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ao leitor Locaweb em Revista Edição 19

VP Comercial: Cláudio Gora Gerente de Marketing: Victor Sebastian Reis da Silva Coordenação de Comunicação: Daniela Veronese Coordenação Editorial: Déborah De Mari e Douglas Camargo Editora Europa Editor e Diretor Responsável: Aydano Roriz Diretor Executivo: Luiz Siqueira Diretor Editorial e Jornalista Responsável: Roberto Araújo - MTb.10.766 - araujo@europanet.com.br Editores: Paulo Basso Jr. e Sérgio Vinícius Revisão: Cátia de Almeida Editor de Arte (projeto gráfico): Alexandre Dias (Nani) Colaboração: Felipe Magalhães, Luciano Delfini, Gabriel Dudziak, Guilherme Tsubota, Leonor Ribeiro, Yan Borowski, Leandro Gacia e Vinícius Macedo Publicidade São Paulo: E-mail: publicidade@europanet.com.br Diretor de Publicidade: Mauricio Dias (11) 3038-5093 Executivos de Negócios: Alessandro Donadio, Angela Taddeo, Flavia Pinheiro, Claudia Alves, Elisangela Xavier e Rodrigo Sacomani. Executivos de Contas: Leandro Blotta, Marcos Roberto e Renata Naomi Criação Publicitária: Rodrigo Barros e João Paulo Gomes (11) 3038-5103 - Tráfego: Renato Peron (11) 3038-5097 Circulação e Promoção - Gerente: João Alexandre Desenvolvimento de Pessoal: Tânia Marilia Ribeiro Roriz e Elisangela Tokashiki Locaweb em Revista é uma publicação da Editora Europa Ltda. e do departamento de comunicação e marketing da Locaweb Serviços de Internet. A Editora Europa não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios de terceiros. Distribuidor Exclusivo para o Brasil: Fernando Chignalia Distribuidora S. A. - Rua Teodoro da Silva, 907 - CEP 20563-900 - Grajaú - RJ Impressão: Prol Editora Gráfica

Como medir sua participação online A palavra métrica está na moda e o motivo é simples: o mundo corporativo finalmente observou o crescente número de pessoas ligadas às mídias sociais e passou a atuar como nunca nesse território virtual. Como todo mercado incipiente, porém, o relacionamento mais íntimo entre empresas e consumidores via ferramentas sociais trouxe na bagagem uma série de dúvidas sobre como valorar a atuação nesse segmento. Que tipo de investimento, por exemplo, pode ser feito nessas plataformas? Como é possível medir o retorno da campanha? E, o que é mais importante, onde e de que forma são refletidos os resultados. Ao contrário do que ocorre com os anúncios feitos em jornais ou na TV, ferramentas consolidadas há anos no universo publicitário, o poder das mídias sociais ainda reside nesse cenário obscuro, porém com potencial evidente e cada vez mais próspero. E é exatamente em meio a esse panorama que surgem as novas métricas oferecidas por agências de publicidade e plataformas da web no sentido de orientar quem busca um lugar ao sol na internet por meio das mídias sociais. Há caminhos e espaço para todos aproveitarem a maré, como você irá conferir na reportagem completa sobre o tema que ilustra a capa desta edição. Fora isso, Locaweb em Revista traz as tendências de infraestrutura, mobile e mercado para 2010. Ao longo das próximas páginas, você também verá entrevistas com Maurício de Sousa, que usa toda a força da internet em sua produção, com direito a recursos do Twitter e Orkut, e também com Bem Self, o marqueteiro online de Barak Obama que participará da próxima campanha de sucessão presidencial no Brasil. Há ainda reportagens técnicas como a disputa da Adobe contra o HTML 5, novidades como o Google Wave, uma interessante abordagem sobre o uso da realidade aumentada no design e muito mais. Boa leitura e ótimas festas de fim de ano!

Somos Filiados à ANER - Associação Nacional dos Editores de Revistas

Claudio Gora editor@locawebemrevista.com.br

O que tem nesta edição...

• Capa 28

• Eleições online 38

• Tendências 2010 22

• Realidade aumentada 44

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* Entrevista: Maurício de Sousa.............06 * E-mails...................................................08 * Notícias .................................................10 * Portfólio ................................................18 * Google Wave ........................................20 * Tendências 2010...................................22 * Artigo: Éster Razzo...............................27 * Métrica de redes sociais ......................28 * Eleições online .....................................38 * Artigo: Marcelo Trípoli.........................42 * Realidade aumentada ..........................44 * Artigo: René de Paula Jr ......................48 * Case: Sadia............................................50 * Facebook...............................................52 * Como colocar mapas em sites ............56 * Adobe X HTML 5 ..................................60 * Locavip ..................................................66


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Entrevista

A interatividade é essencial para conduzir nossas criações Maurício de Sousa fala sobre o uso da internet em seus trabalhos e debate questões sobre direitos autorais e interação com os leitores Por Gabriel Dudziak

le começou como desenhista de cartazes e até trabalhou como repórter policial, mas foi a criação da turma de histórias em quadrinhos mais famosa do Brasil que o consagrou como o Maurício de Sousa que todos conhecem. As aventuras de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e companhia fizeram com que Maurício conquistasse milhões de fãs em todo o País. Mas ele não parou por aí. Ao longo dos anos, o desenhista se reinventou na mesma velocidade em que a fama de seus estúdios e o prestígio de seu trabalho cresceram entre os leitores brasileiros. Vieram as turmas do Chico Bento, do Astronauta, do Pelézinho e do Ronaldinho Gaúcho, além de games, desenhos animados e, mais recentemente, a Turma da Mônica Jovem em versão mangá. Aos 74 anos, Maurício quer mais. Ele ainda procura ser um cara multimídia: tem Orkut, Twitter e acabou de lançar um site para as crianças fazerem seus próprios desenhos (www.maquinade quadrinhos.com.br). Em entrevista à Locaweb em Revista, o desenhista conta um pouco mais sobre esses e outros assuntos relacionados à carreira, tecnologia e internet.

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Desenhista multiplataforma \\ Aos 74 anos, Maurício de Sousa tem Orkut, Twitter e acaba de lançar o Máquina de Quadrinhos, um site para as crianças fazerem seus próprios desenhos

Locaweb – Como você usa a internet e suas muitas plataformas (Twitter, sites de relacionamento, YouTube) na atividade profissional? A web permite que você tenha um convívio mais próximo dos leitores? Maurício de Sousa - A internet veio para ajudar na comunicação rápida que o mundo exige e facilitou o nosso contato com os leitores. Hoje, estamos praticando a interatividade, algo essencial para sabermos como conduzir nossas criações. Eu uso o Twitter para mostrar novidades e até historinhas em primeira mão, às vezes ainda no esboço. No Orkut, entro de vez em quando para

responder a questões levantadas nos grupos de discussões. Fora isso, acabamos de lançar a Máquina de Quadrinhos, em que as crianças podem criar suas próprias historinhas da Turma da Mônica. Em um mês, tivemos 56 mil historinhas feitas no site e acesso de cerca de 60 países. Locaweb – Você acredita que a internet e as novas mídias vão acabar com jornais, livros, revistas e quadrinhos impressos? MS - A tecnologia avança para melhorar a comunicação, mas sempre que surge algo novo há um


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Entrevista Bloguinho \\ Novo personagem traz à tona a visão do desenhista a respeito da web e das novas tendências sociais

questionamento sobre o que será substituído. A TV não acabou com o cinema, mesmo após as digitais em LCD, som acústico e DVD. O que acontece é uma adaptação natural às novas tecnologias. O cinema também está sendo digitalizado e as salas diminuíram de tamanho e foram para os shoppings. Assim, acredito que o material impresso deve continuar a conviver com as telas maleáveis, que já estão sendo testadas. Locaweb – Nesse contexto, como você vê os direitos autorais? MS - A legislação sempre está atrasada diante da velocidade das novas formas de comunicação. O que devemos fazer no caso dos direitos autorais é estudar maneiras de nos adequarmos aos novos tempos. Isso desde que os artistas, os criativos, não percam o chão nos seus direitos de sobrevivência profissional. Locaweb – Você chegou a processar algum site que veiculou suas obras sem a devida licença? Acha que esse é o caminho para lutar contra a pirataria virtual? MS - Temos usado medidas judiciais quando acontece esse tipo de ocorrência. Nossos advogados analisam todos os casos e, a partir daí, tomamos as providências. Minha sorte é que tenho um público fiel, que inclusive me ajuda a descobrir essas ações piratas.

MS - Mantenho sempre as brincadeiras de rua para mostrar que a convivência entre amigos e parentes não se dá apenas via equipamentos eletrônicos. E acho que isso é um escape para os leitores que ainda querem poder brincar com a natureza ao seu redor. Mas a turminha já está na internet.

* O que devemos fazer no caso dos direitos autorais é estudar maneiras para se adequar aos novos tempos Locaweb – Para criar a turma da Mônica, você se baseou em suas filhas e amigos de infância. E a internet, como tem influenciado suas novas histórias? MS - A internet já entrou nas historinhas da Turma da Mônica e hoje até tenho um personagem específico relacionado ao tema, o Bloguinho. Locaweb – A Turma da Mônica sempre mostrou uma infância típica de quem nasceu nas décadas de 1960, 70 e 80. Os vizinhos, as brincadeiras na rua... Hoje, essa vivência é bastante distinta. Acha que a turma perdeu apelo com a nova geração?

Locaweb – Dentro desse cenário, a Turma da Mônica Jovem é uma tentativa de ter mais apelo com os leitores de hoje? MS - Eu estava perdendo meus leitores para o mangá quando chegavam perto dos 11, 12 anos. O projeto da Turma da Mônica Jovem estava arquivado há anos e resolvi juntar o útil ao agradável. Deu certo. É o maior lançamento dos últimos 30 anos. Locaweb – Qual é a sensação de presenciar uma evolução tecnológica tão grande da década de 1940, quando você era criança, até 2009, quando passou dos 70 anos e posta no twitter? MS - Ainda penso como sempre. Mantenho minha vontade de brincar com tudo. Inclusive com os quadrinhos. É a maneira de mantermos nossa inclusão no mundo em todas as idades. Jovem \\ Personagens da Turma da Mônica Jovem são em estilo mangá e estão conectados à rede

Locaweb – E para os novos autores, a internet facilita as coisas? MS - Muito. Quando comecei, não havia nada dessa facilidade de divulgação para mostrar minhas tiras de jornal aos possíveis compradores. Hoje, com a internet, dá para mostrar ao mundo todo o trabalho feito. Mas esse cenário também tem outro lado. A dificuldade é a mãe da criatividade. E isso é o grande diferencial para um artista ganhar seu público. locaweb 7


Emails:W2008 7/12/2009 13:46 Page 8

e-mails Addon para Twitter Sou usuário do Twitter e acompanho as atualizações de meus amigos o dia inteiro. Entretanto, cansei de ter que entrar na página eletrônica e deixá-la aberta o tempo todo. Sou usuário do browser Opera e, às vezes, também utilizo o Firefox. Vocês saberiam me dizer se há algum addon para esses navegadores que me permitisse atualizar e acompanhar o Twitter sem ter de acessar o site o tempo todo? Ana Esther - Por e-mail Há diversas extensões que podem automatizar, ou mesmo facilitar, o acesso à

postagem no Twitter. Para o navegador Opera, um dos widgets - que é o nome como a empresa nomeia suas extensões - mais populares para trabalhar com a página de microblogging é o Twitter Opera Widget, que pode ser encontrado no endereço http://widgets. opera.com/widget/7206. Para o Firefox, o complemento mais utilizado para trabalhar com o Twitter é o TwitterBar, uma barra que coloca o usuário a poucos cliques da rede social. O programinha pode ser encontrado no endereço https://addons.mozilla.org/ en-US/firefox/addon/4664. Há ainda um outro addon chamado PowerTwitter em https://addons.mozilla.org en-US/firefox/addon/9591.

//Envie seu e-mail Se você tem alguma dúvida, sugestão ou crítica, entre em contato com nossa redação pelo e-mail locaweb@europanet.com.br.

Download no YouTube Ultimamente, tenho acessado muito sites de vídeo, como o YouTube. Entretanto, estou precisando baixar alguns filmes que encontrei na página, mas não sei como proceder. Há algum modo de realizar download dos vídeos armazenados no YouTube? Aldo Santos - Por e-mail Não é possível realizar o download dos vídeos do YouTube sem o uso de programas específicos. Entretanto, há na internet uma infinidade de softwares que com poucos cliques permitem que o usuário guarde filmes do site em seu próprio computador. Um dos mais competentes programas

que realizam a tarefa chamase Orbit Downloader (www.orbitdownloader.com). Gratuito, o soft gerencia downloads e é voltado especialmente para usuário com conexão rápida à internet. Além do YouTube, ele é compatível com os mais populares sites de música e de vídeo da rede, conseguindo baixar os arquivos com rapidez. Leve e livre de spywares, o funcionamento do Orbit é simples. Basta abrir a interface principal e, em Arquivo, colocar o endereço do arquivo para download no campo adequado, dentro de "Digite a nova URL para baixar". Depois, basta pressionar OK.

E-mail Marketing Preciso profissionalizar meu envio de mala direta por e-mail e gostaria de saber se a Locaweb tem alguma ferramenta que possa me ajudar. Ilson Antero - Por e-mail

Opera Twitter Widget \\ Ferramenta do browser Opera permite que usuário crie seus twitts e acompanhe o de seus amigos por meio de uma interface independente da página do site, que tem o serviço de microblogging

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A Locaweb tem o produto “E-mail Marketing” que proporciona, por exemplo, campanhas personalizadas, envio de e-mails caracterizados com detalhes, como data e hora marcadas, e monitoramento das mensagens para comparação de resultados, entre outros itens. Para saber mais, acesse a página locaweb.com.br/produtos/ email-marketing.html.


Noticias_Parte1:W2008 7/12/2009 13:50 Page 10

notícias blog.locaweb.com.br Confira as novidades da maior empresa de serviços de internet do Brasil

Locaweb turbina site Camiseteria.com Loja virtual migra o banco de dados do servidor dedicado para o sistema cloud computing e reduz custos em até 40% Os representantes da famosa loja virtual Camiseteria.com (www.camisetaria.com), uma startup do Rio de Janeiro que promove concursos para eleger estampas em camisetas e, posteriormente, as transforma em produtos para vender via internet, concluíram que necessitavam de uma infraestrutura robusta que oferecesse estabilidade e segurança para suas operações e transações de e-commerce. Cliente da Locaweb desde 2005, a empresa não hesitou em seguir as atuais tendências de infraestrutura e contratar os serviços de Cloud Computing para suportar seu crescente tráfego de dados. “Migramos nosso banco de dados do servidor

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Inovadora \\ Startup carioca que promove concursos para eleger estampas para transformá-las em produtos para vender na internet vai na onda das tendências de mercado e infraestrutura transferindo dados para as “nuvens”

dedicado para a nuvem. O processo foi rápido, levou apenas meia hora”, afirma Fábio Seixas, sócio fundador da empresa. A estrutura contempla

cerca de sete sistemas distintos que rodam em dois servidores na nuvem e, segundo Seixas, um terceiro será adicionado em breve. Além disso,

quando a Camiseteria.com adotou processamento em cloud, reduziu seus custos em 40% em relação ao período em que usava equipamento dedicado.


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e mais... WEBCAST FALA SOBRE COMO DIMENSIONAR INFRAESTRUTURA PARA O SEU SITE • Eduardo Martinez, consultor técnico de vendas da Locaweb, criou uma apresentação que fala sobre “Como dimensionar a infraestrutura correta para obter uma boa performance em seu site ou aplicação web”. Vale a pena conferir em blog.locaweb.com.br.

CLOUD COMPUTING COMEMORA UM ANO COM MAIS DE 2 MIL CLIENTES

Locaweb internacionaliza operações e abre subsidiárias em Miami e Montevidéu Locaweb iniciou um projeto de internacionalização com o estabelecimento de um centro técnico em Miami, nos Estados Unidos, e um de serviços de suporte e atendimento em Montevidéu, no Uruguai. O objetivo dos complexos é atender a clientes de língua espanhola em todo o continente americano. A ação demandou investimentos iniciais de US$ 1 milhão, e a expectativa é que represente 5% do faturamento total do grupo em até três anos.

A

Nova linha Intel® Xeon® Série 5500

Locaweb é o primeiro Data Center do Brasil a utilizar servidores com processadores low-voltage Intel® Xeon® Série 5500. Nesses processadores, baseados na microarquitetura Nehalem, cada núcleo realiza o processamento de diversas aplicações simultaneamente e em paralelo, oferecendo ganhos de performance superiores a 120%. Além disso, otimizam o ambiente de virtualização e reduzem o consumo de energia em até 40%, contribuindo para uma operação ambientalmente correta.

A • No primeiro ano de implementação da ferramenta Cloud Computing pela Locaweb, a qualidade da solução e a boa aceitação do mercado renderam à empresa mais de 2 mil servidores ativos, firmando a marca como pioneira ao inserir a computação em nuvem no mercado brasileiro.

