pessoa mais importante na minha vida, é claro que importa." Ela sorri, olhando para os lençóis. Suas bochechas ficam em um tom rosa. Esfrego-as com as costas dos meus dedos, ela beija meu pulso e se desloca até que estivesse de pernas cruzadas na minha frente. Ela abre a boca para falar, mas a fecha. Ela faz isso algumas vezes antes que finalmente falasse. "Nós não andávamos nos mesmos círculos no ensino médio. Além de quando ela estava tentando roubar Tyson, ou fazendo algum esforço para me deixar saber que eu não era boa o suficiente para ele, ela apenas me chateava ou me ignorava." "O quê?" Ela morde o polegar, os olhos lançados para baixo. Dando de ombros, ela diz: "Sim, isso aconteceu muito. Por isso que fiquei tão insegura quando ele foi para a faculdade." Ela tenta sorrir, mas não alcança seus olhos. "Eu me pergunto por Micky era amiga dela." "Sim, eu nunca entendi também. Micky era sempre tão gentil com todos, ela não era maliciosa ou uma vadia, mesmo quando Megan estava por perto. Mas um dia meu carro quebrou e Micky me ofereceu uma carona. Ela teve que parar em sua casa para pegar sua irmã, para levá-la para alguma coisa de dança. Tivemos meia hora de sobra, então ficamos lá na sua casa um pouco. Sua família inteira estava lá e Megan, ela era diferente com eles. Não sei. É difícil de explicar, como se ela pudesse ser ela mesma em torno deles ou algo assim. Ela brincava e ria com eles. Até deu a irmã de Micky um cartaz do Justin Bieber para o seu quarto. Eu não sei." Ela dá de ombros novamente. "Eu acho 291


que talvez essa era ela de verdade, sabe? Mas ela lutava contra isso, e eu me lembro de pensar, que talvez ela não tivesse isso em sua casa. Uma família unida..." "Huh." Era tudo o que eu poderia dizer. "Mas não é só isso, há mais." "Ok." Eu digo cautelosamente. "Então, Ethan saiu com uma garota, que tinha uma espécie de amizade com Megan, ou o que quer que seja, não estou certa. Enfim, ela lhe disse que foi para Los Angeles, um ano depois que nos formamos, e que esbarrou em Megan por lá. Só que não era realmente a Megan. Não a que todos conheciam. Disse que tentou levá-la para comer algum coisa, porque parecia que ela não tinha comido durante dias. Ela estava tão magra, e seus olhos estavam vazios. Ela disse a Ethan que Megan parecia e cheirava a mendigos. Portanto, esta garota levou Megan para um jantar e ela está completamente fora de si. Tipo, não podia nem sequer terminar uma frase. Então, ela tirou o casaco e havia hematomas por todo seu corpo, em seus braços, peito e pescoço." "Contusões?" Minha voz falha. "Sim." Ela diz, segurando minhas mãos. "Há rumores de que após Micky descobrir sobre ela e James, ela tentou ficar com ele, mas ele não a amava do jeito que amava Micky, e era óbvio, então ela conheceu um cara e se mudou para LA com ele. O cara acabou sendo um traficante idiota. Aparentemente, quando ele estava aqui, só faltava lamber o chão que ela pisava, prometeu-lhe o mundo. Quando eles chegaram lá tudo foi para o inferno. Eles viviam em uma terrível casa com um bando de viciados e ela se envolveu com isso, também, eu acho. E então ficou pior." Fecho os olhos, não querendo ouvir o que pensei que ela estava prestes a dizer. "Logan?" Ela disse calmamente. Ela solta minhas mãos e senta-se no meu colo, com as pernas em volta de mim, onde ela sabia que eu a queria. "Você quer que eu pare?" Abro os olhos, e ela estava lá, um olhar preocupado no rosto. Eu balanço minha cabeça lentamente. Eu precisava saber. "Aparentemente, o cara começou a espancá-la." 292


Engulo o bile que subiu na minha garganta. Meu coração batia forte contra meu peito. O sangue corria em meus ouvidos. "De acordo com a maneira como ela parecia naquele dia, ele a espancou muito. A garota disse a Ethan que dava para ver a impressão da mão do cara, dedos e tudo, machucados em seu pescoço." Solto um longo suspiro. Ela coloca os braços em volta do meu pescoço e me segura apertado. "Algumas outras pessoas tentaram visitá-la e ela sempre inventava desculpas. Então uma das suas amigas foi até lá e tentou forçá-la a sair, e voltar para casa. Aparentemente Megan quebrou, e disse-lhe tudo sobre ele, as drogas, os espancamentos..." Ela faz uma pausa e engole em seco, com a voz tensa. "E o sexo. Aparentemente o namorado a usava para trocá-la por o sexo quando ele não podia fazer pagamentos aos seus concessionários." "O quê?" Eu afasto o olhar do rosto dela. Ela estava chorando. "Sim." Ela assente com a cabeça, olhando para longe. Em seguida, ficamos em silêncio por um longo tempo, como se nós dois tentávamos compreender o que aconteceu com ela. "Eu entendo agora." Ela diz. "Eu pensei que talvez ela estivesse assim por que perdeu sua melhor amiga ou qualquer outra coisa. Mas eu acho que não foi por isso. Quero dizer, depois do que Micky nos disse, eu acho que foi a sua forma de lidar com a culpa, sabe? como se ela deixasse toda essa merda acontecer, porque ela precisava que coisas ruins acontecessem com ela. Tipo Karma. não sei."

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CAPÍTULO 34 Logan Eu acho que fazer a decisão certa foi a parte mais difícil. Amanda manteve-se neutra, enquanto eu cambaleava pelos prós e contras da situação. Ela tentou o seu melhor para não deixar que suas opiniões ou emoções influenciassem a minha decisão. Eu não estava mentindo quando disse a ela que sua opinião contava. Porque em algum momento nas últimas semanas, ela se tornou mais do que apenas uma garota que eu dormi, ou uma garota que dividia a cama comigo todas as noites. Ela tornou-se mais do que apenas a minha menina. Ela se tornou o meu tudo. Quando ela não estava por perto, eu sentia sua falta pra caralho. Quando ela estava por perto, eu não queria sair do seu lado. Se você me chamasse de maricas agora, eu diria que era válido. "Então, você tem certeza de que Micky não sabe de nada disso?" Pergunto-lhe novamente. O problema que eu tinha que enfrentar era que qualquer escolha que eu fizesse, não era só sobre mim. Eu poderia fazer e ser um idiota egoísta, mas eu me preocupava com Micky. Obviamente. Com Jake também, ele estava tão confuso com tudo isso como eu estava. "Eu tenho certeza. Ninguém falou com ela sobre isso. Ethan disse que James não fala o nome dela quando estar com Micky. Sabe, assunto delicado e tudo mais." "Será que James sabe?" "Sim, mas o que ele pode fazer?" Eu suspiro. "Nada, eu acho." Ela estende a mão e segura a minha. Nós estávamos em nosso caminho para a casa de Jake para falar com Nathan, e depois passar a noite na minha casa. Eu queria falar com meu pai sobre toda a situação e ele ainda queria conhecer Amanda. "Eu estou meio feliz que você vai parar com o beisebol." Ela diz de repente.

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Eu rio. "Sim? Por quê?" Eu pego a sua mão e beijo seu pulso. "Você vai ter mais tempo livre. Eu gosto de ter mais de você. Acho que eu nunca iria ficar cansada de ter você por perto." Ela bufa, revirando os olhos. "Brega." Ela anuncia. "Não é brega." Eu beijo seu pulso novamente. "Você faz muito isso." "Huh?" "Beijar o meu pulso, você faz muito isso, por quê?" Dou de ombros. "Eu não sei. É como se meus lábios — sentisse sua pulsação. Eu posso sentir seu coração batendo e sei que você está aqui. Acho que às vezes eu acho difícil de acreditar que você é real, que você está comigo." *** Nathan tinha todas as informações prontas quando chegamos lá. "Você tem certeza que quer fazer isso?" Ele pergunta. "Não." Eu respondo. Era verdade. "Mas acho que eu sempre vou me pergunta se eu não fizer, sabe?" Amanda e eu, decidimos não contar a Nathan tudo o que pensávamos que sabíamos sobre ela, apenas no caso dele querer influenciar minha decisão. Essa era a maior preocupação de Amanda. Ela queria que eu fizesse escolha que eu queria. "Ela é hum..." Ele limpa a garganta. "Ela não está em um bom lugar no momento." Amanda e eu nos olhamos, achamos que não seria, mas não sei até que ponto iria chegar. Ele continua: "Ela está na reabilitação." "Reabilitação?" Pergunto. "Sim, em um hospital psiquiátrico." 295


Eu exalo alto. Amanda segura minha mão com mais força. Eu não sabia o que dizer, então eu só encaro a mesa á minha frente. "Logan?" Nathan tem a minha atenção. "Ela está no *Suicide Watch." *** Megan Strauss. Paciente #163 do Dalton Psychiatric. Pelo menos é isso que o arquivo diz sobre ela. A imagem que eu vejo dela não é nada parecido com que Amanda se lembrava. Se eu tivesse que descrevê-la em uma palavra seria sem vida. "Você acha que ela se parece comigo?" Olho para Amanda, que estava olhando para o arquivo em seu colo, enquanto eu dirijo para a casa do meu pai. "Quero dizer, antes de toda essa merda ter acontecido. Existe alguma semelhança?" Ela olha para mim, então, os olhos piscam em concentração enquanto pegava minhas características. "Além de ser ridiculamente de boa aparência?" Eu tive que rir. "Não, Logan. Eu não penso assim." Eu não penso assim também. *** Não era nenhum segredo real sobre o que aconteceu quando eu era mais jovem, mas acho que as pessoas tinham a decência suficiente para não falar ou fofocar muito sobre isso. Até o momento em que cheguei ao ensino médio, tinha funcinado, não eram muitas pessoas que sabiam sobre o meu passado. Lembro-me de falar com o meu pai sobre isso uma vez. Ele nunca tentou esconder o meu passado de mim; ele sempre foi honesto e direto.

*Suicide watch é um processo de monitoramento intensivo usado para garantir que um indivíduo não possa cometer suicídio. Normalmente, o termo é usado em referência aos presos ou pacientes em uma prisão, hospitalar, hospital psiquiátrico, ou bases militares. Os indivíduos são colocados no suicide watch, quando acredita-se que há uma boa chance de que eles vão tentar causar danos físicos a si mesmos.