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Wishlist

O melhor da cultura digital Nesta seção, você confere o que há de melhor nas prateleiras ao redor do mundo quando o assunto é alta tecnologia, conectividade com a web e diversão eletrônica

Upgrade para o home-theater A conceituada Harman Kardon lançou uma nova linha de receivers para quem necessita dar um “up” no hometheater. Dos três novos modelos apresentados, o que mais se destaca é o AVR-3600. Apesar de o design não ter sofrido mudanças, o receiver de 7.1 canais traz caprichos como os decodificadores DTS HD e Dolby TrueHD, recurso Dolby Volume e entrada para iPod com possibilidade de reproduzir os vídeos em alta definição do dispositivo (recurso upscaling para vídeos em resolução standard). O preço é um pouco elevado: US$ 1.200, nos EUA. Mais informações: www.harman.com

Filmadora compacta A linha Sony Handycam entra no mercado de filmadoras com memória flash com a DCR-SX40, uma câmera leve e compacta que pode ser carregada no bolso, pois pesa apenas 330 g. Ideal para esportes, turismo e aventura, a filmadora tem memória interna de 4 GB e permite que os vídeos sejam transferidos diretamente para sites de relacionamento na internet, graças ao software Picture Motion Browser, que acompanha a câmera. Possui superzoom óptico de 60x; função Quick Start; microfone zoom, Easy Handycam (ajustes automáticos); LCD de 2,7" sensível ao toque e também é compatível com o gravador externo de DVD DVDirect Express. A DCR-SX40 está disponível nas cores prata e vermelho, ao preço sugerido de R$ 1.499. Mais informações: www.sony.com.br

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Wishlist

Fotos para a web A Samsung ST1000 é pura conectividade. Vem com lente Schneider-Kreuznach de 35 mm e zoom ótico de 5x. Além de capturar imagens de até 12 MPixels e gravar vídeos em HD (720p), também é capaz de colocar as fotos em sites de relacionamento da web, como Orkut e Facebook, por meio de uma conexão Wi-Fi. Outro atributo é a sensacional função de geo-tagging, que insere informações de posicionamento nas imagens e exibe em tempo real o nome da cidade, Estado e país onde as imagens foram clicadas. Ela ainda tem duplo estabilizador de imagem e Bluetooth. Preço médio: R$ 1.999 Mais informações: www.samsung.com.br

Blackberry sem terno e gravata O Curve 8520 é o primeiro smartphone da Blackberry a oferecer funcionalidades multimídias criadas para o público jovem. Entre as novas ferramentas, destacam-se compatibilidade com MP3, AAC, WMA, MP4 e WMV, sincronização com o iTunes, processador de 512 MHz – velocidade mais que suficiente para um bom desempenho na reprodução de filmes, músicas e games em 3D, conexões sem fio Bluetooth, Wi-Fi e saída padrão (P2) para fones de ouvido. Os preços variam de R$ 490 (plano Vivo escolha 50 minutos) a R$ 49 (plano Vivo escolha 900 minutos). Em breve, o aparelho poderá ser adquirido em outras operadoras. Mais informações: http://br.blackberry.com

Fone de ouvido premiado O HD800 da Sennheiser recebeu o prêmio EISA (European Imaging and Sound Association, ou Associação Europeia de Imagem e Som) de melhor fone de ouvido de 2009. Segundo o júri do evento, o fone se destacou por oferecer graves potentes, ausência praticamente total de distorção harmônica e conforto sem igual. O modelo é fabricado com materiais especiais de baixa ressonância, que contribuem para a reprodução de um som claro e limpo, e apresenta resposta de frequência de 6 Hz a 51 kHz. O surpreendente HD800 não é vendido oficialmente no Brasil, mas, nos EUA, o modelo pode ser facilmente encontrado por US$ 1.200. Mais informações: www.sennheiser.com

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Wishlist

Multifuncional completa A Photosmart Premium TouchSmart Web, multifuncional da HP, é uma jato de tinta que usa cinco cartuchos individuais de cores e dispensa os fios de comunicação com o PC, pois traz as tecnologias semfio Bluetooth e Wi-Fi integradas. Além disso, tem um painel LCD de 4,3” touch screen que acessa conteúdo para impressão (como mapas, fotos do Flickr e outros atrativos) direto da internet, dispensando o uso de um computador. Nos EUA, o modelo sai por US$ 400. Mais informações: www.hp.com

Celular com tela de 4” O New Chocolate BL 40, da LG, é um celular multimídia com visual invocado e tela de 4” no formato wideHD (21:9), uma das maiores do mercado. Sua interface gráfica é atraente e já ganhou prêmios de design pelo mundo. Tem câmera de 5 MPixels, slot para cartões de até 32 GB e teclado multi touch. É a grande sensação da empresa para o início de 2010. Preço sugerido de R$ 1.699. Mais informações: www.lg.com.br

Guitarra estilosa Se você é um dos milhões de fãs do game musical Guitar Hero, com certeza esta belezinha aí em cima irá chamar, e muito, sua atenção. A guitarra especial semfio da Logitech é uma réplica em miniatura da clássica guitarra Stratocaster, com direito a braço em madeira maple e trastes de metal. Além disso, a barra de palheta e os botões de notas possuem um sistema antirruído, para que o único som que você escute seja a música do game e não os botões. A Logitech Wireless Guitar custa US$ 200 nos EUA e é compatível com o Nintendo Wii. Mais informações: www.logitech.com

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JIMENEZ ASSOCIADOS

Proteção completa, que você paga só pelo que usar. Só podia ser F-Secure. A F-Secure está sempre inovando para proporcionar a melhor proteção pessoal e corporativa. Agora, a F-Secure inova também na forma de fazer negócios. É o SaaS - Software as a Service. Esqueça as caixas, CDs, licenças e tudo que só toma tempo e espaço da sua empresa. Proteja seu sistema com a segurança das soluções completas e pague como um serviço. Por dentro do SaaS F-Secure: • Sob medida para sua empresa • Você usa por quanto tempo precisar • Pode interromper a utilização a qualquer momento • Sem fidelidade obrigatória • Você utiliza porque está satisfeito.

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//EVENTOS E CURSOS

Jornalismo 2.0 Hipermídia e Redes Sociais

Notícias/Circuito

Sua leitura sobre internet

Confira dicas interessantes de livros a respeito de temas ligados ao mundo da tecnologia da informação Google: A História do Negócio de Mídia e Tecnologia Livro narra a história de Sergey Brin e Larry Page, os sóciosfundadores da Google. Há informações desde a época em que eles se conheceram, na Universidade de Stanford, até hoje. Preço: R$ 12,50 Editora: Rocco Inf.: www.rocco.com.br

A Cabeça de Steve Jobs O que há, realmente, dentro do cérebro de Steve Jobs? Segundo Leander Kahney, autor do livro, a mente do fundador da Apple é um fascinante feixe de contradições. Esta obra traz histórias surpreendentes. Preço: R$ 36,90 Editora: Agir Informações: www.ediouro.com.br

jQuery: A Biblioteca do Programador JavaScript Maurício Samy Silva relata scripts jQuery de emprego real, todos comentados e disponíveis para download. Fora isso, mostra um estudo de sintaxe e o emprego dos seletores e comandos da ferramenta. Preço: R$ 75 Editora: Novatec Informações: www.novatec.com.br

TUTORIAIS E VIDEOAULAS ONLINE O ambiente online é bastante propício para videoaulas, já que permite ao aluno acompanhar as lições quando e onde quiser. A cada edição da Locaweb em Revista, você vê o melhor em cursos disponíveis na internet 16 locaweb

Marketing de mídia social

Duração: 4 minutos e 18 segundos Preço: gratuito URL: www.youtube.com/watch?v=Wxxndtt4FOI

Este curso aborda não apenas as melhores práticas de texto na internet, mas também conceitos relacionados às novas mídias, sobretudo a relação entre jornalistas e leitores. As atividades mesclam aulas expositivas, debates e atividades em sala de aula. Dia 12 de dezembro, em São Paulo. Mais informações em www.escolade comunicacao.com.br.

Curso grátis de Linux A Insigne e a Dr. Micro criaram um curso online e gratuito para a distribuição Linux. O treinamento pode ser feito a partir de qualquer navegador e ensina como usar o sistema operacional Insigne Momentum 5.0. Mais informações no site www.drmicro.com.br/insigne.

Curso de gerenciamento de informação Entre 7 e 11 de dezembro, 8 e 12 de fevereiro de 2010, e 22 e 26 de fevereiro de 2010, a Kaizen e a EMC promoverão uma série de cursos sobre tecnologia e práticas de armazenamento e gerenciamento da informação. As aulas, ministradas por professores que, em sua maioria, falam português, são voltadas para qualquer profissional que tenha interesse em ingressar nesse mercado por meio do treinamento introdutório Information Storage and Management. Em São Paulo, na R. Verbo Divino, 1.488. Inscrições: treinamento@kaizen.com.br.

BLOG DO MÊS

Resenha em 6 Textos opinativos sobre bares, baladas, filmes músicas e cultura em seis linhas ou menos. URL: http://resenhaem6.blogspot.com


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Notícias/Twitter

TWITTOSFERA

Confira as novidades do microblogging Twitter

Como funciona o botão de Retweets? O Twitter passo a oferecer para todos os usuários um botão de retweet automático embaixo de cada post e permitiu que, com apenas dois cliques, seja repassado aquela mensagem para seus seguidores. Uma das novidades é que, a partir de agora, a informação de quem fez o tweet original e quem retwittou não ficará mais restrito nos 140 caracteres da mensagem. Além disso, é exibida apenas uma cópia do conteúdo retwittado na sua timeline. Saiba o que mais muda:

• CATEGORIA RETWEETS Foi criada uma área dedicada para os retweets no menu direito da sua home do Twitter, dividida

em três seções: retweets daqueles que você segue, seus retweets e pessoas que te retwittam. • IGNORAR RETWEETS DE ALGUÉM Basta acessar o perfil de alguém, procurar pelo botão de RTs e desabilitá-lo. Os retweets daquela pessoa não mais aparecerão na sua timeline.

Prático \\ Botão incorporado embaixo de cada post permite que, com apenas dois cliques, a mensagem seja repassada para os seguidores

• AUTORIA EXATA Nem sempre você sabe se o que está lendo em um RT foi realmente dito pelo seu suposto autor. A nova funcionalidade, ao automatizar o

processo, evita esse problema. Você simplesmente não edita mais a mensagem ao retwittar. Basta apertar o botão, confirmar, e a mensagem é postada no seu perfil.

• SEM MUDANÇAS Se você não quiser usar a nova funcionalidade do Twitter basta escrever o bom velho RT e colar a msg de alguém. O botão veio apenas para facilitar o processo.

::LinkedIn e Twitter 

::Twittter Listas

O LinkedIn  e o Twitter causaram alvoroço ao anunciar que as suas atualizações de status agora  podem ser sincronizadas. Enquanto muitos pensaram que os usuários poderiam trancar o novo recurso, de acordo com o LinkedIn as atualizações de status   aumentaram em 25%.

Há algumas semanas, foi lançado o Twitter listas. O recurso  permite aos usuários criarem listas específicas, privadas ou públicas e funciona como uma poderosa ferramenta de "indicação". O Twitter indicou que melhorias estão por vir e a primeira delas é a implementação das descrições. Antes, apenas o título da sua lista de indicados era visualizado.

Atualizar seu status no LinkedIn direto do Twitter é simples: ao twittar uma mensagem, adicione a hashtag #in.

Agora,ao editar qualquer lista, você verá o campo descrição, que permite descrever a lista que criou em 100 caracteres ou menos.

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portfólio Confira a agência do mês destacada pela Locaweb por produzir trabalhos online diferenciados

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Agência WLD Em seus dez anos de atuação, a WDL tem consolidado sua capacidade em desenvolvimento de soluções Web, Multimídia e TI. A agência atende clientes em diversos ramos de atuação, como arquitetura, automação industrial, advocacia, capacitação, educação, clínicas, bares, restaurantes, moda, eventos, comunicação, turismo, lazer, relações publicas e diplomacia, gastronomia, imobiliária, editoras, entre outras.

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Lustres Yamamura (www.yamamura.com.br)

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Latin Next (www.latin-next.com)

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Reserva Floral (www.reservafloral.com.br)

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Preview GWave:W2008 7/12/2009 14:10 Page 20

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Ficha Técnica

Nome e versão: Google Wave Desenvolvedor: Google Inc. Licença: Freeware, com convite Tamanho: Online

Google Wave, o tudo em um da web Ambicioso projeto online da empresa que detém o buscador mais popular da web reúne rede social, instant messenger, jogos online e outras funções Por Sérgio Vinícius

Google abriu ao público seu novo projeto online: o Wave. Trata-se de uma plataforma que reúne, sob a mesma interface, serviços como comunicador instantâneo, mensagens eletrônicas, jogos online, busca integrada, chats coletivos e outras funções que, um dia, foram chamadas de “Web 2.0”. Os convites começaram a aparecer aos poucos e chegam, a partir do momento em que são enviados, entre dois dias a uma semana. Depois de recebê-lo, é mais ou menos fácil brincar com o novo sistema do Google. É necessário ter um cadastro prévio em qualquer um dos serviços da empresa, como Gmail, Orkut ou Blogger. Mesmo porque todos eles fazem parte, de uma forma ou de outra, do Wave. A Locaweb em Revista avaliou o novo sistema do Google por vários dias. Depois de realizar ações com diferentes browsers - Firefox, Opera e Chrome - conclui-se que o navegador mais indicado para rodar G Wave é seu próprio browser, o Chrome. Ele acessa as funções mais rapidamente e sem distorções. Todos os outros navegadores avaliados mostraram problemas

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Compartilhar \\ A missão do Google Wave é colocar na mesma interface muito conteúdo online e permitir compartilhá-lo com os amigos; no exemplo acima, um jogo de xadrez online é disputado

diferentes. O do Firefox, por exemplo, era a lentidão no carregamento de algumas ações. Com o Opera, ele se dizia nem mesmo compatível (e funcionou precariamente). Em uma primeira vista, a interface do Wave não é tão intuitiva quanto os outros produtos do Google. Mas bastam alguns minutos para se familiarizar com o sistema, disponível na página wave.google.com somente para convidados (aos poucos, os convites vão se espalhando). O novo tudo em um do Google visa reunir os principais itens da vida online de um usuário sob a mesma interface, no caso, web.

Há mensagens eletrônicas, bate-papo, troca de imagens. O início de tudo são os contatos do Gtalk que já estejam usando o Wave. Clica-se sobre eles e decide-se que ação realizar. O sistema de busca, marca registrada da empresa que desenvolve o Wave, também não deixa a desejar. Ao lado, você confere a interface principal - mesmo porque só há basicamente uma - do Wave, que mostra seus principais recursos. Depois, basta cruzar os dedos e esperar que o convite chegue até você, assim como ocorre com quase todos os produtos do Google.


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A interface 1

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1 WAVE Como quase todos os produtos do Google, o Wave é um serviço online, baseado na web. Ele está localizado no endereço eletrônico wave.google.com. Ainda em testes, trata-se de uma tentativa de centralizar diversos serviços em uma mesma interface. Os testes com o produto foram realizados com diversos navegadores, mas o que se portou melhor foi mesmo para a surpresa de ninguém - o Crhome. Não tente com o Opera.

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NAVEGAÇÃO

Do lado esquerdo superior da tela principal, e uma das únicas, fica a aba de navegação do Wave. Por meio dela, o usuário pode acessar

mensagens, textos escritos por ele mesmo, spams - se for o caso - e histórico. É nesse local que ele acerta as configurações pessoais e ativa ou desativa a possibilidade de interagir com outros usuários, pelas bolinhas coloridas. A verde indica que o usuário está disponível para quaisquer eventos.

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CONTATOS

Eis o principal motivo de existir do Wave. Se não é o único, tratase de um dos principais: interagir. Nessa caixa ficam exibidos os contatos dos amigos do usuário. É ali que, ao clicar em um nome com foto, a pessoa pode realizar ações como bater papo, enviar mensagens, iniciar jogos

eletrônicos, mostrar imagens, compartilhar conteúdo diverso.

4 INBOX Em bom português, é a caixa de entrada do usuário. Nela ficam mensagens que podem ser organizadas como a preferência de quem a usa. É possível arquivar itens e procurá-los. O Google permite que as “Waves”, como chama as ocorrências, sejam divididas por semana ou por mês. É possível ainda realizar alterações na disposição da Inbox ou mesmo arquivar ou deletar Waves.

participantes, de acordo com o que o usuário queira realizar. Quando um amigo é adicionado, imediatamente surge nome, foto e o estado em que ele se encontra: online, offline.

6 FOTOS O compartilhamento de conteúdo é um dos itens mais interessantes do Wave. No exemplo acima, estão dispostas fotos. Mas é possível dividir textos, jogar em conjunto, entre outras ações.

5 ADIÇÃO Com base em uma caixa de buscas, é possível criar Waves e adicionar

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O QUE

PODEMOS

ESPERAR DE

20 10

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Especialistas em tecnologia da informação apontam as principais tendências de mercado, mobile, infraestrutura e redes sociais para os próximos meses Por Gabriel Dudziak

V

iradas de ano sempre trazem na bagagem aquele clássico período de análise, projetos e projeções. Todo mundo olha o que fez de bom e de ruim no ano passado, imagina o que podia ter feito diferente, começa a pensar em como tornar realidade aquele sonho distante e, é claro, imagina o que pode acontecer nos próximos meses. Quando o contexto é tecnologia, a história não é diferente. O ano de 2009 foi do Twitter, da briga acirrada do Orkut com o Facebook, do crescimento dos aplicativos para aparelhos de celular, de um maior debate e aplicação do conceito de cloud computing e de muitos outros acontecimentos. Mas e a respeito de 2010, o que podemos esperar? A Locaweb em Revista saiu a campo para ver o que alguns dos principais especialistas do País analisam como tendências do mercado de internet e TI para os próximos meses. Começará a ser dado o adeus definitivo aos programas guardados em nossas CPUs? Computadores ainda menores que os netbooks serão


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Tendências 2010

SERVIÇOS PARA INTERNET

NETBOOKS E SMARTPHONES

REDES SOCIAIS

* CONTINUAREMOS COM O DESENVOLVIMENTO EM SERVIÇOS PARA WEB, EVOLUÇÃO DE DISPOSITVOS MÓVEIS E APLICATIVOS PARA SOCIAL MEDIA Michel Lent Schwartzman, especialista em mídias interativas e gerente da agência OgilvyInteractive Brasil

lançados, assim como telefones móveis mais inteligentes, aplicativos revolucionários para iPhones e processadores menos poluentes? O mercado será testemunha da decadência dos meios de comunicação impressos, do início efetivo da televisão via internet e do surgimento de uma nova coqueluche que vai substituir os tweets e scraps? Essas e outras ponderações e considerações você confere a seguir:

Mercado Nos próximos anos e especialmente em 2010, o mercado de informática e internet deve seguir a mesma toada observada nos últimos meses. Mesmo assim, os investimentos nos netbooks e smartphones e a capitalização de recursos com as mídias sociais têm potencial para ganhar mais espaço na pauta das companhias. Outro segmento que deve crescer é o das transmissões de televisão via web, tanto em número quanto em qualidade no envio de dados. Também será importante observar os meios que apostarão em iniciativas multiplataforma, que devem ir desde o transporte de conteúdo impresso para online até a criação de versões específicas para plataformas como iPhone e outros aparelhos portáteis. De acordo com Michel Lent Schwartzman, especialista em mídias interativas e gerente da agência OgilvyInteractive Brasil, em 2010 os serviços e aplicativos devem continuar como o core business das companhias. “Acho que será mantido um desenvolvimento forte na área

Plataformas \\ Será importante

de serviços baseados em observar os meios que apostarão web, evolução de em iniciativas multiplataforma, como a criação de versões dispositvos móveis e específicas para iPhone e outros aplicativos para social aparelhos portáteis media. Além disso, acredito que haverá um grande foco no potencial de iniciativas relacionadas à computação em nuvem, em especial, o desenvolvimento para telas menores e dispositivos móveis”, afirma. Dentro do cenário de negócios que envolvem internet, também é comum o pensamento de que a grande rede pode substituir todas as demais formas de mídia, como rádios, livros, revistas e televisão. No entanto, para o diretor executivo do site Videolog, Edson Mackeenzy, essa previsão apocalíptica não se concretizará em 2010 nem locaweb 23


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Tendências 2010

* EM 2004, FUI CHAMADO DE LOUCO POR APOSTAR NO VÍDEO COMO O FUTURO. HOJE, CONHEÇO MUITAS PESSOAS LOUCAS PARA COLOCAR PELO MENOS UM VÍDEO EM SEU SITE

MOBILE E CELULARES

Cloud computing \\ O ano de 2010 deve representar o início do fim dos processadores como o conhecemos graças à tecnologia das nuvens

Edson Mackeenzy, diretor executivo do site Videolog nos anos vindouros. “Isso ocorre sempre que surge uma nova mídia. Muitos vão se lembrar que as ondas FM iriam acabar com o AM, que a TV acabaria com o rádio, que o email faria com que as carta virassem objeto de museu. Isso é sensacionalismo barato. O fenômeno da convergência de mídias é o que vai se consolidar”, projeta. Seguindo essa linha de raciocínio, Mackeenzy aposta em uma maior disseminação do uso de celulares conectados à internet e com funções ainda pouco

Infraestrutura de internet e TI • Alvo de debates extensos nas comunidades de especialistas em computadores, TI e internet, é quase unânime a opinião de que o cloud computing, o processamento em nuvens, com os aplicativos e o armazenamento de dados alocados na rede, é o futuro da computação. A tecnologia é considerada pelo grupo de pesquisas Gartner como uma das três mais importantes tendências emergentes para os próximos cinco anos. Embora ainda não haja prazos para essa revolução nem o fim do processador como o conhecemos, o fato é que 2010 pode representar o início desse processo.

Pesquisa realizada pela consultoria IDC prevê que gastos com serviços de computação em nuvem tripliquem até 2012, atingindo US$ 42 bilhões. • Da mesma forma, em 2010 os recursos de TI devem se voltar a práticas mais sustentáveis, o chamado TI Verde. Segundo dados do Greenpeace, as peças descartadas de aparelhos eletrônicos já são 5% de todo o lixo produzido no mundo, quantidade que cresce também à razão de 5% ao ano. Desde uma fabricação mais adequada até um descarte inteligente, feito de forma ambientalmente correta, o fato é que as iniciativas de sustentabilidade devem ser ainda mais valorizadas no ano que vem. Isso tanto pela redução de custos que imprimem às companhias quanto pela boa imagem e reputação de correção socioambiental, algo ainda pouco explorado pelas empresas do ramo, mas que pode gerar dividendos junto a investidores e clientes.

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acessíveis à grande parte da população. “Acredito também que o mesmo governo que pisou na bola com a TV Digital irá criar políticas públicas que aumentarão a oferta de conectividade para qualquer pessoa. Fora isso, aponto como tendênia que o 3G irá baratear a ponto de um celular pré-pago conseguir acessar, com ‘dignidade’, seus sites preferidos na web”.

Mobile Se há alguns anos as iniciativas tecnológicas voltadas para celulares e smartphones pareciam uma tentativa de recriar, em uma plataforma menor e portátil, o ambiente e as práticas já adotadas nos desktops e notebooks, hoje o mobile é tratado como um novo meio de comunicação. Esse “tratamento” distinto dado ao mercado também deve direcionar as iniciativas para o setor em 2010. Assim, as funcionalidades já consolidadas, como SMS, bluetooth e transferências de arquivos devem continuar da forma como conhecemos hoje, com o foco de inovações e investimentos nos QR Codes. Eles são códigos impressos que levam o usuário a determinado destino ou informação na web e, principalmente, os sites móveis e aplicativos para aparelhos de telefonia. “Hoje, quando falamos em sites móveis e aplicativos para celulares, observamos iniciativas voltadas mais para marcar território do que qualquer outra coisa. Os projetos têm pouco valor e se resumem a um hotsite vazio, com projetos bobos e sem sentido. O mercado de 2010 tem


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CLOUD COMPUTING

Tendências 2010

* O MERCADO DE 2010 TEM QUE ACORDAR E FAZER HOTSITES E APLICATIVOS CONSISTENTES Renato Gosling, especialista em tecnologia de telefones móveis e sócio da companhia Finger Tips, que desenvolve aplicativos para Iphone

que acordar e fazer hotsites e aplicativos consistentes”, afirma Renato Gosling, especialista em tecnologia de telefones móveis e sócio da companhia Finger Tips, que desenvolve aplicativos para iPhone. Segundo ele, hoje, a experiência do usuário com os aplicativos de smartphones é outra. Não se trata apenas de uma prática da comunicação via mobile, mas sim da comunicação em geral. Para ilustrar sua opinião, Renato Comunicação \\ Software do Brasileirão opera iPhone é um exemplo do que o mercado deverá criar para uma melhor comunicação via mobile

INTERAÇÃO DE TECNOLOGIAS

lembra o exemplo do aplicativo do Campeonato Brasileiro de Futebol para iPhone, patrocinado pela marca Nova Schin e projetado pela própria Finger Tips. De acordo com dados colhidos pela companhia, o programa já foi baixado mais de 40 mil vezes em três meses, e a média de tempo que seus usuários gastam com o aplicativo é de 15 minutos por dia. “Que outro meio de comunicação pode hoje oferecer a seu anunciante uma visibilidade tão grande?”. Segundo Gosling, essa tendência também deve se repetir no Android, sistema operacional para smartphones com participação do Google e que, na opinião do especialista, deve receber uma aprovação rápida e já bombar em 2010. Outro ramo que deve ganhar mais atenção nos próximos meses é a incorporação das redes sociais às plataformas móveis, algo que Gosling já vê consolidado, até pelo fato de muitas pessoas twitarem e acessarem mídias sociais só pelo telefone, além de um maior espaço aos pagamentos de bens e serviços pelo celular. De acordo com o especialista, existem grandes possibilidades desse tipo de transação financeira se intensificar já no fim de 2010. “Tecnicamente, o mercado já está pronto para esse tipo de interação, mas ainda é necessário ter calma”, afirma, ressaltando que o fato de ter a tecnologia à disposição não significa pronta adesão do público.

Mídias sociais

Facebook \\ Segundo o diretor executivo do site Videolog, Edson Mackeenzy, vamos presenciar a luta do Orkut para se modernizar contra o Facebook, que traz conceitos mais modernos

Principal porta de entrada de novos usuários da internet e foco da atenção de quem já utiliza a grande rede há algum tempo, as redes sociais são hoje objeto de estudos e fascínio por parte de corporações e especialistas no assunto. Com o Twitter como a grande febre de 2009 locaweb 25


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COMUNICAÇÃO EM TEMPO REAL Tendências 2010

* FOMOS PIONEIROS COM CLOUD COMPUTING NO PAÍS. ISSO NOS POSSIBILITOU SAIR NA FRENTE DOS CONCORRENTES E CONQUISTAR UM NÚMERO SIGNIFICATIVO DE PROJETOS QUE UTILIZAM AS SOLUÇÕES DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM. ACREDITAMOS QUE O PRÓXIMO ANO SERÁ BASTANTE AQUECIDO. Gilberto Mautner, Presidente da Locaweb.

Twitter \\ Grande febre de 2009, o microblog deve amplificar seu uso para a capitalização de recursos por parte das empresas ao longo de 2010

e sua habilidade como verdadeiro filtro de informação qualificada, todos se perguntam qual será o próximo passo das mídias sociais. Se no início as mídias sociais incluíam todos de forma indiscriminada, hoje há um movimento de limitação e qualificação delas. Mas, afinal de contas, qual deve ser o futuro das mídias sociais: ampliar ou restringir? “Acho que teremos ambas as vertentes: redes mais filtradas e mais abertas ao mesmo tempo. Por um lado, uso de redes específicas verticais mais fechadas. Por outro, redes abrangentes e abertas voltadas mais para o social e para o lazer”, afirma Michel Lent Schwartzman. Na parte de aplicativos e funções, Edson Mackeenzy acredita que os vídeos pessoais continuarão ganhando espaço nas redes sociais. “Em 2004, fui chamado de louco por apostar no vídeo como o futuro da web. Hoje, conheço muitas pessoas loucas para por pelo menos um vídeo em seu site. É neste mercado que eu vou continuar apostando, em um ambiente simples, 26 locaweb

intuitivo e claro, em que uma pessoa comum e o melhor dos cineastas estão a um clique de serem iguais, separados apenas por talento e criatividade”, profetiza. Outra tendência é que as redes sociais agrupem cada vez mais pessoas de gosto semelhante. “O usuário que hoje se divide entre redes sociais irá se organizar cada vez mais em comunidades de interesse comum, formando organizações com poderes incríveis. Imagino que essas comunidades podem começar a ser como sindicatos e cooperativas sérias”. E qual será a nova menina dos olhos das redes sociais? Com a possibilidade de interação e comunicação em tempo real, via som, imagem, vídeo, filtragem de informações por meio do RSS e do Twitter e o lado divertido dos aplicativos, Michel Schwartzman acredita que o próximo passo das redes sociais é juntar tudo em um só serviço. “Acho que a próxima coqueluche será uma integração ainda maior de plataformas: Orkut dentro de Facebook, Twitter em formato 'nugget', to go, para ser embedado em diversas localidades. Acho que vamos caminhar para uma despersonalização dos endereços das plataformas. O site ou endereço será menos relevante que o serviço e sua marca”, analisa. Já para Mackeenzy, 2010 será um ano de embates e de consolidação de usuários nos principais serviços. “Vamos presenciar a luta do Orkut para se modernizar contra o Facebook. Também acredito que o Twitter será abandonado pelas celebridades, que não acharão mais graça em se autobigbrothear”, finaliza.

Orkut \\ Especialistas apontam que deverá ocorrer uma integração maior entre as redes sociais, com o novo Orkut, por exemplo, alocado dentro do Facebook


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opinião/articulista

design Éster Razzo Analista de Desenvolvimento de Software da Locaweb ester.razzo@locaweb.com.br

SEO Wireframing e SEO Mind Mapping Confira algumas dicas para webdesigners planejarem o layout na hora de construir um site com visão global de SEO A sigla SEO significa Search Engine Optimization e engloba um conjunto de ações que tem por objetivo melhorar o posicionamento de um site nos resultados da busca orgânica (natural) de sistemas de pesquisa, como o Google. Se você está em fase de reconstrução de um site, está projetando um site novo ou pretende fazer uma dessas duas coisas, pode incluir no wireframe seu projeto de SEO na etapa de concepção e modelagem do site. Isso serve como guia para webdesigners projetarem o layout e construírem o site. Também facilita ter uma visão global de seu projeto SEO. Seguem alguns passos para estabelecer um bom projeto de SEO: • Identifique a função principal de cada página, se é de vendas, serviços, informações. • Pesquise e identifique as palavras-chave que têm alta relevância para o conteúdo da página. Essas palavras-chaves serão implementadas no caminho de pão (breadcrumb), título, meta-tags de descrição da página (description meta-tag) e palavras-chaves (keywords meta-tag). • Crie o wireframe de navegação usando essas palavras-chaves para compor a URL amigável mantendo as informações mais relevantes no primeiro e no segundo níveis de diretórios. Ex: www.meusite.com.br/informatica/notebook

Se você também utiliza algum serviço de análise web, como o Google Analytics, pode ser útil incluir tracking codes (códigos de rastreamento) no wireframe para analisar se o fluxo de funilamento que deseja fazer está correto ou se faz sentido. Também pode visualizar os pontos importantes de uma página, seu fluxo de navegação e checar se existe uma conversão interessante de ser rastreada. Uma ferramenta ótima para fazer wireframes é o Axure, muito utilizado por arquitetos da informação. O único inconveniente é ser paga. No site oficial, existe uma versão trial disponível para download. Outras ferramentas para wireframes: • Gliffy (online) • Smartdraw (Win) • Justinmind (Win / Mac) • OmniGraffle (Mac) Outra dica legal para organizar suas ideias e projetos SEO é usar mind maps (mapas mentais). É um recurso muito prático, no qual as ideias são agrupadas em torno de um assunto central e, a partir dele, é possível desenvolver os conceitos que quiser. O legal de usar mind maps é que eles proporcionam uma visão geral de seu projeto e facilita a tomada de decisões. Uma ferramenta free e online é a mindmeister. Confira no site www.mindmeister.com. Outras ferramentas para mind maps: • Smartdraw (Win) • Visual Mind (Win) • Conceptdraw (Win / Mac) • Xmind (Win / Mac / Linux). locaweb 27


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O aumento da participação de empresas em mídias sociais traz à tona questões como o valor das métricas oferecidas por agências de publicidade e plataformas da web. Tudo isso num universo construído a partir de novos modelos de relacionamento entre empresa e consumidor. Especialistas em internet discutem as técnicas mais adequadas para investimento nessas comunidades online 28 locaweb

Por Luciano Delfini

P

esquisas afirmam que o número de brasileiros que aderem à internet aumenta a cada mês. De acordo com dados recentes do Ibope Nielsen Online (www.ibope.com.br), por exemplo, divulgados em outubro, houve um crescimento de 5% na quantidade de pessoas com acesso à web de julho para agosto de 2009, atingindo a marca de 47 milhões de cidadãos que já podem navegar pelo universo online de casa, do trabalho ou de qualquer outro local. O número de usuários ativos da internet também não fica atrás; no mesmo período analisado, o aumento foi de 2,3%, o que totalizou, em apenas um mês, 37,7 milhões de brasileiros que aproveitaram o espaço virtual de variadas maneiras e com os mais diversos propósitos. A força que o território online vem adquirindo no País também pode ser conferida no relatório Wave 4 – Power to the People (www.universalmccann.bitecp.com/ wave4/Wave4.pdf), produzido anualmente pela empresa norte-americana Universal McCann (www.universal. mccann.com) e que já está em sua quarta edição (a primeira saiu em 2006).


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* NO FUNDO, TUDO SE RESUME A UM CANAL DE CONTATO MAIS DIRETO COM O PÚBLICO E É POR AÍ QUE AS CORPORAÇÕES PRECISAM ENCARAR AS NOVAS FERRAMENTAS Marcelo Coutinho, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e consultor de análise de marcado

*O ESPE ORKU TP C FUN ÍFICAS EDE M QU C Raq uel ION E N ÉTRICA R pós- ecue AR r grad N ÃO VÃ S uaçã o, profe O T o em ssora WIT O do L Fede etras da progra TER ma ral U da P niver de s araí ba ( idade UFP B)

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Mídias Sociais

Os mais populares, entretanto, são os vídeos em sites de compartilhamento, assistidos por 93% dos usuários ativos da web no Brasil, entre 2008 e 2009. Dados também divulgados no Wave 4. Tantos números são capazes de explicar o aumento de interesse do mundo corporativo nesse território virtual. É um interesse crescente que carrega com ele a necessidade de aproveitar os sistemas de métrica mais adequados que analisam o impacto gerado e o retorno que pode ser colhido pelas empresas com os investimentos em mídias sociais online. Raquel Recuero (HTTP:// pontomidia.com.br/raquel), Site do iBope \\ De acordo com a entidade, houve um crescimento de 5% na quantidade de pessoas professora do programa de com acesso à web de julho para agosto de 2009, atingindo a marca de 47 milhões de cidadãos pós-graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), concorda que o O estudo divulgado este ano consultou 22.729 interesse pelas métricas deve crescer à medida que a usuários da internet em 38 países, incluindo o Brasil, no publicidade corporativa em sites de compartilhamento e período de novembro de 2008 a março de 2009. A em redes sociais se expandir. Mas a professora, que estimativa final revelou que o universo de usuários ativos também é autora do livro Redes Sociais na Internet da web, atualmente, é povoado por aproximadamente (Editora Sulina, 2009), destaca que as métricas mais 625 milhões de pessoas no mundo com idade entre 16 e adequadas dependem muito do tipo de site analisado. 54 anos. Isso quer dizer, segundo o Raquel explica que os sistemas de métrica Wave 4, que um em cada 13 cidadãos do globo é usuário correspondem ao objetivo, ao valor, ao próprio produto ativo da internet, e um em cada três usuários em uma (se é um aplicativo, uma marca etc.) e ao site de rede escala geral participa ativamente desse espaço online. social que se pretende analisar. “O Orkut pede métricas Para o Brasil, o relatório de 2008/2009 da McCann específicas que não vão funcionar no Twitter, e nem toda aponta um total de 21,9 milhões de usuários ativos da métrica usada no Twitter pode atingir a meta da web. Desses, 50,06% *BOT corporação. Por exemplo, o número de seguidores, que compartilham vídeos online e Diminutivo da palavra pode ser uma medida falseada pelos milhares de bots e 15,6 milhões mantêm perfil em inglesa “robot”. Dispositivo redes sociais, o que representa scripts que existem na web”, destaca a professora. concebido para simular uma fatia de 72% dos usuários ações humanas; pode ser ativos. E se a audiência é ROI, um conceito polêmico um utilitário que desempenha tarefas importante para quem pensa Quando se discute um sistema que mensura o rotineiras ou, num game, em criar um perfil em uma rede investimento corporativo em novas mídias, o tema um adversário com recurso social, os dados do relatório perpassa por um termo já bastante conhecido no de inteligência artificial. internacional mostram que 84% mercado publicitário: o ROI, sigla em inglês para a Também é usado para dos usuários ativos da internet expressão “retorno sobre investimento” (return on coordenar e operar um ataque automatizado em no País costumam visitar o investment). De acordo com o blog Mashable – The Social computadores ligados em perfil online de um amigo. Media Guide, esse retorno é medido estritamente dentro uma mesma rede Ainda que tenha havido do contexto monetário, se calculado apenas a partir de (HTTP://pt.wikipedia. uma queda de 28% no número uma perspectiva financeira, mas seus princípios podem org/wiki/Bot). de leitores brasileiros de um ou ser aplicados em qualquer tipo de investimento, mais blogs, na comparação ao relatório de 2007/2008, a incluindo aquele sem propósitos financeiros. quantidade de usuários ativos que se tornaram esses Sergio Wurschig de Oliveira, analista de projetos e leitores online aumentou de 12 para 13,5 milhões. novos negócios da TracerSoft Tecnologia e Sistemas, 30 locaweb