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Aparentemente, o fato de que meus pais biológicos nunca mais voltaram para mim, fez todo o processo de adoção ser simples. Eu me lembro de pensar o quão incrível foi, que de alguma forma eu tinha sido escolhido para ter uma segunda chance na vida. Mesmo em uma idade jovem, eu sabia que não iria desperdiça. Eu acho que é o que acontece quando você engana a morte. Lembro-me de pensar que talvez meu pai não me abandonaria e não me machucaria, se eu continuasse com o meu quarto limpo. Era uma coisa tão estúpida de se pensar, agora olhando para trás, mas quando você é uma criança e tem medo de monstros, você vai fazer tudo o que puder para não ter aquela vida de volta. Eu ainda mantenho meu quarto limpo. Quando eu tinha quatorze anos, correu a notícia em torno da cidade que minha mãe biológica estava procurando por mim. Aparentemente, ela foi para o trabalho do meu pai e fez uma cena. Foi quando ele procurou o melhor advogado da cidade, para o caso de que alguma coisa acontecesse. Foi quando nós conhecemos Nathan. Você pode imaginar a minha surpresa quando fiz amizade com um idiota com sotaque estranho, que aparentemente era algum tipo de Deus do baseball. Nathan, ele nem sequer pestanejou quando me viu. Gaguejei com cada palavra que eu dizia a ele sobre meu passado, enquanto ele gravava o vídeo e pedi a Deus que ele não mostrasse a ninguém. Não é que eu tinha vergonha do meu passado, mas eu tinha acabado de conhecer Jake, então sair e dizer 'Ei, eu sou adotado, meus pais eram viciados abusivos e seu pai é o meu advogado'. Não era realmente o que eu queria. Levei um ano para dizer a Jake que eu era adotado e, mesmo assim, eu ainda não disse a ele o porquê. Às vezes eu esqueço que sou adotado. Como um garoto que eu conheci — Phuong, em uma das minhas aulas, ele me disse uma vez, que se esquecia de que era asiático. Achei tão engraçado quando ele disse isso, mas agora eu meio que entendia. Gostaria de saber se Megan já esqueceu quem ela era antes de se tornar quem ela é. Eu me pergunto se ela sabia o que estava acontecendo com ela, já que estava acontecendo, ou se um dia ela acabaria acordando e não saberia quem ela era mais. Há uma parte de mim que sente por ela. Ela era uma menina triste e patética que não conseguiu o que queria, então tentou roubar. Talvez ela precisasse de atenção, desejava de alguma forma. Talvez fosse porque ela não tivesse uma família unida em casa, como Amanda disse. Talvez ela fez algo para ser apenas uma brincadeira inocente, porque ela era uma cadela amarga, e terminou da pior forma de tragédia. 297


Talvez eu me sinta mal por ela por causa do que aconteceu depois. Porque mesmo que não conhecemos um ao outro em tudo, e mesmo que o pior tipo de circunstância nos levaria a conhecer um ao outro, talvez eu não queira que ela seja outro ser humano a morrer nas mãos de drogados idiotas. Talvez esta seja a minha maneira de pagar de volta o que meu pai fez por mim. Talvez eu queira ajudá-la. Talvez eu precise ajudá-la. Eu digo tudo isso ao meu pai, enquanto Amanda estava na loja comprando coisas para fazer o jantar. Ele apenas balança a cabeça e diz: "Talvez ela precise de você para ajudá-la." Então foi isso. *** Amanda chega tempos depois da conversa, cheia de sacos de supermercado. Tenho certeza de que a última vez que a cozinha foi usada por alguém que não fosse a governanta, foi quando Micky estava aqui. Eu lavo minhas mãos e empurro minhas mangas para cima. "O que posso fazer para ajudar?" Ela ri ao mesmo tempo em que meu pai. Nós estávamos todos na cozinha e ela está tirando as coisas das sacolas, enquanto meu pai se senta no balcão. "O que é engraçado?" Pergunto-lhes. Papai responde: "Eu acho que nunca vi você fazendo nada relacionado a cozinhar." Amanda ri de novo. "Nunca?" Ela pergunta a ele. "Nunca." Ele confirma. Idiotas. Ambos. Ela abre a geladeira e pega duas cervejas, entrega uma para o meu pai e quando vai me dar a outra, hesita e puxa-a de volta. Seus olhos ficam enormes, percebendo o que ela tinha acabado de fazer. 298


Meu pai ri. "Querida, ele bebe abertamente desde que tinha dezesseis anos, tudo bem." Ele lhe dá um sorriso tranquilizador. Eu vejo seu corpo relaxar enquanto ela me entrega de volta. Quando eu tinha dezesseis anos, meu pai percebeu a quantidade de festas que comecei a ir. Foi antes de pegar minha habilitação. Quando peguei, ele se sentou e me disse que estava tudo bem que eu bebesse, que ele sabia que eu iria fazer, então ele queria que eu estivesse preparado sobre as consequências do álcool. Ele passa todo o lado médico das coisas, e quantas vezes viu jovens com o estômago estragado e merdas assim. Então ele me conta sobre Tina. Tina era a sua namorada do colégio. Eles estavam juntos desde o primeiro ano e por toda a faculdade. Ele disse a ela que iria propor no dia em que eles se formassem. E que iria planejar também. Na noite de formatura, ela foi atropelada por um motorista bêbado ao atravessar a rua para chegar ao quarto de hotel que eles tinham reservado. O quarto estava cheio de velas e rosas, onde ele esperava de joelhos por ela. Ele disse que ainda podia ouvir o som que o carro fez quando teve impacto com um corpo humano. Ele até me mostrou o anel que ainda guardava. Ele disse que acreditava em amor verdadeiro, e que ela era a sua. Ela era a sua pessoa. *** "Puta merda, o que é isso?" Meu pai e eu falamos juntos, assim que provamos a comida que Amanda fez. Eu juro que vi os olhos do meu pai rolarem de satisfação. Amanda ri. "Bom, não é?" "Querida." Meu pai balbucia. "Isso é melhor do que bom." "É Taco Casserole." "É incrível." Eu digo a ela. Nós nos movemos para a sala depois do jantar, para assistir televisão. Ela está com a cabeça no meu colo e acabou cochilando dentro de cinco minutos. Eu podia ver meu pai nos observando, enquanto eu acariciava seus cabelos. "Ela está dormindo?" Ele pergunta.

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Eu balanço a cabeça, olhando para ela. "Yeah. Ela está sempre tão cansada. Ela trabalha demais." "Será que ela precisa trabalhar tanto assim?" "Eu me ofereci para pagar mais pelo aluguel, mas ela não deixou." Em seguida, ele fica em silêncio por um momento, enquanto eu continuava a vê-la dormir. "Ela te faz feliz, meu filho?" Ele pergunta em voz baixa. "Não." Eu digo, balançando a cabeça. "Ela me faz inteiro." Eu tive que acordá-la para nos mover para a casa da piscina, no momento em que dissemos boa noite para meu pai e saímos da casa principal, ela estava bem acordada. "Está uma noite agradável aqui fora." Ela diz, com a cabeça inclinada, olhando para o céu. Eu concordo. "Vamos ficar aqui por um tempo." Então, nós fizemos. Eu a oriento sobre o sofá-cama perto da piscina e nos deito lá. Ela coloca a cabeça na dobra do meu braço e sua perna em cima da minha. "Então, eu tomei uma decisão." Eu digo a ela. Ela olha para mim. "Sim?" "Eu acho que quero ir vê-la." "Com Micky?" "Eu acho." "Bom para você, babe."

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Há também outra coisa que eu queria dizer a ela, ou pedir, na verdade, mas eu não sabia como. Então, apenas digo: "Quais são seus planos para depois da faculdade? Quero dizer, você está pensando em andar por aqui?" Ela se senta um pouco e me olha com curiosidade. "Não tenho certeza." Ela encolhe os ombros. "Por quê?" Limpo a garganta e finjo confiança, fechando os dedos atrás da cabeça. Meu coração batia forte contra meu peito. Eu não sabia como ela reagiria a minha pergunta, mas eu meio que precisava saber. "Assim, quero dizer, quando eu escolher as escolas de medicina para me candidatar, eu meio que preciso saber onde vai ser, ou quais são seus planos, sabe?" Corro minhas palavras em um longo suspiro. Ela fecha os olhos, visivelmente engolindo em seco. Merda. "Merda." Eu digo em voz alta. "Esqueça que eu disse qualquer coisa. Sinto muito. É muito cedo para esta conversa." Ela sorri. "Talvez seja — muito cedo, quero dizer, mas quem se importa, certo?" Eu rio. "Certo." Então ela se deita e descansa a cabeça no meu peito novamente. Sua mão pousa na minha camisa, tocando meu abdômen. "Eu vou seguir você para onde for, Logan. Enquanto você me querer." Para sempre, pensei. Mas eu mantive isso para mim mesmo.

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CAPÍTULO 35 Logan Eu poderia dizer que foi difícil para Jake ficar quieto quando eu disse a Micky que eu queria ir visitar Megan. "Suicide Watch?" Micky pergunta, com a voz embargada. Ela tinha chorado desde que Amanda disse os rumores sobre a vida de Megan em LA. Eu balanço a cabeça. "Vou daqui a uma semana, são cinco horas de viajem até." "Eu vou, também." Ela insiste. "Eu também." Diz Jake. Amanda segura minha mão com mais força, ela não tinha que dizer as palavras. Eu sabia que ela estaria lá para me apoiar. *** Pegamos a caminhonete de Dylan para a viagem. O meu era muito pequeno, do Jake não tinha banco traseiro e o carro da Micky não era muito confiável. Cinco horas depois estávamos no hall de entrada do Dalton Psychiatric House. Amanda e Jake ficam do lado de fora. Eu tinha pesquisado os protocolos de visitas e horários, de modo que estávamos preparados quando eles nos pediram para entregar algumas coisas que não podiam entrar com agente. Um detector de metais e uma revista de segurança depois, estávamos dentro do que parecia ser uma sala de visitas. Como na cadeia. Não que eu saiba como se parecia na vida real. Apenas na TV. "Parece uma cadeia." Diz Micky, lendo meus pensamentos. "Uh-huh." "Você está nervoso?" Ela pergunta. "E você?" Repasso a pergunta.

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"Merda, sim." Ela engasga. Eu me viro para encará-la. Ela já estava chorando. Eu cubro sua mão que repousava sobre a mesa com ambas as minhas. "Nós vamos ficar bem Mick, prometo." Em seguida, as portas se abrem e ela entra. Com uma enfermeira seguindo-a, mas fica em um assento ao lado da porta. Micky engasga ao mesmo tempo em que Megan vacila. Ela estava pior do que na imagem. "É ela?" Micky sussurra, virando a cabeça para mim. "Sim". "Merda." "Mikayla." Megan cumprimenta. Sua voz sai rouca, como se ela fumasse dois maços de cigarro por dia. Então ela olha para mim. "Irmão." Ela tenta sorri, mas não consegue. Ela parecia mais velha. A pele caída em seu rosto e tinha manchas de sangue por todo o rosto. Seu cabelo parecia morto em cima de sua cabeça, ela tinha olheiras sob os olhos e ela estava tão magra. Ela senta-se na cadeira em frente de nós e apóia os braços sobre a mesa de metal. Eu podia ver os hematomas em seus braços, a partir de onde as agulhas teriam constantemente perfurado sua pele. Ela funga, recebendo a minha atenção. Ela levanta as sobrancelhas em questão. Eu devo ter olhado fixamente. "Metanfetamina?" Pergunto a ela. "Temos um vencedor." Ela resmunga. Ela tinha um tique. Os viciados ficam assim quando começam a precisar da droga. Por um segundo eu queria pegar Micky e levá-la para fora desse lugar. Eu já tinha visto aquele rosto em outras pessoas antes. Inferno, eu vivi com esses tipos de rostos — mas Micky — eu não sabia se ela seria capaz de lidar. "Megan." Micky sussurra. Os olhos de Megan passam de mim para Micky. Seja qual for a emoção que ela estava tentando esconder, desapareceu no momento em que seus olhos 303


fixaram em sua melhor amiga. Seu corpo cai e um soluço escapa da sua boca. "Você não deveria me ver assim." Ela diz através de um grito. "Megan." Micky suspira. Ela estende a mão e tenta segurar a de Megan, mas ela puxa-a para longe, se levantado. A enfermeira fica de pé também. "Não!" Megan grita. "Você não deveria estar aqui. Você não deveria me ver assim e você definitivamente não está autorizada a ter piedade de mim!" Ela começa a andar. Eu vejo a enfermeira retirar seu walkie-talkie. "Não!" Megan grita novamente. "Micky, que porra é essa? Por que você está aqui?" "Porque eu preciso perdoá-la." Diz Micky calmamente. "Perdoar-me?" Megan cospe. "Não, Mick, você não precisa fazer isso. Você não pode fazer isso. Você e sua família, vocês eram tudo o que eu tinha, e olha o que eu fiz, porra!" "Megan." Ela repete mais uma vez, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. "Você pode ter sido uma amiga de merda, mas você não merece o que aconteceu com você. Ninguém merece isso." "Então é isso?" Megan para de andar e nos enfrenta. "Você veio por que sentiu pena de mim? Você não pode fazer isso Micky. Não pode ter pena de mim. Você simplesmente não pode. Não vou deixar." Ela balança a cabeça para trás e para a frente, os olhos selvagens. "Eu não vou deixar Micky." Ela começa a andar para trás até que bate no canto da sala. "Eu não vou deixar você, porra." Em seguida, seu corpo desliza pela parede até que ela estava sentada em uma posição fetal, balançando para frente e para trás. "Eu não vou deixar você, porra." Ela repetia as palavras mais e mais. "Eu não vou deixar você, porra." Micky fica de pé, mas eu puxo seu braço. "Está tudo bem." Ela diz. Olho para a enfermeira, que assente com a cabeça em confirmação. Então, ela se aproxima de Megan e se ajoelha na frente dela. Ela coloca a mão no ombro de Megan e sussurra em voz alta em seu ouvido. "*Megkayla levam todos os garotos para o quintal, e eles ficam tipo..." Megan olha para cima, em seguida fala: "É melhor do que o seu..." *Musica Milkshake da Kelis

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Então elas dizem: "Com certeza, é melhor do que o seu..." As duas riem. Em meio a lágrimas de raiva, tristeza, desespero, pena e tristeza, elas riem. "Oh Micky." Diz Megan, inclinando-se para mais perto dela. "Shh." Micky conforta-a, em seguida, vira-se para mim. "Dê-nos um minuto?" Olho para a enfermeira novamente. "Eu estarei aqui o tempo todo." Ela me assegura.

Amanda "Você tinha um canguru de estimação?" Pergunto a Jake. Estávamos sentados em um banco do lado de fora do prédio. Nós não sabemos quanto tempo eles estariam lá dentro, então nós caminhamos para uma cafeteria e compramos um pouco de comida. Ele se vira para mim com uma ligeira carranca no rosto. "Você está brincando comigo né?" Dou de ombros. Eu estava. Mas Micky me disse uma vez que ele odiava perguntas estúpidas sobre a Austrália e seu sotaque. "Vou levar isso como um não." Alguns momentos depois, eu pergunto. "Quão grande é a Austrália? É do mesmo tamanho que o Texas?" Jake balança a cabeça lentamente, olhando-me como se eu fosse estúpida. Tento conter meu riso. "É do mesmo tamanho que a América." Ele diz lentamente. "Oh." Eu finjo parecer surpresa. Então continuo: "Será que vocês têm boliches?" "Boliche?" Ele repete. "Sim, tipo boliche." 305


"Oh meu Deus." Ele ri. "É claro que tem a porra de um boliche." "Oh." Eu digo de novo: "Será que eles permitem que você leve seu Canguru de estimação para o boliche?" Ele olha para mim como se eu fosse louca. Então eu jogo minha cabeça para trás numa gargalhada. "Oh, você está brincando comigo!" Ele finalmente entende, e ri comigo. Então escutamos a voz de Logan a partir da porta. "Ei idiota, é melhor você não estar dando em cima da minha menina." "Onde está Kayla?" Jake pergunta, todo o humor tinha deixado sua voz. "Ela está lá, está tudo bem." Logan levanta a mão. "Ela está segura." "O que você está fazendo aqui?" Eu me levanto e me movo para frente dele, passando os braços ao redor da sua cintura. Ele faz o mesmo. "Elas só precisam de um minuto." Seu rosto se aproxima do meu, esfregando o nariz ao longo do meu maxilar. Ele coloca sua testa em meu ombro. Vejo Jake nos observando, e então ele se afasta, dando-nos um pouco de privacidade. "Como ela está?" Eu pergunto a ele. Ele solta um suspiro longo e lento. "Mau. Mas eu não quero falar sobre isso agora." "Ok." "Sabe o que eu quero fazer?" "O quê?" Ele esfrega o nariz contra o meu, e depois me beija longo e lento. Eu nem tinha percebido que ele estava me segurando no momento em que se afasta. "Eu só quero apreciá-la. Tudo sobre você. Tudo isso."

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Logan "Ela está pronta para você." Micky sai um pouco mais tarde, limpando as lágrimas do rosto. Ela vai direto para os braços de Jake. Ele não tinha dito uma palavra desde que chegamos aqui. Não sobre Megan de qualquer maneira. Beijo Amanda e entro no prédio, com as palmas das mãos suadas, coração acelerado, respiração rápida. Eu não sabia o que esperar quando entrasse, mas ela estava sentada à mesa, parecendo calma e pronta. "Hey." Seu sorriso era genuíno neste momento. Ela olha para a enfermeira, e depois para mim. "Sinto muito pelo meu desabafo mais cedo. É muito para aguentar. Quer dizer, você estar aqui é o suficiente, mas Mikayla, foi demais." Eu balanço a cabeça e sento-me em frente a ela. "Ela queria estar aqui." Eu digo. "Sim." Ela pisca com força algumas vezes. "Ela me disse." Em seguida, ficamos em silêncio por alguns instantes, até que ela finalmente suspira. "Então..." "Então..." Eu repito. "Olha, nós nunca dormimos juntos." Eu engasgo com o ar. Ela ri. Em seguida, ficamos em silêncio novamente. "Ele falou sobre você." Meus olhos disparam para ela, surpreendidos. "Quem?" "Nosso pai." Ela responde. "Ele não é o meu pai." Ela revira os olhos. "Eu entendo." Ela balança a cabeça, em seguida, continua: "Quando eu era mais jovem, tipo muito jovem, talvez eu tivesse seis ou algo assim... ele costumava falar de você." 307


Eu rio um pouco. Eu nem sabia o que dizer. "Ele não era específico ou qualquer coisa, ele apenas dizia que você existia. Eu sabia o seu nome. Foi isso. Então ele parou de vir me visitar. Eu não sabia por que, mas ele se foi há alguns anos. Enfim, a conselheira da minha antiga reabilitação disse que eu deveria tentar encontrá-lo, talvez ele possa ajudar a me motivar para ficar melhor." Ela faz uma pausa para tomar fôlego. Eu inclino meus cotovelos sobre a mesa de metal frio e espero. O que quer que fosse que ela iria dizer, tinha que haver um ponto para tudo. "De qualquer forma, eu acho que devia ter sido em torno do mesmo tempo que você foi adotado ou algo assim, quando ele parou de ir me visitar." "Talvez." Eu dou de ombros. "Ele machucou você, Logan?" Sua voz ainda estava dura, mas por baixo, havia uma camada de simpatia. "Por quê?" Pergunto a ela. "Ele machucou você?" "Não." Ela balança a cabeça. "Minha mãe, no entanto. Vi algumas vezes. Mas não comigo, não quando eu era criança, pelo menos." "O que isso significa?" "O quê?" "Não quando você era criança. Será que ele te machucou recentemente?" Minhas sobrancelhas arqueiam. Seus olhos se enchem de lágrimas, mas ela olha para o chão. "Ele não é boa gente, Logan. Você precisa ficar longe." "Não brinca. Que merda que ele fez com você?" Minha mandíbula se aperta e fecho minhas mãos em punhos. Ela estende a mão para segurar as minhas, mas eu me afasto. Era muito cedo para ela estar em contato ou me confortando. Eu não preciso dessa merda. E mesmo que eu sentia algo por ela, eu não estava pronto para sentir isso. Ela suspira e se inclina para frente. "Micky me disse que você sabe... sobre a minha vida em LA... ela disse que a notícia se espalhou e Amanda lhe disse?" 308


Eu balanço a cabeça. "Além disso, Amanda Marquez?" Ela diz que seu nome como uma pergunta. "Não diga o nome dela." Eu aviso. "Ok babaca. Delicado. Não há problema." Suas mãos se levantam em sinal de rendição. "Portanto, o nosso pai—" "Seu pai." Eu a corto. "Tudo bem, o meu pai, ele foi para Los Angeles, aparentemente para me checar. Mas ele ficou muito mais animado em descobrir que o meu namorado estava traficando drogas. Uma coisa levou a outra, que começou com a erva daninha, em seguida, ecstasy, metanfetamina e cocaína. Era como a forma mais fodida de reencontro em família. Durante cinco meses seguidos foram apenas..." As palavras dela somem. Em seguida, uma única lágrima cai. "E então nós tivemos que pagar por tudo, e quero dizer — como poderíamos? Então, meu namorado decidiu pagar comigo." "E seu pai deixou que isso acontecesse?" Eu grito. Eu não pude me parar. A enfermeira endireita-se. "Eu sinto muito." Eu digo a ela, e depois repito a pergunta, mais quieto neste momento. "Como eu disse, ele não é boa gente." Minha cabeça cai para trás. Eu olho para o teto pensando onde as pessoas poderiam chegar e ser tão incrivelmente ruins. "Agora eles estão metidos em algum tipo de rede de droga." Ela continua. "Pauly de LA, meu pai daqui." Eu balanço minha cabeça. "E eu?" Ela diz, seus olhos caindo para os hematomas em seu braço. "Eu tenho o mesmo pesadelo todas as noites. Só que não é um pesadelo. É quase como um sonho. É muito bom que dói quando eu acordo. Eu sonho todas as noites deles. Com a família de Mikayla. Ainda posso ouvir a risada de Emily. E eu não deveria ser permitida. Eu não deveria ser capaz de sentir a alegria que aquele som pode trazer. Eu não deveria ser capaz de fechar os olhos e vê-los. Eu não mereço." *** 309


"Cuidado, idiota." Algum idiota na minha frente diz. Válido. Eu tinha acabado de sair das portas da sala de visita e não estava olhando para onde eu estava indo, eu não teria nem percebido se ele não tivesse dito nada. "Sinto muito, cara." "Sim." Ele tenta se equilibrar. "É melhor sentir." Ele tinha a mesma falta de vida que Megan tinha. Seu cabelo era fino, quase como se fosse cair a qualquer momento. Ele tinha as mesmas fodidas manchas de sangue em seu rosto. Você poderia dizer que ele fez um esforço para se vestir, seu terno pendurado fora do seu corpo e eram em tamanhos muito grandes. Ele tinha flores na mão, que foram claramente colhidas dos arbustos do lado de fora. Eu não sei quantos anos ele tinha. Poderia ter sido quarenta ou poderia ser vinte. "Calma aí." Eu digo calmamente, abrindo a porta para ele. Eu vejo quando ele entra e vai para a mesa de Megan. Ela olha para ele. Ela não vacila. Ela não ofega. Sua respiração nem sequer engata. Mas eu vejo em seus olhos. Ela estava com medo. Com medo de monstros. Logan: Eu preciso da sua ajuda Pai: Qualquer coisa. *** "Eu me pergunto quantas coisas fodidas Dylan e Cam vão fazer no seu carro." Jake diz através de uma risada. Ele vira a cabeça para olhar para mim a partir do assento de motorista. "Eu sei. Aqueles idiotas. Devemos fazer algo com o do D." Nós estávamos voltando para casa. Amanda tinha adormecido no banco de trás comigo, mas ela estava começando a se mexer. "Como o que?" Pergunta Micky. Amanda se senta. "Sobre o que estamos falando?" Sua voz estava áspera de sono. "Foder com o carro de Dylan." Eu respondo. 310


Ela vira a cabeça para me encarar, seus olhos piscando, tentando se concentrar. Ela morde o lábio, olhando-me de cima a baixo. "O que há com você?" Eu rio. Ela se inclina para mim e encosta a mão no meu pau, esfregando-o suavemente. "Eu estou tão excitada agora." Ela sussurra. Meu pau se contorce. Ela beija meu pescoço e depois morde minha orelha. "Eu não posso esperar para chegar em casa e..." Eu gemo. Meu pau fica mais duro. Eu a puxo para mim e beijo-a. Forte. Ela espalma meu pau através do meu jeans. "Você tem alguma ideia?" Pergunta Jake. Foda-se Jake Andrews — empata foda. Amanda ri e se afasta. "Podemos comprar soda e despejar sobre o carro, até que fique muito pegajoso, e depois cobrir com ração de aves. Poucas horas depois, isso vai estar coberto de pássaros." Jake joga a cabeça para trás numa gargalhada. "Vocês são fodidamente perfeitos um para o outro." Vejo um sorriso no seu rosto. "Sim." Ela diz, com as pernas subindo no meu colo. "Nós meio que somos."