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Mídias Sociais

define o retorno sobre *BLOG MASHABLE investimento como um conjunto The Social Media Guide de métricas capaz de avaliar o avalia o retorno sobre resultado dos investimentos do investimento pela fórmula cliente em uma determinada matemática (X - Y) / Y, em que X é o valor final e Y o mídia, campanha ou ação de valor inicial aplicado pela marketing. Contudo, o analista empresa. Em outras explica que ainda não há um palavras, se o investimento modelo exato para se mensurar foi de cinco dólares e a o retorno sobre o investimento empresa encerrou a campanha com 20 dólares, o em marketing ou a participação ROI deve ser calculado assim em redes sociais. “Não existe (20 - 5) / 5 = 3; ou seja, o uma forma precisa de retorno foi de três vezes cruzamento de informações que sobre o investimento inicial possa determinar, por exemplo, (HTTP://mashable.com/2009 /10/27/social-media-roi). para X reais investidos Y produtos vendidos”. Sergio entende o conceito ROI (ou ROE - retorno por engajamento) muito mais como um “retorno sobre influência”, que pode ser traduzido como o impacto que uma marca causa dentro das comunidades, a quantidade de seguidores que é capaz de reunir e, acima de tudo, quantos desses seguidores são influenciados de fato. Complementando a ideia, Marcelo Coutinho, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e consultor de análise de marcado, descreve o retorno sobre influência como um conjunto de métricas estabelecido para avaliar como os consumidores estão dialogando ao redor de determinada marca ou assunto. Ele destaca que o termo “influência” serve para chamar atenção para o fato de que, em um novo sistema de comunicação, as empresas não podem usar apenas as velhas métricas da

Site Mashable \\ Editores da página defendem que retorno do investimento (ROI) em marketing, por meio de redes sociais, é medido estritamente dentro do contexto monetário

FGV \\ Professor da fundação acredita que métricas como “audiência”, “custo por mil” e “recall” também são importantes para as novas mídias

propaganda. Segundo ele, métricas como “audiência”, “custo por mil” e “recall”, amplamente aplicadas para calcular o retorno sobre o investimento em mídias tradicionais, também são importantes para as novas mídias. Porém, devem ser complementadas por outros indicadores, como a quantidade de pessoas que interage em uma comunidade ou blog, em relação ao número total de participantes ou leitores desse endereço. “Talvez seja mais importante um blog com 100 leitores, sobre o qual 50 comentam, do que um blog com mil leitores e nenhum comentário”, avalia Marcelo. Raquel define o termo “retorno sobre influência” como um dado abstrato, geralmente difícil de medir, enquanto o “retorno sobre investimento” é mais prático e material. “Ambos falam de retorno, mas prefiro analisar a questão do valor agregado pelo capital social, que não necessariamente se traduz em retorno material imediato”, Orkut pode fazer diferença \\ Comunidade no site pode ter 100 mil pessoas, mas se ela fica dias esclarece ela. ou semanas sem interação significativa entre integrantes, talvez não valha a pena a empresa ‘estar lá’ locaweb 31


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Mídias Sociais

Desafios pela frente Para os especialistas em mídias sociais é difícil contextualizar a preocupação em mensurar o retorno sobre investimento corporativo em sites de compartilhamento e redes sociais. Segundo Raquel, é menos uma preocupação que nasceu do mundo corporativo e mais uma possibilidade que foi descoberta com o tempo pelas agências de publicidade. Na opinião da professora, uma das coisas mais interessantes da internet para a mídia social é justamente a questão dos “rastros”, ou seja, de permitir que o retorno seja mensurado de forma mais rápida em cada ação realizada na rede. “Assim, a gente Página da Mzinga \\ Consultoria afirma que 86% dos profissionais entrevistados em uma pesquisa, consegue perceber informações de diferentes setores corporativos, já adotaram algum tipo de mídia social em seus negócios fundamentais para as corporações, tais como o buzz tempo, deve-se levar em conta que a “explosão” dessas *BUZZ mídias se deu de forma muito rápida, sendo um fato gerado em torno de uma marca, É o termo usado para definir uma nova estratégia muito recente a partir de uma ótica corporativa. “É um as impressão construídas em de marketing, que encoraja mercado que ainda está se descobrindo. As empresas torno dela etc. Essas coisas são indivíduos a repassar uma perceberam rapidamente o potencial de segmentação preciosas porque permitem afinar mensagem para outros, desse tipo de mídia e entraram para aproveitar a nova campanhas, direcionar esforços e criando potencial de oportunidade”. Para o analista, o problema apareceu identificar problemas que podem crescimento tanto na exposição como na porque as redes sociais não estavam preparadas para o ficar maiores”. Post divulgado em influência da mensagem. modelo de negócio corporativo, e não dispunham de setembro no blog Mashable – The Também define ideias que ferramentas que pudessem mensurar os resultados de Social Media Guide revela que se espalham nos e pelos investimentos corporativos dentro das mídias sociais. 84% das plataformas de mídia próprios segmentos Como já observado no início da matéria, Raquel acredita social não mensuram o retorno interessados, de forma espontânea ou planejada que as empresas irão procurar cada vez mais as métricas sobre investimento. O texto cita por um agente externo para analisar seu impacto em mídias sociais. Porém, ela não um estudo realizado pela (HTTP://pt.wikipedia. arrisca afirmar que esse interesse possa ser o mesmo entre consultoria norte-americana org/wiki/Buzz_marketing). os sites de compartilhamento e de redes sociais. A Mzinga, em parceria com a professora lembra que muitas plataformas já dispõem de Babson Executive Education, o qual mostra que 86% dos seus próprios métodos de métrica para uso interno, como o profissionais pesquisados, em diferentes setores DAU (daily active users ou usuários ativos por dia) e o MAU corporativos, já adotaram algum tipo de (monthly active users ou usuários ativos por mês), entre mídia social em seus negócios. No entanto, segundo outros. “Mas não sei se há interesse em agregar isso como o mesmo estudo, 41% desses profissionais não sabem serviço. O Twitter, por exemplo, tem aplicativos que podem se as ferramentas sociais usadas medem o ROI ser usados para medir o retorno para corporações”. Raquel (www.mzinga.com). lembra ainda que a versão “Premium” que os fundadores Na opinião de Sergio, essa lacuna aberta entre a do microblog alegam lançar em breve, e que será paga, participação em novas mídias e o pouco conhecimento talvez possa agregar algumas dessas métricas. em relação às ferramentas que mensuram o retorno sobre No território online, é comum se deparar com investimento deve ser encarada de duas maneiras observações que nos levam a pensar que a publicidade complementares. Ele avalia que, primeiramente, é e a comunicação corporativa para novas mídias estão necessário entender que novas mídias como sites de mais voltadas à construção de um relacionamento compartilhamento e redes sociais nasceram com foco no duradouro com o consumidor. usuário da web e não no mundo corporativo. Ao mesmo 32 locaweb


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Mídias Sociais

Marcelo completa o coro afirmando que “mídia social não é mídia, é relacionamento social”. Para o professor da FGV, isso significa que, antes de pensar na exposição da marca, o anunciante deve pensar na relevância dos serviços que a marca pode prestar para o consumidor. Segundo ele, uma marca é, antes de tudo, informação e a “moeda” que circula nas redes sociais digitais é informação, seja ela no formato de conteúdo, música, aplicativos ou games. “Os consumidores não estão nesse tipo de mídia para se relacionar com marcas, estão para se relacionar com pessoas com interesses em comum”. Com uma realidade que parece distinta das ações tradicionais de comunicação corporativa, Marcelo avalia que a estratégia de ocupação do espaço virtual deve privilegiar iniciativas que permitam aos consumidores encontrarem pessoas com interesses parecidos e compartilharem informações entre si. Ele cita, como exemplo, o caso da Nike, que criou um site em que o público praticante de corrida pode se relacionar entre si. A plataforma oferece ferramentas para que as pessoas criem grupos de corrida, comparem suas performances e organizem eventos, por exemplo. Por meio de um aplicativo para iPod, os corredores também podem usar dados gerados pelo monitoramento de suas próprias provas (HTTP://nikerunning.nike.com). De acordo com o professor da FGV, o resultado que a Nike obtém é indireto, não pela exposição da marca no sentido clássico da expressão (propaganda), mas pelo prestígio que ela ganha entre seu público-alvo.

Definição de métricas para anúncios em mídias sociais O Interactive Advertising Bureau (IAB), entidade norte-americana que reúne empresas de mídia e tecnologia, publicou este ano um documento especificando as definições padrão para métricas em mídias sociais. Segundo a entidade, a proposta do trabalho é definir essas métricas suplementares a partir do crescimento no número de serviços oferecido por agências de publicidade a seus clientes para medir o retorno sobre investimentos. A íntegra do documento, disponível somente em inglês, está em www.iab.net/media/file/ SocialMediaMetricsDefinitionsFinal.pdf.

Sergio lembra que alguns procedimentos devem ser levados em conta no planejamento de inclusão de uma empresa em uma mídia social digital. “A empresa deve falar algo que realmente interessa ao consumidor, nunca se deixando acomodar simplesmente com ações de marketing; a empresa deve colocar o cliente no controle, ou seja, deixá-lo decidir sobre uma nova campanha, sobre a criação de um slogan, ou até mesmo aumentar o envolvimento do consumidor em um processo de decisão; finalmente, ela deve usar as mídias sociais para gerar valores e serviços”, ensina o analista. Ao considerar alguns procedimentos na estruturação de uma campanha voltada às novas mídias sociais, a empresa pode evitar um possível resultado negativo. Sergio lembra que estudos já demonstram que corporações que entram nas redes sociais simplesmente Ao lado \\ NikeRunning é a plataforma da empresa esportiva que oferece ferramentas para que as pessoas criem grupos de corrida, comparem suas performances e interajam

Abaixo \\ O Interactive Advertising Bureau, entidade norte-americana ligada a publicidade, publicou documento especificando definições padrão para métricas em mídias sociais

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com o objetivo de divulgar suas ações de marketing causam impactos negativos, completamente opostos ao objetivo inicial. “Os usuários de redes sociais digitais valorizam e seguem empresas que optam pela interação, pelo compartilhamento de informações e conteúdos interessantes e relevantes; empresas que demonstram interesse e respeito pelo perfil de seus consumidores”. Para o analista, o grande desafio que surge diante das corporações é manter sempre um conteúdo atualizado, concentrado na segmentação, para incentivar os usuários na prática da leitura dos posts e fazer com que eles interajam por meio de comentários, conversas e outros posts. “É preciso entender que as redes sociais são grandes ferramentas de diálogos abertos entre usuários e empresas, e essa conversa quanto mais franca, honesta, Facebook \\ Ainda não há uma forma definitiva de avaliar o quanto é interessante e constante, maior a possibilidade de rentável divulgar uma empresa em redes sociais, como no popular Facebook fidelização do consumidor em relação à marca”, diz Sergio. formal de relacionamento. Mercados são conversações e Um relacionamento “duradouro” só pode ser meu conselho é nunca começar uma conversa sem que entendido a partir de um diálogo contínuo entre as esteja preparado para levá-la adiante e para ouvir coisas partes. E Marcelo reforça essa ideia ao afirmar que as que podem não ser muito agradáveis sobre seu produto mídias sociais permitem gerar uma conversação constante ou serviço”. em todas as etapas do processo de venda de um produto, A questão da construção de um relacionamento com o “desde o levantamento das informações sobre a marca até consumidor também é apontada pela professora características do produto e dos serviços de pós-venda”. O universitária. Raquel diz que o mais importante é que a consultor lembra que os consumidores operam esse empresa entenda claramente que as mídias sociais estão diálogo por meio de comentários deixados em concentradas justamente nesse envolvimento com os comunidades que discutem as empresas, os quais vão usuários. “No fundo, tudo se resume a um canal de contato desde o “eu odeio...” até o “eu adoro...”. Para Marcelo, mais direto com o público e é por aí que as corporações uma das principais lições aprendidas até o momento é precisam encarar as novas ferramentas. É por meio desse que as pessoas usam as mídias sociais, sobretudo, para falar de si e de seus interesses, e não necessariamente do que consomem. “Portanto, qualquer presença das organizações nesse espaço deve ser pensada por meio da conexão de produtos com os interesses dos consumidores, e não somente pela exposição de suas qualidades e diferenciais”, avalia o especialista. Ao lembrar que os consumidores estão nas redes sociais da web para falar sobre o que lhes interessa e não sobre o que interessa à própria empresa, Marcelo ressalta que as ações de comunicação corporativa em novas mídias digitais são mais difusas, caóticas e velozes do que a comunicação tradicional. “Não é uma decisão que cabe à empresa, pois os consumidores já estão falando dela, independentemente Recepedia \\ Exemplo de estratégia bem-sucedida sob um novo formato de comunicação; iniciativa da existência de um programa apresenta marca como um elemento que permite a conexão de pessoas com interesses em comum 34 locaweb


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Ao lado \\ comScore chama atenção para o fato de que, no Brasil, sites de compartilhamento de vídeos e conteúdos são as plataformas que apresentam as mais altas taxas de crescimento

relacionamento que se constrói influência, feedback, relevância e capital social para a marca, empresa ou instituição”, analisa. Como se pode notar, as dificuldades surgem à medida que os objetivos vão se tornando claros. Na opinião do professor da FGV, mídia social dá trabalho e requer um planejamento muito mais dinâmico do que as campanhas tradicionais. “Mas não estar nesse espaço pode significar que sua marca simplesmente desapareça da cabeça do consumidor antes mesmo que ele decida por um concorrente, principalmente, no caso de empresas que possuem parcelas expressivas de consumidores entre o público jovem”, avalia. Marcelo aponta as campanhas “Nikeplus”, da Nike (HTTP://www.nikecorre.com.br/tag/nikeplus), e “Recepedia”, da Unilever (HTTP://www.recepedia.com), como exemplos de estratégia bem-sucedida nesse novo formato de comunicação. De acordo com o especialista, tais iniciativas apresentam suas marcas como um elemento que permite a conexão de pessoas com interesses em comum – praticantes de corrida ou interessados em gastronomia –, nas quais as menções aos produtos aparecem de forma geralmente implícita.

Cada métrica em seu lugar Com tantas particularidades norteando a relação entre público e empresa nas mídias sociais digitais, consequentemente torna-se mais complexa a procura pelo sistema de métrica mais adequado aos objetivos e interesses de cada marca ou produto. Aqui vale lembrar o que Raquel menciona no início da matéria quando

afirma que as métricas só podem ser consideradas adequadas se levarmos em conta diferentes fatores, entre eles, o objetivo da empresa ao mensurar um ROI, os valores que estão em discussão, o produto em si e os sites de rede social que as corporações querem definitivamente analisar. Sergio recorre à mesma linha de raciocínio e afirma que cada empresa deve ser trabalhada de forma diferente. Segundo o analista, o serviço que mensura o ROI deve ter como base os tipos de métrica que serão usados e como será medida a participação da marca dentro de uma ou mais comunidades. Ao buscar uma ferramenta que irá medir o retorno sobre o investimento, Sergio lembra que a empresa deve avaliar pontos como:

*Participação na rede por meio de medição de leitura de conteúdos *Quantos usuários estão lendo um determinado post e quem são eles *Origem desses posts *Tempo de navegação *Conteúdo mais visualizado em um determinado endereço

*Taxa de rejeição a um post específico *Quantidade de interações por meio de comentários ou contribuições

*Número de vezes que o conteúdo foi colocado como “favorito”

*Quantos cadastros existem para o RSS *Número de seguidores ou membros de uma comunidade e quantos são realmente ativos e exercem influência dentro da rede

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Todo esse caminho a ser percorrido com o usuário da internet está diretamente ligado ao fato de que, atualmente, como destaca Sergio, dentro do ambiente de colaboração existem ferramentas que permitem que os próprios usuários classifiquem determinados produtos e serviços. Em outras palavras, os internautas viram formadores de opinião. Além disso, devem ser levadas em conta as métricas já bem aceitas no mercado, entre elas, medição de visualização, taxa de conversão e cliques, todas em tempo real. “Nesse sentido, podemos mensurar tanto a qualidade dos comentários em relação a uma marca, a um produto ou serviço quanto o número de interações realizadas”. Vale lembrar que o território online, como qualquer outro segmento da sociedade, é povoado por formadores de opinião, os quais se convertem em verdadeiras métricas para a análise de resultados. Nesse contexto, deve ser levada em conta a expressão “whuffie”, descrita como toda troca que não envolve dinheiro – pelo menos não envolvia quando surgiu –, mas sim reputação e capital social. Essa espécie de “moeda” traduz o retorno de uma reputação criada na internet e que ultrapassou as barreiras do universo virtual e foi parar no mundo real. De acordo com Sergio, a construção dessa “importância” se baseia em ações positivas e negativas e em contribuições para a comunidade online. “O whuffie mostra muito o que as pessoas pensam de você. Dessa forma, o peso de seus whuffies é dado por suas interações com comunidades e indivíduos. Dentro desse conceito, vejo o whuffie como uma métrica importante para consulta de retorno sobre investimentos”, esclarece o analista. Marcelo garante que o mercado oferece diversas ferramentas pagas para realizar ações de monitoramento, bem como inúmeros softwares gratuitos de métrica. Basta uma boa pesquisa na web. Porém, o consultor de mercado alerta para o fato de que o mais importante é reconhecer e discutir os objetivos de uma empresa para que possam ser supridos pelas métricas. “Sem uma boa análise, os resultados produzidos por esses tipos de serviço são pífios, descrições numéricas de fenômenos qualitativos resultantes das interações sociais”.