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CAPÍTULO 36 Logan Um dia depois de visitarmos Megan em Dalton, meu pai ligou. Ele disse que fez alguns telefonemas e conseguiu transferi-la para uma instalação em Washington. Longe de qualquer monstro que possa persegui-la. Ele não me disse como fez isso ou de onde veio o dinheiro para fazer, mas eu não perguntei. Eu sabia que se eu fizesse, ele iria mentir. Aparentemente Micky ligou para ela na manhã seguinte para ver como ela estava. Ela disse que estava bem, mas não queria que nenhum de nós ligássemos até que ela estivesse limpa ou em seu caminho para a recuperação. Ela disse que ficaria feliz em enviar um e-mail ou escrever uma carta, mas tudo lá é checado e filtrado por isso pode demorar um pouco até ouvirmos falar dela. Isso foi há quase um mês. Eu ainda estava processando tudo. Quando descobrir que tinha uma irmã, achei que iria virar meu mundo de ponta cabeça. Mas isso não aconteceu. Não comigo. Talvez porque uma parte de mim tinha tanta coisa para olhar em frente, no futuro, que eu realmente não dou a mínima sobre o meu passado. Talvez tenha sido porque eu tinha Amanda. "Amanda." Eu digo. "Eu estou pensando em talvez comprar um carro para você." Eu estava sentado no chão, à beira da cama, jogando Xbox. Ela estava deitada na cama, lendo um livro, sua mão brincava com meus cabelos. "Eu estou pensando em dá uma joelhada nas suas partes." Ela diz sem rodeios. Eu rio. "Então isso é um não?" "Isso é merda nenhuma, e não pergunte novamente." "Tudo bem." Eu suspiro. "E se não me custar nada?" "Você vai roubar um carro?" "Não, e se eu trocar meu carro e pega dois?" Eu jogo o controle no chão e olho para ela. Eu estive pensando sobre isso por um tempo. No começo eu queria 312


apenas comprar um carro para ela, mas eu sabia que ela não iria aceitar. Então pedi a Ethan para me ajudar e mentir, dizer que ele comprou para ela. Ele disse que não poderia mentir para ela, que ela tinha algum sexto sentido louco e sabia quando ele estava de sacanagem. Ele não conseguia nem esgueirar comida para dentro de casa sem que ela soubesse. Continuo tentando convencê-la. "Quero dizer, que tipo de estudante de 20 anos e universitário precisam de um velho Mercedes? Eu posso pegar uma caminhonete, vai ser maior, e podemos brincar lá." Eu endireito-me e seguro seu rosto em minhas mãos, ela morde o lábio, recusando-se a olhar para mim. "Você pode conseguir o que quiser, algo pequeno. Tudo o que você quiser. Já perguntei ao meu pai, ele disse que seria ótimo." Ela olha para mim, em seguida, com os olhos brilhando de lágrimas, ela engole em seco. Eu não sabia o que dizer, então eu só continuo falando. "Hm, Cameron — o namorado da sua mãe é proprietário de uma concessionária. Liguei para ele no outro dia, ele disse que poderia fazer um grande negócio para nós." Lágrimas caem em seguida. "Babe, não chore." Ela não responde, apenas se inclina e me beija. E é isso que nós fizemos, eu não sei quanto tempo, apenas nos beijamos. Com as mãos nos rostos de cada um e o gosto de suas lágrimas nos lábios, nos beijamos. "Eu preciso que você faça amor comigo, agora." Ela sussurra. Então eu faço.

Amanda Os caras nos livros são bons, portanto, não melhores. Não em relação ao Logan Matthews. Eu amo ele. "Então isso é um sim para o carro?" Ele pergunta, beijando minha testa. Estamos deitados nus na cama, cara a cara. 313


"Isso ainda é um não para o carro. Mas o fato de que você pensou nisso..." Eu paro. Eu não tenho palavras. "Tudo bem." Ele suspira como uma criança descontente. Em seguida, um trovão ilumina o quarto e a chuva bate com força contra o teto. Ele sorri. Um grande sorriso. "Vista-se!" Ele ordena, sai da cama e coloca sua calça. "O quê!" Sento-me. Ele se inclina sobre a cama, seu peso sustentado por seus braços. Ele me beija uma vez. "Você confia em mim, certo?" Há uma certa emoção nos seus olhos, e por um segundo eu me deixo pensar nele como criança. Mas depois lembro-me que ele não teve isso. "Babe?" Ele tinha um grande sorriso em seu rosto, suas covinhas ainda mais profundas que eu já tinha visto. "Por favor?" Eu balanço a cabeça, e saio da cama. Ele tira algo de sua gaveta e espera que eu termine de me vestir. Em seguida, pega minha mão e me leva até a porta da frente, depois ele abre-a. "O que você está fazendo?" Eu grito por cima do som da chuva. Estava grossa e pesada. Eu mal podia ver a estrada em frente de casa. Ele apenas sorri alegremente, e levanta-me até que minhas pernas estavam em volta da sua cintura. "Pronta?" Ele grita. "Para quê?" E então ele entra na chuva. Leva apenas alguns segundos para ficarmos encharcados. Eu me agarro a ele. Ele continua andando até que estivéssemos no meio do quintal, onde seu carro estava estacionado. "Isso não vai te machucar!" Ele grita. Limpo meus olhos com uma mão; a outra ainda estava enrolado em seu pescoço. "O quê?" "A chuva. Ela não vai te machucar. Eu não vou deixar." 314


Ele me coloca de volta no chão e segura meu rosto em suas mãos. E então ele me beija. No meio do nosso quintal, na chuva, ele me beija. E foi como nenhum outro beijo na história dos beijos. Sabe os filmes, quando o beijo acontece, e as câmeras giram em círculos, e você quase fica tonto de ver isso? Este foi aquele beijo. Este foi o tipo de beijo de cinema. E eu, em algum lugar ao longo do caminho — estou lhe dado tudo de mim. E nada no passado importava, porque Logan, ele era o meu futuro. Meu mundo. Meu tudo. E então ele se afasta. "Eu não vou deixar nada te machucar. Nunca." Ele enfia a mão no bolso e puxa uma corrente de ouro, com um pingente brilhante. Abreo e segura entre nós, deixando a chuva cair, e então coloca a corrente em volta do meu pescoço. "E agora você tem isso." Ele continua. "E isso." Ele me empurra para trás, até que minhas pernas batessem no capô do seu carro e ele lentamente me deita lá, e então me beija. E tudo ao meu redor desaparece. A chuva, os sons, o frio do metal debaixo de mim. Tudo isso desaparece. E tudo o que eu podia sentir era Logan. Seu corpo quente pressionado contra mim, com as mãos no meu cabelo e sua boca na minha. E então ele pega minha mão e coloca sobre seu coração. "Você e eu." Ele grita. "Nós vamos fazer novas memórias. Onde você não esteja mais com medo. E vai ser incrível." Eu engulo meus nervos. Eu o amava. Eu o amava tão fodadidamente que dói. Eu abro minha boca para dizer-lhe.

Logan "Não diga isso." Seus olhos se arregalam. "O quê?" 315


"Não diga o que você está prestes a dizer — o que eu sei que nós dois sentimos. Apenas não." "Oh." Ela diz calmamente. Ela se inclina lentamente para frente debaixo de mim, mas eu agarro-a com mais força. Eu balanço minha cabeça lentamente. "Isso não significa que eu estou me afastando de você. Ou que eu não me sinta da mesma maneira. Ou que eu não quero você." Pego seu rosto em minhas mãos e faço com que ela esteja ouvindo cada palavra que eu dizia. Porque eu precisava que ela ouvisse. "Você não tem ideia de quanto eu preciso de você, eu preciso de você mais do que o ar." Faço uma pausa, pensando em como eu poderia fazê-la entender como eu me sentia, sem dizer as palavras reais. "Sabe qual é a minha parte favorita do dia ?" Eu grito, esperando que ela pudesse me ouvir. Ela balança a cabeça lentamente. "São alguns segundos na parte da manhã, quando minha mente desperta, mas meu corpo não, e eu sinto você em meus braços. E sei que quando abrir meus olhos, é você que eu vou ver." Ela olha para mim, os olhos arregalados. Parecia que ela queria dizer alguma coisa, mas não sabia o que, então eu continuo. "Eu sei que você já disse essas palavras antes. Entendo que você já foi apaixonada por outra pessoa, e isso é bom. Mas eu nunca. Não antes de você." Ela engasga. "Eu não posso dar-lhe muito, ou nada. Mas quando eu disser essas palavras para você, não vai ser apenas palavras — te darei algo que significa alguma coisa. E você merece saber, sentir isso. Então, por favor, deixe-me ser o primeiro a dizer isso, porque eu preciso ser capaz de, pelo menos, dar-lhe isso... e quando eu disser essas três palavras — você será minha, para sempre. Assim como eu serei seu." E então eu a beijo. "O que vocês estão fazendo?" Ethan grita. Afasto-me ao mesmo tempo que Amanda vira a cabeça para vê-lo correndo até a calçada. "Novas memórias!" Ela ri. Então, ela me encara. 316


E sorri. E é tudo o que eu sempre quis. *** "Está frio pra caralho." Ethan diz, esfregando as mãos para se aquecer. Ele está deitado no sofá, assistindo TV. Nós entramos logo depois dele, e tomamos banho, nos secamos e se vestimos. Nós também conseguimos ter relações sexuais duas vezes durante esse tempo, mas eu não poderia dizer a ordem em que fizemos. Estamos no sofá, Amanda em cima de mim. Amanda beija-me algumas vezes e levanta-se. "Eu já volto." Ela diz, beijandome mais uma vez. Vejo-a sair. "Cara, não olhe para a bunda da minha irmã quando eu estiver aqui." Eu rio. "Eu não estou brincando." Eu rio mais ainda. Ela volta com uma caneca e entrega para Ethan, que sorri para ela. "Marshmallows?" Ele pergunta a ela, com os olhos grandes como uma criança. "É claro." Ela responde. "O melhor para você, irmão mais velho." Em seguida, ela sai da sala novamente, apenas para retornar alguns segundos depois com seu edredom. Ela o coloca em cima dele e ajeita em sua volta, como se ele fosse um grande bebê. "Obrigado, Demander." "De nada, idiota." "Sério." Seu rosto fica sério. "Você vai ser uma boa esposa para um idiota, um dia." 317


Ela volta para cima de mim. "Ah, obrigado Ethan." Então, ele sorri e sacode a cabeça em minha direção. "Espero que não seja esse." Amanda ri. "Aw." Eu faço beicinho para ele. "Emoticon com a cara triste."

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CAPÍTULO 37 Logan "Eu tenho algo para lhe dizer, e eu não quero que você fique louca." Seus olhos se estreitam para mim. "Logan, é como dizer que vai me dar a porra de um biscoito, mas eu não vou poder comê-lo." "Ok." Eu concordo. "Provavelmente não foi a melhor maneira de começar uma conversa." "Não." Ela diz, sem tirar seus olhos dos seus dedos dos pés. Ela estava pintando as unhas dos pés na cama, um fone de ouvido em seu ouvido. Eu tinha acabado de chegar em casa de uma corrida e estava suando pra caramba. "Além disso." Seu nariz se enruga. "Você cheira como bolas suadas." Eu rio. "Eu sei. Estou indo para o chuveiro agora." Inclino-me na cama para beijá-la. Ela grita. "Não! Banho primeiro." Então ela olha para mim. "Whoa. Você corre sem camisa?" Eu balanço a cabeça. "O tempo todo?" "Não quando eu começo, mas depois de um tempo, sim. Por quê?" "Não faça mais isso." Ela diz. Eu rio. "O quê? Por quê?" "Quero dizer, Logan." Ela tampa seu esmalte e coloca-o na mesa de cabeceira. "Essa merda que você está amostrando por ai." Ela aponta para cima e para baixo do meu corpo. "Não está à venda mais. Já tem dona. E eu digo que é só para os meus olhos." Eu tive que rir. "Você está brincando comigo agora? Eu te pertenço?" "Problema?" Ela ergue as sobrancelhas. 319


Eu tiro meu short e entro no banheiro. Ouço-a gemer. "Não há problema, babe, mas vale nos dois sentidos. Lembre-se disso." *** Saio do banho e visto um par de calças de moletom. Ela estava com os dois fones de ouvido agora, lendo um livro no seu e-reader. Eu acho que ela não me ouviu sair porque ela rir baixinho, seus olhos nunca deixando o livro. Ela balança a cabeça. "*Reid Knox." Ela sussurra. "Seu macho alfa quente e idiota." "O quê?" Eu digo, alto o suficiente para ela ouvir. Ela olha para cima e suspira, depois, lentamente, puxa os fones de ouvido para fora. "Uh..." Ela gagueja. Eu levanto uma sobrancelha. "Só..." Eu espero. "Lucy disse-me para ler este livro, e é..." Eu espero. Então ela riu. "Babe." Ela murmura. "Você é melhor do que todos os meus namorados literários em todo o mundo. Prometo." Ela diz através de uma risada. "O que é tão engraçado?" Sento-me na beirada da cama. Ela vem até mim. "Só que você está inseguro e com ciúmes de um personagem fictício." Reviro os olhos. "Cameron diz que Lucy lê essas merdas sujas. Não é?" "Sim." Ela diz, quase com orgulho. Eu me viro para olhá-la, surpreso "Sério?" *Reid Knox é o personagem principal do livro Maybe This Time da Chantal Fernando. 320