Fontes como Ibope Nielsen Online, Google Ad Planner (www.google.com/adplanner) e comScore (http://tinyurl.com/y9kghba) chamam atenção para o fato de que, no Brasil, sites de compartilhamento de vídeos e conteúdos são as plataformas que apresentam as mais altas taxas de crescimento. Segundo uma dessas fontes – o Ibope –, a audiência desse tipo de endereço já ultrapassou a de sites de e-mail, por exemplo. Soma-se a isso a posição de liderança ocupada pelo Brasil no que se refere ao tempo de navegação, também de acordo com dados do Ibope. No mês de julho, por exemplo, o tempo médio gasto na web atingiu as marcas de 71 horas e 30 minutos na contagem geral, incluindo aplicativos, e 48 horas e 26 minutos levando em conta apenas navegação em páginas. Ao se deparar com estatísticas tão favoráveis para o universo online, logo vem à tona a discussão sobre possíveis impactos causados por tais mudanças nas ações tradicionais de comunicação corporativa, uma vez que a web atrai um número cada vez maior de usuários. Segundo o professor da FGV, é muito difícil prever qualquer tipo de transformação porque o investimento publicitário na internet corresponde, de acordo com dados do Nielsen Online, a apenas 4% do orçamento total reservado à publicidade. Wikipedia \\ Pesquisa revela que os jovens que vivem nos Estados Unidos apontam a enciclopédia como a segunda fonte de maior credibilidade para informações gerais

Novas mídias, novos impactos A pesquisa Trust Barometer 2009 realizada pela Edelman, empresa de origem norte-americana que atua no segmento de Relações Públicas (www.edelman.com), mostra que os jovens que vivem nos Estados Unidos apontam a Wikipedia como a segunda fonte com maior credibilidade para informações sobre uma empresa. O mesmo levantamento revela que blogs, sites de compartilhamento de vídeos e outras comunidades online já superaram a propaganda tradicional no que diz respeito à credibilidade. 36 locaweb

Google Ad Planner \\ De acordo com fonte, a web já é, nos Estados Unidos, cerca de 30% maior do que a TV a cabo, em termos de alcance


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Marcelo recorre a outro dado levantado pelo Ibope para reforçar a tese de que existe uma inércia muito grande com relação a atitudes empresariais mais proativas no espaço online: hoje, a web já é pelo menos 30% maior do que as TVs a cabo ou por assinatura. Marcelo acredita que não há um movimento estruturado por parte do mundo corporativo no que diz respeito a grandes ações de comunicação em novas mídias. Na visão do consultor, as empresas reagem às mudanças no ambiente ao seu redor, mas não influem sobre essas transformações. “Tenho realizado workshops sobre comunicação mercadológica nesse novo ambiente e o que percebo é um Twitter\\ Investir em novas mídias, como no site de microblogging, exige muito planejamento; mas se grande desejo de algumas áreas da a empresa não se enveredar na iniciativa, corre o risto de desaparecer da mente do consumidior empresa em investir nesse segmento, enquanto outras resistem”. A professora reconhece que existe uma tendência em Marcelo alerta para o fato de que as relações entre investir em novas mídias, até pelo fato de representar um empresa e consumidores se tornaram mais simétricas e que orçamento relativamente baixo, para um bom potencial de isso pode acarretar perda de parcela de poder corporativo capital social que pode ser agregado a uma marca ou no relacionamento. “Não posso afirmar quem perderá, se o produto. E, segundo ela, grande parte das agências já agrega departamento de marketing, de relações públicas, jurídico esse tipo de ação junto com as campanhas ditas tradicionais. ou de serviço de atendimento ao consumidor (SAC). O Mas onde entram as métricas nesse universo baseado desafio é que o poder de comandar a relação de consumo em construções de diálogos duradouros com potenciais não está ligado a um concorrente específico, mas a uma consumidores? Sergio avalia que a questão mais importante rede difusa de consumidores. Assim, as empresas investem, na discussão sobre impactos, ou não, no modo de mas não na mesma proporção em que mudou o comunicação corporativa com o público está justamente no comportamento do consumidor”. poder das métricas. O analista levanta a seguinte questão: “quanto você paga por um anúncio em um jornal com base na quantidade total de leitores (em que não existe a Ameaça? garantia de leitura) ou em um anúncio de TV, o que se paga As oportunidades que o universo online oferece ao por audiência (a TV pode estar ligada, mas o consumidor mundo corporativo não são vistas por Raquel como pode estar fazendo outras atividades)?”. Para ele, a diferença ameaças às campanhas publicitárias “analógicas”. A está no fato de que, em mídias online, a empresa consegue professora avalia que a atenção voltada às ações de precisar com segurança o retorno de seu investimento. “A comunicação em mídias tradicionais pode até se publicidade, que antes tinha um caráter comunicativo, passa fragmentar um pouco, mas muito dificilmente serão a ter um caráter de diálogo, de relacionamento. encaradas como ameaças. “Penso que há sim modos de Acompanhando essa evolução, chegaremos ao fim da controlar um pouco melhor o feedback do processo de comunicação de mão única”, acredita Sergio. comunicação nessas novas ferramentas, o que Em outras palavras, o analista avalia que, hoje, com as representam uma oportunidade interessante para as mídias virtuais, as marcas já não possuem mais o controle da corporações. E essa oportunidade se dá, principalmente, comunicação sobre seus produtos. Para ele, esse controle está como canal de diálogo, de atenção direta para com o nas mãos dos consumidores. “Isso não quer dizer que as consumidor. É preciso, assim, construir valor com essas mídias tradicionais deixarão de existir, elas terão de se adaptar ferramentas. E o capital social não é construído só de um a essa nova realidade e encontrar formas novas de integração lado, mas pela interlocução entre empresa, instituição, com esse novo universo que começa a despontar”. público”, analisa. locaweb 37


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s e õ ç i e l E nos tempos de internet

Com as novas alterações da lei eleitoral, as campanhas de 2010 serão amplamente discutidas na web. Até o marqueteiro de Barak Obama participará das estratégias online aplicadas no Brasil Por Leonor Ribeiro

O * O voto já está meio sedimentado pela questão geográfica. Afinal, quem realmente fala com o morador do interior de Pernambuco, além da televisão? Morial Paiva, diretor de criação da agência Talk Interactive

Brasil reúne atualmente mais de 64,8 milhões de pessoas conectadas à internet, segundo pesquisa do IBOPE/Nielsen online. Apesar de significativo, o número aponta que apenas 30% dos brasileiros estão online, pois há 192 milhões de habitantes no País. Ou seja, há fortes indicadores de que, embora ainda não sejam maioria, há um enorme contingente de pessoas a serem alcançadas via web. De olho nesse potencial, os governantes recém aprovaram as alterações na lei eleitoral que permitem a atuação de sites jornalísticos, blogs, rede sociais, e-mail e mensagens de texto em celulares durante a campanha eleitoral. O texto validado pelos senadores, mesmo em meio à grande polêmica, é considerado bastante progressista e mantém apenas duas limitações: a proibição do anonimato aos jornalistas e a garantia do direito de resposta para aqueles que se sentirem ofendidos. Para Beth Saad, professora titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), a liberação da cobertura web às eleições representa um verdadeiro progresso. “Essa eleição, com a participação direta ou não dos próprios candidatos, será bastante discutida nas redes sociais – e replicada na sociedade –, porque agregam volume importante de formadores de opinião e de ações de cidadania”, explica. Na análise da especialista, a decisão locaweb 39


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Eleições

beneficia diretamente muito mais os próprios políticos e candidatos que o processo eleitoral em si. A partir dela, além de ficar definitivamente assegurada a livre manifestação do pensamento também em ambiente online, as campanhas eleitorais no Brasil terão a seu dispor as ferramentas do século 21. A grande questão é: os grupos políticos brasileiros estão preparados ou sabem usar os novos dispositivos? Ao analisar o nível dos debates prévios à aprovação da nova emenda pelo Senado, a conclusão é clara: os políticos brasileiros têm pouca ou nenhuma familiaridade com as novas ferramentas e isso certamente se refletirá nas

Dicas de Ben Self, o marqueteiro de Obama, para uma campanha bem-sucedida Emocionar as pessoas Esqueça clichês como “meu voto é do fulano”. Na campanha de Obama, apareceram personagens como Charles, um idoso que ingressou na campanha democrata. O depoimento dele e de companheiros de trabalho no comitê, sem frases feitas ou condução artificial, tem mais de meio milhão de visualizações no YouTube. Buscar engajamento A internet não é só persuadir pessoas, mas fazer com que se engajem e trabalhem para o candidato. Cuidado para não tornar uma competição de quantos amigos o candidato tem em uma rede social. Construa relacionamentos Vídeos editados de forma simples, postados no YouTube, passavam uma mensagem intimista da campanha. Um dos exemplos foi um jantar entre Obama e alguns eleitores, cujo slogan é “conheça o verdadeiro Obama”. Na tela, aparecia um candidato descontraído dando risadas, conversando com pessoas como você sobre assuntos que conversaria com seus amigos. Transparência No melhor estilo “gente como a gente”, um organizador da campanha aparecia no escritório do comitê agradecendo os e-mails. Ser autêntico Uma estratégia é tornar o e-mail de campanha pessoal, ou seja, uma pessoa “fala” com o eleitor na mensagem. Conversar regularmente É preciso manter contato. A primeira coisa é saber de onde a pessoa vem e que assuntos ou interesses vocês têm em comum. Testar ferramentas e medir resultados A campanha online permite testar tudo, passando pelo layout de homepages até vídeos, ver o que dá certo e adaptar ferramentas e estratégias.

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campanhas de 2010. Quem acompanhou a experiência da campanha presidencial norte-americana em 2008, porém, pode observar que a internet já figura entre as principais estratégias dos políticos. % Partidos Exemplo disso é o PT 20% PT (Partido dos Trabalhadores), que 16% PSDB investiu nos contatos com 14% Democratas Benjamin Self para desenvolver 13% PMDB as estratégias digitais de suas 6% PSB 5% PP futuras campanhas. Ben Self, 4% PDT como é mais conhecido, é o 3,7% PC do B grande nome da Blue State 17% Outros Digital (BSD), agência Fonte: Politweets responsável por desenhar a campanha online de Barak Obama. A ideia é combinar a experiência bem-sucedida do profissional norte-americano aos conhecimentos dos especialistas brasileiros. Esse alinhamento local é fundamental pois, embora o Brasil seja um verdadeiro recordista no tempo conectado à internet - o usuário brasileiro navegou por 46 horas e 14 minutos, em média, durante o mês de agosto de 2009, passando à frente de países mais desenvolvidos como Japão e EUA – e seja conhecido como um dos povos que mais usam as redes de relacionamento no mundo, o engajamento político com as ferramentas de internet, fundamental para o primeiro ano de uma campanha online, é praticamente nulo. Para se ter uma ideia do cenário, segundo a Politweets (www.politweets.com.br), ferramenta que contabiliza a participação de políticos no Twitter, até o momento, 324 políticos usam o microblog no País, dos quais 66 são filiados ao PT, 52 ao PSDB e 46 ao DEM. Entre os três mais seguidos estão o governador José Serra (PSDB), seguido pelo senador Aloisio Mercadante (PT), que têm capitaneado as discussões sobre o tema, e o vereador paulista Gabriel Chalita (PSDB). Só de vereadores, porém, há mais de 7 mil no Brasil. Assim, é fácil perceber que, embora a web 2.0 e suas ferramentas estejam ao alcance das eleições no País, ainda há um longo caminho a ser trilhado por aqueles que desejam usar a internet a seu favor nas eleições. //POLÍTICOS WEB 2.0: 184 deputados federais 65 vereadores 32 senadores 30 deputados estaduais 10 prefeitos 03 governadores

* Se 5% dos eleitores mudarem seus votos baseados em informações colhidas na internet, (este grupo) poderá indicar quem irá para o segundo turno Marcelo Coutinho, professor da Fundação Getúlio Vargas


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Eleições

Abismo Digital Outro fator inegável no Brasil é o enorme abismo digital. Ainda que a participação dos que têm acesso à internet tenha quase dobrado de 13% em 2002, para cerca de 24% em 2009, cerca de 61% dos brasileiros ouvidos pela pesquisa TIC Domicílios 2008, do NIC.br, afirmaram nunca terem acessado a web. O cruzamento dos dados do Tribunal Superior Eleitoral com os números do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) indica que a participação dos eleitores com acesso à rede atinge cerca de 30%. Mais do que isso, segundo estudo conjunto entre o Centro de Altos Estudos de Propaganda e Marketing da ESPM (Caepm) e o IBOPE Inteligência, apenas 2% dos brasileiros se informaram, principalmente, pela rede mundial durante as eleições municipais de 2008. Especialistas também apontam a interferência da questão geográfica. “Sabemos que longe das

Qual é a receita do sucesso?

Certamente, os desafios são enormes, porém, as chances de sucesso são igualmente promissoras. Seguindo o potencial de influenciador das opiniões, a importância da internet nas eleições no Brasil em 2010 estará concentrada, principalmente, na capacidade de ativar eleitores orgânicos – “aquele com tendência acima da média de mobilização”. Ou seja, aqueles capazes de impulsionar o tradicional boca a boca, trabalhando o diálogo transparente com eleitor. Segundo Fernando Barros, presidente da agência de publicidade e marketing político Propeg, nas campanhas é importante trabalhar na customização das mensagens para públicos específicos. “É preciso investir em estratégias criativas e inéditas, esquecendo os boletins generalistas”, aponta o especialista. Outro cuidado é evitar as estratégias chamadas de invasivas. De acordo com pesquisa realizada pela Propeg com eleitores de São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte, a maioria dos eleitores de classe C e D rejeita popups, e-mail marketing e newsletter de campanhas políticas. Já para o “guru” Ben Self, estrategista que esteve à frente da campanha digital de Barack Obama e responsável pela arrecadação de US$ 500 milhões pela internet, o fundamental é conhecer qual é o real objetivo da campanha e ser pessoal. “É preciso ser relevante, autêntico, transparente e estar disposto a quebrar barreiras, levantar expectativas e mensurar tudo”, afirma o especialista, complementando que não existe fórmula mágica para vencer. Confira abaixo a entrevista concedida à Locaweb em Revista. Locaweb: Em sua opinião, como a internet muda as campanhas eleitorais e a própria maneira de fazer política? Ben Self: Acredito que a internet permite que candidatos que desejam criar uma nova campanha online se aproximem de seus apoiadores de maneira diferenciada. Torna-os coparticipantes de sua estratégia, ajudando-os a construir sua campanha online. Mas é importante não centrar todos os esforços apenas na internet. Deve-se ficar atento, pois muitas coisas acontecem fora dela em uma campanha.

capitais o acesso à internet é muito mais limitado. Historicamente temos pessoas menos informadas. Por isso, pode-se afirmar que o voto já está meio sedimentado pela questão geográfica. Afinal, quem realmente fala com o morador do interior de Pernambuco além da televisão?”, questiona Morial Paiva, o diretor de criação da agência Talk Interactive, responsável pelas ações online na reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Para o diretor, a internet terá um grande papel no processo eleitoral ao longo de 2010, mas não será fator decisivo para decidir uma eleição. Essa opinião também é partilhada por Marcelo Coutinho, consultor e professor de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas. Entretanto, o professor defende o poder do alcance da mídia online. “Se 5% dos eleitores mudarem seus votos baseados em informações colhidas na internet, (este grupo) pode indicar quem irá para o segundo turno. Isso é relevante”, finaliza.

Locaweb: Em termos de comunicação, pensando no contexto de eleições, o que funciona online e o que não funciona? Ben Self: Acho que as coisas que funcionam online são as mesmas que funcionam na vida real com as pessoas. Ser honesto com as pessoas, transparente e autêntico. Quando buscamos essa simplicidade, deixando de lado o formalismo e trabalhamos com as técnicas da comunicação real no ambiente online, a mágica acontece.

* Acredito que a

internet permite aos candidatos que desejam criar uma nova campanha online se aproximarem de seus apoiadores de maneira diferenciada

Locaweb: Que técnicas de comunicação podem ser valiosas durante as campanhas eleitorais? Ben Self: A primeira coisa é descobrir o que apaixona as pessoas. Você pode usar a tecnologia para se conectar com as pessoas de uma outra forma e construir algo maior do que achava que seria possível, algo que possa ser chamado de movimento. Começando pelos e-mails, que são básicos na comunicação via internet, pode-se começar a trocar o tradicional press release por uma mensagem menos formal informando, por exemplo, qual o montante arrecadado para a campanha, e convidar o interessado em tomar parte da campanha, dentro de seu raio de alcance, envolvendo-o no processo. Locaweb: No Brasil, embora o acesso à internet cresça anualmente, ainda não é universalizado. Há alguma estratégia especial para atingir as classes menos favorecidas? Ben Self: Trabalhamos em diferentes países e sabemos que cada nação possui uma realidade diferente. Isto é, coisas que funcionam para um país, precisam ser adaptadas para outros. Nossa estratégia é sempre trabalhar com parceiros locais, o que nos ajuda a aplicar as estratégias para diferentes situações políticas e econômicas. Acima de tudo, acreditamos que nosso trabalho fundamental é construir relações honestas e abertas e esse é um princípio que vale para toda a natureza humana e pode ser aplicado, independentemente da situação.

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opinião/articulista

e-business Marcelo Trípoli Presidente da agência de marketing digital iThink e autor do blog ifound.com.br @marcelotripoli marcelo.tripoli@ithink.com.br

Comprar na rede nunca foi tão social  Mais que ferramentas de pesquisa e segurança, consumidores buscam uma boa experiência em usabilidade na hora da compra Foi-se o tempo em que os consumidores acessavam sites estáticos para adquirir produtos. A experiência era sem graça e exigia esforço, tornando a usabilidade, muitas vezes, desagradável. Agora, com a onda da interatividade, as empresas investem no conceito de social shopping. A dinâmica é simples: você acessa o e-commerce e encontra, além de mercadorias à venda, uma espécie de rede social, com espaços específicos para comentários, tags e listas de discussão. Nesse contexto, a opinião do usuário é muito valorizada. Ele tem total liberdade para criticar, elogiar e dar sugestões, contribuindo para que outros usuários adquiram ou não o mesmo produto. E mais: é uma boa oportunidade para as empresas aprimorarem seus produtos e atenderem, cada vez mais, os desejos dos consumidores. Há a possibilidade também de o consumidor acessar promoções, criar listas de compra personalizadas para compartilhar com seus amigos, participar de chat online e acessar, via links, informações que o ajudem a usar determinado produto no dia a dia. Tudo isso é atraente porque combina dois fatores essenciais: engaging in commerce (engajamento no comércio, ou seja, a participação dos usuários e a contribuição deles para o aprimoramento dos produtos) e chatting with like-minded folks (pessoas com o mesmo pensamento e sinergia para compartilhar conhecimentos e experiência). 42 locaweb

O engaging in commerce e o chatting with like-minded folks contribuem para que, ao contrário dos sites simples, os usuários tenham acesso a hot products, good finds, weird finds, quality products e products to avoid, podendo selecionar, com mais critérios, as mercadorias que lhe interessar. O social shopping, aos poucos, conquista as grandes marcas que realizam ações baseadas no conceito. Nos EUA e na Europa, essas iniciativas são comuns. Um bom exemplo é o Kaboodle.com. Essa grande rede de relacionamento tem uma interface agradável e permite aos usuários manterem perfis para pesquisar roupas, sapatos e outros produtos. Quem quiser pode criar e participar de grupos específicos sobre alguns temas. Um deles, com 111 participantes, é o Golf for Beginners, no qual os membros discutem regras do jogo e recomendam equipamentos que podem ser encontrados no Kaboodle.com. Outra ação que merece destaque é o Stylehive.com. A rede tem blogs colaborativos, nos quais se pode comentar sobre bolsas, sapatos, blusas. No Brasil, o Wal-Mart lançou seu e-commerce inspirado no conceito de social shopping. No site, o consumidor pode avaliar produtos, conhecer itens similares, ler comentários de especialistas e participar de comunidades. Iniciativas como esta comprovam que os consumidores já se sentem seguros para adquirir produtos pela web. O que exigem – e com razão – é uma boa experiência de compra. As empresas começam, no Brasil, a entender esse recado!