"Sim." Ela repete. "Huh. Se você quiser reencenar algumas dessas cenas, me avise." Eu estava meio que brincando. "Na verdade..." Ela sussurra, movendo-se de modo que estivesse deitada com a cabeça sobre o travesseiro. Seus joelhos dobrados. Ela faz sinal com o dedo para me juntar a ela, abrindo as pernas enquanto faz isso. Engulo em seco, e movo-me entre as suas pernas. Eu já estava ostentando uma semi ereção, por causa da minha imaginação. Seus braços rodeiam meu pescoço, me puxando para ela. Então me beija. Sua língua não se incomoda em pedir permissão. Seus quadris se esfregam no meu; Eu estava duro como o inferno. Suas mãos se movem do meu cabelo, pelas minhas costas nuas e para minhas calças. "Mm." Ela geme. Sua boca deixa a minha e faz seu caminho até o meu queixo, meu pescoço e meu ombro, e em meu ouvido: "Eu li um livro uma vez..." Ela sussurra, seus quadris levantados e esfregando no meu pau duro. Começo a empurrar, mais forte. "Sim?" Eu consigo dizer. "Mm-hmm-mm, baby." Ela começa a se mover mais rápido, seu corpo se contorcendo na cama. Suas mãos apertando minha bunda. "Tinha um cara... uh... sua... namorada..." Ela ofegava. "Mm?" Eu pergunto, empurrando contra ela agora. Suas mãos se movem ainda mais para baixo na minha bunda. "Ela tocou sua bunda, lá." Eu nem sei o que aconteceu depois, mas eu estava de pé e contra a parede ajustando meu pau em menos de segundos. "Isso é fodido." Eu grito. Ela joga a cabeça para trás numa gargalhada. "Eu não estou de brincadeira, Amanda." Ela rir mais ainda, se sentando. Ela segura seu estômago de tanto rir. "Não é engraçado porra." Há um pânico claro em minha voz. "Isto. Está. Fora. Do. Limite." 321


Ela estava limpando as lágrimas agora. Eu balanço a cabeça para ela. "Terminou?" Ela tentar parar, segurando um dedo para mim esperar. Sua respiração começa a se acalmar e os risos diminuem. Depois de cinco minutos, ela finalmente fala: "Então, o que você tem para me dizer?" Sento-me na beirada da cama. Ela senta-se ao meu lado. "É meu aniversário hoje." Ela suspira alto, quase alto demais. Eu me viro para encará-la. "Você já sabia não é?" Ela assente com a cabeça. "Yep. Fiquei me perguntando quando você iria me contar." Ela se posiciona entre as minhas pernas. Seus braços ao redor dos meus ombros. "Por que você não disse nada?" Dou de ombros. "Não é realmente um dia de festa, sabe, com os meus pais e tudo." Ela se inclina e me beija lentamente. Eu a seguro perto de mim. Ela afasta-se e tira o cabelo do meu rosto, e então sorrir. "Estamos fazendo novas memórias, lembra?" "Certo." Eu concordo. "E você é a minha favorita." Ela suspira. "Eu gostaria de poder dizer o quanto eu sinto por você." "Você não precisa me dizer. Eu sei." "Sabe?" "Claro." Eu pego sua mão para beijar seu pulso, mas ela rapidamente puxa-a para longe. "Eu tenho uma coisa!" Ela diz, animada. Ela se afasta de mim e vai em direção ao lado oposto. "Aqui estar!" Em seguida, ela volta para o meu lado. "Tudo bem." Ela suspira. "É pequeno e estúpido, e pensando sobre isso agora, eu não quero nem dar a você. Talvez eu só—" Ela começa a puxá-lo para longe. "Não." Pego-o de suas mãos. "Você me comprou alguma coisa?" "Sim, mas é estúpido." Um rubor penetra em suas bochechas. 322


Eu sorrio. "Babe, eu tenho certeza de que vou adorar." "Tudo bem." Ela suspira. Ela se senta em uma das minhas pernas, então eu poderia desembrulhar. "É brega." Ela diz, como se estivesse me avisando. Uma caixa branca lisa estava debaixo do embrulho. Olho para ela rapidamente antes de levantar a tampa. Um estetoscópio. "Está vendo? Estúpido." Ela diz. "Não, querida, não é estúpido. Eu só... Quero dizer, isso é incrível." "Você gostou?" Ela pergunta, insegura de si mesma. Morde o lábio ansiosamente. Eu o pego e coloco a caixa vazia ao meu lado. "É claro que eu gostei." Ela tira-o de minhas mãos. "Tem seu nome gravado, viu?" Olho para baixo. Dr. L. Matthews estava gravado no meio. "Isso é incrível. Obrigada." Eu tento agir de forma legal. Como se tudo o que ela estava fazendo era me dar um presente. Mas isso não era tudo. Não para mim. De modo nenhum. Eu a amava. Eu abro minha boca para dizer. "Achei que você ia precisar de um em breve." Ela fala, interrompendo-me. "Este pode ser o seu primeiro. Ele não é o melhor, eu não podia pagar nada incrível, mas a pesquisa que eu fiz diz que este é o que os médicos começam. Espero que seja. Espero ter feito bem." "Você fez melhor do que bem." Ela sorri. "Bom!" Ela me beija rapidamente. "Agora temos que ficar prontos! ***

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"Whuu." Um som fica preso na minha garganta. Eu acho que parei de respirar. Meu queixo cai no chão, meus olhos se movem para baixo, para as pernas. Meu pau fica duro. "Puta merda." Eu suspiro. Acho que eu não tinha a visto tão gostosa antes. Ela estava com o vestido mais curto que eu já vi, ele se agarra a sua bunda. Com um decote entre seus seios até o umbigo. Eu nem sei como ele estava segurando. "Você não pode sair de casa desse jeito." Ela apenas rir de mim. Eu não sei por quê. Estou certo como a merda que não achei engraçado. "Apresse-se, idiota!" Cam grita. "Vocês têm uma maldita limusine?" Espero Amanda entrar primeiro. É o que um cavalheiro faz, certo? Foi também uma grande oportunidade para olhar para sua bunda, de novo. "Só se faz vinte e um anos, uma vez né?" Dylan me entrega uma cerveja. Eu coloco meu braço em torno do ombro de Amanda; sua mão vai para minha perna. "Eu acho que sim." Jake solta um pigarro e levanta a cerveja. "Para o meu melhor amigo." Ele diz sério. Micky olha para ele, depois rir. "Para idiotas que derramam cerveja em meninas aleatórias." Ela levanta a taça e ri. Nós todos fizemos. Lucy soluça ao lado deles; ela estava sentada no colo de Cameron, claramente bêbada. "Para o melhor cara que eu sei que não vou pegar." Ela soluça novamente. "Puxa, obrigado, Luce." Jake zomba. Então Cam entra na conversa: "Para o idiota que a minha menina iria pegar se eu não estivesse por perto." Todos nós rimos. Então Heidi rir. "Para o cara que pegou o meu V-card." 324


"O quê!" Tenho certeza que foram todos que falaram. Ninguém sabia sobre Heidi e eu. Não até agora. Eu balanço a cabeça e olho para baixo. "Nããão!" Amanda suspira. Isso pode ficar muito ruim, realmente ruim. Ela fica olhando de mim para Heidi e para Dylan. "Isso não é estranho?" Ela ri. Obrigado. Dylan sacode a cabeça freneticamente, com os olhos fechados. "Não. Eu tento não pensar sobre isso, e nem quero imaginar." Então ele abre os olhos, seu olhar em mim. "Para bons amigos e boas pessoas." Ele diz. Havia um tom estranho na maneira como ele disse. Todo mundo sentiu isso, porque ficamos todos em silêncio. Dylan e Heidi não tinha andado em torno de nós ultimamente, na verdade, mal vimos Heidi em tudo. E Dylan, ele sempre foi estranho, mas eu não sei, ultimamente parecia que algo estava acontecendo com ele. "E você, Amanda?" Micky quebra o silêncio. Ela vira a cabeça para me encarar. Eu já estava olhando para ela. "Para um garoto que faz de cada momento uma nova memória." *** Chegamos ao clube depois de uma hora de condução. Eu só tomei uma cerveja. Eu não quero beber essa noite. Eu só quero lembrar. E eu quero lembrar exatamente como Amanda parecia. Além disso, eu precisava estar sóbrio para perfurar qualquer idiota que olhasse para ela. Porque ia ser um monte deles. Como agora. "Ho. Merda." Alex — um cara da equipe, me abraça. Abraço-o de volta com um braço, o outro estava segurando Amanda enquanto entravamos na seção VIP no nível superior. Jake disse que conhecia pessoas que conheciam pessoas e nos deram um espaço privado. Todos estavam aqui, os caras da equipe e alguns dos irmãos da fraternidade. Alex continua: "Onde diabos você estava escondendo ela?"

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Seus olhos percorrem o corpo de Amanda de cima a baixo. Ela timidamente se esconde atrás de mim. "Na porra da minha cama, idiota. Cuidado com suas palavras. E seus olhos." Suas mãos se levantam em sinal de rendição. "Cara." Ele ri. "Eu entendo. Ela é sua garota. Não há problema." Todos nós sentamos em uma mesa no canto; levou apenas uma hora antes do lugar ficar cheio. "Como diabos vocês organizaram tudo isso?" Jake aponta para Amanda. "Ela fez isso." Eu encaro-a, mas ela estava entretida em uma conversa com Lucy. Provavelmente sobre o idiota do Reid Knox daquele livro. Ela joga a cabeça para trás, rindo de algo que Lucy estava dizendo. Eu adorava vê-la rir. Viro meu corpo inteiro para encará-la e coloco meu braço no banco atrás de sua cabeça.

Amanda Eu podia sentir sua respiração no meu pescoço. Sua mão esfrega levemente minha perna por debaixo da mesa. Minha saia era curta, mais curta do que eu estava confortável. Mas eu queria usar algo que ele gostasse. Sua mão se move mais alto. E alto. Eu me viro para encará-lo. "Pare." Eu aviso. Ele sorri. "Eu não posso." É tudo o que ele diz. Eu cruzo as pernas. Sua mão presa entre elas. "Você está tornando isso mais difícil." Ele lambe os lábios. Seus olhos estavam encapuzados, ardendo de desejo. Então ele beija meu pescoço. Meus olhos se fecham. "Eu quero tocar em você pra caralho." Sua voz estava rouca. Abro minhas pernas. Eu não queria, mas eu perdi o controle. Eu sempre perco o controle com ele. Sua mão se move mais alto novamente, separando minhas pernas ainda mais. Mais alto. 326


E alto. Eu gemo de antecipação. Então eu sinto seu dedo percorrer através da minha calcinha. Eu gemo mais alto. Ele resmunga. "Está tão fodidamente molhada." Ele diz. Eu estava. Ele faz isso comigo. Então sinto seus dedos moverem a calcinha de lado. E então me lembro. Onde estávamos. O que estávamos fazendo. Meus olhos se abrem. Não havia ninguém na cabine. "Eles estão dançando." Ele diz. Eu jogo minha cabeça para trás contra o assento, sem saber, espalhando as minhas pernas ainda mais para ele. Ninguém podia ver o que estávamos fazendo, a menos que estivessem nos observando. Mas eu não me importei. Então sinto seu dedo; lentamente se mover para cima e para baixo na minha umidade. "Eu queria poder te provar." Ele geme. "Oh Deus." É tudo o que eu consigo dizer. Em seguida, o dedo estava dentro de mim. "Puta merda." Ele ri. "Você fica com a boca suja quando eu estou a ponto de fazer você vir. Eu amo isso." Minha mão pousa em seu pau, sobre a calça. Começo a esfregar. "Foda-se." Ele tira o dedo de dentro de mim. Meus olhos se arregalam. Olho em volta. Ninguém estava assistindo. "Huh?" "Nós temos que parar." Ele coloca as mãos em suas calças e se ajusta. "Se fizermos isso, eu vou transar com você aqui e não vou me importa com quem veja." "Ok." Eu concordo. Mas não. Não realmente. Eu estou com o que quer que seja o equivalente de bolas azuis para as meninas. Feijão azul? Eu olho em volta para os outros; eles tinham feito a sua própria pista de dança no meio da sala VIP. "Você quer dançar?" 327


Ele torce o nariz. "Você não dança?" Ele balança a cabeça. Eu rio. Ele pegou minha mão e entrelaça nossos dedos por baixo da mesa, a outra mão estava no meu rosto. "Você fez tudo isso?" Eu balanço a cabeça. "Por quê?" Ele arqueia suas sobrancelhas. Seus olhos estavam intensos, enquanto percorriam meu rosto. Ele tinha que saber o porquê. Ele tinha que saber o que eu sentia por ele. Ele tinha que saber que eu o amava. "Porque..." Eu paro. Então, suspiro. "Você não me deixa dizer as palavras." Seus ombros se caem, ele olha para baixo, olhando para os nossos dedos entrelaçados. Eu levanto seu queixo com meu dedo, do jeito que ele faz comigo as vezes. Olho em seus olhos. Ele lambe os lábios e depois me beija devagar. "Eu também." Ele diz. *** Ethan, Tristan e Alexis aparecem um par de horas depois. Ethan trouxe Kellie IE com ele. Alexis estava chateada. Ela sempre brincou comigo sobre ficar com Ethan, mas acho que no fundo ela realmente tinha sentimentos por ele. Estávamos na pista de dança. Eu estava tonta; ela estava um lixo, mal conseguindo ficar em pé. "Ele trouxe Kellie IE. Que piada!" Ela diz. "Eu sei, querida." Seus braços estão ao redor do meu pescoço. Eu tento o meu melhor para segurá-la. Ela ainda consegue dançar, movendo os quadris de um lado para o outro. "Talvez você devesse apenas dizer-lhe como se sente." "Foda-se." Ela zomba. "Eu não sinto nada. Estou apenas bêbada." "Ok, Lexi." 328


"Ei, James está aqui, talvez ele me faça esquecer." "Meu Deus." "James!" Ela grita, tropeçando para ele. Olho ao redor procurando por Logan, mas eu não consigo encontrá-lo em qualquer lugar. Começo a andar em direção a varanda para ver se ele estava lá, quando alguém pega minha mão e me puxa para um quarto. Meus olhos fecham instintivamente, mas abrem quando ouço um trinco. Eu estava em um banheiro. De alta classe, não sujo ou imprestável como o banheiro do clube. "Eu mal posso esperar." Uma voz sussurra em meu ouvido. Logan. Eu me viro. "Eu estava procurando por você." "Eu estava te observando." Ele lambe os lábios e dá um passo para frente, colocando uma mão na parte inferior da minha costa e a outra na minha perna, movendo-a para cima e levantando minha saia. Ele me beija lentamente. Dolorosamente devagar. "Logan." Eu sussurro, sem fôlego. "Nós não podemos. Aqui não." "Por quê?" Ele pergunta contra os meus lábios. Mordo o lábio inferior. "Eu tenho uma surpresa para você em casa." Ele se afasta, com as sobrancelhas levantadas. "Uma surpresa?" Mordo o lábio e balanço a cabeça. "Eu tenho uma roupa de enfermeira impertinente para o seu presente de aniversário." Ele visivelmente engasga. "Você não está brincando comigo, né?" Eu rio. "Não, querido." Eu dou um passo para frente, o álcool me deixando mais corajosa. "Quando chegarmos em casa, eu vou colocá-la, e você, Dr. Matthews, vai me curvar e bater em mim." Instantaneamente eu estava sendo empurrado para trás, até que minhas costas batessem no balcão. Havia fogo em seus olhos — do tipo bom. Sua boca se pressiona na minha, sua língua se lançando, invadindo os meus sentidos. Eu perco o controle. Então suas mãos estavam por toda parte. Em 329


meus seios, nas minhas pernas, no meu cabelo, e de alguma forma, na minha calcinha. "Você é tão ruim." Ele grunhe. Seus dedos fazem o caminho para dentro de mim, espalhando minha umidade. E dentro de um segundo ele me vira, me inclina, e abaixa minha calcinha em torno dos meus tornozelos e seu pau estava dentro de mim. "Oh Deus!" Então ele começa a se mover, dentro e fora. Lento no início, e então constrói seu ritmo. Ele beija minha costa nua enquanto uma mão segura um seio. Ele aperta, afastando-se. Então agarra meus quadris e começa a se mover novamente. "Foda-se, baby. Que sorte eu tenho de ver isso todo o maldito dia." Um gemido escapa. Ele começa de novo. Rápido. Mais forte. Então sua mão se move do meu quadril e seus dedos esfregam meu clitóris e eu estava feita. Concluído.

Logan Abro a porta do banheiro e Cam estava lá esperando. Ele estava olhando para o chão, mas seus olhos se arrastam quando vê a porta aberta. Em seguida, um enorme sorriso de merda toma conta do seu rosto quando ele nos vê, e o estado em que estávamos. Ele se vira para parede oposta e encara a parede ao lado da porta. Então ele começa a bombear seus quadris contra ela, cantando: "*Sexo de aniversário, sexo aniversário... este é o melhor dia do ano garota..." Você não pode deixar de rir com isso. *** "Será que ela te ligou?" Micky pergunta. "Quem?" Abaixo-me para que eu pudesse ouvi-la sobre a música. *Musica Birthday Sex – Jeremih.

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"Megan. Ela me ligou hoje procurando por você." "Não." Eu balanço minha cabeça. "Eu me ofereci para entrar a mensagem, mas ela disse que precisava falar diretamente com você. Talvez fosse apenas para dizer feliz aniversário." "Talvez." Dou de ombros *** "Foda-se, Tricia!" Lucy grita, suas mãos se levantam, com maior probabilidade de puxar o cabelo da garota. Cam facilmente segura-a de volta. "Você precisa parar de espalhar boatos sobre mim e voltar a abrir as pernas!" Eu rio, mas Amanda balança a cabeça em sinal de advertência. Tricia — ou quem diabos ela fosse — estava sendo segurada por algumas outras garotas. Ela continua tentando chegar a Lucy, mas ninguém iria deixá-la chegar perto o suficiente. Amanda se inclina contra mim. "Esta cadela Tricia acha que Lucy tentou roubar seu namorado. Aparentemente, o namorado lhe disse que tinha sentimentos por Lucy. Lucy não tinha ideia disso." "Você está me chamando de vagabunda?" Tricia cospe. "Foda-se!" Lucy grita. "Eu não estou te chamando de vagabunda!" Ela dá um passo para a frente. "Mas se os galos tivessem asas você seria a porra de um aeroporto." Tricia dá um passo à frente, tentando agarrar Lucy. Cameron a move para trás dele. Em seguida, olha para Tricia e diz: "Diga ao seu namorado ou qualquer merda que ele seja — que se ele continuar atrás de Luce, eu vou encontrá-lo e vou chutar a bunda desse idiota." Tricia se acalma, então olha para Cam de cima a baixo. Ela ergue o queixo. "Me chame quando cansar de brincar de casinha com essa aí e quiser experimentar um sabor melhor." Lucy se mexe por trás dele e levanta as mãos em punhos. Cam foi rápido o suficiente para segurá-la. Mas de alguma forma, um som de tapa foi ouvido. Amanda.

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Ela se eleva sobre Tricia. "Cale. A. Boca. Sua. Merda. E. Saia. Daqui. Agora. Cadela." Sua mandíbula estava apertada. "Agora." Ela repete calmamente. *** "Puta merda." Amanda diz através de um bocejo. "Esta noite foi boa." Sua cabeça estava no meu colo; nós somos os últimos na limusine a caminho de casa. "Sim." Eu concordo. "Minha parte favorita foi quando você pegou a minha inocência no banheiro." Eu rio, rolando a cabeça no encosto do banco. "Sim, isso ou quando você colocou aquela cadela no lugar." Ela solta uma risada, ficando mais alta a cada segundo. "Eu me sinto mal por Lucy. Quero dizer, se alguém sabe sobre os efeitos de rumores, esse alguém sou eu." Eu acaricio seus cabelos. "Foi muito ruim? Quero dizer... no verão?" Ela encolhe os ombros. "Eu não vou mentir. Foi ruim. Mas seguimos em frente. Nós superamos isso. Fazemos novas memórias, sabe?" Eu sorrio para ela. "Sim, nós fazemos." Em seguida, ela se senta e me beija. E eu me perco, neste momento, e nela, até que ela ri na minha boca. "O que é engraçado?" Pergunto contra seus lábios. Ela se afasta, tentando conter o riso. "Se galos tivessem asas você seria um aeroporto." Eu rio com ela. "Não quero ir trabalhar amanhã." Ela reclama. "Isso é uma merda." Em seguida, ficamos em silêncio por um minuto. "Então..." Eu começo. Não sei se devo dizer o que vou dizer em seguida, mas eu pensei sobre isso por um tempo. "Eu acho que você deve apenas mudar 332


suas coisas para o meu quarto. Poderíamos alugar o seu e poupar algum dinheiro. Então, talvez, você nem precise trabalhar." "O quê?" Ela me corta. "Tipo, morar com você?" "Bem, você já mora comigo—" "Sim, eu sei, mas quero dizer, e se brigarmos, ou terminarmos..." "Eu não vejo isso acontecendo. Nunca." Ela sorri. Merda. Ela era tão linda, porra. "Nós chegamos." Afirma o motorista, parando em frente de casa. Ele sai primeiro e ajuda-nos a sair. Nós não soltamos as mãos um do outro. "Ok." Ela diz. "Ok?" Paro de andar e a encaro. A única luz era da lua. Não havia iluminação pública em nosso caminho. "Eu vou morar com você." "Sim?" Eu não pude evitar o sorriso maroto que assumiu meu rosto. Honestamente, eu estava feliz que ela não tinha para onde ir, se eu a irritasse. Ela teria que ficar comigo. Ela assente com a cabeça. "Você está fazendo essa noite ficar layooked." Eu rio, e continuo andando até a calçada. "Está tão fodidamente escuro." "Eu sei." Ela concorda. "Ethan sempre se esquece de colocar a luz de segurança ao redor." Nós caminhamos até a porta e eu pego as minhas chaves, e então a encaro. "Ei." "O que está acontecendo?" Ela estava tremendo de frio.

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Coloco meus braços em volta dela e abraço-a. "Obrigado por esta noite. Por todas as noites que você me dá. Apenas... obrigado." Ela se afasta e olha para mim. "Você é a minha pessoa, Logan." Eu só balanço a cabeça. Eu não tinha palavras. Abro a porta e dou um passo para trás dela. "Olá, meu filho." Monstros.

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CAPÍTULO 38 Logan Uma luz ligada. Havia três delas. "Sua mãe me disse que você tinha ficado grande, garoto." Sua voz é um estrondo fundo em meus ouvidos. É assim que os pesadelos são feitos. "Você não vai me apresentar a sua garota?" Eu fico congelado no lugar. Em seguida, sinto sua mão enrolada em volta do meu braço. "Logan?" Viro-me para ela. Seu rosto estava pálido. Seu lábio inferior tremia. Seguro-a e corro para a porta da frente, abrindo-a e colocando-a para fora. O pânico em seu rosto se transforma em choque. "O que você está fazendo?" Ela grita. Pego meu celular e dou a ela. "Ligue para a polícia." Eu murmuro. Em seguida, fecho a porta, certificando-me de que estivesse trancada. "Logan." Ela grita, a mão batendo na porta. Eu ignoro. Eu preciso ignorar. Me viro. O monstro está na minha frente. "Você levou a minha menina." Meus olhos o encaram. Eu o conheço. Era o monstro de Megan. O que estava lá quando eu fui visitá-la. "Você levou a minha menina." Ele repete. "E agora você tem que pagar." Eu não sei o que veio primeiro, o punho no meu queixo ou o bastão no meu estômago.