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designweb Realidade aumentada. Ela vai invadir sua vida Conceitos de holografia, realidade virtual e efeitos tridimensionais saem das telas do cinema e se integram ao dia a dia das pessoas Por Guilherme Tsubota e Sérgio Vinícius

E

m uma sala, dois homens jogam xadrez. No ambiente, há uma mesa e duas cadeiras. O tabuleiro e as peças do jogo não estão fisicamente sobre a mesa. Esses elementos são gerados por um projetor. Mas a cada movimento realizado com a mão pelos jogadores, peões, bispos, cavalos, rei e rainha virtuais - como se fossem reais, de madeira ou ferro - se movimentam, obedecendo ao comando dos homens. O cenário acima, semelhante ao visto em filmes de ficção científica, é um exemplo do que é a realidade aumentada. Em teoria, esse conceito, em voga atualmente no mundo da tecnologia, refere-se à sobreposição de imagens 3D e virtuais gerados por um computador a objetos reais, do mundo “de carne e osso”. Usada em computação gráfica há muitos anos, a realidade aumentada ganhou popularidade com o advento das webcams. Em sites interativos e games, por exemplo, as técnicas de sobreposição dos objetos virtuais são realizadas por meio de softwares que conseguem analisar e “enxergar” hologramas e transformá-los em 44 locaweb

Exemplo \\ Em http://tinyurl.com/yggbx53, você confere um vídeo sobre realidade aumentada para compreender melhor os conceitos desta tecnologia cada vez mais aplicada a ambientes web

desenhos 3D na tela do computador. Ao manusear o holograma, que pode estar em uma folha de papel ou folder, você exerga, no display, suas mãos mexendo uma imagem 3D. As possibilidades do uso dessa técnica em ambientes web são incríveis, sobretudo em peças de marketing. Fora isso, é possível usar a tecnologia em aplicações da RA para engenharia, nas quais a equipe pode avaliar virtualmente a construção de casas, aviões, carros e por a[i vai. Há ainda a possibilidade de usar o recurso

para educação, treinamento, lazer e divulgações interativas e imersivas. Aplicações para aumentar a percepção do dia-a-dia e soluções médicas também se enquadram no sistema.

Games Para desenvolvedores, programadores e público em geral, as possibilidades de realidade aumentada são mais palpáveis quando o assunto é jogos digitais. Isso porque há mais pessoas interessadas ou com possibilidade de jogar o que quer que


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Design

* A técnica, em voga atualmente no mundo da tecnologia, refere-se à sobreposição de imagens 3D e virtuais geradas por um computador a objetos reais, do mundo “de carne e osso” seja que de projetar o próximo automóvel da GM ou realizar uma operação de vesícula à distância. Entretanto, nem a realidade aumentada nem sua aplicação ao mundo dos games surgiu até agora. Aliás, a história vem de longe. O assunto faz parte dos estudos há muitos anos. Um dos primeiros relatos conhecidos é o de Morton Heilig, que criou uma máquina chamada Sensorama, em 1948. A traquitana simulava a pilotagem de uma motocicleta e foi uma iniciativa de realidade virtual, na qual um braço do piloto é projetado. O primeiro protótipo da ideia de Helig efetivamente nasceu em 1962. Em um intervalo de 40 anos, diversas iniciativas vieram à tona, mas o termo “realidade virtual” surgiu apenas com Jaron Lanier, em 1989. Pouco depois, em 1992, o professor Thomas Caudell citou o “realidade aumentada” em um projeto com engenheiros da Boing. Nesse meio-tempo, itens como realidade virtual e holografias se popularizaram na ficção. Posteriormente, os consoles de jogos passaram a dividir a ribalta das diversas realidades projetadas com o cinema. O universo de Star Wars, criado por George Lucas, recheado de hologramas e da forma que os personagens se comunicam entre si,

é uma prova disso. Em Star Trek, por sua vez, há o holodeck. Tron - Uma Odisseia Eletrônica, por si só, é um filme inteiro em realidade virtual. E Minority Report é um show de computação gráfica manuseada. Especificamente nos games, o potencial é imenso. Ainda não há a tecnologia do jogo de xadrez futurístico que fez a festa do R2D2 e Estação no seu celular \\ Com um aplicativo para iPhone, é Chewbacca em Star possível interagir com um vídeo do Metro Paris Subway Wars – episódio IV, mas os estudos de holografia tecnologias apareceram, como a febre evoluíram muito. Há cerca de atual de RA aplicada pelos designers. 20 anos, foi construída uma máquina É óbvio que existe muito a evoluir, de fliperama um tanto atrapalhada, pois o maior “defeito” é que na porém, divertida, que seguia os realidade aumentada se está preso a princípios da realidade aumentada. um computador com webcam. Era o primórdio da holografia com um Isso restringe muito as possibilidades jogo de cowboy e índios. O nome era práticas. Uma das saídas mais Hologram Time Traveler, que foi inteligentes que há hoje em dia é a desenvolvido pela Sega em 1991. O interação com câmeras de celular. game em si era simples: o jogador Os aparelhos mais modernos têm assumia o papel do cowboy e viajava processamento gráfico excelente. pelo tempo, enfrentando índios e Com isso novos jogos e interações homens das cavernas. Tirando a começam a aparecer. jogabilidade de lado, era impressionante ver aquele RA no metrô homenzinho de pé no fliperama, Em www.metroparisiphone.com, como “mágica”. há um vídeo do Metro Paris Subway. O tempo passou e novas Basicamente, você pode, com um aplicativo para iPhone, direcionar a sua câmera para qualquer direção e, assim, ver as estações de metrô, a Realidade aumentada distância que está dela e para onde em funcionamento o trem segue. Além disso, dá para Confira abaixo alguns vídeos de como ver pontos comerciais espalhados funciona a realidade aumentada em iniciativas de marketing pelas redondezas. http://tinyurl.com/yggbx53 A inovação usa o conceito de http://tinyurl.com/ptgxtw realidade aumentada sob um novo http://tinyurl.com/ykeopu2 prisma que pode atrair muito os http://tinyurl.com/yhhccxp webdesigners: a adaptação para http://tinyurl.com/yz2csnx um novo conceito/mercado. locaweb 45


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Design

* A inovação usa o conceito de realidade aumentada sob um novo prisma que pode atrair muito os webdesigners: a adaptação para um novo mercado Para funcionar, você precisa iniciar o aplicativo e levantar o iPhone na direção do horizonte, para que a câmera consiga visualizar o ambiente. A partir daí, o local é reconhecido e você vê a mágica acontecer. Notificações começam a aparecer na sua tela sobre os estabelecimentos. A iniciativa é “legal e divertida”. Sempre é interessante ver o digital se misturando com o real. Parece um filme de ficção. O aplicativo foi pensado para parisienses e turistas. Ou mesmo para curiosos ao redor do mundo. Esse modelo abrange muito mais que uma experiência de marketing regional, mas sim de publicidade mundial. O Metro Paris Subway avaliou bem e usou o boom para potencializar o negócio via RA. A mídia indireta gerada por ser um “aplicativo com realidade aumentada” foi imensa. Outro exemplo da aplicação da RA está ligado ao Facebook. O game

Cannonballz from Zugara usa a tecnologia para promover uma guerra naval. A proposta é simples: dois amigos devem ter webcams em suas máquinas. Uma vez ligadas, as duas Pixellabs \\ A companhia criou uma situação de realidade virtual pessoas se conectam para degustação de um aparelho celular e fez o maior sucesso ao Facebook para entrar no jogo. Com um cenário No Brasil marítimo aparecendo em primeiro Por aqui, uma das empresas plano, um dos jogadores aparece mais conhecidas no segmento de com o corpo ao fundo. Em sua realidade aumentada é a Pixellabs. direção, balas de canhão são Recentemente, como case de sucesso, enviadas. Quando acertam o a companhia criou ume RA para indivíduo, elas interagem com degustação de um celular da LG. a pessoa. A peça foi exposta em uma loja O jogo, em particular, não é um da Vivo, no Shopping Estação de sucesso arrasador nem gerou milhões Inverno, em Campos do Jordão, São de dólares para seus criadores. Mas o Paulo. Com o uso da tecnologia, mix, a convergência de paradigmas desenvolvida pela Pixellabs, como games e redes sociais é algo os visitantes da cidade serrana para se prestar atenção. brincaram com o novo aparelho no mundo virtual e conheceram suas funcionalidades. Para tanto, bastava posicionar um folder disponível na loja em frente ao display, montado especialmente para a ação. O equipamento possuía uma câmera acoplada. Quando o usuário colocava o folder em frente à câmera, aparecia no display a imagem do arena. Ao movimentar o folder, o usuário mexia também, no mundo virtual, na novidade da LG. A iniciativa fez parte de uma ação de marketing que atingiu 15 mil pessoas. Portanto, se a ideia é fazer algo de design inovador para promover uma marca na web, eis aqui uma ótima oportunidade. É só abrir os olhos, especializar-se e criar projetos. Com certeza os seus clientes irão Facebook \\ Joguinho Cannonballz from Zugara, aplicado diretamente à rede social Facebook, usa técnicas de realidade aumentada. Basta que dois usuários tenham webcam para iniciar a brincadeira se surpreender.

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205 X 275:Layout 1 19/3/2009 17:16 Page 1


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opinião/articulista

design René de Paula Jr.

Ilustração//Alexandre Dias (Nani)

User Experience Evangelist Microsoft Brasil @renedepaula rene.de.paula@microsoft.com Blog: O UAU Nosso De Cada Dia http://blogs.msdn.com/ renedepaula

Dando voltas Todo mundo quer inovar, crescer, mas para isso é preciso tomar outro caminho além do tradicional. E isso pode ser bastante incômodo Se tem uma coisa que eu gosto é andar de táxi. Essa história de dirigir pode até ter seus prazeres, mas é muito, muito mais gostoso (e meio perturbador) ver o quanto a cidade mudou e você não viu. Parece mágica: eu passo todos os dias nos mesmos lugares e, debaixo do meu nariz, um prédio colossal surge do nada. Outro deleite de ser passageiro é ver quem passa. Onde eu moro e onde trabalho têm algo em comum: gente comum na rua, muita gente, e poder acompanhar com calma um ou outro sem medo de trucidar um ou outro é muito bom. Nem preciso dizer que a melhor parte, porém, é conversar com taxistas. Num táxi, ambos sabem para onde vão, mas nenhum sabe de onde o outro veio. E taxistas vêm de toda parte e observam o mundo de um ponto de vista bastante singular: o avesso. Taí uma boa inspiração para este espaço: tirar você do volante e permitir que olhe com outros olhos a paisagem à sua volta que não enxerga faz tempo. E, enquanto isso, contar uma historinha ou outra. Que tal lhe parece? Vamos em frente, doutor. Convenhamos: quantas oportunidades você tem para observar e refletir? Quantas vezes parou para respirar e, mais importante, foi respirar outros ares? Convenhamos: poucas. E não é nem falta de tempo, pois essa desculpa é antiga. É comodismo mesmo. A gente se acomoda a fazer o mesmo caminho todos os dias, sem notar que mesmo o caminho já não é mais o mesmo. 48 locaweb

Eu tenho uma boa notícia para você: bom mesmo é o que incomoda, aquilo que faz repensar seus caminhos e até mesmo onde quer chegar. Vou dar um exemplo. Fui hoje a um desses eventos de internet. O melhor jeito de ganhar dinheiro com web sempre foi e sempre será... eventos sobre como ganhar dinheiro com internet. Assisti a velhos amigos que têm um trabalho genial e valeu a pena. Os caras contaram o quanto vale ter equipes multidisciplinares, flexibilidade, foco no talento. Mais importante: mostraram como isso é difícil e trabalhoso. Que tecnologia é importante sim, mas importante mesmo é entender pessoas e trazer à tona o melhor de todos. Adorei. Fui dar uma olhada num outro salão e estranhei: lotado. O tema era confete e mais confete sobre redes sociais. A plateia parecia feliz. Eu, porém, estava cada vez mais inquieto, e twittei um monte sobre a atração irresistível que esse papo cômodo sobre “inovação = redes sociais” exerce sobre incautos. Se redes sociais levassem a alguma inovação, o Brasil já estaria conquistando outras galáxias, e não estamos. E mais: se prestarmos atenção, empresas inovadoras de verdade investem em pesquisa, talentos, metodologias... ou seja, o bom, velho e trabalhoso básico. Eu venho sendo bastante provocativo e até mesmo incômodo ultimamente: se você quer inovar, crescer e ir mais longe, saia do caminho familiar, preste atenção na realidade à sua volta e para onde está indo. É capaz que esteja alegremente andando em círculos. E isso não tem volta.


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caseslocaweb Delícia de website Com layout moderno e fácil de navegar, novo site da Sadia esbanja interatividade e incentiva internautas a levar uma vida mais saudável

A empresa Sadia (www.sadia.com.br) lançou um novo site para a Marca Qualy (www.qualysadia.com.br). Com design moderno, a nova página da parceira da Locaweb permite ao internauta acessar vídeos com diferentes receitas que têm a margarina Qualy como ingrediente, além de obter dicas para uma vida mais saudável. A nova página eletrônica, que teve produção assinada pela renomada Agência Click (www.agenciaclick.com.br) reúne, sob a mesma interface, as principais ferramentas utilizadas nos sites de maior sucesso da internet, como blogs e 50 locaweb

vídeos animados e interativos. A nova homepage de Qualy tem destaques como TV Qualy, Blog da Ana e Mensagem na Torrada. No TV Qualy, é possível encontrar um canal com receitas em vídeo, que mostra em detalhes a preparação de pratos que levam a Qualy como ingrediente. No canal “Reaproveite”, o internauta encontra dicas de artistas para personalizar e reaproveitar os potes da margarina Qualy. O Blog da Ana é uma área que traz dicas, notícias e informações relacionadas aos temas “Atualidade”, “Qualidade de Vida”, “Família” e “Culinária”, que

são atualizadas semanalmente. Por meio da página eletrônica, é possível enviar recados para amigos, colegas e familiares. O “Mensagem na Torrada” é a seção responsável por isso: a ferramenta que permite a interatividade em tempo real. Com uma animação em Flash, o visitante pode escrever e enviar frases para outros usuários de forma divertida e inusitada. Graças a “Mensagem na Torrada”, o internauta convida outras pessoas a visitar o site ou até mesmo para tomar um café da manhã ou almoço. Todo o projeto da nova homepage foi inspirado no

slogan “Qualidade de Vida começa com Qualy, da Sadia”, que acompanha a linha desde 1991. “Com ferramentas interativas e linguagem simples, procuramos fazer com que o nosso internauta se sinta em casa ao entrar na nova página da Qualy”, afirma Eduardo Bernstein, diretor de marketing da Sadia. A empresa, inclusive, acaba de lançar uma versão mobile remoçada de sua página princial. Para acessar o site via celular, entre em m.sadia.com.br e confira o mesmo conteúdo exibido em www.sadia.com.br. Ao lado, você confere mais detalhes da nova página da Qualy.

AgênciaClick \\ Empresa desenvolveu a página eletrônica que foi inspirada no slogan “Qualidade de Vida começa com Qualy, da Sadia”


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O site

1 4

3

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5 1 PÁGINA INICIAL

ÜNa homepage estão dispostos os principais elementos do site, bem como as seções da página. Ao acessar pela primeira vez, o espaço da Qualy emite uma agradável música que lembra os acordes havaianos. O som imeditamente remete o usuário a outras questões, como qualidade de vida.

2 TV QUALY

ÜA Sadia resolveu usar e abusar de elementos interativos e multimídia em seu novo site. Uma prova disso, que é também uma das principais áreas da página eletrônica, é a TV Qualy. Aproveitando a estrutura do YouTube, onde os vídeos estão alojados, os filmes mostram dicas diversas relacionadas à margarina.

Há, por exemplo, um vídeo explicando ao visitante como reaproveitar um pote do produto e torná-lo um compartimento para guardar miudezas.

3 RECEITAS

ÜComo a seção indica, a área Receitas mostra como utilizar a Qualy para criar muitas guloseimas. Um dos atrativos da seção é que são colocadas receitas simples de fazer, com poucos passos a serem seguidos. Outro ponto que chama a atenção é o riquíssimo trabalho das fotos - basta ver uma imagem da receita que o visitante imediatamente terá vontade de saboreá-la. Na página, é possível ainda dar nota para as receitas apresentadas, mostrando mais um item interativo no site.

5

4 BLOG

ÜNo Blog da Ana, o visitante confere informações diversas, sempre ligadas à qualidade de vida. É possível acompanhar os posts por meio de um feed RSS.

5 CONTATO

ÜNo “Fale Conosco”, alé de um canal de contato direto com a empresa, por meio de um formulário, é possível também ver o telefone de contato da companhia. locaweb 51


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Programação APIs no Facebook

Inclua seus aplicativos no Facebook Aprenda a usar o conjunto de APIs do sistema Connect da rede social mais popular do planeta, para incluir suas aplicações no site Por Guilherme Tsubota, Leandro Gacia e Vinícius Macedo

O botão do FConnect abaixo permite a conexão da aplicação com o perfil do usuário no Facebook:

O

Facebook Connect é um conjunto de APIs que permite aos desenvolvedores levarem conexões e identidades dos usuários da rede social a sites, blogs e aplicações, oferecendo-lhes uma melhor experiência. Possibilita também o crescimento exponencial de visitas aos sites que o utilizam, pois a cada conteúdo compartilhado no perfil de um usuário, todos os seus amigos ficam sabendo e podem clicar de volta ao site. A iniciativa é uma forma de dar créditos para um determinado comentário e também de reduzir comentários maldosos ou falsos, já que parte do perfil no Facebook da pessoa que comentou ficará exposto para todos. Programar utilizando as APIs do Facebook Connect é bem simples, o exemplo abaixo mostra uma aplicação que utiliza a ferramenta e, em seguida, como foi implementada. A aplicação pode ser vista em: <http://app.esporte. ig.com.br/placar/ forum/index.php?jogo=14343>

A seguir, o usuário entra com seu login e senha:

Agora é hora de validar a imagem e o nome do perfil:

Experiência \\ Sistema permite aos desenvolvedores levarem conexões e identidades dos usuários de rede social a sites, blogs e aplicações

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Em seguida, o Facebook Connect traz um pop para a confirmação da inclusão da mensagem no mural do usuário dentro do sistema:


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APIs no Facebook Programação

da página que usará o Fconnect vai acessar. Por exemplo, se o endereço for “www.meu primeiroappno facebook.com/mpa.php? id=1, opte por preencher “http://www.meuprimeiroappnofacebook.com”.