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Amanda "Logan!!" Bato na porta com mais força. Viro a maçaneta. Mas estava trancada. "Logan!!" Ele me disse para fazer alguma coisa. "Logan!" Eu estava chorando. Meu coração batia forte contra meu peito. Doia pra caralho. Ele me disse para fazer alguma coisa. Movo-me para a janela e tento abri-la. "Logan!!" Olho em volta. "Ajude-me!! Alguém! Ajude-me!" Eu grito para a noite escura. Então eu sinto o celular na minha mão. Ligue para a polícia, ele disse. "Vocês têm que se apressarem!" Grito no celular. Eu lhes dei o endereço. Deilhes o que eles pediram. "Logan, por favor!" Bato na janela. Havia tanta gritaria. Pareciam horas. Eu fungo mais forte. Meu corpo tremia. Eu precisava quebrar a janela. "Oh meu Deus, oh meu Deus." Eu não podia ver. Estava muito fodidamente escuro. "Logan!!" A chave reserva. Em um suporte magnético na roda do carro de Ethan. Fodase. Foda-se. Foda-se. Eu caminho com as mãos na minha frente. Tentando encontrar o carro. Foda-se. "Socorro!" Eu grito novamente. Eu bato em algo sólido e caio no chão. Eu sinto a roda e onde a chave era para estar. Mesmo que houvesse luz, minhas lágrimas me impediam de ver com clareza. "Vamos, vamos!" Procuro ao redor. Não estava lá. "Porra!" Eu grito. Então eu sinto. Puxo-a para fora. As chaves caem sobre o concreto. "Porra!" Procuro cegamente, até que meus dedos batem no metal frio. Eu nem sei como cheguei até a porta. E então eu abro. E ele estava lá. "Logan!" Eu grito. Mas ele não responde. 336


Ele estava sendo sustentado por dois deles, enquanto o outro tinha um bastão em suas mãos. Sua cabeça pendia na frente dele. Havia sangue por toda parte. "Logan!" Grito de novo, correndo na direção dele. Desta vez, ele me ouve. "Amanda." Ele resmunga. Todo seu rosto estava inchado e sangrando. "Corre!" Eu agarro o braço de um dos caras que estavam o segurando. "Solte-o!" Eu grito, tentando puxar Logan. "Solte-o!"

Logan "Fique longe de mim sua putinha." Eu ouço. Em seguida, um baque alto. Eu tento levantar minha cabeça. Mas eu não consigo. Tudo doía muito. Levou todo o meu esforço para abrir os olhos. E ela estava lá. E alguma coisa em mim estalou. "Amanda." Eu grito. Seu corpo estava no chão; ela estava tentando se levantar. Então eu vejo pegadas na minha visão turva, chegando mais perto e mais perto dela. "Não ouse tocá-la!" Tento libertar-me, mas eu não consigo. Eu não consigo chegar até ela. "Amanda!" Na minha cabeça eu estava gritando. Mas lá fora, eu não ouvia nenhum som. "Foda-se!" Ela cospe, seus olhos tentando se concentrar nele. Ele abaixa-se, em seguida, levanta a mão. "Você tem que aprender aonde é o seu lugar!" As palavras eram apenas na minha cabeça. Meus olhos estavam pesados. Não sinto nada em qualquer outro lugar. E então ele dá um tapa nela.

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Algo aconteceu comigo. A força da adrenalina, eu já tinha lido sobre isso. Eu do aperto, mas caio no chão. Eles estavam me segurando. Eu estava fraco demais para ficar em pé. Começo a engatinhar. "Você me tirou a minha menina." Diz o idiota para mim. "Agora eu vou levar a sua." Então ele se ajoelha entre as pernas dela e desfez seu cinto. Arrasto-me o mais rápido que posso. Tudo aconteceu muito lentamente. Ela tentou lutar com ele. Ela levantou o braço para bater nele. Mas ele bloqueou e aproximadamente a prendeu no chão. Ela gritou de dor. Lágrimas caindo mais rápido. Arrasto-me o mais rápido que posso para salvá-la. Ele empurra as calças até os joelhos. "Logan." Ela grita. Lágrimas caindo em todo seu rosto. Ela estava impotente. Seu corpo quebrado. Seus olhos focados em mim enquanto eu me arrasto pateticamente até ela. Mas eu não podia. Eu não podia chegar até ela rápido o suficiente. "Logan." Ela soluça. Ela tinha desistido. Amanda. Desta vez, eu vi isso antes de sentir. Uma bota na minha cabeça. E então a escuridão. Mas só por um segundo. Eles dizem que sua vida passa diante dos seus olhos. Isso não aconteceu. Não comigo. Tudo o que eu vi foi ela. Seu sorriso. 338


Porque era tudo o que eu sempre quis.

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CAPÍTULO 39 Logan Beep. Beep. Beep. Soou tão familiar. Beep. Beep. Beep. Tento abrir meus olhos. Beep. Beep. Beep. Tossi. Então ouço passos. "Ei, cara. Você está acordado?" Eu não reconheço a voz. Tento abrir meus olhos novamente. Desta vez deu certo. Mal. Tristan. Ele estava com um olho roxo. "Merda, tudo bem?" Ele começa a entrar em pânico. "Eu vou chamar o seu pai, é só esperar, ok?" Ele começa a sair. "Espere." Minha voz falha. Eu tento sentar-se. "Ele machucou ela, não é?" Ele volta lentamente. "Ele não fez isso." Ele diz. "Chegamos lá na hora, pouco antes da polícia. Ele não tocou nela." Eu balanço a cabeça e deito-me. Que diabos estava acontecendo? Meu pai entra um minuto depois. Esforço-me para sentar-se.

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"Braço quebrado e hematomas, ela vai ficar bem." Eu respiro, aliviado. "Você, por outro lado." "Eu não me importo." "Filho, ela está bem." Ele tenta me acalmar. Mas ele não devia. Eu sou o único que não merecia ser consolado. Eles estavam na nossa casa por causa de mim. Eles a machucaram por minha causa. Minha respiração fica pesada. Meu corpo tremia. Meus músculos estavam tensos. Os beeps ficam mais rápido. Meu coração estava partido. E então, pela primeira vez desde que estive nesta mesma posição, 14 anos atrás, eu choro. Nos braços de um homem que me amava mais do que sangue. "Pai." Eu me agarro a ele com mais força. Foi a primeira vez que eu o chamava assim em sua cara. Ele não diz nada. Ele não precisa.

Amanda Eu estava no hospital por dois dias. Durante dois dias, Ethan nunca saiu do meu lado. Ele nunca foi para casa. Ele nunca tomou banho. Mamãe nos trouxe comida. Logan não apareceu. Ele está em casa, eu disse a mim mesmo. Ele está preparando o nosso quarto. Ele está movendo minhas coisas para o seu. Como ele disse que eu deveria fazer. E quando eu chegasse em casa, vai ser perfeito. As garotas vieram me visitar. Elas não o mencionaram. Eu não perguntei. Ele está em casa, esperando por mim. Só que ele não estava. Eu chego em casa e vou para o seu quarto vazio. "Babe?" Olho ao redor da casa. Ele não estava lá. Ethan estava levando todas as flores e balões do hospital para a casa. Mamãe tinha vindo aqui e limpado a sala de estar, por isso não havia mais sangue. Não há mais móveis quebrados. Não há mais lembranças ruins. "Babe?" Eu grito novamente. Vou para o meu quarto primeiro, e depois o dele. Olho em seu banheiro. Ele não estava lá. E o seu carro? Eu nem sequer me preocupei em verificar. "Logan!" Eu começo a entrar 341


em pânico. Eu caminho até a mesa, onde ele normalmente guardava suas chaves. Elas não estavam lá. Mas havia um maço de dinheiro, e uma nota. O dinheiro deve cobrir o aluguel por seis meses. O quê? Largo a nota e me sento na cama. Releio a nota mais e mais. Nunca faz sentido. Nem uma vez. Ethan entra. "Onde ele está?" Ele pergunta. "Foi embora." Eu soluçava em minhas mãos e deixo a nota cair. Sinto-o pegar. Em seguida, a cama afunda quando ele se senta ao meu lado. Ele passa os braços em volta de mim. "Eu sinto muito, Dimmy." Eu choro com mais força. "O que eu fiz de errado?" "Nada, Dim. Você só o amou."

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CAPÍTULO 40 -Uma semana mais tarde-

Amanda Eu não sei como ou por que vim parar aqui, mas eu precisava estar aqui. Eu não podia ficar mais um dia sem saber o que aconteceu. Seu pai responde quando eu bato na porta, um olhar de surpresa claro em seu rosto. "Amanda?" Eu não me importo em saber como eu me parecia agora. Eu andei um quilômetro na chuva do ponto de ônibus até a porta da frente. Meu braço envolto em um saco plástico para que o gesso não molhasse. "Você está tremendo, venha para dentro." Então eu faço. Eu não conseguia parar de bater os dentes. "Deus Amanda, você deve estar congelando. Apenas... espere ok? Vou chamar o Logan." Eu balanço a cabeça. É a única coisa que eu podia fazer. Eu estava na porta da entrada apenas um minuto antes de ouvir sua voz. Ele caminha na parte de trás da casa, arregalando os olhos quando me vê. "Leve uma muda de roupa, filho. Ela vai pegar uma pneumonia." Eu vejo seu pai fazer o seu caminho até as escadas, dando-nos um pouco de privacidade. Quando ele se afasta, eu enfrento Logan. "Eu tinha que te ver." Eu tento sair, mas meu corpo não parava de tremer. Ele solta um suspiro profundo. "Vamos lá. Vamos te secar." Ele vira a cabeça para que eu o siga.

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Entramos na casa da piscina e o sigo para o banheiro, ele segura a porta para mim. "Você deve tomar um banho, aquecer seu corpo, eu vou lhe trazer uma muda de roupa." Ele olha para meu braço engessado, em seguida, o levanta para inspecioná-lo. "Tente mantê-lo fora da água." Eu não iria dizer-lhe que eu já sabia disso uma semana atrás. A semana em que ele tinha ido embora. Quando tive que cuidar disso eu mesma, porque ele decidiu apenas me deixar. Deixar-nos. Dez minutos mais tarde, eu estava fora do chuveiro e fiel à sua palavra, roupas frescas estavam esperando por mim. Quando eu estava vestida, saio do quarto e ele estava lá. Mãos nos bolsos, encostado no balcão da cozinha, com a cabeça baixa, os ombros baixos. Quando ele me ouve, levanta lentamente a cabeça, mas ele não olha para mim. "O que você está fazendo aqui, Amanda?" "Você simplesmente desapareceu." Dou alguns passos para frente até que eu estava bem na sua frente. Seus olhos finalmente encontram os meus. Sua mandíbula se aperta. Mãos ainda nos bolsos. "É essa a sua resposta ou uma pergunta?" "Eu não sei." Move-me para segurar sua mão, mas ele afasta-a e move-se para que estivesse atrás de mim. E agora eu estava chateada. Porque não sei o que diabos eu fiz de errado. Me viro para encará-lo. "Eu fiz alguma coisa? Que diabos aconteceu, Logan? Um segundo eu estava em uma cama de hospital, e em seguida, no segundo seguinte você se foi. Suas merdas todas embaladas e você foi embora. O que eu fiz? " Ele dá de ombros, os olhos olhando para o nada. "Você não fez nada, Amanda." "Realmente idiota? O 'não é você, sou eu' discurso. Sério?" Ele dá de ombros novamente. Eu levo um minuto para me acalmar. Porque tanto quanto odiava que eu estivesse aqui agora, eu estava aqui por uma razão. E eu não estava saindo até que soubesse o que diabos aconteceu. 344


"Você pode pelo menos me olhar, Logan, por favor?" E ele faz. Ele olha para mim e é esse mesmo sentimento que tive a primeira vez que o vi novamente. De pé naquela biblioteca. Com todas essas emoções descabidas. Tudo de uma vez. "Você acha que eu quero estar aqui?" Eu começo. Minha voz falha e eu sabia que estava prestes a chorar, mas não dou à mínima, porque ele precisava ver. Ele precisava entender o quanto estava me machucando. "Eu não quero ser essa garota. Eu não quero estar na sua frente, derramando o meu coração, porque eu não sei o que aconteceu. Não sei por que você não voltou para casa. Eu não sei por que você não atende às minhas ligações." As lágrimas estavam fluindo e eu não me incomodei em limpá-las. "Não sei o que diabos eu fiz, Logan. Sinto muito. Eu realmente sinto muito. Você apenas tem que me perdoar e precisa voltar para casa. E preciso que você me diga o que eu devo fazer. Por favor. Você tem que me dizer." Eu me odiava. Eu me odiava pra caralho. Eu odiava essa desculpa patética da pessoa fraca que eu me tornei, mas eu não podia me parar. Porque eu precisava dele. Como ar. Eu só precisava dele. Ele funga um pouco, olhando diretamente nos meus olhos. "Eu não sei o que você quer de mim, Amanda." Sua voz estava tensa. Eu sabia que ele estava segurando as lágrimas, e as suas próprias emoções. Ele tinha que estar. Porque não pode ser isso. Isso não pode ser tudo o que há para nós. Para a nossa história. Isso não pode ser como ela termina. "Eu quero que você me queira." Eu digo a ele. "Eu quero que você precise de mim. Eu quero que você me escolha, porra. Eu quero que você lute por mim. Você tem que lutar por mim, Logan! Você não pode ir embora. Outra vez não." Movo-me para que eu estivesse de pé na frente dele, a mágoa e a raiva tomando conta de mim. Eu agarro sua camisa em minhas mãos o melhor que pude. E em algum momento eu me tornei desesperada. "Você tem que me escolher." Meus dedos seguram o material mais apertado. E isso, este é o momento em que eu perdi todo o controle. "Você tem que me escolher porra. Por favor, Logan. Você apenas tem que..." Eu estava chorando tanto, que não sei se minhas palavras eram claras. Do lado de fora da minha cabeça era silencioso. 345


Mas em minha mente, eu me lembro de cada conversa. Todo o tempo que ele me disse como se sentia sobre mim. As maneiras que ele mostrava que se importava. As conversas estúpidas até tarde da noite. Às vezes falávamos sobre nossas vidas, nosso futuro. E agora? Isso. Eu — implorando-lhe para ficar. E não tenho ideia do que diabos aconteceu com a gente. Eu tento acalmar minha respiração, mas os soluços não param, nem mesmo por um segundo. "Amanda." Ele diz, tão baixinho que eu quase não pude ouvi-lo. Ergo os olhos para ele, e prendo a respiração, esperando que ele dissesse alguma coisa. Que dissesse que eu estava certa. Que ele me queria, tanto quanto precisava de mim. Como o ar. Essas foram suas palavras. Ele tira meus dedos da sua camisa e empurra minhas mãos. "Eu não posso." O segundo em que as palavras saem da sua boca, algo em mim mudou. Eu lentamente fecho os olhos e respiro fundo. Quando eu os abro, me recuso a olhá-lo. Em vez disso, caminho direto para a porta e abro-a. "Espere." Ele diz. Então eu faço. Eu paro no meio do caminho, mas não me viro. Porque eu não podia suportar vê-lo mais. "Ainda está chovendo, eu vou te dar uma carona até a casa da sua mãe." Qualquer que seja. Eu não me movo, mas eu não recuso. Ouço-o pegar as chaves antes de passar por mim e me leva até seu carro. A viagem para casa foi silenciosa além dos meus gritos suaves. Quando para na garagem, ele não desligar o carro, e não olha para mim. Não até que eu abra a porta para sair. "Espere." Ele diz de novo. 346


Então eu faço. Finalmente, ele se vira para mim. E nós olhamos um para o outro. Como fizemos a primeira vez que me sentei no seu carro. Não sabendo que uma noite nos levaria até aqui, a este momento. Ele engole em seco e limpa a garganta, seus olhos começam lagrimar. Ele funga, tentando segurá-las. E eu não sei por que ele escolheu esse momento. Por que ele disse o que disse em seguida. Ou por que ele mesmo disse. "Eu amo você, Amanda." E então ele rapidamente se vira e olha para a frente novamente, recusando-se a olhar para mim. Recusando-se a reconhecer o que ele tinha acabado de dizer. O que ele fez. E eu sei o porquê. É porque ele não sente isso. Ele não me ama. De modo nenhum. Aquelas palavras que ele prometeu que me pertenceriam para sempre, elas não vão. Não para sempre. Nem mesmo por agora. Não mais. Então eu digo a ele a única verdade que não era uma verdade, mas que eu tinha que acreditar para passar o resto da minha vida sem ele. "Eu odeio você, Logan." E então eu estava fora do seu carro, fechando a porta com força, e indo embora. Porque era a minha vez. Era a porra da minha vez de deixá-lo para trás.

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Logan Meu pai olha para cima quando eu entro em seu escritório. "Tudo bem?" Eu balanço a cabeça negativamente. "Você está pronto?" Eu balanço a cabeça novamente.

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CAPÍTULO 41 Amanda Cinco semanas. Já se passaram cinco semanas desde que eu o tinha visto. Eu não tinha ouvido falar dele nenhuma vez. E acho que foi melhor assim. Acho que talvez eu precisasse desse tempo. Uma maneira de apagá-lo completamente da minha vida. Eu contei tudo a Micky e Lucy, e elas entenderam. Elas sabiam que estar ao seu redor pode significar ficar perto dele, ou até mesmo ouvir sobre ele. E eu não poderia fazer isso comigo mesmo. Não agora. Ainda não. Eu estava de volta para onde eu estava quando cheguei aqui. Tentando fazer tudo o que eu podia para evitá-lo. "Eu tenho algo para lhe dizer." Ethan desliga a TV e eu o encaro. Ele estava em casa com mais frequência, e eu sabia o porquê. Ele estava preocupado comigo. Ele acha que eu vou me transformar na mesma garota que fui no verão. Mas eu não iria. Não realmente. Eu estava longe de estar tão quebrada como eu fiquei. Talvez fosse porque eu estava imune das fodidas formas de Logan Matthews. Talvez tenha sido porque eu aceitei o fato de que talvez, apenas talvez, a culpa foi minha. Eu nunca deveria ter dado-lhe outra chance na primeira vez. Ou na segunda. Ou na terceira. Fosse o que fosse. Eu não me importava. "Dimmy." Ele tenta chamar minha atenção novamente. "O quê? O que você tem a me dizer? Se é sobre o quarto dele, ainda não, ok? Basta esperar. Outra semana. Tenho que ir lá e limpar as minhas coisas." Ok, então talvez eu me importasse ainda. Mas estava perto de terminar. "Não." Ele balança a cabeça. "Não é isso. Mas uh, é sobre ele." Eu desvio o olhar. "Então eu não quero saber." "Dimmy, eu acho que você precisa saber." "Eu acho que não preciso saber nada sobre ele mais." "Ele se foi."

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Minha cabeça se vira em sua direção. "O que quer dizer com: ele se foi?" "Tipo, se foi. Fora do país. Ele está viajando pelo mundo ou algo assim. Eu não sei." Ele dá de ombros. "O quê? Como? E a faculdade? A faculdade de medicina? Viajou para onde?" "Dim, eu não sei. Topei com James hoje e ele perguntou como você se sentia com Logan experimentando o mundo indefinidamente, ou algo assim." "Indefinidamente?" "Sério, eu não sei. Sei tanto quanto acabei de dizer. Olha, eu só estou dizendo para que você saiba que está tudo bem. Você não tem que se preocupar em encontrar com ele no campus ou algo assim. Você pode sair com seus amigos novamente. Ele não vai estar lá. Eu apenas queria que você soubesse. E honestamente, Dim, você malditamente merece saber. Ele deveria ter, pelo menos, lhe dito isso."

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Epílogo Logan Parecia que o inferno só estava começando.

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CONTINUA...

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Uma batida na janela me faz saltar de susto. Coloco minha mão sobre meu coração e me viro para ver um rosto familiar. Ele bate de novo. Eu deveria ter esperado para vê-lo; estávamos estacionados na frente do seu consultório. Eu abaixo o vidro. "Ei, Amanda." Ele cumprimenta. Em seguida, esfrega sua barba com a costa dos seus dedos. "Você tem um minuto? Eu gostaria de ter uma palavra rápida se estiver tudo bem?" Só podia ser sobre uma coisa, e por um segundo, eu hesito. Mas eu não iria deixar isso estragar o que passei meses tentando construir. "Claro." Eu sorrio para ele e saio do carro. Ele faz sinal para que eu sente em um banco a poucos metros de distância. Eu faço. "Como tem passado, Dr. Matthews?" "Você sabe que pode me chamar de Alan, Amanda." Eu rio. "Como tem passado, Alan?" Ele solta um suspiro, seu sorriso desaparece completamente. "Eu já estive melhor." Ele limpa a garganta. "É por isso que eu queria falar com você." Arqueio as minhas sobrancelhas. "O que você quer dizer?" Ele pega minha mão entre as suas. Eu deixo. Engulo minhas emoções e pisco para conter as lágrimas. Não sei como ele de repente fez eu me sentir assim. "Eu lhe devo desculpas—" Eu abro minha boca para interromper, mas ele levanta a mão para me parar. 353


"Por favor, minha querida." Ele diz. "Eu preciso me desculpar com você. Logan—" Minha respiração fica presa. Ninguém mencionou seu nome desde que ele se foi. "Ele ficou muito mau depois do que aconteceu com você. E o que aconteceu com ele, também. Eu nunca tinha o visto daquele jeito. Tudo o que ele via era você. Ele culpou a si mesmo. Ele pensou que era culpa dele o que aconteceu. E ele pensou que se você não tivesse o conhecido tudo estaria bem." Ele solta todo o ar dos seus pulmões. Então ele olha para mim. Bem nos meus olhos. Eu deixo cair uma lágrima. "Eu pensei que estava ajudando ele. Foi minha ideia que ele saísse e viajasse. Pensei que talvez pudesse ajudá-lo se ele visse as coisas de forma diferente... mas inferno, eu nunca pensei em você." Ele faz uma pausa. "E eu sinto muito." Ele continua. "Eu sinto muito que ele se foi." "Por favor." Eu consigo dizer, tentando impedi-lo de continuar. Limpo meu rosto. "Eu aprecio o que você está dizendo. Eu realmente faço. Mas você não é o único que devia pedir desculpas." Ele acena com a cabeça. "Você quer saber sobre ele?" "Não." Eu digo rapidamente. "Eu não posso." "Ok." É tudo o que ele diz. Então ele tira as mãos da minha e recosta-se no banco. Eu imito sua posição. Olhamos para frente. "Sabe..." Ele diz, com um tom um pouco mais leve. "Quando ele foi para a faculdade, comecei a cair na real e percebi como eu fiquei solitário naquele casarão, mas ele me visitava nos finais de semana. Agora, porém, eu sinto falta dele." Engulo o nó em minha garganta. "Sim." Eu também. Mas eu não iria admitir isso para ninguém. 354


Ele ri um pouco. "Eu pesquisei algumas receitas de taco casserole na internet." Eu sorrio. "Sim?" "Sim." Ele responde. "O meu saiu queimado, apesar de tudo." Eu rio. Do tipo de risada estranha misturado com choro. Limpo meu rosto e fungo. "Basta dizer-me que você já sentiu a necessidade de fazer isso, e que quer visitar um velho solitário em sua grande casa vazia, o convite está feito." Viro minha cabeça para encará-lo. "Talvez." "Aí está você!" Sua voz vem de trás de mim, interrompendo-nos. Levanto-me. Alan faz o mesmo. Espero até que ele estivesse perto de mim antes de fazer as apresentações. "Hum, esse é Tyson." Eu aponto meu dedo para ele. "Tyson, este é o Dr. Matthews." Eu sinto Tyson ficar tenso ao meu lado. Eles apertam as mãos. Alan sorri, e então me encara. "O convite estará sempre de pé, menina bonita."

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Série More Than - More Than Her - Volume 2  
Série More Than - More Than Her - Volume 2