Após a confirmação, a mensagem é postada no mural do usuário dentro do Facebook:

Dê Salvar alterações. Pronto! O App está configurado.

Codificação Agora que mostramos uma aplicação que usa o Facebook Connect, mostraremos como é simples sua implementação. Primeiramente, é preciso criar uma conta no Facebook. Depois, deve-se adicionar ao menos um amigo para validar a conta (parece mentira, mas apanhamos muito até descobrir isso). Em seguida, acesse www.facebook.com/developers. Permita o acesso ao developers e clique em set up a new application (do lado direito superior). Aparecerá a seguinte tela, onde dará um nome para o seu aplicativo:

Depois, preencha os dados do aplicativo:

O código API Key será usado posteriormente no código para confirguração. Nos links da esqurda, clique em Conectar. Na tela que abrirá, preencha o campo “Conectar URL” com a URL

Uma vez configurado, você pode começar a codificar seu aplicativo. O primeiro passo é incluir na sua tag HTML, o código xmlns:fb=<http://www.face book.com/2008/fbml>. Esse código é preceito básico para usar a API Facebook Connect. Depois, sua TAG HTML ficará mais ou menos assim, <html xmlns="http:// www.w3.org/1999/xhtml" xmlns:fb="http://www. facebook.com/2008/fbml">. O “mais ou menos” é válido, já que depende do que estiver fazendo. Você pode ter de incluir algo a mais ou tirar o atributo do W3C. O segundo passo é incluir a tag <scripttype="text/ javascript" src="http://static.ak.connect.facebook.com/js/ api_lib/v0.4/FeatureLoader.js.php/pt_BR"></script> na sua página. É aconselhável que a inclua no final do seu código, para otimizar o carregamento da aplicação. É possível notar - no final do endereço, onde é incluída a API - uma sintaxe “pt_BR”. Ela, como você deve presumir, deixa a aplicação no idioma Português do Brasil. Ao retirar essa sintaxe, por default, a aplicação fica em inglês. Na página http://wiki.developers.facebook.com/ index.php/Facebook_Locales, você encontra todas as opções de idiomas que a API disponibiliza. Logo abaixo da inclusão da API na página, informe qual é o APP que vai ser usado. Logo acima, ao configurar a aplicação no Facebook, observe sua “API Key”. É por meio dela que vai dizer a API que deve seguir as configurações que setou anteriormente. No exemplo a seguir, você vê a função “FB.init”. Nela, é possível passar os parâmetros para o funcionamento da aplicação. O primeiro é sua “API Key”. O segundo, a página que recebe o callback da função desta página. Você verá uma sintaxe de condicional. Apesar de ela não ser locaweb 53


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Programação APIs no Facebook

necessária, vale usá-la, uma vez que, na maioria dos casos, é imperioso que seja mostrada uma mensagem, seu avatar, se o usuário estiver conectado. Caso o usuário esteja conectado, seria algo como chama a função update_user_box. <script type="text/javascript"> FB.init("44762f7f5390e60314c0272a54edfc7e", "xd_receiver.htm", {"ifUserConnected" : update_user_box}); </script>

Agora, vamos à página que recebe o callback do Facebook, a “xd_receiver.htm”. Basta você manter uma página HTML com o nome citado no mesmo diretório da sua aplicação com o código abaixo. <!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN""http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/ xhtml1-strict.dtd"> <html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" > <body> <script src="http://static.ak.connect.facebook.com/ js/api_lib/v0.4/XdCommReceiver.js" type="text/javascript"></script> </body> </html>

A seguir, confira a função update_user_box. function update_user_box(){ var uid=FB.Facebook.apiClient.get_session().uid; var fql='SELECT name, pic_square_with_logo, profile_url FROM user WHERE uid='+uid; FB.Facebook.apiClient. fql_query(fql,function(result){ prof_url=result[0].profile_url; prof_name=result[0].name; pic_square=result[0].pic_square_with_logo; user_box.innerHTML = “<a href=\""+prof_url+"\" class=\"foto\" target=\"_blank\"><img src=\""+pic_square+"\" /></a>" +"<p><a href=\""+prof_url+"\" class=\"user\" target=\"_blank\"><strong>" +prof_name+"</strong></a> <br /> <a href=\"javascript:FB.Connect. logout();logoutfacebook();\" title=\"logout\" class=\"logout\">(x) sair</a></p>" }); FB.XFBML.Host.parseDomTree(); }

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Código comentado Linha 1, a chamada da função. Linha 2, criada variável, recebo o número de controle do usuário dentro do Facebook. Linha 3, há requisição via FQL dos campos que preciso para a aplicação. Em resumo, é o avatar do usuário com o logo do Facebook, para indicar que a pessoa é proveniente do Facebook, e a URL do perfil dele onde o uid (numero de controle) é igual ao conectado. Linha 4, na qual faço com que a API execute meu FQL e receba os itens em variáveis. Linha 8, criada variável que recebe o HTML que quero que seja exibido na minha aplicação. Contém o link para o perfil do usuário, foto e nome, além do link que desconecta o usuário do facebook “<a href=\"javascript:FB.Connect.logout();logoutfacebook();\" title=\"logout\" class=\"logout\">(x) sair</a>”. Linha 11, informo à API que ela deve renderizar a página. Ao ler o trecho acima, você deve ter se perguntado se eu não escrevi errado. Em vez de SQL, redigi FQL. Mas não está errado. FQL é similar ao SQL, entretanto, faz requisições dos dados do usuário do Facebook. Veja em http://wiki.developers.facebook. com/index.php/FQL. No código acima, há link para logout do Facebook. Esta, talvez, seja a função mais fácil que será feita. É apenas “<a href=\"javascript:FB.Connect.logout();\" title=\"logout\" class=\"logout\">logout</a>”. Só isso. Ao clicar, o usuário se desloga do Facebook. A função seguinte, chamada concomitantemente a de logout, a logoutfacebook(), serve apenas para limpar o HTML e retornar ao estado que estava antes da conexão. E por falar em conexão, para efetuá-la com o Facebook, basta incluir o código abaixo no local onde quer que apareça o botão Fconnect. O atributo onlogin, como você deve imaginar, serve para executar uma determinada função, no caso, “update_user_box()”, quando o usuário se logar no Facebook. <fb:login-button onlogin="update_user_box();"></fb:login-button>

Agora, você já sabe criar um App no Facebook, logar, permanecer logado e deslogar sua aplicação. Apenas falta publicar um comentário. O primeiro passo é criar um template feed. Vá até o link http://developers.facebook.com tools.php?feed>. Procure o nome do seu aplicativo e clique em Próxima. Nesse ponto, você começa a desenvolver ou criar o seu “template feed data”. O template nada mais é do que uma forma com que o Facebook recebe informações em JSON e o exibe no perfil do usuário com sua prévia autorização. O primeiro é de uma linha. Algumas variáveis são exclusivas, como actor


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APIs no Facebook Programação

e images. As variáveis são exibidas na forma de {*variável*}. Por exemplo: {*actor*} escreveu um post. Sairia: Leandro escreveu um post. Há o campo onde se desenvolve o template e, abaixo, um onde você desenvolve o JSON. Por padrão, teremos: {”images”:[{"src":"http://pad.thedigital movement.com/_blaise/2007-06-15-dgenbreakfast.jpg","href":"http://www.facebook.com"}, {"src":"http://pad.thedigitalmovement.com/ _blaise/2007-06-13-roger-waters.jpg", "href":"http://www.facebook.com"}]}

São apenas imagens, mas vale acrescentar itens de acordo com sua necessidade. Vamos criar um exemplo que envie o resultado de um jogo, o nome dos times, o escudo de cada time e o texto que você escreveu. {”time1″:”Atlético-GO”, ”time2″:”ABC”,”gols1″:”2″,”gols2″:”0″, {”images”:[{"src":" http://pad.thedigitalmovement.com/_blaise/200706-15-dgen-breakfast.jpg ", "href":" http://www.facebook.com"}, {"src": " http://pad.thedigitalmovement.com/_blaise/200706-15-dgen-breakfast.jpg ", "href http://www.facebook.com "}]},”comentario”:”Hello World”}

Com este JSON, você pode desenvolver seu template. {*actor*} Comentou sobre {*time1*} {*gols1*} x {*gols2*} {*time1*} -> Leandro Garcia comentou sobre Atlético-GO 2 x 0 ABC

Ao clicar em próxima, você desenvolve o template maior, o que é mais comumente usado. Colocaremos o título da mesma maneira, embora não necessite ser igual. {*actor*} Comentou sobre {*time1*} {*gols1*} x {*gols2*} {*time1*} -> Leandro Garcia comentou sobre Atlético-GO 2 x 0 ABC

Abaixo, no histórico curto, colocaremos apenas o comentário digitado: {*comentario*} -> Hello World. Minha Primeira publicação’

Dê Próxima. No próximo item, você cria um link de retorno. No texto do link da ação, por exemplo: Veja mais sobre o Jogo no Link da ação, ex. http://esporte.ig.com.br

Pronto. Em todo post do mural vai haver um link para http://esporte.ig.com.br. Você pode alterar da maneira que preferir, inclusive usar o JSON, como o número do jogo, por exemplo. Vai da sua necessidade. Clique em Próxima e depois em Registrar coleção de modelo. Será aberto um pop com o identificador do template. Copie-o e reserve para mais tarde. Agora, você tem um template elaborado. É hora de criar o código propriamente dito. Vamos à função em JS para publicar. function publish(comentario){ template_data = {"time1":"AtléticoGO","time2":"ABC","gols1":"2","gols2":"0", "images":[{"src":"http://pad.the digitalmovement.com/_blaise/2007-06-15-dgenbreakfast.jpg", "href":"http://www.facebook.com"}, {"src": "http://pad.thedigitalmovement.com/_blaise/200706-13-roger-waters.jpg", "href":"http://www.facebook.com"}] ,"comentario":comentario} facebook_publish_feed_story(141837730762, template_data); }

Publish tem a função de formatar o JSON com os campos criados no template. Ela, em seguida, chama a função que faz a publicação. Envia por parâmetro o id do template e o JSON com os dados. Depois, deve-se criar a função que faz a publicação propriamente dita, vamos chamá-la de facebook_publish_feed_story. function facebook_publish_feed_story(form_bundle_id, template_data) { FB.ensureInit(function() { FB.Connect.showFeedDialog(form_bundle_id, template_data); }); }

Com isso, é possível publicar uma mensagem no Facebook. Vamos criar um link que chame a função Publish. <input onclick="publish(‘Hello World. Minha Primeira Publicação’)" type="button" value="Submit Comment" />

---------------------------------------------------------------------------------------Guilherme Tsubota é especialista em tecnologia mobile; Leandro Garcia é especialista em desenvolvimento para redes sociais; e Vinicius Macedo é desenvolvedor web no iG locaweb 55


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Programação Mapas no site

Como aplicar mapas em sua página Veja como usar em seu site as ferramentas dos serviços de localização online, como Google Maps e Apontador, para facilitar a vida dos clientes Por Felipe Magalhães

O

s serviços de localização baseados em mapas geográficos na web, como Google Maps, MapLink e Apontador, são tão usados hoje em dia que deram origem a um novo termo: geoweb. Essa expressão define exatamente o mashup no qual os internautas disponibilizam informações como fotos, notícias ou dados em um determinado ponto do mapa. Inicialmente, eram informações de todos os tipos, Parceiro de respeito \\ O Google Maps é o sistema de mapas online mais conhecido e acessado do notícias ocorridas naquele local, mundo, o que já faz dele um grande parceiro para a sua empresa. Acesse www.google.com/local/add fotos e até pontos onde um grupo de pichadores tinha deixado suas marcas, mas com o passar do tempo foi possível enxergar na ferramenta * Geoweb é a expressão que define exatamente o mashup no qual os um uso de grande valia para o mercado empresarial: mostrar aos clientes e internautas onde está sua internautas disponibilizam informações empresa, facilitando assim a chegada deles até como fotos, notícias ou dados em determinada localização física.

Mostre sua empresa no Google Local Business Center O Google Maps é o sistema de mapas online mais conhecido e acessado do mundo, o que já faz dele um grande parceiro para a sua empresa. Para aplicar sua página no sistema, acesse o Google Local Business Center (www.google.com/local/add). É importante frisar que você precisa ter uma conta do Google para utilizar o recurso. Caso a página apareça em inglês, no canto superior direito é possível alterar o idioma antes de entrar no sistema. Depois do login, a mesma opção aparece ao acessar o link Settings. Para inserir seu endereço físico na página, clique em Adicionar nova empresa. Na tela seguinte, você deverá preencher o formulário com os campos solicitados e 56 locaweb

um determinado ponto do mapa

observar no mapa, à direita da tela, se o posicionamento está sendo feito de maneira correta. As informações adicionais como “Empresa/Organização”, ”Telefone”, “Endereço de e-mail” e “Site” são exibidas no balão do mapa. Confira a digitação antes de avançar para a próxima etapa. Faça uma breve descrição sobre sua empresa e, no campo Categoria, informe seus ramos de atuação (é possível incluir até cinco categorias). Enquanto escreve, o sistema irá sugerir categorias de acordo com o que foi digitado. Caso queira remover alguma delas, basta clicar no X que aparece à direita das categorias adicionadas. Depois de preencher o formulário e revisar o mapa, clique em Próxima.


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Mapas no site Programação

* Depois que tudo estiver pronto no Google Local Business Center, é fácil inserir o mapa apontando a localização da empresa em seu site. Basta clicar em um link para copiá-lo ou obter o código HTML Na próxima etapa, inicialmente é apresentada uma tela de espera enquanto o sistema “procura” o seu endereço. O Google Local Business Center solicitará que você informe alguns detalhes a mais sobre a empresa, como horário de funcionamento, formas de pagamento com as quais trabalha, fotos, vídeos do local e qualquer detalhe adicional. Ao final do processo, clique em Enviar. O sistema de localização do Google checará a veracidade das informações de acordo com o método que escolher: via telefone (pelo número que você informou), via celular (você deve informar o número e a operadora) ou via cartão-postal. Por fim, dê Concluir. Na página apresentada a seguir, aparecerá um link para a Central de Negócios do Google Maps. Lá, é possível observar um painel com todas as empresas cadastradas por você e o status de cada uma delas. Caso sua empresa seja grande e possua filiais, é possível fornecer um feed ao Google Local Business Center para que ele aponte todos os endereços. Esse feed pode ser facilmente criado no Excel. O Google disponibiliza um manual simples e prático para executar o processo que pode ser acessado em www.google.com/ local/add/uploadFeed?hl=pt-BR&gl=BR. Com o cadastro feito, a localização de sua empresa poderá ser exibida entre os resultados de buscas realizadas no Google. Como um teste, experimente

Formulário \\ Para se inscrever na ferramenta do Google, é preciso preencher um formulário detalhado com endereço completo, descrição e área de atuação de sua empresa

Tudo bem detalhado \\ Há a opção de informar aos clientes diversos detalhes sobre o seu negócio, como o horário de funcionamento

pesquisar “restaurante Rio de Janeiro” na página de busca. Você verá um mapa apontando várias empresa da categoria “restaurante” espalhadas pelo Rio e cadastradas no Google Local Business Center. Depois que tudo estiver pronto, é fácil inserir o mapa apontando a localização da empresa diretamente em seu site. Faça a busca em http://maps.google.com e, no canto superior direito, clique em Link. Aparecerá um link para você copiar o mapa ou um código HTML que pode usar para inserir em sua página.

Como usar o serviço “Apontador beta” O Apontador, por sua vez, fornece cadastramento gratuito da localização de sua empresa e tem seu sistema em versão beta. Para iniciar o processo, é necessário estar previamente cadastrado no endereço http://beta.apontador.com.br/ accounts/newaccount. Ao lado \\ Para adicionar o endereço de sua empresa ao sistema do Google, clique em Adicionar nova empresa no campo superior direito, como aparece na captura ao lado

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Programação Mapas no site

Abaixo \\ O item final, Visualizar, fornece o link da página com sua localização e também gera o widget do mapa para você colocar nos endereços que desejar

* Após passar por cinco etapas de cadastramento no Apontador, você pode optar por até quatro tamanhos de mapa, copiar o HTML para inseri-lo na página e ver um preview da imagem As informações solicitadas são básicas, tais como nome, e-mail, data de nascimento e senha. Assim que o formulário é preenchido, você é direcionado para o painel do Apontador, onde está o menu MEUS LOCAIS. Para iniciar o apontamento de sua empresa no mapa, clique em Cadastrar novo local. A partir daí, cinco etapas deverão ser cumpridas: Informações, Mapa, Logo & Fotos, Vídeo e Visualizar. Na área de Informações, digite o nome de sua empresa em Nome do local e o setor em que trabalha no campo Categoria. Em seguida, informe os dados sobre a localização física de seu empreendimento. Na área de Cidade e Estado, de acordo com o que for digitado, surgirá uma lista de municípios. O mesmo acontecerá no campo Endereço e Número. Enquanto você digita os dados, é exibida uma lista com as possíveis ruas, acompanhada do bairro. Nesse campo, caso o nome de sua rua seja um número, digite-o por extenso. As outras partes do formulário são de preenchimento simples. Vale a pena ressaltar a importância do campo “palavras-chave (Tags), pois será por meio dele que o internauta poderá chegar até você, usando a busca do site. As palavras-chave informadas 58 locaweb

Acima \\ Os dados solicitados pelo Apontador são básicos, tais como nome, email, data de nascimento e senha

devem estar separadas por espaço. A última opção é a área Tornar local privado, usado apenas caso não deseje que sua empresa apareça nos resultados da busca do Apontador. Siga clicando em Prosseguir. Caso as informações estejam corretas, em Mapas aparecerá um mapa solicitando sua verificação quanto à localização apontada. Se estiver incorreto, basta voltar à etapa anterior e informar o local certo. Se estiver correto, pressione Prosseguir. Na etapa Logo & Fotos, você pode selecionar uma imagem local ou hospedada em qualquer endereço tanto para o logotipo quando para a foto da empresa. Essas informações enriquecem seu mapa. Depois, clique em Prosseguir para ir para a penúltima etapa, Vídeos, na qual pode adicionar um vídeo da sua empresa via URL. Esse vídeo pode estar hospedado no YouTube, Vimeo, MySpace, entre outros. O item final, Visualizar, fornece o link da página com a sua localização e também gera o widget do mapa para você colocar nos endereços que quiser. Em primeiro lugar, é possível selecionar até quatro tamanhos de mapa. No item 2, dá para copiar o código do widget para inseri-lo no HTML da página desejada. Já no item 3, é exibido um preview de como ficará seu mapa. Pronto! Mas lembre-se que o serviço ainda é beta.


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Programação Flash x HTML

A queda de braço entre Flash e HTML 5 Novas especificações da linguagem para desenvolvimento de páginas na internet promete encarar de igual para igual o soft de animações da Adobe Por Yan Borowski Machado

D

urante os últimos meses, muita discussão tem girado em torno do tema"HTML 5 versus Flash. Muitos apostam que a nova versão da linguagem mais popular de construção de páginas pode enterrar o bom software da Adobe, que permite criar interfaces animadas, leve e interativas, sobretudo no ambiente web. Para engrossar o coro daqueles que apostam que a linguagem HTML irá derrotar o Flash, navegadores populares como Opera, Safari, Firefox e Google Chrome já começaram a implementar alguns padrões do HTML 5. Do outro lado da questão, webdesigners e desenvolvedores fãs do Flash defendem que levará muito tempo para que todos os recursos da ferramenta da Adobe estejam presentes no HTML. E mais: há quem acredite que não é possível substituir todas aquelas animações complexas em Flash por tags HTML. Nesta reportagem, você verifica os dois lados da questão,

entrende como funcionam as mais recentes versões do programa e da linguagem e confere prós e contras de cada um deles.

A discussão O cerne da questão é se o Flash morrerá. E, em caso positivo, se o HTML 5 será o responsável por selar o caixão. Mais de uma vez, Shantanu Narayen, CEO da Adobe, já afirmou que quanto mais o padrão HTML avançar, melhores serão os conteúdos web. Logo, a empresa se mostra favorável à evolução da linguagem. O depoimento reflete cada vez mais que a criação de aplicações ricas para a internet sejam feitas com a plataforma que for, serão cada vez mais populares. De acordo com o CEO da Adobe, entretanto, o principal desafio para o HTLM 5 será funcionar corretamente em diferentes navegadores. Até hoje, exceção feita ao Internet Explorer, a maior parte dos browsers apresenta conflitos de funcionamento e exibição de páginas quando os códigos não estão bem escritos e estruturados. Navegadores \\ Até hoje, exceção feita ao Internet Explorer (ao lado), a maior parte dos browsers, como o Firefox (abaixo) apresenta conflitos de funcionamento e exibição de páginas quando os códigos não estão bem escritos e estruturados

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Flash x HTML Programação

* Navegadores populares como Opera, Firefox e Chrome já começaram a implementar alguns padrões do HTML 5. Por outro lado, os fãs do Flash apontam que a linguagem incorpore os recursos da Adobe

FLASH PRÓS

•Está no mercado desde 1996. Muitos problemas já foram resolvidos e alguns ainda terão de ser solucionados pelos navegadores que forem programar seus recursos. •É utilizado por grandes empresas, como o Google, com sucesso em muitos de seus serviços, hotsites. •Já existem muitos frameworks de JavaScript, exemplo do JQuery, que possuem inúmeros plugins para players de vídeo, áudio e animações.

W3C \\ Órgão responsável por criar padrões de linguagem de desenvolvimento de páginas, como o HTML 5

Por fim, Narayen pontua que a ideia da Adobe é, apesar de ser favorável ao HTML 5, continuar a desenvolver o Flash em sua busca para criar aplicações cada vez mais ricas. Com a vasta opção de navegadores atualmente, diz o executivo, o Flash se torna cada vez mais importante, justamente por ser - se é que é possível - mais multiplataforma que a linguagem. Do lado do HTML 5 está Ian Hickson, coeditor da nova linguagem e também funcionário do Google. De acordo com o desenvolvedor, um dos principais problemas do mundo da tecnololgia ocorre quando um nicho é dominado por apenas uma ferramenta, uma empresa ou uma tecnologia. O ideal é existirem vários players, que lutem constantemente para se superar. Para Hickson, o Flash é uma solução privada que não se enquadra no quesito “plataforma web”. Trata-se, afinal, de um software de desenvolvimento, criado e mantido por uma corporação privada. “Quando se está preso a uma única empresa, você está em sua mão. Se, por acaso, ela decidir descontinuar um produto, o que o consumidor fará?”, questiona. “Ou mesmo se começam a cobrar ou aumentam o preço do

•Segundo a Adobe, o FlashPlayer está presente em 99% dos computadores dos usuários de internet.

CONTRAS

•O usuário tem de instalar o plugin (hoje com 1,83 MB). •É uma tecnologia proprietária. Se a Adobe resolver acabar com o suporte ou transformá-lo em uma tecnologia paga, todos ficarão sem opção (ou usar o Silverlight). •São necessárias modificações no arquivo flash para utilizar técnicas de SEO, pois os mecanismos de busca não conseguem ler o conteúdo das animações perfeitamente (geralmente meta-tags são inseridas na página para as engines indexarem o site). •Para criar uma animação é necessário ter o ambiente de criação do Flash (Mx, CS1, ..., CS4), que são pagos, para criá-la ou acoplar o vídeo/controle.

programa, não há muito o que fazer”. Na visão do coautor do HTML 5, com uma plataforma aberta, um linguagem open source ou um padrão, qualquer pessoa com conhecimento técnico pode atuar. Os opositores do Flash deixam claro que o problema é a ferramenta se tornar, para a web, o que o Windows se tornou para os PCs: o sistema predominante. Vladimir Vukicevic, líder técnico do Firefox, afirma que a Mozilla quer que a web continue aberta para garantir que funcionalidades, como vídeos, não sejam manipuladas e dependentes de entidades empresariais. Entretanto, sobre o HTML 5 substituir o Flash, até mesmo os mais otimistas são precavidos. “Para que o HTML5 e o canvas substituam o Flash, é preciso que os desenvolvedores realmente queiram usá-los em suas aplicações”, diz Vukicevic.

Internet Explorer e o fiel da balança Especialistas consultados pela Locaweb em Revista acreditam que a questão envolvendo HTML 5 e Flash será decidida pela MIcrosoft. A falta de suporte de alguns recursos do HTML 5 no popular Internet Explorer é um problema para desenvolvedores. O fato de vários recursos não serem suportados pelo navegador mais popular do planeta faz com que diversas aplicações web deixem de evoluir. Afinal, os desenvolvedores têm de fazer adaptações no código, como hacks, adicionar conteúdo dentro de Flashes e usar recursos específicos do Internet Explorer (como controles de ActiveX para transparência em PNG).

W3Schools \\ Site conta com tutoriais e informações sobre linguagens de internet, como o HTML 5

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Programação Flash x HTML

* Um dos principais problemas do mundo da tecnololgia ocorre quando um nicho é dominado por apenas uma tecnologia. O ideal é existir vários players, que lutem constantemente para se superar

HTML 5 PRÓS

•Simplifica a codificação dos sites, deixando na mão do programador tags simples para adicionar áudio, vídeo e outras coisas no site. •É um padrão aberto que já é seguido por grande parte dos navegadores web que estão no mercado hoje. •O conteúdo fica todo aberto para que mecanismos de busca (Google, Bing e por aí vai) interpretem o mesmo e o indexem (foram especificadas melhorias para trabalhar com SEO).

Flash \\ Adobe é a empresa responsável por desenvolver o software de animação mais popular do planeta

O fator relacionado ao IE não será um mero desafio para o HTML 5. Com o aumento das ofertas de navegadores - ao lado do Internet Explorer, Firefox, Opera, Chrome e Safari vem sendo muito utilizados -, a incoerência tornou-se um problema. Muitas vezes, uma página ou recurso que funciona perfeitamente no Safari, por exemplo, simplesmente se recusa a abrir no Opera. Graças a esses problemas, desenvolvedores tem optado por criar aplicações para plugins, e não para plataformas puramente web. Quando se fala em plugins, é importante notar que um dos mais populares é o Flash. Nesse ponto, o HTML 5 ficaria enfraquecido. Obviamente, qualquer que seja o resultado da guerra, vão ser necessários anos antes que existam claros vencedores e perdedores no debate. Entretanto, uma vez que as tecnologias evoluem, o debate irá apenas intensificar. Afinal, há importantes fornecedores de software dos dois lados. E ambos têm tanto a ganhar quando a perder, independentemente da linguagem que prevalecerá. Quem sai ganhando com isso é, além dos usuários, o programadores. Desenvolvedores se beneficiarão, dada a 62 locaweb

•Qualquer editor de texto pode criar uma página com os novos recursos de vídeos.

CONTRAS

•Tem de ser implementado em todos os navegadores para que o site funcione e todos o acessem. •Sendo implementado por todos os navegadores, o padrão pode funcionar CrossBrowser entre alguns navegadores e entre outros não (exemplo dos Hacks de CSS para o IE).

corrida de cada plataforma para adicionar novas e excitantes características para acompanhar a concorrência. Um post de John Dowdell, executivo da Adobe, publicado em seu blog profissional, resume bem a questão. De acordo com ele, “toda esta campanha pró HTML 5 provavelmente beneficiará o Flash, porque poucos continuam a se opor à ideia de que 'experience matters'”, diz ele. “As coisas são um pouco diferentes do que eram há cinco anos. O lançamento do Silverlight ajudou a impulsionar a popularidade do Flash. O iPhone auxiliou a aumentar radicalmente o número de telefones com suporte Flash”, analisa. Ainda segundo a visão de um dos mais importantes representantes da Adobe, “a publicidade HTML 5 contribui para marginalizar aos poucos quem ainda defende que imagens, animações, áudio, vídeo e interatividade rica não têm lugar na web”.

FlashPlayer 10.1 Na recém-lançada versão do FlashPlayer, a 10.1, percebe-se a preocupação da Adobe com os smartphones. A edição em fase beta de testes com o Windows Mobile e o webOS (SO do Palm Pre, que pretende bater de frente com o iPhone). A Adobe anunciou uma parceria com a Open Screen Project (grupo que reúne mais de 50 empresas, dentre elas o Google, que definem padrões e softwares) para também colocar o player no BlackBerry. Entre suas preocupações com as plataformas portáteis, foram feitas melhorias na qualidade dos vídeos e uma redução do consumo de

•Tendo em vista que o padrão HTML levou aproximadamente 10 anos para chegar ao estado de hoje nos navegadores, ele ainda leva um bom tempo para ser implementado 100% em todos. •Provavelmente o IE será um grande obstáculo no caminho do HTML5.

Silverlight \\ Principal concorrente do Flash será um dos responsáveis pela gratuidade da ferramenta da Adobe


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Flash X HTML Programação

bateria para chips Tegra (nVidia - Zune HD) e Snapdragon (netBooks). Agora, também estão disponíveis formatos para visualização de vídeos em HD. Umas das grandes barreiras que a Adobe tem enfrentado com o Flash, hoje, é o iPhone. A Apple, de Steve Jobs, já afirmou que o telefone não terá suporte nativo para o Flash. De acordo com o mandachuva da empresa da maçã, “o Flash é demasiado lento para estar em smartphones acessando a web”. Recentemente, a Adobe conseguiu contornar - em partes - o problema com relação ao iPhone. Os desenvolvedores permitiram que o Adobe Flash Professional CS5 exportasse arquivos para formatos de aplicativos do telefone da Apple. Mas não foi dessa vez que a Adobe conseguiu colocar o suporte ao Flash no Safari. Com essas melhorias de desempenho, o Adobe Air também será beneficiado. Aparentemente, as aplicações usadas com Air ficarão bem menos custosas para a tão precisa memória RAM (o que é uma maravilha, porque o meu Twhirl come bastante).

HTML 5 A linguagem HTML 5 ainda não está pronta para encarar de igual para igual um lugar no coração de desenvolvedores. Entretanto, as novidades do padrão incluem itens como suporte a elementos gráficos sofisticados e inserção de vídeos. Confira, abaixo, os principais recursos e inovações da linguagem de marcação. Canvas - Servirá para implementação de elementos gráficos sofisticados. Essas tags poderão ser utilizadas para edição de imagens através de APIs ou JavaScript. Elas também são compatíveis com CSS. Vídeo - Novo recurso que permite inserir um vídeo na página com um simples "<video></video>". Adeus vídeos “embeded”! Geolocalização - Tags que permitem um site acessar a localização do usuário (em um smartphone) para ampliar a experiência dele. O Safari já programou esse recurso para o iPhone OS 3.0. O Google Latitude já está utilizando o recurso também. Caching de aplicações - Com este recurso, as aplicações estarão disponíveis para uso offline. Na publicação provisória da W3C, o arquivamento das URLs será feito por meio de categorias. Existem as entradas mestre, que são documentos que foram adicionados ao cache por

um contexto de navegação indicado por um atributo de manifesto. Trata-se da fonte da URL indicada na entrada mestre do HTML. Banco de dados - O W3C fez uma proposta de API para acesso a dados com o HTML5. Nele, os navegadores passariam a utilizar base de dados para armazenamento das aplicações. Isso ainda vai dar muito pano para manga, já que não é unanimidade entre desenvolvedores.

Na prática Agora, é importante observar alguns exemplos de codificação. Deixando de lado a teoria e a briga de quem vai acabar com quem, confira como funcionam alguns códigos. Adicionar um vídeo à pagina: Com o HTML 5: <video width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/watch?v=VW7dh3fdYlA" controls autobuffer> <p>Você pode colocar um texto aqui dentro.</p> </video>

Ainda existe um atributo para iniciar os vídeos automaticamente. <video src="festa_15_anos.mov" autoplay> </video>

Com Flash no HTML 4: (quem já teve de inserir um flash no conteúdo de uma página HTML conhece o código) <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/ pub/shockwave/cabs/flash/swflash. cab#version=6,0,40,0"> <param name="allowFullScreen" value="true" /> <param name="allowscriptaccess" value="always" /> <param name="src" value="http://www.youtube.com/ watch?v=VW7dh3fdYlA" /> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/watch?v=VW7dh3fdYlA" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"> </embed> </object>

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Programação Flash x HTML

Na captura exibida na parte inferior desta página, você vê um exemplo que indica onde o usuário está. Observe que o navegador pergunta se você deseja compartilhar a localização com o domínio que está sendo acessado. Foi utilizado o Firefox 3.5.5 para o teste.

Conclusão A briga é importantíssima para que todos os browsers sigam o padrão HTML 5 com perfeição e que o Flash esteja presente no meio de sites que utilizem esse Suporte em álbuns virtuais \\ Alguns álbuns online, como o Picasa, possuem suporte para este tipo de padrão de codificação. Afinal, tag. Com ele, o usuário pode tirar fotos do restaurante, onde almoçou e traçar um mapa virtual com os lugares o que seria do Firefox se não existisse o Chrome? O que seria do Windows se não Geolocalização fosse o Unix e suas milhões de distribuições? Este é um recurso extremamente interessante. Alguns O Flash, com certeza, não se sente ameaçado pelo álbuns online, como Picasa e Flickr, possuem suporte para HTML 5, afinal, a exibição de vídeos é algo recente esse tipo de tag. São inúmeras as possibilidades de para o próprio programa da Adobe. Todos devem utilização. Com ele, o usuário pode tirar fotos do lembrar-se de que a principal utilização do Flash, até restaurante que almoçou e traçar um mapa virtual com os metade da década, era para animação. lugares. Por meio do recurso, é possível saber regiões onde O HTML, por sua vez, propõe uma série de existem mais restaurantes que agradam ao usuário. recursos novos, como acoplar um vídeo direto no No sistema Symbian, que equipa vários celulares da HTML ou um arquivo de áudio. Porém, obviamente, Nokia, como o smartphone N95, há um recurso chamado está longe de fazer tudo que o Flash faz há “location tagger”. Este recurso marca a localização anos. Mesmo porque todos os navegadores (baseada no sistema de GPS do N95) no cabeçalho da foto. implementariam - atente-se a este ponto - de forma Esses álbuns conseguem utilizar a informação para diferente essas funções, sendo que existe um renderizar as fotos com a geolocalização. excelente produto, que é o Flash, que as faz Eis um exemplo de como ficaria o HTML de um perfeitamente de maneira padronizada. objeto mapeado com uma localização. Em resumo, o Flash deve continuar presente no cotidiano da web, para demandas mais complexas. Já <span style="display:none" xmlns:geo="http:// o HTML 5 chega, para descomplicar muitas limitações www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"> do HTML 4, permitindo ao desenvolvedor se preocupar <geo:lat>123</geo:lat> com assuntos mais importantes da implantação do <geo:long>23.1</geo:long> aplicativo e do website. </span>

Geolocalização no HTML 5 \\ Observe que o navegador pergunta sobre compartilhar a localização com o domínio que está sendo acessado

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Locavip19:W2008 7/12/2009 15:30 Page 66

parceiros/locaweb

locavip Conheça aqui alguns dos principais clientes vips da Locaweb * “O Ometz Group tem como foco a excelência em serviços e, por isso, confia à Locaweb a hospedagem de sites, sistemas online e banco de dados de todas as suas empresas. A Locaweb tem se mostrado uma empresa ágil, flexível e com uma equipe altamente profissional.” Marcos Teixeira, gerente TI da Ometz Group

• Portal Educação • www.portaleducacao.com.br

* “O Grêmio tem se destacado no cenário dos grandes clubes do Brasil pelo incremento crescente da sua relação com torcedores/clientes. Nosso site é o grande canal desse relacionamento. Por isso, buscamos a parceria com a Locaweb, que tem nos permitido a disponibilidade do serviço.” Andrade Osório Prates - gerente de TI do Grêmio 66 locaweb

• Ometz Group • www.ometzgroup.com.br

* “O Data Center da Locaweb sempre atendeu com a escalabilidade necessária para suportar nossa demanda de serviços em e-learning no segmento de varejo e corporativo, mantendo com alta disponibilidade os sistemas e bancos de dados críticos ao negócio.” André Akagi, diretor de TI do Portal Educação

• Grêmio • www.gremio.net


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